sábado, 5 de fevereiro de 2011




GUERRA DOS SEXOS

Sinopse
Duas criaturas insuportáveis, ambiciosas e extremamente vingativas são obrigadas a dividir a mesma herança. E para isso, teriam que se casar e aturar um ao outro pelo resto da vida.
Se algum deles desistisse do casamento e pedisse o divórcio, os dois perderiam o dinheiro e metade dele iria para os primos pobres, a outra metade para instituições de caridade.
Jacob havia perdido o pai e foi morar na mansão dos Cullens com sua tia Esme. Renesmee morava com seu avô desde os cinco meses de vida.  Os dois se odiavam desde o jardim de infância e viviam em pé de guerra. Mas naquele momento, diante desse novo fato o que fariam? Será que aceitariam esse casamento e fariam uma trégua para continuarem na boa vida?




Notas da História:


1 - Os personagens pertencem a Saga Crepúsculo da Stephenie Meyer!
2 - Não existem lobos ou vampiros nessa fic
3 - Essa fic pode conter linguagem imprópria e palavrões serão abreviados~.
4 - Não é recomentada para menores de 18 anos

AVISO!!
Amiguxas, estou eu aqui novamente com mais uma fic maluca. Vou logo advertindo para aquelas com corações fracos para não lerem. Essa fic será cheia de mistérios, muito suspense, violência e pegações. Nem preciso dizer que é para maiores de 18. Ou preciso? A turminha que ainda está na fase de brincar de bonecas deve procurar outra coisa, mais decente, para ler. Se resolver acompanhar, não venha reclamar depois que eu não avisei. Não se assustem com as mortes. OK? Elas fazem parte do pacote dessa fic. No início vocês vão estranhar um pouco a narrativa, mas depois vão entender. Afinal teremos muitas personagens e preciso de uma visão bem ampla para trabalhar. Quero apresentar a nova co-autora LEKA ESCRITORA e a minha beta amada SALVE SALVE SALVE BEM MAIS (POR ME ATURAR) HERI. Bem, depois dos sutis avisos, eu as deixarei ler o prólogo para terem uma idéia do que será a fic. O próximo cap já está pronto e se comentarem, na semana que vem eu posto. Para quem acompanhar a Herdeira, está eletrizante e já estamos na reta final! bjus no core e obrigada pelo carinho de vcs. 

PRÓLOGO


Carlisle sentou se sua poltrona no escritório. Olhou para a tela do computador e começou  a pensar sobre o futuro. Ele era um homem milionário e tinha muitos inimigos, entre eles os seus irmãos de sangue que nunca se conformaram com a partilha da herança de seu pai.
Olhou para a foto de sua neta no porta retrato e pensou na filha. A linda filha que havia perdido tão jovem em um acidente de carro com marido. Um frio apertou o seu coração e um mau pressentimento o acometeu naquele momento.
Parou por longos segundo olhando a linda neta, desviou os olhos e em ouro porta retratos estava a sua amada esposa Esme junto ao seu sobrinho Jacob.
O garoto era como um filho que não tinha. Sua esposa morrera antes de lhe dar um segundo filho. Teve complicações no primeiro parto e não foi capaz de gerar outra criança. A filha morreu quando a neta tinha apenas cinco meses e a oportunidade fora-lhe roubada pela fatalidade. E desde que Jacob fora morar em sua casa, era como o filho que não tinha.
Ele era arredio, às vezes, e tinha atitudes rebeldes. Na verdade nunca se conformou com a perda dos pais. Vivia em pé de guerra com sua neta, mas sabia que entre eles existia algum sentimento. Era capaz de reconhecer os olhares e os sinais de paixão entre os dois, apesar das brigas, xingamentos e armações que faziam.
Sabia que o dia que morresse, só teriam um ao outro. E por mais que naquele momento a convivência fosse tão difícil, Jacob cuidaria dela e saberia como lidar com as dificuldades. Tinha certeza daquilo, por isso tomou uma importante decisão.
Sua neta o odiaria, com toda a certeza, mas depois percebendo as verdadeiras intenções, seria grata por ele ver além das implicâncias de adolescente.
Ligou o computador, abriu o editor de texto e começou a redigir o seu testamento. Mesmo pensando que ainda viveria muitos anos, não custava nada adiantar as coisas e deixar o seu desejo escrito. E se algo viesse lhe acontecer subitamente, seus irmãos Andrew, Brian e Michael não colocariam as mãos em sua herança e para os seus sobrinhos interesseiros, Edward, Emmett, Alice, Rosalie e Jasper, só deixaria uma boa quantia de dinheiro, para que fizessem uma boa faculdade. Depois seria com eles. Seriam responsáveis pelas suas próprias vidas.
 Sua decisão estava tomada e os obrigava a ficar para sempre juntos, a menos que abrissem mão da herança. E nenhum dos dois faria aquilo. Tinha certeza absoluta. Os dois gostavam demais da boa vida para simplesmente abrir mão dela por orgulho. Viveriam em guerra a vida inteira se necessário, mas tomando champanhe regado a caviar. Aquela era sua grande certeza.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

CAPÍTULO 4 – CONVIVÊNCIA FORÇADA

POV BELLA

O assunto do momento era a volta de Edward.

 Berta não apareceu muitas vezes para nos visitar. Ela e minha mãe estavam decorando o novo apartamento do neto e se dedicando com afinco ao novo projeto.

Por sorte não voltei a vê-lo, mesmo ele tendo aparecido outra vez em casa. É claro que não saí do quarto quando soube que estava na sala.

 Aqueles intensos olhos verdes ainda assombravam minha mente e, às vezes, até meus sonhos.

Ouvi meu celular tocando e corri para atender. Ou era Renne ou Ângela, as únicas que me ligavam.

O visor mostrava um número desconhecido. Engano, pensei.

- Alô.

- Isabella? – Uma voz perfeita, com sotaque inglês, perguntou.

- Sim. – Era fácil imaginar quem era. Quem ele achava que era pra ligar? Ele não havia visto o aviso de “afaste-se” que eu trazia no rosto.

Ouvi um riso baixo do outro lado da linha.

- Quem está falando é Edward, neto da Berta. Tudo bem?

- Tudo. – Como ele sabia o número do meu celular? O que queria comigo?

Outro riso contido.

- Sua mãe está muito ocupada e pediu-me para te ligar. Ela quer que você traga uma caixa que está no quarto dela. Eu poderia ir buscá-la, para não te dar trabalho, mas não sei dirigir na mão de vocês – falou rindo.

- Tudo bem, eu levo. – Minha mãe não se cansava de tentar me tirar de casa.

- Então anota o endereço.

Escrevi o que ele ditou.

Ele ficou em silêncio e eu quase já ia desligando o telefone quando finalmente falou.

- Então tchau. Foi um prazer falar com você.

- Tchau.

Fiquei tentando entender os risos que ele inutilmente tentou esconder. Eu agora era engraçada? Novidade....
Peguei a caixa e fui para o apartamento dele, que ficava num sofisticado condomínio da cidade.
Como sempre, vestia calça jeans e uma blusa de moletom, uns três números acima do meu, que chegava quase aos meus joelhos. O cabelo amarrado em um rabo de cavalo e sem nenhuma maquiagem. Meu estilo básico.

Bati na porta. Já havia sido anunciada.

O par de olhos verdes me atendeu. Mais uma vez nosso olhar se cruzou por um tempo indeterminado.

- Entre, Isabella. – Disse, estendendo a mão para pegar a caixa.

Nossas mãos se tocaram rapidamente; tempo suficiente para sentir um calor irradiar pelo meu corpo.

“Coisa estranha”.

- Oi, querida. Desculpe-nos fazê-la vir aqui, mas estávamos tão ocupadas. – Berta me abraçou.

- Ainda não apresentei vocês formalmente. Bella, este é Edward, meu neto lindo.

- É um prazer conhecê-la, Isabella. Minha avó fala muito de você.

Dei um sorriso sem graça.

- Prazer – falei, sem estender as mãos. Pensei em dizer que ela também não se cansava de falar dele, mas eram muitas palavras para meu gosto. Optei pelo silêncio.

- Venha ver, querida, como o apartamento está lindo!

Berta me puxou pelo braço e me levou a todos os cômodos. Edward nos acompanhou. Realmente estava maravilhoso.

- Este é meu cômodo preferido . É o quarto do Edward. Sua mãe caprichou, não foi, querida? – Berta apontava para o ambiente requintado e de extremo bom gosto, onde uma cama de tamanho gigantesco compunha a decoração esmerada.

Balancei a cabeça afirmativamente. Estava perfeito.

- Só quero saber quem será a afortunada que compartilhará essa bela e confortável cama como meu neto gostoso – disse rindo.

Senti meu rosto corando. Ela era doida de falar aquilo perto dele.

- Vó, está deixando Isabella sem graça – Edward falou, com um sorriso torto no rosto que me fez engolir seco. Não podia negar que ele era muito, muito bonito.

Minha mãe estava na cozinha, último cômodo que visitamos.

- Oi, filha. Obrigado por me fazer esse favorzão – disse, me dando um beijo na bochecha.

- Tudo bem, mãe.

- Querida, – Berta falou – sei que já abusamos da sua boa vontade, mas será que podia levar Edward ao supermercado. Precisamos abastecer esta dispensa.


- Se não puder posso ir de taxi, não quero te atrapalhar. – Edward falou, desculpando-se pelo pedido da avó.

- Não tem problema, eu levo. – Não que quisesse, mas fiquei sem graça de dizer não.

Descemos o elevador em silêncio. Evitei ao máximo olhar para Edward. Só de lembrar que ele tinha me visto dançar daquela maneira e com aquela roupa, me dava vontade de sumir dali.

O elevador parou num andar abaixo do nosso e um bando de crianças entraram correndo, me empurrando e jogando-me, desequilibrada, para cima dele. Senti duas mãos grandes segurarem minha cintura. Minhas costas estavam coladas em seu peito. Podia sentir seus músculos por baixo do tecido da camisa.

- Você se machucou, Isabella? – Perguntou, fazendo-me arrepiar toda com a proximidade de sua boca em meu ouvido.

- Não – disse, afastando-me rapidamente, sem coragem de encará-lo.

Nunca gostei que me chamassem pelo nome de Isabella, mas quando Edward o pronunciava era agradável  de ouvir, como se uma corrente elétrica passasse por meu corpo. Não estava me entendendo.

Quando o elevador parou, deixei as crianças saírem primeiro. Senti sua mão em meu ombro me segurando, como se quisesse me proteger dos empurrões dos pestinhas.

“Os ingleses e suas gentilezas”, pensei. Senti outro choque com aquele toque.

- Acho estranho sentar deste lado e não dirigir – falou sorrindo.

Retribuí o sorriso, mas não disse nada.

Fui calada até o supermercado. Edward também.

Parei no estacionamento e olhei pra ele, esperando que descesse.

- Você não vai entrar? – Perguntou-me, fazendo cara de surpreso.

- Te espero aqui. – Queria ficar longe daquele homem que me deixava tão confusa.

- Venha comigo, acho que preciso de ajuda. Compras não é meu forte.

Mordi os lábios, como sempre fazia quando tinha de tomar alguma decisão. Tinha dificuldade de negar-lhe os pedidos.

- Tá, eu vou. – Mais uma vez Edward deu seu sorriso torto que já começava a me encantar.

Ele pegou um carrinho e começamos a andar pelos corredores do supermercado.

Edward atraiu os olhares de todas as mulheres que passaram por nós e até alguns caras, se é que podia chamá-los assim.

Ele realmente era um homem lindo. Era muito alto, devia ter quase um e noventa de altura. Seus cabelos tinham a cor do bronze e eram um pouco desarrumados, mas lhe davam um charme especial. Seu corpo era definido, sem necessariamente ser muito musculoso. Seu rosto era perfeito, sem falar naqueles olhos verdes que lembravam o oceano.

Ele me faz várias perguntas sobre diversos produtos. Quase todas pude responder com “sim” ou “não”. Deu pra usar um “talvez” de vez em quando.

Deixei-o na porta do seu prédio. O porteiro o ajudou com as compras.

- Então, tchau – falei.

- Tchau, Isabella. Obrigado pela ajuda. Foi uma tarde interessante. Assim que minha cozinha estiver pronta, vou convidá-la pra jantar, para retribuir o favor.

Disse isso e me deu um beijo no rosto, saindo logo em seguida do carro.

Fiquei muda.  Desta vez não foi só a falta de vontade que me motivou a ficar calada, foi também a incapacidade de pensar, depois daquele beijo.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Capítulo 3
By Mica Black

— O filho do Senhor Black não quer se casar comigo! – confessou Nessie a sua madrasta.

Esmee que fechava a porta do aposento que o Senhor Billy havia reservado para elas franziu a testa.

— Ora, ele teria sorte em casar com alguém como Você. Pode até ser um futuro barão, mas é de conhecimento de todos que é um irresponsável. Seu pai não tem um pingo de juízo, com certeza. Mas não se importe com o menosprezo, o filho do Lorde Black é quer ser um garoto e não sabe o que quer.

Renesmee riu diante da indignação da madrasta.

— Oh, não estou nem um pouco ofendida com o fato de ele não querer me desposar.

— Mais será hoje oficializado o noivado com um jantar o contrato será assinado!-murmurou Esmee.

— Mais já??? Céus! – indagou Renesmee sentiu um calafrio na espinha.

— Você está destinada a ser a baronesa dessa mansão um dia, minha querida. Nunca se esqueça disso, você terá mais coisas pra se preocupar, ser a Senhora de um castelo como esse não é fácil.

— Nossa Madrasta! A Senhora me motivou muito agora!- murmurou Nessie com um fio de voz.

(***)

As vozes dos convidados eram como um zumbido dentro do hall dos Black.

— Relaxe, minha filha. — O pai acariciou-lhe as costas. — Está muito tensa.

— Estou apavorada — Renesmee sussurrou, admitindo a ver­dade. — Ele me odeia papai.

Carlisle deu risada.

— Pelo amor de Deus, não franza a testa. — O pai segurou-a pelo braço. — Os convidados pensarão que bati em você.

— Desculpe-me. — Renesmee estremeceu e tentou sorrir, mas só conseguiu exibiu uma careta.

Renesmee lutou contra as lágrimas, desceu as escadas e avistou seu noivo parado com o cenho franzido com cara de poucos amigos.

— A senhorita está muito bonita — Billy elogiou-a e roçou seus lábios em sua mão.

Renesmee imaginou se Jacob iria cumprimentá-la também mais ele apenas acenou com a cabeça e pegou um copo com uísque. Jacob também poderia estar nervoso, pensou ela.

Jacob manteve-se por um momento na soleira, quase sem fôlego. Mal podia acreditar que a beldade diante de seus olhos. Os cabelos loiro-escuros dela estavam arrumados enfeitados com uma fita. Estava elegante num vestido verde-claro que exibia a perfeição de sua forma esguia. Minha futura baronesa pensou consigo mesmo.

- Jacob Meu filho! Leve sua noiva pra dançar! – indagou Billy conduzindo a mão de Renesmee sobre a mão do Jacob.

— Como está se sentindo, minha querida noiva?- Perguntou Jacob

— Muito bem, obrigada.

Naquele instante, Jacob pareceu o momento perfeito para passar o braço em torno da cintura de Renesmee.

— O q-que está fazendo?

Ele segurou-lhe o queixo e beijou-a de leve nos lábios. Ela piscou duas vezes, incerta, mas sem temor, estava gostando do toque, mesmo tendo consciência que estava errado.

— Desfrutando um privilégio afinal somos noivos.

— Não pense que pode tirar proveito da...

— Cara Noiva, não estrague o espetáculo diante dos amigos.
Jacob tornou a tomar-lhe os lábios, com mais ardor dessa vez. Em princípio, Renesmee manteve-se rígida, sem se render o seu toque. Ele ergueu a cabeça e sorriu.

— Não machucarei você. Prometo. Beijar pode ser esplên­dido se fizer uma tentativa.

Houve uma emoção indefinível nos olhos de Renesmee e, então, faiscaram com momentânea raiva. Abraçando-o pelo pescoço, guiou os lábios dele até os seus. Dessa vez, entreabriu-os, toda a rigidez se dissipando de seu corpo. Jacob estrei­tou-a em seus braços, um inesperado fogo explodindo em seu íntimo. O beijo passou de encenação a verdadeiro. Não se im­portou com quem estivesse observando, apenas com a mulher em seus braços. Era linda, desejável e a queria como nunca, isso soava estranho para ele.

— Jacob Black! — murmura uma voz masculina aproximando do casal – Não vai apresentar sua noiva?

O contragosto, Jacob soltou Renesmee e, para sua conster­nação, viu que ela tinha os olhos marejados.

— Renesmee esse é meu primo Paul – apresenta Jacob com uma voz fria.

— Belissima! – murmura Paul dando um beijo na mão de Renesmee.

— Desculpe Senhor Paul, mais preciso tomar um pouco de ar, com sua licença- indagou Renesmee olhando sem graça para Jacob.

Afastada das pessoas Renesmee sentiu raiva  no momento em que en­trou por uma porta nos fundos da mansão e deteve-se para se recobrar no corredor, antes que alguém a visse. Levou um momento para perceber que estava, na verdade, furiosa con­sigo mesma. No fundo, quisera que Jacob a tomasse em seus braços e a beijasse. Um beijo repleto de paixão, verdadeiro, não um que não passasse de uma encenação para convencer sua família. Era doloroso pensar que o beijo não significara nada para ele além de um meio para chegar a um objetivo. Pior ainda, ela deixara que a raiva a dominasse e o beijasse feito uma libertina.
Respirando fundo, conteve as lágrimas. Quando achou que se recobrara o suficiente, adiantou-se pela mansão, voltou para os convidados. O coração disparou quando encontrou Jacob à sua espera na entrada do salão.

— Demorou a voltar. Já estava ficando preocupado.

— Estava olhando a decoração da mansão — declarou ela sem poder encará-lo após o episódio.

Ao ver o brilho dos olhos azuis, ele se perguntou como ia fazê-la acreditar que não a desejava. Deleitava-o em todo sentido. Bastava olhá-la para que o fervesse o sangue. Sentia um desejo quase incontrolável de beijá-la, provar de novo a doçura de seus lábios, sentir a veia que pulsava em seu pescoço. Maldita moça, era muito sedutora!

— Bem deixa juntar com meus amigos – murmurou Jacob deixando ela sozinha.

Renesmee sorriu, decidida a não sentir-se desventurada. Foi convidada a dançar uma e outra vez, fez bastante amizade com familiares de Jacob. Nessie estava se divertindo e sentindo-se adulada. Nahuel disfarçava mais sempre ficava junto de Renesmee. Renesmee não viu Jacob nesse tempo, mas ele a viu. Uma e outra vez se aproximaram da porta da sala de jogo e a viu rir com seu cunhado, Ao vê-la, havia voltado a tomar outra taça. Jacob Estava agradavelmente enjoado quando se aproximou de Renesmee.

         - Quer dançar comigo, amor?

         - Como? -replicou ela. Ele não respondeu. E tampouco esperou que ela aceitasse, mas sim lhe rodeou a cintura com o braço e a levou para a pista de dança. Era outra valsa e desta vez a manteve muito apertada contra ele.

- Não pode ficar conversando com

Nessie era consciente de que havia algo diferente nele, mas só ao estar perto é que cheirou o uísque. Não se preocupou. Ninguém que pudesse mover-se com tanta graça por uma pista de baile podia estar ébrio.

         - Eu gostaria que não dissesse essas coisas, Jacob.

          -Que coisas? -interrompeu ele. - Se me chamasse "querido" ou "meu amor", seria melhor que Jacob simplesmente. Você tem que me honrar mesmo que eu não quero me casar com você, mas a desejo, amor, Não duvide jamais disso.

         - Jacob...

         - "Meu amor" - corrigiu ele.

— Eu te chamo como eu quiser agora me dá licença – Renesmee saiu sem olhar para trás deixando Jacob sozinho.

Não demorou muito para Renesmee ver Jacob com  companhia de uma moça muito bonita, os dois conversavam como se fosse muito íntimos ela tentou disfarçar o incômodo de ver seu noivo em companhia de outra. Quando Jacob acompanhou a moça fora do salão, Renesmee sentiu que algo se congelava em seu interior. Jacob não se voltou a olhá-la nem sequer uma só vez, e teve o olhar fixo todo o tempo no belo rosto da dama, que se tinha inclinado para ele, enquanto o homem lhe punha o braço sobre os ombros. Parecia um casal de amantes que se escapulia da multidão para ter um momento de intimidade. Renesmee não queria acreditar que Jacob a fora a tratar dessa maneira diante de tantas pessoas, mas sentiu que todas as olhadas do recinto se dirigiam para ela.

— Não se preocupe Senhorita Renesmee, Isabella sempre gostou do Jacob mais para ele sempre foi uma ventura ele deve estar fazendo isso para chamar a sua atenção – revelou uma voz do lado de Renesmee a fazendo acordar de seus pensamentos, Renesmee olhou fixamente para o dono da voz e se deparou com Paul o primo que Jacob a apresentara no começo da festa.

— Perdão Senhor Paul eu não me importa que meu futuro marido se encontre com amantes desde que não seja perante pessoas conhecidas – murmurou Renesmee com a voz embargada.

— Não precisa fingir que não se importa ,Jacob sempre foi assim rebelde, mulherengo mais a Senhorita tem que se impor e ter muita paciência.

—Muito obrigado pelo apoio Senhor Paul, dá próxima vez que precisar de ajuda não vou hesitá-lo em chamá-lo, com sua licença – Esbravejou Renesmee com um tom de sarcasmo.

Nossa esses dois foram feitos um por outro mesmo tem o mesmo temperamento, Jacob dessa vez não vai poder escapar Pensou Paul consigo mesmo levando um copo de uísque em sua boca.

Renesmee se dirigiu para o jardim com o coração apertado como ele pode humilhá-la dessa forma?Pesava a dama..

Foi ai que sentiu uma mão em seu ombro e se virou bruscamente.

-Senhorita?-Perguntou um jovem garboso de olhar penetrante, suas se aproximando cada vez mais da jovem.

-O que deseja?-Perguntou tentando se desvencilhar do galanteio.

-Desejo a companhia da jovem mais linda do recinto. -Disse tentando se aproximar,deixando apensa a alternativa da jovem tentar se retirar.

-Não posso afinal sou uma moça comprometida. -Disse tentando seguir de volta para o salão.

-Não estou vendo seu acompanhante. -Disse em tom suave.

-Não importa onde ele está. -Disse tentando seguir para o salão, o rapaz pegou seu braço. -Por favor,me solte.-Disse em tom de suplica.

-Não até realizar a minha vontade. -Falou se aproximando da jovem.

-Seth!-Disse Jacob. -Solte a minha noiva. -Seu tom não é nada brando.

-O que a com você Jacob?Não vai dividir essa maravilha?-Falou analisando o corpo de Renesmee,deixando a mesma,com vergonha do acontecido.

-Não!-Disse pegando o braço da noiva e arrastando para fora do alcance da vista das pessoas. -Nunca mais saia sozinha perto dos meus amigos. -Reclamou imperativo.

-Não sei por que essa atitude Jacob,não queremos esse casamento.-Disse tentando se soltar.-Não sou sua propriedade.-Falou encarando os olhos negros do noivo.

-Ai está enganada, minha jovem, com contra gosto nos casaremos então você é minha!-disse aproximando seus lábios dos seus e os capturando de forma brusca.

 _  E você pode perambular com suas amantes diante de todos? – esbravejou Renesmee

_ Presunto que a senhorita esta com ciúmes? – murmura Jacob com um riso sensual no canto da boca.

_ Cíumes ? Eu? Se você quer ter respeito, primeiro tem que merece-lo.

_  A Renesmee quando casarmos você terá que obedecer.

Sem esperar que seu futuro noivo a responda o deixou sozinho soltando fogo pelo vento.
Capitulo 4
by Mica Black

A primeira noite solitária de volta á Alemanha, o tempo do lado de Nessie provocara mudanças em mim e os homens do meu pelotão notaram a diferença. Ao longo das semanas seguintes eles começaram a me provocar, como “Black se apaixonou pelo monstro do lago, por causa do apelido Nessie.”.

 Cheguei ao meu oficial comandante linha dura para me transferir para os EUA, ele pareceu considerar o pedido seriamente, quando perguntou o motivo, contei sobre o meu pai e não sobre Nessie, e ele pensou e depois me deu a resposta:
- As probabilidades são pequenas, a menos que a saúde de seu pai seja um problema; Saindo do escritório, eu sabia que não iria a lugar nenhum pelo menos nos próximos 16 meses.

 Desde o inicio, telefonemas e cartas entre nós foram constantes.
 Com o passar dos dias e semanas, meu amor por Nessie parecia se fortalecer e aumentar cada vez mais, ás vezes eu fugia dos caras para ficar sozinho, pegava a nossa foto e estudava cada traço dela.
 De algum jeito, levei a vida adiante por mais que sentisse saudade dela, eu tinha um trabalho a fazer.

 Em Setembro meu pelotão foi enviado a Kosovo por uma missão de paz, as cartas foram se acumulando por causa dessa missão, eram meio complicadas ler as cartas no avião e não ficar emocionado, essa missão foi um pouco revoltante para mim, pois mesmo sendo “uma missão de paz” pessoas inocentes ainda morriam, era muito duro de ver corpos mutilados em meio do nada, somente do pó das destruições.
 Quando dava para ler as cartas escondido dos meus colegas fiquei por dentro da sua vida, ela já tinha começado a faculdade e começou um trabalho voluntário no Hospital aonde seu pai é medico e diretor clínico, sua tia Alice foi morar na casa de seus pais, ela nunca deixava de mencionar que estava preocupada comigo e que rezava por mim e sim ela dizia que me amava muito.

 O Natal daquele ano foi melancólico, teve um sorteio para quem ia passar o Natal em sua casa, e eu azarado... Tive que ficar com alguns que também não foram sorteadas, fizeram esse sorteio, pois não poderiam liberar todos, pois tínhamos que ficar de alerta em caso dos nossos amigos Russos colocarem na cabeça que ainda eram nossos amigos mortais.
 Tentei telefonar para ela, ela não esperava a ligação e ficou muito feliz, falamos por 2 horas, pelo menos por um instante me fez sentir como se estivéssemos juntos.

 Em Fevereiro embarquei para manobras com outras tropas da OTAN, o clima estava horrível, estava tão frio que o gelo se formava nas minhas sobrancelhas e rachava toda a minha pele até sangrar, todos nós ficamos revoltados por esse treinamento ser no frio, todo lugar que olhávamos era coberto de gelo.
 Passamos 10 dias assim, metade dos homens teve partes do corpo congeladas.
 Depois disso passei os meses seguintes na base, sem que nada acontecesse.

 A primavera na Alemanha não foi tão ruim, com Junho chegando ao fim, aumentava minha ansiedade para voltar, teria 2 gloriosas semanas de licença.
 Emmett era meu melhor amigo no pelotão e ele sabia o que eu estava passando embora tivesse escondido o suficiente para não deixar transparecer explicidamente.
 Em vez disso com aproximação da data, ele chegou até mim e me deu um tapa nas costas:

_ Vai vê-la em breve, está preparado?, Ele perguntou

_ Sim, respondi

_ Não se esqueça de pegar uma tequila no caminho, ele comentou com uma sonora gargalhada.

Eu fiz uma careta.

_ Vai dar tudo certo, ela te ama cara, ela tem que te amar, considerando o quanto você gosta dela, ele comentou.

Então lembrei do trecho que ela escreveu na primeira carta:

Eu te amo, Jacob Black, e eu vou agarrar-me à promessa que uma vez você fez para mim; Se você voltar vou casar com você, se você quebrar a sua promessa, eu perderia a vontade de viver.
                           Com amor, sua “Nessie.”

_ Ei Black Telefone, diz Philip uns dos soldados.

Fui atender ao telefone:

- Oi Jacob é o Embry, como vão as coisas?, perguntou

_ Embry! Agora estão boas, semana que vem vou voltar para casa, peguei 2 semanas de licença.

_ Que ótimo cara, então você vai poder participar do noivado de Quill e Claire, ele comentou.

- Concerteza! E como estão meu pai, minhas irmãs e Nessie?

_ O Billy sente muito a sua falta da até dó de ver, Rebecca faz muito tempo que não tenho noticias e Rachel só vejo nos finais de semana, agora a Nessie nos finais de semana ela vem aqui na reserva ela se tornou muito amiga de Emily, ela também vai muito à casa de seu pai fazer companhia, você soube escolher Jake ela é 10!.

- Ela que me escolheu Embry, eu murmurei.

Quando desligamos o telefone, eu fiquei mais ansioso a voltar para La push, no lugar aonde eu nunca deveria ter deixado.

_ Carta para Jacob Black, diz o entregador de correspondências.

 Eu achei estranho ter chegado alguma carta para mim pois recebi carta de Nessie e meu pai semana passada e ainda não havia respondido, quando olhei para o remetente era Isabella Swan , pensei duas vezes para ter coragem de lê-la, mais resolvi:

Olá Jake

Você deve estar se perguntando como consegui seu endereço, não foi a Renesmee que me deu ( ela nunca me daria ), pedi para o meu pai pedir para Billy, você sabe como é ele nunca negaria um favor ao meu pai.
Bem, estou escrevendo para te pedir desculpas, cometi um grande erro, talvez o maior de toda a minha vida quando briguei com você.
Realmente eu havia me apaixonado por Edward mais não deveria ter terminado com você daquele jeito.
Gosto de você,  confio em você e não suporto a idéia de nunca mais falar com você, de nunca mais dirigir a você olhando nos seus olhos sinceros e de tão sinceros quase chegam a mostrar o caminho de seu coração.
Sei que você deve estar chateado e entendo perfeitamente as suas razões.
Quando eu vi você com Renesmee, senti um pouco de ciúmes por que você olha para ela da mesma forma que você olhava para mim, mais tenho que me conformar que te perdi e que agora estou com Edward e vou me casar com ele, e como confio no seu coração generoso e confio na pureza de sua alma e espero sinceramente que você me dê a oportunidade de ser sua amiga.
Aceite um beijo cheio de amor e carregados das mais sinceras desculpas.

Bella.

Ps: Estou enviando uma foto minha com seu pai e você, espero que guarde.


   Olhei para foto e lembrei como esse dia foi especial para mim era o aniversário do meu pai.
  Estou pronto a perdoar Bella, porque não sinto mais nada por ela então não há motivo para evitá-la, a minha paixão agora é minha bonequinha de olhos azuis “Nessie.”.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

CAPÍTULO 4 
By ValentinaLB


Pedi para vendedora da loja de brinquedos que enviasse o presente para o endereço indicado. Queria eu mesmo entregar a Ethan, afinal era seu aniversário de dois aninhos, mas com a chuva torrencial que caía, seria impossível sair com aquele embrulho sem que ele se molhasse.

Puxei o capuz do sobretudo e cobri a cabeça. Se teria de ficar esperando aquele aguaceiro passar para chegar ao estacionamento onde estava meu carro, o melhor seria atravessar a rua e entrar no bar que tinha do outro lado. Tudo o que eu queria era uma bebida quente e um jornal para ajudar o tempo passar.

Corri rapidamente entre os carros. Ao abrir a porta do bar, o vapor quente do lugar lotado esquentou meu rosto, trazendo um pequeno alívio para o frio que tomava conta do meu corpo.

Tirei o casaco molhado, dependurando-o no gancho perto da entrada e balancei meus cabelos, retirando a água que se acumulara neles.

Sem querer algumas gotas caíram sobre a mesa ao meu lado, molhando a folha de papel na qual uma moça escrevia.

- Desculpe-me, não imaginei que os pingos fossem alcançá-la. Espero não ter estragado nada importante.
Estava muito sem graça com minha falta de senso e educação.

A garota, que estava de costas para mim, não se virou. Apenas levantou a mão com o polegar estendido, fazendo um gesto de que não tinha sido nada.

Sentei-me, peguei um jornal no balcão e pedi um chocolate quente. Esperava que a chuva não demorasse tanto, senão acabaria chegando atrasado à festa do meu sobrinho.

As vozes se misturavam ao barulho da chuva que vinha do lado de fora. O ambiente, apesar de cheio, era acolhedor. O chocolate quente começou a se mostrar um excelente calmante. Olhei para o lado e a moça continuava a escrever, com o rosto abaixado no papel, demonstrando uma concentração invejável no que fazia. Continuava não dando para ver seu rosto.

O barulho do objeto batendo na lixeira ao meu lado me trouxe de volta ao bar. A esfera de papel, caprichadamente amassado, parecia demorar a se decidir se entrava no cesto ou se tomava outra direção.

Depois de segundos de indecisão, quicou no chão algumas vezes e parou bem ao lado do meu pé. Automaticamente olhei para a mesa ao lado, estava vazia. O papel cor-de-rosa era o mesmo que eu tinha molhado quando cheguei. Senti-me mal, tinha verdadeiramente estragado o trabalho da garota.

Nunca fui curioso, mas era muito tentador dar uma olhada no que tinha escrito naquela folha amassada.

Peguei-o disfarçadamente e o desenrolei. Era uma letra bonitinha, quase infantil. Dava para ver, ao longo da folha, alguns leves borrões azuis claro de esferográfica manchada, em forma de pingos. Aquele designer fora obra minha, pensei.

Comecei a ler e fui aos poucos percebendo do que se tratava. Senti como se tivesse levado um soco no estômago. Alguém muito poderoso estava de brincadeira comigo.

Queridos pais,
Não se desesperem nem chorem sobre o meu corpo. Ele não é digno do sofrimento de vocês. É só um amontoado de órgãos que insistem em me manter consciente do meu sofrimento.
Eu morri naquele galpão, há cinco anos. Foi naquele dia que vocês me perderam.
De lá pra cá, o que sobrou de mim foi apenas dor. Uma dor tão insuportável que não me deixa sequer enxergar as cores. Meu mundo tem sido preto e branco desde então.
Tentei uma vez, mas não deixaram que me livrasse dessa dor. Hoje farei de novo e com certeza, quando lerem esta carta, eu já terei me libertado.
Não pensem no meu ato como um suicídio. Não estou tirando minha vida, pois não a tenho. Estou apenas me livrando de um coração que insiste em manter meu corpo funcionando, fazendo-me ter de conviver com as cicatrizes que aquele demônio me deixou. Cicatrizes que me fazem lembrar, todos os dias, o que ele me fez.
Deixem-me ir, por favor! Se me amam, fiquem alegres. Estarei feliz e em paz.
Amo vocês e espero que entendam o que eu fiz.
Sua filha que não sofrerá mais,
Isabella.

Minhas mãos tremiam enquanto lia a carta. Só podia ser ela, não tinha como ser coincidência.
Que sina era essa, meu Deus? Quantas vezes minha vida se cruzaria com a morte desta garota?

Eu sabia o que ela iria fazer, só não sabia o que eu podia fazer...

Se deixasse que ela se matasse, nunca mais teria paz, mas se a impedisse, estaria condenando-a a viver com esta dor insuportável.

Por que eu estava tendo de tomar este decisão? O que eu e ela tínhamos em comum para ficarmos nos encontrando no transcorrer de nossas vidas?

Coloquei as mãos na cabeça sem saber o que fazer. Por que eu?

“Você é um paramédico, Edward Cullen, você salva vidas!”

Deixei uma nota sobre o balcão, peguei meu casaco e saí correndo. Por sorte a chuva já tinha parado. Eu precisava achá-la antes que fizesse a besteira que estava planejando.

Olhei para os lados e nem sinal dela.

Provavelmente eu agora só a veria em uma foto de jornal.

Comecei a correr pelas ruas na esperança de encontrá-la, torcendo para que não fosse tarde demais.
Meus olhos foram atraídos pelo vulto que entrava no edifício no fim do quarteirão. Era ela, reconheci pela roupa.

Corri o máximo que pude, chamando-a pelo nome, mas o barulho das buzinas do trânsito engarrafado fazia minha voz se perder antes mesmo de alcançá-la.

Quando entrei no saguão, só pude ver a porta do elevador expresso se fechando. Antes que eu piscasse ela já tinha subido mais de cinco andares.

Apertei desesperado o botão, chamando outro elevador, mas o tempo estava contra mim. Já que o “Senhor Pode Tudo” tinha me colocado na função de super herói do dia, custava nada me dar uns poderzinhos, ou pelo menos um pouquinho de sorte.

Comecei a subir pelas escadas, na esperança de que em algum andar eu encontrasse a porta do elevador aberta. Isso só aconteceu no décimo nono andar.

Sem forças nem fôlego para falar com o ascensorista, apenas indiquei com o dedo indicador que queria subir pro céu, que neste caso ficava no quadragésimo andar. Ele entendeu.

Sai apressado e subi as escadas que levavam à laje. A porta, como suspeitava, estava aberta.
Isabella era uma garota pequena, mas de pé naquele parapeito ela parecia menor e mais frágil ainda. Ela não estava convicta, pois já teria tido tempo de pular, se quisesse. Temi que uma simples brisa pudesse empurrar seu corpo para baixo. Eu estava quase em choque. Se ela saltasse na minha frente, não sei o que faria.

Tentei gritar, mas a voz não saía. Ela não tinha percebido minha presença.

Percebi seu corpo se pendendo finalmente para frente.

- VOCÊ TEM UM ISQUEIRO? – O que eu tinha acabado de dizer?

Ela olhou assustada para trás, quase se desequilibrando, para meu completo estarrecimento.

- Hã?

- ISQUEIRO... TEM UM? – Já tinha começado com aquele argumento absurdo mesmo, o jeito era continuar. Pior é que estava dando certo.

Tentei ao máximo não demonstrar que sabia qual era sua intenção. Agi naturalmente, se é que isso era possível naquele momento.

Ela deu um suspiro profundo, demonstrando impaciência. Afastou-se da beirada, dando uns passos em minha direção.

Meu coração batia acelerado. Além do medo de não conseguir dissuadi-la a não pular, era a primeira vez que a via acordada. Seus olhos eram lindos, de um verde que lembrava o mar.

- Tenho. – Ela acendeu o fogo e ficou esperando eu pegar o cigarro.
Só tinha um probleminha... Eu não fumava.

- Na verdade eu quero comprá-lo. – Ela ia acabar pulando era de medo de mim, eu estava me comportando feito um louco.

- Como? – Sua expressão era de estranheza.

- Preciso de um isqueiro. Quer vender o seu? – Alguém lá em cima iria se conscientizar de uma vez por todas de que tinha contratado o herói errado.

- Pode ficar com esse, não vou precisar mais dele. - Ela se aproximou mais, esticando o braço para me entregá-lo. Seus pulsos estavam cobertos com faixas elásticas, iguais as que os tenistas usam.

- Obrigado! – Estiquei meu braço também e nossas mãos se tocaram quando o peguei. Ela afastou-as rapidamente.

Sem nem se despedir, foi se encaminhando para o portãozinho que levava à escada por onde tínhamos acabado de subir.

Não sei por quanto tempo, mas eu tinha conseguido evitar seu pulo.

Era a terceira vez que eu salvava sua vida... Ou a condenava a mais sofrimento...
CAPÍTULO 3 – A DANÇA By ValentinaLB

POV BELLA

Maldita hora que aceitei o pedido de Berta.  Não podia acreditar que estava vestindo aquela roupa para me apresentar para seis pessoas. Tudo bem que uma era minha mãe, a outro era como se fosse minha vó e as outras quatro me conheciam desde criança, mas nada disso mudava o fato de que me veriam dançar, coisa que me apavorava.

Mais cedo, antes da festa começar, fui na sala e pude ver que a decoração estava linda. Tinham feito uma espécie de tenda que lembrava o cenário das “Mil e uma noites”. Realmente mamãe era muito boa no que fazia. Estava lindo. Depois disso não saí mais do estúdio, onde me arrumaria. Adorava o fato de suas paredes serem à prova de som, assim o barulho da mulherada não me incomodaria.

Olhei-me no espelho e me permiti um leve sorriso. Meu corpo era muito bonito. Aquela saia bem abaixo do umbigo deixava à mostra minha cintura fina e minha barriga perfeitamente esculpida pela dança. O bustiê, com um decote avantajado, realçava meus seios volumosos e firmes. Jamais imaginei deixando-me ser vista com roupas como aquela. Sempre me vestia escondendo ao máximo minhas curvas. Não me sentia bem sendo alvo de olhares, principalmente masculinos.

Arrumei os cachos do meu cabelo que caíam sobre meus ombros, dei os últimos retoques na maquiagem e coloquei as bijuterias que compunham a fantasia. Estava pronta! Parecia a “preferida” do sultão.
Já tinha decidido que dançaria com os olhos fechados. Só assim conseguiria me apresentar.
As batidas na porta eram o sinal que tinha combinado com Berta para o “show” começar.

Saí do estúdio, que dava direto na sala, olhando firmemente para o chão. Era melhor não ver ninguém, ou desistiria. Fiquei de frente, ainda com os olhos fechados e respirei fundo.

A música que começou a tocar fez-me esquecer de onde estava. Só me lembrava das palavras de Berta:
Consegue sim, meu amor. Feche os olhos e pense que está dançando pra ele.” 

Foi o que fiz. Dancei para Jacob. Os movimentos do meu corpo se transformaram em uma declaração de amor, mais ainda, em um convite ao prazer. Dancei como nunca dancei na vida. Entreguei-me por completo àquele momento... O nosso momento! Descobri um erotismo e uma sensualidade em mim que não sabia que existiam.

Quando a música acabou eu estava ofegando, não de cansaço, mas de excitação. Era como se tivesse feito amor com Jacob.

As palmas me tiraram do transe. O susto fez minhas pálpebras se mexerem e foi então que me deparei com aquele par de olhos verdes que me fitavam. Não sei por quantos segundos ficamos nos olhando, mas para mim foi uma eternidade.

Havia um estranho naquela tenda. Um rosto que nunca tinha visto... Um rosto lindo...
Fugi dali sem dizer nada. Subi as escadas correndo e me tranquei em meu quarto. Não podia acreditar que tinha acabado de dançar daquele jeito na frente de um homem.

Não demorou muito e Berta me chamou, pedindo que abrisse a porta.

Não me mexi. Não queria ver ninguém.

- Desculpe-me, querida, não sabia que ele viria. Foi uma surpresa que Edward me fez, chegando aqui na hora da festa. – Sua voz estava aflita.

Então aquele era o famoso Edward? Já tinha visto umas fotos dele, mas nunca tinha reparado em seu rosto.

- Tudo bem, Berta, não estou chateada, só estou com sono.

- Bella, você dançou divinamente, querida. Foi um presente perfeito. Obrigada.

- De nada, Berta.

Não desci mais para a sala, mas também não consegui dormir. Aqueles olhos verdes me assombraram a noite toda. Nunca mais queria vê-los novamente.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011


29 Desesperada

Foram frações de minutos decisivas em nossas vidas. O assaltante encapuzado puxou o gatilho e disparou, Jacob gritou e se jogou destemidamente na frente da arma, um estourou cortou o ar,  ele caiu lentamente sobre o chão. O sangue jorrava em seu peito, eu gritava desesperadamente sentindo aquela dor rasgando o meu coração.

- JACOB! JACOB!!! NÃOOO!! OLHA PARA MIM, JACOB!! AHHHHH – Cai de joelhos no chão, coloquei sua cabeça em meu colo, vi de soslaio os assaltantes correndo assustados. Acho que eles queriam me matar e acabaram fazendo besteira. Pela forma como um deles havia me chamado, tive a certeza que aquela bala era para mim. Quanto mais eu gritava, mais doía em meu peito e o meu desespero crescia dentro de mim. Ele estava frio, de olhos fechados, não senti  a sua respiração... Parecia morto.

Uma multidão foi se formando a nossa volta, mas eu não conseguia entender nada. A única coisa que enxergava era Jacob ensangüentado em meu colo.

- ALGUÉM CHAME UMA AMBULÃNCIA – Uma pessoa gritou. Acho que um repórter, não sei o certo, sua voz parecia preocupada pela forma como gritou.

- Estão filmando isso¿ Amanhã venderá como água. – Como eles podiam pensar em ganhar algo com aquela tragédia¿ Eu estava ensangüentada, com um homem morrendo, chorava muito naquela noite fria e eles pensavam na repercussão.

- MEU DEUS! FILHA!!!!  - Outro grito cortou o ar e se misturou ao turbilhão de vozes que falavam ao mesmo tempo. Não conseguia entender o que diziam, o barulho dos flashes das câmeras era enlouquecedor. Quis gritar com eles, mas não tinha forçar. Senti braços quentes me envolverem por trás e me puxarem dali.

- O que aconteceu¿ - A voz do meu pai era mais calma. Ele estava de pé ao lado de minha mãe e tentava ajudá-la a me levantar. O casaco de pele caiu sobre o corpo de Jacob. Ele me lembrava a pele de um animal ferido. Nunca em minha vida conseguiria esquecer aquela imagem. O corpo caído sobre o chão, com o longo casado de pele branco ensangüentado sobre ele.

- Pai, fomos assaltados e depois de levarem o meu colar, atiraram em mim e Jacob entrou na frente da arma. MÃEEEEE! MÃEEEEE! – Comecei a chorar feito um bebê, enquanto minha mãe me abraçava forte. Mais alvoroço se formou a nossa volta, curiosos se misturavam aos pedestres e convidados daquela homenagem ao mecenas Carlisle Cullen.

- TIREM ESSES ABUTRES DAQUI!! – Meu avô gritou furioso diante da insensibilidade daquela gente. Um bando de abutres, isso sim! Só pensavam na grande história e no que aquelas fotos e filmagens renderiam. Já imaginava as capas de revistas com a Herdeira dos Cullens estampada na foto diante do seu marido ferido... Quiçá morto.

- JACOBBBB! NÃO MORREEE! JACOBBBB! JACOBBBB! EU VOU MORRER COM VOCÊ AHHHHH – Eu não via mais ninguém. A imagem dele morto, o pensamento sobre o funeral e o velório vieram a minha cabeça. Quis estar morta para não sentir aquela dor. Era mais do que poderia suportar. Nem nos piores momentos em que vivemos eu sofri  tanto. Tinha absoluta certeza que não sobreviveria sem ele. Preferia a morte a viver um dia sem o seu amor. Não depois de tudo o que passamos e de como foi difícil vê-lo tirar a máscara e se mostrar para mim.

- Calma filha! – Meu pai pedia, enquanto os seguranças do meu avô abriam passagem para a os paramédicos da ambulância, que se aproximava no meio da multidão. O som das sirenes da ambulância e da polícia se misturava a aquela falação toda. As pessoas continuavam a observar o primeiro atendimento e os repórteres a tirar muitas fotos dos Cullens.

- Vamos tirá-la daqui. – Disse minha avó com os olhos cheios de lágrimas.

- Não... não... eu quero ir com ele... não. – O meu choro já era um sussurro. Não conseguia aumentar o meu tom de voz. Estava completamente rouca.

- Leve-a para o carro em segurança. – Ouvi o meu avô ordenar ao segurança.

- Não quero! Não vou! Jacob... Jacob, eu amo você. Eu não viverei sem você, meu amor. – Minhas tias, minha avó e minha mãe choravam muito vendo o meu desespero. Aos poucos pude perceber que as pessoas que acompanhavam o salvamento também choravam, mesmo algumas repórteres que narravam ao vivo para o noticiário. Desvencilhei-me dos braços da minha mãe, aproximei-me  da maca no chão, pus-me de joelhos e beijei o seu rosto. Ele estava frio e tinha um aparelho de respiração artificial no rosto.

- Você não pode me deixar, Jacob! Não pode! Você disse que me amava e ficaria comigo para sempre. Você sabe o que quer dizer para sempre¿ Quer dizer que você não pode me deixar. Combinamos isso! Você não pode ser fraco! ACORDA! ACORDA! VOCÊ NÃO PODE MORRER AGORA! VOCÊ PROMETEU UM FILHO! JACOB! JACOB!!! NÃO!! SE VOCÊ MORRER EU MORREREI TAMBÉM! VOCÊ PROMETEU! VOCÊ NÃO É COVARDE.- Alguém me segurou por trás e começou a puxar o meu corpo.

- Calma, filha!- Era a voz áspera do meu pai. Ele estava completamente consternado. Os paramédicos  ergueram a maca e se dirigiram para a ambulância. Eu senti que aquela era a última vez que o veria. Meu coração sufocou e eu parei de respirar por segundos. Com a minha última força, não sei de onde busquei, gritei mais uma vez.

- JJJJJJAAAACCCCCOOOOOBBBBBB!! – Meu pai me abraçou forte e começou a chorar. Ele parecia um menino desesperado ao me ver daquele jeito. Pegou-me no colo e caminhou comigo. Coloquei a cabeça em seu peito e passamos pela multidão. Ouvia as vozes das pessoas comentando. Muitas choravam e muitas pediam para que Deus desse a vida a ele. Foi comovente.

A porta do carro estava aberta quando  meu pai me colocou sobre o banco da limusine. Minha mãe sentou-se ao meu lado e puxou a minha cabeça para o seu colo. Ela também chorava baixinho.

Alice, Rosalie e depois minha vó entraram na limusine e ela partiu em direção ao hospital. Todas ficaram caladas durante a viagem. Não se atreviam a dizer nada. Às vezes o meu choro ficava mais alto e via as lágrimas descendo pelo rosto da minha tia maluquinha. Nunca havia visto Alice chorar tanto como naquele dia. Ela não agüentava ver a minha dor e apesar de eu não querer lhe fazer mal, era impossível conter  as minhas lágrimas quando estava tão dilacerada.

Minutos depois, não sei quanto, porque o transito não estava nada bom, chegamos ao hospital central de Seattle. Muitos carros embarricavam a passagem e ainda podíamos ouvir o barulho da sirene a nossa frente. Aquilo sim me preocupava. Significava que ainda não havia chegado para o atendimento de emergência no hospital.

Descemos da limusine, seguimos para o hospital, protegidas pelos seguranças que tentavam impedir a imprensa de atrapalhar a passagem. Os flashes das máquinas fotográficas eram ainda piores e uma pequena multidão se formou na frente do local. Foi bem difícil chegar lá, mas chegamos.

Minha mãe, minha avó e minhas tias seguiram comigo até a recepção e ficamos aguardando notícias, enquanto ouvíamos o barulho da confusão do lado de fora e a polícia tentando colocar ordem naquele  caos.

Meu pai, avô e tios chegaram tempos depois. Certamente tiveram mais dificuldade para passar pelos carros no caminho.

Ele seguiu para o interior do hospital. Pois como médico do local tinha acesso a informações privilegiadas. Mas nem isso nos garantiu notícias sobre o estado de Jacob.

Eu continuava a chorar muito nos braços da minha mãe. E em certo momento, o cansaço me venceu, coloquei a cabeça em seu colo e adormecei.

Não sei quanto tempo se passou. Só sei que acordei com burburinho de pessoas falando. O susto me assolou e dei um pulo do colo dela.

Vi que alguns amigos do meu avô, alguns diretores e pessoas mais intimas dos Cullens estavam lá.

Seth, Sue, Rachael, Rebecca e uma moça que não conhecia estavam em um canto mais afastado dos outros. Corri para Seth e o abracei forte.

- Ele esta morrendo. – Sussurrei muito baixo, sem conseguir aumentar o tom de voz. Estava rouca demais para falar.

- Ele vai viver, docinho. Seja otimista! Você precisa encarar isso bem.- Todos me olhavam com pena. Até a vaca da Rebecca estava chorando e não se atrevia a fazer graça.

- Jacob é forte... Temos que acreditar. – Rachael disse e fui abraçá-la. Ela chorava muito e parecia tão destruída quanto eu. – Eu já perdi meus pais. Deus não fará isso... Não novamente. – Havia tanta dor na sua voz. Conseguia compreender o seu medo. Ela já sabia como era a perda.

- Vocês precisam ser fortes. Já doamos sangue e pelo que sabemos a operação para a retirada da bala acabará logo. Não fiquem pensando o pior. É sempre bom ter energia positivas nesse momento. – Disse a moça com tom de pele morena, clara, os longos cabelos negros cacheados, um rosto bonito e meigo. Ela era baixa, tinha o corpo bonito que era realçado pela calça de couro preta. Usava um suéter branco e um cachecol vermelho. Naquele momento eu soube que era ela. Era por ela que Seth estava apaixonado. Linda, delicada e gentil. Não consegui ter ciúmes. Naquele momento aquilo não significava exatamente nada. Só o que me importava era Jacob na mesa de cirurgia. Ele podia morrer... Não agüentaria aquilo.

- Aquela bala era para mim... – Sussurrei. – Alguém queria me matar.

- Não fala assim, filha.- Meus pais se aproximaram de nós. E meu pai disse com tom amargurado.

- Ele me chamou de Vadia Cullen. Já tinha roubado o colar... Queria me matar. Foi uma cilada. – Novamente a dor veio forte em meu peito. Fiquei sufocada e já estava caindo quando Seth me segurou.

- Casy... – Rebecca sussurrou.

- Como¿ - Sue perguntou franzindo o cenho.

- Só ela chamava de Vadia Cullen. Como um assaltante poderia saber¿ VACA! EU MATO A CASY! – Explodiu e todos olharam.

- Não há como provar nada. Os assaltantes fugiram, mas não podem vender a jóia. Ela é registrada e possui um chip de identificação. Se tentarem vender... – Ele ficou pensativo. Meu pai estava falando pouco, mas sabia que planejava algo.

- Ness, agora você não precisa pensar nisso. Não quer tomar um café comigo e com a Larissa¿ - Seth me perguntou. Vi que estavam abraçados me olhando com pena.

- Não, obrigada! Não sairei daqui até ter notícias do Jacob. – Comecei a chorar novamente e minha mãe saiu dos braços do meu pai, pegou a minha mão e me conduziu até  a poltrona da sala de espera.

Aquela noite foi terrível. O tempo parecia não passar e as pessoas se recusavam a partir do hospital. Como se preocupassem com Jacob¿ Pensei em meus devaneios.

Depois de muitas horas, o dia já clareando, a sala mais vazia, com apenas os familiares e amigos mais próximos, o cirurgião veio até nós com as primeiras notícias.

- Como foi a cirurgia, Dr Preston¿- Meu pai se adiantou. Todos se aproximaram do médico. Eu recuperei o resto de forças e me arrastei até ele. Precisava ouvir tudo o que tinha a dizer. Não agüentava mais a angustia da espera.

- Dr Cullen, eu não mentirei para vocês. A bala se alojou muito perto do coração. A operação foi bem complicada e por pouco não rompemos uma das artérias. A pressão cardíaca caiu muitas vezes e é um milagre ele estar vivo. Conseguimos retirar a bala, mas a situação dele é muito grave. Não sabemos se ele vai resistir muito tempo. Temos que esperar as próximas 72 horas para ver se há alguma reação. É importante manter a pressão cardíaca estável e monitorar o paciente. Enquanto isso ficará em coma induzido. Fizemos transfusão de sangue de emergência e esperamos que ele sobreviva. – Ele franziu o cenho e me olhou com relutância. – Esperamos, mas não podemos garantir. – Aquilo acabou comigo. O meu desespero aumentou novamente e comecei a chorar quando ele concluiu. – Acho melhor irem para casa. Não poderão ver o paciente agora.

- Eu preciso vê-lo... – Sussurrei, coloquei as mãos sobre a boca e abafei o choro.

- Nesse momento não é recomendável. Depois das 72 horas... Quem sabe! – Ele se virou para ir embora e voltou instante depois. – Podemos liberar uma nota para a imprensa¿ - Perguntou de forma impaciente.

- Podem liberar a nota. – Meu avô disse o cirurgião foi embora.

- Filha,você ouviu o que o médico disse¿ Não pode ficar aqui. Vamos para a nossa casa para você descansar. Depois voltaremos. – Minha mãe pediu com a voz cansada.

- Não,mãe... Não! –Implorei de forma desesperada. Todos me olhavam com compaixão, mas não me deixariam naquele hospital até que ele se recuperasse.

- Você vai para a nossa casa e ficará no seu antigo quarto. Precisa descansar um pouco. Ou quer que Jacob a encontre acabada quando acordar¿ - Meu pai pedia com jeito. Parecia ter medo de eu quebrar naquele momento. Falou comigo como costumava a fazer quando eu me machucava brincando com as crianças na escola. Seu olhar era terno e ao mesmo tempo externava preocupação. – Precisa tomar um banho, tirar esse vestido sujo de sangue e comer algo. Uma boa cama por algumas horas lhe fará bem. Mais tarde pode voltar para cá, mas agora, mocinha, a ordem é descansar. – Acabei me rendendo e assenti com a  cabeça.

Olhei para Seth, sua namorada Larissa, Sue e as gêmeas, e caminhei até eles.

- Larissa, foi um prazer em te conhecer. Obrigada pela força nesse momento. Sei que seremos muito amigas. – Ela sorriu e me abraçou sem se preocupar com o sangue em minha roupa.

- Eu já te conheço bem, Ness. Seth fala muito em você e sei que nos daremos bem. Depois, quando tudo se acalmar, vou visitar vocês. – Ela se afastou, levou a mão até a minha bochecha e a tocou. Depois sorriu docemente para mim. Sabia que seriamos boas amigas quando aquilo tudo acabasse.

- Eu esperarei a sua visita. – Olhei para as gêmeas e pedi que viessem juntas. – Vocês podem vir conosco. – Mesmo com ressentimento de Rebecca,não poderia deixá-la ali naquele hospital. A imprensa faria uma festa com as duas e também precisavam ser protegidas contra aqueles abutres. Rachael abraçou Rebecca e as duas seguiram atrás de nós.

Para sair do hospital foi outra complicação. Os repórteres não respeitavam a dor da família e fazia perguntas absurdas. Tiravam milhares de fotos e apesar dos seguranças tentarem conter o tumulto, só faltaram enfiar os microfones em nossos rostos. Fomos perseguidos no caminho para casa e quando chegamos de carro, mais uma multidão estava de prontidão em frente a mansão dos meus pais. O carro entrou pelo portão e os seguranças o fecharam, impedindo que invadissem a propriedade.

Eu me arrastei cansada para o meu antigo quarto, enquanto minha mãe tentava acomodar as gêmeas, que também pareciam acabadas de cansaço.

Tirei as roupas no meio do quarto, fui para o banheiro, entrei no Box, abri o chuveiro e fiquei um bom tempo sentindo a  água quente caindo sobre o meu corpo. Sentei-me no chão, abracei os joelhos com os dois braços, apoiei a testa sobre ele e fiquei sentindo a meu corpo sendo relaxado pela água.

A porta do Box se abriu, a água do chuveiro parou de cair. Percebi que alguém havia fechado a torneira. Levantei a cabeça e minha mãe estava de pé com a toalha na mão.

- Levanta, filha! – Pediu.

Eu me levantei, peguei a toalha, enxuguei o corpo, coloquei o roupão que estava pendurado no aparador de roupas e fui para o meu antigo quarto. Deitei sobre a cama na posição fetal, abraçando o meu corpo, fechei os olhos e apaguei.

--- xx---

Não sei quanto tempo eu dormi. Só me lembro de acordar com o corpo pesado, a cabeça doendo e muita preguiça de me levantar. Mas a minha consciência me lembrou de Jacob e o desespero voltou a me dominar.

- Jacob...

Levantei cambaleando da cama, bocejei longamente, estiquei os braços e as pernas. Fui até ao rack e peguei o controle da TV. Liguei o aparelho e sintonizei na CNN.

A polícia continua a investigar o assalto que vitimou o empresário Jacob Black.
Ainda não há nenhuma pista dos assaltantes, mas o delegado garante que nas próximas horas apresentará os suspeitos.

O empresário, que se atirou diante da sua esposa, a Herdeira de um dos maiores patrimônios dos Estados Unidos, Renesmee Cullen Blackb, e levou um tiro no peito.

O seu estado ainda é grave.

- Evaristo, temos alguma informação do Hospital¿

- Selena, segundo a direção do hospital, o empresário passou pelas 72 horas mais críticas. Agora eles esperam os exames para tirarem o empresário do como induzido. Não temos muitos detalhes. A família está bem reservada nesse momento e o Magnata Carlisle Cullen pediu sigilo nesse momento.

- Tem alguma notícia da esposa¿ Ela não veio no hospital esses dias.

- Segundo informações de amigos mais próximos, a senhora Black esta sedada no momento.

- Obrigada, Evaristo.

Traremos mais notícias assim que o hospital divulgar uma nota oficial. Estamos tentando falar com a esposa, mas até o momento a família Cullen não permitiu.

- Droga! Eles me apagaram. – Forcei a minha mente e me veio alguns flashes do meu pai com uma injeção. Eles me forçaram a comer e depois me sedaram. Golpe baixo, mas sei que foi para o meu bem. Não suportaria esperar por notícias do hospital. Certamente enlouqueceria todo mundo.

Caminhei ainda zonza até a porta e lentamente cheguei ao topo da escadaria. Segurei firme na madeira do corrimão e comecei a descer lentamente. Ouvi vozes vindas da sala. Eram minhas tias, minha avó, as gêmeas, Sue, Seth, Larissa e a minha mãe.

Passo a passo cheguei a sala e os vi sentados conversando. Todos me olharam com preocupação e permaneceram em silêncio por longos segundos.

- Como está o Jacob¿ Eu quero vê-lo. – Disse caminhando na direção deles.

- Primeiro a senhora vai comer algo.  – Minha tia maluquinha deu um pulo da poltrona onde estava e correu, acho que para cozinha, os demais continuaram em silêncio.

- Filha, ocorreram algumas complicações. Mas ele esta bem. – Minha mãe disse preocupada.

- Que complicações¿ - Meu coração palpitou. Coloquei as mãos sobre o peito,veio a falta de ar novamente e a forte dor. – O que aconteceu com meu marido¿ - Já estava chorando novamente.

- Ele teve duas paradas cardíacas nas últimas horas. Os sinais vitais dele estavam bem instáveis e os médicos tiveram que fazer aquelas massagens cardíacas para trazer os sinais  vitais de volta. Agora ele esta bem filha. – Minha mãe sentou-se ao meu lado, puxou o meu corpo e colocou a minha cabeça em seu colo.

- Eu preciso vê-lo... – Choraminguei.

- Eles não deixarão, amor. – Minha avó disse com a voz chorosa. Nem quis olhar em seu rosto. Sabia que estava prestes a desaguar o Tennesse novamente.

- Pede para o papai. Cadê ele¿

- Seu pai está no hospital e seu avô na empresa. Aquilo lá está um pandemônio. As ações caíram e os clientes estão nervosos. Seu avô está tentando equilibrar as coisas.

- Jasper foi para a delegacia para apressar as investigações. Emmett esta com ele e usa o prestigio de seu pai. Acho que estão procurando um bode expiatório. – Disse Rosalie.

- Todos sabem que a mandante foi a vagabunda da Casy! – Disse com raiva. Meu sangue ferveu e vi tudo vermelho naquele momento. Tinha a vontade de estrangulá-la. – Eu vou matar aquela mulher! Vou matar!

- Não vai adiantar nada. – Disse Larissa. – A polícia não conseguiu nenhuma evidência contra ela. Meu pai é promotor público e disse que o delegado está nervoso. A prefeita esta com a corda no pescoço dele e estão procurando alguém para acusar. A Casy não tem dinheiro, não tem conta no banco com quantia para pagar um matador. Não encontraram nenhuma ligação dela com mafiosos. Sem provas não podem fazer absolutamente nada. E a jóia roubada deve estar muito escondida agora. Sabem que não podem se desfazer dela.

- E o que faremos¿ NADA¿ Aquela vaca tentou me matar e a polícia não pode fazer nada¿ É ISSO¿ - Cuspi as palavras com ódio.

- Ness, a polícia só pode trabalhar com evidências. E não há nenhuma que aponte para ela. Não há o que fazer até as jóias ou os assaltantes aparecerem. Se existem um mandante, eles precisam testemunhar contra ele. E duvido que ela seja burra para negociar diretamente com bandidos. – Larissa falava com propriedade. – Ela deve ter um cúmplice.

- O seu pai sabe de algo mais¿ - Perguntei e ela negou.

- A policia tem vários informantes e nenhum deles sabe de nada ao que parece. Ou não querem se envolver com isso. Se o seu marido morrer, alguém terá que pagar por isso. Ninguém quer se envolver em um caso com peixe grande como ele. Entende¿ A Casy está sob vigilância e foi proibida de sair do Estado até o fim das investigações. Mas é só isso.

- Não acredito! – Alice entrou com uma bandeja de comida naquele momento.

- Minha sobrinha preferida, se comer tudo direitinho, dou um jeito para ver o seu marido. OK¿ - Perguntou e assenti. Sabia que ela conseguia tudo quando queria e não mediria esforços para eu entrar no CTI para ver Jacob.

Depois de me alimentar, fui para o quarto com a minha mãe, tomei banho, vesti roupas apresentáveis e depois desci para encontrar os demais. Saímos da casa dos meus pais, cada um seguiu em seu carro, e partimos para o hospital onde Jacob estava.

Mais uma vez os repórteres e paparazzi estavam plantados na porta da casa e do hospital, dificultando a passagem. Aquilo virou um circo de horrores e eu era a artista principal. Todos queriam me ver e me fotografar. Queriam uma única entrevista para fazer sensacionalismo. Ali eu me sentia como aquelas celebridades, que tinham suas vidas invadidas de forma tão cruel. Não tinha se quer o direito de sofrer calada. Eles queriam munição para mais fofocas.

Sentei em um dos bancos, Seth sentou do meu lado, apoiei a cabeça em seu ombro e ele ficou me fazendo carinho. Larissa nos olhava de longe, enquanto conversava com as gêmeas, mas não parecia ter ciúmes. Ela era segura de si e isso o deixava mais forte. Pela primeira vez me senti feliz pelo meu amigo. Ele havia encontrado a mulher ideal finalmente.

O que ninguém esperava aconteceu. Estava distraída em meus devaneios, quando ouvi um burburinho. Virei para ver quem era e vi as gêmeas discutindo com uma mulher que estava de costas. Naquele momento soube que era ela e meu sangue ferveu. Levantei-me por instinto, minha mãe me segurou, vi que minha avó e Rosalie já estavam lá com Seth, Sue e Larissa no meio da discussão. Consegui me soltar da minha mãe e corri até lá.

Todos nos olharam assustados. Esperaram pela minha reação e eu por minha vez, a encarei por frações de segundos e sem pensar em mais nada, dei-lhe ma bofetada no rosto.

- SUA “PI...NHA”! VADIA! ORDINÁRIA! – Comecei a esbofetear a mulher, quando me puxaram por trás. Eu fiquei completamente cega. Nem vi que me puxou e comecei a lutar. Vi a mulher vermelha de raiva e os seguranças do meu avô a conduzindo para fora enquanto gritava.

-VOCÊ VAI ME PAGAR! JURO QUE VAI! SE ELE MORRER A CULPA É SUA, VADIA CULLEN! ISSO VAI TER VOLTA! NÃO PENSE QUE DEIXAREI ESSAS BOFETADAS POR MENOS.

- ME SOLTA! EU VOU MATAR ESSA MULHER! ME SOLTA! EU ACABO COM ELA! SOLTA! SOLTA! AHHHHHH!-  Eu me debati muitas vezes e fui contida por diversas pessoas. Bati em muita gente, acho que na minha mãe, avó e tia. Estava completamente cega pelo ódio. Quando eu me acalmei, alguém me deu um copo com água e açúcar. Depois me sentei com minha mãe, ainda chorando de ódio por não terem me deixado acabar com a VACA.

Alice voltou minutos depois com sorriso enorme. Ela saltitava como uma perereca na panela quente. Sabia que havia conseguido o que queria e eu veria Jacob. Ela só ficaria com muita raiva de ter perdido o BARRACO do século... Certamente ficaria.

- Ness!! Ness! Você verá o seu marido, mas é só por alguns minutos. OK¿ Vai lá! – Ela bateu palminhas, abri um sorriso discreto e vi minha mãe sorrir pela primeira vez.

Entreguei a bolsa para minha mãe e caminhei pelo corredor. Uma enfermeira me esperava.

- O Dr disse para não demorar muito. Só pode ficar com ele por cinco minutos. Venha fazer higienização. – Ela me chamou e eu a segui pelo longo corredor. Entramos no setor privado do hospital e a maioria das pessoas andavam com toucas, máscaras e luvas, além daquela camisola azul sobre a roupa. Entramos em uma sala, ela pediu para eu lavar as mãos com o sabão especial sobre a pia. Depois que terminei, ela me colocou a touca, a camisola, máscara e luvas. – É para ele não correr o risco de pegar uma infecção hospitalar. – Comentou. – O seu estado já não é bom e todo cuidado é pouco. – Terminamos e saímos da pequena sala.

Seguimos alguns metros no corredor, olhei pela janela de vidro Jacob deitado sobre a cama com aparelho de respiração em sua boca, um monte de fios presos ao peito direito. O outro lado o curativo da operação. Meu coração apertou, as lágrimas se formaram no canto de meus olhos,novamente a dor foi tão grande que fiquei sem ar. Tentei me controlar naquele momento. Sabia que se começasse a chorar ali, ela não me deixaria entrar.

A sala branca era fria, pouco iluminada, mórbida e o barulho do bip do aparelho que marcava os sinais vitais era insuportável. Podia ouvir claramente o som que o respirador artificial fazia, vi as linhas azuis e vermelha, com um ponto subindo e descendo sobre as linhas marcando os sinais de vida dele. Em uma de suas mãos, esparadrapo prendia uma pequena agulha que estava ligada a bolsa de soro. Jacob parecia morto e eu me sentia afundando em um abismo.
Permiti finalmente as lágrimas rolarem sobre o meu rosto. Inclinei o corpo e beijei a sua testa fria. Levei os lábios ao seu ouvido e sussurrei.

- Jacob, amor,você precisa ser forte por mim. Precisa viver para mim! Por favor, viva!
Você prometeu que para sempre estaríamos juntos. Que me amaria todos os dias da minha vida e se redimiria por todas as suas falhas. Me prometeu um filho fruto do nosso amor. Não pode morrer! Por favor! Não morra! Eu preciso de você como do ar que respiro e se morrer, a vida para mim não terá mais sentido.

De repente, o som do bip começou a tocar de forma estranha e estridente. Era um ruído continuo e as linhas se mexiam de maneira incompreensível para mim. Pensei que estava morrendo e apertei o botão de alarme ao lado da cama. O ruído ficou mais alto e o ponto fazia um estranho zig zag estranho sobre as linhas no aparelho.

- Jacob! Jacob!! Por favor, Jacob! Volta!

Os médicos invadiram o quarto, a enfermeira me afastou, enquanto um deles pegou um aparelho que parecia um ferro, tirou os fios presos em seu peito e começou a apertar com descargas elétricas.

- UM! DOIS! TRÊS!

- UM! DOIS! TRÊS! REAGE, JACOB!

- Cuidado com o curativo da operação. – O Outro médico disse.

- Eu sei! Não vou atingir o curativo do paciente. – O médico respondeu aproximando a coisa do peito de Jacob e fiquei aflita.

- Jacob, não!Não pode morrer! Não!!!- Coloquei as duas mãos sobre a boca e abafei o grito.

- UM! DOIS! TRÊS! COLOCA NA POTÊNCIA MÁXIMA! ESTAMOS PERDENDO O PACIÊNTE!

- UM! DOIS! TRES! REAGE!!

O aparelho começou a fazer um outro tipo de bip,com um som mais pausado; vi que a bolinha sobre as linhas faziam outro movimento no monitor. A enfermeira viu e o médico parou de colocar aquela coisa sobre o peito dele. O outro pegou uma injeção, injetou um liquido amarelo que estava no vidro de remédio e aplicou no ofício do tubo da bolsa de soro. De repente, Jacob abriu os dois olhos e todos se olharam espantados.

PVO Jacob

- Filho,vai ficar tudo bem,mas para isso você precisa voltar. – Minha mãe estava linda, usava um longo vestido branco, parecia um anjo de luz. Algo reluzia a sua volta e sua expressão era muito tranqüila. – Não chegou a sua hora. Você precisa voltar. – O som da sua voz era suave. Parecia uma música melódica.

- Não, mãe! Eu esperei tanto para te encontrar. Quero ficar aqui você. – Disse ainda desorientando.

- Filho, se você não voltar agora. Seu espírito ficará vagando por ai. Você ainda tem muitas coisas para fazer. Precisa se redimir de todo o mal que já fez. Precisa cuidar de Rebecca. Sua irmã esta desorientada e precisa do seu carinho. Rachael tenta ser forte,mas no fundo ela é muito frágil. E sua esposa não suportará sem você ao seu lado. Vá, Jacob! Vá! – Ela disse e sumiu.

Comecei a andar pelo túnel em sua direção, mas eu nunca chegava ao final. Nunca chegava até a luz no final daquele longo túnel e não agüentava mais andar. Sentia meu corpo cansado e sem forçar para continuar.

- Mãe, espere por mim! MÃE! EU DEMOREI TANTO PARA TE ENCONTRAR. ESTOU ANDANDO EM DIREÇÃO A LUZ A TANTO TEMPO. MÃEEEEE!

Jacob, amor,você precisa ser forte por mim. Precisa viver para mim! Por favor, viva!
Você prometeu que para sempre estaríamos juntos. Que me amaria todos os dias da minha vida e se redimiria por todas as suas falhas. Me prometeu um filho fruto do nosso amor. Não pode morrer! Por favor! Não morra! Eu preciso de você como do ar que respiro e se morrer, a vida para mim não terá mais sentido.

- Eu conheço essa voz, mas não me lembro. Eu conheço. –Forcei a minha mente e um filme passou diante dos meus olhos. Vi todos os acontecimentos desde o dia em que recebi o seu email. Senti uma dor no peito. Tentei voltar, mas não conseguia andar. A dor aumentou, como se estivesse levando um soco forte, depois outro e outro.  – Eu me lembro de você... Eu disse que para sempre estaríamos juntos... Para sempre! Ness, eu amo você. – Fui puxado por uma força maior, estava quase sufocando e me vi deitado sobre a cama quando a dor passou, meu espírito flutuou de volta ao corpo e abri os olhos.


Nota Glau
Só digo uma coisa, se Jacob morrer eu te mato... Se Jacob morrer eu abandono a fic... Como vc teve coragem de atirar no peito do Jacob... Você é maluca... Eu não gostei do tiro... AFF Vcs sabem que sou dramática, para que esse drama todo¿ Tudo bem que já matei Jacob em duas fics, mas isso não conta agora. Ou conta¿ Vcs não confiam em mim¿ Acho que não. Não é¿
Bem, esse cap foi até light para desestressar vcs um pouquinho. No próximo voltamos para aquelas emoções de atentados, barracos, tiros, declarações e ... Segredo!   Shuahsua shau
Glau, vc é doida e eu sou ainda mais por te acompanhar. Sei que é isso que estão pensando, mas aguardem na disciplina. OK¿
Gostaram do cap¿ Mereço mais recomendações¿ Acho que sim, não é¿
Agora me digam o que estão achando do site¿ Gostaram¿ Eu ainda estou me adaptando... Pelo menos tentando. Né¿

Só vou receber fics para o concurso até segunda no período da manhã. A tarde tenho que enviar as fics para as juradas aprovarem a primeira etapa e escolherem s finalistas.OK¿ Não deixe para a última hora.

Boa leitura e bjus no core

N/Heri:  Gente calma ela ta treinando pra próxima fic, por  isso tanta ação e drama.
Eu acho!...  Amoré você atirou mesmo?... E a Larrissa?... E a Casy desaforada, tinha que ter um bisturi  na mão da Ness e  rasgar ela de cima a baixo. OPS! To contaminada de violência.
Agora vamos la comentem pra ela continuar rapidinho assim....bjs girls