terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

  
Guerra declarada


Era mais um dia na escola de Forks, os estudantes estavam espalhados pelo estacionamento, desfilando com carros e roupas de marcas. Eles sorriam e faziam uma grande algazarra naquela manha.
O ronco do motor de um carro em especial chamou a atenção dos estudantes.

Era uma BMW vermelha, brilhante e com uma ilustre passageira. Todos pararam para olhar. Sabiam de quem se tratava, a garota mais bonita e popular da escola. A curiosidade, pois mais que fosse freqüente a garota descer desfilando todos os dias, era a mesma. As pessoas paravam para olhar como ela estaria naquela manhã.

Ness Cullen era alta, com m corpão de dar inveja a qualquer garota, desfilava com uma mini saia super curta, com o cóz abaixo da barriga deixando as suas formas perfeitas em evidência. Não tinha como não olhar aquela barriga perfeita e uma cintura de violão super acentuada. Ela usava um top branco, com decote bem acentuado,que deixava os seios voluptuosos em evidências. Seu rosto era uma verdadeira arte, os lábios carnudos e desejosos com um batom vermelho paixão, as maçãs do rosto rosada, os enormes olhos azuis emoldurados pelos cílios cumprimos. Seus cabelos negros estavam um pouco cacheados aquela manhã e balançavam de forma perfeita de um lado para o outro.

Não tinha como não olhar para aquele furacão de mulher. Era o verdadeiro pecado encarnado em um corpo de tentação. Ele se movia como se estivesse em uma dança perfeita, balançando as cinturas e quadris ao desfilar pela “sua” passarela... Sim, aquele era o seu público. Até mesmo as meninas esticavam os pescoços para ver a cintura violão requebrando de um lado para o outro e a fartura de bunda subindo e descendo de forma sensual.

O vento soprou em seus cabelos, fazendo os voarem pelo espaço, de forma a deixar aquela visão ainda mais bela. Se houvesse um espelho mágico, tal qual o usado pela bruxa má na Branca de Neve, e alguém perguntasse: “Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela do que eu¿” ; certamente ele diria: “Sim, Ness Cullen é a mais bela e gostosa de todas”.

Com seu andar, prá lá de Giselle Bünchetn, saiu desfilando e encontrou suas amigas no caminho. Elas correram em sua direção e abriram um imenso sorriso ao olharem a “toda poderosa” desfilando sobre um salto agulha.

Claire, Nathaly e Carly se aproximaram rapidamente, as quatro se cumprimentaram com dois beijinhos um em cada lado do rosto. Ness tirou o seu lindo Ray-ban da bolsa e os colocou sobre os cabelos. Na verdade queria fazer charme. Não estava ensolarado nem nada e não havia necessidade daquilo mas ela adorava deixar um rastro de sensualidade por onde passava.

Seus belos olhos azuis correram pelo estacionamento. Ela não sabia exatamente porque sempre fazia aquilo, mas instintivamente ao chegar aos ambientes públicos, era impossível não dar uma vasculhada no local para procurar por “ele”. Ela se odiava por aquilo, mas não conseguia deixar de fazê-lo.

Lá estava o garoto, encostado numa moto Harley Davison no outro lado do pátio com seus amigos. Seu olhar malicioso a encarou e deu um sorriso sarcástico. Ela o odiava por aquilo e queria estrangular por fazê-la se sentir uma idiota. Não havia como negar que era um verdadeiro deus grego. Os seus cabelos negros, os lábios carnudos, a covinha no queixo, as maçãs do rosto bem definidas. Um olhar de macho que matava qualquer garota do coração. Sempre usando roupas bonitas e cara para mostrar que também “podia”. Aquele era o seu maior problema na vida... Na verdade o único até aquele momento.

O cara a encarava sem nenhuma vergonha. Ela prometera a si mesma que aquele ano seria diferente. Que ele nunca mais a humilharia diante das pessoas. E que esse ano ele ia sofrer, assim como ela sofreu a alguns anos atrás quando seu coração inocente batia forte por ele.

A raiva a consumia de forma avassaladora. Deixou a sua mente vagar por aquele dia nefasto e viu toda a cena. Não queria pensar naquilo, mas toda vez que o olhava e tentava deixar o ódio fluir ela pensava naquilo... Ele pagaria! Ela tinha convicção disso, mas por hora era melhor pensar em coisas mais importantes: “Como infernizar a sua vida e fazê-lo ir embora de sua mansão”.


- Cara vocês já viram a novata?– Murmurou Nathaly contrariada
enquanto elas se dirigiam para os seus armários. As quatro desfilaram rebolativas pelo pátio da escola. Os garotos assobiavam atrás delas. Seus passos eram sincronizados e perfeitos, colocando uma perna após a outras, enquanto mexiam os popozões. Seus cabelos esvoaçantes e as caras sexys de top model as deixavam ainda mais atrativas na escola... Elas eram as maiorais.

- Claro que não sua anta. Acabamos de chegar. Lembra? – Respondeu Carly fazendo caras e bocas, fingindo não ver os olhares do seu público.

- Aii! Não precisa falar comigo desse jeito, jumenta. – Retrucou Nathaly mau humorada.

- MENINAS! – Falou Ness um pouco mais alto – Compostura. Uma lady nunca se comporta desse jeito em público. Estão nos olhando. Sorriam e continuem a rebolar.

As duas abanaram a cabeça em concordância e continuaram seguindo Ness pelo corredor. Por onde elas passavam os garotos cumprimentavam, assobiavam e quase quebravam o pescoço ao vê aqueles traseiros fartos.

- Ta legal, meninas! Quero um relatório – Disse Ness ao sentar em sua mesa no refeitório. – Temos poucos minutos antes da aula. OK¿ A propósito, Claire, pegou os meus horários¿ - Olhou com desdenho para a “amiga”, que assentiu com a cabeça e entregou uma folha de papel.

- Bom nada muito novo – respondeu Claire.

- Apenas algumas piranhas a mais. – Carly não estava nem ai para a sua linguagem. Olhou em volta e viu o local quase cheio. Os estudantes estavam colocando as fofocas em dia antes de irem para as aulas. Ness estava preocupada que a “notícia” da mudança do Black já houvesse se espalhado. Certamente ele contaria vantagens e espalharia a informação. Precisava saber o que exatamente estavam dizendo pelos corredores.

- Bom chegaram quatro meninas novas. E pelo que eu vejo já deram um jeito de se enturmar com os rapazes – Comentou Claire observando o outro lado do refeitório.

Ness seguiu o olhar da amiga e no mesmo instante teve vontade de pular lá e arrancar as quatro garotas.

Duas morenas, uma castanha e uma loira que descaradamente se jogava em cima de Jacob.

- Quem aquela mocréia pensa que é pra ficar se esfregando no meu Jared? – Murmurou Nathaly raivosa.

Ness nunca esqueceria o dia que fora humilhada. Todos as vezes que olhava para Jacob sentia ódio. Ficava pensando porque ele já havia saído com “quase todas” as garotas do colégio e a desprezara tanto. Ele pagaria por cada lágrima que ele a fez derramar. Por cada noite perdida tendo pesadelos e acordando seu avô a noite. Ela não deixaria por menos e qualquer “Pi...nha” que se aproximasse dele pagaria também. Era o seu divertimento humilhar as garotas que não se enquadravam e ela já estava imaginando o que poderia fazer com as mocréias.

- A morena com o Jared se chama Micaela Lendon. A outra com o Embry é a Leah Cleawater, a de cabelos castanhos com o Quil é a Roxanne Dane e a loira oxigenada se esfregando no Jacob é a July Smith. Todas novatas e todas fresquinhas para eles.

Ness viu algo diferente no olhar que Jacob lançou para July e sabia que teria que trazer a garota para o seu lado. Nunca permitiria que ele ficasse bem com qualquer garota. Em todos aqueles anos sempre armou para que ele não ficasse com ninguém e daquela vez não seria diferente.

Olhou para a loira castanha que acompanhava Jacob e viu que ela tinha jeito para ser uma das maiorais. O seu corpo não era de se jogar fora, os seus cabelos bem tratados, as roupas tinham estilo, se bem que ela teria que dar um toque pessoal. E o rosto dava para o gasto com um pouco de maquiagem. Deu uma risada malévola e voltou a se concentrar nas amigas.

Suas amigas sabiam que estava tramando algo. Todas conheciam Ness muito bem para saber que a aproximação dos dois não a alegrava. Todas havia passado por maus pedaços e foram humilhadas pelas gangue do Jacob. Elas sabiam como era sentir na carne a dor da humilhação e sabiam que a tal July não demoraria a provar daquele veneno. O sorriso da amiga indicava que ela via bem além do que poderiam supor... Estava tramando algo.

- Pera ai, Cleawater? Não é a irmã do Seth? – Perguntou Claire intrigada.

- É sim – Concordou Ness. Ela se lembrava da Puta Leah Cleawater nas poucas vezes que esteve com Jacob e os amigos na sua casa quando criança. Esme sempre foi uma boa tia para eles e sempre que o garoto fazia manha, mesmo com Ness fazendo birra, sedia a piscina para ele e seus amigos se divertirem. Mas Leah ficou muito tempo fora e não imaginava que algum dia fosse voltar a La Push, e muito menos estudar em Forks.

- Então o que ela ta fazendo aqui? Que eu saiba, ela estava em Milão num colégio interno – Nathaly respondeu confusa, tentando disfarçar enquanto olhava a mocréia.

- Não sei. Só sei que ela não devia ter saído de lá – Carly era apaixonada por Embry, mas desde que ele dera um fora nela na frente de todos tinha raiva das outras meninas que ficavam com ele. Leah estava praticamente se sentando no colo do cara e tão oferecida que era, deixando amiga de Ness soltando fogo pelas ventas.

- Eu acho que nós devíamos mostrar como é que se estuda na nossa escola. O que acham meninas? – Perguntou Nessie com um sorriso safado no rosto. Primeiro temos que estudar essas vadias e armar para elas serem humilhadas. Nathaly, tenho um trabalho para você. Mande o nosso “espião” ficar de olho na tal da July e nos informe. Carly, o “seu amigo” ainda tem aquela filmadora¿ Preciso que ele fique de olho em Jacob e seus amigos. Se for necessário use o celular. Quero que eles nos dê munição contra essas vadias da “PO”. Hoje é só o primeiro dia. Nada de assustar as nossas presas. Continuem agindo como Ladies e nada de bater boca com elas agora. Vão aprender quem manda no pedaço ainda essa semana. – Ness deu um sorriso para as amigas, que começaram a dar gritinhos histérios.

- Claro que sim – Responderam juntas.

- Vamos mostrar quem manda!  - Disse Claire toda se sentindo ao olhar Quil se jogando para as meninas.

- Elas vão aprender a não atravessar o nosso caminho. –Respondeu Carly.

- Vão dançar conforme a musica. – Concluiu Nathaly.

- Tem que ser rápido! – Quero a tal da July comendo na minha mão ainda essa semana.

- Você que manda, chefa! – Carly disse com o olhar de desdenho para a mesa onde o grupo estava.

- Seus primos chegaram. – Disse Claire virando para porta, onde Bella, Alice, Rosalie, Edward, Emmett e Jasper passavam como se fosse um bando de esquisitos. Normalmente os Cullens não se misturavam e só namoravam entre si. Não eram ameaça para Ness, mas ela preferia manter um bom relacionamento com os primos. Sabia que manter os olhos neles era necessário. Afinal estavam de olho na herança do seu avô.

- Por que você não chama as suas primas para a nossa turma¿ - Perguntou Carly fitando os seis passarem.

- Ela já disse isso milhares de vezes. – Nathaly retrucou.

- Aff! Presta atenção! - Ness disse impaciente. – Bella  é muito sem sal para a nossa turma. Ela com a cara de amora azeda não se enquadra nos padrões de beleza.Nem sei como Edward gosta dela. Ele é ótimo, é bom de cama e beija bem.  – Ela disse olhando para o primo e se lembrou de quando ficaram juntos. – Alice parece uma anajá e não faria mal a uma mosca. Você acha que ela se encaixaria¿ Além disso as roupas dela são...diferentes. – Disse olhando para o Alice. Ela era bem excêntrica e tinha seu próprio look. – Rosalie, bem, é bonita e gostosona demais. Vocês não acham que poderia apagar o brilho de vocês¿ Além disso, consegue ser mais irritante do que eu às vezes. Não daria nada certo nós duas juntas. Seria “PO” na certa. Entenderam¿ -Emmett acenou, Jasper balançou a cabeça e Edward deu um risinho. Bella e Alice não se importaram, mesmo sabendo que a prima era uma “pegadora” nata, mas Rosalie deu um tapa na mão de Emmett e fez cara feia.

Rosalie era uma loira de parar o trânsito e Ness, apesar de se garantir, tinha certo receio da rivalidade. Sua segurança final estava no fato de saber que ela não trairia Emmett. Mas se começasse a colocar banca, poderia lhe roubar o lugar de “a maioral”.

- Como se eu tivesse medo de cara feia...- Ness sussurrou com desdenho. – Se ela soubesse eu já provei esse pedaço de bom caminho. – Arqueou a sobrancelha e riu ao se lembrar de como Emmett era bom no metie. O cara a fazia revirar e gozar muito quando ficavam juntos. Ele só deixava claro que era um segredo entre eles.

O sinal tocou, as garotas se levantaram, arrumaram as roupas e seguiram para as suas aulas.

Começou mais uma vez  um desfile de corpos feitos e quase todos o cara do refeitório viraram para olhar os popozões balançando de forma sensual.

- Vocês cuidaram dos nossos horários¿ Ficaremos nas mesmas aulas¿ - Ness perguntou enquanto caminhava.

- Claire “saiu” com o rapaz da secretária, que lhe concedeu alguns favores. Estaremos nas mesmas turmas sempre.  – Disse Nathay.

- Ótimo! – Exclamou satisfeita.

- Meu cadernos e livros¿ - Perguntou parando de frente para os armários. Nathaly lhe entregou a chave e garantiu que já estavam separados.

- Deixei os livros das aulas de hoje e cadernos no seu armário. – Murmurou.

- Magnífico! Eficientes, minhas meninas. Então vamos para a aula. Já to doida pelo intervalo para saber das novidades.

- Nossos informantes já estão de olhe em tudo. – Afirmou Carly.

- Estou vendo que esse ano promete. – Ness disse mal humorada quando Jacob passou com a “tal” July.

- Daremos um jeito nisso. – Garantiu Claire.

- Espero que ela se decepcione bem rápido com Jacob. Coloquem os seus informantes para trabalharem. – Parou diante do armário, abriu o e pegou o livro após olhar para os horários fixados na parede. Suas “Amigas” faziam tudo e ela não tinha o menor trabalho. Seu único desconforto era ter que assistir as suas aulas.

Ness pegou os livros e o caderno, depois seguiu pelo corredor para a sua primeira aula de aritmética. Entrou na sala, seguida por suas amigas, sentou-se na cadeira, pegou o celular e foi ver as suas mensagens.

A sala começou a se encher de alunos e para seu desgosto, Jacob entrou com seus amigos. Fez uma cara feia e fuzilou Claire com olhar.

- Ele não estava na lista... eu juro. – Ela estava com olhar assustado. Sabia que Ness reclamaria por não ter visto os horários antes e avisá-la.

- Não somos só nós que temos informantes, Ness. – Disse Carly tentando aliviar a barra da amiga. – Provavelmente ele arrumou “um jeito” para se transferir com seus amigos para essa turma.

- Eu acredito. – Respondeu fazendo um muxoxo. – Essa praga esta me cercando por todos os lugares. Se não bastasse se mudar para a minha casa, agora ficará na mesma aula. Será que ele conseguiu mudar todas as aulas¿ Inferno! – Bateu o pé com raiva.

- Vamos descobrir isso. – Respondeu Nathaly.

As alunas novas também estavam no mesmo horário e se entraram juntas. Pareciam assustada ao olharem para Ness e as “maiorais”.Atrás delas entraram mais quatro alunos novos. Ness arqueou a sobrancelha olhando para as amigas, com cara de “eu deveria ser comunicada” e depois encarou as figuras.

- Quem são¿ - Perguntou para as três.

- Deixa eu ver a lista. Está aqui em algum lugar. – Claire puxou uma folha de papel e leu baixo: Jane, Alec, Demetri e Felix Volturi. Eu não disse que Jacob e os outros não estavam nessa aula¿ - Ela mostrou a lista para Ness.

- Ele com certeza “subornou” alguém. – Fez uma cara de quem não estava gostando nada daquilo. – Quero um relatório completo sobre eles até o final do dia. – Disse olhando para cada uma delas. – Veja o lado bom... – Deu um sorriso malicioso  e elas não entenderam.

- Que lado bom¿ - Perguntou Carly.

- OHHH! – Nathaly deu um tapinha na cabeça dela e desdenhou. – Você não vê¿

- Carne nova na área¿- Ness mordeu os lábios e riu de forma maliciosa. – Eu quero primeiro o de cabelos negros. Ele é lindo e depois vejo como faço com os outros dois. Vejam se não ficam chorando por Embry,Jared e Quil e tentem se arrumar também. OK¿ A garota vamos analisar, mas pelo rosto me parece que não leva jeito para maioral.

- Eu quero o loiro. – Disse Carly quase pulando da mesa.

- Eu fico com ruivo. – Disse Nathaly olhando para o outro.

- Tudo bem! Tudo bem! Eu não queria mesmo. – Claire deu de ombros tentando demonstrar desinteresse.


- Vê se esse semestre você não fica chorando pelos cantos por causa do Quil Atera. Aquele garoto é péssimo para a nossa imagem. Além disso está na gangue do Jacob. Arruma coisa melhor dessa vez. – Ness disse para ela.

- Eu não quero mais o Quil, ta! Me cansei das humilhações que me fez passar. Se ele quer ficar com as Denalis, que fique. – Disse dando de ombros.

- Por falar nisso, onde andam as piranhas¿ Não as vi por ai. – Ness perguntou.

- Pelo que falaram, ainda estão viajando. Devem chegar só na semana que vem. – Nathaly respondeu.

- HUMMM! Esse semestre Katy que me aguarde. – Ness disse desdenhosa se lembrando dela tirando onda com Jacob no semestre passado.

-Você falou sobre Jacob na sua casa ou foi impressão minha¿ - Carly perguntou.

- Sim! O pai dele morreu, como vocês já sabem. Foi há alguns dias e agora a Esme quer ele morando com ela. Já briguei e ameacei o meu avô, mas não adiantou nada. – Sentiu as lágrimas queimando no canto dos olhos e a raiva explodir dentro de si. Mas não daria o gostinho a ele de chorar novamente.

- MORANDO NA SUA CASA¿ - Claire praticamente gritou e Carly a puxou para sua cadeira e fez sinal para falar baixo.

- Sim! Na minha casa. Agora tenho que encontrar uma forma de colocá-lo para correr. Não me perguntem como, mas farei de sua vida um inferno e vocês vão me ajudar nisso. –Todos olharam assustadas.

-Eu me mudo hoje a tarde. – Elas escutaram uma conversa e se viraram para olhar. Jacob contava os outros sobre a mudança. – Mal posso esperar para desfrutar “tudo” o que a casa dos Cullens tem para me dar. – Deu um sorriso malicioso ao olhar para Ness, que sentiu o seu sangue ferver de raiva. Bateu sobre a mesa e se virou para frente.

- Filho a “PU” do “KA” – Reclamou baixo, enquanto as amigas a olhavam.

- Vamos ajudá-la e expulsar esse verme da sua casa, amiga. – Disse Nathaly para tranqüilizá-la.

- É só você se segurar e não deixar esse crápula passar a perna em você novamente. – Disse Claire sem medo do perigo.

- ESTÁ MALUCA¿ - Praticamente gritou e todos na sala se viraram para ver. Teve que se recompor rapidamente e viu a cara de medo que a outra fez. – Desculpa!

- Tudo bem! Você ta nervosa. – Virou para frente e não falou mais nada.

A aula se seguiu monótona como sempre e os alunos não viam a hora para sair para o intervalo. E quando o sinal tocou, todos correram para a porta e nessa confusão, Jacob acabou derrubando o material de Ness.

- Quer ajuda¿ - Ele disse com o mesmo sorriso debochado no rosto de deus grego. Ela arfou vendo aquela maravilha de homem tão perto. Seus lábios estavam próximo a se tocarem a respiração falhou. Virou o rosto e negou o pedido.

- Eu posso me virar sozinha. – Disse entre os dentes. E os alunos que ainda se encontravam na sala viram o sinal de tensão entre os dois.

- Não deveria ser tão ríspida comigo, irmãzinha. – Continuou a debochar.

- IRMAZINHA É O “KA”! – Perdeu a pose e gritou com raiva.

- Adoro mulher bravinha. – Ficou rindo. – Considerando que moraremos juntos, seremos praticamente irmãos. Não é¿ - Tentou passar a mão nos cabelos dela, que se esquivou. Por mais encantada que estivesse e nervosa com a proximidade, ela o odiava e precisava manter a distância.

- Olha aqui, Jacob Black, eu não me importo que seu pai tenha morrido. Não me importo com a “PO” da sua vida. Por mim você iria para de baixo de uma ponte. Mas se quer morar na minha casa e me sacanear, saiba que farei da sua vida um inferno. Entendeu¿ Não pense que deixarei essa afronta barata. Então prepare-se para guerra. – Ela estava quase pulando no pescoço dele e os alunos que haviam saído, colocaram a cabeça dentro da sala para ver a briga. Suas amigas estavam perplexas por ela ter pedido a pose diante dele. Jurara para si mesmo que se controlaria e não deixaria que a tirasse do sério novamente, mas obviamente era difícil de cumprir a promessa diante de alguém tão irritante.



- Eu adoro guerrear. Você não tem noção como estou louco para isso¿ - Mordeu os lábios de forma sexy, pois sabia o efeito que causava nela. Sabia que ainda havia algum sentimento por ele e isso a tiraria a atenção. Seu maior prazer era irritar aquela criatura tão insuportável. Não que ele mesmo não fosse insuportável, mas ela o tirava do sério com a suas “maiorais” idiotas.

- Então prepare-se, Black nojento,insuportável, deplorável, canalha, cafajeste, ordinário... – Ela começou a bater o pé no chão e a xingar o cara. A medida que fazia isso, ficava mais vermelha e bagunçava os cabeços bem arrumados. Ele por sua vez, estava adorando a confusão. O seu maior prazer era tirar a mulher do sério.
– Nos vemos em casa, irmãzinha. – Disse e abriu caminho para sair, deixando a sua rival totalmente derrotada e fora de si.

- AHHHHHHHHHHHHHHHH! AHHHHHHHHHHH! FILHO DA “PU”!!AHHHHHH – Gritou com ódio, enquanto batia com os pés no chão. Suas amigas vendo a cena, não se atreveram a tentar acalmá-la. Sabia o que aconteceria, já levaram foras e ouviram berros muitas vezes após as brigas dos dois. Assim ficaram do lado de fora esperando a amiga se recompor, enquanto Jacob caminhava triunfante pelo colégio. Apenas tinham que torcer para a coisa não piorar. Conheciam bem o Black para saber que os próximos dias seriam tensos e os dois entrariam realmente em guerra.

Onde aquilo tudo daria¿ Nem os dois sabiam ao certo. Mas estavam dispostos a lutar com garras e dentes para não perderem território. O ódio fluía naturalmente, camuflado por um desejo que os dois não queriam deixar transparecer.



domingo, 20 de fevereiro de 2011


Capitulo5
By Mica Black

Em Julho, recebi minha licença e parti imediatamente para casa, era Sexta-feira á noite e Nessie prometeu me buscar no aeroporto, pois ela queria que eu passasse o final de semana na sua casa em Forks antes de eu ir para a minha em La Push; eu não estava muito animado em passar o final de semana com a família dela, Soava estranho e era meio difícil de recuperar o tempo perdido com os pais dela por perto mesmo que não tivéssemos intimidades e conhecendo  Nessie eu tinha certeza de que isso não aconteceria tão cedo.
O avião pousou, minha ansiedade  aumentou e senti meu coração batendo mais rápido; Lancei minha mochila sobre os ombros  e desci do avião, há principio não a vi logo de cara havia muita gente, quando olhei pela segunda vez avistei ela e ela vinha correndo, mal tive tempo de soltar a minha mochila antes de ela pular em meu colo, e o beijo que se seguiu foi maravilhoso.
Quando ela se afastou eu disse para ela que sentia muito a sua falta.
Antes de irmos a casa dela, encostamos o carro e namoramos como adolescentes e depois de 2 horas chegamos a casa dela.
Sua mãe estava nos esperando na varanda e o pai dela tinha acabado de chegar do plantão no hospital.
Eles eram realmente agradáveis, conversamos muito e eles não acharam ruim pelo fato de Nessie ter segurado minha mão o tempo todo, logo depois chegou a Alice a tia que Nessie comentou em uma das cartas, Alice regulava  com a minha idade, era muito extrovertida e vestia perfeitamente bem, graças a Deus Edward não estava na mansão ele havia viajado com Bella para Londres.
Ninguém precisou dizer que eu dormiria no quarto de hospedes.
No sábado assisti a um jogo de Baseball com o pai dela, ele realmente era viciado com jogos de Baseball era fácil conversar com Sr Carliste nossos papos eram profissão, militar e outros.
A vida de Nessie era exatamente do jeito que ela descrevera nas cartas, ela adorava o que fazia e o orgulho em sua voz era evidente.
Segunda feira eu iria para La Push acredite ou não eu queria ver meu pai e ele também ansiava a minha visita.
Sr Caliste deixou Nessie passar o final de semana na minha casa, ele realmente havia depositado confiança em mim.
Passamos segunda inteira com meu pai, havia muita coisa para contar, antes de eu e Nessie desfazermos a mala, tomamos banho e fomos à reserva, pois era noivado de Quill e Claire não poderíamos perder.
Na festa fiquei conversando com Embry, Embry era como um irmão para mim e notei que Nessie e Seth estavam muito próximos dando gargalhadas e isso estava me deixando nervoso, eu realmente estava ficando muito possessivo, decidi ir até eles e peguei na mão de Nessie mais Seth não saiu e eles falavam de conversas do dia a dia que eles passavam juntos e realmente isso me deixou muito nervoso e logo chamei Nessie para irmos embora.
De volta para casa Nessie me ajudou a desfazer a minha mala do exercito e ela achou em uns dos bolsos a foto que Bella havia me dado, percebi que Nessie mudou de expressão então fingi que não havia percebido que ela encontrou a foto e perguntei:
_O que há de errado?
- Nada, ela respondeu e logo colocou a mochila de lado e com um suspiro de desgosto mostrou a foto para mim: _ Você quer falar sobre isso?
Hesitei, sentindo-me na defensiva:
_ É apenas uma foto Nessie, pelo menos não fico dando gargalhada com ela perto das pessoas.
_ O que? Então essa sua cara de poucos amigos é por que estava conversando com o Seth? Porque você não disse logo que não estava gostando? E outra isso não justifica o que eu encontrei na sua bolsa, porque essa foto esta aqui? Eu achei que você havia esquecido ela.
_ Bella é uma amiga Nessie, ela vai casar com o seu irmão, não tenho mais nada com ela, se eu coloquei essa foto ai foi quando estávamos juntos eu nem lembrava mais dessa foto, tentei contornar a situação.
_ Ah então fica assim eu cato uma foto da sua ex na sua mochila e tudo ok?, Ela começou a chorar.
Eu não queria brigar, nunca fui bom nas palavras e elas poderiam soar grosseiras como agora, então falei virado pela janela sentindo-me estranhamente sozinho – Eu vou dar uma volta.
Fiquei fora até madrugada, não sabia para onde ir ou mesmo porque tinha saído, exceto que precisava ficar sozinho.
Não chequei para ver se ela estava me seguindo porque sabia que ela não estava.
Tinha necessidade de suar, como para me purificar da raiva, da tristeza, sai correndo na floresta, eu sempre fazia isso de pequeno.
2 horas depois voltei para casa e no corredor eu vi que o quarto de meu pai estava fechado e o quarto aonde Nessie iria dormir estava meio fechada derramando luz sobre o corredor, eu debatia se entrava ou ficaria na sala, não queria enfrentar a raiva dela, mais respirei fundo e atravessei o curto corredor e enfiei a cabeça na porta, ela estava sentada na cama com um baby-doll cor de rosa curto.
- Oi, eu disse
_ Oi
Atravessei o quarto e sentei na beirada da cama.
- Desculpe-me por tudo, eu não deveria ter ciúmes da Bella e eu não deveria ter tanta intimidade com o Seth, ela comentou
- Me desculpo eu, eu sou meio cabeça dura Nessie, isso não vai acontecer novamente.
Ela me surpreendeu batendo no colchão:
- Venha aqui, sussurrou
Eu obedeci, encostei-me a cabeceira da cama e passei um braço em volta dela e ela se aconchegou junto a mim e senti o pulsar constante em seu peito
- Não quero mais brigar, disse ela
- eu também não.
Enquanto eu acariciava seu braço, ela suspirou
- Aonde você foi?, Perguntou
- Corri, eu precisava fazer isso!
Senti sua garganta apertar, mas não disse nada após algum tempo ela continuou:
- Hoje percebi que sou muito insegura com a nossa relação, pois em uma semana você tera que ir embora e eu vou ter que descobrir sozinha a como continuar a viver sem você.
- Não sei o que fizer, finalmente admiti.
- Mas eu vou conseguir, pode não ser fácil, mas pelo menos não vai ser um ano inteiro desta vez, mas alguns meses e tudo vão acabar.
Abracei-a, senti seu delicado dedo através do tecido fino da minha camiseta e percebi seu delicado puxão expondo a minha pele na minha barriga, a sensação foi eletrizante, Sab orei o contato e me inclinei para beijá-la.
Havia um tipo diferente de paixão em seu beijo algo vibrante e vivo, senti sua língua contra a minha, consciente da forma com aquele corpo respondia o meu, e os dedos dela avançaram em direção ao botão do meu jeans, minhas mão deslizaram por seu corpo e parei as mãos no seu micro shortdoll, ela abriu o botão da minha calça e embora o que eu mais quisesse na vida era continuar, obriguei-me a me afastar e parar antes que fosse tarde demais, antes que acontecesse aquilo para o qual eu não sabia se ela estava preparada.
Senti minha própria hesitação, mas antes que eu pudesse me decidir, ela sentou-se na cama e tirou o baby-doll, minha respiração acelerou quando a vi, e de um golpe ela aproximou e levantou a minha camisa, ela beijou o meu umbigo, meu peito e senti suas mão começando a puxar minha calça jeans, levantei da cama fechei a porta com chave tirei a camisa e deixei meu jeans irem ao chão.
Beijei seu pescoço e ombros e senti o calor de sua respiração no meu ouvido, a sensação de pele com pele era como fogo e começamos a fazer amor, sussurrei varias vezes que a amava muito, quando terminamos abracei Nessie até ela pegar no sono, fiquei olhando para ela, tudo nela é realmente muito lindo, antes de meu pai acordar fui para o meu quarto, pois eu tinha muito respeito por ele.
 De manhã tomamos café com meu pai e depois fomos na casa de Sam, não pude deixar de perguntar se ela havia se rependido da noite passada e com sorriso no rosto ela respondeu que só de arrependeu de ter brigado comigo.
Ficamos horas na casa de Sam e conversa vai e conversa vem, eles revelaram a Nessie meu grande sonho, montar uma oficina de automóveis.
_ Nossa, de mecânico a soldado é uma mudança e tanto, Nessie comentou.
_ Sim, quando eu era pequeno, eu era apaixonado por carros, meu pai me ensinou a montar e desmontar automóveis ele havia montado para mim uma pequena oficina numa garagem abandonada no quintal de casa, mais quando creci por circustância da vida me alistei no Exercito e esse meu sonho ficou distante.
_ Não Jake, em alguns meses você vai sair do Exercito e com a minha ajuda, você vai ter sua oficina, disse Nessie.
Nessie realmente não existia, era  um anjo, eu realmente tinha muita sorte de estar com ela.
O tempo que ficamos juntos durante o resto da minha licença era mais o que eu havia desejado.
Na minha penúltima noite na cidade, levei-a para conhecer a garagem aonde meu pai havia montado a oficina para mim, ela ficou muito emocionada em relação ao meu pai e eu, ela me deu força para recomeçar, nós nos deitamos no colchão que estava no quando para conversarmos e acabamos fazendo amor pela segunda vez, depois daquela noite acordei pela manhã e encontrei Nessie me observando, as lágrimas escorrendo em seu rosto, ela me abraçou por um longo tempo, ouvindo o som do meu coração, mais eu sabia o porquê da sua tristeza mais resolvi não comentar.
A tarde ela me levou para o aeroporto, sentamos juntos ao portão de embarque, quando chegou a hora de eu entrar no avião, ela caiu em meus braços e começou a chorar, ao ver a minha expressão, ela forçou uma risada, mas eu sabia que ela estava triste.
- Sei que prometi, mas não posso evitar, ela comentou
- Vai ficar tudo bem, são apenas seis meses, vai passar logo, eu disse.
- É fácil falar, mas você está certo, eu vou ser mais forte desta vez, ela disse
Examinei o rosto dela em busca de sinais de negação, mas não encontrei nenhum.
- De verdade, eu vou ficar bem, ela disse
- Você vai lembrar-se de olhar a lua cheia? Eu perguntei
- Todas às vezes, ela prometeu
Nós nos beijamos pela ultima vez, abracei-a com firmeza e sussurrei que a amava então me obriguei a solta-la, joguei minha mochila nos ombros e dirigi para a rampa, espiando para trás, percebi que Nessie desaparecera escondida em algum lugar em meio a multidão.
No avião, recostei-me no banco rezando para que Nessie estivesse dizendo a verdade.
Não tinha percebido como a minha partida no ano anterior a havia afetado, e apesar de ter passado horas ansioso pensando nisso, não tinha certeza como iria afetá-la agora.

(***)

Aprendi uma lição do ano anterior, não só escrevi mais cartas mais também liguei durante Julho e Agosto com mais freqüência.
Na primeira semana de Setembro, começamos a contagem regressiva nos dias até minha baixa, era mais fácil falar em dias do que semanas ou meses, de alguma forma, isso fez a distância entre nós encolher.
Eu tinha certeza de que não havia nada no mundo capaz de nos impedir de ficar juntos.

Então veio o 11 de Setembro.