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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011


30 Depois da tempestade vem a...

Ainda com as duas mãos sobre a boca, para abafar o grito eminente,  eu me vi diante de um cenário completamente apavorante. Estava ali quando ele abriu os olhos, mas não havia reações em seu corpo. Os médicos se olharam por instantes, ainda com incredulidade em seus  olhos, a enfermeira me segurou por trás quando tentei correr até lá. Vi quando um deles pegou algo no bolso do jaleco. A coisa tinha o formato de um pequeno cilindro e por um momento não entendi a sua utilidade.

Ele segurou os seus cílios e acendeu pequena coisa, que era uma lanterna, e começou a passar diante dos olhos de Jacob. Acho que testava os seus reflexos. O outro pediu que a enfermeira me tirasse da sala naquele momento.

Eu por minha vez, estava completamente em pânico, não desejava sair. Precisava ficar e ver o que aconteceria. Não sei dizer o porquê, talvez pelo meu estado de espírito já muito abalado, tinha um mau pressentimento sobre aquilo.

- Tire a sra daqui! – Ordenou o primeiro médico, enquanto eu sacudia a cabeça em sinal de negativo. Chorava tanto naquele momento, que nem tinha forças para falar. Apenas tentava não gritar, fazendo uma cena, diante deles. Era o máximo que conseguia naquela situação - Anda! – Ordenou outra vez e a mulher começou a me puxar, enquanto fazia força para que meu corpo não se movesse. Continuei a observar o médico a examinar Jacob. Ele parecia medir a sua pressão cardíaca, enquanto o outro fazia anotações na prancheta.

- Vamos, senhora. – A enfermeira foi me conduzindo para a fora da sala. Dávamos passos curtos. Eu ainda tentava olhar para trás, virando levemente o meu pescoço, mas não houve jeito e saímos da sala. Continuei a olhar pela janela de vidro, tirei a máscara e deixei o choro sair com tudo.

- AHHH! AHHH! Mãeeeeee! Ahhhhh! AHHHH! – Meu corpo começou a escorregar pela parede e quando me dei conta, estava caída no chão, a chorar como um bebê, enquanto a enfermeira tentava me levantar. Logicamente ela não conseguiu e foi buscar reforços.

Eu estava tão assustada com tudo aquilo e ainda tinha muito medo dele morrer. Lembrei de minha mãe dizendo que já tivera outras paradas cardíacas e aquilo me deixava ainda mais desesperada. Era como se alguém simplesmente me tirasse o chão e me deixasse cair.

- Jacob, Ahhh! Ahhhh!! Rarararaarara! – Na minha crise de desespero, o choro se misturou a risos. Foi uma coisa completamente maluca e inesperada. Quando meu pai chegou para me pegar, estava caída no chão, com aquela estranha crise de choro e riso. – Paiiiiii!!! Paiiiiii!!! Ele... não... Ohhhh!! Ahhh! AHHHH! PAIIII! – Ele me tirou do chão, pegando-me em seu colo e caminhou comigo para fará dali. Eu continuava a chorar muito. O desespero era tão grande, que não me preocupava com o que as pessoas que nós viam naquele estado iram achar.  –Ahhhhh!!Rarararar! Ahhhhhh

Meu pai me sentou em uma das poltronas da sala de espera. Todos se amontoaram diante de mim, enquanto eu continuava na crise. Depois de alguns segundos, meu pai voltou com um aparelho de pressão e veio me examinar.  Apertou algo que parecia uma bombinha, colocou uma coisa redonda e gelada em meu braço e começou a medir.

- Ela esta com a pressão alta.  – Disse sacudindo a cabeça em sinal de negativo. Vou pedir um leito para você deitar e tomar uma medicação.

- AHHHHHH!!!! Nãoooo! Nãooooo! Ahhhhh!

- Faz alguma coisa, Edward.  – Minha mãe pediu com a voz desesperada.

- Ele quase morreu! Ele quase... AHHHhHHHH! Nãoooooo! AHHHHH!

- Calma, filha! Calma!  A enfermeira contou o que aconteceu. Ele já teve outras paradas antes. Os médicos estão fazendo o que é possível. Você precisa se acalmar.

- Tá doendo!!! Meu peito está doendo muito. AHHHHHH! AHHHHH AHHHH!

Meu pai me levou para a sala de emergência, deitou-me na cama, pegou uma agulha e colocou uma medicação amarela nela e depois aplicou em meu braço.

As coisas foram ficando turvas e aos poucos foram se apagando.

Quando acordei, estava com uma bolsa de soro presa em um suporte de metal, com o cano longo que ia até uma agulha presa em meu braço. Senti me completamente mole e atordoada. Não tinha noção de quanto tempo estava naquele estado e nem se estava bem. A verdade é que me sentia muito mal, talvez pelo efeito da injeção, e queria continuar a dormir.

Olhei a minha volta, percebi que estava em um quarto branco, com uma pequena TV presa à parede, um sofá no canto da sala e uma mesa no canto com algumas coisas minhas. Fiquei assustada com aquilo e o meu primeiro impulso foi chamar a minha mãe.

- Mãe! Mãe! Mãe!

- Estou aqui, filha. – Ela saiu de uma porta, veio até a cama, pegou a minha mão e ficou me olhando com aquele jeito preocupado. – Como você se sente¿ - Perguntou franzindo o cenho.

- Estou cansada, mole, sei lá... To estranha.- Disse e depois bocejei. Ela bocejou também e depois pareceu medir o que me diria.

- Sua pressão subiu muito e seu pai ficou preocupado. Ele ficou o tempo inteiro com você. Mas teve que sair para resolver problemas. – Virou o rosto e pareceu disfarçar.

- Problemas¿ Que problemas¿ - Aquilo realmente me preocupou e se algo estava acontecendo, gostaria de estar a par.

- Seu avô passou mal depois de uma reunião. Ele está tentando apagar o fogaréu que a imprensa fez. Se reúne todos os dias com os diretores e gerentes. Mas não se sentiu bem e Edward foi para lá socorrê-lo.

- Meu avô¿ Aimeudeus! – Fiquei aflita com aquela notícia. Queria saber mais sobre o ocorrido, mas minha mãe ficou temerosa com aquela conversa.

- Ele esta bem, filha. Não fique tão desesperada. Tudo bem¿ Agora só preciso que você descansa para... – Ela deu um sorriso discreto e percebi que havia algo mais. Meu coração palpitou de excitação naquele momento e comecei a me sentar na cama.

- Jacob acordou¿ Heim¿ - Meus olhos encheram de lágrimas, fiquei trêmula e uma vontade de sair correndo me invadiu naquele momento. Tentei levantar correndo e senti uma tontura me fazer esvair. Minha mãe me segurou naquele momento.

- Ele acordou,mas agora esta dormindo. Não pode vê-lo nesse momento, então sugiro que se acalme. – Ela me deitou na cama, mas eu estava em cólicas para ir vê-lo e não sossegaria até que aquilo acontecesse. Depois de meia hora, consegui finalmente convencer a minha mãe e me deixar ir. Ela saiu primeiro do quarto para pedir autorização para o médico. Enquanto isso fui para o banheiro tomar um banho e ficar um pouco apresentável. Peguei a mala de roupas sobre a mesa e entrei no banheiro.

Ao me ver no espelho, nem me reconheci de tão inchada que estava e as olheiras roxas. Fiquei apavorada com o que vi e em um primeiro momento fiquei até com vergonha de Jacob me ver naquele estado lastimável.

Após um tempo me olhando, tirei aquela camisola branca, com tecido áspero e de má qualidade, entrei no Box do banheiro, fechei a porta e tomei um banho quente. Assim consegui relaxar um pouco o meu corpo e me senti mais aliviada.

Depois que me arrumei e fiz uma maquiagem para disfarçar a expressão horrível de meu rosto, sai do banheiro e encontrei a minha mãe me esperando. Ela sorriu para mim e  me deu uma boa notícia.

- O médico autorizou a entrada no quarto. Mas ele quer conversar rapidamente com você. Podemos ir¿

- Tudo bem, mãe. Podemos ir logo¿ Quero ver o meu marido. – Disse já caminhando em direção a porta.

Saímos do quarto e caminhamos até o final do corredor. Paramos um momento e não entendi porque estávamos paradas ali. O médico, o mesmo que reanimou Jacob, saiu do quarto ao lado e parou diante de nós.

- Tudo bem, Sra Black¿ - Perguntou me analisando. Sua expressão era de preocupação. – Eu deveria tirar a sua pressão primeiro, mas a sua mãe insistiu muito. Então serei breve. OK¿ - Eu assenti com a cabeça e ele começou a falar. – O seu marido está se recuperando e não pode se emocionar, se agitar ou se aborrecer. Por isso peço que evite certos assuntos. Se ele começar a apresentar alguma reação estranha, peço que aperte o alarme. E se a senhora não se sentir bem, vá imediatamente ao meu consultório. É o 230 e estarei fazendo algumas anotações. – Continuou a falar tentando manter a voz baixa.- Após a visita ao seu marido, quero examiná-la para ver se está bem. Seu pai disse que não tem histórico de pressão alta, mas é bom não abusar. Então não saia desse hospital sem me procurar. Entendidos¿ - Assenti novamente, ele sorriu, abriu a porta para mim e depois fez sinal para que entrasse.

O quarto estava bem iluminado, as persianas estavam suspensas, as janelas fechadas, mas dava para ver a luz do dia através da luminosidade que penetrava pelos vidros. TV ligada com som baixo, havia uma mesa no canto do quarto com flores e frutas.

Olhei para cama e Jacob estava deitado em silêncio assistindo TV. Quando ouviu os passos, virou o rosto e olhou em direção a porta. O seu sorriso se abriu e os seus olhos negros pareciam iluminados naquele momento. Ele me olhou com tanto amor, fazendo meu coração bater muito rápido, o ar me faltar e meu corpo inteiro reagir, ficando completamente trêmulo com aquele olhar cálido.

- Amor... – Sussurrou com aquela voz rouca e sexy. Arfei quando esticou o braço, estendendo a mão para mim e fez sinal com a cabeça para que eu fosse para seu lado.

Caminhei em sua direção, sentei na beira da cama e fiquei olhando para o seu rosto, provavelmente com expressão abobada, quando as lágrimas, novamente, se formaram no canto dos meus olhos. Não consegui falar nada, apenas chorei baixinho e fiquei olhando para o seu lindo rosto. Era um alívio vê-lo ali,vivo, sorrindo e me olhando como se fosse a coisa mais linda do mundo.

- Fala alguma coisa, neném. – Pegou a minha mão e a beijou. – Eu fiquei tão aflito quando me disseram que não poderia vir. Disseram que você não estava bem e por isso não poderia vir.
Eu estava aflito, mas o Dr Preston disse que você estava bem. – Ele apertou forte a minha mão e com a outra foi secando as minhas lágrimas.

- Eu...Ahhh

- Tudo bem, amor¿ Você está sentindo alguma coisa¿ Senti-se mal¿- Sua expressão mudou e parecia muito aflito naquele momento. – Fala alguma coisa.

- Eu tive tanto medo... Eu pensei que você.... – Não tinha forças para falar nada. Jacob se sentou, puxou o meu corpo para si e tentou me abraçar. Acabou gemendo de dor naquele momento, com a pressão de meu corpo  sobre o seu peito.

- Hummm!  - Ele se ajeitou na cama e arrumou meu corpo.

- Não fala nada, amor.- Beijou a minha cabeça e começou a fazer carinho em minhas costas. – Eu imagino como você deva ter sofrido. Não precisa dizer nada. Só me abraça e me deixa sentir que está tudo bem. Tive tanto medo de te perder. Quando vi aquele homem apontando a arma para você, não agüentei de tanta aflição.

- Eu sofri tanto, Jacob. – Minha voz era praticamente um sussurro.

- Eu imagino, meu bebê. Mas agora tudo ficará bem e eu prometo que não deixarei ninguém te ferir.

- Quando eu o vi quase morrendo naquela sala, os médicos tentando te trazer de volta, aquele barulho estranho no aparelho, eu... – Senti falta de ar naquele momento e comecei a chorar ainda mais.

- Eu prometi para você. Não prometi¿ Nunca vou te deixar, amor... Prometo. – Beijou minha testa, tirou os filhos de cabelos do meu rosto molhado pelas lágrimas e ficou acariciando a minha bochecha.

- Prometeu, mas me deu um susto muito grande. Ah Ah Ah Ah – Comecei a soluçar baixinho, enquanto ele tentava me acalmar.

- Nós vamos ficar bem e daqui a pouco estaremos em nossa casa. – Seus lábios roçaram em minha bochecha e os poucos ele me acalmava com seus suaves beijos.


Escutamos um barulho na porta e quando virei o rosto, vi o médico entrando com minha mãe.

- Eu disse que não era para lhe dar emoções fortes, Sra Black.- Disse e tom severo.

- Desculpe, Doutor. – Jacob se adiantou. – Só estávamos matando a saudade. Eu não terei nenhuma complicação por dar amor a minha esposa. – Fiquei sem graça quando ele falou, mas percebi que aquilo não amoleceu nem um pouco o homem.

- Sem exceções, Sr Black. Como seu médico eu afirmo que certas coisas, as que podem deixá-lo excitado, não são recomendadas nesse momento. Sugiro uma distância saudável da sua esposa agora, se é que me entende. Em poucos dias poderão voltar a atividade sexual. Esse momento, no entanto, não é recomendável. – Virei o rosto, sentindo-o esquentando nas bochechas. Sabia que estavam coradas de vergonha. Como ele se atrevia falar aquilo diante de mim¿ Totalmente se noção.

- Filha¿ - Minha mãe chamou e sai do colo de Jacob. Levantei-me da cama e fiquei de pé por algum tempo.

- Preciso examiná-la, Sra Black. O meu plantão está terminando e prometi ao seu pai que cuidaria pessoalmente de você. Podemos ir ao meu consultório¿ - Perguntou em encarando e eu assenti. Olhei para minha mãe e achei estranho ela se oferecer para ficar com Jacob. Afinal os dois se odiavam e isso era mais claro do que água.

- Eu fico com ele. – Disse arqueando a sobrancelha. Jacob me olhou com cara de poucos amigos, mas não falou nada. Sabia que aquilo não o agradava em nada, entretanto não seria deselegante na frente do médico.

- Tem certeza¿ - Perguntei incrédula e vi uma expressão calma em seu rosto. Não entendi o que estava acontecendo. – Quer dizer, vocês não se gostam e vivem se alfinetando. Por qual motivo quer ficar aqui com ele¿ Ele não pode se aborrecer, mãezinha.

- Eu não sou tão má quanto pareço, filha. Tenho que ser no mínimo grata ao homem que deu a sua vida pela minha filha. Seu marido pode até não prestar, mas uma coisa de bom ele tem... – Ela ficou em silêncio por uns três segundos e depois voltou a falar. – Ele te ama de verdade. Ninguém daria a vida por outra pessoa que não amasse. Só um pai, uma mãe ou um amor de um homem por uma mulher para esse tipo de ato. Prometo não aborrecê-lo, amorzinho.


- Não quero que o meu paciente se aborreça. – O médico disse para minha mãe, enquanto caminhava em direção a porta. Fui até Jacob, dei um selinho em seus lábios e depois caminhei para a porta. Sai e segui o médico até o consultório.

Depois de um tempo me examinando, o médico me deu alta e permitiu que ficasse de acompanhante de Jacob enquanto estivesse internado. Deixando claro, obviamente, que não poderíamos ter intimidades por enquanto, aquilo aceleraria o seu ritmo cardíaco e ele se preocupava com isso em um primeiro momento.

Voltei para o quarto de Jacob a tempo de ouvir o final da conversa.

- Eu posso ser tudo, Bella, mas eu amo a sua filha. Eu me casei com um interesse, só que tudo mudou quando a tive em meus braços. Quando a fiz minha mulher e vi que a minha vingança não valia a pena. Espero que acredite em mim. Pode continuar a me odiar e a implicar comigo. A única coisa que não aceito, é que diga que eu não a amo. Porque ela é tudo o que me importa nessa vida e sem ela não sou mais nada. Hoje não me importo com dinheiro, posição e nem mesmo o conforto. Só quero ter paz para viver esse amor. Essa é a única verdade que tenho para você.

- Eu ouvi tudo e acredito em você, Jacob. Sempre soube que havia algo errado com você e sempre quis proteger a minha filha. Mas hoje eu só penso poupá-la dos infortúnios da vida... Só isso! Não acho justo que ela sofra e seja humilhada pelas pessoas. Contudo respeito a sua vontade e a apoiarei nesse casamento. Estou lhe dando um voto de confiança. Agora se fizer a minha filha sofrer, juro que acabo com você com as minhas próprias mãos.

Entrei no quarto e os dois me olharam. Não falaram nada por algum tempo. Minha mãe se despediu de Jacob com aceno e saiu.

 - Vou pegar a sua mala no outro quarto e já volto. – Disse e se foi.

Caminhei para a cama, deitei ao lado dele, fiquei do lado do peito bom e apoiei a cabeça em seu braço. Passei um dos braços pelo seu abdômen, fechei os olhos, inalei o seu cheiro de sabonete for man e fiquei sentindo as suas caricias em meus cabelos.

- Sua mãe e eu nos entendemos. Acho que não poderei mais chamá-la de “narja cascacu”. – Disse rindo e achei engraçado. No mínimo bizarro saber que ele chamava minha mãe daquela maneira por trás. Tive vontade de rir, mas me contive.

- Você chama minha mãe assim¿ - Questionei, tentando não deixar aquilo parecer um absurdo tão grande. Não queria discutir com ele. Só queria ficar em seus braços para sempre. Nada mais teria importância para mim.

- Quase sempre em pensamento. Rarara – Ficou rindo e parou quando a porta se abriu e ela entrou. Tive que me esforçar para não rir. Imagina se ela soubesse do “singelo” apelido que ele havia colocado. OMG! Conhecendo bem a minha mãe, sabia que não iria prestar mesmo.

- Filha, aqui tem roupas intimas, sabonete, perfume, pasta de dente, escovas, e agasalho para os dois. Espero que passem bem esses dias. Amanhã venho visitá-los com suas tias e sua avó. Elas estão super ansiosas para vê-los.

- Obrigada, mãezinha. – Beijou o meu rosto, deu as costas e já saia quando voltou.

- Ah! O Seth, Larissa, Rachael e Rebecca mandaram um beijo para os dois. Eles estão ansiosos para vê-los também. -  Acenou e saiu.

Ficamos abraçados muito tempo. Eu dormi e acordei algumas vezes, já com o quarto escuro e o barulho baixo da TV ligada.

Jacob continuava a abraçar o meu corpo e tocar a minha pele de forma carinhosa.

- Dorminhoca... – Sussurrou.

- Dormi muito, amor¿

- Muito! – Ele riu. – E enfermeira veio aqui para me medicar e quase não conseguiu com você agarrada em mim.

- Ai que vergonha!

- Ela ficou feliz. – Beijou o meu rosto. – Disse que todas as enfermeiras estavam tristes por vê-la naquele estado. Todas estavam torcendo pela minha recuperação e para nós dois ficarmos juntos. Que a nossa história é praticamente um conto de fadas.

- Que bom! – Sai dos seus braços, sentindo o meu corpo dolorido por dormir naquela posição, bocejei, estiquei braços e pernas, fiz um pequeno alongamento com os braços e depois fui ao banheiro escovar os dentes. Vi minha face abatida no espelho e fiquei com vergonha que ele me visse daquele jeito. Tomei banho, escovei os dentes, penteei os cabeços e vi sua imagem atrás de mim no espelho enquanto terminava de me arrumar. Ele me abraçou por trás, prendendo os braços firmes em minha cintura e começou a beijar o meu pescoço.

- Sabe do que sinto vontade agora¿ - Perguntou com a voz rouca e baixa que mais parecia um sussurro.

- Jacob, nós não podemos. O médico pediu... – Ele me virou e colocou o dedo sobre os meus lábios.

- Eu quero você, amor! Quase morri e agora não consigo resistir ao seu cheiro. Quero fazer amor com você aqui nesse hospital.

- Jacob,não devemos. – Disse com a voz manhosa.

- É claro que sim! A enfermeira só volta amanha de manhã. Vou colocar a cadeira na porta para impedir a entrada e ai poderemos ficar a vontade para nos amarmos.

- Você é louco! – Coloquei a cabeça em seu peito e me aconcheguei.

- Só vou tomar um banho e escovar os dentes. Sua mãe fez bem em trazer coisas para nós dois. Vá para a cama e me aguarde lá. OK¿ - Mordeu os lábios de forma sexy e eu assenti com a cabeça.

 Eu nem sabia o que pensar e muito menos como agir. Afinal Jacob escapou por pouco da morte e o médico fora bem claro em relação ao “esforço” físico. Sabia que aquilo poderia acabar mal, mas a idéia de fazer amor com ele em um quarto de hospital me deixava excitada.

Voltei para o quarto com a mala, após ele tirar as suas coisas, sentei no sofá, abri a bolsa e procurei o perfume, dei uma leve borrifada em meu pescoço e pulsos, guardei as coisas e voltei para a cama.

Jacob voltou para o quarto com aquela camisolona de hospital, foi direto para a porta e colocou uma cadeira prendendo a maçaneta da porta. Virou-se para mim, deu um sorriso safado e ficou me encarando com aquele jeito sensual e enlouquecedor.

Passo a passo ele caminhou lentamente para a cama, sentou-se na beira, tocou o meu rosto com as costas das mãos e fez um leve afago em minha bochecha.

Arfei de excitação e tentei esconder o meu desejo... Como se aquilo fosse possível, não é¿

- Jacob, isso é... -  Ele colocou a ponta do dedo,suavemente, sobre os meus lábios. Seu olhar era intenso e sedutor, despindo-me com olhar deforma no mínimo desaprovadora para um doente que acabara de sair do estado terminal.

- Não diz nada, amor. Eu quero você! Podemos ficar  juntinhos¿ Eu estou carente demais e quero a minha amada esposa para me animar um pouquinho. Afinal eu mereço depois de ter levado uma bala no peito por você. Ou não mereço¿ - Fez cara do gatinho do desenho “Sherek”  e eu amoleci em seus braços.

Jacob deitou-se na cama, depois me puxou colocando-me de costas para ele. Pouco a pouco fui relaxando com seus lábios em meu pescoço, subindo e descendo de forma gostosa sobre a minha pele. Começou a mordiscar o meu lóbulo e sussurrar com aquela voz deliciosa me meu ouvido.

- Goza, neném... muito gostosa.

- OH, Jacob!

- Desde a primeira vez que te vi na foto, fiquei louquinho por você, meu bebê. – Outra mordiscada de leve e a língua passou sobre o lóbulo. – Geme para mim, vai!

- Não faz assim, amor...

Suas mãos passaram por baixo da camisola, percorreram as minhas coxas e chegaram até a minha sexualidade. Seus dedos começaram a brincar com meu clitóris e logo estava sentindo a umidade em meu sexo. Um dedo desceu até a minha entrada e senti o toque me penetrar. Gemi com um prazer intenso me dominando. Era surreal a sensação que ele me proporcionava.

A outra mão acariciou a minha barriga e desligou até os meus seios, deixando um caminho de fogo pelo meu corpo.

- Isso, amor, geme mais... – Seus sussurros me enlouqueciam e os seus lábios não se cansavam de deslizar sobre a minha pele causando arrepios em todos os poros do meu corpo.  Deixei me levar por aquela loucura e me perdi em seus braços. Quando percebi penetrou o meu canal vaginal por trás e continuou acariciar o meu seio com uma mão e o meu clitóris com a outra.

Pouco  a pouco foi aumentando o ritmo, entrando e saindo do meu corpo de forma intensa, enquanto gemia gostoso em meu ouvido.

- Amor... gostoso, amor. – Suas estocadas ficaram mais profundas e intensas. Ele arfava muito e percebi que estava ficando sem ar. Por isso parei o que estávamos fazendo e desencaixei do seu corpo. Virei para ele, que respirava com dificuldade. Mesmo assim pediu para eu continuar o que estávamos fazendo. – Pelo amor de Deus, eu preciso está dentro de você. Fica por cima, por favor. – Implorava com aqueles olhinhos pidões.

Jacob deitou de costa para cama, subi sobre ele, passando as pernas pelas suas cinturas, encaixei o meu canal no seu membro e comecei a cavalgar.

Ele segurou os meus seios com as duas mãos, apertando-os de forma intensa enquanto eu subia e descia cada vez mais rápido. O ritmo ficou muito forte, os nossos gemidos ficaram mais altos, o suor escorria pelos nossos corpos, exalando pura luxúria, enquanto continuávamos aquela dança sexual. Nossos corpos explodiram em orgasmos, deixando os corpos trêmulos com os espasmos compulsivos que aumentavam cada vez mais. Cai cansada sobre o seu corpo e vi que ele respirava com dificuldade. Fiquei preocupada, mas ele garantiu que estava tudo bem.

- Tudo bem, amor. Se for para morrer fazendo amor com você, eu vou muito feliz. – Deu uma sutil risada e me puxou para o seu peito. Quando nossos corpos se encontraram, ele gemeu de dor e tentou me arrumar do outro lado. – HUMMM!

- Machuque você, amor¿ - Perguntei angustiada. Sabia que tudo aquilo era imprudente e insensato. Não me perdoaria se algo lhe acontecesse.

- Estou bem, meu neném. Só preciso sentir o seu corpo junto ao meu... Só isso! Agora dorme tranqüila, que fico velando o seu sono. – Dormimos ao som baixo da TV ligada, com os corpos suados e colados um ao outro. Quando acordei, Jacob não estava na cama e me senti temerosa. Levantei cambaleando da cama e fui até o banheiro. Bati na porta e ele respondeu baixinho.

- Já vou!

-O que aconteceu¿ - Perguntei sentindo o nervoso me consumir.

- Nada! Pode chamar a enfermeira¿ - Ele perguntou, fui até a mala, peguei as minhas roupas e vesti. Depois peguei o telefone e interfonei para a recepção.

- Pode pedir a enfermeira para vir ao quarto 512, por favor.  – Pedi e depois desliguei.

Alguns minutos depois, a enfermeira entrou e ficamos esperando Jacob sair do banheiro. Ele foi até a cama, deitou-se e mostrou o curativo da operação com marcas de sangue. Ela deu uma olhada inquisitiva para nós dois, mas não nos questionou. Apenas pediu que ele se deitasse e depois cuidou do ferimento.

Ele percebeu que eu estava muito nervosa, por isso pediu que fosse para o banheiro me arrumar enquanto ela cuidava dele. Entendi perfeitamente o seu olhar e já estava constrangida demais .

Quando cheguei a porta do banheiro, eu a ouvi dizer: - Pode deixar que não contarei nada ao Dr Preston. Mas vocês precisam segurar um pouco esse fogo. Não é uma boa hora para abusar. Sabe muito bem que poderia ter complicações, Sr Black.

- Ela vale qualquer risco. – Ele disse e sorriu. Entrei no banheiro, fechei a porta e vi meu rosto corado de vergonha.

--- xx ---

Jacob estava há quase uma semana internado, ainda em observação, quando algo muito estranho ocorreu no hospital.

Ouvimos os alarmes tocarem e barulho de pessoas gritando.

Um barulho estranho, parecia bombinhas ou talvez fogos de artifícios, do lado de fora. Corri para a porta e espiei. Depois coloquei a cadeira prendendo a maçaneta e me encolhi no canto do quarto.

Jacob saiu do banheiro e não entendeu nada.

Fiz sinal para ele fazer silêncio, peguei a mala sobre o sofá, corri para ele e o puxei para o banheiro.

Trancamos a porta e ficamos em silêncio, enquanto barulhos mais fortes do lado de fora nos assustavam, deixando-me com a certeza de que eram tiros.

Abri a bolsa e liguei para o meu pai, que atendeu assustado com aquela ligação. Então contei a ele que algo estava ocorrendo e ele pediu para ficarmos escondidos no hospital.

Desliguei a ligação e abracei forte Jacob, que tremia e suava de nervoso. E foi justamente nesse momento, que um barulho muito forte de algo batendo contra a porta do quarto.

Outro estrondo ainda maior e nós nos abraçamos fortemente. Achei mesmo que aquele fosse o fim. Fechei os olhos e esperei pelo pior, quando alguém tentou abrir a porta.

Comecei a chorar de medo, quando a porta foi arrombada.

Fiquei mais aliviada ao perceber que era um dos seguranças do meu avô, que segurava a arma em posição de ataque, como aqueles detetives de filmes policiais, enquanto olhava para nós.

- Sra Black, vocês estão bem¿ - Assenti com a cabeça ainda chorando.

- Vista-se, Sr Black! – Disse rapidamente e parecia nervoso. – Tenho que tirar vocês em segurança desse hospital.

- O que aconteceu¿ - Jacob perguntou me apertando forte contra o seu corpo.

- Bandidos entraram no hospital armados e invadiram o quarto no final do corredor. Trocamos tiros com eles e dois morreram. – Olhou para a porta e fez um sinal estranho com as mãos. – Vamos! Seu avô mandou levá-los para a casa de vocês. Ela está protegida e lá ele decidirá o que fazer. Não temos muito tempo e aqui não é seguro para os dois.

- Mas por que invadiram o outro quarto¿ - Perguntei sem entender o que ocorria

- O seu avô registrou vocês em outro quarto. Esse aqui está em nome de outra pessoa. Só os médicos e a enfermeira que os atendem sabem a verdade. Ele temia que alguém tentasse algo. Agora andem, por favor! – Ordenou e saiu.

Eu não sabia o que pensar e nem como agir. Estava perfeitamente claro que alguém nos queria mortos e que estava usando Casy como bode expiatório.

Jacob me tirou do transe e começou a se vestir rapidamente. Nem havia percebido que tinha tirado as roupas da mala e estava se arrumado.  Tudo foi muito rápido e quando dei por mim, ainda em meus devaneios, esta me puxando pela porta do banheiro, com uma expressão de pânico terrível em sua face. Sabia que estava com medo que algo me acontecesse.

- Venha, amor! Tenho que tirar você daqui em segurança. Não posso permitir que nada te aconteça. – Seu olhar era de puro pânico e eu entendia perfeitamente o motivo.

- Calma, amor! Calma!

- Ness, alguém quer matar você. Não está claro¿ Vamos! – Foi me puxando e encontramos os seguranças a nossa espera na porta do quarto. Os dois nos ladeavam, enquanto as pessoas corriam de um lado para  o outro. Estava uma histeria só nos corredores do hospital. Vi  sangue e marcas de balas nas paredes.

Havia policiais interrogando as pessoas. Um deles chamou um dos seguranças e falou algo. Depois nos liberou e saímos correndo para a saída.

Na porta um carro preto blindado nos esperava, já de portas abertas, com mais dois seguranças de terno preto e óculos escuros olhando ao redor. Atrás havia outro carro, com mais três seguranças. Era um esquema especial de fuga,deixando claro que o meu avô estava muito preocupado com um atentado. A única coisa normal naquilo, foi que não havia nenhum paparazzi de plantão a nossa espera. Contudo sair dali era uma questão de urgência, logo haveria milhares de jornalistas histéricos contando lorotas.

Entramos no carro e ele partiu em alta velocidade. Coloquei a cabeça no ombro de Jacob e fiquei chorando baixinho, enquanto o carro disparava pelas ruas de Seattle.

Em menos de duas horas chegamos a nossa casa em La Push e minha família já estava toda lá, assim como as gêmeas, Seth, Larissa e Sue.

Corri para os braços da minha mãe, chorando muito pelo susto que havíamos passado.

- Está muito claro que alguém quer tirar vocês dois do caminho e está usando Casy como principal suspeita.  – Disse minha mãe.

- Ela pode ser má, mas não tem inteligência e nem imaginação para nada disso. – Jacob disse. – É muito burra para armar um esquema desses. Onde arrumou dinheiro¿ Não...

- O quê¿ - Rachael perguntou assustada.

- Tem algo estranho ai! – Ele disse.

- Se a Renesmee morrer, ainda teriam Edward, Alice e Rosalie como herdeiros. As ações e propriedades estão no nome dela, mas a família herdaria de qualquer forma. Isso não faz sentido.  – Disse meu avô com as mãos na cabeça.

- Alguém quer que eu leve a culpa. Mas por que¿ - Perguntou  Jacob.

- Ódio, vingança, despeito e inveja. – Disse Larissa. – Alguém sabe que ela é a menina dos olhos do avô e que sem ela a família ruiria. Mesmo tendo outros herdeiros, o avô ficaria completamente desnorteado, as tias e os pais sem a menor condição para cuidar da empresa. Sendo assim, ela acabaria nas mãos de outra pessoa. Acho que Casy é apenas uma peça no quebra cabeça. Apenas isso. – Ela concluiu.

- Faz sentido... – Alice maluquetinha começou a andar de um lado para o outro, com uma das mãos no queixo e me olhou. – Mas... ainda continua estranho. PAI¿ - Ela berrou, deu um giro e se virou para o meu avô. – Tem alguém “mais” que queira se vingar de você¿ Tem muitos inimigos¿ Um homem como Carlisle Cullen, que já passou por cima de muita gente. – Arqueou a sobrancelha. – Deve ter feito muitos inimigos. Um deles quer tirar muito mais do que o seu dinheiro. Qualquer pessoa sabe que mesmo perdendo a empresa e os bens, a única coisa que conseguiria lhe afetar seria  a sua família. – Todos olhavam para ela e tentavam acompanhar o raciocínio. Caminhei até Jacob, ele me abraçou e todos olhavam de forma estranha para ela.

- Imagina se ele perder o seu maior bem. – Disse Larissa.

- Como¿ - Meu pai olhou para ela e a questionou.

- Uma vez eu li uma entrevista, onde o Magnata Carlisle Cullen dizia que o seu maior bem era a sua neta.

- Então alguém que quisesse se vingar... – Jasper não concluiu ao olhar para Jacob, que já estava trinando os dentes de raiva.

- Essa pessoa desmoralizaria a sua neta e a mataria. Primeiro um terror psicológico, muita mídia e uma ex-amante completamente louca para levar a culpa. Agora bastar saber quem é essa pessoa. – Larissa olhou para o meu avô, arqueou a sobrancelha e concluiu. –  Acho que o Sr deveria fazer a contagem dos seus piores inimigos.

- Eu fiz tantas coisas ruins. – Sentou-se no sofá, abaixou a cabeça e continuou a falar baixo. – Fiz tantos inimigos e não sei nem por onde começar. Preciso pensar nos mais ricos e influentes primeiro.

- Agora o importante a fazer é tirar eles daqui. – Seth se manifestou e meu pai assentiu com a cabeça.

- Como tirar os dois daqui, se a imprensa está toda lá fora¿ - Sue argumentou.

- Uma armação... Uma boa armação pode funcionar. Eles verão o que quiserem ver.  – Larissa disse sorridente nos braços de Seth.

- Como assim¿ - Rosalie perguntou apertando a mão de Emmett.

- Só é preciso que eles acreditem que o casal está em casa... Só isso! – Ela sorriu.

- Já sei! Já sei! – Alice começou a saltitar.

- Fala, Alice! – Meu pai disse.

- Eles podem sair no meu carro e de Jazz. Ele é blindado e tem vidro fumê. – Ela batia palminha toda convencida.

- Isso vai dar certo! É só os Cullens irem embora em seus carros. Deixar que a imprensa os veja sair. Jacob e Ness podem ir no carro abaixados. Um carro com vidro escuro vai disfarçar tudo. Se os seguranças ficarem aqui, eles acreditaram que Jacob e Ness estão bem guardados. Quem quer que esteja armando isso, achará que Carlisle é arrogante demais para manter a família aqui com um monte de seguranças. – Larissa dizia com propriedade e todos assentiram.

- Vai dar certo. – Minha mãe disse cruzando os braços.

- Gente, eu preciso de um banho, fazer as nossas malas e pegar algumas coisas. Esperem mais um pouco. Pelo menos até anoitecer. Acho que ficará mais fácil fugir durante a noite. – Eu disse, soltei Jacob e depois caminhei até o corredor. Cheguei ao pé das escadas, subi lentamente. Um mau pressentimento me tomou naquele momento e um frio subiu pela minha espinha.

Caminhei pelo corredor escuro, cheguei à porta do quarto e abri. Passei a mão pelo interruptor e acendi a luz. Quando olhei para a minha cama, vi que estava coberta de pétalas de rosas em forma de coração. Havia duas taças na mesinha de cabeceira e uma garrafa de champanhe. Meu coração começou a bater rápido demais. Caminhei em direção a cama e vi várias fotos de Casy nua sobre ela. Aquilo realmente me assustou, mas não estava nem perto da surpresa que me reservava.

Andei até o closet e vi as minhas roupas rasgadas pelo chão. Eram vestidos, blusas, calcinhas, sutiãs, calças e muita peças finas completamente destruídas. Entrei no banheiro, acendi a luz e no espelho estava escrito “MORTE” com batom vermelho.

Meu coração batia forte, meu corpo tremia e as lágrimas rolavam pelo meu rosto. Quase cai, sentindo meu corpo torpe. Olhei para o chão e vi um rastro de sangue que vinha do Box. Caminhei até lá, abri a porta e gritei ao ver uma boneca de pano, usando o meu vestido de noiva, completamente ensangüentada. Havia uma faca enorme em seu coração e entre as suas pernas um gato morto pingando sangue.

- AHHHHH! AHHHHH! AHHHHH! AHHHHH!

Queria correr,mas não tinha forças. Quando ia cair, senti braços fortes me envolverem por trás. Virei meu corpo, coloquei a cabeça em seu peito e chorei... Chorei muito.

Jacob me tirou do banheiro e me levou para o outro quarto, enquanto minha família examinava aquela atrocidade.

- Mas como conseguiram entrar aqui¿ - Sue perguntou espantada.

- Mãe, a Sra saiu hoje de manhã para fazer compras. Bella pediu para abastecer a geladeira porque Jacob viria para casa. Provavelmente entraram nesse momento. – Seth disse.

- Mas não há sinal de arrombamento... Eu não entendo. – Ela se culpava, enquanto me dava água com açúcar.

- Não fica assim, Sue. – Pediu minha mãe.

- Essa Casy é uma lunática. Não entendo como você não percebeu isso antes, Jacob. – Minha mãe disse apreensiva.

- Ela sempre foi avoada, mas louca não. – Ele respondeu.

- Então ela ficou depois que você a deixou. – Ela retrucou.

- A Casy é doida por ele e não aceita a rejeição. Ela não achou que ele de fato se apaixonaria pela Ness. Ela sempre achou que fosse somente dinheiro e agora não quer se conformar. – Disse Rebecca.

- Eu vou acabar com essa mulher. Juro que vou. – Jacob disse com raiva, enquanto fazia cafuné em meus cabelos. Alice maluquetinha entrou no quarto com Larissa e as duas começaram a tagarelar.

- Acho que é melhor irem logo. Eles podem ter colocado escutas ou até mesmo uma bomba nessa casa. – Larissa começou.

- Pode haver câmeras nos filmando agora. Quanto mais cedo sairmos melhor. – Alice disse com a voz trêmula.

- Eu não tenho roupa alguma para fugir. – Falei.

- Vamos para a minha casa e eu compro algumas peças para você. O papai disse que tem um lugar para irem, mas a família não saberá. Jacob não levará nada dessa casa. Pode haver um rastreador, escuta ou bomba.

- Alice, isso é sério! Não é um filme de espionagem. – Minha mãe a advertiu.

- Isso é sério, Bella! – Larissa se pronunciou. – Se a Casy entrou aqui e deixou rastros, não foi sem ajuda de alguém experiente. E quem garante que não foi deixado escutas, câmeras  ou rastreador enquanto a doida fazia as maldades no banheiro¿ Eu sinto dizer que sua filha corre perigo e o melhor a fazer é sumir até a policia encontrar provas concretas. Acho que depois que partirem, eles terão materiais para trabalhar na casa.

- PAREM DE FALAR DE MIM COMO SE NÃO ESTIVESSE AQUI! PAREM! INFERNO! POR QUE EU NÃO POSSO TER PAZ¿ EU QUERO PAZ! AHHHHH – Tive uma crise nervosa e comecei a chorar muito. Jacob me abraçou e tentou me acalmar.

- Calma, amor! Calma! São apenas medidas preventivas para nós ficarmos seguros.

- NÃO! NÃO! EU TO COM MEDO! MUITO MEDO! NÃO! – Comecei a gritar muito, perdi completamente a noção. Desvencilhei-me de Jacob, andando de um lado para o outro no quarto. Foi naquele momento que minha mãe me segurou pelos ombros e me sacudiu. Contudo continuava a gritar como louca varrida.

- NÃOO! EU NÃO QUERO! NÃO! NÃO!

Plaft!

Senti minha pele queimar com o tapa no rosto. Os cabelos voaram pelos meus olhos e grudaram em minhas lágrimas. Minha mãe estava a minha frente, ainda perplexa pelo que havia feito, me segurou novamente e me fez encará-la.

- Para! Olha para mim, Renesmee! Você é mais forte do que isso. – Estava com olhos arregalados me olhando.

- Você me bateu¿ - Minha voz saiu muito fraca. Ainda estava incrédula diante do que havia acontecido.

- VOCÊ É LOUCA¿ - Jacob me puxou para si, fuzilando minha mãe com o olhar.

- Ela é minha filha e se tudo isso está ocorrendo, é por sua causa! – Ela apontou o dedo para ele, que ficou atônito com a expressão de raiva dela.

- A mesma narja de sempre. – Ele resmungou fazendo caricias em meu rosto. – Você está bem¿

- Você está me chamando de cobra¿ - Ela perguntou irritada.

- Imagina! – Ele disse de forma irônica. Alice, Larissa e Seth seguraram o riso. Sue ainda estava consternada com o ocorrido e não esboçou nenhuma reação.

- Gigolô barato. – Ela o acusou.

- E você é um anjo de candura!

- PAREM COM ISSO OS DOIS! VOCÊS NÃO PODEM SE MACHUCAR SEM ME MACHUCAR TAMBÉM! PAREM! – Gritei com raiva.

- Gente, o clima já está péssimo. Dá para vocês dois pararem com isso¿ - Minha tia maluquinha disse e a porta de abriu.

- Vamos colocar o plano em ação. – Meu pai disse entrando no quarto. – A casa não é segura e vocês vão para a casa de Alice. De lá vão para um aeroporto para pegarem um vôo comercial.

- Tudo bem! Vamos então. – Disse, peguei a mão de Jacob e caminhamos até a porta para sair da casa.

O plano de Alice e Larissa foi completamente inusitado, mas deu certo.

Nós saímos escondidos no carro de Alice e Jasper, depois os demais Cullens saíram da casa e deixaram vários seguranças. Apenas dois seguiram no carro do meu avô, para nos acompanharem na viagem.

Rachael deu uma entrevista para a imprensa, dizendo que a casa fora invadida e o quarto do casal destruído. Mas que foi decidido pela família que o melhor lugar para nós ficarmos.

Vimos pela TV a entrevista emocionada de Rachael e depois a imprensa filmou uma mulher escondida atrás de uma cortina na janela. Todos acharam que era eu naquele lugar, mas na verdade era Larissa se passando por mim. Obviamente a imprensa não sabia sobre ela e isso nos dava uma vantagem. Depois apareceu um homem escondido ao lado da mulher, que era Seth se passando por Jacob, deixando os completamente alvoroçados.

Enquanto isso, Alice fazia compras com Rosalie no shopping.  E Jacob e eu nos escondemos em sua casa. Meus pais e meus avós foram para as suas respectivas mansões, assim não daria na vista da empresa.

Depois de algumas horas, as minhas tias chegaram a casa com um monte de roupas novas para nós dois e nos ajudaram a fazer as malas. As passagens foram compradas por um dos seguranças do meu avô, que iria conosco na viagem. E de madrugada nós partimos para um paradeiro desconhecido no Canadá.

Tudo o que sabíamos, era que iríamos de viagem até Quebec  de avião, em um vôo comercial, e de lá partiríamos de carro.

Meu avô teve medo que o seu jatinho fosse sabotado e caísse conosco. Achou que se alguém descobrisse a nossa fuga, e se esse alguém quisesse nos matar, certamente não derrubaria um avião com centenas de pessoas.

Às 02:00 da madrugada partimos no nosso vôo, usando disfarces é claro. Jacob estava com uma touca preta na cabeça, usava óculos escuros e bigodes falsos. Eu estava com óculos escuros, uma peruca loira.

Os nossos seguranças estavam à paisana, como se fossem turistas e ficaram em poltronas um pouco atrás da nossa.

Antes do avião partir, liguei para minha mãe, no celular descartável que me avô nos deu e disse que estava tudo correndo conforme o planejado.

Encostei minha cabeça no travesseiro e peguei no sono profundo.

Algum tempo se passou, quando acordamos com gritos de uma mulher completamente histérica gritando pela filha.

- CADÊ A MINHA FILHA¿ VOCÊ VIRAM UMA GAROTINHA LOIRINHA¿ ELA É MAIS OU MENOS DESSA ALTURA. – Fez um gesto com a mão. – ESTÁ USANDO UM CASACO VERMELHO, CALÇA JEANS E UMA TOUCA BRANCA. VOCÊS VIRAM¿

- Aimeudeus! Só faltava isso. – Jacob resmungou aborrecido. Coloquei a cabeça no seu ombro, ele passou o braço por traz do meu pescoço e me aconcheguei. Pensei que ela não voltaria, mas a mulher estava completamente louca.

- HEY, VOCÊ! Onde estava há uma hora¿ - Ela apontou para Jacob, que olhou para mim sem entender nada.

- Eu¿  - Ele fez um sinal com a mão para si.

- Você mesmo! Eu o vi rondando a minha poltrona. Eu o vi na frente do meu hotel ontem. Você seqüestrou a minha filha.- Ela o acusou.

- Minha senhora. – Comecei. – Não sabemos quem a senhora é. Não sabemos nada da sua filha e nunca estivemos perto do seu hotel. Eu sinto pelo sumiço da sua filha, mas nós estamos cansados e precisamos dormir. – Disse, tentando controlar a voz, enquanto olhava direto para ela.

- Você é cúmplice dele! VOCÊS PEGARAM A MINHA FILHA! – A comissária de bordo a seguraram por trás. Ela começou a se debater. Os passageiros olhavam assustados para nós.

- Minha senhora...

- CALA BOCA! CALA! VOCÊS PEGARAM A MINHA FILHA! DESÇAM O AVIÃO E OS OBRIGUEM A ENTREGAR A BRENDA! EU QUERO MINHA FILHA! EU QUERO! QUERO!

- Jacob ela é louca. – Sussurrei em seu ouvido.

- Eu estou perdendo a paciência com ela. - Ele respondeu.

- ELE É UM MUÇULMANO TERRORISTA! PRECISAM DESCER O AVIÃO! – Vi os nossos seguranças se aproximando da confusão.

- EU TENHO CARA DE TERRORISTA, “KA”¿ - Jacob gritou um palavrão bem alto, tirou a touca e ficou olhando para ela.

- É aquele moço da TV. – Uma menina apontou e sua mãe a advertiu.

- Tiffany é feio apontar para os outros.

- É ele, mãe! Aquele que levou o tiro na frente da mulher. – Todos nos olharam e senti meu estômago se revirar. – Segurança segurou o ombro de Jacob, que tentou se levantar.

- Essa passageira é louca e está perturbando a ordem. O capitão deveria trancá-la em algum lugar seguro. Ela pode machucar as pessoas. – O segurança disse.

- ELE É TERROISTA! PRENDAM O! QUERO MINHA FILHA! – Eu já estava completamente sem paciência com aquilo. Jacob se levantou e eu me levantei para ir ao banheiro com ele.

- NÃO OS DEIXEM IR! NÃO! NÃO!  

- CALA A PORRA DA BOCA, SUA LOUCA!- Dei um tapa na cara da mulher e todos olharam apavorados. -  EU ESTOU TENDO UM DIA RUIM. UMA SEMANA RUIM E UM MÊS RUIM! TEM ALGUÉM QUERENDO ME MATAR! JÁ LEVEI TIRO, MEU MARIDO FICOU HOSPITALIZADO, TIRARAM OS FREIOS DO CARRO E NOS JOGARAM PARA FORA DA ESTRADA. TEM UMA LOUCA ATRAS DE NÓS E VOCÊ VEM NOS ACUSAR DE TERRORISMO! INFERNO! – Eu explodi e todos olharam assustados quando a peruca caiu.

- Olha, é a Ness Cullen! Eles não saíram do hospital hoje¿ Disseram que a bandidos entraram atirando em tudo, mas os seguranças os tiraram a salvo.

- Gente, é melhor todos se sentarem. As coisas estão bem complicadas. Sr e Sra Black, queiram vir conosco. Eu os colocarei em outra ala. – A comissária disse e a seguimos.

Os seguranças explicaram a situação para a comissária, que foi falar com o capitão, e também foram conduzidos para outra ala do avião.

Ao longe ainda ouvíamos a mulher gritando que éramos terroristas e alguém tentava acalmá-la.

Sentamos na poltrona, encostei em Jacob novamente, fechei os olhos e tentei dormir. Só que a confusão ainda continuava e a voz da mulher gritando na outra ala ainda nos perturbava.

Pela manhã o avião pousou no aeroporto de NovaYork e a louca conduzida por enfermeiros em uma camisa de forças. Mas a notícia de que nós estávamos no avião se espalhou e a imprensa veio com tudo para cima de nós.

Os seguranças conseguiram nos tirar do tumulto e pegamos outro avião para outra cidade do Canadá. Eles comunicaram ao meu avô pelo telefone e receberam novas orientações.

Aquela altura do campeonato eu estava cansada e sem paciência, entretanto precisava confiar em meu avô. Pensava que as coisas não poderiam piorar, mas naquele momento estava completamente enganada. Muitas coisas ainda estavam para acontecer e nós ainda teríamos muitas surpresas.

Quando disseram que depois da tempestade vem a bonança, não estavam considerando que a nossa desventura poderia trazer uma nova tempestade sobre nossas cabeças.

NARRADOR

Foi tomada por ira ao ler as notícias no site da CNN. Não conseguia entender como os assassinos contratados haviam falhado no hospital.

Batia com a ponta dos dedos sobre a mesa e com os pés no chão. O telefone tocou e foi anunciada a entrada da sua cúmplice.

Apesar de está farta daquela união, que não havia lhe ajudado a destruir com Renesmee Cullen, resolveu recebê-la.

- Por que não atendeu os meus telefonemas¿ - Casy disse fitando a mulher a sua frente. Ela tinha um rosto angelical, cabelos negros, pele branca e lindo olhos azuis. Às vezes o seu olhar a fazia se lembrava da sua rival. Não entendia o motivo da semelhança.

A mulher permaneceu fria em sua ostentosa poltrona, fitando a visitante com desdém.

- Acha mesmo que cometeria esse tipo de imprudência¿ - Deu um sorriso maquiavélico. – Pelo que me toma¿ - Cruzou os braços e observou a expressão confusa de Casy.

- Eu pensei que fossemos aliadas¿ A polícia está atrás de mim e preciso me esconder muito bem. Não há provas contra mim, mas preciso me precaver. – Disse com a voz nervosa.

- Você só me serviu para mostrar a todos que é uma psicopata, que não conseguiu lidar com a rejeição. Tudo o que fez até agora foi em vão e os assassinos que contratou não fizeram o trabalho direito.

- Eu fiz tudo o que combinamos. O seu nome não aparecerá em momento nenhum. Como bem lhe disse, preciso de dinheiro para acabar com essa VADIA Cullen. – Casy rebateu confusa.

- Até que você não foi tão inútil assim. O colar que me trouxe é o meu troféu. É meu por direito! Contudo não descansarei até ver Ness Cullen morta. De agora em diante, eu cuidarei pessoalmente da operação. Pedirei ao nosso intermediário para lhe entregar o dinheiro no lugar de sempre. Não é seguro realizar transações bancárias. Você sabe disso melhor do que eu. Não me ligue e não me procure mais. Sabe muito bem como chegar até a mim, sem vir diretamente ao meu escritório. Não me comprometa ou vai se arrepender.

- Como assim você cuidará de tudo¿ EU VOU ACABAR COM AQUELA GAROTA SEM SAL! EU! NÃO SE ATREVA A ME TIRAR ESSE GOSTINHO.- Casy grito com raiva, fuzilando a mulher com olhar. Ela queria mais do que tudo torturar e matar a sua rival. Não aceitaria perder a chance para outra. Não entendia o motivo do ódio da sua aliada, entretanto, ficou bem claro para as duas que ela somente planejaria e Casy o executaria.

- Tudo bem! Pelo sim, pelo não, já contratei alguns matadores de aluguel para ir atrás do casalzinho ternurinha. – Gargalhou com deboche. – Mas se fizer o serviço primeiro, ficarei muito contente e você será compensada.

- Como assim¿ Ir atrás¿ - Casy estava confusa com aquela novidade.

- Você não lê os jornais¿ É burra mesmo!- Exclamou com arrogância. – Enquanto os paparazzis se colocaram diante da casa da família Black, o casal foi visto desembarcando no aeroporto de Nova York e pelo que ouvi dizer, pegaram um vôo para o Canadá. – Casy ficou surpresa com aquela novidade e bateu os pés no chão com raiva.

- Uma coisa eu te digo, ele não fica com ela. Nem que para isso eu tenha que morrer. – Afirmou com a voz segura e os olhos cheios de ódio. Nunca aceitaria a traição de Jacob. Não se conformaria por ele ter se apaixonado pela esposa. Sempre soube que ele não a amava, mas era feliz por receber as migalhas que lhe dava. Agora estava só e sem o homem a quem se entregou com loucura. Aquilo não ficaria por menos e ela faria de tudo para acabar com a felicidade dos dois.

- Seja como for, eu quero ter o prazer de ver Carlisle  amargar a morte de Renesmee. Nunca esquecerei o que me fez e ela vai pagar pelos pecados do avô. Você pode fazer o que quiser com aquele gostosão. Não me importo com o que acontecerá com ele.

Casy assentiu com a cabeça e saiu da sala espumando de ódio. Não entendia como os dois haviam passado pela imprensa e chegado a Nova York. Precisava encontrar uma forma de ir até eles, mas estava com medo de ser presa. Sabia que sua aliada não mediria esforços para acabar com a Vadia Cullen e que Jacob poderia morrer também em uma emboscada. Ela, entretanto, não o queria morto. Queria que sofresse tudo o que ela sofreu ao perder o seu amor e não sossegaria até que isso ocorresse. Assim precisaria chegar até os dois antes de qualquer outro assassino. Aquela era uma questão de honra.


Nota Glau
Gente, esse cap ainda teria muito mais coisas, e bem tensas, para acontecer. Acho que ainda teria mais uma seis páginas para digitar até eu terminar. Mas como percebem, ele tem 18 páginas e quando terminei esse parágrafo, já não agüentava nem mais ficar sentada de tanta dor que estava sentindo

É até bom que no próximo ainda teremos muitas emoções e se eu conseguir fazer tudo, coisa que duvido, também algumas revelações.

Quem será essa mulher misteriosa que está por trás da Casy¿ Alguém tem um palpite¿

Queria terminar a fic em cinco capítulos, mas acho que ainda não aprendi a sintetizar tudo direito. Assim os caps ficam longos e não consigo fazer tudo o que preciso.

O que realmente importa é que esse mês de fevereiro, se Deus quiser, eu acabo a fic e vcs saberão quem vai morrer e o que acontecerá por conta disso.

Sei que estão morrendo de curiosidade, mas falta pouco para a fic acabar. Depois disso vocês podem me matar se quiserem... SHAUSHAUSHAU Mas se fizerem isso, não vão curtir Guerra dos Sexos. Então pensaria bem no caso se fosse vocês. Kkkk Como sou maliciosa.

Bem, agradeço a todos os comentários e carinho de vcs leitoras. Sinceramente não sei o que seria sem vocês ao meu lado.

Obrigada pelas recomendações também! Vcs sabem que eu amo isso. Não é¿

GENTE CONTAGEM REGRESSIVA PARA AS MINHAS FÉRIAS!!!! FINALMENTE!!! FALTAM SOMENTE CINCO DIAS. SHASHUAHSUASHUA!

Bjus no core de vcs!


N/Heri:  aff, que capitulo tenso!  Glaucia nem no hospital você sossega garota, que fogo desse casal, conheço gente assim que se tranca no banheiro do quarto no hospital e manda ver.
Quer dizer que o Jasper suspeita do Jacob? Sabe essa  Larissa ta  esperta de mais pra mim. Caraca, que tanto tapa é esse kkkk e quanto mistério, o treino ta bom né, já sei que a próxima fic vem  afiada. Mas quem é essa mulher?  Palpites meninas?.............bjs COMENTEM AI...


segunda-feira, 31 de janeiro de 2011


29 Desesperada

Foram frações de minutos decisivas em nossas vidas. O assaltante encapuzado puxou o gatilho e disparou, Jacob gritou e se jogou destemidamente na frente da arma, um estourou cortou o ar,  ele caiu lentamente sobre o chão. O sangue jorrava em seu peito, eu gritava desesperadamente sentindo aquela dor rasgando o meu coração.

- JACOB! JACOB!!! NÃOOO!! OLHA PARA MIM, JACOB!! AHHHHH – Cai de joelhos no chão, coloquei sua cabeça em meu colo, vi de soslaio os assaltantes correndo assustados. Acho que eles queriam me matar e acabaram fazendo besteira. Pela forma como um deles havia me chamado, tive a certeza que aquela bala era para mim. Quanto mais eu gritava, mais doía em meu peito e o meu desespero crescia dentro de mim. Ele estava frio, de olhos fechados, não senti  a sua respiração... Parecia morto.

Uma multidão foi se formando a nossa volta, mas eu não conseguia entender nada. A única coisa que enxergava era Jacob ensangüentado em meu colo.

- ALGUÉM CHAME UMA AMBULÃNCIA – Uma pessoa gritou. Acho que um repórter, não sei o certo, sua voz parecia preocupada pela forma como gritou.

- Estão filmando isso¿ Amanhã venderá como água. – Como eles podiam pensar em ganhar algo com aquela tragédia¿ Eu estava ensangüentada, com um homem morrendo, chorava muito naquela noite fria e eles pensavam na repercussão.

- MEU DEUS! FILHA!!!!  - Outro grito cortou o ar e se misturou ao turbilhão de vozes que falavam ao mesmo tempo. Não conseguia entender o que diziam, o barulho dos flashes das câmeras era enlouquecedor. Quis gritar com eles, mas não tinha forçar. Senti braços quentes me envolverem por trás e me puxarem dali.

- O que aconteceu¿ - A voz do meu pai era mais calma. Ele estava de pé ao lado de minha mãe e tentava ajudá-la a me levantar. O casaco de pele caiu sobre o corpo de Jacob. Ele me lembrava a pele de um animal ferido. Nunca em minha vida conseguiria esquecer aquela imagem. O corpo caído sobre o chão, com o longo casado de pele branco ensangüentado sobre ele.

- Pai, fomos assaltados e depois de levarem o meu colar, atiraram em mim e Jacob entrou na frente da arma. MÃEEEEE! MÃEEEEE! – Comecei a chorar feito um bebê, enquanto minha mãe me abraçava forte. Mais alvoroço se formou a nossa volta, curiosos se misturavam aos pedestres e convidados daquela homenagem ao mecenas Carlisle Cullen.

- TIREM ESSES ABUTRES DAQUI!! – Meu avô gritou furioso diante da insensibilidade daquela gente. Um bando de abutres, isso sim! Só pensavam na grande história e no que aquelas fotos e filmagens renderiam. Já imaginava as capas de revistas com a Herdeira dos Cullens estampada na foto diante do seu marido ferido... Quiçá morto.

- JACOBBBB! NÃO MORREEE! JACOBBBB! JACOBBBB! EU VOU MORRER COM VOCÊ AHHHHH – Eu não via mais ninguém. A imagem dele morto, o pensamento sobre o funeral e o velório vieram a minha cabeça. Quis estar morta para não sentir aquela dor. Era mais do que poderia suportar. Nem nos piores momentos em que vivemos eu sofri  tanto. Tinha absoluta certeza que não sobreviveria sem ele. Preferia a morte a viver um dia sem o seu amor. Não depois de tudo o que passamos e de como foi difícil vê-lo tirar a máscara e se mostrar para mim.

- Calma filha! – Meu pai pedia, enquanto os seguranças do meu avô abriam passagem para a os paramédicos da ambulância, que se aproximava no meio da multidão. O som das sirenes da ambulância e da polícia se misturava a aquela falação toda. As pessoas continuavam a observar o primeiro atendimento e os repórteres a tirar muitas fotos dos Cullens.

- Vamos tirá-la daqui. – Disse minha avó com os olhos cheios de lágrimas.

- Não... não... eu quero ir com ele... não. – O meu choro já era um sussurro. Não conseguia aumentar o meu tom de voz. Estava completamente rouca.

- Leve-a para o carro em segurança. – Ouvi o meu avô ordenar ao segurança.

- Não quero! Não vou! Jacob... Jacob, eu amo você. Eu não viverei sem você, meu amor. – Minhas tias, minha avó e minha mãe choravam muito vendo o meu desespero. Aos poucos pude perceber que as pessoas que acompanhavam o salvamento também choravam, mesmo algumas repórteres que narravam ao vivo para o noticiário. Desvencilhei-me dos braços da minha mãe, aproximei-me  da maca no chão, pus-me de joelhos e beijei o seu rosto. Ele estava frio e tinha um aparelho de respiração artificial no rosto.

- Você não pode me deixar, Jacob! Não pode! Você disse que me amava e ficaria comigo para sempre. Você sabe o que quer dizer para sempre¿ Quer dizer que você não pode me deixar. Combinamos isso! Você não pode ser fraco! ACORDA! ACORDA! VOCÊ NÃO PODE MORRER AGORA! VOCÊ PROMETEU UM FILHO! JACOB! JACOB!!! NÃO!! SE VOCÊ MORRER EU MORREREI TAMBÉM! VOCÊ PROMETEU! VOCÊ NÃO É COVARDE.- Alguém me segurou por trás e começou a puxar o meu corpo.

- Calma, filha!- Era a voz áspera do meu pai. Ele estava completamente consternado. Os paramédicos  ergueram a maca e se dirigiram para a ambulância. Eu senti que aquela era a última vez que o veria. Meu coração sufocou e eu parei de respirar por segundos. Com a minha última força, não sei de onde busquei, gritei mais uma vez.

- JJJJJJAAAACCCCCOOOOOBBBBBB!! – Meu pai me abraçou forte e começou a chorar. Ele parecia um menino desesperado ao me ver daquele jeito. Pegou-me no colo e caminhou comigo. Coloquei a cabeça em seu peito e passamos pela multidão. Ouvia as vozes das pessoas comentando. Muitas choravam e muitas pediam para que Deus desse a vida a ele. Foi comovente.

A porta do carro estava aberta quando  meu pai me colocou sobre o banco da limusine. Minha mãe sentou-se ao meu lado e puxou a minha cabeça para o seu colo. Ela também chorava baixinho.

Alice, Rosalie e depois minha vó entraram na limusine e ela partiu em direção ao hospital. Todas ficaram caladas durante a viagem. Não se atreviam a dizer nada. Às vezes o meu choro ficava mais alto e via as lágrimas descendo pelo rosto da minha tia maluquinha. Nunca havia visto Alice chorar tanto como naquele dia. Ela não agüentava ver a minha dor e apesar de eu não querer lhe fazer mal, era impossível conter  as minhas lágrimas quando estava tão dilacerada.

Minutos depois, não sei quanto, porque o transito não estava nada bom, chegamos ao hospital central de Seattle. Muitos carros embarricavam a passagem e ainda podíamos ouvir o barulho da sirene a nossa frente. Aquilo sim me preocupava. Significava que ainda não havia chegado para o atendimento de emergência no hospital.

Descemos da limusine, seguimos para o hospital, protegidas pelos seguranças que tentavam impedir a imprensa de atrapalhar a passagem. Os flashes das máquinas fotográficas eram ainda piores e uma pequena multidão se formou na frente do local. Foi bem difícil chegar lá, mas chegamos.

Minha mãe, minha avó e minhas tias seguiram comigo até a recepção e ficamos aguardando notícias, enquanto ouvíamos o barulho da confusão do lado de fora e a polícia tentando colocar ordem naquele  caos.

Meu pai, avô e tios chegaram tempos depois. Certamente tiveram mais dificuldade para passar pelos carros no caminho.

Ele seguiu para o interior do hospital. Pois como médico do local tinha acesso a informações privilegiadas. Mas nem isso nos garantiu notícias sobre o estado de Jacob.

Eu continuava a chorar muito nos braços da minha mãe. E em certo momento, o cansaço me venceu, coloquei a cabeça em seu colo e adormecei.

Não sei quanto tempo se passou. Só sei que acordei com burburinho de pessoas falando. O susto me assolou e dei um pulo do colo dela.

Vi que alguns amigos do meu avô, alguns diretores e pessoas mais intimas dos Cullens estavam lá.

Seth, Sue, Rachael, Rebecca e uma moça que não conhecia estavam em um canto mais afastado dos outros. Corri para Seth e o abracei forte.

- Ele esta morrendo. – Sussurrei muito baixo, sem conseguir aumentar o tom de voz. Estava rouca demais para falar.

- Ele vai viver, docinho. Seja otimista! Você precisa encarar isso bem.- Todos me olhavam com pena. Até a vaca da Rebecca estava chorando e não se atrevia a fazer graça.

- Jacob é forte... Temos que acreditar. – Rachael disse e fui abraçá-la. Ela chorava muito e parecia tão destruída quanto eu. – Eu já perdi meus pais. Deus não fará isso... Não novamente. – Havia tanta dor na sua voz. Conseguia compreender o seu medo. Ela já sabia como era a perda.

- Vocês precisam ser fortes. Já doamos sangue e pelo que sabemos a operação para a retirada da bala acabará logo. Não fiquem pensando o pior. É sempre bom ter energia positivas nesse momento. – Disse a moça com tom de pele morena, clara, os longos cabelos negros cacheados, um rosto bonito e meigo. Ela era baixa, tinha o corpo bonito que era realçado pela calça de couro preta. Usava um suéter branco e um cachecol vermelho. Naquele momento eu soube que era ela. Era por ela que Seth estava apaixonado. Linda, delicada e gentil. Não consegui ter ciúmes. Naquele momento aquilo não significava exatamente nada. Só o que me importava era Jacob na mesa de cirurgia. Ele podia morrer... Não agüentaria aquilo.

- Aquela bala era para mim... – Sussurrei. – Alguém queria me matar.

- Não fala assim, filha.- Meus pais se aproximaram de nós. E meu pai disse com tom amargurado.

- Ele me chamou de Vadia Cullen. Já tinha roubado o colar... Queria me matar. Foi uma cilada. – Novamente a dor veio forte em meu peito. Fiquei sufocada e já estava caindo quando Seth me segurou.

- Casy... – Rebecca sussurrou.

- Como¿ - Sue perguntou franzindo o cenho.

- Só ela chamava de Vadia Cullen. Como um assaltante poderia saber¿ VACA! EU MATO A CASY! – Explodiu e todos olharam.

- Não há como provar nada. Os assaltantes fugiram, mas não podem vender a jóia. Ela é registrada e possui um chip de identificação. Se tentarem vender... – Ele ficou pensativo. Meu pai estava falando pouco, mas sabia que planejava algo.

- Ness, agora você não precisa pensar nisso. Não quer tomar um café comigo e com a Larissa¿ - Seth me perguntou. Vi que estavam abraçados me olhando com pena.

- Não, obrigada! Não sairei daqui até ter notícias do Jacob. – Comecei a chorar novamente e minha mãe saiu dos braços do meu pai, pegou a minha mão e me conduziu até  a poltrona da sala de espera.

Aquela noite foi terrível. O tempo parecia não passar e as pessoas se recusavam a partir do hospital. Como se preocupassem com Jacob¿ Pensei em meus devaneios.

Depois de muitas horas, o dia já clareando, a sala mais vazia, com apenas os familiares e amigos mais próximos, o cirurgião veio até nós com as primeiras notícias.

- Como foi a cirurgia, Dr Preston¿- Meu pai se adiantou. Todos se aproximaram do médico. Eu recuperei o resto de forças e me arrastei até ele. Precisava ouvir tudo o que tinha a dizer. Não agüentava mais a angustia da espera.

- Dr Cullen, eu não mentirei para vocês. A bala se alojou muito perto do coração. A operação foi bem complicada e por pouco não rompemos uma das artérias. A pressão cardíaca caiu muitas vezes e é um milagre ele estar vivo. Conseguimos retirar a bala, mas a situação dele é muito grave. Não sabemos se ele vai resistir muito tempo. Temos que esperar as próximas 72 horas para ver se há alguma reação. É importante manter a pressão cardíaca estável e monitorar o paciente. Enquanto isso ficará em coma induzido. Fizemos transfusão de sangue de emergência e esperamos que ele sobreviva. – Ele franziu o cenho e me olhou com relutância. – Esperamos, mas não podemos garantir. – Aquilo acabou comigo. O meu desespero aumentou novamente e comecei a chorar quando ele concluiu. – Acho melhor irem para casa. Não poderão ver o paciente agora.

- Eu preciso vê-lo... – Sussurrei, coloquei as mãos sobre a boca e abafei o choro.

- Nesse momento não é recomendável. Depois das 72 horas... Quem sabe! – Ele se virou para ir embora e voltou instante depois. – Podemos liberar uma nota para a imprensa¿ - Perguntou de forma impaciente.

- Podem liberar a nota. – Meu avô disse o cirurgião foi embora.

- Filha,você ouviu o que o médico disse¿ Não pode ficar aqui. Vamos para a nossa casa para você descansar. Depois voltaremos. – Minha mãe pediu com a voz cansada.

- Não,mãe... Não! –Implorei de forma desesperada. Todos me olhavam com compaixão, mas não me deixariam naquele hospital até que ele se recuperasse.

- Você vai para a nossa casa e ficará no seu antigo quarto. Precisa descansar um pouco. Ou quer que Jacob a encontre acabada quando acordar¿ - Meu pai pedia com jeito. Parecia ter medo de eu quebrar naquele momento. Falou comigo como costumava a fazer quando eu me machucava brincando com as crianças na escola. Seu olhar era terno e ao mesmo tempo externava preocupação. – Precisa tomar um banho, tirar esse vestido sujo de sangue e comer algo. Uma boa cama por algumas horas lhe fará bem. Mais tarde pode voltar para cá, mas agora, mocinha, a ordem é descansar. – Acabei me rendendo e assenti com a  cabeça.

Olhei para Seth, sua namorada Larissa, Sue e as gêmeas, e caminhei até eles.

- Larissa, foi um prazer em te conhecer. Obrigada pela força nesse momento. Sei que seremos muito amigas. – Ela sorriu e me abraçou sem se preocupar com o sangue em minha roupa.

- Eu já te conheço bem, Ness. Seth fala muito em você e sei que nos daremos bem. Depois, quando tudo se acalmar, vou visitar vocês. – Ela se afastou, levou a mão até a minha bochecha e a tocou. Depois sorriu docemente para mim. Sabia que seriamos boas amigas quando aquilo tudo acabasse.

- Eu esperarei a sua visita. – Olhei para as gêmeas e pedi que viessem juntas. – Vocês podem vir conosco. – Mesmo com ressentimento de Rebecca,não poderia deixá-la ali naquele hospital. A imprensa faria uma festa com as duas e também precisavam ser protegidas contra aqueles abutres. Rachael abraçou Rebecca e as duas seguiram atrás de nós.

Para sair do hospital foi outra complicação. Os repórteres não respeitavam a dor da família e fazia perguntas absurdas. Tiravam milhares de fotos e apesar dos seguranças tentarem conter o tumulto, só faltaram enfiar os microfones em nossos rostos. Fomos perseguidos no caminho para casa e quando chegamos de carro, mais uma multidão estava de prontidão em frente a mansão dos meus pais. O carro entrou pelo portão e os seguranças o fecharam, impedindo que invadissem a propriedade.

Eu me arrastei cansada para o meu antigo quarto, enquanto minha mãe tentava acomodar as gêmeas, que também pareciam acabadas de cansaço.

Tirei as roupas no meio do quarto, fui para o banheiro, entrei no Box, abri o chuveiro e fiquei um bom tempo sentindo a  água quente caindo sobre o meu corpo. Sentei-me no chão, abracei os joelhos com os dois braços, apoiei a testa sobre ele e fiquei sentindo a meu corpo sendo relaxado pela água.

A porta do Box se abriu, a água do chuveiro parou de cair. Percebi que alguém havia fechado a torneira. Levantei a cabeça e minha mãe estava de pé com a toalha na mão.

- Levanta, filha! – Pediu.

Eu me levantei, peguei a toalha, enxuguei o corpo, coloquei o roupão que estava pendurado no aparador de roupas e fui para o meu antigo quarto. Deitei sobre a cama na posição fetal, abraçando o meu corpo, fechei os olhos e apaguei.

--- xx---

Não sei quanto tempo eu dormi. Só me lembro de acordar com o corpo pesado, a cabeça doendo e muita preguiça de me levantar. Mas a minha consciência me lembrou de Jacob e o desespero voltou a me dominar.

- Jacob...

Levantei cambaleando da cama, bocejei longamente, estiquei os braços e as pernas. Fui até ao rack e peguei o controle da TV. Liguei o aparelho e sintonizei na CNN.

A polícia continua a investigar o assalto que vitimou o empresário Jacob Black.
Ainda não há nenhuma pista dos assaltantes, mas o delegado garante que nas próximas horas apresentará os suspeitos.

O empresário, que se atirou diante da sua esposa, a Herdeira de um dos maiores patrimônios dos Estados Unidos, Renesmee Cullen Blackb, e levou um tiro no peito.

O seu estado ainda é grave.

- Evaristo, temos alguma informação do Hospital¿

- Selena, segundo a direção do hospital, o empresário passou pelas 72 horas mais críticas. Agora eles esperam os exames para tirarem o empresário do como induzido. Não temos muitos detalhes. A família está bem reservada nesse momento e o Magnata Carlisle Cullen pediu sigilo nesse momento.

- Tem alguma notícia da esposa¿ Ela não veio no hospital esses dias.

- Segundo informações de amigos mais próximos, a senhora Black esta sedada no momento.

- Obrigada, Evaristo.

Traremos mais notícias assim que o hospital divulgar uma nota oficial. Estamos tentando falar com a esposa, mas até o momento a família Cullen não permitiu.

- Droga! Eles me apagaram. – Forcei a minha mente e me veio alguns flashes do meu pai com uma injeção. Eles me forçaram a comer e depois me sedaram. Golpe baixo, mas sei que foi para o meu bem. Não suportaria esperar por notícias do hospital. Certamente enlouqueceria todo mundo.

Caminhei ainda zonza até a porta e lentamente cheguei ao topo da escadaria. Segurei firme na madeira do corrimão e comecei a descer lentamente. Ouvi vozes vindas da sala. Eram minhas tias, minha avó, as gêmeas, Sue, Seth, Larissa e a minha mãe.

Passo a passo cheguei a sala e os vi sentados conversando. Todos me olharam com preocupação e permaneceram em silêncio por longos segundos.

- Como está o Jacob¿ Eu quero vê-lo. – Disse caminhando na direção deles.

- Primeiro a senhora vai comer algo.  – Minha tia maluquinha deu um pulo da poltrona onde estava e correu, acho que para cozinha, os demais continuaram em silêncio.

- Filha, ocorreram algumas complicações. Mas ele esta bem. – Minha mãe disse preocupada.

- Que complicações¿ - Meu coração palpitou. Coloquei as mãos sobre o peito,veio a falta de ar novamente e a forte dor. – O que aconteceu com meu marido¿ - Já estava chorando novamente.

- Ele teve duas paradas cardíacas nas últimas horas. Os sinais vitais dele estavam bem instáveis e os médicos tiveram que fazer aquelas massagens cardíacas para trazer os sinais  vitais de volta. Agora ele esta bem filha. – Minha mãe sentou-se ao meu lado, puxou o meu corpo e colocou a minha cabeça em seu colo.

- Eu preciso vê-lo... – Choraminguei.

- Eles não deixarão, amor. – Minha avó disse com a voz chorosa. Nem quis olhar em seu rosto. Sabia que estava prestes a desaguar o Tennesse novamente.

- Pede para o papai. Cadê ele¿

- Seu pai está no hospital e seu avô na empresa. Aquilo lá está um pandemônio. As ações caíram e os clientes estão nervosos. Seu avô está tentando equilibrar as coisas.

- Jasper foi para a delegacia para apressar as investigações. Emmett esta com ele e usa o prestigio de seu pai. Acho que estão procurando um bode expiatório. – Disse Rosalie.

- Todos sabem que a mandante foi a vagabunda da Casy! – Disse com raiva. Meu sangue ferveu e vi tudo vermelho naquele momento. Tinha a vontade de estrangulá-la. – Eu vou matar aquela mulher! Vou matar!

- Não vai adiantar nada. – Disse Larissa. – A polícia não conseguiu nenhuma evidência contra ela. Meu pai é promotor público e disse que o delegado está nervoso. A prefeita esta com a corda no pescoço dele e estão procurando alguém para acusar. A Casy não tem dinheiro, não tem conta no banco com quantia para pagar um matador. Não encontraram nenhuma ligação dela com mafiosos. Sem provas não podem fazer absolutamente nada. E a jóia roubada deve estar muito escondida agora. Sabem que não podem se desfazer dela.

- E o que faremos¿ NADA¿ Aquela vaca tentou me matar e a polícia não pode fazer nada¿ É ISSO¿ - Cuspi as palavras com ódio.

- Ness, a polícia só pode trabalhar com evidências. E não há nenhuma que aponte para ela. Não há o que fazer até as jóias ou os assaltantes aparecerem. Se existem um mandante, eles precisam testemunhar contra ele. E duvido que ela seja burra para negociar diretamente com bandidos. – Larissa falava com propriedade. – Ela deve ter um cúmplice.

- O seu pai sabe de algo mais¿ - Perguntei e ela negou.

- A policia tem vários informantes e nenhum deles sabe de nada ao que parece. Ou não querem se envolver com isso. Se o seu marido morrer, alguém terá que pagar por isso. Ninguém quer se envolver em um caso com peixe grande como ele. Entende¿ A Casy está sob vigilância e foi proibida de sair do Estado até o fim das investigações. Mas é só isso.

- Não acredito! – Alice entrou com uma bandeja de comida naquele momento.

- Minha sobrinha preferida, se comer tudo direitinho, dou um jeito para ver o seu marido. OK¿ - Perguntou e assenti. Sabia que ela conseguia tudo quando queria e não mediria esforços para eu entrar no CTI para ver Jacob.

Depois de me alimentar, fui para o quarto com a minha mãe, tomei banho, vesti roupas apresentáveis e depois desci para encontrar os demais. Saímos da casa dos meus pais, cada um seguiu em seu carro, e partimos para o hospital onde Jacob estava.

Mais uma vez os repórteres e paparazzi estavam plantados na porta da casa e do hospital, dificultando a passagem. Aquilo virou um circo de horrores e eu era a artista principal. Todos queriam me ver e me fotografar. Queriam uma única entrevista para fazer sensacionalismo. Ali eu me sentia como aquelas celebridades, que tinham suas vidas invadidas de forma tão cruel. Não tinha se quer o direito de sofrer calada. Eles queriam munição para mais fofocas.

Sentei em um dos bancos, Seth sentou do meu lado, apoiei a cabeça em seu ombro e ele ficou me fazendo carinho. Larissa nos olhava de longe, enquanto conversava com as gêmeas, mas não parecia ter ciúmes. Ela era segura de si e isso o deixava mais forte. Pela primeira vez me senti feliz pelo meu amigo. Ele havia encontrado a mulher ideal finalmente.

O que ninguém esperava aconteceu. Estava distraída em meus devaneios, quando ouvi um burburinho. Virei para ver quem era e vi as gêmeas discutindo com uma mulher que estava de costas. Naquele momento soube que era ela e meu sangue ferveu. Levantei-me por instinto, minha mãe me segurou, vi que minha avó e Rosalie já estavam lá com Seth, Sue e Larissa no meio da discussão. Consegui me soltar da minha mãe e corri até lá.

Todos nos olharam assustados. Esperaram pela minha reação e eu por minha vez, a encarei por frações de segundos e sem pensar em mais nada, dei-lhe ma bofetada no rosto.

- SUA “PI...NHA”! VADIA! ORDINÁRIA! – Comecei a esbofetear a mulher, quando me puxaram por trás. Eu fiquei completamente cega. Nem vi que me puxou e comecei a lutar. Vi a mulher vermelha de raiva e os seguranças do meu avô a conduzindo para fora enquanto gritava.

-VOCÊ VAI ME PAGAR! JURO QUE VAI! SE ELE MORRER A CULPA É SUA, VADIA CULLEN! ISSO VAI TER VOLTA! NÃO PENSE QUE DEIXAREI ESSAS BOFETADAS POR MENOS.

- ME SOLTA! EU VOU MATAR ESSA MULHER! ME SOLTA! EU ACABO COM ELA! SOLTA! SOLTA! AHHHHHH!-  Eu me debati muitas vezes e fui contida por diversas pessoas. Bati em muita gente, acho que na minha mãe, avó e tia. Estava completamente cega pelo ódio. Quando eu me acalmei, alguém me deu um copo com água e açúcar. Depois me sentei com minha mãe, ainda chorando de ódio por não terem me deixado acabar com a VACA.

Alice voltou minutos depois com sorriso enorme. Ela saltitava como uma perereca na panela quente. Sabia que havia conseguido o que queria e eu veria Jacob. Ela só ficaria com muita raiva de ter perdido o BARRACO do século... Certamente ficaria.

- Ness!! Ness! Você verá o seu marido, mas é só por alguns minutos. OK¿ Vai lá! – Ela bateu palminhas, abri um sorriso discreto e vi minha mãe sorrir pela primeira vez.

Entreguei a bolsa para minha mãe e caminhei pelo corredor. Uma enfermeira me esperava.

- O Dr disse para não demorar muito. Só pode ficar com ele por cinco minutos. Venha fazer higienização. – Ela me chamou e eu a segui pelo longo corredor. Entramos no setor privado do hospital e a maioria das pessoas andavam com toucas, máscaras e luvas, além daquela camisola azul sobre a roupa. Entramos em uma sala, ela pediu para eu lavar as mãos com o sabão especial sobre a pia. Depois que terminei, ela me colocou a touca, a camisola, máscara e luvas. – É para ele não correr o risco de pegar uma infecção hospitalar. – Comentou. – O seu estado já não é bom e todo cuidado é pouco. – Terminamos e saímos da pequena sala.

Seguimos alguns metros no corredor, olhei pela janela de vidro Jacob deitado sobre a cama com aparelho de respiração em sua boca, um monte de fios presos ao peito direito. O outro lado o curativo da operação. Meu coração apertou, as lágrimas se formaram no canto de meus olhos,novamente a dor foi tão grande que fiquei sem ar. Tentei me controlar naquele momento. Sabia que se começasse a chorar ali, ela não me deixaria entrar.

A sala branca era fria, pouco iluminada, mórbida e o barulho do bip do aparelho que marcava os sinais vitais era insuportável. Podia ouvir claramente o som que o respirador artificial fazia, vi as linhas azuis e vermelha, com um ponto subindo e descendo sobre as linhas marcando os sinais de vida dele. Em uma de suas mãos, esparadrapo prendia uma pequena agulha que estava ligada a bolsa de soro. Jacob parecia morto e eu me sentia afundando em um abismo.
Permiti finalmente as lágrimas rolarem sobre o meu rosto. Inclinei o corpo e beijei a sua testa fria. Levei os lábios ao seu ouvido e sussurrei.

- Jacob, amor,você precisa ser forte por mim. Precisa viver para mim! Por favor, viva!
Você prometeu que para sempre estaríamos juntos. Que me amaria todos os dias da minha vida e se redimiria por todas as suas falhas. Me prometeu um filho fruto do nosso amor. Não pode morrer! Por favor! Não morra! Eu preciso de você como do ar que respiro e se morrer, a vida para mim não terá mais sentido.

De repente, o som do bip começou a tocar de forma estranha e estridente. Era um ruído continuo e as linhas se mexiam de maneira incompreensível para mim. Pensei que estava morrendo e apertei o botão de alarme ao lado da cama. O ruído ficou mais alto e o ponto fazia um estranho zig zag estranho sobre as linhas no aparelho.

- Jacob! Jacob!! Por favor, Jacob! Volta!

Os médicos invadiram o quarto, a enfermeira me afastou, enquanto um deles pegou um aparelho que parecia um ferro, tirou os fios presos em seu peito e começou a apertar com descargas elétricas.

- UM! DOIS! TRÊS!

- UM! DOIS! TRÊS! REAGE, JACOB!

- Cuidado com o curativo da operação. – O Outro médico disse.

- Eu sei! Não vou atingir o curativo do paciente. – O médico respondeu aproximando a coisa do peito de Jacob e fiquei aflita.

- Jacob, não!Não pode morrer! Não!!!- Coloquei as duas mãos sobre a boca e abafei o grito.

- UM! DOIS! TRÊS! COLOCA NA POTÊNCIA MÁXIMA! ESTAMOS PERDENDO O PACIÊNTE!

- UM! DOIS! TRES! REAGE!!

O aparelho começou a fazer um outro tipo de bip,com um som mais pausado; vi que a bolinha sobre as linhas faziam outro movimento no monitor. A enfermeira viu e o médico parou de colocar aquela coisa sobre o peito dele. O outro pegou uma injeção, injetou um liquido amarelo que estava no vidro de remédio e aplicou no ofício do tubo da bolsa de soro. De repente, Jacob abriu os dois olhos e todos se olharam espantados.

PVO Jacob

- Filho,vai ficar tudo bem,mas para isso você precisa voltar. – Minha mãe estava linda, usava um longo vestido branco, parecia um anjo de luz. Algo reluzia a sua volta e sua expressão era muito tranqüila. – Não chegou a sua hora. Você precisa voltar. – O som da sua voz era suave. Parecia uma música melódica.

- Não, mãe! Eu esperei tanto para te encontrar. Quero ficar aqui você. – Disse ainda desorientando.

- Filho, se você não voltar agora. Seu espírito ficará vagando por ai. Você ainda tem muitas coisas para fazer. Precisa se redimir de todo o mal que já fez. Precisa cuidar de Rebecca. Sua irmã esta desorientada e precisa do seu carinho. Rachael tenta ser forte,mas no fundo ela é muito frágil. E sua esposa não suportará sem você ao seu lado. Vá, Jacob! Vá! – Ela disse e sumiu.

Comecei a andar pelo túnel em sua direção, mas eu nunca chegava ao final. Nunca chegava até a luz no final daquele longo túnel e não agüentava mais andar. Sentia meu corpo cansado e sem forçar para continuar.

- Mãe, espere por mim! MÃE! EU DEMOREI TANTO PARA TE ENCONTRAR. ESTOU ANDANDO EM DIREÇÃO A LUZ A TANTO TEMPO. MÃEEEEE!

Jacob, amor,você precisa ser forte por mim. Precisa viver para mim! Por favor, viva!
Você prometeu que para sempre estaríamos juntos. Que me amaria todos os dias da minha vida e se redimiria por todas as suas falhas. Me prometeu um filho fruto do nosso amor. Não pode morrer! Por favor! Não morra! Eu preciso de você como do ar que respiro e se morrer, a vida para mim não terá mais sentido.

- Eu conheço essa voz, mas não me lembro. Eu conheço. –Forcei a minha mente e um filme passou diante dos meus olhos. Vi todos os acontecimentos desde o dia em que recebi o seu email. Senti uma dor no peito. Tentei voltar, mas não conseguia andar. A dor aumentou, como se estivesse levando um soco forte, depois outro e outro.  – Eu me lembro de você... Eu disse que para sempre estaríamos juntos... Para sempre! Ness, eu amo você. – Fui puxado por uma força maior, estava quase sufocando e me vi deitado sobre a cama quando a dor passou, meu espírito flutuou de volta ao corpo e abri os olhos.


Nota Glau
Só digo uma coisa, se Jacob morrer eu te mato... Se Jacob morrer eu abandono a fic... Como vc teve coragem de atirar no peito do Jacob... Você é maluca... Eu não gostei do tiro... AFF Vcs sabem que sou dramática, para que esse drama todo¿ Tudo bem que já matei Jacob em duas fics, mas isso não conta agora. Ou conta¿ Vcs não confiam em mim¿ Acho que não. Não é¿
Bem, esse cap foi até light para desestressar vcs um pouquinho. No próximo voltamos para aquelas emoções de atentados, barracos, tiros, declarações e ... Segredo!   Shuahsua shau
Glau, vc é doida e eu sou ainda mais por te acompanhar. Sei que é isso que estão pensando, mas aguardem na disciplina. OK¿
Gostaram do cap¿ Mereço mais recomendações¿ Acho que sim, não é¿
Agora me digam o que estão achando do site¿ Gostaram¿ Eu ainda estou me adaptando... Pelo menos tentando. Né¿

Só vou receber fics para o concurso até segunda no período da manhã. A tarde tenho que enviar as fics para as juradas aprovarem a primeira etapa e escolherem s finalistas.OK¿ Não deixe para a última hora.

Boa leitura e bjus no core

N/Heri:  Gente calma ela ta treinando pra próxima fic, por  isso tanta ação e drama.
Eu acho!...  Amoré você atirou mesmo?... E a Larrissa?... E a Casy desaforada, tinha que ter um bisturi  na mão da Ness e  rasgar ela de cima a baixo. OPS! To contaminada de violência.
Agora vamos la comentem pra ela continuar rapidinho assim....bjs girls