segunda-feira, 28 de março de 2011

Vingança




Aquela noite Ness não dormiu e não quis descer para o jantar, para o total espanto do seu avô. Ficou trancada dentro do quarto maquinando uma forma de se vingar de Jacob. Sentia o ódio pulsando em cada veia do seu corpo, um nó prendendo sua garganta e uma enorme vontade de chorar. Mas ela não se permitiu chorar... Não mesmo.



Em seu coração havia uma mistura estranha de dor, ódio, mágoa e amor. Queria apenas uma palavra de desculpa para amenizar aqueles estranhos sentimentos. Sabia, no entanto, que Jacob preferiria cortar um braço a se desculpar pelo que fez. Ele não faria isso e ela continuaria juntando todos aqueles sentimentos, que a cada ano só a deixava ainda mais fria e arrogante. Eles transformaram o seu coração em uma pedra de gelo, que só uma pessoa poderia derreter... Ele não faria isso e ela sabia bem.



Na manhã seguinte se levantou péssima da cama, com um humor ainda pior, levando-se em consideração que o seu gênio já não era nada maleável. Tomou seu banho, fez sua higiene matinal, colocou uma calça preta com uma camiseta preta bem justa no corpo. Um cinto prateado que cobria parte da cintura violão amenizava o contraste gótico de sua vestimenta. Colocou uma sandália de salto bem alto, fez uma maquiagem forte, ressaltando os olhos azuis com sombras escuras e um batom café e as maças do seu rosto ganharam um tom marrom. Quem a via, naquele estilo totalmente emo, tentava se imaginar o que levou Ness Cullen a se vestir daquele jeito, mas era exatamente assim que ela se sentia... Com a alma negra!



As palavras de Jacob ainda golpeavam o seu coração e a deixavam ainda mais sombria... Ela não queria pensar... Não precisava se lembrar de tais ofensas.



- Carly, Alô! – Disse ao telefone com o tom arisco.



- Oi, Ness! Por que está me ligando a essa hora¿ - A amiga perguntou com a voz desconfiada.



- Vem me buscar em vinte minutos! – Ordenou. – Jacob está com o meu carro e não posso ir a pé para a escola.



- Seu carro¿ Como¿ O que... – Ness a interrompeu de forma brusca.



- Chega! Não é da sua conta. Entendeu¿ Venha me buscar e não me faça perguntas idiotas. – Desligou o telefone sem dar chances da amiga dizer nada.



Ela desceu para tomar café e por sorte todos já haviam saído. Assim pode fazer sua refeição sem maiores perguntas.



Vinte minutos depois Carly entrou na sala de jantar e olhou para a amiga com desconfiança, mas não fez nenhum comentário ao perceber a cara de poucos amigos. As duas foram para o carro em silêncio e dez minutos depois já estavam na escola.



Na escola todos estavam surpresos com os acontecimentos daquela manhã.



Primeiro Jacob chega com o carro Ness Cullen, a quem notoriamente odeia e é odiado. Depois Ness chega com o visual gótico e uma expressão de dar medo em qualquer pessoa. Ela poderia matar uma pessoa somente com um olhar... Uma verdadeira medusa.



As pessoas tinham até medo de encarar quando passava com as amigas. E o trio de maiorais que a acompanhava, estava sem noção do que havia causado aquilo a amiga. A única certeza que tinham era que Jacob Black havia metido o dedo podre na ferida da amiga.



O dia parecia não passar para Ness, que percebia os cochichos por onde passava. Era um verdadeiro filme de terror e ela não estava com um humor para aquilo. Saiu distribuindo foras para quem chegasse perto o bastante para aborrecê-la.



Já para Jacob o dia foi maravilhoso. Ele se divertiu muito vendo a cara de poucos amigos e o olhar mortal que Ness Cullen distribuía para todos os lados. Seus amigos o interrogaram sobre o motivo daquilo e ele ria como um cafajeste, mas não contava o que havia feito a patricinha.



Depois da última aula, quando Ness caminhava para o estacionamento, foi abordada por Alec Volturi, um dos alunos novos alunos por quem a garota havia se interessado. Ela achou estranho ele se aproximar dela quando todos faziam o possível para ficarem longe, evitando assim um provável fora. Ele entretanto tinha uma altivez que ela gostava. Teve atitude e quebrou o clima tenso. Até mesmo sorrir diante dos fascinantes olhos negros do rapaz.



- Oi!



- Oi! – Ela respondeu encarando o seu olhar.



- Percebi que você hoje estava muito triste. Posso fazer algo para alegrar o seu coração¿ Um rosto tão lindo precisa ter sempre um belo sorriso. Não essa expressão triste.



- Eu realmente não estou bem. – Ela disse desarmada. Franziu o cenho, mordeu os lábios de forma sensual e passou a mão nos cabelos, jogando os para trás. Alec ficou olhando para a garota fascinado pela sua beleza, mas também se sentindo mal por ver aquela tristeza em seus olhos. Alguma coisa lhe dizia que ela era mais do que um rosto bonito no meio da multidão. Ele quis tocar o seu rosto, tomá-la nos braços e lhe dar o carinho que precisava. Estava muito incomodado por passar horas nas aulas que tiveram juntos vendo aquela sombra em sua face. As pessoas poderiam até não perceber a sua dor. Ele, de alguma forma estranha, percebia que ela precisava de amor.



- Você gostaria de ir fazer um lanche comigo¿ Percebi que não comeu muito durante o almoço e ficou muito calada o dia inteiro. Talvez conversar faça bem para você. Eu não te conheço, não sou ninguém para você, não sei o que acha da minha intromissão, mas estou incomodado por ver uma moça tão bonita desse jeito. Desculpe-me pela sinceridade.



- Hoje não é um dia bom... Sabe¿ Quando você sente que a pessoa mais importante na sua vida é a que mais te odeia, que te pisa e que te faz sofrer. Eu estou guardando tantos sentimentos ruins dentro de mim que chega a me fazer mal... Não sei porque estou te dizendo isso... É estranho... Eu não estou bem para sair agora. Que tal você me pegar na minha casa lá pelas sete horas¿ - Ela perguntou para ele, vendo a expressão preocupada na face do rapaz.



- Pode me dar o seu endereço¿- Ele pediu.



- Não sabe aonde moro¿ - Ela estranhou. Todos na cidade sabiam onde ficava a mansão dos Cullens. Não tinha como ele não ter visto a linda casa. – Siga a avenida até o fim. Minha casa é a mansão no final dela. Toque o interfone que o segurança vai abrir para entrar. Eu o deixarei avisado sobre a sua visita, Alec. Agora preciso ir. Realmente não estou nada bem hoje. – Deu um sorriso sincero e ficou agradecida pela espontaneidade do rapaz.

Enquanto Ness caminhava para o carro de sua amiga Carly, Jacob observava de longa aquela cena. Ele pode ouvir um pouco da conversa e ficou irritado por ver o aluno novo dando em cima de Ness Cullen. Normalmente não se incomodaria com aquilo. Para ele a garota não passava de uma “PU” que saia dando para todo mundo. Havia passado na mão de praticamente todos na escola. Boatos até diziam sobre caso com professores e ele já estava acostumado a ver ela trocando de mãos toda semana.



Por que aquilo o incomodou tanto¿



Socou o carro com raiva ao chegar nele, praguejando contra Ness Cullen e Alec Volturi.



Começou a pensar em como estragar o encontro dos dois. Então dirigiu para um bazar no centro de Forks, comprou um vidro de cola colorida, em cor azul, e voltou para o carro. Chegou em casa, foi para o quarto e ficou pensando em uma forma de entrar no quarto da garota e jogar a cola no vidro de shampoo da garota.



Jacob passou o resto da tarde vigiando a porta do quarto de Ness e quando ela saiu do quarto, ele entrou rapidamente, correu até o seu banheiro, pegou o shampoo e colocou a cola. Depois sacudiu bastante, tapou o pote e saiu do banheiro correndo.



Ness estava um pouco animada após a conversa com Alec. Por isso decidiu não ficar se amargurando e foi para a sala de ginástica malhar um pouco antes de sair com ele.

Depois de duas horas de malhação, fez um lanche rápido na cozinha e depois foi se arrumar para o encontro.



Ela chegou ao banheiro, tirou as roupas de ginástica, as peças intimas e foi para o Box se banhar.



Começou a tomar o seu banho alegre por ter um encontro com alguém diferente aquela noite. Algo lhe dizia que Alec era mais do que um cara bonito. Ele de alguma forma mexeu com ela e aquilo lhe deu um novo ânimo.



Continuou tomando o seu banho, quando pegou o pode de shampoo e virou sobre a cabeça. Depois o fechou e começou a esfregar o coro cabeludo. De repente sentiu algo estranho...





- AHHHH! AHHHH! – Começou a gritar de desespero ao sentir a coisa grudenta nos cabelos. Parou de mexer, saiu do Box e foi até o espelho. Viu o tom azulado e os cabelos grudentos que a deixavam medonha. Começou a gritar ainda mais. Ficou roxa de raiva e o corpo tremia de nervoso. Ela sabia que era coisa de Jacob. Queria matá-lo por aquilo... Ela o faria pagar por aquilo... A se faria.



Ness se enxugou, depois colocou as roupas rapidamente, enrolou os cabelos com toalhas e saiu correndo do banheiro. Não sabia o que fazer e nem como desmarcar o encontro com Alec.



-INFERNO! EU MATO! EU MATO ESSE FILHO DA “PU”.



Pegou o telefone e discou para Claire.



- Claire!



- Oi, Ness!



- Preciso que arrume o telefone de Alec. Eu marquei com ele as sete, mas Jacob colocou cola no meu shampoo e agora não tenho como ir. Arruma o telefone dele e diz que eu ligo para ele mais tarde. Que aconteceu um imprevisto e não posso sair as sete.



- Calma, Ness!



- CALMA NADA! EU VOU MATAR O JACOB! FAREI PICACINHOS DAQUELE ORDINÁRIO! EU ACABO COM ELE! EU ACABO! JURO!



- Tudo bem! Vou avisar o Alec e arrumar o telefone para você. Tchau! – Ele desligou o telefone



Ness saiu correndo do quarto como uma maluca, com um short, que mais parecia uma calcinha, e um top super curto. Correu até a sala e pediu para o motorista do avô a levar para o cabeleireiro.



Ela ficou três horas no salão, dando um tratamento de choque aos cabelos, enquanto pensava no que fazer para se vingar de Jacob. Mas ela sabia que a primeira coisa a fazer era impedir que ele entrasse novamente em seu quarto. Depois teria que invadir o quarto dele e copiar as coisas de seu notebook. Também faria algumas gravações para chantageá-lo.



Ligou para Alec de lá, inventou uma boa desculpa e depois teve que ficar pacientemente até que os fios dos cabelos fossem restaurados. Quando chegou em casa, exausta por aquele longo tratamento, correu para o quarto e se jogou sobre a cama.



Alguma tempo depois, já com a cabeça mais fresca, lembrou-se de seu amigo Alex, fera em tecnologia e um verdadeiro Hacker. Ele seria a sua vingança contra Jacob.



- Alô, Alex!



- Quem fala¿



- Não reconhece mais a minha voz, gatinho. – Disse manhosa.



- Ness! O que você quer¿ Você só me liga quando quer algo.



- Não seja ingrato comigo, neném. – Começou a jogar o seu charme irresistível para ele.



- Tudo bem! Tudo bem! Agora conte-me seus planos.



Ness começou a contar o que havia planejado. Os dois ficaram duas horas conversando e ela marcou com ele às seis da manhã. Teria que agir assim que Jacob, Esme e o Avô saíssem de casa. Precisaria ser bem rápida e certeira na sua vingança. Ela mostraria a Jacob que não era apenas um rosto bonito e ainda o teria em suas mãos. Não agüentaria de ansiedade para que o dia amanhecesse. Aquela noite seria muito longa para ela.



[...]



- Alex, Vamos! – Ela guiou Alex e seus dois amigos pela porta dos fundos. Entraram por uma passagem secreta e chegaram ao segundo andar. Os três correram para o seu quarto e começaram a trabalhar no projeto para tranca da porta. Enquanto isso ela desceu para assegurar que Jacob, Esme e seu avô já estivessem saindo de casa. Deu uma desculpa que estava se sentindo mal e iria mais tarde.



Jacob se sentia vitorioso por ver a expressão abatida da garota. Sabia que não só havia acabado com o encontro com o novato, mas também lhe roubado mais uma noite de sono. Deu um sorriso sugestivo para ela, que continuou com expressão mal humorada. Não podia deixar transparecer que estava armando algo. Ele precisava supor que ela estava realmente mal e ficaria na cama.



Depois que eles saíram, Ness subiu correndo e conduziu os dois rapazes para o quarto de Jacob, enquanto o outro colocava os parelhos na sua porta. Ele teria uma grande surpresa quando soubesse que para entrar em seu quarto, além de senha precisaria de sua retina e impressão digital polegar.



Ela pediu a arrumadeira para vigiar a casa e ligar para o seu celular se alguém voltasse. Depois foi para o quarto e conduziu os dois rapazes para o de Jacob. Um começou a colocar uma câmera em um ponto estratégico, onde teria uma ampla visão da cama e de parte do quarto. O outro que estava ajudando foi para escrivaninha de Jacob, ligou o notebook e começou a hacheá-lo. Demorou mais do que Ness pensava, mas depois de um bom tempo ele conseguiu invadir o sistema e copiou todo o conteúdo em um HD externo.



Os dois começaram a abrir as pastas e acharam uns arquivos de vídeos interessantes na área de trabalho. E Ness gargalhou quando em um dos vídeos havia a garota nova pagando boquete em Jacob. Ela viu naquela cena a chance de trazer a menina para o grupo de maiorais e ainda se vingar de Jacob.



- Você consegue quebrar a senha do Youtube dele e postar esse vídeo¿ - Ela perguntou excitada com a confusão que causaria.



- Vamos ver se ele salvou a senha no navegador. – Alex começou a tentar as senhas salvas no navegador e conseguiu entrar na conta. Então publicou o vídeo de Jacob em uma situação constrangedora e depois fechou todos os aplicativos.



Os amigos de Alex e ele trabalharam de forma profissional, usando luvas e toucas para que não houvesse risco de deixar digitais o fios de cabelos. Quando terminaram, montaram o sistema para Ness gravar as cenas direto para o seu HD externo e a explicaram como usar o sistema biométrico para entrar no quarto.



Ela os pagou, levou os para a saída, tomando cuidado para não serem vistos, e depois ligou para Nathaly.



- Nath!



- Oi, Ness!



- Olha, preciso que vocês dêem um jeito de espalhar um boato sobre um vídeo postado por Jacob no Youtube. Mas não quero que deixem ele perceber que foram vocês. Eu já estou indo para a escola. OK¿



- Tudo bem! Mas do que se trata¿ - Perguntou curiosa.



- Digamos que ele vai cair na boca do povo e a aluna nova vai querer matá-lo. – Ness riu de forma travessa. – Eu vou me arrumar e já chego na escola. OK¿ Tchau.



Depois de pedir um taxi, ela tomou banho rápido, colocou um vestido branco bem sensual, comeu ovos mexidos com um copo de café e saiu correndo.



Chegou na escola no horário do almoço com uma expressão doente. Todos notaram a mudança extrema no visual e o rosto pálido. Mas ninguém sabia o quão feliz estava pelo inicio da sua vingança contra Jacob.



Ouviu os burburinhos assim que entrou no refeitório. Seguiu para a mesa das suas amigas e se sentou.



- E ai¿ - Perguntou tentando não deixar transparecer o veneno escorrendo no canto da boca. Tinha vontade de gritar e rir da cara de otário de Jacob, que se achava muito esperto, mas não sabia que estava levando uma rasteira.



De repente uma discussão começou e as pessoas começaram a olhar no celular. As pessoas correram para a saída e ela tinha certeza que era para a biblioteca e o laboratório de informática.



Nem pode comemorar, pois Alec apareceu em sua frente e pediu para conversarem. Ela deu um olhar sugestivo para as amigas e saiu com ele do local. Os dois foram para os fundos da escola e entraram em um velho depósito.



- Desculpe por ontem. Aconteceu um imprevisto e tive que resolver na ultima hora. Pedi o telefone a minha amiga e estava chateada por ter que desmarca. Pode me desculpar¿ - Ela passou o dedo sobre o peitoral dele e ficou fazendo desenhos. Ele a olhou de forma intensa, analisando os seus gestos e poucos segundos depois, ele a puxou pela cintura a colou os seus corpos.



- Tudo bem! Você está bem¿ Quer conversar¿ - Ele perguntou enquanto ela se esfregava nele.



- Conversar¿ Só me beija e me faz esquecer de tudo, Alec. – Ela o beijou de forma intensa, travando uma deliciosa batalha com suas línguas e começou a roçar em sua ereção. Quando segurou o seu cinto e começou a abri-lo, ele se afastou e ficou observando de forma inquisitiva. Parecia incomodado com a situação.



- Eu não trouxe você aqui para transar, Ness. Estava preocupado com você e queria conversar. Não me interprete mal. Você parece uma menina especial, apesar de ter algo triste em seu olhar. Eu não quero abusar de você. Apenas cuidar de você. – Aquilo foi pior do que um tapa na cara. Nunca ninguém a havia tratado daquela maneira. Ele a via como uma pessoa especial e a tratava com respeito... Pelo menos tentava. Ela queria transar e se esquecer de tudo em seus braços, mas ele queria apenas cuidar dela. Ela não entendia o que estava acontecendo.



- Eu... Oh, eu...



- Olha só. – Ele começou. – No primeiro dia eu ouvi muitas coisas sobre você. Eu observei você durante horas e tentei ver o que as outras pessoas não viam. Eu vi mais do que um rosto bonito e uma pessoa irritante. Quis me aproximar de você para tentar entender algumas coisas. E fiquei mal quando a vi ontem daquela forma. Eu não a trouxe aqui para transar. Só quero tentar desvendar o que é e porque faz certas coisas.



- O que você entende de mim¿ Quem pensa que é para falar sobre mim como se me conhecesse¿ Vai para o inferno! – Ela saiu do local furiosa com o atrevimento. Como ele podia lhe dizer aquelas coisas. Como¿ Enquanto voltava para a escola, encontrou com Jacob que estava furioso. Ele segurou em seu braço e começou a confrontá-la.



- Foi você¿ Não foi¿ Estava muito quieta e não deu nenhum chilique. ANDA! Confessa! – Ele estava soltando fogos pelas ventas de tanto ódio. O vídeo estava rodando toda a escola e a garota havia chorado e gritado com ele no meio do corredor. Teve que ir para o laboratório e excluir o vídeo antes de mais confusões. Só que aquela altura, todos na escola haviam assistido ao show e ele estaria em séria confusão.



- Do que você está falando¿ Me solta! Para, você está me machucando!



-LARGA ELA! – Alec gritou quando viu ele a segurando e sacudindo o seu braço.



- O que foi¿ Já andou comendo também, idiota¿ Não se mete nisso!



- Você gosta de atacar mulheres¿ Vem atacar a mim! – Ele se jogou contra Jacob e o empurrou. Levou um soco e caiu para trás. Mas não se deteve no chão. Levantou-se rapidamente e partiu para cima, devolvendo um soco bem dado no nariz de Jacob, que começou a sangrar muito.



- Você quebrou o meu nariz! – Jacob Disse irritado, tentando limpar o sangue que escorria com a roupa.



- Você não se atreva a atacar uma moça outra vez. – Alec o advertiu.



- Moça¿ Ela é uma “PI”! Faça-me rir. – Ness sentiu uma dor no peito e chegou a ficar sem ar. Ela não entendia o prazer que ele tinha em magoá-la e ofender de forma tão brusca.



- Senhor Black! Vá agora para a secretaria. – O diretor disse ao ver a confusão. – Senhor Volturi eu sugiro que você e a senhorita Cullen se dirijam para a próxima aula. – Ele disse, Alec pegou o braço de Ness e foi com ela para a sala. Aquela altura vários alunos observaram a confusão e a fofoca se espalhou pela escola. Quando chegaram a sala, ela sentou-se com suas amigas e ele foi se sentar com sua família. Depois de alguns minutos, Jacob que levou um sermão do diretor e ainda de quebra uma carta solicitando o comparecimento dos responsáveis, chegou a sala e a olhou com ódio. Ela podia sentir que tudo o que ele havia feito até aquele momento não se comparava com aquele olhar que a queimava por dentro. Começou a sentir enjoada e saiu da sala, correndo para o banheiro.



Mesmo querendo ser forte, teve uma crise de choro e começou a vomitar na privada. Varias coisas passavam em sua cabeça. Primeiro a coisa estranha com Alec, deixando a mal como se fosse realmente uma “PU”. Depois as ofensas de Jacob que tinham o poder de feri-la de forma tão intensa.



Ela continuava a vomitar e chorar diante da privada. Nesse momento Bella entrou e ofereceu ajuda.



- Ness, você precisa de algo¿ Parece muito mal. – Disse com a voz doce.



- Vá embora! SOME DAQUI!



- Você está mal por causa de Jacob. Não precisa ser assim, Ness. Não é porque um cara que você ama te trata mal que tem que ser assim. Você não pode ser uma vadia por causa do desprezo dele. Você não pode desperdiçar a sua vida por isso.



- O QUE VOCÊ SABE SOBRE MIM, “KA”¿ SAI DAQUI!



- Você perdeu sua virgindade por que Jacob a magoou. Depois disso você saiu com todos que podia e quem também não podia. – Ness a cortou nesse momento.



- NÃO VENHA ME DAR LIÇÃO DE MORAL, SANITNHA! EU DURMO COM QUEM QUISER. QUER SABER COM QUEM PERDI A VIRGINDADE¿ - Gargalhou sarcasticamente.



- Com Emmett ou Edward, não é¿ Você adorava brincar de médico com seus priminhos. – Bella disse de forma sarcástica. – Você não precisa se vestir como uma “PU”, falar como uma “PU” ou sair por ai dando como uma “PU”. Vira a página e deixa o desprezo de Jacob de lado. Todos sabemos o quanto você sofreu por causa dele. Tudo o que te vez. Agora você não é uma criança, NEss.



- SAI DAQUI! NÃO QUERO OUVIR! SAI! – Ela agachou novamente e voltou a vomitar.



- Se continuar assim, vão dizer que está grávida. – Bella disse e saiu do banheiro deixando Ness sozinha. Voltou para a sala e pediu para Claire ir ver a prima.



Claire chegou ao banheiro e ajudou Ness se levantar.



- Você está bem¿ O que aconteceu¿ - Perguntou com medo de levar um fora.



- Não quero falar, Claire. Só preciso que vocês preparem terreno para a aluna nova entrar no nosso grupo. Ela deve odiar Jacob e será uma de nós. – Disse de forma fria, como se nada houvesse ocorrido, enquanto lavava o rosto.



- Ness, tem muitas coisas ocorrendo e...



- Quero que remarquem o ensaio das lideres de torcidas para sexta. Eu não estou bem para ensaiar hoje. Além disso quero a July no nosso grupo no próximo ensaio.



- Mas você nos infernizou as férias inteiras. Estava obcecada com o primeiro jogo da temporada. O jogo é na próxima semana e precisamos repassar a coreografia. Como será¿



- Claire, eu não estou bem. Não tenho como ensaiar hoje. Como você disse, já ensaiamos durante as férias e acho que estamos prontas para o jogo. Só temos que repassar a coreografia na sexta e tudo dará certo. OK¿ Agora prepare terreno para a garota nova e procure saber qual castigo de Jacob. Quero saber qual a repercussão do vídeo e o que o diretor disse a ele. Coloque os contatos para funcionar e me informe até o final do dia. Agora vamos para a sala. – Ness terminou de se arrumar e saiu do banheiro com Claire. As duas chegaram a sala e todos ficaram observando.



A aula se arrastou e ela ficou perdida no tempo, pensando sobre a estranha conversa com Alec e a briga com Jacob. Também estava imaginando o que ele faria quando chegasse em casa e descobrisse o sistema de proteção em seu quarto. Ficaria furioso... Não tanto quanto ele quando soubesse que ela tinha uma cópia de todos os seus arquivos. Ele teria que devolver o carro e ficaria em suas mãos.



Aquilo não a deixou feliz. Por mais que seus planos estivessem dando certo, ela não estava nada feliz.



Quando o sinal tocou, ela puxou Claire pelo braço e as duas correram feito doidas para o estacionamento. Jacob também corria para chegar ao carro, na intenção de chegar em casa primeiro. Pareciam duas crianças disputando uma corrida.



- Anda! Dirige! – Ela ordenou a Claire que saiu cantando pneu e partiu para a sua casa. Mas Jacob foi mais rápido e chegou a casa antes das duas. Ela saltou do carro como louca e correu para o quarto. Nem se deu ao trabalho de se despedir de Claire, que ficou sem entender nada e resolveu ir embora para resolver as coisas que ela havia pedido.



Jacob chegou a porta do quarto de Ness e ficou olhando sem entender. Ela o viu parado na porta e gargalhou de forma debochada.



- Você não entra mais. – Riu para ele.



- O que é tudo isso¿ - Ele perguntou sem entender.



- Biometria, ignorante. Para você entrar vai precisar na minha retina, impressão digital e uma senha. Se tentar arrombar, vai tocar um alarme e todos saberão que está invadindo. Gostou¿ - Passou o dedo sobre o peitoral dele. – O melhor de tudo é que eu ainda consegui uma cópia dos seus arquivos, Jacob. Agora seja bonzinho e me devolva a chave do meu carro. Se você aprontar para mim, todos os vídeos que tem vão para o You tube. Imagina os processos¿ você comendo um monte de menininhas. Hahahahaha. Você está ferrado, sabe! A minha vingança está só começando, irmãozinho.



- Você não sabe o que é vingança, garota! Agora me devolva os meus arquivos e pensarei em te deixar em paz. – Disse de forma arrogante, pressionando a contra a parede.



- O que vai fazer¿ Vai me bater novamente¿ Ela o empurrou e começou a se esbofetear. AI! AI! AI! PARA JACOB! PARA DE ME BATER! ESME, SOCORRO! – Ela se bateu e depois bagunçou os cabelos. Quando Esme chegou, ficou apavorada e achou que Jacob havia agredido..



- O que você fez, Jacob¿ Como você pode¿



- Eu não!



- Não nege, Jacob! Ela é uma moça. – Esme estava com expressão decepcionada e Ness fazia cara de choro.



- Não fiz isso... eu juro... eu...



- Cala! Mocinho eu recebi uma ligação da escola. Tem algo a me contar¿ - Colocou as mãos sobre a cintura e Ness quis rir achando graça.



- Tia, eu... não sei como... posso explicar.



- Você está de castigo, Jacob Black! Ficará sem carro, sem moto, sem internet e sem TV. Quer ser tratado como criança¿ Então será! E dependendo do que o diretor me disser amanhã, você estará sem mesada também. Não pense que pode fazer tudo porque perdeu seus pais. Não pode! Agora já para o seu quarto e deixe Renesmee em paz. – Jacob a fuzilou com um olhar vingativo, jurando que ela pagaria por aquilo. Ness continuou séria, com cara de choro e depois fingiu uma cena para Esme, que sentiu dó da menina.



Depois de colocar o olho, a digital e digitar a senha no reconhecedor biométrico, ela entrou no quarto, trancou a porta e foi para o notebook ver o que Jacob fazia. Ficou sentada por um bom tempo vendo-o socar o travesseiro e praguejar contra ela. Depois reparou que ele ficou vendo algo interessante no celular e sentiu-se curiosa sobre o assunto.



A noite, antes de descer para o jantar, Ness voltou para o notebook e começou a ver os arquivos de Jacob no seu HD externo. Uma das pastas chamou a sua atenção, mas ela não conseguiu abrir. Tentou várias senhas, que para ela parecia óbvia, mas não conseguiu abrir a pasta de arquivos chamada FOTOS DO MEU AMOR.



- Inferno! Já coloquei o nome dos pais, da tia, data de nascimento, numero de documentos, nome de ex namoradas e tudo o que podia. Não consigo abrir essa pasta. Quem será o amor de Jacob¿- Mordeu os lábios e fez cara feia ao sentir uma pontada de frustração.



O telefone tocou e ela parou para atender.



- Oi!



- Desce para jantar. – O avô disse.



- Não quero!



- Você não comeu ontem. Trate de descer! Isso é uma ordem. – Carlisle disse e ela quis gritar de raiva. Não queria dividir as refeições com Jacob.



Saiu do quarto e foi para a sala de jantar.



Todos estavam extremamente calados e havia um desconforto no local. Carlisle olhava para Ness, olhava para Jacob e para Esme com um ar pensativo. Esme estava preocupada com a briga dos dois e com a confusão que ele teria arrumado na escola. Jacob estava “PU” da vida com as armações de Ness e as conseqüências que enfrentaria e ela estava aborrecida por compartilhar um jantar na presença dele. Já era demais ter que aturá-lo durante o dia. Não queria estar li... Era obrigada aquilo e se chateava por isso.



- Querido, você está quieto hoje. – Esme disse para Carlisle.



- Estou pensando. – Ele respondeu.



- Passou o resto da tarde trancado no escritório. Aconteceu algo¿ - Perguntou.



- Estava refazendo o meu testamento. – A sobrancelha de Ness arqueou e ela olhou para o avô com expressão inquisitiva.



- Testamento¿ - Questionou mal humorada



- Sim! Testamento! Nossa família ganhou mais um membro e tive que tomar algumas decisões. Não quero deixar Jacob desamparado em caso de minha morte. Ainda tem os seus primos... – Ness o interrompeu furiosa e Jacob deu um sorriso maroto para ela. Estava se divertindo ao vê-la perder a estribeira.



- TESTAMENTO¿ O SENHOR VAI TIRAR O QUE É MEU PARA DAR A ESSE MORTO DE FOME¿ ESSA É BOA! NÃO ME IMPORTO QUE ELE VÁ PARA BAIXO DE UMA PONTE. QUE MORRA DE FOME! QUE ELE MORRA DE FRIO! NÃO É JUSTO COMIGO! EU SOU SUA NETA E VOCÊ NÃO PODE DAR O QUE É MEU PARA ESSE DELINQUENTE! NÃO PODE, VOVÔ! AGORA MEUS PRIMOS¿ ALÉM DE DIVIDIR A MINHA HERANÇA COM ESSE AI! – Ela apontou para Jacob. – AINDA VAI DAR MEU DINHEIRO PARA AQUELE BANDO DE MORTOS DE FOME INTERESSEIROS¿ VOCÊ NUNCA GOSTOU DOS SEUS IRMÃOS. EU NÃO ENTENDO! NÃO ENTENDO.



- Acabou¿ Estou cansado de seus acessos, Renesmee. – Disse de forma severa. – O dinheiro é meu e dou a quem quiser. Fiz o testamento pensando em vocês dois. E tenho certeza que um dia ambos me agradecerão por isso. Não aceito que grite comigo desse jeito e que me enfrente na frente deles. Agora pegue o seu prato e vá para o seu quarto. Estou farto de você, menina arrogante.



- EU VOU MESMO! NUNCA VOU TE PERDOAR POR ISSO! NUNCA! – Ness saiu batendo o pé, com as lágrimas escorrendo pelo rosto. O ódio a consumia ainda mais, pois além de dividir a herança com Jacob, ainda tinha que ver o sorriso debochado dele. Era demais para ela.



Jacob terminou o jantar e pediu licença para se retirar. Queria tentar irritar um pouco mais Ness Cullen. Assim deixou Carlisle e Esme sozinhos.



- Ela não vai te perdoar. – Ela disse para o marido, segurando a sua mão e fazendo um suave afago



- Ela vai me agradecer no futuro, Esme. Agora me diga uma coisa.



- Sim!



- Sou eu que vejo algo mais ou quando eles se olham há muito mais do que raiva, rivalidade e ódio. Sabe, eu vejo esses dois há anos brigando. Desde o jardim de infância, mas quando eles se olham eu vejo mais nisso. Há uma profundidade... Sei lá! Você me entende¿



- Sim! Quando ela tinha seis anos, ele jogou todos os presentes de sua festa na piscina. Eu me lembro que nessa época nem estávamos juntos, mas você convidou todos os alunos da classe dela. Jacob era muito travesso e jogou os presentes na piscina.



- Ela chorou dois dias seguidos por aquilo. – Carlisle disse.



- Quando ele tinha 8 anos colocou uma bombinha no lugar da vela e explodiu o bolo. Você se lembra¿ - Ela perguntou.



- Sim! Foi bolo para todos os lados e eu jurei para ela que não o convidaria mais.



- É! Mas quando ela fez dez anos e você fez aquela festança ele também aprontou. Você se lembra¿ Ele alagou a sala onde estava o bolo e os presentes. Eu nem sabia como me desculpar com você.



- Nada pior do que os quinze anos. – Carlisle disse. – Já estávamos juntos nessa época e foi bem complicado. Ela ficou te hostilizando por dias.



- Sim! Ela o odiou por destruir o seu vestido e você teve que levá-la na última hora para comprar um vestido novo em Seattle. Chegou muito tarde para a própria festa enquanto ele se divertia.



- E depois que nos casamos¿ Lembra das vezes que ele vinha com os amigos¿ Sempre brigavam e era aquela confusão. Mas de tudo isso eu sempre vi um olhar estranho. Será que estou enganado sobre isso¿ - Ele a abraçou ternamente.



- Eles se gostam, amor. E vão viver como cão e gato até descobrirem isso. Não vamos nos meter nessas confusões dos dois. Um dia vão acordar e descobrir que não podem viver um sem o outro.



- E se eles se matarem antes, Esme¿ Eu conheço a minha neta e também sei que seu sobrinho não é flor que se cheire. E se eles se matarem antes de descobrirem a verdade¿ - Ele perguntou preocupado.



- Isso não vai ocorrer, amor! É só questão de tempo até que eles se descubram como homem e mulher. Ai teremos que nos preocupar de verdade.



- Eu espero que você esteja certa e que não tenha tomado a atitude errada.



-Que atitude¿



- O testamento... Deixa para lá!



- Vamos nos recolher¿ Quero ficar agarradinha com você. – Ela disse manhosa.



- Eu também quero ficar agarradinho com você.



Esme e Carlisle foram para o quarto, enquanto os dois aborrecentes planejavam o próximo passo. Ness foi para o seu quarto furiosa com a história do testamento, mas sabia que Jacob ficaria sem carro, moto, mesada, computador e possivelmente sem celular e aquilo aliviou um pouco a sua raiva. Mesmo assim precisava encontrar alguma coisa muito perversa para fazer contra ele. Ria sozinha ao imaginar Jacob trabalhando ou passando por algum castigo cruel.



Em seu quarto Jacob conversava com Quil sobre o aluno novo e os boatos de que ele estaria realmente gostando de Ness. Começou a sentir um ódio o consumir e isso o fez querer destruir o garoto. Tinha que encontrar uma forma de a manter longe dele. Não sossegaria até conseguir tirar o seu sossego. Ela havia vencido a batalha, mas estava longe de ganhar aquela guerra.



Pegou o celular, abriu o vídeo em que ela dançava lindamente e ficou observando o seu corpo sinuoso. Sua ereção se formou e um desejo estranho o dominou. Tirou o pau de dentro da calça e começou a se masturbar.



- AH, sua vadia! Se um dia eu te pego de jeito, eu te “FO” todinha... Idiota! Ela é uma “PU”! Já deu para todo mundo e você não vai pegar as sobras dos outros... Não mesmo! Corto esse pau fora antes de “Tr...par” com ela.



Ness foi para o seu computador e abriu o vídeo de gravação de Jacob. Quando o viu se masturbado, sentiu todo o seu corpo esquentar e o desejo a consumir.



- Idiota! Você nunca vai dormir com ele, Ness! Nunca! Eu te proíbo de pensar em Jacob dessa forma... Proíbo.




Nota Glau


Gente, eu to super enrolada nesses dias e nem estou mais acessando a internet.


Voltei a trabalhar, estou saindo muito cedo e chegando muito tarde de casa. Fico tão cansada que não tenho ânimo para ligar o notebook. Sei que estou em divida com vcs e não tenho justificativa, mas peço sinceramente que me perdoem pela demorar.


O próximo cap está pronto e enviei ontem para a Heri. Se ela me devolver essa semana, eu posto para vcs.


Depois desse cap as coisas começam a acelerar e o haverá a morte de Carlisle e Esme.


Ai os dois vão se ver entre a cruz e a espada, tento que casar para ter direito a herança e vivendo como cão e gato.


Espero que não se decepcionem.


PS a Tata postou cap de Love and Hate.


Obrigada por todos os comentários maravilhosos de vcs.




Bjus no core








N/Heri: gente me condenem, sou culpada por prender o capitulo uma semana( se escondendo)...Ela, a autora disse que tava sem inspiração! Pense... Eu me amarrei nessa NESS, ta do jeito que gostoOOO...ashuahusahus. Capitulo pegando fogo só briga, viu a entrada dela na escola gótica? E ele tava com ciúmes?.... mas essa do cabelo foi demais, falem se essa garota não é super esperta senha biométrica...e câmeras no quarto do Jacob, é sonho de todas nós, o que ele tava olhando no celular?é fácil .


AÍ....MOSTRA PRA NESS COMO SE FAZ UMA VINGANÇA AO MODO DE JACOB BLACK... to com próximo capitulo,mas vou liberar ainda hoje prometo Glaucia( se esconde de novo)....bjs girls


Tão gostando? As brigas estão boa? Querem mais o q?.....qual a senha?

terça-feira, 22 de março de 2011

Capitulo 5
 
Chegou o dia do casamento, estava nublado mais não chovia apesar do frio.




As horas de Renesmee foram preenchidas com as damas de honra, sessões com o cabeleireiro, sessões com a modista, decoração,comida.



— Jacob é mesmo o melhor marido para você. Seu pai está certo. Eu realmente espero que seja feliz; com ele, querida. – indagou Esmee com nó na garganta



Feliz... Renesmee não estava nem mesmo pensando em termos de felicidade, apesar de manter isso para si mesma, sorrindo com serenidade para a madrasta, demonstrando uma segurança que não sentia mais profundamente. Tinha con¬trolado sua perturbação com uma carapaça de tranqüilidade irreal enquanto seguia com a preparação do casamento. O compromisso estava selado. E chegara o dia em que ele seria confirmado. Depois pensaria no resto... Depois.



— Você é uma linda noiva — a madrasta declarou quando ela estava pronta para a cerimônia.



Seu reflexo no espelho lhe dizia que nunca estivera mais bonita. Os cabelos presos formavam tênues ondulações tran¬çadas por sobre a cabeça, exceto por alguns fios soltos, que lhe emolduravam o rosto. Um véu em camadas sobrepostas partia de uma delicada tiara de diamantes, que pertencera à vó e agora, pela terceira vez, era usada em um casamento na família.



A maquiagem dava à sua pele um tom ainda mais fresco do que o habitual. Seus lábios exibiam um rosa suave e as sombras dos olhos habilmente os iluminavam. Ela de fato estava linda, ou tão linda quanto era capaz de parecer.



O vestido era fantástico. Um decote em V adornado com pequenos cristais reluzia em seu busto esculpido pelo corpete, de onde surgiam os ombros suavemente cobertos por mangas esvoaçantes. Uma saia de cetim modelava-lhe a cintura, descendo até os joelhos, e, então, dando lugar a volumosas peças maravilhosamente drapejadas. O estilo era, ao mesmo tempo, romântico e sexy. Renesmee esperava que Jacob Black fosse nocauteado com sua aparição. As flores do buquê foram colhidas por ela mesmo no jardim da mansão era rosa branca e rosa.



Era hora de descer.



Seu pai a estava esperando para acompanhá-la.



Todos os convidados reunidos na grande tenda do jardim estavam aguardando para testemunhar aquele acontecimento excepcional.



Renesmee não conseguia controlar o tremor em suas pernas era cau¬sado pelo nervosismo ou pela excitação.



Jacob, Paul e outros dois padrinhos alinharam-se à di¬reita da árvore coberta de rosas diante da qual estava o oficial que iria conduzir a cerimônia. À frente deles estavam cerca de 200 convidados, inquietos em seus assentos, ansiosos por não perder nada.



— Então vamos lá — disse Paul, bem-humorado, olhan¬do para Jacob. — Tudo certo com você?



Ele estava tenso. O dia tinha sido bastante longo, até aque¬le momento, o momento crucial! Havia feito tudo que estava ao seu alcance para impedir o casamento.



Lançou um sorriso enviesado para Paul.



— Deseje-me sorte, meu primo.



— Nervoso?



— Um pouco. Mas só até Renesmee caminhar por este cor¬redor.



— Não se preocupe. Ela virá.



— É isso que tenho medo.



O medo só crescia no peito de Jacob.



O medo de Renesmee aparecer.



E o medo de ser rejeitado.



Estava numa guerra interna entre o assumir ou não assumir seu desejo pela presença da noiva.



Aparentemente, por sentir que não atenuara a tensão de Jacob, Paul arriscou um toque de humor mais irônico:



— Na verdade, sinto certa pena dela! Ela não sabe onde está se metendo.



— Quanto a isso, não se preocupe. Eu deixei bem claro para ela como eu sou



— Bem Aí vem madrasta e as damas de honra – disse Paul



Ambos se viraram para ver uma harpista que do outro lado da árvore havia começado a tocar com virtuosismo. Assim que Esmee se sentou, a primeira dama de honra deu o primeiro passo.



Peito de Jacob era uma jaula trancada com o coração como uma fera querendo escapar. Seu olhar fixava-se na fina e transparente cortina branca no final da tenda. Concentrava todas as forças na vontade de que Renesmee viesse a ele, de que não desistisse no último minuto.



As damas de honra alinharam-se no lado esquerdo da árvore.



Jacob apertou os pulsos. Seu corpo foi tomado pela an¬siedade. Se Renesmee não aparecesse logo...



A harpista parou de tocar. O silêncio súbito era intimidante. E, então, iniciou a Marcha Nupcial, de Mendelssohn.



Jacob respirou aliviado quando dois criados abriram as cortinas... e lá estava ela! Um orgulho triunfante substituiu todos os seus temores. Sua noiva... Linda, radiante, absoluta¬mente principesca em sua postura ao caminhar pela passa¬gem, o braço levemente pousado sobre o do pai, sem buscar nele qualquer apoio, sensualmente elegante em um vestido que lhe moldava as curvas, com um apelo sexual tão grande que o corpo de Jacob teve que conter uma inesperada onda de desejo.



Direcionou o olhar para o rosto dela, determinado a interromper o fluxo de sangue em seus músculos. O que Renesmee estaria sentindo o que ela estaria pensando? Um sorriso tênue aflorava aos lábios da noiva. Haveria percebido o impacto que tivera sobre ele? Seria aquele um sorriso de satisfação, de doce prazer, ou um disfarce para um nervosismo que se recusava a aceitar?



Renesmee podia suportar qualquer situação com total con¬trole sobre si mesma.



Sua mulher.



Um prazer intenso irrompeu no sorriso do próprio Jacob, enquanto ela se aproximava lentamente, cada passo trazendo-a mais para dentro de sua vida. Nenhum dos dois prestava qualquer atenção aos convidados. Ele sentia que ela os igno¬rava, mantendo a mente no que fazia naquele momento. As pestanas dela abaixaram-se, ocultando sua expressão quando se aproximou dele.



Ele levantou a mão. Ela soltou o braço do contato com o do pai, transferiu o buquê para a mão esquerda e pousou os dedos trêmulos na palma estendida de Jacob. Ele fechou os próprios dedos ao redor dos dela, apertando com firmeza...



— Eu lhe ofereço a mão de minha filha — Carlisle disse, e deu um passo atrás, postando-se ao lado da esposa.



Os cílios de Renesmee se ergueram, olhando-o diretamente — com olhos frágeis que ansiavam por proteção, despertando uma estranha mistura de sentimentos nele... Um acesso de ternura, um forte instinto de posse e um impulso selvagem de tomá-la para si.



Ele era seu homem.



E provaria isso a ela.



Mas, antes de tudo, precisavam se casar.



Jacob fez um gesto sutil para que o oficiante começasse a cerimônia, segurando firme a mão de Renesmee. Silenciosamente, prometeu a si mesmo enfrentar aquele desafio. E sabia que estava apenas no começo.



A recepção se realizou em um clima razoavelmente agra¬dável para ela. Era óbvio que todos os convidados pensavam que ela havia feito uma jogada admirável ao tor¬nar Jacob Black seu marido, pois ela era filha bastarda. Ela estava feliz com isso.



A tranqüilidade que manteve por toda a tarde começou a se desintegrar quando lembrou que o casamento tinha que ser consumado e ela tinha que dividir a cama com um homem... Pela primeira vez. Talvez insistir em que ele esperasse não seria uma decisão inteligente



Renesmee notara que Jacob estava bebendo mais que o normal isso mostrará que ele também estava nervoso. Ela não podia negar que quando ficou em prontidão esperando que ele acordasse, ela se apegou a ele, ele dormia como um anjo e quando acordou parecia que se anjo virou o diabo.



— Você esta uma noiva fabulosa. - Indagou uma voz rouca chegando perto dela, ao constatar o dono da voz ela se certificou que era seu marido. As palavras compreensivas dele acariciaram seu coração frio, derretendo um pouco do gelo ao seu redor. Mas sua mente rejeitava qualquer sugestão de romance naquele casamento e providenciou uma resposta irônica:



— Eu tinha que corresponder ao meu príncipe saído de um conto de fadas.



Jacob adotou um tom mais cuidadoso diante daquele ataque.



— O casamento foi como você queria? Não.



A dor da verdade machucava.



O casamento tinha sido planejado como uma magnífica celebração. Sem alegrias transbordantes. Sem nenhuma confiança na felicidade. Apenas seguindo adiante, com determinação, mas sem amor.



Uma representação vazia.



Mas, enfim, o casamento acontecera, e agora seu marido certamente não apreciaria que ela ficasse se lamentando pelo que não tinha sido.



— Tudo correu perfeitamente — ela disse concisa. O que era verdade, em um nível superficial.



— Também achei isso.



Era melhor do que fingirem que tinha sido algo mais. Pelo menos nesse sentido ela sabia com quem estava lidando. Jacob Black não tinha o hábito de fazer exageros desneces-sários.



— Se importa de me conceder uma dança Senhora BlacK? – pediu Jacob com uma reverencia.



—Pois não Senhor Black .



Depois de muito dançarem, Jacob concluiu que já estava cansada. Sussurrou no ouvido de Renesmee que estava cansado e que gostaria de se retirar. Sua voz estremeceu um pouco ao informá-la. Ele sabia o motivo do nervosismo.



— Então já vamos embora? – Indagou Renesmee com um aperto no peito.



— Sim! Agora sua casa não é mais aqui e eu quero dormir na minha casa! – Afirmou Jacob



— Vou subir e trocar de roupa — disse Renesmee



Quando Renesmee saiu Jacob foi surpreendido por risos e comentários. Parecia que metade dos presentes havia visto Renesmee se retirar.



Jacob esperava que sua esposa não estivesse ouvindo aquilo.



Logo Renesmee desceu com os olhos cheios de lágrimas, pois havia se despedido de sua família. Jacob se sentiu o pior dos homens ao ver o sofrimento da sua mulher, mais isso seria inevitável.



Eles foram de carruagens até a mansão Black, o período era de duas horas para chegar, e ambos ficaram calados, Renesmee podia ouvir a respiração de Jacob e ela não conteve em perguntar como ele se passara desde ocorrido.



— Jacob como está sua saúde? Ainda sente mal estar? – Indagou quebrando o gelo.



— Como pode ver estou bem melhor, não precisa se preocupar, como já disse estou acostumado com meu mal estar-respondeu secamente.



— Mais você sabe o porquê que se sente mal? – insistiu Renesmee em saber mais detalhes.



— Por favor, não quero ser indelicado mais já lhe disse que estou bem!



Renesmee se calou diante da má resposta de Jacob, como ele era temperamental uma hora estava de bom humor e em questões de segundos se modificava.



Ao chegar à mansão Renesmee sentiu um gelo no estomago, estava muito perto de estar sozinho com ele.



Jacob a conduziu até o quarto que seria dela e a deixou sozinha alegando que logo voltaria, pelo jeito só havia empregados na mansão.



Logo bateu na porta uma senhora que iria ajudá-la retirar as roupas. Renesmee colocou uma camisola branca longa, bordada e enfeitadas com laços de cetim, e se deitou, depois de 2 horas Jacob entra no quarto .O silêncio dentro do quarto era absoluto e o único ruído foi produzido pela noiva nervosa ao constatar a sua presença.



À luz da vela, ele a viu enrolada nas cobertas.



— Renesmee, você está acordada? Não houve resposta.



Mas ela estava acordada, embora imóvel.



Renesmee ficou ainda mais tensa. Será que iria exigir seus direitos de marido?



— Sim estou acordada! –disse finalmente



— Que bom! Bem queria te informar que hoje ainda vou dormir no meu quarto antigo, pois não quero te forçar a nada Renesmee, sei como você esta apreensiva.



— Você esta falando sério? – Indagou Renesmee encarando-o



— Sim! Não sou tão ruim como você pensa! Mais eu sou homem então vou ter que dormir em outro quarto, pois temo não cumprir minha promessa. – confessou



— Muito obrigada Jacob – ela por fim disse aliviada.



Sem dizer nada Jacob saiu do quarto.



Deixando Renesmee com um ruim sentimento de rejeição.







No dia seguinte Renesmee acordou assustada e ao ouvir uma leve batida na porta, sentou-se na cama.



— Entre.



Era Sue, a mesma criada que a atendera na noite anterior.



— Bom dia. Eu lhe trouxe café e algumas torradas para começar a manhã— disse a mulher. — O desjejum completo é servido na sala de refeições para a família.



— Obrigada Sue.



Enquanto Renesmee bebia o café, Sue rapidamente abriu as cortinas, verificou o fogo na lareira e arrumou as flores no vaso da mesa de canto.



— Já decidiu que roupa irá usar esta manhã? — A voz da criada veio do quarto de vestir.



— Confio na sua escolha.



Aparentemente, foi à decisão mais correta, pois Sue concordou com um sorriso simpático.



Finalmente, Renesmee saiu do quarto em direção à sala de refeições, sentindo as pernas trêmulas, Parou por um momento antes de abrir a porta da sala. Apertou as bochechas, tentando dar-lhes um pouco de cor.



Billy recebeu-a com um sorriso radiante.



— Bom dia, Renesmee. Que bom que veio juntar-se a nós. Nem todos se levantam tão cedo.



Renesmee retribuiu o sorriso e o cumprimento.



— Café? — O copeiro perguntou. — Ou talvez chocolate quente?



— Chocolate, por favor.



Renesmee bebeu um gole de chocolate.



— Dormiu bem Renesmee? – perguntou Rachel a irmã de Jacob que morava na mansão também.



— Perfeitamente – Menti



— Mais porque meu irmão não dormiu no quarto com você?



Felizmente, a chegada de Jacob interrompeu a conversa. Ele também vestia traje de montaria. Estava impecável.



Uma coisa era certa: ele era um homem bonito e atraente.



Um arrepio percorreu a espinha de Renesmee. Irritou-se com tal reação, totalmente inconcebível.



— Bom dia. Não permitam que a minha presença interrompa a conversa, senhoras — ele disse, sentando-se ao lado da irmã.



— O assunto era você mesmo! – confessou Rachel



Jacob esperou o criado servi-lo antes de ironizar:



— Me seguro que seja algo bom.



Não havia necessidade de resposta. Pela expressão de surpresa e o rubor que cobriu o rosto de Renesmee, ficou evidente que assunto era.

Renesmee se levantou num salto, empurrando ruidosamente a cadeira.



— Acho que já terminei.



— Já mesmo? Ou está se retirando por causa da minha chegada? — Indagou Jacob bebendo um gole de café.

Renesmee contraiu o maxilar.



— De maneira alguma Jacob, é que ainda não conheci a mansão inteira e queria dar uma volta logo de manhã.



— Então, eu vou com você — Rachel sugeriu.



— Perfeito! — Renesmee concordou com entusiasmo. Jacob aproveitou o momento e levantou-se.



— Tenho muitos compromissos nesta manhã e não quero me atrasar. Desejo-lhes uma manhã muito agradável.



Ele tocou a testa com a mão e fez uma mesura antes de sair da sala de refeições.



Embora tentando não olhar, Renesmee acompanhou-o com os olhos até não vê-lo mais,seu coração está apertado e queria saber o por que




Capitulo 6

Em Julho, recebi minha licença e parti imediatamente para casa, era Sexta-feira á noite e Nessie prometeu me buscar no aeroporto, pois ela queria que eu passasse o final de semana na sua casa em Forks antes de eu ir para a minha em La Push; eu não estava muito animado em passar o final de semana com a família dela, Soava estranho e era meio difícil de recuperar o tempo perdido com os pais dela por perto mesmo que não tivéssemos intimidades e conhecendo Nessie eu tinha certeza de que isso não aconteceria tão cedo.




O avião pousou, minha ansiedade aumentou e senti meu coração batendo mais rápido; Lancei minha mochila sobre os ombros e desci do avião, há principio não a vi logo de cara havia muita gente, quando olhei pela segunda vez avistei ela e ela vinha correndo, mal tive tempo de soltar a minha mochila antes de ela pular em meu colo, e o beijo que se seguiu foi maravilhoso.



Quando ela se afastou eu disse para ela que sentia muito a sua falta.



Antes de irmos a casa dela, encostamos o carro e namoramos como adolescentes e depois de 2 horas chegamos a casa dela.



Sua mãe estava nos esperando na varanda e o pai dela tinha acabado de chegar do plantão no hospital.



Eles eram realmente agradáveis, conversamos muito e eles não acharam ruim pelo fato de Nessie ter segurado minha mão o tempo todo, logo depois chegou a Alice a tia que Nessie comentou em uma das cartas, Alice regulava com a minha idade, era muito extrovertida e vestia perfeitamente bem, graças a Deus Edward não estava na mansão ele havia viajado com Bella para Londres.



Ninguém precisou dizer que eu dormiria no quarto de hospedes.



No sábado assisti a um jogo de Baseball com o pai dela, ele realmente era viciado com jogos de Baseball era fácil conversar com Sr Carliste nossos papos eram profissão, militar e outros.



A vida de Nessie era exatamente do jeito que ela descrevera nas cartas, ela adorava o que fazia e o orgulho em sua voz era evidente.



Segunda feira eu iria para La Push acredite ou não eu queria ver meu pai e ele também ansiava a minha visita.



Sr Caliste deixou Nessie passar o final de semana na minha casa, ele realmente havia depositado confiança em mim.



Passamos segunda inteira com meu pai, havia muita coisa para contar, antes de eu e Nessie desfazermos a mala, tomamos banho e fomos à reserva, pois era noivado de Quill e Claire não poderíamos perder.



Na festa fiquei conversando com Embry, Embry era como um irmão para mim e notei que Nessie e Seth estavam muito próximos dando gargalhadas e isso estava me deixando nervoso, eu realmente estava ficando muito possessivo, decidi ir até eles e peguei na mão de Nessie mais Seth não saiu e eles falavam de conversas do dia a dia que eles passavam juntos e realmente isso me deixou muito nervoso e logo chamei Nessie para irmos embora.



De volta para casa Nessie me ajudou a desfazer a minha mala do exercito e ela achou em uns dos bolsos a foto que Bella havia me dado, percebi que Nessie mudou de expressão então fingi que não havia percebido que ela encontrou a foto e perguntei:



_O que há de errado?



- Nada, ela respondeu e logo colocou a mochila de lado e com um suspiro de desgosto mostrou a foto para mim: _ Você quer falar sobre isso?



Hesitei, sentindo-me na defensiva:



_ É apenas uma foto Nessie, pelo menos não fico dando gargalhada com ela perto das pessoas.



_ O que? Então essa sua cara de poucos amigos é por que estava conversando com o Seth? Porque você não disse logo que não estava gostando? E outra isso não justifica o que eu encontrei na sua bolsa, porque essa foto esta aqui? Eu achei que você havia esquecido ela.



_ Bella é uma amiga Nessie, ela vai casar com o seu irmão, não tenho mais nada com ela, se eu coloquei essa foto ai foi quando estávamos juntos eu nem lembrava mais dessa foto, tentei contornar a situação.



_ Ah então fica assim eu cato uma foto da sua ex na sua mochila e tudo ok?, Ela começou a chorar.



Eu não queria brigar, nunca fui bom nas palavras e elas poderiam soar grosseiras como agora, então falei virado pela janela sentindo-me estranhamente sozinho – Eu vou dar uma volta.



Fiquei fora até madrugada, não sabia para onde ir ou mesmo porque tinha saído, exceto que precisava ficar sozinho.



Não chequei para ver se ela estava me seguindo porque sabia que ela não estava.



Tinha necessidade de suar, como para me purificar da raiva, da tristeza, sai correndo na floresta, eu sempre fazia isso de pequeno.



2 horas depois voltei para casa e no corredor eu vi que o quarto de meu pai estava fechado e o quarto aonde Nessie iria dormir estava meio fechada derramando luz sobre o corredor, eu debatia se entrava ou ficaria na sala, não queria enfrentar a raiva dela, mais respirei fundo e atravessei o curto corredor e enfiei a cabeça na porta, ela estava sentada na cama com um baby-doll cor de rosa curto.



- Oi, eu disse



_ Oi



Atravessei o quarto e sentei na beirada da cama.



- Desculpe-me por tudo, eu não deveria ter ciúmes da Bella e eu não deveria ter tanta intimidade com o Seth, ela comentou



- Me desculpo eu, eu sou meio cabeça dura Nessie, isso não vai acontecer novamente.



Ela me surpreendeu batendo no colchão:



- Venha aqui, sussurrou



Eu obedeci, encostei-me a cabeceira da cama e passei um braço em volta dela e ela se aconchegou junto a mim e senti o pulsar constante em seu peito



- Não quero mais brigar, disse ela



- eu também não.



Enquanto eu acariciava seu braço, ela suspirou



- Aonde você foi?, Perguntou



- Corri, eu precisava fazer isso!



Senti sua garganta apertar, mas não disse nada após algum tempo ela continuou:



- Hoje percebi que sou muito insegura com a nossa relação, pois em uma semana você tera que ir embora e eu vou ter que descobrir sozinha a como continuar a viver sem você.



- Não sei o que fizer, finalmente admiti.



- Mas eu vou conseguir, pode não ser fácil, mas pelo menos não vai ser um ano inteiro desta vez, mas alguns meses e tudo vão acabar.



Abracei-a, senti seu delicado dedo através do tecido fino da minha camiseta e percebi seu delicado puxão expondo a minha pele na minha barriga, a sensação foi eletrizante, Sab orei o contato e me inclinei para beijá-la.



Havia um tipo diferente de paixão em seu beijo algo vibrante e vivo, senti sua língua contra a minha, consciente da forma com aquele corpo respondia o meu, e os dedos dela avançaram em direção ao botão do meu jeans, minhas mão deslizaram por seu corpo e parei as mãos no seu micro shortdoll, ela abriu o botão da minha calça e embora o que eu mais quisesse na vida era continuar, obriguei-me a me afastar e parar antes que fosse tarde demais, antes que acontecesse aquilo para o qual eu não sabia se ela estava preparada.



Senti minha própria hesitação, mas antes que eu pudesse me decidir, ela sentou-se na cama e tirou o baby-doll, minha respiração acelerou quando a vi, e de um golpe ela aproximou e levantou a minha camisa, ela beijou o meu umbigo, meu peito e senti suas mão começando a puxar minha calça jeans, levantei da cama fechei a porta com chave tirei a camisa e deixei meu jeans irem ao chão.



Beijei seu pescoço e ombros e senti o calor de sua respiração no meu ouvido, a sensação de pele com pele era como fogo e começamos a fazer amor, sussurrei varias vezes que a amava muito, quando terminamos abracei Nessie até ela pegar no sono, fiquei olhando para ela, tudo nela é realmente muito lindo, antes de meu pai acordar fui para o meu quarto, pois eu tinha muito respeito por ele.



De manhã tomamos café com meu pai e depois fomos na casa de Sam, não pude deixar de perguntar se ela havia se rependido da noite passada e com sorriso no rosto ela respondeu que só de arrependeu de ter brigado comigo.



Ficamos horas na casa de Sam e conversa vai e conversa vem, eles revelaram a Nessie meu grande sonho, montar uma oficina de automóveis.



_ Nossa, de mecânico a soldado é uma mudança e tanto, Nessie comentou.



_ Sim, quando eu era pequeno, eu era apaixonado por carros, meu pai me ensinou a montar e desmontar automóveis ele havia montado para mim uma pequena oficina numa garagem abandonada no quintal de casa, mais quando creci por circustância da vida me alistei no Exercito e esse meu sonho ficou distante.



_ Não Jake, em alguns meses você vai sair do Exercito e com a minha ajuda, você vai ter sua oficina, disse Nessie.



Nessie realmente não existia, era um anjo, eu realmente tinha muita sorte de estar com ela.



O tempo que ficamos juntos durante o resto da minha licença era mais o que eu havia desejado.



Na minha penúltima noite na cidade, levei-a para conhecer a garagem aonde meu pai havia montado a oficina para mim, ela ficou muito emocionada em relação ao meu pai e eu, ela me deu força para recomeçar, nós nos deitamos no colchão que estava no quando para conversarmos e acabamos fazendo amor pela segunda vez, depois daquela noite acordei pela manhã e encontrei Nessie me observando, as lágrimas escorrendo em seu rosto, ela me abraçou por um longo tempo, ouvindo o som do meu coração, mais eu sabia o porquê da sua tristeza mais resolvi não comentar.



A tarde ela me levou para o aeroporto, sentamos juntos ao portão de embarque, quando chegou a hora de eu entrar no avião, ela caiu em meus braços e começou a chorar, ao ver a minha expressão, ela forçou uma risada, mas eu sabia que ela estava triste.



- Sei que prometi, mas não posso evitar, ela comentou



- Vai ficar tudo bem, são apenas seis meses, vai passar logo, eu disse.



- É fácil falar, mas você está certo, eu vou ser mais forte desta vez, ela disse



Examinei o rosto dela em busca de sinais de negação, mas não encontrei nenhum.



- De verdade, eu vou ficar bem, ela disse



- Você vai lembrar-se de olhar a lua cheia? Eu perguntei



- Todas às vezes, ela prometeu



Nós nos beijamos pela ultima vez, abracei-a com firmeza e sussurrei que a amava então me obriguei a solta-la, joguei minha mochila nos ombros e dirigi para a rampa, espiando para trás, percebi que Nessie desaparecera escondida em algum lugar em meio a multidão.



No avião, recostei-me no banco rezando para que Nessie estivesse dizendo a verdade.



Não tinha percebido como a minha partida no ano anterior a havia afetado, e apesar de ter passado horas ansioso pensando nisso, não tinha certeza como iria afetá-la agora.







(***)







Aprendi uma lição do ano anterior, não só escrevi mais cartas mais também liguei durante Julho e Agosto com mais freqüência.



Na primeira semana de Setembro, começamos a contagem regressiva nos dias até minha baixa, era mais fácil falar em dias do que semanas ou meses, de alguma forma, isso fez a distância entre nós encolher.



Eu tinha certeza de que não havia nada no mundo capaz de nos impedir de ficar juntos.







Então veio o 11 de Setembro
CAPÍTULO 9




...Olhei, não acreditando que estava vendo Isabella, linda, parada na calçada, olhando para mim com aquele sorriso encantador nos lábios.



Fiquei imóvel, sentindo as lágrimas correrem por meu rosto. Não conseguia evitá-las.



O meu amor por ela só podia mesmo ser coisa de outra vida. Como seria possível amá-la com tanta intensidade em tão pouco tempo de convivência?



- Você sumiu... – Lamentei, com a voz embargada pelo choro. Eu parecia uma criança.



- Por que está chorando? – Ela se aproximou e colocou a ponta do dedo sobre uma lágrima que escorria de meus olhos.



Naquele instante, inebriado por aquele simples e quase imperceptível toque, descobri que não era eu quem a salvaria da morte, era ela quem tinha minha vida em suas mãos...











A ponta de seu dedo tocou meu rosto levemente, mas foi o suficiente para uma onda de calor me inundar. Era real, Isabella estava parada bem próxima de mim, olhando-me com cara de espanto, diante das lágrimas que molhavam minha face.



- Pensei que nunca mais a veria, Bella. – Desabafei, colocando para fora a angústia que tinha me acompanhado por tantos dias.



- Claro que iríamos nos ver de novo, eu prometi, lembra? – Ela não fazia a mínima idéia do desespero que tinha se apossado de mim.



- Mas você sumiu... Deixou o telefone e endereço errados. Tive tanto medo de não encontrá-la mais. – Não podia confessar o meu pavor por achar que tinha se matado.



Ela me olhou atentamente, como se tentasse entender o que eu falava.



- Edward, eu sou tão importante assim para você? – Perguntou, com um sorriso tímido nos lábios.



Levei minhas mãos até seus cabelos, mas parei antes que ela se afastasse, deixando-as no ar, perto de sua cabeça. Era difícil controlar minha vontade acariciá-la.



- Você nem imagina o quanto, Bella... – Falei, me perdendo no verde de seus olhos.



Seu olhar fugiu do meu, tentando disfarçar o leve rubor que tomou conta de sua face.



- Podemos conversar? – Ela fitava o chão, mas pude perceber que se tratava de algo importante.



- Claro! Eu moro aqui – falei, apontando para o hotel. - Importa-se de irmos para minha suíte? Ou se preferir podemos ficar no hall.



- A Alice me contou que morava aqui. Acho melhor irmos para sua suíte. Não gostaria que outras pessoas ouvissem o que vou contar para você.



Subi o elevador com o coração acelerado. O episódio na igreja, que eu nem sabia ainda se era real ou uma alucinação, e a presença de Isabella ao meu lado era muita emoção para um mesmo dia. Ainda bem que eu tinha uma saúde de ferro, desconsiderando alguns desmaios eventuais.



Isabella olhou o quarto deslumbrada. Realmente era um belo apartamento.



- Isso aqui é muito bonito, Edward.



- Obrigado, Bella. - Tive vontade de dizer que se ela quisesse poderia passar dias e noites ali comigo.



- Quer beber alguma coisa? – Perguntei, tentando deixá-la mais relaxada.



- Um refrigerante tá bom.



Abri uma coca pra ela e uma pra mim e sentamo-nos no sofá da ante-sala.



Fiquei em silêncio, esperando que ela começasse a falar, afinal tinha dito que queria me contar algo. Será que seria sobre o estupro? Achava pouco provável.



- Edward – ela começou – quando eu tinha treze anos eu fui estuprada.



Não imaginei que algo que eu já soubesse pudesse me causar tanto impacto. Ouvindo de sua própria boca e vendo a amargura e tristeza em seus olhos, enquanto falava, parecia-me mais trágico ainda do que minhas memórias me faziam crer.



- Be... Bella, na... não precisa me contar nada, se não se sentir confortável para falar sobre isso.



Eu estava apavorado com a possibilidade de deixar transparecer que eu conhecia sua história.



- Se não se importar, eu queria muito que me ouvisse, Edward. É a primeira pessoa com quem me sinto à vontade para contar o que me aconteceu. – Havia urgência em sua voz.



Recostei-me no sofá, mostrando que estava disposto a escutar tudo o que quisesse contar. Bella começou a falar baixinho, com um certo acanhamento.



- Naquele dia eu tinha ido à biblioteca da Universidade junto com minha amiga April e sua irmã mais velha, Nicole . Nicole queria emprestar uns livros para um trabalho da faculdade, mas quando chegamos os livros já estavam sendo utilizados por outros alunos. Ficamos um tempão esperando para ver se eles devolveriam logo, mas como demoravam muito, resolvemos ir embora. Era por volta de umas oito horas da noite. O ônibus delas passou primeiro e fiquei sozinha no ponto, esperando o meu chegar; morávamos em bairros diferentes.



Enquanto falava, apertava as mãos, mostrando claramente o quanto aquelas lembranças eram doloridas para ela.



Pensei em pedir que parasse, mas se era a primeira vez que falava sobre o assunto, poderia fazer bem para sua recuperação do trauma.



- Algum tempo depois – continuou - um carro, dirigido por um rapaz loiro...



Ela não conseguiu terminar a frase. Pôs a mão na boca e respirou fundo, buscando forças para continuar. Minha vontade era lhe dar um abraço ou mesmo colocá-la no colo para que se sentisse segura, mas não podia fazê-lo. Seu desconforto me angustiava.



- Bem, o rapaz me perguntou onde ficava a biblioteca e eu me aproximei da janela do carro para explicar para ele. Só me lembro de sentir algo em meu nariz me sufocando. O cheiro era forte que não deixava respirar. Acho que desmaiei.



Bella tomou um gole do refrigerante e me olhou nos olhos. Havia tanta dor neles que entendi sua vontade de morrer.



- Quando eu acordei, estava em um lugar horrível, sujo. Eu estava...



Ela parecia envergonhada em contar os detalhes.



- Eu estava sem roupas e ele estava em cima de mim, sem roupas também e então ele colocou as mãos em volta do meu pescoço e disse que me mataria se eu me mexesse. Eu estava com tanto medo. Eu era virgem, nunca tinha seque beijado um garoto. Era tudo apavorante para mim.



Lágrimas começaram a escorrer de seus olhos e ela tremia. Queria que parasse de se lembrar daquilo.



- Bella, tem certeza que quer continuar falando sobre isso?



- Eu preciso, Edward! Por favor, me escute! – Ela implorava, desesperada.



- Claro, meu amo... Claro, Bella – consertei o ato falho. – Eu estou aqui, pode falar o quanto quiser que eu ouvirei.



Sua voz agora parecia um sussurro.



- Eu o deixei fazer coisas horríveis comigo. Eu tinha tanto medo de morrer que eu permiti que ele usasse meu corpo de todas as formas que lhe desse prazer. Eu devia ter deixado ele me matar, mas por apego à vida, eu não lutei. Eu...eu simplesmente não... não fiz nada... – neste ponto ela chorava de soluçar, com o rosto entre as mãos.



- Bella, pelo amor de Deus, olha para mim! – Eu quase gritei. – Você não teve culpa de nada. Você era só uma criança, estava apavorada. Não há nada que você pudesse ter feito para evitar que ele fizesse o que fez. Não foi culpa sua... não foi, precisa acreditar nisso!



Eu me segurava para não tocá-la. Queria envolvê-la em meus braços. Ela estava tão frágil e desamparada. Não achei que minhas palavras a tivessem convencido.



Um pouco mais calma, ela prosseguiu.



- Quando ele saiu de cima de mim foi que eu percebi que a vida pela qual eu tanto lutei seria minha maldição. A lancinante dor física que me fez desmaiar se transformou em parte de mim quando eu acordei naquele hospital. Desde aquele dia tudo que eu mais desejei, Edward, foi a morte; justamente o que ele me ofereceu primeiro...



Bella já não chorava mais, mas seu rosto parecia uma máscara de gesso, sem vida.



- Bella, por que quis me contar isso? Se acha que eu posso ajudá-la, por favor, me diga. Eu farei tudo o que tiver ao meu alcance para tirar essa dor de dentro de você. Se me deixar entrar na sua vida eu prometo que vou tentar te dar um motivo para viver.



- Porque assim eu não poderei mais me iludir com a possibilidade de te amar e ser amada por você. – Respondeu minha primeira pergunta, soltando um longo suspiro depois.



Eu tinha de parar com aquela mania de perder a voz quando algo me surpreendia. Queria falar tanta coisa, mas não conseguia. O verbo amar que eu acabara de ouvir da boca de Bella me deixou completamente sem chão.



Diante do meu silêncio involuntário, Bella continuou.



- Edward, eu sumi porque eu tinha tomado uma decisão muito importante, mas ao te conhecer eu comecei a ter dúvidas sobre ela. Eu cheguei a acreditar que você estava interessado em mim, mas eu não tenho mais o direito de ser feliz, aquele monstro me tomou isso. Quis que você soubesse de tudo para que eu não corresse o risco de fantasiar que poderia deixar tudo para trás e começar uma vida nova ao seu lado. Eu tenho marcas no meu corpo que me lembram, dia após dia, que eu ainda pertenço a ele.



- Isso é um absurdo, Bella! Claro que podemos ser felizes juntos. Para mim o que te aconteceu não muda o que eu estou sentindo por você. Não te faz indigna do meu amor. Muito pelo contrário, eu te admiro mais ainda pela sua força. Dê uma chance para nós, Bella. Deixe-me fazer parte da sua vida. – Se o destino estava pensando que ia trazê-la tão próxima de mim e depois me fazer perdê-la, ele não me conhecia. A briga ia ser feia.



- Eu não tenho mais vida, Edward. – Eu já sabia disso, tinha lido em sua carta.



- Claro que tem, meu amor – agora eu já nem me importava em mostrar-lhe que a amava – você tem toda uma vida pela frente. Só precisa deixar as lembranças ruins serem substituídas por lembranças boas. O amor entre um homem e uma mulher pode ser muito bonito, Bella. O que te aconteceu foi algo terrível, mas não quer dizer que não possa ter uma experiência boa ao lado de alguém que você ame e que te ame também.



Bella me olhou por um tempo e então sorriu.



- Eu queria ter te conhecido antes dele, Edward. Desde a primeira vez que te vi, no alto daquele prédio, eu soube que você era especial. Você me lembra meu anjo.



O sangue fugiu do meu rosto. “Anjo” era a última palavra que queria ouvir hoje. Pelo bem da minha sanidade eu precisava esquecer meu surto na igreja e mais uma vez o assunto vinha à tona.



- Co... como assim? – Perguntei, buscando minha voz antes que ela fugisse de novo.



- Não sei se vai acreditar, Edward, mas enquanto eu agonizava naquele galpão imundo eu senti a presença de um anjo. Ele se sentou ao meu lado e segurou minha mão. Foi o único momento, desde meu encontro com aquele monstro, que eu tive paz... Mas quando eu te conheci, eu voltei a sentir a mesma sensação daquele dia. Você me faz sentir bem. Ao seu lado eu me sinto protegida, feliz e em paz. Acho que chamam isso de amor.



Estavam exigindo muito de mim, eu não era tão forte assim... Por que teimavam em me colocar em situações como aquela?



Eu começava a acreditar que havia mais verdade nas palavras daquele homem misterioso do que eu gostaria.



- Você também me faz feliz, Bella.



Uma felicidade dolorida, mas ainda assim, agradável de sentir, pensei.



- Se eu pudesse eu te beijava agora – Bella falou, me nocauteando completamente. - Acho que eu estou te amando...



- Eu acho que sempre te amei, Bella

CAPÍTULO 7 – PERDIDO EM SEU OLHAR


POV EDWARD

http://www.4shared.com/audio/YTcfe-xC/Oswaldo_Montenegro_-_Quando_a_.htm



A primeira vez que vi Isabella ela tinha quinze anos. Estava sentada em um sofá, compondo um grupo de mulheres sorridentes que pousavam para um retrato. Ela não sorria, na verdade parecia que ela nem estava ali. Impressionei-me com a profundidade daquele olhar perdido, mesmo tratando-se de apenas uma fotografia. Eram os olhos mais lindos e enigmáticos que já tinha visto. Eram castanhos, cor de chocolate.



- Quem é essa, vó? – Perguntei, não querendo deixar transparecer o meu interesse.



- É Bella, querido, a filha de Renée. Já te falei dela muitas vezes, não lembra?



Não me lembrava. Sempre que vinha me visitar em Londres, Berta me contava muitas histórias de suas amigas, mas nem todas eu processava.



- Bella é uma garota tão triste - ela continuou. - Vive afastada de todos e quase não fala muito, mas é adorável e doce. Tem quinze anos, mas parece que tem mais. Na verdade seu nome é Isabella, mas não gosta que a chamem assim. Renée já a levou a vários médicos, pensando até que podia ser autista, e todos disseram que ela não tem nada.



Foi nesse dia que minha vida se cruzou com a de Isabella. Sem que Berta percebesse, fiquei com sua foto para mim e passei anos tentando decifrar aqueles olhos.



Em poucos dias me mudaria para Boston, cidade onde nasci. Ainda me perguntava qual o real motivo de estar fazendo isso, mas antes de chegar à verdadeira resposta, abandonava o pensamento, receoso da conclusão a que chegaria. Para todos os efeitos estava indo fazer meu mestrado. Esse era um motivo aceitável por todos, até por mim.



Ia fazer uma surpresa para Berta. Ela nem desconfiava que eu chegaria no dia de seu aniversário. Já sabia que estaria na casa de Renée, sua melhor amiga e mãe de Isabella. Era pra lá que iria assim que desembarcasse.



Meu coração estava acelerado quando apertei o interfone. Finalmente ira encontrar os olhos que me enfeitiçavam a tanto tempo.



Berta não acreditava que estava me vendo. Emocionei-me com sua reação. Minha avó tinha compensado todo o amor que não pude receber de minha mãe, morta quando nasci.



Apresentou-me a todas suas amigas e era inegável o orgulho que sentia fazendo isso. Percebi, decepcionado, que Isabella não esta ali.



- Oh, querido, não sei se agüento tanta felicidade de ter você aqui comigo, no meu aniversário! – Seus olhos estavam molhados pelas lágrimas.



Beijei sua testa e abracei ternamente.



- Também estou muito feliz, vó.



A festa, apesar de pequena, estava linda. Uma tenda criava um ambiente árabe. Parecia saída de uma fábula.



- Edward, querido, acho que vou ter problemas - Berta falou preocupada. - Isabella vai dançar para mim, mas não sabe que haverá homem aqui. Ela é tão tímida, assim que te ver vai sair correndo.



- Se quiser posso ficar em outro lugar, vó. Não quero deixá-la embaraçada. – Não sei como consegui falar, pois assim que soube que veria Isabella dançando, meu coração disparou de uma forma inexplicável.



- Embaraçada ela vai ficar de qualquer jeito, querido. Bella nunca dançou pra ninguém. Só está fazendo isso porque insisti muito e até fiz uma chantagenzinha emocional – falou rindo.



Me compadeci ao imaginar o tamanho do esforço que ela teria de fazer para se apresentar. Era psiquiatra e conhecia os temores que pessoas como Isabella carregavam dentro de si.



Sentei-me no sofá esperando sua entrada. Percebi que não respirava.



Berta foi chamá-la e uma música instrumental começou a tocar.



Meus olhos se arregalaram quando vi um estonteante corpo de mulher, vestido numa sensual roupa de dançarina do ventre, entrar naquela sala. Suas curvas eram de tirar o fôlego. A menina da foto não era mais uma menina, pelo menos não fisicamente. Me senti mais à vontade com meus sentimentos. Sempre me incomodou nutrir aquele amor platônico por alguém tão nova.



Isabella olhava para o chão e dava para perceber a tensão em seu corpo. Ela não tinha a menor noção de quem eram as pessoas que estavam na sala, sequer nos olhava.



Então levantou a cabeça, com os olhos fechados e começou a dançar.



Nunca, em toda a minha vida, vi uma explosão de sensualidade como a que estava diante de meus olhos. Cruzei as pernas para não dar bandeira. Sua dança era um convite aos prazeres da carne. Uma parte dos mistérios daqueles olhos eu acabara de desvendar. Dentro de Isabella vivia uma mulher apaixonada, pois só a paixão afloraria uma perfeição daquela.



(dança da Bella)



http://www.youtube.com/watch?v=YamDoDK71Ds&feature=related















Meus olhos estavam hipnotizados pelos movimentos do seu corpo. Quando ela acabou, sem ter aberto os olhos sequer uma vez, explodimos em palmas, reverenciando o magnífico espetáculo que havíamos assistido.



Ela se assustou e foi então que nossos olhos de encontraram pela primeira vez. Nenhum ser humano deveria ser privado de uma sensação tão mágica como a que senti. Enfim eu mergulhava nas profundezas daquele olhar.



Não sei por quanto tempo ficamos nos encarando, mas de repente Isabella virou-se e correu, subindo as escadas da sala apressadamente. Não desceu mais. Minha vontade era ir atrás dela e dizer-lhe que eu não era um estranho, que eu a conhecia há muito tempo, que ela sempre estava em meus sonhos... Meus dias... Minhas noites...



Berta subiu para conversar com ela. Voltou chateada. Sabia que tinha deixado Isabella muito envergonhada e estava triste por isso.



Soube naquele dia que meus sentimentos eram reais, e não fruto da minha imaginação. Só não previ quão fortes eram os laços que nos ligavam.



Fui embora triste por não tê-la visto mais.



Hospedei-me na casa de Berta, pois meu apartamento não estava pronto, afinal tinha chegado antes do combinado.



Não consegui dormir naquela noite. As imagens de Isabella dançando invadiam minha mente, fazendo-me viajar em fantasias libidinosas .



Minhas aulas começariam só no mês seguinte, mas a decoração do meu apartamento me deixou ocupado por alguns dias. Acompanhava Berta e Renée nas arrumações, me divertindo com as brincadeiras das duas.



A todo instante pensava em Isabella. Alimentava a esperança de que ela aparecesse por lá, mas os dias se passavam e nem sinal dela. Tinha até ido almoçar em sua casa, a convite de sua mãe, mas ela não saiu de seu quarto.



Não contendo minha curiosidade, resolvi entrar no assunto.



- Isabella não te acompanha quando está trabalhando, Renée? – Perguntei.



- Ah, Edward, eu não entendo Bella, não sei o que se passa com minha filha. É tão isolada, tão triste, tão retraída. Já procurei vários médicos, mas todos dizem que não há nada errado com ela. Chego a pensar que a errada sou eu. Devo ter feito algo muito ruim para transformar minha filha num ser tão atormentado. – Renée desabafou.



- Não tive a oportunidade de conversar com Isabella, mas não me pareceu uma menina triste, apenas tímida – falei.



Menti, eu a conhecia sim. Em minhas conversas com Berta, nos últimos três anos, sempre falávamos dela. Eu perguntava sobre seu jeito, seus gostos, suas manias, mas sem deixar aparente meu excessivo interesse. Disfarçava bem e acho que minha avó nunca desconfiou de nada. Pensei algumas vezes em vir vê-la, mas ela era só uma menina ainda. Não era certo.



- Você poderia se aproximar mais dela, Edward – Berta falou, entrando na conversa. – Vocês são jovens, falam a mesma língua e além de tudo você é um psiquiatra, terá mais chance de fazê-la se abrir com você.



- Vó, Isabella não precisa de um médico, precisa apenas de alguém que a respeite e a aceite como ela é. - Defendê-la me pareceu quase uma obrigação.



Fiquei meio sem graça por ter dito aquilo na frente da Renée. Soou como uma indireta... O que na verdade foi.



- Que seja então, querido. Faça o papel desse amigo.



Eu não queria fazer o papel de um amigo, eu queria ser realmente seu melhor amigo. Queria desvendar aquela cabecinha intrigante e conhecer realmente a verdadeira dona daqueles olhos que me encantaram mesmo eu uma fotografia... Queria amá-la como ela merecia.



- Tá Berta, vou ver o que posso fazer – falei, tentando esconder a alegria por ter um motivo para me aproximar de Isabella.



- Você pode fazer o que quiser, meu neto. Um homem bonito e educado como você consegue tudo o que desejar na vida - falou toda orgulhosa.



Desde que não desejasse o impossível, pensei.



- Edward, poderia ir lá em casa buscar uma luminária que esqueci? – Renée perguntou.



- Iria com todo prazer, Renée, mas não estou acostumado a dirigir com os carros de vocês. Iria causar uma confusão se trafegasse pela mão que estou acostumado – brinquei, me desculpando por não poder ir.



- Ah, é mesmo, tinha me esquecido deste detalhe. Deixa então que vou ligar para Isabella trazer.



Fui invadido por uma alegria quase infantil.



- Deixa que eu ligo, você está ocupada. – Tive medo que percebessem minha ansiedade.



- Obrigado, Edward. É bom que assim vocês já vão se conhecendo melhor.



Peguei seu número com ela e disquei. Sentia um frio na barriga que não condizia com a minha idade.



- Alô. – Era a primeira vez que ouvia sua voz.



- Isabella? – Perguntei.



- Sim. – Ela era tão econômica com as palavras. Não sei por que, mas achei aquilo encantador e engraçado. Tentei segurar o riso.



- Quem está falando é Edward, neto da Berta. Tudo bem?



- Tudo. – Realmente ela era de poucas palavras.



Contive o riso de novo.



- Sua mãe está muito ocupada e pediu-me para te ligar. Ela quer que você traga uma caixa que está no quarto dela. Eu poderia ir buscá-la, para não te dar trabalho, mas não sei dirigir na mão de vocês – falei rindo.



- Tudo bem, eu levo. – Ela não riu comigo. Sequer deu importância ao que falei. Isabella era única...



- Então anota o endereço - falei, ditando em seguida o nome da rua, número e bairro.



Esperei por um tempo que ela dissesse alguma coisa, mas nem uma única palavra foi pronunciada por ela.



- Então tchau. Foi um prazer falar com você. - E tinha sido mesmo. Na verdade nossa primeira conversa pareceu mais um monólogo meu, claro, mais ainda assim eu estava radiante.



- Tchau.



Sua voz era tão doce.



Esperei ansiosamente sua chegada. Não sei como Renée e Berta não perceberam meu nervosismo. Estava difícil disfarçar.



Quando o porteiro interfonou anunciando sua subida, meu coração começou a bater descompassado.



Abri a porta e me deparei com aquele par de olhos castanhos que conhecia tão bem e que exerciam em mim um fascínio inexplicável. Mais uma vez me perdi neles.



Isabella vestia-se como um menino, mas nem assim deixava de estar linda. Não ostentava mais a sensualidade da dançarina do aniversário de Berta, mas ainda emanava charme e mistério.



- Entre, Isabella. – Disse, abandonando meus pensamentos e me prontificando a pegar a caixa que carregava.



Nossas mãos se tocaram levemente e pude sentir a maciez de sua pele.



Aquele breve toque foi mais excitante do que muitas noites inteiras de sexo que tive com algumas mulheres que passaram por minha vida.



- Oi, querida. Desculpe-nos fazê-la vir aqui, mas estávamos tão ocupadas. – Berta veio recebê-la, abraçando-a carinhosamente. - Ainda não apresentei vocês formalmente. Bella, este é Edward, meu neto lindo.



Se não estivesse tão nervoso poderia afirmar que Berta estava bancando a cupido.



- É um prazer conhecê-la, Isabella. Berta fala muito de você. - Queria abraçá-la, mas achei melhor respeitar seu jeito arredio e me mantive distante.



Ela me devolveu um sorriso tímido que quase me nocauteou.



- Prazer – falou simplesmente.



- Venha ver, querida, como o apartamento está lindo!



Berta a puxou pelo braço, levando-a para dentro. Acompanhei as duas.



Era difícil decifrar a expressão do rosto de Isabella, mas parecia que estava gostando.



- Este é meu cômodo preferido . É o quarto do Edward. Sua mãe caprichou, não foi, querida? – Fiquei incrivelmente interessado em saber se ela tinha gostado do meu quarto. Agradeci silenciosamente por Berta ter perguntado.



Ela apenas balançou a cabeça afirmativamente, mesmo assim fiquei feliz.



- Só quero saber quem será a afortunada que compartilhará essa bela e confortável cama como meu neto gostoso – A doida da minha avó disse rindo.



Isabella corou na hora, constrangida com o comentário de Berta.



- Vó, está deixando Isabella sem graça – falei, não contendo o sorriso ao imaginar que se aquela garota tímida que estava do meu lado quisesse, poderia ser ela.



Na cozinha encontramos Renée.



- Oi, filha. Obrigado por me fazer esse favorzão – ela disse, beijando a filha.



- Tudo bem, mãe.



- Querida, – Berta falou – sei que já abusamos da sua boa vontade, mas será que podia levar Edward ao supermercado. Precisamos abastecer esta dispensa.



Tudo bem que tinha prometido a elas me aproximar mais de Isabella, mas aquela forçação de barra me deixava constrangido. Era como se tivéssemos enganando Isabella, e isso me incomodava muito.



- Se não puder posso ir de taxi, não quero te atrapalhar - falei, dando a ela a oportunidade de se livrar de “nossa” armadilha.



- Não tem problema, eu levo. – Me surpreendi com sua resposta.



Não era a primeira nem seria a última vez que Isabella me surpreenderia.



Descemos o elevador em silêncio. Isabella evitava olhar pra mim. Parecia envergonhada, provavelmente por causa da dança.



Quando o elevador parou num andar abaixo do nosso, algumas crianças entraram correndo, empurrando-a para cima de mim. Segurei-a entes que caísse, desequilibrada. Assim que minhas mãos tocaram aquela cintura fina, mesmo que coberta pelo tecido da roupa, senti meu corpo tremer. Isabella era tão delicada e se não bastasse, ainda exalava um perfume inebriante. O que mais me impressionava naquela menina era o desconhecimento que ela tinha de sua sensualidade natural. A forma como se vestia, possivelmente tentando esconder seu corpo, lhe dava mais charme ainda, criando nos homens o desejo da descoberta, despertando neles a fantasia de descobrir o que aquelas roupas largas escondiam. Eu já tinha tido o prazer de apreciá-lo e posso garantir era o corpo mais lindo que já tinha visto.



Suas costas estavam coladas em meu peito. Podia sentir suas nádegas tocando minhas pernas e a pressão de seu corpo sobre meu sexo. Isabella tinha o poder de me enlouquecer, isto era um fato do qual não podia fugir.



- Você se machucou, Isabella? – Perguntei. Minha boca estava próxima de seu ouvido, e percebi que aquilo fez seus ombros se encolherem. Eu poderia dar tanto prazer a Isabella...



- Não – disse, afastando-se rapidamente, sem olhar pra mim.



O elevador parou. Isabella deixou as crianças saírem primeiro, mas mesmo assim a segurei pelos ombros, com medo que algum deles a derrubassem. Protegê-la era algo que estava se mostrando automático em mim.



Entramos no carro. Eu ainda estranhava os carros americanos.



- Acho estranho sentar deste lado e não dirigir – falei sorrindo.



Isabella me olhou e sorriu também, sem dizer nada. Com um sorriso daqueles, quem precisaria usar palavras?



Não conversamos até chegar no supermercado. Fui observando-a dirigir, me deliciando com seus movimentos lentos e delicados. O tempo dela era outro. Cheguei a pensar que vivia em outra dimensão.



Paramos no estacionamento. Ela não fez sinal que sairia do carro. Ficou apenas esperando que eu descesse.



- Você não vai entrar? – Perguntei surpreso.



- Te espero aqui - falou com toda naturalidade.



Não, de forma nenhuma eu me privaria de sua companhia. Se ela não descesse daquele carro, eu também não desceria.



- Venha comigo, acho que preciso de ajuda. Compras não é meu forte. - E não era mesmo, mas o que me interessava no momento era tê-la ao meu lado.



Isabella mordeu os lábios de um jeito tão sexy que tive de me controlar para não ser irresponsável.



- Tá, eu vou.



Peguei um carrinho e começamos a andar pelos corredores do supermercado.



Mal conseguia me concentrar nas compras. Isabella estava ao meu lado e isso era tudo o que desejei nos últimos três anos. Curti cada segundo de sua companhia.



Fiz várias perguntas a ela, umas porque precisava de ajuda mesmo e outras só para ouvir sua voz.



Recebi apenas respostas monossilábicas: sim, não e talvez, mas ainda assim, se vinham de Isabella, me alegravam imensamente.



Ela me deixou na porta do condomínio. Um dos porteiros veio ajudar-me, levando as compras para cima.



- Então, tchau – falou timidamente.



- Tchau, Isabella. Obrigado pela ajuda. Foi uma tarde interessante. Assim que minha cozinha estiver pronta, vou convidá-la pra jantar, para retribuir o favor. - Talvez estivesse sendo muito rápido e ousado, mas precisava garantir que a veria novamente.



Sem conseguir me controlar, dei um beijo no rosto, saindo logo em seguida do carro.



Por um longo tempo ainda podia sentir a maciez de sua pele em meus lábios.



Isabella era mais linda ainda do que na foto... E eu estava mais apaixonado do que tinha imaginado