quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011


Capítulo 4
By Mica Black
     Passaram-se alguns dias depois do fatídico noivado e Renesmee estava agradecida pelo seu noivo não a procurar esse período, pode refletir em sua vida e constatou que tem que arranjar uma artimanha de fugir deste noivado.

Quando sua madrasta adentrou seu quarto.

-Querida seu noivo lhe convidou para o torneio. -Disse sorridente.

-Sabes que detesto esses torneios, aqueles homens lutando como animais,aghrr.-Grunhiu Renesmee se levantando e indo em direção a janela.

-Sei bem,porém seu noivo foi gentil lhe convidando,poderia retribuir a gentileza e aparecer. -Esme pegou nos cabelos de sua adorada enteado. -Vamos se anime, Emily poderá ir com você. -murmurou sorrindo.

Renesmee lançou um sorriso amarelo e concordou com um aceno de cabeça.


[...]


Jacob estava extremamente inquieto com a situação, seu pai mandou chamar Renesmee para o torneio, não gostava de saber que sua noiva estaria à disposição de seus amigos,afinal estavam acostumados a terem a mulher que quisessem,pensou o jovem ajeitando seu cavalo.

Sam se aproximou com uma expressão séria em seu rosto.

-Chegou a resposta da casa dos Cullens.-Respirou fundo.-Ela vai.-Jacob respirou fundo.

-Quero que fique de olho nela. –Jacob ordenou e depois tentou se concentrar nos seus preparativos, porém no fundo estava preocupado.

-Claro. –murmurou Sam e em seguida se retirou.

_  Jacob já ficou sabendo que a Srta Cullen vai assistir sua luta? – Indagou Billy se aproximando de seu filho.

_ Acabei de saber! Jacob suspirou depois continuou – Pai, porque o Senhor quer tanto esse casamento? Não tem dó da moça? Ela vai ser viúva cedo e o Senhor sabe muito bem disso! Só acho que está indo longe demais– Exclamou Jacob.

_Não diga uma coisas dessas Jacob, você não vai morrer, essa doença não vai te levar você é mais forte que isso – Arquejou Billy.

Jacob ficou autônomo e ficou olhando no horizonte pensando sem eu futuro incerto...


[...]
Renesmee foi preparada por Esme,para o torneio,onde estava agradecida por ter outro tipo de diversão que não seja as lutas,poderia passear na quermesse,ouvir as músicas,ver as moças dançando.

Nada daquele divertimento sanguinário.

Respirou fundo e seguiu para a cidade na companhia de Emily,sua amiga.

De repente, uma brisa fria acariciou o rosto de Renesmee, e ela se encolheu, cada nervo atento ao que a rodeava. Um lampejo de dor muito intensa palpitou em suas têmporas, fazendo com que a jovem levasse à mão trêmula a face.

— Nessie — uma voz suave a chamou do seu lado —,O que foi?.

— Não sei!. — Renesmee murmurou, afastando as lágrimas.

A dor sumira tão depressa como tinha surgido, deixan do um arrepio em sua espinha. Ela respirou fundo e seguiu em frente sentando nas arquibancadas.

_ O que te preocupa Renesmee? Você está pálida? – Indagou Emily preocupada.

_ Vou casar com um vândalo Emily! E se ele me bater? Dizem que todos os guerreiros que participam de torneios são violentos e de temperamento difícil.

— Se bater em você, será apenas uma vez — Emily jurou. — Se ele a machucar, terá de me avisar imedia tamente. Irei a sua mansão e o deixarei sem as duas mãos.

Renesmee soltou uma risadinha, as faces se coraram de alegria, e Emily ficou feliz por ter acalmado a ansiedade da sua melhor amiga. Emily tinha dó de Renesmee, pois desde pequena sempre foi sofrida por discriminação da sociedade. Renesmee era a mulher mais bonita que Emily conhecia. Em todos os sentidos. — para ela não existe ninguém mais adorável, gentil, leal quanto à amiga.

Os olhos de Emily brilharam por causa das lágrimas. As duas se abraçaram.

— Não partirei sem você. – Murmurou Renesmee

— Shh... — Emily murmurou. — Não se aflija com coisas que não enfrentamos ainda.


    Jacob já estava se aprontando para mais uma de suas lutas quando avistou seu primo Paul vindo em sua direção.

-Já viu sua noiva?-Pergunta se se encostando à cocheira.

-Não. -Respondeu secamente.

-Muitos cavaleiros, estão admirandos sua beleza. -Disse Paul com um tom sarcástico. -Deveria se cuidar, afinal podem lhe roubar a noiva. -Disse sorrindo abertamente.

-Já tomei meus cuidados. -Disse Jacob com um enorme sorriso.

-Que cuidados?-Pergunta Paul curioso.

-Vera no festival. -Disse tirando seu cavalo da cavalo baia.

A cabeça de Jacob começou a latejar horrivelmente. Uma gota de suor frio correu-lhe pela face, e suas pernas fraquejaram com o esforço apenas de ficar em pé. O san gue pulsava em seus ouvidos, fazendo eco A sensação de torpor era tanta que ele procurou com os olhos um lugar para refugiar-se. Minha doença esta voltando!!! Pensou consigo mesmo e cambaleou até um túnel, protegendo os olhos da luz do sol. Assim que entrou no lugar escuro, deixou escapar um suspiro de alívio. Sua visão continua va borrada e turva, mas o pulsar frenético do coração diminuíra um pouco. Caminhou com dificuldade pelo corredor principal até uma baia nos fundos, felizmente vazia e cheia de feno fresco. Esperou passar e voltou para o torneio.

  Renesmee estava vendo uma apresentação de dança quando foi abordada por um homem desconhecido por ela.

-Desculpe assustar, Milady,sou Sam Uley.-Disse lhe fazendo reverencia.-Estou a mando de seu noivo para proteger a sua proteção.-Indagou secamente.

-Está aqui para me vigiar?-Esbraveja Renesmee.

-Não senhorita! Eu estou aqui para não ser importunada. -Disse o real motivo da sua presença.

Está aqui para me vigiar já vê tudo, pensou Renesmee saindo furiosa na frente deixando Emily e Sam se entreolhando, muito interessados um no outro.

Emily percebendo que estava ficando para trás, apertou o passo e ficou junto de sua senhora, sempre lançando olhares para Sam.

Caminharam até as arquibancadas das lutas, onde já aconteciam confrontos diretos de espada e Renesmee se viu horrorizada diante de tanta violência.

-Emily podemos ir embora?-Pergunta esperançosa.

-Vossa madrasta me deu ordens de ficar e apreciar o festival. -Disse Emily sorrindo.
Renesmee respirou fundo e ficou a observar as lutas, desgostosa com o que está sendo obrigada a passar.

Calou-se por um instante e viu seu noivo aparecer na arena com a espada girando e começando um confronto direto com um enorme cavaleiro, arregalou os olhos com isso.

Seu coração parecia que iria sair pela boca.

Estava com medo?

Não sabia explicar os sentimentos que se formavam em seu ser, porém não poderia ficar a observar tamanha brutalidade.

-Emily !Vamos dar uma volta?_ Indagou Renesmee se retirando da arquibancada.

Emily e Sam a seguiram e mesmo não querendo admitir nem para ela mesma, estava com medo que seu noivo se machucasse.

Ficou rodando na feira, não querendo ver os homens suados, alguns sangrando, a deixando mais horrorizada com a situação.

Isso não é para mim!Ele quer me enlouquecer!


Jacob fervia debaixo da aparência fria. Depois de ganhar a luta ele tinha que fazer companhia a sua noiva, avistou-a sentada no banco de pedra se abanado com um leque do calor.

— Lady Cullen— ele lhe tomou a mão e gentilmen te roçou os lábios no dorso —  È um prazer vê-la aqui.

_ Senhor Black! Creio que já vou indo, sinto muito mais não aprecio esse esporte e vim forçada! – Indagou Renesmee secamente e depois soltou um sorriso.

Jacob ficou intrigado ao ver que a expressão da garo ta, até um momento atrás tão sombrio, iluminou-se num sorriso cordial. Ela pareceu transformar-se num raio de sol.

_ Perdão milady, foi meu pai que quis que eu te convidasse! Realmente esse lugar não serve para uma dama como a senhorita, mais esse é meu mundo!- Afirmou.

_ Sim esse é seu mundo que se passara a ser meu! – murmurou Renesmee sem perceber o que acabava de revelar.

Jacob ficou sem palavras ao perceber pela primeira vez certa afeição de Renesmee por ele.
Naquele momento, contudo, ela só conseguia se dar conta da proximidade de Jacob. Aquele peito largo es tava a um palmo de sua face, e o calor do corpo forte irradiava-se como Um raio de sol suave, A ânsia de tocá-lo era avas saladora.

Renesmee pousou a palma da mão contra o coração de Jacob. Era sólido, forte e real. Hipnotizada como se sentia a verdade formigou-lhe a língua.

Jacob cobriu-lhe a mão com a sua, e ela perguntou, incrédula:

— Não vai me chamar de bastarda?

— Não. Eu fui um asno em fazer essa tamanha critica aquele dia. — E, para grande emoção e pavor de Renesmee, ele a beijou.

O gosto de Renesmee em sua boca era o de água para um homem sedento, e Jacob queria saciar aquela sede imensa. Beijou-a com sofreguidão, ansioso para preencher o vazio que trazia no peito, apagar o doloroso vácuo deixado por sua doença, tanto tempo sozinho e sem amor. Jacob sentiu o peso de a solidão dissipar-se e a fadiga desaparecer, substituída por uma luz pulsante e cálida que circundava os dois. Renesmee correspondia ao beijo com ardor, os dedos a se afundarem nos cabelos macios e de pois a deslizarem suaves pelo queixo bem definido. Os corpos de ambos se moldaram como se fossem mes clar-se até formarem um só ser. Então, um arquejo as sustado quebrou o encanto. Os dois se voltaram.

— Nessie? Desculpe a intromissão mais todos estão vendo – Afirmou Emily constrangida.
Eles se afastaram sem graça com a inesperada reação do beijo.

— Bem eu já vou embora Black, espero que amanhã eu e minha família tenhamos sua ilustre presença no jantar? – Perguntou Renesmee arfegante.

— Pode me aguardar milady- afirmou Jacob roçando um beijo na bochecha de Renesmee.
[...]
 Renesmee voltou para casa acompanhada de uma Emily completamente sonhadora,que suspirava vendo a paisagem.
-o que houve?-Pergunta curiosa.
-Sam.-Suspirou.
-Está apaixonada pelo homem que me vigiou hoje?-Pergunta surpresa.
-Ele foi tão cavalheiro comigo.-Disse suspirando.
Não acredito que Emily esteja se apaixonando,tomara que ela não sofra,pensa Renesmee,com um medo crescente em seu coração.
[...]
 No dia seguinte Jacob acordou indisposto, sentia-se fraco e ao levantar viu que seu travesseiro havia sangue e sentiu escorrer algo quente de seu nariz, Maldição, essa merda está voltando!.

Jacob começou a tremer de frio e sentiu tudo ficar escuro.

— Está com frio? — Uma voz doce indagou a ele como se fosse uma luz acordando em um terrível pesadelo.

Ele podia sentir a preocupação intensa que o seu anjo tinha com ele

— Quer que eu pegue uma manta?

— Por favor — ele conseguiu responder final mente.

Acariciou-lhe a face antes de se levantar. — Ficará bem sozinho por um momento?
Ele concordou, e seu sorriso a acompanhou pelo escuro. E pode então concluir que seu anjo era Renesmeee.

Renesmee voltou às pressas para o quarto trazendo consigo uma manta e um chá.
Seu coração disparou O medo a dominou quando entrou no quato e viu a cama vazia.

— Jacob! — ela gritou. — Jacob onde está?

Em sua mente, imaginou que no estado de choque e confusão, ele tivesse caído no banheiro, talvez batido a cabeça. Imagens macabras de seu corpo sem vida o flu tuar a atingiram e quase a paralisaram de terror.

— Jacob! Responda!

Notou um vulto perto da janela. Ergueu a cabeça, E então o viu. E conteve a respiração.
Ele estava com o peito nu, os cabelos molhados.

Diante daquela visão que quase a fez sucumbir de de sejo, Renesmee precisou apoiar-se numa cadeira. Em seguida, Jacob se virou na direção em que Renesmee estava, e os lábios se curvaram num sorriso convidativo

— Tomei uma ducha rápida, realmente me sinto muito melhor, mais não precisa viajar até aqui por causa de o meu mal Estar.

— Fico muito feliz ao vê-lo melhor, seu pai mandou o mensageiro informando o seu estado de saúde e não pude não deixar de vir, é estranho eu sei, mais senti a necessidade de vir.

— Obrigado Renesmee, sempre tenho essas crises, mais são passageiras.

— Passageiras faz cinco dias que você está desacordado e você diz que são passageiras? – Renesmee indagou incrédula.

— 5 dias? Ò céus nunca fiquei tanto tempo assim desacordado – murmurou em total perplexo.

— Jacob, por favor, me diz o que acontece com você, seu pai não quis me contar, mais suponho que seja grave.

— Eu não tenho nada já disse! Agora que estou bem a senhorita se certificou que não vai se livrar de mim tão cedo, pode ir embora – esbravejou Jacob dominado com uma ira que podia muito bem ser controlado, ela ficou cinco dias cuidando dele porque ele tinha que ser mal, porque ele ainda tentava afastar as pessoas dele.

Renesmee sentiu uma lagrima querer sair mais se conteve, sentiu seu coração falhar como ela ainda pensava que ele iria se apaixonar por ela? Como ela era uma boba sonhadora mesmo

CAPÍTULO 6
By ValentinaLB


O percurso que o taxi fez foi curto. Falei bem mais que Bella. Contei que Ethan era meu único sobrinho, que era filho do meu irmão mais velho e que estava fazendo dois aninhos.
Bella estava toda tímida quando entramos no apartamento, mas ao ver a decoração da festa seus olhos brilharam.
A sala tinha sido transformada em um picadeiro de circo. Balões de todas as cores enfeitavam o teto e as colunas da imponente sala. Palhaços brincavam com as crianças e um enorme bolo de três andares se sobressaía no centro de uma mesa repleta de doces.

A festa estava linda!
Assim que Ethan me viu, correu para me abraçar. Dei um abraço gostoso naquele gorduchinho e fiquei surpreso quando ele esticou os bracinhos e se jogou para o lado de Bella, dando-lhe um enorme sorriso.
Ela o tirou dos meus braços e ele se acomodou em seu colo como se a conhecesse há muito tempo.
Fiquei espantado ao ver que ela não demonstrou o menor problema em ser tocada por meu sobrinho. Estava claro que sua aversão a toque se restringia a adultos e provavelmente apenas aos do sexo masculino.
Bella lhe devolveu o sorriso e acariciou seu rostinho já vermelho de tanto correr e brincar. Os dois se entenderam em poucos segundos.
- Oi! Parabéns pra você. Quantos aninhos está fazendo? – Perguntou, com uma ternura na voz que contrastava com a dor que carregava em seu peito.
Ethan levantou a mãozinha e formou um V com dois dedinhos minúsculos, sentindo-se orgulhoso por saber demonstrar sua avançada idade.
- Dois aninhos?? – Bella fingiu estar admirada. – Já é um mocinho então?
Emmet se aproximou de nós, interrompendo a conversa graciosa entre Bella e Ethan. Mostrava-se curioso pelo fato de eu ter levado uma garota comigo. Um desagradável sorriso malicioso estampava seu rosto.
- Esse é meu filho mesmo! Sabe reconhecer os prazeres do colo de uma moça bonita – brincou, ao ver a carinha alegre do aniversariante.
- Bella, esse é Emmet, meu irmão mais velho, pai de Ethan.
- Emmet, essa é Bella, uma amiga minha – apresentei-os.
- Prazer em conhecê-la, Bella. Fique a vontade e divirta-se. Espero que não tenha coulrofobia, pois o que mais tem aqui hoje é palhaço - falou às gargalhadas.
- Oi Emmet! Tenho muitas fobias, mas esta não é uma delas. – Bella respondeu rindo.
Emmet nem imaginava que nós, homens, era de quem ela mais tinha medo, e com razão.
Apresentei o resto da família para Bella. Ela se manteve distante fisicamente dos cumprimentos, mas sempre trazendo um sorriso encantador no rosto.
Era impossível não notar a expressão de curiosidade dos meus parentes. Eu não costumava levar acompanhantes em festas familiares. Fingi não perceber. Não queria ficar dando explicações naquela hora.
Bella se divertiu como se fosse uma criança. Ethan não desgrudou mais dela. Fiquei sentado em uma poltrona no canto da sala, observando-a.
Seu sorriso era doce, quase infantil. Às vezes parecia tímida, outras, desinibida. Seu comportamento me surpreendia. Olhando-a entre as crianças, ninguém suspeitaria que tinha tentado se matar a algumas horas. Ela parecia... feliz?
Eu não tinha a menor idéia do que se passava na cabeça de Bella. Levaria muito tempo para até que eu desvendasse seus mistérios. O que eu não sabia naquele momento é que antes de entrar em sua cabeça, ela entraria no meu coração...
Corremos e rolamos no chão com as crianças a tarde inteira, sempre cuidando para não tocar em Bella.
Alice e ela se deram super bem. Comeram tantos doces que não sei como não passaram mal.
Quando a última criança atravessou a porta de saída, caímos sentados no sofá, exaustos. A sala parecia um campo de batalha. Brigadeiros e beijinhos agonizavam no chão, completamente esmagados.  
Rose olhava desconsolada para o que até pouco tempo atrás chamava de lar.
Ethan estava praticamente desmaiado de cansaço nos braços de Bella. Emmet pegou o filho de seu colo e o levou para o quarto. Ele nem se mexeu.
Enquanto todos se empenhavam em colocar um pouco de ordem naquele apartamento, meu pai me chamou para ir com ele até a sacada.
- Edward, pelo amor de Deus, me diga que essa menina não é quem eu estou pensando. O apelido e os disfarces nos pulsos me levaram a crer que se trata de Isabella, a garota estuprada que você salvou. O que faz ao lado dela? – Uma ruga no meio da testa mostrava a preocupação do meu pai.
- É ela mesma, pai. O destino mais uma vez a colocou no meu caminho. Hoje eu a salvei de se matar novamente. Ela ia pular do quadragésimo andar de um prédio.
Contei para ele tudo o que tinha acontecido.
- Meu Deus!! – Seus olhos estavam arregalados.
- Eu fico me perguntando qual a nossa ligação, pai? Por que eu? – Queria muito que ele tivesse uma resposta para mim, como na maioria das vezes em que pedi seus conselhos, mas desta vez ele estava tão assustado quanto eu.
- Filho, não sei quais os planos de Deus para você e esta menina, mas com certeza, depois de hoje, vejo que ele tem um. Preocupa-me vê-lo se envolvendo emocionalmente com ela. Percebi a forma como a olha. Precisa saber que tem poucas chances de mantê-la viva. Ela é uma suicida em potencial. Fico orgulhoso de lembrar tudo o que já fez por ela e tudo o que ainda pretende fazer, mas, por favor, não se apaixone por Bella, Edward. Não quero te ver sofrer quando ela se for.
- Pai, não estou apaixonado por ela. Só estou... hã... encantado com seu jeitinho. E tem outra coisa, ela não vai se matar! Eu não vou deixar – falei, seguro de minhas palavras.
- Como se não fosse a mesma coisa, Edward – falou, batendo levemente em meu ombro. - Rogo a Deus que ele te ajude a conseguir devolver a vontade de viver a essa menina. Ela me parece ser um encanto de pessoa. Só não queria que uma responsabilidade tão grande dessas estivesse sobre seus ombros, filho.
Meu pai me abraçou forte, temendo por meu futuro, caso eu não conseguisse ajudar Bella. Ele não era o único que tinha medo.
Ele saiu e fiquei ali na sacada, sozinho, pensando em tudo o que estava acontecendo na minha vida.
- Está triste? – Sua voz era agradável de ouvir.
- Não, Bella, estava apenas pensando. E você, se divertiu? – Perguntei sorrindo.
Ela se aproximou de mim, encostando-se na grade da sacada. Meu coração disparou. Emmet morava no décimo segundo andar. Apesar da tela de proteção, não me senti à vontade com ela ali. Pelo visto eu já estava ficando paranóico.
- Muito! Fazia tempo que não vinha a uma festa de criança. Não me lembrava que eram tão animadas e divertidas.
- Você não tem sobrinhos ou irmãos mais novos? – Era hora de começar a conhecê-la melhor.
- Não, sou filha única – falou, parecendo descontente com o fato. - Deve se legal ter irmãos.
Contei para ela a história de meus pais; das adoções ao meu nascimento.
- Nossa!! É uma linda história, Edward.
Conversamos mais um pouco sobre a festa, rindo ao nos lembrarmos de Emmet tentando colocar ordem nas crianças.
Nos despedimos de todos e fomos embora. Adoraram Bella, não tanto quanto eu, que estava completamente fascinado por aquela garota.
Ficamos parados na porta do prédio. Teríamos de nos separar e eu sequer sabia se nos veríamos de novo.
 - Sua família é encantadora. – Bella falou.
- Eles são maravilhosos mesmo. Eu os amo muito.
- Ethan é a coisa mais fofa que já conheci. – Seus olhos brilharam quando falou dele.
- Você tem muito jeito com crianças, Bella. Já pensou em ter filhos?
Percebi que a pergunta a deixou ansiosa e inquieta. Mais uma que ela não respondeu.
- Edward, obrigada pela tarde maravilhosa, mas preciso ir, meus pais devem estar preocupados.
Estranho aquela preocupação para alguém que tinha planejado nem voltar.
- Obrigado você, Bella, por ser uma companhia tão agradável. – Eu estava sendo sincero, a tarde tinha sido perfeita ao lado dela.
Queria lhe dar um abraço, mas sabia que ela não permitiria.
- Pode me dar seu telefone? Gostaria de te ver de novo.
- Não poderemos nos ver mais, Edward. Amanhã não estarei mais aqui.
 Senti minhas pernas perderem as forças e ouvi um zumbido forte em minha cabeça. Foi ficando tudo escuro e não senti mais nada. Eu tinha chegado ao meu limite.