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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Capítulo 2 – Sentimentos



Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você esta comigo
O tempo todo

E quando vejo o mar

Existe algo que diz

Que a vida continua

E se entregar é uma bobagem...


Jacob e eu nos sentamos de frente para a praia e ficamos admirando o mar ao longo do horizonte. E apesar da dor que sentíamos, começou a me transmitir uma paz tão grande, que pouco a pouco foi acalmando o meu coração.



Eu olhava para ele e via Seth, mas quando prestava atenção nos seus gestos, no falar e no agir, era uma pessoa completamente diferente. Fazendo o meu coração começar a bater de forma estranha. E me sentir culpada por está atraída pelo meu cunhado. Afinal havia perdido o namorado há dois meses e era no mínimo estranho sentir algo pelo seu irmão.



- Posso te perguntar uma coisa¿ - Perguntei para ele, virando o meu rosto para fitá-lo. Vi que virou o seu e encarou o meu olhar de forma estranha. Um frio repentino se formou em meu estômago e meu coração acelerou quando nossos olhos se encontraram.



- O que você quiser. – Respondeu com a voz rouca e sexy, fazendo pequenos tremores afligirem o meu corpo.



- Como sabia que eu estava aqui¿ - Perguntei, tentando decifrar as suas expressões, e vi um ligeiro sorriso se formar em seu rosto. Era algo inacreditável, suave, encantador e ao mesmo tempo havia dor denotando uma estranha frustração. Ele sofria mais do que eu, vivia um drama familiar muito complicado e veio a mim pedindo socorro. Sorriu forçado para mim e mesmo assim foi lindo ver os dentes branquinhos, as covinhas no queixo, o nariz ligeiramente arredondado, a boca carnuda e desenhada se abrindo ligeiramente. Fiquei completamente fascinada por aquele sorriso e ao mesmo tempo culpada por me sentir daquela forma.



- Sua tia... – Sussurrou enquanto franzi o cenho, sem entender o que dizia. Como ele conhecia a minha tia¿ Do que estava falando.¿ - Fui à sua casa e usa mãe caiu dura quando me viu. Foi a mesma reação que teve. Sua tia a acudiu e depois expliquei quem eu era e o que queria com você. Mas sua mãe não queria que te procurasse. Achou que você teria um colapso e se negou a me dizer como achá-la. Agradeci e sai, e foi naquele momento que sua tia, uma moça baixinha com cabelos pretos, curtinhos e picotados veio correndo para me alcançar e disse que você estaria na praia ou nos penhascos . Falou da sua pedra a beira do mar e que sempre vinha para remoer a morte dele. – Quando falou a forte “dele”, engoliu seco e seu tom ficou mais áspero. Senti um desconforto em seu falar e o sorriso se fechou no mesmo instante.



- Coitada da minha mãe... – Sussurrei imaginando o seu susto e como deveria ter ficado. – É verdade. Sempre venho até aqui para pensar no que farei e me lembrar do que vivemos. Seth e eu tínhamos muitos planos. Fizemos projetos para o nosso futuro e eu não pensei na minha vida sem ele. Agora tenho que me acostumar e aceitar o que aconteceu. Aceitar que a minha infantilidade o matou. – Meu coração apertou novamente e as lágrimas começaram a se formar novamente no canto dos meus olhos. Minha voz ficou embargada e não conseguia conter o choro eminente. Jacob me olhava com tanta pena. Era algo tão estranho de ser ver, um homem daqueles completamente compadecido da minha dor. – Se não fosse a minha criancices... – Segurou o meu rosto com as duas mãos e começou a negar as minhas palavras novamente.



- SHIII!!! Você não teve culpa, meu anjo. O que aconteceu foi uma fatalidade e todos nós estamos sujeitos a isso. Agora o que tem a fazer é pensar no seu futuro... Isso sim. Mas não que a sua vida acabou... Ela só está começando e você ainda terá muitos namorados. Viverá grandes amores até encontrar o homem da sua vida. Só está na flor da idade e na sua idade tudo parece grande demais. Mas pode acreditar, isso tudo vai passar e você só sentirá uma grande saudade. – Falava com tanta sabedoria. Havia tanta maturidade para um rapaz de apenas 19 anos. Fiquei espantada como conseguia falar daquela maneira e foi inevitável pensar em Seth, em como ele era brincalhão, fazia besteiras e não tinha a maturidade de um homem com as responsabilidades que precisava para ajudar a mãe. Às vezes Seth parecia um verdadeiro homem, mas na maioria tinha atitudes imaturas. Com Jacob era tão diferente... Ele era tão adulto.



- Não... – Sussurrei desviando meus olhos dos deles. Não agüentava encarar aquele lindo olhar. Ver suas expressões e senti-lo tão de perto. – Podemos caminhar um pouco¿ - Perguntei sentindo o desconforto da situação.



- É claro, meu anjo. – Em um estalar de dedos Jacob se levantou, segurou gentilmente minha mão e me puxou. Começamos a caminhar lado a lado pela praia, enquanto falávamos sobre as coisas que precisava saber. Era tão doloroso para mim, mas sabia o quanto aquilo era importante para ele.



- O que ele fazia¿ Como vivia¿ Quais eram os seus projetos¿ Que tipo de música gostava¿ Os livros que já leu¿ - Começou uma série de perguntas sobre o irmão, deixando me completamente zonza. E cada vez que abria a boca, falando algo, sentia correntes elétricas percorrerem meu corpo, aumentando ainda mais o meu remorso.



- Você está rápido demais. – Disse para ele. – Ficará quanto tempo em La Push¿ Podemos conversar com calma sobre tudo isso. Não precisa ser de uma vez. Também tenho muitas fotos para te mostrar e sei que você conseguirá conhecer melhor o seu irmão. – Respondi.



- Eu tirei duas semanas de licença e pretendo ficar até o último dia. – Suspirou fundo e percebi o desconforto. – Sinceramente não quero voltar e encontrar o meu pai... Não quero! Ele se quer sentiu a morte do filho... Não quero olhar para ele e pensar nele machucando a minha mãe. Se o fizer, farei uma grande besteira. – Respondeu.



- Você disse que seu pai é militar... – Ele me cortou quando comecei a falar.



- Ele é um capitão linha dura do exército. Tivemos muitos problemas há dois anos, quando decidi não ir para o exercito. Primeiro tentei a força aérea. – Calou-se por breves segundos. – Passei em todos os testes, mas tenho problema de vista e um piloto não pode pilotar um caça aéreo com o problema que tenho... Não tenho uma boa visão há longa distância. Nessa época, meu pai infernizou a minha vida. Mas eu não aceitaria de forma alguma ficar sobe o seu comando e ser visto como filho do Capitão Black. Assim resolvi ir para marinha, mas devo confessar que às vezes é muito chato. Só gosto mesmo quando fico meses em alto mar, longe de tudo o que me faz mal.



- Nossa! Eu nem imaginava isso tudo. Mas como você já está há dois anos na marinha¿ Apesar de que Seth repetiu um ano no colegial. – Disse curiosa.



- Eu comecei a estudar bem cedo, Ness. Os professores me adiantaram dois anos e terminei o colegial quando ia completar dezessete. Ainda fiquei quase um ano fazendo cursos fora da base. E o que gostaria mesmo era ter feito engenharia. Cheguei até a me inscrever para algumas universidade e fui aceito. Mas... Você já deve imaginar.



- Seu pai não aceitou¿ Não acredito nisso!



- Não aceitou! Eu tinha uma única alternativa... Seguir carreira militar.



- Isso é horrível! – Disse para ele.



- Mas eu até gosto da marinha e tem uns cursos legais lá. Só que as turmas estão lotadas e estou esperando vaga para entrar no curso de engenharia. Se eu conseguir, além de marinheiro também serei engenheiro. Isso é um sonho e sei que sou capaz. – Ele ficou de frente para mim, cruzou os braços na altura dos peitos de forma sexy, encarou o meu olhar e sorriu. – Agora me conta sobre “ele”.



- Ele era incrível e como todo o rapaz da sua idade, jogava no time de foot baal do colégio. Era um dos populares e as garotas morriam por ele. Pode imaginar como eu me sentia insegura, não é¿ Era como um peixe fora d’água e ele me fazia sentir como uma pessoa especial. Quando me mudei para Forks, era muito tímida e me achava feia, desengonçada, sem graça e além disso CDF. Então as pessoas passaram a implicar comigo. Ai Seth apareceu com aquele jeito “cheguei” e foi logo mostrando a que veio. De início fiquei receosa e tive muito medo de me envolver. Afinal nunca havia namorado e ele era muito descolado. Um mês depois começamos a namorar e as garotas da escola morreram com isso. – Comecei a rir lembrando.



- Você é linda, Ness... Não sei o motivo dessa baixa estima. Mas posso dizer que sei bem o que meu irmão viu em você... É simplesmente linda e encantadora. – Disse me encarando e senti minhas bochechas queimarem de vergonha. E sabia que estava vermelha como um camarão.



- Isso é bondade sua, mas deixa eu continuar. - Sorri e continuei a minha história. – Ele foi o meu primeiro tudo... Se é que me entende. E nós nos entendíamos muito bem, mas às vezes ele ficava calado demais e pensativo. Quando perguntava o que se passava, ele se trancava em uma concha e não se abria. Hoje sei que eram por causa dos problemas familiares. Tirando isso, ele era muito alegre, adorava fazer piadas, cativava as pessoas logo de cara... Tinha um jeito único. – Jacob me olhava encantado enquanto falava de seu irmão. E as estranhas sensações de correntes elétricas continuavam e me afligir quando me tocava ou me olhava de forma mais penetrante.



- Queria muito conhecê-lo. Acho que sou bem mais tímido que ele. – Respondeu.



- Ele era bem descolado, adorava dançar... – Comecei a rir. – Ele adorava hip hop e dançava como aqueles caras dos filmes. Era tão engraçado! – Gargalhei ao me lembrar e Jacob também riu. – Eu tentava acompanhar os passos, mas não conseguia. Uma vez ele me levou num club e os caras ficaram me olhando com um jeito estranho. Ai um deles falou: Seth essa branquela não leva jeito pra coisa, mano! – Eu ria tanto me lembrando da cena e Jacob, mesmo sem saber como realmente havia acontecido, ria comigo. – Eu me senti ridícula e humilhada. Eles se sentiam os maiorais e ainda me chamavam de branquela. Aquela noite foi uma das mais engraçadas e rimos muito depois.



- Eu não quero te cortar, mas já está anoitecendo e pelo que vi quando cheguei está a pé. Como você chegou aqui¿ - Perguntou arqueando uma das sobrancelhas.



- Eu fui de bicicleta até a casa do Embry e ele me trouxe de carro. Ficou de me buscar depois, quando eu ligasse.



- Eu estou de moto. Quer uma carona¿ Se não sentir medo, eu a levo para casa. – Encarou novamente o meu olhar, fazendo as minhas bochechar arderem mais uma vez e a estranha sensação de frio percorrer o meu estômago. As correntes elétricas faziam festa em meus braços e tive vontade de fugir. Ele era tão real, tão perto, tão lindo... tão... Eu não podia... Não devia pensar nele como...



- Não vou te incomodar¿ - Perguntei abaixando a cabeça, sem querer ver o que seus olhos me diziam.



- De forma alguma, meu anjo. – O timbre da sua voz era como música para mim e fazia meu coração acelerar. Era algo tão estranho que fazia meu corpo doer. Naquele momento soube que o queria, mas que não podia me atirar em seus braços. Ele estava pedindo socorro para mim, era o meu cunhado e não poderia simplesmente me oferecer para ele.



- Tudo bem! Deixa só eu ligar para o Embry e avisar. – Peguei o celular no bolso da calça e disquei.



-Oi, sou eu!



- Ness, quer que vá te buscar¿ - Perguntou.



- Eu arrumei uma carona, Embry. Não precisa vir.



- Tudo bem! Se precisar de algo... Mais tarde levo a sua bicicleta.



- Obrigada, amigo!



- Vê se fica bem! Disse e desligou.



- Pronto! – Disse para ele, que entrelaçou os dedos em minhas mãos, fazendo meu corpo gelar naquele momento. Não consegui me mover, ele parou e ficou me olhando por uns instantes.



- O que foi¿ - Perguntou angustiado. Senti as lágrimas queimarem em meus olhos. Abaixei a cabeça e tentei não olhar... Eu não podia... Não devia...



- Desculpa... é... que... – Ele me puxou pela cintura e colou os nossos corpos. Colocou a minha cabeça em seu ombro e me abraçou forte. Senti o choro incontrolável naquele momento, mas ao mesmo tempo um conforto tão bom. Os seus braços pareciam o melhor lugar do mundo. Fiquei tão segura neles, que não queria sair. Seu cheiro invadiu as minhas narinas, deixando-me completamente inebriada pelo seu perfume. Seu calor era tão grande, que alcançava o meu coração. Um sentimento tão estranho tomou conta de mim naquele momento, que não conseguia entender. Não era como me sentia com Seth... Era mais forte.



- Vai passar, meu anjo. Vai passar! – Beijou a minha cabeça e fez carinho em minhas costas. Depois segurou o meu queixo com uma das mãos e ergueu a minha cabeça, fazendo os nossos olhos se encontrarem. Seus olhos estavam lacrimosos e me olhavam com intensidade. Parecia atingir a minha alma quando em olhava. Beijou minha bochecha e depois começou a secar as minhas lágrimas com os dedos. Ao terminar, colocou a minha cabeça em seu peito novamente e voltou a afagar os meus cabelos de forma delicada com minha mão. Sua outra mão acariciou as minhas costas. Fechei os olhos e me perdi em seu abraço.



A noite começou a cair, uma brisa fria percorria os nossos corpos, as correntes elétricas brincavam com meu corpo, meu coração batia tão forte e descompassadamente, as lágrimas não cessavam e um medo novo, e inesperado começou a tomar conta de mim. Eu estava me apaixonando por ele, talvez nem fosse a palavra correta, e não podia... Não devia.



Era tão doloroso pensar que eu perderia pela segunda vez. Sabendo que em duas semanas ele iria embora e eu ficaria sem chão.



Envolvi os meus braços em sua cintura e o abracei tão forte, mas tão forte que parecia querer algemá-lo a mim. Não queria que partisse, mas era inevitável e já estava me doendo. Sentia saudade de alguém que não era meu, de algo que não vivi e que talvez nunca fosse acontecer.



- Jacob... – Sussurrei seu nome com dificuldade, elevei a minha cabeça e o encarei. Vi que ele também chorava e as suas lágrimas me doeram. Levei o meu rosto até o seu, fechei meus olhos e beijei seus lábios. Naquele momento duas coisas acontecerem. Primeiro uma revolução se formou em meu estômago, fiquei completamente zonza com o encontro dos nossos lábios. Depois ele intensificou o nosso beijo e me abraçou ainda mais forte.



Seus lábios começaram a se mover de forma lenta e gentil sobre os meus. Sua pele macia e quente me proporcionavam sensações inenarráveis quando se moviam, davam leves chupões na parte inferior dos meus lábios. Inclinou a cabeça e senti a sua língua pedir passagem. Abri a boca e deixei que invadisse e se encontrasse com a minha. Nós dois estremecemos e gememos juntos quando eles se tocaram. Ele me apertou ainda mais e intensificou as carícias em meus cabelos. Começou com movimentos lentos, explorando cada parte da minha boca. A língua molhada flutuando de forma deliciosa, o gosto de menta de sua boca, os movimentos graciosos que fazia enquanto a movia me tiravam a sanidade. Sua mão pousou em minha cintura e fez uma caricia sobre a minha pele. Estremeci novamente e senti suas mãos subindo pelas minhas costas, aumentando as estranhas sensações em meu corpo, fazendo meu coração bater cada vez mais forte.



Intensifiquei o movimento de nossas línguas, fazendo o gemer gostoso em minha boca. De repente, um volume se formou em sua calça... E que volume... O desejo começou a consumir o meu corpo e desejei senti-lo vibrando dentro de mim. Era algo mais forte do que eu. Uma necessidade tão grande, que não podia suportar. Eu o queria mais do que tudo e os seus beijos me proporcionavam algo que nunca tive, algo que nunca havia sentido até aquele momento. Perdê-lo me causaria ainda mais dor e sabia que não suportaria mais uma perda. Lágrimas desceram pelo meu rosto e chorei enquanto nos beijávamos.



- Desculpa! – Ele disse arfando ao interromper o nosso beijo. – Não queria fazer você chorar, meu anjo... Não queria! Você está sofrendo tanto e eu não tinha o direito de fazer isso. – Disse com expressão de agonia.



- Não, Jacob... – Coloquei o dedo em seus lábios. – Eu estou chorando de emoção...Nunca senti isso antes... eu... eu... – Não conseguia falar e ele abriu um discreto sorriso para mim.



- Eu também não... – Hesitou e segurou meu queixo, ainda me olhando de forma penetrante. – É como eu conhecesse esses lábios há muito tempo. Eu me sinto tão estranho e ao mesmo tempo feliz...Mas você ainda é a viúva do meu irmão. – Virou o rosto e pareceu arrependido. Então o puxei para mim, virei o seu rosto, segurei com as duas mãos e ficamos nos encarando. Calmamente, como se estivéssemos em câmera lenta, foi aproximando o seu rosto do meu. Ficamos a centímetros um do outro, encarando o olhar apaixonado, até que fechei os olhos e senti o toque dos lábios quentes, macios e úmidos pelas lágrimas nos meus. Começou com ligeiros selinhos, depois começou com movimentos intensos, até pedir passagem para sua língua e recomeçar a explorar a minha de forma singela.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010



Capitulo 1 – Lembranças

Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando
Tudo embora...


- Como... como... como¿ - Comecei a gaguejar chorando, sentindo um desespero tomar conta do meu coração. Seus braços me envolviam de forma carinhosa. Passou as mãos em meu rosto e ficou me olhando de forma estranha. Sua face era tão triste e parecia esconder uma grande dor. Estava tão nervosa, que imaginei que aquilo pudesse ser um sonho. Que todas as sensações que sentia: de calor, cheiro e toque; fossem apenas frutos da minha imaginação.



- Calma, Ness! Esse é o seu apelido¿ Não é¿ - Sua voz rouca me causou um frio na espinha. Assenti com a cabeça, sem conseguir falar nada. Meu corpo estava completamente torpe e não conseguia reagir diante daquela sensação tão estranha. Ele passou a mão em meus cabelos, tirando os de minha face e começou a falar muito baixo, talvez por medo de me assustar ainda mais. Se eu pudesse me olhar no espelho, certamente veria a face branca de um fantasma, tamanho era o susto que me afligia. – Eu Jacob Black, irmão gêmeo do Seth. – Começou o relato bem devagar. – Eu moro em Pear Harbo, sou marinheiro e não via meu irmão e minha mãe há 12 anos.



- Isso não é possível. – Disse praticamente sussurrando, enquanto sentia os seus braços me envolverem e o seu olhar penetrar o meu, como se estivesse sondando a minha alma. Balançou a cabeça em sinal de negativo e deu um ligeiro sorriso. Comecei a olhar bem de perto, percebendo que havia algumas diferenças em suas expressões faciais.



- Meus pais se separaram quando tínhamos 7 anos. – Havia uma dor tão grande em cada palavra. Ele parecia incomodado em falar sobre aquilo. Contudo, pela situação que se apresentava, tinha que falar no assunto para que eu entendesse. – Minha mãe teve que partir e escolheu apenas um dos filhos. Ela trouxe Seth para a reserva e me deixou com meu pai... – Ele engoliu seco e seus olhos encheram de lágrimas. Seu timbre de voz mudou e ficou mais áspero. Ele parou de me encarar e olhou para o mar, como se sentisse medo de eu ver a sua dor. – Nunca a perdoei por isso e evitei qualquer tipo de contato. Hoje, no entanto, com essa perda tão precoce do meu irmão, sinto não ter deixado o orgulho de lado e procurado os dois antes.



- Seth nunca falou de vocês... – Sussurrei observando lágrimas se formarem no canto de seus olhos. Fiquei tão emocionada com as palavras, que comecei a chorar também enquanto ele relatava tudo.



- Meu pai é militar e sempre foi muito severo. E minha mãe não agüentou a difícil vida ao lado dele. Por isso resolveu ir embora.- Naquele momento estava chorando e visivelmente emocionado. – Senti tanto remorso, inveja e raiva... Sim, raiva! Ela não escolheu a mim... não escolheu. – Balançou a cabeça em sinal de negativo. – Passei anos da minha vida com um pai amargurado, que descontava em mim toda a sua dor. Ele não se conformava com o abandono, mas também não fazia nada para mudar a situação. Com isso me fazia sofrer, sempre me impondo castigos severos, humilhando quando me dizia que era tão imprestável que a minha mãe havia me deixado para trás. Aquilo fez com que sentisse raiva dela e dele... Sim, eu odiava o meu irmão... eu achava que o odiava. Até que... – Ele fechou os olhos e começou a chorar muito. Não me agüentei e me afoguei em minhas lágrimas. De repente ele se sentou e me puxou para os seus braços novamente. Depois me abraçou tão forte, que quase me sufocou.



- Eu sinto... – Tentei falar, mas não sabia como o consolar naquele momento.



- Eu estava em alto mar há dois meses. Um dia, deitado em minha cama, senti uma dor tão forte que parecia que iria sufocar. Uma angústia me consumiu, meu corpo começou a tremer e a suar frio. Fui ao banheiro e comecei a vomitar muito. Um choro incontrolável tomou conta de mim e depois de umas duas horas sentindo aquela dor, tudo foi embora e eu senti vazio. Era como se um pedaço de mim havia morrido e deixado um vazio. – Ele colocou a cabeça em meu ombro e entre lágrimas começou a me contar tudo. Senti tanta vontade de cuidar dele, tirar as suas mágoas e dores. Nunca havia me sentido daquela maneira com ninguém... nem mesmo com Seth.



Ficou calado por um breve momento me abraçando e depois continuou.



- No dia seguinte, fui chamado à cabine do capitão do navio e estranhei. Até pensei que havia cometido alguma falta. Afinal sou marinheiro há pouco tempo e estou aprendendo tudo na marra. Mas ai ele veio com um tom solene, dizendo que tinha uma mensagem e que sentia muito. Naquele momento pensei que meu pai havia morrido. E de certa forma me senti aliviado. Quando abri o pedaço de papel, levei uma descarga elétrica em meu corpo. Só então entendi o que havia acontecido... Meu irmão estava morto! - Ficou em silêncio por mais um tempo e chorou ainda mais. A minha dor era tão grande e o remorso pelo acidente também. Mas nada se comparava com a dor dele. Era algo que dava vontade de entrar em seu coração e arrancar todo aquele desespero.



Um homem lindo, forte e encantador, mostrando se para mim da forma mais frágil. Ainda mais sendo um militar, o que era de se estranhar. Não entendi como ele se sentiu a vontade para me contar aquelas coisas. Mas quis que continuasse. Dependia saber sobre o passado dos gêmeos e tentar fazer algo para acalmar o seu coração.



- E¿ - Sussurrei, passando os dedos pelos seus cabelos, enquanto permanecíamos abraçados na areia da praia. Seu cheiro começou a me inebriar, o toque o seu corpo causou-me um estranho frio na barriga. Meu coração batia rápido e ao mesmo tempo doía. Era algo tão estranho, que senti como se sentisse na carne a sua dor.



- Recebi os pêsames e voltei para a minha cabine. Tive que me conter para não chorar... Imagina um marinheiro chorando¿ - Deu uma risada sarcástica. – Fiquei dois meses no mar, pensando sobre toda a minha vida, os motivos que me levaram a não procurar a minha mãe e o meu irmão. E decidi que ao desembarcar, pediria licença e viria para La Push procurar o meu passado.



- E você achou o que procura¿ - Sussurrei em seu ouvido, sentindo o seu corpo estremecer com aquele gesto. Acariciei o seu rosto, seus cabelos e suas costas, enquanto chorava abraçado a mim.



- Ainda não! – Disse e se calou. – Meu pai pareceu não se importar com a morte de Seth. Mas eu senti um pedaço de mim morrer com ele. – Afastou se de mim, sentou se na areia de frente para o mar e ficou olhando para o por do sol. – Esse lugar é tão lindo... – Sussurrou.



- É sim! – Respondi.



- Não entendi porque Seth usava Cleawater no nome. – Disse para ele.



- Minha mãe se chama Sarah Cleawater Black. Mas acho que Seth não quis usar o nome do nosso pai e preferiu o da nossa mãe. Ao contrário de mim, que sentindo uma mágoa tão grande dela, nunca usei o Cleawater. – Ele respondeu e se virou para me fitar. – Mais alguma coisa¿ - Perguntou franzindo o cenho.



- Como pretende achar o que procura¿ Ele está morto. – Disse para ele.



- Eu vim para cá com a missão de me acertar com a minha mãe e buscar o passado do meu irmão. E quando tive a minha primeira conversa com ela, contou me sobre vocês dois. Disse que você poderia me contar quem era o Seth Cleawater. Ela já não tem estrutura emocional para falar sobre ele. Por isso vim te procurar... preciso de muitas respostas. – Seus olhos penetraram os meus novamente e havia um encantamento tão grande. Comecei a me lembrar da forma que Seth me olhava e senti algo estranho em meu estômago.



- Eu estou abalada demais para falar agora... – Comecei a chorar me lembrando do acidente. Os gritos dos paramédicos tentando me tirar do carro e da minha mãe contando que ele havia morrido. Uma pontada atingiu em cheio em meu coração. Fechei os olhos e depois olhei para o céu. Vi o seu rosto sorrindo nas nuvens. Jacob me abraçou e ficamos chorando juntos, sem precisar dizer nada. A nossa dor e perda eram as mesmas. – Conversou tudo com a sua mãe¿ - Perguntei dando uma de intrometida.



- Sim! Hoje entendo que ela não me preferiu... ela não quis me abandonar e não foi uma escolha fácil. Na época Seth estava doente e precisava de seus cuidados. Ela não agüentava mais viver com meu pai. Disse que ele a agredia e abusava dela. Estava tão desesperada que resolveu fugir para reserva e pediu ajuda a sua prima Sue. E foi por isso que me abandonou. Como ela teria condição de cuidar de duas crianças pequenas¿ E ainda tinha um filho doente... – Ele começou a gaguejar e chorar muito ao falar da mãe, do passado e dos seus sentimentos. Mais uma vez nos abraçamos e fiquei ouvindo o seu relato, enquanto lhe transmitia o meu carinho.



- É difícil, mas as feridas não cicatrizaram, Jacob. – Nos olhamos por um momento e parecia ver Seth na minha frente. Mas apesar de iguais, os gestos e expressões eram distintos. Fiquei confusa olhando o seu rosto e ele pareceu constrangido.



- Algumas feridas nunca se fecham, Ness... nunca... – Passou a língua nos lábios e depois começou a secar as lágrimas. – Nunca perdoarei o meu pai...



- Jacob, você já perdeu tantos anos longe da sua mãe e do seu irmão. Acha que alimentar ainda mais ódio vai te fazer bem¿ Tenta viver bem com o seu pai. Pelo menos isso. - Ele assentiu com a cabeça e depois começou a rir. – Todos dizem que sou muito certinho. Mas ninguém imagina o inferno que vivi com o capitão linha dura como pai. Quantas noites eu chorei e apanhei por isso. Os castigos que sofri por não ser tão duro quanto ele. A educação que tive diz que um homem não chora, não apanha e não se arrepende. Ele tentou me criar assim, mas felizmente não aprendi. Do contrário, não conseguiria chorar a mágoa que sinto e a dor pela perda do meu irmão. Se me visse agora, certamente me repreenderia, humilharia e me faria agir como um brutamontes sem coração. Hoje conversando com minha mãe, imagino o que ela sofreu em suas mãos. E até consigo perdoar o meu abandono. – Disse para mim, engolindo seco, enquanto terminava de enxugar as suas lágrimas. Depois passou a mão delicadamente em meu rosto e foi secando as minhas. Fiquei completamente sem reação com a sua atitude tão carinhosa naquele momento.



- Eu te direi tudo sofre o Seth, Jacob... Pode contar com a minha amizade. Só que estou numa fase complicada e ainda me culpo pelo acidente. – Comecei a me lembrar de tudo. Os fatos foram ressurgindo em minha mente. Quando percebi as lágrimas rolavam em me rosto novamente.



- Não chore, pequena... – Puxou me para os seus braços e me abraçou novamente. Senti-me confortável em seus braços. Então pude relatar o acidente que mudou completamente as nossas vidas e cruzou os nossos caminhos.



- Era aniversário da minha amiga Jéssica. Naquela noite chovia bastante e já estávamos atrasados. Ele reclamou que demorei muito para me arrumar e estava resmungando muito até o caminho do meu carro. Como não gosto muito de dirigir, Seth sempre conduzia o carro. Partimos para Forks em alta velocidade e no meio do caminho, eu me lembrei do presente. Comecei a encher a paciência dele para voltarmos até a minha casa. Ele não queria ir e achava fútil da minha parte. Mas sentia vergonha em chegar a uma festa de mãos abanando. Por isso ele deu ré de forma rápida na pista, fez um cavalo de pau e quando estava virando o carro... AHHHH!! AHHHH! Não!! – Tudo se formou em minha mente como um filme. Uma dor tão grande me afligia o coração. Fiquei sem ar, tentei controlar a respiração enquanto chorava muito. Jacob tentava me acalmar, fazia carinho em meu rosto, em meus braços e dizia que foi uma fatalidade. – AHHH!! AHHH!!





- A culpa não foi sua... não foi... foi uma fatalidade... – Apertou forte o meu corpo contra o dele, enquanto chorava muito com aquela dor me rasgando. – Calma! Foi um acidente! – Sussurrava em meu ouvido.



- Um... um...



- Não precisa falar agora. – Colocou a minha cabeça em seu ombro e continuou a me fazer carinho.



- Caminhão... um caminhão... fui eu... se não fosse... AHHH!!



- Não! Calma, Ness! Calma!! Estou aqui com você. Eu a ajudarei passar por isso. Agora está muito recente, mas essa dor vai passar e você voltará a ser feliz novamente.



- Nós fizemos tantos planos... AHHH! AHHH!!!



- Eu sei, meu bem! Mas precisa se acalmar... – Ficamos abraçados por um longo tempo. Choramos muito para espantar os fantasmas a nossa volta. Mas eles continuavam lá... sempre lá. Jacob naquele momento era o meu porto seguro e em seus braços sentia em terra firme. Ele me segurava e não deixava as ondas me levar... Era a minha rocha firme e evitava que os fortes ventos não me derrubasse na água.







Agora está tão longe

ver a linha do horizonte me distrai

Dos nossos planos é que tenho mais saudade

Quando olhávamos juntos

Na mesma direção

Aonde está você agora

Além de aqui dentro de mim...

 

quinta-feira, 25 de novembro de 2010



Notas da História:

1 - Os personagens pertencem a Saga Crepúsculo da Stephenie Meyer!
2 - Não existem lobos ou vampiros nessa fic
3 - Não é recomendada para menores de 18 anos.
4- Fic baseada na Música Vento no Litoral da Legião Urbana
5- Essa é uma short que terá no máximo 5 capítulos
 
 
 
Sinopse


De tarde quero descansar
Chegar até a praia e ver
Se o vento ainda esta forte
E vai ser bom subir nas pedras
[...]

Seth estava morto e via o seu fantasma em minha frente. Senti uma vertigem me tomar, tudo foi ficando escuro e de repente meu corpo foi deslizando no chão de forma lenta. Senti braços quentes me envolverem. Havia calor, a pele forte e musculosa, um cheiro que não era dele. Tentei abrir os olhos, mexi rapidamente as minhas palpebras e quando consigo abrir, seu rosto em minha frente denunciando que estava louca.

[...]

Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você esta comigo
O tempo todo
E quando vejo o mar
Existe algo que diz
Que a vida continua
E se entregar é uma bobagem...

[...]

Tentei me soltar de seus braços, debatendo sobre eles, contudo não tinha força e fiquei completamente rendida. Senti as lágrimas rolarem em minha face...chorei... Uma angústia tão grande me consumiu e pensei que aquele só podia ser um grande pesadelo. Mas o fantasma, aquele que era a visão perfeita do meu namorado morto, começou a falar e percebi que a sua voz tinha uma sonoridade diferente. Senti novamente o arrepio em minha espinha.

[...]

Já que você não está aqui
O que posso fazer
É cuidar de mim

[...]


- Não sou Seth, Ness... Sou Jacob. – Disse com a voz rouca, baixa e muito sexy. Fiquei olhando seu rosto, ainda alarmada pela semelhança, respirei fundo e inalei o seu cheiro forte. Senti sua mão tocar o meu rosto, enquanto me olhava de forma tão penetrante, que me deixava tonta com aquele olhar. Tudo começou a sumir e de repente só havia escuridão a minha frente. ... ...

Quero ser feliz ao menos,
Lembra que o plano
Era ficarmos bem...


PRÓLOGO


De tarde quero descansar Chegar até a praia e ver Se o vento ainda esta forte E vai ser bom subir nas pedras

Havia passado dois meses desde a morte de Seth, meu amor, eu não aguentava a dor me corroer. Lembranças dos nossos últimos momentos me machucavam tanto. Não aguentava pensar no fato de eu ser a culpada pela sua morte. Pensar que se não fosse a minha estupidez naquele dia, talvez ainda estivesse vivo e feliz ao meu lado.

Sentada em uma grande pedra, a que costumavamos sentar juntos para passar o final de tarde, meus pés brincavam com a água enquanto olhava para o horizonte, vendo os seus olhos negros, sua boca carnuda, a maçã do rosto marcante, covinhas no queixo, nariz arrendondado.

Olhando para as nuvens podia ver o seu sorriso se abrindo e até ouvia os risos, as gracinhas que sempre dizia. Sentia o seu toque em meu corpo, abraçando me de forma tão carinhosa enquanto sussurrava coisas em meu ouvido.

Tudo era tão difícil, tão doloroso e ainda tinha que suportar o remorso me corroer a cada dia que pensava em meu namoradao... meu amor. E se pudesse voltar no tempo, faria coisas diferentes, mudaria os meus modos, arriscaria mais e aproveitaria mais o tempo ao seu lado. Mas ali, olhado o sol se por na linha do horizonte, sentindo as ondas baterem em minhas pernas, pensando em como eram bons aqueles momentos em que vivemos, sinto a sua falta causar um vazio tão grande em meu coração, que chega a sufocar o âmago da alma.

Levantei da “nossa pedra”, o nosso canto favorito, caminhei sobre elas até alcançara areia da praia, abracei o meu peito sentindo o frio causado pelo vento forte. Senti os meus cabelos voando. Um arrepio repentino percorreu a minha espinha. Levantei a cabeça e olhei para frente, olhando algumas pessoas andando na orla. Casais de namorandos andando de mãos dadas. Lembrei de Seth e senti um aperto forte. Uma lágrima solitária correu em meu rosto.

De repente, senti alguém tocar as minhas costas e me chamar. Virei me para ver que é e...


- NÃO! NÃO! NÃO PODE SER!! VOCÊ MORREU!! – Gritei assustada, sentindo um frio estranho na barriga e uma terrivel sensação de medo. Seth estava morto e via o seu fantasma em minha frente. Uma vertigem me tomou, tudo foi ficando escuro e de repente meu corpo foi deslizando no chão de forma lenta. Senti braços quentes me envolverem. Havia calor, corpo forte e musculoso, um cheiro que não era dele. Tentei abrir os olhos, mexi rapidamente as minhas palpebras e quando consegui abrir, seu rosto em minha frente denunciando que estava louca. – Não! Não! Não! Você morreu! – Tentei me soltar de seus braços, debatendo sobre eles, contudo não tinha força e fiquei completamente rendida. Senti as lágrimas rolarem em minha face e chorei... chorei... uma angústia tão grande me consumiu e pensei que aquele só podia ser um grande pesadelo. Mas o fantasma, aquele que era a visão perfeita do meu namorado morto, começou a falar e percebi que a sua voz tinha uma sonoridade diferente. Senti novamente o arrepio em minha espinha.

- Não sou Seth, Ness... Sou Jacob. – Disse com a voz rouca, baixa e muito sexy. Fiquei olhando seu rosto, ainda alarmada pela semelhança, respirei fundo e inalei o seu cheiro forte. Senti sua mão tocar o meu rosto, enquanto me olhava de forma tão penetrante, que me deixava tonta com aquele olhar. Tudo começou a sumir e de repente só havia escuridão a minha frente.



Apresentação das personagens


Renesmee – Jovem doce e sonhadora, que se vê em um drama quando o namorado morre em um acidente de carro, passando se culpar pelo acontecido. Ela conhece o irmão gêmeo do seu falecido namorado e se apaixona a primeira vista.
















Seth Cleawater – É o falecido namorado que Renesmee, que morre em um acidente. Durante a trama é revelado a sua personalidade, hábitos e defeitos.

















Jacob Black – Marinheiro lindo, carinhoso, sensível e muito fechado, que vai em busca do seu passado após a morte do irmão gêmeo. Conhece a cunhada Renesmee e se apaixona a primeira vista. Os dois começam a se envolver de uma forma intensa, mas por obra do destino são obrigados a se separarem.