domingo, 20 de fevereiro de 2011


Capitulo5
By Mica Black

Em Julho, recebi minha licença e parti imediatamente para casa, era Sexta-feira á noite e Nessie prometeu me buscar no aeroporto, pois ela queria que eu passasse o final de semana na sua casa em Forks antes de eu ir para a minha em La Push; eu não estava muito animado em passar o final de semana com a família dela, Soava estranho e era meio difícil de recuperar o tempo perdido com os pais dela por perto mesmo que não tivéssemos intimidades e conhecendo  Nessie eu tinha certeza de que isso não aconteceria tão cedo.
O avião pousou, minha ansiedade  aumentou e senti meu coração batendo mais rápido; Lancei minha mochila sobre os ombros  e desci do avião, há principio não a vi logo de cara havia muita gente, quando olhei pela segunda vez avistei ela e ela vinha correndo, mal tive tempo de soltar a minha mochila antes de ela pular em meu colo, e o beijo que se seguiu foi maravilhoso.
Quando ela se afastou eu disse para ela que sentia muito a sua falta.
Antes de irmos a casa dela, encostamos o carro e namoramos como adolescentes e depois de 2 horas chegamos a casa dela.
Sua mãe estava nos esperando na varanda e o pai dela tinha acabado de chegar do plantão no hospital.
Eles eram realmente agradáveis, conversamos muito e eles não acharam ruim pelo fato de Nessie ter segurado minha mão o tempo todo, logo depois chegou a Alice a tia que Nessie comentou em uma das cartas, Alice regulava  com a minha idade, era muito extrovertida e vestia perfeitamente bem, graças a Deus Edward não estava na mansão ele havia viajado com Bella para Londres.
Ninguém precisou dizer que eu dormiria no quarto de hospedes.
No sábado assisti a um jogo de Baseball com o pai dela, ele realmente era viciado com jogos de Baseball era fácil conversar com Sr Carliste nossos papos eram profissão, militar e outros.
A vida de Nessie era exatamente do jeito que ela descrevera nas cartas, ela adorava o que fazia e o orgulho em sua voz era evidente.
Segunda feira eu iria para La Push acredite ou não eu queria ver meu pai e ele também ansiava a minha visita.
Sr Caliste deixou Nessie passar o final de semana na minha casa, ele realmente havia depositado confiança em mim.
Passamos segunda inteira com meu pai, havia muita coisa para contar, antes de eu e Nessie desfazermos a mala, tomamos banho e fomos à reserva, pois era noivado de Quill e Claire não poderíamos perder.
Na festa fiquei conversando com Embry, Embry era como um irmão para mim e notei que Nessie e Seth estavam muito próximos dando gargalhadas e isso estava me deixando nervoso, eu realmente estava ficando muito possessivo, decidi ir até eles e peguei na mão de Nessie mais Seth não saiu e eles falavam de conversas do dia a dia que eles passavam juntos e realmente isso me deixou muito nervoso e logo chamei Nessie para irmos embora.
De volta para casa Nessie me ajudou a desfazer a minha mala do exercito e ela achou em uns dos bolsos a foto que Bella havia me dado, percebi que Nessie mudou de expressão então fingi que não havia percebido que ela encontrou a foto e perguntei:
_O que há de errado?
- Nada, ela respondeu e logo colocou a mochila de lado e com um suspiro de desgosto mostrou a foto para mim: _ Você quer falar sobre isso?
Hesitei, sentindo-me na defensiva:
_ É apenas uma foto Nessie, pelo menos não fico dando gargalhada com ela perto das pessoas.
_ O que? Então essa sua cara de poucos amigos é por que estava conversando com o Seth? Porque você não disse logo que não estava gostando? E outra isso não justifica o que eu encontrei na sua bolsa, porque essa foto esta aqui? Eu achei que você havia esquecido ela.
_ Bella é uma amiga Nessie, ela vai casar com o seu irmão, não tenho mais nada com ela, se eu coloquei essa foto ai foi quando estávamos juntos eu nem lembrava mais dessa foto, tentei contornar a situação.
_ Ah então fica assim eu cato uma foto da sua ex na sua mochila e tudo ok?, Ela começou a chorar.
Eu não queria brigar, nunca fui bom nas palavras e elas poderiam soar grosseiras como agora, então falei virado pela janela sentindo-me estranhamente sozinho – Eu vou dar uma volta.
Fiquei fora até madrugada, não sabia para onde ir ou mesmo porque tinha saído, exceto que precisava ficar sozinho.
Não chequei para ver se ela estava me seguindo porque sabia que ela não estava.
Tinha necessidade de suar, como para me purificar da raiva, da tristeza, sai correndo na floresta, eu sempre fazia isso de pequeno.
2 horas depois voltei para casa e no corredor eu vi que o quarto de meu pai estava fechado e o quarto aonde Nessie iria dormir estava meio fechada derramando luz sobre o corredor, eu debatia se entrava ou ficaria na sala, não queria enfrentar a raiva dela, mais respirei fundo e atravessei o curto corredor e enfiei a cabeça na porta, ela estava sentada na cama com um baby-doll cor de rosa curto.
- Oi, eu disse
_ Oi
Atravessei o quarto e sentei na beirada da cama.
- Desculpe-me por tudo, eu não deveria ter ciúmes da Bella e eu não deveria ter tanta intimidade com o Seth, ela comentou
- Me desculpo eu, eu sou meio cabeça dura Nessie, isso não vai acontecer novamente.
Ela me surpreendeu batendo no colchão:
- Venha aqui, sussurrou
Eu obedeci, encostei-me a cabeceira da cama e passei um braço em volta dela e ela se aconchegou junto a mim e senti o pulsar constante em seu peito
- Não quero mais brigar, disse ela
- eu também não.
Enquanto eu acariciava seu braço, ela suspirou
- Aonde você foi?, Perguntou
- Corri, eu precisava fazer isso!
Senti sua garganta apertar, mas não disse nada após algum tempo ela continuou:
- Hoje percebi que sou muito insegura com a nossa relação, pois em uma semana você tera que ir embora e eu vou ter que descobrir sozinha a como continuar a viver sem você.
- Não sei o que fizer, finalmente admiti.
- Mas eu vou conseguir, pode não ser fácil, mas pelo menos não vai ser um ano inteiro desta vez, mas alguns meses e tudo vão acabar.
Abracei-a, senti seu delicado dedo através do tecido fino da minha camiseta e percebi seu delicado puxão expondo a minha pele na minha barriga, a sensação foi eletrizante, Sab orei o contato e me inclinei para beijá-la.
Havia um tipo diferente de paixão em seu beijo algo vibrante e vivo, senti sua língua contra a minha, consciente da forma com aquele corpo respondia o meu, e os dedos dela avançaram em direção ao botão do meu jeans, minhas mão deslizaram por seu corpo e parei as mãos no seu micro shortdoll, ela abriu o botão da minha calça e embora o que eu mais quisesse na vida era continuar, obriguei-me a me afastar e parar antes que fosse tarde demais, antes que acontecesse aquilo para o qual eu não sabia se ela estava preparada.
Senti minha própria hesitação, mas antes que eu pudesse me decidir, ela sentou-se na cama e tirou o baby-doll, minha respiração acelerou quando a vi, e de um golpe ela aproximou e levantou a minha camisa, ela beijou o meu umbigo, meu peito e senti suas mão começando a puxar minha calça jeans, levantei da cama fechei a porta com chave tirei a camisa e deixei meu jeans irem ao chão.
Beijei seu pescoço e ombros e senti o calor de sua respiração no meu ouvido, a sensação de pele com pele era como fogo e começamos a fazer amor, sussurrei varias vezes que a amava muito, quando terminamos abracei Nessie até ela pegar no sono, fiquei olhando para ela, tudo nela é realmente muito lindo, antes de meu pai acordar fui para o meu quarto, pois eu tinha muito respeito por ele.
 De manhã tomamos café com meu pai e depois fomos na casa de Sam, não pude deixar de perguntar se ela havia se rependido da noite passada e com sorriso no rosto ela respondeu que só de arrependeu de ter brigado comigo.
Ficamos horas na casa de Sam e conversa vai e conversa vem, eles revelaram a Nessie meu grande sonho, montar uma oficina de automóveis.
_ Nossa, de mecânico a soldado é uma mudança e tanto, Nessie comentou.
_ Sim, quando eu era pequeno, eu era apaixonado por carros, meu pai me ensinou a montar e desmontar automóveis ele havia montado para mim uma pequena oficina numa garagem abandonada no quintal de casa, mais quando creci por circustância da vida me alistei no Exercito e esse meu sonho ficou distante.
_ Não Jake, em alguns meses você vai sair do Exercito e com a minha ajuda, você vai ter sua oficina, disse Nessie.
Nessie realmente não existia, era  um anjo, eu realmente tinha muita sorte de estar com ela.
O tempo que ficamos juntos durante o resto da minha licença era mais o que eu havia desejado.
Na minha penúltima noite na cidade, levei-a para conhecer a garagem aonde meu pai havia montado a oficina para mim, ela ficou muito emocionada em relação ao meu pai e eu, ela me deu força para recomeçar, nós nos deitamos no colchão que estava no quando para conversarmos e acabamos fazendo amor pela segunda vez, depois daquela noite acordei pela manhã e encontrei Nessie me observando, as lágrimas escorrendo em seu rosto, ela me abraçou por um longo tempo, ouvindo o som do meu coração, mais eu sabia o porquê da sua tristeza mais resolvi não comentar.
A tarde ela me levou para o aeroporto, sentamos juntos ao portão de embarque, quando chegou a hora de eu entrar no avião, ela caiu em meus braços e começou a chorar, ao ver a minha expressão, ela forçou uma risada, mas eu sabia que ela estava triste.
- Sei que prometi, mas não posso evitar, ela comentou
- Vai ficar tudo bem, são apenas seis meses, vai passar logo, eu disse.
- É fácil falar, mas você está certo, eu vou ser mais forte desta vez, ela disse
Examinei o rosto dela em busca de sinais de negação, mas não encontrei nenhum.
- De verdade, eu vou ficar bem, ela disse
- Você vai lembrar-se de olhar a lua cheia? Eu perguntei
- Todas às vezes, ela prometeu
Nós nos beijamos pela ultima vez, abracei-a com firmeza e sussurrei que a amava então me obriguei a solta-la, joguei minha mochila nos ombros e dirigi para a rampa, espiando para trás, percebi que Nessie desaparecera escondida em algum lugar em meio a multidão.
No avião, recostei-me no banco rezando para que Nessie estivesse dizendo a verdade.
Não tinha percebido como a minha partida no ano anterior a havia afetado, e apesar de ter passado horas ansioso pensando nisso, não tinha certeza como iria afetá-la agora.

(***)

Aprendi uma lição do ano anterior, não só escrevi mais cartas mais também liguei durante Julho e Agosto com mais freqüência.
Na primeira semana de Setembro, começamos a contagem regressiva nos dias até minha baixa, era mais fácil falar em dias do que semanas ou meses, de alguma forma, isso fez a distância entre nós encolher.
Eu tinha certeza de que não havia nada no mundo capaz de nos impedir de ficar juntos.

Então veio o 11 de Setembro.

CAPÍTULO 6 – RAIOS E TROVÕES
by Valentinalb

POV BELLA
Acordei sentindo uma dor horrível. Tentei levar minha mão até a cabeça, de onde provinha a dor , mas senti alguém me segurando, impedindo-me de mexê-la.
Olhei pro lado e reconheci o quarto onde estava. Era de Edward. Estava deitada em sua cama. Provavelmente era a primeira mulher a deitar-se ali. Só que para mim ela não funcionava como um leito nupcial, mas sim como uma cama de hospital. Meu “médico” estava sentado ao meu lado. Evitei encará-lo.
Tentei verificar o que tanto doía em minha cabeça, mas não consegui.
- Me solta – reclamei, sem entender por que não podia mexer minha mão.
- Calma, Isabella, só não quero que toque no curativo da sua cabeça, vai provocar mais dor.
O som daquela voz me fez lembrar tudo o que havia acontecido.
Tinha tropeçado e rolado nas escadas enquanto fugia de uma armadilha que fizeram para mim. Edward estava se fazendo passar por um amigo, mas queria mesmo era fazer uma avaliação médica em mim. Minha mãe não desistiria nunca de encontrar uma doença que justificasse meu jeito fechado e retraído.
Nunca havia me sentido tão humilhada. Pela primeira vez na vida estava me permitindo abrir-me para novas experiências e o que descubro é que tudo não tinha passado de uma armação. Edward só me via como uma paciente, um “caso” a ser estudado.
Senti as lágrimas escorrendo por meu rosto.
“Quem mandou sair do quarto, Bella? Lá é seu lugar...” Esse pensamento não saía da minha mente. Não me perdoava por ter deixado me enganarem daquela maneira. Se pelo menos tivesse minhas asas para fugir dali, mas não, tinha saído da crisálida antes da hora e por isso tinha me tornado uma presa fácil, indefesa.
Mais lágrimas rolaram de meus olhos.
- Está sentindo muita dor, Isabella? – Edward perguntou, mostrando-se bastante preocupado, achando que chorava por uma dor física.
Queria gritar pra ele que sim, que estava doendo muito. Que era uma dor aguda, que quase me impedia de respirar. Uma dor que fazia minha alma latejar, mas resolvi calar-me, voltar ao meu silêncio confortável.
Balancei minha cabeça negativamente.
- Você sofreu um corte na cabeça. Tive de dar uns pontos. Agora preciso fazer um exame em você. Poderia acompanhar meus dedos com os olhos? – Perguntou, colocando o dedo indicador diante de mim e movendo-o de um lado para o outro.
Acompanhei seu movimento sem dificuldade nenhuma.
- Acho que não sofreu maiores danos, Isabella, mas mesmo assim vou pedir que faça uma tomografia quando sair desta cama.
Ouvi-lo dizer “sair desta cama” me fez lembrar que era isso que faria naquele exato momento. Levantei-me rapidamente, querendo estar longe daquele lugar e de Edward o mais rápido possível.
Só quando fiquei de pé, livrando-me dos lençóis que me cobriam, é que percebi que estava apenas de calcinha. Fiquei em choque ao perceber que estava quase nua na frente de Edward. Puxei o lençol rapidamente, não tanto quanto gostaria, e me cobri, sentindo meu rosto pegar fogo com o rubor.
- Desculpe-me, mas tive de tirar suas roupas, estavam encharcadas de sangue. Corte na cabeça sangra muito. – Meu “médico” falou calmamente, como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo.
Não acredito que existisse no mundo nada pior do que o que eu estava sentindo.
- Poderia, por favor, devolver minhas roupas para que eu possa ir embora? – Enquanto falava, senti como se o chão balançasse, ficando impossível manter-me de pé.
Aquelas conhecidas mãos me seguraram mais uma vez, só que agora pude senti-las direto em minha pele, pois o lençol que me cobria já não envolvia mais meu corpo. Devo tê-lo soltado quando me senti tonta.
Um choque de tremor e vergonha varreu meu corpo ao ver Edward me segurando pela cintura, praticamente nua. Meus seios quase tocaram seu rosto quando ele me deitou novamente. Antes que eu o fizesse, ele me cobriu, percebendo meu constrangimento.
- Sua mãe esteve aqui enquanto dormia. Ela foi buscar roupas limpas para você – Edward explicou.
- Pegue minhas roupas sujas mesmo, por favor, e me deixe ir embora daqui. – Implorei mais uma vez. Não sei onde tirei forças para falar tudo aquilo, mas sair de perto de Edward ou quem quer que aparecesse ali, era tudo o que eu mais precisava. Ansiava pelo conforto e proteção da minha solidão.
- Não está em condições de se levantar, Isabella. Você levou um tombo grande, rolou vários degraus de escada. É provável que vá se sentir tonta por um bom tempo ainda. – Edward agora falava como médico. Não se importava nem um pouco com o fato de eu não querer ver sua cara na minha frente nunca mais, pois eu tinha certeza que ele sabia que era isso o que eu queria realmente.
- Então me leve para um hospital. Sou maior de idade e tenho o direito de escolher meu médico – falei rispidamente.
Seu olhar parecia sofrido quando me encarou. Desviei meus olhos rapidamente. Estava com muita vergonha dele.
- Sei que está magoada, Isabella, mas assim que estiver melhor quero te explicar o que aconteceu. Nem tudo é como você deduziu.
- Não precisava ter tirado minha roupa – falei, meio emburrada, sentindo-me ultrajada.  
- Não se preocupe com isso, Isabella, sou médico. Já estou acostumado com isso.
- Poderia me deixar sozinha? – Aquela situação estava insuportável. Minha vontade era começar a gritar de desespero.
- Claro. Se precisar de alguma coisa e só chamar. Sua mãe deve chegar logo. Vou fazer algo para você comer. Preciso te dar um remédio, mas tem de estar alimentada para não passar mal.
Antes que eu dissesse que não queria nada, ele saiu do quarto.
Assim que relaxei com sua ausência, comecei a ouvir o barulho ensurdecedor dos trovões. Uma verdadeira tempestade estava se formando. Encolhi-me na cama. Não gostava de chuva forte, tinha medo desde criança. Na verdade era quase uma fobia que me fazia entrar em pânico. Senti que começava a tremer.
Alguns minutos depois, que para mim pareceram horas, Edward voltou com um sanduiche e um copo de suco. Assim que entrou no quarto, um raio caiu em algum lugar ali perto, fazendo um barulho estrondoso. Automaticamente cobri minha cabeça com o lençol, não contendo meu desespero.
Edward deixou a bandeja sobre o criado e sentou-se ao meu lado.
- Isabella, me dê sua mão – pediu calmamente.
Por mais que não quisesse, era tentador sentir que não estava sozinha.
Tirei uma das mãos debaixo do lençol e percebi quando ele a segurou firmemente. Aquilo ajudou bastante. O calor de sua mão se contrastava com o gelado da minha.
- Isabella, olhe para mim, por favor.
Estava puxando lentamente o lençol para destampar meu rosto, quando outro raio caiu ali por perto. Cobri-me novamente, sentindo uma vontade enorme de chorar.
- Isabe...
Antes que ele terminasse de dizer meu nome, mais um raio caiu, provavelmente no pára-raios do prédio, fazendo a luz se apagar.
Não sei como, mas quando vi estava só de calcinha sentada no colo de Edward, com o rosto enterrado em seu ombro e os braços em volta de seu pescoço, apertando-o fortemente. Graças a Deus o quarto estava na mais completa escuridão. Sabia que depois daquilo só me sobraria o suicídio, mas naquele momento a segurança dos braços de Edward era tudo o que eu precisava.
- Tudo bem, Isabella, não precisa ficar nervosa. Já vai passar. – Enquanto sussurrava, um de seus braços apertava minha cintura e o outro pousava a mão sobre meus cabelos, afagando-os delicadamente.
Não saberia dizer quanto tempo fiquei naquela posição, mas quando finalmente os raios e trovões pararam, eu estava bem mais calma. Infelizmente a luz voltou antes que eu tivesse voltado para debaixo dos lençóis.
A palavra constrangimento não é suficiente para explicar o que senti quando me vi no colo de Edward, com os seios encostados em seu peito, sentindo que sentava sobre um volume enorme e duro entre suas  pernas.
Pulei pra cama e me enfiei sob os lençóis rapidamente.
- Desculpa – foi só o que consegui dizer.
- Você só entrou em pânico, Isabella. Não tem problema.
Ele estava tão constrangido quanto eu. Seu rosto estava vermelho e sua respiração acelerada.
Pegou a bandeja e colocou na minha frente. Saiu do quarto logo em seguida.
Queria morrer. Minha vontade era fazer uma “Maria Teresa” com as cobertas e descer pela janela, fugindo sem deixar rastros.
Não sei que graça o universo estava achando naquilo, mas ele estava conspirando para que eu parecesse uma ninfomaníaca aos olhos de Edward. Primeiro ele me viu fazendo uma verdadeira “dança do acasalamento” diante de seus olhos, depois eu me jogo seminua em seu colo, grudando-me em seu pescoço. Não vou nem mencionar que encontrava-me sobre sua cama, em seu quarto. Só podia ser uma brincadeira astral, daquelas bem sem graça. Eu nunca tinha sequer beijado na boca e agora já podia ser diagnosticada como uma devassa enrustida.
Se podia piorar, piorou. O olhar suspeito com que minha mãe me fitou quando entrou no quarto, algum tempo depois que acabou a chuva, me fez ter certeza que não sairia do meu quarto nos próximos dez anos.
Mas, apesar de tudo, ainda me lembrava muito bem do que tinham feito comigo. Não os perdoaria nunca. Nem o prazer imensurável que tinha sido estar no colo de Edward pesaria a seu favor. Não queria vê-lo nunca mais...
Era a segunda vez que dizia isso.