sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

A infância não vai do nascimento até certa idade, e a certa altura.
A criança esta crescida, deixando de lado as coisas de criança.
A infância é o reino onde ninguém morre.
Edna St. Vicent Millay


Destinada. É assim que considero minha vida, desde pequena, eu sabia meu destino estava trassado, mas, para que tudo isso pudesse acontecer, eu teria que passar por poucas e boas.

Eu estava em minha cama pensando em tudo que havia acontecido em minha vida esses últimos anos. Eu estava com 17 anos, e estava cursando o ultimo ano do ensino médio. Eu ainda morava na casa do fundo dos Black, família onde meu pai e minha mãe trabalhavam. Agora só minha mãe trabalhava.
Pois com a ida dos filhos do senhor Black a Europa, o senhor Black mal ficava na mansão, estava sempre viajando ou em reuniões da corporação Black, Billy mal ficava em casa, e então começou a dispensar alguns serviços, em um deles foi o de meu pai, a notícia não pegou ninguém de surpresa, todos já esperávamos isso.
E então com algumas economias que meu pai tinha guardado, ele montou uma microempresa de limusines, era bem que pequena, e constituía apenas de três limusines, mas já era uma renda a mais para nós.

E com esse dinheiro a mais, meu pai pagaria minha tão sonhada faculdade de artes plásticas, que eu sonhei minha vida toda.
Minha professora de artes da escola sempre me dizia que eu tinha o dom de colocar meus sentimentos em uma tela, e isso era extremamente virtuoso, isso me alegrava demais.

A professora Masen, sempre me elogiava, ela era uma desenhista ótima, mas a vida a fez desistir de seus sonhos, pois ela engravidou, e teve que deixar tudo pelo seu filho, pois seu namorado na época tinha largado, e seus pais tinham expulsado ela de casa, e ela ficou sosinha com seu filho.
Eu tinha muita dó da professora, ela dizia para eu seguir o meu caminho, e não deixar nenhum homem estragar isso. Acredito que ela disse isso, por experiência. Quem ria desses conselhos era Claire, minha melhor amiga, e piriguete oficial, eu contava minhas conversas com a professora Masen para Claire, e a idiota sempre ria. Falava que ela era uma encalhada, que queria que eu fosse também, eu ficava com certa raiva por Claire falar isso, mas fazer o que ela era minha melhor amiga.
Claire era uma menina alegre, mas era muito, vamos dizer, soltinha com todos os garotos, mas Claire era assim por causa do Nahuel, nosso amigo. Ele não ligava pra ninguém, acredito eu e isso deixava a pobre Claire, muito triste, cheguei a pensar que Nahuel era gay, Claire quase surtou quando falei isso.

Mas ela vivia insistindo que Nahuel não era gay, e sim que ele gostava de mim. Mas eu jamais veria Nahuel de outro jeito, a não ser como meu amigo.
Após colocar minhas idéias no lugar, levantei-me de minha cama e fui até o espelho, passei os dedos sobre meu cabelo longo e encaracolado, que estava amassado, por eu estar deitada, arrumei meu cabelo e fui até a pequena cozinha da minha casa.

Meu pai estava em tomando café em nossa pequena com apenas quatro lugares, e minha mãe estava encostada na pia ao telefone. Fui até meu pai, dei um beijo em sua bochecha e sorri:
– Bom dia, papai.– disse sorrindo, e sentei-me à mesa.
– Bom dia, querida.– ele levou a xícara a sua boca, e tomou algo que estava na xícara, que acreditei ser café. - Onde vai assim, toda arrumada?
– Vou pegar meus horários na escola com Claire. E depois vou até a casa de Nahuel com ela, sabe... Ela quer ver o Nahuel. Entende...– fiz uma careta e meu pai ficou meio confuso, e depois assentiu.
– Ah, sim. Entendi.– e então rimos. Minha mãe apertou um botão do telefone, e depois o colocou de volta na base. E se sentou em uma cadeira.
– Ah!– ela suspirou
– O que houve Bella?– perguntou meu pai
– Lauren estava me dizendo que o senhor Black vai chegar hoje, e quer que eu prepare um grande almoço. Pois ele vai convidar uns amigos, pra comemorar.
– Comemorar o que?– perguntei
– A chegada de Rachel e Jacob– Disse ela num suspiro. E então ela pegou sua xícara, colocou um pouco de café - Preciso de um assistente de cozinha, por que eu não vou dar conta de tudo sosinha. Billy despediu minha assistente daquela vez em que as crianças foram pra Europa, porque eu dava conta, mas agora que Rachel e Jacob vão voltar, eu não vou conseguir, concertesa vai haver muitos almoços, jantares e etc..
– Depois converse com o senhor Black, Bella.– disse papai, estendendo a mão para minha mãe, e então ela a pegou e olhou para meu pai e deu um sorriso de lado. Eu ainda estava absorvendo a idéia de Jacob estar voltando. Meu velho amigo de infância, Jacob Black estava voltando.
– Jacob... Está voltando?– perguntei com a voz falha.
– Claro Renesmee! Não esta acreditando?– perguntou minha mãe. Não respondi, mas acabei deixando escapar um sorriso bobo em meu rosto, que logo me denunciou.
– Bom Bella. Você não esta muito contente com a volta dos Black. Mas tem alguém que esta explodindo felicidades aqui...– meu pai falou e então passou seus dedos por meu queixo, e me tirou de meus devaneios. - Não é Nesmee, querida?– Olhei para o rosto de meu pai que estava se segurando para não cair na gargalhada.
– Pai!– eu disse pra ele, então ele não se conteve e começou a rir.
Levantei-me e fui até meu quarto pegar a minha bolsa. Quando passei pela cozinha, meu pai ainda estava rindo, ele estava praticamente se engasgando com suas próprias risadas, enquanto minha mãe estava lhe dando um copo de água. Ela olhou pra mim e disse:
– Não liga pro seu pai, Renesmee, ele é um idiota.– ela deu um tapinha nas costas de meu pai, e então ele parou de rir. Levantou-se da cadeira, deu um beijou no alto de minha cabeça, pegou seu paletó, e deu um selinho em minha mãe.
– Desculpe Renesmee.– disse ele piscando.
– Tudo bem, pai.
– Quer uma carona?– perguntou ele, já na porta.
– Não, tudo bem, eu vou com a minha baratinha.– Baratinha, é o apelido carinhoso que eu dei pro meu Volkswagen 1967, que ganhei do meu pai quando tirei minha carteira.
– Boa sorte. - disse meu pai e então ele saiu.
– Não vai tomar café, Renesmee?– mamãe perguntou.
– Perdi o apetite.
– Renesmee, será que você podia chegar uma hora antes do almoço, pra me ajudar na cozinha? – pediu ela
– Mãe...– disse suplicando a ela.
– Por favor, Renesmee! É só por hoje, eu vou falar com o senhor Black, pra contratar uma assistente de cozinha pra mim.
– Ok mamãe.– eu disse desanimada.
– Ah! Obrigada meu anjo!– disse ela me abraçando, e beijou o alto de minha cabeça.
– Tchau mamãe, Claire deve estar me esperando.– peguei meu casaco e fui andando até a garagem da mansão.
A garagem era enorme, tinha cada carro mais lindo que o outro, aprendi a apreciar carros com a minha tia Rosalie, irmã de meu pai. Eles viviam na casa do vovô Carlisle, em Forks, aqui perto de La Push. Meu pai não falava com Carlisle desde que descobriu que minha mãe estava grávida de mim, pois Carlisle tinha vários planos para meu pai, só que então ele conheceu minha mãe, e pouco tempo depois ela engravidou e os planos de Carlisle, morreram com isso.
Carlisle havia pedido pra eles tirarem o bebê, mas meu pai se recusou a fazer essa monstruosidade. Então meu pai saiu da casa de Carlisle. Carlisle, sem meu pai saber, arrumou um emprego para meu pai aqui na mansão, pois ele era amigo de Billy Black, então viemos parar aqui. Então para ajudar meu pai, minha mãe se tornou assistente da ex-cozinheira da mansão senhora Norman, e pouco tempo depois ela tomou seu lugar e se tornou a cozinheira da mansão.
Um vento gélido passou pelo enorme galpão que era a garagem, e lá atrás no fundo, minha baratinha rosa se escondia, fui andando até ele, passei a mão pelo capô:
– Vê se não me deixa na mão, viu baratinha? – disse a ele.
O meu carrinho era tão velho, que eu andava uma semana com ele, e ficava um mês sem ele. Era triste, eu sabia, mas eu o amava demais. Meu sonho era comprar meu tão sonhado Volkswagen New Beetle, mas por enquanto, era apenas um sonho tolo. Entrei na baratinha, e segui até a casa de Claire, que não era muito longe, ficava na reserva.
Cheguei à casa de Claire, e ela estava em frente a sua casa, com os braços cruzados, e cara amarrada, quando eu estacionei, juro, eu pensei que ela iria me comer com os olhos. E então ela entrou cambaleando no carro, com um salto enorme e me encarou por três longos segundos:
– Pra que essa produção toda Claire?– Olhei para sua roupa. E ela retribui com um olhar mortal.
– Não fala nada tá Renesmee?!– disse ela - Era pra você estar aqui 10hrs00min e agora são...– ela olhou para seu relógio de pulso - São 10hrs10min Renesmee! – Claire era muito pontual quando o assunto era Nahuel. Com certeza ela estava com pressa de ir á escola, por que queria chegar logo na casa de Nahuel.
– Calma Claire, vai dar tempo de ver o Nahuel.
– Não é por causa do Nahuel, Renesmee. É pela sua falta de compromisso.– disse ela
– Sei, sei.– eu disse a ela ironicamente.
Fomos à escola e pegamos nossos horários, e depois e fomos correndo pra casa de Nahuel, chegando tocamos a campanhinha e rapidamente a porta se abriu, como se ele já nos esperasse naquele lugar.
– Nesmee, que bom que você veio... Eh, olá Claire – ele disse.
– Olá... – ela disse com a voz falha.
– Entrem, por favor – ele disse dando passagem e nós entramos e nos sentamos –Nesmee eu queria ter uma conversa com você, bastante séria – ele disse segurando a minha mão e me encarando, na mesma hora vi Claire olhando as mãos entrelaçadas, então soltei a mão dele.
Nahuel era um cara legal, bonito, e sempre que eu precisava, eu contava com ele. Mas ele era muito idiota. Ele não percebia que Claire gostava dele, era tão evidente, que isso me irritava. E então para ajudar Claire, decidi ir embora da casa de Nahuel mais cedo.
 Infelizmente eu não posso ficar – eu disse levantando-me.
– Você tem que ir mesmo Renesmee? - perguntou Nahuel quando eu já estava na porta de sua casa
– Tenho Nahuel, eu tenho que ajudar minha mãe em um almoço lá mansão. Mas Claire pode te fazer companhia. Não é Claire?– perguntei para Claire que estava lá atrás.
– Cla-claro– disse ela gaguejando - Se Nahuel não se importar, é claro.
– Se importa Nahuel?– perguntei a ele. Ele franziu a testa confuso.
– Não, por que me importaria?– disse ele dando os ombros.
E então disse Tchau para Nahuel, e abracei Claire e disse em seu ouvido.
– Aproveita, essa é uma chance única. Agarra seu gatinho.– pisquei e fui correndo até meu \\\"carro\\\", pois estava chovendo.
No meio da estrada, o carro começou a dar uns trancos, e de repente, parou. Desci do carro e peguei meu celular, estava sem sinal. Fiquei me perguntando como iria chegar à mansão a tempo. Então eu não tinha escolha, eu tinha de ir a pé. Iria demorar um pouco, mas era o único jeito.
Peguei minha bolsa e tranquei a baratinha em fui andando. No meio do caminho, um carro passou sobre uma poça da água e por fim me molhou toda e o idiota, ou melhor, a idiota, deu pra perceber que era uma garota e pra piorar, ela riu. Logo após, passou outro carro, mas o motorista, percebendo que eu estava na estrada, passou longe da poça da água.
Cheguei à mansão, meia hora depois do combinado, minha mãe vai ficar uma fera comigo. Quando cheguei, entrei pela porta dos fundos, que dá direto pra cozinha. Quando cheguei, a cozinha estava a mil, Lauren (a nova empregada que o senhor Black contratou) estava ajudando minha mãe, quando minha mãe percebeu minha presença, veio até mim, ela estava com uma colher de pau não mão, juro que eu pensei que ela ia me bater.
– Renesmee Carlie Cullen! – ela disse – eu não te disse pra chegar aqui uma hora antes? Daqui a pouco, é à hora de servir o prato principal, e eu não terminei. Mas ainda bem que vou chegou, vá servir os aperitivos. – ela começou a tagarelar – e por que a senhorita tá toda molhada?
– Bom mãe. Se a senhora deixar eu explico. A baratinha...
– AH! Tinha que ser esse maldito carro. Nem sei por que seu pai te deu aquele maldito carro. Ele mais quebra, do que anda. – disse minha mãe bufando – Anda Renesmee, pega essa bandeja e leva lá pra sala de jantar. – disse ela me entregando uma bandeja.
– Mãe! Eu tô toda molhada!
– Toma isso aqui. – ela me entregou o seu avental – prende seu cabelo que ninguém percebe. – Peguei o avental e o vesti, fiz um coque no meu cabelo. Peguei uma colher e olhei meu reflexo, eu precisava estar apresentável. Eu iria encontrá-lo, ou melhor, reencontrá-lo.
Respirei fundo, e segui até a sala de jantar, ela estava vazia, olhei para trás tentando voltar, mas Lauren estava com outra bandeja atrás de mim. E sussurrou um Vai! Então prossegui com a bandeja até a sala de estar, onde o pessoal estava.
Coloquei a bandeja na mesinha de centro, e olhei em volta da sala. Senhor Black estava sentado no sofá com Sue Clearwater, a viúva de Harry Clearwater. No outro sofá estavaacredito eu, o senhor Uley e do seu lado sua esposa. Em pé encostado na parede esquerda da sala, estava senhor Ateara estava com sua filha, acredito eu, irmã de dona Sarah conversando. E então, encostado na parede do lado esquerdo estava Seth Clearwater, junto de sua irmã, Leah, dei uma fitada rápida no rosto de Leah, era ela! A motorista idiota que tinha jogado água em mim no carro. Ah! Aquela vadia!
Do lado de Leah estava um linda moça, sua pele era igual a de Billy, seu cabelo era curto, repicado, ela tinha um sorriso incrível, seu dentes eram brancos e afiados, acredito eu. Essa só podia ser Rachel Black, a irmã de Jacob. Onde estaria ele? Só estavam Leah, Seth e Rachel ali. Olhei em volta da sala, e não vi ninguém. Bom, acho melhor eu voltar pra cozinha. Virei-me e de repente trombei com alguma coisa.
– Ah, me perdoe, eu não te vi, foi culpa minha... – comecei a tagarelar, parecia até minha mãe.
– Não, tudo bem. – ouvi uma voz rouca falar ao meu ouvido, então parei de falar e procurei o rosto dono dessa voz. Tomei um susto quando enfim encontrei o dono dela.
Era ele. Mas não parecia. Ele estava tão mudado, estava tão mais... Lindo. Ah meu Deus, ele estava tão, tão... Meu coração disparou depois eu não sabia o que fazer, nem mesmo respirar eu conseguia. Ele estava musculoso agora, suas feições eram mais adultas, mas seu sorriso continuava o mesmo. Desviei meus olhos de seu rosto, assim que percebia a cara de idiota que estava fazendo.
– Esta tudo bem com você? – Respirei fundo, e me foquei.
– Tá-tá tudo bem sim. – olhei para ele – Oi, Jacob – disse com um sorriso bobo no rosto.
– Oi, quem é você? – perguntou ele franzindo a testa
– Você não se lembra... Quem eu sou? – perguntei pausadamente
– Não. A gente se conhece? – respirei fundo. Ele não se lembrava de mim? Como não? Nós éramos como irmãos. Então a do nada, Leah apareceu do lado de Jacob, e seu apoiou em seus ombros.
– Nossa Jacob, a empregadinha já tá toda animadinha com você. Que foi? Você disse que o suco tá bom, e ela já tá achando que pode arrumar seu quarto é? – ela começou a rir, parecia uma hiena. Olhei para Jacob, ele pareceu sem graça, mas se manteve quieto.
Então, respirei fundo, e busquei forças de onde não havia para sair dali. Cheguei à cozinha, já não agüentava mais, as lágrimas começaram a sair.
– Renesmee, meu bem. O que aconteceu? – perguntou minha mãe.
– N-nada mamãe. Acho que caiu um cisco no meu olho.
– Ah! Não vem com essa história, de cisco em olho não Renesmee. Conte-me! – disse ela me abraçando
– Ah, não é nada mamãe.
– Bella! – era Lauren – Billy quer apresentar os empregados aos meninos. Sabe como tem muita gente nova.
– O.K. Já vou indo– disse a Lauren, e então ela saiu da cozinha - Vamos? – ela perguntou a mim.
– Mas, mamãe. Eu não sou uma empregada, eu sou filha da empregada.
– Mas você esta me ajudando hoje, então ponto final. Vamos bebê! – ela me puxou pelo braço.
Todos já estavam posicionados na mesa de jantar, e havia uma fileira de empregados atrás da cadeira onde o senhor Black, estava sentando. Minha mãe me puxou até a ponta da fileira, onde estava Lauren. Então o senhor Black se levantou, e começou a falar:
– Bom, Rachel, Jacob. Eu trouxe esse pessoal aqui, por que, bom. Eles serão as pessoas que os servirão daqui por diante nessa casa. Aqui está Gregory Stewart, nosso novo motorista, que substituiu o Edward Cullen, você se lembram dele? – disse ele apontando pro Greg.
– Eu me lembro. – disse Rachel – Olá Gregory!
– Olá senhorita Black.
– Oi Greg – disse Jacob num tom bem amigável. Greg apenas assentiu.
– Bom. Essas daqui são Lola e Lauren McGonagoll que cuidaram da limpeza, e de outros afazeres domésticos da casa.
– Olá Lola, Lauren – disse Rachel com um sorriso simpático para as duas.
– Oi Rachel – disseram Lauren e Lola ao mesmo tempo.
– E essas daqui são: Isabella Cullen e sua filha... – Billy disse apontando pra mim
– Renesmee, senhor Black. Renesmee Cullen – disse pra ele.
– Bom, essas são Isabella e Renesmeei – disse ele
– É Re-nes-mee senhor Black. – o corrigi, e me minha mãe me deu um cutucão no ombro.
– Tanto faz. Bom, elas irão cuidar da cozinha. – disse ele dando os ombros.
– Olá Renesmee, Isabella – Disse Rachel
– Oi Rachel – dissemos eu e minha mãe ao mesmo tempo
– Renesmee... – disse Jacob pensativo e então o encarei confusa.
– O que Jacob? – perguntou a kenga da Leah
– Nada, nada. Er, oi Isabella, Renesmee. – disse ele
– Olá Jacob – disse minha mãe. Eu me mantive quieta.
– Podem servir o almoço Isabella. – disse Billy se sentando á mesa.
– Sim senhor Black– disse minha e então seguindo até a cozinha.
Foi então que quando eu estava prestes a entrar na cozinha que ouvi uma voz gritar meu nome, olhei pra atrás foi quando o vi.
– Renesmee! – gritou ele
– Senhor Black? O senhor quer? – perguntei indiferente
– Deixa disso Renesmee, nos somos amigos. Me perdoa! Por não ter lembrado de você é que...
– É que agora as coisas mudaram certo? Agora as coisas estão mais claras. Agora somos o que sempre fomos. Patrão – apontei pra ele – e empregada – apontei pra mim – Não precisa se desculpar Jacob.
– Para com isso Renesmee! Nunca houve isso entre a gente. Você sempre foi minha amiga, e isso nunca importou pra gente, e não vai ser agora que vai importar.
 Renesmee! Vamos meu benzinho! Temos muito trabalho aqui! – berrou minha mãe da cozinha
– Já vou mamãe! – gritei pra ela – Bom, eu tenho que ir. – fui entrando na cozinha, mas sua mão segurando meu braço me impediu disso – me solta Jacob!
– Não. – olhei pra ele confusa – Só te solto se você me perdoar.
– Não tenho o que te perdoar Jacob.
– Renesmee, eu só não te reconheci, por que você tá tão diferente. Tá mais... Mais linda! – pude sentir minhas bochechas corarem quando ele disse isso – Nem parece aquela magrela que me fazia brincar de casinha! – disse ele divertido e então não resisti e soltei um risinho. – Vai Renesmee! Me perdoa! Se não...
– Se não?
– Eu te encho de cócegas ouviu? – disse ele fazendo cócegas na minha barriga
– Para Jacob! – eu disse rindo – Tá! Tudo bem! Eu te perdôo!
– Eh! – disse ele me surpreendendo com um abraço de urso.
– Jacob! – disse o repreendendo
– RENESMEE CARLIE CULLEN SE VOCÊ NÃO ESTIVER AQUI EM TRINTA SEGUNDOS VOCÊ VAI CONHECER A IRA DE BELLA CULLEN! – gritou minha mãe.
– Bom, é melhor eu ir, ou eu irei conhecer a ira de Bella Cullen. – disse a ele, e ele riu.
– É melhor você ir mesmo. Eu também não gostaria muito de conhecer isso. – ele disse – Bom, a gente se vê. – disse ele me dando um beijo na bochecha.
– Tchau. – e então entrei na cozinha com um sorriso idiota.
– Olha, Bella alguém viu um passarinho verde! – disse Lauren pra minha mãe
– Vixi! Acho que Renesmee esta com problema de bipolaridade. Ela esta chorando agora pouco. – disse minha mãe
– Vocês duas, da pra calarem a boca? – eu disse. E elas começaram a rir.
Bom, o almoço foi um sucesso todos elogiaram a comida da minha mãe. O senhor Black prometeu a ela que amanhã mesmo estaria arrumando uma assistente pra ela. E bom, enquanto á mim eu estava extremamente feliz. Por quê?
Meu velho amigo estava de volta.A infância não vai do nascimento até certa idade, e a certa altura.
A criança esta crescida, deixando de lado as coisas de criança.
A infância é o reino onde ninguém morre.
Edna St. Vicent Millay


Destinada. É assim que considero minha vida, desde pequena, eu sabia meu destino estava trassado, mas, para que tudo isso pudesse acontecer, eu teria que passar por poucas e boas.

Eu estava em minha cama pensando em tudo que havia acontecido em minha vida esses últimos anos. Eu estava com 17 anos, e estava cursando o ultimo ano do ensino médio. Eu ainda morava na casa do fundo dos Black, família onde meu pai e minha mãe trabalhavam. Agora só minha mãe trabalhava.
Pois com a ida dos filhos do senhor Black a Europa, o senhor Black mal ficava na mansão, estava sempre viajando ou em reuniões da corporação Black, Billy mal ficava em casa, e então começou a dispensar alguns serviços, em um deles foi o de meu pai, a notícia não pegou ninguém de surpresa, todos já esperávamos isso.
E então com algumas economias que meu pai tinha guardado, ele montou uma microempresa de limusines, era bem que pequena, e constituía apenas de três limusines, mas já era uma renda a mais para nós.

E com esse dinheiro a mais, meu pai pagaria minha tão sonhada faculdade de artes plásticas, que eu sonhei minha vida toda.
Minha professora de artes da escola sempre me dizia que eu tinha o dom de colocar meus sentimentos em uma tela, e isso era extremamente virtuoso, isso me alegrava demais.

A professora Masen, sempre me elogiava, ela era uma desenhista ótima, mas a vida a fez desistir de seus sonhos, pois ela engravidou, e teve que deixar tudo pelo seu filho, pois seu namorado na época tinha largado, e seus pais tinham expulsado ela de casa, e ela ficou sosinha com seu filho.
Eu tinha muita dó da professora, ela dizia para eu seguir o meu caminho, e não deixar nenhum homem estragar isso. Acredito que ela disse isso, por experiência. Quem ria desses conselhos era Claire, minha melhor amiga, e piriguete oficial, eu contava minhas conversas com a professora Masen para Claire, e a idiota sempre ria. Falava que ela era uma encalhada, que queria que eu fosse também, eu ficava com certa raiva por Claire falar isso, mas fazer o que ela era minha melhor amiga.
Claire era uma menina alegre, mas era muito, vamos dizer, soltinha com todos os garotos, mas Claire era assim por causa do Nahuel, nosso amigo. Ele não ligava pra ninguém, acredito eu e isso deixava a pobre Claire, muito triste, cheguei a pensar que Nahuel era gay, Claire quase surtou quando falei isso.

Mas ela vivia insistindo que Nahuel não era gay, e sim que ele gostava de mim. Mas eu jamais veria Nahuel de outro jeito, a não ser como meu amigo.
Após colocar minhas idéias no lugar, levantei-me de minha cama e fui até o espelho, passei os dedos sobre meu cabelo longo e encaracolado, que estava amassado, por eu estar deitada, arrumei meu cabelo e fui até a pequena cozinha da minha casa.

Meu pai estava em tomando café em nossa pequena com apenas quatro lugares, e minha mãe estava encostada na pia ao telefone. Fui até meu pai, dei um beijo em sua bochecha e sorri:
– Bom dia, papai.– disse sorrindo, e sentei-me à mesa.
– Bom dia, querida.– ele levou a xícara a sua boca, e tomou algo que estava na xícara, que acreditei ser café. - Onde vai assim, toda arrumada?
– Vou pegar meus horários na escola com Claire. E depois vou até a casa de Nahuel com ela, sabe... Ela quer ver o Nahuel. Entende...– fiz uma careta e meu pai ficou meio confuso, e depois assentiu.
– Ah, sim. Entendi.– e então rimos. Minha mãe apertou um botão do telefone, e depois o colocou de volta na base. E se sentou em uma cadeira.
– Ah!– ela suspirou
– O que houve Bella?– perguntou meu pai
– Lauren estava me dizendo que o senhor Black vai chegar hoje, e quer que eu prepare um grande almoço. Pois ele vai convidar uns amigos, pra comemorar.
– Comemorar o que?– perguntei
– A chegada de Rachel e Jacob– Disse ela num suspiro. E então ela pegou sua xícara, colocou um pouco de café - Preciso de um assistente de cozinha, por que eu não vou dar conta de tudo sosinha. Billy despediu minha assistente daquela vez em que as crianças foram pra Europa, porque eu dava conta, mas agora que Rachel e Jacob vão voltar, eu não vou conseguir, concertesa vai haver muitos almoços, jantares e etc..
– Depois converse com o senhor Black, Bella.– disse papai, estendendo a mão para minha mãe, e então ela a pegou e olhou para meu pai e deu um sorriso de lado. Eu ainda estava absorvendo a idéia de Jacob estar voltando. Meu velho amigo de infância, Jacob Black estava voltando.
– Jacob... Está voltando?– perguntei com a voz falha.
– Claro Renesmee! Não esta acreditando?– perguntou minha mãe. Não respondi, mas acabei deixando escapar um sorriso bobo em meu rosto, que logo me denunciou.
– Bom Bella. Você não esta muito contente com a volta dos Black. Mas tem alguém que esta explodindo felicidades aqui...– meu pai falou e então passou seus dedos por meu queixo, e me tirou de meus devaneios. - Não é Nesmee, querida?– Olhei para o rosto de meu pai que estava se segurando para não cair na gargalhada.
– Pai!– eu disse pra ele, então ele não se conteve e começou a rir.
Levantei-me e fui até meu quarto pegar a minha bolsa. Quando passei pela cozinha, meu pai ainda estava rindo, ele estava praticamente se engasgando com suas próprias risadas, enquanto minha mãe estava lhe dando um copo de água. Ela olhou pra mim e disse:
– Não liga pro seu pai, Renesmee, ele é um idiota.– ela deu um tapinha nas costas de meu pai, e então ele parou de rir. Levantou-se da cadeira, deu um beijou no alto de minha cabeça, pegou seu paletó, e deu um selinho em minha mãe.
– Desculpe Renesmee.– disse ele piscando.
– Tudo bem, pai.
– Quer uma carona?– perguntou ele, já na porta.
– Não, tudo bem, eu vou com a minha baratinha.– Baratinha, é o apelido carinhoso que eu dei pro meu Volkswagen 1967, que ganhei do meu pai quando tirei minha carteira.
– Boa sorte. - disse meu pai e então ele saiu.
– Não vai tomar café, Renesmee?– mamãe perguntou.
– Perdi o apetite.
– Renesmee, será que você podia chegar uma hora antes do almoço, pra me ajudar na cozinha? – pediu ela
– Mãe...– disse suplicando a ela.
– Por favor, Renesmee! É só por hoje, eu vou falar com o senhor Black, pra contratar uma assistente de cozinha pra mim.
– Ok mamãe.– eu disse desanimada.
– Ah! Obrigada meu anjo!– disse ela me abraçando, e beijou o alto de minha cabeça.
– Tchau mamãe, Claire deve estar me esperando.– peguei meu casaco e fui andando até a garagem da mansão.
A garagem era enorme, tinha cada carro mais lindo que o outro, aprendi a apreciar carros com a minha tia Rosalie, irmã de meu pai. Eles viviam na casa do vovô Carlisle, em Forks, aqui perto de La Push. Meu pai não falava com Carlisle desde que descobriu que minha mãe estava grávida de mim, pois Carlisle tinha vários planos para meu pai, só que então ele conheceu minha mãe, e pouco tempo depois ela engravidou e os planos de Carlisle, morreram com isso.
Carlisle havia pedido pra eles tirarem o bebê, mas meu pai se recusou a fazer essa monstruosidade. Então meu pai saiu da casa de Carlisle. Carlisle, sem meu pai saber, arrumou um emprego para meu pai aqui na mansão, pois ele era amigo de Billy Black, então viemos parar aqui. Então para ajudar meu pai, minha mãe se tornou assistente da ex-cozinheira da mansão senhora Norman, e pouco tempo depois ela tomou seu lugar e se tornou a cozinheira da mansão.
Um vento gélido passou pelo enorme galpão que era a garagem, e lá atrás no fundo, minha baratinha rosa se escondia, fui andando até ele, passei a mão pelo capô:
– Vê se não me deixa na mão, viu baratinha? – disse a ele.
O meu carrinho era tão velho, que eu andava uma semana com ele, e ficava um mês sem ele. Era triste, eu sabia, mas eu o amava demais. Meu sonho era comprar meu tão sonhado Volkswagen New Beetle, mas por enquanto, era apenas um sonho tolo. Entrei na baratinha, e segui até a casa de Claire, que não era muito longe, ficava na reserva.
Cheguei à casa de Claire, e ela estava em frente a sua casa, com os braços cruzados, e cara amarrada, quando eu estacionei, juro, eu pensei que ela iria me comer com os olhos. E então ela entrou cambaleando no carro, com um salto enorme e me encarou por três longos segundos:
– Pra que essa produção toda Claire?– Olhei para sua roupa. E ela retribui com um olhar mortal.
– Não fala nada tá Renesmee?!– disse ela - Era pra você estar aqui 10hrs00min e agora são...– ela olhou para seu relógio de pulso - São 10hrs10min Renesmee! – Claire era muito pontual quando o assunto era Nahuel. Com certeza ela estava com pressa de ir á escola, por que queria chegar logo na casa de Nahuel.
– Calma Claire, vai dar tempo de ver o Nahuel.
– Não é por causa do Nahuel, Renesmee. É pela sua falta de compromisso.– disse ela
– Sei, sei.– eu disse a ela ironicamente.
Fomos à escola e pegamos nossos horários, e depois e fomos correndo pra casa de Nahuel, chegando tocamos a campanhinha e rapidamente a porta se abriu, como se ele já nos esperasse naquele lugar.
– Nesmee, que bom que você veio... Eh, olá Claire – ele disse.
– Olá... – ela disse com a voz falha.
– Entrem, por favor – ele disse dando passagem e nós entramos e nos sentamos –Nesmee eu queria ter uma conversa com você, bastante séria – ele disse segurando a minha mão e me encarando, na mesma hora vi Claire olhando as mãos entrelaçadas, então soltei a mão dele.
Nahuel era um cara legal, bonito, e sempre que eu precisava, eu contava com ele. Mas ele era muito idiota. Ele não percebia que Claire gostava dele, era tão evidente, que isso me irritava. E então para ajudar Claire, decidi ir embora da casa de Nahuel mais cedo.
 Infelizmente eu não posso ficar – eu disse levantando-me.
– Você tem que ir mesmo Renesmee? - perguntou Nahuel quando eu já estava na porta de sua casa
– Tenho Nahuel, eu tenho que ajudar minha mãe em um almoço lá mansão. Mas Claire pode te fazer companhia. Não é Claire?– perguntei para Claire que estava lá atrás.
– Cla-claro– disse ela gaguejando - Se Nahuel não se importar, é claro.
– Se importa Nahuel?– perguntei a ele. Ele franziu a testa confuso.
– Não, por que me importaria?– disse ele dando os ombros.
E então disse Tchau para Nahuel, e abracei Claire e disse em seu ouvido.
– Aproveita, essa é uma chance única. Agarra seu gatinho.– pisquei e fui correndo até meu \\\"carro\\\", pois estava chovendo.
No meio da estrada, o carro começou a dar uns trancos, e de repente, parou. Desci do carro e peguei meu celular, estava sem sinal. Fiquei me perguntando como iria chegar à mansão a tempo. Então eu não tinha escolha, eu tinha de ir a pé. Iria demorar um pouco, mas era o único jeito.
Peguei minha bolsa e tranquei a baratinha em fui andando. No meio do caminho, um carro passou sobre uma poça da água e por fim me molhou toda e o idiota, ou melhor, a idiota, deu pra perceber que era uma garota e pra piorar, ela riu. Logo após, passou outro carro, mas o motorista, percebendo que eu estava na estrada, passou longe da poça da água.
Cheguei à mansão, meia hora depois do combinado, minha mãe vai ficar uma fera comigo. Quando cheguei, entrei pela porta dos fundos, que dá direto pra cozinha. Quando cheguei, a cozinha estava a mil, Lauren (a nova empregada que o senhor Black contratou) estava ajudando minha mãe, quando minha mãe percebeu minha presença, veio até mim, ela estava com uma colher de pau não mão, juro que eu pensei que ela ia me bater.
– Renesmee Carlie Cullen! – ela disse – eu não te disse pra chegar aqui uma hora antes? Daqui a pouco, é à hora de servir o prato principal, e eu não terminei. Mas ainda bem que vou chegou, vá servir os aperitivos. – ela começou a tagarelar – e por que a senhorita tá toda molhada?
– Bom mãe. Se a senhora deixar eu explico. A baratinha...
– AH! Tinha que ser esse maldito carro. Nem sei por que seu pai te deu aquele maldito carro. Ele mais quebra, do que anda. – disse minha mãe bufando – Anda Renesmee, pega essa bandeja e leva lá pra sala de jantar. – disse ela me entregando uma bandeja.
– Mãe! Eu tô toda molhada!
– Toma isso aqui. – ela me entregou o seu avental – prende seu cabelo que ninguém percebe. – Peguei o avental e o vesti, fiz um coque no meu cabelo. Peguei uma colher e olhei meu reflexo, eu precisava estar apresentável. Eu iria encontrá-lo, ou melhor, reencontrá-lo.
Respirei fundo, e segui até a sala de jantar, ela estava vazia, olhei para trás tentando voltar, mas Lauren estava com outra bandeja atrás de mim. E sussurrou um Vai! Então prossegui com a bandeja até a sala de estar, onde o pessoal estava.
Coloquei a bandeja na mesinha de centro, e olhei em volta da sala. Senhor Black estava sentado no sofá com Sue Clearwater, a viúva de Harry Clearwater. No outro sofá estavaacredito eu, o senhor Uley e do seu lado sua esposa. Em pé encostado na parede esquerda da sala, estava senhor Ateara estava com sua filha, acredito eu, irmã de dona Sarah conversando. E então, encostado na parede do lado esquerdo estava Seth Clearwater, junto de sua irmã, Leah, dei uma fitada rápida no rosto de Leah, era ela! A motorista idiota que tinha jogado água em mim no carro. Ah! Aquela vadia!
Do lado de Leah estava um linda moça, sua pele era igual a de Billy, seu cabelo era curto, repicado, ela tinha um sorriso incrível, seu dentes eram brancos e afiados, acredito eu. Essa só podia ser Rachel Black, a irmã de Jacob. Onde estaria ele? Só estavam Leah, Seth e Rachel ali. Olhei em volta da sala, e não vi ninguém. Bom, acho melhor eu voltar pra cozinha. Virei-me e de repente trombei com alguma coisa.
– Ah, me perdoe, eu não te vi, foi culpa minha... – comecei a tagarelar, parecia até minha mãe.
– Não, tudo bem. – ouvi uma voz rouca falar ao meu ouvido, então parei de falar e procurei o rosto dono dessa voz. Tomei um susto quando enfim encontrei o dono dela.
Era ele. Mas não parecia. Ele estava tão mudado, estava tão mais... Lindo. Ah meu Deus, ele estava tão, tão... Meu coração disparou depois eu não sabia o que fazer, nem mesmo respirar eu conseguia. Ele estava musculoso agora, suas feições eram mais adultas, mas seu sorriso continuava o mesmo. Desviei meus olhos de seu rosto, assim que percebia a cara de idiota que estava fazendo.
– Esta tudo bem com você? – Respirei fundo, e me foquei.
– Tá-tá tudo bem sim. – olhei para ele – Oi, Jacob – disse com um sorriso bobo no rosto.
– Oi, quem é você? – perguntou ele franzindo a testa
– Você não se lembra... Quem eu sou? – perguntei pausadamente
– Não. A gente se conhece? – respirei fundo. Ele não se lembrava de mim? Como não? Nós éramos como irmãos. Então a do nada, Leah apareceu do lado de Jacob, e seu apoiou em seus ombros.
– Nossa Jacob, a empregadinha já tá toda animadinha com você. Que foi? Você disse que o suco tá bom, e ela já tá achando que pode arrumar seu quarto é? – ela começou a rir, parecia uma hiena. Olhei para Jacob, ele pareceu sem graça, mas se manteve quieto.
Então, respirei fundo, e busquei forças de onde não havia para sair dali. Cheguei à cozinha, já não agüentava mais, as lágrimas começaram a sair.
– Renesmee, meu bem. O que aconteceu? – perguntou minha mãe.
– N-nada mamãe. Acho que caiu um cisco no meu olho.
– Ah! Não vem com essa história, de cisco em olho não Renesmee. Conte-me! – disse ela me abraçando
– Ah, não é nada mamãe.
– Bella! – era Lauren – Billy quer apresentar os empregados aos meninos. Sabe como tem muita gente nova.
– O.K. Já vou indo– disse a Lauren, e então ela saiu da cozinha - Vamos? – ela perguntou a mim.
– Mas, mamãe. Eu não sou uma empregada, eu sou filha da empregada.
– Mas você esta me ajudando hoje, então ponto final. Vamos bebê! – ela me puxou pelo braço.
Todos já estavam posicionados na mesa de jantar, e havia uma fileira de empregados atrás da cadeira onde o senhor Black, estava sentando. Minha mãe me puxou até a ponta da fileira, onde estava Lauren. Então o senhor Black se levantou, e começou a falar:
– Bom, Rachel, Jacob. Eu trouxe esse pessoal aqui, por que, bom. Eles serão as pessoas que os servirão daqui por diante nessa casa. Aqui está Gregory Stewart, nosso novo motorista, que substituiu o Edward Cullen, você se lembram dele? – disse ele apontando pro Greg.
– Eu me lembro. – disse Rachel – Olá Gregory!
– Olá senhorita Black.
– Oi Greg – disse Jacob num tom bem amigável. Greg apenas assentiu.
– Bom. Essas daqui são Lola e Lauren McGonagoll que cuidaram da limpeza, e de outros afazeres domésticos da casa.
– Olá Lola, Lauren – disse Rachel com um sorriso simpático para as duas.
– Oi Rachel – disseram Lauren e Lola ao mesmo tempo.
– E essas daqui são: Isabella Cullen e sua filha... – Billy disse apontando pra mim
– Renesmee, senhor Black. Renesmee Cullen – disse pra ele.
– Bom, essas são Isabella e Renesmeei – disse ele
– É Re-nes-mee senhor Black. – o corrigi, e me minha mãe me deu um cutucão no ombro.
– Tanto faz. Bom, elas irão cuidar da cozinha. – disse ele dando os ombros.
– Olá Renesmee, Isabella – Disse Rachel
– Oi Rachel – dissemos eu e minha mãe ao mesmo tempo
– Renesmee... – disse Jacob pensativo e então o encarei confusa.
– O que Jacob? – perguntou a kenga da Leah
– Nada, nada. Er, oi Isabella, Renesmee. – disse ele
– Olá Jacob – disse minha mãe. Eu me mantive quieta.
– Podem servir o almoço Isabella. – disse Billy se sentando á mesa.
– Sim senhor Black– disse minha e então seguindo até a cozinha.
Foi então que quando eu estava prestes a entrar na cozinha que ouvi uma voz gritar meu nome, olhei pra atrás foi quando o vi.
– Renesmee! – gritou ele
– Senhor Black? O senhor quer? – perguntei indiferente
– Deixa disso Renesmee, nos somos amigos. Me perdoa! Por não ter lembrado de você é que...
– É que agora as coisas mudaram certo? Agora as coisas estão mais claras. Agora somos o que sempre fomos. Patrão – apontei pra ele – e empregada – apontei pra mim – Não precisa se desculpar Jacob.
– Para com isso Renesmee! Nunca houve isso entre a gente. Você sempre foi minha amiga, e isso nunca importou pra gente, e não vai ser agora que vai importar.
 Renesmee! Vamos meu benzinho! Temos muito trabalho aqui! – berrou minha mãe da cozinha
– Já vou mamãe! – gritei pra ela – Bom, eu tenho que ir. – fui entrando na cozinha, mas sua mão segurando meu braço me impediu disso – me solta Jacob!
– Não. – olhei pra ele confusa – Só te solto se você me perdoar.
– Não tenho o que te perdoar Jacob.
– Renesmee, eu só não te reconheci, por que você tá tão diferente. Tá mais... Mais linda! – pude sentir minhas bochechas corarem quando ele disse isso – Nem parece aquela magrela que me fazia brincar de casinha! – disse ele divertido e então não resisti e soltei um risinho. – Vai Renesmee! Me perdoa! Se não...
– Se não?
– Eu te encho de cócegas ouviu? – disse ele fazendo cócegas na minha barriga
– Para Jacob! – eu disse rindo – Tá! Tudo bem! Eu te perdôo!
– Eh! – disse ele me surpreendendo com um abraço de urso.
– Jacob! – disse o repreendendo
– RENESMEE CARLIE CULLEN SE VOCÊ NÃO ESTIVER AQUI EM TRINTA SEGUNDOS VOCÊ VAI CONHECER A IRA DE BELLA CULLEN! – gritou minha mãe.
– Bom, é melhor eu ir, ou eu irei conhecer a ira de Bella Cullen. – disse a ele, e ele riu.
– É melhor você ir mesmo. Eu também não gostaria muito de conhecer isso. – ele disse – Bom, a gente se vê. – disse ele me dando um beijo na bochecha.
– Tchau. – e então entrei na cozinha com um sorriso idiota.
– Olha, Bella alguém viu um passarinho verde! – disse Lauren pra minha mãe
– Vixi! Acho que Renesmee esta com problema de bipolaridade. Ela esta chorando agora pouco. – disse minha mãe
– Vocês duas, da pra calarem a boca? – eu disse. E elas começaram a rir.
Bom, o almoço foi um sucesso todos elogiaram a comida da minha mãe. O senhor Black prometeu a ela que amanhã mesmo estaria arrumando uma assistente pra ela. E bom, enquanto á mim eu estava extremamente feliz. Por quê?
Meu velho amigo estava de volta.
Miguxas tenho uma coisa para contar. Fui convidada pelas meninas do Mix literário para fazer parte da equipe de colunistas.

Hoje eu já postei a minha primeira resenha no site: Dezessete Luas.


http://www.mixliterario.com/2012/01/resenha-dezessete-luas-margareth-stohl.html


Se vocês puderem passar lá para deixarem os comentários agradeceria.
Espero que gostem da resenha.

Um grande bju no core

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012




Jogos Vorazes
Autora Suzanne Collins

Olá miguxas! Bem vim falar de um livro que não faz muito o meu estilo de leitura. Todas vocês sabem que gosto de romances bem... Apimentados, se é que posso chamar assim. Kkkk Mas esse é um romance que não tem romance. Como assim, Glau? Vamos tentar entender os aspectos abordados pelo livro e depois vocês poderão tirar suas próprias conclusões. Apesar disso, sinto que meu comentário pode não ser fidedigno e você tenha que ler para realizar sua própria analise da obra.

O livro aborda basicamente as diferenças entre classes sociais. Só o assunto no livro é muito focado. Hoje vivemos em uma sociedade onde poucos têm muitos e muitos têm bem pouco. No livro em questão, os muitos não têm praticamente nada.  Quando digo nada, estou me referindo até mesmo à dignidade. Uma pessoa precisa do mínimo de condições para sobreviver de forma digna. Em circunstâncias poucos favoráveis, as pessoas podem mostrar o seu lado negro e fazer coisas, que não faria em situações normais, como matar por exemplo. Muitos vendem até a dignidade em troca de comida.

O que posso destacar no livro:
  • Os mais fortes acabam sobrevivendo à custa do sofrimento alheio;
  • Os mais fracos precisam encontrar formas para sobreviver diante das condições de vida miserável;
  • Uma vida torna-se insignificante quando matar significa sua própria existência;
  • O caráter de uma pessoa forte pode se manter mesmo diante da morte;
  • Algumas pessoas conseguem viver felizes e até torcer pela desgraça dos outros;
  • Uma pessoa pode tirar forças, mesmo quando não há vontade de sobreviver, com certo estímulo;
  • O amor é capaz de dar forças mesmo diante das situações mais adversas.

Eu poderia enumerar uma lista enorme de características que encontrei no livro, mas por essas vocês podem ver que a coisa é bem séria. E a autora aborda os fatos de forma tão fascinante, que o leitor simplesmente não tem vontade de parar de ler.

O livro me deixou com os nervos a flor da pele. O último que conseguiu me deixar assim foi Sussurro. Contudo, esse teve um diferencial. Não foi o romance e a vontade de ver as personagens juntas que me motivaram a ler. Foi o desejo desesperado de ver a protagonista sobreviver. Em certos momentos tive vontade de chorar e me senti vivenciando todas as emoções dela.

A autora aborda aspectos de sobrevivência na natureza com propriedade, detalhando os pormenores da mocinha na floresta e tentando sobreviver ao inimigo. Enquanto lia, eu pensava: “Será que conseguiria escrever com tanta riqueza de detalhes? Como ela conseguiu isso?”  Esse questionamento me deixou inquieta durante a leitura e em algumas cenas eu mal conseguia deslumbrar os acontecimentos. Foi algo que realmente me surpreendeu e me fez devorar o livro em menos de dois dias. Certamente ela fez uma ótima pesquisa para conseguir trabalhar esse tipo de aspecto.

Bem, eu falei muito da autora e do que me tocou na leitura, mas ainda não falei sobre a estória em si. Vou tentar ser  mais sucinta o possível e não contar muito sobre os acontecimento.

Depois de guerras e conflitos, um território no norte (pelo que me lembro onde ficavam os EUA. Agora não tenho certeza), após guerra e conflitos foi dividido em 14 territórios. Um deles a Capital Pamem e mais 13 colônias. A 13® se rebelou contra a capital e por isso foi praticamente aniquilada. As 12 coloninhas que sobraram, forneciam subsistência para a capital (pesca, carne, vegetais, carvão...).  E para lembrá-las dos tempos de conflitos e tentar mantê-las sob suas mãos, a capital fazia todos os anos uma festa da colheita, onde cada colônia tinha que “ceder” um casal de jovens entre 12 e 18 anos para os jogos comemorativos, chamados de Jogos Vorazes.

Ao ler sobre os jogos, eu me lembrei do império Romano e da política de pão e circo empregada pelos imperadores da época, atirando os gladiadores nas arenas para divertir o povo miserável, que se contentava em receber migalhas a troco de diversão e sangue. Acho que essa foi uma tática muito bem sacada da autora, que é importante frisar.

Por viver sob julgo e não terem condições de se rebelarem contra a capital, durante muitos anos as colônias passaram por esse terror. A autora relata com propriedade as emoções da protagonista,  nesse momento. Ela não tinha medo apenas por si, mas por sua irmã de 12 anos, que tem o nome inserido no sorteio a primeira vez.


 O livro é narrado por uma jovem muito intensa e determinada. Desde os 12 anos Katnis teve que lutar, não só pela sua sobrevivência, como pela da sua família. O seu pai, um minerador, morreu soterrado na mina e sua mãe ficou completamente catatônica nesse período. Com uma irmã pequena para cuidar, ela aprende como caçar, colher frutos e fazer trocas no mercado negro. A vontade de sobrevivência a tornou uma jovem muito forte e destemida, que junto com seu amigo Gale, sustentou a família em um período muito triste de sua vida. A autora relata a mágoa que ela sente da mãe e o amor pela irmã que a leva e se tornar essa jovem tão corajosa logo no início do livro. E nos faz pensar sobre muitas coisas. Eu me vi fazendo uma análise da minha própria vida nos primeiros capítulos e sinceramente não sei se teria sobrevivido ao que ela passou.

O que era improvável acabou acontecendo e a irmã de Katnis foi sorteada como prenda nos jogos vorazes. E em uma cena para lá de tocante, ela se oferece para ir de encontro com a morte do lugar da irmã. E nesse momento a nossa mocinha muda completamente o rumo da sua vida.

Junto com ela, Peeta, um jovem aparentemente muito tímido, mas que se mostra super inteligente no decorrer da trama, é sorteado para os jogos. E a primeira coisa que Katnis tem é medo. Não medo dele em si, mas de saber que ela pode ser sua assassina em um futuro bem próximo. Os dois não são amigos e não convivem, contudo no passado ele a ajudou em um momento muito crítico. O sentimento de gratidão acaba entrando em conflito com o de sobrevivência e o seu primeiro impulso é  de se afastar dele. Contudo, por mais que ela fizesse o possível, durante a viagem para a capital e os dias que sucederam, os dois acabaram se aproximando. E em uma jogada de marketing, acabaram recebendo o título de “amantes desafortunados do distrito 12”. Katnis entra em outro conflito, percebendo ali que há um sentimento forte, outrora desconhecido por Gale. E as coisas são complicadas quando ela começa a sentir afeição por Peeta e medo de magoar o amigo que deixou para trás. Ela sabe que em pouco tempo pode estar morta, mesmo assim seus sentimentos viram um turbilhão em poucos dias.


Durante as apresentações para o público na capital, Katnis acaba virando uma pessoa muito popular, atraindo a atenção do público e ira dos demais participantes. Isso torna a sua vida muito complicada quando chega a hora da verdade e é “atirada aos leões”. Ela é caçada por um grupo que fez alianças e para sobreviver usa todo o conhecimento aprendido nos anos de luta no distrito 12.

É no meio da carnificina, fuga e tentativa de não se tornar um monstro, matando outros participantes, que ela conhece Rue, uma menina de 12 anos que lembra sua irmã e vira a sua aliada.

A entrada de Rue na trama foi o fator diferencial para a reviravolta nos jogos vorazes. Sem saber, Katnis acaba tomando atitudes que levam as pessoas a pensarem suas ações e com isso se rebelarem contra a capital. Não posso relatar o que se passar, porque estragaria a sua leitura, mas devo dizer que foi o momento do livro que me fez chorar. O que posso contar, é que apesar de tudo, nossa corajosa mocinha tentou se manter exatamente como era, não deixando os instintos assassinos e a vontade de sobrevivência mudarem o que era, tornando-se uma pessoa mais corajosa, determinada e com um caráter admirável.

Bem, pelo que contei do livro da para ver que não é um livro comum. Esse não é mais um romance de “mulherzinha”. Ele nos faz refletir sobre vários assuntos, deixando o leitor vidrado na leitura e completamente apaixonado pela trilogia. Ao terminar o primeiro livro o leitor precisa, desesperadamente, de mais.

Se houvesse uma nota para dar ao livro, ele receberia a nota 1000 e a palavra que  uso para defini-lo é REFLEXÃO.

 Mal posso esperar para assistir ao filme, que tem estréia prevista para março. Acho que esse será o filme do ano.


Espero que gostem!

Bjus no core

domingo, 1 de janeiro de 2012

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011




A caminho da sepultura - Night Huntress 01


Gente, essa foi a melhor estória sobre vampiro que já li, sem a menor dúvida alguma. A trama foi muito bem estruturada, mostrando os aspectos mitológicos sobre os vampiros, as personagens são bem construídas e com forte personalidade, os diálogos são inteligentes e divertidos, tornando a trama muito envolvente e deliciosa.

Queria mesmo escrever de uma forma pouco apaixonada por esse livro, mas creio que isso não seja possível. Quando comecei a ler, não tinha noção de quão envolvente seria e como me deixaria ávida por mais acontecimentos. Para terem idéia, eu devorei esse livro em um final de semana. Comecei a ler num sábado a tarde e terminei no domingo, apesar da vista cansada e da dor de cabeça. O mais surpreendente foi que não me senti estafada. Normalmente quando devoro um livro desse jeito, fico estafada de leitura e preciso de uns dias para me recuperar. Com esse livro foi completamente diferente, terminei querendo mais e corri para a net em busca da continuação. Infelizmente ela ainda não foi lançada no Brasil.

Bem, vamos aos pontos que interessam sobre o livro. OK?

Catharine ou Cat é uma mestiça, filha de uma jovem humana violada por um vampiro. Desde criança sempre soube que havia algo errado. Sempre foi muito estranha, sozinha e por viver em uma cidade conservadora, rejeitada pelas pessoas. Com 16 anos sua mãe revela a sua verdadeira estória e a partir desse momento, sedenta de vingança, Cat começa a caçar vampiros na noite, usando o corpo para chamar a atenção deles. Só que os caminhos de Cat se cruzam com os de um vampiro misterioso, que desde o primeiro momento a faz mudar a sua rotina. Ela cai em uma armadilha e é aprisionada por Bones. Ele também é um caçador de vampiros, mas sua motivação principal é dinheiro, é o que podemos chamar de caçador de recompensar ou mercenário.

Nesse primeiro confronto, ele exige saber para quem trabalha e quando descobre que é uma mestiça resolve treiná-la para ser sua parceira. Os primeiros contatos entre os dois não são fáceis, ambos têm personalidade difíceis e o choque é inevitável. Mas depois que Bones começa a ensiná-la suas artimanhas, realizar testes de força, esforço e sedução as coisas começam a melhorar.

Os dois começam a trabalhar em parceria e a cumplicidade aumenta. Ele percebe o quão frágil, emocionalmente, ela é e se apaixona. Ela faz o possível para se manter longe da atração que sente por ele, mas durante a caçada a uma quadrilha de vampiros, Cat passa a correr perigo e é inevitável que Bones se sinta vulnerável com o risco. Nesse momento em diante, a paixão explode e... Leitora solta fogos! Muitos fogos! Shaushausbua. As coisas são bem quentes.

Para ela existe um conflito entre os sentimentos por ele e a opinião de sua mãe, que odeia os vampiros de todas as formas possíveis. E Cat cortará um dobrado para esconder esse relacionamento.

Uma das coisas que gostei no relacionamento dos dois, desde o início, é a forma como ele a trata... “gatinha”. Fazendo uma associação do nome Cat com a sua tradução. As conversas deles são divertidas, os diálogos super bem trabalhados, as cenas de ação bem desenvolvidas e as hots. kkkk Vou deixar para vocês avaliarem. O que posso dizer, é que Bones é do tipo apaixonante. Eu estou louca por ele. Podem me chamar de volúvel se quiserem, mas meu coração agora pertence a ele... Que o meu Jacob me perdoe o deslize. kkkk

Eu não posso contar mais. Acho que já soltei mais do que deveria, com essa minha língua grande. O que posso dizer que esse foi um dos melhores livros que li esse ano e o melhor de vampiro. Tenho certeza que vocês vão gostar do livro e ficarão loucas pela continuação, assim como eu estou agora. Esse é o tipo de livro que deixa o leitor desesperado por mais. Eu terminei com dor no coração. Não vejo a hora de ler o segundo da séria. Estou pensando seriamente em baixar o ebook dele.

Se fosse dar uma nota de 1 à 10 para esse livro, eu daria nota 11. Ele supera o que pode se chamar de bom. E a palavra que usaria para defini-lo é EXCITANTE

Sinopse:

Meia-vampira Catherine Crawfield está indo atrás dos mortos-vivos como uma vingança, esperando que um destes sem batimentos cadiacos seja seu pai- o responsável por arruinar a vida de sua mãe. Então ela é capturada por Bones, um caçador de vampiros, e é forçada a uma profana parceria. Em troca de encontrar seu pai, Cat concorda treinar com o sexy caçador da noite até que seus reflexos de batalha estejam tão afiados quanto as suas presas. Ela está espantada que ela não terminou como o seu jantar- há realmente bons vampiros? Rapidamente Bones a terá convencida de que ser meio-morto não tem que ser de todo ruim. Mas antes que ela possa aproveitar seu novo status de caçadora chutadora de traseiros de demônios, Cat e Bones são perseguidos por um grupo de assassinos. Agora, Cat terá que escolher um lado... e Bones está se tornando tão tentador quanto qualquer homem com um batimento cardiaco.

Trecho do livro

"Você estava fazendo um ótimo trabalho atuando, e eu fiquei confusa. Deus, você pode realmente me culpar? Todos os dias nos últimos seis anos eu estive martelando em minha cabeça que todos os vampiros estavam mentindo, depravada escória, e até agora, a propósito, você é o único que conheço que não é!" Bones deixou escapar um bufar espantado. 

"Você percebeu que isso é a melhor coisa que você já me disse?"

"Tara foi sua namorada?" Ele só voou para fora. Eu engoli uma respiração horrorizada. Bom Deus, por que eu perguntei isso?

"Nunca mais", eu disse rapidamente. "Não importa. Olha, sobre a noite passada... Acho que nós dois cometemos um erro. Inferno, você provavelmente já percebeu que, bem, então eu tenho certeza que você também concorda que isso não deverá acontecer novamente. Eu não pretendia decepcionar mais cedo com Charlie, mas os velhos hábitos custam a morrer. Ok metáfora, ruim, mas você entendeu o meu ponto. Nós vamos trabalhar juntos, derrubar Hennessey e quem mais estiver na sua pequena gangue, e então nós, ah, vamos separar nossos caminhos. Nenhum dano, sem complicação". Ele me olhou em silêncio por alguns instantes. 

"Eu não posso concordar com isso", ele finalmente respondeu.
"Mas por quê? Eu sou como uma grande isca! Todos os vampiros querem me comer!" Um pequeno sorriso tocou-lhe a boca, como eu mentalmente gemia com a minha escolha de palavras. Bones estendeu a mão e acariciou meu rosto.
"Eu não posso simplesmente deixar irmos por caminhos diferentes, Kitten, porque eu estou apaixonado por você. Eu amo você." Minha boca se abriu e minha mente momentaneamente clareou meu pensamento. Então eu encontrei minha voz.

"Não, você não." Ele bufou e tirou sua mão. "Você sabe, pet, que é um hábito realmente irritante que você tem, me dizer o que eu faço e o que eu não sinto. Depois de viver por mais de duzentos e quarenta e um anos, eu acho que conheço a minha própria mente ". "Você está apenas dizendo isso para ter sexo comigo?" Eu perguntei desconfiada, lembrando de Danny e todas as suas encantadoras mentiras. Ele me deu um olhar aborrecido.

 "Sabia que você ia pensar uma coisa dessas. É por isso que eu não disse nada antes, porque eu nunca quis que você me perguntasse se eu estava apenas mentindo para persuadir você na cama. No entanto, para ser brutalmente franco, eu já conquistei você pelas suas costas, e isso não foi por declarar a minha devoção a você. Eu simplesmente não ligo de esconder meus sentimentos por muito tempo".

"Mas você só me conheceu há dois meses!" Agora eu tentei argumentar sobre o assunto, porque negar não pareceu funcionar. Com um sorriso torto em seus lábios. 

"Eu comecei a me apaixonar por você quando você me desafiou naquela luta estúpida na caverna. Lá estava você, acorrentada e sangrando, questionando minha coragem e me desafiando a matá-la. Porque você acha que eu insistia em negociar com você? A verdade é que, amor, isso aconteceu porque você foi forçada a gastar tempo comigo. Eu sabia que você nunca concordaria de outra forma. Afinal, você tinha aquele bloqueio sobre vampiros. No entanto, isso aconteceu." "Bones..." Meus olhos estavam arregalados com sua revelação e com o conhecimento de que ele estava falando sério.

 "Nós nunca iríamos funcionar juntos. Temos que parar isso agora, antes que vá mais longe!"

"Eu sei o que te faz dizer isso. Medo. Você está aterrorizada por causa da forma que as outras pessoas tratam você, e você tem mais medo ainda do que sua querida mãe diria."

 "Oh, ela teria muito a dizer, você pode apostar nisso", murmurei.

 "Eu tenho encarado a morte mais do que eu posso contar, Kitten, e essa situação com Hennessey não é diferente, você realmente acha que a fúria de sua mãe vai me assustar?" 

"Iria se você fosse inteligente." Também murmurei.