segunda-feira, 13 de setembro de 2010


Capítulo 8 – PVO Especial Jacob – Desejos
Durante todo o caminho para o castelo, fiz carinho em seu rosto e fiquei analisando cada traço delicado daquela pele macia e cheirosa. Senti-me culpado pelo que lhe havia acontecido, sabia que não adiantaria nada ficar me recriminando pela minha displicência com Nefasto. E a única coisa que poderia fazer naquele momento era cuidar da minha pequena e fazer o impossível pela sua recuperação.
Chegamos ao castelo e enquanto a levava para os seus aposentos, dava ordens para Mary.
- Mary, tem água no quarto dela¿ Precisamos dar algum chá para dor e precisamos cuidar dessa ferida na mão antes que piore. – Já estava na escadaria, segurando o seu corpo pequeno e frágil com todo o cuidado para que não o ferisse ainda mais. Sentia o meu corpo tenso, com tanto temor que a queda houvesse lhe causado algum dano maior. Eu tinha urgência em limpá-la e deixá-la bem acomodada em sua cama. Só então, teríamos uma exata noção do seu estado.
Os corredores estavam na total penumbra naquele momento e Mary vinha atrás de nós, com velas para luminar o aposento.
Entrei com ela e a carreguei direto para a casa de banho, Mary vinha atrás acendendo todos os castiçais no cômodo. Fiquei olhando para o seu rosto, que ainda mantinha expressão de dor, com o coração tão apertado naquele momento, senti uma angustia tão grande que o meu único desejo era ter a plena certeza de que estava bem. Sabia que não suportaria que algo de ruim acontecesse com a minha pequena.
- Ainda dói muito¿ O que você está sentindo¿ - Olhava para ela consternado e tentava não deixar transparecer aquela angústia que me consumia.
- Dor... Muita dor. – Coloquei-a de pé ao lado da tina, segurando para que não se desequilibrasse e caísse. Observei o seu rosto mais uma vez, chamei Mary que terminava de acender os castiçais para iluminar o aposento.
- Mary, me ajude com ela. Precisa banhá-la antes de acomodá-la na cama. – Chamei Mary e por um momento me afastei dela, quase deixando-a cair, um instinto protetor, me fez agir muito rápido, segurando o seu corpo para impedir a sua queda.
- Ajude-me a tirar as suas roupas. – Quando Mary disse isso, meu coração disparou, fiquei com o corpo inteiro rígido, sem saber o que dizer, sem saber como reagiria ao vê-la sem roupa, sem conseguir imaginar a pequena ao meu lado expondo toda a sua vergonha. Confesso que se pudesse fugiria dali. Não por ter medo de mulher, pelo contrário. Afinal, já me envolvi com algumas antes de Caroline e nunca passei vergonha. Mas com Ness era diferente, porque eu tentava preservar a sua virtude e não queria abusar do seu corpo. Naquele momento, ali com ela nua em minha frente, não sabia como seriam as reações do meu corpo.
- Como¿ Eu... Eu... Eu... – Tentei falar, mas acabei gaguejando e Mary me fitou com uma expressão estranha naquele momento. Vi que Ness estava tão envergonhada quanto eu. Mas o que poderia fazer¿ Mary não conseguiria manter o seu corpo de pé sozinha e precisava da minha ajuda. Como recusar a ajudá-la¿ E o pior, como fazer isso sem olhar o seu corpo despido¿
- Deixa de coisas, menino! Ela é sua esposa e mais cedo ou mais tarde verá o que tem debaixo das roupas. – Estava envergonhado demais para responder, por isso, me mantive calado, caminhei até elas e a segurei pela cintura, apoiando o seu corpo de forma a não permitir uma possível queda. Olhava para o lado, meu corpo tremia, comecei a sentir um calor aumentando, uma curiosidade me consumindo, ao mesmo tempo, me sentia tenso. Era tudo muito estranho. Eu não sabia o que fazer, muito menos o que dizer. Só pedia para aquela tortura acabar logo e sair daquele lugar. Tive medo das minhas reações e do que poderia vir a desejar depois que a visse.
Depois de tirado o vestido, ficou apenas de calçola e um leve tecido cobrindo os seios. Meu corpo começou a tremer mais e apesar de tentar disfarçar, não conseguia esconder a minha vergonha.
- Coloque-a dentro da tina! – Mary me ordenou, peguei-a no colo e a coloquei na tina, depois me afastei e fui para um dos cantos do aposento, encostando-me na parede enquanto a observava retirar o resto das roupas de minha pequena e lavar o seu corpo calmante.
Uma tensão absurda tomou conta do meu ser, ao ver partes daquele corpo franzino molhado, que tremia aparentando frio. Não consegui desviar os olhos em momento algum. Mesmo que o meu lado racional me chamasse à razão, o desejo começava a inflamar as minhas veias de uma forma assustadora. Minha respiração começou a ficar mais pesada, minhas mãos ainda mais trêmulas e meus olhos inquietos tinham a necessidade de olhá-la.
Depois que ela banhou minha pequena, pediu que me ajudasse a tirá-la da tina. Fiquei ainda mais constrangido, com uma vergonha enorme do desejo que sentia. Mesmo assim, fui até elas e a ajudei alevantar.
Ela ficou vermelha de vergonha, abaixou o rosto e cruzou os braços entre os seios. Mas antes que o fizesse, pude vê-los lindos, perfeitos, pequenos... Saborosos demais.
OH, Meu Deus! Como resistir a criatura mais linda e perfeita¿ Aquele corpo lindo, perfeito, branquinho que não era de uma criança.
Muitas vezes a olhei usando lindos vestidos e imaginava que não tinha mais corpo que uma menina de dez anos. Mas vendo-a nua, percebi que tinha curvas perfeitas, as pernas arredondadas, coxas grossas, quadris largos, uma barriga perfeita e linda que dava vontade de beijar e morder... Deus! Eu a quis naquele momento, observando os detalhes do seu corpo, mas o que mais me tirou do sério, fazendo-me perder a sanidade completamente, foram os seios lindos e perfeitos.
Observei rapidamente antes de ela cruzar os braços sobre eles e depois que precisou tirar para se vestir. Senti meu sexo endurecer aflito por ela, meu corpo esquentou absurdamente, meu coração começou a bater muito rápido, minha boca ansiava desesperadamente sentir aqueles bicos rosados, que pareciam dois pequenos botões de rosas desabrochando.
Era exatamente isso! Ela era um botão de rosa desabrochando e se tornaria a mais linda e perfeita das mulheres quando houvesse desabrochado por completo. Mesmo assim, como um pequeno botão, era assustadoramente desejosa e me fazia perder complemente o juízo. Já imaginando minhas mãos cariciando os botões e meus lábios sentindo o seu gosto.
Mary precisou sair e nos deixou ali, naquela situação constrangedora para nós dois.
Voltando depois de um breve momento com as suas vestimentas.
Percebi, enquanto nós a vestíamos, que ela também sentiu algum tipo de excitação, quando os bicos de seus seios enrijeceram e me deixaram completamente louco de desejo, expressando luxúria aos meus olhos.
Depois que a vestimos, peguei a minha pequena nos braços, por estar constrangido e desejoso de seu corpo, levei-a para a sua cama e a coloquei com muito cuidado.
- Ah pequena! Olha o trabalho que nos dá. – Disse baixinho, acariciando o seu rosto.
- Eu vou tomar um banho e volto para ver como está. Tudo bem¿ Pode sobreviver sem mim por alguns minutos¿ - Sorri para ela e fiquei observando a expressão de encantamento que me olhava, com a plena certeza de que ela havia se apaixonado por mim e que me desejava ao seu lado. Não sabia o que fazer diante daquela situação e precisava pensar a respeito dos meus sentimentos, entender o que se passava comigo e o que me fazia querer estar sempre ao seu lado, cuidando e protegendo.
- Promete que volta¿ - Perguntou-me fazendo dengo enquanto me olhava. E se pudesse, nem sairia do seu lado. Mas estava sujo e ainda por cima, molhado pela excitação que tivera enquanto a observava se banhar. Eu precisava me limpar para ficar ao seu lado. Eu queria muito aquilo, queria sentir sua pele, o cheiro dos seus cabelos, sentir que estava bem e segura comigo. Era uma necessidade física a sua presença, que nem eu mesmo entendia o motivo.
- Prometo! – Acariciei os seus cabelos, louco para beijá-los e sentir o seu cheiro, que era algo que estava me acostumando a cada dia e sentia muita falta quando estava longe. – Deixa só eu me limpar para não sujar a sua cama. – Saí dos seus aposentos e fui para os meus, sentindo-me estranho, confuso e tenso com toda aquela situação.
Enquanto andava pelos corredores escuros, só uma imagem vinha a minha mente, deixando a minha sexualidade excitada, aumentando consideravelmente o volume nas minhas calças enquanto o desejo tomava conta do meu corpo.
Entrei em meus aposentos, fui para o meu closet pegar vestes limpas, depois fui para a casa de banho, tirei as roupas e antes de entrar, comecei a me estimular enquanto pensava naqueles pequenos botões rígidos, lindos, suculentos chamando por mim.
Tocava o meu sexo com desespero e meus pensamentos intercalavam entre os seus olhos verdes e os seios maravilhosos.
Foi então que outro pensamento invadiu a minha mente: Caroline.
A imagem era clara, perfeita e vi o seu corpo lindo despido, seu sorriso travesso, os dedos chamando por mim, seus lábios beijando os meus... Quis gritar, quis correr e arrancar aqueles pensamentos da minha mente.
Era não era digna de mim e mesmo depois de tudo o que havia me feito, ainda continuava a rondar a minha mente de forma cruel.
Senti as lágrimas se formarem em meus olhos, a dor ferir o meu coração e a única coisa que quis naquele momento, foi o toque de Ness, o seu cheiro, os seus olhos verdes me olhando com tanto amor, assegurando que eu era especial para ela e que sempre estaria ao meu lado.
Eu precisava dela, precisava da sua presença, do carinho e conforto para afastar aquela dor que Caroline me fazia sentir. Então, entrei na tina e comecei a me banhar rapidamente, louco para voltar aos seus aposentos e ficar ao seu lado. Necessitando daquilo mais do que a água que matava a minha sede.
Troquei de roupa, passei um pouco da lavanda que a Rachael me deu, passei os dedos nos cabelos para tentar arrumá-los e corri para os seus aposentos, ansioso pela sua presença.
- Ai! – Ela gemeu de dor e caminhei preocupado para a sua cama. Fiquei observando Mary conversar com ela e a minha preocupação voltou ao perceber que não estava nada bem.
- A dor já vai passar, menina! HUM! Acho que está ficando quente... Se ficar com febre será um problema... Alguém terá que passar a noite para controlar a sua temperatura. – Mordi os lábios e pensei em como seria aquilo. Afinal, Mary já tinha certa idade, trabalhava o dia inteiro, dava ordens aos demais serviçais e organizava a tudo para nós. Como ficaria a noite velando o sono de Ness¿ Ela não poderia, mas eu como marido tinha essa obrigação. Sabia de antemão, quão difícil aquilo seria. Mesmo assim, estava disposto a cuidar da minha pequena e velar o seu sono quantas noites fossem necessárias.
- Eu fico com ela, Mary! Pode ir cuidar dos seus afazeres. – Disse para ela.
- Farei uma sopa para ela beber. – Levantou-se da cama, pegou o copo e caminhou em direção à porta. Enquanto me aproximei da cama e sentei ao seu lado. Fiquei observando o seu rosto por um breve momento, com medo de que algo pior viesse a ocorrer. Depois pensei em como aquilo aconteceu, senti raiva de mim por deixar Nefasto solto. Por ela, pela sua teimosia em montá-lo.
Procurava as palavras certas para falar, mas sabia que não poderia passar as mãos na sua cabeça. Que precisava ser duro e enérgico com ela, fazendo-a ver quão irresponsável havia sido, montando o animal arisco.
- Ness, você não vai montar mais aquele demônio. – Falei sério e friamente com ela.
- Jacob... Eu... – Ela até tentou se justificar, mas coloquei os dedos sobre os seus lábios e a impedi de falar. Não poderia dar uma oportunidade de ela me desafiar e colocar tudo a perder. Aquela era a minha última palavra e não voltaria atrás em minha decisão.
- Isso não é um pedido... É uma ordem! – Arqueei a sobrancelha e olhei duro para ela. Naquele momento, seus olhos se encheram de lágrimas e ela começou chorar. Então me respondeu magoada.
- Está certo, Milord! – Meu coração se derreteu naquele momento. Não aguentei ver tanta dor em seus olhos e uma mágoa tão profunda. Quis tomá-la em meus braços e perdir perdão. Mas se fizesse aquilo, perderia a minha autoridade. Precisei então ser forte, sem deixar de ser carinhoso. Segurei o seu queixo e ergui o seu rosto. Vi a decepção em seus olhos, misturada com uma dor muito grande. Senti-me ainda pior ao ver o que vi.
- Ness, olha para mim. Eu só quero o seu bem, pequena. E não acho que aquele cavalo seja apropriado para você. Não quero que se machuque e por isso tenho que ser duro. – Tentei ser mais brando e fazê-la entender a minha posição. Mesmo assim, com seu gênio forte, continuava irredutível e me tratava com uma ironia que me feria.
- Tudo bem, Milord! – Ela virou os olhos para outro canto, ainda com as lágrimas descendo e com tom ferido em sua voz.
- Ness, para de chorar... Por favor! Odeio vê-la chorar. – Deitei na cama, puxei seu corpo para mim e beijei a sua cabeça de forma carinhosa, sentindo-me arrependido pela forma rude como a tratei. – Desculpa, vai! – Cheirei os seus cabelos, afaguei o seu rosto e me senti leve novamente, como se tudo estivesse perfeitamente bem e nada de ruim pudesse nos ferir ali. Esqueci as mágoas, desilusões e tristezas em seus braços ternos.
- Tudo bem, Jacob. – Respondeu ainda parecendo decepcionada comigo.
- Essa é a minha menina. – Fiquei acariciando as suas costas e os seus cabelos até dormir. Senti que seu corpo estava muito quente e fiquei preocupado.
Durante aquela noite, mal consegui dormir com Ness tremendo de frio enquanto eu a abraçava fortemente para lhe aquecer.
Ouvia os gemidos de dor e os seus lábios tremerem, deixando-me completamente angustiado com aquela situação.
Passei cinco dias me dedicando a ela, dormi todas as noites ao seu lado para velar o seu sono. Pensei que assim me veria livre dos meus pesadelos, mas o pior era acordar gritando durante a noite, enquanto chamava o nome de Caroline, percebendo a decepção nos olhos de minha pequena. Mesmo assim, sempre era consolado por ela, que com todo carinho e paciência me abraçava forte, enroscava o seu corpo no meu e me fazia carinho até me acalmar.
Já estava me acostumando a dormir ao seu lado e ser cuidado por ela durante os meus pesadelos, quando eu era que deveria cuidar da sua saúde.
Foi então que o temia aconteceu e quase perdi o meu controle diante da situação.
Naquela noite, entrei no quarto e deitei ao seu lado como sempre fazia. Porém a sua atitude diante de mim mudou e percebi que Ness começou a me acariciar de forma diferente.
- Eu estou sentindo uma coisa. – Ela disse fazendo manha enquanto eu a observava, maravilhando-me com cada detalhe do seu rosto.
- O que foi¿ Ainda está com dor¿ A febre voltou¿ - Passei a mão em seu rosto e a observei preocupado, com medo de que a febre voltasse, que tivesse uma recaída.
- Somente saudade de você. – Ela roçou o corpo no meu, senti seus seios entrarem em contato com o meu peito, sua mão descer pela minha barriga e os dedos percorrerem a minha pele de forma carinhosa e sensual. – Muita saudade. – Havia tanto amor em seus olhos, uma coisa tão bonita na forma como me observava, me deixando encantado. O pior de tudo aquilo, foram as reações do meu corpo, que se aqueceu de imediato, meu sexo começou a endurecer e quando percebi, já estava completamente excitado com desejo pelo seu corpo. Tentei protestar, mas foi em vão.
- Ness, por favor... – Levantei nervoso da cama, vendo a fuga como única saída para fugir da tentação que se apresentava diante de mim. Sabendo que ela não merecia um homem que só queria o seu corpo. Que merecia um amor de verdade, um amor que a fizesse feliz, que desse prazer e a realizasse. E nas condições em que me encontrava, não tinha a menor condição de dar aquilo para ela. Era apenas um homem destruído, sofrendo por uma mulher que não me merecia e que não era capaz de amar novamente. Eu só conseguiria sentir por ela muito carinho. Como poderia tomá-la em meus braços sem o amor necessário para realizá-la¿ Corria até mesmo o risco de chamar pela outra quando estivesse consumando o ato e seria terrível para ela... Eu não podia.
- Jacob... – Senti seus braços me envolverem e apertarem a minha cintura, impedindo-me de progredir até a porta.
Meu corpo queimava, ardia e gritava por ela. Precisava sentir o seu gosto, precisava sentir o sabor da sua pele, beijar o seu corpo, sentir aqueles pequenos botões em meus lábios... Estava perdido em desejos.
- Ness, não faz assim... – Tentei protestar e fazê-la voltar à razão, mas foi em vão. - Eu não quero te machucar.
- Jacob, eu quero que faça o que quiser comigo... Eu sou sua. – Ela se esticou, ficando na ponta dos dedos e colou os lábios sobre os meus. Naquele momento, senti o seu cheiro me inebriando, o seu corpo quente e o gosto tirando a minha razão.
- Não! Por favor... Não – Já não aguentava mais. Estava no limite das minhas forças, mas ela insistia em me provocar de forma ousada.
- Eu quero ser sua, Jacob... Eu já sou sua. – Aquelas palavras foram o estopim para acender o meu pavio. Segurei o seu rosto com as duas mãos, colei os nossos lábios e comecei a mover os meus sobre os delas carinhosamente.
A cada movimento, podia sentir ainda mais o seu gosto, perdendo-me completamente em seu toque, calor, cheiro, gosto e carícias que fazia em meu corpo.
Aquele foi o beijo mais gostoso e perfeito que já tive na vida. Era doce, calmo, cheio de paixão, de entrega e nele nada podia me ferir, nenhuma dor era capaz de me alcançar, porque o seu gosto já estava impregnado em minha pele. Eu queria mais, muito mais. Então, inclinei o rosto e pedi passagem para a minha língua e o beijo que era calmo, ficou mais intenso, mais urgente e cheio de volúpia.
Senti seu corpo estremecer ao toque da minha língua e a apertei contra o meu peito, comecei a acariciar o seu corpo, mapeando cada pedaço delicado daquele pequeno corpo de "mulher"... Sim ,"mulher"! Ela não era tão criança quanto pensava e mesmo sendo pouco desenvolvida, já tinha traços de mulher em seu corpo, causando-me um desejo louco por provar de seu néctar virginal.
Comecei os meus carinhos pelo seu pescoço, desci até as suas costas, percorri a lateral de sua cintura e massageei a sua barriga. Depois subi as minhas mãos de forma carinhosa, aproveitando cada pedacinho de perdição que se colocava em minhas mãos, enquanto minha língua passeava em sua boca doce e desejosa.
Subi as minhas mãos e cheguei exatamente onde queria: os pequenos botões que estavam prestes a se desabrochar em meus dedos, rígidos, desejosos e ansiosos por conhecê-lo profundamente... Eu queria aqueles seios mais do que tudo. Nunca fiquei tão louco com uma visão como as dos seus seios e chegando a sonhar acordado por muitas vezes com as minhas mãos e principalmente a minha boca se deliciando com o pequeno bico rosado.
Já estava completamente louco, desesperado e não me aguentava mais. Precisava provar mais do seu corpo. Então, interrompi o nosso beijo, levei-a para a mesa, sentando-a de pernas abertas, encaixei-me entre elas e puxei-a para mim, roçando o meu sexo sobre o seu.
Voltei a beijá-la de forma desesperada, minha língua se movia ainda mais rápida, minhas mãos acariciavam o seu corpo, meu sexo começou a estimular o seu. Gememos enquanto nos beijávamos, senti que o seu corpo estava completamente pronto para mim, meu sexo não via o momento de invadir a sua pequena passagem e sentir que era minha... Totalmente minha...
Estava fora de controle, parecia um animal no cio e enquanto a beijava de forma desesperada, vi a imagem de Caroline embaixo do meu corpo, movendo-se como uma cobra peçonhenta, enquanto gemia o meu nome. Seus olhos exalavam prazer, enquanto eu a penetrava rápido.
Despertei dos meus devaneios e percebi a estupidez que cometeria, tomando o seu corpo, fazendo-a minha mulher enquanto pensava na outra.
Não podia fazer aquilo! Não era certo! Não era justo e não faria... Eu a machucaria sentindo raiva da dor que Caroline havia me causado e ela sairia ainda mais magoada.
Tive vontade de chorar de tanto desespero, ao pensar na "praga" da mulher no momento em que finalmente tomava posse da minha "esposa"... Inferno! Só podia ser castigo! Pensei naquele momento de desespero e raiva que sentia de mim e de Caroline por interromper o momento que deveria ser perfeito.
- OH Não! Não! O que eu estou fazendo¿ O quê¿ Você é apenas uma criança... – Eu a repeli e me afastei super nervoso, enquanto tentava conter as lágrimas que queriam descer em meu rosto. Tentei suportar aquela dor tão forte rasgando o meu peito.
- Jacob, eu preciso de você... Preciso muito... Por favor. – Seus olhos encheram de lágrimas e a decepção em seu rosto me machucava. Porque eu também a queria, mas sabia que não era justo, enquanto eu ainda amasse outra. Não era justo não dar o melhor de mim, não beijar o meu melhor beijo, tocar da forma mais suave, possuir o seu corpo entregando o meu também... Eu não poderia ser tão injusto e cruel... Eu precisava fugir dali.
- Não, Ness! Chega! – Saí correndo de seus aposentos, desesperado para me acalmar, sentindo a dor me consumir em desespero. Cheguei até o meu quarto, deitei em minha cama, comecei a estimular o meu sexo de forma desesperada, até que consegui chegar ao ápice do meu prazer. Aquilo foi tão horrível, tão doloroso e vergonhoso que não teria coragem de revelar a ninguém. Não conseguiria olhar sequer o seu rosto de anjo depois do que havia feito.
Tentei dormir por um bom tempo e não consegui. Quando finalmente fui tomado por um sono incontrolável, adormeci sozinho em minha cama. Ao invés de uma noite tranqüila, tive pesadelos ainda piores e acordei super mal no meio da noite.
Fui até os seus aposentos e fiquei a observando enquanto dormia.
Depois de um bom tempo, resolvi voltar para a minha cama e tentar dormir novamente.
- xxx -
Acordei cedo, fui para o estábulo e ajudei os serviçais logo cedo. Mas depois de um tempo, fiquei super inquieto e tenso com as minhas lembranças da noite anterior.
Precisava cavalgar e depois tomar um banho no rio para aliviar os pensamentos tortuosos de minha cabeça. Assim peguei Pérola Negra e cavalguei para fora dos muros do castelo. Depois de um bom tempo sentindo a sensação de liberdade que aquilo me proporcionava, fui até o rio para me banhar.
Amarrei meu cavalo, caminhei até a margem do rio e me sentei. Foi naquele momento que ouvi o barulho e um cavalo se aproximando.
Sorri imaginando que era a minha pequena que vinha ao meu encontro e quando me virei para fitá-la, meu fantasma aparecia em minha frente com sorriso triunfante.
- Jacob. – Disse com os lábios pequenos sorrindo para mim, enquanto me olhava com desejo.
- Caroline! Que ventos a trazem a essas bandas¿ - Perguntei de forma áspera, tentando parecer calmo quando muitas coisas passavam em minha mente e sentia uma pontada forte de dor em meu coração.
- Soube que você encontrou uma pretendente de brasão para se casar... – Arqueou a sobrancelha e me olhou de forma debochada. – Pena que a talzinha é uma criança. – Riu debochadamente.
- O que você sabe de mim ou da minha esposa¿ O quê¿
- Vamos mudar de assunto, querido¿ Podemos fazer coisas bem mais interessantes do que ficarmos aqui falando em uma pirralha, não acha¿ - Senti uma raiva enorme. Uma vontade de dar umas boas bofetadas naquela uma que se atrevia a falar de forma desdenhosa da minha "esposa"... Sim! Minha "esposa" e ela não tinha o direito de se referir a ela com falta de respeito.
- Não temos nada a fazer. Muito menos a falar! E por favor, não abra essa boca suja para falar da minha esposa. Ela é muito mais digna de que você. Não se atreva a tocar no nome dela! – Disse em tom imperativo para ela, apontando o dedo enquanto tentava me controlar para não cometer uma loucura. Naquele momento, ouvimos barulhos de cavalos se aproximando e virei para ver quem era.
- Jacob! – Era Seth e parecia nervoso.
- Seth! O que aconteceu¿ - Perguntei preocupado, imaginando que algo havia acontecido com minha pequena.
- Podemos falar a sós¿ Não quero falar na frente dessa aí. – Disse olhando para a expressão desdenhosa de Caroline.
- Certo! Vamos, que essa conversa já deu.
Antes de ir, virei-me para ela e a olhei de forma debochada.
- Espero que o seu futuro marido seja capaz de apagar esse fogo... – Arqueei a sobrancelha. – Ou certamente, você precisará de um macho para trepar com você no meio do mato. – Disse e saí com Seth, deixando-a vermelha de tanta raiva.
Depois que nos afastamos, Seth finalmente falou o que havia acontecido.
- Jacob, Ness veio atrás de você e o viu com Caroline. Ela chegou chorando muito e exigiu que me contasse sobre ela. – Ele hesitou por um momento. – Ela ficou mal, Jacob, e chorou muito se sentindo traída e humilhada.
- Deus! Preciso ir até ela e esclarecer a verdade. Onde está¿ - Perguntei nervoso, já montando em meu cavalo.
- Está na baia de Princesa. – Seth respondeu e montou no seu.
- Então, vamos! – Disse.
Galopamos pela floresta, até chegar ao castelo, fui direto para a cocheira, desci do cavalo, entreguei as rédeas para Sam e corri para a baia onde estava.
Entrei sorrateiramente e fiquei observando-a sentada no chão, abraçando os joelhos, de cabeça baixa enquanto chorava.
- Ness, meu bem, olha para mim! Eu nunca quis te magoar! Nunca quis te magoar, minha pequena. Sempre te disse para não se apaixonar por mim.
- Eu quero ficar sozinha, Jacob. Por favor, me deixa em paz! – Havia tanta dor na sua voz, que senti meu coração sendo cortado de forma implacável. Sentia o seu desespero pela forma como falava e queria tentar tranquilizá-la. Precisava que soubesse que tudo aquilo era apenas um mal entendido e que eu não havia marcado um encontro romântico com Caroline.
- Ness, por favor, olha para mim! Eu não tenho nada com ela... Nada... – Sentei ao seu lado e a abracei, mas ela me empurrou com raiva. Não aguentava vê-la daquele jeito, sabia que era teimosa e que não me ouviria. Mesmo assim, não desistiria de tentar dizer a verdade. Precisava que soubesse o que havia acontecido realmente. Não podia permitir que sofresse por algo que nem havia acontecido.
- Não toca em mim! Eu estou com nojo de você! Nojo! Como ousa tocar em mim depois de se sujar com aquela porca¿ Como¿ De hoje em diante você pode se deitar com quem quiser! Eu não ligo!
- Ness, tenta me ouvir, por favor! – Meus olhos se encheram de lágrimas, meu corpo se apertou, mas não me permiti chorar na sua frente. Precisava ser forte por nós dois naquele momento.
- NÃO! NÃO! MILORD!
Em uma breve distração, Ness correu dali e montou em Nefasto, que estava solto no pasto, saiu galopando rapidamente.
Senti um desespero me consumir naquele momento, enquanto a via se afastando do castelo.
- SETH! SETHHH! MEU CAVALO! SETHHH
Ele apareceu com Pérola Negra e Sam trazia outro cavalo para Seth montar.
Saímos dali montando os cavalos atrás dela por léguas. E depois que se cansou de fugir, deu volta e voltou para o castelo, passando por nós de forma rápida.
Por duas semanas, fui desprezado por ela, que sequer olhava para mim. Fiquei muito mal com tudo aquilo, sentia a sua falta, sofria com a sua ausência, mal dormia direito com os pesadelos cada vez piores e o que mais me magoava, era perceber o tamanho da dor que ela sentia. Saber como ela estava magoada, ferida e como se sentia humilhada com toda aquela situação.
Tentei me aproximar tantas vezes, mas só recebi o seu desespero. O que era ainda pior do que a sua ausência, porque já estava tão acostumado com ela, que sentir seu olhar frio, a falta de palavras ou tom formal e o desdém pelas coisas que se referiam a mim
Mas uma vez, vivia o meu inferno particular e sabia que era o único culpado, por não conseguir esquecer a víbora da Caroline, quando tinha uma mulher tão maravilhosa quanto ela ao meu lado.
Sabia que tudo o que passava, era resultado das más escolhas que fiz e somente eu poderia remediar aquilo. Mas para isso, precisava de uma única oportunidade de me aproximar para dizer como me sentia... Dizer que não era capaz de me entregar e fazê-la minha mulher, porque não era justo não dar tudo para ela. Não era justo usá-la enquanto pensava na outra. Como diria aquilo para ela¿ Como¿ Sabia que dizer aquilo seria ainda mais humilhante para Ness e não poderia. Contudo, precisava encontrar uma forma de fazê-la entender as minhas ações.
Estava perdido e não encontrava uma solução para o meu problema. Foi justamente em um desses dias, quando me aconselhava com meu pai, que ela entrou pela porta soltando fogo pelas ventas, sendo agressiva até mesmo com Mary.
Fiquei assustado e quando partiu para o seu quarto, Rachael nos contou o motivo daquele destempero todo.
- O que aconteceu, Rachael¿ Por que ela está assim¿ - Perguntei preocupado com a situação.
- Encontramos Caroline e ela foi desdenhosa com Ness. Mas sabe como é a sua pequena. – Deu um sorriso travesso. – Ela deu o troco e a deixou humilhada. – Disse rindo.
- Quero ver como ela está! Está na hora de acabar com isso. – Caminhei em direção aos seus aposentos de forma rápida.
- Ness, precisamos conversar. – Disse com o coração apertado ao ouvir o seu choro compulsivo e perceber quão grande era a sua dor.
- Vai embora! – Disse quase soluçando.
- Não! - Rebati
- VAI EMBORA! SAI! DEIXA-ME EM PAZ! EU NÃO QUERO OLHAR PARA VOCÊ – Gritou com ódio para mim.
- Ness, não podemos viver desse jeito. Não dá para continuar assim. Sabe que nunca quis te magoar, mas também nunca te prometi o meu amor. Vamos tentar conversar, pequena. – Respirei fundo, tentei passar tranquilidade enquanto falava.
-Não há nada que eu possa querer conversar com você, Milord! Nada! Eu não me importo com a sua vida. Deitar-se com uma porca cortesã é problema seu. Estou cansada disso tudo... Agora sai daqui. – Falou nervosa enquanto chorava.
- Você está nervosa e não está pensando direito, pequena. – Tentei acalmá-la, sentindo uma aflição me consumir enquanto falava com ela. A sua dor era minha dor e o seu desespero era o meu desespero. Precisava encontrar uma forma de arrancar o seu desespero e fazê-la compreender a confusão que estava na minha cabeça. A complexidade dos meus sentimentos e como tentava lidar com aquilo. Como me sentia desesperado e confuso. Como precisava dela para curar a dor que sentia, pelo abandono, traição e humilhação que Caroline me fez passar quando me trocou por um duque, chutando-me como um animal sarnento. Tudo era complicado para mim e sabia que dor era aquela que sentia. Precisava fazer algo... Precisava encontrar uma saída.
- NÃO ME CHAME DE PEQUENA! NUNCA MAIS! FAÇA O QUE QUISER DA SUA VIDA E EU FAREI O QUE QUERO DA MINHA! DEITE-SE COM SUA PORCA, SUJE-SE COM A MULHER QUE TE ABANDONOU E TE HUMILHOU, MILORD! EU NÃO ME IMPORTO MAIS! VOCÊ NÃO ME QUER! NÃO PRECISA ME EXPLICAR NADA! NADA! EU DAREI A OUTRO O QUE VOCÊ REJEITA E SEREI FELIZ À MINHA MANEIRA, MILORD! ISSO É UMA PROMESSA! AGORA, SAIA! SAIA! EU NÃO QUERO MAIS TE VER! SAIAA! ÃNNNÃNNNÃNÃN MÃE! ÃNÃNÃNNN – Ela chorou, chorou e chorou ajoelhada no chão sem forças para reagir. Ajoelhei-me por trás, abracei-a de forma carinhosa e comecei a fazer carinho em sem corpo enquanto tentava acalmá-la.
- Eu não tive nada com ela, Ness... Eu juro... OH, minha pequena me perdoa. – Peguei-a no colo de forma carinhosa, levei-a para a sua cama, deitei-a de costas para mim, abracei-a por trás e comecei a fazer carinhos até que se acalmasse.

domingo, 12 de setembro de 2010





Capítulo 7 – Fantasmas

- Calma, minha pequena. – Ele retirou os fios de cabelos de meu rosto, fez um afago na minha bochecha e ficou me olhando, com um semblante atormentado, como se fosse o culpado pelo que havia me acontecido.

- Jacob, está tudo bem. Só estou com dores pelo corpo e a mão machucada. Não precisa ficar tão angustiado. – Disse para ele, observando a forma como me olhava.

- Eu prometi para seus pais que cuidaria de você. E deixá-la se quebrar não está no acordo. – Ouvi o barulho da carruagem se aproximar rapidamente de nós. Virei o rosto e vi que Paul parava a uma distância segura. Jacob caminhou comigo em seus braços e entramos na carruagem.

Durante todo o caminho, fazia carinho em meu rosto e ficava me olhando de forma atormentada para os meus olhos. Senti meu coração angustiado, por ver que estava sofrendo por minha culpa. Não havia forma de remediar o ocorrido, eu tinha que tentar me acalmar, mesmo sentindo fortes dores por todo o meu corpo.

Assim que chegamos, ele subiu comigo para os meus aposentos e pediu que Mary o ajudasse a cuidar de mim.

- Mary, tem água no quarto dela¿ Precisamos dar algum chá para a dor e precisamos cuidar dessa ferida na mão antes que piore. – Disse para ela enquanto me carregava pela escadaria.

O corredor estava escuro, o castelo estava sombrio, tive uma sensação estranha ao passar pelos corredores nos braços de Jacob.

Entramos no quarto e ele me levou direto para a casa de banho, enquanto Mary acendia as velas dos castiçais espalhados pelo quarto.

- Ainda dói muito¿ O que você está sentindo¿ - Perguntou franzindo o cenho, enquanto mantinha a face de aflição.

- Dor... Muita dor. – Sussurrei e ele me colocou de pé, ao lado da tina, enquanto Mary acendia as velas dentro da casa de banho.

- Mary, me ajude com ela. Precisa banhá-la antes de acomodá-la na cama. – Disse com o tom de voz tenso. Quando se afastou de mim, quase caí e rapidamente ele me segurou.

- Ajude-me a tirar as suas roupas. – Mary ordenou para ele, que arqueou as sobrancelhas, ele pareceu nervoso diante da situação.

- Como¿ Eu... Eu... Eu... – Gaguejou.

- Deixa de coisas, menino! Ela é sua esposa e mais cedo ou mais tarde verá o que tem debaixo das roupas. – Ela o repreendeu de forma severa, que por sua vez se dirigiu até nós e me segurou pela frente, apertando a minha cintura, enquanto ela abria os botões do meu vestido.

Jacob estava nervoso, seu corpo parecia trêmulo, olhava para o lado e demonstrava claramente que aquela situação era completamente incômoda para ele.

Mary começou desamarrar o meu espartilho e depois ergueu os meus braços para tirar o meu vestido, puxando-o pela cabeça.

Naquele momento, fiquei apenas de calças bufantes, a fina camisa que cobria apenas os meus seios, completamente nervosa e envergonhada por estar daquela forma na frente de Jacob.

- Coloque-a dentro da tina! – Mary ordenou e ele me pegou no colo, colocou-me dentro da tina e se afastou de nós.

Mary colocou lavanda na água e depois começou a me lavar. Tirou a parte de cima da roupa e começou a esfregar levemente as minhas costas. Depois desceu para lavar as minhas pernas. Limpou o sangue das minhas mãos, lavou o meu rosto e depois pediu que Jacob me ajudasse a levantar.

Senti minhas bochechas queimarem de vergonha, eu sabia que estava corada naquele momento. Cruzei os braços na frente dos seios e congelei quando ele me pegou no colo, tocando o meu corpo desnudo, molhado e vendo o que tinha por baixo de tantas roupas.

Ele estava tão constrangido quanto eu, mas precisava ajudar Mary a me tratar. Ficou sozinho comigo, segurando meu corpo, enquanto ela foi até o closet pegar calças e uma camisola para mim.

Não conseguíamos nos falar, muito menos nos encarar naquele momento tão constrangedor.

Em alguns momentos, observando pelo canto dos olhos, percebi que mesmo constrangido observava os meus pequenos seios, que mais pareciam duas pequenas peras branquinhas, apresentando apenas o bico rosado.

Senti que os bicos enrijeceram e fiquei ainda mais envergonhada com a situação. Sendo salva por Mary, que entrou nesse exato momento, para o nosso alívio.

Ela me colocou as calças e a camisola com a ajuda de Jacob, que me pegou em seus braços fortes e me levou para a minha cama.

- Ah, pequena! Olha o trabalho que nos dá. – Sussurrou acariciando a minha bochecha depois que me colocou na cama.

- Eu vou tomar um banho e volto para ver como está. Tudo bem¿ Pode sobreviver sem mim por alguns minutos¿ - Deu aquele sorriso lindo que eu tanto amava e senti meu coração acelerar.

- Promete que volta¿ - Perguntei manhosa olhando para ele.

- Prometo! – Tocou meus cabelos e fez um breve afago. – Deixa só eu me limpar para não sujar a sua cama. – Saiu do quarto e me deixou a sós com Mary,

- Mary, existe alguma erva que me faça parecer ter febre¿ Teria como algo me deixar mais quente e parecer doente¿ Sei que trouxe raízes e plantas da sua terra. De certo, há algo que me ajude agora. – Disse sem a menor vergonha do que pretendia fazer. Afinal, ele era o meu marido e tinha o direito de tê-lo ao meu lado.

- Você vai se passar por doente para ele dormir com você? Onde aprendeu isso, menina¿ - Perguntou arqueando as sobrancelhas.

- Foi só uma idéia que tive... Se eu parecer mal, ele não terá coragem de me deixar dormir sozinha. Então, vai me ajudar¿ - Perguntei observando o seu rosto.

- Tudo bem! Eu vou até a horta e já volto. Tenho que te dar o chá antes de ele voltar. Amarre isso na mão até eu voltar para tratar desse ferimento. – Me deu um pano branco e saiu. Fiz o que ela mandou e deitei de costas para cama, fiquei olhando para as sombras no teto do quarto, esperando que ela voltasse para colocar o meu plano absurdo em prática.

Estava quebrada, cheia de dor e cansada. Justamente por isso, sabia que ele não faria nada comigo naquela noite. Mas se ele se acostumasse a dormir comigo, quem sabe em algumas noites viesse a me desposar.

Depois de certo tempo, ela entrou no quarto e me deu o chá super amargo para beber.

- Ele é amargo e não é para os fins que precisamos. Mas também não vai te fazer mal. Apenas aumentar um pouco sua temperatura. – Mary disse para mim.

[vcs devem se perguntar que chá é esse. Sinceramente não sei! kkkk inventei isso agora e é apenas um chá indígena e pronto! kkkkk Sei que algumas, talvez a minha beta ou a Leticia tirem essa pergunta da cartola. kkkk ]

- Eu não quero nem saber para que isso serve. Se ele me deixar mais quente, já me dou por satisfeita. – Levei o copo à boca e o tomei de uma só vez, sentindo o amargo terrível enquanto engolia o líquido. Se fosse em outra ocasião, não teria feito aquilo. Mas precisava aproveitar o momento para mantê-lo perto de mim e qualquer sacrifício valeria a pena. Mesmo que no dia seguinte, passasse mal e colocasse tudo para fora.

- Espero que dê certo. – Mary riu e começou a colocar umas ervas em minha mão ferida. Choraminguei sentindo a minha pele arder e as lágrimas rolaram em meu rosto. Ele entrou nesse momento e ficou observando o meu choro enquanto ela amarrava o tecido em minha mão.

- Ai!

- A dor já vai passar, menina! HUM!! Acho que está ficando quente... Se ficar com febre será um problema... Alguém terá que passar a noite para controlar a sua temperatura. – Disse olhando para mim de forma expressiva e vi Jacob morder os lábios de forma nervosa.

- Eu fico com ela, Mary! Pode ir cuidar dos seus afazeres. – Ele disse e Mary se levantou.

- Farei uma sopa para ela beber. – Levantou-se, pegou o copo e caminhou para fora.

Jacob veio até a cama, sentou ao meu lado e ficou me olhando de forma pensativa. Como se procurasse o que dizer naquele momento.

- Ness, você não vai montar mais aquele demônio. – Disse de forma dura.

- Jacob... Eu... – Tentei falar e ele colocou o dedo em meus lábios.

- Isso não é um pedido... É uma ordem! – Arqueou a sobrancelha e me olhou de forma dura. Senti meu coração apertar, as lágrimas rapidamente se formaram no canto dos meus olhos e não consegui contê-las. Quando percebi, já estava chorando, sentindo a mágoa pela forma como me tratou.

- Está certo, Milord! – Respondi magoada, abaixei a cabeça e senti sua mão levantar o meu rosto de forma gentil.

- Ness, olha para mim. Eu só quero o seu bem, pequena. Eu não acho que aquele cavalo seja apropriado para você. Não quero que se machuque e por isso tenho que ser duro.

- Tudo bem, Milord! – Revirei os meus olhos e desviei o olhar do seu, sentindo as lágrimas descendo em meu rosto.

- Ness, para de chorar... Por favor! Odeio vê-la chorar. – Ele se deitou na cama ao meu lado e me puxou para o seu corpo, abraçando-me de forma gentil. – Desculpe-me, vai! – Pediu beijando o topo da minha cabeça.

- Tudo bem, Jacob. – Respondi ainda magoada.

- Essa é a minha menina. – Começou a acariciar as minhas costas enquanto me abraçava. Depois passou os seus afagos para a minha cabeça e acabei dormindo.

----- xxx ------

Quando acordei, meus pais, Lord Billy, Jacob e Rachael me observavam de forma curiosa.

Tentei virar o meu corpo, senti uma dor terrível nas costas e gemi.

-AIII!

- Filha, o que você arrumou¿ - Minha mãe sentou-se ao meu lado e começou a me acariciar.

- Estou bem, mãe! Só um pouco dolorida.

- Você teve febre ontem o dia inteiro, durante a noite e hoje ainda continua febril. – Senti remorso por causar preocupação em minha família quando sabia que era apenas o efeito do chá.

- Já disse que estou bem, mãe! Não precisava que viesse... Vocês fazem um barulho danado por nada. Só caí do cavalo e machuquei a mão. A febre, certamente, é por causa do ferimento da mão. Passará brevemente. – Disse com compaixão vendo a sua preocupação.

- Tudo bem! Mas seu pai e eu só iremos embora quando essa febre ceder. – Respondeu.

- Vocês são bem-vindos ao nosso castelo; pedirei para Mary providenciar as acomodações para vocês. – Disse Lord Billy.

- Obrigada, Milord! – Minha mãe disse agradecida.

Olhei para Jacob e percebi o seu abatimento. Pensei naquele momento que de certo não havia dormindo, velando o meu sono durante a noite. Eu sabia que precisava continuar com a farsa se o quisesse perto de mim.

Cinco dias se passaram e meus pais foram embora, certos de que eu estava melhorando. E mesmo não tomando mais o chá para parecer febril, continuava a fazer manha para manter Jacob ao meu lado. Assim, eu o tive todas aquelas noites, dormindo abraçada com ele, sentindo o seu cheiro forte que me inebriava, tocando o seu peitoral forte e sentindo o seu carinho por mim.

Durante as noites, percebi que as coisas não eram tão fáceis para ele. Geralmente, acordava gritando de pesadelos e chorava angustiado. E mesmo pedindo para se abrir, mantinha-se dentro da sua concha e não falava sobre os pesadelos. Contudo, pelos sussurros e coisas que falava, supunha que eram todos com Caroline, o seu amor perdido, e ficava muito triste e chateada com aquilo. Totalmente sem ação diante da sua dor e desespero.

Numa dessas noites, resolve tomar a iniciativa e partir para cima. Sabendo que se ficasse me fazendo de donzela indefesa e doente, não conseguiria nada dele. Então após ma banhar com a ajuda de Mary, passei o perfume que havia ganhado de minha mãe, penteei os cabelos e fui para cama esperá-lo.

Jacob, como sempre, entrou no quarto todo preocupado. Deitou-se ao meu lado e me perguntou se eu sentia algo. Então resolvi colocar o meu plano em ação e fiz o que Mary me aconselhou.

Segundo ela, os homens eram sensíveis aos toques e seu eu começasse a tocar o seu corpo, começasse a estimulá-lo, certamente ele não conseguiria resistir.

Ele estava deitado me olhando e comecei o meu plano.

- Eu estou sentindo uma coisa. – Sussurrei manhosa fazendo beicinho para ele.

- O que foi¿ Ainda está com dor¿ A febre voltou¿ - Passou a mão em meu rosto e ficou me olhando de forma preocupada.

- Somente saudade de você. – Aproximei meu corpo de dele, colando meus seios ao seu peitoral, passei a mão em seu peito de forma carinhosa e comecei a descer até a barriga. – Muita saudade. –Eu o olhava de forma intensa e apaixonada, derretendo-me completamente por ele.

- Ness, por favor... – Disse nervoso e se levantou da cama, caminhou rápido em direção a porta. Não tive muito tempo para pensar. Por isso, pulei da cama e corri atrás dele, abraçando o por trás.

- Jacob... – Sussurrei e ele soltou meus braços, depois se virou para mim.

- Ness, não faz assim... – Ele hesitou por um momento, olhando para mim com a luxúria estampada em seu rosto. - Eu não quero te machucar.

- Jacob, eu quero que faça o que quiser comigo... Eu sou sua. – Estiquei os meus pés o máximo que pude e colei meus lábios nos seus. Senti sua boca quente sobre a minha, depois seus braços pressionando os meus e me afastando.

- Não! Por favor... Não – Implorou olhando me atormentado.

- Eu quero ser sua, Jacob... Eu já sou sua.

Jacob segurou o meu rosto com as duas mãos, aproximou lentamente o seu rosto do meu e colou nossos lábios. Começou então a mover os lábios lentamente sobre os meus, de forma gentil, carinhosa e absolutamente gostosa. Meu corpo começou a queimar, fazendo-me a colar o meu corpo no seu e o abraçar.

O beijou começou a se intensificar e os seus movimentos ficaram mais urgentes. Então aconteceu uma coisa absolutamente estranha e inesperada, fazendo o meu corpo inteiro arder com aquela gostosa sensação.

Ele inclinou a minha boca e senti o toque quente da sua língua na minha. Movendo-a de forma lenta e gostosa, proporcionando-me um prazer que nunca poderia pensar existir.

Seu gosto era de menta, seus movimentos sinuosos começaram lentos e depois começaram a ficar mais urgentes. Senti os seus braços me apertarem forte, suas mãos percorrerem os meus cabelos, seu corpo ficar mais quente, suas mãos foram descendo pelas minhas costas e começaram a fazer carinhos.

Sua mão deslizou pela lateral do meu corpo e a senti passar por dentro da minha camisola, pressionando a minha pele de forma carinhosa enquanto sua língua buscava cada canto da minha boca, deixando-me totalmente entorpecida.

Senti sua mão tocar o meu seio e cariciar o meu bico. Naquele momento, uma leve umidade se formou em minha sensualidade, senti meu corpo gritar de tanto prazer com aqueles movimentos gostosos que os seus dedos faziam em meu pequeno bico.

Jacob interrompeu o beijo e me levou para a mesa, pondo-me sentada.

Observei a penumbra do quarto, iluminado por apenas algumas velas, olhei para o seu rosto e vi a paixão estampada em sua face. Soube naquele momento que ele também me queria e não teria medo ou vergonha de me entregar.

Sentei na mesa conforme me colocou, ele abriu as minhas pernas e se colocou entre elas e voltou a me beijar de forma avassaladora.

Uma nova coisa estranha aconteceu e para mim foi algo inigualável, quando senti algo duro roçando em minha sexualidade. Um prazer novo tomou conta do meu corpo, enquanto sentia o gosto da sua língua movendo-se sobre a minha, de forma desesperada e o prazer que suas mãos me proporcionavam acariciando o meu corpo era imensurável.

De repente, Jacob se afastou de mim assustado, colocou as mãos na cabeça e ficou completamente transtornado.

- OH Não! Não! O que eu estou fazendo¿ O quê¿ Você é apenas uma criança... – Jacob começou a andar nervoso pelo quarto.

- Jacob, eu preciso de você... Preciso muito... Por favor. – Já sentia as lágrimas queimando em meus olhos, meu coração apertar e a dor voltar de forma dura.

- Não, Ness! Chega! – Saiu do quarto correndo e eu fiquei ali, chorando nervosa, com meu corpo em brasa. Não compreendia do que queria me proteger, eu não queria ser protegida, apenas ser amada.

Deitei na cama e depois de me acalmar, percebi que havia vencido a minha primeira batalha.

Por mais estranho que parecesse, por mais decepcionada que estivesse, sabia que ele me queria tanto quanto eu e que me negar era apenas uma desculpa. Mais cedo ou mais tarde me tomaria como sua mulher.

Seus olhos exalavam luxúria e não havia como negar que também me desejava. Aquilo me fez feliz, mesmo não conseguindo o meu intento por completo.

Fiquei deitada na cama, olhando a penumbra da noite escura, pequenas sombras se formavam nas paredes do meu aposento e minha mente imaginava que cada uma era um fantasma que estava a me perseguir.

Dormi pensando no que faria no dia seguinte e resolvi que abandonaria a minha cama, e continuaria as investidas para conquistar o meu marido.

------ xxx ------

Acordei ainda entorpecida com as lembranças da noite anterior. Sorri feliz e coloquei os dedos sobre a minha boca. Fiquei um tempo deitada no quarto totalmente escuro, até que Claire apareceu para me ajudar.

Levantei, tomei meu banho, fiz a minha higiene, coloquei as roupas e depois comi o desjejum que ela havia levado para o quarto.

Saí do quarto correndo, louca para ver a luz do dia, senti o cheiro da grama, a beleza da natureza, o som dos pequenos animais, o latido do cachorro, o relincho dos cavalos entre outras coisas. Mas o que me impulsionava a correr como uma louca para a cocheira era a vontade de ver o “meu Jacob”.

Precisava olhar para ele e tentar decifrar o que estava sentindo. Falar sobre o que havia acontecido e remover o remorso de sua mente.

Corri pelos arbustos e pátios do castelo até chegar à cocheira. Mas para a minha desilusão, ele não estava lá e resolvi pegar Princesa e ir ao seu encontro.

- Jacob, não gosta que cavalgue sozinha fora dos muros do castelo. – Seth disse quando me viu montando em Princesa.

- Eu só vou passear um pouco e se tiver sorte, encontrarei com ele no caminho, meu amigo. – Respondi e comecei a correr com Princesa até o portão do castelo, atravessei a ponte e galopei em direção à floresta.

Quando cheguei perto da trilha que levava ao rio, desci de Princesa, amarrei-a em uma árvore e resolvi seguir a pé para fazer-lhe uma surpresa.

Caminhei pela trilha e quando cheguei próximo, avistei-o de longe com uma mulher.

Naquele momento, senti meu corpo congelar, doer, meu coração acelerou, não conseguia respirar ou me mover. Meus olhos se encheram de lágrimas ao vê-lo conversando com uma linda jovem que caminhava em sua direção, enquanto ele balbuciava algo que não podia entender.

Meu único instinto foi de correr e fugir depois que saí daquele transe.

Comecei a correr em direção à Princesa chorando de forma desesperada. Com meu coração completamente partido depois do que havia acontecido. Minhas esperanças, que outrora me apontavam para um entendimento, naquele momento estavam desfeitas. A dor da traição era algo tão profunda que pensei que fosse morrer.

- AHHH!! ÃN ÃNN ÃNN ÃNN Jacob... Por quê¿ Jacob...ãnnn... ãnnn...Jacob...

Galopei muito rápido de volta para o castelo, cheguei à cocheira totalmente destruída pelo que havia acontecido e Seth me interpelou.

- Ness! O que aconteceu¿ Alguém te fez mal¿ - Perguntou preocupado, enquanto se dirigia até mim com Sam, Paul e Jared.

- DEIXA-ME! DEIXA-ME!! EU NÃO QUERO FALAR COM NINGUÉM! - Duque se jogou sobre mim, derrubou-me no chão e lambeu o meu rosto fazendo festa.

- OH, me amor, mamãe agora não está bem... Depois brinco com você. – Afastei-me do cachorro, peguei a rédea de Princesa e a levei para a sua baia, com o coração completamente despedaçado.

Entrei na baia e tirei a sela de Princesa, sentei no canto, abracei as pernas e coloquei a cabeça no joelho. Comecei a chorar sentindo a dor apertando o meu coração, com as minhas esperanças jogadas no lixo por aquela traição.

- Ness, o que aconteceu¿ - Seth se sentou ao meu lado e perguntou baixinho.

- Eu o vi com uma mulher... Ele estava com a mulher misteriosa que todos tentam esconder de mim... ãnn ãnn ãnnn ãnnn

- Ness, não pense assim! Jacob jamais voltaria com Caroline.

- Como não¿ E o que fazia se encontrando escondido com ela¿ Quanto tempo está fazendo isso¿ Não, Seth! Não suporto essa dor...ãnm ãmmãmm dói muito.

- Ness, Jacob sofreu muito quando Caroline o abandonou. Quando chegamos aqui, eles se conheceram no vilarejo próximo ao castelo. Caroline ficava cercando, observando como uma cobra e o seduzindo pouco a pouco. Os dois passaram a se encontrar escondido e trocar carícias, que evoluíram para beijos ardentes. Em pouco tempo, estavam se deitando juntos. Ele a trazia para o estábulo, e os dois passavam horas na baia que hoje é de Nefasto. Ela o usou o quanto quis e um belo dia, marcou um encontro, para dizer que iria se casar com um homem de título e posses. Não se contentou em apenas acabar o romance. Mas também humilhou Jacob, chamando-o de selvagem e dizendo que tinha vergonha dele. – Seth começou a história e fazia pequenas pausa. – Ela o humilhou ao extremo e quando me lembro de como ele voltou e ficou, tenho vontade de esganar aquela diaba.

- Mais um motivo para ele ficar longe dela, Seth.

- Ness, Jacob não tinha mais vida, sofreu tudo o que podia e não podia, brigou com o pai e todos que tentaram lhe abrir a mente. Mas quando ele te conheceu, tudo mudou e ele voltou a sorrir. Você passou a ser o seu Sol particular... Ele me falou isso, Ness... ele está começando a gostar de você, menina. Não desiste agora! Seja forte, Ness!

- Está doendo muito, Seth! Deixa eu ficar sozinha, por favor. – Fiquei um bom tempo chorando muito com a dor que assolava o meu coração, quando senti uma mão tocar o meu rosto de forma carinhosa. E a voz rouca que tanto amava sussurrar em meu ouvido enquanto me acariciava.

- Ness, meu bem, olha para mim! Eu nunca quis te magoar! Nunca quis te magoar, minha pequena. Sempre te disse para não se apaixonar por mim.

- Eu quero ficar sozinha, Jacob. Por favor, me deixa em paz!

- Ness, por favor olha para mim! Eu não tenho nada com ela... Nada... – Ele tentou me abraçar e eu o afastei.

- Não toca em mim! Eu estou com nojo de você! Nojo!!! Como ousa tocar em mim depois de se sujar com aquela porca¿ Como¿ De hoje em diante você pode se deitar com quem quiser! Eu não ligo!

- Ness, tenta me ouvir, por favor!

- NÃO! NÃO! MILORD!

Corri dali e o deixei para trás. Vi que Nefasto estava no pasto e corri para ele. Olhei brevemente para o cavalo e o montei.

Saí galopando rapidamente até chegar no portão da muralha e fugi do castelo com ele. Ouvi os cavalos vindo atrás de nós e acelerei ainda mais.

- IAHHH! IAHHHH! VAMOS, NEFASTO!! IAHHHH

Depois de galopar por muito tempo, resolvi parar com Nefasto e ouvi os cavalos se aproximando de nós. Decidi voltar para o castelo, dando uma rasteira em meus perseguidores, montei novamente em Nefasto e galopei na direção deles, passando por eles de forma rápida, sem dar chances de me seguirem.

Enquanto galopava de volta, ouvi os cavalos se aproximando de nós.

Entrei no castelo e conduzi o cavalo de volta para a cocheira e quando cheguei, Sam, Paul e Jared riam de suas apostas.

- Eu não disse que ela ganhava deles¿ - Paul perguntou para os outros.

- Ela é danada mesmo. Aqui está o seu ouro. – Disse Sam bufando.

- Toma! Faça bom proveito... Nunca mais aposto contra ela. – Resmungou Jared.

- Apostando¿ Vocês não existem! Levem Nefasto para a baia dele, disse ao descer do cavalo e o entregar para Sam.

- Desculpe, pequena. – Paul disse rindo.

- Continua fazendo gracinha, que conto para Lord Billy que você e Rachael andam se encontrando. – Disse para ele e dei as costas andando rápido de volta para o castelo, cruzando com Jacob e Seth voltando da sua perseguição a mim. Olhei friamente para Jacob e dei as costas para ir para o castelo.

Entrei correndo e fui para os meus aposentos, corri para a casa de banho e comecei a chorar como criança enquanto tirava as minhas roupas.

- O que aconteceu, menina¿ - Mary perguntou ao entrar no recinto.

- Jacob está com aquela porca novamente... Aquela cortesã. – Disse chorando.

- Me deixa tirar esse espartilho¿ Vem cá! – Chamou-me e virei de costas para ela tirar a minha roupa.

- Eu não consigo nem olhar para ele... Estou com tanta raiva... Tanto nojo... Como ele pôde¿ - Não sabia se estava com mais raiva, indignação ou dor por saber que ele me preteria para se deitar com uma vadia porca que o havia rejeitado. Aquilo era mais do que conseguiria suportar.

- Você precisa ser forte. Desde o início sabia disso. – Disse com tom de pesar.

- Está doendo muito, Mary. Mais do que eu poderia suportar. – Disse para ela sentindo as lágrimas se formando novamente em meus olhos.

- Tente não pensar nisso... Você viu ele se deitar com ela¿ - Perguntou intrigada.

- Não! Pareciam discutir... Mas o que isso importa agora¿ Eu não quero mais saber dele.

- Não seja teimosa e tente se acalmar. Você está muito nervosa, menina.

- Tentarei, Mary... Tentarei.

A nossa ceia foi constrangedora e Lord Billy e Rachael pareciam perceber que havia lago errado comigo. E a todo instante me questionavam sobre o meu estranho comportamento.

Jacob por seu lado, acariciou a minha mão por debaixo da mesa e eu a puxei com raiva. Não querendo sentir seu toque, sua aproximação, cheiro ou qualquer coisa que viesse dele naquele momento.

O tempo inteiro me olhava consternado, mas eu sempre desviava o meu olhar tentava parecer indiferente a ele.

Aquela noite, tranquei meu quarto e não atendi o seu chamado. E no dia seguinte, fiz o mesmo, sempre me mostrando fria e indiferente a qualquer assunto que se referisse a ele.

Jacob tentava se aproximar e eu me esquivava, evitando até mesmo ir até a cocheira para não ter que encontrá-lo.

Passei a fazer as minhas refeições no quarto, alegando indisposição e assim o nosso contato era o mínimo possível.

Duas semanas se passaram, e já não aguentava mais aquele tédio de ficar dentro do castelo para evitar Jacob. Então Rachael me convidou para ir até o vilarejo, alegando que precisaria fazer vestidos com a costureira, a única da região por sinal. Assim me arrastou com ela para o nosso “passeio” e saí do castelo depois de quase dois meses de casada.

Seguimos viagem com Paul, que não se cansava de cortejar Rachael, até mesmo dando beijos em minha frente, e depois de duas horas chegamos ao tal vilarejo.

Parecia uma pequena cidade, bem menor do que a Londres que conhecia, mas um pouco mais evoluída do que os vilarejos que eu conhecia. Havia uma pequena feira ao ar livre, um bar daqueles que somente homens são aceitos, uma pequena hospedaria e algumas lojas, além dos poucos casebres.




Seguimos até a casa da costureira, fomos recebida por uma jovem muito bonita, com cabelos loiros, grandes olhos azuis e uma face de anjo, trajando um longo vestido cinza com muitos babados.

- Bom dia! Milady Margareth está¿- Rachael perguntou e a moça assentiu com a cabeça.

- Ela está atendendo uma jovem. Mas podem entrar e esperar aqui na sala de visitas. – Disse nos conduzindo até a sala.

Fiquei observando aquela decoração diferente de tudo o que já havia visto, em tons de branco com vermelho, muitos bibelôs, quadros enfeitando as paredes, ao invés de castiçais, havia pequenas luminárias, coisa que só havia visto na casa da Duquesa de Cambridge. De repente, fui despertada da minha análise pela voz da moça e da costureira.

- Caroline, seus vestidos ficarão prontos em breve. As medidas já estão prontas e assim que terminar os seus vestidos eu mando chamá-la. – Eu parei para observar a moça alta, cabelos negros, pele branca, boca pequena e desenhada, um nariz reto, grandes olhos negros, longos cílios formando um rosto lindo e perfeito. Seu corpo era voluptuoso, grandes seios, uma cintura muito fina e braços longos.

A moça se virou para nos olhar e começou a me analisar dos pés a cabeça. Senti meu estômago revirar, uma vontade louca de avançar no pescoço dela enquanto me olhava.

- Rachael! – Ela cumprimentou com sorriso irônico e olhar debochado.

- Caroline, que bons ventos a trazem de volta¿ Pensei que já havia se casado. – Rachael disse debochando da outra.

- Estou terminando o meu enxoval e muitas coisas vieram da França. Por isso, a demora, mas caso em dois meses. – Disse com olhar vitorioso.

- Essa é a esposa do meu irmão, a condessa Renesmee. – Disse apontando para mim e deu um sorriso para a outra.

- Essa é a famosa condessa¿ - Virou os olhos e torceu a boca enquanto me analisava.

- Linda! Não¿ - Rachael debochou.

- Para quem gosta de criança... – Riu olhando para mim.

- Melhor gostar de criança do que de cortesãs porcas, não¿ Porque para se deitar com um homem no meio dos estrumes dos cavalos só pode ser uma porca safada. – Disse arqueando a sobrancelha e a mulher ficou mais branca do que cera. Desviou o olhar, despediu-se da mulher e saiu pisando duro.

- Bem, Margareth, mande me avisar quando meus vestidos ficarem prontos.

Fiquei com Rachael por um bom tempo na casa da costureira. Meu sangue fervia ao pensar na ousadia da porca me chamando de criança. Queria ter ensinado uma boa lição para ela, contudo sabia que não seria de bom tom brigar com ela ali. Eu teria outra oportunidade para devolver o desaforo.

Saímos da costureira e fomos nos alimentar na hospedaria. E para o meu desgosto, Caroline estava lá com uma jovem, sentada em uma mesa próxima a nossa e nos encarando de forma debochada.

Meu sangue cada vez mais fervia, sentia vontade de esmurrar a cara da vadia e tentava me controlar.

Não consegui comer nada e quando saímos, Rachael percebendo o meu nervosismo tentou conversar. Mas eu pedi que me deixasse quieta, por saber que despejaria nela toda a raiva que sentia.

Tivemos uma viagem longa para o castelo e assim que descemos da carruagem, corri para dentro e encontrei Jacob, Lord Billy e Mary falando algo.

Todos me olharam espantados com a minha expressão de pavor e raiva.

- Ness! O que houve¿ Por que está assim¿ - Mary me perguntou espantada.

- Nada! Nada! Deixa-me e paz! Corri em direção à escadaria e ouvi quando Rachael contou o motivo do meu estado descontrolado.

- Por que ela está assim¿ O que aconteceu¿ - Lord Billy perguntou a ela.

- Encontramos com Caroline e não foi nada amistoso. – Não queria ouvir o relato, por isso corri pelas escadas, alcançando o corredor escuro, entrei pela porta do meu aposento, bati a porta com força e depois cai de joelhos.

Sentia as lágrimas rolando pelo meu rosto, um buraco se abrindo em meu coração, a humilhação tirando completamente o meu controle, a rejeição castigando me de forma tão implacável. Quis morrer e matar naquele momento, quando ouvi a porta se abrir.

- Ness, precisamos conversar. – Ele disse com aquela voz rouca e sensual que me tirava completamente o ar. Não queria encará-lo, não queria que visse a minha dor, que percebesse como me sentia humilhada, traída e rejeitada. Queria distância dele... era daquilo que precisava para me recuperar

- Vai embora!

- Não!

- VAI EMBORA! SAI! ME DEIXA EM PAZ! EU NÃO QUERO OLHAR PARA VOCÊ – Gritei com raiva.

- Ness, não podemos viver desse jeito. Não dá para continuar assim. Sabe que nunca quis te magoar, mas também nunca te prometi o meu amor. Vamos tentar conversar,pequena. – Tentava parecer calmo.


-Não há nada que eu possa querer conversar com você, Milord! Nada! Eu não me importo com a sua vida. Se deita com uma porca cortesan é problema seu. Estou cansada disso tudo...Agora sai daqui. – Disse exaltada

- Você está nervosa e não está pensando direito, pequena.

- NÃO ME CHAME DE PEQUENA! NUNCA MAIS! FAÇA O QUE QUISE DA SUA VIDA E EU FAREI O QUE QUERO DA MINHA! DEITE SE COM SUA PORCA, SUJE SE COM A MULHER QUE TE ABANDONOU E TE HUMILHOU, MILORD! EU NÃO ME IMPORTA MAIS!!! VOCÊ NÃO ME QUER! NÃO PRECISA ME EXPLICAR NADA! NADA!!! EU DAREI A OUTRO O QUE VOCÊ REJEITA E SEREI FELIZ A MINHA MANEIRA, MILORD!!! ISSO É UMA PROMESSA! AGORA, SAIA! SAIA! EU NÃO QUERO MAIS TE VER!!! SAIAA! ÃNNNÃNNNÃNÃN, MÃE!!! ÃNÃNÃNNN – Chorei muito, me sentindo completamente humilhada e perseguida pelo fantasma da mulher que destruiu a vida do meu marido. Jacob se ajoelhou atrás de mim, abraçou-me por trás, beijou a minha cabeça e ficou fazendo carinho até eu me acalmar.

- Eu não tive nada com ela, Ness... Eu juro... Oh, minha pequena, me perdoa. – Pegou-me no colo e me levou para a cama. Deitou-me e ficou fazendo carícias em meu rosto até eu me acalmar e parar de chorar.


---xxx----


N:Glaucia Amores, gostaram do cap? Acham que merece o PVO do Jacob? Farei a visão dele para vcs terem a noção de como ele se sentiu quando a viu nua e quando a beijou.Deixa eu fazer um breve comentário sobre camisa... Eu tive dúvida em como colocar isso no cap e a Valeria até marcou para eu pesquisar. Então colocarei uma breve descreição que achei em uma pesquisa.



[NOTA DA VALÉRIA: Eu não sei vocês, mas eu já estou vendo um progresso nessa relação. O Jacob já a viu nua e pôde perceber que ela não nenhuma criança, já a desejou. Isso é um grande passo. Ai, mal posso esperar para que a primeira vez deles aconteça.]




n/h: todebocaabertaaqui.... esse cap teve tudo:briga,cenas hot,vergonha,armação,rebeldia,desprezo,raiva,desejos.....tudoOOOKkkk..Esse chá? Kkkk de sei la o que, fez efeito...odksokdoskdoksokd... e esse banho ? aff ele ficou nervoso?Olha so a Ness pondo as garras de fora, armou e ele quase caiu, GENTE UM LEMOM HOT QUASE PERFEITO...Não xinguem ele..tadinho ta confuso! Fala serio Glaucia adorei a mesa...skodkoskdoskdok....agora desgraçou tudo ela flagrou ele e ainda encontrou a imunda...que raiva!!! GLAUCIA CONCERTA ISSO JÁ, TAVA CAMINHANDO TUDO CERTO E VOCÊ FEZ ISSO MULHER?... meninas gostaram da pegada?...querem mais?...To tentando aumentar essa fic(piscando olho)...mas ta osso duroOO(fazendo bico)....bjs

sábado, 11 de setembro de 2010









PVO Especial Jacob – Pequena travessa


Sentado aqui na beira desta cama, paro para analisar tudo o que me aconteceu e me sinto estranho, sem entender direito o que se passa comigo.

A minha vida até um mês era vazia, sem sentido e vivia corroído por uma dor tão grande que às vezes imaginava qual o sentido de eu viver. Cheguei muitas vezes a pensar em tirar a minha vida.

Eu era feliz. De fato muito feliz, mas de uma hora para outra minha vida desmoronou e fiquei totalmente perdido e sem chão. Sem um rumo a seguir nesses caminhos tortuosos do coração.

Há poucos mais de sete meses, após a nossa chegada a Reading, eu conheci a criatura que foi o meu refúgio, que acalmou meu coração, que me deu prazer físico e amor... Muito amor.

Caroline era o tipo de mulher meiga e delicada, mas por trás do sorriso angelical, possuía um fogo e uma volúpia que conheci nas primeiras semanas de encontros.

Tínhamos encontros furtivos na floresta, às vezes na aldeia e muitos na cocheira do meu castelo, onde foi por sinal, que tivemos a nossa primeira vez, no meio da palhoça que colocávamos em uma das baias.

Eu era louco por ela e daria minha vida, o amor, coração, toda a minha fortuna e até mesmo a minha alma se fosse preciso para vê-la feliz. Ela ao meu lado, com toda certeza, desfrutou de momentos intensos de prazer, desfrutou dos meus beijos e do meu corpo o quando quis.

Um belo dia, um dos piores da minha vida, porque tive tantos dias ruins que é até difícil classificar o pior. O fato real foi que, naquele dia fatídico, ela destruiu o meu coração sem piedade e roubou a minha alma.

Marcamos um encontro na floresta, próximo ao rio como de costume, ela estava lá cheia de pompa, com olhar frio, um jeito estranho que me deixou tenso de imediato. Quando tentei tocá-la, ela se afastou de mim.

Quis saber o que tinha, ela disse o real motivo daquele encontro, destruindo-me de forma cruel, nunca esperei que pudesse ver e ouvir dela tudo aquilo.

FLASH BACK ON

- Jacob, eu pretendo ir direto ao ponto. Não quero que me interprete mal. Mas o que temos acaba hoje e agora. Não nos veremos mais e peço que não envie mensageiros com recados.

- Por que Caroline¿ O que aconteceu¿ O que mudou entre nós para me tratar de forma tão fria¿

- Jacob, irei me casar com um duque. Já marcamos compromisso e ele está me cortejando. E se desconfiar que tenho algum tipo de relação com uma “espécie” como você, ele me rejeitrá e estarei arruinada. Pode entender isso¿ O que vivemos foi bom enquanto durou. Foi proveitoso para nós dois. Mas sabemos que não há futuro... Você sempre soube disso.

- Calma aí! O que está falando¿ Eu sempre soube do quê¿ Você se entregou para mim! Droga, Caroline!

- Jacob, você é um mestiço “selvagem” como dizem e não posso me relacionar com um tipo como você. Vamos convir que isso é no mínimo estranho. Meus pais morreriam e a sociedade me rechaçaria se soubesse da nossa ligação. Divertimos-nos e aproveitamos tudo o que podíamos, mas agora, meu querido, acabou. Não quero que entenda nada e nem procure fazer conjecturas sobre as minhas ações. Só aceite o fato e saia da minha vida. E se algum dia passar pela minha cabeça de me deitar com você novamente, pode ter certeza que e o procurarei. Por hora, o nosso caso está encerrado.

- O QUÊ¿ VOCÊ ME DIZ ESSAS COISAS E ME DÁ AS COSTAS¿ OLHA PARA MIM!

- SOLTE-ME, SEU SELVAGEM! VOCÊ NÃO É DIGNO DE SEQUER OLHAR PARA MIM! SOLTE-ME OU MANDO TE INFORCAR POR TER ME SEDUZIDO!

FLASH BACK OFF


Aquelas palavras foram duras e me atingiram no peito como adaga, ferindo a minha carne de forma mais implacável e cruel possível.

Caroline se foi e caí de joelhos à margem do rio, completamente arrasado, sem sentido, sem vida, sem alma... Sem esperanças.

Por meses eu sofri e vivi o meu inferno particular. Nada fazia sentido, o meu sol havia se escondido atrás das nuvens e as minhas noites eram sombrias sem uma lua para me iluminar.

Tinha e hoje posso dizer que ainda tenho pesadelos terríveis, mas com menos frequência. As suas últimas palavras ecoam a todo instante em meus ouvidos, deixando-me completamente humilhado e despedaçado.

“Jacob, você é um mestiço “selvagem” como dizem e não posso me relacionar com um tipo como você. Vamos convir que isso é no mínimo estranho. Meus pais morreriam e a sociedade me rechaçaria se soubesse da nossa ligação. Divertimos-nos e aproveitamos tudo o que podíamos, mas agora meu querido acabou. Não quero que entenda nada e nem procure fazer conjecturas sobre as minhas ações. Só aceite o fato e saia da minha vida. E se algum dia passar pela minha cabeça de me deitar com você novamente, pode ter certeza que e o procurarei. Por hora o nosso caso está encerrado.”

Posso ver os seus lábios trêmulos, os seus olhos com ira, suas mãos nervosas enquanto gesticulava cada palavra e acordo gritando durante a noite... Muitas e muitas noites de tormenta que tive.

Meu pai vendo todo aquele desespero, vendo o filho varão se acabando de amor e rejeição por uma riquinha mimada e sem coração, resolveu me casar e começou a procurar nas redondezas moças de beleza e nome para que pudesse dar o troco a Caroline e ao mesmo tempo tentar me ver feliz novamente.

Eu tinha esperanças de que eu voltasse a viver novamente e minha vida virou um verdadeiro inferno.

Tivemos muitas brigas, cheguei a pegar o meu cavalo e sumir por alguns dias. Mas depois resolvi voltar, vendo como estava sendo injusto com meu pai, eu sabendo que ele precisava de mim ao seu lado.

Depois de cinco meses, meu pai achou a noiva que considerava ideal e a ganhou em uma barganha que eu desaprovei desde o início.

O pior de tudo foi conhecer a pretendente e constatar que se tratava de uma criança que provavelmente estava na menarca e não sabia nada sobre a vida. Fiquei desesperado ao pensar em desposar uma menina tão pequena e frágil. Percebi que ela tinha a língua afiada, que não tinha medo de falar o que pensava e que era corajosa o suficiente para se negar a mim quando casada. Então, mesmo contrariado, aceitei o casamento para evitar ainda mais brigas com meu pai. Afinal, já estava cansado de tantas discussões que não me levavam a lugar algum. Eu sabia que ele só queria o meu bem no final das contas.

Depois de oficializado o compromisso, em um período próximo a um mês, nós casamos de forma rápida. Meu pai tinha tanta pressa, que resolveu abrir mão do dote e arcar com todas as despesas necessárias, já que o pai da noiva tinha nome e não dinheiro para ostentar tanto orgulho.

Oh, família antipática e cheia de preconceitos! Tive que me fazer de forte e educado para não ser deselegante e não desonrar a minha família. Mas no fundo, bem lá no fundo, a vontade que tinha era falar umas boas verdades para aquele povo com o nariz em pé.

A noiva, uma menina linda que mais parecia uma boneca, nas poucas vezes em que a vi, duas para ser mais exato, parecia travessa e com a língua afiada, deixando sua mãe quase à beira de um ataque e o pai morto de vergonha com as coisas que falava.

Seus olhos verdes me hipnotizavam e, às vezes, tinha que não encará-la para não me perder naquele olhar, que me observava com certa curiosidade. Talvez pela minha cor ou quem sabe pelo meu jeito sério. O fato era que me olhava de forma intrigante e me deixava completamente constrangido diante daquela situação.

Eu estava disposto a casar, mas de forma alguma me passava pela cabeça abusar de uma flor tão delicada, tão meiga que parecia tender a quebrar a qualquer toque. E se um dia, quem sabe, tivesse que desposá-la, seria em um futuro bem distante. Afinal, não era um pervertido para abusar e satisfazer as minhas necessidades com uma criança, que poderia ser minha irmã; por isso, consumar o casamento seria algo que esperaria muito tempo. Quem sabe anos, quando ela fosse uma mulher capaz de aguentar um homem como eu.

O casamento ocorreu e quando fomos embora, tive um instinto protetor que nunca me acometeu antes. Tomando aquela pequena criatura nos braços, enquanto dormia na viagem, assim pude observar melhor os traços finos e delicados de seu rosto de boneca.

Devo confessar que nunca vi criatura mais linda e nem Caroline, no auge do seu esplendor, se compararia aquele rosto perfeito e delicado. Pensei comigo como ela ficaria ainda mais bonita com o passar dos anos. E quem sabe eu conseguisse amá-la como merecia.

Em meus braços, senti o seu perfume, toquei os seus cabelos e os seus lábios delicados. Aconcheguei-a em meu colo e quando chegamos, quis levá-la pessoalmente para o quarto. Mas como disse que podia ir andando e eu ainda estava no meu estado de hipnose, achei mais apropriado não ir vê-la. Não queria cometer um desatino e abusar da pequena criança.

Dei-me conta naquele momento que o meu casamento era um erro. Mas não tinha como voltar atrás sem desonrá-la diante da sociedade. Sabia que seria humilhada se fosse devolvida pelo marido logo após o casamento. Estava perdido e tinha que encontrar uma forma de fazer as coisas suavesmente e não magoá-la.

Fui para o meu antigo quarto, troquei de roupa e me deitei, pensando em como Caroline reagiria quando soubesse que eu havia casado com uma condessa ainda mais linda do que ela. Imaginando a face raivosa e as coisas que quebraria quando recebesse a notícia em sua casa em Londres. Porque estava com os pais na maior cidade preparando o seu enxoval de casamento.

Tive um impulso de ir ver se ela dormia bem. Depois muitas horas, saí do meu quarto na escuridão da noite, apenas com uma vela e fui até o seu quarto. Entrei sorrateiramente, tentando fazer o mínimo de barulho possível, e a vi deitada sobre a cama, com uma linda camisola branca, os cabelos soltos, o rosto com expressão calma, o corpo frágil e cansado.

Como poderia eu, um bruto, “um selvagem”, como disse Caroline, tocar em uma criatura não frágil e angelical? Como? Será até um crime usar de seu corpo de forma leviana, sabendo que não a amava e não poderia dar o que precisava.... Não poderia... Não o faria de forma alguma.

Magoar os seus sentimentos era tudo o que eu não queria naquele momento. Não tocá-la era um mal necessário, para poupá-la de dor maior, de se sentir usada e suja como Caroline se sentiu. De ser infeliz por ter um bruto sujo tocando o seu corpo, causando-lhe asco ou pavor, quem poderia dizer.... Eu não faria isso. Não a submeteria a esse tipo de coisa e quando quisesse me aliviar, procuraria uma cortesã nas aldeias vizinhas, como fiz muitas vezes. Mas com ela seria diferente.

Na manhã seguinte, ela apareceu triste no desjejum e só falou para deixar claro ao meu pai o seu ponto de vista e a forma como viveria.

Confesso que gostei da altivez e das atitudes firmes que teve. Sabendo que um dia se tornaria uma mulher forte e muito guerreira com o seu modo de ser e pensar distinto das outras mulheres.

Eu estava chateado e muito inquieto com tudo o que havia acontecido. Por isso, resolvi pegar o meu cavaco e partir para fora dos muros do castelo para pensar um pouco, tentando não pensar nesse casamento absurdo que vivia.

Depois de um tempo andando pela margem do rio, ainda lembrando do dia fatídico em que perdi o meu amor e a minha alma, ouvi um cavalo se aproximar e me virei para ver quem era. Cheguei até a pensar que fosse Caroline, mas ao invés disso, deparei-me com a menina linda e meiga.

Fui até ela, ajudei-a a descer do cavalo e por pouco não me perdi naqueles olhos verdes que me fascinavam. Seu perfume suave, os gestos delicados, a forma como mexia a boca, o jeito encantando como me olhava. Tudo nela me deixava intrigado e com medo ao mesmo tempo.

Tinha medo de me apaixonar e não conseguir conter os sentimentos. Porque mesmo sendo tão jovem, tinha um rosto encantador e a sua forma de olhar fascinava qualquer um que se prendesse na profundeza de seus olhos.

Sentamos à beira o rio e conversamos um pouco. Tive que dizer como me sentia e como aquele casamento era errado. Vi uma dor tão profunda em seus olhos, que chegou a me apertar o coração quando eles se encheram de lágrimas e percebi o esforço que fazia para não chorar diante de mim.

Se pudesse voltar atrás naquelas palavras duras, eu o faria com certeza. Porque a última coisa que eu pretendia, era magoar aquela criatura frágil e delicada que estava diante mim. Pelo contrário, queria cuidar dela e proteger dos perigos dessa vida.

Ela era a minha responsabilidade como minha esposa e cabia a mim zelar por ela. A primeira coisa que pensei e me afligiu, foi a possibilidade de um malfeitor a pegar a força enquanto cavalgava sozinha fora dos muros do castelo. E mesmo lá, sob minha vigilância, sabia que ainda seria perigoso. Porque qualquer um, mesmo Seth, meu melhor amigo, podia se fascinar com o seu olhar e cometer um desatino.

Soube naquele momento, que teria que cuidar da sua integridade física e não permitira que nenhum mal ocorresse. E a partir daquele dia, começamos a ficar amigos... Muito amigos.

Não sei como aconteceu e nem em que momento se deu, mas Ness passou a ser uma espécie de Sol para mim. E pela primeira vez, em muitos meses, voltei a sorrir feliz, rindo das coisas engraçadas que dizia e fazia.

Ela me encantava, as suas travessuras de moleca eram extremamente fascinantes para mim. Eu nunca em minha vida, pensei em uma condessa subindo em árvores para pegar o seu próprio fruto e comer. O fato foi que acabei me divertindo tanto com cada coisa, que sorria sem ao menos perceber e a felicidade voltou ao meu coração.

Nós nadávamos no rio diariamente...nunca vi uma pessoinha para gostar tanto de banho. Eu tinha que me segurar para não espiar quando tirava o vestido para ficar apenas de roupas íntimas. Confesso que tive pensamentos impróprios pensando em como seria aquele corpo miúdo. Mas depois me lembrava que ela era como uma irmã mais nova para mim e o meu dever era protegê-la até que estivesse pronta.

Não podia permitir que Seth ou outro a acompanhasse em seus passeios. Pois certamente perderiam a cabeça com a menina se banhando no rio. E se era para ela se tornar uma mulher, seria comigo e da forma correta. Não permitiria de forma alguma que algum bruto a machucasse. Então fazia o enorme esforço de me banhar com ela todos os dias e me divertia com as suas brincadeiras.

Andar a cavalo era o seu passatempo preferido. Ainda mais quando eu a deixava ganhar de mim nas corridas. Mesmo sabendo que Pérola Negra era mais rápido e ágil que Princesa, ela ficava feliz por ganhar e sempre me dava aquele sorriso enorme em agradecimento.

O meu cachorro... Digo o “nosso cachorro”, porque depois que ela chegou ao castelo, Duque simplesmente me abandonou e caiu de amores pela nova dona, assim como os cavalos, os animais e os serviçais que trabalhavam para nós.

Quando ele a via, lançava-se sobre ela, sempre a lambia com vontade, fazia festa, pulava e corria como um louco para pegá-la, derrubando tudo pelo caminho por onde os dois passavam.

Já era normal para as pessoas a verem correndo do cachorro ou com o cachorro pelos pátios do castelo, o que deixava o meu pai possesso com ela. Pois esperava uma dama refinada, que cuidasse da casa e pudesse ensinar bons modos para Rachael. Mas ela só queria saber de correr de um lado para o outro aprontando das suas e eu adorava tudo. Era feliz com o seu jeito de ser e a forma como me fazia feliz... Era o meu Sol...

Uma bela manhã, acho que um mês depois do nosso casamento, Ness não desceu para o desjejum e se trancou no quarto. Aquilo me deixou realmente preocupado e nervoso, pois nunca havia recusado os pães e bolos de Mary... a pobrezinha acordava sempre com uma fome e não tinha a menor vergonha de repetir várias vezes o desjejum. Por isso, fiquei muito preocupado e fui até a porta do seu quarto. Bati várias vezes chamando o seu nome. Mas ela não me atendeu, então resolvi ir cuidar da vida e saí.

Depois de verificar a colheita com os serviçais, limpar os estábulos, supervisionar a limpeza do galinheiro e do chiqueiro, resolvi que aproveitaria a sua ausência para domar o demônio do Nefasto. Então fui até a sua baia na cocheira, coloquei a sela enquanto relinchava, puxei as rédeas e o conduzi para fora.

Todos ficaram surpresos e logo a notícia se espalhou, várias serviçais foram para cerca me ver tentando domar o animal arredio.

De início ele pulava, tentava se soltar e me derrubou muitas vezes. E conseguir montá-lo foi uma grande batalha.

Enquanto me concentrava no cavalo, ouvia os gritos das pessoas caçoando e rindo da situação. Até que finalmente o montei e o bicho começou a pular, dando-me solavancos enormes, mas eu segurei firme as rédeas e tentei acalmá-lo sem sucesso, até que em uma golpe muito rápido, eu me desequilibrei e o meu corpo foi arremessado para longe. Naquele momento, ouvi um grito familiar, porém com o tom era desesperado. Senti meu corpo bater no chão com força, arranhando minha pele e causando dor aos meus ossos. De repente, ela ajoelhou-se ao meu lado, pôs minha cabeça eu seu colo e me olhou desesperada.

Tentei acalmá-la e depois de um tempo consegui. Seu olhar tinha medo, mas ao mesmo tempo havia algo novo e estranho. Seu corpo estava arrepiado, sua boca trêmula e sua mão hesitava em tocar o meu corpo quase nu. Breves segundos se passaram, percebi que aquele olhar inquieto era de desejo. Talvez por ver-me sem camisa, mas também por estar apaixonada por mim. Era um misto de desejo, culpa e aflição que mexeu comigo por algumas horas.

Depois daquele acontecimento, fui com os meus amigos e ajudantes para me ajudar com o moinho que estávamos construindo. E fiquei entretido por um bom tempo. Até que uma criança veio correndo avisar que ela estava perto de Nefasto.

- Lord Jacob, sua esposa está com o demônio... Ela vai montá-lo. – Meu corpo estremeceu com aquelas palavras, larguei tudo o que estava fazendo e corri para o cercado tentando impedir que o pior acontecesse. E todos que estavam ali, vieram atrás de mim.

Ela estava segurando as rédeas e estranhamente o animal não reclamava, não relinchava, não pulava... Apenas olhava em seus olhos... A diaba enfeitiçou o cavalo com aqueles olhos hipnóticos e o montou sem a menor dificuldade.

Aquela foi a visão mais linda e mais perfeita. E apesar do medo que sentia, não conseguia não me encantar com ela subindo de forma magistral e conduzindo Nefasto pelo campo.

- NESSS!! OH MEU DEUS! NESS! - Gritei

Meu coração disparou quando ele começou a correr muito rápido e pulou o cercado alto sem a menor dificuldade.

Naquele momento, parei de respirar, meu corpo endureceu enquanto tudo passava lentamente e via o cavalo aterrissar do outro lado da cerca com ela intacta sobre ele.

- HEEEEE

- USAUUU

- HAHHH

- ELA É DANADA!!

- MINHA NOSSA!

Todos gritavam em êxtase com a cena que acabavam de presenciar... Minha pequena travessa havia não só domado o demônio em forma de cavalo, mas também pulado a cerca com ele sem cair, como uma beleza incrível em seus movimentos.

- SETHHH! O MEU CAVALO!! TODOS OS HOMENS PEGUEM OS CAVALOS E VAMOS ATRÁS DELES! – Gritei nervoso e Pérola Negra já estava ao meu lado.

Nós corremos o mais rápido que podíamos para alcançá-los, mas o bichano era muito veloz e estávamos muito longe. Até que vi de relance, o corpo dela voando longe contra o chão e quase tive um ataque de tanto nervosismo.

- IAAAA! IAAAA! VAMOS PÉROLA NEGRA! VAMOS!! IAAAA- Eu corri o mais rápido que pude e quando cheguei a ela, seu corpo frágil se contorcia de dor no chão. Pulei de Pérola Negra e corri ao seu encontro sem pensar em mais nada que não fosse ela.

- AAAIIIII!! - Ela gritava de dor se contorcendo no chão– AHH!! Aiiii – Corri até ela e me ajoelhei ao seu lado.

- PAUL, VÁ BUSCAR A CARRUAGEM! PRECISO DA CARRUAGEM PARA LEVÁ-LA DE VOLTA AO CASTELO. Gritei para ele. – OS OUTROS VÃO ATRÁS DAQUELE DEMÔNIO E O LEVEM DE VOLTA AO CASTELO!

- Minha pequena... O que você fez¿ Como você conseguiu montar esse demônio¿ - Passei a mão pelos seus cabelos, tirando-os de seu rosto, peguei-a no colo com delicadeza e vi que sua mão sangrava muito. Comecei a ficar agoniado com tudo aquilo.

- Desculpa.... Eu não resisti... Eu... – Gaguejou nervosa, com as lágrimas rolando pelo rosto vermelho e uma expressão de dor insuportável que me incomodava profundamente

- Você é uma menina travessa, eu não sei como ele a deixou montar. Muito menos correr naquela velocidade. – Ri, arquei a sobrancelha e olhei para o lado. – A carruagem já está chegando e eu a levarei para casa. Vou cuidar de você, meu anjo. – Beijei a sua testa com carinho e a aconcheguei em meu peito enquanto gemia de dor.

- Obrigada. – Ela me abraçou forte e tremia em meu peito desnudo. Sentia que estava constrangida, mas que ao mesmo tempo o contato com a minha pele a confortava.

Senti um instinto protetor tomar conta de mim e seria capaz de tudo para vê-la bem novamente. Mas também seria duro e nunca mais permitiria que chegasse perto daquele demônio novamente. Nunca mais deixaria que ele fizesse mal a minha pequena travessa.





N: Glau Meninas o capitulo de amanhã está cheio de emoções. Teremos a Ness colocando a Caroline em seu lugar, o Jacob cuidando dela, ele a vendo nua e o primeiro beijo do casal.Espero muitos comentários maravilhosos de vcs para postar o próximo cap.O Cap de sábado é outro PVO do Jacob com a visão de tudo sobre o cap de amanhã.Bjus no coreN/Valeria: Agora eu to começando a ver que a paixão também está brotando no coração do Jacob. Meninas, se acalmem, porque vai rolar muita emoção ainda. Beijo a todasn/h: Ó gente eu fiz isso. É verdade exigi esse POV do Lord Jacob....a linda da Glaucia fez!!!brigado amiga ,vc é mil...Essa Caroline é podre, usou o garoto e jogou fora? Quem quer?Coisa mais linda ele pensando na delicadeza dela... fosse uma mulher capaz de agüentar um homem como eu.hum ele ta se sentindo tentado, ele ta AMANDOoooooOOOO.TA SIM.TA!kokopkok... A diaba enfeitiçou o cavalo com aqueles olhos hipnóticos?E ele tbm....amei e vcs gostaram? ....recomendem e comentem......vem momentos hot por ai...eu acho!.....beijosss


sexta-feira, 10 de setembro de 2010









Capítulo 5 - Sentimentos




Cavalgamos de volta para o castelo, sentia a brisa fria batendo em meu rosto, os meus cabelos soltos alvoroçavam se na direção oposta, meu corpo pequeno era arremetido por uma sensação gostosa em cada galope de princesa. E por mais que me sentisse triste pela rejeição de Lord Jacob, meu marido, sabia que no fundo ele tentava ser legal e carinhoso comigo. Que estava zelando por mim, sabendo que era incapaz de me amar como que precisava.
Eu o olhava cavalgar e ficava ainda mais apaixonada por aquele homem lindo, exótico e misterioso, que usava pouco as palavras e que me deixava ainda mais ansiosa ao me olhar de forma preocupada.
Sentia que suas palavras viam como espadas cortantes em meu coração, mas a forma como me olhou e me tocou, sempre muito gentil, foi um refrigério para minha alma ferida.
Sabia que a paciência seria a minha aliada enquanto esperasse por ele. Mas meu corpo começava a sucumbir e arder desejosa de seus toques.
Refazia em minha mente a forma como me tocou, como me ajudou a descer do cavalo, os olhos penetrantes cravados nos meus, meu corpo reagia a tudo aquilo de forma inesperada e misteriosa, sentia um calor abrasador e uma falta de ar que me fazer resfolegar ao olhá-lo.
Aquele era o meu marido, o meu senhor e ao mesmo tempo o meu algoz cruel, negando me o amor que tanto precisava e ansiosamente aguardava por um gesto mais significativo.
- Chegamos! – Disse abrindo um sorriso lindo, que já estava me deixando mal acostumada por ver aqueles dentes branquinhos em extremo perfeccionismo ao se encaixar na boca carnuda e desenhada no rosto simétrico e exótico que me encantava tanto. – Espera que eu a ajudarei descer. – Pulou do seu cavalo pérola negra e correu para me ajudar.
- Julgas que eu seja tão frágil que não possa descer da égua sem ajuda¿ - Perguntei arqueando a sobrancelha e o vi rindo de mim.
- Apesar de parecer uma criança travessa, você é uma Lady e não posso permitir de forma alguma que se machuque. O que seus pais diriam sobre isso¿ Certamente achariam que estou te maltratando e esse não é o meu intuito. – Caminhou rapidamente até a égua, pegou minha mão de forma gentil, com a outra apertou minha cintura e puxou meu corpo, deslizando o sobre o seu, enquanto me descia. Por alguns centímetros nossos rostos ficaram, que podia sentir a respiração forte que exalava. Meus olhos penetraram os seus querendo enxergar a sua alma. Tive vontade de beijá-lo, mas senti minhas bochechas arderem de vergonha no momento em que tive esse pensamento. Ele me olhava de forma estranha, parecendo analisar minhas expressões, mordeu levemente os lábios enquanto fitava me no fundo dos olhos, senti seu corpo estremecer por uma fração de segundos antes de me colocar no chão e se afastar de mim.
- Ela diria: Renesmee modos!! Você está acabando com os meus nervos! Enquanto isso pegaria o seu leque Frances e se abanaria de forma nervosa, repreendendo me por fazer travessuras. Mas agora sou uma mulher casada e não mais uma criança... uma “mulher”. Enfatizei a palavra enquanto o encarava.
Jacob se afastou e foi levar o cavalo para sua baia, enquanto eu, ainda com falta de ar e sentindo meu coração acelerado demasiadamente, levei princesa para a sua e depois que tirei a sua sela comecei a escovar os seus pêlos.
- Você gostou realmente dela¿ - Ouvi a voz rouca e sensual falando atrás de mim e senti um calafrio momentâneo.
- Eu amei princesa... é linda como tudo nesse lugar. – Sussurrei tentando controlar a minha respiração.
- Então ela é sua. – Respondeu se aproximando de mim. Senti sua mão tocar a minha e conduzindo a na escovada do pêlo do animal. – É assim que se faz. – Pegou minha mão gentilmente e começou a conduzir. Senti novamente o meu corpo estremecer ao seu toque e tive que me conter para não cometer um desatino.
- Está falando... sério¿ - Gaguejei ao me dá conta que acabava de receber um presente. E o melhor, era o presente que certamente daria para a outra. Senti me vitoriosa naquele momento, por mais que isso pareça infantil, foi muito importante para mim.
- Estou lhe devendo um presente de casamento. E juro que daria uma jóia linda. Cheguei a pensar em uma esmeralda, que combinaria perfeitamente com seus lindos olhos, mas agora vendo como é, sei a jóia nem ficaria por muito tempo em seu pescoço. Já a égua, sei que já a ama e se dedicará todos os dias a ela. Então ela é toda sua... – Disse sorrindo, afastou se de mim e encostou sobre uma das paredes de madeira da baia.
- Obrigada, Milord! Não sabe como me faz feliz me dando um presente tão maravilhoso como princesa. Ela é tão linda que se não fosse pela falta do chifre, diria ser um unicórnio. - - Mordi os lábios e o observei sorrateiramente. Percebi que me observava de forma estranha, talvez me analisando ou talvez pensando no que faria comigo, com olhos enigmáticos e inquietos.
- Acho que não é mais válido certo tipo de formalidade entre nós. E já conversamos sobre a nossa forma de tratamento. Eu concordei em chamá-la de Ness se me chamasse de Jacob. – Ele disse com tom altivo para mim. Depois deu um breve sorriso e caminhou em direção a mim.
- Tudo bem... – Respirei fundo e disse com satisfação. – Jacob... – Ri para ele como uma menina travessa e mordi os lábios.
- Agora vamos para o castelo, que Mary servirá a refeição e meu pai não gosta de cear sozinho. – Pegou a minha mão, beijou brevemente, depois tirou a escova da outra mão, caminhamos até a porta e ele deixou a escova na caçamba.
Caminhamos de mãos entrelaçados até a porta da cocheira, sentia o calor de suas mãos sobre a minha, meu estomago começava a se revirar com aquela estranha sensação, que era ao mesmo tempo gostosa e me deixava ainda mais nervosa.
Saímos no momento em que um cachorro enorme, acho que um São Bernardo, via em nossa direção se atirando em Jacob.
- HOO Amigão! – Jacob soltou a minha mão e começou a brincar e a fazer carinho no cachorro.
- Esse cachorro é seu¿ - Perguntei observando os dois brincarem e percebendo que apesar dos seus dezenove anos, a carga de responsabilidade e a expressão sempre muito séria e enigmática, ele não passava de um menino, assim como eu, que estava começando a viver e não sabia direito como conduzir a sua vida no rumo que tomou.
Jacob ria, rolava no chão com o cachorro, fazia carinhos e o apertava. E depois de um tempo naquela farra, o animal pulou sobre mim e me derrubou no chão. Comecei a fazer carinhos e ele lambia minha mão, depois o meu braço e cheirava a minha perna. Senti me ruborizada com Seth e outros homens observando a cena engraçada, mas consegui descontrair ao ver como Jacob parecia feliz por seu cachorro me aceitar e brincar comigo.
- Qual o nome dele¿ - Perguntei passando as mãos sobre o seu pêlo.
- Duque. – Ele me responde se colocando de pé.
- Vocês têm a mania de colocarem nomes nobres nos animais. Isso tem algum significado¿ - Perguntei rindo para ele, que estava com expressão zombeteira em sua face totalmente descontraída.
- Se acha assim. – Rir como criança para mim.
- Jacob, mamãe está chamando para cear. Sabe que seu pai não gosta de almoçar só. – Era a outra moça que vi no café da manhã.
- Já vamos Leah. Obrigada! – Respondeu e me deu a mão, puxando me do chão.
- Temos que nos apressar, Ness. – Disse após me colocar de pé ao seu lado.
- Nossa! Estou horrível, suja e meus cabelos desgrenhados. Como cearei com seu pai desse jeito¿ De certo achará que sou realmente uma selvagem e me devolverá para a minha família. – Disse olhando o estado do vestido, que estava sujo de barro. Também meus braços e mãos sujas, meus cabelos completamente despenteados.
- É impossível você ficar horrível. Porque é a criatura mais linda e meiga que já conhecei. – Passou a mão delicadamente na maçã do meu rosto. E as senti queimar de vergonha. Certamente estava vermelha com aquele elogia e com o seu toque gentil em minha face.
- Obrigada, meu senhor. – Respondi abaixando a cabeça e tentando desviar os olhos dele.
- Já falamos sobre isso. – Segurou o meu queixo, ergueu o meu rosto e depois de olhar brevemente em meus olhos, beijou a minha testa. Senti meu corpo inteiro se arrepia e a estranha sensação voltar ao meu corpo. – Agora vamos, Ness. – Entrelaçou os dedos entre os meus e caminhou comigo de mãos dadas até o castelo.
Quando entramos pela porta principal, Mary colocou as mãos na boca tomada de susto.
- Nossa!!! Venha comigo, criança! Vamos dá um jeito nisso antes de cear com seu sogro. Não queremos assustar o homem logo no primeiro dia. – Disse rindo, pegou a minha mão e me conduziu por um longo corredor. Enquanto andava, olhei para trás e vi Jacob rindo de mim.
Entremos em uma casa de banho, ela pegou um gomil (jarro) e começou a lavar as minhas mãos e os meus braços.
- Como foi sua manhã¿ Vejo que você e seu marido já começam a se entender. – Disse sorrindo enquanto me ajudava a me limpar.
- Ele é gentil, adorável, cavalheiro, bonito por dentro assim como por fora... é tão incrível. – Disse entusiasmada. – Ele me deu uma égua linda de presente e estou feliz com isso.
- Você está apaixonada¿ - Perguntou encabulada, fitando me nos olhos e senti o rubor de minha pele.
- Sim... Mas ele disse que sou criança para ele e... – Segurei para não chorar ao me lembrar daquelas difíceis palavras.
- Jacob passou por uma fase difícil e não queria se casar. Mas o fez para aquietar o coração do pai, que não agüentava mais ver a sua tristeza. Tenho certeza que ele amará você, menina... se já não ama. – Ficou me observando, hesitou por um momento e continuou. – Ele não sorri a meses e hoje o vi sorrindo como antes. Acho que isso se deve a você e sei que com o tempo ele aprenderá a te amar. Vocês são jovens e ainda terão muito a viver, e principalmente a aprender. Então não se angustie e dê tempo ao tempo. Deixe ele se curar de suas feridas e um dia será seu. – Fez um breve carinho em meu rosto. – Agora vamos! O Senhor não gosta de esperar. – Disse puxando-me pela mão.
- Mas e os meus cabelos¿ - perguntei preocupada.
- Deixa eu dá um jeito nisso. – Começou a arrumar os meus cabelos e quando percebi, estava fazendo uma enorme trança.
- Pronto! Perfeita... agora vamos! – Caminhamos rapidamente para fora da casa de banho e fomos para a sala de jantar.
Cheguei atrasada, como já previa e todos estavam lá devidamente posicionados.
- Boa tarde! Desculpem o atraso. – Fiz um gesto de reverencia com a cabeça e Jacob se levantou, puxou a cadeira e me ajudou a sentar. Dessa vez ficou ao meu lado na mesa. Vi que Billy nos encarava com certa inquietação, mas não teceu nenhum tipo de comentário.
Mary começou a nos servi e Rachael começou a tagarelar.
- E como foi sua manhã¿ Gostou do castelo¿ Leah disse que conheceu a cocheira¿ Conta tudo o que fez! – Ria e me encarava com aquele rosto encantador.
- Eu me divertir, conhecei o Seth, os cavalos, cavalguei com Jacob, ganhei uma égua linda que mais parece um unicórnio, fomos até o rio... conheci o duque.... – Comecei a falar tudo ao mesmo tempo e rir. – A minha égua é a coisa mais linda e perfeita... é o meu presente de casamento e pretendo cuidar dela todos os dias.
- Uma égua¿ - Lord Billy perguntou encarando Jacob. – E a jóia que compraste¿ Acho que uma égua não é um presente de casamento apropriado. – Ele o admoestou com austeridade [advertência severa]

- Milord, não há melhor presente do que princesa. Além disse não gosto muito de jóias. Acho que são apenas para demonstrar poder. E não terei muitas oportunidades de usar uma esmeralda aqui. Ou acreditas que passarei os meus dias sentada cosendo com o meu pescoço enfeitado por jóias¿ Acho que esse não será o tipo de coisa que farei. Se pretendes me dá uma jóia, aceito de bom grado. Mas devo lhe advertir que não gosto muito. E o presente que ganhei de Jacob foi simplesmente o mais fantástico que já recebi em toda a minha vida.
- Eu disse, meu pai! – Jacob abriu um sorrindo lindo e acariciou a minha mão por debaixo da mesa. Quase fiquei sem ar e tive que disfarçar a emoção que senti com o seu toque gentil.
- Se pensas assim... – Fez se de zangado, mas depois abriu um sorriso e começamos a comer. E a todo momento, sentia o seu olhar sobre nós dois, como se tentasse entender ou prever algo.
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Os dias passaram rapidamente depois do meu casamento e consegui me adaptar perfeitamente a rotina do castelo.
Jacob e eu estávamos cada vez mais amigos, conversamos muito, quando queria passear fora dos muros do castelo ele sempre me levava. E a todo momento parecia disposto a atender os meus caprichos, mesmo quando eu teimava em subir nas árvores para pegar alguma fruta, deixando o preocupado. Acabávamos subindo junto e aproveitando para saborear o fruto no pé
Para tomar banhos de rios era mais complicado, porque ele tinha que esperar eu tirar aquele monte de roupas e entrar. Ficava de costas e evitava de me observar, apesar de eu pedir aos céus para ele dá uma espiada enquanto me despia.
Depois ficávamos nadando juntos e até brincávamos de nos afogar. Quando voltávamos para casa, galopando em nossos cavalos, corridas sempre era a diversão da vez. Por mais que o seu cavalo fosse extremamente veloz, sempre me deixava ganhar por ver como eu ficava feliz com aquilo.
Quando não estávamos fazendo essas coisas, eu o ajudava a banhar ou a escovar os cavalos, que não eram poucos, e ficava ouvindo as histórias que ele e Seth contavam, rindo como uma boba com todas as coisas engraçadas.
Seth geralmente saia para nós dá privacidade e acabávamos deitados sobre a palha nas cocheiras vazias, conversando sobre os livros que eu conhecia, em como era tocar um piano, nas poucas viagens que fiz para Londres e nas coisas que havia aprontado quando criança. Então o mais absurdo aconteceu e acabamos virando grandes amigos e companheiros de corridas.
Mas as minhas noites eram sempre solitárias e passava um bom tempo olhando para a porta a sua espera. Só que ele nunca via ou visitava o nosso quarto, continuava a me rejeitar como mulher e eu ficava lá abandonada, solitária, muitas vezes chorando pela sua ausência, sentindo meu coração apertado e uma imensa vontade de sentir o seu abraço, o calor do seu corpo e o toque das suas mãos sobre mim. Tinha a necessidade da presença dele como do ar que respirava e a noite, quando ficava sozinha, era a pior hora do dia, porque tinha a exata noção que apesar de ter virado o meu amigo, não era meu marido, o amante que desejava, o companheiro na medida certa que precisava.
Algumas vezes enquanto caminhávamos juntos, começava a pensar sobre isso e ficava muito triste, sentindo meu coração apertadinho pela sua rejeição. E ele vendo o meu estado, tomava me em seus braços e me abraçava forte, considerando que aquela tristeza era devido a saudade que sentia de casa, da minha família e de tudo o que vivi no lugar que amava.
Não conseguia julgar que a minha tristeza era pela sua rejeição, era por saber que eu não o atraia como mulher e que apesar de tê-lo tão perto, sabia que ele estava longe demais.
Em alguns momentos, principalmente quando passeávamos pelo rio, percebia uma tristeza tão forte em seu olhar e mesmo que tentasse ocultar a dor que sentia, sabia que algo o incomodava e que estava acometido de uma profunda saudade. Aquilo me feria o coração e ficava sem ação diante daquela circunstância, então deitávamos a margem do rio e ali ficávamos vendo o céu coberto pelo tom cinzento das nuvens, enquanto procurávamos não dizer algo que pudesse magoar um ao outro.
De certa forma, ele sabia que eu gostava dele. Por isso media as palavras ao falar de alguns assuntos. E quando estava afundado em sua tristeza, procurava não falar nada, sabendo que me magoaria e se magoaria também. Por isso não era necessário dizer que sofria por um amor não correspondido, para eu saber exatamente o que acometia o seu coração sofrido. Porque era exatamente o que eu sentia todos os dias, quando entrava na penumbra do meu quarto e me dava conta que ele não era meu e não dormiria comigo.
Assim passamos o nosso primeiro mês de casados e vivi momentos alegres ao seu lado durante os dias e momentos imersa em uma grande solidão durante as minhas noites solitária, em um quarto escuro, deitava encolhida em uma enorme cama, sentindo a sua falta e necessidade de seus abraços.
Um dia acordei cedo e após me banhar e me arrumar para o desjejum com ajuda de Claire. Corri para a cozinha na esperança de pegar pães quentinhos feitos por Mary. Foi nesse dia, que soube o nome da mulher que roubara o coração do meu marido, antes mesmo dele ser meu.
- Acreditas que Jacob se esquecerá de Caroline¿ - Rachael perguntou para Mary.
- Ele está bem próximo de Ness. Mas ainda sim percebo que continua triste e que sente falta dela.
- Sim! Ele tem pesadelos a noite e quando corro para acudi-lo, tenho a oportunidade de conversar sobre isso. Vejo que ele gosta de Ness. É claro que o gostar dele não é da forma como deveria. Ele a vê como uma irmã. Mas nas conversas que tive sobre Caroline, percebo que ele ainda a ama. Ou pelo menos acha que a ama. Acaba sofrendo por isso e não consegue se libertar. – Senti um coração rasgando como se um punhal fosse cravado sobre ele com aquelas palavras. Cada vez mais tinha certeza que Jacob não me via como mulher e não tinha nenhum tipo de malicia em relação a mim. Mas o pior de tudo, era perceber que ele amava outra e não seria capaz de ter o mesmo sentimento por mim. As lágrimas rolaram pelo meu corpo, quando corri percebi alguém me chamando.
- Ness¿ É você¿ - Era a voz de Rachael que corria para me alcançar.
- Pode me deixar só¿ Preciso pensar um pouco... – Corri para o meu quarto, subindo as escadas com pressa. Não queria encontrar Jacob e deixar que me visse chorando daquele jeito. Cheguei ao corredor e corri em direção a porta do meu quarto. Entrei, tranquei a porta e cai na cama derrotada... completamente derrotada.
Por quê¿ Por que ele não pode me amar¿ Eu não mereço isso...
Deus, eu amo tanto esse homem que chega a doer a alma. E agora descubro que ele me vê como sua irmãzinha mais nova... Nãooo!!! Não quero isso para mim... não suporto mais viver desse jeito...
Jacob se você me desse uma única oportunidade de te amar... Uma única oportunidade de te fazer feliz... Mas você não abre o seu coração para mim e não me deixa entrar nele.
Eu te amo tanto que chega a me doer isso...
Duas batidas na porta.
- Ness, você está bem¿ - Era a voz rouca e sensual de Jacob a me chamar. - Querida, abre a porta! O que se passa com você¿ Por que não desceu para o desjejum¿ Está sentindo alguma coisa¿ - Sua voz era tensa e preocupada.
- Estou bem, meu senhor... Deixe me em paz, por favor! – Respondi com a voz embargada de tanto chorar.
- Estarei no estábulo e tentarei domar Nefasto hoje. Pensei que quisesse ver. – Disse ainda com tom preocupado.
- Outro dia... Hoje não estou bem. – Respondi sem forças, quando na verdade queria gritar para ele que o amava e que sofria demasiadamente com tudo aquilo.
- Tudo bem, querida! Deixarei você em paz. Mas se quiser me ver, sabe onde me encontrar. – Disse e a sua voz desapareceu.
Fiquei o resto da manhã na cama chorando minhas magoas com o meu travesseiro. Até que Mary bateu na parta.
- Ness, menina, abre a porta! Trouxe alimentos para você. – Disse com a voz preocupada.
Levantei me da cama, fui até a porta, abri e a deixei entrar.
- Você não pode ficar o dia inteiro sem comer, menina. Assim ficará doente e feia. Como quer conquistar o seu marido desse jeito¿ - Disse rindo enquanto caminhava com uma bandeja.
- Obrigada, Mary! Você é um anjo que caiu do céu. – Disse deitando novamente na cama.
- Trouxe uma sopa quentinha para você ficar bem forte. Afinal essa disposição toda que tem para ficar correndo por ai, necessita de uma boa alimentação. – Colocou a bandeja sobre a cama. – Coma tudo, criança.
- Tudo bem! Eu estou mesmo com fome. – Comecei a tomar a sopa calmamente.
- Você quer conversar sobre o que ouviu¿ - Ela perguntou receosa.
- Não... hoje não. – Respirei fundo. – Estou bem triste para conhecer os detalhes hoje. De pronto o que me basta saber é que ele ama outra chamada Caroline. Isso já é muito para mim. – Disse olhando para as velas no castiçal.
- Quando estiver pronta para conversar, estarei a sua disposição. Agora deixa eu ir cuidar da vida, que daqui a pouco terei que servir a ceia. – Levantou se da cama, beijou a minha testa e caminhou em direção a porta. Deu uma breve olhada e saiu.
Fiquei mais algumas horas deitada na cama e depois levantei para me para sair do quarto. Afinal precisava andar um pouco e espairecer as idéias. Refletindo sobre as informações que tinha e tentando encontrar uma maneira de contornar tudo aquilo.
Comecei a andar pelo castelo, Graças a Deus não cruzei com Rachael ou Lord Billy, porque a última coisa que queria era explicar os motivos da minha ausência. Sai e comecei a andar pelos arbustos e pátio até chegar a cocheira. Ouvi gritos e rios estridentes vindos do cercado do pasto e corri para ver o que ocorria.
Jacob estava montado naquele cavalo negro, que chamavam de Nefasto, que pulava furioso tentando derrubá-lo. Enquanto isso os serviçais do castelo riam e se divertiam com aquilo.
Aproximei me da cerca e fiquei ao lado de Seth, que perecia bem empolgado com a coragem do amigo, rindo como criança e falando gracinhas junto aos outros.
Foi então que o cavalo o arremessou para longe, derrubando o de forma brusca na grama e o meu instinto protetor me fez correr em sua direção sem ao mesmo me dá conta do que fazia.
- JACOOOBB!! – Gritei o seu nome correndo em sua direção. Ajoelhei ao seu lado e coloquei a sua cabeça em meu colo, nervosa e com medo que houvesse se machucado com a queda.
- Calma, querida! Estou bem! Foi só uma queda e estou acostumado. – Senti meu corpo se arrepiar ao passar as mãos pelos ombros desnudos ferido. Ele estava sem camisa, deixando aquele corpo perfeito, lindo, maravilhoso e muito desejoso a mostra, o que era mais do que uma tentação para mim. Fiz um carinho em seus cabeços, depois de um tempo ele se levantou do meu corpo e correu em direção ao animal.
- Uma hora ou outra ele vai se render a nós. Pode ter certeza. – Disse para Seth, que tentava acalmar o bicho que parecia soltar fogo pelos olhos.
Levantei, cruzei os braços e fiquei de longe os observando com o cavalo arisco. Mais precisamente ao Jacob, somente com calças negras, sem camisa, deixando aquele corpo forte e perfeito a mostra. Mordi os lábios, senti um calor em meu corpo, meu estômago se revirar e uma vontade de correr para seus braços. Ai lembrei que ele não me amava e me tinha como uma irmãzinha mais nova. Fiquei com raiva e sai batendo pé, caminhando em direção a cocheira para escovar a minha égua.
Fiquei por um bom tempo na baia com princesa, escovando a enquanto pensava na vida. E quando sai, percebi que tudo estava estranhamente calmo, não havia ninguém do lado de fora e calculei que estavam no pasto.
Caminhei para o pasto, mas só vi o lindo cavalo negro caminhando tranquilamente. Senti algo me chamando para ele e resolvi tentar uma aproximação.
Pulei a cerca e entrei no pasto, caminhando lentamente em direção ao animal arisco que todos temiam. Quando cheguei perto o encarei por um momento, seus olhos negros estavam inquietantes, ele bufou duas vezes e depois se aquietou. Passei a mão sobre a sua cabeça, mesmo que temerosa, fiz lhe um carinho e comecei a conversar com ele, olhando no fundo dos seus olhos.
- Você é um menino muito lindo. Sabia disso¿ Heim¿ Lindo! Perfeito! Altivo! Um cavalo digno de um rei... Eu gostaria tanto de montar você... Será que me permitiria¿ - O cavalo me olhava com calma, parecia hipnotizado com meus olhos. Então aproveitei, peguei as rédeas e subi no bichano, sentindo me vitoriosa.
Comecei a cavalgar em Nefasto, sentindo uma sensação de liberdade e o forcei a correr.
- IAAAA!! Vamos Nefasto! – Puxei as rédeas, dei um leve tapa em seu peito, de forma a não machucá-lo, e o animal acelerou, correndo muito rápido em direção a cerca. Então a pulou e ouvi Jacob gritar desesperado. Tudo aconteceu muito rápido e quando percebi já estava do outro lado.
- NESSS!! OH MEU DEUS! NESS! – Nefasto pulou a certa e começou a correr em direção aos muros do castelo, saiu pelo portão e me conduziu em direção à floresta. Corria mais rápido do que podia e eu tentava me segurar, sentindo minhas mãos, que estavam sem as habituais luvas, cortada pela corda grossa das rédeas. Não consegui segurar e senti meu corpo sendo arremessado para longe do cavalo.
- AAAIIIII!! – Gritei ao senti o impacto violento do meu corpo contra a grama do pasto. – AHH!! Aiiii – Estava toda dolorida e não conseguia me mover, por causa da forte pancada. Ouvi o barulho de cavalos cavalgando em minha direção, em seguida Jacob estava ao meu lado.
- Minha pequena... O que você fez¿ Como você conseguiu montar esse demônio¿ - Passou a mão pelo meu rosto, pegou me no colo com gentileza e ficou me olhando com preocupação.
- Desculpa.... eu não resisti... eu... – Gaguejei.
- Você é uma menina travessa e não sei como ele a deixou montar. Muito menos correr naquela velocidade. – Jacob riu, depois arqueou a sobrancelha e olhou para o lado. – A carruagem já está chegando e eu a levarei para cama. Vou cuidar de você, meu anjo. – Beijou a minha testa com carinho.
- Obrigada. – Recostei a minha cabeça sobre o seu peito e fechei os olhos. Passei a mão sobre o seu ombro desnudo e comecei a me sentir estranha novamente com aquela aproximação toda. Ele me abraçava de forma carinhosa, o contado dos nossos corpos só acendeu mais o desejo que tinha e o seu cheiro amendoado tão forte me deixou completamente inebriada... eu o queria mais do que tudo e não desistiria do seu amor tão fácil.


N/h : Então ele tem pesadelo por causa dessa tal?....e deprimido?

Aí, ALGUEM QUER CUIDAR DO GAROTO?......hsuahsuahushua...

Deus do céu! Que incendiou tudo agora!!!! Ele sem camisa? E o cheiro? Kkkkkk....tortura!!!! ó autora cruel...GENTE a menina é corajosa....montou e correu!...caiu e ficou no colo....esperta!

Mas ta rolando sentimento aqui, so pode....ele ta sentindo o que Glaucia? E pensando o que dela?.....QUERO SABER.....kd o POV dele?.....kokpokokok.....sou leitora tbm...

Gente posso fazer merchan?....please.....



Uma fic com enredo diferente....ousado...eles adultos e separados por traumas e cada um com filho..porem a filha dela é dele e ele nunca soube!!!depois de anos se encontaram...

http://fanfiction.nyah.com.br/historia/88277/Vivendo_De_Novo

da passadinha e uma força nossa amiga ta meio desanimada...mas a historia é boa....bjs