quinta-feira, 4 de novembro de 2010


Capítulo 18 Máscaras – Parte 2- POV JACOB



Acordei de um sono profundo, assustado, com os gritos de Becca vindo da cozinha. “Mas que “PO” é essa?” Levantei correndo e fui ver o que estava acontecendo.





- EU MATO VOCÊ SUA VACAAAAAA... _ Gritava Becca se pegando pelos cabelos com Rachael.



- O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI??????? _ Perguntei irritado tentando afastá-las.



- Essa oferecida deu em cima do carinha que EU to ficando na faculdade! _ Disse Rachael fuzilando a outra com os olhos.



- QUE MENTIRAAAA!!!! EU que to ficando com ele! _ Contradizia ela.



- Da onde você tirou isso garota???? _ Perguntou Rachael com tom de indignação.



- Desde a primeira vez que eu transei com ele!!! _ Revelou Becca.



- O QUEEEEEEEEEEE??????? VOCÊS TRANSARAAAM??? SUA “PIIIIIIIIII” _ Gritou Rachael se soltando de minhas mãos e se atirando para cima de Becca fazendo com que caíssem no chão. “Credo... Nunca havia visto Rachael assim... Onde foi parar minha irmã calma, cheia de razões?”



- CHEGAAAA!!! AS DUAS!!!! _ Gritei de certa forma, que até Renesmee que morava em Seatle deveria ter ouvido. Elas param de se bater imediatamente e olharam para mim assustadas. _ NUNCA PASSOU PELA SUAS CABECINHAS DESMIOLADAS QUE AS TROUXAS AQUI SÃO VOCÊS??? QUE ESSE MANÉ ESTÁ FAZENDO AS DUAS DE IDIOTAS E QUE ESTÁ FELIZ DA VIDA POR TÊ-LAS BRIGANDO POR ELE E AINDA PODER TRANZAR COM AS DUAS??? _ Falei perdendo o ar. – E AGORA CHEGA!!! ENTREGUEM-ME OS CELULARES E VAI CADA UMA PRO SEU QUARTO! _ Disse esticando uma mão para cada uma entregar.





Elas me olharam cabisbaixas, me entregaram os celulares e foram cada uma para o seu quarto. “Onde já se viu? Duas mulheres feitas brigando por causa de homem... Era só o que me faltava. Nessa idade ter que dar uma de pai. “PO” de vida!!” Voltei para o meu quarto, joguei os aparelhos em cima da cama e liguei o computador.



Abri meu e-mail e para o meu espanto... Nada! Nenhum e-mail de Renesmee. Peguei meu celular... Nada também! Nenhuma mensagem, nem ligações. “Quem essa vadiazinha está pensando que é para ficar me ignorando? Você me paga Renesmee! Nunca senti tanta raiva em toda a minha vida... Você me paga!” Pensei dando um murro na tela do computador.



Olhei para o relógio, eram nove horas da manhã. Disquei o numero de sua casa. Tocou um, duas, três vezes, até que ouvi a voz familiar da sua mãe.





- Alô! _ Falou Bella.



- Alô, Bella? É o Jake! _ Disse tentando parecer simpático.



- Ah, oi Jacob! _ Respondeu com a voz desanimada.



- Eu poderia falar com Renesmee? Não consegui falar com ela ontem, o dia todo. _ Quem me ouvisse falando diria que eu era o bom moço mais inocente da face da terra. Enganaria qualquer um, menos... Bella!



- Ela ainda está dormindo Jacob! Ontem ela passou o dia todo com Seth no shopping e eles acabaram chegando tarde! _ Afirmou com tom satisfeito. Aquilo me subiu o sangue de uma maneira, que tive que me controlar pra não mandar ela e a filhinha vadia dela a “PU” que “PA”... “Então eu estava certo! Essa vadiazinha estava com aquele amiguinho de merda dela! Você me paga Renesmee... Aaaah se paga! Você vai sofrer em minhas mãos...”



- Ok Bella! Obrigada. Tchau! _ E foi só o que consegui responder antes de jogar o celular contra a parede e quebrá-lo em mil pedacinhos. Nem ouvi ela se despedir.





“Quem essa vadia está pensando que é? Você não sabe com quem está lidando Renesmee... Você não perde por esperar... Não sabe nada do que eu sou capaz... Só espero que não esteja aprontando nada com esse merdinha do Seth, porque se estiver eu mesmo vou matá-lo... Com as minhas próprias mãos... Que ódio!!!!”



Comecei a jogar tudo o que via pela frente, para o chão. Quebrei meu quarto inteiro de tanto ódio que eu estava sentindo. De tanto ciúme... “Mas que droga é essa Jacob? Você nunca sentiu ciúme de ninguém e agora deixa que um simples rostinho bonito te tire do sério???” Mas o problema é que não era apenas um rostinho bonito... Era o rosto mais lindo, mais meigo, mais doce e mais perfeito que eu já vi em toda a minha vida.



Ela era extremamente perfeita. Seus lábios eram delicados, seu nariz pequeno, sua pele branca como a lua e seus olhos, azuis como duas pedras raras de safiras. Sua voz suava doce em meus ouvidos e seu perfume embriagava-me completamente. Eu não sabia o que estava acontecendo comigo. A única coisa de que sabia é que eram coisas estranhas que nunca havia sentido antes, que me faziam bem, mas que ao mesmo tempo me faziam sentir um ódio descomunal por estar me desviando da única meta que eu tinha em minha vida... A vingança contra os Cullens.



“Foco, Jacob! Não vai deixar que essa Cullenzinha metida à besta te desconcentre do maior plano de sua vida! Lembre-se de que se tornará um homem rico e poderoso. Terá as mulheres mais lindas aos seus pés e não precisará mais dessa vadia Cullen! Vingança, Jacob! Vingança!”



Novamente me joguei em minha cama e fiquei escutando o meu conflito interno. Pensando em como seria as coisas depois que nos casássemos, se eu conseguiria seguir meu plano a risca, sem fraquejar. A vida inteira eu tive certeza do que queria, mas depois que a conheci... Não tinha mais tanta certeza assim! Depois de alguns minutos acabei pegando no sono, já que minhas irmãs haviam me acordado mais cedo, devido as suas gritarias.



Quando acordei já era noite, olhei no relógio e já era passado das oito horas. Levantei e fui tomar banho. Estava tirando as espuma do meu corpo quando escutei a porta do banheiro se abrir.





- Rachael? Becca? _ Ninguém me respondeu. – Quem está aí? _ Perguntei passando a mão no boxe, para tentar desembaça-lo. Vi apenas um vulto. – Se não me responder vou dar “PO”! _ Falei já ficando nervoso.



- Calma, gostosão! Só vim te fazer um agradinho! _ Disse Casy abrindo a porta do boxe e entrando completamente nua.



- O que você está fazendo aqui Casy? _ Perguntei a olhando dos pés a cabeça. A vadia poderia até ser uma mula, anta e até mesmo insuportável, mas era gostosa! Olhei para os seus seios eriçados e lembrei-me dos peitinhos durinhos e pequenos de Renesmee... “Como eu queria aqueles peitinhos...” E no mesmo instante meu “CA” começou a pulsar.



- Surpresa! _ Ela falou se pendurando em meu pescoço e me beijando sem nenhum tipo de pudor. Casy mais parecia uma cadela no cio. Comecei a pensar no meu neném, em como ela era linda, gostosa e como sua “BU” deveria ser apertadinha. No mesmo momento fiquei ainda mais excitado, aproveitando a situação para me aliviar de toda a tensão.





Puxei-a para mais perto de mim e apertei sua bunda com força de maneira que ela gemesse em meu ouvido. De repente ela parou o beijo e começou a descer lambendo todo o meu peitoral, barriga e por fim chegando ao meu “CA”. Começou a chupá-lo com fúria e fome... Sim... Muita fome... Porque do jeito que ela estava chupando, parecia que iria engoli-lo a qualquer momento.



Tentei ao máximo não pensar na velha babona que me assombrava, mas foi praticamente impossível na posição em que Casy estava. Então antes que eu corresse o risco de brochar novamente, levantei-a com força e a virei de costas para mim. Ela se apoiou na parede e empinou aquela bunda de vadia em minha direção.



Comecei a estocá-la com força enquanto meus pensamentos corriam para o corpo de Renesmee e minha imaginação materializava como seria estar fazendo isso em sua “BO” virgem e apertadinha.





- Mais, Jake... Aaaaaaaah... Aaaah... Aaaah... Mais! _ Comecei a estocá-la cada vez mais rápido e forte, dando violentos tapas, em sua bunda, deixando marcas vermelhas devido ao peso de minha mão e ao calor da água que caía do chuveiro.



- Ooooow... Assim que você quer cachorra? Oooow... Ooooow... _ Perguntei massageando seus seios fartos de silicone com a mão que estava livre.



- Aaaah... Você sabe... Aaaah, aaah, aaaah, aaah... Que gosto de... Aaaah, aaaah, aaah... Apanhar, não é mesmo bonitão?! _ Disse entre gemidos enquanto eu batia e a estocava cada vez mais forte...



- Ooooow... Oooow... Eu vou... Ooooow... Gozar! _ Avisei antes que meu “CA” explodisse dentro da sua “BO”. Nesse momento apenas uma imagem veio em minha cabeça... – Renesmee... _ Murmurei sem querer.



- O QUÊ??????? _ Perguntou Casy saindo de cima do meu “CA” e se virando rapidamente para me encarar.



- O que, o que? _ Retruquei confuso.



- EU OUVI DIREITO??? VOCÊ DISSE O NOME DAQUELA VADIAZINHA CULLEN???? _ Ela parecia estar com muita raiva.



- ESTÁ LOUCA CASY? DEU DEFEITO? DA ONDE VOCÊ TIROU ISSO? _ Perguntei ficando irritado. Quem ela pensa que é pra falar desse jeito comigo. “Ah não... Só lamento, mas dessa vez você escolheu o dia errado pra me tirar do sério!” – E VAI EMBORA TAMBÉM, ESTOU EM UM DIA PÉSSIMO HOJE E NÃO QUERO TER QUE FICAR OUVINDO SUPOSIÇÕES RIDICULAS VINDAS DE VOCÊ!!!! _ Gritei. Ela literalmente bufou de raiva, me fuzilou com os olhos e antes de sair ainda me ameaçou.



- Tudo bem Jacob! Eu vou, mas não pense que se verá livre de mim. Eu não sou surda e nem cega. Ouvi muito bem você chamando o nome dela e estou vendo perfeitamente que você está apaixonado. Só que se eu desconfiar que por acaso você esteja me deixando de lado, pode ter certeza que faço você parar na cadeia... Ouviu bem? _ Disse de uma só vez, fazendo-me ficar completamente nervoso e sem ação.



- Você só pode estar louca Casy! Olha bem pra minha cara, pesquisa meus histórico, que aliás você conhece muito bem, e me diz se eu tenho cara de bobinho apaixonado?! Faça-me rir! _ Falei em tom debochado.



- Eu espero estar enganada, Jacob... Eu sinceramente espero! _ Disse, por fim saindo de dentro do boxe.





Quando ouvi a porta do banheiro bater, em sinal de que ela finalmente havia ido embora, comecei a dar socos na parede, até meus punhos começarem a sangrar. “Que “PO”... Quem ela pensa que é pra ficar me ameaçando? Maldito dia em que conheci Casy e resolvi comer a sua “BO”! Ela é a pior praga que poderia ter entrado em minha vida. Eu sou Jacob Black! E Jacob Black se vinga de cada um que pisa em cima dele! E você Casy... Se prepara! A vingança tarda... Mas nunca falha!”



Saí do banho e fui comer alguma coisa. A casa estava completamente silenciosa. Casy já havia ido embora e minhas irmãs provavelmente deveriam ter saído, se não se mataram antes. Cheguei à cozinha, preparei torradas com ovos, bacon e suco de laranja. Após estar com a barriga cheia voltei ao meu quarto, que estava uma zona por sinal. Comecei a juntar as coisas e a jogar as quebradas no lixo.



Achei os pedaços do meu celular, tentei montar, mas sem sucesso. Esse não funcionava mais, amanhã teria que comprar outro. “Droga! Agora vou ter que esperar mais um dia para poder falar com Renesmee! Mas que “PO” Jacob! Você só faz merda!” Se bem que com o mau humor que estava era bom nem falar com ela, ou minha máscara cairia antes da hora.



Não demorou muito até que eu pegasse no sono novamente. Quando fico “P” da vida a melhor coisa que faço é dormir. Eu já sou ruim o sem precisar de incentivos, agora imagina quando estou com raiva?! Sou o mal em pessoa!



Acordei na sexta-feira com uma “PO” de uma dor de cabeça e nem levantei da cama. Chamei Rachel... Nada! Chamei Becca... Nada! “Mas que merda! Essas duas não conseguem ficar em casa um segundo se quer?!” Levantei segurando a cabeça e fui até o banheiro fazer minha higiene. Olhei no relógio e vi que já era quase meio dia. Eu precisava sair e comprar um celular ou enlouqueceria! Comi alguma coisa qualquer que achei na cozinha e saí.



Voltei para casa já estava anoitecendo. Demorei até encontrar algo que me agradasse e quando finalmente encontrei... Não deu pra comprar! Todos os meus cartões estavam estourados e a “PO” da secretária conferiu se meu cheque tinha fundos. Fui praticamente escorraçado da loja, como se fosse um mendigo pedindo esmolas.



“Vocês também vão se arrepender! Não sabem com quem estão lidando... Ainda voltarei aqui e quando voltar... Serei dono das empresas Cullen e vocês, seu bando de perdedores, estenderão um tapete vermelho para eu pisar em cima! Gentinha medíocre!”



Fui a várias outras lojas, eu precisava encontrar um celular barato, mas que fosse apresentável, para que os Cullens não percebessem o quanto estava no fundo do poço. Foi então que apelei para uma lojinha no centro da cidade, onde havia celulares simples com carcaças das mais novas modernidades. Comprei e voltei correndo para meu apartamento, eu precisava ouvir a voz de Renesmee, urgentemente!



Cheguei, coloquei meu chip e logo disquei o número do seu celular. Tocou uma... Duas... Três... Quatro... Oito... Dez vezes até que caiu na caixa postal. “Que diabos essa garota está querendo??? Ela quer me enlouquecer??? Me tirar do sério??? Pois bem... Está conseguindo... Nunca senti tanto ódio em toda a minha vida! Atende sua vadia!!! Atende!!!!” Tentei mais três vezes até que ela atendeu.





- Oi, meu amor? _ “Oi meu amor??? Que “PO” é essa de meu amor?? Como se nada tivesse acontecido?? Como se ela não tivesse passado DOIS dias sem me atender??? Como se a vaca da Bella não tivesse dito que ela estava com Seth??? Aaaah Renesmee... Você não sabe mesmo com quem está lidando...” Pensei com raiva. Mas tentei disfarçar.



- Oi, neném! Que saudade! Porque não me atendeu, nesses últimos dois dias? _ Perguntei com os dentes trincados.



- Eu não quis te incomodar no dia em que voltou de viagem, pensei que queria descansar! Ontem passei o dia todo com Seth, fomos no shopping, no cinema e... _ A cortei na mesma hora, ou quebraria meu quarto inteiro oura vez.



- Por favor! Poupe-me de detalhes! _ Falei irritado.



- Hummm... Tem alguém com ciúmes aqui? _ Perguntou tentado fazer graça da situação.



- Não é ciúmes neném! Mas se põe no meu lugar... Você gostaria que eu saísse com outra mulher enquanto você estivesse longe e louca para estar comigo? _ Perguntei pegando um copo nas mãos.



- Jake! Você sabe que não é bem assim, meu amor! Seth é meu melhor amigo e só foi me acompanhar ao shopping para comprarmos nossas roupas para a formatura que será amanhã! _ Afirmou ela com tranqüilidade.



- NOSSAS ROUPAS?? Ele vai junto com você Renesmee? _ No mesmo instante apertei o copo com tanta raiva que ele se quebrou fazendo pequenos cortes em minhas mãos.



- Sim! O que tem de mais nisso? Ele é meu amigo Jake! A-M-I-G-O! _ Ela soletrou. – E além do mais, eu não confiaria em mais ninguém além de Seth para me acompanhar. _ Disse segura. Meu sangue ferveu.



- Tudo bem neném! Se você acha que tem que ser assim... Será! _ Falei tentando manter a calma na voz. – Agora preciso desligar, tem gente batendo na porta. Deve ser o sindico, pedi que me arrumasse algumas caixas para encaixotar meus objetos pessoais. _ Tive que mentir pra não perder o controle com ela.



- Ok amor! Agente se fala então! Já vou avisar que amanhã provavelmente não conseguirei falar com você, pois minhas tias não me darão folga. Vão passar o dia todo me arrumando e me emperiquitando. Portanto, não fique brabo comigo! _ Pediu ela e pude imaginar o beicinho que estava fazendo.



- Está bem, neném. Não ficarei! Agora preciso desligar! Tchau! _ Desliguei. Não esperei ela me responder e nem mandei beijo, era para ela sentir que eu estava magoado, mas não que eu estava completamente fora de mim.





Fiquei imaginando, ela linda e maravilhosa, toda maquiada, com um maravilhoso vestido marcando cada curva de seu corpo escultural e... Seth a acompanhando! “Maldição! Será que esse pé rapado não vai sair do meu pé? Será que vou ter mesmo, que tomar medidas drásticas e sujar minhas perfeitas e lindas mãos??” Olhei para elas e fiquei as observando. “Olha só o que me faz fazer sua vadia!” Pensei cheio de ódio atirando contra parede a primeira coisa que vi pela frente... E lá se foi o meu celular novo!



Passei o final de semana inteiro inquieto, sem saber o que fazer e nem como agir. Eu não tinha dinheiro para comprar outro celular e minha internet foi cortada no sábado por falta de pagamento. “É Jacob! Você chegou ao fundo do poço. Está mais do que na hora de comer aquela vadiazinha Cullen e tomar tudo o que é da sua família!”



Na segunda e na terça-feira, eu e minhas irmãs, que ainda estavam se estranhando um pouco, passamos o dia inteiro arrumando nossas coisas e nos desfazendo dos móveis. Por fim colocamos o apartamento a disponibilidade para outros que quisessem alugá-lo. Para a minha incrível sorte, Casy não deu as caras nenhum dia, após o episódio no banheiro. Acho que ela realmente se ofendeu quando, sem querer, falei o nome de Renesmee. “Tomara mesmo, que aquela cachorra não me procure nunca!” Pensei satisfeito.



No outro dia, na quarta-feira, Becca, Rachael e eu finalmente nos encaminhamos para o aeroporto, o portal que nos levaria ao nosso novo destino. Uma nova vida começava a partir daquele momento e eu venceria todos os meus objetivos. Antes de embarcar, peguei o celular de Rachael e liguei para Ness, avisando o vôo e a que horas mais ou menos iríamos chegar.



Assim que entramos no avião, lembrei-me da velha babona e preferi não arriscar, então, para não acontecer nenhum tipo de incidente desta vez, coloquei Becca sentada com a senhora, que deveria ser do meu lado e sentei-me com Rachael. “Que “PO” porque toda vez eu tinha que dar o azar de sentar ao lado de uma velha??? Só pode ser castigo!”



Quando pousamos no aeroporto de Seatle, desembarquei do avião animado e com sede de vingança. Eu fiquei tão perturbado e com tanta raiva de Renesmee nessa última semana que passou, que eu já nem estava me importando com seus sentimentos. Eu queria é acabar com a vida da sua família e agora... Com a dela também.



Mas como nada do que é planejado dá totalmente certo, assim que avistei Renesmee no portão de desembarque, novamente meus planos foram por água a baixo. Deixando-me totalmente desnorteado afundando no mar azul que eram seus olhos de safira. Meu coração disparou e minhas mãos ficaram totalmente geladas, minhas pernas tremeram e minha boca ficou seca ansiando pelos seus beijos.



Então ela correu até mim e se jogou em meus braços, cheia de saudade e amor. Naquele momento, toda a raiva que eu havia concentrado em meu coração durante esses dias, pelo ciúme que senti por ela ter me deixado de lado, preferindo aquele amiguinho ridículo ao invés de mim e todo o ódio, e que eu pretendia usar a meu favor, para que não fraquejasse diante dela, evaporaram imediatamente. Deixando-me totalmente sem saber o que fazer.



Tomei-a em um beijo avassalador, não me importando com a multidão que nos observava curiosos. Eu estava com ânsia de sua língua tocando na minha, de seus lábios envolvendo os meus. Eu precisava dela, assim como notei que ela também precisava de mim. Eu não consigo mais ver o meu futuro sem os seus beijos e seus toques, sem ouvir o som de sua voz ou sentir o cheiro de sua pele. E foi apenas naquele momento, em que eu percebi o quanto estava completamente perdido.



Depois que nos acalmamos e recuperamos nossos fôlegos apresentei minhas irmãs a ela. Rachael não escondeu o quanto estava preocupada com o que eu estava prestes a fazer com sua família e Becca empinou o nariz e faz cara de nojo, olhando Ness dos pés a cabeça. Talvez fosse orgulho ferido, já que minha irmã, egocêntrica, não esperava que a Cullen fosse muito mais bonita do que ela.





- Neném, essa é Rachael a minha irmã caçula e essa Rebecca, mas pode chamar de Becca. _ Falei apontando para cada uma delas conforme dizia seus nomes.



- É um prazer! _ Falou Rachael com aquela cara de preocupada, dando um beijo em seu rosto. “É bom você desamarrar essa cara maninha, ou vai se ver comigo depois!” Pensei irritado.



- Oi! _ Disse Becca sem vontade, fazendo muxoxo. “Essa é outra que se não melhorar essa cara, vai se ver comigo. Quero pegar uma por uma pelos cabelos.”



- Amor! Meu avô mandou que arrumassem o apartamento de vocês ontem e eu supervisionei tudo. Acho que vocês três vão gostar da vista e da decoração. _ Afirmou Ness tentando parecer simpática diante das duas que mais pareciam bichos do mato.



- Certamente que sim, neném! _ Respondi a puxando para mais perto de mim, dando um beijo em seu rosto e caminhando em direção a saída.



- Jimi está a nossa espera. _ Falou e vi que ficou observando minhas irmãs.



- O que foi? _ Perguntou Becca antipática, como se quisesse tirar satisfação pela curiosidade dela.



- Vocês são lindas! _ Confessou Renesmee.



- Certamente que sim _ Respondeu Becca dando de ombros e demonstrando desdém. – Esperava o quê? Duas bruxas¿? Rarara!



- Becca, para! _ Rachael advertiu. – Ela só quis ser simpática. Afinal é nossa cunhada.



- Cunhada? Rararar... Faça-me rir! _ Debochou a outra.



- Vamos parar com isso! _ Ordenei olhando-a severamente. Ela revirou os olhos e fez bico.



Seguimos calados para o carro e o clima ficou tenso. Sem querer apertei a mão de Ness de tão nervoso que estava com a situação que Becca e Rachael estavam me causando. Vi que ela ficou quieta e constrangida com o acontecido. Mas eu deixaria para falar com ela somente quando estivéssemos a sós.



Chegamos ao carro e Jimi colocou nossas malas no bagageiro. Acomodamo-nos em nossos lugares e seguimos para o apartamento em que minhas irmãs e eu ficaríamos. Tudo estava quieto e apenas fiz carícias em suas mãos.



- Chegamos! – Disse Jimi estacionando o carro.



- Neném, eu subirei com minhas irmãs para arrumar as coisas. Você já sentiu o clima e percebeu que não está nada bom. Por isso peço que vá para casa e mais tarde eu a procuro. Quero evitar mais brigas e agora não é o momento para tentar se aproximar. – Sussurrei em seu ouvido. Percebi que ela encarou as gêmeas e assentiu com a cabeça.





Saímos todos do carro e então ela me entregou a chave, com a indicação do andar e o número do apartamento que deveríamos ir. Mas antes de subir, puxei-a pela cintura e colei nossos lábios, beijando-a com intensidade, movi minha língua, explorando cada canto de sua boca. Havia muita saudade e tensão naquele beijo, queria que não acabasse nunca. Eu não queria largá-la... Queria poder esquecer tudo e sumir no mundo com ela. Mas eu não podia... Deveria seguir com o meu plano sem fraquejar. E assim que deveria ser!





- Ah neném... Estou louco para namorar um pouco... Morrendo de saudade... OH Goshhh! _ gemi entre a sua boca.



- Eu também... – Sussurrou ofegante.



- Assim que terminarmos tudo por aqui, vai até a sua casa e te pego para darmos um passeio. – Disse beijando suavemente o seu pescoço. – O seu cheiro me entorpece, neném... Como quero passar o resto do dia com você... Como preciso de você...



- Jacob, vamos! Estamos cansadas! – Ouvi uma voz mal humorada dizer.



- Já vou, Becca! – Respondi rispidamente revirando os olhos, ao perceber de quem se tratava.



- Então, não demora! – Disse batendo o pé e cruzando os braços enquanto nos encarava.



- Até breve, neném! – Beijei sua testa e entrei no prédio.





Fechei minha cara e não olhei para elas até encontrarmos o apartamento e entrarmos nele. Tranquei a porta e despejei tudo o que tive vontade.





- ESCUTA AQUI SUAS DUAS CRIAS MIMADAS! VOCÊS TRATEM DE MELHORAR ESSAS CARAS DE “C-Ú”, PORQUE SE NÃO, SEREI OBRIGADO A MANDÁ-LAS DE VOLTA PARA NOVA YORK E SEM MESADA! TERÃO QUE TRABALHAR PARA PODER COMER E PAGAR FACULDADE! CHEGA DE MORDOMIA! CHEGA DO BURRO DE CARGA AQUI, TER QUE TRABALHAR PARA SUTENTÁ-LAS PORQUE AS DUAS MULAS NÃO QUEREM COOPERAR COM NADA! QUE VIREM PROSTITUTAS! EU NÃO LIGO! QUE DANEM-SE! E SE POR ACASO UMA DE VOCÊS DER COM A LÍNGUA NOS DENTES E ABRIR A BOCA PARA FALAR ALGUM COMENTÁRIO SE QUER, SOBRE OS MEUS PLANOS, EU NÃO SEI NEM, DO QUE SOU CAPAZ... MAS PODEM TER CERTEZA DE QUE NÃO FICARÃO IMPUNES! ENTENDERAM? _ Falei de uma só vez. Como se todo o ódio que havia evaporado quando eu estava com Renesmee, tivesse voltado naquele instante... As duas se encolheram sentadas no sofá, pareciam dois cachorrinhos acuados. Mas era bom. Pelo menos assim elas aprendiam a ter respeito por tudo o que eu fazia por elas.



- Tudo bem Jake! Nós não iremos atrapalhar nada! Só espero que você caia na real antes de concretizar esse plano ridículo que você diz ser tão genial. _ Falou Rachael abraçada em Becca que me olhava apavorada e não tinha coragem para falar nada.



- EU SEI O QUE FAÇO! _ Disse com os dentes trincados.



- NÃO SABE NÃO! _ Retrucou Rachael. – SE SOUBESSE VERIA QUE AMA RENESMEE E QUE ELA NÃO TEM CULPA PELOS ERROS DO AVÔ... _ Fez uma pausa. – QUE NA VERDADE NEM ERA O VERDADEIRO CULPADO. PORQUE O ÚNICO CULPADO NESSA HISTÓRIA TODA FOI O NOSSO PAI! E VOCÊ SABE DISSO! _ Continuou com lágrimas escorrendo em seu rosto. Caminhei até ela e me ajoelhei em sua frente. Eu poderia estar sentido toda a raiva que existisse, mas não agüentava ver minhas irmãs chorando. Esse definitivamente era o meu ponto franco. Limpei suas lágrimas com as costas das mãos.



- Não faz assim minha irmã! Você tem que aceitar que o que está decidido, está decidido! Eu cheguei até aqui e não posso voltar atrás! Já conversamos sobre isso e você me prometeu que não discutiria mais! _ Tentei argumentar.



- Mas eu não agüento Jake! Não consigo ver a bondade nos olhos de Renesmee, saber tudo o que está prestes a fazer com ela e não poder fazer absolutamente nada! _ Explicava em meio ao choro enquanto Becca observava tudo sem falar nada.



- Eu não posso pensar nisso! Eu tenho que pensar na vingança que prometi ao nosso pai. Tenho que pensar em nosso bem estar e em um futuro para nós! Confia em mim? _ Pedi a abraçando.



- Como já disse antes meu irmão. Eu não confio e não entendo, mas aceito e somente porque não tenho outra escolha. _ Falou se rendendo ao meu abraço.





Após essa conversa desgastante, nós três fomos conhecer o apartamento. Ele era bonito e até mesmo aconchegante, mas não chegava nem perto de onde eu queria estar um dia. Isso era como se fosse uma sala de espera, para o melhor que ainda estava por vir. Cada uma pegou seu quarto e o maior ficou para mim.



Meu quarto era muito elegante, diga-se de passagem. Era todo branco, com móveis brancos também, com detalhes em preto, havia incríveis quadros abstratos nas paredes, havia meu próprio closet e meu próprio banheiro, com banheira de hidromassagem. “Adeus chuveiro que não esquenta no inverno!” Pensei abrindo um sorriso de satisfação.



Arrumamos nossas coisas e fomos para a mansão dos Cullen, onde Renesmee e sua família nos aguardavam para jantar. A noite passou tranqüila e minhas irmãs até se comportaram. Não foram simpáticas, mas também não foram antipáticas. Elas foram... Razoáveis.



No dia seguinte, comecei a trabalhar na empresa, onde Carlisle ficou o tempo todo me auxiliando e mostrando o que e como deveria fazer. No meio da tarde, ele foi chamado para uma reunião de emergência me deixando completamente sozinho em sua sala a sua espera. Aproveitei a brecha e entrei em seu computador que estava aberto. “É um velho burro mesmo! Quem em sã consciência deixaria seu computador aberto e sem senha? Bom para mim!”



Olhei cada detalhe, cada pasta e cada arquivo que continha ali. Imprimi o máximo de coisas que consegui como números de contas, listas de clientes e listas de fornecedores. Eu precisava verificar cada detalhe daquilo tudo para encontrar alguma forma de desviar dinheiro.



Foi então que notei uma pasta nomeada como “Renesmee Cullen”, rapidamente a abri e verifiquei o que continha ali dentro. Um grande sorriso se formou em meu rosto. “Aaaah, então quer dizer que é a empresa que banca todas as suas mordomias, neném?? Escola, cursos, shoppings, festas, cartões de créditos, absolutamente tudo! Eu preciso dar um jeito de me tornar dependente de você! Assim a Cullen bancará todas as minhas despesas também!”



Imprimi todas as suas contas e gastos, para verificar isso com muita atenção. Aqui eu precisava ser rápido porque logo Carlisle chegaria. Assim que guardei a última folha dentro da minha pasta e me sentei no sofá, Carlisle entrou pedindo desculpas pela demora. “É... Dessa vez você teve mais sorte do que juízo Jacob Black!” Sorri de canto.



A semana passou rapidamente. Quase não vi Renesmee nos últimos dias, pois ficava o tempo inteiro na empresa tentando ficar a par de tudo. Estava com saudades dela, do seu corpo, seus toques e beijos. Já não agüentava mais ter que ficar aliviando meu “CA” com minhas próprias mãos o tempo inteiro.



Estava tão necessitado, que tinha que gozar no mínimo quatro vezes ao dia. Meu futuro sogro, Carlisle, já deveria estar achando que eu tinha problemas de bexiga devido às varias vezes que ia ao banheiro durante o dia. Então diante de tudo isso, mas principalmente pela minha necessidade de sexo, decidi que seria à hora de pedir Ness em casamento. Comprei a aliança e a guardei para quando houvesse a oportunidade certa. Aproveitei uma visita à galeria de Alice, onde estávamos todos reunidos para fazer o pedido.





- Renesmee! _ Disse com a voz cerimoniosa enquanto pegava sua mão delicadamente.



- AH? – Ela me olhou sem entender nada. Ajoelhei-me em sua frente, beijei sua mão e continuei falando.



- Eu amo você... _ Hesitei ao confessar essas palavras para o meu próprio coração. – Sei que é estranho, afinal só estamos juntos há semanas e já estou declarando amor. Mas a verdade é que estou perdidamente apaixonado por você e não consigo mais me ver sem o seu amor. _ Beijei sua mão novamente. Como eu queria que tudo isso fosse apenas uma grande encenação, uma grande vitória por estar finalmente conseguindo o que queria, a destruição dos Cullens, mas infelizmente a verdade existia em minhas palavras. – Quer casar comigo? _ Pedi sinceramente... Sim... Por incrível que possa parecer, e para o meu completo desespero, eu estava sendo sincero! Como nunca havia sido em toda a minha vida. Senti meu coração bater descompassadamente. Vi que Renesmee nem conseguiu responder e apenas assentiu com a cabeça. Seus olhos começaram a lacrimejar e notei o quanto estava nervosa. _ Aceita? _ Perguntei.



- Aceito! _ Afirmou. Então tirei uma delicada caixinha de veludo de dentro paletó, abri e dentro dela, havia uma linda aliança com pedra azul turquesa. Coloquei a aliança gentilmente em seu dedo e beijei.



– SENHORES, SENHORAS! ATENÇÃO!! _ Praticamente gritei fazendo com que todos prestassem atenção em nós. Percebi que suas tias estavam quase dando pulos de alegria, mas sua mãe estava vermelha, não sei se de raiva, medo ou pavor. – Eu amo essa moça e acabo de pedi-la em casamento! _ Anunciei orgulhoso e todos começaram a aplaudir, e o que seria uma exposição na galeria de Alice, acabou virando uma grande festa. Vi que seus avós sorriam, seu pai tinha jeito de orgulhoso, seus tios estavam felizes e os convidados aplaudindo.



- Parabéns, filha! _ Seu pai veio até nós e a abraçou. Depois apertou minha mão e deu um breve tapinha em minhas costas.



- Eu amo muito a sua filha. _ Disse enquanto nos cumprimentávamos



- Eu te amo muito mais! _ Falou Renesmee pendurando-se em meu pescoço e me beijando na frente de todos. Envolvi meu braços em sua cintura e a puxei para mais perto. Nossos lábios se moldavam perfeitamente e nossas línguas travavam uma linda batalha de amor. Ouvíamos risos e aplausos. Também um grito de “JÁ CHEGA!” que provavelmente vinha de Emmett. “Se concentra Jacob! Não vai perder o seu foco com toda essa encenação! Sim senhor! Encenação! Você não a ama de verdade! Isso é apenas parte da sua terrível vingança... Os Cullen... Os Cullen... Nunca esqueça que foram eles que destruíram a sua vida e mataram seus pais!” Meu subconsciente gritava.



- Casamento, casamento, casamento! _ Alice dizia enquanto batia palminhas e saltitava como uma perereca. “Credo, nunca vi mulher mais insuportável que essa! Tudo está bom pra ela. Tudo é motivo para festa! ARG... Mulher chata!”



- Festa! Convidados! Vestido! Aiii! _ Era a vez de Rosalie falar. “Essa Barbie até poderia ser gostosa, mas não deveria ser grande coisa na cama, já que só pensava em compras e gastar dinheiro!”



- Temos que fazer uma grande festa de noivado! _ Disse a Cullen mais velha. “Velha chata! Não era a toa que as filhas eram o que eram. Dessa família só Renesmee que conseguia se salvar!”



- Sim! Claro! _ Respondeu Ness chorando.



- E quando será o casamento? _ Sua mãe perguntou desgostosa nos observando.



- No mês que vem! _ Ness e eu respondemos juntos.



- Nossa! Tão rápido assim? _ Ela balançou a cabeça.



- Então a festa de noivado é para ontem. Ai meu Deus! Temos tantas coisas para organizar! Alice! Precisamos de uma cerimonialista, ver modelo de convite, local, Buffett... Meu Deus está muito em cima! _ Dizia Rosalie enquanto andava em círculos fazendo as contas.



- Não precisa de festa. _ Falei tentando parecer simples e modesto. “Coisa que eu não era... Nem um pouco!”



- O QUÊ?



- O QUÊ?



- O QUÊ?



Alice louca, Roseli siliconada e Esme sem sal, gritaram e tive que rir com a situação. Claro que eu queria “A” festa, mas eu tinha que fazer um doce e acabei quase enfartando as três.



- Elas bateram com a cabeça, amor! _ Disse Ness dando de ombros.



- Mas mês que vem está em cima. Não querem esperar uns dois meses? _ Perguntou Bella olhando para nós com espectativa.



- NÃO! _ Dissemos juntos novamente e todos riram.



- Ela está doida para "dar" e ele está nervoso para "comer". Não percebem isso? RARARA _ Emmett disse de forma vulgar e todos reviraram o nariz. “Esse é o cara! Sabia exatamente o que eu queria, mesmo sem querer! Eles não sabiam o quanto aquilo era verdade, mais ainda a parte em que eu estava louco e nervoso para comer aquela “BO” apertadinha...”



- Emmett! _ Rosalie o fuzilou.



- Falei mentira? Olha para eles! Estão em ponto de bala. Kkkkk Se abrirem a tubulação de gás haverá uma explosão. Kkkkk



- Emmett, esse comentário é desnecessário. _ Disse Edward parecendo envergonhado. “Aaah... Vai fazer pose agora Sr. Cullen? Vai dizer que você não come a “BO” da Belinha também??”



- Tudo bem! Só acho que não precisam casar para isso e teriam mais tempo. Não querem me ouvir. _ Deu de ombros e saiu.



- Eu posso ficar sozinha com meu noivo? HAM? Então tchau e benção! _ Interferiu Ness, pegando na minha e me puxando para fora da galeria. Começamos a caminhar juntos. E sem que eu pudesse dar nenhuma explicação óbvia, meu coração apertou. Era um dor de angustia, peso na consciência, como se eu tivesse feito algo de muito errado ou... Estava prestes a fazer! Parei-a e parei na sua frente, olhando profundamente em seus olhos e falei a primeira coisa que veio em minha cabeça. Era como se eu não conseguisse segurar aquelas palavras. Como se elas me sufocassem e eu precisasse desesperadamente de ar.



- Aconteça o que acontecer, saiba que eu realmente te amo, neném... _ Respirei fundo. “Pára Jacob! O que você está fazendo seu... Seu... Seu frouxo! Vai estragar tudo!!!! Concentre-se na sua vingança! Na sua vingança! Faça-a sofrer! Vingança!!!!!” Gritava meu subconsciente.



- Acontecer o quê? Não entendi, amor. _ Falou me observando. Tão pura e tão inocente. Oh Ness... Como será que seria se eu não tivesse que me vingar? Como seria se agente pudesse viver o nosso amor com tranqüilidade. Sem mentiras e nem sofrimentos. Se eu não fosse um Black e você uma Cullen! Mas infelizmente não é assim que a banda toca. Não foi esse o ritmo que ela escolheu. Eu tenho que me vingar, mas antes... Você precisa saber a verdade!



- Eu te amo, Ness. Essa é a única verdade que sinto no meu coração... A única! _ Confessei, sentindo-me a pessoa mais fraca e imune da face da terra. O homem mais covarde que poderia existir. Por escolher a vingança ao invés do amor e ainda assim não conseguir deixar de amar.



- Eu também te amo! _ Disse me abraçando e ficando agarradinha comigo por um tempo. Depois a levei até em casa no meu carro. Não tive nem coragem de tocá-la mais ousadamente, depois de ter dito que a amava e com os planos malignos em minha cabeça. Eu estava em uma verdadeira guerra dentro de mim. E sinceramente, não sabia que lado venceria.





Na semana seguinte, já era natal. As tias de Ness estavam preparando uma enorme festa natalina na mansão dos Cullen que serviria para o meu pedido oficial de noivado. Afinal nosso casamento seria no dia dez de janeiro, e se eu não oficializasse na festa de natal, não teria outra oportunidade antes do casamento.



Confesso que fiquei espantado e até mesmo emocionado com a data que Renesmee escolheu para o nosso casamento. Dia dez era o aniversário de minha mãe, e isso me deixou muito comovido. Sinceramente nunca esperaria tal atitude vinda de uma Cullen. E foi nesse dia que notei o quanto Ness era diferente do restante da família. Mas não importava, ela era o ponto fraco deles e mesmo com tudo isso eu não poderia deixar de seguir meu plano adiante e realizar a minha vingança.



Mas as surpresas não acabaram por aí, na mesma semana ela me levou a La Push, dizendo que seu avô havia reformado uma casa para nos dar de presente. E quando chegamos era a antiga casa onde eu morava com meus pais há anos atrás. Aquilo foi como um punhal em meu coração e até mesmo lágrimas escorreram por meu rosto sem querer.



Caminhei por dentro dela, reconhecendo cada canto de sua mobília. Mesmo tendo sido reformada, não perdeu a antiga forma, a forma que tinha a casa dos Black. Cada vez mais meu coração doía e via o quanto aquela família estava sendo sincera. Mas ao mesmo tempo eu não poderia fraquejar. Eu não poderia! Porque se não fossem por eles ainda estaríamos morando naquela casa, felizes e juntos!



Entrei em meu antigo quarto e fiquei relembrando de quando eu era moleque e aprontava várias coisas, deixando minha mãe de cabelos em pé. Lembrei-me de quando corria nos corredores e minha mãe corria atrás de mim, para tentar me fazer parar. De quando meu pai brincava de carrinho comigo. Eu era feliz! Eu fui feliz, mas agora... Sou um homem amargo, cruel e vingativo. Incapaz de ser feliz novamente!



Abracei Renesmee algumas vezes, porque tinha momentos em que meu coração apertava tanto que parecia que iria parar de bater e somente o calor de seus braços e seu cheiro me embriagando conseguiam me acalmar.



Encontramos com Sue e Seth, para lhes entregarem a chave da casa e também do carro, que seu avô nos deu também de presente. Meu sangue ferveu ao avistar aquele cara insuportável, tive vontade de pular em seu pescoço e lhe encher de “PO”. Mas me contive. Apenas porque eu tinha que manter minhas máscaras sem que ninguém percebesse minha farsa antes que o casamento tivesse consumado.



Os dias se passaram rapidamente. Eu passava a maior parte do tempo com Carlisle, conversando sobre a empresa e pouco tempo com Renesmee. Meu “CA”já não agüentava mais ter que gozar apenas por minhas mãos. Mas precisava ter calma que faltava muito pouco para ter uma “BO” bem apertadinha e gostosa para desfrutar e gozar quantas vezes quisesse.



Enfim, o natal havia chegado e eu oficializaria o meu noivado com a Cullen. Todos estavam presentes na mansão, havia homens da mais alta sociedade, amigos e sócios de Carlisle, também estavam os amigos Quileutes de Ness, sua família e o meu suposto rival Seth, com sua mãe. Estavam todos, sem exceções, muito bem vestidos e arrumados. Uma verdadeira festa da alta sociedade e... A minha altura também!



Eu estava distraidamente conversando com Edward sobre a empresa, quando de repente tive a visão mais linda de toda a minha vida. Olhei para a escadaria da mansão e lá estava ela, acompanhada de sua tia Alice, com um lindo vestido, cor de rosa claro. Ela parecia uma verdadeira princesa do século passado. Meu coração disparou e minhas pernas tremaram. Senti minha boca salivar e minhas mãos formigar. Por um momento a vingança deixara de existir e havia apenas eu e Renesmee naquele lugar.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010



Capítulo 17 Máscaras – Parte 1- POV JACOB



Mais uma vez eu estava sentado na poltrona apertada daquele conhecido avião voltando para Londres. Já fazia algumas horas que havia decolado e logo devíamos estar pousando no aeroporto. Recostei minha cabeça e suspirei. Um aperto de saudade surgiu dentro de mim, causando-me um sentimento doloroso e totalmente desconhecido. Algo que me confortava, mas ao mesmo tempo me revoltava.



Não poderia estar sentindo aquilo!!! De maneira alguma!!! Pensava consternado com as minhas emoções fora de controle. Sempre fui tão seguro de mim, do que queria e das coisas que desejava. E naquele momento aquela “PO” de sentimento teve que nascer em meu coração.



“Droga Jacob! O que está fazendo com seus planos? Agora que você finalmente está conseguindo sua vingança, que ela está em suas mãos, você está deixando escapar seu foco por entre os dedos? Não! Eu não permitirei que isso aconteça! Você tem que odiar aquela Vadia Cullen com todas as suas forças. Tem que fazê-la sofrer, assim como a família dela fez seus pais sofrerem! Lembre-se Jacob... VINGANÇA! Assim como você fez esse sentimento nascer... Você o fará morrer!!! Está proibido de sentir algo além de ódio!! Proibido de desistir da vingança!!”



Apesar de tentar me forçar a odiá-la, meu subconsciente foi completamente ignorado por minhas emoções. Ao invés de pensar nos planos diabólicos que deveria cumprir, seu rosto delicado e doce invadiu minha mente, fazendo-me lembrar de seus beijos inocentes e seu olhar profundo. Seus toques delicados e seu jeito tímido. “Oh My God, essa garota me deixa louco. Nunca me senti tão preso a alguém ou me permiti desejar tanto uma mulher... Oh Ness, não vejo à hora de estar dentro de você...” Sorri malicioso com aqueles pensamentos.



Fechei os olhos... “Pude sentir o gosto de seus seios em minha boca, toquei em seu clitóris e comecei a estimulá-la. Introduzi um dedo em sua “BO” apertadinha e molhada. Pude ouvi-la gemendo e chamando meu nome. Introduzi mais um dedo, fazendo a gritar... Cada vez mais sugava seus seios e a enlouquecia...” Minha respiração começou a acelerar e ficar descompassada. Abri os olhos e vi que meu “CA” por pouco não saía de minhas calças de tão duro e excitado que estava. “Mas que droga! Nunca precisei passar por essa situação! Toda vez que ficava desse jeito já estava sem calças e estocando uma “BO” bem gostosa. E agora, Jacob Black está tendo que se masturbar!” Balancei a cabeça, irritado, em sinal de negativo.



Mas o pior não foi aquilo... O pior foi que estava sentado na poltrona que ficava no lado da janela, encurralado por uma senhora de cabelos brancos de mais ou menos uns setenta e tantos anos, que sentava na poltrona do corredor e dormia profundamente. Percebi suas babas escorrendo pelo queixo. “Eca... Que nojo! Como deixam uma velha dessas sem babador?”



O fato foi que precisei urgentemente correr para o banheiro e aliviar o meu “CA”, que pulsava de uma maneira incontrolável. Cada vez mais a imagem de Renesmee peladinha, gostosinha e com a “BO” muito, mas muito apertadinha engolindo meu pau, consumia meus pensamentos, fazendo cada vez mais meu desejo aumentava e se tornava incontrolável. Se não fosse rápido o suficiente, gozaria e me lambuzaria ali mesmo... Do lado da velha babona... “Afff Eu mereço!” Pensei indignado.



Não teve jeito. Tive que tomar coragem e arriscar passar por cima da velha, já que os bancos da frente estavam deitados e sobrava um mínimo de espaço para poder passar. “Bem feito Jacob! Isso é que dá ficar dias sem “FU”... Quer se fazer de bom moço, não quer? Então... Quem acabou se “FU” foi você mesmo. Agora se vira e agüenta!”



Levantei devagar, saindo lentamente para a velha não acordar. Fazendo movimentos calmos e leves, pois meu “CA” estava doendo de tanto ficar duro e espremido entre as calças. Eu precisava libertá-lo e fazê-lo relaxar. Achava que a situação já estava ruim o suficiente, mas não esperava que acontecesse algo para me mostrar que ela poderia ficar pior... E muito pior.



Exatamente no momento em que estava com o “CA” na cara da velha, uma violenta turbulência começou, tudo começou a tremer e a chacoalhar, malas começaram a cair e a velha... Começou a acordar!





- Aaaaaaah... Taradoooo!!!!! _ Gritava a velha olhando para o meu pau, que se destacava nitidamente, mesmo estando dentro das minhas calças.



- C... Ca... Cal... Calma, minha senhora! É tudo um grande equivoco. Não sou tarado! _ Gaguejei nervoso, enquanto o avião dava outro solavanco me desequilibrando e praticamente fiz meu “CA” parar na garganta da velha.



- Aaaaaaaaaah... _ Ela gritou, abafado pelo tecido da minha calça. A essa altura todos do avião nos olhavam espantados e eu não sabia o que fazer. Ela começou a se debater, talvez para que eu saísse, mas não conseguia sair dali.



- SENHORAS E SENHORES! PEÇO QUE TODOS TOMEM SEUS ASSENTOS E APERTEM OS, CINTOS. RECEBEMOS INFORMAÇÕES DE QUE A TURBULÊNCIA FICARÁ PIOR. _ Anunciou a aeromoça pelo alto falante. “Pronto! Era só o que me faltava. Estou com uma velha babona pendurada no meu pau. E a turbulência ainda vai piorar? Eu mereço!”





No mesmo instante aconteceu outro solavanco, enterrando ainda mais meu “CA” na goela da velha. Minha calça já estava ficando umedecida pela sua saliva e começava a ficar quente. Como não tinha como sair dali, porque o avião não parava de tremer, a velha não tinha como gritar, porque estava com a boca no meu pau e todos estavam tão apavorados com a turbulência, que ninguém prestava atenção em nós, resolvi tirar proveito da situação.



”Olha a que ponto você chegou, Jacob Black¿ Precisando de uma velha caquética para te aliviar com sexo oral... Agora relaxa e goza!! De olhos fechados, até uma bruxa serve para te aliviar... É só não olhar para a cara da velha!!”



Comecei a imaginar que era Renesmee com a boca no meu “CA”. A cada solavanco chegava mais perto de gozar. Então o avião começou a se preparar para pousar no aeroporto de Londres, começando a chacoalhar cada vez mais. Comecei a sentir os espasmos invadirem meu corpo e o líquido quente jorrar para fora, inundando a boca da velha.



“PQP! Não há situação tão ruim que não possa piorar!”



Nem tive coragem de olhar para ela. Simplesmente fechei os olhos, aproveitei meu ápice e esperei a turbulência acabar. Quando finalmente o avião pousou e tudo se acalmou, saí de cima da velha e sentei na minha poltrona, abaixei a cabeça implorando aos céus para a velha sair e me evitar ainda mais constrangimento. Sempre fui um grande sem vergonha, mas pela primeira vez na vida me sentia constrangido com a situação. Se pudesse, teria enfiado a cabeça em um buraco.



Queria esperar as pessoas saírem do avião. Alguns olharam espantados para mim e apesar de saber o motivo daquilo, fingi que não era comigo, usando a conhecida tática da cara de pau. Notei que a senhora nem se mexeu e também achei estranho, mas fiquei quieto e não falei absolutamente nada. Não tinha nem coragem de olhar para ela. Preferi ficar calado e esperar... Somente esperar.



Quando finalmente a última pessoa estava saindo e só restávamos nós dois, tomei coragem e a olhei para me desculpar, e tentar explicar que a culpa não era minha e... “Ow Shit! Matei a velha!”



Ela estava estática, com os olhos arregalados, a boca lambuzada e escancarada e mais branca do que uma folha de papel.



“E agora, o que eu faço? Calma, Jacob! Pensa... pensa... pensa!!!! Ela já era idosa. Pode muito bem ter infartado e não ter nada a ver com você!” Claro! É isso... A culpa não foi minha!



Levantei rapidamente, passai por cima da velha, peguei minha mala de mão que estava caída no chão e quando me levantei a defunta me pegou pelo braço.



Naquele momento era eu, quem parecia o gasparzinho de tão branco que estava. Mas era de susto. Quase tive um troço, porque ela parecia morta segundos antes. E quando a olhei, não acreditei no que via... Ela estava sorrindo???





- Sabe há quanto tempo eu não sentia um pênis em minha boca? _ Perguntou com aquela cara de abobada, toda lambuzada pela minha “PO”. Percebi que possuía apenas dois dentes na boca e podres ainda por cima. Aquilo fez meu estômago se revirar e senti um forte enjôo, percebendo o que havia feito no desespero.



“Olha só o que você me faz, sua vadia¿ Você vai me pagar caro, Renesmee! Vai me pagar caro quando colocar as mãos sobre você!!! Nem sabe o que te espera... Isso o que aconteceu terá volta! Terá volta! Vai sofrer!”



- Ãããã... Éééé... _ Fiquei completamente sem palavras, olhando para aquela visão desesperadora, da velha babona com o meu gozo escorrendo pela boca, enquanto olhava para mim, falando com cara de safada...



“Aff! Eu mereço! Joguei chiclete na cruz! Essa velha está com pé na cova e ainda me olha com cara de tarada? Será que não se toca de que museu é quem aceita coisas velhas? Renesmee, você me paga! AH se me paga!”



- Podíamos marcar um novo encontro, gatão! _ Falou piscando os olhos rapidamente, limpando o canto da boca com o dedo indicador, para tentar ser sensual.



“ÃNNN? Como assim? Ela acha que posso querer marcar um encontro? Gzuisss! Existe gente doida para tudo! Se essa velha não se mancar, terei que ser indelicado com ela...”



Aquilo me fez sentir um enjôo tão grande, que tive que correr até o banheiro vomitar.



Vomitei uma, duas, três, quatro vezes... E cada vez que me lembrava daquela cena horripilante, sentia mais vontade de vomitar. Fiquei um tempão trancado no banheiro do avião, espiando entre a fresta da porta, na esperança de que a velha já tivesse ido embora. Mas não! Ela continuava lá, sentada me esperando e ainda mandava “tchauzinho”, cada vez que eu abria a porta para espiar.



“PQP!! Não acredito nisso! Mais que “CA”! Essa velha não vai embora? Será que serei violentado por uma mulher que poderia ser a minha bisavó? Isso só pode ser praga da enjoada da minha “sogra”... Só pode! Sogra? OMG estou na “M” mesmo!”



Aproveitei e troquei minhas calças sujas de “PO”, dando graças que sempre levava roupa reserva na mala de mão. Caso acontecesse algum “acidente” como aquele. E põe acidente nisso! Mais de uma hora se passou, até que ela dormiu e eu dei no pé.



“Onde já se viu?! Onde estava a responsabilidade das aeromoças daquele lugar?” Nem conferiram se todos os passageiros haviam saído do avião. Eram umas inúteis mesmo.



Peguei minhas malas, sai correndo do avião, fui até o setor de desembarque para pegar o restante das bagagens e sai correndo para procurar um taxi, com medo de esbarrar com a velha novamente. Quando finalmente encontrei, entrei e sentei. Adivinha quem começou a gritar da porta do aeroporto quando me enxergou? Pois é... A maldita velha!



“PQP! Se essa velha chega perto de mim...”



- Shiiuhuuul... Achei você gostosãããooo!!! _ Gritou com sorriso desdentado, vindo em direção ao táxi.



“Oh God... Vou ter pesadelos para o resto da minha vida!”



- Pelo amor de Deus, meu senhor. Pisa fundo no acelerador! _ Falei para o taxista, que entrava e sentava dentro do carro. Intercalando olhares apavorados entre o motorista e a velha que se aproximava. Respirei aliviado assim que ele arrancou o carro e eu vi aquele pesadelo ficando para trás.



O caminho até meu apartamento foi longo e cansativo. Mais ainda com aqueles pensamentos horripilantes que não me abandonavam. Fiquei com tanto ódio, mas tanto ódio do que aconteceu que fui com os dentes serrados e os músculos contraídos até em casa.



Assim que entrei no apartamento, vi Rachael saindo da cozinha com um pote de pipocas na mão e Becca atirada no sofá, como sempre, assistindo televisão.



Rachael sentou do seu lado e as duas começaram a comer. “São umas inúteis mesmo... Em plena quarta-feira e elas aqui sem fazer nada!!!”





- Oi para vocês também! _ Falei irônico, já que nenhuma delas pareceu ter me visto entrar. – Pode largar ali. _ Apontei para o canto da sala, mostrando onde o porteiro deveria largar minhas malas. Assim que ele saiu fechei a porta atrás de mim.



- Oi! _ As duas responderam em coro me olhando.



- Credo! O que aconteceu com você? Parece tão... Abatido? _ Perguntou Rachael preocupada, enquanto Becca demonstrava indiferença.



- Não aconteceu nada! _ Menti, lembrando-me da velha babona desdentada correndo atrás de mim. – Mas tenho novidades para vocês! _ Afirmei, resolvendo contar logo sobre a mudança, antes de qualquer coisa, aproveitando que as duas estavam juntas.



- O quê? _ Perguntou Becca ansiosa, desviando a atenção da televisão para mim. Respirei fundo e pensei na melhor forma de iniciar a conversa.



– Bem, meninas! _ Comecei. – Eu estou namorando uma moça... _ Hesitei – Renesmee Cullen! _ As duas arregalaram os olhos e ficaram brancas com o nome que falei. – Estamos muito bem e semana que vem vamos nos mudar para Seattle _ Disse animado, pensando que ao menos minha alegria seria retribuída, mas não foi essa a reação... Não das duas.



- Juraaaaaaaaaa?????? _ Perguntou Becca pulando do sofá e vindo em minha direção. – Não acredito que conseguiu maninhoooo... Finalmente vamos sair desse prédio sem elevadoooor... _ Continuou animada. Mas notei que Rachael ficou quieta e não falou nada.



- Como assim conseguiu? _ Perguntei espantado, afinal elas não sabiam do plano para me casar com Renesmee e ficar rico.



- Foi a Casy quem me contou do seu plano... _ Deu um sorriso satisfeito e me abraçou. – Você é muito ardiloso, meu irmão.



“Aquela cachorra deu com a língua nos dentes!! Que raiva! Não era para elas saberem do plano... Ainda arranco a língua daquela vadia.”



- O que foi Rachael?? Não gostou na notícia? _ Perguntei caminhando até ela.



- Sinceramente? _ Perguntou irônica cruzando os braços. – Não! _ Disse em tom ríspido me encarando profundamente.



- Mas por quê? _ Sentei-me do seu lado no sofá.



- Tinha que ser a estraga prazeres. _ Falou Becca revirando os olhos e sentando ao nosso lado.



- Porque eu conheço muito bem o irmão que tenho! Porque sei o quanto é ambicioso e vingativo! Porque sei que só está com essa garota Cullen, para se vingar do avô dela! Ou acha que sou burra para não ter percebido isso? Por mais que seja sua irmã... _ Balançou a cabeça em sinal de negativo. - Você não presta, Jake! E fará pessoas inocentes sofrerem! _ Despejou de uma só vez. Aquilo foi como um punhal em meu peito. Suas palavras me machucaram. Eu deveria mesmo ser um monstro, já que minha própria irmã pensava tudo aquilo de mim e havia chegado a todas essas conclusões sem nem saber de nada. Sempre tive um carinho especial por ela e justamente por esse fato as suas palavras me feriram tanto.

“Não, Jacob! Você não é um monstro! Você está fazendo o que é certo e necessário, vingando a morte de seus pais! Você é o bom, o gostoso e...” Interrompi meu subconsciente e lembrei na velha nojenta... “O irresistível papa velhinhas l!!!!!” Concluí.



- Rachael... Não faz assim, maninha! Tenta me entender... _ Falei com calma.



- Não tem o que entender! Além de você estar fazendo isso por puro interesse, quer que abandone os meus amigos! Não vou e pronto! _ Afirmou ela cruzando os braços, enquanto olhava para a televisão.



- Deixa de ser enjoada, garota! Não vê tudo o que podemos ter? A mordomia de nos tornarmos ricas? _ Falou Becca tentando convencer a irmã.



- Você é outra interesseira! Ele nem casou ainda e já esta contando vantagem! Eu não vou... Não vou permitir que você faça aquela garota inocente sofrer por vingança! Isso é muito injusto e cruel, Jacob. Ela não pode pagar pelos erros dos outros. Será que você não tem coração? Além do mais, o errado foi o nosso pai. Se colocar a mão na consciência saberá disso. Não culpe os Cullens pelos erros do nosso pai... Ele mesmo cavou o seu próprio poço. _ Insistia Rachael. Aquela foi à gota d’água e a santa da minha paciência foi para o espaço.



- Não me importa se é crueldade ou não. Se, é injustiça ou não! Foram os Cullen que mataram os nossos pais e vou me vingar custe o que custar! E você vai se mudar sim. Isso não é um pedido, é uma ordem! Eu não cheguei até aqui para você fazer birra, tentar ser uma boa samaritana e estragar os meus planos. Não mesmo! Escutou, Rachael? _ Gritei me levantando do sofá e parando na frente dela.



- Então Jake, responda apenas duas perguntas... Se você souber responder e eu achar que está sendo sincero, vou com vocês. E prometo não abrir mais a boca para opinar. Ok? _ Propôs Rachael com um sorriso malicioso na face.



- Ok! Nada mais justo. Faça suas perguntas! _ Disse tentando decifrar o seu olhar, para saber aonde ela queria chegar com os seus questionamentos.



- Você a ama? _ Perguntou tocando diretamente no meu ponto mais fraco. A única pergunta que não poderia e não queria responder. Então teria que usar as minhas artimanhas para fazer o que sabia de melhor... Mentir!



- Não! Eu não a amo. _ Afirmei olhando diretamente em seus olhos, pois era a única maneira de fazê-la acreditar. Tentei não deixar transparecer nenhum tipo de sentimento, temendo que descobrisse o meu “infortúnio”.



- Diante dessa resposta, confirmo minhas suspeitas. Sim! Você a ama. _ Rebateu a minha resposta de forma segura, com um largo sorriso nos lábios.



“Espera aí! Essa eu não entendi. Como ela chegou a essa conclusão?”



- Como sabe? _ Perguntei curioso revirando os olhos.



- Eu não sabia, mas peguei você agora! _ Gargalhou satisfeita.



- Bancando a espertinha? É? _ Falei um pouco irritado.



- Pelo menos consegui saber o que queria. Jake, se você a ama, por que não acaba logo com isso? Por que não esquece essa idéia de vingança? O mal só trás o mal. E futuramente você colherá aquilo que plantar. Aí não adianta se lamentar, porque o passado não se apaga com uma simples borracha. _ Dizia enquanto Becca fazia pouco caso e assistia televisão.



- Exatamente! O passado não se apaga com uma simples borracha. _ Rebati possesso com a sua lição de moral. - E não consigo apagar as lembranças dos nossos pais brigando por causa dos Cullen. Nem do acidente que vitimou a nossa mãe, por causa da discussão, e muito menos do nosso pai, se matando por causa dos Cullen... _ Falei magoado com as lembranças em minha memória. A dor da perda me afligindo novamente e as palavras do meu pai antes de morrer... “os Cullen... os Cullen”.



- Mas Jake... _ Não a deixei continuar.



- Eu me lembro de tudo, Rachael! Só eu sei o rancor que nasceu dentro de mim por tudo aquilo. Você e Becca ainda eram muito pequenas e não entendiam o que acontecia. Mas eu não! Eu sei de tudo... A última palavra do nosso pai foi “Os Cullens... os Cullen”... Como você quer que eu reaja diante disso? _ Meus olhos estavam cheios de água e eu não suportava a idéia de fraquejar na frente delas. Não queria chorar e tinha que por um ponto final naquela discussão.



- Mas Renesmee não tem culpa, Jacob. É isso que quero que entenda! _ Disse me abraçando.



- Uns pagam pelos outros, irmã. E ela pagará por toda a sua família! _ Falei com os pensamentos distantes. Como queria poder ouvir o que minha irmã dizia e acabar de vez com tudo aquilo, para poder amá-la e fazê-la feliz. Mas não podia. Deveria honrar a memória dos meus pais. Não poderia fraquejar e Renesmee era o meu alvo. Havia conseguido o mais difícil, que era a confiança de todos e não poderia desistir... De maneira alguma!



- Ok, meu irmão! Eu tentei... _ Passou a mão em meu rosto, encarando os meus olhos com tristeza. - Depois não vai dizer que eu não avisei. Concordarei com essa loucura e me mudarei. Mas por você... Porque tenho a esperança de que um dia você caia na real e tente se feliz com a mulher que ama. Afinal você nunca amou ninguém e acho que essa garota pode ser a mulher da sua vida. Só espero que não seja tarde demais quando cair na real. _ Terminou me dando um beijo no rosto. – Agora, a outra pergunta... _ Hesitou por um momento. - O que fará com Casy? _ Perguntou preocupada.



- Vou terminar! _ Afirmei vendo a preocupação em seus olhos.



- Assim... _ Balançou a cabeça em sinal de negativo. - Tão fácil? Você não pensou que talvez a Casy pode não aceitar? Somente... Terminar???



- Já pensei, sim! Mas ela não tem o que aceitar. Vou terminar e pronto... Ir embora e acabou a história! _ Falei de maneira indiferente. Rachael e Becca se entre olharam de forma inquisitiva. Sempre souberam que nunca amei Casy, que ela era somente um passa tempo, mas provavelmente duvidavam que ela aceitasse o fato da forma simples como falava.



- Iiiiih... Se eu conheço bem a figura, fará uma tempestade em um copo d’água. Prepara-se! _ Se manifestou Becca.



- Eu sei! Já estou preparado. Não se preocupem, porque com aquela, sei como lidar. _ Conclui me levantando e dando um beijo na testa de cada uma.





Fui para meu quarto e atirei-me na cama, com as palavras de Rachael martelando em minha cabeça. Realmente Renesmee não tinha culpa pelos erros que o avô havia cometido. Mas infelizmente a vida costumava ser injusta com todos e os bons pagam pelos ruins, os fracos pelos mais fortes. Era assim que a vida funcionava.



Eu não poderia fraquejar. Não naquele momento que estava tão perto de conseguir o que queria. O meu problema maior era Casy. Aquela sim tinha certeza de que seria difícil de me livrar, pois quando grudava, era pior que chiclete, não desgrudando tão fácil. O jeito era inventar uma história bem convincente para que ela não fosse atrás de mim e torcer para que acreditasse... Sim! Torcer para ela aceitar.



Levantei-me da cama e fui tomar banho. Não consegui nem “bater uma” com as imagens de terror daquela velha babona me assombrando... “Só espero que essa sua façanha não te afete na vida sexual Jacob!” Pensei irritado. Dei uns murros na parede de raiva. “Era só o que me faltava começar a brochar por causa das lembranças do acontecimento.”



Saí do banho, tirei minhas coisas das malas e as arrumei. Então liguei para Renesmee avisando-a de que já havia chegado e que estava tudo bem. Era tão bom ouvir sua voz. Era como se uma paz invadisse meu interior e acalmasse meu coração. Sentia uma necessidade arrebatadora de ouvir o som da sua voz e as suas doces juras de amor. Precisava desesperadamente daquilo depois dos momentos de terror que vivi.



Deitei-me na cama novamente e fiquei pensando em seu rosto de anjo, seus olhos azuis tão puros e inocentes, sua boca carnuda que beijava com delicadeza, sua pele branquinha e frágil... Sua imagem foi ficando fraca, até que finalmente peguei no sono.



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Acordei somente no outro dia. Levantei, fiz minha higiene matinal e me arrumei como nunca havia me arrumado antes. Queria estar perfeito e com ar de superioridade para dar aquele bando de perdedores o que mereciam. Tomei meu café da manhã e me encaminhei até o escritório. Assim que cheguei, ainda no estacionamento, dei de cara com a cachorra da Casy.





- Ah, então o galã resolveu dar o ar de sua graça? _ Perguntou com ironia.



- Não enche Casy! Não estou com saco para brincadeirinhas sarcásticas hoje! _ Falei passando por ela sem olhar em sua cara.



- Espera aí, gostosão! Quem você pensa que é para sumir desse jeito e depois não querer me dar nem uma satisfação? _ Falou me seguindo. Parei de súbito, peguei seu braço de maneira agressiva e a encarei com raiva.



- Olha aqui, sua cachorra! _ Comecei esbravejando. - Eu nunca te devi satisfações e você sempre aceitou. O que é agora? Começou a dar defeito de uma hora para a outra? _ Perguntei apertando seu braço.



- Não é isso, Jake! É que antes você não era desse jeito. Se importava mais comigo... Mas agora... Você está diferente... _ Olhou me de forma aflita. – Seu olhar está diferente. E sei que é por causa daquela vadia da Cullen. Você está apaixonado? Não está? Confessa, Jacob!!! _ Afirmou se soltando de minhas mãos.



- RARARARARA!!!!! Eu apaixonado? Faça-me rir, Casy... _ Gargalhei alto tentando disfarçar minha ansiedade em relação a sua afirmação. Não poderia deixar que desconfiasse de qualquer coisa, então resolvi encenar. – Minha querida... _ Comecei passando a mão em seu rosto. – Claro que não estou apaixonado. E não estou diferente. Só estou com a cabeça cheia de coisas para resolver. Estou cuidando do nosso futuro. E você desconfiando de mim? Você sabe que sempre será a primeira! _ Menti descaradamente usando a cara de pau que sabia fazer tão bem.



- Olha, olha, Jacob! Eu não sou burra. Ouviu?! _ Falou colocando o dedo em meu nariz, em sinal de reprovação. A vontade que tive foi de arrancar seu dedo fora, mas me contive e continuei com a encenação.



“Cadela!!! Você ainda vai se “FU” em minhas mãos!”



- Eu sei que você não é burra, querida! Tenho certeza disso... _ “Mentira! Você é mais burra do que uma mula!” – Só que agora, preciso que me entenda. _ Continuei com a cara de menor abandonado, fazendo a minha encenação. - Eu vou pedir demissão do meu emprego e vou me mudar para Seatle em seis dias.



- Por que não me avisou antes, Jacob? Como vou organizar minhas coisas em seis dias? Preciso comprar roupas novas, ir à manicure, ao cabeleireiro e... _ A mula começou a fazer planos para a viagem, tirando-me completamente do sério. Como quis lhe enfiar a “PO”.



- CHEGA, CASY! _ Gritei sem paciência para ver se a burra entendia. – Você não vai junto comigo!!!!



- Como não??? Você vai me deixar aqui?? Sozinha??? Vai me abandonar é, seu cafajeste? Olha que eu abro minha boca... Olha que eu mostro para vadiazinha Cullen quem você é de verdade... Se você está pensando que vai me passar a perna e vai se sair bem na história está muito enganado! _ Ameaçava. “Casy, Casy... Se eu fosse você não ameaçaria Jacob Black... Você não sabe o que pode te acontecer... Não imagina do que sou capaz” Pensei, me segurando para não esganar aquela cadela.



- Calma, querida! _ Engoli em seco para não cometer uma loucura com a raiva que estava dela. – Eu nunca passaria a perna em você! Será que não entende que não pode ir junto comigo agora?! Se a vadia Cullen desconfiar, que estou a enganando, não vai mais querer casar. E aí como ficará nosso futuro? Então tenho que agir da forma mais perfeita possível, Casy! Não posso arriscar deixar rastros para que me peguem. Consegue me entender? _ Perguntei tentando fazer uma cara convincente.



- Ok, Jake! Eu não entendo, mas aceito! Se você me prometer que virá me buscar quando tudo se ajeitar... Porque se não... _ Começou a rir histericamente - Abro meu bico e faço um escândalo! _ “Bingo! Ela caiu na minha, me ameaçando, mas caiu! Vou ter que ir levando essa cachorra na lábia mesmo. Não vai ter outro jeito. Preciso pensar em alguma coisa para me livrar dela.”



- Claro que prometo, minha cachorrinha! _ Falei Passando a mão em seu rosto delicadamente, por mais que minha vontade fosse de dar um belo de um tapa no meio de suas fuças, para aprender a não me ameaçar.



- Acho bom mesmo, bonitão! Mas fique sabendo que não estou cem por cento convencida de suas intenções. Portanto cuidado comigo! _ Disse novamente com tom e olhar ameaçador. Já estava me dando nos nervos. Era melhor sair logo dali antes que perdesse minha paciência e a deixasse sem nenhum dente na boca.



- Agora vamos, Casy! Quero me demitir em grande estilo ainda essa manhã. _ Ri malicioso com o canto da boca.



- O que vai dizer? _ Perguntou curiosa.



- Espere e verá! _ Respondi entrando no elevador.



- Assim me deixa curiosa! _ Afirmou em tom sedutor colocando a mão em minha bunda e lambendo o meu pescoço. Assim que a porta do elevador se fechou, apertei o botão para parar no andar, ergui sua perna na altura de minha cintura, aproveitei que ela estava de vestido e coloquei sua calcinha para o lado, introduzindo três dedos em seu canal vaginal. - Aaaah... Estava com saudades disso. Sabia, gostosão? _ Gemeu em meu ouvido.



- Então goza rapidinho para mim cachorra, goza! _ Disso com a voz rouca, enquanto mexia o polegar em seu clitóris e fazia movimentos de entra e sai na sua “BO”. Com a outra mão abaixei a alça de seu vestido e abocanhei o seu seio, movendo minha língua em círculos.



- Ooooow Jake... Ooooww... Mais rápido! _ Mexi cada vez mais. – Vou gozaaaar.... Oooow _ Avisou antes que pudesse sentir seus espasmos e o líquido quente do gozo escorrer por entre meus dedos. Ergui a alça do seu vestido e lambi os dedos que estavam dentro de sua “BO”. “Eu precisava ser convincente. Não precisava? Pois é... Eu estava sendo! Mas não tinha vontade de “FU” a sua “BO” Soltei sua perna e baixei o seu vestido. Ela soltou um longo suspiro, apertei o botão novamente e o elevador começou a subir. Abrindo-se a porta, no andar do nosso escritório.



Olhei para Casy e pisquei o olho rapidamente, sem que ninguém percebesse, estufei o peito e entrei já com ar de superioridade.



Fui diretamente à sala de Stivie. Entrando sem nem bater na porta e adivinha quem encontro lá, sentada sobre a mesa do chefe? Ela mesma... A vaca da Sarah! Foi até bom que estivesse lá, porque assim não precisaria gastar saliva duas vezes, já que minha conversa era com os dois mesmo.





- Não sabe mais bater na porta, Sr. Black? _ Perguntou Stivie com sarcasmo.



- Por que deveria? Talvez porque o senhor tenha medo de que alguém o pegue “FU” essa loira siliconada? Seria isso? _ Falei ironicamente, olhando Sarah dos pés a cabeça e mordendo o lábio inferior.



- Olhe lá como fala, Black! _ Levantou-se Stivie, batendo os punhos na mesa, irritado.



- Eu sei muito bem como falo com pessoas... _ O olhei de cima a baixo. – Insignificantes! _ Afirmei rindo com ar vitorioso para eles, que me olhavam consternados.



- Quem está pensando que é para falar comigo desse jeito comigo, rapaz? _ Falou ficando cada vez mais irritado e seu rosto cada vez mais vermelho. Sarah ficou imóvel, olhava-me com os olhos arregalados e não dizia uma só palavra. Para falar a verdade, nem sei se respirava. Achei muita graça daquilo e se pudesse, filmaria a cena só para me divertir depois.



- Eu sou Jacob Black, o mais novo diretor presidente das empresas Cullen! _ Falei soltando um sorriso de canto.



- RARARARARA!!! Faça me rir, Black! Duvido que tenha conseguido um cargo desses, se nem ao menos consegue crescer aqui dentro. _ Disse Stivie rindo ironicamente e me fezendo sentir ainda mais raiva.



- Acredite se quiser Sr. “Eu sei de tudo”! Só que eu estou pulando fora dessa “M” de empresa falida. Onde só tem gente brega e nojenta trabalhando. Mas pode acreditar que ainda receberá notícias minhas e quando isso acontecer, já estarei bilionário e dono das empresas Cullen! _ Intercalei olhares entre ele e Sarah. – Não vou nem juntar minhas coisas, porque nada do que tenho aqui, precisarei levar para meu novo escritório. Deixe para o próximo otário que ocupar o meu cargo. _ Falei rindo. – E você Sarah, pare de usar esses peitos siliconados para ganhar clientes. Um dia eles cairão e o que vai te sobrar? Nada!!! RARARA Já que nem um pingo de inteligência você tem! _ Ela imediatamente cruzou os braços por cima dos seios. – Bom... Já disse o que queria, então passar bem! _ Virei às costas, abri a porta, mas antes que pudesse sair, voltei a encará-los. – Ah... E eu estou torcendo por vocês... Para que vão à falência! Se bem que nem preciso torcer muito, pois com essa loira burra e oxigenada de gerente, não dou quinze dias para essa empresa afundar! _ Sorri com o maior cinismo que havia em mim e deixei os dois lá, estáticos sem saber o que dizer, nem como agir.





Após despejar tudo e mais um pouco, do que estava engasgado, durante muito tempo em minha garganta, pude me sentir mais leve. Passei por aquele bando de perdedores, que me olhavam espantados, já que algum fuxiqueiro de plantão já deveria ter lhes passado o relatório completo de tudo o que havia acontecido naquela sala. Fui até o departamento pessoal e entreguei uma carta de demissão. Peguei os documentos que precisava e sai de lá triunfante, com todos os olhares sobre mim até chegar ao elevador.



Já no estacionamento, tentei ligar várias vezes para Renesmee Vadia Cullen. Mas só dava na caixa postal. Comecei a ficar nervoso, porque ela sempre retornava rapidamente as minhas ligações. Várias coisas passaram em minha cabeça, dentre elas, a hipótese de que poderia estar com aquele “amiguinho” trouxa dela.



“Eu preciso me livrar dele... Ou acabarei perdendo a minha arma de vingança.”



Senti uma coisa estranha me consumir por dentro. Algo que nunca havia sentido antes, que me deixava com um ódio mortal de Seth. Parecia... Ciúmes?



“Não seja bobo, Jacob! Onde já se viu sentir ciúmes de uma mulher? Isso é besteira! Completamente besteira!” Chacoalhei a cabeça e resolvi esperar que me retornasse a ligação. Não ficaria correndo atrás. Por mais que a minha vontade fosse de pegar o primeiro avião e ver pessoalmente o que estava acontecendo.



“Aonde você foi, Renesmee? O que está fazendo agora? Por que não me retorna? Já estou perdendo a paciência! Se pego esse moleque... Afff que raiva! Acabo com você! Acabo!!! Atende essa “PO”! Atende!!! Explodirei desse jeito.”



Passei o dia todo andando nos shoppings e nas ruas de Londres, procurando roupas sofisticadas e decentes para poder comprar. Afinal não poderia me mudar para lá e usar quase sempre a mesma roupa. Que moral teria? Sendo que para eles era o gerente daquela porcaria de empresa. Então resolvi gastar o que não tinha, na esperança de que quando me casasse com Renesmee o dinheiro dos Cullen, cobririam meus cheques sem fundo.



Cheguei em meu apartamento já era quase seis horas da tarde. Becca e Rachael não estavam. Então levei minhas compras para o quarto, larguei as sacolas ao lado da cama e sentei na cadeira na frente do computador. Peguei meu celular na mão e fiquei o encarando.



“Ela não me ligou o dia inteiro. O que será que está fazendo? Só pode que está com aquele filho da “P” do Seth... Ai de você Renesmee se desistir de ficar comigo para ficar com esse merdinha! Eu vou até o inferno para te encontrar se for preciso! Mas você irá se arrepender de fazer isso comigo. Ah se vai!!” Pensei furioso.



Olhei mais algumas vezes para o celular e tentei ligar novamente. Mas ela não atendeu. Só caia na caixa postal. Que merda!!!! Resolvi mandar mensagem.



18:09

Aonde vc foi? Não consigo falar com vc



Ela não respondeu...



19:45

Assim que chegar me liga. OK?



Novamente nenhum retorno...



20:34

Estou preocupado. Por que não me retorna?



Nada ainda... Desisto!



22:45

Vou dormi! Amanhã tento falar com vc... quero saber onde estava. Bjus





Meu ciúme já estava me fazendo delirar. Cheguei ao ponto de total loucura. Minha imaginação não me deixava em paz por um segundo sequer. E as imagens de dela junto com o seu “amiguinho desprezível”, se divertindo e rindo, não saía da minha cabeça. Até neles transando pensei, quebrando um vaso com flores quando o atirei contra a parede, de tanta raiva.



Passei a noite inteira segurando aquele maldito celular em minhas mãos e nada dela me retornar. Então decidi fazer uma última tentativa antes de ir dormir e mandar um e-mail.





“Neném,



Estou super cansado com essa correria toda, mas apesar disso já adiantei muitas coisas.



Já me demiti do meu emprego e começamos a arrumar a nossa mudança.

Arrumei uma imobiliária para tratar da venda do apartamento e estou receoso de não conseguir.



Rebecca aceitou muito bem a coisa da mudança, mas Rachael ficou furiosa e de inicio se recusou a ir.



Ela começou o curso na faculdade e se apegou aos amigos. Por isso não queria se transferir.



Depois de uma boa conversa, conseguir mostrar que era melhor permanecemos os três juntos. Afinal era isso que os nossos pais queriam e não posso abandonar as minhas irmãs.



Sinto a sua falta! Já liguei várias vezes e sua mãe disse que saiu com Seth¿ Eu entendi certo¿ Ela disse que ele será o seu par no baile formatura.

Não quero parecer chato e ciumento. Mas tinha que escolher logo ele¿ Que saco! Sabe que me incomoda essa aproximação de vocês.



Tudo bem! Tudo bem! Vou parar de reclamar e tentar me aproximar dele. Não é isso que quer¿



Vê se não dança muito agarradinha com ele. OK¿ Estou com os nervos em frangalhos com isso... Droga! Já to tentando me acostumar com isso.



Amanhã eu te ligo para conversar. Estou morto de saudade da sua voz... também do resto, incluindo beijo, cheiro e toques... Ah! Da bochecha vermelha de vergonha. Kkkkk Você fica linda vermelhinha de vergonha... muito gata!



Agora preciso dormi, meu neném!

Eu te adoro muito.



Bjus do seu Jake.”



Mandei e fiquei com a cabeça recostada na cadeira, segurando o celular na mão e olhando para a tela do computador. Acabei pegando no sono ali mesmo e acordei de madrugada assustado, quando meu celular caiu de minha mão em cima do meu pé descalço. Já passava das quatro horas da manhã, estava todo dolorido pelo fato de ter adormecido sentado. A muito custo, me arrastei até a cama, deitei a cabeça no travesseiro e antes que pudesse pegar definitivamente no sono, algumas imagens de Ness invadiram minha mente.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010


Capítulo 16 –Realização – Parte 2 PVO Ness






Na quarta feria Jacob chegou com as irmãs e quando os vi saindo pelo portal de desembarque, corri até ele e me joguei em seus braços sem a menor vergonha.



Nos beijamos intensamente no meio da multidão, consumidos por uma saudade tão grande que chegava a sufocar.



Depois do beijo, Jacob me apresentou as irmãs e não tive uma boa sensação quanto as gêmeas.



Rachael parecia tímida e temerosa com algo. Já a outra, de nariz empinado, fazia cara de nojo e me olhava dos pés a cabeça. O que me deixou desconcerta diante da situação.



- Neném, essa é Rachael a minha irmã caçula e essa Rebecca, mas pode chamar de Becca. – Ele apontou para elas.



- É um prazer! – Rachael veio atém mim, com a cara assustada, e me deu um beijo de leve no rosto.



- Oi! – A outra resmungou e deu de ombros, revirando os olhos enquanto fazia muxoxo.



Eita, que antipática!



- Amor! Meu avô mandou que arrumassem o apartamento de vocês ontem e eu supervisionei tudo. Acho que vocês três vão gostar da vista e da decoração. – Disse sorrindo para ele, que passou a mão sobre a minha cintura e colou nossos corpos.



- Certamente que sim, neném! – Beijou a maçã do meu rosto e caminhamos para a saída.



- Jimi está a nossa espera. – Falei enquanto as gêmeas me encaravam. Forcei a memória, mas não consegui me lembrar muito bem de seus rostos. Mas olhando tão de perto, percebi o quanto eram parecidas com a mãe de Jacob, uma mulher distinta, simpática e muito linda. Olhei os cabelos e o detalhe dos rostos, tentando notar alguma diferença, mas era excepcionalmente idênticas, desde o tom de pele, os cachos dos cabelos, feições dos rostos até a estatura.



- O que foi¿ - Perguntou a mais antipática com a mesma expressão de nojo.



- Vocês são lindas! – Disse sem graça.



- Certamente que sim – Deu de ombros, demonstrando desdém. – Esperava o quê? Duas bruxas¿ Rarara!



- Becca, para! – A outra advertiu. – Ela só quis ser simpática. Afinal é nossa cunhada.



- Cunhada¿ Rararar... Faça-me rir! _ Debochou Becca.



- Vamos parar com isso! – Jacob ordenou e olhou severamente para a Irmã, que revirou o olhar e fez bico. Seguimos calados para o carro e o clima ficou tenso. Senti Jacob apertando a minha mão como se estivesse nervoso. Preferi não tecer nenhum comentário. Deixaria para falar com ele sobre o comportamento delas quando estivéssemos a sós.



Chegamos ao carro, Jacob e Jimi arrumaram as malas no bagageiro e depois nos acomodamos em nossos lugares.



Seguimos para o apartamento que ficariam, sem falar uma palavra, apenas sentia as caricias de Jacob em minha mão durante o caminho. Tentava não olhar para as duas, apesar da curiosidade que sentia sobre elas. Afinal sabia muito pouco e queria me tornar amiga das minhas cunhadas... Se é que aquilo seria possível.



- Chegamos! – Disse Jimi estacionando o carro.



- Neném, eu subirei com minhas irmãs para arrumar as coisas. Você já sentiu o clima e percebeu que não está nada bom. Por isso peço que vá para casa e mais tarde eu a procuro. Quero evitar mais brigas e agora não é o momento para tentar se aproximar. – Sussurrou em meu ouvido. Olhei para as duas gêmeas e vi que não estavam nada felizes comigo. Assenti com a cabeça e ele beijou meu ombro.



Saímos todos do carro e então lhe entreguei a chave, com a indicação do andar e o número do aparamento. Ele me puxou pela cintura, colando seus lábios nos meus, beijando-me com intensidade, movendo sua língua em minha boca explorando cada canto da mesma. Havia tanta saudade e tensão naquele beijo, que pensei que não acabaria. Ele não queria acabar, não queria me abandonar e me apertava forte contra seu corpo, enquanto gemia gostoso em minha boca.



- Ah neném... Estou louco para namorar um pouco... morrendo de saudade... OH Goshhh!



- Eu também... – Sussurrei ofegante.



- Assim que terminarmos tudo por aqui, vou até a sua casa e te pego para darmos um passeio. – Disse beijando suavemente o meu pescoço. – O seu cheiro me entorpece, neném... Como quero passar o resto do dia com você... como preciso de você...



- Jacob, vamos! Estamos cansadas! – Disse a irmã mal humorada.



- Já vou, Becca! – Respondeu rispidamente revirando os olhos.



- Então, não demora! – Disse batendo o pé e cruzando os braços enquanto nos encarava.



- Até breve, neném! – Beijou a minha testa e se afastou.



--- xx ---



Uma semanas depois...



- Renesmee! – Disse Jacob com a voz cerimoniosa, enquanto segurava a minha mão.



- AH¿ - Olhei para ele franzindo o cenho, sem entender o motivo daquele jeito estranho. Ele se ajoelhou diante de mim, pegou a minha mão e beijou. Olhou no fundo dos meus olhos e começou a falar gentilmente.



- Eu amo você... – Hesitou. – Sei que é estranho, afinal só estamos juntos há semanas e já estou declarando amor. Mas a verdade é que estou perdidamente apaixonado por você e não consigo mais me ver sem o seu amor. – Beijou a minha mão novamente. – Quer casar comigo¿ - Senti meu coração bater descompassadamente, os olhos enxerem de lágrimas, as pernas ficarem trêmulas e não conseguia falar, apenas assentia com a cabeça, já sentindo as lágrimas derramando em meu rosto. Era uma emoção tão forte, que descrevê-la seria completamente desnecessária... era a minha realização. – Aceita¿ - Perguntou novamente.



- Aceito! – Consegui responder, então ele tirou uma delicada caixinha de veludo de dentro paletó, abriu e dentro dela, havia uma linda aliança com pedra azul turquesa. Quase desmaiei ao ver a aliança que viria a ser minha e me dei conta de que todos na galeria nos observavam. Ele colocou a aliança em meu dedo e beijou gentilmente. – SENHORES, SENHORAS! ATENÇÃO!! – Ele pediu praticamente gritando e todos se viraram para ver o que acontecia. Minhas tias estavam quase dando pulos de alegria e minha mãe vermelha, não sei se de raiva, medo ou pavor. – Eu amo essa moça e acabo de pedi-la em casamento! – Anunciou todo orgulhoso e todos começaram a aplaudir e o que seria uma exposição na galeria de Alice, acabou virando uma grande festa. Via os meus avós sorrindo, meu pai todo orgulhoso, meus tios felizes e os convidados aplaudindo.



- Parabéns, filha! – Meu pai veio até nós e me abraçou. Depois apertou a mão de Jacob e deu um tapinha em suas costas.



- Eu amo muito a sua filha. – Disse enquanto se cumprimentavam.



- Eu te amo muito mais! – Falei me pendurando em seu pescoço e o beijando na frente de todos. Senti seus braços me envolverem, enquanto nossos lábios se moldavam perfeitamente e nossas línguas travavam uma linda batalha de amor. Ouvíamos risos e aplausos. Também um grito de “JÁ CHEGA!” e podia jurar que era a voz do meu tio Emmett.



- Casamento, casamento, casamento! - Alice maluquetinha batia palminhas e saltitava como uma bailarina.



- Festa! Convidados! Vestido! Aiii! – Era Rosalie fazendo os seus planos.



- Temos que fazer uma grande festa de noivado! – Minha avó disse me abraçando.



- Sim! Claro! – Respondi chorando.



- E quando será o casamento¿ - Minha mãe perguntou desgostosa nos observando.



- No mês que vem!

- No mês que vem! – Jacob e eu respondemos juntos e gargalhando felizes.



- Nossa! Tão rápido assim¿ - Ela balançou a cabeça.



- Então a festa de noivado é para ontem. Ai meu deus! Temos tantas coisas para organizar! Alice! Precisamos de uma cerimonialista, ver modelo de convite, local,Buffett... Meu Deus está muito em cima! – Rosalie andava em circulo fazendo as contas.



- Não precisa de festa. – Jacob disse parecendo modesto.



- O QUÊ¿

- O QUÊ¿

- O QUÊ¿



Alice, Rosalie e minha avó praticamente gritaram juntas e ele me olhou rindo.



- Elas bateram com a cabeça, amor! – Disse dando de ombros.



- Mas mês que vem está em cima. Não querem esperar uns dois meses¿ - Minha mãe perguntou olhando para nós.



- NÃO!

- NÃO!



Dissemos juntos e todos riam.



- Ela está doida para "dar" e ele está nervoso para "comer". Não percebem isso¿ RARARA – Emmett disse de forma vulgar e todos reviraram o nariz.



- Emmett! – Rosalie o fuzilou.



- Falei mentira¿ Olha para eles! Estão em ponto de bala. Kkkkk Se abrirem a tubulação de gás, haverá uma explosão. Kkkkk



- Emmett, esse comentário é desnecessário. – Disse meu pai envergonhado.



- Tudo bem! Só acho que não precisam casar para isso e teriam mais tempo. Não querem me ouvir. – Deu de ombros e saiu.



- Eu posso ficar sozinha com meu noivo¿ HAM¿ Então tchau e benção! – Peguei a mão de Jacob e puxei para fora da galeria. Já estava sufocada com tanta falação. Começamos a caminhar juntos, de repente ele parou e ficou diante de mim. Olhou me por alguns segundos e depois disse algo que não entendi.



- Aconteça o que acontecer, saiba que eu realmente te amo, neném... – Virou o rosto e respirou fundo.



- Acontecer o quê¿ Não entendi, amor. – Fiquei olhando para ele a procura de alguma resposta em suas expressões, mas ele não esboçou nenhum tipo de reação.



- Eu te amo, Ness. Essa é a única verdade que sinto no meu coração... a única!



- Eu também te amo! – O abracei e ficamos agarradinhos por um tempo. Depois ele me levou até minha casa em seu carro.



Na semana seguinte já era natal e minhas tias, junto com vovó Esme, estavam preparando uma mega festa natalina.



Elas tinham medo do meu avô morrer naquele tratamento e queriam que a o seu natal fosse o mais lindo e inesquecível. Por isso já estavam a mil com a super produção, enfeites da casa, presente e Buffet.



Resolveram que aquele seria o momento oportuno para anunciar o nosso casamento, que segundo a decisão de Jacob e eu, ocorreria no dia dez de janeiro. E se não aproveitassem o natal para o noivado, acabaríamos casando sem o tradicional noivado.



Dez de janeiro seria o aniversário de quarenta e cinco anos da sua falecida mãe. E ele estava emotivo com as recordações e quando me contou, decidi que a data seria uma bela homenagem a falecida.



Minha mãe ficou para morrer e me lembro claramente das suas palavras: “No mínimo acharão que está grávida!” Mas no final teve que ceder, concordando, mesmo contra sua vontade, com o meu casamento que ocorreria tão rápido.



As irmãs de Jacob continuavam caladas e morando no apartamento da empresa, sem se envolver com os preparativos ou qualquer assunto relacionado ao casamento. Eu e meu “noivo” fomos para La push naquela mesma semana para ver a casa que meu avô nos deu de presente. Dizendo que já estava comprada e reformada há mais de um ano esperando para ser entregue de presente. E para o nosso espanto, quando chegamos ao local, era a antiga casa dos Blacks totalmente reformada e com uma mobilha mais moderna.



Jacob ficou emocionado e muito pensativo ao caminhar pelos aposentos da casa, como se relembrasse ali os momentos de infância e amargando a saudade que sentia dos pais. Às vezes me abraçava e me olhava com tanta dor, que chegava a cortar o coração. Sentia vontade de cuidar dele e tentar acalmar o coração, mas ele permanecia estranhamente calado e me olhava de forma estranha.

tttttttttttttt

Conversamos com Sue e Seth e lhes entregamos as chaves da casa e também do carro que vinha junto no pacote de presente, para que já começassem a preparar tudo para a nossa mudança. Vi como Jacob e Seth se encaravam com certo desconforto. Eu me via em uma situação horrível, obrigando o meu noivo a conviver com o meu “irmão”. Contudo, mesmo com seu incomodo, não quebraria as promessas e não me afastaria de Seth... Nunca! Eles teriam que aprender a conviver e se respeitarem de qualquer forma.



Na véspera do natal, o convite do casamento já estava pronto, em tempo recorde diga- se de passagem. Minhas tias também já haviam alugado o Hotel Plaza, acertado a igreja e eu já tinha até um vestido, que Alice comprou na França quando ouviu a história do casamento.



Fiquei espantada com tanta agilidade e nervosa pelas duas parecerem duas baratas tontas fazendo contas, ligações e andando de um lado para o outro, nervosas com tantas coisas a serem feitas. Também fiquei triste por perceber o total desinteresse de minha mãe, que praticamente não conversou comigo naqueles dias e quando falava algo era somente para criticar.



Ela não gostava de Jacob e fazia questão de deixar isso claro para ele. Mas o pior e mais incomodo, era quando resmungava algo sobre Seth... Ela queria ele como genro e não se conformava. Sendo assim, preferi não tocar no assunto "casamento" com ela e deixar as minhas tias e avós conduzirem tudo para mim.



O natal havia finalmente chegado, a casa estava toda decorada com enfeites natalinos, os presentes comprados e as pessoas devidamente convidadas para o que seria a minha festa de noivado. Cheguei cedo a casa da minha família e me arrumei com ajuda das minhas tias, que estavam muito mais nervosas do que eu.



Minha tia havia comprado um lindo vestido rosa claro, tomara que caia, que mais parecia um daqueles vestidos do século passado, rodados e com um grande volume na saia. Prenderam meus cabelos no topo da cabeça e fizeram vários cachos com baby lise, distribuindo-os harmoniosamente sobre os meus ombros. Colocaram uma tiara de brilhantes em minha cabeça e fizeram uma leve maquiagem. E quando me olhei no espelho, parecia uma princesa de tão linda que estava.



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Sentia meu coração bater descompassado de nervoso e a ansiedade para estar nos braços do meu noivo... Meu amor!



Caminhei até a porta de mãos dadas com Alice, que estava super orgulhosa de seu brilhante trabalho, e desci as escadas para chegar a festa e me atirar nos braços de Jacob. Quando cheguei ao topo, eu o vi parado no primeiro degrau, me olhando com um brilho novo nos olhos. Não conseguia desviar o olhar de mim, parecendo completamente enfeitiçado com a visão que tinha. Meu coração começou a bater muito rápido e cheguei a ficar sem ar. Comecei a descer lentamente, enquanto encarava o seu olhar encantado em minha direção e a cada passo que dava, era como se o mundo estivesse acabando naquele momento.



Cheguei até ele, que pegou a minha mão delicadamente e a beijou sem desviar os olhos dos meus um só momento.



- Eu te amo, neném! _ Ele sussurrou em meu ouvido, ao mesmo tempo que uma grande emoção crescia dentro de mim, me roubando completamente o ar.



- Eu te amo muito mais, Jake. – Sussurrei para ele.



- Está linda, filha! – Disse meu pai vindo até nós e me abraçando ternamente. - Espero que sejam felizes juntos, querida. - Continuou meu pai. Então olhei para minha mãe e vi uma tristeza tão grande em seu olhar, que chegava a cortar meu coração. Era como se ela pressentisse algo terrível e aquilo a torturasse.



- Realmente está linda, filha! Alice fez um ótimo trabalho. – Minha mãe segurou o meu queixo, olhou em meus olhos e beijou a minha testa. Seus olhos estavam cheios de água e tive a impressão que se continha para não chorar. Olhou para Jacob, e como sempre, deu aquela fuzilada nele, como se estivesse o advertindo se algo me acontecesse. Depois me abraçou ternamente e sussurrou em meu ouvido. – Perdoe a minha frieza, filha. Eu só quero o seu bem e acho que esse casamento não a fará feliz como deseja.



- Não fica assim, mãezinha! Jacob e eu nos amamos muito. Tudo dará certo e em pouco tempo carregará os netinhos no colo. – Sussurrei para ela.



- Espero estar enganada sobre ele, Ness... Eu sinceramente espero! – Disse olhando novamente para Jacob, que engoliu em seco e ficou encarando o seu olhar. Parecia não ter medo, mas estava certamente incomodado com aquela intimidação que minha mãe impunha a ele.



- Bella, deixe a sua filha ir para os braços do seu futuro marido. Temos um noivado para anunciar. – Disse meu pai e ela se afastou. Caminhei para Jacob, que me abraçou e andamos juntos para o salão de festas.



O salão, como já imaginava, estava cheio de gente da mais alta sociedade. Mas no meio de tanta pompa e circunstância, havia os meus amigos da escola e os meus amigos de La Push. Caminhamos até eles e a primeira coisa que fiz foi abandonar Jacob e correr para os braços de Seth.



- Seth, meu irmão! – Eu o abracei forte e depois encarei o seu olhar. Vi que estava triste e sabia que assim como minha mãe, não concordava com o meu casamento. Não precisamos dizer nada, pois conseguíamos conversar somente com o olhar e eu já havia dito para ele que estava feliz. Ele assentiu com a cabeça e beijou a minha testa. A sua expressão me causava uma dor tão profunda, que se não fosse desrespeitoso com o meu noivo, teria o tirado do salão para conversar em particular.



- Sue, você está linda! – Fui até ela, após sair dos braços de Seth, e a abracei ternamente. Recebendo todo o seu afeto e consideração.



- Está divina, menina! Espero que seja feliz em suas escolhas. – Disse com aquele tom de mãe preocupada e eu assenti.



- Eu serei, Sue... serei.



- Embry, Quil, Claire, Dayane! – Caminhei até eles e fui beijando um a um, enquanto Jacob me observava de longe, demonstrando certa inquietação, mas só deu boa noite de longe e permaneceu estático a minha espera.



- Ness, você parece uma princesa. – Dayane disse sorrindo enquanto me abraçava.



- Se o vestido de noivado é assim, imagina o do casamento. – Completou Claire, minha doce e querida amiga, abraçando forte enquanto sorria animadamente.



- Deixem de ser bobas! Sabem que não ligo para isso e que é obra da minha maluquetinha. – Respondi encarando o olhar de Seth, que olhava os convidados e evitava me encarar. Mais uma fez a sua expressão de dor me incomodou e fiquei apreensiva quando vi que Jacob me observava, com face desgostosa.



- Deixa de ser modesta. – Embry disse beijando a minha mão.



- Modesta¿ Eu¿ E vocês¿ Estão todos lindos e impecáveis. Nem parecem os mecânicos cheios de graxa. Quem produziu vocês¿ - Perguntei zombando deles.



- Foi sua mãe, Ness! Ela não queria que nós nos sentíssemos constrangidos com os convidados. Por isso resolveu nos dá um banho de loja. – Disse Quil envergonhado.



- Não sabia que dona Bellinha tinha tanto gosto. – Comecei a rir. – Vocês estão gatíssimos e se não fosse o meu noivo, que é um pedaço de perdição, talvez ficasse empolgada com os três. – Zombei deles e Jacob cruzou os braços impaciente, ficou olhando para os lados e percebi que aquela aproximação toda o incomodava.



- Bella, é uma amor de pessoa e muito sensível, filha. Ela nunca permitiria que nós fossemos humilhados em sua festa. Por isso a deixou por conta das tias e veio cuidar de nós. Não fique aborrecida com sua mãe. Ela só quer o seu bem e acha que é nova para casar. Também não confia nas escolhas que fez e tem medo que sofra. Sua mãe te ama muito. – Sue disse de forma sábia. - E nós, seus amigos, também te amamos e sempre a protegeremos de tudo. – Dessa vez olhou para Jacob, que continuava impaciente a minha espera.



- Obrigada, Sue! Você sempre me tratou como uma filha. Obrigada! – A abracei e fiquei em seus braços por um tempo, enquanto observava Seth olhando as irmãs de Jacob, que estavam isoladas em um canto conversando. Rachael parecia triste e atordoada, mas a outra aparentava raiva e olhava para todos com cara de nojo. Às vezes cochichava com a irmã, que parecia a repreender e quanto seus olhos encontraram os meus, ainda nos braços de Sue, balançou a cabeça em sinal de negativo, dando me um frio na espinha.



- Ness, temos outros convidados para cumprimentar. – Jacob disse mal humorado e eu assenti com a cabeça.



- Gente, fiquem a vontade e se precisarem de algo, podem pedir ao garçom! Não tenham vergonha ou medo. Vocês estão em casa. OK¿ - Afastei-me de Sue, caminhei até Jacob e depois fomos até as suas irmãs.



Rachael me pareceu simpática, me abraçou e beijou ternamente. Mas a outra só disse um “OI” e ficou me analisando de cima a baixo... Que mania insuportável a dela!



- Espero que faça o meu irmão feliz, Renesmee. – Disse Rachel beijando o meu rosto.



- É o que mais quero! – Respondi.



- OI! _ Disse Becca sem vontade.



- OI! _ Respondi a encarando e vi que Rachel lhe deu um cutucão.



- Linda festa... digna de uma “princesa” – Resmungou mal humorada.



- É! _ Afirmei.



- Neném, vamos falar com os outros convidados. – Jacob disse incomodado com a situação e saímos rapidamente.



Andamos pelo salão e cumprimentamos alguns amigos de meu avô, acionistas e diretores da empresa, além de muitas pessoas que não conhecia e depois fui para o colinho dos avôs Cullen e Swan.



- Está linda, filha! – Disse meu avô Carlisle que me abraçou forte e beijou a minha testa. – Espero não morrer antes dos seus filhos nascerem. – Disse com os olhos cheios de lágrimas, sabendo que seu câncer evoluía e podia não sobreviver.



- Deixa de falar besteiras! – Estará vivo para ver seus bisnetinhos.



- Assim fico com ciúmes! – Vovô Charlie disse e fui para os seus braços.



- Você não tem razão disso. Sabe que é o meu preferido. – Disse piscando para vovô Carlisle que gargalhou.



- Você diz isso aos dois. Assim não vale! – Reclamou beijando a minha testa. – Jacob, você tem que fazer essa menina feliz! Isso é uma ordem! Entendeu¿ - Olhou para Jacob e o fuzilou com o olhar. E Jacob fez sinal de continência, brincando e ele riu.



- É claro! – Todos riram da brincadeira.



- Gente! Já é quase meia noite! Jacob precisa fazer o pedido antes do Natal! – Rosalie disse andando em nossa direção.



- É claro! É tudo o que mais quero. – Falou Jacob e Carlisle fez sinal para que parassem a música, pedindo a atenção de todos.



- MEUS AMIGOS E AMIGAS! TEMOS UM ANÚNCIO A FAZER! POR FAVOR! – Todos se viraram para nossa direção, meus pais e tios caminharam até nós, Jacob pegou a minha mão e beijou. O dedo, que já estava sem o anel que havia guardado, sorriu para mim e depois se dirigiu para o meu pai.



- Edward Cullen, há muitos anos nossas famílias possuíam laços estreitos de amizade, que infelizmente foram rompidos e nos afastamos. Mas acho que os nossos destinos sempre estiveram ligados e algo maior do que relações sociais e negócios nos liga. – Jacob olhou para mim e tocou meu rosto com as costas das mãos. Depois voltou a falar ao meu pai, enquanto todos nos observavam. – Perdoe me porque estou um pouco nervoso. – Riu. – É a primeira vez que faço isso. – Ele me olhou novamente, passou o dedo sobre os meus lábios e continuou a falar olhando em meus olhos. – Hoje o que nos liga é muito mais forte. É algo que não consigo mensurar e só posso dizer que amo a sua filha. – Senti meus olhos se encherem de lágrimas e a estranha sensação de revirar o estômago. – Amo muito e por mais estranho que pareça, por estamos juntos há pouco tempo, quero lhe pedir a sua mão em casamento. Espero sinceramente que me dê, de bom grado, do contrário serei obrigado a roubá-la de vocês. – Começou a rir e todos gargalharam achando graça da piada.



- Jacob, sei que minha filha te ama. – Começou o discurso nos olhando emocionado. – Ela sempre o amou, sempre te esperou e hoje está realizada com o seu pedido. Sinceramente, mesmo que não gostasse de você, não poderia lhe negar a mão. Porque certamente ela fugiria com você e minha recusa não valeria muito. – Todos gargalharam novamente, mas vi que minha mãe permanecia séria. – Visto que não tenho como te negar, deixo com vocês dois essa decisão e por minha parte, fico feliz que ame minha filha e queira se casar. Só peço que a faça muito feliz.



Ainda segurando a minha mão, ele se ajoelhou diante de mim, como um perfeito príncipe e me pediu em casamento. Chorei como criança naquele momento.



- Renesmee Carlie Swan Cullen, você deseja ser a minha esposa, a mãe dos meus filhos, a minha companheira, amiga e amante para todo sempre¿ - Seus olhos cravados nos meus também estavam cheios de lágrimas. Mas ao contrário de mim fazia força para não chorar. E eu, já me debulhando em lágrimas, me joguei sobre ele e aceitei.



- SIM! SIM! SIM! MIL VEZES SIM! – Respondi me atirando em seus braços e ele me beijou daquela forma voraz, cheia de fogo e apaixonada de sempre. Ouvimos vários risinhos enquanto nossos lábios travavam uma batalha deliciosa de amor. Meu coração parecia explodir de felicidade com os toques apaixonados de Jacob, ainda mais depois de ouvir palavras tão lindas. Ele era perfeito demais... um verdadeiro príncipe.



- Chega! Filha, Chega! – Vovô Carlisle pediu em tom constrangido, por ver aquele agarramento na frente de todos.



- Eita... A coisa ta pegando fogo! É melhor casarem mesmo. – Era a voz do meu avô Swan.



Interrompemos o beijo, ofegantes por aquele fogo todo, não olhamos para ninguém e permanecemos nos encarando de forma apaixonada. Jacob tirou a caixinha do paletó, pegou o anel e colocou novamente em meu dedo. Depois pegou outro anel e me deu, e eu o coloquei em seu dedo. Depois beijei a aliança em sua mão, ele se levantou e me abraçou forte. Todos aplaudiam aquele momento tão especial e fechei os olhos para não encontrar olhares que me entristeceriam.



A festa de noivado, com motivos natalinos, foi linda e nos divertimos muito. Mas no dia seguinte minhas tias continuavam frenéticas com os preparativos do casamento e não nos deram uma folga se quer.



Jacob voltou a trabalhar na empresa e eu me juntei a minha família para verificar se tudo estava saindo bem para o casamento. Já sentia a excitação me consumir em cada dia que decorria e já me via casada, morando em La Push com o homem da minha vida.



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- Filha, você está linda! – Disse a minha mãe, após Rosalie terminar de fazer a minha maquiagem.



- Ai mãe! Será que Jacob vai gostar¿ Estou tão nervosa! – Disse me olhando no espelho, com aquele lindo vestido branco tomara que caia Francês, cheio de pequenos diamantes, a mais pura seda e uma renda delicada vinda direta da Caxemira.



- Como não gostaria, filha¿ Você é a noiva mais linda do mundo. Está tão perfeita que sua beleza chega a doer os olhos. – Respondeu chorando. – Espero que o seu marido dê valor a isso e a faça feliz... que você seja muito feliz, minha criança... não consigo me conformar com esse casamento... você cresceu tão rápido.



- Bella, vai estragar a maquiagem chorando desse jeito. – Alice maluquetinha disse para ela.



- É minha única filha, Alice. – Resmungou.



- Mas não precisa desaguar o Tennesse. – Respondeu Rosalie.



- Vocês também estão muito lindas. – Disse vendo tia Rosalie com um lindo vestido vinho, que deixava as curvas do seu corpo evidenciadas e os ombros amostra. Tia Alice com um longo verde, daqueles que se usam na entrega do Oscar, digno de uma DIVA como ela era. E minha mãe vestia um longo prateado simplesmente maravilhoso e parecia uma boneca de tão linda que estava.



Toc Toc Toc



Ouvimos três batidas na porta e minha mãe foi atender.



- Seth¿ O que faz aqui¿ Devia está na igreja com os demais padrinhos. – Disse para ele.



- Bella, preciso falar com ela e fazer a minha última tentativa. Posso entrar¿ - Perguntou e o vi entrando pela porta, com o fraque preto, cabelos penteados com tom de molhado, lindo e perfeito caminhando em nossa direção. Seu olhar tinha uma tristeza tão grande que me doeu naquele momento. Não entendi o motivo da sua visita, mas estava feliz por ter uma última oportunidade de está junto ao meu “irmão”.



- Podem nos deixar a sós¿ - Perguntei e as três assentiram com a cabeça, saindo em seguida.



Minha mãe caminhou até ele, parado diante da porta e cochichou algo em seu ouvido antes de sair. Ele caminhou alguns passos e me encarou.



- Meu irmão, eu consegui o que queria. Jacob será meu e ma amará assim como eu o amo. – Disse para ele, que me olhava com uma dor tão profunda, machucando a minha alma como nunca havia feito antes. Quis colocá-lo em meu colo e perguntar qual o problema. Tomar para mim toda aquela dor, mas precisava ouvir primeiro que tinha a me dizer.



- Docinho, ele não te ama. Está fingindo por interesse. Será que não vê¿ - Segurou o meu rosto com as duas mãos, de forma delicada, encarou meus olhos e perguntou com a voz amarga e desesperada. Senti um frio no estômago e uma vontade de gritar com ele. Afinal como ousava fazer aquilo justo no dia do meu casamento¿ Ele não devia... não... não podia.



- Não... não... não... Mas do que... Do que fala¿ Está louco¿ Jacob me ama. – Comecei a chorar sem perceber, enquanto sentia uma facada em meu coração. Sentia-me triste por ele querer me fazer infeliz justo no meu dia, no dia mais feliz da minha vida. Como podia ser tão cruel e egoísta¿ Como¿ Ele era o meu irmão... Como¿



- Ele não te ama! Está fingindo! – Disse de forma decidida, depois hesitou por segundos e continuou. – Eu te amo! – Beijou os meus lábios de forma rápida e inesperada, tentou colocar a língua em minha boca, enquanto eu lutava para me afastar dele, empurrando o seu rosto, sentindo a dor da traição, o desespero por aquela atitude, um sentimento estranho e novo dominando o meu coração. Quis gritar com ele e bater para não me magoar mais. Consegui me afastar do seu beijo e gritei enfurecida.





- ESTÁ LOUCO! – Estava possessa de raiva, sentia pena e dor... Mas era uma dor estranha... Era como seu eu também... O amasse? A minha cabeça dava voltas e meu coração doía com aquela magoa. Sabia que ele estava estranho, mas não podia imaginar o que sentia e sofria. Sempre fomos amigos e ele teve uma vida inteira para se declarar. E talvez, se não fosse por Jacob, estaríamos juntos e felizes naquele momento. Talvez ele fosse o noivo e não o amigo desesperado... Por que esperou tanto¿ Por que não lutou antes¿ Por que¿ Não podia ter me deixado confusa daquele jeito no dia do me casamento... Não podia!! Por que¿ Eu poderia tê-lo amado muito como homem, mas naquele momento era tarde demais para nós dois e meu coração doía por pensar nas chances que desperdiçamos. E nesse instante descobri que o amava também... Mas eu amava mais, Jacob! Não poderia deixá-lo depois de tudo o que lutei. Era injusto o que Seth estava fazendo comigo.



- Eu amo você, Ness! Sempre amei! E não posso vê-la se casar com um farsante sem fazer nada. Se casar com ele, estará assinando a sua sentença de infelicidade. Entende isso¿ Ele não te ama! Só quer o seu dinheiro. – Cada palavra era uma facada em meu peito. Ele estava jogando baixo para conseguir me afastar de Jacob e feria meu coração propositalmente. Como conseguia¿ Dizia me amar tanto e me machucava¿ Como¿ Meu coração doía tanto com as suas injurias, que se não fosse o meu Seth, teria rompido relacionamento com ele. Contudo, mesmo com aquela dor, não conseguiria ficar sem ele por muito tempo. Sabia daquilo e me desesperava ainda mais, sabendo que ele me amava e que eu também o amava, mas que naquele momento era tarde demais para nós dois... Eu nunca seria dele... Nunca!



- Não, Seth! Não! Você está enganado! Está confuso! Jacob me ama! E por mais que eu ame você, agora já é tarde! Talvez se você tivesse me falado antes, mas agora... Já não tem mais o que fazer... Eu vou me casar e eu amo Jacob. Serei feliz ao lado dele e você continuará sendo meu irmão... Por favor, Seth, não torne as coisas mais difíceis... Agora volte para aquela igreja e não faça isso comigo! Não me magoa no dia mais feliz da minha vida! – Eu chorava muito quando me abraçou forte e fez carinho. Eu me afastei de seus braços e me sentei na cama derrotada. – Não!!! Vá para aquela igreja e seja um padrinho comportado! Não pode fazer isso conosco! Não pode estragar a nossa amizade! Não! Não! – Ele se ajoelhou diante de mim e ficou chorando, enquanto me olhava nos olhos. A dor em sua face era tão nítida, que me feria ainda mais. Quis sumir da face da terra ao me sentir um monstro... Eu estava matando o meu amigo... Meu confidente... Meu irmão... O meu amor! Não suportava aquilo.



- É a nossa última chance, docinho! – Tocou meu rosto suavemente e sussurrou. Naquele momento a dúvida se tornou maior em meu coração e eu já não sabia mais o que era certo e errado, o que eu queria e não queria... O que era o melhor para mim e me faria feliz... E o que não faria! Pensei que não agüentaria aquela angustia. Não podia perder Seth, mas não sabia como ficar sem Jacob. O que fazer em uma situação assim¿ O que fazer quando você descobre que o seu melhor amigo também é o seu amor¿ Eu nem tinha certeza, mas já me desesperava com a dúvida me corroendo.. – Eu amo você! – Disse mais uma vez para mim e voltei a chorar ainda mais.



- Por que está fazendo isso comigo¿ Por que¿ Você teve uma vida inteira para dizer tudo isso e o faz no dia do meu casamento¿ Vá para aquela igreja e eu esquecerei isso tudo, Seth! Do contrário nunca mais olhe para mim. Entendeu¿ - Eu soluçava enquanto pedia que tivesse compaixão por mim naquele momento. Não agüentava o desespero me consumir... E a dor de apenas cogitar a idéia de abandonar Jacob no altar. Ele sempre foi o meu amor, o meu sonho... A minha idealização. Estava tão perto da minha felicidade e Seth havia estragado o dia mais feliz da minha vida... Estava destruída pela dor.



- É isso que deseja¿ Não sente nada por mim¿ - Perguntou chorando, com a face de dor que me torturava, então como se não fosse eu e sim outra pessoa, neguei com a cabeça, mesmo sabendo que era mentira e que eu também o amava... Talvez até da mesma maneira... Mas eu amava mais Jacob, e não poderia traí-lo... Trair os meus sonhos e tudo o que idealizei. Eu já havia tomado a minha decisão e não poderia mais fazer nada. Quis me dividir em duas, mas não pude... Não tinha como ser a Ness do Seth e a Ness do Jacob. – Serei bonzinho com você, docinho... Estarei no altar esperando que se entregue para outro e trabalharei em sua casa conforme o combinado. Sempre estarei ao seu lado! Mesmo que não me queira, sempre te protegerei. – Ele se levantou e me deu as costas para sair. Ouvi minha mãe entrar e falar algo com ele naquele momento.



- Seth! _ Gritei, mas ele não olhou pra mim, continuou de costas. – Só queria que soubesse, que se eu pudesse me cortaria ao meio... Se pudesse, me dividiria em duas para ser a Ness do Seth e a Ness do Jacob. Por que... _ Hesitei por alguns instantes. – Eu também TE AMO! – Confessei. - Mas eu não posso Seth... Eu não tenho como fazer isso. E tenho que escolher... Pode me perdoar¿ - Ele permanecia de costas, falando algo baixinho com a minha mãe, que me olhava chorando.



- Eu nunca cortaria você ao meio, Ness. – Disse com a voz chorosa. – Entre dividir você e ficar sem você, prefiro ficar sem você e acompanhar a sua felicidade... É isso! Cuidarei para aquele interesseiro te fazer feliz e se ele não fizer, eu o mato sem pensar. Minha vida acabou mesmo! Se for para a cadeia, para impedir que Jacob seja um viúvo rico, irei muito feliz só de saber que está vida... Entende¿ Então não precisa se dividir em duas. Deixo você para ele e cuidarei para que não a maltrate... Eu prometo. – Então saiu sem nem ao menos me olhar. Cai deitada de costas na cama, chorando desesperadamente pelas suas palavras.



- AHHHHH! AHHHHH! MÃEEEEE! AHHHHH – Minha mãe veio até mim e me abraçou. Depois minhas tias entraram no quarto e todas ficaram ao meu redor me consolando.



- Filha, você tem certeza¿ - Minha mãe perguntou me encarando, enquanto tentava enxugar as minhas lágrimas.



- Eu amo Jacob... Mas amo Seth... AHHHHHH!!!



- Não é melhor esperar para se casar¿ Jacob vai entender que teve uma crise. Ele não precisa saber do Seth. – Disse Rosalie preocupada, franzindo o cenho.



- Não! AHHHH! Não!!! AHHH! Eu vou... casar.... vou... entrar... naquela...igreja.... e... casar... – Eu gaguejava, soluçava e chorava.



- Ness, casamento é um passo muito importante. Então pense bem! O que sente pelo Seth¿ - Alice perguntou arqueando uma das sobrancelhas.



- Eu... o... amo... mas... amo... mais... o... Jacob.... AHHHH!!! AHHHH!



- O que você sente por ele¿ - Minha mãe perguntou chorando.



- Ele... é... o... meu... sol... não... fico... sem... ele.... AHHHH!! Ele... ta... sofrendo... Mãeeee!!!



- Deus! Eu sabia que isso não daria certo. Você não vai casar! Não vai! – Disse decidida.



- NÃO! – Dei um pulo da cama e a encarei. – Tia, dê um jeito no meu rosto. Tenho que casar hoje! – Bati o pé e fiquei vendo as três completamente atordoadas com a cena.



- Não, Ness! – Alice respondeu.



- Então eu vou assim! – Corri para porta e Rosalie me segurou por trás.



- Se vai casar de uma forma ou de outra, pelo menos disfarçar esse choro é necessário. Sente se aqui! – Ordenou e me sentei na cadeira para retornar a maquiagem, com o coração completamente despedaço e em minha mente só havia pessoa: SETH.



Jacob era a realização do meu sonho e por nada no mundo deixaria aquele casamento. Mesmo que eu estivesse sofrendo pela dúvida que me corroia por dentro, não poderia desistir do meu sonho que estava prestes a ser realizado. Por mais que tivesse descoberto meu amor por Seth, não era o suficiente... O amor que sentia por Jacob era maior.