quinta-feira, 5 de janeiro de 2012




Jogos Vorazes
Autora Suzanne Collins

Olá miguxas! Bem vim falar de um livro que não faz muito o meu estilo de leitura. Todas vocês sabem que gosto de romances bem... Apimentados, se é que posso chamar assim. Kkkk Mas esse é um romance que não tem romance. Como assim, Glau? Vamos tentar entender os aspectos abordados pelo livro e depois vocês poderão tirar suas próprias conclusões. Apesar disso, sinto que meu comentário pode não ser fidedigno e você tenha que ler para realizar sua própria analise da obra.

O livro aborda basicamente as diferenças entre classes sociais. Só o assunto no livro é muito focado. Hoje vivemos em uma sociedade onde poucos têm muitos e muitos têm bem pouco. No livro em questão, os muitos não têm praticamente nada.  Quando digo nada, estou me referindo até mesmo à dignidade. Uma pessoa precisa do mínimo de condições para sobreviver de forma digna. Em circunstâncias poucos favoráveis, as pessoas podem mostrar o seu lado negro e fazer coisas, que não faria em situações normais, como matar por exemplo. Muitos vendem até a dignidade em troca de comida.

O que posso destacar no livro:
  • Os mais fortes acabam sobrevivendo à custa do sofrimento alheio;
  • Os mais fracos precisam encontrar formas para sobreviver diante das condições de vida miserável;
  • Uma vida torna-se insignificante quando matar significa sua própria existência;
  • O caráter de uma pessoa forte pode se manter mesmo diante da morte;
  • Algumas pessoas conseguem viver felizes e até torcer pela desgraça dos outros;
  • Uma pessoa pode tirar forças, mesmo quando não há vontade de sobreviver, com certo estímulo;
  • O amor é capaz de dar forças mesmo diante das situações mais adversas.

Eu poderia enumerar uma lista enorme de características que encontrei no livro, mas por essas vocês podem ver que a coisa é bem séria. E a autora aborda os fatos de forma tão fascinante, que o leitor simplesmente não tem vontade de parar de ler.

O livro me deixou com os nervos a flor da pele. O último que conseguiu me deixar assim foi Sussurro. Contudo, esse teve um diferencial. Não foi o romance e a vontade de ver as personagens juntas que me motivaram a ler. Foi o desejo desesperado de ver a protagonista sobreviver. Em certos momentos tive vontade de chorar e me senti vivenciando todas as emoções dela.

A autora aborda aspectos de sobrevivência na natureza com propriedade, detalhando os pormenores da mocinha na floresta e tentando sobreviver ao inimigo. Enquanto lia, eu pensava: “Será que conseguiria escrever com tanta riqueza de detalhes? Como ela conseguiu isso?”  Esse questionamento me deixou inquieta durante a leitura e em algumas cenas eu mal conseguia deslumbrar os acontecimentos. Foi algo que realmente me surpreendeu e me fez devorar o livro em menos de dois dias. Certamente ela fez uma ótima pesquisa para conseguir trabalhar esse tipo de aspecto.

Bem, eu falei muito da autora e do que me tocou na leitura, mas ainda não falei sobre a estória em si. Vou tentar ser  mais sucinta o possível e não contar muito sobre os acontecimento.

Depois de guerras e conflitos, um território no norte (pelo que me lembro onde ficavam os EUA. Agora não tenho certeza), após guerra e conflitos foi dividido em 14 territórios. Um deles a Capital Pamem e mais 13 colônias. A 13® se rebelou contra a capital e por isso foi praticamente aniquilada. As 12 coloninhas que sobraram, forneciam subsistência para a capital (pesca, carne, vegetais, carvão...).  E para lembrá-las dos tempos de conflitos e tentar mantê-las sob suas mãos, a capital fazia todos os anos uma festa da colheita, onde cada colônia tinha que “ceder” um casal de jovens entre 12 e 18 anos para os jogos comemorativos, chamados de Jogos Vorazes.

Ao ler sobre os jogos, eu me lembrei do império Romano e da política de pão e circo empregada pelos imperadores da época, atirando os gladiadores nas arenas para divertir o povo miserável, que se contentava em receber migalhas a troco de diversão e sangue. Acho que essa foi uma tática muito bem sacada da autora, que é importante frisar.

Por viver sob julgo e não terem condições de se rebelarem contra a capital, durante muitos anos as colônias passaram por esse terror. A autora relata com propriedade as emoções da protagonista,  nesse momento. Ela não tinha medo apenas por si, mas por sua irmã de 12 anos, que tem o nome inserido no sorteio a primeira vez.


 O livro é narrado por uma jovem muito intensa e determinada. Desde os 12 anos Katnis teve que lutar, não só pela sua sobrevivência, como pela da sua família. O seu pai, um minerador, morreu soterrado na mina e sua mãe ficou completamente catatônica nesse período. Com uma irmã pequena para cuidar, ela aprende como caçar, colher frutos e fazer trocas no mercado negro. A vontade de sobrevivência a tornou uma jovem muito forte e destemida, que junto com seu amigo Gale, sustentou a família em um período muito triste de sua vida. A autora relata a mágoa que ela sente da mãe e o amor pela irmã que a leva e se tornar essa jovem tão corajosa logo no início do livro. E nos faz pensar sobre muitas coisas. Eu me vi fazendo uma análise da minha própria vida nos primeiros capítulos e sinceramente não sei se teria sobrevivido ao que ela passou.

O que era improvável acabou acontecendo e a irmã de Katnis foi sorteada como prenda nos jogos vorazes. E em uma cena para lá de tocante, ela se oferece para ir de encontro com a morte do lugar da irmã. E nesse momento a nossa mocinha muda completamente o rumo da sua vida.

Junto com ela, Peeta, um jovem aparentemente muito tímido, mas que se mostra super inteligente no decorrer da trama, é sorteado para os jogos. E a primeira coisa que Katnis tem é medo. Não medo dele em si, mas de saber que ela pode ser sua assassina em um futuro bem próximo. Os dois não são amigos e não convivem, contudo no passado ele a ajudou em um momento muito crítico. O sentimento de gratidão acaba entrando em conflito com o de sobrevivência e o seu primeiro impulso é  de se afastar dele. Contudo, por mais que ela fizesse o possível, durante a viagem para a capital e os dias que sucederam, os dois acabaram se aproximando. E em uma jogada de marketing, acabaram recebendo o título de “amantes desafortunados do distrito 12”. Katnis entra em outro conflito, percebendo ali que há um sentimento forte, outrora desconhecido por Gale. E as coisas são complicadas quando ela começa a sentir afeição por Peeta e medo de magoar o amigo que deixou para trás. Ela sabe que em pouco tempo pode estar morta, mesmo assim seus sentimentos viram um turbilhão em poucos dias.


Durante as apresentações para o público na capital, Katnis acaba virando uma pessoa muito popular, atraindo a atenção do público e ira dos demais participantes. Isso torna a sua vida muito complicada quando chega a hora da verdade e é “atirada aos leões”. Ela é caçada por um grupo que fez alianças e para sobreviver usa todo o conhecimento aprendido nos anos de luta no distrito 12.

É no meio da carnificina, fuga e tentativa de não se tornar um monstro, matando outros participantes, que ela conhece Rue, uma menina de 12 anos que lembra sua irmã e vira a sua aliada.

A entrada de Rue na trama foi o fator diferencial para a reviravolta nos jogos vorazes. Sem saber, Katnis acaba tomando atitudes que levam as pessoas a pensarem suas ações e com isso se rebelarem contra a capital. Não posso relatar o que se passar, porque estragaria a sua leitura, mas devo dizer que foi o momento do livro que me fez chorar. O que posso contar, é que apesar de tudo, nossa corajosa mocinha tentou se manter exatamente como era, não deixando os instintos assassinos e a vontade de sobrevivência mudarem o que era, tornando-se uma pessoa mais corajosa, determinada e com um caráter admirável.

Bem, pelo que contei do livro da para ver que não é um livro comum. Esse não é mais um romance de “mulherzinha”. Ele nos faz refletir sobre vários assuntos, deixando o leitor vidrado na leitura e completamente apaixonado pela trilogia. Ao terminar o primeiro livro o leitor precisa, desesperadamente, de mais.

Se houvesse uma nota para dar ao livro, ele receberia a nota 1000 e a palavra que  uso para defini-lo é REFLEXÃO.

 Mal posso esperar para assistir ao filme, que tem estréia prevista para março. Acho que esse será o filme do ano.


Espero que gostem!

Bjus no core

domingo, 1 de janeiro de 2012

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011




A caminho da sepultura - Night Huntress 01


Gente, essa foi a melhor estória sobre vampiro que já li, sem a menor dúvida alguma. A trama foi muito bem estruturada, mostrando os aspectos mitológicos sobre os vampiros, as personagens são bem construídas e com forte personalidade, os diálogos são inteligentes e divertidos, tornando a trama muito envolvente e deliciosa.

Queria mesmo escrever de uma forma pouco apaixonada por esse livro, mas creio que isso não seja possível. Quando comecei a ler, não tinha noção de quão envolvente seria e como me deixaria ávida por mais acontecimentos. Para terem idéia, eu devorei esse livro em um final de semana. Comecei a ler num sábado a tarde e terminei no domingo, apesar da vista cansada e da dor de cabeça. O mais surpreendente foi que não me senti estafada. Normalmente quando devoro um livro desse jeito, fico estafada de leitura e preciso de uns dias para me recuperar. Com esse livro foi completamente diferente, terminei querendo mais e corri para a net em busca da continuação. Infelizmente ela ainda não foi lançada no Brasil.

Bem, vamos aos pontos que interessam sobre o livro. OK?

Catharine ou Cat é uma mestiça, filha de uma jovem humana violada por um vampiro. Desde criança sempre soube que havia algo errado. Sempre foi muito estranha, sozinha e por viver em uma cidade conservadora, rejeitada pelas pessoas. Com 16 anos sua mãe revela a sua verdadeira estória e a partir desse momento, sedenta de vingança, Cat começa a caçar vampiros na noite, usando o corpo para chamar a atenção deles. Só que os caminhos de Cat se cruzam com os de um vampiro misterioso, que desde o primeiro momento a faz mudar a sua rotina. Ela cai em uma armadilha e é aprisionada por Bones. Ele também é um caçador de vampiros, mas sua motivação principal é dinheiro, é o que podemos chamar de caçador de recompensar ou mercenário.

Nesse primeiro confronto, ele exige saber para quem trabalha e quando descobre que é uma mestiça resolve treiná-la para ser sua parceira. Os primeiros contatos entre os dois não são fáceis, ambos têm personalidade difíceis e o choque é inevitável. Mas depois que Bones começa a ensiná-la suas artimanhas, realizar testes de força, esforço e sedução as coisas começam a melhorar.

Os dois começam a trabalhar em parceria e a cumplicidade aumenta. Ele percebe o quão frágil, emocionalmente, ela é e se apaixona. Ela faz o possível para se manter longe da atração que sente por ele, mas durante a caçada a uma quadrilha de vampiros, Cat passa a correr perigo e é inevitável que Bones se sinta vulnerável com o risco. Nesse momento em diante, a paixão explode e... Leitora solta fogos! Muitos fogos! Shaushausbua. As coisas são bem quentes.

Para ela existe um conflito entre os sentimentos por ele e a opinião de sua mãe, que odeia os vampiros de todas as formas possíveis. E Cat cortará um dobrado para esconder esse relacionamento.

Uma das coisas que gostei no relacionamento dos dois, desde o início, é a forma como ele a trata... “gatinha”. Fazendo uma associação do nome Cat com a sua tradução. As conversas deles são divertidas, os diálogos super bem trabalhados, as cenas de ação bem desenvolvidas e as hots. kkkk Vou deixar para vocês avaliarem. O que posso dizer, é que Bones é do tipo apaixonante. Eu estou louca por ele. Podem me chamar de volúvel se quiserem, mas meu coração agora pertence a ele... Que o meu Jacob me perdoe o deslize. kkkk

Eu não posso contar mais. Acho que já soltei mais do que deveria, com essa minha língua grande. O que posso dizer que esse foi um dos melhores livros que li esse ano e o melhor de vampiro. Tenho certeza que vocês vão gostar do livro e ficarão loucas pela continuação, assim como eu estou agora. Esse é o tipo de livro que deixa o leitor desesperado por mais. Eu terminei com dor no coração. Não vejo a hora de ler o segundo da séria. Estou pensando seriamente em baixar o ebook dele.

Se fosse dar uma nota de 1 à 10 para esse livro, eu daria nota 11. Ele supera o que pode se chamar de bom. E a palavra que usaria para defini-lo é EXCITANTE

Sinopse:

Meia-vampira Catherine Crawfield está indo atrás dos mortos-vivos como uma vingança, esperando que um destes sem batimentos cadiacos seja seu pai- o responsável por arruinar a vida de sua mãe. Então ela é capturada por Bones, um caçador de vampiros, e é forçada a uma profana parceria. Em troca de encontrar seu pai, Cat concorda treinar com o sexy caçador da noite até que seus reflexos de batalha estejam tão afiados quanto as suas presas. Ela está espantada que ela não terminou como o seu jantar- há realmente bons vampiros? Rapidamente Bones a terá convencida de que ser meio-morto não tem que ser de todo ruim. Mas antes que ela possa aproveitar seu novo status de caçadora chutadora de traseiros de demônios, Cat e Bones são perseguidos por um grupo de assassinos. Agora, Cat terá que escolher um lado... e Bones está se tornando tão tentador quanto qualquer homem com um batimento cardiaco.

Trecho do livro

"Você estava fazendo um ótimo trabalho atuando, e eu fiquei confusa. Deus, você pode realmente me culpar? Todos os dias nos últimos seis anos eu estive martelando em minha cabeça que todos os vampiros estavam mentindo, depravada escória, e até agora, a propósito, você é o único que conheço que não é!" Bones deixou escapar um bufar espantado. 

"Você percebeu que isso é a melhor coisa que você já me disse?"

"Tara foi sua namorada?" Ele só voou para fora. Eu engoli uma respiração horrorizada. Bom Deus, por que eu perguntei isso?

"Nunca mais", eu disse rapidamente. "Não importa. Olha, sobre a noite passada... Acho que nós dois cometemos um erro. Inferno, você provavelmente já percebeu que, bem, então eu tenho certeza que você também concorda que isso não deverá acontecer novamente. Eu não pretendia decepcionar mais cedo com Charlie, mas os velhos hábitos custam a morrer. Ok metáfora, ruim, mas você entendeu o meu ponto. Nós vamos trabalhar juntos, derrubar Hennessey e quem mais estiver na sua pequena gangue, e então nós, ah, vamos separar nossos caminhos. Nenhum dano, sem complicação". Ele me olhou em silêncio por alguns instantes. 

"Eu não posso concordar com isso", ele finalmente respondeu.
"Mas por quê? Eu sou como uma grande isca! Todos os vampiros querem me comer!" Um pequeno sorriso tocou-lhe a boca, como eu mentalmente gemia com a minha escolha de palavras. Bones estendeu a mão e acariciou meu rosto.
"Eu não posso simplesmente deixar irmos por caminhos diferentes, Kitten, porque eu estou apaixonado por você. Eu amo você." Minha boca se abriu e minha mente momentaneamente clareou meu pensamento. Então eu encontrei minha voz.

"Não, você não." Ele bufou e tirou sua mão. "Você sabe, pet, que é um hábito realmente irritante que você tem, me dizer o que eu faço e o que eu não sinto. Depois de viver por mais de duzentos e quarenta e um anos, eu acho que conheço a minha própria mente ". "Você está apenas dizendo isso para ter sexo comigo?" Eu perguntei desconfiada, lembrando de Danny e todas as suas encantadoras mentiras. Ele me deu um olhar aborrecido.

 "Sabia que você ia pensar uma coisa dessas. É por isso que eu não disse nada antes, porque eu nunca quis que você me perguntasse se eu estava apenas mentindo para persuadir você na cama. No entanto, para ser brutalmente franco, eu já conquistei você pelas suas costas, e isso não foi por declarar a minha devoção a você. Eu simplesmente não ligo de esconder meus sentimentos por muito tempo".

"Mas você só me conheceu há dois meses!" Agora eu tentei argumentar sobre o assunto, porque negar não pareceu funcionar. Com um sorriso torto em seus lábios. 

"Eu comecei a me apaixonar por você quando você me desafiou naquela luta estúpida na caverna. Lá estava você, acorrentada e sangrando, questionando minha coragem e me desafiando a matá-la. Porque você acha que eu insistia em negociar com você? A verdade é que, amor, isso aconteceu porque você foi forçada a gastar tempo comigo. Eu sabia que você nunca concordaria de outra forma. Afinal, você tinha aquele bloqueio sobre vampiros. No entanto, isso aconteceu." "Bones..." Meus olhos estavam arregalados com sua revelação e com o conhecimento de que ele estava falando sério.

 "Nós nunca iríamos funcionar juntos. Temos que parar isso agora, antes que vá mais longe!"

"Eu sei o que te faz dizer isso. Medo. Você está aterrorizada por causa da forma que as outras pessoas tratam você, e você tem mais medo ainda do que sua querida mãe diria."

 "Oh, ela teria muito a dizer, você pode apostar nisso", murmurei.

 "Eu tenho encarado a morte mais do que eu posso contar, Kitten, e essa situação com Hennessey não é diferente, você realmente acha que a fúria de sua mãe vai me assustar?" 

"Iria se você fosse inteligente." Também murmurei.


terça-feira, 27 de dezembro de 2011


Sinopse: Um amor que passou por cima de várias circunstâncias, para enfim, acontecer. Renesmee é a filha da cozinheira Isabella Cullen e do motorista Edward Cullen. Sua infância foi alegre, com o filho dos patrões, Jacob. Mas essa amizade foi interrompida com a morte da mãe de Jacob, Sarah. Então o pai de Jacob, sem sabe o que fazer, manda Jacob e suas irmãs para um colégio interno e o separa de Renesmee. Mas isso é apenas mais um, na vida dos nossos queridos, pois haverá muito mais coisas para impedilos de serem felizes.


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo
Shipper: JakexNess
Autoras: Beatriz Shepherd, Nelle Mendes, Feh_Bueno

Nota:
Autora: Beatriz Shepherd
Beta do "Prefácio" ao "Capítulo 18": Grícia Ellen
À partir do "Capítulo 19" beta: Fernanda Bueno.
* Primeira fic que escrevo e posto no site, então por favor, peguem leve!
* Todos humanos, nada de lobos ou vampiros.
* Os personagens dessa fic pertecem a Stephenie Meyer (e alguns criados por mim).
* Enredo todo resto pertecem a mim.
* A história é totalmente minha, se alguem plagiar, ta morto! Se quiser postar minha fic em outro local peça por favor minha autorização, odeio que não me avisem nada.
* Agradeço de coração minha amiga/companheira/ex-beta/autora preferida Grícia Ellen por acreditar na minha estória e me fazer também acreditar.

Prefácio


Nunca pude reclamar de minha vida, apesar das dificuldades, ela sempre foi repleta de sorrisos.

Eu vivi praticamente minha vida toda morando com meus pais na mansão onde minha mãe trabalhava de cozinheira e meu pai como motorista. Vivi minha infância toda com o filho do dono, Jacob, ele tinha minha idade, brincávamos pelo imenso jardim de sua mansão, e às vezes quando sua mãe, Dona Sarah Black chegava mais cedo do trabalho, ela ia brincar conosco, eu adorava brincar com ela, ela me emprestava às lindas bonecas de porcelana de suas filhas adolescentes, Rachel e Rebecca e aquilo era a minha felicidade.

Às vezes eu sentia uma ponta de inveja de Jacob, ele tinha tudo o que queria, e ainda sua mãe era como um anjo, linda e super atenciosa, não que minha mãe não fosse tudo isso, mas a senhora Black era incrível, e eu nunca esqueceria a infância mais encantadora do mundo que eu tive, até acontecer uma tragédia.

Quando eu tinha seis ou sete anos, não me lembro muito bem, o Senhor e a Senhora Black haviam ido a uma festa da corporação Black, e eles haviam deixado Jacob com sua tia Sue Clearwater, eu iria dormir lá naquela noite para fazer companhia a Jake, já que Rebecca e Rachel iriam dormir na casa de suas amigas.

Já era tarde e eu e Jake assistíamos a um filme na TV da sala, quando alguém tocou a campainha e Sue foi atender, eu e Jacob estávamos distraídos, então ouvirmos o choro alto de Sue na porta e então me virei e vi Sue sendo acudida por um policial, pude deduzir que era meu vovô Charlie Swan (pai de minha mãe), Sue estava chorando tão sentida e eu me perguntava o que tinha acontecido, Sue sempre me pareceu uma mulher forte, determinada, e nunca a vi abatida, ficava me perguntando o que de tão mal meu avô Charlie poderia ter dito a Sue para ela fica nesse estado ?!

Foi então que ela saiu dos braços de Charlie e olhou para Jacob, seus olhos estavam inchados e tristes, então do nada, ela saiu andando pela enorme sala dos Black e pegou Jacob nos braços e abraçou ele forte, chorando mais forte e intensamente.

Ela pegou Jacob pelo braço e foi o levando até a viatura de meu vovô, eu estava totalmente perdida naquela situação, eu era muito pequena e não fazia idéia do que havia acontecido, foi então que meu avô se aproximou de mim e me pegou em um abraço, beijou o alto de minha cabeça:

Acho melhor você ir para a casa mocinha, já esta tarde. Quer que eu te acompanhe? - disse ele sorrindo

Não vovô, eu vou dormir aqui na casa de Jacob– eu disse.

Acho que não é o melhor momento Nesmee, vem cá, eu te levo!– ele me pegou em um movimento rápido no colo, e me levou até a casa dos fundos onde eu e meus pais moravam.

No outro dia, eu estava na cozinha com a minha mãe, e ela estava muito estranha, parecia que tinha chorado:

Mamãe? O que houve?– perguntei subindo no balcão, onde minha mãe cortava algumas batatas. Então ela deu uma leve sacudida na cabeça, acredito que ela estava distraída, me olhou com seus olhos tristes e me pegou em um abraço forte e ficamos naquela posição vários segundos, até que ela me olhou nos olhos e respirou fundo:


– Nesmee, querida. Sabe a dona Sarah?– ela perguntou nervosa

Sei mamãe. O que tem a dona Sarah?– perguntei inocente, então minha mãe respirou fundo e disse:

Ontem, papai do céu, decidiu que a dona Sarah tinha que se juntar a ele... - ela mal conseguia falar.

Mas, por que mamãe? Dona Sarah é tão jovem.– eu disse entortando a cabeça.

Eu sei Nesmee, mas foi assim que ele quis.

E Jacob mamãe? Ele já sabe que a mãe dele foi morar com papai do céu?

Acho que sim, Nesmee acho melhor...– eu não deixei minha mãe terminar, desci do balcão, cambaleando e fui correndo encontrar Jake, o vi sentado no sofá, havia muitas pessoas na sala, chorando, ele estava sentado ao lado de seu pai, com o olhar longe, deprimido, e seu pai se mantinha sério, ereto, então fui correndo até Jacob, fiquei na sua frente, peguei em sua mão, então ele levantou sua cabeça e me olhou triste, infeliz, era impossível descrever o que se passava em seu olhar, então rapidamente o abracei e sussurrei:

Eu to aqui Jake... – eu disse - fica feliz, ela foi morar com o papai do céu!

Renesmee, ela... n-não, foi pro céu, ela morreu, morreu!!– Jacob começou a chorar, ele soluçava muito e dava muita pena.

Isabella!– gritou Senhor Black, e então rapidamente minha mãe apareceu - leve sua filha, ela esta causando um incomodo a mim, e a meu filho.

Jake... ?– perguntei pra ele, para saber se era verdade, se eu estava o incomodando.
Então ele manteve a cabeça baixa, e entendi que era um sim. Abaixei minha cabeça e segui com minha mãe até a cozinha.

Após a morte de Sarah, Jacob não falava mais comigo, seu pai o afastava de mim, isso me doía muito, Jacob era meu melhor amigo, e sem ele era como se eu fosse apenas metade. Foi então, que meu mundo desmoronou, eu estava com minha mãe e meu pai ajudando a preparar o jantar dos Black, quando minha mãe começou a falar com meu pai:

Edward?– minha mãe chamou meu pai.

Sim? – ele perguntou

Você acredita que o senhor Black vai mandar os meninos pra estudar em colégios nos estrangeiro?– meu coração praticamente parou, então parei para prestar atenção.

Como assim Bella? – meu pai arqueou a sobrancelha.

Ela vai mandar Rachel e Rebecca pra França, e Jacob pra Inglaterra, em colégios internos. Eu estou indignada, no momento em que eles mais precisam do pai, ele faz isso.

Não vamos nos meter na vida dos patrões Bella, apesar de Billy estar fazendo isso, ele ama os filhos.

Ele pode amar, mas não da o valor que eles merecem.– minha mãe disse.
No dia em que Jacob e suas irmãs foram embora, foi uns dos piores dias da minha existência, lembro-me que meu pai iria levá-lo ao aeroporto, eu estava lá fora me despedindo de Rachel, a qual eu era muito amiga, já Rebecca, ela mal sabia meu nome.
Foi então que fui surpreendida por um abraço, o abraço dele, do meu melhor amigo, meu irmão de criação, Jacob Ephraim Black. Ficamos abraçados por muito tempo, então Billy puxou Jacob pelo braço:

Vamos Jacob, vamos nos atrasar!– Billy falou com sua voz alta e grossa, Jacob olhou pra mim segurando ainda minha mão, me passou um objeto e sussurrou, apenas para que eu pudesse ouvir:

Amigos para sempre, lembra?... Eu volto... – ele sorriu, e então seu pai o puxou mais forte e ele soltou minha mão, e entrou na limusine. Então abri minha mão, e vi um lindo colar, era o colar que eu mais amava, e que pertencia a mãe de Jacob, ela dizia que um dia iria me dar.

Era o melhor presente que podia receber, era um lindo colar, com um pingente de lobo, eu achava lindo e agora era meu, agora eu tinha certeza, Jacob jamais se esqueceria de mim.