terça-feira, 6 de março de 2012

CAPÍTULO 9 – Infinito enquanto durar
ÊXTASE
(Guilherme Arantes)
Eu nem sonhava
Te amar desse jeito
Hoje nasceu novo sol
No meu peito...
Quero acordar
Te sentindo ao meu lado
Viver o êxtase de ser amado
Espero que a música
Que eu canto agora
Possa expressar
O meu súbito amor...
Com sua ajuda
Tranqüila e serena
Vou aprendendo
Que amar vale a pena...
Que essa amizade
É tão gratificante
Que esse diálogo
É muito importante...
Espero que a música
Que eu canto agora
Possa expressar
O meu súbito amor...
Eu nem sonhava
Te amar desse jeito...
“Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal.”
Edward acordou por volta das cinco da manhã sentindo a falta de Bella ao seu lado. Viu por baixo da porta do banheiro que a luz estava acesa.
A claridade do dia começava a invadir o quarto. Apertou o controle remoto e as persianas se fecharam, deixando o ambiente completamente escuro.
Bella apagou a luz e saiu do banheiro, deparando-se com o completo breu.
– Ai!! – Praguejou baixinho por ter batido o pé na poltrona.
– Perdoe-me, amor, não sabia que ia ficar tão escuro. – Edward desculpou-se, acendo o abajur com o controle. - Tudo bem?
Bella quase gritou de susto. Não esperava que ele estivesse acordado.
– Sim, só fui fazer xixi.
Edward riu.
– Vem pra cama, Bella, o quarto está gelado.
– Está mesmo, acho melhor desligar este ar condicionado. – Ela sugeriu, subindo na cama, deitando-se em seu lugar.
Só então Bella percebeu o quanto estava com frio. Encolheu-se para tentar se esquentar mais rápido.
– Ei, vem aqui que eu te esquento. Você está tremendo!
Bella, sem graça de recusar, deitou-se em seu ombro, sendo logo envolvida por seus braços protetores.
– Você está gelada!! – Edward falou, apertando-a mais ainda junto a si.
Bella estava realmente com muito frio, mas naquele momento tudo o que seu cérebro conseguia processar era o calor e o perfume do corpo de Edward junto ao seu, esquentando-a. Era uma sensação reconfortante.
– Você não viu, mas nós dormimos abraçadinhos – disse Edward, dando-lhe um sorriso.
– É mesmo? Eu achei que tivesse sonhado.
Edward beijou-lhe a testa carinhosamente.
– De certa forma você está certa. Estar com você parece um sonho mesmo...
– Edward, obrigada por tudo o que está fazendo por mim! – Bella falou, tentando imaginar o que fizera para ser amada daquela forma tão intensa.
– Você não imagina o quanto eu sou feliz ao seu lado, Bella!! Você faz mais por mim do que eu por você. Tudo o que quero é te fazer feliz, da mesma maneira que você me faz.
– Eu sei, Edward. Já percebi isso, pelo jeito carinhoso que me trata. Preciso parar de ficar lamentando o que me aconteceu e fazer como você sugeriu: Começar do Zero. Quero que me ajude a conseguir isso.
– Claro que eu te ajudo, amor. Vamos fazer de conta que sempre foi assim...
Edward apertou-a mais ainda entre seus braços.
A felicidade era algo que se podia comprar sim, pensou.
– Está com sono? – Bella perguntou.
– Não, por quê?
– A gente podia caminhar na praia com o Bud, o que você acha?
– Acho perfeito.
– Então vamos!! Vou tomar banho rapidinho.
– Deixa a porta aberta.
– Hã? Mas...
– Não se preocupe, eu não vou entrar lá, Bella, mas até que pare de se sentir tonta é melhor que não se tranque em lugar nenhum.
– Está bem.
Bella pegou um biquíni e um short no closet e foi para o banheiro, apenas encostando a porta.
Edward ouviu o chuveiro sendo ligado e o barulho o fez imaginar a água escorrendo pelo corpo nu de Bella... Sua “esposa”. Era muita tentação... Cobriu a cabeça com o edredom e ficou quieto, sentindo seu corpo clamar por um direito que não tinha.
Assim que ela saiu, mais linda do que nunca, vestindo apenas a parte de cima do biquíni e um short, foi sua vez de se preparar.
Beberam rapidamente o suco que Cornélia preparou e ficaram de tomar o café-da-manhã quando voltassem do passeio.
Com um simples assovio Bud os acompanhou.
Quando chegou à praia, Bella tirou os chinelos e se deliciou ao sentir a areia fria sob seus pés.
– Eu adoro isso!
– Você sempre amou o mar, Bella. – Edward falou, se lembrando das inúmeras vezes que ela descrevera a casa onde morariam quando viessem para os Estados Unidos, sempre fazendo questão de citar que seria na beira da praia.
Andaram de mãos dadas por um longo tempo, até que Bella pediu para parar.
– Nossa, cansei! Dois meses dormindo atrofiaram meus músculos – brincou.
– Vamos descansar um pouco. Eu nem percebi de que tínhamos andado tanto.
Sentaram-se na areia e ficaram apreciando as ondas, num momento de completa paz.
Bud preferiu continuar correndo atrás dos pássaros que buscavam alimentos na praia.
Bella pensou no quanto era uma pessoa de sorte. Acordara de um pesadelo e logo já tinha mergulhado numa vida de sonho. Era amada por um homem lindo e gentil, era rica, morava numa casa maravilhosa, num lugar mais maravilhoso ainda e tinha o cão mais fofo do mundo. O que mais poderia desejar?... Pra que ficar presa ao passado, ou mesmo temer o futuro, se o presente estava lhe dando tudo o que precisava.
Tinha apenas uma coisa que ainda a incomodava: Precisava se tornar uma esposa de verdade para Edward, mas não se sentia à vontade com relação a isso. Ir para a cama com ele apenas para cumprir seu papel seria um desrespeito consigo. Admirava e respeitava aquele homem que estava do seu lado, mas queria mais que isso... Queria amá-lo.
Talvez se apaixonar por ele fosse mais fácil do que supunha. As reações de seu corpo quando Edward se aproximava era algo que ainda não compreendia inteiramente. Será que o amor que sentia por ele estava renascendo em seu coração?... Ou estaria apenas confundindo o sentimento de gratidão?
– Você está feliz, Bella? – Edward perguntou de repente, tirando-a de seus devaneios.
Ele estava tão repleto de felicidade que até duvidava que sobrasse alguma para Bella.
– Era para eu estar desesperada com minha falta de memória, Edward, mas por incrível que pareça eu estou bem, me sentindo leve. É como se eu não me importasse com o que passou, como se eu não quisesse saber quem eu era antes. Sim, eu estou feliz – constatou.
– Eu sei que é egoísmo meu me sentir tão bem diante de uma tragédia como a que te acometeu, meu amor, mas eu estaria mentindo se não dissesse que o simples fato de estar neste lugar lindo, ao seu lado, me deixa em estado de graça; faz-me sentir completo, pleno.
– Eu também me sinto assim.
Edward estendeu a mão e afagou gentilmente os cabelos de Bella. Seus olhos se encontraram e uma vontade avassaladora de beijá-la foi fazendo seu rosto ir em direção ao dela.
Bella sentiu as mãos suarem e ficarem frias. Percebeu imediatamente a intenção de seu esposo. Queria aquele beijo tanto quanto ele, ou até mais... Sem que se desse conta, passou a língua discretamente nos lábios, umedecendo-os.
Aquele gesto sensual foi um convite irrecusável para Edward. Em segundos sua boca encontrou a de Bella, tão doce e macia como da primeira vez.
O beijo foi calmo e lento, apenas com os lábios, mas por dentro o sangue fervilhava nas veias de Bella. Era como se ela voasse juntos com os pássaros daquela praia. Não sabia como definir o que estava sentindo, mas era óbvio que era algo bom, algo que lembrava paz.
“Se você sabe explicar o que sente, não ama, pois o amor foge de todas as explicações possíveis.”
(Carlos Drummond de Andrade)
Edward se afastou, lutando contra o magnetismo que o puxava para junto dela.
– Deculpe-me, Bella, não sei se devia ter feito isso.
Bella levou a mão à boca e depois sorriu.
– Eu também quis, Edward. Sou sua esposa, não tem por que se desculpar por me beijar. Você poderia exigir muito mais que isso, mas mesmo assim está tendo paciência comigo. Eu é que tenho de agradecer.
– Você quis, Bella? – Edward perguntou carinhosamente, acariciando seu rosto. Ele mal acreditava no que tinha acabado de ouvir.
Bella balançou a cabeça afirmativamente. Sua pele estava corada.
– Você já me amou e eu tenho esperança que esse sentimento ainda esteja guardado em seu coração. Eu esperarei o tempo que for preciso...
Edward queria poder dizer a tinha esperado por dez anos e que aguardaria mais dez se fosse preciso.
– Bella, – Edward continuou – sabia que é a segunda vez que eu te dou seu primeiro beijo?
Ela sorriu pra ele.
– Eu tenho sorte... Vamos? – Bella chamou-o, tentando disfarçar as reações que aquele beijo tinha provacado em seu corpo.
– Vamos! – Edward respondeu, trazendo no rosto um sorriso exuberante, afinal tinha acabado de beijar a mulher de seus sonhos.
Quando Bella levantou-se percebeu o quanto suas pernas doíam, mas resolveu não falar nada para não preocupá-lo. A casa parecia que se afastava a cada passo que ela dava em sua direção, tamanho seu cansaço.
– Edward, vamos parar mais um pouquinho?
– Está sentindo alguma coisa, amor?
– Só minhas pernas que estão doendo um pouco.
Sem pensar, Edward pegou-a no colo.
– Eu te carrego.
Bella não teve forças para contestar. Primeiro, porque duvidava que conseguisse dar mais um passo sequer; segundo, porque estar nos braços de Edward era extremamente agradável.
Passou os braços em volta do pescoço dele e apoiou a cabeça em seu peito.
– Vai se cansar.
– Você é levinha. – Edward comentou, extasiado com o fato de Bella estar em seus braços, colada a seu corpo.
Bella resolveu relaxar e aproveitar o momento.
– Você tem um cheiro bom, lembra chuva na terra.
Edward riu alto.
– É bom saber disso.
Estar tão perto do corpo de Edward fez Bella se lembrar que apenas ela tinha perdido a memória. Na cabeça de Edward deveriam ter todas as lembranças dos dois juntos, se beijando, fazendo amor...
– Edward, eu era boa de cama?
O som de Bella se estatelando no chão soou abafado na areia fofa.
– Aaaai!
– Oh, oh meu Deus!! Desculpa, Bella, eu ... eu... Eu tive câimbras. – Edward mentiu, ainda entorpecido pela pergunta que acabara de ouvir. Ela o tinha pego completamente de surpresa.
– Você se machucou? – Perguntou preocupado, sem acreditar que a tinha soltado de susto.
– Não. E você, melhorou das câimbras?
– Sim, já passou.
“Não pergunta de novo, por favor, por favor!!” Edward tinha se preparado muito bem com a equipe de Roarke para responder as perguntas de Bella, mas aquela não estava no script.
– Acho melhor eu ir em suas costas, vai que te dá esse treco de novo?
Bella agarrou o pescoço de Edward, por trás, e, com sua ajuda, envolveu sua cintura com as pernas. Seu rosto ficou no ombro dele, bem perto de sua orelha e foi ali que ela, para desespero dele, voltou ao assunto.
– E então, eu era ou não era boa de cama?
Edward cerrou os olhos e enrugou a testa, ciente que aquela tentação era o preço que tinha de pagar por toda a tristeza que já tinha lhe causado. De repente Bella começou a pesar cem quilos.
– Era sim Bella. Fazer amor com você sempre foi mágico. A melhor coisa do mundo.
Edward baseou-se em suas fantasias para dizer aquilo, mas no fundo sentiu um dor atravessar seu coração ao pensar que James ou qualquer outro ex-namorado de Bella poderia responder aquela pergunta sem mentir.
“Por Deus, Bella, para por aí!!” Ainda bem que ela não podia ver sua cara de desespero.
– A gente transava muito? – Bella achou bom que não tivesse de encará-lo, mas estava muito curiosa para deixar sua timidez a travar.
“Eu mereço!”
– Sim, Bella, quase todos os dias.
– Ham...
Bella resolveu parar de perguntar. Enfiou a cabeça no vão do pescoço de Edward e suspirou.
– Eu queria me lembrar... – Sussurrou, entregando-se.
“Eu queria que fosse verdade...”, ele pensou.
Edward não comentou nada, torcendo para que as perguntas acabassem. Se Bella falasse mais alguma coisa sobre aquele assunto ele a deixaria cair novamente, tinha certeza.
Tomaram café na varanda como um casal feliz e apaixonado.
Edward olhou ao redor e percebeu que em apenas um dia Bella tinha transformado aquela casa em um lar... O lar que sonharam... O lar que ele achou que nunca mais teria...
“Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos se não fora
A presença distante das estrelas!”

sábado, 3 de março de 2012




Medo de Amar 4
Londres, 4 abril de 1816

Jacob Black, Duque de Telford, estava atrasado. Muito atrasado por sinal. Passou horas na casa de uma de suas amantes, uma senhora viúva, com quem mantinha uma relação há pouco mais de duas semanas. O famoso libertino tinha várias mulheres aos seus pés, mas Briana Emmerson foi uma conquista bem difícil. Ela era a viúva do conde de Carlisle há apenas seis meses e Jacob fez de tudo para conseguir os seus favores. Para o seu azar, a viúva tinha uma bela fortuna e não dependi dele, como outras mulheres a quem levou para cama, por isso foi tão difícil e divertido a arte da conquista.

Ele ficou a tarde inteira usufruindo dos favores da mulher e os dois acabaram perdendo á hora. Jacob dormiu e quando acordou já estava atrasado. Saiu da casa de Briana por volta das dez horas e foi direto para a sua mansão na Mayfar para se arrumar.

Ao chegar à porta da sua casa, Jacob viu algo curioso. Deteve-se por um momento para olhar uma jovem andando do outro lado da rua de forma sorrateira. Percebeu que começava a atravessar quando vinha uma carruagem. Ele pensou em gritar, mas não adiantaria. Correu por instinto para a jovem a empurrou para fora do caminho da carruagem. Viu quando a moça caiu e bateu com a cabeça.  

Jacob pegou o seu pulso e viu que ainda estava quente. Aproximou-se do seu rosto, para sentir a sua respiração, e percebeu que ainda estava viva. Tomou-a nos braços, gritou para o seu cocheiro vir pegar a valise da jovem e a carregou para sua casa.

No escuro não foi possível ver os traços no rosto da moça. Mas ao chegar à mansão, na claridade das lamparinas que estavam no roll, conseguiu ver que tinha um belo rosto. Ela era realmente linda. Os lábios carnudos e desejáveis, as belas maçãs do rosto, nariz reto e empinado, a pele mais branca que leite e os cabelos vermelhos. Era uma mulher muito linda.

Caminhou com ela para o quarto de hóspede, enquanto o seu mordomo e o valete o seguiam, olhando para o rosto da mulher. Seu coração começou a palpitar imediatamente. Foi tomado por um desejo descomunal. “Como era possível se sentir assim em relação a uma mulher que estava quase morta em seus braços?” Jacob não conseguia explicar. Simplesmente se sentia atraído de forma única por ela.

Chegando ao quarto, colocou a sobre a cama e sentou para observar o seu rosto.
- Sr Crispt, chame o Dr Host. – Ele ordenou ao mordomo. – A Srta precisa urgentemente de um médico. Peça para a governanta vir tirar as roupas da jovem. Precisamos deixá-la o mais confortável possível.

- Eu o farei, Vossa Graça.- O mordomo assentiu e saiu do quarto rapidamente.

- Vossa Graça, ainda sairá essa noite? Os seus trajes já estão arrumados. – Sr Donagel, seu valete, perguntou observando o patrão.

- Não sairei mais hoje. Estou muito preocupado. Pode se recolher. – Jacob disse para o seu valete, que fez uma mesura e saiu do quarto. Continuou a observar a jovem deitada na cama e em um gesto instintivo passou um dos dedos sobre o rosto macio.

- Quem é você? De onde veio? Suas roupas não são de serviçais, mas também não parecem roupas de uma senhorita da nobreza. Provavelmente uma dama de companhia ou uma preceptora. Como eu nunca a vi antes por aqui? - Ele continuou divagando sozinho. – O mais estranho são esses brincos. Parecem diamantes. Mas como? - Arqueou uma das sobrancelhas e continuou fitando a moça. Pegou a mão e percebeu que era levemente calejada. Não eram mãos de uma dama. Ela provavelmente fazia serviços pesados. ”Seria uma ladra?” Parecia estar fugindo no meio da noite. “Teria roubado a casa dos patrões?”

Pouco depois, Dr Host chegou aos aposentos e examinou a jovem. Receitou alguns remédios, mas a jovem permaneceu desacordada. Segundo ele estava em coma. Jacob ficou desesperado com aquilo. “O que faria com a  bela mulher?” Pensou em investigar a sua origem, mas não queria anunciar que a moça estava em sua casa. Se fosse uma ladra, como realmente pensava, trataria direto com ela. Deu ordens para o mordomo investigar a identidade da moça, orientando a ele e aos demais criados de que ninguém poderia saber de sua presença ali. Também pediu o máximo de discrição ao médico. Não queria ter um escândalo em suas mãos. Entretanto, bem lá no fundo, não foi por medo de escândalo que pediu sigilo. Foi instinto de proteção que surgiu por aquela jovem.

Jacob passou quatro dias em casa observando a moça. Não tinha nenhuma informação sobre ela. Nenhum dos vizinhos da Mayfair, segundo o mordomo apurou com os empregados, deu queixa de roubo ou desaparecimento. Talvez a moça fosse uma empregada demitida. Fosse como fosse, ele permaneceu velando o seu leito e a cada dia ficava ainda mais obcecado pela bela jovem de cabelos vermelhos dormindo sobre a cama.

Por vezes ele percebia que lágrimas silenciosas escorriam pelo canto do rosto da jovem. Aquilo o comovia bastante. Segurava em sua mão e fazia carinho. O instinto de proteção crescia ainda mais. Queria cuidar da jovem, que ela acordasse para saber tudo sobre ela. A sua curiosidade só fazia crescer a cada hora que se passava. Tentou diversas vezes sair de casa para se divertir com seus amigos Brandt e Langlay no White’s, mas não conseguia se entreter. Os três eram melhores amigos desde os tempos de Oxford. Eles se conheciam como ninguém. Brandt chegou a dizer que Jacob estava apaixonado pela “Bela adormecida”, coisa que ele nunca pensou que fosse acontecer desde a traição de Caroline. Jacob jurou que nunca mais amaria. Não entregaria o seu coração para mulher alguma, mas de uma forma estranha aquela estranha aquela jovem mexia com ele. Seus amigos chegaram a fazer uma aposta sobre quanto tempo demoraria para ele desposar a “Adormecida”. Ele sempre negava os seus sentimentos.

As poucas vezes saiu da sua casa, para se encontrar com os amigos, Jacob se viu angustiado. Não conseguia ficar longe dela. Queria estar à beira da cama quando acordasse. Ver seu sorriso, saber qual a cor dos seus olhos, ouvir o tom da sua voz era tudo o que ele mais ansiava naquele momento. Chegou a sonhar algumas vezes com ela. Estava à beira do desespero, quando no quarto dia ela finalmente acordou.

[...]

Edward estava furioso. Para dizer a verdade, completamente louco. Tudo que havia planejado estava arruinado. Tinha muitas dívidas e precisava do dinheiro de Renesmee para pagá-las. Seu tio, o antigo marquês, mesmo na morte o prejudicava. Ele não podia tocar o dinheiro, que considerava seu por direito, por causa das cláusulas do testamento. O não estava atrelado ao título, praticamente toda a fortuna, era da prima. As terras, títulos, propriedades, fábricas, ações e contas bancárias não podiam ser mexidas até a sua maioridade. Essa era uma das cláusulas, feitas minuciosamente. E mesmo que se casasse, segundo elas, o marido só poderia mexer com o consentimento da esposa. Toda a documentação era bem amarrada para evitar que a fortuna fosse tomada da jovem.

“Agora o que fazer?” Ele havia esperado demais. Sim! Fora um grandioso tolo. Deveria tê-la obrigado a se casar antes. Pretendia, no entanto, esperar a maioridade para que pudesse mexer na fortuna. Foi gastando muito dinheiro, ao longo dos anos, e tinha muitos credores. Contava com a herança da prima para pagar as dívidas e ter a vida que merecia. O dinheiro que as propriedades arrecadavam não era o suficiente e os da que estavam no nome dela, eram diretamente depositado em sua conta. Se ao menos conseguisse corromper o advogado “filho da mãe”? Nunca conseguiu. Por mais que tentasse, ele nunca aceitou suborno para desviar o dinheiro da jovem. Era amigo do falecido tio e tinha dívida, de honra, com ele.

Diante da situação desesperadora, Edward contratou um detetive para tentar encontrar o paradeiro da prima. Os dias foram se passando e nenhum rastro fora encontrado. Como se ela nunca houvesse existido. Nenhum cocheiro havia transportado a jovem naquela noite, nem nas demais. Ninguém sabia nada sobre ela. Para piorar tudo, não podia fazer alarde e colocar sua foto no jornal. Se pretendia tê-la como esposa, evitar um escândalo era extremamente necessário. A sociedade não perdoava os escândalos. Uma senhorita em sua situação ficaria marcada para sempre e seria renegada. Não podia expor sua futura marquesa. Precisava ser cauteloso nesse ponto.

Duas batidas na porta de seu aposento e ela se abriu. Seu mordomo entrou e anunciou sua mãe. Era a última coisa que precisava, ele pensou. Sermões de sua mãe naquele momento não mudaria situação. Se ela ao menos compreendesse seu desespero...

- Edward, meu filho, alguma notícia de sua prima? – Ela perguntou naquele mesmo tom frio. Agia como se fosse um alívio se livrar da sobrinha. Mal sabia que o pouco dinheiro que usufruíam era do o que conseguiu vender dos objetos, roubados, de suas propriedades. E o resto comprava por conta, contando com a herança que ela receberia em três meses.

- Contratei um detetive e estou aguardando que me ofereça informações relevantes sobre ela. – Respondeu secamente e voltou a beber. A bebida era a única coisa que o aliviava no meio daquela tempestade.

- Tenho conhecimento. Por conta disso estou aqui. Não acha que seria melhor esquecer aquela “desavergonhada”? Se a notícia se espalhar, suas irmãs estarão arruinadas. Nenhum homem em sã consciência desposaria as primas depois que Renesmee fez.  – Estava apenas preocupada com o escândalo e o bom nome da família. Mal sabia que esse bom nome não valeria de nada sem o dinheiro da herança. Seria obrigado a vender as poucas propriedades em seu nome para pagar os credores. Estava no fundo do poço e sua mãe só pensava em um bom casamento para as filhas. Não se contentaria com no mínimo um conde rico, mesmo que fosse velho, para elas.

- A senhora não entende... – Não conseguiu terminar a frase. Como poderia contar que havia gasto mais do que devia naqueles anos? Que não tinham mais dinheiro e viviam de aparências? Ouvir de sua mãe que era um derrotado não era o que precisava. Ele se sentia como um menino diante dela. Ela sabia o poder que exercia sobre ele, sempre o intimidando quando era conveniente. Queria que fosse embora, para evitar o desaforo de lhe contar sobre a falência.

- O que eu não entendo? Que você agora tem uma obsessão por aquela desfrutável? Acha que ela é digna de ser sua esposa? Faça-me o favor... Você precisa de uma noiva rica. De preferência filha de um conde ou um duque. Temos jovens adoráveis que seriam ótimas esposas. Então me explique. Não sairei daqui antes de esclarecer a situação. – Sua mãe se sentou e ficou tamborilando o dedo sobre a mesa, de forma irritante, enquanto o encarava. A situação já era ruim demais. Ser tratado como um menino era humilhante.

- Toda a fortuna do meu tio, praticamente noventa por cento dela, não estava atrelada ao título. Ele deixou “tudo” para ela. Exatamente “tudo”! Jóias, propriedades, ações, contas, fábricas, a casa em que vive, obras de arte... Tudo! E o pior é que o testamente foi muito bem feito. Mesmo que “ela” se casasse antes dos vinte um, o marido não poderia mexer em nada sem sua autorização, com pelo menos três testemunhas e registro em cartório. – Sua mãe olhava com espanto. Estava mais branca que um fantasma e não fazia idéia da gravidade da situação. – Eu gastei praticamente todo o que ganhei nos primeiros dois anos. Vendi algumas obras e até roubei pertences das propriedades dela. Estou com muitas dívidas e os credores no meu calcanhar, mamãe. Preciso me casar com “aquela vagabundazinha” para pagar o que devo e viver da forma que mereço. – Voltou a beber e se calou. Não era preciso se humilhar ainda mais.  – Sabe bem que apesar de ser um marquês, não sou devidamente respeitado pela sociedade. Eles me olham com superioridade. Chega a ser irritante. É testemunhar que meu pai não era bem visto. Um fanfarrão, que praticamente arruinou o nome da família. Eles não se esquecem dessas coisas. Somos convidados para os eventos, mas a maioria das famílias nobres nos olha com desprezo. Será um milagre se conseguirmos um bom casamento para as meninas...

- De quanto é o montante da dívida? O quanto gastou, Edward? – Ele não respondeu. – Não vai responder, não é? E as jóias? Temos muitas jóias caríssimas, que foram da mãe de Renesmee. Podemos vendê-las para pagar as dívidas... – Ela começou a tagarelar e ele perdeu a paciência.  Estavam em um impasse.

- CHEGA! CHEGA! As jóias que a senhora usa são “dela”.  Todas devidamente registradas e com certificado. Estão catalogadas no inventário e um avaliador verificará, minuciosamente, uma a uma quanto ela tomar posse. Não é possível vender. Entende? Que irônico, não? A senhora a fez de empregada todos esses anos. Usou as jóias dela, como se fossem sua, fez com que vestisse trapos e comesse restos. Dorme em um sótão, quando a casa pertence a ela. – Ele estava irritado demais e não esconderia mais nada. Sua mãe precisava saber a gravidade daquilo e suas implicações futuras. - Tenho que encontrá-la e forçar a se casar comigo. É o único jeito. Por que acha que nunca a deixei ter uma temporada? Queria evitar se um nobre qualquer a pedisse em casamento. É bonita demais para ficar exposta por ai. Só de olhar para ela, pode-se ver a  educação e linhagem. Não faz idéia do quanto me esforcei para esconder “aquela coisinha” insignificante e até garanti que estivesse arruinada para sempre. Mas agora ela fugiu e vou encontrá-la. Nem que seja no inferno... Preciso que se case comigo e me passe à fortuna. Depois posso providência uma morte lenta e dolorosa.

- Então faça isso! Garanta o nosso futuro. – Córdelia disse de forma fria, como se a morte da jovem não significasse nada. Na verdade odiava Renesmee, pois ela lhe mostrou a crueldade do seu filho. Por mais que tentasse negar, a cena que viu no quarto aquele dia não saia da cabeça. Ela era a prova vivia de que havia criado um monstro. Ela deu as costas e saiu do aposento sem olhar para trás. Edward pode ver que mais uma vez sua mãe desculparia, e poria a culpa em alguém, pelo seu fracasso e mesmo pela morte da jovem.

Agora a coisa ficará boa. Nessie tentará enganar o duque, mas Jacob não é bobo e logo descobrirá a identidade. Mas para a surpresa, ele logo descobrirá que a moça por quem está apaixonado está noiva. Será um Deus nos acuda. Mas Jacob descobrirá a crueldade de Edward e ele pagará...CARO!
Bem, obrigada pelos comentários! Espero que estejam gostando da fic.
O próximo cap já está betado. Hoje eu termino o cap 7 e tento iniciar o 8.
Eu já disse que amo vcs? Amo sim!! Afinal estão aqui comigo toda semana, mesmo após ter saído do Nyah.
Bjsu no core

N/Heri: OMG! To angustiada tbm...isso vai ser amor a 1ª vista Glau? Ou ela fica com amnésia? Nossa, bem que imaginei que todos eram dependente de tudo que ela tinha,conforto, riqueza,jóias e o mais... Ah porque meninas, nossa autora é cruel com agente... To super, super louca pra saber como será esse encontro....ai meninas comentem...bjkas

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012


Medo de amar 3

Londres, 4 abril de 1816

- Mamãe, por que Nessie não pode ir conosco ao baile da Lady Levestop¿ - Annabel, a mais amável das primas perguntou enquanto Nessie terminava de arrumar os seus cabelos.

- Já disse que não é a vontade do seu irmão. Não devo discutir isso com você. -  Nessie sentiu a opressão em seu peito. Já tinha quase vinte um anos. Na verdade faltava somente três meses para completar a maioridade e nunca teve uma temporada. Agora que suas primas Catarine e Annabel completavam dezessete e dezoito anos, e teriam sua temporada, achou que também lhe seria permitido participar dos bailes nos salões dos casarões mais luxuosos de Londres. Era a filha de um marquês, tinha um belo dote, apesar de não saber exatamente quanto, e era bela. Apesar de não ter esperanças de fazer um belo matrimônio, não depois de ter sido completamente arruinada pelo tutor. Nem mesmo queria. A idéia de um homem a possuindo novamente causava-lhe náuseas e pânico. Mesmo assim gostaria ao menos da oportunidade de sair de casa. Mas ser impedida era outra coisa¿ Ali estava claro que a tratavam apenas como uma mera criada. Era isso que ela era para os Wood’s, que outrora lambiam o seu chão.

Nessie passou os seis anos dentro da casa, usando as roupas usadas e velhas das primas, isso quando lhe davam; em um quarto simplório no soton e sem o mínimo de conforto. É claro que para manter as aparências ela fazia as refeições à mesa com a tia e as primas. De resto, era tratada como uma criada. Ajudava as primas a se vestirem, cuidavam dos seus vestidos e sapatos, mantinha o quarto sempre organizado a medida do possível, ajudava a vestir as roupas e a tirá-las quando voltavam. Em resumo, era a aia das primas. Aquilo chegava a ser ironia. Agora que teriam a sua temporada, estava largada de lado, esperando pela boa vontade para ter sua própria vida.

Três meses... Três meses...

Nessie pensou enquanto ouvia a negativa da tia. Fingiu não se importar com o comentário e ouvir Catarina reclamar. – Se continuar com essa moleza, não chegaremos cedo ao baile. Será que é tão imprestável que nem arrumar cabelos faz direito. Ande logo com isso e venha arrumar os meus.  

- Terminei, Bel. Você está muito bonita. – Ela disse sorrindo enquanto olhava para a prima. A moça possuía beleza singela, mas não era nenhuma beldade ao contrário da irmã. Possuía os cabelos negros, a pele muito branca e os olhos verdes. Não era atraente como a outra prima, afinal Catarina poderia ser considerada uma beldade apesar da futilidade. Era realmente linda e a esperança da mãe para um bom casamento. O coração, entretanto, era pura maldade. Uma víbora maliciosa. Já Annabel era boa, apesar de não fazer nada por ela quando a irmã e mãe davam seus ataques.
                                                                                                     
- Anda logo, Renesmee! – Ordenou a outra prima. Nessie fez uma careta e se dirigiu até a poltrona onde estava sentada. Começou a trabalhar com má vontade nos cabeços da prima e terminou pouco depois. Não ficou tão belo e caprichado quanto o de Annabel. Não deixaria aquela bruxa com o ar de princesa. Estava ali fazendo o papel de aia obrigada.  Aquela situação duraria apenas três meses. Era por isso que rezava constantemente. Depois disso tomaria o que era seu e iria embora daquela casa.

As primas e a tia estavam arrumadas com belas vestimentas de seda, a tia com um belíssimo e luxuoso vestido vinho que marcava o seu corpo, usava os rubis de sua mãe adornando o colo, o que a deixava ainda mais furiosa. As primas com vestidos claros, próprios para a idade e condição de donzela. Annabel com vestido pêssego e Catarina com vestido verde claro. Ambas possuíam combinação de colares, brincos, pulseiras e anéis de diamantes. Estavam belíssimas e fariam bela figura na sociedade, Nessie sabia. O mais revoltante para ela não era o fato de ser impedida de ter uma temporada, mas o de usarem as jóias que eram suas por direito. As mesmas que foram tomadas no dia em que partiu de Colchester.

“Um dia elas serão minhas.” Ela dizia para si mesma tentando conter o ultraje. Aquilo era um abuso. Os parentes se apossaram dos bens e das jóias. Elas desceram para o grande salão e o que viu a deixou pálida. Sentiu uma tonteira e quase desmaiou.

“O monstro!”

Lorde Colchester estava lá. Exuberante com o fraque negro elegante. Na gravata uma esmeralda suntuosa, luvas braças, os cabelos impecavelmente penteados. Ele era um homem belo, mas a sua beleza era apenas exterior. Só ela sabia o que se escondia por trás daquela face encantadora. Ainda podia se lembrar de cada momento, da dor das suas investidas e do tom maldoso da sua voz rouca.

- Está muito bela, Renesmee. – Ele se adiantou e tomou a mão, colocando os lábios sobre ela. O corpo inteiro de Nessie se arrepiou. Ela sentiu pavor e nojo do toque daquele homem. Sentia-se sufocada e queria fugir dali. Não suportaria mais a sua presença. Fez o possível para se manter longe de seus olhos naqueles seis anos. Todas as vezes que ele visitava a família, ela ficava trancada no quarto fingindo indisposição. Ali, no entanto, foi inevitável.  Puxou a mão de rapidamente, abaixou os olhos e tentou não deixar que percebesse o seu medo.

- Boa noite, Lord Colchester!  - Fez uma mesura perfeita, como fora ensinada pela preceptora e depois pediu permissão para se retirar. – Se me derem licença, devo me recolher. Boa festa para vocês.

- “Não! Não! Não fará novamente aquilo comigo”. – Nessie andava de um lado para o outro em seus aposentos. Não suportaria passar por aquele tormento novamente. Precisava fazer algo urgente. Faltava apenas três meses para o seu aniversário. Depois disso estaria livre. Completamente livre. Se ficasse naquela casa correria o risco de ser machucada novamente. Não tinha a intenção de permitir que homem algum possuísse o seu corpo novamente. Não passaria por todo o sofrimento novamente. Durante todos os anos ela acordou chorando durante as noites com o mesmo pesadelo. Aquilo a angustiava.

Depois de muito pensar, Nessie decidiu que deveria fugir para longe. Quando tivesse sua maioridade encontraria um advogado e exigiria os seus direitos. Mas se continuasse ali, certamente estaria perdida. O fato do Lord Colchester não permitir que ela tivesse uma temporada tinha algum significado. Ela era a herdeira e em pouco tempo teria posse dos seus bens. Certamente ele não tinha a intenção de permitir que encontrasse um cavaleiro que a desposasse. Um pensamento estranho passou por sua mente. “E se ele quiser casar comigo?” Oh,Céus! Aquilo exigia uma medida urgente. Se ele tivesse a intenção de desposá-la, para tomar a sua herança, não teria muito que fazer.

Nessie começou a arrumar uma valise com alguns vestidos e roupas íntimas. Não havia muito que levar. Ela nem podia levar as jóias de sua mãe que estavam no cofre da Sra Wood. Mas podia pegar dinheiro. Sim! Precisava de dinheiro. Esqueceria as jóias. Só levaria consigo o brinco e o anel de diamante que usava. A única coisa que sobrou da sua herança.

Foi para o quarto da tia e começou a vasculhar as coisas. Achou alguns guinés, mas não dava para se estabelecer. Saiu do quarto com a valise e passou silenciosamente pelos corredores. Chegou ao primeiro andar e procurou por sinal dos empregados. Não havia nenhum. O mordomo não estava ali, mas ela precisava ir rapidamente para o escritório procurar dinheiro. Entrou no escritório e após vasculhar as gavetas achou uma milha.

Ótimo!

Agora ela só teria que sair pela porta dos fundos, tomando cuidado para não ser vista, pegar uma diligência para outra cidade e se manter escondida por três meses. O plano até parecia perfeito, mas ela sabia que no momento em que se dessem conta do seu desaparecimento iriam procurá-la. Então precisava ser rápida. Ela saiu na escuridão, passou pelo jardim e arbusto sorrateiramente até chegar ao portão da rua.

Mayfer estava silenciosa e pouco iluminada por algumas luminárias. Não havia muito movimento de carruagem àquela hora. Praticamente toda a nobreza que residia na Mayfer estava no bailo no outro lado da cidade. Era uma oportunidade única para sair sozinha à noite. Mesmo assim precisava encontrar um coche de aluguel. Não podia atravessar a cidade para pegar a diligência sozinha.

Nessie correu  pela calçada. Estava com frio. Muito frio. Usava nos ombros apenas um cachecol de lã brando. A lufada de vento a deixou arrepiada. Céus! Ela precisava urgentemente de um abrigo. Estava andando há algum tempo por aquela longa rua e não havia conseguido encontrar um coche de aluguel.

Atravessando a rua correndo, sem olhar para o lado. Quando se deu conta do que acontecia. Uma carruagem partia para cima dela. Nessie não conseguiu reagir. Ficou paralisada de susto. Alguém se arremessou contra ela e a jogou para longe. Sentiu o corpo e a cabeça batendo contra o asfalto e apagou


Medo de Amar2
Medo de Amar4

Nota Glau
E ai, Girls? Quem adivinhar que salvou Nessie do atropelamento ganha um doce! Quem? Quem? Quem? Kkkkk SHUASUASU Ele mesmo! O nosso caramelinho lindo. No próximo cap já o teremos na fic e vocês saberão como ele se apaixonará pela moça desconhecida, desacordada e totalmente frágil.
E Edward? Como ele evitará que o duque se apaixone pela Nessie? Isso só lendo para saber. Eu tenho até o cap 6 pronto e o 7 em andamento. A Heri está super excitada com o que já leu. A estória promete e vocês vão se deliciar com o duque. Isso eu prometo.
Obrigada mais uma vez pelos comentários! Amo todos eles! Os outros caps já estão prontos e betados. A postagem só depende de vcs.
Uma ótima semana!!!
Bjsu no core

N/ Heri: Oi, meninas, apareci enfim... Meu Deus....que capitulo, que historia. To super animada e curiosa, amo essa narrativas... Glaucia não me contou nada do que vem, estou como vcs... na expectativa, sofrendo junto com a Nessie... Então vamos comentar?...bjs