segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011


30 Depois da tempestade vem a...

Ainda com as duas mãos sobre a boca, para abafar o grito eminente,  eu me vi diante de um cenário completamente apavorante. Estava ali quando ele abriu os olhos, mas não havia reações em seu corpo. Os médicos se olharam por instantes, ainda com incredulidade em seus  olhos, a enfermeira me segurou por trás quando tentei correr até lá. Vi quando um deles pegou algo no bolso do jaleco. A coisa tinha o formato de um pequeno cilindro e por um momento não entendi a sua utilidade.

Ele segurou os seus cílios e acendeu pequena coisa, que era uma lanterna, e começou a passar diante dos olhos de Jacob. Acho que testava os seus reflexos. O outro pediu que a enfermeira me tirasse da sala naquele momento.

Eu por minha vez, estava completamente em pânico, não desejava sair. Precisava ficar e ver o que aconteceria. Não sei dizer o porquê, talvez pelo meu estado de espírito já muito abalado, tinha um mau pressentimento sobre aquilo.

- Tire a sra daqui! – Ordenou o primeiro médico, enquanto eu sacudia a cabeça em sinal de negativo. Chorava tanto naquele momento, que nem tinha forças para falar. Apenas tentava não gritar, fazendo uma cena, diante deles. Era o máximo que conseguia naquela situação - Anda! – Ordenou outra vez e a mulher começou a me puxar, enquanto fazia força para que meu corpo não se movesse. Continuei a observar o médico a examinar Jacob. Ele parecia medir a sua pressão cardíaca, enquanto o outro fazia anotações na prancheta.

- Vamos, senhora. – A enfermeira foi me conduzindo para a fora da sala. Dávamos passos curtos. Eu ainda tentava olhar para trás, virando levemente o meu pescoço, mas não houve jeito e saímos da sala. Continuei a olhar pela janela de vidro, tirei a máscara e deixei o choro sair com tudo.

- AHHH! AHHH! Mãeeeeee! Ahhhhh! AHHHH! – Meu corpo começou a escorregar pela parede e quando me dei conta, estava caída no chão, a chorar como um bebê, enquanto a enfermeira tentava me levantar. Logicamente ela não conseguiu e foi buscar reforços.

Eu estava tão assustada com tudo aquilo e ainda tinha muito medo dele morrer. Lembrei de minha mãe dizendo que já tivera outras paradas cardíacas e aquilo me deixava ainda mais desesperada. Era como se alguém simplesmente me tirasse o chão e me deixasse cair.

- Jacob, Ahhh! Ahhhh!! Rarararaarara! – Na minha crise de desespero, o choro se misturou a risos. Foi uma coisa completamente maluca e inesperada. Quando meu pai chegou para me pegar, estava caída no chão, com aquela estranha crise de choro e riso. – Paiiiiii!!! Paiiiiii!!! Ele... não... Ohhhh!! Ahhh! AHHHH! PAIIII! – Ele me tirou do chão, pegando-me em seu colo e caminhou comigo para fará dali. Eu continuava a chorar muito. O desespero era tão grande, que não me preocupava com o que as pessoas que nós viam naquele estado iram achar.  –Ahhhhh!!Rarararar! Ahhhhhh

Meu pai me sentou em uma das poltronas da sala de espera. Todos se amontoaram diante de mim, enquanto eu continuava na crise. Depois de alguns segundos, meu pai voltou com um aparelho de pressão e veio me examinar.  Apertou algo que parecia uma bombinha, colocou uma coisa redonda e gelada em meu braço e começou a medir.

- Ela esta com a pressão alta.  – Disse sacudindo a cabeça em sinal de negativo. Vou pedir um leito para você deitar e tomar uma medicação.

- AHHHHHH!!!! Nãoooo! Nãooooo! Ahhhhh!

- Faz alguma coisa, Edward.  – Minha mãe pediu com a voz desesperada.

- Ele quase morreu! Ele quase... AHHHhHHHH! Nãoooooo! AHHHHH!

- Calma, filha! Calma!  A enfermeira contou o que aconteceu. Ele já teve outras paradas antes. Os médicos estão fazendo o que é possível. Você precisa se acalmar.

- Tá doendo!!! Meu peito está doendo muito. AHHHHHH! AHHHHH AHHHH!

Meu pai me levou para a sala de emergência, deitou-me na cama, pegou uma agulha e colocou uma medicação amarela nela e depois aplicou em meu braço.

As coisas foram ficando turvas e aos poucos foram se apagando.

Quando acordei, estava com uma bolsa de soro presa em um suporte de metal, com o cano longo que ia até uma agulha presa em meu braço. Senti me completamente mole e atordoada. Não tinha noção de quanto tempo estava naquele estado e nem se estava bem. A verdade é que me sentia muito mal, talvez pelo efeito da injeção, e queria continuar a dormir.

Olhei a minha volta, percebi que estava em um quarto branco, com uma pequena TV presa à parede, um sofá no canto da sala e uma mesa no canto com algumas coisas minhas. Fiquei assustada com aquilo e o meu primeiro impulso foi chamar a minha mãe.

- Mãe! Mãe! Mãe!

- Estou aqui, filha. – Ela saiu de uma porta, veio até a cama, pegou a minha mão e ficou me olhando com aquele jeito preocupado. – Como você se sente¿ - Perguntou franzindo o cenho.

- Estou cansada, mole, sei lá... To estranha.- Disse e depois bocejei. Ela bocejou também e depois pareceu medir o que me diria.

- Sua pressão subiu muito e seu pai ficou preocupado. Ele ficou o tempo inteiro com você. Mas teve que sair para resolver problemas. – Virou o rosto e pareceu disfarçar.

- Problemas¿ Que problemas¿ - Aquilo realmente me preocupou e se algo estava acontecendo, gostaria de estar a par.

- Seu avô passou mal depois de uma reunião. Ele está tentando apagar o fogaréu que a imprensa fez. Se reúne todos os dias com os diretores e gerentes. Mas não se sentiu bem e Edward foi para lá socorrê-lo.

- Meu avô¿ Aimeudeus! – Fiquei aflita com aquela notícia. Queria saber mais sobre o ocorrido, mas minha mãe ficou temerosa com aquela conversa.

- Ele esta bem, filha. Não fique tão desesperada. Tudo bem¿ Agora só preciso que você descansa para... – Ela deu um sorriso discreto e percebi que havia algo mais. Meu coração palpitou de excitação naquele momento e comecei a me sentar na cama.

- Jacob acordou¿ Heim¿ - Meus olhos encheram de lágrimas, fiquei trêmula e uma vontade de sair correndo me invadiu naquele momento. Tentei levantar correndo e senti uma tontura me fazer esvair. Minha mãe me segurou naquele momento.

- Ele acordou,mas agora esta dormindo. Não pode vê-lo nesse momento, então sugiro que se acalme. – Ela me deitou na cama, mas eu estava em cólicas para ir vê-lo e não sossegaria até que aquilo acontecesse. Depois de meia hora, consegui finalmente convencer a minha mãe e me deixar ir. Ela saiu primeiro do quarto para pedir autorização para o médico. Enquanto isso fui para o banheiro tomar um banho e ficar um pouco apresentável. Peguei a mala de roupas sobre a mesa e entrei no banheiro.

Ao me ver no espelho, nem me reconheci de tão inchada que estava e as olheiras roxas. Fiquei apavorada com o que vi e em um primeiro momento fiquei até com vergonha de Jacob me ver naquele estado lastimável.

Após um tempo me olhando, tirei aquela camisola branca, com tecido áspero e de má qualidade, entrei no Box do banheiro, fechei a porta e tomei um banho quente. Assim consegui relaxar um pouco o meu corpo e me senti mais aliviada.

Depois que me arrumei e fiz uma maquiagem para disfarçar a expressão horrível de meu rosto, sai do banheiro e encontrei a minha mãe me esperando. Ela sorriu para mim e  me deu uma boa notícia.

- O médico autorizou a entrada no quarto. Mas ele quer conversar rapidamente com você. Podemos ir¿

- Tudo bem, mãe. Podemos ir logo¿ Quero ver o meu marido. – Disse já caminhando em direção a porta.

Saímos do quarto e caminhamos até o final do corredor. Paramos um momento e não entendi porque estávamos paradas ali. O médico, o mesmo que reanimou Jacob, saiu do quarto ao lado e parou diante de nós.

- Tudo bem, Sra Black¿ - Perguntou me analisando. Sua expressão era de preocupação. – Eu deveria tirar a sua pressão primeiro, mas a sua mãe insistiu muito. Então serei breve. OK¿ - Eu assenti com a cabeça e ele começou a falar. – O seu marido está se recuperando e não pode se emocionar, se agitar ou se aborrecer. Por isso peço que evite certos assuntos. Se ele começar a apresentar alguma reação estranha, peço que aperte o alarme. E se a senhora não se sentir bem, vá imediatamente ao meu consultório. É o 230 e estarei fazendo algumas anotações. – Continuou a falar tentando manter a voz baixa.- Após a visita ao seu marido, quero examiná-la para ver se está bem. Seu pai disse que não tem histórico de pressão alta, mas é bom não abusar. Então não saia desse hospital sem me procurar. Entendidos¿ - Assenti novamente, ele sorriu, abriu a porta para mim e depois fez sinal para que entrasse.

O quarto estava bem iluminado, as persianas estavam suspensas, as janelas fechadas, mas dava para ver a luz do dia através da luminosidade que penetrava pelos vidros. TV ligada com som baixo, havia uma mesa no canto do quarto com flores e frutas.

Olhei para cama e Jacob estava deitado em silêncio assistindo TV. Quando ouviu os passos, virou o rosto e olhou em direção a porta. O seu sorriso se abriu e os seus olhos negros pareciam iluminados naquele momento. Ele me olhou com tanto amor, fazendo meu coração bater muito rápido, o ar me faltar e meu corpo inteiro reagir, ficando completamente trêmulo com aquele olhar cálido.

- Amor... – Sussurrou com aquela voz rouca e sexy. Arfei quando esticou o braço, estendendo a mão para mim e fez sinal com a cabeça para que eu fosse para seu lado.

Caminhei em sua direção, sentei na beira da cama e fiquei olhando para o seu rosto, provavelmente com expressão abobada, quando as lágrimas, novamente, se formaram no canto dos meus olhos. Não consegui falar nada, apenas chorei baixinho e fiquei olhando para o seu lindo rosto. Era um alívio vê-lo ali,vivo, sorrindo e me olhando como se fosse a coisa mais linda do mundo.

- Fala alguma coisa, neném. – Pegou a minha mão e a beijou. – Eu fiquei tão aflito quando me disseram que não poderia vir. Disseram que você não estava bem e por isso não poderia vir.
Eu estava aflito, mas o Dr Preston disse que você estava bem. – Ele apertou forte a minha mão e com a outra foi secando as minhas lágrimas.

- Eu...Ahhh

- Tudo bem, amor¿ Você está sentindo alguma coisa¿ Senti-se mal¿- Sua expressão mudou e parecia muito aflito naquele momento. – Fala alguma coisa.

- Eu tive tanto medo... Eu pensei que você.... – Não tinha forças para falar nada. Jacob se sentou, puxou o meu corpo para si e tentou me abraçar. Acabou gemendo de dor naquele momento, com a pressão de meu corpo  sobre o seu peito.

- Hummm!  - Ele se ajeitou na cama e arrumou meu corpo.

- Não fala nada, amor.- Beijou a minha cabeça e começou a fazer carinho em minhas costas. – Eu imagino como você deva ter sofrido. Não precisa dizer nada. Só me abraça e me deixa sentir que está tudo bem. Tive tanto medo de te perder. Quando vi aquele homem apontando a arma para você, não agüentei de tanta aflição.

- Eu sofri tanto, Jacob. – Minha voz era praticamente um sussurro.

- Eu imagino, meu bebê. Mas agora tudo ficará bem e eu prometo que não deixarei ninguém te ferir.

- Quando eu o vi quase morrendo naquela sala, os médicos tentando te trazer de volta, aquele barulho estranho no aparelho, eu... – Senti falta de ar naquele momento e comecei a chorar ainda mais.

- Eu prometi para você. Não prometi¿ Nunca vou te deixar, amor... Prometo. – Beijou minha testa, tirou os filhos de cabelos do meu rosto molhado pelas lágrimas e ficou acariciando a minha bochecha.

- Prometeu, mas me deu um susto muito grande. Ah Ah Ah Ah – Comecei a soluçar baixinho, enquanto ele tentava me acalmar.

- Nós vamos ficar bem e daqui a pouco estaremos em nossa casa. – Seus lábios roçaram em minha bochecha e os poucos ele me acalmava com seus suaves beijos.


Escutamos um barulho na porta e quando virei o rosto, vi o médico entrando com minha mãe.

- Eu disse que não era para lhe dar emoções fortes, Sra Black.- Disse e tom severo.

- Desculpe, Doutor. – Jacob se adiantou. – Só estávamos matando a saudade. Eu não terei nenhuma complicação por dar amor a minha esposa. – Fiquei sem graça quando ele falou, mas percebi que aquilo não amoleceu nem um pouco o homem.

- Sem exceções, Sr Black. Como seu médico eu afirmo que certas coisas, as que podem deixá-lo excitado, não são recomendadas nesse momento. Sugiro uma distância saudável da sua esposa agora, se é que me entende. Em poucos dias poderão voltar a atividade sexual. Esse momento, no entanto, não é recomendável. – Virei o rosto, sentindo-o esquentando nas bochechas. Sabia que estavam coradas de vergonha. Como ele se atrevia falar aquilo diante de mim¿ Totalmente se noção.

- Filha¿ - Minha mãe chamou e sai do colo de Jacob. Levantei-me da cama e fiquei de pé por algum tempo.

- Preciso examiná-la, Sra Black. O meu plantão está terminando e prometi ao seu pai que cuidaria pessoalmente de você. Podemos ir ao meu consultório¿ - Perguntou em encarando e eu assenti. Olhei para minha mãe e achei estranho ela se oferecer para ficar com Jacob. Afinal os dois se odiavam e isso era mais claro do que água.

- Eu fico com ele. – Disse arqueando a sobrancelha. Jacob me olhou com cara de poucos amigos, mas não falou nada. Sabia que aquilo não o agradava em nada, entretanto não seria deselegante na frente do médico.

- Tem certeza¿ - Perguntei incrédula e vi uma expressão calma em seu rosto. Não entendi o que estava acontecendo. – Quer dizer, vocês não se gostam e vivem se alfinetando. Por qual motivo quer ficar aqui com ele¿ Ele não pode se aborrecer, mãezinha.

- Eu não sou tão má quanto pareço, filha. Tenho que ser no mínimo grata ao homem que deu a sua vida pela minha filha. Seu marido pode até não prestar, mas uma coisa de bom ele tem... – Ela ficou em silêncio por uns três segundos e depois voltou a falar. – Ele te ama de verdade. Ninguém daria a vida por outra pessoa que não amasse. Só um pai, uma mãe ou um amor de um homem por uma mulher para esse tipo de ato. Prometo não aborrecê-lo, amorzinho.


- Não quero que o meu paciente se aborreça. – O médico disse para minha mãe, enquanto caminhava em direção a porta. Fui até Jacob, dei um selinho em seus lábios e depois caminhei para a porta. Sai e segui o médico até o consultório.

Depois de um tempo me examinando, o médico me deu alta e permitiu que ficasse de acompanhante de Jacob enquanto estivesse internado. Deixando claro, obviamente, que não poderíamos ter intimidades por enquanto, aquilo aceleraria o seu ritmo cardíaco e ele se preocupava com isso em um primeiro momento.

Voltei para o quarto de Jacob a tempo de ouvir o final da conversa.

- Eu posso ser tudo, Bella, mas eu amo a sua filha. Eu me casei com um interesse, só que tudo mudou quando a tive em meus braços. Quando a fiz minha mulher e vi que a minha vingança não valia a pena. Espero que acredite em mim. Pode continuar a me odiar e a implicar comigo. A única coisa que não aceito, é que diga que eu não a amo. Porque ela é tudo o que me importa nessa vida e sem ela não sou mais nada. Hoje não me importo com dinheiro, posição e nem mesmo o conforto. Só quero ter paz para viver esse amor. Essa é a única verdade que tenho para você.

- Eu ouvi tudo e acredito em você, Jacob. Sempre soube que havia algo errado com você e sempre quis proteger a minha filha. Mas hoje eu só penso poupá-la dos infortúnios da vida... Só isso! Não acho justo que ela sofra e seja humilhada pelas pessoas. Contudo respeito a sua vontade e a apoiarei nesse casamento. Estou lhe dando um voto de confiança. Agora se fizer a minha filha sofrer, juro que acabo com você com as minhas próprias mãos.

Entrei no quarto e os dois me olharam. Não falaram nada por algum tempo. Minha mãe se despediu de Jacob com aceno e saiu.

 - Vou pegar a sua mala no outro quarto e já volto. – Disse e se foi.

Caminhei para a cama, deitei ao lado dele, fiquei do lado do peito bom e apoiei a cabeça em seu braço. Passei um dos braços pelo seu abdômen, fechei os olhos, inalei o seu cheiro de sabonete for man e fiquei sentindo as suas caricias em meus cabelos.

- Sua mãe e eu nos entendemos. Acho que não poderei mais chamá-la de “narja cascacu”. – Disse rindo e achei engraçado. No mínimo bizarro saber que ele chamava minha mãe daquela maneira por trás. Tive vontade de rir, mas me contive.

- Você chama minha mãe assim¿ - Questionei, tentando não deixar aquilo parecer um absurdo tão grande. Não queria discutir com ele. Só queria ficar em seus braços para sempre. Nada mais teria importância para mim.

- Quase sempre em pensamento. Rarara – Ficou rindo e parou quando a porta se abriu e ela entrou. Tive que me esforçar para não rir. Imagina se ela soubesse do “singelo” apelido que ele havia colocado. OMG! Conhecendo bem a minha mãe, sabia que não iria prestar mesmo.

- Filha, aqui tem roupas intimas, sabonete, perfume, pasta de dente, escovas, e agasalho para os dois. Espero que passem bem esses dias. Amanhã venho visitá-los com suas tias e sua avó. Elas estão super ansiosas para vê-los.

- Obrigada, mãezinha. – Beijou o meu rosto, deu as costas e já saia quando voltou.

- Ah! O Seth, Larissa, Rachael e Rebecca mandaram um beijo para os dois. Eles estão ansiosos para vê-los também. -  Acenou e saiu.

Ficamos abraçados muito tempo. Eu dormi e acordei algumas vezes, já com o quarto escuro e o barulho baixo da TV ligada.

Jacob continuava a abraçar o meu corpo e tocar a minha pele de forma carinhosa.

- Dorminhoca... – Sussurrou.

- Dormi muito, amor¿

- Muito! – Ele riu. – E enfermeira veio aqui para me medicar e quase não conseguiu com você agarrada em mim.

- Ai que vergonha!

- Ela ficou feliz. – Beijou o meu rosto. – Disse que todas as enfermeiras estavam tristes por vê-la naquele estado. Todas estavam torcendo pela minha recuperação e para nós dois ficarmos juntos. Que a nossa história é praticamente um conto de fadas.

- Que bom! – Sai dos seus braços, sentindo o meu corpo dolorido por dormir naquela posição, bocejei, estiquei braços e pernas, fiz um pequeno alongamento com os braços e depois fui ao banheiro escovar os dentes. Vi minha face abatida no espelho e fiquei com vergonha que ele me visse daquele jeito. Tomei banho, escovei os dentes, penteei os cabeços e vi sua imagem atrás de mim no espelho enquanto terminava de me arrumar. Ele me abraçou por trás, prendendo os braços firmes em minha cintura e começou a beijar o meu pescoço.

- Sabe do que sinto vontade agora¿ - Perguntou com a voz rouca e baixa que mais parecia um sussurro.

- Jacob, nós não podemos. O médico pediu... – Ele me virou e colocou o dedo sobre os meus lábios.

- Eu quero você, amor! Quase morri e agora não consigo resistir ao seu cheiro. Quero fazer amor com você aqui nesse hospital.

- Jacob,não devemos. – Disse com a voz manhosa.

- É claro que sim! A enfermeira só volta amanha de manhã. Vou colocar a cadeira na porta para impedir a entrada e ai poderemos ficar a vontade para nos amarmos.

- Você é louco! – Coloquei a cabeça em seu peito e me aconcheguei.

- Só vou tomar um banho e escovar os dentes. Sua mãe fez bem em trazer coisas para nós dois. Vá para a cama e me aguarde lá. OK¿ - Mordeu os lábios de forma sexy e eu assenti com a cabeça.

 Eu nem sabia o que pensar e muito menos como agir. Afinal Jacob escapou por pouco da morte e o médico fora bem claro em relação ao “esforço” físico. Sabia que aquilo poderia acabar mal, mas a idéia de fazer amor com ele em um quarto de hospital me deixava excitada.

Voltei para o quarto com a mala, após ele tirar as suas coisas, sentei no sofá, abri a bolsa e procurei o perfume, dei uma leve borrifada em meu pescoço e pulsos, guardei as coisas e voltei para a cama.

Jacob voltou para o quarto com aquela camisolona de hospital, foi direto para a porta e colocou uma cadeira prendendo a maçaneta da porta. Virou-se para mim, deu um sorriso safado e ficou me encarando com aquele jeito sensual e enlouquecedor.

Passo a passo ele caminhou lentamente para a cama, sentou-se na beira, tocou o meu rosto com as costas das mãos e fez um leve afago em minha bochecha.

Arfei de excitação e tentei esconder o meu desejo... Como se aquilo fosse possível, não é¿

- Jacob, isso é... -  Ele colocou a ponta do dedo,suavemente, sobre os meus lábios. Seu olhar era intenso e sedutor, despindo-me com olhar deforma no mínimo desaprovadora para um doente que acabara de sair do estado terminal.

- Não diz nada, amor. Eu quero você! Podemos ficar  juntinhos¿ Eu estou carente demais e quero a minha amada esposa para me animar um pouquinho. Afinal eu mereço depois de ter levado uma bala no peito por você. Ou não mereço¿ - Fez cara do gatinho do desenho “Sherek”  e eu amoleci em seus braços.

Jacob deitou-se na cama, depois me puxou colocando-me de costas para ele. Pouco a pouco fui relaxando com seus lábios em meu pescoço, subindo e descendo de forma gostosa sobre a minha pele. Começou a mordiscar o meu lóbulo e sussurrar com aquela voz deliciosa me meu ouvido.

- Goza, neném... muito gostosa.

- OH, Jacob!

- Desde a primeira vez que te vi na foto, fiquei louquinho por você, meu bebê. – Outra mordiscada de leve e a língua passou sobre o lóbulo. – Geme para mim, vai!

- Não faz assim, amor...

Suas mãos passaram por baixo da camisola, percorreram as minhas coxas e chegaram até a minha sexualidade. Seus dedos começaram a brincar com meu clitóris e logo estava sentindo a umidade em meu sexo. Um dedo desceu até a minha entrada e senti o toque me penetrar. Gemi com um prazer intenso me dominando. Era surreal a sensação que ele me proporcionava.

A outra mão acariciou a minha barriga e desligou até os meus seios, deixando um caminho de fogo pelo meu corpo.

- Isso, amor, geme mais... – Seus sussurros me enlouqueciam e os seus lábios não se cansavam de deslizar sobre a minha pele causando arrepios em todos os poros do meu corpo.  Deixei me levar por aquela loucura e me perdi em seus braços. Quando percebi penetrou o meu canal vaginal por trás e continuou acariciar o meu seio com uma mão e o meu clitóris com a outra.

Pouco  a pouco foi aumentando o ritmo, entrando e saindo do meu corpo de forma intensa, enquanto gemia gostoso em meu ouvido.

- Amor... gostoso, amor. – Suas estocadas ficaram mais profundas e intensas. Ele arfava muito e percebi que estava ficando sem ar. Por isso parei o que estávamos fazendo e desencaixei do seu corpo. Virei para ele, que respirava com dificuldade. Mesmo assim pediu para eu continuar o que estávamos fazendo. – Pelo amor de Deus, eu preciso está dentro de você. Fica por cima, por favor. – Implorava com aqueles olhinhos pidões.

Jacob deitou de costa para cama, subi sobre ele, passando as pernas pelas suas cinturas, encaixei o meu canal no seu membro e comecei a cavalgar.

Ele segurou os meus seios com as duas mãos, apertando-os de forma intensa enquanto eu subia e descia cada vez mais rápido. O ritmo ficou muito forte, os nossos gemidos ficaram mais altos, o suor escorria pelos nossos corpos, exalando pura luxúria, enquanto continuávamos aquela dança sexual. Nossos corpos explodiram em orgasmos, deixando os corpos trêmulos com os espasmos compulsivos que aumentavam cada vez mais. Cai cansada sobre o seu corpo e vi que ele respirava com dificuldade. Fiquei preocupada, mas ele garantiu que estava tudo bem.

- Tudo bem, amor. Se for para morrer fazendo amor com você, eu vou muito feliz. – Deu uma sutil risada e me puxou para o seu peito. Quando nossos corpos se encontraram, ele gemeu de dor e tentou me arrumar do outro lado. – HUMMM!

- Machuque você, amor¿ - Perguntei angustiada. Sabia que tudo aquilo era imprudente e insensato. Não me perdoaria se algo lhe acontecesse.

- Estou bem, meu neném. Só preciso sentir o seu corpo junto ao meu... Só isso! Agora dorme tranqüila, que fico velando o seu sono. – Dormimos ao som baixo da TV ligada, com os corpos suados e colados um ao outro. Quando acordei, Jacob não estava na cama e me senti temerosa. Levantei cambaleando da cama e fui até o banheiro. Bati na porta e ele respondeu baixinho.

- Já vou!

-O que aconteceu¿ - Perguntei sentindo o nervoso me consumir.

- Nada! Pode chamar a enfermeira¿ - Ele perguntou, fui até a mala, peguei as minhas roupas e vesti. Depois peguei o telefone e interfonei para a recepção.

- Pode pedir a enfermeira para vir ao quarto 512, por favor.  – Pedi e depois desliguei.

Alguns minutos depois, a enfermeira entrou e ficamos esperando Jacob sair do banheiro. Ele foi até a cama, deitou-se e mostrou o curativo da operação com marcas de sangue. Ela deu uma olhada inquisitiva para nós dois, mas não nos questionou. Apenas pediu que ele se deitasse e depois cuidou do ferimento.

Ele percebeu que eu estava muito nervosa, por isso pediu que fosse para o banheiro me arrumar enquanto ela cuidava dele. Entendi perfeitamente o seu olhar e já estava constrangida demais .

Quando cheguei a porta do banheiro, eu a ouvi dizer: - Pode deixar que não contarei nada ao Dr Preston. Mas vocês precisam segurar um pouco esse fogo. Não é uma boa hora para abusar. Sabe muito bem que poderia ter complicações, Sr Black.

- Ela vale qualquer risco. – Ele disse e sorriu. Entrei no banheiro, fechei a porta e vi meu rosto corado de vergonha.

--- xx ---

Jacob estava há quase uma semana internado, ainda em observação, quando algo muito estranho ocorreu no hospital.

Ouvimos os alarmes tocarem e barulho de pessoas gritando.

Um barulho estranho, parecia bombinhas ou talvez fogos de artifícios, do lado de fora. Corri para a porta e espiei. Depois coloquei a cadeira prendendo a maçaneta e me encolhi no canto do quarto.

Jacob saiu do banheiro e não entendeu nada.

Fiz sinal para ele fazer silêncio, peguei a mala sobre o sofá, corri para ele e o puxei para o banheiro.

Trancamos a porta e ficamos em silêncio, enquanto barulhos mais fortes do lado de fora nos assustavam, deixando-me com a certeza de que eram tiros.

Abri a bolsa e liguei para o meu pai, que atendeu assustado com aquela ligação. Então contei a ele que algo estava ocorrendo e ele pediu para ficarmos escondidos no hospital.

Desliguei a ligação e abracei forte Jacob, que tremia e suava de nervoso. E foi justamente nesse momento, que um barulho muito forte de algo batendo contra a porta do quarto.

Outro estrondo ainda maior e nós nos abraçamos fortemente. Achei mesmo que aquele fosse o fim. Fechei os olhos e esperei pelo pior, quando alguém tentou abrir a porta.

Comecei a chorar de medo, quando a porta foi arrombada.

Fiquei mais aliviada ao perceber que era um dos seguranças do meu avô, que segurava a arma em posição de ataque, como aqueles detetives de filmes policiais, enquanto olhava para nós.

- Sra Black, vocês estão bem¿ - Assenti com a cabeça ainda chorando.

- Vista-se, Sr Black! – Disse rapidamente e parecia nervoso. – Tenho que tirar vocês em segurança desse hospital.

- O que aconteceu¿ - Jacob perguntou me apertando forte contra o seu corpo.

- Bandidos entraram no hospital armados e invadiram o quarto no final do corredor. Trocamos tiros com eles e dois morreram. – Olhou para a porta e fez um sinal estranho com as mãos. – Vamos! Seu avô mandou levá-los para a casa de vocês. Ela está protegida e lá ele decidirá o que fazer. Não temos muito tempo e aqui não é seguro para os dois.

- Mas por que invadiram o outro quarto¿ - Perguntei sem entender o que ocorria

- O seu avô registrou vocês em outro quarto. Esse aqui está em nome de outra pessoa. Só os médicos e a enfermeira que os atendem sabem a verdade. Ele temia que alguém tentasse algo. Agora andem, por favor! – Ordenou e saiu.

Eu não sabia o que pensar e nem como agir. Estava perfeitamente claro que alguém nos queria mortos e que estava usando Casy como bode expiatório.

Jacob me tirou do transe e começou a se vestir rapidamente. Nem havia percebido que tinha tirado as roupas da mala e estava se arrumado.  Tudo foi muito rápido e quando dei por mim, ainda em meus devaneios, esta me puxando pela porta do banheiro, com uma expressão de pânico terrível em sua face. Sabia que estava com medo que algo me acontecesse.

- Venha, amor! Tenho que tirar você daqui em segurança. Não posso permitir que nada te aconteça. – Seu olhar era de puro pânico e eu entendia perfeitamente o motivo.

- Calma, amor! Calma!

- Ness, alguém quer matar você. Não está claro¿ Vamos! – Foi me puxando e encontramos os seguranças a nossa espera na porta do quarto. Os dois nos ladeavam, enquanto as pessoas corriam de um lado para  o outro. Estava uma histeria só nos corredores do hospital. Vi  sangue e marcas de balas nas paredes.

Havia policiais interrogando as pessoas. Um deles chamou um dos seguranças e falou algo. Depois nos liberou e saímos correndo para a saída.

Na porta um carro preto blindado nos esperava, já de portas abertas, com mais dois seguranças de terno preto e óculos escuros olhando ao redor. Atrás havia outro carro, com mais três seguranças. Era um esquema especial de fuga,deixando claro que o meu avô estava muito preocupado com um atentado. A única coisa normal naquilo, foi que não havia nenhum paparazzi de plantão a nossa espera. Contudo sair dali era uma questão de urgência, logo haveria milhares de jornalistas histéricos contando lorotas.

Entramos no carro e ele partiu em alta velocidade. Coloquei a cabeça no ombro de Jacob e fiquei chorando baixinho, enquanto o carro disparava pelas ruas de Seattle.

Em menos de duas horas chegamos a nossa casa em La Push e minha família já estava toda lá, assim como as gêmeas, Seth, Larissa e Sue.

Corri para os braços da minha mãe, chorando muito pelo susto que havíamos passado.

- Está muito claro que alguém quer tirar vocês dois do caminho e está usando Casy como principal suspeita.  – Disse minha mãe.

- Ela pode ser má, mas não tem inteligência e nem imaginação para nada disso. – Jacob disse. – É muito burra para armar um esquema desses. Onde arrumou dinheiro¿ Não...

- O quê¿ - Rachael perguntou assustada.

- Tem algo estranho ai! – Ele disse.

- Se a Renesmee morrer, ainda teriam Edward, Alice e Rosalie como herdeiros. As ações e propriedades estão no nome dela, mas a família herdaria de qualquer forma. Isso não faz sentido.  – Disse meu avô com as mãos na cabeça.

- Alguém quer que eu leve a culpa. Mas por que¿ - Perguntou  Jacob.

- Ódio, vingança, despeito e inveja. – Disse Larissa. – Alguém sabe que ela é a menina dos olhos do avô e que sem ela a família ruiria. Mesmo tendo outros herdeiros, o avô ficaria completamente desnorteado, as tias e os pais sem a menor condição para cuidar da empresa. Sendo assim, ela acabaria nas mãos de outra pessoa. Acho que Casy é apenas uma peça no quebra cabeça. Apenas isso. – Ela concluiu.

- Faz sentido... – Alice maluquetinha começou a andar de um lado para o outro, com uma das mãos no queixo e me olhou. – Mas... ainda continua estranho. PAI¿ - Ela berrou, deu um giro e se virou para o meu avô. – Tem alguém “mais” que queira se vingar de você¿ Tem muitos inimigos¿ Um homem como Carlisle Cullen, que já passou por cima de muita gente. – Arqueou a sobrancelha. – Deve ter feito muitos inimigos. Um deles quer tirar muito mais do que o seu dinheiro. Qualquer pessoa sabe que mesmo perdendo a empresa e os bens, a única coisa que conseguiria lhe afetar seria  a sua família. – Todos olhavam para ela e tentavam acompanhar o raciocínio. Caminhei até Jacob, ele me abraçou e todos olhavam de forma estranha para ela.

- Imagina se ele perder o seu maior bem. – Disse Larissa.

- Como¿ - Meu pai olhou para ela e a questionou.

- Uma vez eu li uma entrevista, onde o Magnata Carlisle Cullen dizia que o seu maior bem era a sua neta.

- Então alguém que quisesse se vingar... – Jasper não concluiu ao olhar para Jacob, que já estava trinando os dentes de raiva.

- Essa pessoa desmoralizaria a sua neta e a mataria. Primeiro um terror psicológico, muita mídia e uma ex-amante completamente louca para levar a culpa. Agora bastar saber quem é essa pessoa. – Larissa olhou para o meu avô, arqueou a sobrancelha e concluiu. –  Acho que o Sr deveria fazer a contagem dos seus piores inimigos.

- Eu fiz tantas coisas ruins. – Sentou-se no sofá, abaixou a cabeça e continuou a falar baixo. – Fiz tantos inimigos e não sei nem por onde começar. Preciso pensar nos mais ricos e influentes primeiro.

- Agora o importante a fazer é tirar eles daqui. – Seth se manifestou e meu pai assentiu com a cabeça.

- Como tirar os dois daqui, se a imprensa está toda lá fora¿ - Sue argumentou.

- Uma armação... Uma boa armação pode funcionar. Eles verão o que quiserem ver.  – Larissa disse sorridente nos braços de Seth.

- Como assim¿ - Rosalie perguntou apertando a mão de Emmett.

- Só é preciso que eles acreditem que o casal está em casa... Só isso! – Ela sorriu.

- Já sei! Já sei! – Alice começou a saltitar.

- Fala, Alice! – Meu pai disse.

- Eles podem sair no meu carro e de Jazz. Ele é blindado e tem vidro fumê. – Ela batia palminha toda convencida.

- Isso vai dar certo! É só os Cullens irem embora em seus carros. Deixar que a imprensa os veja sair. Jacob e Ness podem ir no carro abaixados. Um carro com vidro escuro vai disfarçar tudo. Se os seguranças ficarem aqui, eles acreditaram que Jacob e Ness estão bem guardados. Quem quer que esteja armando isso, achará que Carlisle é arrogante demais para manter a família aqui com um monte de seguranças. – Larissa dizia com propriedade e todos assentiram.

- Vai dar certo. – Minha mãe disse cruzando os braços.

- Gente, eu preciso de um banho, fazer as nossas malas e pegar algumas coisas. Esperem mais um pouco. Pelo menos até anoitecer. Acho que ficará mais fácil fugir durante a noite. – Eu disse, soltei Jacob e depois caminhei até o corredor. Cheguei ao pé das escadas, subi lentamente. Um mau pressentimento me tomou naquele momento e um frio subiu pela minha espinha.

Caminhei pelo corredor escuro, cheguei à porta do quarto e abri. Passei a mão pelo interruptor e acendi a luz. Quando olhei para a minha cama, vi que estava coberta de pétalas de rosas em forma de coração. Havia duas taças na mesinha de cabeceira e uma garrafa de champanhe. Meu coração começou a bater rápido demais. Caminhei em direção a cama e vi várias fotos de Casy nua sobre ela. Aquilo realmente me assustou, mas não estava nem perto da surpresa que me reservava.

Andei até o closet e vi as minhas roupas rasgadas pelo chão. Eram vestidos, blusas, calcinhas, sutiãs, calças e muita peças finas completamente destruídas. Entrei no banheiro, acendi a luz e no espelho estava escrito “MORTE” com batom vermelho.

Meu coração batia forte, meu corpo tremia e as lágrimas rolavam pelo meu rosto. Quase cai, sentindo meu corpo torpe. Olhei para o chão e vi um rastro de sangue que vinha do Box. Caminhei até lá, abri a porta e gritei ao ver uma boneca de pano, usando o meu vestido de noiva, completamente ensangüentada. Havia uma faca enorme em seu coração e entre as suas pernas um gato morto pingando sangue.

- AHHHHH! AHHHHH! AHHHHH! AHHHHH!

Queria correr,mas não tinha forças. Quando ia cair, senti braços fortes me envolverem por trás. Virei meu corpo, coloquei a cabeça em seu peito e chorei... Chorei muito.

Jacob me tirou do banheiro e me levou para o outro quarto, enquanto minha família examinava aquela atrocidade.

- Mas como conseguiram entrar aqui¿ - Sue perguntou espantada.

- Mãe, a Sra saiu hoje de manhã para fazer compras. Bella pediu para abastecer a geladeira porque Jacob viria para casa. Provavelmente entraram nesse momento. – Seth disse.

- Mas não há sinal de arrombamento... Eu não entendo. – Ela se culpava, enquanto me dava água com açúcar.

- Não fica assim, Sue. – Pediu minha mãe.

- Essa Casy é uma lunática. Não entendo como você não percebeu isso antes, Jacob. – Minha mãe disse apreensiva.

- Ela sempre foi avoada, mas louca não. – Ele respondeu.

- Então ela ficou depois que você a deixou. – Ela retrucou.

- A Casy é doida por ele e não aceita a rejeição. Ela não achou que ele de fato se apaixonaria pela Ness. Ela sempre achou que fosse somente dinheiro e agora não quer se conformar. – Disse Rebecca.

- Eu vou acabar com essa mulher. Juro que vou. – Jacob disse com raiva, enquanto fazia cafuné em meus cabelos. Alice maluquetinha entrou no quarto com Larissa e as duas começaram a tagarelar.

- Acho que é melhor irem logo. Eles podem ter colocado escutas ou até mesmo uma bomba nessa casa. – Larissa começou.

- Pode haver câmeras nos filmando agora. Quanto mais cedo sairmos melhor. – Alice disse com a voz trêmula.

- Eu não tenho roupa alguma para fugir. – Falei.

- Vamos para a minha casa e eu compro algumas peças para você. O papai disse que tem um lugar para irem, mas a família não saberá. Jacob não levará nada dessa casa. Pode haver um rastreador, escuta ou bomba.

- Alice, isso é sério! Não é um filme de espionagem. – Minha mãe a advertiu.

- Isso é sério, Bella! – Larissa se pronunciou. – Se a Casy entrou aqui e deixou rastros, não foi sem ajuda de alguém experiente. E quem garante que não foi deixado escutas, câmeras  ou rastreador enquanto a doida fazia as maldades no banheiro¿ Eu sinto dizer que sua filha corre perigo e o melhor a fazer é sumir até a policia encontrar provas concretas. Acho que depois que partirem, eles terão materiais para trabalhar na casa.

- PAREM DE FALAR DE MIM COMO SE NÃO ESTIVESSE AQUI! PAREM! INFERNO! POR QUE EU NÃO POSSO TER PAZ¿ EU QUERO PAZ! AHHHHH – Tive uma crise nervosa e comecei a chorar muito. Jacob me abraçou e tentou me acalmar.

- Calma, amor! Calma! São apenas medidas preventivas para nós ficarmos seguros.

- NÃO! NÃO! EU TO COM MEDO! MUITO MEDO! NÃO! – Comecei a gritar muito, perdi completamente a noção. Desvencilhei-me de Jacob, andando de um lado para o outro no quarto. Foi naquele momento que minha mãe me segurou pelos ombros e me sacudiu. Contudo continuava a gritar como louca varrida.

- NÃOO! EU NÃO QUERO! NÃO! NÃO!

Plaft!

Senti minha pele queimar com o tapa no rosto. Os cabelos voaram pelos meus olhos e grudaram em minhas lágrimas. Minha mãe estava a minha frente, ainda perplexa pelo que havia feito, me segurou novamente e me fez encará-la.

- Para! Olha para mim, Renesmee! Você é mais forte do que isso. – Estava com olhos arregalados me olhando.

- Você me bateu¿ - Minha voz saiu muito fraca. Ainda estava incrédula diante do que havia acontecido.

- VOCÊ É LOUCA¿ - Jacob me puxou para si, fuzilando minha mãe com o olhar.

- Ela é minha filha e se tudo isso está ocorrendo, é por sua causa! – Ela apontou o dedo para ele, que ficou atônito com a expressão de raiva dela.

- A mesma narja de sempre. – Ele resmungou fazendo caricias em meu rosto. – Você está bem¿

- Você está me chamando de cobra¿ - Ela perguntou irritada.

- Imagina! – Ele disse de forma irônica. Alice, Larissa e Seth seguraram o riso. Sue ainda estava consternada com o ocorrido e não esboçou nenhuma reação.

- Gigolô barato. – Ela o acusou.

- E você é um anjo de candura!

- PAREM COM ISSO OS DOIS! VOCÊS NÃO PODEM SE MACHUCAR SEM ME MACHUCAR TAMBÉM! PAREM! – Gritei com raiva.

- Gente, o clima já está péssimo. Dá para vocês dois pararem com isso¿ - Minha tia maluquinha disse e a porta de abriu.

- Vamos colocar o plano em ação. – Meu pai disse entrando no quarto. – A casa não é segura e vocês vão para a casa de Alice. De lá vão para um aeroporto para pegarem um vôo comercial.

- Tudo bem! Vamos então. – Disse, peguei a mão de Jacob e caminhamos até a porta para sair da casa.

O plano de Alice e Larissa foi completamente inusitado, mas deu certo.

Nós saímos escondidos no carro de Alice e Jasper, depois os demais Cullens saíram da casa e deixaram vários seguranças. Apenas dois seguiram no carro do meu avô, para nos acompanharem na viagem.

Rachael deu uma entrevista para a imprensa, dizendo que a casa fora invadida e o quarto do casal destruído. Mas que foi decidido pela família que o melhor lugar para nós ficarmos.

Vimos pela TV a entrevista emocionada de Rachael e depois a imprensa filmou uma mulher escondida atrás de uma cortina na janela. Todos acharam que era eu naquele lugar, mas na verdade era Larissa se passando por mim. Obviamente a imprensa não sabia sobre ela e isso nos dava uma vantagem. Depois apareceu um homem escondido ao lado da mulher, que era Seth se passando por Jacob, deixando os completamente alvoroçados.

Enquanto isso, Alice fazia compras com Rosalie no shopping.  E Jacob e eu nos escondemos em sua casa. Meus pais e meus avós foram para as suas respectivas mansões, assim não daria na vista da empresa.

Depois de algumas horas, as minhas tias chegaram a casa com um monte de roupas novas para nós dois e nos ajudaram a fazer as malas. As passagens foram compradas por um dos seguranças do meu avô, que iria conosco na viagem. E de madrugada nós partimos para um paradeiro desconhecido no Canadá.

Tudo o que sabíamos, era que iríamos de viagem até Quebec  de avião, em um vôo comercial, e de lá partiríamos de carro.

Meu avô teve medo que o seu jatinho fosse sabotado e caísse conosco. Achou que se alguém descobrisse a nossa fuga, e se esse alguém quisesse nos matar, certamente não derrubaria um avião com centenas de pessoas.

Às 02:00 da madrugada partimos no nosso vôo, usando disfarces é claro. Jacob estava com uma touca preta na cabeça, usava óculos escuros e bigodes falsos. Eu estava com óculos escuros, uma peruca loira.

Os nossos seguranças estavam à paisana, como se fossem turistas e ficaram em poltronas um pouco atrás da nossa.

Antes do avião partir, liguei para minha mãe, no celular descartável que me avô nos deu e disse que estava tudo correndo conforme o planejado.

Encostei minha cabeça no travesseiro e peguei no sono profundo.

Algum tempo se passou, quando acordamos com gritos de uma mulher completamente histérica gritando pela filha.

- CADÊ A MINHA FILHA¿ VOCÊ VIRAM UMA GAROTINHA LOIRINHA¿ ELA É MAIS OU MENOS DESSA ALTURA. – Fez um gesto com a mão. – ESTÁ USANDO UM CASACO VERMELHO, CALÇA JEANS E UMA TOUCA BRANCA. VOCÊS VIRAM¿

- Aimeudeus! Só faltava isso. – Jacob resmungou aborrecido. Coloquei a cabeça no seu ombro, ele passou o braço por traz do meu pescoço e me aconcheguei. Pensei que ela não voltaria, mas a mulher estava completamente louca.

- HEY, VOCÊ! Onde estava há uma hora¿ - Ela apontou para Jacob, que olhou para mim sem entender nada.

- Eu¿  - Ele fez um sinal com a mão para si.

- Você mesmo! Eu o vi rondando a minha poltrona. Eu o vi na frente do meu hotel ontem. Você seqüestrou a minha filha.- Ela o acusou.

- Minha senhora. – Comecei. – Não sabemos quem a senhora é. Não sabemos nada da sua filha e nunca estivemos perto do seu hotel. Eu sinto pelo sumiço da sua filha, mas nós estamos cansados e precisamos dormir. – Disse, tentando controlar a voz, enquanto olhava direto para ela.

- Você é cúmplice dele! VOCÊS PEGARAM A MINHA FILHA! – A comissária de bordo a seguraram por trás. Ela começou a se debater. Os passageiros olhavam assustados para nós.

- Minha senhora...

- CALA BOCA! CALA! VOCÊS PEGARAM A MINHA FILHA! DESÇAM O AVIÃO E OS OBRIGUEM A ENTREGAR A BRENDA! EU QUERO MINHA FILHA! EU QUERO! QUERO!

- Jacob ela é louca. – Sussurrei em seu ouvido.

- Eu estou perdendo a paciência com ela. - Ele respondeu.

- ELE É UM MUÇULMANO TERRORISTA! PRECISAM DESCER O AVIÃO! – Vi os nossos seguranças se aproximando da confusão.

- EU TENHO CARA DE TERRORISTA, “KA”¿ - Jacob gritou um palavrão bem alto, tirou a touca e ficou olhando para ela.

- É aquele moço da TV. – Uma menina apontou e sua mãe a advertiu.

- Tiffany é feio apontar para os outros.

- É ele, mãe! Aquele que levou o tiro na frente da mulher. – Todos nos olharam e senti meu estômago se revirar. – Segurança segurou o ombro de Jacob, que tentou se levantar.

- Essa passageira é louca e está perturbando a ordem. O capitão deveria trancá-la em algum lugar seguro. Ela pode machucar as pessoas. – O segurança disse.

- ELE É TERROISTA! PRENDAM O! QUERO MINHA FILHA! – Eu já estava completamente sem paciência com aquilo. Jacob se levantou e eu me levantei para ir ao banheiro com ele.

- NÃO OS DEIXEM IR! NÃO! NÃO!  

- CALA A PORRA DA BOCA, SUA LOUCA!- Dei um tapa na cara da mulher e todos olharam apavorados. -  EU ESTOU TENDO UM DIA RUIM. UMA SEMANA RUIM E UM MÊS RUIM! TEM ALGUÉM QUERENDO ME MATAR! JÁ LEVEI TIRO, MEU MARIDO FICOU HOSPITALIZADO, TIRARAM OS FREIOS DO CARRO E NOS JOGARAM PARA FORA DA ESTRADA. TEM UMA LOUCA ATRAS DE NÓS E VOCÊ VEM NOS ACUSAR DE TERRORISMO! INFERNO! – Eu explodi e todos olharam assustados quando a peruca caiu.

- Olha, é a Ness Cullen! Eles não saíram do hospital hoje¿ Disseram que a bandidos entraram atirando em tudo, mas os seguranças os tiraram a salvo.

- Gente, é melhor todos se sentarem. As coisas estão bem complicadas. Sr e Sra Black, queiram vir conosco. Eu os colocarei em outra ala. – A comissária disse e a seguimos.

Os seguranças explicaram a situação para a comissária, que foi falar com o capitão, e também foram conduzidos para outra ala do avião.

Ao longe ainda ouvíamos a mulher gritando que éramos terroristas e alguém tentava acalmá-la.

Sentamos na poltrona, encostei em Jacob novamente, fechei os olhos e tentei dormir. Só que a confusão ainda continuava e a voz da mulher gritando na outra ala ainda nos perturbava.

Pela manhã o avião pousou no aeroporto de NovaYork e a louca conduzida por enfermeiros em uma camisa de forças. Mas a notícia de que nós estávamos no avião se espalhou e a imprensa veio com tudo para cima de nós.

Os seguranças conseguiram nos tirar do tumulto e pegamos outro avião para outra cidade do Canadá. Eles comunicaram ao meu avô pelo telefone e receberam novas orientações.

Aquela altura do campeonato eu estava cansada e sem paciência, entretanto precisava confiar em meu avô. Pensava que as coisas não poderiam piorar, mas naquele momento estava completamente enganada. Muitas coisas ainda estavam para acontecer e nós ainda teríamos muitas surpresas.

Quando disseram que depois da tempestade vem a bonança, não estavam considerando que a nossa desventura poderia trazer uma nova tempestade sobre nossas cabeças.

NARRADOR

Foi tomada por ira ao ler as notícias no site da CNN. Não conseguia entender como os assassinos contratados haviam falhado no hospital.

Batia com a ponta dos dedos sobre a mesa e com os pés no chão. O telefone tocou e foi anunciada a entrada da sua cúmplice.

Apesar de está farta daquela união, que não havia lhe ajudado a destruir com Renesmee Cullen, resolveu recebê-la.

- Por que não atendeu os meus telefonemas¿ - Casy disse fitando a mulher a sua frente. Ela tinha um rosto angelical, cabelos negros, pele branca e lindo olhos azuis. Às vezes o seu olhar a fazia se lembrava da sua rival. Não entendia o motivo da semelhança.

A mulher permaneceu fria em sua ostentosa poltrona, fitando a visitante com desdém.

- Acha mesmo que cometeria esse tipo de imprudência¿ - Deu um sorriso maquiavélico. – Pelo que me toma¿ - Cruzou os braços e observou a expressão confusa de Casy.

- Eu pensei que fossemos aliadas¿ A polícia está atrás de mim e preciso me esconder muito bem. Não há provas contra mim, mas preciso me precaver. – Disse com a voz nervosa.

- Você só me serviu para mostrar a todos que é uma psicopata, que não conseguiu lidar com a rejeição. Tudo o que fez até agora foi em vão e os assassinos que contratou não fizeram o trabalho direito.

- Eu fiz tudo o que combinamos. O seu nome não aparecerá em momento nenhum. Como bem lhe disse, preciso de dinheiro para acabar com essa VADIA Cullen. – Casy rebateu confusa.

- Até que você não foi tão inútil assim. O colar que me trouxe é o meu troféu. É meu por direito! Contudo não descansarei até ver Ness Cullen morta. De agora em diante, eu cuidarei pessoalmente da operação. Pedirei ao nosso intermediário para lhe entregar o dinheiro no lugar de sempre. Não é seguro realizar transações bancárias. Você sabe disso melhor do que eu. Não me ligue e não me procure mais. Sabe muito bem como chegar até a mim, sem vir diretamente ao meu escritório. Não me comprometa ou vai se arrepender.

- Como assim você cuidará de tudo¿ EU VOU ACABAR COM AQUELA GAROTA SEM SAL! EU! NÃO SE ATREVA A ME TIRAR ESSE GOSTINHO.- Casy grito com raiva, fuzilando a mulher com olhar. Ela queria mais do que tudo torturar e matar a sua rival. Não aceitaria perder a chance para outra. Não entendia o motivo do ódio da sua aliada, entretanto, ficou bem claro para as duas que ela somente planejaria e Casy o executaria.

- Tudo bem! Pelo sim, pelo não, já contratei alguns matadores de aluguel para ir atrás do casalzinho ternurinha. – Gargalhou com deboche. – Mas se fizer o serviço primeiro, ficarei muito contente e você será compensada.

- Como assim¿ Ir atrás¿ - Casy estava confusa com aquela novidade.

- Você não lê os jornais¿ É burra mesmo!- Exclamou com arrogância. – Enquanto os paparazzis se colocaram diante da casa da família Black, o casal foi visto desembarcando no aeroporto de Nova York e pelo que ouvi dizer, pegaram um vôo para o Canadá. – Casy ficou surpresa com aquela novidade e bateu os pés no chão com raiva.

- Uma coisa eu te digo, ele não fica com ela. Nem que para isso eu tenha que morrer. – Afirmou com a voz segura e os olhos cheios de ódio. Nunca aceitaria a traição de Jacob. Não se conformaria por ele ter se apaixonado pela esposa. Sempre soube que ele não a amava, mas era feliz por receber as migalhas que lhe dava. Agora estava só e sem o homem a quem se entregou com loucura. Aquilo não ficaria por menos e ela faria de tudo para acabar com a felicidade dos dois.

- Seja como for, eu quero ter o prazer de ver Carlisle  amargar a morte de Renesmee. Nunca esquecerei o que me fez e ela vai pagar pelos pecados do avô. Você pode fazer o que quiser com aquele gostosão. Não me importo com o que acontecerá com ele.

Casy assentiu com a cabeça e saiu da sala espumando de ódio. Não entendia como os dois haviam passado pela imprensa e chegado a Nova York. Precisava encontrar uma forma de ir até eles, mas estava com medo de ser presa. Sabia que sua aliada não mediria esforços para acabar com a Vadia Cullen e que Jacob poderia morrer também em uma emboscada. Ela, entretanto, não o queria morto. Queria que sofresse tudo o que ela sofreu ao perder o seu amor e não sossegaria até que isso ocorresse. Assim precisaria chegar até os dois antes de qualquer outro assassino. Aquela era uma questão de honra.


Nota Glau
Gente, esse cap ainda teria muito mais coisas, e bem tensas, para acontecer. Acho que ainda teria mais uma seis páginas para digitar até eu terminar. Mas como percebem, ele tem 18 páginas e quando terminei esse parágrafo, já não agüentava nem mais ficar sentada de tanta dor que estava sentindo

É até bom que no próximo ainda teremos muitas emoções e se eu conseguir fazer tudo, coisa que duvido, também algumas revelações.

Quem será essa mulher misteriosa que está por trás da Casy¿ Alguém tem um palpite¿

Queria terminar a fic em cinco capítulos, mas acho que ainda não aprendi a sintetizar tudo direito. Assim os caps ficam longos e não consigo fazer tudo o que preciso.

O que realmente importa é que esse mês de fevereiro, se Deus quiser, eu acabo a fic e vcs saberão quem vai morrer e o que acontecerá por conta disso.

Sei que estão morrendo de curiosidade, mas falta pouco para a fic acabar. Depois disso vocês podem me matar se quiserem... SHAUSHAUSHAU Mas se fizerem isso, não vão curtir Guerra dos Sexos. Então pensaria bem no caso se fosse vocês. Kkkk Como sou maliciosa.

Bem, agradeço a todos os comentários e carinho de vcs leitoras. Sinceramente não sei o que seria sem vocês ao meu lado.

Obrigada pelas recomendações também! Vcs sabem que eu amo isso. Não é¿

GENTE CONTAGEM REGRESSIVA PARA AS MINHAS FÉRIAS!!!! FINALMENTE!!! FALTAM SOMENTE CINCO DIAS. SHASHUAHSUASHUA!

Bjus no core de vcs!


N/Heri:  aff, que capitulo tenso!  Glaucia nem no hospital você sossega garota, que fogo desse casal, conheço gente assim que se tranca no banheiro do quarto no hospital e manda ver.
Quer dizer que o Jasper suspeita do Jacob? Sabe essa  Larissa ta  esperta de mais pra mim. Caraca, que tanto tapa é esse kkkk e quanto mistério, o treino ta bom né, já sei que a próxima fic vem  afiada. Mas quem é essa mulher?  Palpites meninas?.............bjs COMENTEM AI...


sábado, 5 de fevereiro de 2011




GUERRA DOS SEXOS

Sinopse
Duas criaturas insuportáveis, ambiciosas e extremamente vingativas são obrigadas a dividir a mesma herança. E para isso, teriam que se casar e aturar um ao outro pelo resto da vida.
Se algum deles desistisse do casamento e pedisse o divórcio, os dois perderiam o dinheiro e metade dele iria para os primos pobres, a outra metade para instituições de caridade.
Jacob havia perdido o pai e foi morar na mansão dos Cullens com sua tia Esme. Renesmee morava com seu avô desde os cinco meses de vida.  Os dois se odiavam desde o jardim de infância e viviam em pé de guerra. Mas naquele momento, diante desse novo fato o que fariam? Será que aceitariam esse casamento e fariam uma trégua para continuarem na boa vida?




Notas da História:


1 - Os personagens pertencem a Saga Crepúsculo da Stephenie Meyer!
2 - Não existem lobos ou vampiros nessa fic
3 - Essa fic pode conter linguagem imprópria e palavrões serão abreviados~.
4 - Não é recomentada para menores de 18 anos

AVISO!!
Amiguxas, estou eu aqui novamente com mais uma fic maluca. Vou logo advertindo para aquelas com corações fracos para não lerem. Essa fic será cheia de mistérios, muito suspense, violência e pegações. Nem preciso dizer que é para maiores de 18. Ou preciso? A turminha que ainda está na fase de brincar de bonecas deve procurar outra coisa, mais decente, para ler. Se resolver acompanhar, não venha reclamar depois que eu não avisei. Não se assustem com as mortes. OK? Elas fazem parte do pacote dessa fic. No início vocês vão estranhar um pouco a narrativa, mas depois vão entender. Afinal teremos muitas personagens e preciso de uma visão bem ampla para trabalhar. Quero apresentar a nova co-autora LEKA ESCRITORA e a minha beta amada SALVE SALVE SALVE BEM MAIS (POR ME ATURAR) HERI. Bem, depois dos sutis avisos, eu as deixarei ler o prólogo para terem uma idéia do que será a fic. O próximo cap já está pronto e se comentarem, na semana que vem eu posto. Para quem acompanhar a Herdeira, está eletrizante e já estamos na reta final! bjus no core e obrigada pelo carinho de vcs. 

PRÓLOGO


Carlisle sentou se sua poltrona no escritório. Olhou para a tela do computador e começou  a pensar sobre o futuro. Ele era um homem milionário e tinha muitos inimigos, entre eles os seus irmãos de sangue que nunca se conformaram com a partilha da herança de seu pai.
Olhou para a foto de sua neta no porta retrato e pensou na filha. A linda filha que havia perdido tão jovem em um acidente de carro com marido. Um frio apertou o seu coração e um mau pressentimento o acometeu naquele momento.
Parou por longos segundo olhando a linda neta, desviou os olhos e em ouro porta retratos estava a sua amada esposa Esme junto ao seu sobrinho Jacob.
O garoto era como um filho que não tinha. Sua esposa morrera antes de lhe dar um segundo filho. Teve complicações no primeiro parto e não foi capaz de gerar outra criança. A filha morreu quando a neta tinha apenas cinco meses e a oportunidade fora-lhe roubada pela fatalidade. E desde que Jacob fora morar em sua casa, era como o filho que não tinha.
Ele era arredio, às vezes, e tinha atitudes rebeldes. Na verdade nunca se conformou com a perda dos pais. Vivia em pé de guerra com sua neta, mas sabia que entre eles existia algum sentimento. Era capaz de reconhecer os olhares e os sinais de paixão entre os dois, apesar das brigas, xingamentos e armações que faziam.
Sabia que o dia que morresse, só teriam um ao outro. E por mais que naquele momento a convivência fosse tão difícil, Jacob cuidaria dela e saberia como lidar com as dificuldades. Tinha certeza daquilo, por isso tomou uma importante decisão.
Sua neta o odiaria, com toda a certeza, mas depois percebendo as verdadeiras intenções, seria grata por ele ver além das implicâncias de adolescente.
Ligou o computador, abriu o editor de texto e começou a redigir o seu testamento. Mesmo pensando que ainda viveria muitos anos, não custava nada adiantar as coisas e deixar o seu desejo escrito. E se algo viesse lhe acontecer subitamente, seus irmãos Andrew, Brian e Michael não colocariam as mãos em sua herança e para os seus sobrinhos interesseiros, Edward, Emmett, Alice, Rosalie e Jasper, só deixaria uma boa quantia de dinheiro, para que fizessem uma boa faculdade. Depois seria com eles. Seriam responsáveis pelas suas próprias vidas.
 Sua decisão estava tomada e os obrigava a ficar para sempre juntos, a menos que abrissem mão da herança. E nenhum dos dois faria aquilo. Tinha certeza absoluta. Os dois gostavam demais da boa vida para simplesmente abrir mão dela por orgulho. Viveriam em guerra a vida inteira se necessário, mas tomando champanhe regado a caviar. Aquela era sua grande certeza.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

CAPÍTULO 4 – CONVIVÊNCIA FORÇADA

POV BELLA

O assunto do momento era a volta de Edward.

 Berta não apareceu muitas vezes para nos visitar. Ela e minha mãe estavam decorando o novo apartamento do neto e se dedicando com afinco ao novo projeto.

Por sorte não voltei a vê-lo, mesmo ele tendo aparecido outra vez em casa. É claro que não saí do quarto quando soube que estava na sala.

 Aqueles intensos olhos verdes ainda assombravam minha mente e, às vezes, até meus sonhos.

Ouvi meu celular tocando e corri para atender. Ou era Renne ou Ângela, as únicas que me ligavam.

O visor mostrava um número desconhecido. Engano, pensei.

- Alô.

- Isabella? – Uma voz perfeita, com sotaque inglês, perguntou.

- Sim. – Era fácil imaginar quem era. Quem ele achava que era pra ligar? Ele não havia visto o aviso de “afaste-se” que eu trazia no rosto.

Ouvi um riso baixo do outro lado da linha.

- Quem está falando é Edward, neto da Berta. Tudo bem?

- Tudo. – Como ele sabia o número do meu celular? O que queria comigo?

Outro riso contido.

- Sua mãe está muito ocupada e pediu-me para te ligar. Ela quer que você traga uma caixa que está no quarto dela. Eu poderia ir buscá-la, para não te dar trabalho, mas não sei dirigir na mão de vocês – falou rindo.

- Tudo bem, eu levo. – Minha mãe não se cansava de tentar me tirar de casa.

- Então anota o endereço.

Escrevi o que ele ditou.

Ele ficou em silêncio e eu quase já ia desligando o telefone quando finalmente falou.

- Então tchau. Foi um prazer falar com você.

- Tchau.

Fiquei tentando entender os risos que ele inutilmente tentou esconder. Eu agora era engraçada? Novidade....
Peguei a caixa e fui para o apartamento dele, que ficava num sofisticado condomínio da cidade.
Como sempre, vestia calça jeans e uma blusa de moletom, uns três números acima do meu, que chegava quase aos meus joelhos. O cabelo amarrado em um rabo de cavalo e sem nenhuma maquiagem. Meu estilo básico.

Bati na porta. Já havia sido anunciada.

O par de olhos verdes me atendeu. Mais uma vez nosso olhar se cruzou por um tempo indeterminado.

- Entre, Isabella. – Disse, estendendo a mão para pegar a caixa.

Nossas mãos se tocaram rapidamente; tempo suficiente para sentir um calor irradiar pelo meu corpo.

“Coisa estranha”.

- Oi, querida. Desculpe-nos fazê-la vir aqui, mas estávamos tão ocupadas. – Berta me abraçou.

- Ainda não apresentei vocês formalmente. Bella, este é Edward, meu neto lindo.

- É um prazer conhecê-la, Isabella. Minha avó fala muito de você.

Dei um sorriso sem graça.

- Prazer – falei, sem estender as mãos. Pensei em dizer que ela também não se cansava de falar dele, mas eram muitas palavras para meu gosto. Optei pelo silêncio.

- Venha ver, querida, como o apartamento está lindo!

Berta me puxou pelo braço e me levou a todos os cômodos. Edward nos acompanhou. Realmente estava maravilhoso.

- Este é meu cômodo preferido . É o quarto do Edward. Sua mãe caprichou, não foi, querida? – Berta apontava para o ambiente requintado e de extremo bom gosto, onde uma cama de tamanho gigantesco compunha a decoração esmerada.

Balancei a cabeça afirmativamente. Estava perfeito.

- Só quero saber quem será a afortunada que compartilhará essa bela e confortável cama como meu neto gostoso – disse rindo.

Senti meu rosto corando. Ela era doida de falar aquilo perto dele.

- Vó, está deixando Isabella sem graça – Edward falou, com um sorriso torto no rosto que me fez engolir seco. Não podia negar que ele era muito, muito bonito.

Minha mãe estava na cozinha, último cômodo que visitamos.

- Oi, filha. Obrigado por me fazer esse favorzão – disse, me dando um beijo na bochecha.

- Tudo bem, mãe.

- Querida, – Berta falou – sei que já abusamos da sua boa vontade, mas será que podia levar Edward ao supermercado. Precisamos abastecer esta dispensa.


- Se não puder posso ir de taxi, não quero te atrapalhar. – Edward falou, desculpando-se pelo pedido da avó.

- Não tem problema, eu levo. – Não que quisesse, mas fiquei sem graça de dizer não.

Descemos o elevador em silêncio. Evitei ao máximo olhar para Edward. Só de lembrar que ele tinha me visto dançar daquela maneira e com aquela roupa, me dava vontade de sumir dali.

O elevador parou num andar abaixo do nosso e um bando de crianças entraram correndo, me empurrando e jogando-me, desequilibrada, para cima dele. Senti duas mãos grandes segurarem minha cintura. Minhas costas estavam coladas em seu peito. Podia sentir seus músculos por baixo do tecido da camisa.

- Você se machucou, Isabella? – Perguntou, fazendo-me arrepiar toda com a proximidade de sua boca em meu ouvido.

- Não – disse, afastando-me rapidamente, sem coragem de encará-lo.

Nunca gostei que me chamassem pelo nome de Isabella, mas quando Edward o pronunciava era agradável  de ouvir, como se uma corrente elétrica passasse por meu corpo. Não estava me entendendo.

Quando o elevador parou, deixei as crianças saírem primeiro. Senti sua mão em meu ombro me segurando, como se quisesse me proteger dos empurrões dos pestinhas.

“Os ingleses e suas gentilezas”, pensei. Senti outro choque com aquele toque.

- Acho estranho sentar deste lado e não dirigir – falou sorrindo.

Retribuí o sorriso, mas não disse nada.

Fui calada até o supermercado. Edward também.

Parei no estacionamento e olhei pra ele, esperando que descesse.

- Você não vai entrar? – Perguntou-me, fazendo cara de surpreso.

- Te espero aqui. – Queria ficar longe daquele homem que me deixava tão confusa.

- Venha comigo, acho que preciso de ajuda. Compras não é meu forte.

Mordi os lábios, como sempre fazia quando tinha de tomar alguma decisão. Tinha dificuldade de negar-lhe os pedidos.

- Tá, eu vou. – Mais uma vez Edward deu seu sorriso torto que já começava a me encantar.

Ele pegou um carrinho e começamos a andar pelos corredores do supermercado.

Edward atraiu os olhares de todas as mulheres que passaram por nós e até alguns caras, se é que podia chamá-los assim.

Ele realmente era um homem lindo. Era muito alto, devia ter quase um e noventa de altura. Seus cabelos tinham a cor do bronze e eram um pouco desarrumados, mas lhe davam um charme especial. Seu corpo era definido, sem necessariamente ser muito musculoso. Seu rosto era perfeito, sem falar naqueles olhos verdes que lembravam o oceano.

Ele me faz várias perguntas sobre diversos produtos. Quase todas pude responder com “sim” ou “não”. Deu pra usar um “talvez” de vez em quando.

Deixei-o na porta do seu prédio. O porteiro o ajudou com as compras.

- Então, tchau – falei.

- Tchau, Isabella. Obrigado pela ajuda. Foi uma tarde interessante. Assim que minha cozinha estiver pronta, vou convidá-la pra jantar, para retribuir o favor.

Disse isso e me deu um beijo no rosto, saindo logo em seguida do carro.

Fiquei muda.  Desta vez não foi só a falta de vontade que me motivou a ficar calada, foi também a incapacidade de pensar, depois daquele beijo.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Capítulo 3
By Mica Black

— O filho do Senhor Black não quer se casar comigo! – confessou Nessie a sua madrasta.

Esmee que fechava a porta do aposento que o Senhor Billy havia reservado para elas franziu a testa.

— Ora, ele teria sorte em casar com alguém como Você. Pode até ser um futuro barão, mas é de conhecimento de todos que é um irresponsável. Seu pai não tem um pingo de juízo, com certeza. Mas não se importe com o menosprezo, o filho do Lorde Black é quer ser um garoto e não sabe o que quer.

Renesmee riu diante da indignação da madrasta.

— Oh, não estou nem um pouco ofendida com o fato de ele não querer me desposar.

— Mais será hoje oficializado o noivado com um jantar o contrato será assinado!-murmurou Esmee.

— Mais já??? Céus! – indagou Renesmee sentiu um calafrio na espinha.

— Você está destinada a ser a baronesa dessa mansão um dia, minha querida. Nunca se esqueça disso, você terá mais coisas pra se preocupar, ser a Senhora de um castelo como esse não é fácil.

— Nossa Madrasta! A Senhora me motivou muito agora!- murmurou Nessie com um fio de voz.

(***)

As vozes dos convidados eram como um zumbido dentro do hall dos Black.

— Relaxe, minha filha. — O pai acariciou-lhe as costas. — Está muito tensa.

— Estou apavorada — Renesmee sussurrou, admitindo a ver­dade. — Ele me odeia papai.

Carlisle deu risada.

— Pelo amor de Deus, não franza a testa. — O pai segurou-a pelo braço. — Os convidados pensarão que bati em você.

— Desculpe-me. — Renesmee estremeceu e tentou sorrir, mas só conseguiu exibiu uma careta.

Renesmee lutou contra as lágrimas, desceu as escadas e avistou seu noivo parado com o cenho franzido com cara de poucos amigos.

— A senhorita está muito bonita — Billy elogiou-a e roçou seus lábios em sua mão.

Renesmee imaginou se Jacob iria cumprimentá-la também mais ele apenas acenou com a cabeça e pegou um copo com uísque. Jacob também poderia estar nervoso, pensou ela.

Jacob manteve-se por um momento na soleira, quase sem fôlego. Mal podia acreditar que a beldade diante de seus olhos. Os cabelos loiro-escuros dela estavam arrumados enfeitados com uma fita. Estava elegante num vestido verde-claro que exibia a perfeição de sua forma esguia. Minha futura baronesa pensou consigo mesmo.

- Jacob Meu filho! Leve sua noiva pra dançar! – indagou Billy conduzindo a mão de Renesmee sobre a mão do Jacob.

— Como está se sentindo, minha querida noiva?- Perguntou Jacob

— Muito bem, obrigada.

Naquele instante, Jacob pareceu o momento perfeito para passar o braço em torno da cintura de Renesmee.

— O q-que está fazendo?

Ele segurou-lhe o queixo e beijou-a de leve nos lábios. Ela piscou duas vezes, incerta, mas sem temor, estava gostando do toque, mesmo tendo consciência que estava errado.

— Desfrutando um privilégio afinal somos noivos.

— Não pense que pode tirar proveito da...

— Cara Noiva, não estrague o espetáculo diante dos amigos.
Jacob tornou a tomar-lhe os lábios, com mais ardor dessa vez. Em princípio, Renesmee manteve-se rígida, sem se render o seu toque. Ele ergueu a cabeça e sorriu.

— Não machucarei você. Prometo. Beijar pode ser esplên­dido se fizer uma tentativa.

Houve uma emoção indefinível nos olhos de Renesmee e, então, faiscaram com momentânea raiva. Abraçando-o pelo pescoço, guiou os lábios dele até os seus. Dessa vez, entreabriu-os, toda a rigidez se dissipando de seu corpo. Jacob estrei­tou-a em seus braços, um inesperado fogo explodindo em seu íntimo. O beijo passou de encenação a verdadeiro. Não se im­portou com quem estivesse observando, apenas com a mulher em seus braços. Era linda, desejável e a queria como nunca, isso soava estranho para ele.

— Jacob Black! — murmura uma voz masculina aproximando do casal – Não vai apresentar sua noiva?

O contragosto, Jacob soltou Renesmee e, para sua conster­nação, viu que ela tinha os olhos marejados.

— Renesmee esse é meu primo Paul – apresenta Jacob com uma voz fria.

— Belissima! – murmura Paul dando um beijo na mão de Renesmee.

— Desculpe Senhor Paul, mais preciso tomar um pouco de ar, com sua licença- indagou Renesmee olhando sem graça para Jacob.

Afastada das pessoas Renesmee sentiu raiva  no momento em que en­trou por uma porta nos fundos da mansão e deteve-se para se recobrar no corredor, antes que alguém a visse. Levou um momento para perceber que estava, na verdade, furiosa con­sigo mesma. No fundo, quisera que Jacob a tomasse em seus braços e a beijasse. Um beijo repleto de paixão, verdadeiro, não um que não passasse de uma encenação para convencer sua família. Era doloroso pensar que o beijo não significara nada para ele além de um meio para chegar a um objetivo. Pior ainda, ela deixara que a raiva a dominasse e o beijasse feito uma libertina.
Respirando fundo, conteve as lágrimas. Quando achou que se recobrara o suficiente, adiantou-se pela mansão, voltou para os convidados. O coração disparou quando encontrou Jacob à sua espera na entrada do salão.

— Demorou a voltar. Já estava ficando preocupado.

— Estava olhando a decoração da mansão — declarou ela sem poder encará-lo após o episódio.

Ao ver o brilho dos olhos azuis, ele se perguntou como ia fazê-la acreditar que não a desejava. Deleitava-o em todo sentido. Bastava olhá-la para que o fervesse o sangue. Sentia um desejo quase incontrolável de beijá-la, provar de novo a doçura de seus lábios, sentir a veia que pulsava em seu pescoço. Maldita moça, era muito sedutora!

— Bem deixa juntar com meus amigos – murmurou Jacob deixando ela sozinha.

Renesmee sorriu, decidida a não sentir-se desventurada. Foi convidada a dançar uma e outra vez, fez bastante amizade com familiares de Jacob. Nessie estava se divertindo e sentindo-se adulada. Nahuel disfarçava mais sempre ficava junto de Renesmee. Renesmee não viu Jacob nesse tempo, mas ele a viu. Uma e outra vez se aproximaram da porta da sala de jogo e a viu rir com seu cunhado, Ao vê-la, havia voltado a tomar outra taça. Jacob Estava agradavelmente enjoado quando se aproximou de Renesmee.

         - Quer dançar comigo, amor?

         - Como? -replicou ela. Ele não respondeu. E tampouco esperou que ela aceitasse, mas sim lhe rodeou a cintura com o braço e a levou para a pista de dança. Era outra valsa e desta vez a manteve muito apertada contra ele.

- Não pode ficar conversando com

Nessie era consciente de que havia algo diferente nele, mas só ao estar perto é que cheirou o uísque. Não se preocupou. Ninguém que pudesse mover-se com tanta graça por uma pista de baile podia estar ébrio.

         - Eu gostaria que não dissesse essas coisas, Jacob.

          -Que coisas? -interrompeu ele. - Se me chamasse "querido" ou "meu amor", seria melhor que Jacob simplesmente. Você tem que me honrar mesmo que eu não quero me casar com você, mas a desejo, amor, Não duvide jamais disso.

         - Jacob...

         - "Meu amor" - corrigiu ele.

— Eu te chamo como eu quiser agora me dá licença – Renesmee saiu sem olhar para trás deixando Jacob sozinho.

Não demorou muito para Renesmee ver Jacob com  companhia de uma moça muito bonita, os dois conversavam como se fosse muito íntimos ela tentou disfarçar o incômodo de ver seu noivo em companhia de outra. Quando Jacob acompanhou a moça fora do salão, Renesmee sentiu que algo se congelava em seu interior. Jacob não se voltou a olhá-la nem sequer uma só vez, e teve o olhar fixo todo o tempo no belo rosto da dama, que se tinha inclinado para ele, enquanto o homem lhe punha o braço sobre os ombros. Parecia um casal de amantes que se escapulia da multidão para ter um momento de intimidade. Renesmee não queria acreditar que Jacob a fora a tratar dessa maneira diante de tantas pessoas, mas sentiu que todas as olhadas do recinto se dirigiam para ela.

— Não se preocupe Senhorita Renesmee, Isabella sempre gostou do Jacob mais para ele sempre foi uma ventura ele deve estar fazendo isso para chamar a sua atenção – revelou uma voz do lado de Renesmee a fazendo acordar de seus pensamentos, Renesmee olhou fixamente para o dono da voz e se deparou com Paul o primo que Jacob a apresentara no começo da festa.

— Perdão Senhor Paul eu não me importa que meu futuro marido se encontre com amantes desde que não seja perante pessoas conhecidas – murmurou Renesmee com a voz embargada.

— Não precisa fingir que não se importa ,Jacob sempre foi assim rebelde, mulherengo mais a Senhorita tem que se impor e ter muita paciência.

—Muito obrigado pelo apoio Senhor Paul, dá próxima vez que precisar de ajuda não vou hesitá-lo em chamá-lo, com sua licença – Esbravejou Renesmee com um tom de sarcasmo.

Nossa esses dois foram feitos um por outro mesmo tem o mesmo temperamento, Jacob dessa vez não vai poder escapar Pensou Paul consigo mesmo levando um copo de uísque em sua boca.

Renesmee se dirigiu para o jardim com o coração apertado como ele pode humilhá-la dessa forma?Pesava a dama..

Foi ai que sentiu uma mão em seu ombro e se virou bruscamente.

-Senhorita?-Perguntou um jovem garboso de olhar penetrante, suas se aproximando cada vez mais da jovem.

-O que deseja?-Perguntou tentando se desvencilhar do galanteio.

-Desejo a companhia da jovem mais linda do recinto. -Disse tentando se aproximar,deixando apensa a alternativa da jovem tentar se retirar.

-Não posso afinal sou uma moça comprometida. -Disse tentando seguir de volta para o salão.

-Não estou vendo seu acompanhante. -Disse em tom suave.

-Não importa onde ele está. -Disse tentando seguir para o salão, o rapaz pegou seu braço. -Por favor,me solte.-Disse em tom de suplica.

-Não até realizar a minha vontade. -Falou se aproximando da jovem.

-Seth!-Disse Jacob. -Solte a minha noiva. -Seu tom não é nada brando.

-O que a com você Jacob?Não vai dividir essa maravilha?-Falou analisando o corpo de Renesmee,deixando a mesma,com vergonha do acontecido.

-Não!-Disse pegando o braço da noiva e arrastando para fora do alcance da vista das pessoas. -Nunca mais saia sozinha perto dos meus amigos. -Reclamou imperativo.

-Não sei por que essa atitude Jacob,não queremos esse casamento.-Disse tentando se soltar.-Não sou sua propriedade.-Falou encarando os olhos negros do noivo.

-Ai está enganada, minha jovem, com contra gosto nos casaremos então você é minha!-disse aproximando seus lábios dos seus e os capturando de forma brusca.

 _  E você pode perambular com suas amantes diante de todos? – esbravejou Renesmee

_ Presunto que a senhorita esta com ciúmes? – murmura Jacob com um riso sensual no canto da boca.

_ Cíumes ? Eu? Se você quer ter respeito, primeiro tem que merece-lo.

_  A Renesmee quando casarmos você terá que obedecer.

Sem esperar que seu futuro noivo a responda o deixou sozinho soltando fogo pelo vento.
Capitulo 4
by Mica Black

A primeira noite solitária de volta á Alemanha, o tempo do lado de Nessie provocara mudanças em mim e os homens do meu pelotão notaram a diferença. Ao longo das semanas seguintes eles começaram a me provocar, como “Black se apaixonou pelo monstro do lago, por causa do apelido Nessie.”.

 Cheguei ao meu oficial comandante linha dura para me transferir para os EUA, ele pareceu considerar o pedido seriamente, quando perguntou o motivo, contei sobre o meu pai e não sobre Nessie, e ele pensou e depois me deu a resposta:
- As probabilidades são pequenas, a menos que a saúde de seu pai seja um problema; Saindo do escritório, eu sabia que não iria a lugar nenhum pelo menos nos próximos 16 meses.

 Desde o inicio, telefonemas e cartas entre nós foram constantes.
 Com o passar dos dias e semanas, meu amor por Nessie parecia se fortalecer e aumentar cada vez mais, ás vezes eu fugia dos caras para ficar sozinho, pegava a nossa foto e estudava cada traço dela.
 De algum jeito, levei a vida adiante por mais que sentisse saudade dela, eu tinha um trabalho a fazer.

 Em Setembro meu pelotão foi enviado a Kosovo por uma missão de paz, as cartas foram se acumulando por causa dessa missão, eram meio complicadas ler as cartas no avião e não ficar emocionado, essa missão foi um pouco revoltante para mim, pois mesmo sendo “uma missão de paz” pessoas inocentes ainda morriam, era muito duro de ver corpos mutilados em meio do nada, somente do pó das destruições.
 Quando dava para ler as cartas escondido dos meus colegas fiquei por dentro da sua vida, ela já tinha começado a faculdade e começou um trabalho voluntário no Hospital aonde seu pai é medico e diretor clínico, sua tia Alice foi morar na casa de seus pais, ela nunca deixava de mencionar que estava preocupada comigo e que rezava por mim e sim ela dizia que me amava muito.

 O Natal daquele ano foi melancólico, teve um sorteio para quem ia passar o Natal em sua casa, e eu azarado... Tive que ficar com alguns que também não foram sorteadas, fizeram esse sorteio, pois não poderiam liberar todos, pois tínhamos que ficar de alerta em caso dos nossos amigos Russos colocarem na cabeça que ainda eram nossos amigos mortais.
 Tentei telefonar para ela, ela não esperava a ligação e ficou muito feliz, falamos por 2 horas, pelo menos por um instante me fez sentir como se estivéssemos juntos.

 Em Fevereiro embarquei para manobras com outras tropas da OTAN, o clima estava horrível, estava tão frio que o gelo se formava nas minhas sobrancelhas e rachava toda a minha pele até sangrar, todos nós ficamos revoltados por esse treinamento ser no frio, todo lugar que olhávamos era coberto de gelo.
 Passamos 10 dias assim, metade dos homens teve partes do corpo congeladas.
 Depois disso passei os meses seguintes na base, sem que nada acontecesse.

 A primavera na Alemanha não foi tão ruim, com Junho chegando ao fim, aumentava minha ansiedade para voltar, teria 2 gloriosas semanas de licença.
 Emmett era meu melhor amigo no pelotão e ele sabia o que eu estava passando embora tivesse escondido o suficiente para não deixar transparecer explicidamente.
 Em vez disso com aproximação da data, ele chegou até mim e me deu um tapa nas costas:

_ Vai vê-la em breve, está preparado?, Ele perguntou

_ Sim, respondi

_ Não se esqueça de pegar uma tequila no caminho, ele comentou com uma sonora gargalhada.

Eu fiz uma careta.

_ Vai dar tudo certo, ela te ama cara, ela tem que te amar, considerando o quanto você gosta dela, ele comentou.

Então lembrei do trecho que ela escreveu na primeira carta:

Eu te amo, Jacob Black, e eu vou agarrar-me à promessa que uma vez você fez para mim; Se você voltar vou casar com você, se você quebrar a sua promessa, eu perderia a vontade de viver.
                           Com amor, sua “Nessie.”

_ Ei Black Telefone, diz Philip uns dos soldados.

Fui atender ao telefone:

- Oi Jacob é o Embry, como vão as coisas?, perguntou

_ Embry! Agora estão boas, semana que vem vou voltar para casa, peguei 2 semanas de licença.

_ Que ótimo cara, então você vai poder participar do noivado de Quill e Claire, ele comentou.

- Concerteza! E como estão meu pai, minhas irmãs e Nessie?

_ O Billy sente muito a sua falta da até dó de ver, Rebecca faz muito tempo que não tenho noticias e Rachel só vejo nos finais de semana, agora a Nessie nos finais de semana ela vem aqui na reserva ela se tornou muito amiga de Emily, ela também vai muito à casa de seu pai fazer companhia, você soube escolher Jake ela é 10!.

- Ela que me escolheu Embry, eu murmurei.

Quando desligamos o telefone, eu fiquei mais ansioso a voltar para La push, no lugar aonde eu nunca deveria ter deixado.

_ Carta para Jacob Black, diz o entregador de correspondências.

 Eu achei estranho ter chegado alguma carta para mim pois recebi carta de Nessie e meu pai semana passada e ainda não havia respondido, quando olhei para o remetente era Isabella Swan , pensei duas vezes para ter coragem de lê-la, mais resolvi:

Olá Jake

Você deve estar se perguntando como consegui seu endereço, não foi a Renesmee que me deu ( ela nunca me daria ), pedi para o meu pai pedir para Billy, você sabe como é ele nunca negaria um favor ao meu pai.
Bem, estou escrevendo para te pedir desculpas, cometi um grande erro, talvez o maior de toda a minha vida quando briguei com você.
Realmente eu havia me apaixonado por Edward mais não deveria ter terminado com você daquele jeito.
Gosto de você,  confio em você e não suporto a idéia de nunca mais falar com você, de nunca mais dirigir a você olhando nos seus olhos sinceros e de tão sinceros quase chegam a mostrar o caminho de seu coração.
Sei que você deve estar chateado e entendo perfeitamente as suas razões.
Quando eu vi você com Renesmee, senti um pouco de ciúmes por que você olha para ela da mesma forma que você olhava para mim, mais tenho que me conformar que te perdi e que agora estou com Edward e vou me casar com ele, e como confio no seu coração generoso e confio na pureza de sua alma e espero sinceramente que você me dê a oportunidade de ser sua amiga.
Aceite um beijo cheio de amor e carregados das mais sinceras desculpas.

Bella.

Ps: Estou enviando uma foto minha com seu pai e você, espero que guarde.


   Olhei para foto e lembrei como esse dia foi especial para mim era o aniversário do meu pai.
  Estou pronto a perdoar Bella, porque não sinto mais nada por ela então não há motivo para evitá-la, a minha paixão agora é minha bonequinha de olhos azuis “Nessie.”.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

CAPÍTULO 4 
By ValentinaLB


Pedi para vendedora da loja de brinquedos que enviasse o presente para o endereço indicado. Queria eu mesmo entregar a Ethan, afinal era seu aniversário de dois aninhos, mas com a chuva torrencial que caía, seria impossível sair com aquele embrulho sem que ele se molhasse.

Puxei o capuz do sobretudo e cobri a cabeça. Se teria de ficar esperando aquele aguaceiro passar para chegar ao estacionamento onde estava meu carro, o melhor seria atravessar a rua e entrar no bar que tinha do outro lado. Tudo o que eu queria era uma bebida quente e um jornal para ajudar o tempo passar.

Corri rapidamente entre os carros. Ao abrir a porta do bar, o vapor quente do lugar lotado esquentou meu rosto, trazendo um pequeno alívio para o frio que tomava conta do meu corpo.

Tirei o casaco molhado, dependurando-o no gancho perto da entrada e balancei meus cabelos, retirando a água que se acumulara neles.

Sem querer algumas gotas caíram sobre a mesa ao meu lado, molhando a folha de papel na qual uma moça escrevia.

- Desculpe-me, não imaginei que os pingos fossem alcançá-la. Espero não ter estragado nada importante.
Estava muito sem graça com minha falta de senso e educação.

A garota, que estava de costas para mim, não se virou. Apenas levantou a mão com o polegar estendido, fazendo um gesto de que não tinha sido nada.

Sentei-me, peguei um jornal no balcão e pedi um chocolate quente. Esperava que a chuva não demorasse tanto, senão acabaria chegando atrasado à festa do meu sobrinho.

As vozes se misturavam ao barulho da chuva que vinha do lado de fora. O ambiente, apesar de cheio, era acolhedor. O chocolate quente começou a se mostrar um excelente calmante. Olhei para o lado e a moça continuava a escrever, com o rosto abaixado no papel, demonstrando uma concentração invejável no que fazia. Continuava não dando para ver seu rosto.

O barulho do objeto batendo na lixeira ao meu lado me trouxe de volta ao bar. A esfera de papel, caprichadamente amassado, parecia demorar a se decidir se entrava no cesto ou se tomava outra direção.

Depois de segundos de indecisão, quicou no chão algumas vezes e parou bem ao lado do meu pé. Automaticamente olhei para a mesa ao lado, estava vazia. O papel cor-de-rosa era o mesmo que eu tinha molhado quando cheguei. Senti-me mal, tinha verdadeiramente estragado o trabalho da garota.

Nunca fui curioso, mas era muito tentador dar uma olhada no que tinha escrito naquela folha amassada.

Peguei-o disfarçadamente e o desenrolei. Era uma letra bonitinha, quase infantil. Dava para ver, ao longo da folha, alguns leves borrões azuis claro de esferográfica manchada, em forma de pingos. Aquele designer fora obra minha, pensei.

Comecei a ler e fui aos poucos percebendo do que se tratava. Senti como se tivesse levado um soco no estômago. Alguém muito poderoso estava de brincadeira comigo.

Queridos pais,
Não se desesperem nem chorem sobre o meu corpo. Ele não é digno do sofrimento de vocês. É só um amontoado de órgãos que insistem em me manter consciente do meu sofrimento.
Eu morri naquele galpão, há cinco anos. Foi naquele dia que vocês me perderam.
De lá pra cá, o que sobrou de mim foi apenas dor. Uma dor tão insuportável que não me deixa sequer enxergar as cores. Meu mundo tem sido preto e branco desde então.
Tentei uma vez, mas não deixaram que me livrasse dessa dor. Hoje farei de novo e com certeza, quando lerem esta carta, eu já terei me libertado.
Não pensem no meu ato como um suicídio. Não estou tirando minha vida, pois não a tenho. Estou apenas me livrando de um coração que insiste em manter meu corpo funcionando, fazendo-me ter de conviver com as cicatrizes que aquele demônio me deixou. Cicatrizes que me fazem lembrar, todos os dias, o que ele me fez.
Deixem-me ir, por favor! Se me amam, fiquem alegres. Estarei feliz e em paz.
Amo vocês e espero que entendam o que eu fiz.
Sua filha que não sofrerá mais,
Isabella.

Minhas mãos tremiam enquanto lia a carta. Só podia ser ela, não tinha como ser coincidência.
Que sina era essa, meu Deus? Quantas vezes minha vida se cruzaria com a morte desta garota?

Eu sabia o que ela iria fazer, só não sabia o que eu podia fazer...

Se deixasse que ela se matasse, nunca mais teria paz, mas se a impedisse, estaria condenando-a a viver com esta dor insuportável.

Por que eu estava tendo de tomar este decisão? O que eu e ela tínhamos em comum para ficarmos nos encontrando no transcorrer de nossas vidas?

Coloquei as mãos na cabeça sem saber o que fazer. Por que eu?

“Você é um paramédico, Edward Cullen, você salva vidas!”

Deixei uma nota sobre o balcão, peguei meu casaco e saí correndo. Por sorte a chuva já tinha parado. Eu precisava achá-la antes que fizesse a besteira que estava planejando.

Olhei para os lados e nem sinal dela.

Provavelmente eu agora só a veria em uma foto de jornal.

Comecei a correr pelas ruas na esperança de encontrá-la, torcendo para que não fosse tarde demais.
Meus olhos foram atraídos pelo vulto que entrava no edifício no fim do quarteirão. Era ela, reconheci pela roupa.

Corri o máximo que pude, chamando-a pelo nome, mas o barulho das buzinas do trânsito engarrafado fazia minha voz se perder antes mesmo de alcançá-la.

Quando entrei no saguão, só pude ver a porta do elevador expresso se fechando. Antes que eu piscasse ela já tinha subido mais de cinco andares.

Apertei desesperado o botão, chamando outro elevador, mas o tempo estava contra mim. Já que o “Senhor Pode Tudo” tinha me colocado na função de super herói do dia, custava nada me dar uns poderzinhos, ou pelo menos um pouquinho de sorte.

Comecei a subir pelas escadas, na esperança de que em algum andar eu encontrasse a porta do elevador aberta. Isso só aconteceu no décimo nono andar.

Sem forças nem fôlego para falar com o ascensorista, apenas indiquei com o dedo indicador que queria subir pro céu, que neste caso ficava no quadragésimo andar. Ele entendeu.

Sai apressado e subi as escadas que levavam à laje. A porta, como suspeitava, estava aberta.
Isabella era uma garota pequena, mas de pé naquele parapeito ela parecia menor e mais frágil ainda. Ela não estava convicta, pois já teria tido tempo de pular, se quisesse. Temi que uma simples brisa pudesse empurrar seu corpo para baixo. Eu estava quase em choque. Se ela saltasse na minha frente, não sei o que faria.

Tentei gritar, mas a voz não saía. Ela não tinha percebido minha presença.

Percebi seu corpo se pendendo finalmente para frente.

- VOCÊ TEM UM ISQUEIRO? – O que eu tinha acabado de dizer?

Ela olhou assustada para trás, quase se desequilibrando, para meu completo estarrecimento.

- Hã?

- ISQUEIRO... TEM UM? – Já tinha começado com aquele argumento absurdo mesmo, o jeito era continuar. Pior é que estava dando certo.

Tentei ao máximo não demonstrar que sabia qual era sua intenção. Agi naturalmente, se é que isso era possível naquele momento.

Ela deu um suspiro profundo, demonstrando impaciência. Afastou-se da beirada, dando uns passos em minha direção.

Meu coração batia acelerado. Além do medo de não conseguir dissuadi-la a não pular, era a primeira vez que a via acordada. Seus olhos eram lindos, de um verde que lembrava o mar.

- Tenho. – Ela acendeu o fogo e ficou esperando eu pegar o cigarro.
Só tinha um probleminha... Eu não fumava.

- Na verdade eu quero comprá-lo. – Ela ia acabar pulando era de medo de mim, eu estava me comportando feito um louco.

- Como? – Sua expressão era de estranheza.

- Preciso de um isqueiro. Quer vender o seu? – Alguém lá em cima iria se conscientizar de uma vez por todas de que tinha contratado o herói errado.

- Pode ficar com esse, não vou precisar mais dele. - Ela se aproximou mais, esticando o braço para me entregá-lo. Seus pulsos estavam cobertos com faixas elásticas, iguais as que os tenistas usam.

- Obrigado! – Estiquei meu braço também e nossas mãos se tocaram quando o peguei. Ela afastou-as rapidamente.

Sem nem se despedir, foi se encaminhando para o portãozinho que levava à escada por onde tínhamos acabado de subir.

Não sei por quanto tempo, mas eu tinha conseguido evitar seu pulo.

Era a terceira vez que eu salvava sua vida... Ou a condenava a mais sofrimento...
CAPÍTULO 3 – A DANÇA By ValentinaLB

POV BELLA

Maldita hora que aceitei o pedido de Berta.  Não podia acreditar que estava vestindo aquela roupa para me apresentar para seis pessoas. Tudo bem que uma era minha mãe, a outro era como se fosse minha vó e as outras quatro me conheciam desde criança, mas nada disso mudava o fato de que me veriam dançar, coisa que me apavorava.

Mais cedo, antes da festa começar, fui na sala e pude ver que a decoração estava linda. Tinham feito uma espécie de tenda que lembrava o cenário das “Mil e uma noites”. Realmente mamãe era muito boa no que fazia. Estava lindo. Depois disso não saí mais do estúdio, onde me arrumaria. Adorava o fato de suas paredes serem à prova de som, assim o barulho da mulherada não me incomodaria.

Olhei-me no espelho e me permiti um leve sorriso. Meu corpo era muito bonito. Aquela saia bem abaixo do umbigo deixava à mostra minha cintura fina e minha barriga perfeitamente esculpida pela dança. O bustiê, com um decote avantajado, realçava meus seios volumosos e firmes. Jamais imaginei deixando-me ser vista com roupas como aquela. Sempre me vestia escondendo ao máximo minhas curvas. Não me sentia bem sendo alvo de olhares, principalmente masculinos.

Arrumei os cachos do meu cabelo que caíam sobre meus ombros, dei os últimos retoques na maquiagem e coloquei as bijuterias que compunham a fantasia. Estava pronta! Parecia a “preferida” do sultão.
Já tinha decidido que dançaria com os olhos fechados. Só assim conseguiria me apresentar.
As batidas na porta eram o sinal que tinha combinado com Berta para o “show” começar.

Saí do estúdio, que dava direto na sala, olhando firmemente para o chão. Era melhor não ver ninguém, ou desistiria. Fiquei de frente, ainda com os olhos fechados e respirei fundo.

A música que começou a tocar fez-me esquecer de onde estava. Só me lembrava das palavras de Berta:
Consegue sim, meu amor. Feche os olhos e pense que está dançando pra ele.” 

Foi o que fiz. Dancei para Jacob. Os movimentos do meu corpo se transformaram em uma declaração de amor, mais ainda, em um convite ao prazer. Dancei como nunca dancei na vida. Entreguei-me por completo àquele momento... O nosso momento! Descobri um erotismo e uma sensualidade em mim que não sabia que existiam.

Quando a música acabou eu estava ofegando, não de cansaço, mas de excitação. Era como se tivesse feito amor com Jacob.

As palmas me tiraram do transe. O susto fez minhas pálpebras se mexerem e foi então que me deparei com aquele par de olhos verdes que me fitavam. Não sei por quantos segundos ficamos nos olhando, mas para mim foi uma eternidade.

Havia um estranho naquela tenda. Um rosto que nunca tinha visto... Um rosto lindo...
Fugi dali sem dizer nada. Subi as escadas correndo e me tranquei em meu quarto. Não podia acreditar que tinha acabado de dançar daquele jeito na frente de um homem.

Não demorou muito e Berta me chamou, pedindo que abrisse a porta.

Não me mexi. Não queria ver ninguém.

- Desculpe-me, querida, não sabia que ele viria. Foi uma surpresa que Edward me fez, chegando aqui na hora da festa. – Sua voz estava aflita.

Então aquele era o famoso Edward? Já tinha visto umas fotos dele, mas nunca tinha reparado em seu rosto.

- Tudo bem, Berta, não estou chateada, só estou com sono.

- Bella, você dançou divinamente, querida. Foi um presente perfeito. Obrigada.

- De nada, Berta.

Não desci mais para a sala, mas também não consegui dormir. Aqueles olhos verdes me assombraram a noite toda. Nunca mais queria vê-los novamente.