terça-feira, 20 de março de 2012



Amante da Fantasia 
Sherrilyn Kenyon




Primeiro tenho que dizer que esse é um livro bem complicado para se resenhar. Não por ser cheio de complexidades. Sim pelo fato da leitura ser tão apaixonante, que torna impossível escrever sobre ele sem paixão. Isso mesmo. Tentarei o possível para escrever de forma objetiva, mas se escapar algum exagero de minha parte, peço sinceramente, que me perdoem. Dito isso, começarei a falar sobre o primeiro livro da Saga Dark Hunter.

Grace Alexander é uma terapeuta sexual com sérios transtornos. Essa mulher, que se diz apta a ajudar as pessoas, possui um sério problema com o sexo oposto. Foi muito ferida tanto fisicamente quanto emocionalmente. Justamente por isso os homens não a atraem. Falando um bom português, Grace não consegue sentir nem ao menos tesão por um homem bonito. Ela tem uma amiga muito louca, Selena (ai eu adoro essa amiga), uma mulher bem excêntrica, mística e exotérica. Sua amiga tenta o possível para abrir os olhos de Grace e até chega a comete uma loucura, arrumando um livro mágico, que supostamente tem aprisionado um “escravo sexual” de 2000 mil anos. Você acha engraçado? Pois é, eu também achei quando comecei a ler. Só que essa amiga maluca acredita mesmo que isso pode ser possível e um mês com um “escravo” lindo, delicioso e excitante pode mudar a vida de Grace. Pior é que a coisa acabou dando certo e a vida dessa jovem tão problemática nunca mais se tornou a mesma.

Julian da Macedônia foi um general, filho de outro general maléfico que o mandou para o campo de treinamento praticamente com fraudas, e da “deusa”  do amor Afrodite. Esse homem lindo, perfeito, delicioso, que é capaz de levantar até defunto, não teve uma vida muito boa. Foi rejeitado pelos pais, pela esposa, pelos irmãos e todos que estiveram em seu tempo. Tem como pior maldição é a falta de amor. Após alguns trágicos acontecimentos, revoltado ele decidiu se vingar do irmão Príapo, um “deus” também filho de Afrodite. Como castigo é amaldiçoado a permanecer a eternidade preso no livro. Ele, de tempo em tempo, é evocado por mulheres e feito de escravo sexual. Dois mil anos de aflição, tortura física e psicológica quase mataram os bons sentimentos de Julian. O que ele não esperava era encontrar uma mulher que não quisesse obter prazer dele e sim ajudá-lo.

O que isso tudo tem demais? Bem, vou dizer o que tem demais. Tanto Julian quanto Grace possuem barreiras emocionais bem frágeis. A narrativa dos acontecimentos da vida dele me deixou com dor no coração, quase chorei. Os sentimentos conflitantes de Grace me fizeram compadecer de todo o seu drama e desejar o melhor para ela. Mas os dois juntos se tornaram perfeitos um para o outro. De início a coisa não foi muito fácil e não fluiu. Como assim não fluiu? Julian, com sua maldição, estava louco por sexo e Grace, com seus receios, estava fugindo de sexo. A coisa ficou tão deliciosa que vocês nem imaginam.

Quando Grace começa, finalmente, a se render pelos encantos de Julian (e que encantos), eles descobrem que a maldição pode se rompida. Para isso eles não podem ter relações até a última noite em que ele estiver livre. O problema é que o envolvimento cresce muito rápido. É difícil não se apaixonar por um homem tão encantador, carinhoso, atencioso e fogoso como Julian. Por mais que tente, cada momento com Julian é especial para Grace e ela só quer que tudo dure para sempre. Ela, apesar do medo de ser usada e abandonada, o deseja. Ele, apesar da vontade de se libertar, não quer usá-la e depois partir. É um conflito bem interessante, visto que os dois se amam. Chega a ser doloroso esse conflito para os dois.

O efeito da maldição torna insuportável a abstinência dele, chegando a um sofrimento físico que o leva as raias do desatino. Pior que isso, é que se tratando de Grace a coisa só fica mais insuportável, porque ele nunca teve em sua vida alguém que quisesse apenas cuidar do seu bem estar, sem pedir nada em troca. Agora imaginem duas pessoas com amor, desejo, paixão, carência física e emocional sem poder fazer... Ai que dó.

Outros personagens surgem e nós conseguimos entender melhor Julian, mas também Eros, Afrodite, Atenas e até mesmo Príapo. E acreditem em mim, os “deuses” nunca foram tão divertidos. A autora conseguiu desenvolver bem o enredo, misturando a antiguidade e o moderno de forma muito engraçada e perspicaz. Não tem, sinceramente, como não se envolver com a trama, ficando ainda mais curioso com os acontecimentos. Ela cria elementos não só de romance e sensualidade, mas também drama e comédia. A cada página o leitor tem vontade de devorar, para saber como tudo terminará. As narrativas são tocantes e algumas delas quase me fizeram chorar, as cenas sensuais são excitantes e fazem o leitor subir pelas paredes (não sei como não derreti a camada de ozônio), e as cenas mais alegres me fizeram rir. Olha esse livro conseguiu roubar o primeiro lugar de favorito, deixando para outros tão queridos para trás. Para terem uma idéia, no dia seguinte após terminar a leitura, voltei alguns capítulos e comecei novamente. Ainda não consigo tirá-lo da cabeça.

O que não gostei no livro foi à marcação das margens, a capa escolhida pela editora não faz justiça a personagem e a distribuição da narração, que às vezes parecia confusa. Começava a ler a narrativa pelo ponto de vista da Grace e do nada havia uma mudança para a de Julian. Eu me sentia perdida em alguns momentos. Acho que a editora poderia ter caprichado um pouco mais.

Essa é uma leitura que recomendo, se você gostar de romance sensual é claro!!!
O que está esperando para comprar. Eu já estou morrendo pelos próximos livros. Ele foi simplesmente perfeito.




Sinopse Ficar preso em um quarto com uma mulher é algo formidável. Ficar preso em centenas de quartos durante mais de dois mil anos não é. E ser amaldiçoado dentro de um livro como um escravo sexual pela eternidade pode arruinar até mesmo o dia de um guerreiro espartano. Como escravo sexual, eu sabia tudo a respeito das mulheres. Como tocá-las, como saboreá-las e, principalmente, como satisfazê-las. Porém, quando fui evocado para realizar as fantasias sexuais de Grace Alexander, encontrei a primeira mulher na história que me enxergou como um homem com um passado atormentado. Só ela se importou em me tirar do quarto, levando-me para o mundo. Ela me ensinou a amar outra vez. Mas eu não nasci para conhecer o amor. Fui condenado a uma solidão eterna. Como general, eu tinha aceitado minha sentença havia muito tempo. Porém, agora encontrei Grace... a única coisa sem a qual meu coração ferido não é capaz de sobreviver. Com certeza, o amor pode curar todas as feridas, mas poderá também romper uma maldição de dois mil anos? 

Bjs no core



O Sussurro mais Sombrio – Senhores do Mundo Subterrâneo 
Gena Showalter
Sinopse: Sabin - Guardião do Demônio da Dúvida. Subjugado aos caprichos de Dúvida, Sabin era um homem condenado à solidão. Afinal, nenhuma das mulheres que compartilharam de sua cama resistiu às perfídias de seu demônio. Nada mais restava senão partir para os campos de batalha em busca do único prazer que poderia usufruir: a vitória. Ao conhecer Gwendolyn, a Tímida, Sabin experimentou levemente um sabor há muito esquecido: desejo por uma mulher. Gwen, também uma imortal, sempre imaginara que se uniria a um homem que jamais despertasse seu lado mais sombrio. Mas ao ser libertada por Sabin da prisão, por ele se apaixonou. E juntos terão de enfrentar um desafio maior do que a busca pela caixa de Pandora: a subjugação de seus próprios demônios.
Esse é o quarto livro da série e a autora conseguiu, mais uma vez, manter o ritmo nessa estória com elementos mitológicos que acrescentaram ainda mais a trama. Devo dizer que foi o mais fraco a meu ver, até o momento, e me decepcionei um pouco com ele. Talvez seja pelo fato de não ser muito fã de Sabian, o guerreiro possuído pelo demônio da Dúvida. Eu não me identifiquei com protagonista desde o primeiro momento em que apareceu na série e não torcia muito pelo seu livro. Apesar disso, a Gena acrescentou elementos que são fundamentais para a série como um todo. Houve novas descobertas, profecia, um novo e inusitado inimigo se apresenta nesse livro de forma aberta, tornando a trama mais excitante para o leitor. Nele eu me vi ainda mais apaixonada por outras personagens como Torin, Paris e Aeron. O livro termina com gosto de “quero mais”, abrindo alas para o próximo.

Sabian é o guerreiro guardião do demônio da Dúvida. O tempo inteiro ele coloca a “dúvida” nos demais guerreiros. Por isso sempre foi solitário e as mulheres que passaram por sua vida acabaram tendo finais nada felizes. O demônio fez com que duvidassem de tudo, levando as a destruição.  O objetivo de Sabian é destruir os caçadores e achar os artefatos que colocam a existência dos guerreiros em perigo. Envolver-se emocionalmente não faz parte dos seus projetos. Mas é durante uma viajem, em busca de mais um artefato, que conhece a tímida e frágil Gwen.

Gwen é uma harpia muito jovem, sensível como um cristal e em alguns momentos a impressão que nos dá é de que vai quebrar. Ela é aprisionada pelos caçadores, que temem pela natureza de sua espécie, e a torturam psicologicamente. Ao ser encontrada pelos guerreiros, tem medo e em um momento de descontrole emocional mostra sua verdadeira natureza mais perigosa,  destruindo um dos caçadores. Apesar dos guerreiros temerem a jovem, Sabian sente uma atração irresistível e a leva com ele. Eles logo se apaixonam, mas o demônio dele faz tudo para desestruturar e destruir essa jovem, que já é tão frágil.

Novas personagens surgem acrescentando mais a estória e uma terrível descoberta coloca Sabian e Gwen em uma situação complicada. Entre conflitos, dúvidas e medo, os dois acabam se unindo e ele se torna a única pessoa com poder de acalmar a sua harpia. Ela precisa mais do que nunca de controle emocional e forças para lidar com esse demônio que passa o tempo inteiro “sussurrando”  coisas que a deixam em dúvida sobre os sentimentos dele e a relação dos dois.

Não posso contar mais sobre o livro. Gostaria de revelar um pouquinho, mas se abrir a boca vocês logo nas primeiras páginas vão descobrir os segredos que precisam ficar ocultos.

Como disse, esse livro não foi o meu preferido. Acho que é mais uma antipatia com o protagonista. Mas ele é importante, porque os fatos que surgem serão trabalhados no livro seguinte.

Espero realmente que gostem!

Bjus no core

sábado, 17 de março de 2012


Medo de Amar 6

- NÃO! NÃO!! NÃO ME TOQUE!! AHHHHHH – Nessie gritava e se debatia sobre a cama. Ainda sentia as mãos de Edward em seu corpo e das investidas violentas dentro de si. Estava apavorada e lutava contra aquilo. Sentiu as mãos de alguém a sacudindo. Abriu os olhos e viu o duque segurando os seus ombros. Lágrimas escorriam em seu rosto. O coração batia acelerado e o medo a deixava em estado de alerta. Ela se soltou dele e encolheu-se no canto da cama.

- Calma, querida! Calma! – Jacob disse com a voz tranqüila para tentar acalmá-la. Ela se aconchegou e pela primeira vez se sentiu protegida. Chorou tudo o que podia em seus braços. Ele não disse mais nada. Apenas a acolheu  permitiu que se acalmasse.

Passado algum tempo em silêncio, Nessie sabia que deveria explicar e tentar manter a mentira. Não podia deixar que ele percebesse o que ocorria. Era perigosa demais aquela situação.

- Foi um pesadelo. – Disse o óbvio e esperava que ele não a interrogasse. – Foi como se algum tentasse me pegar. Mas já passou. Sei que não foi real e agradeço Vossa Graça por me socorrer nesse momento. – Afastou-se dele e olhou para o outro lado. Fixou seus olhos nas sombras, causadas pelas velas bruxuleantes.

- Foi um pesadelo ou uma lembrança ruim? – Ele perguntou com a voz calma. Ela não respondeu. Ele ficou incomodado com aquilo, mas não insistiu. Apenas queria que ela ficasse bem. – Estarei no quarto ao lado. Se precisar de algo é só bater na porta e virei. Espero que consiga dormir bem, “milady”. – Levantou-se e caminhou para a porta. Nessie sentiu algo estranho dentro de si. Era como estar vazia novamente. Queria os braços protetores dele. Precisava de alguma forma, mas sabia que não podia. Deitou-se e tentou dormir. Sabia que seria impossível dormir tranqüila, sem o pesadelo. Mas precisava tentar e não fazer barulho, ou o Sua Graça começaria a desconfiar da verdade.

[...]

Jacob não conseguiu pregar os olhos aquela noite. Alguma coisa estava errada. Muito errada! Ela não teve apenas um pesadelo. Estava assustada demais. Lutou contra ele quando a abraçou. Aquilo parecia mais uma lembrança e talvez explicasse o motivo da fuga. Estava ansioso para que o dia amanhecesse. Falaria com um detetive e encontraria a sua família. Se alguém havia feito mal aquela jovem, acertaria as contas com ele. Seria implacável com quem quer que fosse.

Quando o dia amanheceu, foi direto para o escritório e enviou uma missiva para o seu administrador, pedindo que lhe arrumasse o melhor investigador. De preferência alguém da agência secreta. Precisava agir logo e descobrir tudo sobre a jovem que havia socorrido.

Por volta das dez horas, seu mordomo anunciou a visita de seus amigos.

- Vossa Excelência, bom dia! Os condes Brandt e Langlay estão a sua espera. Devo mandá-los entrar? – Perguntou o mordomo, Sr Crispt.

- Pode mandá-los entrar, Sr Crispt. Um homem não pode ao menos ter um momento de paz. O que será que esses dois fazem aqui tão cedo? – Perguntou arqueando uma das sobrancelhas, como se o mordomo fizesse idéia do que passava pela cabeça dos dois amigos loucos de Jacob. Se já estava sem paciência, agora então...

O suntuoso gabinete voltou ao silêncio habitual. Jacob começou a examinar alguns documentos, enquanto bebia uma taça de vodca. Não era hábito beber tão cedo, mas dadas as circunstancias precisava daquilo. A porta rangeu e se abriu. Não levantou a cabeça, mas escutou os passos.  – Seria impróprio da minha parte perguntar o que os dois fazem na minha casa tão cedo? – Perguntou de forma irônica.

- Claro que não, Jacob! Você tem o direito de perguntar o que quiser. Mas estamos aqui para prestar um grande favor a você, caro amigo. E como queríamos ver sua reação em primeira mão, resolvermos vir juntos. O que adiantaria enviar uma missiva através de um empregado. Nada nos tiraria o prazer de ver sua expressão nesse momento. – Derick disse em tom debochado.

- E o que pode ser tão urgente e importante? – Sabia que se tratava da jovem senhorita, mas não deixaria que os amigos vencessem aquela guerra de nervos.

- A “Bela adormecida”? - Dessa vez foi Alex. Os dois se sentaram e sem a menor cerimônia, começaram a se servir. Entre os três era assim. Não havia motivos para pompas. Podiam agir como pessoas comuns.

- E o que tem a senhorita? – Jacob odiava quando falavam naquele tom e debochavam do caso. Mas algo lhe dizia que tinham uma bomba nas mãos. Não custava nada saber do que se tratava. Mesmo que aquilo fosse irritá-lo ainda mais aquela manhã. Só de pensar nela, toda assustada e chorando em seus braços, sentia profundo ódio de quem lhe machucara.

- Ontem nós continuamos no White’s depois que você partiu. E descobrimos algo interessante. Você se lembra que Colchester estava alterado? Ele pedia dinheiro emprestado. Mas a pessoa em questão se negou a emprestar, porque ele está com muitas dívidas. Pois bem, conversamos com uma das atendentes e ela deixou escapar algo interessante.

- E o que tem de interessante nas dívidas de Colchester? – Perguntou de bebericou um gole da bebida. Tentava juntar uma coisa com outra. Sabia que Edward Colchester tinha duas irmãs, mas as conhecia e de certo não era a jovem que se encontrava em recuperação em sua casa.

- Parece que ele precisa de mais dinheiro para pagar um detetive. Aparentemente sua prima, filha do falecido Marques, fugiu de casa. – Alex disse e olhou para Derick de soslaio. – E aparentemente ela fugiu aqui da casa de sua mãe, na Maefayer.

- Se você juntar dois mais dois... -  Disse Derick.

- Vocês acham que a jovem é a filha de Charles Wood, falecido marques de Colchester? – Aquilo era estranho. “Por que a filha de um marquês não fora introduzida na sociedade? Por que fugia de casa?” 

- Só há um jeito de saber. – Respondeu Alex sorrindo. – Perguntando a ela. E se for realmente filha de um marquês, até sua mãe aprovaria o casamento. Seria totalmente aceitável para uma duquesa. Você nem poderia sonhar com algo melhor, não é meu amigo? – Concluiu.

- Jacob, fala alguma coisa!  - Derick ordenou. Ele não sabia o que dizer. Se aquilo fosse verdade, havia muita coisa em jogo. A linhagem da jovem seria aceitável para sua esposa. O problema é que não suportava Colchester . Achava-o arrogante, prepotente e fanfarrão. O sacrifício valeria à pena, se aquilo fosse verdade. Mas havia outro fato em questão. “Quem havia machucado a jovem? O que fizeram com ela?” Ele precisava saber e o malfeitor pagaria muito caro. Ele garantiria isso, mesmo que fosse a última coisa a fazer em vida.

- Preciso ir ter com ela. Tenho que saber a verdade. – Levantou-se bruscamente e pôs a taça sobre a mesa. – Agora se não tiverem algo melhor para fazer...

- É assim que nos agradece, por ajudar a encontrar a sua futura esposa? Mal agradecido. – Resmungou Alex.

- Eu descobriria de uma forma ou de outra. Agora se me derem licença. – Deixou os amigos e saiu. Sabia que aquilo era totalmente descortês e inaceitável. Mas eles compreenderiam sua urgência. Precisava ver a jovem.

[...]

Nessie se levantou da cama e fez um esforço para caminhar pelo quarto. Seu corpo ainda doía muito, mas não podia ficar presa aquela cama. Precisava elaborar um plano. Sabia que Sua Graça não era tolo e não acreditaria em suas mentiras por muito tempo. Fugiria daquela casa assim que conseguisse reunir forças para andar e correr. Aquilo era imperativo. Ele era bonito e tentador demais para a sua própria sanidade. Ela estava perdida. Não poderia ser desposada por ninguém, muito menos por um duque. Mesmo que um dia houvesse a possibilidade dele desejá-la, não poderia ir “estragada” como estava. Um nó se formou em sua garganta, em seguida escutou a porta se abrir.

Ela fechou o penhorar e se virou. Viu aquele homem enorme, másculo e lindo entrar. Era mais alto do que imaginava. Os ombros muito largos e um corpo bem maior que o seu. Não tinha a exata noção de como era grande quando a abraçou. Sua Graça ficou observando-a por alguns segundos e não disse nada. Parecia analisá-la. Quando abriu a boca e a chamou. – Dormiu bem, Lady Wood? - O corpo ficou mole e caiu. Se não fosse pelos braços fortes, aparando-a, teria levado um belo tombo.

- O quê... Como... – Ela não conseguiu falar. Estava em pânico naquele momento. Era desesperador saber que ele havia descoberto sua identidade. Em pouco tempo Edward a levaria de volta e... Ela seria castigada pela fuga. Santo Deus! Estava em perigo.

- Tenho fortes motivos para achar que é a filha do marquês, falecido, de Colchester. Estou errado, querida? – Sussurrou em sua orelha enquanto  a carregava para a cama. O corpo inteiro se arrepiou com aquele hálito quente. Aquele homem seria sua ruína. Ela sabia disso. Tinha que fugir de novo. E de novo, caso fosse necessário. Não permitiria que seu ardil a mantivesse em uma nova armadilha.

- Eu...não faço...idéia. – Gaguejou. Sabia que tinha entregado o disfarce. Mas continuaria a fazer.

- Então creio que deva trazer Edward Colchester para fazer um reconhecimento. Não acha? – Perguntou de forma irônica.

- NÃO! -  Um grito, estrangulado, saiu de sua boca sem mesmo perceber. Tinha posto tudo por água abaixo. Arruinou o seu disfarce. Que homem mais maquiavélico aquele?

- Então estava certo. Por que se finge de desmemoriada, “milady”? – Colocou a na cama de forma delicada e depois encarou o seu rosto. Ela se esforçou para não chorar, mas os olhos estavam cheios de água. Tinha mais orgulho que aquilo. Não choraria, novamente, diante daquele homem.

- Perdão, Vossa Graça! Mil vezes perdão, mas não posso voltar para aquela casa. Não posso. Não entende! Não entende! – Balançou a cabeça em sinal de negativo e tentou controlar os nervos, que aquela altura estava em frangalhos.

- O que eu não entendo, “milady”?  - Ele continuou o interrogatório e ela estava completamente desarmada. – O que lhe fizeram naquela casa? – Insistiu.

- Por favor, não! Não! Não quero falar! Por favor só me esconda! Eu imploro a piedade de Vossa Graça. Parece um homem bom e justo. Ajude-me pela Graça de Deus. Se me forçar a voltar, fugirei novamente.

- O que lhe fizeram? – Continuou a insistir.

- Desde que meu pai morreu – Começou a chorar enquanto falava. – Eles só me maltratam. Sou como uma empregada para a família. Tiraram tudo o que é meu. Sou humilhada, mal tratada, mal vestida, como os resto e durmo em um sótão. Isso não é suficiente? Agora desconfio que Edward quer me vender a alguém. – Mentiu. Não poderia contar tudo. Aquelas eram apenas meias verdades. – O mais irônico é que desconfio que a mansão seja minha. As jóias que minha tia usa eram da minha mãe. Meu pai comprou cada uma... Eles me tiraram tudo. Não voltarei para lá! Juro que se me forçar fujo novamente Excelência. – O duque a olhava com uma expressão angustiada no rosto. Não disse nada. Apenas a abraçou forte e a acolheu. Era a primeira vez em anos que recebia algum carinho de algum. Foi reconfortante estar em seus braços, apesar de imprudente e inapropriado.

- Sabe que não posso mantê-la aqui, querida. – Beijou sua testa de forma carinhosa. Segurou o seu queixo e ergueu sua cabeça, obrigando-a a encará-lo. Seus olhos se encontraram e houve algo estranhamente mágico naquele momento. Confiava naquele estranho. Por mais esquisito que pudesse parecer o fato, Nessie confiava nele. – Juro que irei protegê-la. Farei com que lhe entreguem tudo o que é de direito e que faça um casamento aceitável. Cumpro as minhas promessas, querida. Só confie em mim. Por agora, digo que preciso comunicar a sua família que está aqui e pedir que mandem uma dama de companhia. Não quero que um escândalo manche sua reputação. Minha reputação já é péssima. A sociedade me chama de duque sombrio. Não quero que isso a prejudique.

- Só mais uns dias! Por favor! Até estar mais forte. Não me mande de voltar agora, eu imploro a ti. – Ela aconchegou a cabeça em seu colo e chorou.

- Agora tem a minha proteção. Eles não ousarão fazer nada de ruim, querida. Eu prometo. – Beijou o topo da cabeça. – Agora tenho que tomar minhas providências. Tente ficar tranqüila. Honro minhas palavras e as tem, “milady”.

- Nessie! – Ela disse.

- O quê? – Ele perguntou.

- Eu me chamo Renesmee, mas pode me chamar de Nessie. Meu pai me  chamava assim. – Fazia tanto tempo que ninguém a tratava tão bem, que se sentiu confortável com ele. Queria ouvir o seu nome em seus lábios. Pelo menos uma vez.

- Só se me chamar de Jacob. – Ele respondeu sorrindo. Um sorriso tão lindo e de tirar o fôlego. Ela não conseguia tirar os olhos daqueles lábios tão carnudos. A proximidade era enormemente tentadora. Fechou os olhos e imaginou como seria ter aqueles lábios sobre os seus. – Não poderia, Vossa Graça.

- Não quero que minha esposa me chame de Vossa Graça quando estivermos na cama. Quero ouvir meu nome em seus lábios, Nessie. É como música para os meus ouvidos. – Ela abriu e fechou a boca sem ter o que dizer. Não acreditava naquela declaração. “Ele estaria mesmo dizendo que se casaria com ela?” – Não responderá? – Perguntou com aquela voz rouca e suave, que mais parecia uma carícia sobre o seu corpo. Sentiu a bochecha arder. Sabia que estava corada. “Por que tinha que corar diante dele?”.

- Não posso me casar, Excelência. Nunca! Sou uma fruta estragada e não sirvo para ser sua duquesa. Por favor, não insista. Só quero uma casa no campo, onde possa viver sozinha e tentar esquecer... – Uma lágrima rolou pelo seu rosto e ele a secou com um dedo.

- Quem  a machucou, Nessie? – Ela negou meneando a cabeça e fechou os olhos. Era vergonhoso falar sobre aquilo com ele. Não queria. Não podia. Precisava se esconder. Atirou-se em um travesseiro e o abraçou. Ficou ali calada, sabendo que os seus olhos estavam sobre si. – Nessie... – Sussurrou com uma voz gentil.

- Vá embora! Por favor, vá! E se preza a minha vida, não me entregue a Edward. Ele me venderá ao primeiro que pagar mais, Excelência. Só não me matará, por ter fugido, porque pretende lucrar com minha vida. Se gosta de mim, deixe-me aqui pelo menos por 3 meses... Até a maioridade. Assim poderei cuidar da minha própria vida.

- Nunca permitiria que ele a fizesse de moeda de troca. Toma-me por muito pouco, Lady Wood. Mas eu descobrirei sozinho sobre o que não quer me contar. E falarei pessoalmente com Colchester. – Sentiu o movimento da cama quando ele se levantou e o barulho das botas dirigindo-se para a porta. Encolheu-se sobre a cama e chorou sua vida miserável.


Glau
Bem miguxas, o que estão achando? Se deixar por conta de vocês, vão escrever a fic. Não é Letícia? Cada uma com uma idéia (ou dica). Acho que não sou a única má. Todas vocês querem ver Jacob arrancar o couro de Edward. Depois falam de mim. Kkkkkk
Bem, o cap 7 e o 8 já estou prontos. A Heri pediu para fazer uma mudanças no 7  e como a palavra da minha beta amada é lei, farei algumas modificações.
Sábado posto novamente.
Obrigada imensamente pelos comentários e carinho de vocês.
Gente, peço que se alguém copiou Para sempre em blog apague, por favor. Estou prestes a fechar contrato para publicação e não posso ter a fic divulgada na net. OK? Estou saindo de férias hoje, mas tenho que revisar a estória e preparar tudo para enviar ao editor. Peço que fiquem na torcida. Ainda não tem nada certo e preciso arrumar uma grana preta. OMG!!
Obrigada por tudo mais uma vez!
Bjs no core
N/Heri: Ahhhhh! Estou em choque....mais, mais e mais. OMG! Isso aqui ta cada vez melhor. Ele pensa mesmo já casar? Imaginem na vingança, minha mente esta fervendo a imaginar ainda as complicações que Glau adora fazer....to apaixonada por tudo aqui...e vcs? Podem comentar? Acham que Edward vai aceitar assim? Bjokas.....comentem.

sexta-feira, 16 de março de 2012

A consciência começou a me tomar e eu me espreguicei demoradamente com um sorriso maravilhoso nos lábios e me sentindo feliz e completa simplesmente por ter permitido que meu desejo e a vontade de ficar com Jacob falassem mais altos e sinceramente eu tinha certeza que depois de tantos sentimentos expostos não havia como tudo não dar certo.

Deslizei minhas unhas delicadamente pelo seu braço que estava me envolvendo pela cintura e fechei meus olhos sentindo sua respiração tranqüila em minha nuca. Sim Jacob estava perfeitamente encaixado nas minhas costas e eu tinha minha cabeça apoiada em seu braço esquerdo.

Meu estomago roncou evidenciando a mim que o horário do almoço já estava próximo já que quando conseguimos dormir o dia já havia amanhecido.

Virei-me delicadamente para não acordá-lo afinal ele precisava descansar ele merecia depois da semana difícil que havia passado e pior causada por mim.

Levantei e peguei um moletom dele que estava na cadeira da mesa do computador e parei olhando o mural de fotos que ficava atrás e percebi que praticamente todas as fotos ali eram nossas em várias fases diferente das nossas vidas e por um minuto percebi que em meio ao seu quarto completamente bagunçado e desorganizado embora limpo o mural de fotos fosse à única coisa realmente organizada então deduzi que ele havia feito isso essa semana em que ficamos longe. Sorri ao pensar que Jacob não me esqueceu nem mesmo por um minuto durante o tempo em que ficamos juntos e me perguntei se por acaso tivesse vindo falar com ele se realmente teríamos ficado tanto tempo longe, afinal ele sentiu minha falta ele me queria tanto quanto eu o queria mais o duelo dos nossos orgulhos não nos permitiu agir!

Fiz um coque solto em meu cabelo e desci a escada sem fazer barulho já que a casa estava completamente silenciosa e conclui, portanto que todos ainda estavam dormindo exceto por Seth e Selena que não estavam na sala. Certamente haviam saído mais cedo. Dei de ombros e me virei rumo à pequena e aconchegante cozinha da casa dos Black.

Rachel se esforçava muito para manter as coisas como sua mãe havia deixado depois de sua terrível morte prematura em um acidente de carro que levou inclusive Billy pai do Jacob a passar o resto da vida em uma cadeira de rodas.
Embora deva logo avisar que isso não tornou um empecilho para que ele seguisse a vida em frente já que neste momento ele estava no mar em companhia do pai do Seth e do meu avô Charlie pescando e provavelmente feliz.

Comecei a fazer panquecas tendo o cuidado de deixar massa pronta para aqueles que acordassem depois.

Cobri com cobertura de chocolate as panquecas perfeitamente acomodadas no prato e me permiti colocar alguns morangos formando uma carinha feliz já que era exatamente assim que me sentia e claro automaticamente me lembrei das brincadeiras no quarto do hotel que me levou a realizar um pedido de Jake. Corei mais satisfeita por ter realizado minha fantasia.

Peguei cereal, leite gelado, suco de laranja, ovos mexidos com bacon e fiz um queijo quente tomando o cuidado para torrar somente as beradas do pão, pois era assim que meu Jacob gostava.

Coloquei tudo em uma bandeja que achei embaixo da pia e me virei me assustando com Rachel que estava parada no beiral da porta sabe-se há quanto tempo me observando com um sorriso no rosto.

– Rachel. Desse jeito você me mata de susto. - falei em tom de brincadeira.

– Pelo sorriso em seu rosto posso concluir que sua noite foi maravilhosa. - ela falou enquanto começava a fazer as panquecas com a massa que eu havia deixado separada.

– Sim foi maravilhosa. Alias tenho que te agradecer por insistir que eu passasse a noite aqui na sua casa. - falei pegando a bandeja.

Ela apenas se limitou a sorrir e claro que esperaria o momento de me enxovalhar com perguntas querendo saber de todos os detalhes.

Subi as escadas tomando cuidado com minha total falta de coordenação.

Abri a porta e Jacob continuava dormindo tranqüilo. Deixei a bandeja em cima da mesma do computador e me aproximei. Sentei-me no coxão cruzando as pernas e fiquei observando.

Eu sinceramente não queria sair desse quarto onde finalmente havíamos nos entendido eu não queria voltar para o mundo das decisões, escolhas complicadas que muitas vezes nos fazia sofrer.

É realmente eu tinha que concordar com meu pai que crescer é difícil!!! Depois os adultos ainda falam que ser jovem é fácil!!

Toquei seu rosto de leve e comecei a contornar seus traços perfeitos. Contornei seu nariz suas maças do rosto deixando seus lábios para o final. Subi pela linha do maxilar e pude ver um sorriso brotando em seus olhos.

– Eu te amo... Jamais se esqueça disso. - suspirei esperando que ele pudesse ouvir.
 

POV Especial: Jacob Black


Estava dormindo pesadamente sentindo meu corpo finalmente se recuperar de uma semana tão complicada e claro de uma noite perfeita ao lado da mulher que amo.

Senti a cama esfriar mais não consegui ter forças suficiente para acordar. Adormeci novamente até que ouvi a porta abrir e se fechar e um cheiro de ovos com bacon misturado a queijo quente e outras coisas começou a invadir o ambiente e devo dizer que depois de uma semana sem me alimentar direito meu estomago deu seus primeiros sinais.

Senti alguém que claro eu sabia quem era afinal a noite havia sido real já que seu cheiro estava aqui misturado ao meu se sentar sem fazer nada aparente e claro deduzi que Nessie estava esperando que eu acordasse e possivelmente ela ficaria o dia todo ali se fosse preciso somente me observando!

Um movimento delicado e sua pequena mão estava contornando meu rosto. Havia tanto amor, cuidado e preocupação naquele toque que me permiti sentir um pouco mais. Sim eu sentiria falta disso quando ela fosse para Universidade e uma tristeza ameaçou tomar conta de mim mais não permiti pelo menos não agora enquanto ela estivesse aqui comigo.

Deixei um leve sorriso escapar por meu lábios e então Nessie me disse algo que jamais me cansaria de ouvir.

– Eu te amo... Jamais se esqueça disso. - ouvi um suspiro e pelos seus movimentos imaginei que ela estivesse querendo sair daqui mais claro que eu não iria deixar.

Quando ela se virou eu passei meus braços pela sua cintura e a puxei de encontro a mim e ela lidamente me deu um sorriso maravilhoso enquanto eu lhe dava um beijo estalado na bochecha.

– Jake você estava me enganado? - ela tentou parecer indignada mais claro sem o menor sucesso.

– Aonde a senhorita pensa que vai? - falei de maneira teatral.

– Esperar você acordar lá na sala ou na cozinha e aproveitar para colocar a fofoca em dia com a Rachel. Mais agora que você acordou não pretendo ir a lugar nenhum.

Nossos lábios se encontraram para um beijo tranqüilo e lento.

 
Fim do POV Especial: Jacob Black

Depois do maravilhoso beijo que ganhei ameacei levantar mais Jacob me prendeu novamente.

– Aonde você vai? - ele estava realmente disposto a me manter presa ali em seus braços e claro eu jamais me negaria a fica ali mais fala sério eu tava morrendo de fome e pelo barulho que vinha do estomago dele...

– Vou apenas pegar nosso café da manhã. - falei me desvencilhando dele.

Segui em direção a bandeja e quando me virei por um momento me esqueci completamente como se respirava e sinceramente nem meu nome eu me lembrava alias se é que eu tinha um!

Jake se sentou com as costas apoiada na cabeceira da cama com o peitoral completamente nu e claro que aquele abdômen mais que perfeito marcando cada gomo do músculo perfeitamente desenhado.

Em volta da sua cintura apenas um fino lençol e claro suas pernas também estavam à mostra. Ah já estava me esquecendo se não bastasse tudo ele ainda passava a mão despreocupadamente pelo cabelo como se o estivesse arrumando o que o tornava a visão ainda mais perfeita.

Claro que ele percebeu meu estado e tratou logo de perguntar.

– Ness que foi? - voltei do transe em que me encontrava.

– A visão... - ele pareceu não entender, pois ele tinha um ponto de interrogação na testa. - Perfeita demais é a própria encarnação do paraíso. - sem dúvida qualquer modelo daria sua própria alma pelos atributos que Jake tinha sem ele nem ao menos ter consciência disso.

– Que visão Ness? - ele sacudiu a cabeça e riu. Será que ele não tinha espelho em casa???

– Jake não se faça de desentendido. Você é perfeito demais. - falei me aproximando enquanto ele apenas dava de ombros.

Jacob pegou a bandeja das minhas mãos e colocou em cima da cama me colocando sentada nos meios da suas pernas com as costas encostadas em seu peitoral.

– Você me mima demais sabia? Deveria te deixar presa aqui em casa para cuidar de mim. - ele falou no meu ouvido.

– Eu iria adorar ser sua prisioneira. Não sair desse quarto e nunca mais ter que voltar a realidade. - falei enquanto ele comia tudo de maneira voraz.

– Impressão minha ou você falou isso de maneira meio triste?

– Não vou mentir. - falei me virando para fitar seus olhos. - Sabe Jake toda vez que acontece algo realmente maravilhoso entre nós logo em seguida acontece algo que atrapalha tudo. No fim de semana passado imaginei que ficaríamos ainda mais unidos durante semana e... - não terminei a frase apenas abaixei minha cabeça.

– Ness eu não vou me separar mais de você, eu prometo. E se pudesse voltar no tempo queria jamais ter vivido aquela cena de você saindo do carro quando veio me deixar em casa e segurou meu braço e eu simplesmente te deixei sozinha. Eu não me desculpo por isso alias esse já era um motivo mais que suficiente para você nem se quer olhar na minha cara. - ele terminou suspirando.

– Vamos esquecer tudo isso e... - antes que eu pudesse terminar a frase ele me beijou docemente e depois me abraçou forte.

Terminamos de comer e Jacob colocou a bandeja no chão para logo depois me colocar deitada e vindo ficar em cima de mim me beijando e me provocando de maneira tentadoramente deliciosa.

Trocamos alguns beijos apaixonados e carinhos mais eu precisaria voltar para casa então com muita dificuldade chamei o Jacob à realidade.

– Jake posso usar seu banheiro? - falei me levantando.

– Não infelizmente não posso permitir. - olhei para ele sem acreditar no que estava ouvindo enquanto ele roçava seus lábios em meu rosto e pescoço.

– Como assim? - perguntei sem entender onde ele queria chegar embora pudesse desconfiar afinal conhecendo Jacob como eu conheço!

– Bom só pode usar o banheiro se o dono. - ele falou apontando para si mesmo enquanto sorria abertamente. - Estiver junto entendeu? É pegar ou largar! - a malicia em seu olhar denunciava sua real intenção. Resolvi entrar no jogo.

 - Nossa me deixa pensar? - coloquei o dedo nos lábios como se estivesse pensando no maior dilema do mundo. - Não sei é difícil isso sabe o dono junto. Humm não sei... - comecei a rir e ele me abraçou me levando para o banheiro.

Tomamos banho e quando saia ouvi meu celular tocar. Abaixei procurando ele na bolsa, olhei era minha mãe. Senti Jacob me abraçando por trás.

– Oi filha tudo bem? - ela parecia querer se desculpar imaginando que pudesse estar atrapalhando alguma coisa.

– Oi mãe. Sim está tudo bem e com vocês? - falei demonstrando toda felicidade que estava sentindo transparecer na minha voz.

– Sua Tia Alice está aqui surtando por que faz exatamente uma semana que ela esta lhe esperando para resolver as coisas da sua festa de formatura e despedida. - antes que minha mãe terminasse Tia Alice pegou o telefone, pude ouvir minha mãe rir do outro lado da linha.

– Minha adorada sobrinha você me ama? - minha Tia sempre tentava ser melodramática imaginando que assim sempre nos sujeitaríamos as suas vontades. -  Você me considera a melhor Tia do mundo??? - com essa eu tive que rir e Jacob só me olhando sem entender nada.

– Claro Tia a melhor. - falei rindo enquanto Jake me perguntava o que estava acontecendo.

– Então lhe dou uma hora para que você esteja aqui está me ouvindo??? - podia imaginar o bico que ela estava fazendo do outro lado da linha nesse momento.

– Ok Tia eu vou me arrumar e vou embora. - Jake começou a fazer não com o dedo e me agarrar mais forte. Seus lábios roçavam meu pescoço.

– Filha? - ouvi minha mãe me chamando do outro lado.

– Já estou indo mãe é só o tempo de me arrumar.

–Não é isso, traga seus amigos. Estamos fazendo um churrasco na piscina aproveitando os raros dias de sol. E você e o Jacob se acertaram? Por que sinto uma felicidade em sua voz!

– Vou falar com a turma. E sim para pergunta estou aqui com ele agora me olhando sem entender nada depois te conto tudo ok? - desliguei o celular e Jacob foi logo falando.

– Ness você vai embora? Pensei que iríamos ficar juntos o dia todo. - ele parecia bem chateado.

– Ah Jake sinto muito mais eu tenho um convite para te fazer alias para turma toda e assim poderemos ficar juntos o dia todo.

– Sei a turma toda! Bem não era exatamente isso que tinha planejado mais enfim qual é o convite. - confesso que Jacob não ficou muito contente com a noticia.

– Churrasco na minha casa com direito a piscina. Vamos Jake, por favor, meu pai está em casa e isso é tão raro de acontecer. - falei fazendo charme

– Ok vamos falar com a turma. - sorri ao ver que ele enfim aceitaria meu convite que afinal nem era tão ruim.

Trocamo-nos e descemos até a cozinha onde todos estavam comendo. Inclusive Seth e Selena que haviam voltado.

– Pessoal é impressão minha ou tem um casal com os olhinhos brilhando por aqui. - Claire falou segurando o riso.

– Pois é o combinando não era DORMIR??? - Quil falou.

– Olha gente tudo bem vocês tem razão. Estamos com os olhos brilhando por que estamos felizes e dormimos sem viu Sr. Quil mais antes fizemos outras coisas. - Jacob falou enquanto eu enterrava meu rosto em seu peito de vergonha. - Mas enfim Bella ligou agora pouco nos convidando para um churrasco na piscina da casa deles, então vamos?

Todos ficaram completamente animados o que me deixou feliz afinal eu queria claro além de ficar com Jacob poder estar o quanto fosse possível junto da minha turma antes que tudo mudasse.

Os rapazes terminaram de tomar café da manhã e subiram para se arrumar enquanto nós arrumávamos a cozinha.

Jacob me deu um beijo dizendo que me esperava no quarto. Seu rosto me parecia sério mais achei que era coisa da minha cabeça.

– Ness pode começar a contar tudo. – Rachel falou animada com os olhinhos brilhando de curiosidade.

– Ah Rachel... Foi maravilhoso sabe a gente se acertou. – esperava que essa parte fosse sinceramente verdade. – E depois o Jake se deitou comigo claro que eu pedi e ai você sabe não preciso contar os detalhes. – todas riram.

– Sabe Nessie o Seth me contou algumas coisas da sua relação com o Jacob e é tão estranho... –Selena comentou.

– Estranho? Como assim?- perguntei

– Bom pelo que já deu para entender vocês se amam demais e isso é realmente lindo, porém quando tudo parece certo algo acontece e vocês simplesmente se separam. É estranho já que vocês parecem realmente almas gêmeas predestinadas a ficarem juntos. – ela deu de ombro.

– Você tem razão Selena. Hoje pela manhã falei exatamente sobre isso com o Jake e realmente tenho medo de sair por aquela porta. – falei apontando para porta da sala. – Por que certamente algo irá acontecer sempre acontece. – tratei de afastar tais pensamentos, queria aproveitar o dia e nada iria me impedir de ser feliz ao lado do Meu Jacob!

Subi correndo para seu quarto e o encontrei sentado na cama com os pensamentos perdidos em algum lugar que certamente não era aqui. Aproximei-me sentindo uma pontada de dor ao pensar que ele poderia finalmente ter caído em si e resolvido que estar comigo era um grande erro.

Jacob sempre me valorizou muito e na verdade mal sabe ele que sempre achei que ele é que é demais para mim, sempre esperei pelo dia  em que ele se encheria de ficar vivendo essa história de amor comigo e que simplesmente iria me deixar.

– Está tudo bem Jake? – falei com a voz entrecortada.

– Oi meu amor. Sim está tudo bem. – ele falou sorrindo para mim. – Vamos?

– Claro vamos. – falei pegando em sua mão. Uma parte de mim queria muito saber o motivo dele estar sentando mergulhado em pensamentos mais outra metade preferia nem saber.

Saímos todos em direção a minha casa mais claro mais uma vez eu e Jake iríamos sozinhos e com ele dirigindo.

– Você e sua mania de não dar carona a ninguém. – falei rindo.

– Ness a gente sempre esta rodeado de amigos os momentos que posso ter você somente para mim são raros então... – ele deu de ombros. Eu me aproximei encostando minha cabeça em seu ombro.

– Jake eu verdadeiramente te amo, acho que você nem pode imaginar quanto. – eu queria que ele soubesse do quanto o amor que sinto por ele era grande afinal a cena dele sentado mergulhado em pensamentos desconhecidos não me saia da cabeça.

Ele beijou minha cabeça e não falou nada, apenas colocou uma mão em minha perna. Eu fechei meus olhos aproveitando todo o calor que vinha do seu corpo e a tranqüilidade e paz que sentia ali.

Chegamos a minha casa e todos já estavam animados, afinal o dia estava perfeito e a combinação não poderia ser melhor. Amigos, churrasco e piscina.

– Jake, eu não quero ser intrometida mais tem algo que realmente está me incomodando e... – abaixei meu rosto e fiquei olhando nossas mãos entrelaçadas, o calor me trazia tanta segurança.

– O que está incomodando você. Diga-me e eu prometo que vou tentar resolver. – ele sorriu.

– Bom é que na sua casa... Quando entrei no seu quarto você estava sentado na cama e mergulhado em pensamentos e olha se você estiver arrependido de ter ficado comigo eu... Eu posso entender e se você quiser e pretendia ir a outro lugar eu vou entender. – senti como se a ferida em meu peito voltasse a sangrar.

– Ness eu estou exatamente aonde gostaria de estar e com a pessoa que gostaria de estar. – ele me abraçou de maneira carinhosa.

– É que vendo você tão distante eu pensei... – não terminei a frase apenas dei de ombros.

– Tudo bem vou te falar, mais você está se preocupando sem motivo nenhum. – ele sorria ainda mais para mim como se quisesse demonstrar segurança e verdade no que me dizia.

– Não precisa Jake. Se você diz que está tudo bem eu acredito. – lhe dei um selinho com carinho.

Entramos de mãos dadas e logo minha mãe e meu pai vieram falar conosco.

– Oi Jacob. Tudo bem com você? – minha mãe falou olhando nossas mãos entrelaçadas e eu apenas sorri como que dizendo – Sim estamos juntos! E ela pareceu entender.

– Sim Bella tudo, alias não poderia estar melhor. Precisa de ajuda Dr... Digo Edward.

– Não está tudo bem vão aproveitar a piscina logo o churrasco estará pronto.

– O Jacob pode ir mais a Ness será minha. – Tia Alice falou me puxando pela mão.

– Jake me desculpe mais ninguém pode com minha Tia. – dei de ombros e vi Jacob rindo junto com meus pais.

– É rapidinho Nessie e prometo que você já vai voltar para os braços do Jacob, que alias... – ela olhou para os dois lados e depois sussurrou. – Está ainda mais bonito, como ele consegue?

– Sinceramente Tia não sei, mais pode chamar de coisas de Jacob. – ela riu enquanto eu o olhava e sorria ao vê-lo se divertindo dentro da piscina como nossos amigos.

– Olha Nessie sua festa de formatura será na verdade um final de semana depois do baile e antes de você viajar de férias. Já está tudo acertado e aqui estão os convites para você entregar para seus amigos. Infelizmente não terá como você convidar a escola inteira por que seus pais vão receber alguns colegas  enfim eu tive que limitar o número de convidados embora fique tranqüila sua lista é maior que a de qualquer um. – ela estava em êxtase por estar organizando tudo.

– E meu vestido para festa? – perguntei desconfiando do que ela teria comprado já imaginando claro algo digno da noite do Oscar.

– Não se preocupe ele deve chegar essa semana então você o verá. - minha Tia estava realmente empolgada.

– Então filha tudo acertado? – minha mãe perguntou se aproximando de nós.

– Sim na verdade mãe tia Alice está apenas me informando das decisões já tomadas entendeu? – rimos juntas.

– Vocês sempre fazem isso e depois ficam me agradecendo por que eu sei. – ela falou fazendo biquinho.

– Ah Tia você é a melhor. – beijei seu rosto.

– E você e o Jacob estão bem? – minha mãe perguntou enquanto alisava meu cabelo carinhosamente.

– Acho que sim mãe ainda não sei direito. Mais enfim pelo menos ele está aqui comigo. - sorri encostando minha cabeça em seu ombro.

– Então vai aproveitar o dia está lindo. – ela me deu um beijo e depois foi Tia Alice e então eu fui colocar meu biquíni no quarto.

– Jake já volto. – falei me aproximando da piscina e  sorrindo para ele.

– Não demore se não serei obrigado a te buscar. - seu tom era de ameaça.

Entrei correndo e peguei meu biquíni e fui para o banheiro me trocar. Eu realmente amava esse biquíni, ele era branco com detalhes que o valorizavam.

Quando sai do banheiro dei um grito de susto.

– Jake qualquer dia você ainda me mata de susto. – falei batendo em seu braço.

– Posso arrumar uma maneira melhor de te matar... - ele se aproximou me pegando pela cintura e me colocando presa em seu quadril. – Acho que sem fôlego é uma sugestão melhor.

Nos lábios se encontraram e então nos beijamos de maneira carinhosa. Quando nos separamos eu realmente estava sem fôlego.

– Vem vamos descer. – falei descendo do seu colo e pegando em sua mão.

– Esperai você vai descer só de short e biquíni? – ele parecia indignado.

– Claro, mais que pergunta. – falei rindo dele.

– Ah ta bom. Pode se enrolar nisso aqui. – ele pegou a toalha que estava em minhas mãos e passou em volta de mim.

– Jake você é tão absurdo. Eu por acaso vou nada com isso em volta de mim. - gargalhei com a cena de ciúmes dele. - Vem vamos logo.

Quando chegamos à piscina claro a turma me sacaneou por culpa do Jacob.

– Que isso Ness novo modelo de moda praia? – Embry falou explodindo em uma gargalhada.

– Coisas de Jacob Black. – falei virando os olhos.

– Cuidando do que é meu só isso. – ele falou sussurrando em meu ouvido e eu me arrepiei.

Tirei meu short e aquela toalha que esta em volta de mim e antes que eu pudesse fazer qualquer coisa Jacob me pegou no colo e pulou na piscina, eu queria ficar brava e ele certamente estava esperando por essa reação minha mais ao contrario disso eu entrei na brincadeira e então começamos a fazer guerra de água entre casais, mais claro como eu não era boba me dependurei no Jacob e enterrei meu pescoço em seu peito.

– Ness você precisa me ajudar. - ele tentava me tirar dali de qualquer maneira enquanto os meninos jogavam água em nós sem piedade.

– Não senhor não mandei você inventar essa guerra, agora se virá. – foi ai que ele se acabou de tanto rir.

As meninas estavam todas sentadas na borda da piscina com seus respectivos namorados na água virados para nós e a cena era tão engraçada que tia Alice resolveu tirar uma foto.

– Vocês planejaram ficar assim? – Tia Alice falou rindo.

– Por que Alice? - Claire perguntou.

– Por que vocês todos estão do mesmo jeito, parece propaganda de algum artigo de verão. – ela tirou a foto e saiu rindo.

– Ness você poderia sair comigo hoje à noite? - ele falou docemente.

– Você está me convidando para sair Jacob Black? - perguntei lisonjeada pelo convite inesperado.

– É o que parece, mais já vou logo avisando que NÃO É UM PROGRAMA EM TURMA. – ele falou olhando para o pessoal ao nosso lado e todos caíram na gargalhada.

– Claro que eu posso meu amor. Ainda mais depois de um pedido assim. – Ele me deu um selinho.

– Venham comer pessoal.

Meu pai chamou e fomos todos nos sentar-se à mesa do jardim. Estávamos comendo quando uma visita chegou e com ela problemas, bom pelo menos para mim e para o Jacob.

Minha mãe foi atender a porta e voltou trazendo um casal e um rapaz da nossa idade. Tudo bem todas as meninas o olharam com admiração e ouvimos todos os rapazes bufando.

– Nessie quem é? – Rachel falou apontando para o rapaz.

– Não sei Rachel mais logo iremos descobrir. – falei vendo minha mãe me chamar.

– Ness... – senti Jacob segurar minha mão como se quisesse me impedir de sair dali.

– Eu já volto meu amor. Só o tempo de ver o que minha mãe quer. – com relutância ele me soltou.

Aproximei-me e percebi que o rapaz me fitava de maneira desconcertante e isso realmente estava me incomodando e sem dúvida eu arrumaria uma maneira dele saber logo que eu não estava disponível.

– Filha deixe eu te apresentar. Essa é a Donna esse é um colega do seu pai da faculdade o Dr. Kevin e esse é o  David filho deles que, aliás, tem a sua idade.

– Prazer Renesmee mais podem me chamar de Nessie. – falei apertando a mão do pai dele e da mãe mais quando fui fazer a mesma coisa com o tal David ele se aproximou e me deu um beijo no rosto, pude ouvir Jacob xingando.

– Então você é a Nessie? – o pai dele falou animado demais pro meu gosto.

– Sim. – meu pai falou me abraçando e respondendo antes que eu pudesse dizer qualquer coisa. – O David fará medicina junto com você em Nova York filha. – juro o rapaz sorria e podia ver um brilho em seus olhos. Isso já estava me tirando do sério.

– Então prazer nos encontraremos na Universidade. – falei rispidamente e já ia me afastando quando veio outra noticia.

– Ah filha eles vão ficar hospedado aqui em casa. O Dr. Kevin irá me ajudar em uma cirurgia essa semana então vocês terão tempo para se conhecerem melhor. – essa já era demais.

Sai sorrindo de maneira amarela e voltei para o lado da minha turma e claro todos queriam detalhes.

– Então Nessie quem são esses? – Jake perguntou e juro que podia ver o sangue dele fervendo toda vez que ele encontrava o olhar do David na minha direção.

– Ele é um médico amigo do meu pai, ao que parece veio ajudar meu pai em uma cirurgia essa semana. Eles ficarão hospedados aqui em casa. – falei sem dar importância até por que não tinha.

– O que aquele engomadinho vai ficar hospedado aqui? – Jacob bufou e eu dei de ombros.

– E também vai para mesma Universidade que eu fazer o mesmo curso que eu Medicina. – quando disse isso Jacob fechou a cara de vez e para piorar Paul tinha que fazer gracinha.

– Olha cara acho bom você ficar de olho.

– Há – Há- Há. -  Jacob riu sem humor.

– Não sei pra que Paul. Eu não vejo ninguém aqui além do Jake. – falei dando um selinho no meu Jacob que sorriu triunfante.

– Mais de qualquer maneira passarei mais tempo por aqui. – ele falou passando o braço em minha cintura. E eu me aproximei mais dele encostando minha cabeça em seu ombro.

– Jake pra onde nós vamos hoje à noite? – perguntei curiosa.

– Nada demais, mais de qualquer maneira será surpresa. – ele beijou meu cabelo.

O dia estava chegando ao fim e todos já havia indo embora só havia restado eu e o Jacob na piscina. Essa era uma das vantagens de ter piscina aquecida em Forks.

– Ness eu vou embora e daqui duas horas venho te buscar tudo bem? – ele falou me prendendo de costas na piscina enquanto eu prendia minhas pernas em sua cintura.

– Tudo bem. O que devo vestir para ocasião? – a minha curiosidade era imensa.

– Bom a única exigência é que você fique linda pra mim. – ele falou beijando meu pescoço e depois encontrando meus lábios.

Levei Jacob até a porta e mais uma vez ele estava levando meu carro, mais isso sinceramente não me incomodava afinal era um bom motivo para ele voltar.

Entrei correndo subindo para meu quarto sentindo que poderia simplesmente explodir de tanta felicidade.

Entrei no chuveiro tomando um banho morno, usando meu shampoo favorito, cremes e tudo mais a que tinha direito, enrolei uma toalha na cabeça e outra no meu corpo e fui para meu closet.

Não tinha a menor idéia do que usar afinal nem mesmo sabia para onde Jacob estava me levando.

Resolvi pegar uma calça jeans escura da última coleção que tia Alice havia me comprado uma blusa prateada e uma sandália de salto preta sem detalhes já que a blusa já tinha brilho demais.

Troquei me sentindo nervosa, era como se esse fosse meu primeiro encontro com Jacob. Sequei meu cabelo deixando ele levemente ondulado. Fiz uma maquiagem leve e claro passei meu perfume favorito já estava terminando quando ouvi minha mãe me chamando.
– Filha? – minha mãe falou batendo na porta e colocando a cabeça dentro do quarto.

– Oi mãe aqui no closet.

– Jacob está te esperando la embaixo. Acho melhor você descer logo. – ela riu.

– Por que aconteceu alguma coisa? – perguntei já saindo do quarto apenas colocando meu brinco.

– Bom parece que ele está um tanto quanto incomodado com a presença do David. - é parece que essa semana seria bastante longa afinal Jacob não iria esconder seu desagrado pelo rapaz e eu teria que conviver com ele por uma semana inteira, parece que eu estava adivinhando que era sair do quarto do Jacob e os problemas iriam começar.

– Jake? – falei do topo da escada.

– Oi Ness. – ele se levantou e me encontrou no pé da escada e no último degrau literalmente me atirei em seus braços.

– Você está muito bonito. – falei lhe dando um selinho.

– Não chega nem aos seus pés. Então podemos ir? – ele realmente queria sair logo dali.

– Claro vamos sim. – me despedi de todos e saímos.

Jacob abriu a porta do carro e eu entrei me sentando e colocando o cinto enquanto ele contornava o carro e entrava.

– Então pra onde vamos perguntei.

– Nada demais. Na verdade apenas uma balada em Port Angeles. – ele deu de ombros.

– Mais então por que do mistério todo.

– Bom é que antes vamos passar em um lugar que eu sei que você adora por que quero te falar uma coisa. – confesso que comecei a ficar preocupada.

– Humm... E tem alguma coisa haver com seu estado pensativo de hoje cedo? – confesso estava morrendo de medo.

– Sim. Mais não vou falar nada até chegarmos lá. – ele sorriu e piscou pra mim.

Não demorou muito e chegamos e então eu falei.

– O penhasco? - falei admirada afinal por que motivo ele me traria aqui.

– Achei que seria o melhor lugar. - havia um sorriso tenso e ao mesmo tempo lindo em seus lábios

– Estou realmente confusa. - não entendia o que significava tudo aquilo afinal Jacob sabia o quanto sou apaixonada por esse lugar.

– Bom há alguns dias nesse mesmo lugar você me pediu algo lembra? - jamais me esqueceria daquele dia em que finalmente falei tudo que sentia por ele.

– Sim. Você veio até aqui me dar um recado e eu pedi que você ficasse comigo e que te amava.

– Exato e hoje eu queria oficialmente te pedir uma coisa. - Jacob se aproximou vagarosamente sorrindo sem desviar os olhos de mim.

– Jake eu estou ficando realmente nervosa. - parecia ser algo bom mais não tinha como não me sentir apreensiva.

– Não precisa na verdade é apenas simbólico por que eu acredito que nos já estejamos... – ele pegou algo em sua mão mais que não pude distinguir o que era. -Ness você quer namorar comigo? Digo ser minha namorada oficialmente e isso significa namorar a distância e enfrentarmos tudo que for preciso para jamais nos afastarmos um do outro durante esse tempo em que estivermos em lugares diferentes? - fiquei muda por que era a primeira vez que Jacob me pedia realmente em namoro em todos esses anos de idas e vindas.

– Jake eu... – ele então abriu a mão e vi que havia uma caixinha e quando ele abriu havia um anel lindo de prata com dois corações entrelaçados em relevo feito de pequenos brilhantes. – É tudo que eu mais quero. Ser sua namorada e ter certeza que jamais vamos nos separar mesmo com a distância e tudo mais. - pulei em seu pescoço feliz por saber que ele não iria mais desistir de mim.

– Eu também Ness e eu prometo que quando terminarmos a faculdade eu peço você em noivado e nos casamos e se você ainda quiser podemos viver a vida que você já havia pensado em ter ao meu lado e prova disso é que eu estou juntando todo o dinheiro que eu tenho conseguido montado carros. Você sabe que eu iria comprar um carro novo pra mim mais eu não vou fazer isso mais, eu vou guardar para gente pode comprar nossa casa na reserva. Bom se sabe que eu não tenho muito que te oferecer... – ele deu de ombros.

– Jake você já me deu o melhor que você tinha. Você me deu e me dá seu amor e isso pra mim já é mais do que o suficiente.

Beijamo-nos de maneira doce e delicada. Nossas línguas se mexiam sincronizadas. Nossos lábios se moldavam perfeitamente. Nossos gostos se misturavam e isso me deixava inebriada por ele. Terminamos dando um selinho demorado.

Seguimos até Port Angeles e fomos dançar como Jacob havia falado. A noite foi mágica e inesquecível como tantas outras que passávamos juntos. Quando cheguei em casa já estava amanhecendo e então falei com Jake.

– Jake eu não quero me separar de você. – falei fazendo bico.

– Nem eu. Ficar longe de você é realmente uma tortura. Prometo voltar logo, embora devo avisar que certamente a hora que eu cair na cama eu vou apagar. – havíamos ficado duas noites praticamente em claro e ontem no churrasco o dia inteiro, eu também estava cansada e com sono.

– Vem deixa o carro ai mesmo. – falei pegando em sua mão.

– O que você quer? – ele estava com cara de interrogação.

– Vem dormir comigo. – ele ficou parado sem saber o que fazer. – Vem Jacob anda logo. – Jacob me abriu seu melhor sorriso e me seguiu.

– Quer comer alguma coisa? – perguntei por que eu sinceramente estava com fome.

– O que temos de bom?

– Pizza e coca cola. – falei pegando cada um em uma mão.

– Perfeito. – ele me abraçou e sentamos na cozinha.

Ouvimos um barulho na escada e pensamos que fosse meu pai. Jacob meio que congelou pensando se meu pai diria alguma coisa de nos encontrar juntos.

– Relaxa Jacob. Não tenho segredos com  meu pai afinal você acha o que? Que ele pensa que viajamos juntos e dormimos em quartos separados? – falei rindo.

– Bom mais aqui é a casa da sua família.

A porta abriu e fechou eu sinceramente não estava entendo nada. Mais quem quer que fosse nem mesmo percebeu nossa presença. Terminamos de comer e subimos para o meu quarto.

Jacob entrou no banheiro e tomou um banho rápido enquanto eu fiquei sentada conversando com ele.

– Eu vou sentir tanta sua falta quando estivermos longe. - falei enquanto o observava.

– Eu também, ainda mais que estamos passando muito tempo juntos. Vai ser estranho.

– Mais você vai me esperar não vai? – eu realmente precisava ter certeza disso.

– Sempre vou estar te esperando Nessie. – ele saiu do Box enrolado na toalha. Segurou meu queixo e falou olhando em meus olhos. – Nessie mesmo que um dia você descida que não quer mais ficar comigo por qualquer motivo e estiver em um altar se casando, enquanto você não disser SIM eu vou estar ali sentado te esperando. Eu jamais vou desistir de você. – Jacob me abraçou e fomos dormir.

quinta-feira, 15 de março de 2012

CAPÍTULO 10 – Meu passado foi ontem




VOCÊ NÃO SABE
(Roberto e Erasmo)
Você não sabe quanta coisa eu faria
Além do que já fiz
Você não sabe até onde eu chegaria
Pra te fazer feliz
Eu chegaria
Onde só chegam os pensamentos
Encontraria uma palavra que não existe
Pra te dizer nesse meu verso quase triste
Como é grande o meu amor
Você não sabe que os anseios do seu coração
São muito mais pra mim
Do que as razões que eu tenha
Pra dizer que não
E eu sempre digo sim
E ainda que a realidade me limite
A fantasia dos meus sonhos me permite
Que eu faça mais do que as loucuras
Que já fiz pra te fazer feliz
Você só sabe
Que eu te amo tanto
Mas na verdade
Meu amor não sabe o quanto
E se soubesse iria compreender
Razões que só quem ama assim pode entender
Você não sabe quanta coisa eu faria
Por um sorriso seu
Você não sabe
Até onde chegaria
Amor igual ao meu
Mas se preciso for
Eu faço muito mais
Mesmo que eu sofra
Ainda assim eu sou capaz
De muito mais
Do que as loucuras que já fiz
Pra te fazer feliz
"A mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer."
(Mario Quintana)


Assim que terminou o café, Bella subiu para descansar. Suas pernas ainda doíam muito.

Tomou um banho e deitou-se, abrindo a persiana para ficar adimirando o mar.

Algum tempo depois Edward entrou no quarto. Tinha ligado para o Dr. Schneider, em New York, pois estava preocupado com as dores de Bella. O médico o acalmou e orientou-o lhe dar apenas um relaxante muscular, algumas bananas e maneirar na distância das caminhadas.

– Bella, tome este remédio, seu médico disse que irá se sentir melhor – falou, passando-lhe o comprimido que a farmácia acabara de entregar e um copo de vitamina rica em potásssio.

– Edward, não precisava ter ligado pra ele. É só uma dor na perna. Não fique preocupado.

– É claro que eu me preocupo. Você acabou de sair do hospital, amor. Eu falei que ia cuidar de você, não falei?

Edward afagou-lhe os cabelos, recebendo em troca um sorriso de agradecimento.

– Posso ficar aqui com você?

Bella olhou pra ele e sorriu novamente, consentindo.

– Então vou tomar um banho para tirar a areia do corpo e já volto. 

Após uns dez minutos, Edward saiu do banheiro usando apenas uma toalha enrolada na cintura.

O sangue fluiu para o rosto de Bella imediatamente quando se deparou com aquela visão quase etérea que desfilava pelo quarto.

As gotas de água que escorriam dos cabelos molhados desciam pelas costas e peito perfeitamentes tonificados de seu esposo. Não tinha nada ali que não fosse perfeito. A toalha escondia uma parte relevante daquela estátua viva do deus grego, mas pelo volume que se pronunciava, não era difícil imaginar o que tinha por baixo.

Bella percebeu que não respirava e teve de puxar o ar com toda força para recuperar os sentidos. Desviou o olhar, notando que não tinha sido muito discreta.

Edward sabia que estava forçando uma intimidade que ainda não tinham, se mostrando daquela forma, mas queria ver a reação de Bella... E viu.

Ele estava mais vermelha que um tomate e sequer respirava. Dava pra ver que ver homens semi-nus não era tão natural para ela como devia ser para uma mulher de vinte e cinco anos. Edward achou bonitinho a sua timidez.

Fingiu que não notou nada e entrou no closet, indo para longe do olhar envergonhado de Bella. Já saiu de lá devidamente vestido.

Bella se afastou e Edward deitou ao seu lado. Seu coração ainda batia tão alto que ela temeu que ele pudesse ouvir.

– O remédio já começou a fazer efeito?

– Acho que sim. – No fundo Bella achava que não tinha sido bem o comprimido que a tinha curado, mas não admitiria isso nem sob tortura. Invejou a naturalidade de Edward. Ele agia normalmente depois do espetáculo.

Passaram a maior parte da manhã conversando. Muitas perguntas foram feitas e respondidas. Bella conheceu mais um pouco de sua história.

Edward foi fiel no que se referia à sua infância na mansão de Londres. Só omitiu o fato de tê-la deixado para trás depois de terem planejado fugir para a América. Na nova versão ele veio primeiro e depois ela, quando já era maior de idade. Contou que estudaram em faculdades diferentes e só depois se casaram.
Bella sentiu-se estranha por não sofrer ao saber da morte da mãe como deveria. Era como se Edward tivesse lhe contando a vida de outra pessoa. Seus sentimentos não condiziam com os fatos ocorridos, estavam desconectados.

– Edward, eu não quero mais saber de nada. Ainda não estou pronta para conhecer esta Isabella que nasceu na Inglaterra. Eu sou outra pessoa agora. Meu passado foi ontem... De que me adianta saber isso tudo?

– Que bom que pensa assim, Bella. Também acho que deve se preocupar apenas com o presente; viver o “agora”!!!

Edward a puxou para junto de si e seus olhos se encontraram. Não era difícil enxergar que eles também refletiam muitas dúvidas.

Bella se perguntava quem era aquele homem que mexia tanto com seus sentidos. Edward tentava decifrar o que aquelas orbes verdes diziam com aquele brilho que as faziam reluzir. Seria amor? Desejo? Medo?
Enquantos seus olhos buscavam respostas, suas bocas se procuravam. E não demorou muito para que seus lábios se encontrassem.
 
– Bella, - Edward sussurrou – eu acho que vou te beijar. 

– Eu também acho... – Ela respondeu de uma forma quase inaudível.

Dez anos de espera se concentraram na emoção e intensidade daquele beijo. Edward sentiu o gosto doce da saliva de Bella confundir-se com a sua quando suas línguas se uniram. Mesmo assim manteve o beijo calmo. Queria sentir cada segundo daquele toque, cada gota daquele gosto.

Sua mão acariciava o rosto de Bella numa espécie de veneração. Sentiu uma mão delicada afagar-lhe os cabelos, enquantos suas bocas se conheciam. 

Foi tão perfeito aquele momento que Edward chegou a acreditar que seriam felizes pra sempre.

Bella fechou os olhos e se entregou de corpo e alma aos lábios que a sugavam. Era inegável que aquele ato estava repleto de amor. Seu marido a amava perdidamente, e estava provando isso, pensou.

Vários selinhos encerraram aquela demosntração explícita de afeto.

– Eu te amo, Bella, e essa verdade é inquestionável. Não duvide nunca disso, meu amor. – Edward desabafou quando se afastaram, numa espécie de defesa prévia.

– Eu sei, Edward... Eu sinto.

O medo voltou de forma arrebatadora ao peito de Edward. Não existia mais a mínima possibilidade de sobreviver longe daquela mulher. Acabara de se tornar cativo para sempre daquela felicidade. Morreria se tudo isso fosse destruído. 

Bella se acomodou em seus braços e dormiu. A mistura do relaxante muscular com os outros remédios que já tomava virou uma espécie de sonífero.


...”Se lembra quando a gente
chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre
Sem saber, que o pra sempre,
sempre acaba”...
 

Edward almoçou sozinho. Não teve coragem de acordá-la.

Recebeu um telefonema de seu grande amigo.

– E aí, estou interrompendo algo? – Emmett perguntou, brincando maliciosamente Edward riu.

– Ainda não, mas depois do beijo de hoje acho que não vai demorar.

– Vocês se beijaram? Ah, Ed, conta tudo, cara.

– Eu sou o homem mais feliz do mundo, Emm. Bella é a garota mais linda, meiga e doce que já vi. Estar ao seu lado vai além de um sonho, é simplesmente mágico. Eu não sei se o que nos une é carinho ou gratidão, mas ela retribuiu o beijo, cara... Retribuiu!!!! 

– Ed, não quero ser estraga prazeres, mas mantenha pelo menos um pé no chão, amigo. 

– Não, Emmett, eu vou me jogar de cabeça nesta fantasia. Eu sei que ela vai acabar um dia e eu também sei que neste dia eu não terei mais razão pra viver, então tudo o que me resta são esses dias junto dela e vou vivê-los intensamente.

– Até esse dia chegar vamos dar um jeito de tudo se acertar, cara. Vocês merecem.

– Por que você, Jasper e Alice não vêm nos visitar? Bella está precisando de uma amiga e Alice se predispôs a ajudar. – Edward convidou.

– Boa idéia, Ed. Vou falar com eles e passaremos o final de semana aí com vocês. Se tiver algum problema eu te ligo.

– Estaremos esperando.

Edward desligou o telefone feliz com a possibilidade da visita dos amigos. Alice, esposa de Jasper, era um amor de pessoa e seria uma ótima companhia para Bella, pois conhecia toda a história e torcia muito por eles.

Por volta das três da tarde Bella acordou. Um par de olhos verdes a fitava.

– Oi!

– Oi! Que horas são? Parece que eu dormi por dias.

– São três da tarde, dorminhoca. A dor passou? Está com fome?

– Sim para a primeira e muito sim para a segunda. – Bella respondeu rindo.

Edward gargalhou com sua expontaneidade. Achava-a encantadora.

– Então vou buscar seu almoço. A Cornélia fez batatas fritas de novo. – Falou rindo.

– Pode deixar que eu como lá na cozinha. Vou descer com você.

Bella sentia o estômago nas costas, de tanta fome. 

A comida de Cornélia estava deliciosa.

– Para onde vai tanta batata? – Edward perguntou intrigado. – Você é tão pequenininha!

– Tô ficando barriguda por causa disso.

– Tá nada. Você é linda, Bella. Tem o corpo perfeito e sua barriga está lisinha, sem nenhuma gordurinha.

– Obrigada! Hum... Você deve conhecer meu corpo melhor que eu. Eu me conheço a apenas dois dias.– Ela falou, rindo sem graça.

“Quem me dera!”, pensou Edward.

– Faz sentido – respondeu evazivamente.

– Convidei meus sócios para nos visitarem no final de semana. Eles eram nossos amigos. Você se dava muito bem com a esposa de Jasper. Algum problema?

– Não, vai ser ótimo.

Bella tentou não deixar transparecer sua ansiedade ao se imaginar interagindo com outras pessoas de seu passado. Estava gostando da bolha em que ela e Edward estavam vivendo. Mas ter outra mulher com quem conversar até que seria interessante.

Como ainda era terça-feira, deixou para se preocupar com os hóspedes mais adiante.

– O que vamos fazer agora? – Bella perguntou.

– Nada que canse minha linda esposa. – Edward respondeu sorrindo. – Podíamos assistir um filme.

Já deitados na cama, Edward fechou as persianas e uma enorme tv desceu do teto, transformando o ambiente em um cinema super aconchegante.

Cornélia bateu na porta. Trazia um gigantesco pote de pipoca e copos de refrigerantes cheios de gelo.

– E aí, o que vamos ver? – Bella perguntou.

– Você se lembra de algum filme que já assistiu? – Edward perguntou, curioso por sua resposta.
Ela ficou um tempo pensando. Sabia o que era filme, o que era cinema, mas nenhum rosto ou estória vinha à sua cabeça. Era como se folheasse um livro em branco.

– Não! – Contatou assustada.

– Meu Deus, Bella, quer dizer que todos os filmes existentes são novos pra você? Isso é maravilhoso!!! – Edward disse, soltando uma enorme gargalhada.

Edward pegou o controle e começou a procurar canais de filmes para ver se encontrava algum que pudesse interessá-la. O que ele não sabia é que tinham disponibilizado alguns canais de filmes pornograficos, como o que passava naquele exato momento na enorme tela diante de sua cama.

Um casal pra lá de animado protagonizava uma cena nada conservadora, onde certa parte do corpo do homem era sugada vorazmente pela boca da de uma garota e seus gemidos ecoavam pelo quarto.
Edward tentava apertar o botão para mudar o canal, mas como sempre acontece nessas horas, o nervosismo não o deixava acertar uma tecla que fosse. O que conseguiu foi aumentar o volume, provavelmente deixando os empregados de cabelos em pé.

Olhou de relance para Bella e se deparou com uma enorme boca aberta e uma cara de espanto que o deixou mais desesperado ainda.

Bella olhava aquilo e só conseguia imaginar se já tinha feito algo parecido com o homem que estava deitado a seu lado. Seu rosto pegava fogo de vergonha.

Num segundo de lucidez, Edward viu o botão vermelho de desligar e o acionou, não antes de um jato de sêmem voar tela à fora em direção ao rosto da atriz.

Escuridão total no quarto!! O silêncio era constrangedor. A vontade de Edward era que um buraco no chão o engolisse.

– Desculpe-me, Bella. Não sabia que tinha este canal. – Falou, agradecendo não ter de encará-la.

– EU JÁ FIZ ISSO EM VOCÊ? – Bella perguntou perplexa. Quis morrer quando ouviu o que acabara de dizer. Cadê o “tudo bem” que tinha planejado responder???

Edward colocou as duas mãos mãos no rosto e praguejou em pensamento, protegido pela ausência completa de luz no quarto.

“P*rra, Bella, não faz isso!!!” O palavrão provamelmente fora inspirado na cena anterior.
“E agora, Edward?”, se perguntou.

– Algumas vezes... – Não custava nada deixar a possibilidade em aberto, pensou Edward.

– Oh my God!!!

Depois Bella ficou em silêncio. Olhou pra cima e ficou maquinando se uma paulada de leve na cabeça de Edward o livraria dessas memórias. Achou melhor não tentar...

Por fim Edward teve coragem de acender a luz.

– Podemos deixar o filme para depois!!! – Falaram em uma única voz.

– Vamos passear de carro. As estradas dessa região são lindas!! – Edward sugeriu.

– Vamos sim, eu vou adorar.

Ambos queriam sair o mais rápido possível daquele quarto.

Só não conseguiram se livrar dos pensamento inconfensáveis que os acompanharam pelo resto da tarde.
Passearam por lugares lindos, parando de vez em quando para admirarem as belas paisagens.
Quando voltaram, pouco antes de anoitecer, Vera passou o recado ao patrão.

– Sr. Cullen, um tal de Investigador Black esteve aqui a procura da D. Isabella. Ele pediu que eu avisasse ao senhor que ele voltará amanhã, às dez horas.


“O passado não reconhece o seu lugar: está sempre presente.”