sexta-feira, 8 de outubro de 2010



Leah Clearwater - Meus motivos... Novo recomeço




Cansei de chorar as minhas dores, de sofrer calada e destilar o veneno sobre as pessoas.

Estava tão cansada daquilo tudo. Cansada de sentir inveja e raiva da felicidade alheia, de olhar nos olhos de Jacob e ver a amor e a felicidade que sentia pela sua “monstrinha”... Cansei! Não quero mais isso! Hoje eu tomo uma atitude e coloco as cartas sobre a mesa. E se ele não me quiser, não ficarei aqui chorando essa dor, com despeito corroendo a minha alma... Não mesmo!



Sai de casa, corri até a floresta, tirei as roupas e me transformei em loba... Na loba que roubou os sonhos de felicidade, que me condenou a ser a criatura horrenda. Odiava a minha condição, o que me transformei e tudo o que sofri por naquele maldito carma de uma linhagem de grandes guerreiros Quileuts.



Ainda me lembro do dia da minha transformação e as mudanças irremediáveis em meu corpo. Mas o problema não foi só a mudança física e sim a emocional que sofri, ao constatar que estava presa a uma maldição que me condenaria a infelicidade.



Flash Back on



Sentir a dor insuportável se intensificando em meu corpo. Uma estranha queimação tomou conta de cada um de meus órgãos. Senti dificuldade de respirar, paralisei caída no chão e comecei a gemer de dor, enquanto implorava por ajuda. Mas ninguém me ouviu, ninguém veio ao meu socorro ou me disse que tudo ficaria bem. Estava completamente sozinha e apavorada, sem saber o que se passava enquanto achava que estava morrendo.






- AHAHAHHHHHHHH!! HUHU!! MÃEEEEEE!! AHAHAHAHHHH!! - Soltei um grito de pavor, misturado com a dor me sufocando, queimando as minhas entranhas.






O meu inteiro queimava, eu me contorcia de dor no chão da floresta, não conseguia me mover, gritar já era quase impossível e já tinha soltado o meu último grito pedindo socorro. A garganta queimava, boca e língua ardiam como se houvesse engolido um como de água quente. Fiquei em posição fetal, sentindo a estranha transformação ocorrendo em meu corpo. Era como se minhas células estivessem se queimando, meus músculos sendo estirados como se fossem lesionados.






Lembrei da vez em que sofri uma distensão no joelho, na aula de educação física. Naquela época achava que não havia dor mais terrível... Estava enganada! Completamente enganada! Os músculos do meu corpo estavam todos sofrendo um estranho estiramento e a dor era insuportável. Não sabia o que era pior. Se a sensação do corpo pegando fogo ou dos músculos sendo estirados, deixando me na mais completa agonia. Já não podia me mexer, chorar, correr ou gritar... estava completamente paralisada pela dor.






Senti uma forte cólica e o sangramento em minha vagina. Pensei que fosse morrer com aquela dor insuportável, que só veio a somar ao meu sofrimento enquanto estava caída em posição fetal naquela poça de sangue... o meu sangue que jorrava abruptamente. Passei horas agonizando sozinha até me transformar em uma horrenda criatura.






- Eu estou louca! Sim! É claro que o sofrimento me enlouqueceu! – Sentia as “patas” batendo forte contra a grama sobre o duro chão de La Push. E apesar de muito escuro, podia enxergar e ouvir perfeitamente tudo a minha volta. A Noite já não me assustava... não mais pela constatação da minha loucura.






Sentia os “pêlos” do meu corpo esvoaçando contra o vento frio. Corri o mais rápido que podia, com o frenesi daquela estranha sensação que a corrida me proporcionava. Já não havia mais dor, contudo o medo ainda habitava a minha alma.






Parei em frente a um rio para olhar a imagem na água, tendo a certeza que as sensações que sentia não passavam de loucuras da minha cabeça... Sim! Estava louca! Mas para o meu mais completo desespero, o que vi era a imagem de uma enorme criatura acinzentada, um brande focinho que se assemelhava a de um cão. Longas orelhas e os olhos castanhos escuros vibravam inquietos sobre a trêmula água.






- Não! Não! Não! Não pode ser... não sou eu... enlouqueci... o quê.. o quê...






- Lee, você está me ouvindo¿ Pode me ouvir¿ Sou eu, Sam!






- Não! Além de ver um enorme cachorro, agora ouço a voz de Sam em minha mente... Estou louca! Estou louca! OMG!






- Você não está louca... apenas se transformou em uma loba.






- AH¿ COMO ASSIM¿ UMA LOBA¿



Fim Flash back off



Aquele não foi o início do meu drama, mas parte da explicação que precisava para entender o motivo dele ter me esquecido. De ter se apaixonado pela minha prima e rompido com todas as promessas que fez para mim.



Ali soube que minha vida estava arruinada e fiquei uma pessoa completamente desprovida de compaixão.



Sofri muito por Sam, mas com Jacob foi ainda pior e vendo o tão feliz e esperançoso, precisava tomar uma atitude definitiva e partir para uma nova vida.



Diria a ele sobre os meus sentimentos e depois, se me renegasse, abandonaria aquela vida de loba e partindo da reserva. Aquela foi a minha decisão final e não havia como mudar... Já não suportava mais sofrer... Precisava ser amada.



Corri pela floresta e cheguei próximo a casa dos sanguessugas. Parei atrás de uma moita e observei Jacob rindo enquanto brincava com a “monstrinha”



- Aff! Não suporto isso! Com tantas mulheres no mundo, tinha que se prender logo a uma filhote de sanguessuga¿ Inferno! Auuuuuu! - Uivei e ele veio até mim e depois tirou a bermuda para se transformar em lobo. – Você deveria ser preso por ser tão gostoso!!!



- Lee¿ O que se passa¿ Senti uma aflição em seu uivo. – Falou comigo através dos pensamentos.



- Jake, já não aguento mais e preciso que sabia o que sinto. – Hesitei por um momento, procurando as palavras certas para lhe dizer o que sentia. – Eu amo você... muito mais do que amei Sam e não suporto mais vê-lo desperdiçar a sua vida com essa filhote de sanguessuga. Sei que se me der uma oportunidade... uma única... sei que posso... – Sentia as lágrimas já se formando em meus olhos e não conseguia continuar. Vi o seu olhar triste ao colocar o focinho no chão. Coloquei o meu junto ao dele e ficamos em silêncio.



- Eu na posso, Lee... é mais forte do que eu. – Foi sua única resposta e depois comecei a ver imagens de nós dois correndo juntos pela floresta e o carinho que sentia por mim. As suas lembranças me doeram mais do que a transformação e já não havia mais como continuar.



- Estou partindo, Jake... Espero que seja feliz. – Ele assentiu com o focinho e eu dei as costas e comecei a correr para bem longe. Precisava chorar... chorar muito e colocar a dor para fora.



- Lee, o que você tem¿ Por que esse desespero¿ Foi Jake¿ Você se magoou novamente. – Era a voz de Embry falando comigo enquanto corria pela floresta. Sentia uma dor tão forte apertando o meu coração e apesar de saber que aquilo machucaria toda a matilha, não conseguia me conter.



- Estou partindo, Embry... dessa vez é para sempre. Por favor, não venha atrás de mim! Preciso encontrar uma razão para viver... deixe me em paz! – Corri o máximo que podia naquela circunstância e me esforcei para afastar as vozes me minha mente. Ouvia Seth, Quil, Embry e Jacob falando ao mesmo tempo, para tentarem me persuadir a ficar. Mas eu não queria e não podia mais ouvir as vozes... simplesmente não dava.





Depois de um bom tempo, finalmente consegui ficar sozinha e pensar no que faria da minha vida. E a decisão já estava tomada. Só não sabia para onde ir e como recomeçar.



Decidi voltar para casa e pegar as poucas coisas que tinha para colocar o pé na estrada a sumir no mundo. E foi exatamente o que fiz. Voltei para casa ainda na madrugada, depois de correr sem rumo muitas horas. Procurei não fazer barulho e ocultar a minha presença. Arrumei uma velha mochila Jeans com as poucas roupas que tinha, peguei alguns objetos pessoais e o pouco dinheiro que havia aguardado após meses de trabalho na oficina com os rapazes. Parti na alvorada da noite, sem deixar notícias do meu paradeiro. Contudo, apesar da dor, sabia que precisava dizer adeus ao menos a minha mãe... ela precisava de uma última palavra.



Mãe






Sei que será difícil aceitar a minha decisão. Mas espero que entenda que já não suporto mais.


La Push não é mais o meu lugar confortável e preciso recomeçar a minha vida longe de tudo isso. Preciso encontrar alguém que me ama do jeito que sou e voltar a viver como a antiga Lee, que ficou para trás com a rejeição, por isso não chore por mim. E quando pensar que eu não voltarei, lembre se que fiz isso em busca da minha felicidade.






Eu amo você e ao Seth... Nunca se esqueça disso!






bjus


Lee



Coloquei a mochila das costas e parti na velha mota que havia montado no tempo em que trabalhei na oficina.



O mundo era o meu rumo e viveria cada dia como se fosse o último. Pensando que um dia poderia encontrar a minha felicidade.



DOIS ANOS DEPOIS



- Leah! Pode atender aquela mesa, por favor¿ - Jessica me perguntou quando voltei com os pedidos da cozinha. Fiz um muxoxo, porque odiava receber ordens dela e sabia perfeitamente. Mas não estava com o humor muito bom para discutir com ela.



- Tudo bem, Jess! – Respondi e entreguei os pedidos a Vic, que se caminhou para os seus clientes com a bandeja cheia. Peguei o bloco de anotações e quando levantei a cabeça para olhar a mesa que Jess havia pedido, levei um susto e senti meu corpo gelar ao observar a figura do lindo rapaz de pele morena, cabelos negros, sobrancelhas grossas e marcantes, maçãs do rosto arredondada, um peitoral largo e bem definido. Caminhei até a mesa, com a expressão séria, e perguntei o que desejava.



- Bom dia! O que deseja¿ - Encarei o seu olhar, que me fitava de cima a baixo com um sorriso maroto nos lábios. Senti vontade de socar a sua ara. Afinal como se atrevia a me olhar daquela forma¿



- Vai fingir que não me conhece, Lee¿ - Perguntou tocando a minha mão, fazendo um leve afago. Eu a puxei e senti meu corpo estremecer de nervoso naquele momento.



- Para de gracinhas, Embry¿ O que vai querer¿ - Perguntei mal humorada, enquanto ele ria para mim com a maior expressão de felicidade do mundo.



- Velhos hábitos não mudam nunca, Lee¿ Continua com o mesmo mau humor, mesmo após dois anos¿ - Mordeu os lábios, segurou a minha mão e voltou a acariciar, deixando me completamente paralisada naquele momento.



- Como me achou aqui¿ Por que veio¿ De certo não foi para fazer um lanche.- Disse encarando o seu olhar, enquanto meu coração palpitava de nervoso. Eu me sentia estranha e não entendia o motivo daquilo. Afinal Embry e eu formos “amigos” por algum tempo e nunca havia sentido nada por ele. Não entendia porque justo naquele momento sentia meu coração vacilante.



- Passei dois anos viajando a sua procura, garota. Nunca tive que ralar tanto para conseguir o que queria. Mas em fim... eis me aqui. – Ficou de pé, reduziu o espaço entre os nossos corpos e olhou no fundo nos meus olhos. Havia um brilho tão intenso em seu olhar, suas feições estavam diferentes e nada me lembravam aquele moleque sem vergonha, que vivia correndo atrás das periguetes da reserva. Havia virado um homem... um lindo homem.



- Do que está falando, Embry¿ Seja mais explicito! Não tenho tempo para xaradas. – Respondi desviando o meu olhar. Não queria me perder e sabia se me permitisse olhar mais algum tempo, estaria completamente perdida por ele.



- Lee, eu sempre te amei. – Disse com a voz tranqüila, abrindo aquele sorriso de moleque, que apesar dos anos, permanecia o mesmo. Tocou o meu rosto com as costas das mãos e ficou me olhando por longos segundos antes de continuar. – Quando você partiu, quase enlouqueci. Pensei que não agüentaria sem você e deixei a matilha inteira ensandecida pela minha dor. Eu te procurei por muitas cidades e não te achava. Pensei que havia te perdido para sempre. Até que... – Seus olhos estavam cheios de lágrimas e havia uma dor profunda em suas palavras.



- Até quê¿ - Perguntei curiosa para saber como havia me encontrado.



- Estava vendo uma reportagem de TV na semana passada e nela parecia esse bar. E quando vi de relance a garçonete, tive a certeza que era você. Todos acharam que estava louco, afinal só vi de perfil e você estava mais magra, os cabelos longos e também havia o uniforme. Mas o meu coração me dizia que estava certo. Então liguei para a emissora e peguei o endereço, descobrindo que você estava em Vancouver. – Começou a rir balançando a cabeça. – Você foi bem esperta, garota! Não pensamos que viria para o Canadá. kkkk Mas eu te encontrei e agora não te largo nunca mais. Pode me mandar embora, pode me bater e me xingar. kkk



- Você é louco, Embry¿ - Perguntei sentindo meu coração batendo a mil por horas. Era completamente estranho aquela sensação. Senti um frio em minha barriga e algo se revirando meu estômago. Meus olhos se encheram de lágrimas ao constatar que estava condenada a viver só. Afinal ele era um lobo e como tal sofreria o imprinting com alguém mais cedo o mais tarde. E eu, vacinada contra o sofrimento, não estaria perto para ver aquilo acontecer... eu o colocaria para correr e sumiria no mundo novamente.



- Eu amo você, Lee! Não adianta tentar fugir novamente... – balançou a cabeça e depois segurou o meu rosto com as duas mãos. – Não permitirei que suma novamente... não mais.



- Embry, por favor, não! – Implorei chorando, sentindo medo de sofrer tudo novamente e raiva por aquele estranho legado que nos prendia as lendas Quileuts. Sabia que não era sensato ficar com ele e estaria cavando mais uma cova para mim. Precisava fugir e não passaria por tudo aquilo novamente. – Vai embora! – Estava chorando muito, quando ele me abraçou forte, envolvendo me em seus braços musculosos. Senti me de certa fora protegida e não quis sair mais de seus braços. Meus sentimentos ficaram confusos e não sabia mais o que faria. Não sabia se tentaria fugir ou se me entregaria aquilo. Fazia tanto tempo que não e sentia daquela forma, por isso era envolvida pelo medo de me afundar ainda mais do que das outras vezes.



- Eu não vou te abandonar, Lee! Eu prometo pela minha própria vida. – Beijou a minha testa e começou a colher as minhas lagrimas com os dedos de forma carinhosa, enquanto me fitava no fundo dos olhos de forma penetrante.



- Você vai sofrer o seu imprinting e eu serei abandonada novamente. Será que não entende¿ Será que não se compadece do meu sofrimento¿ Não posso! – Coloquei a cabeça em seu peito, fechei os olhos e senti a dor com as lembranças aflorando em minha mente de forma cruel. Via os olhos de Jacob em direção a “mostrinha” e os de Sam para Emily. Quis morrer, mas ele me acalmou com as suas suaves carícias.



- Quando você nos abandonou e desistiu de ser uma loba, tomei a minha decisão... – Segurou o meu queixo e erguei o meu rosto para fitá-lo. – Decidi que não seria conduzido por essa estranha magia que chamam de impressão. Que só seria guiado pelo amor que sentia em meu coração. Por isso parei de me transformar, Lee. Não existe e não existirá um imprinting para mim. – Colou a sua testa sobre a minha e ficamos em silêncio por um momento. – Decidi conduzir a minha vida pelo amor e não por essa estranha magia... é você que quero! - Senti seus lábios tocarem os meus e uma estranha corrente elétrica percorrer todo o meu corpo. Nossos lábios se moldaram de forma perfeita, seus movimentos eram lentos e deliciosos. Pediu passagem para a sua língua e começou a explorar cada canto da minha boca. Meu corpo estremeceu e senti um desejo me dominar por completo. Nunca havia sentido aquela sensação tão estranha que ele me proporcionava. E naquele momento eu soube que o queria e que lutaria pelos meus sentimentos.



- Amo você, Lee! – Sussurrou entre beijos. –Nós teremos juntos um novo recomeço... eu prometo.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Capítulo 7

By Mica Black




Renesmee começou a montar seu jardim em um pedaço de terra enfrente o castelo, queria fazer um jardim lindo como em sua casa em Cullen.



— Bom dia, mi lady. Já cedo no seu futuro jardim, — pergunta uma voz rouca.



Renesmee olhou e viu que o dono da voz era Seth.



— Sim algum problema? — Ela respondeu franzindo o cenho, pois lembrara muito bem o que ele a chamou para o Jacob.



— Desculpe, só gostaria de saber se queria ajuda essa semana. Nosso Senhor não me deu tarefas e como conheço muito de plantas queria ajudá-la — indagou.



— Não preciso de ajuda. Eu sei o que você pensa de mim e não o quero do meu lado.



— Mas, mi lady, aquilo foi um belo mal entendido. Agora, conhecendo a Srta. melhor, confesso que me equivoquei. Para mostrar que estou muito arrependido, darei o meu melhor para que esse jardim seja o mais lindo de todos os castelos.



— Tudo bem, Senhor Clearwater. Pode me ajudar, mas não permitirei afinidades!



Seth riu e assentiu com a cabeça.



Nos últimos dias, Jacob percebeu que Renesmee e Seth estavam muito juntos, mesmo sabendo que era por causa do jardim e se enfurecia por estar com ciúmes de Renesmee.



— Bem, Srta. Renesmee, vejo que os lírios estão todos plantados. Agora precisamos fazer um canteiro de rosas o que acha? — Comentou Seth.



— Sim, Sr Clearwater. Logo Jacob vai nos matar ao ver que estamos montando um jardim botânico no castelo.



Os dois riram simultaneamente. Eles andavam demasiados amigos e isso era o alvo das fofocas geradas no Reino. Depois, Renesmee saiu à procura de Jacob. Encontrou-o não muito longe do Castelo, apoiado contra uma árvore torta. Era evidente que a ouvira se aproximar, pois estendeu a mão para trás sem nem mesmo se virar. Renesmee segurou-a e então deixou escapar um pequeno grito de surpresa quando ele a puxou depressa para seus braços.



— Pensei em vir e ver onde estava curtindo o mau humor.



Jacob fitou-a, esboçando um sorriso ao deparar com a expressão maliciosa de Renesmee.



— Danada. Não estou de mau humor.



— Claro que não.



— Só preferi vir até aqui a ter de socar um amigo no nariz. Ninguém veio com você?



— Você esta com ciúmes de mim? - Renesmee perguntou, arqueando a sobrancelha direita, com uma face expressando incredulidade.



— Não era para ter? Vocês ultimamente estão muito grudados para o meu gosto. — Disse desgostoso.



— Seth está me ajudando com o jardim!



_ Você é muito dócil, Renesmee. Não percebe quando alguém está com segundas intenções. — Ele exclamou rouco, ao deslizar as mãos pelas costas de Renesmee e puxá-la contra o próprio peito.



Renesmee aconchegou-se contra ele. Era nela que Jacob pensava agora, desejando-a com tanta intensidade que não conseguia se controlar.



— Ele não está aqui agora — ela murmurou, ficando na ponta dos pés para beijá-lo sob o queixo.



— É verdade — Jacob disse ao comprimir-se contra Renesmee e imaginar porquê se torturava assim.



— E nem seus criados.



Jacob encarou-a. Os olhos dela estavam iluminados pelo mesmo desejo que o fazia arder em chamas. A paixão que Nessie despertava nele era uma loucura a lhe incendiar o sangue. Antes, bastavam alguns minutos para saciar-se com qualquer mulher. Com Nessie, cada vez que fazia amor, sua necessidade parecia aumentar. Olhou ao redor. Estavam completamente sozinhos. Não havia sinal de perigo, embora ele estivesse tão perturbado pelo desejo que não se surpreenderia se isso lhe ofuscasse a visão. Fitou Nessie no momento em que ela corria a língua pelos lábios. Com um gemido, beijou-a.



A paixão explodiu entre os dois. As mãos de Jacob estavam em toda parte, e Renesmee tentava febrilmente corresponder a cada carícia. Rezou para que ninguém aparecesse. Estavam esfaimados demais um pelo outro, tresloucados de necessidade e incapazes de ser cautelosos.



Muito tempo depois, quando o tremor do êxtase deu lugar a um prazer langoroso e a respiração de ambos voltou ao compasso normal, Jacob beijou-a suavemente.



— Você leva um homem à loucura, meu anjo — disse baixinho.



— É uma loucura deliciosa! — Renesmee murmurou e enrubesceu ao arrumar as saias.



Ao vê-la tão vermelha e com um toque de nervosismo nos movimentos, Jacob ajeitou depressa as calças. E segurou as mãos agitadas de Renesmee que fechavam o corpete. Esperou que ela o encarasse. E sorriu quando finalmente o fitou por sob os cílios espessos.



— Não fizemos nada a lamentar, fizemos? — Ele perguntou, e lhe deu um beijo na ponta do nariz.



— É que às vezes acho minha própria falta de inibição um pouquinho desconcertante. — Renesmee retrucou, num tom constrangido. — Quero dizer fazer… isso em plena luz do dia.



— Pensei que tivesse gostado.



— Oh, sim. — Ela admitiu incapaz de fitá-lo. — É que você estava vendo tudo de mim… Acho que custa um tempo para eu me acostumar.



— Gosto de olhar para você. É muito bonita. — Beijou-a com sofreguidão renovada. — Molhada. Quente. Deliciosa.



Renesmee enrubesceu violentamente de novo, também excitada por aquelas palavras. Fitou-o, pensando em repreendê-lo pelo atrevimento de suas palavras. Mas não fez.



Até o final de semana, Renesmee só via Jacob a noite, pois ele ficava na aldeia ajudando seus homens ainda tinha muito trabalho na aldeia e Jacob ordenou que precisasse de Seth para ajudar na aldeia.



O grande hall estava vazio sem os rapazes e Renesmee olhou em procura do que fazer. Decidiu-se por ajudar a limpar o castelo, pois ele estava precisando de uma bela faxina e decidiu começar pela escadaria, começando a esfregar com vigor os degraus. Sentia-a atormentada em ficar enfornada no castelo sem pode sair nem visitar a sua família. Não entendia por Jacob a proibiu de visitá-los.



Depois de terminar a faxina, ficou algum tempo sentada, pensativa, recordando a última noite passada na cama com Jacob. Um forte rubor subiu-lhe às faces ao lembrar das liberdades que lhe concedera. Como pudera permitir que o Lorde fizesse tudo aquilo com ela? Não tinha orgulho? Ou vergonha? Afinal, era uma Cullen e eles ainda nem eram casados. Seu olhar foi atraído para o ventre plano. Não suportaria jamais a vergonha de dar à luz um bastardo. Deus do céu, era a filha de um duque tinha que contar logo para Jacob sobre a gravidez para assumir votos evitando então que o filho nasça bastardo!



Observou através da janela Sam e o soldado, ouviu-se uma trombeta anunciar a chegada de alguém. Renesmee saiu para ver a comitiva passava pela ponte e aden¬trava o pátio. E Seth e Jacob logo se adiantaram para receber os recém-chegados.



Curiosa, Renesmee saiu lá fora se aproximou, perto de um pilar e observou que eles tinham aparência pacata e até simpática. Sor¬riam, cumprimentavam a todos com efusão. Pelo que Renesmee pôde ouvir, comunicaram a Jacob que Srta. Leah chegaria a alguns dias. Seth, satisfeito, bateu amigavelmente nas costas de Jacob que, curiosamente, não sorria como os demais.



Sam colocou a mão sobre o ombro de Renesmee assustando-a e esse gesto chamou a atenção de Jacob. Ficou ali, parado, olhando para ela, vendo-a sorrir, mas evitou encontrar-lhe o olhar...



Renesmee não viu mais Jacob até o jantar. E, sentado em seu lugar de sempre, no centro da grande mesa, olhava para ela e para Sam com uma expressão diferente, sofrida.



Renesmee pensou que amanhã mesmo tinha que contar para Jacob sobre a gravidez. Então, ele descartaria Leah de vez.



— Renesmee, meu anjo, amanhã poderei ajudar você no jardim. — Disse Seth todo sorridente interrompendo seus pensamentos.



Jacob estranhou a atitude do amigo. Renesmee, por sua vez, notava que Seth, com a expressão mais alegre que usava, era até um homem bonito.



— Creio que amanhã não poderei Sr. Clearwater, pois Sue vai me levar na lagoa para nadarmos.



— Vocês tem ido à lagoa sem meu consentimento? — Jacob perguntou incrédulo.



— Ah, meu querido, você, esses últimos dias, está tão ocupado e não poderia me acompanhar-me e Sue é uma excelente companhia.



— Mas você sabe que tem soldados por toda a parte no castelo e poderiam ver vocês nuas!



— Ah, Jacob, não sou tola. Eu sei os horários do plantão.



— Mas estou ordenando que não vá mais! Perdeu o juízo, Renesmee? Você está se comportando como uma atrevida que quer ser observada nua! — Esbravejou Jacob, fazendo com que os olhos de Renesmee marejassem.



— Como ousa dizer algo assim? Perdeste o juízo, Jacob? Sabes muito bem que não sou uma vadia qualquer! Eu vou à lagoa apenas para banhar-me e aproveitar o sol! — Retrucou Nessie.



— Eu não quero que você volte lá! — Jacob disse com o maxilar trincado. — Não quero que ninguém a observe! Alguém já pode ter visto você e Sue se banhando, mas não dera pistas sobre a sua presença!



Jacob sentia a consciência mais do que pesada. Não poderia deixar que o ciúme tomasse conta dele e lhe tirasse o bom senso.



— Nós não notamos ninguém! Pelo amor de Deus, Jacob! Não é um pecado banhar-me na lagoa! Por favor, eu já não posso nem ver os meus familiares, deixe-me ter este lazer! — Implorou Renesmee sentindo um aperto no coração ao lembrar dos familiares.



Jacob olhou ao redor e viu os amigos encarando a discussão do casal em pleno jantar. Notou um pequeno sorriso ameaçando aparecer no canto da boca do Seth, porém, preferia não ter visto. Isto fez sua ira aumentar, mas tentou agüentar o extinto que dizia para discutir mais ainda com Renesmee. Não podia tolerar tal exposição de sua parceira.



— Não quero ouvir mais nada. — Não a encarava. Sua única vontade era poder interromper o curso de aconteci¬mentos que estava em ação e que, eventualmente, iria ter um fim dolorido para ambos.



— Venha, Nessie. Você não pode ter emoções fortes. Vá descansar! — Sue apressou-se a falar, segurando-a pelo braço.



Jacob mordeu o lábio inferior, diante de mais aquele olhar de decepção e reprimenda. E franziu o cenho preocupado por Sue falar com Renesmee daquele jeito. Será que ainda não havia melhorado? Despistou o pensamento ruim e começou a lembrar dos momentos maravilhosos que tinha passado com Renesmee. A risada, a beleza e a suavidade dela, enfeitiçavam-no.



Mas seu dilema tornava-se a cada momento mais e mais intenso. Não queria desejar Renesmee dessa forma. Não queria deixá-la partir. Jamais. Não queria que outro homem viesse a tocá-la como ele próprio fazia. Renesmee era sua e de mais nin¬guém! Não conseguiria viver imaginando que outro a tinha, dava-lhe prazer, fazia-a gemer... Não. Seria insuportável!



Caminhou em direção a escadaria para subir ao quarto, mas lembrou-se que seu quarto era o mesmo de Renesmee e sentiu-se ainda pior. Decidiu caminhar no pátio.



(***)





— Infeliz! Homem estúpido! Grosseiro! — Renesmee dizia irritada caminhando por um lado e por outra no quarto. Porém, recuou diante de quem apareceu na porta. Seth Clearwater a olhava, parecendo atônito. Seus olhos, endurecidos, mas também surpresos, passavam-lhe pelo corpo, avaliando-a inteira, pois Renesmee já pusera sua roupa de dormir.



Mesmo envergonhada, Renesmee não vacilou. Protegeu-se atrás da porta, dizendo:



— Teria sido melhor se tivesse se anunciado antes de entrar.



— Eu teria se tivesse me dado chance. Mas estava ocupada demais dando nomes a alguém. E, na verdade, agora acho me¬lhor não ter batido.



— Claro... O que deseja?



— Como assim?



— Bem, qual o propósito de vir me procurar?



— Ah, sim. Queria lhe mostrar, lá no jardim, o balanço que fiz. Queria ter mostrado no jantar mais Jacob parecia ocupar você.



— Devia ter me falado logo no jantar. — Renesmee ia fechar a porta, mas o pé de Seth a impediu.



— A Srta. vai ver?



— Se me permitir que eu me vista! Estarei lá embaixo em alguns minutos.



Seth sorriu e se foi. Na escadaria, a risada aumentou e ressoou até Renesmee. Com gestos rápidos, ela se vestiu e des¬ceu achando isso muito estranho, pois era noite não dava para ver muito bem o jardim, pois precisavam melhorar a iluminação.



Na escadaria, topou com Jacob subindo, que logo a impediu com o braço.



— Aonde a srta. pensa que vai?



— Seth quer me mostrar o balanço que ele fez no jardim.



— Mas que historia essa? Seth está perdendo o amor pela vida! — Jacob disse incrédulo.



Ela sentiu-se tonta de repente. Sua boca estava amarga e o estômago revirava.



— Você está bem? — Jacob preocupou-se.



— Eu já disse para me deixar em paz! — Ela afastou as mãos dele e seguiu se apoiar na braçada da escada. Curvou-se e vomitou.



Os braços de Jacob estavam ali novamente, amparando-a.



— Sinto muito por ter gritado com você no jantar — disse ele, cari¬nhoso.



Renesmee apoiou-se a ele, sentindo que, caso não o fizesse, desabaria ali mesmo. Jamais se sentira tão mal, nem tão en¬vergonhada.



Seth observou tudo de longe e pegou um pano e umedeceu e aproximou-se de Jacob.



— Use isto — Seth oferecia um pano molhado, que Jacob passou pelo rosto dela, aliviando-a sobremaneira.



— Obrigada... — Renesmee enfiou o rosto no tecido molhado, respirando fundo. Estava recostada a Jacob e tentava acalmar-se. Quando a tontura passou, aventurou-se a abrir os olhos.



— Por tudo que é santo, Nessie, o que houve?



— Estou bem agora, não ando me alimentando bem. Só isso.



Jacob não estava acreditando nessa história, ela podia notar. Levanto-a e levou-a con-sigo. Junto à porta do quarto, parou e encarou-a.



— Vamos, diga-me o que aconteceu. Não vou engolir a história que me contou lá em baixo.



— Agora está me chamando de mentirosa! — Ralhou Renesmee.



— Ok, Renesmee, não vou te atormentar mais. Já é tarde e como passou mal, precisa descansar. Eu ainda vou demorar a dormir, então não me espere.



Jacob deu um beijo na testa de Renesmee e saiu.



Seguiu pelo Hall, encontrando Sue junto as escada limpando o vômito de Renesmee



— Quero lhe falar — anunciou, e Sue veio ao encontro de Jacob.



— Esta manhã, Nessie sentiu-se mal e agora de novo. Você sabe o que isso significa?



— Senhor Jacob, vocês vivem como um casal e estão sujeitos a tudo!



— Sue você esta sinuando que Renesmee esteja esperando um filho meu?



— Não posso afirmar nada. Não sou curadeira.



— Se ela passar mal novamente, avise-me.



Estaria Nessie grávida? Ainda era impossível saber...



No dia seguinte, Renesmee levantou-se. Precisava encontrá-lo. Talvez pudessem con-versar a respeito. Talvez pudesse convencê-lo a irem juntos ao encontro de sua família para pedir permissão para que se casassem, pois logo sua rival iria chegar e tinha sensação que tinha que resolver isso o quanto antes.



Estavam todos na mesa principal fazendo o desjejum e Jacob mostrava muito atencioso com Renesmee e forçando a comer Renesmee serviu-se de pão, queijo, frutas, enquanto Jacob contava suas expectativas para a aldeia com Sam. Renesmee pegou na mão de Jacob vendo que seria a hora da revelação.



— Jacob, meu amor, tenho que lhe contar algo muito importante.



— Pois diga minha princesa — Jacob soltou um belo sorriso.



Quando o senhor se preparava para escutar a revelação de Renesmee, Quil entrou no salão, anunciando a entrada de alguém importante, e Jacob sussurrou:



— Não estávamos esperando ninguém, Leah chegaria a alguns dias e não hoje.



Renesmee sentiu que estava prestes a conhecer a mulher que ela disputaria com seu Jacob. Observou a jovem que entrou no salão, com gestos graciosos, se aproximou da mesa e abraçou Jacob.



Leah era alta, com formas exuberantes, e de cabelos negros. A pele era branca como marfim, e seus olhos de um azul profundo. Renesmee estremeceu ao perceber que o olhar em sua direção era curioso, mas também calculista. Renesmee estava tão absorta no que via que co¬meçou a cambalear, sendo amparada por Sam.



— Ela pode ter nascido bela, sim, mas também nasceu ruim como um javali enfezado — comentou o soldado, em voz bem baixa.



Jacob estava mudo e pálido. Ele temia a possível reação de Renesmee ou uma provocação por parte de Leah.



— Vou ter que ficar em pé o dia inteiro? — Disse Leah.



— Venha, Leah. Eu a conduzo a seu lugar — Jacob ofereceu, colocando-a ao seu lado.



Renesmee assistia à cena sem entender como ele era tão gentil com uma mulher que se mostrava tão grosseira e não era nada dele. Sentiu a mão de Seth em suas costas. Ele lhe indicava o lugar a seu lado, na mesa. Serviu um cálice de suco e deu-o a ela. Renesmee con¬trolava-se para não jogar o líquido no rosto da recém-chegada.



Durante o desjejum, mesmo tendo Seth a seu lado, ofere¬cendo-lhe os mais deliciosos quitutes, Renesmee não conseguiu comer. Sentia-se nauseada. Sue parecia estar se sentindo tão mal quanto Nessie. Seus olhares se encontraram ao Jacob com rejeição. Seth voltou-se para o que Nessie colo¬cara em seu prato: um bom pedaço de pão de aveia. Cortou um pedaço e comeu-o, sabendo que precisava colocar algo no estômago. Renesmee olhou-o e sorriu, como se estivesse se agradecendo pelo pedaço de pão, e Jacob percebeu o movi¬mento. De cenho fechado, ele depositou seu cálice sobre a me¬sa.



Nessie não agüentava mais o clima tenso e levantou-se.



— Creio que desejo me recolher — disse Nessie sem fitar o anfitrião.



Jacob tomou-lhe a mão.



— Entenda que sou obrigado a agir assim. — Renesmee afastou-se com brusquidão.



— Jacob quem é essa fulana horroroza? E topetuda? — Comentou Leah arrogantemente.



— Não insulte lady Renesmee — murmurou Jacob de dentes cerrados.



— Ela é sua amante? — Disse Leah incrédula.



— O que acontece entre lady Renesmee e a mim, não é da sua conta!



— Quero saber aonde vou dormir?



— No quarto que Sue preparou para você.



— É junto com o seu? — Perguntou leah descaradamente.



— Não! — Exclamou Jacob não acreditando que ousara tal pergunta.



Jacob entrou no escritório junto com Sam, Seth, Quill e Paul para discutir a decisão de Jacob em quem honrar os votos e sobre a vingança.



Renesmee desceu do quarto já se sentindo melhor e resolveu procurar Jacob para terminar o assunto que fora interrompido, ouviu vozes no escritório fechado e decidiu escutar.



— -O que vai fazer agora, Senhor? — Indagou Sam



— Eu realmente não sei!



— Uma das duas o Senhor tem que honrar — Paul disse.



— Se for à lógica, tem que ser lady Leah. Ela é sua predestinada desde pequeno, é rica tem muitos dotes e não é filho de seu maior inimigo! — Murmurou Quil.



— Eu sei! Mas Renesmee...



— Raciocine, Jacob. Lorde Emmett nunca vai consentir essa casamento, ele o odeia e ainda mais, ao saber que a usou para uma vingança, ele pode até tirar todos os dotes de Renesmee por causa do Senhor. - Disse Seth, pensando em Renesmee, assim como na Leah.



— Parem homens! Senhor Jacob, eu sei que o senhor é dono do seu coração, mas não creio que seja feliz com lady Leah. — Disse Sam.



— Mas pense melhor! Lorde Emmett colocou fogo na nossa aldeia, matou sua mãe! — Disse Quil.



— Não! — O grito escapou dos lábios de Renesmee sem que, ao menos, o percebesse lhe vindo à boca. Não podia ter ouvido direito. Vingança?!



Ela ficou estática, com os pensamentos conturbados e dúvidas cruzando sua mente. Será que ela ouvira corretamente? Jacob havia usado-a?



Jacob ficou parado, rígi¬do, calado. Só agora ele percebera que Renesmee ouvira tudo o que fora discutido.



— Você me usou por uma vingança! Você acusa meu irmão de destruir a vila? E para atingi-lo me usou? — Renesmee acusou. — Todos neste castelo ouviram suas palavras, prometendo ficar comigo e eu tonta acreditei que o Senhor me amasse.



Lágrimas ameaçaram transbordarem dos olhos de Renesmee. Não podia acreditar em tal feito. Tudo não se passara de uma mentira! E agora? E o seu filho? O filho que seria concebido ao mundo com apenas o amor da mãe. Sim, ela já amava a criança em seu ventre!



Houve alguns segundos de silêncio ainda, até que ele res¬pondeu:



— Renesmee a usei sim como vingança no começo, mas agora eu...



Renesmee entreabriu os lábios, chocada. Usava toda a sua for¬ça interior para não tremer. Tudo o que vivera com ele não passara, então, de uma mentira! Jacob a tinha enganado! Fizera ela se apaixonar por ele! Por vingança. Fizera-a acreditar que era sua prometida, que seriam marido e mulher. Por vingança...



Mal conseguia respirar. Uma fúria intensa se apoderava de sua mente. Seu coração batia descompassado, movido pela de¬cepção e pela mágoa.



Um novo sentimento, que desconhecia por completo, pul¬sava em suas veias. Ódio. Tão intenso que poderia ser tocado.



— Meu Deus! Fui usada. Você roubou o bem mais valioso que eu tinha: minha virgindade! Apenas para atingir meu irmão! E tenho certeza que não foi ele quem fez isso. — Renesmee disse, sentindo-se totalmente desamparada, pois sabia o quão verdadeiras eram suas palavras.



Jacob abriu a gaveta da escrivaninha e retirou um pedaço de tecido e mostrou para Renesmee.



— Achei isso do lado do corpo de minha mãe. É pedaço de tecido bordado com o símbolo da sua família.



Renesmee pegou o pedaço de pano e cheirou. De fato, era de seu irmão Emmett. Lágrimas escorreram dos olhos de Nessie, devido à confirmação de tal artimanha de seu irmão.



Todos no escritório continuavam em silêncio. Podiam ouvir cada palavra. Renesmee sentia seu peito espremer-se numa agonia sem fim. Tinha sido para ele o que jurara jamais ser... Uma amante apenas. Todo o desprezo que sentia por Jacob brilhava em seus olhos muito verdes.



— Não somos mais um só. E agora juro, diante de todos aqui reunidos, que nada mais devo aos Black. Nada que seja meu lhe pertence. Se eu “estivesse grávida”, você jamais teria di¬reitos sobre meu filho, pois nunca estivemos legalmente uni¬dos! Não lhe devo mais lealdade, nem respeito. Nada. E nem minha família! — Renesmee olhou para Leah que chegara agora no escritório, e concluiu: — Você escolheu muito bem sua companheira para a vida toda, Jacob. Nada mais perfeito do que uma harpia e um men-tiroso.



Saiu do escritório antes que sua raiva e mágoa a de¬nunciassem. Ou que fizesse alguma coisa da qual viesse a se arrepender mais tarde.



Jacob há tempos temia a reação que ela teria diante da situação. Sabia que Renesmee se sentiria humilhada, destruída. Já não pre¬cisava preocupar-se mais. Havia ódio nela e esse sentimento a manteria forte.



— Jacob, mande prender essa louca — Leah instigou.



Ele a ignorou, abaixando-se para pegar o pedaço de pano jun¬to a seus pés. Voltando-se para Sam e Paul, Jacob deu suas próximas ordens:



— Cuidem para que todos os guardas evitem que Reensmee deixe o reino.



Usando um tom baixo, para que apenas Jacob o ouvisse, Sam indagou:



— Não acha que deveríamos deixar que a moça voltasse ao seu reino? Já teve sua vingança. Mantê-la aqui, onde será forçada a ver vocês dois juntos todos os dias, vai destruí-la.



— Ela não deve partir! — Jacob sabia que era errado forçá-la a ficar, mas não conseguia imaginar-se longe de Renesmee, sem poder vê-la nunca mais. — Tenho o direito, já que ela sinuou uma suposta gravidez, então ela tem que permanecer aqui como... Hóspede.



Sam meneou a cabeça, ao que Jacob rebateu:



— Já chega! São minhas ordens!Eu sou o senhor aqui!



Suas palavras ecoaram pela sala. Todos já se retiravam e ele bem sabia porquê. Muitos nem tinham tentado disfarçar o desagrado diante dos fatos, pois tinham passado a admirar e até a gostar de Renesmee Carlie Cullen. Sua honestidade e de¬terminação tinham cativado as pessoas de seu reino.



Sentou-se numa cadeira próxima, enfiando os cotovelos nos joelhos, pensativo. Baixou a cabeça e enfiou as mãos pelos cabelos. Estava tomado pelo demônio quando decidiu vingar-se. Agora seu coração a Renesmee estava ligado, inexoravelmente. Sentia-se amputado de seu próprio sentimento. E ele lhe faria falta para sempre, estando presente e dando-lhe a falsa impressão de ainda permanecer em seu corpo.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010


Capítulo 10 – Encontro – Parte 2

PVO Jacob

Trim Trim

Era o telefone do quarto tocando, despertei assustado depois de cochilar um tempo.

- Alô! – Disse com a voz sonolenta, espreguicei-me na cama e rolei meu corpo sobre os lençóis. - Tem uma moça aqui aguardando pelo Senhor. – Disse o homem.

- Renesmee Cullen? Se for ela, peça para aguardar no carro que já estou descendo. – Pedi bocejando e tentando arrumar coragem para levantar, mas de uma forma estranha eu sentia vontade de estar perto dela, de inalar o seu cheiro, sentir o seu toque e as sensações estranhas que causava em meu corpo.

- Sim! É ela e já avisarei. Obrigado! – Disse e desligou.

- Droga! Tinha que cochilar?-  Levantei correndo da cama, coloquei uma camisa branca, calça Jeans, meias branca, sapatos pretos e uma jaqueta preta de couro. Corri para o banheiro, penteei os cabelos, escovei os dentes e depois fui até a mala para pegar o perfume, passei um pouco e depois voltei ao banheiro para ver se estava LINDO... Sim eu estava LINDO! Meu ego me afirmava isso enquanto me olhava.

Sai do quarto, caminhei até o elevador, esperando por uns dois minutos, depois entrei e apertei o botão do térreo. Comecei a sentir uma estranha ansiedade me dominar, meu coração começou a bater mais rápido e aquela sensação esquisita no meu estômago havia voltado.

O que é isso que estou sentindo? Que saco! Tenho que me controlar! Tenho que me controlar!

Eu sou Jacob Black, lindo, maravilhoso, gostoso e dono da situação. Essa fedelha não vai conseguir me conquistar... Não mesmo... Isso é apenas tesão por ainda não ter comido a sua “bocetinha”... Depois passa... Vai passar,  com toda certeza.

Sai do elevador e caminhei até a saída, avistei o seu carro do outro lado da rua, atravessei e a vi colocando a cabeça para fora da janela. E mais uma vez, meu coração me traiu batendo freneticamente ao vê-la.

Mas que “caralho” é esse? Calma Jacob! Calma! Você é o dono da situação.

- Boa tarde! Desculpe o atraso. – Disse e tentei fazer cara de envergonhado. – Acabei adormecendo. – Conclui.

- Sem problemas. – Respondeu assentindo com a cabeça para fora da janela e logo sem seguida, o motorista abria a porta para eu entrar. Então entrei no carro e me sentei ao seu lado, sentindo-me nervoso e acuado, sem saber direito o que dizer ou o que fazer. Tinha medo de perder o controle da situação e precisava desesperadamente me manter sereno.

- Você que conhece a cidade, pode dizer para aonde vamos agora? – Disse encarando o seu rosto mais encantador, com os cabelos presos e alguns fios caindo sobre a face. Observei a sua vestimenta, que caia lhe bem usando uma calça preta e uma linda blusa marfim.

- Jimi para o shopping, por favor. – Ordenou e o carro deu partida. Ficamos nos olhando por mais um tempo e mais uma vez me perdi na imensidão do seu olhar. Era uma sensação estranha. Comecei a sentir medo daquele sentimento que aflorava dentro de mim e mais ainda do que teria que fazer para ter a minha vingança. Sabia que ela não tinha culpa, mas seria o meu instrumento e não poderia de forma alguma perder o meu foco.

- Que tipo de comida você gosta, Nessie? - Perguntei para quebrar aquele clima estranho, observando a bater os dedos nas calças, enquanto me olhava de soslaio. Sabia que estava terrivelmente nervosa, tanto quanto eu e de alguma forma teria que tornar aquela situação mais confortável para nós.

- Eu como um pouco de tudo. – Disse sorrindo, virando o rosto para me olhar e vi novamente aquela expressão de encantamento em seu rosto. Soube naquele momento que realmente me amava ou na pior das hipóteses era completamente neurótica e precisava de um tratamento. O fato era que ela me olhava como se não houvesse mais nada a sua volta, como se eu fosse o centro do seu universo, observando o meu rosto atentamente, acompanhando cada pequeno gesto que eu fazia. Aquilo me fez sentir bem, afinal nunca em minha vida uma mulher havia me olhado com amor e não apenas com desejo pelo meu corpo. Mas com ela era diferente... Era mágico. – Minha mãe diz que sou magra de ruim. – Deu um ligeiro sorriso. – Mas hoje quero levar você a um restaurante italiano maravilhoso.

- Você come tanto assim? Do que gosta? Fala um pouco de você, da sua vida, seus amigos, sua família, gostos e paixões. – Queria saber tudo sobre ela. De alguma forma estava completamente encantado e precisava conhecer os detalhes da sua vida, mas não pela vingança, sim por uma necessidade de me aprofundar em sua alma e descobrir quem era aquela garota tão audaciosa que havia me feito a proposta mais estranha, e corajosa, do mundo. Queria saber de onde vinha sua força e coragem para lutar por um homem que nem conhecia.

- Não tem muita coisa sobre mim. Sou apenas uma garota que ama a vida, a família, os amigos, os animais, que ama pintar e vê beleza em tudo. Que acreditar que nada é tão ruim e que as pessoas podem mudar independentes da situação. Sei que existe muita gente ruim nesse mundo, mas acredito que todo mundo merece uma segunda chance, merece a felicidade e o amor para completar a sua vida. Acho que o amor é a fonte da vida e que se as pessoas amassem seus semelhantes como amam o seu umbigo, o mundo seria maravilhoso. – Ela começou a falar sobre as suas convicções e fiquei impressionado como uma moça tão jovem podia falar com tanta paixão da vida e do ser humano. Fiquei pensando se as suas palavras se aplicavam a mim e se algum dia eu também seria capaz de mudar por amor. Mas comecei a me lembrar das palavras do meu pai em seu leito de morte: os Cullens... Os Cullens... Eles são os culpados.

Senti um ódio me consumir e uma vontade de acabar com tudo naquele momento. Mas no minuto seguinte, estava preso as suas teorias sobre o ser humano, sobre aprender a dá sem a expectativa de receber, fazendo bem ao seu semelhante independente de raça, religião, sexo ou time de futebol. kkk Ri nessa parte.

Ela era tão incrível, tão inteligente que parecia uma mulher madura com mais de trinta anos, mas em outros momentos as suas palavras apresentavam uma ingenuidade de uma menina de 13 anos, fazendo da vida uma grande utopia que nem mesmo Lenen ou Staley em seus maiores devaneios pensariam. Mas ela ainda achava que tudo deveria ser compartilhado e tinha o pensamento de uma socialista.

OH God! Se Carlisle deixa o seu patrimônio para ela, estava arriscado a dividir tudo com os pobres. Será que ela não sabe que quem só faz caridade para os outros e não pensa em seu próprio bolso acaba “fodido”? Mente pequena essa!

Não ligo se quiser fazer uma doação para o meu bolso. Daí a distribuir o dinheiro com a sociedade protetora dos animais, dos velhinhos, das crianças abandonadas já é demais. AFF!

- Chegamos, senhorita Nessie. – Disse o motorista, estacionando o carro na porta do shopping.

- Obrigada, Jimi! Quando estivermos prontos para sair, ligo para vir nos buscar. Pode tirar o resto do dia de folga. Só precisarei de você a noite. – Disse sorrindo para ele, que saiu do carro para abri a porta para nós.

- Obrigada! Ficarei de prontidão a espera de vocês. – Respondeu nos observando sair.

- Onde posso alugar um carro? Não quero ficar dependendo do senhor. – Disse para ele.

- Se eu permito que a menina saia sozinha, o meu patrão me demite. Ele tem muito medo de sequestro e assaltos. E sua neta é o bem mais precioso que possui. Por isso não se incomode com isso. – Deu as costas e foi para a porta do motorista.

- Obrigada, Jimi. – Disse e ele assentiu antes de entrar no carro.

Andamos pelo estacionamento do shopping até a entrada principal e ela continuou a contar sobre as suas convicções de mundo, até pararmos em frente a uma pequena galeria de artes para observar alguns quadros.

Comecei a observar cada gesto delicado, o movimento sutil de seus lábios, a forma meiga como mexia as mãos apontando para os quadros enquanto explicava cada estilo e técnica usada nas pinturas.

Naquele momento, senti o macho predador dentro de mim querendo sair, impulsionando-me para atacar e fazer algo. Tentei lutar contra aqueles instintos, pois sabia que ainda não era hora de falar. Tentei reprimir os sentimentos confusos em meu corpo, enquanto o animal sedento e selvagem implorava para sair de dentro de mim, para tomar aquilo que queria e sacia a sua fome.

Ela continuava falando lindamente, movendo aqueles pequenos e tentadores lábios, enquanto eu lutava para manter o controle das minhas emoções, afugentando o animal que insistia em querer sair e tomar o que era “meu”... Sim! Ela era minha... Eu a queria como nunca quis outra mulher na vida. E a teria em meus braços e satisfaria todos os meus desejos.

Parei diante dela, que se calou e me olhou assustada. Segurei a sua cintura com as duas mãos e puxei o seu corpo para o meu, colando o meu peito no seu. Depois segurei o seu rosto com as duas mãos e o puxei para mim com desespero, colando seus lábios sobre os meus, movendo a minha língua sobre a sua de forma desesperada para sentir o seu gosto, provar do seu necta e saciar o prazer que tanto almejava.

Havia loucura em minha boca, que queimava com  o prazer de cada movimento avassalador, sugando e devorando os lábios delicados e ingênuos, que mal sabiam beijar e só fazia aumentar o meu desejo por saber que eu seria o único, que eu a ensinaria ser fêmea e satisfazer todos os meus desejos mais profundos.

Depois de gozar o meu prazer devorando os seus pequenos lábios, pedi passagem para a minha língua e invadi a sua boca de forma desesperada, ansiando pelo todo da sua língua. Havia tanta loucura e desespero, que pensei que fosse devorar a sua língua, quando comecei a explorar cada canto da sua boca.

Seu gosto era irresistível e me deixava ainda mais louco de prazer, saciando a minha fome em cada movimento sinuoso naquela batalha espetacular de paixão e desejos que explodiam em nós. Sentia que mesmo sem saber beijar, correspondia o meu desespero, afagando o meu corpo com seus dedos, agarrando se a mim como se o mundo fosse acabar naquele momento.

Nós nos completávamos perfeitamente, como se fossemos duas partes perfeitas de um mesmo objeto partido. Ela era perfeita para mim e eu perfeito para ela. Nada podia quebrar o encanto daquele momento, em que só existia uma entrega verdadeira e desesperada por cada toque, cada movimento de nossas bocas, línguas e corpos desejosos de prazer.

Senti a minha ereção de formar, fazendo o meu “caralho” pulsa desesperado dentro das minhas calças. Se não estivemos no meio de um shopping, teria colocado em qualquer lugar que pudesse possuir cada canto do seu corpo virginal.  Eu a queria de forma completamente insana, desejando sentir o meu corpo pulsando sobre o dela e a fazer gemer em loucura com os meus movimentos. Descei as minhas mãos até as suas nádegas e segurei forte, puxando a para mim de forma que sentisse o tamanho do meu desejo pulsante naquela ereção.

Ela gemeu instintivamente e refreou o meu beijo, saindo dele de forma lenta, colou o seu rosto ofegante ao meu. E ficou arfando de forma rápida, enquanto eu também tentava controlar a respiração.

- Desculpa... – Sussurrei ainda ofegante, passando minha mão de forma delicada em seu rosto. Abri os olhos e a vi de olhos fechados, com o sorriso mais lindo, os lábios inchados e vermelhos por causa do beijo. Senti-me um animal por tomá-la daquela forma, então comecei a dar leves selinhos em seus lábios, ainda queimando de paixão, enquanto ela permanecia estática e de olhos fechados. – Perdão, carinho... Não quis tratá-la assim... Foi mais forte do que eu.

- Eu amei o seu beijo... – Sussurrou sorrindo e abriu os olhos. Passou a mão em meu rosto carinhosamente e ficou me olhando daquele jeito encantado.

- Eu estou apaixonado por você, Nessie... – Admiti para ela, ainda envergonhado pela forma como a tratei no meio do shopping, sem o menor respeito ou compostura. – Beijei a maçã do seu rosto e depois fiquei roçando o meu nariz em cada canto do seu rosto meigo. – Foi inevitável...

- Eu amo você, Jacob... Amo muito... – As lágrimas desciam em seus olhos e comecei a beijar cada uma, sentindo a sua dor e o medo que sentia pelo que estava acontecendo.

- Eu sei, carinho... Vamos sair daqui... Preciso te abraçar e sentir o gosto dos seus lábios novamente. – Peguei a sua mão e com a outra limpei o seu rosto molhado.

Caminhamos de mãos dadas, como dois namorados, até a praça de alimentação. Sentamos uma ao lado do outro, comecei a fazer carinho em seu rosto, passando o meu dedo de forma suave enquanto analisava os seus traços. A todo momento eu a beijava no rosto, na boca, suas mãos, o pescoço delicado roçando os meus lábios de maneira suave e gentil.  Ali me esqueci o motivo daquela viagem, as razões que tinha para conquistá-la e conseguir me casar, de toda a altivez que tinha e fazia questão de mostrar.  Era somente um homem completamente rendido aos beijos da mulher desejada, querendo seus carinhos, seu cheiro e tudo o que aquele estranho sentimento pudesse me dar.

Passamos uma tarde maravilhosa, compartilhando o nosso almoço, tomamos sorvete, entramos em livrarias, lojas de artigos e ficamos conversando sobre a nossa vida. E em dado momento, ela começou a falar do seu grande amigo Seth. Era Seth para lá, Seth para cá, seus passeios, brincadeiras, férias, conversas, os sonhos que compartilhavam e tudo o que ele significava para ela. Aquilo me mostrou que ele era muito mais parecido com ela, em todos os aspectos, do que eu, deixando me completamente irritado com as suas observações e confidências.

Pela primeira vez na vida senti ciúmes de uma mulher e quis passar com um trator sobre o homem que estava sempre nas lembranças de uma Nessie... SIM! Minha!!! Eu passaria sobre ele e a tomaria como a minha mulher. Faria dela a mulher que saciaria todos os meus desejos e não permitiria que ninguém, nem mesmo Seth, se colocasse entre nós dois.

- Seth! Seth! Seth! – Comecei a falar irritado com aquela conversa e ela arregalou os olhos assustada. – Vai ficar falando o resto do dia no Seth? Se for assim, prefiro ir embora. – Disse de forma ríspida e percebi que se magoou e fechou a cara no mesmo momento.

- Seth é o meu amigo, quase o meu irmão e se te incomoda tanto isso, podemos ir embora. – Cruzou os braços e percebi que se segurou para não chorar.

- Desculpa, carinho... – Segurei a sua mão, beijei carinhosamente passando os lábios em seus pequenos e suaves dedos. – Não quero te magoar, Nessie. – Passei o polegar na maçã do seu rosto e fiquei olhando para os olhos que pareciam tristes. – Só fiquei com ciúmes do seu amigo. Como competir com alguém que esteve à vida inteira ao seu lado? Não posso, carinho.

- Nunca houve competição, Jake. – Ela me abraçou forte a aconchegou a cabeça em meu peito. – Eu sempre te amei e continuarei te amando. Mesmo que não me queira. Sabe disso! – Senti meu coração doer ao me lembrar dos motivos que me levavam ali. Sabia que a faria sofrer e que sofreria com isso. Comecei a viver um grande conflito naquele momento e não queria abrir mão da minha vingança. Mas como acabar com os Cullens sem feri-la? Como?

- Eu preciso ir ao banheiro. – Afastei-me dela, olhei mais uma vez os seus olhos azuis e depois caminhei até ele.

Cada passo que dava, parecia ir para a forca e sentia meu coração apertar forte, consumido por uma angustia tão forte, tão profunda que chegava a me sufocar.

Abri a porta do toalete, entrei e caminhei para frente do espelho, abri a torneira, lavei as mãos e comecei a passar água no rosto. E enquanto me olhava, ouvia as palavras do meu pai:

Os Cullens... Os Cullens... Eles são os culpados.

Aquelas lembranças eram amargas e me faziam entrar em um grande conflito: Seguir ou não com a vingança?

Jacob Black, seu filho da “puta”! Você não pode trair a memória dos seus pais. Fará o que for preciso, nem que para isso precise arrancar o coração do peito. Vai acabar com Renesmee Cullen, deixar os Cullens falidos e desfrutar de uma vida confortável.

Não terá pena de nenhum deles! Quem tem pena é galinha!!!
Sem dó... Piedade ou medo! Você seguirá com sua vingança até o fim e vai “fuder” com a vida de todos eles... Você não tem direito de se apaixonar por essa vadia Cullen... não mesmo!

Bonzinho só se “fode” e você já tem se “fudeu” por causa deles! Eles são os culpados e você dará o troco.
Meus olhos começaram a se encher de lágrimas e quando percebi, elas desciam pelo meu rosto sem que pudesse contê-las.
--x--

Nota GLau:
Jacob já está completamente apaixonado e sofrendo por saber como essa vingança será dolorosa para os dois. Nossa!! Acho que será tão penoso quando a Mentira!! Bem
Para saber como será a vingança e vida de casados, só lendo os demais caps.
Espero que tenham gostado! Vocês não imaginam a dificuldade que tive para fazê-lo para vcs.

Obrigada e beijos no core

n/h:
SIM ele estava lindoOOO...de jaqueta de couro...
nossa essa ta boa Glaucia: O MACHO PREDADOR! O ANIMAL SELVAGEM QUERENDO SAIR DE DENTRO DE MIM...OMG! a pobre é ingênua até pra beijar e ele querendo ensinar a ser fêmea? Glaucia tu ta cada dia pior guria. Ops! Quero dizer melhor..kkk...
Esse Jacob é bipolar, uma hora não presta, e outra totalmente apaixonado, assim não dá.
Ei..quero ver o circo pegar fogo no encontro dele com seth...
Bjs...COMENTEM...INSENTIVEM A GLAUCIA... ELA SO VAI MELHORAR.


Capítulo 6
By Mica Black

Renesmee entreabriu os lábios, chocada. Usava toda a sua força interior para não tremer. Tudo o que vivera com ele não passara, então, de uma mentira! Jacob a tinha enganado! Fizera ela se apaixonar por ele! Fizera-a acreditar que era sua prometida, que seriam marido e mulher. Mas por que ele faria uma coisa tão ruim com Renesmee?

Mal conseguia respirar. Uma fúria intensa se apoderava de sua mente. Seu coração batia descompassado, movido pela decepção e pela mágoa. Jacob jogara seu orgulho e sua honra numa latrina! Todos os dias e noites de amor que haviam vivido não passavam de uma enorme mentira sem escrúpulos.

Renesmee, chorando, decidiu procurar por Sue e perguntar-lhe quem era, de fato, essa Leah de quem já ouvira tanto falar e que fora motivo da discussão que acabara de presenciar e porque Jacob é tão ligado a ela. Há algum tempo estava curiosa, ainda mais porque já ouvira muitas vezes esse nome, Leah, sendo pronunciado aos cochichos aqui e ali. Talvez ela gostasse de conhecer mais alguém que mantivesse um relacionamento de apreço com Jacob.

Renesmee tremia devido a avalanche de emoções, ainda com lágrimas inundando seus olhos. Com as costas das mãos, ela limpava os vestígios de lágrimas e continuava a correr. Estava ainda seguindo rumo ao quarto de Sue quando Jacob a alcançou.

— Saia daqui de perto de mim, animal imundo! — Renesmee ordenou.

— Nessie escute...— pedia Jacob com tristeza nos olhos. Ele se arrependia de não ter dito antes sobre a sua vingança ou a sua prometida: Leah. Ele sentia culpa e, ao mesmo tempo, ódio de si por ter escondido algo tão vil de Nessie.

— Não serei sua prostituta! — Passou a andar.

Jacob a seguia. Com passos lentos, mas decididos. Começou a se enfurecer, afinal, Renesmee era uma cabeça dura e nunca o ouviria.

— Seu porco sem coração! — Renesmee continuava a ofendê-lo.

— Quem é essa Leah? Sua noiva?! — Renesmee continuava gritando.

Jacob continuava calado e aproximando-se. Sempre em silêncio. Se sua voz baixa significava perigo, o que significaria seu silêncio?

— Leah foi uma aventura minha. Nessie, meu amor tive muitas mulheres, confesso. Mas nenhuma me tocou no coração como você o fez — Jacob tentava tocar seu braço, mas Renesmee desviava — e Leah é predestinada a mim desde pequena, mas nunca assinei o contrato de noivado.

— Solte-me. Não quero que me toque! — Renesmee deu um tapa no rosto de Jacob o fazendo cuspir fogo.

Com um puxão violento, Jacob passou o braço em volta de seu pescoço, afim de que ela o ouvisse. Ela teve um sobressalto, temendo que a estrangulasse.

— Devia me temer — sussurrava ele, com raiva. — Está me forçando a ser violento, Renesmee Cullen! — Jacob rosnou, baixando-lhe um braço com força.

Parecia haver fagulhas de tensão entre ambos. Renesmee sentia os olhos arderem, numa vontade louca, mas controlada, de chorar.

— Bata em mim. Vamos, bata! — desafiou, num fio de voz que, no entanto, falava tão alto... — É melhor levar uma surra do que ser uma prostituta diante dos olhos do mundo!

Jacob ficou apavorado com tais palavras. Estava com uma vontade assassina de matar Seth. Por que ele tinha aberto a matraca?

— Ninguém ousaria chamá-la assim.

— Não. Claro que não. Pelo menos, não diante de você, somente Seth que te lembrou muito bem né? Mas Seth disse a verdade eu não seria outra coisa: apenas uma prostituta.

Renesmee saiu quase correndo dali.

Todos os músculos de Jacob estavam rígidos, tensos. Seus ombros chegavam a doer.

Seu coração partira-se em mil pedaços ao ver a dor nos olhos de Nessie.

Entre soluços Renesmee entrou no quarto de Sue que a agarrou em prantos.

— O que aconteceu meu anjo? — murmurou Sue apavorada. Renesmee andara tão alegre nos últimos dias e, sem mais nem menos, começou a chorar. Sue estava atordoada com a situação.

— Ele tem outra! Ele me enganou! — Disse Renesmee tristemente.

— Não lhe entendo. Seja mais clara, Renesmee!

— Eu ouvi Seth falar sobre Leah para Jacob, e Jacob me confirmou sobre essa Leah, mas ele me disse que não assinou contrato com ela, mas eu não consigo acreditar nisso! Eu o amo, Sue, e não quero perdê-lo! — Murmurou Renesmee em um fôlego só.

— Leah é predestinada a casar com Jacob se Jacob quiser! Lorde Billy e o pai dela fizeram esses votos quando eram pequenos por causa de dinheiro, mas Lorde Billy deixou bem claro que se Jacob, ao crescer, não querer casar com Leah é somente ele não assinar o contrato.

— Mas por que Seth quer tanto que ele o faça? Pois Seth até me chamou de prostituta!

— Seth lhe chamou disso?

— Sim!

— Seth sempre teve inveja de Jacob, pois Jacob sempre ficou com mulheres muito bonitas e Seth não tinha muita sorte.

— Leah é bonita? — Renesmee perguntou temerosa.

— Ah sim Leah é uma mulher muito formosa, mas não se preocupe. O jeito que Jacob olha para você já demonstra que o ama! Vai se desculpar com ele, Renesmee. Não o jogue de bandeja para Leah!


(***)


Na hora de jantar, Renesmee desceu e se certificou que seguiria os conselhos de Sue e iria lutar por Jacob. Sue lhe deu alguns vestidos ousados dela quando jovem, para que Renesmee usasse.

Jacob olhou para Renesmee espantado. O vestido era lilás e tinha um enorme decote, de maneira que seus seios sobressaíam sob o tecido. Estava com uma aparência ótima, o vestido realçada suas bela curvas.

Sue veio da cozinha trazendo uma enorme tigela com molho. Sorriu, e a colocou diante de Renesmee. Depois fez uma cortesia para os homens, e tornou a ir embora. Logo atrás vinha outra criada trazendo uma travessa de carne de porco assada. Afastou um pouco o molho e colocou a iguaria diante dos senhores.

Jacob notou os seios arredondados que se projetavam para frente, presos no tecido esticado, e não soube o que responder. Aquilo o deixava sem fôlego.

Ela fizera algo diferente com os cabelos também. Ela fez uma trança de lado e colocou um enfeite. Estava suave, feminina, e... Linda.

Sem deixar de fitá-la, ocupou seu lugar à mesa e respirou fundo, passeando o olhar pelos demais homens presentes. Sua expressão voltou a ficar sóbria quando viu vários pares de olhos arregalados na direção de Renesmee.

Todos a fitavam, embasbacados, como se fosse ela o jantar a ser servido.

— Renesmee — disse Seth —, passe-me o molho.

— Claro. — Ela se inclinou e pegou a tigela, passando-a a Seth enquanto relanceava um olhar para Jacob, que mantinha o queixo rijo e fitava os outros homens.

Suspirou. Ele estava maravilhoso, e desejava beijá-lo.

— Pode levar o molho de volta.

Retornando ao momento presente, Renesmee obedeceu de maneira sonhadora, tornando a se inclinar para frente e pegar a tigela. Se o salão não reverberasse com o som de muitas vozes, sabia que Jacob poderia ouvir as batidas de seu coração.

— Pode me passar o molho de novo, Renesmee?

Reensmee se inclinou e estremeceu ao notar a risada irônica do jovem. Fitou Seth e viu seu olhar zombeteiro. Então, ele se debruçou até tocar seu braço, e sussurrou:
— Esta muito linda hoje, Renesmee!disse Seth

Foi à vez de Jacob se inclinar para frente e perguntar sobre o que os dois conversavam. Seth desviou o assunto e pediu para trocar de cadeira com o Jacob, afastando-o um pouco de Renesmee.

O restante do jantar transcorreu sem incidentes. Nessie se sentia inebriada pela presença de Jacob como nunca antes. Sabia que o motivo era a lembrança dos momentos de amor que haviam compartilhado na noite anterior. E a briga de hoje.

Ela estava disposta a mostrar que poderia ser uma mulher melhor do que Leah e Sue estava disposta a ajudá-la.

Brincava com a comida no prato, com os pensamentos distantes.

— Precisa comer — comentou Jacob.

— Não tenho apetite.

— Por acaso está doente? — ele inquiriu com voz preocupada.

— Sim.

E era verdade, refletiu ela. Um calor intenso percorria seu corpo, sentia-se zonza, e seu estômago se recusava a aceitar comida.

Jacob se levantou feliz por ter um motivo para afastá-la dos olhares gulosos dos outros homens.

— Venha. Vou levá-la para o quarto.

— Não se encomode, ficarei aqui aguardando você terminar de comer!

— Venha. Você não parece nada bem, Nessie. — Jacob insistiu.

— Dê-me um motivo para ir embora e pensarei a respeito — disse com dificuldade.

Por fim, ela não precisou mais inventar desculpas. O mal-estar físico fez sua visão se turvar e tudo ficar negro a sua volta. Inclinando a cabeça, desmaiou.

Jacob a segurou antes que seu rosto mergulhasse na tigela de molho.

— Chamem a Sue — gritou, fitando Nessie que estava branca como a neve.

— Acorde, meu amor! — pediu Jacob desesperado.

Renesmee abriu os olhos com relutância e viu Sue inclinada sobre ela. Com os lábios comprimidos de preocupação, junto com uma anciã de cabelos grisalhos com um coque. Quando a mulher tocou de leve na manta que a cobria, Reensmee segurou a coberta de modo instintivo. Não desejava que ninguém tirasse sua roupa.

— Não tenha medo, criança — disse a mulher com voz rouca e grave. — Sou curandeira.

— Não necessito de cuidados — teimou.

— Jacob pensa diferente.

— Quem é você?

— Renée — respondeu a mulher, sorrindo Nessie fitou a mulher de modo suspeito.

— Onde está Jacob?

— Andando de um lado para o outro, ali fora, resmungando como uma fera, e preocupado com sua saúde — respondeu Renée, voltando a segurar a manta para abaixá-la.

Dessa vez, Renesmee permitiu que a descobrisse até os quadris.

Renée se concentrou no exame.

— Tem se sentido mal nos últimos dias?

— Não.

A mulher apalpou seus seios, e, instintivamente, Renesmee afastou suas mãos. Sem se perturbar, Renée prosseguiu, apertando seu ventre, e perguntando:

— Quando foi à última vez que teve seu sangramento mensal? — Renesmee esfregou os olhos, tentando se lembrar.

— Eu... Não sangrei mais, desde que deixei a minha terra. — De imediato, Renee parou de apalpá-la. Endireitou os ombros e sorriu.

— Calculo que sua criança nascerá em Dezembro — declarou. Renesmee empalideceu. Ela estava esperando um filho no ventre?

— Estou... Grávida? — murmurou incrédula.

Antes que Renee tivesse tempo de responder, a porta do quarto foi aberta e Nessie tornou a cobrir-se com a coberta. Deus! Como Jacob reagiria quando soubesse? Declararia seu amor e a pediria em casamento? Assustada, rezou para que assim fosse, pois não conseguiria suportar a possibilidade de abandono. Pelo menos, não no momento.

Jacob irrompeu o quarto, seguido por Seth e Sam. Os três avançaram para a cama com a cautela de soldados temendo uma emboscada, forçando Sue, e Renée a se encostarem às paredes para não serem esmagadas.

— Ela morreu? — perguntou Sam, esticando o pescoço para ver melhor.

— Claro que não — retrucou Seth. — Não vê que ela está piscando? — Voltou-se para Renée. — A moça vai morrer?

Jacob temia que fosse verdade, pois Renesmee ainda estava muito pálida.

— O que ela tem? — perguntou para Renée. Sem esperar por resposta, fitou Nessie. — Sente-se melhor?

Nessie fitou-o sem saber o que dizer. Precisava encontrar uma desculpa. Decidiu retardar a notícia sobre o bebê até que tivesse certeza dos sentimentos de Jacob a seu respeito.

Renée veio em seu socorro.

— Claro que a moça está bem.

Seth e Sam, entretanto, não pareceram muito convencidos disso. Jacob insistiu.

— Ela não está falando e continua branca como a neve.

— Sim — reforçou Seth. — Renesmee sempre fala pelos cotovelos.

— E como a menina pode falar com vocês três, gigantes, ocupando quase todo o espaço do quarto e absorvendo o ar? — Sue segurou os pelo braço. — Saiam! Agora mesmo!

Renesmee quase riu ao ver Seth resmungar e rumar para a porta como um menino contrariado.

— Nessie? — Jacob que ficara para trás, a fitava, preocupado. — Tem certeza de que está se sentindo bem?

— Sim, de verdade — respondeu ela. — Nunca me senti melhor.

— Muito bem — interferiu Renée. — Agora que a própria moça o reassegurou, trate de sair como seus amigos. Terá que tomar conta dela esta noite, e Reensmee precisa de repouso.

Jacob encarou-a com olhos brilhantes.

— Repouso? Pensei que ela estivesse bem. — Um sorriso doce iluminou o rosto de Renesmee.

— Ela está bem, mas...

— Muito cansada — interrompeu Renesmee, quase gritando, e temendo que Renée dissesse segredo. — Apenas isso, Jacob. São problemas femininos.

Isso a fez balançar a cabeça em concordância, evitando que Renesmee mentisse mais. Inclinou-se e depositou um beijo suave em seus lábios, depois rumou para a porta e a fechou com um estrondo ao sair.


Renee cruzou os braços sobre o peito amplo.

— Agora, milady, vai me contar por que não quer que Jacob saiba que está esperando um filho.

Isso foi à última gota, e Renesmee começou a chorar.

— Não chore milady — pediu Sue, começando a soluçar também.

— Não precisa contar logo para Jacob — disse Renee, sor­rindo para Renesmee.

— Mas quanto tempo levará para que os sinais da gravidez apareçam? — quis saber Sue.

Renee franziu a testa, ajeitando as cobertas sobre o ventre de Renesmee.

— Dois meses, talvez menos.

— Tão cedo? — comentou Sue, preocupada.

Novas lágrimas brotaram de seus olhos de Renesmee.

Segurando a mão da amiga, Sue também começou a chorar, pois ela sabia o plano de vingança de Jacob contra a família de Renesmee.

Mais tarde, Jacob entrou no quarto. Agora, ali, diante dela, via que Nessie levantava-se devagar, com dificuldade, e sofreu muito com isso. Mas Nessie não sorria. Ao contrário, viam-se lágrimas em seus olhos.

— Nessie... — Jacob aproximou-se, na intenção de tomá-la nos braços, mas as mãos dela, erguidas, fizeram-no parar. Entendia a atitude dela e perguntou, com carinho: — Como está querida?

— Com o coração machucado e dolorido e estou com muita fraca e com estômago doendo muito.

Ele sorriu de leve. Gostava até do modo um tanto alegre com que ela falava, mesmo sendo com certa ironia. Sentia sua pulsação batendo forte, e imaginava se a dela estaria assim também. Então, não esperou por mais nada: aproximou-se mais e, tomando-a para si, beijou-a.

Renesmee abandonou-se em seus braços. Por mais que ainda se sentisse magoada, todo seu ser clamava por Jacob, e queria muito saborear a delícia daquele momento com seu amado.

Jacob não a apertava contra o peito. E, quando seus lábios se afastaram, murmurou:

— Queria muito que seu mal estar passasse para mim, meu amor...

— O mau estar diminue quando você me beija.

— Desse modo... Acho que devo ficar beijando-a até que esteja recuperada.

E Jacob passou a beijá-la, com suavidade, na testa, no nariz, no rosto, na boca... E a paixão o fez apertá-la um pouco mais e provocar-lhe um gemido.

— Mais mesmo assim devia estar descansando... — o lorde murmurou ainda muito próximo e carinhoso. — Quer que eu a carregue de volta à cama?

— Não, não é necessário. Preciso apenas me apoiar em seu braço.
Jacob a levou até o leito e ajudou-a a se deitar. Ficou ali, sentado bem perto, até que Nessie adormeceu.

Permaneceu olhando-a, arrependendo-se da vingança e tinha que devolvê-la a sua familia... Mas manteria sua palavra de honra, embora a tentação fosse muito grande e tivesse vontade de esquecer o que, um dia, jurara.

Muito arrependido e triste, enterrou a cabeça nas mãos, querendo esquecer que o irmão da mulher que ele amava, havia destuído a sua aldeia e matado a sua mãe.



(***)


— Não esperarei mais. — Emmett olhou para todos na mesa. Cada rosto demonstrava níveis variados de desalento, preocupação e medo.

O clima estava tenso nas terras dos Cullen. Desde o desaparecimento de Renesmee, eles haviam procurado-a por todos os cantos, mas não a encontraram.

Rosalie estava sentada à direita e colocou a mão sobre a de Emmett.

Tentava afastar a raiva e a impaciência da voz, mas percebeu que falhara miseravelmente ao ver a esposa se encolher.

Olhou para Edward, pedindo ajuda.

— O que me diz? Quanto tempo ficará procurando pelos arredores do castelo enquanto esperamos um pedido de resgate?

— Já esperamos demais. — Quando Bella bufou descontente, Edward encarou a esposa. — Não posso continuar aqui preocupado. Preciso fazer algo para encontrar a Renesmee.

— Como saber se ela não fugiu com um amante?

Todas as cabeças se voltaram para Bella. Edward se exaltou:

— Ela não faria tal coisa.

— Renesmee não cometeria essa desonra. — As palavras de Emmett sibilaram por entre os dentes.

Os dois irmãos tinham falado ao mesmo tempo, fazendo Bella afundar no assento. Ela ergueu as mãos, como se estivesse a defender-se de um ataque.

— Perdão. Só imaginei que ela talvez tivesse encontrado alguém de quem gostasse… alguém que vocês julgariam inadequado.

Emmett se endireitou na cadeira à ponta da mesa.

— O que está dizendo?

Todas as três mulheres riram de maneira estranha.

— Oh, meu querido marido. — Rosalie meneou a cabeça. — Quantos homens já lhe pediram permissão para desposar Renesmee?

A esposa de Jasper, Alice, perguntou:

— E quanto rechaçou?

Emmett grunhiu

— Quando Renesmee voltar fará um casamento relâmpago com Nahuel!
Quando estava no meio do salão, Jasper, irmão do meio, entrou na fortaleza.

— Agora é tarde para tentar arranjar um marido para Renesmee.. — Mandaram nos entragar isso.

Jasper estava pálido, segurando o embrulho branco contra o peito. Era óbvio que se tratava de um lençol, mas temia abri-lo.

— Pelo amor de todos os santos, Jasper, onde está o bilhete com a quantia do resgate?! — Rosalie impacientou-se.

Ele retirou um papel de dentro de uma pequena bolsa de couro que trazia amarrada à cintura.

Rosalie, tomando a iniciativa, como sempre fazia, mesmo diante dos homens da família, pegou o papel e abriu-o sobre a mesa, junto a um candelabro. Leu em voz alta:

- Eu, Lorde Jacob Black, senhor das terras Black, neste dia me comprometi com Renesmee Carlie Cullen. Ela é minha hóspede e assim permanecerá. Seu sangue virginal lhes é enviado como prova de que consumamos nossa união. E, até o momento em que eu permitir, ela não deverá entrar em contato com sua família. Qualquer incursão às minhas terras será entendida como hostilidade e recebida com força armada.

Edward pegou o lençol das mãos de Jaasper e abriu-o. Diante de todos estavam as manchas reveladoras. Em seguida, jogou a peça ao irmão, como se ele fosse responsável pelas notícias que trazia.

— Se é um compromisso o que têm, então por que esse Jacob a impede de ver a família? — indagou Rosalie, com voz sombria.

Edward andou calmamente até a construção mais próxima e desferiu um golpe que furou a parede de madeira. Então, cuidando dos dedos que sangravam, virou-se para perguntar:

— Quando partimos? Porque temos descobrir se Nessie fez seus votos por vontade própria, sitiaremos Black e a traremos de volta junto de quem realmente a ama e a quer bem.

— Não se preocupe, Edward ,— Jasper colocou a mão gentilmente sobre o ombro do irmão. — Você sabe que Renesmee só se entregaria para alguém se realmente gostasse mesmo.

Emmett engoliu em seco. Olhou pelo pátio e fez algo que raramente fazia: rezou, pois sabia o motivo que Jacob havia capturado Renesmee.