segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Capítulo 4 – Confissões




Seus braços quentes, musculosos e ao mesmo tempo carinhosos me envolviam, fazendo-me sentir sensações estranhas de felicidade e alegria em meu corpo. Era esquisito pensar que havia perdido o namorado há dois meses e estava sendo consolada nos braços do seu irmão. E inevitável a comparação dos sentimentos que habitavam o meu coração. Parecia que havia uma estranha conexão entre nós e não conseguia entender bem o motivo.



Como a pessoa pode sentir conforto em uma situação como essa¿ Era o que pensava a todo momento, sentindo as caricias e Jacob em meus cabelos, o seu abraço gostoso, uma sensação de paz que pouco a pouco substituía aquela dor.



Ficamos calados por uns instantes e logo Jacob quebrou o silêncio, que deixava o clima ainda mais atordoante para mim.



- Você ficará bem, Ness. – Segurou o meu queixo e começou a erguer lentamente a minha cabeça. Vi os seus profundos olhos negros me fitarem com inquietação. Era um misto de dor e de algo que ainda não conseguia decifrar. O fato era que ele me olhava como se estivesse vendo a minha alma e falava sabiamente, como se fosse bem mais velho do que era. – Você é nova e esse foi o seu primeiro amor, mas posso lhe garantir que não será o último. Ainda se sentirá atraída por muitos caras, dará muitos beijos, terá muitas brigas e também chorará muito com as desilusões. E quando encontrar o homem da sua vida, verá que as experiências valeram apena para te fazer crescer. As lembranças sempre te acompanharam e cada tropeço que der, será um novo aprendizado, tornando você mais resistente aos embates da vida. – Seus olhos brilhavam tanto, que me perdi completamente e o que ele falava parecia sair por um ouvido e entrar por outro. Não conseguia me concentrar nas palavras, com ele me olhando daquele jeito tão estranho. – Pode acreditar no que digo, meu anjo... a dor vai passar e você crescerá. – Fechou os olhos e beijou a minha testa de forma tão terna. Depois se afastou de mim, fazendo me sentir falta do seu calor. – Vou pegar frutas para comermos... Já volto! – Levantou-se da cama e saiu, deixando me completamente atordoada com aquela situação.



Sentia meu coração bater em um novo compasso. Uma ansiedade me dominava, tinha vontade de ficar grudada em Jacob e já havia me esquecido completamente o motivo de está ali... Era só nele que pensava... Só nele!



O tempo que permaneceu fora parecia uma eternidade. Peguei o travesseiro e coloquei sobre a face para sentir o seu cheiro. Um cheiro bom, forte e muito marcante que me lembrava madeira. Tive a estranha idéia de tentar descobrir o seu perfume. Afinal aquele cheiro ficaria marcado em minha memória e se pudesse compraria um vidro só para sentir o seu cheiro.



A porta se abriu e instintivamente joguei o travesseiro na cama. Jacob entrou com uma bandeja e me olhou intrigado com o meu estado, ainda catatônico, não sei descrever. Apenas que fiquei completamente estranha e imaginava as caras e boca da azeda da Bella de Crepúsculo.



Caminhou até a cama e colocou a bandeja sobre ela. Ficou me olhando em silêncio e apontou a bandeja com frutas antes de pegar um pedaço de manga, com um garfo, e levar a boca, colocando-a de forma sensual. Começou a mastigar lentamente e ao invés de me concentrar nos alimentos, fiquei paralisada observando como movia o maxilar... Devo confessar que era a coisa mais linda do mundo.



Foi impossível não tecer qualquer tipo de comparação com Seth, apesar de não ter intenção de fazê-lo. Mas apesar de quase idênticos, porque já começava a notar as poucas distinções no rosto e no corpo, eram muito diferentes no agir.



Seth teria colocado a fruta toda de uma vez e comeria com pressa, movendo o maxilar de forma rápida e tentando manter a conversa quando comia. Já Jacob era mais calmo e fazia tudo de forma mais tranqüila. Tinha uma sutileza nos gestos, no falar, movimentar e nas expressões faciais, enquanto Seth era mais agitado e fazia tudo de forma precipitava.



Observar Jacob me fazia notar que as diferenças eram evidentes e me deixavam ainda mais fascinada para descobrir mais sobre ele e no que teria de distinto em relação ao irmão.



- Não vai comer¿ - Perguntou me encarando depois de mastigar a sua fruta. – Será uma vergonha eu ter que fazer aviãzinho para você. Não acha¿ - Deu um ligeiro sorriso, tirando me do transe e que me encontrava. Só balancei a cabeça em sinal de negativo. E como não se deu por vencido, pegou dois pedacinhos pequenos de banana, espetando o garfo calmamente, levou até a minha boca e fiquei aturdida com aquele gesto, que demonstrava que realmente se preocupava comigo. Ainda sem conseguir falar nada, abri a boca e permiti que colocasse a banana em minha boca, depois fechei e comecei a mastigar lentamente, enquanto ele pegava outro pedaço de fruta para comer.



- Desculpa... – Consegui sussurrar depois que terminei de mastigar.



- Pensei que seria um eterno monólogo. Você parece mal com a minha presença. – Disse com tom triste. – Se quiser podemos ver as fotos e o restante dos objetos outro dia. Não quero que me veja como um fantasma e que fique me olhando dessa forma. Está começando a me preocupar. – Completou o seu pensamente e depois levou o garfo novamente para pegar mais fruta. Fez um sinal para que eu continuasse a comer, mas tinha que dizer algo. Não podia continuar agir como uma doida.



- Desculpa, Jacob... – Mordi os lábios e abaixei a cabeça. – É que isso tudo é muito estranho e preciso me acostumar. Não queria lhe deixar constrangido... Não mesmo. – Falei observando ele mastigar calmamente, enquanto me observava de forma analítica, parecendo ponderar as suas palavras para não me magoar.



- É estranho para mim, Nesss. Eu a vejo me olhando como um fantasma e me sinto estranho. Gostaria muito que de amenizar esse clima entre nós. No entanto, apesar de me sentir mal, entendo que precisa de um tempo. O problema é que em alguns dias terei que voltar para Pearl Harbor e quando isso acontecer, ficará ainda mais difícil conhecer a vida do meu irmão. – Havia um pesar tão grande em sua voz, que chegava a cortar o meu coração. – É uma necessidade que tenho antes de continuar a minha vida. Entende¿



- Eu entendo, Jacob. – Disse com um tom mais razoável, considerando o meu estado de leseira. – É que, por mais que tente, é difícil não fazer comparações entre vocês dois. Entende¿ Vocês são tão parecidos e ao mesmo tempo diferentes. Isso me assusta um pouco.



- Eu sei, querida! Não queria forçar a barra com você. Entendo o momento que está vivendo e quero que saiba que compartilho a sua dor. Só não fique se culpando por algo que não está sobre o seu controle. Deus sabe de todas as coisas e se a hora dele não houvesse chegado, estaria aqui agora com você e não eu. Não temos o controle sobre o nosso destino. Você acredita em destino¿ - Passou a mão delicadamente na minha bochecha e ficou olhando no fundo dos meus olhos.

- Acredito! – Respondei sentindo o meu estomago se revirar e as minhas bochechas queimarem de nervoso. Era tão estranho a forma como ele mexia comigo, deixando me constrangida e ao mesmo tempo me fazendo querer o conforto dos seus braços me envolvendo. Era como se eu o conhecesse há vida inteira... Como se estivéssemos conectados.



- Então pare de se martirizar, menina! Viva cada dia como se ele fosse único. Aprendi que a vida vale muito e a valorizar cada momento dela. Sou muito novo, mas no pouco tempo na marinha vi e vivi muita coisa. – Começou a rir de forma engraçada. – Deve me achar um velho. – Balançou a cabeça em sinal de negativo.



- Não! Eu não acho. Pelo contrário, Jacob, você parece ter uma sabedoria muito grande para a sua idade. Como consegue¿ Você já terminou o colegial e tem uma carreira na marinha... Não entendo! – Fiquei observando a sua face mudar, a rigidez da sua face dá lugar a uma expressão tranqüila, o sorriso mais lindo se formou em seu rosto. Senti uma felicidade estranha ao ver o sorriso espontâneo, os dentes branquinhos, a covinha do queixo ficar mais evidente, as maçãs do rosto mais acentuada... Eu me perdi em seu sorriso e me esqueci de respirar.



- Sempre fui muito inteligente e autodidata. Por isso os professores me adiantaram na classe quando era bem pequeno. Era o mais novo nas classes em que estudei. Os alunos mais velhos me sacaneavam e cheguei até a sofrer buling. Mas como filho de militar linha dura, acabavam não pegando tanto to meu pé. Aprendi as coisas muito cedo, considerando as pessoas com quem me relacionava. Sempre tive tudo, apesar de me faltar amor. Mas não queria depender do meu pai e com treze anos comecei a trabalhar em uma oficina, ajudando os oficiais que cuidavam os carros e jipes do ato escalão. Assim fui guardando dinheiro cedo, aprendi o significado do dinheiro, que o casamento muitas das vezes não dá certo porque as mulheres são chatas e os homens intolerantes. Aprendi que os homens não sabem dá valor as suas mulheres, que não sabem lidar com os filhos e que muitas família vivem conflitos por falta de tolerância.



- Nossa, Jacob! - Ele ria engraçado.



- Onde trabalhava era um verdadeiro confessionário. Todo o tipo de conversa era falada abertamente. Foi assim que aprendi sobre as mulheres, foi assim que aprendi a ser homem, observando a vida dos outros e tentando entender como as pessoas têm as cabeças duras, não sabem perdoar, pedir desculpas e muitas vezes não conseguem dizer “eu te amo”. Acho que isso foi o que destruiu o casamento de alguns dos meus amigos. Cheguei até a dá conselhos, mas de nada adiantou.



- E o seu pai¿ Vocês não conversavam¿ - Perguntei curiosa.



- Nunca conseguimos manter um diálogo aberto. Sempre foi indulgente e quis impor a sua opinião. Mas aprendi muito cedo que deveria impor a minha opinião. E assim que terminei o colegial, comecei na marinha e sai de casa. Era difícil pedir conselhos ou falar sobre coisas como garotas. – Pegou um pedaço de abacaxi com o garfo e levou até a minha boca. Eu a abri e deixei que me alimentasse enquanto contava as suas histórias. – Comecei a namorar cedo, mas saímos da base para arrumar garotas fora da base. Normalmente eram filhas dos oficiais e tinham medo dos pais. Por isso fugíamos para longa para namorar e assim comecei a minha vida sexual... – Engasguei quando ele tocou no assunto.



- Desculpa, Jacob...



- Não quer saber sobre isso¿ - Perguntou me encarnando, percebendo o meu desconforto.



- Sim... continua, por favor! – Pedi gentilmente.



- Vou dizer que já namorei muito e me meti em muitas encrencas por casa das garotas. Mas depois de um tempo sosseguei e tentei me concentrar nos meus estudos. E quando passei da fase do treinamento e comecei a embarcar para viagens, fiquei sem muito tempo para pensar em garotas. – Hesitou por um momento e pareceu constrangido. – Na verdade já tem um tempo que não namoro ninguém.



- E como é no mar¿ Como são as viagens¿ O que fazem¿ Você gosta disso¿ - Estava fascinada e queria saber mais sobre ele. Precisava conhecer a sua vida, seus hábitos, sua história e o olhava com uma admiração tão grande, que deixava transparecer o meu fascínio. Era impossível não o olhar com encantamento... Simplesmente impossível.



- No início era bem entediante, chato e cansativo. Porque ficávamos na base fazendo exercícios super cansativos, a rotina não era nada fácil, sofríamos humilhações e logo de cara precisávamos provar ser bons e agüentar o tranco. Eu ficava cansado, entediado e aborrecido com tantos exercícios e estudos sobre normas de comportamento e regras de navegação, nas aulas que tínhamos. – Começou a rir. – Passei por situações bem engraçadas e complicadas ao mesmo tempo. Depois dos primeiro seis meses, fui me acostumando com tudo aquilo, as coisas continuavam chatas, mas já estávamos aprendendo a lidar com armamentos e estudando estratégias de combate. Um ano de ralação bem complicado, fui para a minha primeira viagem em um porta aviões e fiquei lá por quatro meses.



- Quatro meses¿ Como agüentou¿



- Dependendo da missão, ficávamos até mais tempo e eu morria de inveja dos pilotos dos caças. Afinal aquele era o meu sonho e pelo meu problema de visão não fui aceito. Mas me sentia útil em trabalhar na maquinaria e ser útil de alguma fora. Participei de algumas missões no oriente.



- Chegou a participar de algum combate¿ - Perguntei franzindo o cenho. Ele pegou outro pedaço de fruta e levou a minha boca.



- Infelizmente não! Normalmente os pilotos de caça fazem o reconhecimento do espaço aéreo e só entram em confronto em situações que exijam muito. Com o fim da guerra fria, os governos têm mais cautelas e evitam o confronto direto. Só ficamos no nosso limite territorial, eventualmente nos envolvemos em algum tipo de missão de paz e damos cobertura aos nossos aliados. Mas nunca participei ativamente de um confronto... Infelizmente.



- Infelizmente¿ - Perguntei franzindo o cenho e ele pareceu se divertir com a minha indignação.



- Ness, ficar em alto mar, sem nenhuma agitação, diversão, mulheres e com muitos homens é entediante. Você não imagina o quanto! Passamos o tempo lendo, ouvindo música, estudando e muitos jogam vídeo game ou cantam em Karaokê. Não temos muitas diversões em alto mar e é preciso inventar para passar o tempo



- Imagino!



- Depois eu falo mais sobre a minha vida. Agora me mostra as fotos e as coisas que trouxe. – Peguei a mochila, abri e espalhei tudo sobre a cama. Depois começamos a abrir os álbuns de retratos e comecei a mostrar as fotos.



- Essa aqui. – Disse apontando para uma foto onde aparecia nas costas do Seth. – Foi no primeiro verão que passamos juntos. – Seth estava gargalhando na foto e eu pendurada no pescoço dele. Jacob virou a página e na outra Seth fazia uma careta, e ele riu achando graça.



- Ele parecia bem divertido. – Começou virando a página e viu outra dele tocando violão. Continuou a passas as páginas, enquanto olhava atentamente cada foto e ria com o jeito engraçado do irmão.



Ficamos um bom tempo vendo várias fotos e Jacob parecia maravilhado ao ver como o irmão fora feliz. Sorria lindamente e às vezes franzia o cenho e mudava as expressões. Fiquei observando cada mudança em seu rosto no tempo que via as fotos.



- E essa aqui¿ - Apontou para uma foto em que Seth e eu estávamos deitados em um saco de dormir e Embry, para sacanear, tirou a foto.



- Esse foi um acampamento que fizemos com nossos amigos. Naquele dia Embry queria curtir comigo, que sempre ficava muito tímida, resolveu tirar a foto. Quando vi quase o matei, mas depois achei graça a sua infantilidade e resolvi não apagar. – Jacob parecia pensativo, como se estivesse formando um filme em sua mente e como sempre, com pequenos movimentos sutis, mudava as expressões faciais, mudando de sério para alegre em um piscar de olhos.



- Vocês eram bem íntimos. – Foi mais uma afirmação do que uma pergunta. Vi que ficou sério olhando a foto e depois viro a página. Tentei imaginar o que pensava, mas era completamente indecifrável os seus pensamentos.



- Sim! – Abaixei a cabeça envergonhada, ele segurou o meu queixo e a ergueu. – Ele foi meu primeiro namorado, vivemos muitos momentos, fizemos planos juntos, o nosso maior projeto era casar, mas...



- Você não precisa ficar envergonhada comigo, Ness. Não sou um tolo para achar que você é uma donzela e vocês só ficavam e beijos e abraços. – Franziu o cenho, juntando as sobrancelhas e mordeu os lábios.



- Mas as coisas eram complicadas para Seth, porque ele se sentia inferior e achava que nunca estaria a minha altura. – Comecei a abrir o meu coração e Jacob me observava com muito interesse. Segurou a minha mão carinhosamente e começou a fazer leves carícias, deixando o meu corpo inteiro estremecido. Era absurdamente extasiante o que sentia com os seus toques. Ficava completamente enfeitiçada com eles e queria sempre mais. – Ele era um atleta, era popular, às vezes infantil e tinhas suas limitações. Não era um CDF, mas fazia o possível para me acompanhar. As coisas se complicaram porque a sua mãe perdeu o emprego que tinha no hotel em Port Angeles. Assim teve que trabalhar em casa de família. Seth se sentia mal por não ajudar e ficava com vergonha de pedir dinheiro. E para saímos era muito complicado, porque ele não queria depender de mim. E ficava sempre se martirizando por ser pouca coisa para mim. Abandonou o time e começou a trabalhar meio período em uma oficina. Mesmo assim ganhava pouco e sempre dizia que eu merecia coisa melhor. Por isso brigamos muitas vezes.



- É complicado para um homem não ter dinheiro nem para um hotel... – Jacob balançou a cabeça em sinal de negativo, quando percebeu o meu constrangimento. – Desculpa... Mas eu entendo bem o meu irmão, Ness... Como entendo! - Sentia minhas bochechas queimando de vergonha e sabia que estava vermelha. Jacob levou a mão até lá e fez um leve afago. Abaixei a cabeça e me calei. – Não queria te constranger. Às vezes sou direto demais. Pode me desculpar¿ - Perguntou erguendo o meu queixo.



- É claro! Só quero que entenda como eram as coisas... Bem complicadas! – Retruquei.



- E faculdade¿ Ele se inscreveu para alguma¿ - Continuava curioso e me olhava como se fosse quebrar a qualquer momento. Sentia-me ridícula pela forma de encarar as coisas. Mas não conseguia evitar as minhas emoções.



- Ele não queria ir. Esse foi um dos motivos de achar que não era bom para mim. Dizia que precisava ajudar a mãe e que a faculdade sairia muito cara. Não tinha como manter os custos e ajudar a mãe. Nós duas conversamos muito com ele e até consegui que preenchesse alguns formulários de inscrição. Meus pais me deram um apartamento mobilhado em Seattle e combinamos de morar juntos quando foi aceito pela Universidade de Washington. Começamos a decorar o apartamento com nosso toque e tínhamos muitos planos para o futuro.



- E seus pais¿ Aceitaram isso¿ - Perguntou intrigado.



- De início reclamaram muito e não gostaram da idéia de eu morar com o meu namorado. Mas prometemos nos casar logo que terminássemos a faculdade e já iríamos oficializar o noivado.

Seth já havía comprado as nossas alianças e já estávamos até usando. Quando ele morreu, ela me fazia sofrer muito e com muito custo, porque todos falavam, resolvi guardar o símbolo do nosso compromisso. – Comecei a chorar ao me lembrar do acidente e senti a culpa me corroer mais uma vez. Jacob me puxou para si e me abraçou forte. Começou a beijar a minha cabeça e foi descendo os beijos pela minha testa, chegando a minha bochecha. Nossos olhos se cruzaram por um momento e vi que estava visivelmente emocionado com tudo aquilo. Fechou os olhos e senti seu rosto tão próximo que era possível sentir a sua respiração. Também fechei os meus olhos e senti os lábios tocaremos meus.



Senti os lábios macios e aveludados moverem sobre os meus. Um calor começou a emanar de meu corpo com aqueles movimentos. Nos abraçamos forte e me entreguei ao seu beijo sem nenhuma restrição, sentindo os movimentos quentes de seus lábios, misturados as lágrimas salgadas que rolaram pelo meu rosto. Inclinei a cabeça lentamente e sua língua pediu passagem em minha boca.



Seus movimentos lentos e sinuosos me fizeram esquecer tudo. Naquele momento só havíamos nós dois e nenhum tipo de dor poderia me ferir. Era incrível como ele me fazia sentir mais viva e mais plena, como seus beijos tinham o dom de me acalmar e fazer esquecer toda a dor reprimida em meu coração. Enquanto nos beijávamos, sentia os suaves movimentos de suas mãos em minha pele, tocando o meu pescoço com uma mão e o braço com a outra.



Jacob intensificou o nosso beijo, aumentando os movimentos de sua língua, passou as mãos em meus cabelos, prendendo a minha cabeça com os seus dedos. Gemi espontaneamente em sua boca, sentindo um prazer tão surreal me consumir naquele momento. Escutando um barulho e a sua mãe o chamou, quebrando completamente o nosso clima.



- Jacob¿



Ficamos nos olhando por longos segundos, estávamos ofegantes e sabia que era necessário disfarçar o que havia acontecido. Jacob se afastou de mim e quanto sua mãe entrou no quarto, estava encostado na cama, mexendo no álbum de foto.



Ela sorriu e me cumprimentou. E me senti feliz por ver que dona Sarah havia encontrado uma razão para continuar a viver depois de tanta dor.



- Ness! Como você está, querida¿ - Perguntou caminhando em minha direção. Eu me levantei e sorri para ela.



- Bem, dona Sarah! – Respondi – E a senhora¿ - Ela me envolveu em um abraço materno e percebi que estava emocionada por me ver em sua casa mais uma vez. Era estranho olhar para ela e perceber que estava revivendo os momentos em que me encontrava com Seth no quarto.



- Vim preparar almoço para você, filho. – Disse para Jacob, olhando o com encantamento nos olhos.



- Não precisava, mãe! Eu me arrumo por aqui... Vou levar Ness para comer fora. – Jacob se levantou, caminhou até ela, abraçou ternamente e depois a beijou.



- Tudo bem, filho! E vocês estão se dando bem¿ - Olhou para nos dois, como se soubesse de algo. Parecia saber que estávamos nos envolvendo e tinha um olhar estranho em sua face. Fiquei constrangida com a situação, mas dona Sarah sorriu, saiu dos braços de Jacob e depois me deu um beijo na testa.



- Tenta ficar bem, querida... A vida continua! – Ela sabia... Sim sabia que estávamos envolvidos e parecia aprovar a situação. Senti o rubor em minha pele novamente e abaixei a cabeça. – E você cuida bem dela, filho. – Disse e saiu do quarto, deixando-nos a sós. Coloquei as duas mãos sobre o rosto. Queria sair correndo, enfiar a cabeça em um buraco para esconder a minha vergonha. Jacob me abraçou, aconchegando a minha cabeça em seu peito e depois a beijou.



- Ele morreu, mas a sua vida continua, meu anjo. – Disse com a voz que mais parecia uma canção. Novamente as estranhas sensações começaram a me dominar e me sentia completamente perdida.



Ficamos em silêncio por um tempo, até que ele quebrou o silêncio.



- Vamos dá um passeio¿ - Perguntou segurando o meu rosto com as duas mãos, enquanto me olhava nos olhos, parecia ler a minha alma, e me deixava completamente envergonhada. – Você precisa respirar ar puro. Quando voltarmos continuamos com as fotos. – Completou.



- Quero te levar a um lugar especial... Preciso compartilhar algo com você. – Respondi e ele abriu um lindo sorriso. Vi tudo se iluminar naquele momento, como se o sol voltasse a me iluminar e, aquecendo os meus dias frios.



Lentamente ele aproximou o seu rosto do meu, colou as nossas testas e ficou me olhando daquela forma. – Quero compartilhar tudo com você, meu anjo. – Fechou os olhos e foi aproximando os lábios dos meus. Meu corpo começou a formigar e as emoções voltaram a fazer uma festa em cada célula que gritava por ele.
Capítulo 14

—Vai. Não negue outra vez.

Renesmee olhou a seu marido, Tinha visto os preparativos, apesar dos intentos do Jacob de dissimulá-los e mantê-la confinada em seu quarto. Girou ligeiramente sobre os almofadões que Jacob lhe tinha posto detrás das costas e o olhou fixamente, desafiando-o em silêncio. Queria saber se agora se atreveria a mentir. Jacob tinha conseguido evitar o tema, às vezes inclusive conseguiu evitá-la a ela, mas Renesmee decidiu que não podia seguir tolerando aquela irritante e ridícula situação.
O homem suspirou e se sentou no bordo da cama. Embora fosse consciente da covardia de sua atitude, considerava preferível que ela não se inteirasse de seus planos até que estivesse a ponto de partir. Não queria mentir, mas o instinto lhe dizia que não devia que confessar por que tinha que partir. Quando retornasse vitorioso, com as recompensas que desejava, as explicações seriam mais singelas e os aborrecimentos durariam menos.

—Não queria preocupar-se.

—E não te ocorreu pensar que todo este sigilo me faria pensar e me preocupar muito mais?

—Tinha a esperança de que não te desse conta de nada.

—Comecei a me dar conta de que algo estava errado depois  que Edward partiu. É difícil não dar-se conta de que você e seus homens preparando-se para ir à guerra. Porque isso é o que estão fazendo, não é? Vai para guerra?
—Sim, não é fácil negar-se a uma petição do rei. —«Especialmente-refletiu Jacob em silêncio-quando um se ofereceu voluntariamente».

—Mais porque não negar? Relate para ele a minha situação?

Renesmee sabia no fundo que Jacob não era capaz de pedir ao rei que lhe relevasse da obrigação de combater. Se o rei tinha solicitado seus serviços, ele cumpriria obedientemente com a solicitude, por seu elevado sentido da honra. Renesmee era consciente de que o rei sabia muito bem.

—Não, não posso pedir tal coisa. Requerem-se com urgência homens aptos para lutar.

Jacob não queria confessar sua mulher ele sabia que invocar a necessidade do rei e do país era a única maneira de obter que Renesmee aceitasse sua partida, embora fora de muito má vontade. Nunca lhe pediria que deixasse de cumprir suas obrigações de cavalheiro. Jacob se sentia culpado por usar um ardil tão trapaceiro para obter que sua esposa estivesse de acordo, mas, no momento, considerava-o um subterfúgio necessário.

Jacob sentou-se na beira da cama. Renesmee Ficou sem argumentos para convencer-lo de ficar. Insistir seria pôr em perigo sua honra e seu sentido do dever. Não podia lhe fazer isso.

Quando o marido agarrou sua mão e seus olhares se encontraram, Renesmee o examinou. Não havia nenhuma pingo de arrependimento nele, o que a decepcionou, mas não a surpreendeu. Casou-se com um guerreiro, Se lhe apresentava a oportunidade de ir lutar, embora fora a uma só batalha, não podia ficar quieto.

Tinha que esconder o temor e a preocupação que sentia e deixá-lo ir ao campo de batalha sem lágrimas nem condenações.

—Quer ir mostrar a fúria dos Black, verdade? Quando vai?—Renesmee esboçou um sorriso forçado.

—Amanhã—respondeu com certo acanhamento, pois lhe resultava dolorosa sua própria covardia, que lhe impediu de confessá-lo antes.

—Amanhã? —murmurou Renesmee. A iminência de sua partida a deixou emocionada, e foi notado na voz—. Tem que ser tão logo? Não pode atrasar estender os dias? Uma semana, por exemplo?

A jovem achava insuportável que seu marido se ausentasse tão logo. Não podia, ou não queria lhe revelar a causa de sua redobrada aflição. Logo entraria em trabalho de parto.

Jacob grunhiu por dentro. Entendia a sua aflição, sabia o que ela não podia dizer, sabia que era errado a deixar nas vésperas do parto. A perspectiva de enfrentar-se à morte o fazia ainda mais difícil. Entretanto, era seu dever, não ficava mais remediando a sua partida. A batalha não lhe esperaria, seria liberada com ele ou sem ele.

Por outro lado, teria que ficar longe dos delicados braços da Renesmee, pois poderiam acabar com  as forças, perder o ânimo que necessitava continuar seu plano.

—A guerra não espera querida-respondeu ele com voz apagada, sem fazer nenhum esforço por esconder o pesar que sentia.

—Malditos.

—Todos nós também temos essa opinião - respondeu Jacob, em um débil intento de brincar—. Não me ausentarei muito tempo.

—Como pode estar tão seguro?

—Tratavam-se de criminosos comuns, saqueadores, delinqüentes. Não vamos a uma guerra propriamente dita. Devem roubar, não a brigar. Certamente, não fugirão o combate, mas não é o que procuram. Sua principal preocupação é levar-se quanto possam. A nossa será salvar e recuperar o mais que se possa. Estes tipos de campanhas não são tão largo como uma guerra.

Apesar de que não estava totalmente convencida, Renesmee preferiu não discutir mais. Tratou de consolar-se dando crédito ao que havia dito seu marido.




—O vento esta muito fria. Isso pode prejudicá-la, minha senhora.

Renesmee olhou secamente um momento a Sue antes de dedicar toda sua atenção ao Jacob. Ninguém podia impedi-la de sair para se despedir de seu marido. Por um instante pensou que podia ser a última vez que o visse vivo. Em seguida afugentou a sombria idéia. Jacob retornaria junto a ela. Tinha que acreditar que assim seria.

Ao observar Jacob enquanto se aproximava dela, Renesmee rezou para não derrubar-se em lágrimas.

—Não deve ficar muito tempo aqui fora, querida-murmurou Jacob enquanto a abraçava.

—todos nós já alertamos. —Sue sacudiu a cabeça-Não há maneira de convencê-la.

Renesmee grunhiu e conseguiu sorrir ao Jacob.

—Estamos bem abrigados, não temos frio. Seu filho e eu queremos despedi-lo e que tenha uma boa viagem e que Deus especialmente-adicionou algo forçadamente—que te traga de volta logo e a salvo.

—Também eu quero que seja assim, Nessie. —Deu-lhe um suave beijo

__ Não saiu ainda e já  estou sentindo falta de você —murmurou, e franziu o cenho quando Jacob  sorriu—Ordenarei que me ponham pedras quentes na cama para não esquecer seu calor.

—Concordo e terá que ser pedras muito grandes-continuou ela.

            — Se cuida, quando voltar quero você forte e com bastante saudade para ser recompensados na cama - Sua voz estava a ponto de quebrar-se. Jurou-se que seria sua única demonstração de debilidade.

Tomando cuidado de não espremer ao bebê Jacob a abraçou com força durante uns instantes. Emocionava-o ver que Renesmee não estava tão tranqüila por sua partida como queria fazer acreditar em todos. Por um momento tinha chegado a pensar que ela aceitava muito facilmente a idéia de ir à batalha. Não havia, enfim, lágrimas nem queixa, mas as brincadeiras e os sorrisos também lhe resultavam um pouco perturbadoras.

Quando Renesmee levantou para olhá-lo, Jacob a examinou por um momento. Como sempre, sua visão lhe produziu uma estranha opressão no peito. Sua mulher era tão bela que não encontrava palavras para descrevê-la. Só um idiota a deixaria, pensou Jacob, e  prometeu em silêncio que seria a última vez que se afastava dela. Deu-lhe um beijo na boca e depois deu um passo atrás.

—Serei tão prudente como qualquer homem, Nessie. Você também tem que se cuidar. —Deu uma piscada para ela-Espero te encontrar sã e bem descansada quando retornar.

Renesmee conseguiu  sorrir e depois ficou quieta e em silêncio enquanto o via partir. O acompanhou com os olhos até que fechassem os portões detrás dele.

—Agora, por favor, Renesmee, procura não ficar exposta ao ar frio e úmido muito tempo.

Renesmee assentiu e entrou no castelo com todos seus pensamentos centrados em Jacob.


Ao decorrer dos dias Renesmee via Emily a noiva de Sam bastante triste e tentou conforta-la.

—Emily, Eu sei que deve sentir falta de Sam. Eu também sinto falta do Jacob.

—Sério?

Renesmee franziu o cenho, não só pela pergunta, mas também sobre tudo pelo tom de ironia de Emily.

—É obvio que o sinto falta dele. Como pode me perguntar algo assim?

—Parece-me estranho que diga que tem saudades de seu marido quando foi você a que o mandou à batalha.

—Que eu o mandei à batalha? —Renesmee se perguntou se tinha excedido na hora de representar o papel de esposa valente.

—Sim, mandou-o. Não queria acreditar Renesmee. Eu não pensava que você se importava coisas como as terras e os títulos. Depois de tudo, você tem esse castelo e é feliz aqui. Pensei que não se importaria que seu marido fosse um simples lorde com poucas terras. Talvez você custe ter trabalho de renunciar a certas coisas das que desfrutou toda a vida.—Emily sacudiu a cabeça—. Nunca pensei que fosse tão cruel Renesmee. Tão desconsiderada, não é a toa que tem o sangue dos Cullen.

Emily encarou Renesmee, e viu a expressão profundamente horrorizada.
Emily começou a pensar que possivelmente se equivocava que havia algum mal-entendido e julgava mal a Renesmee. Esta última possibilidade a afligiu enormemente.

A futura jovem mãe demorou um momento em poder falar. Finalmente, falou com voz afogada.

—O que está dizendo?

—Talvez me tenha equivocado. Esquece, não falei nada.

Renesmee agarrou Emily no braço e a sacudiu.

—Me repita o que acaba de dizer, Emily, e claramente. Jacob me disse que tinha que ir lutar porque o rei o pediu.

—O rei o pediu depois de que Jacob se ofereceu.

—Jacob pediu ao rei que o mandasse a lutar? —Renesmee falava com voz tremente, tratando de entender completamente o que lhe estava dizendo.

—Sim. O rei tinha sugerido várias vezes que Jacob estava em portas de obter uma recompensa melhor que os simples elogios e honras, e então seu marido pediu brigar por essa recompensa: um título e um feudo. Tinha que obtê-los por você, para te devolver o que seu irmão o tirou.

—E disse que a você que eu tinha pedido isto? Disse ao Sam que eu o tinha pedido?

—Pois... Não, ninguém disse isso exatamente. —Emily suspirou—.Ninguém disse. Deduzi-o pela maneira em que Sam me contou isso. Não podia acreditar que Jacob queria ir brigar que aceitasse ficar em perigo ele mesmo e arriscar a vida de todos outros, por conseguir uma recompensa que não necessita. Já tem terras, assim pensei que o tinha pedido ou que tinha feito acreditar que isso era o que você queria. Renesmee, se me equivoquei...

—É obvio que se equivocou Emily. —Renesmee se deu conta de que estava gritando e que tinha atraído a curiosidade dos guardas, e então baixou a voz—. Já sabe o que sinto pelo Jacob. Realmente acha que o colocaria em perigo só para obter uma miserável recompensa material, por grande que fosse?

—Parecia a única explicação razoável. Devolver-lhe a terra e o título que seu irmão te tirou, sem nenhum sinal de rancor.

—Eu mato Jacob!

Ao vê-la quão furiosa estava Renesmee, Emily tratou de acalmá-la.

—Não esqueça que ele faz isso por você e pelo clã.

__ Senhora! Tem um Senhor Querendo falar com a senhora, ele diz que é da sua família. – Informou o empregado.

__ Da minha família? Quem será? – murmurou Renesmee.

Ao entrar no hall do castelo deparou-se com um senhor de cabelos escuros com a pele bem branquinha e franziu o cenho, pois nunca viu aquele Senhor na vida.

__Perdão já nos conhecemos? Meu criado me informou que o Senhor era o meu parente, mais gozado não me lembro de conhecê-lo? – Indagou Renesmee secamente.

__ Oh Vejo que a Senhora tem uma língua bem afiadinha hein?, Mais como a Senhora é direta no assunto eu também vou ser!, Por favor, ordene que estejamos a sós.

__ C Como?

__Isso mesmo!! Quero falar com a senhora a sós!

Renesmee pediu para que o criado se retirasse e que só retornaria quando ela o chamar.

__Pois bem o que quer de mim Senhor.... ?

__Volturi! Aro Volturi.

__ Agora vá direto o assunto Senhor Volturi.

__Vim aqui para te levar embora.

__Me levar embora? Mais isso só pode ser uma piada? – indagou Renesmee alterando a voz.

__Por favor, milady fale mais baixo, sim eu vou te levar embora, se a senhora não for pelo bem, vou ter que então matar o seu marido, embora que eu levando a senhora embora ele também possa morrer, mais vai ser uma morte mais lenta, pois seu ponto franco é milady – murmurou Aro com ironizo.

__ Mais porque quer me manter longe do meu marido? Porque quer matá-lo? –disse Renesmee segurando seu ventre já quase na reta final da gestação.

__ Matar seu marido sempre quis, mais tive uma ajuda de um rapaz que alega ser apaixonado pela senhora e como eu tenho que recompensa-lo pela sua ajuda e esse premio é a milady.

__ Mais o senhor deve estar louco, olha meu estado? Meu marido não se encontra aqui porque se encontrasse te mataria.

__ A senhora acha que sou louco de vir aqui com ele presente?, E sobre o bastardo Seth depois resolve.

__Seth??? Ele está por trás de tudo isso??

__ Sim! Agora vamos não tenho tempo pra perder, suba e peguem algumas trocas de roupas e vamos, a senhora tem que falar com os seus criados que vai dar uma volta comigo, entendeu? – Brandiu Aro mostrando a faca para Renesmee.

Ela assentiu com a cabeça e 15 minutos depois desceu com a bagagem, tentando não mostrar nervosismo aos empregados.

__ Aonde a senhora vai milady? – Indagou o empregado.

__Embry, por favor, diz ao meu marido que fiz isso por amor – murmurou baixinho e saiu.

Entrou na carroagem e segurou seu ventre, e sem querer deixou que as lagrimas rolassem.

“ Será que meu destino é ficar longe de Jacob? “ pensou

Renesmee viajou por 2 dias até chegar a uma casa de campo bem simples, ela estava esgotada sentia-se fraca, pois mal conseguiu comer pensando no desgosto de saber que talvez nunca Jacob fosse ver ela e seu filho.

Aro desceu e ajudou ela descer da carruagem e chamou por Seth, que o mesmo veio correndo com um enorme sorriso ao ver que o plano deu certo.

__Por que fez isso Seth? – murmurou Renesmee com um olhar frio para Seth.

__Fiz isso por eu a mereço mais que ninguém, vamos ficar juntos pelo resto de nossas vidas e esse filho sera meu também-confessou Seth beijando a mão de Renesmee, e ela por fez cuspiu nele.

__Nunca!!!

__Seth você tem que dar umas boas bofetadas nela para ela te obdecer-murmurou Aro.

__ Muito obrigado Aro, agora eu me viro – Indagou Seth despedindo de Aro e a levando para dentro da casa.

Renesmee observou dentro da casa era muito simples mais pôr bem arrumada, mais não era o que ela queria ele queria Jacob, e caiu de joelhos perante Seth e desabou em lágrimas.

__Por favor, Seth se me ama mesmo, me deixa voltar? – suplicou

__ Ah doce Nessie você vai aprender me amar assim como aprendeu amar aquele asno.

Horas depois Renesmee colocou a xícara de chá na mesa e afagou a barriga imensa. Olhou para Seth, sentado ao lado dela.

__ Você nunca esteve tão bonita.

De repente, Renesmee cerrou as pálpebras.

– Seth? – murmurou. – Creio que minha hora está chegando.

Seth ergueu-a e, enquanto se encaminhava ao quarto, ia dizendo: __ Mais já? É noite e não temos visinhos.
Colocou-a na cama e apertou-lhe a mão. –Não há o que temer Nessie não vou sair do seu lado, vou te ajudar a colocar ele para fora.–Fitou Renesmee, que suava e gemia de dor.

- Necessitaremos de uma camisola  limpa para  você lençóis limpos . E roupa  para o menino.


Renesmee estava a ponto de replicar que não havia necessidade disso, quando repentinamente uma dor aguda atravessou seu ventre, tão intensa que  abriu a boca.

Já não  estava tentada a discutir se aceitava Seth sendo o parteiro. Quando a dor afrouxou,  viu que Seth aproximava  uma cadeira ao lado da cama.

- Me deixa só !

- Não diga tolices. Não  te prometi que  estaria aqui com você ?

- Não quero que  cumpra a promessa . Pode  ir – ela informou imperiosamente.

Ele colocou sua mão sobre seu ventre. - Não posso - ele disse simplesmente. - Estarei aqui quando meu filho nascer.

Renesmee tirou  sua mão, desejando gritar de frustração . Por Deus! Ele era louco! Reensmee apertou  seus dentes

-- Não  esse filho é meu e do Jacob.

Seth ofegou com exasperação.

 -- Nessie, não  contenha a respiração  assim! Só faz tudo mais difícil. Por favor, grite o suficientemente  forte para que  lhe escutem  no vale vizinho.

Renesmee se afundou para trás,  contra o travesseiro.

-- Não o farei - ela ficou sem fôlego. - Eu ... Sou fraca nas demais coisas. Não serei... Não serei fraca nisto.

-- Diabos! Rensmee, não diga tolices.  É tão forte  e tão  valente como qualquer guerreiro!

A escuridão da noite se instalou no quarto. As velas acesas lançavam sombras oscilantes nas paredes. Junto com a dor veio uma pressão imensa do interior de seu ventre. Quando a contração desapareceu, Renesmee  se voltou  para trás, agitada e empapada.

Do pé da cama Seth l falou. - Oh, Nessie! O menino quase está  aqui. Quando  voltar a sentir  a dor, deve empurrar.
Sua mente se encheu de confusão. Desejava gritar seu desespero, mas não tinha  força. Ela estava exausta, e  não podia fazer  mais.
Ela piscou, enfocando escuridão, as feições de Seth  sobrevoavam em cima dela.
Ela deu um gemido de aflição.
Uma dor dilaceradora atravessou o corpo de Renesmee . Suas unhas se cravaram no colchão. Seu corpo estava sendo esmigalhado.
O bebê saiu dela para ir às mãos  de Seth

-Um menininho! - Seth gritou  em meio de soluços. -Renesmee,  tem um filho sadio!

Reensmee virou sua cabeça.  Viu o vulto nas mãos de  Seth. Brevemente viu  um corpo vermelho diminuto, uma cabeça escura. Então o  estudou . Contemplou suas bochechas rosadas. As sobrancelhas escuras  arquearam sobre seus  olhos azuis. Uma mecha  de cabelo no centro da cabeça ... Era tão negro como o  seu pai...O bebê fechou  seus olhos .

Um filho, ela pensou  assombrada  Este é meu filho. O orgulho inchou seu peito até que  pensou que  exploraria.

--Jacob - ele disse em voz alta - Temos  um filho!

 Seth deu um murro na escrivaninha.

__Um filho que ele nunca vai conhecer!!!




(***)


Jacob olhou para a escuridão que tinha em sua frente. Os inimigos estavam perto, quase os cheirava. Alguns poderiam escapar dele e seus homens, mas não todos. Em outras circunstâncias, simplesmente os deixaria partir, porque a vitória eram deles e já tinham recuperado muito do que os ladrões saquearam. Entretanto, esta vez o rei queria sangue, ordenava que os ladrões pagassem um preço alto por seus ataques.
Jacob desejava de verdade nesse momento, pensou com um suspiro, era voltar para casa. A saudade por Renesmee doía e também do seu filho que pelos seus cálculos já havia nascido e ele nem o conhecia.
Mais faltava dois dias para esse inferno acabar.

Passou os dois dias Jacob estava dispensado e ele voltava para sua casa com mais terras e feudos, sentia um orgulho de si mesmo e partiu a noite mesmo para sua casa.

Quando Jacob, Sam e Paul se aproximaram do castelo, a primeira coisa que notaram foi o silêncio. Aquilo não fazia sentido. Em geral, àquela hora, o castelo reverberava com o movimento.

Seus instintos guerreiros se alertaram. Avançaram até o salão um pensamento surgiu na cabeça de Jacob Onde estava a sua mulher?. Só em pensar nisso, seu estômago revirou.

Não podia mais conceber sua vida sem ela. Um som profundo e doloroso saiu.


— Sam — ordenou —, vá ver o que está acontecendo. Ele obedeceu mais curioso do que cauteloso, e foi voltando em seguida.

— Embry esta no salão e o aguarda

— Mas... E ela? — perguntou Jacob.

— Quem? — retrucou Sam com expressão inocente.

— A quem pensa que me refiro? — sussurrou Jacob, tão furioso que as veias no pescoço estavam saltadas.

— Oh, com o irmão sim! Sua mulher, ela na esta com Embry — disse Sam, trocando um olhar com Paul.
Jacob tornou a embainhar a espada e passou pelos ami­gos sem cerimônia. Estava faminto, imundo, e necessitando de uma mulher... Certa Renesmee.

Mal entrou no salão, já perguntou a Embry onde estava Renesmee.

— Ela sumiu! Faz 2 meses Senhor, a procuramos mais não conseguimos encontrar — disse Embry muito nervoso.

O ódio tomou conta de Jacob e, de punhos cerrados, ele qua­se atacou o infeliz, isso poderia ser uma brincadeira de mau gosto.
— O que foi que disse? — perguntou cheio de raiva
—Um homem se apresentou como ser um membro da família dela veio busca-la — murmurou Embry em voz baixa, ouvida por todos em meio ao silêncio profundo.

__  Isso é um pesadelo – gritou Jacob

__ Ela pediu para falar para o Senhor que Ela fez isso porque te ama muito – confessou o jovem.

Jacob sem pensar duas vezes pegou seu cavalo e saiu galopando em destino Cullen.


Jacob entrou no castelo dos Cullen e foi direto a hall onde o lorde do castelo estava, os guardas tentou impedi-lo, mais ele estava tão transtornado que nada o impediria de agir.

__ Eu vim aqui para pegar minha esposa e meu filho! – Esbravejou Jacob tentando não perder a cabeça e matar Emmett.

Emmett se levantou da cadeira de lorde e fez um gesto para que os guardas o deixassem e soltou um riso irônico.

__ Não tem nada que te pertence aqui! Nada que é meu é seu!- brandiu

__ Então porque trouxe Renesmee de volta?

Rosalie olhou para seu marido com olhar de espanto, pois realmente não o que Jacob Black estava insinuando.
Nesse momento Edward e Jasper entraram no hall, Edward por sua vez saudou o cunhado com um abraço, mais Jacob não demonstrou nenhum afeto o que o preocupou.

__ Meus irmãos, esse homem veio buscar Renesmee, mais pelo que sabemos foi ele que tirou ela de nós – indagou Emmett cinicamente.

__ Jacob! Renesmee não esta aqui, o que aconteceu? – quis saber Edward.

__ Você jura pelo nome do seu clã que sua irmã não está aqui?

__ Juro!

Jacob caiu de joelhos no centro do hall, achando que isso só poderia ser um pesadelo, Onde estava Renesmee?Pensou.
Rosalie olhou para Emmett e fez um gesto para seu marido se impor porque era sua irmã! Oras!

__ Black! Acho que você tem que explicar o que de fato aconteceu, pois pelo amor do nosso pai, Renesmee não esta aqui-Afirmou Emmett com o coração apertado.

Jacob grunhiu derrotado e contou toda a história que os empregados o relataram.

__ Pois bem! Vamos cercar toda a região e quem estiver com minha irmã, vai direto a forca! – Esbravejou Emmett.

Jacob sentiu que um pedaço dentro dele tinha partido, ele iria até o fim do mundo atrás da amada.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Capítulo 3 – Emoções


Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você



Nossos lábios se moviam de forma lenta, suave e cheia de carinho. Sentia o leve toque de suas mãos subindo pelas minhas costas. A outras mexia em meus cabelos, prendendo a minha cabeça com mãos firmes. Sua língua fazia movimentos circulares junto com a minha. Meu corpo foi tomado por um sentimento que nunca havia provado, enquanto pouco a pouco eu descobria o verdadeiro significado do amor nos braços de Jacob.



Ele gemeu gostoso em minha boca, depois afastou deus lábios, colou sua testa sobre a minha e ficamos respirando de forma irregular, enquanto vários tremores percorriam a minha pele. Suas mãos foram até o meu rosto, segurando o de forma delicada. Abri os olhos e vi aqueles olhos negros tão penetrantes me encarando. Eles brilhavam tanto que pareciam pérolas negras sob a luz. Seus lábios estavam trêmulos e havia uma emoção diferente misturada em sua face enquanto me olhava.



- Desculpa... – Sussurrou e abaixou o olhar, como se tivesse medo de encarar o meu. As batidas do meu coração pareciam uma bateria de escola de samba. E por mais que quisesse ter me arrependido, sentia uma vontade tão grande de está em seus braços. Uma emoção tão forte foi me dominando a cada segundo em seus braços. Tinha a necessidade de ser protegida e ao mesmo tempo de protegê-lo. Vi através daqueles olhos que ele também se sentia estranho e que tinha remorso, desespero ou quem sabe medo. Recostei a minha cabeça em seu peito e o abracei. Ficamos calados por um tempo, até que finalmente tivesse condições de falar algo razoável.



- Não se desculpe, Jacob... –Sussurrei em seu peito, passando a mão carinhosamente sobre ele. Então pegou a minha mão e levou até sua face. Estremeci com o beijo carinhoso em minha palma. Levantei a cabeça e fiquei vendo como a passava em seu rosto, que estava de olhos fechados e com um discreto sorriso nos lábios. – A culpa foi minha... – Pisquei lentamente e vi que ele abriu os olhos e acompanhou cada movimento suave de meu rosto. Era como um filme em câmera lenta estivesse passando, como cada ação ocorrendo quadro a quadro. Assim acontecia conosco, desde o primeiro instante, do primeiro gesto até chegar ao primeiro beijo.



- Eu também quis... – Sussurrou distribuindo selinhos sobre a minha mão, enquanto seus olhos não desviavam um segundo dos meus. Podia acompanhar cada leve movimento das suas pálpebras, da sobrancelha, os olhos mexendo para acompanhar os meus movimentos como se estivesse hipnotizado... Acho que foi isso que nos aconteceu. Nós hipnotizamos e não conseguíamos desviar o olhar ou manter uma conversa razoavelmente sensata. Porque aquele sentimento nos consumia de forma tão intensa, que as palavras eram totalmente desnecessárias... Falávamos apenas com o olhar.



Algum tempo passou, não sei dizer o quanto, quando finamente ele saiu do transe e disse que já era tarde, e que precisava me levar para casa em segurança.



- Está tarde e preciso te levar para casa em segurança. – Afastou o seu corpo e imediatamente senti falta do seu calor. Era como se aquele calor fizesse parte de mim e no exato momento que se afastou, senti o frio da noite me afligir. Meu corpo se arrepiou, olhei para o céu e vi a linda lua cheia despontando no horizonte. Quando voltei o meu olhar novamente para ele, estava tirando a jaqueta... Foi a cena mais linda! – Está esfriando. – Disse com aquela voz rouca e sexy, que era quase um sussurro soando como canção para os meus ouvidos. Virou me de costas e colocou a jaqueta em mim lentamente. Depois deu a volta, ficando a minha frente, pegou a minha mão e entrelaçou os nossos dedos.



Caminhamos pela praia na linda noite estrelada. A brisa soprava em nossos cabelos e podia sentia o cheiro da maresia e ouvir as ondas quebrando na areia da praia.



Chegamos à beira da estrada, ele ficou a minha frente e me encarou novamente. Parecia constringindo com o que havia nos acontecido. O silêncio permaneceu por alguns segundos e não tinha condições para falar nada. Estava totalmente anestesiada com as estranhas sensações que o meu corpo havia acabado de conhecer. Finalmente quebrou o silêncio entre nós, dando me instruções para a viagem de moto.



- Já andou de moto, Ness¿ - Perguntou de cabeça baixa, tentando fugir do meu olhar. Percebi naquele momento que apesar de não está completamente arrependido, parecia muito culpado pelo que nos havia acontecido.



- Já! – Disse abaixando a cabeça e ele pegou a minha mão de forma gentil e fez um leve afago.



- Olha só, tentarei não correr muito. Mas se ficar com medo, pede que eu paro. Tudo bem¿ Tenta subir na moto e apoiar os pés aqui. Depois me segura bem forte e não solta. Pode fazer isso¿ - Ergueu a cabeça e eu assenti timidamente, já pensando que teria que agarrar aquele corpão de deus grego. Comecei a ficar com falta de ar só de imaginar. Depois minhas pernas começaram a tremer e tive medo de desmaiar de emoção. Só consegui assentir com a cabeça, completamente sem graça e envergonhada por me sentir atraída daquela maneira.



Ele colocou o capacete em minha cabeça, subiu na moto e depois apoiei o meu pé, segurei o seu ombro,fiz força e subi. Agarrei a sua cintura, apertando muito forte, recostei a cabeça em suas costas e o seu cheiro começou a me inebriar, invadindo a minha sanidade mais do que pensei que pudesse ser possível. Acelerou a moto aos poucos e quando percebi estávamos flutuando pelas estradas de La Push, cercada por uma vasta vegetação. O vento forte vinha contra nós e me deixava com uma sensação tão boa de liberdade. Minhas mãos agarraram o seu abdômen, pressionando forte e senti o corpo dele estremecer... Quase me perdi tocando aquele corpo tão perfeito.



Aquela foi uma viagem completamente surreal e parecia que estava em um filme de ação, correndo agarrada ao mocinho por estradas perigosas. E pela primeira vez em dois meses, consegui sorrir espontaneamente, sentindo uma sensação de conforto e felicidade invadir o meu corpo... Como me senti segura, mesmo sob uma moto em alta velocidade.



Em pouco tempo, a moto chegou a minha casa e foi desacelerando. Ele estacionou em frente a escada, imediatamente eu o soltei e ele desceu lentamente. Pegou a minha mão, encarando o meu olhar de forma misteriosa, ajudou me a descer, tirou o capacete, colocando sobre a moto, e ficamos frente a frente nos olhando, sem conseguir dizer absolutamente nada por segundos. Depois agradeceu a companhia e perguntou se podia falar mais sobre o seu irmão no dia seguinte.



- Obrigada pela companhia e por escutar o meu desabafo. – Disse com o tom triste e vi que o olhar de encantamento deu o lugar ao mesmo olhar triste que vi quando nos conhecemos. – Será que amanhã pode me falar mais sobre ele. Se tiver fotos ou recordações que possa me mostrar... – Mordeu os lábios e olhou para o outro lado, parecendo super sem graça com a situação. Meu coração batia acelerado novamente, com o seu cheiro roubando mais uma vez a minha lucidez. Quis sentir os seus lábios mais uma vez. Precisava desesperadamente provar o seu gosto novamente, sentir os toques carinhosos em meu corpo, os braços me envolvendo de forma protetora. Mas não conseguia dizer absolutamente nada... Estava travada e só assenti com a cabeça.



Jacob se aproximou novamente e lentamente foi levando o seu rosto até o meu, enquanto seus olhos me encaravam. Meu corpo começou a tremer, comecei a piscar e a mexer os lábios de forma nervosa, enquanto via o movimento sinuoso de sua cabeça aproximando o seu rosto do meu. Ele ficou a milímetros do meu rosto e pude sentir a sua respiração em minha boca. Seus lábios também tremia lentamente e quando estava prestes a beijar os meus, inclinou o rosto e beijou minha bochecha tão perto da minha boca, que quase desmaiei novamente de nervoso.



- Boa noite, Ness! – Disse afastando o rosto lentamente, ainda encarando o meu olhar como se desvendasse a minha alma.



Caminhou dois passos até a moto, colocou o capacete e a montou. Deu partida e ao invés de seguir em frente, circundou me com a moto encarando o meu rosto assustado e depois partiu.



Fiquei estática em frente a porta de casa. Havia me esquecido de respirar, de me mover ou falar. Não conseguia pensar em nada que fosse os lábios de Jacob se aproximando dos meus em câmera lenta. Um susto me despertou de súbito dos meus devaneios.



- Filha!



- MÃE! – Gritei pulando de onde estava.



- O que aconteceu, filha¿ Ele foi falar com você¿ Como está¿ Como se sente¿ Blablaalbla – Começou a falar tudo ao mesmo tempo e ao invés de prestar a atenção nas suas perguntas, a imagem do beijo veio a minha mente, levei a mão a boca e sorri. – FILHA! – Ela começou a me sacudir, pensando que estava em choque.



- O que foi, mãe¿ Eu estou bem... quero dormi! Só dormi! – Sai andando, deixando a para trás e passei por minha tia sem ao menos falar com ela. Estava completamente perdida em meus pensamentos e emoções.



Cheguei ao quarto não sei como e quando despertei das minhas alucinações, estava de camisola e deitada sobre a cama, com as duas me olhando de forma preocupada.



Virei de lado e acabei pegando em um sono pesado.



---xx ---



Acordei cedo, fui para o banheiro, tomei banho e fiz minha higiene matinal. Coloquei uma calça jeans e uma blusa preta. Peguei umas sapatilhas pretas e calcei. Penteei os cabelos, passei perfume e um pouco de batom nos lábios. E enquanto me arrumava, as imagens de Jacob e tudo o que ele me contou não saia da minha cabeça.



Fui até o meu closet e pequei a caixa que havia guardados os porta retratos, CDs, DVDs e livros que comprei ou ganhei de Seth.



Aquelas eram as únicas coisas materiais que haviam restado dele e levaria para Jacob ver. Assim teria a desculpa de está ao seu lado novamente.



Coloquei tudo em uma mochila, enquanto imaginava o seu rosto, a forma delicada de me tocar, os lábios se movimentando lentamente, os olhos negros me encarando o tempo inteiro. Um frio percorreu a minha barriga, revirando o meu estômago. Fechei os olhos e tentei me lembrar de cada detalhe do nosso beijo, com o dedo tocando os lábios de forma suave.



Sai correndo do quarto com a ansiedade me corroendo. Desci as escadas e encontrei minha mãe na sala.



- Filha, vamos tomar café¿ - Perguntou me analisando de forma estranha.



- Não, mãezinha! Tenho que ir ver o Jacob. – Disse correndo para a porta.



- Você vai se magoar mais uma vez! Ele não é o Seth, Ness! Não vai atrás desse rapaz!- Implorou.



- Mãe eu preciso ajudá-lo. – Respondi abrindo a porta.



- Não é só isso que vejo no seu olhar. Ontem você chegou completamente catatônica em casa. Acho que não percebemos como ficou mexida com ele¿ Ness...



- Não, mãe! Como alguma coisa lá! Beijos! – Lembrei que estava sem bicicleta e sem carro e voltei. – Mãe, pode me emprestar o seu carro¿ Por favor! – Juntei as duas mãos, como se estivesse rezando, e implorei para ela.



- Tudo bem! A chave está na cozinha! – Disse e corri para a cozinha, passando por ela como um furação, peguei a chave sobre o balcão e depois sai ainda mais rápido.



Fui até a garagem, abri a porta do carro, sentei, coloquei a chave na ignição e respirei fundo para tomar coragem e dirigir.



- Vamos lá, Ness! – Disse para mim mesma e dei partida.



Acelerei o máximo que poderia agüentar com aquele carro e dirigindo a 100km/h. Cheguei a casa de dona Sarah em quinze minutos.



Estacionei o carro na frente da casa, abri a porta e sai. Vi a moto estacionada logo a frente. Senti meu coração batendo forte novamente, como uma britadeira, meu corpo foi tomado por aquelas sensações esquisitas. O nervoso começou a me consumir enquanto caminhava lentamente até a casa. Percebi que a porta estava encostada e abri lentamente.



Tudo estava como há dois meses, mas havia um vazio estranho no ar. Um tom de tristeza que talvez fosse um reflexo do que meu coração sentia. Ou vi um pequeno barulho vindo do quarto de Seth e soube que era Jacob. Parei de súbito tentando controlar a respiração e o nervosismo. Passo a passo fui andando até ao quarto, abri a porta e vi mexendo no violão de Seth.



Quando me viu arregalou os olhos e foi tomado de susto. Ficou me olhando sem dizer nada, colocou o violão do lado, e depois fez um sinal com a mão para que sentasse ao seu lado. Dei um ligeiro sorriso e caminhei em sua direção. Sentei ao seu lado e ficamos nos olhando em silêncio. Finalmente consegui quebrar o gelo e dizer algo.



- Trouxe algumas coisas para você ver. – Disse baixinho e abri a mochila com os olhos nela. Percebi de relance que seus olhos não saiam de minhas mãos e a vi se movendo na direção dela. Senti o seu toque suave nas costas de minha palma e feche os olhos por um reflexo. Ele fez um breve carinho com os dedos e finalmente conseguiu dizer algo.



- Você já comeu algo¿ - Perguntou e neguei com a cabeça. – Quer tomar café comigo¿ Comprei algumas frutas... De repente gosta. – Pouco a pouco fui virando o meu rosto e vi que me observava com aquele mesmo olhar, enquanto eu parecia a Kristen fazendo a cara de amora azeda da Bella no Crepúsculo. Era a coisa mais bizarra, mas não tinha domínio sobre as minhas ações e acho que aquilo o assustava. – O gato comeu a sua língua¿ - Deu um ligeiro sorriso e eu neguei com a cabeça, sentindo as lágrimas se formarem em meus olhos por aquela reação tão estúpida. Mas era compreensível com a dor que sentia pela morte do meu namorado e o estranho “envolvimento” com o irmão gêmeo que eu nem sabia existir. Estava me achando a mais completa idiota das criaturas, quando ele se aproximou de mim lentamente, colou os nossos corpos e colocou a minha cabeça em seu peito. Depois começou a secar as minhas lágrimas com a ponta dos dedos. Passou as mãos em meus cabeços e começou com leves carícias, fazendo me chorar ainda mais naquele momento. Então o abracei tão forte e deixei toda a dor sair de dentro de mim. A culpa que sentia pelo acidente e os sentimentos que estava descobrindo por ele, que tanto me atordoavam. Tudo foi saindo lentamente através do choro compulsivo e das caricias que Jacob me fazia
CAPÍTULO 13

By Mica Black



Jacob estava sozinho no escritório. Era o seu lugar preferido para refletir sobre a vida e tomar decisões.



Olhava através da janela, contemplando o panorama de sua propriedade.



Um orgulho imenso inchou seu peito. Essas eram as terras do seu pai. Suas terras. As terras que algum dia seria as terras de seu filho, pois de algum jeito Jacob sabia que esse menino seria seu filho. Sua mente estava em tumulto.



Ele havia casado com uma Cullen... Jesus! Seu pai morto jamais o perdoaria por isso? Mas, se não se casasse, seu próprio filho o perdoaria?



Jacob fechou os olhos. Tudo o que pôde ver foi ela... Renesmee. Sua esposa, Renesmee, com os cabelos negros e seus olhos verdes como a grama, miúda e delicada, belamente arredondada agora que carregava seu filho.



Um sorriso se desenhou em seus lábios. Ela pensava que era mansa, mas, na verdade, Jacob nunca tinha conhecido uma mulher com muita coragem. Nessie nunca capitulava. Ela tinha lutado contra ele a cada passagem do caminho. Não tinha sido tarefa fácil conseguisse tê-la em seus braços e em sua cama. De fato, seu desejo por ela só aumentou. Não importava quantas vezes ele a possuísse, pois nunca era suficiente. Nunca seria suficiente. Afinal, o que ele sentia por ela era muito mais profundo que o desejo... Era amor.



Sim, ele a tinha seqüestrado de sua família... Mas tinha perdido seu coração e sua alma nessa façanha. Sentia-se culpado por tê-la submetido a uma separação da sua família. Ele sabia que a mulher sofria com isso, porém não conseguiria reverter o fato.



Não podia negar que havia trazido Renesmee sem que ela soubesse da vingança contra a sua família. Seduziu-a e tinha plantado um filho nela. Que loucura, meu Deus! Mas não se arrependera, pois a amava completamente.



Ele iria ensinar ao seu filho tudo sobre seu clã. Mostraria que, mesmo ele carregando nas veias um sangue inimigo, ele sempre iria ser um Black legítimo!



Ao pensar nos Cullen, seu coração começou a sangrar ao perceber que o próprio irmão teve a coragem de renunciar a sua irmã. E esta era fruto de um amor entre os pais. Correndo nas veias, era o mesmo sangue! Jacob nunca teve coragem de mostrar a carta para Renesmee, mas sabia que um dia tinha que ser revelado.



Sem dotes da sua esposa, ele iria ter que lucrar com outros meios. Com a reconstrução do vilarejo, o clã possuía uma renda baixa. Porém, com a oferta do rei para ele ajudar em uma exploração de terras na Escócia, - que levaria no mínimo três meses, - pelo menos ele voltaria com muitas moedas de ouro e terras que o rei prometera.



Entretanto, em três meses seu filho já estaria nascido. Como contar a Renesmee que ele iria se ausentar todo esse tempo sem mencionar o ocorrido com seu dote?



Os pensamentos de Jacob foram interrompidos pelas batidas ríspidas na porta.



_ Perdão, MiLorde, mas tem um cavaleiro no portão do Castelo dizendo que precisa falar com o Senhor! – Anunciou Sam.



_ Não me lembro de estar esperando visita. Sam, ele se apresentou? – Indagou Jacob com o cenho franzido.



_ Sim! Seu nome é Edward Cullen, seu cunhado.



Jacob grunhiu de raiva. Mas porque a família dela estava aqui sendo que renegaram Renesmee? Pensou consigo mesmo.



_ Quais são as ordens? Devo pedir para ir embora? – Indagou Sam curioso.



_ Não! Pelo o que a minha esposa me conta, Edward é o irmão mais calmo dos irmãos. Peça para ele entrar e o traga aqui no escritório. E nos deixe sozinhos, pois quero conversar com ele antes que Renesmee saiba que ele está aqui! – Indagou Jacob para Sam.



_ Desculpe a intromissão, mas vocês vão conversar à sós? Ele pode matar o senhor? – murmurou Sam prevendo um atrito entre ambos.



_ Por favor, Sam! Faça que eu ordenei! Não se preocupe, ele não irá matar o marido de sua irmã! – disse Jacob, tentando não preocupar seu amigo.



Ao sair, Jacob apertou o punho e depois colocou sua mão no queixo, ansioso em saber o porquê de Edward está aqui.



Novamente, a porta foi aberta e acompanhado com Sam, entrou o irmão de Renesmee. Era aparentemente alto, sem porte físico de um guerreiro, e com cabelos marrom. De fato não se parecia com sua esposa, exceto pela pele branquinha.



_ Edward Cullen! A que eu devo a honra da sua inesperada visita? – disse Jacob com um destingüível tom sarcástico em sua voz.



_ Você sabe muito bem o que me fez vir aqui, Black! Onde está a minha irmã? – Indagou Edward com a voz seca.



_ Pelo o que eu fui informado pela carta do seu lorde e irmão, sua irmã me pertence!- murmurou Jacob.



_ Ela não te pertence! – esbravejou Edward



_ Ah, ela muito me pertence! É minha esposa! – Alfinetou Jacob.



_ Seu bastardo, filho da mãe! Você abusou da minha irmã! Ela é apenas uma criança! – grunhiu Edward.



_ Então, não estamos falando da mesma pessoa. Renesmee, minha adorável esposa, é uma mulher linda e sabe proporcionar muito prazer na cama!



Edward sentiu seu sangue ferver. A ira apossou de seu corpo, afinal, como Jacob ousara falar tal atrevimento? Edward não pensou duas vezes em dar um soco em Jacob.



Renesmee ouviu a voz do seu marido como se estivesse discutindo com alguém enquanto descia as escadas. Percebeu que as vozes vinham do escritório e não hesitou em ver o que estava acontecendo. Ao se aproximar da porta, foi impedida pelo Sam, que estava em prontidão ao lado da porta.



_ Senhora! O seu marido pediu para não ser incomodado. - Afirmou Sam cumprindo as ordens do patrão.



_ Como não? Sam, posso ouvir os gritos. Pelo amor de Deus, ninguém vai me impedir de ver o que está acontecendo! – Esbravejou Renesmee e, sem se importar com Sam, abriu a porta bruscamente e se deparou com um homem atacando o seu marido.



Ao reparar no homem, viu que não se tratava de um estranho e sim do seu irmão. Assustou-se com a cena e impressionou-se com o que acabara de presenciar.



_ Edward!!!!! – Ela gritou horrorizada ao se deparar com o mais calmo dos seus irmãos tentando matar seu marido.



Edward, por sua vez, ao ouvir o som da voz de sua irmã, soltou Jacob e abraçou-a. Sentiu-se aliviado com tal sensação.



_ Renesmee, minha irmãzinha! Céus! Não acredito que te encontrei! – Murmurou em um suspiro de alívio e se afastou um pouco para poder reparar na sua irmã convicta, que não sofrera nenhuma agressão. Ao baixar o olhar no ventre arredondado dela, sentiu sua ira voltar.



_ Ele te engravidou? – grunhiu Edward indo para cima de Jacob de novo.



_ Ah, desculpe, meu amor, mas acho que já suportei demais – disse Jacob dando um soco no nariz de Edward.



_ Oh céus! Sam, venha! Eles estão se matando! – Ela berrou muito assustada.



Meia hora mais tarde, Renesmee levou seu irmão ao quarto de hóspedes e se propôs a cuidar dos ferimentos dele.



_ Meu irmão, como estou feliz em vê-lo! Mas confesso que temi em perder você e meu marido. – Murmurou Renesmee.



— No entanto, se não estivesse reparado que você está carregando um filho de Jacob, eu o mataria.



— Edward, ele é meu marido. Apesar do que ele fez, eu o amo! – Ela Indagou, olhando-o séria.



Edward assentiu e prosseguiu:



— Saiba que não concordei com o que Emmett fez com você!



Renesmee encarou-o, sentindo-se arrepiar.



_ O que Emmett fez comigo, Edward?



_ Jacob não te contou? – Perguntou Edward confuso.



_ Não, eu não contei para ela! – Declarou Jacob parado na porta do quarto com as mãos cruzadas sobre o peito.



_ O que você está escondendo? – Perguntou Renesmee com os olhos arregalados de surpresa em saber que o marido escondeu algo sobre sua família.



_ Achei que você iria adorar falar pra ela sobre a renúncia. – Murmurou Edward ríspido ao olhar para Jacob, que ainda permanecia na porta com os braços cruzados.



_ Minha paciência está se esgotando. Vamos, falem! – Renesmee se enfureceu pela falta de informações. Ela sentia-se um pouco indignada e temerosa do que poderia ter acontecido para tal seriedade vinda de Edward.



Jacob saiu do quarto. Minutos depois, voltou trazendo um bilhete nas mãos e o mesmo entregou para ela.



Renesmee, nervosa, abriu o bilhete e leu. Sua expressão se transformou: os lábios ficaram sem cor. Ela olhou para seu marido transtornada, com os olhos cheios de lágrimas. Jacob não hesitou em abraçá-la e confortá-la.



_ Meu Deus! Não tenho nada! Com os meus dotes poderiam te ajudar nas despesas da reconstrução da aldeia, mas agora os perdi! Desde quando você sabia disso? E mesmo assim você se casou comigo? – Perguntou em voz baixa.



_ Meu amor, eu casei com você, porque te amo. Logo vamos conseguir dinheiro, não se preocupe. O melhor presente que você poderia me dar está à caminho. É nosso filho. – Confessou Jacob com ternura, tentando acalmar Renesmee.



_ Reconstrução da aldeia? O que aconteceu? – Quis saber Edward.



Renesmee olhou para seu irmão com fúria e respondeu entre os dentes.



_ Nosso irmão mandou queimar o vilarejo do meu marido e ele lutou para reconstruí-lo, sem reclamar. Mesmo assim, sabendo que poderia casar com outra que possuisse dotes, ele se casou comigo, Edward! Agora me diga quem é o porco traidor aqui? O que Emmett fez comigo e com o meu marido não tem perdão! – Esbravejou Renesmee.



Edward não podia acreditar no que acabara de ouvir. Emmett tinha ido longe demais dessa vez. Mas por que razão de tanta crueldade? Seguiu-se um momento de um desconfortável silêncio. Renesmee suspirou perante a reação do irmão, sabendo o quão transtornado ele ficara, assim com ela sentiu-se quando descobriu.



_ Renesmee, eu não sabia! E sobre a renúncia, eu nunca fui a favor. Por isso vim aqui, para te levar embora!



_ Mas eu não vou! Meu lugar é aqui! Tenho muito orgulho de ser uma Black e meu filho ter esse sangue. _ Avisou em voz alta.



_ Renesmee...



Renesmee ergueu a mão com autoridade e Edward se calou.



_ Posso ver que foi um grande choque para minha esposa e pelo seu estado ela deveria descansar. Com a sua licença, meu cunhado, vou levá-la aos nossos aposentos. – Indagou Jacob pegando nas mãos de Renesmee preocupado.



Edward assentiu com a cabeça e murmurou:



— Eu não sou responsável por esta terrível catástrofe e peço desculpas pelo transtorno que o meu irmão causou a você, Jacob. Canalha! — Edward cerrou os punhos. — Vou estrangular o Emmett! Depois de acertar um murro no olho do desgraçado!



— Edward! Que linguagem é essa? — Renesmee repreendeu o irmão. — Compreendo sua indignação, mas nada justifica essa vulgaridade. Você não é assim! Deixe como esta! Emmett, um dia, vai reconhecer o mau que causou.



_ Ó, minha irmã, você sempre é generosa com os outros, mesmo sendo você o alvo dessa injustiça.



_ Edward, não é questão de generosidade e sim se trata que amadureci e meu grande professor é esse homem com quem me casei. Edward, você pode até não entender o porquê Jacob quis se vingar de Emmett. Ele me usou. Confesso que quando fiquei sabendo, também não entendia. Mas conhecendo-o melhor, eu vi que ele fez isso por honra e para proteger seu povo e sua família. E Emmett deveria fazer o mesmo, mas, por pensar em seu poder, ele renunciou sua irmã, quem ele jurou perante nosso pai que protegeria. – Renesmee declarou, com os olhos marejados e sentindo um alívio no peito, ao ver a sinceridade em suas próprias palavras. Sentiu o bebê chutar na barriga pouco volumosa e pôs a mão sobre a mesma. Sorriu em resposta ao ato do bebê, que já era amado pelo pai e pela mãe... Talvez também pelo tio.



_ Saiba, Jacob, que você sempre terá o meu apoio – Indagou Edward esticando a mão em sinal de paz.



_ E você o meu, cunhado! – Murmurou Jacob com um sorriso no rosto.



Renesmee se comoveu com a cena e abraçou os homens que ela mais amava em sua vida. Talvez, as coisas finalmente estivessem se ajeitando... Porém, as aparências enganam.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Capítulo 2 – Sentimentos



Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você esta comigo
O tempo todo

E quando vejo o mar

Existe algo que diz

Que a vida continua

E se entregar é uma bobagem...


Jacob e eu nos sentamos de frente para a praia e ficamos admirando o mar ao longo do horizonte. E apesar da dor que sentíamos, começou a me transmitir uma paz tão grande, que pouco a pouco foi acalmando o meu coração.



Eu olhava para ele e via Seth, mas quando prestava atenção nos seus gestos, no falar e no agir, era uma pessoa completamente diferente. Fazendo o meu coração começar a bater de forma estranha. E me sentir culpada por está atraída pelo meu cunhado. Afinal havia perdido o namorado há dois meses e era no mínimo estranho sentir algo pelo seu irmão.



- Posso te perguntar uma coisa¿ - Perguntei para ele, virando o meu rosto para fitá-lo. Vi que virou o seu e encarou o meu olhar de forma estranha. Um frio repentino se formou em meu estômago e meu coração acelerou quando nossos olhos se encontraram.



- O que você quiser. – Respondeu com a voz rouca e sexy, fazendo pequenos tremores afligirem o meu corpo.



- Como sabia que eu estava aqui¿ - Perguntei, tentando decifrar as suas expressões, e vi um ligeiro sorriso se formar em seu rosto. Era algo inacreditável, suave, encantador e ao mesmo tempo havia dor denotando uma estranha frustração. Ele sofria mais do que eu, vivia um drama familiar muito complicado e veio a mim pedindo socorro. Sorriu forçado para mim e mesmo assim foi lindo ver os dentes branquinhos, as covinhas no queixo, o nariz ligeiramente arredondado, a boca carnuda e desenhada se abrindo ligeiramente. Fiquei completamente fascinada por aquele sorriso e ao mesmo tempo culpada por me sentir daquela forma.



- Sua tia... – Sussurrou enquanto franzi o cenho, sem entender o que dizia. Como ele conhecia a minha tia¿ Do que estava falando.¿ - Fui à sua casa e usa mãe caiu dura quando me viu. Foi a mesma reação que teve. Sua tia a acudiu e depois expliquei quem eu era e o que queria com você. Mas sua mãe não queria que te procurasse. Achou que você teria um colapso e se negou a me dizer como achá-la. Agradeci e sai, e foi naquele momento que sua tia, uma moça baixinha com cabelos pretos, curtinhos e picotados veio correndo para me alcançar e disse que você estaria na praia ou nos penhascos . Falou da sua pedra a beira do mar e que sempre vinha para remoer a morte dele. – Quando falou a forte “dele”, engoliu seco e seu tom ficou mais áspero. Senti um desconforto em seu falar e o sorriso se fechou no mesmo instante.



- Coitada da minha mãe... – Sussurrei imaginando o seu susto e como deveria ter ficado. – É verdade. Sempre venho até aqui para pensar no que farei e me lembrar do que vivemos. Seth e eu tínhamos muitos planos. Fizemos projetos para o nosso futuro e eu não pensei na minha vida sem ele. Agora tenho que me acostumar e aceitar o que aconteceu. Aceitar que a minha infantilidade o matou. – Meu coração apertou novamente e as lágrimas começaram a se formar novamente no canto dos meus olhos. Minha voz ficou embargada e não conseguia conter o choro eminente. Jacob me olhava com tanta pena. Era algo tão estranho de ser ver, um homem daqueles completamente compadecido da minha dor. – Se não fosse a minha criancices... – Segurou o meu rosto com as duas mãos e começou a negar as minhas palavras novamente.



- SHIII!!! Você não teve culpa, meu anjo. O que aconteceu foi uma fatalidade e todos nós estamos sujeitos a isso. Agora o que tem a fazer é pensar no seu futuro... Isso sim. Mas não que a sua vida acabou... Ela só está começando e você ainda terá muitos namorados. Viverá grandes amores até encontrar o homem da sua vida. Só está na flor da idade e na sua idade tudo parece grande demais. Mas pode acreditar, isso tudo vai passar e você só sentirá uma grande saudade. – Falava com tanta sabedoria. Havia tanta maturidade para um rapaz de apenas 19 anos. Fiquei espantada como conseguia falar daquela maneira e foi inevitável pensar em Seth, em como ele era brincalhão, fazia besteiras e não tinha a maturidade de um homem com as responsabilidades que precisava para ajudar a mãe. Às vezes Seth parecia um verdadeiro homem, mas na maioria tinha atitudes imaturas. Com Jacob era tão diferente... Ele era tão adulto.



- Não... – Sussurrei desviando meus olhos dos deles. Não agüentava encarar aquele lindo olhar. Ver suas expressões e senti-lo tão de perto. – Podemos caminhar um pouco¿ - Perguntei sentindo o desconforto da situação.



- É claro, meu anjo. – Em um estalar de dedos Jacob se levantou, segurou gentilmente minha mão e me puxou. Começamos a caminhar lado a lado pela praia, enquanto falávamos sobre as coisas que precisava saber. Era tão doloroso para mim, mas sabia o quanto aquilo era importante para ele.



- O que ele fazia¿ Como vivia¿ Quais eram os seus projetos¿ Que tipo de música gostava¿ Os livros que já leu¿ - Começou uma série de perguntas sobre o irmão, deixando me completamente zonza. E cada vez que abria a boca, falando algo, sentia correntes elétricas percorrerem meu corpo, aumentando ainda mais o meu remorso.



- Você está rápido demais. – Disse para ele. – Ficará quanto tempo em La Push¿ Podemos conversar com calma sobre tudo isso. Não precisa ser de uma vez. Também tenho muitas fotos para te mostrar e sei que você conseguirá conhecer melhor o seu irmão. – Respondi.



- Eu tirei duas semanas de licença e pretendo ficar até o último dia. – Suspirou fundo e percebi o desconforto. – Sinceramente não quero voltar e encontrar o meu pai... Não quero! Ele se quer sentiu a morte do filho... Não quero olhar para ele e pensar nele machucando a minha mãe. Se o fizer, farei uma grande besteira. – Respondeu.



- Você disse que seu pai é militar... – Ele me cortou quando comecei a falar.



- Ele é um capitão linha dura do exército. Tivemos muitos problemas há dois anos, quando decidi não ir para o exercito. Primeiro tentei a força aérea. – Calou-se por breves segundos. – Passei em todos os testes, mas tenho problema de vista e um piloto não pode pilotar um caça aéreo com o problema que tenho... Não tenho uma boa visão há longa distância. Nessa época, meu pai infernizou a minha vida. Mas eu não aceitaria de forma alguma ficar sobe o seu comando e ser visto como filho do Capitão Black. Assim resolvi ir para marinha, mas devo confessar que às vezes é muito chato. Só gosto mesmo quando fico meses em alto mar, longe de tudo o que me faz mal.



- Nossa! Eu nem imaginava isso tudo. Mas como você já está há dois anos na marinha¿ Apesar de que Seth repetiu um ano no colegial. – Disse curiosa.



- Eu comecei a estudar bem cedo, Ness. Os professores me adiantaram dois anos e terminei o colegial quando ia completar dezessete. Ainda fiquei quase um ano fazendo cursos fora da base. E o que gostaria mesmo era ter feito engenharia. Cheguei até a me inscrever para algumas universidade e fui aceito. Mas... Você já deve imaginar.



- Seu pai não aceitou¿ Não acredito nisso!



- Não aceitou! Eu tinha uma única alternativa... Seguir carreira militar.



- Isso é horrível! – Disse para ele.



- Mas eu até gosto da marinha e tem uns cursos legais lá. Só que as turmas estão lotadas e estou esperando vaga para entrar no curso de engenharia. Se eu conseguir, além de marinheiro também serei engenheiro. Isso é um sonho e sei que sou capaz. – Ele ficou de frente para mim, cruzou os braços na altura dos peitos de forma sexy, encarou o meu olhar e sorriu. – Agora me conta sobre “ele”.



- Ele era incrível e como todo o rapaz da sua idade, jogava no time de foot baal do colégio. Era um dos populares e as garotas morriam por ele. Pode imaginar como eu me sentia insegura, não é¿ Era como um peixe fora d’água e ele me fazia sentir como uma pessoa especial. Quando me mudei para Forks, era muito tímida e me achava feia, desengonçada, sem graça e além disso CDF. Então as pessoas passaram a implicar comigo. Ai Seth apareceu com aquele jeito “cheguei” e foi logo mostrando a que veio. De início fiquei receosa e tive muito medo de me envolver. Afinal nunca havia namorado e ele era muito descolado. Um mês depois começamos a namorar e as garotas da escola morreram com isso. – Comecei a rir lembrando.



- Você é linda, Ness... Não sei o motivo dessa baixa estima. Mas posso dizer que sei bem o que meu irmão viu em você... É simplesmente linda e encantadora. – Disse me encarando e senti minhas bochechas queimarem de vergonha. E sabia que estava vermelha como um camarão.



- Isso é bondade sua, mas deixa eu continuar. - Sorri e continuei a minha história. – Ele foi o meu primeiro tudo... Se é que me entende. E nós nos entendíamos muito bem, mas às vezes ele ficava calado demais e pensativo. Quando perguntava o que se passava, ele se trancava em uma concha e não se abria. Hoje sei que eram por causa dos problemas familiares. Tirando isso, ele era muito alegre, adorava fazer piadas, cativava as pessoas logo de cara... Tinha um jeito único. – Jacob me olhava encantado enquanto falava de seu irmão. E as estranhas sensações de correntes elétricas continuavam e me afligir quando me tocava ou me olhava de forma mais penetrante.



- Queria muito conhecê-lo. Acho que sou bem mais tímido que ele. – Respondeu.



- Ele era bem descolado, adorava dançar... – Comecei a rir. – Ele adorava hip hop e dançava como aqueles caras dos filmes. Era tão engraçado! – Gargalhei ao me lembrar e Jacob também riu. – Eu tentava acompanhar os passos, mas não conseguia. Uma vez ele me levou num club e os caras ficaram me olhando com um jeito estranho. Ai um deles falou: Seth essa branquela não leva jeito pra coisa, mano! – Eu ria tanto me lembrando da cena e Jacob, mesmo sem saber como realmente havia acontecido, ria comigo. – Eu me senti ridícula e humilhada. Eles se sentiam os maiorais e ainda me chamavam de branquela. Aquela noite foi uma das mais engraçadas e rimos muito depois.



- Eu não quero te cortar, mas já está anoitecendo e pelo que vi quando cheguei está a pé. Como você chegou aqui¿ - Perguntou arqueando uma das sobrancelhas.



- Eu fui de bicicleta até a casa do Embry e ele me trouxe de carro. Ficou de me buscar depois, quando eu ligasse.



- Eu estou de moto. Quer uma carona¿ Se não sentir medo, eu a levo para casa. – Encarou novamente o meu olhar, fazendo as minhas bochechar arderem mais uma vez e a estranha sensação de frio percorrer o meu estômago. As correntes elétricas faziam festa em meus braços e tive vontade de fugir. Ele era tão real, tão perto, tão lindo... tão... Eu não podia... Não devia pensar nele como...



- Não vou te incomodar¿ - Perguntei abaixando a cabeça, sem querer ver o que seus olhos me diziam.



- De forma alguma, meu anjo. – O timbre da sua voz era como música para mim e fazia meu coração acelerar. Era algo tão estranho que fazia meu corpo doer. Naquele momento soube que o queria, mas que não podia me atirar em seus braços. Ele estava pedindo socorro para mim, era o meu cunhado e não poderia simplesmente me oferecer para ele.



- Tudo bem! Deixa só eu ligar para o Embry e avisar. – Peguei o celular no bolso da calça e disquei.



-Oi, sou eu!



- Ness, quer que vá te buscar¿ - Perguntou.



- Eu arrumei uma carona, Embry. Não precisa vir.



- Tudo bem! Se precisar de algo... Mais tarde levo a sua bicicleta.



- Obrigada, amigo!



- Vê se fica bem! Disse e desligou.



- Pronto! – Disse para ele, que entrelaçou os dedos em minhas mãos, fazendo meu corpo gelar naquele momento. Não consegui me mover, ele parou e ficou me olhando por uns instantes.



- O que foi¿ - Perguntou angustiado. Senti as lágrimas queimarem em meus olhos. Abaixei a cabeça e tentei não olhar... Eu não podia... Não devia...



- Desculpa... é... que... – Ele me puxou pela cintura e colou os nossos corpos. Colocou a minha cabeça em seu ombro e me abraçou forte. Senti o choro incontrolável naquele momento, mas ao mesmo tempo um conforto tão bom. Os seus braços pareciam o melhor lugar do mundo. Fiquei tão segura neles, que não queria sair. Seu cheiro invadiu as minhas narinas, deixando-me completamente inebriada pelo seu perfume. Seu calor era tão grande, que alcançava o meu coração. Um sentimento tão estranho tomou conta de mim naquele momento, que não conseguia entender. Não era como me sentia com Seth... Era mais forte.



- Vai passar, meu anjo. Vai passar! – Beijou a minha cabeça e fez carinho em minhas costas. Depois segurou o meu queixo com uma das mãos e ergueu a minha cabeça, fazendo os nossos olhos se encontrarem. Seus olhos estavam lacrimosos e me olhavam com intensidade. Parecia atingir a minha alma quando em olhava. Beijou minha bochecha e depois começou a secar as minhas lágrimas com os dedos. Ao terminar, colocou a minha cabeça em seu peito novamente e voltou a afagar os meus cabelos de forma delicada com minha mão. Sua outra mão acariciou as minhas costas. Fechei os olhos e me perdi em seu abraço.



A noite começou a cair, uma brisa fria percorria os nossos corpos, as correntes elétricas brincavam com meu corpo, meu coração batia tão forte e descompassadamente, as lágrimas não cessavam e um medo novo, e inesperado começou a tomar conta de mim. Eu estava me apaixonando por ele, talvez nem fosse a palavra correta, e não podia... Não devia.



Era tão doloroso pensar que eu perderia pela segunda vez. Sabendo que em duas semanas ele iria embora e eu ficaria sem chão.



Envolvi os meus braços em sua cintura e o abracei tão forte, mas tão forte que parecia querer algemá-lo a mim. Não queria que partisse, mas era inevitável e já estava me doendo. Sentia saudade de alguém que não era meu, de algo que não vivi e que talvez nunca fosse acontecer.



- Jacob... – Sussurrei seu nome com dificuldade, elevei a minha cabeça e o encarei. Vi que ele também chorava e as suas lágrimas me doeram. Levei o meu rosto até o seu, fechei meus olhos e beijei seus lábios. Naquele momento duas coisas acontecerem. Primeiro uma revolução se formou em meu estômago, fiquei completamente zonza com o encontro dos nossos lábios. Depois ele intensificou o nosso beijo e me abraçou ainda mais forte.



Seus lábios começaram a se mover de forma lenta e gentil sobre os meus. Sua pele macia e quente me proporcionavam sensações inenarráveis quando se moviam, davam leves chupões na parte inferior dos meus lábios. Inclinou a cabeça e senti a sua língua pedir passagem. Abri a boca e deixei que invadisse e se encontrasse com a minha. Nós dois estremecemos e gememos juntos quando eles se tocaram. Ele me apertou ainda mais e intensificou as carícias em meus cabelos. Começou com movimentos lentos, explorando cada parte da minha boca. A língua molhada flutuando de forma deliciosa, o gosto de menta de sua boca, os movimentos graciosos que fazia enquanto a movia me tiravam a sanidade. Sua mão pousou em minha cintura e fez uma caricia sobre a minha pele. Estremeci novamente e senti suas mãos subindo pelas minhas costas, aumentando as estranhas sensações em meu corpo, fazendo meu coração bater cada vez mais forte.



Intensifiquei o movimento de nossas línguas, fazendo o gemer gostoso em minha boca. De repente, um volume se formou em sua calça... E que volume... O desejo começou a consumir o meu corpo e desejei senti-lo vibrando dentro de mim. Era algo mais forte do que eu. Uma necessidade tão grande, que não podia suportar. Eu o queria mais do que tudo e os seus beijos me proporcionavam algo que nunca tive, algo que nunca havia sentido até aquele momento. Perdê-lo me causaria ainda mais dor e sabia que não suportaria mais uma perda. Lágrimas desceram pelo meu rosto e chorei enquanto nos beijávamos.



- Desculpa! – Ele disse arfando ao interromper o nosso beijo. – Não queria fazer você chorar, meu anjo... Não queria! Você está sofrendo tanto e eu não tinha o direito de fazer isso. – Disse com expressão de agonia.



- Não, Jacob... – Coloquei o dedo em seus lábios. – Eu estou chorando de emoção...Nunca senti isso antes... eu... eu... – Não conseguia falar e ele abriu um discreto sorriso para mim.



- Eu também não... – Hesitou e segurou meu queixo, ainda me olhando de forma penetrante. – É como eu conhecesse esses lábios há muito tempo. Eu me sinto tão estranho e ao mesmo tempo feliz...Mas você ainda é a viúva do meu irmão. – Virou o rosto e pareceu arrependido. Então o puxei para mim, virei o seu rosto, segurei com as duas mãos e ficamos nos encarando. Calmamente, como se estivéssemos em câmera lenta, foi aproximando o seu rosto do meu. Ficamos a centímetros um do outro, encarando o olhar apaixonado, até que fechei os olhos e senti o toque dos lábios quentes, macios e úmidos pelas lágrimas nos meus. Começou com ligeiros selinhos, depois começou com movimentos intensos, até pedir passagem para sua língua e recomeçar a explorar a minha de forma singela.
CAPÍTULO 12




Aro Volturi andava incisivamente pelos campos esverdeados do interior. Procurava loucamente e continuamente pelo alvo de sua vingança: Jacob Black.



Aro fora muito apaixonado por Sarah, mãe de Jacob Black, no passado. Seu casamento com Suplicia, sua atual esposa, era uma fraude e ele remoia as suas mágoas por Billy Black. Porém, ele descobriu sobre a morte de sua amada e jurara vingança contra os Black. Decidira por combater o membro que mais afetaria Billy: Jacob, o herdeiro. Aquele que fora fruto do amor entre Billy e Sarah Black.



Aro calvagava em um cavalo preto, negro como as nuvens daquele dia, enquanto perguntava às pessoas algumas informações sobre o Clã Black. Um homem jovem e de aparência fina - Edward -, dera informações a ele de como chegar lá e o mesmo foi afoito. Porém, isso não era um bom sinal.



Ao se aproximar da propriedade, resolveu se alojar em alguma cabana próxima. Ele simplesmente abandonara a mulher e os filhos, Alec e Jane, a fim de vingar-se. A sede de vingança o cegava, tanto que destruiu a própria família e o próspero futuro.



Ele bateu levemente na porta de uma cabana que parecia amigável. Era bem cuidada, porém humilde. Uma mulher de cabelos negros e curtos, além de um corpo com muitos atributos, abriu a porta curiosa.



- Poderia ajudá-lo? - Era a voz de Leah e aquela era a casa dos Clearwater. Com certeza, isso não iria prestar.



- Sim. Estou procurando abrigo. Não se assuste, estou disposto a pagar algumas libras pela hospedagem. - Murmurou Aro, procurando em um de seus bolsos as moedas.



- Eu preciso perguntar à minha tia, mas posso saber o porquê de você estar aqui? Digo, há algum interesse comercial em nossas terras? Pois queremos nos mudar. - Leah disse cabisbaixa, relembrando da conversa séria que sua tia havia tido com ela e Seth, quando descobrira sobre a armação contra Renesmee.



Sue queria tranqüilidade à sua família e, por isso, estava tentando vender as suas terras mais afastadas da Sociedade dos Black, em busca de uma vida mais digna.



- Mas posso ficar abrigado aqui até você falar com ela? É que eu estou com um pouco de sede e fome. Entretanto, prometo pagar a hospedagem. - Indagou Aro.



- Claro que sim. Seth! - Leah gritou, chamando-o. O mesmo apareceu com os olhos inchados de chorar, com enormes olheiras de sono, pois a insônia não o deixava dormir.



Ele sentia-se muito perturbado com tudo o que causara aos seus amigos, mesmo que fosse por amor. Só de pensar que Renesmee havia fugido e poderia estar em apuros - por sua culpa - já sentia o peito contorcer-se e uma enorme falta de ar cabia-lhe. Não entendia como ambos os sentimentos eram possíveis, porém isso era o que menos importava a ele.



- O quê, Lee? - Perguntou com a voz mais rouca do que normal. Fitou o homem à sua frente, dando-se conta de o quanto não apresentável estava. Vestia apenas roupas sujas e antigas, que possuíam algumas marcas devido ao uso.



- Esse homem precisa de hospedagem. Ele alugará um quarto, pode acomodá-lo, então. - Leah falou rispidamente para o irmão.



Como se ainda fossem crianças, - onde Leah sempre falava a ele o que fazer - ele obedeceu e, a passos arrastados, foi em direção ao quarto. Arrumou com alguns lençóis improvisados uma cama simples, enquanto seus pensamentos se dispersavam... Em direção à reação da Renesmee ao seu beijo. Teria ela sentido algo? Ou apenas ódio dele?



- Moço, o que houve com o senhor? - Aro perguntou curioso, enquanto sentava-se na cama improvisada, ansioso para poder descansar um pouco.



- Decepção amorosa. - Limitou-se a sussurrar. Aro acenou positivamente com a cabeça, entendendo o que Seth dissera... Afinal, ele já sentira na pele isso.



- Sei como é... E sei que não vai querer falar sobre isso. - Aro pronunciou-se. - Já sofri uma vez, algo que me corroeu para a vida inteira.



- Mesmo? - Interessou-se Seth, enquanto sentia os olhos, antes marejados, brilharem de excitação.



- Verdade. Eu amava a Sarah, mas um desgraçado a roubou de mim. Claro que proporcionei uma luta, mas ela o escolheu... Então a deixei ser feliz e renunciei a minha felicidade assim. Tenho mulher, filhos e dinheiro, no entanto, permaneço infeliz com essa vida. Esse maldito sentimento de quatro letras pode mudar o curso de uma vida. - Falou referindo-se ao amor.



- Espero que isso não aconteça comigo, mesmo o meu patrão tendo me demitido. Sabe, eu sempre fui amigo dele, Jacob, só que eu me apaixonei pela Renesmee Cullen e isso só gerou atrito entre nós... Bem, eu provoquei-os. Entretanto, já me arrependi do feito, ele poderia ter me levado a forca pelo que fiz - Seth pronunciou cabisbaixo, mas evitando um vexame ao chorar na frente de um estranho.



Aro surpreendeu-se e arqueou ambas as sobrancelhas, incrédulo. Balançou a cabeça negativamente e riu roucamente. Fora um riso rouco devido à inutilizarão da fala por algum tempo.



- Jacob Black e Renesmee Cullen? - Perguntou ele gargalhando.



Seth o encarou confuso e piscou, tentando raciocinar. Por que aquele homem tão... Peculiar estava o tratando assim? Seria a sua história tão ridícula assim?



- O que foi? - Finalmente perguntara Seth. Já Aro, estava preste a chorar de tanto rir.



- Eu estou voltando das minhas origens. Sabe a Sarah que lhe falei? Então, eu vou contar a história da minha vida.



"Quando jovem, eu era filho de famosos fazendeiros aqui de nossas terras, na verdade, nas redondezas. Por cerca dos dezesseis anos, encontrei Sarah McCartney - você conhecera como Sarah Black - e me apaixonei à primeira vista. Recordo-me até hoje que ela usava um vestido azul, bordado na saia e bem trançado no corpete. Seu busto se destacava e mostrava a quão fina era a sua cintura. Seus olhos negros como a noite me hipnotizavam com os seus segredos obscuros. Seus cabelos também negros caiam em cachos delicados e bem feitos. A maquiagem era leve e aqueles lábios sinuosos e carnudos chamavam-me com um delicado batom sobre. Os seus gestos eram tão graciosos e delicados... Lembro-me que, no baile onde estávamos Billy Black pediu para dançar com ela, enquanto eu me aproximava. Corroí-me de inveja ao vê-los trocando olhares, toques, risadas e falas, porém me agüentei por compostura.


Depois de um tempo, a encontrei novamente próxima a minha propriedade. Perguntei a ela o que estava fazendo ali e esta disse que esperava uma pessoa. Naquele momento, pensei que fosse eu, mas logo descartei a idéia, quando vi o Black se encontrando com ela.


Desesperadamente, pedi ao meu pai que pagasse um alto dote a ela. Entretanto, ela achou uma atitude mesquinha comprarmos o seu amor - pois era uma pessoa com muita fibra e moderna; acreditava até em amor verdadeiro. Ela me ignorou por alguns meses, porém foi inevitável o nosso encontro em uma troca de gado que nossos pais queriam fazer. O senhor McCartney permitiu que eu fosse junto, afinal, eu já tinha idade o suficientes de assumir o trabalho de meu pai, Luigi Volturi. Eu sorria internamente ao pensar naquele momento, mas nada fora como o esperado.


No Castelo, Sarah estava graciosamente vestida, acompanhada de Billy Black. Eu perguntei o que eles faziam lá, no entanto, ela apenas virou o rosto e acariciou o de Billy. O senhor McCartney não só me informou que eles estavam noivos, mas ela também me mostrou a aliança do noivado. Consternado, exigi explicações, o que só piorara a situação.


Preocupado, o meu pai decidiu levar-me para fora, pois soube que eu estava disposto a fazer qualquer coisa para separar a minha amada do noivo. Então, arranjou um casamento para mim, onde eu moraria na casa dos sogros, mesmo sendo deselegante.


Viajamos algum tempo em carruagens, de modo precário, até chegarmos à Bristol, Inglaterra, para conhecer a família com quem eu me casaria. Conheci a minha noiva e não podia negar que me atrai por ela, afinal, a sua beleza também era estonteante.


Entretanto, eu pensava diversas vezes em Sarah, não em Sulpícia - minha noiva. O casamento logo aconteceu e então eu não tinha mais saída.


Vivi infeliz durante muitos anos, até tive dois filhos. Porém, ambos são mesquinhos e apenas dão valor às futilidades da vida. Acho que nunca existira alguém mais infeliz do que eu. Assim, eu morrerei feliz ao vingar-me... “E o meu alvo é acertar Jacob Black, o herdeiro de Sarah e Billy.”





Aro terminou o seu discurso com os olhos marejados ao relembrar de tanta dor. Era indescritível tamanha dor que sentira, nem quisera comentar com Seth sobre isso. Apenas a palavra "infeliz" descrevia a sua vida. Tudo fora em vão para ele.



Já Seth estava totalmente incrédulo. Sentira um misto de sentimentos perante àquele homem. Desde medo à pena. Medo do que ele seria capaz de fazer a Jacob, pois Seth não desejava o pior para o amigo, apenas o amor de Renesmee. A pena de vê-lo sofrer, porque não achava que Aro merecia tanto desfeito em uma vida e percebera isso nos olhos desse homem amargo.



- Aro, não sei nem o que lhe dizer. No entanto, tenho uma dúvida: como se vingará de Jacob Black? - Seth perguntou temeroso, mas ao mesmo tempo, estranhamente, com um pouco de esperança.



Os olhos de Aro brilharam de expectativa, esperando que Seth aceitasse a proposta que estava prestes a fazer.



- Renesmee Cullen - em breve Black - é o meu alvo principal. Para atingí-lo, basta capturá-la. Gostaria de tê-la como refém? Submetida a todos os seus comandos e desejos? - Aro perguntou, deixando Seth um tanto abismado.



Os pensamentos de Seth dirigiram-se a ser um tanto quanto indecentes. A viu amarrada em uma cadeira, totalmente entregue a ele. Abanou a cabeça negativamente, sentindo o seu membro pulsar sobre a sua calça. Imaginá-la tão submetida o excitava, porém ela amava outro e seria como abusar de alguém assim... Mas quem sabe ela - com apenas ele em uma cabana - não alterava as suas emoções? E se começasse a sentir algo por ele?



Os olhos de Seth brilharam de expectativa, repetindo o que Aro fizera anteriormente.



- Eu aceito! - Uma voz pronunciara, mas não fora a de Seth... Fora Leah que escutara toda a história de trás da porta e se interessara. Separando o Jacob de Renesmee, ela teria todo o poder necessário para conquistá-lo. Era apenas livrar-se da pacata lady. Pensara assim, com a inveja crescendo em seu ser. - Portanto, me disponibilizo a ajudá-lo, porém Jacob não sairá ferido, não é? - A sua voz tornou-se trêmula a pensar em tal possibilidade.



- Não, apenas infeliz. Talvez você consiga fazê-lo feliz, pois vejo a ambição em seus olhos. - Aro respondeu, avaliando a expressão de Leah. - E você, menino? - Dirigiu-se a Seth.



Este olhou temeroso para a irmã. Fizera ela bem? Porém, ao ver que Renesmee e Jacob podiam ser felizes separados, um com cada Clearwater, sentiu-se completo. Imaginar Renesmee respondendo as suas carícias o fazia suspirar e com Leah não era diferente.



- Sim, eu também aceito.





(***)



Renesmee e Jacob já se encontravam nas as redondezas do Castelo. Jacob trotava o cavalo para seguir mais rapidamente, pois percebera a aparente fraqueza de Renesmee.



A moça sentia-se fraca e mal conseguia segurar-se na cintura de Jacob. Ela sentiu a cabeça rodar assim que Jacob parou o cavalo em frente ao Castelo, próximo à Torre.



Desceu do animal em que estava montado e pegou Renesmee no colo, correndo para dentro do lugar.



Sue a tratou e nem precisou de muitos cuidados. Era apenas uma febre devido ao excesso de chuva e ao tempo, pois estava esfriando nos últimos dias.



Passara-se dois dias desde ocorrido e todos já festejavam a volta da senhorita Cullen. Jacob, quase êxtase ao ver a sua amada boa e com a gravidez correndo bem, decidira apresar o casamento - o que fora um tanto inesperado a todos.



Isso não havia chegado aos ouvidos dos Clearwater, porque Sue evitara contar qualquer coisa. Estranhava aquele hóspede em sua casa, porém qualquer dinheiro era bem vindo a ela.



Jacob preparou tudo elegantemente, com direito a baile para os convidados, até das comidas mais finas. Ele não tinha o concedimento da família da noiva, mas também nem haveria por que pedir se a resposta seria obviamente não.



Sam e Paul, braços direitos de Jacob, arrumaram os últimos detalhes, pois fora algo apressado e seria algo pequeno, apenas para os mais íntimos.



Enquanto isso, Renesmee descansava na sua cama, quando Sue interrompeu o seu relaxamento, entrando um tanto alvoroçada.



- Renesmee, levante-se! O que fazes aí deitada? Vamos, temos um baile à noite e você precisa se arrumar. - Sue disse, seguindo as instruções de Jacob de não contar nada à Renesmee. Seria uma surpresa inusitada.



- Como? Baile? Por que Jacob não me dissera nada antes? - Perguntou confusa, levantando-se lentamente e já indo colocar o seu corpete.



- Ele decidira há pouco. Não se preocupe você irá gostar. - Sue dissera sorrindo. Porém, logo o seu sorriso se desfez. - Senhorita, a senhora perdoa o que o meu sobrinho fez? Juro que não tenho envolvimento algum sobre isso... E também jurei lealdade ao meu lorde. - Sue pronunciou-se, ajeitando o corpete que ficara um tanto apertado no corpo - com a barriga já aparente - de Renesmee.



- Claro que lhe perdôo Sue. Não fora sua culpa nada do que ocorrera. Não se preocupe agora eu já estou me entendendo melhor com o Jacob.



- A moça murmurou pensando nos últimos acontecimentos. Realmente, eles estavam já trocando carícias, mas não era como antes.



- Aposto que depois dessa noite, vocês se entenderão perfeitamente. - Disse Sue alegre.



(***)



A noite se pôs, e a carruagem já estava pronta para levar os noivos à Igreja, onde um laço reuniria dois amores em uma só união. Jacob estava totalmente extasiado, mal se agüentava em pé. Já estava a caminho da Igreja, enquanto todos se encontravam lá.



Renesmee estranhou o seu vestido ser tão branco e bonito. Encantara-se com o bom gosto de Jacob para escolhê-lo. Ela fitava-se no espelho, enquanto balançava a saia armada. Sentia-se com uma emoção positiva, como se algo bom estava por vir. Não sabia o que era, mas Sue pedira para ela aguardar no quarto, até o devido sinal.



Então, Jacob, com tudo pronto, pediu para Renesmee descer, acompanhada por Sam. O mesmo subiu as escadas e viu a majestosa da noiva no belo vestido branco que Jacob escolhera.



Descendo as escadas lentamente, de braços dados a Sam, Renesmee começou a estranhar toda aquela cerimônia. Sam limitara-se a dizer que eram algumas exigências de seu patrão – o que não deixava de ser verdade.



Eles entraram na carruagem e foi então que Renesmee estranhou e ousou perguntar.



- Sam, afinal, para que tudo isso?



- Senhorita!, Estamos indo a um evento muito importante. Espero que goste... Aliás, aposto que gostará. - Sam respondeu, sendo evasivo.



Renesmee fez um muxoxo, visto que a resposta a desagradou. Repentinamente, a carruagem parou de andar e logo a moça dos cabelos cacheados espiou sobre a frecha que havia para apreciar a vista.



- A Igreja? Espera, eu estou... De branco! - Murmurou Renesmee um tanto chocada.



A Igreja era enorme, também pudera com tantas contribuições dos nobres para erguê-la. As pessoas entravam nela com vestido maravilhosos, chiques e elegantes. Renesmee sabia o que isso significava e um grande sorriso abriu em sua boca. Ela, normalmente, não gostava de ser surpreendida, pois era um tanto curiosa... Porém poderia estar mudando os seus conceitos, afinal, a felicidade era tanta ao saber que casaria com o homem da sua vida.



Com a ajuda de Sam, ela saiu da carruagem e preparou-se psicologicamente para entrar na Igreja. Era o seu dia, o dia em que casaria com o homem que ama.



Um pouco trêmula, recebeu palavras aliviadoras de Sam. Não havia nada que estragaria aquele dia, nem mesmo Seth e Leah - que não sabiam.



Ao entrar na Igreja, seus passos ritmados a levaram de encontro ao homem que a esperava sorrindo no altar. Jacob pegou a sua mão assim que Sam a entregou e sorriu inacreditavelmente extensamente.



- Te amo, Ness. - Jacob sussurrou ao pegar a mão de sua amada. Sam se dirigiu ao lado esquerdo de Jake, enquanto os noivos caminhavam em direção ao padre.



- Também te amo, Jake. Falando nisso, adorei a surpresa. - Murmurou dando um risinho baixo.



A cerimônia se passou sem mais interferências. Fora algo bem rápido, pois Jacob apenas queria oficializar o compromisso entre eles. Porém, durante os trinta minutos, sorrisos preencheram as suas faces e diferentes emoções dominaram os seus corpos. Era um misto de alegria, êxtase, felicidade... Todas as emoções positivas passaram por seus olhos.



Jacob e Renesmee se fitaram a cerimônia inteira, mal notando os votos de felicidade ao padre. Este - o padre - não sabia da gravidez de Renesmee, se não teria renegado a fazer o casamento. Jacob fizera questão de não revelar esse detalhe.



A hora mais desejada por Renesmee finalmente chegara, logo que o padre perguntou:



- Renesmee Cullen, você aceita Jacob Black como o seu esposo? Na saúde e na doença. Na riqueza e na pobreza. Em todos os dias da sua vida?



- Sim, eu aceito. - Renesmee pronunciara alto e sem nenhuma dúvida. Estava convicta de que Jacob a faria feliz.. Afinal, ele já a fizera.



- E você, Jacob Black? Aceita Renesmee Cullen como a sua legítima esposa? Na saúde e na doença. Na riqueza e na pobreza. Em todos os dias da sua vida?- O padre perguntou.



- Sim, eu aceito.



- Então eu vos declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva. - O padre disse concedendo a Jacob para que ele pudesse selar os lábios de sua mulher.



O beijo foi intenso, mostrando o desejo que os dois sentiam naquele momento, assim como a felicidade, Renesmee sentiu o fruto de esse amor dar um chute no seu ventre indicando que ele também estava contente com a união, mais ela sentiu seu coração vacilar um pouco, pois se lembrou de sua família, como ela queria tanto que eles presenciassem a sua felicidade.



Após a cerimônia os noivos fizeram uma comemoração no castelo, pois todos eram a favor da união.



-Um brinde ao Senhor e Senhora Black!- anunciou Sam levantando a taça para que os outros o acompanhassem.



-Contemplem sua nova se¬nhora, minha esposa – declarou Jacob para os presentes - e saibam que quando ela der uma ordem, será como se eu próprio tivesse dado. Qualquer serviço que prestem a ela estará prestando a mim. A lealdade que dedicarem a ela estará dedicando a mim.



Renesmee olhou seu marido com uma expressão próxima à reverência, conteve as lágrimas de gratidão e admiração e sentimento com a mão em seu braço, isso tudo parecia sonho.



– Este dia é seu, meu amor – Jacob murmurou, beijando-a e levando ela para os aposentos senhorais .



Começou a desabotoar-lhe o vestido e puxou-o para que deslizasse até o chão. Fitou o ventre dela e deu risada.



– Primeiro já fizemos um filho pra depois nos casarmos, como somos apressados?.



Entre risos e beijos, eles se despiram. Jacob ajeitou-a com todo o cuidado na cama e beijou a nuca de Renesmee.



Renesmee suspirou. Seu grande sonho de amor estava se tornando realidade.



– Você é tão bonita!– Jacob lhe acariciava o corpo inteiro. – Nessie, venha para cima de mim, tenho medo de machucar o bebê.



Ela obedeceu e posicionou-se, deixando-se penetrar bem devagar. Começou a movimentar-se cada vez mais rápido, até ser sacudida por vigorosos espasmos. Jacob a acompanhou naquele momento de êxtase, entregando-se por inteiro ao amor de sua esposa.



– Está feliz por ter se casado comigo? – Indagou Renesmee aconchegada nos braços fortes do seu marido.



–Lógico! Eu tenho tudo o que um homem poderia desejar. È como se eu havia esperado a minha vida inteira para te conhecer.



– Eu te amo, Jacob Black. Para sempre.