terça-feira, 22 de março de 2011

Capitulo 6

Em Julho, recebi minha licença e parti imediatamente para casa, era Sexta-feira á noite e Nessie prometeu me buscar no aeroporto, pois ela queria que eu passasse o final de semana na sua casa em Forks antes de eu ir para a minha em La Push; eu não estava muito animado em passar o final de semana com a família dela, Soava estranho e era meio difícil de recuperar o tempo perdido com os pais dela por perto mesmo que não tivéssemos intimidades e conhecendo Nessie eu tinha certeza de que isso não aconteceria tão cedo.




O avião pousou, minha ansiedade aumentou e senti meu coração batendo mais rápido; Lancei minha mochila sobre os ombros e desci do avião, há principio não a vi logo de cara havia muita gente, quando olhei pela segunda vez avistei ela e ela vinha correndo, mal tive tempo de soltar a minha mochila antes de ela pular em meu colo, e o beijo que se seguiu foi maravilhoso.



Quando ela se afastou eu disse para ela que sentia muito a sua falta.



Antes de irmos a casa dela, encostamos o carro e namoramos como adolescentes e depois de 2 horas chegamos a casa dela.



Sua mãe estava nos esperando na varanda e o pai dela tinha acabado de chegar do plantão no hospital.



Eles eram realmente agradáveis, conversamos muito e eles não acharam ruim pelo fato de Nessie ter segurado minha mão o tempo todo, logo depois chegou a Alice a tia que Nessie comentou em uma das cartas, Alice regulava com a minha idade, era muito extrovertida e vestia perfeitamente bem, graças a Deus Edward não estava na mansão ele havia viajado com Bella para Londres.



Ninguém precisou dizer que eu dormiria no quarto de hospedes.



No sábado assisti a um jogo de Baseball com o pai dela, ele realmente era viciado com jogos de Baseball era fácil conversar com Sr Carliste nossos papos eram profissão, militar e outros.



A vida de Nessie era exatamente do jeito que ela descrevera nas cartas, ela adorava o que fazia e o orgulho em sua voz era evidente.



Segunda feira eu iria para La Push acredite ou não eu queria ver meu pai e ele também ansiava a minha visita.



Sr Caliste deixou Nessie passar o final de semana na minha casa, ele realmente havia depositado confiança em mim.



Passamos segunda inteira com meu pai, havia muita coisa para contar, antes de eu e Nessie desfazermos a mala, tomamos banho e fomos à reserva, pois era noivado de Quill e Claire não poderíamos perder.



Na festa fiquei conversando com Embry, Embry era como um irmão para mim e notei que Nessie e Seth estavam muito próximos dando gargalhadas e isso estava me deixando nervoso, eu realmente estava ficando muito possessivo, decidi ir até eles e peguei na mão de Nessie mais Seth não saiu e eles falavam de conversas do dia a dia que eles passavam juntos e realmente isso me deixou muito nervoso e logo chamei Nessie para irmos embora.



De volta para casa Nessie me ajudou a desfazer a minha mala do exercito e ela achou em uns dos bolsos a foto que Bella havia me dado, percebi que Nessie mudou de expressão então fingi que não havia percebido que ela encontrou a foto e perguntei:



_O que há de errado?



- Nada, ela respondeu e logo colocou a mochila de lado e com um suspiro de desgosto mostrou a foto para mim: _ Você quer falar sobre isso?



Hesitei, sentindo-me na defensiva:



_ É apenas uma foto Nessie, pelo menos não fico dando gargalhada com ela perto das pessoas.



_ O que? Então essa sua cara de poucos amigos é por que estava conversando com o Seth? Porque você não disse logo que não estava gostando? E outra isso não justifica o que eu encontrei na sua bolsa, porque essa foto esta aqui? Eu achei que você havia esquecido ela.



_ Bella é uma amiga Nessie, ela vai casar com o seu irmão, não tenho mais nada com ela, se eu coloquei essa foto ai foi quando estávamos juntos eu nem lembrava mais dessa foto, tentei contornar a situação.



_ Ah então fica assim eu cato uma foto da sua ex na sua mochila e tudo ok?, Ela começou a chorar.



Eu não queria brigar, nunca fui bom nas palavras e elas poderiam soar grosseiras como agora, então falei virado pela janela sentindo-me estranhamente sozinho – Eu vou dar uma volta.



Fiquei fora até madrugada, não sabia para onde ir ou mesmo porque tinha saído, exceto que precisava ficar sozinho.



Não chequei para ver se ela estava me seguindo porque sabia que ela não estava.



Tinha necessidade de suar, como para me purificar da raiva, da tristeza, sai correndo na floresta, eu sempre fazia isso de pequeno.



2 horas depois voltei para casa e no corredor eu vi que o quarto de meu pai estava fechado e o quarto aonde Nessie iria dormir estava meio fechada derramando luz sobre o corredor, eu debatia se entrava ou ficaria na sala, não queria enfrentar a raiva dela, mais respirei fundo e atravessei o curto corredor e enfiei a cabeça na porta, ela estava sentada na cama com um baby-doll cor de rosa curto.



- Oi, eu disse



_ Oi



Atravessei o quarto e sentei na beirada da cama.



- Desculpe-me por tudo, eu não deveria ter ciúmes da Bella e eu não deveria ter tanta intimidade com o Seth, ela comentou



- Me desculpo eu, eu sou meio cabeça dura Nessie, isso não vai acontecer novamente.



Ela me surpreendeu batendo no colchão:



- Venha aqui, sussurrou



Eu obedeci, encostei-me a cabeceira da cama e passei um braço em volta dela e ela se aconchegou junto a mim e senti o pulsar constante em seu peito



- Não quero mais brigar, disse ela



- eu também não.



Enquanto eu acariciava seu braço, ela suspirou



- Aonde você foi?, Perguntou



- Corri, eu precisava fazer isso!



Senti sua garganta apertar, mas não disse nada após algum tempo ela continuou:



- Hoje percebi que sou muito insegura com a nossa relação, pois em uma semana você tera que ir embora e eu vou ter que descobrir sozinha a como continuar a viver sem você.



- Não sei o que fizer, finalmente admiti.



- Mas eu vou conseguir, pode não ser fácil, mas pelo menos não vai ser um ano inteiro desta vez, mas alguns meses e tudo vão acabar.



Abracei-a, senti seu delicado dedo através do tecido fino da minha camiseta e percebi seu delicado puxão expondo a minha pele na minha barriga, a sensação foi eletrizante, Sab orei o contato e me inclinei para beijá-la.



Havia um tipo diferente de paixão em seu beijo algo vibrante e vivo, senti sua língua contra a minha, consciente da forma com aquele corpo respondia o meu, e os dedos dela avançaram em direção ao botão do meu jeans, minhas mão deslizaram por seu corpo e parei as mãos no seu micro shortdoll, ela abriu o botão da minha calça e embora o que eu mais quisesse na vida era continuar, obriguei-me a me afastar e parar antes que fosse tarde demais, antes que acontecesse aquilo para o qual eu não sabia se ela estava preparada.



Senti minha própria hesitação, mas antes que eu pudesse me decidir, ela sentou-se na cama e tirou o baby-doll, minha respiração acelerou quando a vi, e de um golpe ela aproximou e levantou a minha camisa, ela beijou o meu umbigo, meu peito e senti suas mão começando a puxar minha calça jeans, levantei da cama fechei a porta com chave tirei a camisa e deixei meu jeans irem ao chão.



Beijei seu pescoço e ombros e senti o calor de sua respiração no meu ouvido, a sensação de pele com pele era como fogo e começamos a fazer amor, sussurrei varias vezes que a amava muito, quando terminamos abracei Nessie até ela pegar no sono, fiquei olhando para ela, tudo nela é realmente muito lindo, antes de meu pai acordar fui para o meu quarto, pois eu tinha muito respeito por ele.



De manhã tomamos café com meu pai e depois fomos na casa de Sam, não pude deixar de perguntar se ela havia se rependido da noite passada e com sorriso no rosto ela respondeu que só de arrependeu de ter brigado comigo.



Ficamos horas na casa de Sam e conversa vai e conversa vem, eles revelaram a Nessie meu grande sonho, montar uma oficina de automóveis.



_ Nossa, de mecânico a soldado é uma mudança e tanto, Nessie comentou.



_ Sim, quando eu era pequeno, eu era apaixonado por carros, meu pai me ensinou a montar e desmontar automóveis ele havia montado para mim uma pequena oficina numa garagem abandonada no quintal de casa, mais quando creci por circustância da vida me alistei no Exercito e esse meu sonho ficou distante.



_ Não Jake, em alguns meses você vai sair do Exercito e com a minha ajuda, você vai ter sua oficina, disse Nessie.



Nessie realmente não existia, era um anjo, eu realmente tinha muita sorte de estar com ela.



O tempo que ficamos juntos durante o resto da minha licença era mais o que eu havia desejado.



Na minha penúltima noite na cidade, levei-a para conhecer a garagem aonde meu pai havia montado a oficina para mim, ela ficou muito emocionada em relação ao meu pai e eu, ela me deu força para recomeçar, nós nos deitamos no colchão que estava no quando para conversarmos e acabamos fazendo amor pela segunda vez, depois daquela noite acordei pela manhã e encontrei Nessie me observando, as lágrimas escorrendo em seu rosto, ela me abraçou por um longo tempo, ouvindo o som do meu coração, mais eu sabia o porquê da sua tristeza mais resolvi não comentar.



A tarde ela me levou para o aeroporto, sentamos juntos ao portão de embarque, quando chegou a hora de eu entrar no avião, ela caiu em meus braços e começou a chorar, ao ver a minha expressão, ela forçou uma risada, mas eu sabia que ela estava triste.



- Sei que prometi, mas não posso evitar, ela comentou



- Vai ficar tudo bem, são apenas seis meses, vai passar logo, eu disse.



- É fácil falar, mas você está certo, eu vou ser mais forte desta vez, ela disse



Examinei o rosto dela em busca de sinais de negação, mas não encontrei nenhum.



- De verdade, eu vou ficar bem, ela disse



- Você vai lembrar-se de olhar a lua cheia? Eu perguntei



- Todas às vezes, ela prometeu



Nós nos beijamos pela ultima vez, abracei-a com firmeza e sussurrei que a amava então me obriguei a solta-la, joguei minha mochila nos ombros e dirigi para a rampa, espiando para trás, percebi que Nessie desaparecera escondida em algum lugar em meio a multidão.



No avião, recostei-me no banco rezando para que Nessie estivesse dizendo a verdade.



Não tinha percebido como a minha partida no ano anterior a havia afetado, e apesar de ter passado horas ansioso pensando nisso, não tinha certeza como iria afetá-la agora.







(***)







Aprendi uma lição do ano anterior, não só escrevi mais cartas mais também liguei durante Julho e Agosto com mais freqüência.



Na primeira semana de Setembro, começamos a contagem regressiva nos dias até minha baixa, era mais fácil falar em dias do que semanas ou meses, de alguma forma, isso fez a distância entre nós encolher.



Eu tinha certeza de que não havia nada no mundo capaz de nos impedir de ficar juntos.







Então veio o 11 de Setembro
CAPÍTULO 9




...Olhei, não acreditando que estava vendo Isabella, linda, parada na calçada, olhando para mim com aquele sorriso encantador nos lábios.



Fiquei imóvel, sentindo as lágrimas correrem por meu rosto. Não conseguia evitá-las.



O meu amor por ela só podia mesmo ser coisa de outra vida. Como seria possível amá-la com tanta intensidade em tão pouco tempo de convivência?



- Você sumiu... – Lamentei, com a voz embargada pelo choro. Eu parecia uma criança.



- Por que está chorando? – Ela se aproximou e colocou a ponta do dedo sobre uma lágrima que escorria de meus olhos.



Naquele instante, inebriado por aquele simples e quase imperceptível toque, descobri que não era eu quem a salvaria da morte, era ela quem tinha minha vida em suas mãos...











A ponta de seu dedo tocou meu rosto levemente, mas foi o suficiente para uma onda de calor me inundar. Era real, Isabella estava parada bem próxima de mim, olhando-me com cara de espanto, diante das lágrimas que molhavam minha face.



- Pensei que nunca mais a veria, Bella. – Desabafei, colocando para fora a angústia que tinha me acompanhado por tantos dias.



- Claro que iríamos nos ver de novo, eu prometi, lembra? – Ela não fazia a mínima idéia do desespero que tinha se apossado de mim.



- Mas você sumiu... Deixou o telefone e endereço errados. Tive tanto medo de não encontrá-la mais. – Não podia confessar o meu pavor por achar que tinha se matado.



Ela me olhou atentamente, como se tentasse entender o que eu falava.



- Edward, eu sou tão importante assim para você? – Perguntou, com um sorriso tímido nos lábios.



Levei minhas mãos até seus cabelos, mas parei antes que ela se afastasse, deixando-as no ar, perto de sua cabeça. Era difícil controlar minha vontade acariciá-la.



- Você nem imagina o quanto, Bella... – Falei, me perdendo no verde de seus olhos.



Seu olhar fugiu do meu, tentando disfarçar o leve rubor que tomou conta de sua face.



- Podemos conversar? – Ela fitava o chão, mas pude perceber que se tratava de algo importante.



- Claro! Eu moro aqui – falei, apontando para o hotel. - Importa-se de irmos para minha suíte? Ou se preferir podemos ficar no hall.



- A Alice me contou que morava aqui. Acho melhor irmos para sua suíte. Não gostaria que outras pessoas ouvissem o que vou contar para você.



Subi o elevador com o coração acelerado. O episódio na igreja, que eu nem sabia ainda se era real ou uma alucinação, e a presença de Isabella ao meu lado era muita emoção para um mesmo dia. Ainda bem que eu tinha uma saúde de ferro, desconsiderando alguns desmaios eventuais.



Isabella olhou o quarto deslumbrada. Realmente era um belo apartamento.



- Isso aqui é muito bonito, Edward.



- Obrigado, Bella. - Tive vontade de dizer que se ela quisesse poderia passar dias e noites ali comigo.



- Quer beber alguma coisa? – Perguntei, tentando deixá-la mais relaxada.



- Um refrigerante tá bom.



Abri uma coca pra ela e uma pra mim e sentamo-nos no sofá da ante-sala.



Fiquei em silêncio, esperando que ela começasse a falar, afinal tinha dito que queria me contar algo. Será que seria sobre o estupro? Achava pouco provável.



- Edward – ela começou – quando eu tinha treze anos eu fui estuprada.



Não imaginei que algo que eu já soubesse pudesse me causar tanto impacto. Ouvindo de sua própria boca e vendo a amargura e tristeza em seus olhos, enquanto falava, parecia-me mais trágico ainda do que minhas memórias me faziam crer.



- Be... Bella, na... não precisa me contar nada, se não se sentir confortável para falar sobre isso.



Eu estava apavorado com a possibilidade de deixar transparecer que eu conhecia sua história.



- Se não se importar, eu queria muito que me ouvisse, Edward. É a primeira pessoa com quem me sinto à vontade para contar o que me aconteceu. – Havia urgência em sua voz.



Recostei-me no sofá, mostrando que estava disposto a escutar tudo o que quisesse contar. Bella começou a falar baixinho, com um certo acanhamento.



- Naquele dia eu tinha ido à biblioteca da Universidade junto com minha amiga April e sua irmã mais velha, Nicole . Nicole queria emprestar uns livros para um trabalho da faculdade, mas quando chegamos os livros já estavam sendo utilizados por outros alunos. Ficamos um tempão esperando para ver se eles devolveriam logo, mas como demoravam muito, resolvemos ir embora. Era por volta de umas oito horas da noite. O ônibus delas passou primeiro e fiquei sozinha no ponto, esperando o meu chegar; morávamos em bairros diferentes.



Enquanto falava, apertava as mãos, mostrando claramente o quanto aquelas lembranças eram doloridas para ela.



Pensei em pedir que parasse, mas se era a primeira vez que falava sobre o assunto, poderia fazer bem para sua recuperação do trauma.



- Algum tempo depois – continuou - um carro, dirigido por um rapaz loiro...



Ela não conseguiu terminar a frase. Pôs a mão na boca e respirou fundo, buscando forças para continuar. Minha vontade era lhe dar um abraço ou mesmo colocá-la no colo para que se sentisse segura, mas não podia fazê-lo. Seu desconforto me angustiava.



- Bem, o rapaz me perguntou onde ficava a biblioteca e eu me aproximei da janela do carro para explicar para ele. Só me lembro de sentir algo em meu nariz me sufocando. O cheiro era forte que não deixava respirar. Acho que desmaiei.



Bella tomou um gole do refrigerante e me olhou nos olhos. Havia tanta dor neles que entendi sua vontade de morrer.



- Quando eu acordei, estava em um lugar horrível, sujo. Eu estava...



Ela parecia envergonhada em contar os detalhes.



- Eu estava sem roupas e ele estava em cima de mim, sem roupas também e então ele colocou as mãos em volta do meu pescoço e disse que me mataria se eu me mexesse. Eu estava com tanto medo. Eu era virgem, nunca tinha seque beijado um garoto. Era tudo apavorante para mim.



Lágrimas começaram a escorrer de seus olhos e ela tremia. Queria que parasse de se lembrar daquilo.



- Bella, tem certeza que quer continuar falando sobre isso?



- Eu preciso, Edward! Por favor, me escute! – Ela implorava, desesperada.



- Claro, meu amo... Claro, Bella – consertei o ato falho. – Eu estou aqui, pode falar o quanto quiser que eu ouvirei.



Sua voz agora parecia um sussurro.



- Eu o deixei fazer coisas horríveis comigo. Eu tinha tanto medo de morrer que eu permiti que ele usasse meu corpo de todas as formas que lhe desse prazer. Eu devia ter deixado ele me matar, mas por apego à vida, eu não lutei. Eu...eu simplesmente não... não fiz nada... – neste ponto ela chorava de soluçar, com o rosto entre as mãos.



- Bella, pelo amor de Deus, olha para mim! – Eu quase gritei. – Você não teve culpa de nada. Você era só uma criança, estava apavorada. Não há nada que você pudesse ter feito para evitar que ele fizesse o que fez. Não foi culpa sua... não foi, precisa acreditar nisso!



Eu me segurava para não tocá-la. Queria envolvê-la em meus braços. Ela estava tão frágil e desamparada. Não achei que minhas palavras a tivessem convencido.



Um pouco mais calma, ela prosseguiu.



- Quando ele saiu de cima de mim foi que eu percebi que a vida pela qual eu tanto lutei seria minha maldição. A lancinante dor física que me fez desmaiar se transformou em parte de mim quando eu acordei naquele hospital. Desde aquele dia tudo que eu mais desejei, Edward, foi a morte; justamente o que ele me ofereceu primeiro...



Bella já não chorava mais, mas seu rosto parecia uma máscara de gesso, sem vida.



- Bella, por que quis me contar isso? Se acha que eu posso ajudá-la, por favor, me diga. Eu farei tudo o que tiver ao meu alcance para tirar essa dor de dentro de você. Se me deixar entrar na sua vida eu prometo que vou tentar te dar um motivo para viver.



- Porque assim eu não poderei mais me iludir com a possibilidade de te amar e ser amada por você. – Respondeu minha primeira pergunta, soltando um longo suspiro depois.



Eu tinha de parar com aquela mania de perder a voz quando algo me surpreendia. Queria falar tanta coisa, mas não conseguia. O verbo amar que eu acabara de ouvir da boca de Bella me deixou completamente sem chão.



Diante do meu silêncio involuntário, Bella continuou.



- Edward, eu sumi porque eu tinha tomado uma decisão muito importante, mas ao te conhecer eu comecei a ter dúvidas sobre ela. Eu cheguei a acreditar que você estava interessado em mim, mas eu não tenho mais o direito de ser feliz, aquele monstro me tomou isso. Quis que você soubesse de tudo para que eu não corresse o risco de fantasiar que poderia deixar tudo para trás e começar uma vida nova ao seu lado. Eu tenho marcas no meu corpo que me lembram, dia após dia, que eu ainda pertenço a ele.



- Isso é um absurdo, Bella! Claro que podemos ser felizes juntos. Para mim o que te aconteceu não muda o que eu estou sentindo por você. Não te faz indigna do meu amor. Muito pelo contrário, eu te admiro mais ainda pela sua força. Dê uma chance para nós, Bella. Deixe-me fazer parte da sua vida. – Se o destino estava pensando que ia trazê-la tão próxima de mim e depois me fazer perdê-la, ele não me conhecia. A briga ia ser feia.



- Eu não tenho mais vida, Edward. – Eu já sabia disso, tinha lido em sua carta.



- Claro que tem, meu amor – agora eu já nem me importava em mostrar-lhe que a amava – você tem toda uma vida pela frente. Só precisa deixar as lembranças ruins serem substituídas por lembranças boas. O amor entre um homem e uma mulher pode ser muito bonito, Bella. O que te aconteceu foi algo terrível, mas não quer dizer que não possa ter uma experiência boa ao lado de alguém que você ame e que te ame também.



Bella me olhou por um tempo e então sorriu.



- Eu queria ter te conhecido antes dele, Edward. Desde a primeira vez que te vi, no alto daquele prédio, eu soube que você era especial. Você me lembra meu anjo.



O sangue fugiu do meu rosto. “Anjo” era a última palavra que queria ouvir hoje. Pelo bem da minha sanidade eu precisava esquecer meu surto na igreja e mais uma vez o assunto vinha à tona.



- Co... como assim? – Perguntei, buscando minha voz antes que ela fugisse de novo.



- Não sei se vai acreditar, Edward, mas enquanto eu agonizava naquele galpão imundo eu senti a presença de um anjo. Ele se sentou ao meu lado e segurou minha mão. Foi o único momento, desde meu encontro com aquele monstro, que eu tive paz... Mas quando eu te conheci, eu voltei a sentir a mesma sensação daquele dia. Você me faz sentir bem. Ao seu lado eu me sinto protegida, feliz e em paz. Acho que chamam isso de amor.



Estavam exigindo muito de mim, eu não era tão forte assim... Por que teimavam em me colocar em situações como aquela?



Eu começava a acreditar que havia mais verdade nas palavras daquele homem misterioso do que eu gostaria.



- Você também me faz feliz, Bella.



Uma felicidade dolorida, mas ainda assim, agradável de sentir, pensei.



- Se eu pudesse eu te beijava agora – Bella falou, me nocauteando completamente. - Acho que eu estou te amando...



- Eu acho que sempre te amei, Bella

CAPÍTULO 7 – PERDIDO EM SEU OLHAR


POV EDWARD

http://www.4shared.com/audio/YTcfe-xC/Oswaldo_Montenegro_-_Quando_a_.htm



A primeira vez que vi Isabella ela tinha quinze anos. Estava sentada em um sofá, compondo um grupo de mulheres sorridentes que pousavam para um retrato. Ela não sorria, na verdade parecia que ela nem estava ali. Impressionei-me com a profundidade daquele olhar perdido, mesmo tratando-se de apenas uma fotografia. Eram os olhos mais lindos e enigmáticos que já tinha visto. Eram castanhos, cor de chocolate.



- Quem é essa, vó? – Perguntei, não querendo deixar transparecer o meu interesse.



- É Bella, querido, a filha de Renée. Já te falei dela muitas vezes, não lembra?



Não me lembrava. Sempre que vinha me visitar em Londres, Berta me contava muitas histórias de suas amigas, mas nem todas eu processava.



- Bella é uma garota tão triste - ela continuou. - Vive afastada de todos e quase não fala muito, mas é adorável e doce. Tem quinze anos, mas parece que tem mais. Na verdade seu nome é Isabella, mas não gosta que a chamem assim. Renée já a levou a vários médicos, pensando até que podia ser autista, e todos disseram que ela não tem nada.



Foi nesse dia que minha vida se cruzou com a de Isabella. Sem que Berta percebesse, fiquei com sua foto para mim e passei anos tentando decifrar aqueles olhos.



Em poucos dias me mudaria para Boston, cidade onde nasci. Ainda me perguntava qual o real motivo de estar fazendo isso, mas antes de chegar à verdadeira resposta, abandonava o pensamento, receoso da conclusão a que chegaria. Para todos os efeitos estava indo fazer meu mestrado. Esse era um motivo aceitável por todos, até por mim.



Ia fazer uma surpresa para Berta. Ela nem desconfiava que eu chegaria no dia de seu aniversário. Já sabia que estaria na casa de Renée, sua melhor amiga e mãe de Isabella. Era pra lá que iria assim que desembarcasse.



Meu coração estava acelerado quando apertei o interfone. Finalmente ira encontrar os olhos que me enfeitiçavam a tanto tempo.



Berta não acreditava que estava me vendo. Emocionei-me com sua reação. Minha avó tinha compensado todo o amor que não pude receber de minha mãe, morta quando nasci.



Apresentou-me a todas suas amigas e era inegável o orgulho que sentia fazendo isso. Percebi, decepcionado, que Isabella não esta ali.



- Oh, querido, não sei se agüento tanta felicidade de ter você aqui comigo, no meu aniversário! – Seus olhos estavam molhados pelas lágrimas.



Beijei sua testa e abracei ternamente.



- Também estou muito feliz, vó.



A festa, apesar de pequena, estava linda. Uma tenda criava um ambiente árabe. Parecia saída de uma fábula.



- Edward, querido, acho que vou ter problemas - Berta falou preocupada. - Isabella vai dançar para mim, mas não sabe que haverá homem aqui. Ela é tão tímida, assim que te ver vai sair correndo.



- Se quiser posso ficar em outro lugar, vó. Não quero deixá-la embaraçada. – Não sei como consegui falar, pois assim que soube que veria Isabella dançando, meu coração disparou de uma forma inexplicável.



- Embaraçada ela vai ficar de qualquer jeito, querido. Bella nunca dançou pra ninguém. Só está fazendo isso porque insisti muito e até fiz uma chantagenzinha emocional – falou rindo.



Me compadeci ao imaginar o tamanho do esforço que ela teria de fazer para se apresentar. Era psiquiatra e conhecia os temores que pessoas como Isabella carregavam dentro de si.



Sentei-me no sofá esperando sua entrada. Percebi que não respirava.



Berta foi chamá-la e uma música instrumental começou a tocar.



Meus olhos se arregalaram quando vi um estonteante corpo de mulher, vestido numa sensual roupa de dançarina do ventre, entrar naquela sala. Suas curvas eram de tirar o fôlego. A menina da foto não era mais uma menina, pelo menos não fisicamente. Me senti mais à vontade com meus sentimentos. Sempre me incomodou nutrir aquele amor platônico por alguém tão nova.



Isabella olhava para o chão e dava para perceber a tensão em seu corpo. Ela não tinha a menor noção de quem eram as pessoas que estavam na sala, sequer nos olhava.



Então levantou a cabeça, com os olhos fechados e começou a dançar.



Nunca, em toda a minha vida, vi uma explosão de sensualidade como a que estava diante de meus olhos. Cruzei as pernas para não dar bandeira. Sua dança era um convite aos prazeres da carne. Uma parte dos mistérios daqueles olhos eu acabara de desvendar. Dentro de Isabella vivia uma mulher apaixonada, pois só a paixão afloraria uma perfeição daquela.



(dança da Bella)



http://www.youtube.com/watch?v=YamDoDK71Ds&feature=related















Meus olhos estavam hipnotizados pelos movimentos do seu corpo. Quando ela acabou, sem ter aberto os olhos sequer uma vez, explodimos em palmas, reverenciando o magnífico espetáculo que havíamos assistido.



Ela se assustou e foi então que nossos olhos de encontraram pela primeira vez. Nenhum ser humano deveria ser privado de uma sensação tão mágica como a que senti. Enfim eu mergulhava nas profundezas daquele olhar.



Não sei por quanto tempo ficamos nos encarando, mas de repente Isabella virou-se e correu, subindo as escadas da sala apressadamente. Não desceu mais. Minha vontade era ir atrás dela e dizer-lhe que eu não era um estranho, que eu a conhecia há muito tempo, que ela sempre estava em meus sonhos... Meus dias... Minhas noites...



Berta subiu para conversar com ela. Voltou chateada. Sabia que tinha deixado Isabella muito envergonhada e estava triste por isso.



Soube naquele dia que meus sentimentos eram reais, e não fruto da minha imaginação. Só não previ quão fortes eram os laços que nos ligavam.



Fui embora triste por não tê-la visto mais.



Hospedei-me na casa de Berta, pois meu apartamento não estava pronto, afinal tinha chegado antes do combinado.



Não consegui dormir naquela noite. As imagens de Isabella dançando invadiam minha mente, fazendo-me viajar em fantasias libidinosas .



Minhas aulas começariam só no mês seguinte, mas a decoração do meu apartamento me deixou ocupado por alguns dias. Acompanhava Berta e Renée nas arrumações, me divertindo com as brincadeiras das duas.



A todo instante pensava em Isabella. Alimentava a esperança de que ela aparecesse por lá, mas os dias se passavam e nem sinal dela. Tinha até ido almoçar em sua casa, a convite de sua mãe, mas ela não saiu de seu quarto.



Não contendo minha curiosidade, resolvi entrar no assunto.



- Isabella não te acompanha quando está trabalhando, Renée? – Perguntei.



- Ah, Edward, eu não entendo Bella, não sei o que se passa com minha filha. É tão isolada, tão triste, tão retraída. Já procurei vários médicos, mas todos dizem que não há nada errado com ela. Chego a pensar que a errada sou eu. Devo ter feito algo muito ruim para transformar minha filha num ser tão atormentado. – Renée desabafou.



- Não tive a oportunidade de conversar com Isabella, mas não me pareceu uma menina triste, apenas tímida – falei.



Menti, eu a conhecia sim. Em minhas conversas com Berta, nos últimos três anos, sempre falávamos dela. Eu perguntava sobre seu jeito, seus gostos, suas manias, mas sem deixar aparente meu excessivo interesse. Disfarçava bem e acho que minha avó nunca desconfiou de nada. Pensei algumas vezes em vir vê-la, mas ela era só uma menina ainda. Não era certo.



- Você poderia se aproximar mais dela, Edward – Berta falou, entrando na conversa. – Vocês são jovens, falam a mesma língua e além de tudo você é um psiquiatra, terá mais chance de fazê-la se abrir com você.



- Vó, Isabella não precisa de um médico, precisa apenas de alguém que a respeite e a aceite como ela é. - Defendê-la me pareceu quase uma obrigação.



Fiquei meio sem graça por ter dito aquilo na frente da Renée. Soou como uma indireta... O que na verdade foi.



- Que seja então, querido. Faça o papel desse amigo.



Eu não queria fazer o papel de um amigo, eu queria ser realmente seu melhor amigo. Queria desvendar aquela cabecinha intrigante e conhecer realmente a verdadeira dona daqueles olhos que me encantaram mesmo eu uma fotografia... Queria amá-la como ela merecia.



- Tá Berta, vou ver o que posso fazer – falei, tentando esconder a alegria por ter um motivo para me aproximar de Isabella.



- Você pode fazer o que quiser, meu neto. Um homem bonito e educado como você consegue tudo o que desejar na vida - falou toda orgulhosa.



Desde que não desejasse o impossível, pensei.



- Edward, poderia ir lá em casa buscar uma luminária que esqueci? – Renée perguntou.



- Iria com todo prazer, Renée, mas não estou acostumado a dirigir com os carros de vocês. Iria causar uma confusão se trafegasse pela mão que estou acostumado – brinquei, me desculpando por não poder ir.



- Ah, é mesmo, tinha me esquecido deste detalhe. Deixa então que vou ligar para Isabella trazer.



Fui invadido por uma alegria quase infantil.



- Deixa que eu ligo, você está ocupada. – Tive medo que percebessem minha ansiedade.



- Obrigado, Edward. É bom que assim vocês já vão se conhecendo melhor.



Peguei seu número com ela e disquei. Sentia um frio na barriga que não condizia com a minha idade.



- Alô. – Era a primeira vez que ouvia sua voz.



- Isabella? – Perguntei.



- Sim. – Ela era tão econômica com as palavras. Não sei por que, mas achei aquilo encantador e engraçado. Tentei segurar o riso.



- Quem está falando é Edward, neto da Berta. Tudo bem?



- Tudo. – Realmente ela era de poucas palavras.



Contive o riso de novo.



- Sua mãe está muito ocupada e pediu-me para te ligar. Ela quer que você traga uma caixa que está no quarto dela. Eu poderia ir buscá-la, para não te dar trabalho, mas não sei dirigir na mão de vocês – falei rindo.



- Tudo bem, eu levo. – Ela não riu comigo. Sequer deu importância ao que falei. Isabella era única...



- Então anota o endereço - falei, ditando em seguida o nome da rua, número e bairro.



Esperei por um tempo que ela dissesse alguma coisa, mas nem uma única palavra foi pronunciada por ela.



- Então tchau. Foi um prazer falar com você. - E tinha sido mesmo. Na verdade nossa primeira conversa pareceu mais um monólogo meu, claro, mais ainda assim eu estava radiante.



- Tchau.



Sua voz era tão doce.



Esperei ansiosamente sua chegada. Não sei como Renée e Berta não perceberam meu nervosismo. Estava difícil disfarçar.



Quando o porteiro interfonou anunciando sua subida, meu coração começou a bater descompassado.



Abri a porta e me deparei com aquele par de olhos castanhos que conhecia tão bem e que exerciam em mim um fascínio inexplicável. Mais uma vez me perdi neles.



Isabella vestia-se como um menino, mas nem assim deixava de estar linda. Não ostentava mais a sensualidade da dançarina do aniversário de Berta, mas ainda emanava charme e mistério.



- Entre, Isabella. – Disse, abandonando meus pensamentos e me prontificando a pegar a caixa que carregava.



Nossas mãos se tocaram levemente e pude sentir a maciez de sua pele.



Aquele breve toque foi mais excitante do que muitas noites inteiras de sexo que tive com algumas mulheres que passaram por minha vida.



- Oi, querida. Desculpe-nos fazê-la vir aqui, mas estávamos tão ocupadas. – Berta veio recebê-la, abraçando-a carinhosamente. - Ainda não apresentei vocês formalmente. Bella, este é Edward, meu neto lindo.



Se não estivesse tão nervoso poderia afirmar que Berta estava bancando a cupido.



- É um prazer conhecê-la, Isabella. Berta fala muito de você. - Queria abraçá-la, mas achei melhor respeitar seu jeito arredio e me mantive distante.



Ela me devolveu um sorriso tímido que quase me nocauteou.



- Prazer – falou simplesmente.



- Venha ver, querida, como o apartamento está lindo!



Berta a puxou pelo braço, levando-a para dentro. Acompanhei as duas.



Era difícil decifrar a expressão do rosto de Isabella, mas parecia que estava gostando.



- Este é meu cômodo preferido . É o quarto do Edward. Sua mãe caprichou, não foi, querida? – Fiquei incrivelmente interessado em saber se ela tinha gostado do meu quarto. Agradeci silenciosamente por Berta ter perguntado.



Ela apenas balançou a cabeça afirmativamente, mesmo assim fiquei feliz.



- Só quero saber quem será a afortunada que compartilhará essa bela e confortável cama como meu neto gostoso – A doida da minha avó disse rindo.



Isabella corou na hora, constrangida com o comentário de Berta.



- Vó, está deixando Isabella sem graça – falei, não contendo o sorriso ao imaginar que se aquela garota tímida que estava do meu lado quisesse, poderia ser ela.



Na cozinha encontramos Renée.



- Oi, filha. Obrigado por me fazer esse favorzão – ela disse, beijando a filha.



- Tudo bem, mãe.



- Querida, – Berta falou – sei que já abusamos da sua boa vontade, mas será que podia levar Edward ao supermercado. Precisamos abastecer esta dispensa.



Tudo bem que tinha prometido a elas me aproximar mais de Isabella, mas aquela forçação de barra me deixava constrangido. Era como se tivéssemos enganando Isabella, e isso me incomodava muito.



- Se não puder posso ir de taxi, não quero te atrapalhar - falei, dando a ela a oportunidade de se livrar de “nossa” armadilha.



- Não tem problema, eu levo. – Me surpreendi com sua resposta.



Não era a primeira nem seria a última vez que Isabella me surpreenderia.



Descemos o elevador em silêncio. Isabella evitava olhar pra mim. Parecia envergonhada, provavelmente por causa da dança.



Quando o elevador parou num andar abaixo do nosso, algumas crianças entraram correndo, empurrando-a para cima de mim. Segurei-a entes que caísse, desequilibrada. Assim que minhas mãos tocaram aquela cintura fina, mesmo que coberta pelo tecido da roupa, senti meu corpo tremer. Isabella era tão delicada e se não bastasse, ainda exalava um perfume inebriante. O que mais me impressionava naquela menina era o desconhecimento que ela tinha de sua sensualidade natural. A forma como se vestia, possivelmente tentando esconder seu corpo, lhe dava mais charme ainda, criando nos homens o desejo da descoberta, despertando neles a fantasia de descobrir o que aquelas roupas largas escondiam. Eu já tinha tido o prazer de apreciá-lo e posso garantir era o corpo mais lindo que já tinha visto.



Suas costas estavam coladas em meu peito. Podia sentir suas nádegas tocando minhas pernas e a pressão de seu corpo sobre meu sexo. Isabella tinha o poder de me enlouquecer, isto era um fato do qual não podia fugir.



- Você se machucou, Isabella? – Perguntei. Minha boca estava próxima de seu ouvido, e percebi que aquilo fez seus ombros se encolherem. Eu poderia dar tanto prazer a Isabella...



- Não – disse, afastando-se rapidamente, sem olhar pra mim.



O elevador parou. Isabella deixou as crianças saírem primeiro, mas mesmo assim a segurei pelos ombros, com medo que algum deles a derrubassem. Protegê-la era algo que estava se mostrando automático em mim.



Entramos no carro. Eu ainda estranhava os carros americanos.



- Acho estranho sentar deste lado e não dirigir – falei sorrindo.



Isabella me olhou e sorriu também, sem dizer nada. Com um sorriso daqueles, quem precisaria usar palavras?



Não conversamos até chegar no supermercado. Fui observando-a dirigir, me deliciando com seus movimentos lentos e delicados. O tempo dela era outro. Cheguei a pensar que vivia em outra dimensão.



Paramos no estacionamento. Ela não fez sinal que sairia do carro. Ficou apenas esperando que eu descesse.



- Você não vai entrar? – Perguntei surpreso.



- Te espero aqui - falou com toda naturalidade.



Não, de forma nenhuma eu me privaria de sua companhia. Se ela não descesse daquele carro, eu também não desceria.



- Venha comigo, acho que preciso de ajuda. Compras não é meu forte. - E não era mesmo, mas o que me interessava no momento era tê-la ao meu lado.



Isabella mordeu os lábios de um jeito tão sexy que tive de me controlar para não ser irresponsável.



- Tá, eu vou.



Peguei um carrinho e começamos a andar pelos corredores do supermercado.



Mal conseguia me concentrar nas compras. Isabella estava ao meu lado e isso era tudo o que desejei nos últimos três anos. Curti cada segundo de sua companhia.



Fiz várias perguntas a ela, umas porque precisava de ajuda mesmo e outras só para ouvir sua voz.



Recebi apenas respostas monossilábicas: sim, não e talvez, mas ainda assim, se vinham de Isabella, me alegravam imensamente.



Ela me deixou na porta do condomínio. Um dos porteiros veio ajudar-me, levando as compras para cima.



- Então, tchau – falou timidamente.



- Tchau, Isabella. Obrigado pela ajuda. Foi uma tarde interessante. Assim que minha cozinha estiver pronta, vou convidá-la pra jantar, para retribuir o favor. - Talvez estivesse sendo muito rápido e ousado, mas precisava garantir que a veria novamente.



Sem conseguir me controlar, dei um beijo no rosto, saindo logo em seguida do carro.



Por um longo tempo ainda podia sentir a maciez de sua pele em meus lábios.



Isabella era mais linda ainda do que na foto... E eu estava mais apaixonado do que tinha imaginado

sexta-feira, 11 de março de 2011

37 Capitulo Final  - E finalmente a bonança

A vida para Jacob na cadeia não foi nada fácil e no início da sua estadia foi agredido algumas vezes pelos presos. Mas ao perceber o que acontecia, Jasper conversou com Carlisle, que resolveu interferir.

Mesmo que Jacob fosse uma pessoa com um caráter a ser provado. Mesmo que ele houvesse cometido muitos erros, magoado, machucado e desmoralizado sua neta, era o pai de sua bisneta e o queria são e salvo quando saísse daquele lugar. Resolveu assim, pagar aos carcereiros e aos presos pela sua segurança enquanto estivesse cumprindo a sua pena.

Jasper foi o seu intermediário e fez contato com os chefes das organizações criminosas que lideravam no presídio, com o diretor e os carcereiros, e os comprou. Assim todos ficavam felizes, com as mãos molhadas de dinheiro, e asseguravam que nada e ninguém fizessem mal a Jacob.

Ele não tinha uma vida muito fácil e tinha que trabalhar muito como cozinheiro na cozinha. Dia a pós dia foi melhorando no trato com os alimentos, tornando-se assim um excelente cozinheiro. Guardava todo o dinheiro que recebia pelo trabalho em uma poupança, para que pudesse recomeçar a sua vida quando saísse. Não era muito, mas o suficiente para recomeçar de forma digna.

Recebia notícias de Ness toda semana através de Jasper, Emmett, Edward e Carlisle que se revezavam nas visitas, já que as mulheres estavam em Milão com Ness. Eles sempre levavam fotos atuais de Sarah e de Ness. Jasper obteve permissão para entrar com celular e pode lhe mostrar alguns vídeos caseiros da filha. E todas as vezes que via, Jacob chorava feito criança ao ver o seu desenvolvimento.

Ser mãe foi a dádiva mais preciosa que recebera na vida. O amor que sentia pela filha era tão grande que seria capaz de matar ou morrer por ela. E entendia perfeitamente o motivo de Jacob ter perdido a cabeça. Sabia bem que também teria perdido e virado uma leoa se visse Sarah ser ameaçada.

Sarah crescia rápido e bonita como os pais. Era uma criança inteligente e muito perceptiva. Começou a andar e falar muito cedo para o espanto de sua mãe, que via tudo aquilo como novidade. No inicio, quando a filha chorava ou adoecia, sem saber o que fazer, Ness chorava feito criança tentando aprender a ser mãe. E mesmo com ajuda de Sue e de sua família, tudo era uma grade novidade para ela.

Ela se dividia entre a vida de uma estudante aplicada e uma mãe dedicada. E muitas vezes não dormia para dar conta das duas coisas. Já passava muito tempo fora de casa, na universidade de arte, e quando estava presente só queria cuidar e minar a sua filha. Aquilo era a coisa mais fantástica do mundo e conseguia diminuir um pouco a dor que sentia pela falta de Jacob.

Sentia uma enorme falta da sua presença, de seus beijos, carinhos e do amor que faziam tão gostoso. Aquilo só era sufocado pelo fato de uma criaturinha tão pequena e desprotegida depender dela para viver.

O  mais difícil naquele primeiro anos foi o natal, quando precisaram ficar separados e ela foi visitá-lo no presídio. Os dois não se viam há meses e choravam muito emocionados com o reencontro. Mesmo ele ficando bravo por ela não ter lhe obedecido e ter ido ao presídio, sentia-se grato por aquilo. Era maravilhoso sentir o seu calor, o gosto dos seus beijos e o cheiro do seu corpo mais uma vez. Ele sentia seu corpo queimando de desejo apenas com o toque. Era torturante não poder a fazer amor com aquela mulher... Além de segurar a filha, era o que mais desejava na vida naquele momento. Sua ereção, enorme dentro das calças, chegava a lhe dor de tanta necessidade que sentia. Mas sabia que precisava se conter.


Depois do natal, Ness e Sarah voltaram para Itália novamente e a vida se seguiu de forma rápida. Mais um ano se passou e Jacob recebeu o indulto de natal e teve permissão para passar em casa com a família. Aquela seria a primeira vez que estaria com Ness em um quarto e a primeira que seguraria a filha nos braços. Ele nem podia acreditar ser tão abençoado e receber esse presente. Seu corpo doía de tanta saudade e a ânsia de está com elas deixava os nervos abalados. Era uma terrível tortura esperar pelo momento do reencontro com sua família, mas ainda pela necessidade de tocar a sua filha mais uma vez. O único contato que tivera com ela foi na ocasião do parto e aquilo deixava-o realmente vazio. Era como se faltasse um pedaço de seu corpo... Uma necessidade que ele nunca imaginou sentir antes de ser pai.


Quando Jacob saiu do presídio, já sentia o coração explodindo de felicidade e não via a hora de se reunir com a sua família novamente. Ficou feliz ao ser recebido na entrada pelas suas irmãs que o esperava. Os três se abraçaram de forma afetuosa por longos minutos e depois ele começou um grande interrogatório sobre a filha.

As duas não sabiam muito sobre a pequena, pois passaram pouco tempo com ela ao longo daquele período. Mas Jacob não se cansava de perguntar como ela era e ficava imaginando o seu rostinho lindo. O que muitas vezes apreciara nas fotos que lhe mandavam. Conhecia cada traço do seu rosto angelical, mas queria tocá-la a beijá-la muito.

Quando chegaram na sua casa de La Push, Jacob saiu do carro correndo e se dirigiu para a casa. Entrou como uma bala e seus passos foram interrompidos por uma risada de bebê. O coração parou de bater por longos segundos e não conseguia nem se mover. Respirou fundo e caminhou lentamente para a sala, seguindo o som da risada gostosa, e quando parou na porta, Ness estava distribuindo beijos pela barriga da menina.

Os olhos encheram de lágrimas e pigarreou por um momento. Ela se virou para olhar para a porta e ficou estática ao vê-lo parado. Segurou o choro e ficou observando o seu caminhar na direção das duas.

- Deus, como minha filha é linda. – Ele deu um selinhos nos lábios de Ness e depois ficou olhando Sarah rindo no sofá. Ela estendeu a mãozinha para ele, como se já o conhecesse, e o chamou de “papa” para o seu espanto.

- Papa... – O coração de Jacob transbordou de felicidade naquele momento. Não esperava que ela falasse aquilo.

- Ela já fala algumas coisas, amor. – Ness disse sorrindo para ele. – Eu sempre mostro suas fotos e digo papai para ela. Acho que aprendeu.

- Eu nem sei... – Ele não conseguia falar, simplesmente não podia... Era como se algo sufocasse em sua garganta. Pegou a filha com cuidado nos braços e a sentou em seu colo. Beijou o seu rosto, deixando os lábios algum tempo em sua bochecha rosada. Depois afagou os seus cabelos negros.

Sarah já estava com um ano e dez meses, e Jacob só esteve com a filha nos braços uma única vez, em ocasião do parto. Aquela emoção só podia ser comparada a que sentiu em seu nascimento. Todos os músculos do seu corpo reagiam ao toque. Era um pedaço dele ali, nem podia acreditar que aquilo fosse real. Um amor tão grande e tão incondicional que o deu certeza de fazer tudo novamente para proteger sua filha. Não havia como descrever ou explicar como se sentia perante ela... Era simplesmente AMOR.

- Ela parece muito com você, Jacob... Até no gênio.  – Ness disse chorando ao ver a cena com que tanto sonhou ao longo daquele tempo.

- Ela é tão linda...Tão... Tão... Perfeita! E tem os seus olhos azuis. Será uma linda mulher quando crescer. Eu não mereço uma filha tão perfeita assim. OH Céus! – Jacob soluçava com a filha nos braços. Não conseguia desviar os olhos de seu rosto angelical, encantado ao ver os seus traços sutilmente desenhados em sua face.

- Papa... papa... mam mam qelo mama. – Ness riu e Jacob tentou entender o que ela queria dizer.

- Ela está com fome, amor. Você quer alimentá-la¿ Sue já vem com a comidinha dela. – Ela disse para o marido, que continuava a acariciar a filha e olhá-la como se fosse um bobo. Nunca havia visto Jacob olhar daquela forma tão intensa... completamente vidrado na filha. Os olhos negros brilhavam feito pérolas negras. O sorriso era o mais perfeito do mundo. Ninguém diria, vendo a cena, que acabara de sair de um presídio.

- Eu... eu... claro... é... quero... – Sarah começou a se debater e depois saiu do seu colo e começou a correr pela sala. Jacob a olhou e por um instante um fio de tristeza tomou os seus olhos. Ness percebeu o que ocorria o marido e o abraçou. Sabia o quando ele ainda se ressentia por ter perdido os melhores momentos da filha, o como era difícil e doloroso para ele.

- Você vai recuperar o tempo perdido, amor. – Ela disse beijando o seu rosto. Queria estar a sós com ele e se entregar aos seus beijos, mas aquele era um momento único para o marido e não poderia ser egoísta no momento. Esperaria por sua vez pacientemente e depois aproveitaria cada momento em seus braços.

- É tudo que mais quero... Tudo. – Ele continuava olhando para a menina enquanto fazia as suas travessuras.

- Vai alimentar a sua filha antes de tomar um banho quente¿ - Ela perguntou.

- É claro. – Respondeu olhando Sarah puxando um cinzeiro de um os móveis.

- Sarah, não! Não! – Ness disse energicamente para ela, caminhou em sua direção e tirou o objeto de sua mão antes que quebrasse. – Mamãe já disse que não pode. – Fez um sinal de negativo com a cabeça. – Mamãe fica muito triste e chora se fizer isso.

- Xola nam mamam. Sara num keba mais. – Jacob riu com aquilo e ficou achando graça dela conversando com a mãe.  – Sara nam ke mamam xolando. – Passou a mão no rosto de Ness e fez beicinho.

- Ela entende o que diz¿ - Ele perguntou para ela.

- Entende e sabe responder. Ela é bem faladeira, apesar de tropeçar com as palavras. Mas quando começa não para. – Ness a pegou no colo e a levou para Jacob novamente.

- Parece mentira que já tem quase dois anos. Ela está tão crescida e tão inteligente. Como eu sinto por faltar como pai para a minha filha. – Havia tanta amargura em suas palavras. Seu rosto endureceu e uma máscara de frieza se instalou nele.

- Vamos esquecer tudo por enquanto. Tá¿ Sua filha está aqui no seu colo e se você não aproveitar mais com ela, vai sair do seu colo correndo para tentar quebrar alguma coisa. Ela não para o dia inteiro.

Sue entrou na sala com um prato de comida para Sarah e cumprimentou Jacob.

- Como você vai, menino¿ - Ela beijou o seu rosto, que retribuiu o gesto afetuoso.

- Com muita saudade.  – Respondeu agradecido pelo carinho.
- Já conheceu a pimentinha¿ Ela não para um minuto, Jacob. E é bem tagarela, já deve ter notado.

- Su! Su! Su! – Sarah começou a pular e bater palminhas como Alice e Jacob riu. – Cumida! Mida! Heyyyy!

- Ela aprendeu isso com sua tia... Como é esperta, essa garotona. – Sarah fazia exatamente como Alice e Jacob se admirou com o gesto. Como ela podia assumir os gestos da tia de forma tão perfeita¿ Ele pensou.

- Ela é muito inteligente e muito sapeca. – Sue entregou o prato para Ness, pegou Sarah no colo e começou a fazer cócegas em sua barriga.

- Rararara! Pala, Su! Pala! AAAAAHHHH

Sue a entregou para Ness, que a sentou confortavelmente no sofá para alimentá-la.

- Eu vou terminar as coisas para a ceia de Natal. – Disse e saiu.

Jacob deu a comidinha na boca de Sarah, que brincava e falava o tempo inteiro. Ria achando graça de tudo aquilo e não se cansava de aprender com sua filha. Depois Rebecca e Rachael chegaram a sala e pediram para ficar com a sobrinha enquanto Jacob e Ness conversavam.

Os dois foram para o quarto do casal, Jacob foi para o banheiro se banhar enquanto Ness foi pegar roupas para ele no Closet.

Ela deixou roupas para os dois preparadas no aparador, depois se despiu e entrou no Box.

No momento que ele a viu sentiu sua ereção se formar. Chegou a doer de excitação. Seu corpo explodia de ansiedade para tomar em seus braços a sua mulher e amá-la da forma mais intensa do mundo. Não podia esperar para se unirem novamente. Começou um beijo avassalador, explorando cada canto da sua boca, enquanto aproveitava o gosto delicioso de seus lábios.

Ness sentiu seu clitóris inchar e a vagina doer com a necessidade de senti-lo pulsando dentro dela. O corpo explodia com a ansiedade, consumido por uma luxuria incontrolável...  Ela precisava dele.

A mão de Jacob tocou o seu seio, brincou com o delicado bico rosado em seus dedos. A outra não desceu pelas suas costas e chegou até as suas nádegas, puxando a para si para que a permitisse sentir sua excitação.

Enquanto suas línguas serpenteavam de forma incontrolável, em um beijo de tirar o fôlego, ela sofria com a necessidade de sentir a dura e grossa ereção bombardeando o seu corpo de forma animalesca. Esperou muito tempo por aquilo e seu corpo sentia essa necessidade, fazendo a vagina se contrair instintivamente o clitóris pulsar totalmente imerso no seu necta.

Os dois gemeram ao sentirem o atrito de suas peles. Ele a levou até a parede do Box e pressionou o seu corpo. Segurou suas penas e as ergueu para que ficassem presas em sua cintura. O beijou ficou ainda mais quente, as línguas trabalhavam juntas na busca do intenso prazer. A entrega era profunda e perfeita depois de tanto tempo separados.

Quando Jacob posicionou o seu pênis na sua entrada, Ness gemeu de dor e ele parou.

- Desculpe, amor! – Ele disse vendo a expressão confusa de sua mulher. – Você está há muito tempo sem sexo e não quero machucá-la. Vou te preparar com calma para me receber. – Sussurrou em seu ouvido e passou a língua ao redor do seu lóbulo, fazendo a gemer novamente de excitação.

- Eu estou pronta para você... sempre estive. – Ela disse manhosa, desesperada pelo contato... Praticamente implorando.

- Não! Você precisa se excitar primeiro. – Ele a desceu de sua cintura, ajoelhou diante dela, abriu um pouco as suas pernas e começou a brincar com sua língua no clitóris.

- Hummm! Ohhhhh! Mais, mais...Oh Jacob! – Ela gemia sentindo o primeiro orgasmo explodindo em seu corpo cheio de espasmos. Mas ele continuava e se deliciar com o seu delicioso necta. Sua língua fazia movimentos circulares em torno do seu sexo exposto. Ergueu a cabeça e viu a revirando os olhos, enquanto acariciava os próprios seios. Passou a língua ao redor dos grandes lábios rosados de forma gentil. Começou a chupar e chupar aproveitando o momento intenso que aquilo lhe proporcionava. Desceu a língua até a sua fenda e a penetrou. Ela gemeu de prazer naquele momento... Queria mais... Precisava de muito mais.

- Deliciosa, amor... Geme para mim, neném. – Ele pediu com a voz rouca e sexy que a fez estremecer. O que ela não daria para ouvir a sua voz maravilhosa em todo naquele em que ficou separada dele.

- Jacob... Jacob... Ãnnn Ãnnn... Jacob... – Ele continuou a explorar o seu sexo de forma gentil e a deixou ainda mais necessitada por senti-lo dentro de si. A sua necessidade chegava a lhe doer a alma, misturando a sua dor com as incríveis sensações do seu corpo explodindo em orgasmos. Era como se o corpo inteiro soltasse vários fogos de artifícios.

- Isso, neném! Geme mais o meu nome. O que não daria para ouvir seu gemido... Te amo, neném!

Jacob começou a subir os beijos chegando a sua barriga e brincou com a língua em seu umbigo. Ele se maravilhou ao ver que o seu corpo continuava ainda mais bonito após a gravidez. Ela estava com um pouco mais de carnes, para ele apertar e ainda mais gostosa com os músculos tonificados... O corpo esbelto e delicioso só o deixava com mais vontade de fazer amor. O pênis duro doía ainda mais com a necessidade... Estava completamente louco de desejo de possuir a sua esposa.

Continuou a subir os seus beijos e chegou até os seios. Ela agarrou os seus cabelos e os puxou, deixando o ainda mais excitado. Começou a passar a ponta da língua ao redor daquele lindo botão de rosa, fazendo movimentos circulares sobre ele, depois o sugou com força fazendo a gemer mais alto.

- ÃNNN! OH Jacob!

Ness já sentia outro orgasmo se aproximando e a vagina implorar pela sua penetração. Morreria se não o sentisse pulsando dentro dela.

- Preciso de você dentro de mim... OH Jacob, por favor.

Com a outra mão segurou o outro seio e o apertava pouco a pouco. Ela estava totalmente excitada com os toques do marido, totalmente entregue em seus braços.

- Vou levá-la para cama. – Ele a pegou no colo rapidamente e caminhou com ela para os quarto. Os dois estavam molhados demais e foram deixando um rastro no caminho que fizeram até o quarto. Alcançou a sua cama e a deitou. Ficou olhando para a esposa nua em sua cama e se maravilhou com a visão que teve. Ela estava ainda mais gostosa após o tempo de separação.- Como você conseguiu ficar tão perfeita¿ - Ele perguntou maravilhado ofegante. Passou a língua sobre os lábios, como um lobo prestes a devorar a sua presa... Queria devorar inteiramente a sua esposa.

- Cirurgia plástica. – Ela disse rindo. – Levantei os seios e refiz a barriga. – Riu sarcasticamente para ele... To brincando! Tive aula com um personal trainer durante uns dois meses. E os seios, bem, eu não amamentei muito tempo. O leite empedrou... Foi horrível e eu sofri muito. Tivemos que arrumar uma ama de leite para Sarah.

- Oh amor, eu não sabia. – Caminhou lentamente em direção a cama, com a enorme e exuberante ereção exposta. Ela estava maravilhada com a coisa que a tanto tempo não vinha. Passou muitas noites pensando em sua protuberante anaconda.

Jacob se ajoelhou diante dela, segurou seus joelhos com as duas mãos e abriu lentamente as suas pernas. Ela pensou que ele a penetraria naquele momento, mas ao invés disso, ele levou sua cabeça até o seu sexo exposto e começou a brincar novamente com o seu clitóris. Penetrou a com um dedo e ela gemeu alto. Introduziu outro dedo e começou a estimulá-la.

- Sente-se confortável ou ainda dói¿ - Perguntou preocupado.

- Confortável. – Ela respondeu e ele introduziu o terceiro dele.

- E agora¿ - Questionou novamente.

- Bem. – Ela assegurou.

- Está pronta, então¿

- Sempre. – Ela fechou os olhos e sorriu... Aquilo era mais do que um sonho.

Ele tirou os dedos de dentro dela, subiu o corpo lentamente e se posicionou em sua entrada. Ela gemeu de excitação naquele momento tão esperado. Não agüentava mais esperar para senti-lo dentro dela. Queria se entregar de corpo e alma, aproveitar cada momento de prazer que poderia lhe proporcionar.

Jacob a penetrou lentamente e ela gemou quando o seu membro quente e duro deslizou dentro de si. Atingiu o auge do prazer e da felicidade quando o sentiu todo dentro dela... Estava completa novamente.

- Pronta¿ - Ele perguntou com o pênis pulsando pela necessidade de estimulação. Não podia agüentar mais aquela tortura.

- Completamente. – Ela respondeu e ele começou a pulsar dentro dela, saindo e entrando cada vez mais rápido. Os gemidos foram sufocados por um beijo avassalador. Seus corpos suados exalavam prazer enquanto se moviam sobre os lençóis. Ele a bombardeava de forma dura e profunda, proporcionando um prazer inenarrável. Seu ávido beijo a deixou completamente perdida e só fez o prazer aumentar cercado de longos gemidos.

- Eu amo você... – Ele sussurrou em seu ouvido depois que abandonou o beijo. – Amo tanto que chega a doer... Minha vida não é nada sem você, Ness. – Continuava bombardeando sua vagina ainda mais forte, explodindo com tesão em cada célula do corpo.

- Eu também te amo... Ohhhh, Jacob... mais

- Mais, amor¿ - Perguntou beijando o seu pescoço.

- Mais, por favor.

- Sempre, Ness.

- Sempre¿

- Sim,sempre! Sempre serei o teu homem e você minha mulher.

- Sim, sempre... Oh Jacobbbb, mais rápido... Mais forte.... Mais fundo

- Tudo o que quiser, neném. – Ele começou a estocá-la cada vez mais forte, como se o mundo estivesse a ponto de acabar, parecia uma máquina de fazer sexo ligada em 220v.

- Jacccccoooooobbbb, ãããããnnnnn

- Juntos amor! UUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII Gossshhhhhh

Os corpos explodiram em prazer, tomados por espasmos incessantes e ele caiu com o corpo cansado sobre o dela. Deitou sua cabeça sobre o seu ombro por um tempo, enquanto sentia os dedos da mulher afagando os seus cabelos suados.

- Foi incrível, Ness...

- Perfeito, Jacob, mas...

- Mas o quê¿ - Ele perguntou. – Vamos aproveitar o tempo que nos resta aqui, agarradinhos, apenas nos amando.

- Não podemos... Nossa filha está a nossa espera. Você se esqueceu¿

- É verdade. Por mais vontade que tenha de não sair mais dessa cama, tenho que curtir um pouco a minha amada Sarah... Como ela pode ser tão perfeita e linda... Maravilhosa.

- Ela é sua filha, Jacob. Acha que nasceria feia¿

- Não! Ela é sua filha, neném. Nada saído de dentro de você pode ser feio.

- OH, mas que elogio.

- Não é elogio. É constatação.

- Tudo bem, Jacob. Somos lindos e fizemos uma filha ainda mais linda. Satisfeito¿

- Agora sim.

- Jacob, você está me esmagando.

- Desculpa, amor. – Ele saiu de cima dela, deitou e costas para cama e puxou o seu corpo para si. – Sei que temos que descer por causa de Sarah. Contudo te peço apenas meia hora para me recuperar e te sentir. Sabe, eu sonhei tantas vezes com nosso reencontro. Acordava suado e me masturbando. Sei que isso é ridículo, Ness. Mas sonhei com você todas as noites.

- Também, amor! Eu também...

- O quê¿

- Fiz isso... Sabe¿ Eu não tenho vergonha, porque estava pensando em você.

- Você é muito valente, neném... Te amo... amo... amo... muito.

O indulto de natal permitiu que Jacob passasse o final de ano com a família. Aquilo lhe deu um novo ânimo para esperar o que estava por vir. Sabia que ainda tinha uma longa jornada pela frente. No entanto, sua mulher, a mais linda, amável, meiga, carinhosa e desejosa esperava por ele. E sua filha crescia feliz e saudável. Mesmo com uma ficha criminal de ex presidiário, ele a faria se orgulhar um dia. Não importava quanto tempo demoraria para aquilo... Ela se orgulharia.

No natal seguinte eles não tiveram a oportunidade de ficar juntos novamente. Todavia carregavam com si a recordação mais maravilhosa do mundo. Eles se lembraram dos momentos felizes que compartilharam no ano anterior e aquilo foi a força que precisavam para continuarem firmes e perseverantes.

Sabiam que o dia da libertação chegaria logo. Jacob completaria três anos preso e Jasper entraria com pedido de liberdade condicional.
Nesse meio tempo Rachael se formou na universidade e Rebecca se casou, mesmo sem a presença do irmão. Alice, que a muito custo conseguiu engravidar e perdeu o bebê nas duas primeiras tentativas, estava prestes a ganhar o primeiro filho naquele natal. Rosalie há dois anos adotou uma linda menina com cabelos loirinhos e olhos azuis como os de Ness. A mulher estava radiante de felicidade com a sua vida de mãe. Edward foi promovido a diretor do Hospital de Washington.

Emmett continuava com sua vida  play boy rico, Jasper ficou ainda mais famoso depois do julgamento de Jacob e ampliou o seu escritório de advocacia, fazendo uma fusão com um criminalista famoso. Bella estava dando aulas como professora primária e muito feliz com sua profissão. Seth e Larissa continuavam morando juntos e pretendiam oficializar o casamento no ano seguinte.Michelle, a irmã psicopata de Ness, recebeu alta do hospital e foi morar Carlisle e Esme, que a tratavam como uma verdadeira filha. Ela e a irmã não se falavam muito, porque sempre se sentia desconfortável quando estavam juntas em um mesmo ambiente. E por mais amável que Michelle tentasse parecer, ela percebia que havia algo estranho em seu olhar.

Carlisle estava cansado daquela vida de empresário e começou a se desfazer da empresa, vendendo pouco a pouco as ações. Como o patrimônio estava em nome de Ness, ela fez questão de repartir o dinheiro em cinco partes, deixando assim para o pai, as tias e a irmã bastarda o que era de direito. Ainda sim ficou com muitas propriedades, imóveis e bens que rendiam muito dinheiro a cada ano. A única coisa que queria, era o tempo passando rápido para que pudesse estar perto do seu marido e recomeçar uma vida nova.

Na cadeia o tempo passava lentamente para Jacob, que virou chefe da cozinha no presídio e conquistou o respeito de alguns. Ainda era protegido por Carlisle, que gastava muito dinheiro para o marido da neta não sofrer nenhum apuro no local.

Enquanto Ness, já formada pelo curso de Artes plásticas e pintura contemporânea de Milão, trabalhava em seu próprio ateliê, montando a primeira exposição, Jacob se fazia um curso de culinária por correspondência e estudava sobre a administração de um restaurante.

Ele planejava começar do zero e abrir um restaurante em Forks ou La Push, para que pudesse ter como prover a sua família, mesmos sabendo do enorme montante de dinheiro que a sua esposa tinha em diversos bancos dentro e fora dos Estados Unidos.

Era uma questão de honra fazer algo novo em sua vida e ter condições de viver sem depender do dinheiro dos Cullens. Sabia, no entanto, que ninguém lhe daria um trabalho decente quando saísse. Por isso pegou o dinheiro que recebeu com o trabalho no presídio e pediu para Jasper investir nas bolsas de valores.

Os investimentos no início não tiveram muito sucesso, porque muitas empresas tiveram problemas em tempo de crise. Porém, quando a notícia da venda da Cullen lhe chegou aos ouvidos, concluiu que logo as ações estariam em alta e valeriam muito no mercado. Pediu, sem segredo, que Jasper comprasse alguns lotes, meses antes do inicio das vendas, e deixou que valorizasse. Então quando a notícia da venda da empresa se espalhou, o preço das ações foi lá para o pico e Jacob lucrou 500% ao vender os seus lotes. E com esse dinheiro, ele pediu para Jasper investir a metade em títulos do governo e ações da empresa Facebook.

Jacob, mesmo preso, tinha um senso de oportunidade incrível. E durante as visitas procurava saber como estava o mercado. Ouvia conversa de alguns presos, perguntava algumas coisas para os guardas, que chegavam a lhe trazer jornais de economia. Assim ele comprava e vendia as ações conforme os seus instintos de investidos.

Estava há quase três anos preso e já tinha um montante de ações que chegavam em torno de dois milhões de dólares. Isso para um presidiário, que começou o seu pequeno investimento com salário que recebia, era muito. E apenas Jasper, como seu advogado e homem de confiança, sabia dessa sua pequena artimanha.

- Você daria um ótimo diretor de economia. Quero o trabalhando para mim quando sair daqui. – Disse Jasper certa vez para ele.

- Eu sou apenas atento ao mercado e tenho bons instintos.

- Vai ser bom assim lá em casa.

Os dois se tornaram grandes amigos e para ele Jacob podia lhe contar as suas aflições. Também podia contar para que cuidasse de sua filha e de Ness na sua ausência. Às vezes os dois brigavam, porque ele ficava furioso quando Jasper levava Ness com ele para o presídio. Depois faziam as pazes e trocavam confidências sobre coisas que consideravam intimas e Jasper não tinha para quem contar.

- A exposição de Ness está quase pronta. Ela queria muito que você a visse.

- Ela é talentosa demais. Tenho certeza que será uma pintora reconhecida.

- Eu também... – Jasper parecia hesitar, mas tinha que lhe fazer o pedido. – Você quer se o padrinho do meu filho¿ Alice e eu conversamos e...

- É claro! Pensei que não fosse me convidar. Para que chamaria um presidiário¿- Jacob perguntou se fazendo de ofendido.

- Corta essa, ta! Sabe bem que aprendi a gostar de você... Também quem mais poderia me dar tantas dicas sobre ações e investimentos¿

- É, né! Interesseiro.

- OH, está sentindo.

- Isso é muito gay Jasper.

- Olha quem fala¿ Oh Ness eu te amo mais do que tudo... Isso é gay.

- Isso não é ser gay, idiota. Apenas demonstro o meu amor por ela.

- Tá! Tá!

- Agora falando uma coisa bem séria. Eu entrei com pedido de condicional e estou esperando a resposta do Juiz. Com sorte você sai em dois ou três meses.

- Verdade¿

- Sim! Mas não se anime muito. OK¿

- Tá!

- Outra coisa, Ness pediu uma nova visita. Mas ela quer uma visita íntima. O que me diz¿

-Não! É ultrajante isso.

- Ela está com muita saudade.

- E você acha que não estou¿ Eu sonho com ela dormindo e acordado se quer saber. Mas transar dentro de um presídio não faz parte dos meus planos.

- Eu já entrei com pedido.

- O quê¿ - Jacob estava com raiva. Sabia que não resistiria se ficassem sozinhos em uma sala fachada. Não haveria escapatória para aquilo. – Você sabia que eu não queria.

- Ela é sua esposa... não uma qualquer.

- Por isso mesmo.

- Deixa de frescura. Além disso, eu estarei com ela durante a revista intima. OK¿

- Mesmo assim é ultrajante.

- Não vamos mais discutir o caso. Tudo bem¿ Se for autorizado ela vem na próxima semana.

Depois daquele dia, Jacob, apesar de discordar, ficou ansioso para se encontrar com Ness. E na quinta feira foi chamado para a visita conjugal, como chamavam no presídio, onde teria a oportunidade de ficar em um pequeno e pouco aconchegante quarto com Ness.

Ele sentia vergonha daquilo por ela e imaginava o que os carcereiros falariam daquilo. Afinal ela era uma figura pública e foi manchete de jornal por muito tempo. Aquilo já seria um grande motivo para fofocas.

Conforme combinado, Jasper foi com ela até a sala e esperou a sua chegada. Depois saiu e os deixou juntos.

- Eu pedi tanto para não fazer isso. – Ele disse no momento em que adentrou o local. Caminhou em direção da esposa, puxou a pela cintura e beijou os lábios ternamente, distribuindo selinhos por ele.

- Eu não estava agüentando, Jacob... Faz tanto tempo e... Ai... Eu... Você sabe, né... – Ela disse cheia de constrangimento.

- Eu também estou necessitado, Ness. Mas é vergonhoso para você. – Os dois se abraçaram forte em um momento único. Nada poderia quebrar o encanto daquele momento. O calor de seus corpos eram como bálsamos.

- Como foi a formatura¿ Jasper não quis me falar sobre isso.

- Não tive formatura, Jacob. Eu não queria nada que pudesse me lembrar você. Passar por aquele momento sem você seria terrível. Então preferi apenas pegar o meu diploma.

- Entendo...

- Nossa filha mandou isso para você. – Ela tirou um pedaço de papel do bolso na saia, com um dos trabalhos escolares de Sarah, onde ela tinha que pintar a família. Os olhos de Jacob se encheram de lágrimas ao ver aquilo. Como ele sentia saudade de sua pequena. Ela estava mais tagarela e levada do que antes, segundo Jasper lhe dizia.

- Oh, Ness, obrigada! Obrigada mesmo por fazer a nossa filha saber que não sou má pessoa e que a amo.

- Ela sabe e não tem que me agradecer, amor.

- Jasper disse que as coisas para a exposição já estão quase prontas.

- Sim! Estou arrumando alguns detalhes com Alice. Só que ela está cansada pela gravidez. Acha que o Brian nasce nos próximos dias.

- Ela te contou sobre o convite¿

- Sim! Seremos padrinhos dele. Estou muito feliz com isso.

- Estou honrado, afinal Jasper é um homem importante e poderia ter escolhido qualquer pessoa.

- Ele aprendeu a gostar de você e te admira muito, Jacob.

- E eu nem mereço.

- É claro que sim. Ah, ele te entregou as cartas que escrevi¿ - Ela perguntou fazendo beicinho.

- Sim! Suas cartas são um manancial de águas frescas para mim, amor. Nunca pensei que havia escrito uma carta para cada dia que ficamos separados. Já li dez cartas.

- Sabe que dia é hoje, Jacob¿

- Nosso aniversário de cinco anos de casamento. Como acha que me esqueceria¿

- Pensei que... – Ele colocou o dedo sobre os seus lábios e fitou intensamente os seus olhos.

- Nunca! Foi o dia mais importante da minha vida... Tirando o nascimento de Sarah, é claro!

- Eu só te trouxe o desenho de Sarah e a mim de presente. Eles não deixariam entrar com outra coisa. Espero que esteja a altura. – Ela sorriu maliciosa, enquanto ele passava as mãos pelas suas costas. Desceu a lentamente, levantou a barra do suéter e tocou a pele quente os a ponta dos dedos e foi subindo até a altura dos seios. Depois a virou se costas e segurou os seios com as suas mãos.

- Você é o melhor presente que já tive na vida... O mais bonito... Mais importante... Mais gostoso. – Mordeu o lóbulo de sua orelha e foi descendo os lábios até chegar ao seu pescoço, onde distribuiu muitos beijos.

- Faz amor comigo¿ Preciso de você! – Ela implorou.

- Que bom que veio de saia... E longa. – Ness estava com um saia marron que ia a altura do joelho e um par de botas de couro preta, que ficava dois centímetros abaixo da saia. Jacob passou a mão em sua perna e subiu até alcançar a calcinha. Lentamente ele a tirou, puxou a mulher para a cama e se sentou. Abriu o zíper da calça e colocou o seu membro para fora. Pegou a camisinha que foi lhe entregue antes de se dirigir para a visita intima, abriu o pacote e Ness ficou observando sem entender.

- Por quê¿ - Ela perguntou enquanto ele colocava a camisinha no membro duro exposto.

- Ness, eu estou aqui há muito tempo. Estou sujeito a vírus, bactérias e coisas que são imperceptíveis ao corpo. Entende¿ Há alguns meses eu me cortei com a faca da cozinha. Pedi para fazer um exame de doenças sexualmente transmissíveis depois. E apesar de não ter dado nada de errado, sinto-me mais confortável assim. Quando eu sair desse lugar, eu vou repetir os exames para saber se está tudo bem.

- Mas foi só uma faca. – Ela disse.

- Uma faca que todo mundo usa. Aqui acontecem coisas que você não entenderia, amor. Eu prefiro desse jeito... Agora vem para mim logo. Vou acabar brochando desse jeito. – Estendeu a mão e ela foi para ele. Os dois começaram a se beijar, ele estimulou o seu clitóris com um dos dedos, introduziu três dedos, um a um, em seu canal vaginal para deixá-la preparada. Após se excitarem, ele a colocou sentada sobre o seu membro e os dois se entregaram ao amor de forma intensa. Ele segurava as suas pernas e a conduzia no cavalgar pelo seu grosso membro, que a penetrava de forma dura e profunda. Os gemidos foram abafados por longos beijos até que chegassem ao ápice do prazer.

Após experimentarem um gozo maravilhoso, ele a tirou de cima do seu membro e para o seu espanto, quase desespero, a camisinha havia furado e o liquido pingava sobre a pele.

- Droga! Inferno!

- Calma, Jacob. – Ela pediu de forma doce,beijando os seus lábios.

- Desculpa, amor! Isso não deveria ter acontecido.

- Mas aconteceu e está tudo bem. OK¿ Agora só me abraça um pouco para eu sentir que isso tudo não é mentira.

- Não queria te deixar ir.

- Eu também não queria ir.

Ficaram se beijado por um tempo, até que houve uma batida na porta. Os corações apaixonados chegaram a doer naquele momento. Dizer adeus novamente era uma agonia profunda para os dois.

- Tá na hora de você ir. – Ele disse se levantando.

- Logo logo tudo acabará e estaremos juntos novamente.

- Sim, Ness, não vejo a hora de sair desse lugar... Posso te pedir uma coisa¿ Em alguns  dias fará um exame para saber se está bem¿ - Ele implorou olhando naquele oceano azul.

- Deixa de ser paranóico, Jacob. – Ela resmungou.

- Promete¿

- Prometo. – Ela disse e começou a se arrumar para ir embora.

Os dois se beijaram intensamente e entre lágrimas de saudade se despediram novamente.

A exposição de Ness foi um sucesso e as criticas para o se trabalho foram melhores do que esperava. Estava muito feliz por tudo dar certo e o nascimento do filho de Alice deu a ela ainda mais alegria de vida, apesar da saudade que sentia de Jacob.

Fazia três semanas que esteve com ele no presídio e estava se aproximando a aniversário de três anos de Sarah, o que a deixava ainda mais atarefada e aminada com toda a agitação.

Jasper, que foi visitar Jacob para contar do nascimento de Brian, voltou com o questionamento solicitado pelo amigo.

- Você fez os exames de DST¿ Jacob está preocupado e tem razão. – Disse enquanto olhavam para o berçário.

- Não! Mas eu tenho consulta com a minha ginecologista essa semana e vou solicitar um pedido de exames. OK¿

Dois dias depois, ela estava no consultório de sua médica e lhe pediu a guia para os exames. Saiu daí e foi direto para o laboratório para realizá-los, mesmo sabendo que não daria nada e que Jacob estava preocupado sem razão.

Uma semana depois o laboratório ligou avisando que os exames estavam prontos e Ness foi buscá-los.

Aquele dia, ela estava com muita pressa, porque tinha que terminar e resolver os últimos detalhes com o Buffett encarregado da festa de três anos da filha.
Correu para o hospital, pegou o exame na recepção e depois foi se sentar para abri-lo.

Quando ela começou a ler todos os pontos negativos de resposta, algo lhe chamou a atenção e ela ficou sem ar.

- Não pode ser!  Eu... eu... estou... – Desmaiou ali mesmo.

[...]

- Filha! Filha! – O pai a chamava. Abriu os olhos e viu que estava na sala de emergência do hospital. – O que aconteceu, filha¿

- Eu estou grávida. – Disse tentando digerir aquela verdade.

- Grávida¿ Mas e o Jacob¿- Edward a olhou com uma expressão estranha e ela se ressentiu.

- Eu não trai o meu marido, pai. O filho é dele. OK¿ Tive uma visita intima no nosso aniversário de casamento. Ele pediu para fazer um exame de DST, porque se feriu no presídio. E agora estou grávida... Gosh! – Disse brava para o pai.

- Então está tudo bem. – Ele disse com expressão mais tranqüila.

- Eu não queria outro filho agora. É tão difícil criar uma filha sozinha. Imagina dois, pai. Não sabemos se Jacob terá liberdade condicional e estou com medo do que vai acontecer.

- Você tem a sua família. Não precisa se preocupar com isso, amor.

- Eu sei, pai! Mas não é a mesma coisa... – Ela se lembrou da filha pedindo e perguntando pelo pai varias vezes. E das mentiras que sempre contava para ela. Teria que passar por tudo de novo e enfrentar uma gravidez sem o seu amor. Estava feliz por ser mãe novamente, mas as circunstâncias não eram nada favoráveis naquele momento. – Seja o que Deus quiser. – Ela se levantou para ir embora.

Ness pediu para Jasper disse que estava bem e que não lhe contasse da gravidez por enquanto. Ela queria dizer pessoalmente na próxima visita que faria. Porém nesse meio tempo muitas coisas aconteceram e não teve a oportunidade de ir visitá-lo.

Sarah ficou muito doente, com meningite, e até a sua festa teve de ser adiada. É claro que não contou nada para Jacob e permaneceu forte com a filha no hospital durante três meses de tratamento. Assim não teve tempo para se cuidar direito e não viu que a gravidez foi evoluindo rapidamente, e a barriga já começava a aparecer.

Quando a filha foi finalmente para casa, ela pode fazer uma grande festa com circo, animadores fantasiados de animais e todas as coisas gostosas que as crianças adoravam. Foi então que se deu conta de que não havia contado para Jacob do filho que estava a caminho e planejar como faria dali por diante.

Na segunda feira logo cedo, Ness foi até o escritório de Jasper e pediu que solicitasse uma nova visita íntima. Mas a novidade que ele tinha para ela era tão boa, que aquilo se tornava totalmente desnecessário.

- Ness, o juiz atendeu o pedido de liberdade provisória e marcou a libertação de Jacob para a próxima sexta feria. – Ness mal conseguia respirar com aquela notícia. Era melhor do que poderia esperar. Finalmente teria a sua família de volta e poderia contar a Jacob sobre o filho que estava a caminho. Foi preenchida por uma enorme emoção. Seu coração batia muito forte e o ar chegou a lhe faltar. Colocou as mãos sobre a barriga e sorriu ao imaginar a cara de felicidade de Jacob.

- OH, Jazz... eu... não... ai... – Começou a chorar de felicidade com aquela noticia e abraçou o seu tio.

- Sexta feira às dez horas da manhã Jacob sairá. Eu não falarei nada com ele por enquanto. Será uma surpresa! Só quero ver a cara que fará quando sair. Acho que vai me xingar por ter escondido. – Jasper disse rindo.

- Obrigada por ter sido um bom amigo para Jacob.

- Não tem que me agradecer, Ness.

Ness avisou a família e aos amigos, e ficou contando as horas para a liberdade de seu marido. Finalmente ele estaria livre depois de mais de três anos preso. E apesar de saber que teria os seus limites, por ser apenas liberdade condicional, aquela foi a melhor notícia que já teve na vida.

Na sexta feira pela manhã Ness se arrumou toda, colocando um vestido rosa bem justo, que deixava transparecer um pouco a sua barriguinha de quase quatro meses, arrumou os cabelos, passou o perfume que ele amava e fez uma leve maquiagem. Pediu a Sue para arrumar Sarah enquanto se preparava e depois que estava pronta foi para o quarto ver como estava a filha.

Sarah usava um lindo vestido branco, cópia perfeita do vestido da Cinderela, os cabelos negros estavam cheios de cachos perfeitamente arrumados e preso por pequenas presilhas brancas. Usava um discreto brinco de diamante, presente do biso Carlisle, e o perfume de bebê que Ness adorava.

Quando ela, Sara e Sue chegaram a sala, as gêmeas, seus companheiros, Seth e Larissa já as esperavam para irem buscar Jacob. Todos seguiram viagem em carros separados e com Ness foi apenas Sue e Sarah. E encontraram o restante da família a espera ao lado de fora do presídio.

Seth pegou a afilhada no colo e beijou o seu rosto, enquanto fazia gracinhas para ela e brincava com seus lindos cachos. Os outros conversavam enquanto observavam Ness andando de um lado para o outro, nervosa, quase em colapso, a espera de Jacob.

[...]

Jacob, que não sabia de absolutamente nada, saiu cedo de sua cela, junto com seu companheiro, e seguidos pelo carcereiro foram para a cozinha para começarem a preparar o almoço do dia.

Já era costume ele ir cedo e deixar os ajudantes descascando legumes, limpando e temperando carnes para fazer a comida para aquela gente toda. Era um ótimo cozinheiro e a sua comida tão boa, que até mesmo o diretor do hospital fazia questão de comer uma das quentinhas.

Estava entretido com seus afazeres quando foi chamado por um dos carcereiros.

- Oh Black!

- Sim!

- Você deve vir comigo.

- Por que¿ Aconteceu alguma coisa¿ Meu advogado está ai¿

- Não! Você não está com pressa para chegar em casa, cara¿

Ele olhou para o homem naquele momento e tentou assimilar o que lhe dizia.

- Pressa¿ Ir para casa¿ Como assim¿ - Seu coração batia de forma descompassada e o nervoso o consumiu naquele momento. Não conseguia acreditar que ele iria para casa. Ou seria apenas uma piada¿

- Seu advogado não lhe contou¿ Seu pedido de condicional foi aprovado e você vai sair em dez minutos.

- HAM!

- É verdade. Precisa passar pela vistoria, pegar as suas coisas e assinar a documentação. Depois está livre.

- LIVRE¿

- AEEEEE!

-  FUIIIIIIII

- PARABÉNS, CARA!

Todos começaram a festejar a boa noticia para Jacob, que ainda continuava como uma estátua. A ficha ainda não havia caído.

- Vamos embora, cara!

Ele assentiu e seguiu o carcereiro até a sua cela, pegou os livros, cartas e fotos da família, seu sabonete, escova de dente e pastas, e depois seguiu para o escritório onde leu e assinou o documento com suas obrigações de condicional. Pegou o papel com o endereço da delegacia e do seu agente de condicional. Depois foi conduzido para uma sala, onde recebeu os seus pertences (relógio, carteira de documentos, dinheiro, aliança, um cordão, o cinto, as roupas e os sapatos).

- Posso te pedir uma coisa¿ - Perguntou ao carcereiro.

- Pode¿ Vai ficar me devendo uma. – O homem disse para ele.

- Preciso escovar os dentes.

- Escovar os dentes¿ OK! Venha comigo. – O homem o conduziu até um banheiro no final do corredor e pediu para ser rápido. – Seja rápido! Se alguém me vir aqui com você serei advertido.

- Obrigado! – Pegou a carteira dentro do envelope e lhe entregou uma nota de cem dólares. O homem riu agradecido.

Jacob trocou de roupas por alguns minutos, lavou o rosto, penteou os cabelos e escovou os dentes. Em seguira saiu e foi levado até os portões do presídio, com os seus pertences em bolsas de plástico.

Os portões se abriram uma nova vida... Finalmente veria a sua família.

Não entendia, no entanto, o motivo de Jasper não ter falado nada. Era impossível ele não saber. Por que não havia lhe contado¿ Será que Ness sabia¿


Seu rosto se iluminou ao ver a luz do dia e o se amor esperando há alguns metros. Seus olhos encheram de lágrimas, que ele mesmo tentando não conseguiu conter. Seu coração parecia uma britadeira e o corpo inteiro tremia. Não conseguiu se mover por algum tempo... Só observava.

Assim que Jacob apareceu do lado de fora do portão, Ness começou a chorar emocionada e tentou se contar para não gritar de felicidade. Caminhou rápido em sua direção, de braços abertos para ele, que despertou do transe que estava e correu ao seu encontro.

A cena foi linda, parecia um filme de romance daqueles antigos. Jacob corria de um lado e Ness do outro. Quando chegaram mais ou menos um metro de distância,ficaram se olhando sem dizer nada, apenas chorando. A emoção tomou conta naquele momento e qualquer palavra estragaria tudo. Apenas conversaram através do olhar, sabendo exatamente o que um dizia para o outro... Eu te amo!

Ele a tomou sem seus braços e a beijou com loucura. Queria tudo dela. Tinha urgência em está dentro de seu corpo outra vez. De fazer amor de forma insana e se esquece de todas as privações que passaram durante aqueles anos. Ele apertou o seu corpo e desceu as mãos até a sua cintura. Apertou mais e mais, enquanto sugava tudo que podia com aquele beijo. Suas línguas travavam uma batalha deliciosa de prazer e não conseguiam interromper o beijo cheio de tesão, saudade e amor. O tempo poderia parar naquele momento. Ele nem se importaria com isso. Só queria está nos braços do seu amor e viver para todo sempre com ela.

- Jacob... OH, Jacob...

- Ness... Ness... Eu tenho fome de você, neném... Como eu quero você... Sua falta é insuportável.

- Calma,Jacob... Estão todos olhando... Calma... – Ele a beijou avidamente novamente e mais minutos se passaram até que os lábios finalmente se separassem. Os dois estavam ofegantes, cheios de uma excitação insuportável consumindo cada célula de seus corpos.

- Amo... Amo muito... Quero muito... Ai como estou com saudade desse corpo... Do seu riso... Dos seus beijos... De você falando dormindo... Do seu choro manhoso... De tudo.

- A gente tem a vida inteira agora, amor. – Ela disse dengosa.

- Uma vida será pouco para eu te amar, neném. Quero recuperar o tempo perdido. Estou pensando em fazer uma segunda lua de mel com você. Pelo menos um mês só nos dois. – Jacob beijava o seu pescoço e deslizava as mãos pelo seu corpo. De longe a família e os amigos fingiam não ver aquela declaração explicita de amor e falta de sexo.

- Temos uma filha.

-Eu sei... Prometo recompensá-la pelo tempo que estivermos fora.

- Tem outra coisa que não te contei.

- O quê pode ser, neném¿ Nada me fará desistir de te arrastar para uma cama agora.

- Eu estou grávida, Jacob... Estou com quase quatro meses. – Ela pegou a mão dele e pousou sobre a sua barriga. Os olhos dele encheram de lágrimas novamente e o choro veio de forma compulsiva.

- Nada me fará mais feliz do que ter outro filho com você, neném. – Ajoelhou diante dela e distribuiu ternos beijos sobre a barriga. – Mas assim mesmo continuo com desejo desesperado de ter você. Eu não sei o que é, mas não estou agüentando. E também estou com vontade de comer manga...Manga¿ De onde saiu essa vontade maluca¿ Há anos eu não como manga... Deixa para lá.

- Jacob, eu quero você. Quero mais do que tudo, mas agora vem ver a sua filha. Ela está ansiosa para ir ao colo do pai. – Ness apontou para Sarah no colo de Seth e Jacob virou, olhou para os dois, e sorriu.

- Ela é linda... É minha filha. – Secou as lágrimas do rosto e sorriu.

- Sim! Ela é a sua cópia, exceto pelos olhos.

Seth colocou Sarah no chão e a menina correu para os pais, pulando e rindo peito um protótipo de pererequinha Alice.

- OMG! O que sua tia fez com nossa filha¿ - Jacob estava se levantando, enquanto a menina corria para eles.

- Ela tem o seu Gênio e o Temperamento da Alice.

A menina se atirou dos braços do pai e rindo para ele perguntou: - Oi, papai! Vamos para casa agora¿ Eu quero te mostrar as maquiagens que minha tia me deu.

- Maquiagem¿ - Perguntou para Ness, enquanto franzia o cenho.

- É para as bonecas. Alice comprou umas bonecas que ela pode maquiar e depois remover facilmente. Está ensinando a sobrinha a ser uma lady.

- Ah ta! –Abaixou e beijou o lindo e angelical rosto de sua filha.

- Afinal eu sou a Herdeira dos Cullens. Preciso ser criada como uma Lady.

- Vocês três são as Herdeiras do meu amor. – Jacob pegou Sarah no colo com um dos braços. Com o outro pegou a mão de Ness e entrelaçou os seus dedos, e os três seguiram em direção aos amigos e familiares.

- Como você sabe que é uma menina¿ - Ness perguntou rindo.

- Porque eu sou o homem das mulheres... Só aparecem mulheres na minha vida.

- AH! Só mulheres¿ Sem vergonha! – Ness disse brincando.

- Sim! Renesmee, Sarah e Isabelle... As Herdeiras do meu coração.

Finalmente livres para amar e começar uma nova vida. Apesar de todas as dificuldades, do sofrimento, brigas e obstáculos que se colocaram em seus caminhos, Jacob e Ness venceram e agora tinham a chance de uma vida feliz.

Ele aprendeu com os seus defeitos e erros da pior forma possível, assim virou gente de verdade. Ela colocou o seu amor em primeiro lugar e desde criança, manteve-se no propósito de fazer feliz o seu príncipe encantado. Nunca, mesmo nos piores momentos, deixou a vontade de desistir vencer o seu sentimento.

As lições que os dois aprenderam, foi que tudo vale a pena quando se tem a capacidade de amar. O que mais importa não é a sua felicidade, mas sim a do ser amado. Perdoar se torna mais fácil, se doar não é um sacrifício porque o amor é generoso. Cuidar é uma obrigação de quem ama acima de tudo, que o faz sem interesse de reciprocidade. Ser paciente é algo que supera toda a ânsia e o desespero de se estar junto, até mesmo os desejos carnais mais ardentes. Tolerar os erros e os defeitos é algo sublima a compreensão humana. E perdoar se torna a maior dádiva que um ser humano pode carregar em seu coração.

O amor é...
Bondoso
Generoso
Cuidadoso
Paciente
Tolerante
Piedoso

Foram as lições mais importantes que os dois aprenderam juntos e seriam elas a base para a educação de seus filhos.

FIM

Epilogo

Nos anos que seguiram a família Black teve uma vida cheia de amor e felicidade. Tudo o que eles mais queriam se realizou no momento em que Jacob saiu do presídio.

Jacob começou o seu pequeno negócio, com o dinheiro investido ao longo dos três anos, e ninguém acreditou como ele conseguiu fazer fortuna na cadeia.
Ele abriu um restaurante no início e se matriculou em um curso de gourmet.
Ness foi sua fiel companheira nesse período de transição, visto que ele tinha que se dividir em estudo, trabalho e família. Então ela e Sarah passavam um bom tempo no local com ele, ajudando o no que era preciso para o negócio crescer. Nos finais de semana ela se dedicava a pintura e em poucos meses montou uma nova exposição, que por sinal foi um grande sucesso.

Isabelle nasceu linda, forte e a cara da mãe, para o orgulho de Jacob, que se tornou ainda mais apaixonado pela família. Ele não se cansava de paparicar as filhas e custava acreditar em como a vida havia sido boa para ele.

Tudo o que ele mais quis se tornou realidade e os anos no presídio foram facilmente esquecidos. Ser pai se tornou a sua maior dádiva e a sua missão de vida. Fazia e pensava nas coisas pensando na felicidade de sua família. O egoísmo, ganância e orgulho foram deixados para trás nessa nova vida.

Os anos foram generosos e a cada dia Ness ficava ainda mais linda e atraente. As filhas eram unidas e aprenderam desde pequena a valorizar as pequenas coisas, a compartilhar e a não ter apego material pelas coisas.

A amizade com Jasper, seu compadre, foi uma das coisas mais importantes que lhe aconteceu ao longo daqueles anos. E o amigo aprendeu a relaxar um pouco e a pensar menos nos negócios, tendo assim tempo para curtir a sua família como deveria.

Seth e Larissa ficaram mais próximo a família e em consideração deram os gêmeos, Mike e Andrew para ele a Ness batizarem. Assim os laços entre eles se tornaram ainda mais fortes e duradouros.

Edward e Bella tiveram uma nova filha e mesmo com uma gravidez de risco e complicada, Vitória nasceu bonita e forte, com os mesmos olhos azuis característicos da família. Os dois estavam radiantes de felicidade e tiveram uma nova oportunidade com a filha, as netas, os sobrinhos e a filha bastarda Michelle, que mesmo com muita terapia ainda apresentava uma certa instabilidade emocional.

A irmã mais velha de Ness se aproximou dele após quase dez anos de frieza entre as duas.Ela deixou claro que não queria o seu mal, mas que ainda sentia ciúmes da família e tentava trabalhar isso com o terapeuta. Ness se mostrou receptiva, mas ainda continuava com certo receio de um surto e tentava não fazer nada que desencadeasse uma crise.

Carlisle e Esme puderam curtir a velhice sem se preocuparem com compromissos sociais, dinheiro ou a opinião publica. Os dois tiveram uma oportunidade única para curtirem os netos e lhes permitir tudo o que os pais negavam. E se divertiam com essa nova aventura naquela etapa de suas vidas.

Rosalie, apesar de nunca ter gerado um filho, amava muito a sua pequena e dava a ela amor de mãe de verdade. E Emmett finalmente tomou juízo e assumiu os negócios do seu pai. Virou um pai de família responsável e dedicado as responsabilidades de pai e marido.

As irmãs de Jacob também tiveram filhos, Rebecca teve gêmeas, Laura e Clara, e Rachael dois meninos Billy e Paul. E as duas foram muito felizes com a vida que tiveram e com as suas realizações. Eram ligadas ao irmão e a cunhada, reunindo se a eles todo final de semana para compartilharem a vida em família.

Sue se casou novamente, mas se manteve fiel trabalhando na casa dos Blacks. Era praticamente uma mãe para Jacob, Ness e as meninas e mesmo não precisando mais trabalhar, não abria mão do convívio com a família, assumindo o papel de governanta da casa. Ela só dava ordens aos empregados, mas sentia-se feliz por ser útil a família que tanto amava.

[...]

A mansão dos Cullens estava iluminada, a decoração era perfeita e impecável como Alice sempre fazia. Toda a sociedade de Seattle estava presente na ocasião em que Sarah Black completava seus quinze anos.

Jacob e Ness estavam felizes e orgulhosos pela filha que desfilava como uma Lady pelo salão. Ela era o brilho da festa e todos paravam para admirar a inigualável beleza da jovem.

Sarah era pequena como a mãe e mesmo com corpo magro, suas curvas de mocinha a deixavam sensual como uma mulher. Jacob olhava para filha, pensando em como se sentira se ela fosse Ness. Seu coração bateu apertado ao imaginar que se não fosse o seu pai, e sim um pretende, teria a sua ereção pulsando dentro das calças. Aquele pensamento o fez sentir ciumento. Ainda não havia se dado conta de como a sua filha havia crescido. Era quase uma mulher e ainda mais linda do que a mãe com aqueles olhos azuis.

Uma mulher morena, com rosto de boneca, lábios carnudos e desejosos, e ainda com lindos olhos azuis era um holofote para qualquer pilantra.

Minha filha, não! Ela só vai dormir com um homem depois de se casar... Ponto final.

Pensou com raiva ao ver os homens olhando com volúpia para a sua Sarah... Sua pequena Sarah.

Ainda bem que falta tempo para Isabelle chegar a esse estágio... Ficaria de cabelos brancos.

Sarah se dirigiu a entrada, seus olhos azuis brilhavam intensamente e o sorriso lindo tomou conta do seu rosto. Ela correu em direção a porta e abraçou um jovem. Jacob sentiu seu sangue ferver com o ciúme, mas nada disse.

Sua filha foi para a pista de dança, deu o braço para o rapaz, que segurou sua cintura,puxado o seu corpo para si e segurou a outra mão. Jacob viu quando ele encostou sua ereção no vestido de sua filha. Pressionou os punhos e sentiu dificuldade de respirar... Minha filha, não!  Pensou furioso.

- Ela não está linda¿ - Ness disse abraçando o por trás.

- Nossa filha é linda demais para a sua própria segurança. Olha como ele a toca... Como olha para ela. – Disse para a mulher.

- Deixa de ser ciumento, Jacob. – Ness o repreendeu. – Sarah é uma mocinha e está apaixonada.

- Esse é o jovem que veio de Londres¿ - Ele perguntou. Sabia que a filha estava namorando a distância com o jovem de outro país. Ela havia lhe contado que estava apaixonada. Quando tiveram essa conversa, Jacob sentiu-se agoniado com tudo aquilo. Não queria que a filha sofresse as dores do primeiro amor. Queria protegê-la do mundo e não se conformava de sua garotinha está apaixonada. Ness teve uma longa conversa na ocasião e o convenceu, mas ainda ficava incomodado com aquilo. Agora ver a filha nos braços de um homem era mais do que sua sanidade poderia suportar.

- É, amor! Agora vamos dançar¿ A festa está linda e quero aproveitar. Não passarei a noite toda tomando conta de Sarah. Ela sabe se defender sozinha.

- Eu não quero dançar agora, amor. Só estou pensando umas coisas. – Jacob continuava a observar de longe. O rapaz olhou de soslaio e algo lhe chamou a atenção. Ele conhecia aquele rosto de algum lugar. Era como se sua memória buscasse algum tipo de lembrança. Algo o incomodou profundamente.

A dança terminou e sua filha caminhou de mãos dadas com o rapaz em sua direção. Enquanto se aproximava, ele teve uma estranha lembrança.

- Para onde você vai, cadelinha¿ - Jacob perguntou a sua amante.

- Minha mãe disse que precisa falar sobre David. Eu tenho que saber o que se passa com ele. – Ela colocava a roupa enquanto falava.

- O que rola isso tudo¿ Você parece tão preocupada com seu irmão. – Jacob perguntou observando o seu olhar nervoso.

- Eu era muito nova quando dei um mau passo... Naquela época seria uma vergonha e por isso meus pais me levaram para o interior e lá tive David. Eles registraram como sendo seu filho, mas eu tenho obrigações com ele.  – Disse com tom melancólico.

- Hum, você teve um filho e ele não sabe. Foi registrado como seu irmão... Tudo bem, não é da minha conta.

- To indo! Tchau!

- Pai, mãe, esse é David Carston, meu namorado. – Sarah apresentou e o rapaz, que estendeu a mão para Jacob. Ele olhou de perto e viu os mesmos lábios carnudos, os mesmos olhos verdes e cabeços castanhos claro quase loiros. Sorriu para o rapaz e ficou encarando o seu olhar. Não havia como não reconhecer aquela expressão.

- É um enorme prazer, David. – Disse educadamente medindo o olhar do rapaz.

- Ele não é lindo, mãe¿ - Sarah perguntou sorridente. Nunca havia visto a filha tão feliz na vida.

- É lindo, filha. – Ela respondeu orgulhosa, vendo a filha com o primeiro namorado.

- Depois temos que conversar, rapaz. – Jacob disse tentando controlar o tom de voz e depois se calou para não falar besteira. Os dois saíram e voltaram para a pista de dança. E ele permaneceu perdido em seus pensamentos.

- E o jogo começa... Vai ser um jogo de gato e rato, mas minha filha não é um queijo. – Pensou alto e Ness não entendeu.

- Ham¿ O quê¿ - Perguntou franzindo o cenho.

- Nada, estava pensando no Tom e no Jerry. Lembra¿ O Gato idiota sempre tentava pegar o rato, mas o rato era mais esperto e sempre se livrava. Ele sempre dava um jeito de sacanear o gato. Tom ás vezes usava queijos em armadilhas para pegar o Jerry. O ratinho inteligente dava um jeito de tirar o queijo da armadilha e desmoralizava o rato. Eu sempre gostei desse desenho.

- Jacob, você está bem¿ Não entendo nada do que fala. Acho que o ciúme que sente da sua filha está te afetando. – Ness disse passando a mão no rosto dele.

- É verdade.

- Venha! – Ela pegou a mão do marido e se dirigiram a pista de dança.

Que comece o jogo, meu caro... Mas minha filha não é um queijo... Não mesmo.



Nota Glau

Bem, gente chegamos ao final da nossa novelinha e estou feliz com a forma de amar dos dois. Ness foi absurdamente boba e sem noção, fez uma proposta no mínimo indecente em nome do seu amor e pagou muito caro por sua ingenuidade. Mas nunca deixou que as pedras em seu caminho a tirassem de seu propósito. Jacob que foi uma pessoa capaz de coisas terríveis, fez a sua esposa sofrer muito e sofreu muito por todos os erros que cometeu. Colocou o desejo de vingança acima dos seus sentimentos e pagou um alto preço por isso. Virou gente ao longo da fic e se mostrou o homem mais apaixonado e generoso do mundo. Os dois cresceram juntos e agora têm a oportunidade de finalmente viver em paz.
A fic foi intensa, linda e muito complicada para eu fazer. Confesso que muitas vezes desanimei ao longo da caminhada e tive vontade de desistir. Perdi muitas leitoras e fiquei chateada com isso. Além disse essa fic foi plagiada mais de uma vez e me deixou muito aborrecida. Cheguei a chorar de raiva naquele momento. E se não fosse  a Heri a me apoiar não teria chegado ao final.
Essa fic era para ter sido maior do que Opposing Souls e Implacável destino, mas eu esmiucei os episódios em um ou dois caps para acabar logo, pela sensação de que as leitoras não estavam gostando. Não queria simplesmente parar ou excluir a fic e por isso corri com os acontecimentos. Mas sinceramente eu me senti infeliz em muitos momentos e não tive prazer de escrever.

HERI, MIGUXA, agradeço imensamente por todo apoio que me deu. Acho que sem você não teria conseguido. Você sabe o quão importante foi e preciso te agradecer novamente.

Gostaria de agradecer as minhas leitoras fieis que permaneceram comigo desde o primeiro cap. Vcs não sabem como é difícil para o autor ter a sensação de que as leitoras não estão gostando do que escreve. Mas eu tenho muitas que me são fieis e que conquistaram o meu coração. Não quero dizer nomes, para não deixar as demais ciumentas, mas vcs sabem bem o carinho especial que tenho e a consideração de sempre avisar lá no facebook quando posto.

Mais um trabalho cumprido e estou com uma sensação de vazio no core. Mas isso já vai passar logo. Afinal Guerra dos sexos está bombando e agora poderei me dedicar mais.

Espero realmente que tenham gostado a agradeço os comentários e recomendações.

Bjus no core