sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Capítulo 4 – Culpa

Corri para os meus aposentos, cai de joelhos em frente a cama e comecei a rezar, pedindo perdão ao meu Senhor pelo meu desvio de conduta. Sentia-me muito culpado, apesar do sentimento em meu coração dizer que eu ainda a queria.


Pai, perdoe por que pequei!
Por ter deixado me levar pelos desejos da minha carne.
Não fui digno de Ti e me arrependo disso.
Sinto o peso da culpa em meu coração por ter desonrado a Ti e a doce donzela.
Agora, no meio dessa confusão que está minha mente, ó PAI, não sei o que fazer.
Ajude a andar no caminho da luz e me dê forças para lutar contra as trevas que querem me sugar.
Mostre o caminho que Tu queres que eu ande, oh Senhor!
Sinto-me debilitado e preciso da Sua orientação.
Por favor, não abandones esse filho pecador.

- Mestre Edward! – Ouço ao ficar de pé.

- Sim! Pode entrar. – Respondi sentindo a tensão me conduzir. Virei-me e vi o cardeal Swan me fitando. Tive medo que soubesse o que havia feito. Mas tentei controlar o meu nervosismo naquele momento.

- Preciso viajar por uma semana ou mais. Tenho que ir até o Porto buscar umas peças vindas da Terra Santa. E temo que minha sobrinha fique desprotegida nessa casa, apenas com os poucos serviçais que nos servem. Sei que o Mestre tem muitas obrigações na catedral, mas se concordar com o meu pedido, irei pessoalmente falar com o abade e pedir que o libere das aulas esses dias. – Disse me fitando.

-Eu nem sei o que dizer, cardeal. Tens tanta confiança em mim, a ponto de me deixar aqui sozinho com sua sobrinha. Não se importa com que podem falar¿ - Perguntei arqueando a sobrancelha para ele.

- O Mestre é quase um padre e todos sabemos de sua castidade. Ninguém ousará levantar falso contra ti e minha sobrinha. Só peço que não a deixe só nessa casa. Não confio em mais ninguém para essa tarefa. – Diz com toda segurança me encarando e fico ainda mais culpado, sabendo o meu crime, mas assenti com a cabeça e ele sorriu.

- Bem, se concordas comigo, falarei com Bella e depois irei pessoalmente ao seu superior. Devo ficar uma semana no máximo fora e não há pessoa melhor para cuidar do que é meu. – Ele me dá as costas, sai do quarto e imediatamente caio de joelhos, com medo do que poderia acontecer em sua ausência. Sabia que seria demais para eu suportar tamanha tentação. E mesmo com a grande fé, tinha medo de sucumbir aos desejos de minha carne.

Ouço duas batidas na porta e a vejo se abrir.

- Edward! – Ela me chama com expressão de dor em sua face. Vejo o sofrimento que lhe causei e a culpa volta a me corroer como espada cortando a carne.

- Lady Isabella, o que desejas¿ - Pergunto franzindo o cenho e vejo a dor em sua face, com a frieza de minhas palavras.

- Por que me tratas assim¿ Por que me renega depois do que aconteceu entre nós¿ Eu o amo e sei que me amas também. Não rejeites o nosso amor, Edward. Por favor! Não seja cruel conosco! – Caminhou em minha direção, pegou a minha mão e a beijou com doçura. Olhei no fundo de seus olhos de esmeraldas e vi solidão e carência, misturada com a dor da rejeição. Senti pena dela e de mim mesmo, mas sabia que precisava ser duro para o nosso próprio bem.

- Isabella, não faça assim conosco. Já não basta o que nos aconteceu ontem¿ Por favor! – Pedi com o coração doendo por renegar o amor que tanto queria.

- Não, Edward! Você me ama tanto quanto eu te amo. E não deixarei que renegue o nosso amor. Sei que tens a sua fé, mas Deus fez os homens para se amarem e para procriação. Amar não é pecado aos olhos do nosso criador e não posso aceitar essa atitude. – Ela me abraçou e apertou seu corpo fortemente contra o meu. Senti o calor de seu corpo e logo a lúxuria estava tentando me dominar. A minha sexualidade latejando por ela. O meu coração batia muito rápido, quando de repente ouvimos um barulho próximo a porta e ela se afastou bruscamente de mim antes que se abrisse.

- Seu tio a chama, Lady Isabella. – Disse a serviçal nos olhando de forma estranha. Tive medo que soubesse o nosso segredo e fiquei tenso com aquela situação.

- Já descerei! – Disse e continuou me encarando. – Falarei com o meu tio sobre a sua viagem e volto para a nossa aula, Mestre Edward. – Completou e saiu seguindo a empregada.

Fiquei em meu aposento pensando no que fazer e em como conduzir aquela situação, que se complicaria ainda mais com aquela viagem do Cardeal Swan.

Depois de algum tempo sozinho, Isabella voltou e contou sobre a conversa com o seu tio. Ajoelhando-se diante de mim, pegou a minha mão e beijou docemente enquanto contava os detalhes da viagem. E pelo que havia entendido, ele partiria logo depois do ano novo e assim ficaríamos muitos dias sozinhos na casa e a minha situação, que já era delicada, ficaria ainda mais insustentável.

Fomos para sala e fingimos repassar alguns assuntos do velho testamento, enquanto o seu tio, tentando em frente a lareira, olhava as suas “relíquias” sagradas.
Isabella me olhava com desejo e muitas vezes tocava a minha mão se insinuando para mim. Sentia-me tenso e temeroso pela sua ousadia de me tocar com seu tio no mesmo ambiente. Mas ela parecia segura de si e me mostrava com seus olhares e toque que continuava me querendo ainda mais.

No final daquele dia, já cansado de admirar as suas relíquias, o cardeal Swan se recolheu e ficamos sozinhos na sala. Então sentamos diante da lareira e ela me abraçou, sussurrando que me amava e me queria.

- Eu te amo, Edward! Não existe pecado em nosso amor... Não existe!

- Bella, isso é muito perigoso para nós. Podemos ser enforcados por fornicação. Podem nos condenar por estarmos dominados pelo demônio. Será que não entende isso¿ Não entende que eu preciso te proteger¿ - Sussurrei em seu ouvido.

- A única coisa que quero entender, é que te amo e preciso se você ao meu lado, Edward. Não posso concordar com você, quando diz que o nosso amor é pecado. Não aceito isso! Nunca aceitarei! – Passou a mão em meu peito e olhou no fundo dos meus olhos. – Quero te amar novamente... preciso te amar. – Disse e nós nos levantamos, caminhamos até o meu quarto, entramos e tranquei a porta. Tirei a minha túnica, depois comecei a tirar o seu vestido lentamente, deixando-a nua diante de mim. Beijei o seu pescoço, descendo os lábios até o seu colo. Passei a mão sobre o seu pequeno seio e acariciei gentilmente. Desci meus lábios e suguei os seus mamilos com vontade. Senti a minha sexualidade latejando e implorando por sentir o seu corpo. Peguei-a no colo, levei para cama e comecei a beijar a sua barriga.

Seu corpo lindo, delicado, branquinho como a neve, com os pequenos mamilos rosados me chamavam. Subi meus lábios e comecei a distribuir os beijos sobre o contorno dos seios. Chupei novamente o mamilo, senti as suas mãos cravando as unhas em minhas costas, acariciei os seus cabelos, subi meus lábios distribuindo beijos e tomei seus lábios, movendo-os gentilmente sobre a fina pétala de flor, que se movia docemente dando passagem a minha língua.

Meu corpo estremeceu aos sentir os movimentos suaves de nossas línguas. Acariciei a sua cintura e desci a mão ate a sua sexualidade. Senti sua nata molhada, mostrando que estava preparada para mim. Interrompi os beijos e olhei em seus olhos de esmeraldas. Ela sorriu para mim e sussurrou que me amava.

- Eu te amo,Edward! Te amo!

- Eu também te amo, Bella... te amo do fundo da minha alma.

Desci meus lábios e comecei a distribuir beijos pelo seu torso, chegando até a sua virilha. Depois o levei até a sua sexualidade e senti o agridoce de sua nata. Passei a língua em seu sexo, fazendo leves movimentos enquanto ela gemia baixinho o meu nome. Comecei a beijar em sua perna e fui descendo até chegar ao seu lindo tornozelo. Olhei em seus olhos e vi a excitação em chamando. Abri a suas pernas e me encaixei entre elas, sentindo o latejar de minha sexualidade. Encaixei me em sua entrada e comecei a penetrar o seu corpo, sentindo os deliciosos movimentos de nossos corpos ardentes, que se moviam como se estivessem em uma linda dança.

Eu entrava e saia do seu corpo, ouvindo os gemidos abafados do meu nome. Voltei a sugar os seus seios, enquanto sentia o meu corpo completo com os nossos movimentos. Era como se fossemos apenas uma só pessoa naquele momento.

Sentia-me no auge do meu prazer e no ápice do meu gozo. Entre beijos e gemidos abafados, chegamos juntos ao nosso clímax e meu corpo caiu sobre o seu deitando a cabeça em seu colo. Senti suas mãos acariciarem os meus cabelos suavemente.

- Ainda acreditas que nosso amor é pecado¿ Que o Nosso Senhor vai nos castigar por esse amor tão grande¿ - Sussurra em meu ouvido.

- Sei que estamos pecando, Bella. O que estamos fazendo chama-se formicação e podemos até ser enforcados por isso, Milady.- Disse acariciando o seu seio que mais parecia um pequeno botão de rosa.

- O que estamos fazendo é amor, Edward... somente amor. – Sussurrou.Deitei de costas para cama, puxei o seu corpo e a deixei dormindo em meus braços, enquanto pensava nas conseqüências de nossos atos. Sabia que ela poderia ser apedrejada ou mesmo ir para a forca. O meu castigo, era o que menos me incomodava naquele momento. Pois a minha prioridade era a sua segurança e tinha medo do que pudesse lhe acontecer

Os dias passaram rapidamente e logo chegaram às celebrações do ano novo. E eu sabia que em poucas horas o cardeal Swan estaria partindo, deixando-me sozinho com Bella. Fazendo o meu medo crescer ainda mais, por saber que ficaríamos sozinhos durante dias e que não resistiria aquela tentação me chamando.

Como era previsto, logo após a passagem do ano, o cardeal viajou e ficamos sozinhos na casa para o meu mais total desespero.

Os serviçais só nos incomodavam nos momentos das refeições e tínhamos a casa inteira a nosso dispor. Assim nos amamos muito e eu vivia com o peso do pecado em minha consciência, sem saber o que fazer para reverter aquela situação. Já não conseguia mais me confessar, por medo de revelar o meu grande pecado e por a perder a honra de Bella. Sentia mais medo por ela do que por mim e precisava encontrar uma forma de reverter aquela situação.

Depois de três semanas, o cardeal Swan voltou de viagem e me vi em uma encruzilhada, sem saber o que fazer a partir daquele momento. E decidi que partiria de sua casa, como única alternativa para fugir daquela situação que só piorava com o tempo, que me lembrava no gosto agridoce de sua sexualidade.

- Cardeal Swan, agradeço a sua hospitalidade, mas acho que já abusei demais. Ficarei em casa de amigos por um tempo e logo encontrei uma casa só minha. Espero que tenha sido útil na educação de sua sobrinha. – Disse para ele um dia após a sua volta.

- Mas não precisa partir, Mestre Cullen! Sabe que é bem vindo a minha casa. – Disse consternando com o meu anúncio. Vi Bella me olhando da porta, com os olhos cheios de lágrimas e senti uma dor imensa apertando o meu corpo. Quis tomá-la em meus braços, mas sabia que era para o seu próprio bem. Tinha que fugir dela e evitar uma situação ruim para nós dois. Por isso a partida se tornou necessária naquele momento.

- Eu sei, cardeal. Mas temo que as pessoas possam falar maledicências. Afinal o tens uma sobrinha linda e solteira sob sua responsabilidade. E precisa encontrar-lhe um marido. Não quero que minha presença nessa casa possa prejudicar a sua reputação.

– Disse olhando para ela que nos observava.

- Entendo! Mas afirmo que pode continuar nessa casa. Não vejo problema na sua presença. – Diz para mim. – Fique a vontade.

- Devo partir ainda amanhã. – Afirmei e caminhei para a porta, olhei nos olhos dela e depois fui para os meus aposentos. Depois e algum tempo, ela entrou no quarto e me abraçou por trás, implorando que não partisse.

- Por favor, Edward! Não! Não me abandone! Não me deixe! Preciso tanto de você! – Diz chorando,desesperada, frágil como nunca havia visto antes. Eu a tomei em meus braços, abracei forte, beijei a sua cabeça de olhos fechados enquanto sentia seu doce cheiro.

- É para o seu bem, amor... é para o seu bem...

- Não... não... não... – Choramingava em meus braços.
Afastei a de mim e sai do aposento, deixando-a sozinha e fui para cocheira, peguei um cavalo e cavalguei até uma capela no vilarejo vizinho.

Fui até o confessionário e comecei a confessar.

- Padre, eu pequei. – Disse para ele.

- E qual o seu pecado, filho¿ - Pergunta com a voz baixa, quase que um sussurro.

- Fornicação, padre... eu cedi aos pecados da carne. – Disse consternado.

- Você se arrepende do pecado de coração¿ - Perguntou.

- Eu a amo, padre. – Respondo desviando da pergunta.

- Não foi isso que eu perguntei, filho. – Ele diz de forma austera. – Você se arrepende de fornicar¿ - Repete a pergunta.

- Não, padre... eu a amo! – Respondo sentindo o peso do pecado em minhas costas.

- Se não se arrepende, filho, não posso lhe absolver. Vai e penses no seu pecado, converse com o Senhor e depois de se arrepender poderá vir se confessar novamente. – Disse, eu me levantei e sai da capela consternado.

Voltei para a casa do cardeal Swan, comecei a arrumar os meus pertences e depois desci para jantar com Bella e o cardeal.

Jantamos em silêncio e via os olhos tristes de Bella, denotando todo o seu sofrimento. Quis arrancar-lhe a sua dor e me senti um monstro pelo que estava fazendo por ela. Mas sabia que só existiria uma chance para nós dois se nos mantivéssemos afastados. Do contrário, até poderíamos morrer pelos nossos atos.

Terminamos o jantar e segui para os meus aposentos. Tranquei a porta para evitar que entrasse. Ajoelhei diante da cama e orei ao Senhor que em mostrasse o caminho correto. Depois me deitei e tentei dormir, rolando por um bom tempo sobre a cama enquanto relembrava os nossos momentos íntimos de prazer.

Na manha seguinte, peguei os meus pertences, desci até a cozinha e fiz um rápido desjejum e depois fui até o cardeal Swan e me despedi dele antes que Bella acordasse. Sentia medo que ela me visse antes de ir embora e chorasse com a minha partida.

Fui para uma hospedaria em um vilarejo vizinho e me acomodei, sentindo a falta de Bella doendo em todo o meu corpo. Deitei na cama e fiquei relembrando os nossos momentos.

O tempo passou rapidamente e sai da hospedaria, afinal ainda tinha aulas na catedral e precisava que as coisas aparentassem os mais normais possíveis.

Fui para a catedral, ministrei as minhas aulas sem a menor empolgação e quando sai para voltar a hospedaria, Jacob veio até mim e me deu uma carta de Bella.

- Mestre Edward, Swan lhe enviou essa carta. – Entregou-me o papel dobrado e depois saiu me deixando sozinho.
Caminhei até a hospedaria, entrei no meu aposento, tranquei a porta e me sentei na cama.

Depois abri o papel e comecei a ler a mensagem de Bella.

Edward, meu amor
Sei que acreditas em sua fé e que o que está fazendo é para o meu bem.
Mas agora não se trata apenas de nós dois.
Acordei passando muito mal e a cozinheira da casa veio me ajudar.
Depois de uma longa conversa, ela me disse que carrego um filho em meu ventre.
Não sei o que fazer, amor.
Sei que essa situação é delicada, mas não posso ficar na casa do meu tio.
Sabes bem que ele me mataria se descobrisse o meu crime. E pior do que isso, mandaria o nosso filho para as freiras criarem.
Por favor, meu amor, não me desampares nesse momento.
Preciso de ti!!!
Com amor, Isabella.

Naquele momento, o mundo estava desmoronando sobre as nossas cabeças e não sabia o que fazer com aquela situação. E a única certeza que tinha, era que amava Bella e precisava encontrar uma forma de salvá-la e também ao nosso filho. Meus olhos encheram de lágrimas e meu coração começou bater muito rápido. Cai de joelhos no chão e comecei a orar ao meu Senhor que me mostrasse o caminho e não me abandonasse naquele momento.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010


Máscara 19 – Parte 3 – PVO Jacob

Naquele momento minha respiração cessou, não conseguia ver mais ninguém ou pensar em mais nada, que não fosse ela ali, na minha frente. Meu coração batia tão forte, que uma britadeira se tornava silenciosa ao meu lado. Ela parecia uma princesa saída desses livros de fantasia  e eu um bobo, sentindo uma forte emoção me invadir ao ter a visão mais perfeita do mundo.

Mais uma vez eu tive a certeza que a amava e tentei lutar contra aqueles sentimentos, mas eles eram mais fortes do que eu.

Jacob seu "FDP" você está proibido de sentir algo por essa Vadia Cullen! Está me ouvindo¿ Eu o proíbo de sentir algo por ela! Está proibido! Aff... Mas ela é perfeita demais! Inferno!

- Eu te amo, neném!  - Peguei delicadamente sua mão e a beijei sem conseguir desviar meus olhos dos dela, estava completamente hipnotizado por aquelas lindas jóias brilhantes me observando com um encantamento tão grande que chegava a me doer por dentro. Era amor demais demonstrado em uma simples forma de olhar! Eu estava me sentindo culpado por tudo o que teria que fazer e os sonhos que teria que destruir... Sim! Eu iria destruir tudo. Eu precisava destruir completamente TUDO!!! Ao dizer que a amava, vi o brilho se intensificar e o rosto mais lindo e perfeito do mundo se iluminar diante de mim. Uma angústia se formou em meu coração e tive vontade de abraçá-la e tirá-la dali... Ela era o meu sonho e eu seria o seu maior pesadelo.

- Eu te amo muito mais, Jake. – Disse para mim em um som tão baixo, que era quase inaudível e ficamos nos olhando por um tempo.
- Está linda, filha! – Edward caminhou até ela e a abraçou ternamente. Percebi que estava muito feliz e satisfeito com o casamento. Ao contrário da sua esposa, que tinha cara de limão azedo e me olhava com desdém... Que mulherzinha cheia de empáfia! Ainda apronto uma boa para ela. Só me faltava essa! Depois de tantos sacrifícios, ainda tenho que olhar para essa cara de nojo... Eu também não vou com sua cara, dona Isabella! Sogra boa é sogra morta!  -  Espero que sejam felizes juntos, querida. – Renesmee olhou para a cara de dor que sua mãe fazia e imediatamente mudou suas expressões. Aquilo me deixou com ainda mais raiva da Vadia Mãe Cullen... Essa vaca não podia ao menos fingir¿ Será que vai querer estragar a minha noite¿ Passo por cima dela com um trator se entrar no meio dos meus planos... A se passo!

- Realmente está linda, filha! Alice fez um ótimo trabalho. – Foi até a filha, segurou o seu rosto e quase chorando, com os olhos cheios de lágrimas, começou a destilar o seu veneno. Tive vontade de voar no seu pescoço, quando olhou para mim, como se quisesse me matar e começou com as suas indiretas. – Perdoe a minha frieza, filha. Eu só quero o seu bem e acho que esse casamento não a fará feliz como deseja.

Mas que Vadia "FDP"!!! Quando eu estiver me vingando da família, sua ordinária, pensarei especialmente em você. Cada lágrima que sua filha derramar, pensarei em você, sua Cadela safada! Um dia ainda te coloco no asilo... Isso se ainda estiver viva quando eu acabar com os Cullens!

- Não fica assim, mãezinha! Jacob e eu nos amamos muito. Tudo dará certo e em pouco tempo carregará os netinhos no colo. – Renesmee disse com a voz triste e ela olhava como se o mundo estivesse acabando.
- Espero estar enganada sobre ele, Ness... Eu sinceramente espero! – Disse olhando para mim, arqueando a sobrancelha enquanto me encarava. Engoli seco e fiquei encarando o seu olhar, tentando não demonstrar a raiva que sentia, mas era difícil diante daquelas circunstâncias.

Mas que “KA”!! O que mais falta acontecer hoje¿ Esse urubu não vai estragar os meus planos! Não vai! Nem que para isso eu tenha que encontrar alguma forma de eliminá-la.
Nem que, POR ACASO eu tenha que encontrá-la roxa boiando na piscina, ou POR ACASO tenha que encontrá-la durinha caída na cozinha, engasgada com um caroço de azeitona... Huumm... Muito bom Jacob! Você tem idéias incríveis!

Mas eu vou dar um jeito de passar por cima de você, sua vaca, e vou te esmagar, sua
coisinha insignificante. Eu sou JACOB BLACK! Sempre consigo o que quero e não será uma cadela que me impedirá dessa vez... Não mesmo!

- Bella, deixe a sua filha ir para os braços do seu futuro marido. Temos um noivado para anunciar. – O bom samaritano disse para a vaca da mulher, que deixou Ness vir  para mim. Eu a abracei e depois que ela parecia mais calma, caminhamos juntos para o salão. Era a hora de fazer uma entrada triunfal e mostrar para toda aquela gente quem era Jacob Black. Ali naquele local, conheceria pessoas importantes e teria que me impor, mostrando altivez para estar casado com uma Cullen.

O salão estava todo decorado com motivos natalinos. Mas não era aquela coisa brega que os pobretões costumavam fazer. Era uma decoração fina, cheia de estilo e muita sofisticação. E os convidados que desfilavam o ambiente, estavam  a altura da ocasião.

EPA! O que esses pobres fazem aqui¿ PQP! NÃO ACREDITO QUE ESSA GENTE CAFONA VAI ESTRAGAR O BRILHO DO MEU NOIVADO! EU MATO UM HOJE... A SE MATO!!! LUGAR DE POBRE É NA COZINHA! SERÁ QUE NINGUÉM OS AVISOU DISSO¿

- Seth, meu irmão! – Renesmee disse assim que os avistou e caminhamos abraçados na direção deles. Eles se abraçaram e depois ficaram se olhando em silêncio. Era algo estranho de se ver, pareciam conversar somente com o olhar, todos percebiam o clima estranho entre eles  e eu senti meu estômago se revirar. O olhar dele era melancólico e era claro que era apaixonado por ela e sofria com o noivado. Só um cego não perceberia.

Será que ela sabe que esse idiota gosta dela¿ Será que eles já ficaram juntos¿ Será que já rolou¿ MAS QUE “KA” EU VOU ENLOUQUECER!! Eu ainda acabo com esse “Vi... nho” Ah se acabo! Mais um na minha lista negra de pessoas para eliminar... Mais um! No momento é melhor manter você por perto seu filho da "PU". A melhor forma de derrotar um inimigo é conhecê-lo e o manterei perto por um tempo. E depois quando souber os seus pontos fracos... Tá “FU”! Hahahahahaahah... Você não perde por esperar!!!

- Sue, você está linda! – Renesmee caminhou até ela e a abraçou. Começou toda aquela “M” de rasgação de seda e eu já estava ficando impaciente. Com tantos convidados importantes para eu conhecer e me enturmar, ela tinha que escolher logo a parte operária.

Gente brega, cafona, mal educada... Olha essas roupas! Por mais que pareçam arrumadinhas, está na cara que foram compradas em alguma ponta de estoque. Aff!  Essa gente não combina com o meu novo estilo de vida... Não mesmo! Quem foi o infeliz que teve a idéia de convidar a pobretada¿ Posso até imaginar! Quem teria o prazer de me irritar no dia do meu noivado e fazer a high socite se misturar com o povão¿ FDP! Sogra é mesmo uma desgraça! Um a zero para você, Isabella Vadia, Vaca, Cadela, Cullen! Você me paga caro por isso!

- Está divina, menina! Espero que seja feliz em suas escolhas. – A mãe do “Vi...nho” dizia para “minha noiva” como se ela fosse para a forca. Já estava começando a me irritar com esse povo fazendo pouco de mim.

- Eu serei, Sue... serei. – Renesmee disse tentando aparentar felicidade, mas percebi que estava apreensiva com as palavras dela.

- Embry, Quil, Claire, Dayane! – Ela caminhou em direção ao resto da ralé e começou a beijá-los e abraça-los. Permanecei com cara de poucos amigos, deixando claro que estava incomodado com presença deles na festa. Vi que me olhavam com certa cerimônia e não tinham coragem de se dirigir a mim.

- Ness, você parece uma princesa. – Uma das meninas, a de cabelos mais curtos e cara de fuinha, que usava um vestido curto que mais parecia de uma Kenga, disse para Ness.

“KA” Inveja é uma “M”! Está arriscado o vestido rasgar todinho com esse olho gordo! Ninguém merece! Espero que esse povinho não vá ao nosso casamento... Realmente espero!

- Se o vestido de noivado é assim, imagina o do casamento. – Ness abraçou a outra, que era mais bonitinha e usava um vestido menos perua que a outra. Aquela nem se deu ao trabalho de me olhar e ficava analisando cada detalhe do vestido.

Tem que jogar sal grosso até na “BO” da minha noiva! Pobre só faz vergonha! OLHO GORDO VÁ SE”FU”!!! XÔ XÔ XÔ!

- Deixem de ser bobas! Sabem que não ligo para isso e que é obra da minha maluquetinha. – Ela disse olhando para o amiguinho “Vi..dinho” que observava os demais convidados. Percebi que estava a ponto de chorar com a tristeza dele e fiquei ainda mais incomodando com aquilo.

Por que ela tem que se importar com essa coisinha insignificante, quando tem a mim¿ Eu sou Jacob Black, lindão, maravilhoso e gostosão. E estou aqui a disposição dela. E para quê¿ Para ficar com esse olhar melancólico por causa desse um¿ INFERNO!

- Deixa de ser modesta. – Embry, um velho amigo de infância disse para ela. Lembrei de um tempo em que costumávamos ser amigos e aprontar juntos. Mas aquele momento era diferente e ele estava se aproveitando da situação. Não era para ele estar ali. Não era o seu mundo e o seu momento. Senti raiva ao vê-lo pegar a mão da “minha noiva e beijá-la”

Aff! Agora terá que desinfetar! Será que eles não se tocam¿ Se pudesse eu arrancaria Ness dali e colocaria esse povo na rua a ponta pé. Infelizmente tenho que me fingir de bom moço e não posso fazer isso... Infelizmente.

- Modesta¿ Eu¿ E vocês¿ Estão todos lindos e impecáveis. Nem parecem os mecânicos cheios de graxa. Quem produziu vocês¿ - Ness começou a zombar deles e parecia muito a vontade na frente daquela ralé... Que raiva!

- Foi sua mãe, Ness! Ela não queria que nós nos sentíssemos constrangidos com os convidados. Por isso resolveu nos dá um banho de loja. – Quil respondeu envergonhado. Pelo menos parecia ter mais simancol do que os outros. E eu estava certo, foi a minha sogra “narja cascacu” quem produziu a ralé, com aquelas roupas cafonas de ponta de estoque.

AH sua cobra, você me paga! Realmente vai me pagar! Todas as vezes que “FU” a vida da sua filha, eu me lembrarei de você... Ordinária!!! Pensa que não sei que também deu o golpe do baú¿ Espera que te pego na curva!

- Não sabia que dona Bellinha tinha tanto gosto. – Renesmee começou a rir, como se as roupas vagabundas que usavam fosse alguma coisa. E eu fiquei ainda mais irritado com toda aquela situação. Olhei para o lado e vi que a “narja cascacu” nos observava e quando os seus olhos cruzaram com os meus, vi um sorriso malicioso. A cobra sabia perfeitamente que havia me irritado e se mostrava satisfeita. Quis me afrontar e havia conseguido ganhar a batalha. Mas a nossa guerra só estava no começo e eu havia entrado para arrasar com os meus inimigos. – Vocês estão gatíssimos e se não fosse o meu noivo, que é um pedaço de perdição, talvez ficasse empolgada com os três. – Cruzei os braços impaciente e já estava prestes a explodir. Percebi que alguns convidados nos olhavam e tentei disfarçar o meu mal humor, quando na verdade eu queria varrer aquela gente pobretona, que mesmo não estando vestida com os trapos que costumavam usar, continuavam com cara de pobres.
Gatissimos¿ Comparar esses maltrapilhos á mim é uma sacanagem! Só porque tomaram banho e tiraram os farrapos sujos de graxa¿ Eu joguei pedra na cruz! Só pode! Essa garota enlouqueceu¿ Será que não percebe que pobre é sempre pobre¿ Podem até pendurar ouro no nariz, que continuarão com cara de pobre! Você ainda tem muito a aprender comigo, neném! Quando nos casarmos, eu a ensinarei como tratar essa gentalha.


- Bella, é uma amor de pessoa e muito sensível, filha. Ela nunca permitiria que nós fossemos humilhados em sua festa. Por isso a deixou por conta das tias e veio cuidar de nós. Não fique aborrecida com sua mãe. Ela só quer o seu bem e acha que é nova para casar. Também não confia nas escolhas que fez e tem medo que sofra. Sua mãe te ama muito. E nós, seus amigos, também te amamos e sempre a protegeremos de tudo. – A mãe do “Vi... dinho” disse olhando para mim, como se estivesse me dando um recado. A bruaca não sabia onde estava se metendo. Mas eu a ensinaria ficar em seu lugar quando estivesse trabalhando para mim... Ah, se ensinaria!

Vai se achando, dona Sue! Pode tentar me intimidar agora. Mas quando colocar as garras de fora, você será uma das primeiras a senti-la... Pode esperar! Acha que me conhece¿ Nem imagina do que sou capaz. Não tenho medo de ameaças... Acho graça do perigo.


- Obrigada, Sue! Você sempre me tratou como uma filha. Obrigada! – Renesmee ficou abraçada com a mulher, olhando para o amiguinho, que observava as minhas irmãs imprestáveis.

Só me faltava essa! Essas duas ao invés de se misturarem com as pessoas que interessam, ficam com cara de bunda! Não podiam procurar um milionário¿ Nem precisava ser milionários. Só rico estava de bom tamanho. Mas ficam com essas caras de bunda para todo mundo... AFF! Assim terei que sustentar as duas por um bom tempo. Eu mereço! 
Já eu!!! A sessão tortura com a gentalha já me encheu a paciência!

- Ness, temos outros convidados para cumprimentar. – Eu a chamei com tom imperativo, usando a voz bem áspera para que se tocasse o quão incomodado estava com toda aquela situação. Não agüentava mais ficar perto deles. Afinal pobreza chama pobreza. Já dizia o ditado: "Quem anda com porcos, come farelos!" E não é meu caso, só precisava mesmo de caviar e salmão. Não tinha nada que pudesse agregar em minha vida e não tinha o menor interesse de estreitar relações intimas com a ralé. E “ensinaria” isso por bem ou por “mal” para ela.

- Gente, fiquem a vontade e se precisarem de algo, podem pedir ao garçom! Não tenham vergonha ou medo. Vocês estão em casa. OK¿ - Ela se afastou da mulher e caminhou até mim, peguei a sua mão e caminhamos para as minhas “doces” irmãs, que aquela altura do campeonato já tinham mais cara de bunda e pareciam ter chupado limão.

- Espero que faça o meu irmão feliz, Renesmee. – Disse Rachel beijando o rosto de minha noiva e até certo ponto tentava parecer simpática. Mas a Becca tinha a mesma cara de nojo de sempre e a olhava dos pés a cabeça. Dei uma fuzilada em seu rosto e ela logo entendeu o recado.

Se fizer ou falar qualquer gracinha, mando você direto para o Afeganistão e somente com passagem de ida. Aí sim, terá motivos para fazer essa cada de “C”!!!

- É o que mais quero! – Renesmee respondeu tentando parecer amável com ela, mas ainda se sentia desconfortável com as minhas irmãs. Mas também pudera! Também teria medo se olhasse as duas com aquelas caras de antipáticas.

- OI! - Becca disse com uma má vontade que me dava raiva. Dei outra olhada para ela e fiquei analisando as suas reações.
- OI! – Renesmee respondeu sem graça e Rachael deu um catucão em Becca, que não se mancava que estava sendo deselegante e continuava encarando Renesmee com a mesma cara e ainda analisando todo o seu vestido. Chegava dar raiva da empáfia dela. E apesar de querer arrancar os seus olhos, tive que me controlar para não fazê-lo.

- Linda festa... digna de uma “princesa” – Disse com tom irônico e olhava tudo com desdém, como se fosse melhor do que tudo aquilo. E minha noiva estava tão envergonhada, que não sabia aonde enfiar a cabeça;

- É! – Afirmou dando de ombro e as duas continuaram se encarando.

Ainda arranco os olhos dessa FDP! Pode esperar que ficará sem cartão, sem cheque ou dinheiro. Acha que vai ter boa vida¿ Vai ter que trabalhar se quiser conforto, sua antipática metida!

- Neném, vamos falar com os outros convidados. – Chamei minha noiva e saímos rapidamente daquela saia justa que minhas "amadas irmãs" nos colocaram.

A hora que havia tanto esperado havia chegado e pude desfilar com toda pompa ao lado do meu neném, exibindo o meu troféu para todos, enquanto era apresentado por ela aos amigos do avô, acionistas, colunistas e pessoas da alta sociedade que havia comparecido a festa.

Eu era o pavão em pessoa e fazia questão de mostrar toda a minha altivez, enquanto ela sempre envergonhada e sem jeito diante daquela situação.

Tudo bem! Vamos concordar que havia algumas peruas bem estranhas, com aquelas roupas de grifes, um monte de jóias penduradas e uns penteados bem esquisitos. Isso sem falar nas vozes forçadas que faziam, chegando a doer meus tímpanos. Mas considerando o dinheiro que possuíam, era o menor dos problemas naquele momento. E me acostumaria com toda aquela futilidade rapidamente.

- Está linda, filha! Espero não morrer antes dos seus filhos nascerem. – Carlisle disse com a voz emocionada para ela. Fiquei com vontade de vomitar com aquela lambição toda.

Quero você bem vivo, seu FDP! Mas não para ver netinhos! Quero que veja a destruição da sua família... Morto você não me ajuda em nada!! Viva e sofra!
- Deixa de falar besteiras! Estará vivo para ver seus bisnetinhos. – Respondeu emocionada para o avô.

- Assim fico com ciúmes! –  Foi para os braços do avô pobretão. AFF! Como a minha Ness poderia ter um espírito tão... Pobre??? Como¿ Se fosse comigo, ignoraria o pobretão e passaria bem longe. Mas a boa samaritana tinha que ir fazer o charme de menina doce... Como aquilo me cansava! Como!

Esse é outro pobre! Olha a roupa da criatura. OMG De onde ele tirou esse terno¿ Joguei pedra na cruz mesmo! Ele deve ter tirado esse terno de quando se casou com a mãe da “naja cascacu”... Ninguém merece isso!

- Você não tem razão disso. Sabe que é o meu preferido. – Renesmee piscou para o pobretão e Carlisle gargalhou achando graça.

Como eles conseguem se dar bem¿ Como¿ Não entendo isso... Realmente não entendo.
- Você diz isso aos dois. Assim não vale! – Disse e beijou a testa dela. Depois começou a falar comigo, como se estivesse me dando um recado. Certamente a filha já tinha enchido a cabeça dele e seria mais um contra mim. – Jacob, você tem que fazer essa menina feliz! Isso é uma ordem! Entendeu¿ - Ele me deu um olhar tenebroso e para debochar, fiz uma continência com a mão. Percebi que não gostou nada do meu gesto, mas também não rebateu.

- É claro! – Todos começaram a rir e ele relaxou, entrando na brincadeira. Continuamos nos olhando e vi que ele também desconfiava de mim. Certamente não era inocente como os imbecis dos Cullens e poderia me causar problemas. Era mais um que entraria para minha singela lista de pessoas não gratas e que de algum jeito inesperado iriam começar a sumir!

- Gente! Já é quase meia noite! Jacob precisa fazer o pedido antes do Natal! – A vaca loira, que vinha vestida como uma Barbie, em um vestido rosa gritante, veio anunciando em nossa direção.
Essa não tem senso de ridículo mesmo... Hahahahahah O que tem de gostosa tem de perua... Totalmente sem noção de moda! Deveria pegar umas dicas com a irmãzinha maluquete.

- É claro! É tudo o que mais quero. – Disse e o FDP do Carlisle fez sinal para que interrompessem a música. Finalmente havia chegado a minha hora de entrar para a família e para a sociedade. Meus planos estavam dando certo e se não fosse pelos mal trapilhos, tudo estaria perfeito.

- MEUS AMIGOS E AMIGAS! TEMOS UM ANÚNCIO A FAZER! POR FAVOR! – Ele anunciou e todos ficaram em silêncio, virando em nossa direção para o anuncio. Edward se posicionou ao nosso lado, peguei a mão da minha neném, já sem a aliança e comecei o meu show.

Agora é o seu momento de brilhar, Jacob!! Manda ver, garoto!

- Edward Cullen, há muitos anos nossas famílias possuíam laços estreitos de amizade, que infelizmente foram rompidos e nos afastamos. Mas acho que os nossos destinos sempre estiveram ligados e algo maior do que relações sociais e negócios nos liga. – Olhei para ela, toquei seu rosto e fiz uma carícia. Depois continuei o meu show. – Perdoe me porque estou um pouco nervoso. – Fingi nervosismo. Precisava ser no mínimo teatral naquele momento e caras e bocas faziam parte da minha cena. – É a primeira vez que faço isso. – Virei para ela, passei os dedos sobre os seus lábios e continuei. – Hoje o que nos liga é muito mais forte. É algo que não consigo mensurar e só posso dizer que amo a sua filha. – Ela estava quase chorando e vi uma emoção muito grande nas feições do seu rosto. Quis beijá-la e mostrar o que sentia. Uma necessidade imensa de tocá-la me dominou, o desejo começou a explodir e mal podia esperar pelo término da minha cena. – Amo muito e por mais estranho que pareça, por estamos juntos há pouco tempo, quero lhe pedir a sua mão em casamento. Espero sinceramente que me dê, de bom grado, do contrário serei obrigado a roubá-la de vocês. – Comecei a rir e todos gargalharam conosco.
- Jacob, sei que minha filha te ama. Ela sempre o amou, sempre te esperou e hoje está realizada com o seu pedido. Sinceramente, mesmo que não gostasse de você, não poderia lhe negar a mão. Porque certamente ela fugiria com você e minha recusa não valeria muito. – Ouvíamos as muitas gargalhadas pelo salão. Mas eu sabia que ainda tinham pessoas que não estavam felizes com aquilo. E a minha satisfação era ainda maior por isso. – Visto que não tenho como te negar, deixo com vocês dois essa decisão e por minha parte, fico feliz que ame minha filha e queira se casar. Só peço que a faça muito feliz.

Tinha que encerrar a cena de forma triunfal, então me ajoelhei diante dela, pequei a sua mão, olhei em seus olhos e fiz o pedido, vendo seus olhos enchendo-se de lágrimas.

- Renesmee Carlie Swan Cullen, você deseja ser a minha esposa, a mãe dos meus filhos, a minha companheira, amiga e amante para todo sempre¿ - No momento em que vi toda emoção na face da minha neném, meus olhos instintivamente encheram de lágrimas e quase chorei. Era emoção demais... era amor demais exalando de cada parte do meu corpo... eu precisava dela... Sim! Precisava demais dela!

- SIM! SIM! SIM! MIL VEZES SIM! – Ela se atirou em meus braços e começamos um beijo abrasador. Não estava nem ai se as pessoas iriam comentar depois, porque precisava sentir aqueles lábios colados nos meus. Precisava sentir o seu gosto e o seu cheiro. Uma explosão de sentimentos nos tomou e começamos a travar ma batalha maravilhosa de amor. Eu chupava os seus lábios sem o menor pudor, explorava cada cantinho da sua boca, movendo a língua de forma urgente. Sentia o gosto maravilhoso e os movimentos me levando ao êxtase do prazer. Apertava  seu corpo contra o meu, sentindo o meu “KA” pulsando de tesão. Ouvíamos sussurros e gritos ao nosso redor, mas não conseguíamos interromper o beijo.
- Chega! Filha, Chega! – Seu avô pedia com a voz constrangida.

- Eita... A coisa ta pegando fogo! É melhor casarem mesmo. – Era a voz do avô pobretão.

Interrompemos o beijo, peguei a caixinha em meu paletó e tirei o anel. Depois dei a outra aliança para que colocassem em meu dedo. Beijei a sua mão e a aliança. E vi que seu rosto entristeceu ao olhar na direção dele... Eu ainda mato esse FDP do Seth!

---XX –

As semanas que se seguiram, passaram rapidamente e não tive muito tempo para ficar ao lado de Ness. Devido ao óbvio fato dos preparativos para o casamento, que ocorreria em poucos dias, estarem consumindo o nosso tempo.

Eu estava no período de balanço na empresa e Carlisle, mesmo doente, tirava pelo menos duas horas por dia para se reunir comigo e explicar como tudo funcionava. E não demorou muito para que conseguisse entender toda aquela dinâmica.
Uma parte do dia eu ficava reunido com gerentes e diretores da empresa, estudando metas para o novo ano e ganhos do ano que havia passado. E no restante dele, tinha que ouvir a maluca da Alice sobre coisas como Fraque, sapato, flores, carro que nos levaria, reserva para hotel, Buffet, entre tantos assuntos, que ela fazia questão de levar no escritório para eu resolver.

Decidi junto com Ness, que devido ao fechamento das finanças e ao meu período de aprendizado, que não viajaríamos em lua de mel, deixando a viagem para o futuro. Na verdade aquilo foi um pretexto que arrumei, pois além de não ter capital para bancar uma viagem, ainda tinha que aproveitar a viagem que Carlisle faria com a esposa para Nova York, para se tratar, e começar a colocar meus planos em ação dentro da empresa. Pois nesse período eu teria tudo ao meu dispor, para estudar com calma a melhor forma de dar os desfalques sem ninguém notar.

O ano novo chegou e todos, com exceção da minha sogra “narja cascacu”, estávamos bem animados para o casamento que ocorreria em dez dias. A virada do ano foi muito comemorada e o assunto, na celebração, foi o nosso casamento.

Minha futura esposa estava com tamanha alegria que iluminava todos a sua volta. Mas o que ela não poderia imaginar é que toda essa felicidade acabaria em poucos dias, quando seu inferno astral começaria junto com a minha vingança.

Casy foi difícil de controlar naqueles dias. Ela simplesmente cismou que teria que passar o ano novo comigo e para convencê-la que não poderia, foi um custo. E mais uma vez tive que ouvir suas ameaças calado, tentando me controlar para não alterar a voz e acabar jogando tudo para o espaço.

Já estava farto das suas ameaças e precisava encontrar uma forma de me livrar dela. Mas não sabia como fazer para que esquecesse que eu existia. E tinha medo que ela fizesse um escândalo no meu casamento.

Então resolvi mandar um presentinho, bijuteria barata, para acalmar os ânimos. E consegui mantê-la de boca fechada ao menos até o dia do meu casamento. Porém não havia encontrado uma solução para o meu problema.

Na véspera do casamento, incumbi a minha irmã antipática de ir até a casa e arrumar as minhas roupas no quarto de hospedes. Afinal não poderia deixar que a mãe do “Vi...dinho” desconfiasse dos meus planos. Pois poderia contar tudo para a “narja cascacu” e o casamento iria para o espaço.

Com um pequeno suborno, o que me custaria um carro zero, Becca aceitou a sua tarefa de ir até a nossa mansão em La Push e tirar minhas roupas do quarto do casal, arrumando tudo no quarto de hóspedes, que ficava logo a frente. E depois voltou com o ar de satisfação, por saber que eu faria a minha esposa passar por algumas “dificuldades”.

O dia do casamento finalmente havia chegado e eu estava impecavelmente arrumado, com o fraque preto escolhido pela doente maluca da Alice. Quando me  olhei no espelho, me senti um máximo. "Jacob,você é o CARA!!!!" Uma ansiedade enorme me dominava por inteiro, só de pensar que estava há poucas horas de realizar o meu primeiro grande feito.

Já sentia o meu “KA” pulsando de desejo só de imaginar a minha neném nua, com a pele branquinha e delicada, a “Bo” apertadinha e os pequenos mamilos rosados ao meu dispor. Comecei a me masturbar poucas horas antes de ir para a igreja, assim como já havia feito todos aqueles dias que antecederam a ocasião.

Peguei a BMW que havíamos ganhado de presente de casamento, junto com a linda mansão em La Push e fui para a igreja com as minhas irmãs.

No caminho ainda ouvi alguns conselhos de Rachael, que insistia para mim esquecer da vingança e tentar ser feliz com Ness. Mas tudo o que disse, apesar de uma forma muito sábia, entrou por um ouvido e saiu pelo outro.


- Irmão, hoje é o dia mais importante da sua vida. E tem que decidir se vai ser feliz junto com a sua esposa, a mulher que te ama e que te venera e que além de tudo isso, você também a ama, ou se vai levar isso tudo a diante. Não vale apena fazê-la sofrer. Sabe disso! Ela não tem culpa dos erros do seu avô e você não tem culpa dos erros do nosso pai. Esquece o passado e vive o futuro com a mulher que ama. – Rachael dizia com a voz contrita  e apesar de saber que estava certa, não conseguia dizer nada. Queria realmente levar uma vida normal, sem pensar em ódio, sofrimento ou vingança. Mas simplesmente não podia ignorar o que havia acontecido.

Estacionei o carro, descemos e caminhamos até a porta da igreja. Fomos fotografados por vários paparazzi que lutavam para tentar pegar o melhor ângulo. E minhas irmãs tiveram os seus quinze minutos de fama. Já os meus, estavam apenas começando.

Rachael usava um vestido longo vinho, feito de seda, que deixava o seu corpo completamente esculpido como se fosse um violino. Já Becca usava um tubinho preto longo, com um lindo chapéu e uma maquiagem super pesada. Mais parecia estar indo a um velório do que a um casamento, mas para não entrar em atrito, preferi não falar nada quando saíram do apartamento. Afinal aquele era o meu dia e não deixaria que o estragasse com suas birras.

Depois de milhares de flashes, entramos na igreja sendo observados por muitos convidados, a maioria eu nem conhecia e não fazia idéia de onde haviam saído. Mas deveriam ser ricos, levando em consideração os trajes e a distinção, e isso bastava para eu poder sorrir de satisfação e acenar com a cabeça em sinal de cortesia.
Percebi que tinha alguns menos favorecidos, provavelmente da banda pobre da família da “narja cascacu”, mas não deixaria que aquela gentinha me incomodasse no dia do meu casamento e fiz questão de ignorá-los completamente.

A igreja estava muito bem decorada, haviam muitos arranjos de flores brancas, de vários tipos, os mais bonitos e impecáveis que já havia visto. Também tinham compridas fitas de seda brancas, entre longos bancos de madeira imperial, um longo tapete vermelho, um altar com uma decoração ostentando luxo e sofisticação, com arranjos, castiçais e anjos. Tudo no ambiente demonstrava o capricho com os detalhes, que foram tratados de forma minuciosa mesmo com o pouco tempo para a organização.

Caminhei com altivez pelo longo tapete vermelho, de braços dados com Rachael e os muitos convidados que lotavam a igreja nos olhavam com admiração. Fazendo com que me sentisse um verdadeiro príncipe.

- Você realmente chegou lá. – Disse Rachael forçando um sorriso enquanto caminhávamos.

- Isso ainda é só o começo, maninha. – Respondi sorrindo malicioso.

- Acho que se arrependerá muito das suas atitudes. Mas a vida é sua. – Sussurrou.

- É! A vida é minha. – Respondi incomodando com a conversa.

Chegamos ao altar e fomos cumprimentados por Esme, Emmett, e Jasper, que já estavam em suas posições.

- Bom dia! – Disse com um sorriso largo, ao ver Esme com um lindo e caro vestido azul turquesa. Parecia uma rainha com aquele visual pra lá de elegante. Os cabelos presos, a maquiagem clara na medida certa, colar e brincos de brilhantes reluzindo em sua pele.
- Bom dia, Jacob! Sua noiva já está chegando. – Disse ela sorridente, peguei a sua mão e beijei. Depois apertei a mão dos cavaleiros e fiquei de pé virado para a grande platéia que nos observava.

- O vestido ficou um pouco largo esses dias. Ela emagreceu de nervoso e por isso precisou de ajustes. Mas não demora a chegar. – Tentou me acalmar.

- Sua noiva não vai fugir. Isso eu te garanto! – Emmett disse em tom zombeteiro.

- Sei que não vai. Só estou ansioso demais.

O tempo foi se passando, a mãe do “Vi...nho” chegou sozinha e fiquei receoso por ele não ter aparecido. Muito mais pela demora da minha noiva, que não dava nenhuma notícia sobre a sua chegada.
 Comecei a andar de um lado para o outro e de repente me veio a cabeça que ela pudesse ter fugido com o seu “melhor amigo”. Minhas mãos soavam frio e todos percebiam o meu nervoso.

"Aaaah seu filho da "PU"! Eu só espero que minha noiva esteja sã e salva e você não tenha feito nada para que ela não comparecesse ao casamento... Porque se algum dia eu souber que você sonhou em fazer isso, eu acabo com a sua raça com as minhas próprias mãos! Seu moleque, filho da "PU"!!!!"
- Calma, Jacob! Ela já vai chegar. – Carlisle disse tentando me acalmar.

- Já passou uma hora do horário marcado. – Resmunguei, colocando as mãos sobre o rosto.

- Noivas atrasam mesmo. – Sue tentou me animar.

- Por falar em atraso, onde está seu filho¿ - Perguntei arqueando a sobrancelha.

- Foi resolver problemas. – Respondeu sem me olhar.

- E por um acaso esses problemas tem haver com o meu casamento¿ Ele foi falar com a minha noiva¿ - Meu tom era arisco e todos perceberam a tensão no ar.

- Não sei, Jacob! Não sei!

- Espero que ele não tente impedir o meu casamento. – Disse encarando o seu olhar. – Que seu filho não me queria como inimigo! Renesmee é a mulher que quero e não permitirei que faça intrigas entre nós. Se sabe o que é bom para ele, mantenha-o longe dela. – Ameacei e Esme interviu.

- Não é para tanto, Jacob! Eles sempre foram amigos.

- Não há amizade entre homem e mulher. E casada comigo, não quero certas intimidades entre os dois. – Percebi Carlisle tirar o telefone do paletó e ir para um canto atender. Parecia um pouco tenso e voltou tentando me animar.
- Ela já está vindo!

- O que aconteceu¿ Por que essa demora toda¿ - Comecei a andar de um lado para o outro e ele só tentava me acalmar.

- É o vestido. – Mentiu descaradamente e depois foi cochichar com a mulher.

Tenho certeza que foi esse “Vi...dinho”! Se você ousar a me abandonar nessa igreja por causa dele, Rensemee... se... Ah eu acabo com vocês dois... Nem que vá para cadeia depois... Eu mato os dois!  Que ódio!! Por que está me fazendo passar por isso¿ Inferno!Se não aparecer nessa igreja logo, irei atrás de você e a trarei pelos cabelos se necessário... Sua vadia! Hoje a noite você me paga! A se me paga!
Não permitirei que seja de outro que não seja eu! Você é minha! Só minha!

O tempo continuava a passar e os convidados já estavam nervosos. Via alguns saindo e entrando da igreja. Muitos cochichando e especulando o motivo do atraso da noiva.

Estava tão nervoso com tudo aquilo, que sentia vontade de chorar. Minha sanidade estava no extremo e a minha vontade era de sair dali e ir atrás dela.

Respirei aliviado quando vi o “Vi...dinho” entrar na igreja e se dirigir para altar com cara de poucos amigos. Seu rosto estava inchado e parecia ter chorado muito. Não conseguia me encarar ou encarar as demais pessoas. Mas eu não me agüentei e fui tirar satisfações com ele.

- Por um acaso esse seu atraso tem haver com o atraso da “minha noiva”¿ - Perguntei de forma ríspida para ele.

- Estava tentando fazê-la ver o óbvio. Mas acho que essa você venceu, Jacob. – Respondeu de forma fria.

- Então estava realmente atrasando a minha noiva¿ Mas é muita cara de pau. – Disse com raiva, serrando os punhos.

- Cara de pau é sua especialidade... não a minha. – Disse com tom debochado.

- Gente, por favor! Estamos na casa de Deus e todos estão nos olhando. – Esme pediu com expressão de desgosto, vendo os convidados prestando a atenção na discussão no altar.
- Isso mesmo! Vocês estão no altar e todos estão observando. Um pouco de compostura. – Carlisle ordenou.

- Bem que gostaria, Carlisle. Mas ele mesmo admitiu que estava tentando impedir meu casamento. Foi perturbar a minha noiva minutos antes da cerimônia. Como quer que eu reaja¿ - Perguntei franzindo o cenho.
- Como o presidente da Cullen! Um presidente nunca se exporia ao ridículo. Então se acalme e espere a sua noiva. Ela já chegará. – Disse de forma dura e me calei com raiva.

FDP! O que esse moleque tinha que ir atrás dela justo no dia do casamento¿ Ah mas ele me paga! Se me paga!
Ness, por favor aparece logo! Já não agüento de tanta aflição.

Vi a minha sogra “narja cascacu” se dirigindo ao altar junto com as duas loucas das suas cunhadas e fiquei mais aliviado naquele momento. Meu coração disparou e a necessidade que sentia de vê-la era ainda maior depois daquele susto.

Precisava tê-la em meus braços urgentemente e não estava me agüentando de tanto nervoso.

As três chegaram ao altar e se posicionaram. Depois Alice fez um sinal para começarem a música, que foi esplendidamente tocada ao som do piano.

Ness e Edward começaram a entrar na igreja. Ela vestia um lindo vestido branco tomara que caia, os cabelos perfeitamente arrumados, havia um ligeiro sorriso em seus lábios, mas não era aquela felicidade que esperava ver.

Eu estava chorando de emoção e percebi que ela chorava ao entrar na igreja. Mas não era só emoção que havia atrás daquelas lágrimas. E de alguma forma soube que estava sofrendo.

Os dois andavam a passos lentos e a cada passo tinha vontade de sair correndo, tomá-la em meus braços e dizer que tudo ficaria bem.

Seja lá o que foi que o seu amigo havia lhe dito, estava mexida com aquilo e havia sofrimento atrás das lágrimas. Eu a conhecia bem o suficiente para saber que elas não eram apenas de emoção.

 Os dois chegaram ao altar, Edward pegou sua mão e me entregou. Bella pegou o seu lindo buquê de copos de leite, beijei a sua testa e nos viramos para o padre.

O Padre começou a falar as mesmas baboseiras de sempre, sobre casamento. E depois de algum tempo ouvindo aquele sermão, que ninguém mais agüentava, perguntou se alguém tinha alguma coisa contra o casamento.

- Alguém sabe de algo que possa impedir esse casamento¿  Que fale agora ou cale-se para sempre!!! - Ness apertou forte a minha mão e percebi que suava frio. Olhou brevemente para Seth e depois para a sua mãe. Então o padre prosseguiu, orando as alianças e depois fizemos os nossos votos.

- Jacob Black, você aceita Renesmee Carlie Swan Cullen para amar, honrar e respeitar todos os dias de sua vida¿ - Ele me perguntou e abri um enorme sorriso, sentindo a concretização de todos os meus desejos em minha frente.

- Sim! Eu aceito.

- Renesmee Carlie Swan Cullen, você aceita Jacob Black para amar, honrar e respeitar todos os dias de sua vida¿ - Ela fechou os olhos e ficou em silêncio por um tempo. Vi pelo canto dos olhos um sorriso vitorioso da “narja cascacu” e meu corpo tremeu de medo e raiva no mesmo instante.

Você não pode fazer isso comigo, Renesmee! Não pode!! Por favor, diga que sim! Diga! Inferno!Não acredito que isso está acontecendo...

- Sim! – Depois de alguns segundos, abriu os olhos e respondeu. Olhou em meus olhos e sorriu lindamente para mim.
- As alianças. – Abri a caixinha e ela a pegou.

- Jacob, eu o recebo como meu esposo, para amar, honrar, proteger e respeitar todos os dias de minha vida. Prometo ser fiel, companheira e amiga na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza até que a morte nos separe. – Disse e colocou a aliança em meu dedo.

- Renesmee, eu a recebo como minha esposa, para amar, honrar, proteger e respeitar todos os dias de sua vida. Prometo ser fiel, companheiro e amigo na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza até que a morte nos separe. – Coloquei a aliança em seu dedo e depois a beijei. Ficamos nos olhando por um tempo e o padre finalmente nos declarou casados.
- Em nome de Deus, eu vos declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva.

Segurei seu rosto com as duas mãos e vi os olhos cheios de aflição. Lentamente levei os meus lábios até os seus e comecei um  beijo tranqüilo, cheio de carinho e de amor. Nossos lábios se moldaram perfeitamente e se moviam juntos sem desespero. Ouvimos os aplausos dos convidados e interrompemos o beijo.

Saímos da igreja, recebendo a tradicional chuva de arroz e fiquei pensando  porque  os ricos tinham que seguir tradições tão ridículas. E mesmo irritado com aquela coisa ridícula, fiz o papel de bom noivo e tentei ser simpático com toda aquela gente.

Dei as chaves do meu carro para Rachael e seguimos na limusine dos Cullens para o  hotel Palace, onde a nossa festa seria realizada.

- O que você tem, minha esposa¿ - Sussurrei no ouvido dela e percebi que ainda estava estranha. Aconchegou-se em meu peito e deu uma desculpa nada convincente.

- Só estou cansada, Jacob. Acordei muito cedo e essa coisa de ficar uma noiva bonita é bem cansativa. Mas estou perfeitamente bem e feliz. – Acariciei os seus cabelos e desejei saber o que o “Vi...nho” havia lhe dito para que ficasse tão triste. Apesar disso, resolvi não insistir no assunto e a deixei em paz.

Chegamos ao hotel e fomos recebidos por muitos convidados, ficamos horas recebendo cumprimentos e fazendo pose para as milhares de fotos que nos eram tiradas.

A decoração do hotel era digna de uma verdadeira rainha e todo o salão estava enfeitado com flores, castiçais e uma linda orquestra para complementar o luxo que se via.

Pessoas bem vestidas e xiques, desfilavam por ele, mostrando os modelos exclusivos dos mais famosos estilistas internacionais, do momento. Pelo que sabia, Alice havia enviado cerca de 500 convites, inclusive para celebridades de cinema, políticos e artistas do show busness. Mas pelo que via, havia mais ou menos 300 pessoas desfilando com graciosidade pela minha festa de casamento. E graças a Deus, os pobretões de La Push não foram para a festa e nos pouparam da visão terrível daquelas roupas de liquidação barata.
Certa altura do campeonato, estava morto de fome e doido para comer algo. Via-se garçons com bandejas fartas, cheias daquelas comidas horrorosas de ricos, desfilando por entre os convidados com a maior agilidade. Mas como o noivo não poderia deixar que percebessem a fome que sentia, tive que segurar os barulhos da minha barriga e esperar até a hora que servissem a refeição.

Caminhei com a minha noiva para a pista de dança e dançamos a tradicional valsa dos noivos. Depois a cedi para que dançasse com o pai e os avôs.

Aproveitei a ocasião para fugir até a cozinha e tentar “beliscar algo” que diminuísse a fome que sentia. E foi esse o meu grande azar. Sabia que se alguém me pegasse comendo escondido, principalmente um dos paparazzi de plantão, minha reputação estaria arruinada. Então precisava fazer as coisas bem feitas e não deixar ninguém perceber o motivo da minha ausência.

Então, assim que entrei na cozinha, disfarçadamente, peguei uma bandeja enchendo-a com várias daquelas comidinhas horrorosas e fui rapidamente para um pequeno depósito comer. Ficando lá por alguns minutos. Só que quando fui sair e voltar para a festa, tive a impressão de ter comigo algo estragado, pois comecei a ter alucinações extremamente horríveis e perturbadoras.

Pensei em estar vendo a garota do filme do exorcista... Não! Era a noiva de Chuck... Também não!! Era a velha tarada do avião? Sim!!!  Era ela mesma! E estava bem na minha frente!

"Calma Jacob! É só uma visão por ter comigo algo que não lhe fez bem. Muita calma!"  Fechei meus olhos e os apertei com força. Abri novamente e a visão continuava lá, sorrindo desdentada para mim.

Pisquei várias vezes e esfreguei os olhos com as duas mãos. Mas nada, o pesadelo continuava lá. "Não! Não pode ser possível! Será que não havia nada estragado e essa velha babona realmente estava aqui?? Na minha frente??? Como essa velha caquética veio parar aqui??? Como ela me encontrou?? Não pode ser verdade! Respira fundo Jacob. Acalme-se."

Respirei fundo e pisquei novamente, mas novamente não adiantou e ao invés de ela sumir ela veio mais perto, caminhando em minha direção. Com aquela cara de Jack Stripador. Tive vontade de vomitar ao me lembrar da cena horrorosa do avião e tentei correr, mas a velha veio atrás de mim até o salão.

- Oi gatão! Estava sentindo saudades de você. – Disse com aquela boca murcha abrindo um enorme sorriso.

Só posso ter colado chiclete na cruz! Eu mereço isso... eu mereço

- Acho que a senhora está me confundindo. – Respondi tentando me fazer de desentendido. E vi um sorriso malicioso se formar em seu rosto.

- Acho que não tesudo! Nunca me esqueceria de um homem com um... – Mordeu os lábios pude ver os dois dentes amarelados e podres em sua boca.

- A senhora me dá licença¿ Minha esposa me espera no salão. – Disse e tentei passar por ela, mas a “PO” da velha me seguiu.

- Não sou ciumenta, tesouro! – Segurou o meu braços, fechei os olhos e respirei fundo para não perder o controle.
Mas que “KA”! Quem gosta de coisas velhas é museu. Será que não se toca¿

- Mamãe, a senhora conhece o noivo¿ - Virei para ver quem era e levei um susto ao constatar que era um dos homens mais ricos do estado e para completar a minha situação calamitosa, era um dos acionistas da empresa. Estava mesmo sem sorte e começava a ficar nervoso com a situação.

- Nós nos conhecemos no vôo de Seattle para Londres, querido. – Disse para o filho, Martin Davison, que arqueou a sobrancelha e fico nos olhando. – Foi uma ótima companhia para mim, filho. Você não faz a menor noção do quanto. – Falou sorrindo para ele.

- Vejo que o Black tem mesmo encanto com as mulheres. Não só conquistou a neta do Carlisle, mas também o coração da minha adorável mãezinha. – Respondeu rindo para mim.

- De certo que sim! Agora se me dão licença, tenho que ir ao encontro da minha esposa. Já deve ter notado a minha ausência. – Disse e sai, quase explodindo de raiva e constrangimento com aquela saia justa no meio do meu casamento.
Comecei a andar pelo salão, a procura de minha noiva, e via toda aquela gente de nariz em pé me olhando com curiosidade. Mas mantinha uma postura altiva e não baixava a guarda para eles.

Encontrei Ness e fomos para a pista dançar mais um pouco. E mais uma vez percebi que estava muito infeliz. Mesmo assim, procurei não tocar no assunto e deixei as coisas rolarem naturalmente.
Cumprimos todo o protocolo, dançamos, fomos nos alimentar na mesa da família, cortamos o bolo e fizemos pose para as fotos. No final Renesmee jogou o buquê e depois foi se trocar para partirmos para La Push.

Quando nos demos conta da hora, já eram sete e vinte da noite e o dia do casamento já havia passado, mas os convidados não arredavam o pé do salão de festas, aproveitando a “melhor” comida e as melhores bebidas que se podia servir naquele tipo de ocasião. "Bando de morto de fome!!!"

Fiquei alguns minutos conversando com as minhas irmãs, dei algumas instruções para o período que ficariam sem mim, peguei a chave do carro e fui ao encontro da “minha esposa” no hall do hotel.

Ela se despediu da família e a minha sogra “narja cascacu” fez questão de me dar um recado antes de irmos.

- Cuida bem da minha filha. Isso não é um pedido, Jacob! Se a fizer sofrer, vai se ver comigo. – Fingiu me dar um breve abraço e se afastou, olhando-me com aquela cara de limão azedo.

- Cuidarei dela como se estivesse cuidando de você, minha sogrinha linda.- Respondi em tom sarcástico e ela franziu o cenho, enquanto me encarava com expressão preocupada.

- Cuide dela como se estivesse cuidando da sua vida. Do contrário não viverá muito para usufruir das vantagens de estar casado com uma Cullen.

- Certamente que sim! – Percebi que ela estava me ameaçando claramente, sem fazer questão de esconder as suas intenções. E eu, pela primeira vez, deixei que percebesse o meu cinismo. – Sempre se tem um jeito, quando se é esperto. – Afastei-me dela e caminhei em direção a Ness, peguei a sua mão e me despedi do resto da família.
- Bem pessoal!  Obrigado pela linda festa de casamento. Amei cada detalhe. – Acenei para eles e segui de mãos dadas com Ness para a porta do hotel. Esperamos o manobrista trazer o carro, entramos, liguei o rádio baixinho, ela colocou a cabeça em meu ombro e acabou adormecendo.


A viagem para La Push demorou cerca de duas horas de carro, em alta velocidade pelas pistas das estradas de Washington. E eu já sentia todo o nervoso consumir cada célula do meu corpo, que ardia com um desejo avassalador e me fazia imaginar aquele corpinho branquinho, lindo, perfeito e todo virginal a minha disposição. Sentia o meu “KA” pulsando nas minhas calças apertadas a cada minuto que se passava. Já não me agüentando mais com tanta ansiedade.

Chegamos a nossa casa, abri a porta da garagem com o controle remoto, entrei com o carro e estacionei. Percebi que as luzes do jardim estavam acesas, mas a casa estava toda escura.
Abri a porta do carro lentamente e sai. Dei a volta e abri a porta para Ness sair. Tirei o cinto de segurança, peguei a no colo gentilmente, depois fechei a porta e caminhei com ela para a porta.

- Jacob... – Sussurrou ao acordar assustada.
- Chegamos a nossa casa, Renesmee. – Disse com a voz fria, tentando não demonstrar as minhas emoções. Sabia que precisava me concentrar para começar a minha vingaça aquela noite e se me permitisse cair nos seus encantos, não conseguira fazer o que era preciso.

Abri a porta, entrei com ela em meus braços pela casa escura, fechei a porta, caminhei em direção as escadas e subi lentamente.

Caminhei pelo corredor até a porta do “seu” novo quarto e quando cheguei dentro, acendi a luz e a coloquei no chão.

- Bem, acho que agora podemos aproveitar a nossa noite. – Disse para ela, olhando para o seu corpo perfeito naquele lindo vestido rosa claro, que se moldava perfeitamente em suas curvas. Ela me olhou assustada e balançou a cabeça em sinal de negativo.
- Amor, hoje estou muito cansada e gostaria de apenas dormir. Podemos deixar as coisas para amanhã¿ - Pediu fazendo beicinho e senti uma irritação me dominar.

Por que essa vadizinha agora não quer transar¿ Quem pensa que é para me recusar na primeira noite de casados¿ Eu a ensinarei quem é que manda aqui.

- Amanhã¿ só pode está de sacanagem comigo, Renesmee. – Disse arqueando a sobrancelha. - Estou esperando ansioso por isso. E você me vem com essa¿ - Ela me olhou assustada e abaixou a cabeça.

- Desculpa, amor! Estou muito cansada mesmo e preciso tomar um bom banho e relaxar um pouco. Pode me entender¿ Só hoje... – Ergui seu rosto encarando seus olhos tristonhos e vi que havia dor em seu olhar. Sabia que tinha algo haver com o “Vi...dinho” do seu amigo. E isso me deu mais raiva e revolta ainda.

- Nem pensar! Você pode tomar um banho quente e relaxar se quiser. Eu também farei o mesmo em outro banheiro da casa. Mas quero a nossa noite hoje! Disso eu não abro mão!!! – Disse com a voz áspera e ela arregalou os olhos. Depois assentiu com a cabeça e caminhou em direção ao banheiro.

Fui para o banheiro do “meu” quarto, tirei as roupas, tomei um bom banho e depois coloquei o roupão que Becca havia deixado pronto para mim. Caminhei até o closet, abri uma das gavetas, peguei uma boxe branca e a vesti. Voltei para o banheiro, passei perfume, escovei os dentes, penteei os cabelos e voltei para o quarto da minha esposa.
Estava nervoso e não me agüentava de ansiedade para tomá-la em meus braços, fazendo a minha mulher de uma vez por todas. Pensar naquela “BO” apertadinha esperando por mim, já estava me roubando completamente a sanidade.
Cheguei ao quarto e as luzes estavam apagadas, só havia a claridade das luminárias de cabeceira da cama. Ela estava deitada e parecia adormecida. Sabia que não estava dormindo, afinal não havia dado tempo e mesmo que estivesse, eu a acordaria para tomar o que era “meu” por direito.

- Renesmee!  - Chamei a primeira vez. – Renesmee!  - Chamei a segunda. – Renesmee! – Já estava quase gritando na terceira, quando ela se virou e ficou me olhando. – Ergui as minhas mãos e a chamei. Vi que fez um leve movimento sobre a cama e começou a se movimentar.

- Jacob, amor... – Tentou falar assim que chegou até mim, mas coloquei o dedo sobre os seus lábios. – Abri o meu roupão e o deixei cair sobre o chão. Ela não dizia nada e parecia muito assustada.

- Hoje não! Não quero conversar sobre nada, neném... Só quero você. – Puxei a pela cintura, reduzindo o espaço entre os nossos corpos, depois segurei a sua cabeça com as duas mãos e a tomei em um beijo avassalador. Comecei a chupar os seus lábios de forma bruta, enquanto ela tentava se afastar. Depois desci até o seu pescoço e comecei a chupar muito forte.

- Assim não, Jacob. – Tentou me empurrar, mas como sou mais forte a segurei com força e continuei a chupar o seu pescoço, levei a mão até a sua bunda e a puxei, pressionando a contra o meu “KA”.

- Será do jeito que eu quero. Você é minha mulher e eu a quero hoje. Quero toda para mim hoje. Entendeu¿ Não tente lutar que será pior para você. – Comecei a rasgar sua linda camisola de seda, que ia até a altura do tornozelo e ela me olhava com os olhos arregalados.

- Jacob, você está me deixando com medo. – Sussurrou com os olhos cheios de lágrimas.

- Você quer parar de negar o que é meu e tentar aproveitar também, neném?! Se relaxar, será proveitoso para você também. – Joguei-a sobre a cama e a deixei nua, comecei a beijar o seu corpo, alternando entre beijos e chupões muito fortes. Levei a minha mão ao seu clitóris e comecei a estimulá-lo, sentindo-o ficar todo molhadinho. Peguei o dedo lambuzado e levei a boca. Gemi com o gosto maravilhoso do seu sexo. Voltei a estimulá-la e percebi que gemia com o prazer que aquilo lhe proporcionava. Levei os lábios até os bicos dos seios e comecei a chupar forte. Ouvi um gemido de dor e senti suas mãos puxarem os meus cabelos.

- Amor, tá machucando... – Praticamente implorou ao dizer aquilo.
- Fecha os olhos, relaxa e goza! Se continuar a lutar contra isso será pior e vai se machucar. – Estava praticamente gritando com ela, com raiva da impertinência que toda hora me interrompia.

- Não quero, amor... to com medo.

- Mas que “KA” neném! Eu to explodindo de tesão e você fica choramingando! Fica calada! – Disse rispidamente e vi seus olhos demonstrarem pavor naquele momento. Senti um aperto no meu coração e parte de mim quis parar com aquilo. Tive vontade de chorar ao perceber que ela estava com medo de mim. Mas a minha parte animal queria pulsar dentro dela e não me permitia parar. Tirei a minha boxe, e deixei que visse o tamanho do meu tesão pulsando. Ela fechou os olhos e virou o rosto para o lado. Então abri as suas pernas e me encaixei entre elas. Posicionei o meu “KA” na entrada da sua vagina e comecei a introduzir.

Quando senti o primeiro contato dos nossos corpos, senti um prazer tão grande que acabei perdendo completamente o controle e comecei a penetrar rápido, sem pensar na dor que aquilo poderia estar lhe causando. Era uma sensação surreal sentir a entrada tão apertadinha, tentando impedir a entrada do meu “KA” e aquilo só me fazia mover cada vez mais rápido dentro dela.
- WOOOWWW PQP QUE PRAZER FDP! “KA” TU É MUITO GOSTOSA

- AHHHHHH! NÃOOOO!!! HUMMMMM!! SHHHHHHHHHHHHAAAAAAA!

- NÃO GRITA NENÉM! NÃO GRITA! “KA” TÁ GOSTOSO DEMAIS! – Eu a estocava cada vez mais rápido, meus olhos estavam fechados para não a olhar nos olhos, mas dentro de mim sabia que fazia uma cara de dor ao ouvir os gritos de pavor dela. Ela chorava e pedia para parar, mas eu não conseguia parar... Era gostoso demais e não dava para parar.

- NÃOOOO!!! AHHHHHH RARARAA!! PARA!! PARA!!! AHHHH

Depois de estoca-la com muito vontade e aproveitar todo o prazer que aquilo me proporcionava, mesmo com os seus gritos, senti os espasmos no meu corpo e todo o meu gozo sendo jorrado para dentro do seu corpo.

Deixei meu corpo cair cansado sobre o dela e finalmente abri os olhos. Foi então que levei o maior choque desde o dia em que a vi pela primeira vez. Vi seus olhos arregalados, olhando para o teto, eles estavam vermelhos pelas lágrimas. Não só os olhos, mas o seu rosto, o seu pescoço, os seus braços e todo o seu corpo possuíam marcas vermelhas e roxas causadas pela forma truculenta como a peguei.

Quis morrer naquele momento, sentindo uma dor tão forte que me deixou sem ar. Limpei o seu rosto e depois sai do seu corpo. Coloquei a deitada sobre o meu peito e não conseguia dizer completamente nada. Estava arrependido, envergonhado e sofria com o que havia feito.
Nunca havia pensado que fazê-la sofrer pudesse me causar tanta dor. Mas começava a sentir na carne o resultado da minha vingança e pela primeira vez tive medo do futuro que teríamos juntos. Sabia que magoá-la mais seria como enfiar uma adaga em meu coração, mas mesmo assim não conseguia desistir dos motivos que me levaram aquela vingança.

Não conseguia falar nada, mal respirava ou me movia de tão incomodado que estava com as minhas atitudes. Precisava sair dali e chorar para colocar toda aquela dor para fora... Já não suportava mais aquele desespero me consumir. Levantei da cama lentamente, caminhei até a sua beira, coloquei a minha boxe.

- Amor, aonde você vai¿ Está precisando de alguma coisa¿ Posso ir buscar para você¿ - Apesar de ter sido um monstro com ela, praticamente a violentando na nossa primeira noite, tinha uma voz suave e falava comigo com muito carinho. Aquilo foi um tapa na minha cara, porque esperava que no mínimo gritasse comigo e brigasse depois do acontecido. Mas ela não fez... Ela continuava a me amar, mesmo sendo aquele monstro terrível e aquilo me doía muito.

- Vou para o meu quarto. – Respirei fundo, tentando encontrar as minhas ultimas forças para dizer o que precisava. Se continuasse ali, certamente choraria em sua frente e confessaria todos os meus pegados.

Você não pode fazer isso, Jacob! Não pode dizer a verdade! Precisa ser forte e fazer o que for preciso para destruí-la e depois que conseguir isso... Depois pode morrer em paz.

- Seu quarto¿ Como... como... – Ela começou a gaguejar, completamente atônita com as minhas palavras e vi que estava mais apavorada do que nos minutos anteriores, em que a impus a um violento sofrimento físico.

- Eu preciso de privacidade, Ness.  O contrato nupcial que o seu avô nos obrigou a assinar dizia que teria que ficar pelo menos dois anos casado com você. Mas ele não estipulava que tinha que dividir o mesmo quarto. -  Coloquei a minha velha máscara e dei um sorriso sarcástico para ela. Vi toda dor em seus olhos cheios de lágrimas. Ela estava completamente arrasada e depois da brutalidade que havia cometido, ainda destruía todas as suas ilusões. Mais uma vez a dor me atingiu e tive que me conter para não colocar tudo a perder.

Me perdoa, neném! Odeio ter que fazer isso, mas é necessário. Talvez um dia entenda as minhas atitudes. Não espero que aceite, mas que ao menos me entenda.

- Como...Como... Assim¿ - Ela sentou na cama, abraçou os joelhos e começou a chorar muito. Minhas pernas ficaram trêmulas, aliás meu corpo todo ficou trêmulo, tive vontade de correr até lá e tomá-la em meus braços. Era uma dor tão grande que estava ferindo a nós dois. Quis gritar e dizer ao meu pai que ele estava errado. Mas a “PO” da minha consciência me trouxe as ultimas recordações do meu pai morrendo... Os Cullens! Os Cullens!

Por quê¿ Inferno! Por que você tinha que ser uma Cullen¿ Por quê¿ Eu só queria te amar em paz, sem nenhum fantasma entre nós! Por quê¿ Ness me perdoa! Por favor me perdoa!!! AHHHHH!!!

- Você assinou um papel, assim como eu. Nele dizia que nós teríamos que permanecer casados dois anos e respeitar o nosso casamento. Se um dos dois desistisse antes do prazo, o outro ficaria com todos os bens do casal. – Comecei a rir de nervoso, quando a minha vontade era de gritar, de colocar tudo para fora e lhe contar a verdade. Dizer que a amava e que não queria me vingar. Mas não conseguia... não podia... simplesmente não podia. – Dois anos para mim são moleza, neném. Ainda vou usufruir muito nesse período.  Mas o fato é que o contrato pré-nupcial não dizia que tinha que dividir o mesmo quarto com você e nem quantas vezes precisava te “FU”. – Tive uma crise de riso e parecia um bêbado naquele momento, enquanto a via se derramando em lágrimas, sem acreditar que aquele era o homem que amava.

- Se você for boazinha, neném, vai me ter muitas e muitas noites. “FU...rei” gostosinho com você e a ensinarei muito sobre prazer. Mas tem que ser uma esposa obediente e fazer tudo o que o mestre mandar. Será muito bem recompensada com isso, neném. Agora deixe-me ir para o meu quarto. Preciso de privacidade para ter um bom sono. Não dá para dormir com uma garota pegajosa agarrada a mim. – Consegui reunir as minhas últimas forças, saindo do quarto batendo a porta. Depois que a fechei, coloquei meu ouvido sobre ela e fiquei ouvindo o seu choro. Senti meu corpo inteiro doer e cai de joelhos diante da porta do quarto. Abracei os meus joelhos, encostei a cabeça sobre eles e comecei a chorar de forma desesperada. Era a primeira vez desde a morte do meu pai que chorava daquela forma. A dor que sentia era tão grande que me roubava completamente as forças. Não conseguia me levantar e sair daquela posição.

Eu só queria te amar, Ness... Só queria te amar pra sempre... Mas eu não posso! Simplesmente não posso te amar sem te fazer sofrer... Me perdoa, neném! Por favor me perdoa.


Miss you Love
E eu sinto sua falta, amor

Millionaire say
Got a big shot deal
And thrown it all away but
But I'm not too sure
How I'm supposed to feel
Or what I'm supposed to say
But I'm not, not sure,
Not too sure how it feels
To handle every day
And I miss you love

O milionário diz que
conseguiu um grande negócio
E jogou tudo pro alto, mas
Mas eu não tenho muita certeza
Como eu devo me sentir
Ou o que eu devo dizer
Mas eu não tenho, não tenho certeza
Não tenho muita certeza de como é
Lidar com isso todo dia
E eu sinto sua falta, amor

Make room for the prey
'Cause I'm coming in
With what I wanna say but
It's gonna hurt
And I love the pain
A breeding ground for hate but...

Abra caminho para a vítima
Pois estou entrando
Com o que eu quero dizer mas
Isso vai doer
E eu adoro a dor
Um solo produtivo para o ódio mas...

I'm not, not sure,
Not too sure how it feels
To handle everyday
Like the one that just past
In the crowds of all the people

Eu não tenho, não tenho certeza
Não tenho muita certeza de como é
Lidar com isso todo dia
Como aquele que apenas passa
No meio de uma multidão

Remember today
I've no respect for you
And I miss you love
And I miss you love

Lembre-se de hoje
Eu não tive respeito por você
E eu sinto sua falta, amor
E eu sinto sua falta, amor...

I love the way you love
But I hate the way
I'm supposed to love you back

Eu amo o modo como você ama
Mas eu odeio o modo
Como devo te amar

It's just a fad
Part of the, teen, teenage angst brigade and
I'm not, not sure,
Not too sure how it feels
To handle everyday
Like the one that just past
In the crowds of all the people

É apenas um capricho
Parte da brigada da angústia da adolescência
Eu não tenho, não tenho certeza
Não tenho muita certeza de como é
Lidar com isso todo dia
Como aquele que apenas passa
No meio de uma multidão

Remember today
I've no respect for you
And I miss you love
And I miss you love

Lembre-se de hoje
Eu não tenho nenhum respeito por você
E eu sinto sua falta, amor
E eu sinto sua falta, amor

Remember today
I've no respect for you
And I miss you love
And I miss you love

Lembre-se de hoje
Eu não tenho nenhum respeito por você
E eu sinto sua falta, amor
E eu sinto sua falta, amor

I love the way you love
But I hate the way
I'm supposed to love you back

Eu amo o modo como você ama
Mas eu odeio o modo
Como devo te amar