quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Capitulo 12 – Seguindo com o planejado – PVO Jacob

A despedida era a pior coisa que poderia acontecer depois daqueles quatro dias juntos. Por isso pedi que não fosse ao aeroporto me levar. Ela, entretanto, teimosa do jeito que era, não aceitou se despedir apenas no hall do hotel e foi comigo para o aeroporto.

Seguimos de mãos dadas no carro e vi que tentava se controlar para não chorar. Apesar disso, suas expressões faciais, denunciavam que estava prestes a desabar no choro. E eu, sendo um covarde pela primeira vez, tive medo de vê-la chorar em minha partida.

- Carinho, não quer ficar no carro¿ - Perguntei assim que Jimi estacionou e a vi fazer sinal de negativo com a cabeça. – Tudo bem! Sem choros, Ness! Sem choros. – Jimi abriu a porta do carro e saímos. Depois pegou a minha bagagem no porta malas e me entregou.

- Obrigada, Jimi! – Disse para ela.

- Não tem de que, meu jovem. – Olhou para Ness, que assentiu com a cabeça – Eu estacionarei o carro do outro lado, Senhorita Cullen.

Caminhamos para o balcão, fiz o meu check in e depois fomos para o portão de embarque.

Já sentia uma saudade tão grande, um medo de parti e deixá-la para trás, um desespero me consumir e o meu coração completamente confuso.

Havia viajado para Seatle com a clara intenção de por o meu plano de vingança em prática e levava para casa aquele estranho sentimento em meu coração. Um sentimento que não sabia como definir, mas que me feria o coração de uma forma estranha e deixava uma sensação de vazia tão grande, chegando a sufocar a minha alma com a saudade que já sentia dela.

Paramos de frente um para o outro e vi as lágrimas rolando em seu rosto. Levei o meu rosto até ele e comecei a beijar cada uma, sentindo o gosto salgado, misturado com a nossa dor naquele momento da despedida.

Ela chorava baixinho e tentava não fazer uma cena, enquanto eu me segurava para não chorar e demonstrar fraqueza. Enquanto sentia meu corpo doer só de pensar em não vê-la mais e o ciúme corroer a minha alma, sabendo que estaria livre para ser admirada por muitos homens.

Nunca me senti tão fragilizado diante de uma mulher. Nunca quis tanto ter uma mulher... e certamente nunca gostei de me sentir tão entregue como estava.

- Carinho,você prometeu. – Sussurrei ao beijar as suas lágrimas.

- Eu não quero perder você, Jake. – Ela me abraçou forte e colocou a cabeça em meu peito. Passou os dedos suavemente pelas minhas costas, sobre o tecido de minha roupa, demonstrando toda a sua fragilidade. Quis tomar a sua dor e dizer que ficaria tudo bem. Então me lembrei os meus reais motivos e me calei... não podia dizer que ficaria bem, se a minha missão era lhe fazer sofrer... Oh Inferno!

- Vôo número 23 para Londres no portão 10. – Foi anunciado no alto falante e ela começou a chorar ainda mais em meus braços.

- Ness, prometo que falaremos todos os dias, que enviarei mensagens, emails e ainda teremos o MSN. – Apertei forte o seu corpo e erguei a sua cabeça, segurando o seu queixo. – Não faz assim, carinho... sabe que será difícil para nós... teremos muitas despedidas...

- Eu sei... – Sussurrou com a voz embargada.

Levei meus lábios até os delas e dei um suave beijo de despedida.

- Adoro você, carinho. – Afastei o meu corpo, segurando apenas uma de suas mãos, mas ela não em largava.

- Amo você, Jake. – Disse e me soltou.

Virei de costas e caminhei sem olhar para trás. Segurei as lágrimas e não me permiti chorar com a despedida, sabendo que precisava de forças para fazer o que fosse necessário para a vingança.

Caminhei até o portão de embargue, depois até a porta do avião e finalmente cheguei a minha poltrona. Sentei e fechei os olhos tentando refletir sobre os últimos acontecimentos.

Estava super cansado, após aqueles dias iniciando o meu plano de sedução com a vadia Cullen, mas nem tudo saiu como queria e ao contrário disso, pegando me de surpresa, acabei me apaixonando pela vadia.

Deitado no avião, tentando dormir um pouco, suas imagens não saiam da minha cabeça. E de uma forma completamente louca, já sentia saudade de tocar a sua pele, sentir o seu cheiro e o seu gosto. Meu coração começava a doer só de pensar no que teria que fazer para levar a minha vingança a diante.

Flash back on

Ela se requebrava suavemente ao som da música, movendo seu corpo de forma sinuosa enquanto me observava com um sorriso em sua face.

Eu acompanhava a música e sentia o meu “Ka” pulsando de desejo ao observar o seu lindo corpo naquele vestido preto que deixava suas curvas mais acentuadas.

Puxei a para mim e beijei a sua testa, depois peguei a sua mão e a conduzi até um canto mais vazio da boate, que estava muito escura e cintilava com luzes de todas as cores se sobrepondo aos corpos espalhados no salão.

Encostei a na parede e tomei os seus lábios de forma abrupta, encaixando os meus e movendo os com uma paixão avassaladora que me impulsionava. Pedi invadi sua boca com a minha língua e comecei a movê-la de forma rápida, enquanto percorria o seu corpo com minhas mãos, que se deleitavam com cada curva deliciosa e acentuada.

Subi a mão até os seus seios e a passei pelo vão do vestido. Depois comecei a brincar com o seu pequeno e macio seio, fazendo a gemer em minha boca de forma gostosa.

- Wooww

Com a outra mão, desci até as suas penas, acariciei sua coxa e depois subi lentamente o seu vestido. Comecei a traçar um caminho até a sua calçinha e passei a mão por dentro dela, alcançando o seu clitóris, então comecei a acariciá-lo primeiro de forma lenta e depois, conforme os seus gemidos e espasmos, de forma rápida para aumentar o seu prazer.

Sabia que a deixaria completamente louca com aquelas sensações. E o meu objetivo de prendê-la a mim, estaria de certa forma alcançado, deduzindo que a pequena idiota romântica não conseguiria me esquecer depois daqueles toques.

Senti um enorme prazer com os seus gemidos e aprofundei o beijo, sugando os seus lábios de forma avassaladora, até que ficasse completamente mole em meus braços, depois de sentir a explosão do gozo em seu corpo.

Meu corpo queimava com tanta paixão, implorando me para tomá-la em meus braços e a fazer minha mulher naquela noite.

Eu a queria mais do que já quis qualquer outra mulher, mas o meu lado racional dizia que ainda não era o momento de perder a cabeça, sabendo que de uma forma ou de outra ela seria completamente minha e que poderia saciar todo o meu desejo em seu corpo imaculado.

- Jake... – Ela sussurrou de forma gostosa, interrompendo o beijo enquanto arfava.

-Desculpa,carinho. – Tentei me desculpar, para deixá-la sentir que era um rapaz sério e apenas havia perdido o controle.

- Eu não estou acostumada... desculpe. – Ela me olhava espantada, com aqueles olhinhos azuis brilhantes, os lábios vermelhos e inchados pelo beijo, enquanto passava a mão delicada em meu rosto. Tirei a mão de dentro da sua calcinha e do seu seio, fiquei diante dela e depois tentei me recompor, ainda com o “Ka” explodindo de tanto tesão. Vi que ela arrumava o vestido, enquanto me olhava sem graça, depois abaixou a cabeça e se encostou na parede.

- Ness, eu não deveria ter te tocado dessa forma. – Puxei a para os meus braços, sentido toda a fragilidade em seu corpo trêmulo e assustado. – Sei que você é virgem... é que... – Não sabia como falar e procurava uma forma de explicar sem magoá-la naquele momento. Havia me excedido e sabia que a pobre coitada mal sabia beijar, quanto mais ser tocada daquela forma atrevida. – Eu nunca estive uma mulher inexperiente... sabe... com uma... – Mordi os lábios e fiquei observando a sua expressão envergonhada

- Virgem! – Disse abaixando a cabeça. Segurei o seu queixo e a ergui para que em encarasse.

- Isso é lindo! – Segurei o seu rosto com as duas mãos, olhei em seus olhos por breves segundos e me perdi completamente na imensidão do seu olhar. Aproximei o meu rosto lentamente o encaixei os meus lábios nos seus de forma suave, movendo os carinhosamente enquanto afagava as suas costas.

Flash back off


- O senhor deseja algo para comer¿ - Perguntou a comissária de bordo, tirando me das minhas lembranças.

- Não! – Disse balançando a cabeça e voltei aos meus pensamentos.

Acabei dormindo durante a viagem e permanecei assim por um bom tempo.

--- xx ---
- Esse que se mostra na minha frente não é o homem com quem me casei. – Acusou.

- Sarah não faz assim... – Hesitou e socou o porta luva do carro. – Eu não farei mais... Tudo o que fiz foi por nossa família.

- Como¿ Roubando¿ Não, Billy! Não! Devolverá todo o dinheiro que desviou, caso contrário... – Ele ameaçou socá-la.

- NÃO! – Gritei quando ele tentou golpeá-la. Vi que olhou assustada para trás e no mesmo instante ele também me olhou com lágrimas nos olhos. De repente, um caminhão passou na frente do carro. Tudo aconteceu muito rápido e minha mãe se virou para estrada, rodou o volante e o carro saiu da pista. Meu corpo era jogado de um lado para o outro, tudo a minha volta girava, enquanto era preso pelo cinto de segurança.

O carro parou e de repente, não estava mais dentro dele e sim caminhando em uma enorme igreja. Havia muitas pessoas, coroas de flores e eu não entendia o que se passava. Vi que na frente havia um enorme caixão preto. Caminhei mais um pouco até ele, quando me aproximei, estiquei as pernas e olhei dentro.

- MÃEEEEE! – Comecei a gritar e fui levado pelo meu pai, debatendo-me em seus braços – NÃOOOOOO!!! MÃEEEEE!! – As lágrimas caiam em meu rosto, meu corpo doía, sentia uma sensação de vazio em meu peito, uma raiva misturada com saudade. Continuei a gritar enquanto lutava com meu pai. - A CULPA FOI SUA!! FOI SUA!!!

De repente já não estava mais em seus braços. Fui transportado até um pequeno quarto, caminhando para uma cama e vi que havia alguém deitado. De inicio, não o reconheci. Mas quando cheguei perto, vi meu pai estava deitado sobre a cama, com seu velho terno preto e sua mão havia uma navalha suja de sangue. Olhei para o outro braço e vi que o pulso estava cortado. Gritei desesperado. – NÃOOOO! PAAAIIIII!! NÃAAOOOOOO!

- Os Cullen, Jacob... Os Cullen... Eles são os culpados... Eles..

- NÃOOOOOO! PAIIII!!! NÃÃÃOOOO! - A navalha caiu de sua mão, ele sorriu para mim pela ultima vez e fechou os olhos.

- Os Cullen...

Acordei assustado, socando a poltrona do avião e a Senhora que estava ao meu lado me olhava assustada.

- Pesadelo! – Disse para ela e me virei para frente.

Comecei a pensar sobre os últimos acontecimentos, sobre os meus sentimentos e sabia que só havia duas saídas para mim naquele momento. Poderia me esquecer da vingança e tentar ficar numa boa com ela e carregar o peso da morte dos meus pais pelo resto da vida. Ou seguir o meu plano e acabar com os Cullens, usando a única mulher que havia mexido comigo na vida, e no final de tudo tentar seguir em frente com o remorso pelo seu sofrimento.

Decidi que deveria honrar a memória dos meus pais e no final juntar o que sobrasse da minha vingança contra os Cullens. Tinha certeza, depois de nossos encontros, que não seria nada fácil para mim. Contudo seguiria com os meus planos e a segunda fase dele, seria terminar tudo de forma teatral, deixando os Cullens pensarem que era um homem de bem e que não tinha a intenção de abusar da pequena Ness.

Passei mais algumas horas de vôo e quando cheguei à Londres estava super cansado. Mas sabia que a minha viagem havia valido apena e que os resultados finais seriam decisivos para o meu futuro.

Cheguei a Londres, fui direto para o estacionamento onde havia deixado o meu carro, depois parti para o meu apartamento, louco para tomar um banho e descansar.

Assim que cheguei ao apartamento, fui para o meu quarto e larguei as malas do jeito que estavam no meio do quarto, peguei uma boxer, uma toalha e fui direto para o banheiro tomar um banho e tirar toda a tensão do meu corpo. E em todo o momento, aqueles olhos azuis não saiam da minha mente, sentia falta de sua presença e uma vontade enorme de abandonar tudo e voltar para Seattle.

Tomei um bom banho quente e fui para cozinha “tenta” encontrar algo para comer. Imaginando se Rebecca havia feito as compras ou se deixou a geladeira e os armários as moscas.

O apartamento estava estranhamente silencioso e conclui que deveria ter saído para andar a toa, como fazia sempre que o tédio era demais dentro do apartamento.

Encontrei alguns ovos, pães e um resto de suco. Pelo menos tinha algo para comer e não ficaria com fome o resto do dia. Fiz ovos mexidos e coloquei no pão, para comer enquanto bebi o resto do suco de laranja.

Sentei na cadeira e comecei a comer, lembrando dos nossos almoços no shopping, a forma nervosa de sorrir, suas bochechas ruborizadas quando ficava sem graça, a forma meiga de me tocar e o seu doce beijo... como quis beijar os seus lábios.

Ao terminar de comer, levei o prato, talheres e copo para a pia e lavei a louça. E assim que terminei, fui para o meu quarto pegar o celular, já pensando em ligar para ela e saber como estava. Sentia uma estranha ansiedade de ouvir a sua voz, de forma quase que desesperadora, que me exigia um contato imediato.

Assim que peguei o celular, vi que havia uma mensagem não lida e abri, já com a certeza que era dela.

Jacob, amor, sinto muito a sua falta. Você chegou bem¿ Quando puder liga para mim, querido.

“Jacob, amor...” Aquelas palavras iniciais fizeram meu coração doer profundamente. Deu um soco no colchão da cama, sentindo raiva por tudo o que teria que fazer, destroçando o coração da única pessoa que sentia amor verdadeiro por mim... Sim! Ela sentia amor... não era apenas uma menina desmiolada.

- “KA!” “PQP!” O que eu faço¿ Oh Ness! Eu destruirei a sua vida... preciso fazer isso... como isso já me dói! – Respirei fundo e disquei o número do seu telefone, sentindo meu coração bater acelerado pela ansiedade que sentia de ouvir a sua voz.

- Alô, carinho! – Falei com meu coração batendo como uma britadeira.

- Oi, Jake! Como você chegou¿ Estou sentindo muito a sua falta. – Sua voz era doce e meiga. Fechei os olhos e imaginei o seu lindo sorriso, a forma trêmula de seus lábios quando ficava nervosa, os cílios mexendo de forma suave, as mãos inquietas e a forma apaixonada como me olhava.

- Estou cansado da viagem, carinho. E ainda não fui trabalhar. – Deitei na cama e estiquei o meu corpo.

- Já imaginava que estaria arrasado pela viagem, Jake. Tenta dormir um pouco durante o dia e descansa o máximo que conseguir.

- Farei isso... – Dei uma risada imaginando suas bochechas rosadas de vergonha, enquanto abaixava a cabeça para desviar os olhos dos meus. – Sonharei com você, minha linda. Já está na escola¿

- Ainda não. Seth e eu discutimos pelo telefone e resolvi vir conversar com ele. Hoje não irei a aula.

AH¿ Seth¿ Inferno! To vendo que esse ficará no meu caminho... Aff! Será que terei que acabar com essezinho para conseguir minha vingança¿ Inferno!! Ele lá tão perto dela e eu aqui, longe, sem poder fazer nada, defender o que é meu! Sentia tanta raiva, que poderia passar com um trator por cima do amiguinho dela, sem ao menos sentir qualquer remorso.

- Sabe que é irresponsabilidade sua matar aula para ficar de conversinha com Seth. – Não queria demonstrar ciúmes, todavia manter o meu tom de voz calmo, era praticamente impossível com a raiva que sentia naquele momento. Precisei controlar minha voz para não gritar com ela.

- Você está com ciúmes¿ - Perguntou rindo e imaginei o seu semblante satisfeito ao pensar que eu sentia ciúmes dela.

“KA” Jacob! Você não pode demonstrar sua fraqueza! Tem que se mostrar frio! Inferno! Fica calmo e não a deixe perceber o que sente!


- E como não estaria¿ Eu estou do outro lado do oceano, enquanto ele está tão perto de você. – Minha voz já era mais calma e serena, apesar de sentir o animal furioso prestes a explodir dentro de mim.

- Você sabe que eu te amo. – Senti meu coração doer com aquelas palavras. Tive vontade de abandonar a vingança estúpida e me afastar mais uma vez. Só que a voz em minha consciência vinha de forma implacável.

Os Cullens, Jacob... os Cullens... eles são os culpados.

- Já disse que estou apaixonado por você¿ Que adoro os seus beijos¿ Que o seu cheiro me deixa louco¿ Ai como queria está ao seu lado agora, só para te encher de beijos. – Apesar de ser um falso fingido, aquelas palavras eram verdadeiras e a vontade que tinha de está ao seu lado, chegava a me sufocar.

- Não fala assim... – Respondeu com a voz baixa, que mais parecia um sussurro e percebi que estava sofrendo com a distância.

- Farei o possível para está ai na sua festa de formatura no sábado, carinho. – Sabia que seria complicado para eu viajar mais uma vez. Contudo lhe havia prometido comparecer em sua formatura e sabia como a minha presença era importante para ela. E aproveitaria a ocasião para colocar o meu plano em prática e seduzir o restante dos Cullens, colocando os em minhas mãos.

- Sabe que sua presença é importante para mim, Jake. – Um frio percorreu a minha espinha ao ouvi-la me chamar de Jake...

- Sei... – Eu me calei e tentei controlar a minha respiração. – Viajarei na sexta a noite e logo cedo estarei ai. Mas sabe que domingo pela manhã terei que voltar para Londres.

- Sei... – Ouvi sua voz chorosa e senti mais uma vez meu coração ficar aflito com o seu sofrimento. OH God! Comecei a duvidar se conseguiria levar a vingança a diante. Como poderia fazê-la sofrer sem sofrer junto¿ Ela questão me afligiu em cheio, quando me dei conta que não haveria como acabar com ela, sem antes arruinar a minha própria vida. Eu estava irremediavelmente preso a um estranho sentimento, que nem eu mesmo sabia como definir e ele seria a minha perdição. – E isso me dói.

- Não faz assim, carinho... – Tive que me contar para não chorar. Já havia prometido que não choraria mais e manteria a minha promessa a qualquer custa. Mesmo que tivesse que arrancar o meu coração do peito e jogar fora o resto de sentimento humano que ainda me restava. – Saber que você está triste por minha causa me machuca. E prometo que tentarei equilibrar isso. Mas sabe que a vida na ponte aérea não será muito boa para nós. Teremos muitas despedidas e se me quiser por perto, tem que ser forte e não se desmanchar todas as vezes que eu for embora. Promete¿

- Prometo, amor. – Ouvi-la chorar era pior do que vê-la chorar. Porque longe eu não poderia consolá-la e ficava aflito com sua voz manhosa.

- Agora tenho que desligar. Preciso dormir um pouco, carinho... – Fiquei em silêncio, tentando não denunciar a minha dor... – Eu adoro você.

Depois de desligar o telefone, ele tocou novamente. Olhei no visor e vi que era Casy.

- Alô! – Disse com má vontade.

- Jacob Black! Aonde você se meteu¿ Stevie me disse que estava resolvendo problemas com o inventário do seu avô. Desde quando tem avô¿ O que está aprontando¿ Por que sumiu¿ - Ela começou com a “PO” do interrogatório, tirando me completamente do sério.

- AI “KA”! EU ESTAVA CUIDANDO O MEU FUTURO! DÁ PARA PARAR COM ESSA “PO” DE INTERROGATÓRIO¿ - Gritei com raiva.

- Você foi ver aquela garota sem sal¿ Foi se encontrar com ela¿ Anda, Jacob, pode explicar! – Ordenou como se fosse uma esposa para mandar em mim.

- Eu fui encontrar com ela e você não tem nada com isso. Entendeu¿ Quando sair para almoçar,quero que venha ao meu apartamento. Preciso de você hoje, cadelinha. Estamos entendidos¿ - Ordenei com raiva, louco para transar e tirar toda aquela tensão do meu corpo. Sabia que pensaria em Ness, mas o meu lado homem necessitava desesperadamente de uma “BO” para conseguir me acalmar.

- Tudo bem! Mas vai me explicar direitinho o que aconteceu entre vocês dois. Não pense que vai me levar no bico, Jacob Black! Não mesmo! – Desligou o telefone com raiva.

- Era só o que me faltava! Inferno! – Coloquei o telefone na mesinha de cabeceira e deitei de costas para cama.

----xx ----

- Amor! Amor!- Senti os dedos passando de forma suave em minhas costas, descendo até as minha nádegas. Meu “KA” ficou duro e logo imaginei aqueles lindos olhos azuis me olhando assustados, sua face ruborizada e os lábios trêmulos. Virei e dei de cara com... Casy!! AFFF Não estava sonhando.

- Bom dia, Casy! – disse com a voz rouca e bocejei. Vi sua face de safada mordendo os lábios, enquanto tirava a minha boxe.

- Oi, amor! – Ela se aguarchou e começou a chupar, chupar e chupar gostoso a cabeça do meu “KA”.- Wowwww! Gostoso, cachorrinha! Gostoso! – Ela me olhava de forma atrevia enquanto chupava, deixando me completamente cheio de tesão. E em um golpe rápido, sentei na cama e a joguei deitada, abri as suas pernas e comecei a meter, meter e meter cada vez mais rápido, enquanto contraia o seu canal vaginal, dando me ainda mais prazer. Fechei os olhos e imaginei o rosto de minha Ness. Aquele mesmo gemido e ar de satisfação que mostrou na boate quando bolinei o seu clitóris. Abri os olhos e dei de cara com Casy gemente. Em seguida, a coisa mais estranha me aconteceu... brochei...


- “KKKAAAA!!!!” – Sai de dentro dela e me joguei na cama, morrendo de raiva por ter brochado e amaldiçoei o dia em que vi a foto da “vadia Cullen”. - MALDITA FEITICEIRA!

- Jacob, o que aconteceu¿ Do que está falando¿ - Casy me perguntava nervosa, enquanto eu bufava de raiva.

- SAI AGORA! – Gritei com raiva, soltando fogo pelas ventas.

- Jacob..

- SAI!! JÁ NÃO DISSE PARA SAIR¿ SOME DA MINHA FRENTE ANTES QUE TE QUEBRE DE “PO”! SOME!! SOMMMMEEEE!!! – Levantei da cama e em um acesso de raiva, comecei a quebrar as coisa no meu quarto. Destrui a luminária, CDs e DVDs, joguei roupas pelo chão enquanto Casy colocava as roupas com olhos arregalados. – SAI SUA VAGABUNDA! EU MANDEI SAIR AGORA!!!! - Peguei a pelo braço e atirei fora do meu quarto. Depois bati a porta em sua cara e a tranquei.

Deitei na cama novamente, ainda espumando de raiva, e só consegui me acalmar quando me lembrei novamente do seu sorriso angelical.

- Estou “FU”! Completamente “FU”

Acabei dormindo novamente depois de alguns segundos pensando nos meus planos de vingança contra os Cullens.

--- xx ---


Quando acordei, meu quarto estava uma completa bagunça e tive que arrumar tudo antes que Rachael resolvesse vir me ver e perguntasse o que havia acontecido.

Sabia que ficaria preocupada e não queria causar lhe nenhum tipo de aborrecimento.

Depois que arrumei o quarto, peguei o computador na mala e coloquei sobre a mesa. Abri o meu email e comecei a digitar.

Carinho,

Sonhei com você hoje à tarde e estou morrendo de saudade de você.
Se soubesse a vontade que tenho de está ao seu lado, de sentir seu cheiro, o gosto de seus lábios, o seu lindo sorriso e o brilho desses olhos azuis que me fascinam.
Nunca me senti dessa forma como ninguém. Por isso peço que me perdoe por ser
tão rápido com as coisas.
Mal vejo o momento de está com você novamente, para dizer o que sinto olhando o seu rosto.
Ah Ness...Ness... Ness... Menina dos meus sonhos, você me enfeitiçou.

Eu te adoro!
Jake

Fiquei sentado olhando aquelas mensagens algum tempo antes de enviar. E o mais doloroso, era saber que mesmo com intuito de vingança, eram a mais pura verdade. Eu estava perdidamente apaixonado por ela e não sabia como controlar aquele sentimento.

Apertei o send, abri o meu MSN e deixei conectado, na esperança de que estivesse online e me chamasse. Como não aconteceu, voltei para cama e fiquei relembrando os nossos momentos. E depois de algum tempo, ouvi o bip do MSN.

Levantei correndo e fui para o computador.

22:09 Ness diz:

Jake, amor, está ai¿

22:17 Jblack diz:

Carinho, estava no computador só esperando você me chamar.
Como você está¿ Como foi o seu dia¿ Pintou algum quadro hoje¿ Preciso saber tudo sobre você.

22:22 Ness diz:

Meu dia não foi melhor porque não estava ao meu lado.
Fui até La Push e depois de discutir com Seth, consegui me entender com ele.
Passei o resto da tarde dormindo e a noite, conversei com a minha mãe e o meu avô.
Não pinto nada há semanas. Estou desleixada com a minha arte.
Com o fim das aulas, terei tempo para pintar e a minha primeira obra será um quadro seu.
Quero te dá de presente.
E você¿ Como foi o dia¿

22:26 Jblack diz:

Cheguei de viagem e dormi o dia inteiro.
O melhor de tudo, foi sonhar com você.
Sonhei conosco na boate... foi tão bom... desculpa se fui atrevido.

22:28 Ness diz:

Você sabe que nunca namorei e que ninguém me tocou como você.
Fiquei assustada. Confesso! Mas eu gostei de saber que deseja o meu corpo.
Sei que deve ser ruim uma menina cheia de não me toca.
Prometo relaxar e deixar as coisas acontecerem. Só me assustei! Só isso!

22:32 Jblack diz:

Fui abusado.
Sei bem disso.
Peço desculpa, mas nunca tive uma menina pura e acabei me excedendo.

22:34 Ness diz:

Eu gostei dos seus toques.

22:35 Jblack diz:

Onde mais gostou¿

22:36 Ness diz:

Todos os lugares... fizeram com que sentisse coisas estranhas.

22:37 Jblack diz:

Que coisas estranhas¿

22:38 Ness diz:

Fico com vergonha

22:39 Jblack diz:

Você é minha namorada. Não precisa ter vergonha.

22:43 Ness diz

Quando me tocou sabe onde. kkkkk

22:44 Jblack diz:

Sentiu prazer¿
Prazer é bom, carinho.
Quero te dá muito prazer... ensinar como me dá prazer...
OH Ness!! Você me deixa louco.

22:47 Ness diz:

Senti muito prazer. Foi muito gostoso, amor...quero que me ensine tudo... tudo.

22:49 Jblack diz:

Não fala assim que eu gamo... acho que já gamei.

22:50 Ness diz:

Acha¿

22:51 Jblack diz:

Tenho certeza, carinho.

22:51 Ness diz:

Eu te amo

22:56 Jblack diz:

Eu te adoro.
Imagine que meus lábios estão roçando em seu pescoço. Minhas mãos estão tocando sua cintura e vão subindo pelas suas costas, deslizando os dedos delicadamente. Levo a até os seus seios e acaricio os seus pequenos botões... uauauuu... como você é linda! Como eles são lindos, Ness... AIIII To passando dos limites.

22:56 Ness diz:

Continua, por favor!

22:57 Jblack diz:

Começo a desabotoar a sua blusa, deixando com os seios expostos. Acaricio a sua barriga e começo a beijar o seu pescoço. Desço os lábios pelo seu colo e chego até os seios. Coloco os lábios sobre eles e começo a lamber os seus mamilos delicadamente. Agora estou sugando forte, cada vez mais forte... Você geme para mim de forma gostosa e se contorce na cama. Tiro a sua calça e a deixo apenas de calcinha. Beijo o seu abdômen e desço até a barriga... que barriga.
Chupo forte a sua barriga e deslizo as mãos até a sua calcinha. Tiro e a deixo completamente nua. Depois passo o meu dedo sobre o seu clitóris e começo a estimulá-lo delicadamente. Você começa a gemer mais e mais para mim... geme para mim, Ness... geme gostoso, carinho.
Desço meus lábios e encontro o broto pequeno e delicado. Passo a língua sobre o seu clitóris e sinto a nata deliciosa em meus lábios. Minha língua sobe e desce, sobe e desce cada vez mais rápido. Você pega o meu pênis e começa e estimulá-lo. Estou gozando de prazer, carinho. Estou gozando junto com você... goza pra mim...goza.
O que está fazendo, carinho¿ Conta para mim.

23:03 Ness diz:

Meus dedos estão acariciando os bicos dos meus seios. Meu corpo está pegando fogo.
Me contorço na cama e me estremeço.
Desço as mãos até o meu sexo e começo a passar os dedos de forma rápida.
Estou sentindo prazer enquanto imagino que você está me tocando... Ah Jacob, eu quero você!
Preciso te sentir! God! Como eu te quero.

23:04 Jblack diz:

Chega, carinho! Estou completamente excitado!
Não consigo sem você comigo.... Vamos parar por hoje.
Eu sinto a sua falta...

23:05 Ness diz:

Eu também!
Sabe que sonhei conosco na boate¿ Foi incrível, Jacob.

2306 Jblack diz:

Ninguém nunca mexeu comigo como você, carinho... estou ficando louco!

23:07 Ness diz:

Eu já estou louca... louca por você, amor.

23:08 Jblack diz:

Não fala assim, Ness.
Será tão difícil ficar longe de você.

23:09 Ness diz:

Então não fica!
Casa comigo!
Preciso desesperadamente de você, amor...

23:10 Jblack diz:

Assim eu não resisto, menina

23:11 Ness diz:

Não lute contra isso.

23:12 Jblack diz:

Eu não quero me casar por dinheiro.

23:13 Ness diz:

Então case se por amor.

23:14 Jblack diz:

Nós mal nos conhecemos... não sei se o que sinto é amor... tenho medo de te magoar.

23:15 Ness diz:

Se não tentar, nunca saberá

23:16 Jblack diz:

Pensarei sobre isso.

23:17 Ness diz:

Pensa com carinho.

23:18 Jblack diz:

Eu sempre penso em você com carinho

23:19 Ness diz:

Você vem mesmo sábado para a minha formatura¿

23:20 Jblack diz:

Vou!

23:21 Ness diz

Mal posso esperar.


Ficamos conversando por um bom tempo e gozei varias vezes me masturbando enquanto falava as besteiras para ela. Não havia sentindo tanto prazer com um sexo virtual, como senti naquela noite, estimulando a sua imaginação e instigando o meu sexo a gozar o que havia brochado durante a tarde.

Aquela noite eu dormi bem leve e tive vários sonos, todos eróticos, com Ness. Já sentia uma enorme vontade de está ao seu lado e por isso decidi adiantar o meu plano e dá prosseguimento na segunda parte no sábado mesmo, quando teria a oportunidade de conhecer toda a família e usaria aquele momento para fazer o meu teatro.

Do jeito que estava a períogo, precisava casar o mais rápido possível. Ou então ficaria completamente louco de tesão todas as vezes que conversasse com ela pelo telefone ou MSN. Sabia que não agüentaria muito tempo e ainda temia brochar novamente com Casy.

Na manhã seguinte acordei cansado de tanto dormir. Tomei o meu banho, fiz a minha higiene matinal, tomei um breve café e fui para o escritório começar mais um dia infeliz em minha vida. Para variar peguei um engarrafamento e cheguei atraso ao trabalho.

Estava cheio de serviço e ainda recebi alguns pedidos de relatório para fazer, uma vez que Sarah estava ocupada demais entretendo um de seus clientes.

Mesmo estando super ocupado, arrumei tempo para escrever lhe emails e mensagens. Também liguei duas vezes para o celular, ansiando ouvir a sua voz suave e dizer coisas bonitas que acalmassem o seu coração.

A quinta feira estava terminando, eu me sentia super cansado e estava louco para ir embora. A porta se abriu e Casy entrou em meu escritório.

- O que faz aqui¿ Sabe que temos que ser cuidadosos. – Disse tentando aparentar calma.

- O que aconteceu com você ontem¿ Por que está diferente¿ - Sentou na cadeira diante de mim e ficou me olhando nos olhos. Ela me conhecia bem demais para saber que algo em mim havia mudado.

- Só estava cansado e nervoso. Agora vá! Não quero que ninguém perceba que há algo entre nós. – Disse tentando controlar a voz.

- To com saudade de você... quero transar hoje. – Disse com a voz manhosa, fazendo beicinho enquanto me encarava.

- Espere me no estacionamento e iremos daqui para o seu apartamento. Prometo que essa noite “FU” bastante.

- Jacob... – Hesitou por um momento. – O que sentiu por ela¿ - Continuou me analisando insistentemente.

- Nada! – Respondi desviando os olhos.

- Você é um mentiroso! – Ela me acusou.

- Um mentiroso que você adora. Agora vá! – Ordenei e ela saiu.

Inferno!! Ela agora ficará no meu pé! Só me faltava essa.

Mais algum tempo e o expediente encerrou e sai da sala, indo direto para o estacionamento. Lá encontrei Casy a minha espera, com a mesma expressão analítica em sua face, que tentava decifrar o que se passava comigo.

Entramos em silêncio em meu carro e parti para o seu apartamento. E quando chegamos lá, fui direto para o banheiro tomar um banho. Casy ainda assustada com o meu rompante de raiva e a forma estranha que estava agindo, foi atrás de mim e tomamos banho juntos sem conversamos muito sobre o ocorrido.

Saímos do banheiro e partimos para o seu quarto, onde transamos umas duas vezes, sem aquele mesmo fogo que nos consumia. Apenas fazendo as coisas de forma mecânica e sem nenhum tipo de inovação.

- Não vai dormir comigo¿ - Perguntou aborrecida me encarando.

- Não! – Disse e me levantando da cama.

- Vai me contar o que está acontecendo com você¿ Sentou por trás de mim e me abraçou.

- Nada! Não acontece nada comigo. Só estou cansado e preciso ir embora. – Resmunguei me desvencilhando do seu abraço.

- Jacob...

- Não estou com vontade de conversar. – Eu a cortei quando tentou falar.

- Você está apaixonado por ela¿ - Perguntou com voz de choro.

- Claro que não, sua mula! Tenho que me vingar dela e de sua família. Por algum acaso comeu “M”¿

- Jacob, você voltou diferente dessa viagem. Nem vem me dizer que nada mudou, porque te conheço perfeitamente. – Estava controlando a voz para não gritar.

- Casy, estou cansado e não quero brigar com você hoje.... fui. – Levantei e coloquei as minhas roupas, depois sai apressadamente, louco para chegar em casa e conversar com minha Ness no MSN.

Após alguns minutos, cheguei em meu apartamento e fui direto para o quarto, coloquei o notebook sobre a mesa e conectei na internet para conversar com ela.

Passamos horas conversando e eu louco para ouvir a sua voz. Ligamos as câmeras de nossos computadores e podíamos ver os rostos um do outro enquanto falávamos.

Na sexta feira tive a mesma rotina e quando cheguei em meu apartamento, tomei banho apressadamente e arrumei as malas para ir viajar. Só fiquei umas duas horas e depois parti para o aeroporto de Londres.

Apesar de cansado, sentia me muito feliz por saber que em algumas horas estaria perto dela novamente. Sentia uma falta tão grande que chegava a me doer o peito e a ansiedade era tão angustiante, que olhava a todo instante no relógio, esperando pela hora do meu embarque.

Embarquei no avião por volta de onze horas e recostei o meu corpo para tentar dormir durante a viagem. Antes de pegar no sono, enviei uma mensagem informando que já estava a caminho.

“Acabei de embarcar, carinho... até amanhã de manhã...Jblack”

---x ---

Por volta de oito horas o avião aterrissou em Washington e quando desembarquei, Jimi estava a minha espera para me levar a casa de Ness.

- Bom dia, Senhor Black! A senhorita Cullen pediu para vir te buscar. – Disse pegando as minhas malas.

- Bom dia, Jimi! Podemos ir!- Disse para ele e caminhamos em direção ao estacionamento.

Chegamos ao carro, Jimi abriu a porta e eu entrei. Depois guardou as minhas malas e entrou no carro, dando partida em seguida.

Depois de alguns minutos, chegamos à mansão de Ness e ele me conduziu ao interior. Chegamos à sala e vi que Edward, e os outros Cullens, pelo que me lembrava Carlisle, Emmett, Jasper e Esme, estavam na sala conversando animadamente.

- Bom dia! – Cumprimentei assim que cheguei.

- Bom dia, Jacob! – Edward veio até, estendeu me a mão e eu a apertei. Todos pareciam me analisar de forma cautelosa e sabia que precisava medir todos os meus movimentos.

- E a nossa formanda¿ Como está¿ - Perguntei observando a todos.

- Ela está bem nervosa. – Esme, que usava um lindo conjunto de linho, provavelmente o Taier cor de pêssego, com uma calça preta realçando o seu corpo. Suas jóias realçavam o visual, mostrando o enorme colar, os brincos e grandes anéis em seus dedos. – Peguei a sua mão e beijei como um perfeito cavalheiro. – E como foi de viagem¿ - Perguntou sorrindo para mim.

- Foi bem cansativa, mas se não viessem ela ficaria sentida. – Respondi e percebi que Carlisle me analisava.

- Como vai, Carlisle¿ - Perguntei observando os seus olhos enigmáticos.

- Bem! E você¿ Minha neta me diz que está bem sucedido em sua profissão. – Foi direto ao ponto em que queria e eu sorri.

- Sim! Sou bem sucedido e só pretendo largar o meu emprego por outro superior. – Respondi em tom altivo, enquanto os Cullens me analisavam.

- E o que você faz¿ - Jasper perguntou me encarando.

- Sou gerente comercial de vendas em uma empresa de Telecomunicações. Hoje tenho uma carteira com quinze clientes, que rendem um lucro de um milhão de dólares por ano. E ainda pretendo aumentar ainda mais a minha carteira, porque só tenho um ano de empresa e assim que conseguir mais uns cinco clientes, passarei a gerente máster. – Respondi todo orgulhoso e eles me observavam.

- E o que vocês vendem¿ Como funciona o seu trabalho¿ - Carlisle perguntou se sentando no sofá.

- Eu vendo produtos de banda larga, telefonia, soluções de TI e corporativas para vários clientes. Mantenho a carteira, administrando a conta e vendendo novas soluções. Pode parecer simples, mas a coisa é bem complexa olhando de perto. Mas pretendo crescer os lucros da minha carteira em poucos meses.

- Que bom que você está bem no seu trabalho. – Disse com tom irônico me encarando e sorri para ele, como se não houvesse entendido a sua insinuação.

- Apareceu uma boa oportunidade aqui em Seattle. Mas não era o que eu esperava e preferi continuar com o meu emprego lá. – Respondi. – E vocês¿ O que contam de novo¿ - Arqueei a sobrancelha e sorri.

- A vida continua a mesma por aqui... nada mudou muito. – Disse Edward para mim.

- Ah sim! Sua filha mudou e ficou muito linda. – Disse fazendo cara de apaixonado.

- Minha filha é uma princesa, Jacob. E espero que a trate bem!- Disse claramente me dando uma ordem. Eu ri e tentei aparentar está apaixonado por ela.

- Eu trato sua filha como um relicário... ela é importante para mim, Edward.

- Ness é a nossa relíquia, Jacob. Se fizer mal a ela, terá que se entender com toda a família. Entendeu¿ - Emmett cruzou os braços e fez cara de mal. Sinceramente tive vontade de rir da cara que ele fez. Parecia está com dor de barriga.

Esme mudou o assunto, falando sobre a formatura de Ness e como estava nervosa com tudo aquilo. Em seguida, minha Ness apareceu na sala linda e fiquei completamente hipnotizado ao observá-la naquele lindo vestido azul claro, os cabelos cacheados e uma leva maquiagem em sua face de anjo.

Senti meu coração disparar e não consegui desviar os meus olhos. Meu corpo tremei, minha respiração ficou irregular e não consegui ver mais ninguém naquele momento... somente ela... linda e única a minha frente.

Coloquei a mão dentro do paletó e peguei o presente que havia levado para ela... uma das poucas lembranças que haviam restado da minha mãe.



- Você está divina! – Ela caminhou até mim e ficamos nos olhando por alguns segundos. Pequei a sua mão, sentindo um estranho formigamento, coloquei o presente que trouxe em sua mão e a fechei.

- O que é¿ - Perguntou com os olhos cheios de excitação.

- Abra! – Disse para ela, observado o seu rosto com extrema paixão. Meu corpo chegava a doer pela saudade me corroendo. Se a sala não estivesse cheia, eu a tomaria em meus braços e a beijaria com paixão.

- É lindo! – Ela abriu a mão e passou o dedo sobre o pingente de diamante em forma de coração. – Coloque o em mim. – Eu a virei de costas e coloquei o cordão em seu pescoço. Depois dei breves selinhos sobre ele, sentindo o desejo consumir cada célula de meu corpo.

- Já estamos atrasados! – Disse Edward, nos despertando daquele clima de paixão que nos encontrávamos, sem nos darmos conta dos outros nos observando.

- Então vamos! – Ela disse, Carlisle caminhou até ela, beijou a sua cabeça e sussurrou em seu ouvido. – O seu presente eu darei depois. Ele é especial.

- Eu sei,vozinho! – Ela respondeu para ele.

Entrelacei os nossos dedos e seguimos para o carro de mãos dadas. Entramos e coloquei os braços ao redor de seu ombro, colando os nossos corpos, louco para ficar a sós e beijar intensamente os seus lábios rosados.

Ness caminhou para a área dos formandos e eu me sentei junto com os Cullens. E o que não contava aconteceu.

Seth apareceu e foi muito bem recebido pela família. Melhor até do que eu e me senti completamente constrangido com a situação.

- Seth! Que bom que veio! – A mãe de Ness foi até ele e o abraçou.

- Nunca deixaria de vir a formatura do meu docinho. – AFFF! MEU DOCINHO!!! O QUE ESSE IDIOTA PENSA QUE É¿ Estava a ponto de explodir de tanta raiva que sentia daquilo. Virei o rosto e não quis encará-lo, sabendo que perderia as estribeiras e a minha máscara cairia diante dos Cullens.

- Estou muito feliz pela sua presença, rapaz. – Ouvi Edward dizendo. – Ness também ficará contente por você ter vindo. Sabe como é importante na vida dela.

- Sabe que eu adoro a sua filha. Nunca a decepcionaria. – Ouvi responder.

- Se você não viesse, meu rapaz, mandaria o motorista ir te buscar. – Disse Carlisle para ele, deixando me completamente enjoado pela raiva que me consumia.

- Vai almoçar conosco¿ Não vai¿ - Era a voz da Esme.

- É claro que ele vai! Vem cá me dá um abraço, meninão. – Era a voz da tia baixinha da Ness, Alice maluquinha.

- Alice, você vai esmagar o rapaz. – Reclamou a outra. – Agora é a minha vez! Vem me dá um abraço, Seth.

Estava com tanta raiva, que tive vontade de sair dali. Mas sabia que precisava manter a pose de bom moço e me concentrar no plano de seduzir os Cullens. E não seria aquele moleque que estragaria tudo para mim.

A cerimônia foi rápida e emocionante. Os Cullens choravam o tempo inteiro e quando Ness subiu ao palco para pegar o seu diploma, ficaram maravilhados com aquilo.

Eu estava em estado de choque e só conseguia ver a minha Ness. Nada mais me importava e chamava a minha atenção... apenas ela... somente ela.

Quando a cerimônia terminou, ela se dirigiu ao local onde estávamos e ela primeiro se dirigiu até o seu “amigo” e o abraçou forte. Senti o desespero me consumir com tanto ciúme e fechei a cara. Tive vontade de tomá-la de seus braços, colocando o para correr dali.

O ódio, misturado com o ciúme, me consumia de forma incontrolável e tive que fazer uma força sobre humana para não quebrar a sua cara naquele momento.

Fiquei observando os dois juntos e não tive como fazer nada, além de contar toda a minha raiva.

- Você está linda, docinho! – Ele a abraçou.

- Obrigada por ter vindo, meu amigo. –Ela colocou a cabeça em seu ombro e os dois começaram a conversar baixinho. Mas de onde estava, conseguia ouvir o que se passava, ficando enlouquecido de ciúmes. Ali tive a certeza de que o casamento teria que ocorrer logo, antes que ela se desse conta que ele poderia ser um bom candidato a marido. – Eu amo você, Seth.

- Eu também amo você, Ness. – Ele começou a fazer carinho em seus cabelos – Agora vai! Seu namorado não está gostando muito disso. – Percebi que estava muito triste e se controlava para não chorar. Era nítido que ele a amava e estava sofrendo com a situação. Aquilo só fazia aumentar o meu desespero.

- Por que ficou triste¿ - Perguntou para ele com a voz triste.

- Estou perdendo você... agora que o tem, não vai mais precisar de mim. – Essas palavras deixavam claro que ele a amava e sabia que estava perdendo para mim. Apesar disso, o idiota parecia conformado e não se permitia lutar por ela... Besta! Eu no lugar dele lutaria com todas as minhas forças... é mesmo uma mula.

- Nunca abandonarei você, meu irmão... nunca.

- Espero que sim, Ness. – Passou a mão no rosto dela e encarou os seus olhos. – Sofreria muito com isso.

- Não vai acontecer! Agora mudando de assunto. Vai almoçar comigo¿ - Perguntou a ele.

- Sabe que tenho que trabalhar. E você estará ocupada demais para me dá atenção, docinho. Aproveite o seu almoço. – Beijou o rosto dela e saiu dali lentamente, enquanto ela o olhava de forma triste. Caminhei até ela e sussurrei em seu ouvido.

- Assim fico com ciúmes.

- Não fique, amor! – Ela se virou para mim e me beijou, fazendo movimentos delicados sobre os meus, pediu passagem para a sua língua e começou movimentos sinuosos sobre a minha. Fiquei completamente perdido em seu beijo e estava disposto a dá o cheque mate naquele instante, fazendo ela e a família se renderem a mim para permitir o casamento o quanto antes. Não poderia mais esperar, não só pelo sabor da vingança, mas pelo desejo que senti pelo seu corpo e o medo de perdê-la para Seth.

Forcei as lágrimas em meu rosto e para isso me lembrei dos últimos momentos de vida da minha mãe, sentindo um nó em minha garganta. Depois me lembrei das palavras de meu pai: Os Cullens... os Cullens... eles são os culpados. Finalmente as lágrimas rolaram em meu rosto e ela interrompeu o beijo.

- Está chorando¿ - Ela me perguntou temerosa, vendo as lágrimas rolaram em meu rosto.

- Ness, preciso te contar uma coisa. – Respirei fundo e olhei no fundo dos seus olhos. Sabia que aquela era a minha cena, que precisava caprichar para que os Cullens vissem o seu desespero e me implorassem que casasse.


- Essa é a última vez que venho te ver. – Engoli seco.

– Não dará certo, carinho... já não consigo mais trabalhar, viver ou respirar sem pensar que está tão longe. Não posso mais! Não posso fazer isso com nós dois. Então acho que é melhor terminar agora que está no começo. Quando vi vocês dois juntos, tive a esperança que pudesse me esquecer e gostar dele, carinho. Por isso, mesmo sofrendo muito, decidi ir embora e não te ver mais. Não responderei mais os seus emails e não nos falaremos pelo telefone. – Ali comecei o meu espetáculo final e comecei a chorar muito, como se estivesse desesperado, fazendo a chorar junto comigo e os Cullens nos olharem apavorados. Ela me implorava, chorando e gaguejando de forma compulsiva. Cheguei a sentir uma dor tão profunda no coração, por causar lhe tamanha dor, mas sabia que aquilo era necessário e não poderia fraquejar naquele momento. Por mais que me doesse, terei que ser cruel com ela e estava apenas no começo da minha vingança. Ali, mais uma vez, a convicção que a dor seria pior para mim foi clara. Porque cada lágrima que derramava, era como estada cortante em meu coração. Tive conta de dizer que era mentira, mas contive os meus instintos e não voltei atrás em meus planos.

- Não, Jacob... por favor, não... não posso...não me abandone.... por favor... – Ela estava quase caindo e tive que segurá-la, sentindo o seu corpo débil diante daquela situação tão dolorosa.

Finalmente a hora que esperava havia chegado. Ouvi os passos de Edward e Carlisle em nossa direção e a sua voz me questionando.

- O que está acontecendo aqui¿ - As castas estavam na mesa e tinha todos os trunfos para conseguir o que queria. Agora tinha que jogar bem cada carta e conseguir fechar o jogo que havia começado tão bem.

- Carinho, deixa eu conversar com o seu pai em particular. – Disse beijando a sua testa.

- Não...não...não vai me abandonar... não pode... você prometeu... – Ela gaguejava e chorava muito. Carlisle a tirou de meus braços e a levou para a mãe. Voltando em seguida para a nossa conversa.

- O que aconteceu, Jacob¿ Por que fez minha filha chorar desse jeito¿ - Edward perguntou com raiva me observando.

- Edward, não quero magoar a sua filha. Contudo me dei conta que isso não pode continuar. Eu a vi com aquele rapaz e tive a certeza que ele é perfeito para ela. – Respirei fundo,fingi segurar o choro e continuei. – Eu tenho uma vida estável, um bom emprego, amigos e minhas irmãs iniciando a faculdade em Londres. Por mais que goste de sua filha, será complicado essa coisa de namoro a distância. E acho que ela merece mais do que isso. – Os dois me encaravam com curiosidade. – Além disso, ainda há a coisa do casamento... – Engoli seco. – Eu não quero me casar por causa de dinheiro ou por obrigação. Se me casasse com ela, seria por amor. E sei perfeitamente que você, Carlisle, impôs essa coisa de casamento a ela. – Balancei a cabeça em sinal de negativo. – Sinceramente não posso compactuar com isso. E se ainda morassem em Seattle, talvez, apenas talvez, as coisas pudessem ser mais fáceis para nós. Mas arrumar um emprego aqui, um melhor do que eu tenho, será muito complicado. Por isso, ao me dá conta que ele é o melhor para ela, decidi colocar um ponto final nisso enquanto está no inicio.

- Você não pode fazer isso com ela agora. – Edward disse consternado e Carlisle o segurou.

- E o que sugere¿ Que case com sua filha por conveniência¿ Faça me o favor! Ela é muito especial e merece muito mais do que isso. Essa coisa de casamento por obrigação é absurda! Não podem fazer isso com ela. Não entendem¿ - Fingi perder o controle e ficar exasperado e via as expressões confusas dos dois, certo que estavam caindo em meu jogo.

-Eu tenho uma proposta a te fazer¿ - Disse Carlisle me encarando.

- Não estou a venda e não me casarei por dinheiro. – Fingi de forma tão convincente, que eu mesmo acreditei no que estava dizendo... como era bom em mentir.

- Vamos para a mansão e conversaremos sobre isso lá. O que tenho a te propor será bom para você e poderá namorar com Ness aqui bem perto. E depois se decidir pelo casamento. – Ele parecia mal com tudo aquilo, sua face era triste e culpada. E eu estava adorando ver o seu desespero.

- Eu vou embora! – Anunciei.

- Você trabalhará para mim e receberá um cargo de diretoria na empresa. Receberá um bom salário e um apartamento para morar com as suas irmãs. E terá o tempo que quiser para conhecer melhor a minha neta. Só que não quero conversar sobre negócios aqui. Prefiro falar após o almoço.

- Eu preciso pensar... – Mordi os lábios e fingi expressão pensativa.

- Você não se arrependerá meu rapaz...não se arrependerá... – Bateu e meu ombro e assenti com a cabeça.

- Depois dou uma resposta. – Disse franzindo o cenho e olhei na direção em que Ness chorava nos braços da mãe. Senti o meu coração apertar e caminhei em sua direção.

Bingo!!! Você conseguiu!!! Ganhou o primeiro round, Jacob!!! Agora é partir para a nova etapa de seu plano... casamento!

Capitulo 8
By Mica Black

— Emmett, por que ainda não enviou a tropa atrás da Renesmee? Se você não o fizer, eu mesmo farei. — Decretou Edward.

A expressão de Emmett não podia estar mais sombria: os olhos faiscando de raiva e o rosto totalmente vermelho. Jogou-se em uma das cadeiras remanescentes, mas imediatamente se levantou, inquieto. Apontou para a cadeira e ordenou que a esposa se sentasse.

Com o ar resignado de quem sabia o que estava por vir, Rosalie sentou-se.

Edward permaneceu em pé, torcendo as mãos, nervoso. Ele queria uma posição do irmão, pois não agüentava mais esperar por Renesmee e o envio do lençol manchado de sangue só aumentou sua ira, pois dentro dele ele sabia que sua irmã estava sofrendo.

— Por qual motivo ainda não ordenou que fossemos buscar nossa irmã? – Edward insistiu na pergunta.

Emmett, inconformado, andou em direção a ele e olhou no fundo dos olhos.

— Não podemos! — Murmurou Emmett

Edward sentiu um aperto na garganta e o ar lhe faltou. A pessoa que via a sua frente era um completo estranho. Nunca vira o irmão com aquele olhar antes. Instintivamente, deu um passo para trás.

As palavras seguintes de Emmett foram quase sussurradas:

— Não posso concordar com isso. Ela foi desonrada pelo nosso inimigo! Sinto muita vergonha em admitir que ela não se casará.

— E por que não?

— Pois nenhum lorde se casaria com uma moça que não é virgem e além do mais pode estar levando um filho do clã inimigo.

As pupilas de Edward pareciam prestes a saltar para fora das órbitas. Seu rosto se incandesceu, se é que era possível ficar mais vermelho do que já estava.

Será que Emmett deserdaria a própria irmã? Edward balançou a cabeça negativamente, não acreditando em seu próprio devaneio.

— Tem coragem de fazer tal coisa com a nossa irmã? Você vai deserdá-la? — Olhou-o, incrédulo. — Por causa do seu trono não ser abalado? Ela está na mão de um clã inimigo! Ela deve estar sendo torturada! Emmet, antes de nosso pai morrer, prometemos cuidar de Renesmee!

Emmett deu um passo para trás como se tivesse sido estapeado, o olhar se tornando cada vez mais raivoso.

— Nossa mãe não morreu no parto para isso... — Emmett murmurou por fim.

— Emmett, não diga tal coisa! — Rosalie o interrompeu revoltada.

O marido lançou-lhe um olhar gélido e tornou a se concentrar no irmão.

— Tratei-a com todo carinho e dei-lhe tudo o que pude. Eu a amei e a confortei. Tudo isso por nada. Jogou tudo fora por um homem qualquer!

— Mas, Emmett, ela foi raptada!

— Não é isso que está na carta: Black fez voto com ela, seu idiota. Você não leu?

— Sim. Eu li, mas não acredito que Renesmee foi forçada a fazer isso - indagou Edward

— A casa de Renesmee não é mais aqui. Escreverei um comunicado ao o clã inimigo relatando o motivo que estamos retirando o dote de Renesmee e deserdando-a.

Dizendo isso, Emmett se retirou sem olhar para trás.

— Não pode fazer isso Emmett! — Gritou Edward e deu um murro na mesa que se partiu ao meio... Mesmo assim Emmett não olhou para trás.

(***)

— Alguém viu a Nessie? — Perguntou Jacob, entrando no hall.

Passeou o olhar pelo cômodo, refletindo como sempre gostara daquele recanto, embora no momento estivesse carregado com um clima de tensão e raiva.

— Perdeu sua amante? — Perguntou Leah .

Jacob ia repreendê-la com raiva, mas mudou de idéia.

— Então, trate de tomar cuidado quando falar de Renesmee. E volto a fazer a mesma pergunta. Alguém a viu?

— Está no jardim, — respondeu Sue.

Renesmee arrancou umas rosas, perguntando-se porquê a jardinagem não parecia acalmá-la como sempre acontecera no passado. Acabou concluindo que antes não sofria por amor.

Se fosse esperta, trancaria sua porta para Jacob, que nunca lhe dava esperança para o futuro, refletiu. Tinha todo o direito de dar-lhe as costas, mas sabia que não faria isso. Aliás, se o expulsasse de seu leito, iria contra o plano de fazer com que ele a amasse tanto quanto o amava, e de se tornar imprescindível na vida dele e esquecesse essa façanha de Vingança. E fosse pedir sua mão para seus irmãos.

Suspirou e ergueu o rosto para o céu. Era hora de se preparar para o almoço e precisava tomar um banho. Ergueu-se para deixar o jardim, e quase esbarrou em Jacob.

— Veio aqui me dizer algo ou só me admirar toda suja de terra? — perguntou com ar de riso.

Quando ele apenas a fitou de modo atento, Renesmee inquiriu:

— Algo errado?

— Não. Estou apenas procurando um ponto limpo no seu rosto para beijá-la.

Renesmee ficou brava e deu as costas murmurando asneiras para Jacob. O mesmo a seguiu.

Haviam chegado ao saguão do castelo, e Renesmee dispunha-se a subir as escadarias, quando viu Leah descendo os degraus.

— Rolou com sua amante na lama? — Perguntou a jovem, fitando Renesmee de cima a baixo com repulsa.

Renesmee continuou a subir as escadas ignorando-a, arregaçando as saias, quando Jacob perguntou:

— Nessie, quer jantar comigo em nossos aposentos?

Só havia uma razão para tal convite, pensou ela. Naquele instante soube que devia mandá-lo para o inferno, mas refreou a raiva, respondendo calmamente:

— Não! Porque não durmo mais com você a partir de hoje! Passo a dormir no quarto da Sue!

Deixou Jacob estupefato com tal feito. Como ousara algo deste porte? Dormirem em quartos separados? Um tremor ameaçou percorrer a espinha de Jacob, mas ele o refreou. Sabia que estava amando Renesmee, mas precisava frear tal fragilidade.

Leah esperou Renesmee sair de perto deles para argumentar.

— Não sei porquê você anda atrás dela se vai casar comigo.

— Quem disse que vou casar com você? Pelo que eu sei, ainda não assinei a merda do contrato! — Comentou Jacob com toda ira, logo saindo do local a passos pesados e barulhentos.

Mais tarde, Renesmee foi para o muro exterior do castelo. Não havia caminhado muito, quando uma menina apareceu diante dela . Era uma muito pequena e, aparentemente, estava aprendendo a caminhar. Repentinamente, a menina se balançou e perdeu o equilíbrio, caindo sobre suas mãos e seus joelhos. Imediatamente ela começou a chorar. Renesmee deu uma olhada a seu redor, mas a mãe da menina não estava por ali para elevá-la.

Aproximou-se da menina. Ela a elevou e a abraçou contra seu peito, saboreando o calor de seu corpo pequeno. Murmurou algumas palavras apaziguadoras e os soluços da menina cessaram. A pequena se separou de seu peito e a contemplou com enormes olhos azuis. O coração de Renesmee se espremeu. Por um segundo fugaz, perguntou-se se seria da mesma maneira quando tivesse seu filho. Ela poderia sentir tanto afeto por alguém? Mas não era o mesmo afeto que tinha pelo Jacob, era algo mais... fraternal. Um sentimento se apoderou de seu coração e, por um segundo, esqueceu de todos os seus tormentos, concentrando-se no sorriso da criança em seus braços.

Porém, de repente, algo a golpeou no centro de suas costas. Ela arfou assustada.

— Deixa-a! — Gritou uma voz masculina.

Renesmee se virou um braço instintivamente defendeu à garotinha. Com um olhar perplexo, observou a dois rapazes de uns doze anos parados a uma curta distância . A menina começou a choramingar outra vez.

— Solta-a, eu disse!

Isto veio do moço que levantava outra pedra do chão e a lançava a ela.

Outra pedra passou zumbindo perto de sua têmpora .

Apareceu uma mulher, que ela reconheceu como uma das ajudantes da lavanderia.

— Minha filha, — ela chorou. — Me devolva minha menina!

Antes que Renesmee pudesse dizer uma só palavra, a mulher lhe arrebatou a menina. Renesmee se sentiu extremamente ofendida pelo veneno que viu em seus olhos. Jacob entrou em cena, sua cara mais séria que nunca. Com suas mãos, agarrou aos meninos das golas de suas túnicas.

— Que diabos está acontecendo aqui? — Ele demandou.

— Só tínhamos a intenção de ensinar uma lição a ela. - Gritou um dos moços, defendendo-se.

— Não queríamos machucá-la ! — Disse, choramingando o outro, agora aflito porque tinha sido apanhado pelo chefe do clã.

— Não queriam machucá-la? — A expressão de Jacob era tão negra como o céu à meia-noite. — Isso não foi o que vi! E poderia ter machucado a garotinha! Então não me diga que não queria machucá-la!

— Mas ela é uma Cullen! — Replicou o moço.

Um silêncio repentino caiu no lugar. As pessoas que passavam se deteram para observar a cena. Renesmee olhou amedrontada para a cena. Por que era tão mal visto o sobrenome Cullen no Clã Black?

Jacob percorreu com seu olhar a todos os presentes . Sua voz soou clara e fortemente.

– Digo isto não só para os moços, mas também para todos os presentes aqui. Os Cullen são os maiores inimigos do Clã Black, mas não faremos a guerra com as mulheres e as crianças, nem com aqueles que não podem se defender! Se você não pode acatar essa ordem, então pode ir embora daqui neste exato momento.

Uma por uma, as pessoas voltaram para suas tarefas. Com um semblante carrancudo, Jacob soltou os meninos. Eles se afastaram tão rapidamente como suas pernas lhes permitiram.

Ele mudou de direção e a olhou seriamente, com uma feição rígida.

– Venha! - Ele disse. Não era uma petição. Era uma ordem, que Renesmee notou amargamente. Jacob estava parado ali diante dela, sua cara tão dura como mármore. Oh, sem dúvida ele a culparia por essa briga!

Repentinamente, todo o acontecimento foi muito para ela: a vingança. O rancor dos meninos. Seus olhos marejaram, mas as lágrimas lutaram para escapar de seus olhos. Com um grito estrangulado, ela o afastou com um empurrão e correu para a fortaleza. Seu orgulho falou mais alto e ela não poderia demonstrar fraqueza perante a Jacob.

Amaldiçoando entre dentes, Jacob se virou. Uma mão em seu ombro o acautelou de mover-se. Era Sam.

— A menina caiu e ela a apanhou. Logo vieram os moços.

— Eu sei, eu vi tudo!

Jacob a seguiu para a fortaleza. Ele podia ouvir o eco de seus passos enquanto ela subia correndo as escadas para o quarto de Sue, que, infelizmente, era o novo quarto de Renesmee.

A porta do quarto estava fechada. Jacob a abriu com um empurrão, só para deter-se abruptamente na soleira. Renesmee estava sentada no piso diante da chaminé, balançando seu corpo.

Jacob ficou olhando-a fixamente. Seus ombros tremiam. Ela chorava , embora não emitia nenhum som.

Ela o tinha ouvido. Virou-se volta, sua mão pequena secou as lagrimas de suas bochechas.

— Não posso estar sozinha pelo menos uma vez? Tem que me perseguir e me atormentar sempre?

As curvas suaves de sua boca estavam tremendo. As lágrimas dela eram como uma punhalada. Ele a tinha seqüestrado, tinha-a ameaçado com tudo e ela tinha suportado tudo corajosamente, mas finalmente a tinha derrotado. Ela o irritava e provocava como nenhuma outra mulher o tinha feito em sua vida. Sentia-se contrariado como nunca antes. Ela o fazia desejar protegê-la e, ao mesmo tempo, punha à prova os limites de sua paciência.

Cruzou o quarto até que esteve parado diretamente ao lado dela.

— Venha. — Murmurou novamente, limitando o seu comentário. — Venha — Repetiu, mas desta vez houve gentileza no tom de sua voz.

— Não! — Foi o grito profundo dela. Cambaleando-se ela ficou de pé, só para encontrar-se presa contra seu imenso corpo. Estava presa como nunca antes em sua vida.

Algo se quebrou dentro dela. E perdeu o controle. Com os punhos fechados, ela golpeou seu peito.

— Odeio este lugar! — Renesmee gritou com ódio e raiva fervendo em seu sangue, mas eram meras justficativas para si mesma. Ela, na verdade, queria fugir do que realmente achava. — Odeio estar aqui. E, sobretudo, odeio você!

Palavras. Eram simplesmente palavras, pronunciadas com o sangue quente. Jacob se protegeu rodeando-a com seus braços. Sem pensar duas vezes , ele a levantou e a levou a cama.

Ela afundou sua cara em seu pescoço e chorou em meio a soluços.

— Odeiam-me. Condenam-me com seus sussurros, acusam-me com seus olhares.

O calor de suas lágrimas umedeceu sua pele. O pranto dela era como uma adaga revolvendo-se em seu ventre. Jacob desprezou a si mesmo tanto como ela o desprezava.

— Não...

— Fazem-no. Sei que é assim! Não fiz nada de mal para aquela garotinha, nem aos outros meninos.

Seu coração se oprimiu. Ele havia sido grosseiro ou rude com ela? Apenas ele não sabia a resposta.

— Sim, Nessie. Assisti a tudo.

Saber que ele tinha sido testemunha de sua humilhação fazia tudo piorar. Ela até chorou mais forte e lágrimas devastavam com a vestimenta de Jacob. Esse infortúnio, fora desnecessário. Não passara de um episódio triste que a fizera refletir sobre as coisas.

Uma mão firme lhe acariciou as costas.

— Calma, Nessie. Eu havia te alertado para não sair do castelo e ir a aldeia. — Sua voz era suave como a lã. – Tranqüila.

Mas não era tão fácil. Uma onda imensa de dor a invadiu. Ela chorava por si mesma, por seu clã, por um futuro carregado de incerteza.

Enquanto isso, ele a continha em seus braços. Acariciou-lhe o cabelo e beijou as lágrimas que caíam de seus olhos. Depois de um tempo, os soluços se aliviaram. Os tremores cessaram, pois seu abraço era um refúgio de calor e de força. Com um suspiro, ela fechou seus olhos, afinal, estava exausta.

No dia seguinte, no café da manhã, Renesmee não desceu para fazer o desjejum deixando Jacob irado aos nervos.

- MiLord! Chegou uma carta para vossa senhoria. O correspondente é do clã Cullen! — Comunicou Paul.

Com o cenho fechado, Jacob foi ao seu escritório e começou a ler a carta.

Senhor Jacob Black,

Venho a caminho de esta, lhe informar que a Srta. Renesmee Carlie Cullen não é de nossa responsabilidade. Como ela perdeu sua virtualidade com o Senhor, líder do clã Black, nosso inimigo, Eu, lorde Emmett Cullen, deserdo ela. Ela não é mais nossa irmã pela tremenda vergonha que nos causou.

Sem mais.

Emmett Cullen

— Deus!!!! — Exclamara Jacob colocando o dedo em seu queixo.

Sam entrara junto com Seth que logo viram a expressão do seu Senhor e apressaram-se a perguntar:

— Ouvi dizer que chegou uma carta do lorde Emmett! Ele vai mandar as tropas para uma guerra? — Perguntou Sam curioso e temeroso ao mesmo tempo.

— Não! Ele está comunicando que Renesmee esta deserdada! — Disse Jacob com a voz quase falhando de culpa pelo o que fez por Renesmee. Ela não merecia tal feito, muito menos sair injustiçada perante toda a situação.

— Ó céus! Esse homem não tem coração!

— Então de fato não poderá casar com Renesmee. Ela não tem dote e o que precisamos é que você se case com uma mulher afortunada, porque perdemos muito reconstruindo a aldeia. Então, Leah é a mais indicada. — Comentou Seth alegre diante de tal situação.

— Arruinei a vida de Renesmee — murmurou Jacob arrasado. Como pudera ser tão insensível?

— Se você quiser, poderei assumir votos com Renesmee. Então ela não será difamada quando você casar com Leah, MiLord? — Indagou Seth.

A fúria apossou-se de Jacob e a ira dominou-o. Como Seth ousara tal atrevimento?

Seth sempre nutrira sentimentos por Renesmee e Jacob nunca duvidara disso. Apenas Nessie, inocente, não notara. Depois reclamava do ciúmes de Jacob!

Jacob olhou com raiva para Seth e disse:

— Renesmee é o meu problema e não seu. Ela me pertence! E agora, por favor, quero ficar sozinho.

Todos assentiram com a cabeça e saíram.

— Milady, quer tomar café conosco? — Indagou Sam

— Não, Sr. Uley. Hoje acordei indisposta, porém, muito obrigado pelo convite.

— Mas precisa comer Renesmee. — Comentou Seth insistente.

Renesmee olhou para Seth e, com olhos em vertigem, quase lhe fez perder o equilíbrio.

— Renesmee — disse uma voz. — Renesmee!

Parecia vir de uma distância imensa. Tudo a seu redor ficou negro e cinza. E, em seguida, sentiu um zumbido em seus ouvidos. Ela estendeu uma mão, pois o piso debaixo de seus pés se movia alarmantemente.

A seguinte coisa que soube, foi que uma dúzia de caras a olhavam.

- Lhe dêem água - alguém disse - e procurem o Lorde Black.

- Renesmee. Renesmee, pode falar?

- Sim - ela disse. Ela estendeu uma mão para tentar sentar-se.

Uma mão tomou o cotovelo.

— Cuidado senão cairá outra vez!

Era Seth. Renesmee respirou profundamente enquanto o mundo a seu redor se endireitava.

— Não tinha intenção de assustá-los. - Ela sacudiu a cabeça levemente. - Logo vai passar já estou me acostumando com isso!

Várias das pessoas trocaram olhares.

– Esteve se sentindo mal e por que Renné não nos contou? Ela ja examinou você uma vez, mas porque não nos disse sua real doença? — Indagou Seth.

— Um filho não é uma doença! Ela está grávida, seu malcriado! — Retrucou Renné em fúria pelo insulto de Seth.

O anúncio não podia ter chegado em pior momento. Com um ofego, Renesmee conseguiu ver que Jacob estava parado ao lado das pessoas.

Não agora! Deus,... não agora.

Jacob ria, o canalha atirou sua cabeça para trás e riu!

Não havia dúvida que ele estava encantado. As mulheres se afastaram enquanto ele abria caminho para ela. Seus olhos brilhavam, havia um sorriso em seus lábios.

As mulheres murmuravam entre elas, enquanto ele a levava para as escadas.

— Acha que o bebê é dele?

— É obvio que é dele! Levou-a para a sua cama desde a primeira noite!

— Viu a expressão em sua cara? Oh, juro que ele será um papai muito orgulhoso.

— É exatamente o que ele necessita. Com um filho, ele não sofrerá tanto pela perda de seus pais.

— Acha que se casará com ela?

— Casar-se com uma Cullen? Antes haveria te dito nunca! Mas tem afeto por ela.

— Então, quem pode dizer ?

Alguém suspirou.

— Ah, desejaria que meu marido me olhasse da forma que ele a olha.

Todas as mulheres sorriam, enquanto Seth apenas olhava com fúria ao casal feliz. Senti um profundo ódio a cara orgulhosa de Jacob, enquanto imaginara Renesmee com uma barriga aparente em seu vestido e Jacob acariciando, enquanto ria ao conversar com o bebê. Seth arrepiou-se com tal pensamento e deu as costas àquela cena nojenta perante aos seus olhos.


sábado, 9 de outubro de 2010



Capitulo 11 - Rompimento

Estava vivendo o maior sonho da minha vida recebendo o carinho do homem que amava. Ele era perfeito, educado, carinhoso, sincero e cheio de paixão em seus toques e olhar.

Desde o primeiro momento que nos vimos no aeroporto, vi em seus olhos que havia se apaixonado por mim, com intensidade daqueles olhos negros que fitavam os meus com tamanho desejo.

Os toques iniciais fizeram o meu corpo tremer, mas nada se comparou ao nosso primeiro beijo, que foi cheio de desespero, prazer e muita paixão em cada movimento de nossas bocas e línguas. E os momentos que passamos juntos antes de sua partida foram especiais e intensos para mim.

Lembro que no sábado, após chegar da boate que fomos dançar, estava tão alucinada com aqueles acontecimentos, que não me dei conta da hora e acordei Seth de madrugada para contar o ocorrido, deixando o furioso com a minha atitude insana.

- Seth, você está acordado¿ - Perguntei ansiosa para lhe contar os detalhes.

- Agora estou, docinho. Por que me liga a essa hora¿ São quatro da madrugada. Aconteceu alguma coisa¿ - Perguntou bocejando.

- Eu e Jacob... – Comecei a rir histericamente. – Foi tudo tão perfeito.  – Suspirei fundo me jogando para trás na cama. – Desde o primeiro beijo, os primeiros toques e a nossa conversa. – Sentia meu coração explodindo de felicidade.

- Você está me ligando a essa hora para me dizer como Jacob é perfeito¿ E que diabos ele está fazendo ai¿ Não estava em Londres. – Reclamou com raiva, mudando o seu tom de voz ao falar.

- Por que me trata tão rispidamente¿ - Perguntei magoada com a forma com que havia falado.

- Primeiro por ser de madrugada e você me acordar. Segundo que estou cansado dessa lenga lenga de Jacob. – Cuspiu as palavras ferindo o meu coração.

- Não precisa falar assim! Ok¿ Não o perturbarei mais, Seth! Pensei que era meu amigo e se preocupava com o que se passava comigo. Mas vejo que não. Adeus! – Desliguei o telefone com raiva e fiquei o olhando tocar várias vezes. Sabia que estava arrependido e me pediria desculpas. Contudo, apesar da minha euforia, estava cansada demais para ouvir.

Depois que Jacob foi embora, na terça- feira a noite, fiquei super ansiosa em frente ao computador esperando que me enviasse mensagem ou entrasse no MSN para conversarmos. Mesmo sabendo que demoraria horas para me chamar.

Fiquei boa parte da noite sonhando acordada, pensando em Jacob e eu e na briga que tive com Seth. Resolvi ir até La Push no dia seguinte para conversar com ele e me desculpar por ter desligado o telefone daquela maneira.

As provas já haviam terminado, mas ainda teríamos aula durante aquela semana e pegaríamos o resultado. Eu porém, mesmo sabendo que era errado, resolvi cabular aula e pedi que Jimi me levasse para La Push.

Sai de casa como se fosse um dia normal, peguei meus livros e me arrumei como de costume, fui para o carro e lá dei a ordem para o motorista.

- Bom dia, senhorita Renesmee

-  Jimi, hoje não irei a escola. Quero que me leve para La Push. – Ordenei para ele.

- A senhorita não vai a aula¿ Seus pais sabem disso¿ - Perguntou franzindo o cenho, enquanto olhava pelo retrovisor, batendo com os dedos no volante enquanto me olhava.

- Não! Preciso conversar com o meu amigo e por isso não irei a aula. – Disse e ele assentiu com a cabeça.

Durante a viagem, tive tempo para relembrar todos os acontecimentos dos últimos dias. Sorri lembrando os beijos de Jacob em meus lábios, o toque suave em meu rosto, a forma como roçava os lábios em meu pescoço e como me olhava tão apaixonado. Passei as mãos nos lábios, sorri novamente e peguei o meu celular. Comecei a digitar uma mensagem para Jacob, já morrendo de saudade de seus toques e ansiosa por revê-lo novamente.

Jacob, amor, sinto muito a sua falta. Você chegou bem¿ Quando puder liga para mim, querido.

Depois de uns dois minutos, senti o telefone tremer e tocar. Olhei o visor e estava o nome do meu amado Jacob. Atendi ansiosa pelo som da sua voz.

- Alô, carinho! – Disse com aquela voz rouca e sexy

- Oi, Jake! Como você chegou¿ Estou sentindo muito a sua falta. – Disse mordendo os lábios enquanto sorria.

- Estou cansado da viagem, carinho. E ainda não fui trabalhar.

- Já imaginava que estaria arrasado pela viagem, Jake. Tenta dormir um pouco durante o dia e descansa o máximo que conseguir.

- Farei isso... – Ouvi sua risada gostosa. – Sonharei com você, minha linda. Já está na escola¿

- Ainda não. Seth e eu discutimos pelo telefone e resolvi vir conversar com ele. Hoje não irei a aula.

- Sabe que  é irresponsabilidade sua matar aula para ficar de conversinhas com Seth. – Disse de forma ríspida e percebi o ciúme no seu tom de voz.

- Você está com ciúmes¿ - Perguntei rindo, já me sentindo feliz por saber que gostava de mim a ponto de se sentir enciumado.

- E como não estaria¿ Eu estou do outro lado do oceano, enquanto ele está tão perto de você. – Disse com a voz gostosa.

- Você sabe que eu te amo. – Disse toda melosa para ele. Queria tanto que estivesse perto de mim para abraçá-lo forte e beijar os seus lábios carnudos deliciosos.

- Já disse que estou apaixonado por você¿ Que adoro os seus beijos¿ Que o sei cheiro me deixa louco¿ Ai como queria está ao seu lado agora, só para te encher de beijos.

- Não fala assim... – Senti meu corpo inteiro se arrepiar ao ouvir aquelas confissões, totalmente convicta de que ele também gostava de mim.

- Farei o possível para está ai na sua festa de formatura no sábado, carinho.

- Sabe que sua presença é importante para mim, Jake.

- Sei... – Fez se um silêncio. – Viajarei na sexta a noite e logo cedo estarei ai. Mas sabe que domingo pela manhã terei que voltar para Londres.

- Sei... – Senti as lágrimas se formando em meus olhos e tentei segurar o choro.  – E isso me dói.

- Não faz assim, carinho... – Seu tom de voz ficou muito triste naquele momento. – Saber que você está triste por minha causa me machuca. E prometo que tentarei equilibrar isso. Mas sabe que a vida na ponte aérea não será muito boa para nós. Teremos muitas despedidas e se me quiser por perto, tem que ser forte e não se desmanchar todas as vezes que eu for embora. Promete¿

- Prometo, amor. – As lágrimas já caiam em meu rosto e sentia uma dor profunda por imaginar Jacob partindo muitas vezes.

- Agora tenho que desligar. Preciso dormir um pouco, carinho... – Fez um breve silêncio. – Eu adoro você.

- Eu também adoro você. – Respondi com o coração apertado e ele desligou.

Fiquei olhando a linda e pitoresca paisagem de La Push enquanto Jimi dirigia, até que estacionou o carro em frente a oficina de Seth.

- A senhorita quer que espere¿ Ou ficará o dia inteiro aqui¿ - Perguntou olhando pelo retrovisor.

- Espere, por favor! É uma conversa rápida e não devo demorar. – Disse para ele, que saiu do carro e deu a volta para abrir a porta para eu sair. Acenei para Jimi e segui para oficina, sentindo me estranha por ter brigado com o meu amigo.

A porta estava entreaberta e eu a empurrei, depois entrei e vi que estava arrumando as ferramentas de trabalho. Depois me olhou e em silêncio caminhou até mim, puxou me pela cintura e me deu aquele abraço de urso, pressionando o meu corpo contra o seu.

- Desculpa, docinho! Não queria ter brigado com você. – Beijou meu rosto e depois acariciou a minha mão enquanto olhava em meus olhos. – Só estava com sono e fiquei aborrecido por me acordar.

- Você me magoou. Sabia¿ - Perguntei olhando sua face de arrependimento.

- Mas você é birrenta! Tentei te ligar várias vezes e você não me atendeu. E por que não me ligou no domingo¿ Fiquei o dia inteiro te esperando e tentei ligar para o seu celular, mas estava desligado. –Afastei me dele e depois comecei a explicar a situação.

- Seth, Jacob veio para Seattle no sábado porque tinha uma entrevista na terça feira. Nós começamos a nos conhecer e ficamos... quer dizer... estamos...

- Namorando¿ - Ele me olhava de forma estranha, mordendo os lábios e mexendo as mãos de forma inquieta.

- Sim! Namorando. – Respondei e ele deu de ombros.

- Ele é rápido, heim¿ - Perguntou ironicamente.

- As coisas aconteceram naturalmente entre nós, Seth. Ninguém forçou nada. – Aproximei me dele e passei a mão em seu braço. – Simplesmente aconteceu.

- Muito conveniente ele receber uma proposta de casamento, para herdar a empresa do seu avô e de repente, mais que de repente, ele se apaixona perdidamente por você. – Começou a ri  ironicamente, já me irritando, e começou a bater palmas.

- Não gosto dessa ironia! – Apontei o dedo para ele, falando de forma brava enquanto o encarava.

- Você é ingênua ou burra¿ - Balançava a cabeça enquanto me olhava.

- BURRA¿ VOCÊ NÃO PODE ACEITAR QUE ELE GOSTE DE MIM¿ POR QUE¿ - Praticamente gritava para ele.

- Burra sim! Jacob é um vigarista e você uma idiota que vai cair em um golpe.  – As lágrimas rolaram em meu rosto e ele correu até mim, puxou em para seus braços e me abraçou. – Desculpa, docinho! Não chore... não chore...por favor, não chore mais. – Coloquei a cabeça em seu ombro e tentei acalmar  choro, enquanto fazia carinho em meus cabelos.

- Você sabe que eu te amo, Seth. Não fala assim comigo. – Sussurrei para ele.

- Só quero o seu bem, docinho. Mas não falarei nada sobre o Jacob. – Respirou fundo. – Prometo! – Erguei a minha cabeça, segurando o meu queixo e olhou profundamente em meus olhos. – Só quero a sua felicidade.

- Obrigada, Seth! Sabe que é importante para mim. Não sabe¿ - Perguntei fazendo beicinho.

- Sei.- Ficou em silêncio por alguns segundos. – Só não quero que sofra mais, docinho. Nunca permitirei que alguém a faça sofrer.

- Obrigada, meu irmão! – Coloquei a cabeça em seu ombro e ficamos abraçados em silêncio por um tempo. Senti um grande alívio por fazer as pazes com ele. Apesar de me dá broncas, às vezes, sempre acabava pedindo desculpas e a forma como me tratava era tão natural, que era quase impossível sentir raiva dele.

Depois de um tempo sentados conversando, contei todos os detalhes dos meus quatro dias junto com Jacob, ele tentou se mostrar feliz por mim e depois disse que não daria mais palpite em minha relação. Que já estava mais que na hora de eu aprender a fazer os meus próprios julgamentos e quebrar a cara, se preciso, para aprender a amadurecer.

Sai da oficina e voltei para casa com o coração mais aliviado, fui para o meu quarto, deitei na cama e consegui dormi tranquilamente.

- Filha, você dormiu tanto. Quer conversar¿ - Minha mãe disse entrando em meu quarto, enquanto espreguiçava na cama.

- Estava cansada. – Respondi sorrindo, enquanto via a sua expressão preocupada.

- E como está¿ Você passou o fim de semana inteiro com esse rapaz¿ O que sente¿ Como foram as coisas¿ - Perguntou se sentando em minha cama.

- Mãe ele é perfeito! Maravilhoso! Encantador! É o meu príncipe! Eu o amo! Amo! AMO!! – Fiquei de pé na cama e comecei a pular.

- Não acha que foi rápido demais¿ E essa coisa de casamento¿ - Arqueou a sobrancelha enquanto me encarava.

- Mãe não haverá casamento. – Disse desanimada. – Jacob é um homem integro e não aceitou  se casar. Mas agora que nos entendemos, vamos nos conhecer e ver como as coisas ficarão. Sei que preciso dá uma satisfação para o meu avô. Mas não quero fazer isso antes de ter certeza que Jacob não se casará comigo.

- Ness, você está completamente obcecada por ele. – Disse preocupada.

- Não é obsessão... é amor.

- Que seja amor! Mas você precisa colocar a cabeça no lugar, filha. – Pegou a minha mão e fez carinho.

- Mãe eu o amo de verdade. Posso parecer maluca, ingênua ou obcecada... mas eu o amo. – Disse com toda a sinceridade do meu coração, sentindo a força do amor em meu coração batendo forte, deixando me mais feliz e mais vida. Eu o queria mais do que tudo e faria o que fosse preciso para conseguir o meu intento.

- Espero que esse rapaz a faça feliz. – Tocou a maçã do meu rosto e fez um leve afago.

- Ele me fará. Eu tenho a total certeza disso, mãezinha. – Respondi deitando em seu colo.

- Não vai visitar o seu avô¿ Ele me ligou reclamando que não foi a mansão esse fim de semana.

- Disse que estava ocupada cuidando dos negócios da família¿ - Perguntei rindo.

- Disse sim! Mas liga ao menos para saber como ele está, filhota. – Ela fazia cafuné em meus cabelos enquanto falava de forma delicada. – Seu pai está de plantão essa noite e não gostaria de jantar sozinha. Janta comigo¿

- É claro, mãe! – Respondi e me sentei na cama. – Só deixa eu ligar para o meu avô e depois colocar uma roupa decente para descer. Em uma hora estarei na sala de jantar.

- Tudo bem, filha! Estarei te esperando lá embaixo. – Respondeu, beijou minha cabeça, levantou da cama, depois caminhou até a porta e ficou me olhando de forma preocupada antes de sair.

Rolei na cama, peguei o telefone na mesinha de cabeceira e disquei o celular do meu amado avô.

- Alô! É o avozinho mais gato de Seattle¿ - Perguntei rindo.

- É o avô abandonado mais gato se Seattle falando. – Disse fazendo charme.

- Desculpa!

- O que andou fazendo esse fim de semana¿ Sua mãe disse que estava cuidando dos interesses da família. – Disse.

- Estava com o meu futuro marido. – Gargalhei ao telefone.

- Jacob¿ Como assim¿ - Sua voz era de espanto.

- Ele esteve em Seattle para uma entrevista de emprego. Chegou no sábado e eu mostrei a cidade para ele. Foi embora ontem. – Respondi.

- E já perguntou se casará com você¿ - Já podia imagina a sua cara de espanto.

- Ele não aceitou...

- E vocês passaram o final de semana juntos¿ Não estou entendendo. – Disse com a voz inquieta.

- Ele respondeu por email na semana passada. Mas marcou de me encontrar para nos conhecermos pessoalmente. Ai nós começamos a ficar íntimos e ficamos juntos, vô.  Só que agora ele voltou para sua vida em Londres e eu estou sofrendo aqui.

- Você gosta mesmo dele¿

- Eu o amo muito. E tenho medo que não dê certo essa coisa de namorar a distância. – Disse sentindo as lágrimas enchendo meus olhos.

- Você tem o tempo que precisar... Sei que se ele tiver juízo, aceitará se casar com você, filha. Quem resistiria a uma menina tão encantadora como você¿

-  Espero que esteja certo, vô. Não sei como ficarei se ele não me quiser.

- Ele há de querer... há de querer.

- Vozinho, eu preciso ir jantar com a minha mãe. Preciso desligar.

- Come direito, filha.

- Comerei sim! Eu te amo muito, gatão!

- Eu também te amo muito, filha. Fica com Deus!

Sai da cama, fui até o closet e peguei um vestido. Depois me arrumei e para jantar com a minha mãe.

Jantamos juntas, conversando sobre o meu fim de semana, e pude contar a sobre os momentos ao lado de Jacob, a forma como ele me olhava, seu toque suava, os beijos ardentes, as coisas inteligentes que falava e todos os detalhes dos dias que passamos juntos.

Ela ficou admirada com o meu relato e pareceu relutante sobre a repentina paixão de Jacob. Sabia que ficaria com o pé atrás até conhecê-lo e não poderia criticá-la por aquilo.

Fui para o quarto, liguei o computador e abri o meu email. Vi que havia uma mensagem não lida em nome de Jblack.

Carinho,

Sonhei com você hoje a tarde e estou morrendo de saudade de você.
Se soubesse a vontade que tenho de está ao seu lado, de sentir  seu cheiro, o gosto de seus lábios, o seu lindo sorriso e o brilho desses olhos azuis que me fascinam.
Nunca me senti dessa forma como ninguém. Por isso peço que me perdoe por ser
tão rápido com as coisas.
Mal vejo o momento de está com você novamente, para dizer o que sinto olhando o seu rosto.
Ah Ness...Ness... Ness... Menina dos meus sonhos, você me enfeitiçou.

Eu te adoro!
Jake

Entrei no MSN e adicionei o seu Nick: jblack. Depois o chamei e fiquei esperando resposta.

22:09 Ness diz:

Jake, amor, está ai¿

22:17 Jblack diz:

Carinho, estava no computador só esperando você me chamar.
Como você está¿ Como foi o seu dia¿ Pintou algum quadro hoje¿ Preciso saber tudo sobre você.

22:22 Ness diz:

Meu dia não foi melhor porque não estava ao meu lado.
Fui até La Push e depois de discutir com Seth, consegui me entender com ele.
Passei o resto da tarde dormindo e a noite, conversei com a minha mãe e o meu avô.
Não pinto nada há semanas. Estou desleixada com a minha arte.
Com o fim das aulas, terei tempo para  pintar e a minha primeira obra será um quadro seu.
Quero te dá de presente.
E você¿ Como foi o dia¿

22:26 Jblack diz:

Cheguei de viagem e dormi o dia inteiro.
O melhor de tudo, foi sonhar com você.
Sonhei conosco na boate... foi tão bom... desculpa se fui atrevido.

22:28 Ness diz:

Você sabe que nunca namorei e que ninguém me tocou como você.
Fiquei assustada. Confesso! Mas eu gostei de saber que deseja o meu corpo.
Sei que deve ser ruim uma menina cheia de não me toca.
Prometo relaxar e deixar as coisas acontecerem. Só me assustei! Só isso!

22:32 Jblack diz:

Fui abusado.
Sei bem disso.
Peço desculpa, mas nunca tive uma menina pura e acabei me excedendo.

22:34 Ness diz:

Eu gostei dos seus toques.

22:35 Jblack diz:

Onde mais gostou¿

22:36 Ness diz:

Todos os lugares... fizeram com que sentisse coisas estranhas.

22:37 Jblack diz:

Que coisas estranhas¿

22:38 Ness diz:

Fico com vergonha

22:39 Jblack diz:

Você é minha namorada. Não precisa ter vergonha.

22:43 Ness diz

Quando me tocou sabe onde. kkkkk

22:44 Jblack diz:

Sentiu prazer¿
Prazer é bom, carinho.
Quero te dá muito prazer... ensinar como me dá prazer...
OH Ness!! Você me deixa louco.

22:47 Ness diz:

Senti muito prazer. Foi muito gostoso, amor...quero que me ensine tudo... tudo.

22:49 Jblack diz:

Não fala assim que eu gamo... acho que já gamei.

22:50 Ness diz:

Acha¿

22:51 Jblack diz:

Tenho certeza, carinho.

22:51 Ness diz:

Eu te amo

22:56 Jblack diz:

Eu te adoro.
Imagine que meus lábios estão roçando em seu pescoço. Minhas mãos estão tocando sua cintura e vão subindo pelas suas costas, deslizando os dedos delicadamente. Levo a até os seus seios e acaricio os seus pequenos botões... uauauuu... como você é linda! Como eles são lindos, Ness... AIIII To passando dos limites.

22:56 Ness diz:

Continua, por favor!

22:57 Jblack diz:

Começo a desabotoar a sua blusa, deixando com os seios expostos. Acaricio a sua barriga e começo a beijar o seu pescoço. Desço os lábios pelo seu colo e chego até os seios. Coloco os lábios sobre eles e começo a lamber os seus mamilos delicadamente. Agora estou sugando forte, cada vez mais forte... Você geme para mim de forma gostosa e se contorce na cama. Tiro a sua calça e a deixo apenas de calcinha. Beijo o seu abdômen e desço até a barriga... que barriga.
Chupo forte a sua barriga e deslizo as mãos até a sua calcinha. Tiro  e a deixo completamente nua. Depois passo o meu dedo sobre o seu clitóris e começo a estimulá-lo delicadamente. Você começa a gemer mais e mais para mim... geme para mim, Ness... geme gostoso, carinho.
Desço meus lábios e encontro o broto pequeno e delicado. Passo a língua sobre o seu clitóris e sinto a nata deliciosa em meus lábios. Minha língua sobe e desce, sobe e desce cada vez mais rápido. Você pega o meu pênis e começa e estimulá-lo. Estou gozando de prazer, carinho. Estou gozando junto com você... goza pra mim...goza.
O que está fazendo, carinho¿ Conta para mim.

Comecei a gemer, enquanto passava os dedos em meu sexo, lendo aquelas palavras que deixavam completamente excitadas.

23:03 Ness diz:

Meus dedos estão acariciando os bicos dos meus seios. Meu corpo está pegando fogo.
Me contorço na cama e me estremeço.
Desço as mãos até o meu sexo e começo a passar os dedos de forma rápida.
Estou sentindo prazer enquanto imagino que você está me tocando... Ah Jacob, eu quero você!
Preciso te sentir! God! Como eu te quero.

23:04 Jblack diz:

Chega, carinho! Estou completamente excitado!
Não consigo sem você comigo.... Vamos parar por hoje.
Eu sinto a sua falta...

23:05 Ness diz:

Eu também!
Sabe que sonhei conosco na boate¿ Foi incrível, Jacob.

2306 Jblack  diz:

Ninguém nunca mexeu comigo como você, carinho... estou ficando louco!

23:07 Ness diz:

Eu já estou louca... louca por você, amor.

23:08 Jblack diz:

Não fala assim, Ness.
Será tão difícil ficar longe de você.

23:09 Ness diz:

Então não fica!
Casa comigo!
Preciso desesperadamente de você, amor...

23:10 Jblack diz:

Assim eu não resisto, menina

23:11 Ness diz:

Não lute contra isso.

23:12 Jblack diz:

Eu não quero me casar por dinheiro.

23:13 Ness diz:

Então case se por amor.

23:14 Jblack diz:

Nós mal nos conhecemos... não sei se o que sinto é amor... tenho medo de te magoar.

23:15 Ness diz:

Se não tentar, nunca saberá

23:16 Jblack diz:

Pensarei sobre isso.

23:17 Ness diz:

Pensa com carinho.

23:18 Jblack diz:

Eu sempre penso em você com carinho

23:19 Ness diz:

Você vem mesmo sábado para a minha formatura¿

23:20 Jblack diz:

Vou!

23:21 Ness diz

Mal posso esperar.

Ficamos horas conversando no MSN e quando me dei conta, já eram mais de três horas da madrugada.

A semana passou de forma rápida e todos os dias trocávamos mensagens, emails e conversávamos pelo MSN. E estava cada vez mais apaixonada por Jacob, revivendo cada momento que passamos juntos e sonhando com o dia do nosso casamento.

Ele era o homem perfeito e tinha certeza que a minha vida ao seu lado, seria plenamente feliz.

--- xx ---

Sábado,o grande dia, o da minha formatura e o que Jacob chegaria em Seattle havia chegado.
Pedi que Jimi fosse buscá-lo no aeroporto, já que minhas tias cismaram em me arrumar para a minha cerimônia de formatura.

Eu estava super ansiosa, mas elas, junto com a minha mãe se trancaram comigo no meu quarto e não me deixaram sair de casa.

Em todo momento imaginava o lindo e perfeito rosto de Jacob, seus beijos, carinhos e amassos que certamente me daria, depois de tantas revelações pelo MSN.

Elas me colocaram um lindo vestido azul, que combinava perfeitamente com os meus olhos, fizeram vários cachinhos em meus cabelos usando baby lise. Tia Rosi fez uma linda maquiagem e quando me olhei no espelho, era a criatura mais perfeita do mundo.

Comecei a imaginar como Jacob me olharia quando me visse daquele jeito e sorri diante da minha face na frente do espelho.

Saímos do quarto e quando chegamos a sala, todos estavam a minha espera... todos inclusive Jacob.

Ele me olhos da mesma forma encantada que me maravilhou no nosso primeiro encontro. Não movia um músculo e seus olhos não saiam do meu corpo naquele lindo vestido. Meu coração batia forte, minha respiração ficou irregular, tremia muito e me sentia desconfortável com a minha família presenciando a minha reação diante dele. Corei de vergonha quando caminhou até mim, pegou a minha mão e a beijou. Encarou os meus olhos e sussurrou enquanto colocava algo em minha mão.

- Você está divina! – Fechou algo em minha mão e depois esperou que a abrisse.

- O que é¿ - Perguntei curiosa.

- Abra! – Disse sorrindo enquanto me esquadrinhava com os olhos inquietos e cheios de paixão.

- É lindo! – Coloquei a mão na boca e passei o dedo sobre o lindo pingente de diamante em forma de coração. – Coloque o em mim. – Pedi sorrindo e vi os olhares curiosos da família sobre nós. Meu avô parecia analisar os movimentos de Jacob e meu pai parecia tenso com a situação. Minhas tias e avós felizes, Emmett dava aquele sorriso malicioso, Jasper  com a mesma expressão séria e minha mãe temerosa. Ele me virou, tirou os meus cabelos do meu pescoço e colocou o colar delicadamente. Depois me virou para si e deu um selinho em meus lábios.

- Já estamos atrasados! – Meu pai disse quebrando o clima.

- Então vamos! – Disse o meu avô caminhando em nossa direção. Abraçou me  e depois beijou a minha cabeça. – O seu presente eu darei depois. Ele é especial. – Sussurrou em meu ouvido.

- Eu sei,vozinho!

Jacob entrelaçou os dedos nos meus e caminhou comigo em direção a parta da casa. Caminhamos pelo jardim e entramos no carro, já com a porta aberta, sentamos e ele colocou os braços envolvendo os meus ombros.

Depois de alguns minutos chegamos à escola, Jacob me beijou e me encorajou. Recebi o abraço de toda a família e caminhei para o local onde estavam os formandos.

A cerimônia começou com o diretor fazendo o discurso, o orador falou e depois fizemos o nosso juramento.

A primeira secretária começou a chamar os alunos por ordem alfabética e não preciso nem dizer que fui uma das últimas. Então caminhei nervosa para o palco, com medo de cair e passar vergonha, olhei para o publico enquanto recebia o meu diploma e via meus pais, avós, tios e tias, Jacob e Seth... sim Seth... aplaudindo entusiasmados. Meus olhos encheram de lágrimas e consegui seguir em frente chorando emocionada.

Depois formos cumprimentar as famílias e os amigos. Vi que Seth e Jacob ficaram de cara amarradas um para o outro. Fiquei um pouco temerosa, mas não poderia ignorar o braço do meu amigo, companheiro, confidente e quase irmão por causa de Jacob.

- Você está linda, docinho! – Disse me abraçando forte e vi Jacob retorcer o nariz.

- Obrigada por ter vindo, meu amigo. – Coloquei a cabeça em seu ombro e sorri quando nossos olhos se cruzaram. – Eu amo você, Seth.

- Eu também amo você, Ness. – Afagou os meus cabelos e se afastou. – Agora vai! Seu namorado não está gostando muito disso. – Disse com a voz triste e vi seu olhar encher de água. Percebi que se controlava para não chorar.

- Por que ficou triste¿ - Perguntei angustiada.

- Estou perdendo você... agora que o tem, não vai mais precisar de mim. – Sua voz tinha uma amargura tão grande, que chegou a me doer o coração.

- Nunca abandonarei você, meu irmão... nunca.

- Espero que sim, Ness. – Passou a mão em meu rosto. – Sofreria muito com isso.

- Não vai acontecer! Agora mudando de assunto. Vai almoçar comigo¿ - Perguntei.

- Sabe que tenho que trabalhar. E você estará ocupada demais para me dá atenção, docinho. Aproveite o seu almoço.  – Beijou o meu rosto, deu as costas e partiu me deixando triste com a sua angustia. Senti meu coração apertar e naquele momento, os braços macios me envolveram por trás me acalmando.

- Assim fico com ciúmes. – Sussurrou de forma sexy em meu ouvido.

- Não fique, amor! – Virei para ele e o beijei.

Nossos lábios se encontraram, movendo se de forma lenta e carinhosa. Sentia o seu aroma me invadir, deixando me completamente perdida, enquanto sua língua se movia de forma delicada com a minha. O movimento era gostoso, doce e muito carinhoso. Senti que não havia aquele mesmo desespero. Seu rosto fico molhado e me afastei para ver o que se passava.

- Está chorando¿ - Perguntei confusa, vendo as lágrimas rolando em seu rosto.

- Ness, preciso te contar uma coisa. – Respirou fundo e olhando profundamente em meus olhos, disse com pesar que partiu o meu coração. – Essa é a última vez que venho te ver. – Engoliu seco. – Não dará certo, carinho... já não consigo mais trabalhar, viver ou respirar sem pensar que está tão longe. Não posso mais! Não posso fazer isso com nós dois. Então acho que é melhor terminar agora que está no começo. Quando vi vocês dois juntos, tive a esperança que pudesse me esquecer e gostar dele, carinho. Por isso, mesmo sofrendo muito, decidi ir embora e não te ver mais. Não responderei mais os seus emails e não nos falaremos pelo telefone.  – Ele chorava compulsivamente e eu junto com ele, com toda a família nos olhando sem entenderem o que se passava conosco. Afinal parecíamos felizes juntos e de repente, mais que de repente, estávamos chorando e nos abraçávamos em desespero.

- Não, Jacob... por favor, não... não posso...não me abandone.... por favor...

- O que está acontecendo aqui¿ - Virei o rosto e vi meu pai falando, enquanto ele e meu avô se aproximando de nós. Eles nos encaravam sem entender o que acontecia e certamente exigiriam uma explicação de Jacob. Tive medo do que pudesse ocorrer naquela conversa, que poderia colocar tudo a perder de uma vez por todas.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010



Leah Clearwater - Meus motivos... Novo recomeço




Cansei de chorar as minhas dores, de sofrer calada e destilar o veneno sobre as pessoas.

Estava tão cansada daquilo tudo. Cansada de sentir inveja e raiva da felicidade alheia, de olhar nos olhos de Jacob e ver a amor e a felicidade que sentia pela sua “monstrinha”... Cansei! Não quero mais isso! Hoje eu tomo uma atitude e coloco as cartas sobre a mesa. E se ele não me quiser, não ficarei aqui chorando essa dor, com despeito corroendo a minha alma... Não mesmo!



Sai de casa, corri até a floresta, tirei as roupas e me transformei em loba... Na loba que roubou os sonhos de felicidade, que me condenou a ser a criatura horrenda. Odiava a minha condição, o que me transformei e tudo o que sofri por naquele maldito carma de uma linhagem de grandes guerreiros Quileuts.



Ainda me lembro do dia da minha transformação e as mudanças irremediáveis em meu corpo. Mas o problema não foi só a mudança física e sim a emocional que sofri, ao constatar que estava presa a uma maldição que me condenaria a infelicidade.



Flash Back on



Sentir a dor insuportável se intensificando em meu corpo. Uma estranha queimação tomou conta de cada um de meus órgãos. Senti dificuldade de respirar, paralisei caída no chão e comecei a gemer de dor, enquanto implorava por ajuda. Mas ninguém me ouviu, ninguém veio ao meu socorro ou me disse que tudo ficaria bem. Estava completamente sozinha e apavorada, sem saber o que se passava enquanto achava que estava morrendo.






- AHAHAHHHHHHHH!! HUHU!! MÃEEEEEE!! AHAHAHAHHHH!! - Soltei um grito de pavor, misturado com a dor me sufocando, queimando as minhas entranhas.






O meu inteiro queimava, eu me contorcia de dor no chão da floresta, não conseguia me mover, gritar já era quase impossível e já tinha soltado o meu último grito pedindo socorro. A garganta queimava, boca e língua ardiam como se houvesse engolido um como de água quente. Fiquei em posição fetal, sentindo a estranha transformação ocorrendo em meu corpo. Era como se minhas células estivessem se queimando, meus músculos sendo estirados como se fossem lesionados.






Lembrei da vez em que sofri uma distensão no joelho, na aula de educação física. Naquela época achava que não havia dor mais terrível... Estava enganada! Completamente enganada! Os músculos do meu corpo estavam todos sofrendo um estranho estiramento e a dor era insuportável. Não sabia o que era pior. Se a sensação do corpo pegando fogo ou dos músculos sendo estirados, deixando me na mais completa agonia. Já não podia me mexer, chorar, correr ou gritar... estava completamente paralisada pela dor.






Senti uma forte cólica e o sangramento em minha vagina. Pensei que fosse morrer com aquela dor insuportável, que só veio a somar ao meu sofrimento enquanto estava caída em posição fetal naquela poça de sangue... o meu sangue que jorrava abruptamente. Passei horas agonizando sozinha até me transformar em uma horrenda criatura.






- Eu estou louca! Sim! É claro que o sofrimento me enlouqueceu! – Sentia as “patas” batendo forte contra a grama sobre o duro chão de La Push. E apesar de muito escuro, podia enxergar e ouvir perfeitamente tudo a minha volta. A Noite já não me assustava... não mais pela constatação da minha loucura.






Sentia os “pêlos” do meu corpo esvoaçando contra o vento frio. Corri o mais rápido que podia, com o frenesi daquela estranha sensação que a corrida me proporcionava. Já não havia mais dor, contudo o medo ainda habitava a minha alma.






Parei em frente a um rio para olhar a imagem na água, tendo a certeza que as sensações que sentia não passavam de loucuras da minha cabeça... Sim! Estava louca! Mas para o meu mais completo desespero, o que vi era a imagem de uma enorme criatura acinzentada, um brande focinho que se assemelhava a de um cão. Longas orelhas e os olhos castanhos escuros vibravam inquietos sobre a trêmula água.






- Não! Não! Não! Não pode ser... não sou eu... enlouqueci... o quê.. o quê...






- Lee, você está me ouvindo¿ Pode me ouvir¿ Sou eu, Sam!






- Não! Além de ver um enorme cachorro, agora ouço a voz de Sam em minha mente... Estou louca! Estou louca! OMG!






- Você não está louca... apenas se transformou em uma loba.






- AH¿ COMO ASSIM¿ UMA LOBA¿



Fim Flash back off



Aquele não foi o início do meu drama, mas parte da explicação que precisava para entender o motivo dele ter me esquecido. De ter se apaixonado pela minha prima e rompido com todas as promessas que fez para mim.



Ali soube que minha vida estava arruinada e fiquei uma pessoa completamente desprovida de compaixão.



Sofri muito por Sam, mas com Jacob foi ainda pior e vendo o tão feliz e esperançoso, precisava tomar uma atitude definitiva e partir para uma nova vida.



Diria a ele sobre os meus sentimentos e depois, se me renegasse, abandonaria aquela vida de loba e partindo da reserva. Aquela foi a minha decisão final e não havia como mudar... Já não suportava mais sofrer... Precisava ser amada.



Corri pela floresta e cheguei próximo a casa dos sanguessugas. Parei atrás de uma moita e observei Jacob rindo enquanto brincava com a “monstrinha”



- Aff! Não suporto isso! Com tantas mulheres no mundo, tinha que se prender logo a uma filhote de sanguessuga¿ Inferno! Auuuuuu! - Uivei e ele veio até mim e depois tirou a bermuda para se transformar em lobo. – Você deveria ser preso por ser tão gostoso!!!



- Lee¿ O que se passa¿ Senti uma aflição em seu uivo. – Falou comigo através dos pensamentos.



- Jake, já não aguento mais e preciso que sabia o que sinto. – Hesitei por um momento, procurando as palavras certas para lhe dizer o que sentia. – Eu amo você... muito mais do que amei Sam e não suporto mais vê-lo desperdiçar a sua vida com essa filhote de sanguessuga. Sei que se me der uma oportunidade... uma única... sei que posso... – Sentia as lágrimas já se formando em meus olhos e não conseguia continuar. Vi o seu olhar triste ao colocar o focinho no chão. Coloquei o meu junto ao dele e ficamos em silêncio.



- Eu na posso, Lee... é mais forte do que eu. – Foi sua única resposta e depois comecei a ver imagens de nós dois correndo juntos pela floresta e o carinho que sentia por mim. As suas lembranças me doeram mais do que a transformação e já não havia mais como continuar.



- Estou partindo, Jake... Espero que seja feliz. – Ele assentiu com o focinho e eu dei as costas e comecei a correr para bem longe. Precisava chorar... chorar muito e colocar a dor para fora.



- Lee, o que você tem¿ Por que esse desespero¿ Foi Jake¿ Você se magoou novamente. – Era a voz de Embry falando comigo enquanto corria pela floresta. Sentia uma dor tão forte apertando o meu coração e apesar de saber que aquilo machucaria toda a matilha, não conseguia me conter.



- Estou partindo, Embry... dessa vez é para sempre. Por favor, não venha atrás de mim! Preciso encontrar uma razão para viver... deixe me em paz! – Corri o máximo que podia naquela circunstância e me esforcei para afastar as vozes me minha mente. Ouvia Seth, Quil, Embry e Jacob falando ao mesmo tempo, para tentarem me persuadir a ficar. Mas eu não queria e não podia mais ouvir as vozes... simplesmente não dava.





Depois de um bom tempo, finalmente consegui ficar sozinha e pensar no que faria da minha vida. E a decisão já estava tomada. Só não sabia para onde ir e como recomeçar.



Decidi voltar para casa e pegar as poucas coisas que tinha para colocar o pé na estrada a sumir no mundo. E foi exatamente o que fiz. Voltei para casa ainda na madrugada, depois de correr sem rumo muitas horas. Procurei não fazer barulho e ocultar a minha presença. Arrumei uma velha mochila Jeans com as poucas roupas que tinha, peguei alguns objetos pessoais e o pouco dinheiro que havia aguardado após meses de trabalho na oficina com os rapazes. Parti na alvorada da noite, sem deixar notícias do meu paradeiro. Contudo, apesar da dor, sabia que precisava dizer adeus ao menos a minha mãe... ela precisava de uma última palavra.



Mãe






Sei que será difícil aceitar a minha decisão. Mas espero que entenda que já não suporto mais.


La Push não é mais o meu lugar confortável e preciso recomeçar a minha vida longe de tudo isso. Preciso encontrar alguém que me ama do jeito que sou e voltar a viver como a antiga Lee, que ficou para trás com a rejeição, por isso não chore por mim. E quando pensar que eu não voltarei, lembre se que fiz isso em busca da minha felicidade.






Eu amo você e ao Seth... Nunca se esqueça disso!






bjus


Lee



Coloquei a mochila das costas e parti na velha mota que havia montado no tempo em que trabalhei na oficina.



O mundo era o meu rumo e viveria cada dia como se fosse o último. Pensando que um dia poderia encontrar a minha felicidade.



DOIS ANOS DEPOIS



- Leah! Pode atender aquela mesa, por favor¿ - Jessica me perguntou quando voltei com os pedidos da cozinha. Fiz um muxoxo, porque odiava receber ordens dela e sabia perfeitamente. Mas não estava com o humor muito bom para discutir com ela.



- Tudo bem, Jess! – Respondi e entreguei os pedidos a Vic, que se caminhou para os seus clientes com a bandeja cheia. Peguei o bloco de anotações e quando levantei a cabeça para olhar a mesa que Jess havia pedido, levei um susto e senti meu corpo gelar ao observar a figura do lindo rapaz de pele morena, cabelos negros, sobrancelhas grossas e marcantes, maçãs do rosto arredondada, um peitoral largo e bem definido. Caminhei até a mesa, com a expressão séria, e perguntei o que desejava.



- Bom dia! O que deseja¿ - Encarei o seu olhar, que me fitava de cima a baixo com um sorriso maroto nos lábios. Senti vontade de socar a sua ara. Afinal como se atrevia a me olhar daquela forma¿



- Vai fingir que não me conhece, Lee¿ - Perguntou tocando a minha mão, fazendo um leve afago. Eu a puxei e senti meu corpo estremecer de nervoso naquele momento.



- Para de gracinhas, Embry¿ O que vai querer¿ - Perguntei mal humorada, enquanto ele ria para mim com a maior expressão de felicidade do mundo.



- Velhos hábitos não mudam nunca, Lee¿ Continua com o mesmo mau humor, mesmo após dois anos¿ - Mordeu os lábios, segurou a minha mão e voltou a acariciar, deixando me completamente paralisada naquele momento.



- Como me achou aqui¿ Por que veio¿ De certo não foi para fazer um lanche.- Disse encarando o seu olhar, enquanto meu coração palpitava de nervoso. Eu me sentia estranha e não entendia o motivo daquilo. Afinal Embry e eu formos “amigos” por algum tempo e nunca havia sentido nada por ele. Não entendia porque justo naquele momento sentia meu coração vacilante.



- Passei dois anos viajando a sua procura, garota. Nunca tive que ralar tanto para conseguir o que queria. Mas em fim... eis me aqui. – Ficou de pé, reduziu o espaço entre os nossos corpos e olhou no fundo nos meus olhos. Havia um brilho tão intenso em seu olhar, suas feições estavam diferentes e nada me lembravam aquele moleque sem vergonha, que vivia correndo atrás das periguetes da reserva. Havia virado um homem... um lindo homem.



- Do que está falando, Embry¿ Seja mais explicito! Não tenho tempo para xaradas. – Respondi desviando o meu olhar. Não queria me perder e sabia se me permitisse olhar mais algum tempo, estaria completamente perdida por ele.



- Lee, eu sempre te amei. – Disse com a voz tranqüila, abrindo aquele sorriso de moleque, que apesar dos anos, permanecia o mesmo. Tocou o meu rosto com as costas das mãos e ficou me olhando por longos segundos antes de continuar. – Quando você partiu, quase enlouqueci. Pensei que não agüentaria sem você e deixei a matilha inteira ensandecida pela minha dor. Eu te procurei por muitas cidades e não te achava. Pensei que havia te perdido para sempre. Até que... – Seus olhos estavam cheios de lágrimas e havia uma dor profunda em suas palavras.



- Até quê¿ - Perguntei curiosa para saber como havia me encontrado.



- Estava vendo uma reportagem de TV na semana passada e nela parecia esse bar. E quando vi de relance a garçonete, tive a certeza que era você. Todos acharam que estava louco, afinal só vi de perfil e você estava mais magra, os cabelos longos e também havia o uniforme. Mas o meu coração me dizia que estava certo. Então liguei para a emissora e peguei o endereço, descobrindo que você estava em Vancouver. – Começou a rir balançando a cabeça. – Você foi bem esperta, garota! Não pensamos que viria para o Canadá. kkkk Mas eu te encontrei e agora não te largo nunca mais. Pode me mandar embora, pode me bater e me xingar. kkk



- Você é louco, Embry¿ - Perguntei sentindo meu coração batendo a mil por horas. Era completamente estranho aquela sensação. Senti um frio em minha barriga e algo se revirando meu estômago. Meus olhos se encheram de lágrimas ao constatar que estava condenada a viver só. Afinal ele era um lobo e como tal sofreria o imprinting com alguém mais cedo o mais tarde. E eu, vacinada contra o sofrimento, não estaria perto para ver aquilo acontecer... eu o colocaria para correr e sumiria no mundo novamente.



- Eu amo você, Lee! Não adianta tentar fugir novamente... – balançou a cabeça e depois segurou o meu rosto com as duas mãos. – Não permitirei que suma novamente... não mais.



- Embry, por favor, não! – Implorei chorando, sentindo medo de sofrer tudo novamente e raiva por aquele estranho legado que nos prendia as lendas Quileuts. Sabia que não era sensato ficar com ele e estaria cavando mais uma cova para mim. Precisava fugir e não passaria por tudo aquilo novamente. – Vai embora! – Estava chorando muito, quando ele me abraçou forte, envolvendo me em seus braços musculosos. Senti me de certa fora protegida e não quis sair mais de seus braços. Meus sentimentos ficaram confusos e não sabia mais o que faria. Não sabia se tentaria fugir ou se me entregaria aquilo. Fazia tanto tempo que não e sentia daquela forma, por isso era envolvida pelo medo de me afundar ainda mais do que das outras vezes.



- Eu não vou te abandonar, Lee! Eu prometo pela minha própria vida. – Beijou a minha testa e começou a colher as minhas lagrimas com os dedos de forma carinhosa, enquanto me fitava no fundo dos olhos de forma penetrante.



- Você vai sofrer o seu imprinting e eu serei abandonada novamente. Será que não entende¿ Será que não se compadece do meu sofrimento¿ Não posso! – Coloquei a cabeça em seu peito, fechei os olhos e senti a dor com as lembranças aflorando em minha mente de forma cruel. Via os olhos de Jacob em direção a “mostrinha” e os de Sam para Emily. Quis morrer, mas ele me acalmou com as suas suaves carícias.



- Quando você nos abandonou e desistiu de ser uma loba, tomei a minha decisão... – Segurou o meu queixo e erguei o meu rosto para fitá-lo. – Decidi que não seria conduzido por essa estranha magia que chamam de impressão. Que só seria guiado pelo amor que sentia em meu coração. Por isso parei de me transformar, Lee. Não existe e não existirá um imprinting para mim. – Colou a sua testa sobre a minha e ficamos em silêncio por um momento. – Decidi conduzir a minha vida pelo amor e não por essa estranha magia... é você que quero! - Senti seus lábios tocarem os meus e uma estranha corrente elétrica percorrer todo o meu corpo. Nossos lábios se moldaram de forma perfeita, seus movimentos eram lentos e deliciosos. Pediu passagem para a sua língua e começou a explorar cada canto da minha boca. Meu corpo estremeceu e senti um desejo me dominar por completo. Nunca havia sentido aquela sensação tão estranha que ele me proporcionava. E naquele momento eu soube que o queria e que lutaria pelos meus sentimentos.



- Amo você, Lee! – Sussurrou entre beijos. –Nós teremos juntos um novo recomeço... eu prometo.