terça-feira, 31 de maio de 2011


Fuga

- Encontramos uma garota desmaiada no banheiro. – Dane, o chefe da segurança disse a Jacob.

- Como isso pode acontecer¿ Como alguém a tiraria daqui sem que ninguém a visse¿ - Jacob perguntou.

- Vamos evacuar o local. Pedirei as pessoas que saiam com calma. Os seguranças anotaram o nome e o telefone para conferirmos com a lista de pessoas que entraram. Já enviei uma equipe para vistoriar o local e pedi novamente a planta ao gerente. – Dane respondeu.

- Faça o que for preciso. Precisamos encontrá-la antes que seja tarde demais. – Jacob afirmou e começou a caminhar no meio da multidão. Em seu coração ainda havia alguma esperança. Não conseguia acreditar no fato de alguém ter conseguido burlar a segurança.

Estava perdido em seus pensamentos quando ouviu o anuncio no microfone.

- Moças e rapazes, estamos com uma emergência essa noite. – Todos observaram com expressão de espanto. O pânico já começava a tomar conta dos jovens. – Fiquem tranqüilos. Nada acontecerá a nenhum de vocês. Mas devo dizer que a aniversariamente foi seqüestrada e precisamos evacuar o prédio. – Ouviu-se um “OH!!!!” entre os jovens enquanto dizia aquelas palavras. – O que precisamos agora é de ordem para sair. Temos seguranças na saída, que anotarão os nomes e os telefones de vocês. Se alguém viu ou ouviu algo suspeito, peço que informe ao segurança. Façam uma fila de forma organizada para evitar tumulto. O anfitrião da festa, o Sr Jacob Black, pede desculpas pelos transtornos, mas precisamos encontrar alguma pista sobre como Renesmee foi tirada desse prédio. – Dito isto, ele saiu do palco e se dirigiu a sua equipe para dar ordens.

No meio da festas as pessoas prestavam solidariedade para Jacob, que estava visivelmente transtornado e abatido diante daquela situação.

Ele saiu do meio do tumulto e foi para o canto onde Dane dava as ordens e conversava com os agentes do FBI.

- Alguma novidade¿ - Jacob perguntou mesmo sem esperanças.

- Vamos olhar com calma os vídeos da festa. Há de ter alguma pista do que aconteceu. – Disse o agente Basser.- Vamos agora ao escritório do gerente para olhar novamente as plantas do prédio. O senhor pode vir conosco se desejar.

- É claro que vou.- Jacob respondeu com o coração apertado. A única coisa que queria naquele momento era ter Ness em seus braços. Uma angustia apertava em seu peito e o deixava completamente sem ação. Não sabia o que fazer. Tinha que confiar na competência daquelas pessoas por mais difícil que fosse para ele. Os acompanhou até o segundo andar, onde ficava o escritório e permaneceu em silêncio enquanto Dane e os agentes observavam a planta do prédio aberta sobre a mesa. Discutiam as possibilidades de fuga mas não encontravam nenhuma. Então abriu a boca e começou a falar.

- Esse prédio é novo¿ A visão que temos de fora nos dá a impressão da estrutura ser bem antiga. – Disse aos homens.

- O prédio é dos anos cinqüenta. Passou por diversas reformas até chegar o que é hoje. – O gerente, um homem alto e corpulento, que parecia um descendente de mexicanos com aqueles cabelos negros, pele morena, olhos e sobrancelhas características afirmou.

- Mas essa é a planta original¿- Jacob perguntou.

- Realmente. – Disse Dane. – Um prédio após muitas reformas pode apresentar mudanças na arquitetura. Certamente essa não é a planta original. – Afirmou.

- Acho que não. – Afirmou o homem. – Só estou aqui há alguns meses, mas deixe-me ver o cofre. Se houver algo estará lá.

- Mas se essa não é a planta original e eu precisasse dela, onde procuraria¿ - Jacob perguntou.

- Na prefeitura. Acho que na seção de arquitetura urbana e engenharia. Todas as obras precisam do aval da prefeitura para serem feitas. O Engenheiro chefe apresenta a planta e o plano de ação. Eles ficam com a cópia em seus arquivos. – Dane disse.

- Se alguém desconfiasse que esse prédio não apresenta as características originais e quisesse saber o que realmente há por essas estruturas, poderia conseguir na prefeitura... HUM!- Jacob emitiu um som estranho.

- Sr Claus, pode ver se tem a planta original do prédio, por favor¿ - O agente Basser pediu.

- Claro! – O homem começou a vasculhar no cofre e não encontrou. Abriu algumas gavetas na estante e encontrou um enorme papel enrolada. Levou o até a mesa e abriu. – Acho que é isso.

- Olha só isso! – Dane apontou para uma parte do papel e Jacob se aproximou para ver o que era.

- Esse corredor e essa sala não aparece na outra planta. – O Agente Basser falou

- Isso aqui é o que¿ - Jacob perguntou.

- Parece que é uma passagem subterrânea. Dá nos esgotos. Mas por que alguém faria uma passagem subterrânea¿-  Sr Claus perguntou.

- Mafiosos precisam de uma rota de fuga. – Dane disse.

- Acha que levaram Ness por ali¿ Mas como ele a levou até lá¿ - Jacob perguntou.

- Olha essa planta¿ Isso aqui é o banheiro. Nessa aqui não há esse banheiro. Se alguém quisesse chegar a esse corredor. – Apontou. – Qual será a opção¿ - O agente Basser perguntou.

- A tubulação de ar do banheiro. – Disse Dane. – Ele a levaria até aqui e depois seguiriam andando. Muito inteligente. Trata-se mesmo de um profissional. Agora como ele conseguiu essas informações¿ - Dane fez uma careta e alguém bateu na porta, que se abriu.

- Chefe, tem uma garota querendo falar com você. – Disse um dos seguranças.

- Mande a entrar. – Dane ordenou e segundos depois entrou Nathaly pela porta.

- Acho que me lembrei de algo. – Ela disse para os quatro homens a sua frente. Ficou observando Jacob ao lado de Dane, Sr Claus e o agente Basser e deu um sorriso encabulado. Era estranho falar sobre aquilo, mas se tratava de sua amiga.

- O que a senhorita viu¿ - Perguntou o agente Basser.

- Há alguns meses atrás eu conheci uma pessoa. Ele trabalhava na oficina de Sam. Ficou na cidade uns meses. Disse para mim em uma ocasião que estava juntando dinheiro para ir ao Canadá. Esse rapaz sumiu pouco depois da morte de Alice e Jasper. A última vez que me lembro de tê-lo visto foi na festa que ocorreu logo após as mortes. – Ela olhou para Jacob. – Lembra, Jacob¿ Aquela em que você e Ness foram perseguidos por um motoqueiro¿ - Jacob assentiu. – Ele estava lá. Eu tentei falar com ele, mas parecia apressado e não me deu atenção. Eu voltei para a pista de dança e desde aquela época eu não o via. Mas hoje...

- A senhorita o viu hoje¿ Como ele estava vestido¿ - Dane perguntou.

- Ele estava vestido de segurança. Terno preto, gravata, óculos escuros e tinha aquele rádio comunicados na cintura. Estava na parte de cima da boate. – Ela afirmou.

- Tem certeza¿ Como ele é¿ Afinal há tempos a senhorita não o ver e poderia ter se confundido. – O detetive Basser disse e Jacob ficou estudando o rosto dela, que corou naquele momento. Soube que a garota havia tido algum tipo de rolo com o cara, mas não disse nada.

- Eu o reconheceria em qualquer lugar... Reconheceria... - Ela começou a gaguejar. – Ninguém prestava a atenção nele. Era quase que invisível na cidade. Mesmo na oficina ninguém conversava ou olhava direito para ele. Era bem esquisito, calado e sempre carrancudo, mas eu... – Ela hesitou.

- Vocês dois tiveram um “romance”¿ - O detetive Basser perguntou. – Isso é importante, menina. – Insistiu.

- Nós saímos umas três vezes. De inicio ele nem queria nada. Ficava muito calado e só me ouvia a falar da minha vida e das minhas amigas. Depois ele começou a se comunicar mais e perguntar as coisas. – Ela afirmou.

- Ele perguntava sobre Ness¿ - Jacob perguntou.

- Não diretamente... Quer dizer... Sei lá... às vezes perguntava onde íamos, o que fazíamos, os planos para os fins de semanas... Como era a casa dos Cullens e como era ter tanto dinheiro... Sei lá! Às vezes fazia perguntas idiotas.- Os quatro homens se olharam e souberam naquele momento que aquele tal mecânico estava relacionado aos crimes. Ele tinha uma espécie de  “espiã”  que contava o que se passava com Ness e com os Cullens. Seria muito fácil armar uma armadilha com o tipo de informação que obtinha com Nathaly.

- Nathaly, eu não me lembro desse mecânico. Qual a aparência dele¿ Como ele é fisicamente. – Jacob perguntou.

- Alto! Bem alto! Forte e musculoso... Aff ele é muitoooo, mas muitoooo forte. – Ela deu um sorriso malicioso e mordeu os lábios envergonhada com a cara que os homens fizeram. – Bem, ele é moreno. Não como você, Jacob. É mais clarinho. Usava bigode e cavanhaque. E tinha os cabelos loiros escuros... E usava óculos. – Ficou pensativa por um instante. – Mas hoje... – Revirou os olhos.

- O que tem hoje¿ - Disse o agente Basser de forma impaciente. – Tudo que disser será importante para nós nesse momento.

- Ele estava diferente. Como se fosse outra pessoa. Sabe¿- Ela perguntou tentando fazê-los compreender o que dizia.

- Como assim, Nath¿ - Jacob perguntou.

- Parecia outra pessoa, Jacob. Os cabelos eram negros e bem batido. Parecia que havia passado a máquina. As sobrancelhas estavam mais escuras também. Não tinha um pelinho no rosto. Nem bigode ou cavanhaque. E a pele... Sei lá! O tom da pele era bem mais claro. Mas sabe quando você olha uma pessoa  e reconhece os traços do rosto¿ Era o mesmo rosto. A mesma boca carnuda, os mesmos olhos e o nariz... Era ele! Eu sei! – Ela afirmou

- Acreditamos em você. – Disse o agente Basser.

- Ele é um mestre em disfarces. – Disse Dane. – Isso é bem perigoso. Passou meses na cidade completamente despercebido. Estava com os seguranças e provavelmente tem ótimas referências.  – Ele olhou para o detetive Basser e depois para Nathaly. – Venha comigo, senhorita. Quero que veja uma coisa. – Dane caminhou para a porta e os outros o seguiram. Foram até a sala de vigilância e se sentou a frente do computador.

- O que vai fazer¿ - Jacob perguntou.

- Quero que ela veja as imagens dos seguranças. Vou passar o trecho em que dou orientações antes da festa. Quero que ela me aponte um rosto. Assim saberei de quem se trata.

Nathaly sentou-se ao lado de Dane, que passou as imagens dos seguranças uma a uma. – Esse!

- Tem certeza¿ - Ele perguntou fazendo uma careta.

- Sim! É ele! – Ela afirmou convicta.

- Obrigado por sua ajuda, senhorita. Agora pode nos dar licença. Temos muito a discutir. – Dane disse a ela.

- Tudo bem! Espero que tenha ajudado. – Ela caminhou até a porta e saiu. Jacob e os outros ficaram o observando por alguns segundos e o agente Basser finalmente se manifestou.

- O que temos¿ - Ele perguntou.

- Isso vai mal! Muito mal¿ - Dane respondeu.

- Quem é esse homem¿ Quando vocês contrataram a equipe, certamente pediram referências e as conferiram. – Jacob falou.

- Esse homem se chama Adam Smith Brust. – Começou Dane. – Ele é um ex combatente das forças especiais americanas. Serviu no Oriente médio durante anos, foi transferido para a equipe Alfa do serviço secreto. Por volta de 1999 ele pediu dispensa do serviço. Pelas referências que conferimos, trabalhou para uma agência secreta do governo até 2008. Depois disso começou a fazer “serviços” particulares. – Disse com tom amargo. – Esse homem é letal, rápido, inteligente e muito profissional. Acredito que se não matou sua esposa até o momento, porque não era esse o serviço para qual foi contratado. Se ele quisesse Renesmee morta, poderia lhe garantir, Sr Black, que ela estaria há um bom tempo. E se o Sr ainda está vivo, creio que o permitiu para que não ferisse sua esposa. Alguém  quer viva e por isso ele não teve êxito até o momento.

- Céus! O que faremos agora¿ - Jacob perguntou nervoso. Começou a suar frio e tremer de nervoso. Pensar em Ness nas mãos daquele homem tão cruel o deixava apavorado demais. Daria tudo, inclusive a vida, para estar no lugar dela naquele momento.

- Vamos ao banheiro. Mandarei alguém  ir pela tubulação de ar e seguir as pistas, Sr Black. – Disse o agente Basser. – O Sr irá para casa aguardar noticias.  – Disse em tom autoritário.

- Eu não posso ir. – Jacob respondeu firmemente.

- Isso não é um pedido, Sr Black. Essa operação está  nas mãos do FBI e o Sr irá para casa. Pode atrapalhar mais do que ajudar nesse momento. O manteremos a salvo em sua residência. Agora que ele conseguiu o que queria, nada garante a sua vida. – Jacob ficou inerte. Sabia que o homem tinha razão. Mas poderia simplesmente sair, quando a vida de Ness corria perigo¿

[...]

Sua cabeça doía. Tentou abrir os olhos, movendo lentamente as pestanas, respirou fundo e se virou. O corpo ainda dava sinal de cansaço. Tudo estava turvo e o local parecia um pouco escuro. Piscou duas vezes e virou a cabeça para observar o local.

As paredes eram cinza escuro. Não simplesmente cinzas de uma pintura, mas de sujeita. Estava em uma cama dura de madeira. O local só tinha uma lâmpada, pendurada no teto, praticamente caindo. Estava muito frio e o local assustador só a deixava mais apavorada.

Enquanto observava o local, podia ouvir o barulho de água...  “Água¿” Mas aonde estaria¿ Certamente o seu cativeiro ficava perto de um rio ou uma cascata. Ela podia ouvir claramente o barulho de água ao longe. Não estava muito longe. Tinha certeza disso.

Seu coração pulou em sobre salto quando ouviu passos do outro lado da porta. Encolheu se na cama e abraçou as pernas. Estava apavorada.

 “AH Jacob! Onde você está¿ Prometeu me proteger”

Pensou enquanto seu corpo se estremecia cada vez mais. Ouviu o ranger da porta se abrindo. Foi apavorante demais. Colocou as duas mãos sobre a boca para não gritar. Já sentia as lágrimas se formando no canto dos olhos. Sabia que ria morrer.

- Olá, Sra Black! – O homem com a voz dura falou. Ele era alto demais, músculos e com os ombros largos. Não pode ver o seu rosto. Ainda usava a touca ninja escondendo a sua face. Aquilo só lhe dava ainda mais medo.

- Q...u...e..m é vo...cêêê¿ - Ela conseguiu gaguejar. Os tremores eu seu corpo aumentaram. Sentia-se uma criança desprotegida.   “O que aquele homem faria com ela¿” Perguntou-se no momento de angustia.

- Sou apenas um dos seus piores pesadelos. Não acredito, no entanto, que seja o pior.- Disse com a voz dura. – Tenho alguém ao telefone para lhe falar, Senhora. – Ele caminhou passos largos até a cama e estendeu a mão com o aparelho. Ela hesitou por alguns segundos. Mal conseguia se mover com os tremores e o medo que sentia. No entanto precisava saber do que se tratava. Era uma questão de honra saber o motivo de se tornar cativa.

- A... A... Alôô! – Ela disse ainda gaguejando.

- Olá, preciosa! – A voz do homem era grossa e metalizada. Parecia que usava algum tipo de aparelho para distorcer o seu timbre. Já havia ouvido aquele tipo de voz em filmes de terror e suspenses. Os psicopatas usavam para assustar as suas vitimas e esconder a verdadeira identidade. Era horripilante e só a deixava ainda mais apavorada. – Espero que esteja gozando da sua estadia.Temo que seja breve. – O homem gargalhou de forma diabólica e um frio subiu pela sua espinha. Observou o outro homem parado a sua frente. Achou que fosse morrer com tanto pavor. – Eu não poderei estar com você hoje. Prometo que manhã estarei ai para por um ponto final na sua “agonia”.

- Por... Porr... Porr quuuêêê¿ - Ela conseguiu perguntar muito apavorada.

- Eu vou te fazer pagar por tudo. Antes de você morrer, vou desfrutar do que sonhei por anos. Vou te “FU” tanto, mas tanto... OH Garota, você não sabe o quanto eu sonhei com esse dia. Vou arrombar todos os buracos que tiver em seu corpo. E quanto tiver terminado, implorará pela sua morte. Causarei tanta dor, pavor e asco... Será minha privada particular, Ness Cullen... Pagará por tudo! Só queria que seu precioso avô e a vadia que te pariu estivessem vivos para ver esse momento de glória. – O homem gargalhava e saboreava cada palavra maléfica que proferia. Ela podia sentia o veneno escorrendo enquanto ele gozava do prazer de apavorá-la.

- Mas por que¿ - Conseguiu perguntar de forma firme, mesmo com medo. Precisava saber o motivo. – Eu não te fiz nada. Seja lá o que for que meu avô ou minha mãe tenha te feito... Eu não fiz nada! Não tenho culpa! Por favor! Por favor! – Ela rogou por sua vida de forma desesperada.

- Toda sua família me feriu! Toda! Você não tem nem idéia de como me feriram, garota estúpida. Vive no seu mundinho de conto de fadas com seu “príncipe”  e não se preocupa com a dor das pessoas. – Sua voz não tinha mais o tom zombeteiro. Agora era mais amargurada e cheia de rancor.  E por falar no seu “príncipe”, eu não me esqueci dele. Agora que não corro o risco de você morrer por  mãos que não sejam as minhas, a vida dele não vale mais nada. Vou matá-lo, Renesmee. Ele pagará por tomar o que é “meu”  por direito. Vou matá-lo de forma sádica. – Outra risada diabólica.- Já viu jogos mortais¿ Eu tenho visto todos os filmes da série. Estou pensando em qual das formas matarei o “seu” Jacob.

- NÃO!!! NÃOOO! DEIXE O EM PAZ! NÃO SE ATREVA A TOCAR NELE! NÃO!!!!- Ela gritou com ódio. Uma coisa era saber que a sua morte chegaria. Outra era pensar naquele louco torturando Jacob. Não podia conceber esse tipo de coisa. Seria capaz de tirar os olhos daquele homem cruel com as próprias mãos.

- Muito valente, minha doce escreva sexual. – Ele zombou dela.

- Por favor, não! Faça o que quiser comigo, mas deixe Jacob em paz. Entendeu¿ - Ela disse de forma decidida.

- Eu farei o que quiser. Esse jogo é meu. Eu decido quem vive e quem morre. Por enquanto você vive e ele também. Ficarei muito satisfeito com o seu desespero. Quero estar no seu velório, enquanto o padre faz o discurso, e o seu maridinho chora pela sua morte. – Começou a rir novamente. – Sabe, os velórios em Forks andam bem divertidos. Eu me deliciei nos últimos. Quero estar presente ao seu também, carinho. E depois que você estiver mortinha, ele também descerá a cova. Assim eu poderei finalmente descansar em paz. – O homem ficou em silêncio por alguns segundos e depois voltou a falar. – Por hora, descanse o Maximo que puder. Quando eu for “visitá-la” – Gargalhou novamente. – Começaremos a nossa inesquecível lua de mel. Agora entregue o telefone ao “seu segurança” Tenho ordens importantes para ele. Quero que a guarde muito bem para mim.


Ness ergueu a mão e entregou o telefone para o homem a sua frente e deitou na cama. As lágrimas jorravam pelo seu rosto. Sabia que não havia mais salvação. Contudo não poderia morrer sem lutar. Tinha que fazer algo para fugir dali. Se não fosse pelo seu próprio bem, seria pelo de Jacob.

[...]

Na mansão dos Cullens, Jacob se recostou e chorou. A dor que sentia era tanta que não se importava com os amigos o observando.

Eles foram com ele para casa. Queriam ser solidários naquele momento, uma vez que sabiam que Jacob não tinha ninguém além de Ness.

Os Cullens, primos de Ness, também foram para o local prestar solidariedade. Por mais que tivessem diferenças, não podiam negar o apoio naquele momento. Estavam realmente preocupados, principalmente Bella, que sentia um carinho especial pela prima.

Aquela noite foi terrível e os pais dos jovens que ali estavam se uniram em uma vigília de oração pela liberdade da moça. Todas as vezes que o telefone tocava, todos ficavam de sobressalto esperando uma noticia importante sobre o seqüestro. Efetivamente  ninguém pode dormir aquela longa noite. E quando o novo dia começou, todos estavam cansados e estressados demais a espera de alguma informação.

O dia que se passou foi muito longo e cansativo para os jovens, e suas famílias, que ficaram em solidariedade a Jacob. E mais uma noite fria e angustiante se anunciou sem nenhuma boa perspectiva. O FBI estava trabalhando incansavelmente para encontrar pistas do assassino de aluguel. Mas como um bom profissional, não deixou nenhum vestígio nos locais que passou. Era quase como se procurar uma agulha no palheiro.

Eles assistiam o noticiário, que a todo momento, divulgava fotos de Ness e do seu seqüestrador. E Jacob teve a idéia de oferecer uma recompensa a quem desse informações sobre o seu paradeiro. No entanto, o detetive que assumiu o comando das investigações, especializado em seqüestros e negociações, achou por bem não ir por esse caminho. Sabendo que muitas pessoas ligariam com informações falsas e isso só faria o FBI e a divisão anti-seqüestro gastar tempo seguindo essas pistas.

Jacob quis dar uma declaração a imprensa, mas o homem achou melhor continuarem em silêncio naquele momento. Ele trancou-se então no seu escritório e permaneceu lá muitas horas a espera de novidades sobre o caso. E todas as vezes que pensava em Ness, era impossível segurar o choro. O medo que sentia de perdê-la para sempre era tão grande, que fazia o sentir dor física. Nunca em sua vida havia se sentido daquela maneira.

[...]

Ness passou o dia inteiro trancada em sua “cela”  fria e pouco aconchegante. Não havia nada para fazer a não ser ficar deitada pensando. Seu corpo doía pela cama dura e a falta de cobertores para aquecer o seu corpo. A única coisa que a fazia se sentir “um pouco” melhor, se é que o termo se sentir melhor seria o mais correto, era pensar nos momentos bons que viveu com Jacob. Por anos sofreu com humilhações a maus tratos da parte dele. Agora sabia que ele a amava e daria a vida por ela se pudesse. Era um amante carinhoso, muito quente e fogoso que fazia sentir sensações inexplicáveis em seu corpo. Não era puramente prazer. Sim uma felicidade que se irradiava em cada célula do seu corpo. Cada uma reconhecia os toques e o carinho. Se fosse com outro homem, tinha a certeza que não se sentia tão bem e feliz como nos braços de Jacob. Era não só uma mulher bonita e rica. Sim uma mulher plenamente realizada com o homem que amava.

Por esse amor sabia que precisava lutar. Não poderia deixar que a morte chegasse sem luta. Não poderia deixar um estranho fazer o que bem quisesse com ela... Lutaria como uma leoa.

Foi com esse pensamento que se levantou da cama dura e fria, começou a andar e teve uma idéia.

“Por que não tentar imobilizar o seu algoz¿” “Poderia bem bater nele com algo e deixá-lo desacordado. Isso lhe daria tempo para escapar.”

Nesse olhou para cama e teve uma idéia. A única coisa que poderia ser usada ali era a cama. Somente isso. Levantou o colchão e o colocou em pé apoiado sobre a parede. Depois tentou quebras os estrados.

Apesar de serem ripas de madeiras firmes, deram bastante trabalho para serem quebradas. Ela precisava apenas de umas duas para bater no homem. Apenas isso. Então começou a pular e pular sobre elas até que... PLAT. Quebrou a primeira.

Começou a fazer força com as mãos para arrancá-la e depois de alguns minutos conseguiu. Fez o mesmo em outra parte da cama e depois que conseguiu dois grandes pedaços de madeira, deixou os apoiados ao lado da porta. Colocou o colchão no lugar e não deitou. Sabia que afundaria se o fizesse.

Minutos depois ouviu passos do lado de fora. Ai correu em direção a porta e segurou firme o primeiro pedaço de madeira. Assim que a porta se abrisse e o homem entrasse, o acertaria direto na cabeça.

A porta rangeu e começou a se abrir. Viu a fresta de luz adentrar e o homem caminhou a passos curtos para dentro do quarto. Pela sombra percebeu que segurava algo. Possivelmente um prato com alimentos. Não perdeu tempo. Com toda a força que podia, acertou a cabeça do homem com a ripa de madeira. Ele caiu no chão e tentou reagir. Ela continuou a bater com força, força até que... a ripa se quebrou. Ela pegou a outro e continuou a bater até que ele perdesse a consciência e desmaiasse. Aquela era a deixa que precisava... Correu.


Fechou a porta pelo lado de fora e continua correndo por um longo e pouco iluminado corredor. Era uma construção velha e caindo aos pedaços. Temeu que o teto desabasse em sua cabeça quando olhou para cima e viu a rachadura nas rochas da parede. Não podia perder tempo se preocupando com aquilo. Precisava encontrar a saída daquele local.

Chegou ao final do corredor e havia uma escada na parede. Olhou para cima e viu uma portinhola. Mais que depressa se pôs a subir. Sabia que o homem poderia acordar a qualquer momento e arrombar a porta não seria nada difícil para ele. Subiu o mais rápido que podia. Rodou a alavanca e abriu a escotilha.

Era de noite. Quase não dava para ver nada ao redor, a exceção da lua nova que clareava um pouco ao local, com seus feixes de luz atravessando a copa das árvores. Olhou a sua volta e não viu uma rota de fuga. Estava claramente no meio da floresta e só restava correr sem nenhuma direção definida. Ouviu um grito abafado abaixo da escotilha... Ele havia despertado e estava atrás dela.

Ness correu no meio do mato. O salto do seu sapato não ajudava nada. Acabou quebrando um deles e isso só dificultava na fuga. A única solução que encontrou foi tirá-los. Sabia que machucaria os pés. Antes isso do que morrer nas mãos de um louco.

Ficou descalças e continuou correndo. A calça de linho não ajudava muito na locomoção. Acabou se prendendo algumas vezes em galhos de árvores. A blusa de seda fina também começou a se rasgar pelo caminho. Isso a deixava com ainda mais frios. Os pés feridos pelas pedras, folhas e outras coisas pelo chão da floresta não permitiam que se locomovesse com facilidade. Se não fosse pelo medo, que só aumentava  uma vez que ouviu os gritos e passos do homem, não teria dado um passo.

Sabia que ele a pegaria. Era mais rápido, estava calçado e agasalhado. Ela no entanto, estava toda rasgada, descalça, com frio e com os pés, braços e pernas feridas pelos galhos das árvores. Além disso, respirava com dificuldade pelo ar congelado e pela corrida até ali. O peito doía ao tentar respirar. A única coisa que conseguiu pensar foi... Se esconder.

A floresta estava escura e ele também teria dificuldade para enxergar algo, mesmo com uma lanterna, então encolher-se atrás de uma moita de árvore e esperar até que fosse embora era a melhor solução... E foi isso que ela fez.

Ela deitou no chão e se encolheu. Ouviu os passos do homem que caminhava no perímetro algumas vezes. Sabia que ele não desistiria. E talvez pensassem em esperar o dia amanhecer para ir ao encalço dela. Aquilo fazia sentido. Para ela, só restava esperar. Assim que percebesse que era segura, começaria a correr novamente até encontrar um lugar seguro.

Ness tremia de frio. Se pudesse ver o seu corpo em um espelho, saberia que estava roxa de frio. Envolveu os braços em torno do peito. Fechou os olhos e orou.

 AH, vovô, eu sei que não fui uma boa neta.
Mas por favor me tire daqui com vida.
Ainda tenho tanto a viver.
Por Favor! Por favor! Ajude-me se estiver me ouvindo.

Um longo tempo se passou e percebeu que era seguro partir. Levantou-se com dificuldade. Como conseguiria correr com tanto frio que sentia¿ O corpo dia, principalmente os pés, o que já era ruim demais. Agora o frio... O frio simplesmente tirava as suas ações. Ela batia os dentes, mal podia abrir os olhos. Respirar era um verdadeiro desafio e a noite, naquela floresta escura, era simplesmente horripilante.

- Eu preciso ser forte... Pelo Jacob – Conseguiu ficar de pé e deu seu primeiro passo. Algo machucou o seu pé delicado. Uma lágrima rolou instintivamente pelo rosto. – Forças, Renesmee! Força! – Levantou o pé e puxou o graveto. Depois começou a andar pela floresta com o vento forte açoitando o seu rosto. Quanto mais andava, mais podia ouvir o barulho das águas. Certamente havia algum córrego por ali. Também podia ouvir o pio da coruja e o barulho dos pequenos animais que se assustavam com suas passadas. Orava para não haver nenhum animal selvagem ali. Não precisava de mais contra tempos.
Ela se arrastou pela floresta por algum tempo e na escuridão da noite não percebeu que se aproximava a beira de um barranco. Quando deu mais uma passada.... Caiu!

- Ai!! – Mal conseguia gritar. Estava completamente rouca e com a garganta fechada. Talvez essa tenha sido sua sorte. Um grito ali poderia chamar atenção do seu seqüestrador, que continuava rodeando o perímetro a sua procurar. O seu corpo rolou sobre a terra umida do barranco, misturada com folhas e gravetos, até chegar a água. Seu corpo mergulho nas águas geladas do Rio Ozette e afundou.

Ela sabia nadar, mas ali, machucada e morrendo de frio, não conseguia fazer o corpo realizar. Fechou os olhos e sentiu a correnteza a levar. A água logo começou a adentrar pela sua boca e o seu nariz. Ficou apavorada e tentou respirar. Seu corpo se debateu algumas vezes pelo pavor do afogamento. De repente, tudo ficou escuro e Renesmee perdeu completamente a  consciência.

O corpo foi levado pela correnteza por alguns quilômetros.

Será que Ness Black resistirá as águas profundas do rio Ozette¿

Nota Glau:
E ai meninas? Gostaram do cap? Já estamos na reta final e logo vocês saberão quem é o assassino e os seus motivos. No próximo cap ele ataca outra vez e dará sinais da sua loucura. Não agüentará muito tempo para conseguir o que quer e acabará por se revelar. Teremos uma boa novidade para o casal apesar dessa turbulência toda. O que será? O que será? Alguém adivinha? Esse é muito fácil. kkkk
Espero que tenham gostado do cap e também do próximo, que já está na metade. Digitei cinco folhas no domingo e tentarei terminar até amanhã.
Não consegui fazer nada ontem, pois fiquei três horas presa em um engarrafamento na AV Brasil e cheguei em casa super tarde. Mas prometo tentar terminar até quarta feira.

Agradeço a recomendação da Evilyn (VIVI)... Sei que sou muito LOKA. Kkkkk Já são 18 para a fic e estou muito feliz com isso.
Daena obrigada por suas palavras e seja bem vinda.
Obrigada por todos os comentários que deixaram.

As leitoras novas, sejam bem vindas a fic.

Cadê minhas fantasminhas? Estou sem ectoplasma e não tenho como enviar mais para vcs.

Bem, nos vemos no próximo cap.

Bjus no core



N/Heri: OI....meninas quem é vivo aparece! Glaucia me perdoa a ausência. Gente to vendo essa fic pegando fogo, cada dia melhor e tantos acontecimentos por capitulo, agora estamos conhecendo o mistério.... Mas como isso vai desenrolar, o pobre do Jacob preocupado e sem poder fazer nada. E ela será que escapa mesmo...Só tia Glaucia q sabe. Gente divulguem ai a fic...ainda da tempo de acompanhar...kd os comentários dela...pra postar um cap por dia...bora meu povo comentem...bjs girls.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Seqüestro

Jacob e Ness chegaram ao escritório apenas de roupão. Não tinham nada além disso por baixo do tecido felpudo que cobria os seus corpos. Levavam nas mãos apenas lenços, para servir de venda, enquanto caminhavam sorrateiramente pelos corredores da casa. Sabiam que os seguranças observavam pelas câmeras instaladas, mas não queriam despertar suas suspeitas. As aventuras amorosas e brigas já eram motivos o suficiente para fofocas entre os empregados.

Chegaram à sala de jantar e pegaram uma garrafa de champanhe e duas taças. Depois seguiram o seu percurso até o local onde desfrutariam de suas fantasias sexuais.

Gargalhavam maliciosamente em seu percurso e faziam insinuações eróticas. Tudo era muito divertido e excitante. Estavam no clima de sedução... Para não dizer sacanagem.

Ao entrarem no local, Jacob apalpou a sua nádega  de forma insinuante. Ela se fez de moça ofendida e foi até a mesa do seu falecido avô.

- Aqui estamos. – Ela disse.

- Bem, o trato é estarmos vendados durante todo o ato, mas antes eu quero beber um pouco. O champanhe deixará tudo bem mais divertido. – Ele disse malicioso, enquanto abria a garrafa. Ness caminhou até ele com as duas taças e as estendeu. Ela já sentia seu corpo gritando pelo dele. Era uma necessidade descomunal de senti-lo pulsando dentro de si. Sua pele queimava de tão quente que estava. O olhar devorador de Jacob só acendia ainda mais a sua chama.

- Então que comece o jogo. – Ela afirmou enquanto ele enchia as taças. Ele caminhou até a mesa, colocou a garrafa. Pegou a taça na mão dela, levou a mesa e bebeu de forma sensual, enquanto a observava de forma insinuante para ela. Seus olhos eram de um verdadeiro predador. O olhar desejoso dela o fazia queimar vivo. Sentia o pulsar de sua sexualidade. Estava mais duro do que a casca de um coco... Céus! Como ela podia ser tão provocante.

Os lábios carnudos deslizavam sobre a borda da taça. A língua brincava sobre o cristal... OH lábios carnudos mais deliciosos. Ele pensava em como seria a sua língua serpenteando sem sua boca a cada instante. Imaginava-se mordiscando aqueles lábios Alá Angelina Joli.

Ele colocou a taça sobre a mesa. Tirou a taça dela de sua mão e a puxou pela cintura em um gesto rápido, colando os seus corpos ardentes de paixão.

- Necessito de você, bebê. – Disse com aquela voz rouca e sexy que fazia todo o corpo dela vibrar de excitação.

- Você prometeu que estaríamos vendados. – Ela disse fazendo beicinho.

- Primeiro deixa eu tirar essas tacas e essa garrafa de alcance. Depois que estivermos vendados, duvido que sobre algo dessa sala. E não quero nada que possa feri-la. – Pegou os objetos e deu a volta na mesa, abriu a gaveta e colocou a taça e a garrafa já fechada. Depois voltou para Ness e beijou os seus lábios com fome. Uma fome que estava matando os dois. Parecia o primeiro beijo, que o mundo estava acabando e que não teriam mais chances de compartilhar aquele momento. Ele invadiu a sua boca com a língua e começou a brincar de forma sedutora. Chupava a sua boca como um vampiro sangue suga, serpenteava dentro de sua boca como uma serpente intoxicada com hormônios. Apertou o seu corpo contra si e continuou chupando, mordiscando e serpenteando. Cada movimento a deixava completamente sem fôlego e desnorteada. Suas mãos começaram a brincar em seu corpo. Com uma delas ele bolinou o bico dos seios e com a outra desceu pelo seu vente, chegando ao fruto desejoso e proibido. Os dedos mágicos começaram a fazer movimentos em seu clitóris, enquanto os outros sem seu rosado botão de rosa.

- HUMM, Jacob... OH Jacob!! – Ela sussurrou entre beijos.

- Isso é só um aquecimento,bebê. – Afastou-se dela, pegou o roupão felpudo que estava no chão e a cobriu. – Agora vamos começar o jogo. Eu vou te vendar e deixá-la no meio da sala. Você terá que me achar.

- Isso não tem graça. – Ela choramingou. –Você não ficará vendado¿ - Ela perguntou.

- Eu vou para um dos cantos da sala e vou me vendar também. Depois teremos que nos achar. Será bem excitante. Posso te garantir.- Ele deu um sorriso malicioso.

- Tudo bem. – Ela respondeu e ele a levou para o meio da sala. Depois pegou o lenço e amarrou em seus olhos.

- Está vendo algo¿ - Ele perguntou.

- Não! – Ela respondeu. Realmente não via nada.

- Não está apertado demais¿

- Está bom, Jacob. – Respondeu. – Agora podemos começar o jogo¿- Ela perguntou.

- Não! Agora eu vou girar você. Girar! Girar! Girar! – E começou  rodá-la no meio da sala.

- Estou ficando tonta. – Ela disse sentindo o seu mundo rodar. Estava praticamente caindo quando ele a segurou.

- Vamos esperar uns segundos até você conseguir se equilibrar. – Ele disse apoiando o seu corpo. – Está bem¿

- Estou. – Ela respondeu.

- Então espere aqui até eu dar o sinal para o inicio do jogo. – Ele disse e foi para o canto da sala. Pegou o lenço e cobriu os seus olhos. Depois de alguns segundos conseguiu amarrar, caminhou alguns passos e girou no meio da sala até que... PAFT! Perdeu o equilíbrio e caiu.

- O que foi isso¿ - Ness perguntou.

- Fiquei tonto de tanto rodar e cai. Mas estou bem. Agora vamos começar. – Ele ordenou e os dois começaram a andar na sala. Esticavam os braços e tentavam apalpar algo com as mãos. Riam muito com a brincadeira. Caíram algumas vezes e voltaram a levantar.

- RARARA! Eu não estou agüentando. – Ness ria pelos cotovelos. – RARARA

- Essa brincadeira está começando a ficar bizarra, neném. – Jacob disse. – Eu não encontro você. AIIII!

- O que foi¿ - Ela perguntou.

- Eu dei uma topada em alguma coisa. Kkkkkkk “KA” Nós só arrumamos moda.

- RARARA! Eu não estou agüentando. RARARa Vou tirar essa venda.

- Se você tirar pagará uma prenda.  Não é justo acabar com a brincadeira. Agora que começamos vamos até o fim.

- Continua falando que seguirei a sua voz. – Ness pediu.

- Estou cheio de tesão, bebê. Não vejo a hora de deslizar a língua por todo o seu corpo. Vou de “FU” tão fundo que você vai implorar para eu parar.

- Até parece! Eu adoro quando faz duro e fundo

- É¿ Hummm.

- Vou chupar o seu grilinho... Os bicos rosadinhos dos seus seios. Deslizar os dedos em sua fenda e chupar... Chupar.... Chupar..

- OH Jacob! Continua, vai. – Ness deslizou o dedo dentro do roupão e começou a se masturbar.

- O que está fazendo, bebê¿ Não pode se tocar. – Ele ameaçou.

- E se eu fizer¿ - Ela perguntou maliciosa.

- Se você se tocar, farei você saber que seus dedos não se comparam com o meu parque de diversões. Deixarei você toda ardida.

- É mesmo¿ Adoro ameaças. – Ela respondeu. Os dois continuaram andando pelo escritório até que finalmente se encontraram.

- Peguei você. – Jacob disse apalpando o corpo dela.

- Agora cumpra as suas ameaças, meu garanhão. Prova que você é o melhor. O mais gostoso do mundo... Ãnnn Oh Jacob! - Ela gemeu quando ele começou a tirar o roupão. Sentiu os lábios dele em seu pescoço, deslizando a língua pela sua pele. Ele foi subindo os lábios e tomou a sua boca. Devorou-a com fome animal. Ela pulou em sua cintura e prendeu as pernas. Na empolgação os dois caíram no chão.

-AIIIII!

- Machucou¿ - Ela perguntou.

- Não! Vamos aproveitar a posição. Agora cavalgue em mim, bebê. Vamos fazer cavalinho. – Ele estava deitado de costas no chão e ela montada sobre ele. Abriu o seu roupão e começou a beijar o seu tanquinho... Que corpo delicioso o dele.

Lambeu, beijou e mordeu tudo o que podia e o que também não podia. Ele aproveitava as suas peripécias para penetrá-la com um, dois... Três dedos. Era uma tortura deliciosa, sentia a nata quente e a sua fenda se contraindo. Os gemidos que emitia eram como músicas para seus ouvidos.

- Necessito de você, bebê...Agora.

- OH, não! O jogo continua, amor – Ela disse de forma zombeteira.

- Agora é você quem vai me torturar¿- Ele perguntou.

- Sabe que fazer amor no escuro é ainda mais excitante. Eu não posso ver nada, mas sinto cada pedaço da sua pele deliciosa. E fico imaginando como será o meu parquinho no escurinho do cinema... Ai que delicia! – Disse manhosa.

- Vai me matar, bebê. Preciso muito de você. – Ele implorou. – Vou tirar a lenço.

- Não! Nada disso! No escurinho é mais gostoso. – Ela começou a descer os lábios pela sua barriga e chegou até o seu “parquinho”.  Segurou o e começou a mover os dedos de forma delicada. – Queroxuparbanana! – Passou a língua no cumprimento. Era totalmente diferente a sensação de tocá-lo as cegas. Ela podia sentia a pele sedosa, o gosto levemente salgado da pele em sua língua. Podia imaginar o tamanho do cumprimento, que já havia visto muitas vezes, mas simplesmente não via. Estava as escuras e aquilo só tornava o jogo mais excitante. Sentia o movendo os dedos em seus cabelos e a pele musculosa se contraindo no chão. Isso só fazia o seu desejo se multiplicar e seu corpo gritar por mais e mais sacanagens. Ela queria tudo dele... Exatamente tudo.

Levou a boca até a sua “anaconda”  e começou a chupar, chupar e chupar enquanto movia a boca para frente e para trás estimulando o. – Isso, bebê! Ai está gostoso... Uiiiii Muito gostoso! Mais rápido, minha gatinha manhosa! Arggghhhhh! Oh, Ness você chupa bem! Não para! Por favor, não para agora! – Ela, em um gesto malvado, querendo provocá-lo porque sabia que teria conseqüências se afastou de engatinhou para longe – Aonde você está¿ Ness¿

- Agora você terá que me pegar. Miauuuuu! – Ela engatinhou para longe.

- Você me pega! - Ele começou a engatinhar no chão e agarrou as suas pernas. – Agora você vai sentir o que é um homem possuído. Vou te mostrar que você é minha para amar, proteger e “FU” muito. – Puxou o corpo dela e em um gesto rápido se pôs sobre ele. – E agora¿ Hum¿

- Me pega! Bate! Joga na parede! Faz tudo comigo.- Ela começou a se contorcer no chão como uma lagartixa. Ele segurou os dois joelhos com as mãos e abriu as pernas.

- Agora você vai provar do seu próprio veneno. – Ameaçou e começou a chupar o seu corpo. Abocanhou o seu seio e chupou com força até que ela gemesse algo. Ela sentiu os espasmos em seu corpo apenas com os chupões e lambidas. A língua mágica percorreu cada pedaço até chegar a zona proibida. E lá... Bem! Lá ela começou a fazer estragos.... Oh como ele lambia gostoso.

Ness sentia o corpo se convulsionar sobre o chão e parecia uma cabrita. Os gritos certamente eram ouvidos até a entrada da casa. Mas os dois... Estavam em um momento tão bom que... Se “FO” os empregados... E continuou a gritar  enquanto a língua dele fazia caracóis sobre o seu clitóris. Ele açoitou de forma deliciosa e depois de torturá-la até provocar vários orgasmos, penetrou a sua fenda com a língua.... Gosh como aquilo foi bom.


- Jacob! Oh Jacob! OHHH!!! AHHHHHH!!! RIIIRRRRRRRRIIIRRRR Oh mais! Mais!MAIIIIISSS! – E ele continuava açoitando o seu clitóris. E chupava, lambia, serpenteava, chupava, lambia e serpenteava. Como prometeu, ele a provaria que era o melhor. Faria implorar que parasse e quanto terminasse... Bem, ela não teria forças se quer para gritar o seu nome. – ÃNÃNÃNÃNNNNNNN! – Mais orgasmos se seguiram e Jacob continuava a torturar Ness no chão do escritório e quando percebeu que ele mal tinha forças para gemer, ele se encaixou entre as suas pernas e a penetrou profundamente. Ela emitiu um grito estridente, que seria até mesmo capaz de quebras os lustres da casa. – JJJJJAAAAACCCOOOOBBBBB!!! – Então, como prometido, ele começou a penetrar duro e fundo. Cada estocada parecia romper a sua alma. Ele sentia se possuído por um desejo que o rasgava por dentro. Quando mais entrava e saia, mais a loucura dominava o seu corpo. O seu corpo pingava suor e já não tinha se quer forças nos braços para se apoiar com as duas mãos. Deitou o corpo sobre o dela e continuou  estocar mais rápido que podia, apertando os seus ombros enquanto entrava e saia. Ness ria, chorava e gemia baixinho nos orgasmos que dominavam o seu corpo e Jacob continuava penetrando fundo, mas a catarse nunca chegava. Parecia um vulcão anunciando uma erupção que não chegava. Até que... Explodiram os fogos de artifícios e Jacob viu o seu em um espetáculo resplandecente.... O gozo foi espetacular.

Os dois continuaram ali no chão, trêmulos, suados e sem forças para se moverem. E depois de alguns minutos, Jacob tirou a sua venda e a de Ness. Observou o seu rosto, digno de uma pintura de um grande pintor e sorriu. Ela era a coisa mais linda do mundo e o seu sorriso de satisfação valia qualquer coisa. Era a sua recompensa depois de tantas tormentas que viveram. Era a mulher da sua vida certamente. – Amo você. – Ele conseguiu sussurrar em seu ouvido pela primeira vez as palavras mágicas. Viu as lágrimas, de felicidade, escorrerem pela sua face angelical.

- Eu esperei tanto por isso. – Ela disse beijando o seu rosto.

- Eu sempre quis dizer.

- Eu quero ouvir todos os dias.

- Eu certamente o direi... Amo você, bebê. – Ele disse beijando a sua testa.

- Você conseguiu tocar a minha alma.

- Fico maravilhado com isso.- Ele a abraçou forte e se sentiu feliz pela primeira vez em muitas horas.

[...]

Dois meses depois

Faltavam duas semanas para o aniversário de Ness e Jacob queria fazer lhe uma surpresa. Os dois meses que se passavam foram bem tensos. Os dois não tiveram privacidade para sair e fazer programas de adolescentes. Festas em não nem se fala. Com um assassino a solta, a espreita dos dois, não podiam se quer pensar em sair para curtir a noite. Isso sem falar nos repórteres que não os deixavam em paz.

Agora, no entanto, era diferente. Era o aniversário de sua “esposa”, o primeiro de muitos que passavam juntos, e queria que fosse perfeito. Não deixaria que todos os problemas os afastassem de uma pequena diversão.

Jacob estava tramando há alguns dias com as amigas de Ness. Contudo, a cada dia que se passava, ficava mais complicado ter uma conversa particular com elas. Assim, tinha que praticamente sussurrar ao telefone quando não estava perto.

Ness havia acordado bem cedo naquela manhã. Já estava acostumada ao desjejum com os avós pela manhã. Levantou-se e depois de se arrumar foi para a sala de jantar. Jacob aproveitou a ensejo para ligar para Claire.

- Alô! Precisamos falar rápido. Fiquei de descer para tomar o café com os avós de Ness. – Jacob disse ao telefone.

- Bem, conseguimos um lugar super transado. Pelo que vimos será possível um esquema de segurança bem eficaz para vocês. E podemos colocar convites com cartão magnético, assim ficará difícil a entrada de penetras. – Disse a garota.

- Ótimo! Precisamos nos reunir para conversarmos pessoalmente. Temos que nos encontrar ainda hoje. Ninguém pode nos ver juntos. Ness então nem se fala. – Jacob disse.

- E como faremos¿ - Ela perguntou.

- Eu passo uma mensagem para você assim que a barra estiver limpa.Ness e eu temos aulas separados hoje. Nos encontramos em um local bem escondido. Se ela desconfiar que estamos nos encontrando, matará a nós dois.


Jacob sussurrava ao telefone e Ness estava do lado de fora escutando o final da conversa. Ela havia se esquecido da bolsa e voltou ao quarto para pegá-la. Quando percebeu que estava aos cochichos com alguém, preferiu se ocultar  e tentar entender o que se passava.

“Eu passo uma mensagem para você assim que a barra estiver limpa.Ness e eu temos aulas separados hoje. Nos encontramos em um local bem escondido. Se ela desconfiar que estamos nos encontrando, matará a nós dois.”

- O que está acontecendo¿ Ele está me traindo¿ Eu mato a galinha que está tendo um caso com ele e capo esse FDP! – Disse baixinho, sentindo a raiva a consumir. Quando ouviu os passos de Jacob para a porta, recuou e voltou no corredor até a escada. Não queria que ele soubesse que ela havia escutado tudo.

Jacob saiu correndo do quarto e quando chegou as escadas, encontrou com Ness. Ela fez cara de dissimulada e fingiu que nada acontecia. Queria pegá-lo no flagra e não estragaria tudo tendo um ataque de ciúmes.

- Ness¿ Não estava com seus avós¿ - Ele perguntou.

- Vim pegar a minha bolsa. – Ela respondeu. – Já o encontro lá em baixo. – Continuou o seu caminho até o quarto, ainda bufando de raiva, e ele percebeu pelo tom áspero de sua voz que algo ia mal.

Ness passou alguns segundos no quarto. Contou até vinte, respirou fundo e foi para a sala de jantar. Não queria olhar para Jacob, não queria sentir o cheiro ou ouvir a sua voz. Sabia que perderia a compostura se estivesse com ele. Aquilo naquele momento era inevitável.

Quando ela finalmente chegou ao local, ele e seus avós já estavam tomando café.

- Demorou. – Ele disse franzindo o cenho, enquanto a observava se sentando. Percebeu a postura rígida de seu rosto. Certamente estava tensa.

- Passei no banheiro antes. – Ela respondeu com mau humor.

- Pode passar o leite¿ - Ele pediu e ela empurrou com má vontade. Alice e Herman começaram a observar a forma fria da neta. Perceberam que havia algo errado e a avó logo a questionou.

- Algum problema, querida¿ - Ela perguntou com jeito amável.

- Só TPM. – Ness respondeu sem olhá-lo.

- Não! Você não estava de TPM há uma hora. O que se passa¿- Jacob perguntou arqueando uma das sobrancelhas.

- Você está me questionando¿ Está colocando em dúvida a minha TPM¿ - Ela perguntou com a voz ameaçadora.

- Não vamos conversar sobre “coisas”  na frente de estranhos. – Ele disse observando os Preston, que ficaram desconfortáveis. Eles já estavam juntos há dois meses e Jacob ainda não havia se acostumado com a presença. Sempre deixava claro que eram                “intrusos”  na casa. Ele escutou partes de conversas do Sr Preston com mordomo. Havia indícios que estavam juntos tramando algo. Não gostava da situação e deixava tudo bem claro para os dois. Não via  a hora e se ver livre. Queria mais vê-los pelas costas.

- Meus avós não são estranhos. – Ness respondeu trincando os dentes. Os Prestos olhavam para Ness, ora para Jacob e se voltavam para Ness. Estava bem claro que começava uma pequena guerra conjugal. Mas não entendiam bem o motivo.

- Não falaremos sobre isso agora. Passar um pedaço da torta, por favor¿- Ele pediu de forma rígida. Já estava começando a se incomodar com o clima tenso. Ness não gostou da forma como ele falou, como se fosse o dono da última palavra, e praticamente jogou o bolo quando o empurrou com a mão. Ele virou inesperadamente e caiu sobre a blusa de Jacob, que soltou um bufo de irritação.

- Fez de propósito. – Ele acusou.

- É¿ Acho que não. – Ela respondeu ironicamente.

- Fez sim! – Ele disse novamente. – Está agindo como criança. – Os avós de Ness arregalaram os olhos e continuaram atentos a discussão. Já haviam presenciado os dois em pequenas crises. Mas normalmente os dois apresentavam um humor aceitável nessas ocasiões. Agora, no entanto, Ness estava com os olhos cuspindo fogo e Jacob com uma expressão irritadiça mais do que normal. Sabiam que a coisa não terminaria nada bem.

- Não ouse a me chamar de criança. – Ela retrucou e mordeu um pedaço de queijo sem olhá-lo.

- OH! Muita adulta você. Quando é contrariada em algo fica toda bravinha. Se isso não é atitude de criança... – Ele hesitou. – Pera ai! Já vi fazer coisas piores como gritar com atendentes, humilhar suas amigas e fazer birra com a Tanya. – Ele mexeu fundo na ferida e ela sentiu o sangue ferver.

- Não se atreva a falar naquela vagabunda na “minha”  mesa de café da manhã. – Ela se controlava para não gritar. Levo o copo de suco a boca e tentou beber um pouco para não falar algo que pudesse se arrepender depois.

- Ai que medo! – Ele disse rindo de forma provocativa. Sabia que a deixaria ainda mais irritada. Mas ela havia começado a briga. Não ele.

- Cala essa boca antes que eu... – Ela se inclinou na mesa e apontou o dedo para ele.

- Antes que você o que¿ - Ele se inclinou e segurou o dedo dela.

- Meninos, o que é isso¿ - O avô perguntou.

- Não se meta em discussão de casais. – Jacob respondeu com raiva.

- Não fala assim com meu avô! – Ness ordenou.

- Senta e tome o seu café bem tranqüila. Conversaremos sobre nossos problemas depois. – Jacob soltou o seu dedo e fez sinal para que sentasse.

- Não se atreva a falar comigo assim. – Ness pegou o copo de suco e por instinto atirou o liquido no rosto de Jacob. Por alguns segundos ele não teve reação. Depois pegou o copo com achocolatado e atirou o liquido no rosto dela.

- Quites¿ - Jacob perguntou furioso.

- SEU FDP! – Ela gritou furiosa, pegou o prato com o bolo e levou até o rosto dele, deixando o completamente sujo. Começou uma risada histérica, enquanto Jacob tentava limpar o seu rosto. Estava coberto com o glacê do bolo e ainda perplexo com o acontecimento. Viu quando os avôs Preston se levantaram da cadeira, afastando-se da mesa. Certamente sabiam que a coisa só pioraria e não queria estragar ainda mais. Jacob pegou o prato com mamão amassado e jogou a fruta pegajosa nos cabelos dela. Ali começou uma guerra de comidas e enquanto se xingavam atiravam toda a comida que podiam.

A comida começou a voar de um lado para outro para sala e nem as paredes se safaram da “pequena”  discordância dos dois.

- Satisfeita¿ - Jacob perguntou caindo na gargalhada, todo sujo de comida e molhado com café,suco e leite.

- Eu¿ Eu te odeio, Jacob Black! – Ela disse bufando e começou a rir também. Era engraçado aquela criancices. Nunca achou que acabariam brigando daquele jeito e completamente sujos com o café da manhã. Virou o rosto e olhou os avós no canto da sala, observando a cena esdrúxula que acabavam de ver. Riu ainda mais da expressão de espanto dos dois.  – Só você para me tirar completamente do sério. – Ela tentou controlar a risada.

- Vamos tomar um banho¿ Estamos podres e tenho certeza que os seguranças vão de se divertir ao nos verem assim. Proponho que tomemos um banho e troquemos de roupas logo. Não quer estragar a sua reputação. Quer¿  - Ele estendeu a mão e ela a aceitou.

- Bom dia, vovô e vovó! – Ness disse de forma dissimulada, enquanto caminhavam para a porta. Agiu como se nada houvesse acontecido. O mordomo entrou e balançou a cabeça em sinal de negativo.

- Eles sempre encontram um motivo para brigar. – Ele disse com mau humor de sempre. – Já deveriam ter se acostumado com isso. Ultimamente a coisa ainda bem melhor do que o costume.

- Eles sempre brigam, mas não desse jeito. – Alice Preston disse.

- Eles gostam de ter um motivo para brigar.- Herman disse para ela.

- Isso os excita, senhora.Desculpe a forma de falar, mas é um jogo. Daqui a pouco começam os gemidos  e os gritos. Eu ainda me demito desse emprego... – Disse constrangido.

- Não faça isso, Gregory. – Alice pediu.

- Não tenho mais idade para esse tipo de coisa. – Ele respondeu e começaram ouvir as gargalhadas no corredor de cima. – Não disse! Apenas procuram um motivo para brigar e fazer as pazes.

Dito e feito. Dez minutos depois os gemidos começaram a soar pela casa. Fizeram as pazes, depois daquele tremendo barraco, de forma triunfal.


Ness ficou de olho em Jacob o tempo todo e encarregou as suas amigas de tomarem conta de todos os movimentos. Os espiões já estavam trabalhando a seu favor. O que ela não sabia, era que elas eram cúmplices dele. Justamente por isso sua rede de contato nunca encontraria nada. Assim duas semanas se passaram sem que descobrisse com quem Jacob andava de cochichos.

[...]

Duas semanas depois

Na manhã do seu aniversário, Jacob fingiu não se lembrar e deixou ordens para os empregados também fingiram não saber. Também pediu ajuda, mesmo que a contra gosto, para os avós dela. Planejando tudo perfeitamente. Ela acharia que ninguém se lembrava do seu aniversário, sentindo-se abandonada.

No colégio, as pessoas agiam como um dia normal, tirando o fato de todos estarem preocupados com um possível psicopata entrando no colégio para atirar o casal. Essa indiferença, mais que um fingimento, deixava Ness totalmente chateada. Era a primeira vez que ninguém se lembrava do seu aniversário, que não era ovacionada com pelos seus fãs.

Em relação a Jacob se sentia ainda mais chateada. Sofria pelo descaso, mesmo assim preferiu não falar nada. Não iria se rebaixar para ele... Não mesmo.

O dia transcorreu sem maiores problemas. Os dois conversaram o habitual: Uma forma de encontrar pistas sem deixar que ninguém percebesse que investigava.

O problema era justamente esse. Tinham muitos seguranças, O FBI tomando conta da cidade e da escola, principalmente, e muitos repórteres que circulavam pelo local como se fossem moradores. Onde quer que fossem, eram vigiados por muitas pessoas. Não havia como investigar nada e não queriam colocar os amigos em perigo. Por isso tiveram dois meses terríveis, a espera de um novo assassinato, pista ou oportunidade para agir.

A tia de Claire não se lembrou dos nomes dos estudantes na foto. E não encontraram o livro do ano em que Carlisle se formou. Tudo era complicado naquele momento... Exatamente tudo.

- Precisamos fazer algo! – Ness repetia isso todos os dias, deixando Jacob estressado. - Não achamos nada na biblioteca da escola. Precisamos procurar pistas. – Ela insistia.

- Como faremos isso¿ Não dá para fazer nada sem que nos vejam. – Jacob insistia – Prometo que faremos algo. – Ele afirmou.

- Não consigo ficar parada. – Ela insistia enquanto colocava a bandeja sobre a mesa no refeitório.

- Vamos agir! – Ele colocou o dedo em seus lábios. – No momento certo. – Aquela foi a sua ultima palavra do dia sobre aquele assunto. Não iria discutir pela milésima vez aquele assunto com ela.

No final das aulas voltaram para a casa, como sempre seguidos pelos seguranças. Ness foi direto para o seu quarto tomar um banho e se deitar. Jacob foi para o escritório conversar com o seu avô. Ele precisava pegar o último cheque para pagar os gastos da festa de aniversário.

Caminhou lentamente até o escritório e ouviu vozes. Parou na porta e ficou em silêncio ouvindo a conversa.

- Precisamos agir logo. – Sr Preston disse.

- Tudo o que sabia eu já disse. Entreguei o documento que achei para Paladino. Não tenho culpa se esse documento se perdeu. – O mordomo falou.

- Estamos com pouco tempo. O cerco está se fechando e se não agirmos logo as coisas podem piorar. – O outro respondeu.

- Tente convencer a sua neta a estender a estadia.

- Vou tentar colocar isso na cabeça dela sem que perceba. Enquanto isso precisamos agir. Quanto mais rápido terminarmos com isso será melhor.

- O senhor precisa ser cauteloso. – O outro falou.

- Mais do que tenho sido¿ O rapaz é complicado e só dificulta as coisas para mim. – Nesse momento Jacob ouviu um barulho atrás e parou para ver quem via. Deu de cara com a senhora Preston.

-Jacob, querido, não lhe disseram que é feio ouvir atrás da porta¿ - Ela perguntou. – Mas serei discreta e não falarei nada a ninguém.

- Eu estou na “minha casa” e não estou ouvindo atrás da porta. Só vim conversar com o seu marido sobre o cheque para pagar o resto dos gastos da festa. – Jacob respondeu tentando segurar os ânimos.

- Tudo bem, querido! Vamos lá falar com Herman. – Alice disse, caminhou até a porta e bateu duas vezes. A porta abriu e o mordomo saiu. Fez um sinal com a cabeça e abriu passagem para os dois.

Jacob estava irritado demais para conversar. Somente pediu o cheque e depois saiu. Naquele momento ficou claro para ele que havia um segredo. O avô de Ness e o mordomo eram cúmplices em algo grande. Algo que poderia ter haver com as mortes que estavam ocorrendo. Ele estava claramente armando algum tipo de complô e Jacob precisava descobrir o que era. Se antes estava incomodado com a presença, naquele momento era imperativo irem embora.

[...]

O telefone tocou três vezes e finalmente o homem atendeu. Já estava ficando impaciente com aquela demora toda.

- Alô!

- Finalmente me ligou. Fez tudo o que pedi? – O homem perguntou do outro lado da linha.

- O local já foi revisado pela segurança e pelo FBI. Eu consegui um emprego na nova equipe que Dane contratou. Consegui vistoriar o local da festa sozinho e encontrei uma possibilidade. A planta do prédio me ajudou muito na solução que precisávamos.

- Achou um modo de tirar a garota sem ser visto?

- Sim! Encontrei e o local do cativeiro já está preparado também. Quando ela estiver em meu poder eu lhe dou as coordenadas. No momento só preciso que saiba que tudo está correndo conforme planejado.

- Mas haverá câmeras filmando o local? Como sairá de lá com ela sem ser visto? Não quero tiroteio e nada que chame a atenção do FBI.

- O FBI enviou três agentes para cobrir a festas. Estarão a paisana misturados aos convidados, mas isso não será problema para mim. As câmeras no corredor do banheiro não estarão funcionando. Eu já cuidei disso. Tenho a rota de fuga, o carro no local da saída e uma distração preparada. Eles vão achar que a garota está no banheiro e quando se derem conta de que sumiu, estaremos bem longe de lá.

- Não pode haver falha! Entendeu? – O homem disse em tom severo.

- Não haverá falha. Posse te garantir.

- E ninguém o reconheceu? Afinal circulou pela cidade por meses.

- Eu estou bem disfarçado e tenho ótimas referencias. Já esqueceu que fui fuzileiro naval e trabalhei para uma agência secreta? Dane averiguou todas as minhas referências. Não haverá motivos para desconfiar de mim. Levarei a garota para o cativeiro e voltarei para a festa sem ser notado.

- Siga com o plano da forma mais limpa possível. Nos vemos amanhã. – Deu uma gargalhada diabólica. – Não vejo a hora de colocar as mãos nessa Vadia.

- OK! Manteremos contato. – Disse e desligou a ligação. Dessa fez era uma questão de honra fazer tudo certo. Havia falhado várias vezes ao longo desses meses. Até o momento nunca teve uma oportunidade real para por as mãos em Renesmee Black. Agora faria tudo com extrema perfeição e em algumas horas seu trabalho estaria quase terminado. A única coisa que teria que fazer antes de finalmente partir, seria eliminar Jacob Black. Não era homem de cometer erros e não sairia desse trabalho com o nome sujo. Disso tinha absoluta certeza.

[...]


A noite, finalmente, ele se deu por rendido e confessou se lembrar do aniversário dela, que por sua vez estava furiosa por passar o dia inteiro esperando um gesto de carinho.
Os dois se arrumaram, impecáveis em roupas sociais e elegantes para a balada, e saíram de casa seguidos pelos seguranças.

Ness pensou que iriam curtir o aniversário em algum restaurante ou que haveria uma surpresa, daquelas bem especiais que os homens fazem em navios, aviões ou hotéis de luxo. Nem esperava, diante a tudo o que estavam passando, em ter uma festa surpresa em uma boate de luxo. Ficou ansiosa para saber o que Jacob faria e ele me momento algum abriu o jogo. Só se deu conta do que estava acontecendo quando chegaram a porta da boate.

Ficou de olhos arregalados observando a quantidade de carros e de segurança na porta do local. E quando saíram, viram muitos dos seus amigos vestidos de forma impecável. Não era to tipo de festa, que se vestia como “periguete” . Era um evento luxuoso e bem organizado. A boate, por si só, deveria cobrar muito para um evento fechado.

Seus olhos ficaram cheios de lágrimas. Realmente não esperava aquele tipo de surpresa.

- Agora sabe o motivo de eu andar de cochichos ao telefone. – Ele disse no ouvido dela enquanto caminhavam pelo tapete vermelho até a porta da boate.

- Eu nem acredito... Como preparou isso? – Ela perguntou curiosa.

- Na verdade suas amigas fizeram quase tudo. Eu só entrei com as idéias e o dinheiro. – Ele respondeu, passando a mãos por trás de suas costas para abraçar a sua cintura.

- Você é um mentiroso profissional, mas eu te perdôo. Me deixou todos esses dias em cólicas por você andar de conversinhas pelo telefone. Cheguei a pensar que tinha uma amante. Sabia? Estava a ponto de cortar o seu amiguinho fora.

- Você não faria isso com seu parquinho de diversões. – Ele disse em tom presunçoso.

- Não faria? Você não me conhece mesmo, Jacob Black. – Ela respondeu com uma risadinha.

- É claro que conheço. Acha que não medi as conseqüências? O máximo que você faria seria quebrar a casa toda em um acesso de fúria. – Ele respondeu.

Os dois entraram no local e ela observou todo o ambiente. Era muito elegante e confortável. Praticamente todos os jovens de Forks, La Push e adjacências estavam dançando na pista de dança. Era mais do que podia sonhar naquele momento.

- Como fez com a segurança? Não é perigoso? – Ela perguntou em seu ouvido.

- Temos seguranças disfarçados de convidados, câmeras na entrada e nos corredores. Será muito difícil alguém fazer algo aqui dentro. Acho que o FBI também está a postos. Dane estava fazendo os acertos com eles ontem.  – Jacob respondeu.

- HUM! Vejo que planejou tudo muito bem. – Ela respondeu.

- Todos os detalhes. Agora vamos aproveitar a noite. – Os dois caminharam para a pista de dança. Lá ela encontrou suas amigas super animadas com seus parceiros. A dança era eletrizante e sensual. Bem sensual ao melhor estilo do Hip Hop americano. As luzes coloridas rodavam pela pista dando um clima os corpos que se moviam de forma sinuosas. Ali não havia perigo, ameaças e muito menos preocupações. Só queriam se divertir  aproveitando o máximo que poderiam tirar daquela noite.


Por volta das onze horas Ness sentiu vontade de ir ao banheiro. Já estava dançando há umas duas horas na pista de dança. Havia bebido um pouco de vodca e precisava muito se aliviar antes de voltar a se mexer. Amava dançar e exibir o corpão que tinha. Mas desde que começou um “real”  casamento com Jacob que não saia para se divertir.

- Vou ao toalete. – Sussurrou no ouvido dele.

- Não quer que suas amigas a acompanhem?  - Ele perguntou um pouco preocupado. Saiba que era ridículo esse tipo de cuidado. O local estava cercado e não haveria como nada de errado acontecer. Mesmo assim não se sentia confortável em deixá-la ir sozinha.

- Não! Vou rapidinho, amor! Não precisa se preocupar. – Respondeu e se desvencilhou dele em direção ao banheiro.

Na parte superior alguém a observava atentamente. Estava esperando o momento certo para agir. Saia quem em algum momento ela iria ao banheiro. Assim ficou de tocaia, disfarçado de segurança, e esperou o momento certo para ir ao local.

Caminhou sorrateiramente entre as pessoas, observou se não havia ninguém o vendo. A câmera de segurança em frente ao banheiro já não estava funcionando. Tratou de tirar a bateria assim que chegou para vistoria mais cedo. Dessa forma não haveria como averiguarem as imagens depois.

Entrou no banheiro e percebeu que havia alguém dentro da cabine. Mais que depressa abriu a porta e imobilizou a garota que estava sentada no vaso sanitário. Amarrou seus braços e sua boca com um lenço, depois fechou a porta da cabine por fora.

Entrou em outra cabine, colocou uma touca, do tipo ninja, que só deixava os olhos de fora. Ficou esperando em silêncio e observou pela fresta da porta. Viu quando Ness entrou e se dirigiu até uma das cabines. Saiu, foi até a porta, pegou uma das cadeiras que estavam no canto e colocou prendendo a maçaneta. Rapidamente foi até a cabine onde Ness estava, abriu  e a observou com os olhos espantados.

- Quietinha! – Ameaçou puxando a pelo cabeço. Pegou um punhal que estava preso em seu tornozelo e colocou em seu pescoço. – Vamos sair daqui sem fazer barulho. Entendeu¿ Se você tentar fazer algo engraçadinho, nunca mais verá a luz do sol. Eu a deixarei cega. Enfiarei essa lâmina nesses lindos olhinhos azuis. – Ness assentiu com a cabeça. Já sentia as lágrimas descendo pelos seus olhos e inundando a sua face apavorada. – Ouça o que vou dizer e não faça nada de que possa se arrepender. Entendeu¿- Ele perguntou mais uma vez e ela assentiu novamente. Estava apavorada demais para pensar em algo. Não conseguia nem gemer. Quanto mais gritar, lutar ou tentar fugir. Foi totalmente paralisada pelo medo. – Vamos sair pela tubulação de ar. Você vai primeiro e vai me esperar. Se tentar escapar, uma pequena armadilha vai matá-la. Coloquei bombas pelo caminho e se você tentar fugir, fará essa boate, com todos nós, ir pelos ares. Não que ver seus amigos e maridinho mortos¿ Quer¿- Ela negou com a cabeça. – Então suba de vagar e não faça nada imprudente.

O assassino soltou os cabelos de Ness e arrastou pelo braço até o canto do banheiro. Abriu a pequena janela de alumínio da tubulação de ar e a ergueu para entrar no buraco. Ness mal podia se mexer com o local tão apertado. Começava a sentir pânico e falta de ar. O local além de apertado era escuro, sujo e cheio de teias de aranhas. Ela queria gritar, mas não conseguia emitir um som. Não conseguia fazer os músculos se moverem. Fechou os olhos e apenas chorou.

Segundos depois, o assassino estava no buraco ao seu lado. Ele tirou a cadeira da porta, limpou todas as pistas, inclusive desamarrou a garota na cabine e foi para o buraco. Como previa, encontrou Ness chorando apavorada no canto. Ela mal respirava. Parecia muito assustada.

Ele pegou o seu punho e começou arrastá-la pelo buraco estreito. Quando chegaram mais adiante, ele pegou um pequeno cilindro e apertou o botão. – A primeira bomba está desarmada.  – Disse para Ness. Se ela pudesse imaginar que aquilo era um blefe, naquele momento estava claro que não. Mas a sua mente estava tão perturbada que não conseguiu pensar em nada lógico. Via ele desligando as bombas pelo caminho e jogando dentro da pequena mochila que carregava, sem entender como aquilo era possível.

O assassino teve alguns dias para preparar tudo. Era claro. Estava disfarçado na nova equipe de segurança e teve livre acesso para deixar todos os acessórios que precisava. Foi até fácil demais armar tudo aquilo. Mas precisava sair dali com a garota e a levar para o cativeiro. O seu trabalho estava quase pronto.

Os dois engatinharam pelos corredores estreitos ouvindo a música alta e sentindo a trepidação causada pela acústica. Quanto mais cedo saíssem dali,melhor para eles.

Chegaram até os fundos da boate, desceram pelo buraco da tubulação de ar e entraram em um velho depósito. Arrastou Ness pelos cabeços e caminhou com ela por um corredor estreito, cheio de quinquilharias, teias de aranhas, alguns ratos e sacos velhos. Quando encontraram uma pequena portinhola ele abriu a porta, fez Ness descer as escadas e depois seguiu atrás.

Os dois estavam nos esgotos e agora teriam que caminhar um certo tempo até chegarem ao outro lado da rua. Ele havia deixado o furgão a espera em um local onde os seguranças não pudessem ver. Mas a caminhada era longa.

Ness caiu várias vezes na água suja. Aquilo a fez despertar de seu estado catatônico, tentando gritar e correr. O assassino ficou impaciente com a sua rebeldia e em uma luta, desfavorável para ela é claro, deu um golpe em sua cabeça deixando a desacordada. Pegou a no colo e a jogou sobre os ombros... Aff a mulher era pesada apesar de magrinha.

Continuou andando um tempo, pedindo aos céus que não houvessem dado a alarme do seu sumiço até que chegassem ao furgão. E por sorte logo chegou ao buraco do esgoto que havia deixado destampado. Subiu as escadas com dificuldade, visto que a mulher dificultava os movimentos. E teve ainda mais problemas para sair do buraco e tirá-la. Não contava em ter que apagar a garota. Aquilo só atrasava o seu serviço.

Depois que conseguiu tirar Ness pelo buraco saiu e saiu finalmente.

Ele a colocou deitada no furgão, entrou e deu partida para um destino desconhecido.

[...]

Jacob estava impaciente. Ness já havia saído mais de vinte minutos e nada de voltar. Saiu da pista de dança e foi para o bar beber. Seth se sentou com ele e puxou um pouco de conversa.
O tempo continuava a passar e ela não voltava.

- Carly, você não pode ir procurar a sua amiga¿ - Jacob pediu.

- Eu vou ao banheiro. Já volto com sua mulher. – Ela respondeu e saiu.

Jacob continuou a esperar. Observava o ambiente sentindo o nervoso o consumir. Algo lhe dizia que as coisas não iam bem. Começou a suar frio. Passou a mão na testa e limpou o suor. Olhou a pista de dança e naquele momento o coração apertou. Uma angustia o feriu no fundo do coração. Soube que algo havia acontecido.

Levantou-se da cadeira e caminhou em direção aos banheiros, encontrando Carly no caminho.

- Ela não está lá. – A menina disse.

- Como assim ela não está lá¿

- Não está!

- Vou pedir aos seguranças para a localizarem. Reúna as suas amigas e a procurem também.- Jacob correu até a porta onde estava Dane e o chamou.

- Ela sumiu. – Ele disse apavorado. Se pudesse ver o seu rosto, o teria visto mais branco do que uma folha de papel.

- Sumiu¿ Como¿ Ela não saiu da boate. – Ele respondeu e fez sinal para os seguranças com as mãos.

- Ela foi ao banheiro e sumiu. – Disse desesperado.

- Vamos achá-la. Não pode estar longe.

- Não quero que dê alarde. Sejam discretos. – Jacob ordenou e saiu para procurar Ness. O que ele não sabia era que naquele momento ela já estava muito longo e correndo um grande perigo.


Nota Glau
Meninas, cheguei mais cedo do trabalho e parei para fazer uma rápida revisão no cap.
Bem, esse cap já iniciaria com uma passagem de dois meses, mas como vcs ficaram empolgadas com o final do cap passado, resolvi iniciar com um “pequeno” lesco lesco. Espero que gostem.

Eu já conversei com a Heri e enviei mensagem para a Leka.
Cada dia fica mais difícil escrever e me dedicar as fics, as leitoras e ao site como gostaria.
Mas a minha vida é bem complicada e estou mentalmente esgotada.
São dois anos (acho) me dedicando a escrita e chega uma hora que a cabeça já não agüenta.
Eu amo ler. Vocês sabem disso. E ultimamente tenho que decidir entre ler e escrever, pois o meu tempo é cada vez mais curto.
Não tenho a recompensa que gostaria. Escrever já não me faz tão feliz quanto antes.
Acho que isso tudo é culpa de vocês que me acostumaram mal.
Eu quando escrevia Opposing souls vivi praticamente no céu e não me dei conta de que nada que fizesse depois superaria essa fic. Por isso a Herdeira acabou se tornando uma decepção, assim como Galope para felicidade, a song fic vento no litoral e agora Guerra dos sexos.
A maioria das vezes, enquanto escrevo, me sinto frustrada e não quero mais continuar.
Tenho um compromisso de finalizar a fic e por isso vou até o fim. Mas já não tenho pique e tesão para escrever. Antes eu vencia o meu cansaço pela empolgação. Agora já não consigo fazer isso.

Eu fiquei feliz com as palavras da Dani e da Ana Rita. Eu realmente não sabia que Opposing souls foi tão importante para muitas de vocês. E agradeço imensamente o carinho.
Como já notaram, a fic já tem uma passagem de dois meses. Eu vou cortar alguns fatos e tentar ser o mais sintética possível para vocês entenderem o motivo e o assassino.
Depois não voltarei a postar. Não digo que não voltarei a escrever, pois sei que sempre que estiver estressada escreverei algo. Mas o que fizer guardarei para mim.

Quem quiser continuar me acompanhando, é só entrar no facebook e no meu blog.
Vou abrir um menu para resenhas e dicas, onde comentarei os livros que ler e deixarei link paa ebooks. Se surgir alguma novidade é lá que saberão.

Espero que o cap não tenha muitos erros. Fiz uma rápida leitura para corrigir o máximo que podia. Na semana que vem posto outro.

Dito tudo isso, espero que tenham uma ótima leitura.

A propósito, Vivi, obrigada pela 18 recomendação.

UM GRANDE BJU NO CORAÇÃO DE TODAS.
FUIII

terça-feira, 24 de maio de 2011

CAPÍTULO 22 – SEM CONTROLE

POV EDWARD
Sentia-me nas nuvens. Naquela tarde Isabella tinha me deixado tocá-la mais intimamente. Foi simplesmente alucinante. Jamais experimentara prazer igual. Vê-la tendo seu primeiro orgasmo comigo, gemendo meu nome enquanto seu corpo explodia em espasmos foi mágico, além de todas minhas expectativas.
Relembrei a sensação de meus dedos tocando seu sexo. Isabella estava molhada de excitação. Contorcia, buscando maior o prazer naquela carícia.
Percebi o tanto que ela era pequena e delicada. Penetrei-a levemente com o dedo e senti o quanto era apertada. Tive até medo de machucá-la. Não havia dúvidas de que eu teria de ter muita paciência e cuidado com ela quando fôssemos fazer amor. Poderia ser muito doloroso para ela se eu me precipitasse. Só não sabia como conseguiria me controlar devido ao desejo desenfreado que sentia por ela. Eu estava quase ficando louco de vontade de possuí-la, de sentir-me dentro dela. Ia ser quase impossível me segurar até que garantisse seu prazer. O medo voltou a se apossar de mim. Nunca tinha transado com uma virgem. É claro que sabia como me comportar, mas francamente queria já ter tido alguma experiência. Lembrei-me de alguém que poderia me ajudar.
Liguei para meu melhor amigo em Londres. Emmet era um verdadeiro Don Juan e com certeza teria now how nessa área. Enquanto discava seu número, algo em mim dizia que aquilo tinha tudo para dar errado. Afinal se tratava do doido do Emmet. Realmente eu não estava pensando com a cabeça certa ultimamente. Pedir conselhos para ele era algo insano.
Depois de colocar as fofocas em dias (é, homens também fazem isso), entrei finalmente no assunto.
- Emmet, tem experiência em transar com virgens? – Perguntei, sabendo que me arrependeria logo em seguida.
- Como?... Ah, já estou entendendo... VOCÊ AINDA NÃO DEU UM “CRÉU” EM ISABELLA???  Você gueizô de vez, heim cara! Que vergonha ter um amigo assim! Foi só virar americano de novo...
- Emmet, é sério, preciso que me dê umas dicas. – Tinha de ter uma paciência de Jó para agüentá-lo.
- Só me diz uma coisa, você tá na seca? – Era melhor responder a verdade, mesmo sabendo que ele ia usar isso contra mim pelo resto da vida.
- Nem fala, cara. Já estou com LER na mão.
- KKKKKKK!! Vou te indicar um amigo meu que é psiquiatra. Ele pode te ajudar em relação a isso – falou ironicamente. Ele ria tanto que não agüentava nem falar direito. - Isso é pior do que eu imaginava, cara. Se você for transar com ela assim, a primeira lição de sexo que Isabella vai aprender é sobre “ejaculação precoce”. Você vai gozar nas coxas dela, meu amigo. Olha, Edward, você tem de dar “uma” primeiro. Transar com virgem é parada pesada, cara. Tem de ter paciência e esperar a vez dela. Você tem que agir como Guia Turístico: só mostra o caminho e fica vendo ela se divertir.
“Por que mesmo que ele era meu melhor amigo?”
- É, eu imaginei que fosse assim mesmo.
- Então cara, como é que vai agüentar esperar a vez da garota nessa fissura que se encontra? Só tem uma solução, contrata uma “profissa” e se esbalda. Depois, sim, vai lá fazer sua namoradinha conhecer o paraíso.
- Emmet, está tomando seus remédios na hora certa?
- Que remédios?
- OS QUE EU DEVIA TER TE RECEITADO! Cara, esse foi o conselho mais idiota que você podia me dar. Desta vez se superou!
- Ah é, doutor, então use seus conhecimentos científicos e convença seu pinto a se comportar como um cavalheiro e deixar as damas irem primeiro. Tenho certeza que consegue. – Disse, sendo mais cínico que o de costume.
- Tchau, Emmet.
- Boa sorte, Edward.
Desliguei o telefone mais confuso do que antes. Minha sina era mexer com loucos mesmo.
Por mais doido que Emmet fosse, ele tinha lá suas razões, sua idéia não era tão ruim assim. É claro que jamais confessaria isso a ele. Eu poderia unir o útil ao agradável. Me prepararia melhor para ela e ainda sairia do estado deplorável em que me encontrava. Vai que Isabella desse para trás no nosso próximo encontro? Eu não suportaria mais um dia sequer sem sexo, já estava enlouquecendo.
Peguei a lista telefônica e liguei para uma agência de acompanhantes. Não quis para aquela noite. Ainda sentia Isabella em minhas mãos e dormiria pensando nela. Marquei para a manhã seguinte. Matar uma aula não seria problema.
Liguei para Isabella. Conversar com ela me deixou de consciência pesada, principalmente quando menti que passaria a manhã assistindo uma cirurgia. Senti-me sujo, mas forcei-me a acreditar que era por uma boa causa. Não queria admitir que estava sendo um canalha, então encontrei um motivo altruísta para o que ia fazer. Já tinha visto este comportamento em vários pacientes.
Quando o porteiro interfonou dizendo que uma moça “estranha” queria subir, senti meu coração na boca. Ao mesmo tempo em que queria transar com ela, também sentia que o que estava preste a fazer era uma sacanagem muito grande com Isabella...
Autorizei sua entrada.
Ela se apresentou, mas nem reparei seu nome.
“É só sexo, Edward. Isso não é traição.” Coloquei isso na cabeça e fui adiante.
Ela era loira, tinha um corpo muito bonito e aparentava ter uns vinte anos. Não quis levá-la para meu quarto. Minha cama só seria compartilhada com Isabella. Faríamos na sala mesmo.
Como boa profissional que era, foi logo me entregando algumas camisinhas e tomando a iniciativa. Em pouco tempo já estávamos no maior fogo.
Não se comparava, em termos de emoção, sequer a um beijo em Isabella, mas fisicamente estava maravilhoso. Ela era boa no que fazia.
Transamos em várias posições. Não a beijei.
Estávamos nos finalmente, quando ouvi um barulho e olhei para frente.
Meu sangue congelou quando meus olhos encontraram os de Isabella, parada na porta, me olhando como se estivesse em transe.
- Isa... bella? – Como ela podia estar ali?
Aquilo só podia ser um pesadelo ou um tipo de alucinação vinda de alguma droga que nem me lembrava que tinha tomado.
Não sabia o que fazer, parecia que tinha tomado uma paulada na cabeça. A garota, sem avisar, saiu de cima de mim e quando vi estava lá, sentado de frente para Isabella, com meu membro completamente duro, apontado para cima.
Fechei os olhos desejando a morte. Quando os abri, segundos depois, Isabella estava entrando no lavabo. Pelos sons que ouvia, ela estava vomitando.
- Se a bulímica aí for participar é mais caro – a prostituta falou.
Roguei a Deus que Isabella não tivesse ouvido aquilo.
- Cala a boca!! – Falei entre dentes.
Ela pegou suas roupas espalhadas e foi para dentro. Pedi que ficasse no quarto, pois ainda tinha de pagá-la. Vesti rapidamente minhas roupas e fui ao lavabo ajudar Isabella.
Coloquei minha mão em sua testa, tentando afastar seus cabelos do vaso sanitário. Isabella me empurrou com violência, deixando bem claro que não queria que a tocasse.
Lembrei-me que não tinha lavado minhas mãos. Fui até a pia e as lavei. Não toquei mais em Isabella.
Encostei-me no batente da porta e fiquei ali, sem saber o que fazer, sentindo-me o pior e mais desprezível homem do mundo. Minha felicidade estava se ruindo na minha frente, e a culpa era toda minha.
Isabella se levantou, me ignorando, e foi lavar-se. Assim que terminou, passou por mim e foi para a sala, sentando-se no sofá. Parecia muito fraca. Sua pressão devia estar bem baixa, devido aos vômitos. Colocou a cabeça entre as pernas, provavelmente tentando evitar um desmaio.
Não podia vê-la daquele jeito e não fazer nada. Ajoelhei-me do seu lado.
- Está se sentindo melhor? – Perguntei, num fio de voz que me restava.
Levantou a cabeça e me olhou friamente.
- O que você acha, Edward? – Falou ironicamente. Sua expressão era indecifrável.
- Isabella, não sei nem como começar a me explicar, mas antes de tudo quero que saiba que foi apenas sexo, só isso – comecei a falar, tentando justificar aquela barbaridade que ela tinha acabado de presenciar.
- Apenas sexo... – repetiu minhas palavras. Dava pra perceber que não tinha entendido o que elas significavam, se é que tinham algum.
- Eu não sei onde estava com a cabeça quando tive essa idéia, Isabella, mas achei que se desafogasse minhas necessidades um pouco teria mais controle sobre meu desejo por você e assim não a pressionaria tanto. – Apesar de absurda, esta era minha única explicação um pouco mais coerente. Pelo menos Emmet concordaria comigo.
- Está querendo me dizer que eu sou a culpada por você contratar os serviços de uma prostituta, Edward? – A calma de Isabella estava me preocupando.
- Não é isso, Isabella. Você não vai entender por mais que eu me explique, mas precisa saber que foi só sexo, eu nem sequer a beijei. – Isso tinha que fazer alguma diferença...
- Você fala como se sua língua fizesse parte do seu corpo e seu pênis, não. Como se não fosse você quem estava penetrando aquela moça. Por acaso existe algum outro órgão que usaria se fosse comigo? Um especial para namoradas, devidamente conectado ao seu ser? Aonde quer chegar, Edward? – É claro que ela era muito inteligente para aceitar meus argumentos absurdos.
- Isabella, eu daria minha vida para que não tivesse visto uma cena grotesca como essa. Tenho vontade de me matar por tê-la submetido a um constrangimento desses. Você não merece nada disso, mas mesmo me sentindo um verme, que é como me sinto agora, ainda espero que me perdoe. Essa questão de amor e sexo é diferente na cabeça de homens e mulheres. Vocês são mais emocionais, não separam as coisas, mas com homens é diferente. Pode parecer machismo, mas o que fiz não foi traição, não na minha cabeça. Mesmo assim, por favor, perdoe minha fraqueza. - Só me restava agora implorar seu perdão.
- Edward, percebe o abismo que nos divide? Você não consegue sequer ficar uns meses sem sexo e eu ainda sou virgem aos dezoito anos. Não posso te julgar baseando-me nas minhas convicções. Estamos em tempos diferentes. Nós dois estamos certos, pensando separados... Mas juntos, fica tudo errado. – Preferia que ela começasse gritar e a me xingar do que ouvi-la dizendo friamente que nossa relação era impossível. Gelei por dentro.
- Isabella, nós estamos construindo o “nosso” tempo. Não diga que algo tão forte como o amor que temos é errado, porque não é. Se fiz o que fiz, foi para te dar todo o tempo que precisasse. Não jogue tudo fora agora. – Tinha de convencê-la. Ela não podia terminar comigo, eu não agüentaria.
- Não preciso fazer isso, Edward, você já fez. Não tem mais jeito, acabou. Se antes tinha medo de sexo, agora tenho asco. Procure alguém que te satisfaça plenamente. Eu só posso te dar amor, mas pelo visto o que quer é sexo. – Suas palavras doeram fundo. Ela estava coberta de razão. Eu tinha feito parecer que o sexo era mais importante do que ela. Não só fiz parecer, eu realmente coloquei meu prazer acima do nosso amor. Eu não a merecia.
- Isabella, eu a amo muito, mas não vou ficar implorando que me entenda e me perdoe. Se é assim que quer que as coisas terminem, não posso mais fazer nada. O que acabou de dizer prova que nunca soube a intensidade dos meus sentimentos. Só não quero que guarde mágoa de mim, pois nunca tive a intenção de te magoar. – Tentei parecer um pouco indiferente. Não sei como consegui dizer tudo sem desabar. Sentia as lágrimas brotando a qualquer momento.
- Eu sei, Edward. Também não quero que fique magoado comigo. Vamos nos dar um tempo, depois podemos até ser amigos. – Definitivamente era o fim... O meu fim.
- Isso, Isabella, podemos ser amigos... – Desde que ela permitisse que ficasse perto dela, aceitaria ser qualquer coisa seu, só não suportaria não vê-la nunca mais.
Ela entrou no elevador e me lembrei da pergunta que quis fazer o tempo todo e não tinha feito.
Chamei-a.
- Só queria te fazer uma última pergunta. O que veio fazer aqui? – Não sabia nem mesmo como tinha entrado.
- Nada de especial, Edward. Agora não importa mais – falou tristemente e a porta do elevador se fechou.
E não importava mesmo. Sem ela nada mais importava na minha vida.
Entrei no apartamento e levei um susto ao ver a garota sentada no sofá. Seu rosto parecia assustado. Olhei para aquela menina e percebi que estava diante da minha segunda vítima. Mas uma que eu tinha usado sem me importar com seus sentimentos.
Me odiei naquele momento.
Ela me perguntou se era minha namorada e daí em diante nossa conversa fluiu e eu acabei recebendo uma lição de vida vinda de uma simples prostituta. Thereza, esse era seu nome, me fez recuperar as forças para lutar por Isabella. Ia tentar consertar meu erro e a ajudaria a consertar os seus. Ela sonhava em sair das ruas e eu daria uma mão a ela, lhe devia isso. Um colega do mestrado tinha me dito que estava procurando uma recepcionista para seu consultório e eu iria indicá-la.
Ela saiu cheia de esperança do meu apartamento... E cheia de dinheiro também. Acabei pagando a ela dez vezes mais do que o combinado, mas ela fez por merecer. Era uma excelente terapeuta.
Tentei ligar para Isabella, mas seu celular estava desligado. Liguei em sua casa, disseram que não estava.
Desisti, sabia que por telefone não conseguiria nada.
Tomei um banho. Estava saindo do banheiro, nu como vim ao mundo, quando dou de cara com minha vó sentada em minha cama, me fuzilando com os olhos.
- Vó? – Por acaso estavam distribuindo chaves do meu apartamento no semáforo da esquina?
- Eu devia te dar uma surra, menino!!! – Disse, possessa de raiva.
Puxei rapidamente o travesseiro, colocando-o na frente do meu corpo. – Ficar pelado na frente da avó aos vinte e cinco anos de idade não era algo muito confortável.
- O que foi que o senhor aprontou para deixar a Bella daquele jeito? Não sabe controlar esse negócio aí não? Nunca ouviu falar de masturbação e banho frio, seu irresponsável? – Perguntou, apontando para o meio das minhas pernas.
Hoje devia ser o Dia Internacional do Constrangimento. Discutir minha vida sexual com minha avó não me parecia lógico.
- Vó, por favor, me espera na sala que assim que eu me trocar vou lá e gente conversa – implorei.
Ela saiu pisando duro e fiquei desejando, pela segunda vez no dia, estar morto.
Troquei-me e fui para a sala encarar a fera. Se Isabella já tinha contado para ela, então Renee também sabia. A vingança da Isabella tinha começado antes que eu imaginava.
- Edward, é verdade o que fiquei sabendo? – Agora a expressão de raiva tinha sido substituída pela de decepção.
- Infelizmente é, vó, mas antes que fale mais alguma coisa quero que saiba que me arrependo amargamente pelo que fiz. Minha vontade agora é me matar por isso.
- Posso resolver isso para você. – Fiquei com um pouco de medo.
- Vó, como Isabella está? – Eu estava verdadeiramente preocupado com ela.
- Ela está arrasada, Edward. Seus olhos perderam o brilho. Nunca a vi tão decepcionada como hoje. Ela me pareceu tão frágil, mesmo querendo bancar a durona. Não sei o que será daquela pobre menina.
Senti meus olhos se encherem de lágrimas. O que eu tinha feito, Meu Deus?
Berta me viu chorando e desabou.
- Vai ficar tudo bem, querido, não fique assim. – Não tinha feito de propósito, mas minha vó nunca conseguiu me ver chorar. Ela se desesperava.
- Eu não acho que vai não, vó. Isabella nunca me perdoará por esta minha fraqueza. Eu vou tentar tudo o que for possível para conseguí-la de volta, mas não sei se vai dar certo – desabafei, sentindo o peso das minhas palavras.
- Você a ama muito, querido, dá pra ver nos seus olhos. Ela também te ama, eu sei. Vocês vão superar este momento difícil. Vou ajudar no que for preciso.
Ela me abraçou ternamente. Toda sua raiva havia desaparecido. O amor que ela tinha por mim era imenso e eu me sentia um abençoado por tê-la como avó.
Ela enxugou meu rosto e me beijou na testa, puxando-me para alcançá-la.
- E agora, pelo amor de Deus, mantenha seu piu-piu sob controle ou eu mesma o cortarei se fizer Isabella sofrer novamente.
- Por favor, vó, já passei por muito constrangimento hoje. Dá pra tirar meu pênis da nossa conversa? E nunca mais o chame de piu-piu, por tudo que é sagrado. – Sofrimento tinha limite.
- Não é da nossa conversa que você deveria estar preocupado em tirá-lo não, Edward Cullen, é de outro lugar que eu nem ouso citar, mas você sabe muito bem de onde estou falando.
Berta saiu rindo e eu fiquei parado no meio da sala, vermelho como um tomate, não acreditando que aquele dia tinha realmente existido.
Só dormi depois de tomar um comprimido de valium.
Acordei decidido a conversar com Isabella. Sabia onde poderia encontrá-la.
Peguei a foto que me fez apaixonar por seus olhos e que me acompanhou por mais de três anos e fui para a porta do conservatório. Encostei-me em seu carro e esperei por mais de uma hora até que a vi se aproximando. Minhas pernas começaram a tremer e minhas mãos se molharam de suor. Senti-me envergonhado de encontrá-la. Nunca me preocupei de ficar nu diante das mulheres, mas ter sido visto por Isabella naquelas condições tinha sido constrangedor.
- O que você quer, Edward? – Isabella perguntou assim que chegou no carro. Parecia irritada com minha presença
- Quero conversar com você, Isabella. Te liguei várias vezes, mas só dava na caixa postal. Podemos ir a algum lugar onde possamos ficar sozinhos? – Perguntei, desconfiando que sua resposta não seria muito educada.
- Edward, você colocou uma pessoa a mais na nossa estória. Nunca estaremos sozinhos. Aquela prostituta sempre estará conosco, onde quer que estejamos. – Falou, externando sua mágoa pelo que fiz.
- Eu sei que estraguei tudo, Isabella, mas queria muito consertar meu erro. Não sabe como me arrependo do que fiz. – Sem conseguir me conter, levei minha mão em seu rosto e acariciei-o, sentindo a maciez da sua pele. Isabella era linda!
- Edward, nunca mais coloque essas mãos sujas em mim, entendeu?
Doeu tanto ouvir suas palavras que parecia que estava com uma faca cravada em meu peito. Olhei em seus olhos procurando a chama que eles tinham antes, mas tudo o que encontrei foi frieza.
Respirei fundo e me lembrei de tudo que Thereza falou. Não ia fraquejar.
- Tem todo o direito de me odiar, Isabella, mas quero que saiba que não vou desistir de você. Eu te esperei por mais de três anos e não me importo se tiver de esperar por mais três pelo seu perdão. Vai conhecer outro grande defeito meu: eu sou inconvenientemente persistente – falei convicto.
Entreguei a foto para ela e saí sorrindo, satisfeito com minha determinação. Eu ia reconquistá-la, custasse o que custar.
Fui para o hospital, já havia perdido muita aula. No fim da tarde recebi uma ligação de Berta, mas não pude atender. Retornaria assim que desocupasse.
Finalmente fomos dispensados. Estava indo pra casa quando me lembrei de ligar para minha avó.
- Não pude atender naquela hora porque estava em aula, desculpe-me, vó.
- Tudo bem, querido, imaginei que fosse por isso mesmo. Tenho uma coisa pra te contar.
- O que? – Me lembrei de Isabella imediatamente.
- Antes de te conhecer Bella era apaixonada por um cara que era casado com sua melhor amiga. Um triste amor platônico que só eu sabia. Pois bem, ele se separou da esposa e amanhã Bella vai viajar sozinha com ele para Providence.
- Como? – Nada fazia sentido para mim. Minha Isabella apaixonada por outro? E ainda viajaria sozinha com ele? Só podia ser brincadeira.
Enquanto minha vó me contava melhor aquela história, mudei o percurso e dirigi-me para a casa de Isabella. Iria por um fim naquele absurdo.
Carmem me atendeu e pensei que ia descer o braço em mim, tamanha cara feia com que me olhou.
- Preciso falar com Isabella. É urgente.
- Ela não quer falar com você.
- Isso não importa. Desculpe-me, Carmem, mas vou vê-la de qualquer maneira.
Passei por ela e subi a escada feito um louco. Se meu pai me visse agindo da forma grosseira como vinha me comportando, ele morreria de desgosto. Nem eu mesmo andava me reconhecendo.
Abri a porta do quarto de Isabella bruscamente, encontrando-a deitada com a foto que tinha lhe dado nas mãos.
Ela se levantou assustada, mas claramente irritada com minha invasão.
- O que você pensa que está fazendo, entrando assim no meu quarto? – Perguntou, estupefata.
Na verdade nem eu sabia.
- Que estória é essa de viajar com um cara que você nem conhece direito? Você ficou doida, Isabella? – Perguntei, desesperado. Só então percebi que ela estava vestida com uma camisola de renda transparente, que deixava seus seios e sua calcinha à mostra. Senti meu corpo reagindo. Eu era louco por aquela menina! Era tanto amor e desejo que pareciam me sufocar.
Isabella ficou envergonhada quando se deu conta de como estava vestida. Seu rosto corou, deixando-a mais linda ainda.
- Anda me espionando? Como sabe que vou viajar? – Estava confusa por eu ter aquela informação.
- Não muda de assunto, Isabella. Não vou deixar que faça essa viagem. Não vê que não é seguro viajar sozinha com esse cara? Ele está separado, provavelmente está pegando toda mulher que aparece em sua frente. – Pensar em outro homem tocando-a era desesperador. Já tive amigos que se separaram e sabia como eles comemoravam a nova vida de solteiro...
- Não o meça pelos seus atos, Edward. E além do mais isso não é da sua conta. Quem é você para me proibir de alguma coisa? Nós terminamos, Edward! – É obvio que ela estava indignada com minha audácia. Eu tinha acabado de traí-la e estava ali dando uma de “dono” dela. Mas nada disso importava pra mim, meu único objetivo no momento era impedi-la de cair nas garras de um tarado qualquer.
- Você terminou comigo!! Eu ainda te amo, Isabella, e não vou deixar que faça uma besteira. – Ela poderia querer ficar com ele só para vingar-se de mim. Angustiei-me com aquele pensamento.
- Que besteira? Tipo ele me convencer a transar com ele? E o que de mal teria nisso? Seria “só sexo”, Edward – falou sarcasticamente.
Se o que ela queria era me ver pagando tim tim por tim tim o que eu tinha feito, ela podia dar-se por vencida.
- Isabella, não me tira do sério... – Eu estava a ponto de explodir só de imaginá-la fazendo amor com outro – Só estou avisando, se esse FDP encostar um dedo em você eu esfolo ele vivo.
- Edward você está absurdo! Saia do meu quarto e me deixe em paz. O que eu fizer ou deixar de fazer é problema meu... só meu, entendeu?!  - Falou brava, me expulsando do quarto.
Saí batendo a porta. Se esse tal de Jacob atravessasse meu caminho naquele momento eu o matava. Ai dele se fizesse alguma coisa com Isabella, mesmo que com o consentimento dela!!!!