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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Seqüestro

Jacob e Ness chegaram ao escritório apenas de roupão. Não tinham nada além disso por baixo do tecido felpudo que cobria os seus corpos. Levavam nas mãos apenas lenços, para servir de venda, enquanto caminhavam sorrateiramente pelos corredores da casa. Sabiam que os seguranças observavam pelas câmeras instaladas, mas não queriam despertar suas suspeitas. As aventuras amorosas e brigas já eram motivos o suficiente para fofocas entre os empregados.

Chegaram à sala de jantar e pegaram uma garrafa de champanhe e duas taças. Depois seguiram o seu percurso até o local onde desfrutariam de suas fantasias sexuais.

Gargalhavam maliciosamente em seu percurso e faziam insinuações eróticas. Tudo era muito divertido e excitante. Estavam no clima de sedução... Para não dizer sacanagem.

Ao entrarem no local, Jacob apalpou a sua nádega  de forma insinuante. Ela se fez de moça ofendida e foi até a mesa do seu falecido avô.

- Aqui estamos. – Ela disse.

- Bem, o trato é estarmos vendados durante todo o ato, mas antes eu quero beber um pouco. O champanhe deixará tudo bem mais divertido. – Ele disse malicioso, enquanto abria a garrafa. Ness caminhou até ele com as duas taças e as estendeu. Ela já sentia seu corpo gritando pelo dele. Era uma necessidade descomunal de senti-lo pulsando dentro de si. Sua pele queimava de tão quente que estava. O olhar devorador de Jacob só acendia ainda mais a sua chama.

- Então que comece o jogo. – Ela afirmou enquanto ele enchia as taças. Ele caminhou até a mesa, colocou a garrafa. Pegou a taça na mão dela, levou a mesa e bebeu de forma sensual, enquanto a observava de forma insinuante para ela. Seus olhos eram de um verdadeiro predador. O olhar desejoso dela o fazia queimar vivo. Sentia o pulsar de sua sexualidade. Estava mais duro do que a casca de um coco... Céus! Como ela podia ser tão provocante.

Os lábios carnudos deslizavam sobre a borda da taça. A língua brincava sobre o cristal... OH lábios carnudos mais deliciosos. Ele pensava em como seria a sua língua serpenteando sem sua boca a cada instante. Imaginava-se mordiscando aqueles lábios Alá Angelina Joli.

Ele colocou a taça sobre a mesa. Tirou a taça dela de sua mão e a puxou pela cintura em um gesto rápido, colando os seus corpos ardentes de paixão.

- Necessito de você, bebê. – Disse com aquela voz rouca e sexy que fazia todo o corpo dela vibrar de excitação.

- Você prometeu que estaríamos vendados. – Ela disse fazendo beicinho.

- Primeiro deixa eu tirar essas tacas e essa garrafa de alcance. Depois que estivermos vendados, duvido que sobre algo dessa sala. E não quero nada que possa feri-la. – Pegou os objetos e deu a volta na mesa, abriu a gaveta e colocou a taça e a garrafa já fechada. Depois voltou para Ness e beijou os seus lábios com fome. Uma fome que estava matando os dois. Parecia o primeiro beijo, que o mundo estava acabando e que não teriam mais chances de compartilhar aquele momento. Ele invadiu a sua boca com a língua e começou a brincar de forma sedutora. Chupava a sua boca como um vampiro sangue suga, serpenteava dentro de sua boca como uma serpente intoxicada com hormônios. Apertou o seu corpo contra si e continuou chupando, mordiscando e serpenteando. Cada movimento a deixava completamente sem fôlego e desnorteada. Suas mãos começaram a brincar em seu corpo. Com uma delas ele bolinou o bico dos seios e com a outra desceu pelo seu vente, chegando ao fruto desejoso e proibido. Os dedos mágicos começaram a fazer movimentos em seu clitóris, enquanto os outros sem seu rosado botão de rosa.

- HUMM, Jacob... OH Jacob!! – Ela sussurrou entre beijos.

- Isso é só um aquecimento,bebê. – Afastou-se dela, pegou o roupão felpudo que estava no chão e a cobriu. – Agora vamos começar o jogo. Eu vou te vendar e deixá-la no meio da sala. Você terá que me achar.

- Isso não tem graça. – Ela choramingou. –Você não ficará vendado¿ - Ela perguntou.

- Eu vou para um dos cantos da sala e vou me vendar também. Depois teremos que nos achar. Será bem excitante. Posso te garantir.- Ele deu um sorriso malicioso.

- Tudo bem. – Ela respondeu e ele a levou para o meio da sala. Depois pegou o lenço e amarrou em seus olhos.

- Está vendo algo¿ - Ele perguntou.

- Não! – Ela respondeu. Realmente não via nada.

- Não está apertado demais¿

- Está bom, Jacob. – Respondeu. – Agora podemos começar o jogo¿- Ela perguntou.

- Não! Agora eu vou girar você. Girar! Girar! Girar! – E começou  rodá-la no meio da sala.

- Estou ficando tonta. – Ela disse sentindo o seu mundo rodar. Estava praticamente caindo quando ele a segurou.

- Vamos esperar uns segundos até você conseguir se equilibrar. – Ele disse apoiando o seu corpo. – Está bem¿

- Estou. – Ela respondeu.

- Então espere aqui até eu dar o sinal para o inicio do jogo. – Ele disse e foi para o canto da sala. Pegou o lenço e cobriu os seus olhos. Depois de alguns segundos conseguiu amarrar, caminhou alguns passos e girou no meio da sala até que... PAFT! Perdeu o equilíbrio e caiu.

- O que foi isso¿ - Ness perguntou.

- Fiquei tonto de tanto rodar e cai. Mas estou bem. Agora vamos começar. – Ele ordenou e os dois começaram a andar na sala. Esticavam os braços e tentavam apalpar algo com as mãos. Riam muito com a brincadeira. Caíram algumas vezes e voltaram a levantar.

- RARARA! Eu não estou agüentando. – Ness ria pelos cotovelos. – RARARA

- Essa brincadeira está começando a ficar bizarra, neném. – Jacob disse. – Eu não encontro você. AIIII!

- O que foi¿ - Ela perguntou.

- Eu dei uma topada em alguma coisa. Kkkkkkk “KA” Nós só arrumamos moda.

- RARARA! Eu não estou agüentando. RARARa Vou tirar essa venda.

- Se você tirar pagará uma prenda.  Não é justo acabar com a brincadeira. Agora que começamos vamos até o fim.

- Continua falando que seguirei a sua voz. – Ness pediu.

- Estou cheio de tesão, bebê. Não vejo a hora de deslizar a língua por todo o seu corpo. Vou de “FU” tão fundo que você vai implorar para eu parar.

- Até parece! Eu adoro quando faz duro e fundo

- É¿ Hummm.

- Vou chupar o seu grilinho... Os bicos rosadinhos dos seus seios. Deslizar os dedos em sua fenda e chupar... Chupar.... Chupar..

- OH Jacob! Continua, vai. – Ness deslizou o dedo dentro do roupão e começou a se masturbar.

- O que está fazendo, bebê¿ Não pode se tocar. – Ele ameaçou.

- E se eu fizer¿ - Ela perguntou maliciosa.

- Se você se tocar, farei você saber que seus dedos não se comparam com o meu parque de diversões. Deixarei você toda ardida.

- É mesmo¿ Adoro ameaças. – Ela respondeu. Os dois continuaram andando pelo escritório até que finalmente se encontraram.

- Peguei você. – Jacob disse apalpando o corpo dela.

- Agora cumpra as suas ameaças, meu garanhão. Prova que você é o melhor. O mais gostoso do mundo... Ãnnn Oh Jacob! - Ela gemeu quando ele começou a tirar o roupão. Sentiu os lábios dele em seu pescoço, deslizando a língua pela sua pele. Ele foi subindo os lábios e tomou a sua boca. Devorou-a com fome animal. Ela pulou em sua cintura e prendeu as pernas. Na empolgação os dois caíram no chão.

-AIIIII!

- Machucou¿ - Ela perguntou.

- Não! Vamos aproveitar a posição. Agora cavalgue em mim, bebê. Vamos fazer cavalinho. – Ele estava deitado de costas no chão e ela montada sobre ele. Abriu o seu roupão e começou a beijar o seu tanquinho... Que corpo delicioso o dele.

Lambeu, beijou e mordeu tudo o que podia e o que também não podia. Ele aproveitava as suas peripécias para penetrá-la com um, dois... Três dedos. Era uma tortura deliciosa, sentia a nata quente e a sua fenda se contraindo. Os gemidos que emitia eram como músicas para seus ouvidos.

- Necessito de você, bebê...Agora.

- OH, não! O jogo continua, amor – Ela disse de forma zombeteira.

- Agora é você quem vai me torturar¿- Ele perguntou.

- Sabe que fazer amor no escuro é ainda mais excitante. Eu não posso ver nada, mas sinto cada pedaço da sua pele deliciosa. E fico imaginando como será o meu parquinho no escurinho do cinema... Ai que delicia! – Disse manhosa.

- Vai me matar, bebê. Preciso muito de você. – Ele implorou. – Vou tirar a lenço.

- Não! Nada disso! No escurinho é mais gostoso. – Ela começou a descer os lábios pela sua barriga e chegou até o seu “parquinho”.  Segurou o e começou a mover os dedos de forma delicada. – Queroxuparbanana! – Passou a língua no cumprimento. Era totalmente diferente a sensação de tocá-lo as cegas. Ela podia sentia a pele sedosa, o gosto levemente salgado da pele em sua língua. Podia imaginar o tamanho do cumprimento, que já havia visto muitas vezes, mas simplesmente não via. Estava as escuras e aquilo só tornava o jogo mais excitante. Sentia o movendo os dedos em seus cabelos e a pele musculosa se contraindo no chão. Isso só fazia o seu desejo se multiplicar e seu corpo gritar por mais e mais sacanagens. Ela queria tudo dele... Exatamente tudo.

Levou a boca até a sua “anaconda”  e começou a chupar, chupar e chupar enquanto movia a boca para frente e para trás estimulando o. – Isso, bebê! Ai está gostoso... Uiiiii Muito gostoso! Mais rápido, minha gatinha manhosa! Arggghhhhh! Oh, Ness você chupa bem! Não para! Por favor, não para agora! – Ela, em um gesto malvado, querendo provocá-lo porque sabia que teria conseqüências se afastou de engatinhou para longe – Aonde você está¿ Ness¿

- Agora você terá que me pegar. Miauuuuu! – Ela engatinhou para longe.

- Você me pega! - Ele começou a engatinhar no chão e agarrou as suas pernas. – Agora você vai sentir o que é um homem possuído. Vou te mostrar que você é minha para amar, proteger e “FU” muito. – Puxou o corpo dela e em um gesto rápido se pôs sobre ele. – E agora¿ Hum¿

- Me pega! Bate! Joga na parede! Faz tudo comigo.- Ela começou a se contorcer no chão como uma lagartixa. Ele segurou os dois joelhos com as mãos e abriu as pernas.

- Agora você vai provar do seu próprio veneno. – Ameaçou e começou a chupar o seu corpo. Abocanhou o seu seio e chupou com força até que ela gemesse algo. Ela sentiu os espasmos em seu corpo apenas com os chupões e lambidas. A língua mágica percorreu cada pedaço até chegar a zona proibida. E lá... Bem! Lá ela começou a fazer estragos.... Oh como ele lambia gostoso.

Ness sentia o corpo se convulsionar sobre o chão e parecia uma cabrita. Os gritos certamente eram ouvidos até a entrada da casa. Mas os dois... Estavam em um momento tão bom que... Se “FO” os empregados... E continuou a gritar  enquanto a língua dele fazia caracóis sobre o seu clitóris. Ele açoitou de forma deliciosa e depois de torturá-la até provocar vários orgasmos, penetrou a sua fenda com a língua.... Gosh como aquilo foi bom.


- Jacob! Oh Jacob! OHHH!!! AHHHHHH!!! RIIIRRRRRRRRIIIRRRR Oh mais! Mais!MAIIIIISSS! – E ele continuava açoitando o seu clitóris. E chupava, lambia, serpenteava, chupava, lambia e serpenteava. Como prometeu, ele a provaria que era o melhor. Faria implorar que parasse e quanto terminasse... Bem, ela não teria forças se quer para gritar o seu nome. – ÃNÃNÃNÃNNNNNNN! – Mais orgasmos se seguiram e Jacob continuava a torturar Ness no chão do escritório e quando percebeu que ele mal tinha forças para gemer, ele se encaixou entre as suas pernas e a penetrou profundamente. Ela emitiu um grito estridente, que seria até mesmo capaz de quebras os lustres da casa. – JJJJJAAAAACCCOOOOBBBBB!!! – Então, como prometido, ele começou a penetrar duro e fundo. Cada estocada parecia romper a sua alma. Ele sentia se possuído por um desejo que o rasgava por dentro. Quando mais entrava e saia, mais a loucura dominava o seu corpo. O seu corpo pingava suor e já não tinha se quer forças nos braços para se apoiar com as duas mãos. Deitou o corpo sobre o dela e continuou  estocar mais rápido que podia, apertando os seus ombros enquanto entrava e saia. Ness ria, chorava e gemia baixinho nos orgasmos que dominavam o seu corpo e Jacob continuava penetrando fundo, mas a catarse nunca chegava. Parecia um vulcão anunciando uma erupção que não chegava. Até que... Explodiram os fogos de artifícios e Jacob viu o seu em um espetáculo resplandecente.... O gozo foi espetacular.

Os dois continuaram ali no chão, trêmulos, suados e sem forças para se moverem. E depois de alguns minutos, Jacob tirou a sua venda e a de Ness. Observou o seu rosto, digno de uma pintura de um grande pintor e sorriu. Ela era a coisa mais linda do mundo e o seu sorriso de satisfação valia qualquer coisa. Era a sua recompensa depois de tantas tormentas que viveram. Era a mulher da sua vida certamente. – Amo você. – Ele conseguiu sussurrar em seu ouvido pela primeira vez as palavras mágicas. Viu as lágrimas, de felicidade, escorrerem pela sua face angelical.

- Eu esperei tanto por isso. – Ela disse beijando o seu rosto.

- Eu sempre quis dizer.

- Eu quero ouvir todos os dias.

- Eu certamente o direi... Amo você, bebê. – Ele disse beijando a sua testa.

- Você conseguiu tocar a minha alma.

- Fico maravilhado com isso.- Ele a abraçou forte e se sentiu feliz pela primeira vez em muitas horas.

[...]

Dois meses depois

Faltavam duas semanas para o aniversário de Ness e Jacob queria fazer lhe uma surpresa. Os dois meses que se passavam foram bem tensos. Os dois não tiveram privacidade para sair e fazer programas de adolescentes. Festas em não nem se fala. Com um assassino a solta, a espreita dos dois, não podiam se quer pensar em sair para curtir a noite. Isso sem falar nos repórteres que não os deixavam em paz.

Agora, no entanto, era diferente. Era o aniversário de sua “esposa”, o primeiro de muitos que passavam juntos, e queria que fosse perfeito. Não deixaria que todos os problemas os afastassem de uma pequena diversão.

Jacob estava tramando há alguns dias com as amigas de Ness. Contudo, a cada dia que se passava, ficava mais complicado ter uma conversa particular com elas. Assim, tinha que praticamente sussurrar ao telefone quando não estava perto.

Ness havia acordado bem cedo naquela manhã. Já estava acostumada ao desjejum com os avós pela manhã. Levantou-se e depois de se arrumar foi para a sala de jantar. Jacob aproveitou a ensejo para ligar para Claire.

- Alô! Precisamos falar rápido. Fiquei de descer para tomar o café com os avós de Ness. – Jacob disse ao telefone.

- Bem, conseguimos um lugar super transado. Pelo que vimos será possível um esquema de segurança bem eficaz para vocês. E podemos colocar convites com cartão magnético, assim ficará difícil a entrada de penetras. – Disse a garota.

- Ótimo! Precisamos nos reunir para conversarmos pessoalmente. Temos que nos encontrar ainda hoje. Ninguém pode nos ver juntos. Ness então nem se fala. – Jacob disse.

- E como faremos¿ - Ela perguntou.

- Eu passo uma mensagem para você assim que a barra estiver limpa.Ness e eu temos aulas separados hoje. Nos encontramos em um local bem escondido. Se ela desconfiar que estamos nos encontrando, matará a nós dois.


Jacob sussurrava ao telefone e Ness estava do lado de fora escutando o final da conversa. Ela havia se esquecido da bolsa e voltou ao quarto para pegá-la. Quando percebeu que estava aos cochichos com alguém, preferiu se ocultar  e tentar entender o que se passava.

“Eu passo uma mensagem para você assim que a barra estiver limpa.Ness e eu temos aulas separados hoje. Nos encontramos em um local bem escondido. Se ela desconfiar que estamos nos encontrando, matará a nós dois.”

- O que está acontecendo¿ Ele está me traindo¿ Eu mato a galinha que está tendo um caso com ele e capo esse FDP! – Disse baixinho, sentindo a raiva a consumir. Quando ouviu os passos de Jacob para a porta, recuou e voltou no corredor até a escada. Não queria que ele soubesse que ela havia escutado tudo.

Jacob saiu correndo do quarto e quando chegou as escadas, encontrou com Ness. Ela fez cara de dissimulada e fingiu que nada acontecia. Queria pegá-lo no flagra e não estragaria tudo tendo um ataque de ciúmes.

- Ness¿ Não estava com seus avós¿ - Ele perguntou.

- Vim pegar a minha bolsa. – Ela respondeu. – Já o encontro lá em baixo. – Continuou o seu caminho até o quarto, ainda bufando de raiva, e ele percebeu pelo tom áspero de sua voz que algo ia mal.

Ness passou alguns segundos no quarto. Contou até vinte, respirou fundo e foi para a sala de jantar. Não queria olhar para Jacob, não queria sentir o cheiro ou ouvir a sua voz. Sabia que perderia a compostura se estivesse com ele. Aquilo naquele momento era inevitável.

Quando ela finalmente chegou ao local, ele e seus avós já estavam tomando café.

- Demorou. – Ele disse franzindo o cenho, enquanto a observava se sentando. Percebeu a postura rígida de seu rosto. Certamente estava tensa.

- Passei no banheiro antes. – Ela respondeu com mau humor.

- Pode passar o leite¿ - Ele pediu e ela empurrou com má vontade. Alice e Herman começaram a observar a forma fria da neta. Perceberam que havia algo errado e a avó logo a questionou.

- Algum problema, querida¿ - Ela perguntou com jeito amável.

- Só TPM. – Ness respondeu sem olhá-lo.

- Não! Você não estava de TPM há uma hora. O que se passa¿- Jacob perguntou arqueando uma das sobrancelhas.

- Você está me questionando¿ Está colocando em dúvida a minha TPM¿ - Ela perguntou com a voz ameaçadora.

- Não vamos conversar sobre “coisas”  na frente de estranhos. – Ele disse observando os Preston, que ficaram desconfortáveis. Eles já estavam juntos há dois meses e Jacob ainda não havia se acostumado com a presença. Sempre deixava claro que eram                “intrusos”  na casa. Ele escutou partes de conversas do Sr Preston com mordomo. Havia indícios que estavam juntos tramando algo. Não gostava da situação e deixava tudo bem claro para os dois. Não via  a hora e se ver livre. Queria mais vê-los pelas costas.

- Meus avós não são estranhos. – Ness respondeu trincando os dentes. Os Prestos olhavam para Ness, ora para Jacob e se voltavam para Ness. Estava bem claro que começava uma pequena guerra conjugal. Mas não entendiam bem o motivo.

- Não falaremos sobre isso agora. Passar um pedaço da torta, por favor¿- Ele pediu de forma rígida. Já estava começando a se incomodar com o clima tenso. Ness não gostou da forma como ele falou, como se fosse o dono da última palavra, e praticamente jogou o bolo quando o empurrou com a mão. Ele virou inesperadamente e caiu sobre a blusa de Jacob, que soltou um bufo de irritação.

- Fez de propósito. – Ele acusou.

- É¿ Acho que não. – Ela respondeu ironicamente.

- Fez sim! – Ele disse novamente. – Está agindo como criança. – Os avós de Ness arregalaram os olhos e continuaram atentos a discussão. Já haviam presenciado os dois em pequenas crises. Mas normalmente os dois apresentavam um humor aceitável nessas ocasiões. Agora, no entanto, Ness estava com os olhos cuspindo fogo e Jacob com uma expressão irritadiça mais do que normal. Sabiam que a coisa não terminaria nada bem.

- Não ouse a me chamar de criança. – Ela retrucou e mordeu um pedaço de queijo sem olhá-lo.

- OH! Muita adulta você. Quando é contrariada em algo fica toda bravinha. Se isso não é atitude de criança... – Ele hesitou. – Pera ai! Já vi fazer coisas piores como gritar com atendentes, humilhar suas amigas e fazer birra com a Tanya. – Ele mexeu fundo na ferida e ela sentiu o sangue ferver.

- Não se atreva a falar naquela vagabunda na “minha”  mesa de café da manhã. – Ela se controlava para não gritar. Levo o copo de suco a boca e tentou beber um pouco para não falar algo que pudesse se arrepender depois.

- Ai que medo! – Ele disse rindo de forma provocativa. Sabia que a deixaria ainda mais irritada. Mas ela havia começado a briga. Não ele.

- Cala essa boca antes que eu... – Ela se inclinou na mesa e apontou o dedo para ele.

- Antes que você o que¿ - Ele se inclinou e segurou o dedo dela.

- Meninos, o que é isso¿ - O avô perguntou.

- Não se meta em discussão de casais. – Jacob respondeu com raiva.

- Não fala assim com meu avô! – Ness ordenou.

- Senta e tome o seu café bem tranqüila. Conversaremos sobre nossos problemas depois. – Jacob soltou o seu dedo e fez sinal para que sentasse.

- Não se atreva a falar comigo assim. – Ness pegou o copo de suco e por instinto atirou o liquido no rosto de Jacob. Por alguns segundos ele não teve reação. Depois pegou o copo com achocolatado e atirou o liquido no rosto dela.

- Quites¿ - Jacob perguntou furioso.

- SEU FDP! – Ela gritou furiosa, pegou o prato com o bolo e levou até o rosto dele, deixando o completamente sujo. Começou uma risada histérica, enquanto Jacob tentava limpar o seu rosto. Estava coberto com o glacê do bolo e ainda perplexo com o acontecimento. Viu quando os avôs Preston se levantaram da cadeira, afastando-se da mesa. Certamente sabiam que a coisa só pioraria e não queria estragar ainda mais. Jacob pegou o prato com mamão amassado e jogou a fruta pegajosa nos cabelos dela. Ali começou uma guerra de comidas e enquanto se xingavam atiravam toda a comida que podiam.

A comida começou a voar de um lado para outro para sala e nem as paredes se safaram da “pequena”  discordância dos dois.

- Satisfeita¿ - Jacob perguntou caindo na gargalhada, todo sujo de comida e molhado com café,suco e leite.

- Eu¿ Eu te odeio, Jacob Black! – Ela disse bufando e começou a rir também. Era engraçado aquela criancices. Nunca achou que acabariam brigando daquele jeito e completamente sujos com o café da manhã. Virou o rosto e olhou os avós no canto da sala, observando a cena esdrúxula que acabavam de ver. Riu ainda mais da expressão de espanto dos dois.  – Só você para me tirar completamente do sério. – Ela tentou controlar a risada.

- Vamos tomar um banho¿ Estamos podres e tenho certeza que os seguranças vão de se divertir ao nos verem assim. Proponho que tomemos um banho e troquemos de roupas logo. Não quer estragar a sua reputação. Quer¿  - Ele estendeu a mão e ela a aceitou.

- Bom dia, vovô e vovó! – Ness disse de forma dissimulada, enquanto caminhavam para a porta. Agiu como se nada houvesse acontecido. O mordomo entrou e balançou a cabeça em sinal de negativo.

- Eles sempre encontram um motivo para brigar. – Ele disse com mau humor de sempre. – Já deveriam ter se acostumado com isso. Ultimamente a coisa ainda bem melhor do que o costume.

- Eles sempre brigam, mas não desse jeito. – Alice Preston disse.

- Eles gostam de ter um motivo para brigar.- Herman disse para ela.

- Isso os excita, senhora.Desculpe a forma de falar, mas é um jogo. Daqui a pouco começam os gemidos  e os gritos. Eu ainda me demito desse emprego... – Disse constrangido.

- Não faça isso, Gregory. – Alice pediu.

- Não tenho mais idade para esse tipo de coisa. – Ele respondeu e começaram ouvir as gargalhadas no corredor de cima. – Não disse! Apenas procuram um motivo para brigar e fazer as pazes.

Dito e feito. Dez minutos depois os gemidos começaram a soar pela casa. Fizeram as pazes, depois daquele tremendo barraco, de forma triunfal.


Ness ficou de olho em Jacob o tempo todo e encarregou as suas amigas de tomarem conta de todos os movimentos. Os espiões já estavam trabalhando a seu favor. O que ela não sabia, era que elas eram cúmplices dele. Justamente por isso sua rede de contato nunca encontraria nada. Assim duas semanas se passaram sem que descobrisse com quem Jacob andava de cochichos.

[...]

Duas semanas depois

Na manhã do seu aniversário, Jacob fingiu não se lembrar e deixou ordens para os empregados também fingiram não saber. Também pediu ajuda, mesmo que a contra gosto, para os avós dela. Planejando tudo perfeitamente. Ela acharia que ninguém se lembrava do seu aniversário, sentindo-se abandonada.

No colégio, as pessoas agiam como um dia normal, tirando o fato de todos estarem preocupados com um possível psicopata entrando no colégio para atirar o casal. Essa indiferença, mais que um fingimento, deixava Ness totalmente chateada. Era a primeira vez que ninguém se lembrava do seu aniversário, que não era ovacionada com pelos seus fãs.

Em relação a Jacob se sentia ainda mais chateada. Sofria pelo descaso, mesmo assim preferiu não falar nada. Não iria se rebaixar para ele... Não mesmo.

O dia transcorreu sem maiores problemas. Os dois conversaram o habitual: Uma forma de encontrar pistas sem deixar que ninguém percebesse que investigava.

O problema era justamente esse. Tinham muitos seguranças, O FBI tomando conta da cidade e da escola, principalmente, e muitos repórteres que circulavam pelo local como se fossem moradores. Onde quer que fossem, eram vigiados por muitas pessoas. Não havia como investigar nada e não queriam colocar os amigos em perigo. Por isso tiveram dois meses terríveis, a espera de um novo assassinato, pista ou oportunidade para agir.

A tia de Claire não se lembrou dos nomes dos estudantes na foto. E não encontraram o livro do ano em que Carlisle se formou. Tudo era complicado naquele momento... Exatamente tudo.

- Precisamos fazer algo! – Ness repetia isso todos os dias, deixando Jacob estressado. - Não achamos nada na biblioteca da escola. Precisamos procurar pistas. – Ela insistia.

- Como faremos isso¿ Não dá para fazer nada sem que nos vejam. – Jacob insistia – Prometo que faremos algo. – Ele afirmou.

- Não consigo ficar parada. – Ela insistia enquanto colocava a bandeja sobre a mesa no refeitório.

- Vamos agir! – Ele colocou o dedo em seus lábios. – No momento certo. – Aquela foi a sua ultima palavra do dia sobre aquele assunto. Não iria discutir pela milésima vez aquele assunto com ela.

No final das aulas voltaram para a casa, como sempre seguidos pelos seguranças. Ness foi direto para o seu quarto tomar um banho e se deitar. Jacob foi para o escritório conversar com o seu avô. Ele precisava pegar o último cheque para pagar os gastos da festa de aniversário.

Caminhou lentamente até o escritório e ouviu vozes. Parou na porta e ficou em silêncio ouvindo a conversa.

- Precisamos agir logo. – Sr Preston disse.

- Tudo o que sabia eu já disse. Entreguei o documento que achei para Paladino. Não tenho culpa se esse documento se perdeu. – O mordomo falou.

- Estamos com pouco tempo. O cerco está se fechando e se não agirmos logo as coisas podem piorar. – O outro respondeu.

- Tente convencer a sua neta a estender a estadia.

- Vou tentar colocar isso na cabeça dela sem que perceba. Enquanto isso precisamos agir. Quanto mais rápido terminarmos com isso será melhor.

- O senhor precisa ser cauteloso. – O outro falou.

- Mais do que tenho sido¿ O rapaz é complicado e só dificulta as coisas para mim. – Nesse momento Jacob ouviu um barulho atrás e parou para ver quem via. Deu de cara com a senhora Preston.

-Jacob, querido, não lhe disseram que é feio ouvir atrás da porta¿ - Ela perguntou. – Mas serei discreta e não falarei nada a ninguém.

- Eu estou na “minha casa” e não estou ouvindo atrás da porta. Só vim conversar com o seu marido sobre o cheque para pagar o resto dos gastos da festa. – Jacob respondeu tentando segurar os ânimos.

- Tudo bem, querido! Vamos lá falar com Herman. – Alice disse, caminhou até a porta e bateu duas vezes. A porta abriu e o mordomo saiu. Fez um sinal com a cabeça e abriu passagem para os dois.

Jacob estava irritado demais para conversar. Somente pediu o cheque e depois saiu. Naquele momento ficou claro para ele que havia um segredo. O avô de Ness e o mordomo eram cúmplices em algo grande. Algo que poderia ter haver com as mortes que estavam ocorrendo. Ele estava claramente armando algum tipo de complô e Jacob precisava descobrir o que era. Se antes estava incomodado com a presença, naquele momento era imperativo irem embora.

[...]

O telefone tocou três vezes e finalmente o homem atendeu. Já estava ficando impaciente com aquela demora toda.

- Alô!

- Finalmente me ligou. Fez tudo o que pedi? – O homem perguntou do outro lado da linha.

- O local já foi revisado pela segurança e pelo FBI. Eu consegui um emprego na nova equipe que Dane contratou. Consegui vistoriar o local da festa sozinho e encontrei uma possibilidade. A planta do prédio me ajudou muito na solução que precisávamos.

- Achou um modo de tirar a garota sem ser visto?

- Sim! Encontrei e o local do cativeiro já está preparado também. Quando ela estiver em meu poder eu lhe dou as coordenadas. No momento só preciso que saiba que tudo está correndo conforme planejado.

- Mas haverá câmeras filmando o local? Como sairá de lá com ela sem ser visto? Não quero tiroteio e nada que chame a atenção do FBI.

- O FBI enviou três agentes para cobrir a festas. Estarão a paisana misturados aos convidados, mas isso não será problema para mim. As câmeras no corredor do banheiro não estarão funcionando. Eu já cuidei disso. Tenho a rota de fuga, o carro no local da saída e uma distração preparada. Eles vão achar que a garota está no banheiro e quando se derem conta de que sumiu, estaremos bem longe de lá.

- Não pode haver falha! Entendeu? – O homem disse em tom severo.

- Não haverá falha. Posse te garantir.

- E ninguém o reconheceu? Afinal circulou pela cidade por meses.

- Eu estou bem disfarçado e tenho ótimas referencias. Já esqueceu que fui fuzileiro naval e trabalhei para uma agência secreta? Dane averiguou todas as minhas referências. Não haverá motivos para desconfiar de mim. Levarei a garota para o cativeiro e voltarei para a festa sem ser notado.

- Siga com o plano da forma mais limpa possível. Nos vemos amanhã. – Deu uma gargalhada diabólica. – Não vejo a hora de colocar as mãos nessa Vadia.

- OK! Manteremos contato. – Disse e desligou a ligação. Dessa fez era uma questão de honra fazer tudo certo. Havia falhado várias vezes ao longo desses meses. Até o momento nunca teve uma oportunidade real para por as mãos em Renesmee Black. Agora faria tudo com extrema perfeição e em algumas horas seu trabalho estaria quase terminado. A única coisa que teria que fazer antes de finalmente partir, seria eliminar Jacob Black. Não era homem de cometer erros e não sairia desse trabalho com o nome sujo. Disso tinha absoluta certeza.

[...]


A noite, finalmente, ele se deu por rendido e confessou se lembrar do aniversário dela, que por sua vez estava furiosa por passar o dia inteiro esperando um gesto de carinho.
Os dois se arrumaram, impecáveis em roupas sociais e elegantes para a balada, e saíram de casa seguidos pelos seguranças.

Ness pensou que iriam curtir o aniversário em algum restaurante ou que haveria uma surpresa, daquelas bem especiais que os homens fazem em navios, aviões ou hotéis de luxo. Nem esperava, diante a tudo o que estavam passando, em ter uma festa surpresa em uma boate de luxo. Ficou ansiosa para saber o que Jacob faria e ele me momento algum abriu o jogo. Só se deu conta do que estava acontecendo quando chegaram a porta da boate.

Ficou de olhos arregalados observando a quantidade de carros e de segurança na porta do local. E quando saíram, viram muitos dos seus amigos vestidos de forma impecável. Não era to tipo de festa, que se vestia como “periguete” . Era um evento luxuoso e bem organizado. A boate, por si só, deveria cobrar muito para um evento fechado.

Seus olhos ficaram cheios de lágrimas. Realmente não esperava aquele tipo de surpresa.

- Agora sabe o motivo de eu andar de cochichos ao telefone. – Ele disse no ouvido dela enquanto caminhavam pelo tapete vermelho até a porta da boate.

- Eu nem acredito... Como preparou isso? – Ela perguntou curiosa.

- Na verdade suas amigas fizeram quase tudo. Eu só entrei com as idéias e o dinheiro. – Ele respondeu, passando a mãos por trás de suas costas para abraçar a sua cintura.

- Você é um mentiroso profissional, mas eu te perdôo. Me deixou todos esses dias em cólicas por você andar de conversinhas pelo telefone. Cheguei a pensar que tinha uma amante. Sabia? Estava a ponto de cortar o seu amiguinho fora.

- Você não faria isso com seu parquinho de diversões. – Ele disse em tom presunçoso.

- Não faria? Você não me conhece mesmo, Jacob Black. – Ela respondeu com uma risadinha.

- É claro que conheço. Acha que não medi as conseqüências? O máximo que você faria seria quebrar a casa toda em um acesso de fúria. – Ele respondeu.

Os dois entraram no local e ela observou todo o ambiente. Era muito elegante e confortável. Praticamente todos os jovens de Forks, La Push e adjacências estavam dançando na pista de dança. Era mais do que podia sonhar naquele momento.

- Como fez com a segurança? Não é perigoso? – Ela perguntou em seu ouvido.

- Temos seguranças disfarçados de convidados, câmeras na entrada e nos corredores. Será muito difícil alguém fazer algo aqui dentro. Acho que o FBI também está a postos. Dane estava fazendo os acertos com eles ontem.  – Jacob respondeu.

- HUM! Vejo que planejou tudo muito bem. – Ela respondeu.

- Todos os detalhes. Agora vamos aproveitar a noite. – Os dois caminharam para a pista de dança. Lá ela encontrou suas amigas super animadas com seus parceiros. A dança era eletrizante e sensual. Bem sensual ao melhor estilo do Hip Hop americano. As luzes coloridas rodavam pela pista dando um clima os corpos que se moviam de forma sinuosas. Ali não havia perigo, ameaças e muito menos preocupações. Só queriam se divertir  aproveitando o máximo que poderiam tirar daquela noite.


Por volta das onze horas Ness sentiu vontade de ir ao banheiro. Já estava dançando há umas duas horas na pista de dança. Havia bebido um pouco de vodca e precisava muito se aliviar antes de voltar a se mexer. Amava dançar e exibir o corpão que tinha. Mas desde que começou um “real”  casamento com Jacob que não saia para se divertir.

- Vou ao toalete. – Sussurrou no ouvido dele.

- Não quer que suas amigas a acompanhem?  - Ele perguntou um pouco preocupado. Saiba que era ridículo esse tipo de cuidado. O local estava cercado e não haveria como nada de errado acontecer. Mesmo assim não se sentia confortável em deixá-la ir sozinha.

- Não! Vou rapidinho, amor! Não precisa se preocupar. – Respondeu e se desvencilhou dele em direção ao banheiro.

Na parte superior alguém a observava atentamente. Estava esperando o momento certo para agir. Saia quem em algum momento ela iria ao banheiro. Assim ficou de tocaia, disfarçado de segurança, e esperou o momento certo para ir ao local.

Caminhou sorrateiramente entre as pessoas, observou se não havia ninguém o vendo. A câmera de segurança em frente ao banheiro já não estava funcionando. Tratou de tirar a bateria assim que chegou para vistoria mais cedo. Dessa forma não haveria como averiguarem as imagens depois.

Entrou no banheiro e percebeu que havia alguém dentro da cabine. Mais que depressa abriu a porta e imobilizou a garota que estava sentada no vaso sanitário. Amarrou seus braços e sua boca com um lenço, depois fechou a porta da cabine por fora.

Entrou em outra cabine, colocou uma touca, do tipo ninja, que só deixava os olhos de fora. Ficou esperando em silêncio e observou pela fresta da porta. Viu quando Ness entrou e se dirigiu até uma das cabines. Saiu, foi até a porta, pegou uma das cadeiras que estavam no canto e colocou prendendo a maçaneta. Rapidamente foi até a cabine onde Ness estava, abriu  e a observou com os olhos espantados.

- Quietinha! – Ameaçou puxando a pelo cabeço. Pegou um punhal que estava preso em seu tornozelo e colocou em seu pescoço. – Vamos sair daqui sem fazer barulho. Entendeu¿ Se você tentar fazer algo engraçadinho, nunca mais verá a luz do sol. Eu a deixarei cega. Enfiarei essa lâmina nesses lindos olhinhos azuis. – Ness assentiu com a cabeça. Já sentia as lágrimas descendo pelos seus olhos e inundando a sua face apavorada. – Ouça o que vou dizer e não faça nada de que possa se arrepender. Entendeu¿- Ele perguntou mais uma vez e ela assentiu novamente. Estava apavorada demais para pensar em algo. Não conseguia nem gemer. Quanto mais gritar, lutar ou tentar fugir. Foi totalmente paralisada pelo medo. – Vamos sair pela tubulação de ar. Você vai primeiro e vai me esperar. Se tentar escapar, uma pequena armadilha vai matá-la. Coloquei bombas pelo caminho e se você tentar fugir, fará essa boate, com todos nós, ir pelos ares. Não que ver seus amigos e maridinho mortos¿ Quer¿- Ela negou com a cabeça. – Então suba de vagar e não faça nada imprudente.

O assassino soltou os cabelos de Ness e arrastou pelo braço até o canto do banheiro. Abriu a pequena janela de alumínio da tubulação de ar e a ergueu para entrar no buraco. Ness mal podia se mexer com o local tão apertado. Começava a sentir pânico e falta de ar. O local além de apertado era escuro, sujo e cheio de teias de aranhas. Ela queria gritar, mas não conseguia emitir um som. Não conseguia fazer os músculos se moverem. Fechou os olhos e apenas chorou.

Segundos depois, o assassino estava no buraco ao seu lado. Ele tirou a cadeira da porta, limpou todas as pistas, inclusive desamarrou a garota na cabine e foi para o buraco. Como previa, encontrou Ness chorando apavorada no canto. Ela mal respirava. Parecia muito assustada.

Ele pegou o seu punho e começou arrastá-la pelo buraco estreito. Quando chegaram mais adiante, ele pegou um pequeno cilindro e apertou o botão. – A primeira bomba está desarmada.  – Disse para Ness. Se ela pudesse imaginar que aquilo era um blefe, naquele momento estava claro que não. Mas a sua mente estava tão perturbada que não conseguiu pensar em nada lógico. Via ele desligando as bombas pelo caminho e jogando dentro da pequena mochila que carregava, sem entender como aquilo era possível.

O assassino teve alguns dias para preparar tudo. Era claro. Estava disfarçado na nova equipe de segurança e teve livre acesso para deixar todos os acessórios que precisava. Foi até fácil demais armar tudo aquilo. Mas precisava sair dali com a garota e a levar para o cativeiro. O seu trabalho estava quase pronto.

Os dois engatinharam pelos corredores estreitos ouvindo a música alta e sentindo a trepidação causada pela acústica. Quanto mais cedo saíssem dali,melhor para eles.

Chegaram até os fundos da boate, desceram pelo buraco da tubulação de ar e entraram em um velho depósito. Arrastou Ness pelos cabeços e caminhou com ela por um corredor estreito, cheio de quinquilharias, teias de aranhas, alguns ratos e sacos velhos. Quando encontraram uma pequena portinhola ele abriu a porta, fez Ness descer as escadas e depois seguiu atrás.

Os dois estavam nos esgotos e agora teriam que caminhar um certo tempo até chegarem ao outro lado da rua. Ele havia deixado o furgão a espera em um local onde os seguranças não pudessem ver. Mas a caminhada era longa.

Ness caiu várias vezes na água suja. Aquilo a fez despertar de seu estado catatônico, tentando gritar e correr. O assassino ficou impaciente com a sua rebeldia e em uma luta, desfavorável para ela é claro, deu um golpe em sua cabeça deixando a desacordada. Pegou a no colo e a jogou sobre os ombros... Aff a mulher era pesada apesar de magrinha.

Continuou andando um tempo, pedindo aos céus que não houvessem dado a alarme do seu sumiço até que chegassem ao furgão. E por sorte logo chegou ao buraco do esgoto que havia deixado destampado. Subiu as escadas com dificuldade, visto que a mulher dificultava os movimentos. E teve ainda mais problemas para sair do buraco e tirá-la. Não contava em ter que apagar a garota. Aquilo só atrasava o seu serviço.

Depois que conseguiu tirar Ness pelo buraco saiu e saiu finalmente.

Ele a colocou deitada no furgão, entrou e deu partida para um destino desconhecido.

[...]

Jacob estava impaciente. Ness já havia saído mais de vinte minutos e nada de voltar. Saiu da pista de dança e foi para o bar beber. Seth se sentou com ele e puxou um pouco de conversa.
O tempo continuava a passar e ela não voltava.

- Carly, você não pode ir procurar a sua amiga¿ - Jacob pediu.

- Eu vou ao banheiro. Já volto com sua mulher. – Ela respondeu e saiu.

Jacob continuou a esperar. Observava o ambiente sentindo o nervoso o consumir. Algo lhe dizia que as coisas não iam bem. Começou a suar frio. Passou a mão na testa e limpou o suor. Olhou a pista de dança e naquele momento o coração apertou. Uma angustia o feriu no fundo do coração. Soube que algo havia acontecido.

Levantou-se da cadeira e caminhou em direção aos banheiros, encontrando Carly no caminho.

- Ela não está lá. – A menina disse.

- Como assim ela não está lá¿

- Não está!

- Vou pedir aos seguranças para a localizarem. Reúna as suas amigas e a procurem também.- Jacob correu até a porta onde estava Dane e o chamou.

- Ela sumiu. – Ele disse apavorado. Se pudesse ver o seu rosto, o teria visto mais branco do que uma folha de papel.

- Sumiu¿ Como¿ Ela não saiu da boate. – Ele respondeu e fez sinal para os seguranças com as mãos.

- Ela foi ao banheiro e sumiu. – Disse desesperado.

- Vamos achá-la. Não pode estar longe.

- Não quero que dê alarde. Sejam discretos. – Jacob ordenou e saiu para procurar Ness. O que ele não sabia era que naquele momento ela já estava muito longo e correndo um grande perigo.


Nota Glau
Meninas, cheguei mais cedo do trabalho e parei para fazer uma rápida revisão no cap.
Bem, esse cap já iniciaria com uma passagem de dois meses, mas como vcs ficaram empolgadas com o final do cap passado, resolvi iniciar com um “pequeno” lesco lesco. Espero que gostem.

Eu já conversei com a Heri e enviei mensagem para a Leka.
Cada dia fica mais difícil escrever e me dedicar as fics, as leitoras e ao site como gostaria.
Mas a minha vida é bem complicada e estou mentalmente esgotada.
São dois anos (acho) me dedicando a escrita e chega uma hora que a cabeça já não agüenta.
Eu amo ler. Vocês sabem disso. E ultimamente tenho que decidir entre ler e escrever, pois o meu tempo é cada vez mais curto.
Não tenho a recompensa que gostaria. Escrever já não me faz tão feliz quanto antes.
Acho que isso tudo é culpa de vocês que me acostumaram mal.
Eu quando escrevia Opposing souls vivi praticamente no céu e não me dei conta de que nada que fizesse depois superaria essa fic. Por isso a Herdeira acabou se tornando uma decepção, assim como Galope para felicidade, a song fic vento no litoral e agora Guerra dos sexos.
A maioria das vezes, enquanto escrevo, me sinto frustrada e não quero mais continuar.
Tenho um compromisso de finalizar a fic e por isso vou até o fim. Mas já não tenho pique e tesão para escrever. Antes eu vencia o meu cansaço pela empolgação. Agora já não consigo fazer isso.

Eu fiquei feliz com as palavras da Dani e da Ana Rita. Eu realmente não sabia que Opposing souls foi tão importante para muitas de vocês. E agradeço imensamente o carinho.
Como já notaram, a fic já tem uma passagem de dois meses. Eu vou cortar alguns fatos e tentar ser o mais sintética possível para vocês entenderem o motivo e o assassino.
Depois não voltarei a postar. Não digo que não voltarei a escrever, pois sei que sempre que estiver estressada escreverei algo. Mas o que fizer guardarei para mim.

Quem quiser continuar me acompanhando, é só entrar no facebook e no meu blog.
Vou abrir um menu para resenhas e dicas, onde comentarei os livros que ler e deixarei link paa ebooks. Se surgir alguma novidade é lá que saberão.

Espero que o cap não tenha muitos erros. Fiz uma rápida leitura para corrigir o máximo que podia. Na semana que vem posto outro.

Dito tudo isso, espero que tenham uma ótima leitura.

A propósito, Vivi, obrigada pela 18 recomendação.

UM GRANDE BJU NO CORAÇÃO DE TODAS.
FUIII

sábado, 21 de maio de 2011

Barraco no enterro

Jacob estava tão cansado que logo que deitou em sua cama adormeceu. Tudo o que havia acontecido nos últimos dias deixou o esgotado física e emocionalmente. Já Ness, com a cabeça a mil, não conseguiu cochilar nem um pouco. Sentou-se na cadeira em frente ao seu computador, abriu uma conferência e chamou suas amigas.

Estava aborrecida demais pela forma como a trataram no enterro e precisava desabafar.

- Vocês são um bando de traidoras. – Reclamou olhando as janelas com os rostos das amigas no computador. Claire fazia cara de inocente, Nathaly desentendida, Julia tentava se desculpar e Carly simplesmente ouvia o sermão sem dizer nada. – Eu me senti pior do que uma leprosa. Como puderam fazer isso comigo¿– Exclamou exaltada.

- Minha mãe me proibiu de ficar perto de você no enterro. – Argumentou Nathaly. – Ela disse que era perigoso. Nunca se sabe de onde pode vir uma bala perdida. Espero que me desculpe, mas as coisas estão muito complicadas nesse momento.


- Pois eu esperava bem mais das três. Achei que fossem minhas amigas. Pelo que vejo me enganei sobre isso. – Ness disse desapontada.

- Somos suas amigas, mas precisa entender que Sam morreu por ser o melhor amigo de Jacob e estar ao lado dele. Nesse momento o mais prudente é permanecer longe. – Afirmou Carly.

- Quais são os boatos que estão correndo pela cidade?  - Ness perguntou.

- Dizem que teremos uma séria intervenção do FBI. Eles só haviam mandado para cá dois agentes, mas com esse grande número de assassinato enviarão uma grande equipe.-  Claire afirmou. – O pai da Lucy, trabalha como escrivão na delegacia, disse que ouviu conversas sobre uma investigação especial com agentes super treinados. Cindy colocou essa informação no blog dela e está divulgando que até a Swate vem para cá essa semana. – Completou.

- A senhor Stwart falou para a minha mãe que estão desconfiado de um serial Killer. Acham que esse assassino quer se vingar do seu avô. – Disse Carly.

- Mas é bem claro que é alguém que quer se vingar do meu avô. – Ness respondeu.

- A senhora Maccalister disse que enviarão um delegado federal. – Afirmou Nathaly.

- Também ouvi dizer que vão enviar agentes da equipe anti-seqüestro. – Afirmou July.

- Nossa! Isso está parecendo Gossip Girl. – Disse Ness. – Cada hora aparece uma noticia nova.

- Meu pai disse – Falou Claire. – Que ouviu o delegado dizer que vocês também contrataram uma equipe especial para assegurar a segurança.

- É verdade! – Ness respondeu.

- E o que vocês vão fazer? Ficarão trancados dentro de casa? – Perguntou July.

- Nós estamos abalados com tudo o que tem acontecido. Tudo isso é muito estranho, perigoso e estressante. Mas decidimos que não adianta nos enviarmos dentro de uma concha. Temos que encarar o problema de frente. Justamente por isso contratamos mais seguranças. – Ness se espreguiçou na cadeira e olhou para trás.

- E como Jacob está reagindo a isso tudo? Ele parecia bem mal. – Falou July.

- Ele seguramente esta muito abalado com o que aconteceu. Nem quando a Esme morreu ele ficou assim. Mas eu não posso dizer que estou tranqüila com esse assassino solto por ai. Ele tentou me seqüestrar e foi uma sorte não ter acontecido nada com a Bella. Nem sei o que faria se ele a tivesse levado ou se algo pior... – Ness engoliu seco nesse momento, lembrando-se do que aconteceu no consultório da sua médica. Foi uma grande sorte o assassino não ter feito nada de mal com a prima. Ela nunca teria se perdoado se algo lhe acontecesse.

- Imaginamos como deve ser difícil para vocês dois esse momento. – Claire disse com os olhos cheios de lágrimas. – Eu bem gostaria de estar ai com você. Mas sabe muito bem que meus pais não permitiram nesse momento.

- Eu entendo perfeitamente. – Ness disse com os olhos cheios de lágrimas. Por mais difícil que fosse de admitir, as suas amigas estavam certas em ficar longe nesse momento. Ela não se perdoaria se algo de ruim viesse a ocorrer com uma delas. Pensar em Jacob já era um sofrimento muito grande. Deixava o seu coração doido demais a com a possibilidade da perda. Já colocar as suas amigas em perigo era mais do que poderia suportar naquele momento. – Eu estou com tanto medo... – Sua voz saiu cortada, em um sussurrante gemido enquanto falava. – Se algo acontecer a Jacob eu... – Começou a chorar e pôs uma das mãos sobre o peito. – Não suporto pensar que posso perdê-lo. Isso está acabando comigo.

- Nada vai acontecer com ele. – Afirmou Claire, tentando passar um pouco de segurança para a sua amiga.

- Ninguém pode garantir isso. – Ela começou a soluçar. – Eu... eu... não posso... simplesmente não consigo...

- Deixa de ser boba. – Pediu Nathaly. – Você é mais forte que isso.

- Eu não sou nada forte... eu não consigo suportar essa dor... não posso perdê-lo. Vocês não entendem? Como vou viver se algo acontecer com ele? Isso está acabando comigo. Meu coração dói com esse desespero que sinto. A noite eu mal durmo direito. Tenho pesadelos e sempre que o olho, é como se fosse a ultima vez. – Ela colocou as duas pernas sobre a cadeira e as abraçou. – Eu morrerei se algo acontecer com ele. Certamente eu morrerei.

Jacob estava deitado na cama e acordou de súbito. Ficou em silêncio ouvindo as conversas das amigas. Seu coração apertou, angustiado, com as palavras sussurradas por Ness. Ele percebeu o quanto ela o amava e como estava sofrendo com medo da perda. Compreendia perfeitamente os seus sentimentos, pois se sentia exatamente igual. Sabia que se algo lhe acontecesse não conseguiria forças para seguir em frente. Era mais do que ele pudesse suportar. Nunca se sentiu tão vulnerável em toda a sua vida.

- Eu o amo... não posso suportar viver sem ele... Gosh o que vou fazer se algo acontecer? – Era de cortar o coração a forma como ela falava. Jacob se levantou da cama e caminhou silenciosamente até a cadeira onde ela estava. Beijou o seu pescoço gentilmente e pediu para que se despedisse de suas amigas.

- Nada vai nos acontecer, bebê. – Disse em seu ouvido. – Adora diz até logo para as suas amigas e vem ficar comigo. – Ordenou.

- Nos falamos depois, meninas. – Ness disse.

- Nos encontraremos mais tarde no enterro, mas não fica chateada por ficarmos afastadas. O momento é bem complicado. – Claire afirmou.

- Tudo bem! Eu entendo vocês. – Ness disse e levou a mão ao mouse para fechar as janelas abertas no computador.

Depois que desligou o computados, Ness levantou e  se jogou nos braços de Jacob.

- Eu só estou com muito medo. – Ela choramingou enquanto ele a levava para a cama.

- Não há motivos para temer nada. – Ele se sentou e a colocou sobre a sua perna. – Nada de mal vai nos acontecer... Eu prometo. – Ele começou a beijar o seu rosto gentilmente, enquanto fazia caricias delicadas em suas costas. – Vamos viver o momento e deixar o resto para depois, bebê. – Foi descendo os lábios pelo pescoço dela, que sentiu o seu corpo inteiro arrepiar-se com o contato. – Só quero fazer você feliz. Não precisa se preocupar com anda agora. Só relaxe e sinta como eu te quero. – Ele foi aprofundando as caricias e suas mãos começaram a brincar com os bicos de seus seios. Ela soltou gemidos abafados, enquanto passava os seus dedos pelos cabelos sedosos dele. Ele sentia a sua ereção pulsante pela necessidade que tinha dela. Necessitava a mais do que do seu próprio ar. Era incrivelmente fácil se sentir dessa forma em seus braços.  – Necessito de você.

- Eu também, amor. – Ela gemeu baixinho. – Quero te sentir dentro de mim. Preciso de você, Jacob. – Seu corpo queimava de paixão. Sentia sua vagina apertar e o seu clitóris inchar e jorrar os seus sucos. Cada célula do seu corpo gritava por ele. E percebia que era plenamente correspondida.

- Farei-te amor bem gostoso. Lento, suave e delicado. Não teremos pressa hoje. Vamos só aproveitar os nossos momentos juntos. É só isso que eu quero... Tocar a sua alma. – Ele afirmou em seu ouvido.

Aquela tarde eles se amaram intensamente. Não foi preciso dizer mais nada. Apenas aproveitaram as caricias que os toques de suas mãos proporcionavam aos corpos ansiosos. Eles precisavam daquela entrega. Precisavam de um momento de mais intimidade, sentimento e porque não dizer amor. Ela já havia se declarado diversas vezes, mas ele nunca disse a palavra mágica “eu te amo”. Porém, mesmo percebendo a dificuldade que ele tinha em expressar em palavras, todos os seus gestos eram incrivelmente  amorosos. Ele a amou da forma mais intensa que um homem poderia amar uma mulher. Deu-lhe um grande prazer sem deixar o romantismo de lado. Beijou e tocou cada canto do seu corpo e deixou que ela mostrasse o seu lado mais sensível.

Os dois se completaram como metade perfeitas de duas laranjas e ficaram o até o horário do enterro abraçados, trocando caricias e fazendo declarações melosas.

Jacob nunca achou que pudesse ser possível se sentir tão sentimental. Ness muito menos achou que ele pudesse ser um amante extremamente carinhoso. Das ultimas vezes que transaram, a coisa foi totalmente carnal. Apenas satisfizeram os desejos mais intensos de seus corpos. Mas ali era diferente... Ele estava de outra forma e ela percebia claramente a mudança de suas atitudes.

[...]

Os dois chegaram ao cemitério em uma grande comitiva. Não estavam apenas com um carro de segurança os seguindo. Eram dois carros a frente e mais dois atrás. E a quantidade de seguranças que saíram dos carros quando chegaram ao local, fez com que os moradores ficassem bem mais assustados.

O velório de Sam foi uma grande comoção para toda a comunidade. Os jovens choravam inconsoláveis pela perda do amigo. Seguravam faixas e cartazes pedindo “paz”.  Ninguém conseguia aceitar a brutalidade cometida com um jovem que tinha apenas seus 18 anos, cheio de vida, planos e sonhos para o futuro. Era um jovem rebelde, apensar disso querido pelos amigos, professores e comunidade de Forks.

Antes de o padre começar o sermão, fez-se um minuto de silêncio e Quill colocou a música I´ll be missing you, feita pelo rap Puff Daddy em homenagem ao rap  Notorious B.I.G. que foi assassinado em 19 de março de 1997. Sempre que os amigos ouviam a música se emocionavam com a história do rap que morreu tão novo, mas nenhum deles achou que um dia ela seria o hino tocado no ato da despedida.

Jacob chorava  inconsolável nos braços de Ness. Quill abraçado a Claire, Embry a Nathaly, July com Colin, Carly com Seth. Todos os amigos destroçados pela perda tão prematura. Os professores estavam tão emocionados quanto os adolescentes e os pais... Quem pode dizer o que se passa no coração de um pai ao ver um jovem morrer tão cedo? Todos imaginavam seus filhos deitados na madeira fria daquele caixão. Todos sentiam o frio cortante vento da unida cidade de Forks como anuncio de grandes tempestades. Viam-se como potenciais vitimas de um assassino cruel, que não se preocupava a quem atingia desde que conseguisse seus objetivos.


Eu Sentirei Sua Falta
Puff Daddy


Yeah, isso aqui vai para qualquer um que perdeu alguém que eles
Amaram verdadeiramente
Se liga

Parece que ontem nos costumávamos agitar no show
Eu atei a trilha, você fechou a pista
Tão longe da suspensão no bloco para a massa de pão
Notorius, eles tem que saber que
A vida nem sempre é o que parece ser
Palavras não podem expressar o que você significa para mim!
Embora você tenha ido nos ainda somos 1 time
Através da sua família eu realizarei seus sonhos
No futuro não esperarei para ver se você
Abrirá os portões para mim
Algumas vezes lembro da noite que eles pegaram meu amigo
Tentaram apaga-lo, mas ele tocou de novo
Quando é um sentimento verdadeiro é difícil de escondê-lo
Não pode imaginar toda a dor que eu sinto
Dê-me alguma coisa para ouvir metade do seu suspiro
Eu sei que você ainda vive sua vida após morte

Cada passo que eu dou
Cada movimento que eu faço
Cada dia único
Cada vez que eu rezo
Eu sentirei sua falta

Pensando no dia
Quando você foi embora
Que vida a se levar?!
Que ligação a se quebrar?!
Eu sentirei a sua falta

(nos sentimos sua falta, big...)

Que tipo difícil de sagacidade quando você não está por perto
Sei que você está no paraíso rindo aqui pra baixo
Nos assistindo enquanto nos rezamos por você
Cada dia que nos rezamos por você
Ate o dia que nós nos encontraremos de novo
No meu coração é onde eu guardo você, amigo
Memórias me dão a força que eu preciso para prosseguir
Força que eu preciso para acreditar
Em meus pensamentos, big, eu simplesmente não posso definir
O desejo de poder voltar as mãos do tempo
Nós e a loja "6" para novas roupas e tênis
Você e eu pegando "flics"
Fazendo musicas, palcos onde eles recebiam você
Ainda não acredito que você se foi
Dê-me alguma coisa para ouvir metade do seu suspiro
Eu sei que você ainda está vivendo a sua vida após a morte

Cada passo que eu dou
Cada movimento que eu faço
Cada dia único
Cada vez que eu rezo
Eu sentirei sua falta

Pensando no dia
Quando você foi embora
Que vida a se levar?!
Que ligação a se quebrar?!
Eu sentirei a sua falta

Alguém me diga o por quê

Naquela manhã
Quando aquela vida terminou
Eu sei, eu verei seu rosto

Cada noite que eu rezo
Cada passo que eu dou
Cada movimento que eu faço
Cada dia único
Cada noite que eu rezo
Cada passo que eu dou
Cada movimento que eu faço
Cada dia único
Cada noite que eu rezo
Cada passo que eu dou
Cada movimento que eu faço
Cada dia único
Cada noite que eu rezo
Cada passo que eu dou
Cada movimento que eu faço
Cada dia único

Cada passo que eu dou
Cada movimento que eu faço
Cada dia único
Cada noite que eu rezo
Eu sentirei sua falta

Pensando no dia
Quando você foi embora
Que vida a se levar?!
Que ligação a se quebrar?!
Eu sentirei a sua falta

Cada passo que eu dou
Cada movimento que eu faço
Cada dia único
Cada noite que eu rezo
Eu sentirei sua falta

(nós sentimos sua falta)

Pensando no dia

(Pensando no dia)

Quando você foi embora
Que vida a se levar?!
Que ligação a se quebrar?!
Eu sentirei a sua falta

(nós sentimos sua falta)

Naquela manhã
Quando aquela vida terminou
Eu sei, eu verei seu rosto

Quando a música terminou, os jovens não permitiram que o padre bizarro fizesse algum tipo de sermão que só tornaria a situação ainda mais dolorosa. Então os amigos começaram a falar sobre Sam e o que representou em suas vidas. O primeiro a falar foi Seth, que impropriamente acabou revelando alguns segredos do amigo, para desespero total dos demais que queriam matá-lo, mas ele tinha a língua solta  e era difícil demais se conter quando começava a falar.

- Sam era o meu Brother. – Ele começou . – Juntos  nós fizemos tantas “Ms”. Quando crianças a Sra Robert quis matá-lo quando afogamos o seu gato. Na época foi tudo muito divertido, mas não tínhamos a intenção de matar o pobre bicho... Foi apenas um acidente. – Quill pigarreou para que falasse, mas Seth continuou. – Sempre aprontamos muito. Na festa de halloween da Sra Carter nós derrubamos a mesa de doces. A abóbora caiu e quase colocou fogo no jardim. Tentamos apagar enquanto riamos pelos cotovelos, mas ai a coisa ficou feia. Jogamos toda a água do galão que ela guardava de reserva e a velinha quase nos matou quando viu a cena. Foi bizarro, mas sempre nos divertíamos tanto. Jacob e ele... – Jacob tossiu constrangido.

- Chega, Seth! – Embry ordenou.

- Mas foram tantas coisas... Vocês se lembram da pichação no muro...

- Chega, Seth! – Dessa vez foi Quill.

- Mas e o carro do Sr...  – Tentou continuar

- Chega, “PO”! É melhor que o padre faço o discurso. Se continuar falando contará todos os podres do defunto. – Disse Jacob.

Mas não adiantou nada. Seth continuou contando os “causos” por mais vinte minutos, até que os seus amigos o sacudissem para calar a boca. Depois foi a vez de Quill, que contou uma passagem emocionante da sua infância, quando o amigo o ajudou na perda de sua mãe. As suas palavras foram emocionantes e deixaram todos de olhos cheios de água.

Quando todos os amigos terminaram, Jacob começou a falar de seu amigo e desabou com o sofrimento. Ninguém se quer mexia enquanto falava. Nunca viram Jacob abrir o seu coração dizendo o que sentia. Era um fato realmente inédito.

- Sam era mais do que um amigo para mim. Nós crescemos juntos e ele foi um irmão. Aprontamos juntos, como lembrou Seth, isso é bem verdade. Mas Sam era um grande companheiro e sabia exatamente o que dizer. Ele esteve ao meu lado na morte do meu avô, na morte do meu pai e na morte da minha tia. – Quando falava baixo, tinha muito dificuldade em se expressar. – Quando meu velho morreu, ele esteve vários dias na minha casa. Não trabalhou e não foi a escola. Foi ele quem ficou comigo, obrigou-me a comer, me sacudiu e me mandou acordar para a vida. – Ness chorava enquanto ouvia as suas palavras, apertando forte a sua mão. Sabia o quão difícil era para Jacob falar dos seus sentimentos na frente de todos. – Ele sempre me dizia a verdade, por mais difícil e amarga que fosse. Quando estava errado, principalmente nessas horas, era um irmão mais velho e não tinha nenhum problema em puxar as minhas orelhas. Sempre esteve ao meu lado quando precisei. Foi ele quem disse para não desperdiçar tempo e ficar com a mulher que amava. Falou coisas duras naquele dia e disse que um dia ela iria se cansar e perderia para sempre. Acho que foi ali que comecei a acordar e deixar os meus preconceitos de lado. Ele esteve ao meu lado quando a morte chegou. Queria me dizer algo importante. Estava desesperado para me contar a verdade e por isso morreu. Não foi apenas acidente... – Todos olhavam assustados para ele. – Ele morreu porque sabia demais e queria me dizer a verdade. Se fosse outro, qualquer outro – Apontou para os demais amigos. – Não teriam feito o mesmo. Mas Sam não deixaria de me ajudar e de me proteger quando a minha vida estava em risco. Ele teria me dito sobre o assassino e morreu... Como sentirei a sua falta. – Jacob suspirou profundamente, abraçou Ness e chorou... Ah como ele chorou.

Ali, no meio do velório, ficou claro para todos que assim como Alice, Jasper e Paladino foi uma queima de arquivo. Sam não foi apenas vitima de uma bala perdida... Ele sabia demais para continuar vivo e poderia estragar com a alegria de alguém.

Depois que Jacob terminou começou a confusão. Ninguém esperava que Sam deixasse para trás “duas viúvas” e que essas duas fossem arrumar um barraco no meio do enterro.

O que aconteceu não foi agradável para ninguém e por mais divertido que parecesse para alguns, que não conseguiam esconder os risos abafados, era um desrespeito ao morto e aos amigos que sofriam por sua perda.

A confusão começou quando Leah Cleawater pediu a palavra depois do depoimento de Jacob. Nesse momento, a segunda viúva se pronunciou e as duas se estranharam.

- Eu gostaria de falar algumas palavras. – Ela começou – Sam era uma pessoa muito especial e eu o amava muito. Tínhamos feito planos para o futuro e hoje eu simplesmente não sei... – Ela foi cortada por Katy Danali, a irmã da arqui rival de Ness, que estava furiosa com o relato.

- Como assim tinham planos para o futuro? Sam era “meu namorado”. Meu! Você está entendeu? – Katy se exaltou e partiu para confrontar Leah, que teoricamente fazia parte do seu grupo de amigas anti-maiorais.

- Ele estava comigo há um bom tempo. Acha que ele queria algo com você?- Leah a confrontou.

- E por que ele a manteve em sigilo? – Katy colocou o dedo no rosto de Leah. – Ele não queria te assumir porque estava comigo. Você não passou de mais um petisco que ele andou comendo.

- Ele fez o mesmo com você. Não fez? Acho que ele queria dar umas voltinhas contigo, mas não queria me magoar. – Leah afirmou  colocando as mãos sobre a cintura. Bateu no dedo de Katy e ordenou que tirasse o dedo de sua cara. – Tira o dedo da minha cara! Entendeu¿ - Ordenou falando pausadamente. Era notório o quanto Leah sofria com a perda.

- Não se faça de tonta! Ele sempre gostou da sua prima Emily. Agora você vem dizer que ele estava com você e andava comigo escondido para não te magoar? Ele enganou a nós duas. FDP! Que queime no inferno! – Katy praguejou.

- Não fala assim dele! – Leah deu uma bofetada no rosto dela, que agarrou os seus cabelos. As duas começaram a se pegar ali e por pouco não caíram dentro da cova. Os amigos, Quil e Embry tentaram apartá-las, mas também acabaram apanhando. Várias senhoras gritavam pedindo que separassem a briga. O Padre murmurava coisas que não dava para entender. Começou uma falação enorme no meio da confusão e um grande empurra empurra. Uma das amigas de Katy pegou um ramalhete de flores e começou a bater em Leah. Outra menina revidou e puxou os seus cabelos. Começou um grande barraco e mesmo quem não estava brigando acabou entrando na briga

O grupo que estava no meio da confusão foi atirado dentro da cova e mesmo assim a pancadaria continuou. Foram empurrões, socos, puxões de cabelos e os rapazes que tentavam separar mais apanhavam do que impediam a briga.

- Por favor, meus filhos! – O padre pedia enquanto a briga continuava. Tentava os trazer a razão sem nenhum sucesso.

- Parem com isso! Parem! – A mãe da Katy  pedia.

- Larga a minha filha!- A mãe de Leah quase gritava. As duas se olharam feia e se não fosse a senhora Bristop, esposa do juiz, entrar no meio delas teriam aderido a confusão.

- GALINHA! – Mais gritos saídos do buraco onde o grupo se confrontava.

-VAGABUNDA!

Mesmo dentro da cova, uma puxava o cabelo da outra enquanto Quil e Embry tentavam afastá-las. E do lado de fora, as partidárias das “moças”  continuavam a brigar também.

- SUAS VADIAS! Vocês estão desrespeitando a memória do nosso amigo. Ele acharia muito bonito as duas galinhas no meio da cova rolando como duas porcas. – Jacob rosnou com raiva. - Tirem logo essas duas daí e vamos acabar logo com esse velório. Antes que alguém mais morra hoje. – Ele fuzilou as duas garotas, que olhavam assustadas para ele.

Não adiantou os apelos de Jacob. A briga continuou e foi necessário alguém dar um tiro para cima para acalmar os ânimos. As pessoas começaram a gritar e correr para se protegerem, até que o delegado finalmente gritou.

- CHEGA DE PALHAÇADA! – Um sapato saiu voando na direção dele e as pessoas observavam a a trajetória que fazia. Não é que o maldito sapato foi direto para a cabeça de Ness.Jacob teve poucos segundos para empurrá-la antes que o objeto assassino viesse em sua cabeça.

PLAT!

- PQP! – Gritou bem alto quando sentiu a dor aguda em sua cabeça e desmaiou em seguida.

- JACOB! AIMEUDEUS! JACOB! – Ness se ajoelhou diante dele. – ALGUÉM FAZ ALGUMA COISA! – Nesse momento o pai de July foi até eles e começou a prestar socorro a Jacob, que por sorte teve apenas um leve desmaio.

- O que.... – Ele tentou perguntar enquanto recobrava a consciência.

- Foi um sapato. – Ela disse passando as mãos em seu rosto. Todos estavam a volta do casal e haviam se esquecido dos barraqueiros dentro da cova e do defunto que precisava finalmente descansar.

Alguns homens ajudaram os jovens a saírem da cova e depois que todos voltaram a compostura, o padre finalmente falou as suas ultimas palavras e o morto foi enterrado.

- Que esse jovem possa finalmente descasar em paz. Acho que ele deve está se revirando dentro do caixão depois de tanta falta de respeito. Que o Senhor tenha piedade de sua alma.

Depois que finalmente o tumulo foi fechado, as pessoas começaram a se dissipar e Jacob pode ir para sua casa com Ness. Aquele tinha sido um longo dia e precisavam descansar.

[...]

- Acho que não conseguirei dormir. – Ness disse recolhida nos braços de Jacob. Os dois estavam deitadinhos na cama, recordando as coisas desagradáveis que havia acontecido naquele longo dia.

- Você precisa tentar, neném. – Ele beijou  a sua testa e ficou fazendo caricias em seus ombros.

- Jacob, nós precisamos agir. Temos que descobrir quem é esse assassino. Nunca mais teremos paz enquanto estiver solto. – Ela disse.

- Eu sei, mas agora não é o momento próprio para isso.

- E o que vamos fazer¿ Acha que é melhor ficar dentro de casa como ratos assustados¿ - Ela perguntou com raiva.

- Ness, a cidade está cheia de agentes do FBI. Tem repórteres de todas as emissoras que conhecemos e também as que não conhecemos. Não temos como dar um passo sem que nos vejam ou saibam. Não dá para fazer nada agora. – Ele ponderou.

- Jacob, não podemos ficar trancados em casa. Temos que investigar as mortes. Qual o motivo das mortes de Alice e Jasper¿ Eles certamente descobriam algo que tem conexão com que o Sam nos diria. E o Sr Paladino¿ Onde ele se encaixa nisso¿ Tem que haver um elo. – Ela afirmou.

- Eu sei disso tudo, mas agora não é o momento propicio para isso.

- Jacob!

- Não! Não teime comigo, Renesmee. Eu só quero te proteger. Apenas isso.

- Eu sei! Não sou um rato assustado. Eu quero saber o que se passa na realidade. Preciso isso! Devo isso ao meu avô.

- E o que vamos fazer¿ O que propõe¿ - Ele perguntou.

- Ir a biblioteca da escola. Acho que lá encontraremos pistas sobre as pessoas da foto. Sam deve ter escrito ou deixado algo de pista. Tem que estar na casa dele ou na oficina. E Alice¿ Ela era inteligente demais para não anotar as pistas. Se a policia houvesse encontrado algo, certamente já saberíamos com o povo fofoqueiro dessa cidade.

- E o que propõe¿ Heim¿

- Jacob, eis o que vamos fazer.  – Ela começou. – Vamos a casa de Sam investigar. Vamos invadir a casa da Alice e procurar pistas. Bella há de me ajudar com isso. Também precisamos encontrar o livro de formatura do ano que meu avô se formou em Forks. Nele deve aparecer o nome das pessoas. Ai teremos como investigar quem morreu e quem se mudou. Também das pessoas vivas, podemos tentar descobrir quem tem algum motivo. É fácil.

- É muito fácil. – Jacob riu. – Até parece que tem tudo sobre controle. O que você não se dá conta de que em um bom tempo não teremos privacidade para sairmos de casa sem seguranças e sempre teremos repórteres nos seguindo. Não há como investigar sem chamar a atenção.

- Podemos pedir para as minhas amigas procurarem o livro. E também a Bella para ver a casa de Alice. Seus amigos poderiam investigar a casa e a oficina de Sam. – Ela disse.

- Não, Ness! Não podemos envolver mais ninguém nisso. Quer suas amigas mortas¿ Se o assassino descobrir que mais alguém está na pista dele, vai matar sem nenhuma piedade. Não podemos. Temos que fazer isso nós mesmos. Não há como pedir ajuda nesse caso. Você quer ser responsável pela morte de Claire, Carly ou Nathaly¿ - Ele disse balançando a cabeça. – Esquece isso.

- Eu sei! Eu entendo! – Ela se sentou na cama e ficou olhando para frente. – Eu não me perdoaria se algo desse errado. – Engoliu seco e começou a se lembrar de coisas que viveram juntos.

- Até a poeira baixa temos que ficar em casa  protegidos. Não se esqueça que ainda temos os seus avós para nos preocupar.

- É! Eu sei! – Fez-se um silêncio no quarto, então ela disse: - Já sei! A tia da Claire. Podemos pedir o telefone dela, ligar e falar sobre a foto. Ela certamente tem email. Mandamos a foto para ela e perguntamos sobre as pessoas.

- Isso pode dar certo. – Ele respondeu. – Liga para Claire e pergunta pela tia dela.

Minutos depois de falar com Claire ao telefone, Ness ligou para sua tia para falar sobre a fotografia. Em conversa com a Senhora Morrison, seu nome de casada, contou sobre os acontecimentos e pediu ajuda para desvendar quem eram as pessoas da foto. Enquanto falavam, Jacob enviou um email com a foto scaneada para a senhora.

- Recebeu, Sra Morrison¿-  Ness perguntou.

- Colocar no viva voz. – Jacob pediu e ela assentiu. - Sra Morrison, como disse é muito importante sabermos quem são essas pessoas. A senhora as reconhece¿ - Jacob perguntou.

- Deixe-me ver. – A senhora fez um breve silêncio. – Como Carlisle estava bonito nessa festa. E Amy... Nossa Amy era tão linda. Billy e Sarah formavam um lindo casal. Sabe que o Paladino era apaixonado por sua mãe, Jacob¿ – A senhora falou. – E esse... Hum! Carter! Alan Carter era um rapazinho bem arrogante. Ele era apaixonado por Amy. Ele e seu avô viviam brigando por causa dela.

- O delegado Carter era apaixonado pela minha avó¿- Ness perguntou.

- Quem não era¿ - Ela deu uma doce gargalhada, que chegava a ser enjoativa de tão melosa. – Sua avó era uma mocinha muito linda, atraente e chamava muito a atenção. Ela, mesmo muito tímida e calada, era um colírio para os rapazes. Os jovens suspiravam por ela. Carlisle era louco por sua avó, mas eles tiveram problema com os as cantadas que recebiam. O Carter era um que viam brigando com ele.

- Alguém me disse que meu avô e o pai de Jacob tinham um amigo. Quem era essa pessoa¿ - Ness perguntou.

- Deixe me ver... deixe me ver... Minha memória anda péssima. Não consigo me lembrar.

- Por favor! Disso depende as nossas vidas. – Jacob afirmou.

- Eu não lembro de muitas coisas, meus jovens. – Ela disse.

- Faça um esforço. Por favor! – Jacob pediu.

- Eu vou tentar!- Ela firmou e ficou em silêncio.

- Senhora, aconteceu algo diferente nessa festa¿ - Ness perguntou.

- Diferente como¿

- Não sei! Algo fora do normal. Por que Sr Paladino deixaria uma foto dessa festa para mim¿ Não entendo. – Ness disse.

- Sinceramente eu não me lembro. Isso ocorreu há 36, 37, 38 anos quem sabe. Como posso me lembrar desses detalhes- Ela afirmou.

- Senhora, deixaremos que se recorde dos detalhes. Tem o número do nosso telefone. Se conseguir lembrar algo importante, não deixe de nos ligar. Tá¿ - Jacob pediu.

- Eu vou me concentrar nessa foto e tentar me lembrar quem são essas pessoas. Assim que tiver alguma pista eu ligo para vocês. Mas se querem a minha opinião, acho que Paladino só quis entregar uma recordação dos seus avós. – A Senhora afirmou.

- Temos esperanças que seja algo mais. Contamos com sua boa memória para descobrir isso. – Jacob disse.

Depois que desligaram a ligação, o casal ficou conversando sobre as pistas que tinham, tentando encontrar um motivo para tanto ódio.

- Acho que o assassino está naquela fotografia.- Disse Ness.

- Se formos considerar que sua avó era tão desejável quando sua mãe e você, temos bons motivos para achar que se trata de uma mulher. – Jacob afirmou.

- Uma mulher¿ Eu acho que poderia ser um amante da minha mãe. Não uma mulher. – Ness afirmou.

- Você quer coisa pior do que uma mulher traída, mal amada ou rejeitada¿ Esse assassino poderia ser uma mulher rejeitada pelo seu avô, uma amante dele ou a mulher de algum amante de sua mãe. Tudo é possível se considerar.

- Mas por que uma mulher do passado do meu avô tentaria me matar¿ - Ness perguntou.

- Para se vingar. Todos sabem que seu avô se reviraria no túmulo se seu precioso dinheiro fosse para seus irmãos. Agora imagina a sua herdeira morta e os irmãos vagabundos desfrutando do dinheiro¿ Para uma mulher raivosa essa seria uma boa vingança. – Jacob conjecturou.

- Não! Custa-me a acreditar que seja uma mulher. – Ness respondeu. – Acho mais fácil acreditar que seja um amante da minha mãe. Meu avô certamente a teria protegido e afastado de qualquer caso amoroso que destruísse a família. Ele não permitiria. Não com uma criança no meio de tudo. Acho que um homem apaixonado teria mais motivos para se vingar.

- Há três coisas que podem causar ódio e desejo de vingança: Amor, rejeição e ambição. Eu posso apostar que uma dessas seria um motivo.

- E a vingança¿

- A vingança seria decorrente de um dessas coisas. Um amor não correspondido, a rejeição por uma pessoa amada e a ambição pelo dinheiro e poder. Essas coisas seriam bons ingredientes para uma boa vingança. Agora como descobrir¿ Se seu “avô”  estiver certo e sua mãe realmente era um bom protótipo de galinha, ela destruiu alguns casamentos, deixou corações partidos. Eu estou apostando nisso. E dou o meu dedinho mindinho se esse não é o caso. Agora quem¿ Descobrir quem não foi amante da sua mãe será mais difícil. – Jacob disse.

- Quem é a fofoqueira da cidade¿ Quem sabe de tudo¿ - Ness perguntou.

- Senhora Staley¿ Não acho que ela esteja há tanto tempo aqui. Temos que encontrar alguém que conheça a todos e esteja há anos nessa cidade. Talvez a mulher do Juiz Bristop. – Ele disse.

- Pode ser...Minha cabeça está dando giros.- De repente veio uma idéia em sua mente. – Jacob, se estou certa o nosso “amável” mordomo está nessa casa desde que minha mãe era uma mocinha. Será que ele não saberia de algumas coisas¿ - Ela perguntou.

- É mais fácil achar agulha no palheiro do que fazer aquele homem irritante falar algo. Ele consegue ser mais insuportável do que nós dois juntos.

- Isso é verdade. – Ela afirmou.

- Nós podemos torturá-lo. O que acha¿ - Ela disse mordendo os lábios de forma sexy, enquanto dava um sorriso maroto para ele.

- Torturá-lo, é¿ Hum! Isso está ficando interessante. E com seria essa tortura¿ - Ele perguntou.

- Amarrá-lo e fazer cócegas até o homem não agüentar mais¿ Colocar aqueles hip hops que ele odeia¿ Quem sabe fazer uma orgia no meio da sala¿ Temos que pensar em algo bom.

- Mas temos que fazer isso rápido. Em três dias os seus avôs vêm morar conosco. Sabe que não confio neles. Não quero que descubram qualquer segredo que venha a nos revelar.

- Jacob você está de implicância com meus avós¿ - Ela perguntou arqueando uma das sobrancelhas.

- Eu não confio nos dois. E não me admiraria nada se eles fossem os culpados. – Afirmou.

- Jacob Black! - Ela jogou um travesseiro nele.

- Não faz esse bico. Sabe que fica inda mais sexy e deixa meu amigo aqui. – Fez um sinal para o volume na Box. – Animadinho demais.

- Se você continuar a implicar com eles, seu amigo ficará em um grande deserto. Estou lhe advertindo.

- Não me ameace. – Ele a jogou sobre a cama e subiu em cima de seu corpo. Prendeu os seus dois punhos em cima da cabeça com as duas mãos e encarou o seu olhar. – Nunca jogue com o que não possa. Nunca ameace sem ter certeza de conseguir seguir em frente.

- Acha que não resisto a você¿ Que não posso viver sem seus beijos¿ Ai que pretensioso. – Ela disse de forma irônica.

- Não pode viver sem isso. – Ele chupou o seu pescoço. – Sem isso. – Ele passou a língua no contorno dos lábios. – Sem isso. – Ele encaixou-se entre as suas pernas e começou a mover os quadris, estimulando o seu sexo. – Sem isso. – Ele começou e passa a língua pelo seu copo e chegou ao seu seio. Chupou um dos bicos de forma sensual e depois o abandonou. – Acha que pode resistir a mim¿ Oh que bobinha – Ele desafiou.

- Eu posso. – Ela disse tentando se controlar. Seu corpo já estava gritando por ele. Estava completamente possuída por um desejo avassalador de senti-lo pulsando dentro da vagina. Já sentia sua calcinha molhada pela pré excitação que havia consumido. Começou a se mover embaixo dele, fazendo com que a fricção causada pelo contato dos corpos excitasse o seu clitóris. Gosh! Era muito bom a sensação estimulante que movia o seu corpo. Ele tinha o olhar de um predador. Adorava o desafio e ela adorava desafiar. Era uma combinação perfeitamente explosiva.

- É¿ Será que terei que te algemar novamente na cama¿ Torturar¿ To começando a ter idéias. – Ele disse de forma zombeteira.- Garanto que será mais estimulante torturar você. Você gosta de ser seduzida¿ Conte-me uma coisa que eu possa fazer para tornar essa tortura mais estimulante para nós dois.

- Eu não quero ser torturada¿ - Ela respondeu inocentemente

- E o que você quer, Renesmee Black¿ O que eu posso fazer para o seu deleite¿ Diga o que quiser e terá de mim.

- Hum! Deixe me ver... Deixe me ver...Eu quero te algemar. Quero fazer tudo com você, mas estará algemado e com uma venda nos olhos. Eu te tocarei em todas as partes. Como eu quiser e da forma que eu quiser.- Ela disse.

- Mas assim não haverá nenhuma graça. Isso não será uma tortura. – Ele pestanejou.

- Então eu não quero. – Ela respondeu.

- E que tal fazermos o contrário¿ Eu não vou te algemar, mas te vendar. Você não verá nada. Só sentirá. O que acha¿

- Já brincamos disso antes.  – Ela respondeu.

- Hum, mais que mulher difícil.

- Eu não sou difícil. Sou exigente.

- Vamos fazer uma coisa então. – Ele sugeriu.- E se nós dois estivermos vendados¿ Os dois as cegas. O que acha¿

- Nós vamos sentir, tocar, beijar e cheirar, mas em momento algum ver. Pode ser interessante. Agora se um dos dois tirar a venda, terá que pagar uma prenda. O que acha¿

- Só não quero aqui no quarto. Que tal a piscina¿

- Não, Ness! A casa inteira está cheia de câmeras e não quero nenhum marmanjo engraçadinho vendo a “minha mulher “pelada. E muito menos a sua excelente performance.

- Oh que homem ciumento.- Ela gargalhou.

- Muito!

- Eu estou enjoada desse quarto. – Ela disse.

- Podemos usar os outros quartos da casa. Qualquer um.

- Que tal o escritório¿ Seria sexy.- Ela sugeriu.

- Nós dois somos pervertidos mesmo. Viemos de dois enterros e ainda temos cabeça para planejar “PU”. – Ele comentou.

- Vamos aproveitar por nós e por eles. Quando morremos não teremos mais esse privilégio

- Tudo bem! No escritório do seu avô, com venda nos olhos e as  roupas¿

- Pra que roupas¿

-Dá um clima.

- Já estamos no clima. Se esquentar mais do que isso a casa incendeia.

- Tudo bem! Vamos colocar os nossos roupões e vamos ao escritório. Acho que o resto da noite será proveitosa.

- Não quer mesmo fazer uma orgia na sala¿ Gregory terá um treco. – Ness riu maliciosa.

- Podemos pensar nisso durante o caminho. – Os dois se levantaram da cama e foram para o escritório começar o pequeno jogo de sedução. Pelo menos por uma noite conseguiram abstrair imagem do corpo morto de Sam e de todos os problemas estavam enfrentando.

Nota Glau
Gente, mais uma vez peço desculpas pela demora. Eu passei sábado e domingo de cama, com muita cólica e dor de cabeça. Só comecei a fazer o cap na terça feira pela manhã, no trabalho, e finalizei na terça a noite. Enviei para a Heri e a Leka nesse dia.
Como não tive tempo para betar o cap durante o dia e a noite estava cansada demais para ligar o notebook, não tive como postar antes.
Eu vou confessar que estou bem desanimada essa semana e sem tesão nenhum para escrever.
No entanto vou tentar levar a fic até o final, mas de ante mão eu anuncio que essa será a última fic.
O meu ritmo de trabalho e jornada de dona de casa nos fins de semana é muito pesado. Já não tenho o mesmo fôlego para escrever e não posso forçar muito os meus braços.
Eu sou apaixonada por essa fic (apesar dela não ser a mais popular, lida ou recomendada) e me deu muito trabalho pensar sobre o assassino, motivos e assassinatos; justamente por isso vou levar até o último cap.
Bem, espero que gostem do cap. Assim que possível eu posto o outro.
Bjus no core