sábado, 10 de março de 2012

Medo de Amar 5
Londres, 8 abril de 1816
Nessie piscou duas vezes e percebeu que estava em um lugar escuro, com sombras bruxuleantes pairando pelas paredes. Seu corpo estava dolorido. Muito dolorido. Nada comparado com a cabeça. OH Céus! Ela se sentia muito mal. Tentou se mover e todos os seus ossos deram o alarde de que o seu estado era ainda pior do que pensava. Uma dor insuportável a fez gemer baixinho. Piscou mais duas vezes tentando se orientar. “Afinal onde estava? O que havia acontecido?” Forçou a sua memória e... A última coisa que se lembrava era de estar fugindo da casa do seu malfeitor.

- Hummm! – Além da dor insuportável em cada articulação de seu corpo, sua boca estava seca. Estava com muita sede. Precisava urgentemente de água. – Água... – Sussurrou com dificuldade.  Viu quando uma sombra passou pelo quarto. Era à sombra de um homem. “Seria Edward?” Ela começou a se preocupar. Se fosse ele, realmente, estaria morta. Tentou se sentar e mais uma vez foi atingida por uma dor aguda. – Aiiii!

- Calma, senhorita! – A voz rouca de um homem atingiu os seus ouvidos. Era uma bela voz. “Quem seria aquele homem? Onde ela estava? Estaria à mercê de um completo estranho?” – Pedirei a uma serviçal para trazer água e ajudá-la com as suas necessidades.

- Onde estou? Quem é você? - Nessie perguntou se sentindo completamente confusa. Sua vista fez uma rápida varredura pelo quarto. No primeiro momento a visão foi turva. As vistas demoraram a se acostumar  até se abrirem. Levou um tempo. Para ela uma eternidade, na verdade. Era um local luxuoso e aconchegante. Tudo aquilo só a deixava ainda mais confusa.

- Eu sou Jacob Black, Duque de Telford, e você está em Telford House na Mayfair. Eu a salvei de um atropelamento há quase cinco dias. Você ficou muito machucada por causa da queda. Segundo o Dr Host entrou em estado de coma. – Ele falou tudo muito tranquilamente ao aproximar-se da cama. Quando Nessie finalmente fitou o seu rosto, viu que se tratava de um homem bonito. Essa talvez não fosse à melhor definição para o Duque. Ele era o homem mais perfeito que vira na vida. Os seus cabelos negros como a noite. A pele morena queimada de sol, diferente da maioria dos homens pálidos. Os enormes olhos negros, o nariz arredondado, queixo quadrado, maçãs do rosto proeminente, grossas sobrancelhas e os desejáveis carnudos. Além disso, o homem era alto, com ombros largos e pareciam musculosos, mesmo de baixo daquela roupa. A sua camisa branca estava aberta e deixava o seu corpo e parte dos peitos a mostra. Nessie respirou fundo ao ver tamanha perfeição em forma de homem. Era um verdadeiro “deus grego” dos romances que lia escondido. Para completar, enquanto ele o observava, sorriu. Pode ver as covinhas se formando em seu queixo. Aquilo era bem mais do que uma visão. Nessie quase se esqueceu de que estava na cama de um completo estranho. Nem conseguiu sentir medo.

- Agradeço a generosidade, Vossa Graça. – Ela fez uma leve mesura com a cabeça. Não conseguia fazer mais no estado que estava. Apesar de ter perdido completa noção do que se passava ao olhar o homem, o corpo ainda lhe doía horrores. Ela gemeu novamente.

- O médico advertiu que acordaria com dor. Ele receitou remédios para você. Ele temeu que seu corpo ficasse fraco demais e morresse, caso não acordasse logo. Sinto um grande alívio em vê-la acordar... - Falou com um tom de voz angustiado demais. Nessie notou. Era estranho estar diante de um duque. Mesmo que a houvesse salvado, como qualquer cavalheiro faria, não se importaria com sua saúde. Poderia ser cuidada por criados. Era estranho.  - Precisa de um banho e alimentação. Pedirei para a criada vir ajudar à senhorita. – Ele respondeu observando o seu rosto. Havia algo estranho na forma como ele a observava. Parecia analisar cada traço de forma atenta. Nessie se sentiu desconfortável naquele momento. Sabia que ficar a sós com um homem era muito perigoso. Já havia pagado um alto preço. – Não precisa me agradecer. Fiz o que qualquer cavalheiro faria naquela situação. Agora só preciso saber qual o seu nome e sobre a sua família. Eles devem morrer de preocupação em notícias tanto tempo. Pedi para o meu mordomo investigar com os serviçais dos nossos vizinhos, mas ninguém deu alarde de desaparecimento. Acho que estão preocupados com sua reputação.

- Eu... Eu... – Nessie gaguejou e foi tomada por pânico. Suas sobrancelhas se contraíram e lágrimas se formaram nos cantos dos olhos. Não poderia dizer a verdade ao Duque. Certamente ele a levaria direto para os braços de Edward. Ela tinha que mentir por mais que isso lhe afligisse. Ele parecia um homem bom e não era correto mentir. A maioria dos nobres eram arrogantes e pretensiosos. Certamente não teriam a mesma atitude do duque. O que fez foi muito mais que um ato de cavalheirismo. Salvou a sua via e a acolheu. Tinha certeza que o marquês nunca teria feito isso por uma estranha. Apesar disso, não poderia se dar ao luxo de lhe contar a verdade. “O que faria além de mentir? Céus! Nessie estava em apuros.

- O quê?- Ele perguntou arqueando uma das sobrancelhas. Ficou ainda mais bonito com aquele jeito arrogante. Ela quase se perdeu em seu olhar. Ele se sentou a beira da cama e pode ver ainda mais claramente a forma como a fitava. Sentiu um nó se formando em sua garganta.

- Não sei... -  “O que mais ela poderia dizer?” Era preciso mentir para ele. Fingiria ter perdido a memória. Era plausível na situação em que se encontrava. Se ele a acolhesse os meses que faltavam para a sua liberdade, estava salva de Edward. Mentir era a sua única saída naquela circunstância desagradável. – Não lembro.

- Você não sabe quem é? Hum... – Ele perguntou e revirou os olhos. Levantou-se da cama e ficou andando de um lado para o outro sem dizer nada. Parecia impaciente naquele momento. – Isso é complicado.

- Eu sei. – Gaguejou, enquanto percebia a sua impaciência naquele momento. - Se Vossa Graça desejar, vou embora agora. Não sei para onde para ir, falar a verdade, mas não quero causar nenhum constrangimento. – Ela disse de forma tranqüila. Precisava manter o controle da situação. Ele não poderia suspeitar nem por um momento que estava fugindo. Seria desastroso. Certamente, como um cavalheiro, desafiaria o marquês para um duelo. Mesmo que fosse proibido naquela época. Homens costumavam duelar pela honra de mulheres, quando necessário. Era escandaloso sempre que ocorria. Ouviu vários mexericos de sua tia, normalmente contando casos de infidelidade ou disputa por cortesãs. Não queria estar na boca  da sociedade de forma alguma.

- Acha que eu a deixaria sair da minha casa machucada e sem memória? Pelo que me tomas, senhorita? – O duque se aproximou da cama e Nessie estremeceu. Ele estava ofendido ou sabia que mentia. Ela, no entanto, precisava continuar com a farsa.

- Eu não me lembro de nada. Não sei para onde ir e a quem procurar. No entanto seria escandaloso para a “minha família!” e para Vossa Graça se descobrissem que estou hospedada sem uma acompanhante na companhia de um homem. Por mais que esse homem seja um perfeito cavalheiro e tenha boas intenções. Não deveria se quer estar em trajes de dormir na sua frente. Muito menos sozinha em um quarto. Isso é terrível! – Ela colocou as duas mãos sobre a boca.  – Estou completamente arruinada.

- E acha que sair por ai sem rumo a deixaria em situação menos desfavorável?- Ele perguntou de forma irônica. – Sua família está a sua procura. Entretanto sua reputação estaria na lama se isso viesse a publico. Sinceramente, não sei como descobrir de que família pertence sem perguntar. Outra coisa que me intriga é o fato da senhorita está fugindo sorrateiramente no meio da noite. Isso provavelmente seria mais um escândalo somado a toda essa constrangedora situação. – Ele ficou analisando o rosto de Nessie novamente. Ela abriu e fechou a boca duas vezes. Não conseguiu responder. Sabia que estava jogando com ela. Se começasse a investigar descobriria quem era e a entregaria ao seu carrasco. Precisava dizer algo que não comprometesse a sua mentira.

-  Essa situação é demasiadamente estranha. – Ela disse tentando se manter calma e desviou os olhos dele. Sabia que ele veria a sua mentira. Precisava disfarçar. Jogar com que tinha. Ele não a atiraria na rua. – Se Vossa Graça puder me dar um tempo para recordar o que se passou? Tenho certeza que me lembrarei das circunstâncias, que causaram o meu fatídico acidente e a minha origem. Só mais um pouco da grande generosidade que sei que “milord”  tem.

- Tudo bem, milady. – Jacob se levantou e caminhou até a porta. – Darei todo o tempo do mundo para o seu restabelecimento. Meus serviçais não farão qualquer comentário sobre a sua presença em minha casa. Quando descobrirmos a que família pertence, eu esclarecerei os acontecimentos. Evitaremos o escândalo, eu lhe dou minha palavra de honra. Por hora só quero restabeleça a sua saúde. Eu a deixarei a sós por um momento. Daqui a pouco uma senhorita virá lhe ajudar com o que for preciso. – Ele pegou a mão de Nessie a beijou gentilmente. Ela se arrepiou quando os seus lábios aveludados tocaram a sua pele. Os seus olhos se encontraram e por longos segundos ela se viu presa a ele.

[...]

Jacob saiu dos aposentos e deixou a jovem sozinha. Estava muito perturbado com a conversa que teve. A única conclusão plausível para tudo aquilo era que estava mentindo. Ele pode estudar bem as suas feições durante o tempo que falaram. Viu as mudanças de expressões em seu rosto. Teve a certeza que fingia não se lembrar e certamente estava fugindo de alguém. Antes se tinha dúvida, de que pertencia a uma família nobre, não tinha mais. A forma como conversou lhe deu a certeza que fora muito bem educada. Seu vocabulário era impecável e também o decoro. Provavelmente estava fugindo para se aventurar com algum jovem por quem se apaixonara ou para se ver livre de algum casamento arranjado. Aquele pensamento fez o seu coração se apertar. “Inferno! Por que ele se importava tanto se estava apaixonada?” Não tinha o direito de se sentir dessa forma.

Voltou ao seu raciocínio sobre a situação. Às vezes havia rumores de escândalos daquele tipo. Jovens se rebelavam contra as suas famílias e fugiam de compromissos com rudes e velhos Lords, cheios de riquezas a procura de uma jovem de boa família para se unir. Mas uma coisa ainda o deixava intrigado. Suas mãos parecia calejadas pelo trabalho. Sendo assim isso ainda era um mistério. Fosse como fosse, Jacob precisava descobrir a verdade antes que ficasse louco. Já não conseguia pensar em mais nada que não fosse a “Bela Adormecida”. Ela era linda demais. Os olhos verdes pareciam preciosas esmeraldas, os lábios delicados, em forma de coração, e desejosos se moviam com graciosidade enquanto falava. Era perfeita para ele. Nunca, desde a traição que sofrera, se sentira assim tão fascinado por uma mulher. A jovem, no entanto, conseguia mexer com algo há muito adormecido em seu coração. Ele estava apaixonado. Era difícil admitir, mas estava loucamente apaixonado. Do contrário não ficaria velando o seu leito. Por mais que relutasse contra aquele sentimento era assim que se sentia. Quatro dias foram o suficiente para deixá-lo completamente rendido diante de uma desconhecida. Estava realmente ficando louco. Não podia, sabia bem. Tinha obrigações com o título. Por mais que relutassem em se casar, sabia que em algum momento precisaria de uma jovem, de boa linhagem, para ter um filho. Todos os homens passavam por esse tipo de obrigação. Casamento sem amor era algo muito comum para a sociedade. O que importava era a continuação da sua família. Todos o lembravam disso. As mães casamenteiras o espreitavam em busca de uma oportunidade. Ele, no entanto, não queria uma jovem enfadonha, sem beleza e sem graça para se casar. Por isso fugia. Também evitava, de todas as formas, apaixonar-se. Tinha amantes, era verdade, mas nenhuma significava mais do que noites de sexo.

Foi para o Whit’s aborrecido aquela noite. Estava completamente confuso e precisava beber um pouco para colocar as idéias em ordens.

Assim que chegou ao local, avistou Langlay em uma mesa com outro cavalheiro a quem não conhecia. Dirigiu-se até eles, cumprimentou-os e depois disso passou a conversar sobre investimentos. Aquilo manteria a sua mente distante do pensamento de sobre certa jovem “desmemoriada” que estava hospedada em sua casa. Quando o outro cavalheiro foi embora, Langlay o questionou sobre a moça.

- E como vai a “Bela adormecida”? - Perguntou e depois bebericou um gole de conhaque. Jacob não queria se lembrar dela. Muito menos falar sobre o assunto. Sabia, no entanto, que o amigo não o deixaria em paz. Sua obsessão o tornara motivo de piada.

- Ela acordou. – Disse como se aquilo não fosse um acontecimento relevante.  – O que se passa com Colchester? - Perguntou mudando de assunto.  Sabia que Langlay não se deixaria vencer, mas não custava nada tentar. – Qual o motivo da discussão com Whilcamp? – Disse olhando para a mesa do outro lado.

- Colchester está nervoso. Dizem que está devendo muito e Whilcamp está cobrando o que lhe é de direito. Mas você está propositalmente mudando de assunto. – Disse com humor sardônico e arqueou uma das sobrancelhas.

- Vejo que você notou afinal. – Respondeu com desdenho. Não estava com paciência alguma para aquilo. Não aquela noite. Não depois de vê-la. Não quando queria estar com ela em seus braços e niná-la.

- Algo o aflige e tenho certeza que é certa donzela que estava adormecida, em um dos aposentos de sua casa. Agora vai me dizer o motivo do seu tom ríspido ou terei que o convencer a me contar.

- Como se você fosse capaz de me convencer de algo. – Jacob respondeu.

- Sou persistente. Não vê? - Langlay deu um sorriso irônico.

- Não quero falar sobre ela. – Respondeu.

- É uma pena, porque eu quero. Quem ela é? O que fazia fugindo durante a noite? - Bebeu outro gole e ficou observando a expressão rígida do amigo. – Qual é problema Telford? Somo amigos e não contarei a ninguém sobre a jovem. Só estou curioso. Quero saber quem foi à feliz senhorita, que roubou o coração do maior dos libertinos de Londres. Essa foi uma façanha e tanto.

- Você faz muitas perguntas. Desde quando virou mexeriqueiro, Langlay? - Jacob perguntou desgostoso. O amigo tinha intimidade o bastante para aquele tipo de interpelação, mas ele não estava disposto a falar. Precisava entender os próprios sentimentos primeiro. Era vergonhoso um homem, como ele, sentir-se tão vulnerável diante de uma mulher. Ele se sentia assim. Algo dentro de si, adormecido há anos, estava inquieto. Precisava entender o próprio coração e pensar no que fazer. Não queria falar.

- Desde que você deixou de freqüentar as orgias, bordeis e a casa das suas amantes. Há quanto tempo? Hum! Acho que é por isso que está tão mal humorado. Nem cortejou a jovem e já é um pretendente fiel? Interessante isso! – Langley gargalhou algo.

- Você não sabe de nada. Não cortejarei ninguém. Sabe que nunca mais amarei e que não tenho interesse em me casar. Não entendo o motivo de tanto entusiasmo. – Jacob retrucou.

- Só quero saber sobre ela e não o deixarei em paz até contar o que se passa. Saiba que Brandt também está louco de curiosidade. Até conversamos hoje como isso tudo é divertido. Pode ter certeza que ele lhe fará até mais perguntas do que eu, caro amigo. – Os dois ficaram em silêncio por um momento e depois Jacob voltou a falar.

- Vocês dois me tiram do sério. Sinceramente o que pode ter de interessante nessa história? - Jacob perguntou.

- O fato de você está visivelmente apaixonado por uma jovem que está em coma na sua casa. Isso é interessante demais, caro Jacob. Agora conte o que se passa. – Jacob respirou fundo e depois começou a contar.

- Ela é linda. Chega a doer quando olho. Acho que estou ficando louco. – Jacob bebeu um gole do seu conhaque e depois voltou a falar. – Ela diz ter perdido a memória, mas acho que está mentindo. Foge de alguma coisa. O que é estranho é o fato dela falar como uma nobre. Os trajes não eram finos e as mãos levemente calejadas. Usa um brinco de diamante. Tudo isso é muito confuso para mim.

- Ela pode ter vestido os trajes de uma serviçal e fugido de um casamento arranjado. Muitas jovens fazem isso, Jacob. Agora as mãos calejadas podem indicar que ela fez algo que as deixassem naquele estado. Isso não significa necessariamente que seja uma empregada. Será muito divertido descobrimos todo esse mistério. Podemos contratar um investigador particular para isso. – Langlay dizia entusiasmado e Jacob teve vontade de esmurrá-lo.

- Nós? Como assim nós? Você está louco ou a bebida já começou a fazer efeito? - Jacob o questionou arqueando uma das sobrancelhas. Os amigos levavam aquilo como uma brincadeira durante aqueles dias. Para ele nada era brincadeira. Pela primeira vez em anos ele se sentia vivo. Sentia algo dentro de si. Não trataria a jovem, bom como a situação, com leviandade. Ela merecia mais do que aquilo. Mais do que aposta de velhos amigos, que achavam tudo muito divertido e só queriam ganhar as suas custas. Ela era... Especial.

- Brandt e eu vamos ajudá-lo a descobrir tudo sobre a jovenzinha que o enfeitiçou, caro amigo. Afinal ela tem seus méritos. Uma mulher que rouba o coração de um homem, mesmo dormindo merece todos os riscos. – Começou a rir. Alguns olharam para a mesa. Mas os dois continuaram a conversar como se não tivessem chamado a atenção.

- Vocês não vão se meter nessa questão. Eu os proíbo. – Jacob vociferou. O amigo, porém continuou com o mesmo olhar brincalhão e sorriso debochado nos lábios. Aquilo era irritante demais. Só queria ficar calado, beber e pensar... Pensar nela, sobre ela. Era pedir demais?

- É mesmo? E acha que nós temos medo de você? - Foi à voz de Brandt que Jacob ouviu. Virou-se e viu o conde atrás dele. – É claro que não, Jacob. E quando veremos a “bela adormecida”? Quero conhecer a famosa senhorita. – os dois amigos usavam de uma intimidade que ele permitia. Ninguém, nem sua mãe, nunca ousou a lhe chamar pelo nome de batismo. Eles, no entanto, eram amigos desde os tempos de Eton e Oxford. Eram como irmãos e não precisavam de tratamento formal. Se fosse outra pessoa, a interrogá-lo daquela forma e com tamanha intimidade, estaria em sérios apuros. Jacob era um inimigo cruel. Sua fama de mau, “o duque sombrio”, assim como a de amante e libertino era muito conhecida pela sociedade em geral. Ninguém se atrevia a desafiá-lo.

- Vocês não vão! Alex e Derek, eu estou falando sério. Fiquem fora disso! Isso é assunto meu e resolverei sozinho. Nem tentem dar uma de casamenteiros para cima de mim. Entenderam? - Jacob olhou para os amigos, Brandt já se sentava na outra cadeira e Langlay morria de rir do seu destempero.

- Isso é muito divertido. – Langlay disse para ele.

- É um belo desafio. Teremos muita agitação nas próximas semanas. – Foi a vez de Brandt.

- Eu já disseee... – Jacob se levantou. Já não estava mais com paciência com os amigos.

- É bom ter você de volta, Jacob! – Brandt disse. – Pensei que nunca mais se apaixonaria de novo. Tenho que agradecer a senhorita...

- Temos que dar um nome a ela. – Langlay falou.

- Ela já tem um nome. – Jacob disse.

- Que você não sabe, é claro. Ela está se fingindo de desmemoriada e você não sabe como chamá-la. Então precisamos arrumar um nome... – Brandt afirmou.

- Chega! Vou embora. – Jacob saiu impaciente enquanto os amigos morriam de rir de seu destempero. Sabia que não o deixariam em paz. Nunca mais teria paz com aqueles dois fazendo perguntas e tentando empurrá-lo para um casamento. Muitas vezes eles o advertiram que precisava casar e gerar um herdeiro. Porém não queria se casar. Não naquele momento. Queria apenas aproveitar a vida de libertino com exuberantes mulheres. Todavia aquela situação era nova. Sentia algo muito forte pela jovem, apesar de negar. Mas a idéia de casamento estava completamente fora de questão. Não cairia na armadilha dessa coisa que as pessoas chamam de amor. Não nasceu para isso. Era livre e continuaria assim. Estava feliz com as suas decisões e uma desconhecida não mudaria aquele fato.

Jacob havia retornado de férias. Era a primeira vez que voltava de Oxford e estava com saudade. Não da casa. De seu pai ou de sua mãe, muito menos. Não tinha o menor conforto ao lado deles. O pai era frio, calculista e arrogante. Só se importava com seus malditos cães. A mãe era a beleza e exemplo de nobreza. Sempre polida, discreta e os anos ao lado do duque tiraram toda a emoção da mocidade. Era uma beleza fria. Viver na propriedade dos Telford sempre fora um tormento. Mas naquele momento era diferente. Sim! Caroline estava lá e ansiava por vê-la. Sentia muito sua falta.

Caroline era uma jovem linda, cheia de vida, fogosa e até de certa forma arrogante. Teve sua mãe como tutora durante os anos, após a morte dos pais. Era preparada para ser uma verdadeira Lady, pela duquesa. Os pais morreram em um terrível acidente quando tinha apenas quinze anos e no testamento, como último desejo, foi deixada aos cuidados de Lady Telford, que fora a melhor amiga de sua mãe, na escola preparatória para moças em Spencer.

Apesar de todo o esmero na educação de Caroline e de introduzi-la na sociedade, em busca de um marido, a duquesa nunca achou aceitável tê-la como nora. O duque e a duquesa não queriam uma jovem sem linhagem apropriada. O pai dela era apenas um comerciante rico. Isso bastava para desqualificá-la. Sempre ficou claro que um casamento não seria admitido. Jacob sabia e Caroline também. O duque chegou ameaçar a deixá-lo sem dinheiro se teimasse.

Caroline era gananciosa demais e fora educada para se casar com um conde. Isso era o esperado para ele, desde o primeiro dia que chegou a casa. Jacob pretendia desafiar a família, quando saísse de Oxford, para se casar com a amada. Mas no dia de sua volta teve uma grande decepção.

Quando chegou ao estábulo, lugar que fora informado pela sua aia, escutou gemidos e sussurros. Por mais que seus sentidos o alertassem para não olhar, Jacob precisava saber. Era necessário. Quando abriu a porteira de uma das baias, presenciou sua amada fazendo sexo com seu próprio pai. Aquilo foi um choque. Foi tomado pela fúria e os dois acabaram lutando. Não teve arrependimento em bater no duque e saiu dali, jurando nunca mais voltar. Não olhou para trás. Não olhou nos olhos de Caroline. A traição era demais para ele. A última pessoa que poderia imaginar com ela, ali, era o pai. Não perdoaria nenhum dos dois... Nunca.

Caroline se casou meses depois com um velho conde viúvo, foi o que soube. Desde então não a viu mais. Os boatos que correram pela sociedade foi que o conde precisava muito de um filho  e a impedia de ir a Londres. Eles estavam “trabalhando” muito para dar um herdeiro a ele.

Já seu pai... Esse nunca mais o viu. No leito de morte mandou chamar pelo filho. Jacob não compareceu nem mesmo ao enterro. Fato que foi muito falado pela sociedade na época.

Jacob estava furioso. “Por que tinha que se lembrar de Caroline? E do pai?” Justo naquele momento lhe via a cabeça uma verdade cruel. As mulheres são falsas e fingem quando lhes convém. Aquela desconhecida nada tinha de diferente delas. Ele precisava tomar cuidado para não cair em uma armadilha. Precisava proteger o seu coração.


Glau
E ai miguxas? A Heri gostou muito de tudo que já leu até agora. Essa estória ainda está no começo. Imaginem só quando o romance realmente começar. Vcs acham que Jacob vai abrir mão de Nessie para Edward? Imaginem o que será capaz quando descobrir o que ele fez.
Bem, não contarei mais nada. Só espero realmente que estejam gostando. Entrarei de férias na próxima semana e pretendo trabalhar mais essa fic.
Quero agradecer a minha beta Heri, pois sem ela não conseguiria. Também os comentários maravilhosos de vocês. Eu AMO comentários! Vcs sabiam?
Bem to saindo agora para a manicure e mais tarde entro para ver o que escreveram.
PS: Fiz um calendário de postagens para as fics. Essa irá ao ar todo sábado.

Bjus no core 
N/Heri: Imaginem uma mulher que dormindo rouba o coração de um homem, pense no que será ela acordada....aff...eu ainda morro por esses fatos que Glau nos inspira...Ai meninas...querem roubar o coração do Lord tbm? Será dureza, pois ele ta traumatizado e amargurado pelo passado...COMENTEM..Bjokas

sexta-feira, 9 de março de 2012

Parei o carro no estacionamento. Meu coração batia de maneira completamente descompassada dentro do peito ao mesmo tempo em que uma dor pulsante tomava conta de mim.

Respirei fundo tentando criar coragem, voltar para casa parecia o mais correto a se fazer, minha cabeça pedia isso mais o meu coração me dizia - Fique!

Qual deveria ser a minha escolha nesse momento? Não tinha nenhuma resposta e isso era frustrante.
Encostei minha testa no volante e comecei a me lembrar como a vida poderia mudar tanto em tão pouco tempo. Suspirei!!!

Há exatamente uma semana estava correndo igual a uma louca por esta mesma praia... Amando e finalmente feliz por saber que o Jacob, Meu Jacob seria meu novamente, mais agora percebo que ele nunca foi meu, e que nunca mais seria.

 Talvez nosso amor não tivesse passado de um amor de criança. Um amor puro e ingênuo que jamais suportaria as provações que um amor passa na fase adulta da vida! Sim era isso, nosso amor passou e ficaria apenas nas lembranças!

Respirei fundo e desci do carro arrumando levemente a saia do meu vestido, retocando meu gloss e pegando meu casaco afinal se sentisse frio provavelmente não teria ninguém para me aquecer.
 A decoração branca e em tons pastel contrastava com o azul do fogo vindo das tochas dispostas e com a fogueira central.

No canto esquerdo havia uma grande mesa com frutas e comidas. Ao lado dessa mesa estava montado o bar onde um barman executava malabarismo com as garrafas e fazia misturas que deixavam os coquetéis coloridos e enfeitados.

Na frente da pista havia um DJ animado que tocava musicas no melhor estilo praiano. Enfim tudo estava perfeito, bom alguma coisa teria que estar!

Andei mais um pouco perdida em meio à multidão que já se encontrava no lugar foi quando alguém me chamou  quando procurei de onde vinha o som daquela voz percebi que era a Rachel.
– Nossa Nessie você demorou, pensei que não viria mais. - ela falou me fitando esperando por alguma resposta minha. Como ela era realmente minha amiga e não havia segredo entre nós resolvi ser sincera e lhe dizer a verdade.

– É que eu... A Rachel não vou mentir para você, eu pensei em não vir e sinceramente não sei até agora o que vim fazer aqui. - suspirei derrotada.

– Nessie relaxa a noite está somente começando e tudo pode acontecer. Vem, vamos dançar eu sei que você adora essa música. - Antes que eu pudesse dizer qualquer coisa ela me puxou para o meio da pista onde a Claire, Kim, Selena e a mais nova ficante do Embry Carmem estavam.

Os rapazes haviam feito uma roda e colocado as garotas no meio e claro cada um ficava babando a sua mais ao contrario delas não havia ninguém para me fazer companhia, porém resolvi que já que havia conseguido chegar até aqui iria aproveitar tudo o que tinha direito.

Se Jacob não me queria alguém naquela festa haveria de me querer então resolvi sorri e começar a dançar.
http://vagalume.uol.com.br/colbie-caillat/tied-down.html

Confinada
(Colbie Caillat)


Ohhh eu, não sei o que dizer
E eu, tenho lhe dito ultimamente
Que eu estou cansada de conversar
Sobre as mesmas velhas razões que mudamos
Apenas relaxe, não se preocupe com esses erros
Comecei a me entregar o ritmo e mexer os quadris levemente passando as mãos no cabelo de maneira sexy me entregando ao meu momento. A letra querendo ou não tinha muito a ver comigo.


Porque eu estou indiferente, agora pensando em você,
Permanecendo e se devemos pagar
Confinada, olhando em volta e eu sei o que eu quero
Então não me limite
oh eu, eu não jogo jogos
E eu, eu venho aprendendo

Peguei uma bebida na bandeja do garçom e sem pensar virei de uma vez, o gosto era bom o que me ajudou a pedir mais uma.

Sentia-me leve e ainda que não completa. Rachel falou no meu ouvido.

– Sabia que iria aproveitar ainda bem que resolveu vir. - ela falou de maneira afetuosa.

– Se Jacob não me quer Rachel alguém há de querer. - dei de ombros enquanto ela apenas sorria.

– Ele te disse que não te quer mais? -ela falou sorrindo. Embora sua voz estivesse dura, deixando clara sua opinião de que estávamos sendo imaturos em relação aos nossos sentimentos.

– Algumas atitudes não precisam de palavras para ser entendida Rachel. Quando desci do carro e praticamente implorei por ajuda ele soltou minha mão do seu braço e me deixou sozinha! - na verdade não foi o fato do Jacob ter ficado chateado que me magoou mais a maneira como ele havia me tratado depois do final de semana que tivemos.

– Pois é agora ele se arrepende. - ela falou balançando a cabeça não concordando com atitude do irmão.

– Rachel, por favor, se você não quer que eu vá embora não fale mais do Jacob, acabou entendeu? Passado. - Rachel apenas deu de ombros enquanto eu continuava dançando.

Para apenas deixar tudo isso ir
E ficar quieta quando tenho vontade de falar
minha mente pronta seja para o que for para esclarecer e dizer
Que eu estou indiferente, agora pensando em você,
Permanecendo e se devemos pagar
Confinada, olhando em volta e eu sei o que eu quero
Então não me limite
Limitar...
Limitar...
Você não me limita?

Deixei minha mente vagar pelo mais perfeito fim de semana que havia vivido em toda minha vida. Jacob havia me proporcionado as mais perfeitas lembranças, meus olhos se encheram de lágrimas mais eu não me permitiria chorar agora, não aqui na frente de todo mundo. Eu estava feliz não estava?


Porque eu estou indiferente, agora pensando em você,
Permanecendo e se devemos pagar
Confinada, olhando em volta e eu sei o que eu quero
Então não me limite

Oh eu, eu não posso suportar
Então, por favor, por favor, por favor,
Você não escutará todos os problemas a minha volta
Estou envolvida e sufocada
Mas eu descobri que esperar é mais difícil do que nunca ir embora.

Até que a música acabou e tive que abrir meus olhos e uma lágrima escapou involuntariamente pelo meu rosto.

Seth me viu e me abraçou me senti reconfortada mais não queria pena de ninguém nesse momento.
 Eu queria e precisava me sentir viva. A última frase da musica falou tudo que eu sentia. "Mas eu descobri que esperar é mais difícil do que nunca ir embora."

Peguei mais um copo e levantei um brinde a nossa turma pela amizade por tudo que já havíamos vivido. Aos amores que tivemos e aos que ainda iriam aparecer. Bom claro que essa parte era para mim, as alegrias e tristezas que havíamos vivido juntos.

 Todos continuavam dançando. Mais a todo instante meus olhos vagavam pela pista a procura de alguém.
– Ele já chegou. - Paul falou apontando para o lado oposto do lugar onde estávamos percebendo meu olhar vagando pela pista.

Meu coração disparou, um suor frio tomou conta das minhas mãos. Era a visão do paraíso.
 Ele usava uma bermuda bege com uma camiseta branca que marcava seus músculos perfeitos. Tive que lembrar de que precisava respirar ou teria uma sincope.

– Que diferença faz Paul acabou mesmo. - dei de ombros me virando dando as costas para ele.
Outra musica começava e agora era a da Shakira Hips Don't Lie.

http://www.youtube.com/watch?v=ZMdROUkmXSk

Aproveitei que o ritmo permitiria ser ainda mais sensual o que facilitou talvez que o Taylor da escola se sentisse a vontade para se aproximar.

– Oi Nessie. Você está linda. - ele falou me olhando de cima em baixo.

– Obrigada. Vem dança comigo. - puxei o garoto pela mão unindo ainda mais nossos corpos e agora eu podia ver por sobre os ombros do Taylor,  Jacob fechar a cara e cruzar os braços.

– Você está sozinha? Pensei que estivesse namorando o... - o interrompi.

– Se não quiser acabar com a minha noite, por favor, não fale esse nome. - eu queria realmente me divertir. - ele apenas deu de ombro sem entender nada.

Quando a musica terminou estava suando e com sede.

– Vou buscar alguma coisa pra gente beber. - assenti com a cabeça e me virei para a turma que me olhava com desconfiança.

– Que foi gente. - falei com cara de poucos amigos. - Ele que me largou. - falei apontando.

Realmente as músicas eram todas as que mais gostavam o que me possibilitava demonstrar felicidade era somente me concentrar na música e no ritmo e me deixar levar.

Percebi que Jacob se aproximou da turma e claro que me sentia aflita afinal não podia demonstrar nada além da completa e falsa felicidade que sentia nesse momento.

– Oi pessoal. - ele falou com aquele sorriso torto nos lábios.

Sorri amigavelmente sem falar nada e me virei em direção ao Taylor que ainda estava no bar e tentei mostrar que aquela voz e o dono dela não tinham nenhum efeito sobre mim embora aquela voz me tirasse do eixo completamente.
– Oi Ness... - ele falou olhando nos meus olhos.

– Oi Jak... Jacob. - pensei em chamá-lo pelo seu apelido mais isso de certa maneira demonstraria meu afeto por ele e ele poderia não gostar também.

– Se divertindo? - não era uma simples pergunta ele realmente pareceu estar curioso para saber se eu estava com alguém.

– Muito e você? - menti claro e me perguntava será que ele estava sozinho?

– Não muito.  - ele respondeu com um meio sorriso.

– Que pena mais aproveita. A festa está legal. - andei em direção ao Taylor pegando o copo de sua mão e virando de uma vez.

Devo confessar que não queria me afastar dele pelo contrario tudo que mais desejava era sentir seus braços em torno da minha cintura me puxando para mais perto dele, sentir seus lábios nos meu e seu aroma me invadindo por completo.

Despertei das minhas fantasias xingando mentalmente o idiota do DJ que resolveu colocar uma musica romântica justamente agora. Isso já era demais!!!!

– Taylor eu vou sentar um pouco. Mais pode ficar ai dançando as meninas estão de olho em você. - falei apontando para um grupo de meninas que o olhava.

Ele se afastou junto comigo só que seguimos caminhos opostos.
Tirei minha sandália me aproximando do mar e comecei a andar em linha reta rente a água que estava um pouco gelada mais nada que pudesse incomodar.

A noite estava linda um céu escuro mais iluminado pela lua que dava um brilho especial a água do mar.
As lágrimas que havia segurado até agora romperam por meus olhos e agora me permiti chorar. Coloquei meu casaco no chão e me sentei abraçando as minhas pernas.

Por que não podia passar rápido? Por que tinha que doer tanto? Por que eu tinha que amá-lo tanto? Por que ele tinha que ser tão perfeito? Lembrei do quanto senti prazer sendo carregada por ele na saída da boate, ele me dando banho, os beijos os abraços os carinhos.

– Ness... - ouvi aquela voz rouca me chamar. - Eu queria falar com você. - o que ele queria falar por Deus me machuca mais.

– Falar o que Jacob, já falamos tudo que tínhamos para falar. - minha voz demonstrava irritação.

– E tudo vai acabar assim? E por que você agora somente me chama de Jacob! - ele esperava uma resposta minha.

–  Olha eu sei que a culpa foi minha eu não fui honesta quando tentamos retomar o namoro eu omiti algo que era importante para você, e realmente sinto muito, se pudesse voltar no tempo voltaria, faria diferente mais enfim acho que jamais ficaremos juntos E Jake é pessoal demais, e talvez não faça mais sentido!- eu precisava falar tudo de uma vez.

– Mas você pensou em opções se tem alguém culpado aqui então sou eu. - eu não podia o deixar assumir culpa de nada, ele não merecia isso.

Peguei minha mão e coloquei em seu rosto e fiz um carinho bem leve. O toque me fez estremecer.

– Jacob não se culpe por nada, por favor. Eu não quero que você sofra não por mim você merece ser feliz, eu jamais me sentiria bem vendo você sofrendo por minha causa. Eu te amo demais para permitir isso. - Claro as lagrimas me traíram.

– Ness Eu te amo. - meu coração disparou mais eu precisava o deixar livre por que é isso que fazemos com alguém que amamos o deixamos livre de qualquer obrigação para com a gente.

– Você não tem idéia do quanto é bom ouvir isso, saber que você me amou como ninguém será capaz. Mais acabou Jacob eu vou me mudar e isso é fato e não tem nada que eu possa fazer agora... Eu até tentei mais...

– Sua mãe me contou tudo. - ele falou com a cabeça baixa como se assumisse que agiu de maneira precipitada.

– Minha mãe contou o que? - pensei mentalmente o que minha mãe poderia ter tido sobre nós ou sobre mim.

– Suas opções. Você pensava mais em mim do que eu merecia. - eu abaixei a cabeça. Isso estava me matando.

Ele passou sua mão livre no meu rosto e eu fechei meus olhos, eu queria poder sentir seu toque uma vez mais, eu precisava saber que havia sido real tudo que vivemos.

– Ness... Você queria mesmo ficar comigo como sua mãe disse?

– Sim queria... - falei em um fio de voz embargada pelo choro.

– E até casar comigo e morar aqui na reserva? Você faria isso tudo por mim?
O silencio que há alguns dias tinha o significado do desejo e que não incomodava agora chegava a ser torturante.

Virei meu rosto e encontrei Jacob me encarando um tremor subiu pela minha espinha. Depois ele se ajoelhou na minha frente segurando meus ombros.

– Ness fala qualquer coisa faça o que quiser mais, por favor, não me ignore mais... Deixa-me ficar perto de você nem que seja como amigo. Não me apaga da sua vida, por favor... Eu quero ser apenas o Jake para você... - ele me fitava esperando por alguma reação minha.

– Jacob foi você que me apagou da sua vida. Eu fui atrás de você... E você me deixou sozinha... - ele precisava saber o quanto aquilo havia me deixado triste. - Depois você simplesmente me acusou de estar saindo com o Seth, depois de tudo que havíamos vivido no final de semana.

– Eu sei que agi de maneira precipitada. Desculpe-me e em relação ao Seth eu.... Senti um ciúmes louco eu sei que não justifica mais provavelmente eu teria feito isso com qualquer um que estivesse com você nos braços. Você não tem idéia do quanto tive que me segurar para não tirar você da pista agora pouco...

Antes que eu pudesse continuar falando Jacob colou nossos lábios eu queria me livrar no inicio até lutei mais o desejo falou mais alto.

Quando terminamos o beijo ele encostou sua testa na minha eu de impulso joguei meus braços em seu pescoço e o abracei o mais forte que podia.

Eu chorava agora de maneira compulsiva pelo menos agora eu sabia que ele havia sofrido tanto quanto eu. Mais eu não poderia me entregar aos meus impulsos eu não poderia me deixar envolver por mais que eu deseja-se isso então com muita relutância eu me levantei.

– Eu vou voltar para festa. - falei desanimada.

– Fica comigo essa noite. - ele pediu segurando meu braço assim como eu havia feito naquele dia em que implorei para que ele ficasse ao meu lado.

– Não posso Jake por que amanhã pode ser que você considere que agiu por impulso e sinceramente eu não agüento mais tanta dor... Eu te amo! - peguei minha sandália e meu casaco sem olhar para trás.

Voltei para a festa e não demorou muito Jacob também veio. Ele estava arrasado e eu me culpando mortalmente por não ter aceitado ficar com ele.

– Que foi Nessie? - Rachel perguntou se aproximando de mim.

– Nada é só que estar perto do Jacob tão longe ao mesmo tempo é difícil! - suspirei encontrando seus olhos me fitando.

– Mas então por que você não fica com ele. - parecia tão obvio e era isso mesmo que eu deveria fazer mais...

– Sinceramente não sei...

– Você vai dormir lá em casa não é? - ela parecia animada demais em relação a isso.

– Pensei em ir embora daqui a pouco. - eu não sei se agüentaria estar tão perto do Jacob. Mais eu queria apesar de tudo estar onde ele estivesse sentir a presença dele já me seria suficiente.

– Poxa Nessie. Claire choramingou. Meus pais nunca me deixam dormir fora e justamente hoje que eles concordaram você vai furar!

– Gente pense na minha situação ficar na mesma casa que o Jacob... Isso já é tortura. - a melhor tortura pela qual eu poderia ser submetida. Tudo bem isso é meio masoquista.

– Não vou aceitar suas desculpas. Você vai ficar e pronto. Se quiser dorme comigo no meu quarto e o Paul dorme com o Jacob. - Rachel bufou.

– E estragar sua noite... Não mesmo mais eu fico durmo na sala ou até mesmo na cozinha! - falei tentando ser engraçada.

– Como se o Jacob fosse permitir isso. - ela sabia de alguma coisa e não queria me contar.

– Como é Rachel? - questionei.

– Humm nada não agora vem vamos dançar e se divertir. - seu sorriso no canto dos lábios para o Jacob denunciava que ali tinha armação das grossas.

Jacob me convidou para dançar e eu aceitei afinal não iria ultrapassar nenhum limite. Pelo menos eu tentava me convencer disso mais confesso que estava terrivelmente difícil.

Começou a tocar I'm Yours e ele pegou na minha mão e ficou cantando e me encarando eu sorri e percebi que não estava forçando nada era natural, era simples como respirar!

E pior eu gostava do que sentia. Passei a mão em seu rosto e suspirei pra mim mesmo Meu Jacob...

http://www.youtube.com/watch?v=EkHTsc9PU2A

Eu sou Seu

Bem, você fez bonito comigo e tem certeza que eu senti
Eu tentei ficar frio, mas você foi tão quente que me derreteu
Eu caí por entre o rochedo e estou tentando
voltar
Antes que o frio passe
Eu estarei dando o melhor que posso
Nada me deterá a não ser intervenção divina
Reconheço que é minha vez novamente de ganhar algumas
e aprender algumas


Sorriamos um para outro, porém ainda havia uma distancia considerável entre nós.

Eu não hesitarei não mais
Não mais, isto não poderá esperar, eu sou
seu

Jacob colou nossos corpos e seu cheiro estava me deixando zonza, ele havia colocado suas mãos pesadas e firmes em torno do meu quadril e movimentava de maneira lenta.


Bem, abra sua mente e veja como eu
Abra seus planos, e caramba, você é livre
Olhe dentro do seu coração e você vai encontrar amor amor amor
Ouça a música do momento e talvez cante comigo
Eu gosto da pacífica melodia
É seu direito divino de ser amada, amor, amada, amor


Tudo bem as coisas estavam ficando um pouco quente demais, principalmente quando ele passava a mão na minha cintura e se esfregava em mim... Eu não tinha como evitar fazia parte da dança.


Então eu não hesitarei mais
Sem mais, isto não poderá esperar, tenho certeza
Não precisa complicar
Nosso tempo é curto
Este é nosso destino, eu sou seu

Eu não iria ceder não dava embora o desejo gritasse dentro de mim.


Eu tenho passado muito tempo olhando minha língua no espelho
Inclinando para trás para tentar vê-la mais claramente
Meu hálito embaçou todo o vidro
Então eu desenhei um rosto feliz e ri
Acho que o que estou dizendo, não ha razão
melhor
Se livrar da vaidade e apenas ir com o ritmo
é o que esperamos fazer
Nosso nome é nossa virtude



Então eu não hesitarei mais
Não mais, isto não poderá esperar, tenho certeza
Não precisa complicar
Nosso tempo é curto
Este é nosso destino, eu sou seu

Bem, abra sua mente e veja como eu
Abra seus planos, e caramba, você é livre
Olhe dentro do seu coração e você vai encontrar amor amor amor
Ouça a música do momento e talvez dance comigo
Eu gosto da alegre melodia
É seu direito divino de ser amada, amor, amada, amor


Claro xinguei mentalmente o DJ por ter acabado com meu momento. Alias esse DJ só estava complicando minha vida. Bufei e Jacob percebeu sem entender nada.

Separei-me do Jake com relutância essa seria mais uma dança que entraria sem dúvida para o hall das melhores lembranças da minha vida.

Quando a festa acabou já era quase de manhã. E para variar todos estavam felizes por mais esse momento da turma mais ao mesmo tempo tristes por saber que logo estaríamos longe cada um fazendo algo completamente diferente do outro.

Saímos todos juntos da festa e como eu havia vindo de carro precisava ir ao estacionamento então combinei de encontrar o pessoal na casa da Rachel.

– Ness eu não vou deixar você ir sozinha essa hora. - ele falou correndo em minha direção.

– Tudo bem mais se importa de dirigir? - falei jogando a chave para ele, realmente não estava nem um pouco a fim de dirigir.

Entramos e colocamos o cinto e tivemos que ficar esperando os outros carros saírem primeiro já que o meu estava completamente preso por todos os lados.

– Vamos ter que esperar um pouco. - ele falou olhando para os lados.

– Sem problemas. - sorri em resposta.

– Jake será que vamos continuar pelo menos amigos? Sabe eu realmente gosto de estar perto de você. - falei olhando minhas mãos. Eu queria ser mais que uma amiga mais se isso não fosse possível gostaria de ter a parte do Jacob que ele pudesse me dar.

– Ness eu jamais vou deixar de ser seu amigo sempre estarei por perto. -sorri em resposta feliz por sentir sinceridade no que ele dizia.

– Eu não consigo ficar longe de você e prometo que vou me contentar com aquilo que você puder me oferecer. Jamais vou te cobrar alguma coisa Jacob. Jamais vou achar que sua reação foi errada ou exagerada por que eu consigo me colocar no seu lugar. Você sempre será uma pessoa muito especial.

– Se eu pudesse voltar no tempo, se eu pudesse ter apenas mais uma chance eu faria diferente, mais enfim eu também posso me contentar com aquilo que você puder me oferecer. - ele deu de ombros com um sorriso amarelo.

Quando finalmente conseguimos chegar à casa dos Black Rachel já havia claro feito a divisão de quartos com o pessoal sem nossa presença e pela cara de todos havia um complô literalmente presente na turma.

– Como vamos fazer, quero dizer onde cada um vai dormir. - perguntei arqueando levemente a sobrancelha.
 - Certo Paul comigo no meu quarto. Quil e Claire no quarto de hospedes. Seth e Selena aqui na sala. Jared e Kim no outro quarto.  O Jacob no quarto dele e você Nessie...

– Na cadeira da cozinha. Tudo bem me viro por lá ou posso dormir no carro.
Todos olhavam para minha cara como se eu tivesse cometido o maior pecado do mundo. O olhar que mais me matou, entretanto era o do Jacob ele se sentiu humilhado afinal eu claramente disse "prefiro até dormir com o cachorro a dormir com você" e olha que estávamos falando em dormir apenas isso.

– Ness eu durmo no colchão no chão do meu quarto e você pode ficar na minha cama. Eu não me importo e não se preocupe eu não vou tentar nada lembra amigos. - bem feito idiota me xinguei mentalmente. O silêncio era constrangedor.

– Tudo bem vamos todos DORMIR não é. - enfatizei bem a palavra dormir. E claro as piadas começaram a surgir.

Subi para o quarto do Jacob com ele atrás de mim. A proximidade dos nossos corpos me tirava o ar e involuntariamente tremi.

– Esta com frio Ness posso providenciar uma manta. - ele sempre preocupado comigo e eu agindo como uma idiota.

– Não precisa. - mal sabia o Jacob que o tremor era de desejo.

Quando Jacob abriu a porta do quarto seu cheiro me invadiu e eu me senti feliz por ter decidido ficar aqui essa noite. Deveria agradecer a Rachel por ser tão teimosa.

– Jacob me desculpe pela maneira como falei agora pouco... Na verdade o problema não é você, o problema sou eu.

– Não se preocupe eu entendo. - Quer que eu saia para você se trocar? - ele falou coçando a cabeça. Ele sempre fazia isso quando estava nervoso ou constrangido.

– Não precisa eu só vou tirar esse vestido.  - coloquei uma camiseta por cima do vestido e abri o zíper e meu vestido caiu no chão. Ele me olhou com brilho no olhar depois sacudiu a cabeça e murmurou baixo - "Não é sua mais".

Ele me queria tanto quanto eu o queria isso era tão maravilhoso! Saber que na verdade ele apenas ficou magoado e isso eu poderia entender. Dentei-me entrando debaixo do lençol.

– Humm vou apagar a luz. - assenti com a cabeça e sorrindo. Eu encontraria uma maneira de ficar tudo bem entre nós.

Mesmo no escuro podia o ver tirando a camiseta e jogando no canto. Depois ele pareceu deliberar consigo mesmo se tirava a bermuda ou não, até que finalmente tirou. Arrumou seu travesseiro e deitou dando um longo suspiro.

– Parece que teremos uma madrugada longa.

– O que? Não entendi. - isso era realmente verdade eu estava tão mergulhada em minhas fantasias amorosas com o Jacob que não prestava atenção em nada.

– Os gemidos pela casa não está ouvindo.

– Ah sim é mesmo. - todos os casais estavam aproveitando sua madrugada enquanto eu aqui tendo fantasias sozinha enquanto o ator principal das minhas fantasias estava a poucos metros de mim.

– Boa noite Ness.

– Boa noite Jake.

Eu queria dormir mais era impossível eu disfarçava e olhava para ver se ele estava dormindo. Jake costumava roncar mais não ouvia nada, apenas o barulho vindo dos outros cômodos.

– Jake... Você já dormiu? - aonde eu queria chegar com essa pergunta. Tudo bem eu sabia com Jacob deitado comigo na mesma cama.

– Não e você também me parece que também não. Quer alguma coisa? - quero oh se quero você aqui na minha cama, pensei mais claro fiquei quieta.

– Não nada não. - disfarcei.

Tudo bem eu confesso o desejo estava gritante neste momento então resolvi ceder ao que sentia o maximo que poderia acontecer era ele não me querer amanhã e sinceramente mais dor menos dor não me importava desde que eu o tivesse aqui comigo.

– Jake...

– Hã.

– Você ainda esta muito magoado comigo? - pergunta idiota eu sei mais eu queria saber...

– Não já passou como eu disse sua mãe me abriu os olhos. - ele virou se sentando e me olhando.

– Mais você tipo não me quer mais... - ah cansei eu queria ele mesmo eu tinha que dizer.
Silêncio.

– Entendi. Durma bem. - falei me virando para o lado oposto quando o vi abaixando a cabeça.

Fiquei olhando para a  parede engolindo as lágrimas da rejeição que surgiam nesse momento a vontade era sair daquele quarto e voltar para minha casa mais a minha insanidade não me permitia fazer isso por que eu preferia ficar ali me contentando com o mais perto que poderia ficar dele. Seu cheiro estava no lençol e me torturava. Sua respiração podia ser ouvida por mim.

Percebi que ele se levantou e claro conclui que ele iria sair do quarto e me deixar sozinha. Também quem mandou seu tão idiota e ficar pressionando o cara.

Meu coração disparou quando o senti se sentando na cama.

– Ness olha pra mim. - sua voz era um sussurro baixo e carinhoso. E eu me virei encontrando seu olhar.

– Você me perguntou se eu não queria mais você.

– Sim e o silêncio já me respondeu.  - agora deixei as lagrimas caírem. - É que você havia dito que queria ficar comigo essa noite entoa... - dei de ombros.

– Mas eu quero Ness eu preciso de você... Podemos namorar a distância eu vou te visitar e você pode vir também. Podemos dar um jeito nisso tudo não podemos?

– É o que eu mais quero Jake dar um jeito nisso tudo sem perder você. Por que ficar longe de você ta doendo muito. -Jacob me abraçou.

– Em mim também Ness doe demais!

Quando ele disse o que restava do meu autocontrole foi embora.

– Você me perguntou se eu estava com frio agora pouco lembra?

– Sim.

– Não era frio era desejo. Eu quero fazer amor com você. Quero ser sua Jake.

– Eu também Ness. Pensei que você não fosse me pedir isso essa noite e sinceramente estava quase indo dormir na garagem.

Ele se aproximou de maneira lenta e passou a mão no meu rosto e eu fechei os olhos sentido seu toque e somente ouvindo nossa respiração esse era nosso momento e nada poderia ser mais importante do que isso.

A casa poderia estar caindo do lado de fora desse quarto que sinceramente eu nem perceberia.
Fui mais para o canto dando espaço levantando o lençol para que ele se deitasse ao meu lado e ele assim o fez.

 Jake estava com a cabeça apoiada em uma mão enquanto a outra passeava pelo meu corpo descendo sob a camiseta e na volta entrando por baixo.

O contato da sua mão em meu corpo distribuía ondas de eletricidades que me deixavam louca. Seus olhos ainda estavam focados nos meus e havia um sorriso lindo em seus lábios e eu sorri em resposta e sussurrei.

– Eu te amo mais do que a mim mesma. - ele sorriu ainda mais.

– Eu estou esperando essa frase desde segunda frase quando te enviei uma mensagem... Que bom que ela chegou!

Agora ele começou a beijar meu rosto com tanto carinho e delicadeza, havia tanto amor em cada beijo.
Quando seus lábios encontraram os meus não havia urgência. Havia paz, havia calma, havia amizade, havia carinho. Nossas línguas se misturavam assim como nosso gosto o que me deixava inebriada de prazer. Ele explorava cada canto delicadamente.

Ele se sentou se e me puxou pela mão delicadamente. Sinceramente nunca ele havia sido tão vagarosamente apaixonante como nesse momento. Ele pegou a barra da camiseta e tirou sempre olhando em meus olhos enquanto tirava meu sutiã branco de renda tomara que caia e claro ele percebeu e disse.

– Essa lingerie você comprou na semana passada não foi? - ele sorria.

– Tinha esperança que você pudesse me querer novamente. - confessei corando.

Deitou-me novamente e agora se posicionou entre minhas pernas me beijando o pescoço e descendo em direção ao meu colo. Acariciou meu seio com uma mão enquanto beijava o outro delicadamente.

– Ness eu sempre vou te querer. - agora foi minha vez de sorrir.

Seus beijos continuaram enquanto eu soltava pequenos gemidos de prazer. E ele sentia felicidade com isso. Saber o quanto prazer ele me proporcionava. Senti o membro dele me tocar suavemente entre as pernas e logo depois ele se sentou sob as pernas e puxou a minha calcinha delicadamente tirando a completamente e a jogando. Depois começou a beijar minhas coxas até chagar no meu sexo onde ele parou e começou a acariciar enquanto me olhava.

Ele se deitou do meu lado novamente e me beijava de maneira tão doce.
– Jake você está diferente. - ele realmente estava mais calmo.

– Sabe Ness... -ele falava entre beijos no meu pescoço e selinho em meus lábios enquanto sua mão continuava a me acariciar. - Senti que tinha lhe perdido doeu demais e ter você aqui na minha cama agora e mais do que eu pensei que teria hoje e sinceramente pensei que jamais iria poder te tocar assim... E agora que você esta comigo eu não quero ter pressa e não quero que você pense que eu estou com você somente para fazer isso embora deva confessar que estou me segurando...

Havia tantas verdades naquelas palavras, caia lágrimas dos seus olhos eu peguei minha mão e toquei seu rosto e disse.

– Jake eu quero ser tua agora, por favor.

– Tem certeza? Eu posso ficar aqui a noite toda te fazendo carinho. - ele continuava com lágrimas nos olhos mais agora havia um sorriso lindo.

– Tenho Jake eu quero e preciso te sentir dentro de mim.

Jacob tirou sua boxer e eu o puxei delicadamente para cima de mim, fechando minhas pernas em sua cintura.
– Jake obrigado por me amar tanto, por me amar mais do que eu mereço e me desculpe por tê-lo feito sofrer. - coloquei meus braços em seu pescoço.

Jacob me penetrou bem devagar me fazendo arquear as costas e gemer de prazer. Ele me estocava bem devagar e me beijava no mesmo ritmo, chegaríamos ao prazer mais primeiro iríamos aproveitar mais dos nossos corpos colados como ele mesmo falou não havia pressa, somente sentimentos.

Ele me completava perfeitamente nosso encaixe era perfeito eu podia sentir seu membro pulsar e ocupar todos os espaços dentro de mim e depois de ficarmos nos mexendo em perfeita sincronia ele olhou em meus olhos e disse.

– Ness vem comigo. Vamos sentir prazer juntos! - simplesmente não tinha como negar isso para ele assenti com a cabeça.
– Jake eu te amo...
– Ness eu te amo...

Nossos corpos estavam suados e se movimentando juntos na mais perfeita dança estávamos entregando nossa alma um ao outro e então o senti gozar um pouco antes de mim e era tão quente que gozei em seguida.

O rosto dele era de prazer, os olhos transbordavam felicidade enquanto gozava eu mordia seus ombros delicadamente enquanto chamava seu nome em seu ouvido e minhas mãos passeavam em suas costas.
Quando terminamos não estávamos cansados, pelo contrario estávamos extasiados.

– Jake esse foi sem dúvida um dos melhores prazeres que senti com você. - falei ainda fazendo carinho em suas costas e ele continuava posicionando dentro de mim.

Passei a mão em seu cabelo e o senti arrepiar.
– Ness você não tem idéia do quanto queria te sentir assim minha somente minha!

Ele saiu de dentro de mim me roubando mais alguns suspiros e deitou abrindo os braços para que me acomodasse ali e foi o que eu fiz. Jacob me deu um selinho demorado e sussurrou.

– Durma bem meu amor. - ele falou fazendo carinho nas minhas costas.

Os pássaros começavam a dar seus primeiros cantos anunciando o novo dia assim como os primeiros raios de sol entravam por entre a cortina do quarto. Eu inalei seu cheiro amadeirado. Sorri e adormeci me entregando ao cansaço de uma semana sem conseguir dormir direito.
Eu sinceramente não tinha a menor idéia se quando acordássemos ainda estaríamos juntos, não sabia se realmente ficaríamos juntos.

A única certeza que eu tinha era que eu havia me entregado ao homem que amava e que ser sua, sentir prazer com ele era tudo que eu poderia querer depois de uma semana tão complicada e longa.
Talvez quem olhasse nossa situação neste momento me julgasse por ter sido fraca, afinal me entregar depois de tudo que ele me disse, me entregar depois dele ter me acusado de estar com Seth!

Mais eu me coloquei no lugar dele por um breve momento, e pude sentir sua dor, sua angustia... E nessa historia todo o erro era de ambos, a cegueira provocada pelo orgulho era de ambos e era preciso que alguém desse o primeiro passo e se fui eu muito pouco importa, pelo menos corri atrás do que eu queria... e agora presa em seus braços não me arrependo, apenas me contentarei com a parte que puder ter dele e me sentirei imensamente grata enquanto durar...

quinta-feira, 8 de março de 2012


O prazer mais sombrio - Senhores do Mundo Subterrâneo
Gena Showalter


Esse é o terceiro livro dessa série surpreendente e fascinante. Mais uma vez a autora soube como misturar os elementos mitológicos com os contemporâneos, de forma que o leitor se sentisse completamente à vontade com mitologia Grega e não achasse estranha a mistura dos dois mundos. Ele não foi o meu preferido, devo dizer, mas também traz uma narrativa envolvente, que excita o leitor e o faz torcer pelo casal desde o início. Sem falar que a leitura é bem rápida e se houver tempo e disposição, é possível lê-lo em um dia.

A estória começa no livro um e é trabalhada, de forma singela, nos dois primeiros livros para que o leitor sinta-se familiarizado com o casal. Para quem leu os outros dois, é de conhecimento que no primeiro livro Aeron, o guerreiro possuidor do demônio da Ira, recebeu a missão de matar quatro mulheres de uma família, ordenado por Cronos. Essas mulheres foram seqüestradas e mantidas em cativeiro na fortaleza dos guerreiros. Já Aeron foi contido para não concluir a sua missão. É durante esse período que surge a atração entre Reyes, o guerreiro possuidor do demônio da Dor, e  Danika, uma jovem forte, obstinada e com um estranho dom.

Danika e sua família são libertadas na primeira trama e fogem. Aeron é aprisionado por Reyes, mas não consegue tirar da cabeça e do coração essa estranha jovem. Ele faz o possível para se manter longe, apesar do seu corpo clamar por ela. Quando descobre que está correndo perigo, nas mãos dos caçadores, vai ao seu socorro e a resgata. Ela, que já havia sofrido horrores, junto com sua família, aceita ser uma espiã dos caçadores e se faz valer dos sentimentos e confiança do guerreiro para conseguir informações.

Os guerreiros descobrem os dons de Danika e o motivo pelo qual Cronos deseja exterminar sua família. Nesse momento é imprescindível mantê-la viva e em proteção. Aeron está cada vez mais irado e violento, tornando os confrontos inevitáveis. Já Danika se vê em conflito entre os sentimentos por Reyes e o ódio pelo que foi feito à família.

A atração entre os dois é insuportável. Mesmo ela tentando lutar contra o seu captor e ele tentando afastar a inocente jovem, para que o seu demônio não a machuque e a corrompa, acaba levando para o inevitável. Porém essa relação não é nada fácil. Reyes só consegue sentir prazer através da Dor e tenta o possível para não arrastar Danika para o que considera errado e sujo. Ela quer proporcionar prazer ao guerreiro, mesmo contra sua vontade. Os dois acabam em um impasse delicioso...  

Novos fatos sobre os caçadores, pistas dos artefatos e os dons de Danika surgem e são de relevância enorme para a série como um todo e influenciarão diretamente nos livros seguintes.

A estória é bem trabalhada e surpreendente. Cada capítulo lido deixa o leitor com vontade de mais e também faz com que se identifique com os guerreiros. Nesses três primeiros livros eu me apaixonei, perdidamente, por Torin Paris e Aeron. Meu sangue ferveu tantas vezes que quase subi pelas paredes. A série é sem dúvida uma das melhores e surpreendentes como um todo. Mais uma vez  Gena desenvolveu a trama com perspicácia e excelência.

Eu amei e espero que vocês realmente gostem!
 
Sinopse:
Há milênios, quando os deuses habitavam o mundo, doze gregos foram condenados a carregar por toda a eternidade os espíritos malignos que libertaram da caixa de Pandora. Agora, eles precisam encontrar a única relíquia capaz de dar fim a seu sofrimento... ainda que possa destruí-los. Guardião de Dor, Reyes enfrenta um dilema mais dilacerante do que as garras de seu demônio. Embora desejasse Danika Ford, uma humana comum, ele deveria escolher entre o seu amor e a lealdade a um dos guerreiros acometidos pela maldição: Aeron, guardião de Ira, a serviço dos deuses para aniquilar Danika e toda a sua família. Se Reyes permitisse que Aeron cumprisse sua missão, perderia a única mulher capaz de proporcionar um prazer maior do que a dor. Entretanto, ao neutralizar seu companheiro, Reyes abrira uma brecha para que Danika fosse capturada pelos Caçadores, cujos planos eram torná-la uma Isca. Agora, deverá arriscar a própria alma para savá-la. Ainda que estranhe o fato de os deuses desejarem a eliminação de uma mera mortal

 

Bjus no core
  
 
O livro das coisas perdidas
 John Connolly
 
Era uma vez... Era uma vez...”  Quem nunca leu ou ouviu um conto com “Era uma vez...”?
Era uma vez uma linda menina, como uma capa vermelha, levando uma cesta... Era uma vez a mais bela princesa, com a pele branca como a neve, que morava com sete anões e foi envenenada pela madrasta má com uma maçã... Era uma vez... Era uma vez... Essa é a estória que vou contar. Preste a atenção! Preste a atenção! Porque nela muito aprenderá.

Era uma vez um menino bondoso e carinhoso, que perdeu a mãe muito cedo, mudou-se para uma nova casa, com o pai, a madrasta e o novo meio- irmão. Esse menino era muito infeliz e se trancava em “seu mundinho” particular para fugir da sua situação. Ele possuía uma mente muito fértil e adorava ler contos com castelos, guerreiros, fadas, reinos distantes...

Ele passou a ter um estranho dom e alguns ataques após a morte da mãe. Os livros conversavam com ele. Sim! Por mais incrível que possa parecer, ele ouvia o que eles diziam. Contavam estórias, negavam-se a aceitar que seus relatos não tinham mais valor, e o entretinham nesse momento difícil de sua vida. David, o protagonista da nossa estória, tinha estranhas visões e sonhos perturbadores, que não conseguia compreender. Nele aparecia um “Homem Torto” e assustador, que o deixava intrigado.

Seguindo a voz de sua falecida mãe, David vai parar em um reino distante, sombrio, com criaturas perigosas. Em sua jornada em busca do caminho de volta para casa, ele faz amigos leais, inimigos cruéis que o perseguem e vive as mais incríveis aventuras. Acaba descobrindo que as estórias que leu e ouviu várias vezes não eram exatamente como aprendeu.  E se a “chapeuzinho” não era uma inocente mocinha? Muito menos Branca de Neve a adorável e doce criatura dos contos? Um reino totalmente as avessas, que David precisa compreender para encontrar o que procura.

Ele precisa encontrar o rei e descobrir as respostas que estão no “Livro das coisas perdidas”. Acaba aprendendo algumas lições de vida, também sofrendo muito com tantos acontecimentos. David é observado, e tentado constantemente, por um trapaceiro, mentiroso e perigoso... “O Homem Torto”; que necessita de algo precioso, em troca de ajuda com “a resposta que busca”. Ele sabe que não deve confiar, mas ás vezes se sente tentado a fazer o “pacto”.

Ele tem grande aprendizado, desventuranças, perdas, descobertas, amigos e inimigos. Até finalmente descobrir da verdade, precisando tomar a fatídica decisão que pode mudar a sua vida. O caminho para casa está muito longe e ao mesmo tempo muito perto. David precisa agir com o coração no final dessa jornada. Quando ela termina, já não é mais um menino que acredita em contos de fadas. É praticamente um homenzinho maduro e consciente. Aprende que existem muitas versões para os contos que começam com “Era uma vez...”.

Minhas impressões sobre esse livro são as melhores possíveis. Primeiro porque a leitura é rápida, prazerosa e deixa o leitor ávido por mais. Segundo pelo fato de o autor ter construído uma estória que me lembrou alguns filmes que assisti, como “Jumanji e da História sem fim”.  Essa leitura, apesar de bem adolescente, fez com que me sentisse completamente à vontade e viajasse nesse mundo de fantasias. Foi muito fácil, mesmo que com algumas cenas bem dinâmicas, imaginar todo o cenário e os seres mitológicos descritos neles. Para quem gosta desse tipo de livro, a estória é perfeita e bem daria uma excelente produção “Hooliudiana”. Assim Harry Potter e Percy Jack, levaria multidões aos cinemas e teria uma excelente arrecadação. Disso eu tenho certeza.

O livro trás, além de uma linguagem fácil, muita dinamismo e boa construção na desmistificação de alguns contos infantis; uns de forma engraçada, que me fizeram gargalhar, outros nem tanto. O fato é que o autor soube agregar as duas coisas de forma magnífica e escreveu um conto maravilhoso.

Existe uma frase que gosto muito e que já usei algumas vezes. “Uma mentira pode parecer uma verdade, assim como uma verdade parecer uma mentira. Tudo depende de quem conta e como conta.” Essa é a frase que uso para descrever esse livro.

Esse livro está recomendadíssimo!! Ele será lançado em breve e o Mix tem o prazer de lançar a resenha em primeira mão.
 
Sinopse: Após a morte da mãe, David, de 12 anos, passa a maior parte do tempo em seu quarto tendo com os livros como companhia. Quando eles começam a sussurrar para o menino, realidade e imaginação se misturam até que, ao brincar no jardim, entra em um reino encantado, onde encontrará heróis, monstros e um rei fracassado que guarda seus segredos em um livro misterioso. John Connolly, em O Livro das Coisas Perdidas, desconstruirá fábulas conhecidas, como A Branca de Neve e os Sete Anões e João e Maria, por meio de muita imaginação e mistério. Um livro para todas as idades que virou mania quando lançado na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos
 
 

Espero que gostem!

quarta-feira, 7 de março de 2012



Comecei a retomar a consciência sentindo o aroma que exalava do travesseiro ao qual eu estava literalmente agarrada. De repente me lembrei que havia outra coisa, ou melhor, havia Meu Jacob no lugar deste travesseiro.
Passei a mão pelo lençol macio ainda de olho fechado. Pensei por um breve momento que havia sonhado! Não, não poderia ser um sonho era real demais, os sentimentos, a sensações a entrega...
 Repassei o dia de ontem em minha mente e deixei um pequeno sorriso nos lábios enquanto minha mente tentava achar alguma palavra que pudesse tentar definir a noite de amor com Jacob mais percebi que nenhuma por melhor que fosse conseguiria dar o verdadeiro sentido e credito que ela merecia então simplesmente desisti.
Forcei meus olhos a se abrirem lentamente acompanhando um pequeno dialogo que vinha ao fundo.
Definitivamente eu não havia sonhado. Quando finalmente abri meus olhos percebi que estava no quarto do hotel onde Jacob me havia feito sua de maneira tentadoramente intensa e perfeita e a prova maior era sua voz que vinha ao fundo.
– Obrigado e tenha um bom dia! - seja lá com quem ele estivesse conversando não respondeu apenas deve ter assentido.
Sentei-me na cama mais a preguiça invadiu meu corpo então eu acabei tombando de lado e agarrando novamente aquele mesmo travesseiro tão perfeitamente aromatizado por seu cheiro inebriante.
Senti a cama se mexer e então percebi pelo canto dos olhos que Jacob já estava ao meu lado.
Ele começou a beijar minhas pernas e foi subindo pelas minhas costas em direção ao meu pescoço e quando chegou ao meu ouvido falou.
– Bom dia meu amor! - sua voz era doce e espremia uma felicidade que possivelmente ele estivesse sentindo.
– Bom dia! - falei me virando e encontrando seu olhar.
Ele pegou uma mão e passou em meu rosto e eu fechei os olhos sorrindo.
– Sua mãe ligou. Queria saber se estávamos bem. - ele falou de maneira despreocupada.
– E o que você disse. - perguntei querendo saber de algum detalhe que ele pudesse estar escondendo de mim, pois sabia que ele e minha mãe tinham uma ótima relação Jacob ao contrario da regra não poderia jamais considerar Isabella Cullen como uma sogra normal.
– Que estamos felizes e bem e ela pareceu ficar contente. - ele sorriu abertamente!
 - Ela sabia o quanto eu estava sofrendo longe de você. - falei fitando seus olhos.
– É tão incrível sua mãe e seu pai permitir você ficar um final de semana comigo. O Quil coitado pena na mão da mãe da Claire. - sabíamos bem das dificuldades que o pobre Quil enfrentava com a sogra chegava a dar pena embora fosse muito engraçado.
– Mais eles só são assim com você. - falei sendo sincera tentando demonstrar o quanto meus pais aprovavam nossa relação. -  Aliás, foi meu pai que me disse que deveria ir atrás de você e minha mãe também não ficou atrás nos conselhos. - esperei por sua reação.
– Então eu devo agradecer meu sogro e minha sogra, afinal que cara tem tudo assim de graça. - ele beijou meu rosto enquanto sorria se sentindo o último biscoito do pacote.
– Mais não é de graça! - falei de maneira seria, ou melhor, tentando por que tive que engolir o riso.
– Não? Qual o pagamento. - a curiosidade em sua voz era explicita.
– Bom primeiro café da manhã por que estou realmente com fome, depois beijos, e depois você já sabe... - falei tentando ser maliciosa mais ao mesmo tempo despreocupada.
– Você está dizendo que tenho que te pagar com SEXO!!!!!!!!! - Jacob tentou parecer chocado com minha resposta mais sua cara era cômica.
– É.  - falei rindo.
– Então o pagamento não poderia ser melhor. - ganhei um selinho enquanto Jacob se levantou da cama pegou a bandeja de café da manhã e se sentou na cama comigo onde comemos em meios a beijos e brincadeiras.
Ele queria me dar comida na boca de qualquer maneira. Até que ele pegou a calda de chocolate da panqueca e passou na minha coxa me sujando toda.
Quando eu fui brigar ele começou a limpar passando a língua e chupando minha coxa até a virilha.
– Gostoso. - ele disse de maneira despreocupada.
– Vai parar assim!!! - falei tentando mostrar indignação na voz.
– Por enquanto sim. - ele ria de ver a minha cara de desapontamento.
– Mais isso é tortura sabia? - falei em tom manhoso e claro pensando  em como eu o iria provocar.
Quando ele deu de ombros eu  peguei o chantilly da salada de frutas e passei em seu abdômen sem ele esperar e então fiz a mesma coisa que ele parando no cós da sua bermuda.
– Ei!!!! Isso que é tortura. Deixa meu “amigo empolgado” e depois não termina!  - ele falou de modo teatral.
– O que você quer que eu faça.  - fiz cara de desentendida e voltei a comer.
– Você quer mesmo que eu diga? - ele pareceu deliberar consigo mesmo por um minuto e então continuou. -  Quero dizer você vai fazer se eu te pedi? - ele me fitava esperando por uma resposta.
– Jacob eu realmente não to entendendo eu não fiz nada. - falei inocentemente percebendo certo desejo tomar conta dos seus olhos e aquele sorriso torto tomar conta de seus lábios.
– Ness eu quero... - ele se aproximou de mim rapidamente.
– Quer... - tentei falar mais seus lábios estavam pertos do meu e seu hálito me invadia me tirando o foco de qualquer pensamente que eu pudesse estar querendo falar neste momento.
–  Quero que você... - Jacob tocava levemente meus lábios enquanto falava.
– Que eu...  - meu estomago revirava de tanta excitação.
– Quero que você faça igual ontem... - ele falou por fim me dando apenas um selinho antes de voltar a falar. - Você faria isso?  - havia curiosidade em sua voz. Acho que o Jacob ainda não acreditava que eu realmente tinha feito isso.
– Não precisa pedir duas vezes.
Levantei-me colocando a bandeja no chão. E depois apoiei a mão em seu peito o empurrando de costas na cama.
– Olha eu não quero te forçar a fazer isso. - ele sorria vitorioso por ter conseguido que eu atendesse ao seu pedido.
– Não realmente não seria nada legal fazer algo que eu não queira! - tremi no final da frase.
Bem devagar comecei a puxar sua bermuda juntamente com sua Boxer branca. Seu membro estava lá como sempre pronto. Acho que o Jacob deveria causar inveja em seus colegas.
– Seus amigos devem morrer de inveja de você! - ele a principio não entendeu nada do que eu estava querendo dizer.
– Por quê? - ele me olhava de maneira curiosa.
– Olha isso.  - falei apontando. - Você sempre está pronto e ele é realmente bem grande.
– E você gosta? - ele sorria triunfante por eu ter elogiado seu “amiguinho”.
– Ahamm  muito. - ele tremeu involuntariamente quando terminei de falar.
Todo cara adora ter seu “amigo”  elogiado pela sua garota. Muitas garotas eu sei que mentem em relação a isso na hora mais com o Jake a prova falava por si só.
Agora que já agia de maneira mais livre, e eu mais ou menos já sabia o que ele gostava então foi só me deixar guiar.
Não demorou muito tempo ele gozou só que dessa vez na minha boca e isso realmente o levou a loucura.
Passamos outro dia entre fazer amor, comer fazer amor novamente e ver TV, fazer mais amor até que chegou a hora de voltar ao mundo real.
Jacob estava guardando nossas coisas quando se lembrou.
– O Senhorita?!?!
– Prefiro Sra. Black. - ele me olhou espantado. - Calma isso não é uma indireta para um pedido de casamento e não darei o golpe da barriga. Lembra dois médicos na família.
– Mais eu gostei Sra. Black... Então você não cumpriu sua promessa.
– Qual? - será que eu havia me esquecido de algo que havia prometido???
– O desfile lembra? -Jacob falou balançando uma sacola em suas mãos.
– É mesmo mais eu acho que isso lhe é bastante favorável. - falei despreocupadamente.
– É? - ele me fitava.
– Sim. Estou lhe devendo outro fim de semana. - ele se aproximou de mim me envolvendo na cintura.
– Mesmo? Você não está cansada de fazer amor comigo. - como se isso fosse possível.
– Não mesmo. Vou passar a semana contando os dias para chegar sexta feira. Lembra a festa na praia. - falei animadamente.
– Vem em mim sexta-feira. - beijei seus lábios deliciosamente gostosos que me deixavam tonta.
– Pensei que você é que tivesse enjoado de mim. - falei provocando sua reação.
– Não conte com isso. - sorri de satisfação.
A viagem de volta a Forks foi tranqüila, conversamos e como sempre quando o assunto era Universidade, férias de verão meus coração disparava e eu tentava de todas as maneiras disfarçar mais resolvi que não iria esperar mais. Eu contaria toda a verdade ao Jake ele tinha direito de saber.
– Jake eu vou te deixar em casa primeiro depois eu vou para casa. - falei com a voz baixa.
– Quer que eu leve você? - ele me olhou tentando entender o que estava acontecendo.
– Não precisa e também quando chegar lá eu preciso realmente conversar com você. - agora havia preocupação em seu rosto.
Percebi que Jacob deu um sorriso amarelo. Ele tanto quanto eu estava com medo do que seria dito. A diferença é que eu já sabia o que era e ele não.
Jacob parou em frente da sua casa. Desligou o carro e se virou para mim.
– Então o que tem deixado você tão tensa. - ele respirou fundo esperando pelo pior.
– Você percebeu não é? - abaixei meu rosto covardemente por medo de encará-lo.
– Sim. Eu não sei o que é de tão terrível, mais sinto que você precisa me dizer algo. Vai terminar comigo, tipo foi somente um final de semana de prazer? - ele falou debochando mais muito nervoso.
– Bom quando eu decidi isso tenha em mente que estávamos separados e não imaginava que terminaríamos juntos. -Jacob olhou para nossas mãos que estavam entrelaçadas.
– Deve ser realmente grave suas mãos estão suando!
Respirei fundo tentando controlar meu nervoso e então falei.
– Jake eu vou me mudar depois do verão. - não tive coragem de olhá-lo nos olhos.
– Todos nós iremos para Washington lembra? - ele falou de maneira seria.
– O que você mandou sua documentação para Universidade? - será que ele teria feito isso? Omg isso piorava tudo, definitivamente ele iria me odiar!!!
– Sim. Combinamos isso lembra. - ele me perguntou esperando uma confirmação da minha parte.
– Mais você me disse que não iria fazer faculdade. - tentei acusá-lo? Isso era absurdo eu era a errada nessa historia toda!
– Qual o problema Ness vamos todos juntos... Não vamos? - ele estava começando a erguer a voz em nervoso.
– Jake eu juro que pensei que você não fosse faculdade mais e eu acabei mandando meu papeis para a Universidade de... - não conseguia falar um bolo se formou em minha garganta me fazendo perder o ar.
–Ness da onde? - sua voz agora tremia.
– Nova York.  - disse derrotada.
– Quando você vai? -  agora foi à vez dele falar de maneira derrotada.
– Depois da formatura eu vou fazer uma viagem e depois vou direto para Nova York.
– Você não podia ter escondido isso de mim...Não antes de passar o final de semana comigo...Isso não é justo...Você me iludiu, prometeu que não iria se afastar de mim nunca mais... - ele gritava dentro do carro e eu me encolhi diante de sua reação. Eu tinha que dizer algo eu precisava fazê-lo entender! Mas minha voz não saia...
Jacob soltou nossas mãos e quando eu fui passar a mão em seu rosto ele se afastou.
– Eu preciso ir. - eu tinha que agir se não o perderia para sempre eu sentia isso.
– Jake vamos resolver isso, por favor, não vai... - praticamente implorei.
– Ness eu preciso digerir tudo isso.
Eu o olhei saindo do carro me senti sozinha e uma dor maior do que qualquer coisa invadiu meu peito. Doía, rasgava, sangrava...
Sai do carro e corri a tempo de segurar seu braço. Ele parou mais não me olhou e esse foi outro golpe que me acertou no peito e se misturava a todas as outras.
– Jake eu te amo, não me deixa! - eu chorava compulsivamente e desesperadamente!
– Ness eu to realmente confuso. - havia raiva em sua voz e doía demais eu não sabia o que fazer ou o que dizer eu me perdi em meio à dor que me tomava por completo.
– Mais... - ele se virou e vi que havia sofrimento em seu rosto, mais uma vez eu estava fazendo o cara que eu mais amava sofrer.
– Eu que fui um tolo Ness em pensar que eu podia ter você. Eu nunca fui nada, nunca vou ser ninguém. Jamais poderia bancar um final de semana como esse, vejo que você usou seu dinheiro direitinho. Ilusão minha pensar que você um dia casaria comigo e aceitaria morar em uma casa na reserva enfim... - ele cuspia as palavras na minha cara de maneira violenta e sinceramente eu sei que merecia por que se eu simplesmente tivesse sido honesta desde o começo.
– Jake eu queria isso, eu quero isso... Eu...
Antes que pudesse dizer mais alguma coisa ele se livrou da minha mão e saiu me deixando sozinha e perdida.
Eu sabia que havia perdido o Jacob para sempre!
Fiquei ainda um tempo sentada no chão esperando pelo que eu sabia que não iria acontecer... Olhei  em direção a casa do Jacob esperando que ele sei lá viesse falar comigo, tentasse de alguma forma me perdoar pelas verdades que eu havia omitido. Mais o tempo passou e nada.
Teria que me conformar que minha decisão de omitir havia sido considerada algo terrivelmente grave para ele.
Entrei no carro. Seu cheiro ainda estava ali presente me fazendo lembrar tudo que havia acontecido mais que também havia acabado. Numa necessidade de não perder o pouco que me havia sobrado dele eu fechei os vidros e inalei demoradamente seu perfume.
As lágrimas caiam pelo meu rosto, a dor me dominava de uma maneira que eu chegava a pensar que não iria suportar. Essa era a primeira vez que senti que realmente havia perdido Meu Jacob.
Uma musica começou a tocar no radio que havia ficado ligado e me chamou a atenção por que a letra falava diretamente a mim.


http://vagalume.uol.com.br/james-blunt/same-mistake-traducao.html


O Mesmo Erro

Enquanto me reviro em meus lençóis
E mais uma vez não consigo dormir
Saio porta afora e subo a rua
Olhar as estrelas sob meus pés
Recordar os justos que tratei injustamente
Então aqui vou eu

Olá, Olá

Não há nenhum lugar aonde não possa ir
Minha mente está turva mas
Meu coração é pesado não se nota?
Eu perco a trilha que me perde
Então aqui vou eu.

Não estou pedindo uma segunda chance
Estou gritando no topo da minha voz
Me de razão mais não me de escolha
Por que eu cometerei o mesmo erro outra vez,

E talvez um dia nós nos encontraremos
E iremos conversar e não apenas falar
Não acredite nas promessas
Por que eu não as cumpro
E minha reflexão me incomoda
E aqui vou eu

Não estou pedindo uma segunda chance
Estou gritando no topo da minha voz
Me de razão mais não me de escolha
Por que eu cometerei o mesmo erro outra vez,

Enquanto me reviro nos meus lençóis
E mais uma vez não consigo dormir
Saio porta afora e subo a rua
Olhos as estrelas
Olhos as estrelas caindo,
Eu desejo saber
Onde foi que eu errei!


Voltei para minha casa, não havia nada que eu pudesse fazer nesse momento a não ser chorar e lamentar tantos enganos cometidos.
– Filha o que aconteceu? - minha mãe falou assustada no instante que entrei em casa.
– O Jacob mãe não me quer mais. - falei deixando as lágrimas caírem livremente arqueando meus ombros por não ter força para mais nada pelo menos por hoje.
– Como assim Nessie. Hoje pela manhã eu falei com ele. Ele estava tão feliz! - minha mãe falou enquanto passava o braço delicadamente sob meus ombros  tentando me reconfortar.
– Eu acabei de contar que vou me mudar para Nova York e ele se sentiu traído. Acabou mãe. - falei entre lagrimas procurando o conforto do colo da minha mãe.
– Filha vocês são jovens tudo vai se resolver. Vem vou te levar para seu quarto. - eu não tinha tanta certeza ou a esperança de que tudo se resolveria. O fato era que deveria aprender a lidar com minha perda e seguir a vida novamente.
Deitei na minha cama e me lembrei de que ontem pela manhã ele estava exatamente deitado neste lugar e a dor voltou a pulsar dentro do meu peito, me encolhi abraçando minhas pernas na tentativa que ela diminuísse mais sinceramente por um breve momento me permitir sentir em toda sua plenitude o que havia restado do Jacob em mim, a dor sim essa seria a última lembrança que ficaria do meu grande amor!!!!
Está sem dúvida foi  a pior noite de toda a minha vida. O sono não vinha à única coisa que conseguia me lembrar era do olhar magoado do Jacob para mim, as acusações não saiam da minha cabeça gritando o quanto eu havia sido errada em minha atitude...


XXXXXXX


Levantei-me e fiquei sentada olhando pela janela o dia amanhecer e triste por saber que este seria o primeiro de muitos sem o Jacob ao meu lado.
Tomei banho peguei meu material e desci. Infelizmente estávamos na época das provas finais e eu não podia faltar na aula.
Não tomei café da manhã, me sentia enjoada, a cabeça doía. Precisaria ficar de óculos escuro o dia todo para tentar disfarçar meus olhos inchados.
Cheguei cedo à escola e parei meu carro na mesma vaga de todos os dias. Não sai resolvi esperar que os alunos chegassem. Bom na verdade estava esperando ver o Meu Jacob chegar, saber que apesar de tudo ele estava bem.
Esse seria o meu consolo. Se ele ficasse melhor longe de mim já me sentiria feliz.
Todos começaram a chegar e não demorou muito eu ouvi o som de sua moto. Respirei fundo pedindo ao meu coração que se acalmasse que não me traísse. Eu não poderia suportar mais dor.
Encontrei toda a turma e as meninas na hora perceberam que eu não estava bem já que eu somente os cumprimentei e segui até a sala.
Claire e Rachel vieram atrás de mim.
– Nessie espera! - Rachel me chamou e eu parei.
– Oi meninas eu estou com dor de cabeça por isso eu estou indo para sala não se preocupem! - segurei as lágrimas que já queria me trair por que olhar a Rachel me fazia lembrar ele.
– Nessie eu já sei de tudo. Ontem o Jacob brigou comigo e com o Paul por não termos contado a ele. - Rachel tentava ser solidaria a minha dor.
– Sinto muito Rachel. - foi à única coisa que consegui dizer.
– Nessie ele está sofrendo. Chorou a noite toda nem dormiu. - a dor voltou eu não o queria sofrendo eu poderia suportar tudo sozinha não era justo por que Eu o tinha enganado. Suspirei pesadamente!
– Mais não faz mais sentido amiga. Acabou. - falei derrotada.
As primeiras aulas foram monótonas e cansativas. Jake não me procurou nem falou comigo quando nos cruzamos no corredor. Quando ele me viu parecia que ele iria falar comigo mais depois desistiu balançando a cabeça em negativa.
Fui para o refeitório sozinha, não querendo falar com ninguém. Quando entrei todos estavam sentados na mesa de sempre inclusive o Jacob. Peguei meu almoço e preferi me sentar sozinha  em uma mesa que ficava no canto oposto da minha Tuma.
Todos me olharam com tristeza e percebi o momento em que o Paul deu um tapa na cabeça do Jacob e o Seth falou alguma coisa bravo.
Era demais ficar no mesmo ambiente que o Jacob me sentindo tão culpada. Deixei o almoço intocado em cima da mesa e sai levando apenas meu refrigerante. Fui até a secretaria.
– Senhora Campbell.
– Sim Renesmee.
– Eu não estou me sentido bem hoje será que eu poderia ir embora? Eu já fiz a prova de cálculo. - eu precisava sair daquele lugar,  não dava para tentar ser forte... Eu tentei mais não consegui...
– Quer que eu chame sua mãe ela está na sala dos professores? - ela parecia preocupada, talvez por minha palidez aparente, olheiras profundas.
– Não precisa eu estou de carro. - dei um sorriso amarelo.
– Então pode ir eu mesma irei avisar seus professores. - agradeci saindo correndo pelo corredor.
Segui rumo ao estacionamento me sentindo finalmente livre para chorar tudo que havia segurado até agora.
Sinceramente não sei como consegui chegar em casa.
Quando dei por mim já estava somente de short e uma blusinha leve deitada na minha cama abraçada à camisola que usei no fim de semana que era presente do Jacob.
Ainda era possível sentir seu cheiro misturado ao meu. A inconsciência chegou e acabei pegando no sono.



POV ESPECIAL: Jacob Black

À noite passei em claro. Chorei muito principalmente depois de saber que a Rachel e o Paul sabiam de tudo, alias, diga-se de passagem, a turma toda sabia menos o idiota que fez papel de tonto o fim de semana todo pensando que a Ness me queria.
Mais ela me queria não é? Ela me desejou eu vi em seus olhos? Eu senti o amor dela por mim!
Suspirei me virando na cama.
Doeu saber que ela estaria indo embora. Tudo bem eu sei que tive culpa nisso tudo afinal eu confesso que disse que não iria para Universidade. Mas eu não iria mudar os planos antes de pelo menos falar com ela... Mas ela tomou a decisão e nem se deu ao trabalho de me perguntar.
Mais também perguntar o que se na época ela estava namorando com o Seth.
AH!!!!!!!! Ele iria se ver comigo ele sabia de tudo antes de qualquer um de nós é por isso que ele viajou para Nova York com a Minha Ness.
Suspirei me lembrando que ela  não era  mais minha. O fim de semana seria apenas um sonho bom, o melhor que já tive na minha vida toda!!!!
A maneira como nos entregamos havia sido tudo tão perfeito e verdadeiro. Ness me amou sem medo, sem pudor... Minha pequena estava tão madura naquele momento... Tocando-me, me acariciando como nunca havia feito antes.
Uma raiva me dominou imaginando o quanto ela pode ser tão falsa comigo... Deixar eu me envolver, me declarar... O idiota pedindo não saia do meu lado e ela prometendo ficar mesmo sabendo que não iria cumprir com sua promessa!!!
O dia amanheceu e não tinha vontade de ir a escola mais era preciso estávamos fazendo as provas finais, e sinceramente seria uma boa oportunidade de ver a Minha Ness mais uma vez, ainda que de longe.
Quando cheguei percebi que ela estava sentada no carro sozinha e triste sim completamente diferente de ontem. Eu a fazia feliz eu podia acreditar nisso não podia? Eu precisava acreditar.
Antes que eu pudesse me aproximar ela saiu do carro cumprimentou a turma de cabeça baixa e saiu. Ela estava de óculos de sol o tempo todo isso significava que ela havia chorado a noite toda, e a culpa era minha! Imbecil era o xingamento mais leve que eu poderia receber nesse momento.
Cruzei com ela no corredor, sim seus olhos denunciavam tristeza, dor. Estavam vermelhos e inchados! Eu queria me aproximar mais ela desviou e olhou para o chão e fingiu que nem me viu. Com razão eu não sou ninguém mesmo.
Balancei  a cabeça negativamente tentando afastar esse pensamento porque Minha Ness me dizia que eu era sim alguém ela sempre me fazia sentir o melhor, o maior pelo menos para ela. Ela sempre me valorizou não podia negar isso jamais.
Na hora do almoço corri para o refeitório pensando que ela se sentaria conosco. As meninas todas chegaram menos ela. Onde ela estava?
Olhei para a fila do almoço e ela estava ali ainda mais triste, quando passou por nossa mesa, sim por que essa era a nossa mesa, era aqui que ela deveria se sentar ela suspirou pesadamente sorriu de maneira amarela e foi se sentar sozinha no canto oposto ao nosso.
Recebi um tapa na minha cabeça vindo do Paul.
– Você Jacob Black é o cara mais idiota que eu conheço. - Seth falou na minha cara.
Ela se levantou deixando a comida intocada sob a mesa pegou apenas o refrigerante e saiu.
Quando entrei na sala pensei que ela estaria sentada me esperando. Ta era isso que eu esperava que ela estivesse esperando essa aula para se sentar ao meu lado afim de que eu pudesse ter certeza que ela era minha.
Mais seu lugar estava vazio. O professor entrou e começou a aula. Não ela não estava aqui!
O dia finalmente chegou ao fim. Sai igual doido correndo pelo corredor da escola para chegar ao estacionamento. Quando olhei... Sua vaga estava vazia. Ela tinha ido embora, queria ficar longe de mim. Estava indo em direção a minha moto quando ouvi alguém me chamar.
– Jacob, espera!
– Oi Bella.
– Jacob eu não gosto de me intrometer nos assuntos da minha filha. Mais não posso me fazer de cega quando vejo o quanto ela está sofrendo. - Bella não estava brava pelo contrário seu olhar era de preocupação.
– Bella eu... -ela não me deixou terminar.
– Olha Jacob a Nessie não queria fazer faculdade em Nova York eu e o Edward que insistimos para que ela fosse inclusive Edward deu a ela um apartamento de presente.
– Ela tinha tudo planejado não é? - acusei para conseguir lidar com a dor, atacar afinal é a melhor defesa...
– Sim ela tinha tudo planejado. Ela iria fazer medicina em Washington, inclusive pediu a nós que descemos um apartamento para que vocês pudessem morar juntos nesta época por que ela sabia que você não teria como bancar uma moradia que não fosse uma republica.  - tudo bem essa parte eu não sabia e meu queixo literalmente caiu. - Sim ela planejou trabalhar como pediatra no ambulatório da reserva para ficar ao seu lado quando terminasse a faculdade inclusive planejou estar casada até o fim da faculdade com você. - então foi por isso que ela brincou comigo dizendo que preferia ser chamada de Sra. Black e depois disfarçou. - Ela planejou comprar uma casa simples, porém aconchegante em La Push por que ela sabe o quanto você ama aquele lugar, ela planejou ajudar você a montar sua própria oficina já que é o que você gosta de fazer! - tudo bem eu era um completo idiota por não ter me dado conta a tempo da mulher incrível que tinha ao meu lado.
– Eu não sabia... - falei baixo e me sentido perdido em meio a tantas novas informações.
– E você disse aos quatro ventos que não iria mais para Universidade, não foi? O que pensou? Que ela iria ficar esperando você resolver o que faria da vida? Por que se vocês nem mesmo estavam juntos? - Bella me fez ver que se Nessie errou eu também errei eu também havia sido omisso em muitas coisas!
Bella já estava saindo rumo ao seu carro mais se lembrou de mais uma coisa e voltou.
– Inclusive eu não sei se ela te contou, mais ela pediu ao Edward que desse um presente a você de formatura.
– Pra mim? - perguntei surpreso.
– Na verdade para ela também. Nessie iria fazer uma viagem pela Europa antes de ir para Universidade, mais há alguns dias quando vocês se acertaram ela pediu para viajar com você o verão todo e Edward concordou. Vocês estavam com viagem marcada para o Caribe. Mais enfim agora isso não tem importância... E sinceramente Jacob eu prefiro que você fique longe da Nessie, por que eu sei quanta dor ela esta sentindo, inclusive não agüentou ficar na escola hoje.
Minha cabeça estava girando eu tinha a sensação de que poderia vomitar a qualquer momento. Coloquei o capacete e fui para La Push tentar pensar o que poderia ser feito.
Cheguei à praia onde há apenas alguns dias Ness havia me procurado. Sentei no nosso tronco onde inclusive estava escrito nossos nomes dentro de um coração que fizemos quando ainda éramos crianças e tudo parecia completamente simples e fácil.
Ela pensou mais em mim do que eu poderia ter imaginado e quando ela precisava da minha ajuda para resolver tudo isso eu fiz o que? Eu sei a resposta a deixei sozinha.
Fechei o olho e me lembrei dela saindo do carro ontem ao me deixar em casa e desesperada segurando meu braço, mais eu não me importei naquele momento por que simplesmente achei que minha dor era maior.
Abri o bolso da minha jaqueta que inclusive estava impregnada do perfume dela e o que foi que eu encontrei? A lembrança de que nossa noite na boate havia sido perfeita me lembrei imediatamente de quando fizemos amor no banheiro. Permite-me sorri ao me lembrar do quanto ela havia sido madura esse final de semana.
Chorei muito eu queria eu precisava pelo menos ouvir a voz dela. Peguei meu celular e liguei.
Uma voz rouca e triste atendeu.
– Alo! Jake é você? - ela falou com a voz tremida.
– Sim. - respondi esperando ter coragem para dizer alguma coisa. Para dizer que a amava mais que tudo... Que precisava dela... Que me perdoasse.
Mais eu estava mudo meu coração disparou dentro do peito ao simples fato dela ter pronunciado meu nome.
– Alo??? - ela chamou num sussurro.
– Ness eu queria dizer que... - ela me interrompeu bruscamente.
– Jake, ou melhor, Jacob, por favor, não me acuse mais eu sei que errei eu tinha que ter contado tudo antes para você.  - ela se culpava e isso acabava comigo. - Não se preocupe eu não vou tornar seus últimos dias na escola um inferno. - na verdade sua ausência é que tornava minha vida um inferno eu precisava dizer isso a ela mais não conseguia. - Eu somente irei à escola até terminar as provas. Não vou aparecer na festa da praia no próximo fim de semana e também não vou ao baile de formatura, apenas na colação a pedido dos meus pais. Sinta-se livre para convidar qualquer garota eu prometo que não irei fazer nada e nem atrapalhar seu encontro. - sua voz estava falhando. Ela desligou o telefone.
Eu somente mandei uma mensagem de texto.
J: Ness Eu te amo mais do que a mim mesmo!!!
Esperei que pudesse vir alguma mensagem dela para mim mais não veio nada.



Fim POV Especial: Jacob Black


Acordei com meu celular tocando, quando olhei no identificador de chamada meu coração disparou era ele.
– Alo! Jake é você? - tudo bem pergunta idiota mais eu precisava ter certeza.
– Sim. - meu coração disparou me traindo, sentindo vontade de vê-lo de saber que ele ainda poderia me perdoar...
A ligação ficou muda, olhei pensando que havia caído a ligação mais podia ouvir a respiração do Jake do outro lado.
– Alo??? - chamei em um sussurro.
– Ness eu queria dizer que... - eu não podia suportar mais acusação, eu não iria agüentar.
– Jake, ou melhor, Jacob, por favor, não me acuse mais eu sei que errei eu tinha que ter contado tudo antes. - assumi a culpa já que é isso que as pessoas fazem quando crescem e passam a viver no mundo das escolhas. - Não se preocupe eu não vou tornar seus últimos dias na escola um inferno. - sinceramente eu nunca, jamais faria isso com o Jacob ele não merecia. -  Eu somente irei à escola até terminar as provas. Não vou aparecer na festa da praia no próximo fim de semana e também não vou ao baile de formatura, apenas na colação a pedido dos meus pais. Sinta-se livre para convidar qualquer garota eu prometo que não irei fazer nada e nem atrapalhar seu encontro. - doeu imaginar ele se divertindo com outra, dando a outra os beijos que me pertenceram um dia, tocando como ele me tocou um dia...
Desliguei não por que não queria falar com ele mais por que as lagrimas estavam novamente me traindo eu não queria que ele visse o quanto estava sofrendo por ele. Mais não demorou muito e meu celular vibrou avisando que havia recebido uma mensagem.
J: Ness Eu te amo mais do que a mim mesmo!!!
Eu queria sinceramente acreditar nas palavras dele mais eu estava decepcionada por que ao primeiro problema ele me deixou sozinha. As promessas e juras de amor estava perdendo seu significado.

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A semana passou vagarosamente para mim. Jacob e eu nos evitávamos ao máximo.
O único momento em que ficávamos pertos era na aula onde éramos obrigados a compartilhar a mesa mais eu evitava olhar para o seu lado ao menos que isso fosse realmente necessário. Mais não tinha como negar que toda vez que nossos corpos se tocavam meu coração me traia e uma corrente elétrica passava por mim de maneira avassaladora.
Na sexta-feira o pessoal estava animado com o luau que a turma dos formandos havia combinado de fazer. Seth veio falar comigo na saída.
– Nessie você precisa ir. Se não vai perder a graça. - Seth sempre carinhoso comigo.
– A Seth eu não posso eu queria muito ir mais fica lá vendo o Jacob se divertir com outra. É muito para mim. - sim eu não agüentaria.
– Mais ele vai sozinho. - por um momento me permiti ser feliz novamente.
– De qualquer maneira Seth é complicado ficar no mesmo espaço que ele.  - suspirei ao terminar a frase.
– Você está sofrendo muito não é. - não tinha como negar era visível em meu rosto.
– Sim não vou mentir para você meu amigo. - abaixei meu rosto.
E claro as lágrimas já estavam me traindo. Seth ficou triste ao me ver assim e me abraçou.
 Eu me senti confortável protegida. Seth era mais que meu amigo era meu irmão. Ele beijou o alto da minha testa e depois eu só ouvi o Jacob me acusar.
– Voltaram a namorar? Posso ver que fiz papel de trouxa o tempo todo. - Jacob me acusou???? Como assim eu estou aqui sofrendo por ele e... Ele me acusa dessa maneira????
– Jacob cala a boca, você não sabe de nada. -Seth falou encarando o Jacob.
– Seth deixa, não vale a pena dizer nada. – mais aquilo me irritou profundamente e mais que isso me feriu ainda mais afinal como ele poderia pensar isso de mim depois de tudo que havíamos vivido no fim de semana.
Olhei nos olhos de Jacob transformado todo o sentimento meu em raiva por um momento.
– Jacob espero sinceramente jamais ter que olhar na sua cara na minha vida. Me esquece, finja que eu morri e pode ter certeza que você jamais me verá derramar outra lágrima por você.  - falei secando meu rosto. - E Seth pode me esperar por que eu vou ao luau e melhor sozinha.
Entrei no carro determinada a arrasar nessa festa.
Cheguei em casa liguei para Tia Alice pedindo ajuda. Não demorou muito e ela chegou à minha casa com um arsenal de beleza. Tomei um banho relaxante.
Coloquei um roupão felpudo e me sentei diante do espelho me entregando nas mãos da minha Tia adorada.
Ela secou meu cabelo o deixando um pouco ondulado nas pontas com um volume sexy. Fez uma maquiagem marcante nos olhos e nos lábios apenas um gloss.

Meu vestido era um tomara que caia branco bem marcado na cintura, porém a saia não era justa ao corpo. Coloquei um casaquinho por cima, já que na praia poderia estar friozinho e não teria ninguém para me esquentar. Suspirei mais não me permiti chorar.
Coloquei um brinco, um bracelete e minha sandália. Peguei a mochila com as coisas que havia separado para passar a noite por lá.
Dei um abraço na minha Tia e um beijo em minha mãe e no meu pai e sai rumo a La Push sem saber o que esperar...