terça-feira, 14 de junho de 2011

Capitulo final

Jacob colocou Ness delicadamente na cama, depois de carregá-la no colo até o seu quarto. Tirou a máscara do seu rosto e fez uma leva carícia em sua face angelical. Estava preocupado. Muito preocupado por sinal. Sabia que deveria ficar bravo com ela e lhe dá uma bronca, mas não conseguiria.Era impossível brigar naquele momento. Primeiro porque ela estava grávida. Segundo porque quase havia morrido e aquilo o deixava extremamente apavorado. E terceiro porque ele estava ainda com mais medo por ela e pelo bebê. Todas as emoções o deixaram agoniado demais. Só queria que ela acordasse... Só isso.

Poucos segundos depois, ela começou a despertar assustada. Aquilo parecia um pesadelo. Moveu as pálpebras e pestanejou várias vezes. Viu o rosto assustado de Jacob observado a bem de perto. Suas mãos faziam carícias suaves em seu rosto. A ultima coisa que se lembrava era do Sr Bristop levando um tiro a sua frente e desfalecendo. Dane caiu diante dele e parecia muito íntimo. Sofria bastante com aquilo. O avô dissera que não era o seu avô e que sua mãe era uma galinha. Fora carregada pelos seguranças para longe. Tudo em sua vida começou a mudar naquele momento. Não sabia de mais nada... Estava confusa. Muito confusa.

- Ness, amor, você está bem¿ Deus, diga que está bem, por favor. – Jacob implorou puxando a para o seu corpo.

- Jacob, o que aconteceu¿ O que foi aquilo tudo¿ Eu... Eu...Eu me sinto tão... Confusa. – Ela tinha dificuldade em falar. Começou a chorar emocionada com toda a situação. Seu coração batia muito forte e estava angustiado demais com os fatos ocorridos.  – Diga quem eu sou.Quem foi minha mãe¿ Quem foi meu pai¿ Eu não sei de mais nada. Tudo na minha vida foi uma grande mentira. Quem eu sou, Jacob¿ Quem¿- Jacob embalava Ness em prantos em seus braços. Queria arrancar toda aquela dor que estava sentindo. Vê-la daquele jeito acabava com ele. Ele era forte e corajoso. Já havia passado por muitas coisas na vida. Mas ver seu amor destroçado com tantas mentiras o fazia se sentir  como uma criança.

- Ness, você é o amor da minha vida. É a mulher mais linda, delicada, amorosa, inteligente, amiga e tinhosa. Tem um coração enorme, apesar de não querer demonstrar isso. É muito especial para mim e para os seus amigos. Será a mãe mais maravilhosa desse mundo. Você é a minha Ness. O que importa quem foi seu pai¿ Isso não vai mudar o que sinto e o que as pessoas sentem por você. Será sempre a Ness Cullen para todos. Apesar de eu gostar mais da versão melhorada da Ness Black... Você é a minha mulher. Entendeu¿ Nunca se diminua por causa do passado da sua família.  – Ele respondeu segurando o rosto dela com as duas mãos. Encarava os seus olhos azuis lacrimosos com intensidade. Beijou a ponta do seu nariz várias vezes e ela sorriu.

- Isso foi a coisa mais linda que você me disse. – Ela respondeu soluçando. – Eu nunca pensei que você pudesse se tornar um homem tão amoroso e delicado.- Ela fechou os olhos e encostou a bochecha na dele. Nesse momento se permitiu chorar toda a angustia que sentia.

- Você fez esse milagre. Você e o nosso bebê. Me deu uma família novamente. Me faz sentir mais vivo e esperançoso todos os dias. Enche o meu coração de amor e a minha vida de emoções. Eu nunca pensei que pudesse ser tão bom viver entre tapas e beijos como vivemos. Nossos dias são sempre diferentes e emocionantes. Se bem que eu não gosto de brigar, mas depois a reconciliação é sempre tão boa. – Jacob riu e pousou uma das mãos na outra bochecha e a afagou. – Eu te amo tanto que chega a doer. Eu só me dei conta da real importância do que nós vivemos quando achei que havia te perdido. Quando você foi levada de mim fiquei tão desesperado. Se houvesse morrido, a minha vida não teria sentido algum hoje. Acho que daria uma de Romeu apaixonado.

- Não diz isso nem de brincadeira, Jacob. – Ela o repreendeu. – Eu não consigo imaginar o mundo sem uma pessoa tão incrivelmente insuportável como você. – Riu.

- Eu também não consigo imaginar o mundo sem você. Eu te amo demais, bebê. –Ele afastou o rosto e encarou o dela. Limpou a sua face, molhada pelas lágrimas, e viu quando ela abriu os olhos lentamente. Parecia uma visão. Era perfeito aquele simples gesto. Ele estava completamente hipnotizado.

- Mas eu preciso saber a verdade. Quem foi meu pai. O que aconteceu de verdade com a minha mãe. Eu me sinto perdida. Sem identidade, sabe¿ - Ela perguntou.

- Espera aqui deitadinha um momento. Já volto. – Ele a soltou, levantou-se da cama e foi até a escrivaninha. Começou a procurar uma biografia que estava lendo e de dentro dela tirou o documento que havia escondido. Se algum estivesse procurando algo, nunca olharia dentro de um livro. Sobre tudo porque Jacob quase não lia. Isso era certo. Qualquer pessoa inteligente consideraria o último local que ele colocaria. Sabia disso e por esse motivo o escondeu lá. Voltou para cama com o documento e o entregou a Ness. – Todas as suas respostas estão ai. – Ele disse.

- Mas o que é isso¿ - Ela perguntou curiosa.

- Seu avô achava que iria morrer. Ele fez o testamento por isso. Mas por algum motivo, antes de morrer, ele fez um documento para nós garantir a liberdade. Não daria tempo para fazer outro testamento e registrar em cartório.Então ele fez esse e entregou ao mordomo. Ele por sua vez deu para Paladino guardar. O documento ficou escondido na casa do nosso antigo tutor, que não queria perder o bom trabalho que tinha.

- Bem, seja o que for, espero que tenha as respostas que preciso. – Ela disse, fitou a primeira página do papel e começou a ler.

Na primeira página do documento, Carlisle dizia que se por algum motivo o casal não encontrasse o tutor adequado, eles poderiam pedir emancipação e administrar os próprios bens. Também estava expressa a vontade dele de que os irmãos e o suposto avô, Herman Preston, nunca obtivessem o cargo de tutor dos bens dos Cullens. A condição para tanto era que Ness e Jacob demonstrassem maturidade e condições de cuidar da própria vida. E que se isso não fosse possível, a tutela dos bens passaria para Dane Schott Bristop.

No momento em que Ness chegou a essa parte ela gelou. Dane, o segurança dos Cullens há algum tempo, tinha o mesmo sobrenome do Juiz, amigo do seu avô de longa dada. Talvez fosse por isso que houvesse ficado tão abalado com o tiro que levara. Mesmo assim as coisas não se encaixavam muito bem até aquele momento. “Por que o avô não queria o Sr Preston como tutor¿ Ele sabia que não era o avô legítimo¿ Sabia que Brando Preston não era o seu pai¿”. Tudo estava ainda mais confuso naquele momento. Ela releu os primeiros parágrafos, olhou para Jacob, pedindo ajuda para entender o que o avô queria dizer com tudo aquilo.

 - Ele sabia que os seus tios não eram pessoas aptas para o cargo. Isso sempre esteve claro para mim e acho que para você. – Jacob respondeu.

- Mas e quanto ao meu avô e o Dane¿ Quero dizer¿ - Ela gaguejou. – Sr Preston.

- Você terá que ler o resto do documento. Acho que para Carlisle era claro que em pouco tempo amadureceríamos sozinhos. Que juntos encontraríamos um ponto de equilíbrio. Ele quando fez o testamento estava desesperado. Achava que iria morrer e tinha que assegurar o nosso conforto. Leia o resto! – Jacob disse e ela voltou a ler o documento.

Na segunda folha Carlisle explicava sobre a vida de Vitória. Era quase que um diário, relatando sua infância e adolescência. Algumas passagens foram bem tocantes e fizeram Ness refletir.

“Eu tentei ser um bom pai, mas eu nunca soube dizer não. Vitória sempre conseguia o que queria com sua astúcia. Sempre que tentei lhe negar algo, Amy me contradizia e dizia “SIM”. Ela cresceu uma criança sem limites. Eu tentei. Juro que tentei. Sinto em dizer que falhei como pai e que criei um pequeno monstro.

Vitória era uma moça encantadora. Com um sorriso e poucas palavras conseguia arrancar de qualquer um o que desejava. Ela seduzia como um sorriso com a mesma facilidade com que mentia. Graças a Deus que eu pude concertar alguns dos meus erros com minha neta, que apesar do gênio forte, demonstrou amor e respeito ao contrário da mãe. Minha filha nunca me amou. Ela amava apenas o que eu podia lhe proporcionar. É difícil para um pai admitir isso. Não fui forte como deveria ter sido. Ao contrário disso fui complacente e fraco. Amava demais a minha esposa e sempre caia em suas artimanhas. Sempre me rendia quando dizia: “Eu quero que ela tenha o que não tive. É mais do que justo”. Amy usava a pobreza com que viveu como uma forma de chantagem para deixar com que a filha fizesse o que queria. Foi ai que errei. Por amar demais. Apensa por isso.

Graças a Deus que consegui corrigir alguns erros com minha neta. Apesar de ficar com coração partido quando ela chorava e esperneava por algo, algumas vezes eu consegui dizer “não”. Não foram tantos e não suficientes, mas eu consegui. E depois de muitos anos, com a ajuda de Esme, eu consegui um ponto de equilíbrio. Queria tanto ter conhecido Esme antes. Seria tudo tão fácil se estivesse comigo desde o começo. No entanto eu sinto como se tivesse acertado dessa vez, pelo menos um pouco. Disso tenho certeza.

Ness parou um pouco de ler e refletiu sobre aquelas palavras. – Ah, vovô eu realmente o amava. Não amava apenas o seu dinheiro. Eu o amava. – Ela suspirou e chorou um pouco. Todas aquelas palavras eram difíceis demais. Era estranho ler o que o seu avô havia escrito sobre sua mãe. Ela estava realmente comovida com o relato minucioso que fazia.

- Ele sabia disso. – Jacob disse.

- Eu queria ter mais tempo para expressar. Em muitas vezes eu fui tão egoísta com ele. – Ela respondeu e voltou a ler.

A adolescência é um período muito complicado para qualquer jovem, mas para minha filha foi mais conturbado do que para a maioria. Vitória não só se tornou extremamente egoísta, como maldosa e sem escrúpulos. Não era apenas uma jovem voluntariosa, mas do tipo capaz de “qualquer” coisa para conseguir o que queria. E quando digo isso, não falo no sentido figurado. Falo a verdade. Com coração doendo de arrependimento pelo péssimo pai que fui. Ela era perigosa e demonstrou isso em vários momentos da adolescência. Eu tentei repreendê-la em alguns momentos. Amy, no entanto, sempre passava a mão na cabeça. A coisa só foi piorando com o tempo.

Ness suspirou fundo e imaginou a mãe. Uma lágrima rolou em seu rosto.

Quando queria algo, Vitoria fazia o impossível para ter. Ela teve todos os rapazes da cidade. Escutei algumas vezes ela armando com as amigas. Prejudicava as outras meninas sem o menor escrúpulos. Fazia a família passar uma grande vergonha na cidade. Por mais que eu fosse um homem respeitável na comunidade, todos conheciam a “fama” de Vitoria Cullen. Todos sabiam do que era capaz.

Com o tempo achei que as coisas fossem melhorar. Tentei puxar as rédeas, mas já era tarde de mais. Certa vez ela ameaçou a me interditar. Amy tentou fazer aquilo uma brincadeira de adolescente. Sei, no entanto, que ela não hesitaria em me jogar em um hospício para ficar com meu dinheiro. Não tinha dó de ninguém. Só gostava de si mesma e do dinheiro que eu podia lhe proporcionar.

Vitória começou a sair com homens casados quando tinha apenas quinze anos. Para ela aquilo era mais uma diversão. Ela gostava do perigo. Não fazia questão de esconder nada dos outros, apesar dos senhores em questão preferirem manter o caso em sigilo. Mas eu sabia. Eu ouvi diversas conversas que teve com suas amigas pelo telefone. Saiba que ela provocava e procurava o perigo apenas pelo desafio. Era como a “bruxa má” da Branca de Neve. Queria ser a mais bonita de todas. Isso era um desafio. Às vezes eu a imaginava diante do espelho dizendo: “Espelho, espelho meu! Quem é mais bonita do que eu¿”. Sim! Eu imaginava. Minha filha não era um anjo de candura, devo admitir, e se visse um casal feliz e apaixonado, percebia uma nova oportunidade para um desafio. Ela adorava aqueles jogos. Adorava apenas pelo conhecimento de que poderia ter qualquer um aos seus pés. Nem se preocupava se suas condutas me envergonhavam na cidade. Acho que se não fosse milionário, teriam nos expulsado do local.

- Deus! Ela era... – Ness não conseguiu completar a frase. Olhou Jacob e continuou lendo. Precisava saber de tudo. Naquelas linhas certamente havia o nome do seu pai. Leu mais uma página relatando as “peripécias”  de sua mãe e depois chegou ao ponto que queria.

Vitória encontrou um desafio. Um grande por sinal. Ela tinha dezessete anos e após muitos estragos na vida dos outros, ela encontrou um desafio que a tirava do séria. Eu nunca a havia visto tão transtornada. Nunca mesmo até aquele momento.Ela o queria mais do que tudo, mas ele era um homem honesto, fiel e com educação religiosa, além de filho do meu melhor amigo.

Quando ela o viu pela primeira vez, lembro-me como se fosse ontem, era uma festa na casa do prefeito. Eu nem queria ir. Sentia-me constrangido naquele tipo de eventos. As pessoas olhavam torto e cochichavam a nosso respeito. Amy e Vitória tiravam aquele tipo de coisa de letra. Eram dissimuladas e não tinham vergonha alguma. Agiam como se fosse tudo muito natural, quando a presença causava constrangimento na maioria das senhoras. Fomos apresentados ao filho de Clai, que acabava de se mudar para a cidade com a família, e vi naquele momento que teríamos todos um sério problema quando os olhos de Vitória brilharam de excitação ao vê-lo.

-OH! O filho do Sr Clai¿ - Ela arqueou uma das sobrancelhas para Jacob, que assentiu com a cabeça. – Dane¿

 - Continue lendo e você saberá. – Ele afirmou e ela voltou os olhos para o papel. Seu coração batia muito forte. Parecia uma britadeira. Queria saber a verdade sobre a sua vida. E naquele momento teve um grande pressentimento. Era mais do que uma certeza. “Afinal porque o juiz se atiraria na frente de uma bala para salvá-la¿”

Alex era um advogado muito promissor. Ganhou varias causas importantes onde trabalhava. Passou muitos anos vivendo longe da cidade e resolveu se mudar com a família para ficar perto dos pais. Era um homem de caráter inigualável e amava a sua família.
Sua mulher era jovem e muito delicada e seu filho tinha apensa treze anos naquela época.

Foi a oportunidade perfeita para apresentar o filho para os amigos. E Clai estava muito feliz. Afinal os dois filhos moravam longe. Janete estava na faculdade em Yale e Alex morando na Flórida. Ele e sua esposa Caroline, sentiam-se sozinhos após tantos anos vivendo longe dos filhos. E estar com o neto era um sonho para ele. Eu me lembro como se fosse hoje como ele ficava feliz em me contar sobre Dane. Todas as vezes que ia ao escritório dele ou que almoçávamos juntos, ele me dizia como o neto era esperto, educado e bondoso. Eu, devo confessar, sentia pena por ele. Se tivesse um neto, gostaria de vê-lo crescer. Acho que foi por isso que Alex resolveu atender os apelos do pai e se mudar para a cidade.

- Dane¿ Ele é meu... Meu... OH!

- Sim! Ele é seu irmão. – Jacob assentiu para ela. Eu sabia disse antes de ler esse documento. Quil ouviu uma conversa do Sr Presto e do Dane. Ele estava nos roubando e pressionava Dane para ajudá-lo. Tive que encostá-lo na parede e ele acabou em dizendo a verdade.

- Mas por que ele nunca me disse nada¿ Por que esconderam isso de mim¿ - Ness perguntou com raiva. Não conseguia entender o motivo de tantas mentiras.

- Ness, a família Bristop sempre foi muito conservadora. O filho era apaixonado pela mulher e o seu casamento teria acabado se ela descobrisse o seu deslize. Entende¿ Tudo foi mantido em segredo até Dane crescer. Ele era das forças especiais e trabalhou anos foram do pais. Vivia viajando em missões e um belo dia se cansou de tudo aquilo e voltou. Queria estar perto dos seus avós, da tia e dos primos após a morte dos pais. Não queria relembrar do acidente em que morreram. Assim veio passar alguns meses em Forks, mais ai ele te viu e...

- Oh, não! Vai me dizer que Dane se apaixonou por mim¿ - Ness sentiu seu estômago revirando. Nunca deu confiança para Dane, nunca flertou com ele. Mas pensar no seu irmão sentindo algo par ela era estranho demais.

- Ness qualquer um que não te conheça e te olha a primeira vez sente algo. É um possível não sentir nada. Mesmo que seja apenas tesão. Entende¿ - Jacob perguntou.

- Oh, entendo! Como entendo! – Ela balançou a cabeça em sinal de negativo.

- Bem, ele me contou tudo detalhado desde o dia em que te viu. Achou que estava apaixonado e começou a se reprimir. Sentia-se um monstro, porque você era apenas uma criança, mesmo que com um corpo de mulher, era uma criança. O Sr Bristop começou a perceber como Dane estava atormentado e ai o perguntou o que acontecia. Mesmo envergonhado demais, ele se abriu para o seu avô. Foi ai que soube a verdade. O que sentia não era amor ou paixão de homem. Ele era o seu irmão e por isso se sentia estranho em relação a você. Disse com todas as letras que já sentiu tesão e ainda hoje fica envergonhado por seu corpo tê-lo traído. Mas ele é o seu irmão e nunca faria nada para machucá-la ou vê-la sofrendo. Muitas vezes você o destratou e na maioria nem percebia que ele existia. Dane trabalhou por muito tempo nessa casa e se recente por não poder te dizer a verdade. Ele gosta de você de verdade. Eu vi isso nos olhos dele. E para completar isso, antes do seu avô morrer ele fez Dane jurar que cuidaria de você. Foi uma promessa que o prendeu a essa casa.

- Isso tudo é muito estranho. – Ness disse fitando os olhos de Jacob.-  Se ele é um militar e tem sua vida, porque ele resolveu ficar nessa cidade¿ Por que simplesmente não me disse a verdade e depois foi viver a sua vida¿ Ele nunca demonstrou nenhuma emoção. Parece um homem de gelo. Você nunca sabe se ele está triste, feliz, com medo ou com dor. Ele é muito estranho. – A sua cabeça estava girando com tantas coisas. Tudo estava de cabeça para baixo.

- Dane, a principio, queria ficar apenas um tempo por perto. Ele pediu o emprego a Carlisle apenas para te ver crescer. Depois Carlisle recebeu uma ameaça de seqüestro. Isso foi há muito tempo, mas pelo que Dane contou, Carlisle estava com medo que algo acontecesse. Quem melhor para te proteger do que um especialista, que ainda é o seu irmão¿- Jacob perguntou arqueando a sobrancelha.

- Ai meu avô o prendeu nessa cidade. – Ela respondeu. – E ele aceitou...

- Porque te ama e tem medo que algo lhe aconteça. Dane foi treinado para não demonstrar emoções. Para ser implacável e eficaz no seu serviço, mas eu vi isso nos olhos dele. Ele te ama de verdade. Não tem mais ninguém além de você e seus avós.

- O que aconteceu com meu pai¿ - Ness perguntou angustiada. Pelas palavras de Jacob, os pais de Dane haviam morrido.

- Leia o resto do documento e saberá a verdade. – Jacob respondeu e ela assentiu.

- Eu ainda tenho dúvidas Jacob. Preciso saber a verdade. A Sra Alice tem traços como os meus. Como explica isso¿ Eu estou confusa a esse respeito. – Ela choramingou.

- Termine de ler. As respostas estão todas ai.- Ele respondeu e ela se virou para o documento.

Vitoria passou semanas tentando seduzir Alex. Ela o cercou de todos os lados, mas não conseguia o que queria. Eu me sentia envergonhado diante do meu amigo e um pouco aborrecido com a situação, mas nós sabíamos que ela não teria nenhuma chance com Alex.

Para tentar fazer ciúmes, começou a namorar séria com o primo dele, Brando Preston, exibindo-se com ele diante de Alex. Mesmo assim seus objetivos não foram alcançados. O homem tinha um caráter irrepreensível e amava demais a família para colocar tudo a perder por apenas uma transa.

Eu tinha pena de Brando. Realmente tinha. Ele a amava de verdade, mas Vitória amava Alex. Eu a vi chorar pela primeira vez na vida quando ele disse com todas as palavras que nunca teria nada com ela. Ouvi a conversar em prantos nos braços da mãe, que a aconselhou tentar ficar bem e gostar de Brando. Ali eu percebi a ironia do destino. Não era apenas um capricho da minha filha. Por castigo, ou seja lá o que for, a única pessoa a quem amou não poderia ser dela.

Vitoria voltou a se meter em confusões e a sair com homens casados. Estava mais rebelde e revoltada naquele momento. Tive que pagar prejuízos e boates, e até mesmo motéis onde se hospedava com seus amantes. Brigávamos com freqüência e a ameacei. Eu a mandaria para um colégio interno na Inglaterra. Era o mínimo que poderia fazer por todos nós. Ela estava desgraçando com a vida de todos. Principalmente com a de Brando, que até mesmo rompeu com a família. Amy, no entanto, não permitiu. Mais uma vez passou a mão na cabeça da filha. Meses depois, em uma festa, Vitória teve a oportunidade que queria.

Alex estava trabalhando em um caso, contra um mafioso de Port Angeles há meses, e havia perdido aquele caso. Ficou revoltado e pela primeira vez cometeu um grande erro. Foi para uma boate em uma noite e bebeu muito. Lá ele deu a oportunidade que Vitória precisava. Uma das amigas a visou sobre Alex e ela correu para lá. Aproveitou a oportunidade para seduzi-lo e o levou para cama. E dessa vez, eu tenho certeza, Vitoria não usou preservativo. Não sou nenhum idiota para acreditar que foi um descuido. Ela sempre soube o que fazia. Era calculista demais. Fez de propósito, tenho certeza absoluta disso. Queria encontrar uma forma de prender Alex a ela. Achou que com um filho ele estaria a sua mercê. Mas não foi isso o que aconteceu.

Alex a abandonou na manhã seguinte. Ele magoou o seu orgulho. Tenho certeza disso, porque nos dias que seguiram minha filha ficou trancada dentro do quarto. Chorou muito. Estava inconsolável demais. E eu, mesmo sabendo que ela merecia, senti pena apesar de Amy está brava por Alex tê-la magoado. Minha esposa era tão cara de pau, que ainda queria que eu rompesse com a família Bristop. Achava que eles eram culpados pelo sofrimento da filha. Queria prejudicá-los, mas eu a advertir. Não permitiria que as artimanhas de Vitória destruíssem a felicidade de uma família.

O Juiz e o filho dele, como pessoas dignas que eram, vieram conversar comigo no escritório para se desculparem. O homem estava claramente perturbado com  a situação. Acho que se ele soubesse que aquilo aconteceria, nunca teria bebido aquela noite. Concordamos em passar uma borracha naquilo e eu me desculpei por Vitória.

Pensei que as coisas parariam por ai, mas como disse minha filha era muito ardilosa e maldosa também. E antes de completar um mês, ela anunciou que estava grávida de Alex. Não havia como negar o fato. Vitória sabendo bem o que fazia, não saiu com ninguém nesse período. Como uma moça comportada, ficou em casa todos os dias a espera da sua solução. E quando teve resposta aos seus pedidos, começou a chantagear Alex.

Veja bem, a família Bristop era uma das mais respeitadas da cidade. O juiz tinha e tem até hoje um nome de prestígio. E o seu filho era um promissor advogado, totalmente devoto a sua família. Seria um escândalo se Vitória saísse espalhando para todos que estava grávida. E eu tive que ser pai pela primeira vez na vida. Apesar dos apelos de Amy, eu a advertir e proibi de fazer qualquer coisa contra eles. Mesmo assim minha filha continuou a chantagear Alex. Ela não suportava vê-lo casado e feliz quando ela sofria de amor. Teve a coragem de ir na casa dele e contar o que aconteceu para a sua esposa. Só que Vitória não contava com a integridade do homem que amava. Ela nunca achou que ele fosse confessar para a mulher que havia dormido com outra. Isso a deixou humilhada demais. Saiu da casa deles totalmente furiosa, disposta a fazer um escândalo no fórum. Por sorte, eu a encontrei naquele momento.

Discuti com minha filha e pela primeira vez na vida ergui a mão para ela. grávida ou não, ela sentiria o peso da minha mão. Não havia como voltar atrás. Então a levei para casa e dei uma surra. Por Deus, não sei nem como ela não abortou espontaneamente. Sinto vergonha em dizer que bati em minha filha grávida. Não deveria ter feito. Pedi a cabeça totalmente. Mesmo Amy tentando me impedir, era um pai humilhado, envergonhado e furioso diante de uma filha que era um monstro.

Depois daquele acesso de raiva, tivemos uma conversa séria e eu a obriguei dizendo que a deserdaria se não concordasse comigo. Ela podia sair de casa naquele mesmo dia se não aceitasse os meus termos. Assim Vitória não teve chances de discutir. Aceitou a minha decisão e anunciou no dia seguinte que estava grávida de Brando.

Os Bristop sabiam a verdade e se calaram. Para eles seria mais conveniente o silêncio, mesmo Caroline sendo irmã mais velha de Alice. Ela se ressentiu por aquilo. Não poderia ser avô e ainda teria que enganar a irmã. Mas Clai a convenceu e demos início a farsa.

Nem tudo deu tão certo. Era claro que teríamos problemas com a mentira. Desde o início sabia que não seria fácil. Vitoria mesmos seria um desafio. Mas Herman Preston se demonstrou relutante e não aceitou o casamento, muito menos a gravidez. Ele dizia que poderia ser de qualquer um apesar de Brando garantir que era dele. Tivemos brigas bem sérias e o filho rompeu com o pai por amor a Vitória, que por medo da miséria, desenvolveu um belíssimo papel de jovem apaixonada pelo namorado... Minha filha deveria ser uma atriz. Não sei se já disse isso.

- OH Céu! – Ness colocou as mãos na boca. Chorou muito naquele momento. Jacob a abraçou e ficou afagando os cabelos. Nos minutos que seguiram, ficaram em silêncio. Depois que ela se acalmou, voltou a ler o papel. Nele o avô detalhava minuciosamente sobre o casamento, a gravidez e a morte dos seus pais em um acidente. E apesar da narrativa triste desse trecho, Nesse teve a impressão do avô estar aliviado. Era estranho aquilo, mas foi a impressão que ela teve. Os fatos começaram a se esclarecer nos parágrafos seguintes, quando o avô narrou sobre a briga com Sr Preston, depois que ele ouviu uma conversa dele com o Sr Clai.

Sr Preston aceitou se calar para evitar um escândalo. Mas depois daquela briga, dias depois, foi procurar Carlisle e o chantageou. Assim o seu avô teve que pagar muito dinheiro pelo seu silêncio e ele o obrigou a partir de Forks.

Ness também se ressentiu que seu pai tenha partido antes do seu nascimento. Ele se quer a viu quando estava vivo. Segundo o relato, viu as fotos que forma enviadas pelo seu pai, que acompanhou todas as etapas da vida, como bom amigo de Carlisle. Também ficou claro para ela, que para evitar uma briga em família, uma vez que as famílias Bristop e Preston tinham um parentesco, o avô nunca contou ao amigo sobre a chantagem do concunhado.  E o Juiz, bondoso como era, enviou fotos de Ness todos os anos achando que isso o reconfortaria pela perda do filho.

Esta tudo ali. Todos os segredos e a vida dos Cullens. Para ela, que até aquele momento, achava que sua mãe fora uma mulher incrível e que sua avó era a criatura mais adorada do mundo, que a vida do seu avô não foi nada fácil. É claro, que mesmo com ressentimento, que o avô amava sua avó. Ele deixou isso claro no restante do relato. Mostrou que foi complacente com as duas por amor e não por fraqueza como se supunha. E a coisa que mais tocou Ness foi a carência que ele tinha desse mesmo amor. Um dos trechos que mais a tocou foi quando ele declarou que a filha nunca o amou. Sim ao dinheiro e vida que ele poderia lhe dá. Ela também se emocionou quando ele relatou sua infância e disse: “Mesmo com muita dificuldade eu quase acertei. Renesmee tem o temperamento difícil, mesmo assim ela não é como a mãe. Ela não ama apenas o meu dinheiro. Ela precisa ser moldada, isso é certo, mas ela me ama. Esme me ajudou muito nisso. Pena que chegou um pouco tarde. Contudo eu posso dizer que quase acertei. Tenho certeza que mesmo sozinha no mundo ela encontrará o seu caminho ao lado de Jacob. Eu sei que ela o ama. Eu vejo isso em seus olhos quando ela o olha. Mesmo quando está tão irritada. Sei que os dois encontraram uma forma de seguir sem mim e que ele cuidará dela. Não é uma perdida como Vitória... Ela é especial.

Ness chorou lendo essa passagem, já no final do documento. Continuou a ler os últimos desejos do avô, que deixava claro a sua vontade de cuidar dos sobrinhos. Pedia que eles, mesmo com autonomia para administrar os bens, não abandonassem os primos. Tinha pena do que seria da vida deles com os pais que tinham. Ficou claro naquele relato emocionado a sua bondade para com eles.

Terminou o documento com um pedido. Não com uma ordem.

Se puder me perdoar pelas mentiras e segredos. Gostaria que mantivesse o seu irmão por perto. Ele já sofreu muito com a perda dos pais. É um bom homem e sei que suas intenções são as melhores. Não tenho como me enganar sobre isso. É filhos de Alex e neto de Clair. Não o culpe pelos erros cometidos. Aceite-o como o que é. E se vocês dois não se sentirem seguros para administrar os bens, permita que Dane possa fazê-lo. Não haveria pessoa melhor para fazer isso.

Eu a amo do fundo do coração. Se errei com você, foi tentando acertar. Não queria cometer os mesmo erros. Espero que me perdoe.

Do avô que te ama, Carlisle Cullen”

- Vô! Oh, vô eu o amo demais. Espero que tenha perdoado por meus erros. Como eu me arrependo de não ter sido uma neta melhor. De todas as vezes que eu briguei e esperneei por algo que queria. Me perdoa vozinho... Me perdoa. – Ela fazia  a sua suplica baixinho e Jacob a confortava com caricias nos braços.

- Ele já te perdoou. Agora você precisa se perdoar. – Ele beijou a sua bochecha de forma muito suave. Você precisa tomar as rédeas de sua vida. Não é como a sua mãe e como sua avó. Você é uma criatura única e especial. Tudo só depende das decisões que toma. Sabe disso. – Jacob argumentou.

- Se eu não te amasse tanto, talvez fosse como minha mãe. Você sabe disso, não sabe¿ De certa forma você foi a minha salvação. Eu poderia ter cometido os mesmos erros. Não fiz porque tinha sempre você na minha mente. – Ela disse.

- Você cometeu os seus próprios erros. Agora é uma nova mulher. Será uma ótima mãe e tenho certeza que tentará educar nosso bebê como seu avô gostaria. A chave para tudo isso é aprender  com os erros passados. Nós saberemos criar bem os nossos filhos. Não se preocupe com isso agora. – Jacob a abraçou e beijou os seus cabelos. Era tão bom ficar daquele jeito. Era reconfortante tê-la em seus braços tão protegida. Mas sabia que ela ainda estava perdia. Que sentia-se sem identidade após tantas revelações. Era muita coisa para uma só noite. Precisava reconfortá-la. – Fico feliz que não haja mais segredos ou mentiras. Não queria te esconder tudo isso mais tempo. Estou aliviado.

Ness pensou por um momento e se sentiu mal. Ela não havia contado o seu segredo para Jacob. Ele estava sendo tão bom com ela. Transmitia amor, consolo e paz em um momento tão turbulento. Ela, no entanto, ainda tinha segredos. Não havia dito toda a verdade sobre a sua vida. Precisava acabar com aquilo. Mesmo sendo difícil de se falar.

- Jacob, tem uma coisa que ainda não te contei. – Ela disse nervosa e começou a tremer. Ele percebeu a sua hesitação. Sentia o corpo trêmulo e a voz estranha. Decidiu não perguntar do que se tratava. Deixaria que ela dissesse o que a deixava tão aflita. – Eu... Eu... Nem sei... Isso é tão... OH Céus!

- Você poderia começar do início. Sempre é um bom começo. –Ele tentou ajudá-la sem pressionar muito.

- É! Bem... – Ela respirou fundo, fechou os olhos e começou a falar. Ele continuou abraçando-a com jeito para não apertar a barriga. – Eu era muito jovem. Foi logo após aquela brincadeira que você fez. Você lembra¿ Quando você me humilhou para toda a escola¿ Eu passei noites chorando arrasada. Eu sofria tanto com aquilo estava tão ressentida e mal. Não quero por a culpa dos meus erros em você. Não pense que é assim. – Jacob sentiu seu coração apertar naquele momento. “O que poderia ser tão terrível¿ Por que ela tentava se justificar daquele jeito¿”

- Seja o que for, não tenho o direito de te julgar Ness. Nós temos o nosso passado. Não posso te culpar pelo que fez antes de mim. Só posso exigir explicações sobre as coisas que fizer daqui para frente. Somos um casal e o meu dever é te amar, respeitar e ser seu companheiro. Não quero que me esconda nada mesmo que seja algo terrível. E o que puder eu farei para te compreender e te ajudar. Eu te amo e prometo sempre tentar fazer as coisas certas para te ver bem.

Suas palavras deram coragem para continuar. Sabia que ele compreenderia mesmo que fosse um choque o conhecimento da verdade. Respirou fundo e continuou. – Eu queria me vingar. Eu achava que a melhor maneira seria me tornando o tipo de mulher fatal. Queria que todos me desejassem e que através disso poderia te punir. Você veria como fiquei linda e gostosa, mas nunca poderia provar. Foi uma coisa boba de criança. Eu precisava de afirmação depois da forma que você me rejeitou e me humilhou diante de toda a escola. Então eu perdi a minha virgindade e comecei a aprender como a fazer “as coisas”. Sei que não se justifica. Eu sei disso e me arrependo muito. Eu juro que me arrependo. – Ela começou a chorar muito nos braços dele enquanto falava e ele continuava a abraçá-la da mesma forma terna. Sentia-se um monstro e culpado por tudo aquilo. Se pudesse voltar atrás e mudar as coisas, teria feito.

- A primeira vez não foi legal, sabe. Não foi tão romântico e com alguém que gostasse no sentido de estar apaixonada. Mas foi com alguém que confiava para aquilo. Eu queria aprender tudo o que pudesse sobre sexo e sedução. Era uma espécie de vingança. Se você não me queria, eu me entregaria para outros. Eu nem me dava conta que fazia mal somente a mim. Eu era a única prejudicada com aquilo, mas estava com muita raiva. Só que o que fiz teve conseqüências que carrego até hoje. Minha consciência nunca me deixou esquecer o fato de ter tirado um filho. – Ela falou tudo de forma tão rápida, que não se deu conta de que havia saído. Ele ficou em choque. Simplesmente não conseguia entender tudo aquilo. Não queria acreditar por mais que fosse verdade.

- Você estava sozinha¿ “Ele” te ajudou¿ - Jacob perguntou. Sentiu um nó apertando a sua garganta. Estava desconfortável com aquela conversa, mas sabia que ela precisava desabafar. Não queria mais segredos entre eles. Era necessário saber tudo naquele momento, para depois virar a página e seguir em frente.

- Ele ficou apavorado. Não sabia o que fazer e não teve reação quando contei. Pediu para pensar e me deixou sozinha. Eu estava tão apavorada. Como iria contar ao meu avô¿ Eu estava morrendo de vergonha. Não tinha feito nem quatorze anos ainda. Tinha medo de decepcioná-lo e também de estragar a minha vida de vez. Então tomei a decisão e fui para uma clínica de aborto. Claire foi a única que soube. Ela foi comigo e ficou me esperando. Quando saímos formos para a casa dela e fiquei lá por dois dias. Não dormi e não comi quase nada. Só chorava dia e noite. Ela esteve todo o tempo ao meu lado. Não contou nada a ninguém. Depois disso eu decidi passar uma borracha. Só que a lembrança sempre esteve comigo. Sempre. – Ness começou a soluçar. Passou a mão na barriga e chorou ainda mais. Era difícil reviver aquele momento. Ainda mais confessando tudo aquilo para Jacob. – Eu pensei que Deus fosse me castigar e que nunca mais teria um filho. Outras vezes eu pensei que Ele me mandaria um filho doente. Eu fico tão apavorada quando penso nisso.

- Deus não é vingativo, Ness. Por mais fracos, pecadores e infiéis que sejamos, Ele não é vingativo. Ele nos ama. Não tem porque pensar assim. – Ele a consolou. – E o pai da criança¿ -Perguntou. Precisava saber toda a verdade. Tinha suas desconfianças, mas precisava ouvir dos lábios dela. Era fundamental naquele momento.

- Bem... – Ela respirou fundo, olhou os olhos dele. Estavam negros como uma noite sem lua. Teve receio de falar. Porém sabia que precisava. – O pai foi...

- Deixa eu te dar uma pista. – Ele disse rindo para quebrar o clima. – O pai foi um dos seus primos. – A consciência da verdade era mais do que poderia suportar. O ciúme que sentia rasgava o seu peito. Mas ele tinha quase que certeza do fato.

- Emmett! – Ela disse e se calou.

- É claro! – Ele respondeu e não falou mais nada. Os dois ficaram abraçados por um longo tempo. Então ele quebrou o silêncio. – Eu não direi para você que não morro de ciúmes dele, que não me ressinto por todos com quem você ficou, por você ter engravidado de outro homem e pela consciência de toda a verdade. Eu estaria mentindo e prometi não mentir para você. Entretanto eu não posso te culpar ou exigir nada a respeito do que você viveu antes de mim. Quando eu finalmente aceitei que a amava, foi bem ciente de todos os homens que você teve. Prometi que tudo o que me importaria seria a nossa vida daquele momento em diante. Portanto, eu não quero mais falar de Emmett ou qualquer um que tenha passado pela sua vida. Para mim você continua pura como uma virgem. Sei que é um exagero pensar assim, mas eu prefiro. OK¿ Agradeço por confiar em mim a respeito do seu segredo. Mas não falaremos de Emmett ou de qualquer outro. Se eu pudesse voltar ao passado e mudar as minhas ações eu  faria. Como não posso, prefiro pensar na mulher que tenho hoje e não na que conheci há meses atrás.

- OH, Jacob! Eu te amo tanto! Jura que não está aborrecido comigo¿ - Ela perguntou

- Eu não estou aborrecido com você e sim comigo. Eu te fiz muito mal, te disse coisas horríveis e te levei a fazer coisas que a marcaram para sempre. Eu tenho raiva de mim. Não de você, bebê.

- Não seja complacente com meus erros!- Ela disse brava.

- Não estou sento. Só estou dizendo a verdade. – Afastou a cabeça dela do seu peito, segurou o rosto com as duas mãos e depois beijou os lábios, distribuindo selinhos enquanto sussurrava. – Se você não estivesse tão grávida e com problema da placenta descolada, eu a “FU” tão gostoso agora...Tão forte, profundo e rápido! OH, céus como eu queria fazer amor agora. – Continuava distribuindo beijos.

- Assim você me deixa louca. – Ela disse manhosa.

- Ainda temos muitos meses, bebê. Depois que ele ou ela nascer, ainda tem o período do resguardo. Eu já estou tão ansioso agora. Imagina quando você entrar no resguardo. – Ele gargalhou. – Acho que vou comprar uma boneca inflável para mim

- Não ouse, Jacob Black! – Ela o advertiu brincando.

- OH! Está bravinha¿ Tudo bem! Vou dar outro jeito para me aliviar. – Ele disse e ela o fuzilou com o olhar. – Não é isso que você está pensando, bebê. – Continuou rindo.

- Vai me deixar chupar banana¿ - Perguntou arqueando uma das sobrancelhas. E ele deu um olhar tentador. Podia-se ver a excitação com aquelas palavras.

- To pensando seriamente nisso, bebê. – Nesse momento o celular o bolso da sua calça começou a vibrar. – Droga! – Jacob o tirou e atendeu. – Alô!

- Oi! É o Dane! Como ela está¿ - Ele perguntou.

- Está melhor agora. Acabou de ler o documento. Ficou chocada e mal com tanta coisa, mas agora está melhor. Até fez uma piada. – Deu uma risada olhando para Ness. – E o Sr Bristop¿  Como ele está¿

- Entrou na sala de cirurgia agora. Estamos aqui aguardando para ver no que vai dar. – O outro respondeu.

- Dará tudo certo. Nós estamos esperando aqui no quarto. Quando sai o agente Basser estava tratando das coisas lá embaixo.

- Ele me ligou para me deixar a par das novidades. O Sr Preston, Gregory, e os três homens capturados tentando ir para o quarto de vocês foram levados para a delegacia. O corpo do Dr Smith foi levado para o necrotério e a menina, a July, foi conduzida para a casa da Nathaly. A policia vai chamá-la para depor. Eles querem saber até que ponto ela estava envolvida nisso tudo.

- Sabe quem eram os homens capturados¿ - Jacob perguntou

- Os tios da Ness. Provavelmente queriam pegar dinheiros e jóias. Não sabemos ainda.

- Entendo! Mantenha-me informado sobre a cirurgia do juiz, por favor. – Jacob pediu.

- Eu ligo para informá-lo. Tchau! – Disse e desligou

- Jacob o que aconteceu ao Sr Clai¿ Quer dizer o meu avô¿- Ness perguntou angustiada. Havia se esquecido que o homem levou um tiro tentando salvá-la do perigo.

- Ele entrou na sala de cirurgia agora. A família está esperando para ver o que vai acontecer. – Jacob respondeu vendo o seu rosto se transformar em uma face de dor novamente.

- Eu quero ir até lá. – Ela exigiu

- Não é apropriado agora, Ness. Por favor, não insista nisso. Precisamos ficar aqui e esperar tudo se resolver. – Jacob respondeu

- Nada disso! É o meu avô. Eu quero ir lá e ficar com a família. Soube que a filha deles esta morando na cidade com a família, mas eu não a conheço. Também tem o Dane. Eu quero abraçá-lo. Por favor. – Ela implorou com os olhos cheios de lágrimas e ele não conseguiu lhe negar o pedido.

- Tudo bem! Vou ligar para o segurança e pedir que para os seguranças prepararem os carros. Então poderemos partir. – Ela assentiu e Jacob começou a preparar para  a saída.

[...]

Uma hora depois

Jacob e Ness entraram no hospital geral de Forks e caminharam até a sala de espera. O local estava cheio de pessoas. Algumas ela não conhecia, outras ela sabia exatamente quem era. Viu Dane sentado do lado da Sra Bristop de cabeça baixa. A mulher fazia carinho no antebraço e falava algo perto do ouvido.

Quando as pessoas viram os dois chegando, começaram com cochichos e foi nesse momento que Dane e a senhora viraram os rostos para olhá-los. Os olhos de Dane estavam cheios de lágrimas. E Ness mal conseguia conter o choro. Estava sensível demais e aquela cena mexia com seus nervos. Começou a chorar e foi amparada por Jacob.

Dane se levantou de onde estava, caminhou até eles e ficou a meio metro dos dois. Por instinto ela se jogou nos braços dele o abraçou. Ele hesitou por momento. Não sabia se devia lhe mostrar as verdadeira emoções. Não costumava a se mostrar tão vulnerável daquele jeito. Mesmo assim ele a abraçou e beijou o topo da sua cabeça. Os dois choraram por alguns instantes, sendo observado por Jacob e pelas pessoas que estava no local.

- Desculpa... – Ness sussurrou. – Tinha que se desculpar por todas as vezes que foi grossa e pela indiferença. Todo o tempo que ele trabalhou na casa, ela mal notou a sua presença.

- Não tem porque se desculpar. – Ele respondeu.

- Sr Clai... Quer dize o meu avó¿ - Ela engoliu seco e não conseguiu segurar o choro.

- Ele é forte. Não vai deixar uma bala levar sua vida. Já escapou de muitas ao longo dos anos. Tenho certeza que estará vivo para ver o seu bisneto nascer.  – Ele respondeu.

- Eu sinto tanto. Foi minha culpa.Se não houvesse saído do local onde me deixaram. Mas fui estúpida e sai..

- Shiiii. – Ele colocou o dedo nos lábios dela e a calou.

- Sem arrependimento. O vovô sairá dessa e você terá a chance de conviver com ele. –Ele respondeu.

- Mas eu sempre convivi com ele. Sempre esteve lá... Sempre. Só nunca o chamei de vô. – Ela disse.

- Pois você ainda o chamará muito de vô. Ele não morrerá hoje. Eu sei disso. – Ele disse engolindo as lágrimas. Não choraria mais. Não mesmo. Era o suficiente para uma noite. – Acho que tem alguém que também precisa de você. – Ele disse apontando para a senhora sentada. Ela conhecia a Sra Bristop, mas nunca teve intimidade com ela. Sempre que ela ia a sua casa, normalmente em ocasiões festivas, ficava sempre muito reservada. Nunca teve a chance de conversar com ela. Agora que estava ali era estranho. Era a sua avó e não sabia como se portar. Na verdade tinha medo da rejeição. Afinal sua mãe foi uma vagabunda destruidora de lares. Certamente ela achavam que era igual a mãe. Ficou corada com aqueles pensamentos.

A senhora se levantou e caminhou até eles. Olhou para Ness por alguns instantes, sorriu e estendeu os braços para um abraço. Mesmo envergonhada, Ness foi até ela a abraçou. As duas choraram em silêncio, enquanto as pessoas observavam a cena. De soslaio ela viu Alec, Jane, Demtri e Felix Volturi no canto da sala. Não entendeu absolutamente nada. “O que eles faziam ali¿”. Ouviu Jacob bufando ao olhar para eles. Sabia que estava desconfortável.

- Eu sempre quis fazer isso, minha querida. – A senhora falou em seu ouvido enquanto a abraçava.

- É tão bom ter uma avó. É estranho, sabe¿ Eu me sinto diferente com seu abraço. A senhora Alice me abraçou algumas vezes, mas não me senti desse jeito. Parece que estou em casa pela primeira vez na vida. – Ness respondeu.

- Alice é um pouco fria com sentimentos. Ela até tenta parecer doce e amável, mas no fundo é ressentida demais pela morte do filho. Talvez por isso nunca conseguiu transmitir amor de verdade. Ela fingia, mas não sentia realmente. Não que ela não gostasse de você. Você é sobrinha neta dela. Mas não a neta, entende¿ - Ela perguntou.

- Eu entendo. – Ness respondeu. – Ela deve culpar a minha mãe e a mim pelo que aconteceu com o filho.

- Ela não culpa, mas não pode deixar de se ressentir com isso. – A Sra Bristop respondeu.

- Quando a vi tive certeza que era a minha avó. Alguns traços do seu rosto são parecidos com os meus. Mas agora, vendo a senhora de perto. – Ness disse.

- Eu já fui muito bonita. Hoje estou muito idosa e enrugada, mas um dia eu fui bonita como você. E realmente você tem alguns traços da sua mãe. Saiu um pouco misturado.- Ela confirmou.

- A senhora tinha raiva da minha mãe¿ - Ness nem sabia o motivo daquela pergunta. Ela saiu sem perceber.

- Eu tinha pena. Ela tinha tudo, menos o que ela queria. Era infeliz, a pobre. – A senhora disse com doçura e ela se deu por satisfeita. – Eu quero te apresentar a minha filha, Amanda. – A senhora apontou para o local onde estavam várias pessoas. Uma mulher com enormes cabelos negros, olhos azuis e os lábios carnudos como os dela se dirigiu até elas. Junto com eles estavam os Volturis.

- Olá! – A mulher disse para Ness. Ela ficou observando e viu que de alguma forma estranha eram parecidas. Havia uma leve lembrança no semblante dos rostos.

- Essa é a sua tia Amanda Volturi. – A senhora Britopo disse e Ness engoliu sego.

- Volturi¿ - Ela olhou para o lado e sentiu um frio na barriga.

OH! Céus, não! Não!

- Eu não mordo querida. – A mulher disse para Ness, que continuava olhando para Alec e os outros.

 – A senhora é a mãe de Alec¿ Eu pensei que sua família estava na cidade porque o pai dele havia arrumado um emprego aqui.

- As pessoas nessa cidade falam muito. E é verdade que Aro arrumou um emprego aqui em Forks. Eu há muito tempo pedia para virmos morar perto dos meus pais. Meu pai estava com câncer e precisou fazer um longo tratamento. Graças a Deus foi tratado logo no início e está curado. E por isso queria passar mais tempo com ele. Eu mudei de Forks com dezesseis anos, quando fui para a universidade em Princeton e não voltei mais. Certamente as pessoa aqui nem se lembravam que o Juiz tinha uma filha.

- É verdade. Nunca o vi falando sobre os filhos. – Ness afirmou.

- Está tão desconfortável, queria. – Amanda abraçou Ness, que se sentiu ainda mais culpada.

- Ela está assim por causa de Alec. – Dane disse e ela ficou mais vermelha do que camarão. Seu rosto queimava de vergonha e só conseguia olhar para o chão. Alec se aproximou deles e a cumprimentou.

- Oi, Ness! – Ele estava bem sério enquanto falava.

- Oi, Alec! Como vai a Tanya¿ - Ela perguntou casualmente.

- Terminamos. Pensei que sabia. – Ele respondeu.

- Minha vida anda muito agitada nos últimos meses. Não tem dado tempo para fofocar. – Ela respondeu.

- É que legal! – Jacob disse num tom sarcástico. – Ganhou um primo no pacote. Ótimo! – Virou o rosto e bufou novamente. Nunca gostou de Alec e o fato dele ter entrado para a família não mudava a coisa.

- Você sabia¿ - Ness perguntou olhando para eles. Todos se olharam constrangidos. Amanda e a Sra Bristop não entendiam o motivo daquele clima.

- Dane me contou. – Jacob respondeu sem graça. Ela virou para Alec e fez a mesma pergunta.

- E você¿ - Arqueou a sobrancelha e se sentiu tonta. Quase caiu e foi amparada por Amada e Dane que estavam perto.

- Soube pouco tempo depois que começamos a namorar. Dane conversou comigo e me pediu segredo. Ninguém podia saber de nada. Por isso eu sempre ficava estranho quando...

- Aimeudeussss! Você namorou a sua prima¿ - Amanda perguntou de forma severa para ele. A família Bristop dava muito valor a certas coisas. E uma delas incluía sexo e namoro entre primos. A mulher fuzilou o filho, que ficou totalmente sem graça.

- Não aconteceu nada de mais, mãe. Tá¿ Eu não fiz nada com ela. Não precisa ter uma crise aqui.

- Olha como fala comigo, mocinho! – Ela o advertiu.

- Calma, Amanda! – Aro se meteu na conversa e pediu. – Eles são apenas jovens.

- Jovens¿ Eles são primos. – Ela disse brava para o marido.

- Mãe, nós não transamos! Não me mata de vergonha na frente de todo mundo. – Alec estava ficando vermelho de vergonha. Dane levou Ness para o banco e a ajudou a sentar. Jacob passou por Alec e o fuzilou com o olhar. Os Volturis continuavam a discutir, enquanto ele tentava acalmar Ness.

- Você está bem¿ - Ele perguntou.

- Só envergonhada. – Ela abaixou a cabeça para não encará-lo. – Eu queria enfiar a cabeça na privada.

- Você não fica bem fazendo drama. Pior ainda quando tenta se fazer de mocinha inocente. –  Dane disse rindo para ela.

- Isso é uma piada¿ - Ela perguntou arqueando uma das sobrancelhas.

- Era para ser, mas eu sou péssimo de piadas.  – Ele respondeu.

- Aimeudeus! Você fez uma piada.  – Ela começou a rir e bateu no braço dele. Pode deixar em pouco tempo você ficar descarado como Jacob e eu. Não é, amor¿- Ela perguntou para Jacob.

-Não duvido nada disso. – Jacob respondeu rindo.

- É estranho isso tudo. – Ela falou olhando hora para um, outra para o outro.

- O que é estranho¿ - Jacob perguntou.

- Antes eu não tinha ninguém. Perdi o meu avô e Esme, ai eu ganhei um marido tão maluco quanto eu, agora eu ganho um irmão, avós, tios e primos. E ainda tem os bebês... – Ops, ela falou demais e se calou. Jacob fingiu não ter entendido. Sabia que a gravidez não era normal, mas preferia não comentar sobre o assunto. Queria a surpresa no final das contas.

- Agora você tem uma família grande. Não pode reclamar de nada. – Jacob disse.

- Também tem uma cunhada. – Dane completou.

- Uma cunhada¿ Nossa que babado! Eu quero saber de tudo! Quem ela é, onde mora, o que faz, se e bonita...  – Ness começou a tagarelar e nem deu chance de Dane abrir a boca para falar nada. O tempo foi passando e não se deram conta da cirurgia que ainda transcorria.

[...]

Dois meses depois

- Eu gostaria de me desculpar por ter passado tanto tempo afastada, Bella.- Ness disse observando a prima com a filha de quinze dias nos braços. A menina era a coisa mais linda do mundo. Parecia uma princesa com a pele branquinha, os cabeços castanho acobreado, os olhos verdes e a boca rosada. Ela era uma mistura de Edward e Bella, e se parecia com um anjo.

- Eu sei que os últimos meses foram difíceis para você. E que nem deveria estar aqui por causa do problema com a placenta. – Ela afirmou passando uma fralda na boca da filha, que acabara de gofar. – Também agradeço por ter retirado a queixa, por invasão, contra meu pai e meus tios. Eles não deveriam ter feito aquilo.

- Eu não poderia deixá-los presos. Por mais que não prestem, são da família. – Ness disse.

- Eu não fui te visitar porque as coisas ficaram estranhas depois do ocorrido. Os seguranças não deixavam ninguém se aproximar nem do portão. Mas deixei recado com seu novo mordomo. Falar nisso, o que aconteceu com ele¿  - Bella perguntou curiosa.

- Gregory estava chantageando o meu suposto avô. Ele tinha um documento que revelava toda a história e o deu para o Dr Paladino antes de morrer. Por isso resolveu chantagear o Sr Preston, que também estava pagando dinheiro para o Dr Smith segundo o FBI. Acho que o Sr Preston quis dar uma de esperto, mas acabou se ferrando. Ele iria fugir com dinheiro antes que descobríssemos tudo. Foi preso e com ele levou Gregory junto. Já que estava ferrado, resolveu contar tudo. Então a policia investigou o quarto e as contas, descobrindo que ele tinha muito mais dinheiro do que um mordomo ganha. Por isso foi preso junto com o Sr Preston. – Ness disse para Bella.

- E o que aconteceu com a July¿ Soube que ela se mudou de Forks.

- A policia não encontrou nada que pudesse incriminá-la. Ela disse que não sabia de nada e que às vezes comentava algumas coisas com o pai. Vai lá saber a verdade. Só sei, pelo que Nathaly me contou, que ela foi para a Flórida morar com a Irmã da sua falecida mãe. – Ness disse passando a mão na menina. – Ela é calminha, né¿

- É! Você não quer pegar Alice¿ - Bella perguntou.

- Eu já to com a barriga enorme. Fica difícil segurar um bebê. Quando eu tiver os meus e aliviar esse peso, pego a sua filha um pouco. – Ela respondeu.

- Para quando são¿ - Bella perguntou.

- Eu estou com sete meses, mas dadas as circunstâncias a médica acha que não chegarão até o nono. Ela acha que só tenho mais um mês.

- Sua barriga nem está tão grande assim. – Bella comentou.

- A médica disse que vão nascer bem pequenas.

- E Jacob, já sabe¿ - Bella perguntou.

- Não! Ele quer surpresa, mas desconfia de algo. Fica só ouvindo as conversas com a sobrancelha arqueada. Só quero ver o susto que vai tomar. – Ness riu achando graça.

- Você é má com seu marido. – Bella riu

- Não sou má . Apenas cumpro com a vontade dele. Agora mudando de assunto, como vão Emmett, Edward e Rosalid¿ - Ness perguntou, afinal os três estavam em Yale há algum tempo e Edward só voltava as fins de semana para ficar com Bella. Agora com o nascimento da filha ele passaria mais tempo na cidade, apesar do início das aulas na universidade.

- Eu até queria fazer sobre isso e te agradecer. Graças a você vou poder me mudar em breve para morar com Edward. – Bella começou. – Dane cumpriu a sua vontade a adiantou o dinheiro da herança e os apartamentos. Graças a isso Emmett e Rosalie estão vivendo juntos peto do Campus e Edward está reformando um apartamento para nós dois vivermos. Ele me mostrou as fotos do local que Dane e Jacob escolheram. É simplesmente lindo. Não vejo a hora de me mudar. Edward está super empolgado com essa nova fase da vida e eu também. É claro que só poderei começar e estudar em seis meses. Mas isso já é muita coisa. Sem dinheiro para conseguir viver e contratar uma babá nem seria possível. Muito obrigada mesmo. – Ela concluiu com os olhos cheios de lágrimas.

- Eu só cumpri com a vontade do meu avô. Mas Dane pediu para eles não contarem nada aos pais. Assim não precisam se preocupar com eles tentando arrancar dinheiro. Fica entre nós isso. OK¿

- Mesmo assim obrigada! Edward estava com o coração na mão quando se mudou para lá. Nem queria ir, mas agora ele está tranqüilo e pensa em abrir um negócio com Emmet. Rosalie está pensando abrir uma boutique para investir o patrimônio.Todos estão felizes.

- Não sei se eles falaram, mas a parte do Alice eu dei para você e Edward e a do Jasper para Emmett e Rosalie. Acho mas do que justo. – Ness disse sorrindo.

- Emm me falou isso também. Você é uma pessoa boa, ao contrário do que muitos pensam e dizem, e Jacob te ajudou a encontrar esse anjo dentro de você.

- OH!!! Anjo¿ Fala sério, Bella! Você continua sendo muito boazinha comigo. Vamos dizer que estou fazendo coisas boas para apagar as ruins, mas anjo eu não sou. Não mesmo. – Ness gargalhou. – Aimeudeus! Acho que a assustei. – Disse vendo a menina se movendo assustada nos braços de Bella.

- Ela é calminha. Não me dá trabalho algum. Foi só um susto, né filha¿ - Bella beijou a cabeça da neném e Ness ficou com os olhos cheios de lágrimas.

- Você vai no meu casamento¿ - Ness perguntou.

- Não pensa em se vestir de preto novamente, não é¿ - Perguntou rindo.

- Não! Dessa vez é pra valer. Eu quero me casar de branco e receber a benção do padre. Só espero que ele não fale muito. Não quero ter meus bebês sem casar na igreja. – Ela falou. – E  também quero entrar de braços com o meu avô. Ele merece isso.

- Falando nisso! Nossa que babado foi esse, Ness¿ - Bella perguntou.

- É uma história muito longa.

- Eu tenho a tarde inteira. – Bella disse e Ness começou a contar toda a história da sua mãe para a prima, até chegar no ponto em que descobriu que os Bristops eram seus avós e Dane o seu irmão.

[...]

Ness desceu do carro acompanhada do seu irmão Dane e do seu avô. O irmão beijou-lhe a testa e desejou boa sorte. Depois pegou a mão da sua noiva Sarah, que conheceu no hospital durante o período em que Ness estava internada, e entrou na igreja para observar a sua entrada.

- Estou nervosa, vovô. – Ness disse enquanto ela e o Sr Bristop entravam no local. A marcha nupcial começou a tocar. Ela observou toda a cidade esperando a sua entrada. Viu no altar Jacob esperando a com um sorriso imenso no rosto.

No início ele relutou por fazer aquele casamento. Ela o convenceu que deveriam se casar diante do padre para que a união fosse abençoada e a família feliz. Perturbou tanto com aquele propósito que finalmente conseguiu o que queria: um belo vestido de noiva, que realçava a sua beleza mesmo com o enorme barrigão, a igreja todas decoradas com flores brancas, o tapete vermelho a espera da sua entrada, a marcha nupcial sendo entoada pelo velho piano da igreja e o noivo... O lindo noivo vestido com fraque preto a sua espera no altar, com um sorriso enorme de felicidade. Aquilo era o seu maior desejo. Queria que toda cidade presenciasse aquele casamento e os vissem felizes. Que soubessem que havia mudado e agora era uma mulher digna, responsável e seria uma boa mãe de família.

- Não fique! Você está linda e tudo dará certo.- O avô lhe disse enquanto caminhavam. A emoção tomou o seu coração e ela começou a chorar copiosamente. Não conseguia acreditar que o sonho da sua vida estava se realizando naquele momento. Era o seu amor. O que sempre esteve em seu coração lhe esperando para lhe receber como esposa diante de Deus. Ela transbordava de felicidade e emoção, e todos os convidados podia ver o tamanho daquele amor em cada passo que dava com seu avô. A essa altura a fofoca já havia se espalhado e todos sabiam que Ness Black era a neta do Juiz Bristop. Aquilo era mais um motivo para que a respeitassem e prestigiassem com toda pompa.

Quando os dois chegaram no meio da igreja, Ness sentiu uma forte dor e percebeu a água descer pela suas pernas. – Aiiii! Aiii! – Ela fraquejou e quase caiu. O juiz a segurou.

- Você está bem, minha filha¿ - O Juiz perguntou enquanto a segurava.

- Ai!! Acho que a bolsa estourou, vovô. AIIIIII! – Ela gritou ao sentir uma forte dor e Jacob correu até ela. Em poucos minutos todos estavam rodeando a. Alguém cedeu lugar no banco e o Juiz a colocou lá.

- Amor! A bolsa estourou¿ Oh, céus! – Jacob disse nervoso enquanto segurava a sua mão.

- Eu me nego a ter o meu filho enquanto não me casar diante do padre. – Ela trincou os dentes e depois gemeu novamente.- Aiiiii! Aiiii!

- Vamos para o hospital! – Dane disse e já correu até saída para ligar o carro.

- Não! Eu quero casar primeiro! Eu me nego a abrir essas pernas para o parto enquanto o padre não nos casar. AIIII!

- Amor, você está dando a luz. Faremos o casamento depois. – Jacob tentou argumentar e ela bateu o pé no chão como criança birrenta.

- NÃO! NÃO! E NÃO!!! PADRE! CADÊ O PADRE! AIIIII!

- Calma, filha! Não precisa berrar. Eu estou bem aqui.

- O senhor vai nos... AIIIIIII!AIII! Faz essa dor passar, Jacob! Faz passar! – Ela segurou o braço dele e apartou.

- Vamos para o hospital e o padre vai nos casar lá. – Disse olhando par ao padre. – Não vai¿ - O homem assentiu.

- Tudo bem! Mas se ele não nos casar eu não abro as pernas para o parto. Eu estou avisando, Jacob Black!  - Ela disse com a voz insolente como tom de ameaça.

- Ele vai nos casar! Vamos! – Ele pegou Ness no colo e partiu para o carro. O juiz, para assegurar que o padre iria, pegou-o pelo braço e arrastou consigo para o saída também. Alguns convidados, familiares e amigos, seguiram atrás do casal.

Pouco tempo depois o hospital geral de Forks, que ficava apenas uma quadra da igreja, estava cheia para a cerimônia de casamento de Jacob e Ness.

Ness foi levada para um quarto e deitada sobre a cama. A sua médica, que estava como convidada no casamento, já havia chegado e preparava a sala de cirurgia para o parto.

Os convidados e o padre foram conduzidos para o local onde Ness gemia de dor e apertava o braço de Jacob. A cada contração que vinha, ela cravava as unhas ele e gritava. A cena, se não fosse trágica, seria até cômica, mas se tratava de um parto de risco onde a mãe se negava a participar se não casasse primeiro. Alguns riam achando graça, outros, como a Sra Bristop e sua filha Amanda, achavam fora de propósito. Mas Ness, resolveu fazer birra e não houve jeito.

O padre se posicionou com a bíblia e começou a cerimônia. O problema é que normalmente ele fazia aqueles discursos demorados e fora de propósito. Ness não contava com isso e teve um ataque.

- Adão estava no paraíso sozinho. Deus o criou com amor para ser a sua imagem e semelhança, mas sabia que ele precisava de uma companheira. E da sua costela ele tirou Eva. Ela era a sua auxiliadora e companheira e os dois tinham tudo.

- PADRE! O. SENHOR. VAI. FALAR.DA CRIAÇÃO. DO PECADO ORIGINAL DA EVA. DA DROGA DA SERPENTE... – Ela gritava e cada palavra dizia pausadamente trincando os dentes – AIIIIIII! – Outra contração e Ness gritou.

- Calma, amor! – Jacob pediu.

- CALMA! VOCÊ ME PEDE CALMA! EU TO MORRENDO, JACOB! ESTOU MORRENDO E TENHO QUE OUVIR SOBRE A EVA! ELA É A CULPADA! ELA! EU QUERO QUE ESSA DOR PASSE! AIAAAAAA! – Outro grito e alguns convidados davam risinhos achando aquilo engraçado. Até no momento do parto Ness fazia cena. – E VOCÊS ESTÃO RINDO POR QUE¿ EU ESTOU MORRENDO! E A CULPA É DA EVA!! – Ela apontou para o padre. – ALIÁS A CULPA É SUA, JACOB! A CULPA É SUA! SÓ SUA! AIIIII!

- Padre, faz logo esse casamento antes que ela mate todo mundo nesse quarto. – Dane pediu.

- E a cobra.


- MAS QUE “M”! VAI LOGO PARA A PARTE DO SIM! EU TO MORRENDO!! AIIIIIIII! AIIIII!  - Ness gritava e chorava. As vezes se debatia sobre a cama.

- Tudo bem, meu filho. Acho que ela está um pouco nervosa e....
-PADRE!
-PADRE!
-PADRE!
-PADRE!
-PADRE!
-PADRE!
-PADRE!
-PADRE!
-PADRE!
-PADRE!
-PADRE!
-PADRE!
-PADRE!

Foi um coro de gritos dentro do quarto. Todos concordavam que ele tinha que terminar logo. Ninguém queria ver o bebê nascendo e Ness gritando. Jacob estava tão nervoso que sua pele de morena ficou branca. Enquanto segurava a mão de Ness, parecia mais um fantasmas.

- A mulher tem que ser companheira do marido...

- Pelo amor de Deus, homem! Ninguém quer presenciar o parto dela. Pergunta logo se eles aceitam. Depois disso ela vai ficar mais tranqüila. – O Juiz Bristop exigiu.

- E como sacerdote da igreja.

- Padre, nós já sabemos que o senhor é o sacerdote. – A senhora Bristop disse impaciente.

- Na qualidade de sacerdote da igreja eu pergunto diante das testemunhas. A senhorita Cullen ou Senhora Black, seja lá como for, já não sei de mais nada. – Os presentes torceram o nariz. – É de livre e espontânea vontade que....

- AIIIIIIII! AIIIII! EU NÃO ESTOU AGUENTANDO! EU VOU MORRER! AIIIII! AIIIII! JACOB EU VOU MORRER!!

-Aimeudeus! Está nascendo, olha a cabecinha saindo! – Claire disse colocando as mãos sobre a boca.

- EU ACEITO! ACEITO! ACEITO TUDO! – Ness gritou.

- Eu também aceito, agora vamos para o parto.  Cadê a médica¿ Eu não vou agüentar isso.

- Eu te odeio, Jacob! Isso tudo é culpa sua! É culpa sua!! Você nunca mais vai encostar a mão em mim. Eu juro que entro para um convento.

- Nem para chupar banana¿ - Ele sussurrou no ouvido dela.

- EU ODEIO BANANA! DE HOJE EM DIANTE NÃO QUERO OUVIR FALAR EM BANANAS! TÁ ME OUVINDO, JACOB! AIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII

BUÁ! BUÁ BUÁ!BUÁ!

- AIMEUDEUS!

- Gente alguém chama a médica. – A senhora Bristop dizia enquanto segurava a criança. – É uma menina. Oh, ela é lina!

Os convidados começaram a sair do quarto e a médica entrou com a equipe.

- Sr Black, precisa sair. Temos que fazer o parto as pressas. Acho que vai demorar um pouco e ainda será complicado. Ainda faltam três e acho que o senhor não vai querer estar aqui para ver isso.

- Ele vai ficar aqui sim! – Ness disse. – A culpa é toda dele. Ele fica! – Ela choramingou enquanto Jacob tentava assimilar o que estava acontecendo. Ele via uma médica cortando o cordão umbilical para soltar a filha. Os outros os rodeavam enquanto os convidados saiam. Estava pálido, sem ar e completamente desnorteado, mas o que o deixou totalmente tonto foi o que a Dra disse: “Ainda faltam três...”  Se já havia nascido uma e ainda faltavam três, isso significava que teria quatro Nessezinhas, com o gênio, inteligência, birra e beleza da mãe.

Jacob se sentiu mal. Não conseguiu falar e tudo foi sumindo enquanto tentava simular as palavras – T...r...ê...s – Gaguejou e depois caiu durinho no chão.

- JACOB! “FDP” COVARDE!!!  AIIIII!!!

- Vamos fazer o parto. – A Dra disse e começaram o parto. Ainda faltavam três bebes para nascerem e Ness continuavam a gritar de dor.

[...]

No dia seguinte

- Onde está Jacob¿ - Ness perguntou para a avó. Estava cansada demais, pálida e a única coisa que queria era olhar para o marido e o chamar de covarde. Ainda estava furiosa por ele ter desmaiado quando ela mais precisava dele.

A porta rangeu ao se abrir, em seguida Jacob entrou com Dane e o seu avô.

- Oi, amor! – Ele disse caminhando com um lindo buquê de flores coloridas para ela.

- Eu estou muito aborrecida com você. – Ela disse fazendo bico.

- Você precisa concordar que eu fiquei assustado. Você poderia ter me preparado para isso antes. Imagina o que é para uma pessoa saber que será pai de quadrigêmeas na hora do parto. Pensei que iria ter um ataque naquele momento.

 - Era eu quem estava com as pernas abertas diante de um monte de gente, com uma dor “FDP”, com medo e doida para aquilo passar. Não você. É um traidor e não te perdôo por isso, Jacob. – Virou o rosto de lado. – E saiba que ficarei de resguardo por pelo menos dez anos. Entendeu¿

- HUM!! – Ele ficou pensativo e os outros começaram a rir achando graça. – Você sabe que não vai conseguir, né¿ - Ele disse com sorriso maroto.

- Você não vai falar “PU... rias” na frente da minha avô. Não é¿ Ela é muito velhinha para ouvir essas coisas. – Ness disse envergonhada.

-Eu já passei por isso,querida. – Ela tentou tranqüilizá-la.

- Eu nunca mais quero ter filhos. Nunca mais! A experiência que tive já foi traumatizante demais.

- Imagina se eu vou querer correr o risco de nascerem mais meninas. Já foi o suficiente para mim. Acho que até já estou com cabeços brancos. – Jacob disse rindo. Era maravilhoso ser pai. Um amor que ele não pensou ser capaz de existir. Olhou para as filhas no berçário e se sentiu outra pessoa. Viu toda a sua vida passar diante dos seus olhos e soube que tinha que melhorar em muitos aspectos. Começou a imaginar as meninas adolescentes e senti náuseas naquele momento . Não queria mesmo passar por aquilo novamente. Os pensamentos o aterrorizavam demais apesar da felicidade que sentia. – Uma Ness é bom, cinco Nessezinhas já me deixam a beira do desespero. Agora imagina se vem mais meninas¿ Não! Vamos fechar a firma! Não tenho estruturas para agüentar isso. Acho que até o padre ficou traumatizado.

- Jacob você é ridículo e está me aborrecendo.

- Eu te amo, bebê, mas as vezes tenho que admitir que você é dramática demais.

- Dramática¿ Eu¿ Então vem você passar pelo que passei para ver se é bom para tosse. Vem¿  - Os dois começaram a discutir e a família saiu de fininho enquanto tinham aquela amorosa discussão sobre parto, temperamento e filhos.

Mesmo felizes com o nascimento das filhas, sabiam que sempre seria assim. Sempre viveriam como cão e gatos. Era uma guerra deliciosa de se travar. Os dois adoravam aquele tipo de jogo. Sempre brigavam para depois terem o prazer na reconciliação. Mas ali, no hospital, após o parto, não restava nada além de discutir. Só que eles descobriram, que era muito bem fazer as pazes, mesmo sem o sexo.  Eles se amavam e o simples fato de estarem um nos braços do outro já era reconfortante. Após a longa discussão, os dois se abraçaram, trocaram muitos beijos e riram dos acontecimentos do dia anterior.

Aquele foi o início de um novo episódio em suas vidas. Sabiam que muitas cenas dramáticas, cômicas e românticas ainda estavam por vir nessa “deliciosa Guerra dos Sexos”. Fariam isso com muito amor e companheirismo nessa nova trajetória que se apresentava.



Notas finais do capítulo

Nota Glau

Vamos começar a nota final lendo a musiquinha do nosso casal ternurinha. Kkkk Ela é super cafona, mas combina demais com eles
http://www.youtube.com/watch?v=ijN5ecKZGos
Pergutaram pra mim
Se ainda gosto dela
Respondi tenho ódio
E morro de amor por ela
Hoje estamos juntinhos
Amanhã nem te vejo
Separando e voltando
A gente segue andando
Entre tapas e beijos
Eu sou dela ela é minha
E sempre queremos mais
Se me manda ir embora
Eu saio lá fora
Ela chama pra trás
Entre tapas e beijos
É ódio, é desejo
É sonho, é ternura
Um casal que se ama
Até mesmo na cama
Provoca loucuras
E assim vou vivendo
Sofrendo e querendo
Esse amor doentio
Mas se falto pra ela
Meu mundo sem ela
Também é vazio

Gente, eu estou terminando mais essa fic com muita saudade. Foram quase dois anos escrevendo todas as semanas. Tive uma parada por causa da Tendinite, mas mesmo assim nunca fiquei completamente afastada. Hoje, em todo esse tempo, é a primeira vez que eu vou postar o final de um cap sem dar a prévia da proxima fic. Pois é! Acabou! Cheguei ao fim de uma longa e boa caminhada. Confesso que sentirei falta de vcs, dos comentários e das mensagens. Mas o momento é para eu ter um tempo para mim e relaxar um pouco.
Peço que não me mandem MPs pelo Nyah. Se quiserem me enviar mensagens, deixe no quadro de recados do blog ou enviem emails. Eu nao entrarei no Nyah por um longo tempo.
Estou com a minha lista de leitura bem atrasada e pretendo tirar as proximas semanas para ler “alguns”, diga-se quase 30, livros que comprei e que nem abri ainda. Posos até demorar a responder, mas sempre mando uma resposta as mensagens que recebo.
Estou quase chorando ao fazer uma retrospectiva de tudo o que fiz nesse tempo. Foram lingas fics, cenas dramáticas que me fizeram chorar horrores e outras cômicas que me fizeram rir como louca.
Sei que nem todas voces leram todas as fic, mas famos recordar um pouco:
Quem não se emocionou com as aventuras de uma adolescente descobrindo o amor em Sol da minha vida? Se me perguntam hoje qual fic que mais gostei, sem dúvida direi Sol da minha vida. Ela foi a minnha primeira fic e em um momento em que nao sabia escrever. Também foi a menos valorizada e talvez a mais criticada. Mesmo assim eu amei fazer essa fic.
Em simplesmente Jake eu chorei a fic inteira. Quem não se emocionou com os eu desespero com a partida dos Cullens, os longos anos que esperou por Ness e a sua dor ao descobrir a morte da menina. No final, talvez um dos mais surpreendentes, a dor deles com a separação dos filhos, a luta contra os volturis e o final nada ortodoxo em que um lobo e uma vampira conseguem por limites a diferença de raças e deixam o amor falar mais alto. Olha, gente, eu chorei o tempo inteiro. Até hoje quando ouço My Immortal eu me acabo. Foi deliciosa de fazer e pude explorar a minha feia dramática ao estremo.
Depois veio A mentira. Lkkkkk E que mentira, heim? Quem nao roeu as unhas com essa fic? Ness mentiu e sofreu. Jacob a fez sofrer e sofreu. E no final, depois de tantos encontros e desencontros tudo nao passou de uma grande mentira. Foi deliciosa e complicada para fazer. E o final? Esse final foi um dos mais lindos que já fiz. Até hoje eu me emociono ao escutar Roberto cantando a múscia deles. Essa fic, como dizia a minha amiga Leticia, foi muito FO! Foi uma grande ilusão de ótica.
Em alma gêmea, a fic começa com uma pelo dramatico. O nosso mocinho morre no primeiro cap e Ness fica muito doente. Os dois passam anos separados, e o nosos lobinho sem memória, tenta descobrir o seu passado e encontrar a menina dos seus sonhos. E quando ele finalmente recupera a memória, os Cullens estão sumidos no mundo. Em uma busca implacável ele acaba encontrando uma moça chamada Jack Black e se apaixona por ela. O que ele nao sabe é que essa mesma moça é a sua Ness. O reencontro deles é lindo e o final da fic superou todos os limites. Se tem uma coisa que em arrependo, talvez por vcs nao compreenderem o espiroto da coisa, foi de ter matado os dois. Mas isso ja estava planejado desde o primeiro cap. Eles deveriam morrer e se reencontrar como alma gêmeas. Essa fic foi emocionante e supreendente. Assim como as outras, deliciosa de escrever.
Implacável destino eu tentei fazer uma releitura da saga, usando como tema a volta ao passado e a capacidade de mudar o futuro. Criei um Edward vilão e um Jacob insuportavelemente delicioso. Essa fic teve um dos caps mais memoráveis de todos que foi uma semana de amor dos dois trancados no motel. Tambem teve momentos supreendentes como a transformação dos lobos, que nunca foi descrita, a dor da Leah, a impressao de Jacob sob dos PDVs, a luta nos recéns nascidos com vários angulos. Eu tentei fazer Ness sofrer tudo o que deveria ocorrer com Bella e o resultado final foi surpreendente. Foi a fic com o maior numero de caps e palavras que ja fic. E a única fic em que fiz dois finais. Olha, apesar de nao ser a favorita de ninguem, tenho que dizer que ela foi espetacular.
Galope para felicidade explorou uma Ness super corajosa e obstinada e um Jacob super sensivel. Foi uma estória onde a mocinha tomou as rédas e lutou por seu amor. Ela sofreu momento, mas demonstrou sua força e capacidade de buscar os objetivos. Todas torceram peal primeria noite dos dois e se deliciaram com o momento mais intimo do casal. Foi complicado por ser a primeira fic de época, mas alcançou todos os corações sem restrições.
A song fic Vento do litoral é o tipo de estória apaixonante que envolve desde o primeiro cap. Foi desenvolvida para ser romantica ao extremos, misturada com um drama deu um toque especial. Todas choraram com as conversas de Jacob e Ness, e subiram pelas paredes com as cenas quentes dos dois. Quando eles se separaram quase me mataram, é verdade, mas depois ficaram torcendo pelo reencontro que foi lindo.
A herdeira foi uma verdadeira novela mexicana, misturando amor, ódio, vingança e traição em uma mesma fic. Com cenas fortes e muito complicadas, abordou o tema da traição e do perdão. o mocinho viveu um enorme complito entre a vingança e o amor que sentia pela mulher. A mocinha teve que perdoar o marido por todos os erros e por faze-la sofrer propositalmente. Nessa trama deliciosa, os dois acabam se perdoando e descobrindo que o amor valia mais do que as contradições de suas vidas.
Ela também teve uma antagonista totalmente louca, que infernizou o casal desde o inicio da fic e que em um final supreendente se mata para se vingar do ex amante. E o que ninguem esperava era que Jacob fosse preso por seus erros. Mas eu nao queria dar a impressao de impunidade. Afinal todos tem que pagar pelos erros cometidos uma hora ou outra. E ele aprendeu a ser gente da pior maneira possível... O sofrimento.
E ancarnação do pecado por Edward Cullen, trouxe uma narrativa diferente, em uma época em que a religião era levada muito a sério na socieade, e viver um amor era quase impossível com tantas convenções sociais. Essa fic foi a adaptação de um filme que trouxe a estória de Abelardo e Heloísa, e foi simplesmente supreendente do inicio ao fim. Tenho certeza de quem quem acompanhou gostou muito do desenvolvimento em si.

Fiz algunas shorts engraçadas e dramática com as vidas de Seth, Leah e Alice. E todas elas, apesar do pouco público, foram bem aceitas de modo geral.

A FAVORITA sem dúvda do publico foi Opposing Sousl, que abordou amor e conflitos de adolescente de uma forma engraçada e as vezes muito dramática. Também trouxe uma boa abordagem de conflitos familiares, bulling e vandalismo. Eu chorei e ri muito com essa fic. E fiz uma paródia deliciosa da musica do coelinho. Tenho certeza que todas morream de rir com ela. As cenas de amor, passeios e conversas do casal são inesqueciveis para todas nós e há quem diga que essa fic é a melhor de todas.
Agoara chegou o momento de dizer Adeus. Sei que isso parece muito trágico para algumas de vocês, mas tenho certeza que em pouco tempo vocês nem se lembrarão quem foi Glaucia Black.
Quem quiser continuar me acompanhando, basta me seguir no faceboo, blog e twitter. Pois pretendo sempre atualizar o blog e reeditar as fics de Sol da minha vida até Implacável destino.
Sentirei saudade de tudo isso. Já estou quase chorando, para dizer a verdade, e não como nao me sentir vazia nesse momento. Sei no entanto que é hora de desapegar e seguir em frente.
Se algum dia eu conseguir uma editora para lançar um livro eu viso voces.
Quem realmente gostou da fic não deixe de recomendar.
OBRIGADA POR TODO O CARINHO E AMOR DE TODAS VOCÊS!!! DO FUNDO DO CORAÇÃO!! VLW PELOS COMENTÁRIOS E RECOMENDAÇÕES
BJUS NO CORE

PS O EPILOGO EU POSTO NO SÁBADO

Fim
N/Heri: Ninguém mereci tantas revelações bombásticas assim....Só nós..kkkk.
E esses tios ladrões? Gente Emmet foi o 1ª da Ness, choquei! Viram o Dani é maninho dela. A Glaucia acabou comigo com essa cena do hospital. CHOREILITROS!!!
Mas onde ela tira essas ideias loucas de casamento maluco..kkk...me escangalhei de rir desse casamento/parto. É ela traumatizou com a banana mesmo, kkk. E tinha que acabar assim, com briga e beijos. AI GIRLS, EU GAMEI NESSA FIC....ADOREI DEMAIS...GLAUCIA TE AMOoooOOOO

quinta-feira, 9 de junho de 2011


Penúltimo Capítulo - Mentiras

Jacob e Dane seguiram com o plano. Para todos os efeitos Ness continuava internada e sem poder sair do repouso por causa dos ferimentos na perna e no braço. Não queriam causar nenhum tipo de alarme. Era fundamental que o assassino não tivesse o conhecimento sobre o problema com a placenta. De certo, se fosse assim, o plano não funcionaria.

Ela ficou quinze dias no hospital, recebendo somente a visita das amigas, a quem não contou sobre o problema com a gravidez, estudando e mantendo contato com o mundo pelo computador. Aquilo era a única coisa que lhe fora concedida, apesar de seus inúmeros apelos.

Nesse meio tempo as investigações levaram a mais duas mortes. Primeiro a do próprio matador de aluguel, que teve o seu corpo encontrado enquanto a policia procurava o local do cativeiro em Ozette. O segundo foi o da tia de Claire, que segundo as investigações levavam a polícia a crer que fora o mesmo homem que assassinou Sr Paladino. O padrão de ataque fora o mesmo usado naquela ocasião. A policia suspeitava de um amador, devido ao fato dele usar a técnica de um antigo Serial Killer.

Esses novos fatos só faziam a segurança de Ness ficar ainda mais atenta. E dar a Jacob mais vontade de pegar o miserável. Ele podia ser qualquer um. Principalmente o Sr Preston, levando-se em consideração as últimas provas encontradas. Era difícil conviver na mesma casa com o homem, tendo que engolir a raiva e fingir que nada de extraordinário acontecia. Mas Jacob sabia o que se passava. Aquilo só o impulsionava ainda mais para conseguir o que queria.

Ele pediu ajuda as amigas de Ness, sem revelar o verdadeiro objetivo, apesar delas terem concluído que se tratava de uma armadilha, assim começaram a planejar o baile de final de ano. Não seria um baile comum. Bem pelo contrário. Eles queriam ostentar o máximo possível. Assim a decoração da casa imitaria um antigo castelo, com castiçais, candelabros, quadro, tapeçaria e os mais variados objetos que pudessem encontrar. Até contrataram uma decoradora especializada no assunto para ajudá-los. Queria um clima perfeito para a armadilha. Esconderia várias câmeras e microfones em meio a tantos objetos espalhados pela casa. Preparava tudo com zelo, com a ajuda de Dane e do FBI, sem que Sr Preston e o mordomo percebessem em que estavam mexendo.

Jacob despachou o homem para Washington, com finalidade de resolver problemas de uma propriedade da família, e tratou de dar férias ao mordomo logo em seguida. Não queria nenhum dos dois bisbilhotando o local. E aos demais criados, advertiu que não deveriam falar uma só palavra quando eles voltassem.

Quase um mês meio depois tudo estava pronto. Ness fora levada para casa alguns dias antes, quando afirmaram a sua perfeita saúde, tirando o problema na perna que ainda persistia. E divulgaram notas através de seu facebook e Orkut, que ela teria aulas particulares em casa até o término das aulas, pois além de ter que ficar mais alguns dias com o gesso, o seu chefe de segurança achava mais seguro não sair de casa.

A desculpa, apesar de absurda, colou. Afinal todos sabiam que Ness Cullen, ou melhor Black, não se deteria a saracutiar pela cidade mesmo com o gesso na perna. Apesar disso, todos procuraram não especular muito sobre os reais motivos e levaram em consideração a gravidez descoberta que já ia para o quinto mês.

E por falar em gravidez, nos dias que seguiram, Ness começou a sentir os sintomas e passar muito mal. A barriga começava a crescer e já aparecia levemente pela sua roupa, apesar de ninguém dizer que ela estava grávida. E Jacob, como um pai muito zeloso, tratou de obrigá-la a um regime de “engorda” que só fez a mulher ganhar um pouco mais de peso. É claro que para ela aquilo era uma tragédia. Além de ficar acamada por tanto tempo, sabendo que ainda teria muito mais, não podia fazer qualquer esforço, o que fazia o seu ganho de peso aumentar gradativamente durante os dias, ainda era obrigada a comer como uma vaca. “Aquilo realmente era uma tortura”.

O dia que os avós de Ness voltaram para casa, ela já estava toda decorada para a festa que aconteceria em dois dias. E ela, como Jacob “exigiu”, não falou nada sobre o problema da placenta. Procurou agir naturalmente, como se estivesse apenas com o problema na pena e com o pulso ainda machucado, que necessitava da luva ortopédica que colocava e tirava de a acordo com a ocasião. Ela os recebeu bem, e não sentiu nenhuma desconfiança, apesar do estranhamento dos dois ao verem a casa preparada para a festa.

Toda a cidade fora convidada para o evento. Eles foram informados assim que chegaram da viagem. Pareciam desconfortáveis com a situação e a todo momento se esgueiravam pelos cantos para cochichar. Isso Dane e Jacob, que já estavam com as câmeras espalhadas pela casa, viram muito bem. Ficaram ainda mais desconfiados. Mas esperariam até o dia da festa para desmascará-los de uma vez por todas.

E para aumentar ainda mais a desconfiança, o presidente da Cullen ligou para Jacob e o informou sobre uma grande soma de dinheiro que fora requisitada e sacada pelo Sr Preston, que alegou ser para pagar os gastos com a propriedade que foram visitar. Eles então avisaram ao gerente do banco para informa sobre qualquer depósito que fosse realizado. Tinham um documento assinado pelo juiz dando autorização para quebrar o sigilo da conta. Assim ficariam de olho em qualquer movimentação que fizesse. Contudo naqueles dois dias que se seguiram nada ocorreu. Isso só significava que o dinheiro estava com eles. Por algum motivo, obvio ou não, eles não arriscariam tudo o que conseguiram depositando o dinheiro em uma “conta limpa”. Certamente levariam o dinheiro para depositar em nome de “laranja”  ou enviariam para alguma conta fantasma fora dos Estados Unidos... O dinheiro tinha que estar na casa e eles os pegaria em flagrante.

O dia tão esperado chegou.Jacob estava nervoso e Ness muito mais. A principal pergunta que se faziam era: “Vai dar certo¿” Era a difícil de saber se o homem pescaria a isca. Mas tinham que arriscar. Pois segundo o psiquiatra do FBI que traçou o que traçou o perfil do assassino em base dos atos já cometidos, tratava-se de um sociopata perigoso. E espécie como ele não se deteria pela possibilidade de ser preso. Ele faria de tudo para conseguir o seu objetivo. Estava obcecado em Ness Black e aquilo o levaria ao estremo. Porém, por mais bem bolado que fosse o plano, esse tipo de psicopatia geralmente ocorre em pessoas dotadas de muita habilidade e inteligência. Se ele não quisesse ser pego, apenas brincar, faria um jogo interessante sem deixar pistas de quem realmente era. Para um bom entendedor, um pingo e letra e quem costuma brincar com fogo tende a se queimar. Assim, se os seguranças e o FBI não estivessem com total domínio da situação, o homem bem poderia sair da casa dos Cullens com Ness sem ser notado... “Aquele era um jogo muito perigoso”.

[...]

- Tudo pronto! – Dane falou pelo rádio, ainda na sala de vigilância. Observou Ness sentada no sofá no canto da sala. Estava claramente insatisfeita enquanto os homem travavam tudo. Não poderia sair do seu esconderijo. Veria os acontecimentos apenas pelos vídeos de segurança.

- Eu estou aqui com a nossa dublê. A agente do FBI que vocês arrumaram é bem esperta e conseguiu deixar ela parecida com Ness. Os lábios carnudos se passam perfeitamente pelos dela. O a bota ortopédica foi colocada na perna. Com a longa saia do vestido de Elizabeth, a rainha virgem, se passará perfeitamente por um gesse. A barriga postiça também ficou boa. Dá a impressão que ela realmente está com cinco meses ou mais. Ela está arrumando a peruca agora. Quando terminar o figurino parecerá realmente minha esposa. – Jacob disse.

- Já colocaram o grampo nela¿ Precisamos ouvir tudo ao redor. Se ela estiver em perigo, terá que falar o mais baixo possível. Verifique se está bem escondido na roupa e faça o teste antes de terminar o figurino. – Dane disse.

- O agente do FBI já está fazendo isso. – Jacob respondeu pelo rádio.

- Ness está bem¿ - Jacob perguntou preocupado.

- Ansiosa... Fazendo bico por não participar da ação. – Dane respondeu

- Ela precisa se manter longe. Dê ordens expressas aos seus homens para não cederem aos seus encantos. É engenhosa demais e vai querer escapar deles. – Jacob afirmou olhado para a mulher sendo arrumada para festa. Estavam em seu quarto, tentando fazer tudo da forma mais discreta possível. Não queriam que o Sr Preston e sua esposa percebessem o que se passava ali. Foi complicado levar aquela gente pela entrada dos fundos até o quarto, enquanto distraiam os dois.

- Quando ela estiver pronta quero que desça com ela. Peça para ela fingir que está roupa por causa de um resfriado e falar o menos possível. Mantenha as suas amigas longe dela a qualquer custo. Eu me juntarei a vocês e ficarei ladeando. – Dane disse.

- Seguiremos com o plano¿ - Jacob perguntou.

- Sim! Por volta das onze horas, depois que a casa estiver lotada, você vai cochichar algo no ouvido dela e dar uma desculpa para se afastar. A essa altura eu já estarei longe de vocês. Avise para ela ir para a casa da piscina, pegar a chave embaixo do tapete e entrar. Ficaremos de olho o tempo todo. Na casa tem microfone e câmeras. Estará segura.

- OK! Me diz que isso dará certo¿ - Jacob perguntou preocupado.

- Tem que dar certo. – Dane respondeu olhando para Ness, que nesse momento se sentara em frente aos monitores. Ela observava as pessoas chegando para a festa. Estava mal por não poder comparecer. Fazia cara de bocas. Parecia uma criança contrariada.

- Vamos descer em cinco minutos. A nossa falsa Ness está pronta. Só falta o seu perfume para dar um toque. Se o assassino a conhece, sabe bem como é seu cheiro. To indo pegar no banheiro. Nos vemos lá embaixo. – Jacob disse nervoso.

- Boa sorte! Não esqueça que estaremos com vocês. Temos policiais disfarçados de convidados e seguranças por toda a parte. – Dane tentou tranqüilizá-lo e depois desligou

- Ele está bem¿- Ness perguntou olhando para ele. Apesar do homem parecer sempre desprovido de emoção, ela percebeu que algo se agitava dentro dele. Pela primeira vez o via muito tenso.

- Está nervoso, mas dará tudo certo. – Ele afirmou olhando as telas. – Agora o que quero pedir é que se comporte. O seu marido pediu para mantê-la aqui. Mesmo que para isso fosse preciso amarrá-la. Deixarei ordens extremas. – Disse olhando aos cinco seguranças espalhados pela sala.- Que se necessário a amarrem. Então não tente fazer nada. Não saia dessa sala por nada nesse mundo. Entendeu¿ Jacob e suas amigas estarão seguras. Mas se o assassino sentir que é uma emboscada, a coisa ficará bem feia lá fora. Tem muita gente inocente nessa casa. Foi difícil convencer esse povo que seguro vir a festa. O juiz e o delegado tiveram muito trabalho para garantir que o assassino já está morto. – Ele disse em tom severo.

- Eu entendo. – Ela respondeu revirando os olhos. Apesar de saber que o mais prudente era ficar dentro da sala. Não se conformava com aquilo. Toda a emoção aconteceria na festa e ela só veria pelos monitores. Aquilo não era justo. Mesmo assim resolveu acatar as ordens e ficar quietinha...”Pelo menos por enquanto.”

[...]

A casa estava deslumbrante. Não lembrava uma casa clássica e confortável. Os móveis e objetos foram levados para um depósito nos fundos da propriedade, e os ambientes foram redecorados. Estavam em outro século. O ambiente dizia isso. Era fascinante e encantador olhar os quatros que lembravam reis nas paredes. Candelabros, tapeçarias, jarros raros e até mesmo armaduras medievais em alguns cômodos. O tom pastem das paredes foram substituído papéis de paredes com tons rústicos. No meio da sala foi posta uma grande mesa com grande variedade de comidas. Aquilo simulava os grandes banquetes oferecidos pelas nobres famílias dos áureos tempos.

As pessoas andavam pelos cômodos da mansão dos Cullens fascinada com o trabalho realizado. Sentiam-se em outra época. E o fato daquela grande festa ser a fantasia só dava mais brilho a magia ao acontecimento. Muitos, que já conheciam o tema do baile, foram com roupas que descrevia a época da realeza. Assim muitos vestidos longos, a maioria vermelho sangue, podia ser visto pelo salão. As mulheres, assim como os homens, usavam grandes perucas e possuíam o que aparecia de seus rostos mascarados um pó branco, como o que costumavam usar. Pareciam realmente que estavam na corte... “Foi um belo desfile, digno da corte do grande Rei Sol”.

Jacob e Ness foram os últimos a chegar. Estavam elegantíssimos nos seus trajes de Henrique Tudor e Elizabeth, a rainha virgem. As personagens mais intrigantes que a história da Inglaterra já teve, é claro que não estamos contando com os mexericos da vida conjugal de Charles e Diana, sim com uma época que marcou para sempre a história daquela nação. Ness bem poderia ir de Ana Boleta, mas seria de muito mal gosto, uma vez que a faceira rainha perdeu a cabeça por suas maquinações. E Henrique, o rei taradão que andava a “pegar”, todas as donzelas e até mesmo casadas do reino, não teve a menor compaixão pelas maquinações de sua rainha... Mudando de assunto, pois a história sórdida da Inglaterra não vem ao caso, o casal estava simplesmente esplendoroso. E a mulher que foi contratada para o papel de Ness, uma modelo muito bonita e com uma bocarra Alá Angelina Joli, não fez nada feio com o papel principal.

Tirando o fato da modelo ter uma classe nata ao desfilar de mãos dadas com Jacob, quem não conhecia profundamente os “maus hábitos” de Ness, como andar de forma faceira e rebolativa, não perceberia a diferença na sua dublê.

A mulher,como combinado, fingiu-se de rouca e conseguiu levar a maioria das pessoas no bico durante a festa. E Jacob estava sempre ao seu lado de forma protetora, sendo escoltado por Dane.

[...]

Na sala de vigilância os cinco seguranças e Ness observavam a cena que se passava nos monitores, assim como ouviam as conversas dos seguranças nos canais de comunicação dos rádios.

Realmente parecia que o criminoso estava a vista. Viram mais de uma atitude suspeita durante a festa e alertaram os seguranças que estava nos corredores.

Perto da escada alguém rondava e tentava subir. O homem era alto, tinha os cabeços grisalhos e usava uma máscara branca. Ness, vendo a imagem, reconheceu o andar, mas não se lembrava bem de quem era. O líder alfa 1, responsável pela sala de vigilância e previamente orientado por Dane, ordenou ao homem que estava perto do local que se afastasse e desse a oportunidade do homem prosseguir. Eles deveriam deixar ir o mais longe possível para dar um flagrante. Aquela era a ordem

O homem aproveitou o ensejo e subiu rapidamente pelas escadas como um gato de rua cheio de habilidades.  – Fica com ele! – O alfa 1 ordenou para o segundo vigia.  – Tem outro suspeito.

Enquanto o vigia acompanhava os movimentos da raposa, o outro observava alguém tentando subir pela escada oculta nos fundos da casa. Era uma passagem que Ness costumava usar para fugir ou trazer alguém que o avô não desejava para dentro da casa. Eles observaram enquanto o homem vestido de vermelho, com uma enorme peruca cinza entrou pela porta e caminhou até a escada secreta. O alfa 1 ordenou ao segundo homem que observasse o desenvolvimento da situação, enquanto passava para outro suspeito. – Fica com esse. – Disse.

Ness ficou tonta observando aquilo. “O que significava realmente¿” Pelos monitores que acompanhavam  podia observar quatro pessoas com atitudes suspeitas. Um, inclusive, tentou escalar as janelas do seu quarto. “Será que tinha tanta gente querendo vê-la morta¿”  Pensou horrorizada.

- Observa aquele! – O alfa1 ordenou para o terceiro homem. E depois deteve seus olhos no quarto. – Alfa 1 para água! Pode me ouvir¿ - Ele chamou Dane.

- O que se passa¿- Dane perguntou.

- Temos uma situação complicada.- O homem disse. – Quatro pessoas tentam invadir o ninho. Repetindo! O ninho do pardal está sob ameaças. Temos gaviões tentando chegar ao ninho.

- Acione a equipe das raposas. – Dane falou  e ficou ouvindo as ordens.

- Alfa 1 para as equipes raposas. – Ele falava para os seguranças que estavam fantasiados como convidados. – Temos coités tentando chegar no ninho do pardal. Segam para o ninho do pardal. O primeiro está tentando escalar pela janela dos fundos. O segundo foi pelas escadas. O terceiro está usando a passagem secreta e o quarto usou a passagem secreta que fica na cova do leão.

Todos os seguranças acionados começaram a se mover discretamente até os seus alvos. Pelo que haviam ouvido, quatro pessoas tentavam chegar ao quarto de Ness. Isso só podia significar que se o assassino fosse um delas, não havia engolido a falta Ness. Sabia perfeitamente quer era uma dublê e que a verdadeira estava a salvo. “E qual melhor lugar do que o próprio quarto¿”


[...]

- Hora do pardal deixar sua fêmea. – Dane falou no comunicador e todos que ouviam as escutas ouviram a ordem. Ainda havia duas equipes no salão. A equipe dos corujas, cujo papel era observar as pessoas e colher informações, e a equipe do FBI.

- Amor, eu vou tomar um conhaque. – Jacob disse no ouvido da dublê.- Algumas pessoas observaram. Sabiam que se tratavam dos anfitriões. E sabiam que algo estava ocorrendo. Nunca viram Ness tão quieta em uma festa. Era algo a se observar e todos esperavam que algo importante acontecesse aquela noite. A mulher assentiu graciosamente com a cabeça. As amigas de Ness que conversavam divertidamente no canto, observaram os gestos que ela fez com as mãos e cochicharam. As corujas perceberam e deram o aviso.

- Coruja 5 para águias. As araras já estão dando com a línguas nos dentes. As araras á estão tagarelando.

- Águia para filhote de pardal. Hora de se mover. Batas as asas e vá fazer o seu passeio. – Dane ordenou e a mulher começou a andar, simulando o problema na perna. É claro que a bota ortopédica ajudava, mas era desconfortante. Era observada por todos enquanto andava. Pegou um ponche na pesa e começou a beber. Dirigiu-se para o jardim e depois caminhou até a casa da piscina.

Sentia sua respiração fraquejar. Quis correr, chorar e gritar. Sabia que a qualquer momento alguém viria em seu encalço. E apesar de saber que havia segurança em todos os locais, não se sentiu devidamente protegida... “Não valia a pena arriscar a vida mesmo por tanto dinheiro.”

[...]

 O home chegou a festa bem cedo, misturou-se aos convidados e começou a conversar sobre o seu trabalho. Era uma pessoa muito bem requisitada e importante na cidade. Sua reputação era exemplar. Considerado um bom cristão, um pai de família adequado apesar das adversidade e um excelente cidadão. Ninguém, nem em seus piores pesadelos, desconfiaria que ele fosse um homem tão perigoso. Que por trás daquele sorriso perfeito e daqueles cabelos brancos, que dava uma certa respeitabilidade e charme, havia um sociopata.

Ele conversou com várias pessoas e até comentou sobre o propósito da festa. E vez por outra observava o casal conversando no canto da sala. Seu sangue fervia todas as vezes que ele a via. Queria muito tocar aquela pele. Sua calça estava apertada por causa da ereção pulsante. Estava mais duro do que um pau. E aquilo o levava a beira da insanidade. Precisava de qualquer forma ter aquela mulher.

Sabia perfeitamente que aquilo era uma armadilha. Apesar disso não deixava de ser excitante. Só não tinha certeza, “ainda”,  como faria para chegar até ela. Podia perceber os seguranças com rádio pela sala. E sabia, mais do que qualquer pessoa, que também estava disfarçados no meio dos cidadãos. Começou a ficar impaciente. Cada minutos que se passava ficava inda mais impaciente.

Quando o home a viu se esgueirando para a saída, viu uma remota chance de pegá-la. Era tudo ou nada. Tinha que correr o risco.

Pegou um copo de champanhe e tirou um charuto do paletó. Certamente seria de mau tom fumar ali dentro. Por isso encontrou isso uma desculpa para sair da casa. Sabia que estava sendo vigiado e seria seguido. Mesmo assim faria a sua tentativa.

O homem caminhou para fora da casa e chegou até a piscina. Não estava sendo seguido. Seus instintos diziam isso. Mesmo assim foi cauteloso. Sentou em uma das cadeiras, acendeu o charuto  e começou a fumar. Vez ou outra ele bebia um gole da champanhe. Já tinha visto Ness chegar a porta da casa da piscina, abaixar-se para pegar a chave e entrar. Esperaria alguns minutos ali. Se houvesse algum segurança vindo atrás dela o pegaria. Se estivesse apenas fumando e refletindo não estaria sob suspeitas.

O homem esperou... esperou... continuou esperando um longo tempo e nada aconteceu. Foi acometido de coragem e se dirigiu o mais rápido possível para dentro da casa. Entrou e a viu recostada do sofá. Ela estava com a cabeça tombada para trás e pareceu não notar a sua entrada. Ele tinha quase certeza disso. Caminhou rapidamente, pôs-se diante dela e antes que pudesse gritar o homem colocou a mão na sua boca.

- SHIII ! Silêncio, meu bem! – Ele a levantou, virou a de costas e a abraçou por trás.  – Vamos sair daqui juntos. Você não vai gritar ou fazer nada imprudente. A casa está cheia de pessoas inocentes. Na quer ninguém ferido. Ou quer¿ - Tirou uma arma dentro do paletó e colocou em suas costas. A mulher gemeu de medo. – Agora vamos dar um passeio. Espero que não tenha ninguém nos esperando. Estou disposto a tudo essa noite. Já perdi muito e não vou perder mais.

Ele empurrou a mulher até a porta, abraçava-a por trás com um dos braços prendendo o seu pescoço e com o outro segurava a arma calibre 38 em suas costas. Chegaram até a porta, saíram e caminharam até a borda da piscina. Até esse momento nada aconteceu. Quando chegaram aos jardim, os holofotes acenderam e o homem viu uma barricada de seguranças a sua frente...”Ele perdeu a cabeça”.

[...]

Três homens foram levados uma a sala ao lado da de vigilância.  O quarto ainda não havia sido capturado e o Alfa 1 tentava dar ordens as raposas. De alguma forma ele havia sumido. Não conseguia encontrá-lo nas câmeras de vigilância.  Mas não foi isso que preocupou Ness. Ela viu os monitores que mostravam as câmeras espalhadas no jardim. Muitas pessoas estavam no local e os seguranças fizeram um cerco. Outras, que ouviram os burburinhos e viram a correria também foram ver o que se passava. Lá havia um homem de terno preto, máscara que cobria todo o rosto e cabeços grisalhos. Ele segurava a sua dublê, apertando-lhe o pescoço, e pelo que tudo indicava, estava com uma arma em suas costas.

Ness viu Jacob e Dane junto com os homens no inicio das negociações. Sentiu-se ansiosa demais e quis ir lá ver o que  se passava. Ela aproveitou a distração dos seguranças com as câmeras, procurando o último homem que tentava entrar no ninho do pardal, e saiu sorrateiramente. Quando chegou a porta viu outros dois e conseguiu suborná-los para deixá-la passar. Pediu a máscara a um deles e colocou cobrindo o rosto. Estava com um longo vestido negro, que cobria o gesso em seus pés. Duvidou que alguém, no meio daquela confusão fosse reconhecê-la. E foi até o local do conflito.

[...]

- O que você quer para deixar a minha esposa¿ - Jacob falou calmamente. Enquanto falava, os seguranças tentavam afastar as pessoas, que se aproximavam ainda mais da zona de conflito. Aquilo era um verdadeiro barril de pólvora prestes a explodir.

- Não há nada que eu queira, moleque. – O homem disse em tom arrogante. – Já cheguei ao limite da minha sanidade e sairei daqui com ela, ou os dois morreremos. Tenho certeza que vocês não me deixarão sair daqui com vida.

- Eu só queria entender o motivo disso tudo¿ Seja lá o que a família dela tenha feito ao senhor, acho que podemos chegar a um acordo. – Jacob falou temeroso pela mulher. Deu graças de não ser a verdadeira Ness.

- Não á acordo com assassinos¿ Ou o FBI agora ficou benevolente¿ Acredito que pena para homens como eu somente a morte. Mas eu não morrerei sem ter a minha vingança.- O homem apertou a mulher, que gemeu em seus braços. Já estava chorando de forma desesperada. Não conseguia falar nada. Só chorava. Jacob teve pena dela. Como queria remediar aquilo.  – Eu vou contar uma história que aconteceu há muitos anos. Eu era muito jovem naquela época e aquilo me marcou para sempre.

Eu era um rapaz pobre. Tinha bolsa para estudar na escola de Forks por ser muito inteligente. Estava acima da média dos outros alunos e isso contava ao meu favor.
Eu tinha uma namorada de infância. Ela era a garota mais bonita que essa cidade havia visto. Seus pais vieram para cá quando era criança. Sua mãe muito bem dotada, mas não tinha muita inteligência. Ela fugiu de casa com o namorado ainda adolescente e veio parar nesse fim de mundo.

A mãe dela foi embora quando ela ainda era criança. E ela foi criada pelo pai alcoólatra. Sempre quis ter uma vida melhor e fazíamos planos juntos.
Apesar da minha família ser pobre, meus pais a recebia em nossa casa e nunca lhe faltava um prato quente de comida.

Eu a ensinei a ler, escrever e com o tempo a garota ficou muito estudiosa. E meu pai conseguiu uma bolsa de estudos para ela também. Já nessa época nós nos considerávamos namorados e fazíamos tudo juntos.... Eu a amava... Sempre amei...

Quando entramos na adolescência já éramos mais populares e eu fiz bons amigos. Um dos meus amigos se chamava Billy Black, um indo de La Push que também tinha bolsa de estudos na escola de Forks. E através dele eu conheci Calisle.

Nós três éramos inseparáveis. Fazíamos tudo juntos e eu achei que Carlisle era um bom rapaz. Só que não sabia que ele era apaixonado por minha namorada. Disso eu vim saber tempo depois.

Quando ela estava com dezesseis anos e Carlisle e eu quase dezoito fazíamos planos para ir para Yale juntos. Ela fazia parte do grupo e eu nunca tive motivos para sentir ciúmes. Quando saíamos, Carlisle sempre sobrava, pois Billy nessa época já estava com Sara, e ele dizia que não sentia interesse pelas meninas da cidade... Mas era mentira! Tudo mentira.

Meses antes de nos formar houve um grande baile na escola. Como esse daqui. Um baile estilizado e as pessoas precisariam gastar muito para conseguir as roupas adequadas. Se você lembrar o início da história, eu era muito pobre e não tinha condições de ir ao baile. Fiquei muito ressentido por isso e cheguei a achar que meu amigo me emprestaria uma roupa. Contudo, o gesto generoso de Calisle Cullen, foi com a”minha namorada de infância” Amy.

Todos olhavam espantados. Quem esteve na cidade durante aqueles anos se lembrou da história. Um homem respirou fundo. Sentia pesar em constatar quem era o assassino.

O homem estava com a voz embargada. Por alguns instantes ele se calou e chorou. Depois voltou a sua narrativa emocionada.

Sim! Amy queria muito ir ao baile e tinha bem menos chances do que eu. Calisle deu uma de bom moço e ofereceu a sua roupa. Era o seu primeiro baile e ela não queria perder. Eu, no entanto, era cético demais e confiava no “meu amigo” e na minha namorada. Não achei que eles fossem me trair de maneira tão vil na frente de todos.

Aquela foto que você deu a tia da Claire não mostrava o assassino. O fato relevante nela não era sobre as pessoas que estava presentes, mas o que aconteceu naquele dia.

Eu fiquei em casa pensando na festa. Não dormi e não fiz nada de útil. Na manha seguinte, quando cheguei a escola, percebi que todos estavam falando de mim por trás.  Eu estranhei os cochichos e olhares. Mas o que me intrigava sobre tudo foi a ausência de Amy,

Durante toda a noite eu esperei para ver se ela chegava em casa. Como disso não fiz nada além de pensar e esperar. Olhava pela janela e nada. Simplesmente não a vi. E na manhã seguinte, ela também não estava na escola, e as pessoas me tratavam com pena. Eu precisava saber o que se passava e fui falar com Billy.

Ele ficou me enrolando e não teve a coragem para me contar o que havia acontecido. Era digno demais para fazer fofocas. Disse que eu tinha que esclarecer as coisas com Amy... Só isso.

Mas Paladino e Carter não tinham a menor compaixão. Dois filhinhos de papai. Metidos, arrogantes e inescrupulosos. Começaram a caçoar de mim. Chamaram-me de Corno e depois de muitas brincadeiras  que beiravam ao mau gosto, eles me contaram que o diretor pegou Carlisle transando com Amy em uma das salas.

Veja bem! Amy era virgem, inocente até certo ponto, mas ela tinha muita ambição. Ela sabia que nunca iria para uma daquelas faculdades que sonhávamos. Sabia que seria uma atendente de lanchonete, se tivesse sorte, e não sairia dessa cidade medíocre. Ela mesma havia me confessado esses temores as vezes. Então aproveitou o momento e Carlisle, que mais tarde admitiu amá-la, a seduziu.

Os dois estavam cientes do que cometiam e justamente por isso não deram as caras. Eu fiquei louco! Fui até  a cada dele. Fiz escândalos e brigamos feio. Ali eu jurei que um dia eu me vingaria dos dois.

Dois meses depois Amy, que nem se deu ao trabalho de me dar uma explicação, apareceu grávida do riquinho da cidade. O pai dele, um homem muito digno e justo, tratou de casá-los. E assim como ele fez com a neta agora, fez um testamento obrigando ele a fazer a universidade, com o dinheiro contato, trabalhar e assumir a família.

Eu, por minha vez, terminei o colegial como o corno mais famoso das redondezas. E fui embora ressentido demais com tudo o que aconteceu,

Fui para Yale, fiz a faculdade que queria, fiz pós graduação, especializações e doutorado. Tentei levar uma vida normal, mas não consegui me envolver emocionalmente com ninguém. O complexo de corno era maior do que tudo.

Muitos anos depois, eu já era rico o bastante, resolvi voltar para a cidade e tentar me reencontar. Nessa cidade minha vida foi destruída e achei que aqui eu conseguiria uma forma de seguir em frente.

Quando eu cheguei a Forks, vi Amy linda e jovial. Ela já não era aquela menina pobre e não tinha nada que lembrasse as origens. Calisle havia feito um ótimo trabalho com ela. Era elegante, refinada e com uma altivez natural.

Tentei me aproximar, mas ela se esquivava e na primeira oportunidade que tivemos, na sala de espera do Paladino, discutimos feio e ela me humilhou.

- Você acha que eu me casaria com um pobre sem eira nem beira como você¿ Que levaria a vida que minha mãe levou¿ Que daria o infeliz destino a qualquer um dos meus filhos¿ Eu não amava Carlisle. Juro que não! Mas eu aprendi a amá-lo. Com dinheiro e conforto tudo fica mais fácil. Hoje sou feliz e não me arrependo de ter dado o golpe da barriga. - Foram as palavras cruéis de Amy. Lembro-me como se fosse hoje.

Para completar a minha desgraça, eu conheci Vitória, a filha dos dois, e me apaixonei perdidamente por ela.

Vitória foi a mulher mais fascinante que já conheci. Mais bonita, despojada, sexy, desbocada e sem o menor pudor. Era ainda uma menina, mas tinha fama de galinha na cidade. Até mesmo os homens casados já haviam flertado ou transado com ela. Os jovens rapazes eram loucos apaixonados que rastejava aos seus pés.

Soube por Billy que Vitória era terrível demais e que Carlisle não sabia o que fazer. Nunca soube dar limites a filha. Ela nunca soube ouvir “não”

Aquela altura eu estava completamente insano. Não dormia, não comia e não trabalhava. Só pensava em duas coisas: Destruir Amy e transar com Vitoria. Minhas maiores obsessões até aquele momento.

O meu primeiro passo foi estudar uma forma de matá-la, mas era difícil. E quando tivemos uma oportunidade não a deixei escapá-la.

Era uma grande recepção na casa do prefeito. Toda a cidade estava lá e eu, como um cidadão respeitável, também fui convidado. Resolvi fazer Amy morrer de enfarto. Tinha uma longa experiência devido o meu trabalho e usei uma substância que se usada de mal jeito leva a pessoa a um ataque cardíaco. Depois de algumas horas os vestígios sumiriam. E ninguém descobriria o que fiz. Era bem simples, mas tive um inconveniente.

Eu puxei Amy para um local reservado e ameacei e fazer ume escândalo se ela não fosse. Então começamos a discutir o passado. Ela estava furiosa e quanto ela se distraiu, foi questão de segundos, eu despejei o liquido no seu champanha. Ela voltou a discutir e depois de se cansar foi embora.

Minutos depois Amy teve um ataque e morreu do coração. Ninguém entendia o motivo de uma mulher jovem e saudável morrer daquele jeito. E eu cuidei para que o laudo desse exatamente o que eu queria. Para mim foi bem fácil fazer isso. Só não contava com uma testemunha ocular.

Sara Black viu quando despejei o liquido no copo de Amy. Ela estava passando pela sala. Acho que olhou pela fresta. Não sei ao certo. O fato é que após o enterro de Amy Ela foi até o meu consultório me procurar e me acusou. Nós discutirmos e disse que estava louca. Só podia estar louca. Depois, num ato de desespero, eu a ameacei e ela saiu dali apavorada.

Sara estava com oito meses de gravidez. Eu senti muito por aquilo. Ela e Billy eram mais amigos de longa data. Sabia o quanto qualquer ação minha destruiria ele.
Billy foi um lutador como eu. Ele foi embora da cidade para estudar. Ficou muitos anos fora batalhando uma vida digna. Em conversas que tivemos quando voltei, relatou seu sofrimento todos os anos. A vontade de estar com a mulher amada. O medo de ser tarde demais e a sua covardia. Depois me contou como os dois se reencontraram. A história dos dois foi comovente e muito bonita. Ela foi uma das mulheres mais fieis que vi na vida. Durante anos amargou sozinha a solidão. Não pode se entregar a outros homens e por isso era considerada a solteirona da cidade.
Somente dezesseis anos depois, com uma vida inteira de sofrimento, os dois se reencontraram. Billy pediu perdão pela falta de coração. Pelo abandono e por nunca ter enviado uma palavra de alento. Ela bem que enviou muitas cartas para uma caixa postal que ele manteve durante anos. Eram cartas sofridas e cheias de esperanças. Com o tempo ela parou de escrever. Simplesmente se resignou a solidão.

Quando eu fui atrás de Sara, lembrei-me de tudo o que ele me contou. Senti um peso enorme na consciência. Mas era ela ou eu. Certamente me denunciaria e não podia deixar isso acontecer. Tinha que encontrar uma forma de silenciá-la. Então a segui de carro. Nem entendo como ele a deixou dirigir naquele estado. O fato é que ela estava sozinha, quando não é recomendado para uma grávida prestes  a dar luz dirigir.

Como sempre o dia estava chuvoso demais, as estradas molhadas e perigosas. E para tentar chegar mais rápido em casa, ela tomou um atalho e não pegou a rodovia principal.

Eu a segui muito de perto. Acho que ficou nervosa e a bolsa d’água rompeu. O fato foi que ela perdeu a direção e sofreu um terrível acidente. E eu ainda tive que fazer o parto da criança no meio da estrada.

Quando o socorro e a ambulância chegara, eu aleguei que ela foi ao meu consultório porque sentia dor e esqueceu a bolsa. Então eu a segui para lhe entregar o objeto. Todos acreditaram em mim. Não havia motivos nenhum para não acreditarem. Mas eu fiquei mau. Muito mau. Não consegui encarar Billy naquele dia e muito menos no enterro. Fiquei totalmente na merda. Não dormia mais e culpava Carlisle por aquilo.
Vi Jacob no berçário e a minha culpa só fez aumentar ainda mais. Não sabia o que fazer.

Dias depois eu decidi me concentrar em Vitoria Cullen. Comecei a observar os seus hábitos. Vi ela saindo com vários homens. Era uma verdadeira galinha em todos os sentidos. Mas algo aconteceu e ela se retraiu. De repente arrumou um namorado sério: Brandon Preston.

O namoro de fachada só serviu para encobrir algo ainda maior. Eu sabia que Vitoria queria alguém que não podia ter. Mas não descobria quem era. Simplesmente a vi observando atentamente, dentro do carro, o restaurante onde havia alguns senhores. Nenhum deles se movia e ela ficava impaciente. Resolvi então atacar e me insinuar para ela. Fui rejeitado várias vezes. Ela estava dando em cima de alguém que não conseguia captar.

Uma noite ela estava na boate. Estava muito doida. Bêbeda demais e se acabando na pista de dança. Ali eu a peguei de jeito, levei para um canto e a beijei como um devorador. Nos “FU” ali mesmo sem nos preocuparmos com quem passava. Ela não tinha vergonha ou medo de nada. Depois  saímos e formos para um motel. Transamos umas cinco vezes. A mulher era uma verdadeira profissional. Fazia coisas que deixaria qualquer prostituta envergonhada.

Quando amanheceu, ela se levantou e foi tomar banho. Entrei no Box logo atrás e tentei mais uma, mas ela me expulsou e assim como a mãe me humilhou. E eu, como um bobo, prometi o céu e a terra. Ela ria debochadamente e desdenhava de mim. Chamou-me de velho e disse que quem gostava de velho era reumatismo. Falou barbaridades e me deixou sem a menor cerimônia.

Ali eu jurei acabar com ela. Eu era apaixonado demais. Complemente louco, mas teria que me livrar daquela obsessão.

Passei um tempo fora da cidade. Precisava me recompor. Não conseguia mais viver sem respirar o ar de Vitoria. Eu a seguia, ligava e cheguei a ameaçar. E foi justamente Nessa época que Carlisle quase acabou comigo. Conseguiu que eu fosse transferido para outro hospital e ameaçou a mandar me matar se chegasse perto da filha dele. Chegou a pagar homens para me bater certa noite.

Foram dias horríveis! Mas eu não fui embora. Fiquei escondido e descobri coisas interessantes nesse período.

Coloquei detetive para segui-la, subornei pessoas e decido que só teria paz quando ela morresse. Não havia outra forma. Assim como Amy, Vitoria seria a minha perdição. Não teria paz  enquanto estivesse viva.

Vitória estava casada há um tempo, não estava feliz, apesar de uma filha linda de cinco meses, mas ao que indicava o marido andava puxando as suas rédeas e o pai o apoiava. Mesmo assim vi Vitória saindo com algumas figuras ilustres da cidade. E desconfiei da paternidade de alguns deles. Seria uma ótima oportunidade para fazer uma chantagem. Só que nada de concreto descobri. Carlisle limpou bem a sujeira da filha... Muito bem.

Matar! Matar! Eu passei a pensar nisso com mais freqüência. Estava sem trabalhar há tempos. Não fazia mais nada a não ser observar de longe a mulher que me tirava o sono todas as noites. E foi essa loucura que decidi o que fazer.

Eu conhecia um bom mecânico. Um inescrupuloso o bastante para matar alguém por mim e se calar. Ele só precisava cortar os freios do carro e ela morreria. Foi isso que fiz.

Contratei Nick Uly, pai de Sam, e paguei muito bem. Ele fez um serviço primoroso e Vitória morreu com seu marido em um trágico acidente. Mas eu não contava que a criança sobrevivesse. Queria realmente que todos estivessem mortos e que Carlisle sofresse o que sofri. Não me contentaria com menos que isso.

Nick era ambicioso demais, assim, depois do serviço, mesmo com muito dinheiro no bolso, uma oficina reformada e novos empregados, ele queria mais e começou a me chantagear.

Tive que tomar atitude extrema e contratei um assassino de aluguel. Não paguei muito. Só o suficiente para que se passasse por um assalto a mão armada. E... PÁ! Nick também estava morto. Havia conseguido tirar mais um do meu caminho.

Sam, era diferente do pai, bem diferente por sinal, e descobriu uma velha anotação do pai com meu nome. Ele deixou uma carta testamente em algum lugar, onde contava sobre o assassinato da família da Vitoria. Sam achou o escrito e me procurou. Eu disse que estava louco e ameacei a processá-lo. Tive que tomar medidas extremas também e mandei matá-la junto com Jacob.

Ai você se pergunta. Por que eu¿ Não é Jacob¿ Você tem o que eu quero, você me faz lembrar todos os dias os seus pais. O como fui injusto com eles. Os dois... Billy também. Eu ia me esquecendo de mencionar Billy.

Quando voltei para a cidade, nós voltamos a ser amigos. Tudo ia bem até o dia que seu pai teve a infeliz idéia de se desfazer das coisas de Sara. Ele as manteve intocadas todos esses anos. Justamente agora inventou de se livrar delas. E nisso, ele achou o seu diário e começou a ler. Só que a sua queridíssima mãe, resolveu anotar sobre o meu ato contra Amy e Billy leu no diário. Então não me restou nada além de jogar o seu carro de um precipício. Apesar de ser meu amigo, não o deixaria acabar com a minha vida.

Agora vamos falar de Alice e Jasper... Aquela baixinha era malditamente inteligente. Não é que ela teve a idéia que a policia não teve. Pois é! Alice descobriu através da empresa responsável pelo GPS do carro da Esme, que o carro foi na oficina de Sam, no hospital de Seattle e no meu consultório em Forsks

Ela foi me procurar, procurou Sam e procurou o mecânico, que na verdade era um matador de aluguel, para fazer perguntas. A baixinha descobriu um exame de coração que Carlisle fez e me consultou sobre o resultado. Estava desconfiada. Revirou até achar uma ligação. E para completar, descobriu que Carlisle era meu inimigo. Agora você imagina o meu susto quando ela começou a me falar das suposições¿ Eu me fingi de inocente, mas tive que mandar matar os dois e pegar todas as pistas do quarto dela, do namorado e dos armários na escola. Deu um imenso trabalho pegar tudo antes da policia. Mas eu consegui.

Voltando para Carlisle, eu queria atormentá-lo antes de acabar com sua vida. Uma pequena travessura que fiz foi alterar o resultado dos seus exames. O homem achou que morreria do coração. Acredita¿ Tanto é que fez logo um testamento. Mas foi só uma travessura. O único problema foi que no laudo do exame estava o nome do médico. Eu esqueci de colocar outro nome. Cometi um erro terrível e ele foi me procurar após fazer uma contra prova. Estava furioso e ameaçou a me processar. O homem foi para Seattle se consultar e ai descobre que justo o médico que ele queria evitar assinou o seu laudo. Foi engraçado, mas não consegui o que queria... Que pena.

O meu plano era matar todos e deixá-lo sofrendo... É claro que antes eu tranzaria muito com sua mulher. Essa é uma idéia bem tentadora, sabe¿ Queria que Esme tivesse o mesmo fim da filha. Coloquei o assassino na oficina de Sam, ele tinha um afair com uma das amigas da Ness, e assim descobria tudo sobre eles. Foi assim que ele soube que Esme estava com problemas no carro e se ofereceu casualmente para verificar. Ela não aceitou de cara, mas no dia que precisou ligou para ele ir ver o carro. Foi um dia antes do acidente. Ele fez uma leve fissura nos freios cautelosamente, para que ele se rompesse por completo quando o carro ganhasse velocidade.

Eu fiquei muito triste por Carlisle está junto, mas tudo bem.

AH! Eu também matei a tia da Claire e o Paladinho. Foi bem legal usar técnicas que li em um livro de criminologia. Com o tempo você aperfeiçoa o método. O primeiro foi mais difícil, o segundo eu fiz mais rápido e tranquilamente.

Bem acho que contei tudo. Ah algo que queira saber¿

- Só tire a máscara e olhe para toda essa gente, Dr Smith. – Disse o delegado Carter.

- HUM! Carter, não me dê ordens. Não está em condições para isso.

[...]

Ness estava ouvindo tudo de perto. Chorou ao ouvir sobre a morte de toda a sua família, além da de Jacob. Era pior do que imaginava. O homem era completamente louco. Não tinha a menor compaixão e mataria a mulher que se passava por ela. deu pois passos mancando na direção deles.

O Juiz Bristop viu Ness no meio das pessoas. Ele a reconheceria em qualquer lugar. Sabia que não devia estar ali. Ele a reconheceria. Mesmo no meio de todos ali, se o homem colocasse os olhos nela a reconheceria. Era impossível não reconhecer com aquela barriga, a luva ortopédica e o andar.

Ela se moveu sinuosamente no meio das pessoas. Já sentia um estranho desespero. Tinha que chegar a ela antes que fosse tarde demais. Nunca permitia que aquela menina morresse. Ele a amava muito. Não poderia perdê-la também. Já havia perdido antes. Já sofrera demais com a morte que veio tão cedo. Precisava alcançá-la.

Viu quando o homem virou o rosto e ficou branco. Parecia não respirar. Ele se deu conta do engano. Da armadilha e de como estava perdido. Não tinha nada a perder e nem medo de ferir alguém.

O homem tirou a máscara e ouviu-se um grito. – PAAAIIIII! – Ele jogou a mulher que estava nos seus braços no chão, esticou o braço e mirou Ness Black. Todos olharam espantados e houve um inicio de tumulto. As pessoas tentavam correr. Houve dois tiros cortando o ar. Ninguém mais respirou.

PÁ!
PÁ!

O corpo do home caiu no chão lentamente. Uma bala o atingiu na cabeça. A moço correu em direção ao pai e se jogou sobre ele. Ela chorou. Estava inconsolável.

Do outro lado do Jardim, Clai Bristop estava caído no chão. Sangrava muito. As lágrimas rolavam pelo seu rosto. Ness mesmo com dificuldade ajoelhou diante dele. Dane, para seus espanto, perdeu a compostura e começou a chorar. Colocou a cabeça do homem no seu colo  e chorou.

- Por favor, meu velho! Por favor, você não pode morrer. Não pode partir agora. Temos tanto  dizer.

- Dane... não entendo... Sr Clai... O que aconteceu¿ - O velho sorriu para ela. Jacob a abraçou e tentou levantá-la. Precisava tirar sua mulher dali. Sabia que ela não podia se emocionar. Podia passar mal e perder o bebê,

- Eu vou explicar tudo, Ness. Vamos para o quarto! Venha, amor.

Nesse momento Os seguranças apareceram com o Sr Preston algemado. Tinham uma mala preta ma mão.

- Olha o que achamos, Chefe¿ Ele tentou fugir com o dinheiro. Foi difícil encontrá-lo, mas conseguimos.

- Vô¿ Por... Por... – Ness Gaguejou chorando. A multidão os rodeou e observava todo aquele drama. Dane no são chão com Sr Bristop e a sua mulher, que já estava ao se lado. Os seguranças com o avô de Ness, que tentava fugir com uma mala cheia de dinheiro. E o médico cardiologista da cidade, morto, com um tiro da na cabeça. Sua filha estirada sobre o seu corpo, chorando de forma inconsolável.

- Eu não sou seu avô! Sua filha de chocadeira! Não sou nada seu! Nada! – O homem disse com ódio.

- Tirem ele daqui!- Ordenou Jacob para os seguranças, enquanto pegava Ness no colo. Ela estava sem forças nenhuma naquele ponto do drama.

- O que acontece¿ O que¿ Por que o Sr Clai entrou na frente da bala¿ Por que Dane está chorando diante dele¿ Por que ele diz que não é o meu avô¿ - Ela já sentia um desespero a consumir. Era tudo mentira. Mentira. Ela sabia. Toda a sua vida foi uma farsa. Sua mãe foi uma galinha. Seu pai nem era o seu pai. Seu avô não era o seu avô. “Quem eram essas pessoas¿ O que representavam em sua vida¿ Será que Vitória Cullen, sua mãe, teve coragem de dormir com o juiz¿ O velho amigo do seu pai¿ O homem mais respeitável da cidade¿ Seria aquele homem o seu pai¿ Minha mãe não prestava. A minha avó também não. O pai de July, Dr Josh Smith é um assassino. Ele até poderia ser o meu pai. O que é verdade? Quem eu sou?”

Naquele momento Ness desmaiou. Ficou completamente atordoada com aquelas informações e perdeu os sentidos. Perdeu a sua identidade e a história da sua vida... Tudo era uma grande mentira... Exatamente tudo.


Nota Glau
E ai gente? Vcs esperavam por isso? Falem sobre todas as impressões. Estou super ansiosa pelos comentários de vcs. Realmente quero saber o que acharam de todo esse mistério.
Eu pensei em abandonar a fic várias vezes, mas bolar isso tudo deu muito trabalho. Passei um mês tentando conectar os acontecimentos até fechar o mistério. Sabia que se deixasse para concluir a fic depois não conseguiria fazer do jeito que queria. Não seria justo nem comigo e nem com vcs. Por isso espera que tenha valido a pena acompanhar até aqui. Essa fic foi muito complicada e trabalhosa. É claro que muitas coisas eu simplesmente cortei. Eu faria algumas cenas das amigas da Ness, pegações, brigas e festas, mas achei supérfluo e que não agregava a estória em si.
Acharam que seria o Dr Smith, o pai da July? Se vcs voltarem ao inicio da fic, a July aparece na escola, de mudança, pouco depois da morte do pai de Jacob e da mudança dele para cidade. O pai dela apareceu poucas vezes na fic e sempre muito solícito.
Carlisle quando fez o testamento achava que iria morrer. E Alice, com sua astúcia descobriu a armação do falso exame e do mecânico que se encontrou com Esme.
Eu fiz um esforço enorme para não deixar pistas óbvias e teve um cap onde eu deixei essas pistas sobre o passado. Disse para vcs pensarem e tentarem descobrir.
Deviam saber que era o amigo de Carlisle que ninguém se lembrava.

Bem acho que até aqui mereço mais recomendações. Não acham? A fic está linda e muito complexa. O meu primeiro e ultimo romance policial...

O próximo cap é o final e quero ver se algum advinha a ligação de Dane, Sr Bristop e os Cullens. Agora a coisa está quase fácil. Kkkk

Obrigada por todos os comentário e um bju no core

N/Heri:  Viram a aulinha de historia básica? Tia Glaucia arrebenta! OMG! Ela está tentando nos matar com esse suspense todo e cena de ação ...Estou sem palavras com tantas revelações, capitulo bombástico. E agora entenderam quem era o avô? E o Dane ? ainda não está explicado. Ah já quero logo o prox...louca pra saber as loucuras da Glaucia...vem muitas surpresas...COMENTEM AI....É O FINAL...DA RECORD PRA ELA NESSE CAPITULO... bjs girls