terça-feira, 27 de março de 2012

Medo de Amar 7

Nessie estava perdida. Ela sabia disso muito bem. Do momento em que o Duque de Telford a entregasse para o seu tutor, sua vida estaria completamente arruinada. Esteve dias fora de casa e certamente ele estava a sua procura. Edward poderia até manter a pose diante do Duque, mas não por muito tempo. No instante seguinte a sua partida, despejaria a sua fúria sobre ela. Tinha que fazer alguma coisa. Sim! Não podia ficar ali, simplesmente esperando a sua desgraça chegar.

Horas mais tarde, depois de conversar com o duque de Telford, Jacob, ele dissera; Nessie se sentia estranha. Aquele homem a olhava de um jeito tão especial. Fazia tanto tempo que alguém havia lhe tratado com carinho e consideração... Não era só isso. Ela sabia! Ele havia falado em casamento. Não havia entendido mal. Ele dissera que a queria como sua esposa. “Mas como poderia aceitar tal honra, quando era uma fruta podre?” O Jacob merecia mais do que isso. Ela não lhe contaria sobre o sofrimento que havia passado.

Certamente Sua Graça, o duque de Telford, “o duque sombrio”, como ele mesmo havia lhe dito, defenderia sua honra e desafiaria Edward para um duelo. Os duelos estavam proibidos há anos na Inglaterra, mas de tempo em tempo surgiam história de homens que duelavam pela honra de suas filhas, mulheres e até mesmo amantes. Se isso acontecesse, sua desgraça viria a publico e estaria perdida. Não arrumaria emprego nem mesmo de serviçal.

Nessie pediu a aia que a atendia para trazer as suas roupas. A moça não lhe fez nenhuma pergunta e as deixou sobre o aparador, antes de partir. Pretendia fugir aquela noite. Estava muito dolorida e cansada, apesar dos dias que passou desacordada sobre a cama. Mesmo assim achou que seria mais prudente partir logo, e de forma sorrateira. Não queria mais complicações e nem ter que explicar nada ao duque. Ele havia lhe deixado em paz, por hora. No entanto, saiba que voltaria e faria mais perguntas. Perguntas as quais seria impossível responder, sem contar tudo o que havia sofrido. Cada ano morando com a mãe de Edward foram tão ruins quanto ao que ele lhe fizera passar. Estava machucada não só fisicamente, mas também emocionalmente. Não compartilharia sua desgraça com ninguém, mesmo que ele lhe transmitisse, de certa forma, segurança.
Já era muito tarde quando decidiu partir. Levantou-se da cama, com o corpo todo moído. Parecia que havia levado uma surra. Sabia bem como era. Uma vez, logo assim que chegou a casa de sua tia, desobedeceu a uma ordem para limpar todos os sapatos, e a megera lhe dera uma surra com chicote. Ficou marcada por um tempo e foram necessários alguns dias para se recuperar. Nunca mais se esqueceria daquele dia. Lyana, uma das serviçais da casa, limpou as feridas e cuidou delas com esmero, para que não ficassem marcas da violência. Realmente não havia ficado, mas o corpo inteiro doeu por dias. Agora, tentando encontrar forças para fugir, sentia-se exatamente daquela forma.

Uma lágrima rolou pelo seu rosto e Nessie a secou. Não era hora de chorar, sim de agir.

Nessie se levantou com dificuldade, caminhou até o aparador, trocou de roupas lentamente e depois colocou a capa. Pegou sua valise e saiu do quarto, sorrateiramente. Cada passo que dava, o corpo lhe doía ainda mais e a cabeça começou a rodar. Mesmo assim ela seguiu persistente, olhando para cada lado dos corredores, para ver se não havia nenhum empregado ali. Quando se sentiu segura, caminhou até o fim do corredor. Havia duas direções a seguir e Nessie ficou confusa. Parecia perdida em um verdadeiro labirinto. Precisava descobrir o caminho a tomar.

Depois de um momento, analisando as possibilidades, dobrou a direita. O máximo que poderia acontecer era ser apanhada por algum empregado. O duque, Jacob, com toda certeza não estariam em casa. Os nobres passavam as noites em eventos sociais ou em orgias. Era isso que dizia a tia. Edward costumava a faltar muitas festas para ir a orgias em bordéis na cidade. Outros passavam suas noites bebendo e jogando no White’s. Se Jacob tinha a fama de “o duque sombrio”, deveria ter um motivo para isso.

Imaginar Jacob se deitando com mulheres fez o seu coração se apertar e Nessie não entendeu. Não queria sentir nada por ele, além da gratidão por ter salvado sua vida e cuidado dela todos aqueles dias. Entretanto, lembrar-se de Jacob, fazia o coração bater em um compasso diferente. Um sentimento estranho e desconfortável a afligia. Queria estar com ele... Oh como ela queria! Queria aceitar a sua proposta... Que tolice! Não era digna de se tornar sua duquesa. Os olhos encheram de lágrimas e ela se deteve por um instante.

Quando deu mais dois passos e virou na curva seguinte, seu corpo esbarrou em um corpo alto, forte e musculoso. Atreveu-se a olhar para cima e seus olhos encontraram os dele. Aqueles imensos olhos negros, tão penetrantes que bem poderiam ver sua alma. Nessie ficou sem ar e quase esvaneceu. Jacob a pegou nos braços naquele momento.

- O que faz aqui, a essa hora e vestida desse jeito, milady? – Ele perguntou, enquanto a tomava nos braços com delicadeza.

- Eu... Eu... Tenho que ir... Por favor! Por favor me deixe ir! – Ela implorou já chorando. Não queria chorar em sua presença. Mas estar nos braços dele não ajudava nada, quando se sentia tão vulnerável e temerosa. Acabou acomodando a cabeça em seu peitoral, sentindo o sacolejar do corpo, enquanto ele caminhava pelo labirinto de corredores.

- Não permitiria que saísse dessa forma, no meio da noite, como uma fugitiva... Onde está sua gratidão, querida? Por que está fugindo de mim? – Ele lhe perguntou, com aquela voz rouca e sensual. Sentiu um arrepio por todo o corpo naquele momento. Respirou fundo e inalou a sua fragrância máscula. O homem além de lindo, gentil, com uma voz de matar, ainda cheirava muito bem. Nessie se sentiu confusa. Não queria pensar naquilo. Não queria imaginar nada relacionado a ele. Só fazia com que se sentisse pior. Apegar-se ao duque não ajudaria em nada. Pelo contrário. Ela chorou baixinho, enquanto ele adentrava os aposentos consigo nos braços.

- Eu não estou fugindo de Vossa Graça... Estou fugindo... – Não conseguiu continuar e chorou ainda mais. Jacob entrou com ela em seus braços, sentou-se sobre a cama e a ninou como se fosse uma criança. Não disse nada naquele momento. E Nessie se sentiu grata por isso. Se ele tentasse lhe consolar, choraria ainda mais. Seria bem pior do que aquela humilhação. Ela o abraçou forte, fechou os olhos e imaginou que tudo daria certo. Imaginou que o duque a protegeria de Edward e eles ficariam bem. Imaginou um futuro, que não achava ter direito, com filhos e uma família feliz. Sabia que se apegar a ele era o pior erro que poderia cometer. Tinha “medo de amar” e ser magoada. Como tinha medo por ela, por ele e pelo que não poderiam ter.

[...]
Ela havia dormido em seus braços, chorando como uma criança. Jacob se sentia impotente. Queria arrancar toda a dor que sentia. Todo o dinheiro do mundo não pagaria a sua dor. Precisava mantê-la protegida, do que quer que fosse, mas não poderia arriscar sua honra. Beijou a sua testa, acariciou o seu rosto, por mais de uma vez, e depois, com muita relutância, a colocou sobre a cama. Foi difícil ir embora. Queria passar a noite inteira ali, observando-a dormir. Velar o seu sono, como fizera as outras noites. Decidiu, no entanto, ir para o seu quarto, antes que fizesse algo imprudente. Não confiava em seu corpo, quando se tratava de mulheres. Mas ela era diferente para ele, de muitas formas. É claro que sentia atração física. Uma inegável constatação. Só que sua afeição estava além do sexual. Era algo que ele não compreendia. Um sentimento tão forte, que fazia o coração doer. Só de pensar na aflição que sentiu durante aqueles dias em que esteve dormindo, fazia sentir uma estranha dor.

Em seu quarto, Jacob andou de um lado para o outro, tentando decidir o que fazer. Ela não queria voltar para casa e estava fraca demais para um confronto com a família. Ele a manteria ali, pelo menos mais uns dias. Não sabia se aquilo era por ela ou por ele. Era irrelevante naquele momento. A única certeza que tinha, era de que precisava dela desesperadamente. Pensar em alguém lhe fazendo mal, subia-lhe a bile. Destruiria qualquer um que atravessasse os seus caminhos. Ainda naquele dia, mandou um detetive averiguar a vida de Lord Colchester. Precisava saber exatamente onde estava se metendo.

De uma coisa Jacob tinha certeza. Alguém fez mal aquela jovem. Quando ela disse que era uma fruta podre, deu a entender uma única coisa: Fora desonrada por alguém. E se descobrisse que se tratava do marquês... Pobre dele! Estaria arruinado em todos os sentidos. Ele se vingaria por ela e também por ele... Sentia dor só de imaginar alguém... Não! Não queria mais pensar naquilo. Queria apenas pensar nela, nos olhos verdes, lábios carnudos e o nariz tão bonitinho. Aqueles cabelos vermelhos davam ao rosto de anjo uma beleza selvagem. Linda demais!

[...]

Nessie estava sentada confortavelmente em uma poltrona, de frente para a lareira, lendo um romance quando a serviçal entrou e interpelou. – Milady, Sua Graça solicita a sua companhia na sala de jantar. Pediu que usasse o vestido que lhe comprou para a noite de hoje. – Disse a jovem, enquanto ela a olhava atordoada. – O que devo dizer a ele? - Questionou a criada.

- OH! Sim, claro! Diga para Sua Graça que já me juntarei a ele. Só preciso me arrumar antes de ir ao seu encontro. Peça, por gentileza, que a jovem que tem me atendido venha me ajudar, por favor. – Nessie pediu educadamente, levantou-se e foi até o aparador ver a roupa que acabara de ganhar.

Era um lindo vestido de camurça verde, adornado com detalhes dourados. A vestimenta era digna de uma princesa. Bem mais bonito do que qualquer outro vestido que tinha visto sua tia e primas usarem. Nunca na vida, nem mesmo quando o pai era vivo, usou uma roupa tão elegante e cara. Tocou o tecido e sentiu a suavidade da peça em seu dedo. Um leve sorriso escapou de seus lábios. “O duque tem muito bom gosto”. Pensou naquele momento. Ficou imaginando usando aquele vestido, dançando uma linda valsa nos braços de Jacob. O coração palpitava com aquele sentimento tão estranho. Fechou os olhos e deixou a imaginação fluindo.

A porta se abrir e os passos foram em sua direção. A voz suave da jovem a fez despertar dos seus devaneios. – Solicitou minha presença, Milady? – A jovem indagou.

- OH, sim! Preciso que me ajude com esse vestido e com meus cabeços. Você sabe fazer penteados? – Perguntou e a jovem assentiu. – Que bem, Lucy, agora vamos começar. Sua Graça me espera para jantar. – A jovem sorriu docemente para Nessie e as duas começaram os preparativos para aquela noite.

Tirou o vestido de musselina, a jovem a ajudou a colocar o espartilho, apertando somente um pouco por cauda das dores que ainda sentia. Depois pôs o vestido e se olhou no espelho. Estava realmente linda naquela roupa, que lhe caia como luva.  Sentou-se na cadeira diante da penteadeira e deixou que a jovem trabalhasse em seus cabelos por mais algum tempo. Quando terminou, Nessie nem acreditava no que via. Estava espetacular. Ficou orgulhosa de si mesma. Certamente o duque perceberia como era bela, com roupas mais adequadas.
A jovem Lucy saiu por alguns momentos e quando voltou trouxe algumas coisas, que segundo ela ajudaria deixar o rosto ainda mais bonito. Nessie já havia visto aquelas coisas. A sua tia usava aquele pó branco e o outro rosado em seu rosto. Também havia uma pasta em um pequeno tubo, que a jovem usou para deixar os lábios mais rosados. Não passou muito, somente o suficiente para lhe tirar a palidez. Ela ficou grata com a jovem, sorriu-lhe e depois deu um abraço carinhoso. – Obrigada por me deixar bonita.

- Milady já é linda. Estou apenas deixando ainda mais encantadora, minha senhora. – Lucy respondeu com toda cerimônia, mesmo ela já tendo pedido antes para lhe chamar pelo apelido.

- Onde conseguiu essas coisas? – Perguntou a jovem.

- São da duquesa mãe. Ela não vem muito aqui. Tem sua própria casa, que é bem maior do que essa. Mas tenho que por no lugar. Podem me acusar de roubo. - A moça respondeu constrangida.

- OH, não! Eu falo com o duque...

- Não precisa! Já estou colocando no lugar. Só a levarei até a sala de jantar e depois volto. – Respondeu.

A jovem a levou e nesse ficou perplexa com o tamanho da casa. Não imaginava que fosse tão grande. Se fosse sozinha, certamente teria se perdido naquele labirinto. Tudo muito. A duquesa realmente tinha um excelente gosto para a decoração. A casa era simplesmente perfeita, cheia de obras de artes, esculturas e tapeçarias por todos os lados. No salão principal, por onde passou, olhou para cima e viu lindas pinturas de anjos, em um cenário mágico. Ficou por um tempo parada, observado cada detalhe, quando escutou um pigarro  que lhe chamou a atenção. Abaixou a cabeça e seus olhos se depararam com os do duque. Sentiu as bochechas corarem de constrangimento.

- Lady Renesmee, gosta? – Ele perguntou-lhe. Ela olhou para baixo e viu que ele estava comuma expressão indecifrável no rosto. Nessie sentiu seu corpo gelar naquele momento.

- Eu... Eu... Quer dizer elas. – Gaguejou. – São lindas. – Conseguiu falar, finalmente.

O duque caminhou alguns passos até ela, estendeu-lhe o braço, pegou a mão gentilmente e levou aos lábios. Agora, um pouco menos envergonhada, Nessie pode ver que usava um belíssimo fraque negro e luvas brancas. Só não estava de cartola, mas de resto parecia vestido para uma ocasião muito especial. Seu corpo todo estremeceu ao sentir os lábios carnudos em sua pele e se lembrou das luvas... Mas que garfe!

Ele lhe ofereceu o braço e ela o aceitou. Foram de braços dados até o luxuoso salão de jantar, enquanto ele fazia gracejos. – Está belíssima, milady! Poderia jurar que é uma princesa.

- São apenas roupas, Vossa Graça. – Ela respondeu envergonhada. – Aposto que não me achou tão linda quando me encontrou aquela noite.

- Pelo contrário. Foi ali que me encantei pela sua beleza. – As bochechas dela arderam novamente e ela olhou para baixo. O homem além de lindo tinha que ser tão galante? - Sabe tocar piano, milady? – Ele disse para tentar deixá-la um pouco mais calma, ela soube.

- Sei, Vossa... Jacob. – Ela se corrigiu constrangida. – Costumava a tocar antes...

- Antes de seu pai morrer? – Ele incentivou.

- Sim! Costumava a tocar antes do meu pai morrer.- Respondeu.

- Insisto que toque para mim depois do jantar, querida. – Ela estremeceu quando o ouviu chamar de “querida”. Aquilo soou como música para seus ouvidos, fazendo-a sentir uma sensação prazerosa.

- Será uma honra tocar, para Vossa Graça. – Disse com formalidade.

- Jacob! – Ele a corrigiu.

- OH, claro! Sim! Jacob! – Disse sem graça.

Os dois chegaram à mesa, o mordomo puxou a cadeira para que Nessie se sentasse e ela tomou o seu lugar graciosamente. O duque foi até o seu lugar e depois de sentado, fez sinal para que o jantar fosse servido. Tudo foi muito agradável desde a entrada até a sobremesa. Nessie nunca havia comigo nada tão bom. Na casa em que vivia atualmente, normalmente ficava com resto. Na sua infância o pai fora tão avarento que não gostava que o dinheiro fosse desperdiçado com besteiras. Mas ali, comeu do melhor e o licor de pêssego servido também estava maravilhoso. Sentia-se uma verdadeira princesa.

Os dois trocavam olhares sugestivos e ela ficou envergonhada diante dele. Quando o jantar terminou, ele foi até o seu assento e lhe deu a mão gentilmente. Ela aceitou de bom grado e o acompanhou até outra sala. O duque fez alguns gracejos e já era um pouco tarde quando pediu que tocasse para ele. Nessie assentiu com a cabeça e se dirigiu ao piano.

Ela se sentia tão comovida com toda amabilidade dele e a forma como a olhava, que tocou com toda a sua alma, apesar de não praticar há anos. A melodia saiu doce, suave e encantou o duque, que parecia completamente perdido ao ouvir as notas tocadas por ela. Quando Nessie terminou, ele se levantou e caminhou em sua direção. Ficou observando o seu rosto por algum tempo sem falar nada. Ela se levantou constrangida e ele, de súbito, puxou-a pela cintura, colando um pouco os seus corpos. Nessie sentiu um estremecimento naquele momento e fechou os olhos. Foi então que os lábios carnudos pousaram sobre os seus. Ele se movia de forma gentil e a deixou completamente perdida. Era uma sensação totalmente diferente. Nunca imaginou sentir tamanhas emoções. O rosto dele se inclinou lentamente e ela sentiu o toque de sua língua sobre os lábios. Mesmo perplexa com aquela atitude. Ficou calada e deixou que ele a conduzisse. Sabia que era uma imprudência e que poderia pagar caro por aquilo. Mas ali, em seus braços, toda a sensatez a abandonou. Sua língua começou a fazer coisas que ela não compreendia. Apesar disso gostava das sensações que provocava. Ficou totalmente entregue e pouco a poucou entrou no ritmo, deixando que ele conduzisse aquele beijo. Foi sensacional. Não havia outra palavra para descrever tudo aquilo.

Quando ele a puxou ainda mais, fazendo com que os corpos ficassem totalmente colados. Nessie sentiu pânico e quis fugir. Lembranças da tragédia de sua vida invadiram a sua mente. Ela o empurrou e ficou trêmula, com lágrimas rolando pelo rosto.

- Conte-me o que fizeram com você, milady. – Ele disse, tentando controlar o tom da voz, enquanto tentava se aproximar. – Não lhe farei mal. Só quero ajudá-la. – Ela negou com a cabeça e foi para o sofá, onde ficou encolhida como criança assustada. – Juro que um dia descobrirei querida! – Ele afirmou e ela se forçou a olhar para outro lado. Não queria encará-lo naquele momento. Era vergonhoso demais saber que ele provavelmente conhecia a sua situação indigna.

- Vossa Graça, peço permissão para me recolher. Estou muito cansada e com o corpo dolorido. – Ela disse se levantando, mas ele segurou o seu cotovelo e a impediu de sair.  O tom da sua voz era cerimonioso. Porque ela sabia que precisava manter a distância e ser fria com ele. Não poderia permitir que seu coração vacilasse.

- Peço perdão por ter tomado liberdade, querida. Prometo que isso não acontecerá mais. Somente se me prometer fazer as refeições comigo enquanto for minha hóspede. – Ele beijou a sua mão delicadamente e depois sussurrou em seu ouvido, fazendo-a sentir um frio subindo pela espinha. – Faço questão da companhia.

- É claro, Vossa Graça! – Ela fez uma mesura e depois se dirigiu a porta. Seu coração batia muito rápido naquele momento. Se ficasse mais um tempo na presença daquele homem, corria o risco de ceder aos seus encantos.
Nos dias que se seguiram ao acontecimento, Nessie partilhou de sua companhia nas refeições e em passeios a sua estufa, conforme havia prometido. O duque agiu como um verdadeiro cavalheiro e não tomou mais nenhum tipo de intimidade. Os seus olhares, no entanto, diziam que ele queria mais do que ela estava disposta a dar. De repente ela notou que não tinha medo dele. Tinha medo do seu próprio coração.

[...]
Mais cinco dias se passaram e Jacob decidiu que era a hora de devolvê-la a família. Sabia que não seria prudente mantê-la mais tempo. Informaria a situação e os levaria até ela. Depois que voltasse para a casa, pediria permissão para cortejar a jovem. Faria um acordo vantajoso para ambos. Pelo que o detetive averiguou sobre Colchester, estava afundado em dívidas. Casar a prima com um duque, ainda sem pagar o dote, seria muito vantajoso. Ele receberia prestigio e respaldo na sociedade. Esperava que fosse o suficiente.

Naquela manhã Jacob foi ter com Nessie e contar sobre a sua decisão. Ela estava sentada em uma poltrona, tomando chá, quanto ele entrou. Estava linda, em um vestido rosa de musselina, que mandara providenciar. Parecia mais vivida e corada. Quando olhou para ele, seus olhos verdes possuíam um brilho intenso. Era a coisa mais encantadora, que dava um ar de mulher e outras às vezes, quando lhe sorria de forma meiga, de menina. Ela adorava as feições de seu belo rosto. Naqueles dias passou um bom tempo com ela, mesmo com os amigos exigindo-lhe a atenção, para saber o que descobriu. Agora, mesmo não querendo, tinha que tomar uma difícil atitude e devolvê-la para sua família. O coração se apertava só de imaginar a sua partida. Estava muito mais apegado do que deveria, ou gostaria.

- Nessie, preciso informar para sua família que eu a encontrei. Preciso que volte para casa. Ás coisas não podem ficar como... – Ele interrompeu quando viu seu rosto se transformar em uma máscara de pavor. Os olhos estavam suplicantes e aquilo o afligiu. – Por favor, não me olhe assim. Sabe que é o certo a fazer.  – Seu coração estava angustiado só de olhar a expressão de pavor no rosto dela.

- Por favor, Jacob... Vossa Graça – Ela corrigiu-se nervosa e Jacob percebeu as bochechas corarem. Era difícil chamá-lo pelo nome de batismo, de forma tão intima. E todas as vezes que tentava ficava sem jeito.

- Eles não farão nada contra você, querida. – Ele pegou sua mão e a beijou gentilmente. – Cuidarei de tudo. Deixarei claro para Colchester minhas intenções e que estaria observando de longe. Fique tranqüila. Não confia em mim? – Passou o polegar em sua bochecha e fez carícias. Ela abaixou a cabeça, para desviar do seu olhar. Sempre fazia coisas do tipo quando se aproximava. Aquilo o incomodava.

- Serei castigada por ter fugido... Não entende? – Ela sussurrou.

- Entendo bem! Mas não farão mal a você. Eu prometo isso, pequena. -  Segurou o queixo dela, com gentileza, e o ergueu para que o observasse. – Eu a prezo muito, menina. Não deixarei que nenhum mal lhe aconteça. E a visitarei sempre... Quero pedir sua mão.  – Ele disse com a voz bem tranqüila, mas pela pode perceber a sua angustia.

- Não! Não pode! Por favor, não posso me casar com Vossa Graça. – Ela afastou-se do seu toque e virou o rosto para o outro lado. – Se não me ajudará a fugir, rogo-lhe, por sua honra, que não vá me pedir em casamento ou me visitar. Não quero ser cortejada por ninguém. Espero que tenha entendido, Excelência. Porque não falarei novamente. – Levantou-se de forma brusca e caminhou para a janela. Passou os braços ao redor da cintura, abraçando-se, e não falou mais com ele. Jacob saiu do quarto aborrecido, mas não deixaria que sua negativa o desanimasse. Tinha certeza que Colchester venderia até a mãe para conseguir dinheiro. Ele a compraria se fosse necessário.

[...]
Nessie estava pronta. A aia havia avisado que seus familiares a esperavam no escritório de Sua Graça. O momento da sua desgraça havia chegado. Edward até se comportaria bem na frente do duque, mas quando estivessem a sós... Não queria pensar nisso agora. Não mesmo!

Saiu do quarto com a aia e foram ao escritório. Sua paz havia acabado. Sabia disso, mas não deixaria seu desespero transparecer. Fingiria da melhor forma possível. Cada passo que dava, seu corpo tremia e sua respiração ficava irregular. Quando o mordomo fez uma mesura, e abriu a porta para que ela o seguisse, sabia que tudo havia acabado. Estava perdida.

Entrou no cômodo luxuoso, com várias estantes contento uma infinidade de livros, uma lareira enorme, esculturas, tapeçarias, cortinas... Tudo era de um bom gosto excepcional. Ela não teve tempo para admirar o local, pois sua atenção foi chamada pelo barulho da risada, enfadonha, da tia. Quase vomitou naquele momento.

- OH, Vossa Excelência, mais uma vez digo que não há como agradecer por salvar minha amada sobrinha. Foi um verdadeiro cavalheiro. Não é mesmo, Colchester? – Perguntou ao filho.

- Oh, Sim! Teremos uma eterna gratidão convosco, Vossa Graça. Srta. Wood é preciosa demais para nós. – Edward respondeu com um tom forçado. Aquele fingimento era mais do que Nessie poderia suporta.

- Com seu perdão, Excelência, a Lady Wood! – Disse o mordomo, ao anunciar sua entrada. Edward e sua tia Cordélia viraram e ela fez uma mesura perfeita. Podia ver o brilho malévolo nos olhos de ambos. Edward se levantou e caminhou até ela. Seu corpo inteiro tremeu quando ele a abraçou.

- Minha querida prima! Quanta falta sentimos. Ficamos com medo que houvessem a levado de nós. Mas agora, que a encontramos, estarás protegida e “nunca mais sairá sozinha”. – Aquilo era uma ameaça, ela sabia. O abraço foi tão forte que quase quebrou o corpo frágil de Nessie.  – Cuidarei muito bem de você. – Ele sussurrou a promessa de vingança em seu ouvido. Ela não conseguiu responder nada. Olhou apavorada para Jacob e viu como parecia incomodado com aquele abraço. – Agora agradeça a hospitalidade a Sua Graça. – Disse para ela, que o empurrou e se afastou. Caminhou até a mesa, Jacob se levantou, deu a volta e ela estendeu a mão para ele.

- Ob... Obrigada, Vossa Graça! – Fez uma mesura e olhou no fundo dos seus negros olhos, antes de se virar e sair, e o que viu foi dor.

- Eu a visitarei muito em breve, Lady Wood. – Ele respondeu. Nessie escutou a tia agradecendo e caminhou para a porta sem olhar para trás. Edward pegou o seu braço e apertou forte. Ela sabia que aquilo era o mínimo que faria com ela. Ainda escutou quando o duque disse para a tia: Eu a visitarei sempre. Quero me certificar que esteja bem tratada. Afinal essa adorável senhorita, merece toda a gentileza. E a senhora fará isso, não? Se ela sofrer qualquer acidente, eu saberei... – Foi uma ameaça. Ela sabia, assim como Edward e a tia. Eles não a marcariam, mas ela sabia que havia outras formas de tortura.

Caminhou até a saída, de braços dados com Edward, e quando chegaram a rua ele disse. – Não pense que isso ficará assim, Renesmee. Você pagará pelo que fez. – Vociferou.

A tia se postou, do outro lado, e disse: - Você foi uma menina má! E toda menina má merece um castigo. – Dito isso, Nessie sentiu um beliscão em seu braço.  – Isso será o mínimo, sua vagabundazinha. Não pense que porque o duque disse que estará observando, que você esta segura.

Nessie não respondeu. Andou com eles até  a carruagem, entrou e ficou calada, enquanto a tia e Edward a fuzilavam com olhar. Sabia que estava perdida. Sua vida tinha acabado.



Glau
E ai miguxas o que aconteceu com vcs? Cadê os comentários? Poxa vida eu me esforço tanto e vocês nem ligam. Se continuar desse jeito, não continuarei a fic. Estou bem triste com a ausência da maioria das leitoras.
Gostaria de agradecer a Virginia, Deia, Hilsiane e Kaka pelos comentários. A opinião de vocês é muito importante para mim. Ela é o tempero da fic. Quando as pessoas não expressam é porque não gostaram e tem medo de dizer. Então coloquem a boca no mundo e digam o que acham.

Agora eu pergunto o que acharam do cap? O que acontecerá com a Nessie agora? O cap 8 já está pronto, mas a Heri ainda não me devolveu. Como ela está lendo Jogos Vorazes não sei quando esse cap vem. Pretendo postar até a semana que vem.

A parte do cap em que a Nessie janta com o Jacob e toca piano não foi betada. A Heri pediu para acrescentar, mas como só consegui digitar hoje não enviei para ela. Se houver erro peço desculpas. OK?

N/Heri: QUE LINDO! ...” tinha medo por ela, por ele e pelo que não poderiam ter.” Gente que cena! Amo essas expressões, porque Glaucia faz um ótimo drama ao romance. Mas essa menina sofre hein? E essa megera de tia e esse safado de primo, merecem o que?
Comentem , até próxima...bjs







sábado, 24 de março de 2012

Miguxas, entrei de férias essa semana, mas passei toda ela atolada. Acho que algumas sabem que Para sempre virará livro em breve. Esse foi o motivo da minha semana ser curta e cansativa. Fiquei dia e noite editando a estória para enviar a editora. Estou acabada, cansada e com os braços doloridos.

A Heri me enviou o cap 7 e ficou pendente o 8. Contudo pediu algumas coisas no 7 que não consegui reescrever. Como ainda estou muito cansada, só conseguirei revisar e incluir mais trechos durante a semana. Tentarei fazer isso entre segunda e quarta feira.

Peço desculpas pelo atraso, mas é por uma boa causa.

Os links de Para sempre foram removidos, mas se alguém copiou a estória para seu blog, peço que exclua. Ela não pode ser postada na net, por questões contratuais.

Um bom fim de semana para todas

Bjs no core

sexta-feira, 23 de março de 2012

Eu jamais imaginei que fosse viver em uma montanha russa emocional como tenho vivido nesses últimos dias!!!

 Mais entenda bem que não estou reclamando muito pelo contrario afinal se alguém apostasse comigo que Jacob iria voltar para mim depois de uma semana tão absurdamente complicada, sinceramente iria rir ou achar que essa pessoa estava sacaneando comigo.

Estou aqui sentada na mesa da cozinha de frente para o meu café da manhã preparado mais não me agradando muito a ponto de tocar em qualquer coisa. 
Suspirando pelo anel que cintila em meu dedo como uma confirmação de que tudo é completamente real. 

Mais não posso me enganar que tenho medo de que isso dure muito pouco tempo!!!

Dou de ombros apenas aceitando que irá durar o tempo que for permitido que dure mais me sinto feliz por saber que eu e o Jacob somos os únicos responsáveis por tudo que irá acontecer daqui pra frente.

Dizer que o amo pode parecer clichê de um filme barato mais é a mais pura verdade. Eu o amo como se disso dependesse a minha própria existência. 

E com certeza algum adulto que simplesmente se esqueceu de como é bom sonhar vai me dizer que estou louca que estou depositando muito tempo e sentimento em algo que pode simplesmente acabar assim como um dia sempre acaba para dar lugar à noite.

Mais quer saber??? Não me importo por que neste momento o que mais me importa é saber que estamos juntos e felizes.

Passamos a maior parte do domingo dormindo e trancados no meu quarto namorando já que meus pais haviam saído como nossos visitantes para almoçar em um restaurante em Port Angeles.

A princípio meu pai insistiu para que eu fosse e que tentasse dentro do possível ser um pouco mais receptiva com o David. Mais com a ajuda da minha mãe eu me livrei dessa fácil.

Agora não posso negar que o rapaz realmente é atraente e sem dúvida seria alguém em que investiria meu tempo SE MEU JACOB NÃO EXISTISSE!!!! 

Mais ele existe e, portanto nada e ninguém é mais importante que isso e claro foi preciso muito jeito e carinho para fazê-lo entender isso na hora em que ele percebeu que ficaria sozinha, ou melhor, sem sua companhia já que depois de passearmos pela praia no fim da tarde eu vim embora sem ele.

Senti um vazio e logo imaginei que será esse vazio que irá me acompanhar durante a minha estadia em Nova York! 

Suspirei pesadamente antes de ligar para ele um pouco antes de dormir para simplesmente dizer - Eu te amo!!!!

– Sonhando acordada. - David falou entrando na cozinha depois de sua corrida matinal alias ontem quando cheguei com Jacob e ouvimos alguém saindo era ele que todos os dias corre pela manhã.

– Hã... - dei uma de que não estava entendendo o que ele estava querendo dizer.

– Você parece estar em qualquer lugar neste momento, menos aqui. - ele falou se sentando a minha frente com um copo de suco e apontando para o meu café da manhã intocado.

– É talvez esteja mesmo. - falei sorrindo amarelado sem sinceramente entender o porquê dessa reação idiota.

– Seu namorado tem sorte em ter alguém que pense nele tanto assim. Por que aposto que estava pensando nele neste exato momento. - era possível ele me conhecer tanto em tão pouco tempo???? 

– Na verdade David eu é que tenho sorte de ter o Jacob ao meu lado. - falei fitando seu rosto que continha um sorriso torto. - Eu simplesmente o havia perdido a menos de uma semana e agora que o tenho ao meu lado novamente pode ter certeza que não o tirarei mais daqui.

– Humm... - foi apenas o que falou já que a campanhinha denunciou que sim era ele que estava ali como combinado.

Sai correndo pela casa eu queria e precisava ver o Meu Jacob e aproveitar cada momento ao seu lado ainda mais que esta seria nossa última semana de aula antes das férias.

Abri a porta ele estava ali. 

Lindo sorrindo com sua jaqueta de couro surrada tão Jacob Black o cabelo cuidadosamente desalinhado e claro seu perfume que me inebriava e me fazia perder os sentidos.

– Bom dia meu amor. - ele falou me enlaçado em seus braços e me dando um beijo feroz e urgente como se estivesse literalmente demarcando seu território e sinceramente eu não me importava eu queria era ser dele mesmo.
– Bom dia. - respondi quando ele finalmente deixou meus lábios mais demonstrando minha voz falha devido à falta temporária de ar provocada por seus lábios.

Entramos e fomos direto para cozinha onde agora sim eu literalmente me fartei com o café da manhã antes praticamente intocável.

– Nossa Nessie você não parecia tão faminta há alguns instantes atrás. - David falou enquanto observava eu e Jacob em nosso mundo particular.

– Pois é... - falei me aproximando mais de Jacob.  - Jacob é minha vida então quando ele está por perto tudo se torna diferente. - dei um selinho demorado em seus lábios e claro ele amou o fora que dei nesse cara abusado.

– Cara de sorte Jacob. - ele falou sarcasticamente enquanto se levantava.

– Você não imagina quanto. - Jacob selou seus lábios nos meus de maneira vitoriosa e claro eu me deixei perder em meio a eles.

– Ah Jake ainda bem que você veio me buscar. - falei enquanto seguíamos para sua moto e começava a colocar a jaqueta. - Eu não agüento mais esse mala me cercando.

– Acho que posso resolver isso. Quer? - Jacob claro estava sugerindo uma boa briga.

– Tenho uma idéia melhor. - falei maliciosamente.

– Qual? - ele parecia muito curioso.

– Que tal eu te dar algumas aulas particulares para as provas finais? Digo para meus pais que vamos estudar na sua casa. - ele sorria maliciosamente para mim. - Você quer aula particular minha?

– Você? Minha professora particular? - ele me colocou sentada na mota. - Qual seria a matéria? - ele falou se encaixando entre minhas pernas.

– A que você quiser. Em qual você mais precisa de ajuda? - comecei a distribuir beijos por seu pescoço e ele estremeceu e claro eu sorri com o poder que tinha sobre ele.

– Bom você vai ser médica certo? Então biologia seria interessante o que você me diz. - ele ria afinal Jacob assim como eu somente estava fazendo as provas para cumprir obrigações já que havíamos passado.

– Eu vou adorar. - falei encarando seu rosto. - Promete que me seqüestra por toda à tarde? Que somente me traz quando anoitecer?

– Prometo. Considere-se minha prisioneira e não tem fiança que me faça te libertar. - nos beijamos novamente de maneira intensa.

Seguimos para escola.

Havia um clima festivo entre todos. Era uma mistura de despedida por deixar tudo para trás mais ao mesmo tempo à alegria dos desafios que estão surgindo.

Cartazes coloridos enfeitavam os corredores abarrotado de pessoas tirando fotos pegando qualquer tipo de informação que possa nos ser útil quando não nos encontrarmos mais.

As lideres de classe completamente loucas por conseguir falar com todos os alunos verificando becas, anuários e convites.

O clima no geral era agradável. 

Passamos pela secretaria para falar com a minha mãe que acabou cedendo aos encantos de Jacob, porém me pedindo que estivesse presente no jantar. 

Beijei seu rosto carinhosamente e claro agradeci por ela ser tão minha compreensiva. 

Nada se comparava a andar de moto com Jacob a adrenalina, o vento batendo em nós, meus braços presos a sua cintura. Esses eram os melhores momentos na minha vida em que uma liberdade tomava conta de mim.

Paramos na garagem da casa dele e seguimos contornando a parte de trás da casa. 

– Onde está o Billy? - já que a casa estava completamente silenciosa.

– Não sei mais ele costuma passar as tardes na casa dos Clearwater. - Jacob deu de ombros.

Claro que estudarmos era a última coisa que faríamos nesse momento. Mais também não precisa pensar COISAS!!!!! Estamos no quarto do Jacob deitados na cama mais assistindo Jogo de Amor em  Las Vegas e comendo pipoca.

– Esse filme. - comecei a falar me sentando na cama.

– O que tem o filme. É só um filme. - homens não conseguem pegar a essência das coisas. 

– Jake eles quase perderam o amor um do outro devido a uma sucessão de erros e mais erros que poderiam ter sido evitados.

– Você está querendo me dizer alguma coisa. - ele arqueou a sobrancelha. - Por que sinceramente Ness isso é só um filme.

– O que eu to querendo dizer Jacob é que essa fase nova que vamos enfrentar será um teste final. - ele se sentou parecendo interessado e preocupado. - Tipo nosso relacionamento dar certo ou não entende? Nos não poderemos acusar ninguém ou culpar a vida se algo der errado.

– O que significa? - a cara dele era de interrogação.

– Significa Jacob que eu te amo mais do que qualquer coisa e estou disposta a tudo para que de certo nosso relacionamento mais se você não quiser a mesma coisa não vai dar certo e o contrario também se aplica a mim se eu não me dedicar a cuidar do nosso relacionamento ele não vai durar. 

Jacob colou seus lábios no meu de maneira feroz e urgente e eu me deixei perder dentro daquele sentimento que dominava todo o meu corpo. 

Quando Jacob me tomava em seus braços eu me sentia entregue ao melhor do que havia dentro de mim, acho sempre seria assim.

– Jake eu preciso ir embora. - falei acomodada em seu colo enquanto beijava seu pescoço.

– Você precisa ir mesmo? - ele parecia triste por ter que me levar.

– Sim você ouviu minha mãe dizendo que tenho que estar em casa para o jantar. - falei me levantando.

A muito contra gosto Jacob foi me levar em casa.

Cheguei subindo direto para meu quarto e claro cruzando com David no corredor já que o quarto dele ficava ao lado do meu.

– Olá Ness. - ele falou encostando-se na parede.

– Oi e tchau. - falei entrando no meu quarto e pude ver um sorriso em seus lábios sinceramente esse cara consegue me irritar.

Tomei um banho rápido e desci a fim de ajudar minha mãe.

– Então filha como foi seu dia. - ela me perguntava enquanto temperava a salada. Mamãe tinha dessas coisas ela simplesmente poderia ter quantas empregadas assim o desejasse mais ela adora cuidar de mim e do papai. Era a maneira dela de demonstrar amor.

– Maravilhoso afinal estar ao lado do Jacob. - suspirei literalmente sonhando acordada me lembrando de todos os sentimentos e sensações que ele desperta em mim.

– E a viagem de verão você já se decidiu sobre isso? - minha mãe parou o que estava fazendo se encostando a pia esperando por uma resposta.

– Bem ainda não sei. Sinceramente mãe eu não sei se gostaria de sair daqui a verão. - eu havia pensado melhor e simplesmente seria maravilhoso passar todo o verão em La Push com meus amigos e claro o que incluía o Jacob embora se eu fosse viajar ele iria também.

– Bom é que seu pai me fez uma proposta já que você comentou exatamente a mesma coisa com ele. - agora quem estava curiosa era eu.

– E o que seria a tal proposta que foi capaz de deixar seus olhos brilhando dessa maneira? - ela sorriu timidamente até mesmo corando.

– Ele terá quinze dias de folga no hospital e no consultório seu avô Carlisle o irá cobrir nas férias então pensamos em ir no seu lugar e do Jacob. 

– Dona Isabella você está me dizendo que fará uma segunda lua de mel com meu adorado pai? - falei me aproximando dela e fazendo cócegas quando meu pai entrou.

– Posso filha seqüestrar minha adorada esposa somente para mim por um tempo. - ele falou nos abraçando.

– Claro e sinceramente espero que vocês aproveitem muito. - falei dando um beijo no rosto de cada um.

O jantar foi tranqüilo até o ponto em que David foi questionado onde iria morar e vocês vão entender por que.

Por que simplesmente seu maravilhoso e brilhante pai deu a sugestão de morarmos juntos. Sim isso mesmo que vocês ouviram.

Claro que eu argumentei que isso seria um absurdo afinal nem mesmo nos conhecemos e minha mãe claro que estava me ajudando já que meu pai parecia balançado com essa possibilidade.

– Olha eu realmente não preciso de nenhuma companhia em meu apartamento. Eu posso muito bem morar sozinha e alias pai esse argumento de que seria mais seguro não cola. - ai que ódio o cidadão estava se sentindo o próprio.

– Mais filha entenda que Nova York é uma cidade maior e por mais segurança que tenha no condomínio onde você irá morar sem dúvida eu ficaria mais tranqüilo sabendo que tem alguém de nossa confiança morando com você. - simplesmente me calei sem dúvida esperaria o melhor momento para falar com meus pais sobre isso.

Quer saber o pior não foi somente essa discussão toda sobre meu apartamento e pessoas que eles insistem em colocar dentro. O pior de tudo era os olhares da mãe de David para mim o tempo todo até mesmo cogitou a idéia de que eu me tornasse a filha que ela nunca teve o que literalmente significa que ela pensa, ou melhor, delira que eu terei algum tipo de relacionamento com David seu BB como ela mesma o qualifica.

Terminei o jantar e depois claro de ajudar minha mãe disse que precisava estudar e subi para meu quarto mais quando chego à porta dou de cara com David.

– Você não acha que já torrou toda a minha paciência hoje? - falei demonstrando toda minha irritação.

– Nervosa??? - ele riu sarcasticamente. 

– O que você queria??? Posso apostar que essa idéia de morarmos juntos em Nova York partiu de você não é mesmo? - o acusei.

– Nessie não seja absurda. Isso é um tanto rude de sua parte. - ele falou se afastando um pouco de lado enquanto eu segurava na maçaneta.

– Rude??? Você está me cercando desde que chegou aqui. Sabe que eu tenho um namorado. - falei mostrando o anel em minha mão. - E cara você simplesmente não se toca.

Tentei abrir a porta mais ele segurou minha mão.

– Por que eu incomodo tanto você. - ele falou perto do meu ouvido.

– Você não me incomoda alias eu nem mesmo me lembro que você existe.

Entrei e bati a porta com tudo. Ai que ódio quem esse cara pensa que é para imaginar que eu aceitarei tão facilmente que ele more comigo ou tenha qualquer tipo de efeito sobre mim.

Ouvi meu I Phone dando alerta de mensagem recebida.

J: Te amo (L)

N: Eu também. Queria VC aqui comigo L

J: Aconteceu alguma coisa? 

Não seria nada inteligente falar qualquer coisa por telefone ainda mais sabendo o quanto Jacob é esquentado.

N: Ñ apenas saudades bjs 

J: tbm sonha comigo bjs 

Suspirei e depois de me trocar e escovar os dentes deitei em minha cama tendo certeza que ainda podia sentir o aroma do Meu Jacob empreguinado no lençol o que me ajudou a relaxar.

Escutei uma batida na porta era minha mãe.

– Filha eu posso falar com você por um instante? - ela parecia constrangida pelo que havia acontecido no jantar.

– Claro mãe,  senta aqui. - apontei para a beira da cama e me sentei para que pudéssemos conversar.

– Filha eu vou falar com seu pai não se preocupe eu simplesmente concordo com você que não tem a menor condição desse rapaz morar com você ainda mais que vocês nem mesmo se conhecem direito. - alguém enfim pensa como eu. - Mais devo confessar que pensar em você morando sozinha em Nova York me assusta um pouco. - ela estava realmente preocupada.

– Olha mãe sinceramente eu acho desnecessário tudo isso mais de qualquer maneira depois conversamos sobre isso. - esse assunto estava realmente me tirando à paciência e tudo que eu mais queria era não ter que pensar sobre isso agora.

Minha mãe saiu do quarto e eu logo adormeci agradecendo por mais uma vez sonhar com meu Jacob.


XXXXX

O  resto da semana estava passando sem grandes novidades já que até mesmo David e sua total falta de noção se tornaram uma rotina em minha vida.

Eu simplesmente não entendia o que ele queria comigo e o porquê te mudar completamente de atitudes em tão pouco tempo. Em alguns momentos ele me parecia ser um cara bacana e sua companhia não poderia ser a melhor mais em outros momentos a vontade que me dava era de literalmente voar em seu pescoço.

Para me ajudar Jacob estava sendo incrível. Todos os dias saiamos da escola e seguíamos diretamente para casa dele onde devo logo confessar que estudar era o que menos fazíamos mais isso também não era problema já que nós já havíamos fechado em todas as matérias e em tese já poderíamos nos considerar na universidade. E sinceramente isso era o que eu menos gostava de pensar. 

Universidade!!!

Pensar em Nova York era sentir todos os meus sentimentos completamente embaralhados dentro de mim.

Por um lado tem a emoção da tão sonhada liberdade e morar sozinha em uma grande cidade que respira cultura, moda, lazer, música. Mais por outro lado tem a falta do Jacob, dos amigos dos meus pais. 

Administrar tudo isso exigiria muito de mim sem sombra de duvida e isso me assusta um pouco.

– Filha você vai se atrasar. - minha mãe falou entrando em meu quarto para me desejar um bom dia já que ela já estava de saída.

– Já estou pronta mãe. - falei pegando meu material.

– Estou indo para escola afinal sabe como é hoje é o último dia de aula. - ela falou enquanto me dava um beijo.

– Vou tomar meu café e vou logo em seguida. - ela apenas assentiu.

Hoje seria o primeiro dia essa semana em que Jacob não iria vir me buscar.

Estava tranquilamente tomando meu café da manhã quando quem chega? Sim o próprio a encarnação das malas sem alça!!!

– Bom dia Nessie. - ele falou enquanto se servia de suco depois de sua corrida. Aff esse garoto não tinha mais o que fazer da vida???

– Bom dia David. - falei com certo mau humor na voz.

– Nervosa por que o namoradinho não veio de buscar? - eu juro que mato esse infeliz. Respira Ness ele vai embora hoje.

– Engraçado não sabia que deveria lhe dar satisfação da minha vida. Mais já que perguntou eu vou responder. - falei me acomodando na cadeira e encarando seu rosto. - Digamos que meu humor varia conforme a pessoa com quem sou obrigada a conviver. E no seu caso isso é o melhor que me permito ser.

– O ódio é um sentimento apaixonante. - ele sorriu sarcasticamente. - E lembre-se de que iremos morar junto. - a não essa idéia absurda novamente não.

– Vai sonhando. Se o problema é minha segurança posso te garantir que um cachorro de raça será muito mais valioso que você. - falei me levantando e pegando meu material.

Quando me dei conta o cidadão estava parado na porta bloqueando minha passagem.

– Quer fazer o favor de sair da minha frente se não eu vou gritar. - falei irritada.

– Você pode até gritar mais não tem ninguém na casa além de nós dois. - ele sorriu enquanto eu já arquitetava lhe chutar a virilha.

Quando fui forçar a passagem ele me agarrou pela cintura deixando sua boca a centímetros da minha.

– Me solta. - eu juro que vou deixar esse cara com problema pro resto da vida.

– Acho que não. - ele prendeu sua mão na minha nuca.

– Você nem ouse... - não deu tempo de responder.

Ele colou seus lábios nos meus. Minha reação? Morder seus lábios mais isso não foi uma boa idéia. Na verdade ele já esperava por essa reação, pois foi preciso apenas um descuido para ele forçar sua língua contra a minha.

Minha reação???

Simples coloquei meus braços do lado do corpo e fiquei parada sem expressar nenhum tipo de reação afinal ele iria parar com aquilo mais cedo ou mais tarde.
– Acho que você sabe fazer melhor que isso. - ele falou entre meus lábios.

– Com você? Não mesmo. Por falar nisso acabou????

– Por enquanto sim. Pelo menos já sei qual o gosto da sua boca. - ele falou ainda me prendendo pela cintura. - Devo confessar que jamais uma garota mexeu tanto comigo quanto você.

– Pois é uma pena que eu não possa dizer o mesmo. Por que sinceramente cara seus lábios não chegam à altura dos do Jacob. O beijo então melhor nem comentar. - falei demonstrando toda a minha raiva e verdade.

– Lembre-se que vamos morar juntos em Nova York. - ele me soltou e eu fui em direção a porta da sala.

– Prefiro a morte a ter que conviver com você. - falei batendo a porta.

Entrei no carro estava uma pilha de nervos. Quem esse infeliz pensa que é para me beijar, ou melhor, tentar por que aquilo jamais poderia ser considerado um beijo.

Limpei minha boca com as costas da mão. Passei meu gloss e coloquei um chiclete na boca na ânsia de tirar qualquer vestígio de seu gosto que pudesse ter ficado ali presente.

Quando cheguei à escola a turma toda estava no estacionamento e claro Jacob já estava me esperando.

– Oi amor. - ele falou se aproximando de mim.

– Oi. - o abracei como sempre fazia.

– Nessie você está usando um perfume novo? - ele falou cheirando meu ombro e minha nuca.

– Eu??? - claro o estrupício deixou seu perfume em mim. - Deve ser do meu pai. - definitivamente não iria falar nada até por que quando chegasse hoje da escola David não estaria mais presente e Jacob não precisava saber de algo totalmente sem importância.

Andamos em direção as salas onde faríamos apenas provas e depois aqueles que terminassem estavam dispensados.

– Turma o que faremos hoje? - Paul perguntou antes do início das provas.

– Que tal irmos para praia? - Rachel falou toda animada. - Podemos fazer uma noite na fogueira e quem sabe acampar por lá?

– É pode ser legal. - Quil falou maliciosamente pensando claro na possibilidade de passar a noite com Claire.

– O que você acha Ness? - Jacob perguntou carinhosamente.

– Acho que pode ser legal. E você o que acha? - perguntei lhe dando um selinho.

– Passar a noite ao seu lado? - Seria perfeito. - ele sussurrou no meu ouvido e eu estremeci.

– Então está decidido. -Paul falou todo animado. - Falamos com os outros no estacionamento.

Jacob sentou-se à mesa ao meu lado já que o professor já estava prestes a entregar a prova.

– Jake. - o chamei baixinho.

– Oi. 

– Depois da aula você pode ir comigo até minha casa? Eu já aviso minha mãe pego minhas coisas e vou direto para sua casa. - falei demonstrando toda a alegria de estar ao lado dele.

– Claro mais eu acho que poderíamos fazer diferente. - demonstrei cara de confusa.  - Terminamos as provas, você vai para sua casa e vai arrumando suas coisas enquanto vou em casa deixo a moto pego o carro e venho te buscar.

– É pode ser. - não era de tudo uma má idéia até por que a essa altura aquele David já deve estar longe.

– Vai convidar o David. - Claire perguntou se virando na cadeira para me fitar.

– Definitivamente não. - todos riram da cara de desdém que fiz. - Até por que ele já deve estar longe a essa altura. - Jacob sorriu satisfeito ao saber disso.

Fizemos as provas e quando saímos em direção ao estacionamento era como se um peso enorme fosse tirando de cima da gente. 

– Finalmente as férias. - Seth falou enquanto abraçava Selena.

– Nem acredito. - Embry falou. - Agora minha única preocupação é praia, surf, garotas e comer.

– E você Nessie vai viajar mesmo?. - Seth perguntou e automaticamente todos se viraram para mim inclusive Jacob que me pareceu um pouco nervoso já que não havíamos mais tocados nesse assunto e como já havia resolvido com meus pais nem pensei mais sobre isso.

– Acho que me esqueci de contar as novidades. - todos me fitavam sem entender nada.

– Que novidade Ness. - Jacob demonstrava nervosismo.

– Eu vou passar o verão com vocês. Meus pais vão viajar em uma segunda lua de mel mais eu ficarei. - Jacob me abraçou demonstrando toda sua felicidade.

– Jura Ness. Eu nem posso acreditar. Mais você vai ficar em casa sozinha por mais de quinze dias? - ele parecia preocupado.

– Ah tem toda a família do meu pai que mora perto. - dei de ombros.

– Mais eu vou ficar preocupado. - suas mãos quentes acariciavam meu rosto.

– Mais eu tenho uma proposta a te fazer. - ele me fitava sem entender. - Quer ficar comigo esse tempo em que meus pais estiverem viajando? - falei sorrindo com a possibilidade de ficar pelo menos 15 dias dia e noite ao lado do Jacob.

– Eu vou adorar ficar com você. Podemos passar o dia na reserva e a noite voltamos para sua casa. - ele me deu um selinho.

– Oh Nessie e vai rolar assim uma festinha na piscina para os seus amigos. - Kim perguntou.

– Acho que uma seria muito pouco podemos fazer mais o que vocês me dizem. 

– To dizendo férias de verão é o paraíso na terra. - Jared falou e todos concordaram.

Eu segui para minha casa e Jacob iria fazer o que havíamos combinado e já voltaria para me buscar.

Cheguei e apenas meu pai estava em casa.

– Oi pai. - o cumprimentei encontrando ele na cozinha comendo um sanduíche.

– Oi filha. E então como foram as provas? - ele beijou meu rosto.
– Tranqüilas. Nem acredito que as férias chegaram. - realmente férias de verão é a melhor coisa do mundo. 

– Sua mãe veio com você? - ele perguntou enquanto colocava suco para mim.

– Não mais já deve estar chegando. Quando sai da escola não havia mais quase nenhum aluno. - resolvi falar com meu pai sobre ir a reserva hoje acampar.

– Pai minha turma está combinando de fazer uma fogueira na praia à noite e Rachel e Paul sugeriram de acamparmos. Você vê algum problema? - perguntei demonstrando toda minha vontade de ir.

– A turma toda vai estar presente? - ele sempre preocupado com minha segurança.

– Sim. E vamos ficar naquela praia que fica próxima a casa dos Black. - falei me levantando.

– Não vejo problema então. Eu e sua mãe vamos a um restaurante dançante. Mais juízo em!!! - ele falou sorrindo.

– Juízo é o que mais tenho. Alias meu nome é juízo não sabia não. - falei enquanto subia a escada.

Arrumei algumas roupas dentro de uma mochila. Peguei meu saco de dormir. E não demorou muito ouvi o carro de Jacob parando do lado de fora da casa.

Sorri ao pensar que passaria a noite toda ao seu lado.

Desci correndo carregando tudo que iria levar.

– Filha você pretende acampar por quantos dias? - minha mãe falou rindo.

– Ah mãe não exagera vai. - falei lhe dando um beijo e logo em seguida em meu pai. - E vocês dois juízo viu? 

– Pensei que nós fossemos os pais. - meu pai falou enquanto ajudava Jacob a guardar as coisas no carro.

– Ah mais dois pais jovens passeando pela noite sozinhos e apaixonados? Tudo pode acontecer. - os abracei.

– Amamos você filha. E cuida dela em Jacob. - meu pai e minha mãe falaram praticamente juntos e nos rimos do quanto soou engraçado.

– Eu sempre cuido. - Jacob falou entrando no carro.

Entrei também Jacob esperou eu colocar o cinto e seguimos rumo a sua casa.

– Nem acredito que vamos ficar juntos sem nos preocupar com as horas. - falei encostando em seu ombro.

– Nem eu. - ele beijou o alto da minha cabeça. - A propósito já avisei que não vou dividir barraca com ninguém.

– Novidade!!!! - virei os olhos. - O dia que você disser o contrario acho que ninguém ira acreditar. Mais sinceramente não pretendo mesmo ter ninguém mais ao meu lado a não ser você. - estar ao lado do Jacob era a melhor coisa do mundo.

Quando chegamos a sua casa fui ajudar Rachel e as garotas a terminarem de organizar os lanches  que iríamos levar e as bebidas. Os rapazes havia indo primeiro para a praia para montarem as barracas e organizarem a fogueira.

O clima hoje estava agradável embora houvesse um ventinho gelado que me permitia claro ficar agarradinha ao meu Jacob e melhor enrolada em uma manta.


POV Especial Jacob Black:


– Parece um sonho estar com você aqui sabia? - falei em seu ouvido enquanto um sorriso lindo abria-se em seus lábios.

– Então estamos vivendo o mesmo sonho. - Nessie falou deslizando a mão pelos meus braços. 

– E maldade ficar me provocando assim sabia? - falei enquanto acariciava suas coxas torneadas e firmes no mesmo momento em que beijava sua nuca já que ela estava sentada a minha frente com as costas apoiadas em meu peito.

– Você é que está me provocando. Alias o que você acha de irmos dar uma volta. -levantamos os dois ao mesmo tempo. Eu sai da manta a deixando com a Nessie.

– Aonde o casal vai? - Jared perguntou todo malicioso.

– Deixa eles em paz. - Kim falou danto um tapinha no ombro do Jared que fez cara de sofrimento e ela se derreteram toda pra ele.

– Vamos dar uma volta mais daqui a pouco à gente volta. - falei já puxando Nessie pela mão.

Aproximei-me de seu ouvido e sussurrei.

– Leve a manta para termos onde sentarmos. - ela sorriu assentindo.

Começamos então a andar em linha reta um pouco mais afastados da praia já que a água estava bem gelada.

– Então quer dizer que vamos passar o verão juntos? - perguntei enquanto parava e a prendia em meus braços quando já estávamos bem distantes da turma.

– Eu nem acredito. - ela mostrava felicidade ao falar. - Será o melhor verão da minha vida. - ela me abraçou.

– Sem dúvida será o melhor. - há afastei um pouco para olhar em seus olhos.

– Eu te amo tanto Meu Jacob. - ela acariciou meu rosto. - Só de pensar que quase te perdi... - ela não terminou a frase.

– Eu também te amo muito Nessie. - comecei a distribuir beijos por todo seu rosto. - Ah e a melhor parte. - ela pareceu curiosa. - Eu nem acredito que aquele cidadão que estava hospedado em sua casa já foi embora. - era nítido o ciúme presente em minha voz e sinceramente eu não queria mesmo esconder. Nessie precisava saber o quanto era importante pra mim.

– Então somos dois por que eu simplesmente não o agüentava mais. Mais vamos deixar ele pra lá e aproveitar nossa noite. - Um ventinho gelado bateu em nós e ela estremeceu. Olhei do relógio passava das 23h00min. 

– Está com frio? - perguntei a envolvendo na manta que ela estava carregando.

– Um pouco mais espero que você possa me ajudar em relação a isso. - seu olhar malicioso simplesmente me deixava sem fôlego. Acho que ela jamais conseguiria entender o poder que tem sobre mim.

– E o que você espera que eu faça? - ela corou lindamente fazendo com que eu me perdesse naquele sorriso tímido. 

Nessie era uma mistura da garota decidida que sabe o que quer principalmente na cama mais ao mesmo tempo doce e tímida que morre de vergonha de falar e ouvir alguma coisa mais intima.

– Você sinceramente não sei. - ela falou dando uma de desentendida. - Mais eu estou neste exato momento usando mais uma das lingeries que comprei em Seattle que garanto que você ainda não viu. - Ela adorava me provocar.

– Então quer dizer que você já veio com algumas idéias sobre o que fazer comigo. - dei um beijo leve em seus lábios.

– Bom conhecendo você como eu conheço tinha completa certeza de que não iríamos dividir a barraca com você. - ela começou a beijar meu pescoço de maneira provocativa. - Então resolvi me preparar para você. Mais... - ela me encarou. - Se não quiser podemos apenas dormir. 

– Que nós vamos dormir isso é fato mais não antes de ver se eu aprovo sua lingerie ou não. - começamos a caminhar.

– Acho que isso não será problema. - ela falou despreocupadamente. - Trouxe mais uma. Sabe como é para você escolher qual te agrada mais. 

Eu a virei de maneira abrupta e colei meus lábios nos seus lhe puxando levemente o lábio inferior lhe roubando um gemido que me deixou ainda mais excitado. Passei minha língua de maneira provocativa sobre sua boca e ao final claro pedi passagem.

Nossas línguas estavam trabalhando de maneira sincronizada e havia uma mistura de amor e paixão que passava por todo meu corpo como se fosse uma corrente elétrica de puro desejo.

Eu não sei dizer exatamente qual o sentimento que passa por meu corpo quando estou com a Nessie mais é algo que vai além de mim. Eu me sinto completo e realizado.

Terminamos o beijo com ambos com total falta de ar. Encostei minha testa na sua a fim de me recuperar e ela sorria de maneira linda pra mim.

Peguei em sua mão e voltamos para perto do pessoal, porém quando chegamos todos já estavam recolhidos em suas barracas fazendo exatamente aquilo que vocês possam estar imaginando!!!!

– Vou apagar a fogueira. - falei já pegando areia e jogando por cima do fogo que lançou um labareda azul e se apagou em seguida.

Nessie pegou minha mão depois que eu a limpei. Entramos na nossa barraca que claro se não era a maior era uma das maiores, tendo claro o cuidado de tirar o tênis para não encher tudo de areia.

Nessie foi até sua mochila e tirou uma roupa pra dormir que sinceramente deveria ser considerada atentado contra a sanidade dos namorados loucamente apaixonados e cheio de desejos.

Sem vergonha alguma ela foi mais para o canto se sentado e tirou a blusa de manga comprida que estava usando e claro a visão dela de calça jeans e sutiã me tirou do eixo.

– Eu... - falei . - Te proíbo te tirar o resto. - ela me olhou sem entender. - Eu quero ter o privilegio de te admirar mais vestida assim. - falei me aproximando dela apenas de calça jeans também já que havia tirado a minha camiseta.

– Você é maluco sabia? 

– Eu maluco? -falei apontando pra mim. - Você aqui na minha frente de jeans e sutiã lilás, completamente perfeita e eu que sou maluco? - falei enquanto passava minha mão em sua cintura.

– Mais eu iria colocar o baby doll que trouxe exclusivamente para você. Alias nunca usei e faz conjunto com essa lingerie. - peguei o baby doll que estava em suas mãos olhei rapidamente e coloquei de lado.

– É lindo. Mais prefiro assim você está mais sexy. Parece aquelas propagandas de lingerie em revistas adolescentes. 

– Seu tarado!!! - ela bateu em meu ombro. - Então quer dizer que você fica olhando essas modelos em revistas femininas. - ela cruzou o braço.

– Nenhuma chega aos seus pés e que culpa eu tenho se minha irmã deixa essas revistas na sala. - ela bufou. - Adoro quando você sente ciúmes de mim. 

Aproximei-me mais de seu rosto e comecei a roçar meus lábios em seu rosto enquanto sorri de ver sua cara emburrada.

– Nessie meu amor você não está realmente brava comigo por causa disso está? - fitei seu rosto.

– Acho que não mais.... Aiiiiiiii... Só de imaginar você desejando ou olhando outras garotas eu fico nervosa. - ela falou brava.

– Seu ciúme por mim só me deixa ainda com mais vontade de fazer amor com você sabia? - falei maliciosamente encarando seu rosto lindo e perfeito.

– Ah é? - ela falou descruzando os braços. - Mais quem vai ditar as regras hoje aqui serei eu. Você será obrigado a fazer tudo que eu quiser. - ela falou me derrubando de costas em cima do saco de dormir.

Nessie se sentou sob meu quadril e eu segurei firme em sua cintura. Agora entraríamos em nosso mundo particular onde nada mais importava além de nós dois nossos sentimentos e nossos desejos um pelo outro.

A visão da minha Nessie sentada em mim apenas de sutiã e jeans estava me excitando ainda mais. Sem falar nada ela começou a distribuir beijos úmidos por todo o meu peitoral parando na linda da cintura. Depois ela começava a subir novamente chegando a meu pescoço. Seus lábios começaram a roçar meu rosto na linha do maxilar até o ouvido onde ela mordeu o lóbulo e o puxou lentamente me fazendo arfar.

– Você está me deixando louco. - falei apertando minhas mãos em sua cintura e descendo em direção a coxa enquanto ela apenas sorria maliciosamente.

Em um movimento sexy ela prendeu seu cabelo em um coque solto. Olhou nos meus olhos e sorriu voltando a percorrer todo meu corpo com seus beijos que deixavam um rastro de fogo por onde passava.

Quando chegou novamente na linha da cintura antes de levantar ela se esfregou em mim de maneira provocativa. 

Abriu minha calça jeans a tirando de maneira lenta e torturante. Logo em seguida Nessie voltou passando a mão em minhas pernas e parando na minha virilha e eu automaticamente suspirei de frustração por ela não ter continuado.

Eu sinceramente queria que ela me tocasse. Olhei seu rosto e lá estava novamente seu sorriso deliciosamente malvado.

– Você pretende me torturar? - perguntei colocando minha mão em sua nuca e a puxando para perto da minha boca.

–Torturar você me parece ser algo tentadoramente irresistível. - ela deslizou com seus dedos por meu peitoral parando no cós da minha boxer.

– Definitivamente ser torturado por você e o que eu mais quero. - rapidamente eu coloquei minha mão sobre a sua entrelaçando nossos dedos. Agora ela não tinha como tirar a mão dali.

Sutilmente eu deslizei sua mão por dentro da minha boxer a fazendo fechar a mão em torno do meu membro que já estava completamente ereto.

– Agora... - falei em seu ouvido. - Você vai fazer exatamente o que eu quero. - falei rindo.

– E eu pensando que estava ditando as regras do jogo. - ela virou os olhos e eu gargalhei.

– Mais é você quem está ditando as regras. Eu não completei minha frase. - ela parecia confusa enquanto eu tirava minha mão da dela. Quando digo que você vai fazer exatamente o que eu quero... - Gemi com a intensidade de seu toque. - Eu quero sentir prazer com você me tocando. - olhei em seu rosto e ela sorriu entendendo.

Sem dizer mais nenhuma palavra Nessie tirou minha boxer me deixando completamente nu embora ela ainda estivesse com roupa demais não me importei porque eu ainda queria me aproveitar um pouco mais da maneira sexy em que ela se encontrava.

Nessie começou a fazer movimento ritmados com meu membro e de vez em quando ele lambia me provocando ao Maximo com a visão de vê-la me proporcionando tanto prazer. 

Sem pestanejar Nessie colocou meu membro em sua boca quente e úmida, porém mantinha sua mão o segurando firme. Eu não conseguiria agüentar por mais tempo.

– Nessie eu vou gozar. - falei com a voz falha.

– Que bom sinal que estou lhe proporcionando prazer da maneira correta. - ela se resumiu a falar e continuar o que estava avidamente fazendo.

– Você tinha alguma dúvidaaaaaaaa..... - cheguei ao prazer de maneira intensa e Nessie simplesmente se deliciava em saber o que estava me proporcionando e não parava então meu corpo continuava tendo espasmos de prazer na mesma proporção em que meu membro pulsava.

– Gostou? - ela falou encostando sua cabeça em meu peito enquanto eu tentava normalizar minha respiração.

– Gostar é pouco e não daria todo o crédito ao que senti nesse momento. - beijei o alto da sua cabeça.

– Que bom por que eu adorei fazer você sentir prazer.  - ela levantou a cabeça e ficou me encarando enquanto sua mão acariciava meu rosto. - Posso te contar uma coisa? - ela corou 

– O que você quer me contar. - falei me acomodando melhor ao seu lado.

– Eu morro de medo que você se canse de mim e ache que não vale à pena ficar comigo ainda mais por que eu nem sou tão experiente. Quero dizer eu sempre fui sua então.... - ela deu de ombros.

– Sabe qual é uma das coisas que eu mais amo em você? - perguntei observando seu rosto corado enquanto ela negava.

– Saber que nenhum outro homem tocou em você. Saber que você literalmente é minha. Isso me da ainda mais prazer. Mais eu devo te contar uma coisa que eu pensei que você soubesse. - ela me olhava com curiosidade.

– Você não pretende me contar quantas mulheres já teve pretende? - ela fechou os olhos e parecia nervosa como que dizendo - eu realmente não quero ouvir!

– Mais ou menos. - falei me sentando. - Você deve imaginar que eu tive um monte de garotas enfim. Mais esta completamente enganada.

– Estou??? - ela abriu os olhos me fitando.

– Sim. Eu apenas tive você. Alias você acha que se eu tivesse tido relação com outra eu me permitiria fazer amor com você sem preservativo? - ela sorriu mais ainda parecia em dúvida.

– Bom eu já pensei sobre isso mais eu achava que você não se preocupava por saber que eu tomo anticoncepcional. Mais você jura que só foi meu até hoje assim como eu somente fui sua? - ela estava tão feliz que se eu soubesse teria contado há mais tempo.

– Sim eu estou falando a verdade. Sabe Nessie eu sei que para muitos caras literalmente transar com várias garotas e legal mais pra mim é importante demais. Eu confesso sou romântico eu preciso amar a pessoa para me entregar e até hoje a única garota que eu amei e amo é você.

Nessie se sentou em meu colo colocando uma perna de cada lado enquanto eu estava com as costas apoiado nas nossas mochilas e nos travesseiros o que me permitia ficar no mesmo nível que o dela.

– Jake eu te amo tanto e eu nem sei o que posso dizer para expressar o que estou sentindo agora de tão feliz que me sinto por saber que nenhuma mulher que não seja eu tenha tido você assim tão perfeito e completo. - ela beijava meu rosto como se tivesse ganhado o melhor presente do mundo.

– Que tal... -  falei passando minha língua por seu pescoço e descendo por seu colo chegando ao vale entre seus seios. - Você me expressar toda essa felicidade sentindo prazer comigo e me mostrando que eu faço exatamente aquilo que você espera e gosta? - ela arfou e eu tomei esse seu som como resposta para minha pergunta.
Ainda com ela em meu colo eu abri seu sutiã e me deslumbrei com seus seios lindo firmes. Alisei com uma mão enquanto sugava o outro e lambia seu mamilo intumescido. Nessie jogou sua cabeça levemente para trás me mostrando que estava se deliciando tanto quanto eu.  

Minha mão que estava em seu seio desceu por sua barriga delineada e lisa e com o auxilio da outra abri sua calça e voltei a passar minha mão por suas costas e seios avidamente.

– Jake você é quem está me deixando louca agora. - ela falou com a voz falha cheia de desejo.

Eu sorri em saber.

Deitei a de costas nos sacos de dormi e rapidamente tirei sua calça jeans enquanto era observado por ela.

Observei sua calcinha linda lilás que fazia conjunto com o sutiã demonstrando que sim eu havia gostado assim como ela imaginou. Mais infelizmente este era um empecilho para meu membro pulsante que deseja sentir prazer junto com ela. Que deseja estar dentro dela preenchendo cada espaço.

Deslizei sua minúscula calcinha pela lateral e quase tive uma sincope quando ela ergueu o quadril para que eu a tirasse de maneira mais fácil.

– Você não tem idéia do quanto é perfeita. - deslizei minha mão por suas coxas até tirar sua calcinha completamente. 

Sentei-me novamente a puxando pela mão para que ela se sentasse em meu colo novamente para que eu a preparasse para que chegássemos ao prazer juntos.

Coloquei uma mão em sua nuca a puxando para um beijo urgente e cheio de desejo, mais não me prendi ali por muito tempo embora estivesse sedento por seus lábios. Eu queria sentir seu gosto por todo o seu corpo.

Distribui beijos por seu pescoço sentindo sua respiração modificar a cada toque meu. 

Cheguei novamente em seus seios a estimulando para que ela estivesse preparada para mim. Deliciei-me com seu seio mais eu queria sentir sua intimidade. 

Olhei para Nessie por um momento e percebi sua cabeça levemente tombada enquanto ela mordia os lábios. Sorri ao ver o quanto ela se entregava a mim. Éramos perfeitos juntos e nada poderia mudar isso. Sabíamos dar prazer um ao outro por que nos conhecíamos acima de tudo.
Queria sentir sua intimidade. Eu queria saber se estaria úmida de excitação. Deslizei minha mão por sua coxa enquanto a outra a sustentava nas costas. Eu queria ver seu rosto quanto chegasse a seu ponto mais vulnerável neste momento. Encostei-me deixando um pequeno espaço entre nos.

Minha mão encontrou sua intimidade completamente úmida e senti minha boca se encher de vontade de sentir seu gosto. Mais preferi acariciar seu clitóris de maneira que a deixava ainda mais excitada o qual eu podia sentir pela sua umidade que aumentava ainda mais.

Neste momento não dizíamos nenhuma palavra. Apenas emitíamos sons do prazer que sentíamos e isso era simplesmente maravilhoso.

– Jacob eu quero você. - sinceramente a melhor parte de fazer amor com a Nessie era quando ela pedia por mim dentro dela. Isso realmente me enlouquecia.

– Eu acho que você não consegue imaginar o que sinto quando você me diz isso. - falei em seu ouvido. - Eu fico ainda mais excitado sabia.

Ela afastou o rosto de mim por um momento e olhou nos meus olhos com uma intensidade  avassaladora.

– Jacob eu quero sentir seu membro dentro de mim. - ela levantou seu quadril.

Segurei meu membro e mantive meus olhos em seu rosto. Vagarosamente ela se sentou sobre meu membro mordendo seu lábio inferior enquanto eu soltava um pequeno gemido de prazer.

Como estávamos sentados Nessie foi quem determinou o ritmo das estocadas. Eu estava claro me deliciado com seu quadril em cima de mim, continuei acariciando seu clitóris e ela encostou sua testa no meu ombro.

– Jacob eu vou... -ela não conseguiu terminar a frase. Suas investidas estavam mais rápidas e fortes e eu também cheguei ao orgasmo junto com ela.

Mais eu queria mais, meu corpo pedia mais por ela e podia sentir que o dela também. Então a deitei sem me separar dela.

Suas pernas estavam ainda presas a minha cintura eu apoiei meu cotovelo ao lado de sua cabeça e comecei a estocá-la  revezando entre movimentos rápidos e lentos até que ela me pediu.

– Jacob rápido e forte, por favor. - ela arqueava o corpo se movimentando junto comigo.

Chegamos ao nosso segundo orgasmos juntos, porém esse se estendeu um pouco mais, pois quando diminui o ritmo ela começou a me estimular novamente e então o orgasmo não parava.

Quando terminamos me deitei sob seu peito esperando minha respiração voltar ao normal junto com as minhas forças.
– Eu te amo. - falei enquanto sai de cima dela e lhe roubava um gemido involuntário.

– Eu também te amo. - ela me disse sorrindo. - Acho que estou com frio. 

Sentei-me pegando minha blusa e entregando a ela.

– Você pode colocar apenas a blusa. - falei em seu ouvido. - Quero continuar fazendo carinho no seu corpo quando estivermos deitados. 

Nessie colocou a blusa e entrou embaixo do saco de dormi. Eu me ajeitei colocando apenas a minha boxer e me deitei junto com ela.