terça-feira, 5 de outubro de 2010

Capítulo 7

By Mica Black




Renesmee começou a montar seu jardim em um pedaço de terra enfrente o castelo, queria fazer um jardim lindo como em sua casa em Cullen.



— Bom dia, mi lady. Já cedo no seu futuro jardim, — pergunta uma voz rouca.



Renesmee olhou e viu que o dono da voz era Seth.



— Sim algum problema? — Ela respondeu franzindo o cenho, pois lembrara muito bem o que ele a chamou para o Jacob.



— Desculpe, só gostaria de saber se queria ajuda essa semana. Nosso Senhor não me deu tarefas e como conheço muito de plantas queria ajudá-la — indagou.



— Não preciso de ajuda. Eu sei o que você pensa de mim e não o quero do meu lado.



— Mas, mi lady, aquilo foi um belo mal entendido. Agora, conhecendo a Srta. melhor, confesso que me equivoquei. Para mostrar que estou muito arrependido, darei o meu melhor para que esse jardim seja o mais lindo de todos os castelos.



— Tudo bem, Senhor Clearwater. Pode me ajudar, mas não permitirei afinidades!



Seth riu e assentiu com a cabeça.



Nos últimos dias, Jacob percebeu que Renesmee e Seth estavam muito juntos, mesmo sabendo que era por causa do jardim e se enfurecia por estar com ciúmes de Renesmee.



— Bem, Srta. Renesmee, vejo que os lírios estão todos plantados. Agora precisamos fazer um canteiro de rosas o que acha? — Comentou Seth.



— Sim, Sr Clearwater. Logo Jacob vai nos matar ao ver que estamos montando um jardim botânico no castelo.



Os dois riram simultaneamente. Eles andavam demasiados amigos e isso era o alvo das fofocas geradas no Reino. Depois, Renesmee saiu à procura de Jacob. Encontrou-o não muito longe do Castelo, apoiado contra uma árvore torta. Era evidente que a ouvira se aproximar, pois estendeu a mão para trás sem nem mesmo se virar. Renesmee segurou-a e então deixou escapar um pequeno grito de surpresa quando ele a puxou depressa para seus braços.



— Pensei em vir e ver onde estava curtindo o mau humor.



Jacob fitou-a, esboçando um sorriso ao deparar com a expressão maliciosa de Renesmee.



— Danada. Não estou de mau humor.



— Claro que não.



— Só preferi vir até aqui a ter de socar um amigo no nariz. Ninguém veio com você?



— Você esta com ciúmes de mim? - Renesmee perguntou, arqueando a sobrancelha direita, com uma face expressando incredulidade.



— Não era para ter? Vocês ultimamente estão muito grudados para o meu gosto. — Disse desgostoso.



— Seth está me ajudando com o jardim!



_ Você é muito dócil, Renesmee. Não percebe quando alguém está com segundas intenções. — Ele exclamou rouco, ao deslizar as mãos pelas costas de Renesmee e puxá-la contra o próprio peito.



Renesmee aconchegou-se contra ele. Era nela que Jacob pensava agora, desejando-a com tanta intensidade que não conseguia se controlar.



— Ele não está aqui agora — ela murmurou, ficando na ponta dos pés para beijá-lo sob o queixo.



— É verdade — Jacob disse ao comprimir-se contra Renesmee e imaginar porquê se torturava assim.



— E nem seus criados.



Jacob encarou-a. Os olhos dela estavam iluminados pelo mesmo desejo que o fazia arder em chamas. A paixão que Nessie despertava nele era uma loucura a lhe incendiar o sangue. Antes, bastavam alguns minutos para saciar-se com qualquer mulher. Com Nessie, cada vez que fazia amor, sua necessidade parecia aumentar. Olhou ao redor. Estavam completamente sozinhos. Não havia sinal de perigo, embora ele estivesse tão perturbado pelo desejo que não se surpreenderia se isso lhe ofuscasse a visão. Fitou Nessie no momento em que ela corria a língua pelos lábios. Com um gemido, beijou-a.



A paixão explodiu entre os dois. As mãos de Jacob estavam em toda parte, e Renesmee tentava febrilmente corresponder a cada carícia. Rezou para que ninguém aparecesse. Estavam esfaimados demais um pelo outro, tresloucados de necessidade e incapazes de ser cautelosos.



Muito tempo depois, quando o tremor do êxtase deu lugar a um prazer langoroso e a respiração de ambos voltou ao compasso normal, Jacob beijou-a suavemente.



— Você leva um homem à loucura, meu anjo — disse baixinho.



— É uma loucura deliciosa! — Renesmee murmurou e enrubesceu ao arrumar as saias.



Ao vê-la tão vermelha e com um toque de nervosismo nos movimentos, Jacob ajeitou depressa as calças. E segurou as mãos agitadas de Renesmee que fechavam o corpete. Esperou que ela o encarasse. E sorriu quando finalmente o fitou por sob os cílios espessos.



— Não fizemos nada a lamentar, fizemos? — Ele perguntou, e lhe deu um beijo na ponta do nariz.



— É que às vezes acho minha própria falta de inibição um pouquinho desconcertante. — Renesmee retrucou, num tom constrangido. — Quero dizer fazer… isso em plena luz do dia.



— Pensei que tivesse gostado.



— Oh, sim. — Ela admitiu incapaz de fitá-lo. — É que você estava vendo tudo de mim… Acho que custa um tempo para eu me acostumar.



— Gosto de olhar para você. É muito bonita. — Beijou-a com sofreguidão renovada. — Molhada. Quente. Deliciosa.



Renesmee enrubesceu violentamente de novo, também excitada por aquelas palavras. Fitou-o, pensando em repreendê-lo pelo atrevimento de suas palavras. Mas não fez.



Até o final de semana, Renesmee só via Jacob a noite, pois ele ficava na aldeia ajudando seus homens ainda tinha muito trabalho na aldeia e Jacob ordenou que precisasse de Seth para ajudar na aldeia.



O grande hall estava vazio sem os rapazes e Renesmee olhou em procura do que fazer. Decidiu-se por ajudar a limpar o castelo, pois ele estava precisando de uma bela faxina e decidiu começar pela escadaria, começando a esfregar com vigor os degraus. Sentia-a atormentada em ficar enfornada no castelo sem pode sair nem visitar a sua família. Não entendia por Jacob a proibiu de visitá-los.



Depois de terminar a faxina, ficou algum tempo sentada, pensativa, recordando a última noite passada na cama com Jacob. Um forte rubor subiu-lhe às faces ao lembrar das liberdades que lhe concedera. Como pudera permitir que o Lorde fizesse tudo aquilo com ela? Não tinha orgulho? Ou vergonha? Afinal, era uma Cullen e eles ainda nem eram casados. Seu olhar foi atraído para o ventre plano. Não suportaria jamais a vergonha de dar à luz um bastardo. Deus do céu, era a filha de um duque tinha que contar logo para Jacob sobre a gravidez para assumir votos evitando então que o filho nasça bastardo!



Observou através da janela Sam e o soldado, ouviu-se uma trombeta anunciar a chegada de alguém. Renesmee saiu para ver a comitiva passava pela ponte e aden¬trava o pátio. E Seth e Jacob logo se adiantaram para receber os recém-chegados.



Curiosa, Renesmee saiu lá fora se aproximou, perto de um pilar e observou que eles tinham aparência pacata e até simpática. Sor¬riam, cumprimentavam a todos com efusão. Pelo que Renesmee pôde ouvir, comunicaram a Jacob que Srta. Leah chegaria a alguns dias. Seth, satisfeito, bateu amigavelmente nas costas de Jacob que, curiosamente, não sorria como os demais.



Sam colocou a mão sobre o ombro de Renesmee assustando-a e esse gesto chamou a atenção de Jacob. Ficou ali, parado, olhando para ela, vendo-a sorrir, mas evitou encontrar-lhe o olhar...



Renesmee não viu mais Jacob até o jantar. E, sentado em seu lugar de sempre, no centro da grande mesa, olhava para ela e para Sam com uma expressão diferente, sofrida.



Renesmee pensou que amanhã mesmo tinha que contar para Jacob sobre a gravidez. Então, ele descartaria Leah de vez.



— Renesmee, meu anjo, amanhã poderei ajudar você no jardim. — Disse Seth todo sorridente interrompendo seus pensamentos.



Jacob estranhou a atitude do amigo. Renesmee, por sua vez, notava que Seth, com a expressão mais alegre que usava, era até um homem bonito.



— Creio que amanhã não poderei Sr. Clearwater, pois Sue vai me levar na lagoa para nadarmos.



— Vocês tem ido à lagoa sem meu consentimento? — Jacob perguntou incrédulo.



— Ah, meu querido, você, esses últimos dias, está tão ocupado e não poderia me acompanhar-me e Sue é uma excelente companhia.



— Mas você sabe que tem soldados por toda a parte no castelo e poderiam ver vocês nuas!



— Ah, Jacob, não sou tola. Eu sei os horários do plantão.



— Mas estou ordenando que não vá mais! Perdeu o juízo, Renesmee? Você está se comportando como uma atrevida que quer ser observada nua! — Esbravejou Jacob, fazendo com que os olhos de Renesmee marejassem.



— Como ousa dizer algo assim? Perdeste o juízo, Jacob? Sabes muito bem que não sou uma vadia qualquer! Eu vou à lagoa apenas para banhar-me e aproveitar o sol! — Retrucou Nessie.



— Eu não quero que você volte lá! — Jacob disse com o maxilar trincado. — Não quero que ninguém a observe! Alguém já pode ter visto você e Sue se banhando, mas não dera pistas sobre a sua presença!



Jacob sentia a consciência mais do que pesada. Não poderia deixar que o ciúme tomasse conta dele e lhe tirasse o bom senso.



— Nós não notamos ninguém! Pelo amor de Deus, Jacob! Não é um pecado banhar-me na lagoa! Por favor, eu já não posso nem ver os meus familiares, deixe-me ter este lazer! — Implorou Renesmee sentindo um aperto no coração ao lembrar dos familiares.



Jacob olhou ao redor e viu os amigos encarando a discussão do casal em pleno jantar. Notou um pequeno sorriso ameaçando aparecer no canto da boca do Seth, porém, preferia não ter visto. Isto fez sua ira aumentar, mas tentou agüentar o extinto que dizia para discutir mais ainda com Renesmee. Não podia tolerar tal exposição de sua parceira.



— Não quero ouvir mais nada. — Não a encarava. Sua única vontade era poder interromper o curso de aconteci¬mentos que estava em ação e que, eventualmente, iria ter um fim dolorido para ambos.



— Venha, Nessie. Você não pode ter emoções fortes. Vá descansar! — Sue apressou-se a falar, segurando-a pelo braço.



Jacob mordeu o lábio inferior, diante de mais aquele olhar de decepção e reprimenda. E franziu o cenho preocupado por Sue falar com Renesmee daquele jeito. Será que ainda não havia melhorado? Despistou o pensamento ruim e começou a lembrar dos momentos maravilhosos que tinha passado com Renesmee. A risada, a beleza e a suavidade dela, enfeitiçavam-no.



Mas seu dilema tornava-se a cada momento mais e mais intenso. Não queria desejar Renesmee dessa forma. Não queria deixá-la partir. Jamais. Não queria que outro homem viesse a tocá-la como ele próprio fazia. Renesmee era sua e de mais nin¬guém! Não conseguiria viver imaginando que outro a tinha, dava-lhe prazer, fazia-a gemer... Não. Seria insuportável!



Caminhou em direção a escadaria para subir ao quarto, mas lembrou-se que seu quarto era o mesmo de Renesmee e sentiu-se ainda pior. Decidiu caminhar no pátio.



(***)





— Infeliz! Homem estúpido! Grosseiro! — Renesmee dizia irritada caminhando por um lado e por outra no quarto. Porém, recuou diante de quem apareceu na porta. Seth Clearwater a olhava, parecendo atônito. Seus olhos, endurecidos, mas também surpresos, passavam-lhe pelo corpo, avaliando-a inteira, pois Renesmee já pusera sua roupa de dormir.



Mesmo envergonhada, Renesmee não vacilou. Protegeu-se atrás da porta, dizendo:



— Teria sido melhor se tivesse se anunciado antes de entrar.



— Eu teria se tivesse me dado chance. Mas estava ocupada demais dando nomes a alguém. E, na verdade, agora acho me¬lhor não ter batido.



— Claro... O que deseja?



— Como assim?



— Bem, qual o propósito de vir me procurar?



— Ah, sim. Queria lhe mostrar, lá no jardim, o balanço que fiz. Queria ter mostrado no jantar mais Jacob parecia ocupar você.



— Devia ter me falado logo no jantar. — Renesmee ia fechar a porta, mas o pé de Seth a impediu.



— A Srta. vai ver?



— Se me permitir que eu me vista! Estarei lá embaixo em alguns minutos.



Seth sorriu e se foi. Na escadaria, a risada aumentou e ressoou até Renesmee. Com gestos rápidos, ela se vestiu e des¬ceu achando isso muito estranho, pois era noite não dava para ver muito bem o jardim, pois precisavam melhorar a iluminação.



Na escadaria, topou com Jacob subindo, que logo a impediu com o braço.



— Aonde a srta. pensa que vai?



— Seth quer me mostrar o balanço que ele fez no jardim.



— Mas que historia essa? Seth está perdendo o amor pela vida! — Jacob disse incrédulo.



Ela sentiu-se tonta de repente. Sua boca estava amarga e o estômago revirava.



— Você está bem? — Jacob preocupou-se.



— Eu já disse para me deixar em paz! — Ela afastou as mãos dele e seguiu se apoiar na braçada da escada. Curvou-se e vomitou.



Os braços de Jacob estavam ali novamente, amparando-a.



— Sinto muito por ter gritado com você no jantar — disse ele, cari¬nhoso.



Renesmee apoiou-se a ele, sentindo que, caso não o fizesse, desabaria ali mesmo. Jamais se sentira tão mal, nem tão en¬vergonhada.



Seth observou tudo de longe e pegou um pano e umedeceu e aproximou-se de Jacob.



— Use isto — Seth oferecia um pano molhado, que Jacob passou pelo rosto dela, aliviando-a sobremaneira.



— Obrigada... — Renesmee enfiou o rosto no tecido molhado, respirando fundo. Estava recostada a Jacob e tentava acalmar-se. Quando a tontura passou, aventurou-se a abrir os olhos.



— Por tudo que é santo, Nessie, o que houve?



— Estou bem agora, não ando me alimentando bem. Só isso.



Jacob não estava acreditando nessa história, ela podia notar. Levanto-a e levou-a con-sigo. Junto à porta do quarto, parou e encarou-a.



— Vamos, diga-me o que aconteceu. Não vou engolir a história que me contou lá em baixo.



— Agora está me chamando de mentirosa! — Ralhou Renesmee.



— Ok, Renesmee, não vou te atormentar mais. Já é tarde e como passou mal, precisa descansar. Eu ainda vou demorar a dormir, então não me espere.



Jacob deu um beijo na testa de Renesmee e saiu.



Seguiu pelo Hall, encontrando Sue junto as escada limpando o vômito de Renesmee



— Quero lhe falar — anunciou, e Sue veio ao encontro de Jacob.



— Esta manhã, Nessie sentiu-se mal e agora de novo. Você sabe o que isso significa?



— Senhor Jacob, vocês vivem como um casal e estão sujeitos a tudo!



— Sue você esta sinuando que Renesmee esteja esperando um filho meu?



— Não posso afirmar nada. Não sou curadeira.



— Se ela passar mal novamente, avise-me.



Estaria Nessie grávida? Ainda era impossível saber...



No dia seguinte, Renesmee levantou-se. Precisava encontrá-lo. Talvez pudessem con-versar a respeito. Talvez pudesse convencê-lo a irem juntos ao encontro de sua família para pedir permissão para que se casassem, pois logo sua rival iria chegar e tinha sensação que tinha que resolver isso o quanto antes.



Estavam todos na mesa principal fazendo o desjejum e Jacob mostrava muito atencioso com Renesmee e forçando a comer Renesmee serviu-se de pão, queijo, frutas, enquanto Jacob contava suas expectativas para a aldeia com Sam. Renesmee pegou na mão de Jacob vendo que seria a hora da revelação.



— Jacob, meu amor, tenho que lhe contar algo muito importante.



— Pois diga minha princesa — Jacob soltou um belo sorriso.



Quando o senhor se preparava para escutar a revelação de Renesmee, Quil entrou no salão, anunciando a entrada de alguém importante, e Jacob sussurrou:



— Não estávamos esperando ninguém, Leah chegaria a alguns dias e não hoje.



Renesmee sentiu que estava prestes a conhecer a mulher que ela disputaria com seu Jacob. Observou a jovem que entrou no salão, com gestos graciosos, se aproximou da mesa e abraçou Jacob.



Leah era alta, com formas exuberantes, e de cabelos negros. A pele era branca como marfim, e seus olhos de um azul profundo. Renesmee estremeceu ao perceber que o olhar em sua direção era curioso, mas também calculista. Renesmee estava tão absorta no que via que co¬meçou a cambalear, sendo amparada por Sam.



— Ela pode ter nascido bela, sim, mas também nasceu ruim como um javali enfezado — comentou o soldado, em voz bem baixa.



Jacob estava mudo e pálido. Ele temia a possível reação de Renesmee ou uma provocação por parte de Leah.



— Vou ter que ficar em pé o dia inteiro? — Disse Leah.



— Venha, Leah. Eu a conduzo a seu lugar — Jacob ofereceu, colocando-a ao seu lado.



Renesmee assistia à cena sem entender como ele era tão gentil com uma mulher que se mostrava tão grosseira e não era nada dele. Sentiu a mão de Seth em suas costas. Ele lhe indicava o lugar a seu lado, na mesa. Serviu um cálice de suco e deu-o a ela. Renesmee con¬trolava-se para não jogar o líquido no rosto da recém-chegada.



Durante o desjejum, mesmo tendo Seth a seu lado, ofere¬cendo-lhe os mais deliciosos quitutes, Renesmee não conseguiu comer. Sentia-se nauseada. Sue parecia estar se sentindo tão mal quanto Nessie. Seus olhares se encontraram ao Jacob com rejeição. Seth voltou-se para o que Nessie colo¬cara em seu prato: um bom pedaço de pão de aveia. Cortou um pedaço e comeu-o, sabendo que precisava colocar algo no estômago. Renesmee olhou-o e sorriu, como se estivesse se agradecendo pelo pedaço de pão, e Jacob percebeu o movi¬mento. De cenho fechado, ele depositou seu cálice sobre a me¬sa.



Nessie não agüentava mais o clima tenso e levantou-se.



— Creio que desejo me recolher — disse Nessie sem fitar o anfitrião.



Jacob tomou-lhe a mão.



— Entenda que sou obrigado a agir assim. — Renesmee afastou-se com brusquidão.



— Jacob quem é essa fulana horroroza? E topetuda? — Comentou Leah arrogantemente.



— Não insulte lady Renesmee — murmurou Jacob de dentes cerrados.



— Ela é sua amante? — Disse Leah incrédula.



— O que acontece entre lady Renesmee e a mim, não é da sua conta!



— Quero saber aonde vou dormir?



— No quarto que Sue preparou para você.



— É junto com o seu? — Perguntou leah descaradamente.



— Não! — Exclamou Jacob não acreditando que ousara tal pergunta.



Jacob entrou no escritório junto com Sam, Seth, Quill e Paul para discutir a decisão de Jacob em quem honrar os votos e sobre a vingança.



Renesmee desceu do quarto já se sentindo melhor e resolveu procurar Jacob para terminar o assunto que fora interrompido, ouviu vozes no escritório fechado e decidiu escutar.



— -O que vai fazer agora, Senhor? — Indagou Sam



— Eu realmente não sei!



— Uma das duas o Senhor tem que honrar — Paul disse.



— Se for à lógica, tem que ser lady Leah. Ela é sua predestinada desde pequeno, é rica tem muitos dotes e não é filho de seu maior inimigo! — Murmurou Quil.



— Eu sei! Mas Renesmee...



— Raciocine, Jacob. Lorde Emmett nunca vai consentir essa casamento, ele o odeia e ainda mais, ao saber que a usou para uma vingança, ele pode até tirar todos os dotes de Renesmee por causa do Senhor. - Disse Seth, pensando em Renesmee, assim como na Leah.



— Parem homens! Senhor Jacob, eu sei que o senhor é dono do seu coração, mas não creio que seja feliz com lady Leah. — Disse Sam.



— Mas pense melhor! Lorde Emmett colocou fogo na nossa aldeia, matou sua mãe! — Disse Quil.



— Não! — O grito escapou dos lábios de Renesmee sem que, ao menos, o percebesse lhe vindo à boca. Não podia ter ouvido direito. Vingança?!



Ela ficou estática, com os pensamentos conturbados e dúvidas cruzando sua mente. Será que ela ouvira corretamente? Jacob havia usado-a?



Jacob ficou parado, rígi¬do, calado. Só agora ele percebera que Renesmee ouvira tudo o que fora discutido.



— Você me usou por uma vingança! Você acusa meu irmão de destruir a vila? E para atingi-lo me usou? — Renesmee acusou. — Todos neste castelo ouviram suas palavras, prometendo ficar comigo e eu tonta acreditei que o Senhor me amasse.



Lágrimas ameaçaram transbordarem dos olhos de Renesmee. Não podia acreditar em tal feito. Tudo não se passara de uma mentira! E agora? E o seu filho? O filho que seria concebido ao mundo com apenas o amor da mãe. Sim, ela já amava a criança em seu ventre!



Houve alguns segundos de silêncio ainda, até que ele res¬pondeu:



— Renesmee a usei sim como vingança no começo, mas agora eu...



Renesmee entreabriu os lábios, chocada. Usava toda a sua for¬ça interior para não tremer. Tudo o que vivera com ele não passara, então, de uma mentira! Jacob a tinha enganado! Fizera ela se apaixonar por ele! Por vingança. Fizera-a acreditar que era sua prometida, que seriam marido e mulher. Por vingança...



Mal conseguia respirar. Uma fúria intensa se apoderava de sua mente. Seu coração batia descompassado, movido pela de¬cepção e pela mágoa.



Um novo sentimento, que desconhecia por completo, pul¬sava em suas veias. Ódio. Tão intenso que poderia ser tocado.



— Meu Deus! Fui usada. Você roubou o bem mais valioso que eu tinha: minha virgindade! Apenas para atingir meu irmão! E tenho certeza que não foi ele quem fez isso. — Renesmee disse, sentindo-se totalmente desamparada, pois sabia o quão verdadeiras eram suas palavras.



Jacob abriu a gaveta da escrivaninha e retirou um pedaço de tecido e mostrou para Renesmee.



— Achei isso do lado do corpo de minha mãe. É pedaço de tecido bordado com o símbolo da sua família.



Renesmee pegou o pedaço de pano e cheirou. De fato, era de seu irmão Emmett. Lágrimas escorreram dos olhos de Nessie, devido à confirmação de tal artimanha de seu irmão.



Todos no escritório continuavam em silêncio. Podiam ouvir cada palavra. Renesmee sentia seu peito espremer-se numa agonia sem fim. Tinha sido para ele o que jurara jamais ser... Uma amante apenas. Todo o desprezo que sentia por Jacob brilhava em seus olhos muito verdes.



— Não somos mais um só. E agora juro, diante de todos aqui reunidos, que nada mais devo aos Black. Nada que seja meu lhe pertence. Se eu “estivesse grávida”, você jamais teria di¬reitos sobre meu filho, pois nunca estivemos legalmente uni¬dos! Não lhe devo mais lealdade, nem respeito. Nada. E nem minha família! — Renesmee olhou para Leah que chegara agora no escritório, e concluiu: — Você escolheu muito bem sua companheira para a vida toda, Jacob. Nada mais perfeito do que uma harpia e um men-tiroso.



Saiu do escritório antes que sua raiva e mágoa a de¬nunciassem. Ou que fizesse alguma coisa da qual viesse a se arrepender mais tarde.



Jacob há tempos temia a reação que ela teria diante da situação. Sabia que Renesmee se sentiria humilhada, destruída. Já não pre¬cisava preocupar-se mais. Havia ódio nela e esse sentimento a manteria forte.



— Jacob, mande prender essa louca — Leah instigou.



Ele a ignorou, abaixando-se para pegar o pedaço de pano jun¬to a seus pés. Voltando-se para Sam e Paul, Jacob deu suas próximas ordens:



— Cuidem para que todos os guardas evitem que Reensmee deixe o reino.



Usando um tom baixo, para que apenas Jacob o ouvisse, Sam indagou:



— Não acha que deveríamos deixar que a moça voltasse ao seu reino? Já teve sua vingança. Mantê-la aqui, onde será forçada a ver vocês dois juntos todos os dias, vai destruí-la.



— Ela não deve partir! — Jacob sabia que era errado forçá-la a ficar, mas não conseguia imaginar-se longe de Renesmee, sem poder vê-la nunca mais. — Tenho o direito, já que ela sinuou uma suposta gravidez, então ela tem que permanecer aqui como... Hóspede.



Sam meneou a cabeça, ao que Jacob rebateu:



— Já chega! São minhas ordens!Eu sou o senhor aqui!



Suas palavras ecoaram pela sala. Todos já se retiravam e ele bem sabia porquê. Muitos nem tinham tentado disfarçar o desagrado diante dos fatos, pois tinham passado a admirar e até a gostar de Renesmee Carlie Cullen. Sua honestidade e de¬terminação tinham cativado as pessoas de seu reino.



Sentou-se numa cadeira próxima, enfiando os cotovelos nos joelhos, pensativo. Baixou a cabeça e enfiou as mãos pelos cabelos. Estava tomado pelo demônio quando decidiu vingar-se. Agora seu coração a Renesmee estava ligado, inexoravelmente. Sentia-se amputado de seu próprio sentimento. E ele lhe faria falta para sempre, estando presente e dando-lhe a falsa impressão de ainda permanecer em seu corpo.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010


Capítulo 10 – Encontro – Parte 2

PVO Jacob

Trim Trim

Era o telefone do quarto tocando, despertei assustado depois de cochilar um tempo.

- Alô! – Disse com a voz sonolenta, espreguicei-me na cama e rolei meu corpo sobre os lençóis. - Tem uma moça aqui aguardando pelo Senhor. – Disse o homem.

- Renesmee Cullen? Se for ela, peça para aguardar no carro que já estou descendo. – Pedi bocejando e tentando arrumar coragem para levantar, mas de uma forma estranha eu sentia vontade de estar perto dela, de inalar o seu cheiro, sentir o seu toque e as sensações estranhas que causava em meu corpo.

- Sim! É ela e já avisarei. Obrigado! – Disse e desligou.

- Droga! Tinha que cochilar?-  Levantei correndo da cama, coloquei uma camisa branca, calça Jeans, meias branca, sapatos pretos e uma jaqueta preta de couro. Corri para o banheiro, penteei os cabelos, escovei os dentes e depois fui até a mala para pegar o perfume, passei um pouco e depois voltei ao banheiro para ver se estava LINDO... Sim eu estava LINDO! Meu ego me afirmava isso enquanto me olhava.

Sai do quarto, caminhei até o elevador, esperando por uns dois minutos, depois entrei e apertei o botão do térreo. Comecei a sentir uma estranha ansiedade me dominar, meu coração começou a bater mais rápido e aquela sensação esquisita no meu estômago havia voltado.

O que é isso que estou sentindo? Que saco! Tenho que me controlar! Tenho que me controlar!

Eu sou Jacob Black, lindo, maravilhoso, gostoso e dono da situação. Essa fedelha não vai conseguir me conquistar... Não mesmo... Isso é apenas tesão por ainda não ter comido a sua “bocetinha”... Depois passa... Vai passar,  com toda certeza.

Sai do elevador e caminhei até a saída, avistei o seu carro do outro lado da rua, atravessei e a vi colocando a cabeça para fora da janela. E mais uma vez, meu coração me traiu batendo freneticamente ao vê-la.

Mas que “caralho” é esse? Calma Jacob! Calma! Você é o dono da situação.

- Boa tarde! Desculpe o atraso. – Disse e tentei fazer cara de envergonhado. – Acabei adormecendo. – Conclui.

- Sem problemas. – Respondeu assentindo com a cabeça para fora da janela e logo sem seguida, o motorista abria a porta para eu entrar. Então entrei no carro e me sentei ao seu lado, sentindo-me nervoso e acuado, sem saber direito o que dizer ou o que fazer. Tinha medo de perder o controle da situação e precisava desesperadamente me manter sereno.

- Você que conhece a cidade, pode dizer para aonde vamos agora? – Disse encarando o seu rosto mais encantador, com os cabelos presos e alguns fios caindo sobre a face. Observei a sua vestimenta, que caia lhe bem usando uma calça preta e uma linda blusa marfim.

- Jimi para o shopping, por favor. – Ordenou e o carro deu partida. Ficamos nos olhando por mais um tempo e mais uma vez me perdi na imensidão do seu olhar. Era uma sensação estranha. Comecei a sentir medo daquele sentimento que aflorava dentro de mim e mais ainda do que teria que fazer para ter a minha vingança. Sabia que ela não tinha culpa, mas seria o meu instrumento e não poderia de forma alguma perder o meu foco.

- Que tipo de comida você gosta, Nessie? - Perguntei para quebrar aquele clima estranho, observando a bater os dedos nas calças, enquanto me olhava de soslaio. Sabia que estava terrivelmente nervosa, tanto quanto eu e de alguma forma teria que tornar aquela situação mais confortável para nós.

- Eu como um pouco de tudo. – Disse sorrindo, virando o rosto para me olhar e vi novamente aquela expressão de encantamento em seu rosto. Soube naquele momento que realmente me amava ou na pior das hipóteses era completamente neurótica e precisava de um tratamento. O fato era que ela me olhava como se não houvesse mais nada a sua volta, como se eu fosse o centro do seu universo, observando o meu rosto atentamente, acompanhando cada pequeno gesto que eu fazia. Aquilo me fez sentir bem, afinal nunca em minha vida uma mulher havia me olhado com amor e não apenas com desejo pelo meu corpo. Mas com ela era diferente... Era mágico. – Minha mãe diz que sou magra de ruim. – Deu um ligeiro sorriso. – Mas hoje quero levar você a um restaurante italiano maravilhoso.

- Você come tanto assim? Do que gosta? Fala um pouco de você, da sua vida, seus amigos, sua família, gostos e paixões. – Queria saber tudo sobre ela. De alguma forma estava completamente encantado e precisava conhecer os detalhes da sua vida, mas não pela vingança, sim por uma necessidade de me aprofundar em sua alma e descobrir quem era aquela garota tão audaciosa que havia me feito a proposta mais estranha, e corajosa, do mundo. Queria saber de onde vinha sua força e coragem para lutar por um homem que nem conhecia.

- Não tem muita coisa sobre mim. Sou apenas uma garota que ama a vida, a família, os amigos, os animais, que ama pintar e vê beleza em tudo. Que acreditar que nada é tão ruim e que as pessoas podem mudar independentes da situação. Sei que existe muita gente ruim nesse mundo, mas acredito que todo mundo merece uma segunda chance, merece a felicidade e o amor para completar a sua vida. Acho que o amor é a fonte da vida e que se as pessoas amassem seus semelhantes como amam o seu umbigo, o mundo seria maravilhoso. – Ela começou a falar sobre as suas convicções e fiquei impressionado como uma moça tão jovem podia falar com tanta paixão da vida e do ser humano. Fiquei pensando se as suas palavras se aplicavam a mim e se algum dia eu também seria capaz de mudar por amor. Mas comecei a me lembrar das palavras do meu pai em seu leito de morte: os Cullens... Os Cullens... Eles são os culpados.

Senti um ódio me consumir e uma vontade de acabar com tudo naquele momento. Mas no minuto seguinte, estava preso as suas teorias sobre o ser humano, sobre aprender a dá sem a expectativa de receber, fazendo bem ao seu semelhante independente de raça, religião, sexo ou time de futebol. kkk Ri nessa parte.

Ela era tão incrível, tão inteligente que parecia uma mulher madura com mais de trinta anos, mas em outros momentos as suas palavras apresentavam uma ingenuidade de uma menina de 13 anos, fazendo da vida uma grande utopia que nem mesmo Lenen ou Staley em seus maiores devaneios pensariam. Mas ela ainda achava que tudo deveria ser compartilhado e tinha o pensamento de uma socialista.

OH God! Se Carlisle deixa o seu patrimônio para ela, estava arriscado a dividir tudo com os pobres. Será que ela não sabe que quem só faz caridade para os outros e não pensa em seu próprio bolso acaba “fodido”? Mente pequena essa!

Não ligo se quiser fazer uma doação para o meu bolso. Daí a distribuir o dinheiro com a sociedade protetora dos animais, dos velhinhos, das crianças abandonadas já é demais. AFF!

- Chegamos, senhorita Nessie. – Disse o motorista, estacionando o carro na porta do shopping.

- Obrigada, Jimi! Quando estivermos prontos para sair, ligo para vir nos buscar. Pode tirar o resto do dia de folga. Só precisarei de você a noite. – Disse sorrindo para ele, que saiu do carro para abri a porta para nós.

- Obrigada! Ficarei de prontidão a espera de vocês. – Respondeu nos observando sair.

- Onde posso alugar um carro? Não quero ficar dependendo do senhor. – Disse para ele.

- Se eu permito que a menina saia sozinha, o meu patrão me demite. Ele tem muito medo de sequestro e assaltos. E sua neta é o bem mais precioso que possui. Por isso não se incomode com isso. – Deu as costas e foi para a porta do motorista.

- Obrigada, Jimi. – Disse e ele assentiu antes de entrar no carro.

Andamos pelo estacionamento do shopping até a entrada principal e ela continuou a contar sobre as suas convicções de mundo, até pararmos em frente a uma pequena galeria de artes para observar alguns quadros.

Comecei a observar cada gesto delicado, o movimento sutil de seus lábios, a forma meiga como mexia as mãos apontando para os quadros enquanto explicava cada estilo e técnica usada nas pinturas.

Naquele momento, senti o macho predador dentro de mim querendo sair, impulsionando-me para atacar e fazer algo. Tentei lutar contra aqueles instintos, pois sabia que ainda não era hora de falar. Tentei reprimir os sentimentos confusos em meu corpo, enquanto o animal sedento e selvagem implorava para sair de dentro de mim, para tomar aquilo que queria e sacia a sua fome.

Ela continuava falando lindamente, movendo aqueles pequenos e tentadores lábios, enquanto eu lutava para manter o controle das minhas emoções, afugentando o animal que insistia em querer sair e tomar o que era “meu”... Sim! Ela era minha... Eu a queria como nunca quis outra mulher na vida. E a teria em meus braços e satisfaria todos os meus desejos.

Parei diante dela, que se calou e me olhou assustada. Segurei a sua cintura com as duas mãos e puxei o seu corpo para o meu, colando o meu peito no seu. Depois segurei o seu rosto com as duas mãos e o puxei para mim com desespero, colando seus lábios sobre os meus, movendo a minha língua sobre a sua de forma desesperada para sentir o seu gosto, provar do seu necta e saciar o prazer que tanto almejava.

Havia loucura em minha boca, que queimava com  o prazer de cada movimento avassalador, sugando e devorando os lábios delicados e ingênuos, que mal sabiam beijar e só fazia aumentar o meu desejo por saber que eu seria o único, que eu a ensinaria ser fêmea e satisfazer todos os meus desejos mais profundos.

Depois de gozar o meu prazer devorando os seus pequenos lábios, pedi passagem para a minha língua e invadi a sua boca de forma desesperada, ansiando pelo todo da sua língua. Havia tanta loucura e desespero, que pensei que fosse devorar a sua língua, quando comecei a explorar cada canto da sua boca.

Seu gosto era irresistível e me deixava ainda mais louco de prazer, saciando a minha fome em cada movimento sinuoso naquela batalha espetacular de paixão e desejos que explodiam em nós. Sentia que mesmo sem saber beijar, correspondia o meu desespero, afagando o meu corpo com seus dedos, agarrando se a mim como se o mundo fosse acabar naquele momento.

Nós nos completávamos perfeitamente, como se fossemos duas partes perfeitas de um mesmo objeto partido. Ela era perfeita para mim e eu perfeito para ela. Nada podia quebrar o encanto daquele momento, em que só existia uma entrega verdadeira e desesperada por cada toque, cada movimento de nossas bocas, línguas e corpos desejosos de prazer.

Senti a minha ereção de formar, fazendo o meu “caralho” pulsa desesperado dentro das minhas calças. Se não estivemos no meio de um shopping, teria colocado em qualquer lugar que pudesse possuir cada canto do seu corpo virginal.  Eu a queria de forma completamente insana, desejando sentir o meu corpo pulsando sobre o dela e a fazer gemer em loucura com os meus movimentos. Descei as minhas mãos até as suas nádegas e segurei forte, puxando a para mim de forma que sentisse o tamanho do meu desejo pulsante naquela ereção.

Ela gemeu instintivamente e refreou o meu beijo, saindo dele de forma lenta, colou o seu rosto ofegante ao meu. E ficou arfando de forma rápida, enquanto eu também tentava controlar a respiração.

- Desculpa... – Sussurrei ainda ofegante, passando minha mão de forma delicada em seu rosto. Abri os olhos e a vi de olhos fechados, com o sorriso mais lindo, os lábios inchados e vermelhos por causa do beijo. Senti-me um animal por tomá-la daquela forma, então comecei a dar leves selinhos em seus lábios, ainda queimando de paixão, enquanto ela permanecia estática e de olhos fechados. – Perdão, carinho... Não quis tratá-la assim... Foi mais forte do que eu.

- Eu amei o seu beijo... – Sussurrou sorrindo e abriu os olhos. Passou a mão em meu rosto carinhosamente e ficou me olhando daquele jeito encantado.

- Eu estou apaixonado por você, Nessie... – Admiti para ela, ainda envergonhado pela forma como a tratei no meio do shopping, sem o menor respeito ou compostura. – Beijei a maçã do seu rosto e depois fiquei roçando o meu nariz em cada canto do seu rosto meigo. – Foi inevitável...

- Eu amo você, Jacob... Amo muito... – As lágrimas desciam em seus olhos e comecei a beijar cada uma, sentindo a sua dor e o medo que sentia pelo que estava acontecendo.

- Eu sei, carinho... Vamos sair daqui... Preciso te abraçar e sentir o gosto dos seus lábios novamente. – Peguei a sua mão e com a outra limpei o seu rosto molhado.

Caminhamos de mãos dadas, como dois namorados, até a praça de alimentação. Sentamos uma ao lado do outro, comecei a fazer carinho em seu rosto, passando o meu dedo de forma suave enquanto analisava os seus traços. A todo momento eu a beijava no rosto, na boca, suas mãos, o pescoço delicado roçando os meus lábios de maneira suave e gentil.  Ali me esqueci o motivo daquela viagem, as razões que tinha para conquistá-la e conseguir me casar, de toda a altivez que tinha e fazia questão de mostrar.  Era somente um homem completamente rendido aos beijos da mulher desejada, querendo seus carinhos, seu cheiro e tudo o que aquele estranho sentimento pudesse me dar.

Passamos uma tarde maravilhosa, compartilhando o nosso almoço, tomamos sorvete, entramos em livrarias, lojas de artigos e ficamos conversando sobre a nossa vida. E em dado momento, ela começou a falar do seu grande amigo Seth. Era Seth para lá, Seth para cá, seus passeios, brincadeiras, férias, conversas, os sonhos que compartilhavam e tudo o que ele significava para ela. Aquilo me mostrou que ele era muito mais parecido com ela, em todos os aspectos, do que eu, deixando me completamente irritado com as suas observações e confidências.

Pela primeira vez na vida senti ciúmes de uma mulher e quis passar com um trator sobre o homem que estava sempre nas lembranças de uma Nessie... SIM! Minha!!! Eu passaria sobre ele e a tomaria como a minha mulher. Faria dela a mulher que saciaria todos os meus desejos e não permitiria que ninguém, nem mesmo Seth, se colocasse entre nós dois.

- Seth! Seth! Seth! – Comecei a falar irritado com aquela conversa e ela arregalou os olhos assustada. – Vai ficar falando o resto do dia no Seth? Se for assim, prefiro ir embora. – Disse de forma ríspida e percebi que se magoou e fechou a cara no mesmo momento.

- Seth é o meu amigo, quase o meu irmão e se te incomoda tanto isso, podemos ir embora. – Cruzou os braços e percebi que se segurou para não chorar.

- Desculpa, carinho... – Segurei a sua mão, beijei carinhosamente passando os lábios em seus pequenos e suaves dedos. – Não quero te magoar, Nessie. – Passei o polegar na maçã do seu rosto e fiquei olhando para os olhos que pareciam tristes. – Só fiquei com ciúmes do seu amigo. Como competir com alguém que esteve à vida inteira ao seu lado? Não posso, carinho.

- Nunca houve competição, Jake. – Ela me abraçou forte a aconchegou a cabeça em meu peito. – Eu sempre te amei e continuarei te amando. Mesmo que não me queira. Sabe disso! – Senti meu coração doer ao me lembrar dos motivos que me levavam ali. Sabia que a faria sofrer e que sofreria com isso. Comecei a viver um grande conflito naquele momento e não queria abrir mão da minha vingança. Mas como acabar com os Cullens sem feri-la? Como?

- Eu preciso ir ao banheiro. – Afastei-me dela, olhei mais uma vez os seus olhos azuis e depois caminhei até ele.

Cada passo que dava, parecia ir para a forca e sentia meu coração apertar forte, consumido por uma angustia tão forte, tão profunda que chegava a me sufocar.

Abri a porta do toalete, entrei e caminhei para frente do espelho, abri a torneira, lavei as mãos e comecei a passar água no rosto. E enquanto me olhava, ouvia as palavras do meu pai:

Os Cullens... Os Cullens... Eles são os culpados.

Aquelas lembranças eram amargas e me faziam entrar em um grande conflito: Seguir ou não com a vingança?

Jacob Black, seu filho da “puta”! Você não pode trair a memória dos seus pais. Fará o que for preciso, nem que para isso precise arrancar o coração do peito. Vai acabar com Renesmee Cullen, deixar os Cullens falidos e desfrutar de uma vida confortável.

Não terá pena de nenhum deles! Quem tem pena é galinha!!!
Sem dó... Piedade ou medo! Você seguirá com sua vingança até o fim e vai “fuder” com a vida de todos eles... Você não tem direito de se apaixonar por essa vadia Cullen... não mesmo!

Bonzinho só se “fode” e você já tem se “fudeu” por causa deles! Eles são os culpados e você dará o troco.
Meus olhos começaram a se encher de lágrimas e quando percebi, elas desciam pelo meu rosto sem que pudesse contê-las.
--x--

Nota GLau:
Jacob já está completamente apaixonado e sofrendo por saber como essa vingança será dolorosa para os dois. Nossa!! Acho que será tão penoso quando a Mentira!! Bem
Para saber como será a vingança e vida de casados, só lendo os demais caps.
Espero que tenham gostado! Vocês não imaginam a dificuldade que tive para fazê-lo para vcs.

Obrigada e beijos no core

n/h:
SIM ele estava lindoOOO...de jaqueta de couro...
nossa essa ta boa Glaucia: O MACHO PREDADOR! O ANIMAL SELVAGEM QUERENDO SAIR DE DENTRO DE MIM...OMG! a pobre é ingênua até pra beijar e ele querendo ensinar a ser fêmea? Glaucia tu ta cada dia pior guria. Ops! Quero dizer melhor..kkk...
Esse Jacob é bipolar, uma hora não presta, e outra totalmente apaixonado, assim não dá.
Ei..quero ver o circo pegar fogo no encontro dele com seth...
Bjs...COMENTEM...INSENTIVEM A GLAUCIA... ELA SO VAI MELHORAR.


Capítulo 6
By Mica Black

Renesmee entreabriu os lábios, chocada. Usava toda a sua força interior para não tremer. Tudo o que vivera com ele não passara, então, de uma mentira! Jacob a tinha enganado! Fizera ela se apaixonar por ele! Fizera-a acreditar que era sua prometida, que seriam marido e mulher. Mas por que ele faria uma coisa tão ruim com Renesmee?

Mal conseguia respirar. Uma fúria intensa se apoderava de sua mente. Seu coração batia descompassado, movido pela decepção e pela mágoa. Jacob jogara seu orgulho e sua honra numa latrina! Todos os dias e noites de amor que haviam vivido não passavam de uma enorme mentira sem escrúpulos.

Renesmee, chorando, decidiu procurar por Sue e perguntar-lhe quem era, de fato, essa Leah de quem já ouvira tanto falar e que fora motivo da discussão que acabara de presenciar e porque Jacob é tão ligado a ela. Há algum tempo estava curiosa, ainda mais porque já ouvira muitas vezes esse nome, Leah, sendo pronunciado aos cochichos aqui e ali. Talvez ela gostasse de conhecer mais alguém que mantivesse um relacionamento de apreço com Jacob.

Renesmee tremia devido a avalanche de emoções, ainda com lágrimas inundando seus olhos. Com as costas das mãos, ela limpava os vestígios de lágrimas e continuava a correr. Estava ainda seguindo rumo ao quarto de Sue quando Jacob a alcançou.

— Saia daqui de perto de mim, animal imundo! — Renesmee ordenou.

— Nessie escute...— pedia Jacob com tristeza nos olhos. Ele se arrependia de não ter dito antes sobre a sua vingança ou a sua prometida: Leah. Ele sentia culpa e, ao mesmo tempo, ódio de si por ter escondido algo tão vil de Nessie.

— Não serei sua prostituta! — Passou a andar.

Jacob a seguia. Com passos lentos, mas decididos. Começou a se enfurecer, afinal, Renesmee era uma cabeça dura e nunca o ouviria.

— Seu porco sem coração! — Renesmee continuava a ofendê-lo.

— Quem é essa Leah? Sua noiva?! — Renesmee continuava gritando.

Jacob continuava calado e aproximando-se. Sempre em silêncio. Se sua voz baixa significava perigo, o que significaria seu silêncio?

— Leah foi uma aventura minha. Nessie, meu amor tive muitas mulheres, confesso. Mas nenhuma me tocou no coração como você o fez — Jacob tentava tocar seu braço, mas Renesmee desviava — e Leah é predestinada a mim desde pequena, mas nunca assinei o contrato de noivado.

— Solte-me. Não quero que me toque! — Renesmee deu um tapa no rosto de Jacob o fazendo cuspir fogo.

Com um puxão violento, Jacob passou o braço em volta de seu pescoço, afim de que ela o ouvisse. Ela teve um sobressalto, temendo que a estrangulasse.

— Devia me temer — sussurrava ele, com raiva. — Está me forçando a ser violento, Renesmee Cullen! — Jacob rosnou, baixando-lhe um braço com força.

Parecia haver fagulhas de tensão entre ambos. Renesmee sentia os olhos arderem, numa vontade louca, mas controlada, de chorar.

— Bata em mim. Vamos, bata! — desafiou, num fio de voz que, no entanto, falava tão alto... — É melhor levar uma surra do que ser uma prostituta diante dos olhos do mundo!

Jacob ficou apavorado com tais palavras. Estava com uma vontade assassina de matar Seth. Por que ele tinha aberto a matraca?

— Ninguém ousaria chamá-la assim.

— Não. Claro que não. Pelo menos, não diante de você, somente Seth que te lembrou muito bem né? Mas Seth disse a verdade eu não seria outra coisa: apenas uma prostituta.

Renesmee saiu quase correndo dali.

Todos os músculos de Jacob estavam rígidos, tensos. Seus ombros chegavam a doer.

Seu coração partira-se em mil pedaços ao ver a dor nos olhos de Nessie.

Entre soluços Renesmee entrou no quarto de Sue que a agarrou em prantos.

— O que aconteceu meu anjo? — murmurou Sue apavorada. Renesmee andara tão alegre nos últimos dias e, sem mais nem menos, começou a chorar. Sue estava atordoada com a situação.

— Ele tem outra! Ele me enganou! — Disse Renesmee tristemente.

— Não lhe entendo. Seja mais clara, Renesmee!

— Eu ouvi Seth falar sobre Leah para Jacob, e Jacob me confirmou sobre essa Leah, mas ele me disse que não assinou contrato com ela, mas eu não consigo acreditar nisso! Eu o amo, Sue, e não quero perdê-lo! — Murmurou Renesmee em um fôlego só.

— Leah é predestinada a casar com Jacob se Jacob quiser! Lorde Billy e o pai dela fizeram esses votos quando eram pequenos por causa de dinheiro, mas Lorde Billy deixou bem claro que se Jacob, ao crescer, não querer casar com Leah é somente ele não assinar o contrato.

— Mas por que Seth quer tanto que ele o faça? Pois Seth até me chamou de prostituta!

— Seth lhe chamou disso?

— Sim!

— Seth sempre teve inveja de Jacob, pois Jacob sempre ficou com mulheres muito bonitas e Seth não tinha muita sorte.

— Leah é bonita? — Renesmee perguntou temerosa.

— Ah sim Leah é uma mulher muito formosa, mas não se preocupe. O jeito que Jacob olha para você já demonstra que o ama! Vai se desculpar com ele, Renesmee. Não o jogue de bandeja para Leah!


(***)


Na hora de jantar, Renesmee desceu e se certificou que seguiria os conselhos de Sue e iria lutar por Jacob. Sue lhe deu alguns vestidos ousados dela quando jovem, para que Renesmee usasse.

Jacob olhou para Renesmee espantado. O vestido era lilás e tinha um enorme decote, de maneira que seus seios sobressaíam sob o tecido. Estava com uma aparência ótima, o vestido realçada suas bela curvas.

Sue veio da cozinha trazendo uma enorme tigela com molho. Sorriu, e a colocou diante de Renesmee. Depois fez uma cortesia para os homens, e tornou a ir embora. Logo atrás vinha outra criada trazendo uma travessa de carne de porco assada. Afastou um pouco o molho e colocou a iguaria diante dos senhores.

Jacob notou os seios arredondados que se projetavam para frente, presos no tecido esticado, e não soube o que responder. Aquilo o deixava sem fôlego.

Ela fizera algo diferente com os cabelos também. Ela fez uma trança de lado e colocou um enfeite. Estava suave, feminina, e... Linda.

Sem deixar de fitá-la, ocupou seu lugar à mesa e respirou fundo, passeando o olhar pelos demais homens presentes. Sua expressão voltou a ficar sóbria quando viu vários pares de olhos arregalados na direção de Renesmee.

Todos a fitavam, embasbacados, como se fosse ela o jantar a ser servido.

— Renesmee — disse Seth —, passe-me o molho.

— Claro. — Ela se inclinou e pegou a tigela, passando-a a Seth enquanto relanceava um olhar para Jacob, que mantinha o queixo rijo e fitava os outros homens.

Suspirou. Ele estava maravilhoso, e desejava beijá-lo.

— Pode levar o molho de volta.

Retornando ao momento presente, Renesmee obedeceu de maneira sonhadora, tornando a se inclinar para frente e pegar a tigela. Se o salão não reverberasse com o som de muitas vozes, sabia que Jacob poderia ouvir as batidas de seu coração.

— Pode me passar o molho de novo, Renesmee?

Reensmee se inclinou e estremeceu ao notar a risada irônica do jovem. Fitou Seth e viu seu olhar zombeteiro. Então, ele se debruçou até tocar seu braço, e sussurrou:
— Esta muito linda hoje, Renesmee!disse Seth

Foi à vez de Jacob se inclinar para frente e perguntar sobre o que os dois conversavam. Seth desviou o assunto e pediu para trocar de cadeira com o Jacob, afastando-o um pouco de Renesmee.

O restante do jantar transcorreu sem incidentes. Nessie se sentia inebriada pela presença de Jacob como nunca antes. Sabia que o motivo era a lembrança dos momentos de amor que haviam compartilhado na noite anterior. E a briga de hoje.

Ela estava disposta a mostrar que poderia ser uma mulher melhor do que Leah e Sue estava disposta a ajudá-la.

Brincava com a comida no prato, com os pensamentos distantes.

— Precisa comer — comentou Jacob.

— Não tenho apetite.

— Por acaso está doente? — ele inquiriu com voz preocupada.

— Sim.

E era verdade, refletiu ela. Um calor intenso percorria seu corpo, sentia-se zonza, e seu estômago se recusava a aceitar comida.

Jacob se levantou feliz por ter um motivo para afastá-la dos olhares gulosos dos outros homens.

— Venha. Vou levá-la para o quarto.

— Não se encomode, ficarei aqui aguardando você terminar de comer!

— Venha. Você não parece nada bem, Nessie. — Jacob insistiu.

— Dê-me um motivo para ir embora e pensarei a respeito — disse com dificuldade.

Por fim, ela não precisou mais inventar desculpas. O mal-estar físico fez sua visão se turvar e tudo ficar negro a sua volta. Inclinando a cabeça, desmaiou.

Jacob a segurou antes que seu rosto mergulhasse na tigela de molho.

— Chamem a Sue — gritou, fitando Nessie que estava branca como a neve.

— Acorde, meu amor! — pediu Jacob desesperado.

Renesmee abriu os olhos com relutância e viu Sue inclinada sobre ela. Com os lábios comprimidos de preocupação, junto com uma anciã de cabelos grisalhos com um coque. Quando a mulher tocou de leve na manta que a cobria, Reensmee segurou a coberta de modo instintivo. Não desejava que ninguém tirasse sua roupa.

— Não tenha medo, criança — disse a mulher com voz rouca e grave. — Sou curandeira.

— Não necessito de cuidados — teimou.

— Jacob pensa diferente.

— Quem é você?

— Renée — respondeu a mulher, sorrindo Nessie fitou a mulher de modo suspeito.

— Onde está Jacob?

— Andando de um lado para o outro, ali fora, resmungando como uma fera, e preocupado com sua saúde — respondeu Renée, voltando a segurar a manta para abaixá-la.

Dessa vez, Renesmee permitiu que a descobrisse até os quadris.

Renée se concentrou no exame.

— Tem se sentido mal nos últimos dias?

— Não.

A mulher apalpou seus seios, e, instintivamente, Renesmee afastou suas mãos. Sem se perturbar, Renée prosseguiu, apertando seu ventre, e perguntando:

— Quando foi à última vez que teve seu sangramento mensal? — Renesmee esfregou os olhos, tentando se lembrar.

— Eu... Não sangrei mais, desde que deixei a minha terra. — De imediato, Renee parou de apalpá-la. Endireitou os ombros e sorriu.

— Calculo que sua criança nascerá em Dezembro — declarou. Renesmee empalideceu. Ela estava esperando um filho no ventre?

— Estou... Grávida? — murmurou incrédula.

Antes que Renee tivesse tempo de responder, a porta do quarto foi aberta e Nessie tornou a cobrir-se com a coberta. Deus! Como Jacob reagiria quando soubesse? Declararia seu amor e a pediria em casamento? Assustada, rezou para que assim fosse, pois não conseguiria suportar a possibilidade de abandono. Pelo menos, não no momento.

Jacob irrompeu o quarto, seguido por Seth e Sam. Os três avançaram para a cama com a cautela de soldados temendo uma emboscada, forçando Sue, e Renée a se encostarem às paredes para não serem esmagadas.

— Ela morreu? — perguntou Sam, esticando o pescoço para ver melhor.

— Claro que não — retrucou Seth. — Não vê que ela está piscando? — Voltou-se para Renée. — A moça vai morrer?

Jacob temia que fosse verdade, pois Renesmee ainda estava muito pálida.

— O que ela tem? — perguntou para Renée. Sem esperar por resposta, fitou Nessie. — Sente-se melhor?

Nessie fitou-o sem saber o que dizer. Precisava encontrar uma desculpa. Decidiu retardar a notícia sobre o bebê até que tivesse certeza dos sentimentos de Jacob a seu respeito.

Renée veio em seu socorro.

— Claro que a moça está bem.

Seth e Sam, entretanto, não pareceram muito convencidos disso. Jacob insistiu.

— Ela não está falando e continua branca como a neve.

— Sim — reforçou Seth. — Renesmee sempre fala pelos cotovelos.

— E como a menina pode falar com vocês três, gigantes, ocupando quase todo o espaço do quarto e absorvendo o ar? — Sue segurou os pelo braço. — Saiam! Agora mesmo!

Renesmee quase riu ao ver Seth resmungar e rumar para a porta como um menino contrariado.

— Nessie? — Jacob que ficara para trás, a fitava, preocupado. — Tem certeza de que está se sentindo bem?

— Sim, de verdade — respondeu ela. — Nunca me senti melhor.

— Muito bem — interferiu Renée. — Agora que a própria moça o reassegurou, trate de sair como seus amigos. Terá que tomar conta dela esta noite, e Reensmee precisa de repouso.

Jacob encarou-a com olhos brilhantes.

— Repouso? Pensei que ela estivesse bem. — Um sorriso doce iluminou o rosto de Renesmee.

— Ela está bem, mas...

— Muito cansada — interrompeu Renesmee, quase gritando, e temendo que Renée dissesse segredo. — Apenas isso, Jacob. São problemas femininos.

Isso a fez balançar a cabeça em concordância, evitando que Renesmee mentisse mais. Inclinou-se e depositou um beijo suave em seus lábios, depois rumou para a porta e a fechou com um estrondo ao sair.


Renee cruzou os braços sobre o peito amplo.

— Agora, milady, vai me contar por que não quer que Jacob saiba que está esperando um filho.

Isso foi à última gota, e Renesmee começou a chorar.

— Não chore milady — pediu Sue, começando a soluçar também.

— Não precisa contar logo para Jacob — disse Renee, sor­rindo para Renesmee.

— Mas quanto tempo levará para que os sinais da gravidez apareçam? — quis saber Sue.

Renee franziu a testa, ajeitando as cobertas sobre o ventre de Renesmee.

— Dois meses, talvez menos.

— Tão cedo? — comentou Sue, preocupada.

Novas lágrimas brotaram de seus olhos de Renesmee.

Segurando a mão da amiga, Sue também começou a chorar, pois ela sabia o plano de vingança de Jacob contra a família de Renesmee.

Mais tarde, Jacob entrou no quarto. Agora, ali, diante dela, via que Nessie levantava-se devagar, com dificuldade, e sofreu muito com isso. Mas Nessie não sorria. Ao contrário, viam-se lágrimas em seus olhos.

— Nessie... — Jacob aproximou-se, na intenção de tomá-la nos braços, mas as mãos dela, erguidas, fizeram-no parar. Entendia a atitude dela e perguntou, com carinho: — Como está querida?

— Com o coração machucado e dolorido e estou com muita fraca e com estômago doendo muito.

Ele sorriu de leve. Gostava até do modo um tanto alegre com que ela falava, mesmo sendo com certa ironia. Sentia sua pulsação batendo forte, e imaginava se a dela estaria assim também. Então, não esperou por mais nada: aproximou-se mais e, tomando-a para si, beijou-a.

Renesmee abandonou-se em seus braços. Por mais que ainda se sentisse magoada, todo seu ser clamava por Jacob, e queria muito saborear a delícia daquele momento com seu amado.

Jacob não a apertava contra o peito. E, quando seus lábios se afastaram, murmurou:

— Queria muito que seu mal estar passasse para mim, meu amor...

— O mau estar diminue quando você me beija.

— Desse modo... Acho que devo ficar beijando-a até que esteja recuperada.

E Jacob passou a beijá-la, com suavidade, na testa, no nariz, no rosto, na boca... E a paixão o fez apertá-la um pouco mais e provocar-lhe um gemido.

— Mais mesmo assim devia estar descansando... — o lorde murmurou ainda muito próximo e carinhoso. — Quer que eu a carregue de volta à cama?

— Não, não é necessário. Preciso apenas me apoiar em seu braço.
Jacob a levou até o leito e ajudou-a a se deitar. Ficou ali, sentado bem perto, até que Nessie adormeceu.

Permaneceu olhando-a, arrependendo-se da vingança e tinha que devolvê-la a sua familia... Mas manteria sua palavra de honra, embora a tentação fosse muito grande e tivesse vontade de esquecer o que, um dia, jurara.

Muito arrependido e triste, enterrou a cabeça nas mãos, querendo esquecer que o irmão da mulher que ele amava, havia destuído a sua aldeia e matado a sua mãe.



(***)


— Não esperarei mais. — Emmett olhou para todos na mesa. Cada rosto demonstrava níveis variados de desalento, preocupação e medo.

O clima estava tenso nas terras dos Cullen. Desde o desaparecimento de Renesmee, eles haviam procurado-a por todos os cantos, mas não a encontraram.

Rosalie estava sentada à direita e colocou a mão sobre a de Emmett.

Tentava afastar a raiva e a impaciência da voz, mas percebeu que falhara miseravelmente ao ver a esposa se encolher.

Olhou para Edward, pedindo ajuda.

— O que me diz? Quanto tempo ficará procurando pelos arredores do castelo enquanto esperamos um pedido de resgate?

— Já esperamos demais. — Quando Bella bufou descontente, Edward encarou a esposa. — Não posso continuar aqui preocupado. Preciso fazer algo para encontrar a Renesmee.

— Como saber se ela não fugiu com um amante?

Todas as cabeças se voltaram para Bella. Edward se exaltou:

— Ela não faria tal coisa.

— Renesmee não cometeria essa desonra. — As palavras de Emmett sibilaram por entre os dentes.

Os dois irmãos tinham falado ao mesmo tempo, fazendo Bella afundar no assento. Ela ergueu as mãos, como se estivesse a defender-se de um ataque.

— Perdão. Só imaginei que ela talvez tivesse encontrado alguém de quem gostasse… alguém que vocês julgariam inadequado.

Emmett se endireitou na cadeira à ponta da mesa.

— O que está dizendo?

Todas as três mulheres riram de maneira estranha.

— Oh, meu querido marido. — Rosalie meneou a cabeça. — Quantos homens já lhe pediram permissão para desposar Renesmee?

A esposa de Jasper, Alice, perguntou:

— E quanto rechaçou?

Emmett grunhiu

— Quando Renesmee voltar fará um casamento relâmpago com Nahuel!
Quando estava no meio do salão, Jasper, irmão do meio, entrou na fortaleza.

— Agora é tarde para tentar arranjar um marido para Renesmee.. — Mandaram nos entragar isso.

Jasper estava pálido, segurando o embrulho branco contra o peito. Era óbvio que se tratava de um lençol, mas temia abri-lo.

— Pelo amor de todos os santos, Jasper, onde está o bilhete com a quantia do resgate?! — Rosalie impacientou-se.

Ele retirou um papel de dentro de uma pequena bolsa de couro que trazia amarrada à cintura.

Rosalie, tomando a iniciativa, como sempre fazia, mesmo diante dos homens da família, pegou o papel e abriu-o sobre a mesa, junto a um candelabro. Leu em voz alta:

- Eu, Lorde Jacob Black, senhor das terras Black, neste dia me comprometi com Renesmee Carlie Cullen. Ela é minha hóspede e assim permanecerá. Seu sangue virginal lhes é enviado como prova de que consumamos nossa união. E, até o momento em que eu permitir, ela não deverá entrar em contato com sua família. Qualquer incursão às minhas terras será entendida como hostilidade e recebida com força armada.

Edward pegou o lençol das mãos de Jaasper e abriu-o. Diante de todos estavam as manchas reveladoras. Em seguida, jogou a peça ao irmão, como se ele fosse responsável pelas notícias que trazia.

— Se é um compromisso o que têm, então por que esse Jacob a impede de ver a família? — indagou Rosalie, com voz sombria.

Edward andou calmamente até a construção mais próxima e desferiu um golpe que furou a parede de madeira. Então, cuidando dos dedos que sangravam, virou-se para perguntar:

— Quando partimos? Porque temos descobrir se Nessie fez seus votos por vontade própria, sitiaremos Black e a traremos de volta junto de quem realmente a ama e a quer bem.

— Não se preocupe, Edward ,— Jasper colocou a mão gentilmente sobre o ombro do irmão. — Você sabe que Renesmee só se entregaria para alguém se realmente gostasse mesmo.

Emmett engoliu em seco. Olhou pelo pátio e fez algo que raramente fazia: rezou, pois sabia o motivo que Jacob havia capturado Renesmee.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010


Capítulo 9 – Encontro - PVO Jacob - Parte1


Havia dormido por horas, só acordei quando tivemos que fazer uma conexão em Nova York, voltando a dormi em seguida. Meu corpo doía, estava super cansado e louco para chegar ao hotel, tomar um bom banho e depois sair para andar um pouco pela cidade.

Caminhei até o setor de bagageiro, peguei minhas malas e quando caminhava em direção a saída, olhei para frente e vi, há uma distância aceitável, a criatura mais linda do mundo.  Senti meu coração disparar, meu corpo petrificou, mal conseguia respirar ou desviar os olhos daquela menina, com corpo e rosto de boneca me observando. Meu estômago começou a se revirar, como senti na primeira vez que transei, todos os pelos do meu corpo se arrepiaram. Era a sensação mais estranha do mundo. Não sabia porque me sentia daquela maneira, mas foi só vê-la para meu corpo reagir.

Linda! Perfeita!

Senti alguém esbarrar em mim e sai do transe, podendo pensar de forma racional pela primeira vez em minutos. 

Está proíbo de gostar dessa garota, Jacob Black! Proibido! Ela é seu objeto de vingança. Apenas isso! Apenas isso!! Não cairás em nenhuma armadilha do coração. Não amará mulher alguma! Entendeu?
Você é Jacob Black... Nunca se esqueça disso!

Comecei a me dar conta do que acontecia, de que caminhava para ela e sorria naquele momento. Estava completamente confuso e precisava manter a minha cabeça em ordem para não por tudo a perder, mas meu corpo reagia mesmo antes que pudesse raciocinar.

Linda!! OH GOD! Como quero essa mulher! Como quero me deleitar nesse corpo virginal...

Mal conseguia respirar e a cada passo que dava, que via mais claramente as feições de seu rosto, meu coração batia mais acelerado e um estranho nervoso me consumia por inteiro. Parecia um adolescente sofrendo com as sensações do primeiro amor, mas não era um adolescente. Sim um homem decidido e com objetivos próprios.

O que é isso que sinto? Se preciso, arrancarei o coração do peito... Arrancarei. Não me permito gostar de ninguém além de mim!


Parei a centímetros dela, observando cada traço delicado de seu rosto, sua pele branquinha, narizinho arrebitado, pequenas maças do rosto, uma boca desenhada e perfeita para ser beijada, lindos olhos azuis que mais pareciam um oceano de tão lindos, um rosto cumprido e perfeito contrastando com seus cabelos negros. Usava um vestido cinza com um casaco preto, deixando as lindas pernas branquinhas, com aqueles joelhos, que davam vontade de morder, de fora.

Tenho que confessar que desejei mais do que tudo aquela garota, que mais parecia uma Barbie em forma de mulher, sentindo a minha ereção se formar enquanto observava o seu rosto e o seu corpo, desejando tocar a sua pele, cheirar os seus cabelos e beijar os seus lábios para sentir o gosto de sua boca. Mas o meu lado racional me trazia a realidade, mostrando que tinha que ser forte e não perder o foco de meus objetivos.

Ela sorria para mim de forma tão encantadora, que por um bom tempo não consegui se quer dizer lhe alguma palavra que não denunciasse o meu estado.

- Jacob... – Sussurrou e sua voz soou como música para os meus ouvidos, fazendo os pelos do meu corpo se eriçarem novamente. Parecia um demente, nada parecido com o Jacob Black conquistador que costumava a ser. Mas as coisas que ela me fez sentir me deixou completamente desarmado. Queria falar algo de impacto, mas a única coisa que vinha a minha mente era: “Eu preciso ter você”.

- Renesmee... – Sussurrei e tentei me recompor diante da criatura mais linda do mundo, que havia me tirado completamente do centro de controle de minhas emoções. Pela primeira vez na vida não tinha o controle sobre elas.

- Desculpa por vir te receber. – Disse sem graça, dando de ombros enquanto me observava com face de admiração, paixão... Sem lá o que. Gostei daquilo... Sim, gostei.

Ela me olhava de forma que mulher nenhuma nunca me olhou. Seu olhar era, quente, forte e penetrante. Parecia conhecer a minha alma e me deixava completamente sem ação. – Eu estava ansiosa demais para te ver. – Confessou.

- Estou realmente surpreso, Renesmee. – Reduzi o espaço entre nós e lentamente fui aproximando o meu rosto, até beijar gentilmente o seu. Senti meu corpo congelar e um monte de emoções estranhas explodirem dentro de mim. Quis tomá-la nos braços e abraçá-la, e no momento seguinte também quis gritar. Não sabia o que fazer, tive medo de falar besteira, de me denunciar ou deixá-la perceber que estava completamente fascinado. Senti que se estremeceu ao meu toque, então lentamente me afastei e ficamos nos encarando em silêncio. Aquele momento foi estranho... Bem estranho. Não sei dizer bom o que, mas algo aconteceu quando nos olhamos. Os segundos pareciam eternos para mim.

- Pode me chamar apenas de Nessie, por favor. – Pediu com sua voz melódica. O som foi algo muito agradável e todos os meus pelos se ouriçaram novamente.

- Só se você me chamar apenas de Jake. – Disse sorrindo, lembrando que poucos me chamam de Jake e me sentia melhor com o apelido, que fazia me lembrar de um tempo bom em minha vida.

- Tudo bem, Jake. – Respondeu envergonhada. – O motorista está esperando para te levar ao hotel. Sabia que chegaria bem cansado da viagem e achei por bem facilitar a sua vida. - Sua voz cantante era doce, tranquilizadora e fazia me esquecer de tudo, inclusive os motivos que me levaram a ir até Seattle. Assenti com a cabeça e caminhamos juntos para saída.

- Você é um amor. – Respondi tentando ser carinhoso. Sabia que precisava deixar a menina encantada comigo, mais do que já estava, e não podia de forma alguma me esquecer dos interesses que tinha, apesar da avalanche de sentimentos.

Chegamos ao estacionamento e o seu motorista, um senhor muito bem vestido, abriu a porta traseira do carro, entreguei as malas para ele e entramos.
Ela se sentou ao meu lado, a uma distância segura, mas pude perceber que estava tensa, com suas pernas balançando o tempo inteiro. E eu por minha vez, também me sentia extremamente desconfortável, louco para tocá-la, sentir mais do seu cheiro e um pouco do seu gosto.

Você está proibido de sentir algo por essa ai! Você vai fazê-la se apaixonar por você e depois acabar com a vida dela.

Vai deixá-la maluca de paixão e depois fazê-la sofrer muito. Entendeu? Não se esqueça que os Cullens são os culpados por tudo o que aconteceu de ruim na sua vida. E essa idiota vai pagar pelo que o avô me fez... Por isso, Jacob Black, está proibido de se apaixonar... De sentir pena dela... Quem tem pena é galinha, seu idiota!

-Para onde vamos? - Perguntou o motorista, olhando pelo retrovisor. Então peguei a minha carteira no bolso da calça, tirei o pedaço de papel com o endereço e o entreguei a ele, que apenas assentiu com a cabeça e deu partida. – Obrigado!- Ele me devolveu o papel e todos ficamos em silêncio durante a viagem.

Ás vezes eu a olhava de soslaio e via a sua aflição, as mãos se apertando de forma nervosa, o desespero a consumindo e os pequenos gestos suaves que vazia com os lábios, a forma como piscava os cílios e as pernas balançando. Podia observar discretamente cada momento, como se estivesse em câmera lenta e sentia meu coração se bater cada vez mais forte. Aquilo estava, definitivamente, me enlouquecendo.

Droga, Jacob! Comeu “merda”? O que está fazendo? Não vai estragar o seu plano por causa de um rabo de saia. Ela não merece que sinta nada! Só merece que a faça sofrer... E o fará... O fará com toda a certeza... Não existe clemência em seu vocabulário. Entendeu sua mula?

Chegamos ao hotel e trocamos umas breves palavras antes de me despedir.

- Obrigado pela gentileza, Renesmee. – Disse já de pé ao seu lado, vendo aqueles olhinhos azuis brilhantes me encarando com intensidade. Senti novamente um monte de sensações estranhas e tive que controlar a minha respiração, que ficou mais pesada naquele momento.

- Fico feliz que tenha gostado da surpresa e que me ache gentil. Mas prefiro que me chame de Nessie. – Sua voz invadiu novamente os meus ouvidos como música suave, deixando me completamente desarmado. Quis tomá-la em meus braços ali mesmo, mas contive os meus impulsos e não o fiz.

- Eu tenho que me acostumar com o seu apelido. Onde vivo e trabalho as pessoas se tratam de maneira formal e essa coisa de apelido é estranha para mim. – Disse para ela, ainda observando a profundidade dos seus olhos e os pequenos tremores em seus lábios... Deus como quis beijar aqueles lábios!

- Tudo bem, Jake! Entendo perfeitamente. – Respondeu sorrindo.

- Você almoça comigo? - Perguntei ansioso para passar mais tempo ao seu lado e descobrir mais sobre ela. Vi um sorriso lindo se abrir, deixando a mostra os lindos e perfeitos dentinhos brancos. Senti todos os pelos do meu corpo se eriçarem no momento em que respondeu e tocou a meu braço de forma gentil.

Jacob, “Filho da puta” o que está fazendo? Não vai se derreter por ela! Eu proíbo você disso! Vai seduzir essa Cullen e “fuder” com a sua vida. Isso é o que fará! Então diga que está cansado e marque com ela para o jantar. Você precisa se recompor e pensar nisso tudo. Se sair com ela agora, estará completamente perdido... Perdido.



- É tudo o que mais quero. – Ficamos em silêncios por segundos. Não consegui responder e tentava me recompor.

- Eu estou um pouco cansado e também não sinto fome agora. Acho que é o fuso horário. Ficaria muito tarde para você me encontrar às duas horas? Se ficar tarde, podemos deixar para o jantar. – Tentei desfazer o convite gentilmente, achando que ela não toparia ir almoçar tão tarde. Mas infelizmente a garota era mais persistente do que imaginava. E começava a admirar aquilo nela. Porque assim como eu, corria atrás do que queria.

- Sem problemas, Jake. – Pegou a minha mão e fez um leve carinho. – Desculpe por está sendo tão atirada. Mas eu passei a vida inteira pensando em você e não consigo me conter, quando está assim tão perto. - Disse sem graça, abaixou a cabeça envergonhada e eu, em um instinto, segurei o seu queixo e o ergui para que me encarasse. Depois fiquei olhando em seus olhos e fui aproximando o meu rosto do dela lentamente, como em câmera lenta, e beijei a sua bochecha, já aflito por não sentir o gosto dos seus lábios. Aquele foi o momento do quase... Sim! Eu quase a beijei. Era tudo o que queria fazer, independente do que meu lado racional dizia.

Com certeza você é atirada e não tem simancol... Atrevida... Determinada... Eu adoro isso... Tá doidinha para dar e depois que provar a fruta. RARARA Não vai querer outra vida, que não seja “fuder” comigo!

- Você é encantadora... Não atirada. – Afastei-me, inebriado pelo seu cheiro e a sensação do seu toque fazendo correntes elétricas percorrerem o meu corpo, dei um sorriso malicioso e encarei seus olhos novamente. – Obrigado pela carona, Nessie. – Disse com a voz sexy de macho predador e ela me olhava com encantamento e aflição. Percebi que queria subir comigo, mas se o permitisse, tudo estaria perdido e quebraria uma das regras mais importantes: NÃO COMER A DELICINHA ANTES DO CASAMENTO!

GOD! Como conseguirei conter o meu “caralho” pulsando por ela? Tenho que apressar as coisas rapidamente... Tenho... Vai ser minha de forma ou de outra... Completamente minha... “Fuder” sua “bocetinha” todinha... Sim, eu o farei com vontade... Nunca senti tanta vontade com ninguém. Você me deixa louco de tesão.

- Estarei aqui com o motorista te esperando às duas. – Disse, eu assenti e me virei para entrar no hotel, ainda me sentindo torpe com as sensações estranhas que havia sentido nos últimos minutos.



Fui até o hall do hotel, fiz o meu check in, depois de pegar o meu cartão de acesso, parti para o quarto louco para tomar um banho e relaxar o meu corpo de toda aquela tensão. Caminhei até o elevador, pressionei o botão do terceiro andar e fiquei refazendo os acontecimentos do dia.

Não posso ter caído nos encantos dessa garota! Não posso! Tenho que me focar em meus objetivos: Dinheiro, poder e vingança.

Oh céus! O que está acontecendo comigo? O que? Eu te odeio por me fazer desejá-la tanto, Nessie... Eu te odeio! Eu te odeio! Sua bruxa! Como conseguiu me deixar desse jeito? Como? Não desistirei da minha vingança! Nunca! Pelos meus pais...

Sai do elevador, caminhei em direção ao quarto, passei o cartão na porta e a abri. Entrei no pequeno quarto, bem menos confortável do que gostaria, observei a grande cama, a TV de plasma, luminárias na cabeceira, uma pequena mesa com duas cadeiras, o ar condicionado e um pequeno closet.

Caminhei até a mesa e coloquei as malas sobre ela. Depois a abri e tirei uma boxe para vestir depois do banho. Fui para o banheiro, coloquei a boxe sobre a pia, tirei as roupas e entrei no box, abrindo o chuveiro em seguida.

Comecei a me lembrar o rosto da delicinha, dos gestos delicados, a boca trêmula, a sua voz cantante invadiu meus tímpanos, lembrei do cheiro suave do seu perfume e quando percebi, eu “pau” já estava armado.

Eu toquei o meu “caralho” e comecei a estimulá-lo, fazendo movimentos rápidos com as mãos enquanto me imaginava “fudendo” aquela “boceta” apertadinha, chupando aqueles pequenos seios branquinhos e delicados. Imaginei cada detalhe do seu corpo, enquanto senti prazer e gemia me fantasiando comendo a delicinha...

OH Estou perdendo o juízo! Nessie...Nessie...Wooowww Nesssie! Como eu quero você... Vai pagar por roubar o meu juízo, garota! Vai pagar e não imagina quanto! Vou “fuder” a sua vida... Eu prometo... Wowwwww Wowwww Como é apertadinha! Gostosa... Woooowww

Os espasmos do meu corpo começaram a explodir em um gozo delicioso, para não dizer fantástico, espirrando o meu esperma por toda a parede do box. Sorri com aquela sensação maravilhosa de prazer. Nunca havia sentindo tanto prazer me masturbando... Nunca precisei me masturbar. Mas o fato de pensar nela, no seu corpo virginal e seu gosto me fazia sentir tudo de forma intensa.



- Ordinária!!! Eu te ensinarei a não brincar com fogo, delicinha. O que você fez comigo não se faz. Mas sofrerá em minhas mãos... Sofrerá tudo em minhas mãos. Só te odeio ainda mais por me fazer te querer tanto, sua vadia Cullen! Acabo com a sua vida em dois tempos... Eu juro... Eu juro. – Esmurrei a parede com raiva do que estava sentindo por ela. Mesmo sem saber o que aquilo significava, tinha ódio profundo das reações que havia causado em mim.

Sai do banheiro,  fui para o quarto, deitei na cama e tentei dormir um pouco. Mas estava sem sono depois da longa viagem para Seattle.

Depois de certo tempo apaguei novamente.