sexta-feira, 24 de setembro de 2010



Capítulo 5 – Proposta

Eu estava feliz, muito feliz para ser mais exata, afinal o meu pai e meu avô, mesmo a contra gosto aceitaram
  a escolha do meu marido. Contudo, apesar da minha euforia, ainda tinha um grande problema... Jacob.  Ele ainda não fazia ideia de que fora escolhido para o meu noivo. E não sabia como reagiria com a proposta e muito mesmo se aceitaria.  Aquilo estava realmente me deixando preocupada e tinha urgência em falar logo com Seth, para contar o que estava acontecendo e pegar os contatos do meu amor... Meu Jacob. 

Graças a Deus o meu domingo passou rápido,  com as loucuras de minhas tias maravilhosas, quase não vi o meu final de semana terminar, vendo-as fazer uma nova coleção de roupas para vestir e delirar com as ideias malucas para nova coleção de inferno da família Cullen.

Alice e Rosalie adoravam artes, assim como eu, e eram especialistas em fazer modelos inovadores de roupas. Então inventaram de última hora em fazer um desfile de modas. Sinceramente, não sabia como minha tia cuidava da galeria de artes. Era uma esposa amantíssima e ainda tinha tempo para pintar lindos quadros e desenhar modelos maravilhosos de vestidos. Alice era uma DIVA no que fazia, preparando os seus trabalhos com perfeição. E Rosalie sempre embarcava nas suas loucuras e acabava ajudando nas suas criações.

Sabia, vendo minhas tias criativas, que o talento que tinha para pintar quadros de forma perfeita, como uma artista profissional, era de família. E ficava feliz por poder dar uma opinião crítica e julgando das loucuras da minha tia maluquinha.

Depois que saímos da casa dos meus avós, voltei para a minha mansão com os meus pais, que pareciam apreensivos com a minha decisão. Entretanto, respeitaram e procuraram não tocar no assunto durante o caminho. Apesar de perceber os olhares enigmáticos de meu pai, pelo retrovisor do carro.

Fui direto para o meu quarto assim que cheguei em casa. Depois de tomar um delicioso banho de água quente e colocar o meu
 baby doll, caí na cama e fiquei pensando no que escreveria para Jacob. Até que acabei dormindo.

[...]

Seth! Seth! Me espera! Não pode me deixar aqui. – Gritava chorando, caída de joelhos no chão.

 - Calma, docinho! Eu vou te ajudar!

 - Seth, por que Jacob e os meninos não me esperaram? Eles me fizeram cair e me largaram aqui. – Chorava muito, limpando o meu vestido florido enquanto Seth me ajudava a me levantar. 

- Nessie, eu sempre te ajudarei... Sempre... Jacob é um idiota. – Limpou o meu vestido, tirou a camisa e amarrou em meu joelho sangrando. – Vamos para a minha cada, docinho. – Disse pegando a minha mão. 

- Não, Seth! Quero ficar com Jacob e os outros. – Chorava e ele limpava o meu rosto. 

- Eles vão te machucar, docinho. Você não pode ficar perto deles. São meninos grandes e podem te ferir. 

- Mas eu quero ficar perto de Jacob... 

-Quando aprenderá a ficar com pessoas do seu tamanho, docinho? Jacob não serve para você... Não serve.

Acordei assustada e pude me lembrar claramente das vezes que ficava em La Push, enquanto vovô Swan pescava com Harry Cleawater, pai falecido de Seth. Espreguicei-me na cama, virei de lado e peguei o celular na mesinha de cabeceira. Disquei o número e esperei atender.

- Alô!  Seth? - Disse ainda bocejando.

 - Oi, docinho! Por que me ligou a essa hora?   - Respondeu com a voz embargada e bocejada do outro lado da linha.

- Não quero te pressionar. Mas você descobriu o e-mail ou o telefone do Jacob? - Perguntei ansiosa, louca para entrar logo em contato e resolver a minha vida.

- Renesmee, você vai me contar o que está acontecendo? Pensei que essa obsessão que sentia por ele havia passado há anos. Por que agora cisma em encontrar Jacob? O que acontece, docinho? - Perguntou em tom preocupado.

- Seth, prefiro te contar pessoalmente. Por isso, irei até a oficina te ver quando sair do colégio. Assim poderemos conversar, meu amigo. – Eu odiava o excesso de preocupação de Seth. Mas entendia que se preocupasse comigo. Afinal era quase um irmão, um amigo da vida inteira e a única pessoa a quem poderia confiar os meus segredos.

 - Tudo bem, docinho! Ficarei te aguardando e quando chegar, informo o que precisa saber. Mas antes, vai me contar o que está acontecendo.

- OK! Concordo... Pode me esperar. Um beijinho e um ótimo dia para você, meu amigo.

 - Tenha um bom dia de aula, docinho. Espero que se saia bem na prova de hoje. – Disse e depois desligou.

Fiquei mais um tempo na cama. E depois levantei para me arrumar. Fiz a minha higiene matinal e me arrumei para ir para escola. Depois desci para tomar o meu café da manhã.

 Meu pai já havia saído para o seu plantão no hospital e minha mãe estava arrumando o jardim.

 - Mãe, já estou indo! – Saí correndo em sua direção, beijei o seu rosto e depois caminhei em direção ao carro de meu avô.

- Bom dia, Jimi! – Disse ao me aproximar do motorista, com a porta do carro aberta para eu entrar.

- Bom dia, senhorita Nessie. – Respondeu sorrindo para mim.

- Jimi, devo sair mais cedo da escola hoje. E assim que terminar a prova, ligarei para você vir me buscar. Hoje vamos para La Push. – Disse sorrindo enquanto dirigia em direção à escola.

- Entendo, senhorita. Vai encontrar o seu amigo de La Push... Também passará na casa do seu avô em Forks? - Perguntou curioso.

- Meu avô estará na delegacia trabalhando. E devo passar lá apenas para dar um beijinho nele. – Respondi.

- Tudo bem! Ficarei de prontidão e assim que a senhorita me ligar, venho buscá-la para levá-la até o seu amigo. – Respondeu.

[...]

As aulas passaram rapidamente e fiz as provas sem a menor concentração, pensando apenas em encontrar Seth e pegar o contato de Jacob. Aquela era a única coisa que pensava e não tinha mais a menor paciência em pensar em estudar, quando sabia que logo estaria casada e aquela coisa de estudar não teria o menor sentido.

A viagem foi rápida e assim que chegamos, Jimi me deixou em frente da oficina onde Seth trabalhava e partiu de volta para Seattle. Caminhei lentamente para dentro da oficina e vi um corpo deitado debaixo de um carro, com apenas as pernas e parte do tronco de fora. Então o chamei.

- Oi, gatão! – Disse rindo e o ouvi pigarrear.

- Só um minuto, docinho! – Respondeu. – Estou terminando esse carro e terei tempo livre para conversar com você. – Concluiu.

- Nessie! – Virei-me e vi Quil e Embry entrando logo na oficina logo atrás de mim. – Concluímos que era você quando vimos aquele carrão partindo. – Disse Embry, caminhou até mim e beijou o meu rosto.

Assim como Jacob e Seth, Embry e Quil eram nativos de La Push, e possuíam feições características como cabelos negros, pele morena, traços dos seus rostos marcantes de povos indígenas americanos. Eram bonitos, altos, musculosos e muito atraentes para qualquer garota.

- Você está cada vez mais lindo, Embry. – Disse sorrindo enquanto ganhava um beijo no rosto. – E você não fica nada atrás, Quil. Como vão Claire e Dayane? - Perguntei pelas suas namoradas.

- Estão ótimas, Nessie. – Quil respondeu me dando um abraço daqueles de urso, que quase me tirou o fôlego.

- AFF! Assim vai me sufocar, Quil. – Disse sorrindo enquanto tentava me libertar de seus braços.

- Tudo bem! Já sabemos que esses abraços são só para o Seth. – Ele piscou para Embry e deu um sorriso malicioso.

- Vocês são muito bobos... – Revirei os olhos e ri. – Mas estão certos. – Olhei para Seth que saía de baixo
  do carro.  - Esses abraços são só para o meu amigo. – Caminhou até mim e deu um beijo demorado em minha bochecha.

- Como você está, docinho? - Perguntou me encarando.

- Será que tem um tempo para conversar comigo? Para ouvir a sua velha amiga reclamona falar da vida? - Fiz beicinho e ele riu achando graça.

- Sempre, docinho... Estou realmente preocupado com você. – Mordeu os lábios e fez sinal com a cabeça para que os outros saíssem. – Deixa só lavar as mãos e já volto. – Deu meia volta e dirigiu-se para o banheiro que ficava nos fundos da oficina. E depois de uns minutos, retornou e sentou-se ao meu lado sobre o capô de um dos carros.

- Nessie, agora me conta o que está acontecendo. – Pegou a minha mão e começo a fazer carinho.

- Seth, meu avô contou semana passada que está doente. – Engoli em seco, sentindo o aperto em meu coração. – Ele está com câncer de próstata e precisa se afastar da empresa. Nesse momento, está se arrastando no trabalho. Mas precisa encontrar alguém para cuidar dos nossos negócios o mais rápido possível. – Concluí.

- Tá! E o que isso tem a ver com Jacob? - Olhou para mim com expressão confusa em sua face.

- Meus tios, tias e pai não podem assumir os negócios da família. E ele não quer dar o controle da Cullen para um desconhecido. Por isso achou que a melhor solução seria eu me casar. – Quando falei isso, ele engasgou, soltou a minha mão e desceu do carro.

- Me deixa ver se entendi. - Disse exasperado, erguendo os braços enquanto me olhava. – Você precisa se casar e se bem a conheço... Oh, Não! Não, docinho! Isso é loucura... Não pode estar no seu juízo perfeito. – Andava de um lado para o outro me olhando, balançava a cabeça em sinal de negativo e os braços de forma nervosa.

- Seth.... Eu... Eu... – Não consegui completar.

- Por que sua avó não assume? E sua mãe? Suas tias? Inferno, Nessie! Isso é loucura. – Reclamou.

- Seth, você não é meu pai, meu irmão ou meu namorado. Então, pare de agir como um irmão preocupado e deixa esse ataque de lado. – Reclamei com ele.

- Eu, sinceramente, não sei quem é mais maluco nessa história toda. Se seu pai, por concordar com isso, sua mãe por não intervir, seu avô por propor isso ou se você... Nessie. Casamento é coisa séria! Como vai se casar com alguém que sequer conhece? Você comeu “merda”? - Perguntou nervoso.

- Seth, para! Pare de me dar broncas! – Levantei do carro e tentei tocá-lo.

- Te dar broncas? Eu sou seu melhor amigo. E amigos servem para dar conselhos e até brigar quando preciso. Sabia disso? Você passou a vida idealizando um príncipe e agora acha que viverá um mar de rosas com ele. – Segurou meu rosto com as duas mãos e encarou meus olhos. Vi que havia um desespero escondido ali e tentei acalmá-lo. – Isso é loucura.

- Seth, não faz tanto drama. Jacob é um cara legal. – Vi que havia decepção e medo em seu olhar. – Você mesmo me disse isso muitas vezes.

- Eu menti, docinho! Desculpa, mas eu menti! Você passou a vida idealizando um cara mais lindo e amável do mundo. E vivia me pedindo notícias dele. O que me restava fazer? Menti para não te deixar triste, Nessie. Mas acho que essa obsessão por ele foi longe demais, garota. Quando tempo não namora? Quanto tempo não sai com um cara legal? Você ainda é virgem? – Ele me soltou e continuou andando de um lado para o outro. Meus olhos encheram de lágrimas com aquela confissão.

- Você mentiu para mim? Não soube mais nada de Jacob desde que se mudaram? - Ele confirmou com a cabeça. – Tudo bem! Eu te perdôo... Seth...

- Não! Agora, me diz, Nessie? Quanto tempo não beija ninguém? Isso não é normal, sabia?
 

- Eu nunca encontrei ninguém legal, sabia? - Perguntei ironicamente arqueando a sobrancelha.

- Você nunca se permitiu amar... Você sempre idealizou um homem perfeito e nunca deixou ninguém se aproximar. Você é linda, inteligente, sensível e adorável. Poderia encontrar alguém legal para te fazer feliz. Mas sempre se escondeu dos homens. E para quê? Um amor de criança que sentia por Jacob? Faça-me rir! – Comecei a chorar magoada com as suas palavras. Ele caminhou até mim e me abraçou forte. – Desculpa, docinho. – Aconcheguei em seus braços e ele se calou.

- Todos os caras que conheci, só queriam transar. E os outros que me cantaram eram ridículos, rudes e sem o menor jeito. – Retruquei.

- Você ficou tanto tempo presa aos seus sonhos, que parou de olhar a sua volta e observar as pessoas. Quem sabe se já não teria encontrado um cara legal se não ficasse sonhando com Jake.

- Você tem toda razão, Seth. – Eu o abracei mais forte e me senti tão pequena diante das suas palavras. Um vazio enorme preencheu meu coração e tive medo do meu futuro.

- Mas agora é tarde. – Conclui.

- Tarde? Você só tem dezoito anos e vai para a faculdade de Artes. Vai morar na Itália como sempre sonhou e virar uma artista famosa. Acha mesmo que é tarde? Manda seu avô se virar e encontrar outra saída. – Seu corpo estava trêmulo e percebi que sua voz havia mudado. Parecia controlar o choro.

- Seth, sabe que não posso fazer isso. E se é para me casar, que seja com Jacob Black. – Respondi.

- E o que vai dizer? Oi, Jacob, eu sou Renesmee Cullen, aquela garotinha que vivia atrás de você e seus amigos. Agora, meu avô quer que eu case e decidi que meu marido será você. Aceita casar comigo? - Ele gargalhou ironicamente. – Isso é ridículo, docinho... Ridículo! – Concluiu.

- Seth, não posso me casar com outro. Não conseguirei me entregar a outro que não seja Jacob... Simplesmente não dá! – Respondi com raiva.

- Vai arruinar a sua vida? Vai casar com alguém que não conhece e ser infeliz... Meu Deus! Como você é teimosa. – Segurou os meus ombros e me sacudiu.

- Seth, para! Se continuar a brigar comigo, ficarei com raiva de você. – Eu o adverti.

- Pode ficar com raiva de mim, docinho. Mas não verei você cometendo uma burrada e não ficarei calado. Não mesmo!!!
 

- Vai me dar os contatos de Jacob? - Perguntei fazendo beicinho de cabeça baixa.

- Não mesmo! – Balançou a cabeça e eu segurei os seus braços.

- Eu não tenho tempo para brigar com você! O tempo está passando e preciso entrar em contato com Jacob. Então, dá para parar de gracinha e me dar o contato dele? Você já está me irritando. – Encarei os seus olhos e vi a decepção estampada nele. Fiquei muito triste, porque era a primeira vez que brigávamos daquela maneira. Ele sempre foi um grande amigo, mais do que um irmão para mim, e magoá-lo me feria muito.

- Não concordo com isso. Mas a vida é sua, docinho... – Caminhou até o escritório da oficina e me deixou só por um momento. Depois voltou e me entregou um pedaço de papel.

- Seth!! Oh, Seth! Eu amo você! OMG!!! – Pulei em seu pescoço e o abracei e me agarrei em seu pescoço chorando. – Você não imagina como isso é importante para mim. Obrigada! – Comecei a beijar o seu rosto. – Obrigada! Obrigada!

- Tudo bem, docinho! Tudo bem! – Afagou os meus cabelos. – Está ficando tarde e tenho que te levar de volta para a sua casa.
 

- Seth, preciso passar na delegacia para ver o vovô Charlie. Pode me levar até lá? - Perguntei enquanto ele se afastava.

- Posso! Deixa-me tomar um banho e trocar de roupa para irmos... Ainda tenho que ligar para aqueles gaiatos virem fechar a oficina.

- Tudo bem! Eu o espero aqui e aproveito para pensar no que conversamos.

- Eu não demoro... É só o tempo de ligar para Quil e Embry, e depois tomar um banho para irmos. – Disse se dirigindo até o escritório.

Depois que ele saiu, fiquei pensando no que falar para Jacob. Afinal, ele estava certo e não poderia simplesmente dizer que tinha que casar, e ele era o meu escolhido. Então, precisava ponderar no que dizer para ele, sem assustá-lo com a proposta que lhe faria.

Passei um tempo pensando em toda aquela situação. Depois Seth chegou, e partimos em seu carro até Forks, onde fiz uma visita rápida para o vovô Swan e depois parti com meu querido amigo.

- Seth, você me perguntou sobre a faculdade. Mas ainda não me disse sobre as cartas de aceitação. – Disse enquanto ele dirigia para Seattle.

- Nessie, docinho, eu não abri ainda. Sabe muito bem que não tenho tempo para estudar. – Disse com tom de desgosto sem me encarar.

- Seth, você não pode pensar assim. Pode fazer uma faculdade de engenharia e trabalhar. – Respondi tentando animá-lo. E percebi que ficou triste ao tocar no assunto. Seu tom de voz era frio.

- Desde que meu pai morreu,  trabalho para ajudar a minha mãe. Sabe bem que a pensão que recebe não dá para nada, docinho. Eu não teria como só estudar... – Hesitou por um momento antes de continuar. – Acho que o meu destino será ser mecânico mesmo. – Completou.

- Seth, quando eu casar, você pode ir trabalhar na minha casa. Aliás, você e sua mãe. – Passei a mão em seu rosto e fiz um carinho. – Você será o meu motorista e sua mãe a governanta. Assim você poderá estudar à vontade. – Tentei encorajá-lo sabendo que ele não aceitaria a minha proposta.

- Não quero esmolas, Nessie... – Respirou fundo. – Por favor, não faça assim. – Disse baixinho sem me encarar.

- Olha pra mim! – Ordenei e me olhou brevemente. – Você é especial para mim e acho que tem um futuro promissor como engenheiro. Então não me venha com essa! Vai abrir as benditas cartas de aceitação e se inscrever para uma das universidades. – Ordenei.

- O que te faz pensar que serei aceito? - Disse menosprezando a sua inteligência e já estava me dando nos nervos.

- PARA O CARRO! – Ordenei e ele parou. – Seth Cleawater, nem ouse se menosprezar desse jeito!! Você é inteligente e sabe que será aceito. Eu não tive tanto trabalho para ajudá-lo a preencher os formulários para nada. Entendeu? - Disse segurando o seu rosto e percebi que se esforçava para não chorar.

- Nessie... – Sussurrou.

- Não vem com, Nessie docinho! – Eu o interrompi.  – Você abrirá as cartas e escolherá uma das universidades em Washington. E quando eu casar, você irá ficar comigo e com Jacob. E vai estudar para se tornar um engenheiro. Entendeu? Não permitirei que se acabe naquela oficina. - Nos abraçamos forte e ficamos calados por um tempo.

- Você, às vezes, é tão inteligente e outras tão tola. – Sussurrou.

- Não vamos começar novamente com a discussão sobre o meu casamento. Ou vamos? Eu me recuso a brigar com você, meu amigo. – Beijei o seu rosto e fiz um carinho. Percebi que seu olhar estava diferente e, às vezes, fugia do meu. Mas preferi não tocar no assunto, por medo de entrar em uma conversa que fosse desagradável para nós dois. Sempre tive medo dele se apaixonar por mim e acabar o magoando com os meus sentimentos por Jacob.

 - Tudo bem, docinho... – Deu aquele sorriso lindo que eu tanto amava. – Odeio brigar com você... – Mordeu os lábios e balançou a cabeça. – Mesmo quando está errada. – Deu partida novamente e voltou a dirigir.

 - Eu também odeio. – Segurei a sua mão.  – Você sabe que é o irmão que não tive e que é muito importante na minha vida. Por isso só quero o melhor para você, querido.
 

- Eu também, Nessie... – Calou-se de repente.

- O que foi? Por que ficou em silêncio? - Perguntei curiosa.

- Pense bem antes de enviar o e-mail para Jacob. – Senti que respirou fundo e o vi apertando fortemente o volante. – Não vai estragar a sua vida por causa dessa obsessão que sente por ele. – Seu tom de voz era consternado e  parecia muito com o do meu avô quando contei que o meu escolhido era Jacob.

- Seth, eu amo Jacob e sempre amarei. Não haverá outro homem na minha vida. – Estava começando a ficar nervosa por recomeçar a discussão.

- Eu só quero que pense. Como pode saber se o ama. Você nem o conhece? Você era uma criança e hoje não sabe nada como ele. Como acha que isso dará certo, Nessie? Pelo amor de Deus! Será que não vê o erro que cometerá? Eu, sinceramente, não te entendo. – Balançava a cabeça em sinal de negativa.

- Seth, chega! Não discutirei mais com você, porque não quero te magoar. Então vamos parar por aqui? - Disse de forma severa.

- Tudo bem! – Respondeu secamente.

- Só quero te pedir uma coisa. – Passei a língua nos  lábios, respirei e relutei, mas tinha que fazer o pedido. – Você aceita ser o meu padrinho? Quero que você e sua mãe estejam no altar quando eu casar. – Disse e fiquei observando. Vi que só balançou a cabeça em sinal positivo.

- Não vai falar nada? - Eu o indaguei.

- Alguma vez eu já te neguei algo? Então...

- Então é sim? Seth, eu odeio esse clima entre nós. – Estava quase gritando com ele com  a raiva que sentia pela sua reação absurda.

- SIM! SIM! MIL VEZES, SIM!!!  Só não me diga que não avisei. – Estava exasperado demais e preferi me calar para não piorar a situação entre nós.

Ficamos calados o restante da viagem e quando chegamos à porta da minha casa, ele estacionou e se despediu de mim de forma fria, deixando-me muito magoada.

- Hei! Vamos ficar assim? - Passei a mão em seu rosto e depois o virei para observá-lo.

- Desculpa, docinho! Só fiquei chateado por brigar com você. Quantas vezes brigamos em todos esses anos? Sabe que odeio ficar nesse clima com você. – Disse arrependido e depois me abraçou.

- Poucas vezes e você depois ficava todo aborrecido. – Abracei forte e aconcheguei a cabeça em seu peito forte.

– Seth, eu tenho certeza que serei feliz com Jacob. Pode confiar nisso, meu irmãozinho. – Beijei o seu rosto e vi o sorriso maravilhoso se abrir.

- Tudo bem! Se aquele um te magoar, juro que o quebro no meio, Nessie... – Suspirou forte. – Eu juro!

- Isso não acontecerá. – Respondi.

- Tudo bem! Agora entre e descanse um pouco. Amanhã você tem aula e não quero que se saia mal nas provas. – Beijei o seu rosto, sai do carro, caminhei até a porta e acenei antes dele partir.

Fui para o quarto, tomei banho, coloquei as minhas roupas e desci para fazer um lanche antes de dormir.
 

Depois que me alimentei, voltei para o quarto, escovei os dentes e fui para o meu notebook que estava sobre a escrivaninha e fiquei pensando no que escrever para ele.

Passei um bom tempo pensando e a única coisa que me veio à cabeça foi dizer toda a verdade. Então, conectei a internet, abri o meu e-mail e comecei a digitar com meu coração na mão.

Jacob, 

Você provavelmente não se lembra de mim e não vai entender o que vou te contar. Mas eu preciso que leia tudo com muita atenção e tente me compreender se for possível.

Meu nome é Renesmee Cullen e você me conheceu há onze anos em La Push.

Eu costumava a passar os finais de semanas e minhas férias na casa do meu avô Charlie Swan, chefe de polícia de Forks. E normalmente ia para a casa dos Cleawarter e ficava brincando com Seth.

Quando o conheci, era um menino travesso e normalmente andava com a sua turminha fazendo traquinagens pela reserva. E Seth e eu, como éramos os mais novos, ficávamos atrás de vocês para participar das brincadeiras. 

Desde aquela época, já era apaixonada por você. Mas como havia uma pequena diferença de idade. Você sequer notava que eu existia. E assim, os anos foram passando rapidamente, até que sua mãe morreu e sua família partiu da reserva. 

Sempre tinha notícias de você por Seth e pelo meu avô, que na época era sócio do seu pai. E a minha esperança era de um dia me tornar sua amiga e quem sabe namorada. Mas a vida só o afastou de mim, levando-o para longe e me deixando sem nenhuma notícia. 

Algumas vezes, perguntava por você para Seth e ele tentava descobrir o que se passava em sua vida. Mas as respostas eram sempre vagas demais, deixando o meu coração aflito de saudade. 

Você pode achar que sou louca, mas desde aquela época,  não consigo me ligar a ninguém. Nunca consegui ter um namoro sério e os poucos caras que beijei não me interessavam em nada. 

Passei anos pensando em você e no dia em que o reencontraria novamente. Até que a saudade foi diminuindo e aos poucos fui me esquecendo. Mas em meu coração, sempre houve um lugar reservado para as minhas poucas lembranças de infância. As lembranças da melhor época da minha vida. 

Hoje eu tenho dezoito anos e tinha muitos planos para o meu futuro como pintora. Até pensei em ir para a Itália, estudar em uma universidade de artes famosa. Mas em meu coração sempre teve uma ponta de esperança de reencontrá-lo. 

As poucas fotos que tinha, joguei em um programa de computação gráfica, para tentar ver como seria mais velho e maduro. Eu  o procurei no Orkut e em várias redes sociais sem o menor sucesso. E a vontade que tive de sair nesse mundo a sua procura nunca me abandonou.  

Mesmo pensando em ir para outro país, tinha esperanças do destino cruzar os nossos caminhos durante a minha viagem e de encontrá-lo por algum tipo de milagre... Como orei pedindo isso para Deus. 

Semana passada, aconteceu uma coisa que mudou todos os meus planos. E me deixou completamente sem rumo na vida. E agora acho que entenderá o motivo desse e-mail. 

Meu avô me informou que está muito doente e precisa de um sucessor na empresa. E como não há ninguém qualificado para o cargo em minha família, pediu que eu encontrasse um marido.  Será que pode imaginar como quase surtei? 

Eu quero ajudar a minha família e sei que é o correto a fazer. Contudo não posso me casar com alguém que não ame, jogando fora o sonho de te reencontrar. 

Já chorei muitas noites pensando nisso e a única conclusão que cheguei, foi que deveria te procurar e perguntar com a maior cara de pau do mundo: Você se casaria comigo? 

Sei que isso é muito louco, Jake... Posso te chamar assim? Seus amigos costumavam te chamar de Jake. Você se lembra? Eu me lembro tão bem do seu sorriso, do seu jeito moleque, a forma de falar, de erguer a sobrancelha... Eu me lembro de tudo em você... Aimeudeus! Você vai achar que sou uma louca! Mas a verdade é que amo você com todas as minhas forças e se não casar comigo, não poderei me entregar a outro homem e ajudar a minha família. Então farei a proposta mais maluca do mundo e espero que pense nela com carinho. 

“Jacob Black, você aceita se casar comigo?”  

Eu prometo que se o fizer, tentarei de tudo para fazê-lo o homem mais feliz e amado desse mundo. Mas se não puder considerar a minha proposta, entenderei e tentarei dar um rumo definitivo para a minha vida. 

Jacob, eu o amo tanto que chega a doer. Contudo entenderei se a sua resposta for “Não”. E sempre torcerei pela sua felicidade. 

Seguem algumas fotos minhas, para não achar que sou um dragão desesperado em busca de um marido... kkkk Seth sempre diz que sou uma gata. Mas deixo o julgamento por sua conta. 

Eu te amo, Jacob...  Eu te amo... Eu te amo muito.

Com muito carinho,
Renesmee Cullen 

Terminei de escrever com lágrimas nos olhos, sentindo meu coração apertado com medo da sua resposta e depois de alguns segundos, digitei o email, anexei as fotos e finalmente apertei o “Send”.

Aquela era a uma última cartada e esperava que ele pensasse com carinho em minha proposta de casamento.



Nota Glau: Ness é pancada da cabeça. Não acham? Meu Deus a menina sonha com o cara desde criança e só o vê na frente. Será que ela nao percebeou que Seth gosta dela? Muito doida... vai sofrer por ser tão topeira. kkkk

quarta-feira, 22 de setembro de 2010




Capítulo 4- Pvo Jacob – Oportunidade

Mais um dia estressante nessa minha vida nada fácil. Afff Estava de saco cheio de ser mandado e tinha que fazer algo para mudar a situação em que vivia. Era um jovem de vinte dois anos, com um futuro promissor, um bom emprego e uma namorada super gostosa. Mesmo assim não estava nada feliz e precisava encontrar uma forma de mudar a situação. Precisava de um golpe de mestre. Algo que me fizesse ganhar dinheiro fácil.

Com quase vinte três anos, ocupando um cargo de Gerente de Vendas Júnior (GEV JR) na BT, uma empresa que prestava serviços de telecomunicações e telefonia, provendo portfólios de banda larga, telefonia e soluções corporativas para internet e TI. Precisava de mais dinheiro, prestigio e poder... Principalmente poder. Mas as oportunidades não vinham tão facilmente as minhas mãos e para conseguir uma carteira com quinze clientes, de pequeno em médio porte, em um período de doze meses, tive que usar alguns dos meus artifícios... Diga-se encantos, com os “meus” clientes.

Todos os gestores da minha carteira, eram formados por mulheres mal amadas, que se derretiam com apenas um sorriso e eram facilmente manipuladas para adquirirem novos serviços que atendessem a demanda de suas empresas. Assim, eu que não era bobo nem nada, sempre conseguia “empurrar” novos pacotes do portfólio da minha empresa, mantendo uma carteira estável que rendia para os seus cofres em torno de um milhão de dólares ao ano.

Para um garoto novo, recém saído da faculdade, e sem muitos conhecimentos na área, consegui me sair muito bem. Mas a minha ambição sempre me pedia mais e mais. Comecei a pesquisar empresas de grande porte, que entrariam na modalidade de grandes contas ou contas Tops. Só que havia um único problema: O meu gerente designava os GEVs (gerentes de contas) para visitar os clientes e não poderia passar pela autoridade dele, quebrando a hierarquia e consequentemente queimando o meu filme.

Jason Macgrogery era um dos GEVs mais antigos e ocupava o cargo de gestor da equipe em que trabalhava. Apesar disso, também tinha uma carteira recheada com grandes clientes, que chegavam a render um bilhão de dólares para os cofres da empresa e uma comissão de 10% sobre cada carteira que mantinha... Como eu queria aquela comissão. Seria capaz de tudo, até trapacear, para conseguir aquilo. Que mal faria? O mundo é dos espertos.

Comecei a ficar de olho em sua movimentação e descobrir por Casy, minha adorável e sem vergonha namorada, que ele estava prestes fechar contrato com uma Multinacional, GM automobilística. E como era nem um pouco bobo, decidi passa-lhe a perna e estudar tudo sobre a empresa, os seus clientes, necessidades e pontos fracos a serem explorados buscando novas oportunidades.  Fiz uma longa pesquisa, de semanas, sobre o portfólio de negócios da empresa e comecei a documentar as minhas ideias sobre o que fazer. Contudo havia um grande problema: Jason! Ele, de uma forma ou de outra, precisava sair do meu caminho. Minha mente já estava trabalhando nesse fato.

Decidi colocar um plano em ação e usei minha namorada, que por sinal era mantida em segredo, uma vez que a empresa não permitia relacionamentos entre funcionários... Balela! Tudo mundo saia com todo mundo e os chefes comiam todas as garotinhas do escritório. Mesmo assim, decidi manter sigilo em nossa relação, e aproveitar do fato dela ser secretária de Jason para descobrir tudo sobre a nova conta. Ela era uma espiã “conveniente” demais.

Casy se tornou a minha espiã e com ela conseguia informações sigilosas, que não estavam em minha pesquisa. Mas ainda faltava encontrar uma forma de tirar Jason do caminho, para ficar com a conta e o seu prestigio na empresa. Sabendo que seria promovido ao cargo de Gerente Sênior e provavelmente ficaria com a supervisão da equipe de Gevs. Pedi para  ela sabotar o projeto de Jason e o primeiro passo seria colocar muitos erros de ortografias, alterar os números de seu projeto antes que a documentação fosse impressa para a reunião. E ela conseguiria uma forma de fazer isso. Sabia bem que seria bem recompensada com uma foda gostosa.

Já a outra estratégia, seria desmoralizar Jason diante do cliente, fazendo o arquivo da apresentação não abrir, por está corrompido, e deixá-lo envergonhado. Aquilo seria mais difícil, mas arrumei um vírus de computador que corrompida todos os arquivos XLS, DOC, PPT e DDB do computador em 24 horas... Comecei a rir imaginando a cara de panaca dele quando tentasse abrir a maldita apresentação e não conseguisse.

Eu realmente sou muito bom em trapacear.

Pedi para Casy, na manhã anterior a reunião com o diretor da GM no Reino Unido, colocar o pendrive no PC de Jason e executar o arquivo. Assim, na manhã seguinte, quando tentasse abrir os documentos não conseguiria por estarem corrompidos. Tudo estava perfeito e eu ansioso pelo meu plano. E enquanto pensava na confusão que seria quando Stivie Davison humilhasse Jason na frente de toda a equipe, ria como moleque travesso das minhas artimanhas.

8:44

Jblack diz:

Cachorrinha, fez o que te pedi? td tem que da certo!

8:46

Casy diz:

Totoso, já fiz tudo! FC tranq

8:47

Jblack diz:

Se conseguir o biscoito, vou te dá aquele vestido que me pediu... e uma noite bem gostosa de FO.... vou te FO todinha cadelinha.

8:50

Casy diz:

Já to molhada. kkkkk O q vc fará cmg? Sabe onde estou com os dedos?

8:53

Jblack diz:

Começarei te dando umas PO gostosas. kkkkk Vou te morder todinhas, brincar com seu grilinho... imagina onde meus dedos estariam agora? Estou movendo eles de forma urgente no seu clitóris, cadedinha! kkkkk To chupando os seus seios.... agora deu uma PO no sua bunda...

9:00

Casy diz:

Amor... vamos ao banheiro? Ai eu já to gozando...

9:03

Jblack diz:

Goza pra mim, cachorra!!!! Geme!!! Eu to apertando sua bunda, to movendo os dedos em seu clitóris, mordendo os seus ombros... agora deslizei os lábios até o seu pescoço e deu um chupão... passei a língua no contorno de sua boca.... AFFF espera ai!

- Jacob, eu preciso do relatório de vendas da Global Crossing e o Martin está de férias. Então preciso que acesse as contas e faça o relatório para mim. Estou aguardando esse documento até o final da tarde de hoje. – Disse Jason ao entrar na sala, com aquele sorriso arrogante enquanto me encarava. Que “Filho da puta”! Tá “Fodido” na minha mão... Vai rindo, safado... Vai rindo.

- Tudo bem, chefe! Até o final da tarde terá o relatório que espera. – Disse tentando esconder a minha raiva. Afinal porque não colocou a “puta” da Sarah para fazer o relatório? Ela não é a substituta do Martin? Inferno!!! Calma, Jacob... Calma!! Tudo tem seu tempo.... Ele aprenderá que você não é um mero pião... Vai “fuder” com a vida desse um de uma forma que sairá desmoralizado dessa empresa.

- Não atrase a entrega! – Disse e saiu.

9:7

Jblack diz:

Cachorra, o FDP me mandou fazer o relatório da Global Crossing, porque o Martin está de férias. Então continuamos nossa brincadeira no seu apartamento mais tarde. Não esqueça eu se fizer tudo direitinho, será muito bem recompensada... Uma chupada bem gostosa, vc sabe onde. kkkk

9:10

Casy diz:

Tudo bem, amor, também estou ocupada. bjus

Casy era uma mulher linda, gostosa, gananciosa como eu e sabia “fuder” como ninguém. Mas apesar disso, não amava e só estava com ela porque tínhamos ideias muito parecidas. Além de ela ser uma boa espiã para mim,  dentro da empresa, era muito gostosa e me apetecia. Naquele momento, seria decisiva para o meu golpe de mestre, então precisava ser muito bonzinho e atender as suas necessidades, diga-se “sexo selvagem”.

Comecei bem meu dia, trabalhando como um corno para fazer o trabalho que a “puta” da Sarah deveria fazer. Mas certamente estava dando para algum de seus clientes, para manter a carteira maravilhosa que tinha e que todos sabiam a que preço as conseguia. 

Ela era uma americana loira linda e muito gostosa, com uns peitões siliconizados que soltavam diante dos olhos. Vestia umas roupas super sexies e quando visitava seus clientes, parecia uma garota de programa de luxo e aquilo começava a me incomodar, apesar de eu também usar os meus “dotes” para conseguir as minhas carteiras de clientes. Então já estava preparando a cama dela também e para me adiantar, fiz todo o projeto de um cliente que ela visitaria em duas semanas, quando o seu contrato com a concorrente terminasse. Porém o meu tino para os negócios foi mais rápido e consegui informações com a secretária o presidente da empresa, após alguns encontros amorosos com sua secretária e já estava com quase tudo pronto para a minha próxima cartada.

Não era para me vangloriar, mas no quesito passar a perna nas pessoas, ainda mais se tratando de negócios, eu era muito bom... Tive um bom professor, meu falecido pai, que morreu quando eu tinha dezenove anos e ainda estava terminando a faculdade.

Meu pai era um homem inteligente, que via as coisas de longe e logo tinha tudo planejado para fazer a coisa dá dinheiro e funcionar. E até certo ponto de sua vida, foi um homem honesto e utilizou bem a sua inteligência. Mas ai começou a ficar insatisfeito com os Cullens, na época os seus sócios, e sua postura começou mudou, fazendo o de uma raposa muito sagaz.  Assim aprendi como ver as coisas e fazer delas uma oportunidade de vencer na vida, vendo o meu velho ganhando dinheiro com a ignorância das pessoas. Como as pessoas são ingênuas. Como ele dizia: “O mundo é dos espertos”.

Ele se suicidou algum tempo depois do rompimento da sociedade. Com a falência as portas e o nome jogado na lama, deixando-nos a deus dará e me obrigando a trabalhar, e estudar para manter as minhas irmãs. Sentia falta dele e tinha muita vontade de conversar sobre a minha vida, meus sonhos e projetos. Depois de certo tempo de sua morte, a única coisa que me restou foi o desejo de me vingar dos Cullens.

Sabia que não seria fácil enfrentar uma família tão poderosa e cheia de prestigio nos Estados Unidos. Mas um dia... Um dia em que houvesse conseguido dinheiro e poder para a minha vingança, arruinaria Carlisle Cullen e o faria sentir na pele a dor que senti com a perda do meu pai. Sentir o meu desespero por ter que manter uma família e ainda estudar... Ele pagaria por todos os meus infortúnios... Mais cedo ou mais tarde pagaria.

Para conseguir o que queria, precisava de muito dinheiro e só havia algumas formas de conseguir: Ganhar na loteria, assaltar um banco, dá o golpe do baú ou trabalhar como um corno honesto. Bem, trabalhar honestamente estava definitivamente fora dos meus planos. Como dizia o me pai: “bonzinho só se “fode””. Assaltar um banco não seria uma atitude inteligente se quisesse continuar a gozar da minha liberdade; ganhar na loteria era a coisa mais difícil do mundo e considerando a minha sorte, estava descartada a possibilidade. Só me sobrou então dá o golpe do baú, mas ainda não havia encontrado uma garota bonita e rica para me casar. Mas ainda não havia desistido daquilo e um dia a sorte sorriria para mim.

Ai você me pergunta: Bonita? É claro que sim! Quem gosta de dragão é São Jorge e para eu me permitir comer uma mulher, mesmo que mais velha, teria que conseguir ao mesmo olhar nas fuças da dita cuja. Fora isso, casar e acordar com dragão ao lado estava completamente fora de cogitação.

Continuavam em meu computador, fazendo a “porra” do relatório enquanto pensava em como seria a vergonha do meu chefe. kkkk Muitas pessoas me consideram uma pessoas má. Contudo sou apenas justo e retribuo as coisas na mesma moeda. E se a pessoa me sacaneia, vai sofrer as consequências mais cedo ou mais tarde. Pensando dessa forma, só estaria retribuindo as gentilezas de Jason ao “fuder” a sua vida e não sentia o menor remorso com isso. Pelo contrário, sentia vontade de rir só de imaginar a cara de Stivie quando a confusão começasse. kkkk Assistiria tudo de camarote e feliz da vida. Depois me aproveitaria para conseguir chegar a aonde queria.

O dia passou rápido, sai do escritório após entregar o “merda” do relatório para o meu “futuro ex-chefe fudido”, parei na esquina no quarteirão e esperei a minha cachorrinha por alguns minutos. Já impaciente para saber se havia feito conforme ordenara.

- Ai! Que susto, mulher! Fez tudo o que ordenei? - Perguntei com ela passado à mão no meu rosto pela janela do carro.

- Boa noite! Tudo bem com você, amor? - Disse ironicamente revirando os olhos. Ela estava cheia de tesão. OH mulher fogosa!

- Casy, eu tive um dia do cão e não to com paciência para gracinhas. Então diga se conseguiu o que te pedi? Colocou o vírus no computador e no pendrive o Jason? Alterou o documento que apresentará para o cliente antes de imprimi-lo? - Questionei enquanto ela fazia caras e bocas. Tenha paciência. Vontade de dar uma “porrada” bem dada. Sem bem que ainda iria se excitar.

- Você está muito tenso, amor! – Disse com sorriso irônico.

- Eu trabalhei como um “filho da puta” hoje e não to com paciência. Se fez tudo direitinho, amanhã será bem recompensada. – Disse dando partida no carro e ela entrou, colocou a mão no fecho da minha calça e abriu o zíper.

- Nada disso! Vamos para um beco qualquer... Quero minha recompensa hoje mesmo, gostoso! - Começou a estimular o meu “caralho”, que logo se animou com suas mãos deslizando sobre ele, fazendo o subir e descer de forma rápida. Comecei a perder o controle e só consegui estacionar o carro em um beco a metros a nossa frente, enquanto ela começava a chupar, chupar e chupar cada vez mais gostoso. Comecei a gemer de prazer enquanto fazia o sexo oral. E quando percebeu que eu iria gozar, parou de chupar e depois me deixou relaxar alguns segundos antes de subir e penetrar a sua vagina com  meu “pau”.

- Cachorra!!! – Puxei seus cabelos e dei um tapa forme em suas pernas.

- Bate que eu gosto... AHHH Jacooob... Bate mais... Bate – Tomei seus lábios e começamos a nos beijar de forma desesperada, enquanto estocava a sua “boceta” de forma rápida e urgente. Gemia em sua boca, apertava os seios enquanto entrava e saia do seu corpo cada vez mais rápido até explodir em gozo.

- Woowww Vadia!!! Cadela!!! “Puta”!!!

- Me xinga mais! Vai!!! Amo quando me dá apelidos bonitinhos!!!

- Eu avisei que estava sem paciência hoje. Agora vai sofrer... – Eu a levaria para o seu apartamento e a “foderia” a noite inteira, da forma dura que gostava.

- Gosto de sofrer. kkkkk Sabe que sou masoquista. kkkkk

[...]

Dei partida no carro novamente e fomos para o seu apartamento. Lá transamos a noite inteira e quando amanheceu, estávamos arrasados e ardidos de tanto “fuder”.

Fomos trabalhar e eu a deixei na esquina da empresa. Depois fui sozinho para o meu escritório. Ficando lá morrendo de curiosidade e tensão para saber o resultado da reunião. E quando chegou a hora do almoço, sai com a cara mais lavada do mundo e ouvi alguns cochichos nos corredores. Tentei falar com Casy, mas vi que estava ocupada com Stivei e Jason.

Fui para o almoço com Melinda, uma das secretárias fofoqueiras da repartição, pronto para saber das novidades. Quando chegamos ao restaurante, ela começou o seu relatório de fofocas diárias sobre a vida alheia. Até que finalmente chegou ao ponto e contou sobre a confusão na reunião de Stivie.

- Jacob, você não sabe o que aconteceu. – Disse como quem não quer nada. – O cliente praticamente chamou o nosso chefe de analfabeto. É mole? Primeiro ele não conseguiu abrir a apresentação, porque dizem que o arquivo estava corrompido e depois ele começou a ler o documento, enquanto Jason explanava e disse que tinha alguns erros. E não poderia confiar em alguém que mal sabia escrever.

- Nossa! – Fiz uma expressão de espanto, segurando os risos que tinha vontade de dá. Que vontade de gargalhar. Finalmente conseguir “fuder o babaca” co meu chefe.

- Ele disse que não assinaria o projeto e deu um prazo de uma semana para a empresa apresentar outro GEV para a reunião. Eles discutiram, Jason tentou se justificar, dizendo que tinha feito o relatório bem correto. Stivie o humilhou na frente do cliente. Então Jason saiu da sala batendo porta e o nosso amado diretor, ficou com cara de tacho. – Ela riu - Eu dava tudo para ver a cara de vergonha de Stivie diante do cliente e de Jason batendo a porta com raiva. – Ela ria da situação e eu tentava me manter sério e segurar o meu riso

- Eu não entendo como Jason foi cometer erros tão primários. E ainda menos como Stivie perdeu a cabeça na frente do diretor da GM... – Disse tentando parecer indignado. – Ele não poderia ter humilhado o seu gerente na frente de todos. Por mais que seja o diretor, deveria ter compostura. – Eu fazia pose de sério, mas por dentro estava gargalhando. Eu disse que o mundo era dos espertos! Sempre soube o que fazer para ter o que queria. Sem dó nem piedade. Afinal quem tem pena é galinha.

- Bem, eu também acho. Mas dizem que ele escolherá hoje a tarde um novo GEV para conduzir o projeto e todos estão super ansiosos. – Disse dando uma colherada em sua comida.

- Aguardemos para saber o resultado da reunião então. – Continuamos o almoço e a mulher falou da vida de todo mundo. Já me cansando com aquela tagarelice. Mas se queria está bem informado, precisava manter relações com ela e assim saberia das fofocas em última mão. Para se dar bem, é preciso ser um pouco fofoqueiro. Afinal saber da vida alheia ajuda muito em determinadas situações.

Voltamos para o escritório e vi Casy andando de um lado para o outro, com pastas de relatório. Sabia que precisava falar com ela, mas não poderia de forma alguma dá uma mancada quando estava bem perto de conseguir o que queria. Fui para minha sala, fechei as persianas e fiquei rindo sozinho, imaginando o “babaca” do Jason passando vergonha e o Stivie dando um ataque. Gargalhei novamente. Como sou bom quando quero.

No período da tarde todos fomos convocados para uma reunião de emergência. Eu já sentia o meu coração acelerado de ansiedade. Caminhei até a sala de reunião e me sentei aguardando o pronunciamento.

Stivie começou a reunião informando que Jason havia se demitido da empresa, após o fiasco com as negociações com a GM. E que estaria indicando um novo gerente para organizar as carteiras dos GEVs em uma semana. Mas enquanto isso, estaríamos respondendo diretamente a ele. Depois de falar sobre a demissão do meu “ex-querido chefe”. Anunciou que Sarah assumiria o projeto de Jason e se reuniria com o diretor da GM para nova negociação. Filho da puta!!  Aquela “piranha”  não me passaria a perna... Não mesmo.

Naquele momento, fiquei vermelho de raiva por ele colocar a “galinha” para tomar a frente, sabendo que ela “daria o rabo” para o safado do diretor, só  para conseguir a conta. E mesmo que não apresentasse um projeto bom, conseguiria o que queria com seus “dotes” para o negócio.

Antes de sair, Stivie em chamou.

- Jacob! – Vir-me-ei para ele e o encarei, tentando manter a expressão neutra.

- Sim!

- Eleanor deixou escapar que está atrás de uma das contas de Sarah. Que inclusive já começou a trabalhar no projeto. Eu o advirto para não se intrometer nas negociações dela. Fui claro? - Perguntou franzindo o cenho e tive vontade de socá-lo. Respirei fundo antes de responder.

- Sim! Muito claro! – Respondi, dei as costas e sai da sala de reunião bufando de raiva. Afinal a “galinha” não só ficaria com a conta que eu pretendia tomar, mas também com a conta da GM, a que tanto lutei para tirar de Jason. Aquilo não era justo e se quisesse vencer na empresa, teria que desbancar à vadia, que dava para tudo quando era cliente, e possivelmente para o nosso Diretor. Ela seria a próxima da minha lista negra. Passei mais um fim de tarde morrendo de raiva, xingando até a alma do meu pai e sai sem me despedi da minha cachorra.

Fui para casa e para variar, Rebecca estava deitada no sofá assistindo TV, enquanto o apartamento estava todo desarrumado. Procurei não falar nada, porque sabia que seria mais uma discussão com a minha irmã rebelde. Então fui direto para o meu quarto.

Tirei as roupas e fui tomar o meu banho antes de procurar algo que prestasse para comer. Naquele momento, Casy chegou para me contar tudo o que havia acontecido. E apesar de eu não possuir a menor paciência para ouvir fofocas naquele momento, fiquei em silêncio escutando os pormenores dos bastidores.


Liguei o meu computador, sentei na minha cadeira, conectei na internet e entrei no meu email. E foi naquele momento, o que estava “puto” da vida que a minha oportunidade surgiu.

- Olha isso! – Disse para Casy, que começou a ler e a gargalhar.

- RARARA! Essa é louca!! RARARA!!! Meu Deus!! RARARA

- Ela é bem gostosinha... Vou me divertir com essa delicinha... Até que será divertido comer você, Renesmee Cullen.  – Gargalhei.

- Você está pensando em aceitar? Jacob!!! Tá louco? - Casy indagou indignada.

- Oportunismo, cachorrinha... Oportunismo. kkkk Eu ficarei ela e ainda ferrarei com a vida dos Cullens!!! Quer coisa melhor? A vida finalmente sorrir para mim... – Fiquei excitado com aquilo - Em um golpe só conseguirei dinheiro, poder, vingança e uma garota gostosinha para comer. – Gargalhei arqueando as sobrancelhas e Casy ficou me olhando espantada – Agora me deixe só, que preciso pensar no que responder para essa idiotinha.

- Mas você vai aceitar? Então é só dizer “sim” e pronto. – Disse a cabeça de vento, que não pensava nos pormenores da situação. OH mulher burra!

- OH, sua mula! Eu não posso simplesmente dizer “sim”! – Respondi com raiva. – Tenho que reler esse email e pensa friamente no que responder. Tenho que me fazer de bom moço... Fazer um doce e conquistar sua confiança, idiota. Acha que Carlisle vai colocar a direção da empresa na minha mão se achar que sou interesseiro? Pensa! Pensa, sua mula! Agora me deixa pensar em uma estratégia para enganar essa gostosinha. Sai! – Ordenei e comecei a ler o email novamente.

Como a vida é legal, né? Estava pensando em como “fuder” aquela galinha para ficar com míseras contas e agora, em um golpe de sorte, recebi a melhor proposta da minha vida. Que pessoa, em sã consciência, faria uma proposta como essa? Mas com consciência ou não, afinal eu nem tenho uma e se tenho não sei onde foi parar, colocaria mão em tudo o que estava sendo oferecido. Ferraria com a vida de todos eles e ainda me divertiria muito com aquela coisinha ingênua e angelical. Era tudo o que precisava, uma Herdeira linda, rica, ingênua e a neta do meu pior inimigo. Fome com a vontade de comer e a minha era imensa.





Nota Glau: E ai meus amores¿ Gostaram do Jacob¿ Ele é um “pouco” safado e não tem muito caráter. Perceberam isso¿ O cara faz qualquer negócio para ficar bem... AFFF Qualquer negócio não! Ele não come dragão! kkkkk Ele deixa isso para São Jorge.

Imagina só esse cara esperto, ganancioso e cheio de maldade no core casado com a Ness¿ OMG! A bichinha vai sofrer!!!! Mas também essa bateu com a cabeça. Onde estava quando pensou em casar com Jacob¿ Meu pai! Que pessoa doida!!! Quer porque quer casar com ele e vai sofrer com isso.

Bem, agora é só esperarem os próximos caps!!



Desculpem os erros, mas estou sem Beta e sem co-atura. A Heri está resolvendo uns problemas particulares e a Sweet lips coisas para suas fics e preparativos para aniversários.



bjus no core.

terça-feira, 21 de setembro de 2010


Capítulo 3 – Intimação



Final de semestre, eu estava cansada com as provas e todos os trabalhos que tinha que entregar.  Minha cabeça estava a mil por hora, vendo as cartas de aceitação das faculdades, as quais enviei os formulários de inscrição. Estava na dúvida se escolhia uma escola de arte nos Estados Unidos ou se levava o meu projeto de ir para Itália à diante. Queria muito fazer o curso na Europa. Estudar no berço do renascimento será o máximo.


Aquela tarde sai correndo da escola, pois precisava estudar para prova de Literatura que teria no dia seguinte e ainda tinha que abrir mais algumas cartas.  O motorista do meu avô estacionou o carro, abri a porta e me despedi dele com pressa.

- Adeus Jimi! Nos vemos amanhã. – Disse sorrindo enquanto partia.

- Até amanhã, senhorita Nessie. – Retribuiu com um aceno e um sorriso.

Quando entrei em casa correndo, fui interrompida pela minha mãe.  - Nessie, filha, seus avós veem jantar conosco hoje e querem conversar algo sério com você. – Disse ela assim que me viu entrando. Sua expressão era de preocupação, deixando-me curiosa sobre o jantar. Afinal fazia tempo que meus avós não apareciam em nossa casa. E para se abalarem no meio da semana, devia ter algo importante a ser dito. Quando viam, de surpresa, era algo bem natural. Não precisavam nos comunicar da visita. Aquilo realmente foi preocupante.

- O que querem? A senhora sabe? - Minha mãe franziu o cenho e deu de ombros, fingindo não saber o motivo da pequena reunião familiar. Mas percebi que ela estava a me esconder algo. Algo significativo, pela sua expressão de desgosto. Avaliei a situação e resolvi esperar. Não adiantava ficar sofrendo por antecedência, quem morre de véspera é peru.

- Tudo bem, mãe! Vou para o meu quarto tomar meu banho e estudar. Estou nas últimas semanas de aula e ainda faltam algumas provas. Mais tarde conversamos sobre “a conversa séria” que meus avós querem ter comigo. – Respondi e continuei caminhando em direção ao meu quarto.

Será que eles querem conversar sobre a minha estadia na Itália? Será que concordaram com a minha escolha de ir estudar arte lá? Espero que seja isso e que meu pai seja compreensivo a esse respeito.



Cheguei ao meu quarto, fui logo tirando as roupas, coloquei-as no aparador e corri para o meu banheiro. Entrei no chuveiro e fiquei um tempo à água quente.  Voltei para o quarto, ainda de toalha, peguei um baby doll e uma calcinha, enxuguei o meu corpo e depois vesti a minhas roupas.  Peguei os meus livros e comecei a estudar, esquecendo completamente da vida e do tal jantar com os meus avós.

- Nessie, filha, está ficando tarde e seus avós já chegarão. Não vai se arrumar? - Minha mãe perguntou ao entrar no meu quarto e me observar jogada na cama, com as pernas para cima, enquanto lia pela terceira vez a matéria de literatura.

- Que horas são, mãe? Acho que me esqueci da vida. – Levantei e espreguicei o meu corpo, esticando braços e pernas.

- Já são seis e meia. E pelo que conheço de Esme Cullen, não tarda muito para chegarem aqui em casa. Então, filha, vá se arrumar e fique preparada para receber os seus avós. – Beijou o meu rosto, olhou da mesma forma esquisita de quando havia chegado, depois deu às costas e saiu.

Caminhei em meu lindo quarto branco, com uma faixa de papel de parede rosa ao seu redor, um pequeno puf branco, cama branca, quadros com várias fotos minhas, dos meus amigos e de... Jacob... Parei um instante e olhei o quadro de fotos, vendo de relance a foto dele. Meu coração apertou. Era sempre assim, desde que me entendo por gente.

Suspirei fundo e caminhei em direção ao meu enorme closet, todo preparado pela minha tia maluquinha, especialmente para mim. Comecei a procurar um vestido bem elegante e discreto, sabendo como minha avó era observadora e faria algum tipo de comentário sobre a roupa se não caprichasse.

Depois de revirar o meu closet, peguei um lindo vestido de seda azul e sandálias marfim de saltos. Comecei a me arrumar, depois fiz uma escova rápida em meus cabelos, uma leve maquiagem e já estava pronta para descer.

Quando cheguei à sala, meus avós já haviam e se mostraram feliz em ver, apesar de eu ir a mansão dos Cullens todos os finais de semana. Sempre me tratavam como se fizesse séculos que não nos víssemos.

- Renesmee, minha filha, você está muito linda. – Meu avô caminhou em minha direção e me abraçou forte. Beijou o meu rosto enquanto acariciava os meus braços. Vi de relance minha avó nos olhando de forma terna e ao mesmo tempo preocupada. Contudo procurei não ficar fazendo conjecturas sobre o real motivo daquela visita. Sabendo que mais cedo ou mais tarde me contariam.

- Vôzinho, como o senhor tá? Jimi disse que passou mal essa semana? - Perguntei olhando para aquele homem lindo, com cabelos castanhos claros, olhos azuis intensos e uma face de anjo em seu rosto perfeito.

Meu avô era o tipo de homem que qualquer mulher gostaria de ter ao seu lado. Era gentil, educado e muito carinhoso. Isso sem mencionar os “atributos financeiros”, que vamos concordar que foi uma das coisas que fez a minha avó Esme cair de encantos por ele.

Sempre tive uma ligação muito forte com minha família e principalmente com os meus avós.  Tive uma criação do tipo que está sempre abraçando, beijando, pedindo colo e correndo para a casa do vovô Cullen e do vovô Swan quando as coisas complicavam com meus pais.  Em uma época da minha vida foi até engraçado ver o ciúme que meu vô Carlisle tinha do Charlie, por eu passar tanto tempo em Forks nas férias. Mal sabendo que os reais motivos para aquilo, era Jacob... “meu Jacob”... Que saudade dele...

Mas ai Jacob se mudou com a família e as minhas temporadas em Forks diminuíram. Sobrando um pouco mais de tempo para curtir meu avô Carlisle e minha avó Esme. Também aproveitar as loucuras das minhas tias Alice e Rosalie, que em faziam de Barbie e brincavam comigo como se fosse uma boneca de luxo.

Minha avó Esme já não sofria do mesmo mal. Afinal Renee mora a Jackson Ville e quase não a via, tirando as reuniões de ações de Graças, aniversário, natal e ano novo. Por isso sempre se sentiu a dona do pedaço e nunca teve que se preocupar com a concorrência como meus avós. Mas o que eles na sabem, é que eu os amo da mesma forma e não faço nenhum tipo de distinção.

- Minha menina, não precisa se preocupar com seu velho avô. Estou bem, meu anjo. – Tocou o meu rosto e beijou.

- Primeiro que está longe de ser velho. Segundo que o senhor não estava nada bem. O que aconteceu? Não vai me contar? - Eu o abracei forte e senti todo o carinho.

- Logo saberá, Nessie. – Respondeu e ouvi um muxoxo da minha avó.

- Não vai me abraçar? Será que sempre perderei para o seu avô? – Reclamou ela, e fui para os seus braços.

- Vozinha, a senhora não tem motivos para reclamar. A propósito, está linda nesse tubinho preto. – Comecei a rir vendo o corpo lindo da minha avó naquele vestido. Aff Será que na sua idade estaria tão linda? - Como consegue ficar tão linda desse jeito? Quero ser assim quando crescer. – Sorri e fiquei observando o seu rosto encantador.

- Bem, vamos para sala de jantar? - Ouvi minha mãe perguntar e olhei para ela, lindíssima em um vestido rosa claro, deixando as curvas de seu corpo bem definido, com os cabelos presos por um coque, uma leve maquiagem, brincos e cordão de pérola. Então fiquei imaginando o trabalho que teve para se arrumar de forma impecável, sabendo quão criteriosa minha avó era com as roupas e que falaria algo se não estivesse adequadamente arrumada. Ela observou minha mãe, dando um breve olhar de aprovação e assentiu com a cabeça.

Para minha mãe ser aprovada pela minha avó, era uma questão de honra depois de tantas complicações. Vi a vitória em seus olhos com a aprovação de Esme Cullen.

Minha mãe era típica menina pobre, que conheceu o rapaz rico e enfrentou o preconceito da família. Mas mesmo assim, manteve firme e conseguiu conquistar o seu lugar, e se impor diante dos Cullens. Mas ela contou que houve uma época de sua vida, que pensou em desistir de tudo com tantas adversidades e humilhações que passava diante da minha avó. Hoje as duas se dão até bem, mas sinto que ainda há uma magoa no fundo do seu coração. E que mostrar a Esme Cullen que ela está a altura, tornou se uma questão de honra para ela.

- Vamos! - Meu pai disse e vi que o Dr Edward Cullen estava impecável em um lindo terno de linho marfim, calças negras e camisa branca. Seus cabelos devidamente arrumados, seu rosto lindo e perfeito demonstrava tranquilidade. Mas aqueles olhos verdes me diziam que havia algo anormal acontecendo ali. Conhecia muito bem meu pai para entender que a aparente tranquilidade estava oculta em uma máscara de preocupação.

- Pai, o senhor está muito lindo. – Eu o abracei e senti seus lábios tocarem a minha cabeça.

- Você é que está maravilhosa. Tenho orgulho de ter uma filha tão linda, bondosa e meiga como você, Nessie. – Caminhamos abraçados para a sala de jantar, meu pai puxou a cadeira para eu me sentar, depois fez o mesmo para a minha mãe e sentou se na cabeceira na mesa.

Meus avós se sentaram e Jofred, o mordomo, começou a servi a mesa enquanto falávamos.
- Será que alguém pode me dizer o motivo desse jantar? A que devo a honra de receber meus avós em plena semana? - Perguntei arqueando a sobrancelha e vi que meu pai se engasgou com o vinho que bebia. Olhei para minha mãe e vi que ela estava muito preocupada, franzindo o cenho enquanto olhava para o meu avô. Depois vi a expressão de dúvida ou arrependimento, não soube definir,  nele que me olhava consternado.

- Vamos comer primeiro, filha. – Disse meu avô aparentando constrangimento evidente.

- Tudo bem! Vamos comer e depois quero que alguém me diga o que acontece nessa casa. Sinto que há algo no ar e isso está começando a me incomodar. – Disse para eles, que se olharam e assentiram com a cabeça.

O jantar seguiu sem maiores constrangimentos e meu pai conversou com meu avô sobre as operações complicadas que realizou, sobre como se sentia feliz na profissão que havia escolhido e nos projetos que tinha para o futuro. E minha mãe conversou com minha vó e comigo sobre o livro que pretendia escrever. E no final, todos voltaram a ficar sem assunto, olhando uns para os outros como se procurassem coragem para iniciar a “tal conversa” comigo.

- Nessie, filha... – Meu pai começou em tom cerimonioso e fiquei vendo a angustia transparecer diante daquela máscara que havia colocado. Ele começava a mostrar a sua preocupação e dor através da face calma que antes existia.

- Pai, não precisa de tanta cerimônia. O que vão me falar? Aconteceu algo grave? Estou ficando nervosa... – Disse tudo muito rápido e vi meu avô morder os lábios e depois respirar fundo.

- Nessie, querida, eu estou doente. – Meu avô começou a falar. – E preciso me afastar da empresa para cuidar da minha saúde.

- Está doente? O que o senhor tem? - Perguntei nervosa vendo o seu rosto angustiado. Senti meu coração apertar de aflição pela aquela revelação.

- Eu estou com câncer de próstata e preciso me afastar da empresa para cuida da minha saúde. Mas eu não queria abandonar a empresa nas mãos de qualquer pessoa. – Disse olhando para o meu pai, que balançava a cabeça em sinal de negativo.

- Mas por que não deixa com minhas tias? Ou Jasper? - Ri de nervoso. – Emmett não conta porque ele não gosta de trabalhar... – Olhei e vi que todos balançavam cabeça. – Gente, fala logo! – Disse nervosa.

- Alice não tem o menor talento e não quer dirigir a empresa. Jasper tem o escritório de advocacia e não tem tempo para cuidar dos nossos negócios. Rosalie mal sabe fazer contas e Emmett, como disse, não gosta de trabalhar. – Olhou para o meu pai. – Seu pai é um médico comprometido e seria um desperdício o trancar dentro de um escritório. Então...

- Então só resta a mim? Mas eu mal terminei o colegial... E a faculdade... O curso que gostaria de fazer na Itália... – Gaguejei e meus olhos se encheram de lágrimas.


- Você não teria condições de gerenciar uma empresa. Mas talvez se... – Respirou fundo e olhou mais uma vez para o meu pai, que estava quase esmagando as mãos de tanto que apertava, enquanto seus olhos estavam cravados na taça de vinho. – Casasse... – Completou consternado.

- Casar? Mas como casar? Eu nem tenho namorado... Eu não tenho ninguém... – Meus olhos cheios lágrimas e tive que me conter para não chorar naquele momento onde tudo parecia complicado, e só tinha certeza que: Meu avô estava doente e precisava de alguém para dirigir a sua empresa. Então eu teria que me casar para que aquilo acontecesse.


- Você não será obrigada a casar, filha. – Disse meu pai olhando para mim com os olhos cheios de lágrimas. Vi que minha mãe mordia os lábios e minha avó olhava tudo de forma nervosa, bebendo uma taça de vinho após a outra. E meu avô parecia terrivelmente envergonhado pela proposta. – Essa é apenas uma das saídas. Mas não é obrigada a isso e daremos um jeito, mesmo que coloquemos um estranho para dirigir a empresa da família.

- Mas pai, como eu posso negar? Ao mesmo tempo como acharia alguém para dirigir a empresa? Eu estou confusa sobre isso... Meu Deus! – Peguei uma taça com água e bebi tudo de uma vez.

- Filha, você não é obrigada se não quiser. Apenas achamos que seria uma saída, para que o controle da empresa continuasse nas mãos dos Cullens. Mas de forma alguma a obrigaríamos a se casar com alguém que gostasse. Por isso a decisão é sua e se achar que não dá para fazer, entenderemos perfeitamente, querida. – Meu avô olhava para mim com uma agonia misturada com arrependimento em seu olhar, que me deixou morrendo de pena. Então me levantei e caminhei até a sua cadeira e o abracei.

- Amo você, vovô... – Disse chorando para ele.


- Também amo você, minha netinha preferida. – Afagou os meus cabelos e riu.

- Eu já disse que sou sua única neta. – Comecei a rir e chorar ao mesmo tempo.

- Mas sempre será a preferida... Sempre... Meu anjinho.

- Assim eu também chorarei. – Minha avó disse com a voz embargada.

- Vai começar a chorar também? - Fui para o seu colo e a abracei.

- Nessie, filha, você entendeu a importância de ter uma pessoa da família na frente da direção da Cullen? Não estamos a forçando se casar. Mas se você achar que pode encontrar alguém de quem goste e que possa cuidar dos negócios da família, será a nossa salvação. – Disse meu pai observando tudo de forma aflita.

- Eu sei pai... Mas... – Hesitei porque não queria fazer sobre os meus sentimentos naquele momento. Não queria revelar que sempre amei Jacob Black e mantive um sonho de criança em minha mente. Senti uma dor em meu coração em pensar em casar com alguém que não fosse ele, mas preferi não revelar nada naquele momento.

- Tudo bem, filha! – Disse meu avô enquanto eu caminhava para o meu lugar. – Pode pensar antes de nos dá resposta.

- Eu prometo que até domingo eu respondo para vocês... Prometo. – Disse baixinho, pensando que teria cinco dias para dá a minha resposta.

- Gente, eu não acho boa ideia. – Minha mãe começou. – Casamento com amor já é difícil. Imagina ela se casar só por conveniência? Acho que essa não é a melhor solução. –Ela me olhava de forma aflita e seus olhos percorriam o caminho na direção do meu pai e depois do meu avô, implorando para não me obrigarem aquilo. Sabia o quanto sofria com a situação.

- Tudo bem, mãezinha! Até domingo eu respondo. – Tentei me recompor e parecer tranquila diante da situação, mas tudo foi muito complicado e me via diante de uma estrada sem saída.

O jantar terminou e fui para o meu quarto pensar sobre o que havia acontecido, sem saber qual o rumo daria para a minha vida a partir daquele momento.


--- xx---

Alguns dias se passaram e minha família não estava me pressionando. Mas avô precisava que eu me casasse com alguém capaz de administrar os negócios. Então me decidi a aceitar esse casamento e informar a minha família da minha decisão. Informar que só me casaria se fosse com Jacob Black.

Lembro-me de quando era criança e visitava meu avô Charlie em La Push. Vivendo momentos incríveis com as crianças da reserva. Mas não era puramente as amizades que tinha lá que me fazia gostar tanto daquele lugar, apesar de gostar muito de Seth, Claire, Quil e Embry. Jacob era a real razão para eu insistir tanto em visitar o meu avô, apesar de mal notar a minha existência.

Com sete anos conheci o meu primeiro e único amor que tive até hoje. Ele era um menino moreno, cabelos negros, um rosto expressivo, forte, e muito travesso. Mas eu adorava ver as traquinagens que aprontava com os garotos. Sentia-me feliz simplesmente está perto deles nos momentos de travessuras e durante anos da minha vida sonhei que ele seria meu namorado, noivo e marido.

Quando Jacob tinha quatorze anos, e eu dez, a mãe dele morreu. E foi um choque muito grande para a família Black naquele momento. Então abandonaram a linda casa que mantinham e se mudaram para Seattle, por isso acabamos perdendo contato.

Eu ouvia meu avô contar que o seu sócio Billy, pai de Jacob, mudou muito depois da morte de Sarah. E fez de tudo para apoiá-lo naquele momento tão doloroso de sua vida. Também dizia que Jacob teve alguns problemas de temperamento depois da perda da mãe e estava sendo muito complicado para Billy lidar com ele.

Não sei exatamente o que aconteceu entre o meu avô e Billy, mas os dois romperam a sociedade e a família Black se mudou de Seattle quando eu tinha 16 anos. E isso me afetou muito, pois desde essa época nunca mais tivemos notícias dos Blacks.

Mesmo assim, continuei a amar Jacob da mesma forma por um bom tempo. Cheguei a ter uma paixonite na escola e me esqueci da sua existência por um período. Mas sempre que pensava sobre amor e futuro, de certa forma, ele sempre estava em meus planos e meu coração me dizia que um dia o encontraria.


Hoje pensando em minha vida e nas escolhas que tenho que fazer, a única certeza que tenho é que preciso me casar e o único homem a quem poderia me entregar é Jacob. Isso não vai mudar em minha mente e ninguém me convencerá a aceitar outro que não seja ele.

Minha decisão estava tomada. E naquele momento só me restava comunicar à minha família e fazer “a proposta” incomum de casamento para ele, implorando aos céus que ele pudesse me aceita como sua esposa, e que um dia fosse capaz de me amar da mesma forma que o amo.

- Pai, Vô... – Respirei fundo e tomei coragem para falar. – Minha decisão já está tomada. – Disse e os dois me olharam de forma inquisitiva. – Eu aceito me casar, desde que o meu marido seja Jacob Black. – Meu avô ficou vermelho no mesmo momento que mencionei o seu nome e não entendi o motivo. Afinal nunca me contaram o motivo do rompimento da sociedade e o fim da amizade entre os Cullens e os Blacks.

- Nessie, você tem certeza que é ele que quer para marido?- Me avô perguntou nervoso.

- Qual o problema, vô? - Perguntei arqueando uma das sobrancelhas.

- Billy e eu tivemos problemas sérios no passado. – Respondeu sem entrar em detalhes.

- Que tipo de problemas? - Ele olhou para o meu pai, hesitou por um momento e depois continuou.

- Billy estava dando desfalques na empresa. – Mordeu os lábios e depois fitou os meus olhos. – Ele roubou uma quantia muito grande e para eu não o entregar a policia, teve que devolver tudo e por isso rompemos a sociedade. Depois ele se mudou com os filhos para Londres e última coisa que soube, foi que morreu falido. – Disse consternado e vi que havia dor em seus olhos azuis.

- OH! Eu... Eu... – Gaguejei.

- Você não sabia. – Balançou a cabeça. – Assim como ninguém soube o que se passou. Procurei esconder tudo de todos e só à família soube do ocorrido. Os acionistas pensaram que ele se desfez das ações por que brigamos. Mas só nossa família sabe do real motivo. E agora... – Hesitou.



- Sei que é complicado para vocês. Mas quero que saibam que sempre gostei de Jacob. E se é para me casar, só pode ser com ele... Só com ele. – Disse de forma firme, ouvi a porta do escritório do meu avô se abrir e minha avó entrar.

- Eu ouvi bem? Ela quer se casar com o filho do Billy? Meu Deus! – Parecia perplexa com a revelação.

- Jacob não tem culpa dos erros do pai e de certo nem sabe que ele nos roubou. E se é para me casar... – Olhei para todos e apesar da vergonha confessei tudo. – Será com ele! Eu o amo desde criança e sonhei com o dia que ficaríamos juntos por toda a vida. Não posso me casar com outro. Então espero que entendam e aceite. Essa é a minha única condição. – Conclui de forma decidida.

- Se é assim que quer... – Meu pai assentiu com a cabeça.

- Como encontraremos Jacob? Não sabemos o seu paradeiro. E se ele não te aceitar? - Meu avô perguntou me encarando.

- Eu tenho como descobrir o seu paradeiro e tentarei fazer um contato com ele. Se ele não me aceitar... – Abaixei a cabeça envergonhada. – Terão que encontrar outra forma de resolver o problema.

- Tudo bem, filha! Então encontre o seu noivo e o convença a se casar. – Meu avô disse de forma amargurada, beijou a minha cabeça e saiu com a minha avó.

- Você tem certeza? - Meu pai perguntou intrigado.

- Absoluta! – Respondi de forma decidida.

- Tudo bem! Então vá em frente. – Disse e saiu.

Peguei o celular e disquei o número de Seth. E depois do quarto toque, ele atendeu a ligação.  - Seth, meu amigo. – Disse quando atendeu.

- Oi docinho! Por que está me ligando hoje? Sentiu falta de mim? Quando vem me ver? - Perguntou animado

- E sinto muita falta de você, meu amigo. E vou te ver no próximo final de semana. Essa semana eu termino as provas e posso passar uns dias ai com você. Mas estou te ligando para te pedir um grande favor. Acho que só você pode me ajudar.


- O que precisa, Nessie? Por que pergunta dessa forma tão séria? - Seu tom de brincadeira sumiu e ele pareceu preocupado ao falar ao telefone.

- Eu quero que arrume o email ou o telefone de Jacob. – Respondi para ele.

- Jacob? Pra que quer o email dele? Pensei que havia desencanado desse cara. Ele nem se lembra que você existe no final das contas.

- Eu só preciso que arrume o mais rápido possível. Pode fazer isso? – Perguntei  nervosa ao perceber a sua má vontade.

- Tudo bem, Nessie! O Paul ainda se comunica com a Rachael. Verei com ele se me consegue os contatos do Jacob. Mas quero que em conte o que está acontecendo.

- Tudo bem! Tudo bem! Mas prefiro contar pessoalmente. Então aguarde a minha visita, Sr curioso. E obrigada por tudo!

- De nada docinho!

- Você sabe que eu te amo, meu amigo!

- Eu também te amo, Nessie. E justamente por isso que não quero que se magoe.

- Eu sei o que farei, Seth! Não sou mais aquela menina que precisava proteger. – Respondi

- Sempre será a menina, Nessie... sempre. – Disse com a voz triste.

- Tá bom! Ta bom! – Amanhã é segunda feira e devo sair cedo por causa da prova. Então pedirei ao motorista do meu avô que me leve até você. Assim posso contar o que está ocorrendo. Agora promete que vai se empenhar em conseguir os contatos de Jacob? Promete?

- Prometo!

- Obrigada, Seth!

- De nada, docinho. – Disse e desligo.

A decisão estava tomada e naquele momento precisava encontrar uma forma de convencer Jacob Black a se casar comigo. E estava disposta a tudo para conseguir o que queria.


--- xx ---

Nota Glau: E ai¿ O que acharam¿ Ness é doida, não¿ Como a bichinha resolve casar com um cara que nem conhece¿ Tudo bem, coisa de primeiro amor. Mas essa bateu com a cabeça e vai pagar o preço por causa disso.

A bichinha mal sabe como o seu Jacob é safadinho e vai penar na sua mão. kkkk Mas isso é outra história!

Até que essa Esme é não é tão chata quanto as outras... DR DELICINHA EDWARD CULLEN! KKKK ADOGO! E Carlisle¿ Vou confessar que tenho uma queda por esse ai.... Glau olha o fofo no fiofó. kkkkk GOSTOSO!



Obrigada pelas mensagens!!



bjus no core

segunda-feira, 20 de setembro de 2010




PRÓLOGO

Meu nome é Renesmee Cullen, tenho 18 anos e acabei de terminar o meu colegial. Ao invés de ir para faculdade, como sempre havia sonhado, recebi a notícia que deveria encontrar um marido.

No início fiquei muito alarmada, devo confessar, mas sabia que minha família não fazia isso meramente para me prender a um casamento sem amor. Todos me amavam e nunca fariam isso comigo. Se fosse assim, teriam escolhido  o meu pretendente e me obrigado a casar com a pessoa mais qualificada. Mas ao invés disso, pediram que eu escolhesse alguém que fosse do meu agrado e que atendesse as expectativas. Esperavam que encontrassem alguém no nosso ciclo de amizade. Alguém que fosse de confiança e já estivesse ligado a família.  Como se fosse fácil à escolha de um marido...

Meu avô era o maior empresário no ramo de pescados, tinha uma grande empresa, que fornecia peixes e frutos do mar para os Estados Unidos e vários países no mundo. Contudo estava doente e precisava de um sucessor para os seus negócios enquanto se tratasse. Justamente ai morava o grande problema. Quem assumiria o seu lugar?

Minha tia Alice era casada com Jasper Halle, filho do dono do maior escritório de advocacia do estado de Washington e não tinha o menor interesse, além de vocação, em assumir a empresa do meu avô. Já Rosali se  casou com Emmett Macdoll, filho de um dos maiores fazendeiros do Texas e não tinha a menor aptidão para o trabalho. Então sobrava meu pai, um cirurgião famoso, delicado e muito ligado a sua profissão. Ele seria um total fracasso como empresário e não conseguiria abrir mão da sua profissão.

Ninguém da família precisava da fortuna do meu avô, sendo autossuficientes financeiramente. Só restava eu, como a única neta, para herdeira do império dos Cullens.  Era óbvio que a minha família não me permitiria trabalhar, já que era a princesinha de todos, principalmente assumir a empresa. Justamente por isso precisava me casar, por mais absurdo que fosse, para que meu marido administrasse os bens da família.

Fiquei muito chocada de início e pedi um tempo para pensar no que faria da minha vida. Apesar de já me sentir preparada para assumir as minhas responsabilidades e casar com alguém que daria continuidade ao trabalho do meu avô.  Pensei vários dias no que eu faria. Afinal nem tinha namorado e há mais de dois anos se quer beijava na boca. Mas sabia que não poderia decepcionar a minha família.  Precisava encontrar alguém a altura para tamanha responsabilidade... Como se fosse fácil.

Fiquei aflita porque  queria casar por amor e a única pessoa de quem realmente gostei, e quis entregar o meu coração, estava muito longe de mim. Não sabia nada sobre ele. Então o que eu faria? Como poderia casar com alguém que não amasse? Como poderia entregar meu corpo, meu calor, meus beijos e principalmente minha vida a um homem sem amor? Enquanto pensava na vida, só um nome vinha à cabeça: Jacob Black.

Sabia que seria muito difícil convencer a minha família a permitir o nosso casamento. Mas estava disposta a tudo para me entregar ao homem da minha vida e lutar pela minha felicidade. Não aceitaria nada menos que isso, já que possuía esse peso em minhas costas.

Em busca da felicidade fiz uma proposta indecente, para aquele que considerava o amor da minha vida, não sabendo que o casamento me custaria muitas lágrimas e sofrimento.  O homem que escolhi não era exatamente o que pensei que fosse.  Hoje vivo a minha vida tentando encontrar uma forma de ser feliz e conquistar esse homem enigmático, complicado e com condutas “duvidosas”.

domingo, 19 de setembro de 2010



Ela era amável e romântica
Ele era cínico e cafajeste
Ela queria amor
Ele queria dinheiro  e vingança
Ela fez uma proposta indecente
Ele viu a oportunidade de uma vida boa e confortável
O que acontecerá quando esses dois dividirem o mesmo teto¿
Ele achava que daria o golpe e ficaria com o seu dinheiro.
Mas o que ele não sabe, é que seu coração será irremediavelmente arrebatado por essa moça tão encantadora.




Renesmee Cullen é uma jovem linda e sonhadora que tem que fazer a difícil escolha de arrumar um marido. Contudo seu coração sempre pertenceu a uma única pessoa.
Assim resolveu fazer uma proposta indecente e pede Jacob Black em casamento, sem saber o seu caráter duvidoso e o seu desejo de vingança.


Jacob Black é um homem ambicioso e muito oportunista, que tenta de tudo para vencer na vida após a falência e morte de seu pai. E vê no casamento com Renesmee Cullen uma oportunidade de se dá bem e se vingar de seu avô, que acredita ser o responsável por tudo de ruim que vive.
É amante de Case Maclister e junto com a sua amante, tentará se apossar dos bens da família Cullen.


Case Maclister ambiciosa amante de Jacob Black, que irá para Washigton para se dá bem junto com o seu amante, quando ele se casa com a herdeira dos Cullens.
Ela não se conformará com a paixão que nascerá entre Jacob e Renesmee.  Fará de tudo para acabar com o casamento dos dois.



Família Cullen – Tradicional família de Seattle, que se vê em um grande dilema quando o patriarca, Carlisle, decide que precisa de um herdeiro para assumir os negócios.
Como os filhos e genros não querem o comando da empresa, decide que a neta Renesmee Cullen precisa de um marido a altura para o papel de gestor dos bens.


Rachel e Rebecca são irmãs gêmeas de Jacob Black.
São extremamente diferentes. Enquanto Rachael é batalhadora, gentil, honesta e muito amável, Rebecca é orgulhosa, interesseira, amarga e muito vingativa. E só pensa em se dá bem na vida.
Rachael será amiga e aliada da Cunhada Renesmee, enquanto Rebecca tentará fazer da sua vida um inferno.


Sue é viúva e vive com muita dificuldade com seus filhos Leah e Seth. E será contratada como governanta na casa de Renesmee e Jacob. Será grande aliada de Renesmee e a aconselhará nos momentos de dificuldade que passar com o marido.



 
Seth é o melhor amigo de infância de Renesmee. E quando ela decide se casar com Jacob, consegue localizar o seu paradeiro em Londres através de Paul, que é ex namorado da gêmea Rachael.
Ele terá uma paixão oculta pela amiga. Mas será o seu fiel aliado na convivência difícil com Jacob. E para isso vai trabalhar na casa deles como seu motorista particular.