segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Capitulo final




Eu não achava que a vida ainda me reservaria tantas surpresas. Passei tantos anos na incredulidade, que vivendo em um momento pleno de felicidade ao lado de Jacob e de meu filho, custava acreditar que aquilo era real. Pensava que se tratava de mais um sonho vão. Ai, abri os meus olhos, via Jacob feliz ao lado de Junior, um pai perfeito e amigo, que desde o início buscou não só ser amigo e companheiro, mas ensinar os valores corretos e educar como um verdadeiro pai.



Ele ficou assustado com aquilo tudo, afinal acabava de ganhar um filho com quase dez anos, super esperto e extrovertido. Aquilo foi uma grande novidade, mas logo nos primeiros dias os dois foram se ajustando e parecia que se conheciam há anos. Os dois se identificavam de uma forma tão extraordinária, que às vezes tinha a impressão que eles falavam através do olhar.



Jacob correu atrás do tempo perdido, passeou muito com o filho, ensinou a pescar, sobre o seu amor pelos carros e agora pelos barcos. Os dois saiam e às vezes passavam o dia inteiro na oficina. E meu filho, um pequeno gênio, aprendia tudo muito rápido. Mas o que me encantou de verdade, foi a paciência que Jacob teve para ensinar ao filho alguns técnicas de pintura. E pelo que acompanhei não eram fáceis para aprender.



A nossa vida conjugal era a coisa mais perfeita do mundo. Acho que nunca em minha vida havia sonhado com tanta felicidade. Ele era um amigo maravilhoso, companheiro e paciente demais. Sempre sabia ouvir nos momentos em que chegava estressada do hospital, era um ótimo dono de casa e como passava muito tempo fora, cuidava para que as empregadas mantivessem tudo em ordem. Um grande pai,

isso eu nem preciso dizer. Um amante simplesmente perfeito, maravilhoso, carinhoso, cheio de tesão e fogo, tirando completamente a minha sanidade.



Sempre dizia que precisávamos recuperar o tempo perdido, por isso não tinha limites para o amor que dedicava a mim. As vezes Junior ficava aborrecido, porque queria o pai só para ele. Mas ele fazia com que filho compreendesse que era necessário um tempo só para nós dois. Assim pegávamos o seu barco, uma recente aquisição, que havia chamado de JakeNess Vento No litoral, em homenagem a nossa música, e saíamos pelo mar.



Fazíamos amor praticamente o dia inteiro em meus dias de folga. Eu não me cansava de amá-lo e ele, com todo aquele fogo, nunca se cansava de me dar amor. Ancorávamos o barco perto da “nossa” ilha e lá a entrega era perfeita, como na primeira vez, aliás sempre parecia a primeira vez entre nós dois. Tudo era maravilhoso, nos encaixávamos como duas partes de um quebra cabeça e a nossa entrega era cheia de amor e carinho. Por mais que houvesse muito tesão, química que sempre tivemos, o carinho com que me tocava era a coisa mais linda do mundo e fazia com que me sentisse a mulher muito especial. Eu era especial, muito especial para ele, sempre dizia isso em sussurros em meus ouvidos enquanto nos amávamos de forma intensa.



- Amo você, Ness... Você é a mulher mais linda e especial do mundo. – Sua voz era como uma doce canção para os meus ouvidos. Eu me perdia naquele som rouco e gostoso, que me fazia estremecer e gemidos de prazer explodirem de meus lábios. Nossos corpos pareciam como labaredas. E quando olhava aqueles olhos negros me fitando, tinha a certeza que não se tratava de um sonho. Eu estava acordada, muito acordada para dizer a verdade, e sentia uma súbita necessidade de aproveitar ainda mais dele. Pode até parecer egoísmo, mas algumas vezes senti ciúmes dele com meu filho. Sabia que os dois precisavam de um tempo para se adaptarem, mas quando a preferência era do Junior, ficava um pouco frustrada e fazia bico. Jacob ria achando graça e dizia que o amor dele era tão grande, que ainda tinha muito espaço naquela família.



Meus pais ficaram maravilhados quando souberam de tudo, dona Sônia nem se fala. Pude ver a esperança renascer em seus olhos quando pós os olhos em Junior. Ela dizia que a personalidade dele era bem mais parecida com a de Seth e de certa forma estava sendo recompensada e tinha uma segunda chance na vida.



Anunciamos o nosso casamento, dois meses depois que fomos morar juntos, quando uma noticia fez a nossa felicidade aumentar ainda mais. Não achava que fosse possível ser mais feliz do que já era, mas no final de um plantão eu tive o melhor presente que e poderia me dar.



Tive um súbito desmaio e a Dra Andrew foi me examinar. Achei que não era nada, mais fiz os exames que me pediu e ficamos esperando o resultado do laboratório, enquanto contava para ela a minha história de amor com Jacob, vendo os lindos olhos verdes cheios de lágrimas, que em alguns momentos escorriam pelo seu rosto, tomado pela mais verdadeira emoção com aquelas palavras.



- Dra Andrew, o exame que pediu ficou pronto. A enfermeira entregou o envelope, ela me olhou de forma sugestiva e sorriu. Sabia quais eram as desconfianças, mas não queria ter esperanças frustradas e procurei não pensar sobre o assunto. Encarei como um exame de rotina somente e esperei que olhasse o resultado.



- Dra Cullen, acho que Deus mais uma vez a abençoou. Depois de tantos anos de sofrimento e solidão, além de reviver esse amor tão grande, que mais parece uma dessas histórias tiradas de um livro, a Sra ainda ganhará mais um motivo de alegria.



O seu sonho virou realidade e os desejos do seu menino se concretizaram. - Ela olhou para mim, sorriu e me entregou o papel. – Li o resultado, com os olhos cheios de lágrimas, agradecendo a Deus por mais esse milagre em minha vida. Coloquei a mão sobre o ventre, fechei os olhos e chorei pensando na reação de Jacob e de Júnior.



- Senhor, obrigada por não ter se esquecido de mim. – Sussurrei entre lágrimas.



- Ele nunca se esquece dos seus filhos, Ness. Esse sempre foi o plano dele. Talvez se vocês tivessem ficado juntos naquela época, quando eram jovens e inconseqüentes demais, hoje a relação não existiria mais. Ele os separou e os fez passar por dificuldades para que amadurecessem. Só isso. – Disse com palavras muito sábias e eu assenti com a cabeça.



- É verdade! Jacob sempre me acusava de ver nele um fantasma. A nossa relação estava estranha e acho que não teria sobrevivido se não nos desencontrássemos. Hoje sou grata pela minha vida, a vida da minha família e mais ainda por esse bebê que está crescendo dentro de mim. Ele é a respostas das minhas últimas orações.



- Fico imaginando Jacob... – Ela comentou.



- Ele é sensível demais e provavelmente vai chorar muito. Quero que seja perfeito essa revelação. – Levantei, estendi a mão para ela e agradeci. – Obrigada por tudo.

Agora preciso encontrar uma forma de contar ao Jacob. Acho que vou ao shopping comprar sapatinhos de bebês. – Disse para ela.



- Não quer fazer uma ultra primeiro¿ - Perguntou arqueando a sobrancelha. – Você me disse que eram gêmeos. Quem sabe não tem a mesma sorte. – Levantou-se e caminhou até a porta.



- Você acha¿ - Perguntei incrédula.



- Você viu a taxa de hormônios no exame¿ HUM¿ - Abriu a porta e fez sinal para que saísse.



- Então vamos logo. Estou muito nervosa com isso tudo. – Sai atrás dela e fomos até o laboratório para realizar o exame. Ela conversou com a médica especialista, que era sua amiga pessoal, depois entrou comigo na sala.



- Bem, Dra Cullen, vamos ver como está o seu bebê e se dermos sorte, teremos mais de um, segundo a Dra Andrew. – Fez sinal com a mão para que fosse até a sala ao lado para me trocar. Entrei na sala, tirei a roupa, coloquei o roupão e voltei até o laboratório.



- Deite-se aqui, Dra Cullen. – Ela apontou para a cama.



- Estou tão nervosa com isso. – Comentei e as duas riram.



- Calma, querida! Sei que depois de tudo o que viveu isso é muito importante. Mas fique tranqüila. Na pior das hipóteses, só haverá um. – Dra Andrew disse e Dra Stacie confirmou com a cabeça.



Ela começou a passar o gel gelado sobre a minha barriga e depois o aparelho suavemente sobre ela.



- Bom! – Ela sussurrou e a outra riu. – Acho que vocês dois tem uma tendência a fazer filhos. Quanto tempo disse que se reencontraram¿ - Dra Andrew perguntou.



- Oito semanas. – Respondi ansiosa.



- Acho que foi na primeira, querida. – Dra Stanci concluiu. Sua gestação é de oito semanas. Fico pensando como você não desconfiou antes.



- É que a minha menstruação é irregular. E às vezes costuma a atrasar. Tive um problema há alguns anos e precisei tomar remédios para regular. Como parei os remédios, achei que o atraso era decorrente disso. Mas iria conversar com a ginecologista sobre o caso.



- Entendo... HUM! Olha isso, Anne. – Disse para Dra Andrew.



- É realmente maravilhoso. – Dra Andrew concordou.



- Pelo amor de Deus, fala logo! – Já estava agoniada com aquele suspense todo.



Queria saber rápido se eram dois bebês ou se somente um. Já imaginava a expressão de felicidade no rosto de Jacob, seus olhos cheios de lágrimas, o sorriso do tamanho do mundo e como ele me abraçaria e me beijaria. Também imaginava a expressão no rosto do meu filho, que finalmente tinha a família que sempre havia sonhado ter.



- Dra Cullen, são dois bebezinhos. Espero que seja um casal, mas isso só saberemos mais a diante. Ainda não é possível saber o sexo dos bebês.



- Assim eu choro. – Comecei a chorar feito boba com aquela notícia. Era uma emoção tão grandiosa a noticia de um filho, mas dois era algo surreal. Meu coração parecia que explodiria de tanta felicidade naquele momento. – Quando Jacob souber... – Não consegui nem completar a frase.



- Ele será ainda mais feliz do que é hoje, querida. Ficou muitos anos sozinho a sua espera. Lembro-me que muitas mulheres já cobiçaram aquele pedaço de Bom caminho, com todo o respeito, mas ele esperou por você todo esse tempo. Durante anos construiu aquela linha casa e não deixava ninguém além da faxineira entrar.



Era um amor tão grande, que comovia toda a cidade e quando soubemos que você havia voltado e estavam juntos, foi motivo de alegria para todos. Vejo como ele passa todo orgulhoso com o filho. Agora imagina saber que terá mais dois para cuidar. Estou muito feliz. – Dra Stace disse com olhos cheios de lágrimas.



- Você mesma chegou a dar em cima dele. – Dra Andrew deu uma cutucada nela com cotovelo.



- Isso é passado. – Revirou os olhos e riu. - E o casamento¿ Sai quando¿ - Perguntou para mudar de assunto.



- Jacob e Junior estão me fazendo uma surpresa. Não me disseram nada além de que devo comprar um lindo vestido. É mole¿ Até convite eles já deram e nem sei aonde será. -



- Aproveita esse momento, querida. Vocês três merecem. - Dra Andrew disse.



- Eu vou ao shopping comprar sapatinhos e tentarei fazer uma surpresa para os dois. Ainda bem que o meu plantão já está acabando. Obrigada por terem me ajudado. - Disse, levantando-me da maca, e fui colocar a minha roupa.



--- xx ---



- Amor, aonde você foi? Liguei para casa e Nice disse que saiu com Júnior. - Disse antes de entrar para o carro. Acabara de sair do Shopping, onde havia comprado dois pares de sapatinhos de bebê e pretendia ir para casa encontrar com os homens da minha vida.



- Estamos em Seattle, amor. - Respondeu com a voz rouca e sexy que me fazia tremer. - Trouxe nosso filho para conhecer a loja que tenho aqui. Sairemos em minutos e em duas horas devemos chegar em casa.



- Queria fazer uma surpresa. - Disse desapontada, mas espero vocês em casa.



- Depois que chegarmos, serei todinho seu, meu anjo. - Sorri com a forma carinhosa de me chamar, dei partida no carro.



- Tenho que desligar. Pegarei a estrada agora. - Acelerei de vagar e fui saindo do estacionamento do shopping. - Te amo.



- Te amo muito mais. Estou louco para te sentir em meus braços. - Ele desligou.



Segui para casa, pensando em como fazer uma surpresa para eles. Resolvi primeiro contar para Jacob. Dar-lhe uma caixa de presente com um par de cada cor. Sabia que ele ficaria feliz com aquela surpresa e já imaginava o brilho em seus olhos. Para Júnior, colocaríamos juntos os sapatinhos em sua cama. Ele deduziria logo que teria dois irmãos e com sapatinhos de cores diferentes. A nossa família estaria completa e muito feliz.



Após uma hora e meia cheguei em casa, tomei um banho quente super gostoso, coloquei um lindo vestido preto, que realçava as curvas do meu corpo, prendi os meus cabelos, fazendo uma trança. Fiz uma leve maquiagem e depois fui procurar em meu closet uma caixa de presente para fazer a surpresa.



Depois de virar as minhas coisas, peguei uma caixa de um presente, que veio com um presente que Jacob me deu, fui para a minha cama, sentei, abri a caixa de sapatinhos, um rosa e outro azul, peguei um pé de cada cor, arrumei nas caixa dos sapatinhos menores e coloquei dentro da caixa grande. Peguei o papel de presente ao lado da caixa com os sapatinhos e embrulhei a caixa grande. A outra caixa pequena levei para o meu closet e a escondi, pois colocaria na cama de meu filho depois que Jacob soubesse da gravidez.



Fui para a varanda do meu quarto e me sentei para esperar Jacob. Fechei os olhos e pude sentir a brisa suave batendo em meu rosto, como se estivesse fazendo uma leve caricia sobre a pele. Minutos depois, uma mão grande tocou o meu ombro e a voz maravilhosa que conhecia sussurrou em meu ouvido, fazendo o meu corpo estremecer ao seu toque.



- Demorei muito, meu amor?



- OH Jacob...Eu estava quase dormindo. De repente senti um pouco de sono. Acho que foi esse vento gostoso que me deixou mole assim. - Levantei lentamente da cadeira, virei-me para ele, que puxou o meu corpo pela cintura. Seus olhos encaravam os meus de forma inquieta. Parecia tentar entender o motivo de eu estar tão arrumada aquela hora.



- Está toda arrumada. Vamos sair hoje? - Perguntou dando um selinho suave em meus lábios.



- Vamos jantar fora? Quero fazer algo diferente hoje. Só nós dois. Entende? - Disse dando um sorriso malicioso.



- Júnior ficará frustrado por não jantarmos com ele. Mas amanhã eu compenso isso. - Fez uma caricia em minha bochecha, com as costas das mãos, enquanto continuava me olhando com aquela forma apaixonada que me fazia derreter.



- Amanhã ele estará muito feliz. Eu garanto. - Sussurrei rindo e depois o beijei de forma suave. Nossos lábios se moldaram perfeitamente, com movimentos sutis e depois nossas línguas se encontraram e começaram a se mover lentamente, permitindo que nós aproveitássemos cada movimento.





- Misteriosa... - Ele sussurrou após interrompermos o beijo.



- Agora vá se arrumar e ficar ainda mais bonito para mim. - Dei outro selinho e me afastei. Entramos juntos no quarto e ele foi direto para o banheiro.



- Vou conversar com nosso filho. OK? - caminhei em direção a porta e sai.



Fui para o quarto de Júnior e ele estava jogando videogame. Conversei com ele alguns minutos e expliquei que sairia para namorar com o seu pai. Ele fez um bico e depois começou a rir.

- Vão passar a noite fora? Aproveita tira o atraso, heim mãe? Você anda trabalhando muito.



- Pretendo fazer isso, moleque. - Baguncei os seus cabelos e caminhei para a porta. - Nice trará o seu jantar no quarto. Mas é só hoje. Ta? Beijos. - Sai do quarto e voltei para o meu.



Fui para a varanda e fiquei esperando Jacob terminar de se arrumar. E quando ele finalmente veio, parecia a visão do paraíso com aquela calça caqui apertada, realçando o seu corpo divino e uma camisa de manga social, que cobria os braços até os punhos. Seus cabelos molhados estavam perfeitamente arrumados e o seu sorriso era ainda mais perfeito. O ar me faltou quando vi aquele homem maravilhoso e mais uma vez custei a acreditar que ele era meu... Só meu.





- Perfeito! - Disse enquanto caminhava em minha direção.



- Boba! - Respondeu com rosto cheio de desejo ao olhar para mim. - Você é que perfeita. Às vezes não acredito que é a minha mulher.



- Não vamos discutir sobre isso agora. Hoje a noite é toda nossa. Já conversei com o seu filho e ele mandou aproveitar a noite... Tirar o atraso! - Jacob riu achando graça daquilo.



- Ele não tem jeito mesmo. Não é? - Perguntou fazendo graça.



- Não! Nem parece o nosso filho. - Caminhei para ele, depois o abracei e coloquei a cabeça em seu peitoral. - Agora vamos! A noite é nossa!



Fomos para o restaurante em clima de romance. Jacob colocou os braços em meu ombro e durante todo o trajeto fez caricias em minha pele. Estava realmente ansiosa para saber o motivo daquilo e apesar de eu estar louca para contar, sabia que tinha que esperar mais um pouco.



Chegamos a um pequeno restaurante em Forks mesmo. O Maitre nos apresentou o cardápio, Jacob pediu champanhe e estranhou quando pedi apenas um suco de abacaxi. Depois escolheu salmão, saladas e arroz de entrada para comermos.



Enquanto esperávamos ficamos conversando sobre o nosso filho. Pedi licença para ele e fui até o carro, com desculpa que havia me esquecido da bolsa e precisava ir até o toalete. Fui para o carro e peguei a bolsa, e a caixa de presente, que havia deixado no banco de trás sem que percebesse. Voltei ao restaurante, sentei a mesa e sorri para ele ao lhe entregar a caixa.



- O que é? Hoje é alguma data especial e eu me esqueci? - Perguntou franzindo o cenho e ficou alguns minutos pensativo, talvez tentando se lembrar de algo, até voltar a falar novamente. - Que mistério é esse, meu anjo?- Perguntou e mordeu os lábios. Suas sobrancelhas se uniram enquanto me encarava.



- Você não se esqueceu de nada. - Disse sorrindo, peguei a sua mão e o instiguei. - Não vai abrir o seu presente? - Perguntei com sorriso malicioso.



- Vamos acabar logo com esse mistério. - Respondeu abrindo delicadamente o papel de presente, tomando o Maximo cuidado para não rasgar. Depois me olhou ainda mais surpreso quando abriu a caixa e viu que havia outra caixa dentro. - O que está aprontando, amor? - Perguntou segurando a pequena caixa na mão.



- Abre! - Ordenei arqueando uma das sobrancelhas, enquanto via o seu rosto com expressão ansiosa. Ele abriu calmamente a caixinha e quando viu os dois sapatinhos seus olhos encheram de lágrimas.



- OH Ness! - Explanou com emoção. Já estava chorando quando eu perguntei se havia reparado em algo.



- Não reparou nada?



- Não me importa que seja menino ou menina. Só quero que venha com saúde e que tenha a sua carinha linda. - Ficou passando os dedos no sapatinhos, enquanto me olhava emocionado. De certo não havia percebido a deixa que havia dado.



- Jacob, amor, são dois bebês. - Falei e ele desabou em lágrimas. Parecia envergonhado enquanto tentava limpá-las. E por alguns segundos não conseguiu falar nada.



- Eu não merecia tanto... Amo tanto vocês quatro. - Sussurrou emocionado demais para conseguir falar algo. Levantou-se da cadeira, puxou a para perto de mim e me abraçou. Ficou fazendo carícias em minhas costas, depois se levantou e pediu silêncio.



- Sras e Srs, eu gostaria de dividir com todos a felicidade que estou sentindo. - Pegou a taça de champanhe e a erguei. Todos olharam em nossa direção tentando entender o que se passava. - Gostaria de fazer um brinde. Acabei de saber que serei pai novamente e dessa vez de gêmeos. - Todos aplaudiram e depois ergueram suas taças. Fiquei vermelha de vergonha, mas já era de se esperar por aquela atitude de Jacob.



Todos brindaram a nossa família e depois nós jantamos felizes, enquanto fazíamos planos e pensávamos em nome para o nosso filho. Mas depois de muita conversa, decidimos que deixaríamos Júnior escolher o nomes dos bebês.



Voltamos para casa por volta de onze hora e para nosso espanto, nosso filho ainda estava vendo TV.



Jacob estava tão ansioso para contar, que foi ao nosso quarto para decidir se era o momento. Então fui até o closet e peguei a caixinha pequena que havia escondido. Ele pegou a minha mão e fomos juntos para o quarto do nosso filho.



- Mocinho, sabe que deveria estar dormindo a essa hora. - Jacob disse quando entramos



- Desculpa, pai. Estava ansioso para que voltassem logo. Tive um sonho estranho e perdi o sono. Decidi ver televisão e esperar que voltassem para contar. - Disse bocejando.



- E que sonho foi esse? - Perguntei enquanto nos aproximávamos da cama.



- Sonhei que estava no jardim jogando bola com papai. Ai mamãe vinha com uma menina branquinha de cabelos negros no colo e outra pela mão. Elas parecia ter cerca de 5 anos. Eram espertas e falavam o tempo todo. Ai mamãe veio nervosa e pediu ajuda ao papai. Precisava fazer a comida e não conseguia com as duas atrapalhando. Meu pai forrou uma toalha de mesa na grama e mamãe as colocou. Elas ficavam perguntando um monte de coisas e mamãe estava nervosa com aquilo. Sentamos os cinco sobre a toalha e papai perguntou:



- Letícia e Leandra, o que vocês querem? Por que estão tão inquietas? - Ele pegou Letícia no colo e beijou o seu rosto. Minha mãe me deu Leandra e eu a aconcheguei no meu peito.



- De onde nascem os bebês? A Michelle disse que a mãe dela recebeu a visita da cegonha. - Papai olhou para minha mãe e percebeu o motivo da inquietação. Ela estava envergonhada com aquilo e não sabia o que dizer. Então o senhor respirou fundo e tentou falar, mas também não sabia como explicar. Ai eu comecei a explicar como se fazia uma encomenda para a cegonha, então acordei.



Jacob e eu nos olhamos, comecei a chorar emocionada. De alguma forma ele sabia que teríamos duas criaturas abençoadas na casa. Sentamos em sua cama e Jacob lhe entregou a caixa sem dizer nada.



- EBA! EBA! EBA! - ele começou a pular na cama, mas depois nos olhou consternado. - Tinham que fazer duas meninas? Uma irmã para tomar conta já é difícil. Agora duas? - Franziu o cenho.. - Eu darei conta do recado. Não deixarei nenhum moleque sem vergonha chegar perto delas. - Começamos a rir com o comentário fora de hora.



Aquela noite Jacob e eu fizemos amor de forma intensa. Ele beijou cada pedacinho do meu corpo sem pressa e me amou com tanta intensidade, que achei que morreria de satisfação. Quando a manhã chegou, estava exausta e não consegui sair da cama. Então ele aproveitou para falar sobre os planos de casamento e revelou que seria no seu barco.



Fiquei super ansiosa, mas só me restava esperar até que o grande dia finalmente chegasse.



---xx---



Duas semanas depois



- Esse balanço do barco me deixa enjoada. - Disse enquanto Alice terminava de arrumar os meus cabelos.



- Só está assim por causa da gravidez, querida. Quando Jacob planejou esse casamento não sabia que estava grávida. - Respondeu encarando os meus olhos.



- Tenho certeza que está tudo perfeito. Só o que estraga é esse enjôo. - Falei fazendo uma careta, enquanto sentia o meu estômago se revirando. Era uma sensação terrível e tinha medo de estragar tudo o que Jacob e Junior haviam planejado com tanto carinho.



- Filha, o Júnior trouxe um remédio para enjôo. Ele pediu para lhe entregar quando disse que estava se sentindo mal. - Minha mãe disse ao entrar no quarto.



- Esse meu filho é demais. - Disse balançando a cabeça.



- Ele é bem esperto mesmo. Meu mocinho é um pequeno gênio. - Ela me entregou o remédio e um copo com água. Peguei de suas mãos, coloquei o comprimido na boca, engoli e depois bebi a água.



- Ficará bem, filha. Hoje é o dia que você tanto esperou. Logo esse enjôo passará. - Ela disse para mim.



- Ness, o enjôo é apenas coisa da sua cabeça. Pensa que lá fora está tudo lindo e perfeito. E que o homem da sua vida está te esperando para se casarem.



- É só nisso que penso, tia... Só nisso.



Alice e minha mãe continuaram me arrumando para a cerimônia. E minutos depois estava pronta e linda em um lindo vestido brando tomara que caia, com cumprimento até a altura do joelho. Alice fez uma leve maquiagem em meu rosto, adequada para um inicio de tarde, não muito ensolarado, em um pequeno barco com poucos convidados. Em meus cabelos, ela fez um coque e colocou pequenas presilhas brancas em formato de flores. Tudo era muito simples, mas perfeito para a simplicidade dos noivos e dos convidados que estariam presentes, no geral apenas família e amigos mais íntimos de Jacob e meus.



Quando saímos do quarto, vi que o barco estava todo decorado com flores brancas e fitilhos de seda. A mesa do bolo, de doces e frios era simples e ao mesmo tempo sofisticada. Havia o toque de Alice Cullen, sem duvida alguma.



Caminhamos até o convés e na proa havia um pequeno altar, decorado com rosas brancas e copo de leite. Um tapete vermelho, cercado por pequenas estruturas de ferro enfeitadas com flores e fitilhos faziam um caminho até o altar. A música, instrumental e suave baixa... Nossa música Vento no Litoral, a qual dera o nome aquele mesmo barco.



As pessoas, que estavam sentadas nas lindas cadeiras brancas, se levantaram quando comecei a caminhar pelo tapete vermelho em direção ao Jacob... Meu Amor! Logo atrás de Júnior, que estava lindo em um fraque preto carregando as alianças.



O sorriso de Jacob era lindo, encantador, maravilhoso e como sempre, com a beleza monumental, tirava-me o ar e deixava o meu corpo trêmulo. Meus olhos estavam cheios de lágrimas, meu coração batia muito rápido, parecia uma britadeira, uma estranha sensação se formava em meu estômago, não era enjôo, parecia que um enxame de abelhas fazia a festa dentro de mim. Sentia-me como uma garota boba de 17 anos ao olhar o sorriso mais lindo do mundo.



PVO Jacob



Apesar de tudo que construí, ao longo daqueles solitários anos, nenhum bem material se comparava com a felicidade de possuir os bens mais importantes da minha vida: Minha família.



Já havia pensado muitas vezes nos preceitos de Deus, mas naquele momento sabia que ele me amava muito e permitiu que eu sofresse por um bem maior. E hoje sei perfeitamente disso.



Se naquela época, com atitudes intempestuosas de um rapaz apaixonado, houvesse reencontrado com Ness provavelmente a nossa relação teria acabado antes mesmo de se estabilizar. Não me entenda mal. Eu a amava muito, não menos do que amo hoje é claro, mas eu me sentia inferior e achava que ela via o fantasma de meu irmão em mim.



Hoje me dou conta disso. Realmente percebo o quanto o meu ciúme, de alguém que nem estava mais nesse mundo, seria capaz de influenciar as minhas ações. Lembro-me que em mais de uma ocasião eu a magoei muito. Fui infantil, duro e muito perverso em minhas colocações, mesmo sem a intenção de fazer mal. Pelo contrário, o meu amor era tão grande que as minhas palavras duras doíam mais em mim do que nela, mas o ciúme me cegava e não deixava com que percebesse o quanto realmente me amava. Por isso, acredito hoje, que teria estragado tudo e certamente ela me odiaria após um tempo convivendo com brigas e ciúmes. Hoje vejo isso e admito que não fui muito legal em algumas ocasiões. E Deus foi tão bom, que permitiu que sofrêssemos tanto tempo para que hoje pudéssemos viver uma felicidade plena.



Minha mãe disse para mim quando ela conheceu o seu neto e reencontrou com Ness.: - Deus faz tudo na hora certa e conforme a sua vontade. Ele só estava preparando o terreno para terem uma vida feliz. Agradeço pelo sofrimento que tive, porque mesmo tento perdido um filho, hoje Ele me dá a chance de recomeçar com meu neto. Sou grata pelo sofrimento que me torna mais forte e mais feliz hoje.



Sou um cara simples, apesar de tudo o que consegui na minha vida, gosto de uma vida tranqüila e aprendi a ver o belo em coisas singelas e delicadas. Todos os meus bens não são maiores do que o amor pela minha família. Eles apenas se tornaram uma fonte para dar a eles o conforte de uma vida tranqüila. Mas sabe qual o meu maior tesouro? O que tenho de mais caro e se pudesse colocaria em um cofre? Isso mesmo! Acho que você acertou. O meu maior tesouro é a minha família e hoje sinto um enorme orgulho, diante desse altar, a espera da mulher da minha vida e a razão da minha existência.



Já vivemos juntos a pouco mais de dois meses, desde o dia em que nos reencontramos, e nós três somos plenamente felizes. Tenho um filho que é um verdadeiro tesouro, apesar de falar demais, e o amo demais. É um tipo de amor diferente. Não sei ao certo explicar o que sinto quando me vejo nele, quando percebo o quão especial aquela criança é e se fosse preciso, sinceramente, daria a minha própria vida para que ele ficasse bem e feliz.



Lembro-me da minha relação complicada com meu pai. E hoje, depois de descobrir a dádiva de ser pai, não entendo realmente como ele pôde ser tão duro e demonstrar total falta de amor por mim, e principalmente pelo meu irmão, a quem nunca teve a preocupação de procurar para saber se estava vivo ou morto. Acredito eu, hoje relembrando de tudo, que ele se quer sofreu pela morte de Seth. Olho para o meu filho e penso no que seria da minha vida se ele se fosse. Acho que não agüentaria. Não mesmo! Peço a Deus que não permita que nenhum de meus filhos morram antes de mim. Não conseguiria suportar perder nenhum deles.... Ah! Eu me esqueci de contar que Ness está grávida e o melhor de Gêmeos.



Quando ela me fez a surpresa e me contou que estava grávida, a ficha não caiu e nem me dei conta de que as cores diferentes significavam que eram gêmeos. Isso não é uma dádiva de Deus? Realmente sou muito abençoado, porque possuo uma riqueza que muitas pessoas procuram em não encontram... Filhos!



Desde o dia da notícia até hoje, o dia do nosso casamento, passaram-se apenas alguns dias e fiz o impossível para cuidar da minha pequena. Sinceramente, se fosse decisão minha, ela não trabalharia mais e ficaria em casa. Acho que é um sacrifício muito grande agüentar tantos plantões enjoada do jeito que está. Mas minha Ness é teimosa e mesmo se sentindo péssima, a maioria dos dias, faz questão de continuar a trabalhar e ter a sua independência.



Admiro muito a minha mulher e digo isso para ela todos os dias. Sua dedicação com os seus pacientes é louvável e acho que continuará trabalhando até a proximidade do parto.



Hoje é um dos dias mais felizes da minha vida. Um daqueles que você guarda para sempre na memória, na lista dos dez melhores, e pretende nunca se esquecer de nenhum detalhe. Agora, bem nervoso devo confessar, estou aqui diante do lindo altar preparado para o nosso casamento, super nervoso e não paro quieto. Se pudesse, entraria no quarto e a traria logo para cá. Não vejo a hora de chamá-la finalmente de “esposa”, mas sei que devo esperar e que a tia, muito maluca por sinal, está fazendo o melhor para que ela esteja ainda mais linda do que já é.... tenho até medo de não agüentar esse tipo de emoção.



O barco está todo decorado e deu um trabalhão fazer uma decoração legal aqui. Mas Junior teve a idéia e ligou para tia maluquinha, que nos ajudou com os preparativos, mesmo a distância. Ela pensou em todos os detalhes e veio uma semana antes para averiguar se nós dois tínhamos feito tudo como pediu... Como não fazer? Meu filho é um verdadeiro gênio. Estou até pensando em procurar uma escola para crianças superdotadas. Voltando ao assunto do casamento, passamos três semanas organizando tudo, compramos tudo o que Alice pediu, contratei a melhor equipe de Buffet e coloquei a organizadora de eventos em contato com ela. E hoje, olhando para essa decoração, que apesar de muito simples, está divina. Sei que Ness vai gostar e imagino as lágrimas em seu rosto quando ver.



O melhor de tudo não é o que acontecerá dentro do navio. Sim a cerimônia religiosa de baixo da água. Também idéia do meu pequeno gênio, que decidiu casar os pais no meio dos peixes e dos cavalos marinhos. Por isso procurando um pastor que soubesse mergulhar, um fotógrafo e um cenógrafo que fizessem o trabalho embaixo da água. Montamos as placas com os dizeres de todos e até fizemos roupas de banho que dessem a impressão de estamos vestidos para casamento... também idéia de Junior, que me fez ir atrás de um design famoso e bem caro, devo dizer.



- Calma, Jacob! Parece que vai explodir. – Edward, meu sogro, disse para mim enquanto andava de um lado para o outro. – Mesmo que ela queira fugir, não pode. Estamos no meio do mar. – Fez uma pequena piada.



- Eu sei... Não sabe quanto tempo sonhei com isso. – Disse nervoso, com as mãos suando frio e trêmulas.



- Pai, mamãe te ama e está tão nervosa quanto o senhor. Fica frio e tenta demonstrar calma. Só falta vocês dois estragarem tudo o que planejei. – Junior disse interrompendo nossa conversa.



A música suave começou a tocar e a outra tia fez sinal para todos se colocarem em seus lugares. Aquela era a versão instrumental da nossa música e apenas aquele som era capaz de me emocionar. Lembrei-me das vezes em que ouvimos juntos, um filme se passou em minha cabeça e vi toda a nossa história se passar em várias cenas. Naquele momento a mulher da minha vida, a que soube que seria minha, desde o primeiro olhar, desde o momento em que a tive desmaiada em meus braços. Ela era linda demais, sua beleza ofuscava a minha visão, já turva pelas lágrimas que começaram a se formar sem mesmo perceber. Estava demasiadamente emocionado, vendo as lágrimas em seus olhos enquanto caminhava pelo tapete vermelho, de braços dados com o pai, na minha direção. Sua expressão era de um querubim, cheio de luz e esplendor. É tão difícil descrever cada sentimento que se formou em mim, fazendo cada célula do meu corpo reagir aquela visão. Expressar com palavras, é impossível. E se houvesse uma forma de medir as emoções, seria comprovado que estava no auge da minha felicidade.



Passo a passo, meu anjo caminhou para mim e quando finalmente ficamos diante um do outro, não pude conter os impulsos de tomá-la nos braços e beijar a sua testa. Um beijo doce, cheio de ternura e respeito que o momento pedia. Nossos olhos se encontraram logo depois me perdi naquele oceano. Aquele brilho aqueceu ainda mais o meu coração, seu sorriso fez milhares de borboletas brincarem em meu estômago, como se ainda fosse um adolescente que havia acabado de me apaixonar. Ficamos em silêncio até que o juiz de paz chamou a nossa atenção e começou a falar sobre o casamento.



- Estou realmente muito feliz pela oportunidade de celebrar esse matrimônio. Todos nessa cidade conhecem a história de Jacob, viram e acompanharam o seu sofrimento. A dedicação que teve dias a fio naquela casa. O seu castelo particular, o qual não permitiu que ninguém entrasse. – Eu chorava, Nesse chorava e olhei para trás e vi que a maioria dos convidados também estavam a chorar. – Um amor tão grande, tão lindo que continuou florescendo no coração dos dois. Deu frutos... – Olhou para Junior e sorriu. – Um belo e inteligente fruto. Uma criança inteligente, amorosa e muito educada. E pelo que conversamos a poucos, o seu maior desejo na vida é ver os pais felizes. Ele me disse emocionado: Eu não agüentava mais ver minha mãe sofrer. Por todos esses anos ela o amou como no primeiro dia. – Olhei para o meu filho e ele se esforçava para segurar as lágrimas. Meu coração apertou ainda mais. – Jacob me contou sobre os anos que Ness ficou sem ele. O relato mais triste e emocionante do mundo. Tenho certeza absoluta que esses dois nasceram para ficar juntos. Que foram feitos um para o outro e que dedicarão a sua vida pela felicidade do seu cônjuge.

Não preciso nem dizer que nós não nos casamos para sermos feliz. Mas sim para fazer o outro feliz. Sei que isso é o desejo mais profundo do coração desses dois apaixonados. Isso me lembra uma passagem da bíblia que diz:





"Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine.



Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência: ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver amor, nada serei.



E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso se aproveitará.



O amor é paciente, é benigno, o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.



O amor jamais acaba. Mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará. Porque em parte conhecemos e em parte profetizamos. Quando porém vier o que é perfeito, o que então é em parte, será aniquilado.



Quando eu era menino, falava como um menino, sentia como menino. Quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino.



Porque agora vemos como um espelho, obscuramente, e então veremos face a face; agora conheço em parte, e então conhecerei como sou conhecido.



Agora, pois, permanecem a Fé, a Esperança e o Amor. Estes três. Porém o maior deles é o Amor".

Carta de Paulo aos Coríntios.





- Agora, só por protocolo, eu pergunto a você Renesmee: é de sua livre vontade receber esse homem? Para amar, respeitar, ser fiel, cuidar e ser sua companheira por todos os dias de suas vidas? – Perguntou sorrindo para ela.



- Eu... eu... – Ela tentava enxugar as lágrimas, falando com a voz embargada. – Eu prometo... Prometo tudo por ele. – Peguei a sua mão e beijei por alguns segundos. Levei minha mão até o seu rosto e sequei as suas lágrimas, depois o beijei suavemente, enquanto ela ainda continuava a chorar.



- E você, Jacob? É de sua livre vontade receber essa mulher? Para amar, respeitar, ser fiel, cuidar e ser seu companheiro por todos os dias de suas vidas?



- Eu prometo que só viverei para fazê-la feliz. Nada mais importa além dela e dos nossos filhos. – Ela ainda chorava muito e mais uma vez tive que secar as suas lágrimas. Junior me passou um lenço, certamente já estava preparado para aquilo, e ficou observando a mãe se acabar de tanto chorar.. – Está tudo bem, meu anjo. Não precisa mais chorar. Se depender de mim, nunca mais haverá lágrimas nesse rosto.



- Eu... eu... eu te amo, Jacob. – Ela gaguejava de forma emocionada.



- Eu te amo muito mais, amor. Razão do meu viver. Prometo que nunca mais ficaremos longe um do outro e que vou te recompensar por cada lágrima que já chorou. –Nossos olhos não conseguiam desviar um do outro por um instante se quer.



Rarara



- As alianças? - O juiz pediu para Junior, que as entregou prontamente. – Essas alianças são um elo entre vocês. Todas às vezes que olharem para ela, se lembrarão das promessas que fizeram, do respeito, amor, lealdade e companheirismo que prometeram um ao outro. – Ele entregou uma a mim e outra a Ness.



- Repita comigo Jacob... Ele falou baixinho e depois segurando a mão de “minha esposa” fui repetindo.



- Renesmee, receba essa aliança em sinal do meu amor, lealdade, companheirismo e fidelidade. – Coloquei a aliança em seu dedo e o beijei.



- Agora você Renesmee. – Ele disse a ela.



- Jacob, receba essa aliança em sinal do meu amor, lealdade, companheirismo e fidelidade. Eu te amo muito. – Ela concluiu ainda chorosa.



- Eu os declaro marido e mulher pela autoridade da comarca de Forks... Ah! Esqueci de perguntar se alguém é contra o casamento. Tem alguém contra ai? – Ele disse rápido e todos riram. – Então eu os declaro marido e mulher. Vamos assinar os livros e pode beijar a sua esposa. – Ele virou o livro para nós e depois nos deu a caneta. Eu assinei onde estava marcado um X e depois dei a caneta para Ness. Terminamos de assinar, ela se virou para mim, segurei o seu rosto com as duas mãos e lentamente levei os meus lábios até os seus. Nossos lábios se moldaram perfeitamente e se moviam em perfeita sintonia, enquanto os nossos convidados aplaudiam calorosamente.



- Eu te amo... – Sussurrei entre beijos.



- Eu nunca me cansarei de ouvir isso. – Ela sussurrou para mim.



- Mãe, ainda tem mais uma surpresa. – Junior disse, quebrando o nosso clima.



- Mais surpresas? Que surpresas? – Ela perguntou franzindo o cenho.



- O casamento religioso em embaixo da água. A senhora precisa ir se trocar e colocar a roupa especial que mandamos preparar para você. – Ele disse com sorriso travesso.



- Roupa especial? Casamento embaixo dágua? Hummmmm... – Ela murmurou.



- É amor. O nosso filho é muito imaginativo e achou que deveríamos nos casar junto aos peixes e cavalos marinhos. – Disse para ela.



- OMG! – Os dois homens da minha vida só aprontam. Tudo bem! Vou me arrumar. – Ela me deu mais um selinho e saiu para se arrumar após abraçar os convidados e familiares que assistiram a cerimônia.



- Pai, você também precisa se arrumar. – Junior disse para mim.



- Já estou com a roupa de mergulho embaixo dessa. E por sinal estou morrendo de calor.



- Até que o senhor é esperto. – Ele riu e começou a tirar a sua roupa. Ai percebi que ele havia feito a mesma coisa.



- Esse é o meu garoto.



- Tal pai, tal filho. – Ele disse rindo.



Fui cumprimentar os convidados e depois entrei em uma das cabines para tirar o fraque.



Minutos depois alguns convidados, o pastor, o fotografo e o rapaz da filmagem já estavam preparados para o mergulho. Ness estava linda com aquela roupa de mergulho com desenho de vestido de noiva e eu não fiquei nada mal com a minha que parecia um fraque de casamento. Meu filho era mesmo um pequeno gênio. Pensei naquele momento, percebendo que a filmagem sairia perfeita.



Ele entregou algumas placas com dizeres para alguns convidados e para o pastor, então colocamos os nossos tubos de oxigênio e mergulhamos.



O local escolhido para o mergulho foi estratégico e mergulhamos várias vezes a procura de um local onde houvessem não somente peixes, mas tartarugas marinhas, pequenos polvos e cavalos marinhos. Naquele momento vi que todo o nosso esforço na escolha do local havia valido apena e percebia minha esposa maravilhada com a paisagem de aquário em que estávamos inseridos.



O pastor levantava algumas placas, com dizeres sobre o casamento, muito parecidos com o discurso que o juiz de paz havia feito. Nas placas também haviam passagem da carta de Paulo aos Coríntios. Entre a linda diversidade marinha que passava por nós, dissemos SIM levantando as placas entregues por Junior. Depois tiramos o tudo de oxigênio de nossas bocas e nos beijamos. Tudo foi filmado e fotografado com equipamentos especiais e imaginava como o material ficaria lindo.



Depois que a rápida cerimônia religiosa, mais uma benção na verdade, acabou os convidados, o pastor e a equipe emergiu e ficamos mergulhando juntos. Junior até quis ficar segurando vela, mas vi quando o seu avô o puxou pela orelha. Quis gargalhar naquele momento. Certamente gargalharia muito depois ao me lembrar do fato.



Ness e eu nadamos até a ilha, que estava bem perto do local onde mergulhamos, e lá tiramos as roupas de mergulho, o cilindro de oxigênio e ficamos namorando na areia, como fizemos há dez anos antes.



- Você se lembra da nossa primeira vez? – Eu perguntei ao me lembrar daquele dia. Foi tudo tão perfeito, tão lindo que se pudesse voltaria no tempo para reviver aquele momento.



- Como me esqueceria? Eu fui tão feliz aquele dia. Me entreguei a você de corpo e alma. Foi tudo tão perfeito e no final eu estraguei tudo. – Ela disse manhosa.



- Eu fiz uma tempestade em um copo d’água e estraguei um dia perfeito. Pode me perdoar por isso, meu amor? O que devo fazer para obter o seu perdão por todas as lagrimas que a fiz derramar? – Seus olhos brilhavam tanto, que pareciam pequenos diamantes. Havia uma expressão de felicidade e contentamento que me fazia bem. Éramos completos juntos e nada mudaria aquele fato.



- Acho que não pode me amar mais do que você me ama. – Ela sussurrou dando selinhos em meus lábios.



- Eu te amo tanto que chega a doer. Se você soubesse...



- Eu sei. Esqueceu que compartilho esse amor com você. E a prova disse está aqui; - Ela colocou a minha mão em sua barriga.



- Amor, vamos mudar de posição? Não quero que o peso do meu corpo machuque nossas meninas. – Sai de cima dela e deitei de costas na areia. Depois puxei o seu corpo para cima do meu.



- Amor, acho que essa posição não é muito legal. Se bem conheço o nosso filho, ele deve estar com um binóculo nos vigiando. Que tal irmos para dentro da água. Lá podemos ficar a vontade. – Ela disse com expressão preocupada.



- Acha que ele nos vigiaria? – Perguntei olhando para o barco.



- Você tem dúvidas?



- Não! Conheço o nosso menino.



- Pois é... Agora me diz. Tem tanta certeza que são duas meninas?



- É claro! Depois do sonho do pestinha do nosso filho, não tive mais dúvidas quanto a isso. Acho que terei tanto trabalho se elas forem parecidas com você. – Levantei da areia, peguei a sua mão e a conduzi para a água. – Vem! Vamos fazer amor embaixo da água. Precisamos ficar bem cobertos para ninguém perceber.



- Acha que ele não perceberá? Bobinho! – Ela deu um tapinha em meu ombro.



- Você está se sentindo bem? Não esta mais enjoada? – Perguntei preocupado e ela negou com a cabeça. Então vamos aproveitar a nossa lua de mel. Ela começa agora.



- Já estamos em lua de mel, seu bobo. – Já estávamos com nossos corpos cobertos pela água, Ness prendeu as suas pernas em minha cintura, senti minha ereção de formar com desejo ardendo em meu corpo, toquei os seus seios pelo tecido do seu biquíni e vi o seus sorriso se abrir ainda mais lindo.



- Sempre estaremos em lua de mel, bobinha... Eu quero te amar como no primeiro dia por todos os dias de nossas vidas. – Colei os meus lábios sobre o seu e selei o nosso beijo de forma ardente e apaixonada.



Hoje me perguntam o que é felicidade. Sabe o que digo? Felicidade é olhar para a minha mulher acordando todos os dias e mesmo com corpo envelhecido pelo tempo, os cabeços brancos embaraçados sentir que ainda está tão linda quanto no primeiro dia. E ter momentos de risos com meus filhos e netos, sabendo que independente do que acontecer, eu sempre os amarei e sempre serei amados por eles. Vivo a minha vida um dia após o outro, sem pressa, aproveitando cada momento de forma intensa como se fosse o último. E mesmo após esses cinqüenta anos, com o corpo envelhecido e fraco pela idade, ainda tenho a mesmo fogo pela minha esposa. Ainda acho a mais linda e perfeita do mundo. Fazemos amor e curtimos a nossa nova fase de forma intensa. Nossos filhos, hoje adultos, são felizes por ver que os pais continuam ativos e apaixonados mesmo depois desse tempo. E quando me perguntam qual o meu maior desejo, digo que é continuar vivo para amar cada vez mais essa mulher que me deu tantas alegrias... Esse é o meu desejo.



FIM


Nota Glau: E ai? Gostaram? Essa fic conseguiu conquistar vocês. Ah pessoal digam o que acharam dela. Eu fiz tudo com tanto carinho e estou super emocionada nesse final


Ela foi bem maior do que o planejado, conseguiu me emocionar muito e me fez suspirar muitas vezes com essa trama. Agora me sinto triste por ter chegado ao fim.


Espero sinceramente que tenham gostado.






Entrarei de férias em fevereiro e terei tempo para trabalhar os meus projetos. Tenho mais duas song fics para fazer, guerra dos sexos, o anjo e a bruxa. E espero conseguir me organizar até la.


De momento, eu me dedicarei apenas a Herdeira, que está bombando, e tentarei reduzir ao máximo os acontecimentos para a fic não ficar muito grande.


Quando ao concurso que farei, será uma song fic e estou tentando encontrar uma música ideal para ela. Ele será realizado no meu blog e não no Nyah, mas avisarei quando for lançado.

Gostaria de agradecer aos comentários e recomendações que recebi ao longo dessa fic. Termino esse trabalho muito satisfeita com o resultado final.






OBRIGADA PELO CARINHO E BJUS NO CORE




N/Heri : ah fala serio, foi ou não lindo e inesquecível final feliz, casamento em baixo dágua a Glaucia tava inspirada, agora entendo a briga com seu marido pra usar pc. Gente muito bom estar com Glaucia e vocês nessa fic, dei pontinhos as novas, até uma próxima quem sabe! Gostaram? Amaram? COMENTEM GIRLS....E RECOMENDEM... autora merece........xeruuuuuuuuuuuus.











sábado, 8 de janeiro de 2011

24 Descobertas

Eu estava magoada demais com Jacob, nossa situação nada confortável, e o seu caráter duvidoso. Para piorar as coisas, suas irmãs foram morar na nossa casa, deixando as coisas ainda mais tensas.

Aquele final de dia foi bem tenso, depois de brigas com Rebecca e olhares sugestivos de Jacob, fui para a cozinha ajudar Sue a preparar as coisas para o nosso jantar.

Imaginava o clima horrível à mesa, mas não havia nada o que fazer. Afinal ele já havia avisado, antes mesmo de casarmos, que suas irmãs morariam conosco um tempo. Até que conseguissem arrumar as vidas, terminar os estudos ou se casarem. Ele havia feito uma promessa ao pai e se sentia na obrigação de bancar o pai das duas. Eu por minha vez, não podia fazer nada em relação aquilo. Não que Rachael fosse má pessoa. Sempre me tratou muito bem, apesar de tímida demais. Contudo, para o meu total desespero, conviver com Rebecca seria um grande tormento. Soube disse desde o primeiro encontro, apesar de pensar que conseguiria me aproximar das duas com tempo.

Fiquei conversando sobre o chilique da minha cunhada, enquanto ajudava Sue com os preparativos para o jantar. E quando estava praticamente pronto, Sue foi arrumar a sala de jantar e fui para o escritório conversar com Jacob.

Foi exatamente naquele momento, em que tive mais uma desilusão a respeito do homem que amava, que ouvi algo que feriu tremendamente o meu coração. Preferia, sinceramente, ficar sem saber da verdade. Aquilo foi demais para mim. Tive vontade de acabar com tudo naquele momento, de jogar o meu orgulho para o alto, dar a mão a palmatória e admitir para a minha mãe e para Seth que aquele casamento foi um erro.

Cheguei perto da porta, ouvi a voz rouca e sensual que bem conhecia, falando baixo, parecia ter medo de ser descoberto. Mas o som era audível o suficiente para entender partes da conversa.

- Casy, já disse que não é para me ligar. – Ele fez uma pausa. – Sou casado agora e não quero que minha esposa saiba sobre você. – Meus olhos encheram de lágrimas, meu coração apertou, doeu, por um minuto pareceu não bater mais, depois começou em um ritmo frenético de um tambor. – Tudo bem! Já falamos sobre isso...  cachorrinha, amanhã irei bem cedo conversar com você. Preciso que entenda as coisas... Não! Disse que estava acabado e que não era para vir atrás de mim... Seu lugar é em Londres e não deixarei que destrua tudo o que planejei... – Meu corpo cambaleou, chorava muito, tentava secar as lágrimas para me recompor enquanto ouvia a conversa. – Eu não abandonarei Ness! – Disse com a voz brava. – Sabe muito bem que me apaixonei por ela... que a amo. DROGA! – Gritou e ouvi um barulho forte, como se algo batesse ferozmente contra a mesa. – Amanhã... não me ligue mais. – A conversa parou e eu encostei as costas na parede, meu corpo foi escorregando lentamente, ainda torpe, até que ficasse sentada no chão.

Não sei quanto tempo se passou, até que a porta se abriu. Ele me olhou de forma estranha, parecia amedrontado. Ajoelhou-se no chão e começou  seu teatro... Sim, teatro! Ele tinha uma amante. Sempre teve e ela estava bem perto. O que podia ser pior¿ Havia se casado por interesse, me machucou fisicamente e emocionalmente e ainda tinha uma amante na bagagem. Era uma dor tão grande, que me impossibilitava de reagir. Só queria chorar e chorar mais.

- Ness¿ O que... – Começou a secar as minhas lágrimas e segurou os meus ombros, erguendo o meu corpo lentamente, até que ficasse de pé. Apoiou minha cabeça em seu peito. E depois continuou com as suas mentiras.

- O que você tem¿ Por que está desse jeito¿ - Queria gritar, bater, fugir e muitas outras coisas... Até matar. Mas não consegui reagir e dizer nada. No fundo sabia que ele tinha completa ciência de que eu sabia de tudo.

- Vou te levar para o quarto. – Disse baixinho e nesse momento despertei do transe.

- Me deixa! Você mente demais, Jacob. Até quando¿  O que mais eu vou descobrir de você¿ O quê¿ - Eu o empurrei e saí correndo dali, passei pela sala e suas irmãs me olharam assustadas. Subi as escadas com o resto de forças que ainda tinha. Ouvi os passos apressados atrás de mim e quando coloquei a mão sobre a maçaneta da porta, sua mão segurou a minha.

- Ness, por favor me ouça. – Segurou os meus ombros e me virou bruscamente para fitá-lo. – Eu a amo com todas as forças. – Seus olhos estavam cheios de lágrimas.- Eu disse isso quando ficamos noivos. Você se lembra¿ Disse que independente de qualquer coisa eu te amava de verdade. – De repente, mais que de repente, seus lábios grudaram nos meus e ele começou um beijou com urgência e desespero. Seus lábios se moviam rapidamente, sua língua invadiu a minha boca e começou a serpentear dentro dela, explorando cada canto. Perdi a minha consciência e me esqueci dos motivos que me levaram aquele momento. Quando percebi, era tarde demais, estava em seus braços, sendo carregada para a cama. Com o barulho  abrupto da porta batendo. Ele me deitou e começou a beijar cada canto do meu corpo, deixando-me insana demais para reagir. Queria lutar contra aquilo. Estava ferida e perturbada, mas o desejo que sentia era mais forte que a minha vontade de dizer: Não te quero mais!

Fizemos amor de forma desesperada, não havia ternura, somente desespero e urgência em nossos movimentos. Era um momento crucial e complicado. Sabia que aquela poderia ser a última vez, minha mente queria isso, mas meu corpo se negava a aceitar. Ele conduzia as minhas ações, fazendo-me gemer de forma intensa, enquanto ouvia os grunhidos de Jacob. Não pensamos nem nas irmãs na sala de   estar, Seth, provavelmente na cozinha, e Sue na sala de jantar.

Quando terminamos,  eu pude, finalmente, pensar de forma clara. Aquilo me fez sentir sua e com mais raiva de mim do que dele. Ele havia me traído, me humilhado e ainda tinha uma amante. E eu, como idiota que era, não conseguia repelir o seu corpo e havia me entregado mais uma vez.

Aos gritos eu o expulsei do quarto: - SAIA DAQUI! NUNCA MAIS! SAIA! EU TE ODEIO PELO QUE FAZ COMIGO!

- Neném...

- CALA A BOCA! COMO OUSA! VOCÊ É UM MENTIROSO, OPORTUNISTA E UM GRANDE ARTISTA. VAI EMBORA DO “MEU” QUARTO! SAIA. – Seus olhos encheram de lágrimas, mas ele não chorou. Ao invés disso, levantou-se da cama, fazendo cara de cachorro sem dono, pegou as roupas espalhadas pelo chão do quarto, começou a se vestir e depois saiu.

Chorei tanto aquela noite. Quis ter forças para me libertar daquela prisão, mas infelizmente era cativa do meu próprio amor.

A minha noite foi horrível e quando acordei de manhã, estava com o rosto inchado pelas lágrimas que derramei noite adentro. Mas mantive a minha compostura, mantendo o nosso teatro,  fui cedo para a cozinha e lá encontrei Sue. Ela sabia que as coisas estava estranhas, mas ao olhar para o meu rosto, não disse nada.

Graças ao meu bom Deus que Seth tinha aulas cedo e não estava ali para ver aquela cena. Certamente desabaria diante dele. Não aguentaria mais aquele fardo e contaria tudo. Entretanto, tinha plena consciência do resultado dos meus atos, sabendo exatamente que aquilo poderia até mesmo acabar em morte... Um deles morreria! Pensei no momento de desespero... Como você me faz falta, Seth... meu amigo... meu amor!

O silêncio na cozinha era constrangedor, então fui arrumar a mesa na sala de jantar. Quando cheguei perto da sala, ouvi a conversa de Jacob com a irmã. Soube naquele momento que ela sabia, que estava o chantageando para conseguir vantagens. Mas o pior de tudo foi o que ouvi de sua boca.

- Você acha justo que o meu limite seja apenas de dois mil dolares¿ Isso não dá para comprar nada. – Reclamou com a voz ríspida.

- Rachael não reclama. Aliás, ela nem usa o cartão. – Ele retrucou. – Já disse que a empresa passa por um momento complicado. Entramos os dois últimos meses no vermelho e não tenho como te dar mais dinheiro. Entenda isso¿ Carro então nem se fala.

- Você prometeu! – Ela não queria desistir daquilo. – E o limite da sua “esposa” é ilimitado. Como explica isso¿ - Epa! O que ela queria dizer com aquilo. Fiquei escondida ouvindo a conversa dos dois.

- Ela é a titular do cartão e sempre teve crédito ilimitado. Nós três somos apenas dependentes dela. Não posso dar a vocês mais. O setor financeiro estranharia muito se os gastos do cartão de crédito corporativo de Ness aumentassem mais. Sabe bem que esse cartão é pago pela empresa. Então me dê um tempo. OK¿ Já me basta a vadia da Casy. O que ela tinha que vir para cá¿ Disse para não vir. Deixei claro que estava acabado e agora tenho vocês duas me chantageando. Inferno! Eu amo a Ness e não perderei o meu casamento por causa duas loucas. – Pelo menos havia sinceridade em sua voz. Aquilo de certa forma me confortou, mas não tirava a dor que sentia por aquela traição.

- Você é burro! E não me venha com essa que ama a sua esposa. Sempre gostou demais de dinheiro e se ela fosse uma pobre, certamente não teria se casado com ela. – Tive tanta raiva pela minha cegueira. Quis gritar com os dois, mas precisava ouvir mais. – Deveria ter descartado a Casy há muito tempo, mas ela era útil para te informar sobre as coisas no escritório. Deixou a coisa ir longe demais e agora ela não sairá do seu pé. Sabe bem que ela é burra. E o seu negócio não é dinheiro, Jacob. Ela ama você de verdade. Sei que você não merece isso, afinal sempre a tratou como uma prostituta... Sempre a usou. Agora não tem como se livrar disso.


- Eu sei, droga! Eu não quero que ela venha aqui e humilhe Ness. Mas sei que se for contrariada, perderá a cabeça e vai fazer escândalo. Você sabe que eu nunca a amei. E ela teve a consciência dos meus sentimentos por Ness desde a primeira vez que vi a foto. Eu  a amei no primeiro momento. Sinto um desespero tão grande. INFERNO! Eu tô “FU”! O que eu faço com ela¿ O quê¿ O que faço com você¿ - Era nítido o desespero em sua voz. Mas isso não diminuía a raiva e a mágoa que sentia.

- Eu quero dinheiro e carro! Esperarei mais um tempo, mas não deixe a sua esposa me contrariar. Deixe claro para ela que eu mando nessa casa. E se vire para arrumar dinheiro para mim. Você é bom em desviar dinheiro e dará um jeito.

- REBECCA BLACK  EU TÔ PERDENDO A PACIÊNCIA COM VOCÊ! VOU TE MANDAR PARA O AFEGANISTÃO SÓ COM PASSAGEM DE IDA! NÃO ME AMEAÇE, MOCINHA! – Gritou furioso com ela.

- Não... não...  não entende que tenho minhas necessidades. – Responde gaguejando.

- Então arrume um marido rico! – Ele rebateu.

- Assim como fez¿ - Ela perguntou de forma debochada e riu.

- Eu já disse que amo minha esposa. – Quis ter visto o seu rosto naquele momento.

- Conta outra! Você é egoísta demais para amar alguém além de você mesmo. Se ela fosse pobre  não teria se casado... Aliás! – Ela fez um silêncio. – Nosso pai...

- CALA A BOCA! – Ele gritou furioso.

- Não falarei sobre isso... Prometo.

- É bom mesmo!

- Vamos ao que interessa. Quero fazer mudança na casa e organizar os empregados. Dê-me a sua permissão. Essa casa é sua e você quem manda. Aquela coisa sem sal terá que me obedecer. – Que ódio senti dela naquele momento. Quase entrei na conversa e a estrangulei.

- Em primeiro lugar, a minha esposa é a mulher mais linda, maravilhosa e interessante desse mundo. Não ouse  falar dela.

- Faz-me rir! – Ela gargalhou.

- Em segundo lugar... – Entrei na sala e me impus diante deles.

- A casa é minha, mocinha, e você é uma hospede aqui... Por enquanto! Então não me aborreça. A não ser que queira ir para a rua da amargura. Em segundo lugar, eu me acho linda e me basto. Entende¿ Você é uma preguiçosa, encalhada e mal educada. Duvido que um homem de boa família queira se casar com você. Ponha-se em seu lugar! Essa é uma ordem e não um aviso! – Apontei o dedo no nariz dela e vi a expressão de ódio. Ela fitou Jacob, que deu de ombros. – Vou servir o café em cinco minutos. – Disse e saí sem olhar para trás.

- Bem feito! – Ele disse para ela.

- Tomara que ela tenha ouvido a conversa toda... IDIOTA! Ela é mais esperta do que nós dois.

Não quis tomar café com os Black. Seria demais para mim dividir a mesa com eles depois de tudo aquilo. Preferi então ficar na cozinha com Sue, tomando o meu café em silêncio. Ele era o meu aliado, para juntar as peças daquele quebra cabeça. E precisava pensar racionalmente sobre tudo. Tinha a consciência que ele se casou por dinheiro, que foi um golpe, por mais que dissesse que me amava. Além disso, tinha uma amante, que o ajudou a planejar tudo. Agora ela estava bem perto de nós e ameaçava um escândalo.

Meu corpo se arrepiou com aquele pensamento. O que minha mãe diria¿ Ela sempre foi contra o casamento e sempre disse que ele não prestava. Tinha toda a razão e justamente por isso, por orgulho ferido e despeito, tinha que evitar um escândalo. Além disso, havia o meu avô e seria uma decepção grande para ele. Aquilo dificultaria a sua recuperação e provavelmente abandonaria o tratamento em Nova York para tomar a presidência da empresa. Seria terrível demais aquela revelação.

O pior de tudo foi saber que estava me roubando... Sim, ele estava me roubando! Usava o meu cartão de crédito, para bancar seus luxos e os das suas irmãs. O que mais estava fazendo¿ Provavelmente bancando a estada da amante com meu dinheiro. Soquei a mesa com raiva e Sue me olhou de soslaio. Tentei me recompor, mas ela sabia que as coisas estavam mal.

Jacob entrou na cozinha, beijou a minha cabeça e sussurrou em meu ouvido. – Precisamos conversar quando eu chegar. – Assenti com a cabeça e continuei olhando para o pedaço de bolo de chocolate dentro do prato.

Fui para o meu Studio e passei a manhã inteira lá pintando, pelo menos tentava, visto que minha inspiração estava mal naquele dia e o único rosto que via era o de Jacob. Então comecei a fazer um quadro seu, com uma fisionomia sinistras e obscura, assim ele realmente era, deixando o tempo passar sem me dar conta.

À tarde, Seth foi ao Studio e me chamou para almoçar. Neguei com a cabeça e continuei a pintar.

Ele sabia que eu estava mal. Conhecia-me bem demais para ler os sinais do meu corpo e as expressões de meu rosto abatido. Foi avisar a sua mãe, voltou com um lanche para nós dois e ficou sentando me olhando. Meu coração se apertou com aquele gesto. Queria muito abraçá-lo e chorar tudo o que me machucava. Contudo, meu lado racional dizia que não podia... Não mesmo!

Estava sufocada demais com aquela situação e nem conseguir comer. Precisava sair e espairecer um pouco.

- Vamos andar na praia um pouco¿ Preciso sair dessa casa... – Disse com a voz fraca, quase que um sussurro, vendo-o assentir com a cabeça e fazer cara de preocupado. Franziu o cenho, mordeu os lábios, torceu o nariz do jeito que faz quando está com a pulga atrás da orelha, depois pegou a minha mão, entrelaçou os nossos dedos e caminhou comigo, em silêncio, até o carro. Ele sabia que não queria falar e respeitava o meu tempo. Sabia que estava sofrendo e assim mesmo, com a dor machucando o seu coração tanto quanto o meu, ficou calado e não forçou a barra.

Entramos no carro, ele deu partida, apertou o botão do controle remoto do portão, esperou até que se abrisse e saiu lentamente. Depois apertou para que se fechasse e acelerou o carro para a praia.

Ele levou até o lado norte de La Push, próximo a sua casa, saímos do carro e de mãos dadas caminhamos longos minutos pela areia fofa da praia. O tempo estava frio, o inverno ainda não havia indo embora, o vento forte começou a machucar as maçãs do meu rosto e ele percebeu meu corpo estremecer.

- Quer ir embora¿ - Perguntou com a voz cálida e expressão ainda preocupada.

- Não! Me leve para a sua casa. – Pedi sabendo o que aquilo poderia significar para nós dois. Nunca mais ficamos a sós desde o casamento. Mas eu precisava do seu consolo, do seu ombro amigo e das suas mãos afagando os meus cabelos. Estava sofrendo muito com a vida que levava ao lado de Jacob, sabia que era a única culpada e mesmo assim precisava de Seth para me consolar. Em seus braços, tinha certeza, tudo seria diferente e me sentiria bem outra vez.

Caminhamos para o carro, ainda de mãos dadas, ele abriu a porta para que entrasse. Sentei-me e coloquei o sinto. Ele deu a volta e entrou.

Foram apenas três minutos até a sua casa e ele estacionou o carro. Desligou o motor, saiu e bateu a porta e deu a volta. Abriu a porta, segurou a minha mão, então saí do carro e ele a fechou.

Ficamos diante um do outro por alguns segundos, nossos olhos se cruzaram e podia ver claramente o amor que sentia por mim. Não entendia como consegui ficar cega por tantos anos. Deixei a minha chance passar e me casei com o pior homem do mundo. Uma raiva tão grande foi me dominando, fazendo-me chorar como criança. Ele me abraçou forte, começou a acariciar os meus cabelos para me acalmar. Depois me pegou no colo, como um perfeito cavalheiro, e nos conduziu até a casa. Abriu a porta, entrou comigo, acendeu a luz da sala e depois fechou a porta.

Ele me colocou sentada no sofá, ajoelhou-se diante de mim, começou a beijar as minhas lágrimas calmamente. –Quer água com açúcar¿ Você parece nervosa. – Sussurrou em meu ouvido e neguei com a cabeça.

- O que está acontecendo, docinho¿ O que aquele canalha tem feito a você¿ Por que não me conta a verdade¿ Do que tem medo¿ - Havia tanto desespero em sua voz. A única vez que o vi daquela forma, foi quando foi ao meu quarto, no dia do casamento, e tentou me impedir de fazer aquela burrada. Parecia tão quebrado quanto antes e  à medida que falava, as lágrimas rolavam em seu rosto. – Eu te amo demais para vê-la sofrer dessa forma e não fazer nada. Como tenho vontade de matar aquela canalha.

- Não, Seth! Você não será preso por causa dele. Não estragará a sua vida, o seu futuro e qualquer chance que tenha por mim. Fiz as escolhas erradas, admito. E tenho que conviver com isso. Mas sobretudo, amo meu marido. Ele pode até não prestar... Mas eu ainda o amo. – Eu chorava muito e ele me abraçou forte.

- Você disse que também me amava. – Sussurrou em meu ouvido.

-E amo demais, mas...

- Mas a loucura que sente por Jacob é mais forte. Entendo! Você é louca por ele e por isso permite que te maltrate e te humilhe. – Assenti com a cabeça, ele se levantou, caminhou até a parede e a socou com raiva. – Eu vou matá-lo! Só quero saber se ele te machucou. Ele fez isso¿ FEZ RENESMEE¿ - Gritou com raiva e tive que mentir. Sabia que Seth o mataria realmente se soubesse o que ele me fez. Neguei com a cabeça e ele balançou em sinal de negativo. – Você mente! Não pode nem me responder. Quanto tempo isso ainda vai durar¿ É por orgulho ou por amor¿ Você nunca admitiria ter errado. É orgulhosa demais para isso e aceita esse sofrimento. ACABE COM ESSE DESESPERO! PELO AMOR DE DEUS! PODEMOS COMEÇAR UMA VIDA JUNTOS! – Correu até mim, ajoelhou-se, colocou a cabeça em meu colo e chorou como criança.

- Por favor...  – Choraminguei sem forças. – Faz amor comigo¿ Eu preciso de você, Seth. – Ele ergueu a cabeça, encarou o meu olhar, abriu o sorriso que tanto amava e foi aproximando o rosto lentamente do meu, até que nossos lábios se tocaram.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Destinos by Mica Black

Sinopse: Renesmee filha bastarda de Carlisle e condenada por essa situação a não ter um bom casamento,é completamente apaixonada por Nahuel,marido de sua irmã.Uma moça doce e meiga,odeia torneios e violência. Sabendo desse fatídico acontecimento Carlisle não sabe como prosseguir,porém quando menos esperava,por uma benção do destino surge Bill Black um velho amigo com uma proposta tentadora,casar Renesmee com seu filho rebelde,Jacob que só quer saber de torneios.
O que acontecerá com esses dois corações?
Será que o destino é favorável para os dois jovens?


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo
Personagens: Jacob Black, Renesmee Cullen
Gêneros: Drama, Lemon, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência


Notas da História:

Os personagens são da tia Sthé
A fic é de epoca.
100% original
Fonte de inspiração para a fic é o classico da disney a Bela e a fera, mais a unica diferença que o jake não tem nada de ogro.


Capítulo 1




Carlisle observava suas filhas pela janela da mansão, ambas estavam no jardim colhendo flores para o buquê da noiva.



Hoje sua filha mais nova iria se casar, seu peito enchia de orgulho pelo casamento que conseguiu arrumar para a sua caçula Claire ira se casar com Nahuel um novo conde muito rico e porem muito jovem tem a mesma idade de sua filha mais velha Renesmee de 19 anos, ao pensar em Renesmee seu coração se entristecia e chegava até doer, pois como Claire ele não poderia arrumar um bom partido para Renesmee talvez ela nunca possa se casar, pois ela sempre irá carregar o erro de seu pai fruto gerada sem ser casado, Renesmee era uma filha bastarda e sendo assim era excluída pelos bons partidos por ser ilegítima.



Renesmee era muito diferente de sua meia irmã Claire, ela era doce, bondosa, sem duvida ela conseguiria governar uma mansão muito bem sendo uma boa esposa, boa mãe e boa patroa, mais Claire era o oposto, mimada, mesquinha e mandona.



-Vamos Renesmee quero as melhores flores para o meu buquê, não vejo a hora! – indagou Claire para sua meia irmã.



-Com certeza essas que separei são as mais bonitas do jardim não se preocupe!- murmurou Renesmee seca.



-O que foi irmãzinha? Está triste porque era para ser você se casando com Nahuel ao invés de mim né?-insinuou Claire



Renesmee levou um susto pela pergunta de sua irmã que não pode disfarçar o espanto

.

-Aonde você tirou essa idéia Claire? Saiba que estou muito contente com seu casamento!



-Não precisa disfarçar Renesmee, eu te conheço muito bem!Eu sei que sente atração pelo meu noivo, mais infelizmente ele não te quis, você é uma bastarda e infelizmente não terá bons partidos como o meu- indagou Claire tocando na ferida de Renesmee.



Renesmee por vez saiu correndo em lágrimas e se trancou no seu quarto na realidade sua irmã tinha razão ela nunca teria um casamento igual de sua irmã, ninguém queria como esposa e mãe de seus filhos uma filha do pecado,fruto de um erro talvez.





(***)





Horas mais tarde, os convidados já haviam chegado eram cerca de 500 convidados todos da corte, duques, políticos todos convidados para o casamento do ano aonde iria render muito dinheiro para ambas famílias.



Claire estava com um vestido branco com fios de ouro e seu cabelo negro amarrado com um coque alto e véu de renda.



Nahuel com um, sobretudo preto e com uma facha vermelha amarrada na cintura representando seu clã.



Renesmee sentiu um aperto no coração ao ver os noivos felizes juntos, ela não poderia esconder que desde pequena sempre foi apaixonada pelo agora marido de sua irmã, então decidiu sentar no banco de pedra no jardim sozinha para não demonstrar sua tristeza.



-Ai está você minha cunhadinha- indagou Nahuel



Renesmee levou um susto ao ver ele em sua frente, ela realmente não esperava.



-Nahuel por um acaso estava-me vigiando?- murmurou Renesmee com sarcasmo.



-Digamos que eu não via a hora de está a sós com a Senhorita!,Posso me sentar ao leu lado- indagou Nahuel com um sorriso sedutor.



Renesmee corou



-Por favor, Nahuel, isso é inapropriado, estamos sozinhos aqui! O que pensaram as pessoas que nos verem aqui!



-Modesta parte a Senhorita está certa! Eu só vim aqui para dizer que sempre a desejei Renesmee desde pequenos, mais por causa da minha família não pude torná-la a minha mulher, isso faz meu coração sangrar- desabafou ele chegando mais perto de Renesmee.



Renesmee começou a sentir o calor do hálito fresco de Nahuel se aproximando dela, mais logo ela se recuou.



-Por favor, Nahuel vai embora! Você é marido da minha irmã!



Nahuel pegou nas mãos delicadas de Renesmee e roçou com seus lábios.



-Podemos ser amantes! Renesmee você sabe muito bem que não se casará seu pai não iria te entregar para qualquer um!



Renesmee sentiu uma fúria dentro de si e esbofeteou o rosto de Nahuel.



-Eu não sou uma rameira!- esbravejou e saiu deixando ele sozinho com a mão no rosto.





(***)



-Carlisle que casamento magnífico- saudou uma voz rouca que Carlisle não conseguiu distinguir até olhar para o dono daquela voz.



-Billy! Quanto tempo meu velho amigo! Você veio com a família?-indagou Carlisle dando um abraço no amigo.



-Vim com minhas filhas gêmeas Rachel e Rebecca com seus maridos, minha senhora Sarah morreu há dois anos - murmurou com a voz em um nó ao lembrar da falecida esposa.



-Meus sentimentos Billy eu não fiquei sabendo do ocorrido.



-Não precisa lamentar eu não quis divulgar o ocorrido com Sarah.



-Mais você te um filho também não é? Ele já se tornou duque?



-Quem dera! Jacob tem 22 anos e não quer casar! Ele vive em torneios e adia o seu ducado, confesso que vou acabar morrendo e não conhecerei minha nora - murmurou Billy ainda mais tristonho.



-Eu sei como o que você esta sentindo meu caro amigo, hoje estou casando minha caçula com um belo partido mais infelizmente não poderei dar esse privilegio para a minha mais velha.



-Mais por que não Cullen, sua filha mais velha é encantadora!-indagou Billy assustado com a confissão do amigo.



-Sim Renesmee é um anjo, mais você esqueceu que é um fruto fora do casamento?

-Não! Eu não me esqueci, conheci a mãe dela, e confesso que Renesmee é igual à mãe! Mais não entendo porque não casá-la ela seria uma boa esposa.



-Mais todos a rejeitam Billy por ser bastarda!



Billy pensou, suspirou e fez uma proposta a seu amigo.



-Carlisle será que você concederá a honra da mão de sua filha para meu filho?



Carlisle se engasgou com o uísque.



-C Como? ... Olha Billy eu sei que sou seu amigo eu sei que me desabafei e não me aproveitei disso para você sentir dó de mim e de minha filha.



-Sua filha é uma boa moça, e será muito boa esposa para meu rebelde filho, não ligo que seja bastarda mais que seja uma boa nova senhora do meu clã!



Carlisle abraçou Billy animado com a noticia.



-Não sabe como meu coração enche de orgulho em saber que minha filha estará em boas mãos e quando marcaremos o casamento?



-Para o mês que vem! Toda minha família estaremos aqui celebrando mais um casamento, mais agora de uma Cullen com um Black!.


Crisálida por Valentinab

Sinopse: Bella viveu fechada em si por muitos anos. Com seu jeito tímido e introspectivo, evitou a convivência com outras pessoas, até que conheceu Edward. Ao se abrir pela primeira vez percebeu que além de sua crisálida, os sentimentos eram muito mais intensos e que amar de verdade poderia ser mais complicado do que imaginava.

Conseguirá Edward ajudá-la a se transformar numa borboleta livre e feliz?

Notas:
Os personagens desta história pertencen a Stephenie Meyer.
Nesta fic todos são humanos.
** Capa nova!! Mais um lindo trabalho da nathyfaith.

Autora: Maria Bethânia (codinome Valentinab)
Classificação: +16
Categorias: Saga Crepúsculo
Gêneros: Romance
Avisos: Heterossexualidade, Sexo

CAPÍTULO 1 – AUTO-RETRATO

POV BELLA



Depois de anos fazendo exames e visitando neurologistas, minha mãe finalmente convenceu-se que eu não tinha nenhum distúrbio mental.



“Você precisa aceitar e respeitar a personalidade de sua filha. Ser introspectiva não é doença. Veja-a como uma crisálida que, quando você menos esperar, se romperá em uma linda borboleta”, a médica falou para minha mãe.



Depois daquele dia minha vida mudou. Passei a ser vista de outra forma.



Assim, como presente de 15 anos, ganhei o status de pessoa normal. Na verdade ganhei uma jóia caríssima, mas isso é detalhe.



O que me interessava mesmo é que deixei de ser uma cobaia de médicos e passei a ser vista como uma simples adolescente , que aguardava o amadurecimento de suas asas para poder voar.



Na verdade nada disso fazia a menor diferença para mim. Nunca me importei com o que pensavam de mim, mas parar de ganhar livros de auto-ajuda nos meus aniversários era algo para se comemorar.



O que há de errado em não gostar de gente? Por que não podemos ter prazer na solidão? Por que o silêncio incomoda tanto as pessoas?



Passei anos me fazendo estas perguntas. Tudo o que eu queria era que me deixassem em paz. Eu era feliz, mas ninguém acreditava... Eu amava, mas ninguém sabia... Eu ria, mas ninguém ouvia.



Meu nome é Bella e agora tenho dezoito anos. Moro em Boston com minha mãe, Renée. Estudo música, toco violino e danço, só pra mim, mas danço muito bem.



Sou apaixonada pelo homem mais lindo do mundo, só que ele não sabe. Ele é casado com minha única amiga e fui madrinha do casamento deles.



No dia em que Ângela nos apresentou, soube que não só os psicopatas eram sádicos... O destino também era.



Assim que meus olhos se encontraram com os de Jacob, conheci os extremos da felicidade e da dor ao mesmo tempo.



Enfim eu não era mais só. Fui preenchida completamente por aquele amor platônico, ao qual sou completamente fiel.



- Bella, eu e Jacob estamos namorando.



- Que bom.



...



- Bella eu e Jacob fizemos amor.



- Foi bom?



...



- Bella, eu e Jacob vamos nos casar.



- Tá bom...



Gostava de Ângela porque precisávamos de poucas palavras para nos comunicarmos.



É incrível como a dor de amor tem tantas formas de se manifestar. Conheci todas.



Um sentimento que nunca senti foi remorso. Jamais traí minha amiga. Nunca deixei transparecer meus sentimentos a Jacob nem a ninguém. Eles eram meus, só meus.



Além de minha mãe, que era uma renomada arquiteta na cidade, convivia com Carmem, nossa fiel e carinhosa governanta, que cuidou de mim desde que nasci e com Berta, melhor amiga da minha mãe, que não saía lá de casa, isso quando não estava viajando.



Berta era uma famosa paisagista. Tinha por volta dos sessenta anos, para falar a verdade não sei sua idade, e guardava consigo a dor de ter perdido a única filha, Esme, que morrera durante o parto do primeiro filho.



Berta dedicou ao neto órfão todo o amor que tinha em seu coração. E era muito amor, muito mesmo.



O pai, Carlisle Cullen, inglês milionário, se mudou com o bebê para Londres logo depois da morte da esposa, mas o oceano não foi empecilho para aquela vó dedicada. Berta visitava o menino umas quatro vezes no ano. Ele nunca mais voltou aos Estados Unidos, mesmo já tendo se passado vinte e cinco anos desde que fora embora nos braços do pai.



Sou Isabella Swan e esta é a história de como me tornei borboleta...







“E depois do caos, a crisálida.



Em seu envelope protetor, ela aguarda e guarda todo o medo, toda a dor.



O passado atroz, o algoz, um desiludido nós.



Ali no seu total mistério em transição, renuncia ao seu próprio coração. Esta gestando a si mesma. Fase de redescoberta.



Aberta ao seu cheiro, ao seu gosto, a sua beleza, ao seu novo rosto. Ela é autoconhecimento em progresso.



Precisa de cuidados, mas aprendeu a solidão. Precisa de promessas, mas teme a indecisão.



Dentro da crisálida, desespera. Um futuro imprevisível a espera.



Na potencialidade do ser, de um novo devir, pensa em fugir...



Subitamente, luz arrebenta sua pele ressequida... De asas abertas, admira atrevida o que já é - uma nova mulher...



E ela voa acima dos danos, dos desenganos, dos anos perdidos em que foi dedicação... E num encanto obsceno, a borboleta é a criatura de sua bela criação...”



(Karla Bardanza)

Nota
Então meninas, vão embarcar comigo em mais uma estória com Bella e Edward? Espero que sim, e mais ainda, espero que gostem e mandem muitos comentários. Beijão bem grande para todas.



quarta-feira, 5 de janeiro de 2011



Sinopse: Querido Jake narra a história de um soldado americano. Jake que se apaixona por Renesmee uma estudante conservadora. Quando Reneesmee Cullen entra em sua vida, Jacob Black sabe que está pronto para começar de novo. Ele, um jovem rebelde que sempre estudou na reserva da cidade La Push se alista no exercito logo após terminar a escola, sem saber o que faria se sua vida. Então, duarente sua licença, ele conhece Reneesme, a garota de seus sonhos. A atração mútua cresce rapidamente e logo se transforma um tipo de amor que faz com que Renesmee jure espera-lo concluir seus deveres militares. Mas ninguém pode prever que os atentados começaram a ser freqüentes e como muitos homens e mulheres corajosos, Jacob deveria escolher entre sue amor pó Renesmee e seu país. Agora, quando ele finalmente retorna a La Push, Jacob descobre como o amor pode nos transformar de uma força que jamais poderíamos imaginar.



Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo
Gêneros: Aventura, Drama, Lemon, Universo Alternativo
Autora: Mica Black

Notas da História:

Os personagens são da maravilhosa Sthefanie Meyer e a fic é baseada no livro Dear John de Nicholas Sparks, mais não é totalmente o livro pois tem coisas criadas na minha cabeça haha.

Prólogo

Eu nunca acreditei em amor, sempre achei que isso nunca iria acontecer comigo até que eu a encontrei, a mais linda e pura garota que já conheci em toda minha vida minha Nessie.




Nessie era assim, religiosa, pura, quer dizer esses são uns de muitas qualidades a qual eu me apaixonei por ela. Independentemente do que acontecesse em nossas vidas, eu me imaginava ao fim do dia deitado na cama ao lado dela, nós dois abraçados enquanto conversávamos e ríamos perdidos



nos braços um do outro.



Mais eu sei que isso nunca vai acontecer Quando eu for embora de novo, nunca mais



vou voltar.



Por enquanto estou aqui sentado na beira da praia na minha linda cidadezinha La Push esperando que ela pareça. No exército, você aprende a se misturar com a paisagem, e eu aprendi muito bem, pois não quero morrer em uma vala estrangeira no meio do deserto iraquiano. No entanto, tive de voltar para descobrir o que aconteceu. Quando alguém termina algo mal resolvido, sente um desconforto, quase uma dor,



até descobrir a verdade.



Parte de mim dói ao pensar que ela está tão perto e eu não posso tocá-la, mas nossas histórias seguiram caminhos diferentes. Não foi fácil aceitar essa verdade simples, pois houve um tempo em que nossas histórias eram uma só, mas isso aconteceu seis anos e duas vidas atrás. Nós dois temos lembranças, é claro, mas aprendi que as memórias podem ter uma presença física, quase viva, e nisso Nessie e eu também somos diferentes. Enquanto as lembranças dela são estrelas no céu noturno, as minhas compõem o assombrado espaço vazio entre elas. E, ao contrário dela, sinto o peso de perguntas que já me fiz mil vezes desde nosso último encontro.



Por que fiz aquilo? Faria tudo de novo?



Fui eu, veja bem, quem terminou tudo.



Eu sai da beira da praia e estou indo na montanha aonde sempre nos encontramos e lá esta Nessie sentada na pedra eu tento me esconder atrás de uma arvore para que ela não me veja e a observo, Nessie não mudou nada nesses 6 anos para mim o tempo parou naquele momento em que a deixei eu sempre terei 18 anos e ela 16, eu servia ao exército na Alemanha; ainda não tinha ido a Fallujah ou



Bagdá, nem recebido a carta dela, que li na estação de trem em Samawah nas primeiras semanas de campanha; ainda não tinha voltado para casa por causa dos eventos que mudaram o rumo da minha vida.



Hoje, aos vinte e três anos, às vezes me pergunto sobre as escolhas que fiz, O exército se tornou a única vida que conheço.



Não sei se deveria estar arrependido ou satisfeito por isso; a maior parte do tempo oscila, depende do dia. Quando as pessoas perguntam, digo que sou empresário de uma firma de automóvel, e é exatamente isso que quero dizer. Ainda vivo em uma base na Alemanha, tenho cerca de mil dólares de economias e não saio com uma mulher há anos. Não surfo como antes nos dias de licença.



Nas folgas, dirijo minha Harley para o sul e para o norte,dependendo do meu humor. A Harley foi a melhor coisa que já comprei, embora lá custe uma fortuna. É ideal para mim desde que me tornei um tipo solitário. A maioria dos meus camaradas abandonou o serviço, mas eu provavelmente serei enviado de volta ao Iraque nos próximos meses. Pelo menos, esses são os rumores que circulam na base.



Quando conheci Renesmee Cullen – para mim, ela será sempre Nessie –, não poderia prever o rumo que minha vida tomaria, nem acreditava que faria carreira no exército.



Mas eu a conheci; e é isso que torna minha vida atual tão estranha. Eu me apaixonei por ela enquanto estávamos juntos, e me apaixonei ainda mais nos anos em que ficamos separados. Nossa história tem três partes: um começo, um meio e um fim. Embora seja assim que todas as histórias se desenrolam, ainda não consigo acreditar que a nossa não durará para sempre.



Reflito sobre essas coisas, e como sempre, nosso tempo juntos retorna à minha mente. Relembro como tudo começou, pois agora essas memórias são tudo o que me resta.





Sinopse: - Você não tem direito ao amor físico, sequer deveria necessitar dele.

- Mas eu a amo perdidamente. Quero tê-la para mim.
- Precisará abrir mão da sua condição para poder experimentar este tipo de amor.
- Eu abro.
- Sabe que terão conseqüências. Está mudando o curso da vida dela.
- Eu sei...
- Não se importa?
- Pagarei qualquer preço para tê-la comigo por toda essa vida. Preocuparei com as conseqüências quando for a hora...
A hora chegou...

Um anjo com desejos humanos.
Um homem com responsabilidades de anjo.
A dor da culpa...
Uma linda história de amor!
“A toda ação corresponde uma reação de mesma intensidade, mesma direção e sentido contrário.”
(Terceira Lei de Newton)


Classificação: +18
Saga Crepúsculo
Gêneros: Drama
Avisos: Sexo
Autora: Maria Bethânia (Valentinab)

Notas da História:

Os personagens pertencem a Stephenie Meyer.
Nesta estória os personagens são humanos.
A estória será toda contada apenas pelo PDV de Edward Cullen.

CAPÍTULO 1



A biblioteca da Universidade de Chicago, mesmo com o ar condicionado ligado, parecia um forno. Não via a hora de sairmos de lá.



Eu e Sabrina, uma colega de sala, estávamos fazendo um trabalho sobre doenças tropicais. Cursávamos o terceiro ano de medicina.



Quando terminamos, achei por bem oferecer-lhe uma carona para casa. Já passavam das vinte e duas horas; seria perigoso deixá-la pegar um ônibus tão tarde.



Tudo o que eu queria era um banho frio. Se fosse acompanhado por Sabrina, melhor ainda. Nunca tínhamos ficado, mas o trabalho nos aproximou bastante.



Para meu azar, descobri que seu prédio ficava em um bairro meio barra pesada.



Eu tinha em mente a possibilidade de subir para tomarmos alguma coisa e, se possível, ver se rolava sexo. Ela tinha dado sinais de que também estava interessada.



Quando percebi o nível do lugar, decidi que o melhor era ir embora logo. O banho e o que quer que fosse rolar ficariam pra depois. Com um carro como o meu, um Aston Martin, eu me tornaria um chamariz para os bandidos.



Assim que a deixei, inventei um compromisso urgente e me despedi logo. Nenhuma transa no mundo compensaria o risco que correria ficando ali.



- Não quer subir, Edward? – Sabrina tinha um sorriso malicioso nos lábios que deixava óbvio suas intenções.



- Gostaria muito, Sabrina, mas tenho de encontrar meu pai no hospital. Ele está me esperando.



- Então fica para a próxima.



- Claro, será um prazer. – Agora quem esbanjava malícia era eu.



Na volta, como não conhecia bem a região, acabei me perdendo. Decidi, irritado, que minha próxima aquisição seria um GPS. Foi quando passei em frente daquela construção abandonada. O que me chamou a atenção foi o rapaz que saiu correndo lá de dentro, abotoando as calças. Ele passou na frente do meu carro e tive de frear bruscamente para não atropelar o infeliz. Quando o farol iluminou seu corpo, vi nitidamente que havia sangue em suas roupas.



Ele me olhou assustado e continuou correndo em direção a um beco logo à frente.



Acelerei o carro com o objetivo de sair dali o mais rápido possível. Já estava ficando com medo. A barra era mais pesada do que imaginei.



Tinha andando quase um quilômetro quando a idéia maluca de regressar começou a martelar em minha cabeça. Era como se alguma coisa, ou alguém, estivesse me mandando voltar lá e ver o que tinha acontecido naquele galpão.



Não tinha nada que justificasse minha volta àquele lugar perigoso, mas obedecendo uma força maior que minha razão, virei o carro e voltei.



Olhei para os lados e não vi ninguém. Não sabia se isso era bom ou ruim. Abri a porta e desci apreensivo. A iluminação era precária, vinda apenas de um poste do outro lado da rua. De fora dava pra ver que a luz de dentro estava acesa.



Resolvi entrar. A necessidade de estar naquele local era maior que o pavor que sentia. Não conseguia entender o que estava acontecendo comigo.



O lugar era sinistro. Minha impressão era de que ninguém ia lá há muito tempo. O cheiro de excremento de morcegos era horrível. O que alguém normal faria num lugar como aquele?... O que eu estava fazendo ali?



- Tem alguém aí? – O eco tornava a situação mais assustadora ainda.



Silêncio total.



- Ei, tem alguém aí? – Perguntei mais uma vez, dando mais alguns passos em direção ao seu interior.



Foi então que me deparei com a cena mais impactante e pavorosa de toda minha vida.



Estirado no chão imundo jazia o corpo nu e ensangüentado de uma garota. Minha primeira reação foi sair correndo, obedecendo ao instinto de auto preservação, mas me faltou força nas pernas. Elas tremiam intensamente; porém, como estudante de medicina, senti a obrigação ética de me aproximar e ver se poderia ajudá-la.



Assim que me abaixei, pude constatar que se tratava de uma menina de no máximo quinze anos. Com toda a certeza tinha sido estuprada. Suas pernas estavam abertas e dava para ver que seus órgãos genitais estavam cobertos de sangue e apresentavam lacerações. Tinha cortes profundos nos seios, pescoço e barriga. Certamente feitos com mordidas.



Levei meus dedos em sua jugular procurando pulsação, apesar de não acreditar que depois de tamanha barbaridade ela ainda estivesse viva. Minhas mãos suavam e sentia meu estômago revirar.



Por incrível que pareça ela apresentava sinis vitais.



Peguei meu celular, tentando me lembrar o telefone da polícia, mais no desespero que me encontrava, mal saberia dizer meu nome, quanto mais memorizar um número. Liguei então para meu pai, que também era médico, e afobadamente expliquei o que tinha acontecido, passando para ele o nome do bairro onde estava. Ele tentou me acalmar, pedindo que não me preocupasse, pois já estava tomando todas as providências.



- Edward, meu filho, saia deste lugar o mais rápido possível. Deixe que agora a polícia e os paramédicos cuidem de tudo. Depois iremos juntos à delegacia para que preste seu depoimento e veja no que poderá ajudá-los. Tenho medo que esse bandido volte.



Meu pai tinha razão, era o certo a fazer. Eu já tinha feito minha boa ação e agora tinha de cuidar da minha segurança... Mas como poderia deixar aquela garotinha ali, sozinha, machucada e violentada?



Pela segunda vez, em menos de uma hora, agi pelo coração e me sentei ao seu lado, segurando sua mão fria.



Quase gritei de susto quando ela apertou fortemente meus dedos e sussurrou a frase que fez meu rosto banhar-se em lágrimas.



- Por favor, acabe de me matar!



Ela ainda tinha os olhos fechados e o corpo inerte, mas suas palavras eram tão intensas que me chocaram.



Senti uma dor tão profunda em ver tamanho sofrimento, que comecei a chorar.



Como aquele cara pode ser tão cruel com uma menina tão frágil como aquela? Que prazer sentiu em fazer sexo com uma criança, e ainda com tamanha violência e sadismo?



Naquele momento senti vergonha de ser homem. Queria não ser tão covarde e ter coragem de atender seu pedido, ela merecia.



Apertei forte sua mão e pedi a Deus que acabasse com seu sofrimento e a levasse para junto dele... Até que me lembrei que eu sequer acreditava que ele existisse.

N/A: Obrigada, NathFaith, por esta capa linda que fez pra mim. Amei!!!!