sexta-feira, 17 de setembro de 2010




Capítulo Final – Galope para felicidade


Virei na cama sentindo meu corpo doer pela forma como havia dormido. Tentei abrir os olhos e depois de um tempo, consegui enxergar a claridade nos meus aposentos. Fiquei olhando para a luz fraca da pequena luminária, enquanto me recordava dos últimos acontecimentos da noite anterior. Senti o meu coração doer agoniado com aquela rejeição, senti um desespero consumir cada parte do meu corpo, a mente entorpecida, a alma destruída e não encontrava uma forma de me recuperar do ocorrido.

Pensei em tudo o que passei, tudo o que fiz e sofri para conquistar o meu marido. Percebi que nada foi suficiente para ele, que sempre se mostrou confuso e deixou claro que apesar de sentir algo por mim, continuava amando a porca da Caroline.

Passei por cima de tudo, das humilhações e principalmente pelo sentimento de rejeição que sentia cada vez que ele me afastava de si, dizendo que não estava pronto para se entregar a mim e me amar. Mesmo diante de tudo que lutei, não tive o seu valor e reconhecimento. Fui jogada fora como se fosse uma veste velha que se abandona quando não serve mais.

Sabia que sofreria muito sem ele, quando não visse o seu sorriso todos os dias, nem sentisse o calor dos seus braços a me envolver, nem o gosto de seus lábios sobre os meus. Sentiria falta das sensações que os toques de suas mãos em meu corpo me proporcionavam; aquilo tudo acabaria comigo e me transformaria em uma morta-viva, sem esperanças de felicidade ou amor. Depois que Jacob foi embora, decidi que não lutaria mais por ele e acataria a sua decisão. Decide que não me humilharia diante dele, implorando que não me abandonasse. Se ele estava disposto a anular o nosso casamento, aceitaria a sua vontade de cabeça erguida e não sairia como uma coitada abandonada.

Depois de pensar sobre os últimos acontecimentos, a única saída que encontrei para minha vida foi ir para um convento, mesmo não sendo religiosa e sem nenhuma vocação para freira. Eu sabia que se o meu casamento fosse anulado, provavelmente meus pais me obrigariam a casar com algum nobre e aquilo não poderia aceitar de forma alguma. Não teria chances de entregar o meu corpo para um homem que não fosse Jacob. Assim o convento seria a minha única saída e iria para lá sem comunicar o fato para a minha família. Se não fizesse isso estaria completamente perdida.

A idéia do convento em si não era boa. Eu ainda teria que viajar para outro país, tendo em vista que os antigos conventos foram fechados na época do rompimento com a igreja católica. Então teria que viajar para a França ou para a Alemanha. E tinha que partir antes que meus pais soubessem da minha separação.

- Ness! – Era a voz de Claire que havia acabado de adentrar o aposento. – Bom dia! Jacob pediu para eu te acordar. Temia que dormisse demais e perdesse a hora da corrida. – Disse trazendo uma bandeja de alimentos e colocando sobre a cama.

- Bom dia, Claire!  - Disse com má vontade e me sentei, então ela colocou a bandeja em meu colo e ficou me observando de forma inquieta.

- Nossa! O que aconteceu¿ Que cara é essa¿ Vocês brigaram¿ Quil disse que Jacob chorou a noite inteira e acordou super mal hoje pela manhã. – Começou a tagarelar, tirando-me completamente do sério.


- Chega, Claire! Não quero saber de Jacob e muito menos falar sobre o que aconteceu. – Disse mal humorada. – Diga ao seu senhor que eu não estou bem e não participarei da corrida. Agora coloque a bandeja sobre a mesinha. Quando eu sentir fome, vou até lá e como. – Entreguei a bandeja para ela e me deitei, afundando a cabeça no travesseiro.

- Tudo bem! Já estou saindo... Caso desista de ficar na cama, já deixei a sua roupa de amazonas preparada sobre o aparador de roupas que está na casa de banho. – Ela levantou-se da cama e levou a bandeja até a mesinha. Depois saiu e me deixou em paz.

Claire saiu do quarto, eu voltei a me encolher, peguei um travesseiro e coloquei sobre a minha cabeça, fechei os olhos e tentei dormir novamente. Naquela altura que as coisas estavam, só tinha vontade de dormir e me esquecer de tudo. Apagar as últimas palavras de Jacob e tentar confortar o meu coração sofrido.

Escutei a porta se abrir e depois alguns passos vindo em direção a cama. Senti o seu cheiro e preferi ficar calada, fingindo dormir, apesar de ter a consciência de que ele sabia que eu não estava dormindo.

- Ness... – Sussurrou e se sentou ao meu lado, bem em frente  onde estava virada e depois tirou o travesseiro da minha cabeça. Fiquei calada e não respondi ao seu chamado. – Sei que está acordada. Não vai mesmo para a corrida¿ - Perguntou com a voz amargurada.

- Não... – Sussurrei e me calei novamente, sentindo medo do que falaria e de como me sentiria com as palavras que só me feriam o coração.

- Você quis tanto isso... Agora vai desistir assim tão fácil¿ - Perguntou afagando os meus cabelos.

- Eu não tenho condições de sair dessa cama, Milord! Estou completamente arrasada e só quero dormir. Só isso! – Engoli seco, senti as lágrimas se formarem nos cantos dos meus olhos, meu coração apertou tão forte que me roubou o ar. Olhei para o outro lado do quarto, na esperança vã de fugir do seu olhar para não saber o que ele me dizia. Tinha medo de me machucar ainda mais e não estava disposta a me permitir mais humilhação naquele momento. Estava farta... Simplesmente farta de tudo aquilo.

- Tudo bem!! Eu tinha certeza de que você venceria hoje e já me orgulhava de você. – Disse se levantando da cama. Caminhou para a porta, mas hesitou e voltou. – Ness... Eu... Eu... – Tentou falar, mas não conseguiu

- Não diga nada, Milord! Estou partindo dessa casa hoje. Mas peço que não fale nada com meus pais e nem com o seu por enquanto. Precisarei de muito dinheiro para ir para a França. Decidi que vou para um convento e se meus pais souberem, tentarão me impedir. Então em respeito a tudo o que vivemos juntos, peço que não conte nada a ninguém por enquanto. Depois que me for, pode pedir a anulação do casamento e aí ficará livre para a sua vadia. – Disse com as lágrimas descendo em meu rosto, com o coração doendo tanto que não pensei que conseguiria falar. Sequei as lágrimas, mordi os lábios e apertei os olhos. Depois olhei para o outro lado da sala.

- Não precisa ser assim... Você não é religiosa e não se adaptaria a um convento. – A sua voz estava embargada e percebi que fazia força para não chorar. – Além disso, passará por perigos viajando sozinha até à França... Ness.... Eu... Eu.. – Jacob parecia sem ar, estava visivelmente transtornado e não conseguia completar a frase.

- Não, Jacob. – Coloquei os dedos em seus lábios. – Já lutei tudo o que podia. Já sofri humilhações, já enfrentei a minha família, a sociedade e sua amante. Não aguento mais! É o fim para nós... Nunca mais me humilharei para você e pedirei o seu amor. Nunca mais! O convento é a minha única saída. Tenho certeza de que meus pais encontrarão um noivo rico para mim assim que o casamento for anulado. E isso eu não suportarei. – Apertei forte os meus olhos e impedi de as lágrimas se formarem novamente. - Eu  o amei,  o amo e sempre o amarei, Jacob. Mas ficou claro que nunca dará certo entre nós. Você é muito confuso e imaturo. Um momento diz que sou seu sol e não pode ficar sem mim. Outro me diz que sou uma criança e não pode me tocar. E na maioria das vezes diz que ama outra e precisa se curar disso. – Tudo o que eu dizia para ele me partia o coração de uma forma tão cruel, que pensei que morreria com aquela dor rasgando meu peito. Não consegui conter as minhas lágrimas e comecei a chorar. – Hoje reunirei as minhas últimas forças para correr naquela pista, para te mostrar que não sou a criança que pensa. Em homenagem a tudo o que vivemos juntos. Mas saiba, Milord, essa é a última vez que me vê chorar... Porque depois de hoje, irei embora e você nunca mais me verá. Agora me deixa só! Preciso me vestir. – Disse e me levantei, caminhei em direção a casa de banho e ele me segurou por trás.

- Ness, não precisa ser assim... – Sussurrou em meu ouvido.

- Acabou, Jacob! Acabou! Agora me deixe só... –Seu toque em meu corpo causava frio em minha barriga, minha pele se arrepiava e meu coração batia mais rápido. Pressionei os olhos e impedi que as lágrimas caíssem em meus olhos novamente.

- Ness, nunca quis te fazer sofrer, pequena... Tudo isso está me doendo tanto... Eu sou apaixonado por você. Mas sei que não sou o homem certo para você... – Jacob estava chorando ao me abraçar por trás. Sussurrava em meu ouvido e aquilo era ainda mais doloroso para mim. Havia tanta verdade em suas palavras, mas ao mesmo tempo, ele parecia confuso e eu já não aguentava mais aquela indecisão. Não ficaria com um homem pela metade amando outra mulher. Até tentei fazer a coisa toda dar certo, mas no fim só recebi sua rejeição... realmente aquele era o fim para nós dois.

- Saia, Jacob! Saia! – Ordenei, desvencilhei-me de seus braços e entrei na casa de banho.

Jacob saiu do aposento, entrei na casa de banho, ajoelhei diante da banheira e fiquei chorando arrasada com aquilo tudo. Sabia que não tinha outra alternativa a não ser ir embora para o convento sem que a família soubesse. Teria que deixar o homem da minha vida para trás e permitir que vivesse a sua vida como quisesse, mesmo que fosse ao lado da vadia da Caroline. E apesar de me doer aquela decisão, era o mais certo a se fazer naquele momento.

Tomei banho, sequei o meu corpo, coloquei as minhas roupas íntimas, penteei os cabelos e voltei para o aposento. Fui até a mesinha, sentei na poltrona diante dela e me forcei a comer um pouco, sabendo que precisaria ficar forte para a corrida. Aquele seria o meu último ato em amor a ele. Galopar em Nefasto e engrandecer o nome dos Black e dos Cullen. Depois que houvesse cumprido a minha meta, partiria para a minha nova vida e sufocaria o amor que sentia em meu coração.

Forcei a me alimentar e depois fui para a casa de banho terminar de me arrumar. Ouvi o barulho na porta e Claire pediu para entrar.

- Ness! Posso entrar¿ - Perguntou.

- Pode! – Respondi e ela adentrou ao ambiente.

- Vim te ajudar com o espartilho. Sei que você sempre se enrola com ele. – Disse me observando com olhar curioso.

- Tudo bem! – Virei de costas e senti seus dedos em minha roupa.

- Nossa! Que bagunça você fez! – Resmungou.

- É... – Sussurrei sem ânimo enquanto ela arrumava a minha roupa.

- Levanta os braços para eu colocar a sua camisa. – Disse e eu obedeci sem falar nada enquanto me ajudava. – O que aconteceu¿ Jacob está estranho demais hoje. – Questionou enquanto arrumava a roupa em meu corpo.

- Claire, depois da corrida eu virei para cá pegar algumas coisas e partirei para longe. – Disse para ela.

- Partir¿ Você não me disse que voltaríamos para o castelo. – Seu olhar era um misto de curiosidade e pena ao me observar.

- Claire, você voltará com Rachael, Lord Black e Jacob. -  Senti meu coração apertar e meus olhos se encheram de lágrimas naquele momento. – Eu... Eu.. – Gaguejei chorando em desespero. – Eu... Vou... Para um convento na Franca, Claire....ãn ãnnn ãnnn ãnn

- Nossa! – Colocou a mão na boca. – O que aconteceu¿ Eu não estou entendendo nada, Ness. – Ela parecia assustada com tudo o que eu falava e o estado em que me encontrava.

- ânn ãnn  Jacob... ãnnn... Ele... ãnnn... ãnn ele vai anular... ãnnn ãnnn Ahhhhh  o nosso casamento.. ãnn ãnnn  - Eu a abracei forte e fiquei chorando em seus braços, pela primeira vez sentindo o calor de alguém para me consolar. Depois que me acalmei, pedi que guardasse segredo.

- Ness, Jacob te ama... – Segurou o meu rosto com as duas mãos e olhou em meus olhos. – Eu ouvi ele dizer isso para Seth lá embaixo. Ele está sofrendo muito e não entendo o motivo de ele querer anular o casamento de vocês.

- Ele não me ama, Claire... – Mais lágrimas rolaram em meu rosto, meu coração aflito doía tanto, mas tanto que quase caí e fui amparava por ela.

- Você não pode correr assim, amiga! Mal se aguenta de pé! – Disse me segurando.

- Eu sei Claire ãnn ãnn ãnnn, mas... ãnnn

- Você tem medo de decepcionar, Jacob¿ É isso¿ Ness, ele entenderá que não está bem para correr. – Apoiou o meu corpo contra a parede e me segurou com gentileza.

- Claire, o que nos ligou e nos manteve forte durante esse tempo foi o amor aos cavalos. Eu fiz de tudo para vir para Londres... Fiz de tudo para ele me deixar correr e agora não posso fazê-lo passar vergonha.

- Ainda tem uma chance. – Segurou o meu rosto e o ergueu para encarar o seu olhar. – Ele te ama... Tenho certeza. Lute por ele, Ness! Lute! – Ela me incentivou de forma corajosa.

- Eu já fiz isso, Claire... Lutei e tirei forças de onde não tinha por esse amor. Passei as piores humilhações, fui rejeitada por ele e tive que enfrentar a sua amante.  Já não posso mais, amiga... Não posso mais... – Fechei os olhos e lembrei-me do seu rosto enquanto me dizia que aquelas palavras que fizeram meu coração doer tanto.

FLASH BACK ON

- Tudo o que eu fizer daqui para frente, é para o seu bem... Eu te quero muito bem para vê-la sofrer.

– Eu pedirei a anulação do nosso casamento e a deixarei livre para começar de novo.

– Você encontrará um homem bom e terá filhos bonitos com ele... Será feliz...

- Amanhã quero que você brilhe e mostre para todo mundo que, Renesmee Cullen, não tem medo de nada. Que é forte e corajosa para enfrentar um cavalo arisco... - Eu estarei lá para ver a sua glória, minha querida

FLASH BACK OFF

Como ele podia achar que eu seria feliz sem ele¿ Que entregaria meu corpo a outro homem¿ Que me esqueceria de tudo o que vivemos juntos¿ Como¿ Aquilo era o que mais me doía, porque fazia pouco caso dos meus sentimentos e achava que qualquer um poderia tomar o seu lugar.

Depois que conversei com Claire, lavei o rosto e terminei de me arrumar. Então descemos juntas e todos nos esperavam.

Vi que Lord Billy e Rachael me olhavam curiosos, certamente ao perceber o meu rosto choroso, mas não teceram nenhum tipo de comentário a respeito.

Seguimos para o hipódromo, Claire, Rachael e eu em uma carruagem. E Jacob foi com Lord Billy na outra, tornando as coisas para nós dois menos complicadas e constrangedoras.

A cidade estava cheia de grandes carruagens e muitas pessoas pelas ruas no caminho do local que aconteceria a grande e esperada corrida. Por isso, demoramos um pouco a chegar e tivemos dificuldade em encontrar um local para deixar as carruagens.

Depois segui com Jacob até a baia onde Nefasto estava, e os outros seguiram para as arquibancadas e bilheterias de apostas. Antes de irem, Seth e Jacob deram dinheiro para Billy apostar para eles antes de seguirmos o nosso caminho.

O local estava complicado de se locomover e para complicar a situação, todos me olhavam como se fosse um fantasma ou coisa estranha por causa das roupas de amazonas, e o óbvio fato de ser a única mulher a participar daquele tipo de competição.

Quando chegamos à baia, Seth logo colocou a cela, prendeu os arreios e reforçou as rédeas do animal, que parecia agitado com todo aquele barulho a nossa volta.

O ambiente estava conturbado, Nesfasto relinchava a todo o momento ao ouvir o som dos outros cavalos e as conversas barulhentas das pessoas no local.

Jacob não me encarou em nenhum momento, apenas permaneceu ao meu lado até chegarmos com Nefasto à porteira de largada. Segurou a minha mão e me ajudou a subir, posicionando o meu pé sobre os arreios do cavalo. Depois a beijou e desejou-me boa sorte.

- Boa sorte, pequena! Dará tudo certo... Tenho certeza. – Disse e seus olhos encontraram os meus por um breve momento. Depois desviou o olhar. – Tenho orgulho de você... Nunca se esqueça disso, Ness...Você sempre será o meu Sol particular.

- Boa sorte, Ness! Tenta se acalmar. – Disse Seth e os dois saíram, deixando-me ali de frente para a porteira à espera de sua abertura.

Antes de a porteira se abrir, Nefasto começou a pular e a relinchar muito e em algumas vezes, quase me derrubou. Tentei controlá-lo, mas não conseguia, toda aquela gritaria vindo de todos os lados. A porteira se abriu e os cavalos dispararam. Nefasto começou a correr, mas logo no início da pista começou a pular como boi bravo, quase me derrubando. Ouvi gritos da arquibancada, com um som que parecia OHHH!!! Mas não tive tempo para olhar.

Consegui controlar o animal e depois que parou de pular, comecei a falar com ele.

- Nefasto, querido, preciso de você! Vamos! Preciso que corra!

Ele parecia calmo e quando ouviu a minha voz, começou a galopar muito rápido pela pista. E naquele momento, ouvi os aplausos na arquibancada e muitos gritos.

A pista era longa e teria que dar duas voltas inteiras, Nefasto começou a ganhar velocidade de uma forma surpreendente e quando percebi, estávamos alcançando o último cavalo. Conseguimos ultrapassar e seguimos o percurso cada vez mais rápido, passando um a um.

Os gritos na arquibancada eram cada vez mais fortes, muitos aplausos  acompanhados de “OHHHH!” todas as vezes que eu ultrapassava um cavalos.

O vento forte golpeava o meu rosto, meu corpo sofria com os solavancos fortes de Nefasto, minha visão ficava cada vez pior com a velocidade que ganhava e tive medo de atropelar algum cavalo no meio da corrida. Para a minha sorte, o senso de direção de Nefasto era perfeito e aos poucos foi deixando um a um para trás. Quando percebi, só havia um cavalo a nossa frente, há algumas léguas para a linha de chegada.

Forcei Nefasto a correr mais, batendo em seu lombo e gritando com ele.

- IAHHHH! IAHHHH VAMOS, NEFASTO!! IIIAHHHH! IAHHHHH! VAMOS!

O cavalo obedecia aos meus comandos e corria muito rápido pela pista, até que ultrapassou o primeiro competidor e escutamos uma salva de palmas vindas das arquibancadas, misturadas com os gritos “OHHHHHHH!!!!”.

Continuei a galopar muito rápido sobre o animal e quando percebi, havia passado a linha de chegada, escutando os gritos e as salvas de palmas vindas da plateia.

Sentia-me livre, feliz pela primeira vez desde a noite anterior, e orgulhosa pelo feito que acabava de fazer. Por isso, continuei a galopar em Nefasto, dando mais uma volta na pista enquanto os demais cavalos se retiravam do local.  Quando chegamos em frente ao público, diminuí a velocidade, soltei os cabelos, abri os braços, sorri ao imaginar a alegria e satisfação de Jacob e comecei a galopar lentamente pela pista de olhos fechados, sendo aplaudida pela multidão. E quando abri os olhos, vi que todos aplaudiam de pé, inclusive a Rainha Vitória que sorria feliz.

- NESS! NESS! – Ouvi um grito com uma voz rouca extremamente familiar e virei para olhar e tentar encontrá-lo. Então o vi pulando a cerca da arquibancada e caindo sobre a pista de corrida.

Meu coração disparou quando ele correu em direção ao cavalo. Segurei as rédeas de Nefasto e o fiz parar de correr. Fiquei a observar Jacob vindo em nossa direção e quando chegou finalmente, estendi os meus braços e permiti cair em seu colo.

Todo o meu corpo se arrepiou com o seu toque, nossos olhos se encontraram, Jacob me apertou forte contra o seu corpo e começou a chorar emocionado. Depois, segurou meu rosto com as duas mãos e começou a sussurrar olhando de forma penetrante e apaixonada, com um brilho diferente no olhar.

- Ness, não quero que você vá embora... Pequena, eu não saberia viver sem você nem sequer um dia... – Tocou o dedo em meus lábios, que tremiam de nervoso, e depois secou as lágrimas de meu rosto, que desciam sem ao menos perceber que chorava. – Eu amo você! Eu amo tanto que chega a me doer...  Pode me perdoar pela minha cegueira¿ - Pediu e depois que eu assenti com a cabeça, colou seus lábios sobre os meus e começou a me beijar de forma desesperada, explorando cada canto da minha boca com sua língua quente e deliciosa, que me entorpecia com aqueles movimentos sensuais e enlouquecedores. Ela fazia movimentos circulares, permitindo-me sentir o prazer de cada toque, eriçando os pelos de meu corpo, ao gosto quente, voraz  de seus movimentos perfeitos. Enquanto suas mãos afagavam os fios dos meus cabelos e me apertavam contra o seu corpo. – Wooww Hamm haommm Eu amo você mais do que tudo, meu pequeno sol. Sou egoísta demais para deixá-la ir para longe de mim. – Dizia ofegante após o nosso beijo, com os olhos fechados e um sorriso imenso em seu rosto. – Hoje você será minha... Quero beijar cada pedacinho do seu corpo...hammm...Hamm...quero te dar todo o prazer desse mundo, pequena. – Tomou meus lábios novamente e me beijou, mas dessa vez de forma lenta e muito carinhosa, movendo os lábios molhados sobre os meus.

De repente, ouvimos uma multidão ao nosso redor, falando muito e nos aplaudindo. Interrompemos o beijo e vi toda aquela gente desconhecida nos cercando, a plateia batendo palmas, Seth levando Nefasto pelas rédeas. Foi aí que caí na realidade, percebendo que não poderia ficar beijando o meu marido daquela forma na frente de todos.

Jacob me colocou no chão e muitas pessoas me parabenizavam e aplaudiam. Fomos conduzidos até um pequeno pódio, que ficava em frente à arquibancada. Jacob me ajudou a subir e de repente, vi a Rainha Vitória se aproximando com um arranjo lindo de flores.

Meus olhos se encheram de água ao ver a tão falada Lady, com um lindo vestido vermelho cheios de detalhes em branco e dourado. Um pequeno chapéu enfeitava a sua cabeça. As joias eram as mais lindas que já havia visto na vida. Seu porte e elegância eram de uma verdadeira monarca. Possuía a pele muito branca, tinha as finas feições em seu rosto delicado, olhos e cabelos negros. Seu andar e a forma como olhava denotavam toda a sua altivez.

- Vossa Alteza! – Fiz uma reverência curvando o corpo e abaixando a cabeça. E vi que Jacob e as pessoas em volta, fizeram o mesmo diante a nossa monarca.

- Você foi muito corajosa, criança. Esse cavalo é muito arisco e podia tê-la machucado. – Ela colocou o arranjo de flores em meus braços. Depois recebeu de um homem a coroa e a pôs em minha cabeça. E por fim me entregou um pequeno objeto, que parecia uma estátua de bronze, em forma de um lindo cavalo. – Que essa não seja a sua primeira glória! – Depois que me entregou, estendeu a delicada mão para Jacob, que a beijou em reverência. – Você tem muita sorte de ter uma esposa tão linda e apaixonada. Já soube de seus feitos e da sua língua arredia para defendê-lo. Deve orgulhar-se da sua companheira.

- Eu me orgulho, majestade. – Jacob disse envergonhado diante da rainha.

- Agora preciso ir! Parabéns pela vitória, criança. – Disse e saiu com a mesma altivez com que se apresentou. Ouvimos muitas salvas de palmas e gritos da arquibancada.

Jacob me pegou em seus braços, colocou-me no chão e seguiu comigo até o restaurante vip do hipódromo, onde toda a família nos aguardava, e éramos  aplaudidos por onde passávamos, com muitas pessoas nos observando de forma curiosa. Afinal, não era todos os dias que viam uma Condessa com um Lorde como Jacob e aquilo lhes causava curiosidade.

Recebi todo o carinho e atenção da família, cumprimentos de vários amigos dos Cullen que foram me conhecer de perto e por fim, fomos à carruagem para finalmente voltar para casa.

Como na ida ao hipódromo, voltei com Claire e Rachael, que me colocaram a par das fofocas que ouviram antes de começar a corrida.

- Ness, as intriguistas que estavam no jantar de ontem, contaram para a sua família que o Duque rompeu o noivado com a Caroline.  – Disse Rachael rindo muito.

- Bem feito para aquela vaca! – Claire gargalhou satisfeita.

- Elas disseram que houve uma grande discussão e que o Duque exigiu a prova da honra de sua noiva. Mas o Lorde Foster ficou indignado e se recusou a permitir um exame em sua filha. Então, o Duque disse que não se casaria com uma desonrada que corria atrás de homem casado. Depois da briga, foi embora rompendo relações com os Foster.

- Bem feito para a safada! Ela teve meses para se casar e ficar bem com o marido. Mas tinha que vir atrás do meu. Bem feito! – Disse rindo da desgraça da vadia porca da Caroline, que certamente não encontraria nenhum nobre para se casar na Inglaterra.

- Todos só falavam no jantar de ontem, Ness! Foi uma fofoca enorme e até quem não esteve presente, falava super mal da Caroline. Duvido que os Foster sejam convidados para uma só festa de hoje em diante. – Rachael ria da desgraça da mulher que havia feito seu irmão sofrer com gosto.

Chegamos à casa e fui direto para os meus aposentos com Claire, louca para tomar um banho e trocar de roupa.

- Rachael, entregue o meu prêmio para Jacob guardar, por gentileza. Preciso me banhar e ficar apresentável para receber os convidados que certamente virão. – Disse entregando a pequena réplica de cavalo e o arranjo de flores para ela. Depois, segui para o quarto com minha amiga.


- Ele me ama, Claire! Ele me ama! – Comecei a dançar pelo aposento, rindo e chorando de felicidade.

- Mas eu disse que ele te amava... Só estava confuso, Ness. – Claire começou a dançar comigo e ríamos felizes da vida com a minha felicidade.

- Agora, ajuda-me com essa roupa! Quero estar bonita e apresentável para o meu marido. – Disse rindo e ela começou a me ajudar a despir o meu corpo. Depois caminhamos até a casa de banho, girei o objeto estranho que jorrava água na banheira para enchê-la. Entrei na banheira e fiquei sentindo a água enchendo o local pouco a pouco.

Depois de um bom tempo me banhando, saí, sequei o meu corpo e comecei a colocar aquele monte de roupas com ajuda da minha amiga e dama de companhia. Depois arrumei os cabelos, passei um pouco da pasta avermelhada nos lábios, o suficiente para dar uma leve cor em seu contorno, penteei os cabelos, passei perfume e calcei os sapatos.

- Pronto! Está linda, Ness. – Disse Claire ao me observar naquele lindo vestido azul.

- Será que Jacob gostará¿ - Perguntei sorrindo para ela.

- Ele gosta de você de qualquer jeito. Mas tenho certeza de que amará o vestido novo que comprou. Agora vamos descer, que sua família já deve estar a sua espera. – Disse e saímos dos meus aposentos e caminhamos em direção à sala.

Além da minha família, havia várias Ladies e Lords bem vestidos conversando e bebendo vinho a minha espera. Eu fui recebida com alegria por todos, que disputavam um pouco da minha atenção.

Depois de um bom tempo fazendo sala para as visitas, Jacob pegou a minha mão e me conduziu para o quarto, fazendo-me caricias por todo o caminho.

- Você está cheiroso, demais Milord! – Disse beijando o seu pescoço assim que entramos e ele trancou a porta.

- Rachael comprou esse perfume para mim e resolvi pô-lo hoje após o banho. Queria que se agradasse do meu cheiro. – Virou-me de costas e começou a beijar o meu pescoço suavemente e a passar a língua quente sobre ele, causando-me muitos arrepios em todo o meu corpo.

- Mas eu sempre me agradei do seu cheiro, marido. – Respondi para ele, que continuava com as carícias e naquele momento, tocava os meus seios sobre o tecido do vestido.

- Hoje será diferente, minha esposa... Hoje nós consumaremos o nosso casamento e quero que seja perfeito para você... – Lambeu o lóbulo da minha orelha, causando calafrios e fazendo um frio estranho revirar o meu estômago. – A propósito, você também está muito cheirosa... muito tentadora, “amor”. – Meus olhos se encheram de lágrimas quando ele me chamou de “amor” e uma sensação de felicidade tão grande invadiu o meu coração, que batia muito rápido e descompassado naquele momento. Era a glória de amar e ser amada na mesma medida.

- Fala novamente! – Pedi manhosa enquanto senti os seus dedos abrindo os botões do meu vestido e os lábios descendo em meu pescoço, deixando um rastro de paixão por cada local onde passava. Um frio percorria a minha espinha, uma estranha ansiedade tomava conta do meu ser e a minha respiração começou a ficar ofegante. Fechei os olhos e me permiti sentir cada sensação estranha enquanto me tocava e beijava.


- Amor... Amor... Amor... – Jacob sussurrava gostoso enquanto abria os botões do vestido, depois começou a desamarrar o espartilho delicadamente e quando terminou, ergui os braços para que tirasse o vestido.

Depois de tirá-lo, soltou as armações, começou a remover a camisola delicadamente e as calças bufantes, deixando-me completamente nua em sua frente.

No primeiro momento, fiquei com vergonha e pensei em esconder os seios. Mas depois decidi que não teria vergonha de meu marido e o permitiria admirar todo o meu corpo, que ardia e sentia calafrios na proporção em que me observava com luxúria nos olhos.

Ele começou a soltar a sua gravata e depois eu o ajudei a retirar o paletó. Assim foi se despindo na minha frente e ficou completamente nu.

Quando observei a sua sexualidade, arfei sem ar e confesso que fiquei apavorada com a enorme coisa que parecia uma grande cobra pronta para me atacar. Ele vendo o meu pavor, abraçou-me carinhosamente e sussurrou em meus ouvidos.

- Não tenha medo de mim, pequena! Não a machucarei... Prometo. – Jacob começou a beijar as minhas costas gentilmente, senti seus dedos deslizarem de forma delicada da altura das minhas nádegas até o meu pescoço, eriçando os fios dos meus pêlos novamente aos toques suaves e gentis de deus dedos. Seus beijos quentes provocavam-me uma lascívia e faziam meu corpo arder de paixão e desejo.

Jacob pegou-me no colo, caminhou até a cama e me sentou. Depois sentou-se a minha frente, ficou olhando por um tempo em meus olhos e seus dedos delicados começaram a acariciar os meus seios.

- Vou te dar muito prazer, pequena... Tenta relaxar! Só isso... Deixa que eu farei tudo e te mostrarei como fazer... Se eu te machucar, pede que paro na mesma hora. – Ele me deitou na cama e depois o senti beijando os meus pés delicadamente, subindo com a sua língua quente pelos meus tornozelos, intercalando beijos delicados com pequenos chupões. Sentia meu corpo queimando cada vez mais, proporcionando uma sensação completamente desconhecida e prazerosa com beijos que distribuía pela minha pele.

- Amo você... Amo cada pedaço do seu corpo delicado... – Jacob beijava as minhas pernas com tanta paixão e voracidade, que comecei a sentir uma estranha umidade se formar em minha sexualidade. Meu corpo começou a se contorcer pela cama, não conseguia controlar a respiração ofegante, comecei a gemer com prazer que aqueles toques em minha perna proporcionavam ao meu corpo. Soltei um gemido mais alto e fiquei envergonhada. E naquele momento, vi Jacob rindo satisfeito. – Você já está gozando, amor... Isso é muito bom... Mas é apenas o começo. – Sussurrou e começou a chupar o meu joelho cada vez mais forte, sua língua deixava um rastro de paixão pela minha pele. Meu corpo ardia, meu coração estava cada vez mais acelerado, a respiração falhando e uma coisa estranha movendo-se em meu estômago.

Jacob chegou a minha coxa e deu uma leve mordida. Gemi instintivamente naquele momento e segurei para não gritar de prazer. – Wooww Shaaaaa Waaaaa - Começou a chupar e a apertar toda a região, fazendo meu corpo se debater novamente sobre a cama, contorcendo não por dor, mas por um prazer tão grande que me fazia revirar os olhos, morder os lábios e apertar os meus seios de forma desesperada. Era algo inimaginável aquele momento, eu tinha que morder os lábios para não gritar pedindo mais dos seus beijos, mordidas e chupões pela minha coxa.

- Wow Jacob... Jacob... – Gemi o seu nome depois que meu corpo começou a se controlar. Então senti seus lábios sobre a minha barriga e ... OH GOSHHH!!!  WOOO!! Seu dedo tocou a minha sexualidade, fazendo movimentos circulares sobre ela e comecei a sentir meu corpo se contorcer e não consegui segurar os gritos e as lágrimas que rolaram em meu rosto. – JACOOOBBB! WOSSSHHHH! – Deus aquilo era muito bom e não conseguia entender como meu corpo reagia e me fazia debater de forma voraz sobre a cama. Cada movimento rápido que fazia, tinha que segurar os gritos, morder os lábios, revirar os olhos enquanto meus dedos pressionavam os fios de seus cabelos.

- Gosta disso, pequena¿ - Perguntou com sorriso vitorioso ao ver que me debatia sobre a cama, gemendo, arfando e revirando os olhos de forma enlouquecedora pelos seus toques ardentes em minha sexualidade.  Não conseguia falar, não tinha condição de responder nada, porque a minha respiração não me permitia sequer dizer um SIM sem gemer alto ou gritar de prazer. – Fico feliz por estar gozando apenas com meus toques, pequena... Quando terminar, você não terá mais vontade de sair dessa cama. – Voltou a beijar a minha barriga e intensificou os movimentos em minha sexualidade. Sua língua deslizava pela minha pele, intercalando com mordidas e chupões, o que me fazia reagir ainda mais com toda aquelas sensações estranhas e prazerosas em meu corpo.

- Ghosssss... Wowww ... shhhhhh Jacob... – Mais um violento ataque abateu o meu corpo, mordi os lábios, puxei os seus cabelos e chorei de felicidade com aquela sensação tão gostosa... Tão prazerosa que estava me levando ao delírio total. Meu corpo e minha mente já não me obedeciam. A única coisa de que eu precisava era sentir seus beijos e chupões pela minha pele queimando de prazer.

Senti seus lábios pressionarem o meu seio, sua língua começou a brincar com o meu pequeno bico, movendo-se lentamente sobre ele. Ainda sentia o seu dedo fazendo movimentos intensos em meu sexo, enquanto sua boca começava a intercalar os beijos e chupões sobre o meu seio. E quando chupava, meu corpo gritava, eu cravava as unhas em suas costas, mordia os lábios e tentava sufocar os gritos. Sabia que a casa estava cheia e não poderia gritar como uma cadela no cio. Mas meu corpo recusava a me obedecer com tantos toques, beijos suaves e vigorosas chupadas em meu pequeno seio.


- AHNN! Woowwwshhhhh! Jacob... Assim eu não aguento.. Ahhhhhh Shhhhhhh

- Calma,pequena! Ainda estamos só começando. – Gemi gostoso enquanto ele intercalava beijos e chupões em meu seio. Depois o abandonou e segurou firme o outro, fazendo a mesma cosia com a boca, enquanto eu me debatia como louca na cama, movendo-me como uma cobra tentando fugir de um ataque.

- WOOOOOOWWWW! – Gemi alto após mais uma compulsão de prazer me atingindo de forma violenta. Senti meu corpo inteiro se debater. Jacob calou meus lábios com um beijo voraz, chupando a minha língua, depois explorando cada canto da minha boca, enquanto meu corpo só faltava pular da cama com tudo aquilo.  Meu corpo estava imerso a um novo e mais forte ataque de prazer. Woww. – Gemi em sua boca e quando ele me beijava cada vez mais rápido, sua língua fazia movimentos circulares sobre a minha. Ele abandonou o meu sexo, senti suas mãos abrirem as minhas pernas, pressionarem as minhas coxas. Depois senti seu corpo se encaixando entre o meu e seu dedo voltar a se mover em meu sexo.

Tudo acontecia ao mesmo tempo, o beijo voraz, o encaixe entre as minhas pernas, os movimentos em meu sexo e... Wowwww... Senti uma ardência em minha entrada, que começou a ser rasgada. Gemi de dor – ÃNNN! – Jacob abandonou os meus lábios e olhou no fundo dos meus olhos.

- Amor, se eu te machucar, você pede que paro no mesmo momento. – Sussurrou gostoso encarando o meu olhar. Mordi os lábios e assenti, quando senti a entrada sendo rasgada. Gemi novamente de dor e voltei a sentir meu corpo sendo atingindo pelo prazer novamente. Já não sabia se chorava de dor ou de prazer. Quando senti novamente seu membro entrando em minha passagem. – Estou te machucando¿ - Parou o movimento do corpo e perguntou preocupado. Eu apenas assenti com a cabeça. Não tinha a menor condição de responder absolutamente nada.

Eram prazer e dor, prazer e dor... Mais prazer do que dor atingindo o meu corpo. Senti as lágrimas rolando em meu rosto, vi que ele também chorava, mas não parava de fazer as duas coisas, me dar prazer com seus dedos e dor com o seu membro rasgando a pede a minha entrada.

- ÃNNN!  - Chorava e ria, chorava e ria.

- Estou te machucando¿ - Parou novamente e encarou os meus lhos.

- Pelo amor de Deus para de falar e continua!  - Consegui arrancar forças em meio àquelas sensações tão estranhas para falar. E senti novamente meu corpo se debatendo sobre a cama, um riso forte rompeu a minha garganta, as lágrimas começaram a escorrer ainda mais em meu rosto, sentia seu membro entrando dentro de mim, mas o prazer era tanto... Tanto... Tanto... que a dor chegava ser gostosa naquele momento. – WHHHHHH! Jacooobbbb!!! Gosshhhhhh! – Cravei as unhas em suas costas, comecei a gemer, gemer e gemer ainda mais quando senti uma última ponta de dor tão profunda e gritei.  – AHHHHH! – Jacob tomou meus lábios e começou a me beijar para impedir os gritos. Seu beijo era mais gentil e os movimentos de seus lábios estavam misturados com o gosto salgado das lágrimas que desciam em nossos rostos. Seu corpo começou a se mover dentro de mim, senti seu membro saindo por inteiro da minha passagem e depois entrar novamente várias vezes de forma lenta e suave. Seus dedos já não estavam mais em minha sexualidade e suas mãos seguravam as minhas pernas, abrindo-as para facilitar os movimentos em meu corpo. Era um entra e sai tão gostoso,que acabei esquecendo completamente da dor, entregando-me aos beijos delicados em meus lábios, acariciando seu corpo lindo e perfeito de macho e aproveitando cada movimento fazia dentro de mim.

- Wooww Ness! Eu amo tanto você, pequena... Você é tão deliciosa, amor! Wooo! Ness... Ness... Ness... Minha pequena... Eu amo você. – Jacob sussurrava meu nome enquanto me possuía de forma intensa, invadindo o meu corpo sem restrição, aproveitando o  prazer que os nossos corpos juntos proporcionavam. Ofegante, cheio de volúpia, com lábios vorazes em busca dos meus, intercalando beijos com juras e promessas. – Sempre serei seu, Ness...OH Sim... Sempre... Todos os dias, quero fazer amor com você... Quero te fazer gemer gostoso para mim, pequena... Todos os dias de minha vida, quero tocar o seu corpo, amor.... WWWOOOO! – Deu um gemido mais alto, revirou os olhos e sorriu. – Olha como me deixa louco de prazer! Goshhhhh você é gostosa demais! – Começou a intensificar os movimentos em meu corpo, entrando e saindo cada vez mais rápido.

- Jacob... ãnnn ãnnn... Jacob... Woooww – Meu corpo começou a se debater novamente sobre a cama e o dele se debatia sobre o meu. Gememos juntos e alcançamos o prazer ao mesmo momento.

- WOOOOWWW !!! – Jacob gemeu alto.

- Goshhhhhh Wowww Jacob....

Senti Jacob saindo de meu corpo e um líquido quente pingando em minha pele. Depois deitou na cama e me puxou para si, colocando-me deitada sobre o seu peito.

Começou a acariciar as minhas costas de forma carinhosa, enquanto tentava controlar a sua respiração. Eu por minha vez, ainda ofegante e cansada, sentindo os lábios ardendo e doloridos pelos beijos, o corpo ainda trêmulo e queimando, respiração irregular e uma ardência em minha entrada. Estava muito cansada, completamente mole e só precisava relaxar o meu corpo sobre o seu, sentindo as carícias de suas mãos pelas minhas costas. Fechei os olhos, pousei a mão em seu peito e tentei dormir um pouco para descansar.

- Amo você, pequena... Você é o meu sol.... Minha vida. – Sussurrou antes que eu dormisse.

---- xxx ----

Meu corpo estava completamente mole. Tentei me virar para o lado e procurar meu amor, mas tinha preguiça até de me mover na cama. Abri os olhos, passei as mãos pelo lençol da cama e não o encontrei.

- Jacob... Jacob... – Sussurrei manhosa e ouvi a sua voz rouca e sensual me respondendo.

- Estou aqui, amor! – Consegui virar o meu corpo e o vi arrumando alimentos sobre a pequena mesa. – Que soninho gostoso, hein?  Você dormiu o dia inteiro e parte da noite. Pensei que não acordaria mais, pequena. – Disse caminhando até a cama.

- Dormi isso tudo¿ Deixa eu me levantar, para me banhar e descer para o café. – Disse tentando sentar na cama.

- Ainda é madrugada, Ness! O Sol ainda não nasceu. Mas como sabia que acordaria com fome, preparei alimentos para você, minha princesa. – Sentou-se ao meu lado na cama, beijou a minha mão, tocou o meu rosto e ficou me observando de forma encantadora. – Você gostou do que fizemos¿ - Perguntou franzindo o cenho.

- Foi maravilhoso, amor... Nunca senti uma coisa tão boa e gostosa em toda a minha vida.... Eu quero que me faça sua todos os dias. – Disse fazendo beicinho e ele riu.

- Essa é minha intenção, meu amor! Quero fazer amor com você todos os dias... OH, Ness, quanto tempo perdermos por eu não enxergar que já te amava. Foi preciso te perder para ver o que estava diante dos meus olhos, pequena.

- Desde quando, Jacob¿ Você amava Caroline. – Disse abaixando a cabeça, com medo da resposta que ouviria.

- Eu gostava do corpo e dos beijos da Caroline, Ness.. – Ele hesitou por um momento, talvez por medo de me magoar. Ma depois continuou. – Mas com você sempre foi diferente... desde a primeira vez que a tive em meus braços, você vestida de noiva e dormindo como um anjo, quis cuidar de você... Eu me apeguei tanto, que não consegui permitir que fosse embora. Poderia ter pedido a anulação do casamento naquele momento. Só que precisava de você ao meu lado para me fazer feliz... – Jacob revirou os olhos e riu. – Para me fazer rir e voltar a ser criança novamente... Cuidar de mim, Ness... Cuidar de mim. Eu já te amava ali, agora vejo isso claramente. Eu tinha medo de te tocar e te machucar. E sobre tudo, tinha medo de me abandonar. – Jacob fechou os olhos, respirou fundo e continuou. – Quantas noites sonhei com você indo embora e me desprezando... Eu tinha tanto medo de me entregar e sofrer novamente. Eu desejava o seu corpo de forma tão intensa, que chegava a sonhar com ele... Quando chegava perto, sentia o desejo explodindo e uma vontade imensa de tocar os seus seios. – Ele colocou as mãos sobre os meus seios e os acariciou. – Mas  o medo!! O medo foi o que me impediu de ver que já te amava, Ness... E quando fizemos amor, tive tanto medo de te machucar... Você é tão pequena e tão frágil, meu botão de rosa.... Você gostou do que fizemos¿ Eu não te machuquei¿ - Puxou-me para o seus braços e me apertou fortemente contra os seus peitos.

- Jacob, foi tudo perfeito... – Fechei os olhos e comecei a chorar. – Cada toque, seus gestos carinhosos, os lábios em minha pele e ... – Tive vergonha de falar da minha sensualidade sendo estimulada.

- Você estranhou quando eu a toquei¿ É isso¿ Lembra que te falei que nós homens conversamos sobre as mulheres¿ Que falamos sobre os seus corpos e como tocá-los¿ Ness, eu não quero só sentir prazer ao te fazer minha. Sobre tudo, quero que sinta prazer e se não gostar da forma que te toco, quero que me diga que eu paro no mesmo momento.  – Disse beijando os meus lábios.

- Eu gostei de tudo, Jacob.... Foi...

- Como foi¿ O que você sentiu, pequena¿ - Começou a beijar o meu pescoço.

- Foi incrível! Às vezes, algo acontecia com meu corpo e ele ficava fora do controle. Era uma sensação tão boa e gostosa, que perdia completamente a noção do que fazia... OH, God!! Eu quero mais Jacob...

- Você estava gozando, Ness... – Jacob riu satisfeito. – Quando aquilo acontecia, você estava atingindo o ápice do seu prazer. – Começou a rir e eu não entendi o motivo. – Normalmente, as mulheres só chegam a esse momento, quando estamos dentro delas, possuindo de forma voraz, pequena. – Começou a distribuir beijos em meu pescoço. – Mas você chegou ao clímax quando eu ainda beijava o seu tornozelo... Aquilo foi incrível, pequena... Incrível...

- Oh, Jacob, você me faz feliz. – Eu o abracei forte – Mas agora preciso de um banho e comer algo... Estou faminta.

- Deixa eu pegar a bandeja com alimentos para você. Depois tomamos banhos juntos, pequena. – Afastou-se de mim, foi até a mesinha, pegou a bandeja com alimentos e trouxe para cama. Começamos a comer juntos e quando terminamos, levou-a de volta para a mesa, voltou para cama, pegou-me nos braços e caminhou comigo para a casa de banho.

- Eu já deixei cheia. Sabia que gostaria de um banho assim que acordasse. – Ele me colocou na banheira e começou a passar a pequena pasta com cheiro de lavanda em meu corpo. Passou em minhas costas e foi descendo até as minhas nádegas. Depois ficou de frente e passou em meu pescoço, meu colo, foi descendo até os meus seios e começou a acariciá-los. Senti meu corpo arder chamando pelo dele. Minha loucura por aquele homem começava a gritar, pedindo mais e mais dele dentro de mim. Sua mão pousou em minha barriga e começou a fazer movimentos circulares sobre ela. Depois desceu até o meu sexo e começou a lavá-lo e estimulá-lo de forma carinhosa, com movimentos sinuosos sobre a sensível pele.

- Jacob, eu preciso de você, amor... preciso te sentir novamente. – Gemi baixinho, ele segurou a minha mão e me levantou.

- Vem, cá! – Tirou-me da banheira, entrou dentro dela e depois se sentou. Pegou a minha mão e  me conduziu para dentro da banheira. Posicionou as minhas pernas entre a sua cintura e colocou o seu sexo na entrada do meu. Agradeci por não estarmos no castelo, pois não conseguiríamos fazer aquilo na pequena tina redonda da minha casa de banho. Gemi quando senti seu membro entrando lentamente, minha pele sendo rasgada novamente causando uma leve e incômoda dor.

- AHH!

- Te machuco¿ - Perguntou preocupado observando o meu rosto.

- Não, amor! Continua, por favor!- Apesar da dor, queria sentir tudo aquilo novamente. Precisava sentir todas aquelas sensações em meu corpo. Segurei os seus ombros, ele com uma das mãos, pressionou a minha cintura e com a outra tocou o meu sexo, fazendo movimentos circulares rápidos sobre ele. Meu corpo começou a reagir aos toques. Gemi instintivamente quando seus lábios tomaram os meus.


- Wowww Jacob... – Sussurrava entre beijos ardentes, toques carinhosos em seus músculos, movimentos delicados de seu membro latejando dentro do meu corpo... Ele latejada dentro de mim. Podia sentir sua pulsação dura e forte preenchendo todo o meu canal. Era a coisa mais incrível do mundo sentir o meu marido me conhecendo por dentro, tocando o meu corpo sem restrição ou medo. Fazendo-me sua mulher e ousando nas carícias que não cessavam.

- Ness, deliciosa... – Gemia em meu lóbulo.

- Wooww quero fazer amor com você para sempre.... Que se dane o mundo... Quero sentir sempre você dentro de mim, meu amor... Wooww – Jacob pressionava as minhas coxas, enquanto entrava e saia de dentro de mim, gemendo com o prazer que nossos corpos proporcionavam um para o outro. Nossos lábios brincavam de forma gostosa, as línguas flutuavam juntas em movimentos perfeitos de paixão, desejo e loucura. Suas mãos ora pressionavam as minhas coxas, ora estavam em minha sexualidade e sem perceber, moviam sem para os meus seios, pressionando-os com força ou brincando com os meus pequenos bicos. Eu mordia o seu ombro, chupava o seu pescoço, às vezes arranhava as suas costas quando sentia meu corpo arremetido por mais prazer. Revirava os olhos, gemia e gemia em loucura quando sentia sua pulsação dentro de mim, entrando e saindo cada  vez mais rápido... Aquilo era o céu!!

Depois que nos descobrimos como homem e mulher, ficamos trancados em nossos aposentos por duas semanas, fazendo amor dia e noite sem cessar, aproveitando as carícias, o prazer e toda a felicidade que aqueles momentos podiam nos proporcionar.

Quando saíamos do quarto para buscar alimentos ou cumprimentar os outros, bastava um olhar ou apenas um singelo toque para o nosso desejo aflorar e nos fazer voltar para o nosso ninho de amor.


Depois de duas semanas, Billy nos informou que voltaríamos para o castelo em Reading, pois precisavam preparar o casamento de Rachael e Paul antes que a barriga começasse a crescer. Então, preparamos os nossos baús, a comitiva para levar Nefasto de volta, despedimos-nos de minha família e partimos para uma longa viagem de volta para casa.

No caminho de volta, nos quatro dias de privações pelas florestas, sentia a imensa necessidade do seu toque, beijos e seu corpo latejante dentro do meu, dando-me aquele prazer que tanto amava. Mas sabia que precisava esperar até chegar ao nosso castelo, ficava então sonhando acordada com nossas noites intensas de amor enquanto Claire falava e falava o tempo todo, contando o que havia feito naquelas últimas semanas, os vestidos que havia ganhado de Rachael e os beijos com Quil. Apesar de sua tagarelice, não conseguia prestar a atenção em quase nada do que falava, pois minha mente só via Jacob e eu em uma cama fazendo amor. Estava completamente viciada e obsessiva pelo seu corpo, pensando naquilo praticamente o dia inteiro enquanto o observava no lombo de Pérola Negra.

Quatro dias se passaram e a carruagem parou no alto de uma colina. Ele abriu a porta e estendeu as mãos para mim.

- Vem, pequena! Estamos há algumas léguas do castelo... Venha galopar comigo. – Tirou-me da carruagem, deu um beijo gostoso em meus lábios, depois me colocou sentada no lombo de Pérola Negra e o montou.

- Amo você, Jacob... – Sussurrei enquanto galopava me abraçando por trás, beijando o meu pescoço, causando arrepios e aquela estranha sensação fria  revirando em meu estômago.

- Eu te amo mais ainda, meu pequeno botão de rosa. – Mordeu o  meu lóbulo e desceu seus lábios, percorrendo o caminho até o meu queixo. – Estou louco para chegar ao nosso rio... – Gemeu gostoso enquanto beijava a minha bochecha. – Quero fazer amor com você o dia inteiro dentro da água, pequena... Esses quatro dias me deixaram explodindo de tanto desejo... Quero estar todo dentro de você, amor... – Gemeu novamente, fazendo o meu coração acelerar, a umidade se formar em meu sexo, apenas com aquelas palavras cheias de luxúria. – Oh, como eu quero sentir você, Ness... Estou completamente viciado em você... O que fez comigo, sua pestinha¿ - Uma de suas mãos abandonou as rédeas e pressionou os meus seios, causando-me calafrios por todo o como.

- Woow Jacob... Wowww – Gemi sentindo meu corpo reagindo ao seu toque.

- Isso amor, goza para mim! – Sussurrou em meu ouvido, pressionando os meus seios sobre o vestido.

- Jacob, vamos cair desse cavalo se continuar a fazer isso. – Gemi  quando ele passou a língua no meu pescoço– Wooowww

- Vamos continuar galopando, Ness... – Gemeu em meu ouvido de forma gostosa. – Galopando em busca da nossa felicidade.


FIM



N:Glau/ E ai¿ Gostaram¿ Valeu apena esperar¿ Achei tão lindo e tão intenso o lesco lesco deles. Os dois se descobrindo esse amando sem reservar.
Eu não usei algumas palavras como espasmos, clitóris, borboletas voando no estômago porque era uma outra época e esse vocabulário não era usado. A Ness nem conhecia essas palavras. Então tentei descrever de forma que ficasse clara, mas tentando usar outro tipo de vocabulário.

Eu riria fazer apenas um lesco lesco para esse cap, mas a Valeria brigou comigo... Sabe, ela é muito taradinha e adora um lesc lesco. Ás vezes me lembra a Elis, que toda hora pergunta do lesco lesco. kkkk Então ficou muito aborrecida e brigou comigo, porque queria dois caps de safadezas. Então fiz dois lesco lesco nesse cap e uma prévia do que seria um terceiro só par ela não ficar triste comigo kkkk VAL PERDOA EU¿ HEM¿ PERDOA PIDONA¿ BJUS TÁ¿ EU TAMBÉM TE AMO! KKKKK (imaginem Glau mostrando a língua para a Valeira. kkkk)


Agora me digam o que acharam da fic¿ Foi bom ter uma fic curtinha¿ Consegui descrever bem a época e os costumes¿ Gente eu to ansiosa pelos comentários de vocês!!! Digam o que acharam.... Autora em cólicas e já morrendo de saudades da novelinha!

O epilogo sai na terça feira. OK¿ Eu também preciso do meu lazer e tenho algumas fics para ler. Então só farei o epilogo na segunda. O QUE VCS QUEREM PARA ESSE EPILOGO¿ ESTOU DANDO A OPORTUNIDADE DE ESCOLHEREM COMO SERÁ O PROXIMO CAP! LEMBRANDO QUE ESSA É UMA FIC ROMANTICA E NÃO SE SAFADEZA! KKKK

Obrigada pelo carinho, todos os comentários, mensagens, emails e recomendações!!!! SAIBAM QUE EU AMO VCS!!! E VCS ME FAZEM FELIZ!!!!

E QUE VENHA A HERDEIRA!!!! SHUASHUAHSUA só quero ver como farei um Jacob cafajeste. kkkk Esse será um grande desafio para mim. Mas vamos lá!!! Estou aqui para isso.

BJUS NO CORE!

[NOTA DA VALÉRIA: Isso sim é um lesco lesco digno de final feliz. Mas, vem cá!!! Duas semanas só fazendo amor???????? Menina, é negócio pra ficar ardida, não acham??? Eles estavam na secura mesmo, hein??? Ficaram viciados no negócio. Bom, gente eu gostaria de agradecer a receptividade que essa fic teve. Todas as leitoras demonstraram um carinho especial para com a Glaucia, inclusive em momentos em que ela esteve muito chateada. Gostaria de agradecer o carinho e que vocês possam curtir a próxima história que virá. Beijos a todas!]

n/h: Repete Jacob, Amor..amor....amor...aff! morri..
ai mordida na coxa! VC se superou autora..realmente foi o capitulo todo de muito sexoOO...
Porque será que a Glaucia faz o cara chorar de prazer?...kkkkkk....
Ness...?..” - Foi maravilhoso, amor... Nunca senti uma coisa tão boa e gostosa em toda a minha vida.... Eu quero que me faça sua todos os dias.”
...Essa é boa o JACOB ENSINADO A ELA O QUE FOI O ORGASMO!!! Só a Glaucia ..
Caraça! 2 semanas trancados nos aposentos? E no fim dos tarados galopando..
AMEI A FIC.....DEMAIS...ESSA ESTÁ NO MEU HANK DE MELHOR FIC DE EPOCA.....bjs até Herdeira.....meninas recomendem...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010




Penúltimo Capítulo – Orgulho



Caminhamos para o grande salão de braços dados, seguindo a vaca da Caroline que não tinha nenhuma reação diante das minhas palavras. Chegamos ao local, que estava cheio de lordes e ladies e todos nos olharam como se fôssemos as coisas mais estranhas do mundo.



Apesar do constrangimento, caminhei firme e segura, sempre com a minha cabeça erguida e com a expressão altiva. Tive vontade de sair correndo dali e esquecer aquela estupidez de jantar. Senti que Jacob estava tão mal quanto eu, mas mantinha a mesma expressão serena em sua face.



Avistamos os meus pais, conversando com um lorde distinto e caminhamos em sua direção.



- Boa noite! – Jacob os cumprimentou assim que ficamos diante deles.



- Boa noite, filha! Boa noite, Jacob! – Meu pai segurou a minha mão e a beijou de forma formal, como mandava as normas de etiqueta.



- Boa noite, lady Cullen! – Jacob segurou a mão da minha mãe e a beijou gentilmente.



- Jacob, Ness, esse é o Visconde de Manchester! – Disse meu pai e eu estendi a mão para ele beijá-la. Depois ele e Jacob deram um breve aperto de mão.



- Você está muito bem, Jacob! – Disse minha mãe, observando o seu traje impecável.



- Obrigada, Milady! Minha esposa cuida muito bem de mim. – Disse de forma séria para ela.



- Faço o que posso. – Respondi tentando me acalmar, enquanto observava o salão enorme. Havia uma tapeçaria bonita, quadros de todos os tipos, muitas luminárias, ladies e lordes vestidos impecavelmente nos observando com curiosidade.



- Sua filha é muito bonita, lady Cullen! – Disse o Visconde para mim.



- Obrigada! É muita gentileza de sua parte. – Respondi, virei o rosto e percebi que Caroline nos observava enquanto falava com uma moça.



- Filha, quero lhe apresentar a Marquesa de Brigestain. – Disse a minha mãe sorrindo e me puxou pela mão, deixando Jacob conversando com meu pai e o Visconde.



O tempo passava rápido, minha mãe, avó e tia Alice faziam questão de me apresentar para todas as ladies do recinto. Algumas conversas eram até agradáveis, porque na maioria das vezes tudo era muito fútil, não estava com a menor paciência.



Observava discretamente de longe os movimentos de Caroline, que se mantinha afastada de Jacob. Ficava o tempo inteiro fitando-o com curiosidade. Meu sangue ferveu e cresceu em mim uma vontade de fazer um escândalo e desmascarar a safada. Mesmo assim, me mantive firme e calma diante da situação.



Lady Foster anunciou que a ceia seria servida em minutos e que todos deveriam se encaminhar para a grande, iluminada e luxuosa sala de jantar. Segui para onde estava o meu marido, que segurou a minha mão de forma firme, deixando-me perceber que estava nervoso com toda aquela situação.



Ela foi indicando o local dos convidados e sentei ao lado de Jacob e de meus pais. Para o meu total desgosto, da nossa posição podíamos encarar o rosto cínico de Caroline, que também parecia temerosa e tentava não me encarar.



Todos começaram a comer e muitas conversas se formaram à mesa. Até que Lorde Foster, pai de Caroline, de onde estava à cabeceira da mesa, começou a indagar meu pai sobre o meu casamento. Começando uma conversa super delicada, o que fez o meu sangue esquentar de raiva e perder completamente a paciência com a sua arrogância.



- Lord Cullen, soube por fonte fidedigna que a sua última colheita não foi nada boa e por conta disso teve muitos prejuízos. – Ele disse e meu pai franziu o cenho. Vi que meu avô parecia analisar tudo e tentar entender onde ele queria chegar com aquela conversa.



- Sim! De fato não tive uma boa safra. – Meu pai respondeu sem entrar em detalhes.



- Mas por conta disso acabou perdendo o seu castelo. Não é verdade¿ E também barganhou a sua propriedade dando a sua filha em casamento para um sujeito sem nome, título e com uma péssima reputação. – Disse demonstrando o maior desprezo ao fato de Jacob e eu estarmos presente. Todos pararam de falar e observaram, intrigados, aquele assunto incômodo para a minha família.



- Isso é algo de que não gostaria de comentar. Problemas de família não lhe dizem respeito. – Meu pai respondeu em tom arrogante. Vi que minha mãe ficou vermelha e apertava as mãos de forma nervosa. Jacob não sabia como se comportar, tremia, apertava a minha mão e o encarava com raiva.



- De certo que é um problema de família. Ninguém está dizendo que não é. – Respondeu rindo. – Só queria entender como pode entregar uma criatura tão delicada e preciosa como Lady Black por conta de sua falta de habilidade com os negócios. – Nesse momento, meu avô pigarreou e entrou na conversa.



- Está indo longe demais, Lorde Foster! – Disse encarando o homem arrogante, que começou a rir.



- Que é isso, Carlisle¿ Somos velhos amigos e entre nós não há esse tipo de formalidade. – Disse rindo para ele.



- Lorde Foster é no mínimo mal educado. – Eu disse arqueando a sobrancelha.



- Lady Black não deveria entrar na conversa de cavalheiros. Seu marido não lhe ensinou a se calar¿ - Todos riram e no mesmo momento meu sangue ferveu. Antes que pudesse dar uma resposta, Jacob entrou na conversa e rebateu a sua pergunta.



- A minha esposa é uma mulher livre para dar a sua opinião. Ela é forte, decidida, perspicaz e eu não a calarei por convenções. Se é o que insinua, meu caro Lorde. Se ela pode ou não entrar na conversa, quem deve dizer sou eu e não o senhor. – Ele disse rispidamente para o homem que se atrevia a me advertir na frente de todos.



- Lady Black, devia se pôr em seu lugar e ouvir a conversa calada como as demais mulheres. – Disse ignorando os comentários de Jacob, dando ainda mais raiva da sua repugnância. – É preciso saber ouvir as verdades calada, milady! – Disse arqueando as sobrancelhas para mim. Mas Jacob não se calou e continuou a intervir na discussão.



- Achas que sou um selvagem sem educação. Mas está demonstrando não saber receber os seus convidados com sua impertinência. Não tem nada a ver com o nosso casamento e como anfitrião deveria ser no mínimo mais cortez. – Jacob disse com raiva e fiz um breve gesto para me deixar continuar. Ao observar o meu rosto, sabia que despejaria todo o eu veneno.



- Milord quer ouvir verdades¿ Realmente quer falar de verdade¿ Como julga as verdades da vida alheia se a sua casa anda cheia de mentira¿ Como pode apontar para as manchas do espelho dos outros, quando o seu próprio está imundo¿ - Todos arregalaram os olhos com a minha impertinência e meu pai me interrompeu.



- Ness! – Reclamou meu pai, muito aborrecido.



- Não, pai! Ele agora vai ouvir! Quem diz o que quer, ouve o que não quer, meu caro Lorde! – Ri debochada para ele.



- Deixe-a falar, Lorde Cullen! Conhece bem a sua filha e sabe que não leva desaforos. Como seu marido, permito que responda às ofensas que lhe foram feitas. – Jacob disse para o meu pai, que assentiu com a cabeça.



- Milady acha que pode debater comigo¿ - Deu uma gargalhada. Todos olhavam para ele, depois para mim. Minha avó estava quase tendo um colapso imaginando as barbaridades que eu falaria. Minha mãe estava vermelha como um pimentão e as demais ladies curiosas com a minha ousadia, sem imaginar que eu nem havia começado.



- Se eu fosse o Lorde, não provocaria a sua língua, meu caro. Ela pode parecer pequena e inofensiva, mas quando começar a falar está perdido... Só estou lhe advertindo, por conhecer bem a minha esposa. – Jacob disse para ele, fitando-o com ódio nos olhos. – E não se atreva a ofender a minha esposa. Ou terei que desafiá-lo para um duelo. – Completou encarado o nosso ofensor.



- Meu caro, Lorde Foste, eu casei por amor! Desde a primeira vez que vi o meu marido, eu o amei e desejei casar com ele. Saiba que não foi um sacrifico para mim esse casamento. Pelo contrário, eu me orgulho do ele que é! Eu tenho um marido companheiro, carinhoso, amigo e compreensivo. Eu não tenho nojo dele, como teria se o meu marido fosse o senhor! Eu nem me imagino casando com um homem feio, fedido, repugnante e grosso como o o senhor! - Todos arregalaram os olhos e ele me encarava com olhos arregalados. – Para muitas mulheres, viver com meu Jacob seria uma recompensa. Ele é super inteligente, educado e mais refinado que muitos lordes que conheço. Então não venha se intrometer no meu casamento e na escolha que fiz, porque isso em nada lhe diz respeito. – Respirei fundo e continuei.



- Milord quer falar em verdade¿ Vamos falar de verdade então... Eu não me importo em nada. – Ri e arqueei as sobrancelhas. – Pergunte a sua filha sobre a verdade, milord! Pergunte para ela sobre os passeios que fazia ao redor do castelo dos Black¿ OH!! Está surpreso¿ Quer ouvir mais¿ - Perguntei olhando para Caroline, que ficou vermelha de vergonha e com olhos cheios de lágrimas.



- O que está insinuando, Milady? Não faça rodeios!



- Insinuando¿ Só estou dizendo para você olhar para a sua casa cheia de mentiras, antes de apontar o dedo para o espelho sujo dos outros. Milord é arrogante, prepotente e cego...Além de tudo isso, é um ignorante! – Gargalhei. – Conte para ele sobre os seus passeios no rio, Caroline!



- Lady Black está insinuando algo sobre a minha noiva¿ - O Duque, noivo de Caroline perguntou.



- Caro Duque, eu não faço insinuações. Quando tenho que falar alguma coisa eu simplesmente falo. – Respondi fitando-o e vi que ele estava muito interessado em saber o que tinha para dizer.



- Essa mulher é louca! Está me fazendo calúnias, porque não gosta de mim. – Ela já estava chorando apavorada.



- Louca¿ Eu¿ Caroline, se fosse você ficaria calada, porque já me irritou demais por essa noite. – Disse para ela.



- Caro, Duque... – Tentei continuar, mas não lembrei o nome de noivo de Caroline.



- Alexander! – Disse me encarando e todos olhavam apavorados com as minhas insinuações.



- Tudo bem, Alexander! – Respondi. – Se eu fosse o milord, antes de casar, mandava alguém de sua confiança examinar a sua noiva. – Dei um sorriso malicioso. – Se é que me entende! – Todos começaram a cochichar e Lorde Foster me interrompeu.



- Foi longe demais garota! – Disse apontando o dedo para mim.



- Não tão longe quanto o senhor! – Disse rebatendo e Caroline se levantou da mesa chorando envergonhada. – Caroline! O que te disse quando se jogou sobre o meu marido quando chegamos continua a valer. Não foi um conselho e sim uma ameaça. Se eu te pegar rondando o nosso castelo novamente... – Encarei os seus olhos arregalados e todos olhavam para ela, que se encolheu envergonhada. – Esse rosto lindo vai parar em estrume de cavalo. Estamos entendidas¿ Preciso avisar novamente para ficar longe do meu marido, sua cortesã¿ - Todos na sala fizeram “OHHH” quando disse isso e ela saiu correndo envergonhada.



- Como acusa minha filha desse jeito, sua fedelha¿ - Disse Lorde Foster envergonhado para mim.



- Eu estava quieta, Lorde Foster. Não fui eu quem começou a discussão. Já havia avisado a sua filha para se manter longe, quando se jogou sobre o meu marido. Eu teria me calado se não fosse tão prepotente e arrogante. Agora eu aviso ao Lorde... – Olhei com raiva para ele. – Se fizer qualquer coisa contra qualquer um dos membros da minha família... – Comecei a rir com jeito debochado. – Sabe esses meninos que ficam a gritar nas ruas “extra extra filha de general corre atrás de homem casado!” Preciso ser mais clara¿ Não se atreva a tocar em minha família, a menos que queria que os podres da sua filha cheguem aos ouvidos da corte da Rainha Vitória. – Peguei a mão de Jacob e me levantei. Observei todos me olhando espantados. – Agora se me dão licença, já fui destratada demais em sua casa. Nunca fui tão maltratada em minha vida. – Disse com raiva. – Lady Foster, acho que deveria pedir umas dicas para a minha avó querida. Essa recepção foi péssima.



O homem estava arrasado, envergonhado e não sabia se abaixava a cabeça ou me olhava indignado com as minhas acusações. Seus convidados perplexos nos observavam enquanto Jacob e eu saíamos da mesa.



- Eu disse que minha esposa era forte, decidida e perspicaz... Não deveria ter provocado a sua língua. Agora se nos dá licença! – Jacob me deu o seu braço e saímos da sala de jantar.



Quando chegamos à porta, meus pais, avós e tios vinham atrás de nós indignados com a situação.



- Renesmee, o que disse é verdade¿ - Minha mãe perguntou indignada e todos nos olhavam.



- Jacob e Caroline foram amantes antes de casarmos. E ela andou correndo atrás dele. Quando chegamos aqui, só faltou pular em seu colo, ignorando a minha presença. Mas a coloquei em seu lugar e avisei para não se atrever a chegar perto.



- AH, filha! – Minha mãe olhou com raiva para Jacob.



- Não há mais nada entre nós desde que casei com sua filha. O meu passado ficou para trás e não posso apagar esse fato. – Jacob disse para minha mãe.



- Tem noção que você acabou com a garota¿ - Rosalie disse com aquela expressão indignada.



- E o que queria¿ Que permitisse aquele homem insuportável humilhar meu pai e o meu marido¿ Não mesmo!!! Sua filha é uma vaca porca que se deitava com macho no meio do estrume dos cavalos. Ele não tem nada que falar da minha vida... – Cuspi as palavras com raiva e todos me observavam. - Eu não sou baú para guardar nada!! Falo mesmo!!! Se me der um tapa, eu darei dois.





- O que está feito, está feito! Agora vamos embora! Tornamos-nos pessoas não gratas neste lugar. – Meu avô disse e saímos.



Caminhei de braços dados com Jacob até a nossa carruagem. E quando chegamos, Jacob abriu a porta e me ajudou a entrar.



- Ness, eu tenho orgulho de você, sabia¿ Você é tão forte e corajosa. – Disse ao se sentar ao meu lado, pegou a minha mão e beijou. – Você realmente tem orgulho de mim¿ Não se arrepende de ter se casado com um homem como eu¿ - Perguntou encarando os meus olhos, com encantamento e admiração.



- Não, Jacob... – Meus olhos encheram de lágrimas naquele momento, sentindo como ele me via com admiração. – Eu sempre o amei... Sempre. – Encostei a cabeça em seu ombro e ficamos em silêncio o resto da viagem.



Estava tão cansada, que acabei adormecendo e quando acordei, estava deitada em minha cama, com ele tirando os meus sapatos.



- Desculpe! Não queria acordar você, pequena. – Disse e sentou ao meu lado.



- Não tem problema. – Respondi bocejando.



- Eu já estou indo. Vou deixá-la dormir em paz e descansar para a corrida de amanhã. – Disse beijando a minha testa e meus olhos encheram de lágrimas. Senti um aperto no coração ao ver uma tristeza em seus olhos.



- Onde vai, Jacob¿ Não vai dormir comigo¿ - Perguntei tentando segurar as lágrimas para não caírem em meu rosto.



- Ness, essa noite eu preciso ficar sozinho para pensar. Tenho que tomar uma decisão muito importante sobre nós dois e preciso fazer isso sozinho. – Disse com os olhos cheios de lágrimas.



- Decisão¿ Que decisão¿ - Segurei o seu braço quando ameaçou levantar da minha cama.



- Eu tenho que fazer o melhor para você. – Uma lágrima rolou em seu rosto e sua voz ficou embargada. – Não posso ser egoísta e te manter presa junto a mim. Já deveria ter feito isso há muito tempo, mas acabei me apegando demais a você, pequena.





- Jacob, do que está falando¿ - Eu já chorava percebendo que ele estava se despedindo de mim. Seu tom formal, as lágrimas em seu rosto e a tristeza deixavam claro que era uma despedida. Senti meu coração apertar, subi o meu corpo e o abracei forte para impedir que saísse.



- Ness, não dá para vê-la humilhada todas as vezes que saímos juntos. Isso nunca vai melhorar... – Fechou os olhos e pressionou os lábios como se estivesse com dor.



- Está fazendo isso por Caroline¿ É ela que ama¿ - Meu coração estava se rasgando com aquela dor insuportável. Sabia que não viveria sem Jacob e vê-lo se despedir de mim era mais do que eu poderia suportar.



- Eu não amo Caroline, Ness... Nem sei se realmente amei. – Ele chorava angustiado enquanto olhava para outro lado do quarto, para fugir do meu olhar choroso e desesperado.



- Então por que faz isso¿ Não entendo!



- Ness, você é jovem e ainda pode se casar com um nobre. Ter filhos nobres e ser respeitada pelas pessoas. Não é justo que passe tantos constrangimentos por minha causa, pequena. – Colocou a minha mão em seu peito, chorou por um momento e depois voltou a falar. – Eu gosto muito de você para permitir isso... Você é o meu Sol. – Sussurrou baixinho em meu ouvido.



- Se eu sou seu sol, não me abandone, amor! Não suportarei viver sem você, Jacob... não fiz isso conosco! – Apertei fortemente seu corpo contra o meu e ficamos chorando baixinho por um tempo.



- Tudo o que eu fizer daqui para a frente, é para o seu bem... Eu te quero muito bem para vê-la sofrer. – Beijou a minha cabeça e acariciou as minhas costas. – Eu pedirei a anulação do nosso casamento e a deixarei livre para começar de novo. – Uma dor tão grande invadiu o meu coração, que não conseguia nem falar nada. Perdi o ar, fiquei tonta, senti tudo ficar escuro diante de mim naquele momento. Não queria perdê-lo e não saberia como seria a minha vida sem ele. Já havia sofrido tanto desde o dia em que me casei, que fiquei completamente sem forças para gritar com ele e implorar que não me abandonasse.



Jacob me deitou na cama, passou a mão em meu rosto e ficou me olhando por um momento.



- Nosso casamento não foi consumado e encontrei uma forma de anulá-lo, pequena. Conversarei com o seu pai e tenho certeza de que entenderá depois do que aconteceu hoje à noite. – Eu chorava muito enquanto ele sussurrava as palavras, com as lágrimas caindo em seu rosto. – Você encontrará um homem bom e terá filhos bonitos com ele... Será feliz... – Passou a língua nos lábios e se levantou.



- Não... – Sussurrei sem forças.



- Amanhã quero que você brilhe e mostre para todo mundo que Renesmee Cullen não tem medo de nada. Que é forte e corajosa para enfrentar um cavalo arisco... – Deu um leve sorriso. – Eu estarei lá para ver a sua glória, minha querida. – Beijou a minha mão. – Todos te aplaudirão e quem te desdenhou, irá se curvar diante da sua glória.



- Eu não posso sem você... – Sussurrei sem forças para falar.



- Eu estarei ao seu lado, pequena... Sempre velarei por você de longe... Sempre aplaudirei as suas glórias. – Dizia chorando. – Mas isso tudo de longe para não te envergonhar.



- Jacob, não... Eu não posso...



- Você pode, Ness... – Inclinou a cabeça e beijou os meus lábios gentilmente, fazendo movimentos carinhosos enquanto chorávamos juntos. – Pode me perdoar por não ter amado você como merecia¿ - Sussurrou entre beijos.



- Ãn ãn. – Eu não saiba o que dizer e o que fazer diante daquelas palavras. Sabia que ele gostava de mim. Mas se achava um problema em minha vida. Nossa dor era tão forte naquele momento que mal conseguíamos falar o que sentíamos. Só chorava e chorava, com lábios trêmulos, a respiração irregular e um nó prendendo minha garganta. Queria gritar e brigar com ele. Dizer que o amava e não abriria mão do nosso casamento. Que não me importava com a opinião de ninguém. Que não temia as humilhações que poderia passar. Apesar disso, não conseguia reagir diante da sua atitude, só chorava com aquela dor me rasgando por dentro, enquanto as lembranças de seus beijos e toques vinham a minha mente para me atormentar ainda mais.



- Deixa eu te ajudar com essas roupas. – Disse e puxou o meu corpo, depois me colocou de pé, virou-me de costas e começou a desabotoar o meu vestido, desamarrou o espartilho e depois o tirou delicadamente.



- ãnn ãnn ãnnn ãnnn



Depois que me ajudou a tirar toda aquela roupa, deixando-me apenas de calças bufantes e camisola, deitou-me na cama e me cobriu com o lençol.



- Dorme bem, minha pequena! – Beijou minha testa, pegou as peças de roupa no chão e caminhou até uma poltrona no canto do quarto, colocou as roupas e depois saiu sem olhar para trás.


---- xx-----

Nota: Glau/ E ai? Gostaram? A pobre da ess só sofre. kkkk To vendo que a Sonia vai me xingar no comentários. kkkk Bem, o próximo será o último cap e vcs saberão se a nossa pequena valente conseguiu conquistar o amor do seu marido confuso. kkkk

Olha, a Valéria ainda não mandou a parte delea e eu estou aindo para o salão. Depois que ela enviar, eu faço as alterações que ela pedir. Não dever ser muita

Tentei fazer uma capa com a Ness chorando. Usei dois tutoriais, pedi ajuda para a Sophia, mas a capa nao saiu de jeito nenhum. Sou burrinha no Photoshop e tenho que estudar mais para melhorar. Então me perdoem, pois coloquei uma figura que achei no google.



bjus no core



n/h: AFF! Vc tinha que acabar esse cap assim? Tão deprimente e sofrido...ah meu Deus!....gente o que isso? A Ness deu um show de bronca no velho rabugento...e jogou tudo no ventilador...kosdsokoaskkso...ainda defendeu os Cullen...Mas Glaucia vc não gosta da Ness? Mulher tu faz a guria sofrer demais Ó... Falo mesmo!!! Se me der um tapa, eu darei dois...é assim que se faz Ness!!! Meninas o lesco lesco será mesmo qdo hein?....Judia de nós autora...má!...bjs meninas... [NOTA DA VALÉRIA: Até eu fiquei com um aperto no coração. Glaucia, isso não é coisa que se faça conosco. Puxa, quando eu penso que eles iriam chegar em casa, e se entenderem, você faz isso. Tô chorando até agora!!!!]



quarta-feira, 15 de setembro de 2010



Capítulo 12 - Confronto




Enquanto a carruagem se dirigia para a casa onde estava hospedada, chorava baixinho sob olhares apreensivos de Rachael e Claire.



- Ness, porque simplesmente não desiste de ir. – Claire disse tentando me consolar.



- Não é tão fácil assim, Claire. Provavelmente Lady Foster contará para a filha que nos convidou. E se não comparecermos, ela se sentirá vitoriosa diante da situação. – Disse completamente derrotada, sentindo meu coração apertado pelo medo daquele encontro. Sabia que necessitava encontrar forças em algum lugar para passar por aquilo de cabeça erguida. Meus sentimentos faziam o meu lado racional fraquejar, com medo do que eu veria nos olhos do meu marido. – Além disso, minha mãe infernizará a minha vida se não comparecer. Então o que me resta fazer¿ - Abaixei a cabeça, enxuguei as lágrimas e fiquei calada enquanto ela e Rachael falavam.



- Acho que deve ir. – Disse Rachael. – É a única forma de ter certeza se Jacob ainda ama Carolina. É melhor saber a verdade do que conviver com essa dúvida te corroendo vida inteira. Sem saber se ele não cairia nos braços dela diante de uma oportunidade. Então Creio que o melhor a fazer é enfrentar os seus fantasmas, mesmo que isso te cause dor profunda.



Não respondi e elas permaneceram a cochichar durante o caminho, enquanto a minha mente vagava no tempo, relembrando o dia em que me disse que precisava me amar. Que um dia me amaria e ansiava por aquilo. Eu sabia que o coração não era uma carruagem que podia ser guiada na direção escolhida. E que nem sempre fazia as opções corretas para sua vida.



Chegamos à casa e encontramos Jacob e Lord Black na sala conversando. E no mesmo momento em que me viram, fitaram meus olhos de forma estranha, como se soubessem que algo estava errado.



- Boa tarde, Milord! – Disse para meu sogro, que pegou a minha mão de forma gentil e a beijou.



- Boa tarde, Milady! – Respondeu observando as expressões de meu rosto.



- Ness, você está bem¿ Aconteceu algo¿ - Jacob puxo-me para os seus braços, segurou o meu rosto e ficou me encarando.



- Nada, Jacob. – Respondi de forma seca para ele.



- Não me parece. – Retrucou olhando em meus olhos e desviei o meu olhar. Depois desvencilhei-me de seus braços.



- Rachael¿ - Ele a questionou e depois olhou para Claire.



As duas olharam para ele tentando disfarçar, mas era claro que havia algo errado. E ele sabendo disso, ficou pensativo por um bom tempo.



Pouco depois, Sra Meredith anunciou que a ceia estava à mesa e partimos para a sala de jantar.



O clima estava tenso, Billy calado e sem olhar para a filha, Claire constrangida com a situação, Rachael parecia querer se esconder de todos, Jacob olhava para nós três sem entender o que ocorria. E era até natural, levando-se em conta que não tinha conhecimento da gravidez da irmã e nem do jantar na casa dos Foster.



Todos tomaram os seus lugares a mesa, mas nenhuma palavra foi pronunciada até que Jacob resolveu quebrar o silêncio e perguntar o que se passava.



- Alguém pode me dizer o que está acontecendo nessa casa¿ Todos ficaram mudos¿ - Olhou para mim, para Claire, Rachael e depois para o seu pai. Billy por sua vez, respirou fundo e indagou.



- Sua irmã está grávida de Paul. – Disse com tom desgostoso sem olhar para a filha. Naquele momento, olhei para ela e vi seus olhos encherem de lágrimas enquanto abaixava a cabeça envergonhada.



- Como¿ - Jacob perguntou com espanto.



- Ela andou se esfregando com aquele um pelos matos e embuchou. O que pode ser pior¿ Sua honra no lixo! Sem chance de fazer um bom casamento. – Balançou a cabeça em sinal de negativa e depois continuou com tom desgostoso. – Eu não merecia tamanha vergonha. Fiz de tudo por vocês e o que fazem por mim¿



- Pai, aconteceu... – Jacob começou a falar. – Não era o ideal, mas aconteceu. Agora o que temos a fazer é casar os dois. Essa criança não pode vir a esse mundo sem pai. – Olhou para o pai e depois para a irmã, que chorava baixinho de cabeça baixa. – É seu neto! Aceite isso!



- Pelo andar da carruagem, será o único neto que terei. Tendo em vista que esse casamento que te arranjei não te levou a nada. Que é uma decepção e continua a sofrer por aquela mulher que desprezou. – Senti meu estômago se revirar, as lágrimas se formarem no canto dos meus olhos e uma vontade imensa de correr.



- Com licença, milorde! Não me sinto bem. – Levante me da mesa e saí da sala de jantar segurando as lágrimas para não caírem de meu rosto.



Por mais que estivesse magoada com as palavras de Lord Black, não podia negar que tinha toda a razão quando dizia que o nosso casamento não havia chegado a lugar algum. E certamente tinha razão em dizer que talvez aquele fosse o seu único neto.



Senti uma dor tão forte apertar o meu peito, que cheguei a ficar sem ar.



Caminhei para os meus aposentos arrasada, e com medo de perder de vez o meu marido. Mesmo assim, estava disposta a passar por cima da minha dor para lutar pelo seu amor.



Entrei no quarto, peguei minhas vestes no baú e fui para a casa de banho me limpar antes de ir dormir.



Ouvi duas batidas na porta e Claire me chamou.



- Ness! Ness!



- Entra, Claire. – Respondi enquanto me observava no espelho.



- Eu vim te ajudar com o vestido. Também porque a coisa ficou estranha lá depois que você saiu. – Começou a tagarelar, enquanto abria os botões do meu vestido. – Jacob e o pai começaram a discutir. Ele reclamou que o pai foi indelicado e te magoou. Lord Black reclamou da postura do filho em relação a você e depois começou a falar de Rachael. Então, eu saí para não sobrar para mim.



- Claire, eu preciso ficar sozinha, amiga. Não estou nada bem e quero tentar dormir um pouco. – Disse de forma delicada, tentando não magoá-la enquanto soltava o meu espartilho.



- Tudo bem! Eu só vim te ajudar. Sabia que teria dificuldade com essa roupa. – Respondeu. – Eu estou indo para o outro quarto. Se precisar conversar é só chamar. – Beijou o meu rosto e saiu.



Depois de um tempo me observando no espelho, e constatando como eu estava diferente de alguns meses, resolvi abrir a coisa estranha para a água encher o que chamavam de banheira, tirei o resto das vestes e entrei, deitando o meu corpo na água fria. Encostei a cabeça na beira e fechei os olhos para pensar nos últimos acontecimentos.



Algum tempo se passou, desde que entrara na água para me banhar e pensar na minha vida. Em como conduzir aquela situação difícil, senti o meu corpo doer de tanta aflição por aquele encontro. Então escutei duas batidas na porta.



Toc Toc



- Ness, pequena! – Era a voz rouca e gostosa de Jacob a me chamar.



- Já sairei, Jacob! Só preciso de mais um tempo. – Respondi me levantando da banheira. Peguei a manta para me enxugar, depois comecei a secar o meu corpo. Coloquei as minhas vestes, limpei minha boca, penteei os meus cabelos, passei um pouco da lavanda para ficar cheirosa e saí da casa de banho.



- Tudo bem¿ Você chegou estranha... – Ficou me olhando de forma preocupada. – Aconteceu algo¿ - Tocou o meu rosto e fez um carinho.



- Não aconteceu nada, Jacob. – Desviei o meu rosto para não o encarar.



- Você está me escondendo alguma coisa, pequena. – Insistiu.



- Jacob, não aconteceu só preciso dormir e descansar. Preciso pensar e tentar tirar toda essa tensão do meu corpo. – Respondi para ele.



- Está preocupada com a corrida¿ - Continuou a me interrogar.



- Não... Não, Jacob! Para de me fazer perguntar! Para! – Disse nervosa, quase gritando com ele.



- Definitivamente algo aconteceu e quero saber o que foi¿ - Segurou o meu braço quando tentei sair da sua frente.



- Solta o meu braço! Eu quero dormi! Deixa-me em paz! – Eu o empurrei e fui para a cama.



- Eu fiz alguma coisa¿ Olha para mim, Renesmee! Você não agiria dessa forma comigo se não houvesse um motivo plausível. – Disse se colocando em minha frente.



- O que você sente por mim¿ - Perguntei arqueando uma das sobrancelhas.



- Eu gosto de você. – Respondeu espantado enquanto me olhava



- Gosta como¿ Como é o seu gostar¿ - Eu precisava saber. Precisava entender o que ele sentia para me sentir segura naquele jantar. Não poderia continuar com a dúvida me correndo por dentro. Era demais a dor, a dúvida e o desespero que sentia.



- Às vezes, eu sinto carinho e gosto de você como uma irmã. Outras, eu sinto algo mais forte... Paixão e desejo quando te toco... Mas ai... – Hesitou e virou o rosto para não me encarar.



- Você pensa na Caroline¿ - Segurei o seu rosto e virei para mim. – Quando me toca, acaricia o meu corpo e me beija? - Pensei que fosse quebrar ao fazer aquela pergunta. Senti o chão se abrindo diante de mim, mas precisava saber.



- Às vezes... Mas o problema é que me sinto culpado. Você ainda é tão criança. – Aquele foi o fundo do poço para mim e gritei com ele.



- CRIANÇA! AINDA ME VÊ COMO UMA CRIANÇA¿ PENSA NAQUELA VAGABUNDA QUANDO ESTÁ COMIGO¿ JACOB!



- Ness, não é nada disso, minha pequena. Eu não te uso para pensar em Caroline. E quando acontece é sem perceber. Mas eu acho que ainda é tão nova e tão meiga para ser tocada... Fico com remorso. – Confessou com os olhos cheios de lágrimas. – Eu disse que quero ficar com você. Quero ser feliz ao seu lado e te amar... – Hesitou por um momento. – De certa forma, até acho que a amo. Mas não como deveria ser... Não como você merece.



- SAIII! SAI DAQUI! VAI DORMIR COM SEUS AMIGOS! DEIXA-ME EM PAZ!



- Ness, pequena, não! – Tentou me abraçar, mas eu o empurrei.



- Vai embora, Jacob! – Chorava muito com aquela dor apertando o meu coração muito forte. Não tinha mais forças para discutir, para gritar ou lutar pelo que queria. Só precisava deitar e dormir para esquecer tudo aquilo. Precisava apagar da minha mente aquelas palavras que tanto me machucavam. Uma constatação que era pior do que um tapa na cara: Ele ainda amava Caroline e ainda me via como uma criança.



- Ness...



- Vai! – Antes de ele sair, avisei sobre o jantar. – Amanhã à noite jantaremos na casa de uns conhecidos de meus avós. – Disse e ele assentiu.



- Tem certeza que quer ir¿ - Perguntou se virando para me fitar.



- Sim! – Naquele momento, era uma questão de honra ir até aquele jantar e ver a sua reação diante de Caroline. Já não havia mais saída para nenhum de nós e iria até o fim.



Caminhei para a cama, deitei, encolhi o meu corpo e me cobri com o lençol.



- Ãn ãnn ãnnn por quê¿ Ãnn, ãnn, ãan OH, meu Deus! Não mereço isso... Por quê¿ Por que ele ainda ama essa mulher¿ Ãnn ãn ãnn – Chorei, chorei, chorei até as minhas forças acabarem e pegar no sono.



- xx -



- Ness, acorda! Acorda! – Era a voz de Claire, que passava as mãos pelos meus cabelos enquanto tentava me acordar.



- Ah, Não! – Resmunguei, encolhendo-me na cama e cobrindo a minha cabeça com lençol.



- Jacob, mandou te acordar. Disse que precisavam ir para o hipódromo cedo, porque hoje é o último treino com Nefasto. O que aconteceu¿ Ele estava estranho... Por que não dormiu aqui com você¿ Vocês dois brigaram¿



- Chega! Chega! Já acordei! Pronto! – Sentei na cama irritada com todo aquele interrogatório e ela me olhou assustada. Abaixou a cabeça e se desculpou.



- Desculpa, Ness! Só queria ajudar. – Disse envergonhada e fiquei com dó por ter falado daquela maneira rude.



- Desculpa, Claire. Você não tem culpa dos meus problemas e não queria descontá-los sobre você. – Eu a abracei e ficamos caladas por alguns segundos. – Jacob e eu brigamos. Por isso estou assim irritada... Desculpa.



- Tudo bem, amiga! Deixa eu te ajudar com sua roupa de amazona e com seus cabelos. – Disse-me ajudando a levantar.



- Só preciso que me ajude com o espartilho. E depois vá pegar o meu desjejum. – Respondi.



- Não vai sentar à mesa com os outros¿ - Perguntou intrigada.



- Não! – Balancei a cabeça.- Não quero presenciar o mal humor do meu sogro, a tristeza de Rachael e muito menos ver a face de arrependimento de Jacob. Prefiro ficar aqui nos meus aposentos. Vá e avise que não irei descer. Depois traga o meu desjejum.



- Tudo bem!



- Eu quero me banhar antes de me vestir.



- Novamente¿ Não acha que está tomando muito banho¿ Ness, três banhos por semana já está bom. – Disse para mim.



- Eu adoro tomar banho, Claire. E quem disse que não posso tomar banho todos os dias¿ - Pergunte balançando a cabeça.



- Tá certo!Já volto com o seu desjejum. – Disse e caminhou para a porta.



Fui para a casa de banho e fiz a minha higiene matinal, depois comecei a me vestir, quando Claire entrou no banheiro para me ajudar com o espartilho.



- Você foi rápida. – Disse para ela.



- As coisas estão estranhas... – Hesitou antes de começar a fofoca.- Todos mudos e sem graça.



- Não quero saber de fofoca, Claire. – Disse para ela.



- Tudo bem, Ness. – Pegou o espartilho e começou a arrumar em minha cintura, prendendo as amarras aos poucos.



- Claire, eu vou te avisar pela última vez. Ficarei o dia inteiro fora e pedirei a dona Meredith que a vigie. Se eu souber que anda se esfregando com Quil pela casa, contarei a sua mãe. Estamos entendidas¿ Já avisei que você é nova demais para ficar de agarramento com ele. Quer passar pelo que Rachael está passando¿ Então toma juízo e pare de fogo, menina. – Disse para ela repreendendo, por saber dos flertes entre ela e Quil enquanto estávamos fora de casa.



- Ness... Ness... Oh! Não é nada disso... Por favor... Ness... – Começou a gaguejar de forma nervosa. – Eu... eu...



- Não adianta mentir, que já soube do romance de vocês. – Segurei o seu rosto e encarei os seus olhos. – Prometi a sua mãe que cuidaria de você. E se souber que Quil abusou de sua inocência, mando acoitá-lo. Entendidas¿ - Perguntei e ela assentiu com a cabeça.



- Agora me ajuda a terminar com isso. – Disse e ela não me respondeu.



Depois que terminei de me arrumar, desci com Claire e encontrei Jacob e Seth na entrada da casa nos esperando.



- Nossa! Que demora! – Jacob reclamou sem encarar o meu olhar. Eu também não o olhei e respondi sem vontade.



- Desculpe! Podemos ir¿ - Perguntei caminhando na direção deles e saímos pela porta da casa.



O caminho para o hipódromo foi tenso e não trocamos nenhuma palavra, nossos corpos não se tocaram e nossos olhos não se cruzaram nenhuma vez. Parecíamos dois desconhecidos naquele momento. E eu me sentia tremendamente magoada com aquela situação.



Amava o meu marido mais do que tudo na vida. Queria estar ao seu lado, cair em seus braços, sentir os seus beijos, seus toques suaves em minha pele quando acariciava o meu corpo. Mas estava magoada demais para dar o braço a torcer e falar com ele naquele momento.



Ouvir tudo o que eu ouvi e sentir tudo o que eu senti, havia me fragilizado muito. Eu não tinha nem ânimo para montar aquele cavalo que amava e correr naquela pista.



Sinceramente, se eu pudesse ficaria deitada em minha cama o dia inteiro e não olharia para nada e para ninguém. A dor era insuportável demais para seguir a vida normalmente como se nada houvesse acontecido.



A carruagem parou na porta do hipódromo. Jacob saiu dela, deu a volta e abriu a porta para eu descer. Estendeu-me a mão e segurou, ajudando-me a sair. Nossos olhos se cruzaram pela primeira vez e vi em seus olhos que também estava sofrendo com tudo aquilo. Quis dizer algo que o confortasse, mas não tive coragem para abrir os meus lábios. Abaixei a cabeça, olhando para Seth que nos observava com olhar apreensivo.



-Vamos! – Jacob chamou e caminhou na frente, enquanto eu andava atrás em silencio, sentindo o meu estômago se revirar e uma estranha ansiedade tomar o meu ser.



Fomos até à baia onde estava Nefasto, Seth o tirou e o levou para a pista de corrida. Chegamos até e largada, Jacob colocou a sela no animal e depois me ajudou a subir. E pela primeira vez, abriu um sorriso enquanto me olhava.



- Hoje é o último dia! – Jacob disse enquanto me olhava no lombo do cavalo.



- Sim! - Respondi friamente, virando o meu rosto para não encará-lo.



- Ness! Dê tudo se si. – Disse o Seth enquanto me observava.



Depois de contar até três, Jacob abriu o portão de largada e eu disparei com Nefasto.



O azul do céu cintilante inebriava os meus olhos, enquanto galopava a toda velocidade sobre Nefasto, sentindo os solavancos que meu corpo miúdo sofria com os movimentos rápidos e bruscos do animal que mais parecia um demônio.



Via flashes da arquibancada, da pouca platéia que assistia aquele último treino. E mesmo com a grande preocupação se formando em minha mente, pelo óbvio fato de eu ser a única mulher em meio a grandes cavaleiros naquela competição, minha mente rejeitava qualquer angústia por aquele momento.



Não queria decepcionar Jacob e sabia que mesmo que não vencesse ainda me olharia com admiração. Entretanto, aquela era a forma de chamar a sua atenção para mim. Obrigando-me a empenhar o máximo possível naquela corrida. Apesar disso, a minha mente estava presa a uma idéia que não me abandonava: Caroline.



Aquela seria a noite em que nós três estaríamos dividindo o mesmo ambiente. Eu já havia me sentido estranha nos poucos encontros que tivemos, mesmo sem a presença de Jacob. Naquele momento, com a constatação que estaria ao seu lado, presenciando a sua dor, meu coração apertava e não sabia como me comportaria diante daquela situação. Imaginava de antemão o seu olhar sofrido ao vê-la com outro. Sabia que não era capaz de me sobrepor ao amor que ele sentia. Aquilo me machucava e me levava ao desespero.



Queria arrancar a sua dor e fazer com que me visse como a sua mulher. Estaria segurando a sua mão e se fosse necessário, limparia as suas lágrimas também. Mesmo sabendo o quão orgulhoso e reservado seria, tentando esconder de mim o seu sofrimento.



Tinha que encontrar uma forma de conquistar o seu amor. Mas era desprovida de malícia, só conhecia a coisa sobre cópula por apenas um vago relato de Lizzi... Minha querida e saudosa, Lizzi...



"Será doloroso, mas você não pode gritar ou chorar. Tente ficar calma e deixe que ele faça tudo. Feche os olhos, abras as pernas, segure a dor e o desespero do seu copo. E quando menos perceber, terá terminado e você poderia se recompor."



Se ela realmente estivesse correta, não deveria me sentir tão ansiosa por aquele momento, que teoricamente seria doloroso, cruel e me deixaria marcas profundas. Mas o fato era que me sentia desejosa de passar por tudo aquilo só para estar em seus braços ao menos uma única vez.



Procurei não rememorar aquelas conversas e os detalhes que me fariam desistir de conquistar o seu amor.



Precisava me concentrar na corrida, no olhar de aprovação e orgulho que ele teria quando estivesse acabado. Tentaria afastar as poucas lembranças de Caroline... Minha rival... Uma mulher linda e desejosa que com seus encantos roubou-me o marido antes mesmo de ele ser meu... Roubou a oportunidade de ser feliz antes mesmo de ela se apresentar diante de mim.



Aquela noite, estaríamos frente a frente. E eu lutaria com todas as forças para provar que ela não era merecedora do seu sofrimento.



Depois das últimas milhas, cheguei até a cocheira e Jacob estava com um sorriso lindo no rosto, fazendo sentir um frio gostoso na barriga ao me olhar.



Nefasto parou, mas ficou inquieto relinchando com a presença de Jacob e Seth ao nosso lado. Então fiz lhe um carinho e sussurrei ao seu ouvido.



- Calma, menino! Está tudo bem... Tudo bem.



O cavalo negro, com fogo no olhar, impaciente e de temperamento completamente arredio parou finalmente. Jacob segurou a minha mão e me ajudou a descer.



- Você foi maravilhosa, Ness! – Comentou com sorriso maravilhoso no rosto, deixando os dentes branquinhos à mostra e o olhar de encantamento transparecer. – Está cada vez mais rápida e acho que sairá campeã amanhã.



- Obrigada, Jacob... – Arqueei a sobrancelha e fiquei por um momento perdida em seu olhar inquisitivo, que parecia se questionar o motivo da minha inquietação aquela manhã. Sem imaginar que aquela noite, a fatídica noite, estaria frente a frente com Caroline. Eu não sabia se suportaria tal feito. Não sabia como me sentiria ao ver o seu olhar apaixonado para ela, enquanto eu estava ali, disposta a lhe dar tanto amor e ele sequer notava os meus sentimentos.



- Você está preocupada com a corrida¿ Ou tem outra coisa que esteja lhe deixando apreensiva¿ - Franziu o cenho, segurou a minha delicada mão com a luva de couro, depois apertou a minha cintura e com toda a gentileza me ajudou a descer de Nefasto.



- É só que... – Senti meu coração apertar forte, uma angústia me consumir por inteiro enquanto tentava arrumar coragem para lhe contar sobre o jantar... "Maldita hora que fui aceitar o convite." Pensei – O jantar de hoje... – Engoli seco. - É na casa de um velho conhecido e achei que deveria ter te contado antes de aceitar o convite. – Abaixei a cabeça, engoli seco e senti sua mão segurar o meu queixo, erguendo o para fitá-lo.



- Velho conhecido¿ - Perguntou com estranheza sem entender as minhas inquietações.



- General Foster! – Sussurrei e Jacob ficou absorto, largou a minha mão, pegou a rédea de Nefasto e o conduziu para a cocheira.



Vi Seth me olhar com desaprovação, mas não teceu nenhum comentário a respeito do fato.



Caminhei sozinha pela enorme pista, observando o céu cintilante, as nuvens com suas formas mais engraçadas e me lembrei do dia em que tive que fazer aquela difícil escolha. O dia em que achei que me casaria com um selvagem para salvar a minha família. Mas que sem querer, acabei casando com o amor da minha vida. O único homem que poderia amar e me entregar de corpo e alma. O qual não tinha medo de sentir os infortúnios que a cópula poderia me proporcionar. E de certa forma me fazia almejar estar com ele e sentir o seu corpo envolvendo o meu.



Uma lágrima correu em minha face e caminhando sem destino, comecei conjecturar se um dia ele me amaria como eu o amo, sentindo meu coração apertado pela proximidade desse encontro e do meu maior pesadelo se realizar, tirando Jacob de mim e o jogando direto nos braços de Caroline.



Depois de um tempo caminhando sozinha, fui até a baia onde Jacob e Seth estavam, pedi que Seth saísse para conversamos.



- Seth, posso falar com Jacob a sós, por gentileza¿ - Pedi e ele assentiu com a cabeça, caminhou até a porta e saiu.



Jacob e eu ficamos em silêncio por um tempo. Ele parecia sem graça e não quis tomar a direção da conversa.



- Você me perguntou que tem mais alguma coisa me incomodando. Então vou te responder com sinceridade. Eu fiquei muito magoada com a conversa que tivemos ontem. Magoada pelo fato de você ainda amar aquela vagabunda. E mais ainda por me considerar uma criança. Contudo, fiquei estranha, admito. Mas por não me sentir à vontade de estar em um mesmo ambiente com você e Caroline. – Respirei fundo e mesmo com o coração destroçado continuei. – Não sei como aguentarei vê-lo olhando com amor para ela. – Comecei a chorar completamente arrasada e ele veio até mim, puxou-me pela cintura e me abraçou forte.



- Isso não acontecerá, pequena. – Sussurrou em meu ouvido. – Eu nunca quis te magoar e nunca faria isso com você. Por que não confia em mim um pouco, Ness¿ Só preciso que me dê um crédito... – Suas mãos faziam pequenas carícias em minhas costas enquanto sussurrava de forma doce. – Eu nunca a magoaria desse jeito... Oh, Ness... Eu prometo que vou arrumar a nossa vida... Eu prometo.



Choramos juntos em silêncio, abraçados tentando diminuir aquela mágoa que nos machucava tão profundamente.



- xx -



Passei o resto da tarde deitada em minha cama e depois de uma certa hora, Claire veio me ajudar com o vestido.



Tomei banho, coloquei as calças bufantes, a camisola, o espartilho, a enorme armação que quase não usava, vesti um lindo vestido de seda cor de vinho, coloquei luvas de renda branca, um colar e brinco de pérolas. Depois Claire prendeu os meus cabelos, fez um coque prendendo-os no topo de minha cabeça. Colocou uma tiara de prata, pegou uma mecha e fez uma ondulação, depois soltando-o em minha testa.



Ao terminar com os cabelos, coloquei os sapatos, coloquei um pouco de uma pasta que Rachael me deu para passar nos lábios e dá uma coloração rosada. Passei perfumes e saímos do quarto.



Descemos as escadas e encontrei Jacob lindo com o traje preto que eu havia comprado na semana anterior. Combinando perfeitamente com o chapéu em sua cabeça.



Aquela era a visão mais deslumbrante e nem em nosso casamento, havia o visto tão bonito daquele jeito. Coisa que me deixava ainda mais apreensiva. Pois se eu havia notado toda aquela beleza, certamente Caroline também notaria.



Senti um frio em minha barriga quando ele segurou a minha mão e me conduziu até a porta.



- Você está linda, pequena! – Jacob me olhava com encantamento ao me ver arrumada daquela maneira. Seus olhos brilhavam de excitação e não conseguia desviá-los dos meus olhos. Mordeu os lábios, suspirou e depois sorriu para mim. – Tudo ficará bem, pequena... Eu prometo. – Disse beijando o meu rosto.



- Obrigada, Jacob! Você ficou perfeito nesse traje. – Respondi sorrindo para ele.



- Não precisa ficar nervosa. Agora vamos! - Caminhamos juntos até a porta, saímos da casa e andamos até a rua, onde a carruagem já nos esperava. Seth abriu a porta, Jacob segurou a minha mão e me ajudou a entrar.



O caminho para a casa dos Foster foi rápido, tendo em vista que já havia pedido para Seth verificar o caminho até lá antes de irmos.



As ruas estavam com pouca claridade das lamparinas sobre os postes. Algumas pessoas caminhavam, outras dormiam embaixo das marquises dos estabelecimentos comerciais.



Depois de algum tempo percorrendo o centro da cidade, chegamos até uma área muito afastada, com uma vasta floresta fria e escura até que chegamos a enorme casa dos Foster.



Seth parou a carruagem em frente a porta, abriu para que Jacob descesse.



Jacob me ajudou a sair da carruagem, segurando a minha mão de forma carinhosa. Cruzou os seus braços nos meus e caminhou em silêncio até a porta da casa, onde um mordomo esperava os convidados.



Tudo ocorreu muito rápido e não deu nem tempo para observar a fachada da casa. Ele nos cumprimentou, abriu a porta para nós e entramos na enorme casa com cores brancas e muitas luminárias.



Lady Foster nos recebeu com sua filha Caroline assim que entramos. Senti meu coração disparar naquele momento. E mesmo apavorada com aquela situação, mantive-me com a cabeça erguida e com a postura altiva e uma Cullen.



- Lord Black! – Lady Foster cumprimentou Jacob, estendendo a mão para ele beijar.



- Boa noite, Lady Foster. – Sorriu gentilmente encarando a senhora branca, com cabelos negros presos, vestido rosa luxuoso e joias super extravagantes.



- Fico feliz que tenham aceitado o meu convite. – Respondeu para ele. – Lady Black está lindíssima. – Deu um breve abraço.



- Obrigada pelo convite, Lady Foster. – Agradeci não encarando a sua filha e percebi que Jacob também não a encarava.



- Ah! Essa é a minha filha, Caroline. – Disse apontando para a vaca porca, que tinha um sorriso enorme nos lábios e nos encarava de forma debochada. – A família de seu noivo veio de muito longe para o casamento. Por isso, demoramos tanto para realizar a cerimônia. Mas hoje estão todos reunidos para festejar esse tão esperado casamento. – Disse de forma muito agradável.



Uma jovem senhora se aproximou de Lady Foster e cochichou em seu ouvido.



- Sinto muito, meus caros! Tenho coisas a resolver! - Disse para nós.- Caroline, leve os nossos convidados até o salão enquanto tomo providências para o jantar. – Disse Lady Foster para a filha.



- Tudo bem, mãe! Eu os levo. Pode ir! – Respondeu com sorriso vitorioso após sua mãe sair com a Senhora.



Caroline usava um vestido branco de renda delicada e cheio de babados. Seus volumosos seios quase pulavam do vestido, sua cintura era muito fina, os colares e brincos que usavam eram de brilhante e realçavam o seu visual. Os cabelos estavam presos no topo da cabeça, com longos cachos caindo sobre o pescoço. Usava uma maquiagem do tipo que tia Alice havia mencionado, com os lábios vermelhos e o rosto extremamente branco.



- Jacob, quanto tempo! – Estendeu a mão para ele e sorriu diabolicamente. – Sinto saudade dos nossos passeios. Eu acredito que também sinta saudade de mim. – Permaneceu com a mão estendida para ele que a olhava atônito. - Olha, eu ficarei um bom tempo sem ir até Reading. Mas a primeira coisa que farei quando chegar lá, será enviar um mensageiro para te avisar. Assim poderemos cavalgar juntos. – Ela não olhava para mim, falando com Jacob como se ele fosse muito íntimo e se não houvesse rompido com ele da forma como havia feito.



- Não temos nada a conversar, Caroline. – Jacob disse secamente e não pegou a sua mão.



- É claro que temos! Afinal, deixamos assuntos inacabados. – Disse mordendo os lábios.



- Caroline! Eu sou Renesmee Black, a esposa dele. – Comecei a falar baixo, mas em tom altivo. – Sei que você se agrada muito de um macho para te saciar no meio dos estrumes. Mas acredito que seu noivo e sua família ficariam muito desapontados com esse fato. Está vendo isso tudo aqui¿ Ele é meu! Todo meu! Completamente meu! E não tenho a intenção em dividir com você ou com outra qualquer. Não sei se conhece a minha fama, mas advirto que não sou muito dada a gentilezas. E a minha língua está cheia de veneno... Doida para te picar. – Ela arregalou os olhos e ficou vermelha. Mal conseguiu respirar com as minhas palavras. – Essa noite seja boazinha ou sofrerá as consequências. Se olhar para ele, se o chamar de bonito ou feio, se sorrir para ele ou fizer alguma gracinha, todos saberão das suas peripécias no meio do estrume dos cavalos. Eu duvido que algum homem de bem se casaria com você. – Dei um sorriso diabólico para ela. – Querida, quando eu sou muito boa, sou ótima! Porém quando eu sou má... – Comecei a rir, arquei a sobrancelha e continuei. – Sou melhor ainda!



- Eu.. Eu.. – Ela começou a gaguejar, tremendo e vermelha de raiva.



- Calada! SHIII! Não ouse a abrir essa boca, sua vadia porca! Não me obrigue a ser má com você e contar ao seu noivo que anda correndo atrás de macho no meio do mato. Calada! – Levantei o dedo e ordenei. – Se você ousar chegar perto do meu marido, primeiro arrancarei os seus olhos com minhas unhas. – Mostrei as unhas para ela. – Depois arrancarei os seus cabelos, depois arranharei o seu rosto de vadia e por fim esfregarei a sua cara no estrume do cavalo... Se bem que isso vai te apetecer muito. Entendeu¿ Preciso ser mais clara¿ Se for boazinha, pelo menos até o seu casamento, eu me calarei. Agora, se cruzar o meu caminho novamente e ousar dirigir a palavra para esse homem maravilhoso ao meu lado... Eu acabo com você, sua ordinária! – Apontei o dedo no rosto dela, que arregalou os olhos e mal conseguia respirar. – Agora nos leve até o salão, sorria e finja que nada aconteceu. Qualquer deslize estará arruinada.



Depois que falei aquilo tudo, Caroline nos deu as costas e caminhou até o salão. Jacob pegou a minha mão e beijou antes se a seguirmos.



- xx-



n/glau: E ai meninas? Gostaram do cap? Como será esse jantar? Será que a Ness jogará a M no ventilador? Kkkkk E a Caroline? A vaca vai se comportar? A coitada da Ness só sofre pelo Jacob. E ele ainda continua a pensar na vaca da Caroline. Mas será que depois dessa noite continuará a pensar desse jeito? Será que o Jacob não se dará conta que já a ama? Tomara que isso aconteça logo. Mesmo porque só temos o penúltimo, o ultimo e o epilogo para terminar a fic... SÃO TANTAS EMOÇÕES!



Meninas, quem ainda não leu a fic que eu Beto Love and Hate, dá uma passada lá para prestigiar.

./historia/89359/Love_And_Hate



Bjus no core



n/h: Não vejo a hora da corrida acontecer...gente a Ness parece um leoa selvagem...a garota se irrita , se magoa, ameaça, faz promessas de amor, chorar, e ainda tem veneno...mas será o que Jacob vai pensar e sentir depois dessa noite? Será que se decidi?...Imagina se agora a Caroline porca vai da uma risadinha? Kopkokok...

gente a Glaucia ta na contagem regressiva? NãoOOOO...NãoOOOO!...(piscando o olho pra leitoras)...vai ter epilogo? Vai?...vai?...kopkokoko...diz que sim...autora mais linda do meu core!



[NOTA DA VALÉRIA: Gente, eu queria ter metade da ousadia da Ness. Acho que a coragem dela é brilhante. Essa Caroline mereceu ouvir poucas e boas. Ainda tem gente respirando aí? Bom, se tiver, aguardem os próximos capítulos, porque vocês não perdem por esperar.]