domingo, 26 de setembro de 2010


 Capítulo 7 - Ação

PVO – Jacob

Meu plano já estava traçado e só faltava colocar a minha estratégia em ação. A primeira coisa que precisava, era enviar Currículos para empresas em Seattle e torcer para uma delas me chamar para entrevista. Apesar de ter um plano perfeito, também precisava que a sorte me ajudasse. Afinal Carlisle Cullen com toda certeza averiguaria se eu realmente estava lá para uma entrevista. Se pegasse ele me uma mentira, só me complicaria a situação. Precisava ser meticuloso e cuidar de cada detalhe com calma, para não colocar tudo a perder antes de colocar as mãos naquela bonequinha tão linda.

Sentei em meu computador depois de pensar mais sobre os fatos. Comecei a fazer pesquisas em sites de emprego e me candidatei há várias vagas, depois coloquei em meu perfil a foto mais bonita que encontrei, torcendo para a pessoa que fosse avaliá-lo fosse uma mulher e se encantasse pelo meu rosto exótico.

Depois de me candidatar às vagas, fiquei observando o meu email por um bom tempo, esperando uma resposta que não veio nas primeiras horas. Então pensei: Ela ainda não leu ou está chorando rios de lágrimas, achando que sou o mais cavalheiro de todos os homens.

Às vezes eu fingia tanto, que acabava acreditando em minhas próprias mentiras. E ria muito das coisas que aprontava.

Na manhã seguinte, mais uma de inferno naquele covil de cobras, tentei parecer o mais calmo possível, quando estava super ansioso pra saber o que ela me escreveria. E a cada vinte minutos, observava a conta de email para ver se tinha a resposta. Até que finalmente chegou e tive que rir com o seu sentimentalismo barato.

Jacob,

Não mentirei para você, dizendo que estou bem com sua resposta, tentando passar um estado de espírito que não tenho nesse momento.

Sabe, quase não dormi a última noite e hoje é um dos dias mais tristes da minha vida.  Sinceramente, não sei como chegar em meu avô e dizer que não tenho como casar. E ao mesmo tempo não posso dizer que aceitarei o noivo que me arrumar.

Estou sofrendo muito com toda essa situação e você não faz ideia do medo que senti ao te enviar o email, sabendo que a sua resposta poderia ser não e meu coração sairia despedaçado. Mas era a última coisa que poderia fazer antes de dizer sim ao meu avô.

Agora, aqui na frente desse computador, observando a montagem de uma foto sua, meu coração sangra com a dor e a saudade do que nunca tive. Tudo isso é muito complicado para mim. Apesar disso entendo, e admiro, a sua posição diante de uma proposta tão absurda.

Fico feliz por saber que é um verdadeiro cavalheiro, generoso e honesto e nunca se casaria, ou venderia, por dinheiro. Isso só me faz te admirar ainda mais... Complicado isso. Sabia?

Sei que tenho que tomar uma atitude diante da sua resposta, mas como deve compreender me falta coragem para dizer “não”. E isso está me machucando tanto quando a sua rejeição.

Obrigada pela sua honestidade e compreensão diante de uma pessoa tão louca, que foi capaz de fazer a proposta mais absurda por amor. Mas saiba que eu tinha que pelo menos tentar... Não poderia dizer não sem tentar.

Bem, meu telefone é 23 8790-9976 e se quiser realmente me encontrar quando vier a Seattle, ficarei muito feliz.

Continuarei te amando... Mesmo que nunca possa retribuir o meu sentimento.

Com amor,
Renesmee Cullen

- God! Essa garota é mesmo maluca. Riririri! – Comecei a rir relendo as linhas do seu triste email. – Vamos aproveitar toda essa loucura para tirar tudo dos Cullens e fazê-los pagar pela desgraça de minha família. Ririririr.

No final do dia olhei o meu email e vi que havia uma reposta do site de Vagas de Emprego que me cadastre. Comecei a ler a proposta medíocre, com salário no mínimo ridículo. Mas era o que precisava para embarcar para os Estados Unidos sem despertar a desconfiança de Carlisle.

Respondi o email e confirmei uma entrevista de emprego, em um prédio no centro comercial de Seattle, na terça-feira da semana seguinte. Depois comecei a pesquisar hotéis, para arrumar um lugar legal e apresentável para ficar. Afinal não poderia deixar que vissem que minhas condições financeiras não eram tão boas.

Encontrei um Apart Hotel em conta e fiz as reservas para o sábado pela manhã. Já com a intenção de passar todo o final de semana com a linda Herdeira dos Cullens, fazendo-me de apaixonado e tirando umas casquinhas daquela delicinha... Aquela será a melhor parte.


Fiz uma lista para ver se estava tudo nos conformes:

- Responder o email – Ok
- Candidatar para uma vaga de emprego. – OK
- Agendar entrevista – Ok
- Arrumar hotel aceitável para ficar – Ok
- Mentir para o chefe – Não OK
- Comprar as passagens – Não OK
- Fazer as malas – Não OK
- Jogar Casy para escanteio. – Não OK
- Fazer-me de apaixonado – Não OK
- Seduzir aos poucos. – Não OK
- Deixar a menina louca de tesão (mas não comer no primeiro encontro) – Não OK
- Namorar a distância umas duas semanas. – Não OK
- Terminar o namoro de forma teatral. – Não OK
- Enganar o avozinho da delicinha e conseguir um cargo de confiança na empresa - Não OK
- Casar – Não OK.
- Conseguir uma procuração da delicinha – Não OK
- Conseguir uma procuração do avô idiota – Não Ok
- Desviar o dinheiro – Não Ok
- AHHH! Manter Casy longe (PRIORIDADE MÁXIMA) – Não OK.

Bem, por enquanto se seguisse a minha lista, o meu plano já estaria muito bem. E só precisaria encontrar uma forma de dar um golpe final nos Cullens e acabar com a família. Seguindo cada passo, teria que mentir para Stivie, que era bem mais inteligente do que o meu ex-chefe, então precisava encontrar uma boa desculpa para me afastar pelo menos dois dias na semana seguinte.

Resolvi matar o avô, que nunca tive, e dizer que precisava resolver questões do inventário da família. E talvez conseguisse enganá-lo.

- Stivie! – Eu o chamei enquanto caminhava para o elevador, vendo-o andar na frente com a “puta” da Sara

- Black, o que deseja? - Perguntou analisando as minhas expressões.

- Meu avô morreu no mês passado e recebi uma mensagem de um primo, dizendo que preciso estar presente para a leitura do testamento. Então gostaria de saber se na semana que vem posso me ausentar na segunda, terça e quarta-feira? - Perguntei tentando parecer consternado e preocupado com a situação. E no quesito caras e bocas, eu era realmente muito bom. Mas sabia que o meu diretor era muito esperto, podia não engolir a minha mentira. Fiquei tenso observando a sua face, que ficou pensativa por uns instantes e depois finalmente me respondeu.

- Tudo bem! Mas deixe todos os relatórios dos seus clientes prontos antes de ir. Não quero nenhum imprevisto durante a sua ausência. – Respondeu, depois deu as costas e continuou andando.

Yes!! Eu sou bom mesmo nessa coisa de mentir. RARARA!! Agora vamos comprar as passagens.

Sai na surdina do escritório, para não ter que cruzar com Casy e ouvir todas as suas lamúrias. Fui direto para o meu apartamento e para variar, encontrei Becca jogada no sofá vendo TV.

MY God!! Será que algum dia essa fará algo de útil na vida? Já estou me cansando disso. Por que ela não é como Rachael?

- Becca, tem algo para comer nessa casa? - Perguntei observando-a jogada como uma mulher preguiçosa e relaxada.

- Não! Se quiser faço uma omelete para você. – Respondeu com má vontade, sem se quer me encarar.

- Não precisa... – Resmunguei. – Se continuar desse jeito, virará uma orca mal amada. Depois não reclame da vida. Por que não faz algo de útil para o seu próprio bem?

- Infelizmente o que eu queria, você não pode ou não quer me dá... Adoro shoppings. – Resmungou.

- Acha que me mato de trabalhar para você se vestir como uma riquinha? Por que não arruma um emprego? - Questionei vendo a expressão de desdém.

- Não torra! – Não se deu nem ao trabalho de me olhar. Então dei as costas e fui para o meu quarto.

Tomei meu banho e preparei um sanduíche para comer, voltei para o quarto com o meu lanche, liguei o computador, conectei a internet e comecei a reler o email da delicinha Cullen, pensando no que escrever para ela.


Querida, Renesmee...  Isso ficou melódico. RARARA Parece até letra de música ou nome de livro. RARARA Sem rir, Jacob. Você precisa se concentrar para responder esse email.

Querida, Renesmee

Tenho uma entrevista de emprego na terça- feira, no centro comercial de Seattle, e gostaria de aproveitar para rever alguns amigos de infância. Por isso devo chegar a Washington no sábado.

Ainda não tenho o número do vôo e nem o horário da minha chegada. Mas com toda certeza, gostaria muito de almoçar ou jantar com você nesse dia... És a minha prioridade.

Assim que tiver as informações do vôo, envio um email para você e poderemos marcar uma data e um local para nos encontrarmos. Tudo bem para você?

Você mencionou mais de uma vez que manipulou fotos minhas, para ver como eu seria quando adulto. Então anexei algumas fotos, as mais atuais, para você ver como sou hoje. Acho que não mudei muito nesses últimos anos. Mas isso é você que tem que me dizer depois.

Gostei muito de te conhecer e espero que não esteja magoada comigo. E se aceita um conselho: Não se case por conveniência... O amor é a única coisa que importa.

Fica bem, querida!

Beijos com carinho, Jacob.

“O amor é a única coisa que importa” RARARAR – Eu escrevi isso mesmo? Às vezes eu não me reconheço. RARARA Que amor? Amor não enche a barriga de ninguém, garota idiota... Retardada. RARARA

Anexei algumas fotos, as mais bonitas e de preferência sem camisa, e depois pressionei o SEND.

- Agora é que você enfarta, delicinha. kkkkkk

Depois que enviei o email, entrei no site da companhia aérea e comprei passagens de ida e de volta, já pensando no encontro “teatral” e cheio de emoção que teria com ela. Ficaria com os olhos brilhando, cara de bobo apaixonado que encontra o amor da sua vida.
- Quem acredita em amor a primeira vista? Afff Eu odeio essa coisa de romantismo piegas! Amor é para os tolos... Nunca permitirei que meu coração se renda a mulher alguma! Nunca!! Ainda mais por uma idiota apaixonada e ainda virgem! OMG!!! Como vou me divertir com tudo isso!

Coloquei a foto dela na tela e fiquei passando o dedo na altura da bochecha rosada. Comecei a rir imaginando a cara de boba que faria quando me visse depois de tantos anos. RARARAR - Você vai comer na palma da minha mão! OH Renesmee... Você vai até gostar de umas boas “fodas”. Rararara Vou te deixar tão viciada, que quando terminar com você, vai implorar para não te abandonar, garota estúpida e burra!

[...]

O resto da semana parecia não passar e o tempo se arrastava, enquanto eu tentava evitar Casy de todas as formas. E finalmente sexta feita à noite chegou e em poucas horas eu estaria nos Estados Unidos, seguindo com o meu plano de sedução e vingança contra os Cullens.

Sai do trabalho correndo, sem falar com ninguém, chegando em casa como um louco para terminar de arrumar as malas para a viagem.  Deixei tudo pronto, coloquei na carteira cartões de crédito, alguns dólares e cheques de viagens que havia trocado na casa de câmbio. Deitei para descansar um pouco antes de sair.

O meu vôo estava marcado para as três da madrugada, com previsão de chegada em Settle no sábado às dez da manhã e de forma alguma poderia perder a hora. Por isso fui dormir cedo, tranquei porta do quarto e desliguei o celular para não ser acordado por ninguém.

Enviei um torpedo para Casy, informando que teria uma viagem para o litoral, onde teria uma reunião com um novo pretendente à cliente. Assim ela não me encheria o saco durante o final de semana. Sabendo que provavelmente estaria jogando o meu charme para alguma mulher, com a pretensão de conseguir a sua conta.

Liguei rapidamente o meu notebook e conectei a internet. Depois acessei o meu email e respondi a sua última mensagem.

Jacob,

Você ficou muito mais bonito do que eu imaginava... Mal posso esperar para te ver pessoalmente.

Até sábado!

bjs

- Claro que sou bonito! – Balancei a cabeça. – Como as mulheres são idiotas e se iludem com um rostinho bonito. Burra!

Renesmee,

Chegarei ao aeroporto internacional às 10:00 no vôo 772.

Assim que possível, farei um contato com o seu celular... Também não vejo a hora de te encontrar pessoalmente, linda!

bjus com carinho

 - Ela se derreterá toda...  Eu sou mesmo muito cínico. kkkkk Deveria ter chamado de gostosinha. Kkkkk Não! Pareceria abusado. Preciso dar a impressão de ser um cavalheiro.

Desliguei o notebook e o guardei na maleta. Deitei em minha cama e tentei dormir, mas estava ansioso demais por aquele encontro, como se algo muito importante estivesse para acontecer naquele lugar.  As horas se passaram e acabei pegando no sono.

[...]

Acordei com o som do despertador, corri para o banheiro, tomei um banho rápido, coloquei uma calça preta de linho, um suéter caqui de gola role, sapatos negros, penteei os cabelos, passei perfume, escovei os dentes, peguei as malas e parti para a minha viagem tão esperada.

Peguei o carro e corri o máximo que podia para o aeroporto, depois o deixei no estacionamento, corri para o balcão de atendimento e fiz rapidamente o meu check in. Sai dali chegando em cima da hora ao terminal de embargue. Quase perdi o vôo.

Depois de despachar as malas e partir para o avião, apenas com a maleta de mão com notebook e alguns documentos, pude me acomodar no avião e dormir por horas até chegar os Estados Unidos... Minha sorte estava lançada o meu golpe de mestre dependia daquele único final de semana. Se seguisse o plano, em poucos meses teria tudo o que sempre quis... Dinheiro, poder e vingança.

sábado, 25 de setembro de 2010


Capitulo 2

by Mica Black



No castelo dos Cullen, ouvia se gritos para todos os lados. Emmett Cullen parecia o próprio demônio ao descobrir que sua irmã sumiu.



Emmett tem o trono dos Cullen por ser o filho mais velho. Ganhou vários torneios e havia comentários que ele era o próprio diabo por ser temperamental e bruto. Ele guardava sua irmã Renesmee a sete chaves, impossibilitando ainda de ela não se casar com qualquer um.



— Rosalie, quando viu Renesmee pela última vez? - Perguntou com o tom de voz muito alterado a sua esposa.



— Ontem de manhã. - Ela respondeu.



Emmett gemeu.



— Como estava Renesmee quando a viu?



Rosalie olhou para o teto.



— Como sempre: melancólica, distraída e frustrada.



— Mas você acha mesmo que ela tenha fugido? Renesmee não teria essa coragem. Será que ninguém a seqüestrou? - Comenta Rosalie.



— Sim. É o que temo.



— Talvez enviem um pedido de resgate.



— Se as pessoas que a levaram desejam viver, é melhor que esse pedido de resgate apareça rápido.



Quando Emmett saiu, Rosalie começou a rezar para que quem tivesse levado Renesmee soubesse quem havia capturado.

Se a identidade dela fosse conhecida, duvidava que qualquer homem fosse estúpido a ponto de desonrar a irmãzinha dos Cullen.

Mesmo preocupada com Renesmee, sabia que Emmett e os irmãos fariam de tudo que estivesse em seu poder para encontrar a irmã.

E assim que conseguissem, cuidariam para que a menina encontrasse um marido o quanto antes.



(***)



Passou quase uma semana, Jacob e seus seguidores sigilosamente seguiam os passos dos seqüestradores de Renesmee.

Embry, um de seus homens, informou a Jacob que Renesmee seria disputada em um jogo de baralhos: quem ganhava poderia levar Renesmee, pois os ladrões ficaram horrorizados em saber quem eles seqüestraram e queriam dispor dela.

Jacob foi ao lugar onde lhe informaram, ele não poderia perder aquela chance.



— Sua vez, milorde.



Ele tomou as cartas e beijou. Tudo se resumia àquele último lance. O silêncio era pesado. Quase podia ouvir as batidas dos corações daqueles que assistiam… e esperavam.



Entregou a cartada mesa par ao seu adversário.



Todos os homens gritaram. Alguns de desespero, outros felicitando Jacob.



Jacob se ergueu, aceitando as felicitações em silêncio. Mas por dentro, seus gritos de vitória ecoavam-lhe no peito. Aquela carta não só lhe garantira o prêmio desejado, mas também o poupara de ordenar que seus homens tomassem a irmã dos Cullen à força.



— Seu prêmio está ali, milorde.



Antes que o homem terminasse de falar, Jacob tinha atravessado metade da distância até a tenda erguida no canto da clareira. Parou por um instante, saboreando sua vitória.



Um pequeno braseiro de metal clareava levemente o interior, iluminando seu prêmio no canto mais afastado da tenda.



Mesmo suja, a irmã dos Cullen o fazia desejar que as circunstâncias fossem diferentes. Tendo os cabelos tão negros, ela era mais alta que a maioria das mulheres. Mas levando a altura dos irmãos em consideração, a família deveria achar sua estatura irrelevante.



O súbito desejo de ter aquelas pernas longas expostas ao seu olhar, fez seu coração bater erraticamente. Uma reação que sua futura esposa não acharia nada aceitável.



Só ficara na companhia de Leah poucos dias, mas testemunhara seu temperamento de explodir com freqüência suficiente para saber que ela não aceitaria calmamente que seus pensamentos estivessem ocupados com outra mulher. Para acalmar a pulsação, Jacob ergueu os olhos para o rosto da jovem.



Mas ao olhar aqueles brilhantes olhos verdes, pouco fez para aliviar seu crescente desconforto. O que havia de errado com ele? Além de estar comprometida com outra, aquela mulher encantadora era irmã de seu inimigo.



Contudo, ela era inocente. Um instrumento para seu objetivo, um peão num jogo do qual não escolhera participar.



Aproximou-se devagar, não querendo deixá-la mais atemorizada do que já devia estar. Renesmee mantinha a atenção naquele novo estranho. Sentindo raiva de si mesma e dos homens que a levaram de Cullen, já tinha aceitado o fato de que talvez não sobrevivesse.



— Não tema, Renesmee Cullen. Só quero ter certeza de que não está machucada antes de devolvê-la ao seu irmão.



Tal preocupação por parte de um estranho a surpreendeu. A voz profunda ecoava em seus ouvidos com a mesma suavidade de uma calma brisa de verão.



— Nós nos conhecemos?



Ela mirou novamente seu salvador, se é que isso era mesmo verdade. O medo que sentira constantemente nos últimos dias voltou com plena força. Ele dizia não constituir ameaça. Podia acreditar nele? Embora não parecesse tão cruel quando os homens que a tinham capturado, ainda era um estranho. Um estranho cuja falta de cerimônia a deixava alarmada.



Com uma pequena reverência, acompanhada de um sorriso arrasador, ele se apresentou:



— Jacob Black, muito prazer.



O nome atinou algo em sua mente. Felizmente, a sensação impediu que o sorriso maravilhoso dele lhe roubasse o fôlego.



— Black… Black… Conheço esse nome.



Uma ruga na testa desfez o sorriso. Ao invés de oferecer uma explicação, ele se aproximou.



— Precisamos sair rápido daqui.



Algo estava errado. Renesmee contraiu os músculos para o caso de precisar se defender. Embora não tivesse feito nada contra ela até o momento, não tinha razão para confiar nele.



Apontou com a cabeça para o vestido esfarrapado.



— Também quero sair desse lugar… e por bom motivo. Mas por que a pressa, milorde?



— Não gostaria de perder meu prêmio tão rápido. —Jacob olhou para o local onde estavam os homens e continuou a falar— A não ser que prefira a companhia deles a minha.



Renesmee se esforçou para não ficar boquiaberta.



— Prêmio? — Falou com um traço de humor no rosto e na voz, Jacob esclareceu:



— Você é o prêmio.



Ela piscou certa de que não tinha ouvido direito.



— Eu sou o prêmio? Você me ganhou?



— Sim. Num jogo de baralhos.



— Jogo de baralhos? — Renesmee não sabia se ria ou chorava. Tinha sido oferecido feito um cavalo.



Certamente imaginando pegá-la desprevenida, Jacob deu mais um passo.



— Não. Fique onde está. Então, em vez de pedirem resgate, esses imbecis decidiram me oferecer num jogo?— Disse Renesmee.



— Parece que queriam alguém menos importante que a irmã do conde Emmett… Ficaram com medo de exigir um resgate.



Renesmee mordeu o lábio. E quem era a grande imbecil?



— Eles descobriram isso graças a mim. - Disse Jacob rindo.



— Tenho certeza de que andar pela aldeia à noite, sem uma escolta, deve ter sido meu passo mais insensato. Seus irmãos perderam o juízo?



— Não são culpados. Fui eu que quis fugir e não sou criança para ser controlada por minha família.



Jacob deixou o olhar vagar por seu corpo. Os olhos brilhavam e um pequeno sorriso brincava nos lábios quando fixou os olhos nos dela.



— Não, Renesmee Cullen. Você não é criança.



O desejo que surgia nos olhos dele fez o coração de Renesmee disparar no peito.



Jacob tentou levar Renesmee para o acampamento onde eles e seus homens estavam, mas o que ele não pensou era que Renesmee tentava fugir. Ela o driblou e começou a correr no meio da mata, mas logo Jacob conseguiu agarrá-la.



— Tolinha — ele resmungou.



Jacob estendeu o braço e a agarrou com força. Ergueu-a e apertou-a de encontro ao peito, fazendo com que seus pés dançassem acima do solo. Ela sentiu as batidas irregulares de seu coração combinar com as dele.



Quando Jacob baixou a cabeça, soube que iria beijá-la. Tentou afastar o rosto, mas a advertência nos olhos dele a paralisou. Sentiu a boca cobrir seus lábios, vigorosa e exigente, machucando-a. Permaneceu passiva, esperando que o beijo acabasse logo.



E, então, ele suavizou o toque, pegando-a desprevenida. O medo afastou-se de seu cérebro e ela se esqueceu de quem Jacob era. Envolveu-o pelo pescoço e agarrou-se a ele, enter­rando os dedos na pele que recobria os ombros largos. A língua ávida penetrou seus lábios entreabertos, fazendo-a estremecer e desejar que o beijo nunca mais acabasse. Porém, tão abrup­tamente como havia começado, tudo terminou. A boca de Jacob parecia dura e os olhos implacáveis.



— Minha paciência sempre se esgota com facilidade diante de uma mulher com ares de esperta.



Renesmee assentiu em silêncio. Parecendo satisfeito com a reação, ele semicerrou as pálpebras e correu o olhar do rosto bonito para os seios. Com as faces queimando de vergonha, ela baixou os olhos, temendo os pensamentos dele.



— Seu porco! — Ela acertou a mão no rosto dele.



Ignorando o ardor na face, Jacob agarrou o pulso dela.



— Tente isso novamente e se arrependerá. - Disse a Renesmee.



— Pare. — Ele a puxou com força, chocando o corpo dela contra o seu. — Deixe de estupidez.



Erguendo-lhe a mão, Jacob a fez segurar o punho da faca. Então se afastou e apontou para a floresta.



— Está livre para ir.



Mal Renesmee se virou na direção sugerida, ele acrescentou:



— Esteja avisada, os homens que a capturaram estão bem atrás de nós.



Renesmee congelou.



— Terá de fazer uma escolha. Ou fica vagando pela floresta ou volta para o cavalo se quiser sair daqui.



— Vai! Entre na sua cabana que logo vai começar a chover.



Renesmee assentiu com a cabeça e entrou.



Quando refletira sobre as dificuldades em seu plano, Jacob não imaginara que ela lhe causaria problemas. Tão impetuosa e valente quanto os irmãos, Renesmee estava se tornando sua maior dificuldade… A menos que conseguisse tomar o controle da situação.



A chuva cessou, e as nuvens se afastaram para revelar o sol. Renesmee não tinha tempo para se deleitar com as belezas da floresta que despertava. Estava ocupada analisando os homens diferentes que tinham se juntado com o bando do Jacob.



Era um grupo de aparência feroz, que lembrava os guerreiros de tempos antigos. Fortes e altos como torres.



Passavam garrafas de vinho entre si, os rostos duros e sem sorrisos, a conversa grosseira sobre os acontecimentos do dia.



Dentre todos, era Sam quem Renesmee mais temia. Era um belo demônio, o braço direto de Jacob, embora as feições de Sam fossem mais agra­dáveis aos olhos, havia algo nele que a deixava desconfortável. Fitou os lábios do guerreiro e, sem surpresa, viu que estavam curvados em um sorriso irônico.



Enquanto Jacob era carrancudo, Sam era sarcástico. Sem dúvida, preferia Jacob. E, diante de tal pensamento, franziu a testa, assustada por sequer achá-lo atraente.



— Jacob desafiou o grande senhor. — Disse o homem ao lado de Sam.



— Sim, Harry, dessa vez ele foi longe demais. Charlie não vai ficar satisfeito. Jacob comandou os homens por conta própria para verificar as vilas destruídas. — Declarou Sam.



Paul estreitou os olhos.



— E a moça que você titulou ser seu prêmio. É isso, então? Você a quer? — Uma imagem tentadora surgiu diante dos olhos de Jacob.



— Vou devolvê-la aos irmãos! — Respondeu.



Paul franziu a testa, como se não acreditasse na expli­cação ou não tivesse aprovado as intenções do líder.



— Ela é uma linda moça. Creio que qualquer homem gostaria de domá-la. — Sorriu com malícia. — Talvez ela goste do meu instrumento.



— Vai deixá-la em paz. — Retrucou Jacob, cerrando os den­tes. — Ela é minha.



O sorriso de Paul se transformou em risada.



— Ah! Então você deseja a garota. — Jacob se apegou a um fio de paciência.



— Ela será de pouca utilidade se for ferida ou violentada.



Quando estava prestes a virar as costas, Paul o deteve, e já não sorria.



— Amigo, por mais que brinque com você, devo lembrar que a moça é inocente... Uma dama. Não pertence a essa guer­ra embora seja irmã de quem é e precisa se casar com um lorde... Não deixe que o instrumento que tem entre as pernas fale mais alto que seu juízo.



— Já fiz isso uma vez e não farei de novo — resmungou Jacob.



Jacob se esforçou para lembrar de que ele e Paul eram amigos a vida toda.



— Ficaremos no acampamento esta noite? — Disse Sam.



— Sim.



Jacob se levantou e avistou Renesmee espiando a conversa.



Renesmee sem perceber que foi pega olhou para os cavalos. Nenhum deles estava selado. Mesmo o de Jacob estava sendo escovado por um de seus homens.



— Tire esse pensamento da cabeça, mi lady. — Jacob a encarava com seriedade.



Como ele sabia o que lhe passava na mente? Depois de fechar os olhos e respirar fundo, Renesmee o fitou.



— Não estava pensando em nada. Só…



Quando ela não soube como continuar, Jacob improvisou:



— Só se perguntava a melhor maneira de fugir.



— Então sou uma prisioneira?



— Você é meu prêmio… conquistado em jogo de cartas. — As palavras suavemente ditas lhe causaram nova onda de medo. — Você está sob meus cuidados. Até ser devolvida aos seus irmãos, cuidarei de sua segurança, gostando você ou não.



— Sei cuidar da minha própria segurança.



— Sem dinheiro ou arma, como terá segurança? — Jacob se aproximou, baixando a cabeça. — Sua roupa está rasgada. Você está descabelada. O que outros viajantes imaginarão ao vê-la? — Ele ergueu as sobrancelhas. — Pensarão estar diante de uma dama?



Para seu desapontamento, Renesmee concluiu que Jacob estava certo.



— Então sou obrigada a ficar sob sua proteção? Uma prisioneira por necessidade?



— Diz isso porque está cansada. Uma refeição decente e uma boa noite de sono a farão perceber a situação de maneira diferente.



A presunção de Jacob a irritava. Achava que ela era idiota? Já a havia chamado de prêmio mais de uma vez. Ordenara que os homens a vigiassem. Não proteger, mas vigiar. Mesmo estando furiosa, sabia que era melhor guardar sua opinião para si mesma. Ao invés de discutir, assentiu.



Ao voltar para aonde estavam seus homens, Jacob reparou que só restaram os três: Paul, Sam e Quil.



— É óbvio que a Cullen já lhe lançou seus encantos. Já assinou o acordo de casamento? — Murmura Paul.



— Não, mas irei. Em breve. A irmã dos Cullen é mero instrumento da minha vingança. Não tem qualquer influência no meu compromisso com Leah. - Disse Jacob levantando os ombros.



— E você? Quer vingança melhor que roubar o coração e a lealdade da irmã dos Cullens?



— É apenas uma menina inexperiente.



— Menina? — Outro grunhido irritante pontuou a pergunta de Sam. — Ficou cego? É claro que não é uma menininha. Inexperiente talvez, mas é uma garota crescida. A menos que ela deseje devotar a vida à Igreja. Logo deixará a família quando encontrar um marido. Por que não ser esse homem?



— Eu… — Havia inúmeras razões para não ser tal homem. A mais óbvia de todas lhe veio à mente. — Quando descobrir quem sou e o que planejo, ela me matará.



— Não se o coração dela já lhe pertencer, além do mais ela é seu prêmio. Você a ganhou em um jogo de cartas.



Jacob mentiu para Sam. Desejava aquela jovem e perceber isso o deixava inquieto. Por que isso acontecia? Ela não passava de uma mulher.



Sam tinha razão. Ela era seu prêmio por direito. Poderia possuí-la, satisfazendo seu desejo, e ninguém o dete­ria. Ansiava pelo calor de uma mulher. Não fazia sexo havia alguns meses. Então, por que não se satisfazer com Renesmee e acabar com a agonia?



Um som muito leve chamou sua atenção. Virou a cabeça a tempo de ver Paul e seus homens deslizarem na escuridão, empunhando facas. Segurou o cabo de sua espada com força.



Pouco depois, o som abafado de homens lutando chegou aos seus ouvidos. Ficou tenso, esperando, pronto para agir. Um gri­to irado seguido por um gemido perturbou o sono de Renesmee, que despertou, e saiu da cabana.



- O que foi? Alguém está lutando?



Jacob ficou aborrecido ao perceber com que facilidade ela o fizera esquecer-se do perigo iminente.



— Volte a dormir.



— Mas ouvi alguma coisa... —Renesmee parou de falar ao escutar a risada de um homem.



Jacob riu. Quil sempre fazia isso quando vencia um emba­te. Mais uma risada se seguiu. Renesmee se inclinou para um lado.



— O som vem de lá — informou.



O movimento fez sua camisola de dormir se agarrar ao corpo, delinean­do os seios, o que o excitou ainda mais.



— Não ouviu? — ela insistiu.



Afastando o olhar do corpo tentador, ele conseguiu murmurar:



— Sim, agora volte a dormir.



— Não vai investigar? — pressionou Renesmee.



Sabendo que só havia um modo de silenciá-la, Jacob se incli­nou, puxou-a para si, e a beijou. Assim que os lábios carnudos se suavizaram, ele virou-se até ficar sobre ela e ergueu a cabeça.



— Quer que continue ou prefere dormir? — perguntou, com voz rouca.



Ela demorou um pouco para responder, pois ainda respirava com dificuldade. Isso não deveria tê-lo agradado, mas agradou.



— Dormir — sussurrou ela, por fim.



— Você dá muito trabalho, mi lady.



Renesmee voltou para cabana, deitou abraçando o travesseiro e se perdeu em seus pensamentos:



O que será que Jacob vê quando me olha? E por que me im­portaria com isso? Será que sou tão fraca que me devo sentir lisonjeada por causa do primeiro homem que me dá atenção como mulher?



Quem é você de verdade, Jacob Black? Perguntou-se. E o que quer de mim?



Capítulo 6 - Plano - PVO Jacob

Passei algumas horas deitado em minha cama, pensando naquela estranha proposta. Tentei me lembrar do meu tempo de moleque e da menina que se dizia apaixonada por mim. E tive um vago flash de uma pirralha magrelinha, com cabelos negros, pele mais branca do que a branca de neve, olhos azuis correndo atrás de meus amigos e eu. Comecei a rir, imaginando a tosca garota que passou a sua vida inteira pensando que algum dia eu pudesse amá-la... Coitada.  Não dava em para sentir pena de uma criatura tão idiota, que teve a ideia maluca de me enviar um email, com o pedido mais bizarro do mundo, pensando que poderia ser feliz ao meu lado.

Mesmo achando graça de tudo aquilo, depois que despachei Casy para o seu apartamento, tive tempo de reler o email novamente e pensar em cada coisa dita naquelas palavras desesperadas. E de uma coisa tive plena certeza: O sol estava brilhando para mim. Não bastava se esperto, era preciso ter sorte e ela batia em minha porta.

“Meu avô me informou que está muito doente e precisa de um sucessor na empresa. E como não há ninguém qualificado para o cargo em minha família, pediu que eu encontrasse um marido.”

Será que pode imaginar como quase surtei?

“Sei que isso é muito louco, Jake... Posso te chamar assim? Seus amigos costumavam te chamar de Jake. Você se lembra? Eu me lembro tão bem do seu sorriso, do seu jeito moleque, a forma de falar, de erguer a sobrancelha... Eu me lembro de tudo em você... Aimeudeus! Você vai achar que sou uma louca! Mas a verdade é que amo você com todas as minhas forças e se não casar comigo, não poderei me entregar a outro homem e ajudar a minha família. Então farei a proposta mais maluca do mundo e espero que pense nela com carinho

Jacob Black, você aceita se casar comigo?

Jacob, eu o amo tanto que chega a doer. Contudo entenderei se a sua resposta for "Não".

Eu te amo, Jacob... Eu te amo... Eu te amo muito.”

De uma só vez conseguiria ficar rico, com o poder e o prestigio que almejava, acabar com a vida dos Cullen e ainda me divertir com uma coisinha tão deliciosa, que me deixava de pau duro só de pensar naquele corpinho branco e intocado... Sim intocado, pois pelas suas palavras, tive a certeza, ainda era uma virgem. Aquilo só tornava a situação ainda mais excitante para mim.
Eu a queria! Sim a queria! Mas não só para roubar o seu dinheiro, com também desfrutar de momentos ardentes me deliciando em sua pele, "fudendo" a sua pequena e intocada "bocetinha" com todo desejo que meu corpo já sentia ao olhar aquela foto, aquele rosto que parecia o de uma boneca com enormes olhos azuis.

Uma coisa era certa, precisava usar a minha inteligência para manipular a situação ao meu favor. Não podendo simplesmente chegar a sua casa e dizer sim. Era necessário uma boa estratégia para que seu avô confiasse em mim e me desse o controle da empresa. Caso contrário, acharia que era mais um interesseiro e oportunista em busca de dinheiro fácil.

Resolvi não responder o seu email, para deixá-la nervosa e apreensiva com a minha demora. Enquanto isso pensava em como conduzir a situação.
Olhei sua foto mais algumas vezes antes de ir dormir e depois deitei em minha cama, pegando no sono.

[...]

Minha mãe discutia com meu pai enquanto dirigia. Ele gesticulava muito enquanto ela o chamava de canalha desonesto. Fiquei com os olhos arregalados, ouvindo aquela briga, via de relance as lágrimas rolarem em seu rosto.

- Esse que se mostra na minha frente não é o homem com quem me casei. – Acusou.

- Sarah não faz assim... – Hesitou e socou o porta luva do carro. – Eu não farei mais... Tudo o que fiz foi por nossa família.

- Como? Roubando? Não, Billy! Não! Devolverá todo o dinheiro que desviou, caso contrário... – Ele ameaçou socá-la.

- NÃO! – Gritei quando ele tentou golpeá-la. Vi que olhou assustada para trás e no mesmo instante ele também me olhou com lágrimas nos olhos. De repente, um caminhão passou na frente do carro. Tudo aconteceu muito rápido e minha mãe se virou para estrada, rodou o volante e o carro saiu da pista. Meu corpo era jogado de um lado para o outro, tudo a minha volta girava, enquanto era preso pelo cinto de segurança.

O carro parou e de repente, não estava mais dentro dele e sim caminhando em uma enorme igreja. Havia muitas pessoas, coroas de flores e eu não entendia o que se passava. Vi que na frente havia um enorme caixão preto. Caminhei mais um pouco até ele, quando me aproximei, estiquei as pernas e olhei dentro.



- MÃEEEEE! – Comecei a gritar e fui levado pelo meu pai, debatendo-me em seus braços – NÃOOOOOO! MÃEEEEE! – As lágrimas caiam em meu rosto, meu corpo doía, sentia uma sensação de vazio em meu peito, uma raiva misturada com saudade. Continuei a gritar enquanto lutava com meu pai. - A CULPA FOI SUA! FOI SUA!

De repente já não estava mais em seus braços. Fui transportado até um pequeno quarto, caminhando para uma cama e vi que havia alguém deitado. De inicio, não o reconheci. Mas quando cheguei perto, vi meu pai estava deitado sobre a cama, com seu velho terno preto e sua mão havia uma navalha suja de sangue. Olhei para o outro braço e vi que o pulso estava cortado. Gritei desesperado. – NÃOOOO! PAAAIIIII! NÃAAOOOOOO!

- Os Cullen, Jacob... Os Cullen... Eles são os culpados... Eles...

- NÃOOOOOO! PAIIII! NÃÃÃOOOO! - A navalha caiu de sua mão, ele sorriu para mim pela ultima vez e fechou os olhos.

- Os Cullen...

- NÃOOO! PAIIII! NÃOOO! MALDIÇÃO! TODOS OS CULLENS ME PAGARÃO CARO! TODOS! EU JURO PELA ALMA DOS MEUS PAIS! – Acordei gritando, suando frio, com o corpo tremendo com aquele sonho, que eram as lembranças dos meus últimos momentos com meus pais. Cenas exatas de suas mortes e de meu desespero. Meu coração doeu e uma fúria enorme tomou conta de mim naquele momento. Quis acabar com a raça daqueles que destruíram a minha família.

Sentei na cama, olhei a foto na tela do meu computador, que ainda estava ligado, levantei da cama e caminhei até ele. Passei o dedo na tela, no local onde ficava a bochecha rosada de Renesmee Cullen e ri.

- Pobre menina... Pobre. – Gargalhei diabolicamente. – Pagará pelos pecados do avô. – Coloquei as mãos em minha cabeça, respirei fundo e depois sentei para pensar.

Quando me recuperei do pesadelo com meus pais, fui para o banheiro, tomei banho, escovei os dentes, enrolei-me em uma toalha, voltei para o quarto e me arrumei tranquilamente pensando em meu objeto de vingança. Depois que terminei, fui até o quarto das minhas irmãs, que ainda dormiam tranquilamente. Caminhei até a cama de Rachael, sentei na beirada, passei as mãos em seus cabelos e fiquei a observando dormir.

- Juro pela alma dos nossos pais que darei tudo a vocês duas. – Virei o rosto e vi Becca dormindo em sua cama. – Juro que tomarei tudo o que foi tirado de nós e destruirei aqueles que causaram a nossa dor.

Fiquei observando Rachael e Becca, pensando e como elas eram parecidas fisicamente com a minha mãe. Mas tão diferentes na forma de agir e de pensar.  Enquanto Rachael era doce, meiga, inteligente, honesta e trabalhadora, assim como minha mãe foi quando viva, Becca era falsa, preguiçosa, ambiciosa e capaz de tudo para conseguir o que queria.

No geral Becca era bem mais parecia comigo do que Rachael, mas eu admirava a minha pequena e inteligente irmã por ela ser parecida e me lembrar a minha mãe... Como minha mãe era bonita, tinha um cheiro delicioso e era capaz de harmonizar qualquer ambiente em que estivesse. Era a pessoa mais honesta do mundo, incapaz de passar por cima de alguém para conseguir o que queria. Acho que foi isso que encantou meu pai e era isso que me fazia admirar tanto Rachael.

Sai do quarto, fui para cozinha, fiz ovos mexidos com bacon, suco de laranja e tomei o meu café pensando no que fazer. Voltei para o banheiro, escovei os dentes, sair rapidamente para pegar a minha maleta de documentos e partir para o trabalho.

Trinta minutos depois, cheguei ao escritório e sentei em minha mesa, abri o email, baixei as fotos de Renesmee Cullen e li mais uma vez o seu email. Então decidi que diria "não" a sua proposta de casamento, alegando que não poderia me casar por interesse e diria que na semana seguinte, iria para uma entrevista de emprego nos Estados Unidos, deixando a com um fio de esperanças.

O próximo passo, seria procurar uma vaga de emprego em Seattle e me candidatar. Afinal não poderia correr o risco de ser desmascarado pelo seu avô. Tinha que deixar todos os fios presos e se ele investigasse o motivo da minha ida para lá, saberia que não foi por causa da neta e da sua proposta maluca. Uma vez nos Estados Unidos, eu a seduziria e me fazia de apaixonado.

Ri com a minha artimanha.

Faria a "burra" pensar que eu me apaixonei a primeira vista... Nossa que romântico! Como você é bom em armações, Jacob!



Quando estivesse em meus braços, daria muitos beijos, abraços e a tocaria de uma forma que não resistiria a mim. Ficaria completamente alucinada e faria de tudo para se casar comigo. Então o meu golpe de mestre: Terminaria o namoro, alegando que a distância era demais para mim e não estava mais trabalhando direito pensando nela dia e noite. Que aquela relação pelo MSN e telefone estava me enlouquecendo. O término da relação teria que ser teatral... Nossa como eu sou mau! Muito mau!!


Viajaria no final de semana para os Estados Unidos e daria a ela o melhor final de semana do mundo. Depois daria um jeito de dizer ao pai ou ao avô que pretendia terminar o namoro no aeroporto. E deixaria o Cullen morrendo de medo da reação da menina... Dessa vez me superei! Ri novamente.

Pai ou avô, qualquer um dos dois vendo a minha face de sofrimento e a forma digna com que fui terminar o namoro, renderia se aos meus pés e assim conseguiria a confiança total da família, que me consideraria o homem mais justo, honesto e honrado... Nossa isso foi piegas, Jacob!

Todos estariam em minhas mãos quando a pequena estivesse à beira de um colapso por ser abandonada. E eu, ficaria com dó dela, sofrendo a sua dor, chorando pelos cantos e decidiria abrir mão de tudo... Da carreira, dinheiro e vida confortável em Londres por amor... Meu Deus! Eu deveria entrar para o teatro ou cinema! Rarara

Pluf Pluf Meu Msn começou a bipar e vi que minha cachorrinha me pedia atenção.

10:05
Casy diz:

Amor, o que decidiu?

10:06
Jblack diz:

Vou para os Estados Unidos na semana que vem. Mas antes me farei de bom moço e direi a ela que a minha honra não me permite me casar por interesse. kkkk que honra? Eu sou muito canalha!

10:08
Casy diz:



Eu não estou entendendo. Você vai dizer que não pode casar e vai para lá?

10:09
Jblack diz:

Oh mulher burra! Será que você não consegue raciocinar? Pelo menos uma vez na vida pensa, mulher! Pensa!

10:11
Casy diz:

Amor, eu sinceramente não entendo.

10:12
Jblack diz

Onde fui amarrar meu burro?  Casy, deixa eu desenhar para você... idiota!
Eu responderei para a outra tapadinha que não me casarei porque é contra meus princípios.

Direi que acredito em amor e que não posso casar com alguém que não conheço por dinheiro.

E no mesmo email, direi que na semana que vem vou para os Estados Unidos para uma entrevista de emprego e quando chegar lá, quero conhecê-la. Entendeu?

10:16
Casy diz:

Ainda não.

10:16
Jblack diz:

PQP! Vai ser burra lá na China!

10:17
Casy diz:

Jacob Black você está me ofendendo.

10:17
Jblack diz:

Então para de ser asna! Tenta pensar como uma pessoa oportunista, mulher!
OMG! Será que nunca consegue acompanhar o meu raciocínio.

Eu vou fingir que vou para lá em uma entrevista. Mas vou para seduzi-la. Quero deixar aquela imbecil louca por mim e assim conseguirei colocar a família em minha mão. Entendeu?

Daí para o casamento será apenas uma questão de tempo.

O que importa é que eles precisam achar que sou honesto e que me apaixonei a primeira vista.

Agora deu para captar o meu raciocínio? Ainda preciso desenhar toupeira?

10:20
Casy diz:

Agora sim... Mas você vai me levar?

10:21
Jblack diz:

Claro que não!OMG!

Casy, se a Renesmee sonhar que tem você ela não se casa comigo.

Você ficará bem aqui e quando eu conseguir uma procuração com plenos poderes

Para gerir as empresas Cullen, mando te buscar para morar lá em Seattle.

Mas até eu colocar a família na palma da minha mão, você não pode dá as caras.

10:24
Casy diz:

Mas acha que vai demorar muito?
Digo... Quanto tempo?

10:25
Jblack diz:

Quanto tempo? OMG! Eu primeiro tenho que seduzir e enredar a idiota na minha teia.
Quando ela estiver presa na tenha... ai eu devoro aquela delicinha.
Mas se estiver perto vai colocar tudo a perder.
Então não pode aparecer! Nem pensa em ir atrás de mim.
Quando eu estiver com tudo pronto, mando te buscar.
E quando conseguir o dinheiro dos Cullen vamos para algum paraíso curtir a vida. Entendeu, cachorrinha? Você precisa ser boazinha e ficar aqui.
E nem ouse sair dando para todo mundo enquanto eu estiver fora!
Essa "bocetinha" é só minha... Te encho de "porrada" se me trair.

10:32
Casy diz:

Você está me deixando cheia de tesão falando assim.

10:33
Jblack diz:

É? Então me encontra no banheiro feminino do segundo andar... Vamos brincar um pouco.

10:34
Casy diz:

To indo pra lá agora.


Fechei MSN, olhei para a foto de Renesmee Cullen, beijei o dedo e passei na parte da bochecha. – Eu  vou "fuder" com ela pensando em você, gatinha.

Sai da sala, passei despercebido pelas baias, segui até o elevador, desci até o terceiro andar, depois caminhei até a saída de serviço, sai pela porta de emergência e desci as escadas até o segundo andar. Depois olhei para os lados e percebendo que ninguém me observava, entrei no banheiro feminino. Fui até a "nossa cabine", entrei e a fechei.

- Demorou meu gostoso. – Casy me puxou pela gravata, colou seus lábios sobre os meus e começou a explorar cada canto da minha boca de forma urgente. Minhas mãos foram até os seus seios e comecei a brincar com os pequenos bicos enquanto a sentia abrir o zíper da minha calça e pegar o meu "pau".

Renesmee Cullen... OMG! Eu quero "fuder" você todinha! Essa boca rosada é deliciosa...


Ela começou a estimular de forma rápida, fazendo movimentos deliciosos com o meu "pau" entre a sua mão. Sai de seu beijo, levantei o seu corpo sobre a parede, prendendo as suas pernas entre a minha cintura e comecei a estocá-la de forma urgente, enquanto suas mãos puxavam os meus cabelos e as minhas apertavam os seus mamilos. Eu entrava e saia de seu corpo cada vez mais rápido, sentindo a contrair a passagem. Gemi de prazer e dei uma "porrada" em sua perna, fazendo a gemer de excitação.

Mal posso esperar para tocar esse corpo branquinho... Seus mamilos rosados, seu grilinho delicado... Quero aproveitar cada pedaço do seu corpo...

- Mais, Jacob... Mais... Bate mais... – Gemia enquanto dava palmadas em suas coxas, estocava de forma violenta e mordia o seu ombro, chupava o seu pescoço e sentia seus dedos arrancando os fios dos meus cabelos. "Fodi" gostoso e chegamos ao clímax do nosso prazer, explodindo em espasmos.

- Vagabunda... – Gemi dando mais uma "porrada" em seu traseiro.

- Você sabe que eu adoro apanhar. – Passou a língua no contorno dos meus lábios.

- Agora vamos! – Disse saindo de seu corpo e colocando a de pé. – Estamos no nosso local de trabalho.

- Isso é ainda mais excitante. – Disse arrumando o vestido.

- Você é louca e eu ainda não sou rico, vagabunda. – Dei mais um tapa em seu traseiro e puxei seu corpo contra o meu.

- Adoro quando me chama assim. – Nos beijamos novamente e depois ela saiu para ver se estava segura e voltou fazendo sinal para eu sair.

Pela primeira vez eu transei com Casy pensando em outra mulher e desejando que ela não estivesse ali comigo. Consegui satisfazer os meus desejos mais profundos. Mas no meu íntimo era Renesmee quem eu queria. Era ela que estava na minha cabeça e o meu objeto de vingança se tornava cada vez mais atraente para mim.

[...]

Passei dois dias esperando para responder o email, vendo a sua foto quase o tempo inteiro. Cheguei até a imprimir uma para carregar na carteira e ficava imaginando aquela boquinha rosada, naquela pele branquinha e delicada em minhas mãos. Comecei a ficar obcecado pela minha vingança e pelo objeto mais delicioso que já havia recebido. Nunca em minha vida algo foi tão atraente e desejoso para mim quanto possuir Renesmee Cullen e deixar a sua família na mais profunda miséria.

Quando eu acabasse com ela, ainda me desejaria e sussurraria o meu nome em desespero, ansiando pelos meus toques em seu corpo. Aquela seria a vingança mais perfeita e deliciosa do mundo... Uma vingança recheada de sedução e muito prazer.

Cheguei em casa após mais um dia de trabalho e nem fui tomar meu banho. Corri direto para o computador e o liguei, conectei a internet e depois comecei a responder o seu email.

Renesmee,

Desculpa a demora na resposta desse email, mas estava tentando encontrar palavras que não viessem a ferir o seu coração.

Sinto me lisonjeado por saber que a criatura mais bela, mais encantadora e doce me ama. Meu coração apertar por ter que te magoar.

Desde a primeira linha do seu email, senti que havia sinceridade nas suas palavras. Fiquei pensando porque o destino não cruzou os nossos caminhos antes. Mas a vida é cruel e mesmo quando morávamos tão perto, estávamos muito longe um do outro.

Sabe, Renesmee, eu nunca amei ninguém e sempre desejei encontrar alguém que amasse como meu pai amou a minha mãe. Infelizmente o meu coração se fechou após algumas desilusões amorosas e nunca mais consegui me apegar a ninguém. Pensando sobre isso, acho até engraçado saber que sempre me amou tanto, mas que nunca teve a oportunidade de dizer isso.

Olha, eu ainda sou do tipo romântico a moda antiga e não seria justo com nenhum de nós se aceitasse esse pedido de casamento. E nunca poderia me perdoar se não a fizesse feliz como merece. Por isso é com o coração apertado que tenho que te dizer que não posso me casar com você.

Sei que um dia o homem certo aparecerá na sua vida e que será feliz ao lado dele. Por isso não posso permitir que estrague a sua vida se casando comigo.

Eu também tenho esperanças em encontrar a mulher certa para mim. E mesmo me compadecendo pelo seu grande problema, não poderei simplesmente abrir mão do meu futuro e estragar as nossas vidas.
Você é tão linda e tão perfeita que chega a doer a vistas. Duvido que não haja um rapaz bom que não tenha se interessado por você. Então se quer um conselho: Não se case por obrigação. O amor é a única coisa que vale nessa vida. Acho que você deve se casar apenas por ele e não por conveniências ou obrigações familiares. Tenho certeza que o seu avô encontrará uma saída para o problema que tem com a empresa. E que você terá um ótimo futuro para pintora ou qualquer carreira que escolher.

Desculpe-me pela sinceridade, mas não poderia agir diferente. A minha criação foi muito rígida e os meus escrúpulos não me permitem passar por cima dos meus sentimentos ou os dos outros.

Na semana que vem, estarei em Seattle para uma entrevista de emprego. E gostaria muito de te conhecer pessoalmente. Se me enviar o número do seu celular, assim que chegar eu te ligo e marcamos para almoçar juntos. Quem sabe assim você perceba que eu não sou o cara certo para você.

Com um grande carinho,
Jacob Black.


- MEU DEUS! EU SOU MUITO BOM! RARARA! ACHO QUE VOU CHORAR! KKKK BUA BUA BUA! KKKKK JÁ POSSO VER AS LÁGRIMAS DELA! KKKKK BUA! BUA! BUA! – Fiquei rindo por um bom tempo, imaginando aqueles olhinhos azuis cheios de lágrimas ao ler o meu email.

Joguei o meu Ás na mesa e agora tinha que esperar o outro jogador colocar as suas cartas. Mas sabia, que mesmo não tendo um coringa, minha mão estava recheada de boas cartas e a possibilidade de ganhar o jogo era enorme. Então usaria todos os pequenos trunfos que tinha e no final bateria aquele jogo, destruindo os Cullens assim como destruíram a minha família.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Notas da História:
Essa fic é da autora Mica Black e tem como co-autora Letícia Silveira


Personagens não pertencem a mim e sim a titia Sthé.

A fic é baseada em um universo alternativo na época medieval.

A idéia principal foi baseada em um livro épico da Denise Lynn: A Escolha do Coração. Segue abaixo o endereço e é o quarto livro do link a seguir:

http://ebook-romanceshistoricos.blogspot.com/2009/02/cativa-da-paixao-nicola-cornick.html
 
fire












Capitulo um

Jacob Black lutava insaciável ao fogo que se lastrou em toda a sua aldeia. Ouvia muitos gritos de mulheres e crianças desesperadas tentando fugir do fogo, mas ele parecia mais alto e era impossível contê-lo.



Sem ajuda de seu pai, o Conde Billy Black, que havia morrido há um mês, Jacob tinha ajuda de seus fiéis escudeiros que também lutavam para que o fogo acabasse.



Horas depois com o fogo cessado, o que o novo Senhor Black via era somente ruínas. Nada resistira ao incêndio em seu recém-adquirido domínio.



Para reconstruir todo seu império precisaria muito de ouro e homens fortes.



O que poderia ajudar a reconstruir seu império logo, era o dote de sua futura esposa lady Leah Clearwater, embora que ainda não havia assinado o contrato de noivado. Uma vez assinado, marcariam a data para a troca dos votos. Então estaria casado, o que era imprescindível para qualquer lorde do reino. Ele precisava de filhos e de uma castelã para a fortaleza. Duas exigências que seriam preenchidas pelo casamento.



O nariz ardia. O peito se contraiu, protestando contra a fumaça densa e irritante que fazia os olhos lacrimejarem e causava uma tosse seca na garganta.







-Lorde Black, sua mãe está morta! - Disse a dama de honra de minha mãe.







-Como? Minha mãe? - Protestou em fúria.







Jacob seguiu a empregada até onde o corpo de sua mãe se encontrava. Ao chegar ao corpo de sua mãe, coberto de brasas cinza, ela parecia que estava dormindo um sono muito profundo deitado sobre alguns escombros.



Jacob ajoelhou-se perante o corpo de sua mãe e, com lágrimas nos olhos, jurou vingança pela sua morte e pelo seu império destruído.



Mesmo com o coração pesado e a garganta ardendo para gritar de raiva, um sorriso amargo surgiu nos cantos de sua boca.



Havia um trapo rasgado ao lado de sua mãe e nele continha um símbolo.



Só um homem marcaria sua roupa dessa forma: o conde Emmett Cullen. Embora nunca tivesse lutado com um Cullen, tinha conversado com homens que o tinham feito. Todos mencionavam o símbolo em sua roupa.



Uma pergunta estava respondida. Sabia quem era o responsável pela destruição. Olhou em direção à floresta, agora pensando em encontrar seus homens.







— Eu prometo Cullen, devolverei sem símbolo e o farei pagar por isso.







(***)







No castelo dos Cullen, Renesmee Carlie Cullen, a irmã mais nova da geração Cullen, possuia uma evidente feição triste perante os convidados do seu irmão mais velho: o conde Emmett Cullen.



— Está indo tão cedo?



Um braço apoiado sobre seu ombro a deteve. Soube pelo simples gesto qual dos irmãos tentava impedir sua partida.



Seu irmão mais velho, Emmett, não perderia tempo se aproximando dela. Com tantos homens armados presentes, estava muito ocupado tendo que recepcioná-los.



Jasper, o irmão mais novo, nunca tomaria tal familiaridade. Vivera longe da familia por muitos anos. O relacionamento deles era mais formal do que com o irmão do meio.



Renesmee baixou o ombro e se livrou do braço de Edward.



-Sim, estou o dia foi muito longo. Minha cabeça dói e o barulho não me favorece. — Era uma pequena mentira, certamente uma que não lhe valeria toda a eternidade no inferno.



Edward a segurou pelo pulso, puxando-a para o lado, impedindo sua fuga.



- É encorajador descobrir que não perdeu sua habilidade em fabricar mentiras tão descaradas.



Renesmee sorriu.



-Aprendi com o melhor de todos, não foi?



Os olhos dele se arregalaram antes de os lábios se curvarem num sorriso.



-Suponho que sim. — Edward passou a mão pelos cabelos úmidos de suor. — Mas talvez já seja hora de parar de imitar seus irmãos. Afinal, você é uma menina.



- Menina? - Renesmee irritou-se com aquela simples afirmação. O sangue correu quente por suas veias e o coração disparou no peito. Não era uma menina há muitos anos. Duvidava que alguém fora de sua família confundisse a curva dos quadris e dos seios com o corpo de uma menina.



-Para nós, você sempre será nossa menininha, embora que Emmett já esteja a procura de um marido para você, Renesmee.



-Eu sei! Mas eu não quero me casar com lutadores sanguinatas.



-Príncipe encantados já não existem mais Nessie. - Alertou-a.



Sem se importar com o que seu irmão acabara de falar, ela deu as costas para ele e continuou a caminhar.



Ela seguiu até seu quarto e não pode deixar de ouvir comentários nos corredores sobre ela.



- A quem você acha que Renesmee deveria ser entregue? — A voz de Rosalie era ouvida fora do cômodo.



Renesmee colocou os ouvidos na porta fechada de seu quarto e ficou ouvindo suas cunhadas debatendo sobre seu futuro.



- Lorde NAHUEL parece promissor — Alice, esposa de Jasper, comentou.



Renesmee conteve-se para não bufar. Nahuel? Só sobre seu cadáver a convenceriam a casar com aquele idiota.



- Já é mais do que hora de ela casar. Logo estará velha demais para que alguém se interesse. Renesmee já tem 17 anos. Precisa casar rápido.



Oh, abençoada seja! Tudo o que Renesmee mais queria no momento era abraçar Bella por aquela observação. Como Edward conseguira casar com aquela mulher era algo completamente fora de sua compreensão.



- Emmett está ciente da idade da irmã. — Disse Rosalie.



- Bem, Emmett precisa se apressar antes que algum patife perceba a inôcencia que brilha nos olhos dela. — A observação de Bella fez as faces de Renesmee arderem de vergonha novamente.



Depois de ouvir as conversar de suas cunhadas, Renesmee esperou que elas se retirassem e saiu do seu quarto com muita raiva e decidiu sair do palácio.



Ela conseguiu despistar os guardas da entrada com um aceno, e saiu da fortaleza. Felizmente, nenhum dos capitães de seus irmãos estava presente. Nunca a teriam deixado passar tão facilmente.



O vento erguia seus cabelos negros e lhe causava um calafrio na espinha. A brisa da noite já carregava a promessa do inverno. Renesmee puxou o capuz de seu manto de lã sobre a cabeça.



O som de pessoas se divertindo era levado pelo vento. Risadas, vozes que cantavam e gritos animados flutuavam por cima das muralhas da fortaleza.



Quando deixou a fortaleza, sentia uma dor forte penetrar em sua cabeça. Estava cansada de ser obediente, de ser uma irmã comportada. Se já estava passando da idade de casar, certamente tinha idade para cuidar de si mesma enquanto se distraía um pouco.



Logo alcançou um grupo de mercadores que seguiam com as famílias para a feira montada ao lado da clareira. Se fosse realmente seguro andar em grupo, então estava mais do que feliz em segui-los.



Era até divertido ter liberdade de movimentos, sem que cada passo seu fosse vigiado.



Contudo, se Emmett ou sua esposa Rosalie a descobrissem que ela estava fora da fortaleza sem um guarda, eles a matavam.



Ambos agiam como se ela fosse um grande prêmio que precisasse ser protegido a qualquer custo. Teria sentido se tivesse sangue real, mas não tinha. A única coisa de valor, além das terras da família de seu pai, era sua virgindade. E no momento Renesmee ofereceria esse tesouro inútil para qualquer um corajoso o bastante para lhe pedir a honra.



Agora sua cabeça realmente doía. Sem perceber já estava na aldeia, Renesmee se misturou a um grupo de pessoas.



No mesmo instante, ouviu:



- Ali está ela. — Antes que pudesse reagir, uma mão cobriu sua boca, impedindo seu grito. Outra a enlaçou pelo pescoço, arrastando-a para as sombras.







Jacob Black observou escondido quando os quatro estranhos praticamente raptaram Renesmee Cullen.



Por dois dias, ele e seus homens rondaram a feira esperando pela oportunidade de apanhar a irmã dos Cullen. E alguém havia roubado sua presa.



Se não fosse chamar atenção desnecessária, Jacob teria urrado de raiva.



- Milorde? — O tom de Sir Sam ecoava a mesma surpresa. — Devo ordenar que os homens surpreendam os patifes?



Patifes? Jacob quase riu de seu capitão. Se aquelas criaturas mal vestidas eram patifes, o que ele era então? Não tinha vindo até Cullen com a intenção de fazer o mesmo?



Talvez não exatamente o mesmo. Seus homens iriam raptar a irmã de Cullen, vendá-la e levá-la na direção de Black. Então ele, o conde Jacob Black, resgataria a moça bravamente, zelaria por seu conforto e segurança, devolvendo-a intacta aos cuidados do irmão. Assim, conquistaria a gratidão eterna do conde Cullen.



A gratidão de Cullen seria apenas o primeiro passo da vingança que buscava.



Infelizmente, estava no território do inimigo. Do contrário, não teria pensado duas vezes em resgatar a dama. Mas, se fizesse isso agora, surgiriam muitas perguntas que ele não poderia responder. Para começar, não tinha como explicar sua presença em território inimigo.



— Não. Não faça nada que denuncie nossa presença, — Jacob maneou a cabeça. — Siga-os de perto. Interceda pela dama apenas se as circunstâncias se agravarem. Tudo ainda pode se ajustar ao planejado.


NOTA GLAU / MICA, LETICIA, obrigada por permitirem a postadem da fic no meu blo.... VCS SÃO 10000!!!