sábado, 16 de outubro de 2010


CAPÍTULO 9
 
By Mica Black

Duas semanas passaram-se desde descoberta da gravidez, assim como da descoberta de Renesmee sobre a vingança de Jacob. Naquela noite no Castelo, na descoberta da gravidez, Renesmee e Jacob reconciliaram-se. Ele a levou para a cama, onde a deitara delicadamente e beijou-lhe os lábios fervorosamente, mas de um jeito mais carinhoso do que fazia antes. Ela passou suas mãos pelo abdômen definido de Jacob que gemeu roucamente em seu ouvido. Ela estremeceu em seus braços e ele aproveitou-se para despí-la. Delicadamente, desceu os tecidos das vestimentas, deslizando delicadamente e roçando sensualmente por suas partes sensíveis como o sexo e os seios. Ela gemeu baixinho e segurou fortemente as madeixas dos cabelos negros de Jacob. Ele sorriu diante de tal gesto e, ainda sorrindo, despiu-se rapidamente. Ela sentiu-se tão açoada com aquele olhar tão intenso, que corou. Claro que ela, com aquele ensejo, não deixariam de não aproveitar. Cravou as unhas nas costas másculas de Jacob, enquanto ele apoiava seu corpo sobre os cotovelos e roçava o seu sexo levemente no de Renesmee. Ele a beijou avidamente e, em seguida, burilou a sua orelha, mordiscando o nódulo. Ela gemeu levemente e ele a penetrou em seguida, lentamente, com medo de feri-la.

Era uma das poucas vezes que Jacob fora gentil com ela. Sempre bruto, mesmo demonstrando carinho. Os sorrisos estampados em suas faces eram inacreditavelmente sinceros, enquanto seus corpos moviam-se em uma dança sinuosa e majestosa. O coito deles fora tão maravilhoso que gozaram diversas vezes, até cansarem e finalmente caírem no sono, onde sonharam com a mesma coisa: o filho deles.

Porém Renesmee não tivera bons sonhos. Seria o seu filho um bastardo? Ela não queria isso para o menino e, mesmo no sonho, sabia que deveria conversar com ele urgentemente.

Jacob sonhara com uma criança nos braços de Renesmee. Era uma menina com a pele avermelhada como a dele e os cabelos escuros encaracolados levemente no caimento final. Renesmee a carregava no colo, enquanto estava sentada próxima a um riacho, o qual desconhecia. A criança encarou Jacob com uma expressão alegre e correra de longe da mão em direção a Jacob.

– Papai! – Disse feliz, com o seu riso de sinos ecoando pelo ambiente. Enquanto isso, Jacob a pegava no colo e a girava alegremente, como se fossem uma família feliz.

Mas será que esse sonho se tornaria realidade?

Afinal, passaram-se duas semanas e ninguém mais tocara no assunto da vingança de Jacob. Até esta tarde!

Renesmee encontrava-se em seus aposentos, quando Sue bateu na porta delicadamente.

– Posso entrar senhorita Cullen? – Perguntou insegura. Parecia que algo muito terrível acontecera.

– Sim, Sue. Entre. Nada de senhorita, por favor. Já lhe pedi. – Disse Renesmee sorrindo, encarando Sue através do espelho, enquanto penteava os seus cabelos lisos. Nervosamente, Sue encetou a narrar fatos que aconteceram no Castelo.

– Bem, eu vi coisas pouco confiáveis aos meus olhos. Leah anda muito afastada da propriedade, o que eu suspeito. Afinal, ela era a prometida do senhor Black e estava de olho no dote. Claro que Seth também não está muito confiável. Anda se excluindo muito e Quil relatou o quanto anda pensativo. Glosou até que Seth anda calvagando pelos nossos campos vastos e passa um tempo fora pensativo. O que você acha de tal atitude?

– Bem, o Seth anda, realmente, misterioso. Nunca mais veio falar comigo, nem sequer para arrumarmos o jardim. Você viu como está arruinado? A seca não está permitindo que as plantas vivam! – Renesmee murmurou indignada, querendo desviar o assunto do Seth. Ela não andava com um bom sentimento quanto a ele. Toda vez que o via, sentia um arrepio apossar-se de sua nuca e não se sentia bem.

Os enjôos haviam aumentado com freqüência e ela já passara dois dias de cama nesse meio tempo. Ela não estava muito bem e a parteira da família Black, Anne, estava com medo que houvesse dilatação antes do tempo e, assim, a perda do bebê prematuro.

– Eu acho que o Senhor Seth anda falando sobre você, Renesmee. Ele e Leah devem estar tramando alguma! – Sue disse desconfiada.

– Como ousa dizer algo assim, Sue? – Alterou-se Renesmee, afinal, ela estava grávida e os hormônios à flor da pele. – Não meta Leah na conduta de Seth! Leah anda quieta no seu canto e, eu admito, até eu não teria sossegado se visse o meu prometido com outra pessoa! – Murmurou indignadamente Renesmee.

– Acalme-se, Renesmee! Por favor, não se altere! – Pediu Sue, assustada com a patroa que se levantou repentinamente da cadeira e pôs a mão na barriga.

– Não se altere Renesmee! Não faz bem ao bebê! – Explicou Sue. Renesmee respirou fundo e tentou entender como se descontrolara.

– Desculpe-me, Sue. Acho que estou muito emotiva. Leah respeitou-me e quero que a respeite tudo bem? – Renesmee pediu mais calma, deitando-se na cama a fim de descansar.

– Claro. – Sue limitou-se a responder e saiu porta a fora, apressada, enquanto Renesmee sentia sua cabeça latejar e tudo girar a sua volta.

Seria isso um pressentimento?



(***)

Seth cavalgava para clarear os pensamentos confusos. Costumara fazer isso desde que descobrira a gravidez de Renesmee. Nunca escondera a si mesmo que gostava dela e isto estava explícito em si.

– Seth! – O grito de Leah o retirou de seus enleios. Ele direciou o cavalo em direção à Leah e viu que ela corria apressada entre os campos de girasóis.

– O que houve Leah? – Perguntou ele assustado. A moça corria exageradamente rápido, tanto que tropeçou em seu próprio vestido, perdendo o equilíbrio, porém recompondo-se ao mesmo tempo.

– Eu sei como poderemos separar o casal feliz! – A comemorou. Um sorriso estampou-se em sua face, mas se desfez ao perceber que Seth permanecia sério e triste.

– Não sei se consigo Leah. Não quero ver Renesmee abatida pelos cantos do Castelo. Não quero fazê-la sofrer! – Glosou preocupado se teria tal efeito.

Leah indicou com a mão para que o irmão caminhasse ao seu lado, acompanhando-a no passeio. Ele assentiu temeroso e guia o cavalo através da corda, enquanto caminhavam silenciosamente.

– Olhe Seth. Nada demais acontecerá. O meu plano seria infalível e você ainda consolaria a Renesmee, quando ela ficasse tão deprimida como você narrou. Você irá apoiá-la. Ser o seu alicerce para que não desmorone! Você irá se dar muito bem, meu irmão. Só não melhor do que eu. - Leah disse maliciosamente, imaginando o corpo nu de Jacob. Eram devaneios um tanto pecaminosos, porém ela não pode evitar pensar nisso.

– Leah, eu não sei o que eu deveria pensar... Aliás, eu sei o que deveria pensar, mas a Renesmee é tão... Linda e meiga. Fico impressionado com tanta beleza. Eu a amo, Leah. – Seth sussurou, fitando o horizonte, onde o sol se punha.

Leah respirou fundo, percebendo que Seth estava indisposto a ver Renesmee infeliz. Ela sabia que teria que convencê-lo de algum jeito. Uma idéia passou-se por sua cabeça e ela resolveu arriscar.

– Sabe Seth. Eu me sinto assim com o Jacob também. Porém, nós viveremos infelizes para o resto de nossas vidas, afinal, eles se casarão logo. Claro, isso se você não estiver disposto a separá-los. – Era isto ou ela iria apelar para a chantagem. Ela cerrou os olhos, esperando mais uma negação de Seth, mas não fora essa a resposta que recebera.

– Tudo bem, Leah. – Sussurou Seth, sentindo-se imundo, mas ao mesmo tempo feliz. Além de trair a confiança de seu melhor amigo, ainda iria roubar a mulher dele. Bem, era isso que esperava fazer.

– Você está falando seriamente? – Leah perguntou confusa, arqueando a sobrancelha.

– Sim. Qual é o seu plano? – Retrucou Seth com um ar sombrio, como se estivesse determinado a não mudar de opinião, caso se arrependesse.

Leah narrou o plano, enquanto Seth fazia cara e bocas. Nunca pensara que a irmã você tão engenhosa para situações como essas, porém ela possuía o seu próprio "veneno".

Após a Leah contar o plano, Seth teve que assumir o quão enganosa a sua irmã era e até se surpreendeu com um plano tão bem feito como este. Ele não queria colocá-lo em prática e pensava que, possivelmente, Renesmee nunca mais olharia em sua cara. Ele deu de ombros, pensando em apenas exercer o plano... O que seria a realização de um sonho... Ou apenas de um desejo.

(***)

Já era noite no Castelo dos Black. Renesmee e Jacob cenavam silenciosamente, sob a presença de Quil, Seth e Sam. Misteriosamente, Leah não comparecia ao jantar, porém ninguém tocara no assunto.

– Então, como anda a sua gravidez, Renesmee? – Quil perguntou, simpaticamente. Renesmee colocou a mão sobre a barriga e sorriu meigamente.

– Acho que bem. Eu andei um pouco estressada, mas já passou. – Ela disse um pouco envergonhada, ao notar a quietude de Seth perante a esse assunto.

– Andou estressada, Nessie? – Jacob indagou preocupado, enquanto Seth bufou baixinho, diante do apelido de Renesmee.

– É só que o jardim está se esvaindo com a seca. – Ela sussurrou, sabendo que Jacob não gostaria nada daquele tópico no jantar.

A expressão de Jacob se tocou fria e séria ao mesmo tempo. Ele fitou Seth de soslaio e percebeu um sorriso se formar no canto de sua boca. Irritado, Jacob levantou-se do lugar repentinamente e deixou a sala.

– Jacob. – Insistira Renesmee, levantando-se em seguida. Ela correra atrás dele, segurando suas vestes para não arrastarem no chão, enquanto corria de salto.

Jacob não dera ouvido e fora até o seu aposento, que era o mesmo de Renesmee. Ele perdera o apetite e não queria jantar.

Seth fora atrás de Renesmee, querendo colocar o plano em ação. Afinal, havia combinado com Leah que seria essa noite.

Enquanto isso, Leah esperava por Jacob, apenas com suas roupas íntimas, em uma posição sexy - na percepção dela - por Jacob. O plano era seduzi-lo e levá-lo para a cama. O tempo de Renesmee perceber.

Leah dera uma de amiga, ou pelo menos que compreendera a escolha de Jacob, mas na verdade queria vingança... Melhor, ela queria o Jacob para si. Desde criança, o achara muito bonito, além de ser um ótimo partido.

Jacob abriu a porta de seu aposento, com os olhos cerrados, enxergando tudo avermelhado, conforme sua ira tomava posse de seu corpo.

– Leah! – Assustou-se ao perceber a presença da mulher no cômodo... E o pior, apenas com roupas íntimas. Ele era homem e precisava assumir que Leah tinha belas curvas e era uma bela mulher... Mas ele não queria ser infiel à Renesmee, nem se ele soubesse que era traído.

– Jacob, estava te esperando. – Sussurrou de forma provocativa, levantando-se da cama e caminhando a passos lentos para perto dele. Com uma mão, agarrou o seu cabelo, enquanto a outra arranhou o seu peitoral. – Você é o meu prometido. Não fique com aquela sem sal da Renesmee! Ela ainda te traí com o Seth e...

– Espere! O que você disse? – Perguntou Jacob, empurrando-a para longe dele, enquanto ele estava atordoado com tal afirmação.

– Isso mesmo que você ouviu, Jacob. Agora mesmo, eles estão de agarramento pelos corredores do Castelo. Eu já vi certas vezes, apenas não falei nada a fim de não prejudicar o bastardo. – Leah mentira na maior cara de pau, ainda dando um sorriso torto, enquanto passava as mãos pelas próprias pernas, tentando seduzi-lo.

Ele sentiu-se enojado, ao ver Leah querendo insinuar-se. Renesmee nunca fizera nada do gênero e a chamaram de vagabunda... Seth a chamou! Seria por que eles tinham um caso? Jacob balançou a cabeça negativamente, sentindo algumas lágrimas se formarem nos cantos de seus olhos. Porém as contou e saiu apressado do quarto, enquanto Leah gritara algumas coisas inteligíveis e incompreensíveis. Ela sentira-se arrasada e vira que Jacob realmente amava Renesmee... Essa era a prova.

(***)

Enquanto Leah tentava seduzir Jacob, Renesmee percorria os corredores, porém sentira-se mal e encostara-se na parede. A tontura e um enjôo repentino apoderaram-se dela. Ouviu passos rápidos ecoarem pelos corredores antigos e tentou ver quem era na esperança de ser Jacob.

– Você está bem? – Para sua desilusão, era a voz de Seth.

Ela encostou a cabeça na parede gelada, tentando amenizar a tontura que não passava e Seth aproximou-se.

– Volto a repetir você está bem? – Ele realmente estava preocupado. Começara a pensar no bebê que possivelmente estaria em perigo. Um frio percorreu a sua espinha, ao pensar no possível rumo da pessoa que ele mais amava Renesmee, e do amigo a que dera a palavra, porém não cumprira Jacob.

– Estou um pouco tonta. – Ela arfou no final, ao sentir um chute na barriga. Sobrepôs a mão no local e deixou uma lágrima escapar, enquanto a tontura amenizava e a imagem desenlaçava.

– Deixe-me ajudar. – Seth falou, abraçando a sua cintura, enquanto que, com um sorriso cínico, percebera Jacob vir na direção deles. Seth virou Renesmee de frente para ele e, quando Jacob fitou-os com um olhar suspeito, Seth beijou Renesmee avidamente, surpreendendo-a. Ela debateu-se em seus braços, enquanto Seth a apertada e posicionava seus longos braços em volta de sua fina e pequena cintura. Ela tentou não abrir a sua boca, porém uma mão estava posicionada em sua nuca, insinuando que ela estava movendo a cabeça.

Jacob via tudo àquilo com pesar. Seu coração apertou-se e ele desejara que nunca tivesse dado ouvidos à Leah. Com lágrimas escapando de seus olhos, continuou a torturar-se com a cena que via. Renesmee e Seth estavam agarrados no corredor, beijando-se avidamente. Era esta a percepção de Jacob.

Porém, Nessie nunca abrira a boca, mas Seth continuava a insistir. Ela entreabriu a boca de susto, quando percebeu o bebê chutar repentinamente em sua barriga. Seth aproveitou e penetrou com sua língua na boca de Renesmee e a mesma não correspondeu. Apenas permaneceu parada, esperando que acabasse e pudesse conversar a sós com Seth, a fim de tirar a limpo esta história. Como ele ousara tal ato?

Essa pergunta cercava os pensamentos de Renesmee, enquanto uma parecida cercava os pensamentos de Jacob: Como ela ousara tal ato?

Uma ira apossou de Jacob ele queria acabar com os dois de uma só vez!



Jacob aplaudiu a cena fazendo eles se romperem.

Renesmee empurrou Seth e foi ao encontro de Jacob suplicando que ele escutasse o mal entendido, mais Jacob evitou-a ele tinha seus olhos negros de amargura e nojo perante a cena que presenciou.

-Jacob, por favor, isso é um mal entendido foi Seth que me beijou, suplica Renesmee de joelhos no chão chorando em frente a Jacob



Seth por vez não disse nada fazendo que Jacob aceitasse mais rápido que aquilo não era um mal entendido e sim que eram amantes.



-Você me enoja Renesmee,não é a toa que tem o sangue de traidores, eu esperava de Seth mais você? Eu acreditei que você me amava!,Grunhiu Jacob



-Mas eu o amooo-disse Renesmee em prantos.



-Você ficara aqui até que o bebê nasça. Assim que nascer você vai embora com Seth e o bebê ficara comigo! - Anunciou Jacob e depois saiu do local deixando Renesmee chorando desesperada!



-Jacob me escuta você não pode tirar meu filho de mim, é tudo um engano...

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Capitulo 12 – Seguindo com o planejado – PVO Jacob

A despedida era a pior coisa que poderia acontecer depois daqueles quatro dias juntos. Por isso pedi que não fosse ao aeroporto me levar. Ela, entretanto, teimosa do jeito que era, não aceitou se despedir apenas no hall do hotel e foi comigo para o aeroporto.

Seguimos de mãos dadas no carro e vi que tentava se controlar para não chorar. Apesar disso, suas expressões faciais, denunciavam que estava prestes a desabar no choro. E eu, sendo um covarde pela primeira vez, tive medo de vê-la chorar em minha partida.

- Carinho, não quer ficar no carro¿ - Perguntei assim que Jimi estacionou e a vi fazer sinal de negativo com a cabeça. – Tudo bem! Sem choros, Ness! Sem choros. – Jimi abriu a porta do carro e saímos. Depois pegou a minha bagagem no porta malas e me entregou.

- Obrigada, Jimi! – Disse para ela.

- Não tem de que, meu jovem. – Olhou para Ness, que assentiu com a cabeça – Eu estacionarei o carro do outro lado, Senhorita Cullen.

Caminhamos para o balcão, fiz o meu check in e depois fomos para o portão de embarque.

Já sentia uma saudade tão grande, um medo de parti e deixá-la para trás, um desespero me consumir e o meu coração completamente confuso.

Havia viajado para Seatle com a clara intenção de por o meu plano de vingança em prática e levava para casa aquele estranho sentimento em meu coração. Um sentimento que não sabia como definir, mas que me feria o coração de uma forma estranha e deixava uma sensação de vazia tão grande, chegando a sufocar a minha alma com a saudade que já sentia dela.

Paramos de frente um para o outro e vi as lágrimas rolando em seu rosto. Levei o meu rosto até ele e comecei a beijar cada uma, sentindo o gosto salgado, misturado com a nossa dor naquele momento da despedida.

Ela chorava baixinho e tentava não fazer uma cena, enquanto eu me segurava para não chorar e demonstrar fraqueza. Enquanto sentia meu corpo doer só de pensar em não vê-la mais e o ciúme corroer a minha alma, sabendo que estaria livre para ser admirada por muitos homens.

Nunca me senti tão fragilizado diante de uma mulher. Nunca quis tanto ter uma mulher... e certamente nunca gostei de me sentir tão entregue como estava.

- Carinho,você prometeu. – Sussurrei ao beijar as suas lágrimas.

- Eu não quero perder você, Jake. – Ela me abraçou forte e colocou a cabeça em meu peito. Passou os dedos suavemente pelas minhas costas, sobre o tecido de minha roupa, demonstrando toda a sua fragilidade. Quis tomar a sua dor e dizer que ficaria tudo bem. Então me lembrei os meus reais motivos e me calei... não podia dizer que ficaria bem, se a minha missão era lhe fazer sofrer... Oh Inferno!

- Vôo número 23 para Londres no portão 10. – Foi anunciado no alto falante e ela começou a chorar ainda mais em meus braços.

- Ness, prometo que falaremos todos os dias, que enviarei mensagens, emails e ainda teremos o MSN. – Apertei forte o seu corpo e erguei a sua cabeça, segurando o seu queixo. – Não faz assim, carinho... sabe que será difícil para nós... teremos muitas despedidas...

- Eu sei... – Sussurrou com a voz embargada.

Levei meus lábios até os delas e dei um suave beijo de despedida.

- Adoro você, carinho. – Afastei o meu corpo, segurando apenas uma de suas mãos, mas ela não em largava.

- Amo você, Jake. – Disse e me soltou.

Virei de costas e caminhei sem olhar para trás. Segurei as lágrimas e não me permiti chorar com a despedida, sabendo que precisava de forças para fazer o que fosse necessário para a vingança.

Caminhei até o portão de embargue, depois até a porta do avião e finalmente cheguei a minha poltrona. Sentei e fechei os olhos tentando refletir sobre os últimos acontecimentos.

Estava super cansado, após aqueles dias iniciando o meu plano de sedução com a vadia Cullen, mas nem tudo saiu como queria e ao contrário disso, pegando me de surpresa, acabei me apaixonando pela vadia.

Deitado no avião, tentando dormir um pouco, suas imagens não saiam da minha cabeça. E de uma forma completamente louca, já sentia saudade de tocar a sua pele, sentir o seu cheiro e o seu gosto. Meu coração começava a doer só de pensar no que teria que fazer para levar a minha vingança a diante.

Flash back on

Ela se requebrava suavemente ao som da música, movendo seu corpo de forma sinuosa enquanto me observava com um sorriso em sua face.

Eu acompanhava a música e sentia o meu “Ka” pulsando de desejo ao observar o seu lindo corpo naquele vestido preto que deixava suas curvas mais acentuadas.

Puxei a para mim e beijei a sua testa, depois peguei a sua mão e a conduzi até um canto mais vazio da boate, que estava muito escura e cintilava com luzes de todas as cores se sobrepondo aos corpos espalhados no salão.

Encostei a na parede e tomei os seus lábios de forma abrupta, encaixando os meus e movendo os com uma paixão avassaladora que me impulsionava. Pedi invadi sua boca com a minha língua e comecei a movê-la de forma rápida, enquanto percorria o seu corpo com minhas mãos, que se deleitavam com cada curva deliciosa e acentuada.

Subi a mão até os seus seios e a passei pelo vão do vestido. Depois comecei a brincar com o seu pequeno e macio seio, fazendo a gemer em minha boca de forma gostosa.

- Wooww

Com a outra mão, desci até as suas penas, acariciei sua coxa e depois subi lentamente o seu vestido. Comecei a traçar um caminho até a sua calçinha e passei a mão por dentro dela, alcançando o seu clitóris, então comecei a acariciá-lo primeiro de forma lenta e depois, conforme os seus gemidos e espasmos, de forma rápida para aumentar o seu prazer.

Sabia que a deixaria completamente louca com aquelas sensações. E o meu objetivo de prendê-la a mim, estaria de certa forma alcançado, deduzindo que a pequena idiota romântica não conseguiria me esquecer depois daqueles toques.

Senti um enorme prazer com os seus gemidos e aprofundei o beijo, sugando os seus lábios de forma avassaladora, até que ficasse completamente mole em meus braços, depois de sentir a explosão do gozo em seu corpo.

Meu corpo queimava com tanta paixão, implorando me para tomá-la em meus braços e a fazer minha mulher naquela noite.

Eu a queria mais do que já quis qualquer outra mulher, mas o meu lado racional dizia que ainda não era o momento de perder a cabeça, sabendo que de uma forma ou de outra ela seria completamente minha e que poderia saciar todo o meu desejo em seu corpo imaculado.

- Jake... – Ela sussurrou de forma gostosa, interrompendo o beijo enquanto arfava.

-Desculpa,carinho. – Tentei me desculpar, para deixá-la sentir que era um rapaz sério e apenas havia perdido o controle.

- Eu não estou acostumada... desculpe. – Ela me olhava espantada, com aqueles olhinhos azuis brilhantes, os lábios vermelhos e inchados pelo beijo, enquanto passava a mão delicada em meu rosto. Tirei a mão de dentro da sua calcinha e do seu seio, fiquei diante dela e depois tentei me recompor, ainda com o “Ka” explodindo de tanto tesão. Vi que ela arrumava o vestido, enquanto me olhava sem graça, depois abaixou a cabeça e se encostou na parede.

- Ness, eu não deveria ter te tocado dessa forma. – Puxei a para os meus braços, sentido toda a fragilidade em seu corpo trêmulo e assustado. – Sei que você é virgem... é que... – Não sabia como falar e procurava uma forma de explicar sem magoá-la naquele momento. Havia me excedido e sabia que a pobre coitada mal sabia beijar, quanto mais ser tocada daquela forma atrevida. – Eu nunca estive uma mulher inexperiente... sabe... com uma... – Mordi os lábios e fiquei observando a sua expressão envergonhada

- Virgem! – Disse abaixando a cabeça. Segurei o seu queixo e a ergui para que em encarasse.

- Isso é lindo! – Segurei o seu rosto com as duas mãos, olhei em seus olhos por breves segundos e me perdi completamente na imensidão do seu olhar. Aproximei o meu rosto lentamente o encaixei os meus lábios nos seus de forma suave, movendo os carinhosamente enquanto afagava as suas costas.

Flash back off


- O senhor deseja algo para comer¿ - Perguntou a comissária de bordo, tirando me das minhas lembranças.

- Não! – Disse balançando a cabeça e voltei aos meus pensamentos.

Acabei dormindo durante a viagem e permanecei assim por um bom tempo.

--- xx ---
- Esse que se mostra na minha frente não é o homem com quem me casei. – Acusou.

- Sarah não faz assim... – Hesitou e socou o porta luva do carro. – Eu não farei mais... Tudo o que fiz foi por nossa família.

- Como¿ Roubando¿ Não, Billy! Não! Devolverá todo o dinheiro que desviou, caso contrário... – Ele ameaçou socá-la.

- NÃO! – Gritei quando ele tentou golpeá-la. Vi que olhou assustada para trás e no mesmo instante ele também me olhou com lágrimas nos olhos. De repente, um caminhão passou na frente do carro. Tudo aconteceu muito rápido e minha mãe se virou para estrada, rodou o volante e o carro saiu da pista. Meu corpo era jogado de um lado para o outro, tudo a minha volta girava, enquanto era preso pelo cinto de segurança.

O carro parou e de repente, não estava mais dentro dele e sim caminhando em uma enorme igreja. Havia muitas pessoas, coroas de flores e eu não entendia o que se passava. Vi que na frente havia um enorme caixão preto. Caminhei mais um pouco até ele, quando me aproximei, estiquei as pernas e olhei dentro.

- MÃEEEEE! – Comecei a gritar e fui levado pelo meu pai, debatendo-me em seus braços – NÃOOOOOO!!! MÃEEEEE!! – As lágrimas caiam em meu rosto, meu corpo doía, sentia uma sensação de vazio em meu peito, uma raiva misturada com saudade. Continuei a gritar enquanto lutava com meu pai. - A CULPA FOI SUA!! FOI SUA!!!

De repente já não estava mais em seus braços. Fui transportado até um pequeno quarto, caminhando para uma cama e vi que havia alguém deitado. De inicio, não o reconheci. Mas quando cheguei perto, vi meu pai estava deitado sobre a cama, com seu velho terno preto e sua mão havia uma navalha suja de sangue. Olhei para o outro braço e vi que o pulso estava cortado. Gritei desesperado. – NÃOOOO! PAAAIIIII!! NÃAAOOOOOO!

- Os Cullen, Jacob... Os Cullen... Eles são os culpados... Eles..

- NÃOOOOOO! PAIIII!!! NÃÃÃOOOO! - A navalha caiu de sua mão, ele sorriu para mim pela ultima vez e fechou os olhos.

- Os Cullen...

Acordei assustado, socando a poltrona do avião e a Senhora que estava ao meu lado me olhava assustada.

- Pesadelo! – Disse para ela e me virei para frente.

Comecei a pensar sobre os últimos acontecimentos, sobre os meus sentimentos e sabia que só havia duas saídas para mim naquele momento. Poderia me esquecer da vingança e tentar ficar numa boa com ela e carregar o peso da morte dos meus pais pelo resto da vida. Ou seguir o meu plano e acabar com os Cullens, usando a única mulher que havia mexido comigo na vida, e no final de tudo tentar seguir em frente com o remorso pelo seu sofrimento.

Decidi que deveria honrar a memória dos meus pais e no final juntar o que sobrasse da minha vingança contra os Cullens. Tinha certeza, depois de nossos encontros, que não seria nada fácil para mim. Contudo seguiria com os meus planos e a segunda fase dele, seria terminar tudo de forma teatral, deixando os Cullens pensarem que era um homem de bem e que não tinha a intenção de abusar da pequena Ness.

Passei mais algumas horas de vôo e quando cheguei à Londres estava super cansado. Mas sabia que a minha viagem havia valido apena e que os resultados finais seriam decisivos para o meu futuro.

Cheguei a Londres, fui direto para o estacionamento onde havia deixado o meu carro, depois parti para o meu apartamento, louco para tomar um banho e descansar.

Assim que cheguei ao apartamento, fui para o meu quarto e larguei as malas do jeito que estavam no meio do quarto, peguei uma boxer, uma toalha e fui direto para o banheiro tomar um banho e tirar toda a tensão do meu corpo. E em todo o momento, aqueles olhos azuis não saiam da minha mente, sentia falta de sua presença e uma vontade enorme de abandonar tudo e voltar para Seattle.

Tomei um bom banho quente e fui para cozinha “tenta” encontrar algo para comer. Imaginando se Rebecca havia feito as compras ou se deixou a geladeira e os armários as moscas.

O apartamento estava estranhamente silencioso e conclui que deveria ter saído para andar a toa, como fazia sempre que o tédio era demais dentro do apartamento.

Encontrei alguns ovos, pães e um resto de suco. Pelo menos tinha algo para comer e não ficaria com fome o resto do dia. Fiz ovos mexidos e coloquei no pão, para comer enquanto bebi o resto do suco de laranja.

Sentei na cadeira e comecei a comer, lembrando dos nossos almoços no shopping, a forma nervosa de sorrir, suas bochechas ruborizadas quando ficava sem graça, a forma meiga de me tocar e o seu doce beijo... como quis beijar os seus lábios.

Ao terminar de comer, levei o prato, talheres e copo para a pia e lavei a louça. E assim que terminei, fui para o meu quarto pegar o celular, já pensando em ligar para ela e saber como estava. Sentia uma estranha ansiedade de ouvir a sua voz, de forma quase que desesperadora, que me exigia um contato imediato.

Assim que peguei o celular, vi que havia uma mensagem não lida e abri, já com a certeza que era dela.

Jacob, amor, sinto muito a sua falta. Você chegou bem¿ Quando puder liga para mim, querido.

“Jacob, amor...” Aquelas palavras iniciais fizeram meu coração doer profundamente. Deu um soco no colchão da cama, sentindo raiva por tudo o que teria que fazer, destroçando o coração da única pessoa que sentia amor verdadeiro por mim... Sim! Ela sentia amor... não era apenas uma menina desmiolada.

- “KA!” “PQP!” O que eu faço¿ Oh Ness! Eu destruirei a sua vida... preciso fazer isso... como isso já me dói! – Respirei fundo e disquei o número do seu telefone, sentindo meu coração bater acelerado pela ansiedade que sentia de ouvir a sua voz.

- Alô, carinho! – Falei com meu coração batendo como uma britadeira.

- Oi, Jake! Como você chegou¿ Estou sentindo muito a sua falta. – Sua voz era doce e meiga. Fechei os olhos e imaginei o seu lindo sorriso, a forma trêmula de seus lábios quando ficava nervosa, os cílios mexendo de forma suave, as mãos inquietas e a forma apaixonada como me olhava.

- Estou cansado da viagem, carinho. E ainda não fui trabalhar. – Deitei na cama e estiquei o meu corpo.

- Já imaginava que estaria arrasado pela viagem, Jake. Tenta dormir um pouco durante o dia e descansa o máximo que conseguir.

- Farei isso... – Dei uma risada imaginando suas bochechas rosadas de vergonha, enquanto abaixava a cabeça para desviar os olhos dos meus. – Sonharei com você, minha linda. Já está na escola¿

- Ainda não. Seth e eu discutimos pelo telefone e resolvi vir conversar com ele. Hoje não irei a aula.

AH¿ Seth¿ Inferno! To vendo que esse ficará no meu caminho... Aff! Será que terei que acabar com essezinho para conseguir minha vingança¿ Inferno!! Ele lá tão perto dela e eu aqui, longe, sem poder fazer nada, defender o que é meu! Sentia tanta raiva, que poderia passar com um trator por cima do amiguinho dela, sem ao menos sentir qualquer remorso.

- Sabe que é irresponsabilidade sua matar aula para ficar de conversinha com Seth. – Não queria demonstrar ciúmes, todavia manter o meu tom de voz calmo, era praticamente impossível com a raiva que sentia naquele momento. Precisei controlar minha voz para não gritar com ela.

- Você está com ciúmes¿ - Perguntou rindo e imaginei o seu semblante satisfeito ao pensar que eu sentia ciúmes dela.

“KA” Jacob! Você não pode demonstrar sua fraqueza! Tem que se mostrar frio! Inferno! Fica calmo e não a deixe perceber o que sente!


- E como não estaria¿ Eu estou do outro lado do oceano, enquanto ele está tão perto de você. – Minha voz já era mais calma e serena, apesar de sentir o animal furioso prestes a explodir dentro de mim.

- Você sabe que eu te amo. – Senti meu coração doer com aquelas palavras. Tive vontade de abandonar a vingança estúpida e me afastar mais uma vez. Só que a voz em minha consciência vinha de forma implacável.

Os Cullens, Jacob... os Cullens... eles são os culpados.

- Já disse que estou apaixonado por você¿ Que adoro os seus beijos¿ Que o seu cheiro me deixa louco¿ Ai como queria está ao seu lado agora, só para te encher de beijos. – Apesar de ser um falso fingido, aquelas palavras eram verdadeiras e a vontade que tinha de está ao seu lado, chegava a me sufocar.

- Não fala assim... – Respondeu com a voz baixa, que mais parecia um sussurro e percebi que estava sofrendo com a distância.

- Farei o possível para está ai na sua festa de formatura no sábado, carinho. – Sabia que seria complicado para eu viajar mais uma vez. Contudo lhe havia prometido comparecer em sua formatura e sabia como a minha presença era importante para ela. E aproveitaria a ocasião para colocar o meu plano em prática e seduzir o restante dos Cullens, colocando os em minhas mãos.

- Sabe que sua presença é importante para mim, Jake. – Um frio percorreu a minha espinha ao ouvi-la me chamar de Jake...

- Sei... – Eu me calei e tentei controlar a minha respiração. – Viajarei na sexta a noite e logo cedo estarei ai. Mas sabe que domingo pela manhã terei que voltar para Londres.

- Sei... – Ouvi sua voz chorosa e senti mais uma vez meu coração ficar aflito com o seu sofrimento. OH God! Comecei a duvidar se conseguiria levar a vingança a diante. Como poderia fazê-la sofrer sem sofrer junto¿ Ela questão me afligiu em cheio, quando me dei conta que não haveria como acabar com ela, sem antes arruinar a minha própria vida. Eu estava irremediavelmente preso a um estranho sentimento, que nem eu mesmo sabia como definir e ele seria a minha perdição. – E isso me dói.

- Não faz assim, carinho... – Tive que me contar para não chorar. Já havia prometido que não choraria mais e manteria a minha promessa a qualquer custa. Mesmo que tivesse que arrancar o meu coração do peito e jogar fora o resto de sentimento humano que ainda me restava. – Saber que você está triste por minha causa me machuca. E prometo que tentarei equilibrar isso. Mas sabe que a vida na ponte aérea não será muito boa para nós. Teremos muitas despedidas e se me quiser por perto, tem que ser forte e não se desmanchar todas as vezes que eu for embora. Promete¿

- Prometo, amor. – Ouvi-la chorar era pior do que vê-la chorar. Porque longe eu não poderia consolá-la e ficava aflito com sua voz manhosa.

- Agora tenho que desligar. Preciso dormir um pouco, carinho... – Fiquei em silêncio, tentando não denunciar a minha dor... – Eu adoro você.

Depois de desligar o telefone, ele tocou novamente. Olhei no visor e vi que era Casy.

- Alô! – Disse com má vontade.

- Jacob Black! Aonde você se meteu¿ Stevie me disse que estava resolvendo problemas com o inventário do seu avô. Desde quando tem avô¿ O que está aprontando¿ Por que sumiu¿ - Ela começou com a “PO” do interrogatório, tirando me completamente do sério.

- AI “KA”! EU ESTAVA CUIDANDO O MEU FUTURO! DÁ PARA PARAR COM ESSA “PO” DE INTERROGATÓRIO¿ - Gritei com raiva.

- Você foi ver aquela garota sem sal¿ Foi se encontrar com ela¿ Anda, Jacob, pode explicar! – Ordenou como se fosse uma esposa para mandar em mim.

- Eu fui encontrar com ela e você não tem nada com isso. Entendeu¿ Quando sair para almoçar,quero que venha ao meu apartamento. Preciso de você hoje, cadelinha. Estamos entendidos¿ - Ordenei com raiva, louco para transar e tirar toda aquela tensão do meu corpo. Sabia que pensaria em Ness, mas o meu lado homem necessitava desesperadamente de uma “BO” para conseguir me acalmar.

- Tudo bem! Mas vai me explicar direitinho o que aconteceu entre vocês dois. Não pense que vai me levar no bico, Jacob Black! Não mesmo! – Desligou o telefone com raiva.

- Era só o que me faltava! Inferno! – Coloquei o telefone na mesinha de cabeceira e deitei de costas para cama.

----xx ----

- Amor! Amor!- Senti os dedos passando de forma suave em minhas costas, descendo até as minha nádegas. Meu “KA” ficou duro e logo imaginei aqueles lindos olhos azuis me olhando assustados, sua face ruborizada e os lábios trêmulos. Virei e dei de cara com... Casy!! AFFF Não estava sonhando.

- Bom dia, Casy! – disse com a voz rouca e bocejei. Vi sua face de safada mordendo os lábios, enquanto tirava a minha boxe.

- Oi, amor! – Ela se aguarchou e começou a chupar, chupar e chupar gostoso a cabeça do meu “KA”.- Wowwww! Gostoso, cachorrinha! Gostoso! – Ela me olhava de forma atrevia enquanto chupava, deixando me completamente cheio de tesão. E em um golpe rápido, sentei na cama e a joguei deitada, abri as suas pernas e comecei a meter, meter e meter cada vez mais rápido, enquanto contraia o seu canal vaginal, dando me ainda mais prazer. Fechei os olhos e imaginei o rosto de minha Ness. Aquele mesmo gemido e ar de satisfação que mostrou na boate quando bolinei o seu clitóris. Abri os olhos e dei de cara com Casy gemente. Em seguida, a coisa mais estranha me aconteceu... brochei...


- “KKKAAAA!!!!” – Sai de dentro dela e me joguei na cama, morrendo de raiva por ter brochado e amaldiçoei o dia em que vi a foto da “vadia Cullen”. - MALDITA FEITICEIRA!

- Jacob, o que aconteceu¿ Do que está falando¿ - Casy me perguntava nervosa, enquanto eu bufava de raiva.

- SAI AGORA! – Gritei com raiva, soltando fogo pelas ventas.

- Jacob..

- SAI!! JÁ NÃO DISSE PARA SAIR¿ SOME DA MINHA FRENTE ANTES QUE TE QUEBRE DE “PO”! SOME!! SOMMMMEEEE!!! – Levantei da cama e em um acesso de raiva, comecei a quebrar as coisa no meu quarto. Destrui a luminária, CDs e DVDs, joguei roupas pelo chão enquanto Casy colocava as roupas com olhos arregalados. – SAI SUA VAGABUNDA! EU MANDEI SAIR AGORA!!!! - Peguei a pelo braço e atirei fora do meu quarto. Depois bati a porta em sua cara e a tranquei.

Deitei na cama novamente, ainda espumando de raiva, e só consegui me acalmar quando me lembrei novamente do seu sorriso angelical.

- Estou “FU”! Completamente “FU”

Acabei dormindo novamente depois de alguns segundos pensando nos meus planos de vingança contra os Cullens.

--- xx ---


Quando acordei, meu quarto estava uma completa bagunça e tive que arrumar tudo antes que Rachael resolvesse vir me ver e perguntasse o que havia acontecido.

Sabia que ficaria preocupada e não queria causar lhe nenhum tipo de aborrecimento.

Depois que arrumei o quarto, peguei o computador na mala e coloquei sobre a mesa. Abri o meu email e comecei a digitar.

Carinho,

Sonhei com você hoje à tarde e estou morrendo de saudade de você.
Se soubesse a vontade que tenho de está ao seu lado, de sentir seu cheiro, o gosto de seus lábios, o seu lindo sorriso e o brilho desses olhos azuis que me fascinam.
Nunca me senti dessa forma como ninguém. Por isso peço que me perdoe por ser
tão rápido com as coisas.
Mal vejo o momento de está com você novamente, para dizer o que sinto olhando o seu rosto.
Ah Ness...Ness... Ness... Menina dos meus sonhos, você me enfeitiçou.

Eu te adoro!
Jake

Fiquei sentado olhando aquelas mensagens algum tempo antes de enviar. E o mais doloroso, era saber que mesmo com intuito de vingança, eram a mais pura verdade. Eu estava perdidamente apaixonado por ela e não sabia como controlar aquele sentimento.

Apertei o send, abri o meu MSN e deixei conectado, na esperança de que estivesse online e me chamasse. Como não aconteceu, voltei para cama e fiquei relembrando os nossos momentos. E depois de algum tempo, ouvi o bip do MSN.

Levantei correndo e fui para o computador.

22:09 Ness diz:

Jake, amor, está ai¿

22:17 Jblack diz:

Carinho, estava no computador só esperando você me chamar.
Como você está¿ Como foi o seu dia¿ Pintou algum quadro hoje¿ Preciso saber tudo sobre você.

22:22 Ness diz:

Meu dia não foi melhor porque não estava ao meu lado.
Fui até La Push e depois de discutir com Seth, consegui me entender com ele.
Passei o resto da tarde dormindo e a noite, conversei com a minha mãe e o meu avô.
Não pinto nada há semanas. Estou desleixada com a minha arte.
Com o fim das aulas, terei tempo para pintar e a minha primeira obra será um quadro seu.
Quero te dá de presente.
E você¿ Como foi o dia¿

22:26 Jblack diz:

Cheguei de viagem e dormi o dia inteiro.
O melhor de tudo, foi sonhar com você.
Sonhei conosco na boate... foi tão bom... desculpa se fui atrevido.

22:28 Ness diz:

Você sabe que nunca namorei e que ninguém me tocou como você.
Fiquei assustada. Confesso! Mas eu gostei de saber que deseja o meu corpo.
Sei que deve ser ruim uma menina cheia de não me toca.
Prometo relaxar e deixar as coisas acontecerem. Só me assustei! Só isso!

22:32 Jblack diz:

Fui abusado.
Sei bem disso.
Peço desculpa, mas nunca tive uma menina pura e acabei me excedendo.

22:34 Ness diz:

Eu gostei dos seus toques.

22:35 Jblack diz:

Onde mais gostou¿

22:36 Ness diz:

Todos os lugares... fizeram com que sentisse coisas estranhas.

22:37 Jblack diz:

Que coisas estranhas¿

22:38 Ness diz:

Fico com vergonha

22:39 Jblack diz:

Você é minha namorada. Não precisa ter vergonha.

22:43 Ness diz

Quando me tocou sabe onde. kkkkk

22:44 Jblack diz:

Sentiu prazer¿
Prazer é bom, carinho.
Quero te dá muito prazer... ensinar como me dá prazer...
OH Ness!! Você me deixa louco.

22:47 Ness diz:

Senti muito prazer. Foi muito gostoso, amor...quero que me ensine tudo... tudo.

22:49 Jblack diz:

Não fala assim que eu gamo... acho que já gamei.

22:50 Ness diz:

Acha¿

22:51 Jblack diz:

Tenho certeza, carinho.

22:51 Ness diz:

Eu te amo

22:56 Jblack diz:

Eu te adoro.
Imagine que meus lábios estão roçando em seu pescoço. Minhas mãos estão tocando sua cintura e vão subindo pelas suas costas, deslizando os dedos delicadamente. Levo a até os seus seios e acaricio os seus pequenos botões... uauauuu... como você é linda! Como eles são lindos, Ness... AIIII To passando dos limites.

22:56 Ness diz:

Continua, por favor!

22:57 Jblack diz:

Começo a desabotoar a sua blusa, deixando com os seios expostos. Acaricio a sua barriga e começo a beijar o seu pescoço. Desço os lábios pelo seu colo e chego até os seios. Coloco os lábios sobre eles e começo a lamber os seus mamilos delicadamente. Agora estou sugando forte, cada vez mais forte... Você geme para mim de forma gostosa e se contorce na cama. Tiro a sua calça e a deixo apenas de calcinha. Beijo o seu abdômen e desço até a barriga... que barriga.
Chupo forte a sua barriga e deslizo as mãos até a sua calcinha. Tiro e a deixo completamente nua. Depois passo o meu dedo sobre o seu clitóris e começo a estimulá-lo delicadamente. Você começa a gemer mais e mais para mim... geme para mim, Ness... geme gostoso, carinho.
Desço meus lábios e encontro o broto pequeno e delicado. Passo a língua sobre o seu clitóris e sinto a nata deliciosa em meus lábios. Minha língua sobe e desce, sobe e desce cada vez mais rápido. Você pega o meu pênis e começa e estimulá-lo. Estou gozando de prazer, carinho. Estou gozando junto com você... goza pra mim...goza.
O que está fazendo, carinho¿ Conta para mim.

23:03 Ness diz:

Meus dedos estão acariciando os bicos dos meus seios. Meu corpo está pegando fogo.
Me contorço na cama e me estremeço.
Desço as mãos até o meu sexo e começo a passar os dedos de forma rápida.
Estou sentindo prazer enquanto imagino que você está me tocando... Ah Jacob, eu quero você!
Preciso te sentir! God! Como eu te quero.

23:04 Jblack diz:

Chega, carinho! Estou completamente excitado!
Não consigo sem você comigo.... Vamos parar por hoje.
Eu sinto a sua falta...

23:05 Ness diz:

Eu também!
Sabe que sonhei conosco na boate¿ Foi incrível, Jacob.

2306 Jblack diz:

Ninguém nunca mexeu comigo como você, carinho... estou ficando louco!

23:07 Ness diz:

Eu já estou louca... louca por você, amor.

23:08 Jblack diz:

Não fala assim, Ness.
Será tão difícil ficar longe de você.

23:09 Ness diz:

Então não fica!
Casa comigo!
Preciso desesperadamente de você, amor...

23:10 Jblack diz:

Assim eu não resisto, menina

23:11 Ness diz:

Não lute contra isso.

23:12 Jblack diz:

Eu não quero me casar por dinheiro.

23:13 Ness diz:

Então case se por amor.

23:14 Jblack diz:

Nós mal nos conhecemos... não sei se o que sinto é amor... tenho medo de te magoar.

23:15 Ness diz:

Se não tentar, nunca saberá

23:16 Jblack diz:

Pensarei sobre isso.

23:17 Ness diz:

Pensa com carinho.

23:18 Jblack diz:

Eu sempre penso em você com carinho

23:19 Ness diz:

Você vem mesmo sábado para a minha formatura¿

23:20 Jblack diz:

Vou!

23:21 Ness diz

Mal posso esperar.


Ficamos conversando por um bom tempo e gozei varias vezes me masturbando enquanto falava as besteiras para ela. Não havia sentindo tanto prazer com um sexo virtual, como senti naquela noite, estimulando a sua imaginação e instigando o meu sexo a gozar o que havia brochado durante a tarde.

Aquela noite eu dormi bem leve e tive vários sonos, todos eróticos, com Ness. Já sentia uma enorme vontade de está ao seu lado e por isso decidi adiantar o meu plano e dá prosseguimento na segunda parte no sábado mesmo, quando teria a oportunidade de conhecer toda a família e usaria aquele momento para fazer o meu teatro.

Do jeito que estava a períogo, precisava casar o mais rápido possível. Ou então ficaria completamente louco de tesão todas as vezes que conversasse com ela pelo telefone ou MSN. Sabia que não agüentaria muito tempo e ainda temia brochar novamente com Casy.

Na manhã seguinte acordei cansado de tanto dormir. Tomei o meu banho, fiz a minha higiene matinal, tomei um breve café e fui para o escritório começar mais um dia infeliz em minha vida. Para variar peguei um engarrafamento e cheguei atraso ao trabalho.

Estava cheio de serviço e ainda recebi alguns pedidos de relatório para fazer, uma vez que Sarah estava ocupada demais entretendo um de seus clientes.

Mesmo estando super ocupado, arrumei tempo para escrever lhe emails e mensagens. Também liguei duas vezes para o celular, ansiando ouvir a sua voz suave e dizer coisas bonitas que acalmassem o seu coração.

A quinta feira estava terminando, eu me sentia super cansado e estava louco para ir embora. A porta se abriu e Casy entrou em meu escritório.

- O que faz aqui¿ Sabe que temos que ser cuidadosos. – Disse tentando aparentar calma.

- O que aconteceu com você ontem¿ Por que está diferente¿ - Sentou na cadeira diante de mim e ficou me olhando nos olhos. Ela me conhecia bem demais para saber que algo em mim havia mudado.

- Só estava cansado e nervoso. Agora vá! Não quero que ninguém perceba que há algo entre nós. – Disse tentando controlar a voz.

- To com saudade de você... quero transar hoje. – Disse com a voz manhosa, fazendo beicinho enquanto me encarava.

- Espere me no estacionamento e iremos daqui para o seu apartamento. Prometo que essa noite “FU” bastante.

- Jacob... – Hesitou por um momento. – O que sentiu por ela¿ - Continuou me analisando insistentemente.

- Nada! – Respondi desviando os olhos.

- Você é um mentiroso! – Ela me acusou.

- Um mentiroso que você adora. Agora vá! – Ordenei e ela saiu.

Inferno!! Ela agora ficará no meu pé! Só me faltava essa.

Mais algum tempo e o expediente encerrou e sai da sala, indo direto para o estacionamento. Lá encontrei Casy a minha espera, com a mesma expressão analítica em sua face, que tentava decifrar o que se passava comigo.

Entramos em silêncio em meu carro e parti para o seu apartamento. E quando chegamos lá, fui direto para o banheiro tomar um banho. Casy ainda assustada com o meu rompante de raiva e a forma estranha que estava agindo, foi atrás de mim e tomamos banho juntos sem conversamos muito sobre o ocorrido.

Saímos do banheiro e partimos para o seu quarto, onde transamos umas duas vezes, sem aquele mesmo fogo que nos consumia. Apenas fazendo as coisas de forma mecânica e sem nenhum tipo de inovação.

- Não vai dormir comigo¿ - Perguntou aborrecida me encarando.

- Não! – Disse e me levantando da cama.

- Vai me contar o que está acontecendo com você¿ Sentou por trás de mim e me abraçou.

- Nada! Não acontece nada comigo. Só estou cansado e preciso ir embora. – Resmunguei me desvencilhando do seu abraço.

- Jacob...

- Não estou com vontade de conversar. – Eu a cortei quando tentou falar.

- Você está apaixonado por ela¿ - Perguntou com voz de choro.

- Claro que não, sua mula! Tenho que me vingar dela e de sua família. Por algum acaso comeu “M”¿

- Jacob, você voltou diferente dessa viagem. Nem vem me dizer que nada mudou, porque te conheço perfeitamente. – Estava controlando a voz para não gritar.

- Casy, estou cansado e não quero brigar com você hoje.... fui. – Levantei e coloquei as minhas roupas, depois sai apressadamente, louco para chegar em casa e conversar com minha Ness no MSN.

Após alguns minutos, cheguei em meu apartamento e fui direto para o quarto, coloquei o notebook sobre a mesa e conectei na internet para conversar com ela.

Passamos horas conversando e eu louco para ouvir a sua voz. Ligamos as câmeras de nossos computadores e podíamos ver os rostos um do outro enquanto falávamos.

Na sexta feira tive a mesma rotina e quando cheguei em meu apartamento, tomei banho apressadamente e arrumei as malas para ir viajar. Só fiquei umas duas horas e depois parti para o aeroporto de Londres.

Apesar de cansado, sentia me muito feliz por saber que em algumas horas estaria perto dela novamente. Sentia uma falta tão grande que chegava a me doer o peito e a ansiedade era tão angustiante, que olhava a todo instante no relógio, esperando pela hora do meu embarque.

Embarquei no avião por volta de onze horas e recostei o meu corpo para tentar dormir durante a viagem. Antes de pegar no sono, enviei uma mensagem informando que já estava a caminho.

“Acabei de embarcar, carinho... até amanhã de manhã...Jblack”

---x ---

Por volta de oito horas o avião aterrissou em Washington e quando desembarquei, Jimi estava a minha espera para me levar a casa de Ness.

- Bom dia, Senhor Black! A senhorita Cullen pediu para vir te buscar. – Disse pegando as minhas malas.

- Bom dia, Jimi! Podemos ir!- Disse para ele e caminhamos em direção ao estacionamento.

Chegamos ao carro, Jimi abriu a porta e eu entrei. Depois guardou as minhas malas e entrou no carro, dando partida em seguida.

Depois de alguns minutos, chegamos à mansão de Ness e ele me conduziu ao interior. Chegamos à sala e vi que Edward, e os outros Cullens, pelo que me lembrava Carlisle, Emmett, Jasper e Esme, estavam na sala conversando animadamente.

- Bom dia! – Cumprimentei assim que cheguei.

- Bom dia, Jacob! – Edward veio até, estendeu me a mão e eu a apertei. Todos pareciam me analisar de forma cautelosa e sabia que precisava medir todos os meus movimentos.

- E a nossa formanda¿ Como está¿ - Perguntei observando a todos.

- Ela está bem nervosa. – Esme, que usava um lindo conjunto de linho, provavelmente o Taier cor de pêssego, com uma calça preta realçando o seu corpo. Suas jóias realçavam o visual, mostrando o enorme colar, os brincos e grandes anéis em seus dedos. – Peguei a sua mão e beijei como um perfeito cavalheiro. – E como foi de viagem¿ - Perguntou sorrindo para mim.

- Foi bem cansativa, mas se não viessem ela ficaria sentida. – Respondi e percebi que Carlisle me analisava.

- Como vai, Carlisle¿ - Perguntei observando os seus olhos enigmáticos.

- Bem! E você¿ Minha neta me diz que está bem sucedido em sua profissão. – Foi direto ao ponto em que queria e eu sorri.

- Sim! Sou bem sucedido e só pretendo largar o meu emprego por outro superior. – Respondi em tom altivo, enquanto os Cullens me analisavam.

- E o que você faz¿ - Jasper perguntou me encarando.

- Sou gerente comercial de vendas em uma empresa de Telecomunicações. Hoje tenho uma carteira com quinze clientes, que rendem um lucro de um milhão de dólares por ano. E ainda pretendo aumentar ainda mais a minha carteira, porque só tenho um ano de empresa e assim que conseguir mais uns cinco clientes, passarei a gerente máster. – Respondi todo orgulhoso e eles me observavam.

- E o que vocês vendem¿ Como funciona o seu trabalho¿ - Carlisle perguntou se sentando no sofá.

- Eu vendo produtos de banda larga, telefonia, soluções de TI e corporativas para vários clientes. Mantenho a carteira, administrando a conta e vendendo novas soluções. Pode parecer simples, mas a coisa é bem complexa olhando de perto. Mas pretendo crescer os lucros da minha carteira em poucos meses.

- Que bom que você está bem no seu trabalho. – Disse com tom irônico me encarando e sorri para ele, como se não houvesse entendido a sua insinuação.

- Apareceu uma boa oportunidade aqui em Seattle. Mas não era o que eu esperava e preferi continuar com o meu emprego lá. – Respondi. – E vocês¿ O que contam de novo¿ - Arqueei a sobrancelha e sorri.

- A vida continua a mesma por aqui... nada mudou muito. – Disse Edward para mim.

- Ah sim! Sua filha mudou e ficou muito linda. – Disse fazendo cara de apaixonado.

- Minha filha é uma princesa, Jacob. E espero que a trate bem!- Disse claramente me dando uma ordem. Eu ri e tentei aparentar está apaixonado por ela.

- Eu trato sua filha como um relicário... ela é importante para mim, Edward.

- Ness é a nossa relíquia, Jacob. Se fizer mal a ela, terá que se entender com toda a família. Entendeu¿ - Emmett cruzou os braços e fez cara de mal. Sinceramente tive vontade de rir da cara que ele fez. Parecia está com dor de barriga.

Esme mudou o assunto, falando sobre a formatura de Ness e como estava nervosa com tudo aquilo. Em seguida, minha Ness apareceu na sala linda e fiquei completamente hipnotizado ao observá-la naquele lindo vestido azul claro, os cabelos cacheados e uma leva maquiagem em sua face de anjo.

Senti meu coração disparar e não consegui desviar os meus olhos. Meu corpo tremei, minha respiração ficou irregular e não consegui ver mais ninguém naquele momento... somente ela... linda e única a minha frente.

Coloquei a mão dentro do paletó e peguei o presente que havia levado para ela... uma das poucas lembranças que haviam restado da minha mãe.



- Você está divina! – Ela caminhou até mim e ficamos nos olhando por alguns segundos. Pequei a sua mão, sentindo um estranho formigamento, coloquei o presente que trouxe em sua mão e a fechei.

- O que é¿ - Perguntou com os olhos cheios de excitação.

- Abra! – Disse para ela, observado o seu rosto com extrema paixão. Meu corpo chegava a doer pela saudade me corroendo. Se a sala não estivesse cheia, eu a tomaria em meus braços e a beijaria com paixão.

- É lindo! – Ela abriu a mão e passou o dedo sobre o pingente de diamante em forma de coração. – Coloque o em mim. – Eu a virei de costas e coloquei o cordão em seu pescoço. Depois dei breves selinhos sobre ele, sentindo o desejo consumir cada célula de meu corpo.

- Já estamos atrasados! – Disse Edward, nos despertando daquele clima de paixão que nos encontrávamos, sem nos darmos conta dos outros nos observando.

- Então vamos! – Ela disse, Carlisle caminhou até ela, beijou a sua cabeça e sussurrou em seu ouvido. – O seu presente eu darei depois. Ele é especial.

- Eu sei,vozinho! – Ela respondeu para ele.

Entrelacei os nossos dedos e seguimos para o carro de mãos dadas. Entramos e coloquei os braços ao redor de seu ombro, colando os nossos corpos, louco para ficar a sós e beijar intensamente os seus lábios rosados.

Ness caminhou para a área dos formandos e eu me sentei junto com os Cullens. E o que não contava aconteceu.

Seth apareceu e foi muito bem recebido pela família. Melhor até do que eu e me senti completamente constrangido com a situação.

- Seth! Que bom que veio! – A mãe de Ness foi até ele e o abraçou.

- Nunca deixaria de vir a formatura do meu docinho. – AFFF! MEU DOCINHO!!! O QUE ESSE IDIOTA PENSA QUE É¿ Estava a ponto de explodir de tanta raiva que sentia daquilo. Virei o rosto e não quis encará-lo, sabendo que perderia as estribeiras e a minha máscara cairia diante dos Cullens.

- Estou muito feliz pela sua presença, rapaz. – Ouvi Edward dizendo. – Ness também ficará contente por você ter vindo. Sabe como é importante na vida dela.

- Sabe que eu adoro a sua filha. Nunca a decepcionaria. – Ouvi responder.

- Se você não viesse, meu rapaz, mandaria o motorista ir te buscar. – Disse Carlisle para ele, deixando me completamente enjoado pela raiva que me consumia.

- Vai almoçar conosco¿ Não vai¿ - Era a voz da Esme.

- É claro que ele vai! Vem cá me dá um abraço, meninão. – Era a voz da tia baixinha da Ness, Alice maluquinha.

- Alice, você vai esmagar o rapaz. – Reclamou a outra. – Agora é a minha vez! Vem me dá um abraço, Seth.

Estava com tanta raiva, que tive vontade de sair dali. Mas sabia que precisava manter a pose de bom moço e me concentrar no plano de seduzir os Cullens. E não seria aquele moleque que estragaria tudo para mim.

A cerimônia foi rápida e emocionante. Os Cullens choravam o tempo inteiro e quando Ness subiu ao palco para pegar o seu diploma, ficaram maravilhados com aquilo.

Eu estava em estado de choque e só conseguia ver a minha Ness. Nada mais me importava e chamava a minha atenção... apenas ela... somente ela.

Quando a cerimônia terminou, ela se dirigiu ao local onde estávamos e ela primeiro se dirigiu até o seu “amigo” e o abraçou forte. Senti o desespero me consumir com tanto ciúme e fechei a cara. Tive vontade de tomá-la de seus braços, colocando o para correr dali.

O ódio, misturado com o ciúme, me consumia de forma incontrolável e tive que fazer uma força sobre humana para não quebrar a sua cara naquele momento.

Fiquei observando os dois juntos e não tive como fazer nada, além de contar toda a minha raiva.

- Você está linda, docinho! – Ele a abraçou.

- Obrigada por ter vindo, meu amigo. –Ela colocou a cabeça em seu ombro e os dois começaram a conversar baixinho. Mas de onde estava, conseguia ouvir o que se passava, ficando enlouquecido de ciúmes. Ali tive a certeza de que o casamento teria que ocorrer logo, antes que ela se desse conta que ele poderia ser um bom candidato a marido. – Eu amo você, Seth.

- Eu também amo você, Ness. – Ele começou a fazer carinho em seus cabelos – Agora vai! Seu namorado não está gostando muito disso. – Percebi que estava muito triste e se controlava para não chorar. Era nítido que ele a amava e estava sofrendo com a situação. Aquilo só fazia aumentar o meu desespero.

- Por que ficou triste¿ - Perguntou para ele com a voz triste.

- Estou perdendo você... agora que o tem, não vai mais precisar de mim. – Essas palavras deixavam claro que ele a amava e sabia que estava perdendo para mim. Apesar disso, o idiota parecia conformado e não se permitia lutar por ela... Besta! Eu no lugar dele lutaria com todas as minhas forças... é mesmo uma mula.

- Nunca abandonarei você, meu irmão... nunca.

- Espero que sim, Ness. – Passou a mão no rosto dela e encarou os seus olhos. – Sofreria muito com isso.

- Não vai acontecer! Agora mudando de assunto. Vai almoçar comigo¿ - Perguntou a ele.

- Sabe que tenho que trabalhar. E você estará ocupada demais para me dá atenção, docinho. Aproveite o seu almoço. – Beijou o rosto dela e saiu dali lentamente, enquanto ela o olhava de forma triste. Caminhei até ela e sussurrei em seu ouvido.

- Assim fico com ciúmes.

- Não fique, amor! – Ela se virou para mim e me beijou, fazendo movimentos delicados sobre os meus, pediu passagem para a sua língua e começou movimentos sinuosos sobre a minha. Fiquei completamente perdido em seu beijo e estava disposto a dá o cheque mate naquele instante, fazendo ela e a família se renderem a mim para permitir o casamento o quanto antes. Não poderia mais esperar, não só pelo sabor da vingança, mas pelo desejo que senti pelo seu corpo e o medo de perdê-la para Seth.

Forcei as lágrimas em meu rosto e para isso me lembrei dos últimos momentos de vida da minha mãe, sentindo um nó em minha garganta. Depois me lembrei das palavras de meu pai: Os Cullens... os Cullens... eles são os culpados. Finalmente as lágrimas rolaram em meu rosto e ela interrompeu o beijo.

- Está chorando¿ - Ela me perguntou temerosa, vendo as lágrimas rolaram em meu rosto.

- Ness, preciso te contar uma coisa. – Respirei fundo e olhei no fundo dos seus olhos. Sabia que aquela era a minha cena, que precisava caprichar para que os Cullens vissem o seu desespero e me implorassem que casasse.


- Essa é a última vez que venho te ver. – Engoli seco.

– Não dará certo, carinho... já não consigo mais trabalhar, viver ou respirar sem pensar que está tão longe. Não posso mais! Não posso fazer isso com nós dois. Então acho que é melhor terminar agora que está no começo. Quando vi vocês dois juntos, tive a esperança que pudesse me esquecer e gostar dele, carinho. Por isso, mesmo sofrendo muito, decidi ir embora e não te ver mais. Não responderei mais os seus emails e não nos falaremos pelo telefone. – Ali comecei o meu espetáculo final e comecei a chorar muito, como se estivesse desesperado, fazendo a chorar junto comigo e os Cullens nos olharem apavorados. Ela me implorava, chorando e gaguejando de forma compulsiva. Cheguei a sentir uma dor tão profunda no coração, por causar lhe tamanha dor, mas sabia que aquilo era necessário e não poderia fraquejar naquele momento. Por mais que me doesse, terei que ser cruel com ela e estava apenas no começo da minha vingança. Ali, mais uma vez, a convicção que a dor seria pior para mim foi clara. Porque cada lágrima que derramava, era como estada cortante em meu coração. Tive conta de dizer que era mentira, mas contive os meus instintos e não voltei atrás em meus planos.

- Não, Jacob... por favor, não... não posso...não me abandone.... por favor... – Ela estava quase caindo e tive que segurá-la, sentindo o seu corpo débil diante daquela situação tão dolorosa.

Finalmente a hora que esperava havia chegado. Ouvi os passos de Edward e Carlisle em nossa direção e a sua voz me questionando.

- O que está acontecendo aqui¿ - As castas estavam na mesa e tinha todos os trunfos para conseguir o que queria. Agora tinha que jogar bem cada carta e conseguir fechar o jogo que havia começado tão bem.

- Carinho, deixa eu conversar com o seu pai em particular. – Disse beijando a sua testa.

- Não...não...não vai me abandonar... não pode... você prometeu... – Ela gaguejava e chorava muito. Carlisle a tirou de meus braços e a levou para a mãe. Voltando em seguida para a nossa conversa.

- O que aconteceu, Jacob¿ Por que fez minha filha chorar desse jeito¿ - Edward perguntou com raiva me observando.

- Edward, não quero magoar a sua filha. Contudo me dei conta que isso não pode continuar. Eu a vi com aquele rapaz e tive a certeza que ele é perfeito para ela. – Respirei fundo,fingi segurar o choro e continuei. – Eu tenho uma vida estável, um bom emprego, amigos e minhas irmãs iniciando a faculdade em Londres. Por mais que goste de sua filha, será complicado essa coisa de namoro a distância. E acho que ela merece mais do que isso. – Os dois me encaravam com curiosidade. – Além disso, ainda há a coisa do casamento... – Engoli seco. – Eu não quero me casar por causa de dinheiro ou por obrigação. Se me casasse com ela, seria por amor. E sei perfeitamente que você, Carlisle, impôs essa coisa de casamento a ela. – Balancei a cabeça em sinal de negativo. – Sinceramente não posso compactuar com isso. E se ainda morassem em Seattle, talvez, apenas talvez, as coisas pudessem ser mais fáceis para nós. Mas arrumar um emprego aqui, um melhor do que eu tenho, será muito complicado. Por isso, ao me dá conta que ele é o melhor para ela, decidi colocar um ponto final nisso enquanto está no inicio.

- Você não pode fazer isso com ela agora. – Edward disse consternado e Carlisle o segurou.

- E o que sugere¿ Que case com sua filha por conveniência¿ Faça me o favor! Ela é muito especial e merece muito mais do que isso. Essa coisa de casamento por obrigação é absurda! Não podem fazer isso com ela. Não entendem¿ - Fingi perder o controle e ficar exasperado e via as expressões confusas dos dois, certo que estavam caindo em meu jogo.

-Eu tenho uma proposta a te fazer¿ - Disse Carlisle me encarando.

- Não estou a venda e não me casarei por dinheiro. – Fingi de forma tão convincente, que eu mesmo acreditei no que estava dizendo... como era bom em mentir.

- Vamos para a mansão e conversaremos sobre isso lá. O que tenho a te propor será bom para você e poderá namorar com Ness aqui bem perto. E depois se decidir pelo casamento. – Ele parecia mal com tudo aquilo, sua face era triste e culpada. E eu estava adorando ver o seu desespero.

- Eu vou embora! – Anunciei.

- Você trabalhará para mim e receberá um cargo de diretoria na empresa. Receberá um bom salário e um apartamento para morar com as suas irmãs. E terá o tempo que quiser para conhecer melhor a minha neta. Só que não quero conversar sobre negócios aqui. Prefiro falar após o almoço.

- Eu preciso pensar... – Mordi os lábios e fingi expressão pensativa.

- Você não se arrependerá meu rapaz...não se arrependerá... – Bateu e meu ombro e assenti com a cabeça.

- Depois dou uma resposta. – Disse franzindo o cenho e olhei na direção em que Ness chorava nos braços da mãe. Senti o meu coração apertar e caminhei em sua direção.

Bingo!!! Você conseguiu!!! Ganhou o primeiro round, Jacob!!! Agora é partir para a nova etapa de seu plano... casamento!

Capitulo 8
By Mica Black

— Emmett, por que ainda não enviou a tropa atrás da Renesmee? Se você não o fizer, eu mesmo farei. — Decretou Edward.

A expressão de Emmett não podia estar mais sombria: os olhos faiscando de raiva e o rosto totalmente vermelho. Jogou-se em uma das cadeiras remanescentes, mas imediatamente se levantou, inquieto. Apontou para a cadeira e ordenou que a esposa se sentasse.

Com o ar resignado de quem sabia o que estava por vir, Rosalie sentou-se.

Edward permaneceu em pé, torcendo as mãos, nervoso. Ele queria uma posição do irmão, pois não agüentava mais esperar por Renesmee e o envio do lençol manchado de sangue só aumentou sua ira, pois dentro dele ele sabia que sua irmã estava sofrendo.

— Por qual motivo ainda não ordenou que fossemos buscar nossa irmã? – Edward insistiu na pergunta.

Emmett, inconformado, andou em direção a ele e olhou no fundo dos olhos.

— Não podemos! — Murmurou Emmett

Edward sentiu um aperto na garganta e o ar lhe faltou. A pessoa que via a sua frente era um completo estranho. Nunca vira o irmão com aquele olhar antes. Instintivamente, deu um passo para trás.

As palavras seguintes de Emmett foram quase sussurradas:

— Não posso concordar com isso. Ela foi desonrada pelo nosso inimigo! Sinto muita vergonha em admitir que ela não se casará.

— E por que não?

— Pois nenhum lorde se casaria com uma moça que não é virgem e além do mais pode estar levando um filho do clã inimigo.

As pupilas de Edward pareciam prestes a saltar para fora das órbitas. Seu rosto se incandesceu, se é que era possível ficar mais vermelho do que já estava.

Será que Emmett deserdaria a própria irmã? Edward balançou a cabeça negativamente, não acreditando em seu próprio devaneio.

— Tem coragem de fazer tal coisa com a nossa irmã? Você vai deserdá-la? — Olhou-o, incrédulo. — Por causa do seu trono não ser abalado? Ela está na mão de um clã inimigo! Ela deve estar sendo torturada! Emmet, antes de nosso pai morrer, prometemos cuidar de Renesmee!

Emmett deu um passo para trás como se tivesse sido estapeado, o olhar se tornando cada vez mais raivoso.

— Nossa mãe não morreu no parto para isso... — Emmett murmurou por fim.

— Emmett, não diga tal coisa! — Rosalie o interrompeu revoltada.

O marido lançou-lhe um olhar gélido e tornou a se concentrar no irmão.

— Tratei-a com todo carinho e dei-lhe tudo o que pude. Eu a amei e a confortei. Tudo isso por nada. Jogou tudo fora por um homem qualquer!

— Mas, Emmett, ela foi raptada!

— Não é isso que está na carta: Black fez voto com ela, seu idiota. Você não leu?

— Sim. Eu li, mas não acredito que Renesmee foi forçada a fazer isso - indagou Edward

— A casa de Renesmee não é mais aqui. Escreverei um comunicado ao o clã inimigo relatando o motivo que estamos retirando o dote de Renesmee e deserdando-a.

Dizendo isso, Emmett se retirou sem olhar para trás.

— Não pode fazer isso Emmett! — Gritou Edward e deu um murro na mesa que se partiu ao meio... Mesmo assim Emmett não olhou para trás.

(***)

— Alguém viu a Nessie? — Perguntou Jacob, entrando no hall.

Passeou o olhar pelo cômodo, refletindo como sempre gostara daquele recanto, embora no momento estivesse carregado com um clima de tensão e raiva.

— Perdeu sua amante? — Perguntou Leah .

Jacob ia repreendê-la com raiva, mas mudou de idéia.

— Então, trate de tomar cuidado quando falar de Renesmee. E volto a fazer a mesma pergunta. Alguém a viu?

— Está no jardim, — respondeu Sue.

Renesmee arrancou umas rosas, perguntando-se porquê a jardinagem não parecia acalmá-la como sempre acontecera no passado. Acabou concluindo que antes não sofria por amor.

Se fosse esperta, trancaria sua porta para Jacob, que nunca lhe dava esperança para o futuro, refletiu. Tinha todo o direito de dar-lhe as costas, mas sabia que não faria isso. Aliás, se o expulsasse de seu leito, iria contra o plano de fazer com que ele a amasse tanto quanto o amava, e de se tornar imprescindível na vida dele e esquecesse essa façanha de Vingança. E fosse pedir sua mão para seus irmãos.

Suspirou e ergueu o rosto para o céu. Era hora de se preparar para o almoço e precisava tomar um banho. Ergueu-se para deixar o jardim, e quase esbarrou em Jacob.

— Veio aqui me dizer algo ou só me admirar toda suja de terra? — perguntou com ar de riso.

Quando ele apenas a fitou de modo atento, Renesmee inquiriu:

— Algo errado?

— Não. Estou apenas procurando um ponto limpo no seu rosto para beijá-la.

Renesmee ficou brava e deu as costas murmurando asneiras para Jacob. O mesmo a seguiu.

Haviam chegado ao saguão do castelo, e Renesmee dispunha-se a subir as escadarias, quando viu Leah descendo os degraus.

— Rolou com sua amante na lama? — Perguntou a jovem, fitando Renesmee de cima a baixo com repulsa.

Renesmee continuou a subir as escadas ignorando-a, arregaçando as saias, quando Jacob perguntou:

— Nessie, quer jantar comigo em nossos aposentos?

Só havia uma razão para tal convite, pensou ela. Naquele instante soube que devia mandá-lo para o inferno, mas refreou a raiva, respondendo calmamente:

— Não! Porque não durmo mais com você a partir de hoje! Passo a dormir no quarto da Sue!

Deixou Jacob estupefato com tal feito. Como ousara algo deste porte? Dormirem em quartos separados? Um tremor ameaçou percorrer a espinha de Jacob, mas ele o refreou. Sabia que estava amando Renesmee, mas precisava frear tal fragilidade.

Leah esperou Renesmee sair de perto deles para argumentar.

— Não sei porquê você anda atrás dela se vai casar comigo.

— Quem disse que vou casar com você? Pelo que eu sei, ainda não assinei a merda do contrato! — Comentou Jacob com toda ira, logo saindo do local a passos pesados e barulhentos.

Mais tarde, Renesmee foi para o muro exterior do castelo. Não havia caminhado muito, quando uma menina apareceu diante dela . Era uma muito pequena e, aparentemente, estava aprendendo a caminhar. Repentinamente, a menina se balançou e perdeu o equilíbrio, caindo sobre suas mãos e seus joelhos. Imediatamente ela começou a chorar. Renesmee deu uma olhada a seu redor, mas a mãe da menina não estava por ali para elevá-la.

Aproximou-se da menina. Ela a elevou e a abraçou contra seu peito, saboreando o calor de seu corpo pequeno. Murmurou algumas palavras apaziguadoras e os soluços da menina cessaram. A pequena se separou de seu peito e a contemplou com enormes olhos azuis. O coração de Renesmee se espremeu. Por um segundo fugaz, perguntou-se se seria da mesma maneira quando tivesse seu filho. Ela poderia sentir tanto afeto por alguém? Mas não era o mesmo afeto que tinha pelo Jacob, era algo mais... fraternal. Um sentimento se apoderou de seu coração e, por um segundo, esqueceu de todos os seus tormentos, concentrando-se no sorriso da criança em seus braços.

Porém, de repente, algo a golpeou no centro de suas costas. Ela arfou assustada.

— Deixa-a! — Gritou uma voz masculina.

Renesmee se virou um braço instintivamente defendeu à garotinha. Com um olhar perplexo, observou a dois rapazes de uns doze anos parados a uma curta distância . A menina começou a choramingar outra vez.

— Solta-a, eu disse!

Isto veio do moço que levantava outra pedra do chão e a lançava a ela.

Outra pedra passou zumbindo perto de sua têmpora .

Apareceu uma mulher, que ela reconheceu como uma das ajudantes da lavanderia.

— Minha filha, — ela chorou. — Me devolva minha menina!

Antes que Renesmee pudesse dizer uma só palavra, a mulher lhe arrebatou a menina. Renesmee se sentiu extremamente ofendida pelo veneno que viu em seus olhos. Jacob entrou em cena, sua cara mais séria que nunca. Com suas mãos, agarrou aos meninos das golas de suas túnicas.

— Que diabos está acontecendo aqui? — Ele demandou.

— Só tínhamos a intenção de ensinar uma lição a ela. - Gritou um dos moços, defendendo-se.

— Não queríamos machucá-la ! — Disse, choramingando o outro, agora aflito porque tinha sido apanhado pelo chefe do clã.

— Não queriam machucá-la? — A expressão de Jacob era tão negra como o céu à meia-noite. — Isso não foi o que vi! E poderia ter machucado a garotinha! Então não me diga que não queria machucá-la!

— Mas ela é uma Cullen! — Replicou o moço.

Um silêncio repentino caiu no lugar. As pessoas que passavam se deteram para observar a cena. Renesmee olhou amedrontada para a cena. Por que era tão mal visto o sobrenome Cullen no Clã Black?

Jacob percorreu com seu olhar a todos os presentes . Sua voz soou clara e fortemente.

– Digo isto não só para os moços, mas também para todos os presentes aqui. Os Cullen são os maiores inimigos do Clã Black, mas não faremos a guerra com as mulheres e as crianças, nem com aqueles que não podem se defender! Se você não pode acatar essa ordem, então pode ir embora daqui neste exato momento.

Uma por uma, as pessoas voltaram para suas tarefas. Com um semblante carrancudo, Jacob soltou os meninos. Eles se afastaram tão rapidamente como suas pernas lhes permitiram.

Ele mudou de direção e a olhou seriamente, com uma feição rígida.

– Venha! - Ele disse. Não era uma petição. Era uma ordem, que Renesmee notou amargamente. Jacob estava parado ali diante dela, sua cara tão dura como mármore. Oh, sem dúvida ele a culparia por essa briga!

Repentinamente, todo o acontecimento foi muito para ela: a vingança. O rancor dos meninos. Seus olhos marejaram, mas as lágrimas lutaram para escapar de seus olhos. Com um grito estrangulado, ela o afastou com um empurrão e correu para a fortaleza. Seu orgulho falou mais alto e ela não poderia demonstrar fraqueza perante a Jacob.

Amaldiçoando entre dentes, Jacob se virou. Uma mão em seu ombro o acautelou de mover-se. Era Sam.

— A menina caiu e ela a apanhou. Logo vieram os moços.

— Eu sei, eu vi tudo!

Jacob a seguiu para a fortaleza. Ele podia ouvir o eco de seus passos enquanto ela subia correndo as escadas para o quarto de Sue, que, infelizmente, era o novo quarto de Renesmee.

A porta do quarto estava fechada. Jacob a abriu com um empurrão, só para deter-se abruptamente na soleira. Renesmee estava sentada no piso diante da chaminé, balançando seu corpo.

Jacob ficou olhando-a fixamente. Seus ombros tremiam. Ela chorava , embora não emitia nenhum som.

Ela o tinha ouvido. Virou-se volta, sua mão pequena secou as lagrimas de suas bochechas.

— Não posso estar sozinha pelo menos uma vez? Tem que me perseguir e me atormentar sempre?

As curvas suaves de sua boca estavam tremendo. As lágrimas dela eram como uma punhalada. Ele a tinha seqüestrado, tinha-a ameaçado com tudo e ela tinha suportado tudo corajosamente, mas finalmente a tinha derrotado. Ela o irritava e provocava como nenhuma outra mulher o tinha feito em sua vida. Sentia-se contrariado como nunca antes. Ela o fazia desejar protegê-la e, ao mesmo tempo, punha à prova os limites de sua paciência.

Cruzou o quarto até que esteve parado diretamente ao lado dela.

— Venha. — Murmurou novamente, limitando o seu comentário. — Venha — Repetiu, mas desta vez houve gentileza no tom de sua voz.

— Não! — Foi o grito profundo dela. Cambaleando-se ela ficou de pé, só para encontrar-se presa contra seu imenso corpo. Estava presa como nunca antes em sua vida.

Algo se quebrou dentro dela. E perdeu o controle. Com os punhos fechados, ela golpeou seu peito.

— Odeio este lugar! — Renesmee gritou com ódio e raiva fervendo em seu sangue, mas eram meras justficativas para si mesma. Ela, na verdade, queria fugir do que realmente achava. — Odeio estar aqui. E, sobretudo, odeio você!

Palavras. Eram simplesmente palavras, pronunciadas com o sangue quente. Jacob se protegeu rodeando-a com seus braços. Sem pensar duas vezes , ele a levantou e a levou a cama.

Ela afundou sua cara em seu pescoço e chorou em meio a soluços.

— Odeiam-me. Condenam-me com seus sussurros, acusam-me com seus olhares.

O calor de suas lágrimas umedeceu sua pele. O pranto dela era como uma adaga revolvendo-se em seu ventre. Jacob desprezou a si mesmo tanto como ela o desprezava.

— Não...

— Fazem-no. Sei que é assim! Não fiz nada de mal para aquela garotinha, nem aos outros meninos.

Seu coração se oprimiu. Ele havia sido grosseiro ou rude com ela? Apenas ele não sabia a resposta.

— Sim, Nessie. Assisti a tudo.

Saber que ele tinha sido testemunha de sua humilhação fazia tudo piorar. Ela até chorou mais forte e lágrimas devastavam com a vestimenta de Jacob. Esse infortúnio, fora desnecessário. Não passara de um episódio triste que a fizera refletir sobre as coisas.

Uma mão firme lhe acariciou as costas.

— Calma, Nessie. Eu havia te alertado para não sair do castelo e ir a aldeia. — Sua voz era suave como a lã. – Tranqüila.

Mas não era tão fácil. Uma onda imensa de dor a invadiu. Ela chorava por si mesma, por seu clã, por um futuro carregado de incerteza.

Enquanto isso, ele a continha em seus braços. Acariciou-lhe o cabelo e beijou as lágrimas que caíam de seus olhos. Depois de um tempo, os soluços se aliviaram. Os tremores cessaram, pois seu abraço era um refúgio de calor e de força. Com um suspiro, ela fechou seus olhos, afinal, estava exausta.

No dia seguinte, no café da manhã, Renesmee não desceu para fazer o desjejum deixando Jacob irado aos nervos.

- MiLord! Chegou uma carta para vossa senhoria. O correspondente é do clã Cullen! — Comunicou Paul.

Com o cenho fechado, Jacob foi ao seu escritório e começou a ler a carta.

Senhor Jacob Black,

Venho a caminho de esta, lhe informar que a Srta. Renesmee Carlie Cullen não é de nossa responsabilidade. Como ela perdeu sua virtualidade com o Senhor, líder do clã Black, nosso inimigo, Eu, lorde Emmett Cullen, deserdo ela. Ela não é mais nossa irmã pela tremenda vergonha que nos causou.

Sem mais.

Emmett Cullen

— Deus!!!! — Exclamara Jacob colocando o dedo em seu queixo.

Sam entrara junto com Seth que logo viram a expressão do seu Senhor e apressaram-se a perguntar:

— Ouvi dizer que chegou uma carta do lorde Emmett! Ele vai mandar as tropas para uma guerra? — Perguntou Sam curioso e temeroso ao mesmo tempo.

— Não! Ele está comunicando que Renesmee esta deserdada! — Disse Jacob com a voz quase falhando de culpa pelo o que fez por Renesmee. Ela não merecia tal feito, muito menos sair injustiçada perante toda a situação.

— Ó céus! Esse homem não tem coração!

— Então de fato não poderá casar com Renesmee. Ela não tem dote e o que precisamos é que você se case com uma mulher afortunada, porque perdemos muito reconstruindo a aldeia. Então, Leah é a mais indicada. — Comentou Seth alegre diante de tal situação.

— Arruinei a vida de Renesmee — murmurou Jacob arrasado. Como pudera ser tão insensível?

— Se você quiser, poderei assumir votos com Renesmee. Então ela não será difamada quando você casar com Leah, MiLord? — Indagou Seth.

A fúria apossou-se de Jacob e a ira dominou-o. Como Seth ousara tal atrevimento?

Seth sempre nutrira sentimentos por Renesmee e Jacob nunca duvidara disso. Apenas Nessie, inocente, não notara. Depois reclamava do ciúmes de Jacob!

Jacob olhou com raiva para Seth e disse:

— Renesmee é o meu problema e não seu. Ela me pertence! E agora, por favor, quero ficar sozinho.

Todos assentiram com a cabeça e saíram.

— Milady, quer tomar café conosco? — Indagou Sam

— Não, Sr. Uley. Hoje acordei indisposta, porém, muito obrigado pelo convite.

— Mas precisa comer Renesmee. — Comentou Seth insistente.

Renesmee olhou para Seth e, com olhos em vertigem, quase lhe fez perder o equilíbrio.

— Renesmee — disse uma voz. — Renesmee!

Parecia vir de uma distância imensa. Tudo a seu redor ficou negro e cinza. E, em seguida, sentiu um zumbido em seus ouvidos. Ela estendeu uma mão, pois o piso debaixo de seus pés se movia alarmantemente.

A seguinte coisa que soube, foi que uma dúzia de caras a olhavam.

- Lhe dêem água - alguém disse - e procurem o Lorde Black.

- Renesmee. Renesmee, pode falar?

- Sim - ela disse. Ela estendeu uma mão para tentar sentar-se.

Uma mão tomou o cotovelo.

— Cuidado senão cairá outra vez!

Era Seth. Renesmee respirou profundamente enquanto o mundo a seu redor se endireitava.

— Não tinha intenção de assustá-los. - Ela sacudiu a cabeça levemente. - Logo vai passar já estou me acostumando com isso!

Várias das pessoas trocaram olhares.

– Esteve se sentindo mal e por que Renné não nos contou? Ela ja examinou você uma vez, mas porque não nos disse sua real doença? — Indagou Seth.

— Um filho não é uma doença! Ela está grávida, seu malcriado! — Retrucou Renné em fúria pelo insulto de Seth.

O anúncio não podia ter chegado em pior momento. Com um ofego, Renesmee conseguiu ver que Jacob estava parado ao lado das pessoas.

Não agora! Deus,... não agora.

Jacob ria, o canalha atirou sua cabeça para trás e riu!

Não havia dúvida que ele estava encantado. As mulheres se afastaram enquanto ele abria caminho para ela. Seus olhos brilhavam, havia um sorriso em seus lábios.

As mulheres murmuravam entre elas, enquanto ele a levava para as escadas.

— Acha que o bebê é dele?

— É obvio que é dele! Levou-a para a sua cama desde a primeira noite!

— Viu a expressão em sua cara? Oh, juro que ele será um papai muito orgulhoso.

— É exatamente o que ele necessita. Com um filho, ele não sofrerá tanto pela perda de seus pais.

— Acha que se casará com ela?

— Casar-se com uma Cullen? Antes haveria te dito nunca! Mas tem afeto por ela.

— Então, quem pode dizer ?

Alguém suspirou.

— Ah, desejaria que meu marido me olhasse da forma que ele a olha.

Todas as mulheres sorriam, enquanto Seth apenas olhava com fúria ao casal feliz. Senti um profundo ódio a cara orgulhosa de Jacob, enquanto imaginara Renesmee com uma barriga aparente em seu vestido e Jacob acariciando, enquanto ria ao conversar com o bebê. Seth arrepiou-se com tal pensamento e deu as costas àquela cena nojenta perante aos seus olhos.