sábado, 9 de outubro de 2010



Capitulo 11 - Rompimento

Estava vivendo o maior sonho da minha vida recebendo o carinho do homem que amava. Ele era perfeito, educado, carinhoso, sincero e cheio de paixão em seus toques e olhar.

Desde o primeiro momento que nos vimos no aeroporto, vi em seus olhos que havia se apaixonado por mim, com intensidade daqueles olhos negros que fitavam os meus com tamanho desejo.

Os toques iniciais fizeram o meu corpo tremer, mas nada se comparou ao nosso primeiro beijo, que foi cheio de desespero, prazer e muita paixão em cada movimento de nossas bocas e línguas. E os momentos que passamos juntos antes de sua partida foram especiais e intensos para mim.

Lembro que no sábado, após chegar da boate que fomos dançar, estava tão alucinada com aqueles acontecimentos, que não me dei conta da hora e acordei Seth de madrugada para contar o ocorrido, deixando o furioso com a minha atitude insana.

- Seth, você está acordado¿ - Perguntei ansiosa para lhe contar os detalhes.

- Agora estou, docinho. Por que me liga a essa hora¿ São quatro da madrugada. Aconteceu alguma coisa¿ - Perguntou bocejando.

- Eu e Jacob... – Comecei a rir histericamente. – Foi tudo tão perfeito.  – Suspirei fundo me jogando para trás na cama. – Desde o primeiro beijo, os primeiros toques e a nossa conversa. – Sentia meu coração explodindo de felicidade.

- Você está me ligando a essa hora para me dizer como Jacob é perfeito¿ E que diabos ele está fazendo ai¿ Não estava em Londres. – Reclamou com raiva, mudando o seu tom de voz ao falar.

- Por que me trata tão rispidamente¿ - Perguntei magoada com a forma com que havia falado.

- Primeiro por ser de madrugada e você me acordar. Segundo que estou cansado dessa lenga lenga de Jacob. – Cuspiu as palavras ferindo o meu coração.

- Não precisa falar assim! Ok¿ Não o perturbarei mais, Seth! Pensei que era meu amigo e se preocupava com o que se passava comigo. Mas vejo que não. Adeus! – Desliguei o telefone com raiva e fiquei o olhando tocar várias vezes. Sabia que estava arrependido e me pediria desculpas. Contudo, apesar da minha euforia, estava cansada demais para ouvir.

Depois que Jacob foi embora, na terça- feira a noite, fiquei super ansiosa em frente ao computador esperando que me enviasse mensagem ou entrasse no MSN para conversarmos. Mesmo sabendo que demoraria horas para me chamar.

Fiquei boa parte da noite sonhando acordada, pensando em Jacob e eu e na briga que tive com Seth. Resolvi ir até La Push no dia seguinte para conversar com ele e me desculpar por ter desligado o telefone daquela maneira.

As provas já haviam terminado, mas ainda teríamos aula durante aquela semana e pegaríamos o resultado. Eu porém, mesmo sabendo que era errado, resolvi cabular aula e pedi que Jimi me levasse para La Push.

Sai de casa como se fosse um dia normal, peguei meus livros e me arrumei como de costume, fui para o carro e lá dei a ordem para o motorista.

- Bom dia, senhorita Renesmee

-  Jimi, hoje não irei a escola. Quero que me leve para La Push. – Ordenei para ele.

- A senhorita não vai a aula¿ Seus pais sabem disso¿ - Perguntou franzindo o cenho, enquanto olhava pelo retrovisor, batendo com os dedos no volante enquanto me olhava.

- Não! Preciso conversar com o meu amigo e por isso não irei a aula. – Disse e ele assentiu com a cabeça.

Durante a viagem, tive tempo para relembrar todos os acontecimentos dos últimos dias. Sorri lembrando os beijos de Jacob em meus lábios, o toque suave em meu rosto, a forma como roçava os lábios em meu pescoço e como me olhava tão apaixonado. Passei as mãos nos lábios, sorri novamente e peguei o meu celular. Comecei a digitar uma mensagem para Jacob, já morrendo de saudade de seus toques e ansiosa por revê-lo novamente.

Jacob, amor, sinto muito a sua falta. Você chegou bem¿ Quando puder liga para mim, querido.

Depois de uns dois minutos, senti o telefone tremer e tocar. Olhei o visor e estava o nome do meu amado Jacob. Atendi ansiosa pelo som da sua voz.

- Alô, carinho! – Disse com aquela voz rouca e sexy

- Oi, Jake! Como você chegou¿ Estou sentindo muito a sua falta. – Disse mordendo os lábios enquanto sorria.

- Estou cansado da viagem, carinho. E ainda não fui trabalhar.

- Já imaginava que estaria arrasado pela viagem, Jake. Tenta dormir um pouco durante o dia e descansa o máximo que conseguir.

- Farei isso... – Ouvi sua risada gostosa. – Sonharei com você, minha linda. Já está na escola¿

- Ainda não. Seth e eu discutimos pelo telefone e resolvi vir conversar com ele. Hoje não irei a aula.

- Sabe que  é irresponsabilidade sua matar aula para ficar de conversinhas com Seth. – Disse de forma ríspida e percebi o ciúme no seu tom de voz.

- Você está com ciúmes¿ - Perguntei rindo, já me sentindo feliz por saber que gostava de mim a ponto de se sentir enciumado.

- E como não estaria¿ Eu estou do outro lado do oceano, enquanto ele está tão perto de você. – Disse com a voz gostosa.

- Você sabe que eu te amo. – Disse toda melosa para ele. Queria tanto que estivesse perto de mim para abraçá-lo forte e beijar os seus lábios carnudos deliciosos.

- Já disse que estou apaixonado por você¿ Que adoro os seus beijos¿ Que o sei cheiro me deixa louco¿ Ai como queria está ao seu lado agora, só para te encher de beijos.

- Não fala assim... – Senti meu corpo inteiro se arrepiar ao ouvir aquelas confissões, totalmente convicta de que ele também gostava de mim.

- Farei o possível para está ai na sua festa de formatura no sábado, carinho.

- Sabe que sua presença é importante para mim, Jake.

- Sei... – Fez se um silêncio. – Viajarei na sexta a noite e logo cedo estarei ai. Mas sabe que domingo pela manhã terei que voltar para Londres.

- Sei... – Senti as lágrimas se formando em meus olhos e tentei segurar o choro.  – E isso me dói.

- Não faz assim, carinho... – Seu tom de voz ficou muito triste naquele momento. – Saber que você está triste por minha causa me machuca. E prometo que tentarei equilibrar isso. Mas sabe que a vida na ponte aérea não será muito boa para nós. Teremos muitas despedidas e se me quiser por perto, tem que ser forte e não se desmanchar todas as vezes que eu for embora. Promete¿

- Prometo, amor. – As lágrimas já caiam em meu rosto e sentia uma dor profunda por imaginar Jacob partindo muitas vezes.

- Agora tenho que desligar. Preciso dormir um pouco, carinho... – Fez um breve silêncio. – Eu adoro você.

- Eu também adoro você. – Respondi com o coração apertado e ele desligou.

Fiquei olhando a linda e pitoresca paisagem de La Push enquanto Jimi dirigia, até que estacionou o carro em frente a oficina de Seth.

- A senhorita quer que espere¿ Ou ficará o dia inteiro aqui¿ - Perguntou olhando pelo retrovisor.

- Espere, por favor! É uma conversa rápida e não devo demorar. – Disse para ele, que saiu do carro e deu a volta para abrir a porta para eu sair. Acenei para Jimi e segui para oficina, sentindo me estranha por ter brigado com o meu amigo.

A porta estava entreaberta e eu a empurrei, depois entrei e vi que estava arrumando as ferramentas de trabalho. Depois me olhou e em silêncio caminhou até mim, puxou me pela cintura e me deu aquele abraço de urso, pressionando o meu corpo contra o seu.

- Desculpa, docinho! Não queria ter brigado com você. – Beijou meu rosto e depois acariciou a minha mão enquanto olhava em meus olhos. – Só estava com sono e fiquei aborrecido por me acordar.

- Você me magoou. Sabia¿ - Perguntei olhando sua face de arrependimento.

- Mas você é birrenta! Tentei te ligar várias vezes e você não me atendeu. E por que não me ligou no domingo¿ Fiquei o dia inteiro te esperando e tentei ligar para o seu celular, mas estava desligado. –Afastei me dele e depois comecei a explicar a situação.

- Seth, Jacob veio para Seattle no sábado porque tinha uma entrevista na terça feira. Nós começamos a nos conhecer e ficamos... quer dizer... estamos...

- Namorando¿ - Ele me olhava de forma estranha, mordendo os lábios e mexendo as mãos de forma inquieta.

- Sim! Namorando. – Respondei e ele deu de ombros.

- Ele é rápido, heim¿ - Perguntou ironicamente.

- As coisas aconteceram naturalmente entre nós, Seth. Ninguém forçou nada. – Aproximei me dele e passei a mão em seu braço. – Simplesmente aconteceu.

- Muito conveniente ele receber uma proposta de casamento, para herdar a empresa do seu avô e de repente, mais que de repente, ele se apaixona perdidamente por você. – Começou a ri  ironicamente, já me irritando, e começou a bater palmas.

- Não gosto dessa ironia! – Apontei o dedo para ele, falando de forma brava enquanto o encarava.

- Você é ingênua ou burra¿ - Balançava a cabeça enquanto me olhava.

- BURRA¿ VOCÊ NÃO PODE ACEITAR QUE ELE GOSTE DE MIM¿ POR QUE¿ - Praticamente gritava para ele.

- Burra sim! Jacob é um vigarista e você uma idiota que vai cair em um golpe.  – As lágrimas rolaram em meu rosto e ele correu até mim, puxou em para seus braços e me abraçou. – Desculpa, docinho! Não chore... não chore...por favor, não chore mais. – Coloquei a cabeça em seu ombro e tentei acalmar  choro, enquanto fazia carinho em meus cabelos.

- Você sabe que eu te amo, Seth. Não fala assim comigo. – Sussurrei para ele.

- Só quero o seu bem, docinho. Mas não falarei nada sobre o Jacob. – Respirou fundo. – Prometo! – Erguei a minha cabeça, segurando o meu queixo e olhou profundamente em meus olhos. – Só quero a sua felicidade.

- Obrigada, Seth! Sabe que é importante para mim. Não sabe¿ - Perguntei fazendo beicinho.

- Sei.- Ficou em silêncio por alguns segundos. – Só não quero que sofra mais, docinho. Nunca permitirei que alguém a faça sofrer.

- Obrigada, meu irmão! – Coloquei a cabeça em seu ombro e ficamos abraçados em silêncio por um tempo. Senti um grande alívio por fazer as pazes com ele. Apesar de me dá broncas, às vezes, sempre acabava pedindo desculpas e a forma como me tratava era tão natural, que era quase impossível sentir raiva dele.

Depois de um tempo sentados conversando, contei todos os detalhes dos meus quatro dias junto com Jacob, ele tentou se mostrar feliz por mim e depois disse que não daria mais palpite em minha relação. Que já estava mais que na hora de eu aprender a fazer os meus próprios julgamentos e quebrar a cara, se preciso, para aprender a amadurecer.

Sai da oficina e voltei para casa com o coração mais aliviado, fui para o meu quarto, deitei na cama e consegui dormi tranquilamente.

- Filha, você dormiu tanto. Quer conversar¿ - Minha mãe disse entrando em meu quarto, enquanto espreguiçava na cama.

- Estava cansada. – Respondi sorrindo, enquanto via a sua expressão preocupada.

- E como está¿ Você passou o fim de semana inteiro com esse rapaz¿ O que sente¿ Como foram as coisas¿ - Perguntou se sentando em minha cama.

- Mãe ele é perfeito! Maravilhoso! Encantador! É o meu príncipe! Eu o amo! Amo! AMO!! – Fiquei de pé na cama e comecei a pular.

- Não acha que foi rápido demais¿ E essa coisa de casamento¿ - Arqueou a sobrancelha enquanto me encarava.

- Mãe não haverá casamento. – Disse desanimada. – Jacob é um homem integro e não aceitou  se casar. Mas agora que nos entendemos, vamos nos conhecer e ver como as coisas ficarão. Sei que preciso dá uma satisfação para o meu avô. Mas não quero fazer isso antes de ter certeza que Jacob não se casará comigo.

- Ness, você está completamente obcecada por ele. – Disse preocupada.

- Não é obsessão... é amor.

- Que seja amor! Mas você precisa colocar a cabeça no lugar, filha. – Pegou a minha mão e fez carinho.

- Mãe eu o amo de verdade. Posso parecer maluca, ingênua ou obcecada... mas eu o amo. – Disse com toda a sinceridade do meu coração, sentindo a força do amor em meu coração batendo forte, deixando me mais feliz e mais vida. Eu o queria mais do que tudo e faria o que fosse preciso para conseguir o meu intento.

- Espero que esse rapaz a faça feliz. – Tocou a maçã do meu rosto e fez um leve afago.

- Ele me fará. Eu tenho a total certeza disso, mãezinha. – Respondi deitando em seu colo.

- Não vai visitar o seu avô¿ Ele me ligou reclamando que não foi a mansão esse fim de semana.

- Disse que estava ocupada cuidando dos negócios da família¿ - Perguntei rindo.

- Disse sim! Mas liga ao menos para saber como ele está, filhota. – Ela fazia cafuné em meus cabelos enquanto falava de forma delicada. – Seu pai está de plantão essa noite e não gostaria de jantar sozinha. Janta comigo¿

- É claro, mãe! – Respondi e me sentei na cama. – Só deixa eu ligar para o meu avô e depois colocar uma roupa decente para descer. Em uma hora estarei na sala de jantar.

- Tudo bem, filha! Estarei te esperando lá embaixo. – Respondeu, beijou minha cabeça, levantou da cama, depois caminhou até a porta e ficou me olhando de forma preocupada antes de sair.

Rolei na cama, peguei o telefone na mesinha de cabeceira e disquei o celular do meu amado avô.

- Alô! É o avozinho mais gato de Seattle¿ - Perguntei rindo.

- É o avô abandonado mais gato se Seattle falando. – Disse fazendo charme.

- Desculpa!

- O que andou fazendo esse fim de semana¿ Sua mãe disse que estava cuidando dos interesses da família. – Disse.

- Estava com o meu futuro marido. – Gargalhei ao telefone.

- Jacob¿ Como assim¿ - Sua voz era de espanto.

- Ele esteve em Seattle para uma entrevista de emprego. Chegou no sábado e eu mostrei a cidade para ele. Foi embora ontem. – Respondi.

- E já perguntou se casará com você¿ - Já podia imagina a sua cara de espanto.

- Ele não aceitou...

- E vocês passaram o final de semana juntos¿ Não estou entendendo. – Disse com a voz inquieta.

- Ele respondeu por email na semana passada. Mas marcou de me encontrar para nos conhecermos pessoalmente. Ai nós começamos a ficar íntimos e ficamos juntos, vô.  Só que agora ele voltou para sua vida em Londres e eu estou sofrendo aqui.

- Você gosta mesmo dele¿

- Eu o amo muito. E tenho medo que não dê certo essa coisa de namorar a distância. – Disse sentindo as lágrimas enchendo meus olhos.

- Você tem o tempo que precisar... Sei que se ele tiver juízo, aceitará se casar com você, filha. Quem resistiria a uma menina tão encantadora como você¿

-  Espero que esteja certo, vô. Não sei como ficarei se ele não me quiser.

- Ele há de querer... há de querer.

- Vozinho, eu preciso ir jantar com a minha mãe. Preciso desligar.

- Come direito, filha.

- Comerei sim! Eu te amo muito, gatão!

- Eu também te amo muito, filha. Fica com Deus!

Sai da cama, fui até o closet e peguei um vestido. Depois me arrumei e para jantar com a minha mãe.

Jantamos juntas, conversando sobre o meu fim de semana, e pude contar a sobre os momentos ao lado de Jacob, a forma como ele me olhava, seu toque suava, os beijos ardentes, as coisas inteligentes que falava e todos os detalhes dos dias que passamos juntos.

Ela ficou admirada com o meu relato e pareceu relutante sobre a repentina paixão de Jacob. Sabia que ficaria com o pé atrás até conhecê-lo e não poderia criticá-la por aquilo.

Fui para o quarto, liguei o computador e abri o meu email. Vi que havia uma mensagem não lida em nome de Jblack.

Carinho,

Sonhei com você hoje a tarde e estou morrendo de saudade de você.
Se soubesse a vontade que tenho de está ao seu lado, de sentir  seu cheiro, o gosto de seus lábios, o seu lindo sorriso e o brilho desses olhos azuis que me fascinam.
Nunca me senti dessa forma como ninguém. Por isso peço que me perdoe por ser
tão rápido com as coisas.
Mal vejo o momento de está com você novamente, para dizer o que sinto olhando o seu rosto.
Ah Ness...Ness... Ness... Menina dos meus sonhos, você me enfeitiçou.

Eu te adoro!
Jake

Entrei no MSN e adicionei o seu Nick: jblack. Depois o chamei e fiquei esperando resposta.

22:09 Ness diz:

Jake, amor, está ai¿

22:17 Jblack diz:

Carinho, estava no computador só esperando você me chamar.
Como você está¿ Como foi o seu dia¿ Pintou algum quadro hoje¿ Preciso saber tudo sobre você.

22:22 Ness diz:

Meu dia não foi melhor porque não estava ao meu lado.
Fui até La Push e depois de discutir com Seth, consegui me entender com ele.
Passei o resto da tarde dormindo e a noite, conversei com a minha mãe e o meu avô.
Não pinto nada há semanas. Estou desleixada com a minha arte.
Com o fim das aulas, terei tempo para  pintar e a minha primeira obra será um quadro seu.
Quero te dá de presente.
E você¿ Como foi o dia¿

22:26 Jblack diz:

Cheguei de viagem e dormi o dia inteiro.
O melhor de tudo, foi sonhar com você.
Sonhei conosco na boate... foi tão bom... desculpa se fui atrevido.

22:28 Ness diz:

Você sabe que nunca namorei e que ninguém me tocou como você.
Fiquei assustada. Confesso! Mas eu gostei de saber que deseja o meu corpo.
Sei que deve ser ruim uma menina cheia de não me toca.
Prometo relaxar e deixar as coisas acontecerem. Só me assustei! Só isso!

22:32 Jblack diz:

Fui abusado.
Sei bem disso.
Peço desculpa, mas nunca tive uma menina pura e acabei me excedendo.

22:34 Ness diz:

Eu gostei dos seus toques.

22:35 Jblack diz:

Onde mais gostou¿

22:36 Ness diz:

Todos os lugares... fizeram com que sentisse coisas estranhas.

22:37 Jblack diz:

Que coisas estranhas¿

22:38 Ness diz:

Fico com vergonha

22:39 Jblack diz:

Você é minha namorada. Não precisa ter vergonha.

22:43 Ness diz

Quando me tocou sabe onde. kkkkk

22:44 Jblack diz:

Sentiu prazer¿
Prazer é bom, carinho.
Quero te dá muito prazer... ensinar como me dá prazer...
OH Ness!! Você me deixa louco.

22:47 Ness diz:

Senti muito prazer. Foi muito gostoso, amor...quero que me ensine tudo... tudo.

22:49 Jblack diz:

Não fala assim que eu gamo... acho que já gamei.

22:50 Ness diz:

Acha¿

22:51 Jblack diz:

Tenho certeza, carinho.

22:51 Ness diz:

Eu te amo

22:56 Jblack diz:

Eu te adoro.
Imagine que meus lábios estão roçando em seu pescoço. Minhas mãos estão tocando sua cintura e vão subindo pelas suas costas, deslizando os dedos delicadamente. Levo a até os seus seios e acaricio os seus pequenos botões... uauauuu... como você é linda! Como eles são lindos, Ness... AIIII To passando dos limites.

22:56 Ness diz:

Continua, por favor!

22:57 Jblack diz:

Começo a desabotoar a sua blusa, deixando com os seios expostos. Acaricio a sua barriga e começo a beijar o seu pescoço. Desço os lábios pelo seu colo e chego até os seios. Coloco os lábios sobre eles e começo a lamber os seus mamilos delicadamente. Agora estou sugando forte, cada vez mais forte... Você geme para mim de forma gostosa e se contorce na cama. Tiro a sua calça e a deixo apenas de calcinha. Beijo o seu abdômen e desço até a barriga... que barriga.
Chupo forte a sua barriga e deslizo as mãos até a sua calcinha. Tiro  e a deixo completamente nua. Depois passo o meu dedo sobre o seu clitóris e começo a estimulá-lo delicadamente. Você começa a gemer mais e mais para mim... geme para mim, Ness... geme gostoso, carinho.
Desço meus lábios e encontro o broto pequeno e delicado. Passo a língua sobre o seu clitóris e sinto a nata deliciosa em meus lábios. Minha língua sobe e desce, sobe e desce cada vez mais rápido. Você pega o meu pênis e começa e estimulá-lo. Estou gozando de prazer, carinho. Estou gozando junto com você... goza pra mim...goza.
O que está fazendo, carinho¿ Conta para mim.

Comecei a gemer, enquanto passava os dedos em meu sexo, lendo aquelas palavras que deixavam completamente excitadas.

23:03 Ness diz:

Meus dedos estão acariciando os bicos dos meus seios. Meu corpo está pegando fogo.
Me contorço na cama e me estremeço.
Desço as mãos até o meu sexo e começo a passar os dedos de forma rápida.
Estou sentindo prazer enquanto imagino que você está me tocando... Ah Jacob, eu quero você!
Preciso te sentir! God! Como eu te quero.

23:04 Jblack diz:

Chega, carinho! Estou completamente excitado!
Não consigo sem você comigo.... Vamos parar por hoje.
Eu sinto a sua falta...

23:05 Ness diz:

Eu também!
Sabe que sonhei conosco na boate¿ Foi incrível, Jacob.

2306 Jblack  diz:

Ninguém nunca mexeu comigo como você, carinho... estou ficando louco!

23:07 Ness diz:

Eu já estou louca... louca por você, amor.

23:08 Jblack diz:

Não fala assim, Ness.
Será tão difícil ficar longe de você.

23:09 Ness diz:

Então não fica!
Casa comigo!
Preciso desesperadamente de você, amor...

23:10 Jblack diz:

Assim eu não resisto, menina

23:11 Ness diz:

Não lute contra isso.

23:12 Jblack diz:

Eu não quero me casar por dinheiro.

23:13 Ness diz:

Então case se por amor.

23:14 Jblack diz:

Nós mal nos conhecemos... não sei se o que sinto é amor... tenho medo de te magoar.

23:15 Ness diz:

Se não tentar, nunca saberá

23:16 Jblack diz:

Pensarei sobre isso.

23:17 Ness diz:

Pensa com carinho.

23:18 Jblack diz:

Eu sempre penso em você com carinho

23:19 Ness diz:

Você vem mesmo sábado para a minha formatura¿

23:20 Jblack diz:

Vou!

23:21 Ness diz

Mal posso esperar.

Ficamos horas conversando no MSN e quando me dei conta, já eram mais de três horas da madrugada.

A semana passou de forma rápida e todos os dias trocávamos mensagens, emails e conversávamos pelo MSN. E estava cada vez mais apaixonada por Jacob, revivendo cada momento que passamos juntos e sonhando com o dia do nosso casamento.

Ele era o homem perfeito e tinha certeza que a minha vida ao seu lado, seria plenamente feliz.

--- xx ---

Sábado,o grande dia, o da minha formatura e o que Jacob chegaria em Seattle havia chegado.
Pedi que Jimi fosse buscá-lo no aeroporto, já que minhas tias cismaram em me arrumar para a minha cerimônia de formatura.

Eu estava super ansiosa, mas elas, junto com a minha mãe se trancaram comigo no meu quarto e não me deixaram sair de casa.

Em todo momento imaginava o lindo e perfeito rosto de Jacob, seus beijos, carinhos e amassos que certamente me daria, depois de tantas revelações pelo MSN.

Elas me colocaram um lindo vestido azul, que combinava perfeitamente com os meus olhos, fizeram vários cachinhos em meus cabelos usando baby lise. Tia Rosi fez uma linda maquiagem e quando me olhei no espelho, era a criatura mais perfeita do mundo.

Comecei a imaginar como Jacob me olharia quando me visse daquele jeito e sorri diante da minha face na frente do espelho.

Saímos do quarto e quando chegamos a sala, todos estavam a minha espera... todos inclusive Jacob.

Ele me olhos da mesma forma encantada que me maravilhou no nosso primeiro encontro. Não movia um músculo e seus olhos não saiam do meu corpo naquele lindo vestido. Meu coração batia forte, minha respiração ficou irregular, tremia muito e me sentia desconfortável com a minha família presenciando a minha reação diante dele. Corei de vergonha quando caminhou até mim, pegou a minha mão e a beijou. Encarou os meus olhos e sussurrou enquanto colocava algo em minha mão.

- Você está divina! – Fechou algo em minha mão e depois esperou que a abrisse.

- O que é¿ - Perguntei curiosa.

- Abra! – Disse sorrindo enquanto me esquadrinhava com os olhos inquietos e cheios de paixão.

- É lindo! – Coloquei a mão na boca e passei o dedo sobre o lindo pingente de diamante em forma de coração. – Coloque o em mim. – Pedi sorrindo e vi os olhares curiosos da família sobre nós. Meu avô parecia analisar os movimentos de Jacob e meu pai parecia tenso com a situação. Minhas tias e avós felizes, Emmett dava aquele sorriso malicioso, Jasper  com a mesma expressão séria e minha mãe temerosa. Ele me virou, tirou os meus cabelos do meu pescoço e colocou o colar delicadamente. Depois me virou para si e deu um selinho em meus lábios.

- Já estamos atrasados! – Meu pai disse quebrando o clima.

- Então vamos! – Disse o meu avô caminhando em nossa direção. Abraçou me  e depois beijou a minha cabeça. – O seu presente eu darei depois. Ele é especial. – Sussurrou em meu ouvido.

- Eu sei,vozinho!

Jacob entrelaçou os dedos nos meus e caminhou comigo em direção a parta da casa. Caminhamos pelo jardim e entramos no carro, já com a porta aberta, sentamos e ele colocou os braços envolvendo os meus ombros.

Depois de alguns minutos chegamos à escola, Jacob me beijou e me encorajou. Recebi o abraço de toda a família e caminhei para o local onde estavam os formandos.

A cerimônia começou com o diretor fazendo o discurso, o orador falou e depois fizemos o nosso juramento.

A primeira secretária começou a chamar os alunos por ordem alfabética e não preciso nem dizer que fui uma das últimas. Então caminhei nervosa para o palco, com medo de cair e passar vergonha, olhei para o publico enquanto recebia o meu diploma e via meus pais, avós, tios e tias, Jacob e Seth... sim Seth... aplaudindo entusiasmados. Meus olhos encheram de lágrimas e consegui seguir em frente chorando emocionada.

Depois formos cumprimentar as famílias e os amigos. Vi que Seth e Jacob ficaram de cara amarradas um para o outro. Fiquei um pouco temerosa, mas não poderia ignorar o braço do meu amigo, companheiro, confidente e quase irmão por causa de Jacob.

- Você está linda, docinho! – Disse me abraçando forte e vi Jacob retorcer o nariz.

- Obrigada por ter vindo, meu amigo. – Coloquei a cabeça em seu ombro e sorri quando nossos olhos se cruzaram. – Eu amo você, Seth.

- Eu também amo você, Ness. – Afagou os meus cabelos e se afastou. – Agora vai! Seu namorado não está gostando muito disso. – Disse com a voz triste e vi seu olhar encher de água. Percebi que se controlava para não chorar.

- Por que ficou triste¿ - Perguntei angustiada.

- Estou perdendo você... agora que o tem, não vai mais precisar de mim. – Sua voz tinha uma amargura tão grande, que chegou a me doer o coração.

- Nunca abandonarei você, meu irmão... nunca.

- Espero que sim, Ness. – Passou a mão em meu rosto. – Sofreria muito com isso.

- Não vai acontecer! Agora mudando de assunto. Vai almoçar comigo¿ - Perguntei.

- Sabe que tenho que trabalhar. E você estará ocupada demais para me dá atenção, docinho. Aproveite o seu almoço.  – Beijou o meu rosto, deu as costas e partiu me deixando triste com a sua angustia. Senti meu coração apertar e naquele momento, os braços macios me envolveram por trás me acalmando.

- Assim fico com ciúmes. – Sussurrou de forma sexy em meu ouvido.

- Não fique, amor! – Virei para ele e o beijei.

Nossos lábios se encontraram, movendo se de forma lenta e carinhosa. Sentia o seu aroma me invadir, deixando me completamente perdida, enquanto sua língua se movia de forma delicada com a minha. O movimento era gostoso, doce e muito carinhoso. Senti que não havia aquele mesmo desespero. Seu rosto fico molhado e me afastei para ver o que se passava.

- Está chorando¿ - Perguntei confusa, vendo as lágrimas rolando em seu rosto.

- Ness, preciso te contar uma coisa. – Respirou fundo e olhando profundamente em meus olhos, disse com pesar que partiu o meu coração. – Essa é a última vez que venho te ver. – Engoliu seco. – Não dará certo, carinho... já não consigo mais trabalhar, viver ou respirar sem pensar que está tão longe. Não posso mais! Não posso fazer isso com nós dois. Então acho que é melhor terminar agora que está no começo. Quando vi vocês dois juntos, tive a esperança que pudesse me esquecer e gostar dele, carinho. Por isso, mesmo sofrendo muito, decidi ir embora e não te ver mais. Não responderei mais os seus emails e não nos falaremos pelo telefone.  – Ele chorava compulsivamente e eu junto com ele, com toda a família nos olhando sem entenderem o que se passava conosco. Afinal parecíamos felizes juntos e de repente, mais que de repente, estávamos chorando e nos abraçávamos em desespero.

- Não, Jacob... por favor, não... não posso...não me abandone.... por favor...

- O que está acontecendo aqui¿ - Virei o rosto e vi meu pai falando, enquanto ele e meu avô se aproximando de nós. Eles nos encaravam sem entender o que acontecia e certamente exigiriam uma explicação de Jacob. Tive medo do que pudesse ocorrer naquela conversa, que poderia colocar tudo a perder de uma vez por todas.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010



Leah Clearwater - Meus motivos... Novo recomeço




Cansei de chorar as minhas dores, de sofrer calada e destilar o veneno sobre as pessoas.

Estava tão cansada daquilo tudo. Cansada de sentir inveja e raiva da felicidade alheia, de olhar nos olhos de Jacob e ver a amor e a felicidade que sentia pela sua “monstrinha”... Cansei! Não quero mais isso! Hoje eu tomo uma atitude e coloco as cartas sobre a mesa. E se ele não me quiser, não ficarei aqui chorando essa dor, com despeito corroendo a minha alma... Não mesmo!



Sai de casa, corri até a floresta, tirei as roupas e me transformei em loba... Na loba que roubou os sonhos de felicidade, que me condenou a ser a criatura horrenda. Odiava a minha condição, o que me transformei e tudo o que sofri por naquele maldito carma de uma linhagem de grandes guerreiros Quileuts.



Ainda me lembro do dia da minha transformação e as mudanças irremediáveis em meu corpo. Mas o problema não foi só a mudança física e sim a emocional que sofri, ao constatar que estava presa a uma maldição que me condenaria a infelicidade.



Flash Back on



Sentir a dor insuportável se intensificando em meu corpo. Uma estranha queimação tomou conta de cada um de meus órgãos. Senti dificuldade de respirar, paralisei caída no chão e comecei a gemer de dor, enquanto implorava por ajuda. Mas ninguém me ouviu, ninguém veio ao meu socorro ou me disse que tudo ficaria bem. Estava completamente sozinha e apavorada, sem saber o que se passava enquanto achava que estava morrendo.






- AHAHAHHHHHHHH!! HUHU!! MÃEEEEEE!! AHAHAHAHHHH!! - Soltei um grito de pavor, misturado com a dor me sufocando, queimando as minhas entranhas.






O meu inteiro queimava, eu me contorcia de dor no chão da floresta, não conseguia me mover, gritar já era quase impossível e já tinha soltado o meu último grito pedindo socorro. A garganta queimava, boca e língua ardiam como se houvesse engolido um como de água quente. Fiquei em posição fetal, sentindo a estranha transformação ocorrendo em meu corpo. Era como se minhas células estivessem se queimando, meus músculos sendo estirados como se fossem lesionados.






Lembrei da vez em que sofri uma distensão no joelho, na aula de educação física. Naquela época achava que não havia dor mais terrível... Estava enganada! Completamente enganada! Os músculos do meu corpo estavam todos sofrendo um estranho estiramento e a dor era insuportável. Não sabia o que era pior. Se a sensação do corpo pegando fogo ou dos músculos sendo estirados, deixando me na mais completa agonia. Já não podia me mexer, chorar, correr ou gritar... estava completamente paralisada pela dor.






Senti uma forte cólica e o sangramento em minha vagina. Pensei que fosse morrer com aquela dor insuportável, que só veio a somar ao meu sofrimento enquanto estava caída em posição fetal naquela poça de sangue... o meu sangue que jorrava abruptamente. Passei horas agonizando sozinha até me transformar em uma horrenda criatura.






- Eu estou louca! Sim! É claro que o sofrimento me enlouqueceu! – Sentia as “patas” batendo forte contra a grama sobre o duro chão de La Push. E apesar de muito escuro, podia enxergar e ouvir perfeitamente tudo a minha volta. A Noite já não me assustava... não mais pela constatação da minha loucura.






Sentia os “pêlos” do meu corpo esvoaçando contra o vento frio. Corri o mais rápido que podia, com o frenesi daquela estranha sensação que a corrida me proporcionava. Já não havia mais dor, contudo o medo ainda habitava a minha alma.






Parei em frente a um rio para olhar a imagem na água, tendo a certeza que as sensações que sentia não passavam de loucuras da minha cabeça... Sim! Estava louca! Mas para o meu mais completo desespero, o que vi era a imagem de uma enorme criatura acinzentada, um brande focinho que se assemelhava a de um cão. Longas orelhas e os olhos castanhos escuros vibravam inquietos sobre a trêmula água.






- Não! Não! Não! Não pode ser... não sou eu... enlouqueci... o quê.. o quê...






- Lee, você está me ouvindo¿ Pode me ouvir¿ Sou eu, Sam!






- Não! Além de ver um enorme cachorro, agora ouço a voz de Sam em minha mente... Estou louca! Estou louca! OMG!






- Você não está louca... apenas se transformou em uma loba.






- AH¿ COMO ASSIM¿ UMA LOBA¿



Fim Flash back off



Aquele não foi o início do meu drama, mas parte da explicação que precisava para entender o motivo dele ter me esquecido. De ter se apaixonado pela minha prima e rompido com todas as promessas que fez para mim.



Ali soube que minha vida estava arruinada e fiquei uma pessoa completamente desprovida de compaixão.



Sofri muito por Sam, mas com Jacob foi ainda pior e vendo o tão feliz e esperançoso, precisava tomar uma atitude definitiva e partir para uma nova vida.



Diria a ele sobre os meus sentimentos e depois, se me renegasse, abandonaria aquela vida de loba e partindo da reserva. Aquela foi a minha decisão final e não havia como mudar... Já não suportava mais sofrer... Precisava ser amada.



Corri pela floresta e cheguei próximo a casa dos sanguessugas. Parei atrás de uma moita e observei Jacob rindo enquanto brincava com a “monstrinha”



- Aff! Não suporto isso! Com tantas mulheres no mundo, tinha que se prender logo a uma filhote de sanguessuga¿ Inferno! Auuuuuu! - Uivei e ele veio até mim e depois tirou a bermuda para se transformar em lobo. – Você deveria ser preso por ser tão gostoso!!!



- Lee¿ O que se passa¿ Senti uma aflição em seu uivo. – Falou comigo através dos pensamentos.



- Jake, já não aguento mais e preciso que sabia o que sinto. – Hesitei por um momento, procurando as palavras certas para lhe dizer o que sentia. – Eu amo você... muito mais do que amei Sam e não suporto mais vê-lo desperdiçar a sua vida com essa filhote de sanguessuga. Sei que se me der uma oportunidade... uma única... sei que posso... – Sentia as lágrimas já se formando em meus olhos e não conseguia continuar. Vi o seu olhar triste ao colocar o focinho no chão. Coloquei o meu junto ao dele e ficamos em silêncio.



- Eu na posso, Lee... é mais forte do que eu. – Foi sua única resposta e depois comecei a ver imagens de nós dois correndo juntos pela floresta e o carinho que sentia por mim. As suas lembranças me doeram mais do que a transformação e já não havia mais como continuar.



- Estou partindo, Jake... Espero que seja feliz. – Ele assentiu com o focinho e eu dei as costas e comecei a correr para bem longe. Precisava chorar... chorar muito e colocar a dor para fora.



- Lee, o que você tem¿ Por que esse desespero¿ Foi Jake¿ Você se magoou novamente. – Era a voz de Embry falando comigo enquanto corria pela floresta. Sentia uma dor tão forte apertando o meu coração e apesar de saber que aquilo machucaria toda a matilha, não conseguia me conter.



- Estou partindo, Embry... dessa vez é para sempre. Por favor, não venha atrás de mim! Preciso encontrar uma razão para viver... deixe me em paz! – Corri o máximo que podia naquela circunstância e me esforcei para afastar as vozes me minha mente. Ouvia Seth, Quil, Embry e Jacob falando ao mesmo tempo, para tentarem me persuadir a ficar. Mas eu não queria e não podia mais ouvir as vozes... simplesmente não dava.





Depois de um bom tempo, finalmente consegui ficar sozinha e pensar no que faria da minha vida. E a decisão já estava tomada. Só não sabia para onde ir e como recomeçar.



Decidi voltar para casa e pegar as poucas coisas que tinha para colocar o pé na estrada a sumir no mundo. E foi exatamente o que fiz. Voltei para casa ainda na madrugada, depois de correr sem rumo muitas horas. Procurei não fazer barulho e ocultar a minha presença. Arrumei uma velha mochila Jeans com as poucas roupas que tinha, peguei alguns objetos pessoais e o pouco dinheiro que havia aguardado após meses de trabalho na oficina com os rapazes. Parti na alvorada da noite, sem deixar notícias do meu paradeiro. Contudo, apesar da dor, sabia que precisava dizer adeus ao menos a minha mãe... ela precisava de uma última palavra.



Mãe






Sei que será difícil aceitar a minha decisão. Mas espero que entenda que já não suporto mais.


La Push não é mais o meu lugar confortável e preciso recomeçar a minha vida longe de tudo isso. Preciso encontrar alguém que me ama do jeito que sou e voltar a viver como a antiga Lee, que ficou para trás com a rejeição, por isso não chore por mim. E quando pensar que eu não voltarei, lembre se que fiz isso em busca da minha felicidade.






Eu amo você e ao Seth... Nunca se esqueça disso!






bjus


Lee



Coloquei a mochila das costas e parti na velha mota que havia montado no tempo em que trabalhei na oficina.



O mundo era o meu rumo e viveria cada dia como se fosse o último. Pensando que um dia poderia encontrar a minha felicidade.



DOIS ANOS DEPOIS



- Leah! Pode atender aquela mesa, por favor¿ - Jessica me perguntou quando voltei com os pedidos da cozinha. Fiz um muxoxo, porque odiava receber ordens dela e sabia perfeitamente. Mas não estava com o humor muito bom para discutir com ela.



- Tudo bem, Jess! – Respondi e entreguei os pedidos a Vic, que se caminhou para os seus clientes com a bandeja cheia. Peguei o bloco de anotações e quando levantei a cabeça para olhar a mesa que Jess havia pedido, levei um susto e senti meu corpo gelar ao observar a figura do lindo rapaz de pele morena, cabelos negros, sobrancelhas grossas e marcantes, maçãs do rosto arredondada, um peitoral largo e bem definido. Caminhei até a mesa, com a expressão séria, e perguntei o que desejava.



- Bom dia! O que deseja¿ - Encarei o seu olhar, que me fitava de cima a baixo com um sorriso maroto nos lábios. Senti vontade de socar a sua ara. Afinal como se atrevia a me olhar daquela forma¿



- Vai fingir que não me conhece, Lee¿ - Perguntou tocando a minha mão, fazendo um leve afago. Eu a puxei e senti meu corpo estremecer de nervoso naquele momento.



- Para de gracinhas, Embry¿ O que vai querer¿ - Perguntei mal humorada, enquanto ele ria para mim com a maior expressão de felicidade do mundo.



- Velhos hábitos não mudam nunca, Lee¿ Continua com o mesmo mau humor, mesmo após dois anos¿ - Mordeu os lábios, segurou a minha mão e voltou a acariciar, deixando me completamente paralisada naquele momento.



- Como me achou aqui¿ Por que veio¿ De certo não foi para fazer um lanche.- Disse encarando o seu olhar, enquanto meu coração palpitava de nervoso. Eu me sentia estranha e não entendia o motivo daquilo. Afinal Embry e eu formos “amigos” por algum tempo e nunca havia sentido nada por ele. Não entendia porque justo naquele momento sentia meu coração vacilante.



- Passei dois anos viajando a sua procura, garota. Nunca tive que ralar tanto para conseguir o que queria. Mas em fim... eis me aqui. – Ficou de pé, reduziu o espaço entre os nossos corpos e olhou no fundo nos meus olhos. Havia um brilho tão intenso em seu olhar, suas feições estavam diferentes e nada me lembravam aquele moleque sem vergonha, que vivia correndo atrás das periguetes da reserva. Havia virado um homem... um lindo homem.



- Do que está falando, Embry¿ Seja mais explicito! Não tenho tempo para xaradas. – Respondi desviando o meu olhar. Não queria me perder e sabia se me permitisse olhar mais algum tempo, estaria completamente perdida por ele.



- Lee, eu sempre te amei. – Disse com a voz tranqüila, abrindo aquele sorriso de moleque, que apesar dos anos, permanecia o mesmo. Tocou o meu rosto com as costas das mãos e ficou me olhando por longos segundos antes de continuar. – Quando você partiu, quase enlouqueci. Pensei que não agüentaria sem você e deixei a matilha inteira ensandecida pela minha dor. Eu te procurei por muitas cidades e não te achava. Pensei que havia te perdido para sempre. Até que... – Seus olhos estavam cheios de lágrimas e havia uma dor profunda em suas palavras.



- Até quê¿ - Perguntei curiosa para saber como havia me encontrado.



- Estava vendo uma reportagem de TV na semana passada e nela parecia esse bar. E quando vi de relance a garçonete, tive a certeza que era você. Todos acharam que estava louco, afinal só vi de perfil e você estava mais magra, os cabelos longos e também havia o uniforme. Mas o meu coração me dizia que estava certo. Então liguei para a emissora e peguei o endereço, descobrindo que você estava em Vancouver. – Começou a rir balançando a cabeça. – Você foi bem esperta, garota! Não pensamos que viria para o Canadá. kkkk Mas eu te encontrei e agora não te largo nunca mais. Pode me mandar embora, pode me bater e me xingar. kkk



- Você é louco, Embry¿ - Perguntei sentindo meu coração batendo a mil por horas. Era completamente estranho aquela sensação. Senti um frio em minha barriga e algo se revirando meu estômago. Meus olhos se encheram de lágrimas ao constatar que estava condenada a viver só. Afinal ele era um lobo e como tal sofreria o imprinting com alguém mais cedo o mais tarde. E eu, vacinada contra o sofrimento, não estaria perto para ver aquilo acontecer... eu o colocaria para correr e sumiria no mundo novamente.



- Eu amo você, Lee! Não adianta tentar fugir novamente... – balançou a cabeça e depois segurou o meu rosto com as duas mãos. – Não permitirei que suma novamente... não mais.



- Embry, por favor, não! – Implorei chorando, sentindo medo de sofrer tudo novamente e raiva por aquele estranho legado que nos prendia as lendas Quileuts. Sabia que não era sensato ficar com ele e estaria cavando mais uma cova para mim. Precisava fugir e não passaria por tudo aquilo novamente. – Vai embora! – Estava chorando muito, quando ele me abraçou forte, envolvendo me em seus braços musculosos. Senti me de certa fora protegida e não quis sair mais de seus braços. Meus sentimentos ficaram confusos e não sabia mais o que faria. Não sabia se tentaria fugir ou se me entregaria aquilo. Fazia tanto tempo que não e sentia daquela forma, por isso era envolvida pelo medo de me afundar ainda mais do que das outras vezes.



- Eu não vou te abandonar, Lee! Eu prometo pela minha própria vida. – Beijou a minha testa e começou a colher as minhas lagrimas com os dedos de forma carinhosa, enquanto me fitava no fundo dos olhos de forma penetrante.



- Você vai sofrer o seu imprinting e eu serei abandonada novamente. Será que não entende¿ Será que não se compadece do meu sofrimento¿ Não posso! – Coloquei a cabeça em seu peito, fechei os olhos e senti a dor com as lembranças aflorando em minha mente de forma cruel. Via os olhos de Jacob em direção a “mostrinha” e os de Sam para Emily. Quis morrer, mas ele me acalmou com as suas suaves carícias.



- Quando você nos abandonou e desistiu de ser uma loba, tomei a minha decisão... – Segurou o meu queixo e erguei o meu rosto para fitá-lo. – Decidi que não seria conduzido por essa estranha magia que chamam de impressão. Que só seria guiado pelo amor que sentia em meu coração. Por isso parei de me transformar, Lee. Não existe e não existirá um imprinting para mim. – Colou a sua testa sobre a minha e ficamos em silêncio por um momento. – Decidi conduzir a minha vida pelo amor e não por essa estranha magia... é você que quero! - Senti seus lábios tocarem os meus e uma estranha corrente elétrica percorrer todo o meu corpo. Nossos lábios se moldaram de forma perfeita, seus movimentos eram lentos e deliciosos. Pediu passagem para a sua língua e começou a explorar cada canto da minha boca. Meu corpo estremeceu e senti um desejo me dominar por completo. Nunca havia sentido aquela sensação tão estranha que ele me proporcionava. E naquele momento eu soube que o queria e que lutaria pelos meus sentimentos.



- Amo você, Lee! – Sussurrou entre beijos. –Nós teremos juntos um novo recomeço... eu prometo.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Capítulo 7

By Mica Black




Renesmee começou a montar seu jardim em um pedaço de terra enfrente o castelo, queria fazer um jardim lindo como em sua casa em Cullen.



— Bom dia, mi lady. Já cedo no seu futuro jardim, — pergunta uma voz rouca.



Renesmee olhou e viu que o dono da voz era Seth.



— Sim algum problema? — Ela respondeu franzindo o cenho, pois lembrara muito bem o que ele a chamou para o Jacob.



— Desculpe, só gostaria de saber se queria ajuda essa semana. Nosso Senhor não me deu tarefas e como conheço muito de plantas queria ajudá-la — indagou.



— Não preciso de ajuda. Eu sei o que você pensa de mim e não o quero do meu lado.



— Mas, mi lady, aquilo foi um belo mal entendido. Agora, conhecendo a Srta. melhor, confesso que me equivoquei. Para mostrar que estou muito arrependido, darei o meu melhor para que esse jardim seja o mais lindo de todos os castelos.



— Tudo bem, Senhor Clearwater. Pode me ajudar, mas não permitirei afinidades!



Seth riu e assentiu com a cabeça.



Nos últimos dias, Jacob percebeu que Renesmee e Seth estavam muito juntos, mesmo sabendo que era por causa do jardim e se enfurecia por estar com ciúmes de Renesmee.



— Bem, Srta. Renesmee, vejo que os lírios estão todos plantados. Agora precisamos fazer um canteiro de rosas o que acha? — Comentou Seth.



— Sim, Sr Clearwater. Logo Jacob vai nos matar ao ver que estamos montando um jardim botânico no castelo.



Os dois riram simultaneamente. Eles andavam demasiados amigos e isso era o alvo das fofocas geradas no Reino. Depois, Renesmee saiu à procura de Jacob. Encontrou-o não muito longe do Castelo, apoiado contra uma árvore torta. Era evidente que a ouvira se aproximar, pois estendeu a mão para trás sem nem mesmo se virar. Renesmee segurou-a e então deixou escapar um pequeno grito de surpresa quando ele a puxou depressa para seus braços.



— Pensei em vir e ver onde estava curtindo o mau humor.



Jacob fitou-a, esboçando um sorriso ao deparar com a expressão maliciosa de Renesmee.



— Danada. Não estou de mau humor.



— Claro que não.



— Só preferi vir até aqui a ter de socar um amigo no nariz. Ninguém veio com você?



— Você esta com ciúmes de mim? - Renesmee perguntou, arqueando a sobrancelha direita, com uma face expressando incredulidade.



— Não era para ter? Vocês ultimamente estão muito grudados para o meu gosto. — Disse desgostoso.



— Seth está me ajudando com o jardim!



_ Você é muito dócil, Renesmee. Não percebe quando alguém está com segundas intenções. — Ele exclamou rouco, ao deslizar as mãos pelas costas de Renesmee e puxá-la contra o próprio peito.



Renesmee aconchegou-se contra ele. Era nela que Jacob pensava agora, desejando-a com tanta intensidade que não conseguia se controlar.



— Ele não está aqui agora — ela murmurou, ficando na ponta dos pés para beijá-lo sob o queixo.



— É verdade — Jacob disse ao comprimir-se contra Renesmee e imaginar porquê se torturava assim.



— E nem seus criados.



Jacob encarou-a. Os olhos dela estavam iluminados pelo mesmo desejo que o fazia arder em chamas. A paixão que Nessie despertava nele era uma loucura a lhe incendiar o sangue. Antes, bastavam alguns minutos para saciar-se com qualquer mulher. Com Nessie, cada vez que fazia amor, sua necessidade parecia aumentar. Olhou ao redor. Estavam completamente sozinhos. Não havia sinal de perigo, embora ele estivesse tão perturbado pelo desejo que não se surpreenderia se isso lhe ofuscasse a visão. Fitou Nessie no momento em que ela corria a língua pelos lábios. Com um gemido, beijou-a.



A paixão explodiu entre os dois. As mãos de Jacob estavam em toda parte, e Renesmee tentava febrilmente corresponder a cada carícia. Rezou para que ninguém aparecesse. Estavam esfaimados demais um pelo outro, tresloucados de necessidade e incapazes de ser cautelosos.



Muito tempo depois, quando o tremor do êxtase deu lugar a um prazer langoroso e a respiração de ambos voltou ao compasso normal, Jacob beijou-a suavemente.



— Você leva um homem à loucura, meu anjo — disse baixinho.



— É uma loucura deliciosa! — Renesmee murmurou e enrubesceu ao arrumar as saias.



Ao vê-la tão vermelha e com um toque de nervosismo nos movimentos, Jacob ajeitou depressa as calças. E segurou as mãos agitadas de Renesmee que fechavam o corpete. Esperou que ela o encarasse. E sorriu quando finalmente o fitou por sob os cílios espessos.



— Não fizemos nada a lamentar, fizemos? — Ele perguntou, e lhe deu um beijo na ponta do nariz.



— É que às vezes acho minha própria falta de inibição um pouquinho desconcertante. — Renesmee retrucou, num tom constrangido. — Quero dizer fazer… isso em plena luz do dia.



— Pensei que tivesse gostado.



— Oh, sim. — Ela admitiu incapaz de fitá-lo. — É que você estava vendo tudo de mim… Acho que custa um tempo para eu me acostumar.



— Gosto de olhar para você. É muito bonita. — Beijou-a com sofreguidão renovada. — Molhada. Quente. Deliciosa.



Renesmee enrubesceu violentamente de novo, também excitada por aquelas palavras. Fitou-o, pensando em repreendê-lo pelo atrevimento de suas palavras. Mas não fez.



Até o final de semana, Renesmee só via Jacob a noite, pois ele ficava na aldeia ajudando seus homens ainda tinha muito trabalho na aldeia e Jacob ordenou que precisasse de Seth para ajudar na aldeia.



O grande hall estava vazio sem os rapazes e Renesmee olhou em procura do que fazer. Decidiu-se por ajudar a limpar o castelo, pois ele estava precisando de uma bela faxina e decidiu começar pela escadaria, começando a esfregar com vigor os degraus. Sentia-a atormentada em ficar enfornada no castelo sem pode sair nem visitar a sua família. Não entendia por Jacob a proibiu de visitá-los.



Depois de terminar a faxina, ficou algum tempo sentada, pensativa, recordando a última noite passada na cama com Jacob. Um forte rubor subiu-lhe às faces ao lembrar das liberdades que lhe concedera. Como pudera permitir que o Lorde fizesse tudo aquilo com ela? Não tinha orgulho? Ou vergonha? Afinal, era uma Cullen e eles ainda nem eram casados. Seu olhar foi atraído para o ventre plano. Não suportaria jamais a vergonha de dar à luz um bastardo. Deus do céu, era a filha de um duque tinha que contar logo para Jacob sobre a gravidez para assumir votos evitando então que o filho nasça bastardo!



Observou através da janela Sam e o soldado, ouviu-se uma trombeta anunciar a chegada de alguém. Renesmee saiu para ver a comitiva passava pela ponte e aden¬trava o pátio. E Seth e Jacob logo se adiantaram para receber os recém-chegados.



Curiosa, Renesmee saiu lá fora se aproximou, perto de um pilar e observou que eles tinham aparência pacata e até simpática. Sor¬riam, cumprimentavam a todos com efusão. Pelo que Renesmee pôde ouvir, comunicaram a Jacob que Srta. Leah chegaria a alguns dias. Seth, satisfeito, bateu amigavelmente nas costas de Jacob que, curiosamente, não sorria como os demais.



Sam colocou a mão sobre o ombro de Renesmee assustando-a e esse gesto chamou a atenção de Jacob. Ficou ali, parado, olhando para ela, vendo-a sorrir, mas evitou encontrar-lhe o olhar...



Renesmee não viu mais Jacob até o jantar. E, sentado em seu lugar de sempre, no centro da grande mesa, olhava para ela e para Sam com uma expressão diferente, sofrida.



Renesmee pensou que amanhã mesmo tinha que contar para Jacob sobre a gravidez. Então, ele descartaria Leah de vez.



— Renesmee, meu anjo, amanhã poderei ajudar você no jardim. — Disse Seth todo sorridente interrompendo seus pensamentos.



Jacob estranhou a atitude do amigo. Renesmee, por sua vez, notava que Seth, com a expressão mais alegre que usava, era até um homem bonito.



— Creio que amanhã não poderei Sr. Clearwater, pois Sue vai me levar na lagoa para nadarmos.



— Vocês tem ido à lagoa sem meu consentimento? — Jacob perguntou incrédulo.



— Ah, meu querido, você, esses últimos dias, está tão ocupado e não poderia me acompanhar-me e Sue é uma excelente companhia.



— Mas você sabe que tem soldados por toda a parte no castelo e poderiam ver vocês nuas!



— Ah, Jacob, não sou tola. Eu sei os horários do plantão.



— Mas estou ordenando que não vá mais! Perdeu o juízo, Renesmee? Você está se comportando como uma atrevida que quer ser observada nua! — Esbravejou Jacob, fazendo com que os olhos de Renesmee marejassem.



— Como ousa dizer algo assim? Perdeste o juízo, Jacob? Sabes muito bem que não sou uma vadia qualquer! Eu vou à lagoa apenas para banhar-me e aproveitar o sol! — Retrucou Nessie.



— Eu não quero que você volte lá! — Jacob disse com o maxilar trincado. — Não quero que ninguém a observe! Alguém já pode ter visto você e Sue se banhando, mas não dera pistas sobre a sua presença!



Jacob sentia a consciência mais do que pesada. Não poderia deixar que o ciúme tomasse conta dele e lhe tirasse o bom senso.



— Nós não notamos ninguém! Pelo amor de Deus, Jacob! Não é um pecado banhar-me na lagoa! Por favor, eu já não posso nem ver os meus familiares, deixe-me ter este lazer! — Implorou Renesmee sentindo um aperto no coração ao lembrar dos familiares.



Jacob olhou ao redor e viu os amigos encarando a discussão do casal em pleno jantar. Notou um pequeno sorriso ameaçando aparecer no canto da boca do Seth, porém, preferia não ter visto. Isto fez sua ira aumentar, mas tentou agüentar o extinto que dizia para discutir mais ainda com Renesmee. Não podia tolerar tal exposição de sua parceira.



— Não quero ouvir mais nada. — Não a encarava. Sua única vontade era poder interromper o curso de aconteci¬mentos que estava em ação e que, eventualmente, iria ter um fim dolorido para ambos.



— Venha, Nessie. Você não pode ter emoções fortes. Vá descansar! — Sue apressou-se a falar, segurando-a pelo braço.



Jacob mordeu o lábio inferior, diante de mais aquele olhar de decepção e reprimenda. E franziu o cenho preocupado por Sue falar com Renesmee daquele jeito. Será que ainda não havia melhorado? Despistou o pensamento ruim e começou a lembrar dos momentos maravilhosos que tinha passado com Renesmee. A risada, a beleza e a suavidade dela, enfeitiçavam-no.



Mas seu dilema tornava-se a cada momento mais e mais intenso. Não queria desejar Renesmee dessa forma. Não queria deixá-la partir. Jamais. Não queria que outro homem viesse a tocá-la como ele próprio fazia. Renesmee era sua e de mais nin¬guém! Não conseguiria viver imaginando que outro a tinha, dava-lhe prazer, fazia-a gemer... Não. Seria insuportável!



Caminhou em direção a escadaria para subir ao quarto, mas lembrou-se que seu quarto era o mesmo de Renesmee e sentiu-se ainda pior. Decidiu caminhar no pátio.



(***)





— Infeliz! Homem estúpido! Grosseiro! — Renesmee dizia irritada caminhando por um lado e por outra no quarto. Porém, recuou diante de quem apareceu na porta. Seth Clearwater a olhava, parecendo atônito. Seus olhos, endurecidos, mas também surpresos, passavam-lhe pelo corpo, avaliando-a inteira, pois Renesmee já pusera sua roupa de dormir.



Mesmo envergonhada, Renesmee não vacilou. Protegeu-se atrás da porta, dizendo:



— Teria sido melhor se tivesse se anunciado antes de entrar.



— Eu teria se tivesse me dado chance. Mas estava ocupada demais dando nomes a alguém. E, na verdade, agora acho me¬lhor não ter batido.



— Claro... O que deseja?



— Como assim?



— Bem, qual o propósito de vir me procurar?



— Ah, sim. Queria lhe mostrar, lá no jardim, o balanço que fiz. Queria ter mostrado no jantar mais Jacob parecia ocupar você.



— Devia ter me falado logo no jantar. — Renesmee ia fechar a porta, mas o pé de Seth a impediu.



— A Srta. vai ver?



— Se me permitir que eu me vista! Estarei lá embaixo em alguns minutos.



Seth sorriu e se foi. Na escadaria, a risada aumentou e ressoou até Renesmee. Com gestos rápidos, ela se vestiu e des¬ceu achando isso muito estranho, pois era noite não dava para ver muito bem o jardim, pois precisavam melhorar a iluminação.



Na escadaria, topou com Jacob subindo, que logo a impediu com o braço.



— Aonde a srta. pensa que vai?



— Seth quer me mostrar o balanço que ele fez no jardim.



— Mas que historia essa? Seth está perdendo o amor pela vida! — Jacob disse incrédulo.



Ela sentiu-se tonta de repente. Sua boca estava amarga e o estômago revirava.



— Você está bem? — Jacob preocupou-se.



— Eu já disse para me deixar em paz! — Ela afastou as mãos dele e seguiu se apoiar na braçada da escada. Curvou-se e vomitou.



Os braços de Jacob estavam ali novamente, amparando-a.



— Sinto muito por ter gritado com você no jantar — disse ele, cari¬nhoso.



Renesmee apoiou-se a ele, sentindo que, caso não o fizesse, desabaria ali mesmo. Jamais se sentira tão mal, nem tão en¬vergonhada.



Seth observou tudo de longe e pegou um pano e umedeceu e aproximou-se de Jacob.



— Use isto — Seth oferecia um pano molhado, que Jacob passou pelo rosto dela, aliviando-a sobremaneira.



— Obrigada... — Renesmee enfiou o rosto no tecido molhado, respirando fundo. Estava recostada a Jacob e tentava acalmar-se. Quando a tontura passou, aventurou-se a abrir os olhos.



— Por tudo que é santo, Nessie, o que houve?



— Estou bem agora, não ando me alimentando bem. Só isso.



Jacob não estava acreditando nessa história, ela podia notar. Levanto-a e levou-a con-sigo. Junto à porta do quarto, parou e encarou-a.



— Vamos, diga-me o que aconteceu. Não vou engolir a história que me contou lá em baixo.



— Agora está me chamando de mentirosa! — Ralhou Renesmee.



— Ok, Renesmee, não vou te atormentar mais. Já é tarde e como passou mal, precisa descansar. Eu ainda vou demorar a dormir, então não me espere.



Jacob deu um beijo na testa de Renesmee e saiu.



Seguiu pelo Hall, encontrando Sue junto as escada limpando o vômito de Renesmee



— Quero lhe falar — anunciou, e Sue veio ao encontro de Jacob.



— Esta manhã, Nessie sentiu-se mal e agora de novo. Você sabe o que isso significa?



— Senhor Jacob, vocês vivem como um casal e estão sujeitos a tudo!



— Sue você esta sinuando que Renesmee esteja esperando um filho meu?



— Não posso afirmar nada. Não sou curadeira.



— Se ela passar mal novamente, avise-me.



Estaria Nessie grávida? Ainda era impossível saber...



No dia seguinte, Renesmee levantou-se. Precisava encontrá-lo. Talvez pudessem con-versar a respeito. Talvez pudesse convencê-lo a irem juntos ao encontro de sua família para pedir permissão para que se casassem, pois logo sua rival iria chegar e tinha sensação que tinha que resolver isso o quanto antes.



Estavam todos na mesa principal fazendo o desjejum e Jacob mostrava muito atencioso com Renesmee e forçando a comer Renesmee serviu-se de pão, queijo, frutas, enquanto Jacob contava suas expectativas para a aldeia com Sam. Renesmee pegou na mão de Jacob vendo que seria a hora da revelação.



— Jacob, meu amor, tenho que lhe contar algo muito importante.



— Pois diga minha princesa — Jacob soltou um belo sorriso.



Quando o senhor se preparava para escutar a revelação de Renesmee, Quil entrou no salão, anunciando a entrada de alguém importante, e Jacob sussurrou:



— Não estávamos esperando ninguém, Leah chegaria a alguns dias e não hoje.



Renesmee sentiu que estava prestes a conhecer a mulher que ela disputaria com seu Jacob. Observou a jovem que entrou no salão, com gestos graciosos, se aproximou da mesa e abraçou Jacob.



Leah era alta, com formas exuberantes, e de cabelos negros. A pele era branca como marfim, e seus olhos de um azul profundo. Renesmee estremeceu ao perceber que o olhar em sua direção era curioso, mas também calculista. Renesmee estava tão absorta no que via que co¬meçou a cambalear, sendo amparada por Sam.



— Ela pode ter nascido bela, sim, mas também nasceu ruim como um javali enfezado — comentou o soldado, em voz bem baixa.



Jacob estava mudo e pálido. Ele temia a possível reação de Renesmee ou uma provocação por parte de Leah.



— Vou ter que ficar em pé o dia inteiro? — Disse Leah.



— Venha, Leah. Eu a conduzo a seu lugar — Jacob ofereceu, colocando-a ao seu lado.



Renesmee assistia à cena sem entender como ele era tão gentil com uma mulher que se mostrava tão grosseira e não era nada dele. Sentiu a mão de Seth em suas costas. Ele lhe indicava o lugar a seu lado, na mesa. Serviu um cálice de suco e deu-o a ela. Renesmee con¬trolava-se para não jogar o líquido no rosto da recém-chegada.



Durante o desjejum, mesmo tendo Seth a seu lado, ofere¬cendo-lhe os mais deliciosos quitutes, Renesmee não conseguiu comer. Sentia-se nauseada. Sue parecia estar se sentindo tão mal quanto Nessie. Seus olhares se encontraram ao Jacob com rejeição. Seth voltou-se para o que Nessie colo¬cara em seu prato: um bom pedaço de pão de aveia. Cortou um pedaço e comeu-o, sabendo que precisava colocar algo no estômago. Renesmee olhou-o e sorriu, como se estivesse se agradecendo pelo pedaço de pão, e Jacob percebeu o movi¬mento. De cenho fechado, ele depositou seu cálice sobre a me¬sa.



Nessie não agüentava mais o clima tenso e levantou-se.



— Creio que desejo me recolher — disse Nessie sem fitar o anfitrião.



Jacob tomou-lhe a mão.



— Entenda que sou obrigado a agir assim. — Renesmee afastou-se com brusquidão.



— Jacob quem é essa fulana horroroza? E topetuda? — Comentou Leah arrogantemente.



— Não insulte lady Renesmee — murmurou Jacob de dentes cerrados.



— Ela é sua amante? — Disse Leah incrédula.



— O que acontece entre lady Renesmee e a mim, não é da sua conta!



— Quero saber aonde vou dormir?



— No quarto que Sue preparou para você.



— É junto com o seu? — Perguntou leah descaradamente.



— Não! — Exclamou Jacob não acreditando que ousara tal pergunta.



Jacob entrou no escritório junto com Sam, Seth, Quill e Paul para discutir a decisão de Jacob em quem honrar os votos e sobre a vingança.



Renesmee desceu do quarto já se sentindo melhor e resolveu procurar Jacob para terminar o assunto que fora interrompido, ouviu vozes no escritório fechado e decidiu escutar.



— -O que vai fazer agora, Senhor? — Indagou Sam



— Eu realmente não sei!



— Uma das duas o Senhor tem que honrar — Paul disse.



— Se for à lógica, tem que ser lady Leah. Ela é sua predestinada desde pequeno, é rica tem muitos dotes e não é filho de seu maior inimigo! — Murmurou Quil.



— Eu sei! Mas Renesmee...



— Raciocine, Jacob. Lorde Emmett nunca vai consentir essa casamento, ele o odeia e ainda mais, ao saber que a usou para uma vingança, ele pode até tirar todos os dotes de Renesmee por causa do Senhor. - Disse Seth, pensando em Renesmee, assim como na Leah.



— Parem homens! Senhor Jacob, eu sei que o senhor é dono do seu coração, mas não creio que seja feliz com lady Leah. — Disse Sam.



— Mas pense melhor! Lorde Emmett colocou fogo na nossa aldeia, matou sua mãe! — Disse Quil.



— Não! — O grito escapou dos lábios de Renesmee sem que, ao menos, o percebesse lhe vindo à boca. Não podia ter ouvido direito. Vingança?!



Ela ficou estática, com os pensamentos conturbados e dúvidas cruzando sua mente. Será que ela ouvira corretamente? Jacob havia usado-a?



Jacob ficou parado, rígi¬do, calado. Só agora ele percebera que Renesmee ouvira tudo o que fora discutido.



— Você me usou por uma vingança! Você acusa meu irmão de destruir a vila? E para atingi-lo me usou? — Renesmee acusou. — Todos neste castelo ouviram suas palavras, prometendo ficar comigo e eu tonta acreditei que o Senhor me amasse.



Lágrimas ameaçaram transbordarem dos olhos de Renesmee. Não podia acreditar em tal feito. Tudo não se passara de uma mentira! E agora? E o seu filho? O filho que seria concebido ao mundo com apenas o amor da mãe. Sim, ela já amava a criança em seu ventre!



Houve alguns segundos de silêncio ainda, até que ele res¬pondeu:



— Renesmee a usei sim como vingança no começo, mas agora eu...



Renesmee entreabriu os lábios, chocada. Usava toda a sua for¬ça interior para não tremer. Tudo o que vivera com ele não passara, então, de uma mentira! Jacob a tinha enganado! Fizera ela se apaixonar por ele! Por vingança. Fizera-a acreditar que era sua prometida, que seriam marido e mulher. Por vingança...



Mal conseguia respirar. Uma fúria intensa se apoderava de sua mente. Seu coração batia descompassado, movido pela de¬cepção e pela mágoa.



Um novo sentimento, que desconhecia por completo, pul¬sava em suas veias. Ódio. Tão intenso que poderia ser tocado.



— Meu Deus! Fui usada. Você roubou o bem mais valioso que eu tinha: minha virgindade! Apenas para atingir meu irmão! E tenho certeza que não foi ele quem fez isso. — Renesmee disse, sentindo-se totalmente desamparada, pois sabia o quão verdadeiras eram suas palavras.



Jacob abriu a gaveta da escrivaninha e retirou um pedaço de tecido e mostrou para Renesmee.



— Achei isso do lado do corpo de minha mãe. É pedaço de tecido bordado com o símbolo da sua família.



Renesmee pegou o pedaço de pano e cheirou. De fato, era de seu irmão Emmett. Lágrimas escorreram dos olhos de Nessie, devido à confirmação de tal artimanha de seu irmão.



Todos no escritório continuavam em silêncio. Podiam ouvir cada palavra. Renesmee sentia seu peito espremer-se numa agonia sem fim. Tinha sido para ele o que jurara jamais ser... Uma amante apenas. Todo o desprezo que sentia por Jacob brilhava em seus olhos muito verdes.



— Não somos mais um só. E agora juro, diante de todos aqui reunidos, que nada mais devo aos Black. Nada que seja meu lhe pertence. Se eu “estivesse grávida”, você jamais teria di¬reitos sobre meu filho, pois nunca estivemos legalmente uni¬dos! Não lhe devo mais lealdade, nem respeito. Nada. E nem minha família! — Renesmee olhou para Leah que chegara agora no escritório, e concluiu: — Você escolheu muito bem sua companheira para a vida toda, Jacob. Nada mais perfeito do que uma harpia e um men-tiroso.



Saiu do escritório antes que sua raiva e mágoa a de¬nunciassem. Ou que fizesse alguma coisa da qual viesse a se arrepender mais tarde.



Jacob há tempos temia a reação que ela teria diante da situação. Sabia que Renesmee se sentiria humilhada, destruída. Já não pre¬cisava preocupar-se mais. Havia ódio nela e esse sentimento a manteria forte.



— Jacob, mande prender essa louca — Leah instigou.



Ele a ignorou, abaixando-se para pegar o pedaço de pano jun¬to a seus pés. Voltando-se para Sam e Paul, Jacob deu suas próximas ordens:



— Cuidem para que todos os guardas evitem que Reensmee deixe o reino.



Usando um tom baixo, para que apenas Jacob o ouvisse, Sam indagou:



— Não acha que deveríamos deixar que a moça voltasse ao seu reino? Já teve sua vingança. Mantê-la aqui, onde será forçada a ver vocês dois juntos todos os dias, vai destruí-la.



— Ela não deve partir! — Jacob sabia que era errado forçá-la a ficar, mas não conseguia imaginar-se longe de Renesmee, sem poder vê-la nunca mais. — Tenho o direito, já que ela sinuou uma suposta gravidez, então ela tem que permanecer aqui como... Hóspede.



Sam meneou a cabeça, ao que Jacob rebateu:



— Já chega! São minhas ordens!Eu sou o senhor aqui!



Suas palavras ecoaram pela sala. Todos já se retiravam e ele bem sabia porquê. Muitos nem tinham tentado disfarçar o desagrado diante dos fatos, pois tinham passado a admirar e até a gostar de Renesmee Carlie Cullen. Sua honestidade e de¬terminação tinham cativado as pessoas de seu reino.



Sentou-se numa cadeira próxima, enfiando os cotovelos nos joelhos, pensativo. Baixou a cabeça e enfiou as mãos pelos cabelos. Estava tomado pelo demônio quando decidiu vingar-se. Agora seu coração a Renesmee estava ligado, inexoravelmente. Sentia-se amputado de seu próprio sentimento. E ele lhe faria falta para sempre, estando presente e dando-lhe a falsa impressão de ainda permanecer em seu corpo.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010


Capítulo 10 – Encontro – Parte 2

PVO Jacob

Trim Trim

Era o telefone do quarto tocando, despertei assustado depois de cochilar um tempo.

- Alô! – Disse com a voz sonolenta, espreguicei-me na cama e rolei meu corpo sobre os lençóis. - Tem uma moça aqui aguardando pelo Senhor. – Disse o homem.

- Renesmee Cullen? Se for ela, peça para aguardar no carro que já estou descendo. – Pedi bocejando e tentando arrumar coragem para levantar, mas de uma forma estranha eu sentia vontade de estar perto dela, de inalar o seu cheiro, sentir o seu toque e as sensações estranhas que causava em meu corpo.

- Sim! É ela e já avisarei. Obrigado! – Disse e desligou.

- Droga! Tinha que cochilar?-  Levantei correndo da cama, coloquei uma camisa branca, calça Jeans, meias branca, sapatos pretos e uma jaqueta preta de couro. Corri para o banheiro, penteei os cabelos, escovei os dentes e depois fui até a mala para pegar o perfume, passei um pouco e depois voltei ao banheiro para ver se estava LINDO... Sim eu estava LINDO! Meu ego me afirmava isso enquanto me olhava.

Sai do quarto, caminhei até o elevador, esperando por uns dois minutos, depois entrei e apertei o botão do térreo. Comecei a sentir uma estranha ansiedade me dominar, meu coração começou a bater mais rápido e aquela sensação esquisita no meu estômago havia voltado.

O que é isso que estou sentindo? Que saco! Tenho que me controlar! Tenho que me controlar!

Eu sou Jacob Black, lindo, maravilhoso, gostoso e dono da situação. Essa fedelha não vai conseguir me conquistar... Não mesmo... Isso é apenas tesão por ainda não ter comido a sua “bocetinha”... Depois passa... Vai passar,  com toda certeza.

Sai do elevador e caminhei até a saída, avistei o seu carro do outro lado da rua, atravessei e a vi colocando a cabeça para fora da janela. E mais uma vez, meu coração me traiu batendo freneticamente ao vê-la.

Mas que “caralho” é esse? Calma Jacob! Calma! Você é o dono da situação.

- Boa tarde! Desculpe o atraso. – Disse e tentei fazer cara de envergonhado. – Acabei adormecendo. – Conclui.

- Sem problemas. – Respondeu assentindo com a cabeça para fora da janela e logo sem seguida, o motorista abria a porta para eu entrar. Então entrei no carro e me sentei ao seu lado, sentindo-me nervoso e acuado, sem saber direito o que dizer ou o que fazer. Tinha medo de perder o controle da situação e precisava desesperadamente me manter sereno.

- Você que conhece a cidade, pode dizer para aonde vamos agora? – Disse encarando o seu rosto mais encantador, com os cabelos presos e alguns fios caindo sobre a face. Observei a sua vestimenta, que caia lhe bem usando uma calça preta e uma linda blusa marfim.

- Jimi para o shopping, por favor. – Ordenou e o carro deu partida. Ficamos nos olhando por mais um tempo e mais uma vez me perdi na imensidão do seu olhar. Era uma sensação estranha. Comecei a sentir medo daquele sentimento que aflorava dentro de mim e mais ainda do que teria que fazer para ter a minha vingança. Sabia que ela não tinha culpa, mas seria o meu instrumento e não poderia de forma alguma perder o meu foco.

- Que tipo de comida você gosta, Nessie? - Perguntei para quebrar aquele clima estranho, observando a bater os dedos nas calças, enquanto me olhava de soslaio. Sabia que estava terrivelmente nervosa, tanto quanto eu e de alguma forma teria que tornar aquela situação mais confortável para nós.

- Eu como um pouco de tudo. – Disse sorrindo, virando o rosto para me olhar e vi novamente aquela expressão de encantamento em seu rosto. Soube naquele momento que realmente me amava ou na pior das hipóteses era completamente neurótica e precisava de um tratamento. O fato era que ela me olhava como se não houvesse mais nada a sua volta, como se eu fosse o centro do seu universo, observando o meu rosto atentamente, acompanhando cada pequeno gesto que eu fazia. Aquilo me fez sentir bem, afinal nunca em minha vida uma mulher havia me olhado com amor e não apenas com desejo pelo meu corpo. Mas com ela era diferente... Era mágico. – Minha mãe diz que sou magra de ruim. – Deu um ligeiro sorriso. – Mas hoje quero levar você a um restaurante italiano maravilhoso.

- Você come tanto assim? Do que gosta? Fala um pouco de você, da sua vida, seus amigos, sua família, gostos e paixões. – Queria saber tudo sobre ela. De alguma forma estava completamente encantado e precisava conhecer os detalhes da sua vida, mas não pela vingança, sim por uma necessidade de me aprofundar em sua alma e descobrir quem era aquela garota tão audaciosa que havia me feito a proposta mais estranha, e corajosa, do mundo. Queria saber de onde vinha sua força e coragem para lutar por um homem que nem conhecia.

- Não tem muita coisa sobre mim. Sou apenas uma garota que ama a vida, a família, os amigos, os animais, que ama pintar e vê beleza em tudo. Que acreditar que nada é tão ruim e que as pessoas podem mudar independentes da situação. Sei que existe muita gente ruim nesse mundo, mas acredito que todo mundo merece uma segunda chance, merece a felicidade e o amor para completar a sua vida. Acho que o amor é a fonte da vida e que se as pessoas amassem seus semelhantes como amam o seu umbigo, o mundo seria maravilhoso. – Ela começou a falar sobre as suas convicções e fiquei impressionado como uma moça tão jovem podia falar com tanta paixão da vida e do ser humano. Fiquei pensando se as suas palavras se aplicavam a mim e se algum dia eu também seria capaz de mudar por amor. Mas comecei a me lembrar das palavras do meu pai em seu leito de morte: os Cullens... Os Cullens... Eles são os culpados.

Senti um ódio me consumir e uma vontade de acabar com tudo naquele momento. Mas no minuto seguinte, estava preso as suas teorias sobre o ser humano, sobre aprender a dá sem a expectativa de receber, fazendo bem ao seu semelhante independente de raça, religião, sexo ou time de futebol. kkk Ri nessa parte.

Ela era tão incrível, tão inteligente que parecia uma mulher madura com mais de trinta anos, mas em outros momentos as suas palavras apresentavam uma ingenuidade de uma menina de 13 anos, fazendo da vida uma grande utopia que nem mesmo Lenen ou Staley em seus maiores devaneios pensariam. Mas ela ainda achava que tudo deveria ser compartilhado e tinha o pensamento de uma socialista.

OH God! Se Carlisle deixa o seu patrimônio para ela, estava arriscado a dividir tudo com os pobres. Será que ela não sabe que quem só faz caridade para os outros e não pensa em seu próprio bolso acaba “fodido”? Mente pequena essa!

Não ligo se quiser fazer uma doação para o meu bolso. Daí a distribuir o dinheiro com a sociedade protetora dos animais, dos velhinhos, das crianças abandonadas já é demais. AFF!

- Chegamos, senhorita Nessie. – Disse o motorista, estacionando o carro na porta do shopping.

- Obrigada, Jimi! Quando estivermos prontos para sair, ligo para vir nos buscar. Pode tirar o resto do dia de folga. Só precisarei de você a noite. – Disse sorrindo para ele, que saiu do carro para abri a porta para nós.

- Obrigada! Ficarei de prontidão a espera de vocês. – Respondeu nos observando sair.

- Onde posso alugar um carro? Não quero ficar dependendo do senhor. – Disse para ele.

- Se eu permito que a menina saia sozinha, o meu patrão me demite. Ele tem muito medo de sequestro e assaltos. E sua neta é o bem mais precioso que possui. Por isso não se incomode com isso. – Deu as costas e foi para a porta do motorista.

- Obrigada, Jimi. – Disse e ele assentiu antes de entrar no carro.

Andamos pelo estacionamento do shopping até a entrada principal e ela continuou a contar sobre as suas convicções de mundo, até pararmos em frente a uma pequena galeria de artes para observar alguns quadros.

Comecei a observar cada gesto delicado, o movimento sutil de seus lábios, a forma meiga como mexia as mãos apontando para os quadros enquanto explicava cada estilo e técnica usada nas pinturas.

Naquele momento, senti o macho predador dentro de mim querendo sair, impulsionando-me para atacar e fazer algo. Tentei lutar contra aqueles instintos, pois sabia que ainda não era hora de falar. Tentei reprimir os sentimentos confusos em meu corpo, enquanto o animal sedento e selvagem implorava para sair de dentro de mim, para tomar aquilo que queria e sacia a sua fome.

Ela continuava falando lindamente, movendo aqueles pequenos e tentadores lábios, enquanto eu lutava para manter o controle das minhas emoções, afugentando o animal que insistia em querer sair e tomar o que era “meu”... Sim! Ela era minha... Eu a queria como nunca quis outra mulher na vida. E a teria em meus braços e satisfaria todos os meus desejos.

Parei diante dela, que se calou e me olhou assustada. Segurei a sua cintura com as duas mãos e puxei o seu corpo para o meu, colando o meu peito no seu. Depois segurei o seu rosto com as duas mãos e o puxei para mim com desespero, colando seus lábios sobre os meus, movendo a minha língua sobre a sua de forma desesperada para sentir o seu gosto, provar do seu necta e saciar o prazer que tanto almejava.

Havia loucura em minha boca, que queimava com  o prazer de cada movimento avassalador, sugando e devorando os lábios delicados e ingênuos, que mal sabiam beijar e só fazia aumentar o meu desejo por saber que eu seria o único, que eu a ensinaria ser fêmea e satisfazer todos os meus desejos mais profundos.

Depois de gozar o meu prazer devorando os seus pequenos lábios, pedi passagem para a minha língua e invadi a sua boca de forma desesperada, ansiando pelo todo da sua língua. Havia tanta loucura e desespero, que pensei que fosse devorar a sua língua, quando comecei a explorar cada canto da sua boca.

Seu gosto era irresistível e me deixava ainda mais louco de prazer, saciando a minha fome em cada movimento sinuoso naquela batalha espetacular de paixão e desejos que explodiam em nós. Sentia que mesmo sem saber beijar, correspondia o meu desespero, afagando o meu corpo com seus dedos, agarrando se a mim como se o mundo fosse acabar naquele momento.

Nós nos completávamos perfeitamente, como se fossemos duas partes perfeitas de um mesmo objeto partido. Ela era perfeita para mim e eu perfeito para ela. Nada podia quebrar o encanto daquele momento, em que só existia uma entrega verdadeira e desesperada por cada toque, cada movimento de nossas bocas, línguas e corpos desejosos de prazer.

Senti a minha ereção de formar, fazendo o meu “caralho” pulsa desesperado dentro das minhas calças. Se não estivemos no meio de um shopping, teria colocado em qualquer lugar que pudesse possuir cada canto do seu corpo virginal.  Eu a queria de forma completamente insana, desejando sentir o meu corpo pulsando sobre o dela e a fazer gemer em loucura com os meus movimentos. Descei as minhas mãos até as suas nádegas e segurei forte, puxando a para mim de forma que sentisse o tamanho do meu desejo pulsante naquela ereção.

Ela gemeu instintivamente e refreou o meu beijo, saindo dele de forma lenta, colou o seu rosto ofegante ao meu. E ficou arfando de forma rápida, enquanto eu também tentava controlar a respiração.

- Desculpa... – Sussurrei ainda ofegante, passando minha mão de forma delicada em seu rosto. Abri os olhos e a vi de olhos fechados, com o sorriso mais lindo, os lábios inchados e vermelhos por causa do beijo. Senti-me um animal por tomá-la daquela forma, então comecei a dar leves selinhos em seus lábios, ainda queimando de paixão, enquanto ela permanecia estática e de olhos fechados. – Perdão, carinho... Não quis tratá-la assim... Foi mais forte do que eu.

- Eu amei o seu beijo... – Sussurrou sorrindo e abriu os olhos. Passou a mão em meu rosto carinhosamente e ficou me olhando daquele jeito encantado.

- Eu estou apaixonado por você, Nessie... – Admiti para ela, ainda envergonhado pela forma como a tratei no meio do shopping, sem o menor respeito ou compostura. – Beijei a maçã do seu rosto e depois fiquei roçando o meu nariz em cada canto do seu rosto meigo. – Foi inevitável...

- Eu amo você, Jacob... Amo muito... – As lágrimas desciam em seus olhos e comecei a beijar cada uma, sentindo a sua dor e o medo que sentia pelo que estava acontecendo.

- Eu sei, carinho... Vamos sair daqui... Preciso te abraçar e sentir o gosto dos seus lábios novamente. – Peguei a sua mão e com a outra limpei o seu rosto molhado.

Caminhamos de mãos dadas, como dois namorados, até a praça de alimentação. Sentamos uma ao lado do outro, comecei a fazer carinho em seu rosto, passando o meu dedo de forma suave enquanto analisava os seus traços. A todo momento eu a beijava no rosto, na boca, suas mãos, o pescoço delicado roçando os meus lábios de maneira suave e gentil.  Ali me esqueci o motivo daquela viagem, as razões que tinha para conquistá-la e conseguir me casar, de toda a altivez que tinha e fazia questão de mostrar.  Era somente um homem completamente rendido aos beijos da mulher desejada, querendo seus carinhos, seu cheiro e tudo o que aquele estranho sentimento pudesse me dar.

Passamos uma tarde maravilhosa, compartilhando o nosso almoço, tomamos sorvete, entramos em livrarias, lojas de artigos e ficamos conversando sobre a nossa vida. E em dado momento, ela começou a falar do seu grande amigo Seth. Era Seth para lá, Seth para cá, seus passeios, brincadeiras, férias, conversas, os sonhos que compartilhavam e tudo o que ele significava para ela. Aquilo me mostrou que ele era muito mais parecido com ela, em todos os aspectos, do que eu, deixando me completamente irritado com as suas observações e confidências.

Pela primeira vez na vida senti ciúmes de uma mulher e quis passar com um trator sobre o homem que estava sempre nas lembranças de uma Nessie... SIM! Minha!!! Eu passaria sobre ele e a tomaria como a minha mulher. Faria dela a mulher que saciaria todos os meus desejos e não permitiria que ninguém, nem mesmo Seth, se colocasse entre nós dois.

- Seth! Seth! Seth! – Comecei a falar irritado com aquela conversa e ela arregalou os olhos assustada. – Vai ficar falando o resto do dia no Seth? Se for assim, prefiro ir embora. – Disse de forma ríspida e percebi que se magoou e fechou a cara no mesmo momento.

- Seth é o meu amigo, quase o meu irmão e se te incomoda tanto isso, podemos ir embora. – Cruzou os braços e percebi que se segurou para não chorar.

- Desculpa, carinho... – Segurei a sua mão, beijei carinhosamente passando os lábios em seus pequenos e suaves dedos. – Não quero te magoar, Nessie. – Passei o polegar na maçã do seu rosto e fiquei olhando para os olhos que pareciam tristes. – Só fiquei com ciúmes do seu amigo. Como competir com alguém que esteve à vida inteira ao seu lado? Não posso, carinho.

- Nunca houve competição, Jake. – Ela me abraçou forte a aconchegou a cabeça em meu peito. – Eu sempre te amei e continuarei te amando. Mesmo que não me queira. Sabe disso! – Senti meu coração doer ao me lembrar dos motivos que me levavam ali. Sabia que a faria sofrer e que sofreria com isso. Comecei a viver um grande conflito naquele momento e não queria abrir mão da minha vingança. Mas como acabar com os Cullens sem feri-la? Como?

- Eu preciso ir ao banheiro. – Afastei-me dela, olhei mais uma vez os seus olhos azuis e depois caminhei até ele.

Cada passo que dava, parecia ir para a forca e sentia meu coração apertar forte, consumido por uma angustia tão forte, tão profunda que chegava a me sufocar.

Abri a porta do toalete, entrei e caminhei para frente do espelho, abri a torneira, lavei as mãos e comecei a passar água no rosto. E enquanto me olhava, ouvia as palavras do meu pai:

Os Cullens... Os Cullens... Eles são os culpados.

Aquelas lembranças eram amargas e me faziam entrar em um grande conflito: Seguir ou não com a vingança?

Jacob Black, seu filho da “puta”! Você não pode trair a memória dos seus pais. Fará o que for preciso, nem que para isso precise arrancar o coração do peito. Vai acabar com Renesmee Cullen, deixar os Cullens falidos e desfrutar de uma vida confortável.

Não terá pena de nenhum deles! Quem tem pena é galinha!!!
Sem dó... Piedade ou medo! Você seguirá com sua vingança até o fim e vai “fuder” com a vida de todos eles... Você não tem direito de se apaixonar por essa vadia Cullen... não mesmo!

Bonzinho só se “fode” e você já tem se “fudeu” por causa deles! Eles são os culpados e você dará o troco.
Meus olhos começaram a se encher de lágrimas e quando percebi, elas desciam pelo meu rosto sem que pudesse contê-las.
--x--

Nota GLau:
Jacob já está completamente apaixonado e sofrendo por saber como essa vingança será dolorosa para os dois. Nossa!! Acho que será tão penoso quando a Mentira!! Bem
Para saber como será a vingança e vida de casados, só lendo os demais caps.
Espero que tenham gostado! Vocês não imaginam a dificuldade que tive para fazê-lo para vcs.

Obrigada e beijos no core

n/h:
SIM ele estava lindoOOO...de jaqueta de couro...
nossa essa ta boa Glaucia: O MACHO PREDADOR! O ANIMAL SELVAGEM QUERENDO SAIR DE DENTRO DE MIM...OMG! a pobre é ingênua até pra beijar e ele querendo ensinar a ser fêmea? Glaucia tu ta cada dia pior guria. Ops! Quero dizer melhor..kkk...
Esse Jacob é bipolar, uma hora não presta, e outra totalmente apaixonado, assim não dá.
Ei..quero ver o circo pegar fogo no encontro dele com seth...
Bjs...COMENTEM...INSENTIVEM A GLAUCIA... ELA SO VAI MELHORAR.