quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011


Capítulo 4
By Mica Black
     Passaram-se alguns dias depois do fatídico noivado e Renesmee estava agradecida pelo seu noivo não a procurar esse período, pode refletir em sua vida e constatou que tem que arranjar uma artimanha de fugir deste noivado.

Quando sua madrasta adentrou seu quarto.

-Querida seu noivo lhe convidou para o torneio. -Disse sorridente.

-Sabes que detesto esses torneios, aqueles homens lutando como animais,aghrr.-Grunhiu Renesmee se levantando e indo em direção a janela.

-Sei bem,porém seu noivo foi gentil lhe convidando,poderia retribuir a gentileza e aparecer. -Esme pegou nos cabelos de sua adorada enteado. -Vamos se anime, Emily poderá ir com você. -murmurou sorrindo.

Renesmee lançou um sorriso amarelo e concordou com um aceno de cabeça.


[...]


Jacob estava extremamente inquieto com a situação, seu pai mandou chamar Renesmee para o torneio, não gostava de saber que sua noiva estaria à disposição de seus amigos,afinal estavam acostumados a terem a mulher que quisessem,pensou o jovem ajeitando seu cavalo.

Sam se aproximou com uma expressão séria em seu rosto.

-Chegou a resposta da casa dos Cullens.-Respirou fundo.-Ela vai.-Jacob respirou fundo.

-Quero que fique de olho nela. –Jacob ordenou e depois tentou se concentrar nos seus preparativos, porém no fundo estava preocupado.

-Claro. –murmurou Sam e em seguida se retirou.

_  Jacob já ficou sabendo que a Srta Cullen vai assistir sua luta? – Indagou Billy se aproximando de seu filho.

_ Acabei de saber! Jacob suspirou depois continuou – Pai, porque o Senhor quer tanto esse casamento? Não tem dó da moça? Ela vai ser viúva cedo e o Senhor sabe muito bem disso! Só acho que está indo longe demais– Exclamou Jacob.

_Não diga uma coisas dessas Jacob, você não vai morrer, essa doença não vai te levar você é mais forte que isso – Arquejou Billy.

Jacob ficou autônomo e ficou olhando no horizonte pensando sem eu futuro incerto...


[...]
Renesmee foi preparada por Esme,para o torneio,onde estava agradecida por ter outro tipo de diversão que não seja as lutas,poderia passear na quermesse,ouvir as músicas,ver as moças dançando.

Nada daquele divertimento sanguinário.

Respirou fundo e seguiu para a cidade na companhia de Emily,sua amiga.

De repente, uma brisa fria acariciou o rosto de Renesmee, e ela se encolheu, cada nervo atento ao que a rodeava. Um lampejo de dor muito intensa palpitou em suas têmporas, fazendo com que a jovem levasse à mão trêmula a face.

— Nessie — uma voz suave a chamou do seu lado —,O que foi?.

— Não sei!. — Renesmee murmurou, afastando as lágrimas.

A dor sumira tão depressa como tinha surgido, deixan do um arrepio em sua espinha. Ela respirou fundo e seguiu em frente sentando nas arquibancadas.

_ O que te preocupa Renesmee? Você está pálida? – Indagou Emily preocupada.

_ Vou casar com um vândalo Emily! E se ele me bater? Dizem que todos os guerreiros que participam de torneios são violentos e de temperamento difícil.

— Se bater em você, será apenas uma vez — Emily jurou. — Se ele a machucar, terá de me avisar imedia tamente. Irei a sua mansão e o deixarei sem as duas mãos.

Renesmee soltou uma risadinha, as faces se coraram de alegria, e Emily ficou feliz por ter acalmado a ansiedade da sua melhor amiga. Emily tinha dó de Renesmee, pois desde pequena sempre foi sofrida por discriminação da sociedade. Renesmee era a mulher mais bonita que Emily conhecia. Em todos os sentidos. — para ela não existe ninguém mais adorável, gentil, leal quanto à amiga.

Os olhos de Emily brilharam por causa das lágrimas. As duas se abraçaram.

— Não partirei sem você. – Murmurou Renesmee

— Shh... — Emily murmurou. — Não se aflija com coisas que não enfrentamos ainda.


    Jacob já estava se aprontando para mais uma de suas lutas quando avistou seu primo Paul vindo em sua direção.

-Já viu sua noiva?-Pergunta se se encostando à cocheira.

-Não. -Respondeu secamente.

-Muitos cavaleiros, estão admirandos sua beleza. -Disse Paul com um tom sarcástico. -Deveria se cuidar, afinal podem lhe roubar a noiva. -Disse sorrindo abertamente.

-Já tomei meus cuidados. -Disse Jacob com um enorme sorriso.

-Que cuidados?-Pergunta Paul curioso.

-Vera no festival. -Disse tirando seu cavalo da cavalo baia.

A cabeça de Jacob começou a latejar horrivelmente. Uma gota de suor frio correu-lhe pela face, e suas pernas fraquejaram com o esforço apenas de ficar em pé. O san gue pulsava em seus ouvidos, fazendo eco A sensação de torpor era tanta que ele procurou com os olhos um lugar para refugiar-se. Minha doença esta voltando!!! Pensou consigo mesmo e cambaleou até um túnel, protegendo os olhos da luz do sol. Assim que entrou no lugar escuro, deixou escapar um suspiro de alívio. Sua visão continua va borrada e turva, mas o pulsar frenético do coração diminuíra um pouco. Caminhou com dificuldade pelo corredor principal até uma baia nos fundos, felizmente vazia e cheia de feno fresco. Esperou passar e voltou para o torneio.

  Renesmee estava vendo uma apresentação de dança quando foi abordada por um homem desconhecido por ela.

-Desculpe assustar, Milady,sou Sam Uley.-Disse lhe fazendo reverencia.-Estou a mando de seu noivo para proteger a sua proteção.-Indagou secamente.

-Está aqui para me vigiar?-Esbraveja Renesmee.

-Não senhorita! Eu estou aqui para não ser importunada. -Disse o real motivo da sua presença.

Está aqui para me vigiar já vê tudo, pensou Renesmee saindo furiosa na frente deixando Emily e Sam se entreolhando, muito interessados um no outro.

Emily percebendo que estava ficando para trás, apertou o passo e ficou junto de sua senhora, sempre lançando olhares para Sam.

Caminharam até as arquibancadas das lutas, onde já aconteciam confrontos diretos de espada e Renesmee se viu horrorizada diante de tanta violência.

-Emily podemos ir embora?-Pergunta esperançosa.

-Vossa madrasta me deu ordens de ficar e apreciar o festival. -Disse Emily sorrindo.
Renesmee respirou fundo e ficou a observar as lutas, desgostosa com o que está sendo obrigada a passar.

Calou-se por um instante e viu seu noivo aparecer na arena com a espada girando e começando um confronto direto com um enorme cavaleiro, arregalou os olhos com isso.

Seu coração parecia que iria sair pela boca.

Estava com medo?

Não sabia explicar os sentimentos que se formavam em seu ser, porém não poderia ficar a observar tamanha brutalidade.

-Emily !Vamos dar uma volta?_ Indagou Renesmee se retirando da arquibancada.

Emily e Sam a seguiram e mesmo não querendo admitir nem para ela mesma, estava com medo que seu noivo se machucasse.

Ficou rodando na feira, não querendo ver os homens suados, alguns sangrando, a deixando mais horrorizada com a situação.

Isso não é para mim!Ele quer me enlouquecer!


Jacob fervia debaixo da aparência fria. Depois de ganhar a luta ele tinha que fazer companhia a sua noiva, avistou-a sentada no banco de pedra se abanado com um leque do calor.

— Lady Cullen— ele lhe tomou a mão e gentilmen te roçou os lábios no dorso —  È um prazer vê-la aqui.

_ Senhor Black! Creio que já vou indo, sinto muito mais não aprecio esse esporte e vim forçada! – Indagou Renesmee secamente e depois soltou um sorriso.

Jacob ficou intrigado ao ver que a expressão da garo ta, até um momento atrás tão sombrio, iluminou-se num sorriso cordial. Ela pareceu transformar-se num raio de sol.

_ Perdão milady, foi meu pai que quis que eu te convidasse! Realmente esse lugar não serve para uma dama como a senhorita, mais esse é meu mundo!- Afirmou.

_ Sim esse é seu mundo que se passara a ser meu! – murmurou Renesmee sem perceber o que acabava de revelar.

Jacob ficou sem palavras ao perceber pela primeira vez certa afeição de Renesmee por ele.
Naquele momento, contudo, ela só conseguia se dar conta da proximidade de Jacob. Aquele peito largo es tava a um palmo de sua face, e o calor do corpo forte irradiava-se como Um raio de sol suave, A ânsia de tocá-lo era avas saladora.

Renesmee pousou a palma da mão contra o coração de Jacob. Era sólido, forte e real. Hipnotizada como se sentia a verdade formigou-lhe a língua.

Jacob cobriu-lhe a mão com a sua, e ela perguntou, incrédula:

— Não vai me chamar de bastarda?

— Não. Eu fui um asno em fazer essa tamanha critica aquele dia. — E, para grande emoção e pavor de Renesmee, ele a beijou.

O gosto de Renesmee em sua boca era o de água para um homem sedento, e Jacob queria saciar aquela sede imensa. Beijou-a com sofreguidão, ansioso para preencher o vazio que trazia no peito, apagar o doloroso vácuo deixado por sua doença, tanto tempo sozinho e sem amor. Jacob sentiu o peso de a solidão dissipar-se e a fadiga desaparecer, substituída por uma luz pulsante e cálida que circundava os dois. Renesmee correspondia ao beijo com ardor, os dedos a se afundarem nos cabelos macios e de pois a deslizarem suaves pelo queixo bem definido. Os corpos de ambos se moldaram como se fossem mes clar-se até formarem um só ser. Então, um arquejo as sustado quebrou o encanto. Os dois se voltaram.

— Nessie? Desculpe a intromissão mais todos estão vendo – Afirmou Emily constrangida.
Eles se afastaram sem graça com a inesperada reação do beijo.

— Bem eu já vou embora Black, espero que amanhã eu e minha família tenhamos sua ilustre presença no jantar? – Perguntou Renesmee arfegante.

— Pode me aguardar milady- afirmou Jacob roçando um beijo na bochecha de Renesmee.
[...]
 Renesmee voltou para casa acompanhada de uma Emily completamente sonhadora,que suspirava vendo a paisagem.
-o que houve?-Pergunta curiosa.
-Sam.-Suspirou.
-Está apaixonada pelo homem que me vigiou hoje?-Pergunta surpresa.
-Ele foi tão cavalheiro comigo.-Disse suspirando.
Não acredito que Emily esteja se apaixonando,tomara que ela não sofra,pensa Renesmee,com um medo crescente em seu coração.
[...]
 No dia seguinte Jacob acordou indisposto, sentia-se fraco e ao levantar viu que seu travesseiro havia sangue e sentiu escorrer algo quente de seu nariz, Maldição, essa merda está voltando!.

Jacob começou a tremer de frio e sentiu tudo ficar escuro.

— Está com frio? — Uma voz doce indagou a ele como se fosse uma luz acordando em um terrível pesadelo.

Ele podia sentir a preocupação intensa que o seu anjo tinha com ele

— Quer que eu pegue uma manta?

— Por favor — ele conseguiu responder final mente.

Acariciou-lhe a face antes de se levantar. — Ficará bem sozinho por um momento?
Ele concordou, e seu sorriso a acompanhou pelo escuro. E pode então concluir que seu anjo era Renesmeee.

Renesmee voltou às pressas para o quarto trazendo consigo uma manta e um chá.
Seu coração disparou O medo a dominou quando entrou no quato e viu a cama vazia.

— Jacob! — ela gritou. — Jacob onde está?

Em sua mente, imaginou que no estado de choque e confusão, ele tivesse caído no banheiro, talvez batido a cabeça. Imagens macabras de seu corpo sem vida o flu tuar a atingiram e quase a paralisaram de terror.

— Jacob! Responda!

Notou um vulto perto da janela. Ergueu a cabeça, E então o viu. E conteve a respiração.
Ele estava com o peito nu, os cabelos molhados.

Diante daquela visão que quase a fez sucumbir de de sejo, Renesmee precisou apoiar-se numa cadeira. Em seguida, Jacob se virou na direção em que Renesmee estava, e os lábios se curvaram num sorriso convidativo

— Tomei uma ducha rápida, realmente me sinto muito melhor, mais não precisa viajar até aqui por causa de o meu mal Estar.

— Fico muito feliz ao vê-lo melhor, seu pai mandou o mensageiro informando o seu estado de saúde e não pude não deixar de vir, é estranho eu sei, mais senti a necessidade de vir.

— Obrigado Renesmee, sempre tenho essas crises, mais são passageiras.

— Passageiras faz cinco dias que você está desacordado e você diz que são passageiras? – Renesmee indagou incrédula.

— 5 dias? Ò céus nunca fiquei tanto tempo assim desacordado – murmurou em total perplexo.

— Jacob, por favor, me diz o que acontece com você, seu pai não quis me contar, mais suponho que seja grave.

— Eu não tenho nada já disse! Agora que estou bem a senhorita se certificou que não vai se livrar de mim tão cedo, pode ir embora – esbravejou Jacob dominado com uma ira que podia muito bem ser controlado, ela ficou cinco dias cuidando dele porque ele tinha que ser mal, porque ele ainda tentava afastar as pessoas dele.

Renesmee sentiu uma lagrima querer sair mais se conteve, sentiu seu coração falhar como ela ainda pensava que ele iria se apaixonar por ela? Como ela era uma boba sonhadora mesmo

CAPÍTULO 6
By ValentinaLB


O percurso que o taxi fez foi curto. Falei bem mais que Bella. Contei que Ethan era meu único sobrinho, que era filho do meu irmão mais velho e que estava fazendo dois aninhos.
Bella estava toda tímida quando entramos no apartamento, mas ao ver a decoração da festa seus olhos brilharam.
A sala tinha sido transformada em um picadeiro de circo. Balões de todas as cores enfeitavam o teto e as colunas da imponente sala. Palhaços brincavam com as crianças e um enorme bolo de três andares se sobressaía no centro de uma mesa repleta de doces.

A festa estava linda!
Assim que Ethan me viu, correu para me abraçar. Dei um abraço gostoso naquele gorduchinho e fiquei surpreso quando ele esticou os bracinhos e se jogou para o lado de Bella, dando-lhe um enorme sorriso.
Ela o tirou dos meus braços e ele se acomodou em seu colo como se a conhecesse há muito tempo.
Fiquei espantado ao ver que ela não demonstrou o menor problema em ser tocada por meu sobrinho. Estava claro que sua aversão a toque se restringia a adultos e provavelmente apenas aos do sexo masculino.
Bella lhe devolveu o sorriso e acariciou seu rostinho já vermelho de tanto correr e brincar. Os dois se entenderam em poucos segundos.
- Oi! Parabéns pra você. Quantos aninhos está fazendo? – Perguntou, com uma ternura na voz que contrastava com a dor que carregava em seu peito.
Ethan levantou a mãozinha e formou um V com dois dedinhos minúsculos, sentindo-se orgulhoso por saber demonstrar sua avançada idade.
- Dois aninhos?? – Bella fingiu estar admirada. – Já é um mocinho então?
Emmet se aproximou de nós, interrompendo a conversa graciosa entre Bella e Ethan. Mostrava-se curioso pelo fato de eu ter levado uma garota comigo. Um desagradável sorriso malicioso estampava seu rosto.
- Esse é meu filho mesmo! Sabe reconhecer os prazeres do colo de uma moça bonita – brincou, ao ver a carinha alegre do aniversariante.
- Bella, esse é Emmet, meu irmão mais velho, pai de Ethan.
- Emmet, essa é Bella, uma amiga minha – apresentei-os.
- Prazer em conhecê-la, Bella. Fique a vontade e divirta-se. Espero que não tenha coulrofobia, pois o que mais tem aqui hoje é palhaço - falou às gargalhadas.
- Oi Emmet! Tenho muitas fobias, mas esta não é uma delas. – Bella respondeu rindo.
Emmet nem imaginava que nós, homens, era de quem ela mais tinha medo, e com razão.
Apresentei o resto da família para Bella. Ela se manteve distante fisicamente dos cumprimentos, mas sempre trazendo um sorriso encantador no rosto.
Era impossível não notar a expressão de curiosidade dos meus parentes. Eu não costumava levar acompanhantes em festas familiares. Fingi não perceber. Não queria ficar dando explicações naquela hora.
Bella se divertiu como se fosse uma criança. Ethan não desgrudou mais dela. Fiquei sentado em uma poltrona no canto da sala, observando-a.
Seu sorriso era doce, quase infantil. Às vezes parecia tímida, outras, desinibida. Seu comportamento me surpreendia. Olhando-a entre as crianças, ninguém suspeitaria que tinha tentado se matar a algumas horas. Ela parecia... feliz?
Eu não tinha a menor idéia do que se passava na cabeça de Bella. Levaria muito tempo para até que eu desvendasse seus mistérios. O que eu não sabia naquele momento é que antes de entrar em sua cabeça, ela entraria no meu coração...
Corremos e rolamos no chão com as crianças a tarde inteira, sempre cuidando para não tocar em Bella.
Alice e ela se deram super bem. Comeram tantos doces que não sei como não passaram mal.
Quando a última criança atravessou a porta de saída, caímos sentados no sofá, exaustos. A sala parecia um campo de batalha. Brigadeiros e beijinhos agonizavam no chão, completamente esmagados.  
Rose olhava desconsolada para o que até pouco tempo atrás chamava de lar.
Ethan estava praticamente desmaiado de cansaço nos braços de Bella. Emmet pegou o filho de seu colo e o levou para o quarto. Ele nem se mexeu.
Enquanto todos se empenhavam em colocar um pouco de ordem naquele apartamento, meu pai me chamou para ir com ele até a sacada.
- Edward, pelo amor de Deus, me diga que essa menina não é quem eu estou pensando. O apelido e os disfarces nos pulsos me levaram a crer que se trata de Isabella, a garota estuprada que você salvou. O que faz ao lado dela? – Uma ruga no meio da testa mostrava a preocupação do meu pai.
- É ela mesma, pai. O destino mais uma vez a colocou no meu caminho. Hoje eu a salvei de se matar novamente. Ela ia pular do quadragésimo andar de um prédio.
Contei para ele tudo o que tinha acontecido.
- Meu Deus!! – Seus olhos estavam arregalados.
- Eu fico me perguntando qual a nossa ligação, pai? Por que eu? – Queria muito que ele tivesse uma resposta para mim, como na maioria das vezes em que pedi seus conselhos, mas desta vez ele estava tão assustado quanto eu.
- Filho, não sei quais os planos de Deus para você e esta menina, mas com certeza, depois de hoje, vejo que ele tem um. Preocupa-me vê-lo se envolvendo emocionalmente com ela. Percebi a forma como a olha. Precisa saber que tem poucas chances de mantê-la viva. Ela é uma suicida em potencial. Fico orgulhoso de lembrar tudo o que já fez por ela e tudo o que ainda pretende fazer, mas, por favor, não se apaixone por Bella, Edward. Não quero te ver sofrer quando ela se for.
- Pai, não estou apaixonado por ela. Só estou... hã... encantado com seu jeitinho. E tem outra coisa, ela não vai se matar! Eu não vou deixar – falei, seguro de minhas palavras.
- Como se não fosse a mesma coisa, Edward – falou, batendo levemente em meu ombro. - Rogo a Deus que ele te ajude a conseguir devolver a vontade de viver a essa menina. Ela me parece ser um encanto de pessoa. Só não queria que uma responsabilidade tão grande dessas estivesse sobre seus ombros, filho.
Meu pai me abraçou forte, temendo por meu futuro, caso eu não conseguisse ajudar Bella. Ele não era o único que tinha medo.
Ele saiu e fiquei ali na sacada, sozinho, pensando em tudo o que estava acontecendo na minha vida.
- Está triste? – Sua voz era agradável de ouvir.
- Não, Bella, estava apenas pensando. E você, se divertiu? – Perguntei sorrindo.
Ela se aproximou de mim, encostando-se na grade da sacada. Meu coração disparou. Emmet morava no décimo segundo andar. Apesar da tela de proteção, não me senti à vontade com ela ali. Pelo visto eu já estava ficando paranóico.
- Muito! Fazia tempo que não vinha a uma festa de criança. Não me lembrava que eram tão animadas e divertidas.
- Você não tem sobrinhos ou irmãos mais novos? – Era hora de começar a conhecê-la melhor.
- Não, sou filha única – falou, parecendo descontente com o fato. - Deve se legal ter irmãos.
Contei para ela a história de meus pais; das adoções ao meu nascimento.
- Nossa!! É uma linda história, Edward.
Conversamos mais um pouco sobre a festa, rindo ao nos lembrarmos de Emmet tentando colocar ordem nas crianças.
Nos despedimos de todos e fomos embora. Adoraram Bella, não tanto quanto eu, que estava completamente fascinado por aquela garota.
Ficamos parados na porta do prédio. Teríamos de nos separar e eu sequer sabia se nos veríamos de novo.
 - Sua família é encantadora. – Bella falou.
- Eles são maravilhosos mesmo. Eu os amo muito.
- Ethan é a coisa mais fofa que já conheci. – Seus olhos brilharam quando falou dele.
- Você tem muito jeito com crianças, Bella. Já pensou em ter filhos?
Percebi que a pergunta a deixou ansiosa e inquieta. Mais uma que ela não respondeu.
- Edward, obrigada pela tarde maravilhosa, mas preciso ir, meus pais devem estar preocupados.
Estranho aquela preocupação para alguém que tinha planejado nem voltar.
- Obrigado você, Bella, por ser uma companhia tão agradável. – Eu estava sendo sincero, a tarde tinha sido perfeita ao lado dela.
Queria lhe dar um abraço, mas sabia que ela não permitiria.
- Pode me dar seu telefone? Gostaria de te ver de novo.
- Não poderemos nos ver mais, Edward. Amanhã não estarei mais aqui.
 Senti minhas pernas perderem as forças e ouvi um zumbido forte em minha cabeça. Foi ficando tudo escuro e não senti mais nada. Eu tinha chegado ao meu limite.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

32 Segredos do passado


O ano novo se anunciou cheio de promessas maravilhosas, os Cullens apesar dos dias turbulentos dos últimos meses estavam felizes com mais um herdeiro que chegaria. Alice decidiu fazer um tratamento para engravidar, deixando a família feliz com sua decisão. Durante anos fugiu do assunto, mas já estava com idade o suficiente para se tornar mãe. E Rosalie já cogitava a hipótese de adotar uma criança ou encomendar uma barriga de aluguel.

Carlisle estava de volta a presidência da Cullen e pediu para que Jacob voltasse como seu assessor. Para o espanto de todos, ele decidiu começar por baixo e se tornou vendedor externo. Fazia os seus próprios horários, visitando clientes novos e vendendo os produtos do portfólio da empresa. O mais surpreendente disso tudo, foi que mesmo com salário baixo de um vendedor, suas comissões eram tantas que o salário chegava bem perto ao de um diretor. Nenhum deles entendia como ele conseguia vender tanto em tão pouco tempo. Mas a verdade, por mais que muitos não quisessem admitir, era que  tinha uma lábia tremenda, não fora a toa que engambelou toda a família por tanto tempo. Dessa forma, conseguia manter os gastos básicos da casa, as consultas médicas de sua esposa e as coisas para o enxoval do seu filho.

Em dois meses, Jacob foi promovido por seus esforços a gerente de vendas Sênior, aumentando consideravelmente a sua carteira de clientes e os lucros da empresa, para a felicidade de sua esposa que se orgulhava pela como assumiu as rédeas de sua família.

Os dois estavam felizes e curtindo ao máximo o primeiro filho. Até sua sogra, “narja cascacu”, parecia acreditar na sua mudança e que realmente amava Ness. Tudo parecia perfeito, apesar da policia ainda continuar a procura de Casy, por invasão de domicílio e destruição de bens alheios, e investigar sobre um ou uma possível cúmplice. Também havia o fato dos seguranças acompanharem Ness para todos os lugares e manterem a guarda em frente à casa do casal. Mesmo assim a vida seguia praticamente normal e os dois viviam um momento muito especial.

As irmãs de Jacob estavam trabalhando, estudando e namorando sério. Rachael finalmente havia de entendido com Paul. Os dois se reencontraram em seu novo emprego no escritório de advocacia no centro da cidade e estavam felizes com relacionamento. Rebecca conheceu um rapaz na universidade e apesar de não ser de nenhuma família nobre, parecia realmente interessada em um relacionamento sério. Seth e Larissa decidiram viver juntos antes de se casarem. Já estavam noivos e não havia mais motivos para ficarem separados. Ele sentia amor de verdade por Larissa. Não era como se sentiu com Ness durante anos, mas o suficiente para levar uma vida estável. Ela, uma mulher segura de si e muito determinada, havia feito com que finalmente ele parasse de se amargurar por Ness e vivesse a sua própria vida. Assim ele largou o emprego de motorista e foi trabalhar em uma grande metalúrgica.

Casy continuava escondida, com a mesma mente psicopata, pensando em como fazer para separar os dois. A cada dia sua mente fica mais doentia e o ciúme que sentia dele a corroia. Todas as noites ela chorava e enchia a cara ao recordar das noites tórridas de amor que viveram juntos. Era difícil compreender e imaginar como ele pode se apaixonar por outra. Seu ódio era tamanho, que seria capaz de matar a rival com as próprias mãos. Pensou em diversas vezes em como acabar com o fruto do amor dos dois. No ápice da sua loucura, desejou ter a criança em seus braços para acabar com a sua vida. Se imaginava apertando o pescoço do bebê até tirar todas as suas forças. Aqueles pensamentos eram cruéis, mesmo assim não conseguia abandoná-los. E o pior de tudo, era que a sua cúmplice simplesmente a abandonou depois de todos os erros que cometeu. Não podia simplesmente se sujar com uma louca sem noção. Sendo assim, Casy estava sozinha, mesmo com muito dinheiro, acompanhando as poucas notícias que saiam na internet e nas revistas. Aquilo estava destruindo o resto de sanidade que ainda tinha.

Carlisle cada vez mais se convencia que os segredos do seu passado eram responsáveis por tudo o tormento que viveram. Contou sua desconfiança para o investigador, Demetri,  que não encontrou nenhuma informação útil sobre a mulher. A única coisa que soube pelas investigações foi que a mulher era uma empresária bem sucedida e que vivia modestamente... Nada mais.

Decidiu se esquecer do caso e pensar em coisas mais úteis como recuperar a empresa após tantos desgastes nos últimos meses. Naquele ano a empresa faria 35 anos de fundação, quando começou era um rapazote que havia saído da universidade e tinha uma grande herança de seu pai. Naquela época, ele o avisou que teria que fazer o “pequeno” dote render por si só e se tornar um grande empresário. Ele já possuía o seu primeiro filho, Edward, e se casou com uma moça de uma família respeitável na sociedade. Foi a partir dos contatos da família de Esme que conseguiu prestigio logo no início e se tornou um grande Magnata.

Pensando nos anos de fundação da Cullen, Carlisle resolveu fazer uma grande festa em comemoração e chamar toda a sociedade para comemorar uma vida de trabalho e um grande império construído. Era uma forma de colocar a empresa em “foco” novamente e dar mais credibilidade aos negócios. Por isso encarregou suas filhas Alice e Rosalie de prepararem o grande festejo de comemoração.

Tudo foi feito as pressas, mas em duas semanas Alice e Rosalie conseguiram enviar os convites, contratar o Buffet, alugar o grande salão do Hotel Palace, planejar a decoração,uma banda famosa e um “grande” apresentador para ser o mestre de cerimônia.

O grande dia havia chegado, o hotel estava decorado, uma banda foi contratada e Elton Jonh escolhido como mestre de cerimônia. Alice foi tão perfeita, que mandou uma placa de honra a mérito para o Governador do Estado entregar ao seu pai. Seria “A Festa” do ano, melhor e mais badalada do que o casamento da sobrinha, que foi comentado pelas dondocas de Seattle por dois meses inteiro como o evento do ano.


Em algum lugar em Washington, aqueles olhos azuis fitavam o convite com excitação. Como foi difícil conseguir um convite para uma festa tão seleta. Convencer sua amiga Margareth Baston, mulher de um milionário suíço a levá-la junto foi uma dificuldade. Comprou um vestido do estilista Top do momento e usuárias suas jóias mais caras de sua coleção, para comparecer ao evento que seria sua melhor, talvez a ultima, oportunidade de se aproximar dos Cullens. Finalmente teria a sua vingança e faria Carlisle Cullen pagar pelo que havia feito no passado.

Uma risada diabólica cortou o ar ao pensar na dor da família que tanto desprezava.

- AHAHAHAHAH! Hoje eu finalmente terei a minha vingança. Você pagará pela morte a minha mãe.

Caminhou até a sua cama, pegou o revolver 38, comprado clandestinamente, ficou manuseando a arma com excitação. Recordou-se das aulas de tiro que fez no clube e sabia que estava preparada para matar Ness Cullen. Era só uma questão de oportunidade para se aproximar. Mesmo que os seguranças a  seguissem, uma hora ou outra teria que ir ao banheiro sozinha. Ali ela e encurralaria e teria a sua vingança. Seria delicioso saborear a dor dos Cullens.

Foi para o seu enorme banheiro, tomou um banho bem demorado, depois começou a se preparar para a noite mais excitante de sua vida.

Do outro lado do Estado de Washigton, mais precisamente em La Push, Ness e Jacob  se preparavam para a festa.

- Amor, eu estou parecendo uma bola. – Ela fez um bico ao se olhar no espelho. Usava um vestido verde claro e um coque prendia os seus cabelos. As lindas esmeraldas enfeitavam o seu pescoço e suas delicadas orelhas. A maquiagem discreta a deixava com expressão angelical, mas nem isso a fazia se sentir bem. Com uma gravidez de sete meses e meio, possuía uma enorme barriga. Sentia-se desconfortável com aquela protuberância apontando para frente. E Jacob ria do seu bico e da manha que fazia.

- Você está linda, meu amor. Não pode haver criatura mais linda e mais delicada do que você. Eu amo esse barrigão, minha delicinha. Então não faz essa cara. – Ele a abraçou por trás e os dois ficaram se olhando no espelho.

- Eu estou enorme... Gorda... uma orca... Eu quero morrer! – Abriu o bocão e ameaçou a chorar. Jacob a virou para si, segurou o seu rosto com as duas mãos e depois deu selinhos em seus lábios.

- Você está linda! Eu amo você grávida desse jeito. Adoro esse barrigão lindo, meu neném.  Agora vamos, amor¿ Estamos atrasados. Não vai querer perder a homenagem do Elton Jonh e do Governador para o seu avô. Ou vai¿

- Vamos! – Ela disse fazendo biquinho e ele riu achando graça da sua manha. Pegou a sua mão e caminhou com ela para fora do banheiro.

Os dois saíram de casa, seguidos pelos dois carros com seguranças, e partiram para o evento mais importante do ano. Naquele momento, não tinham a menor noção do que estava prestes a acontecer.

Quando Jacob e Ness chegaram ao salão de festa do hotel, foram conduzidos pela cerimonialista até a mesa dos Cullens. Lá encontraram Alice, Esme, Rosalie Jasper e Emmett.
Carlisle estava rodando pelo salão para cumprimentar os seus amigos.

Todos conversavam animadamente sobre a gravidez de Ness e as tentativas de Alice, quando a cerimônia começou e Elton começou a dar as boas vindas para os convidados. Os repórteres tiravam fotos e filmavam o evento, Elton fazia um discurso emocionante falando sobre como é difícil a vida de um grande empresário. Contava piadas, o que não era do seu feitio, provavelmente Alice havia pagado muito bem por aquilo, Jacob pensou enquanto ouvia as gracinhas que o cantor excêntrico dizia.

Os garçons e garçonetes serviam as mesas em trajes finos. Usavam smooking e luvas brancas, e gravata borboleta pretas. Impecáveis e trabalhando com muita descrição entre as várias mesas que serviam.

Jacob viu de relance alguém que parecia familiar. A mulher estava apenas de perfil, mas aquela silueta era inesquecível. Pediu licença aos demais e se levantou, seguindo a mulher com a bandeja.

- Casy¿ - Chamou quando estava do lado de fora e a mulher continuou a andar. Aumentou ritmo das passadas para alcançá-la, mas não foi o suficiente. Ela entrou no elevador rapidamente e a porta fechou. Antes de se fechar completamente, ele viu o sorri faceiro da mulher.

Ele observou o elevador parar na sobreloja e correu para a escada de incêndio. Sua respiração estava irregular e o suor escorria pelo seu rosto. Podia sentia a adrenalina correndo pela suas veias... Queria estrangular a vagabunda.

No salão de festa, uma mulher ficou observando de longe a mesa dos Cullens e o ciúme, misturado com o ódio que lhe envolvia, só lhe dava mais vontade de acabar com tudo aquilo.
Viu quando Ness se levantou  e caminhou para a porta. Ali apareceu a oportunidade que precisava.

Ness estranhava o sumiço de Jacob e resolveu ir procurá-lo. A verdade era que estava sufocada com aquilo tudo. Não gostava muito daquele barulho e das piadas fora de hora de Elton. Caminhou para a porta lentamente, olhou para o relógio em seu punho e torceu para encontrar logo o seu marido. Também estava sentindo fome e se desse sorte, encontraria a cozinha do hotel para comer algo antes de voltar para a festa.

Quando chegou à porta de saída, um dos seguranças a seguiu até o saguão do hotel. Caminhou lentamente até a cozinha, olhando para todos os lados, mas não encontrou Jacob. Os garçons estranharam a sua presença ali, mas não lhe negaram uma bandeja com algumas iguarias que seriam servidas. Afinal ela estava grávida e desejo de mulher grávida é praticamente sagrado para qualquer um.

A mulher a seguiu de longe, observando discretamente o segurança atrás dela e se sentiu frustrada. Fingiu se dirigir ao banheiro, ainda observando o homem de preto ao lado de fora a espera de sua protegida.

Jacob chegou a sobre loja e começou a correr pelo corredor, procurando pela sua ex-amante. Abriu a primeira porta, vasculhou dentro do local cheio de materiais de limpeza e não a encontrou. Correu pelo corredor e abriu outra porta, lá havia carrinhos e materiais que usavam para servir mesa. Alguns uniformes, armários, bandejas e caixas espalhadas pelas prateleiras de metal. Ficou frustrado por perceber que não havia nenhum sinal da mulher e saiu correndo.

Casy correu até o final do corredor e entrou por uma porta antes de Jacob chegar. Havia uma enorme escada de metal e ela começou a descer rapidamente. Chegou até o térreo, que parecia aqueles locais de filme de terror. O chão molhado, canos no teto pingando água, teias de aranha, caixas e uma quantidade grande de entulhos, plásticos e alguns maquinários. Ela corria pelos corredores estreitos e mal iluminados, com medo de ser pega pelo seu amor. Sua intenção em estar ali era apenas uma tentativa desesperada de pegar a Vadia Cullen Sozinha, mas sabia que se Jacob a pegasse, seria o seu fim. Continuou a correr e parou para se esconder quando ouviu os passos atrás. Abaixou-se atrás de uma caixa, puxou alguns plásticos velhos e se encolheu. Dali viu Jacob correndo de um lado para o outro praguejando.

- Vagabunda, ordinária, piranha, puta, kenga arrombada.  – Pela primeira vez se sentiu mal com aquelas ofensas. Se fossem em outra época, certamente se excitaria. Só que ele dizia tudo com muito rancor dela e seu coração doía.

Jacob voltou correndo para o final do corredor e subiu as escadas apressadamente. Ainda tinha esperanças de encontrar a Vadia que estava infernizando a sua vida.

No palco Elton começou a tecer elogios novamente a Carlisle e chamou o Governador para entregar a placa de honra. Mas por algum motivo desconhecido, o homem não havia chegado e a situação ficou constrangedora. Foi ai que o cantor, com zombeteiro, chamou a sua neta para lhe entregar placa. Só que Ness havia saído para comer e para procurar Jacob.

Outro segurança foi atrás dela e pediu que se apressasse. E andando o mais rápido que podia, dirigiu-se para o salão de festas. Uma mulher veio correndo atrás dela e acabou esbarrando no segurança. O encontrão que tiveram fez com que a mulher caísse e a se levantar, deixou a mostra a perna com uma tira preta prendendo uma arma. O homem se alarmou e segurou o braço da mulher que começou a se debater. Ela explicou que precisava falar com Carlisle Cullen antes de ir e fez um grande escândalo.

Quando Ness chegou ao palco, aplaudida de pé por todos, seu avô a abraçou e sorriu. Quando pegou o microfone para falar ao seu avô, os gritos de uma mulher interromperam  sua concentração.

- ASSHHHH! ME LARGA SEU BRUTAMONTES! ME LARGA! ME LARGA!  - Ela se debatia e gritava muito. Todos no salão pararam para olhá-la. – EU QUERO FALAR COM AQUELE ALI! – Ela apontou para Carlisle que ficou vermelho. Edward com medo do pai passar mal, levantou-se da cadeira e foi para o palco. A mulher continuava a gritar e a se debater de forma desesperada.

- EU JÁ DISSE QUE QUERO FALAR COM ELE!- Bateu o pé e o segurança a soltou a perceber os olhares das pessoas.

- Senhora, venha conosco, por favor! – Pediu educadamente.

- NÃO VOU! A mulher estava vermelha de raiva. O ódio a consumia e lhe deu forçar para correr até o palco. Os seguranças tentaram alcançá-la, correndo por entre as mesas, enquanto os convidados olhavam atônitos aquele escândalo.

Ela subiu ao palco e ficou de frente para Edward, Ness e Carlisle. O Segurança a pegou por trás, prendendo sua cintura e ela começou a se debater e gritar como louca.

- EU QUER FALAR TUDO O QUE ESTÁ INTALADO NA MINHA GARGANTA! ELE... – Ela apontou para Carlisle. – ELE TAMBÉM-  Apontou para Edward. – E PRINCIPALMETE ESSA USURPADORA VAI ME OUVIR.

- Deixe-a! – Carlisle disse com a voz baixa. Ele reconheceu aquele rosto mesmo após tanto anos. Sabia que ela despejaria todo o segredo dos Cullens ali na frente de toda a sociedade. Jogaria sua reputação na lama e o pior de tudo, faria com que a família perdesse completamente o respeito por ele. Quando soubessem o que havia feito, não teriam como perdoá-lo por aquilo. Mas se calasse a mulher seria pior. Haveria muitas especulações achariam que se tratava de uma amante.

Jacob continuava a correr pelo corredor, varrendo cada local a procura de sua ex, mas não a encontrou. Decidiu voltar para o salão de festa e se explicar para Ness. Certamente ela estaria preocupada com o seu sumiço e aquilo não seria bom para o bebê. Correu até o elevador e entrou.

Casy subiu as escadas passo a passo, parecia um gato acuado e abriu a porta de incêndio.  O corredor estava vazio e ela podia ir procurar as suas coisas. Foi rapidamente até a sala onde havia deixado as roupas, abriu a porta e a trancou por dentro. Dirigiu-se até o armário e abriu a porta. Pegou suas coisas e rapidamente se trocou.  Depois mais rápido do que pode saiu dali e passou como uma flecha pelo saguão do hotel com medo de que alguém a encontrasse.

No salão de festas todos falavam ao mesmo tempo e Jacob não entendeu o motivo daquela confusão. Viu sua esposa no palco, ao lado do pai e do avô, e uma mulher descontrolada gritando.

- VOCÊ NÃO TEM MEDO DA VERDADE¿ NÃO TEME O QUE AS PESSOAS VÃO ACHAR DO HOMEM PERFEITO¿ O QUE SUA “NETA” ENJOADA VAI ACHAR¿ POIS EU VOU DIZER TUDO AGORA! HOJE EU JOGO TODA A MERDA DOS CULLENS NO VENTILADOR!

- Do que ela... – Ness tentou falar, mas só deixou a mulher ainda mais desesperada.

- CALA A BOCA SUA MERDINHA! VOCÊ NÃO É NADA! VOCÊ MERECE A MORTE!

- Mas o que eu te fiz¿ - Ness perguntou assustada.

Jacob sentiu um frio estranho na espinha ao perceber sua esposa em toda a confusão. Tentou passar pelos seguranças até lá, mas as pessoas que estavam sentadas em suas mesas se aglomeravam perto do palco.

- Quem é você e por que está fazendo isso¿ - Edward perguntou com a voz calma. Tentava manter o máximo do controle. Alguma coisa naquela jovem era familiar, mas não sabia exatamente o que.

- Não quer contar a ele¿ - Ela perguntou com sorriso sarcástico.

- É uma impostora, que quis se aproveitar de mim. – Carlisle disse com tom frio olhando para a garota.

- Calma, ai! O que está acontecendo aqui, pai¿ - Edward perguntou, Alice, Bella e Rosalie caminharam para o palco junto com Esme com os corações na mão. Não acreditavam no que estava acontecendo.

- Minha mãe só tinha quatorze anos. Era praticamente uma criança quando morreu. Você nem se compadeceu disso. Não acreditou quando lhe contei a verdade. – A mulher chorava muito com aqueles lindos olhos azuis tristonhos.

- Amy foi bem instruída por Roger. Ela era uma adolescente e quis dar o golpe da barriga. – Ele abaixou a cabeça naquele momento. Não conseguiria encarar o filho.

- Amy¿ Amy Bostourn¿ - Edward perguntou franzindo o cenho. Seu coração disparou naquele momento. Era difícil para ele aceitar tudo aquilo. Começou a se lembrar de muitas coisas que ocorreram, mas ligar os fatos era complicado.

- Sim! Você tinha só treze anos, filho. O pai dela, Roger, veio até mim dizendo que a filha estava grávida. Eu mandei você e suas irmãs passarem uma temporada na casa da sua avô em Londres. Depois me acertei com o pai dela. Combinamos que ele me entregaria a criança ao nascer e ela seria criada como uma princesa.  – As lágrimas escorreram no rosto dele. Chorava muito ao se lembrar daquilo. Era doloroso reviver momentos tão difíceis. – Eu dei muito dinheiro para a ele... Muito dinheiro! Acompanhei a gravidez da menina de perto e dei tudo o que ela precisava. Planejei tudo direitinho... – Começou a gaguejar. – Eu adotaria a criança depois que fosse entregue no orfanato. Assim ninguém saberia o que aconteceu, filho. Ela seria criada como uma verdadeira Cullen. Mas no dia do parto houve complicações e a moça morreu. Quando pedi para ver a criança, o médico me deu uma menina morta. Eu fiquei muito arrasado, chorei muito e tentei passar uma borracha em tudo o que aconteceu. Até que... – A mulher o cortou.

- Que eu surgi! Eu fui ao seu escritório quando descobri a verdade. Eu tinha quinze anos quando encontrei o diário da minha mãe e descobri tudo. Meu avô lhe daria uma criança e ficaria com a outra. Éramos gêmeas e a minha Irmã morreu. Encostei o meu avô na parede e ele me contou que te deu a criança morta... Eu tentei te contar. EU TENTEI TE CONTAR! MAS VOCÊ ME EXPULSOU DE LÁ! EU SÓ ERA UMA MENINA! EU SÓ QUERIA A MINHA FAMILIA, O MEU PAI E O MEU AVÔ. COMO ACHA QUE FOI CRESCER VENDO AS FOTOS NAS REVISTAS E NA INTERNET... “A PRINCESINHA DO VOVÔ” , “A HERDEIRA DOS CULLENS”! VOCÊ! – Ela apontou para Ness com ódio. – ROUBOU A MINHA VIDA! ROUBOU TUDO O QUE EU TERIA E SERIA! EU ODEIO VOCÊ! VOCÊ TEVE UM PAI E UMA MÃE PARA TE AMAREM! TEVE TUDO E EU¿ FUI DESPREZADA! – A mulher pegou a arma da cintura do segurança e apontou para Ness. Jacob correu por entre os convidados apavorados, Alice, Rosalie e Bella correram. Jasper e Emmett tentavam dar a volta. Os convidados olhavam atônitos. Elton se escondeu em um canto, dando gritinhos apavorados. O coração de Edward batia muito rápido de amor e ao mesmo tempo de desespero.  – VOCÊ É UMA USURPADORA! EU ODEIO VOCÊ E TUDO O QUE É! ODEIO COM TODAS AS MINHAS FORÇAS! – Ness arregalou os olhos e ficou sem ar quando ouviu o estampido do disparo. Todos gritaram naquele momento. NÃÃÃÃOOOO! Jacob se jogou sobre palco de forma extraordinária... Parecia um atleta. Bella desmaiou durinha de medo, Edward não pensou nem um só instante, ao ver o dedo da filha puxando o gatilho se jogou na frente da filha. Tudo ocorreu em câmera lenta e de forma extraordinária.

-PAIIIIII! – Ness gritou ao ver o pai caindo com sangue escorrendo pelo corpo.

- FILHOOOOOOOO! – Esme berrou e caiu nos braços de Alice.

- EDDDDD! – Alice gritava, enquanto tentava segurar a sua mãe.

- EDWARRRRD – Rosalie berrou.

- FILHOOOOO!!   Carlisle caiu de joelho diante do filho. Ness ficou petrificada e tentou ajoelhar, mas não conseguiu. Jacob a pegou por trás e amparou o seu corpo. Ela só chorava e chorava. Tudo que já havia derramado em sua cachoeira  até aquele momento não era nada comparado ao ver o pai caído no chão.

-PAIIII! PAIIII! PAIII! AHHH! AHHH!PAIIII! PAIIIII! AHHHH!! OHHH PAIIII! OSHHHH! PAIIIII! – Ela chorava, soluçava e gritava em desespero nos braços de Jacob.

- Amor, calma! Calma! Vai fazer mal para nossa filha! Calma! Calma!- Jacob segurava o seu rosto e tentava acalmá-la. Ele tinha tanto cuidado, que era impossível não se emocionar como a forma como a segurava.

No meio daquela confusão toda, o choro de uma mulher chamou a atenção de todos. Ela caiu de joelhos diante do pai, após soltar a arma, e pedia perdão por aquilo.

- Pai...pai...Oh, pai... eu... não... pai... nem tive tempo... você nem sabia... pai... não morre pai. – Ela estava inconsolável de dor naquele momento. Todo o seu ódio dos Cullens havia se virado contra ela e a dor era tão grande que pensou que não fosse agüentar. Carlisle foi para o seu lado, puxou a para os seus braços, apoiou sua cabeça em seu ombro e chorou junto com a mulher.

- Não chora, Michelle... Por favor não chore! Ele nunca soube de nada... Me perdoa, por favor!

Ness nos braços de Jacob viu aquela cena e se emocionou. Sempre quis ter uma Irmã ou primos que nunca teve. Só era uma pena descobrir de forma tão terrível toda aquela verdade.

Havia muito falatório no local e as pessoas estavam chocados com toda aquela revelação. Os paramédicos chegaram e levaram Edward em uma maca para o hospital. O detetive Demetri apareceu  para prender Michelle. Ela chorava de forma compulsiva nos braços do avô, que prometeu ajudá-la apesar de tudo.

- Eu prometo que pagarei o melhor advogado para você, filha. Me perdoa. – Ele pediu enquanto a moça era levada com algemas nos braços para polícia.

- Pai...pai... Oh, pai! – A mulher sussurrava enquanto era levada. Parecia louca  naquele momento.  – VOCÊ ROUBOU O MEU PAI! - Ela gritou para Ness, que estremeceu nos braços de Jacob. – EU SOU A PRIMOGÊNITA!  EU SOU “A HERDEIRA”!  EU!


Nota
Esse cap foi contato de forma diferente, porque eu precisava de varias visões.
Se fosse fazer em PVOs e detalhar mais, dariam muitos caps. Como a fic está acabando, decidi ser mais sucinta. Espero que não tenham estranhado tanto.
E ai, gente¿ O que acharam¿ Quantas revelações, heim¿ Gostaram¿ Então Edward teve uma filha e Carlisle a escondeu¿ HUM! Bem, se vcs acham que as emoções da fic acabaram, ainda não chegaram ao fim. Ainda temos a Casy e o que ela vai aprontar com o Jacob vai deixar e em maus lenços. Acho que no próximo cap, vcs já saberão quem ela vai matar e porque Jacob vai levar a culpa. Falta pouco para acabar! Falta bem pouco agora! Não desistam da fic.
MEREÇO MAIS RECOMENDAÇÕES¿ Hum¿

Cadê as minhas fantasminhas¿ O estoque de ectoplasma está em falta. Tem um monte de autora usando para enviar para as suas fantasminhas. Mas se não aparecerem, precisarei providenciar rapidamente um pouco para mim. Kkkk

SONINHA, PLEASE, NÃO ME MATE!!!

MICHELLE GOSTOU DE SER A VILÃ? Kkkkk Como vc diz, sou maquiavélica. Kkkk

CARRASCA, obrigada pelo comentário. Fico até lisonjeada com ele. Kkkk Só estou treinando para a próxima fic. kkk


Obrigada por todos os comentários e recomendações.

GENTE, NÃO DEIXEM DE PASSAR LÁ NO CONCURSO DE FANFICS! Só tem oito pessoas acompanhando e eu gostaria de postar a fic com um número razoável de leitores. Não se esqueçam que a nota do júri na próxima etapa tem peso 2. Eu estou esperando a última jurada enviar as notas para postar os capítulos finais das fics. Como temos só 6 concorrentes e somente 4 vão para a próxima etapa, dará tempo para postar tudo antes do final desse mês.
Passem lá, por favor!


BOA LEITURA E BJUS NO CORE
N/Heri:
 Ai ai..fiquei eufórica com esse capitulo... o que acharam? Nossa Glaucia um suspense louco. O mistério enfim foi revelado, mas não resolvido ainda. E essa festa, o tiro, nossa Jacob como atleta..kkk e todo mundo caindo um em cima do outro, um de joelho, outro encostado, foi super engraçado e dramático....MICHELI?...shuahaushua...Ué não era na Guerra dos  sexos que ia  ter mortes e mortes, ah ta. Aqui é só treino, ela só da tiros e tiros kkkk...meninas ainda tem fortes emoções a virem...preparem os lenços, sabe como é ela vai acabando com baita drama...bjssssssssss VAMOS MULTIPLICAR AS RECOMENDAÇÕES?...


sábado, 12 de fevereiro de 2011


Parabéns pelos lindos 19 anos de vida, minha doce e linda inspirarão.