segunda-feira, 1 de novembro de 2010



Capítulo 17 Máscaras – Parte 1- POV JACOB



Mais uma vez eu estava sentado na poltrona apertada daquele conhecido avião voltando para Londres. Já fazia algumas horas que havia decolado e logo devíamos estar pousando no aeroporto. Recostei minha cabeça e suspirei. Um aperto de saudade surgiu dentro de mim, causando-me um sentimento doloroso e totalmente desconhecido. Algo que me confortava, mas ao mesmo tempo me revoltava.



Não poderia estar sentindo aquilo!!! De maneira alguma!!! Pensava consternado com as minhas emoções fora de controle. Sempre fui tão seguro de mim, do que queria e das coisas que desejava. E naquele momento aquela “PO” de sentimento teve que nascer em meu coração.



“Droga Jacob! O que está fazendo com seus planos? Agora que você finalmente está conseguindo sua vingança, que ela está em suas mãos, você está deixando escapar seu foco por entre os dedos? Não! Eu não permitirei que isso aconteça! Você tem que odiar aquela Vadia Cullen com todas as suas forças. Tem que fazê-la sofrer, assim como a família dela fez seus pais sofrerem! Lembre-se Jacob... VINGANÇA! Assim como você fez esse sentimento nascer... Você o fará morrer!!! Está proibido de sentir algo além de ódio!! Proibido de desistir da vingança!!”



Apesar de tentar me forçar a odiá-la, meu subconsciente foi completamente ignorado por minhas emoções. Ao invés de pensar nos planos diabólicos que deveria cumprir, seu rosto delicado e doce invadiu minha mente, fazendo-me lembrar de seus beijos inocentes e seu olhar profundo. Seus toques delicados e seu jeito tímido. “Oh My God, essa garota me deixa louco. Nunca me senti tão preso a alguém ou me permiti desejar tanto uma mulher... Oh Ness, não vejo à hora de estar dentro de você...” Sorri malicioso com aqueles pensamentos.



Fechei os olhos... “Pude sentir o gosto de seus seios em minha boca, toquei em seu clitóris e comecei a estimulá-la. Introduzi um dedo em sua “BO” apertadinha e molhada. Pude ouvi-la gemendo e chamando meu nome. Introduzi mais um dedo, fazendo a gritar... Cada vez mais sugava seus seios e a enlouquecia...” Minha respiração começou a acelerar e ficar descompassada. Abri os olhos e vi que meu “CA” por pouco não saía de minhas calças de tão duro e excitado que estava. “Mas que droga! Nunca precisei passar por essa situação! Toda vez que ficava desse jeito já estava sem calças e estocando uma “BO” bem gostosa. E agora, Jacob Black está tendo que se masturbar!” Balancei a cabeça, irritado, em sinal de negativo.



Mas o pior não foi aquilo... O pior foi que estava sentado na poltrona que ficava no lado da janela, encurralado por uma senhora de cabelos brancos de mais ou menos uns setenta e tantos anos, que sentava na poltrona do corredor e dormia profundamente. Percebi suas babas escorrendo pelo queixo. “Eca... Que nojo! Como deixam uma velha dessas sem babador?”



O fato foi que precisei urgentemente correr para o banheiro e aliviar o meu “CA”, que pulsava de uma maneira incontrolável. Cada vez mais a imagem de Renesmee peladinha, gostosinha e com a “BO” muito, mas muito apertadinha engolindo meu pau, consumia meus pensamentos, fazendo cada vez mais meu desejo aumentava e se tornava incontrolável. Se não fosse rápido o suficiente, gozaria e me lambuzaria ali mesmo... Do lado da velha babona... “Afff Eu mereço!” Pensei indignado.



Não teve jeito. Tive que tomar coragem e arriscar passar por cima da velha, já que os bancos da frente estavam deitados e sobrava um mínimo de espaço para poder passar. “Bem feito Jacob! Isso é que dá ficar dias sem “FU”... Quer se fazer de bom moço, não quer? Então... Quem acabou se “FU” foi você mesmo. Agora se vira e agüenta!”



Levantei devagar, saindo lentamente para a velha não acordar. Fazendo movimentos calmos e leves, pois meu “CA” estava doendo de tanto ficar duro e espremido entre as calças. Eu precisava libertá-lo e fazê-lo relaxar. Achava que a situação já estava ruim o suficiente, mas não esperava que acontecesse algo para me mostrar que ela poderia ficar pior... E muito pior.



Exatamente no momento em que estava com o “CA” na cara da velha, uma violenta turbulência começou, tudo começou a tremer e a chacoalhar, malas começaram a cair e a velha... Começou a acordar!





- Aaaaaaah... Taradoooo!!!!! _ Gritava a velha olhando para o meu pau, que se destacava nitidamente, mesmo estando dentro das minhas calças.



- C... Ca... Cal... Calma, minha senhora! É tudo um grande equivoco. Não sou tarado! _ Gaguejei nervoso, enquanto o avião dava outro solavanco me desequilibrando e praticamente fiz meu “CA” parar na garganta da velha.



- Aaaaaaaaaah... _ Ela gritou, abafado pelo tecido da minha calça. A essa altura todos do avião nos olhavam espantados e eu não sabia o que fazer. Ela começou a se debater, talvez para que eu saísse, mas não conseguia sair dali.



- SENHORAS E SENHORES! PEÇO QUE TODOS TOMEM SEUS ASSENTOS E APERTEM OS, CINTOS. RECEBEMOS INFORMAÇÕES DE QUE A TURBULÊNCIA FICARÁ PIOR. _ Anunciou a aeromoça pelo alto falante. “Pronto! Era só o que me faltava. Estou com uma velha babona pendurada no meu pau. E a turbulência ainda vai piorar? Eu mereço!”





No mesmo instante aconteceu outro solavanco, enterrando ainda mais meu “CA” na goela da velha. Minha calça já estava ficando umedecida pela sua saliva e começava a ficar quente. Como não tinha como sair dali, porque o avião não parava de tremer, a velha não tinha como gritar, porque estava com a boca no meu pau e todos estavam tão apavorados com a turbulência, que ninguém prestava atenção em nós, resolvi tirar proveito da situação.



”Olha a que ponto você chegou, Jacob Black¿ Precisando de uma velha caquética para te aliviar com sexo oral... Agora relaxa e goza!! De olhos fechados, até uma bruxa serve para te aliviar... É só não olhar para a cara da velha!!”



Comecei a imaginar que era Renesmee com a boca no meu “CA”. A cada solavanco chegava mais perto de gozar. Então o avião começou a se preparar para pousar no aeroporto de Londres, começando a chacoalhar cada vez mais. Comecei a sentir os espasmos invadirem meu corpo e o líquido quente jorrar para fora, inundando a boca da velha.



“PQP! Não há situação tão ruim que não possa piorar!”



Nem tive coragem de olhar para ela. Simplesmente fechei os olhos, aproveitei meu ápice e esperei a turbulência acabar. Quando finalmente o avião pousou e tudo se acalmou, saí de cima da velha e sentei na minha poltrona, abaixei a cabeça implorando aos céus para a velha sair e me evitar ainda mais constrangimento. Sempre fui um grande sem vergonha, mas pela primeira vez na vida me sentia constrangido com a situação. Se pudesse, teria enfiado a cabeça em um buraco.



Queria esperar as pessoas saírem do avião. Alguns olharam espantados para mim e apesar de saber o motivo daquilo, fingi que não era comigo, usando a conhecida tática da cara de pau. Notei que a senhora nem se mexeu e também achei estranho, mas fiquei quieto e não falei absolutamente nada. Não tinha nem coragem de olhar para ela. Preferi ficar calado e esperar... Somente esperar.



Quando finalmente a última pessoa estava saindo e só restávamos nós dois, tomei coragem e a olhei para me desculpar, e tentar explicar que a culpa não era minha e... “Ow Shit! Matei a velha!”



Ela estava estática, com os olhos arregalados, a boca lambuzada e escancarada e mais branca do que uma folha de papel.



“E agora, o que eu faço? Calma, Jacob! Pensa... pensa... pensa!!!! Ela já era idosa. Pode muito bem ter infartado e não ter nada a ver com você!” Claro! É isso... A culpa não foi minha!



Levantei rapidamente, passai por cima da velha, peguei minha mala de mão que estava caída no chão e quando me levantei a defunta me pegou pelo braço.



Naquele momento era eu, quem parecia o gasparzinho de tão branco que estava. Mas era de susto. Quase tive um troço, porque ela parecia morta segundos antes. E quando a olhei, não acreditei no que via... Ela estava sorrindo???





- Sabe há quanto tempo eu não sentia um pênis em minha boca? _ Perguntou com aquela cara de abobada, toda lambuzada pela minha “PO”. Percebi que possuía apenas dois dentes na boca e podres ainda por cima. Aquilo fez meu estômago se revirar e senti um forte enjôo, percebendo o que havia feito no desespero.



“Olha só o que você me faz, sua vadia¿ Você vai me pagar caro, Renesmee! Vai me pagar caro quando colocar as mãos sobre você!!! Nem sabe o que te espera... Isso o que aconteceu terá volta! Terá volta! Vai sofrer!”



- Ãããã... Éééé... _ Fiquei completamente sem palavras, olhando para aquela visão desesperadora, da velha babona com o meu gozo escorrendo pela boca, enquanto olhava para mim, falando com cara de safada...



“Aff! Eu mereço! Joguei chiclete na cruz! Essa velha está com pé na cova e ainda me olha com cara de tarada? Será que não se toca de que museu é quem aceita coisas velhas? Renesmee, você me paga! AH se me paga!”



- Podíamos marcar um novo encontro, gatão! _ Falou piscando os olhos rapidamente, limpando o canto da boca com o dedo indicador, para tentar ser sensual.



“ÃNNN? Como assim? Ela acha que posso querer marcar um encontro? Gzuisss! Existe gente doida para tudo! Se essa velha não se mancar, terei que ser indelicado com ela...”



Aquilo me fez sentir um enjôo tão grande, que tive que correr até o banheiro vomitar.



Vomitei uma, duas, três, quatro vezes... E cada vez que me lembrava daquela cena horripilante, sentia mais vontade de vomitar. Fiquei um tempão trancado no banheiro do avião, espiando entre a fresta da porta, na esperança de que a velha já tivesse ido embora. Mas não! Ela continuava lá, sentada me esperando e ainda mandava “tchauzinho”, cada vez que eu abria a porta para espiar.



“PQP!! Não acredito nisso! Mais que “CA”! Essa velha não vai embora? Será que serei violentado por uma mulher que poderia ser a minha bisavó? Isso só pode ser praga da enjoada da minha “sogra”... Só pode! Sogra? OMG estou na “M” mesmo!”



Aproveitei e troquei minhas calças sujas de “PO”, dando graças que sempre levava roupa reserva na mala de mão. Caso acontecesse algum “acidente” como aquele. E põe acidente nisso! Mais de uma hora se passou, até que ela dormiu e eu dei no pé.



“Onde já se viu?! Onde estava a responsabilidade das aeromoças daquele lugar?” Nem conferiram se todos os passageiros haviam saído do avião. Eram umas inúteis mesmo.



Peguei minhas malas, sai correndo do avião, fui até o setor de desembarque para pegar o restante das bagagens e sai correndo para procurar um taxi, com medo de esbarrar com a velha novamente. Quando finalmente encontrei, entrei e sentei. Adivinha quem começou a gritar da porta do aeroporto quando me enxergou? Pois é... A maldita velha!



“PQP! Se essa velha chega perto de mim...”



- Shiiuhuuul... Achei você gostosãããooo!!! _ Gritou com sorriso desdentado, vindo em direção ao táxi.



“Oh God... Vou ter pesadelos para o resto da minha vida!”



- Pelo amor de Deus, meu senhor. Pisa fundo no acelerador! _ Falei para o taxista, que entrava e sentava dentro do carro. Intercalando olhares apavorados entre o motorista e a velha que se aproximava. Respirei aliviado assim que ele arrancou o carro e eu vi aquele pesadelo ficando para trás.



O caminho até meu apartamento foi longo e cansativo. Mais ainda com aqueles pensamentos horripilantes que não me abandonavam. Fiquei com tanto ódio, mas tanto ódio do que aconteceu que fui com os dentes serrados e os músculos contraídos até em casa.



Assim que entrei no apartamento, vi Rachael saindo da cozinha com um pote de pipocas na mão e Becca atirada no sofá, como sempre, assistindo televisão.



Rachael sentou do seu lado e as duas começaram a comer. “São umas inúteis mesmo... Em plena quarta-feira e elas aqui sem fazer nada!!!”





- Oi para vocês também! _ Falei irônico, já que nenhuma delas pareceu ter me visto entrar. – Pode largar ali. _ Apontei para o canto da sala, mostrando onde o porteiro deveria largar minhas malas. Assim que ele saiu fechei a porta atrás de mim.



- Oi! _ As duas responderam em coro me olhando.



- Credo! O que aconteceu com você? Parece tão... Abatido? _ Perguntou Rachael preocupada, enquanto Becca demonstrava indiferença.



- Não aconteceu nada! _ Menti, lembrando-me da velha babona desdentada correndo atrás de mim. – Mas tenho novidades para vocês! _ Afirmei, resolvendo contar logo sobre a mudança, antes de qualquer coisa, aproveitando que as duas estavam juntas.



- O quê? _ Perguntou Becca ansiosa, desviando a atenção da televisão para mim. Respirei fundo e pensei na melhor forma de iniciar a conversa.



– Bem, meninas! _ Comecei. – Eu estou namorando uma moça... _ Hesitei – Renesmee Cullen! _ As duas arregalaram os olhos e ficaram brancas com o nome que falei. – Estamos muito bem e semana que vem vamos nos mudar para Seattle _ Disse animado, pensando que ao menos minha alegria seria retribuída, mas não foi essa a reação... Não das duas.



- Juraaaaaaaaaa?????? _ Perguntou Becca pulando do sofá e vindo em minha direção. – Não acredito que conseguiu maninhoooo... Finalmente vamos sair desse prédio sem elevadoooor... _ Continuou animada. Mas notei que Rachael ficou quieta e não falou nada.



- Como assim conseguiu? _ Perguntei espantado, afinal elas não sabiam do plano para me casar com Renesmee e ficar rico.



- Foi a Casy quem me contou do seu plano... _ Deu um sorriso satisfeito e me abraçou. – Você é muito ardiloso, meu irmão.



“Aquela cachorra deu com a língua nos dentes!! Que raiva! Não era para elas saberem do plano... Ainda arranco a língua daquela vadia.”



- O que foi Rachael?? Não gostou na notícia? _ Perguntei caminhando até ela.



- Sinceramente? _ Perguntou irônica cruzando os braços. – Não! _ Disse em tom ríspido me encarando profundamente.



- Mas por quê? _ Sentei-me do seu lado no sofá.



- Tinha que ser a estraga prazeres. _ Falou Becca revirando os olhos e sentando ao nosso lado.



- Porque eu conheço muito bem o irmão que tenho! Porque sei o quanto é ambicioso e vingativo! Porque sei que só está com essa garota Cullen, para se vingar do avô dela! Ou acha que sou burra para não ter percebido isso? Por mais que seja sua irmã... _ Balançou a cabeça em sinal de negativo. - Você não presta, Jake! E fará pessoas inocentes sofrerem! _ Despejou de uma só vez. Aquilo foi como um punhal em meu peito. Suas palavras me machucaram. Eu deveria mesmo ser um monstro, já que minha própria irmã pensava tudo aquilo de mim e havia chegado a todas essas conclusões sem nem saber de nada. Sempre tive um carinho especial por ela e justamente por esse fato as suas palavras me feriram tanto.

“Não, Jacob! Você não é um monstro! Você está fazendo o que é certo e necessário, vingando a morte de seus pais! Você é o bom, o gostoso e...” Interrompi meu subconsciente e lembrei na velha nojenta... “O irresistível papa velhinhas l!!!!!” Concluí.



- Rachael... Não faz assim, maninha! Tenta me entender... _ Falei com calma.



- Não tem o que entender! Além de você estar fazendo isso por puro interesse, quer que abandone os meus amigos! Não vou e pronto! _ Afirmou ela cruzando os braços, enquanto olhava para a televisão.



- Deixa de ser enjoada, garota! Não vê tudo o que podemos ter? A mordomia de nos tornarmos ricas? _ Falou Becca tentando convencer a irmã.



- Você é outra interesseira! Ele nem casou ainda e já esta contando vantagem! Eu não vou... Não vou permitir que você faça aquela garota inocente sofrer por vingança! Isso é muito injusto e cruel, Jacob. Ela não pode pagar pelos erros dos outros. Será que você não tem coração? Além do mais, o errado foi o nosso pai. Se colocar a mão na consciência saberá disso. Não culpe os Cullens pelos erros do nosso pai... Ele mesmo cavou o seu próprio poço. _ Insistia Rachael. Aquela foi à gota d’água e a santa da minha paciência foi para o espaço.



- Não me importa se é crueldade ou não. Se, é injustiça ou não! Foram os Cullen que mataram os nossos pais e vou me vingar custe o que custar! E você vai se mudar sim. Isso não é um pedido, é uma ordem! Eu não cheguei até aqui para você fazer birra, tentar ser uma boa samaritana e estragar os meus planos. Não mesmo! Escutou, Rachael? _ Gritei me levantando do sofá e parando na frente dela.



- Então Jake, responda apenas duas perguntas... Se você souber responder e eu achar que está sendo sincero, vou com vocês. E prometo não abrir mais a boca para opinar. Ok? _ Propôs Rachael com um sorriso malicioso na face.



- Ok! Nada mais justo. Faça suas perguntas! _ Disse tentando decifrar o seu olhar, para saber aonde ela queria chegar com os seus questionamentos.



- Você a ama? _ Perguntou tocando diretamente no meu ponto mais fraco. A única pergunta que não poderia e não queria responder. Então teria que usar as minhas artimanhas para fazer o que sabia de melhor... Mentir!



- Não! Eu não a amo. _ Afirmei olhando diretamente em seus olhos, pois era a única maneira de fazê-la acreditar. Tentei não deixar transparecer nenhum tipo de sentimento, temendo que descobrisse o meu “infortúnio”.



- Diante dessa resposta, confirmo minhas suspeitas. Sim! Você a ama. _ Rebateu a minha resposta de forma segura, com um largo sorriso nos lábios.



“Espera aí! Essa eu não entendi. Como ela chegou a essa conclusão?”



- Como sabe? _ Perguntei curioso revirando os olhos.



- Eu não sabia, mas peguei você agora! _ Gargalhou satisfeita.



- Bancando a espertinha? É? _ Falei um pouco irritado.



- Pelo menos consegui saber o que queria. Jake, se você a ama, por que não acaba logo com isso? Por que não esquece essa idéia de vingança? O mal só trás o mal. E futuramente você colherá aquilo que plantar. Aí não adianta se lamentar, porque o passado não se apaga com uma simples borracha. _ Dizia enquanto Becca fazia pouco caso e assistia televisão.



- Exatamente! O passado não se apaga com uma simples borracha. _ Rebati possesso com a sua lição de moral. - E não consigo apagar as lembranças dos nossos pais brigando por causa dos Cullen. Nem do acidente que vitimou a nossa mãe, por causa da discussão, e muito menos do nosso pai, se matando por causa dos Cullen... _ Falei magoado com as lembranças em minha memória. A dor da perda me afligindo novamente e as palavras do meu pai antes de morrer... “os Cullen... os Cullen”.



- Mas Jake... _ Não a deixei continuar.



- Eu me lembro de tudo, Rachael! Só eu sei o rancor que nasceu dentro de mim por tudo aquilo. Você e Becca ainda eram muito pequenas e não entendiam o que acontecia. Mas eu não! Eu sei de tudo... A última palavra do nosso pai foi “Os Cullens... os Cullen”... Como você quer que eu reaja diante disso? _ Meus olhos estavam cheios de água e eu não suportava a idéia de fraquejar na frente delas. Não queria chorar e tinha que por um ponto final naquela discussão.



- Mas Renesmee não tem culpa, Jacob. É isso que quero que entenda! _ Disse me abraçando.



- Uns pagam pelos outros, irmã. E ela pagará por toda a sua família! _ Falei com os pensamentos distantes. Como queria poder ouvir o que minha irmã dizia e acabar de vez com tudo aquilo, para poder amá-la e fazê-la feliz. Mas não podia. Deveria honrar a memória dos meus pais. Não poderia fraquejar e Renesmee era o meu alvo. Havia conseguido o mais difícil, que era a confiança de todos e não poderia desistir... De maneira alguma!



- Ok, meu irmão! Eu tentei... _ Passou a mão em meu rosto, encarando os meus olhos com tristeza. - Depois não vai dizer que eu não avisei. Concordarei com essa loucura e me mudarei. Mas por você... Porque tenho a esperança de que um dia você caia na real e tente se feliz com a mulher que ama. Afinal você nunca amou ninguém e acho que essa garota pode ser a mulher da sua vida. Só espero que não seja tarde demais quando cair na real. _ Terminou me dando um beijo no rosto. – Agora, a outra pergunta... _ Hesitou por um momento. - O que fará com Casy? _ Perguntou preocupada.



- Vou terminar! _ Afirmei vendo a preocupação em seus olhos.



- Assim... _ Balançou a cabeça em sinal de negativo. - Tão fácil? Você não pensou que talvez a Casy pode não aceitar? Somente... Terminar???



- Já pensei, sim! Mas ela não tem o que aceitar. Vou terminar e pronto... Ir embora e acabou a história! _ Falei de maneira indiferente. Rachael e Becca se entre olharam de forma inquisitiva. Sempre souberam que nunca amei Casy, que ela era somente um passa tempo, mas provavelmente duvidavam que ela aceitasse o fato da forma simples como falava.



- Iiiiih... Se eu conheço bem a figura, fará uma tempestade em um copo d’água. Prepara-se! _ Se manifestou Becca.



- Eu sei! Já estou preparado. Não se preocupem, porque com aquela, sei como lidar. _ Conclui me levantando e dando um beijo na testa de cada uma.





Fui para meu quarto e atirei-me na cama, com as palavras de Rachael martelando em minha cabeça. Realmente Renesmee não tinha culpa pelos erros que o avô havia cometido. Mas infelizmente a vida costumava ser injusta com todos e os bons pagam pelos ruins, os fracos pelos mais fortes. Era assim que a vida funcionava.



Eu não poderia fraquejar. Não naquele momento que estava tão perto de conseguir o que queria. O meu problema maior era Casy. Aquela sim tinha certeza de que seria difícil de me livrar, pois quando grudava, era pior que chiclete, não desgrudando tão fácil. O jeito era inventar uma história bem convincente para que ela não fosse atrás de mim e torcer para que acreditasse... Sim! Torcer para ela aceitar.



Levantei-me da cama e fui tomar banho. Não consegui nem “bater uma” com as imagens de terror daquela velha babona me assombrando... “Só espero que essa sua façanha não te afete na vida sexual Jacob!” Pensei irritado. Dei uns murros na parede de raiva. “Era só o que me faltava começar a brochar por causa das lembranças do acontecimento.”



Saí do banho, tirei minhas coisas das malas e as arrumei. Então liguei para Renesmee avisando-a de que já havia chegado e que estava tudo bem. Era tão bom ouvir sua voz. Era como se uma paz invadisse meu interior e acalmasse meu coração. Sentia uma necessidade arrebatadora de ouvir o som da sua voz e as suas doces juras de amor. Precisava desesperadamente daquilo depois dos momentos de terror que vivi.



Deitei-me na cama novamente e fiquei pensando em seu rosto de anjo, seus olhos azuis tão puros e inocentes, sua boca carnuda que beijava com delicadeza, sua pele branquinha e frágil... Sua imagem foi ficando fraca, até que finalmente peguei no sono.



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Acordei somente no outro dia. Levantei, fiz minha higiene matinal e me arrumei como nunca havia me arrumado antes. Queria estar perfeito e com ar de superioridade para dar aquele bando de perdedores o que mereciam. Tomei meu café da manhã e me encaminhei até o escritório. Assim que cheguei, ainda no estacionamento, dei de cara com a cachorra da Casy.





- Ah, então o galã resolveu dar o ar de sua graça? _ Perguntou com ironia.



- Não enche Casy! Não estou com saco para brincadeirinhas sarcásticas hoje! _ Falei passando por ela sem olhar em sua cara.



- Espera aí, gostosão! Quem você pensa que é para sumir desse jeito e depois não querer me dar nem uma satisfação? _ Falou me seguindo. Parei de súbito, peguei seu braço de maneira agressiva e a encarei com raiva.



- Olha aqui, sua cachorra! _ Comecei esbravejando. - Eu nunca te devi satisfações e você sempre aceitou. O que é agora? Começou a dar defeito de uma hora para a outra? _ Perguntei apertando seu braço.



- Não é isso, Jake! É que antes você não era desse jeito. Se importava mais comigo... Mas agora... Você está diferente... _ Olhou me de forma aflita. – Seu olhar está diferente. E sei que é por causa daquela vadia da Cullen. Você está apaixonado? Não está? Confessa, Jacob!!! _ Afirmou se soltando de minhas mãos.



- RARARARARA!!!!! Eu apaixonado? Faça-me rir, Casy... _ Gargalhei alto tentando disfarçar minha ansiedade em relação a sua afirmação. Não poderia deixar que desconfiasse de qualquer coisa, então resolvi encenar. – Minha querida... _ Comecei passando a mão em seu rosto. – Claro que não estou apaixonado. E não estou diferente. Só estou com a cabeça cheia de coisas para resolver. Estou cuidando do nosso futuro. E você desconfiando de mim? Você sabe que sempre será a primeira! _ Menti descaradamente usando a cara de pau que sabia fazer tão bem.



- Olha, olha, Jacob! Eu não sou burra. Ouviu?! _ Falou colocando o dedo em meu nariz, em sinal de reprovação. A vontade que tive foi de arrancar seu dedo fora, mas me contive e continuei com a encenação.



“Cadela!!! Você ainda vai se “FU” em minhas mãos!”



- Eu sei que você não é burra, querida! Tenho certeza disso... _ “Mentira! Você é mais burra do que uma mula!” – Só que agora, preciso que me entenda. _ Continuei com a cara de menor abandonado, fazendo a minha encenação. - Eu vou pedir demissão do meu emprego e vou me mudar para Seatle em seis dias.



- Por que não me avisou antes, Jacob? Como vou organizar minhas coisas em seis dias? Preciso comprar roupas novas, ir à manicure, ao cabeleireiro e... _ A mula começou a fazer planos para a viagem, tirando-me completamente do sério. Como quis lhe enfiar a “PO”.



- CHEGA, CASY! _ Gritei sem paciência para ver se a burra entendia. – Você não vai junto comigo!!!!



- Como não??? Você vai me deixar aqui?? Sozinha??? Vai me abandonar é, seu cafajeste? Olha que eu abro minha boca... Olha que eu mostro para vadiazinha Cullen quem você é de verdade... Se você está pensando que vai me passar a perna e vai se sair bem na história está muito enganado! _ Ameaçava. “Casy, Casy... Se eu fosse você não ameaçaria Jacob Black... Você não sabe o que pode te acontecer... Não imagina do que sou capaz” Pensei, me segurando para não esganar aquela cadela.



- Calma, querida! _ Engoli em seco para não cometer uma loucura com a raiva que estava dela. – Eu nunca passaria a perna em você! Será que não entende que não pode ir junto comigo agora?! Se a vadia Cullen desconfiar, que estou a enganando, não vai mais querer casar. E aí como ficará nosso futuro? Então tenho que agir da forma mais perfeita possível, Casy! Não posso arriscar deixar rastros para que me peguem. Consegue me entender? _ Perguntei tentando fazer uma cara convincente.



- Ok, Jake! Eu não entendo, mas aceito! Se você me prometer que virá me buscar quando tudo se ajeitar... Porque se não... _ Começou a rir histericamente - Abro meu bico e faço um escândalo! _ “Bingo! Ela caiu na minha, me ameaçando, mas caiu! Vou ter que ir levando essa cachorra na lábia mesmo. Não vai ter outro jeito. Preciso pensar em alguma coisa para me livrar dela.”



- Claro que prometo, minha cachorrinha! _ Falei Passando a mão em seu rosto delicadamente, por mais que minha vontade fosse de dar um belo de um tapa no meio de suas fuças, para aprender a não me ameaçar.



- Acho bom mesmo, bonitão! Mas fique sabendo que não estou cem por cento convencida de suas intenções. Portanto cuidado comigo! _ Disse novamente com tom e olhar ameaçador. Já estava me dando nos nervos. Era melhor sair logo dali antes que perdesse minha paciência e a deixasse sem nenhum dente na boca.



- Agora vamos, Casy! Quero me demitir em grande estilo ainda essa manhã. _ Ri malicioso com o canto da boca.



- O que vai dizer? _ Perguntou curiosa.



- Espere e verá! _ Respondi entrando no elevador.



- Assim me deixa curiosa! _ Afirmou em tom sedutor colocando a mão em minha bunda e lambendo o meu pescoço. Assim que a porta do elevador se fechou, apertei o botão para parar no andar, ergui sua perna na altura de minha cintura, aproveitei que ela estava de vestido e coloquei sua calcinha para o lado, introduzindo três dedos em seu canal vaginal. - Aaaah... Estava com saudades disso. Sabia, gostosão? _ Gemeu em meu ouvido.



- Então goza rapidinho para mim cachorra, goza! _ Disso com a voz rouca, enquanto mexia o polegar em seu clitóris e fazia movimentos de entra e sai na sua “BO”. Com a outra mão abaixei a alça de seu vestido e abocanhei o seu seio, movendo minha língua em círculos.



- Ooooow Jake... Ooooww... Mais rápido! _ Mexi cada vez mais. – Vou gozaaaar.... Oooow _ Avisou antes que pudesse sentir seus espasmos e o líquido quente do gozo escorrer por entre meus dedos. Ergui a alça do seu vestido e lambi os dedos que estavam dentro de sua “BO”. “Eu precisava ser convincente. Não precisava? Pois é... Eu estava sendo! Mas não tinha vontade de “FU” a sua “BO” Soltei sua perna e baixei o seu vestido. Ela soltou um longo suspiro, apertei o botão novamente e o elevador começou a subir. Abrindo-se a porta, no andar do nosso escritório.



Olhei para Casy e pisquei o olho rapidamente, sem que ninguém percebesse, estufei o peito e entrei já com ar de superioridade.



Fui diretamente à sala de Stivie. Entrando sem nem bater na porta e adivinha quem encontro lá, sentada sobre a mesa do chefe? Ela mesma... A vaca da Sarah! Foi até bom que estivesse lá, porque assim não precisaria gastar saliva duas vezes, já que minha conversa era com os dois mesmo.





- Não sabe mais bater na porta, Sr. Black? _ Perguntou Stivie com sarcasmo.



- Por que deveria? Talvez porque o senhor tenha medo de que alguém o pegue “FU” essa loira siliconada? Seria isso? _ Falei ironicamente, olhando Sarah dos pés a cabeça e mordendo o lábio inferior.



- Olhe lá como fala, Black! _ Levantou-se Stivie, batendo os punhos na mesa, irritado.



- Eu sei muito bem como falo com pessoas... _ O olhei de cima a baixo. – Insignificantes! _ Afirmei rindo com ar vitorioso para eles, que me olhavam consternados.



- Quem está pensando que é para falar comigo desse jeito comigo, rapaz? _ Falou ficando cada vez mais irritado e seu rosto cada vez mais vermelho. Sarah ficou imóvel, olhava-me com os olhos arregalados e não dizia uma só palavra. Para falar a verdade, nem sei se respirava. Achei muita graça daquilo e se pudesse, filmaria a cena só para me divertir depois.



- Eu sou Jacob Black, o mais novo diretor presidente das empresas Cullen! _ Falei soltando um sorriso de canto.



- RARARARARA!!! Faça me rir, Black! Duvido que tenha conseguido um cargo desses, se nem ao menos consegue crescer aqui dentro. _ Disse Stivie rindo ironicamente e me fezendo sentir ainda mais raiva.



- Acredite se quiser Sr. “Eu sei de tudo”! Só que eu estou pulando fora dessa “M” de empresa falida. Onde só tem gente brega e nojenta trabalhando. Mas pode acreditar que ainda receberá notícias minhas e quando isso acontecer, já estarei bilionário e dono das empresas Cullen! _ Intercalei olhares entre ele e Sarah. – Não vou nem juntar minhas coisas, porque nada do que tenho aqui, precisarei levar para meu novo escritório. Deixe para o próximo otário que ocupar o meu cargo. _ Falei rindo. – E você Sarah, pare de usar esses peitos siliconados para ganhar clientes. Um dia eles cairão e o que vai te sobrar? Nada!!! RARARA Já que nem um pingo de inteligência você tem! _ Ela imediatamente cruzou os braços por cima dos seios. – Bom... Já disse o que queria, então passar bem! _ Virei às costas, abri a porta, mas antes que pudesse sair, voltei a encará-los. – Ah... E eu estou torcendo por vocês... Para que vão à falência! Se bem que nem preciso torcer muito, pois com essa loira burra e oxigenada de gerente, não dou quinze dias para essa empresa afundar! _ Sorri com o maior cinismo que havia em mim e deixei os dois lá, estáticos sem saber o que dizer, nem como agir.





Após despejar tudo e mais um pouco, do que estava engasgado, durante muito tempo em minha garganta, pude me sentir mais leve. Passei por aquele bando de perdedores, que me olhavam espantados, já que algum fuxiqueiro de plantão já deveria ter lhes passado o relatório completo de tudo o que havia acontecido naquela sala. Fui até o departamento pessoal e entreguei uma carta de demissão. Peguei os documentos que precisava e sai de lá triunfante, com todos os olhares sobre mim até chegar ao elevador.



Já no estacionamento, tentei ligar várias vezes para Renesmee Vadia Cullen. Mas só dava na caixa postal. Comecei a ficar nervoso, porque ela sempre retornava rapidamente as minhas ligações. Várias coisas passaram em minha cabeça, dentre elas, a hipótese de que poderia estar com aquele “amiguinho” trouxa dela.



“Eu preciso me livrar dele... Ou acabarei perdendo a minha arma de vingança.”



Senti uma coisa estranha me consumir por dentro. Algo que nunca havia sentido antes, que me deixava com um ódio mortal de Seth. Parecia... Ciúmes?



“Não seja bobo, Jacob! Onde já se viu sentir ciúmes de uma mulher? Isso é besteira! Completamente besteira!” Chacoalhei a cabeça e resolvi esperar que me retornasse a ligação. Não ficaria correndo atrás. Por mais que a minha vontade fosse de pegar o primeiro avião e ver pessoalmente o que estava acontecendo.



“Aonde você foi, Renesmee? O que está fazendo agora? Por que não me retorna? Já estou perdendo a paciência! Se pego esse moleque... Afff que raiva! Acabo com você! Acabo!!! Atende essa “PO”! Atende!!! Explodirei desse jeito.”



Passei o dia todo andando nos shoppings e nas ruas de Londres, procurando roupas sofisticadas e decentes para poder comprar. Afinal não poderia me mudar para lá e usar quase sempre a mesma roupa. Que moral teria? Sendo que para eles era o gerente daquela porcaria de empresa. Então resolvi gastar o que não tinha, na esperança de que quando me casasse com Renesmee o dinheiro dos Cullen, cobririam meus cheques sem fundo.



Cheguei em meu apartamento já era quase seis horas da tarde. Becca e Rachael não estavam. Então levei minhas compras para o quarto, larguei as sacolas ao lado da cama e sentei na cadeira na frente do computador. Peguei meu celular na mão e fiquei o encarando.



“Ela não me ligou o dia inteiro. O que será que está fazendo? Só pode que está com aquele filho da “P” do Seth... Ai de você Renesmee se desistir de ficar comigo para ficar com esse merdinha! Eu vou até o inferno para te encontrar se for preciso! Mas você irá se arrepender de fazer isso comigo. Ah se vai!!” Pensei furioso.



Olhei mais algumas vezes para o celular e tentei ligar novamente. Mas ela não atendeu. Só caia na caixa postal. Que merda!!!! Resolvi mandar mensagem.



18:09

Aonde vc foi? Não consigo falar com vc



Ela não respondeu...



19:45

Assim que chegar me liga. OK?



Novamente nenhum retorno...



20:34

Estou preocupado. Por que não me retorna?



Nada ainda... Desisto!



22:45

Vou dormi! Amanhã tento falar com vc... quero saber onde estava. Bjus





Meu ciúme já estava me fazendo delirar. Cheguei ao ponto de total loucura. Minha imaginação não me deixava em paz por um segundo sequer. E as imagens de dela junto com o seu “amiguinho desprezível”, se divertindo e rindo, não saía da minha cabeça. Até neles transando pensei, quebrando um vaso com flores quando o atirei contra a parede, de tanta raiva.



Passei a noite inteira segurando aquele maldito celular em minhas mãos e nada dela me retornar. Então decidi fazer uma última tentativa antes de ir dormir e mandar um e-mail.





“Neném,



Estou super cansado com essa correria toda, mas apesar disso já adiantei muitas coisas.



Já me demiti do meu emprego e começamos a arrumar a nossa mudança.

Arrumei uma imobiliária para tratar da venda do apartamento e estou receoso de não conseguir.



Rebecca aceitou muito bem a coisa da mudança, mas Rachael ficou furiosa e de inicio se recusou a ir.



Ela começou o curso na faculdade e se apegou aos amigos. Por isso não queria se transferir.



Depois de uma boa conversa, conseguir mostrar que era melhor permanecemos os três juntos. Afinal era isso que os nossos pais queriam e não posso abandonar as minhas irmãs.



Sinto a sua falta! Já liguei várias vezes e sua mãe disse que saiu com Seth¿ Eu entendi certo¿ Ela disse que ele será o seu par no baile formatura.

Não quero parecer chato e ciumento. Mas tinha que escolher logo ele¿ Que saco! Sabe que me incomoda essa aproximação de vocês.



Tudo bem! Tudo bem! Vou parar de reclamar e tentar me aproximar dele. Não é isso que quer¿



Vê se não dança muito agarradinha com ele. OK¿ Estou com os nervos em frangalhos com isso... Droga! Já to tentando me acostumar com isso.



Amanhã eu te ligo para conversar. Estou morto de saudade da sua voz... também do resto, incluindo beijo, cheiro e toques... Ah! Da bochecha vermelha de vergonha. Kkkkk Você fica linda vermelhinha de vergonha... muito gata!



Agora preciso dormi, meu neném!

Eu te adoro muito.



Bjus do seu Jake.”



Mandei e fiquei com a cabeça recostada na cadeira, segurando o celular na mão e olhando para a tela do computador. Acabei pegando no sono ali mesmo e acordei de madrugada assustado, quando meu celular caiu de minha mão em cima do meu pé descalço. Já passava das quatro horas da manhã, estava todo dolorido pelo fato de ter adormecido sentado. A muito custo, me arrastei até a cama, deitei a cabeça no travesseiro e antes que pudesse pegar definitivamente no sono, algumas imagens de Ness invadiram minha mente.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010


Capítulo 16 –Realização – Parte 2 PVO Ness






Na quarta feria Jacob chegou com as irmãs e quando os vi saindo pelo portal de desembarque, corri até ele e me joguei em seus braços sem a menor vergonha.



Nos beijamos intensamente no meio da multidão, consumidos por uma saudade tão grande que chegava a sufocar.



Depois do beijo, Jacob me apresentou as irmãs e não tive uma boa sensação quanto as gêmeas.



Rachael parecia tímida e temerosa com algo. Já a outra, de nariz empinado, fazia cara de nojo e me olhava dos pés a cabeça. O que me deixou desconcerta diante da situação.



- Neném, essa é Rachael a minha irmã caçula e essa Rebecca, mas pode chamar de Becca. – Ele apontou para elas.



- É um prazer! – Rachael veio atém mim, com a cara assustada, e me deu um beijo de leve no rosto.



- Oi! – A outra resmungou e deu de ombros, revirando os olhos enquanto fazia muxoxo.



Eita, que antipática!



- Amor! Meu avô mandou que arrumassem o apartamento de vocês ontem e eu supervisionei tudo. Acho que vocês três vão gostar da vista e da decoração. – Disse sorrindo para ele, que passou a mão sobre a minha cintura e colou nossos corpos.



- Certamente que sim, neném! – Beijou a maçã do meu rosto e caminhamos para a saída.



- Jimi está a nossa espera. – Falei enquanto as gêmeas me encaravam. Forcei a memória, mas não consegui me lembrar muito bem de seus rostos. Mas olhando tão de perto, percebi o quanto eram parecidas com a mãe de Jacob, uma mulher distinta, simpática e muito linda. Olhei os cabelos e o detalhe dos rostos, tentando notar alguma diferença, mas era excepcionalmente idênticas, desde o tom de pele, os cachos dos cabelos, feições dos rostos até a estatura.



- O que foi¿ - Perguntou a mais antipática com a mesma expressão de nojo.



- Vocês são lindas! – Disse sem graça.



- Certamente que sim – Deu de ombros, demonstrando desdém. – Esperava o quê? Duas bruxas¿ Rarara!



- Becca, para! – A outra advertiu. – Ela só quis ser simpática. Afinal é nossa cunhada.



- Cunhada¿ Rararar... Faça-me rir! _ Debochou Becca.



- Vamos parar com isso! – Jacob ordenou e olhou severamente para a Irmã, que revirou o olhar e fez bico. Seguimos calados para o carro e o clima ficou tenso. Senti Jacob apertando a minha mão como se estivesse nervoso. Preferi não tecer nenhum comentário. Deixaria para falar com ele sobre o comportamento delas quando estivéssemos a sós.



Chegamos ao carro, Jacob e Jimi arrumaram as malas no bagageiro e depois nos acomodamos em nossos lugares.



Seguimos para o apartamento que ficariam, sem falar uma palavra, apenas sentia as caricias de Jacob em minha mão durante o caminho. Tentava não olhar para as duas, apesar da curiosidade que sentia sobre elas. Afinal sabia muito pouco e queria me tornar amiga das minhas cunhadas... Se é que aquilo seria possível.



- Chegamos! – Disse Jimi estacionando o carro.



- Neném, eu subirei com minhas irmãs para arrumar as coisas. Você já sentiu o clima e percebeu que não está nada bom. Por isso peço que vá para casa e mais tarde eu a procuro. Quero evitar mais brigas e agora não é o momento para tentar se aproximar. – Sussurrou em meu ouvido. Olhei para as duas gêmeas e vi que não estavam nada felizes comigo. Assenti com a cabeça e ele beijou meu ombro.



Saímos todos do carro e então lhe entreguei a chave, com a indicação do andar e o número do aparamento. Ele me puxou pela cintura, colando seus lábios nos meus, beijando-me com intensidade, movendo sua língua em minha boca explorando cada canto da mesma. Havia tanta saudade e tensão naquele beijo, que pensei que não acabaria. Ele não queria acabar, não queria me abandonar e me apertava forte contra seu corpo, enquanto gemia gostoso em minha boca.



- Ah neném... Estou louco para namorar um pouco... morrendo de saudade... OH Goshhh!



- Eu também... – Sussurrei ofegante.



- Assim que terminarmos tudo por aqui, vou até a sua casa e te pego para darmos um passeio. – Disse beijando suavemente o meu pescoço. – O seu cheiro me entorpece, neném... Como quero passar o resto do dia com você... como preciso de você...



- Jacob, vamos! Estamos cansadas! – Disse a irmã mal humorada.



- Já vou, Becca! – Respondeu rispidamente revirando os olhos.



- Então, não demora! – Disse batendo o pé e cruzando os braços enquanto nos encarava.



- Até breve, neném! – Beijou a minha testa e se afastou.



--- xx ---



Uma semanas depois...



- Renesmee! – Disse Jacob com a voz cerimoniosa, enquanto segurava a minha mão.



- AH¿ - Olhei para ele franzindo o cenho, sem entender o motivo daquele jeito estranho. Ele se ajoelhou diante de mim, pegou a minha mão e beijou. Olhou no fundo dos meus olhos e começou a falar gentilmente.



- Eu amo você... – Hesitou. – Sei que é estranho, afinal só estamos juntos há semanas e já estou declarando amor. Mas a verdade é que estou perdidamente apaixonado por você e não consigo mais me ver sem o seu amor. – Beijou a minha mão novamente. – Quer casar comigo¿ - Senti meu coração bater descompassadamente, os olhos enxerem de lágrimas, as pernas ficarem trêmulas e não conseguia falar, apenas assentia com a cabeça, já sentindo as lágrimas derramando em meu rosto. Era uma emoção tão forte, que descrevê-la seria completamente desnecessária... era a minha realização. – Aceita¿ - Perguntou novamente.



- Aceito! – Consegui responder, então ele tirou uma delicada caixinha de veludo de dentro paletó, abriu e dentro dela, havia uma linda aliança com pedra azul turquesa. Quase desmaiei ao ver a aliança que viria a ser minha e me dei conta de que todos na galeria nos observavam. Ele colocou a aliança em meu dedo e beijou gentilmente. – SENHORES, SENHORAS! ATENÇÃO!! – Ele pediu praticamente gritando e todos se viraram para ver o que acontecia. Minhas tias estavam quase dando pulos de alegria e minha mãe vermelha, não sei se de raiva, medo ou pavor. – Eu amo essa moça e acabo de pedi-la em casamento! – Anunciou todo orgulhoso e todos começaram a aplaudir e o que seria uma exposição na galeria de Alice, acabou virando uma grande festa. Via os meus avós sorrindo, meu pai todo orgulhoso, meus tios felizes e os convidados aplaudindo.



- Parabéns, filha! – Meu pai veio até nós e me abraçou. Depois apertou a mão de Jacob e deu um tapinha em suas costas.



- Eu amo muito a sua filha. – Disse enquanto se cumprimentavam.



- Eu te amo muito mais! – Falei me pendurando em seu pescoço e o beijando na frente de todos. Senti seus braços me envolverem, enquanto nossos lábios se moldavam perfeitamente e nossas línguas travavam uma linda batalha de amor. Ouvíamos risos e aplausos. Também um grito de “JÁ CHEGA!” e podia jurar que era a voz do meu tio Emmett.



- Casamento, casamento, casamento! - Alice maluquetinha batia palminhas e saltitava como uma bailarina.



- Festa! Convidados! Vestido! Aiii! – Era Rosalie fazendo os seus planos.



- Temos que fazer uma grande festa de noivado! – Minha avó disse me abraçando.



- Sim! Claro! – Respondi chorando.



- E quando será o casamento¿ - Minha mãe perguntou desgostosa nos observando.



- No mês que vem!

- No mês que vem! – Jacob e eu respondemos juntos e gargalhando felizes.



- Nossa! Tão rápido assim¿ - Ela balançou a cabeça.



- Então a festa de noivado é para ontem. Ai meu deus! Temos tantas coisas para organizar! Alice! Precisamos de uma cerimonialista, ver modelo de convite, local,Buffett... Meu Deus está muito em cima! – Rosalie andava em circulo fazendo as contas.



- Não precisa de festa. – Jacob disse parecendo modesto.



- O QUÊ¿

- O QUÊ¿

- O QUÊ¿



Alice, Rosalie e minha avó praticamente gritaram juntas e ele me olhou rindo.



- Elas bateram com a cabeça, amor! – Disse dando de ombros.



- Mas mês que vem está em cima. Não querem esperar uns dois meses¿ - Minha mãe perguntou olhando para nós.



- NÃO!

- NÃO!



Dissemos juntos e todos riam.



- Ela está doida para "dar" e ele está nervoso para "comer". Não percebem isso¿ RARARA – Emmett disse de forma vulgar e todos reviraram o nariz.



- Emmett! – Rosalie o fuzilou.



- Falei mentira¿ Olha para eles! Estão em ponto de bala. Kkkkk Se abrirem a tubulação de gás, haverá uma explosão. Kkkkk



- Emmett, esse comentário é desnecessário. – Disse meu pai envergonhado.



- Tudo bem! Só acho que não precisam casar para isso e teriam mais tempo. Não querem me ouvir. – Deu de ombros e saiu.



- Eu posso ficar sozinha com meu noivo¿ HAM¿ Então tchau e benção! – Peguei a mão de Jacob e puxei para fora da galeria. Já estava sufocada com tanta falação. Começamos a caminhar juntos, de repente ele parou e ficou diante de mim. Olhou me por alguns segundos e depois disse algo que não entendi.



- Aconteça o que acontecer, saiba que eu realmente te amo, neném... – Virou o rosto e respirou fundo.



- Acontecer o quê¿ Não entendi, amor. – Fiquei olhando para ele a procura de alguma resposta em suas expressões, mas ele não esboçou nenhum tipo de reação.



- Eu te amo, Ness. Essa é a única verdade que sinto no meu coração... a única!



- Eu também te amo! – O abracei e ficamos agarradinhos por um tempo. Depois ele me levou até minha casa em seu carro.



Na semana seguinte já era natal e minhas tias, junto com vovó Esme, estavam preparando uma mega festa natalina.



Elas tinham medo do meu avô morrer naquele tratamento e queriam que a o seu natal fosse o mais lindo e inesquecível. Por isso já estavam a mil com a super produção, enfeites da casa, presente e Buffet.



Resolveram que aquele seria o momento oportuno para anunciar o nosso casamento, que segundo a decisão de Jacob e eu, ocorreria no dia dez de janeiro. E se não aproveitassem o natal para o noivado, acabaríamos casando sem o tradicional noivado.



Dez de janeiro seria o aniversário de quarenta e cinco anos da sua falecida mãe. E ele estava emotivo com as recordações e quando me contou, decidi que a data seria uma bela homenagem a falecida.



Minha mãe ficou para morrer e me lembro claramente das suas palavras: “No mínimo acharão que está grávida!” Mas no final teve que ceder, concordando, mesmo contra sua vontade, com o meu casamento que ocorreria tão rápido.



As irmãs de Jacob continuavam caladas e morando no apartamento da empresa, sem se envolver com os preparativos ou qualquer assunto relacionado ao casamento. Eu e meu “noivo” fomos para La push naquela mesma semana para ver a casa que meu avô nos deu de presente. Dizendo que já estava comprada e reformada há mais de um ano esperando para ser entregue de presente. E para o nosso espanto, quando chegamos ao local, era a antiga casa dos Blacks totalmente reformada e com uma mobilha mais moderna.



Jacob ficou emocionado e muito pensativo ao caminhar pelos aposentos da casa, como se relembrasse ali os momentos de infância e amargando a saudade que sentia dos pais. Às vezes me abraçava e me olhava com tanta dor, que chegava a cortar o coração. Sentia vontade de cuidar dele e tentar acalmar o coração, mas ele permanecia estranhamente calado e me olhava de forma estranha.

tttttttttttttt

Conversamos com Sue e Seth e lhes entregamos as chaves da casa e também do carro que vinha junto no pacote de presente, para que já começassem a preparar tudo para a nossa mudança. Vi como Jacob e Seth se encaravam com certo desconforto. Eu me via em uma situação horrível, obrigando o meu noivo a conviver com o meu “irmão”. Contudo, mesmo com seu incomodo, não quebraria as promessas e não me afastaria de Seth... Nunca! Eles teriam que aprender a conviver e se respeitarem de qualquer forma.



Na véspera do natal, o convite do casamento já estava pronto, em tempo recorde diga- se de passagem. Minhas tias também já haviam alugado o Hotel Plaza, acertado a igreja e eu já tinha até um vestido, que Alice comprou na França quando ouviu a história do casamento.



Fiquei espantada com tanta agilidade e nervosa pelas duas parecerem duas baratas tontas fazendo contas, ligações e andando de um lado para o outro, nervosas com tantas coisas a serem feitas. Também fiquei triste por perceber o total desinteresse de minha mãe, que praticamente não conversou comigo naqueles dias e quando falava algo era somente para criticar.



Ela não gostava de Jacob e fazia questão de deixar isso claro para ele. Mas o pior e mais incomodo, era quando resmungava algo sobre Seth... Ela queria ele como genro e não se conformava. Sendo assim, preferi não tocar no assunto "casamento" com ela e deixar as minhas tias e avós conduzirem tudo para mim.



O natal havia finalmente chegado, a casa estava toda decorada com enfeites natalinos, os presentes comprados e as pessoas devidamente convidadas para o que seria a minha festa de noivado. Cheguei cedo a casa da minha família e me arrumei com ajuda das minhas tias, que estavam muito mais nervosas do que eu.



Minha tia havia comprado um lindo vestido rosa claro, tomara que caia, que mais parecia um daqueles vestidos do século passado, rodados e com um grande volume na saia. Prenderam meus cabelos no topo da cabeça e fizeram vários cachos com baby lise, distribuindo-os harmoniosamente sobre os meus ombros. Colocaram uma tiara de brilhantes em minha cabeça e fizeram uma leve maquiagem. E quando me olhei no espelho, parecia uma princesa de tão linda que estava.



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Sentia meu coração bater descompassado de nervoso e a ansiedade para estar nos braços do meu noivo... Meu amor!



Caminhei até a porta de mãos dadas com Alice, que estava super orgulhosa de seu brilhante trabalho, e desci as escadas para chegar a festa e me atirar nos braços de Jacob. Quando cheguei ao topo, eu o vi parado no primeiro degrau, me olhando com um brilho novo nos olhos. Não conseguia desviar o olhar de mim, parecendo completamente enfeitiçado com a visão que tinha. Meu coração começou a bater muito rápido e cheguei a ficar sem ar. Comecei a descer lentamente, enquanto encarava o seu olhar encantado em minha direção e a cada passo que dava, era como se o mundo estivesse acabando naquele momento.



Cheguei até ele, que pegou a minha mão delicadamente e a beijou sem desviar os olhos dos meus um só momento.



- Eu te amo, neném! _ Ele sussurrou em meu ouvido, ao mesmo tempo que uma grande emoção crescia dentro de mim, me roubando completamente o ar.



- Eu te amo muito mais, Jake. – Sussurrei para ele.



- Está linda, filha! – Disse meu pai vindo até nós e me abraçando ternamente. - Espero que sejam felizes juntos, querida. - Continuou meu pai. Então olhei para minha mãe e vi uma tristeza tão grande em seu olhar, que chegava a cortar meu coração. Era como se ela pressentisse algo terrível e aquilo a torturasse.



- Realmente está linda, filha! Alice fez um ótimo trabalho. – Minha mãe segurou o meu queixo, olhou em meus olhos e beijou a minha testa. Seus olhos estavam cheios de água e tive a impressão que se continha para não chorar. Olhou para Jacob, e como sempre, deu aquela fuzilada nele, como se estivesse o advertindo se algo me acontecesse. Depois me abraçou ternamente e sussurrou em meu ouvido. – Perdoe a minha frieza, filha. Eu só quero o seu bem e acho que esse casamento não a fará feliz como deseja.



- Não fica assim, mãezinha! Jacob e eu nos amamos muito. Tudo dará certo e em pouco tempo carregará os netinhos no colo. – Sussurrei para ela.



- Espero estar enganada sobre ele, Ness... Eu sinceramente espero! – Disse olhando novamente para Jacob, que engoliu em seco e ficou encarando o seu olhar. Parecia não ter medo, mas estava certamente incomodado com aquela intimidação que minha mãe impunha a ele.



- Bella, deixe a sua filha ir para os braços do seu futuro marido. Temos um noivado para anunciar. – Disse meu pai e ela se afastou. Caminhei para Jacob, que me abraçou e andamos juntos para o salão de festas.



O salão, como já imaginava, estava cheio de gente da mais alta sociedade. Mas no meio de tanta pompa e circunstância, havia os meus amigos da escola e os meus amigos de La Push. Caminhamos até eles e a primeira coisa que fiz foi abandonar Jacob e correr para os braços de Seth.



- Seth, meu irmão! – Eu o abracei forte e depois encarei o seu olhar. Vi que estava triste e sabia que assim como minha mãe, não concordava com o meu casamento. Não precisamos dizer nada, pois conseguíamos conversar somente com o olhar e eu já havia dito para ele que estava feliz. Ele assentiu com a cabeça e beijou a minha testa. A sua expressão me causava uma dor tão profunda, que se não fosse desrespeitoso com o meu noivo, teria o tirado do salão para conversar em particular.



- Sue, você está linda! – Fui até ela, após sair dos braços de Seth, e a abracei ternamente. Recebendo todo o seu afeto e consideração.



- Está divina, menina! Espero que seja feliz em suas escolhas. – Disse com aquele tom de mãe preocupada e eu assenti.



- Eu serei, Sue... serei.



- Embry, Quil, Claire, Dayane! – Caminhei até eles e fui beijando um a um, enquanto Jacob me observava de longe, demonstrando certa inquietação, mas só deu boa noite de longe e permaneceu estático a minha espera.



- Ness, você parece uma princesa. – Dayane disse sorrindo enquanto me abraçava.



- Se o vestido de noivado é assim, imagina o do casamento. – Completou Claire, minha doce e querida amiga, abraçando forte enquanto sorria animadamente.



- Deixem de ser bobas! Sabem que não ligo para isso e que é obra da minha maluquetinha. – Respondi encarando o olhar de Seth, que olhava os convidados e evitava me encarar. Mais uma fez a sua expressão de dor me incomodou e fiquei apreensiva quando vi que Jacob me observava, com face desgostosa.



- Deixa de ser modesta. – Embry disse beijando a minha mão.



- Modesta¿ Eu¿ E vocês¿ Estão todos lindos e impecáveis. Nem parecem os mecânicos cheios de graxa. Quem produziu vocês¿ - Perguntei zombando deles.



- Foi sua mãe, Ness! Ela não queria que nós nos sentíssemos constrangidos com os convidados. Por isso resolveu nos dá um banho de loja. – Disse Quil envergonhado.



- Não sabia que dona Bellinha tinha tanto gosto. – Comecei a rir. – Vocês estão gatíssimos e se não fosse o meu noivo, que é um pedaço de perdição, talvez ficasse empolgada com os três. – Zombei deles e Jacob cruzou os braços impaciente, ficou olhando para os lados e percebi que aquela aproximação toda o incomodava.



- Bella, é uma amor de pessoa e muito sensível, filha. Ela nunca permitiria que nós fossemos humilhados em sua festa. Por isso a deixou por conta das tias e veio cuidar de nós. Não fique aborrecida com sua mãe. Ela só quer o seu bem e acha que é nova para casar. Também não confia nas escolhas que fez e tem medo que sofra. Sua mãe te ama muito. – Sue disse de forma sábia. - E nós, seus amigos, também te amamos e sempre a protegeremos de tudo. – Dessa vez olhou para Jacob, que continuava impaciente a minha espera.



- Obrigada, Sue! Você sempre me tratou como uma filha. Obrigada! – A abracei e fiquei em seus braços por um tempo, enquanto observava Seth olhando as irmãs de Jacob, que estavam isoladas em um canto conversando. Rachael parecia triste e atordoada, mas a outra aparentava raiva e olhava para todos com cara de nojo. Às vezes cochichava com a irmã, que parecia a repreender e quanto seus olhos encontraram os meus, ainda nos braços de Sue, balançou a cabeça em sinal de negativo, dando me um frio na espinha.



- Ness, temos outros convidados para cumprimentar. – Jacob disse mal humorado e eu assenti com a cabeça.



- Gente, fiquem a vontade e se precisarem de algo, podem pedir ao garçom! Não tenham vergonha ou medo. Vocês estão em casa. OK¿ - Afastei-me de Sue, caminhei até Jacob e depois fomos até as suas irmãs.



Rachael me pareceu simpática, me abraçou e beijou ternamente. Mas a outra só disse um “OI” e ficou me analisando de cima a baixo... Que mania insuportável a dela!



- Espero que faça o meu irmão feliz, Renesmee. – Disse Rachel beijando o meu rosto.



- É o que mais quero! – Respondi.



- OI! _ Disse Becca sem vontade.



- OI! _ Respondi a encarando e vi que Rachel lhe deu um cutucão.



- Linda festa... digna de uma “princesa” – Resmungou mal humorada.



- É! _ Afirmei.



- Neném, vamos falar com os outros convidados. – Jacob disse incomodado com a situação e saímos rapidamente.



Andamos pelo salão e cumprimentamos alguns amigos de meu avô, acionistas e diretores da empresa, além de muitas pessoas que não conhecia e depois fui para o colinho dos avôs Cullen e Swan.



- Está linda, filha! – Disse meu avô Carlisle que me abraçou forte e beijou a minha testa. – Espero não morrer antes dos seus filhos nascerem. – Disse com os olhos cheios de lágrimas, sabendo que seu câncer evoluía e podia não sobreviver.



- Deixa de falar besteiras! – Estará vivo para ver seus bisnetinhos.



- Assim fico com ciúmes! – Vovô Charlie disse e fui para os seus braços.



- Você não tem razão disso. Sabe que é o meu preferido. – Disse piscando para vovô Carlisle que gargalhou.



- Você diz isso aos dois. Assim não vale! – Reclamou beijando a minha testa. – Jacob, você tem que fazer essa menina feliz! Isso é uma ordem! Entendeu¿ - Olhou para Jacob e o fuzilou com o olhar. E Jacob fez sinal de continência, brincando e ele riu.



- É claro! – Todos riram da brincadeira.



- Gente! Já é quase meia noite! Jacob precisa fazer o pedido antes do Natal! – Rosalie disse andando em nossa direção.



- É claro! É tudo o que mais quero. – Falou Jacob e Carlisle fez sinal para que parassem a música, pedindo a atenção de todos.



- MEUS AMIGOS E AMIGAS! TEMOS UM ANÚNCIO A FAZER! POR FAVOR! – Todos se viraram para nossa direção, meus pais e tios caminharam até nós, Jacob pegou a minha mão e beijou. O dedo, que já estava sem o anel que havia guardado, sorriu para mim e depois se dirigiu para o meu pai.



- Edward Cullen, há muitos anos nossas famílias possuíam laços estreitos de amizade, que infelizmente foram rompidos e nos afastamos. Mas acho que os nossos destinos sempre estiveram ligados e algo maior do que relações sociais e negócios nos liga. – Jacob olhou para mim e tocou meu rosto com as costas das mãos. Depois voltou a falar ao meu pai, enquanto todos nos observavam. – Perdoe me porque estou um pouco nervoso. – Riu. – É a primeira vez que faço isso. – Ele me olhou novamente, passou o dedo sobre os meus lábios e continuou a falar olhando em meus olhos. – Hoje o que nos liga é muito mais forte. É algo que não consigo mensurar e só posso dizer que amo a sua filha. – Senti meus olhos se encherem de lágrimas e a estranha sensação de revirar o estômago. – Amo muito e por mais estranho que pareça, por estamos juntos há pouco tempo, quero lhe pedir a sua mão em casamento. Espero sinceramente que me dê, de bom grado, do contrário serei obrigado a roubá-la de vocês. – Começou a rir e todos gargalharam achando graça da piada.



- Jacob, sei que minha filha te ama. – Começou o discurso nos olhando emocionado. – Ela sempre o amou, sempre te esperou e hoje está realizada com o seu pedido. Sinceramente, mesmo que não gostasse de você, não poderia lhe negar a mão. Porque certamente ela fugiria com você e minha recusa não valeria muito. – Todos gargalharam novamente, mas vi que minha mãe permanecia séria. – Visto que não tenho como te negar, deixo com vocês dois essa decisão e por minha parte, fico feliz que ame minha filha e queira se casar. Só peço que a faça muito feliz.



Ainda segurando a minha mão, ele se ajoelhou diante de mim, como um perfeito príncipe e me pediu em casamento. Chorei como criança naquele momento.



- Renesmee Carlie Swan Cullen, você deseja ser a minha esposa, a mãe dos meus filhos, a minha companheira, amiga e amante para todo sempre¿ - Seus olhos cravados nos meus também estavam cheios de lágrimas. Mas ao contrário de mim fazia força para não chorar. E eu, já me debulhando em lágrimas, me joguei sobre ele e aceitei.



- SIM! SIM! SIM! MIL VEZES SIM! – Respondi me atirando em seus braços e ele me beijou daquela forma voraz, cheia de fogo e apaixonada de sempre. Ouvimos vários risinhos enquanto nossos lábios travavam uma batalha deliciosa de amor. Meu coração parecia explodir de felicidade com os toques apaixonados de Jacob, ainda mais depois de ouvir palavras tão lindas. Ele era perfeito demais... um verdadeiro príncipe.



- Chega! Filha, Chega! – Vovô Carlisle pediu em tom constrangido, por ver aquele agarramento na frente de todos.



- Eita... A coisa ta pegando fogo! É melhor casarem mesmo. – Era a voz do meu avô Swan.



Interrompemos o beijo, ofegantes por aquele fogo todo, não olhamos para ninguém e permanecemos nos encarando de forma apaixonada. Jacob tirou a caixinha do paletó, pegou o anel e colocou novamente em meu dedo. Depois pegou outro anel e me deu, e eu o coloquei em seu dedo. Depois beijei a aliança em sua mão, ele se levantou e me abraçou forte. Todos aplaudiam aquele momento tão especial e fechei os olhos para não encontrar olhares que me entristeceriam.



A festa de noivado, com motivos natalinos, foi linda e nos divertimos muito. Mas no dia seguinte minhas tias continuavam frenéticas com os preparativos do casamento e não nos deram uma folga se quer.



Jacob voltou a trabalhar na empresa e eu me juntei a minha família para verificar se tudo estava saindo bem para o casamento. Já sentia a excitação me consumir em cada dia que decorria e já me via casada, morando em La Push com o homem da minha vida.



--- xx ---



- Filha, você está linda! – Disse a minha mãe, após Rosalie terminar de fazer a minha maquiagem.



- Ai mãe! Será que Jacob vai gostar¿ Estou tão nervosa! – Disse me olhando no espelho, com aquele lindo vestido branco tomara que caia Francês, cheio de pequenos diamantes, a mais pura seda e uma renda delicada vinda direta da Caxemira.



- Como não gostaria, filha¿ Você é a noiva mais linda do mundo. Está tão perfeita que sua beleza chega a doer os olhos. – Respondeu chorando. – Espero que o seu marido dê valor a isso e a faça feliz... que você seja muito feliz, minha criança... não consigo me conformar com esse casamento... você cresceu tão rápido.



- Bella, vai estragar a maquiagem chorando desse jeito. – Alice maluquetinha disse para ela.



- É minha única filha, Alice. – Resmungou.



- Mas não precisa desaguar o Tennesse. – Respondeu Rosalie.



- Vocês também estão muito lindas. – Disse vendo tia Rosalie com um lindo vestido vinho, que deixava as curvas do seu corpo evidenciadas e os ombros amostra. Tia Alice com um longo verde, daqueles que se usam na entrega do Oscar, digno de uma DIVA como ela era. E minha mãe vestia um longo prateado simplesmente maravilhoso e parecia uma boneca de tão linda que estava.



Toc Toc Toc



Ouvimos três batidas na porta e minha mãe foi atender.



- Seth¿ O que faz aqui¿ Devia está na igreja com os demais padrinhos. – Disse para ele.



- Bella, preciso falar com ela e fazer a minha última tentativa. Posso entrar¿ - Perguntou e o vi entrando pela porta, com o fraque preto, cabelos penteados com tom de molhado, lindo e perfeito caminhando em nossa direção. Seu olhar tinha uma tristeza tão grande que me doeu naquele momento. Não entendi o motivo da sua visita, mas estava feliz por ter uma última oportunidade de está junto ao meu “irmão”.



- Podem nos deixar a sós¿ - Perguntei e as três assentiram com a cabeça, saindo em seguida.



Minha mãe caminhou até ele, parado diante da porta e cochichou algo em seu ouvido antes de sair. Ele caminhou alguns passos e me encarou.



- Meu irmão, eu consegui o que queria. Jacob será meu e ma amará assim como eu o amo. – Disse para ele, que me olhava com uma dor tão profunda, machucando a minha alma como nunca havia feito antes. Quis colocá-lo em meu colo e perguntar qual o problema. Tomar para mim toda aquela dor, mas precisava ouvir primeiro que tinha a me dizer.



- Docinho, ele não te ama. Está fingindo por interesse. Será que não vê¿ - Segurou o meu rosto com as duas mãos, de forma delicada, encarou meus olhos e perguntou com a voz amarga e desesperada. Senti um frio no estômago e uma vontade de gritar com ele. Afinal como ousava fazer aquilo justo no dia do meu casamento¿ Ele não devia... não... não podia.



- Não... não... não... Mas do que... Do que fala¿ Está louco¿ Jacob me ama. – Comecei a chorar sem perceber, enquanto sentia uma facada em meu coração. Sentia-me triste por ele querer me fazer infeliz justo no meu dia, no dia mais feliz da minha vida. Como podia ser tão cruel e egoísta¿ Como¿ Ele era o meu irmão... Como¿



- Ele não te ama! Está fingindo! – Disse de forma decidida, depois hesitou por segundos e continuou. – Eu te amo! – Beijou os meus lábios de forma rápida e inesperada, tentou colocar a língua em minha boca, enquanto eu lutava para me afastar dele, empurrando o seu rosto, sentindo a dor da traição, o desespero por aquela atitude, um sentimento estranho e novo dominando o meu coração. Quis gritar com ele e bater para não me magoar mais. Consegui me afastar do seu beijo e gritei enfurecida.





- ESTÁ LOUCO! – Estava possessa de raiva, sentia pena e dor... Mas era uma dor estranha... Era como seu eu também... O amasse? A minha cabeça dava voltas e meu coração doía com aquela magoa. Sabia que ele estava estranho, mas não podia imaginar o que sentia e sofria. Sempre fomos amigos e ele teve uma vida inteira para se declarar. E talvez, se não fosse por Jacob, estaríamos juntos e felizes naquele momento. Talvez ele fosse o noivo e não o amigo desesperado... Por que esperou tanto¿ Por que não lutou antes¿ Por que¿ Não podia ter me deixado confusa daquele jeito no dia do me casamento... Não podia!! Por que¿ Eu poderia tê-lo amado muito como homem, mas naquele momento era tarde demais para nós dois e meu coração doía por pensar nas chances que desperdiçamos. E nesse instante descobri que o amava também... Mas eu amava mais, Jacob! Não poderia deixá-lo depois de tudo o que lutei. Era injusto o que Seth estava fazendo comigo.



- Eu amo você, Ness! Sempre amei! E não posso vê-la se casar com um farsante sem fazer nada. Se casar com ele, estará assinando a sua sentença de infelicidade. Entende isso¿ Ele não te ama! Só quer o seu dinheiro. – Cada palavra era uma facada em meu peito. Ele estava jogando baixo para conseguir me afastar de Jacob e feria meu coração propositalmente. Como conseguia¿ Dizia me amar tanto e me machucava¿ Como¿ Meu coração doía tanto com as suas injurias, que se não fosse o meu Seth, teria rompido relacionamento com ele. Contudo, mesmo com aquela dor, não conseguiria ficar sem ele por muito tempo. Sabia daquilo e me desesperava ainda mais, sabendo que ele me amava e que eu também o amava, mas que naquele momento era tarde demais para nós dois... Eu nunca seria dele... Nunca!



- Não, Seth! Não! Você está enganado! Está confuso! Jacob me ama! E por mais que eu ame você, agora já é tarde! Talvez se você tivesse me falado antes, mas agora... Já não tem mais o que fazer... Eu vou me casar e eu amo Jacob. Serei feliz ao lado dele e você continuará sendo meu irmão... Por favor, Seth, não torne as coisas mais difíceis... Agora volte para aquela igreja e não faça isso comigo! Não me magoa no dia mais feliz da minha vida! – Eu chorava muito quando me abraçou forte e fez carinho. Eu me afastei de seus braços e me sentei na cama derrotada. – Não!!! Vá para aquela igreja e seja um padrinho comportado! Não pode fazer isso conosco! Não pode estragar a nossa amizade! Não! Não! – Ele se ajoelhou diante de mim e ficou chorando, enquanto me olhava nos olhos. A dor em sua face era tão nítida, que me feria ainda mais. Quis sumir da face da terra ao me sentir um monstro... Eu estava matando o meu amigo... Meu confidente... Meu irmão... O meu amor! Não suportava aquilo.



- É a nossa última chance, docinho! – Tocou meu rosto suavemente e sussurrou. Naquele momento a dúvida se tornou maior em meu coração e eu já não sabia mais o que era certo e errado, o que eu queria e não queria... O que era o melhor para mim e me faria feliz... E o que não faria! Pensei que não agüentaria aquela angustia. Não podia perder Seth, mas não sabia como ficar sem Jacob. O que fazer em uma situação assim¿ O que fazer quando você descobre que o seu melhor amigo também é o seu amor¿ Eu nem tinha certeza, mas já me desesperava com a dúvida me corroendo.. – Eu amo você! – Disse mais uma vez para mim e voltei a chorar ainda mais.



- Por que está fazendo isso comigo¿ Por que¿ Você teve uma vida inteira para dizer tudo isso e o faz no dia do meu casamento¿ Vá para aquela igreja e eu esquecerei isso tudo, Seth! Do contrário nunca mais olhe para mim. Entendeu¿ - Eu soluçava enquanto pedia que tivesse compaixão por mim naquele momento. Não agüentava o desespero me consumir... E a dor de apenas cogitar a idéia de abandonar Jacob no altar. Ele sempre foi o meu amor, o meu sonho... A minha idealização. Estava tão perto da minha felicidade e Seth havia estragado o dia mais feliz da minha vida... Estava destruída pela dor.



- É isso que deseja¿ Não sente nada por mim¿ - Perguntou chorando, com a face de dor que me torturava, então como se não fosse eu e sim outra pessoa, neguei com a cabeça, mesmo sabendo que era mentira e que eu também o amava... Talvez até da mesma maneira... Mas eu amava mais Jacob, e não poderia traí-lo... Trair os meus sonhos e tudo o que idealizei. Eu já havia tomado a minha decisão e não poderia mais fazer nada. Quis me dividir em duas, mas não pude... Não tinha como ser a Ness do Seth e a Ness do Jacob. – Serei bonzinho com você, docinho... Estarei no altar esperando que se entregue para outro e trabalharei em sua casa conforme o combinado. Sempre estarei ao seu lado! Mesmo que não me queira, sempre te protegerei. – Ele se levantou e me deu as costas para sair. Ouvi minha mãe entrar e falar algo com ele naquele momento.



- Seth! _ Gritei, mas ele não olhou pra mim, continuou de costas. – Só queria que soubesse, que se eu pudesse me cortaria ao meio... Se pudesse, me dividiria em duas para ser a Ness do Seth e a Ness do Jacob. Por que... _ Hesitei por alguns instantes. – Eu também TE AMO! – Confessei. - Mas eu não posso Seth... Eu não tenho como fazer isso. E tenho que escolher... Pode me perdoar¿ - Ele permanecia de costas, falando algo baixinho com a minha mãe, que me olhava chorando.



- Eu nunca cortaria você ao meio, Ness. – Disse com a voz chorosa. – Entre dividir você e ficar sem você, prefiro ficar sem você e acompanhar a sua felicidade... É isso! Cuidarei para aquele interesseiro te fazer feliz e se ele não fizer, eu o mato sem pensar. Minha vida acabou mesmo! Se for para a cadeia, para impedir que Jacob seja um viúvo rico, irei muito feliz só de saber que está vida... Entende¿ Então não precisa se dividir em duas. Deixo você para ele e cuidarei para que não a maltrate... Eu prometo. – Então saiu sem nem ao menos me olhar. Cai deitada de costas na cama, chorando desesperadamente pelas suas palavras.



- AHHHHH! AHHHHH! MÃEEEEE! AHHHHH – Minha mãe veio até mim e me abraçou. Depois minhas tias entraram no quarto e todas ficaram ao meu redor me consolando.



- Filha, você tem certeza¿ - Minha mãe perguntou me encarando, enquanto tentava enxugar as minhas lágrimas.



- Eu amo Jacob... Mas amo Seth... AHHHHHH!!!



- Não é melhor esperar para se casar¿ Jacob vai entender que teve uma crise. Ele não precisa saber do Seth. – Disse Rosalie preocupada, franzindo o cenho.



- Não! AHHHH! Não!!! AHHH! Eu vou... casar.... vou... entrar... naquela...igreja.... e... casar... – Eu gaguejava, soluçava e chorava.



- Ness, casamento é um passo muito importante. Então pense bem! O que sente pelo Seth¿ - Alice perguntou arqueando uma das sobrancelhas.



- Eu... o... amo... mas... amo... mais... o... Jacob.... AHHHH!!! AHHHH!



- O que você sente por ele¿ - Minha mãe perguntou chorando.



- Ele... é... o... meu... sol... não... fico... sem... ele.... AHHHH!! Ele... ta... sofrendo... Mãeeee!!!



- Deus! Eu sabia que isso não daria certo. Você não vai casar! Não vai! – Disse decidida.



- NÃO! – Dei um pulo da cama e a encarei. – Tia, dê um jeito no meu rosto. Tenho que casar hoje! – Bati o pé e fiquei vendo as três completamente atordoadas com a cena.



- Não, Ness! – Alice respondeu.



- Então eu vou assim! – Corri para porta e Rosalie me segurou por trás.



- Se vai casar de uma forma ou de outra, pelo menos disfarçar esse choro é necessário. Sente se aqui! – Ordenou e me sentei na cadeira para retornar a maquiagem, com o coração completamente despedaço e em minha mente só havia pessoa: SETH.



Jacob era a realização do meu sonho e por nada no mundo deixaria aquele casamento. Mesmo que eu estivesse sofrendo pela dúvida que me corroia por dentro, não poderia desistir do meu sonho que estava prestes a ser realizado. Por mais que tivesse descoberto meu amor por Seth, não era o suficiente... O amor que sentia por Jacob era maior.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Capítulo 15 –Realização – PVO Ness




Eu estava vivendo o sonho mais perfeito do mundo. Tinha a plena realização ao lado do homem que amava e naquele momento, ali totalmente entregue, seria dele por completo e nada poderia estragar aquele instante.



Meus pais haviam saído e estávamos sozinhos na piscina. Jacob me olhava com fogo nos olhos e tudo nele dizia que me queria. Senti medo, é claro! Mas quem não sentiria¿ Estava ali totalmente frágil e envergonhada diante do homem que amava. Sentia cada célula do meu corpo gritando em desespero, ao mesmo tempo em que um desejo me enlouquecia só de olhar aquele corpo perfeito, seus braços musculosos, o abdomem que parecia um tanquinho, as pernas musculosas. Isso sem falar no rosto mais perfeito do mundo. Dos lábios carnudos, a covinha marcante no queixo, as rígidas maçãs do rosto, um lindo nariz, olhos negros penetrantes e as sobrancelhas arqueadas demonstrando sua intenção.



Eu mordia os lábios e olhava cada detalhe, com aquele homem monumental diante de mim, puxando me pela cintura e me olhando como se desejasse me devorar. Confesso! Sim confesso o meu crime! Quis ser completamente devorada por ele. Quis que mordesse cada pedaço do meu corpo e me levasse a loucura, já sentindo um calor subindo pelas pernas e me deixando completamente mole.



Suas mãos apertaram a minha cintura e me puxaram para ele, colando nossos corpos. Senti uma corrente elétrica quando seu peitoral tocou o meu. Fechei os olhos e senti seus lábios domando os meus com voracidade.



Ele movia os lábios tão rápido, que deixou me sem fôlego e mal podia acompanhar os movimentos sinuosos de sua boca carnuda. Pediu passagem para a sua língua e senti novamente meu corpo estremecer com aquela sensação de eletricidade. Um frio se formou em minha barriga e de repente senti uma estranha sensação de revolução remoendo tudo por dentro. Meu corpo estava mole, totalmente entregue aos seus toques. Minha boca tentava acompanhar aquele beijo... Aquilo não era um beijo! Definitivamente não! Aquele homem tinha que ser preso e condenado a prisão perpétua por ser tão gostoso e me torturar daquela forma.



Sua língua se movia circularmente em minha boca, explorando cada canto. Sentia suas mãos tocarem as minhas nádegas, pressionando a minha intimidade no volume de sua calça... Ai! Que volume era aquele¿ OMG! Fiquei nervosa com aquilo tudo roçando em mim e perdi completamente a noção da realidade.



Ele me encurralou contra parede, soltou a alça da parte de cima do meu biquíni e me deixou de seios amostra. Tudo aconteceu tão rápido, que não sabia se interrompia o beijo, colocava as mãos sobre os seios para cobri-los ou se deixava ele simplesmente os tocar.



Ele abandonou meus lábios e comecei a respirar ofegante, com o corpo completamente preso na borda da piscina e se não estivesse me pressionando, com certeza teria afundado e morrido afogada. Mas o que senti, foi os seus lábios sugando os meus seios delicadamente, enquanto sua mão apertava o outro. Depois começou a brincar com o pequeno bico, causando sensações ainda mais estranhas pelo meu corpo... Ai! Ai!Ai! Estou perdida! Agora a virgindade vai embora! Pensei, completamente entorpecida com as sucções em meus seios, as mãos acariciando o meu corpo. Quando de repente... OH God! O que era aquilo¿ OHH! GOHHS!!! Minha nossa senhora! O que ele está fazendo com os dedos¿ Isso é muito... muito... muito gostoso! OHHH Gosshhh!



Senti seus dedos chegarem em minha sexualidade, movendo de formas circulares e muito rápidas. Uma umidade se formou, sentia um prazer tão grande, estava completamente mole com os movimentos dos seus dedinhos mágicos, seus lábios sugando os meus seios e...





- Ness! Ness, meu neném! O que fiz com você¿ - Escutei o sussurro de sua voz em meu ouvido. Tudo estava escuro, estava com o corpo entorpecido, sentia uma sensação de formigamento, ouvia os sussurros e forçava meus olhos a se abrirem. Pisquei uma vez, duas vezes, três vezes e o vi agachado sobre o meu corpo, que se encontrava deitado em algo gelado.



- Jake... Jake... O quê... O quê¿ - Consegui falar e o vi franzindo o cenho com expressão preocupada.



- OH neném, acho que ficou emocionada demais e desmaiou na melhor parte. – Deu uma gargalhada. – Será que eu sou tão irresistível assim¿ Fiquei até com medo de te tocar! - Estava se divertindo com a situação. Senti minhas bochechas queimarem de vergonha, coloquei as mãos sobre o rosto e quis afundar a minha cabeça dentro de um buraco.



Idiota! Idiota! Idiota! Vê se isso é hora para desmaiar! Como você faz isso, Ness¿ AHHHHH!!



- Desculpa! – Disse envergonhada, enquanto via o sorriso lindo estampado em seus lábios. – Eu fiquei sem fôlego depois do beijo e senti coisas estranhas. – Disse virando o rosto para a piscina e me lembrei que estava sem a parte de cima do biquíni, coloquei rapidamente as mãos sobre meus seios e ele gargalhou novamente, fazendo uma expressão de sem vergonha.



- Eu já vi, já toquei e já beijei. Ainda acha necessário escondê-los de mim¿ Eles são meus de qualquer jeito. – Continuou rindo, puxou o meu corpo enquanto cobri os seios com os braços. Fiquei morrendo de vergonha e abaixei a cabeça.



- Jake... eu... não... eu... nunca... eu... – Gaguejei, enquanto ele se divertia. Colocou me sentada em seu colo, pegou a peça do biquíni e me ajudou a colocar, olhando no fundo dos meus olhos. Sinceramente não sei explicar o que vi. Ele parecia com medo, confuso, parecia sentir dor e se torturar. E dois segundo depois, voltou a colocar o sorriso nos lábios, mudando completamente as expressões de seu rosto.



- Eu sei, neném! – Virou me de costas e amarrou o biquíni. Depois me virou para si, passou a mão em minha barriga e foi subindo pela lateral do meu corpo, até chegar em meu pescoço. Segurou o meu rosto com as duas mãos e ficou me olhando com aquela mesma expressão estranha. – Tenho que te respeitar. – Balançou a cabeça em sinal de negativo. – Sei que é virgem e tenho que te respeitar. Mas é difícil para mim... Não sabe o quanto. – Disse depois de hesitar. Seus olhos brilhavam tanto e havia tanta coisa naquele olhar, que era difícil de entender. Ele parecia sofrer, mas me olhava com um encantamento tão grande que dava medo. – Não estou acostumado a namorar meninas moças como você. – Beijou o meu ombro gentilmente e começou a descer as mãos pelas minhas costas. – Tenho que aprender a me controlar.



- Você me deseja¿ - Perguntei de súbito e ele assentiu com a cabeça. – Muito¿ - Assentiu novamente. – Então sou sua... completamente sua. – Falei com a voz segura, apesar do medo que sentia por causa daquela situação totalmente nova. O desejo dos seus beijos e toques dos seus dedinhos mágicos já me acendiam novamente. Era algo totalmente novo e nem se comparava com a coceirinha que sentia quando via uma cena de sexo em filmes.



- Não, neném! Tenho que respeitar você. – Levantou o meu rosto, segurando o meu queixo. – Eu te quero... o meu amigo aqui... – Apontou para o volume no calção de banho. – Está pulsando por você... não sabe o quanto. Mas você é menina moça e não posso te desrespeitar. – Abaixou a cabeça e fez uma cara de cachorro sem dono. – Se soubesse há quanto tempo eu não... – Não completou a frase.



- Você não tem uma namorada... É isso¿ Não tinha alguém para... – Hesitei envergonhada em falar naquilo e ele rir de mim.



- Sou um homem carente, neném... praticamente um menor abandonado. – Fez um biquinho e eu passei as mãos em seus cabelos, e o coloquei deitado em meu colo. Senti tanta necessidade de o proteger e cuidar, tanto amor e instinto de proteção. Mas como não era boba nem nada, agradecia por ele não ter ninguém... por sua carência.



- Então deixa eu cuidar do meu menor abandonado¿ - Perguntei e ele assentiu com a cabeça.



- Você já foi tocada assim? Namorados... Entende? Sei lá... – Respirou fundo e levantou a cabeça para me olhar. – Acho que estou com ciúmes do seu passado.



- Jake, quando disse que era sozinha, que não tinha ninguém e que sempre esperei por você, não menti! Nunca fui tocada, pois não permitia que ninguém o fizesse. Mas você é diferente... – Fiquei envergonhada e senti o rubor me atingir novamente. – Você é o homem que quero para marido, amante e pai dos meus filhos... muito mais amante é claro... – Ri de nervoso por falar tamanha asneira. – Se você me quiser agora... – Senti o colocar o dedo em meus lábios.



- Não fala besteira, neném. – Aproximou o rosto, colou as nossas testas e ficou olhando no fundo dos meus olhos. – Só farei isso com você se casarmos. Ainda não tenho certeza do que quero da vida e não posso de forma alguma estragar a sua. Você é nova e muitos homens dariam tudo por você. – Desviou o olhar – O seu amigo, por exemplo. – Disse com a voz amargurada.



- Seth¿ Ele é só meu amigo... só isso!!! - Falei, incrédula pelo que acabara de ouvir



- Tem certeza¿ - Voltou a olhar em meus olhos, fitando me de forma tão profunda, que poderia jurar que estava tentando ver a minha alma. Meu corpo estremeceu e beijei seus lábios.



- Sim! _ Afirmei. Pelo menos, era o que eu esperava.



- Ele te olha de um jeito... – Balançou a cabeça e afastou-se de mim, sentou de pernas abertas, colocando os cotovelos nos joelhos. – Eu não gostei. – Balançou a cabeça e desci do local que estava, vendo que era a cadeira de praia na borda da piscina. Fiquei diante dele e ajoelhei, olhei em seus olhos e fique vendo a face do ciúme. Ele estava vermelho, tinha uma expressão facial horrível e suas mãos tremiam de raiva, ou talvez nervoso, não soube decifrar.



- Ele é meu amigo. – Disse de forma firme, encarando o seu olhar enigmático. – Meu melhor amigo e não deixarei a sua amizade por nada... nem por você. E quando me casar, vai trabalhar em minha casa junto com sua mãe. Disso eu não abro mão, seja quem for o marido. Então deixa esse ciúme bobo de lado e tenta ser amigo do Seth... Eu o amo como irmão. Será que pode entender isso¿ - Perguntei e ele assentiu com a cabeça, mas ainda aparentando o ar de desgosto.



- Mas ele não... Ele te ama! – Rebateu no mesmo momento.



- Isso é ridículo! – Segurei seu braço e ele desviou o olhar. Talvez por vergonha, raiva ou indignação.



- Eu sou homem e sei quando um homem deseja uma mulher. E ele te deseja! Ainda assim quer que vá trabalhar na “nossa casa”¿ - Disse seguro e com raiva. E eu comecei a rir daquilo.



- Nossa casa¿ Você não quer casar... Nem sabe o que sente por mim! Nossa casa¿ - Comecei a rir e ele me olhou de forma estranha.



- Estamos começando uma relação e não sabemos aonde ela vai nos levar. Mas se me casar com você, será a “nossa casa” sim. Eu não tenho direito de opinar¿ - Perguntou indignado.



- Nesse assunto não. – Respondi com a voz firme.



- Por que faz questão dele perto¿ - Ele me olhou e ficou me analisando. Sorri e comecei a contar tudo o que vivi com Seth. Mas ele não parecia nada convencido e ficou ainda mais cismado.



[...]



- Vocês têm uma história. E eu tenho o quê¿ - Perguntou desgostoso.



- Tem a mim! – Pulei em seus braços e ele me apertou forte contra o seu corpo, cheirou meus cabelos e começou a beijar o meu pescoço.



- Você é desejosa demais para eu não me sentir assim... – Mordeu o meu lóbulo enquanto sussurrou em meu ouvido. – Demais! OH neném... estou completamente louco... não posso perder o controle com você... Oh neném... – Senti seus lábios percorrerem a maçã do meu rosto até chegar em meus lábios. Ele começou a me beijar de forma lenta, com movimentos graciosos, enquanto deslizou as mãos em minhas costas.



- Resnesmee! – Minha mãe chamou e interrompemos nosso beijo.



- Mãe¿ - Olhei para ela envergonhada e senti o rubor em minha face. Sabia que estava vermelha e fiquei ainda mais envergonhada. Abaixei a cabeça e fiquei ouvindo o que dizia.



- Não acha que já é tarde¿ Você precisa descansar e o seu namorado amanhã, tem reuniões de trabalho. Agora ele é um executivo importante e não pode ficar se agarrando até altas horas. – Olhei para ela e a vi fitando Jake com uma expressão horrível. – Não é, Jacob¿ - Perguntou de forma irônica e o vi assentir com a cabeça.



- Sua mãe está certa, neném! Vá para seu quarto e tente dormir. Eu vou nadar um pouco e depois subirei também. Não se preocupe que sua filha está em boas mãos, Bella. – Ele disse para ela e a vi balançar a cabeça em sinal de negativo.



- Eu espero realmente, Jacob... espero realmente estar equivocada. – Olhou para mim e me deu uma ordem clara. – Agora para cama, Ness! Para sua cama... – Disse arqueando a sobrancelha, enquanto o encarava.



- Amanhã nos vemos, amor. – Dei um selinho nos lábios dele, levantei me e caminhei em direção a porta, enquanto olhava para minha mãe encarando Jacob. Sabia que ela não havia gostado dele e que estava com o pé bem atrás com ele. Tive medo de estragar tudo e dei uma fuzilada em sua face antes de entrar, deixando claro que me perderia se colocasse o meu namoro a perder. Fui para o quarto batendo os pés de raiva.



--- xx –-



Na semana que seguiu, apesar de ainda ter ficado dois dias em Seattle, não tivemos muito tempo para ficamos juntos. Porque ele teve que ir à empresa e começar a conhecer o seu funcionamento.



Praticamente só nos falávamos pelo telefone e sentia uma grande saudade. Às vezes pedia para ir almoçar com ele, mas sempre dizia que tinha almoço com acionistas e diretores. Assim ficamos pouco tempo juntos.



Na quarta feira Jacob voltou para Londres e a despedida no aeroporto foi muito difícil, apesar de saber que na semana seguinte estaria de mudança com as irmãs.



Apesar da saudade que sentia, tinha outras preocupações e precisava me organizar para o acontecimento da semana: O Baile de formatura.



Ele seria a passagem para uma nova vida e todas as minhas amigas já tinham vestido e acompanhante. Mas eu¿ Fiquei completamente tensa em pensar que iria para o baile e não queria passar vergonha.



O vestido não seria problema, com tias completamente criativas e peruas quanto as minhas. Entretanto, o meu pesadelo maior era o acompanhante, que seria um grande problema. E como Jacob já havia dado provas do ciúme, se soubesse que fui com qualquer garoto da escola teria um ataque. E eu já até imaginava aquilo.



Naquela circunstância só me restava o meu melhor amigo, companheiro, confidente e irmão... Seth!



Peguei o telefone e liguei para ele, sabendo que negaria e ficaria morrendo de vergonha. Mas também que cederia ao meu pedido se o fizesse com carinho.



- Seth!



- Oi, docinho! – Disse com a voz triste.



- Que voz é essa¿ - Perguntei preocupada.



- Problemas na oficina. – Disse.



- Posso te pedir uma coisa¿ Com muito carinho¿ Promete que pensa¿ Você sabe que não pode me negar nada. Não sabe¿ - Ouvi um muxoxo e já imaginava a cara dele. Comecei a rir.



- Tá rindo de quê¿ - Perguntou com a voz desanimada.



- Da sua cara. – Continuei rindo.



- Você não está me vendo. – Resmungou.



- Mas imagino os olhos virando e o bico... você sempre faz bico...



- Esta bem, docinho! Vai ao ponto! To trabalhando. – Disse nervoso.



- Desculpa! – Respondi desanimada.



- Fala, Ness!



- Não! Você foi grosso! – Fiz birra.



- Vai fazer birrinha¿ Bater o pé¿ Fazer bico e cruzar os braços¿ Fala sério, docinho.



- É o baile. – Introduzi a conversa.



- E o que tem o baile¿ - Ouvi outro muxoxo e conclui que ele já havia deduzido o motivo da minha ligação.



- Você sabe... – Sussurrei.



- Eu não sou adivinho, mas posso deduzir que não convidou nenhum garoto da escola. E o Mister Universo já voltou para Londres. Se não fosse assim, certamente não me ligaria agora e estaria pendurada no pescoço dele. Então concluo que precisa de um step. – Falou de forma grotesca.



- Seth, não precisa falar assim. As coisas não são como fala e poderia ser mais gentil. Cadê o meu melhor amigo¿



- Seu melhor amigo trabalha, estuda, cuida da mãe e ainda atura a melhor amiga mala.



- AIIIII!



- Não faz doce!



- Você está antipático demais!



- E você está melosa demais.



- Tudo bem! Pensei que podia contar com você... – Falei triste e fiquei quieta, sentindo me magoada com as suas palavras.



- Tá fazendo bico, os olhos cheios de lágrimas, apertado as mãos e batendo o pé no chão¿



- Você me conhece bem. O que acha¿



- Que horas e aonde é o baile¿ - Disse rendido



- No sábado a noite e será no Hotel Plaza. Você precisará de roupas e como não comprei a minha ainda, que tal irmos ao shopping amanhã comprar¿ Tia Alice e Rosalie ficarão em êxtase por nos arrumar.- Comecei a rir imaginando as duas maluquetas alvoroçadas com as compras.



- HUM!



- HUM¿ O que¿



- Estou sem grana¿



- Seth eu pago. Afinal eu to te pedindo um favor. Então não vai encrencar com isso. Vai¿



- Sabe que não gosto de depender de você para nada, docinho. – Imaginei sua expressão constrangida, mas sabia que o que ganhava já era pouco para manter a casa e estudar. Não gastaria o seu salário com uma roupa só para me acompanhar.



- Então vem para a minha casa cedo e iremos as compras. OK¿ Meu amigucho ficará um príncipe. – Disse saltitando pela casa.



- Isso é muito gay. – Gargalhou.



- Você gosta de estragar o meu prazer.



- Não! Só constatando a sua total falta de noção.



- Vai rindo! Kkkkk



- O príncipe encantado já sabe que vai comigo¿ - Perguntou e ficou sério.



- Não... mas saberá.



- Ele não vai gostar.



- Não mesmo... tem ciúmes de você.



- AH! O gostosão tem ciúmes de mim¿ RARARARA



- Para de rir! – Ordenei.



- Bom saber!



- Bom por quê¿



- Por nada! Agora preciso trabalhar, docinho. Amanhã chegarei em sua casa por volta das seis. OK¿



- Ficarei te esperando.



- Beijo!



- Eu te amo, Seth!



- Eu também te amo, docinho!



- Não mais do que eu.



- Você não imagina o quanto. Agora preciso mesmo trabalhar. Fica bem!





Na quinta feira, conforme combinado, Seth foi até a minha casa, Alice já estava lá com Rosalie.



Fomos para uma boutique super chique no centro da cidade, onde ela e a outra doida nos arrumaram para o baile, deixando-nos impecáveis e candidatos perfeitos a rei e rainha.



Depois das compras, as duas foram bater pernas no shopping, diga-se “gastar o dinheiro da família”, e fui com Seth para o cinema ver uma comédia romântica.



Fizemos lanche, vimos o filme, caminhamos no shopping e brincamos no Play Center. E quando partimos para minha casa, já passavam das onze horas e minha mãe ficou uma fera comigo.



Jacob já havia ligado algumas vezes e fiquei temerosa que sentisse ciúmes do meu tour com Seth. Então resolvi não retornar e fui ver os meus emails e caixa de mensagens do celular.



18:09

Aonde vc foi¿ Não consigo falar com vc



19:45

Assim que chegar me liga. OK¿



20:34

Estou preocupado. Por que não me retorna¿



22:45

Vou dormi! Amanhã tento falar com vc... quero saber onde estava. Bjus





Depois de ler as mensagens no celular, liguei o computador e abri a minha caixa de email.



Neném,



Estou super cansado com essa correria toda, mas apesar disso já adiantei muitas coisas.

Já me demiti do meu emprego e começamos a arrumar a nossa mudança.

Arrumei uma imobiliária para tratar da venda do apartamento e estou receoso de não conseguir.

Rebecca aceitou muito bem a coisa da mudança, mas Rachael ficou furiosa e de inicio se recusou a ir.

Ela começou o curso na faculdade e se apegou aos amigos. Por isso não queria se transferir.

Depois de uma boa conversa, conseguir mostrar que era melhor permanecemos os três juntos. Afinal era isso que os nossos pais queriam e não posso abandonar as minhas irmãs.



Sinto a sua falta! Já liguei várias vezes e sua mãe disse que saiu com Seth¿ Eu entendi certo¿ Ela disse que ele será o seu par no baile formatura.

Não quero parecer chato e ciumento. Mas tinha que escolher logo ele¿ Que saco! Sabe que me incomoda essa aproximação de vocês.

Tudo bem! Tudo bem! Vou parar de reclamar e tentar me aproximar dele. Não é isso que quer¿

Vê se não dança muito agarradinha com ele. OK¿ Estou com os nervos em frangalhos com isso... Droga! Já to tentando me acostumar com isso.



Amanhã eu te ligo para conversar. Estou morto de saudade da sua voz... também do resto, incluindo beijo, cheiro e toques... Ah! Da bochecha vermelha de vergonha. Kkkkk Você fica linda vermelhinha de vergonha... muito gata!



Agora preciso dormi, meu neném!



Eu te adoro muito.



Bjus do seu Jake.





- Existe homem mais perfeito¿ AHHH! – Cai na cama de braços abertos, suspirando apaixonada e a porta se abriu.



- Perfeito ou cínico¿ - Minha mãe perguntou arqueando a sobrancelha.



- Mãe, para de implicar com Jacob! Para! Que droga! – Disse com raiva.



- Algo nele não me cheira bem... meus instintos maternos me dizem que ele é perigoso.



- Perigoso¿ Você acha que só porque é mãe, mais velha e viveu mais, sabe de tudo¿ - Estava com raiva e acabei alterando a voz.



- Baixa a voz, garota! Sou sua mãe e não sua amiguinha de escola! Estou conversando numa boa com você. Digo e repito! Esse Jacob Black me cheira a pilantragem e você verá isso com o tempo. Vai me dar razão! Você e seu pai são inocentes demais... acho que seu avô está de miolo mole para colocar a empresa na mão de um estranho. Mas o tempo me dará razão. Agora vai dormir! – Saiu batendo a porta e me deixou completamente paralisada com o seu ataque.



- Ela está com problema! Só pode.... mas ele é tão maravilhoso. – Rolei na cama e abracei o travesseiro.



---xx ---



A sábado passou rapidamente e quando percebi, já estava em casa com as minhas tias malucas me emperiquitando para o baile de formatura, enquanto minha mãe, no outro quarto, arrumava Seth para me acompanhar.



Quando me olhei no espelho, estava com um lindo vestido lilás longo, luvas brancas, cabelos cacheados, feitos a muito custo e ajuda do baby lise, uma leve maquiagem, usava brincos e colar com pedras rosa clarinho e um salto agulha imenso, que me dava medo de cair estatelada no chão.



Fiquei encantada ao olhar a minha face no espelho e sorri com o resultado do lindo trabalho feito pelas minhas maluquetinhas.



Saímos do quarto e quando chegamos a sala, Seth usava o smooking preto que compramos. Estava lindo, maravilhoso, gatíssimo... perfeito... Ah se não fosse Jacob¿ Ness, sua doida! Ele é seu amigo! Só isso!



- Hey! Vai ficar aí me olhando com essa boca aberta¿ Nunca viu homem bonito¿ - Disse rindo tirando-me do transe.



- Seth, você está gato demais! Ai daquelas peruas se derem em cima de você! Eu arranco os olhos! – Disse dando um tapinha em seu ombro e todos riram.



- Você e Seth são perfeitos juntos. – Alice disse batendo palminhas enquanto nos olhava com olhos brilhantes.



- Se não fosse o Jacob gostosão... – Rosalie sussurrou.



- Dá para pararem! – Disse para as duas.



- Seth é o genro que pedi a Deus... pena que ele não me ouviu. – Resmungou minha mãe.



- Mãe!! – Disse entre dentes, fuzilando a com o olhar por aquela insinuação. Tive a nítida impressão que todas eram "Team Seth" e torciam para eu por um par de chifres em Jacob... Que horrível!





- Vamos, Seth! Elas estão cansando a minha beleza. – Disse segurando a sua mão.



- Espera! – Ele parou, pegou a minha mão e colocou o anel em forma de flor. – É uma tradição, docinho. – Seus olhos brilhavam tanto ao me olhar, que chegaram a me deixar sem graça. Olhei para minha mãe e vi um sorriso maroto em seu rosto... Minha mãe está jogando Seth para cima de mim, ou é impressão minha¿ Até onde vai com essa implicância contra Jake¿ Mas que Droga!



- Obrigada, meu irmão! – Disse e vi a cara das três murcharem desanimadas. – Vamos dançar muito essa noite, amigo! – Ele me deu um braço e saímos juntos, caminhando até a limusine do meu avô que nos esperava.



- Limosine¿ Alice é louca! – Disse gargalhando.



- Suas tias se empolgam. Não é¿ - Riu e entramos pela porta, que já estava aberta.



- Boa noite, senhorita Ness. Está linda! – Jimi disse sorrindo ao entrarmos.



- Hoje está de carrão! - Brinquei com ele.



- Coisas das suas tias. – Riu para mim e deu partida depois que Seth bateu a porta do carro.



Chegamos ao hotel e vários estudantes e seus acompanhantes faziam fila para entrar. Éramos fotografados e todos riam alegremente. Vi nos olhos de Seth que estava super excitado com aquela festa.



Entramos no salão e dançamos praticamente a noite toda. Porque decidi não desgrudar dele, para que Melissa Parker não se atrevesse a chegar perto. Fiquei morrendo de raiva dos olhares que a abusada dava para ele.



Quem essa vadia pensa que é¿ Ele é “meu” amigo” “Meu!”



Dançamos músicas lentas e outras mais agitadas. Assim, pude aproveitar o máximo dos braços carinhosos do meu amigo, que apesar de se divertir, as vezes demonstrava uma tristeza em seu olhar. E quando perguntava o que era, dizia apenas que estava com problemas no trabalho.



Aquela festa foi tudo de bom e até parecia ter um toque de Alice Cullen, com toda sofisticação e grandeza de detalhes.



Pude aproveitar o máximo de cada momento, ri com meus amigos, falamos do futuro, caímos na dança, bebi muitos ponches e no final... Quando anunciaram o rei e a rainha, já não me agüentava em pé de tão bêbada que estava.



Seth foi me carregando para o carro, passando a mão ao redor do meu ombro, enquanto eu resmungava algumas coisas. Depois disso, não me lembro de mais nada.







- Seth, meu... Hiiic... Amiguinhooo... Hiiic... Você me ama??? _ Perguntei soluçando, sentando no banco de trás da limusine e me pendurando em seu pescoço.



- Até demais docinho... Até demais... _ Respondeu ele com o olhar triste.



- Você... Hiiic... Está.. Hiic... Tristeee??? _ Falei fazendo beicinho.



- Não Ness! Eu estou bem! Você está me sufocando. _ Disse tirando os meus braços do seu pescoço.



- Você não gosta de miiiim... Haaaaaa... Hiiic... Haaaaa... Hiiic... _ Comecei a chorar, mas não um choro de verdade, era um choro de pura manha. Daqueles que as crianças faziam para serem pegas no colo ou para ganharem chocolates.



- Para com isso docinho! _ Falou ele se virando, de forma que ficasse sentado de frente para mim. - Pára com esse drama... Você sabe que eu te amo e sempre vou te amar!!! _ Afirmou segurando meu rosto com as duas mãos e fitando profundamente meus olhos. - Você é muito chata quando está bêbada. Sabia?? Falou rindo e chegando cada vez mais perto do meu rosto. Consegui sentir sua respiração.



- Eu... Hiiic... Não sou... Hiiic... Chata!!!! _ Xinguei ainda soluçando.



- É sim!!! _ Continuou Seth.



- Não sou não!!! _ Retruquei fazendo beiço.



- É sim, é sim!!! _ Disse ele rindo para me provocar. E cada vez chegando mais e mais perto. Seu nariz já estava roçando no meu.



De repente tudo começou a girar e fiquei tonta... Pisquei várias vezes e tentei me concentrar no seu olhar, para ver se conseguia fazer com que a minha visão se estabilizasse. Mas acho que ele entendeu errado. Pois seu rosto começou a se inclinar lentamente e seus lábios foram se aproximando dos meus. Tudo aconteceu em câmera lenta e parecia que nem era comigo. Parecia que estava sentada em uma poltrona assistindo tudo em uma tela grande de cinema. Como eu estava completamente anestesiada pela bebida e totalmente hipnotizada por seus olhos que me fitavam, não me restou outra escolha a não ser... Deixar acontecer...



Enfim sua boca chegou na minha e o que era o ar de sua respiração, foi substituído pelo gosto dos seus lábios. Era tão diferente de Jacob, por mais que fosse bom e apaixonante, os beijos de Jacob tinham uma certa voracidade, desejo e luxúria. Mas Seth não... Ele era calmo, doce, macio... Meu coração começou a bater mais forte. Então ele me puxou para mais perto de si e pediu passagem para sua língua e eu, inconscientemente cedi.



Sua língua era ágil e explorou cada canto de minha boca, como se estivesse descobrindo um verdadeiro tesouro.



Sua mão subiu até meu rosto e ele começou a fazer carinho em minhas bochechas enquanto me beijava. Deu leves mordiscadas em meu lábio inferior e então olhou em meus olhos novamente.



- Desculpa, docinho... Foi mais forte que eu...







Acordei assustada, sentando na... Cama??? Como vim parar aqui??



De repente um enjôo horrível tomou conta do meu estomago, coloquei a mão esquerda sobre a barriga e fiz cara de dor. Corri para o banheiro e vomitei várias e várias vezes. Me lavei e escovei os dentes para tentar tirar aquele gosto de vômito da boca. Voltei para o quarto e sentei sobre a cama. Eu não conseguia me lembrar de absolutamente nada do que havia acontecido comigo na noite anterior. Então as lembranças do meu sonho vieram a minha mente.



Levei minha mão até a boca e a acariciei de leve. Será que foi apenas um sonho mesmo??? Parecia tão real...



Depois de ficar mais de meia hora pensando e repensando no que poderia ou não, ter sido um sonho, levantei-me da cama e fui ver se havia alguém em casa. Mas logo vi que estava completamente sozinha! Meus avós foram para Nova York fazer uns exames, minha mãe teria um chá de caridade e minhas tias certamente estariam com ela. Então passei a minha tarde de domingo navegando na internet.



Tentei falar com Jacob varias vezes, mas não consegui. Podia jurar que ele estava mordido pela festa e formatura... Não pela festa em si, mas pelo acompanhante. E por isso, não queria falar comigo. Veio me na cabeça que talvez ele pudesse ter motivos para ter ciúmes. Apesar de eu amá-lo incondicionalmente, ainda não tinha certeza do que havia acontecido na noite anterior. Afinal, eu poderia ter traído sua confiança. O que me deixou bastante preocupada.



Então para não ficar quebrando a cabeça com esses pensamentos, já que não conseguia me lembrar de nada e nem falar com Jacob, fui para cozinha, fiz brigadeiros, voltei para o meu quarto, liguei a TV e fiquei vendo filme até o final do dia.