sexta-feira, 11 de março de 2011

37 Capitulo Final  - E finalmente a bonança

A vida para Jacob na cadeia não foi nada fácil e no início da sua estadia foi agredido algumas vezes pelos presos. Mas ao perceber o que acontecia, Jasper conversou com Carlisle, que resolveu interferir.

Mesmo que Jacob fosse uma pessoa com um caráter a ser provado. Mesmo que ele houvesse cometido muitos erros, magoado, machucado e desmoralizado sua neta, era o pai de sua bisneta e o queria são e salvo quando saísse daquele lugar. Resolveu assim, pagar aos carcereiros e aos presos pela sua segurança enquanto estivesse cumprindo a sua pena.

Jasper foi o seu intermediário e fez contato com os chefes das organizações criminosas que lideravam no presídio, com o diretor e os carcereiros, e os comprou. Assim todos ficavam felizes, com as mãos molhadas de dinheiro, e asseguravam que nada e ninguém fizessem mal a Jacob.

Ele não tinha uma vida muito fácil e tinha que trabalhar muito como cozinheiro na cozinha. Dia a pós dia foi melhorando no trato com os alimentos, tornando-se assim um excelente cozinheiro. Guardava todo o dinheiro que recebia pelo trabalho em uma poupança, para que pudesse recomeçar a sua vida quando saísse. Não era muito, mas o suficiente para recomeçar de forma digna.

Recebia notícias de Ness toda semana através de Jasper, Emmett, Edward e Carlisle que se revezavam nas visitas, já que as mulheres estavam em Milão com Ness. Eles sempre levavam fotos atuais de Sarah e de Ness. Jasper obteve permissão para entrar com celular e pode lhe mostrar alguns vídeos caseiros da filha. E todas as vezes que via, Jacob chorava feito criança ao ver o seu desenvolvimento.

Ser mãe foi a dádiva mais preciosa que recebera na vida. O amor que sentia pela filha era tão grande que seria capaz de matar ou morrer por ela. E entendia perfeitamente o motivo de Jacob ter perdido a cabeça. Sabia bem que também teria perdido e virado uma leoa se visse Sarah ser ameaçada.

Sarah crescia rápido e bonita como os pais. Era uma criança inteligente e muito perceptiva. Começou a andar e falar muito cedo para o espanto de sua mãe, que via tudo aquilo como novidade. No inicio, quando a filha chorava ou adoecia, sem saber o que fazer, Ness chorava feito criança tentando aprender a ser mãe. E mesmo com ajuda de Sue e de sua família, tudo era uma grade novidade para ela.

Ela se dividia entre a vida de uma estudante aplicada e uma mãe dedicada. E muitas vezes não dormia para dar conta das duas coisas. Já passava muito tempo fora de casa, na universidade de arte, e quando estava presente só queria cuidar e minar a sua filha. Aquilo era a coisa mais fantástica do mundo e conseguia diminuir um pouco a dor que sentia pela falta de Jacob.

Sentia uma enorme falta da sua presença, de seus beijos, carinhos e do amor que faziam tão gostoso. Aquilo só era sufocado pelo fato de uma criaturinha tão pequena e desprotegida depender dela para viver.

O  mais difícil naquele primeiro anos foi o natal, quando precisaram ficar separados e ela foi visitá-lo no presídio. Os dois não se viam há meses e choravam muito emocionados com o reencontro. Mesmo ele ficando bravo por ela não ter lhe obedecido e ter ido ao presídio, sentia-se grato por aquilo. Era maravilhoso sentir o seu calor, o gosto dos seus beijos e o cheiro do seu corpo mais uma vez. Ele sentia seu corpo queimando de desejo apenas com o toque. Era torturante não poder a fazer amor com aquela mulher... Além de segurar a filha, era o que mais desejava na vida naquele momento. Sua ereção, enorme dentro das calças, chegava a lhe dor de tanta necessidade que sentia. Mas sabia que precisava se conter.


Depois do natal, Ness e Sarah voltaram para Itália novamente e a vida se seguiu de forma rápida. Mais um ano se passou e Jacob recebeu o indulto de natal e teve permissão para passar em casa com a família. Aquela seria a primeira vez que estaria com Ness em um quarto e a primeira que seguraria a filha nos braços. Ele nem podia acreditar ser tão abençoado e receber esse presente. Seu corpo doía de tanta saudade e a ânsia de está com elas deixava os nervos abalados. Era uma terrível tortura esperar pelo momento do reencontro com sua família, mas ainda pela necessidade de tocar a sua filha mais uma vez. O único contato que tivera com ela foi na ocasião do parto e aquilo deixava-o realmente vazio. Era como se faltasse um pedaço de seu corpo... Uma necessidade que ele nunca imaginou sentir antes de ser pai.


Quando Jacob saiu do presídio, já sentia o coração explodindo de felicidade e não via a hora de se reunir com a sua família novamente. Ficou feliz ao ser recebido na entrada pelas suas irmãs que o esperava. Os três se abraçaram de forma afetuosa por longos minutos e depois ele começou um grande interrogatório sobre a filha.

As duas não sabiam muito sobre a pequena, pois passaram pouco tempo com ela ao longo daquele período. Mas Jacob não se cansava de perguntar como ela era e ficava imaginando o seu rostinho lindo. O que muitas vezes apreciara nas fotos que lhe mandavam. Conhecia cada traço do seu rosto angelical, mas queria tocá-la a beijá-la muito.

Quando chegaram na sua casa de La Push, Jacob saiu do carro correndo e se dirigiu para a casa. Entrou como uma bala e seus passos foram interrompidos por uma risada de bebê. O coração parou de bater por longos segundos e não conseguia nem se mover. Respirou fundo e caminhou lentamente para a sala, seguindo o som da risada gostosa, e quando parou na porta, Ness estava distribuindo beijos pela barriga da menina.

Os olhos encheram de lágrimas e pigarreou por um momento. Ela se virou para olhar para a porta e ficou estática ao vê-lo parado. Segurou o choro e ficou observando o seu caminhar na direção das duas.

- Deus, como minha filha é linda. – Ele deu um selinhos nos lábios de Ness e depois ficou olhando Sarah rindo no sofá. Ela estendeu a mãozinha para ele, como se já o conhecesse, e o chamou de “papa” para o seu espanto.

- Papa... – O coração de Jacob transbordou de felicidade naquele momento. Não esperava que ela falasse aquilo.

- Ela já fala algumas coisas, amor. – Ness disse sorrindo para ele. – Eu sempre mostro suas fotos e digo papai para ela. Acho que aprendeu.

- Eu nem sei... – Ele não conseguia falar, simplesmente não podia... Era como se algo sufocasse em sua garganta. Pegou a filha com cuidado nos braços e a sentou em seu colo. Beijou o seu rosto, deixando os lábios algum tempo em sua bochecha rosada. Depois afagou os seus cabelos negros.

Sarah já estava com um ano e dez meses, e Jacob só esteve com a filha nos braços uma única vez, em ocasião do parto. Aquela emoção só podia ser comparada a que sentiu em seu nascimento. Todos os músculos do seu corpo reagiam ao toque. Era um pedaço dele ali, nem podia acreditar que aquilo fosse real. Um amor tão grande e tão incondicional que o deu certeza de fazer tudo novamente para proteger sua filha. Não havia como descrever ou explicar como se sentia perante ela... Era simplesmente AMOR.

- Ela parece muito com você, Jacob... Até no gênio.  – Ness disse chorando ao ver a cena com que tanto sonhou ao longo daquele tempo.

- Ela é tão linda...Tão... Tão... Perfeita! E tem os seus olhos azuis. Será uma linda mulher quando crescer. Eu não mereço uma filha tão perfeita assim. OH Céus! – Jacob soluçava com a filha nos braços. Não conseguia desviar os olhos de seu rosto angelical, encantado ao ver os seus traços sutilmente desenhados em sua face.

- Papa... papa... mam mam qelo mama. – Ness riu e Jacob tentou entender o que ela queria dizer.

- Ela está com fome, amor. Você quer alimentá-la¿ Sue já vem com a comidinha dela. – Ela disse para o marido, que continuava a acariciar a filha e olhá-la como se fosse um bobo. Nunca havia visto Jacob olhar daquela forma tão intensa... completamente vidrado na filha. Os olhos negros brilhavam feito pérolas negras. O sorriso era o mais perfeito do mundo. Ninguém diria, vendo a cena, que acabara de sair de um presídio.

- Eu... eu... claro... é... quero... – Sarah começou a se debater e depois saiu do seu colo e começou a correr pela sala. Jacob a olhou e por um instante um fio de tristeza tomou os seus olhos. Ness percebeu o que ocorria o marido e o abraçou. Sabia o quando ele ainda se ressentia por ter perdido os melhores momentos da filha, o como era difícil e doloroso para ele.

- Você vai recuperar o tempo perdido, amor. – Ela disse beijando o seu rosto. Queria estar a sós com ele e se entregar aos seus beijos, mas aquele era um momento único para o marido e não poderia ser egoísta no momento. Esperaria por sua vez pacientemente e depois aproveitaria cada momento em seus braços.

- É tudo que mais quero... Tudo. – Ele continuava olhando para a menina enquanto fazia as suas travessuras.

- Vai alimentar a sua filha antes de tomar um banho quente¿ - Ela perguntou.

- É claro. – Respondeu olhando Sarah puxando um cinzeiro de um os móveis.

- Sarah, não! Não! – Ness disse energicamente para ela, caminhou em sua direção e tirou o objeto de sua mão antes que quebrasse. – Mamãe já disse que não pode. – Fez um sinal de negativo com a cabeça. – Mamãe fica muito triste e chora se fizer isso.

- Xola nam mamam. Sara num keba mais. – Jacob riu com aquilo e ficou achando graça dela conversando com a mãe.  – Sara nam ke mamam xolando. – Passou a mão no rosto de Ness e fez beicinho.

- Ela entende o que diz¿ - Ele perguntou para ela.

- Entende e sabe responder. Ela é bem faladeira, apesar de tropeçar com as palavras. Mas quando começa não para. – Ness a pegou no colo e a levou para Jacob novamente.

- Parece mentira que já tem quase dois anos. Ela está tão crescida e tão inteligente. Como eu sinto por faltar como pai para a minha filha. – Havia tanta amargura em suas palavras. Seu rosto endureceu e uma máscara de frieza se instalou nele.

- Vamos esquecer tudo por enquanto. Tá¿ Sua filha está aqui no seu colo e se você não aproveitar mais com ela, vai sair do seu colo correndo para tentar quebrar alguma coisa. Ela não para o dia inteiro.

Sue entrou na sala com um prato de comida para Sarah e cumprimentou Jacob.

- Como você vai, menino¿ - Ela beijou o seu rosto, que retribuiu o gesto afetuoso.

- Com muita saudade.  – Respondeu agradecido pelo carinho.
- Já conheceu a pimentinha¿ Ela não para um minuto, Jacob. E é bem tagarela, já deve ter notado.

- Su! Su! Su! – Sarah começou a pular e bater palminhas como Alice e Jacob riu. – Cumida! Mida! Heyyyy!

- Ela aprendeu isso com sua tia... Como é esperta, essa garotona. – Sarah fazia exatamente como Alice e Jacob se admirou com o gesto. Como ela podia assumir os gestos da tia de forma tão perfeita¿ Ele pensou.

- Ela é muito inteligente e muito sapeca. – Sue entregou o prato para Ness, pegou Sarah no colo e começou a fazer cócegas em sua barriga.

- Rararara! Pala, Su! Pala! AAAAAHHHH

Sue a entregou para Ness, que a sentou confortavelmente no sofá para alimentá-la.

- Eu vou terminar as coisas para a ceia de Natal. – Disse e saiu.

Jacob deu a comidinha na boca de Sarah, que brincava e falava o tempo inteiro. Ria achando graça de tudo aquilo e não se cansava de aprender com sua filha. Depois Rebecca e Rachael chegaram a sala e pediram para ficar com a sobrinha enquanto Jacob e Ness conversavam.

Os dois foram para o quarto do casal, Jacob foi para o banheiro se banhar enquanto Ness foi pegar roupas para ele no Closet.

Ela deixou roupas para os dois preparadas no aparador, depois se despiu e entrou no Box.

No momento que ele a viu sentiu sua ereção se formar. Chegou a doer de excitação. Seu corpo explodia de ansiedade para tomar em seus braços a sua mulher e amá-la da forma mais intensa do mundo. Não podia esperar para se unirem novamente. Começou um beijo avassalador, explorando cada canto da sua boca, enquanto aproveitava o gosto delicioso de seus lábios.

Ness sentiu seu clitóris inchar e a vagina doer com a necessidade de senti-lo pulsando dentro dela. O corpo explodia com a ansiedade, consumido por uma luxuria incontrolável...  Ela precisava dele.

A mão de Jacob tocou o seu seio, brincou com o delicado bico rosado em seus dedos. A outra não desceu pelas suas costas e chegou até as suas nádegas, puxando a para si para que a permitisse sentir sua excitação.

Enquanto suas línguas serpenteavam de forma incontrolável, em um beijo de tirar o fôlego, ela sofria com a necessidade de sentir a dura e grossa ereção bombardeando o seu corpo de forma animalesca. Esperou muito tempo por aquilo e seu corpo sentia essa necessidade, fazendo a vagina se contrair instintivamente o clitóris pulsar totalmente imerso no seu necta.

Os dois gemeram ao sentirem o atrito de suas peles. Ele a levou até a parede do Box e pressionou o seu corpo. Segurou suas penas e as ergueu para que ficassem presas em sua cintura. O beijou ficou ainda mais quente, as línguas trabalhavam juntas na busca do intenso prazer. A entrega era profunda e perfeita depois de tanto tempo separados.

Quando Jacob posicionou o seu pênis na sua entrada, Ness gemeu de dor e ele parou.

- Desculpe, amor! – Ele disse vendo a expressão confusa de sua mulher. – Você está há muito tempo sem sexo e não quero machucá-la. Vou te preparar com calma para me receber. – Sussurrou em seu ouvido e passou a língua ao redor do seu lóbulo, fazendo a gemer novamente de excitação.

- Eu estou pronta para você... sempre estive. – Ela disse manhosa, desesperada pelo contato... Praticamente implorando.

- Não! Você precisa se excitar primeiro. – Ele a desceu de sua cintura, ajoelhou diante dela, abriu um pouco as suas pernas e começou a brincar com sua língua no clitóris.

- Hummm! Ohhhhh! Mais, mais...Oh Jacob! – Ela gemia sentindo o primeiro orgasmo explodindo em seu corpo cheio de espasmos. Mas ele continuava e se deliciar com o seu delicioso necta. Sua língua fazia movimentos circulares em torno do seu sexo exposto. Ergueu a cabeça e viu a revirando os olhos, enquanto acariciava os próprios seios. Passou a língua ao redor dos grandes lábios rosados de forma gentil. Começou a chupar e chupar aproveitando o momento intenso que aquilo lhe proporcionava. Desceu a língua até a sua fenda e a penetrou. Ela gemeu de prazer naquele momento... Queria mais... Precisava de muito mais.

- Deliciosa, amor... Geme para mim, neném. – Ele pediu com a voz rouca e sexy que a fez estremecer. O que ela não daria para ouvir a sua voz maravilhosa em todo naquele em que ficou separada dele.

- Jacob... Jacob... Ãnnn Ãnnn... Jacob... – Ele continuou a explorar o seu sexo de forma gentil e a deixou ainda mais necessitada por senti-lo dentro de si. A sua necessidade chegava a lhe doer a alma, misturando a sua dor com as incríveis sensações do seu corpo explodindo em orgasmos. Era como se o corpo inteiro soltasse vários fogos de artifícios.

- Isso, neném! Geme mais o meu nome. O que não daria para ouvir seu gemido... Te amo, neném!

Jacob começou a subir os beijos chegando a sua barriga e brincou com a língua em seu umbigo. Ele se maravilhou ao ver que o seu corpo continuava ainda mais bonito após a gravidez. Ela estava com um pouco mais de carnes, para ele apertar e ainda mais gostosa com os músculos tonificados... O corpo esbelto e delicioso só o deixava com mais vontade de fazer amor. O pênis duro doía ainda mais com a necessidade... Estava completamente louco de desejo de possuir a sua esposa.

Continuou a subir os seus beijos e chegou até os seios. Ela agarrou os seus cabelos e os puxou, deixando o ainda mais excitado. Começou a passar a ponta da língua ao redor daquele lindo botão de rosa, fazendo movimentos circulares sobre ele, depois o sugou com força fazendo a gemer mais alto.

- ÃNNN! OH Jacob!

Ness já sentia outro orgasmo se aproximando e a vagina implorar pela sua penetração. Morreria se não o sentisse pulsando dentro dela.

- Preciso de você dentro de mim... OH Jacob, por favor.

Com a outra mão segurou o outro seio e o apertava pouco a pouco. Ela estava totalmente excitada com os toques do marido, totalmente entregue em seus braços.

- Vou levá-la para cama. – Ele a pegou no colo rapidamente e caminhou com ela para os quarto. Os dois estavam molhados demais e foram deixando um rastro no caminho que fizeram até o quarto. Alcançou a sua cama e a deitou. Ficou olhando para a esposa nua em sua cama e se maravilhou com a visão que teve. Ela estava ainda mais gostosa após o tempo de separação.- Como você conseguiu ficar tão perfeita¿ - Ele perguntou maravilhado ofegante. Passou a língua sobre os lábios, como um lobo prestes a devorar a sua presa... Queria devorar inteiramente a sua esposa.

- Cirurgia plástica. – Ela disse rindo. – Levantei os seios e refiz a barriga. – Riu sarcasticamente para ele... To brincando! Tive aula com um personal trainer durante uns dois meses. E os seios, bem, eu não amamentei muito tempo. O leite empedrou... Foi horrível e eu sofri muito. Tivemos que arrumar uma ama de leite para Sarah.

- Oh amor, eu não sabia. – Caminhou lentamente em direção a cama, com a enorme e exuberante ereção exposta. Ela estava maravilhada com a coisa que a tanto tempo não vinha. Passou muitas noites pensando em sua protuberante anaconda.

Jacob se ajoelhou diante dela, segurou seus joelhos com as duas mãos e abriu lentamente as suas pernas. Ela pensou que ele a penetraria naquele momento, mas ao invés disso, ele levou sua cabeça até o seu sexo exposto e começou a brincar novamente com o seu clitóris. Penetrou a com um dedo e ela gemeu alto. Introduziu outro dedo e começou a estimulá-la.

- Sente-se confortável ou ainda dói¿ - Perguntou preocupado.

- Confortável. – Ela respondeu e ele introduziu o terceiro dele.

- E agora¿ - Questionou novamente.

- Bem. – Ela assegurou.

- Está pronta, então¿

- Sempre. – Ela fechou os olhos e sorriu... Aquilo era mais do que um sonho.

Ele tirou os dedos de dentro dela, subiu o corpo lentamente e se posicionou em sua entrada. Ela gemeu de excitação naquele momento tão esperado. Não agüentava mais esperar para senti-lo dentro dela. Queria se entregar de corpo e alma, aproveitar cada momento de prazer que poderia lhe proporcionar.

Jacob a penetrou lentamente e ela gemou quando o seu membro quente e duro deslizou dentro de si. Atingiu o auge do prazer e da felicidade quando o sentiu todo dentro dela... Estava completa novamente.

- Pronta¿ - Ele perguntou com o pênis pulsando pela necessidade de estimulação. Não podia agüentar mais aquela tortura.

- Completamente. – Ela respondeu e ele começou a pulsar dentro dela, saindo e entrando cada vez mais rápido. Os gemidos foram sufocados por um beijo avassalador. Seus corpos suados exalavam prazer enquanto se moviam sobre os lençóis. Ele a bombardeava de forma dura e profunda, proporcionando um prazer inenarrável. Seu ávido beijo a deixou completamente perdida e só fez o prazer aumentar cercado de longos gemidos.

- Eu amo você... – Ele sussurrou em seu ouvido depois que abandonou o beijo. – Amo tanto que chega a doer... Minha vida não é nada sem você, Ness. – Continuava bombardeando sua vagina ainda mais forte, explodindo com tesão em cada célula do corpo.

- Eu também te amo... Ohhhh, Jacob... mais

- Mais, amor¿ - Perguntou beijando o seu pescoço.

- Mais, por favor.

- Sempre, Ness.

- Sempre¿

- Sim,sempre! Sempre serei o teu homem e você minha mulher.

- Sim, sempre... Oh Jacobbbb, mais rápido... Mais forte.... Mais fundo

- Tudo o que quiser, neném. – Ele começou a estocá-la cada vez mais forte, como se o mundo estivesse a ponto de acabar, parecia uma máquina de fazer sexo ligada em 220v.

- Jacccccoooooobbbb, ãããããnnnnn

- Juntos amor! UUIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII Gossshhhhhh

Os corpos explodiram em prazer, tomados por espasmos incessantes e ele caiu com o corpo cansado sobre o dela. Deitou sua cabeça sobre o seu ombro por um tempo, enquanto sentia os dedos da mulher afagando os seus cabelos suados.

- Foi incrível, Ness...

- Perfeito, Jacob, mas...

- Mas o quê¿ - Ele perguntou. – Vamos aproveitar o tempo que nos resta aqui, agarradinhos, apenas nos amando.

- Não podemos... Nossa filha está a nossa espera. Você se esqueceu¿

- É verdade. Por mais vontade que tenha de não sair mais dessa cama, tenho que curtir um pouco a minha amada Sarah... Como ela pode ser tão perfeita e linda... Maravilhosa.

- Ela é sua filha, Jacob. Acha que nasceria feia¿

- Não! Ela é sua filha, neném. Nada saído de dentro de você pode ser feio.

- OH, mas que elogio.

- Não é elogio. É constatação.

- Tudo bem, Jacob. Somos lindos e fizemos uma filha ainda mais linda. Satisfeito¿

- Agora sim.

- Jacob, você está me esmagando.

- Desculpa, amor. – Ele saiu de cima dela, deitou e costas para cama e puxou o seu corpo para si. – Sei que temos que descer por causa de Sarah. Contudo te peço apenas meia hora para me recuperar e te sentir. Sabe, eu sonhei tantas vezes com nosso reencontro. Acordava suado e me masturbando. Sei que isso é ridículo, Ness. Mas sonhei com você todas as noites.

- Também, amor! Eu também...

- O quê¿

- Fiz isso... Sabe¿ Eu não tenho vergonha, porque estava pensando em você.

- Você é muito valente, neném... Te amo... amo... amo... muito.

O indulto de natal permitiu que Jacob passasse o final de ano com a família. Aquilo lhe deu um novo ânimo para esperar o que estava por vir. Sabia que ainda tinha uma longa jornada pela frente. No entanto, sua mulher, a mais linda, amável, meiga, carinhosa e desejosa esperava por ele. E sua filha crescia feliz e saudável. Mesmo com uma ficha criminal de ex presidiário, ele a faria se orgulhar um dia. Não importava quanto tempo demoraria para aquilo... Ela se orgulharia.

No natal seguinte eles não tiveram a oportunidade de ficar juntos novamente. Todavia carregavam com si a recordação mais maravilhosa do mundo. Eles se lembraram dos momentos felizes que compartilharam no ano anterior e aquilo foi a força que precisavam para continuarem firmes e perseverantes.

Sabiam que o dia da libertação chegaria logo. Jacob completaria três anos preso e Jasper entraria com pedido de liberdade condicional.
Nesse meio tempo Rachael se formou na universidade e Rebecca se casou, mesmo sem a presença do irmão. Alice, que a muito custo conseguiu engravidar e perdeu o bebê nas duas primeiras tentativas, estava prestes a ganhar o primeiro filho naquele natal. Rosalie há dois anos adotou uma linda menina com cabelos loirinhos e olhos azuis como os de Ness. A mulher estava radiante de felicidade com a sua vida de mãe. Edward foi promovido a diretor do Hospital de Washington.

Emmett continuava com sua vida  play boy rico, Jasper ficou ainda mais famoso depois do julgamento de Jacob e ampliou o seu escritório de advocacia, fazendo uma fusão com um criminalista famoso. Bella estava dando aulas como professora primária e muito feliz com sua profissão. Seth e Larissa continuavam morando juntos e pretendiam oficializar o casamento no ano seguinte.Michelle, a irmã psicopata de Ness, recebeu alta do hospital e foi morar Carlisle e Esme, que a tratavam como uma verdadeira filha. Ela e a irmã não se falavam muito, porque sempre se sentia desconfortável quando estavam juntas em um mesmo ambiente. E por mais amável que Michelle tentasse parecer, ela percebia que havia algo estranho em seu olhar.

Carlisle estava cansado daquela vida de empresário e começou a se desfazer da empresa, vendendo pouco a pouco as ações. Como o patrimônio estava em nome de Ness, ela fez questão de repartir o dinheiro em cinco partes, deixando assim para o pai, as tias e a irmã bastarda o que era de direito. Ainda sim ficou com muitas propriedades, imóveis e bens que rendiam muito dinheiro a cada ano. A única coisa que queria, era o tempo passando rápido para que pudesse estar perto do seu marido e recomeçar uma vida nova.

Na cadeia o tempo passava lentamente para Jacob, que virou chefe da cozinha no presídio e conquistou o respeito de alguns. Ainda era protegido por Carlisle, que gastava muito dinheiro para o marido da neta não sofrer nenhum apuro no local.

Enquanto Ness, já formada pelo curso de Artes plásticas e pintura contemporânea de Milão, trabalhava em seu próprio ateliê, montando a primeira exposição, Jacob se fazia um curso de culinária por correspondência e estudava sobre a administração de um restaurante.

Ele planejava começar do zero e abrir um restaurante em Forks ou La Push, para que pudesse ter como prover a sua família, mesmos sabendo do enorme montante de dinheiro que a sua esposa tinha em diversos bancos dentro e fora dos Estados Unidos.

Era uma questão de honra fazer algo novo em sua vida e ter condições de viver sem depender do dinheiro dos Cullens. Sabia, no entanto, que ninguém lhe daria um trabalho decente quando saísse. Por isso pegou o dinheiro que recebeu com o trabalho no presídio e pediu para Jasper investir nas bolsas de valores.

Os investimentos no início não tiveram muito sucesso, porque muitas empresas tiveram problemas em tempo de crise. Porém, quando a notícia da venda da Cullen lhe chegou aos ouvidos, concluiu que logo as ações estariam em alta e valeriam muito no mercado. Pediu, sem segredo, que Jasper comprasse alguns lotes, meses antes do inicio das vendas, e deixou que valorizasse. Então quando a notícia da venda da empresa se espalhou, o preço das ações foi lá para o pico e Jacob lucrou 500% ao vender os seus lotes. E com esse dinheiro, ele pediu para Jasper investir a metade em títulos do governo e ações da empresa Facebook.

Jacob, mesmo preso, tinha um senso de oportunidade incrível. E durante as visitas procurava saber como estava o mercado. Ouvia conversa de alguns presos, perguntava algumas coisas para os guardas, que chegavam a lhe trazer jornais de economia. Assim ele comprava e vendia as ações conforme os seus instintos de investidos.

Estava há quase três anos preso e já tinha um montante de ações que chegavam em torno de dois milhões de dólares. Isso para um presidiário, que começou o seu pequeno investimento com salário que recebia, era muito. E apenas Jasper, como seu advogado e homem de confiança, sabia dessa sua pequena artimanha.

- Você daria um ótimo diretor de economia. Quero o trabalhando para mim quando sair daqui. – Disse Jasper certa vez para ele.

- Eu sou apenas atento ao mercado e tenho bons instintos.

- Vai ser bom assim lá em casa.

Os dois se tornaram grandes amigos e para ele Jacob podia lhe contar as suas aflições. Também podia contar para que cuidasse de sua filha e de Ness na sua ausência. Às vezes os dois brigavam, porque ele ficava furioso quando Jasper levava Ness com ele para o presídio. Depois faziam as pazes e trocavam confidências sobre coisas que consideravam intimas e Jasper não tinha para quem contar.

- A exposição de Ness está quase pronta. Ela queria muito que você a visse.

- Ela é talentosa demais. Tenho certeza que será uma pintora reconhecida.

- Eu também... – Jasper parecia hesitar, mas tinha que lhe fazer o pedido. – Você quer se o padrinho do meu filho¿ Alice e eu conversamos e...

- É claro! Pensei que não fosse me convidar. Para que chamaria um presidiário¿- Jacob perguntou se fazendo de ofendido.

- Corta essa, ta! Sabe bem que aprendi a gostar de você... Também quem mais poderia me dar tantas dicas sobre ações e investimentos¿

- É, né! Interesseiro.

- OH, está sentindo.

- Isso é muito gay Jasper.

- Olha quem fala¿ Oh Ness eu te amo mais do que tudo... Isso é gay.

- Isso não é ser gay, idiota. Apenas demonstro o meu amor por ela.

- Tá! Tá!

- Agora falando uma coisa bem séria. Eu entrei com pedido de condicional e estou esperando a resposta do Juiz. Com sorte você sai em dois ou três meses.

- Verdade¿

- Sim! Mas não se anime muito. OK¿

- Tá!

- Outra coisa, Ness pediu uma nova visita. Mas ela quer uma visita íntima. O que me diz¿

-Não! É ultrajante isso.

- Ela está com muita saudade.

- E você acha que não estou¿ Eu sonho com ela dormindo e acordado se quer saber. Mas transar dentro de um presídio não faz parte dos meus planos.

- Eu já entrei com pedido.

- O quê¿ - Jacob estava com raiva. Sabia que não resistiria se ficassem sozinhos em uma sala fachada. Não haveria escapatória para aquilo. – Você sabia que eu não queria.

- Ela é sua esposa... não uma qualquer.

- Por isso mesmo.

- Deixa de frescura. Além disso, eu estarei com ela durante a revista intima. OK¿

- Mesmo assim é ultrajante.

- Não vamos mais discutir o caso. Tudo bem¿ Se for autorizado ela vem na próxima semana.

Depois daquele dia, Jacob, apesar de discordar, ficou ansioso para se encontrar com Ness. E na quinta feira foi chamado para a visita conjugal, como chamavam no presídio, onde teria a oportunidade de ficar em um pequeno e pouco aconchegante quarto com Ness.

Ele sentia vergonha daquilo por ela e imaginava o que os carcereiros falariam daquilo. Afinal ela era uma figura pública e foi manchete de jornal por muito tempo. Aquilo já seria um grande motivo para fofocas.

Conforme combinado, Jasper foi com ela até a sala e esperou a sua chegada. Depois saiu e os deixou juntos.

- Eu pedi tanto para não fazer isso. – Ele disse no momento em que adentrou o local. Caminhou em direção da esposa, puxou a pela cintura e beijou os lábios ternamente, distribuindo selinhos por ele.

- Eu não estava agüentando, Jacob... Faz tanto tempo e... Ai... Eu... Você sabe, né... – Ela disse cheia de constrangimento.

- Eu também estou necessitado, Ness. Mas é vergonhoso para você. – Os dois se abraçaram forte em um momento único. Nada poderia quebrar o encanto daquele momento. O calor de seus corpos eram como bálsamos.

- Como foi a formatura¿ Jasper não quis me falar sobre isso.

- Não tive formatura, Jacob. Eu não queria nada que pudesse me lembrar você. Passar por aquele momento sem você seria terrível. Então preferi apenas pegar o meu diploma.

- Entendo...

- Nossa filha mandou isso para você. – Ela tirou um pedaço de papel do bolso na saia, com um dos trabalhos escolares de Sarah, onde ela tinha que pintar a família. Os olhos de Jacob se encheram de lágrimas ao ver aquilo. Como ele sentia saudade de sua pequena. Ela estava mais tagarela e levada do que antes, segundo Jasper lhe dizia.

- Oh, Ness, obrigada! Obrigada mesmo por fazer a nossa filha saber que não sou má pessoa e que a amo.

- Ela sabe e não tem que me agradecer, amor.

- Jasper disse que as coisas para a exposição já estão quase prontas.

- Sim! Estou arrumando alguns detalhes com Alice. Só que ela está cansada pela gravidez. Acha que o Brian nasce nos próximos dias.

- Ela te contou sobre o convite¿

- Sim! Seremos padrinhos dele. Estou muito feliz com isso.

- Estou honrado, afinal Jasper é um homem importante e poderia ter escolhido qualquer pessoa.

- Ele aprendeu a gostar de você e te admira muito, Jacob.

- E eu nem mereço.

- É claro que sim. Ah, ele te entregou as cartas que escrevi¿ - Ela perguntou fazendo beicinho.

- Sim! Suas cartas são um manancial de águas frescas para mim, amor. Nunca pensei que havia escrito uma carta para cada dia que ficamos separados. Já li dez cartas.

- Sabe que dia é hoje, Jacob¿

- Nosso aniversário de cinco anos de casamento. Como acha que me esqueceria¿

- Pensei que... – Ele colocou o dedo sobre os seus lábios e fitou intensamente os seus olhos.

- Nunca! Foi o dia mais importante da minha vida... Tirando o nascimento de Sarah, é claro!

- Eu só te trouxe o desenho de Sarah e a mim de presente. Eles não deixariam entrar com outra coisa. Espero que esteja a altura. – Ela sorriu maliciosa, enquanto ele passava as mãos pelas suas costas. Desceu a lentamente, levantou a barra do suéter e tocou a pele quente os a ponta dos dedos e foi subindo até a altura dos seios. Depois a virou se costas e segurou os seios com as suas mãos.

- Você é o melhor presente que já tive na vida... O mais bonito... Mais importante... Mais gostoso. – Mordeu o lóbulo de sua orelha e foi descendo os lábios até chegar ao seu pescoço, onde distribuiu muitos beijos.

- Faz amor comigo¿ Preciso de você! – Ela implorou.

- Que bom que veio de saia... E longa. – Ness estava com um saia marron que ia a altura do joelho e um par de botas de couro preta, que ficava dois centímetros abaixo da saia. Jacob passou a mão em sua perna e subiu até alcançar a calcinha. Lentamente ele a tirou, puxou a mulher para a cama e se sentou. Abriu o zíper da calça e colocou o seu membro para fora. Pegou a camisinha que foi lhe entregue antes de se dirigir para a visita intima, abriu o pacote e Ness ficou observando sem entender.

- Por quê¿ - Ela perguntou enquanto ele colocava a camisinha no membro duro exposto.

- Ness, eu estou aqui há muito tempo. Estou sujeito a vírus, bactérias e coisas que são imperceptíveis ao corpo. Entende¿ Há alguns meses eu me cortei com a faca da cozinha. Pedi para fazer um exame de doenças sexualmente transmissíveis depois. E apesar de não ter dado nada de errado, sinto-me mais confortável assim. Quando eu sair desse lugar, eu vou repetir os exames para saber se está tudo bem.

- Mas foi só uma faca. – Ela disse.

- Uma faca que todo mundo usa. Aqui acontecem coisas que você não entenderia, amor. Eu prefiro desse jeito... Agora vem para mim logo. Vou acabar brochando desse jeito. – Estendeu a mão e ela foi para ele. Os dois começaram a se beijar, ele estimulou o seu clitóris com um dos dedos, introduziu três dedos, um a um, em seu canal vaginal para deixá-la preparada. Após se excitarem, ele a colocou sentada sobre o seu membro e os dois se entregaram ao amor de forma intensa. Ele segurava as suas pernas e a conduzia no cavalgar pelo seu grosso membro, que a penetrava de forma dura e profunda. Os gemidos foram abafados por longos beijos até que chegassem ao ápice do prazer.

Após experimentarem um gozo maravilhoso, ele a tirou de cima do seu membro e para o seu espanto, quase desespero, a camisinha havia furado e o liquido pingava sobre a pele.

- Droga! Inferno!

- Calma, Jacob. – Ela pediu de forma doce,beijando os seus lábios.

- Desculpa, amor! Isso não deveria ter acontecido.

- Mas aconteceu e está tudo bem. OK¿ Agora só me abraça um pouco para eu sentir que isso tudo não é mentira.

- Não queria te deixar ir.

- Eu também não queria ir.

Ficaram se beijado por um tempo, até que houve uma batida na porta. Os corações apaixonados chegaram a doer naquele momento. Dizer adeus novamente era uma agonia profunda para os dois.

- Tá na hora de você ir. – Ele disse se levantando.

- Logo logo tudo acabará e estaremos juntos novamente.

- Sim, Ness, não vejo a hora de sair desse lugar... Posso te pedir uma coisa¿ Em alguns  dias fará um exame para saber se está bem¿ - Ele implorou olhando naquele oceano azul.

- Deixa de ser paranóico, Jacob. – Ela resmungou.

- Promete¿

- Prometo. – Ela disse e começou a se arrumar para ir embora.

Os dois se beijaram intensamente e entre lágrimas de saudade se despediram novamente.

A exposição de Ness foi um sucesso e as criticas para o se trabalho foram melhores do que esperava. Estava muito feliz por tudo dar certo e o nascimento do filho de Alice deu a ela ainda mais alegria de vida, apesar da saudade que sentia de Jacob.

Fazia três semanas que esteve com ele no presídio e estava se aproximando a aniversário de três anos de Sarah, o que a deixava ainda mais atarefada e aminada com toda a agitação.

Jasper, que foi visitar Jacob para contar do nascimento de Brian, voltou com o questionamento solicitado pelo amigo.

- Você fez os exames de DST¿ Jacob está preocupado e tem razão. – Disse enquanto olhavam para o berçário.

- Não! Mas eu tenho consulta com a minha ginecologista essa semana e vou solicitar um pedido de exames. OK¿

Dois dias depois, ela estava no consultório de sua médica e lhe pediu a guia para os exames. Saiu daí e foi direto para o laboratório para realizá-los, mesmo sabendo que não daria nada e que Jacob estava preocupado sem razão.

Uma semana depois o laboratório ligou avisando que os exames estavam prontos e Ness foi buscá-los.

Aquele dia, ela estava com muita pressa, porque tinha que terminar e resolver os últimos detalhes com o Buffett encarregado da festa de três anos da filha.
Correu para o hospital, pegou o exame na recepção e depois foi se sentar para abri-lo.

Quando ela começou a ler todos os pontos negativos de resposta, algo lhe chamou a atenção e ela ficou sem ar.

- Não pode ser!  Eu... eu... estou... – Desmaiou ali mesmo.

[...]

- Filha! Filha! – O pai a chamava. Abriu os olhos e viu que estava na sala de emergência do hospital. – O que aconteceu, filha¿

- Eu estou grávida. – Disse tentando digerir aquela verdade.

- Grávida¿ Mas e o Jacob¿- Edward a olhou com uma expressão estranha e ela se ressentiu.

- Eu não trai o meu marido, pai. O filho é dele. OK¿ Tive uma visita intima no nosso aniversário de casamento. Ele pediu para fazer um exame de DST, porque se feriu no presídio. E agora estou grávida... Gosh! – Disse brava para o pai.

- Então está tudo bem. – Ele disse com expressão mais tranqüila.

- Eu não queria outro filho agora. É tão difícil criar uma filha sozinha. Imagina dois, pai. Não sabemos se Jacob terá liberdade condicional e estou com medo do que vai acontecer.

- Você tem a sua família. Não precisa se preocupar com isso, amor.

- Eu sei, pai! Mas não é a mesma coisa... – Ela se lembrou da filha pedindo e perguntando pelo pai varias vezes. E das mentiras que sempre contava para ela. Teria que passar por tudo de novo e enfrentar uma gravidez sem o seu amor. Estava feliz por ser mãe novamente, mas as circunstâncias não eram nada favoráveis naquele momento. – Seja o que Deus quiser. – Ela se levantou para ir embora.

Ness pediu para Jasper disse que estava bem e que não lhe contasse da gravidez por enquanto. Ela queria dizer pessoalmente na próxima visita que faria. Porém nesse meio tempo muitas coisas aconteceram e não teve a oportunidade de ir visitá-lo.

Sarah ficou muito doente, com meningite, e até a sua festa teve de ser adiada. É claro que não contou nada para Jacob e permaneceu forte com a filha no hospital durante três meses de tratamento. Assim não teve tempo para se cuidar direito e não viu que a gravidez foi evoluindo rapidamente, e a barriga já começava a aparecer.

Quando a filha foi finalmente para casa, ela pode fazer uma grande festa com circo, animadores fantasiados de animais e todas as coisas gostosas que as crianças adoravam. Foi então que se deu conta de que não havia contado para Jacob do filho que estava a caminho e planejar como faria dali por diante.

Na segunda feira logo cedo, Ness foi até o escritório de Jasper e pediu que solicitasse uma nova visita íntima. Mas a novidade que ele tinha para ela era tão boa, que aquilo se tornava totalmente desnecessário.

- Ness, o juiz atendeu o pedido de liberdade provisória e marcou a libertação de Jacob para a próxima sexta feria. – Ness mal conseguia respirar com aquela notícia. Era melhor do que poderia esperar. Finalmente teria a sua família de volta e poderia contar a Jacob sobre o filho que estava a caminho. Foi preenchida por uma enorme emoção. Seu coração batia muito forte e o ar chegou a lhe faltar. Colocou as mãos sobre a barriga e sorriu ao imaginar a cara de felicidade de Jacob.

- OH, Jazz... eu... não... ai... – Começou a chorar de felicidade com aquela noticia e abraçou o seu tio.

- Sexta feira às dez horas da manhã Jacob sairá. Eu não falarei nada com ele por enquanto. Será uma surpresa! Só quero ver a cara que fará quando sair. Acho que vai me xingar por ter escondido. – Jasper disse rindo.

- Obrigada por ter sido um bom amigo para Jacob.

- Não tem que me agradecer, Ness.

Ness avisou a família e aos amigos, e ficou contando as horas para a liberdade de seu marido. Finalmente ele estaria livre depois de mais de três anos preso. E apesar de saber que teria os seus limites, por ser apenas liberdade condicional, aquela foi a melhor notícia que já teve na vida.

Na sexta feira pela manhã Ness se arrumou toda, colocando um vestido rosa bem justo, que deixava transparecer um pouco a sua barriguinha de quase quatro meses, arrumou os cabelos, passou o perfume que ele amava e fez uma leve maquiagem. Pediu a Sue para arrumar Sarah enquanto se preparava e depois que estava pronta foi para o quarto ver como estava a filha.

Sarah usava um lindo vestido branco, cópia perfeita do vestido da Cinderela, os cabelos negros estavam cheios de cachos perfeitamente arrumados e preso por pequenas presilhas brancas. Usava um discreto brinco de diamante, presente do biso Carlisle, e o perfume de bebê que Ness adorava.

Quando ela, Sara e Sue chegaram a sala, as gêmeas, seus companheiros, Seth e Larissa já as esperavam para irem buscar Jacob. Todos seguiram viagem em carros separados e com Ness foi apenas Sue e Sarah. E encontraram o restante da família a espera ao lado de fora do presídio.

Seth pegou a afilhada no colo e beijou o seu rosto, enquanto fazia gracinhas para ela e brincava com seus lindos cachos. Os outros conversavam enquanto observavam Ness andando de um lado para o outro, nervosa, quase em colapso, a espera de Jacob.

[...]

Jacob, que não sabia de absolutamente nada, saiu cedo de sua cela, junto com seu companheiro, e seguidos pelo carcereiro foram para a cozinha para começarem a preparar o almoço do dia.

Já era costume ele ir cedo e deixar os ajudantes descascando legumes, limpando e temperando carnes para fazer a comida para aquela gente toda. Era um ótimo cozinheiro e a sua comida tão boa, que até mesmo o diretor do hospital fazia questão de comer uma das quentinhas.

Estava entretido com seus afazeres quando foi chamado por um dos carcereiros.

- Oh Black!

- Sim!

- Você deve vir comigo.

- Por que¿ Aconteceu alguma coisa¿ Meu advogado está ai¿

- Não! Você não está com pressa para chegar em casa, cara¿

Ele olhou para o homem naquele momento e tentou assimilar o que lhe dizia.

- Pressa¿ Ir para casa¿ Como assim¿ - Seu coração batia de forma descompassada e o nervoso o consumiu naquele momento. Não conseguia acreditar que ele iria para casa. Ou seria apenas uma piada¿

- Seu advogado não lhe contou¿ Seu pedido de condicional foi aprovado e você vai sair em dez minutos.

- HAM!

- É verdade. Precisa passar pela vistoria, pegar as suas coisas e assinar a documentação. Depois está livre.

- LIVRE¿

- AEEEEE!

-  FUIIIIIIII

- PARABÉNS, CARA!

Todos começaram a festejar a boa noticia para Jacob, que ainda continuava como uma estátua. A ficha ainda não havia caído.

- Vamos embora, cara!

Ele assentiu e seguiu o carcereiro até a sua cela, pegou os livros, cartas e fotos da família, seu sabonete, escova de dente e pastas, e depois seguiu para o escritório onde leu e assinou o documento com suas obrigações de condicional. Pegou o papel com o endereço da delegacia e do seu agente de condicional. Depois foi conduzido para uma sala, onde recebeu os seus pertences (relógio, carteira de documentos, dinheiro, aliança, um cordão, o cinto, as roupas e os sapatos).

- Posso te pedir uma coisa¿ - Perguntou ao carcereiro.

- Pode¿ Vai ficar me devendo uma. – O homem disse para ele.

- Preciso escovar os dentes.

- Escovar os dentes¿ OK! Venha comigo. – O homem o conduziu até um banheiro no final do corredor e pediu para ser rápido. – Seja rápido! Se alguém me vir aqui com você serei advertido.

- Obrigado! – Pegou a carteira dentro do envelope e lhe entregou uma nota de cem dólares. O homem riu agradecido.

Jacob trocou de roupas por alguns minutos, lavou o rosto, penteou os cabelos e escovou os dentes. Em seguira saiu e foi levado até os portões do presídio, com os seus pertences em bolsas de plástico.

Os portões se abriram uma nova vida... Finalmente veria a sua família.

Não entendia, no entanto, o motivo de Jasper não ter falado nada. Era impossível ele não saber. Por que não havia lhe contado¿ Será que Ness sabia¿


Seu rosto se iluminou ao ver a luz do dia e o se amor esperando há alguns metros. Seus olhos encheram de lágrimas, que ele mesmo tentando não conseguiu conter. Seu coração parecia uma britadeira e o corpo inteiro tremia. Não conseguiu se mover por algum tempo... Só observava.

Assim que Jacob apareceu do lado de fora do portão, Ness começou a chorar emocionada e tentou se contar para não gritar de felicidade. Caminhou rápido em sua direção, de braços abertos para ele, que despertou do transe que estava e correu ao seu encontro.

A cena foi linda, parecia um filme de romance daqueles antigos. Jacob corria de um lado e Ness do outro. Quando chegaram mais ou menos um metro de distância,ficaram se olhando sem dizer nada, apenas chorando. A emoção tomou conta naquele momento e qualquer palavra estragaria tudo. Apenas conversaram através do olhar, sabendo exatamente o que um dizia para o outro... Eu te amo!

Ele a tomou sem seus braços e a beijou com loucura. Queria tudo dela. Tinha urgência em está dentro de seu corpo outra vez. De fazer amor de forma insana e se esquece de todas as privações que passaram durante aqueles anos. Ele apertou o seu corpo e desceu as mãos até a sua cintura. Apertou mais e mais, enquanto sugava tudo que podia com aquele beijo. Suas línguas travavam uma batalha deliciosa de prazer e não conseguiam interromper o beijo cheio de tesão, saudade e amor. O tempo poderia parar naquele momento. Ele nem se importaria com isso. Só queria está nos braços do seu amor e viver para todo sempre com ela.

- Jacob... OH, Jacob...

- Ness... Ness... Eu tenho fome de você, neném... Como eu quero você... Sua falta é insuportável.

- Calma,Jacob... Estão todos olhando... Calma... – Ele a beijou avidamente novamente e mais minutos se passaram até que os lábios finalmente se separassem. Os dois estavam ofegantes, cheios de uma excitação insuportável consumindo cada célula de seus corpos.

- Amo... Amo muito... Quero muito... Ai como estou com saudade desse corpo... Do seu riso... Dos seus beijos... De você falando dormindo... Do seu choro manhoso... De tudo.

- A gente tem a vida inteira agora, amor. – Ela disse dengosa.

- Uma vida será pouco para eu te amar, neném. Quero recuperar o tempo perdido. Estou pensando em fazer uma segunda lua de mel com você. Pelo menos um mês só nos dois. – Jacob beijava o seu pescoço e deslizava as mãos pelo seu corpo. De longe a família e os amigos fingiam não ver aquela declaração explicita de amor e falta de sexo.

- Temos uma filha.

-Eu sei... Prometo recompensá-la pelo tempo que estivermos fora.

- Tem outra coisa que não te contei.

- O quê pode ser, neném¿ Nada me fará desistir de te arrastar para uma cama agora.

- Eu estou grávida, Jacob... Estou com quase quatro meses. – Ela pegou a mão dele e pousou sobre a sua barriga. Os olhos dele encheram de lágrimas novamente e o choro veio de forma compulsiva.

- Nada me fará mais feliz do que ter outro filho com você, neném. – Ajoelhou diante dela e distribuiu ternos beijos sobre a barriga. – Mas assim mesmo continuo com desejo desesperado de ter você. Eu não sei o que é, mas não estou agüentando. E também estou com vontade de comer manga...Manga¿ De onde saiu essa vontade maluca¿ Há anos eu não como manga... Deixa para lá.

- Jacob, eu quero você. Quero mais do que tudo, mas agora vem ver a sua filha. Ela está ansiosa para ir ao colo do pai. – Ness apontou para Sarah no colo de Seth e Jacob virou, olhou para os dois, e sorriu.

- Ela é linda... É minha filha. – Secou as lágrimas do rosto e sorriu.

- Sim! Ela é a sua cópia, exceto pelos olhos.

Seth colocou Sarah no chão e a menina correu para os pais, pulando e rindo peito um protótipo de pererequinha Alice.

- OMG! O que sua tia fez com nossa filha¿ - Jacob estava se levantando, enquanto a menina corria para eles.

- Ela tem o seu Gênio e o Temperamento da Alice.

A menina se atirou dos braços do pai e rindo para ele perguntou: - Oi, papai! Vamos para casa agora¿ Eu quero te mostrar as maquiagens que minha tia me deu.

- Maquiagem¿ - Perguntou para Ness, enquanto franzia o cenho.

- É para as bonecas. Alice comprou umas bonecas que ela pode maquiar e depois remover facilmente. Está ensinando a sobrinha a ser uma lady.

- Ah ta! –Abaixou e beijou o lindo e angelical rosto de sua filha.

- Afinal eu sou a Herdeira dos Cullens. Preciso ser criada como uma Lady.

- Vocês três são as Herdeiras do meu amor. – Jacob pegou Sarah no colo com um dos braços. Com o outro pegou a mão de Ness e entrelaçou os seus dedos, e os três seguiram em direção aos amigos e familiares.

- Como você sabe que é uma menina¿ - Ness perguntou rindo.

- Porque eu sou o homem das mulheres... Só aparecem mulheres na minha vida.

- AH! Só mulheres¿ Sem vergonha! – Ness disse brincando.

- Sim! Renesmee, Sarah e Isabelle... As Herdeiras do meu coração.

Finalmente livres para amar e começar uma nova vida. Apesar de todas as dificuldades, do sofrimento, brigas e obstáculos que se colocaram em seus caminhos, Jacob e Ness venceram e agora tinham a chance de uma vida feliz.

Ele aprendeu com os seus defeitos e erros da pior forma possível, assim virou gente de verdade. Ela colocou o seu amor em primeiro lugar e desde criança, manteve-se no propósito de fazer feliz o seu príncipe encantado. Nunca, mesmo nos piores momentos, deixou a vontade de desistir vencer o seu sentimento.

As lições que os dois aprenderam, foi que tudo vale a pena quando se tem a capacidade de amar. O que mais importa não é a sua felicidade, mas sim a do ser amado. Perdoar se torna mais fácil, se doar não é um sacrifício porque o amor é generoso. Cuidar é uma obrigação de quem ama acima de tudo, que o faz sem interesse de reciprocidade. Ser paciente é algo que supera toda a ânsia e o desespero de se estar junto, até mesmo os desejos carnais mais ardentes. Tolerar os erros e os defeitos é algo sublima a compreensão humana. E perdoar se torna a maior dádiva que um ser humano pode carregar em seu coração.

O amor é...
Bondoso
Generoso
Cuidadoso
Paciente
Tolerante
Piedoso

Foram as lições mais importantes que os dois aprenderam juntos e seriam elas a base para a educação de seus filhos.

FIM

Epilogo

Nos anos que seguiram a família Black teve uma vida cheia de amor e felicidade. Tudo o que eles mais queriam se realizou no momento em que Jacob saiu do presídio.

Jacob começou o seu pequeno negócio, com o dinheiro investido ao longo dos três anos, e ninguém acreditou como ele conseguiu fazer fortuna na cadeia.
Ele abriu um restaurante no início e se matriculou em um curso de gourmet.
Ness foi sua fiel companheira nesse período de transição, visto que ele tinha que se dividir em estudo, trabalho e família. Então ela e Sarah passavam um bom tempo no local com ele, ajudando o no que era preciso para o negócio crescer. Nos finais de semana ela se dedicava a pintura e em poucos meses montou uma nova exposição, que por sinal foi um grande sucesso.

Isabelle nasceu linda, forte e a cara da mãe, para o orgulho de Jacob, que se tornou ainda mais apaixonado pela família. Ele não se cansava de paparicar as filhas e custava acreditar em como a vida havia sido boa para ele.

Tudo o que ele mais quis se tornou realidade e os anos no presídio foram facilmente esquecidos. Ser pai se tornou a sua maior dádiva e a sua missão de vida. Fazia e pensava nas coisas pensando na felicidade de sua família. O egoísmo, ganância e orgulho foram deixados para trás nessa nova vida.

Os anos foram generosos e a cada dia Ness ficava ainda mais linda e atraente. As filhas eram unidas e aprenderam desde pequena a valorizar as pequenas coisas, a compartilhar e a não ter apego material pelas coisas.

A amizade com Jasper, seu compadre, foi uma das coisas mais importantes que lhe aconteceu ao longo daqueles anos. E o amigo aprendeu a relaxar um pouco e a pensar menos nos negócios, tendo assim tempo para curtir a sua família como deveria.

Seth e Larissa ficaram mais próximo a família e em consideração deram os gêmeos, Mike e Andrew para ele a Ness batizarem. Assim os laços entre eles se tornaram ainda mais fortes e duradouros.

Edward e Bella tiveram uma nova filha e mesmo com uma gravidez de risco e complicada, Vitória nasceu bonita e forte, com os mesmos olhos azuis característicos da família. Os dois estavam radiantes de felicidade e tiveram uma nova oportunidade com a filha, as netas, os sobrinhos e a filha bastarda Michelle, que mesmo com muita terapia ainda apresentava uma certa instabilidade emocional.

A irmã mais velha de Ness se aproximou dele após quase dez anos de frieza entre as duas.Ela deixou claro que não queria o seu mal, mas que ainda sentia ciúmes da família e tentava trabalhar isso com o terapeuta. Ness se mostrou receptiva, mas ainda continuava com certo receio de um surto e tentava não fazer nada que desencadeasse uma crise.

Carlisle e Esme puderam curtir a velhice sem se preocuparem com compromissos sociais, dinheiro ou a opinião publica. Os dois tiveram uma oportunidade única para curtirem os netos e lhes permitir tudo o que os pais negavam. E se divertiam com essa nova aventura naquela etapa de suas vidas.

Rosalie, apesar de nunca ter gerado um filho, amava muito a sua pequena e dava a ela amor de mãe de verdade. E Emmett finalmente tomou juízo e assumiu os negócios do seu pai. Virou um pai de família responsável e dedicado as responsabilidades de pai e marido.

As irmãs de Jacob também tiveram filhos, Rebecca teve gêmeas, Laura e Clara, e Rachael dois meninos Billy e Paul. E as duas foram muito felizes com a vida que tiveram e com as suas realizações. Eram ligadas ao irmão e a cunhada, reunindo se a eles todo final de semana para compartilharem a vida em família.

Sue se casou novamente, mas se manteve fiel trabalhando na casa dos Blacks. Era praticamente uma mãe para Jacob, Ness e as meninas e mesmo não precisando mais trabalhar, não abria mão do convívio com a família, assumindo o papel de governanta da casa. Ela só dava ordens aos empregados, mas sentia-se feliz por ser útil a família que tanto amava.

[...]

A mansão dos Cullens estava iluminada, a decoração era perfeita e impecável como Alice sempre fazia. Toda a sociedade de Seattle estava presente na ocasião em que Sarah Black completava seus quinze anos.

Jacob e Ness estavam felizes e orgulhosos pela filha que desfilava como uma Lady pelo salão. Ela era o brilho da festa e todos paravam para admirar a inigualável beleza da jovem.

Sarah era pequena como a mãe e mesmo com corpo magro, suas curvas de mocinha a deixavam sensual como uma mulher. Jacob olhava para filha, pensando em como se sentira se ela fosse Ness. Seu coração bateu apertado ao imaginar que se não fosse o seu pai, e sim um pretende, teria a sua ereção pulsando dentro das calças. Aquele pensamento o fez sentir ciumento. Ainda não havia se dado conta de como a sua filha havia crescido. Era quase uma mulher e ainda mais linda do que a mãe com aqueles olhos azuis.

Uma mulher morena, com rosto de boneca, lábios carnudos e desejosos, e ainda com lindos olhos azuis era um holofote para qualquer pilantra.

Minha filha, não! Ela só vai dormir com um homem depois de se casar... Ponto final.

Pensou com raiva ao ver os homens olhando com volúpia para a sua Sarah... Sua pequena Sarah.

Ainda bem que falta tempo para Isabelle chegar a esse estágio... Ficaria de cabelos brancos.

Sarah se dirigiu a entrada, seus olhos azuis brilhavam intensamente e o sorriso lindo tomou conta do seu rosto. Ela correu em direção a porta e abraçou um jovem. Jacob sentiu seu sangue ferver com o ciúme, mas nada disse.

Sua filha foi para a pista de dança, deu o braço para o rapaz, que segurou sua cintura,puxado o seu corpo para si e segurou a outra mão. Jacob viu quando ele encostou sua ereção no vestido de sua filha. Pressionou os punhos e sentiu dificuldade de respirar... Minha filha, não!  Pensou furioso.

- Ela não está linda¿ - Ness disse abraçando o por trás.

- Nossa filha é linda demais para a sua própria segurança. Olha como ele a toca... Como olha para ela. – Disse para a mulher.

- Deixa de ser ciumento, Jacob. – Ness o repreendeu. – Sarah é uma mocinha e está apaixonada.

- Esse é o jovem que veio de Londres¿ - Ele perguntou. Sabia que a filha estava namorando a distância com o jovem de outro país. Ela havia lhe contado que estava apaixonada. Quando tiveram essa conversa, Jacob sentiu-se agoniado com tudo aquilo. Não queria que a filha sofresse as dores do primeiro amor. Queria protegê-la do mundo e não se conformava de sua garotinha está apaixonada. Ness teve uma longa conversa na ocasião e o convenceu, mas ainda ficava incomodado com aquilo. Agora ver a filha nos braços de um homem era mais do que sua sanidade poderia suportar.

- É, amor! Agora vamos dançar¿ A festa está linda e quero aproveitar. Não passarei a noite toda tomando conta de Sarah. Ela sabe se defender sozinha.

- Eu não quero dançar agora, amor. Só estou pensando umas coisas. – Jacob continuava a observar de longe. O rapaz olhou de soslaio e algo lhe chamou a atenção. Ele conhecia aquele rosto de algum lugar. Era como se sua memória buscasse algum tipo de lembrança. Algo o incomodou profundamente.

A dança terminou e sua filha caminhou de mãos dadas com o rapaz em sua direção. Enquanto se aproximava, ele teve uma estranha lembrança.

- Para onde você vai, cadelinha¿ - Jacob perguntou a sua amante.

- Minha mãe disse que precisa falar sobre David. Eu tenho que saber o que se passa com ele. – Ela colocava a roupa enquanto falava.

- O que rola isso tudo¿ Você parece tão preocupada com seu irmão. – Jacob perguntou observando o seu olhar nervoso.

- Eu era muito nova quando dei um mau passo... Naquela época seria uma vergonha e por isso meus pais me levaram para o interior e lá tive David. Eles registraram como sendo seu filho, mas eu tenho obrigações com ele.  – Disse com tom melancólico.

- Hum, você teve um filho e ele não sabe. Foi registrado como seu irmão... Tudo bem, não é da minha conta.

- To indo! Tchau!

- Pai, mãe, esse é David Carston, meu namorado. – Sarah apresentou e o rapaz, que estendeu a mão para Jacob. Ele olhou de perto e viu os mesmos lábios carnudos, os mesmos olhos verdes e cabeços castanhos claro quase loiros. Sorriu para o rapaz e ficou encarando o seu olhar. Não havia como não reconhecer aquela expressão.

- É um enorme prazer, David. – Disse educadamente medindo o olhar do rapaz.

- Ele não é lindo, mãe¿ - Sarah perguntou sorridente. Nunca havia visto a filha tão feliz na vida.

- É lindo, filha. – Ela respondeu orgulhosa, vendo a filha com o primeiro namorado.

- Depois temos que conversar, rapaz. – Jacob disse tentando controlar o tom de voz e depois se calou para não falar besteira. Os dois saíram e voltaram para a pista de dança. E ele permaneceu perdido em seus pensamentos.

- E o jogo começa... Vai ser um jogo de gato e rato, mas minha filha não é um queijo. – Pensou alto e Ness não entendeu.

- Ham¿ O quê¿ - Perguntou franzindo o cenho.

- Nada, estava pensando no Tom e no Jerry. Lembra¿ O Gato idiota sempre tentava pegar o rato, mas o rato era mais esperto e sempre se livrava. Ele sempre dava um jeito de sacanear o gato. Tom ás vezes usava queijos em armadilhas para pegar o Jerry. O ratinho inteligente dava um jeito de tirar o queijo da armadilha e desmoralizava o rato. Eu sempre gostei desse desenho.

- Jacob, você está bem¿ Não entendo nada do que fala. Acho que o ciúme que sente da sua filha está te afetando. – Ness disse passando a mão no rosto dele.

- É verdade.

- Venha! – Ela pegou a mão do marido e se dirigiram a pista de dança.

Que comece o jogo, meu caro... Mas minha filha não é um queijo... Não mesmo.



Nota Glau

Bem, gente chegamos ao final da nossa novelinha e estou feliz com a forma de amar dos dois. Ness foi absurdamente boba e sem noção, fez uma proposta no mínimo indecente em nome do seu amor e pagou muito caro por sua ingenuidade. Mas nunca deixou que as pedras em seu caminho a tirassem de seu propósito. Jacob que foi uma pessoa capaz de coisas terríveis, fez a sua esposa sofrer muito e sofreu muito por todos os erros que cometeu. Colocou o desejo de vingança acima dos seus sentimentos e pagou um alto preço por isso. Virou gente ao longo da fic e se mostrou o homem mais apaixonado e generoso do mundo. Os dois cresceram juntos e agora têm a oportunidade de finalmente viver em paz.
A fic foi intensa, linda e muito complicada para eu fazer. Confesso que muitas vezes desanimei ao longo da caminhada e tive vontade de desistir. Perdi muitas leitoras e fiquei chateada com isso. Além disse essa fic foi plagiada mais de uma vez e me deixou muito aborrecida. Cheguei a chorar de raiva naquele momento. E se não fosse  a Heri a me apoiar não teria chegado ao final.
Essa fic era para ter sido maior do que Opposing Souls e Implacável destino, mas eu esmiucei os episódios em um ou dois caps para acabar logo, pela sensação de que as leitoras não estavam gostando. Não queria simplesmente parar ou excluir a fic e por isso corri com os acontecimentos. Mas sinceramente eu me senti infeliz em muitos momentos e não tive prazer de escrever.

HERI, MIGUXA, agradeço imensamente por todo apoio que me deu. Acho que sem você não teria conseguido. Você sabe o quão importante foi e preciso te agradecer novamente.

Gostaria de agradecer as minhas leitoras fieis que permaneceram comigo desde o primeiro cap. Vcs não sabem como é difícil para o autor ter a sensação de que as leitoras não estão gostando do que escreve. Mas eu tenho muitas que me são fieis e que conquistaram o meu coração. Não quero dizer nomes, para não deixar as demais ciumentas, mas vcs sabem bem o carinho especial que tenho e a consideração de sempre avisar lá no facebook quando posto.

Mais um trabalho cumprido e estou com uma sensação de vazio no core. Mas isso já vai passar logo. Afinal Guerra dos sexos está bombando e agora poderei me dedicar mais.

Espero realmente que tenham gostado a agradeço os comentários e recomendações.

Bjus no core

quinta-feira, 10 de março de 2011

36 Penúltimo capitulo – Crime e Castigo.

Houve um recesso para que a defesa pudesse averiguar as novas informações surgidas. Nesse meio tempo, Jacob continuou isolado e pensando sobre os seus erros. Jurou para si que se saísse daquela situação seria uma pessoa melhor e capaz de dar bom exemplo para a filha. Esperava que ocorresse um milagre e a sua inocência fosse provada. Mas só Havaí 10% de chances daquilo ocorrer e ele tinha medo do que viria.

Os Cullens foram para casa, para descansar um pouco, e Ness teve um pouco de tempo para ir até o hospital ver a filha, que a casa dia estava mais forte e saudável. Esperava ansiosamente pelo dia de tirá-la  do hospital. A pediatra havia lhe dito que se tudo desse certo, sairia na semana seguinte. E pelo menos aquilo era um motivo de alegria diante de tantas coisas ruins que estavam ocorrendo nos últimos tempos.

O tempo que passou em casa, preferiu se isolar. Não queria falar com os pais, tios ou avós sobre o seu depoimento. Não queria ter que dar explicações sobre tudo que escondera no período de casada. Ficar só era mais do que uma necessidade. Sua mãe bem tem tentou uma conversa franca, mas pediu para deixá-la quieta em seu antigo quarto.

Nesse meio tempo, Jasper conversou com a testemunha para tentar preparar um bom interrogatório. Pois com os novos fatos que ela lhe contara, poderia provar a inocência de Jacob e o livrar da cadeia. Nem acreditava na sorte de aparecer uma testemunha no último momento e esclarecer todos os fatos ocultos. Aquilo era muito mais sorte do que ele poderia supor. Voltou para o tribunal triunfante com a certeza de uma absolvição.

O julgamento recomeçara e todos estavam ansiosos para o último depoimento. Sabiam que era algo de estrema importância para a juíza permitir uma testemunha de última hora. Acomodaram se em seus lugares e esperaram o recomeço do julgamento.

Jasper por usa vez pegou o DVD que a testemunha havia lhe entregado e seguiu para o seu lugar. Logo depois Jacob veio conduzido por um policial, que retirou as suas algemas antes de se sentar. O promotor já estava a postos e os jurados acabaram de se acomodar. A juíza adentrou o local, todos se levantaram e esperaram até que se sentasse em sua ostentosa cadeira, depois se sentaram aguardando o início dos trabalhos.

- Senhor Hale, apresente a prova, por favor. – A Juíza pediu a Jasper, que caminhou até um assistente do tribunal e entregou o DVD. Ele foi até a juíza, que pediu que trouxesse o aparelho de DVD e uma televisão. Alguns minutos se passaram e o dois funcionários do tribunal entraram com os aparelhos e os ligaram. Após isso, colocaram o DVD e se dirigiram para a juíza, que autorizou a projeção da prova.


- Está acontecendo alguma coisa. – A voz de uma mulher dizendo para um  homem. – Já to gravando. Parece uma briga boa.

- Para que você está gravando isso¿- O homem disse de forma brusca para ela.

A imagem na tela era tremida e só dava para ver uma janela. Depois a imagem se deslocou um pouco e mirava o quarto em frente. Dava para ver um casal discutindo aos berros


- CHEGA! CHEGA! CHEGA! – A mulher pulou de algum lugar e parou na frente do homem. – EU ODEIO A SUA MULHER! ODEIO A SUA FILHA!! QUERO MATAR ESSA CRIANÇA JUNTO COM A MÃE!! ELA FEDE TANTO COMO TODOS OS OUTROS CULLENS! VOCÊ É MEU!SÓ MEU! SÓ MEU – EU VOU MATAR A SUA FILHA! – Ela parecia descontrolada e batia no homem a sua frente e o ameaçava. Ele perdeu o controle e de um tapa forte no rosto dela, que cambaleou para trás.


- SE VOCÊ CHEGAR PERTO DA MINHA FILHA, EU TE MATO! – O homem descontrolado gritava, enquanto batia novamente na mulher.


- EU VOU ENFIAR UMA FACA NO CORAÇÃO DA SUA MULHER E VOU ESTRANGULAR A SUA FILHA, JACOB. EU JURO QUE VOCÊS NUNCA TERÃO PAZ NA VIDA... EU JURO!

Os dois sumiram da imagem, mas dava para ouvir os gritos.

- SHHHHH!!

- CALA A BOCA, PIRANHA!!! EU VOU MATAR VOCÊ!! COMO SE ATREVE AMEAÇAR MINHA FILHA? –  O homem caminhava pelo quarto com a mão na cabeça, enquanto gritava furioso.

- Ja...cob! – A mulher surgiu na imagem de repente, enquanto o homem a olhava.

- EU NÃO VOU DESISTIR DE VOCÊ. QUANDO ELAS MORREREM... – Ela gritava e chorava de forma histérica para ele.

- CALA A BOCA! Eu nunca mais vou “Tr...par” com você. Nunca! ENTENDEU? QUER QUE EU DESENHE? VOCÊ NUNCA MAIS ME TERÁ NA SUA CAMA. E SE VOCÊ TIVER O ATREVIMENTO DE SE APROXIMAR DA MINHA FAMILIA... MATO VOCÊ! - Ela se levantou e ficou chorando enquanto me olhava. – EU TENHO NOJO DE VOCÊ, CASY! NOJO! N...O...J...O! SABE O QUE É ISSO? NÃO ME IMPORTA O QUE FAÇA E O QUE DIGA, NÃO VOLTAREI PARA VOCÊ. NÃO SE ATREVA A CHEGAR PERTO DA MINHA FAMILIA NOVAMENTE! LEVE A “PO” DESSE DINHEIRO E VÁ PARA O RAIO QUE A PARTA. – O homem bateu no rosto dela novamente, atirando a longe enquanto gritava furioso.

- V...o...c...ê – A mulher começou a caminhar de costas em direção a porta e começou a sair do quarto. Chegou até a grade e se apoiou.


- Sabe, Jacob, eu tinha esperanças de resolvermos da melhor forma. Chamei o aqui porque achei que ainda havia chance de um entendimento. Mas em todo o momento, tinha a certeza que seria a sua última chance. Se você não fosse meu, nunca seria dela e teria paz na vida. – Ela apoiou se costas sobre a grade e abriu os braços.

- O que você quer dizer? O QUE VOCÊ QUER DIZER COM ISSO, “KA”? – O homem gritou com raiva para ela.

- SE VOCÊ NÃO FOR MEU, NÃO SERÁ DE MAIS NINGUÉM! É ISSO QUE TO DIZENDO! EU CHAMEI VOCÊ AQUI PARA UMA CONVERSA DEFINITIVA. ESTOU DISPOSTA A SACRIFICAR A MINHA VIDA POR ISSO, MEU CARO. RARARA – Ela gargalhava e gritava ao mesmo tempo.

- CASY, PARA DE BRINCADEIRA! O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO? – Ela continuava sentava de braços abertos, gozando do homem a sua frente, que parecia apavorado.

- EU NÃO ESTOU BRINCANDO, AMOR! EU TE DEI TODAS AS CHANCES DO MUNDO! TODAS! MAS SE VOCÊ NÃO PODE SER MEU, NÃO FICARÁ COM ELA. PREFIRO QUE PASSE ANOS NA CADEIA SERVINDO DE MULHERZINHA PARA OS OUTROS. SIMPLES ASSIM! – Parecia louca enquanto falava aquelas coisas. A imagem tremia o tempo todo.


- VOCÊ ESTÁ LOUCA? ARMOU UMA ARMADILHA PARA MIM? CASY, NÃO! VAMOS CONVERSAR, POR FAVOR! – O homem parecia desesperado e implorava aos berros para ela não fazer aquilo.

-Exatamente! – Ela se jogou para trás de braços abertos.

- NÃO! NÃO! – O homem correu para a grade, segurou com força e olhou para baixo. Sua expressão era desesperada naquele momento. Correu para o quarto, pegou sua mala e saiu disparado pela escada.

- Meritíssima, eu gostaria de chamar para depor a senhora Megan Weasley. – Jasper disse para ela.

- Pode mandar entrar a testemunha. – Ela disse para ele.

Uma mulher alta, com longos cabelos loiros até a cintura entrou e todos se viraram para olhá-la. Ninguém sabia exatamente quem era aquela mulher e qual a sua importância. Alguns deduziam que seria a pessoa que gravara o vídeo, mas tudo era incerto naquele momento.

Ela caminhou até a cadeira dos jurados, sentou-se e fez o juramento. Depois Jasper começou a interrogá-la.

 - Senhora Weasley, por que decidiu falar ao júri¿ Qual o seu conhecimento do caso¿ - Jasper perguntou e todos assistiam apreensivos.

- Eu vi o desespero da esposa. Tenho acompanhado as coisas que aconteceram com esse casal e confesso que torci por eles na ocasião do atentado. Mas o importante não é o que acho, sim o que testemunhei.

- E o que a senhora testemunhou¿ Onde exatamente estava no dia que Casy Maccalister morreu¿ - Ele continuou a interrogar.

- Eu estava no hotel Beautiful com um... – A mulher hesitou um momento e o seu constrangimento era óbvio. Todos perceberam que falar sobre aquilo era difícil para ela. Jasper esperou por um momento e receou que ela desistisse. Ele sabia que ela era casada e estava com um amante. Aquilo se tornaria publico após o seu depoimento e a sua vida ficaria complicada. Mesmo sensibilizado pela mulher, teve que insistir no interrogatório.

- Onde a senhora estava¿ - Insistiu.

- Eu... bem, eu... é complicado. – Abaixou a cabeça e tentou tomar coragem. As pessoas cochichavam no local sobre o que ela estaria fazendo ali. Muitas chegaram até acertar nas suas suposições. – Estava com um amante... eu sou casada e é complicado... sabe... meu marido e meus filhos, mas... – Seus olhos estavam cheios de lágrimas e não conseguia terminar. A voz lhe faltava e falar tudo era bem complicado.

- A senhora afirma que estava com um amante naquele mesmo hotel que  Casy Maccalister morreu¿ - Jasper perguntou.

- Sim... – Sua voz era quase que um sussurro.

- E o que a senhora viu¿ - Insistiu.

- Estávamos nos arrumando para ir embora. Ouvimos gritos e fui até a janela. Quando vi o casal brigando resolvi filmar. Sabe, muitas pessoas filmas cenas bizarras e colocam na internet. Mas ai a coisa ficou séria e achei melhor deixar registrado. A mulher estava um pouco louca, ela foi para ele e ele não a quis. Os dois gritavam e ela ameaçava a família dele. A briga foi feia e por mais de um momento ele bateu nela. Fiquei com pena, mas ao ver as ameaças que ela fez a família dele, percebi que era desequilibrada. Ele ficou fora de si quando ela fez as ameaças. As coisas que ele disse, como sentir nojo dela, a fez perder a cabeça. Ela foi andando de costas, sentou se na grade, abriu os braços, disse que era tudo uma armação e se ele não ficasse com ela, não ficaria com a outra. Depois ela se jogou para trás e ele ficou completamente desnorteado, correu para o quarto, pegou a mala e saiu correndo desesperado.

- Então a senhora confirma que ela se jogou para incriminar o senhor Black¿ - Jasper perguntou.

- Confirmo. – Ela respondeu.

- Estou satisfeito. A testemunha está dispensada.  – Disse para a juíza.

- O senhor promotor que interrogar a testemunha¿ - A juíza perguntou e ele negou.

- Não, obrigado!

A testemunha se levantou e saiu constrangido do hospital. Todos começaram a falar ao mesmo tempo. Estavam chocados com o vídeo que fora mostrado e o testemunho corajoso da mulher. Era realmente muita coragem arriscar um casamento para depor a favor de uma pessoa.

A juíza pediu para o corpo de jurado examinar as provas e entrou em recesso novamente. Nova audiência foi marcada para três após aquele testemunho. Nesse meio tempo, Jacob e Ness tiveram poucas oportunidades de conversar. Ela foi apenas duas vezes visitar Jacob, porque não agüentava vê-lo atrás das grades. Chorava o tempo todo e o deixava ainda mais arrasado.

Aqueles três dias foram bem longos, mas não só para eles. A família inteira estava angustiada esperando pelo veredicto. Sabiam, no entanto, que ele seria absolvido. Isso não diminuía a angustia de ver Ness arrasada com todo aquele processo.

[...]

- O júri já tem o seu veredicto¿ - A juíza perguntou e eles assentiram. O assistente foi até o representante dos jurados e pegou uma folha de papel dobrada, depois caminhou até a juíza e a entregou. Ela abriu o papel, fez uma leitura silenciosa e depois começou a leitura.

Ness sentia seu coração bater muito rápido. Não agüentava mais aquela terrível espera. Estava completamente esgotada e queria que o pesadelo acabasse logo para viver a sua vida ao lado do marido e da filha.

Jacob sentia que algo poderia dar errado. Por mais que houvesse uma prova contundente da sua inocência, algo lhe dizia que as coisas não seriam exatamente como esperava. Estava nervoso e sentia receio. Tudo o que mais queria era sair daquele lugar, beijar a sua esposa, sentir o calor do seu corpo e o cheiro da sua pele. Depois ir ao hospital visitar a sua filha. Ansiava pela liberdade de forma desesperada.

- Levando-se em consideração as provas apresentadas diante desse tribunal, o júri considera o réu Jacob Black inocente da acusação de assassinato. – Jacob soltou um grande suspiro e sorriu. Seus olhos se encheram de lágrimas e o coração só faltou sair da boca. Ness já estava chorando de emoção, quando o restante da leitura a fez levar um grande choque. – Contudo, levando-se em consideração a acusação de agressão, o júri o considera culpado. – Todos começaram a falar ao mesmo tempo. Jacob se sentiu torpe e um medo lhe tomou naquele momento. Precisava ouvir o restante da leitura para saber qual seria a sua pena.

- Silêncio, por favor! – Pediu quando os múrmuros ficaram mais altos.

- O júri o considera culpado e o réu terá que cumprir uma pena de seis anos de reclusão. – Todos estavam pasmos com aquela pena e não entendiam com tanto rigor. –Sei que podem achar um exagero, mas não seria nada sábio deixar que as pessoas vissem que um homem violento sem pegar pelo seu crime. O réu demonstrou instabilidade e um temperamento muito forte. Deixá-lo livre seria estimular a violência contra mulheres. Ele servirá de exemplo para os homens que acham que a violência contra mulheres não é um crime e agem com a certeza da impunidade. Terá muito tempo para repensar as suas atitudes e acalmar os nervos. Tenho certeza que nunca mais levantará a mão para bater em nenhuma outro, mesmo diante de circunstâncias atenuantes. – A Juíza bateu o se martelo, levantou-se, sendo acompanhada por todos os que assistiam o julgamento, e saiu.

- Isso não é justo. – Jacob reclamou com Jasper.

- Iremos recorrer da sentença e se ela não voltar atrás, você poderá sair com um terço da pena cumprida. Ficará no máximo dois anos preso, Jacob. Farei o que for possível para reduzir a sua pena.


Ness saiu de seu lugar chorando muito e caminhou até ele. Eles se abraçaram e se beijaram entre muitas lágrimas. As pessoas assistiam a cena com dó do casal que sofria tanto. O policial os interrompeu e pegou a mão de Jacob para algemá-las.

- Eu prometo que esperarei por você todos os dias. – Ela disse de forma emocionada. Seus olhos azuis pareciam afundados em um poço profundo naquele momento. A dor era tanta que chegou a ficar sem ar. Jacob não agüentava ver tanto sofrimento e se culpava pelos seus erros. Se fosse mais prudente nada daquilo estaria acontecendo. – Eu amo você, Jacob. – Ela o abraçou já algemado, segurou o seu rosto com as duas mãos e beijou os seus lábios.

- Eu também amo você, Ness. Cuida bem da nossa filha, ta¿ Dá carinho a ela por mim e não esqueça que vocês são as coisas mais importantes que tenho na vida. Perdão por toda a dor que causei. Por ser um idiota e não ter dado todo o amor que merecia. Se eu não estivesse tão cego com a coisa da vingança... Eu me arrependo tanto dos meus erros. Prometo que no dia que a minha pena acabar, eu a amarei como você nunca foi amada...

- Você não tem que pedir perdão, Jacob... – Ela continuava a segurar o seu rosto com as duas mãos. Eles se olhavam de forma intensa e tentavam superar aquela dor. O fato de ficar tanto tempo separados estava acabando com os dois. Ele não conseguia se imaginar sem a sua amada e ela sem ele.

[...]

Jacob foi conduzido para uma cela dentro do tribunal, para aguardar a escolta até o presídio onde cumpriria a sua pena. Enquanto isso, Jasper pedia autorização à juíza para que ele pudesse ficar uns instantes com a sua esposa.
Ela vendo que não haveria nenhum inconveniente, permitiu que tivessem dez minutos para conversarem antes dele ser levado.

Ness, ainda muito abalada e chorando muito, ficou com os parentes do lado de fora da tribuna. Os jornalistas tentavam uma entrevista, mas ela não tinha a menor condição de conversar sobre o que havia acontecido. Na verdade a ficha ainda não havia caído e ela não acreditava que ele que fora condenado agredir Casy.

Todos falavam ao mesmo tempo e tentavam acalmá-la, mas não havia palavra que fosse capaz de diminuir a sua dor. A saudade que sentia já era tão grande, que fazia o seu corpo inteiro sofrer com a separação.

Jasper se uniu a Ness e a família alguns minutos depois, dando a notícia sobre a permissão da juíza.

- Ness, a juíza autorizou uma visita rápida. Vocês poderão conversar uns dez minutos e depois ele será levado ao presídio. – Jasper disse com a voz calma. –Só quero que se acalme e pense que ainda haverá recursos. E mesmo que ele perca, ainda pode sair com 1/3 da pena para cumprir o restante em liberdade. Tentarei tudo o que for possível para que seja liberado em breve. – Concluiu e ele assentiu com a cabeça. Enxugou as lágrimas e seguiu com ele até a cena onde estava preso.

Foi a primeira vez que o viu atrás das grades. Nas visitas que fizera anteriormente, os dois se encontraram em uma sala reservada. Agora, no entanto, estava em uma cela e aquilo a fez sofrer mais ainda.

Pensar em Jacob em um presídio, com pessoas perigosas e sob condições nada confortantes, a deixava ainda mais desesperada. Queria gritar de raiva e dor, mas tinha que se controlar.

Quando entrou ao local, foi conduzida até a cela, que se abriu e pode entrar para ficar com ele. Os dois ficaram sentados frente a frente e por instantes não falaram nada. Ela, não conseguindo conter as lágrimas, começou a chorar novamente de forma compulsiva. Ele a abraçou  forte e pôs sua cabeça sem seu peitoral definido.

Naquele momento não havia necessidade de palavras. Os dois já estavam quebrados demais com aquela situação. A separação emitente os desesperava e não imaginavam como seria o período longo de afastamento. Entretanto, Jacob sabia que a vida de sua esposa não deveria parar por causa de seus erros. Sua filha dependia de sua força e coragem para seguir sem ele. Precisava ser mais calculista do que nunca e permitir que ela vivesse ao menos nos anos de separação. E por mais que lhe doesse a sua decisão, seria melhor para os dois naquele momento.

- Renesmee... – Sussurrou com tom cerimonioso, mas não a encarou nos olhos. Tentava não chorar mais e se manter frio diante daquela circunstância. – Eu quero te pedir uma coisa. Para mim o único futuro nos próximos anos será a cela de um presídio. Para você, no entanto, a vida continua e quero que você não deixe de viver por mim. Por isso preciso te pedir uma coisa.

- Peça o que quiser, amor – Ela sussurrou chorosa, tentando secar as lágrimas de seu rosto vermelho e inchado. Ele não agüentava ver a mulher tão acabada daquele jeito. Doía-lhe bem mais do que pensar na pena que cumpriria.

- Eu quero que vá para a Itália e termine o seu curso de arte. Você ainda tem quatro semestres para cursar e precisa aprender muito para ser uma artista de sucesso.

- Mas... – Ela tentou se negar, mas ele colocou o dedo em seus lábios.

- Não tem mais, Renesmee. Não quero você vindo para presídio toda semana. Não a quero se humilhando na revista. Sei bem como é horrível e vergonhoso essa coisa. Eles tocam até a parte intima da mulher para ver se ela não escondeu algo dentro da vagina. Não permitirei que passe por esse tipo de humilhação, amor. Você irá para a Itália para estudar. Tenho certeza que Sue não se negará ir com você para cuidar de Sarah. E que sua mãe, tias e avós passarão mais tempo lá com você do que aqui em Seattle. Isso é importante para mim, Renesmee. Eu errei toda a minha vida e estou pagando por isso. Não é justo que pague por mim nesse período.

- Jacob eu não posso. – Disse apertando o seu corpo contra o dele. Ela não conseguia se ver longe do marido. Já se imaginava nas visitas semanais na prisão. Saber que para ele aquilo seria humilhante dói-lhe o coração.

- Você pode e vai! – Ordenou severamente. – Promete¿ - Perguntou. – Eu não ficarei bem sabendo que deixou de viver por mim. Eu a amo demais para isso. Além disso, tem aquela sua irmã doida. O que aconteceu com ela¿

- Os advogados do meu avô conseguiram provar que ela não estava no seu juízo perfeito quando cometeu o crime. Ela está internada em um hospital psiquiátrico e recebe o melhor tratamento possível. Meus pais a visitam toda semana e às vezes os meus avós,  e tios vão lá também. Meu pai acha que em pouco tempo ela receberá alta e poderá ir para casa.

- E você acha que acredito em papai Noel¿ - Ele perguntou de forma sarcástica. – Aquela mulher é doida e quero vocês duas longe dela. Mesmo que receba alta, não quero vocês ao alcance de suas mãos.

- Tudo bem, Jacob. Michelle é a menor preocupação que temos nesse momento. Ela está presa e não pode me fazer mal onde está. OK¿ Você pode me prometer uma coisa também¿ - Ela perguntou.

- O que você quiser.- Ele lhe respondeu. Os dois se acariciavam durante aquele abraço e choravam baixinho. Tentavam não fazer daquele momento ainda mais difícil.

- Que não vai arrumar confusão na cadeia¿ E não vai virar mulherzinha de vagabundo¿ - Ela disse rindo para descontrair um pouco o clima.

- Bumbum que mamãe passou talquinho vagabundo não coloca a mão. Mas pode deixar que não arrumarei confusão. Tentarei me comportar o máximo que possível.

- Jacob você é estourado demais e tudo parte para a briga. Se você não se comportar bem, não terá redução de pena ou qualquer outro benefício. Então por favor tente se comportar.

- Ness eu sei dos meus erros. Sei que vão me fazer um exemplo para homens que batem em mulheres. E também tenho ciência que preciso me comportar bem para sair antes do prazo. Ficar tanto tempo preso, sem sexo, sem seu cheiro e os seus beijos vai me deixar completamente louco. Nem quero pensar nisso agora para não me desesperar.

- E mesmo assim você se nega a receber minhas visitas¿ Por favor, Jacob! – Ela implorou.

- Visita íntima em presídio não faz parte dos meus planos, amor. Você acha que vou fazer amor com você em um lugar daqueles¿ Por favor, digo eu! Não dá para pensar nisso agora, Ness.

- O que importa onde esteja¿ Importa é que estaremos juntos. – Ela teimou.

- Eu já disse não! Você vai para a Itália estudar e não terá como me visitar sempre. E mesmo que não fosse, não a faria passar por esse tipo de coisa... É degradante... Você é uma princesa e não pode passar por isso.

- Isso quem escolhe sou eu. – Ela continuou insistindo.

- Não mesmo! Eu me recuso a esse tipo de coisa. Entendeu¿ Agora só quero que me prometa que me mandará fotos da nossa filha sempre. Que vai gravar todos os momentos dela, registrando tudo o que for possível para mim. Eu já sinto o desespero me consumir por saber que não estarei com ela quando começar a andar, comer papinhas, falar as primeiras palavras. Não verei as suas gracinhas de bebê... Ai como isso me dói. – Os olhos de Jacob encheram de lágrimas e ele chorou como criança. – Se eu pudesse voltar no tempo... se pudesse fazer as coisas diferentes... eu não teria magoado tanto você... não teria te machucado da forma que fiz... Deus como isso me dói agora. Eu penso em como machuquei você na nossa primeira noite e... – Jacob não conseguia parar de chorar e Ness o acompanhou naquele momento melancólico - ... era para ter sido especial... eu estraguei tudo e te marquei para sempre... Por favor me perdoa, amor. – Seguro o seu rosto com as duas mãos e começaram a se beijar de forma desesperada. O beijo era molhado pelas lágrimas, cheio de intensidade, parecia eu o mundo acabaria naquele momento. A saudade que já sentiam um do outro machucava de forma cruel. Eles não conseguiam pensar em como seria a vida longe um do outro.

- Eu esperarei por você... – Ela sussurrou entre beijos.

- Eu contarei cada dia naquele lugar... OH  Ness!

- Eu te amo, Jacob!

- Eu te amo muito mais, neném!

O policial os interrompeu e pediu que Ness saísse da cela. Depois disso Jacob foi algemado e conduzido para a viatura que o levaria para o presídio.

Na saída ainda enfrentou os jornalistas que faziam perguntas absurdas e tentavam tirar muitas fotos daquele momento.

Ness um dia disse para Sue que Jacob tinha que aprender a ser gente. E ele estava aprendendo aquilo da forma mais dura possível. Ele começou a colher toda tempestade que semeou durante toda a sua vida. Mesmo que indiretamente, pagaria por todos os pecados cometidos e teria tempo para repensar sua postura e o modo como viveu até aquele momento. Teria uma chance única para se redimir e virar gente de verdade.


Nota Glau
Gente, primeiro eu quero pedir desculpas por eventuais erros. Esse cap não foi betado e fiz uma leitura rápida para ver se tinha algo errado. Se alguém encontrar algo me manda uma mensagem, por favor. A Heri está viajando e não queria deixá-las esperando.
Bem, ainda temos muitas páginas para acabar o final da fic. Mas como ficaria cansativa a leitura, resolvi postar esse pedaço agora.
Espero que entendo o que fiz, pelo contrário estaria estimulando a violência como mulher. Jacob começou a fic um monstro e errou muito. Agora é hora dele virar gente e pagar pelos seus erros. Depois ele pode começar a vida do zero, com a consciência tranqüila e tudo pago com a sociedade.
Vcs viram como ele mudou durante a fic¿ Se fosse em outra época ele pediria visitas todos os dias, sem se importar como é degradante uma revista nos presídios. Mas ele primeiro está pensando na mulher.

Vou deixá-las ler o cap e depois eu posto a parte final junto com o epilogo.

AH A vencedora do concurso de fanfics foi a Kelly, com a fic Meu destino é vc. E ela pediu os livros Sussurro e Crescendo.... Foi uma ótima escolha. KELLY (http://www.fanfiction.com.br/kellysolsticio), parabéns!

OBRIGADA PELOS COMENTÁRIOS E RECOMENDAÇÕES. Quem achar que mereço mais, pode continuar a recomendar.

BJUS NO CORE

terça-feira, 1 de março de 2011

35 Julgamento Parte 2

Ness estava nervosa, em uma sala fechada, aguardando o seu depoimento. Tinha que ficar incomunicável até a hora de finalmente falar. Aquilo estava acabando com ela e deixando a ainda mais estressada.

Não sabia o como foi o depoimento das outras pessoas e nem como estava a situação de Jacob. A única coisa que tinha em mente, era que falaria tudo o que aconteceu desde que conheceu Jacob e deixaria o júri comovido.

Fez uma refeição, que fora levada por um funcionário do tribunal e continuou sentada, suando frio e pensando em como contar tudo na frente de todos.

Horas se passaram e finalmente a porta de abriu, indicando que o momento do seu depoimento havia chegado. Olhou o homem parado na porta e esperou que a chamasse.

- Senhora Black, está na hora do seu depoimento. Pode me acompanhar, por favor¿ - Chamou o homem e ela caminhou em direção a porta. Saiu, seguiu pelo corredor, onde haviam várias pessoas e repórteres querendo uma palavra e depois entrou na sala.

Viu a tribuna com muitas pessoas, entre elas a sua família, e o corpo de jurados. Olhou para Jasper, que tentava passar um pouco de tranqüilidade, e seguiu para a cadeira dos depoentes.

Sentou-se na cadeira e viu o rosto pálido de Jacob. Um frio percorreu a sua barriga e o coração começou a bater rapidamente... Havia chegado o momento crucial.

- Senhora Black, pode nos contar como conheceu o seu marido e como foi que começaram a se relacionar¿ - Jasper pediu.

- Conhecei Jacob quando ainda era uma criança. Todas férias e fins de semana ia para Forks ficar com o meu avô Charlie Swan. E ele me levava para La Push. Meu avô era muito amigo do falecido senhor Cleawater e costumavam  pescar. Então eu ficava brincando com Seth e seus amigos. Mas como era pequena sempre ficava para trás. Foi nessa época que eu me apaixonei por Jacob, mas ele era um pouco mais velho e nunca me notou. Para ele era apenas uma pirralha. O tempo passou e houve um acidente que vitimou os pais. A mãe morreu e eles se mudaram de La Push. Pouco tempo depois, meu avô decidiu romper a sociedade com o pai dele. Assim os Blacks foram embora e nunca mais o vi. Sempre perguntava a Seth sobre ele, e ele falava algumas coisas. A irmã de Jacob tinha uma paquera com Paul e assim mantinham contato. Por isso Seth sempre tentava me dar notícias dele.- Um funcionário do tribunal colocou um copo com água, Ness o pegou e bebeu um gole antes de continuar o seu testemunho.

- Quando estava terminando o colegial, meu avô me chamou para uma conversa em família. Naquele dia ele contou que estava doente e precisava se afastar da empresa. Contudo não queria deixar o maior patrimônio da família nas mãos de estranhos. O meu pai e meus tios não queriam  assumir a empresa e naquele momento a única solução seria eu me casar. – Ness olhou para a família que assistia o julgamento e depois olhou por um momento para Jacob antes de continuar. – Eu concordei em casar, mas o noivo teria que ser Jacob Black. Não havia a mínima possibilidade de casar com outro. Por isso, mesmo relutante, meu avô aceitou. Meu pai ficou meio estranho e minha mãe não queria de jeito nenhum. Mesmo assim permitiram que eu fizesse a proposta para Jacob.

- Conversei com Seth no dia seguinte e pedi para ele conseguir o email de Jacab. Depois eu mandei um email com uma foto para ele. E a resposta me deixou muito triste. Ele disse que não podia casar sem amor, porque não daria certo. A carta foi muito poética e suspirei com ela. Mas a melhor parte foi a que contou sobre a vinda para Seattle, para uma entrevista de emprego.

- Quando nos encontramos eu pensei que fosse morrer. Meu coração parecia que não agüentaria naquele momento e tenho certeza que o dele não sentiu diferente. Nós ficamos encantados em um primeiro momento e logo começamos a namorar. O namoro a distância ficou complicado e ele quis terminar comigo. Meu avô se meteu na história e arrumou um emprego para Jacob na empresa e ele se mudou com suas irmãs. – Ela olhou novamente para Jacob e os seus olhos encheram de água. Estava prestes a chorar, mas precisava ser forte e conter as emoções. Lembrar de tudo que passou era ao mesmo tempo bom e ruim. – Ficamos noivos em poucas semanas e o casamento foi marcado para janeiro. Tudo parecia bem e perfeito até aquele momento.

- Como foi que a senhora descobriu que Jacob não era bem o que pensava¿ Quando as coisas mudaram¿ - Jasper perguntou.

- No dia do casamento eu estava muito nervosa, mas segura do que queria. Então Seth apareceu no quarto para uma última conversa e confessou que me amava. Aquilo foi muito doloroso e ali eu vi que sempre gostei dele. Não era a mesma coisa que sentia por Jacob, mas havia um sentimento. Minha mãe e minhas tias tentavam  me convencer de não casar. O que podia fazer¿ Largar Jacob no altar porque estava com dúvidas¿ Não era justo com ele e nem comigo. Eu o amava muito para desistir na última hora e nada poderia me fazer voltar atrás. Então nos casamos e cumprimos todo o protocolo que aquilo requeria. Depois fomos para a nossa casa em La Push. – A voz ficou embargada e ela começou a chorar com as lembranças. Jasper lhe deu um tempo para se recompor e continuar a falar.

- Na noite de núpcias eu estava cansada, estressada e magoada com a conversa que tive com Seth. Jacob e eu acabamos nos desentendendo, e depois que consumamos o ato... – Ela parou mais uma vez e abaixou a cabeça. Jacob não conseguia olhá-la mais. Ficou de cabeça baixa sentindo as lágrimas rolarem em seu rosto. Era muito difícil aquilo tudo na frente de todos. – Depois ele estava com raiva e despejou tudo. Falou coisas horríveis e me magoou muito. Saiu do quarto e me deixou despedaçada. Eu me senti usada, envergonhada e humilhada naquele momento. Nunca pensei que ele fosse daquela maneira... nunca.

Na platéia que assistia o julgamento, Bella e Edward bufavam de raiva.

- Filho da “PU”! Como pode maltratar a minha filha¿ - Bella disse indignada. Tinha vontade de ir até ele e o esbofetear. A raiva era tanta que pensou que na suportaria ouvir tudo.

- Calma, Bella! Ele errou muito, foi um cafajeste e manipulador. Mas já se arrependeu disso tudo e está pagando o seu preço. – Edward disse mesmo sentindo a raiva o consumir. Seu corpo estava quente demais e suas mãos tremiam só de pensar no que a filha passou.

- Eu sabia que ele não era flor que se cheirasse... eu sabia. – Bella resmungou.

As pessoas ouviam o relato de Ness com pena de tudo o que passou.

- No dia seguinte, ele foi trabalhar sem se quer me esperar para o café. Passei o dia inteiro no quarto chorando. Não entendia o motivo da mudança de atitude dele. E quando voltou para casa, me humilhou diante da Sue e do Seth. Praticamente ameaçou a me agredir fisicamente se não jantasse com ele. Eu estava apavorada, quase chorando e ele percebeu que havia me assustado. Então foi para o quarto e começou um jogo de sedução que mais parecia uma brincadeira. Eu acabei me esquecendo da noite anterior, da grosseira e humilhação e me entregue novamente. Só que ele fez o mesmo, esperando eu dormir para me abandonar sozinha no quarto. Na manhã seguinte, eu acordei furiosa e fui até o quarto onde dormia. Ele estava nu e parecia doente, mas eu não liguei para o seu estado. Disse um monte de desaforos e ameacei a contar a minha família que ele estava me maltratando. Ficamos um período longe sem nos falar... acho que dois meses. E eu resolvi pagar na mesma moeda. Eu seduzia e depois humilhava. Naquele momento as irmãs foram morar conosco e as coisas complicaram. Eu percebi que Rebecca estava ameaçando para conseguir o que queria dele. Ela se sentia a dona da casa e tentava me intimidar.

- Senhora Black, como estava a relação com Seth naquele momento¿ - Jasper perguntou de forma maliciosa. Ness sentiu muita vergonha de tudo o que ocorreu, mas sabia que precisava falar tudo para que o júri se convencesse que Jacob mudou e não seria capaz de matar Casy.

- Seth e eu mal nos falávamos. Eu não podia contar o que se passava entre Jacob e eu. Sabia que eles brigariam e não queria que se machucassem. Tinha que mentir para a família e fingir para todos que estava feliz. Foi bem difícil conviver com Seth depois que ele se declarou para mim. Eu ouvi Jacob falando com Casy no telefone e descobri o relacionamento. De tudo o que passei naquele momento, aquela foi uma das coisas mais complicadas. Discutimos feio naquele dia e fomos para o quarto aos berros. Acabamos transando naquele dia, mas eu o coloquei para fora e tranquei o quarto. Sentia raiva de mim por ceder aos seus encantos. Na manhã seguinte, eu ouvi Rebecca chantageando Jacob. Mas fingi só ter ouvido o final da conversa.

- Ahh! Ahh! – Ness chorava muito e tentava enxugar as lágrimas enquanto relatava. – Eu me senti tão humilhada naquele momento. Saber que todos os seus planos e sonhos foram pisoteados da forma mais cruel foi duro. Mesmo ouvindo Jacob dizer a irmã que me amava e queria salvar o nosso casamento... – Ãn Ãn foi tão difícil...

Jacob chorava muito ouvido aquele relato, Bella estava quebrada e era amparada por Edward, que tentava não chorar. Os Cullens, pasmos, tentavam encontrar uma forma de perdoar tudo aquilo. Era difícil digerir cada palavra de Ness. Sentiam vontade de matar Jacob por todo o sofrimento que ele havia causado.

- Senhora Black, o que a senhora fez¿ Foi por isso que transou com Seth Cleawater¿ - Ness não conseguia abrir a boca para falar e todos começaram a cochichar no tribunal, causando um verdadeiro alvoroço. A juíza precisou pedir que as pessoas silenciassem para que Ness continuasse o seu depoimento.

- Sim... – Ness disse envergonhada. – Eu... eu... queria me... sentir amada... de verdade... queria alguém... que não gostasse de mim... pelo dinheiro da minha... família... que não me... roubasse... que não me... traísse... embaixo do meu nariz. – Ela chorava copiosamente. Não conseguia se conter e o assistente do tribunal levou outro copo com água e lhe entregou um lenço de papel. Ela pegou o lenço e secou as lágrimas. Depois bebeu lentamente a água e tentou se acalmar para continuar.

- Seu marido sabia¿ - Jasper perguntou. – Ele soube da traição¿ - Insistiu.

- SIMMM! Simm! – Ela praticamente gritou. – Eu fiquei grávida e não sabia... quem... era... o pai... quase morri... de desespero... Jacob estava... tão... mas tão... feliz... God! Mas eu perdi... o meu... bebê... foi horrível... eu sofri com a perda... – Ela enxugou as lágrimas novamente. – Sofri com...a mentira... e com ele...sendo o melhor homem... do mundo... Ele mudou... completamente...depois da ... gravidez...e eu me sentia um lixo... por mentir...

- Senhora Black, como seu marido soube¿ O que ele te disse¿ - Jasper insistiu, sabendo que Jacob pareceria um santo depois daquilo. Jacob não conseguia parar de chorar com o depoimento da Ness.

- Quando nós saímos do hospital. – Ness enxugou as lágrimas e tentou continuar. – Ele estava tão arrasado com a perda do filho. – Parou mais uma vez para tomar ar. – Queria tanto aquela criança e estava destruído. Estava tão feliz com a possibilidade e ser pai. Era uma chance para ele recomeçar e se tornar uma pessoa melhor. Mas ai eu perdi o bebê, depois de brigar com Rebecca,  e estraguei tudo. Quando nós voltamos para casa, antes de irmos dormir, Jacob se sentou ao meu lado e contou tudo. – Ness soou o nariz com outro pedaço de lenço de papel e encarou a platéia na tribuna. – Ele contou tudo desde a sua infância, todos os erros que cometeu, sobre os seus pais, sobre o plano de vingança e os motivos para me maltratar, e sobre Casy. Ele chorou muito, mas abriu o coração para mim. Ali eu vi que não poderia continuar a mentir. Não teria paz se não contasse a verdade. – Ela olhou para Jacob por alguns segundos e depois encarou a tribuna novamente. – Quando eu contei a verdade, ele disse que já sabia... Eu falo dormindo. – Ness riu naquele momento. – Eu falei tudo dormindo desde o primeiro momento. Mas ele disse que não se importava, porque amou tanto a possibilidade de ser pai. Já estava tão apaixonado pela criança, que não se importaria se não fosse dele. Ali nós nos perdoamos. Dissemos um para o outro o que sentíamos e nos perdoamos de verdade.

- Senhora Black, como foram as coisas com Casy¿ - Jasper perguntou.

- Ela começou a importunar um pouco antes disso tudo. Ligava o tempo todo, fez um despacho de macumba e colocou na porta da minha casa, mandou bombons envenenados, temos quase certeza que o atentado que sofremos também foi culpa dela, fez escândalo em um restaurante, pagou para me matar, entrou na nossa casa e destruiu todo o meu closet e deixou escrito ameaça  no espelho, no Box havia uma boneca com gato morto entre as penas e uma faca no coração... Aquela mulher fez tantas coisas que nos obrigou a fugir do país. Eu quase morri, se não fosse Jacob a entrar na frente da bala. Mas o pior de tudo foi ameaçar a criança que esperava... Aquela mulher era totalmente maluca. – Ness disse de forma segura.

- Acha que o seu marido a matou¿ - Jasper perguntou.

- Não! Jacob teve muitas oportunidades para matar a Casy, mas ele não fez isso. Apesar dela me ameaçar e a nossa filha, ele não fez isso. Jacob mudou e eu vi a mudança ocorrer. Vi cada etapa dessa mudança e não acredito que foi ele. Ele arrumou um emprego na Itália e nem queria voltar. Não aceitou o emprego de diretor que meu avô ofereceu e se sujeitou a um emprego simples para os seus padrões. Estávamos vivendo com o dinheiro que ele ganhava trabalhando. O meu avô só pagava os seguranças. Sinceramente eu não acredito que Jacob a matou. Eu confio cegamente no meu marido.

- Mesmo depois de tudo o que a senhora sofreu¿ - Jasper perguntou.

- Mesmo depois de tudo. Como disse, eu o vi mudar dia após dia. Vi se tornar uma pessoa melhor. Jacob não matou Casy e se o condenarem, estarão cometendo um grande erro. Impedirão de um pai ver a filha que tanto ama crescer. Ele poderia ter fugido e vocês não achariam. Mas ele só voltou por causa de mim e da filha. Nunca perderia o seu nascimento.  – Ela olhou para o júri e com os olhos cheios de lágrimas pediu por ele. – Por isso eu suplico que não condenem o meu marido. Não o impeçam de ver a nossa filha crescer.

- A testemunha está dispensada. – Disse Jasper.

- O promotor deseja interrogar a testemunha¿ - A juíza perguntou.

- Sim, meritíssima. – Disse e se levantou da cadeira onde estava.

- Senhora Black, seu marido é violento¿ -Perguntou com tom presunçoso.

- Ele é temperamental e às vezes perde a cabeça, ficando violento. Mas ele...

- Ele já a agrediu fisicamente¿ A senhora admite que ele lhe bateu¿

- Não! Jacob nunca bateria em mim... Não! – Ela negou de forma firme.

- Gostaria de lembrar que estar sob juramento. – Disse firme para ela.

-Ele nunca me bateu! As agressões que sofri não foram físicas, senhor promotor. – Ness tinha vontade de gritar com ele, mas se controlou.

- A senhora ouviu seu marido dizer alguma vez que queria matar Casy¿ - Ele tentava fazer com que Ness produzisse provas contra Jacob.

- Sim, mas...

- Então seu marido disse que queria matar Casy. Ele era violento com a amante e  a senhora sabia¿

- Eu sabia que eles sempre brigavam. Rachael deixou escapar uma vez que ela gostava de apanhar. Era um fetiche dos dois, mas...

- É notório que seu marido batia na amante e lhe ameaçara de morte várias vezes. Ele não teria perdido a cabeça no calor da discussão¿ Ele não seria capaz de matar no calor da discussão¿

- Não! Não!

- Protesto! O promotor está constrangendo a testemunha. – Jasper disse. – Está colocando palavras em sua boca.

- Protesto aceito. – Disse a juíza. – Apenas faça as perguntas de forma sucinta e não tente conduzir as respostas da testemunhas.

- Sim, meritíssima.

-Quando seu marido lhe deixou no hospital, o que ele disse¿

- Que iria resolver a nossa vida definitivamente¿ - Ness respondeu.

- Quando ele disse definitivamente, a senhora poderia supor que ele mataria a amante¿

- Ela não era amante dele! – Respondeu indignada. – Não! Eu não pensei que ela poderia se matar para incriminar o meu marido. Ele só foi conversar e tentar fazê-la partir. Foi levar dinheiro para ela, promotor.

- O que o seu marido disse quando fugiu do local do crime¿ - Perguntou o promotor.

- Protesto! O local não pode ser chamado de crime até que seja comprovado o assassinato. Até o que se sabe, a senhorita Maccalister se matou.

- Protesto negado! Responda, senhora Black. – Disse a juíza.

- Ele ligou para Alice, não para mim. Estava nervoso com o acontecido, falava tudo muito rápido e dizia que ela havia se matado. Afirmava ser inocente e quando eu pedi para voltar, ele desligou a ligação.

- Por que ele ligou para sua tia¿ - Ness não entendia o motivo daquele tipo de pergunta.

- Foi ela quem lhe deu o dinheiro. O meu avô bloqueou os meus bens há uns meses e controlava a minha conta corrente. Não havia como ele tirar dinheiro da conta sem pedir ao meu avô. Por isso Alice fez o empréstimo. Ele ligou para ela porque sabia que eu estava mal e corria o risco de entrar em trabalho de parto. Só que Alice estava no quarto e eu pedi para colocar no viva voz.

- Estou satisfeito! – Disse o promotor.

- A testemunha está dispensada. Tem mais alguma testemunha defesa¿ - Perguntou para Jasper.

- Gostaria de chamar para depor o meu cliente Jacob Black. – Disse Jasper.

- Tudo bem! Pode se dirigir a cadeira de interrogatório, Senhor Black. – A Juíza disse, Jacob se levantou e caminhou lentamente. Sentou-se confortavelmente e olhou para as pessoas que assistiam ao julgamento.

- Senhor Back, jura dizer a verdade, somente a verdade e nada além da verdade¿ - Jacob colocou a mão sobre a bíblia que estava sobre o apoio da cadeira e fez o juramento.

- Eu juro! – Disse de forma segura.

Jasper se levantou, seguiu até a cadeira e parou há alguns metros de distância. Encarou o seu cliente e começou o interrogatório.

- Senhor Black, qual a sua relação com Casy Maccalister¿ - Perguntou olhando diretamente para ele.

- Fomos amantes. – Respondeu de forma suscita.

- Pode nos falar como ele a conheceu¿ E como era o relacionamento de vocês dois¿ – Pediu

- Eu conheci Casy quando comecei a trabalhar como gerente de vendas em Londres. Era uma grande empresa e cheguei lá até através de um amigo do meu pai. Ela era secretária do meu chefe e caiu de encantos no primeiro dia em que me viu. E para mim era conveniente manter o caso, para saber o que se passava. Era como uma informante para mim e durante um bom tempo, acho que mais de um ano e meio, mantive o caso. Veja bem, eu nunca a amei e ela sabia disso. Tinha certeza que só estava com ela por conveniência. Mas nunca se sentiu ameaçada, apesar de todas as mulheres com que sai nesse tempo. Tínhamos um relacionamento quente e às vezes brigávamos por besteiras. Casy sempre foi muito burrinha e isso me irritava as vezes.

- O senhor batia na sua amante¿ - Jasper perguntou.

- Sim! – Todos começaram a falar no local por um momento. – Nós fazíamos alguns jogos e ela gostava de apanhar na cama. Algumas vezes perdi a cabeça e nos saímos na “PO”.

- Como e por que o relacionamento entrou em crise¿ - Continuou a interrogar.

- Como já disse, ela nunca se sentiu ameaçada até eu conhecer minha esposa. Estava comigo quando eu recebi o seu email. Demos boas gargalhadas juntos e achamos a coisa toda bizarra. Mas quando vi a foto dela algo mudou. Por mais excitado que estivesse com a possibilidade de me vingar dos Cullens e mudar a minha vida. Era muito ganancioso e não perderia a oportunidade de tirar bom proveito da situação. Mas Casy percebeu que ela havia mexido comigo e ali começaram as ameaças.

- Como o senhor procedeu daquele dia em diante¿ - Eu fingia não sentir nada e tentava mentir o máximo que podia. Mas ela me conhecia bem e percebeu que eu estava diferente. Depois que voltei de Seattle, as coisas entre nós esfriaram e eu nem conseguia transar com ela. O seu ódio de Ness só aumentava e ela ameaçava acabar com meus planos. Resolvi que teria que cozinhar em banho Maria até o casamento e depois dar um jeito de descartá-la. Foi isso que fiz, mas as coisas não saíram bem como esperava.

- O que quer dizer como as coisas não saíram como esperava, Senhor Black¿ - Jasper perguntou.

- Ela me ligava sempre e todas as vezes fazia ameaças. Dizia que viria para os Estados Unidos para ficarmos juntos e muitas das vezes ordenei para que não viesse. Ai, depois que casei, com minha vida um inferno, ela simplesmente apareceu e a coisa piorou.

- Pode detalhar mais. – Jasper pediu.

- Eu estava sofrendo muito naquela época e vivendo um terrível conflito entre o amor que sentia e a vingança que havia prometido ao meu pai. Ela apareceu em um momento péssimo e foi me procurar. Mandei minhas irmãs irem para minha casa e a acomodei no apartamento onde estavam morando. Fui me encontrar com ela e para o seu desespero, simplesmente não consegui transar. Ali as ameaças ficaram mais violentas, pois ela se deu conta que não conseguia dormir com ela. Que realmente amava a minha mulher e não queria continuar com o relacionamento. Então ele começou a ameaçar bater na minha porta e contar tudo para Ness. Pode imaginar o meu desespero¿ - Jacob perguntou.

Ness, que já estava acomodada junto com a família, assistindo o julgamento, estava mal com tudo o que ouvia.

- Imagino. E o que o senhor fez¿ - Jasper perguntou.

- Tentei cozinhar em banho Maria. Dava dinheiro,fazia agrado, comprava presentes, só que...

- O quê¿ - O outro perguntou.

- Ela gostava de luxo. Gostava muito por sinal, mas o que queria não era dinheiro. Ela queria a mim na sua cama e eu até tentei para evitar um escândalo. Mas...

- Mas o quê¿

- É vergonhoso falar sobre isso... – Jacob não conseguia falar sobre as intimidades e as vezes que brochara ao tentar transar com Casy. Diante de tantas pessoas aquilo lhe constrangia muito e mesmo sabendo que era para o seu bem, não conseguia falar tudo com todas as letras.

- Senhor Black, o senhor não está em condições de negar informações. O que deixou a sua ex-amante furiosa¿ - Jasper disse de forma severa, mas Jacob não respondeu. – O quê, Jacob¿ - Perguntou novamente.

- Eu brochei “PO”... várias vezes! Satisfeito! – Ele se esforçava para não gritar de tanta raiva que sentia. As pessoas no local começaram a falar novamente, deixando um ar de tumulto. A Juíza precisou intervir para resolver a situação.
Ness estava satisfeita, mesmo que fosse humilhante para ele, porque sabia que ele não dormira com a ex-amante desde que veio morar nos Estados Unidos.

- O senhor não está em casa, Senhor Black! Veja bem o palavriado que usa no “meu” tribunal. Se não houver ordem nesse tribunal, entraremos em recesso novamente. – Disse de forma severa, olhando para as pessoas sentadas cadeiras de madeira. Jacob assentiu com a cabeça e Jasper voltou a interrogá-lo, satisfeito, por ter conseguido o que queria. O cliente conseguiu não se passar por adultero ao menos.

-O senhor brochou¿ - Não teve como não rir e Jacob o olhou com fúria. Ness se sentiu péssima pela forma como Jasper falou com marido. Afinal ela havia pedido para ele arriscar tudo e agora a vida dos dois estava exposta diante de todos.

- Sim! – Abaixou a cabeça para não encarar as pessoas.

- Quando foi que as coisas se complicaram¿ - Ele perguntou.

- Não lembro direito quando foi. Só sei que de uma hora para outra, ela começou a infernizar. Acho que durante a gravidez. Não sei ao certo. Mas um belo dia ela fez um despacho de macumba na porta de casa. Sue quase teve um troço e Ness só chorava. Eu peguei uma vassoura e quebrei as taças, as garrafas, galinha morta e ainda com a foto de Ness. Eu fiquei louco naquele dia e fui trabalhar. Tentei esfriar a cabeça para não fazer besteira. A verdade é que queria matá-la naquele momento. – Jasper deu um olhar perverso para ele quando disse aquilo. – Depois ela mandou bombons envenenados para minha casa. Ness pensou que fossem meus e deixou em cima da bancada da cozinha. A caixa caiu acidentalmente e o cachorro comeu um deles. Depois o pobre animal morreu estrebuchando. Eu perdi a cabeça e fui até o local onde estava. Brigamos feio naquele dia e dei um basta em tudo.

- Você bateu nela¿ - Jasper perguntou, pois já sabia que o promotor faria a pergunta depois.

- Sim! Bati e ameacei matá-la para ver se desistia. Disse para não chegar mais perto da minha família. E depois disso tudo ficou mais confuso, porque ela foi para a imprensa contar toda a história e tivemos que nos expor publicamente. Os paparazzis não saiam da nossa porta e não nos davam mais paz. Mesmo assim ela continuou a ligar e a me importunar. Ai veio um escândalo em um restaurante, depois um atentado quando estávamos no carro, o tiro que quase me matou. Sei que vocês podem dizer que não há provas de que foi Casy, mas só quem chamava Ness de Vadia Cullen era ela. E se o assaltante atirou chamando minha esposa assim, tenho certeza de que foi ela. Sei bem disso! Ela estava totalmente doida e tinha alguém a ajudando. O hospital foi invadido e o quarto onde eu deveria estar foi metralhado. Os bandidos morreram e nós fugirmos para casa. Mais uma vez encontramos vestígios dela. Nosso closet foi destruído, todas as roupas de Ness rasgadas, ela deixou fotos dela sobre a cama, no banheiro havia uma ameaça de batom no espelho, sangue no chão, uma boneca deitada no chão do Box com um gato morto e ensangüentado entre as pernas, e uma faca no peito. Tivemos que fugir para longe e mesmo no Canadá tentaram nos matar e um dos seguranças foi ferido. Só tivemos um pouco de paz na Europa, onde ninguém sabia o nosso paradeiro. Mas quando voltamos, a tia da Ness deixou escapar para uma amiga, os jornalistas publicaram. E na noite de natal, a doida mandou uma caixa de presente com uma boneca esfaqueada e com recado agourento para nós. Ela teve a coragem de ameaçar uma criança que nem havia nascido.

- O que aconteceu quando o senhor foi ao encontro da sua ex-amante¿ - Jasper perguntou.

- Eu subi as escadas e quando ia bater na porta, ela estava aberta. Ela me pediu que entrasse e veio tentar me seduzir. Eu a segurei e tentei dialogar, mas ela não parou e começou a ameaçar. Eu bati com vontade quando ela ameaçou a minha filha. Estava com tanto ódio, que bati muito e depois apertei o seu pescoço. Quase que a estrangulei com a raiva que sentia. Só que ouvi uma voz, bem parecida com a da minha mãe, dizendo que não valia a pena e a soltei. Disse que tinha nojo dela e que amava a minha esposa. Que estava apaixonado pela minha filha e que nunca mais dormiria com ela. Acho que as palavras ditas de forma tão claras a fizeram enlouquecer de vez. Ela começou a chorar e foi andando de costas para a porta, que permanecera aberta, até chegar na grade que cercava a varanda. Foi subindo e ficou sentada de braços abertos. Depois me disse que se não fosse dela, não seria da minha mulher e que aquilo era uma armadilha. Deu um impulso para trás e caiu de braços abertos. Eu fiquei desesperado e corri até a grade, debrucei para olhar e a vi morta. Fiquei desesperado e fugi.

- Por que o senhor fugiu, senhor Black¿ - Jasper perguntou.

- Tive medo de ser preso injustamente e perdi a cabeça. Tudo aconteceu muito rápido e de uma hora para outra. Nunca pensei que ela chegaria o extremo de se matar para me afastar de Ness. Mas ela cumpriu a promessa de me mandar para a cadeia para esse fim.

- Senhor Black, você teria coragem para matar Casy Maccalister¿ - Jasper perguntou.

- Sim! – Todos começaram a murmurar alto. – Se ela colocasse em risco a vida da minha mulher e da minha filha nada me impediria. Vocês são pais e mães.- Apontou para o júri. – Se uma mulher maluca colocasse uma arma ou uma faca em seus filhos. O que faria¿ - Olhou para Jasper e continuou. – Qualquer um perderia a cabeça, mas aquele não foi o caso. Eu não matei Casy! Não fiz aquilo e não é justo pagar por um crime que não cometi. Amo a minha família e não faria algo que a prejudicasse. Não faria uma coisa que me impediria de ficar anos sem a minha esposa e a minha filha. Eu juro pela vida da minha filha que não a matei. Essa é a única verdade que tenho.

Jasper fez mais algumas perguntas sobre Casy, o seu sentimento doentio e depois cedeu a vez para o se colega promotor, que fora bem malévolo no seu interrogatório, para tentar deixar claro que muitas vezes Jacob agrediu e ameaçou a vida da mulher.

Enquanto o interrogatório seguia, um dos assistentes de Jasper entrou na surdina e sentou-se ao seu lado. Cochichou em seu ouvido e lhe mostrou algo no celular. Ele deu um sorriso satisfeito e ao fim do interrogatório de Jacob anunciou que tinha mais uma testemunha.

- Meritíssima, temos uma testemunha que pode comprovar a inocência do meu cliente. Peço-lhe recesso por algumas horas para eu falar com ela. E permissão para interrogá-la diante do júri.

- Isso é inadmissível. – Disse o promotor. – Todas as testemunhas que forma solicitadas já falaram. Não pode colocar uma pessoa de uma hora para outra ao seu bel prazer

- Meritíssima, é claro que nós recorreremos da sentença se ele for condenado. Acho que essa testemunha pode ser decisiva para veredicto do júri. Por isso solicito autorização para o depoimento. – Jasper insistiu.

- Acho que todas as tentativas são válidas. Entraremos em recesso e o senhor tem duas horas para preparar o interrogatório.  – A juíza disse.

- Também peço autorização para colocar um vídeo para todos assistirem. Ele será de grande ajuda para o esclarecimento do caso.  – Disse Jasper.

- Providenciarei uma Televisão e um aparelho de DVD. Espero que isso não se prolongue. – Respondeu.

- Obrigada, meritíssima. – Jasper disse e se afastou.

- Senhores, entraremos em recesso. Depois disso ouviremos uma nova testemunha para esse caso. – Bateu o martelo, levantou e depois caminhou até a saída.


Nota Glau
Jasper para tentar provar que Jacob mudou e não seria capaz de matar jogou toda a “M” no ventilador. Coitado desse casal. Já imaginou tudo exposto dessa maneira¿ A Ness apesar de tudo foi bem corajosa. Ela disse tudo diante de todos. Colocou o marido em primeiro lugar e se esqueceu do orgulho.
Se a Ness, a Rebbeca, o Seth e a Bella admitem que Jacob é inocente, mesmo depois de tudo o que ele fez de ruim, será que o Juri levará isso em consideração¿ Será que ele será condenado¿
Gente a autora é totalmente doida, então não duvidem do que eu possa fazer nesse final, heim!


Gostaria de agradecer por todos os comentários maravilhosos e pelas 33 recomendações que a fic recebeu. Vcs sabem que não seria nada sem as minhas leitoras queridas.

Estou sentindo falta de uma galeria. Cadê vcs¿ Será que resolveram me abandonar¿ Sniff Sniff Snifff.
Gente, eu ainda não fiz o restante do Cap (quarta parte), porque ando lendo umas sacanagens que estão ocupando o meu tempo. Kkkk Prometo até sábado terminar o capitulo final herdeira para a postagem.

Quem ainda não votou no concurso de Short fic ainda da tempo. Eu pedi ao moderador até sábado para excluir a fic. Mas ainda não tive uma resposta e vou deixando no ar até lá. Peço que votem na fic Say Love, que ainda não teve nenhuma nota para eu apurar
Agradeço também aqueles que prestigiaram deixando suas notas.


Guerra dos Sexos já está bombando e cheia de confusão. Já tivemos inclusive “PO” no cap anterior. Quem ainda não leu, não sabe o que esta perdendo.


BRIGADU!!

N/Heri: ai meu Deus! To ansiosa por resultado do juri. E  a ultima testemunha quem será? Que é isso? Um julgamento ou confessionário total aberto ao publico?...hsuahsuahsu. Jasper ta tirando casquinha de mau...........Mas isso é coisa de Glau. Meninas comentem que já solto a parte 3...