sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Capítulo 16
By Mica Black
 
Há certas horas, em que não precisamos de um Amor...
Há certas horas, que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado...
Há certas horas, quando sentimos que estamos pra chorar, que desejamos uma presença amiga, a nos ouvir paciente, a brincar com a gente, a nos fazer sorrir...
Alguém que ria de nossas piadas sem graça...
Que nos mande calar a boca ou nos evite um gesto impensado...
Acho que você está errado, mas estou do seu lado...
Ou alguém que apenas diga:
Sou seu amor! E estou Aqui!



William shakespeare
 
   Nos últimos meses, Aro remoía-se com o fracasso. Mesmo com um sorriso matreiro no rosto, quando via através de algumas árvores Jacob Black arrastarem-se triste pelos campos verdes em volta do Castelo.

Aro contentava-se com a dor de Jacob; este nunca apodrecera, no entanto. Continuava a controlar a economia do Castelo, pensando em sua pequena filha Selena e no filho que ele deveria ter, sem saber onde procurá-lo.

A solidão predominava na vida de Jacob. Apenas a bebida afogava-o em sua mágoa e fazia-o amenizar a sua dor. Porém não parecia ser o suficiente, pois uma dor no coração não era tão fácil de ser tratada. Não havia um médico que contestasse com aquela afirmação, afinal, quantas vidas já não sofreram por amor? Principalmente nesse caso, onde o amor é mútuo.

Renesmee, enquanto isso caminhava sem destino pelas terras que eram, agora, dela. Aquele lugar fazia-a lembrar tanto dos momentos ruins... E dos bons. Como o parto de seu filho, aquele que ela segurava nos braços.

Uma lágrima solitária escapou do seu olho cristalino. Não era uma dor de emoção ao lembrar o parto de seu filho, mesmo este momento tendo sido um dos mais emocionantes de sua vida. A dor era relativa à perda do pai do seu filho, pois tivera que fugir do seu amado. Ela não poderia voltar ao Castelo, mesmo querendo; pois o pai do seu filho, de acordo com Seth, havia se casado com outra. Teria ele amado outra com tanto fervor quanto amou Renesmee? Teria ele se entregado à paixão como se entregara à Renesmee? Teria ele... Amado outra?

- Mamãe, por que você saiu correndo do Mercado? - Indagou Brandom.

Renesmee suspirou, pensando em como contar para o seu filho sobre o paradeiro de seu pai. Porém ele gostava tanto do Seth que não havia por que contar sobre o verdadeiro pai da criança, o único o qual Renesmee já havia se entregado de corpo e alma.

- Em alguns momentos da vida, temos que evitar mudanças; pois, às vezes, elas não são muito positivas. - Renesmee respondeu de modo evazivo.

Brandon não entendeu direito o que ela queria dizer com aquilo, então apenas deu de ombros. O que ele não reparara fora na expressão angustiada de sua mãe. Porém ela, ainda, não havia se arrependido.

(***)

Sam calvagava hesitante pelos pastos verdes em volta do Castelo. Ele não sabia como dizer, exatamente, para o seu senhor que vira Renesmee, mas esta fugira. Ele temia o seu senhor acima de tudo, mesmo sendo amigo dele. Sam tinha um único amor e, caso ele perdesse ela, não conseguiria viver sem. Por isso ele entendia o amigo, mesmo não aprovando as suas ações imprudentes.

Uma das quais ele sempre refletia era o fato de ter uma filha, de ter entregado-se a outra pessoa. Por que ele teria feito aquilo? Apenas um gesto impensado não era uma desculpa boa o suficiente. O que Sam pensava realmente ser era o fato dele querer substituir o vazio em seu coração. Jacob poderia ter pensado ver a Renesmee, mesmo sendo a Leah... Ou talvez não. Fora apenas uma infração ao seu coração.

- Sam? - Uma voz ecoou no ambiente. Sam, que estava sem um Destino certo, apenas calvagando e refletindo, virou-se e fitou o seu patrão.

- Sim, senhor? - Respondeu Sam hesitante, sem saber o que realmente falar ao seu patrão a respeito de Renesmee.

- Você fora visitar a sua sogra. Então, como foi? - Jacob perguntou com uma garrafa de uísque em sua mão, que já era freqüente, além de estar em um estado um tanto depressivo de sua aparência.

- Ótimo. Aliás, tenho uma coisa para contar-lhe. Todavia é melhor acomodarmo-nos, pois as notícias prometem complicar-te a vida, senhor. - Sam ainda não havia pensando no que contaria ao seu patrão, porém sabia que tinha a obrigação de contar-lhe.

Jacob, mesmo sem compreender o amigo e serviçal, assentiu e locomoveu-se até o seu gabinete, dentro do Castelo. Andaram em silêncio, com uma tensão no ar por parte de Sam. Porém Jacob não estava muito preocupado, afinal, os seus enleios rondavam apenas uma pessoa... A qual ele preferia não pronunciar o nome.

- MiLorde, temo em contar-lhe uma suspeita que tenho. - Sam começou a falar, enquanto movia as mãos repetidamente.

Jacob arqueou a sobrancelha, esperando que o amigo prosseguisse. Porém o próprio não fê-lo. Então o patrão irritou-se, já alterado com o excesso de bebidas, e socou fortemente à mesa.

- Vai falar logo? Está ocupando o meu tempo.

- Que tempo, senhor? Desculpe o atrevimento, mas você apenas aproveita o tempo para lembrar da sua amada Renesmee! E beber às suas custas! - Sam resolveu retrucar, sabendo que era o único modo dele, realmente, escutar o que precisava falar.

Todavia Jacob não recebeu o comentário muito grato. Em resposta, levantou-se de sua cadeira e apoiou as mãos na mesa de mógno, cuja havia vários papéis atirados. Com um olhar demonstrando ira, fitou o amigo.

- Quem você pensa que é? Eu posso pensar em quem eu quiser e beber quando eu quiser! Sou um homem livro e, por isso, tenho direitos! - Declarou irritado.

Totalmente fora de si, Jacob andou ao redor da mesa e aproximou-se de Sam. Puxou-o pela gola de seu casaco, fitando o amigo nos olhos.

- Desculpe senhor. Não queria irritá-lo, apenas queria mencionar, justamente, o nome de quem viu hoje. - Sam disse com os olhos esbugalhados, e a fala pausada.

Seu patrão assustava-o quando bebia, pois agora tornava o hábito freqüente e isso apenas alterava rapidamente o seu humor.

Repentinamente, Jacob o soltou, recuando alguns passos até encostar-se na parede. Ali, ele apoiou-se com as costas e deslizou até sentar-se, com diversas lágrimas acumuladas nos olhos.

Ele sentia uma enorme dor no peito, o lugar responsável pelo infrator de nossas vidas: o coração.

- Re-Re-Renesmee? - Jacob gaguejou, a fim de perguntar o nome de sua amada, porém a dor o impedia de falar algo coerente.

- Tenho a impressão que a vi de longe, andando entre as pessoas da vila da minha sogra.
- Sam disse, impressionando-se com a cena que estava a ver: seu patrão indefeso.

- Mas era ela? Era ela mesma? E ela carregava algum menino? - Jacob perguntou em um fôlego só, com os olhos marejados e o coração arrebatado.

Seus devaneios logo se direcionavam ao seu filho, aquele que deveria aparentar seis anos de idade. Já deveria estar andando, falando, brincando... E Jacob havia perdido toda essa evolução de seu pequeno.

- Eu tenho certeza que era ela, senhor. - Sam respondeu a sua pergunta anterior.
Jacob ergueu-se de ímpeto.

- Então vamos para este vilarejo, caro Sam. - Jacob determinou, com, finalmente, após anos, um sorriso estampando-se na sua face.

- Mais creio que demoraremos uns dois dias para chegar até lá – advertiu.

- Não me importa Sam!

(***)
Jacob não esperara nem o sol se pôr que já partira em busca de sua amada. Apenas despedira-se, de modo decente, de sua filha Selena, que acabou contendo as lágrimas de decepção ao ver o pai correndo atrás de algo tão valioso a ponto de deixá-la. Afinal, não haviam contado a menina o motivo da saída repentina de Jacob. Como alguém conseguiria dizer a uma menina tão pequena que o pai fora em busca do verdadeiro amor e que a sua mãe fora apenas um passatempo?

Nem Leah conseguiu dizer; apenas evitou, sequer, um abano de mão quando soube que Jacob achara Renesmee. A notícia, afinal, havia se espalhado rapidamente pelas bocas dos serventes. Todos queriam ver, enfim, o lord Jacob Black contente novamente.
Ninguém mais o agüentava tão rabugento, de qualquer jeito.

Leah e Aro remoíam-se de raiva, porém Leah pensou que Seth cuidaria para que Jacob não levasse Renesmee. Só que ela não sabia que Seth nem estava mais entre eles.
Já Aro quase enlouquecera ao descobrir que, o seu triunfo de seis anos, fora por água abaixo. Entretanto, ambos tinham esperanças de ver Jacob voltar arrasado, sem ter encontrado Renesmee.

Enquanto alguns estavam contra o possível reencontro do, agora, rabugento Black; outros estavam a favor disso, como os seus amigos, que não agüentavam mais as bebedeiras e as lamentações de Jacob.

Quase todos no reino gostavam de Renesmee, era verdade. Porém havia exceções, coisa da qual a vida é feita. Exceções e razões. Não havia por que Jacob não acreditar no reencontro com o seu amor - o qual ele sonhara fazia tempo - se ele tinha tal razão para continuar a viver.

Ele tinha... Não tinha?

- Senhor, creio que chegamos, está onde a encontrei-indagou Sam

Jacob sentiu um aperto no peito, ao lembrar uma das noites em que passara com a sua amada nos braços. Lembrou-se da noite em que fora atrás dela, porém não podiam sair devido a uma tempestade. Lembrou-se de dormir apenas com o seu cheiro rondando-o, o suficiente para fazê-lo tremer. Lembrou-se da sua enorme barriga protuberante, a qual se mexia faceira. Como ele poderia esquecê-la se as memórias ainda estavam presentes?
Como ele poderia esquecê-la se o seu coração batia mais forte, sua respiração tornava-se irregular, e uma corrente elétrica passava pelo seu corpo apenas ao imaginar vê-la? Não era tocá-la, senti-la, tê-la. Apenas vê-la já lhe causava diversas emoções, das quais eram tão prazerosas que o fizeram permanecer vivo por seis longos e abomináveis anos, que foram os seus piores pesadelos. Estaria isso prestes a mudar?

- Tudo bem, o senhor prefere que descansem em uma pensão antes de irmos atrás dela? - perguntou Sam, que notara o quão absorto o patrão estava.

O que causava mais felicidade em Sam era ver que o patrão estava, pela primeira vez, com certo brilho nos olhos: o brilho da esperança.

- Vamos logo nesse mercado, preciso reencontrá-la Sam!.

Jacob entrou no mercado e avistou um moço.

- Por favor, o senhor conhece Renesmee Black? – indagou Sam ao moço.

- Renesmee Black? Eu conheço uma Renesmee, mais não tem esse sobrenome. – respondeu o moço fitando-o

- Renesmee Cullen, então? – interveio Jacob frustado.

- Não... Parece que também não tem esse sobrenome não!

- Ora, pois! Então essa Renesmee que você conhece onde mora? – Perguntou Sam

-Lamento Senhores mais não posso informá-los.

- Como não pode? – Esbravejou Jacob passando a mãos nos cabelos evitando pegar o moço pelo pescoço.

- Por que não! Ela é solteira e vocês são estranhos para nós.

- Talvez essa Renesmee quem você esteja falando seja a minha mulher!

- Não posso acreditar, desculpe.

Sam empurrou Jacob para fora do mercado para prevenir uma morte, pois seu patrão estava há ponto de atirar no moço do mercado.

(***)

— Eu diria que a senhorita sabe de quem se trata. Renesmee descerrou as pálpebras e nada disse. O olhar seu amigo Zac era perspicaz e tocou-lhe o braço, e Renesmee compreendeu a proteção que ele oferecia com o gesto.

— Posso fazer alguma coisa, srta. Renesmee? Não quero ninguém pelas redondezas que possa perturbá-la nem causar-lhe aborrecimentos.
Zac  suspirou e Reensmee fitou-o, à espera da resposta.

— O camarada afirmou que estava à procura de uma mulher chamada Reensmee Black ou Cullen. Esposa dele se entendi corretamente. Por cautela, eu lhe disse que não havia nenhuma pessoa com esse nome nas redondezas.

— A senhorita o conhece, não é mesmo? — Zac perguntou com tranqüilidade.

— Deixei meu marido no leste há muito tempo. Tive meus motivos e...

Zac ergueu a mão e a interrompeu:

 — Sra. Renesmee, não estou lhe pedindo explicações.

Ela teve a impressão de que Zac estava desapontado.

E saber que ela era casada na certa tivera o mesmo efeito de um banho em um lago gelado.

— A senhora tem medo dele? — Zac perguntou em voz baixa.

— O senhor está pensando que ele me batia? — Renesmee sacudiu a cabeça. — Não,
Jacob nunca foi um homem bruto. Pelo menos, quando se tratava de mulheres e crianças. Acredito que não se deve enganá-lo em seus negócios, mas, como mulher, sinto-me segura na presença dele.

Zac  cruzou os braços na altura do peito.

— E o que a senhora pretende que eu diga a ele? Devo dar-lhe o endereço ou a senhora quer ir até a cidade e encontrá-lo no mercado?

— Diga-lhe a verdade, Zac— Renesmee respondeu, desanimada pelo que teria de enfrentar. — Darei um jeito no assunto.

— Uma decisão inteligente.

Renesmee soube de imediato a quem pertencia aquela voz profunda, antes mesmo de virar-se. O que fez depressa, para não dar a impressão de covardia.

O recém-chegado aproximou-se da varanda, conduzindo um cavalo ainda arreado.

— Eu o segui, Zac. — Jacob .

— Isso é ato dissimulado

— Não cometi nenhum ato dissimulado, Zac — Jacob Black respondeu com tranqüilidade. — Apenas tive a impressão de que o senhor sabia mais do que procurava demonstrar, quando conversamos esta manhã. Achei que não haveria mal nenhum em comprovar a exatidão da minha desconfiança.

Zac murmurou uma imprecação e ficou vermelho ao admitir sua ineficiência em manter em segredo o paradeiro de Renesmee.

— Pode deixar, Zac — Renesmee interveio, quando Zac se aproximou dela com ares protetores. — Falarei com Jacob. Agradeço a sua preocupação, mas posso garantir-lhe que tudo dará certo.

Jacob anuiu com um movimento ligeiro de cabeça.

— Minha mulher conhece-me o suficiente para saber que nada lhe acontecerá.

Zac  fitou-a com olhar interrogativo.

— Tem certeza, senhora? — Relutante.

Renesmee afirmou.

Zac  montou em seu cavalo e girou o animal em meio círculo.

— Não vou tolerar nenhuma espécie de comportamento inadequado. Como moradora do condado, a sra. Renesmee encontra-se sob a minha proteção.

Jacob fuzilou o outro com um olhar sombrio que não deixou dúvidas. Não admitiria interferências em assuntos particulares.

— Zac, pensei ter ouvido minha mulher dizer-lhe que não sou um homem violento. Isso não é o suficiente para o senhor?

— Jacob... — A advertência estava implícita, quando Renesmee o chamou com um pedido implícito para que moderasse o ressentimento.

— Não se preocupe com minha esposa — Jacob afirmou, com desdém.
Jacob levou a montaria para a frente e soltou a barrigueira do animal com facilidade.
Renesmee surpreendeu-se.

— Não se preocupe com a minha esposa, Zac
Jacob repetiu pondo ênfase em cada palavra. — Ela não correrá perigo.
Zac resmungou sua concordância com extrema má vontade. Fitou Renesmee mais uma vez com um vinco na testa e, diante do aceno de anuência de sua protegida, incitou o cavalo em um trote rumo à cidade.

Renesmee notou que o homem com quem se casara havia mais de seis anos mudara um pouco. Jacob Black começava a mostrar a idade. Os cabelos ligeiramente grisalhos nas têmporas conferiam um ar de dignidade à aparência de homem vigoroso e atraente.

Jacob tinha um físico musculoso que poderia despertar a inveja dos menos favorecidos pela natureza. Os cabelos curtos e negros enfeitavam a cabeça bem-feita. As feições bonitas, que o tornavam alvo da cobiça feminina onde quer que estivesse, não haviam mudado.

Os olhos negros e profundos ainda conservavam o poder de atingi-la como um raio, deixando-a trêmula e consciente do efeito que o marido sempre tivera sobre ela.

Renesmee tremia sob o olhar analítico de Jacob fixo em seu corpo esbelto.

— Nós vamos ficar aqui fora durante toda a tarde? — Jacob perguntou.

__ Desculpe-me Entre!

Antes de ela entrar Jacob pegou na mão dela e a puxou para si e Renesmee perdeu o equilíbrio. O calor do corpo do marido irradiou-se através das roupas de ambos.
Renesmee encolheu-se. A intimidade da posição deles permitia avaliar exatamente o comprimento e a dureza das coxas de Jacob. E a perturbação aumentou diante do despertar inequívoco da masculinidade que lhe pressionava o ventre.

— Perdão. — Jacob estreitou os olhos. — Faz muito tempo que não tenho uma mulher junto ao meu corpo. Não pretendia ser tão grosseiro. — Ele sorriu com tristeza. — Bem, mas esse foi sempre o efeito que você provocava em mim, não é, Reensmee? Bastava um toque, um sorriso e eu ficava a sua inteira disposição.

— Porque ainda mente?. — Renesmee fez pressão no peito de Jacob, e ele a soltou.
Reensmee cruzou os braços e fitou o marido com raiva.

— Você acha que estou mentindo? – ele retrucou

— Eu sei que se casou denovo e que tem uma filha.-Renesmee inclinou a cabeça e procurou disfarçar o efeito da presença do marido sobre ela. As mãos estavam trêmulas.
O coração batia acelerado e o pior de tudo era o desejo de ser beijada por Jacob.

— Sim eu tenho uma filha de outra mulher mais também sou casado com você somente, mais como você soube disso? — Jacob declarou, sem se alterar.

— Apenas sei – ela cortou evitando não cont-lo sobre Seth, que o mesmo descanse em paz.

Jacob refletiu que os olhos dela lembravam um par de adagas, prontas para arrancar sangue. Teve de admitir que a mulher a sua frente mantinha pouca semelhança com a esposa que ele vira pela última vez havia seis anos. Reconheceu uma luz diferente brilhando nos olhos verdes de sua esposa. Mais madura e consciente. Renesmee parecia avaliá-lo como quem não chegava a uma boa conclusão. A trança comprida parecia ter sido feita braza de carvão.

— Porque fugiu Nessie? Fui um marido tão ruim assim?
Pelo franzir da testa de Renesmee, Jacob deduziu que sua mulher estava pensando em uma resposta. E, sem a menor sombra de dúvida, quanto mais ela pensasse, pior seria o quadro pintado a respeito dele.

_ Por Deus não!!!

— Foi você quem me deixou, sem uma palavra!

— Ah, quanto a isso, está errado. Senti muito mesmo. Mas, naquele momento, não tive escolha.

— Bem, agora não importa mais. O que houve entre nós con¬tinua vivo, como antes. É como uma tempestade cheia de relâmpagos, numa noite quente de verão. Você se lem¬bra, tanto quanto eu.

— Não. — Cobriu os ouvidos com as mãos, o corpo trêmulo.

— Sim. — Impaciente, Jacob segurou-a pelos ombros, mergulhando naqueles olhos que haviam preenchido seus sonhos durante anos. — Muita coisa mudou nesses anos, mas não isto.

E tomou os lábios macios com a boca exigente, desa¬fiando-a a negar.

Renesmee enrijeceu, mas logo tentou soltar-se.

Jacob provocava, desafiava os lábios fechados, sabendo que, por trás da resistência, havia um desejo que conhecia muito bem. Renesmee podia parecer forte e distante, mas era frágil e carente. De imediato ele suavizou a carícia, desculpando-se, e, em seguida, seduzindo.

As mãos delicadas tocaram o peito de Jacob, incertas sobre o que fazer, se deveriam empurrá-lo ou acariciá-lo.

Os lábios abriram-se com um gemido, enquanto Reensmee colava o corpo ao dele. Esse era o convite-que Jacob precisava. Passou um braço pela cintura fina, enquanto a outra mão acariciava o pescoço macio, aprofundando o beijo.

Renesmee não conseguia pensar. Todas as barreiras, er¬guidas com tanto cuidado, haviam desabado. A volúpia, contida havia tanto tempo, invadiu-a com uma força in-controlável, enquanto se entregava à sensação dos braços fortes a sua volta, do corpo másculo contra o seu, da boca que despertava todos os seus sentidos. Como o de¬sejava! Agora. Naquele instante...

Jacob afastou-se um pouco, passando a beijar o pes¬coço macio. O coração batia forte, no mesmo ritmo in¬tenso do dela.

—  Oh, esposa, eu sabia!

—  Não! — Com medo, e envergonhada de quase ter cedido, empurrou-o. — Vá embora!

Jacob afrouxou o abraço, mas não a soltou.

—  Renesmee?

—  Não. Reensmee virou-se de costas. — Não faça isso comigo.

"Não me faça sentir tudo outra vez!"

— Eu preciso, Nessie — Jacob abraçou-a. — Não sou homem de desistir sem lutar. E, por Deus, eu quero você! Tanto quanto sempre quis. Ou ainda mais!

— Não. - Reensmee tremeu nos braços dele, mas Jacob resistiu à vontade de apertá-la mais.

— As vezes a vida é muito cruel — Reensmee murmurou.

— Sim. Mas agora nos deu uma segunda chance, que só depende de nós.

Reensmee fechou os olhos por um momento, a tristeza revelando-se com intensidade no rosto delicado. Ao abri-los, viu que Jacob a observava. A expressão dele era tão parecida com a de Brandom quando queria muito fazê-la mudar de idéia sobre algo que desejava... Essa consta¬tação quase a fez perder a voz. O filho deles. O filho de Jacob.
Não poderia haver uma segunda chance. Não podia permitir que Jacob Black voltasse à vida dela. Não deixaria que encontrasse o filho e adivinhasse a verdade.

— Não posso.

Jacob sorriu, para esconder o desapontamento. A an¬gústia dela ao recusá-lo não lhe escapara. Havia algo oculto, alguma razão pela qual Renesmee tentava negar o que havia entre eles. E Jacob tentava adivinhar o que seria. Levá-la para o quarto, seduzi-la, aplacaria o desejo intenso que o dominava. Mas poderia custar-lhe a vitória final. E o prêmio tão desejado.

— Venha, Nessie. Vamos para dentro. Está tre¬mendo de frio.

Ela piscou, surpresa ao ver que ele não a pressionara.

— De repente a tarde ficou muito fria — Reensmee co¬mentou, num fio de voz.

— Mas não meu coração.

Nota Mica : Oieeeeee não demoramos né? hehe
Bem falta 2 capitulos para terminar a fic "/, mais tudo tem seu final neh?
sniffffff

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Capítulo 6 - Entrega




Jacob concordou em ir comigo no baile de formatura e estava muito feliz por não precisar enfrentar tudo aquilo sozinha. É claro que fiquei preocupada com a reação das pessoas e imaginava metade das garotas da escola desmaiando, os rapazes correndo assustado e o pavor da Sra Parker.



Deitada em minha cama, ri com aqueles pensamentos e me animei um pouco mais com aquela ocasião, que outrora teria me deixado super para baixo.



Combinamos ir para o shopping bem cedo para escolher a sua roupa e de lá iríamos mergulhar perto de umas ilhas que formavam um pequeno arquipélago no litoral norte. E como estávamos no verão, seria uma ocasião mais que propícia para ver o fundo do mar e aproveitar o sol em uma das praias desertas naquele conjunto de pequenas ilhas.



Acordei bem cedo e fiquei rolando na cama, pensando nos últimos acontecimentos e rememorando os beijos e caricias de dele, fazendo o meu corpo inteiro reagir de forma completamente absurda.



Um arrepio me percorria a espinha só em me lembrar de Jacob lindo, perfeito, carinhoso, todo atencioso, uma versão madura do meu falecido namorado aborrecente. Sorri ao me lembrar de um beijo suave em meu pescoço e dos últimos sussurros ditos em meu ouvido antes de eu vir embora: Estou gostando muito de você.



Levantei da cama, espreguicei o meu corpo, esticando braços e pernas, ri involuntariamente enquanto caminhava para o banheiro. Fiquei me olhando no espelho e notei que algo em mim havia mudado e não sabia exatamente o que era. Tirei o meu baby doll e o coloquei pendurado sobre o suporte de toalhas na parede. Caminhei até o Box, abri o chuveiro, entrei e fechei a porta.



A água quente caia sobre o meu corpo, fiquei um bom tempo de baixo da água pensando na vida e depois sai para me arrumar para aquele que seria mais um dia ao lado de Jacob.



Já me sentia ansiosa pelo nosso encontro. Mal podia esperar para reencontrá-lo. Era uma necessidade enorme está ao seu lado. Precisava daquilo como ar que respirava, como uma droga que me deixava completamente em alfa. Era o meu vício... o meu adorável vicio.



Fui até o meu closet e peguei um biquíni azul bem pequeno. Depois o vesti calmamente e fiquei me olhando no espelho, imaginando se Jacob acharia meu corpo bonito. Fechei os olhos e o imaginei somente de Box e sorri com a imagem que se formou. Não esperava que seu corpo fosse igual ao de Seth, mas sabia que por se tratar de um militar, teria um corpo bem trabalhado e as pequenas gordurinhas que meu falecido tinha, deixando as pequenas imperfeições evidentes, não estariam presentes do corpo de Jacob.



Comecei a sentir um calorzinho gostoso subindo em minhas pernas e me recriminei por pensar nele daquela maneira.





Coloquei uma bermuda jeans bem curta, uma camiseta branca e sandálias de tiras. Voltei ao banheiro, penteei os cabelos, escovei os dentes e depois fiz uma leve maquiagem em meu rosto... Para que isso se vai cair na água¿ Indaguei me recriminando por aquilo. Mas a verdade era que precisava está bonita para ele e um batom com brilho nos lábios não fariam nada mal para a minha aparência.



Passei um pouco de creme sobre as pernas, um pouco de perfume no pescoço e atrás da orelha e depois fui arrumar as coisas que levaria para o nosso pequeno passeio de barco.



Peguei toalhas, um boné, óculos escuros, protetor solar, a roupa de mergulho e os pés de pato, e comecei a arrumar tudo dentro da minha mochila.



Sai do quarto eufórica e corri para a cozinha para separar alguns biscoitos e cereais para levar.



- Filha, vai sair com Jacob novamente¿ - Minha mãe perguntou preocupada.



- Sim! Vamos comprar a roupa para ele ir ao baile comigo e depois iremos mergulhar. – Respondi comendo um pedaço de bolo que estava sobre a mesa.



- Não acha que esse envolvimento com esse rapaz lhe fará mal¿ - Franzia o cenho enquanto enxugava alguns pratos sobre a pia.



- Não precisa se preocupar, mãezinha. – Disse para ela, beijando a sua bochecha.



- Ness, eu falo sério. Esse rapaz irá embora em poucos dias. E como você ficará¿ - Senti um aperto em meu coração ao pensar em sua partida. Sabia quão duro seria hora de dizer adeus e procurava não pensar sobre aquilo. Não saberia como ficaria após perdê-lo também e aquilo me preocupava muito.



- Deixa rolar, mãe. Pode me emprestar o seu carro¿ Como estaremos com bolsas, ir de moto não vai ajudar muito. – Disse para ela, fazendo cara de bebê pidão e ela riu.



- Pode... Juízo, filha! – Disse e apontou para o chaveiro sobre a mesa.



- Obrigada, mãezinha. – Beijei o seu rosto novamente, caminhei até a mesa, pequei as chaves e sai correndo.



No caminho para a casa de dona Sarah, fiquei pensando como seria a minha vida quando ele se fosse e senti a dor da solidão novamente me invadir. Tive uma enorme vontade de chorar, mas sabia que disfarçar os meus sentimentos para ele era necessário.



Estacionei o carro e o vi sentado em frente para da casa, estava sem camisas, usava uma bermuda preta, em sua faces lindos óculos escuros e em seu rosto o sorriso mais lindo do mundo.



Ele se levantou e vi a oitava maravilha do mundo de pé diante da porta. Quase me esqueci de respirar.



“GOSHHH! Esse homem existe mesmo¿ Que corpo perfeito é esse¿ Não tem uma imperfeição, um pneuzinho, uma manchinha... Eu mereço isso mesmo¿ Respira! Respira! Respira!”



Custei a sair do carro e quando sair devia ter uma cara de boba, porque ele riu engraçado ao olhar para mim.



Fechei a porta e fiquei estática vendo aquele deus grego caminhando em minha direção. Seus braços eram fortes e musculosos, tinha uma tatuagem que de longe parecia uma âncora com um animal, o peitoral bem definido parecia daquelas halterofilistas, o abdômen... O que dizer do abdômen dele¿ Parecia um tanquinho lindo com aqueles gominhos perfeitos, a barriga mais linda e mais gostosa do mundo e quando andava via os músculos se mexendo em perfeita harmonia... Meu queixo caiu... Simplesmente caiu.



- Vai entrar mosquito. – Disse ao chegar perto de mim, puxou-me pela cintura com as duas mãos, reduzindo o espaço entre os nossos corpos. Não conseguia fazer, rir ou mover qualquer músculo da minha face. – Sou tão irresistível assim ou ficou decepcionada¿ - Perguntou rindo.



- Decepcionada¿ Eu¿ É... que... Gosh! Que vergonha! – Coloquei as duas mãos sobre o rosto, sentindo-me uma tola por aquela reação tão irracional. Mas era difícil de evitar me sentir daquela forma. Qualquer uma se sentira do mesmo jeito. Mesmo se não houvesse um irmão gêmeo falecido, observar todo o esplendor de Jacob deixaria qualquer garota completamente torpe... Era natural.



- Você me deixa sem graça, Ness. – Disse roçando os lábios em meu lóbulo. – Fico envergonhado com esses olhos maliciosos sobre mim. – Deu uma ligeira risada. – Sou praticamente um menor abandonado, carente, sozinho e precisando de amor... Se me olhar assim novamente... Deus! – Sua voz era sexy, completamente enlouquecedora e fazia o meu corpo inteiro reagir. Ah como queria cuidar daquele menor abandonado... como eu queria... E eu cuidaria.



- Jacob, temos que ir! Se demorarmos muito, ficará tarde para o mergulho. Então para de me seduzir com essa voz sexy e pega as suas coisas para irmos. – Mordi os lábios e vi a excitação em seu olhar. Lentamente foi aproximando o seu rosto do meu e quando parou a milímetro de meus lábios, começou a sussurrar lentamente.



- Eu “ainda” não comecei a te seduzir, Ness. – Passou língua sobre o contorno dos meus lábios e depois os tomou, fazendo lentos movimentos sobre eles. Pediu passagem para a sua língua e começou a fazer pequenos movimentos circulares. Fiquei completamente perdida em seus braços, apertei o meu corpo contra o seu, pressionei os meus dedos em suas costas e senti o gemido gostoso em minha boca. Wowww



- Você não estava com pressa¿ Acho que temos que ir. – Deu um suave sorriso e afastou seu corpo do meu, deixando-me completamente desorientada naquele momento.



Percebi que entrou na casa de sua mãe e depois voltou, já vestido com uma camiseta branca, com uma mochila sobre as costas.



- Pegou a roupa de mergulho e o pé de pato que te falei¿ - Perguntei e ele assentiu com a cabeça.



- Quer que eu dirija¿ - Perguntou.



- Quero sim! – Dei a volta no carro e fui para a porta do passageiro. Ele entrou e abriu a porta para que eu entrasse.





Demoramos uma hora até chegar a Port Angeles e depois perdemos mais umas duas procurando roupas para Jacob. Não que aquilo fosse um grande sacrifício. Realmente estava adorando desfilar com ele pelo shopping, vendo as caras de bobas das vendedoras, mas realmente queria aproveitar o resto do dia ao seu lado, curtindo o fundo do mar e uma praia deserta... Era só naquilo que pensava enquanto rodávamos as lojas.



Depois que conseguimos encontrar uma roupa linda para ele, apesar de que todas as roupas ficaram lindas sobre aquele corpo, partimos para a marina de Port Angeles, onde meu pai tinha um pequeno barco.



Chegamos ao barco, colocamos as mochilas sobre uma cadeira. Comecei a tirar a minha roupa e senti o rubor em minha face ao perceber que Jacob me observava. Tentei agir naturalmente, mas estava envergonhada demais para disfarçar.



- Dá para não ficar me olhando. – Pedi envergonhada, tentando não encarar os seus olhos.



- Você não tem noção do quanto é linda, menina. – Disse baixinho.



Tirei a bermuda, a blusa e as sandálias e fiquei apenas de biquíni. Tentei controlar a minha vergonha e... OMG! Ele estava tirando a roupa... Surtei!



Sentei na cadeira e fiquei com cara de boba, certamente estava, olhando para ele com aquele corpão maravilhoso. Pude ver que as pernas também eram malhadas, grossas, definidas como as dos jogadores de futebol. Não sei porque vendo aquele corpo maravilhoso, veio a minha mente as pernas do Canavarro, capitão da seleção italiana, e pude sentir a baba se formando em minha boca. Fechei antes que começasse a escorrer.



“GZUISSS! Essa é com certeza uma versão zero quilômetro. Ele não tem gorduras, não tem uma imperfeição no corpo, uma flacidez para contar história... Aquela barriguinha sexy que Seth tinha... Não tem! Como ele consegue ser tão perfeito¿ Como¿”



- OI! Terra chamando! – Acenou com a mão diante de meus olhos e pisquei com a sua atitude.



- Desculpa, estava distraída. – Respondi sem graça.



- Você sempre fica distraída ao meu lado. Certamente estava me comparando com o meu irmão... Tenho que me acostumar com isso. – Disse com a voz triste.



- Não é... – Colocou o dedo em meus lábios.



- Não vamos estragar as coisas. OK¿ Agora vamos zarpar e curtir esse dia lindo. – Pegou a minha mão e me conduziu até a cabine.



- Sabe pilotar essa coisa¿ - Perguntei rindo para ele.



- Está brincando¿ Você não conhece os meus talentos. – Brincou com o meu nariz e ficou rindo.



- Aqui tem o mapa do arquipélago que te falei. – Mostrei a ele o local com as cartas marinas.



- Eu encontro as ilhas. Pode ter certeza que encontro. – Ele abriu o pequeno compartimento e tirou o mapa. Ficou alguns segundos analisando e depois começou a conduzir o barco da forma mais natural do mundo. Abracei-o por trás e fiquei fazendo caricias em sua barriga. Inalava o seu cheiro, aproveitava o calor do seu corpo e deslizava os meus dedinhos naquele caminho de perdição.



Depois de mais ou menos uma hora, avistamos a primeira linha no horizonte e Jacob parou a barco. Foi até o convés e jogou a âncora.



- Tem certeza que essa região não tem tubarões¿ - Perguntou franzindo o cenho.



- Tenho! É uma região muito fria e mesmo no verão as águas não muito propícias para eles. Podemos mergulhar tranquilamente nessa região. – Respondi.



- Então vou dá créditos a você. – Caminhou até a sua mochila, pegou a roupa de mergulho e começou a vestir. Fiz o mesmo e logo fiquei pronta para mergulhar. – Onde estão os tubos de oxigênio¿ Preciso checar se está tudo nos conforme. – Disse.



- Eu pedi para prepararem os tubos ontem. Liguei para o rapaz que cuida da manutenção do barco e avisei que vinha com um amigo. Não se preocupe! – Terminei de colocar a roupa de mergulho e segui com ele até o interior do barco. Fomos até o local onde aguardavam os materiais e achamos os tubos de mergulho. Jacob os pegou e voltamos para o convés.



- Deixa eu arrumar essa coisinha em você. – Prendeu o tudo em minhas costas e chegou para ver se estava tudo ok. Depois ajudei a colocar o seu e ele caminhou para pegar os pés de pato nas bolsas. Colocamos os pés de pato e depois colocou o tubo de oxigênio em meus lábios e me ajudou a pular na água. – Deixa só eu soltar a escada! Se não quando voltarmos teremos dificuldade para subir no barco. – Fiquei vendo-o jogar a escada no mar e depois o vi pular na água.



Mergulhamos juntos para o fundo do mar, ele me deu a mão e me ajudou a imergir por aquele vasto oceano. Começamos a brincar com os cardumes de peixes, seguimos algumas tartarugas marinhas, Jacob me mostrou pequenos polvos se escondendo por entre as algas. Vimos alguns cavalos marinhos e fiquei completamente maravilhada. Era a primeira vez que via aquela linda espécime diante de meus olhos.



Tudo parecia calmo, a água cristalina, a natureza favorecia o clima de harmonia entre nós. Nadávamos juntos e ele me apontava cada pequeno detalhe. Fazia caretas e brincava embaixo da água. Tinha vontade de rir, mas não podia. Sentia-me completamente feliz e queria gritar para o mundo que amava aquele homem... Sim eu o amava muito.



Depois de um tempo mergulhando, senti o ar diminuir e fiz sinal para subirmos. Ele pegou a minha mão e nadou para a superfície, emergimos juntos e ficamos nos olhando por um tempo. Então tirou o tubo de respiração da minha boca, eu tirei da sua e nos beijamos ardentemente. Senti todo o amor fluindo de nossos corpos e cada movimento de nossas línguas acendia ainda pais a paixão que existia entre nós.



Nadamos para o barco, ele me ajudou a subir e depois veio atrás de mim. Tirou a roupa de mergulho e deitou na cadeira. Ficou por um tempo calado olhando para o céu azul, que mais parecia um suave tecido de cetim azul. Caminhei até ele e deitei sobre o seu peito. Suas mãos começaram a acariciar os meus cabelos e não precisamos dizer nada para demonstrar o que sentíamos um pelo outro. Assim ficamos por um longo tempo, apenas sentindo as boas sensações que o contato corporal e as caricias proporcionavam ao nosso corpo.



- Vamos até a ilha¿ - Perguntou quebrando o silêncio que nos envolvia. Olhei em seus olhos e assenti. Levantei do seu corpo e o acompanhei até a cabine.



Depois de uns cinco minutos, o barco estava muito próximo a praia, ele jogou a âncora novamente e sairmos da cabina.



- Vamos nadar até a praia¿ Será que você me alcança¿ - Desafiei e vi um sorriso lindo se abrir em seu rosto.



- Você quer mesmo competir com um marinheiro¿ - Perguntou mordendo os lábios.



- Pensei que fosse um menor abandonado querendo colo. – Disse revirando os olhos.



- Só nas horas vagas. – Riu e saiu correndo.



- Assim não vale! – Gritei quando ele pulou na água e começou a nadar em direção a praia. Corri atrás dele, pulei e tentei nadar o mais rápido que conseguia. Nesse ponto acabei me ferrando. Ele tinha o porte de um atleta e como já imaginava nadava muito rápido, por isso não consegui alcançá-lo como queria.



Jacob chegou a praia e ficou de pé, com os braços cruzados a minha espera. Tinha um sorriso vitorioso em seu rosto. E enquanto o observava, pude reparar claramente no volume... Que volume é esse¿ Pensei instintivamente e senti o ar me faltar.



- Você jogou sujo! – Reclamei ao chegar ofegante à praia.



- Não mesmo. Se você nada mal a culpa não é minha. – Respondeu rindo.



- Aposto que não corre mais rápido do que eu, Jacob Black! Pode ser mais rápido na água, mas na areia não me vence. – Desafiei, mesmo sabendo que ia perder, percebi que havia adorado o desafio.



- RARARA! Agora eu te pego! – Quando disse isso, comecei a correr pela praia, olhava para trás e via que estava muito perto. De repente, seu corpo se jogou contra o meu e caímos juntos na areia. Começamos a rolar sobre ela. Sentia a água batendo em nosso corpo, visto que estávamos bem na beira e as leves ondas quebravam justo naquele ponto.



Paramos de rolar e o seu corpo ficou sobre o meu. Nos olhamos sem conseguir rir ou dizer qualquer coisa que quebrasse a magia daquele momento. Ele foi aproximando o seu rosto do meu, enquanto entrelaçava ainda mais as nossas pernas. Já sentia o volume em sua sunga de praia sobre a minha coxa. Meu coração começou bater muito rápido e quando percebi seus lábios já estavam sobre os meus, movendo se de forma desesperada, sua língua começou a explorar cada canto da minha boca. O beijo começou a se intensificar e depois ele foi diminuindo o ritmo lentamente. Começamos a mover nossos corpos, não sei como, mas quando percebi ele estava entre as minhas pernas e sentia o seu amigo roçando na minha sexualidade.



- Ness... – Sussurrou o meu nome de forma tão sexy que me fez arfar.



- OH Jacob... quero você.



Seu rosto foi se aproximando lentamente do meu. O movimento mais uma vez parecia em câmera lenta, os olhos fixos nos meus demonstravam tanto sentimento, sua mão começou a acariciar o meu pescoço. Pensei que fosse me beijar novamente, fechei os olhos e o que senti foi o movimento de sua língua em meu pescoço. Ele começou a distribuir beijos por todo ele e foi descendo pelo meu colo. Parou os beijos em meus seios e lentamente o sentir tirando a alça do sutiã do biquíni. Depois senti o toque de sua língua no bico do meu seio, fazendo leves movimentos sobre ele. A mão tocou o outro seio e começou a estimular o meu bico. De beijos delicados, pequenos chupões ao seu redor. Também comecei a sentir os movimentos intensos dos seus quadris entre as minhas pernas, fazendo o atrito dos nossos sexos causar-me um prazer inenarrável.



As ondas quebrando na areia molhavam os nossos corpos ardentes. O som que emitiam misturavam-se com os nossos gemidos de prazer. O sol queimava a nossa pele e só fazer o ardor do desejo aumentar ainda mais. Foi assim que começamos a nos amar. Em uma praia deserta, sendo observados apenas pela natureza e deixando a amor que sentíamos um pelo outro conduzir as nossas ações.



Passei as mãos em suas costas e cravei as minhas unhas sobre a sua pele ardente. Ouvi o seu gemido de prazer, enquanto sugava os meus seios. Percebi que sua mão desceu pela extensão de meu abdômen e chegou até a calcinha do meu biquíni. Parou de sugar o meu seio e por um instante me olhou pedindo consentimento. Assenti com a cabeça e ele saiu do meio das minhas pernas e começou a tirar o meu biquíni.



Naquele momento estava completamente nua e vi quando ele tirou a sua Box. Senti o ar me faltar ao ver o tamanho daquilo... Nossa o que é isso¿ OMG mais parece uma cobra.



- Tem certeza¿ - Perguntou com a voz sexy me encarando.



- Quero você, Jacob... quero você pra mim. – Disse completamente louca de amor por aquele homem que era a verdadeira perfeição. Nunca havia visto um homem tão bonito, perfeito, gentil e amável como ele. E certamente o desejava mais do que tudo na vida.



Ele abriu mais as minhas pernas e encaixou-se entre elas novamente. Apoiou os cotovelos sobre a areia e encarou o meu olhar. Senti o posicionar o seu sexo na minha entrada e arfei de prazer, arqueando as costas. Ele me abraçou forte, colando os nossos corpos, ainda olhando no fundo dos meus olhos começou a se movimentar lentamente em minha entrada.



Acho que teve medo de me machucar e por isso começou com movimentos lentos. E quando estava todo dentro de mim, levou os lábios até o meu ouvido e sussurrou a palavra mais gostosa de se ouvir.



- Eu te amo, Ness... Eu te amei desde o primeiro momento em que te vi. – Dito isso, começou a se mover mais rápido dentro de mim. Senti meu coração bater muito rápido, meu corpo ardia e era arranhado pelo atrito da areia. Nossos toques se misturavam com água e areia da praia. Os movimentos de entra e sai do seu membro dentro de mim tirou-me completamente a minha lucidez. Mordi o seu ombro e apertei ainda mais o seu corpo contra o meu. Puxei os joelhos para trás e abri mais as pernas. Contrai a minha entrada e ele gemeu gostosos ao sentir o atrito entre os nossos corpos.



Depois me rolou sobre a areia e ficou deitado sobre ela, deixando-me sentada sobre o seu membro. Comecei a me movimentar rápido, fazendo com que ele preenchesse todo o meu corpo. Podia sentir todo ele pulsando dentro de mim, suas mãos segurando as minhas costas e me ajudando nos movimentos. Sua boca tomou novamente os meus seios e começou a lambe-los de forma gostosa.



Começamos uma dança gostosa e ardente de amor, sobre um sol que queimava a nossa pele, rolando de um lado para o outro na areia, enquanto fazíamos amor sem conseguir parar... Ele parecia incansável e por mais gozo que me proporcionasse, não se cansava e continuava a entrar e sair de dentro do meu corpo com o mesmo vigor, causando-me muitos espasmos em vários momentos de ápices de prazer que me proporcionava.



Depois de algum tempo, levou-me para dentro da água, sentou com ela mais ao menos batendo em seu tronco e me pôs sentada sobre o seu membro. Continuamos assim a fazer amor por um longo tempo. Com ele me tocando de uma forma que nunca foi tocada, beijando cada pedaço do meu corpo, proporcionando um prazer que eu não conhecia. Ele me fez gozar tantas vezes que sinceramente perdi a conta e quando explodiu em seu gozo, tomou o cuidado de tirar o seu membro de dentro de mim, jorrando todo o seu sêmen dentro da água.



Parou por um momento, limpou o seu membro e depois colocou o meu corpo sentado sobre o seu corpo, encaixando as minhas pernas entre a sua cintura. Continuou beijando o meu pescoço, fazendo carinho em minhas costas. Deslizou as mãos lentamente por elas e a levou até a minha barriga. Começou a sumir os dedos, fazendo pequenos desenhos sobre a minha pele. Sua mão chegou até o meu queixo e com o seu dedo, começou a erguê-lo lentamente.



Nossos olhos se cruzaram e ficamos nos olhando em silêncio. Não precisava dizer nada para saber que estava pensando sobre a nossa irresponsabilidade. Ele era certinho demais para se permitir transar com alguém sem camisinha e soube através de seu olhar que estava pensando sobre isso.



- Ness... – Começou a falar com tom temeroso.



- Sim! – Desviei o meu olhar e repousei a cabeça em seu peito. Ele começou a fazer caricias em meus cabelos, enquanto sussurrava em meu ouvido.



- Meu anjo, o que disse sobre amar você é verdade. Às vezes me sinto culpado por ser a “viúva”do meu irmão... Nossa isso foi muito piegas! Outras me senti mal por você sempre me olhar como um fantasma. Sei que para você sou apenas um prêmio de consolação. Mas para mim você é muito mais do que isso. Desde a primeira vez que ti vi, que a tive desmaiada em meus braços... Naquele instante soube que te amava e que sempre te amaria. Não sou do tipo irresponsável que sai por ai transando sem camisinha. E certamente se fosse outra pessoa, o que nos aconteceu não iria rolar. Não mesmo! Sei que fui irresponsável demais hoje, mas eu precisava te ter ... Precisava que fosse minha pelo menos uma vez na vida. – Sua voz ficou embargada. – Não precisa se preocupar, porque eu faço exames periodicamente e não tenho nenhuma doença sexualmente transmissível e como não gozei dentro de você, a possibilidade de engravidar é muito pequena. – Beijou a minha cabeça. – Apesar de que se isso acontecesse, você me faria o homem mais feliz do mundo. Não sou um moleque e estou preparado para assumir todas as conseqüências de nossos atos aqui e daqui por diante. Entende isso¿



- Sim! – Respondi percebendo o quanto parecia preocupado com toda aquela situação. Mas não estava realmente aflita com nada daquilo. A minha aflição era medo dele partir e me deixar. Sabia que não conseguiria tocar a minha vida a diante sem ele. E depois de tê-lo pra mim, fez com que o sentimento só aumentasse ainda mais.



Ergui o meu corpo, olhei no fundo dos seus olhos e vi que ali existia uma aflição escondida. Quis dizer que o amava, mas senti um nó prendendo a minha garganta. Ele parecia bem mais aflito do que eu e por um momento tive a impressão que iria chorar.



Segurou o meu rosto com as duas mãos, lentamente foi aproximando os nossos rostos, fechou os olhos e colou os lábios sobre os meus, distribuindo muitos beijos.



- Eu te amo. – Ouvi o dizer enquanto dava selinhos sobre os meus lábios. Segurei a sua cabeça, prendi os lábios sobre os meus e comecei chupar lentamente o lábio inferior. Seu corpo estremeceu e suas mãos prenderam minha cintura. Senti sua excitação se formar novamente e sua mão descer até as minhas nádegas, puxando-as para mais perto do seu sexo. Desci as minhas mãos e as levei até o seu sexo. Segurei a sua cabeça e a posicionei em minha entrada. Gemi ao sentir a nova penetração em meu corpo.



Começamos a fazer amor novamente e nos entregamos de corpo e alma aquela tarde mais do que perfeita.



Eu não sabia, mas aquela seria a melhor recordação que teria em toda a minha via e todas as vezes que pensassem em Jacob, fecharia os olhos e viveria novamente cada momento daquele dia.



“Aonde está você agora¿ Além de aqui dentro de mim...”





quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Capitulo 15
By Mica Black

 Jacob!

O grito torturado, que brotou de sua garganta, a acordou e provocou um momento violento que fez Renesmee sentar-se na sua cama estreita.
Era um sonho... Só um sonho. Ele não estava ali, não a encontrara.
Assustada, balançou a cabeça e os cabelos negros caíram sobre o rosto úmido.
Se rendendo em ir com Aro, ela achou que seu marido logo a encontraria; mas por que ele não a achou?

Estaria mesmo com Leah? Como Seth havia afirmado?
Pela primeira vez nos últimos seis anos, deixou-se realmente pensar sobre o assunto.
Ele se casaria com Leah?

__  Pare com isso, Renesmee! - Censurou-se em voz alta. O rosto delicado estava pálido, como conseqüência do esgotamento. Entregar-se as recordações só traria mais sofrimento.
Estava acabado. Estabelecera um ponto final. Amara Jacob com loucura, mas fora obrigada a deixá-lo.
- Tudo bem, mamãe?

Arrancada do devaneio, virou-se e viu o rostinho preocupado de seu filho.
Seu filho: a única prova de amor que teve de Jacob.,

__  Oh, Brandon! Mamãe teve um pesadelo, só isso. - Sorriu, tentando disfarçar seu sofrimento.
Brandon já tinha seis anos a essa altura. Ele era a versão menor de Jacob e somente uma única coisa que os diferenciava: Brandon tinha os olhos esverdeados de Renesmee.

__  Mamãe, Seth está no sofá largado, com uma garrafa de conhaque vazia caída sobre ele. Seth está roncando como um porco.

__  Brandon! Vamos deixar eu lhe trocar para podemos recolher as verduras na horta para entregarmos para o mercado. – Interveio Renesmee.

__  Ah, eu já sou grande o bastante para me trocar sozinho, – esbravejou.

__ É? Então vai logo! Rápido.
Antes de sair, Brandon parou na porta e olhou para sua mãe com os olhos lacrimejados.

__ Mamãe, por favor, não brigue com Seth. Eu gosto muito dele.

Renesmee assentiu com a cabeça, com pena do seu filho. Mesmo não querendo, Brandon se afeiçoou a Seth.

Seth tornou uma obsessão em falar que Brandon é seu filho e, mesmo não obrigando Renesmee ir à cama com ele - pois para ele a honra vinha em primeiro lugar - ele jamais possuiria uma mulher sem que ela aceitasse-o também. Então, para honrar esse voto, ele fez Renesmee jurar também que nunca mencionaria quem era de fato Jacob Black na vida de Brandon.

Renesmee colocou seu robe e foi até a sala acordar Seth, para que ele pudesse tomar um banho gelado a fim de curar a ressaca.

__  Seth! Seth! Acorde – ela o chamava ao cutucá-lo.
Seth grunhiu com um bafo de conhaque de segunda linha e abriu os olhos com dificuldades.

__  Renesmee, acho que bebi demais – indagou-o passando as mãos nos cabelos; estava envergonhado por Renesmee, mais uma vez, presenciar essa cena.
Renesmee suspirou cansada.

__ A quem você quer enganar?Você é um alcóolatra!

__  A culpa é toda sua! Você me negou e ainda me nega durante todo esse tempo. Se você pensa que Jacob vai voltar pra você, você está muito enganada! Ele está com a minha irmã! Eles têm uma filha! –

Desabafa Seth, desafiando Renesmee a encarar os fatos.
Renesmee sentiu uma dor aguda no peito e sentiu que suas pernas estavam fraquejando; precisou sentar-se para não cair.

Eles têm uma filha?

__  Eu não queria te contar; mas, a semana que estive fora, fui visitar minha tia Sue e eu vi a menina com Leah. Ela confirmou que o pai era o Jacob! – explica

__  Foi você que nos tirou dele, Seth! – ela começou a dar golpes no peito dele chorando. Seth, por sua vez, a segurou pelos punhos e a jogou no sofá. Logo se arrependeu do seu ato e foi até ela, colocando carinhosamente sua mão em seu rosto; porém, de imediato, Renesmee afastou-se.

__ Não tenho nenhuma doença contagiosa.

__  Eu sei. Só não quero que me toque – Ela cortou e saiu da sala, o deixando sozinho.
Ao entrar no seu quarto, Renesmee fechou a porta atrás de si e caiu escorrendo da parede até o chão; fechando os olhos como se já não pudesse mais suportar tanta dor.
Como sentia falta de Jacob!

Ele talvez nem se lembrasse dela, e talvez nem do filho que ela estava esperando; a dor em seu peito era tão intensa que ela tinha impressão que iria morrer.

Uma suave batida na porta interrompeu-lhe as conjecturas.

A batida repetiu-se novamente e era Brandon avisando que estava pronto para recolher as verduras na horta.

Recolhendo as verduras com Brandon, Renesmee começou a lembrar quando teve que encarar a difícil vida no campo; como uma camponesa e não como uma baronesa como foi criada para ser.

Flash back
__  Agora preste atenção, pois lhe ensinarei a cuidar dos animais – indagou Seth para ela, um dia depois de se mudarem para um vilarejo mais distante do qual eles estavam habitados.

__ Que delícia...

Ele ignorou o sacarmo.

__ Quando eu estiver caçando, a tarefa de cuidar dos animais será sua e depois terá que cuidar do pomar e da horta.

Aos passarem na horta Seth passou-lhe a explicar como identificar cada planta e a explicava a ocasião da colheita de cada erva medicinal e hortaliça.

De volta para casa, ele ainda explicou como se faziam pão e velas.

E, hoje, ela não precisava mais que ele lhe ensinasse as coisas; pois já sabia de tudo e ainda melhor. Renesmee ganharia bastante dinheiro com as verduras que vendia no mercado do vilarejo, pois Seth desistira de trabalhar e só ficara na bebedeira.

Renesmee olhou para seu filho, feliz por ajudá-la a recolher as verduras.

Ele era tão jovem, tão precioso e vulnerável... Renesmee faria qualquer coisa para protegê-lo.

Naquele momento, Renesmee teve de lutar para controlar as lágrimas. Brandon, seu menino, tentava ajudá-la, do mesmo modo que Jacob fizera anos atrás.

— Mamãe? — Brandon veio correndo e segurou a mão dela. — Meu pai me odeia tanto? Pois Seth sempre fala mal dele.

— Seu pai sempre amara você, Brandon. - disse Renesmee, com o coração partido ao ver a expressão ansiosa do menino.

Brandon olhou para baixo e traçou um circulo no chão, com a ponta da bota.

— Se ele me ama, eu deveria conhecê-lo. Você e Seth me amam e estão sempre junto comigo.
Renesmee suspirou, sabendo como o filho se sentia.

— Seu pai é um homem muito ocupado, meu bem. Você é muito, muito importante para ele. Talvez nunca o vejamos, mas não quero que você o culpe por isso.  Venha, vamos ao vilarejo, temos verduras para entregar.

(***)

      O tempo quente de verão parecia ter-se escondido, para o aborrecimento de Jacob Black. O ar estava gélido, e uma neblina envolvia à tarde. A atmosfera, assim úmida e sombria, combinava com seu estado de espírito.

Já vira neblina demais durante os anos e  agora detestava esse tempo cinzento e queria vê-lo desaparecer. Ou como ele próprio estava querendo naquele minuto: sumir da face da Terra.

Renesmee se fora e levara com ela a felicidade que ele possuía. Nenhum homem nunca teve o que eu tive com ela, ele pensou. Vou me contentar com as minhas memórias e não ficarei desejando aquilo que jamais terei.

Jacob limitou-se a ficar bebendo para curar a ferida que ainda não cicatrizava; sem pressas, mas sem pausas; alternando-se entre gritar contra o aborrecido do Sam por intrometer-se em seus excessos, ou amaldiçoar sua própria estupidez por deixar Renesmee sozinha e voltar e não ter mais ela ao seu lado.

Como ele a procurou, mas não obteve nenhum sucesso, talvez ela e seu filho estivessem mortos.
Se ela estivesse viva, será que ainda o amava?

Depois do que compartilharam do modo em que ela esteve entre seus braços, entregou-se a ele com
grande generosidade, com muita paixão.

—Cristo, eu me encontro mal, mas você está pior.

A cabeça Jacob não estava de todo em seu lugar quando levantou o olhar da garrafa de uísque escocês, que estava nas mãos, e viu uma pessoa emoldurada na soleira.
O chato do Paul.

Com a taça cheia até a borda, Paul se deixou cair na poltrona que havia em frente de Jacob e se ajeitou com as pernas estiradas, e os tornozelos cruzados.

Levantou o copo e ficou olhando-o enquanto murmurava.

—Mulheres. Capazes de acabar com a existência tranqüila e ordenada de qualquer homem. - Engoliu meio copo, fez uma careta e depois cravou o olhar em Jacob. – Agora eu sei o que você está passando, velho amigo!

— De que diabo está falando? E, em primeiro lugar, por que está falando? Por que está aqui?
Jacob se ergueu na cadeira.

—Do que estou falando? Jacob, pode achar que estou louco, mas me apaixonei! E agora que eu estou apaixonado posso sentir o que estava passando todos esses anos por estar longe de sua esposa.
Jacob  ficou olhando no além. Como doía pensar em Renesmee.

Renesmee... Pois esse é o nome que povoa seus sonhos e que ele sussurrava em suas preces.

— Vamos, Jacob. Quando se divide uma preocupação, ela se torna mais leve — insistiu Paul.
Jacob suspirou e recostou-se, tentando afastar aqueles pensamentos tão dolorosos.

— Não quero falar sobre isso.

__OK! Deixe-me ir. Sabe que você tem que pensar na sua filha, Jacob. Ela está crescendo.

__ Obrigado pela sua preocupação!

Filha! A palavra atingiu Jacob de um modo como jamais imaginara. Se tudo fosse diferente, ele poderia estar com o filho dele e de Renesmee. Jacob procurou afastar a tristeza, mas era difícil demais.
Sua filha, Selena, já estava com quatro anos. Depois de dois anos que Renesmee tinha partido, ele bebeu tanto que acordara com Leah em sua cama. Meses depois, ela veio alegando que estava grávida.

Jacob nunca se casaria de novo, e Selena passou a ser a filha ilegítima dele.

__ Senhor!!! Senhor!!! – Chamou Sam interrompendo os pensamentos de Jacob.

__ Pode falar, Sam!

__ Bem, queria pedir quinze dias de férias; pois a mãe de Emily está muito doente, e ela quer visitá-la antes que sua mãe venha a falecer.

__ O que será de mim sem você, Sam?

__ O Senhor sabe que nunca deixaria sozinho, mas é uma questão muito importante.

__ Está bem, Sam. Pode ir, mas somente quinze dias, OK?

__ Certamente!

__ Sam? Minha filha, Selena, onde está?

__ Está brincando com Sue no jardim. Quer que eu chame-a?

__ Não! Muito obrigado. Boa viagem, Sam!

Jacob foi até a janela do seu escritório e espiou sua filha brincar com Sue.


A garotinha tinha um sorriso com covinhas, cabelos negros e cacheados batendo nos ombros. Sua filha parecia com ele; não tinha como negar que Selena não fosse filha dele.

De repente, Selena viu seu pai a observando e acenou para ele toda sorridente. Jacob, por vez, sorriu para ela envergonhado de ser flagrado.

__ Jacob Black, observando sua filha brincar? Mas isso tem que ser comemorado! Até que fim se lembrou que tem uma filha!

Jacob nem se moveu para olhar quem era aquela voz irritante que ironizava.

__ Leah! Mas que ironia é essa? Eu sei que tenho uma filha e muito linda por sinal.

Leah se aproximou de Jacob para um beijo, e o mesmo se esquivou.

__  O que você quer Jacob?

__ Como assim o que eu quero?

__ O que você quer de mim?

Jacob suspirou e  Leah continuou a falar

__ Às vezes, quando fala comigo, parece que não me vê.

Jacob deu mais um gole do seu uísque e a ignorou; porém Leah chegou mais perto dele.

__ Uma mulher sabe quando um homem olha e vê outra pessoa.

__ Sabe de quem meu coração pertence, não sabe?

__ Ela te abandonou!

Jacob jogou o copo contra a parede e tentou manter a calma.

__ Leah, eu te dou tudo o que você deseja. Já o meu amor eu não posso dar.

Leah grunhiu e saiu batendo a porta com tanta força que o escritório tremeu.

( *** )

__ Suas verduras estão muito lindas. Desde que vendem para nós, nossos fregueses aumentaram. __ 

Elogiou Zac, o filho do dono do mercado.

__ Muito obrigada, Zac. Sua mãe está melhor? – Indagou Renesmee.

__ Não! Se for a vontade de Deus, que ela se vá. Temos que aceitar.

__ Verdade, Zac... Deixe me ir, pois tenho que fazer almoço. Você sabe que tenho um rapazinho muito comilão.

__ Renesmee, você é tão jovem e bonita. Não pensa em se casar de novo?

__ Zac, por favor, não comece de novo. Meu filho já me preenche totalmente.

__ Não é desse amor que estou falando.

__ Tchau, Zac. Até amanhã. __ ela o cortou e saiu de mãos dadas com seu filho.


Quando ela saía do mercado, percebe-se uma aglomeração de pessoas em um bar.

__ Mamãe, é o bar onde Seth freqüenta, não é?

__ Sim! Mas vamos logo, pois já perdemos tempo demais.

__ Ah, mãe! Vamos passar por lá! Quem sabe ele pode ir embora conosco.

__ Mas, Brandon, bar não é um lugar apropriado de irmos.

__ Sra Renesmee!

__ Pois não, Xerife?

__ Seth Clearwater é parente da Senhora?

O xerife suspirou, e Renesmee fitou-o.

— A senhorita o conhece, não é mesmo? — O xerife perguntou com tranqüilidade.

— Não posso dizer o contrário. — Renesmee deu de ombros. — Digamos que somos parente sim, xerife.
Serei capaz de entender se o senhor for obrigado a prendê-lo, pois deve estar bêbado.

Os pensamentos se sucediam com rapidez. Naquele momento, Renesmee enfrentava uma grave descoberta. Não poderia, para ser honesta consigo mesma, mentir para o xerife, pois Seth a fez jurar que perante aos olhos dos outros eles não se conheciam.

Xerife ergueu a mão e a interrompeu:

 — Sra. Reensmee, lamento, mas o Sr. Clearwater se matou.

— O senhor tem certeza disso? — Renesmee sacudiu a cabeça. — Não, Seth nunca foi um homem de ter coragem de fazer esse ato. Pelo menos, quando estavam juntos.

— A senhora pode me acompanhar?
O xerife a levou até o corpo de Seth no bar sem vida.
Renesmee colocou as mãos na boca, não acreditando no que via.

— Por que ele morreu mamãe? – Indagou Brandon chorando.

— Todos nós morremos um dia, querido. - Ela disse, tentando acalmar o sofrimento do filho.

No funeral, havia somente Renesmee, Brandon e alguns amigos do vilarejo.
Ao se aproximar do caixão para dar um último adeus a Seth, Renesmee não se conteve e desabou em lágrimas.

— Ei! Sua cabeça dura, por que fez isso hein? Por que me amou tanto assim, Seth? Você sempre soube que eu não merecia o seu amor! Saiba que apesar de tudo, eu te perdôo. Isso por que você foi tão bom com Brandom e ele te ama tanto.

Adeus, velho amigo!

Ela saiu limpando as lágrimas que insistiam em cair.

— Mamãe! Agora estamos sozinhos! Como papai, Seth também nos deixou.

— Seu pai não morreu Brandon, e quer saber de uma coisa? Seth também não, pois ele vai sempre morar bem aqui. – Diz Renesmee colocando a mão no coraçãozinho de Brandom.

Os dias passaram desde a morte de Seth, Renesmee teve que encarar a vida mais dura ainda; pois, agora, era só ela e seu filho. Eles não tinham mais ninguém.

Como de rotina, Renesmee e Brandon foram entregar as verduras no mercado.
Renesmee já estava de partida, quando alguém lhe tocou seu ombro e a chamou carinhosamente.

— Sra. Renesmee?

Ela por vez se virou e se deparou com... Sam?

— Sam?

— Por Deus, a Senhora está viva! Nossa! Procuramos-lhe por todos os lugares cabíveis e como iríamos imaginar que a Senhora sempre esteve nesse vilarejo onde mora a minha sogra?

Renesmee ficou sem ação, achando que tudo não passava de alucinação. Afinal, talvez estivesse muito cansada e começara a delirar.

— Mamãe! Zac me deu um pirulito.

Sam olhou para a criança que acabara de chegar.

— Céus! É ele não é?

— Sim! - Respondeu assustada, pois realmente ela não estava sonhando. Isso era muito real.

Sam abaixou para ficar na altura do moleque e reparou em cada traço que ele tinha.

— Você é muito parecido com o seu pai! Como é seu nome rapazinho?

— Brandon, Senhor!

Sam olhou para  Renesmee de novo transbordando de alegria.

— Vamos embora, Senhora!

— Não, Sam! Não posso! Jacob tem outra mulher agora!

— Renesmee, ele nunca te esqueceu! Espere-me aqui, vou gritar para Emily que estou aqui e então nós

vamos embora. OK? Prometa-me que vai me esperar.

— Sim!

Esperando que Sam se afastasse, Renesmee pegou Brandom e desapareceu em meio à multidão.

Nota: A formatação não ficou legal, mas já veio assim. Tentei arrumar o máximo que pude.