sexta-feira, 21 de janeiro de 2011


26 Remorso

Meu corpo estava completamente torpe. Tentei abrir os olhos, minhas pálpebras se apertaram por instinto e depois começaram a abrir. Sentia um estranho cansaço e ainda um pouco de sono. Como era possível uma pessoa se sentir daquela forma? Pensei. Ouvi um barulho vindo do outro cômodo. Era um som de algo caindo no chão. Espreguicei-me e depois levantei lentamente.

Estiquei os braços, ainda de forma preguiçosa e depois caminhei em direção ao banheiro. Quando cheguei ao closet, Jacob estava arrumando as suas roupas nos cabides.

- O que faz aqui? – Perguntei com a voz manhosa e depois bocejei. Instintivamente ele também bocejou. Até hoje não entendo porque todas as pessoas à volta bocejam, repetindo o gesto de uma pessoa, mas tudo bem. – Esse closet é meu!- Tentei manter o meu tom de voz baixo e fiquei observando o sorriso se formando no canto dos seus lados. Ele era realmente lindo e me deixava desnorteada quando fazia aquilo. Era difícil não se encantar, muito menos se perder, com aquele sorriso de deus grego.

- Nosso! – Rebateu, colocou a camisa branca sobre a mala e depois caminhou alguns passos, talvez três, até mim. Puxou-me pela cintura, reduzindo o espaço entre os nossos corpos, seu peitoral definido encontrou em meu tronco, erguei o meu queixo e ficou me olhando nos olhos por alguns segundos. Simplesmente não consegui dizer nada e tentava entender o que aquilo realmente significava quando finalmente voltou a falar: Estou me mudando para o “nosso” quarto. – Fez questão de enfatizar o “nosso”.

- Você não me pediu permissão. – Tentei argumentar, mas foi em vão. Ele colocou o dedo sobre os meus lábios e continuou.

- Hoje nosso casamento começa de verdade. Não pense que vai gritar e me mandar embora. Não pense que vou te obedecer. Vai dormir comigo nessa cama e dividir o closet e o banheiro, querendo ou não. Não estou te pedindo nada, apenas te comunicando a minha decisão. – Seu rosto se aproximou do meu lentamente e seus lábios me tocaram de forma cálida. Não havia desespero, urgência ou qualquer outro tipo de coisa naquele beijo. Era simplesmente calmo e amoroso.

- Jacob, eu...- Tentei afastar os lábios e falar novamente, mas ele me puxou novamente e recomeçamos o beijo. Depois de alguns instantes, ele se afastou e permitiu uma distância maior entre nós.

- Deixa que faço isso amanhã. – Disse para ele.

- Você não pode se cansar. Quero que tenha uma gravidez tranqüila. – Pegou-me nos braços e me levou de volta para cama. Depois de me acomodar, deitou-se ao meu lado e puxou o meu corpo para si. Fiquei completamente surpresa com suas novas atitudes e não tinha certeza se o repelia ou se deixava que fizesse aquelas coisas. Afinal eu estava gostando... Gostando muito daquilo.

Os lábios de se aproximavam de meus lábios e me beijou de forma intensa. Acomodou-me sobre a cama e depois abriu as minhas pernas. Encaixou-se sobre elas e de repente estava dentro de mim. Senti a sua semente sendo jorrada para o meu corpo e comecei a chorar.
Eu o empurrava, mas as sementes continuavam a entrar dentro de mim. Senti minha barriga crescendo rápido e as lágrimas escorriam pelo meu rosto.

- Não, Seth! Não! Não posso trair, Jacob. Eu o amo e você sabe disso.

- Vamos ter nossos filhos, docinho. – Dizia com a voz calma e expressão suave, enquanto alisava a minha enorme barriga.

O cenário mudou e estava em uma sala de cirurgia. A dor era terrível, queria morrer naquele momento. Não agüentava a dor que vinha cada vez mais forte. De repente uma coisa aliviou a minha aflição... A mão de Jacob segurando a minha.

- Calma, neném! Nosso filho já vai nascer. – Dizia com aquela voz rouca e sexy. Dessa vez não me senti extasiada por ela. O que senti foi medo do que faria quando soubesse a verdade.

Comecei a chorar e desejar que o bebê não nascesse. Um golpe de dor me pegou mais forte dessa vez, parecia que estava sendo cortada ao meio. O som de um choro me despertou e me esqueci da dor. Esqueci que queria morrer e virei o rosto para o lado. Jacob estava com uma
criança embrulhada com pano branco em seu colo. Lágrimas rolavam de seu rosto. Ele me olhou com ódio e a sua pergunta me feriu fundo o coração. Não soube como negar...

Simplesmente não soube.

- Por que você me traiu, Renesmee? – Havia fúria em seus olhos. Tive tanto medo pelo meu filho. Pensei que fosse matar a criança. – Essa criança não é minha... Não é!

- Não, Jacob! Não! Ele é seu filho! É seu filho!

- Não! Não! – Os braços me sacudiam e tentavam me tirar do pesadelo. Abri os olhos e através da visão turva vi a expressão de pavor de Jacob ao meu lado.

- Foi só um pesadelo! Calma, amor! Tudo ficará bem. Eu prometo a você que tudo dará certo para nós três. – Ele tirou os cabelos de meu rosto molhado pelas lágrimas, beijou a minha testa e depois secou os meus olhos.

- Eu estou tão cansada. – sussurrei com a voz baixa.
- Vem cá! – Ele me puxou para o seu peito desnudo e aconchegou a minha cabeça. – Você só precisa dormir,  amor. Tudo ficará bem, eu prometo. – Fechei os olhos e tentei lutar contra o sono. Não queria dormir e sonhar novamente com aquilo... Não queria.

O dia amanheceu e Jacob me chamou, sussurrando em meu ouvido enquanto acariciava a minha barriga.

- Hora de acordar, dorminhoca. – Sua voz era muito tranqüila, apesar do senso de urgência. – marquei uma consulta com a sua ginecologista para agora de manhã. Temos duas horas para chegar ao consultório. E se o transito estiver ruim, chegaremos atrasados. – Seus olhos negros e penetrantes estavam me encarando, quando comecei a abrir os olhos. Congelei com aquele olhar tão amoroso. Eu não merecia a sua atenção. Era uma traidora da pior espécie e estava enganando. Como ele se sentiria quando descobrisse a minha traição? Meu estômago revirava só de pensar naquilo eu queria chorar.

- Como conseguiu o telefone da minha médica?- Perguntei ainda atordoada.

- Eu havia marcado com um clínico geral, mas quando Sue falou da gravidez achei melhor com a sua médica. Então liguei para o celular da sua mãe. Ela estava tão mal humorada como sempre. – Gelei – Quando perguntou porque você não ligou, disse que estava enfraquecida pega gravidez. Ela afastou o telefone por segundo, mas pude ouvi-la praguejando do outro lado da linha.- Jacob riu engraçado. – Sabe que me odeia? Está furiosa por eu ter te engravidado. Pediu para ligar para ela quando houver uma confirmação. Disse que o seu avô está passando por um período complicado, mas que em breve voltará para Seattle. Depois pediu para ir visitá-lo no hospital. Ele tem reclamado da sua negligência. – Eu me senti horrível naquele momento. Em momento algum fui visitar meu avô em Nova York. Não queria que a família soubesse o que estava passando e por isso evitava contato. Mas ele sentia a minha falta. Sentia a distância entre nós e a culpa era minha. Estava errando com todos a minha volta e não tinha como me redimir daqueles erros.

- Meu avô... – Comecei a chorar. – Sabe que se for para lá, eles vão descobrir sobre nós. Não posso dar essa decepção para ele. Acho que não agüentaria. – Comecei a chorar toda manhosa e Jacob me puxou para os seus braços. Ficamos sentados na cama, abraçados sem dizer nada por longos segundos.

- A culpa é minha, Ness. Mas prometo que as coisas vão mudar e nesse final de semana vamos visitar o seu avô. Ele ficará muito feliz com a notícia do bisneto. – Ele tentava me acalmar da melhor maneira, mas continuava me sentindo péssima com as minhas ações.

Depois que tomamos banhos juntos, nos arrumamos e fomos tomar café da manhã. Sue havia feito uma linda mesa, cheia de frutas, suco, leite, café, queijos, geléias e dois tipos de pães.

Fazia tempo que não via a mesa daquela forma. Mas sabia que Jacob havia pedido para caprichar. Ele estava tão feliz com a notícia da gravidez, que soltava aos olhos o seu ar de felicidade.

Até Rebecca se comportou a mesa e não fez nenhuma gracinha. Ficou calada o tempo todo, sem olhar para nós, talvez fingindo estar sozinha no local. Ao contrário disso, Rachel estava radiante e falando bastante naquela manhã.

- Ness, eu mal posso esperar para ter o meu sobrinho nos braços. Quero ajudar a decorar o quarto e fazer o enxoval. Ele será tão lindo quando o pai e a mãe. Vai ser a criança mais mimada do mundo.

- Com certeza, Rachal. – Jacob disse sorrindo. – Os pais, avós e tios ficarão maravilhados com essa criança. Será o bebê mais mimado do mundo. Quero uma menina tão linda quanto a mãe. – Ele pegou a minha mão e beijou.

- Eu estou me sentindo estranha esses dias. Sei lá, parece que estou mais cansada e abatida.

- É normal esse sono no início e também muito enjôo. Mas depois isso passa e você ficará ótima. Quando tiver com o filho nos braços, nem pensará nessas coisas. Isso vai compensar tudo. – Sue disse sorrindo.

- Eu mal posso esperar para o meu filho nascer – Jacob disse após beber com copo de café.

- Vai ser tão babão esse pai. – Rachael gargalhou. – Olha a cara de felicidade dele! – Sacaneou o irmão.

- Serei mesmo! Nove meses serão tempo demais para esperar. Até lá terei um treco. – Respondeu.

- Até parece que é você quem vai carregar a criança. – Disse para ele.

- Mas vou! Acha que vou te deixar sozinha algum minuto. Vou ficar o tempo todo com vocês dois ao meu lado. – Sentia a culpa me corroendo por dentro. E se o filho não fosse dele? Se o sonho estivesse certo? O que ele faria quando descobrisse a verdade? Fiquei enjoada só de pensar naquela possibilidade. Ai outra coisa me açoitou como chicote rasgando as minhas costas. O que diria para Seth? Como ele se sentiria em relação aquilo? Não poderia mentir para os dois. Ele nunca me perdoaria quando soubesse a verdade e eu seria odiada pelos dois homens que amava. Seth não era o amor da minha vida. Não sei explicar o amor que tinha por ele, mas assim mesmo sabia que era amor. Por Jacob eu aturava aquele casamento de fachada, pelo simples fato de querer estar ao seu lado. Talvez Seth estivesse certo e aquilo fosse um amor doentio... Mas era amor.

Saímos de casa no carro de Jacob e partimos para Seattle. Ele estava estranhamente quieto, ouvindo o som baixo de Gun’s Rose que tocava na rádio. E eu perdida em meus devaneios, implorando a Deus que o filho fosse de Jacob e não de Seth. Mas não tinha como ter certeza.

Se o tempo fosse de dois meses, poderia ser de qualquer um. Lembro-me que dormi com Jacob na noite que o ouvi falando com sua amante ao telefone. Foi muito louco, quase animal a forma como nos amamos. E no outro dia eu o ouvi falando com Rebecca sobre o golpe do casamento e acabei dormindo com Seth. De quem seria o filho? Inferno!

A consulta na Dra Ridan foi rápida e depois de me examinar, e fazer uma ultra ela teve a certeza que eu estava com 8 semanas de gestação. Não consegui esconder o meu desapontamento, mas Jacob estava radiante com a notícia. Seus olhos cheios de lágrimas, deixando todas as suas emoções transbordarem e a minha culpa crescer naquele momento.

Saímos do consultório e fomos para e a empresa. No caminho liguei para minha mãe e dei a confirmação. Ela ficou bem chateada com aquilo. Mas fazer o quê?

- Alô, mãe!

- Filha, não me diga que é verdade. – Sua voz era quase um sussurro.

- Bom dia para a senhora também. – disse ironicamente.

- Você está grávida mesmo? – A voz de choro cortou o meu coração.

- Mãe, Jacob é meu marido e é natural que nós tenhamos filhos. Não precisa fazer esse drama.
– Tentei confortá-la.

- Ele é um sem vergonha. Por que ninguém acredita em mim? Meu sexto sentido de mãe me diz que ele não presta. Coitado do meu neto. – Ela estava certa, pelo menos em partes, mas eu não poderia confirmar aquilo.

- Olha só, não quero brigar. Tudo bem? Diga para o vovô que Jacob e eu vamos no final de semana. Estou em divida com ele. Tenho que desligar agora.

- Se cuida, filha! E cuida bem do meu neto. Ele não tem culpa do pai que arrumou para ele.

- Ta bom! Ta bom! Tchau! – Desliguei o telefone e Jacob parecia tranqüilo ouvindo a conversa, enquanto dirigia.

- Ela nunca vai gostar de mim. – Ele disse sem nenhuma preocupação com aquilo. – Mas você é minha mulher e ele meu filho. – Colocou a mão sobre a minha barriga. – Ela não pode fazer nada sobre isso.

- É verdade! – Estava quase chorando com aquela angustia me sufocando. Toda vez que ele se referia a criança, era como se me acusasse de traição.

Chegamos ao estacionamento do prédio, Jacob abriu a porta para mim, pegou a minha mão e seguimos de mãos dadas até o elevador. As pessoas nos olhavam de forma estranha, talvez por nunca terem me visto lá com ele, e eu me sentia de certa forma constrangida.

Passamos pelo salão onde havia várias baias com funcionários  e todas as mulheres em suas mesas esticavam as cabeças para me encarar. Seguimos pelo corredor até chegamos a ante sala do seu escritório. Notei que a secretaria era nova.

- O que aconteceu com a Vivi?- Perguntei intrigada.

- Ela não estava me agradando muito. Era entrona,  curiosa e fofoqueira. Por isso eu a transferi para outro setor.- Respondeu sem a menor culpa.

- E por que escolheu uma secretária velha? – Ainda não entendia as suas atitudes.

- Para não dizerem que havia trocado a secretária por uma amante. – Ele rui discretamente.

- Sra Morgan, essa é a minha esposa Renesmee Black.- Ele nos apresentou e vi que apesar de parecer ter seus cinqüenta e poucos anos, ela era bem cuidada, cabelos ligeiramente grisalhos bem arrumados,maquiagem discreta e roupas sociais e de acordo com a sua idade. Suas expressão era simpática e agradável.

- É ainda mais linda do que as fotos no computador. – Disse e fiquei ruborizada com o comentário.

- Obrigada, respondi.

- Peça, por favor, um suco de abacaxi com biscoitos para minha esposa. – Jacob pediu e entramos de mãos dadas dentro da sala.

- Você deve fazer muito sucesso nesse escritório. As mulheres estavam todas olhando quando passamos. – Disse tentando testá-lo.

- São tolas... Eu já tenho problemas demais para pensar nisso. E ainda tem a... – Ele hesitou e desviou o olhar.

- A sua amante? – Questionei arqueando uma das sobrancelhas.

- Ela não é minha amante. Eu já dispensei desde que vim para cá ficar com você. Ela veio atrás de mim. Que culpa eu tenho? Mas ela está me chantageando e se fizer um escândalo agora, na situação que a empresa está, será ruim para os negócios. Não posso enfurecê-la agora... Não mesmo. – Ele ficou me analisando, como se estivesse com medo das minhas reações. Eu sentia raiva por aquilo, mas ao mesmo tempo alivio por falar sobre o assunto abertamente comigo.

- Isso é uma desculpa. – Resmunguei, encarando o seu olhar.

- Não! Nunca mais tive nada com ela desde que vim para cá. No início ainda conseguia, mas depois simplesmente não funcionou... Eu brochei. – Confessou envergonhado. – Sente-se aqui, por uns instantes. Tenho assuntos a resolver e já volto. Fique a vontade. – Jacob colocou o smart phone sobre a mesa e depois saiu da sala.

Caminhei até a sua mesa, sentei-me na cadeira e fiquei olhando para a tela bloqueada do computador. Comecei a digitar possíveis senhas, mas não funcionavam.

Rachael

Rebecca

Sarah

Billy

Renesmee

Ness

- Inferno! Pense, Ness... Pense! HUM?

Nenem

Magicamente o computador desbloqueou e pude ver a sua área de trabalho cheia de pastas de documentos. Comecei a abrir, mas só havia arquivos. Depois desisti  e fiquei parada com a cabeça encostada na poltrona pensando no que ele havia me dito. Olhei para os porta retratos na mesa, um com foto do nosso casamento e outro do dia do nosso noivado. A tela do computador fechou e as imagens do descanso de tela começaram a aparecer. Eram várias fotos minhas, as que havia dado para ele na ocasião do namoro, passando uma a uma na tela do computador. Comecei a me questionar se ele realmente me amava e se falava a verdade.

Afinal por que teria fotos minhas em sua tela se não sentisse nada?

O smartphone tocou e o peguei para atender. No visor estava CM e não entendi do que se tratava. A minha curiosidade foi tamanha e atendi a ligação.

- Alô, amorzinho, você vai continuar a fazer jogo duro comigo. Sabe muito bem que precisa me tratar bem. Não fiquei feliz em ser despejada e quero saber se vai continuar com isso. O apartamento que arrumei é um lixo, estou sem dinheiro e ficando enfurecida com você. Não quer que a sua esposinha saiba tudo sobre nós? Ou quer? – continuei em silêncio, com a respiração forte, mas tentando em controlar. – JACOB BLACK! Você não deveria me deixar irada! Estou cansada desse jogo! Cansada do seu desprezo! O que aquela insossa tem que eu não tenho? Ela não “FO” melhor do que eu. Sei disso! Quer me responder? INFERNO!

- Aqui é a esposa falando. – Disse com a voz firme.


- Finalmente nos conhecemos, Vadia Cullen. RARARA – Disse dando uma gargalhada debochada.

- Antes tarde do que nunca. – Respondi com presunção. – Jacob não poderá responder. Ele foi resolver problemas e me deixou no escritório. Acabamos de voltar do médico e ele está muito feliz hoje. Acho que não conseguirá estragar o humor dele. Não hoje. RARARA

- E o que foram fazer no médico? Ele descobriu que você vai morrer e ele será um viúvo milionário? RARAR

- Não... Descobriu que será papai. Está radiante de felicidade. E você, sua mocréia, por que não volta para o covil de cobras de onde veio?

- Não mesmo, queridinha. Quero estar ao lado dele no seu velório. Acha que ele se casou com você por causa dos seus lindos olhos azuis? Você é uma estúpida! Sabe como ele te chama? Vadia Cullen! RARARA E PARA O SEU CONHECIMENTO, VOCÊ NÃO TERÁ ESSA CRIANÇA. NEM QUE PARA ISSO EU TENHA QUE ARRANCAR PESSOALMENTE DA SUA BARRICA. SUA IDIOTA!

- NÃO AMEACE O MEU FILHO! SUA ORDINÁRIA! SUA... – A porta se abriu e Jacob entrou correndo na sala. Pegou o aparelho de minha mão e começou a gritar com ela.

- O QUE PENSA ESTAR FAZENDO? SE A AMEAÇAR NOVAMENTE, SE A CHAMAR DE FEIA OU SE ATREVER A TOCAR NO MEU FILHO EU MATO VOCÊ, CADELA! ENTENDIDOS? EU VOU ACABAR COM SUA RAÇA E NÃO SOBRARÁ NADA DE VOCÊ PARA AMEAÇAR A ALGUÉM.  – Desligou a ligação furioso e socou a mesa com raiva. Eu estava chorando muito, não conseguia me contar com a raiva e o medo que sentia. A mulher era louca e por isso Jacob estava a tratando com cautela, mas agora a guerra estava declarada entre eles. Aquilo era mal para os negócios e eu sabia que era a culpada por provocá-la.

Jacob me abraçou e tentou me acalmar fazendo caricias em minha cabeça.

- Eu amo você. Não acredite em nada do que ela diga. Aquela louca não chegará perto do nosso bebê. Eu juro para você, amor. Nem que para isso eu tenha que matá-la. – Arregalei os olhos e vi que ele falava muito sério naquele momento. Tive medo das suas reações.

Ele me puxou para  a poltrona, sentou-se e depois me colocou em seu colo. Fomos interrompidos por batidas na porta e depois ela se abriu. Sra Morgan entrou com uma bandeja com suco e biscoito. Percebeu que eu chorava, não falou nada. Apenas colocou a bandeja sobre a mesa e saiu.

Levantou-me, foi até a porta e passou a chave.

- Para que isso? – Perguntei um pouco mais calma.

- Não quero que Sra Morgan entre e nos pegue em situação constrangedora. Ele me puxou para ele, conduziu-me até a mesa, seus lábios desceram até o meu pescoço e começou a distribuir leves beijos. Fechei os olhos e me esqueci do motivo de estarmos ali. Ele me sentou sobre a mesa, abriu as minhas pernas e encaixou-se entre elas.

- A porta... – Sussurrei.

- Ninguém vai entrar aqui, amor. Deixe que eu te acalme. – Beijou os meus lábios, levou a mão, passando pelas minhas pernas, até a minha calcinha. Ainda bem que estava de vestido. Do contrário a coisa seria mais complicada. Quando percebi, Jacob estava me penetrando lentamente e fui aumentando o ritmo os poucos. Esqueci-me de tudo e todos e me permitir aquele momento. Era uma entrega verdadeira. Eu o amava e precisava sentir que ele também me amava, a despeito de tudo o que já havia feito.

Assim nós nos amamos em seu escritório e quando terminamos, ele tinha um sorriso de satisfação no rosto.

Ajudou-me a descer e depois apontou para o banheiro. Desci o meu vestido e fui me limpar enquanto ele foi para a sua poltrona.

Fiquei alguns minutos no banheiro e quando voltei ele olhava intrigado para o computador.

- Como descobriu a  minha senha? – Perguntou estendendo as mãos para mim.

- Óbvio demais. Não é?

- Só você a encontraria. Deveria ter pensando sobre isso. – Ele riu e me sentei em seu colo.

– Eu vi as fotos na proteção de tela.

- Elas são o meu consolo. Todos os dias eu fico olhando para as suas fotos para consolar o meu coração. Fiz tudo errado e quase estraguei o nosso casamento.

- Eu também não fui muito fácil. – Coloquei a cabeça em seu ombro e ficamos olhando para o computador.

- Eu errei e te peço perdão. Tem muitas coisas que gostaria de te contar, mas não tenho coragem. Acho que me odiaria se fizesse isso. – Ele estava muito temeroso e procurei não insistir.

- Quando quiser falar, estarei aqui para ouvir.

- Tenho uma reunião daqui a pouco. Você pode ficar na sala e volto em duas horas. Tudo bem? Quando voltarmos, vamos ao shopping para comprar algumas coisas para o nosso bebê.

- É cedo, amor. – Respondi.

- Já podemos ir pensando na decoração, comprar algumas coisas e ver os moveis e objetos.

- Amor, a Alice ficará chateada se não decorar o quarto. – Fiz beicinho e ele riu.

- Ness, eu nunca tive nada que fosse realmente meu. E agora quero curtir o meu filho. É uma coisa que quero fazer sem interferência da sua família. Tudo bem? Se não quiser comprar nada hoje, podemos apenas olhar e quando soubermos o sexo do bebê compramos as coisas. – A culpa novamente me assolou naquele momento. E se o filho não fosse dele? O que eu faria?
Quis chorar, mas tive que me conter para ele não perceber o que se passava comigo.
A tarde passeamos no shopping, vimos roupas de bebês em algumas lojas, tentamos imaginar o quarto do bebê ao ver as decoração no mostruário. Jacob estava completamente fascinado com aquelas coisinhas para criança e se deixasse, ele teria comprado a loja inteira.

A noite voltamos para casa, tomamos banho juntos e fomos dormir agarradinhos. E novamente tive pesadelos e acordei chorando com as lembranças.

Jacob parecia assustado, mas não queria que eu percebesse algo. Apenas tentava me acalmar e dizia que tudo daria certo.

--- xx---

Viajamos para Nova York no sábado a tarde e chegamos lá a noite. Ficamos hospedados no enorme apartamento comprado pelo meu avô e pude me redimir pela a minha ausência nos últimos meses.

Minha mãe ficou com aquela cara de amora azeda, sempre alfinetando Jacob, e se lamentando pela minha gravidez. Parecia até um agouro a forma como ela falava do meu filho. Cheguei a ficar com raiva e brigar com ela. E meu pai  a repreendeu várias vezes.

Minha avó e minhas tias fizeram festa e cismaram que tinham que fazer a decoração e o enxoval do bebê. Mas Jacob jogou água fria dizendo que ele queria fazer tudo pessoalmente.

Foi bom estar com minha família novamente. Aqueles três dias que ficamos em Nova York nos deixaram ainda mais unidos e nem parecia que havíamos vivido tantas conturbações nos últimos meses. Eu já havia perdoado as humilhações de Jacob e ele me tratava como um cristal prestes a quebrar.

Voltamos a nossa rotina em La Push e tudo parecia ir bem, exceto pelo fato de Seth e eu não nos falarmos mais desde o “incidente”.

Sue notou que havia algo errado e me perguntou o que havia acontecido, mas eu não lhe contei o nosso segrego.

Às vezes eu percebia ele me olhar de longe enquanto brincava com o cachorro. Fingia não ver por causa do meu constrangimento.


Duas semanas passaram tranquilamente e apesar dos meus sonhos, Jacob e eu estávamos em perfeita harmonia.

Rebecca não me infernizava e fazia o possível para se manter longe de mim. Jacob pediu para Sue que eu não saísse sozinha de casa e não atendesse telefone. Tinha medo que a Casy cumprisse com as promessas e me fizesse algo.

Uma tarde eu estava no escritório, navegando na internet, quando Sue me chamou.

- Ness, você precisa ver isso. – Eu a segui até o meu Studio e quando chegamos lá, carregadores colocavam aparelhos de ginástica, enquanto outro rapaz tirava as minhas telas e material de pintura para colocar no jardim.

- O que está acontecendo? Quem deu ordens para colocarem essas coisas ai? – Perguntei enraivecida.

- Eu!  - Rebecca saiu do Studio e ficou me encarando. – Essa será a minha nova sala de ginástica. Você está muito ocupada com as coisas para o bebê e não vai precisar do local.

- Você é louca? Tirem isso agora! – Ordenei para os homens, que me olhavam atordoados.

- Não! – Rebecca disse

- A casa é minha! Tirem agora! – Seth se aproximou e gritou com eles.

- NÃO ESTÃO OUVINDO A DONA DA CASA? ANDEM!

- E o que fazemos com as coisas? Para onde levamos? – Olharam para Rebecca, que continuou firme em seu propósito.

- Levem para o salão! Eu estou pagando vocês. – Eles assentiram e continuaram a entrar com as caixas enormes.

- Você é muito abusada! – Caminhei até ela e a encarei. – Quero tudo isso fora da minha casa! AGORA! –Ela me segurou pelo braço, machucando o meu punho. – Solta!

- Você não manda em nada! O dinheiro é seu, mas quem manda é meu irmão. – Girou meu corpo 360 graus e me empurrou com força contra a parede. Cai de mal jeito, sentindo o impacto em minhas costas. No mesmo instante uma dor forte me assolou e senti o sangramento. Comecei a chorar e pedi ajuda.

- Seth, o meu bebê... eu to perdendo o meu bebê. – Choraminguei caída no chão. Ele correu até mim e os homens olharam assustados. Rebecca começou a pedir perdão e chorar. Ela no fundo sabia o que a esperava.

- Eu não queria! Eu não queria! Por favor, me perdoa! Jacob vai me matar! OMG! Ele vai me matar. – Ela saiu correndo e não vi para onde foi.

Seth correu comigo em seus braços e me levou para o carro.

Durante o caminho, eu só conseguia chorar enquanto ele me pedia para ficar calma. E por mais que tivesse com medo que aquela criança não fosse de Jacob, eu queria muito o meu filho. Eu já o amava demais e sendo quem fosse o pai, era fruto de amor.

O carro correu em alta velocidade pelas estradas de La Push até chegar ao Hospital de Forks.

Fui levada para a emergia ensangüentada e no fundo sabia que meu filho não resistiria. Por isso eu chorava como criança e ao imaginar a dor de Jacob, o meu sofrimento só fazia aumentar.

Os minutos pareciam passar lentamente enquanto a médica me examinava. E depois de me limparem e ela me fazer todo o procedimento, verificou que eu havia abortado.

Fui encaminhada para uma sala de cirurgia para fazer a curetagem ainda chorando muito. Passei por aquele procedimento horrível e depois de um longo tempo, estava deitada em uma cama completamente sedada.

Apaguei completamente e tive alguns sonhos estranhos com Jacob brincando com uma linda menina de uns cinco  anos. Ela era muito parecida com ele, tinha longos cabelos negros, assim como de Rachael e Rebecca, a pele muito morena, os olhos negros, lábios carnudos e o formato do rosto muito parecido. Os dois sorriam alegremente pelo jardim e ela gritava o chamado de pai muitas vezes.

Tive o mesmo sonho muitas vezes e não entendi o motivo daquilo, já que havia perdido o “nosso” filho. E quando acordei, ele estava sentado na beira da cama segurando a minha mão.
Sua expressão de dor era terrível, apesar disso parecia calmo.

- Como você esta, amor? Sente-se mal? – Ele me perguntou franzindo o cenho.

- Estou estranha. – Respondi ainda grogue.

- Ficará tudo bem... Eu prometo. – Ele beijou a minha mão docemente e ficou me analisando.

- Eu perdi o nosso... – Ele colocou o dedo sobre os meus lábios e fez sinal de “SHIII” com a boca.

- Não pense nisso. Tudo bem? Não foi culpa sua e depois eu me entenderei com a culpada. Só pense que ficará bem e depois faremos outro filho.

- Mas...

- Mas nada, amor! – Ficou passando as mãos pelos meus cabelos e ouvimos um toque na porta. Virei o rosto e vi Seth entrando.

- Posso falar com ela? – Ele perguntou, Jacob só soltou a minha mão e saiu sem dizer nada.
Seth caminhou em direção a cama, pegou a minha mão e ficou me olhando.

- Fiquei muito preocupado com você, docinho.- Disso com a voz muito baixa.

- Eu imagino. – Respondi.

- As coisas ficaram estranhas entre nós. Não tive coragem para conversar com você depois daquele dia. Às vezes eu a vejo brincando com o cachorro e tenho vontade de ir até vocês dois. Mas sei lá... entende?

- Sim! Eu me sinto estranha com o que aconteceu. – Desviei os olhos por não conseguir encará-lo.

- Posso te perguntar uma coisa? Se não quiser responder tudo bem. Só olhe nos meus olhos. Ok?

- Fala! – Meu estômago embrulhou. Conhecendo o bem, sabia do que se tratava. Como mentiria para ele? Não tinha como.

- Esse filho... – Ele hesitou.

- Não sei. – Disse envergonhada. – Poderia ser de qualquer um dos dois. Nunca mais saberemos afinal.- Uma lágrima rolou em seu rosto. Sentei-me na cama e ele me abraçou forte.

- Eu sinto como se fosse meu. – Disse baixinho.

- Me perdoa, Seth. Eu fiz tudo errado com você. Tudo o que aconteceu foi um erro. Não quis te usar. Juro que não! Acabei te machucando ainda mais. – Eu estava chorando em seus braços. Tive medo de Jacob entrar e assistir a cena. Sabia que perderia o controle, por isso me afastei. – Jacob pode entrar e sabe bem como ele é possessivo.

- Entendo...

- Como você estar? Como vai a sua vida? Você me disse na ultima vez que falamos que tinha alguém. Qual o nome dela? Vocês ainda estão juntos? – Comecei a tagarelar nervosa. Pensar em Seth com outra me causava ciúmes, mas ele merecia ser feliz com alguém que não fosse eu. Não podia ser egoísta e monopolizar o seu amor.

- Estamos começando uma relação. Ela faz direito na universidade e nos conhecemos na lanchonete. Não fazia parte do meu grupo de amigas, mas agora faz. Ela é bonita, por dentro e por fora, se é que me entende. Sabe sobre você e é paciente. Queria apresentar as duas, mas tenho medo.

- E o nome? – Perguntei arqueando a sobrancelha.

- Larissa. – Respondeu com um singelo sorriso no rosto.

- Leve a sua namorada lá em casa. Eu quero conhecê-la. – Disse com meu coração apertado.

- Tem certeza? – Ele perguntou e eu assenti.

- Quando ao que aconteceu, docinho, não precisa se preocupar. Ninguém sabe sobre nos e se depender de mim as coisas ficam assim. Não tenho medo de Jacob, mas sei que você não agüentaria se ele a abandonasse. – Beijou a minha mão e se levantou. – não era para ser. Nós teremos uma nova chance de ter outro filho... Se é que era meu. – Levantou-se e saiu do quarto lentamente.

No dia seguinte, recebi alta e fui para casa com Jacob. E durante o caminho ele me disse que mandou Rebecca para longe. Ela iria dividir o apartamento com uma amiga de Rachael e trabalhar em um escritório. Havia arrumado um emprego temporário te atendente para ela, assim ele teria tempo de digerir o que havia acontecido. Certamente ele a mataria se cruzasse com ela dentro de casa com ar de deboche.

Naquele dia Jacob não foi para o escritório e ficou trabalhando em nosso quarto enquanto eu via TV.

No final da noite, percebi que ele estava inquieto e andava de um lado para o outro. Parecia querer dizer algo, mas não tinha coragem. Às vezes me olhava e havia uma coisa estranha naquele olhar. Tive medo que soubesse sobre mim e Seth, fazendo o meu coração apertar. Mas resolvi não dar o primeiro passo e esperei até que ele tomasse coragem para falar.
Ele sentou-se ao meu lado na cama, pegou a minha mão e ficou me olhando. Seus olhos estavam cheios de lágrimas quando finalmente começou.

- Ness, eu queria conversar sobre uma coisa. Preciso te fazer uma confissão. Combinamos que não haveria mais mentiras entre nós. Vou te contar tudo e quero a verdade de você. – Meu coração gelou naquele momento. Arregalei os olhos, comecei a chorar e Jacob também. Sabia que aquela conversa seria decisiva para nós dois.

Nota
Amores, tenho uma boa noticia para vcs. Eu já postei o regulamento para o concurso de Short no meu perfil. O Staff do Nyah aprovou a postagem do concurso e por isso não preciso me preocupar em ser denunciada. Quem for concorrer tem até o dia 30 para enviar.
O meu bebezinho (notebook) chegou ontem a noite e agora poderei fazer os caps para vcs. Estou muito feliz de tê-lo de volta. O único problema é que continuo sem acesso a internet de casa e dependo da minha sobrinha, e algumas vezes de Lan House.
Bem sobre o cap, não consegui chegar aonde queria, que era na parte das revelações dos dois. Não sei se vcs estão recordadas, mas a Ness ainda não sabe sobre a vingança. Ela sabe sobre a amante e sobre o roubo do dinheiro no seu cartão. No próximo cap, teremos as revelações e uma surpresa inesperada da parte do Jacob. Não posso dizer exatamente o que, mas eu não engravidei a Ness sem motivos. Kkkk Não dou ponto sem nó.
Os próximos caps serão mais rápidos e tentarei compactar os eventos em poucos caps para a fic acabar no inicio de fevereiro. Então teremos fortes emoções e ai vcs saberão quem morrerá e qual o motivo. O que posso dizer é que tem muita gente na linha de tiro. Kkkk
Bem, vou deixá-las ler o cap e voltarei a trabalhar.
Boa leitura para vcs!

N/Heri: Nossa que capitulo tenso.  A Casy quebrou a cara quando a Ness respondeu... Falem ai meninas está lindo os dois juntinhos no maior love. Pense num homem que sabe acalmar uma mulher...aff!  E esse papo com Seth? Hum...agora as revelações a seguir, continua tenso...ele vai confessar tudo? E ela vai também?...comentários gente pra ela postar logo....bjs girls.


quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Capitulo 3

O tempo é relativo, sei que não sou o primeiro a perceber isso e estou longe de ser o mais famoso, mais queria que o tempo parasse quando eu estou com Nessie, faz três dias que não há vejo e isso me incomodava um pouco.
 À tarde fui com Embry no churrasco na casa de Sam, como esses dias eram os meus preferidos antes de eu me alistar, todos estavam La Billy, Rachel com Paul estava nos divertindo muito.
_ Ei Jake quando você vai embora? Diz Seth
- Você ainda tem que me aturar duas semanas Seth, eu respondi rude a ele porque eu sabia o motivo da pergunta.
_ Mais que pena Jake você faz muita falta aqui diz Leah a irmã de Seth, Leah era um pessoa de gênio muito forte era uma pessoa de bom coração muito bonita e super protetora com quem ela ama.
-Oi gente diz Claire chegando com Nessie, confesso que congelei quando a vi chegando, percebi que também fiquei nervoso, eu não me lembro a última vez em que alguém tinha deixado nervoso exceto Bella, mas, por algum motivo, não parava de pensar que as coisas entre nós poderiam estar diferentes, não sabia como ou porque me sentia assim naquele momento cogitei se ela ainda se lembrava de nosso encontro, mas, quando me viu, ela sorriu como se não houvesse nenhum problema.
- Ai está você diz Nessie
- Oi, agora você sabe meu esconderijo respondi a ela com um sorriso
- Bem, preciso agradecer Claire, ela insistiu que eu viesse mesmo desconhecendo o motivo comentou Nessie olhando para Claire .
-Nessie esse é meu pai Billy, minha irmã Rachel e... Quando iria continuar a apresentações ela me interrompe.
_ Bem Jacob eu já os conheço. E todos caíram na risada
-Ok, essa eu merecia, então vamos dar uma volta na reserva? Eu perguntei meio que sem graça.
- Claroo Jake diz Nessie ainda sorrindo.
O céu havia mudado para chuva, estava frio, relampejava no horizonte, momwntos depois uma leve garoa.
- Acho que não foi uma boa idéia se afastar da casa vamos voltar, vai começar um temporal eu disse meio nervoso.
- Você quer ir mesmo? E, além disso, eu amo temporais diz Nessie chegando mais perto de mim e eu coloquei meus braços em torno a sua cintura e seus lábios trocaram nos meus, percebi que poderia viver 100 anos e visitar o mundo todo e nada se compararia ao momento único em que beijei a mulher dos meus sonhos.
-Vamos Jake, corre, diz Nessie pegando na minha mão me puxando para irmos a uma rocha com arvores que não deixava a chuva molhar o local.
-Jake, ficar com você parece... O certo, de alguma forma é fácil, como deve ser, como é com meus pais, eles se sentem confortáveis juntos e cresci pensando que um dia eu também queria me sentir assim, ela fez uma pausa e continuou, você gostaria que você os conhecesse.
- Eu também gostaria de conhecê-los eu disse com minha garganta seca.
Ela encaixou sua mão na minha, nossos dedos entrelaçados e esperamos a chuva passar e uma voz martelava na minha cabeça lembrou que dali a pouco eu voltaria para Alemanha e tudo estaria acabado, passei tempo o suficiente com meus companheiros para saber que esse tipo de relacionamento não dura; Os momentos ao lado de Nessie me fizeram cogitar se era possível desafiar a norma, mais louco que pareça, ela estava se tornando parte de mim, e eu já temia o fato de não poder passar o dia seguinte com ela.
-Você está assustadoramente calado, ela comentou.
- Desculpe- me tenho esses momentos eu respondi colocando meus dedos em seu queixo.
-Jake amanhã vai ter festa nativa em Forks e vou ter que cantar, você gostaria de ir?
- Eu não perderia por nada, eu disse a beijando.
(...)
Na noite  seguinte fui ao festival havia muitas pessoas na praça principal em Forks, confesso que não gosto muito de ir em Forks tenho lembranças muito ruim desse lugar.
Senhoras e Senhores  agora vamos apresentar a voz mais linda da cidade, a filha do nosso querido médico Renesmee Cullen:


 
Olhei para o palco ela estava incrivelmente linda, com um vestido branco que parecia que ela era um anjo de tanto que iluminava no palco. http://jessicastroupweb.com/photos/displayimage.php?album=154&pos=1

Baby I've been here before
I've seen this room and I've walked this floor You know, I used to live alone before I knew you And I've seen your flag on the marble arch and love is not a victory march it's a cold and it's a broken hallelujah
Hallelujah,hallelujah, hallelujah, hallelujah
Well there was a time when you let me know what's really going on below but now you never show that to me do you but remember when I moved in you and the holy dove was moving too and every breath we drew was hallelujah
Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah
Well maybe there's a god above but all I've ever learned from love was how to shoot somebody who outdrew you And it's not a cry that you hear at night it's not somebody who's seen the light it's a cold and it's a broken hallelujah
Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah Hallelujah, hallelujah, hallelujah, hallelujah Hallelujah

Todos aplaudiram como alguém não poderia aplaudi-la, sua voz é de arrancar lágrimas comoventes.
Tentei chegar perto dela mais ela parecia àquelas cantoras famosas com pessoas a bajulando.
-Senhorita Celebridade, você tem um minuto para esse simples rapaz que veio para elogiá-la eu disse para ela .
-Jake você veio diz Nessie me dando um selinho
-Eu disse que eu vinha
-Venha conhecer minha família diz Nessie
-Pai esse é Jacob diz Nessie me apresentando um Senhor aparentemente muito jovem para ter uma filha de 17 anos, loiro elegante.
-Ah! O soldado famoso por quem minha filha se apaixonou, muito prazer meu nome é Carliste diz ele estendendo a mão em comprimento a mim.
-E eu sou Esme, sou a mãe de Nessie, você é muito bonito diz a mãe dela que é muito bonita também, embora não a achei parecida com nenhum dos dois.
-Muito obrigado eu disse
-Estou perdendo algo? Chega um moço com os cabelos marrom banca de mauricinho
- Jake esse é meio irmão Edward mais ciumento e protetor do mundo diz Nessie
-Prazer eu disse mal olhando para ele.
_ E essa que esta vindo é Bella a noiva do meu irmão, ela é meio esquisita mais é uma pessoa legal.
Quando olhei, fixei meus olhos ainda mais para confirmar se era a mesma Bella por quem um dia foi incrivelmente apaixonado, e era ela mesmo, meu coração até deu uma faiada, minha respiração ficou mais ofegante, mais um dia eu tinha que enfrentá-la.
-Oi Jake quanto tempo diz Bella em repulsa comigo
-Shiii ,já vejo que vocês já se conhecem diz Nessie desconfiada.
-Sim, desde pequenos, pai de Jacob é muito amigo do meu pai diz Bella com uma voz ríspida.

No decorrer da noite Nessie ficou calada, mal me respondia às perguntas, isso estava me deixando pirado por que realmente eu não sabia o que eu tinha feito.

- Ei o que foi que você está quieta hoje? Está com dor de cabeça?- eu enfim perguntei para ela
- Não, não estou Ei Jake você já amou alguém? Ela me perguntou, mudando de assunto repentinamente.
_ Você me pegou desprevenido, respondi surpreso.
_ Vai Jake é apenas uma pergunta, ela insistiu.
_ Não sei, eu indaguei a ela.
_ Como eu pode não saber? , perguntou ela brava.
_ Fiquei com uma garota a alguns anos, na época sabia que estava apaixonado, pelo menos é o que eu dizia a mim mesmo, agora, no entanto, quando penso... Não tenho mais certeza. Eu me importava com ela, gostava de ficar com ela, mais nunca fomos um casal, se isso faz sentido e ela acabou terminando comigo e ficando com outro.
Ela considerou a minha resposta, mais não disse nada, após alguns momentos ela comentou:
_ Essa garota seria a Bella?
_Sabia que você ia descobrir, eu disse em voz baixa.
_Não tinha como não perceber a forma como vocês se olharam.
_ Mais Nessie, passou okay? Não precisa ficar com ciúmes, eu disse abraçando-a.
(...)
Nas 2 noites seguintes Nessie foi em casa, no fim de semana minha presença na sua casa já era um fato costumeiro e acredite se quiser  fomos a igreja no Domingo, eu nunca tinha ido a uma igreja antes, mais foi talvez a semana mais especial de toda a minha vida, meus sentimentos por Nessie aumentaram, mas, como o passar do dia, comecei a sentir a ansiedade roendo por dentro, pensando que tudo terminaria em breve, eu mal conseguia dormir, fiquei rolando na cama pensando em Nessie e tentando imaginar como poderia ser feliz sabendo que ela estava do outro lado do oceano e rodiada de homens, e que um deles poderia sentir por ela exatamente o mesmo que eu.
***
 Na segunda feira fui à casa de Nessie mais não a encontrei então resolvi ir a pedra aonde nos beijamos pela primeira vez, e lá estava ela sentada com os joelhos dobrados e só quando me aproximei percebi que ela chorava.
Nunca soube o que fazer diante de uma mulher chorando, para ser franco, nunca soube o que fazer diante de qualquer pessoa chorando, desde que minha mãe havia falecido.
Antes que eu pudesse decidir o que fazer, Nessie me viu, ela rapidamente limpou os olhos vermelhos e inchados respirou fundo algumas vezes.
_ Você está bem, perguntei.
_ Não, ela respondeu e meu coração ficou apertado.
_ Quer ficar sozinha?
_ Não sei, vou ficar bem.
Coloquei as mãos nos bolsos e assenti com a cabeça.
_ Você prefere ficar sozinha? , perguntei novamente.
_ Eu realmente tenho que dizer?
Eu Hesitei: - Sim!
- Você pode ficar, na verdade seria bom se você sentasse ao meu lado, ela deu uma risada melancólica.
- eu fiz uma coisa para você, espero que você goste, ela disse.
-Tenho certeza que sim, murmurei, quando abri o pacote era um porta retrato nosso, uma foto que tiramos na reserva no aniversário de Embry.

-Você sabe mo que eu estava pensando quando vim aqui? Ela não esperou resposta e continuou: _  Estava pensando em nós, lembrei tudo dos primeiros dias, e o que vale para semana  inteira, o fato é que amei cada momento, e não esperava por isso, eu não queria me apaixonar por você, ela disse chorando.
Eu estava arrasado então não disse nada.
_ Você vai embora Jake em poucos dias e tudo estará terminado.
- Não tem que terminar, protestei.
_ Jake, não vai ser igual, não vamos deitar juntos na praia olhando as estrelas, não vou sentir seu abraço como agora.
Eu me virei, com uma sensação crescente de frustração e pânico, tudo o que ela dizia era verdade.
- Desde que nos conhecemos, eu sabia que ficaria por 3 semanas, mas não pensei que seria difícil dizer Adeus, e eu não quero dizer adeus, reagi.
Ela se recostou em mim, fechei meus olhos e soube que o que eu mais queria era abraçá-la daquele jeito pra sempre.
Fiquei, maravilhado com o jeito aberto de Nessie demonstrar suas emoções, quando ela me beijou mais tarde, provei a doçura de seu hálito e peguei sua mão e disse:
_ Vou me casar com você um dia, sabe, eu disse.
_ isso é uma promessa?
_ Se você quer que seja?
_ Bem, então você tem que prometer que vai voltar para mim quando sair do exército, não posso me casar com você se você não estiver aqui.
_ Fechado.
Passei os últimos dias com meu pai, com o pessoal da reserva e com Nessie.
Jantar com meu pai antes de ir embora foi muito maravilhoso para mim, eu o amava tanto.
De manhã, meu pai me levou para o aeroporto e Nessie já estava lá.
 Nós os beijamos e eu abracei mais forte, sabendo com certeza que o ano á nossa frente seria o mais longo da minha vida, desejei ardentemente nunca ter alistado, ser um homem livre, mais eu não era.
_ Acho que esta na hora de eu ir, eu comentei.
Ela assentiu com a cabeça, começando a chorar.
Senti um nó formar-se em meu peito.
_ Vou escrever para você, prometi.
_ Ta , ela respondeu, enxugou suas lágrimas.
_ Lembre-se de que vou mudar de alojamento o ano que vem mais assim que tiver endereço novo eu te aviso.
Ela cruzou os braços como uma criança abandonada e comentou:
_ Isso me assusta, quero dizer você ser um soldado.
_Vou ficar bem, tranqüilizei-a.
Abri meus braços novamente ela veio até mim e abracei-a longamente, a beijei pela última vez, virei par ao meu pai e dei um forte abraço.
_ Te amo d+ meu filho querido, volte logo, meu pai murmurou, saiu do nada, mais de certa forma foi exatamente o que eu queria ouvir.
Segui par ao avião, e fiquei olhando no espelho na parede eles e a imagem deles começou a ficar cada vez menor, sentindo o meu sonho escapar de mim.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011


 

O objetivo desse concurso é descobrir novos talentos e divulgar o trabalho das autoras do Nyah.

No último concurso, das quatro primeiras concorrentes, três eram novatas e duas nunca postaram uma fic.

Fiquei muito feliz com o resultado e espero que novos talentos saiam nessa nova prova de fogo.

Qualquer dúvida sobre as regras do concurso, entrem em contato comigo por email ou MPLS.

BOA SORTE PARA AS CONCORRENTES

• O participante deverá enviar o seu capítulo por email (glauciablack@ymail.com) até 31 de Janeiro. Não será aceito fic após o esse dia;

• Será postada uma fic no meu perfil chamada Concurso Song Fic. E cada capítulo será composto da história de uma concorrente;

• O início da postagem será no dia 14 de fevereiro. E a divulgação no dia 07 de março;

• Dependendo do número de fics, teremos mais de uma postagem por dia;

• Teremos duas etapas no concurso. E a na primeira, o júri avaliará a sinopse e o prólogo postado na fic concurso. Nessa etapa não será computada a nota das leitoras. Elas apenas podem expressar a opinião. O júri receberá o capítulo final das fics selecionadas para dar a nota final. Depois de receber a nota de todas as juradas, as fics selecionadas irão para segunda etapa, onde serão postadas em um capítulo único, onde o leitor avaliará e dará a sua nota para Sinopse, prólogo e capitulo final. As duas notas das juradas serão somadas e será retirado uma média. Essa média será somada a nota das leitoras.

• O leitor terá direito a uma nota, que deverá ser colocada no final de seus em seus comentários. As notas das leitoras serão somadas e será retirada uma média. Essa média terá peso 2, ou seja, serão multiplicadas.

• Para dar imparcialidade ao julgamento, teremos 11 juradas. As notas do jure serão de 5 a 10 fracionadas (5.5 ; 6.8). Ganha quem tiver o maior somatório. E se houver empate, o júri fará uma nova votação. Persistindo o empate, terei a voto de minerva e escolherei o vencedor;

• As notas menores que 5.0 serão automaticamente descartadas.

• Quando um capitulo novo na fic for postado, a votação da fic anterior encerrar. Não adianta votar após encerrar o prazo de 24 horas para votação;

• Cada autor poderá votar nas fics postadas, exceto na sua própria fic. No outro concurso os autores deram notas baixas para as demais concorrentes e 10,0 para a sua fic;

• O Juri também não saberá o nome das autoras.

• O júri avaliará português, criatividade, enredo, coerência e desenvolvimento da fic.

• No final será divulgada os nomes das autoras das fics e as três primeiras colocadas, pois não é interesse denegrir ninguém.

• Após a divulgação do resultado, farei um contato com a vencedora para solicitar o endereço de envio dos livros.

• Não será aceito fanfics que já estejam sendo postadas;

• O nome do(a) autor (a) não será revelado na postagem para haver imparcialidade na votação;

• Não será aceito shipper EdwardxBells, JakexNess, AlicexJasper, EmmettxRosalie, SamxLeah; SamxEmily, CarlislexEsme, etc... O autor pode usar qualquer outra shipper. Então sugiro que aproveitem para brincar com as personagens;

• Não será aceito plágio!!! Temos um grupo de júri que já leu todo tipo de fic e se for apontado e comprovado um plágio, o candidato será automaticamente desclassificado;

• È necessário informar uma Capa, Nome da Fic, Sinopse, Prólogo e Capítulo final nas duas etapas do concurso;

• A Classificação deve ser informada na nota de abertura;

• O Gênero Romance/Drama

• Categoria deve ser necessariamente deve ser Crepúsculo;

• A música para essa Song será Coração em desalinho de Zeca Pagodinho;

• O autor pode fazer notas de abertura e/ou fim sem dar dica da autoria;

• Não será aceito mais de uma fic por autor;

• Em cada etapa o autor deverá fazer no máximo 6 páginas do Word, tamanho A4, fonte Time New Roman 12 para Sinopse e Prólogo, e Capitulo final;

• As fics devem ser enviadas devidamente formatadas para a postagem;

• O vencedor poderá escolher um ou mais livros até o valor de R$ 60,00 (Se o ganhador desenhar uma coleção que passe até dez reais do valor, eu cubro o preço);

• Havendo empate, será sorteado uma das jurados para a escolha final;

• Após o somatório das notas, será enviado a tabela com todas as informações para as juradas. Depois que receber o feedback de todas, entro em contato com a vencedora para perguntar qual o (s) livro (s) deseja. A compra será feita no site da submarino.com, por isso as autoras já podem ficar de olho nas promoções;

• Após a compra enviarei o número do pedido para a ganhadora ter o acompanhamento;

• Se a ganhadora desejar um livro de outro site, isso pode ser negociado.



Coração em desalinho.

http://www.youtube.com/watch?v=qepZrN5a5Gk



Numa estrada dessa vida

Eu te conheci

Oh Flor!

Vinhas tão desiludida

Mal sucedida

Por um falso amor...

Dei afeto e carinho

Como retribuição

Procuraste um outro ninho

Em desalinho

Ficou o meu coração

Meu peito agora é só paixão

Meu peito agora é só paixão...

Tamanha desilusão

Me deste

Oh Flor!

Me enganei redondamente

Pensando em te fazer o bem

Eu me apaixonei

Foi meu mal...

Agora!

Uma enorme paixão me devora

Alegria partiu, foi embora

Não sei viver sem teu amor

Sozinho curto a minha dor...

Numa estrada!

Numa estrada dessa vida

Eu te conheci

Oh Flor!

Vinhas tão desiludida

Mal sucedida

Por um falso amor...

Dei afeto!

Dei afeto e carinho

Como retribuição

Procuraste um outro ninho

Em desalinho

Ficou o meu coração

Meu peito agora é só paixão

Meu peito agora é só paixão...

Tamanha desilusão

Me deste

Oh Flor!

Me enganei redondamente

Pensando em te fazer o bem

Eu me apaixonei

Foi meu mal...

Agora!

Uma enorme paixão me devora

Alegria partiu, foi embora

Não sei viver sem teu amor

Sozinho curto a minha dor

Sozinho curto a minha dor

Sozinho curto a minha dor...







domingo, 16 de janeiro de 2011


CAPÍTULO 3
By Valentinab




[ TRÊS ANOS DEPOIS]

Depois que dei meu depoimento à polícia e fiz o retrato falado do suposto agressor, saí daquele lugar querendo esquecer o que vi.

Não descobri quem era a garota, pois não havia nada no local que pudesse identificá-la.
Fui embora e nunca mais soube quem era ela, mas jamais me esqueci de seu apelo dramático pela morte. Nunca vi alguém com tanta vontade de morrer quanto ela.

A partir daquela noite os rumos da minha vida mudaram completamente.
Agora, três anos depois, as lembranças daquele galpão, mesmo não querendo, ainda me acompanhavam.

Eu já tinha me deparado com situações tão horríveis e até piores que aquela.
Meu trabalho como paramédico ocupava grande parte do meu dia, mas me realizava completamente. Tinha descoberto minha verdadeira vocação.

Em todos os meus atendimentos e mesmo enquanto andava pelas ruas, em minhas folgas, procurava sempre entre a multidão o rosto daquela menina, na esperança de encontrá-la recuperada e feliz. Não sei por que, mas isso virou quase que uma obsessão. Tentei junto à polícia saber quem era ela, mas por se tratar de menor, os dados eram sigilosos e não consegui nenhuma informação.

Hoje era minha folga e aproveitei para visitar meu sobrinho que tinha acabado de nascer. Emmet e Rosalie, sua esposa, estavam deslumbrados com o pequeno Ethan. Realmente era um bebê adorável e pegá-lo no colo me fez reconhecer que aquele também era um sonho meu, ser pai e ter minha própria família. Faltava apenas encontrar a mulher que eu tanto esperava que aparecesse na minha vida, mas que ainda não tinha encontrado.

Saí do hospital feliz por ter compartilhado aquele momento de felicidade com meu irmão e sua esposa. Ethan era o primeiro parente biológico de Emmet e isso havia mexido muito com ele. Sua alegria era contagiante.

Uma das ruas que sempre trafegava para chegar até meu apartamento estava fechada por causa de um cano que havia estourado, por isso tive de pegar um desvio. Foi quando vi a ambulância da minha equipe estacionada na frente de uma casa. Normalmente eu seguiria em frente, pois não era meu turno, mas sem saber por que, estacionei meu carro e fui perguntar a Ramon, o motorista, o que tinha acontecido.

- Tentativa de suicídio, cara. A garota cortou os dois pulsos. Peter disse que dá pena de ver.
Tentativa de suicídio era um dos atendimentos que mais mexia comigo.
Sem uma razão que justificasse meu comportamento, entrei na casa e subi as escadas, seguindo o barulho.

Peter e Bart estavam no banheiro, agachados ao lado da menina. A mãe gritava de desespero.
Bart olhou pra mim, estranhando o fato de eu estar ali, sem uniforme, e balançou a cabeça.

- Ela se foi, não há mais nada que possamos fazer.

Olhei pra baixo e não acreditei no que vi. Numa situação macabra de Déjà vu, lá estava a garota do galpão, mais uma vez deitada sobre uma poça de sangue, com os pulsos envoltos com faixas. A quantidade de sangue indicava a profundidade dos cortes, demonstrando sua convicção na vontade de se matar.

Ela tinha enfim encontrado a morte que tanto desejou naquele dia. Mas por que isso não me deixava aliviado? Muito pelo contrário...

Numa atitude de desespero, impulsionado por uma força desconhecida, ajoelhei no chão, sem me importar com o sangue que me encharcavam as calças, e comecei a fazer massagem cardíaca nela. Eu tinha de trazê-la de volta. Ela não ia morrer na minha frente.

- Ficou louco, Edward, ela está morta!

Peter estava estarrecido com minha postura.

Naquele momento havia apenas eu e ela no banheiro.

Apertava compulsivamente seu peito, sobre o coração, como se ressuscitá-la fosse a minha razão de existir. Levei minha boca a sua e pude sentir seus lábios gelados e sem vida tocar os meus. Soprei o ar dos meus pulmões em sua boca e pela segunda vez roguei a Deus em pensamento, só que desta vez foi para que ela vivesse.

- VOCÊ TEM DE VOLTAR, NÃO PODE MORRER!

Voltei minhas mãos novamente sobre seu coração e continuei a massagear. Dava pra ver as cicatrizes deixadas pelo estuprador, pois tinham rasgado-lhe a camiseta para facilitar o salvamento. Percebia que meus colegas falavam comigo, mas eu não os ouvia. Eu apenas estava concentrado em trazer a vida de volta àquela garota.

- ELA VOLTOU A RESPIRAR!!

O grito de Peter me tirou do transe. Mais que depressa ela foi colocada em uma maca e uma máscara de oxigênio tampou sua boca. Estava viva.

Caí sentado no chão sem forças pra falar. Não entendia o que tinha acabado de acontecer. O destino tinha me colocado novamente no caminho dela e eu não sabia por que.

Informaram-me depois que se chamava Isabella, que tinha dezesseis anos e que não tinha ficado com seqüelas da parada cardíaca.

Quando saiu da UTI não tive coragem de visitá-la. Estava em depressão profunda e encontrar a pessoa que tinha lhe devolvido aquilo que ela tinha se esforçado tanto para perder – “a vida” – não seria nada agradável para ela.

Um tempo depois fui até sua casa. Talvez agora fosse a hora de conhecê-la, mas soube pelos vizinhos que sua família tinha ficado muito abalada e que se mudaram sem dizer para onde, tentando fugir da tragédia que acompanharia a filha para sempre. Pelo visto os vizinhos não sabiam que esta não era a primeira na vida de Isabella.

sábado, 15 de janeiro de 2011

25 O inferno dos Blacks

Eu estava completamente insana. Tomada por uma dor tão profunda, uma necessidade de ser amada, sentir um aconchego em meu corpo, algo que apagasse aquele pesadelo e não me fizesse sentir um lixo.

Vi os olhos meigos de Seth, analisando as expressões de meu rosto, enquanto o seu se movia lentamente em direção aos meus. Ele parou muito próximo a minha boca e os seus olhos inquietos observavam. Talvez estivesse esperando que eu desistisse daquilo, mas eu não tinha condições de raciocinar. Estava tão destruída pelas recentes descobertas, que não tinha condições de sentir remorso ou pensar nas conseqüências dos meus atos. Aquele foi o meu erro. Tenho certeza disso analisando os fatos com mais clarezas.

Sua respiração era pesada e exalava o calor quente de seus lábios. O nariz roçou sobre o meu, fazendo a minha pele formigar. Não tinha mais duvidas e a necessidade que crescia dentro de mim, fez com que colasse os meus lábios sobre os seus e movesse lentamente.

Sua pele era gostosa, os movimentos cálidos causavam arrepios em meu corpo, as mãos calejadas pelos anos trabalhando na oficina acariciavam e minha pele, nossos corpos se colocaram e não sei exatamente como as coisas aconteceram, mas quando percebi estava deitada no sofá com ele sobre o meu corpo.

Ele se colocou entre as minhas pernas e senti o leve movimente sobre os tecidos da minha roupa. Um tesão foi crescendo dentro de mim e as nossas línguas pareciam se encaixar perfeitamente enquanto proporcionavam prazer uma a outra. O gosto do seu beijo era de hortelã, o seu perfume forte me inebriava completamente e suas mãos carinhosas tocavam a minha pele com delicadeza.

Seth me tocava como se eu ainda fosse uma virgem, apesar da urgência que aumentava em seus beijos. E eu me sentia verdadeiramente amada em seus braços fortes, tocando cada músculo de seu corpo enquanto namorávamos no sofá.

Depois de um tempo ficamos sem ar, ele afastou os lábios dos meus e ofegava de forma forte. De olhos fechados, esperei que desse o próximo passo naquele momento. Senti seus dedos desabotoando os botões da minha blusa lentamente. Começou a beijar o meu pescoço, enquanto passeava com os meus dedos entre os seus cabelos negros e sedosos. Os arrepios pelo meu corpo só cresciam e a necessidade de me sentir mulher em seus braços também.

Tirou o meu sutiã sem pressa e quando abri os olhos o vi admirando os meus seios. Não disse nada, apenas sorriu e  começou a tatear com os dedos os meus pequenos bicos. Curvou-se sobre mim e colocou os lábios sobre um deles. A sua língua tocava o bico e fez movimentos circulares. Sua mão começou a apertar o outro, com um pouco de força, mas com muita cautela para não me machucar. Aquilo me fez lembrar a primeira vez dos toques fortes de Jacob e da forma como ele me fazia sentir. Meu estômago se revirou de forma estranha e quase desisti. Então veio a minha mente a lembrança da conversa dele com Rebecca e mais uma vez me senti um lixo.

Lágrimas encheram os cantos dos meus olhos e esforcei-me para não chorar. Sabia que Seth se sentiria mal se fizesse aquilo. Engoli o choro e tentei pensar apenas em nós dois naquele momento.

Continuou beijando meus seios, depois desceu e foi até a minha barriga e foi dando leves chupões. Meu corpo reagia a cada toque de suas mãos e beijos de seus lábios quentes. Necessitei senti-lo dentro de mim. Esperei ansiosa que chegasse a minha calça e percebi a sua hesitação naquele momento.

- Tem certeza? - Ele sussurrou encarando o meu olhar. Assenti com a cabeça, fechei os olhos e esperei que abrisse o o botão da minha calça e descesse o zíper.

Ele tirou a minha calça, deixando-me apensa com a calcinha e por um momento tive vergonha que me visse daquela forma. Minhas bochechas esquentaram e depois começaram a queimar. Sabia que estava vermelha pela situação e ele sorriu ao ver o meu rosto.

Ficou de joelhos no sofá e começou a tirar a camisa de manguá. Depois a camiseta branca dentro dela, deixando o peitoral forte e definido a mostra. Mordi os lábios desejando tocar e beijar aquele corpo. E ele pareceu-me feliz ao ver a minha satisfação.

Levou a mão ao fecho da calça, abriu o botão, desceu o zíper e depois começou a tirar a calça jeans.

Ficou de boxe vermelha, super sexy, que o deixava ainda mais bonito e desejoso. Meu coração batia muito rápido, minha respiração estava irregular, minha pele molhada pelo suor que começava a sair pelos meus poros. Ele se debruçou sobre mim, apoiou um os cotovelos no sofá e o outro braço se colocou na lateral, deixando a mão livre para afagar os meus cabelos.

Ficamos nos beijando no sofá por um longo tempo, com ele se movimentando no meio das minhas pernas para estimular a minha sexualidade.

Senti prazer. Nenhum remorso naquele momento, eu confesso. Mesmo que hoje saiba que estava errado e que aquilo pudesse acabar em morte, permiti que acontecesse. Não pensei e nem calculei nada. absolutamente nada... Só nele!

Ele parou o que estava fazendo. Levantou-se do sofá, ficou diante de mim, pegou-me no colo e me levou para o seu quarto.

Colocou-me deitada sobre a cama, debruçou sobre mim, apoiando um dos braços sobre a cama e levou uma das suas mãos até o tecido da minha calcinha. Passou a mão sobre o elástico e penetrou os seus dedos para me estimular.

O prazer foi aumentando os seus movimentos e tive o meu primeiro espasmos, enquanto ele me olhava com satisfação e sorria me vendo gozar em sua mão.

A hora havia chegado, ele tirou lentamente a minha calcinha, segundos depois despiu a única peça que cobria o seu lindo corpo, abriu as minhas pernas e se encaixou entre ela. Penetrou lentamente, como se estivesse com medo de me machucar. Não sei se sabia que Jacob e eu não dormíamos no mesmo quarto, mas pelo que percebi estava cauteloso como se fosse virgem. Os movimentos de seu membro começaram lento, deixando-me mais ansiosa ainda. Por isso ditei o ritmo, movimentando rápido o meu por, fazendo com que fosse mais intenso e mais voraz. O prazer me fazia gemer muito, afogada em um rio de prazeres. Nossos corpos estavam molhados de suor, exalando a luxuria pecaminosa que esbanjávamos sobre aquela cama.

Não demorou muito senti o seu gozo dentro de mim, fazendo-o perder as forças e deixar o seu corpo cair sobre o meu.

Ficou deitado sobre mim por algum tempo. Não conseguia falar nada. Talvez tivesse medo da minha atitude. Só acariciava o meu corpo com toques leves da ponta de seus dedos.

Ele saiu de dento de mim, deitou-se de lado e ficou olhando para o meu rosto. Seu olhar era inquieto e perturbador. Parecia com medo do que eu diria e como me comportaria depois daquele momento. Meu estômago começou a revirar novamente ao perceber o quão magoado ele ficaria com aquilo tudo. Não era justo com ele, e nem comigo, apesar de muitos não concordarem com as minhas atitudes.

Acabei me distraindo com os meus pensamentos e me lembrei de Jacob dizendo que apesar de tudo ele me amava. Aquilo foi um golpe no meu coração. Eu me senti suja. Para dizer a verdade imunda e quis me enfiar debaixo d’água para lavar os vestígios da minha sujeira.

Pouco a pouco as lágrimas foram enchendo os meus olhos e Seth ficou me olhando com aquela expressão de coitado. Era horrível ver o resultado das minhas ações. Quis morrer naquele momento, mas era muito fraca para cometer algum desatino que tirasse a minha vida fracassada.

- Você se arrependeu, docinho? - Ele engoliu seco e ficou analisando o meu rosto.

- Seth eu...- Minha língua travou, um nó prendeu minha garganta e meu coração começou a sufocar, causando-me uma estranha dor.

“O que eu fiz?” “O que eu fiz?” “Não sou melhor do que ele. Sou uma imunda!”

- Eu tinha medo disso. - Ele disse segurando o choro. - Sabia que se sentiria mal depois de tudo. Nunca deveria ter seguido a diante... Nunca.

- A culpa não é sua. - Desabei no choro e não conseguia parar. Ele me envolveu em seus braços e ficou afagando os meus cabelos.

- Ness, eu amo você. Amo mais do que suporto e mais do que deveria. Mas eu sei que o seu amor por Jacob chega a ser doente. Ele te trata mal e vocês vivem um casamento de fachada. Se bem a conheço, o seu orgulho não permite que você abandone o seu marido e admita para todos o que ele é de verdade. Saiba que sempre estarei por perto. Acredito que isso foi um erro. Sei que você sempre sentirá culpada por trair aquele... - Ele trincou os dentes com raiva. - Não quero que sofra e sei que te fará mal para sempre.

- Eu não sou melhor do que ele Seth. - Chorava muito e tinha dificuldade de falar. - O que fiz foi me rebaixar ao nível dele. Eu não quis te usar... Eu juro! Tudo o que aconteceu foi real e bom para mim, mas... - Como dizer que em sentia suja? Como admitir para ele que não foi a mesma coisa? Que ainda me sentia vazia e meu corpo gritava, mas não pelo dele.

- Vamos passar uma borracha sobre isso e fingir que nunca aconteceu. Se depender de mim ele não saberá nada sobre isso. Sei que você não vai abandoná-lo. E não seria capaz de me vingar dele fazendo você sofrer. Eu te amo demais para isso, docinho.

- Você é o melhor homem do mundo. - Beijei o seu rosto e deitei a cabeça em seu ombro.

- Tenho que te levar para casa. - Ele sussurrou em meu ouvido.

- Não quero ir... Não agora.

- Tudo bem. Podemos ficar mais um pouco. - Deitei a cabeça em seu peito e tentei me acalmar enquanto ele fazia caricias sobre os meus cabelos. Era tão bom me sentir em seus braços. Eu me sentia segura e verdadeiramente amada. Mas ao mesmo tempo tive a certeza que não era ele que queria. Por mais que Jacob não prestasse, inevitavelmente eu continuava o amando de forma desesperada. E ainda continuava disposta a viver aquele casamento de mentira ao seu lado. Ai alguém pode me acusar de louca. Contudo afirmo que aquilo não era loucura. Apenas amor... Um amor doente. Mesmo assim amor.

O tempo passou e após cochichar em seus braços, fui acordada docemente por sua voz angelical me chamando. Pensei que estava sonhando e até desejei isso antes de abrir os olhos. Ai percebi que não era sonho.

- Acorda, docinho.

- Seth!

- Já é fim de tarde e precisamos ir embora. Você precisa dar as ordens para o jantar e Jacob pode chegar e sentir a sua falta. Não quero que tenha ainda mais problemas com seu marido. - Levantei meu corpo quente lentamente de seu peitoral e me sentei sobre a cama, cobrindo os seios. Ora bolas, eu já tinha dormindo com ele. Mesmo assim ainda sentia-me envergonhada com aquilo.

Ele percebeu o meu constrangimento, levantou-se da cama, pegou as suas roupas pelo chão e foi nu para sala. Revirei os olhos para não olhar aquelas nádegas morenas completamente despidas.

Levantei da cama, peguei a calcinha no pé da cama e fui para o banheiro.

Fechei a porta, coloquei a calcinha sobre a pia e fiquei olhando para o meu rosto no espelho. Vi as marcas de chupão em meus seios e fiquei apavorada. Sabia que Jacob deduziria a verdade se as visse. Era vital para todos nós que ele não visse meu corpo até que não houvesse nenhum sinal da minha traição.

Meus olhos encheram de lágrimas e quis me afundar em um poço naquele momento. De repente o barulho da porta me despertou. Era Seth chamando.

- Docinho, as suas roupas e uma toalha limpa para se banhar. Não demore muito. Precisamos chegar na sua casa antes do seu marido. Não quero que ele te faça mal por mim. Sei que isso me deixaria louco e partiria para cima dele.

Abri uma brecha na porta e peguei as coisas.

Depois de pendurar tudo sobre o aparador de roupas na parede, abri a porta do boxe e entrei. Liguei o chuveiro e tomei um banho quente delicioso, esfregando meu corpo forte para tirar todo o sinal da sujeira da traição. Eu esfregava, esfregava tão forte que deixei a pele de meus braços, barrigas, pernas e outras partes vermelhas. Só cuidei para proteger o meu pescoço, sabendo que Jacob mataria Seth se eu chegasse com pescoço vermelho em casa... Inferno!

 - Porca! Vagabunda! Imunda! O que eu faço agora, Senhor? O quê?

- Docinho? - Seth chamou.

- Já vou! - Respondi.

Sai debaixo da água, peguei a toalha e sequei o meu corpo. Vesti minhas roupas o mais rápido que pude, sequei os cabelos e os penteei com o pente que estava sobre o armário da pia.

Voltei para sala sem conseguir olhar direito para Seth. Morri de vergonha de encará-lo naquele momento.

- Renesmee, olha para mim! - Ele ordenou, pegou a minha mão e se sentou ao meu lado do sofá. Revirei os olhos, tentei fugir. Infelizmente não houve para não olhá-lo. Sabia que viveria com aquela culpa pelo resto da vida. Eu o fiz sofrer mais uma vez e se pudesse voltar atrás eu o teria feito.

- Eu amo você. Sei que sempre amarei e sempre levarei esse momento que vivemos. Foi importante para mim e não quero que se culpe pela minha dor. Vou superar isso, amor. Já superei o pior e passei noites sem dormir pensando em você nos braços dele. Acho que mesmo depois de cem anos ainda pensarei se está bem. Não quero que se culpe nunca mais. Aconteceu... Simplesmente aconteceu.

- Seth... - Eu já soluçava de tanto chorar. Ele era o homem mais perfeito do mundo e seu sabia disso. Como consegui ser cega por anos e não ver o óbvio?

- Eu preciso te contar uma coisa. Não queria esconder isso de você. Mais cedo ou mais tarde você saberá. - Ele ficou pensativo e pareceu hesitar por momentos. Fiquei ansiosa para saber o que era. Meu coração apertou sem saber exatamente o motivo. Ele sabia que algo estava errado... Muito errado. - Eu conheci alguém. - Ele disse e ficou me analisando.

- ALGUÉM? COMO ASSIM? - O ciúme subiu pela minha cabeça e quase surtei de raiva. Meus olhos inundaram e pareciam uma cachoeira.

- Uma menina... Na universidade. - Ficamos em silêncio e ele parecia ter medo. Ficou assustado com a minha reação. Talvez não esperasse uma cena de ciúmes.

- Tudo bem! Tudo bem! Agora que me diz isso? - Cruzei os braços e fiz bico. Virei de costas e fiquei chorando como tonta, me sentindo traída e feriada com aquilo.

- Somos amigos ainda, mas estou sentindo algo... Sabe? Sei lá é estranho me sentir esquisito com outra pessoa. - Ficou na minha frente, segurou o meu queixo e o ergueu. - Queria que soubesse. Sempre fomos amigos. Apesar de você me esconder as coisas ultimamente.

- Ela é bonita? - Comecei a imaginar se ela era loira, branca, morena ou ruiva. Se tinha rosto bonito e um corpo escultura. Senti-me uma coisinha insignificante.

- É linda... Você é mais. - Disfarçou.

- Eu não quero saber! Não quero! Não!!! - Estava quase gritando.

- Tudo bem! - Respondeu olhando em meus olhos e desviei o olhar envergonhada.

- Qual o nome dela? - Quando ele me responderia gritei. - NÃO! NÃO QUERO CONHECER! VAMOS EMBORA! - Bati o pé e sai de sua frente, caminhei rápido até a porta da sala, sai e vi que já estava escurecendo. Corri para o carro e esperei que viesse. Ele caminhou em minha direção, abriu a porta do carro sem dizer nada e entrei. Deu a volta, abriu a porta, entrou, deu partida e nos conduziu até a minha casa.

Quando estávamos a poucos quilômetros de casa, vi um filhote de cachorro machucado no acostamento da praia e gritei:

- Para!

- O que foi? - Ele freou bruscamente o carro.

- Um filhote de cachorro machucado. - Abri a porta do carro, sai correndo e fui em sua direção, ouvindo os passos apressados de Seth atrás de mim. Ajoelhei diante dele e vi sangue em sua pata, ouvia o chorinho baixo e os olhos tristes revirando. - Tem alguma cosia para enrolarmos ele? Precisamos levá-lo para o veterinário.

- Calma ai! Tem uma manta lá no porta malas. Vou lá buscar. - Ele saiu correndo em direção ao carro e voltou em segundos.

- Ele vai morrer? - Estava morrendo de pena do coitado e queria que ele sobrevivesse aquilo. Comecei a chorar de agonia, enquanto Seth o enrolava na manta. Pegou com todo o cuidado e caminhamos para o carro. Eu entrei primeiro e ele colocou o filhote em meu colo. Deu a volta e dirigiu em direção a cidade.

Fomos ao veterinário e ficamos um bom tempo até ele limpar os ferimentos, e medicá-lo. Quando saímos de lá, já passavam das oito horas e eu estava preocupada com a reação de Jacob. Sabia que ele estava preocupado, provavelmente dando um ataque e ameaçando todo mundo. Mas o que eu podia fazer? Tinha que esperar o animalzinho ser liberado.

Quando entramos em casa, Jacob estava sentado a beira da escada vermelho. Seu olhar era furioso e Rachael e Sue estavam na porta da cozinha a nossa espera. A expressão de Sue era horrível e a de Rachael nem se fala. Rebecca apareceu na porta e parecia divertir-se com a desgraça alheia.

- AONDE VOCÊS ESTAVAM ATÉ ESSA HORA? - Jacob gritava de tanta raiva. Todas entraram em sua frente. Todas não! Rebecca ficou com sorriso no canto dos lábios.

- Olha!- Tirei a manta que cobria o cachorrinho e mostrei a ele. - Achamos esse animal na beira da praia e fomos ao veterinário em Forks. Por isso demoramos. Qual o motivo do ataque? - Tentei me impor e disfarçar o meu medo. Sabia que ele mataria Seth se soubesse a verdade.

- QUER QUE ACREDITE NISSO? INFERNO! - Apontou o dedo para Seth. - EU VOU MATAR VOCÊ.

- Para, Jacob! - Rachael implorava segurando o seu colarinho.

- Por favor, Jacob! Tente se acalmar. - Sue pedia chorando e Seth continuava quieto, sem se intimidar ou provocar mais a sua fúria.

- Leve-o para a área de Serviço e cuide bem do Bob. Não esqueça de pegar as coisa que compramos no carro. - Coloquei o cachorro com cuidado nos braços de Seth, que o enrolou na manta e caminhou em direção a cozinha. Passei por Jacob e fui para o meu quarto.

- Sue, pode levar algo para eu comer no quarto? - O ambienta aqui é horrível e não quero jantar na sala. - Subi as escadas enquanto Jacob continuava a gritar.

- ISSO NÃO VAI FICAR ASSIM, RENESMEE! VOCÊ É MINHA ESPOSA E ME DEVE RESPEITO.

- RESPEITO? QUE RESPEITO VOCÊ MERECE DEPOIS DE TUDO O QUE FEZ? É UM MISERÁVEL OPORTUNISTA, QUE SÓ SE CASOU COMIGO POR DINHEIRO, ESTÁ ME ROUBANDO E AINDA TEM UMA AMANTE. PRETENDE MESMO DISCUTIR ISSO COMIGO? VÁ PARA O INFERNO! - Dei as costas e subi chorando. Corri para o quarto e tranquei a porta antes que entrasse.

Fui para o meu banheiro, tirei as roupas, entrei no boxe e mais uma vez esfreguei o meu corpo com violência. Estava com nojo de mim mesma e quanto mais esfregava, mais suja me sentia. As lagrimas não cessavam e a dor era tanta que roubava-me o ar.

---xx---

Os dias que se passaram foram horríveis. Eu não falava com Jacob, evitava os telefonemas de minha família e evitava Seth. Além disso, as brigas entre Rebecca e eu ficavam piores. Ela se sentia a dona da casa e tentava dar ordens para os empregados, mudar as coisas e escolher até o cardápio... Eu já estava cheia daquilo e tivemos a nossa primeira briga séria duas semanas depois daquela noite. Saímos no tapa e rolamos no chão da casa. Fiquei toda vermelha de apanhar, mas ela ficou com o rosto unhado e bem ferido... Bem feito!

Todos os dias Jacob chegava em casa e ela se queixava. E eu, fazendo-me de sonsa, fingia que não ouvia as coisas.

Em uma das brigas, estava muito furiosa por ela me chamar de chifruda e nos pegamos feio na casa, fomos parar na piscina e quando Rachael foi separar, rolamos as três para a piscina.

A vida se tornou um inferno e não tinha com quem conversar. Seth estava cada vez mais distante. Às vezes eu percebia um sorriso maroto no seu rosto. Sentia raiva e ciúmes, às vezes medo de que Jacob soubesse a verdade e matasse Seth. Tinha vontade de sumir daquela casa e não ser mais encontrada por ninguém.

Dois meses de inferno! Não tinha mais qualquer relação com Jacob, não conversava com Seth e me pegava todos os dias com Rebecca. O que poderia ser pior do que isso? Achei que nada poderia. Realmente achei, mas ai veio o pior.

- Sua vadia, toma! - Dei um tapa na cara de Rebecca. Ela estava judiando de Bob e peguei bem na hora. Sai do meu Studio por alguns momentos e quando voltei e peguei enfiando alfinete no pobre. Que vontade de estrangular aquela vaga.

- Sua chifruda!- Ela me deu outro tapa e me jogou para trás. Pegou os meus cabelos e eu revidei pegando os delas. Nós duas formos agarradas ao cabelo uma da outra até o quintal. Jacob, que estava em casa naquele inicio de tarde veio correndo, seguido de Sue, e os dois começaram a puxar para nos separar.

- SOLTA ELA, REBECCA! SOLTA!!

- VADIA CHIFRUDA!

- VACA, PREGUIÇOSA!

- ORDINÁRIA!

- HORROROSA!

- PAREM AS DUAS! - Cai para trás em cima de Jacob. O ar me faltou e tudo começou a sumir.

---xx ---

- Ness! Ness! Ness, por favor acorda. - Era a voz rouca de Jacob.

- Coloque isso para ela cheirar. - Ordenou Sue. Tentei abrir os olhos, senti a minha respiração ainda fraca, as pálpebras piscavam rapidamente, minha cabeça girava e em meu estômago havia uma estranha sensação de desconforto.

- O que... - Sussurrei.

- Você desmaiou, amor.  - Ele beijou o meu rosto e fez carinhos sobre a minha bochecha. - Não me dê mais susto, não. - Pegou-me no colo e me levou para dentro da casa. Minha cabeça continuava a rodar e me sentia fraca.

- Meu cachorro... Meu cachorro...

- Sue vai cuidar dele. Com Rebecca eu me entendo depois. Ela vai pagar por maltratar o bichinho. Já estou farto disso. - Caminhou comigo nos braços até o nosso quarto. Era a primeira vez que ficamos juntos durante aqueles dois meses. Eu vi os seus olhos negros me olhando com saudade e muita preocupação. Fiquei completamente derretida e deixei que me colocasse sobre a cama.

Jacob me deixou só por alguns momentos, levantei-me da cama, fui para o banheiro ainda zonza, tirei as roupas e entrei no boxe. Comecei a tomar banho e de repente tudo sumiu novamente.

- Deus, o que você tem? Acorda, por favor! Será que ficou doente? SUE! SUE! SUE - Eu ouvia os gritos, mas não conseguia abrir os olhos.

- Ela deve estar fraca. Trarei uma sopa para ela beber;

- Só pode estar doente. Ela nem tem comido direito. - Percebi que Jacob estava a ponto de ter um colapso nervoso. - Ela só tem vivido muito estresse. Só isso!

- Vou chamar o médico para vir vê-la.

- Deixa ela comer primeiro e relaxar. Depois você a leva em um hospital. Tenho certeza que esse mal estar não é coisa ruim.

- Eu espero.... Amor, acorda! Por favor, acorda!

- O que... - Consegui abrir o olhos e vi os dois me olhando de forma estranha. Jacob me sentou na cama e depois me fez beber toda a sopa. Quando terminei, me deu pedaços de bolo na boca e ficou esperando para ver se eu iria melhorar.

Meia hora depois de comer, estava sentada na cadeira de frente para a Janela olhando a rua e ele veio por trás de mim.

- Marquei uma consulta no médico para você na segunda feira. Vamos descobrir o que você tem. Sue não vê motivos para desespero. Acho até que está me escondendo algo. Pelo sim, pelo não, prefiro que o médico te examine o mais rápido possível.

- Tudo bem. - Respondi baixinho.

- Posso ficar aqui com você? - Ele puxou uma das cadeiras da mesa que havia no quarto e se sentou ao meu lado. Pegou a minha mão e ficou fazendo caricias. Era tão bom sentir o seu toque novamente. Muitas vezes quis procurá-lo, mas ainda me sentia suja pelo que havia ocorrido com Seth. Tinha medo de falar o nome do outro na hora H e de tudo acabar em tragédia. Eu o evitei por muitas noites, trancando a porta do meu quarto para que não entrasse e me seduzisse. Nunca ficava sozinha com ele no mesmo ambiente e evitava intimidade. Mas naquele momento eu quis os seus braços.

Levantei de onde estava e sentei em seu colo. Coloquei a cabeça em seu ombro. Ele me abraçou e cheirou os meus cabeços.

- Senti tanto sua falta, meu amor. Não vai me colocar para fora? Vai? - Perguntou temeroso.

- Não! Pode ficar. - Respondi, fechei os olhos e respirei fundo para sentir aquele cheiro que tanto amava. Era tão bom me sentir bem novamente. Só que minha felicidade não durou muito. Meu estômago começou a embrulhar, uma sensação horrível começou a subir. Levantei rapidamente do seu colo, corri para o banheiro o mais rápido que a situação me permitia, ajoelhei diante do vaso sanitário e vomitei toda a sopa e a sobremesa. Vomitei o que tinha e o que não tinha. Pensei que fosse morrer com aquela sensação horrível.

Jacob se ajoelhou perto de mim, segurou os meus cabelos e ficou em silencio. Era constrangedor aquela situação diante dele. Quis me afogar na privada e quando pensei que era a pior parte... Quando eu digo que o que é ruim pode piorar, acredite em mim. Sei o que falo.

- Vou chamar um médico. Não dá para te ver assim. - Ele disse enquanto eu escovava os dentes e saiu. Minutos depois chegou ao banhei com Sue.

- Já disse que não precisa esse desespero todo. Ela não está doente. - Sue disse com a voz tranqüila.

- Então o que acontece? Ela não pode ficar assim passando mal. Eu não agüento isso. - Jacob andava de um lado para  outro. Estava a ponto de ter um treco.

- Ela só está grávida. - Sue disse sorrindo.

- Grávida?
- Gravida?

- Sim! Não sabem como isso acontece? Quando foi sua última regra? - Sue perguntou e comecei a fazer as contas. EPA? Não! Não pode ser. Meus olhos encheram de lágrimas e meu chão caiu. Fazia dois meses que não menstruava e dois meses que havia dormindo com Seth e com Jacob. O que fazer? Como saberia quem era o pai do bebê? Como esconderia a coisa de Jacob? Fiquei tonta e quase cai novamente.

- DEUS! UM FILHO? OH! EU VOU SER PAI?  - Jacob começou a andar de um lado para  outro chorando. Depois me pegou no colo e me girou no ar. - Você vai me dá um filho. - Como contar a ele que esse filho poderia ser de Seth? Quando eu digo que as coisas podem piorar, acredite em mim. Para mim cada dia as coisas ficam piores. A empresa passa por uma situação terrível, meu avô está a cada dia pior, meu pai, minha mãe e meus tios estão todos em Nova York. Minha casa é um inferno, minha cunhada uma bruxa, meu marido é um interesseiro e tem uma amante, e o meu melhor amigo pode ser o pai do meu filho. Seth estava aparentemente namorando e me evitava a todo o custo. Só sabia que estava envolvido demais e que a relação o fazia feliz. Quis me afogar na piscina naquele momento. Ser mãe para mim seria uma benção, mas como evitar que Seth contasse a verdade se o filho fosse dele? Como fazer para Jacob aceitar a situação? Como impedir que os dois se matassem? Eu não tinha a menor noção de como resolver a situação que envolvia a minha vida. A única certeza que tinha naquele momento, era que não podia permitir que Jacob matasse Seth e que me abandonasse. Eu mentiria a todo o custo para proteger o meu segredo. Só tinha que tomar cuidado com a cobra da minha cunhada.


Nota Glau:
Gente, primeiro de tudo não me matem. A minha vida não está nada fácil no trabalho. A empresa está em uma campanha nova e estou trabalhando como uma corna. Não tenho tempo para ver as minhas mensagens, só entro no nyah quando tenho tempo para comentar as fics, só uso o facebook e as vezes neném consigo ver o que se passar. Atualizar o blog é um inferno, pois o meu chefe esta chegando tão cedo quanto eu e não consigo atualizar sem que veja. Saio mais tarde e estou tão de saco cheio que nem consigo parar para ver mensagem nenhuma. Estou cheia de MPs e emails para responder, mas não da tempo. E para completar a situação critica, meu notebook continua parado e o meu marido so traz o dele para casa nos fins de semana. Por isso só tenho acesso a internet pelo celular.
A boa noticia é que em14 de fevereiro saio de férias. E já estou trabalhando na Guerra dos sexos. Fiz o rascunho do penúltimo cap, onde todos os mistérios são desvendados e a sinopse e o prólogo.
Antes de começar as demais fics, quero terminar a herdeira. Por isso vou escrevendo e enviando para a Heri e quando tudo estiver organizado eu posto. OK?

Bem, consegui autorização do Staff do Nyah para postar o concurso de Song fic. Será feita em duas etapas. O regulamento já está pronto, já convidei as juradas, mas a Heri não gostou da musica que escolhi: Copacabana de Tom Jobim. Vou analisar algumas musicas que ela me enviou e devo colocar o regulamento na pagina do meu perfil e no blog até amanhã a tarde

Prometo responder as MPs em breve! Não esqueci de vocês;

Obrigada por todos os comentários que deixaram e pelas recomendações.
Amo vcs!!!!

N/Heri:
 Eu não sei vocês,mas eu não culpo Ness nem o Seth pelo fato ocorrido. Apenas aconteceu, foi o acaso nada premeditado por nenhuma parte...(DEFESA) e o MARIDO... pediu,nesse caso. Mas eu amei o lance deles foi lindoO...(mas proibido).
Agora barraco, adorooOOO! A Glaucia faz perfeito, eita carioca.(sem ofença)     Eu acredito que tudo pode sempre piorar Ness...gente viu como ela ta encrencada?....e agora? Comentem..Glaucia vai fazer tudo virar apartir de agora...FOGOoooOOOO! E o bicho vai pegar.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Capitulo 2




- Oque você vai querer de recompensa? Renesnee me perguntou toda sorridente



_ Não! Apenas estou lisonjeado de ter feito isso- eu acenei com a mão.



-Mais ainda sinto que deveria fazer algo por você- ela disse pegando em minha mão



_ Hoje vai ter lual na praia vamos? Diz claire condidando-os



_ Isso! Voce gostaria de se juntar a nós Jacob? Diz Renesmee



_Isso, vamos á Jake diz Seth meio que não querendo que eu fosse



Embora eu não tivesse vontade, o sorriso de Renesmee era tão caloroso que as palavras escaparam dos meus lábios antes que eu pudesse impedi-las.



_ Parece Bom eu disse



À noite voltei para praia e Renesmee já me acenou de longe e eu fui ao seu encontro meio sem graça.



Ouvi meio de longe ela falando que adorava a música que estava tocando e ela começou a se balançar conforme o ritmo da música.



“And I don't know how it gets better than this You take my hand and drag me headfirst Fearless And I don't know why when with you I'd dance In a storm in my best dress Fearless”( TAYLOR SWIFT).



_Oi meu Salvador! Diz Renesmee



_Oi, você parece animada hein? Eu disse com um sorriso



_ eu sou assim! Vamos sentar aqui diz Renesmee me indicando na areia na beira do mar.



Ficamos uns 5 minutos sem dizer nada, eu realmente sou muito tímido, até que ela quebrou o silencio:



_ O que você faz da vida Jacob?



_ Eu sirvo o exercito na Alemanha, estou de licença por 3 semanas para visitar meu pai , eu respondi olhando para o mar e logo foi minha vez de perguntar:



_ e Você Renesmee?



_ Bem estou no ultimo ano do colegial de Forks, passei na faculdade de medicina, não sou de ter muitos amigos e... Eu acho que é só diz Renesmee sorrindo



_ que Legal! Desculpe-me a curiosidade mais você eo Seth estão.... ? Falei meio engasgado



_ Namorando? Oh não, Seth e eu somos melhores amigos, quando cheguei a forks o primeiro que fez amizade comigo foi ele, e prezo muito sua companhia, e não precisa desculpar todo mundo me pergunta isso. Responde Renesmee



_ que gozado, todo mundo me pergunta se eu gosto de estar no exército.



_ e você gosta? Pergunta Renesmee



_Não sei! Eu respondo para Renesmee e ainda presencio um sonoro riso dela por causa da minha resposta.



_Você se importa se eu perguntar por que então você se alistou? Diz Renesmee sorrindo e me fazendo lembrar de Bella, confesso que levei alguns segundos para responder a ela.



_ Acho que mais certo dizer que, naquele momento, era o que eu precisava. Eu respondi sério a pergunta.



-Renesmee venha aqui um minuto diz Claire gritando para ela.



_Claro! Fique aqui, que eu já volto diz Renesmee indo à direção a amiga.



Alguns minutos olhei para direção de Renesmee vi Seth flertando ela, senti uma onda de tensão e virei-me novamente para recuperar um pouco de controle, ela é livre e alem disso não queria começar algo que eu não poderia terminar, iria embora daqui 3 semanas e nada disso teria qualquer valor.



-Voltei e trouxe comida e refrigerantes, desculpe-me por não ter trazido cerveja porque não bebo- diz Renesmee sentando ao meu lado.



- Ah tudo bem eu não ligo de beber refrigerante eu digo sorrindo para ela.



Conversamos sobre tudo e nem notamos que já eram 01:30 da manhã!



-Nossa já é muito tarde dis Renesmee se levantando



-Quer que eu te leve-eu digo preocupado com ela



_Não precisa eu estou de carro. Sorri Renesmee



_Gostei de te conhecer eu indaguei

_ Eu também, responde Renesmee



_A Gente se vê amanhã? Eu perguntei com coragem a ela.



_ Você está me convidando pra sair? Bem... diz Renesmee olhando para o lado, meio com receio mais me respondeu: _ Geralmente eu não saio com estranhos e nós nos conhecemos hoje, você acha que posso confiar em você? Pergunta Renesmee com seus olhos azuis olhando fixamente em mim



_ Eu diria que não eu disse



_ Bem nesse caso, suponho que posso abrir uma exceção diz Renesmee rindo.



-Jura? Eu disse contente



_ Juro, infelizmente eu tenho uma queda por homens honestos com cabelo arrepiado e pele meio avermelhada, que horas nos encontramos amanhã? Diz Renesmee



_ 21 h aqui pode ser? Eu disse para ela e ela acenou a cabeça confirmando.





(...)



Na manhã seguinte levantei, tomei um banho e vesti uma bermuda limpa e uma regata branca e vasculhei minha sapateira em busca de um velho par de chinelos, caminhei até a sala e lá estava meu pai, como eu o amava, mais eu não era muito de demonstrar a ele.



_Oi Pai eu disse sentando no meu lugar de sempre “a velha poltrona”.



_ Oi Jake diz meu pai olhando fixamente no quadro de minha mãe que estava pendurado na parede, e ficamos mudos por alguns minutos até que ele percebeu que deveria fazer alguma pergunta _ Como foi o seu dia ontém? Finalmente indagou?



Eu me ajeitei na poltrona e respondi: _ Bem, meu dia foi maravilhoso, conheci uma garota muito legal e encantadora ela chama Renesmee, só o nome que não ajuda muito e comecei a rir.



_ Renesmee Culen? Olha Jake se for ela, por favor, não iluda, ela é uma boa moça de família e ainda muito rica diz meu pai olhando seriamente em mim.



_ Olha pai eu sei que eu estou fazendo o Senhor poderia me emprestar o carro a noite?

Eu perguntei bravo para meu pai



_ Claro, o Rabbit é seu, foi você que o construiu diz billy me entregando a chave.



À tarde fui à casa de Sam, revi Emily e acabei conhecendo a filhinha deles, eu realmente me invejo do amor que eles têm um para outro, é um amor verdadeiro.



À noite fui a praia ao ponto de encontro com Renesmee, vi Embry e Quill



_ Oi caras, vocês viram a Renesmee eu perguntei a eles olhando para um lado e para o outro com as mãos no bolso.



_ Não vimos não Jake respondi Embry



_ Tudo bem eu vou procurá-la, valeu!, Procurei-a em cada canto da praia, estava prestes a desistir quando senti alguém batendo no meu ombro:



_ Quem você está procurando? Pergunta uma voz feminina, quando virei era Renesmee



_ Bem estou procurando uma garota muito bonita, legal e que está meia hora atrasada eu disse.



_ Ah é! Ela disse colocando as mãos nos ombros fingindo estar brava



Eu finji estar surpreso ao vê-la “È você”.



Fomos dar um passeio, acima de nós tinha poucas nuvens espalhadas entre as estrelas e uma lua incrivelmente cheia, chegamos perto da beira do mar, Renesmee pôs a mão no meu ombro para não perder o equilíbrio enquanto tirava suas sandálias, ela olhou para lua e disse: _ Eu sou apaixonada por lua cheia.



- É mesmo! Dizem quem gosta de lua cheia é Lobisomens eu disse tirando uma da cara dela.



_ Isso é só uma lenda de Quileutes diz Renesmee .



_ Você sabe dessa lenda? Eu sou descendente dos Quileutes, então eu posso virar um lobo, tirei mais uma vez sarro da cara dela.



_Ah para de tirar sarro da minha cara hein! Renesmee diz meio chateada com minha brincadeira.



- Nossa Renesmee não posso acreditar que só conheci você ontem, parece que te conheço á anos eu disse



- Eu estava pensando a mesma coisa Jake , bem eu posso te chamar de Jake né? Perguntou ela



_ mais é claro contando que posso te chamar de Nessie?



_ Por que Nessie? Perguntou ela



- Ah seu nome é muito grande e nós dois rimos.



-Estou me divertindo muito hoje, ‘engoli” quando podemos nos encontrar de novo?.

Era uma pergunta simples, até mesmo esperada mais fiquei surpreso ao ouvir o desejo da minha voz.



- Suponho que depende de você, você sabe aonde me encontrar, ela disse dando um beijo meu rosto.



Naquela noite, em casa, fiquei virando na cama, revivendo os acontecimentos do dia e reprisei pela centésima vez o beijo que Nessie tinha me dado na bochecha, e tentei entender como podia eu estar me apaixonando pela garota que conheci ontem!