quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Capitulo 3

O tempo é relativo, sei que não sou o primeiro a perceber isso e estou longe de ser o mais famoso, mais queria que o tempo parasse quando eu estou com Nessie, faz três dias que não há vejo e isso me incomodava um pouco.
 À tarde fui com Embry no churrasco na casa de Sam, como esses dias eram os meus preferidos antes de eu me alistar, todos estavam La Billy, Rachel com Paul estava nos divertindo muito.
_ Ei Jake quando você vai embora? Diz Seth
- Você ainda tem que me aturar duas semanas Seth, eu respondi rude a ele porque eu sabia o motivo da pergunta.
_ Mais que pena Jake você faz muita falta aqui diz Leah a irmã de Seth, Leah era um pessoa de gênio muito forte era uma pessoa de bom coração muito bonita e super protetora com quem ela ama.
-Oi gente diz Claire chegando com Nessie, confesso que congelei quando a vi chegando, percebi que também fiquei nervoso, eu não me lembro a última vez em que alguém tinha deixado nervoso exceto Bella, mas, por algum motivo, não parava de pensar que as coisas entre nós poderiam estar diferentes, não sabia como ou porque me sentia assim naquele momento cogitei se ela ainda se lembrava de nosso encontro, mas, quando me viu, ela sorriu como se não houvesse nenhum problema.
- Ai está você diz Nessie
- Oi, agora você sabe meu esconderijo respondi a ela com um sorriso
- Bem, preciso agradecer Claire, ela insistiu que eu viesse mesmo desconhecendo o motivo comentou Nessie olhando para Claire .
-Nessie esse é meu pai Billy, minha irmã Rachel e... Quando iria continuar a apresentações ela me interrompe.
_ Bem Jacob eu já os conheço. E todos caíram na risada
-Ok, essa eu merecia, então vamos dar uma volta na reserva? Eu perguntei meio que sem graça.
- Claroo Jake diz Nessie ainda sorrindo.
O céu havia mudado para chuva, estava frio, relampejava no horizonte, momwntos depois uma leve garoa.
- Acho que não foi uma boa idéia se afastar da casa vamos voltar, vai começar um temporal eu disse meio nervoso.
- Você quer ir mesmo? E, além disso, eu amo temporais diz Nessie chegando mais perto de mim e eu coloquei meus braços em torno a sua cintura e seus lábios trocaram nos meus, percebi que poderia viver 100 anos e visitar o mundo todo e nada se compararia ao momento único em que beijei a mulher dos meus sonhos.
-Vamos Jake, corre, diz Nessie pegando na minha mão me puxando para irmos a uma rocha com arvores que não deixava a chuva molhar o local.
-Jake, ficar com você parece... O certo, de alguma forma é fácil, como deve ser, como é com meus pais, eles se sentem confortáveis juntos e cresci pensando que um dia eu também queria me sentir assim, ela fez uma pausa e continuou, você gostaria que você os conhecesse.
- Eu também gostaria de conhecê-los eu disse com minha garganta seca.
Ela encaixou sua mão na minha, nossos dedos entrelaçados e esperamos a chuva passar e uma voz martelava na minha cabeça lembrou que dali a pouco eu voltaria para Alemanha e tudo estaria acabado, passei tempo o suficiente com meus companheiros para saber que esse tipo de relacionamento não dura; Os momentos ao lado de Nessie me fizeram cogitar se era possível desafiar a norma, mais louco que pareça, ela estava se tornando parte de mim, e eu já temia o fato de não poder passar o dia seguinte com ela.
-Você está assustadoramente calado, ela comentou.
- Desculpe- me tenho esses momentos eu respondi colocando meus dedos em seu queixo.
-Jake amanhã vai ter festa nativa em Forks e vou ter que cantar, você gostaria de ir?
- Eu não perderia por nada, eu disse a beijando.
(...)
Na noite  seguinte fui ao festival havia muitas pessoas na praça principal em Forks, confesso que não gosto muito de ir em Forks tenho lembranças muito ruim desse lugar.
Senhoras e Senhores  agora vamos apresentar a voz mais linda da cidade, a filha do nosso querido médico Renesmee Cullen:


 
Olhei para o palco ela estava incrivelmente linda, com um vestido branco que parecia que ela era um anjo de tanto que iluminava no palco. http://jessicastroupweb.com/photos/displayimage.php?album=154&pos=1

Baby I've been here before
I've seen this room and I've walked this floor You know, I used to live alone before I knew you And I've seen your flag on the marble arch and love is not a victory march it's a cold and it's a broken hallelujah
Hallelujah,hallelujah, hallelujah, hallelujah
Well there was a time when you let me know what's really going on below but now you never show that to me do you but remember when I moved in you and the holy dove was moving too and every breath we drew was hallelujah
Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah
Well maybe there's a god above but all I've ever learned from love was how to shoot somebody who outdrew you And it's not a cry that you hear at night it's not somebody who's seen the light it's a cold and it's a broken hallelujah
Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah Hallelujah

Todos aplaudiram como alguém não poderia aplaudi-la, sua voz é de arrancar lágrimas comoventes.
Tentei chegar perto dela mais ela parecia àquelas cantoras famosas com pessoas a bajulando.
-Senhorita Celebridade, você tem um minuto para esse simples rapaz que veio para elogiá-la eu disse para ela .
-Jake você veio diz Nessie me dando um selinho
-Eu disse que eu vinha
-Venha conhecer minha família diz Nessie
-Pai esse é Jacob diz Nessie me apresentando um Senhor aparentemente muito jovem para ter uma filha de 17 anos, loiro elegante.
-Ah! O soldado famoso por quem minha filha se apaixonou, muito prazer meu nome é Carliste diz ele estendendo a mão em comprimento a mim.
-E eu sou Esme, sou a mãe de Nessie, você é muito bonito diz a mãe dela que é muito bonita também, embora não a achei parecida com nenhum dos dois.
-Muito obrigado eu disse
-Estou perdendo algo? Chega um moço com os cabelos marrom banca de mauricinho
- Jake esse é meio irmão Edward mais ciumento e protetor do mundo diz Nessie
-Prazer eu disse mal olhando para ele.
_ E essa que esta vindo é Bella a noiva do meu irmão, ela é meio esquisita mais é uma pessoa legal.
Quando olhei, fixei meus olhos ainda mais para confirmar se era a mesma Bella por quem um dia foi incrivelmente apaixonado, e era ela mesmo, meu coração até deu uma faiada, minha respiração ficou mais ofegante, mais um dia eu tinha que enfrentá-la.
-Oi Jake quanto tempo diz Bella em repulsa comigo
-Shiii ,já vejo que vocês já se conhecem diz Nessie desconfiada.
-Sim, desde pequenos, pai de Jacob é muito amigo do meu pai diz Bella com uma voz ríspida.

No decorrer da noite Nessie ficou calada, mal me respondia às perguntas, isso estava me deixando pirado por que realmente eu não sabia o que eu tinha feito.

- Ei o que foi que você está quieta hoje? Está com dor de cabeça?- eu enfim perguntei para ela
- Não, não estou Ei Jake você já amou alguém? Ela me perguntou, mudando de assunto repentinamente.
_ Você me pegou desprevenido, respondi surpreso.
_ Vai Jake é apenas uma pergunta, ela insistiu.
_ Não sei, eu indaguei a ela.
_ Como eu pode não saber? , perguntou ela brava.
_ Fiquei com uma garota a alguns anos, na época sabia que estava apaixonado, pelo menos é o que eu dizia a mim mesmo, agora, no entanto, quando penso... Não tenho mais certeza. Eu me importava com ela, gostava de ficar com ela, mais nunca fomos um casal, se isso faz sentido e ela acabou terminando comigo e ficando com outro.
Ela considerou a minha resposta, mais não disse nada, após alguns momentos ela comentou:
_ Essa garota seria a Bella?
_Sabia que você ia descobrir, eu disse em voz baixa.
_Não tinha como não perceber a forma como vocês se olharam.
_ Mais Nessie, passou okay? Não precisa ficar com ciúmes, eu disse abraçando-a.
(...)
Nas 2 noites seguintes Nessie foi em casa, no fim de semana minha presença na sua casa já era um fato costumeiro e acredite se quiser  fomos a igreja no Domingo, eu nunca tinha ido a uma igreja antes, mais foi talvez a semana mais especial de toda a minha vida, meus sentimentos por Nessie aumentaram, mas, como o passar do dia, comecei a sentir a ansiedade roendo por dentro, pensando que tudo terminaria em breve, eu mal conseguia dormir, fiquei rolando na cama pensando em Nessie e tentando imaginar como poderia ser feliz sabendo que ela estava do outro lado do oceano e rodiada de homens, e que um deles poderia sentir por ela exatamente o mesmo que eu.
***
 Na segunda feira fui à casa de Nessie mais não a encontrei então resolvi ir a pedra aonde nos beijamos pela primeira vez, e lá estava ela sentada com os joelhos dobrados e só quando me aproximei percebi que ela chorava.
Nunca soube o que fazer diante de uma mulher chorando, para ser franco, nunca soube o que fazer diante de qualquer pessoa chorando, desde que minha mãe havia falecido.
Antes que eu pudesse decidir o que fazer, Nessie me viu, ela rapidamente limpou os olhos vermelhos e inchados respirou fundo algumas vezes.
_ Você está bem, perguntei.
_ Não, ela respondeu e meu coração ficou apertado.
_ Quer ficar sozinha?
_ Não sei, vou ficar bem.
Coloquei as mãos nos bolsos e assenti com a cabeça.
_ Você prefere ficar sozinha? , perguntei novamente.
_ Eu realmente tenho que dizer?
Eu Hesitei: - Sim!
- Você pode ficar, na verdade seria bom se você sentasse ao meu lado, ela deu uma risada melancólica.
- eu fiz uma coisa para você, espero que você goste, ela disse.
-Tenho certeza que sim, murmurei, quando abri o pacote era um porta retrato nosso, uma foto que tiramos na reserva no aniversário de Embry.

-Você sabe mo que eu estava pensando quando vim aqui? Ela não esperou resposta e continuou: _  Estava pensando em nós, lembrei tudo dos primeiros dias, e o que vale para semana  inteira, o fato é que amei cada momento, e não esperava por isso, eu não queria me apaixonar por você, ela disse chorando.
Eu estava arrasado então não disse nada.
_ Você vai embora Jake em poucos dias e tudo estará terminado.
- Não tem que terminar, protestei.
_ Jake, não vai ser igual, não vamos deitar juntos na praia olhando as estrelas, não vou sentir seu abraço como agora.
Eu me virei, com uma sensação crescente de frustração e pânico, tudo o que ela dizia era verdade.
- Desde que nos conhecemos, eu sabia que ficaria por 3 semanas, mas não pensei que seria difícil dizer Adeus, e eu não quero dizer adeus, reagi.
Ela se recostou em mim, fechei meus olhos e soube que o que eu mais queria era abraçá-la daquele jeito pra sempre.
Fiquei, maravilhado com o jeito aberto de Nessie demonstrar suas emoções, quando ela me beijou mais tarde, provei a doçura de seu hálito e peguei sua mão e disse:
_ Vou me casar com você um dia, sabe, eu disse.
_ isso é uma promessa?
_ Se você quer que seja?
_ Bem, então você tem que prometer que vai voltar para mim quando sair do exército, não posso me casar com você se você não estiver aqui.
_ Fechado.
Passei os últimos dias com meu pai, com o pessoal da reserva e com Nessie.
Jantar com meu pai antes de ir embora foi muito maravilhoso para mim, eu o amava tanto.
De manhã, meu pai me levou para o aeroporto e Nessie já estava lá.
 Nós os beijamos e eu abracei mais forte, sabendo com certeza que o ano á nossa frente seria o mais longo da minha vida, desejei ardentemente nunca ter alistado, ser um homem livre, mais eu não era.
_ Acho que esta na hora de eu ir, eu comentei.
Ela assentiu com a cabeça, começando a chorar.
Senti um nó formar-se em meu peito.
_ Vou escrever para você, prometi.
_ Ta , ela respondeu, enxugou suas lágrimas.
_ Lembre-se de que vou mudar de alojamento o ano que vem mais assim que tiver endereço novo eu te aviso.
Ela cruzou os braços como uma criança abandonada e comentou:
_ Isso me assusta, quero dizer você ser um soldado.
_Vou ficar bem, tranqüilizei-a.
Abri meus braços novamente ela veio até mim e abracei-a longamente, a beijei pela última vez, virei par ao meu pai e dei um forte abraço.
_ Te amo d+ meu filho querido, volte logo, meu pai murmurou, saiu do nada, mais de certa forma foi exatamente o que eu queria ouvir.
Segui par ao avião, e fiquei olhando no espelho na parede eles e a imagem deles começou a ficar cada vez menor, sentindo o meu sonho escapar de mim.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011


 

O objetivo desse concurso é descobrir novos talentos e divulgar o trabalho das autoras do Nyah.

No último concurso, das quatro primeiras concorrentes, três eram novatas e duas nunca postaram uma fic.

Fiquei muito feliz com o resultado e espero que novos talentos saiam nessa nova prova de fogo.

Qualquer dúvida sobre as regras do concurso, entrem em contato comigo por email ou MPLS.

BOA SORTE PARA AS CONCORRENTES

• O participante deverá enviar o seu capítulo por email (glauciablack@ymail.com) até 31 de Janeiro. Não será aceito fic após o esse dia;

• Será postada uma fic no meu perfil chamada Concurso Song Fic. E cada capítulo será composto da história de uma concorrente;

• O início da postagem será no dia 14 de fevereiro. E a divulgação no dia 07 de março;

• Dependendo do número de fics, teremos mais de uma postagem por dia;

• Teremos duas etapas no concurso. E a na primeira, o júri avaliará a sinopse e o prólogo postado na fic concurso. Nessa etapa não será computada a nota das leitoras. Elas apenas podem expressar a opinião. O júri receberá o capítulo final das fics selecionadas para dar a nota final. Depois de receber a nota de todas as juradas, as fics selecionadas irão para segunda etapa, onde serão postadas em um capítulo único, onde o leitor avaliará e dará a sua nota para Sinopse, prólogo e capitulo final. As duas notas das juradas serão somadas e será retirado uma média. Essa média será somada a nota das leitoras.

• O leitor terá direito a uma nota, que deverá ser colocada no final de seus em seus comentários. As notas das leitoras serão somadas e será retirada uma média. Essa média terá peso 2, ou seja, serão multiplicadas.

• Para dar imparcialidade ao julgamento, teremos 11 juradas. As notas do jure serão de 5 a 10 fracionadas (5.5 ; 6.8). Ganha quem tiver o maior somatório. E se houver empate, o júri fará uma nova votação. Persistindo o empate, terei a voto de minerva e escolherei o vencedor;

• As notas menores que 5.0 serão automaticamente descartadas.

• Quando um capitulo novo na fic for postado, a votação da fic anterior encerrar. Não adianta votar após encerrar o prazo de 24 horas para votação;

• Cada autor poderá votar nas fics postadas, exceto na sua própria fic. No outro concurso os autores deram notas baixas para as demais concorrentes e 10,0 para a sua fic;

• O Juri também não saberá o nome das autoras.

• O júri avaliará português, criatividade, enredo, coerência e desenvolvimento da fic.

• No final será divulgada os nomes das autoras das fics e as três primeiras colocadas, pois não é interesse denegrir ninguém.

• Após a divulgação do resultado, farei um contato com a vencedora para solicitar o endereço de envio dos livros.

• Não será aceito fanfics que já estejam sendo postadas;

• O nome do(a) autor (a) não será revelado na postagem para haver imparcialidade na votação;

• Não será aceito shipper EdwardxBells, JakexNess, AlicexJasper, EmmettxRosalie, SamxLeah; SamxEmily, CarlislexEsme, etc... O autor pode usar qualquer outra shipper. Então sugiro que aproveitem para brincar com as personagens;

• Não será aceito plágio!!! Temos um grupo de júri que já leu todo tipo de fic e se for apontado e comprovado um plágio, o candidato será automaticamente desclassificado;

• È necessário informar uma Capa, Nome da Fic, Sinopse, Prólogo e Capítulo final nas duas etapas do concurso;

• A Classificação deve ser informada na nota de abertura;

• O Gênero Romance/Drama

• Categoria deve ser necessariamente deve ser Crepúsculo;

• A música para essa Song será Coração em desalinho de Zeca Pagodinho;

• O autor pode fazer notas de abertura e/ou fim sem dar dica da autoria;

• Não será aceito mais de uma fic por autor;

• Em cada etapa o autor deverá fazer no máximo 6 páginas do Word, tamanho A4, fonte Time New Roman 12 para Sinopse e Prólogo, e Capitulo final;

• As fics devem ser enviadas devidamente formatadas para a postagem;

• O vencedor poderá escolher um ou mais livros até o valor de R$ 60,00 (Se o ganhador desenhar uma coleção que passe até dez reais do valor, eu cubro o preço);

• Havendo empate, será sorteado uma das jurados para a escolha final;

• Após o somatório das notas, será enviado a tabela com todas as informações para as juradas. Depois que receber o feedback de todas, entro em contato com a vencedora para perguntar qual o (s) livro (s) deseja. A compra será feita no site da submarino.com, por isso as autoras já podem ficar de olho nas promoções;

• Após a compra enviarei o número do pedido para a ganhadora ter o acompanhamento;

• Se a ganhadora desejar um livro de outro site, isso pode ser negociado.



Coração em desalinho.

http://www.youtube.com/watch?v=qepZrN5a5Gk



Numa estrada dessa vida

Eu te conheci

Oh Flor!

Vinhas tão desiludida

Mal sucedida

Por um falso amor...

Dei afeto e carinho

Como retribuição

Procuraste um outro ninho

Em desalinho

Ficou o meu coração

Meu peito agora é só paixão

Meu peito agora é só paixão...

Tamanha desilusão

Me deste

Oh Flor!

Me enganei redondamente

Pensando em te fazer o bem

Eu me apaixonei

Foi meu mal...

Agora!

Uma enorme paixão me devora

Alegria partiu, foi embora

Não sei viver sem teu amor

Sozinho curto a minha dor...

Numa estrada!

Numa estrada dessa vida

Eu te conheci

Oh Flor!

Vinhas tão desiludida

Mal sucedida

Por um falso amor...

Dei afeto!

Dei afeto e carinho

Como retribuição

Procuraste um outro ninho

Em desalinho

Ficou o meu coração

Meu peito agora é só paixão

Meu peito agora é só paixão...

Tamanha desilusão

Me deste

Oh Flor!

Me enganei redondamente

Pensando em te fazer o bem

Eu me apaixonei

Foi meu mal...

Agora!

Uma enorme paixão me devora

Alegria partiu, foi embora

Não sei viver sem teu amor

Sozinho curto a minha dor

Sozinho curto a minha dor

Sozinho curto a minha dor...







domingo, 16 de janeiro de 2011


CAPÍTULO 3
By Valentinab




[ TRÊS ANOS DEPOIS]

Depois que dei meu depoimento à polícia e fiz o retrato falado do suposto agressor, saí daquele lugar querendo esquecer o que vi.

Não descobri quem era a garota, pois não havia nada no local que pudesse identificá-la.
Fui embora e nunca mais soube quem era ela, mas jamais me esqueci de seu apelo dramático pela morte. Nunca vi alguém com tanta vontade de morrer quanto ela.

A partir daquela noite os rumos da minha vida mudaram completamente.
Agora, três anos depois, as lembranças daquele galpão, mesmo não querendo, ainda me acompanhavam.

Eu já tinha me deparado com situações tão horríveis e até piores que aquela.
Meu trabalho como paramédico ocupava grande parte do meu dia, mas me realizava completamente. Tinha descoberto minha verdadeira vocação.

Em todos os meus atendimentos e mesmo enquanto andava pelas ruas, em minhas folgas, procurava sempre entre a multidão o rosto daquela menina, na esperança de encontrá-la recuperada e feliz. Não sei por que, mas isso virou quase que uma obsessão. Tentei junto à polícia saber quem era ela, mas por se tratar de menor, os dados eram sigilosos e não consegui nenhuma informação.

Hoje era minha folga e aproveitei para visitar meu sobrinho que tinha acabado de nascer. Emmet e Rosalie, sua esposa, estavam deslumbrados com o pequeno Ethan. Realmente era um bebê adorável e pegá-lo no colo me fez reconhecer que aquele também era um sonho meu, ser pai e ter minha própria família. Faltava apenas encontrar a mulher que eu tanto esperava que aparecesse na minha vida, mas que ainda não tinha encontrado.

Saí do hospital feliz por ter compartilhado aquele momento de felicidade com meu irmão e sua esposa. Ethan era o primeiro parente biológico de Emmet e isso havia mexido muito com ele. Sua alegria era contagiante.

Uma das ruas que sempre trafegava para chegar até meu apartamento estava fechada por causa de um cano que havia estourado, por isso tive de pegar um desvio. Foi quando vi a ambulância da minha equipe estacionada na frente de uma casa. Normalmente eu seguiria em frente, pois não era meu turno, mas sem saber por que, estacionei meu carro e fui perguntar a Ramon, o motorista, o que tinha acontecido.

- Tentativa de suicídio, cara. A garota cortou os dois pulsos. Peter disse que dá pena de ver.
Tentativa de suicídio era um dos atendimentos que mais mexia comigo.
Sem uma razão que justificasse meu comportamento, entrei na casa e subi as escadas, seguindo o barulho.

Peter e Bart estavam no banheiro, agachados ao lado da menina. A mãe gritava de desespero.
Bart olhou pra mim, estranhando o fato de eu estar ali, sem uniforme, e balançou a cabeça.

- Ela se foi, não há mais nada que possamos fazer.

Olhei pra baixo e não acreditei no que vi. Numa situação macabra de Déjà vu, lá estava a garota do galpão, mais uma vez deitada sobre uma poça de sangue, com os pulsos envoltos com faixas. A quantidade de sangue indicava a profundidade dos cortes, demonstrando sua convicção na vontade de se matar.

Ela tinha enfim encontrado a morte que tanto desejou naquele dia. Mas por que isso não me deixava aliviado? Muito pelo contrário...

Numa atitude de desespero, impulsionado por uma força desconhecida, ajoelhei no chão, sem me importar com o sangue que me encharcavam as calças, e comecei a fazer massagem cardíaca nela. Eu tinha de trazê-la de volta. Ela não ia morrer na minha frente.

- Ficou louco, Edward, ela está morta!

Peter estava estarrecido com minha postura.

Naquele momento havia apenas eu e ela no banheiro.

Apertava compulsivamente seu peito, sobre o coração, como se ressuscitá-la fosse a minha razão de existir. Levei minha boca a sua e pude sentir seus lábios gelados e sem vida tocar os meus. Soprei o ar dos meus pulmões em sua boca e pela segunda vez roguei a Deus em pensamento, só que desta vez foi para que ela vivesse.

- VOCÊ TEM DE VOLTAR, NÃO PODE MORRER!

Voltei minhas mãos novamente sobre seu coração e continuei a massagear. Dava pra ver as cicatrizes deixadas pelo estuprador, pois tinham rasgado-lhe a camiseta para facilitar o salvamento. Percebia que meus colegas falavam comigo, mas eu não os ouvia. Eu apenas estava concentrado em trazer a vida de volta àquela garota.

- ELA VOLTOU A RESPIRAR!!

O grito de Peter me tirou do transe. Mais que depressa ela foi colocada em uma maca e uma máscara de oxigênio tampou sua boca. Estava viva.

Caí sentado no chão sem forças pra falar. Não entendia o que tinha acabado de acontecer. O destino tinha me colocado novamente no caminho dela e eu não sabia por que.

Informaram-me depois que se chamava Isabella, que tinha dezesseis anos e que não tinha ficado com seqüelas da parada cardíaca.

Quando saiu da UTI não tive coragem de visitá-la. Estava em depressão profunda e encontrar a pessoa que tinha lhe devolvido aquilo que ela tinha se esforçado tanto para perder – “a vida” – não seria nada agradável para ela.

Um tempo depois fui até sua casa. Talvez agora fosse a hora de conhecê-la, mas soube pelos vizinhos que sua família tinha ficado muito abalada e que se mudaram sem dizer para onde, tentando fugir da tragédia que acompanharia a filha para sempre. Pelo visto os vizinhos não sabiam que esta não era a primeira na vida de Isabella.

sábado, 15 de janeiro de 2011

25 O inferno dos Blacks

Eu estava completamente insana. Tomada por uma dor tão profunda, uma necessidade de ser amada, sentir um aconchego em meu corpo, algo que apagasse aquele pesadelo e não me fizesse sentir um lixo.

Vi os olhos meigos de Seth, analisando as expressões de meu rosto, enquanto o seu se movia lentamente em direção aos meus. Ele parou muito próximo a minha boca e os seus olhos inquietos observavam. Talvez estivesse esperando que eu desistisse daquilo, mas eu não tinha condições de raciocinar. Estava tão destruída pelas recentes descobertas, que não tinha condições de sentir remorso ou pensar nas conseqüências dos meus atos. Aquele foi o meu erro. Tenho certeza disso analisando os fatos com mais clarezas.

Sua respiração era pesada e exalava o calor quente de seus lábios. O nariz roçou sobre o meu, fazendo a minha pele formigar. Não tinha mais duvidas e a necessidade que crescia dentro de mim, fez com que colasse os meus lábios sobre os seus e movesse lentamente.

Sua pele era gostosa, os movimentos cálidos causavam arrepios em meu corpo, as mãos calejadas pelos anos trabalhando na oficina acariciavam e minha pele, nossos corpos se colocaram e não sei exatamente como as coisas aconteceram, mas quando percebi estava deitada no sofá com ele sobre o meu corpo.

Ele se colocou entre as minhas pernas e senti o leve movimente sobre os tecidos da minha roupa. Um tesão foi crescendo dentro de mim e as nossas línguas pareciam se encaixar perfeitamente enquanto proporcionavam prazer uma a outra. O gosto do seu beijo era de hortelã, o seu perfume forte me inebriava completamente e suas mãos carinhosas tocavam a minha pele com delicadeza.

Seth me tocava como se eu ainda fosse uma virgem, apesar da urgência que aumentava em seus beijos. E eu me sentia verdadeiramente amada em seus braços fortes, tocando cada músculo de seu corpo enquanto namorávamos no sofá.

Depois de um tempo ficamos sem ar, ele afastou os lábios dos meus e ofegava de forma forte. De olhos fechados, esperei que desse o próximo passo naquele momento. Senti seus dedos desabotoando os botões da minha blusa lentamente. Começou a beijar o meu pescoço, enquanto passeava com os meus dedos entre os seus cabelos negros e sedosos. Os arrepios pelo meu corpo só cresciam e a necessidade de me sentir mulher em seus braços também.

Tirou o meu sutiã sem pressa e quando abri os olhos o vi admirando os meus seios. Não disse nada, apenas sorriu e  começou a tatear com os dedos os meus pequenos bicos. Curvou-se sobre mim e colocou os lábios sobre um deles. A sua língua tocava o bico e fez movimentos circulares. Sua mão começou a apertar o outro, com um pouco de força, mas com muita cautela para não me machucar. Aquilo me fez lembrar a primeira vez dos toques fortes de Jacob e da forma como ele me fazia sentir. Meu estômago se revirou de forma estranha e quase desisti. Então veio a minha mente a lembrança da conversa dele com Rebecca e mais uma vez me senti um lixo.

Lágrimas encheram os cantos dos meus olhos e esforcei-me para não chorar. Sabia que Seth se sentiria mal se fizesse aquilo. Engoli o choro e tentei pensar apenas em nós dois naquele momento.

Continuou beijando meus seios, depois desceu e foi até a minha barriga e foi dando leves chupões. Meu corpo reagia a cada toque de suas mãos e beijos de seus lábios quentes. Necessitei senti-lo dentro de mim. Esperei ansiosa que chegasse a minha calça e percebi a sua hesitação naquele momento.

- Tem certeza? - Ele sussurrou encarando o meu olhar. Assenti com a cabeça, fechei os olhos e esperei que abrisse o o botão da minha calça e descesse o zíper.

Ele tirou a minha calça, deixando-me apensa com a calcinha e por um momento tive vergonha que me visse daquela forma. Minhas bochechas esquentaram e depois começaram a queimar. Sabia que estava vermelha pela situação e ele sorriu ao ver o meu rosto.

Ficou de joelhos no sofá e começou a tirar a camisa de manguá. Depois a camiseta branca dentro dela, deixando o peitoral forte e definido a mostra. Mordi os lábios desejando tocar e beijar aquele corpo. E ele pareceu-me feliz ao ver a minha satisfação.

Levou a mão ao fecho da calça, abriu o botão, desceu o zíper e depois começou a tirar a calça jeans.

Ficou de boxe vermelha, super sexy, que o deixava ainda mais bonito e desejoso. Meu coração batia muito rápido, minha respiração estava irregular, minha pele molhada pelo suor que começava a sair pelos meus poros. Ele se debruçou sobre mim, apoiou um os cotovelos no sofá e o outro braço se colocou na lateral, deixando a mão livre para afagar os meus cabelos.

Ficamos nos beijando no sofá por um longo tempo, com ele se movimentando no meio das minhas pernas para estimular a minha sexualidade.

Senti prazer. Nenhum remorso naquele momento, eu confesso. Mesmo que hoje saiba que estava errado e que aquilo pudesse acabar em morte, permiti que acontecesse. Não pensei e nem calculei nada. absolutamente nada... Só nele!

Ele parou o que estava fazendo. Levantou-se do sofá, ficou diante de mim, pegou-me no colo e me levou para o seu quarto.

Colocou-me deitada sobre a cama, debruçou sobre mim, apoiando um dos braços sobre a cama e levou uma das suas mãos até o tecido da minha calcinha. Passou a mão sobre o elástico e penetrou os seus dedos para me estimular.

O prazer foi aumentando os seus movimentos e tive o meu primeiro espasmos, enquanto ele me olhava com satisfação e sorria me vendo gozar em sua mão.

A hora havia chegado, ele tirou lentamente a minha calcinha, segundos depois despiu a única peça que cobria o seu lindo corpo, abriu as minhas pernas e se encaixou entre ela. Penetrou lentamente, como se estivesse com medo de me machucar. Não sei se sabia que Jacob e eu não dormíamos no mesmo quarto, mas pelo que percebi estava cauteloso como se fosse virgem. Os movimentos de seu membro começaram lento, deixando-me mais ansiosa ainda. Por isso ditei o ritmo, movimentando rápido o meu por, fazendo com que fosse mais intenso e mais voraz. O prazer me fazia gemer muito, afogada em um rio de prazeres. Nossos corpos estavam molhados de suor, exalando a luxuria pecaminosa que esbanjávamos sobre aquela cama.

Não demorou muito senti o seu gozo dentro de mim, fazendo-o perder as forças e deixar o seu corpo cair sobre o meu.

Ficou deitado sobre mim por algum tempo. Não conseguia falar nada. Talvez tivesse medo da minha atitude. Só acariciava o meu corpo com toques leves da ponta de seus dedos.

Ele saiu de dento de mim, deitou-se de lado e ficou olhando para o meu rosto. Seu olhar era inquieto e perturbador. Parecia com medo do que eu diria e como me comportaria depois daquele momento. Meu estômago começou a revirar novamente ao perceber o quão magoado ele ficaria com aquilo tudo. Não era justo com ele, e nem comigo, apesar de muitos não concordarem com as minhas atitudes.

Acabei me distraindo com os meus pensamentos e me lembrei de Jacob dizendo que apesar de tudo ele me amava. Aquilo foi um golpe no meu coração. Eu me senti suja. Para dizer a verdade imunda e quis me enfiar debaixo d’água para lavar os vestígios da minha sujeira.

Pouco a pouco as lágrimas foram enchendo os meus olhos e Seth ficou me olhando com aquela expressão de coitado. Era horrível ver o resultado das minhas ações. Quis morrer naquele momento, mas era muito fraca para cometer algum desatino que tirasse a minha vida fracassada.

- Você se arrependeu, docinho? - Ele engoliu seco e ficou analisando o meu rosto.

- Seth eu...- Minha língua travou, um nó prendeu minha garganta e meu coração começou a sufocar, causando-me uma estranha dor.

“O que eu fiz?” “O que eu fiz?” “Não sou melhor do que ele. Sou uma imunda!”

- Eu tinha medo disso. - Ele disse segurando o choro. - Sabia que se sentiria mal depois de tudo. Nunca deveria ter seguido a diante... Nunca.

- A culpa não é sua. - Desabei no choro e não conseguia parar. Ele me envolveu em seus braços e ficou afagando os meus cabelos.

- Ness, eu amo você. Amo mais do que suporto e mais do que deveria. Mas eu sei que o seu amor por Jacob chega a ser doente. Ele te trata mal e vocês vivem um casamento de fachada. Se bem a conheço, o seu orgulho não permite que você abandone o seu marido e admita para todos o que ele é de verdade. Saiba que sempre estarei por perto. Acredito que isso foi um erro. Sei que você sempre sentirá culpada por trair aquele... - Ele trincou os dentes com raiva. - Não quero que sofra e sei que te fará mal para sempre.

- Eu não sou melhor do que ele Seth. - Chorava muito e tinha dificuldade de falar. - O que fiz foi me rebaixar ao nível dele. Eu não quis te usar... Eu juro! Tudo o que aconteceu foi real e bom para mim, mas... - Como dizer que em sentia suja? Como admitir para ele que não foi a mesma coisa? Que ainda me sentia vazia e meu corpo gritava, mas não pelo dele.

- Vamos passar uma borracha sobre isso e fingir que nunca aconteceu. Se depender de mim ele não saberá nada sobre isso. Sei que você não vai abandoná-lo. E não seria capaz de me vingar dele fazendo você sofrer. Eu te amo demais para isso, docinho.

- Você é o melhor homem do mundo. - Beijei o seu rosto e deitei a cabeça em seu ombro.

- Tenho que te levar para casa. - Ele sussurrou em meu ouvido.

- Não quero ir... Não agora.

- Tudo bem. Podemos ficar mais um pouco. - Deitei a cabeça em seu peito e tentei me acalmar enquanto ele fazia caricias sobre os meus cabelos. Era tão bom me sentir em seus braços. Eu me sentia segura e verdadeiramente amada. Mas ao mesmo tempo tive a certeza que não era ele que queria. Por mais que Jacob não prestasse, inevitavelmente eu continuava o amando de forma desesperada. E ainda continuava disposta a viver aquele casamento de mentira ao seu lado. Ai alguém pode me acusar de louca. Contudo afirmo que aquilo não era loucura. Apenas amor... Um amor doente. Mesmo assim amor.

O tempo passou e após cochichar em seus braços, fui acordada docemente por sua voz angelical me chamando. Pensei que estava sonhando e até desejei isso antes de abrir os olhos. Ai percebi que não era sonho.

- Acorda, docinho.

- Seth!

- Já é fim de tarde e precisamos ir embora. Você precisa dar as ordens para o jantar e Jacob pode chegar e sentir a sua falta. Não quero que tenha ainda mais problemas com seu marido. - Levantei meu corpo quente lentamente de seu peitoral e me sentei sobre a cama, cobrindo os seios. Ora bolas, eu já tinha dormindo com ele. Mesmo assim ainda sentia-me envergonhada com aquilo.

Ele percebeu o meu constrangimento, levantou-se da cama, pegou as suas roupas pelo chão e foi nu para sala. Revirei os olhos para não olhar aquelas nádegas morenas completamente despidas.

Levantei da cama, peguei a calcinha no pé da cama e fui para o banheiro.

Fechei a porta, coloquei a calcinha sobre a pia e fiquei olhando para o meu rosto no espelho. Vi as marcas de chupão em meus seios e fiquei apavorada. Sabia que Jacob deduziria a verdade se as visse. Era vital para todos nós que ele não visse meu corpo até que não houvesse nenhum sinal da minha traição.

Meus olhos encheram de lágrimas e quis me afundar em um poço naquele momento. De repente o barulho da porta me despertou. Era Seth chamando.

- Docinho, as suas roupas e uma toalha limpa para se banhar. Não demore muito. Precisamos chegar na sua casa antes do seu marido. Não quero que ele te faça mal por mim. Sei que isso me deixaria louco e partiria para cima dele.

Abri uma brecha na porta e peguei as coisas.

Depois de pendurar tudo sobre o aparador de roupas na parede, abri a porta do boxe e entrei. Liguei o chuveiro e tomei um banho quente delicioso, esfregando meu corpo forte para tirar todo o sinal da sujeira da traição. Eu esfregava, esfregava tão forte que deixei a pele de meus braços, barrigas, pernas e outras partes vermelhas. Só cuidei para proteger o meu pescoço, sabendo que Jacob mataria Seth se eu chegasse com pescoço vermelho em casa... Inferno!

 - Porca! Vagabunda! Imunda! O que eu faço agora, Senhor? O quê?

- Docinho? - Seth chamou.

- Já vou! - Respondi.

Sai debaixo da água, peguei a toalha e sequei o meu corpo. Vesti minhas roupas o mais rápido que pude, sequei os cabelos e os penteei com o pente que estava sobre o armário da pia.

Voltei para sala sem conseguir olhar direito para Seth. Morri de vergonha de encará-lo naquele momento.

- Renesmee, olha para mim! - Ele ordenou, pegou a minha mão e se sentou ao meu lado do sofá. Revirei os olhos, tentei fugir. Infelizmente não houve para não olhá-lo. Sabia que viveria com aquela culpa pelo resto da vida. Eu o fiz sofrer mais uma vez e se pudesse voltar atrás eu o teria feito.

- Eu amo você. Sei que sempre amarei e sempre levarei esse momento que vivemos. Foi importante para mim e não quero que se culpe pela minha dor. Vou superar isso, amor. Já superei o pior e passei noites sem dormir pensando em você nos braços dele. Acho que mesmo depois de cem anos ainda pensarei se está bem. Não quero que se culpe nunca mais. Aconteceu... Simplesmente aconteceu.

- Seth... - Eu já soluçava de tanto chorar. Ele era o homem mais perfeito do mundo e seu sabia disso. Como consegui ser cega por anos e não ver o óbvio?

- Eu preciso te contar uma coisa. Não queria esconder isso de você. Mais cedo ou mais tarde você saberá. - Ele ficou pensativo e pareceu hesitar por momentos. Fiquei ansiosa para saber o que era. Meu coração apertou sem saber exatamente o motivo. Ele sabia que algo estava errado... Muito errado. - Eu conheci alguém. - Ele disse e ficou me analisando.

- ALGUÉM? COMO ASSIM? - O ciúme subiu pela minha cabeça e quase surtei de raiva. Meus olhos inundaram e pareciam uma cachoeira.

- Uma menina... Na universidade. - Ficamos em silêncio e ele parecia ter medo. Ficou assustado com a minha reação. Talvez não esperasse uma cena de ciúmes.

- Tudo bem! Tudo bem! Agora que me diz isso? - Cruzei os braços e fiz bico. Virei de costas e fiquei chorando como tonta, me sentindo traída e feriada com aquilo.

- Somos amigos ainda, mas estou sentindo algo... Sabe? Sei lá é estranho me sentir esquisito com outra pessoa. - Ficou na minha frente, segurou o meu queixo e o ergueu. - Queria que soubesse. Sempre fomos amigos. Apesar de você me esconder as coisas ultimamente.

- Ela é bonita? - Comecei a imaginar se ela era loira, branca, morena ou ruiva. Se tinha rosto bonito e um corpo escultura. Senti-me uma coisinha insignificante.

- É linda... Você é mais. - Disfarçou.

- Eu não quero saber! Não quero! Não!!! - Estava quase gritando.

- Tudo bem! - Respondeu olhando em meus olhos e desviei o olhar envergonhada.

- Qual o nome dela? - Quando ele me responderia gritei. - NÃO! NÃO QUERO CONHECER! VAMOS EMBORA! - Bati o pé e sai de sua frente, caminhei rápido até a porta da sala, sai e vi que já estava escurecendo. Corri para o carro e esperei que viesse. Ele caminhou em minha direção, abriu a porta do carro sem dizer nada e entrei. Deu a volta, abriu a porta, entrou, deu partida e nos conduziu até a minha casa.

Quando estávamos a poucos quilômetros de casa, vi um filhote de cachorro machucado no acostamento da praia e gritei:

- Para!

- O que foi? - Ele freou bruscamente o carro.

- Um filhote de cachorro machucado. - Abri a porta do carro, sai correndo e fui em sua direção, ouvindo os passos apressados de Seth atrás de mim. Ajoelhei diante dele e vi sangue em sua pata, ouvia o chorinho baixo e os olhos tristes revirando. - Tem alguma cosia para enrolarmos ele? Precisamos levá-lo para o veterinário.

- Calma ai! Tem uma manta lá no porta malas. Vou lá buscar. - Ele saiu correndo em direção ao carro e voltou em segundos.

- Ele vai morrer? - Estava morrendo de pena do coitado e queria que ele sobrevivesse aquilo. Comecei a chorar de agonia, enquanto Seth o enrolava na manta. Pegou com todo o cuidado e caminhamos para o carro. Eu entrei primeiro e ele colocou o filhote em meu colo. Deu a volta e dirigiu em direção a cidade.

Fomos ao veterinário e ficamos um bom tempo até ele limpar os ferimentos, e medicá-lo. Quando saímos de lá, já passavam das oito horas e eu estava preocupada com a reação de Jacob. Sabia que ele estava preocupado, provavelmente dando um ataque e ameaçando todo mundo. Mas o que eu podia fazer? Tinha que esperar o animalzinho ser liberado.

Quando entramos em casa, Jacob estava sentado a beira da escada vermelho. Seu olhar era furioso e Rachael e Sue estavam na porta da cozinha a nossa espera. A expressão de Sue era horrível e a de Rachael nem se fala. Rebecca apareceu na porta e parecia divertir-se com a desgraça alheia.

- AONDE VOCÊS ESTAVAM ATÉ ESSA HORA? - Jacob gritava de tanta raiva. Todas entraram em sua frente. Todas não! Rebecca ficou com sorriso no canto dos lábios.

- Olha!- Tirei a manta que cobria o cachorrinho e mostrei a ele. - Achamos esse animal na beira da praia e fomos ao veterinário em Forks. Por isso demoramos. Qual o motivo do ataque? - Tentei me impor e disfarçar o meu medo. Sabia que ele mataria Seth se soubesse a verdade.

- QUER QUE ACREDITE NISSO? INFERNO! - Apontou o dedo para Seth. - EU VOU MATAR VOCÊ.

- Para, Jacob! - Rachael implorava segurando o seu colarinho.

- Por favor, Jacob! Tente se acalmar. - Sue pedia chorando e Seth continuava quieto, sem se intimidar ou provocar mais a sua fúria.

- Leve-o para a área de Serviço e cuide bem do Bob. Não esqueça de pegar as coisa que compramos no carro. - Coloquei o cachorro com cuidado nos braços de Seth, que o enrolou na manta e caminhou em direção a cozinha. Passei por Jacob e fui para o meu quarto.

- Sue, pode levar algo para eu comer no quarto? - O ambienta aqui é horrível e não quero jantar na sala. - Subi as escadas enquanto Jacob continuava a gritar.

- ISSO NÃO VAI FICAR ASSIM, RENESMEE! VOCÊ É MINHA ESPOSA E ME DEVE RESPEITO.

- RESPEITO? QUE RESPEITO VOCÊ MERECE DEPOIS DE TUDO O QUE FEZ? É UM MISERÁVEL OPORTUNISTA, QUE SÓ SE CASOU COMIGO POR DINHEIRO, ESTÁ ME ROUBANDO E AINDA TEM UMA AMANTE. PRETENDE MESMO DISCUTIR ISSO COMIGO? VÁ PARA O INFERNO! - Dei as costas e subi chorando. Corri para o quarto e tranquei a porta antes que entrasse.

Fui para o meu banheiro, tirei as roupas, entrei no boxe e mais uma vez esfreguei o meu corpo com violência. Estava com nojo de mim mesma e quanto mais esfregava, mais suja me sentia. As lagrimas não cessavam e a dor era tanta que roubava-me o ar.

---xx---

Os dias que se passaram foram horríveis. Eu não falava com Jacob, evitava os telefonemas de minha família e evitava Seth. Além disso, as brigas entre Rebecca e eu ficavam piores. Ela se sentia a dona da casa e tentava dar ordens para os empregados, mudar as coisas e escolher até o cardápio... Eu já estava cheia daquilo e tivemos a nossa primeira briga séria duas semanas depois daquela noite. Saímos no tapa e rolamos no chão da casa. Fiquei toda vermelha de apanhar, mas ela ficou com o rosto unhado e bem ferido... Bem feito!

Todos os dias Jacob chegava em casa e ela se queixava. E eu, fazendo-me de sonsa, fingia que não ouvia as coisas.

Em uma das brigas, estava muito furiosa por ela me chamar de chifruda e nos pegamos feio na casa, fomos parar na piscina e quando Rachael foi separar, rolamos as três para a piscina.

A vida se tornou um inferno e não tinha com quem conversar. Seth estava cada vez mais distante. Às vezes eu percebia um sorriso maroto no seu rosto. Sentia raiva e ciúmes, às vezes medo de que Jacob soubesse a verdade e matasse Seth. Tinha vontade de sumir daquela casa e não ser mais encontrada por ninguém.

Dois meses de inferno! Não tinha mais qualquer relação com Jacob, não conversava com Seth e me pegava todos os dias com Rebecca. O que poderia ser pior do que isso? Achei que nada poderia. Realmente achei, mas ai veio o pior.

- Sua vadia, toma! - Dei um tapa na cara de Rebecca. Ela estava judiando de Bob e peguei bem na hora. Sai do meu Studio por alguns momentos e quando voltei e peguei enfiando alfinete no pobre. Que vontade de estrangular aquela vaga.

- Sua chifruda!- Ela me deu outro tapa e me jogou para trás. Pegou os meus cabelos e eu revidei pegando os delas. Nós duas formos agarradas ao cabelo uma da outra até o quintal. Jacob, que estava em casa naquele inicio de tarde veio correndo, seguido de Sue, e os dois começaram a puxar para nos separar.

- SOLTA ELA, REBECCA! SOLTA!!

- VADIA CHIFRUDA!

- VACA, PREGUIÇOSA!

- ORDINÁRIA!

- HORROROSA!

- PAREM AS DUAS! - Cai para trás em cima de Jacob. O ar me faltou e tudo começou a sumir.

---xx ---

- Ness! Ness! Ness, por favor acorda. - Era a voz rouca de Jacob.

- Coloque isso para ela cheirar. - Ordenou Sue. Tentei abrir os olhos, senti a minha respiração ainda fraca, as pálpebras piscavam rapidamente, minha cabeça girava e em meu estômago havia uma estranha sensação de desconforto.

- O que... - Sussurrei.

- Você desmaiou, amor.  - Ele beijou o meu rosto e fez carinhos sobre a minha bochecha. - Não me dê mais susto, não. - Pegou-me no colo e me levou para dentro da casa. Minha cabeça continuava a rodar e me sentia fraca.

- Meu cachorro... Meu cachorro...

- Sue vai cuidar dele. Com Rebecca eu me entendo depois. Ela vai pagar por maltratar o bichinho. Já estou farto disso. - Caminhou comigo nos braços até o nosso quarto. Era a primeira vez que ficamos juntos durante aqueles dois meses. Eu vi os seus olhos negros me olhando com saudade e muita preocupação. Fiquei completamente derretida e deixei que me colocasse sobre a cama.

Jacob me deixou só por alguns momentos, levantei-me da cama, fui para o banheiro ainda zonza, tirei as roupas e entrei no boxe. Comecei a tomar banho e de repente tudo sumiu novamente.

- Deus, o que você tem? Acorda, por favor! Será que ficou doente? SUE! SUE! SUE - Eu ouvia os gritos, mas não conseguia abrir os olhos.

- Ela deve estar fraca. Trarei uma sopa para ela beber;

- Só pode estar doente. Ela nem tem comido direito. - Percebi que Jacob estava a ponto de ter um colapso nervoso. - Ela só tem vivido muito estresse. Só isso!

- Vou chamar o médico para vir vê-la.

- Deixa ela comer primeiro e relaxar. Depois você a leva em um hospital. Tenho certeza que esse mal estar não é coisa ruim.

- Eu espero.... Amor, acorda! Por favor, acorda!

- O que... - Consegui abrir o olhos e vi os dois me olhando de forma estranha. Jacob me sentou na cama e depois me fez beber toda a sopa. Quando terminei, me deu pedaços de bolo na boca e ficou esperando para ver se eu iria melhorar.

Meia hora depois de comer, estava sentada na cadeira de frente para a Janela olhando a rua e ele veio por trás de mim.

- Marquei uma consulta no médico para você na segunda feira. Vamos descobrir o que você tem. Sue não vê motivos para desespero. Acho até que está me escondendo algo. Pelo sim, pelo não, prefiro que o médico te examine o mais rápido possível.

- Tudo bem. - Respondi baixinho.

- Posso ficar aqui com você? - Ele puxou uma das cadeiras da mesa que havia no quarto e se sentou ao meu lado. Pegou a minha mão e ficou fazendo caricias. Era tão bom sentir o seu toque novamente. Muitas vezes quis procurá-lo, mas ainda me sentia suja pelo que havia ocorrido com Seth. Tinha medo de falar o nome do outro na hora H e de tudo acabar em tragédia. Eu o evitei por muitas noites, trancando a porta do meu quarto para que não entrasse e me seduzisse. Nunca ficava sozinha com ele no mesmo ambiente e evitava intimidade. Mas naquele momento eu quis os seus braços.

Levantei de onde estava e sentei em seu colo. Coloquei a cabeça em seu ombro. Ele me abraçou e cheirou os meus cabeços.

- Senti tanto sua falta, meu amor. Não vai me colocar para fora? Vai? - Perguntou temeroso.

- Não! Pode ficar. - Respondi, fechei os olhos e respirei fundo para sentir aquele cheiro que tanto amava. Era tão bom me sentir bem novamente. Só que minha felicidade não durou muito. Meu estômago começou a embrulhar, uma sensação horrível começou a subir. Levantei rapidamente do seu colo, corri para o banheiro o mais rápido que a situação me permitia, ajoelhei diante do vaso sanitário e vomitei toda a sopa e a sobremesa. Vomitei o que tinha e o que não tinha. Pensei que fosse morrer com aquela sensação horrível.

Jacob se ajoelhou perto de mim, segurou os meus cabelos e ficou em silencio. Era constrangedor aquela situação diante dele. Quis me afogar na privada e quando pensei que era a pior parte... Quando eu digo que o que é ruim pode piorar, acredite em mim. Sei o que falo.

- Vou chamar um médico. Não dá para te ver assim. - Ele disse enquanto eu escovava os dentes e saiu. Minutos depois chegou ao banhei com Sue.

- Já disse que não precisa esse desespero todo. Ela não está doente. - Sue disse com a voz tranqüila.

- Então o que acontece? Ela não pode ficar assim passando mal. Eu não agüento isso. - Jacob andava de um lado para  outro. Estava a ponto de ter um treco.

- Ela só está grávida. - Sue disse sorrindo.

- Grávida?
- Gravida?

- Sim! Não sabem como isso acontece? Quando foi sua última regra? - Sue perguntou e comecei a fazer as contas. EPA? Não! Não pode ser. Meus olhos encheram de lágrimas e meu chão caiu. Fazia dois meses que não menstruava e dois meses que havia dormindo com Seth e com Jacob. O que fazer? Como saberia quem era o pai do bebê? Como esconderia a coisa de Jacob? Fiquei tonta e quase cai novamente.

- DEUS! UM FILHO? OH! EU VOU SER PAI?  - Jacob começou a andar de um lado para  outro chorando. Depois me pegou no colo e me girou no ar. - Você vai me dá um filho. - Como contar a ele que esse filho poderia ser de Seth? Quando eu digo que as coisas podem piorar, acredite em mim. Para mim cada dia as coisas ficam piores. A empresa passa por uma situação terrível, meu avô está a cada dia pior, meu pai, minha mãe e meus tios estão todos em Nova York. Minha casa é um inferno, minha cunhada uma bruxa, meu marido é um interesseiro e tem uma amante, e o meu melhor amigo pode ser o pai do meu filho. Seth estava aparentemente namorando e me evitava a todo o custo. Só sabia que estava envolvido demais e que a relação o fazia feliz. Quis me afogar na piscina naquele momento. Ser mãe para mim seria uma benção, mas como evitar que Seth contasse a verdade se o filho fosse dele? Como fazer para Jacob aceitar a situação? Como impedir que os dois se matassem? Eu não tinha a menor noção de como resolver a situação que envolvia a minha vida. A única certeza que tinha naquele momento, era que não podia permitir que Jacob matasse Seth e que me abandonasse. Eu mentiria a todo o custo para proteger o meu segredo. Só tinha que tomar cuidado com a cobra da minha cunhada.


Nota Glau:
Gente, primeiro de tudo não me matem. A minha vida não está nada fácil no trabalho. A empresa está em uma campanha nova e estou trabalhando como uma corna. Não tenho tempo para ver as minhas mensagens, só entro no nyah quando tenho tempo para comentar as fics, só uso o facebook e as vezes neném consigo ver o que se passar. Atualizar o blog é um inferno, pois o meu chefe esta chegando tão cedo quanto eu e não consigo atualizar sem que veja. Saio mais tarde e estou tão de saco cheio que nem consigo parar para ver mensagem nenhuma. Estou cheia de MPs e emails para responder, mas não da tempo. E para completar a situação critica, meu notebook continua parado e o meu marido so traz o dele para casa nos fins de semana. Por isso só tenho acesso a internet pelo celular.
A boa noticia é que em14 de fevereiro saio de férias. E já estou trabalhando na Guerra dos sexos. Fiz o rascunho do penúltimo cap, onde todos os mistérios são desvendados e a sinopse e o prólogo.
Antes de começar as demais fics, quero terminar a herdeira. Por isso vou escrevendo e enviando para a Heri e quando tudo estiver organizado eu posto. OK?

Bem, consegui autorização do Staff do Nyah para postar o concurso de Song fic. Será feita em duas etapas. O regulamento já está pronto, já convidei as juradas, mas a Heri não gostou da musica que escolhi: Copacabana de Tom Jobim. Vou analisar algumas musicas que ela me enviou e devo colocar o regulamento na pagina do meu perfil e no blog até amanhã a tarde

Prometo responder as MPs em breve! Não esqueci de vocês;

Obrigada por todos os comentários que deixaram e pelas recomendações.
Amo vcs!!!!

N/Heri:
 Eu não sei vocês,mas eu não culpo Ness nem o Seth pelo fato ocorrido. Apenas aconteceu, foi o acaso nada premeditado por nenhuma parte...(DEFESA) e o MARIDO... pediu,nesse caso. Mas eu amei o lance deles foi lindoO...(mas proibido).
Agora barraco, adorooOOO! A Glaucia faz perfeito, eita carioca.(sem ofença)     Eu acredito que tudo pode sempre piorar Ness...gente viu como ela ta encrencada?....e agora? Comentem..Glaucia vai fazer tudo virar apartir de agora...FOGOoooOOOO! E o bicho vai pegar.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Capitulo 2




- Oque você vai querer de recompensa? Renesnee me perguntou toda sorridente



_ Não! Apenas estou lisonjeado de ter feito isso- eu acenei com a mão.



-Mais ainda sinto que deveria fazer algo por você- ela disse pegando em minha mão



_ Hoje vai ter lual na praia vamos? Diz claire condidando-os



_ Isso! Voce gostaria de se juntar a nós Jacob? Diz Renesmee



_Isso, vamos á Jake diz Seth meio que não querendo que eu fosse



Embora eu não tivesse vontade, o sorriso de Renesmee era tão caloroso que as palavras escaparam dos meus lábios antes que eu pudesse impedi-las.



_ Parece Bom eu disse



À noite voltei para praia e Renesmee já me acenou de longe e eu fui ao seu encontro meio sem graça.



Ouvi meio de longe ela falando que adorava a música que estava tocando e ela começou a se balançar conforme o ritmo da música.



“And I don't know how it gets better than this You take my hand and drag me headfirst Fearless And I don't know why when with you I'd dance In a storm in my best dress Fearless”( TAYLOR SWIFT).



_Oi meu Salvador! Diz Renesmee



_Oi, você parece animada hein? Eu disse com um sorriso



_ eu sou assim! Vamos sentar aqui diz Renesmee me indicando na areia na beira do mar.



Ficamos uns 5 minutos sem dizer nada, eu realmente sou muito tímido, até que ela quebrou o silencio:



_ O que você faz da vida Jacob?



_ Eu sirvo o exercito na Alemanha, estou de licença por 3 semanas para visitar meu pai , eu respondi olhando para o mar e logo foi minha vez de perguntar:



_ e Você Renesmee?



_ Bem estou no ultimo ano do colegial de Forks, passei na faculdade de medicina, não sou de ter muitos amigos e... Eu acho que é só diz Renesmee sorrindo



_ que Legal! Desculpe-me a curiosidade mais você eo Seth estão.... ? Falei meio engasgado



_ Namorando? Oh não, Seth e eu somos melhores amigos, quando cheguei a forks o primeiro que fez amizade comigo foi ele, e prezo muito sua companhia, e não precisa desculpar todo mundo me pergunta isso. Responde Renesmee



_ que gozado, todo mundo me pergunta se eu gosto de estar no exército.



_ e você gosta? Pergunta Renesmee



_Não sei! Eu respondo para Renesmee e ainda presencio um sonoro riso dela por causa da minha resposta.



_Você se importa se eu perguntar por que então você se alistou? Diz Renesmee sorrindo e me fazendo lembrar de Bella, confesso que levei alguns segundos para responder a ela.



_ Acho que mais certo dizer que, naquele momento, era o que eu precisava. Eu respondi sério a pergunta.



-Renesmee venha aqui um minuto diz Claire gritando para ela.



_Claro! Fique aqui, que eu já volto diz Renesmee indo à direção a amiga.



Alguns minutos olhei para direção de Renesmee vi Seth flertando ela, senti uma onda de tensão e virei-me novamente para recuperar um pouco de controle, ela é livre e alem disso não queria começar algo que eu não poderia terminar, iria embora daqui 3 semanas e nada disso teria qualquer valor.



-Voltei e trouxe comida e refrigerantes, desculpe-me por não ter trazido cerveja porque não bebo- diz Renesmee sentando ao meu lado.



- Ah tudo bem eu não ligo de beber refrigerante eu digo sorrindo para ela.



Conversamos sobre tudo e nem notamos que já eram 01:30 da manhã!



-Nossa já é muito tarde dis Renesmee se levantando



-Quer que eu te leve-eu digo preocupado com ela



_Não precisa eu estou de carro. Sorri Renesmee



_Gostei de te conhecer eu indaguei

_ Eu também, responde Renesmee



_A Gente se vê amanhã? Eu perguntei com coragem a ela.



_ Você está me convidando pra sair? Bem... diz Renesmee olhando para o lado, meio com receio mais me respondeu: _ Geralmente eu não saio com estranhos e nós nos conhecemos hoje, você acha que posso confiar em você? Pergunta Renesmee com seus olhos azuis olhando fixamente em mim



_ Eu diria que não eu disse



_ Bem nesse caso, suponho que posso abrir uma exceção diz Renesmee rindo.



-Jura? Eu disse contente



_ Juro, infelizmente eu tenho uma queda por homens honestos com cabelo arrepiado e pele meio avermelhada, que horas nos encontramos amanhã? Diz Renesmee



_ 21 h aqui pode ser? Eu disse para ela e ela acenou a cabeça confirmando.





(...)



Na manhã seguinte levantei, tomei um banho e vesti uma bermuda limpa e uma regata branca e vasculhei minha sapateira em busca de um velho par de chinelos, caminhei até a sala e lá estava meu pai, como eu o amava, mais eu não era muito de demonstrar a ele.



_Oi Pai eu disse sentando no meu lugar de sempre “a velha poltrona”.



_ Oi Jake diz meu pai olhando fixamente no quadro de minha mãe que estava pendurado na parede, e ficamos mudos por alguns minutos até que ele percebeu que deveria fazer alguma pergunta _ Como foi o seu dia ontém? Finalmente indagou?



Eu me ajeitei na poltrona e respondi: _ Bem, meu dia foi maravilhoso, conheci uma garota muito legal e encantadora ela chama Renesmee, só o nome que não ajuda muito e comecei a rir.



_ Renesmee Culen? Olha Jake se for ela, por favor, não iluda, ela é uma boa moça de família e ainda muito rica diz meu pai olhando seriamente em mim.



_ Olha pai eu sei que eu estou fazendo o Senhor poderia me emprestar o carro a noite?

Eu perguntei bravo para meu pai



_ Claro, o Rabbit é seu, foi você que o construiu diz billy me entregando a chave.



À tarde fui à casa de Sam, revi Emily e acabei conhecendo a filhinha deles, eu realmente me invejo do amor que eles têm um para outro, é um amor verdadeiro.



À noite fui a praia ao ponto de encontro com Renesmee, vi Embry e Quill



_ Oi caras, vocês viram a Renesmee eu perguntei a eles olhando para um lado e para o outro com as mãos no bolso.



_ Não vimos não Jake respondi Embry



_ Tudo bem eu vou procurá-la, valeu!, Procurei-a em cada canto da praia, estava prestes a desistir quando senti alguém batendo no meu ombro:



_ Quem você está procurando? Pergunta uma voz feminina, quando virei era Renesmee



_ Bem estou procurando uma garota muito bonita, legal e que está meia hora atrasada eu disse.



_ Ah é! Ela disse colocando as mãos nos ombros fingindo estar brava



Eu finji estar surpreso ao vê-la “È você”.



Fomos dar um passeio, acima de nós tinha poucas nuvens espalhadas entre as estrelas e uma lua incrivelmente cheia, chegamos perto da beira do mar, Renesmee pôs a mão no meu ombro para não perder o equilíbrio enquanto tirava suas sandálias, ela olhou para lua e disse: _ Eu sou apaixonada por lua cheia.



- É mesmo! Dizem quem gosta de lua cheia é Lobisomens eu disse tirando uma da cara dela.



_ Isso é só uma lenda de Quileutes diz Renesmee .



_ Você sabe dessa lenda? Eu sou descendente dos Quileutes, então eu posso virar um lobo, tirei mais uma vez sarro da cara dela.



_Ah para de tirar sarro da minha cara hein! Renesmee diz meio chateada com minha brincadeira.



- Nossa Renesmee não posso acreditar que só conheci você ontem, parece que te conheço á anos eu disse



- Eu estava pensando a mesma coisa Jake , bem eu posso te chamar de Jake né? Perguntou ela



_ mais é claro contando que posso te chamar de Nessie?



_ Por que Nessie? Perguntou ela



- Ah seu nome é muito grande e nós dois rimos.



-Estou me divertindo muito hoje, ‘engoli” quando podemos nos encontrar de novo?.

Era uma pergunta simples, até mesmo esperada mais fiquei surpreso ao ouvir o desejo da minha voz.



- Suponho que depende de você, você sabe aonde me encontrar, ela disse dando um beijo meu rosto.



Naquela noite, em casa, fiquei virando na cama, revivendo os acontecimentos do dia e reprisei pela centésima vez o beijo que Nessie tinha me dado na bochecha, e tentei entender como podia eu estar me apaixonando pela garota que conheci ontem!
Capítulo 2




Jacob estava se preparando para mais um treino em seu cavalo, quando Seth aparece apressadamente.



-Jacob!.-Disse o menino quase sem fôlego.



-O que foi?-pergunta Jacob franzindo o cenho, pois odiava ser interrompido.



-Vosso pai lhe chama. –responde Seth ainda sem fôlego.



-Ele que espere. -Montou em seu cavalo.



-É importante. -Advertiu Seth.



-Nada é mais importante que isso. -murmura com um sorriso debochado.



Jacob treinou o resto da tarde, mesmo sabendo que seu pai lhe aguardava, não perderia seu tempo ouvindo suas lamurias, afinal já tinha consciência do assunto, seu pai vêem fazendo lamentando a mesma coisa há algum tempo,quer que se case,assuma seu titulo como conde e deixe os torneios, como se um dia fosse realizar tal desejo, pensou Jacob.

Ao anoitecer voltou a mansão, encontrando seu pai furioso na sala de estar,sentado em frente a lareira tomando uísque.



-Queria falar comigo?-Indagou Jacob com ar de deboche.



- Oh, sente-se, Jacob - disse Bill agressivo.



- Então isto demorará muito tempo? -Sorriu de maneira irritante, antes de ocupar um assento em frente dele.



- Por favor, não se mostre difícil, Jacob - suplicou Bill outra vez.



- Estou pronto a ouvi-lo- indagou com sarcasmo



- Tenho novidades para você!



-E qual séria?



-Amanhã vamos conhecer sua noiva. -Disse encarando o filho que arregalou os olhos.



-Eu não tenho noiva!-respondeu Jacob seco.



-Tem sim, a mais velha da família Cullen,Renesmee é seu nome.



-- Não me casarei com ela -disse Jacob tranqüilamente, tendo logo que manter a calma.



A mente de Jacob dava voltas. Maldição! Seu pai sabia que ele não queria casar!



- Que diabos o passa, Jacob? -perguntou Bill. - Estive com a garota e é a criatura mais formosa que vi em muito tempo. Nunca conseguirá um partido melhor, e sabe disso. Por que nega este casamento?



- Não quero me casar... Com ninguém - disse Jacob duramente.



- O que quer não tem importância-replicou o pai. - Tem muita sorte de que queiram casá-la com você! - Seja razoável, Jake-continuou. - Alguma vez terá que se casar. Não pode continuar eternamente levando a vida que leva. E a moça é formosa, encantadora. Será uma esposa maravilhosa.



- Não para mim-disse ele sem expressão.



-Basta!Chega de discutições! Amanhã vai conhecer sua noiva-esbravejou Bill



(***)



Na casa dos Cullens.







Renesmee chorou a noite inteira, por Nahuel,como ele pode?Pensava a jovem, que acabara de receber uma proposta absurda de ser amante do esposo de sua irmã, seu grande amor, um amor impossível.

Quando ouve duas batidas na porta.



-Pode entrar. -Disse limpando suas lágrimas.



Carlisle adentra o ambiente e não gosta da cena,sua amada filha chorando,partia seu coração e esperava com todas as forças que ela fosse feliz com o noivo que lhe arranjara.



-Tenho novidades. -Anuncia alegremente.



-Qual, meu pai?-Perguntou resignada.



-Ira se casar. -Disse e Renesmee quase teve uma sincope.



-Como meu pai?-Pergunta ainda abalada com a situação.



-Vai se casar, com o jovem Black,arranjei esse enlace no casamento de sua irmã.



-E quando será?-Pergunta nervosa.



-Será daqui a um mês. -Disse lhe dando um beijo na testa. -Boa noite, minha filha. -Disse com esperança que seu pequeno tesouro fosse feliz e saiu do seu aposento.



Renesmee continuou meio deitada em sua cama e fitou o teto, será que seria feliz com esse homem?Pensou a jovem e tentou dormir, só que seus pensamentos estão em torno de seu amo, Nahuel.



Seu coração está em frangalhos, ele a desejava como ela o desejava, só que por convenções, ele se casou com sua irmã, como pode?Preferia pensar que ele não gostava de mim, pensou a jovem.



E chorou até pegar no sono.



Amanheceu o dia e Esme já estava tentando acordar sua enteada, com carinho e muito amor.



-Acorde criança, temos que partir para as terras dos Black.-Disse beijando sua bochecha.



Renesmee levantou preguiçosa, sendo arrastada por sua madrasta para a sala de banhos e logo em seguida tomando um banho quente relaxante, Esme sabia perfeitamente dos sentimentos de sua enteada e via no casamento com o jovem Black,assim como seu marido,a esperança de que ela fosse feliz.



Terminado o banho, começou a arrumá-la, com um vestido cor de perola, com seus cabelos presos, com pequenos cachos soltos, um colar de perolas e uma pulseira de ouro, Renesmee não se olhou no espelho para ver o resultado, apenas fitou a madrasta.



-Vamos. -Disse resignada.





(***)





Na casa dos Black.





Jacob estava deitado na cama tentando encontrar uma maneira de se livrar desse casamento arranjado de qualquer maneira, ele não quer perder sua juventude, casado com qualquer, e concentrou seus esforços em olhar com fúria o seu criado e confidente.



—Sam, quer um conselho?



—Sim, excelência?



—Sabe que matei a homens por ofensas menores que ao de despertar de meu sono. - Deixou que o fastidioso tolo digerisse o comentário.



Jacob precisava impor o tom de seu reinado como reticente senhor da casa e até esse momento, senão ninguém iria lhe por respeito.



—Minhas mais sentidas desculpas, senhor - entoou Sam, que não parecia muito preocupado. - Não o teria incomodado se não me tivessem feito acreditar que o assunto era de certa importância.



-Encontrou algo ao meu favor?



-Sim, ela é uma bastarda, bonita mais bastarda. -Disse glorioso.



Jacob sorrio maleficamente, iria usar essa informação contra a sua noiva “amada”,ofende-la será o melhor caminho,sendo quem fosse.



-E Senhor, seu pai quer que se apronte, sua noiva já está a caminho.

Jacob tirou as pernas da cama a contragosto.



—Suponho que bem poderia me levantar, dado que a melhor parte do dia já se foi ao inferno.



—Quer que chame o Seth para que lhe ajude enquanto se veste, senhor?



Jacob lançou um olhar de soslaio ao Sam.



—Levo toda a vida me vestindo sozinho, para que diabos necessito agora a alguém que me ajude?



—Se me permitir à audácia de lhe recordar a classe que ostenta. Agora é você que se tornará duque e já não terá que participar de torneios. Há certas coisas que se esperam de você.



Jacob apertou os dentes. Não necessitava que ninguém mais lhe recordasse suas responsabilidades. Ali estavam todos os dias, prontas para irritá-lo, como um caldeirão de água fria na virilha.



A gloriosa liberdade que antes desfrutava se havia convertido em um artigo bastante escasso e poderia piorar se casando!.





Uma carruagem se aproximava, Renesmee,Esme e Carlisle estão indo em direção a propriedade Black e a doce jovem fita as arvores,os animais passando,resignada com seu destino cruel,casar sem amor,casar com um desconhecido.



Quando o cocheiro anunciou a chegada,todos desceram,encarando o belo casarão, Renesmee suspirou fundo e foram conduzidos por uma moça, que não devia ter nem seus trinta anos, cabelos negros e olhos amendoados, pele avermelhada.



-Que bom que chegaram meu amigo. -Anuncia Bill.-Senhora,senhorita.-Cumprimentou as duas.-Vamos me sigam.-Disse animado.



Renesmee suspirou pela milésima vez no dia e Esme a encarou em tom de repreensão.



—Relaxe - lhe sussurrou sua madrasta enquanto desciam da carruagem e sendo conduzidas para hall da mansão. - Respira fundo e não deixe de sorrir. Não deixe que pensem que há algo que a preocupa.



Que fácil era falar pensou Renesmee.



-Logo Jacob estará aqui. -Disse Bill servindo uísque a Carlisle.



-Como foi à recepção do seu filho?-Pergunta discretamente Carlisle.



-Não muito boa meu amigo, só que vendo sua filha tão linda, tenho certeza que conquistará o coração do meu rebelde filho. -murmurou convicto.



-Assim espero. -Disse tentando moderar as palavras, ele queria dizer na verdade, espero que seu filho conquiste o coração da minha filha.



Quando Jacob adentra o salão se depara com sua futura noiva, linda, com cabelos cor de bronze, olhos azuis celeste, pele alva, corpo escultura, nunca tinha visto jovem mais linda, perfeita em seus olhos, só que não pode se deixar levar o pensou, quer fugir desse compromisso a todo custo.



Renesmee se espantou quando avistou um jovem adentrar a sala, alto, com uma pele avermelhada, cabelos negros, corpo musculoso e olhos extremamente penetrantes,seu coração disparou,porém desviou o olhar.



-Ai está ele. -anuncia Bill puxando Jacob pela lapela.



Carlisle fez o mesmo com Renesmee,só que de forma mais delicada e foi pelo braço da jovem.



-Esse é sua noiva Renesmee Carlie Cullen.-Disse Bill orgulhoso.



-Esse e Jacob Black seu futuro marido. -Seus olhos se ficaram um no outro e se pudessem ficariam perdidos ali mesmo.



-Poderia mostrar a propriedade a sua noiva, Jacob. -Incentivou Bill.



-Claro. -Falou concordando Era a ocasião que ele procurava para amendontá-la.



-Não acho uma boa idéia. -Discordou Renesmee,não querendo ficar sozinha com Jacob,afinal em menos de vinte quatro horas foi ofendida brutalmente por Nahuel.



-Claro que é uma boa idéia. -Disse Esme e ela suspirou novamente resignada.



Os dois foram praticamente arrastados para fora da mansão e começaram a andar lado a lado, alguns trabalhadores e amigos de Jacob lançavam olhares para Renesmee,que estranhamente incomodavam Jacob,enquanto Renesmee tentava olhar para outro lugar que não fosse seu noivo.



-Por que está sendo obrigado a casar comigo?-Pergunta Renesmee deixando Jacob surpreso.



-Bem como vê não tivemos alternativas, mais você Pode romper o compromisso. Disse ele com voz firme



- E por que vou fazer isso?



- Porque não quer se casar comigo, Renesmee - disse ele com voz suave, quase ameaçadora. - Não quer e eu também não quero me casar, gosto de torneios e viver a minha vida ao meu modo, dormi com quantas mulheres quiser. -Disse grosseiramente, fazendo Renesmee arregalar os olhos, fitando o céu.



-Então deveria falar com seu pai. -murmurou seca.



-Já falei mais ele insisti nisso. -E ainda mais querer me casar com uma. -Falou parando e analisando Renesmee.-Bastarda.-Cuspiu as palavras.-Você só serve como amante.



Renesmee sentiu suas pernas bambas ao escutar aquele insulto e sentiu seu sangue ferver com a ofensa, virose para Jacob e lhe deu um tapa no rosto.



- Sinto muito, - disse Jacob suavemente segurando a face golpeada. - Não deveria provocar você. Simplesmente deveria o dizer que não quero me casar com você.





- Devo agradecer esta sinceridade?-indagou Renesmee perplexada pela ofensa.



- Maldição, não tome como um insulto. Não tem nada a ver com você.



- Tem muito a ver comigo, Jacob-disse Renesmee zangada. - Sem dar tempo para que se recuperasse, virou-se e se afastou.



Como pode ser ofendida do mesmo jeito duas vezes,seqüencialmente?Pensava a jovem quando se deparou com sua madrasta.



-Não quero me casar com ele, por favor, me livra disso. -Implorou a jovem.



Quando viu Renesmee se afastar correndo, levou sua mão ao rosto e alisou, seu coração se encheu de tristeza por vê-la assim, o que está acontecendo comigo?Pergunta-se Jacob.



Não era o que queria para ele.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011


CAPÍTULO 2



Eu não acreditava em Deus, mas imputavam meu nascimento a um verdadeiro milagre.

Quando meus pais se casaram, minha mãe tinha um prognóstico confirmado de que nunca poderia gerar um filho, devido a um problema congênito nos ovários que a impedia de ovular. Meu pai não se importou com sua esterilidade. Casaram-se completamente apaixonados e convictos de que seriam pais mesmo assim, pois acreditavam que para tanto bastava que tivessem a capacidade de amar, e isso eles tinham.

Um ano após o casamento adotaram meu irmão mais velho, Emmet, que na época vivia em um orfanato e tinha três anos. Dois anos depois, adotaram minha irmã Alice, que trouxeram para casa com apenas um mês de vida. Suas condições de saúde eram precárias, devido à inanição e aos maus tratos que sofrera. Com remédios, cuidados e uma dose cavalar de amor, ela sobreviveu e se tornou a princesinha da casa. Apesar de pequena, enchia a casa com sua alegria.

Esme e Carlisle Cullen se sentiam plenamente realizados com a família que formaram. Seus filhos eram a razão de suas vidas.

Quando Alice tinha quatro anos, minha mãe começou a sentir-se mal. Disseram que se tratava de uma crise de labirintite e a medicaram para que melhorasse. Dois meses depois, as crises de enjôos e tontura continuaram e exames mais detalhados foram solicitados.

Com lágrimas nos olhos, Carlisle colocou em suas mãos um exame que confirmava sua inesperada e inacreditável gravidez. Ela não acreditava ser possível que um bebê estivesse crescendo em seu ventre, pois nem mesmo menstruava.

Choraram de felicidade, abraçados por um longo tempo. Seis meses depois eu nasci. Fui recebido com mais lágrimas e pelo mesmo amor incondicional que era dedicado aos meus irmãos. Fomos amados e tratados da mesma forma, sempre.

Nenhum médico, incluindo eles mesmos, conseguiu explicar como aquela concepção aconteceu e por isso Esme se referia a mim como seu “pequeno milagre”.

Minha mãe sempre frisava para nós que não existia filho da barriga e filho do coração, como muitas amigas dela insistiam em comentar perto de nós, acreditando estarem sendo agradáveis. Para Esme a maternidade vinha obrigatoriamente do coração e não do útero. Ela era agradecida a Deus por ter dado a ela a felicidade de ter vivenciado a gestação de um filho, que era um período mágico na vida de qualquer mulher, mas não me diferenciava de meus irmãos por isso.

E foi nesse ambiente harmônico e acolhedor que crescemos e nos tornamos adultos responsáveis e pessoas de bem.

Todos em casa eram médicos. Apenas eu ainda não tinha me formado, mas cursava medicina também.

Meu pai era dono de um grande hospital e tinha uma condição financeira privilegiadíssima. Independente de sua fortuna, eu, Emmet e Alice tínhamos herdado os bens de nossos avós maternos e éramos donos de um patrimônio invejável.

Até aquela fatídica noite eu tinha certeza que queria ser médico. Era um aluno exemplar e levava meu curso muito a sério.

É claro que me divertia, como qualquer jovem de vinte anos. Já tinha tido algumas namoradas, mas gostava mesmo era de relacionamentos rápidos. Ainda não havia conhecido a mulher com quem tivesse vontade de passar o resto da minha vida. Esperava que ela estivesse em algum lugar onde pudesse encontrá-la.

Quando entrei naquele galpão e vi o corpo torturado daquela menina, algo dentro de mim mudou. Enquanto segurava sua mão e a ouvia pedir para morrer, descobri o que eu realmente queria fazer na vida. Se o Deus da minha mãe escrevia certo por linhas tortas, como ela gostava de dizer, eu tinha acabado de decifrar seus garranchos.

- Pai, vou trancar a matrícula da faculdade de medicina e fazer um curso de paramédico. Quero trabalhar com salvamentos, nas ruas.

Esperei resignadamente uma inédita crise histérica de meu pai, mas me surpreendi com sua calma.

- Tem certeza que é isso que quer, Edward? – Ele falou, ponderado como sempre.

- Tenho, pai. No início, quando entrei naquele galpão, pensei estar no lugar errado, na hora errada, mas depois percebi o quanto me senti útil enquanto segurava a mão daquela menina. É isto que quero fazer, pai. Quero ser o primeiro a chegar. Quero poder dizer à vitimas como ela que não precisam mais se preocupar nem se sentirem só. É isso que eu quero.

- Como os anjos?

- Vocês também pai? Achei que só a mamãe acreditava nisso. – Falei sarcasticamente.

Meu pai balançou a cabeça. Ele e Esme nunca tinham imposto que seguíssemos suas crenças e religião.

- É um belo trabalho, filho. Terei muito orgulho de ter um filho paramédico – continuou, mudando o assunto.

Ele me abraçou ternamente, me apoiando e me dando a certeza maior ainda da decisão que eu tinha acabado de tomar.

Todo o resto da minha família me apoiou. Iniciei o curso no semestre seguinte e me apaixonei por minha profissão.