sábado, 25 de setembro de 2010




Capítulo 6 - Plano - PVO Jacob

Passei algumas horas deitado em minha cama, pensando naquela estranha proposta. Tentei me lembrar do meu tempo de moleque e da menina que se dizia apaixonada por mim. E tive um vago flash de uma pirralha magrelinha, com cabelos negros, pele mais branca do que a branca de neve, olhos azuis correndo atrás de meus amigos e eu. Comecei a rir, imaginando a tosca garota que passou a sua vida inteira pensando que algum dia eu pudesse amá-la... Coitada.  Não dava em para sentir pena de uma criatura tão idiota, que teve a ideia maluca de me enviar um email, com o pedido mais bizarro do mundo, pensando que poderia ser feliz ao meu lado.

Mesmo achando graça de tudo aquilo, depois que despachei Casy para o seu apartamento, tive tempo de reler o email novamente e pensar em cada coisa dita naquelas palavras desesperadas. E de uma coisa tive plena certeza: O sol estava brilhando para mim. Não bastava se esperto, era preciso ter sorte e ela batia em minha porta.

“Meu avô me informou que está muito doente e precisa de um sucessor na empresa. E como não há ninguém qualificado para o cargo em minha família, pediu que eu encontrasse um marido.”

Será que pode imaginar como quase surtei?

“Sei que isso é muito louco, Jake... Posso te chamar assim? Seus amigos costumavam te chamar de Jake. Você se lembra? Eu me lembro tão bem do seu sorriso, do seu jeito moleque, a forma de falar, de erguer a sobrancelha... Eu me lembro de tudo em você... Aimeudeus! Você vai achar que sou uma louca! Mas a verdade é que amo você com todas as minhas forças e se não casar comigo, não poderei me entregar a outro homem e ajudar a minha família. Então farei a proposta mais maluca do mundo e espero que pense nela com carinho

Jacob Black, você aceita se casar comigo?

Jacob, eu o amo tanto que chega a doer. Contudo entenderei se a sua resposta for "Não".

Eu te amo, Jacob... Eu te amo... Eu te amo muito.”

De uma só vez conseguiria ficar rico, com o poder e o prestigio que almejava, acabar com a vida dos Cullen e ainda me divertir com uma coisinha tão deliciosa, que me deixava de pau duro só de pensar naquele corpinho branco e intocado... Sim intocado, pois pelas suas palavras, tive a certeza, ainda era uma virgem. Aquilo só tornava a situação ainda mais excitante para mim.
Eu a queria! Sim a queria! Mas não só para roubar o seu dinheiro, com também desfrutar de momentos ardentes me deliciando em sua pele, "fudendo" a sua pequena e intocada "bocetinha" com todo desejo que meu corpo já sentia ao olhar aquela foto, aquele rosto que parecia o de uma boneca com enormes olhos azuis.

Uma coisa era certa, precisava usar a minha inteligência para manipular a situação ao meu favor. Não podendo simplesmente chegar a sua casa e dizer sim. Era necessário uma boa estratégia para que seu avô confiasse em mim e me desse o controle da empresa. Caso contrário, acharia que era mais um interesseiro e oportunista em busca de dinheiro fácil.

Resolvi não responder o seu email, para deixá-la nervosa e apreensiva com a minha demora. Enquanto isso pensava em como conduzir a situação.
Olhei sua foto mais algumas vezes antes de ir dormir e depois deitei em minha cama, pegando no sono.

[...]

Minha mãe discutia com meu pai enquanto dirigia. Ele gesticulava muito enquanto ela o chamava de canalha desonesto. Fiquei com os olhos arregalados, ouvindo aquela briga, via de relance as lágrimas rolarem em seu rosto.

- Esse que se mostra na minha frente não é o homem com quem me casei. – Acusou.

- Sarah não faz assim... – Hesitou e socou o porta luva do carro. – Eu não farei mais... Tudo o que fiz foi por nossa família.

- Como? Roubando? Não, Billy! Não! Devolverá todo o dinheiro que desviou, caso contrário... – Ele ameaçou socá-la.

- NÃO! – Gritei quando ele tentou golpeá-la. Vi que olhou assustada para trás e no mesmo instante ele também me olhou com lágrimas nos olhos. De repente, um caminhão passou na frente do carro. Tudo aconteceu muito rápido e minha mãe se virou para estrada, rodou o volante e o carro saiu da pista. Meu corpo era jogado de um lado para o outro, tudo a minha volta girava, enquanto era preso pelo cinto de segurança.

O carro parou e de repente, não estava mais dentro dele e sim caminhando em uma enorme igreja. Havia muitas pessoas, coroas de flores e eu não entendia o que se passava. Vi que na frente havia um enorme caixão preto. Caminhei mais um pouco até ele, quando me aproximei, estiquei as pernas e olhei dentro.



- MÃEEEEE! – Comecei a gritar e fui levado pelo meu pai, debatendo-me em seus braços – NÃOOOOOO! MÃEEEEE! – As lágrimas caiam em meu rosto, meu corpo doía, sentia uma sensação de vazio em meu peito, uma raiva misturada com saudade. Continuei a gritar enquanto lutava com meu pai. - A CULPA FOI SUA! FOI SUA!

De repente já não estava mais em seus braços. Fui transportado até um pequeno quarto, caminhando para uma cama e vi que havia alguém deitado. De inicio, não o reconheci. Mas quando cheguei perto, vi meu pai estava deitado sobre a cama, com seu velho terno preto e sua mão havia uma navalha suja de sangue. Olhei para o outro braço e vi que o pulso estava cortado. Gritei desesperado. – NÃOOOO! PAAAIIIII! NÃAAOOOOOO!

- Os Cullen, Jacob... Os Cullen... Eles são os culpados... Eles...

- NÃOOOOOO! PAIIII! NÃÃÃOOOO! - A navalha caiu de sua mão, ele sorriu para mim pela ultima vez e fechou os olhos.

- Os Cullen...

- NÃOOO! PAIIII! NÃOOO! MALDIÇÃO! TODOS OS CULLENS ME PAGARÃO CARO! TODOS! EU JURO PELA ALMA DOS MEUS PAIS! – Acordei gritando, suando frio, com o corpo tremendo com aquele sonho, que eram as lembranças dos meus últimos momentos com meus pais. Cenas exatas de suas mortes e de meu desespero. Meu coração doeu e uma fúria enorme tomou conta de mim naquele momento. Quis acabar com a raça daqueles que destruíram a minha família.

Sentei na cama, olhei a foto na tela do meu computador, que ainda estava ligado, levantei da cama e caminhei até ele. Passei o dedo na tela, no local onde ficava a bochecha rosada de Renesmee Cullen e ri.

- Pobre menina... Pobre. – Gargalhei diabolicamente. – Pagará pelos pecados do avô. – Coloquei as mãos em minha cabeça, respirei fundo e depois sentei para pensar.

Quando me recuperei do pesadelo com meus pais, fui para o banheiro, tomei banho, escovei os dentes, enrolei-me em uma toalha, voltei para o quarto e me arrumei tranquilamente pensando em meu objeto de vingança. Depois que terminei, fui até o quarto das minhas irmãs, que ainda dormiam tranquilamente. Caminhei até a cama de Rachael, sentei na beirada, passei as mãos em seus cabelos e fiquei a observando dormir.

- Juro pela alma dos nossos pais que darei tudo a vocês duas. – Virei o rosto e vi Becca dormindo em sua cama. – Juro que tomarei tudo o que foi tirado de nós e destruirei aqueles que causaram a nossa dor.

Fiquei observando Rachael e Becca, pensando e como elas eram parecidas fisicamente com a minha mãe. Mas tão diferentes na forma de agir e de pensar.  Enquanto Rachael era doce, meiga, inteligente, honesta e trabalhadora, assim como minha mãe foi quando viva, Becca era falsa, preguiçosa, ambiciosa e capaz de tudo para conseguir o que queria.

No geral Becca era bem mais parecia comigo do que Rachael, mas eu admirava a minha pequena e inteligente irmã por ela ser parecida e me lembrar a minha mãe... Como minha mãe era bonita, tinha um cheiro delicioso e era capaz de harmonizar qualquer ambiente em que estivesse. Era a pessoa mais honesta do mundo, incapaz de passar por cima de alguém para conseguir o que queria. Acho que foi isso que encantou meu pai e era isso que me fazia admirar tanto Rachael.

Sai do quarto, fui para cozinha, fiz ovos mexidos com bacon, suco de laranja e tomei o meu café pensando no que fazer. Voltei para o banheiro, escovei os dentes, sair rapidamente para pegar a minha maleta de documentos e partir para o trabalho.

Trinta minutos depois, cheguei ao escritório e sentei em minha mesa, abri o email, baixei as fotos de Renesmee Cullen e li mais uma vez o seu email. Então decidi que diria "não" a sua proposta de casamento, alegando que não poderia me casar por interesse e diria que na semana seguinte, iria para uma entrevista de emprego nos Estados Unidos, deixando a com um fio de esperanças.

O próximo passo, seria procurar uma vaga de emprego em Seattle e me candidatar. Afinal não poderia correr o risco de ser desmascarado pelo seu avô. Tinha que deixar todos os fios presos e se ele investigasse o motivo da minha ida para lá, saberia que não foi por causa da neta e da sua proposta maluca. Uma vez nos Estados Unidos, eu a seduziria e me fazia de apaixonado.

Ri com a minha artimanha.

Faria a "burra" pensar que eu me apaixonei a primeira vista... Nossa que romântico! Como você é bom em armações, Jacob!



Quando estivesse em meus braços, daria muitos beijos, abraços e a tocaria de uma forma que não resistiria a mim. Ficaria completamente alucinada e faria de tudo para se casar comigo. Então o meu golpe de mestre: Terminaria o namoro, alegando que a distância era demais para mim e não estava mais trabalhando direito pensando nela dia e noite. Que aquela relação pelo MSN e telefone estava me enlouquecendo. O término da relação teria que ser teatral... Nossa como eu sou mau! Muito mau!!


Viajaria no final de semana para os Estados Unidos e daria a ela o melhor final de semana do mundo. Depois daria um jeito de dizer ao pai ou ao avô que pretendia terminar o namoro no aeroporto. E deixaria o Cullen morrendo de medo da reação da menina... Dessa vez me superei! Ri novamente.

Pai ou avô, qualquer um dos dois vendo a minha face de sofrimento e a forma digna com que fui terminar o namoro, renderia se aos meus pés e assim conseguiria a confiança total da família, que me consideraria o homem mais justo, honesto e honrado... Nossa isso foi piegas, Jacob!

Todos estariam em minhas mãos quando a pequena estivesse à beira de um colapso por ser abandonada. E eu, ficaria com dó dela, sofrendo a sua dor, chorando pelos cantos e decidiria abrir mão de tudo... Da carreira, dinheiro e vida confortável em Londres por amor... Meu Deus! Eu deveria entrar para o teatro ou cinema! Rarara

Pluf Pluf Meu Msn começou a bipar e vi que minha cachorrinha me pedia atenção.

10:05
Casy diz:

Amor, o que decidiu?

10:06
Jblack diz:

Vou para os Estados Unidos na semana que vem. Mas antes me farei de bom moço e direi a ela que a minha honra não me permite me casar por interesse. kkkk que honra? Eu sou muito canalha!

10:08
Casy diz:



Eu não estou entendendo. Você vai dizer que não pode casar e vai para lá?

10:09
Jblack diz:

Oh mulher burra! Será que você não consegue raciocinar? Pelo menos uma vez na vida pensa, mulher! Pensa!

10:11
Casy diz:

Amor, eu sinceramente não entendo.

10:12
Jblack diz

Onde fui amarrar meu burro?  Casy, deixa eu desenhar para você... idiota!
Eu responderei para a outra tapadinha que não me casarei porque é contra meus princípios.

Direi que acredito em amor e que não posso casar com alguém que não conheço por dinheiro.

E no mesmo email, direi que na semana que vem vou para os Estados Unidos para uma entrevista de emprego e quando chegar lá, quero conhecê-la. Entendeu?

10:16
Casy diz:

Ainda não.

10:16
Jblack diz:

PQP! Vai ser burra lá na China!

10:17
Casy diz:

Jacob Black você está me ofendendo.

10:17
Jblack diz:

Então para de ser asna! Tenta pensar como uma pessoa oportunista, mulher!
OMG! Será que nunca consegue acompanhar o meu raciocínio.

Eu vou fingir que vou para lá em uma entrevista. Mas vou para seduzi-la. Quero deixar aquela imbecil louca por mim e assim conseguirei colocar a família em minha mão. Entendeu?

Daí para o casamento será apenas uma questão de tempo.

O que importa é que eles precisam achar que sou honesto e que me apaixonei a primeira vista.

Agora deu para captar o meu raciocínio? Ainda preciso desenhar toupeira?

10:20
Casy diz:

Agora sim... Mas você vai me levar?

10:21
Jblack diz:

Claro que não!OMG!

Casy, se a Renesmee sonhar que tem você ela não se casa comigo.

Você ficará bem aqui e quando eu conseguir uma procuração com plenos poderes

Para gerir as empresas Cullen, mando te buscar para morar lá em Seattle.

Mas até eu colocar a família na palma da minha mão, você não pode dá as caras.

10:24
Casy diz:

Mas acha que vai demorar muito?
Digo... Quanto tempo?

10:25
Jblack diz:

Quanto tempo? OMG! Eu primeiro tenho que seduzir e enredar a idiota na minha teia.
Quando ela estiver presa na tenha... ai eu devoro aquela delicinha.
Mas se estiver perto vai colocar tudo a perder.
Então não pode aparecer! Nem pensa em ir atrás de mim.
Quando eu estiver com tudo pronto, mando te buscar.
E quando conseguir o dinheiro dos Cullen vamos para algum paraíso curtir a vida. Entendeu, cachorrinha? Você precisa ser boazinha e ficar aqui.
E nem ouse sair dando para todo mundo enquanto eu estiver fora!
Essa "bocetinha" é só minha... Te encho de "porrada" se me trair.

10:32
Casy diz:

Você está me deixando cheia de tesão falando assim.

10:33
Jblack diz:

É? Então me encontra no banheiro feminino do segundo andar... Vamos brincar um pouco.

10:34
Casy diz:

To indo pra lá agora.


Fechei MSN, olhei para a foto de Renesmee Cullen, beijei o dedo e passei na parte da bochecha. – Eu  vou "fuder" com ela pensando em você, gatinha.

Sai da sala, passei despercebido pelas baias, segui até o elevador, desci até o terceiro andar, depois caminhei até a saída de serviço, sai pela porta de emergência e desci as escadas até o segundo andar. Depois olhei para os lados e percebendo que ninguém me observava, entrei no banheiro feminino. Fui até a "nossa cabine", entrei e a fechei.

- Demorou meu gostoso. – Casy me puxou pela gravata, colou seus lábios sobre os meus e começou a explorar cada canto da minha boca de forma urgente. Minhas mãos foram até os seus seios e comecei a brincar com os pequenos bicos enquanto a sentia abrir o zíper da minha calça e pegar o meu "pau".

Renesmee Cullen... OMG! Eu quero "fuder" você todinha! Essa boca rosada é deliciosa...


Ela começou a estimular de forma rápida, fazendo movimentos deliciosos com o meu "pau" entre a sua mão. Sai de seu beijo, levantei o seu corpo sobre a parede, prendendo as suas pernas entre a minha cintura e comecei a estocá-la de forma urgente, enquanto suas mãos puxavam os meus cabelos e as minhas apertavam os seus mamilos. Eu entrava e saia de seu corpo cada vez mais rápido, sentindo a contrair a passagem. Gemi de prazer e dei uma "porrada" em sua perna, fazendo a gemer de excitação.

Mal posso esperar para tocar esse corpo branquinho... Seus mamilos rosados, seu grilinho delicado... Quero aproveitar cada pedaço do seu corpo...

- Mais, Jacob... Mais... Bate mais... – Gemia enquanto dava palmadas em suas coxas, estocava de forma violenta e mordia o seu ombro, chupava o seu pescoço e sentia seus dedos arrancando os fios dos meus cabelos. "Fodi" gostoso e chegamos ao clímax do nosso prazer, explodindo em espasmos.

- Vagabunda... – Gemi dando mais uma "porrada" em seu traseiro.

- Você sabe que eu adoro apanhar. – Passou a língua no contorno dos meus lábios.

- Agora vamos! – Disse saindo de seu corpo e colocando a de pé. – Estamos no nosso local de trabalho.

- Isso é ainda mais excitante. – Disse arrumando o vestido.

- Você é louca e eu ainda não sou rico, vagabunda. – Dei mais um tapa em seu traseiro e puxei seu corpo contra o meu.

- Adoro quando me chama assim. – Nos beijamos novamente e depois ela saiu para ver se estava segura e voltou fazendo sinal para eu sair.

Pela primeira vez eu transei com Casy pensando em outra mulher e desejando que ela não estivesse ali comigo. Consegui satisfazer os meus desejos mais profundos. Mas no meu íntimo era Renesmee quem eu queria. Era ela que estava na minha cabeça e o meu objeto de vingança se tornava cada vez mais atraente para mim.

[...]

Passei dois dias esperando para responder o email, vendo a sua foto quase o tempo inteiro. Cheguei até a imprimir uma para carregar na carteira e ficava imaginando aquela boquinha rosada, naquela pele branquinha e delicada em minhas mãos. Comecei a ficar obcecado pela minha vingança e pelo objeto mais delicioso que já havia recebido. Nunca em minha vida algo foi tão atraente e desejoso para mim quanto possuir Renesmee Cullen e deixar a sua família na mais profunda miséria.

Quando eu acabasse com ela, ainda me desejaria e sussurraria o meu nome em desespero, ansiando pelos meus toques em seu corpo. Aquela seria a vingança mais perfeita e deliciosa do mundo... Uma vingança recheada de sedução e muito prazer.

Cheguei em casa após mais um dia de trabalho e nem fui tomar meu banho. Corri direto para o computador e o liguei, conectei a internet e depois comecei a responder o seu email.

Renesmee,

Desculpa a demora na resposta desse email, mas estava tentando encontrar palavras que não viessem a ferir o seu coração.

Sinto me lisonjeado por saber que a criatura mais bela, mais encantadora e doce me ama. Meu coração apertar por ter que te magoar.

Desde a primeira linha do seu email, senti que havia sinceridade nas suas palavras. Fiquei pensando porque o destino não cruzou os nossos caminhos antes. Mas a vida é cruel e mesmo quando morávamos tão perto, estávamos muito longe um do outro.

Sabe, Renesmee, eu nunca amei ninguém e sempre desejei encontrar alguém que amasse como meu pai amou a minha mãe. Infelizmente o meu coração se fechou após algumas desilusões amorosas e nunca mais consegui me apegar a ninguém. Pensando sobre isso, acho até engraçado saber que sempre me amou tanto, mas que nunca teve a oportunidade de dizer isso.

Olha, eu ainda sou do tipo romântico a moda antiga e não seria justo com nenhum de nós se aceitasse esse pedido de casamento. E nunca poderia me perdoar se não a fizesse feliz como merece. Por isso é com o coração apertado que tenho que te dizer que não posso me casar com você.

Sei que um dia o homem certo aparecerá na sua vida e que será feliz ao lado dele. Por isso não posso permitir que estrague a sua vida se casando comigo.

Eu também tenho esperanças em encontrar a mulher certa para mim. E mesmo me compadecendo pelo seu grande problema, não poderei simplesmente abrir mão do meu futuro e estragar as nossas vidas.
Você é tão linda e tão perfeita que chega a doer a vistas. Duvido que não haja um rapaz bom que não tenha se interessado por você. Então se quer um conselho: Não se case por obrigação. O amor é a única coisa que vale nessa vida. Acho que você deve se casar apenas por ele e não por conveniências ou obrigações familiares. Tenho certeza que o seu avô encontrará uma saída para o problema que tem com a empresa. E que você terá um ótimo futuro para pintora ou qualquer carreira que escolher.

Desculpe-me pela sinceridade, mas não poderia agir diferente. A minha criação foi muito rígida e os meus escrúpulos não me permitem passar por cima dos meus sentimentos ou os dos outros.

Na semana que vem, estarei em Seattle para uma entrevista de emprego. E gostaria muito de te conhecer pessoalmente. Se me enviar o número do seu celular, assim que chegar eu te ligo e marcamos para almoçar juntos. Quem sabe assim você perceba que eu não sou o cara certo para você.

Com um grande carinho,
Jacob Black.


- MEU DEUS! EU SOU MUITO BOM! RARARA! ACHO QUE VOU CHORAR! KKKK BUA BUA BUA! KKKKK JÁ POSSO VER AS LÁGRIMAS DELA! KKKKK BUA! BUA! BUA! – Fiquei rindo por um bom tempo, imaginando aqueles olhinhos azuis cheios de lágrimas ao ler o meu email.

Joguei o meu Ás na mesa e agora tinha que esperar o outro jogador colocar as suas cartas. Mas sabia, que mesmo não tendo um coringa, minha mão estava recheada de boas cartas e a possibilidade de ganhar o jogo era enorme. Então usaria todos os pequenos trunfos que tinha e no final bateria aquele jogo, destruindo os Cullens assim como destruíram a minha família.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Notas da História:
Essa fic é da autora Mica Black e tem como co-autora Letícia Silveira


Personagens não pertencem a mim e sim a titia Sthé.

A fic é baseada em um universo alternativo na época medieval.

A idéia principal foi baseada em um livro épico da Denise Lynn: A Escolha do Coração. Segue abaixo o endereço e é o quarto livro do link a seguir:

http://ebook-romanceshistoricos.blogspot.com/2009/02/cativa-da-paixao-nicola-cornick.html
 
fire












Capitulo um

Jacob Black lutava insaciável ao fogo que se lastrou em toda a sua aldeia. Ouvia muitos gritos de mulheres e crianças desesperadas tentando fugir do fogo, mas ele parecia mais alto e era impossível contê-lo.



Sem ajuda de seu pai, o Conde Billy Black, que havia morrido há um mês, Jacob tinha ajuda de seus fiéis escudeiros que também lutavam para que o fogo acabasse.



Horas depois com o fogo cessado, o que o novo Senhor Black via era somente ruínas. Nada resistira ao incêndio em seu recém-adquirido domínio.



Para reconstruir todo seu império precisaria muito de ouro e homens fortes.



O que poderia ajudar a reconstruir seu império logo, era o dote de sua futura esposa lady Leah Clearwater, embora que ainda não havia assinado o contrato de noivado. Uma vez assinado, marcariam a data para a troca dos votos. Então estaria casado, o que era imprescindível para qualquer lorde do reino. Ele precisava de filhos e de uma castelã para a fortaleza. Duas exigências que seriam preenchidas pelo casamento.



O nariz ardia. O peito se contraiu, protestando contra a fumaça densa e irritante que fazia os olhos lacrimejarem e causava uma tosse seca na garganta.







-Lorde Black, sua mãe está morta! - Disse a dama de honra de minha mãe.







-Como? Minha mãe? - Protestou em fúria.







Jacob seguiu a empregada até onde o corpo de sua mãe se encontrava. Ao chegar ao corpo de sua mãe, coberto de brasas cinza, ela parecia que estava dormindo um sono muito profundo deitado sobre alguns escombros.



Jacob ajoelhou-se perante o corpo de sua mãe e, com lágrimas nos olhos, jurou vingança pela sua morte e pelo seu império destruído.



Mesmo com o coração pesado e a garganta ardendo para gritar de raiva, um sorriso amargo surgiu nos cantos de sua boca.



Havia um trapo rasgado ao lado de sua mãe e nele continha um símbolo.



Só um homem marcaria sua roupa dessa forma: o conde Emmett Cullen. Embora nunca tivesse lutado com um Cullen, tinha conversado com homens que o tinham feito. Todos mencionavam o símbolo em sua roupa.



Uma pergunta estava respondida. Sabia quem era o responsável pela destruição. Olhou em direção à floresta, agora pensando em encontrar seus homens.







— Eu prometo Cullen, devolverei sem símbolo e o farei pagar por isso.







(***)







No castelo dos Cullen, Renesmee Carlie Cullen, a irmã mais nova da geração Cullen, possuia uma evidente feição triste perante os convidados do seu irmão mais velho: o conde Emmett Cullen.



— Está indo tão cedo?



Um braço apoiado sobre seu ombro a deteve. Soube pelo simples gesto qual dos irmãos tentava impedir sua partida.



Seu irmão mais velho, Emmett, não perderia tempo se aproximando dela. Com tantos homens armados presentes, estava muito ocupado tendo que recepcioná-los.



Jasper, o irmão mais novo, nunca tomaria tal familiaridade. Vivera longe da familia por muitos anos. O relacionamento deles era mais formal do que com o irmão do meio.



Renesmee baixou o ombro e se livrou do braço de Edward.



-Sim, estou o dia foi muito longo. Minha cabeça dói e o barulho não me favorece. — Era uma pequena mentira, certamente uma que não lhe valeria toda a eternidade no inferno.



Edward a segurou pelo pulso, puxando-a para o lado, impedindo sua fuga.



- É encorajador descobrir que não perdeu sua habilidade em fabricar mentiras tão descaradas.



Renesmee sorriu.



-Aprendi com o melhor de todos, não foi?



Os olhos dele se arregalaram antes de os lábios se curvarem num sorriso.



-Suponho que sim. — Edward passou a mão pelos cabelos úmidos de suor. — Mas talvez já seja hora de parar de imitar seus irmãos. Afinal, você é uma menina.



- Menina? - Renesmee irritou-se com aquela simples afirmação. O sangue correu quente por suas veias e o coração disparou no peito. Não era uma menina há muitos anos. Duvidava que alguém fora de sua família confundisse a curva dos quadris e dos seios com o corpo de uma menina.



-Para nós, você sempre será nossa menininha, embora que Emmett já esteja a procura de um marido para você, Renesmee.



-Eu sei! Mas eu não quero me casar com lutadores sanguinatas.



-Príncipe encantados já não existem mais Nessie. - Alertou-a.



Sem se importar com o que seu irmão acabara de falar, ela deu as costas para ele e continuou a caminhar.



Ela seguiu até seu quarto e não pode deixar de ouvir comentários nos corredores sobre ela.



- A quem você acha que Renesmee deveria ser entregue? — A voz de Rosalie era ouvida fora do cômodo.



Renesmee colocou os ouvidos na porta fechada de seu quarto e ficou ouvindo suas cunhadas debatendo sobre seu futuro.



- Lorde NAHUEL parece promissor — Alice, esposa de Jasper, comentou.



Renesmee conteve-se para não bufar. Nahuel? Só sobre seu cadáver a convenceriam a casar com aquele idiota.



- Já é mais do que hora de ela casar. Logo estará velha demais para que alguém se interesse. Renesmee já tem 17 anos. Precisa casar rápido.



Oh, abençoada seja! Tudo o que Renesmee mais queria no momento era abraçar Bella por aquela observação. Como Edward conseguira casar com aquela mulher era algo completamente fora de sua compreensão.



- Emmett está ciente da idade da irmã. — Disse Rosalie.



- Bem, Emmett precisa se apressar antes que algum patife perceba a inôcencia que brilha nos olhos dela. — A observação de Bella fez as faces de Renesmee arderem de vergonha novamente.



Depois de ouvir as conversar de suas cunhadas, Renesmee esperou que elas se retirassem e saiu do seu quarto com muita raiva e decidiu sair do palácio.



Ela conseguiu despistar os guardas da entrada com um aceno, e saiu da fortaleza. Felizmente, nenhum dos capitães de seus irmãos estava presente. Nunca a teriam deixado passar tão facilmente.



O vento erguia seus cabelos negros e lhe causava um calafrio na espinha. A brisa da noite já carregava a promessa do inverno. Renesmee puxou o capuz de seu manto de lã sobre a cabeça.



O som de pessoas se divertindo era levado pelo vento. Risadas, vozes que cantavam e gritos animados flutuavam por cima das muralhas da fortaleza.



Quando deixou a fortaleza, sentia uma dor forte penetrar em sua cabeça. Estava cansada de ser obediente, de ser uma irmã comportada. Se já estava passando da idade de casar, certamente tinha idade para cuidar de si mesma enquanto se distraía um pouco.



Logo alcançou um grupo de mercadores que seguiam com as famílias para a feira montada ao lado da clareira. Se fosse realmente seguro andar em grupo, então estava mais do que feliz em segui-los.



Era até divertido ter liberdade de movimentos, sem que cada passo seu fosse vigiado.



Contudo, se Emmett ou sua esposa Rosalie a descobrissem que ela estava fora da fortaleza sem um guarda, eles a matavam.



Ambos agiam como se ela fosse um grande prêmio que precisasse ser protegido a qualquer custo. Teria sentido se tivesse sangue real, mas não tinha. A única coisa de valor, além das terras da família de seu pai, era sua virgindade. E no momento Renesmee ofereceria esse tesouro inútil para qualquer um corajoso o bastante para lhe pedir a honra.



Agora sua cabeça realmente doía. Sem perceber já estava na aldeia, Renesmee se misturou a um grupo de pessoas.



No mesmo instante, ouviu:



- Ali está ela. — Antes que pudesse reagir, uma mão cobriu sua boca, impedindo seu grito. Outra a enlaçou pelo pescoço, arrastando-a para as sombras.







Jacob Black observou escondido quando os quatro estranhos praticamente raptaram Renesmee Cullen.



Por dois dias, ele e seus homens rondaram a feira esperando pela oportunidade de apanhar a irmã dos Cullen. E alguém havia roubado sua presa.



Se não fosse chamar atenção desnecessária, Jacob teria urrado de raiva.



- Milorde? — O tom de Sir Sam ecoava a mesma surpresa. — Devo ordenar que os homens surpreendam os patifes?



Patifes? Jacob quase riu de seu capitão. Se aquelas criaturas mal vestidas eram patifes, o que ele era então? Não tinha vindo até Cullen com a intenção de fazer o mesmo?



Talvez não exatamente o mesmo. Seus homens iriam raptar a irmã de Cullen, vendá-la e levá-la na direção de Black. Então ele, o conde Jacob Black, resgataria a moça bravamente, zelaria por seu conforto e segurança, devolvendo-a intacta aos cuidados do irmão. Assim, conquistaria a gratidão eterna do conde Cullen.



A gratidão de Cullen seria apenas o primeiro passo da vingança que buscava.



Infelizmente, estava no território do inimigo. Do contrário, não teria pensado duas vezes em resgatar a dama. Mas, se fizesse isso agora, surgiriam muitas perguntas que ele não poderia responder. Para começar, não tinha como explicar sua presença em território inimigo.



— Não. Não faça nada que denuncie nossa presença, — Jacob maneou a cabeça. — Siga-os de perto. Interceda pela dama apenas se as circunstâncias se agravarem. Tudo ainda pode se ajustar ao planejado.


NOTA GLAU / MICA, LETICIA, obrigada por permitirem a postadem da fic no meu blo.... VCS SÃO 10000!!!


Capítulo 5 – Proposta

Eu estava feliz, muito feliz para ser mais exata, afinal o meu pai e meu avô, mesmo a contra gosto aceitaram
  a escolha do meu marido. Contudo, apesar da minha euforia, ainda tinha um grande problema... Jacob.  Ele ainda não fazia ideia de que fora escolhido para o meu noivo. E não sabia como reagiria com a proposta e muito mesmo se aceitaria.  Aquilo estava realmente me deixando preocupada e tinha urgência em falar logo com Seth, para contar o que estava acontecendo e pegar os contatos do meu amor... Meu Jacob. 

Graças a Deus o meu domingo passou rápido,  com as loucuras de minhas tias maravilhosas, quase não vi o meu final de semana terminar, vendo-as fazer uma nova coleção de roupas para vestir e delirar com as ideias malucas para nova coleção de inferno da família Cullen.

Alice e Rosalie adoravam artes, assim como eu, e eram especialistas em fazer modelos inovadores de roupas. Então inventaram de última hora em fazer um desfile de modas. Sinceramente, não sabia como minha tia cuidava da galeria de artes. Era uma esposa amantíssima e ainda tinha tempo para pintar lindos quadros e desenhar modelos maravilhosos de vestidos. Alice era uma DIVA no que fazia, preparando os seus trabalhos com perfeição. E Rosalie sempre embarcava nas suas loucuras e acabava ajudando nas suas criações.

Sabia, vendo minhas tias criativas, que o talento que tinha para pintar quadros de forma perfeita, como uma artista profissional, era de família. E ficava feliz por poder dar uma opinião crítica e julgando das loucuras da minha tia maluquinha.

Depois que saímos da casa dos meus avós, voltei para a minha mansão com os meus pais, que pareciam apreensivos com a minha decisão. Entretanto, respeitaram e procuraram não tocar no assunto durante o caminho. Apesar de perceber os olhares enigmáticos de meu pai, pelo retrovisor do carro.

Fui direto para o meu quarto assim que cheguei em casa. Depois de tomar um delicioso banho de água quente e colocar o meu
 baby doll, caí na cama e fiquei pensando no que escreveria para Jacob. Até que acabei dormindo.

[...]

Seth! Seth! Me espera! Não pode me deixar aqui. – Gritava chorando, caída de joelhos no chão.

 - Calma, docinho! Eu vou te ajudar!

 - Seth, por que Jacob e os meninos não me esperaram? Eles me fizeram cair e me largaram aqui. – Chorava muito, limpando o meu vestido florido enquanto Seth me ajudava a me levantar. 

- Nessie, eu sempre te ajudarei... Sempre... Jacob é um idiota. – Limpou o meu vestido, tirou a camisa e amarrou em meu joelho sangrando. – Vamos para a minha cada, docinho. – Disse pegando a minha mão. 

- Não, Seth! Quero ficar com Jacob e os outros. – Chorava e ele limpava o meu rosto. 

- Eles vão te machucar, docinho. Você não pode ficar perto deles. São meninos grandes e podem te ferir. 

- Mas eu quero ficar perto de Jacob... 

-Quando aprenderá a ficar com pessoas do seu tamanho, docinho? Jacob não serve para você... Não serve.

Acordei assustada e pude me lembrar claramente das vezes que ficava em La Push, enquanto vovô Swan pescava com Harry Cleawater, pai falecido de Seth. Espreguicei-me na cama, virei de lado e peguei o celular na mesinha de cabeceira. Disquei o número e esperei atender.

- Alô!  Seth? - Disse ainda bocejando.

 - Oi, docinho! Por que me ligou a essa hora?   - Respondeu com a voz embargada e bocejada do outro lado da linha.

- Não quero te pressionar. Mas você descobriu o e-mail ou o telefone do Jacob? - Perguntei ansiosa, louca para entrar logo em contato e resolver a minha vida.

- Renesmee, você vai me contar o que está acontecendo? Pensei que essa obsessão que sentia por ele havia passado há anos. Por que agora cisma em encontrar Jacob? O que acontece, docinho? - Perguntou em tom preocupado.

- Seth, prefiro te contar pessoalmente. Por isso, irei até a oficina te ver quando sair do colégio. Assim poderemos conversar, meu amigo. – Eu odiava o excesso de preocupação de Seth. Mas entendia que se preocupasse comigo. Afinal era quase um irmão, um amigo da vida inteira e a única pessoa a quem poderia confiar os meus segredos.

 - Tudo bem, docinho! Ficarei te aguardando e quando chegar, informo o que precisa saber. Mas antes, vai me contar o que está acontecendo.

- OK! Concordo... Pode me esperar. Um beijinho e um ótimo dia para você, meu amigo.

 - Tenha um bom dia de aula, docinho. Espero que se saia bem na prova de hoje. – Disse e depois desligou.

Fiquei mais um tempo na cama. E depois levantei para me arrumar. Fiz a minha higiene matinal e me arrumei para ir para escola. Depois desci para tomar o meu café da manhã.

 Meu pai já havia saído para o seu plantão no hospital e minha mãe estava arrumando o jardim.

 - Mãe, já estou indo! – Saí correndo em sua direção, beijei o seu rosto e depois caminhei em direção ao carro de meu avô.

- Bom dia, Jimi! – Disse ao me aproximar do motorista, com a porta do carro aberta para eu entrar.

- Bom dia, senhorita Nessie. – Respondeu sorrindo para mim.

- Jimi, devo sair mais cedo da escola hoje. E assim que terminar a prova, ligarei para você vir me buscar. Hoje vamos para La Push. – Disse sorrindo enquanto dirigia em direção à escola.

- Entendo, senhorita. Vai encontrar o seu amigo de La Push... Também passará na casa do seu avô em Forks? - Perguntou curioso.

- Meu avô estará na delegacia trabalhando. E devo passar lá apenas para dar um beijinho nele. – Respondi.

- Tudo bem! Ficarei de prontidão e assim que a senhorita me ligar, venho buscá-la para levá-la até o seu amigo. – Respondeu.

[...]

As aulas passaram rapidamente e fiz as provas sem a menor concentração, pensando apenas em encontrar Seth e pegar o contato de Jacob. Aquela era a única coisa que pensava e não tinha mais a menor paciência em pensar em estudar, quando sabia que logo estaria casada e aquela coisa de estudar não teria o menor sentido.

A viagem foi rápida e assim que chegamos, Jimi me deixou em frente da oficina onde Seth trabalhava e partiu de volta para Seattle. Caminhei lentamente para dentro da oficina e vi um corpo deitado debaixo de um carro, com apenas as pernas e parte do tronco de fora. Então o chamei.

- Oi, gatão! – Disse rindo e o ouvi pigarrear.

- Só um minuto, docinho! – Respondeu. – Estou terminando esse carro e terei tempo livre para conversar com você. – Concluiu.

- Nessie! – Virei-me e vi Quil e Embry entrando logo na oficina logo atrás de mim. – Concluímos que era você quando vimos aquele carrão partindo. – Disse Embry, caminhou até mim e beijou o meu rosto.

Assim como Jacob e Seth, Embry e Quil eram nativos de La Push, e possuíam feições características como cabelos negros, pele morena, traços dos seus rostos marcantes de povos indígenas americanos. Eram bonitos, altos, musculosos e muito atraentes para qualquer garota.

- Você está cada vez mais lindo, Embry. – Disse sorrindo enquanto ganhava um beijo no rosto. – E você não fica nada atrás, Quil. Como vão Claire e Dayane? - Perguntei pelas suas namoradas.

- Estão ótimas, Nessie. – Quil respondeu me dando um abraço daqueles de urso, que quase me tirou o fôlego.

- AFF! Assim vai me sufocar, Quil. – Disse sorrindo enquanto tentava me libertar de seus braços.

- Tudo bem! Já sabemos que esses abraços são só para o Seth. – Ele piscou para Embry e deu um sorriso malicioso.

- Vocês são muito bobos... – Revirei os olhos e ri. – Mas estão certos. – Olhei para Seth que saía de baixo
  do carro.  - Esses abraços são só para o meu amigo. – Caminhou até mim e deu um beijo demorado em minha bochecha.

- Como você está, docinho? - Perguntou me encarando.

- Será que tem um tempo para conversar comigo? Para ouvir a sua velha amiga reclamona falar da vida? - Fiz beicinho e ele riu achando graça.

- Sempre, docinho... Estou realmente preocupado com você. – Mordeu os lábios e fez sinal com a cabeça para que os outros saíssem. – Deixa só lavar as mãos e já volto. – Deu meia volta e dirigiu-se para o banheiro que ficava nos fundos da oficina. E depois de uns minutos, retornou e sentou-se ao meu lado sobre o capô de um dos carros.

- Nessie, agora me conta o que está acontecendo. – Pegou a minha mão e começo a fazer carinho.

- Seth, meu avô contou semana passada que está doente. – Engoli em seco, sentindo o aperto em meu coração. – Ele está com câncer de próstata e precisa se afastar da empresa. Nesse momento, está se arrastando no trabalho. Mas precisa encontrar alguém para cuidar dos nossos negócios o mais rápido possível. – Concluí.

- Tá! E o que isso tem a ver com Jacob? - Olhou para mim com expressão confusa em sua face.

- Meus tios, tias e pai não podem assumir os negócios da família. E ele não quer dar o controle da Cullen para um desconhecido. Por isso achou que a melhor solução seria eu me casar. – Quando falei isso, ele engasgou, soltou a minha mão e desceu do carro.

- Me deixa ver se entendi. - Disse exasperado, erguendo os braços enquanto me olhava. – Você precisa se casar e se bem a conheço... Oh, Não! Não, docinho! Isso é loucura... Não pode estar no seu juízo perfeito. – Andava de um lado para o outro me olhando, balançava a cabeça em sinal de negativo e os braços de forma nervosa.

- Seth.... Eu... Eu... – Não consegui completar.

- Por que sua avó não assume? E sua mãe? Suas tias? Inferno, Nessie! Isso é loucura. – Reclamou.

- Seth, você não é meu pai, meu irmão ou meu namorado. Então, pare de agir como um irmão preocupado e deixa esse ataque de lado. – Reclamei com ele.

- Eu, sinceramente, não sei quem é mais maluco nessa história toda. Se seu pai, por concordar com isso, sua mãe por não intervir, seu avô por propor isso ou se você... Nessie. Casamento é coisa séria! Como vai se casar com alguém que sequer conhece? Você comeu “merda”? - Perguntou nervoso.

- Seth, para! Pare de me dar broncas! – Levantei do carro e tentei tocá-lo.

- Te dar broncas? Eu sou seu melhor amigo. E amigos servem para dar conselhos e até brigar quando preciso. Sabia disso? Você passou a vida idealizando um príncipe e agora acha que viverá um mar de rosas com ele. – Segurou meu rosto com as duas mãos e encarou meus olhos. Vi que havia um desespero escondido ali e tentei acalmá-lo. – Isso é loucura.

- Seth, não faz tanto drama. Jacob é um cara legal. – Vi que havia decepção e medo em seu olhar. – Você mesmo me disse isso muitas vezes.

- Eu menti, docinho! Desculpa, mas eu menti! Você passou a vida idealizando um cara mais lindo e amável do mundo. E vivia me pedindo notícias dele. O que me restava fazer? Menti para não te deixar triste, Nessie. Mas acho que essa obsessão por ele foi longe demais, garota. Quando tempo não namora? Quanto tempo não sai com um cara legal? Você ainda é virgem? – Ele me soltou e continuou andando de um lado para o outro. Meus olhos encheram de lágrimas com aquela confissão.

- Você mentiu para mim? Não soube mais nada de Jacob desde que se mudaram? - Ele confirmou com a cabeça. – Tudo bem! Eu te perdôo... Seth...

- Não! Agora, me diz, Nessie? Quanto tempo não beija ninguém? Isso não é normal, sabia?
 

- Eu nunca encontrei ninguém legal, sabia? - Perguntei ironicamente arqueando a sobrancelha.

- Você nunca se permitiu amar... Você sempre idealizou um homem perfeito e nunca deixou ninguém se aproximar. Você é linda, inteligente, sensível e adorável. Poderia encontrar alguém legal para te fazer feliz. Mas sempre se escondeu dos homens. E para quê? Um amor de criança que sentia por Jacob? Faça-me rir! – Comecei a chorar magoada com as suas palavras. Ele caminhou até mim e me abraçou forte. – Desculpa, docinho. – Aconcheguei em seus braços e ele se calou.

- Todos os caras que conheci, só queriam transar. E os outros que me cantaram eram ridículos, rudes e sem o menor jeito. – Retruquei.

- Você ficou tanto tempo presa aos seus sonhos, que parou de olhar a sua volta e observar as pessoas. Quem sabe se já não teria encontrado um cara legal se não ficasse sonhando com Jake.

- Você tem toda razão, Seth. – Eu o abracei mais forte e me senti tão pequena diante das suas palavras. Um vazio enorme preencheu meu coração e tive medo do meu futuro.

- Mas agora é tarde. – Conclui.

- Tarde? Você só tem dezoito anos e vai para a faculdade de Artes. Vai morar na Itália como sempre sonhou e virar uma artista famosa. Acha mesmo que é tarde? Manda seu avô se virar e encontrar outra saída. – Seu corpo estava trêmulo e percebi que sua voz havia mudado. Parecia controlar o choro.

- Seth, sabe que não posso fazer isso. E se é para me casar, que seja com Jacob Black. – Respondi.

- E o que vai dizer? Oi, Jacob, eu sou Renesmee Cullen, aquela garotinha que vivia atrás de você e seus amigos. Agora, meu avô quer que eu case e decidi que meu marido será você. Aceita casar comigo? - Ele gargalhou ironicamente. – Isso é ridículo, docinho... Ridículo! – Concluiu.

- Seth, não posso me casar com outro. Não conseguirei me entregar a outro que não seja Jacob... Simplesmente não dá! – Respondi com raiva.

- Vai arruinar a sua vida? Vai casar com alguém que não conhece e ser infeliz... Meu Deus! Como você é teimosa. – Segurou os meus ombros e me sacudiu.

- Seth, para! Se continuar a brigar comigo, ficarei com raiva de você. – Eu o adverti.

- Pode ficar com raiva de mim, docinho. Mas não verei você cometendo uma burrada e não ficarei calado. Não mesmo!!!
 

- Vai me dar os contatos de Jacob? - Perguntei fazendo beicinho de cabeça baixa.

- Não mesmo! – Balançou a cabeça e eu segurei os seus braços.

- Eu não tenho tempo para brigar com você! O tempo está passando e preciso entrar em contato com Jacob. Então, dá para parar de gracinha e me dar o contato dele? Você já está me irritando. – Encarei os seus olhos e vi a decepção estampada nele. Fiquei muito triste, porque era a primeira vez que brigávamos daquela maneira. Ele sempre foi um grande amigo, mais do que um irmão para mim, e magoá-lo me feria muito.

- Não concordo com isso. Mas a vida é sua, docinho... – Caminhou até o escritório da oficina e me deixou só por um momento. Depois voltou e me entregou um pedaço de papel.

- Seth!! Oh, Seth! Eu amo você! OMG!!! – Pulei em seu pescoço e o abracei e me agarrei em seu pescoço chorando. – Você não imagina como isso é importante para mim. Obrigada! – Comecei a beijar o seu rosto. – Obrigada! Obrigada!

- Tudo bem, docinho! Tudo bem! – Afagou os meus cabelos. – Está ficando tarde e tenho que te levar de volta para a sua casa.
 

- Seth, preciso passar na delegacia para ver o vovô Charlie. Pode me levar até lá? - Perguntei enquanto ele se afastava.

- Posso! Deixa-me tomar um banho e trocar de roupa para irmos... Ainda tenho que ligar para aqueles gaiatos virem fechar a oficina.

- Tudo bem! Eu o espero aqui e aproveito para pensar no que conversamos.

- Eu não demoro... É só o tempo de ligar para Quil e Embry, e depois tomar um banho para irmos. – Disse se dirigindo até o escritório.

Depois que ele saiu, fiquei pensando no que falar para Jacob. Afinal, ele estava certo e não poderia simplesmente dizer que tinha que casar, e ele era o meu escolhido. Então, precisava ponderar no que dizer para ele, sem assustá-lo com a proposta que lhe faria.

Passei um tempo pensando em toda aquela situação. Depois Seth chegou, e partimos em seu carro até Forks, onde fiz uma visita rápida para o vovô Swan e depois parti com meu querido amigo.

- Seth, você me perguntou sobre a faculdade. Mas ainda não me disse sobre as cartas de aceitação. – Disse enquanto ele dirigia para Seattle.

- Nessie, docinho, eu não abri ainda. Sabe muito bem que não tenho tempo para estudar. – Disse com tom de desgosto sem me encarar.

- Seth, você não pode pensar assim. Pode fazer uma faculdade de engenharia e trabalhar. – Respondi tentando animá-lo. E percebi que ficou triste ao tocar no assunto. Seu tom de voz era frio.

- Desde que meu pai morreu,  trabalho para ajudar a minha mãe. Sabe bem que a pensão que recebe não dá para nada, docinho. Eu não teria como só estudar... – Hesitou por um momento antes de continuar. – Acho que o meu destino será ser mecânico mesmo. – Completou.

- Seth, quando eu casar, você pode ir trabalhar na minha casa. Aliás, você e sua mãe. – Passei a mão em seu rosto e fiz um carinho. – Você será o meu motorista e sua mãe a governanta. Assim você poderá estudar à vontade. – Tentei encorajá-lo sabendo que ele não aceitaria a minha proposta.

- Não quero esmolas, Nessie... – Respirou fundo. – Por favor, não faça assim. – Disse baixinho sem me encarar.

- Olha pra mim! – Ordenei e me olhou brevemente. – Você é especial para mim e acho que tem um futuro promissor como engenheiro. Então não me venha com essa! Vai abrir as benditas cartas de aceitação e se inscrever para uma das universidades. – Ordenei.

- O que te faz pensar que serei aceito? - Disse menosprezando a sua inteligência e já estava me dando nos nervos.

- PARA O CARRO! – Ordenei e ele parou. – Seth Cleawater, nem ouse se menosprezar desse jeito!! Você é inteligente e sabe que será aceito. Eu não tive tanto trabalho para ajudá-lo a preencher os formulários para nada. Entendeu? - Disse segurando o seu rosto e percebi que se esforçava para não chorar.

- Nessie... – Sussurrou.

- Não vem com, Nessie docinho! – Eu o interrompi.  – Você abrirá as cartas e escolherá uma das universidades em Washington. E quando eu casar, você irá ficar comigo e com Jacob. E vai estudar para se tornar um engenheiro. Entendeu? Não permitirei que se acabe naquela oficina. - Nos abraçamos forte e ficamos calados por um tempo.

- Você, às vezes, é tão inteligente e outras tão tola. – Sussurrou.

- Não vamos começar novamente com a discussão sobre o meu casamento. Ou vamos? Eu me recuso a brigar com você, meu amigo. – Beijei o seu rosto e fiz um carinho. Percebi que seu olhar estava diferente e, às vezes, fugia do meu. Mas preferi não tocar no assunto, por medo de entrar em uma conversa que fosse desagradável para nós dois. Sempre tive medo dele se apaixonar por mim e acabar o magoando com os meus sentimentos por Jacob.

 - Tudo bem, docinho... – Deu aquele sorriso lindo que eu tanto amava. – Odeio brigar com você... – Mordeu os lábios e balançou a cabeça. – Mesmo quando está errada. – Deu partida novamente e voltou a dirigir.

 - Eu também odeio. – Segurei a sua mão.  – Você sabe que é o irmão que não tive e que é muito importante na minha vida. Por isso só quero o melhor para você, querido.
 

- Eu também, Nessie... – Calou-se de repente.

- O que foi? Por que ficou em silêncio? - Perguntei curiosa.

- Pense bem antes de enviar o e-mail para Jacob. – Senti que respirou fundo e o vi apertando fortemente o volante. – Não vai estragar a sua vida por causa dessa obsessão que sente por ele. – Seu tom de voz era consternado e  parecia muito com o do meu avô quando contei que o meu escolhido era Jacob.

- Seth, eu amo Jacob e sempre amarei. Não haverá outro homem na minha vida. – Estava começando a ficar nervosa por recomeçar a discussão.

- Eu só quero que pense. Como pode saber se o ama. Você nem o conhece? Você era uma criança e hoje não sabe nada como ele. Como acha que isso dará certo, Nessie? Pelo amor de Deus! Será que não vê o erro que cometerá? Eu, sinceramente, não te entendo. – Balançava a cabeça em sinal de negativa.

- Seth, chega! Não discutirei mais com você, porque não quero te magoar. Então vamos parar por aqui? - Disse de forma severa.

- Tudo bem! – Respondeu secamente.

- Só quero te pedir uma coisa. – Passei a língua nos  lábios, respirei e relutei, mas tinha que fazer o pedido. – Você aceita ser o meu padrinho? Quero que você e sua mãe estejam no altar quando eu casar. – Disse e fiquei observando. Vi que só balançou a cabeça em sinal positivo.

- Não vai falar nada? - Eu o indaguei.

- Alguma vez eu já te neguei algo? Então...

- Então é sim? Seth, eu odeio esse clima entre nós. – Estava quase gritando com ele com  a raiva que sentia pela sua reação absurda.

- SIM! SIM! MIL VEZES, SIM!!!  Só não me diga que não avisei. – Estava exasperado demais e preferi me calar para não piorar a situação entre nós.

Ficamos calados o restante da viagem e quando chegamos à porta da minha casa, ele estacionou e se despediu de mim de forma fria, deixando-me muito magoada.

- Hei! Vamos ficar assim? - Passei a mão em seu rosto e depois o virei para observá-lo.

- Desculpa, docinho! Só fiquei chateado por brigar com você. Quantas vezes brigamos em todos esses anos? Sabe que odeio ficar nesse clima com você. – Disse arrependido e depois me abraçou.

- Poucas vezes e você depois ficava todo aborrecido. – Abracei forte e aconcheguei a cabeça em seu peito forte.

– Seth, eu tenho certeza que serei feliz com Jacob. Pode confiar nisso, meu irmãozinho. – Beijei o seu rosto e vi o sorriso maravilhoso se abrir.

- Tudo bem! Se aquele um te magoar, juro que o quebro no meio, Nessie... – Suspirou forte. – Eu juro!

- Isso não acontecerá. – Respondi.

- Tudo bem! Agora entre e descanse um pouco. Amanhã você tem aula e não quero que se saia mal nas provas. – Beijei o seu rosto, sai do carro, caminhei até a porta e acenei antes dele partir.

Fui para o quarto, tomei banho, coloquei as minhas roupas e desci para fazer um lanche antes de dormir.
 

Depois que me alimentei, voltei para o quarto, escovei os dentes e fui para o meu notebook que estava sobre a escrivaninha e fiquei pensando no que escrever para ele.

Passei um bom tempo pensando e a única coisa que me veio à cabeça foi dizer toda a verdade. Então, conectei a internet, abri o meu e-mail e comecei a digitar com meu coração na mão.

Jacob, 

Você provavelmente não se lembra de mim e não vai entender o que vou te contar. Mas eu preciso que leia tudo com muita atenção e tente me compreender se for possível.

Meu nome é Renesmee Cullen e você me conheceu há onze anos em La Push.

Eu costumava a passar os finais de semanas e minhas férias na casa do meu avô Charlie Swan, chefe de polícia de Forks. E normalmente ia para a casa dos Cleawarter e ficava brincando com Seth.

Quando o conheci, era um menino travesso e normalmente andava com a sua turminha fazendo traquinagens pela reserva. E Seth e eu, como éramos os mais novos, ficávamos atrás de vocês para participar das brincadeiras. 

Desde aquela época, já era apaixonada por você. Mas como havia uma pequena diferença de idade. Você sequer notava que eu existia. E assim, os anos foram passando rapidamente, até que sua mãe morreu e sua família partiu da reserva. 

Sempre tinha notícias de você por Seth e pelo meu avô, que na época era sócio do seu pai. E a minha esperança era de um dia me tornar sua amiga e quem sabe namorada. Mas a vida só o afastou de mim, levando-o para longe e me deixando sem nenhuma notícia. 

Algumas vezes, perguntava por você para Seth e ele tentava descobrir o que se passava em sua vida. Mas as respostas eram sempre vagas demais, deixando o meu coração aflito de saudade. 

Você pode achar que sou louca, mas desde aquela época,  não consigo me ligar a ninguém. Nunca consegui ter um namoro sério e os poucos caras que beijei não me interessavam em nada. 

Passei anos pensando em você e no dia em que o reencontraria novamente. Até que a saudade foi diminuindo e aos poucos fui me esquecendo. Mas em meu coração, sempre houve um lugar reservado para as minhas poucas lembranças de infância. As lembranças da melhor época da minha vida. 

Hoje eu tenho dezoito anos e tinha muitos planos para o meu futuro como pintora. Até pensei em ir para a Itália, estudar em uma universidade de artes famosa. Mas em meu coração sempre teve uma ponta de esperança de reencontrá-lo. 

As poucas fotos que tinha, joguei em um programa de computação gráfica, para tentar ver como seria mais velho e maduro. Eu  o procurei no Orkut e em várias redes sociais sem o menor sucesso. E a vontade que tive de sair nesse mundo a sua procura nunca me abandonou.  

Mesmo pensando em ir para outro país, tinha esperanças do destino cruzar os nossos caminhos durante a minha viagem e de encontrá-lo por algum tipo de milagre... Como orei pedindo isso para Deus. 

Semana passada, aconteceu uma coisa que mudou todos os meus planos. E me deixou completamente sem rumo na vida. E agora acho que entenderá o motivo desse e-mail. 

Meu avô me informou que está muito doente e precisa de um sucessor na empresa. E como não há ninguém qualificado para o cargo em minha família, pediu que eu encontrasse um marido.  Será que pode imaginar como quase surtei? 

Eu quero ajudar a minha família e sei que é o correto a fazer. Contudo não posso me casar com alguém que não ame, jogando fora o sonho de te reencontrar. 

Já chorei muitas noites pensando nisso e a única conclusão que cheguei, foi que deveria te procurar e perguntar com a maior cara de pau do mundo: Você se casaria comigo? 

Sei que isso é muito louco, Jake... Posso te chamar assim? Seus amigos costumavam te chamar de Jake. Você se lembra? Eu me lembro tão bem do seu sorriso, do seu jeito moleque, a forma de falar, de erguer a sobrancelha... Eu me lembro de tudo em você... Aimeudeus! Você vai achar que sou uma louca! Mas a verdade é que amo você com todas as minhas forças e se não casar comigo, não poderei me entregar a outro homem e ajudar a minha família. Então farei a proposta mais maluca do mundo e espero que pense nela com carinho. 

“Jacob Black, você aceita se casar comigo?”  

Eu prometo que se o fizer, tentarei de tudo para fazê-lo o homem mais feliz e amado desse mundo. Mas se não puder considerar a minha proposta, entenderei e tentarei dar um rumo definitivo para a minha vida. 

Jacob, eu o amo tanto que chega a doer. Contudo entenderei se a sua resposta for “Não”. E sempre torcerei pela sua felicidade. 

Seguem algumas fotos minhas, para não achar que sou um dragão desesperado em busca de um marido... kkkk Seth sempre diz que sou uma gata. Mas deixo o julgamento por sua conta. 

Eu te amo, Jacob...  Eu te amo... Eu te amo muito.

Com muito carinho,
Renesmee Cullen 

Terminei de escrever com lágrimas nos olhos, sentindo meu coração apertado com medo da sua resposta e depois de alguns segundos, digitei o email, anexei as fotos e finalmente apertei o “Send”.

Aquela era a uma última cartada e esperava que ele pensasse com carinho em minha proposta de casamento.



Nota Glau: Ness é pancada da cabeça. Não acham? Meu Deus a menina sonha com o cara desde criança e só o vê na frente. Será que ela nao percebeou que Seth gosta dela? Muito doida... vai sofrer por ser tão topeira. kkkk