quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Crisálida por Valentinab

Sinopse: Bella viveu fechada em si por muitos anos. Com seu jeito tímido e introspectivo, evitou a convivência com outras pessoas, até que conheceu Edward. Ao se abrir pela primeira vez percebeu que além de sua crisálida, os sentimentos eram muito mais intensos e que amar de verdade poderia ser mais complicado do que imaginava.

Conseguirá Edward ajudá-la a se transformar numa borboleta livre e feliz?

Notas:
Os personagens desta história pertencen a Stephenie Meyer.
Nesta fic todos são humanos.
** Capa nova!! Mais um lindo trabalho da nathyfaith.

Autora: Maria Bethânia (codinome Valentinab)
Classificação: +16
Categorias: Saga Crepúsculo
Gêneros: Romance
Avisos: Heterossexualidade, Sexo

CAPÍTULO 1 – AUTO-RETRATO

POV BELLA



Depois de anos fazendo exames e visitando neurologistas, minha mãe finalmente convenceu-se que eu não tinha nenhum distúrbio mental.



“Você precisa aceitar e respeitar a personalidade de sua filha. Ser introspectiva não é doença. Veja-a como uma crisálida que, quando você menos esperar, se romperá em uma linda borboleta”, a médica falou para minha mãe.



Depois daquele dia minha vida mudou. Passei a ser vista de outra forma.



Assim, como presente de 15 anos, ganhei o status de pessoa normal. Na verdade ganhei uma jóia caríssima, mas isso é detalhe.



O que me interessava mesmo é que deixei de ser uma cobaia de médicos e passei a ser vista como uma simples adolescente , que aguardava o amadurecimento de suas asas para poder voar.



Na verdade nada disso fazia a menor diferença para mim. Nunca me importei com o que pensavam de mim, mas parar de ganhar livros de auto-ajuda nos meus aniversários era algo para se comemorar.



O que há de errado em não gostar de gente? Por que não podemos ter prazer na solidão? Por que o silêncio incomoda tanto as pessoas?



Passei anos me fazendo estas perguntas. Tudo o que eu queria era que me deixassem em paz. Eu era feliz, mas ninguém acreditava... Eu amava, mas ninguém sabia... Eu ria, mas ninguém ouvia.



Meu nome é Bella e agora tenho dezoito anos. Moro em Boston com minha mãe, Renée. Estudo música, toco violino e danço, só pra mim, mas danço muito bem.



Sou apaixonada pelo homem mais lindo do mundo, só que ele não sabe. Ele é casado com minha única amiga e fui madrinha do casamento deles.



No dia em que Ângela nos apresentou, soube que não só os psicopatas eram sádicos... O destino também era.



Assim que meus olhos se encontraram com os de Jacob, conheci os extremos da felicidade e da dor ao mesmo tempo.



Enfim eu não era mais só. Fui preenchida completamente por aquele amor platônico, ao qual sou completamente fiel.



- Bella, eu e Jacob estamos namorando.



- Que bom.



...



- Bella eu e Jacob fizemos amor.



- Foi bom?



...



- Bella, eu e Jacob vamos nos casar.



- Tá bom...



Gostava de Ângela porque precisávamos de poucas palavras para nos comunicarmos.



É incrível como a dor de amor tem tantas formas de se manifestar. Conheci todas.



Um sentimento que nunca senti foi remorso. Jamais traí minha amiga. Nunca deixei transparecer meus sentimentos a Jacob nem a ninguém. Eles eram meus, só meus.



Além de minha mãe, que era uma renomada arquiteta na cidade, convivia com Carmem, nossa fiel e carinhosa governanta, que cuidou de mim desde que nasci e com Berta, melhor amiga da minha mãe, que não saía lá de casa, isso quando não estava viajando.



Berta era uma famosa paisagista. Tinha por volta dos sessenta anos, para falar a verdade não sei sua idade, e guardava consigo a dor de ter perdido a única filha, Esme, que morrera durante o parto do primeiro filho.



Berta dedicou ao neto órfão todo o amor que tinha em seu coração. E era muito amor, muito mesmo.



O pai, Carlisle Cullen, inglês milionário, se mudou com o bebê para Londres logo depois da morte da esposa, mas o oceano não foi empecilho para aquela vó dedicada. Berta visitava o menino umas quatro vezes no ano. Ele nunca mais voltou aos Estados Unidos, mesmo já tendo se passado vinte e cinco anos desde que fora embora nos braços do pai.



Sou Isabella Swan e esta é a história de como me tornei borboleta...







“E depois do caos, a crisálida.



Em seu envelope protetor, ela aguarda e guarda todo o medo, toda a dor.



O passado atroz, o algoz, um desiludido nós.



Ali no seu total mistério em transição, renuncia ao seu próprio coração. Esta gestando a si mesma. Fase de redescoberta.



Aberta ao seu cheiro, ao seu gosto, a sua beleza, ao seu novo rosto. Ela é autoconhecimento em progresso.



Precisa de cuidados, mas aprendeu a solidão. Precisa de promessas, mas teme a indecisão.



Dentro da crisálida, desespera. Um futuro imprevisível a espera.



Na potencialidade do ser, de um novo devir, pensa em fugir...



Subitamente, luz arrebenta sua pele ressequida... De asas abertas, admira atrevida o que já é - uma nova mulher...



E ela voa acima dos danos, dos desenganos, dos anos perdidos em que foi dedicação... E num encanto obsceno, a borboleta é a criatura de sua bela criação...”



(Karla Bardanza)

Nota
Então meninas, vão embarcar comigo em mais uma estória com Bella e Edward? Espero que sim, e mais ainda, espero que gostem e mandem muitos comentários. Beijão bem grande para todas.



quarta-feira, 5 de janeiro de 2011



Sinopse: Querido Jake narra a história de um soldado americano. Jake que se apaixona por Renesmee uma estudante conservadora. Quando Reneesmee Cullen entra em sua vida, Jacob Black sabe que está pronto para começar de novo. Ele, um jovem rebelde que sempre estudou na reserva da cidade La Push se alista no exercito logo após terminar a escola, sem saber o que faria se sua vida. Então, duarente sua licença, ele conhece Reneesme, a garota de seus sonhos. A atração mútua cresce rapidamente e logo se transforma um tipo de amor que faz com que Renesmee jure espera-lo concluir seus deveres militares. Mas ninguém pode prever que os atentados começaram a ser freqüentes e como muitos homens e mulheres corajosos, Jacob deveria escolher entre sue amor pó Renesmee e seu país. Agora, quando ele finalmente retorna a La Push, Jacob descobre como o amor pode nos transformar de uma força que jamais poderíamos imaginar.



Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo
Gêneros: Aventura, Drama, Lemon, Universo Alternativo
Autora: Mica Black

Notas da História:

Os personagens são da maravilhosa Sthefanie Meyer e a fic é baseada no livro Dear John de Nicholas Sparks, mais não é totalmente o livro pois tem coisas criadas na minha cabeça haha.

Prólogo

Eu nunca acreditei em amor, sempre achei que isso nunca iria acontecer comigo até que eu a encontrei, a mais linda e pura garota que já conheci em toda minha vida minha Nessie.




Nessie era assim, religiosa, pura, quer dizer esses são uns de muitas qualidades a qual eu me apaixonei por ela. Independentemente do que acontecesse em nossas vidas, eu me imaginava ao fim do dia deitado na cama ao lado dela, nós dois abraçados enquanto conversávamos e ríamos perdidos



nos braços um do outro.



Mais eu sei que isso nunca vai acontecer Quando eu for embora de novo, nunca mais



vou voltar.



Por enquanto estou aqui sentado na beira da praia na minha linda cidadezinha La Push esperando que ela pareça. No exército, você aprende a se misturar com a paisagem, e eu aprendi muito bem, pois não quero morrer em uma vala estrangeira no meio do deserto iraquiano. No entanto, tive de voltar para descobrir o que aconteceu. Quando alguém termina algo mal resolvido, sente um desconforto, quase uma dor,



até descobrir a verdade.



Parte de mim dói ao pensar que ela está tão perto e eu não posso tocá-la, mas nossas histórias seguiram caminhos diferentes. Não foi fácil aceitar essa verdade simples, pois houve um tempo em que nossas histórias eram uma só, mas isso aconteceu seis anos e duas vidas atrás. Nós dois temos lembranças, é claro, mas aprendi que as memórias podem ter uma presença física, quase viva, e nisso Nessie e eu também somos diferentes. Enquanto as lembranças dela são estrelas no céu noturno, as minhas compõem o assombrado espaço vazio entre elas. E, ao contrário dela, sinto o peso de perguntas que já me fiz mil vezes desde nosso último encontro.



Por que fiz aquilo? Faria tudo de novo?



Fui eu, veja bem, quem terminou tudo.



Eu sai da beira da praia e estou indo na montanha aonde sempre nos encontramos e lá esta Nessie sentada na pedra eu tento me esconder atrás de uma arvore para que ela não me veja e a observo, Nessie não mudou nada nesses 6 anos para mim o tempo parou naquele momento em que a deixei eu sempre terei 18 anos e ela 16, eu servia ao exército na Alemanha; ainda não tinha ido a Fallujah ou



Bagdá, nem recebido a carta dela, que li na estação de trem em Samawah nas primeiras semanas de campanha; ainda não tinha voltado para casa por causa dos eventos que mudaram o rumo da minha vida.



Hoje, aos vinte e três anos, às vezes me pergunto sobre as escolhas que fiz, O exército se tornou a única vida que conheço.



Não sei se deveria estar arrependido ou satisfeito por isso; a maior parte do tempo oscila, depende do dia. Quando as pessoas perguntam, digo que sou empresário de uma firma de automóvel, e é exatamente isso que quero dizer. Ainda vivo em uma base na Alemanha, tenho cerca de mil dólares de economias e não saio com uma mulher há anos. Não surfo como antes nos dias de licença.



Nas folgas, dirijo minha Harley para o sul e para o norte,dependendo do meu humor. A Harley foi a melhor coisa que já comprei, embora lá custe uma fortuna. É ideal para mim desde que me tornei um tipo solitário. A maioria dos meus camaradas abandonou o serviço, mas eu provavelmente serei enviado de volta ao Iraque nos próximos meses. Pelo menos, esses são os rumores que circulam na base.



Quando conheci Renesmee Cullen – para mim, ela será sempre Nessie –, não poderia prever o rumo que minha vida tomaria, nem acreditava que faria carreira no exército.



Mas eu a conheci; e é isso que torna minha vida atual tão estranha. Eu me apaixonei por ela enquanto estávamos juntos, e me apaixonei ainda mais nos anos em que ficamos separados. Nossa história tem três partes: um começo, um meio e um fim. Embora seja assim que todas as histórias se desenrolam, ainda não consigo acreditar que a nossa não durará para sempre.



Reflito sobre essas coisas, e como sempre, nosso tempo juntos retorna à minha mente. Relembro como tudo começou, pois agora essas memórias são tudo o que me resta.





Sinopse: - Você não tem direito ao amor físico, sequer deveria necessitar dele.

- Mas eu a amo perdidamente. Quero tê-la para mim.
- Precisará abrir mão da sua condição para poder experimentar este tipo de amor.
- Eu abro.
- Sabe que terão conseqüências. Está mudando o curso da vida dela.
- Eu sei...
- Não se importa?
- Pagarei qualquer preço para tê-la comigo por toda essa vida. Preocuparei com as conseqüências quando for a hora...
A hora chegou...

Um anjo com desejos humanos.
Um homem com responsabilidades de anjo.
A dor da culpa...
Uma linda história de amor!
“A toda ação corresponde uma reação de mesma intensidade, mesma direção e sentido contrário.”
(Terceira Lei de Newton)


Classificação: +18
Saga Crepúsculo
Gêneros: Drama
Avisos: Sexo
Autora: Maria Bethânia (Valentinab)

Notas da História:

Os personagens pertencem a Stephenie Meyer.
Nesta estória os personagens são humanos.
A estória será toda contada apenas pelo PDV de Edward Cullen.

CAPÍTULO 1



A biblioteca da Universidade de Chicago, mesmo com o ar condicionado ligado, parecia um forno. Não via a hora de sairmos de lá.



Eu e Sabrina, uma colega de sala, estávamos fazendo um trabalho sobre doenças tropicais. Cursávamos o terceiro ano de medicina.



Quando terminamos, achei por bem oferecer-lhe uma carona para casa. Já passavam das vinte e duas horas; seria perigoso deixá-la pegar um ônibus tão tarde.



Tudo o que eu queria era um banho frio. Se fosse acompanhado por Sabrina, melhor ainda. Nunca tínhamos ficado, mas o trabalho nos aproximou bastante.



Para meu azar, descobri que seu prédio ficava em um bairro meio barra pesada.



Eu tinha em mente a possibilidade de subir para tomarmos alguma coisa e, se possível, ver se rolava sexo. Ela tinha dado sinais de que também estava interessada.



Quando percebi o nível do lugar, decidi que o melhor era ir embora logo. O banho e o que quer que fosse rolar ficariam pra depois. Com um carro como o meu, um Aston Martin, eu me tornaria um chamariz para os bandidos.



Assim que a deixei, inventei um compromisso urgente e me despedi logo. Nenhuma transa no mundo compensaria o risco que correria ficando ali.



- Não quer subir, Edward? – Sabrina tinha um sorriso malicioso nos lábios que deixava óbvio suas intenções.



- Gostaria muito, Sabrina, mas tenho de encontrar meu pai no hospital. Ele está me esperando.



- Então fica para a próxima.



- Claro, será um prazer. – Agora quem esbanjava malícia era eu.



Na volta, como não conhecia bem a região, acabei me perdendo. Decidi, irritado, que minha próxima aquisição seria um GPS. Foi quando passei em frente daquela construção abandonada. O que me chamou a atenção foi o rapaz que saiu correndo lá de dentro, abotoando as calças. Ele passou na frente do meu carro e tive de frear bruscamente para não atropelar o infeliz. Quando o farol iluminou seu corpo, vi nitidamente que havia sangue em suas roupas.



Ele me olhou assustado e continuou correndo em direção a um beco logo à frente.



Acelerei o carro com o objetivo de sair dali o mais rápido possível. Já estava ficando com medo. A barra era mais pesada do que imaginei.



Tinha andando quase um quilômetro quando a idéia maluca de regressar começou a martelar em minha cabeça. Era como se alguma coisa, ou alguém, estivesse me mandando voltar lá e ver o que tinha acontecido naquele galpão.



Não tinha nada que justificasse minha volta àquele lugar perigoso, mas obedecendo uma força maior que minha razão, virei o carro e voltei.



Olhei para os lados e não vi ninguém. Não sabia se isso era bom ou ruim. Abri a porta e desci apreensivo. A iluminação era precária, vinda apenas de um poste do outro lado da rua. De fora dava pra ver que a luz de dentro estava acesa.



Resolvi entrar. A necessidade de estar naquele local era maior que o pavor que sentia. Não conseguia entender o que estava acontecendo comigo.



O lugar era sinistro. Minha impressão era de que ninguém ia lá há muito tempo. O cheiro de excremento de morcegos era horrível. O que alguém normal faria num lugar como aquele?... O que eu estava fazendo ali?



- Tem alguém aí? – O eco tornava a situação mais assustadora ainda.



Silêncio total.



- Ei, tem alguém aí? – Perguntei mais uma vez, dando mais alguns passos em direção ao seu interior.



Foi então que me deparei com a cena mais impactante e pavorosa de toda minha vida.



Estirado no chão imundo jazia o corpo nu e ensangüentado de uma garota. Minha primeira reação foi sair correndo, obedecendo ao instinto de auto preservação, mas me faltou força nas pernas. Elas tremiam intensamente; porém, como estudante de medicina, senti a obrigação ética de me aproximar e ver se poderia ajudá-la.



Assim que me abaixei, pude constatar que se tratava de uma menina de no máximo quinze anos. Com toda a certeza tinha sido estuprada. Suas pernas estavam abertas e dava para ver que seus órgãos genitais estavam cobertos de sangue e apresentavam lacerações. Tinha cortes profundos nos seios, pescoço e barriga. Certamente feitos com mordidas.



Levei meus dedos em sua jugular procurando pulsação, apesar de não acreditar que depois de tamanha barbaridade ela ainda estivesse viva. Minhas mãos suavam e sentia meu estômago revirar.



Por incrível que pareça ela apresentava sinis vitais.



Peguei meu celular, tentando me lembrar o telefone da polícia, mais no desespero que me encontrava, mal saberia dizer meu nome, quanto mais memorizar um número. Liguei então para meu pai, que também era médico, e afobadamente expliquei o que tinha acontecido, passando para ele o nome do bairro onde estava. Ele tentou me acalmar, pedindo que não me preocupasse, pois já estava tomando todas as providências.



- Edward, meu filho, saia deste lugar o mais rápido possível. Deixe que agora a polícia e os paramédicos cuidem de tudo. Depois iremos juntos à delegacia para que preste seu depoimento e veja no que poderá ajudá-los. Tenho medo que esse bandido volte.



Meu pai tinha razão, era o certo a fazer. Eu já tinha feito minha boa ação e agora tinha de cuidar da minha segurança... Mas como poderia deixar aquela garotinha ali, sozinha, machucada e violentada?



Pela segunda vez, em menos de uma hora, agi pelo coração e me sentei ao seu lado, segurando sua mão fria.



Quase gritei de susto quando ela apertou fortemente meus dedos e sussurrou a frase que fez meu rosto banhar-se em lágrimas.



- Por favor, acabe de me matar!



Ela ainda tinha os olhos fechados e o corpo inerte, mas suas palavras eram tão intensas que me chocaram.



Senti uma dor tão profunda em ver tamanho sofrimento, que comecei a chorar.



Como aquele cara pode ser tão cruel com uma menina tão frágil como aquela? Que prazer sentiu em fazer sexo com uma criança, e ainda com tamanha violência e sadismo?



Naquele momento senti vergonha de ser homem. Queria não ser tão covarde e ter coragem de atender seu pedido, ela merecia.



Apertei forte sua mão e pedi a Deus que acabasse com seu sofrimento e a levasse para junto dele... Até que me lembrei que eu sequer acreditava que ele existisse.

N/A: Obrigada, NathFaith, por esta capa linda que fez pra mim. Amei!!!!




segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

23 Desprezado - PVO Jacob


Eu havia bebido além do que devia, sentia meu corpo trêmulo, com frio, um torpor estranho me dominando, a cabeça doendo e sentia uma fraqueza. Os gritos ecoaram pelo quarto, obrigando me a abrir os olhos e encará-la. Aquilo foi uma das coisas mais difíceis e esquisitas para mim, pois nunca em minha vida imaginaria a doce e meiga Ness dizendo aquelas coisas dura, e o pior, olhando com olhos de pura fúria para mim.


Tentei falar, me justificar, dizer a verdade pela primeira vez na vida, mas ela parecia completamente transtornada e quando mais tentava falar, mais aguçava a sua fúria e a fazia gritar.

Depois que ela finalmente saiu do quarto, deixando-me com aquela dor estranha no meu coração, uma mágoa que me fazia perder o ar, mas ao mesmo tempo exigia que eu colocasse a mão na consciência começou a me invadir. Por mais estranho que parecesse, só queria senti-la em meus braços, beijar sua boca, acariciar a sua pele e pedir perdão por toda a magia que lhe causei.


Eu sempre fui o seu sonho, tinha plena consciência daquilo, e saber que havia ferido tão fundo do meu coração me doía muito. Havia feito tudo de caso pensado, tive a intenção de fazê-La sofrer e transformar a sua vida em um inferno. No final das contas era tudo parte do plano. Então por que me sentia tão débil? Por que não tinha forçar para ir até ela, lutar pelos meus sentimentos e dizer a verdade? Estive perto demais de dizer a verdade, mas não consegui. Não foi possível fazer o que era certo e o que meu coração pedia. Por isso acabei pagando o preço... Um alto preço para mim, devo confessar e não sabia se continuaria ou não com aquela vingança.

Os dias que seguiram foram terríveis, porque parecíamos dois estranhos. Era como se eu fosse um intruso em sua vida e seu desprezo só me fazia sentir ainda mais a sua falta. Não sei se pelo fato de ter o meu orgulho ferido, por nunca ter sido desprezado por mulher alguma e sempre ter a situação sob controle. Ou simplesmente o fato do meu corpo ansiar pelo dela, dos meus lábios sucumbirem e salivarem diante da sua angelical presença. O lobo dentro de mim gritava para eu atacar a minha presa, mas sabia que nas atuais circunstâncias, se o fizesse a machucaria e causaria um trauma ainda maior. E aquela não era a minha vontade... Não mesmo! Apena queria aquela mulher gemendo nos meus braços ao sussurrar o meu nome. Queria que a entrega fosse verdadeira e ela sentisse como eu. Sabia, no entanto, que era necessário um tempo para que pudesse me olhar novamente e tentar procurar em mim o homem que amava. Tive medo em muitos momentos de que me odiasse e jogasse o amor no lixo. Mas com aquele sentimento latente dentro de mim, sabia que por mais que tentasse, nunca seria capaz de me esquecer completamente.

Os três primeiros dias foram terríveis e não sai da cama, ainda febril, sentindo-me estranho, e esperando que se compadecesse de mim e fosse cuidar da minha saúde. È claro que isso não aconteceu. Ela não se deu ao trabalho e quem me deu remédios, alimentos e cuidou do meu estado foi Sue... Por falar nela, comecei a perceber que de alguma forma, mesmo tento ouvido as barbaridades que disse, o meu segredo sujo, parecia se compadecer de mim e tratou-me como uma mãe. Chegou a dizer que o meu problema era carência afetiva. Que talvez as coisas fossem diferentes se eu tivesse a criação e uma mãe boa, honesta e carinhosa, ao invés de um pai duro e corrupto.


As suas palavras mexeram comigo e fiquei pensando se o mal são seria eu. Se realmente havia como justificar o meu mau comportamento, o meu caráter “duvidoso” e as minhas ambições desmedidas. Afinal meus pais criaram três filhos, Becca não era uma flor de pessoa, mas também não era ruim de um todo. O seu egoísmo, preguiça e mania de grandeza não chegava a ser mau caratismo e não era uma pessoa ruim... Pelo menos eu acreditava naquilo. Já Rachael era um amor de pessoa, sempre se preocupava primeiro com os outros, era honesta, queria vencer pelos próprios méritos, sua bondade era evidente e não aceitava as coisas que eu fazia. Vendo por esse lado, como se justifica um homem tão inescrupuloso como eu? Pensei, pensei, e tentei encontrar uma resposta, mas não havia... Realmente não havia uma resposta para aquilo. As pessoas são do jeito que são e ponto! São influenciadas pelo meio que vivem, mas ser má ou boa depende de seus corações. Se eu escolhi o lado do mal, porque o meu coração estava inclinado para a coisa.

Pensando a cerca dessas coisas, comecei a indagar sobre a maldade e o seu sentido. Será que as pessoas eram essencialmente cheias de maldade? Será que até mesmo o pior dos assassinos não possuíam um pouco de amor em seu coração? Ele não amava nem aos pais? Se a pessoa sente amor, ela é realmente má ou apenas inclinada a atos maldosos? Eu amava minhas irmãs e faria tudo por elas... Quer dizer, quase tudo! Com Ness era diferente e às vezes ela me fazia sentir como se fosse outra pessoa. Ela simplesmente conseguia despertar algo diferente. Senti-la em meus braços era diferente e despertava em mim coisas que eu não queria e que não havia planejado. E naquelas circunstâncias, só podia dar a ela um tempo para se recuperar e segurar o meu lado animal, que desejava o seu corpo com todo o desespero.

Voltei a trabalhar na sexta feira, já me sentia um pouco mais forte, a febre já havia cedido e precisava ver como as coisas estavam na empresa. Após aqueles três dias trancado dentro do quarto, precisava respirar, precisava me sentir eu mesmo e pensar racionalmente sobre as coisas. Afinal aqueles dias me deixaram sensível demais para o meu gosto e não dava simplesmente para ficar remoendo as minhas atitudes. Era chegada a hora de decidir se seguiria com meu plano ou se acabaria com aquilo tudo e me permitiria ser feliz... Feliz? A única vez que me lembro de felicidade foi quando me senti dentro dela. Quando ouvi sussurrar o meu nome e gemer ardentemente por mim. Aquilo me fez feliz. Seria eu capaz de abrir mão disso para continuar a me vingar? Precisava encontrar as respostas corretas e para isso, precisava de ar puro e tranqüilidade para pensar.


Levantei para trabalhar, tomei o meu banho, arrumei-me impecavelmente e desci para tomar meu café. A mesa não estava pronta e não havia sinal de “minha esposa” na sala. Dirigi-me para a cozinha e ao chegar a porta da cozinha, ouvir a conversa entre ela e Sue.


- No momento o que sinto é nojo dele, Sue. - Sua voz estava triste e parecia prestes a chorar. - Eu amei tanto esse homem. Por ele esperei a minha vida inteira e mesmo nesse momento, em que a dor é tão latente em meu coração, acho que ainda o amo. Mas só preciso me fortalecer e fazer com que se sinta tão desprezado quando eu. Ele precisa aprender a ser gente... Isso me doe tanto. Sinto como se estivesse algo apertando meu coração.


Senti um aperto em meu coração. Aquelas palavras foram piores do que espada cortante. Era difícil ouvir da criatura mais doce e meiga que tinha nojo de mim. Ela ainda me amava, apesar disso não era capaz de se entregar a mim e a única coisa que podia me dar naquele momento, era o seu desprezo.


Decidi ir embora para empresa sem mesmo tomar café. Era difícil demais para mim encarar o seu olhar. Não conseguiria ver a dor, o resultado das minhas ações egoístas, em sua face angelical. Pensar era a única coisa que poderia fazer naquele momento.

Quando você pensa que a coisa não pode ficar pior do que estar, parece que o mundo desaba em sua cabeça. E foi exatamente isso me aconteceu naquele dia.

Fui ao trabalho e quando cheguei lá, recebi vários relatórios sobre cliente que estavam querendo romper o contrato com a empresa. E o que tudo indicava, a saída de Carlisle causou inquietação no mercado e fez as ações caírem na bolsa.

Tive que usar o braço firme e tomar uma atitude imediata. E mesmos sabendo que perderia dinheiro a curto prazo, era melhor para a empresa naquele momento manter os clientes, mesmo que o prejuízo imediato fosse prejudicial para a empresa.


- O que é melhor? - Perguntei para os acionistas - Damos a esses clientes descontos razoáveis nos próximos meses e os mantemos conosco. - conclui com tom autoritário.


- Teremos um prejuízo terrível. - Um disse de forma cética.


- Carlisle nunca aprovaria isso. - Outro indagou.

- Carlisle está doente e cabe a mim decidir. Ele tem total confiança em mim e sabe que farei o melhor por essa empresa. Se perdemos um ou dois clientes agora, o mercado ficará mais inquieto. Boatos serão espalhados e os demais acionistas debandarão também. É melhor ter um prejuízo a curto prazo, do que um a longo prazo e a falência dessa empresa. Então o que podemos fazer agora, é manter esses clientes a qualquer custo, mesmo que tenhamos uma pequena perda de receita. Não podemos deixar os especuladores espalharem boatos de que o nosso concorrente está tirando os nossos cliente. Que a empresa não tem estabilidade. Então vamos fazer como eu digo. Sou o presidente dessa empresa e não vejo o motivo de desespero. É melhor perder a batalha, do que a guerra. - Conclui em tom autoritário e todos me olharam com mais tranqüilidade. No fundo sabiam que estava certo, apesar de saberem que nos próximos meses teríamos uma receita menor. O que precisaríamos para conseguir balancear as coisas, era simplesmente conquistar novos cliente. Expandir as fronteiras em busca de mais receitas. Tracei um plano de ação e explanei para todos. Depois percebi que a confiança havia voltado.

Depois da estressante reunião, voltei para o meu escritório e encontrei na sala de espera Becca. Fiquei pensativo, indagando sobre o motivo que a faria sair do luxuoso apartamento para vir até o meu escritório. Ela era interesseira demais e nada a abalaria se não fosse por um “bom” motivo.


- Becca, o que a trás aqui? - Perguntei arqueando a sobrancelha. Vi o sorriso malicioso estampado em seu rosto.

- Quando receberemos os cartões de crédito? - Sussurrou em meu ouvido. - E o meu carro zero? - Olhei para a secretária, certificando-me que ela não havia escutado a conversa. Percebi que estava entretida com o computador, provavelmente navegando na internet, e tentei ser o mais natural possível.


- Vamos entrar? Certos assuntos devem ser conversado em particular. - Peguei a sua mão e a conduzi para dentro da sala.



- Sabe bem que não é de bom tom aparecer aqui para me cobrar as cosias. Se a secretária ouve, sai por ai espalhando boatos. Quer me arruinar? É isso mesmo o que quer? - Segurei firme o seu pulso e encarei o seu olhar.

- Queria que fizesse isso na sua casa? Estava em lua de mel. Não? - Meu olhar era severo, com a intenção de amedrontá-La, apesar de saber que minha querida irmã não se intimidava quando queria algo. - O que sua esposa diria sobre isso? Você prometeu! Prometeu que nos daria conforto, dinheiro e condições de estudar até casarmos. Jurou isso no túmulo dos nossos pais.


- Não me venha com apelo sentimental, Rebecca. Sabe muito bem que estou começando agora e que não posso abrir mão de dinheiro nesse momento.


- Deixa de chorar miséria, irmãozinho. Sabe bem que precisamos de certas coisas para sobreviver. Sabe bem que temos nossas dificuldades. - Acariciou o meu rosto e depois o beijou.


- Já mandei fazer um cartão para você e Rachael. Quanto ao carro, não será possível por enquanto. Ficará no apartamento da empresa até se passar um mês do meu casamento. Entendeu? As coisas estão complicadas para mim e não posso fazer gastos desnecessário agora. Entende isso? Seja boazinha comigo, irmã.


- Está querendo me ludibriar? Achas que me contentarei em ficar naquele apartamento miserável? Olha bem para mim! Sei bem do seu caso com a Casy e se... - Minha irmã havia aprendido bem comigo e estava jogando o mesmo jogo, mas ela não me conhecia bem para saber do que era capaz. Perdi a paciência e dei um basta em suas ameaças.


- BASTA! - Gritei nervoso. - Receberá um cartão de crédito com limite de dois mil dólares. Ficará bozinha naquele apartamento e não me importunara mais. Se acha que pode me chantagear, está muito enganada mocinha. Coloco você na rua, tiro todas as suas coisas e esquecerei que é minha irmã. Mandarei entregar o cartão no apartamento e não quero te ver por um bom tempo. Estou muito decepcionado com você. - Disse de forma severa, mesmo com coração apertado por aquelas ameaças.

- Não faria nada disso. Você nos ama, Jacob. Nunca renegaria suas irmãs querida. Pode gritar, fazer qualquer coisa e ameaçar, mas sei que no fundo se sente mal quando nos faz coisas. Eu vou agora, somente porque estar nervoso, mas em três semanas iremos para a sua casa em La Push, terei o meu cartão e carro. - Beijou o meu rosto e saiu. Fiquei atônito por demonstrar fraqueza diante dela. Certamente havia percebido o meu estado.


Para piorar o meu dia, que não havia começado nada bem, depois de me sentar e começar ver os balancetes, o meu celular tocou e ao atender vi que era uma ligação do meu antigo escritório. Comecei a pensar no que se tratava, intrigado com aquela ligação, mas atendi.


- Alô! - Disse com a voz austera.


- Jacob, amorzinho, quanta saudade de você. Como vai o casamento? - Era voz enjoada da Casy, com tom zombeteiro e debochado.


- O que foi Casy? O que quer agora? - perguntei, tentando demonstrar a calma que não tinha, depois respirei fundo e comecei a olhar a proteção de tela no computador, com retratos da minha Ness passando na tela. Estava tão angustiado com a nossa situação, que nem mesmo o tormento causado por Casy poderia me afligir tanto.

- Fala o que você quer. Estou cheio de serviço, com muitos problemas na empresa e minha cabeça está muito quente. Não estou nada bem para discutir com você agora. Diga logo o que pretende com esse telefonema. - Procurei manter o meu tom de voz baixo e calmo.


- Sua cadelinha está morrendo de saudade de você. Estou juntando dinheiro e já tenho quase tudo o que preciso. No máximo em três semanas chegarei em Seatle. Estou louca para matar a saudade que sinto do meu garanhão. Espero que sua esposinha não o esteja cansando muito. Temos muito o que aproveitar quando eu chegar. - Já imaginava o tormento que seria quando ela se instalasse em Seatle. E tinha que encontrar uma forma de prolongar um pouco aquilo, até me acertasse com Ness e conseguisse a sua confiança novamente.

- Casy, eu estou cheio de problemas. A empresa não vai bem, os acionistas e diretores estão em pânico. Tenho coisas a resolver e meu casamento não vai bem. Será que pode esperar mais um pouco? Será que compreende o momento que estou passando? - Fazia forças para não gritar com ela. Sabia que só pioraria a situação e tendo em vista que o nosso último contato fora mal sucedido, não poderia cometer o mesmo erro.

- Não me venha com conversinha fiada, Jacob. Sabe muito bem que não desistirei de você. - Deu uma gargalhada debochada. - Estarei ai quando menos esperar. Tenha certeza disso e não terá mais como fugir de mim.

- Faça como quiser. Mas não reclame depois. Estou cansado demais para discutir com você agora. Adeus! - Desliguei o telefone e soquei a mesa com fúria. Fiquei observando as imagens no computador e a lembrança daquela conversa não saia de minha mente.

No momento o que sinto é nojo dele, Sue.

Eu amei tanto esse homem...

Ele precisa aprender a ser gente...


Deus, como aquilo me doía! Eu me sentia horrível ao me lembrar daquelas palavras tão duras e ao mesmo tempo melancólicas. Era um conflito terrível entre o amor que sentia e a minha obrigação de me vingar.

Comecei a pensar em uma vingança que não me separasse do amor da minha vida. Que se apenas tirasse os bens dos Cullens, sem os deixar na total miséria, os humilhar e sujar o nome. Será que apenas o dinheiro seria capaz de aplacar o desejo de vingança? Afinal eu já estava na presidência, tinha o poder que precisava para conseguir o que queria. Aquilo bastaria para mim? Seria suficiente? Conseguiria apaziguar a minha consciência apenas com dinheiro? Como foi difícil pensar em tudo aquilo. Imaginar como minha Ness me odiaria se soubesse a verdade por outro que não fosse eu. Tentei falar a verdade e não consegui. Naquele momento aquela angustia me atormentava muito e não tinha como voltar atrás nos meus atos. Sabe, entretanto, que tudo dependia das minhas ações futuras.

Os dias foram se passando lentamente, as coisas ficavam cada vez mais estranhas, meus aborrecimentos na empresa só aumentavam e me obrigavam a atitudes drásticas e corajosas. Meu coração doía a cada vez que olhava minha Ness e percebia o desprezo em seus olhos. Ela era fria demais e nunca demonstrava um sinal de fraqueza diante de mim. Procurei me trancar no escritório nos momentos em que estava em casa. Não conseguia encontrar coragem para encarar o seu olhar, pedir perdão e demonstra arrependimento pelo que havia feito. Por sorte só ficavam em casa a noite e nos fins de semana. E era como se fosse um total estranho naquela casa. Meu corpo sucumbia pelo dela durante as minhas noites de tormenta. Mas não podia cometer um desatino e obrigá-la a ser minha novamente... Não podia e não queria que fosse a força. Decidi que seria paciente e esperaria até que se sentisse confortável para se entregar a mim. Paciência era tudo o que precisava e tudo o que teria até que tudo se resolvesse entre nós.

Mais dias se passaram, até que seus pais apareceram em nossa casa em um final de semana. Era a ocasião propicia para tocá-la e tentar quebrar o clima pela primeira vez na vida,


Apesar de não gostar da minha sogra “narja cascacu”, estava feliz com a sua presença, porque sabia que Ness faria o impossível para manter a farsa do nosso casamento. Então pude tocar a sua pele, beijar os doces lábios, ver o seu sorriso, que sabia ser fingido, e fazer o papel de marido amável.

E nem mesmo as alfinetadas da “narja cascacu” foram capazes de me tirar aquela felicidade. A felicidade de ouvi-la se dirigir para mim com amor e gozar da sua maravilhosa presença.


É claro que nem tudo foi perfeito e que em muitos momentos tive vontade de esmagar a minha “querida narja cascacu”, mas tirando isso e a velha amabilidade de Edward tudo correu bem. Melhor até do que imaginava. E quando partiram, pude finalmente conversar, ajudei a lavar a louça e vi em seus olhos que ainda havia amor e desejo por mim. Aquilo me deixou tão feliz. Não mais de a maravilhosa e grata surpresa de tê-la em meus braços, fazer amor de forma ardente, sentindo-me vivo novamente com o gosto doce de seus beijos e a sensação de prazer avassaladora causada pelo sue corpo. Ela gemia, sussurrava e até me xingava em meio aquilo tudo, mas era minha... Totalmente minha.


Depois que fizemos amor, ela se vestiu e me humilhou como nenhuma outra havia feito. Disse coisas que me deixaram pasmo e me causaram um ódio profundo. Quis gritar, bater e arrancar a sua língua. E depois do meu acesso de fúria, sozinho na cozinha, pois havia saído e me deixado com cara de paspalho, comecei a pensar se não merecia aquilo. Ela só estava fazendo o que havia prometido afinal das contas. Apenas me teria quando tivesse desejo, me usaria, depois jogaria de lado e assim me faria aprender a ser gente... Ela queria que sofresse para que aprendesse com a minha própria dor. Bela maneira de querer tratar as coisas! Estava usando o mesmo ódio e o desejo de vingança que me acometia todos os dias. Aonde pararíamos daquele jeito? Será que viver entre amor e ódio seria o nosso destino? Foi isso que pensei quando finalmente o meu acesso de raiva passou. Depois de quebrar alguns copos e pratos, com vontade de lhe dar umas palmadas pela ousadia. Mas ai veio a calmaria, pude refletir calmamente sobre as coisas e percebi que ela não estava apenas me dando o troco, sim uma forma de me redimir pelos meus atos brutos.


Naquele dia procurei não me aproximar, para evitar fazer algo que me arrependesse e fui para o escritório trabalhar. Era só aquilo que fazia para acalmar o meu coração, afundando me em assuntos chatos e burocráticos.


Na segunda feira eu havia acordado com humor terrível. Não quis tomar o café da manhã e sai sem se quer falar com Sue ou me permitir olhar para o seu filho “Vi...nho”. Sabia que aquilo acabaria ainda mais com o humor que não tinha.


Peguei o carro e partir para Seattle em alta velocidade. Parei em um restaurante no centro da cidade e tomei um café da manhã, lendo as notícias de última hora do jornal. Terminei o desjejum, paguei a conta, peguei o carro no estacionamento e segui para a empresa.

Quando cheguei levei o maior susto da minha vida.



- Bom dia, Sr Black! A senhora Maccalister está lhe aguardando no seu escritório. - Disse Vivian fitando-me de forma analítica.


- Como? Como pôde deixá-la entrar no meu escritório? - Tentava manter o tom de voz baixo, apesar da minha vontade de gritar com ela.


- Ela disse que veio da Inglaterra só para vê-lo. Disse que são velhos amigos e Sr não se importaria. - Perecia temerosa de suas ações. Havia percebido claramente o meu descontentamento.


- Conversaremos depois sobre isso. Não tenho gostado do seu comportamento. Acho que está na hora de trocar de secretária. - Ficou mais vermelha do que pimentão e quase chorou naquele momento.

Entrei na sala e a vi sentada em minha cadeira, tocando a tela do computador, que possui o rosto de Ness ao fundo.


- Oi amor! Sua cadelinha estava morrendo de saudade de você. - Levantou-se da mesa, caminhou em minha direção, com sorriso malévolo, segurou a minha gravata e puxou o meu rosto para si.


- O QUE PENSA QUE... - Praticamente gritava com ela, quando colocou o dedo em meus lábios.


- Sua secretária não precisa ouvir a nossa conversa. Sabe bem como elas podem ser inconvenientes. Não sabe? - Aproximou o seu rosto do meu e deu um selinho em meus lábios. - Estava morrendo de saudade. Estou louca para transarmos gostosinho, amor. - Sentou-se sobre a mesa, abriu as pernas e me puxou para si.


- Não podemos fazer isso aqui. Pode entrar alguém. - Disse tentando controlar a voz.

- Por que não? Você é o presidente afinal. - Segurou as minhas nádegas e me puxou, encaixando-me entre as suas pernas. Senti meu “KA” pulsar com o encontro de nossos corpos. Tentei não pensar racionalmente e deixar meu corpo me dominar para tirar o meu atraso. Puxei para o lado o elástico da sua calcinha, enquanto ela abria o zíper da minha calça. Colocou o meu “KA” para fora e o encaixou em sua entrada. Quando fechei os olhos, imediatamente pensei em Ness e o mais improvável aconteceu... Murchou.


- Mais o que está acontecendo com você, Jacob Black? Que inferno! Eu venho do outro lado do oceano par a”FU” com você e simplesmente brocha? - Ela me empurrou furiosa. - O que aquela vadia Cullen fez com você afinal?- Começou a arrumar a roupa, em seguida andou de lado para o outro impaciente.


- Eu estou com problema na empresa. Estou estressado e cheio de coisas para pensar... Só isso! - Verbalizei, sabendo que ela não cairia naquela conversa fiada.


- Vou te dar um tempo, mas não abusa da minha paciência. OK? - Socou a mesa com raiva. Queria gritar com ela e arrebentar aquela cara de “PU”, mas como presidente aquilo poderia virar um escândalo e precisava ser prudente naquele momento. Que raiva senti.

Você me paga, sua vadia! Acha que está falando com quem? Acha que isso ficará assim? Não sabe no que se meteu, sua ordinária! Eu ainda acabo com você.

- Aonde ficou hospedada? - Perguntei sabendo que a conta viria para mim e que deveria me adiantar a um possível susto quando viesse. Sabia que ela tiraria o maior proveito daquilo tudo e a vontade de esmagá-la era tão grande, que me deixava sufocado.

- Estou na suíte presidencial do hotel Plaza em Seatle. Ora!- Disse como se aquilo fosse a coisa mais simples do mundo. Senti o meu sangue fervilhar e levei as mãos ao seu pescoço.


- Você é louca? Comeu “M” ou o quê? - Apertei forte, enquanto ela tentava se soltar. Vi que cometeria uma loucura e acabei soltando, mesmo com a vontade de esmagá-la com as minhas mãos. - Acha que tenho dinheiro para pagar esse Hotel? Acha? Louca que você é! Louca! Vai sair de lá agora mesmo! Entendeu? - Quase gritava, tamanho era a fúria que sentia.

- E para qual cortiço quer que eu vá? Está bem enganado se pensa que me jogará em qualquer lugar, Jacob. Posso fazer da sua vida um inferno. Sabe disso? Então seja bonzinho comigo e pare de ser sovina. - Seu tom era debochado e sabia que me tinha nas mãos.

Eu ainda acabo com você, sua ordinariazinha! Na escola que estudou, eu já fiz doutorado.

- Rachel e Rebecca vão abandonar o apartamento da empresa em que vivem. Vão morar comigo e com a minha esposa. Então pode ficar lá por um tempo... Até encontrar um lugar para você ficar. - Disse de forma severa. - Não pense que vai ficar as minhas custas. A empresa passa por um péssimo momento e tenho que equilibrar as contas. Não tenho dinheiro para bancar os seus luxos. Então trate de arrumar um trabalho. Não vou sustentar vagabundas.

- Rarara! Não... Não... Não! Pensa que vou trabalhar? Ta enganado, Jacob! Vai bancar as minhas contas e para começar quero um cartão de crédito bem pomposo... Sem limites;


- Está louca! Não tenho condições de bancar nem as minhas irmãs, quanto mais uma vagaba como você.

- Pare de me tratar como um lixo! Eu não sou qualquer uma! Não aceitarei esse tipo de tratamento. Posso destruir a sua vida com um piscar de olhos. Sabe disso, então não brinque comigo! Entendeu? Agora me leve para o apartamento. - Encarou-me com olhar sério e deixou claro que não sairia da minha vida.


- Você não deveria ter vindo. Eu não quero mais você. Sabe disso muito bem e estar forçando a barra entre nós. Tudo bem! Mas espero que esteja claro que isso não ficará assim. O jogo está um a zero para você, mas eu ainda posso virar esse jogo. Sabe bem que sou perigoso e não jogo para perder. E se fosse você, seguiria o meu conselho. Tem a completa noção que não dou conselhos de graça e não costumo avisar aos meus inimigos. Então aceite enquanto ainda é tempo. Contudo, se sua teimosia a fizer insistir nisso, não terei clemência com você. Passarei por cima como um trator no momento certo. Não brinque comigo, Casy! É a última vez que te aviso.


- Acha que não te conheço? Que não sei que precisa de uma parceira para suas armações? Que se livrará de mim assim que encontrar uma forma? Mas antes que isso aconteça, quero usufruir muito disso tudo, amorzinho. Quero transar muito com você e gastar o dinheiro daquela coisa sem sal que tem em casa. - Apontou o dedo no meu nariz.


- Não aponte esse dedo para mim! Nunca mais! Entendeu ? Se fizer novamente, ficará sem ele. E não ouse a falar mal da “minha esposa”. Ela é a mulher mais linda, digna e doce que há nesse mundo. Não há mulher que se compare a ela. Não se atreva a colocar o seu nome nessa boca suja. - Senti uma fúria descomunal tomar conta de mim naquele momento. Como aquela mulher ousava a falar da minha Ness daquela forma? Como? Poderia esmagá-la ali mesmo, só por aquela ousadia.


- Está apaixonado por ela! Está? Eu deveria ter imaginado isso. Há muito tempo você está bem estranho. E não é a primeira vez que falha comigo. Agora para o seu bem e principalmente para o bem da sua esposa, eu o aviso pela última vez! Você precisa me tratar bem e fazer o que mando. Ou quer que bata em sua porta e me apresente para a adorável senhora Black como sua amante? Acho que seria um choque para ela, um mês após o casamento, saber que o marido amado, o homem que tanto amou e por quem foi capaz de se humilhar para se casar... Rarara! - caminhou em direção ao computador, tocou a teça e continuou a rir. - Já vejo esses olhinhos azuis cheios de lágrimas, o rosto vermelho e assustado. Rarara!


- NÃO SE ATREVA! - Parti para cima dela com raiva.- Se você chegar perto da “minha Ness”....


- OH que meda!!! Minha Ness? Cadê a vadia Cullen? - Quase cuspia as palavras, quando parti para cima e agarrei o seu pescoço. O telefone tocou e tive que me recompor.


- Alô!

- Sr Black, só para lembrar que tem uma reunião com cliente em meia hora. Já preparei os documentos e a sala de reunião.


- Obrigado! - Suspirei, tentei acalmar a minha respiração e desliguei o telefone.

- Vá embora, Casy! Já estou fazendo muito por você em te arrumar um teto. Aqui está o endereço do apartamento. Estou ligando para Becca e avisando para ir de taxi para a minha casa. Você ficará lá por tempo determina... Talvez um mês! Quando estiver trabalhando e com lugar para morar, sumirá de vez da minha vida.


- Não! Não! Não Não! - Fez sinal de negativo com o dedo. - Ficarei lá ate arrumar uma mansão para eu morar. Quanto a trabalhar, é algo que não pretendo fazer. Entendeu? Espero que apareça mais tarde e não faça vergonha como sempre. Ok?


- Depois conversamos. - Comecei a anotar o endereço, peguei o telefone e liguei para Becca.

- Alô!


- Oi irmãozinho! Pensou no que te pedi? - Disse com a voz maliciosa,


- Não! Casy está indo para ai. Prepare as suas coisas e as coisas de Rachael, pegue um taxi e vá para a minha casa. Depois ligue para Rachael e avise que foi para lá. Não deixe ela ir para casa. Não quero que veja Casy. Entendeu? Quanto ao que me pediu, vejo assim que tiver dinheiro. - Desliguei sem dar tempo para protestar.

Quando Casy saiu, soquei a mesa com raiva e comecei a pensar no que faria com ela. A minha situação já estava horrível e para completar esse desastre.


Trabalhei o dia inteiro, tentando não pensar naquele monte de problemas, bloqueei o computador, sai da sala e fui para o estacionamento pegar o meu carro. Dirigi por duas horas até La Push, pegando engarrafamentos em Seattle e Port Angeles e quando cheguei em casa, ao invés de um ambiente tranqüilo e acolhedor, encontro uma grande confusão entre minha irmã e Ness.

- Jacob é o dono da casa e tenho direito a fazer o que bem quiser nessa casa. Os empregados devem me obedecer assim como a você, Renesmee. Se digo para eles que precisam de uniforme, horários corretos para servir as refeições e o cardápio que desejo comer, não quero ser contrariada. - Era a voz irritante de Becca, quase gritando com Ness.


- Becca, somos hospedes nessa casa. Não pode chegar já dando ordens. Ela é a dona da casa e tem que respeitar isso. Se ela diz que o jantar é servido as oito, tem o seu direito. Se diz que será servido carne assada, tem que aceitar isso.

- Não! Estou morrendo de fome e não tenho que esperar até as oito para comer. Isso é inadmissível!


- O meu marido chega depois das sete. Aliás, já deve estar chegando, e não tolerarei esse tipo de atitude em minha casa. Que fique claro que Sue e Seth só obedecem a mim nessa casa. Você é uma hospede, como disse sua doce irmã, e é inadmissível que queira dar ordens para a dona da casa. Então ponha-se em seu lugar e pare de arrumar problemas. - Ness disse com a voz firme e decidida. Abri a porta e entrei. Vi toda a confusão na entrada da cozinha, cruzei os braços e tentei colocar ordem naquele caos.


- O que acontece aqui? É o primeiro dia de vocês nessa casa e já temos confusões? - Perguntei de forma severa, arqueando a sobrancelha e Becca me deu um sorriso malévolo.


- Jacob, meu irmão, diz para a chata da sua esposa que tenho o direito de fazer o que quiser. Não é mesmo? - Arqueou a sobrancelha, dando-me um aviso que estava em sérios problemas. Tive vontade de dar umas palmadas nela e dizer para não me ameaçar, mas ela continuava com aquele sorriso travesso. Sabia que estava blefando. Não era burra de colocar tudo a perder e deixar a vida boa para trás.


- Você é hospede nessa casa, apesar de querer que se sinta em casa. Nós quatro somos uma família e quero que veja minha esposa como uma irmã mais velha. Quero que a obedeça e não arrume problemas. Será que sou claro? - Dei o meu aviso e ela pareceu intimidada.

- Temos assuntos pendentes e sabe que deve ser bonzinho comigo. - Rachael e Ness olharam para ela, tentando entender o que dizia, enquanto ela continuava a me encarar. - Essa casa deve ser mais que um lar para mim. Sabe disso! Lembra da promessa que fez aos nossos pais? Lembra do que prometeu para ele no leito de morte? O seu último desejo? Eu me lembro de relatar isso muitas vezes, irmão. Então diga para a sua esposa que precisa me tratar muito bem. Você prometeu cuidar de nós duas. - Veio até mim, abraçou-me e sussurrou em meu ouvido.- Não seja má comigo, Jacob. Não quer que revele os seus segredos.


- Se eu fosse você não me ameaçaria, irmãzinha. - Sussurrei baixinho. - Vá para a sala de jantar e espere por todos. Não entendo o motivo dessa tempestade toda por um horário de jantar.


- Não se trata de horário. - Disse Rachael. - Ela quer mais poder do que a dona da casa. Tem que aprender a respeitar sua esposa. Ao menos isso!


- Só quero viver em paz com vocês duas. Só isso! - Ness afirmou.


Becca saiu batendo os pés, seguida por Rachael e Ness ficou me olhando assustada. Senti que estava completamente perdida diante daquilo tudo. Aproximei do seu corpo, segurei sua cintura com as duas mãos e a puxei para mim.


- Sabe que eu o desprezo, Jacob. - Disse desviando o olhar. - Só fingirei que está tudo bem diante das suas irmãs. Mas não abuse da minha paciência. Entendeu? - Olhou meus olhos de forma fria, não havia sinal de amor ou de paixão, apenas tristeza, desapontamento e dor em seus olhos. Queria arrancar tudo aquele sentimento do seu coração. Levei os lábios até o seu rosto e quando fui beijar os seus, ela virou para outro lado, fazendo com que beijasse a sua bochecha.


- Eu tenho paciência, Ness. Independentemente do que fiz, do que senti e do que ainda possa fazer, sabia que eu te amo de verdade. Sei que não mereço o seu amor e que a única coisa que pode me dar agora é o desprezo, mas tenho paciência e esperarei por você o tempo que for necessário. - Colei os meus lábios em sua bochecha e beijei docemente. Seu corpo estremeceu ao meu toque e seu corpo começou a me repelir, afastando o meu rosto e o meu corpo.


- Por hora só quero que contenha a sua irmã. - Concluiu e foi para a cozinha.


Quando você pensa que uma coisa está ruim, não pode nem imaginar o quanto elas podem piorar. Você se ver mergulhado em um rio de mentiras e não sabe como sair de dentro dele. Uma mentira acaba levando a outra e para sustentar a minha farsa, calando minha irmã e mantendo Casy satisfeita, calada e longe de Ness teria que fazer muitas coisas que talvez me arrependeria. Aquela era a única certeza que tinha naquele momento... A única!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Família




Segui o seu carro pela estrada de La Push em direção a parte mais alta da reserva. Não entendia o motivo de ele me levar ao alto da colina, mas continuei a conduzir o carro com velocidade razoável, tentando acompanhar o seu ritmo, enquanto observava a maravilhosa paisagem daquele lugar.



Alguns minutos se passaram, até que ele estacionou o carro diante de uma linda casa. Então, estacionei lentamente, parei para olhar aquele lugar por um momento, tentando forçar a minha memória para me lembrar daquele lugar. Em minha mente, só me lembrava de um monte de rochedos à beira do penhasco e da linda paisagem pitoresca. Vi que Jacob estava parado diante da porta de seu carro de braços cruzados, ele caminhou em minha direção, com aquele caminhar forte e másculo.



Continuei sentada no carro olhando-o vir em minha direção. Senti o meu estômago revirar novamente e também uma sensação esquisita em meu coração. Parecia uma adolescente de dezessete anos novamente, insegura com as minhas próprias reações e com medo dos sentimentos que me dominavam naquele momento.



Jacob parou diante do carro, respirei fundo, tentei encontrar coragem para sair e encarar o que estava por vir, deslizei as mãos na maçaneta, sentindo o frio do aço em minhas mãos suadas e abri a porta lentamente. Ele me deu a mão suavemente e ficou me olhando com aquela mesma cara de cachorro sem dono, parecia procurar as palavras corretas para falar. Decidi dar o primeiro passo e quebrar aquele clima tenso entre nós e o indaguei.



- Eu não me lembro dessa casa. Faz tanto tempo que estive nesse lugar, mas não me lembro de um casarão como este aqui. - Ele continuava me analisando sem dizer nada e de repente, sua mão livre foi até os meus cabelos, começou a fazer carícias nos meus cachos, foi deslizando até o meu rosto e suavemente começou a brincar com o dedo pela extensão do meu rosto.



- Essa casa é uma construção nova. - Segurou o meu queixo com uma das mãos e lentamente foi erguendo a minha cabeça para encarar o seu olhar. - Eu demorei anos construindo e decorando esse lugar para que ficasse perfeito, para a mulher mais perfeita e amada desse mundo. - Sua voz rouca tinha um tom sério e formal. E apesar de tentar parecer calmo, as feições do seu rosto, que ora franzia o cenho, torcia o nariz ou mordia os lábios, denunciavam claramente que a aparente calma era somente para manter um diálogo adulto. No fundo, ele estava nervoso e a todo tempo procurava as palavras certas e media as minhas reações. Era estranho o clima tenso, mas depois de dez anos nenhum de nós dois sabia ao certo o que esperar.



- Você construiu essa casa? - Perguntei mordendo os lábios e ele assentiu com a cabeça. Virou o rosto e começou a olhar o mar, que fluía ao longe, com as ondas turbulentas se arremessando com violência em direção aos rochedos, formando uma camada espessa de espumas como se fossem feitas de sabão.



- Vamos entrar? - Disse em tom cerimonioso, pegou a minha mão e me conduziu pelo caminho cheio de grama, que parecia feita de forma artificial, todo o caminho estava ladeado por pequenas pedras de praia pintadas de branco até a escada que ficava na entrada na casa. Parei um momento, levantei a cabeça, fiquei observando a enorme casa de três andares branca, com os detalhes de portas e janelas azuis. Lembrei-me imediatamente da linda casa do filme Diário de uma Paixão e sorri imaginando que Jacob havia feito exatamente como o protagonista, Noan, ao reformar a linda casa, esperando que sua amada Allie voltasse para ele.



- O que foi? Algum problema com a fachada da casa? Não gostou? - Ele me perguntou e percebi que ainda estava tensa com aquela situação. Neguei com a cabeça e continuei andando em direção à porta principal da casa.



Seguimos juntos até a porta, após subir três degraus da escada branca, Jacob tirou o chaveiro do bolso. Levou uma chave até a porta e a abriu lentamente. Pegou a minha mão, levou até a sua boca e deu um suave beijo, enquanto olhava de soslaio para mim. - Está preparada? - Perguntou antes de rodar a maçaneta da porta e abri-la.



Assenti com a cabeça e ele fez sinal para que eu entrasse. Caminhei lentamente pelo piso de madeira que brilhava como espelho, segui por um pequeno corredor e cheguei a uma enorme sala.



O local era claro, com paredes brancas, móveis em tom pastéis, contrastando com os objetos de decoração com cores fortes e coloridas. Era uma sala sofisticada, com uma decoração moderna e ao mesmo tempo bem simples e muito aconchegante. Parecia essas casas planejadas que os decoradores apresentam em revistas de decoração. E se não fosse pela distância e falta de conhecimento de sua existência, poderia jurar que havia um toque de elegância de Alice Cullen, minha tia maluquinha.



Uma coisa me chamou a atenção naquela sala e não era pela decoração delicada, feita com esmero e muito zelo. Sim, algo era familiar e que fez meu coração bater mais forte do que uma britadeira. O primeiro estava pendurado na parede, ocupava grande parte da parede central da sala, pela dimensão um pouco exagerada. Estava emoldurado com uma moldura dourada e muito bonita, cheia de detalhes delicados ao longo do seu cumprimento. O rosto da moça parecia triste, melancólico e dava a impressão que iria chorar. Os cabelos cor de mel, com alguns fios com tonalidade dourada, estavam cacheados. Ela olhava fixamente para um ponto e era difícil decifrar o motivo da expressão. Mas eu sabia, melhor do que qualquer pessoa, o motivo de tanta melancolia. A bela moça acabara de ficar viúva e descobria que tinha um cunhado, que era a face perfeita do namorado morto... Sim! Jacob havia feito um quadro retratando o momento depois do nosso primeiro encontro. E eu não acreditava como ele fora capaz de pintar cada detalhe, desde as expressões, detalhes da roupa e das sombras em meu rosto. O quadro era mais fidedigno do que uma fotografia e emocionava pela riqueza de detalhes captando a dor uma pessoa com uma sensibilidade enorme.



Meus olhos estavam cheios de lágrimas e sem perceber estava chorando ao me lembrar do nosso primeiro encontro.



Ele me virou para si, começou a beijar as minhas lágrimas, sem dizer palavra alguma, o momento já dizia por si e demonstrava como nós dois estávamos emocionados com aquele momento. Pegou a minha mão e continuou a me conduzir pela casa, mostrando-me a sala de jantar, o escritório, a sala de projeção para assistir filmes, cozinha, corredores, lavanderia, banheiros, entre outros. Cada canto da casa foi decorado com um bom gosto surpreendente e cada detalhe era delicado e projetado de forma a dar uma estética agradável aos ambientes. Ele com toda certeza havia dedicado muito tempo procurando objetos de decoração que caíssem perfeitamente naquele ambiente. E tudo isso de forma a deixar os ambientes claros, bem iluminados e principalmente prazerosos para se estar neles. Apesar de encantada com a decoração perfeita, não era aquilo que me chamava a atenção e que me fazia chorar como bezerro desmamado. Eram os quadros que enfeitavam cada ambiente, demonstrando que aquele homem amou tanto, que foi capaz de reproduzir obras com expressões faciais variadas, que iam do riso contido, da gargalhada gostosa a melancolia contida, até o choro de uma mulher desesperada que havia acabado de fazer a maior burrada.



Não entendia como, mas ele foi capaz de reproduzir perfeitamente, como um pintor profissional, todos os momentos que estivemos juntos, de uma forma única e irresistível de se olhar. E não usava apenas uma técnica, dava para notar claramente a diferença de estilo em cada pintura apresentada na casa. Dava a impressão que havia estudado arte e que usava as suas lembranças para treinar as técnicas que aprendia. O fato foi que aquilo me emocionou de uma tal maneira, que para me acalmar ele teve que me abraçar forte, fazer carinhos nas costas e deixar que o susto inicial por aquela constatação passasse e eu pudesse continuar a minha excursão pela casa.



- Eu... Eu... - Tentava falar, sem encontrar palavras para exprimir tudo o que sentia naquele momento.



- Eu pensei em cada detalhe dessa casa, Ness. Fiz tudo com muito amor e esperança. Sabia que um dia você voltaria e queria que esse momento fosse perfeito; sempre tive esperança e quando percebi que você não voltaria, decidi partir dessa cidade. Decidi que mulher alguma desfrutaria dessa casa. Ela ficaria fechada para sempre. Mas Deus cruzou os nossos caminhos quando estava indo embora da cidade. Isso significa que estamos destinados a ficar juntos. Eu te amei a cada dia nesses dez anos e nunca pensei que esse amor fosse morrer. Ele nunca diminuiu, amor. Isso tudo eu fiz para você. - Sussurrou em meu ouvido, depois começou a beijar o meu lóbulo. - Agora vamos para o andar de cima. – Afastou-se de mim, pegou a minha mão e me conduziu ate as escadas. Começamos a subir os degraus e mais uma vez pude ver vários quadros, de tamanho de porta retrato pequeno, na parede ao longo do caminho. Chegamos ao final da escada, ele acendeu a luz no interruptor, seguimos pelo corredor.



- Quero te mostrar o meu canto da casa. Nele, eu passei muito tempo pintando. - Seguimos ate o final de um longo corredor, ele subiu as escadas segurando a minha mão e me conduzindo para o interior do ambiente.



O local era o mais simples da casa. Era pintado de um tom de azul claro, da cor do céu, tinha uma cama de solteiro, uma televisão e uma cômoda. Também havia um cavalete e um quadro em branco perto da janela. No canto da parede algumas telas não concluídas, com o rosto da mesma garota, mas dessa vez ela só chorava.



A janela estava fechada e Jacob abriu.



- Esse era o meu canto. Aqui fiz todas as pinturas que estão pela casa. Vi a paisagem mudar nas estações, curti a melancolia dessa paisagem pitoresca muitas tardes, as estrelas enfeitando o céu, a lua cheia clareando todo o céu e a lua minguante deixando uma sensação de solidão. Chorei muitas tardes ao me lembrar do dia em que me trouxe a esse penhasco para ver o por do sol. Orei muitas noites, pedindo a Deus que trouxesse a minha felicidade de volta. Como quis mudar o passado, para ter a chance de jogar tudo para o ar e ficar ao seu lado. Teria sido melhor pegar um tempo de prisão, do que passar tantos anos sem o seu amor. - Jacob estava chorando, fazendo com que meu coração doesse diante daquela confissão tão dolorosa. Sabia que para ele tudo fora diferente, e talvez mais difícil, porque ele não tinha ninguém para o consolar. Eu pelo menos tive o meu filho, e todas as vezes que olhava para ele, sentia Jacob perto de mim. Era um pedaço do nosso amor que havia ficado comigo. Mas e ele? Ele não teve ninguém para o consolar. Ficou todos aqueles anos sofrendo por amor, enquanto preparava aquela casa, como se fosse um santuário intocável para mim. Aquele foi o gesto de amor mais lindo do mundo e uma prova que aquele homem me amou mais do que deveria, sofrendo anos por aquele amor.



Imaginar Jacob sofrendo daquele jeito me causava arrepios e só me fazia chorar ainda mais. Era uma dor tão grande,que feria a alma sem a menor clemência.



Ele também chorava muito quando me abraçou forte, colocando a minha cabeça em seu ombro, acariciando os meus cabelos com uma mão, enquanto a outra afagava as minhas costas de forma suave.



- Eu amo você... Amo... Amo... Deus, como eu amo... - Ele sussurrava com a voz chorosa. Nós dois nos sentíamos quebrados após dez anos, mas inacreditavelmente o nosso amor continuava o mesmo. O sentimento estava ali, começando a extravasar pouco a pouco. Ele fazia com que a entrega fosse pura, perfeita e muito mais intensa do que a primeira vez que nos encontramos. Éramos como duas metades de uma laranja, unida, formando uma única laranja perfeita.



- Te amo... Amo... Amo...



Ficamos abraçados chorando por um bom tempo, depois ele se afastou de mim, segurou o meu rosto com as duas mãos, ficou olhando em meus olhos, com aqueles olhos negros vermelhos, lagrimosos e a face de dor ainda aparente em sua face.



Pegou a minha mão, levou a boca, começou a distribuir beijos gentis sobre as suas costas, foi deslizando os lábios molhados e quentes pela minha pele. Eles subiam lentamente pela extensão dos meus braços, causando tremores pelo meu corpo, enquanto de olhos fechados eu imaginava aquele toque por todo o meu corpo, que já queimava de tanto desejo que sentia por ele.



Os lábios chegaram até o meu ombro e continuaram subindo lentamente até chegar ao meu pescoço. - Como senti saudade do seu gosto e do seu cheiro. - Sussurrou baixinho e abri os olhos. Vi os olhos negros penetrarem a minha alma no momento em que nossos olhares se cruzaram. Ele sabia que eu o desejava, assim como era mais do que evidente e ele também ansiava pelo meu corpo. - Quero te mostrar o canto mais importante da casa. - Afastou-se alguns centímetros, causando uma sensação de solidão pela sua ausência, pegou a minha mão e me conduziu até a porta. Começou a descer as escadas lentamente, levando-me com ele até o corredor. Caminhamos até a uma porta de madeira pintada de brando. Ele abriu a porta e fez sinal com a mão para que eu entrasse.



- Esse quarto nunca foi usado. Só a faxineira entrou aqui para limpar, fora isso, nunca foi visitado por ninguém. Essa cama nunca serviu de leito nem para mim. Ela está intacta desde que eu comprei. Eu estava esperando ansioso pelo dia de estrear o quarto. - Disse com olhar vitorioso.



- É tão lindo! - Disse maravilhada olhando ao ambiente. O quarto parecia uma suíte presidencial de um hotel de luxo. Era enorme, tinha o espaço que parecia uma sala, com sofás, um home theater e aparelho de som. O lustre era a coisa mais esplêndida e trabalhada. Os objetos de decoração eram singelos e pareciam comprados em galerias de artes elegantes e bem freqüentadas. Havia uma mini sala de jantar no outro lado do quarto, com uma mesa branca redonda, lustre estilizado com objetos reciclados. O tapete de feltro branco parecia feito de pele de urso. A cama era enorme e ainda havia um espelho no teto. O quarto era lindo, elegante, aconchegante, bem decorado e dava ao habitante uma sensação de leveza.



Jacob caminhou até a janela, abriu as persianas brancas, depois abriu a porta que dava para a varanda e ergueu a mão me chamando.



Ainda chorando como uma criança, caminhei até ele, estendi a minha mão e me deixei levar.



Fomos para a varanda, ele me abraçou por trás, passando o braço pela minha cintura e começou a beijar o meu pescoço. Levei as mãos até os seus braços em minha cintura e comecei a fazer carinho nos pelos negros em seus braços morenos e fortes.



Olhando para o horizonte, o céu parecia um fino tecido de seda azul, as nuvens pareciam algodão doce e formavam figuras abstratas sobre ele. O sol estava alaranjado, na parte superior e a parte inferior com um tom mais escuro, beirando ao marrom claro, coberto por poucas nuvens. Deixando a paisagem como uma pintura de um perfeito cartão postal.



As gaivotas alçavam voo sobre o céu, enquanto os passaram faziam suas acrobacias em bando, como se fossem uma quadrilha, simetricamente organizada em uma coreografia perfeita. As ondas quebravam com violência nas pedras, deixando uma camada espessa de espumas, dando ao mar uma cor exuberantemente agradável.



A vista daquela varanda era perfeita, romântica e agradável, deixando o nosso encontro ainda mais romântico e perfeito.



Jacob me virou lentamente para ele, subiu as mãos pela lateral da minha cintura até chegar ao meu ombro. Seus dedos deslizaram pelo meu ombro em direção ao meu pescoço. Chegou até o meu rosto, segurou o com as duas mãos, encarou o meu olhar com desejo avassalador de uma tigresa no cio. Mordeu os lábios, levou a mão até a parte inferior dos meus, percorrendo toda a extensão com a ponta do dedo.



- Te amo! - Disse, praticamente em um sussurro, enquanto encarava o meu olhar.



- Te amo muito mais. - Respondi instintivamente.



- Ness, casa comigo? Aceita ser minha esposa e minha eterna companheira? Quero ficar com você para sempre, amor. - Seus olhos estavam cheios de água e existia tanto amor naquele olhar que chegava a doer.



- É claro que aceito, Jacob... Como eu sonhei com isso. - Sussurrei para ele, sentindo a emoção transbordando em meu coração. Era tanta felicidade que pensei que explodiria.



- Eu quero você, Ness. Esperei por você dez anos e preciso te sentir. Preciso ter certeza que isso não é um sonho de terror. Que você está aqui e que é minha novamente. - Podia ver as veias pulsando em seu pescoço, sua respiração ofegante exalando tesão reprimido. Suas mãos quentes deslizavam em minha pele com cautela, ainda hesitante, mas era claro que estava completamente louco para tocar o meu corpo de forma voraz.



- Eu também quero você, Jacob. Me faz sua novamente. - Sussurrei hesitante, ainda com vergonha de declarar o meu desejo, quando a minha vontade era de me jogar em seus braços, arrancar a sua rouca e devorar cada parte daquele pedaço de mal caminho.



Jacob me pegou no colo, caminhou comigo lentamente para o interior do quarto, colocou me de pé diante da cama, começou a abrir os botões da minha camisa, deslizando os dedos sobre a minha pele de forma suave, enquanto seus olhos exalavam paixão. Pouco a pouco foi abrindo os botões, deixando me apenas de sutiã... OH! Graças a Deus esse sutiã é novo e é bonito. Seria uma vergonha usar algo feio nesse momento.





- Linda... Perfeita. - Disse tocando o meu colo com a ponta dos dedos. Ele deslizava-os pela minha pele de forma calma, sentindo a maciez da minha pele. Mordia os lábios e sorria da forma mais linda do mundo.



- Eu... Eu... - Estava morrendo de vergonha e medo do que viria depois. Já fazia tanto tempo que não ficava com um homem e não sabia direito como me comportar. Não sabia se fingia ser uma mulher ousada e experiente, ou se agia de forma natural, deixando-o perceber o meu nervosismo e a minha pouca experiência no assunto. Era tão estranho me ver naquela situação. Ao mesmo tempo meu corpo gritava de desejo para senti-lo pulsando dentro de mim, o meu pudor me impedia de atacar e deixar os meus desejos conduzir os meus gestos. Ele percebeu o meu nervosismo e me indagou.



- O que foi? Você não quer? - havia certa decepção em seu tom de voz. Neguei com a cabeça e tomei coragem para dizer a verdade.



- É que... Sabe.... É... Tem tanto tempo que... É difícil... - Abaixei a cabeça e mordi os lábios. Estava quase chorando com vergonha daquilo. Era tão estranho me sentir daquela forma e por mais que quisesse me soltar, algo me retraia.



- Você está com medo de quê? - Perguntou fazendo um carinho em meu rosto, com as costas das mãos.



- Tem muito tempo que eu não fico nua na frente de um homem. Que não... - Não precisei terminar a frase e ele percebeu o que estava tentando falar;



- Não precisa sentir medo, amor. - Ele me puxou pela cintura, abraçou o meu corpo, apoiou a minha cabeça em seu ombro e depois começou a sussurrar em meu ouvido. - Também tem muito tempo que não fico com uma mulher. Mas conosco as coisas são naturais. Eu quero te amar como se fosse a nossa primeira vez. Quero te dar todo o prazer do mundo e sentir tudo o que esse amor pode me dar. Não precisa temer nada, amor. - Começou a beijar o meu lóbulo, causando arrepios em meu corpo. Sua mão subiu pela lateral de minha cintura, causando leves arrepios pela minha pele. Chegou até a altura dos meus seios e foi para as minhas costas. Senti seus dedos soltando o meu sutiã, depois o tecido deslizar pela minha pele e cair sobre o chão. Afastou-se de mim e olhou os meus seios. Seus olhos brilhavam muito com a paixão queimando de forma mais intensa. - Como eles são lindos!



- Me faz sua... - Fechei os olhos e sussurrei. Os toques dos seus dedos sobre os meus seios me fizeram estremecer. Um fogo avassalador foi subindo pelas minhas pernas até o meu ventre. Um frio estranho tocou conta do meu estômago e depois um alvoroço se formou, como se milhares de abelhas fizesse uma festa. Os lábios úmidos abocanharam o bico do meu seios e começaram a fazer leves sucções. E com a outra mão, começou a brincar com o outro bico, aumentando ainda mais o meu desejo,



- Oh Ness... - Gemeu de prazer beijando o meu seio.



- Preciso te sentir, Jacob. - Sussurrei.



Tirou o meu sapato e a minha calça, deixando-me apenas de calcinha. Comecei a abrir os botões da sua camisa lentamente, passando a ponta dos dedos em seus peitoral definido. Sentei sobre a cama e comecei a abrir o botão da sua calça jeans. Abri o seu cinto e depois fui baixando a calça até chegar ao tornozelo. Ele levantou uma perna, tirou o tênis, depois tirou a calça e fez a mesma coisa com a outra perna. Após ficar de sunga, ele me deitou sobre a cama e depois deitou ao meu lado.



- Ness, eu não tenho camisinha aqui. Se você não quiser continuar... - Disse hesitante ao olhar para mim.



- Eu quero sentir você.



- Tem certeza? - Eu me lembrei de quando fizemos amor nas outras vezes e como em um descuido, quando voltávamos da festa, acabei engravidando. Foi muito complicado aquela gravidez. Mas também foi a coisa mais bonita e importante da minha vida. Sem o meu filho não teria suportado a perda e não seria a mesma Ness. Sabia que correria o risco de engravidar novamente e ficaria muito feliz se aquilo acontecesse. Além disso, confiava nele e sabia que ele não teria relações comigo se houvesse alguma possibilidade de me infectar com alguma doença... Sim! Eu tinha certeza e me entregaria para ele ali. Precisava dele e nada me impediria de viver aquele momento.



- É tudo o que tenho agora. Eu preciso ser sua mais uma vez... Muitas vezes, amor. - Fechei os olhos e senti seus lábios em meu pescoço, distribuindo beijos e leves chupões enquanto descia para o meu colo. Novamente começou a beijar e chupar os meus seios, mas dessa vez com mais intensidade. Parecia uma criança faminta, sugando todo o leite com o desespero da fome.Senti os dedos tocarem o elástico da minha calcinha, enquanto penetrava o fino tecido, em direção a minha sexualidade. Já me sentia úmida antes mesmo do seu toque. O desejo era tanto, que já gozava de prazer, sentindo meu corpo inteiro explodindo. O toque nos grandes lábios da minha sexualidade me fizeram gemer alto. Já era dominada por pequenos espasmos em meu corpo, que se debatia sobre a cama. Os dedos começaram a estimular o meu sexo, começando com lentos movimentos, que foram aumentando gradativamente. Gemi novamente, parecendo uma gata no cio. Ouvi a risada gostosa de Jacob, que já estava distribuindo beijos pela minha barriga. Cravei os dedos em seus cabelos e comecei a acariciar enquanto gozava de prazer pelos estímulos em meu sexo e beijo em minha barriga. A língua fazia pequenos desenhos sobre a minha pele, deixando um rastro quente pelo percurso.





Os lábios foram descendo lentamente até chegar ao elástico da calcinha. Abri os olhos e o vi mordendo a beira do elástico. Ele começou a remover a minha calcinha com os dentes, parecendo se divertir com aquele trabalho. Foi puxando, puxando e puxando até chegar a altura do joelho. Depois pegou com a mão e foi deslizando pela minha pele.



Segurou o meu pé, ficou olhando por um momento, com um sorriso enorme no rosto. - Lindo! - Disse com a voz ainda mais sexy. - Beijou o meu pé e foi deslizando os lábios lentamente até chegar ao meu tornozelo. Continuou a distribuir beijos delicados pela minha perna até chegar a minha coxa. Abriu as minhas pernas, segurou as minhas coxas com as duas mãos, começou a acaricia-la, levou os lábios até elas e começou a distribuir beijos sobre a minha pele que mais parecia um ovo na frigideira. Quando mais beijava, mais prazer eu sentia com os toque úmidos e quentes de seus lábios, intercalados com a língua faceira fazendo movimentos sinuosos sobre a pele.



Levou os lábios até o meu sexo, passou a língua por toda a extensão e começou abrenhar com ela, subindo e descendo,subindo e descendo rápido, subindo e descendo mais rápido, subindo e descendo cada vez mais rápido de forma a aumentar ainda mais o meu prazer, fazendo-me gritar de excitação sobre a cama. Na verdade, eu parecia uma cobra serpenteando sobre a cama de foram frenética. Havia tanto tempo que não sentia aquele prazer. O último homem com quem havia transado, há muito tempo, era péssimo de cama e não havia me feito gozar nada. Aquilo me fez lembrar como meu Jacob era bom de cama. Sinceramente ele era um artista do sexo e sabia fazer as peripécias do amor como ninguém mais.



Ele introduziu um dedo dentro do meu canal e gemi de prazer e ansiedade. Já não me aguentava mais e precisava senti-lo dentro de mim.



Tirou a sunga e deixou aquela “protuberância” a mostra... Já havia me esquecido como era grande... OMG!!! Já sentia nervoso vendo aquela coisa tamanho GGGGGG.



Abriu as minhas pernas ainda mais, segurou os meus joelhos e os empurrou sutilmente um pouco para trás, encaixou-se entre elas e começou a deitar o corpo sobre o meu. Colocou o seu sexo na entrada do meu canal e fez uma leve pressão. Mordi os lábios sentindo uma leve dor queimando a entrada. Ele calmamente acariciou o meu rosto.



- Serei bem calmo e paciente. Sei que tem muito tempo e não quero te machucar. - Disse aproximando o seu rosto e deu um selinho em meus lábios. Assenti com a cabeça, cravei as minhas unhas em suas costas e comecei a percorrê-la em sua pele.Ele apoiou uma das mãos sobre a cama, apoiando o peso do corpo. E com a outra começou a estimular o meu sexo. Mordi os lábios e gemi com uma pontada de dor quando penetrou o meu canal a primeira vez. Continuou a me estimular, enquanto analisava as expressões do meu rosto. Parecia preocupado demais e estava bem tenso. Afundou novamente e gemi.



Continuou a me penetrar até chegar ao fim. Ficou parado e começou a beijar o meu rosto, enquanto sussurrava baixinho.



- Ficarei assim, até se acostumar com o tamanho.



Ficou beijando o meu pescoço, deslizando os lábios molhados sobre a minha pele e de repente voltou a falar.



- Pronta?



- Sim!



Começou a entrar e sair do meu corpo, aumentando cada vez mais o ritmo dos movimentos. Sentia seu membro pulsando quente dentro do meu corpo, enquanto estocava cada vez mais forte, fundo e voraz. Os nossos corpos suavam com o cheiro da nossa paixão. Só não quebramos a cama porque era resistente demais, suas mãos continuavam a estimular o meu sexo. Sinceramente não sei como ele conseguiu segurar o peso do corpo apenas apoiando com um braços.



Os gritos e os gemidos aumentaram. Nós nos cansamos daquela posição e ele me colocou por cima. Comecei a dançar sobre o seu membro, enquanto ele apertava os meus seios. Depois de algum tempo, ele se sentou, me abraçou forte e começou a me ajudar nos movimentos de entra e sai por cima do membro. Enquanto apertava as minhas costas fortemente.



Fazer amor sentada sobre o seu colo foi sensacional, mas nada comparado com a posição de sessenta e nove que fizemos, aproveitando o néctar da paixão que os sexos um do outro exalavam. Eu chupava o seu sexo de forma voraz, quase engolindo aquela protuberância, que sinceramente não sei como coube em minha boca. Enquanto ele brincava com a sua língua sobre o meu sexo, fazendo-me gozar diversas vezes em sua boca. Já não miava como gata no cio, relinchando como uma égua no momento da trepada. Não sabia se gritava ou se chupava. Foi algo surreal e cheguei ao paraíso pelo menos umas duzentas vezes.



Quando finalmente Jacob gozou, já estava mais do que ardida de tanto fazer amor. Não tinha forças nem para sentar.



Deitei na cama, coloquei a cabeça sobre o seu ombro, fechei os olhos e acabei dormindo.



- Amor... - Sussurrou em meu ouvido.



- Oi, amor! Que horas são? - Perguntei bocejando.



- São quase nove horas. - Respondeu brincando com os dedos nas minhas costas de forma delicada, fazendo o meu corpo inteiro se estremecer com os dedos de ouro.



- Tenho que ir embora! - Levantei da cama correndo e ele me olhou assustado.



- O que foi?



- Preciso ir. Tenho coisas a resolver e não posso dormir aqui,. – Disse-me levantando da cama.



- Tem alguém te esperando? - Perguntou franzindo o cenho. Seu rosto era de decepção. Acho que se sentiu traído e usado. Quis falar sobre Júnior para ele, mas não sabia como introduzir o assunto. Era muito complicado contar de supetão que ele tinha um filho de nove anos.



-É complicado. - Respondi olhando para o seu rosto desgostoso - Mas preciso que vá comigo. Não posso resolver isso sozinha. Quer ir comigo?- perguntei e o seu sorriso iluminou.



- Por você eu enfrento qualquer coisa, mulher. Não te esperei por dez anos para desistir na primeira dificuldade. - Puxou-me pela cintura para o seu corpo e caímos juntos na cama novamente.



- Não posso chegar muito tarde. Vamos tomar um banho rápido? - Perguntei e ele assentiu.



Jacob me pegou no colo, nos conduziu até o banheiro. Me deixou dentro do box, voltou para o quarto e depois de alguns segundos voltou com toalhas. Entrou no box e ficamos tomando um delicioso banho quente juntos.



- Deixa eu lavar bem essa menina. - Disse rindo, enquanto passava sabão na minha intimidade.



- Bobo! Eu sei lavá-la sozinha. - Ri para ele.



Ficamos brincando embaixo do chuveiro por um tempo e depois eu me enxuguei, voltei para o quarto, peguei as roupas e me vesti.



Depois que nos vestimos, Jacob fechou a janela do sótão, e a porta do quarto, saímos do quarto, fomos para a saída, pegamos os carros e seguimos para Forks.



Eu não sabia como contar para Jacob e Júnior que eram pai e filho, mas sabia que precisava faze-lo. Estava torcendo para que Júnior ainda não estivesse dormindo e que ainda naquela noite fosse possível esclarecer as coisas. Tentava pensar em tudo e formular um discurso para os dois, mas a verdade é que estava morrendo de medo.



Chegamos ao condomínio, Jacob estacionou o carro no acostamento da rua, entrou no meu carro e entramos juntos no prédio. O breve caminho até a garagem, ficamos em silêncio e um clima de tensão se instaurou no ar.



Estacionei o carro, tirei a chave, abri a porta, saí e o vi fazer o mesmo. Passei a chave no carro e segui com Jacob de mãos dadas para o elevador.



Sua mão suava frio e percebi que ele estava muito nervoso, por não saber o que esperar. Mas até aquele momento, ainda não havia decidido como contar.



Pegamos o elevador, subimos até o meu andar, saímos juntos, caminhamos para a porta, passei a chave na fechadura, abri a porta e entramos.



Meu coração batia a mil e pensei que fosse desmaiar de tanto nervosismo. Ele me olhava espantado e esperava que dissesse algo, mas eu simplesmente não conseguia.



Nice ouviu o meu barulho e foi até a sala. E quando viu Jacob, arregalou os olhos e ficou branca como papel.



- Boa noite, Nice! Esse é Jacob. - disse para ela, que estendeu a mão para ele. Ele a apertou e a cumprimentou.



- Boa noite! - Ele disse e ela respondeu ainda pálida.



- Boa noite para vocês.



- Onde ele está? - Perguntei me referindo a Júnior.



- No quarto. - Ela respondeu.



- Obrigada!- Peguei a mão de Jacob e caminhamos juntos até a porta do quarto. Abri lentamente, soltei a mão dele e entrei. Caminhei até o local onde pintava e o abracei de costa. Depois fiquei em sua frente e comecei o diálogo.



- Filho, tem uma pessoa que preciso te apresentar.- Disse em tom cerimonioso.



- A senhora finalmente desencalhou? Arrumou um namorado? - Perguntou arqueando uma das sobrancelhas.



- É! Preciso te apresentar alguém importante para a mamãe. - Beijei a sua testa. - E explicar algumas coisas.



Naquele momento, ele se virou e vi Jacob com os olhos cheios de lágrimas. Ele viu o filho e teve a certeza de que era dele. Estava visivelmente consternado com a situação. Caminhou até a cama de Júnior, depois sentou e ergueu a mão para ele.



- Oi! - Jacob disse para ele.



- Você é... - Júnior ficou olhando para Jacob, olhou para mim e fez um sinal de negativo com a cabeça.



- Por que mentiu para mim? Por que disse que meu pai estava morto? - Perguntou com tom acusador, os olhos cheios de lágrimas e a face de decepção comigo.



- Ela não sabia... - Jacob o cortou. - Ela não sabia que eu estava vivo e eu não sabia que tinha um filho. - Eu já estava chorando com aquilo tudo. Era muito chocante e eu não sabia o que fazer e o que falar. E ele, vendo o tamanho do meu desespero, tomou as rédeas da situação e continuou. - Foi tudo um mal entendido, filho. Posso te chamar assim?- Perguntou e Júnior deu de ombros, como quem diz: “tanto faz”. - Eu fui para Gaza e fui preso por ajudar uma senhora palestina. Acabei brigando com um militar israelense e por isso fiquei preso um mês em uma prisão militar. Foi nesse período que o navio foi bombardeado. Tentei avisar a sua mãe e os meus pais. Eu achei que ela houvesse recebido o recado, mas quando voltei, ela havia sumido. Procurei muito a sua mãe, mas não a encontrei. Por dez anos eu procurei por ela e já estava desistindo quando a encontrei por coincidência. Se eu soubesse que tinha um filho, teria feito de tudo para ficar com vocês. - Jacob estava chorando, enquanto puxava o filho para si e o abraçava forte. E Júnior havia começado a chorar também. Aquilo feriu ainda mais o meu coração. O meu filho raramente chorava e parecia sofrer com aquela conversa. Naquele momento, quis tê-lo preparado, mas foi tudo muito rápido e não soube como agir. - Me perdoa, filho. - Jacob pediu emocionado demais chorando muito com Júnior em seus braços.



- Tudo bem, Jacob. - Júnior respondeu parecendo envergonhado.



- Pode me chamar de pai? Eu quis tanto um filho e tenho um que é a minha cópia - Disse rindo para ele.



- Só se prometer que nunca mais nos abandonará. - Retrucou.



- Eu não tenho essa intenção. Só quero ficar com você e com a sua mãe, ser feliz, formar uma família e ter mais filhos. Prometo que nunca mais saio de perto de vocês. - Enxugou as lágrimas de Júnior, estendeu a mão para mim, que fui até eles e nós três nos abraçamos.



Era tão reconfortante ter os dois homens da minha vida em meus braços. E pela primeira vez, era realmente feliz. Uma felicidade transbordava de todos os poros do meu corpo e queria gritar para o mundo o que estava sentindo.



- Agora vocês podem me dar um irmãozinho. - Disse para nós dois e rimos juntos com o pedido dele.



- Já começamos a trabalhar nisso. - Jacob respondeu para ele.



- Jacob! - Dei um tapa em seu braço.



- Relaxa, mãe! Eu já sei como se faz sexo. - Arregalei os olhos assustada e olhei para Jacob. - Se vocês dois estavam juntos até agora, provavelmente não estavam trocando figurinhas, não é?



- Depois conversaremos sobre isso, garoto. - Jacob deu um tapinha em seu ombro. Ele se afastou e voltou para o seu cavalete, pegou o pincel e começou a pintar na tela.



- Quer ajuda? - Jacob perguntou para ele, caminhando em sua direção. Ajoelhou-se ao seu lado, pegou outro pincel e começou a pintar com ele. - Cavalo marinho? - Questionou,



- É! Minha mãe adora a música dos cavalos marinhos. Esse quadro é para ela. - Respondeu e os dois começaram a pintar juntos.



Jacob e Júnior ficaram pintando juntos, depois ele se levantou e veio até mim, abraçou-me por trás e ficamos admirando o nosso filho. Ele parecia muito realizado com aquilo tudo, grato pela surpresa e encantado por ver que o seu rosto era idêntico ao seu.



- Como pudemos fazer uma criatura tão perfeita? - Sussurrou em meu ouvido.



- Efeito da bebida, lembra? - Perguntei e ele riu alto. Júnior nos olhou, deu um breve sorriso e voltou a pintar.



- Podemos tentar novamente. Quero pelo menos mais dois bebezinhos. Estou louco para ver a sua barriga crescer, te mimar muito, sair durante a noite para procurar coisas estranhas para você comer. Quero te ajudar a decorar o quarto e comprar as coisas para nosso filho ou filha. - Dizia baixinho em meu ouvido.



- Já podemos começar a treinar. - Respondi rindo. - Vamos para a varanda um pouco? - Perguntei.



- Acho que podemos fazer coisa melhor? Que tal você aproveitar a primeira e última noite no seu quarto comigo? Amanhã quero que se mudem para a nossa casa. Então vamos aproveitar o quarto essa noite.



- Vamos sim! - Peguei a sua mão e o conduzi até o nosso quarto.



Aquele era o início de uma nova vida repleta de felicidade, cheia de novidades, pequenas descobertas e principalmente muito amor. Viveríamos intensamente aquele sentimento e aproveitaríamos juntos o nosso tempo perdido. Jacob se realizaria em seu filho e junto comigo aprenderia ser pai de uma criança que sempre tinha uma resposta inteligente para dar e era capaz de deixar qualquer pessoa desconcertada.

NOTA


Amore, só postaria novamente no ano que vem, pois além de atolada de serviço, ainda sinto dor e me mudei no dia 23 de dezembro.


A minha casa está uma bagunça, o meu notebook, que ja estava com problemas no windows, sumiu no meio da mudança e estou usando o do meu marido, pois o meu pc ainda não está montado.


Apesar do cap anterior ter recebido a metade dos comentários do outro cap, fiquei muito feliz com ele e sei como estão ansiosas para saber o que vai acontecer. Por isso resolvi antecipar o cap. Mas desde já adianto que só escreverei agora na proxima semana.


Fiz muito esforço, fui dormir quase uma hora da manha, perdi a hora do serviço hoje e para completar estou com dor no braço direito.


Então não tenho como escreve nada antes do domingo. OK?






Gostaria de deseja desde já um FELIZ ANO NOVO PARA TODAS! que o ano de 2011 seja maravilhoso, repleto de realizações, felicidade, paz, amor, beijos na boca e muito dinheiro para todas. kkkkk


Agradeço a vocês que me aturaram ao longo desses 363 dias, que me deram carinho, enviaram mensagens, comentaram e recomendaram as fics do fundo do meu coração. Saiba que são muito importante na minha vida e hoje não vivo mais longe disso tudo. Os dias que passei sem entrar na internet foram terríveis e me mostraram como isso tudo faz falta.

Amores, esse seria o último cap, mas terminar o cap assim não tem graça, não é? Eu gosto de finais dramáticos ou espetaculares. A autora é metida a autora de novela e final e novela tem morte, castigo, festa de casamento, nascimento e felicidade para todo mundo. E comigo as coisas não são diferentes, então peço perdão por ainda ter mais um cap. Ok?



Agora digam o que acharam! Gostaram do cap?


 
AMO VOCÊS DO FUNDO DO CORAÇÃO E DESEJO QUE O ANO QUE VEZ POSSA FAZER MUITAS FICS LINDAS PARA VCS.



FELIZ 2011!!!



MILHARES DE BJUS NO CORAÇÃO!