quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Capítulo 3 - Fornicação





Depois que a serviçal nos deixou sozinhos, olhei seu semblante desejoso e vi que me queria tanto quanto eu a queria, ou talvez até mais. Naquele momento já não nos restava a menor saída e nós havíamos chegado a um ponto em que não era mais possível retroceder.



Peguei a sua mão e caminhei com ela até o meu quarto sem fazer barulho pelo corredor. Entramos e em seguida tranquei a porta. Acendi a lareira e depois caminhei até ela que estava parada perto da porta .



Tomei-a em meus braços, passei as mãos sobre os seus cabelos, tirei a sua tiara, ajoelhei-me diante dela e levantei o seu vestido, peguei a sua perna e comecei a beijar lentamente a sua linda e branca coxa, suave e delicada, enquanto tocava o seu pequeno tornozelo. Ela beijou os meus cabelos e começou afagá-los de forma carinhosa. Sentia o desejo explodindo em meu corpo a cada toque. Seu cheiro era delicioso e era impossível não me inebriar com o delicioso cheiro de incenso de jasmim.



Depois de beijar a sua perna, levantei-me lentamente, acariciei a sua cintura e subi as mãos pelo contorno do seu torso. Passei as mãos pelos seus cabelos, toquei o seu rosto enquanto me encarava com encantamento e media cada gesto sem nada dizer. Sua respiração era forte, podia ver em seu peito a pulsação das batidas de seu coração ao me observar. Aproximei os meus lábios e tomei seus lábios com a volúpia pulsando em minhas veias. Comecei a mover lentamente os meus lábios sobre os seus, primeiro beijando a parte inferior com toques suaves e depois tomando a boca por inteiro. Pedi passagem para a minha língua e começamos um beijo delicioso,com movimentos lentos e carinhosos, enquanto nossos braços acariciavam nossos corpos de forma lenta e apaixonada.



Interrompemos os beijos, e vi os seus lindos olhos verdes me encarando com paixão. A cada instante que nos olhávamos, tinha a certeza que a queria e não conseguiria desistir daquele momento. Sabia que a minha carne havia se perdido pelo desejo e que quebraria o compromisso com o meu Senhor. Contudo, mesmo tentando pensar racionalmente, não conseguia resistir ao desejo pulsando em meu corpo, exigindo a satisfação que o prazer da carne me proporcionaria. Quebrei o meu compromisso e me entreguei a encarnação do pecado em forma de mulher chamada “ISABELLA”.



Peguei-a no colo e a levei para a cama, deitando a carinhosamente enquanto fitava os seus olhos que brilhavam mais do que pequenas esmeraldas. Toquei os seus seios e comecei a apalpá-los carinhosamente, beijando o seu pescoço, descendo os lábios até o seu colo distribuindo beijos. Ouvia os seus sussurros de prazer, enquanto distribuía beijos desejosos por conhecer mais e mais daquele corpo do pecado.



Ela se virou de costas e comecei a soltar as amarras do seu vestido. Levantei-me da cama e tirei a minha túnica. Fiquei de pé e vi seus olhos admirados ao observar a minha ereção pulsante. O desejo em seus olhos me deu ainda mais vontade de tomá-la e fazê-la completamente minha.



Curvei-me sobre ela e a virei de costas. Comecei a distribuir beijos em suas costas e fui descendo lentamente ao longo da sua coluna, enquanto ouvia os baixos sussurros de seus lábios.



- Cheira a incenso. – Disse para ela sentindo o delicioso cheiro de incenso.



- Foi um encantamento. – Admitiu erguendo o seu corpo lentamente, de forma a ficar sentada de lado me observando. Colei meus lábios nos delas e comecei um beijo desesperado, movendo o de forma ensandecida, enquanto nossas línguas se moviam rapidamente, proporcionando um prazer inenarrável. Perdi-me completamente naqueles beijos e toda a loucura em meu corpo explodiu naqueles toques intensos.



Interrompi o beijo, deitei-a na cama e comecei a tirar o seu vestido lentamente, deixando aquele lindo corpo branquinho, com a barriga lisa, os pequenos seios com os bicos rosados, o perfeito torso de mulher completamente nu.



Beijei a sua barriga, passando a língua em sua pele doce, macia e delicada. Tirei o resto do vestido e comecei a beijar os seus pés carinhosamente. Subi os meus lábios em suas pernas, distribuindo beijos em seu caminho. Minha ereção latejava loucamente, sentia a necessidade de conhecer cada detalhe do seu corpo.



Beijei o joelho e comecei a chupar forte, desejando devorar aquela pele que me enlouquecia. Dei leves mordidas pela sua coxa e fui subindo os lábios pela sua virilha até chegar em seus sexo.



Abri a suas pernas e via a delicada pele rosada de seu sexo, ficando completamente louco de paixão, e meu primeiro instinto foi sentir o gosto do seu néctar. Então levei meus lábios até ele, passei a língua pelos pequenos lábios rosados, sentido o gosto do seu prazer explodindo em meus lábios. Comecei a chupar o seu sexo, enquanto ouvia os seus gemidos de prazer e sentia o seu corpo se movendo pela cama.



Seu gosto era completamente diferente de tudo que conhecia, seu sexo proporcionou-me um prazer que só conheci pelos livros e poemas que havia lido. Contudo, sentir o gosto do prazer, explodindo em minha boca, despertou algo que não conhecia e me fez querer ainda mais de seu prazer.



Subi o meu corpo, abri mais as suas pernas, apoiei os meus cotovelos na cama, segurei o meu sexo e me encaixei na sua entrada, posicionando-o de forma delicada para não machucá-la.



Assim como para ela, era a minha primeira vez e senti um nervoso me consumir naquele momento. Todavia, apesar do medo, deixei-me levar pelos instintos e o meu corpo ganhou vida quando sentiu a sua entrada.



Segurei as suas costas, comecei a beijar o seu pescoço e penetrei lentamente a sua entrada. Senti uma leve dor em meu sexo no primeiro movimento, mas foi tão prazeroso que continuei o movimento, investindo lentamente em sua entrada.



Sabia que ela sentia dor, assim como eu sentia nos suaves movimentos, fechei os olhos e comecei a chupar os seus seios, enquanto me movia lentamente dentro dela, ouvindo os gemidos de prazer e dor. Vi em sua face um sorriso faceiro, enquanto revirava os olhos e gemia de prazer.



Meu corpo começou a explodir e os movimentos lentos já não eram suficientes para me satisfazer, impulsionando a me mover cada vez mais rápido. Gemíamos juntos e sentia os seus movimentos me acompanhando, deixando os meus movimentos ainda mais desesperados pelo clímax que o gozo me daria.



Eu entrava e sai do seu corpo, sentindo prazer e desespero em cada movimento, sentia suas unhas arranhando as minhas costas, os seus gemidos se intensificavam e seu corpo parecia dançar embaixo do meu, intensificando o movimento do meu sexo dentro do seu.



Quando os gemidos começaram a ficar altos e estávamos quase gritando de excitação, tomei os seus lábios em um beijo desesperado e continuei me mover cada vez mais rápido dentro dela, até explodir com o ápice do nosso prazer e gozar em seu interior.



Deitei o meu corpo sobre o dela, comecei a acariciar os seus seios enquanto sentia suas mãos acariciando os meus cabelos. Sai de dentro dela e deitei de costas sobre a cama. Puxei a para mim, deitando sua cabeça em meu ombro e comecei a afagar os seus cabeços até que dormíssemos em sono profundo.



Acordei cedo e a vi deitada sobre a cama, com o lindo, pequeno e perfeito corpo nu. Senti o peso da culpa invadindo o meu coração. Meu corpo começou a tremer, meus olhos encheram de lágrimas, senti o peso do meu pecado me enfraquecer. Levantei-me da cama,coloquei a minha túnica, as botas e sai do quarto, deixando a deitada sobre a cama. Corri até a cocheira e peguei um cavalo e montei. Comecei a cavalgar pelas vielas de Paris, indo em direção a uma capela.



Enquanto cavalgava ouvia as acusações em minha mente, chamando-me de fornicador e me sentia o pior homem do mundo.



Cheguei à igreja, desci do cavalo, amarrei suas rédeas e depois entrei. Caminhei até o altar e me ajoelhei diante da imagem do Senhor para pedir perdão. Senti as lágrimas queimarem em minha face, com o peso da culpa cravando uma espada em meu coração, o remorso por quebrar o pacto e ceder as vontades da minha carne. Quis morrer naquele momento e a única forma de me redimir era pedir perdão e confessar os meus pecados. Contudo, apesar da culpa, não conseguia me arrepender de meus atos e dos sentimentos que me levaram a quebrar o compromisso com meu Senhor... Eu a amava! Sabia que a amava e não conseguiria confessar aquele pecado e pagar a devida penitência.



Ajoelhado diante do Altar, fiz uma prece quase que silenciosa e pedi perdão pelos meus pecados:



Pai perdoe-nos por temos amado tanto...



Sai da igreja,voltei até o cavalo e montei. Comecei a cavalgar de volta para casa onde estava hospedado e havia desrespeitado a boa hospitalidade do cardeal Swan. Sentia um grande desespero ao cavalgar de volta e quando mais me aproximava, mais sentia meu coração apertar com a dor em meu peito.



Cheguei até a casa, abri o portão da cocheira e entrei com o cavalo, amarrando as suas rédeas em seguida. Quando me virei, ela se jogou em meus braços, prendeu as pernas entre a minha cintura e começou a me beijar desesperadamente, como se aquele fosse o nosso último momento e se o mundo fosse acabar.



- Onde esteve¿ - Pergunta ao interromper o beijo, revirando os olhos, abrindo o sorriso mais lindo do mundo enquanto acariciava os meus cabelos.



- Tentando fazer as pazes com o Senhor. – Respondi sentindo o arrependimento me corroer por dentro, ao mesmo tempo que sentia o meu coração pulsando por ela e me pedindo para me entregar aquele sentimento. Vivia a maior dúvida em um extremo conflito entre o santo e o profano, o amor espiritual e o amor carnal... Meu Senhor e a mulher da minha vida.



- Tentei me sentir culpada durante a missa... – Beijou os meus lábios novamente de forma ardente. Já sentia o meu sexo pulsando de desejo e tentava controlar o meu corpo, para não ceder novamente a carne. Mas o desespero me consumiu e quis morrer naquele momento. – Só o que sinto é... – Continua a distribuir os seus beijos, com o intuito de derrubar as minhas barreiras, enquanto eu me mantinha firme e tentava vencer a tentação me inebriava com o gosto e o cheiro do pecado.



- Sente-se feliz¿ - Sussurrei entre os nossos beijos.



- Então também sente¿ - Ela parou de me beijar e segurando o meu rosto com as duas mãos, fitou-me profundamente nos olhos. Tentei desviar o olhar daqueles lindos olhos verdes, com medo de me perder novamente. Vi que se encheram de lágrimas, com medo do que diria. Apesar do medo de magoá-la, tinha que dizer a verdade e fazê-la compreender que não aconteceria mais... não podia acontecer... nunca mais.



– Não deve acontecer mais. – Disse e me afastei, deixando-a com lágrimas nos olhos. Sai correndo em direção a catedral para pensar no que faria da minha vida e como me redimiria dos meus pecados.

domingo, 7 de novembro de 2010



Capítulo 2 – Luxúria




Naquela primeira noite, houve um grande jantar em minha homenagem, onde padres,bispos, cardeais e abades estavam presentes, conversando sobre os pecados do mundo e a submissão das mulheres.



Isabella servia-nos com muito interesse, ouvindo cada parte da conversa com profunda indignação e a todo momento nossos olhares se encontravam de forma furtiva. Sentia-me completamente desconfortável com a situação. Contudo, mesmo lutando contra a atração que ela exercia em mim, não conseguia deixar de lhe olhar com curiosidade.



A certa altura ela pediu permissão para se recolher e eu fiquei ouvindo as tolices que diziam sobre as mulheres e como deveriam se comportar. Sinceramente, aquele falso moralismo me enjoava, e tive vontade de me recolher também para não continuar a ouvir tamanhas tolices que nem deveriam ser ditas pela boca de homens de Deus.



Disse que me sentia cansado e me recolhi ao meu quarto. E para a minha surpresa, quando cheguei a meu aposento, eu a encontrei lendo uma das minhas traduções. Ela se virou assustada quando a porta se abriu e eu a fechei rapidamente. Afinal não queria que nos vissem em situação tão constrangedora.



Caminhei até ela, olhando profundamente em seus olhos, já sentindo a tensão dominando o meu corpo. Parei diante dela e peguei os papéis que ela havia deixado sobre o criado mudo.



- Todos os meus pensamentos. – Disse sentindo a minha sexualidade mostrando sinal que estava ali presente, desejosa de sentir aquele corpo do pecado em si. Ela me olhava de forma penetrante, analisando todos os meus gestos cautelosamente e me deixava ainda mais nervoso diante daquela situação tão inusitada.



- Por que saiu¿ - Eu a questionei lendo um pedaço do texto que estava no manuscrito, vendo-a com a face maliciosa em seu rosto angelical.



- Estou com dor de cabeça. – Vi em seu rosto que não se tratava de uma mera mentira para me espionar e saber mais sobre mim. Mas parecia não ter nenhum tipo de pudor em relação aquilo e continuava a me analisar com aqueles olhos verdes arregalados.



Caminhei até a minha cadeira, com as pilhas dos meus manuscritos nas mãos, sentei, arqueei as sobrancelhas e comecei a observá-la. Vi que apesar de nervosa com aquele interrogatório, havia uma certa satisfação na forma como me olhava. Senti mais uma vez o pecado brotar em minha sexualidade ao analisar aquele lindo corpo, que deixava as suaves curvas a mostra dentro daquele lindo vestido azul. Seus pequenos seios eretos, o colo mais do que perfeito, uma cintura com curvas sinuosas. Mas o que realmente me chamava a atenção não era o seu corpo. Sim seus olhos que nunca desviavam dos meus, encarando-me com petulância e intimidação,deixando-me de certa maneira desconcertado perante a situação tão inconveniente. Sabia que se nos pegassem em meu quarto, seria no mínimo um escândalo para nós dois e não haveria forma de remediar a situação. Ela, contudo, ainda mostrando altivez na forma de olhar, parecia não se preocupar com aquilo e continuava com a mesma petulância no olhar.



- E qual a razão dela¿ - Perguntei tentando entender o que se passava. Se teria a coragem para dizer que era apenas uma desculpa para examinar o meu quarto. Não sabia até onde ela poderia chegar e me intrigava o seu comportamento tão ousado.



- Não suportei que falassem de mim como se eu fosse apenas uma coisa. – Disse com a voz firme e a mesma forma de me encarar nos olhos, como se buscasse em mim algum resquício de fraqueza.



- O que gosta de ler¿ - Perguntei analisando os meus manuscritos. Por sinal impróprios para uma moça ler.



- Filosofia, ciência, matemática, astronomia, teologia e romances. – Respondeu de forma tranqüila, enquanto eu analisava os manuscritos que havia bisbilhotado.



- Leu isto¿ - Perguntei de forma severa, erguendo as folhas em minhas mãos. E pela primeira vez vi um sinal de sua fraqueza, quando abaixou o olhar e negou com a cabeça. Sabia que estava mentindo, mas naquela situação, era preferível evitar uma discussão.



- Foi bom não ter lido. Traduzi de Catulo, um poeta gozador. – Vi um breve sorriso em seu olhar, enquanto balançava a cabeça, que estava baixa e pelo semblante, levemente avermelhado, parecia envergonhada pela primeira vez. – Ele nunca falaria de uma mulher como uma coisa.



- Boa noite, Milord! – Assentiu com a cabeça e saiu apressadamente do meu quarto. Sabia que por sua vergonha, estampada claramente em sua face, havia lido o conteúdo da tradução em meus manuscritos. Senti-me um tolo por forçar aquela conversa. A minha sexualidade latejava dentro de mim, deixando-me completamente excitado com toda aquela situação. Coloquei os manuscritos sobre a mesa, caminhei até a cama, passei a mão por dentro da roupa e segurei firme o meu sexo e pensando em Isabella estimulei-o pela primeira vez na vida de forma pecaminosa... sentindo-me completamente culpado depois de chegar ao gozo após sentir o ápice do prazer enquanto pensava no corpo de Isabella.



Ajoelhei-me diante da cama e pedi perdão a Deus pelos meus pecados. Contudo sentia o peso daquela forte atração e a carga em meus ombros era grande demais.



- Senhor, perdoe-me porque pequei.



---- xx ----



A primeira semana passou rapidamente e Isabella se mostrava uma aluna esplêndida em suas colocações e pensamentos.



Confesso que era mais fácil para eu discutir os assuntos com meus discípulos na cátedra, do que com ela, que possuía um pensamento muito além da maioria das pessoas que eu conhecia.



Não sabia de onde vinha tanta convicção e como concebeu aquela forma tão peculiar de pensar. Mas o fato era que ensiná-la se tornou um grande desafio para mim e nossas discussões sobre os mais variados temas ficavam calorosas.



Ela me tentava de forma que já não podia agüentar. Outrora imaginei que seria difícil conviver com a luxúria me chamando dentro de casa. Entretanto, nem em meus piores pesadelos, poderia imaginar que uma criatura tão bela poderia ser tão ousada e obstinada.



Em muitos momentos suas mãos me tocavam, acariciando as minhas de forma a me constranger. Seus olhos cantam para mim sem precisar dizer qualquer palavra. Em algumas ocasiões, seus pés tocaram as minhas pernas de forma inapropriada e seus lábios estavam sempre parecendo chamar os meus. Cheguei até a perceber que me espiava em momentos íntimos, mas não sei o motivo de não adverti-la sobre aquilo. Talvez, difícil de se afirmar, a minha sexualidade já estava tão acostumada com aquela tentação diária, que não conseguia encontrar forças para refrear as suas ações ousadas.



Sabia que se abrisse a guarda para uma discussão sobre o assunto, certamente perderia o razão e a deixaria perceber o quanto mexia comigo. Era quase impossível rebater os seus argumentos em uma conversa.



- Certamente a lei é a lei. Quem somos nós para escolher como obedecer¿ - Dizia com altivez em certa discussão.



- Porque a Santa Madre igreja diferencia entre... – Tentei falar e me cortou com o mesmo tom ativo.



- Sob autoridade de quem¿ - Questiona em tom zombeteiro. –Onde se acha tal autoridade. No Novo Testamento¿ Nosso Senhor disse: “Não vim destruir, mas satisfazer”. – Para completar o meu martírio, ainda conhecia bem as escrituras e falava com muita propriedade, tornando o nosso diálogo ainda mais caloroso.



- Sob a autoridade dos Santos. – Mais uma vez ela me cortou, colocando sua face diante de mim, com aqueles olhos verdes me testando de forma inapropriada... ela era terrível... Sim! completamente terrível!



- E quantos Santos Nosso Senhor criou¿ - Segurou as minhas mãos e continuou com a mesma perspicácia em suas argumentações, debatendo cada palavra com convicção.



- Nosso Senhor escolheu Apóstolos que...



- Foram feitos Santos exceto um. – Deu um breve sorriso e continuou a sua colocação. – Como saberemos se Judas não fazia a vontade de Deus¿ O Deus do nosso testamento é diferente do Nosso Senhor. O Velho é um Deus de vingança e o novo um Deus de amor. Como acreditar nos dois¿ - Havia petulância e certeza em suas palavras. Ela fazia as suas próprias conjecturas, baseada no que lia e tirar algo se sua cabeça era mais do que impossível. Não haveria forma de fazê-la entender que suas palavras não passavam de blasfêmias contra o nosso Senhor.



- Basta! Basta! – Soltei a sua mão e em seguida comecei a rir da sua expressão divertida, sabendo que havia ganhado mais uma discussão com o famoso mestre de teologia. – Seja qual for o Deus, agradeço por não ser a minha aluna na catedral. Prefiro discutir com o Colegiado dos cardeais. – Deu um breve sorriso e sua expressão ficou séria. –Não, prefiro discutir com qualquer um do que com você. O colégio dos cardeais seria bem mais fácil. – Abaixou o olhar e sorriu satisfeita.



Ela apoiou o rosto com uma das mãos, segurando a sua pequena maçã e voltou a encarar o meu olhar da forma que mexia com a minha sexualidade.



- Leu alguns dos poetas clássicos¿ - Perguntei tentando mudar de assunto, enquanto bebia um cálice de vinho.



- Alguns! - Respondeu praticamente sussurrando com a voz sensual que me fazia estremecer. E o desejo de meu corpo só aumentar.



– Como define a poesia¿



- Certamente ela se auto-define. – Responde da mesma forma. – Então... é prosa memorável. Um espelho da verdade escrito.



- Bom! Muito bom! – Digo sorrindo para ela. – Eu me lembrarei disso.



- Li seus poemas também. – Diz com a voz cautelosa de anjo.



- Espelho da verdade¿ - Pergunto desafiando, sabendo exatamente a que se referia.



- Não! Prosa memorável. – Bebe uma taça de vinho de forma sensual, enquanto os seus olhos desafiam os meus e me deixam ainda mais excitado com aquela conversa que tomava um tom desafiador. Ficamos conversando por um bom tempo, falando através de metáforas e sabia exatamente o que queria de mim... Ela me queria e fazia questão de deixar aquilo bem claro. E por mais que tentasse lutar contra aquela tentação, era mais forte do que eu.



Fazia as minhas confissões ao padre e lhe pedia perdão pelos meus pecados. Pagava todas as penitências e mesmo assim o peso da minha consciência por ter pecado continuava a me cobrar.



Já não era mais o mesmo em minhas aulas e meus alunos já percebiam a mudança em mim. Porque minha mente estava cheia de luxúria carnal. E já ouvia alguns comentários maliciosos a respeito, fazendo de conta não perceber tamanha maledicência.



Certa noite estava em meu aposento, escrevendo um poema, e ela entrou para me levar um prato de comida. Ela o colocou sobre a mesa e depois se debruçou sobre mim, segurando a minha mão, com o rosto tão próximo ao meu que dava para sentir o calor da sua pele. Meu corpo começou a queimar e quis tomá-la para mim naquele momento. Estava tomado pela luxúria, com a sexualidade pulsante e um desespero crescente dentro de mim.



- Se importa¿ - Perguntou com a face angelical ao tocar a minha mão.



- Sim! Eu me importo. – Afastei a sua mão por um momento e depois a segurei de forma agressiva, enquanto nos olhávamos tão perto, que era possível sentir o seu hálito quente em minha boca. – Por Deus me deixe em paz! – Quase gritei, pois meu desespero devastador estava quase me fazendo perder o controle. Sabendo que se continuasse tão perto de mim, não haveria mais saída para nenhum de nós e estaríamos completamente condenados ao inferno.



- Está me machucando! – Disse assustada, puxando a sua mão e saiu correndo. Levantei-me de sobressalto e fui até a janela. Então a abri e deixei o vento frio trazendo alguns flocos de neve invadissem o meu corpo ardente, de forma a esfriá-lo para que conseguisse me acalmar e ter condições de pensar racionalmente sobre o que se passava comigo. Peguei os flocos de neve que estava na beira da janela e cobri todo o meu rosto em desespero. Só assim pude me sentir melhor depois de perder a cabeça com Isabella.



Mais dias foram se passando e viver embaixo do mesmo teto era completamente difícil para mim. E mesmo com o cardeal Swan presente, Isabella sempre encontrava uma forma de me tentar.



Ele era completamente alheio ao que se passava em sua casa, dedicando-se única e exclusivamente as suas relíquias “santas”, que forjava para angariar dinheiro as custas de pessoas ignorantes. Não se dando conta do clima de sedução que estava embaixo do seu nariz o tempo inteiro.



Chegou a noite de natal, todos fomos para a catedral para a missão de celebração. Ficamos um ao lado de outro e nossos olhares se encontravam a todo momento. Seu cheiro era delicioso e me tirava completamente a razão. Sentia-me o pior dos pecadores, por deixar que a luxúria me tomasse justamente na casa de Deus. Mas era impossível evitar aquelas reações em meu corpo, com ela tão cheirosa e tão perto, mesmo com a igreja cheia, seu tio ao seu lado e a imagem do Senhor olhando para mim.



Vivi uma luta entre o santo e o profano, já não agüentando mais aquela terrível sensação de desejo dominando o meu corpo. Sabendo que a queria mais do que tudo e precisava saciar os meus desejos em seu corpo virginal.



Saímos da missa e seu tio ficou com os demais clérigos comemorando. Então Isabella, Jacob e eu partimos pelas vielas de Paris, que estavam lotadas de pessoas que bebiam, riam e se divertiam, em direção a sua casa.



Em parte do caminho, Jacob parou e lhe pediu um beijo, alegando que era tradição. Aquilo fez um ciúme aflorar dentro de mim. Contudo precisava manter a compostura e não deixar os outros perceberem o quão incomodado havia ficado.



- Deve-me um beijo, Milady! – Disse segurando a sua mão.



- É natal. Uma tradição. – Disse observando-o encarar o seu rosto, enquanto segurava a sua mão. Ela se virou para mim e me questionou.



- É a tradição, Milord¿ - Seus olhos estavam cheios de malícia e sabia que usaria aquilo para conseguir um beijo meu depois. Confirmei e fiquei parado, inflamado pelo ciúme.



- Praticamente a lei, Milady! – Disse com sorriso malicioso para ela. Observando-a se dirigir a Jacob e beijar o seu rosto. Depois nós três demos os braços e caminhamos sorrindo pelas vielas de Paris.



Chegamos a casa e ficamos em frente a lareira conversando, enquanto tomávamos vinho. Nossos olhares estavam fixos um no outro e estava claro que nos desejávamos ardentemente. Senti meu coração bater mais forte, minha sexualidade pulsando dentro de mim, uma irresistível vontade de tomá-la. Contudo o seu tio chegou e ainda ficou um tempo conversando conosco.



Depois que o cardeal Swan se recolheu, continuamos a tomar o nosso vinho, no mesmo clima de sedução que havia antes, até chegarmos ao ponto crucial e que tanto temia.



- Não me deve algo¿ - Perguntou com olhar exalando luxúria, enquanto me enfeitiçava de forma irreversível, para o meu mais completo desespero, com os lábios úmidos pelo vinho e a voz macia que cantava para o meu coração desejoso.



- É a tradição. – Respondi deixando-me levar pela sua sedução.



- Praticamente a lei. – Sabia que usaria as minhas palavras contra mim. Mas no fundo estava gostando e queria aquilo... precisava desesperadamente dela para saciar o meu desejo.



- Nosso Senhor foi traído por um beijo.



- Foi pré-ordenado. – Rebateu.



- Esse também¿ - Questionei arqueando a sobrancelha.



- Desde o início dos tempos. – Aproximou-se mim lentamente, depois colou seus lábios nos meus e começou a movê-lo. De repente, ouvimos um barulho e nos afastamos. A serviçal entrou trazendo mais uma bandeja com alimentos e vinho. Ficamos nos encarando em silêncio, esperando que fosse embora para que continuássemos o nosso beijo. Meu corpo queimava aflito e sabia que aquela noite, seria a minha mais completa perdição. Não havia mais como voltar e eu cederia aos pecados da carne, deixando a luxuria vencer os votos que havia feito com o meu Senhor.

sábado, 6 de novembro de 2010




Capítulo 1 - Tentação




Acompanhei a jovem até o portão de sua casa e ficamos nos olhando, sem dizer nenhuma palavra, por um breve tempo. Até que deu as costas e se foi, deixando uma estranha sensação em minha alma.



Ela era linda, perfeita e inspirava toda a poesia em meus lábios e a volúpia em meu corpo. E aquele primeiro contato, fez com que minha mente ficasse presa a cada detalhe de seu rosto e também imaginando o lindo e delicado corpo branquinho e virginal.



Foi a primeira vez que me senti atraído de forma irresistível por uma mulher. E sabia que aquela poderia ser a minha perdição. Precisava lutar bravamente com os meus pensamentos pecaminosos.



Mais tarde, já na hospedaria, meus discípulos começaram a me indagar sobre minha vida sentimental e a convicção de minha castidade.



- Milord, nunca esteve com uma mulher – Jared perguntou, enquanto bebia uma taça de vinho. – É um homem como outro qualquer. - Sentei-me ao lado de Paul e respondi sua pergunta sem o menor constrangimento.



- Quando era jovem como vocês, tinha garotas as dúzias. As experiências da vida estavam lá para serem vividas. Mas logo encontrei a minha verdadeira vocação de ser teólogo. – Respondi e todos ficavam a me olhar.



- Como os outros aceitam a tradição sem lógica. – Jasper afirmou enquanto fazia as anotações em seu livro. - A lei descrita de que os professores são castos. - Concluiu franzindo o cenho enquanto tentava entender aquela situação.



- Para mim é muito mais pessoal. Deus me confiou um grande dom. – Observei a expressão de incredulidade que se formava diante de minhas palavras. – Ordenou que o ensino fosse a minha vida. Devo cumprir meu lado do trato. – Comecei a lembrar dos votos que fiz diante do meu Deus e não me arrependia em abrir mão dos pecados carnais. Aquele era o meu caminho, o que havia escolhido seguir e era feliz com a vida que tinha. E de forma alguma profanaria o nome do meu Senhor desfrutando os pecados da carne. – Se tomasse uma mulher, estaria me profanando diante do meu Senhor... Cuspindo no rosto de Deus. Não entendem¿ Ele tiraria a minha dádiva e me condenaria pela eternidade... E estaria certo.



- É um preço horrível. – Jacob indagou consternado diante das minhas afirmações.



- É alto demais para mim. – Paul concluiu.



- A garota da rua me deixou com o corpo trêmulo de desejo. – Disse Paul e todos começaram a rir, caçoando da cena. Mas eu permanecia sério, lembrando-me do rosto da linda jovem que havia mexido tanto com minhas emoções.



Arqueei as sobrancelhas e comecei a cantar



Uma vez que vi os picos gêmeos dos seus seios.

Minha paixão enlouqueceu

Minha alma não teve descanso.

Sempre em meus sonhos

Satisfação e desejo

Beijando e acariciando

Para deixá-la em fogo

Finalmente libertando-me

da crescente tristeza

E das incessantes viagens

Consumo a alegria

Selando com um beijo

Selando com um beijo



Todos começaram a rir e cantar comigo, enquanto batiam com as palmas das mãos sobre a mesa



Que o fim dos meus sonhos

Possa ser esse

Selando com um beijo

Selando com um beijo

Selando com um beijo

Selando com um beijo

Selando com um beijo

Selando com um beijo

Que o fim dos meus sonhos

Possa ser esse

Que o fim dos meus sonhos

Possa ser esse



Eles eram mais que os meus discípulos. Eram amigos para todas às horas e compartilhávamos momentos alegres, confidências nas noites frias que dividíamos o dormitório na hospedaria em Paris.



Nós gritávamos e batíamos na mesa, quando a porta se abriu e a dona entrou furiosa.



- Parem!! – Fitou-nos de forma severa e ficamos em silêncio. – Enquanto estiverem hospedados nessa casa, não haverá isto. – Saiu batendo a porte e os meus discípulos ficaram rindo da situação, enquanto me sentia envergonhado pela constrangedora cena que acabava de ocorrer.



- Uiii!

- Uiii

- Uiiii



Gritaram em coro, caçoando da velha que havia saído furiosa com aquela bagunça.



- Ainda acham que posso querer uma mulher¿ - Disse em tom zombeteiro para eles, que começaram a rir. Naquele momento, franzi o cenho e me lembrei da linda donzela e sua camisola, correndo com lágrimas rolando em seu rosto para socorrer a criança que havia acabado de ser assassinada no meio do vilarejo. Olhava para a chama das velas nos castiçais que iluminavam o dormitório e via os seus olhos flamejantes me fitando. Senti o âmago do meu desejo inflamando meu corpo, que queimava de excitação ao me lembrar da sua pele delicada, os lábios e suas lindas esmeraldas lagrimejando.



Alguns dias se passaram e a linda Lady não saia de minha cabeça. Roubando-me completamente as noites de sono, enquanto pensava naqueles lindos olhos que chamavam por mim.



Soube pelos meus discípulos, que logo trataram de tomar informações sobre a jovem, que ela era a sobrinha do cardeal Swan. E que havia vindo do convento, por não ter nenhuma vocação para se tornar uma freira. Assim, seu tio ganancioso, resolveu casá-la com alguém capaz de dar-lhe uma vida cheia de riquezas. Mas que não estava sendo bem sucedido em suas buscas por um bom pretendente.



Procurava ao máximo manter a minha mente limpa para não cair em pecado, fantasiando com a jovem, mas sempre que a distração me tomava, seus olhos de esmeraldas vinham a minha mente como chamas flamejantes, incendiando a minha sexualidade e me fazendo sentir coisas totalmente desconhecidas até aquele momento. Pois apesar de já ter cortejado algumas ladies, em minha mocidade, nunca havia me envolvido intimamente com uma mulher e o desejo nunca fora um problema para mim até aquele momento. Mas Isabela, sim Isabela era o seu nome, era uma jovem capaz de despertar paixões ardentes. E no pouco tempo que estava em Paris, já era pretendida por alguns jovens. Contudo nenhum se atrevia a cortejar a sobrinha do cardeal Swan, sabendo que ele estava a procura de um “bom matrimônio”.



Voltava para a hospedaria em uma noite e fui importunado pela senhora, que estava a me cobrar o dinheiro do aluguel, que venceria somente no dia seguinte. Já me deixando aborrecido diante daquele constrangimento.



Entrei em meu dormitório e estranhei o silêncio no ambiente, afinal os meus discípulos sempre faziam brincadeiras e cantavam antes de se recolhem as suas camas.



Caminhei até a cama e me assustei ao me deparar com uma cortesã despida em minha cama, com fartos seios a mostra, longas pernas brancas com curvas sensuais, uma linda barriga que mostrava toda a sensualidade. Ficou de pé e pude perceber o seu lindo torso cheios de curvas provocantes, vi o seu rosto perfeito, com uma boca desenhada, nariz ereto, olhos negros apertados, maçãs do rosto rosadas e arredondadas.



- É mais nobre resistir a tentação ou evitá-la¿- Disse com uma voz rouca provocante e senti a minha sexualidade dá provas que o homem dentro de mim ainda estava vivo. E que eu precisava lutar contra os pecados da carne e resistir a tentação diante de mim. Sabia que não poderia trair os votos com o meu Senhor, mesmo ainda não sendo um padre. Faria de tudo para provar que a minha vocação era mais forte que a volúpia que tentava dominar a minha carne e me fazer sucumbir por aquele corpo do demônio em forma de mulher.



- Deve ter custado muito aqueles diabos. – Disse com raiva e me virei de costas, para não deixar meus olhos traírem a minha fé.



- Ainda não, Milord – Respondeu em tom desafiador. – Venha cá! – Ordenou a voz da perdição, com intenção de destruir as minhas barreiras. Mas minha fé era mais forte e não permitiria que o pecado destruísse minha alma.



Fiquei em silêncio e algum tempo se passou. Então senti suas mãos envolverem minhas costas, deslizando os seus dedos até o meu pescoço. Virou se e ficou diante de mim, mostrando aquele lindo pecado em forma de mulher... Tremi e tentei controlar a minha respiração, sentindo a minha sexualidade crescer em desejo. Mas não perdi o controle das minhas emoções... a minha carne não venceria a minha alma.



- Por quanto tempo lhe pagaram¿ - Perguntei em tom severo, franzindo o cenho enquanto olhava o rosto do pecado diante de meus olhos, encarando-me de forma zombeteira e abusada.



- A noite toda, Milord... a noite toda. – Sussurrou sensualmente em meu ouvido e mordeu o meu lóbulo, fazendo o meu corpo se arrepiar. Passou as mãos em meus cabelos e depois tocou os meus lábios com seus dedos delicados.



- Então sugiro nos deitarmos. – Disse e caminhamos para cama. Deitei e ela ficou me tentando, beijando o meu rosto, passando a língua em minha boca e em meu queixo. Levou os lábios ao meu lóbulo e começou a lamber de forma sensual, causando-me arrepios pelo corpo, minha sexualidade pulsar de forma árdua, meu corpo estremecer mais e mais a cada toque desejando tomar aquele corpo de pecado e satisfazer os desejos da minha carne faminta. Mas minha fé era mais forte e não trairia a minha fé, profanando os votos de castidade que fiz com o meu Senhor. E ele seria a testemunha da minha obediência e perseverança em manter a minha fé e o meu corpo limpo diante Dele.



Um tempo se passou e a mulher se cansou de tentar o meu corpo que permanecia imóvel. Deitou-se de costas e se rendeu indignada com a minha indiferença aos seus encantos.



- Prometeram mais vinte moedas se montasse em mim. – Disse com a voz triste.



- Terá o seu dinheiro de qualquer forma. Eu prometo. – Escutei um grito no andar de cima e percebi os passos apressados dos jovens correndo amedrontados, com a velha Senhora aos berros atrás deles. Soube que estavam espiando para ver se eu me renderia ao pecado da carne e ri satisfeito da minha vitória diante daquela armação.



A notícia chegou ao clérigo e foi um escândalo, levando à um julgamento para repreender a minha conduta.



- Sua Graça, dessa vez ele foi longe demais. Deitando-se com uma cortesã comum. – Fui acusado pelo cardeal Cleawater de forma severa. Era notório que ele estava descontente com a forma como conduzia as minhas aulas. Que não aceitava as idéias liberais e as considerava revolucionárias as discussões que mantinha sobre os assuntos religiosos.



- Sem, entretanto, os resultados esperados. – Defendeu-me o Abade.



- Suas palavras não são confiáveis. – Seu tom se abrandou, contudo continuava o discurso para me desmoralizar. – Uma mulher de rua... uma desgraçada. Ele leva a escola, a cidade, Sua Graça em pessoa, todos nós ao descrédito! – Voltou a alterar o tom de voz, gesticulando de forma descontrolava, enquanto a ira da inveja saia de seus lábios. – Ele desafia o conhecimento estabelecido. – Gritou furioso. – A PALAVRA DE DEUS NA BOCA DE UM FORNICADOR! – Todos os cardeais começaram a falar ao mesmo tempo e o caos se instaurou no recinto.



- Concordo! - O Abade levantou e se pronunciou, calando o falatório. – A conduta dele difama um professor dessa escola. Mas o seu sucesso e reputação trazem à atenção a Catedral. Sua fama traz visitantes, que trazem negócios. Ele trás dinheiro a Paris. Conversarei com ele. – Deu a conversa por encerrada e os cardeais saíram abalados pelo insucesso na minha derrocada.



Depois que todos saíram, fiquei a sós com o Abade. Assim pudemos conversar serenamente sobre o ocorrido.



- Tens dúvidas sobre a minha castidade¿ - Questionei ao Abade caminhando com ele pela catedral.



- Não! Mas provavelmente sou o único.



- Eu sei que fazem objeções ao modo com que ensino. – Disse para ele.



- Eles têm ciúmes. – Afirmou.



- Claro! – Respondi sabendo que ele confiava em mim. Mas estava em uma situação muito complicada.



- Todos esses debates... Por que seus alunos precisam falar¿ - Questionou o meu método de ensino.



- É melhor que aprendam a cortar a sua própria carne do que serem gordos. Porque devemos... – Ele levantou o dedo e me advertiu severamente.



- Basta! Não permitirei que discuta comigo. Só o estou instruindo para cuidar dos seus modos. Para começar, vou lhe arrumar uma hospedagem respeitável. Ficará mais entediado. – Concluiu.



- O que o Abade desejar. – Respondi consternado e depois sai.



Voltei para a hospedaria e fiquei em silêncio, enquanto meus discípulos faziam a mesma zombaria de sempre e tentavam me questionar sobre o que havia acontecido na catedral e a decisão do Abade sobre a minha conduta. Mas permaneci quieto, pensando em todos os acontecimentos e tentando limpar a mente dos pensamentos impuros que insistiam em me afligir, mostrando-me o torso do pecado, com aqueles lindos seios que apontavam para o meu ser, inflamando a minha sexualidade de forma avassaladora. E quando fechava os olhos, tentando fugir daqueles pensamentos, era Isabella e seus lindos olhos de esmeraldas que torturavam minha mente, fazendo o desejo pelo pecado só crescer em meu corpo.



Deitei em minha cama e fiquei observando as sombras formadas pelas chamas das velas sobres os castiçais, fazerem figuras estranhas na parede, despertando os demônios que estavam presos naquele lugar para me torturar, enquanto formava o corpo do pecado em forma de mulher no teto da parede... A mulher linda e desejosa chamada Isabella.



Na manhã seguinte, antes de ir para a Catedral, recebi uma mensagem do Abade e a abri, entrando em estado de choque ao ler o seu conteúdo tão perturbador.



Mestre Edward,



Ficarás hospedado na casa do Cardeal Swan.

Está dispensado das tarefas de hoje para cuidar de sua mudança.

Espero que o ambiente seja agradável.



Cordialmente,

Abade Witchlook



Aquelas palavras me afligiram como setas de flechas ferindo direto ao coração. Sabendo quão perturbador seria dividir a mesma habitação da mulher em forma de pecado, que havia cruzado o meu caminho para tentar a minha fé.



Tive receio de concordar com aquela imposição. Ao mesmo tempo aquilo era mais do que atraente aos meus olhos e ansiava por vê-la novamente. E já podia sentir as batidas fortes de meu coração desejoso de sua presença.



Enquanto pensava no que faria e como lutaria contra o pecado, seus olhos de esmeraldas assolavam o meu coração e me deixavam completamente torpe diante daqueles sentimentos outrora desconhecidos ao meu ser. Despertando a lascívia sobre o corpo derrotado, que tentava se manter firme diante da constatação de fraqueza diante da tentação que se sobrepunha a minha frente.



Ao mesmo tempo que temia e desejava Isabella, sabia que ela seria a prova que a minha carne não venceria os votos feitos diante do meu Senhor. Mas eu sairia daquela batalha espiritual fortalecido por resistir bravamente ao desejo ardente de minha sexualidade. Todavia, se não obtivesse sucesso, minha alma estaria eternamente condenada pela fraqueza e aquilo me dava medo.



Juntei as minhas coisas, sai do dormitório e fui até a velha senhora para acertar as minhas contas com ela.



- Aqui esta o pagamento pela morada. – Disse lhe entregando as moedas. – Obrigado pela morada. – Ela pegou as moedas e me olhou com desdenho.



- Já estava mesmo na hora de partir. Deveria sentir vergonha pelo seu comportamento amoral. – Virou-se de costas e saiu, deixando-me plantado diante da porta.



Aquela manhã, como a maiorias das manhãs, estava com céu acinzentado. A diferença era que estava chovendo, deixando as ruas dos vilarejos cheias de lama, minha capa molhara pelas gotas que caiam sobre ela, causando-me frio em minha pele trêmula.



Caminhei até a casa do cardeal Swan, sentindo a ansiedade e o medo consumir o meu espírito pela proximidade do nosso encontro. Mesmo assim me mantive firme em meu caminhar, até chegar ao portão da casa e encontrar o velho cardeal a minha espera.



- Bom dia, Cardeal Swan! – Eu o cumprimentei e ele assentiu com a cabeça, abrindo um sorriso que me pareceu falso naquele momento. Sabia que o único motivo pelo qual me recebia em sua casa, era bajular o Abade para conseguir benefícios na venda dos objetos sacros que mandava trazer da Terra Santa.



- Bom dia, mestre Cullen! Vamos entrar. – Disse e me conduziu ao interior de sua casa. E enquanto subia, observei que na janela a tentação em forma de mulher me observava com aqueles olhos verdes brilhantes, causando-me calafrios pela pele e medo pelo que teria que enfrentar para manter os votos com o meu Senhor.



Entramos na casa e comecei a observar o ambiente luxuoso, com muitas tapeçarias, quadros, objetos sacros espalhados pela grande sala iluminada por uma grande quantidade de castiçais e pela lareira que mantinha a brasa flamejante.



- Bom dia, mestre Cullen. - Sua voz penetrou os meus tímpanos como uma suave canção, causando-me tremores pelo corpo. Virei-me para observá-la e vi o enorme sorriso se abrir em seus lábios levemente rosado. As bochechas ficaram coradas na pele branca de porcelana e os olhos encararam os meus de forma desafiadora.



- Essa é a minha sobrinha Isabella, mestre Cullen. – Começou o velho cardeal, que virou se e viu a figura da sobrinha lindamente vestida em linha verde claro.



- Muito prazer, Milady! – Peguei a sua pequena e suave mão e beijei docemente, sentindo a fragrância do seu cheiro invadir o meu corpo.



- Ela veio do Convento e ficará comigo até se casar. Contudo precisa de um tutor para terminar os seus ensinamentos e como estará por um bom tempo nessa casa, acredito que não será nenhum sacrifício para o mestre conduzir a educação de minha sobrinha.



- De certo que terei um grande prazer em ensinar a sua sobrinha. – Olhei para ela a percebi um sorriso malicioso se formar em seu rosto, acentuando os finos lábios e deixando a mostra os lindos dentes brancos enquanto me encarava.



- Bem, eu tenho que sair para resolver alguns assuntos. Isabella ajude o mestre Cullen a se instalar e depois separe os livros para ele averiguar se estão adequados. – Ordenou e saiu, deixando-nos a sós na sala.



- Será uma honra discipliná-la, Milady. – Disse encarando o seu olhar sensual, que parecia despir-me por inteiro enquanto olhava-me de forma sensual.



- O prazer será meu, mestre Cullen. – Responde sorrindo.



- Chame-me apenas de Edward. – Falei enquanto observava os pequenos seios se afirmarem naquele lindo vestido que marcava o seu corpo franzino. As veias de seu pescoço pulsavam de forma rápida, suas mãos pareciam inquietas e o seu olhar não desviava um minuto dos meus.



- Só se me chamar apenas de Bella. – Disse de forma atrevida e pegou a minha mão, conduzindo-me para a escada que dava ao outro andar. Senti meu corpo estremecer e uma estranha sensação de formigamento se formar ao seu toque. Minha sexualidade respondeu, pulsando de forma desejosa enquanto caminhávamos. Soube naquele momento, que teria que travar uma terrível luta contra o pecado que insistia em me tentar e daquela vez estava terrivelmente correndo perigo de ceder a tentação que me rondava. Tive medo e vontade de fugir, mas era tarde demais para recuar e precisava saber aonde aquilo me levaria.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010



NOTA
1 - Os personagens pertencem a Saga Crepúsculo da Stephenie Meyer!
2 - Não existem lobos ou vampiros nessa fic
3 - Essa fic é baseada no Filme "Em nome de Deus". O filme é por um narrador, com uma visão parcial do protagonista e a fic será uma pequena visão do Abelardo
4 - Não é recomentada para menores de 18 anos.

Sinopse:

Edward Cullen, um respeitável filósofo e professor de teologia, comprometido com a igreja e se preparando para se tornar um padre é contratado para ser tutor de Isabella Swan, sobrinha de um cardeal, moça inteligente e de personalidade forte para sua época. Ele é tentado de todas as formas e em nome desse desejo, trai todas as suas convicções e vive uma irresistível paixão.


Perdoe-nos pai, por termos amado tanto.

Prólogo
By GlauciaBlack


Meu nome é Edward Cullen, tinha 25 anos e era um filósofo e professor de teologia em uma das mais respeitáveis escolas de Londres. E me preparava para virar padre e cumprir com os deveres do celibato.


Alguns do corpo de clérigos me consideravam um revolucionário pelas minhas idéias liberais e discussões abertas sobre os assuntos religiosos, deixando muitos falsos moralistas desconfortáveis com os temas das minhas discussões, pouco ortodoxas, que estimulavam o ímpeto dos estudantes os deixando exaltados. Mas eu continuava com as minhas convicções, ensinando o que achava correto aos meus alunos.

A vida parecia seguir o seu rumo e cada vez mais estava certo do que queria para a minha vida: Ser um padre e seguir os desígnios de Deus. Mas tudo mudou no momento em que a vi, linda, perfeita, como uma visão de um anjo, trajando uma camisola branca, enquanto corria para socorrer uma pobre criança que acabara de ser assassinada.


No momento em que a vi, senti algo diferente, algo que não conhecia, que mexeu com a minha lascívia, deixou- me por um momento sem ação.


- Seu animal! Seu animal! – Ela me batia com fúria ao imaginar que eu roubava as moedas da criança assassinada, quando eu só estava as juntando para entregar a família antes que os saqueadores as roubassem.


- Lady! Lady! – Tentava segurar seus braços enquanto me batia. - Eu estava as juntando para entregar a família, antes que fossem furtadas. Seriam roubadas em instantes. – Disse tentando acalmar a sua fúria, que deixava totalmente descomposta no vilarejo. Ela caminhou até o menino, ajoelhou-se diante dele e eu me ajoelhei ao seu lado, entregando as moedas em suas mãos. – O que fará com elas¿


- Entregarei aos seus pais, de certo. – Respondeu chorando, com aqueles lindos olhos verdes inundados em lágrimas, a face angustiada e a vergonha por toda aquela situação.



- E onde eles estão¿ - Perguntei olhando em volta.


- Devem estar por aqui. – Respondeu olhando ao nosso redor. – Temos que fazer algo. Não podemos deixar o corpo na rua. – Disse encarando meu olhar profundamente. Parecia enxergar a minha alma, havia um misto de medo e curiosidade em sua face.



- Talvez possamos ajudar. – Disse e me levantei. Caminhei até Jacob e pedi que avisassem que não iria dar aulas.


- Jacob avise que não darei aulas hoje. – Disse para o rapaz loiro, com grandes olhos azuis usando uma túnica preta a sua frente. – Jared, Paul, procurem e avisem aos seus pais. – Disse para os outros dois rapazes, que assentiram com a cabeça e saíram.



Caminhei em usa direção, ajoelhei me diante do menino morto e coloquei as moedas em seus olhos e bocas.


- Tocar isso será um sacrilégio. Ficarão seguras. – Disse observando as lágrimas caírem em seu rosto. – Peguei um lenço e sequei cada uma de suas lágrimas, enquanto observava o seu rosto de anjo, os lindos cabelos negros, a pele branca, a boca desenhada, o nariz arrebitado e a forma enigmática com que me olhava. Naquele momento, soube que estava completamente perdido. Ela era a minha perdição, era o pecado encarnado na forma de mulher para me tentar. Senti meu corpo estremecer, uma sensação estranha revirando o meu estômago, minha sexualidade se agir por baixo da túnica de forma completamente desconhecida, deixando torpe com o medo que sentia das reações em meu corpo. Soube naquele momento que ela era a minha perdição... uma terrível perdição.




quinta-feira, 4 de novembro de 2010


Capítulo 18 Máscaras – Parte 2- POV JACOB



Acordei de um sono profundo, assustado, com os gritos de Becca vindo da cozinha. “Mas que “PO” é essa?” Levantei correndo e fui ver o que estava acontecendo.





- EU MATO VOCÊ SUA VACAAAAAA... _ Gritava Becca se pegando pelos cabelos com Rachael.



- O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI??????? _ Perguntei irritado tentando afastá-las.



- Essa oferecida deu em cima do carinha que EU to ficando na faculdade! _ Disse Rachael fuzilando a outra com os olhos.



- QUE MENTIRAAAA!!!! EU que to ficando com ele! _ Contradizia ela.



- Da onde você tirou isso garota???? _ Perguntou Rachael com tom de indignação.



- Desde a primeira vez que eu transei com ele!!! _ Revelou Becca.



- O QUEEEEEEEEEEE??????? VOCÊS TRANSARAAAM??? SUA “PIIIIIIIIII” _ Gritou Rachael se soltando de minhas mãos e se atirando para cima de Becca fazendo com que caíssem no chão. “Credo... Nunca havia visto Rachael assim... Onde foi parar minha irmã calma, cheia de razões?”



- CHEGAAAA!!! AS DUAS!!!! _ Gritei de certa forma, que até Renesmee que morava em Seatle deveria ter ouvido. Elas param de se bater imediatamente e olharam para mim assustadas. _ NUNCA PASSOU PELA SUAS CABECINHAS DESMIOLADAS QUE AS TROUXAS AQUI SÃO VOCÊS??? QUE ESSE MANÉ ESTÁ FAZENDO AS DUAS DE IDIOTAS E QUE ESTÁ FELIZ DA VIDA POR TÊ-LAS BRIGANDO POR ELE E AINDA PODER TRANZAR COM AS DUAS??? _ Falei perdendo o ar. – E AGORA CHEGA!!! ENTREGUEM-ME OS CELULARES E VAI CADA UMA PRO SEU QUARTO! _ Disse esticando uma mão para cada uma entregar.





Elas me olharam cabisbaixas, me entregaram os celulares e foram cada uma para o seu quarto. “Onde já se viu? Duas mulheres feitas brigando por causa de homem... Era só o que me faltava. Nessa idade ter que dar uma de pai. “PO” de vida!!” Voltei para o meu quarto, joguei os aparelhos em cima da cama e liguei o computador.



Abri meu e-mail e para o meu espanto... Nada! Nenhum e-mail de Renesmee. Peguei meu celular... Nada também! Nenhuma mensagem, nem ligações. “Quem essa vadiazinha está pensando que é para ficar me ignorando? Você me paga Renesmee! Nunca senti tanta raiva em toda a minha vida... Você me paga!” Pensei dando um murro na tela do computador.



Olhei para o relógio, eram nove horas da manhã. Disquei o numero de sua casa. Tocou um, duas, três vezes, até que ouvi a voz familiar da sua mãe.





- Alô! _ Falou Bella.



- Alô, Bella? É o Jake! _ Disse tentando parecer simpático.



- Ah, oi Jacob! _ Respondeu com a voz desanimada.



- Eu poderia falar com Renesmee? Não consegui falar com ela ontem, o dia todo. _ Quem me ouvisse falando diria que eu era o bom moço mais inocente da face da terra. Enganaria qualquer um, menos... Bella!



- Ela ainda está dormindo Jacob! Ontem ela passou o dia todo com Seth no shopping e eles acabaram chegando tarde! _ Afirmou com tom satisfeito. Aquilo me subiu o sangue de uma maneira, que tive que me controlar pra não mandar ela e a filhinha vadia dela a “PU” que “PA”... “Então eu estava certo! Essa vadiazinha estava com aquele amiguinho de merda dela! Você me paga Renesmee... Aaaah se paga! Você vai sofrer em minhas mãos...”



- Ok Bella! Obrigada. Tchau! _ E foi só o que consegui responder antes de jogar o celular contra a parede e quebrá-lo em mil pedacinhos. Nem ouvi ela se despedir.





“Quem essa vadia está pensando que é? Você não sabe com quem está lidando Renesmee... Você não perde por esperar... Não sabe nada do que eu sou capaz... Só espero que não esteja aprontando nada com esse merdinha do Seth, porque se estiver eu mesmo vou matá-lo... Com as minhas próprias mãos... Que ódio!!!!”



Comecei a jogar tudo o que via pela frente, para o chão. Quebrei meu quarto inteiro de tanto ódio que eu estava sentindo. De tanto ciúme... “Mas que droga é essa Jacob? Você nunca sentiu ciúme de ninguém e agora deixa que um simples rostinho bonito te tire do sério???” Mas o problema é que não era apenas um rostinho bonito... Era o rosto mais lindo, mais meigo, mais doce e mais perfeito que eu já vi em toda a minha vida.



Ela era extremamente perfeita. Seus lábios eram delicados, seu nariz pequeno, sua pele branca como a lua e seus olhos, azuis como duas pedras raras de safiras. Sua voz suava doce em meus ouvidos e seu perfume embriagava-me completamente. Eu não sabia o que estava acontecendo comigo. A única coisa de que sabia é que eram coisas estranhas que nunca havia sentido antes, que me faziam bem, mas que ao mesmo tempo me faziam sentir um ódio descomunal por estar me desviando da única meta que eu tinha em minha vida... A vingança contra os Cullens.



“Foco, Jacob! Não vai deixar que essa Cullenzinha metida à besta te desconcentre do maior plano de sua vida! Lembre-se de que se tornará um homem rico e poderoso. Terá as mulheres mais lindas aos seus pés e não precisará mais dessa vadia Cullen! Vingança, Jacob! Vingança!”



Novamente me joguei em minha cama e fiquei escutando o meu conflito interno. Pensando em como seria as coisas depois que nos casássemos, se eu conseguiria seguir meu plano a risca, sem fraquejar. A vida inteira eu tive certeza do que queria, mas depois que a conheci... Não tinha mais tanta certeza assim! Depois de alguns minutos acabei pegando no sono, já que minhas irmãs haviam me acordado mais cedo, devido as suas gritarias.



Quando acordei já era noite, olhei no relógio e já era passado das oito horas. Levantei e fui tomar banho. Estava tirando as espuma do meu corpo quando escutei a porta do banheiro se abrir.





- Rachael? Becca? _ Ninguém me respondeu. – Quem está aí? _ Perguntei passando a mão no boxe, para tentar desembaça-lo. Vi apenas um vulto. – Se não me responder vou dar “PO”! _ Falei já ficando nervoso.



- Calma, gostosão! Só vim te fazer um agradinho! _ Disse Casy abrindo a porta do boxe e entrando completamente nua.



- O que você está fazendo aqui Casy? _ Perguntei a olhando dos pés a cabeça. A vadia poderia até ser uma mula, anta e até mesmo insuportável, mas era gostosa! Olhei para os seus seios eriçados e lembrei-me dos peitinhos durinhos e pequenos de Renesmee... “Como eu queria aqueles peitinhos...” E no mesmo instante meu “CA” começou a pulsar.



- Surpresa! _ Ela falou se pendurando em meu pescoço e me beijando sem nenhum tipo de pudor. Casy mais parecia uma cadela no cio. Comecei a pensar no meu neném, em como ela era linda, gostosa e como sua “BU” deveria ser apertadinha. No mesmo momento fiquei ainda mais excitado, aproveitando a situação para me aliviar de toda a tensão.





Puxei-a para mais perto de mim e apertei sua bunda com força de maneira que ela gemesse em meu ouvido. De repente ela parou o beijo e começou a descer lambendo todo o meu peitoral, barriga e por fim chegando ao meu “CA”. Começou a chupá-lo com fúria e fome... Sim... Muita fome... Porque do jeito que ela estava chupando, parecia que iria engoli-lo a qualquer momento.



Tentei ao máximo não pensar na velha babona que me assombrava, mas foi praticamente impossível na posição em que Casy estava. Então antes que eu corresse o risco de brochar novamente, levantei-a com força e a virei de costas para mim. Ela se apoiou na parede e empinou aquela bunda de vadia em minha direção.



Comecei a estocá-la com força enquanto meus pensamentos corriam para o corpo de Renesmee e minha imaginação materializava como seria estar fazendo isso em sua “BO” virgem e apertadinha.





- Mais, Jake... Aaaaaaaah... Aaaah... Aaaah... Mais! _ Comecei a estocá-la cada vez mais rápido e forte, dando violentos tapas, em sua bunda, deixando marcas vermelhas devido ao peso de minha mão e ao calor da água que caía do chuveiro.



- Ooooow... Assim que você quer cachorra? Oooow... Ooooow... _ Perguntei massageando seus seios fartos de silicone com a mão que estava livre.



- Aaaah... Você sabe... Aaaah, aaah, aaaah, aaah... Que gosto de... Aaaah, aaaah, aaah... Apanhar, não é mesmo bonitão?! _ Disse entre gemidos enquanto eu batia e a estocava cada vez mais forte...



- Ooooow... Oooow... Eu vou... Ooooow... Gozar! _ Avisei antes que meu “CA” explodisse dentro da sua “BO”. Nesse momento apenas uma imagem veio em minha cabeça... – Renesmee... _ Murmurei sem querer.



- O QUÊ??????? _ Perguntou Casy saindo de cima do meu “CA” e se virando rapidamente para me encarar.



- O que, o que? _ Retruquei confuso.



- EU OUVI DIREITO??? VOCÊ DISSE O NOME DAQUELA VADIAZINHA CULLEN???? _ Ela parecia estar com muita raiva.



- ESTÁ LOUCA CASY? DEU DEFEITO? DA ONDE VOCÊ TIROU ISSO? _ Perguntei ficando irritado. Quem ela pensa que é pra falar desse jeito comigo. “Ah não... Só lamento, mas dessa vez você escolheu o dia errado pra me tirar do sério!” – E VAI EMBORA TAMBÉM, ESTOU EM UM DIA PÉSSIMO HOJE E NÃO QUERO TER QUE FICAR OUVINDO SUPOSIÇÕES RIDICULAS VINDAS DE VOCÊ!!!! _ Gritei. Ela literalmente bufou de raiva, me fuzilou com os olhos e antes de sair ainda me ameaçou.



- Tudo bem Jacob! Eu vou, mas não pense que se verá livre de mim. Eu não sou surda e nem cega. Ouvi muito bem você chamando o nome dela e estou vendo perfeitamente que você está apaixonado. Só que se eu desconfiar que por acaso você esteja me deixando de lado, pode ter certeza que faço você parar na cadeia... Ouviu bem? _ Disse de uma só vez, fazendo-me ficar completamente nervoso e sem ação.



- Você só pode estar louca Casy! Olha bem pra minha cara, pesquisa meus histórico, que aliás você conhece muito bem, e me diz se eu tenho cara de bobinho apaixonado?! Faça-me rir! _ Falei em tom debochado.



- Eu espero estar enganada, Jacob... Eu sinceramente espero! _ Disse, por fim saindo de dentro do boxe.





Quando ouvi a porta do banheiro bater, em sinal de que ela finalmente havia ido embora, comecei a dar socos na parede, até meus punhos começarem a sangrar. “Que “PO”... Quem ela pensa que é pra ficar me ameaçando? Maldito dia em que conheci Casy e resolvi comer a sua “BO”! Ela é a pior praga que poderia ter entrado em minha vida. Eu sou Jacob Black! E Jacob Black se vinga de cada um que pisa em cima dele! E você Casy... Se prepara! A vingança tarda... Mas nunca falha!”



Saí do banho e fui comer alguma coisa. A casa estava completamente silenciosa. Casy já havia ido embora e minhas irmãs provavelmente deveriam ter saído, se não se mataram antes. Cheguei à cozinha, preparei torradas com ovos, bacon e suco de laranja. Após estar com a barriga cheia voltei ao meu quarto, que estava uma zona por sinal. Comecei a juntar as coisas e a jogar as quebradas no lixo.



Achei os pedaços do meu celular, tentei montar, mas sem sucesso. Esse não funcionava mais, amanhã teria que comprar outro. “Droga! Agora vou ter que esperar mais um dia para poder falar com Renesmee! Mas que “PO” Jacob! Você só faz merda!” Se bem que com o mau humor que estava era bom nem falar com ela, ou minha máscara cairia antes da hora.



Não demorou muito até que eu pegasse no sono novamente. Quando fico “P” da vida a melhor coisa que faço é dormir. Eu já sou ruim o sem precisar de incentivos, agora imagina quando estou com raiva?! Sou o mal em pessoa!



Acordei na sexta-feira com uma “PO” de uma dor de cabeça e nem levantei da cama. Chamei Rachel... Nada! Chamei Becca... Nada! “Mas que merda! Essas duas não conseguem ficar em casa um segundo se quer?!” Levantei segurando a cabeça e fui até o banheiro fazer minha higiene. Olhei no relógio e vi que já era quase meio dia. Eu precisava sair e comprar um celular ou enlouqueceria! Comi alguma coisa qualquer que achei na cozinha e saí.



Voltei para casa já estava anoitecendo. Demorei até encontrar algo que me agradasse e quando finalmente encontrei... Não deu pra comprar! Todos os meus cartões estavam estourados e a “PO” da secretária conferiu se meu cheque tinha fundos. Fui praticamente escorraçado da loja, como se fosse um mendigo pedindo esmolas.



“Vocês também vão se arrepender! Não sabem com quem estão lidando... Ainda voltarei aqui e quando voltar... Serei dono das empresas Cullen e vocês, seu bando de perdedores, estenderão um tapete vermelho para eu pisar em cima! Gentinha medíocre!”



Fui a várias outras lojas, eu precisava encontrar um celular barato, mas que fosse apresentável, para que os Cullens não percebessem o quanto estava no fundo do poço. Foi então que apelei para uma lojinha no centro da cidade, onde havia celulares simples com carcaças das mais novas modernidades. Comprei e voltei correndo para meu apartamento, eu precisava ouvir a voz de Renesmee, urgentemente!



Cheguei, coloquei meu chip e logo disquei o número do seu celular. Tocou uma... Duas... Três... Quatro... Oito... Dez vezes até que caiu na caixa postal. “Que diabos essa garota está querendo??? Ela quer me enlouquecer??? Me tirar do sério??? Pois bem... Está conseguindo... Nunca senti tanto ódio em toda a minha vida! Atende sua vadia!!! Atende!!!!” Tentei mais três vezes até que ela atendeu.





- Oi, meu amor? _ “Oi meu amor??? Que “PO” é essa de meu amor?? Como se nada tivesse acontecido?? Como se ela não tivesse passado DOIS dias sem me atender??? Como se a vaca da Bella não tivesse dito que ela estava com Seth??? Aaaah Renesmee... Você não sabe mesmo com quem está lidando...” Pensei com raiva. Mas tentei disfarçar.



- Oi, neném! Que saudade! Porque não me atendeu, nesses últimos dois dias? _ Perguntei com os dentes trincados.



- Eu não quis te incomodar no dia em que voltou de viagem, pensei que queria descansar! Ontem passei o dia todo com Seth, fomos no shopping, no cinema e... _ A cortei na mesma hora, ou quebraria meu quarto inteiro oura vez.



- Por favor! Poupe-me de detalhes! _ Falei irritado.



- Hummm... Tem alguém com ciúmes aqui? _ Perguntou tentado fazer graça da situação.



- Não é ciúmes neném! Mas se põe no meu lugar... Você gostaria que eu saísse com outra mulher enquanto você estivesse longe e louca para estar comigo? _ Perguntei pegando um copo nas mãos.



- Jake! Você sabe que não é bem assim, meu amor! Seth é meu melhor amigo e só foi me acompanhar ao shopping para comprarmos nossas roupas para a formatura que será amanhã! _ Afirmou ela com tranqüilidade.



- NOSSAS ROUPAS?? Ele vai junto com você Renesmee? _ No mesmo instante apertei o copo com tanta raiva que ele se quebrou fazendo pequenos cortes em minhas mãos.



- Sim! O que tem de mais nisso? Ele é meu amigo Jake! A-M-I-G-O! _ Ela soletrou. – E além do mais, eu não confiaria em mais ninguém além de Seth para me acompanhar. _ Disse segura. Meu sangue ferveu.



- Tudo bem neném! Se você acha que tem que ser assim... Será! _ Falei tentando manter a calma na voz. – Agora preciso desligar, tem gente batendo na porta. Deve ser o sindico, pedi que me arrumasse algumas caixas para encaixotar meus objetos pessoais. _ Tive que mentir pra não perder o controle com ela.



- Ok amor! Agente se fala então! Já vou avisar que amanhã provavelmente não conseguirei falar com você, pois minhas tias não me darão folga. Vão passar o dia todo me arrumando e me emperiquitando. Portanto, não fique brabo comigo! _ Pediu ela e pude imaginar o beicinho que estava fazendo.



- Está bem, neném. Não ficarei! Agora preciso desligar! Tchau! _ Desliguei. Não esperei ela me responder e nem mandei beijo, era para ela sentir que eu estava magoado, mas não que eu estava completamente fora de mim.





Fiquei imaginando, ela linda e maravilhosa, toda maquiada, com um maravilhoso vestido marcando cada curva de seu corpo escultural e... Seth a acompanhando! “Maldição! Será que esse pé rapado não vai sair do meu pé? Será que vou ter mesmo, que tomar medidas drásticas e sujar minhas perfeitas e lindas mãos??” Olhei para elas e fiquei as observando. “Olha só o que me faz fazer sua vadia!” Pensei cheio de ódio atirando contra parede a primeira coisa que vi pela frente... E lá se foi o meu celular novo!



Passei o final de semana inteiro inquieto, sem saber o que fazer e nem como agir. Eu não tinha dinheiro para comprar outro celular e minha internet foi cortada no sábado por falta de pagamento. “É Jacob! Você chegou ao fundo do poço. Está mais do que na hora de comer aquela vadiazinha Cullen e tomar tudo o que é da sua família!”



Na segunda e na terça-feira, eu e minhas irmãs, que ainda estavam se estranhando um pouco, passamos o dia inteiro arrumando nossas coisas e nos desfazendo dos móveis. Por fim colocamos o apartamento a disponibilidade para outros que quisessem alugá-lo. Para a minha incrível sorte, Casy não deu as caras nenhum dia, após o episódio no banheiro. Acho que ela realmente se ofendeu quando, sem querer, falei o nome de Renesmee. “Tomara mesmo, que aquela cachorra não me procure nunca!” Pensei satisfeito.



No outro dia, na quarta-feira, Becca, Rachael e eu finalmente nos encaminhamos para o aeroporto, o portal que nos levaria ao nosso novo destino. Uma nova vida começava a partir daquele momento e eu venceria todos os meus objetivos. Antes de embarcar, peguei o celular de Rachael e liguei para Ness, avisando o vôo e a que horas mais ou menos iríamos chegar.



Assim que entramos no avião, lembrei-me da velha babona e preferi não arriscar, então, para não acontecer nenhum tipo de incidente desta vez, coloquei Becca sentada com a senhora, que deveria ser do meu lado e sentei-me com Rachael. “Que “PO” porque toda vez eu tinha que dar o azar de sentar ao lado de uma velha??? Só pode ser castigo!”



Quando pousamos no aeroporto de Seatle, desembarquei do avião animado e com sede de vingança. Eu fiquei tão perturbado e com tanta raiva de Renesmee nessa última semana que passou, que eu já nem estava me importando com seus sentimentos. Eu queria é acabar com a vida da sua família e agora... Com a dela também.



Mas como nada do que é planejado dá totalmente certo, assim que avistei Renesmee no portão de desembarque, novamente meus planos foram por água a baixo. Deixando-me totalmente desnorteado afundando no mar azul que eram seus olhos de safira. Meu coração disparou e minhas mãos ficaram totalmente geladas, minhas pernas tremeram e minha boca ficou seca ansiando pelos seus beijos.



Então ela correu até mim e se jogou em meus braços, cheia de saudade e amor. Naquele momento, toda a raiva que eu havia concentrado em meu coração durante esses dias, pelo ciúme que senti por ela ter me deixado de lado, preferindo aquele amiguinho ridículo ao invés de mim e todo o ódio, e que eu pretendia usar a meu favor, para que não fraquejasse diante dela, evaporaram imediatamente. Deixando-me totalmente sem saber o que fazer.



Tomei-a em um beijo avassalador, não me importando com a multidão que nos observava curiosos. Eu estava com ânsia de sua língua tocando na minha, de seus lábios envolvendo os meus. Eu precisava dela, assim como notei que ela também precisava de mim. Eu não consigo mais ver o meu futuro sem os seus beijos e seus toques, sem ouvir o som de sua voz ou sentir o cheiro de sua pele. E foi apenas naquele momento, em que eu percebi o quanto estava completamente perdido.



Depois que nos acalmamos e recuperamos nossos fôlegos apresentei minhas irmãs a ela. Rachael não escondeu o quanto estava preocupada com o que eu estava prestes a fazer com sua família e Becca empinou o nariz e faz cara de nojo, olhando Ness dos pés a cabeça. Talvez fosse orgulho ferido, já que minha irmã, egocêntrica, não esperava que a Cullen fosse muito mais bonita do que ela.





- Neném, essa é Rachael a minha irmã caçula e essa Rebecca, mas pode chamar de Becca. _ Falei apontando para cada uma delas conforme dizia seus nomes.



- É um prazer! _ Falou Rachael com aquela cara de preocupada, dando um beijo em seu rosto. “É bom você desamarrar essa cara maninha, ou vai se ver comigo depois!” Pensei irritado.



- Oi! _ Disse Becca sem vontade, fazendo muxoxo. “Essa é outra que se não melhorar essa cara, vai se ver comigo. Quero pegar uma por uma pelos cabelos.”



- Amor! Meu avô mandou que arrumassem o apartamento de vocês ontem e eu supervisionei tudo. Acho que vocês três vão gostar da vista e da decoração. _ Afirmou Ness tentando parecer simpática diante das duas que mais pareciam bichos do mato.



- Certamente que sim, neném! _ Respondi a puxando para mais perto de mim, dando um beijo em seu rosto e caminhando em direção a saída.



- Jimi está a nossa espera. _ Falou e vi que ficou observando minhas irmãs.



- O que foi? _ Perguntou Becca antipática, como se quisesse tirar satisfação pela curiosidade dela.



- Vocês são lindas! _ Confessou Renesmee.



- Certamente que sim _ Respondeu Becca dando de ombros e demonstrando desdém. – Esperava o quê? Duas bruxas¿? Rarara!



- Becca, para! _ Rachael advertiu. – Ela só quis ser simpática. Afinal é nossa cunhada.



- Cunhada? Rararar... Faça-me rir! _ Debochou a outra.



- Vamos parar com isso! _ Ordenei olhando-a severamente. Ela revirou os olhos e fez bico.



Seguimos calados para o carro e o clima ficou tenso. Sem querer apertei a mão de Ness de tão nervoso que estava com a situação que Becca e Rachael estavam me causando. Vi que ela ficou quieta e constrangida com o acontecido. Mas eu deixaria para falar com ela somente quando estivéssemos a sós.



Chegamos ao carro e Jimi colocou nossas malas no bagageiro. Acomodamo-nos em nossos lugares e seguimos para o apartamento em que minhas irmãs e eu ficaríamos. Tudo estava quieto e apenas fiz carícias em suas mãos.



- Chegamos! – Disse Jimi estacionando o carro.



- Neném, eu subirei com minhas irmãs para arrumar as coisas. Você já sentiu o clima e percebeu que não está nada bom. Por isso peço que vá para casa e mais tarde eu a procuro. Quero evitar mais brigas e agora não é o momento para tentar se aproximar. – Sussurrei em seu ouvido. Percebi que ela encarou as gêmeas e assentiu com a cabeça.





Saímos todos do carro e então ela me entregou a chave, com a indicação do andar e o número do apartamento que deveríamos ir. Mas antes de subir, puxei-a pela cintura e colei nossos lábios, beijando-a com intensidade, movi minha língua, explorando cada canto de sua boca. Havia muita saudade e tensão naquele beijo, queria que não acabasse nunca. Eu não queria largá-la... Queria poder esquecer tudo e sumir no mundo com ela. Mas eu não podia... Deveria seguir com o meu plano sem fraquejar. E assim que deveria ser!





- Ah neném... Estou louco para namorar um pouco... Morrendo de saudade... OH Goshhh! _ gemi entre a sua boca.



- Eu também... – Sussurrou ofegante.



- Assim que terminarmos tudo por aqui, vai até a sua casa e te pego para darmos um passeio. – Disse beijando suavemente o seu pescoço. – O seu cheiro me entorpece, neném... Como quero passar o resto do dia com você... Como preciso de você...



- Jacob, vamos! Estamos cansadas! – Ouvi uma voz mal humorada dizer.



- Já vou, Becca! – Respondi rispidamente revirando os olhos, ao perceber de quem se tratava.



- Então, não demora! – Disse batendo o pé e cruzando os braços enquanto nos encarava.



- Até breve, neném! – Beijei sua testa e entrei no prédio.





Fechei minha cara e não olhei para elas até encontrarmos o apartamento e entrarmos nele. Tranquei a porta e despejei tudo o que tive vontade.





- ESCUTA AQUI SUAS DUAS CRIAS MIMADAS! VOCÊS TRATEM DE MELHORAR ESSAS CARAS DE “C-Ú”, PORQUE SE NÃO, SEREI OBRIGADO A MANDÁ-LAS DE VOLTA PARA NOVA YORK E SEM MESADA! TERÃO QUE TRABALHAR PARA PODER COMER E PAGAR FACULDADE! CHEGA DE MORDOMIA! CHEGA DO BURRO DE CARGA AQUI, TER QUE TRABALHAR PARA SUTENTÁ-LAS PORQUE AS DUAS MULAS NÃO QUEREM COOPERAR COM NADA! QUE VIREM PROSTITUTAS! EU NÃO LIGO! QUE DANEM-SE! E SE POR ACASO UMA DE VOCÊS DER COM A LÍNGUA NOS DENTES E ABRIR A BOCA PARA FALAR ALGUM COMENTÁRIO SE QUER, SOBRE OS MEUS PLANOS, EU NÃO SEI NEM, DO QUE SOU CAPAZ... MAS PODEM TER CERTEZA DE QUE NÃO FICARÃO IMPUNES! ENTENDERAM? _ Falei de uma só vez. Como se todo o ódio que havia evaporado quando eu estava com Renesmee, tivesse voltado naquele instante... As duas se encolheram sentadas no sofá, pareciam dois cachorrinhos acuados. Mas era bom. Pelo menos assim elas aprendiam a ter respeito por tudo o que eu fazia por elas.



- Tudo bem Jake! Nós não iremos atrapalhar nada! Só espero que você caia na real antes de concretizar esse plano ridículo que você diz ser tão genial. _ Falou Rachael abraçada em Becca que me olhava apavorada e não tinha coragem para falar nada.



- EU SEI O QUE FAÇO! _ Disse com os dentes trincados.



- NÃO SABE NÃO! _ Retrucou Rachael. – SE SOUBESSE VERIA QUE AMA RENESMEE E QUE ELA NÃO TEM CULPA PELOS ERROS DO AVÔ... _ Fez uma pausa. – QUE NA VERDADE NEM ERA O VERDADEIRO CULPADO. PORQUE O ÚNICO CULPADO NESSA HISTÓRIA TODA FOI O NOSSO PAI! E VOCÊ SABE DISSO! _ Continuou com lágrimas escorrendo em seu rosto. Caminhei até ela e me ajoelhei em sua frente. Eu poderia estar sentido toda a raiva que existisse, mas não agüentava ver minhas irmãs chorando. Esse definitivamente era o meu ponto franco. Limpei suas lágrimas com as costas das mãos.



- Não faz assim minha irmã! Você tem que aceitar que o que está decidido, está decidido! Eu cheguei até aqui e não posso voltar atrás! Já conversamos sobre isso e você me prometeu que não discutiria mais! _ Tentei argumentar.



- Mas eu não agüento Jake! Não consigo ver a bondade nos olhos de Renesmee, saber tudo o que está prestes a fazer com ela e não poder fazer absolutamente nada! _ Explicava em meio ao choro enquanto Becca observava tudo sem falar nada.



- Eu não posso pensar nisso! Eu tenho que pensar na vingança que prometi ao nosso pai. Tenho que pensar em nosso bem estar e em um futuro para nós! Confia em mim? _ Pedi a abraçando.



- Como já disse antes meu irmão. Eu não confio e não entendo, mas aceito e somente porque não tenho outra escolha. _ Falou se rendendo ao meu abraço.





Após essa conversa desgastante, nós três fomos conhecer o apartamento. Ele era bonito e até mesmo aconchegante, mas não chegava nem perto de onde eu queria estar um dia. Isso era como se fosse uma sala de espera, para o melhor que ainda estava por vir. Cada uma pegou seu quarto e o maior ficou para mim.



Meu quarto era muito elegante, diga-se de passagem. Era todo branco, com móveis brancos também, com detalhes em preto, havia incríveis quadros abstratos nas paredes, havia meu próprio closet e meu próprio banheiro, com banheira de hidromassagem. “Adeus chuveiro que não esquenta no inverno!” Pensei abrindo um sorriso de satisfação.



Arrumamos nossas coisas e fomos para a mansão dos Cullen, onde Renesmee e sua família nos aguardavam para jantar. A noite passou tranqüila e minhas irmãs até se comportaram. Não foram simpáticas, mas também não foram antipáticas. Elas foram... Razoáveis.



No dia seguinte, comecei a trabalhar na empresa, onde Carlisle ficou o tempo todo me auxiliando e mostrando o que e como deveria fazer. No meio da tarde, ele foi chamado para uma reunião de emergência me deixando completamente sozinho em sua sala a sua espera. Aproveitei a brecha e entrei em seu computador que estava aberto. “É um velho burro mesmo! Quem em sã consciência deixaria seu computador aberto e sem senha? Bom para mim!”



Olhei cada detalhe, cada pasta e cada arquivo que continha ali. Imprimi o máximo de coisas que consegui como números de contas, listas de clientes e listas de fornecedores. Eu precisava verificar cada detalhe daquilo tudo para encontrar alguma forma de desviar dinheiro.



Foi então que notei uma pasta nomeada como “Renesmee Cullen”, rapidamente a abri e verifiquei o que continha ali dentro. Um grande sorriso se formou em meu rosto. “Aaaah, então quer dizer que é a empresa que banca todas as suas mordomias, neném?? Escola, cursos, shoppings, festas, cartões de créditos, absolutamente tudo! Eu preciso dar um jeito de me tornar dependente de você! Assim a Cullen bancará todas as minhas despesas também!”



Imprimi todas as suas contas e gastos, para verificar isso com muita atenção. Aqui eu precisava ser rápido porque logo Carlisle chegaria. Assim que guardei a última folha dentro da minha pasta e me sentei no sofá, Carlisle entrou pedindo desculpas pela demora. “É... Dessa vez você teve mais sorte do que juízo Jacob Black!” Sorri de canto.



A semana passou rapidamente. Quase não vi Renesmee nos últimos dias, pois ficava o tempo inteiro na empresa tentando ficar a par de tudo. Estava com saudades dela, do seu corpo, seus toques e beijos. Já não agüentava mais ter que ficar aliviando meu “CA” com minhas próprias mãos o tempo inteiro.



Estava tão necessitado, que tinha que gozar no mínimo quatro vezes ao dia. Meu futuro sogro, Carlisle, já deveria estar achando que eu tinha problemas de bexiga devido às varias vezes que ia ao banheiro durante o dia. Então diante de tudo isso, mas principalmente pela minha necessidade de sexo, decidi que seria à hora de pedir Ness em casamento. Comprei a aliança e a guardei para quando houvesse a oportunidade certa. Aproveitei uma visita à galeria de Alice, onde estávamos todos reunidos para fazer o pedido.





- Renesmee! _ Disse com a voz cerimoniosa enquanto pegava sua mão delicadamente.



- AH? – Ela me olhou sem entender nada. Ajoelhei-me em sua frente, beijei sua mão e continuei falando.



- Eu amo você... _ Hesitei ao confessar essas palavras para o meu próprio coração. – Sei que é estranho, afinal só estamos juntos há semanas e já estou declarando amor. Mas a verdade é que estou perdidamente apaixonado por você e não consigo mais me ver sem o seu amor. _ Beijei sua mão novamente. Como eu queria que tudo isso fosse apenas uma grande encenação, uma grande vitória por estar finalmente conseguindo o que queria, a destruição dos Cullens, mas infelizmente a verdade existia em minhas palavras. – Quer casar comigo? _ Pedi sinceramente... Sim... Por incrível que possa parecer, e para o meu completo desespero, eu estava sendo sincero! Como nunca havia sido em toda a minha vida. Senti meu coração bater descompassadamente. Vi que Renesmee nem conseguiu responder e apenas assentiu com a cabeça. Seus olhos começaram a lacrimejar e notei o quanto estava nervosa. _ Aceita? _ Perguntei.



- Aceito! _ Afirmou. Então tirei uma delicada caixinha de veludo de dentro paletó, abri e dentro dela, havia uma linda aliança com pedra azul turquesa. Coloquei a aliança gentilmente em seu dedo e beijei.



– SENHORES, SENHORAS! ATENÇÃO!! _ Praticamente gritei fazendo com que todos prestassem atenção em nós. Percebi que suas tias estavam quase dando pulos de alegria, mas sua mãe estava vermelha, não sei se de raiva, medo ou pavor. – Eu amo essa moça e acabo de pedi-la em casamento! _ Anunciei orgulhoso e todos começaram a aplaudir, e o que seria uma exposição na galeria de Alice, acabou virando uma grande festa. Vi que seus avós sorriam, seu pai tinha jeito de orgulhoso, seus tios estavam felizes e os convidados aplaudindo.



- Parabéns, filha! _ Seu pai veio até nós e a abraçou. Depois apertou minha mão e deu um breve tapinha em minhas costas.



- Eu amo muito a sua filha. _ Disse enquanto nos cumprimentávamos



- Eu te amo muito mais! _ Falou Renesmee pendurando-se em meu pescoço e me beijando na frente de todos. Envolvi meu braços em sua cintura e a puxei para mais perto. Nossos lábios se moldavam perfeitamente e nossas línguas travavam uma linda batalha de amor. Ouvíamos risos e aplausos. Também um grito de “JÁ CHEGA!” que provavelmente vinha de Emmett. “Se concentra Jacob! Não vai perder o seu foco com toda essa encenação! Sim senhor! Encenação! Você não a ama de verdade! Isso é apenas parte da sua terrível vingança... Os Cullen... Os Cullen... Nunca esqueça que foram eles que destruíram a sua vida e mataram seus pais!” Meu subconsciente gritava.



- Casamento, casamento, casamento! _ Alice dizia enquanto batia palminhas e saltitava como uma perereca. “Credo, nunca vi mulher mais insuportável que essa! Tudo está bom pra ela. Tudo é motivo para festa! ARG... Mulher chata!”



- Festa! Convidados! Vestido! Aiii! _ Era a vez de Rosalie falar. “Essa Barbie até poderia ser gostosa, mas não deveria ser grande coisa na cama, já que só pensava em compras e gastar dinheiro!”



- Temos que fazer uma grande festa de noivado! _ Disse a Cullen mais velha. “Velha chata! Não era a toa que as filhas eram o que eram. Dessa família só Renesmee que conseguia se salvar!”



- Sim! Claro! _ Respondeu Ness chorando.



- E quando será o casamento? _ Sua mãe perguntou desgostosa nos observando.



- No mês que vem! _ Ness e eu respondemos juntos.



- Nossa! Tão rápido assim? _ Ela balançou a cabeça.



- Então a festa de noivado é para ontem. Ai meu Deus! Temos tantas coisas para organizar! Alice! Precisamos de uma cerimonialista, ver modelo de convite, local, Buffett... Meu Deus está muito em cima! _ Dizia Rosalie enquanto andava em círculos fazendo as contas.



- Não precisa de festa. _ Falei tentando parecer simples e modesto. “Coisa que eu não era... Nem um pouco!”



- O QUÊ?



- O QUÊ?



- O QUÊ?



Alice louca, Roseli siliconada e Esme sem sal, gritaram e tive que rir com a situação. Claro que eu queria “A” festa, mas eu tinha que fazer um doce e acabei quase enfartando as três.



- Elas bateram com a cabeça, amor! _ Disse Ness dando de ombros.



- Mas mês que vem está em cima. Não querem esperar uns dois meses? _ Perguntou Bella olhando para nós com espectativa.



- NÃO! _ Dissemos juntos novamente e todos riram.



- Ela está doida para "dar" e ele está nervoso para "comer". Não percebem isso? RARARA _ Emmett disse de forma vulgar e todos reviraram o nariz. “Esse é o cara! Sabia exatamente o que eu queria, mesmo sem querer! Eles não sabiam o quanto aquilo era verdade, mais ainda a parte em que eu estava louco e nervoso para comer aquela “BO” apertadinha...”



- Emmett! _ Rosalie o fuzilou.



- Falei mentira? Olha para eles! Estão em ponto de bala. Kkkkk Se abrirem a tubulação de gás haverá uma explosão. Kkkkk



- Emmett, esse comentário é desnecessário. _ Disse Edward parecendo envergonhado. “Aaah... Vai fazer pose agora Sr. Cullen? Vai dizer que você não come a “BO” da Belinha também??”



- Tudo bem! Só acho que não precisam casar para isso e teriam mais tempo. Não querem me ouvir. _ Deu de ombros e saiu.



- Eu posso ficar sozinha com meu noivo? HAM? Então tchau e benção! _ Interferiu Ness, pegando na minha e me puxando para fora da galeria. Começamos a caminhar juntos. E sem que eu pudesse dar nenhuma explicação óbvia, meu coração apertou. Era um dor de angustia, peso na consciência, como se eu tivesse feito algo de muito errado ou... Estava prestes a fazer! Parei-a e parei na sua frente, olhando profundamente em seus olhos e falei a primeira coisa que veio em minha cabeça. Era como se eu não conseguisse segurar aquelas palavras. Como se elas me sufocassem e eu precisasse desesperadamente de ar.



- Aconteça o que acontecer, saiba que eu realmente te amo, neném... _ Respirei fundo. “Pára Jacob! O que você está fazendo seu... Seu... Seu frouxo! Vai estragar tudo!!!! Concentre-se na sua vingança! Na sua vingança! Faça-a sofrer! Vingança!!!!!” Gritava meu subconsciente.



- Acontecer o quê? Não entendi, amor. _ Falou me observando. Tão pura e tão inocente. Oh Ness... Como será que seria se eu não tivesse que me vingar? Como seria se agente pudesse viver o nosso amor com tranqüilidade. Sem mentiras e nem sofrimentos. Se eu não fosse um Black e você uma Cullen! Mas infelizmente não é assim que a banda toca. Não foi esse o ritmo que ela escolheu. Eu tenho que me vingar, mas antes... Você precisa saber a verdade!



- Eu te amo, Ness. Essa é a única verdade que sinto no meu coração... A única! _ Confessei, sentindo-me a pessoa mais fraca e imune da face da terra. O homem mais covarde que poderia existir. Por escolher a vingança ao invés do amor e ainda assim não conseguir deixar de amar.



- Eu também te amo! _ Disse me abraçando e ficando agarradinha comigo por um tempo. Depois a levei até em casa no meu carro. Não tive nem coragem de tocá-la mais ousadamente, depois de ter dito que a amava e com os planos malignos em minha cabeça. Eu estava em uma verdadeira guerra dentro de mim. E sinceramente, não sabia que lado venceria.





Na semana seguinte, já era natal. As tias de Ness estavam preparando uma enorme festa natalina na mansão dos Cullen que serviria para o meu pedido oficial de noivado. Afinal nosso casamento seria no dia dez de janeiro, e se eu não oficializasse na festa de natal, não teria outra oportunidade antes do casamento.



Confesso que fiquei espantado e até mesmo emocionado com a data que Renesmee escolheu para o nosso casamento. Dia dez era o aniversário de minha mãe, e isso me deixou muito comovido. Sinceramente nunca esperaria tal atitude vinda de uma Cullen. E foi nesse dia que notei o quanto Ness era diferente do restante da família. Mas não importava, ela era o ponto fraco deles e mesmo com tudo isso eu não poderia deixar de seguir meu plano adiante e realizar a minha vingança.



Mas as surpresas não acabaram por aí, na mesma semana ela me levou a La Push, dizendo que seu avô havia reformado uma casa para nos dar de presente. E quando chegamos era a antiga casa onde eu morava com meus pais há anos atrás. Aquilo foi como um punhal em meu coração e até mesmo lágrimas escorreram por meu rosto sem querer.



Caminhei por dentro dela, reconhecendo cada canto de sua mobília. Mesmo tendo sido reformada, não perdeu a antiga forma, a forma que tinha a casa dos Black. Cada vez mais meu coração doía e via o quanto aquela família estava sendo sincera. Mas ao mesmo tempo eu não poderia fraquejar. Eu não poderia! Porque se não fossem por eles ainda estaríamos morando naquela casa, felizes e juntos!



Entrei em meu antigo quarto e fiquei relembrando de quando eu era moleque e aprontava várias coisas, deixando minha mãe de cabelos em pé. Lembrei-me de quando corria nos corredores e minha mãe corria atrás de mim, para tentar me fazer parar. De quando meu pai brincava de carrinho comigo. Eu era feliz! Eu fui feliz, mas agora... Sou um homem amargo, cruel e vingativo. Incapaz de ser feliz novamente!



Abracei Renesmee algumas vezes, porque tinha momentos em que meu coração apertava tanto que parecia que iria parar de bater e somente o calor de seus braços e seu cheiro me embriagando conseguiam me acalmar.



Encontramos com Sue e Seth, para lhes entregarem a chave da casa e também do carro, que seu avô nos deu também de presente. Meu sangue ferveu ao avistar aquele cara insuportável, tive vontade de pular em seu pescoço e lhe encher de “PO”. Mas me contive. Apenas porque eu tinha que manter minhas máscaras sem que ninguém percebesse minha farsa antes que o casamento tivesse consumado.



Os dias se passaram rapidamente. Eu passava a maior parte do tempo com Carlisle, conversando sobre a empresa e pouco tempo com Renesmee. Meu “CA”já não agüentava mais ter que gozar apenas por minhas mãos. Mas precisava ter calma que faltava muito pouco para ter uma “BO” bem apertadinha e gostosa para desfrutar e gozar quantas vezes quisesse.



Enfim, o natal havia chegado e eu oficializaria o meu noivado com a Cullen. Todos estavam presentes na mansão, havia homens da mais alta sociedade, amigos e sócios de Carlisle, também estavam os amigos Quileutes de Ness, sua família e o meu suposto rival Seth, com sua mãe. Estavam todos, sem exceções, muito bem vestidos e arrumados. Uma verdadeira festa da alta sociedade e... A minha altura também!



Eu estava distraidamente conversando com Edward sobre a empresa, quando de repente tive a visão mais linda de toda a minha vida. Olhei para a escadaria da mansão e lá estava ela, acompanhada de sua tia Alice, com um lindo vestido, cor de rosa claro. Ela parecia uma verdadeira princesa do século passado. Meu coração disparou e minhas pernas tremaram. Senti minha boca salivar e minhas mãos formigar. Por um momento a vingança deixara de existir e havia apenas eu e Renesmee naquele lugar.