quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Song Fic Vento No Litoral Jakexness



Notas da História:

1 - Os personagens pertencem a Saga Crepúsculo da Stephenie Meyer!
2 - Não existem lobos ou vampiros nessa fic
3 - Não é recomendada para menores de 18 anos.
4- Fic baseada na Música Vento no Litoral da Legião Urbana
5- Essa é uma short que terá no máximo 5 capítulos
 
 
 
Sinopse


De tarde quero descansar
Chegar até a praia e ver
Se o vento ainda esta forte
E vai ser bom subir nas pedras
[...]

Seth estava morto e via o seu fantasma em minha frente. Senti uma vertigem me tomar, tudo foi ficando escuro e de repente meu corpo foi deslizando no chão de forma lenta. Senti braços quentes me envolverem. Havia calor, a pele forte e musculosa, um cheiro que não era dele. Tentei abrir os olhos, mexi rapidamente as minhas palpebras e quando consigo abrir, seu rosto em minha frente denunciando que estava louca.

[...]

Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você esta comigo
O tempo todo
E quando vejo o mar
Existe algo que diz
Que a vida continua
E se entregar é uma bobagem...

[...]

Tentei me soltar de seus braços, debatendo sobre eles, contudo não tinha força e fiquei completamente rendida. Senti as lágrimas rolarem em minha face...chorei... Uma angústia tão grande me consumiu e pensei que aquele só podia ser um grande pesadelo. Mas o fantasma, aquele que era a visão perfeita do meu namorado morto, começou a falar e percebi que a sua voz tinha uma sonoridade diferente. Senti novamente o arrepio em minha espinha.

[...]

Já que você não está aqui
O que posso fazer
É cuidar de mim

[...]


- Não sou Seth, Ness... Sou Jacob. – Disse com a voz rouca, baixa e muito sexy. Fiquei olhando seu rosto, ainda alarmada pela semelhança, respirei fundo e inalei o seu cheiro forte. Senti sua mão tocar o meu rosto, enquanto me olhava de forma tão penetrante, que me deixava tonta com aquele olhar. Tudo começou a sumir e de repente só havia escuridão a minha frente. ... ...

Quero ser feliz ao menos,
Lembra que o plano
Era ficarmos bem...


PRÓLOGO


De tarde quero descansar Chegar até a praia e ver Se o vento ainda esta forte E vai ser bom subir nas pedras

Havia passado dois meses desde a morte de Seth, meu amor, eu não aguentava a dor me corroer. Lembranças dos nossos últimos momentos me machucavam tanto. Não aguentava pensar no fato de eu ser a culpada pela sua morte. Pensar que se não fosse a minha estupidez naquele dia, talvez ainda estivesse vivo e feliz ao meu lado.

Sentada em uma grande pedra, a que costumavamos sentar juntos para passar o final de tarde, meus pés brincavam com a água enquanto olhava para o horizonte, vendo os seus olhos negros, sua boca carnuda, a maçã do rosto marcante, covinhas no queixo, nariz arrendondado.

Olhando para as nuvens podia ver o seu sorriso se abrindo e até ouvia os risos, as gracinhas que sempre dizia. Sentia o seu toque em meu corpo, abraçando me de forma tão carinhosa enquanto sussurrava coisas em meu ouvido.

Tudo era tão difícil, tão doloroso e ainda tinha que suportar o remorso me corroer a cada dia que pensava em meu namoradao... meu amor. E se pudesse voltar no tempo, faria coisas diferentes, mudaria os meus modos, arriscaria mais e aproveitaria mais o tempo ao seu lado. Mas ali, olhado o sol se por na linha do horizonte, sentindo as ondas baterem em minhas pernas, pensando em como eram bons aqueles momentos em que vivemos, sinto a sua falta causar um vazio tão grande em meu coração, que chega a sufocar o âmago da alma.

Levantei da “nossa pedra”, o nosso canto favorito, caminhei sobre elas até alcançara areia da praia, abracei o meu peito sentindo o frio causado pelo vento forte. Senti os meus cabelos voando. Um arrepio repentino percorreu a minha espinha. Levantei a cabeça e olhei para frente, olhando algumas pessoas andando na orla. Casais de namorandos andando de mãos dadas. Lembrei de Seth e senti um aperto forte. Uma lágrima solitária correu em meu rosto.

De repente, senti alguém tocar as minhas costas e me chamar. Virei me para ver que é e...


- NÃO! NÃO! NÃO PODE SER!! VOCÊ MORREU!! – Gritei assustada, sentindo um frio estranho na barriga e uma terrivel sensação de medo. Seth estava morto e via o seu fantasma em minha frente. Uma vertigem me tomou, tudo foi ficando escuro e de repente meu corpo foi deslizando no chão de forma lenta. Senti braços quentes me envolverem. Havia calor, corpo forte e musculoso, um cheiro que não era dele. Tentei abrir os olhos, mexi rapidamente as minhas palpebras e quando consegui abrir, seu rosto em minha frente denunciando que estava louca. – Não! Não! Não! Você morreu! – Tentei me soltar de seus braços, debatendo sobre eles, contudo não tinha força e fiquei completamente rendida. Senti as lágrimas rolarem em minha face e chorei... chorei... uma angústia tão grande me consumiu e pensei que aquele só podia ser um grande pesadelo. Mas o fantasma, aquele que era a visão perfeita do meu namorado morto, começou a falar e percebi que a sua voz tinha uma sonoridade diferente. Senti novamente o arrepio em minha espinha.

- Não sou Seth, Ness... Sou Jacob. – Disse com a voz rouca, baixa e muito sexy. Fiquei olhando seu rosto, ainda alarmada pela semelhança, respirei fundo e inalei o seu cheiro forte. Senti sua mão tocar o meu rosto, enquanto me olhava de forma tão penetrante, que me deixava tonta com aquele olhar. Tudo começou a sumir e de repente só havia escuridão a minha frente.



Apresentação das personagens


Renesmee – Jovem doce e sonhadora, que se vê em um drama quando o namorado morre em um acidente de carro, passando se culpar pelo acontecido. Ela conhece o irmão gêmeo do seu falecido namorado e se apaixona a primeira vista.
















Seth Cleawater – É o falecido namorado que Renesmee, que morre em um acidente. Durante a trama é revelado a sua personalidade, hábitos e defeitos.

















Jacob Black – Marinheiro lindo, carinhoso, sensível e muito fechado, que vai em busca do seu passado após a morte do irmão gêmeo. Conhece a cunhada Renesmee e se apaixona a primeira vista. Os dois começam a se envolver de uma forma intensa, mas por obra do destino são obrigados a se separarem.









quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A encarnação do Pecado Por Edward Cullen10



                                                         Capítulo final – Minha vida

Passamos uma semana escondidos na pequena capela do meu primo, padre Emmett, e depois seguimos viagem para o vilarejo de Levegi, onde nasci, cresci e ainda tinha minha irmã Esme e alguns primos.

Estava preocupado com o estado de Isabella e sabia que seguir viagem a cavalo seria muito perigoso. Mas dado ao fato de os nossos perseguidores não terem encontrado rastro de cavalos, provavelmente estavam a nosso procura pelas margens dos rios.

O assunto foi amplamente discutido entre padre Emmett, Jacob e eu e chegamos a um consenso que eles acreditariam que nos encontrariam em alguma margem. Por isso, mesmo sendo mais cansativo e perigoso para o nosso bebê, teríamos que seguir a cavalo e fazer uma viagem bem tranqüila, para que Isabella não sentisse o impacto que os solavancos do animal poderia causar-lhe.

Partimos em uma madrugada muito fria, nevava muito e víamos as cópulas das enormes árvores da floresta cobertas por flocos de neve. Aqueles dias foram os mais complicados, porque não era só no meu frio e estado que pensava. Quando via a minha “esposa” tremendo sobre o cavalo, com o olhar triste, temeroso e ao mesmo tempo distante, sentia o peso dos meus pecados me afligir.

Ela estava com o rosto abatido, muito pálido, o corpo frágil e trêmulo; olhava para mim como se sentisse medo não por ela, mas pela minha vida. Evitava dizer algo que me deixasse mais abalado. Quando a olhava, sentia o coração apertado e tentava me arrepender dos motivos que nos levaram aquela situação. Outrora, em uma época em que ainda tinha o meu compromisso com o Senhor e com minha castidade, conseguiria me arrepender de tudo e desejar que aquilo fosse um sonho. Mas olhar Isabella,  minha Bella, às vezes me dava a convicção que o nosso amor não poderia ser um erro. Apesar da situação caótica em que vivíamos, era ela que eu queria e que tanto precisava.

Naquela viagem silenciosa, onde nem mesmo Jacob abria a boca para dizer algo que pudéssemos nos desanimar, tentava me concentrar para entrar em harmonia com o meu Senhor, mas não conseguia... O fardo que carregava nas costas pelos meus pecados eram grandes demais e a vergonha que tinha de me prostrar diante dele para admitir que era frágil e precisava Dele não me deixavam entrar naquela harmonia

Certa madrugada, Isabella e eu dormíamos abraçados sobre um grosso cobertor. Tudo estaria muito escuro se não fosse as labaredas queimando na fogueira que Jacob havia feito. Beijei o topo de sua cabeça, contemplei o seu pálido rosto por alguns instantes. Sentia o meu coração aflito e precisava conversar com Deus... precisava voltar a minha comunhão.

Levantei-me lentamente, tomando cuidado para não acordá-los, vi Jacob virado em um canto, dormindo em sono profundo, caminhei alguns passos e parei diante de uma árvore. Fechei os olhos e cai de joelhos, sentindo o peso dos meus pecados em minhas costas. De joelhos dobrados, inclinei o meu corpo, colocando o meu torso sobre as pernas dobradas. Deixei toda a angustia vir a tona e chorei... Como eu chorei aquela noite... precisava desabafar.

Pai,

Sei que não sou merecedor de Ti. Que os meus feitos não foram bonitos diante dos Seus olhos. Que rompi o nosso compromisso e permiti que o meu corpo falasse mais alto.
Não sou digno de estar na sua presença, Ó Senhor! Mas por favor não me abandone!
Preciso de Ti, ó Pai! Preciso de Ti como do ar que respiro e não suporto mais o peso da culpa afligindo o meu coração.
Senhor, amar não pode ser tão errado assim. Acreditas ser um erro amar¿ Se é desse jeito, porque em tão grande amor pela humanidade Destes o seu único filho¿ Eu não daria o meu filho... Não teria coragem,  Ó Pai!
Mas o Senhor na sua infinita misericórdia, Destes o seu único filho para pagar pelos nossos pecados. E nos comprou a um alto preço... O sangue do seu cordeiro.
Não acredito que o amor que sinto seja pecado. Acredito que o meu pecado foi romper os meus votos e fornicar fora do casamento. Mas amar¿ Como o amor pode ser pecado, se Tu me amas, Ó Pai¿
Perdoa as minhas dívidas, ensina-me a ser um bom cristão e pregar a sua palavra independente do clérigo... Eu preciso de Ti!Preciso estar em Sua presença, sentir a Tua força, as Suas palavras me iluminando e me conduzindo pelos ermos caminhos.
Não nos abandone, Ó Senhor! Proteja o meu filho e a minha esposa! Por favor eu vos rogo! Proteja também ao Jacob, que tem se mostrado um grande amigo.
Ele acreditas que tem uma missão e seja lá qual for, está sendo conduzido pela sua misericórdia.
Obrigado por me ouvir, Ó Pai!

Lentamente me levantei, sentindo as lágrimas correrem pelo meu rosto, meu coração parecia mais aliviado pela primeira vez, meu corpo parecia mais leve e o fardo não parecia tão pesado. Fechei os olhos e ouvi uma voz falar comigo.

Não tenhas medo, meu filho, porque sou contigo!
Guiarei os seus passos e grandes serão os seus feitos nessa terra.
Seu filho será abençoado e sua adjuntora o auxiliará nas tarefas que tens para realizar.
Não te aflijas! Eu nunca o abandonei e quando achavas que estava sós, caminhava em silêncio ao seu lado, esperando que chamasse por mim.

Abri os olhos e vi uma luz forte em minha frente. Parecia a claridade do céu em dias de sol radiante. A luz aos poucos foi sumindo e quando tudo voltou a ficar escuro, meu coração radiava felicidade... Eu não estava sozinho.

Voltei ao lado de minha doce Bella, deitei lentamente, tomando cuidado para não acordá-la, acariciei o seu rosto e beijei a sua bochecha. Puxei o seu corpo para junto do meu, fechei os olhos e finalmente consegui dormir.

Viajamos mais quadro dias, o dobro do tempo necessário, com os passos lentos dos cavalos pela florestas, enfrentando o frio e a escuridão. E quando finalmente chegamos a Levegi, seguimos para a casa da minha irmã, sendo recebidos com muito carinho por sua família.

- Edward! – Esme correu para os meus braços e me abraçou forte assim que desci do cavalo. Era reconfortante senti o abraço e o doce cheiro de minha linda irmã. Sentia uma emoção muito forte e não consegui conter as minhas lágrimas.

Ela olhou para o lado e viu Jacob ajudando Isabella descer do cavado. Franziu o cenho, sorriu e depois me olhou com expressão confusa em sua face. E era até compreensível, afinal ela não sabia quem eram e o motivo de estar ali com eles. Seu único conhecimento sobre a minha vida, após cinco anos morando no vilarejo ao redor de Paris, era que eu ensinava na catedral e me preparava para ser um padre.

- Esme, essa é Isabella... Minha esposa. – Disse e vi a expressão ainda mais confusa. Depois abriu um largo sorriso e caminhou em sua direção. Ela a abraçou ternamente, como se há conhecesse de longa data.

- É um prazer, minha querida! – Disse sorridente e minha Bella retribuiu o sorriso.

- É um prazer, Esme! Pode me achar de Bella. – Mesmo abatida e cansada da viagem, Isabella ainda tinha aquele rosto fascinante e era difícil não se encantar ou se perder em seu olhar. E foi justamente isso que aconteceu. Esme ficou tão encantada, que não conseguia tirar os olhos do rosto de Bella, que corou imediatamente, provavelmente constrangida com a forma de minha irmã a fitá-la.

- Esme, esse é Jacob. Ele é um dos meus discípulos e grande amigo. – Disse, cortando o clima, e ela pareceu despertar de seu fascínio por Bella.

- É um prazer, Jacob. Os amigos do meu irmão são meus também. – Caminhou até ele e estendeu a mão para que beijasse. Jacob a pegou gentilmente, depositou um beijou e depois a cumprimentou.

- O prazer é todo meu Milady! – Assentiu com a cabeça.

- Esme, minha querida, tivemos uma viagem muito longa. – Comecei o meu breve relato. – Isabella está grávida e precisa tomar um banho, comer algo e depois descansar. Eu preciso lhe colocar a par de toda a situação, para que não se assuste depois.

- Tudo bem, meu irmão. Levarei a sua esposa para se limpar e cuidarei dela. Temos tempo para conversar sobre os motivos de estar aqui. Carlisle vai gostar muito de conhecê-lo. – Disse, caminhou até Bella, pegou a sua mão e caminhou com ela para dentro do casebre.

Depois que nos limpamos e fizemos uma refeição quente e saborosa, Isabella se acomodou na cama de minha irmã e eu me sentei com ela, Jacob e meu cunhado, Carlisle, para contar-lhes o que havia acontecido.

Contei tudo sobre o meu relacionamento com Bella, a fuga, a gravidez, o casamento escondido e a perseguição do cardeal Swan. E após ouvirem atentamente o meu relato, colocaram a casa a nossa disposição e ofereceram um pedaço de terra para começarmos a construir o nosso casebre.

Os dias que se seguiram, a comunidade, na maioria de amigos e parentes, nos ajudaram na construção do nosso novo lar e em pouco tempo tínhamos o nosso próprio teto para morar.

Conversei com Jacob sobre a sua estadia e ele insistia que não poderia voltar. Segundo ele, um anjo lhe falara durante a viagem que sua missão ainda não havia acabado e que deveria ficar ao nosso lado até o seu coração se sentir liberto.

Ele era muito mais que um amigo, praticamente um irmão e sabia que se dizia que tinha uma missão e que um anjo havia lhe falado, que não poderia simplesmente expulsá-lo de nossas vidas. Assim ficou morando conosco por alguns meses e foi muito útil nas tarefas que começamos a desempenhar no vilarejo.

O lugar, apesar das pessoas terem sempre algum tipo de parentesco, não havia um espírito cristão verdadeiro e muitas famílias só pensavam nos seus próprios bens.
Conversando com Bella e Jacob, decidimos dar aquele povo um espírito de solidariedade e assim começamos a construir uma casa, que teria a função de uma pequena igreja e de sala de aula.

Em meses de trabalho, Bella, Jacob e eu começamos a ensinar as pessoas a escreverem, ler e a ter o conhecimento real da palavra de Deus.  Aos poucos as famílias se rendiam em nossas pequenas reuniões e aprendiam a ter um senso crítico sobre as coisas. E nisso Bella era ótima, aquecendo as discussões sobre vários assuntos e deixando as pessoas preocupadas com a ignorância em que viviam.

Os temas religiosos eram mais complicados para mim. Porque matemática, filosofia, poesia e literatura não geravam muitas discussões. Mas quando o assunto era teologia, Bella sempre deixava tudo mais quente e as pessoas ficavam na dúvida sobre as interpretações da palavra.

Ela era a mais terrível das minhas discípulas e um debate público sempre gerava risos dos ouvintes, que aprendiam como criticar e a interpretar as coisas de acordo com a consciência crítica, não com o falso moralismo com que viveram toda a vida.

Pouco a pouco a pequena comunidade foi aprendendo não somente conceitos cristãos. Mas ensinamos como partilhar o que  plantavam, como fazer as trocas, chamadas de escambos, de forma correta e justa sem passar a perna em ninguém. Que os bens que as vastas terras davam poderiam ser repartidos em comunidade. E que a vida seria mais simples sem tanta ambição e egoísmos. E assim o povo daquele vilarejo, que cresceu e ganhou fama em poucos meses, começou a desfrutar da verdadeira felicidade que o espírito cristão oferecia em uma vida de solidariedade.

Padre Emmett se mudou para a pequena casa que construímos e o local se torno uma grande paróquia. E a fama do vilarejo, outrora chamado de Levegi, cresceu e começou a ser chamado de Cullen.

A vida seguia tranqüila e Bella estava prestes a dar a luz ao nosso filho. Já havíamos esquecido as perseguições, vivendo de forma feliz e despreocupada naquele lugar, quando de repente tudo mudou  e nossas vidas sofreu uma grande reviravolta.

Era verão, o céu parecia um tecido de seda azul, poucos raios de sol irradiavam o vilarejo, as pessoas caminhavam felizes e faziam os seus afazeres e nada denunciava que a tempestade estava prestes a desabar sobre as nossas cabeças.

Estava na capela com Bella e Jacob, falando sobre poesia para os alunos daquela classe, quando ouvimos o barulho do cavalgar de muitos cavalos. Todos olharam assustados e ouvimos gritos de crianças. Corri imediatamente para a porta da Capela, seguido pelos outros, quando vimos soldados de armaduras, com o símbolo da coroa francesa em suas vestes. Vi também que atrás da comitiva, haviam homens com túnicas de clérigos e reconheci o Cardeal Swan entre eles.

- Vocês estão presos em nome do Rei. – Disse o comandante da comitiva, olhando para nós na porta da capela.

- E sob qual acusação¿ - Bella perguntou com tom altivo. Mas senti o seu tremor quando pegou a minha mão e apertou forte. Instintivamente pedi ao Senhor que nos tirasse daquela situação difícil.

Ó Pai, nos ajude! Não permita que nenhum mal nos ocorra!

- Desordem,  feitiçaria e formicação! – O homem enorme, com armadura, capa e o símbolo da cora falou e fez sinal com a cabeça para os soldados, que vieram em nossa direção e  começaram a nos acorrentar.

- Isso é um absurdo! – Disse com a voz áspera.  – Vocês não têm prova de nada. Como podem nos acusar e nos levar sem provas¿ - Questionei mas continuaram as nós prender- NÃO TOQUEM NELA! NÃO TOQUEM! – Comecei a gritar quando começaram a acorrentar Bella.

- Edward! Edward!  - Bella chorava muito, mas devido ao seu estado não lutava.

- Bella! Soltem ela!! Soltem! – Vi de soslaio que padre Emmett e Jacob se debatiam

- Isso é uma covardia! Não podem fazer isso! – Padre Emmett Gritava.

- CALEM-SE! Vocês serão levados ao castelo do Duque de Levegi e serão julgados por ele. O comandante da tropa disse e vi o sorriso estampado no rosto do Cardeal Swan. Sabia que ele havia nos denunciado, mas não tinha nada que pudesse nos levar a forca e certamente inventaria algo para nos acusar.

Fomos colocados em uma carroça e o povo olhava espantado, sem conseguir reagir aquela agressão. Minha irmã gritava e chorava muito. Crianças corriam atrás da carroça e os homens tinham a expressão de derrota, por não terem coragem de enfrentar os guardas do Duque de Levegi.

Algum tempo conduzidos pela trilha até o castelos, fomos levados diante do Duque e os cardeais sentaram ao redor, formando um circulo a nossa volta, no que seria o nosso julgamento.

Vi a expressão altiva do Duque de Levegi, primo e representante do rei naquelas terras e depois de pensar, parecendo ponderar suas palavras, começou a falar sobre as acusações

- Vocês foram acusados de promover a discórdia, inflamar o povo contra o rei, causando a total desordem nessas terras. Também são acusados de formicação e feitiçaria. Enfeitiçaram o povo e estão acabando com os valores cristão que lhes foram ensinados. Eles não acreditam mais na palavra de Deus e fazem as próprias interpretações da bíblia. Isso é verdade¿ - Percebi que o Duque estava nos dando a opção de contestar as acusações. Juntou as mãos, como se estivesse rezando, e ficou nos olhando com curiosidade.

- Isso não é verdade! – Começou Isabella com o seu discurso. Temi pelas suas palavras, mas sabia que seria difícil lhe manter de boca fechada.

- Mulheres não têm o direito a falar em julgamentos. – Ele advertiu.

- E por que não¿ Fomos tirados de nosso lar, acusados de infâmias e ainda diz que não tenho direito de falar. Nunca provemos a desordem naquele lugar.

- Bella... – Sussurrei.

- Não, Edward! – Disse exasperada. – Isso tudo é uma vingança dele. – Apontou o dedo para o seu tio. – Ele é meu tio e quer se vingar. Acredita mesmo que somos feiticeiros e que levamos a desordem ao povo¿ Ele é um mentiroso, que falsifica as relíquias para ganhar dinheiro sobre o povo. Pega ossos de animais, tecidos velhos, pedaços de madeira velhas e diz que foram tiradas da cruz, das vestes de Jesus. Acredita mesmo nesse impostor, que ganha dinheiro com a ignorância dos outros¿ Ele é um farsante e só me queria em sua casa, para me vender a algum nobre. E hoje se recente por eu ter fugido e me casado com Edward Cullen. Se meu esposo tivesse posses, duvido que estaria fazendo isso. Na certa negociaria a nossa paz. É nesse farsante que prefere acreditar¿ - Dizia apontando o dedo para o tio, que estava vermelho de raiva e tentou se devender.

- Ela é uma bruxa! Uma Jezebel! Vai acreditar em uma cortesã ao invés de um homem santo como eu¿ - Rebateu olhando para ela e outro cardeal o segurou. – São calúnias!

- São calúnias¿ E como consegue tantas relíquias da Terra Santa¿ Acho que as vestes de Jesus já deve ter se esgotado, de tanto que as vendes. Sem falar nos pedaços da cruz... Haja madeira! Não acha¿ - Ela o questionou e o homem só faltava soltar faísca dos olhos.

- Sua ingrata! Eu cuidei de você quando seus pais morreram! Eu te alimentei, sua cobra! – Gritou apontando para ela.

- Você só queria ganhar dinheiro as minhas custas! – Bella rebateu.

- CALEM-SE!! – O Duque gritou, levantando-se da sua  cadeira. – Mestre Cullen, o que tem a nos dizer sobre o caso¿ - Perguntou franzindo o cenho.

- Isabella e eu nos amávamos resolvemos fugir juntos quando ficou grávida. Fui expulso da catedral e saímos do vilarejo. Depois padre Emmett nos casou e viemos para Levegi. – Disse olhado para Padre Emmett e Jacob, que pareciam nervosos com os soldados os cercando. – Nos instalamos no vilarejo de Levegi e construímos uma pequena casa, que hoje é uma capela. Lá nos ensinamos valores cristãos, baseados na bíblia e na palavra de Deus. Ensinamos matemática, astronomia, filosofia, poesias e teologia para as pessoas. Não chegamos a introduz o Latim, porque as pessoas precisam primeiro aprender o básico antes de conhecerem o latim. A comunidade vive em harmonia. Fazemos as nossas orações e adoramos somente a Deus.
Todos se ajudam e assim pagamos os devidos impostos ao Senhor, sem nenhum tipo de atraso ou reclamação. Essa é toda a verdade que temos para contar e se alguém disser o contrário, que apresente provas plausíveis. – Disse com a voz calma e ele parecia ponderar as palavras.

- Em uma coisa o mestre tem toda a razão. – Começou o discurso. – Aquele é um povo civilizado e não atrasa os seus impostos. As colheitas são sempre fartas e não temos preocupação como em demais vilarejos.

 - Ensinamos o povo a respeitar o seu soberano e a pagar os impostos. As famílias se ajudam e todas as colheitas são fartas. Não há necessitados, porque vivemos em uma comunidade onde tudo é dividido. As pessoas se amam e se respeitam. Agora quero entender qual é o mal disso¿ Há problema em fazer caridade¿ - Perguntei  encarando.

- Eles preferem pessoas ignorantes para facilitar o seu julgo. Se as pessoas aprendem o que é o certo e o errado, começam a contestar o poder. Esse é o problema! Ou estou errada nisso¿ - Isabella perguntou com raiva e o Duque arqueou a sobrancelha, encarando o seu rosto.

- É uma mulher admirável, mestre Cullen! Pena que tem a língua afiada demais. – Respondeu. – Agora quero saber sobre as acusações de feitiçaria e fornicação. Alguma prova¿ - Perguntou aos cardeais.

- Eles vivem maritalmente e não são casados aos olhos de Deus. – Cardeal Swan acusou. - Essa mulher o enfeitiçou e carrega o fruto do demônio em seu ventre. – Apontou para Isabella.

- NÃO SE ATREVA A CHAMAR MEU FILHO DE DEMÔNIO – Ela começou a gritar e espernear nos braços do soldado.

- Bella... Bella... Por favor! Não pode ficar nervosa... nosso filho! – Tentei acalmá-la, mas parecia uma guerreira gritando e se debatendo.

- Eu os casei aos olhos de Deus. Essa acusação é absurda! – Padre Emmett disse de forma calma.

- Você foi expulso da igreja e o casamento não tem validade. – Cardeal Swan gritou.

- Eu os casei antes de armarem para me expulsar... meses antes! Nem o papa pode anular esse casamento, meu caro Cardeal!

- Está vendo! Ele faz os sacramentos e não é mais padre. – O Cardeal acusou.

- Eu não realizei nenhum cerimônia desde que cheguei ao vilarejo, meu caro cardeal. A única coisa que faço e falar de Deus. Ele na sua infinita misericórdia não me proibiu de falar do seu amor! – Padre Emmett rebateu e o cardeal se calou.

- Estou vendo que as acusações são infundadas e posso dar esse julgamento por encerrado. – Disse o Duque de Levegi e fez final para que os soldados nos soltassem.
Eles obedeceram e começaram a tirar as correntes de nós, enquanto os cardeais cochichavam baixinho.

Isabella me abraçou por trás e colocou a cabeça em meu ombro. Naquele momento, ouvi o seu grito de pavor e um de dor de Jacob atrás de mim.

- NÃO!!!!!!

- AHHHHHH!!!

- PRENDAM ELE! – Era  voz do Duque e eu não entendia o que estava acontecendo. Vire-me e vi Jacob caído no não, com uma adaga em seu peito. Isabella chorava muito e foi amparada por Padre Emmett, que a abraçou, impedindo que caísse.

- Não... não... não..não – Bella choramingava.

Olhei para cardeal Swan e vi os olhos vermelhos me encarando, enquanto era preso pelas mesmas correntes que nos acorrentavam outrora. Ajoelhei diante de Jacob, lentamente tirei a adaga do seu peito, vi seus olhos cheios de lágrimas e um sorriso se formando em seu rosto. Ajoelhei diante dele, coloquei-o em meu colo, passei a mão em seu rosto. Senti um aperto forte em meu coração, uma dor comparada a que senti na morte dos meus pais.
-A missão está cumprida, mestre. – Disse com a voz muito baixa, que mais parecia um sussurro, gemeu uma vez e senti sua respiração falhar. Seu corpo estava frio, duro e não havia sinal de vida. Os olhos arregalados, ainda me olhando com  a mesma admiração de sempre. Passei a mão em seus olhos e os fechei. Ouvi os gritos de Bella e o falatório dos cardeais e do Duque ao redor.

- Não, meu amigo! Não era para ser assim... não era. – Comecei a chorar sobre o seu corpo, ouvindo o choro de Bella e de Padre Emmett.

- Levem o corpo para o vilarejo e providencie tudo para o seu velório. – Era a voz do Duque falando com alguém. Ouvi passos em minha direção e levantei a cabeça, vendo o capitão da guarda.

- Eu os levarei de volta para casa. – Disse em tom solene.

Eu me levantei e vi quando os guardas pegaram o seu corpo, como se fosse um saco de roupa suja e levaram para fora do castelo. Vimos o cardeal no canto, preso pelas correntes e o Duque dizendo a sua sentença.

- O cardeal será enforcado ao amanhecer. – Declarou para ele.

Tomei Bella em meus braços e deixei que chorasse, enquanto olhava para o tio, que era levado pelos soldados.

Saímos do castelo e voltamos para a vila, com uma tristeza enorme nos consumindo. A minha dor era muito grande e sabia que Bella e Emmett se sentiam da mesma forma.

Fizemos o velório de Jacob e toda a comunidade chorou o seu corpo naquele dia. E os dias que se seguiram, foram só de muita tristeza pelo luto.

Uma semana depois, Isabella começou a passar mal e entrou em trabalho de parto.
Fiquei na sala da casa com meu cunhado e o padre Emmett, enquanto Esme e a parteira faziam o parto de Bella.

Era consumido pela angustia e tinha medo que não resistisse ao parto ao ouvir os seus gritos.

Chorei a maior parte do tempo e silenciosamente orei ao Senhor que trouxesse meu filho bem ao mundo. Naquele momento me lembrei das suas palavras na floresta:

Seu filho será abençoado e sua adjuntora o auxiliará nas tarefas que tens para realizar... Não te aflijas

Meu filho nasceu um menino grande, forte e muito tranqüilo. Foi a nossa felicidade e a certeza de um futuro melhor para todos nós.

Nunca em minha vida senti uma emoção tão forte como aquela, com ele em meus braços, corpo pequeno, pele branquinha, pequenos olhos verdes como os da mãe, bochecha rosada e os cabelos loirinhos. Meu coração batia forte e naquele momento, com ele em meu colo, inconscientemente agradeci a Deus pelo anjo chamado “Jacob” que colocou em nossas vidas. Sabendo que sem ele, certamente não estaria ali com meu filho, provavelmente morto ou ferido. Lembrando-me de tudo o que fez por mim e por Bella, da vida que abriu mão, das dificuldades que passou, da lealdade extrema que nem um irmão teria comigo.

Com o pequeno em meus braços, olhando para Isabella sobre a cama, com o rosto pálido, expressão cansada e ao mesmo tempo feliz, chorei mais um pouco e sussurrei o nome do nosso bebê.

- Jacob... Você se chamará Jacob – Passei a mão em seu rostinho, vi o tentar abrir os olhos e os pequenos olhos verdes brilhando para mim. Ri com a felicidade me invadindo e vi o lindo sorriso de Isabella.

- Sim! Ele se chamará Jacob.

O pequeno Jacob começou a crescer rápido com o passar do tempo e logo Isabella estava grávida novamente. Ela engravidou logo após o período do resguardo e me dizia que não entendia como eu conseguia sentir desejo  por ela naquele estado. Mas o fogo que nos consumia era grande e mesmo grávida, nunca deixaria de olhar com desejo.

Tivemos quatro filhos e vivemos uma vida plena juntos, aprendendo a lidar com as nossas dificuldades, a viver com comunhão com os irmãos, a ensinar os valores e a palavra de Deus. Ensinamos as pessoas pensarem de forma racional,  para terem as suas próprias opiniões e interpretar a palavra de acordo com o seu julgamento.

A nossa comunidade cresceu e mesmo nos momentos de dificuldades,secas, pestes ou calamidades, conseguimos lidar com as situações de forma a favorecer a todos. E Bella teve um papel fundamental na vida da comunidade, orientando as mulheres a serem boas esposas e a respeitarem os maridos, ensinando as crianças, assim como ensinava as nossas.

Ela deixou de ser a encarnação do meu pecado, para se tornar a minha esposa, o amor da minha vida e eterna auxiliadora em minha vida. E hoje, olhando para ela assim tão calma, nem parece que era aquela menina de língua afiada, que adorava causar polêmicas e desafiar as convenções. Parece mais  meu anjo, o que sempre esperei ver, mas que só apareceu para mim em sonhos. Minha esposa é toda a minha vida, é a minha felicidade e os nossos filhos são o reflexo do grande amor que sentimos um pelo outro.

FIM

nota
Glaucia


Gente, essa foi a minha primeia EdwardxBells mas com certeza não foi a última.

Espero realmente que tenham gostado e que não me matem pelo final do Jacob.

Ele não é o nosso lobo totoso, se camisa, com os gominhos tirando a nossa sanidade, os lábios carnudos e o nariz que eu AMO!!! Por isso fiz uma descrição bem diferente, para não me manterem no final da fic. Kkkkk

Tentarei arrumar tempo para fazer uma crepúsculo inverso, chamado 100 anos de solidão, com a visão da transformação do Edward, até o seu encontro com a Bella.

Mas não sei quando terei tempo para isso.

Para as que não conhecem as minhas fics, mesmo sendo JakexNess, são lindíssimas e valem apena ler.

Hoje eu tenho um pequeno grupo de leitoras Team Edward que acompanham as minhas fics e sem que as que ainda não leram, não irão se arrepender.

Obrigada pelo carinho e consideração de todas.



Amanhã eu postarei mais um cap da Song fic Vento no litoral e no final de semana, se a Tata terminar a terceira parte do cap mascaras, o cap da Herdeira.

Já fic o PVO da Ness depois do casamento e ta muito MARA!! A BICHINHA FICOU TRAUMATIZADA COM O JACOB! KIKKK Mas isso é outra história.



OBRIGADA POR TODAS AS RECOMENDAÇÕES MARAVILHOSAS!!! SE QUISEREM ME DÁ MAIS EU NÃO RECLAMO!!!



ELIS, obrigada pela ajuda nessa fic! foi um prazer em tê-la como beta



Agora deixa eu voltar ao trabalho, que já deu a hora de ir embora e ainda não terminei as minhas tarefas.



PS

REGRA PARA RECOMENDAR UMA FIC

5. Não são aceitas indicações com todas as letras em maiúsculo ou contendo revelações do enredo, partes do enredo e/ou sinopses e palavrões.





Bjus no core



--xx--

N/B: Ainnnnn... Que coisa mais linda!!!!

Glau vc como sempre arrasou, terminando com chave de ouro mais uma de suas fic.

Vc tem o dom... o dom da escrita... O dom de encantar com suas palavras... O dom de divertir as pessoas... O dom de distrair-nos... Enfim vc consegue iluminar o nosso dia com histórias fascinantes, por isso lhe imploro não deixe isso de lado, não ligue para o q algumas pessoas, invejosa sim, dizem ou fazem. Levante a sua cabeça e continua, não perde o tesão não... vc descreve tão bem o tesão dos seus personagens é pq vc tem esse mesmo tesão pelas suas histórias.

Amei o final da fic (apesar de vc ter matado o Jacob), tudo foi muito bonito.

O q eles fizeram no vilarejo foi espetacular... Se isso pudesse ser feito na sociedade atual seria maravilhoso, estamos precisando disso, mas acredito q algo parecido ainda vai acontecer, tenho esperança.

O Jacob falando da missão dele... Ai, sem palavras foi tudo tão maravilhoso!!!!

Galera vê se não vale a pena comentar, fazer recomendações, dar estrelinhas e pontos POSITIVOS a nossa autora. Com certeza ela fica muito feliz e animada a nós proporcionar histórias mais e mais lindas. Então por favor façam isso!!!

Aqui me despeço de vcs com um grande beijo e um abraço bem apertado,

Bjkasss, Eli



quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A encarnação do Pecado Por Edward Cullen9


Capitulo 8 - Consumação


Toc Toc Toc

Três batidas na porta e interrompemos o amor que começávamos a fazer. Caminhei até a porta e a abri lentamente. Vi a expressão apavorada de Jacob.



- Mestre, o padre Emmett pediu para nos escondermos. Há cavalos vindo em direção à igreja. Pegue as trouxas de Lady Isabella e venham comigo. – Disse apressadamente.



- Edward, o que faremos¿ - Isabella colocou a mão sobre a boca e me olhou assustada. Corri até a cama e peguei as suas trouxas. Vi que Jacob já carregava as minhas, que havia deixado para trás após a cerimônia do casamento, e caminhava pelo corredor em direção a sacristia.



- Calma, Bella! Ficaremos escondidos por pouco tempo. Venha! – Peguei a sua mão, saímos do aposento e fechamos a porta. Caminhamos atrás de Jacob até a sacristia. Entramos e vi que havia um buraco aberto no chão.



- Padre Emmett pediu para entrarmos e ele já vem fechar. Só está escondendo os cavalos na cocheira. – Jacob disse, peguei a mão de Isabella e comecei a descer as escadas no chão, conduzindo-a atrás de mim.



- Ainda estão ai¿ - Perguntou padre Emmett ao entrar apressadamente. – Entrem logo! Andem! – Falava tudo muito rápido, então entramos e ele trancou a porta e depois colocou algo por cima, deixando tudo totalmente escuro.



O silêncio era terrível, sentia a mão de Bella apertando a minha, seu corpo trêmulo foi se aproximando do meu. E percebendo o seu pavor, eu a abracei forte e tentei acalmá-la, passando as mãos sobre os seus cabelos.



Ouvimos barulho de passos sobre o teto e ficamos ainda mais apavorados. Então começou uma conversa super tensa e tive medo que as coisas saíssem do controle.



- Padre Emmett, estás a esconder o seu primo e a Lady Isabella Swan¿ - Era a voz grossa de um homem desconhecido.



- Não há ninguém aqui. Se duvida de mim, pode pedir aos seus soldados que revistem a igreja. Agora o que posso te garantir, é que eles estiveram sim nessa igreja. – Padre Emmett começou a falar de forma segura e mentia para nos proteger.



– Só que é tarde demais para tentarem algo. Lady Isabella já não é mais Swan. Agora ela é esposa do Mestre Cullen e sob os olhos de Deus nem o papa pode anular esse casamento. Ele foi consumado antes e depois de eu os abençoar. E ela carrega uma criança no ventre, por isso advirto que é melhor desistirem dos dois.



- COMO ASSIM¿ - Era a voz do cardeal Swan, praticamente gritando de raiva. – VOCÊ TEVE A OUSADIA DE OS CASAR¿ ELA É MINHA PROPRIEDADE! COMO OUSOU¿ -

Gritava com padre Emmett. Senti Isabella estremecer em meus braços. Passei as mãos em seu rosto e percebi que estava chorando. Queria lhe dizer algo que pudesse confortá-la, mas não podia abrir a boca naquele momento.



- Ela não é sua propriedade. E pondere o tom ao falar comigo na casa de Deus! Ela era sobrinha e não a sua propriedade. Já não tem autoridade nenhuma e não adianta esbravejar, porque não há o que fazer. Entreguei a eles uma carta relatando o casamento e nela há o carimbo da Santa Madre Igreja. Por isso, meu caro cardeal, desista de procurar a sua sobrinha e vá viver a sua vida. – Padre Emmett dizia de forma firme e em momento algum deixava dúvida sobre o que falava.



- Eu reclamarei as autoridades, seu padreco! Não pensei que deixarei isso por menos. – Cardeal Swan esbravejava de raiva. – Não pensei que isso acaba aqui! Não mesmo! Eu os encontrarei e farei a vida dos dois um inferno! Reviste essa igreja agora! – Ordenava.



- Pode revistar tudo. – Respondeu com a voz segura. – Mas não façam bagunça na casa do Senhor.



Depois daquilo, tudo ficou em silêncio e nós três não conseguíamos nem nos mover. E esperávamos que Padre Emmett viesse abrir a porta para sairmos. Sentia o nervoso de Isabella através do seu corpo trêmulo e apesar de não ver o rosto de

Jacob, tinha certeza que ele estava tão nervoso quanto nós dois.



O tempo começou a passar rapidamente, ouvimos um barulho, uma pequena claridade começou a entrar pelas frestas das madeiras e a porta se abriu no teto.



- Podem sair! Eles já se foram e por enquanto é seguro. – Disse e vi Jacob subindo as escadas em direção a saída. Quando chegou ao último degrau, estendeu a mão para que Isabella subisse. Ela caminhou até ele lentamente e segurou a sua mão, depois saiu e fiquei por um instante dentro daquele buraco. Subi as escadas e sai atrás dos dois.



- Acho melhor vocês ficarem aqui alguns dias. Eles vão revirar toda a região atrás de vocês e se os pegam no caminho, são capazes de uma covardia. – Padre Emmett disse olhando para nós três. Isabella se jogou em meus braços e me apertou contra o seu peito. Suas lágrimas desciam silenciosamente sobre sua face de anjo e eu lha fazia carinho, tentando dá o máximo de consolo que podia naquele momento.



- O senhor está certo, padre! Pelo que ouvi o cardeal Swan está desesperado. Ficou totalmente desmoralizado e agora quer vingança. Acho que é mais prudente ficarmos por um tempo e os deixamos achar que perderam o nosso rastro. - Jacob disse olhando para nós dois.



- Jacob, você já fez muito por nós e não é justo que prejudique a sua vida. Pegue o cavalo e volte para Paris o mais rápido possível. Você não precisa se expor ainda mais, meu amigo. – Disse para ele, vendo o negar com a cabeça. Sabia que era teimoso e não desistiria da idéia de partir conosco.



- Mestre, eu sinto que tenho uma missão. Todas às vezes que oro para o Senhor, eu o ouço falando em meu coração para ficar com vocês. Sei que Ele espera algo de mim e serei fiel até o fim. Sinceramente não tenho vocação a ser Padre e se fui para aquela catedral estudar, foi por vontade dele. Não adianta pedir que me vá. Porque continuarei sempre junto com vocês. – Disse se forma decidida nos encarando. –

Agora ficarei vigiando lá de cima e se houver qualquer sinal dos soldados, eu os aviso. Podem ir para o quarto para descansarem um pouco. – Concluiu e saiu da sacristia.



- Edward você está muito cansado. Faça o que o seu amigo falou e vá para o quarto descansar um pouco. – Fechou a porta no chão e colocou um tapete sobre ela. – Não esqueçam que estão na casa de Deus... Comportem-se. – Nos advertiu enquanto saímos em direção ao quarto com as trouxas nas mãos.



Sentia medo que algo pudesse acontecer com Isabella e o bebê, mas ao mesmo tempo precisava de um tempo para tentar me esquecer dos problemas e sentir o seu toque, o seu gosto e o seu cheiro. O meu corpo clamava pelo dela de forma desesperada e mesmo estando em uma igreja, não conseguiria conter os meus instintos.



Chegamos a porta do quarto, entramos no pequeno quarto e coloquei as trouxas sobre uma pequena escrivaninha. Depois sentei sobre a cama e estendi a mão para Isabella, que me olhava assustada com os olhos cheios de lágrimas.



- Bella, o pior já passou, querida. – Comecei a fazer caricias sobre os seus cabelos, enquanto ela chorava baixinho em meu peito.



- O que será de nós, Edward¿ Ele não desistirá de nos perseguir. Como conseguiremos viver em paz agora¿ - Sua voz estava embargada, as lágrimas continuavam a rolar sobre o seu rosto e ela tremia muito. Levantei sua cabeça, erguendo o seu queixo e depois encare o seu olhar. Comecei a beijar suavemente as suas lágrimas, até chegar aos seus lábios suaves, onde distribuir vários selinhos e pude sentir o seu gosto doce. Senti sua mão tocar o meu rosto e descer pelo meu pescoço. Depois a levou até a minha perna, tocando sobre a túnica. Nossos lábios começaram a se mover lentamente. Meu corpo começava a queimar de desejo e tive urgência de sentir-me pulsando dentro dela. Comecei a desamarrar as amarras do seu vestido enquanto nos beijávamos e depois interrompi o nosso beijo.



- Eu te amo, Bella. E prometo protegê-la com minha vida se necessário. Agora esquece tudo e só me ame. – Comecei a dar leves selinhos sobre os seus lábios, enquanto segurava a aba do seu vestido e a levantava lentamente. Toquei o seu tornozelo e comecei a fazer caricias sobre o seu contorno. Ela me olhava de forma intensa e aos poucos começava a relaxar. Fui subindo a minha mão e parei em sua coxa. Comecei a apertar lentamente e depois a deitei sobre a cama.



Tirei o seu vestido lentamente, deixando a apensas de calça bufantes e camisola. Vi a excitação em seus olhos, enquanto a fitava com um enorme desejo.



Minha sexualidade pulsava de forma desesperada. Mas sabia que precisava fazer as coisas com calma e tentar aproveitar o momento. Debrucei me sobre a cama e comecei a tirar a sua calça, depois tirei a sua camisola e o seu corpo branco ficou completamente desnudo. Apreciei por uns instantes aquela maravilha e comecei a beijar sua barriga com todo o carinho enquanto passava as mãos pelos meus cabelos.



- Edward eu preciso de você... – Sussurrava baixinho puxando os meus cabelos.



- Eu também preciso de você, Bella... eu amo você. – Subi o meu corpo e beijei os seus lábios de forma desejosa com movimentos urgentes. Pedi passagem para a minha língua e busquei a sua na ânsia pelo prazer aqueles movimentos me proporcionavam. Começamos a travar uma deliciosa batalha de amor com as nossas línguas. Gemíamos juntos e sentia que o se prazer era tão grande quanto o meu.



Levei a minha mão até a sua sexualidade e a toquei, sentindo-a lambuzada pelo seu néctar agridoce. Interrompi o nosso beijo e fui descendo os meus lábios distribuindo beijos pelo seu pescoço, enquanto estimulava o seu sexo com o meu dedo. Ouvia os seus gemidos baixinhos e ergui a minha cabeça para ver o seu semblante, vendo o sorriso maravilhoso que tanto amava em seus lábios e seus olhos se revirando pelo prazer que sentia. Sorri maravilhado com aquela visão perfeita e voltei a distribuir os beijos em torno do seu torso.



Alcancei os seios e comecei a sugar com ardor o seu pequeno bico rosado. Senti-a se contorcer sobre a cama, em sinal dos espasmos que invadiam o seu corpo. Chupei mais forte o seu bico e comecei a pressionar o outro seio, enquanto ela se debatia sobre a cama.



Comecei a beijar a sua barriga e desci os lábios até a sua virilha onde distribui meus beijos e dei leves mordiscadas. Apertei a sua coxa e depois comecei a chupar forte e mais forte, enquanto ela gemia meu nome de forma gostosa.



- OH Edward... Edward... Edward... preciso de você dentro de mim... Edward...

Levei os meus lábios até a sua sexualidade e passei a língua para sentir o gosto de sua nata, gemendo de prazer com o gosto do sexo em meus lábios. Comecei então a chupar de forma forte a sua sexualidade, fazendo a gemer mais e mais.



- Wooowww! Ãnnãnnãnnãnn

Tirei a minha túnica, abri as suas pernas e me encaixei entre elas. Puxei os seus joelhos para cima e os prendi em minhas cintura. Posicionei me em sua entrada e comecei a penetrar o corpo do pecado em forma de mulher.



Sentia a se contrair com a minha entrada e o prazer que aquilo me proporcionou foi tão grande, que gemi involuntariamente.



- Wooww Bella!



Apoiei os meus braços sobre a cama, levei a cabeça até a dela e tomei os seus lábios. Comecei a sugar sua pequena boca de forma desesperada, enquanto entrava e saia

de seu corpo, sentindo o meu corpo explodindo de tanto prazer.



Começamos a nos movimentar juntos e eu senti meu órgão latejando enquanto entrava e saia de sua entrada, que se contraia ainda mais. Nossos corpos estavam suados, gemíamos juntos enquanto nos beijávamos, brincando com as nossas línguas e o meu desejo só fazia aumentar com os movimentos se intensificando em perfeita sintonia.



Ergui a minha cabeça e olhei para cima e me deparei com a imagem da cruz sobre a parede. Imediatamente o remorso me consumiu e as lágrimas rolaram meu rosto.



Senti o meu corpo explodir no ápice do nosso prazer, jorrando toda a minha energia para dentro dela.



- Wooowwwww!



- Edward... - Gemeu meu nome de forma gostosa mais uma vez.



Meu corpo caiu cansado sobre o dela e fiquei sentindo as suas caricias em minhas costas.



Ela percebeu que estava chorando e erguei a minha cabeça, segurando o meu queixo e me questionou sobre as minhas lágrimas.



- O que tens, Edward¿ Por que estas a chorar¿ Não está feliz ao meu lado¿ - Percebi que havia uma tristeza muito grande em seu olhar e me compadeci pela dor que estava lhe causando.



- Só estou preocupado, Bella. – Respondi desviando o olhar.



- Não, Edward! Você está com remorso. – Virou o rosto de lado e percebi as lágrimas rolarem em seu rosto. Então levei a mão até ele e as sequei delicadamente.



- Bella, eu a amo e quero ficar com você. Já não posso mais suportar a idéia de ficar sem você, meu amor. E só estou preocupado e temeroso pelo que pode nos ocorrer.



– Sai de dentro dela e me deitei de costa para cama. Puxei o seu corpo e deitei a sua cabeça em meus braços.



- É só isso mesmo¿ - Perguntou temerosa.



- Só isso, amor! Daqui alguns dias estaremos bem longe e começaremos uma vida nova. Não se preocupe com nada agora. Apenas deite a cabeça em meu ombro e durma um pouco, querida. – Beijei a sua cabeça e comecei a fazer caricias até que dormisse.



Fechei os olhos e tentei adormecer, mas o sono não vinha e comecei a me lembrar de todos os acontecimentos da minha vida desde a mocidade, até que finalmente fui vencido pelo cansaço e consegui adormecer.

A Herdeira 21 Arrependimento – PVO Jacob


21 Arrependimento – PVO Jacob

Estava completamente atordoado, sentia uma dor e um desespero tão grande me consumindo por dentro que mal conseguia raciocinar.

Levantei do chão, encostei lentamente minha cabeça na porta e ouvi o seu choro. Confesso que naquele momento tive vontade de morrer. Era como se uma parte de mim estivesse sendo esmagada... O meu coração.
Caminhei lentamente pelo corredor escuro, sem saber exatamente para aonde ir e o que fazer. E quanto percebi estava na sala.

Fui até o bar, peguei uma garrafa de conhaque que ainda estava lacrada e decidi que encher a cara era a única coisa que poderia me acalmar naquele momento. Meu coração estava doendo, me deixando sem razão e louco para ir até lá me ajoelhar diante dela, pedir perdão e tenta consertar o que havia feito.

Literalmente havia me transformado em um monstro. E o pior de tudo, é que eu sabia que nada do que fizesse depois, apagaria as terríveis lembranças da nossa "lua de mel". Mesmo sabendo que ela me amava, temia que não suportasse aquele trauma e me abandonasse... Aquilo certamente eu não suportaria e talvez nem o dinheiro, que receberia por ela me abandonar e desistir do casamento, seria o suficiente para conseguir ser feliz...

Caminhei, ainda torpe, para a cozinha com a garrafa de conhaque nas mãos, acendi as luzes, dirigi-me para o armário, abri a gaveta e peguei uma faca. Fui até a pia, coloquei a garrafa sobre ela e comecei a abrir o lacre. Tirei a rolha, caminhei novamente até o armário, peguei um copo, me direcionei ao freezer e pequei a forma de gelo. Voltei até a pia e coloquei o conhaque no copo e pouco a pouco fui tirando o gelo da forma e depositando no repositório.

Bebi três copos de conhaque, mas mesmo assim continuava sóbrio o suficiente para lembrar da barbaridade que havia feito. Eu a havia machucado não só fisicamente, mas também emocionalmente e não conseguia me perdoar por aquilo. Estava doendo muito e eu não conseguia conter as lágrimas, que escorriam pelo meu rosto de forma desesperada.

Bati com a cabeça várias vezes no armário e senti um desespero tão grande que pensei em uma única alternativa para a minha vida... Morrer!

Sim! Precisava morrer para não fazer mais crueldades ao meu pequeno relicário. Precisava acabar com a minha vida antes de acabar com a dela... Precisava matar o lobo louco e masoquista, para salvar o cordeiro assustado e indefeso. Aqueles pensamentos me consumiam e o desespero se tornava crescente dentro de mim, insistindo em dominar a minha mente e o meu corpo.

Virei meu corpo para a pia e vi a faca que acabara de usar... Ela seria a minha libertação... Tinha a plena consciência de que me tornaria um fraco, um covarde, igualmente o que meu pai foi ao se matar... Mas a verdade é que eu já havia me tornado o mais fraco dos fracos, ao me apaixonar pelo meu objeto de vingança. Se ao menos eu tivesse resistido aos seus encantos e não ter me deixado levar pela sua delicadeza, mas agora era tarde demais... A única solução seria acabar com tudo e arrancar a minha vida com a ponta de uma faca.

Morreria por amor, por medo e por falta de coragem de seguir adiante... Desistiria da vingança e jogaria o restante do nome dos Black na lata de lixo. Morreria para que ela tivesse uma chance de ser feliz novamente.

Pequei a faca, fiquei olhando para o brilho da lâmina e vi a face do monstro refletida nela. Lágrimas ainda rolavam em minha face, um frio enorme me assolava e o ódio crescente do monstro que havia me transformado inflamava cada célula do meu corpo.

Levei a lâmina até meu pulso e a coloquei sobre a minha carne. Fechei os olhos e me lembrei do sorriso mais lindo do mundo, do rosto meigo, da boca delicada e dos olhos azuis brilhantes, sorrindo para mim... “Eu te amo! Sempre te amei!” o rosto do anjo dizia para mim.

– Não! Não!! Não posso ser fraco e deixar esse monstro fazê-la sofrer novamente!
Fechei os olhos e mais uma vez o anjo dizia para mim: “Eu te amei a minha vida inteira e esperei por você... Por favor, não me abandone!”

Engoli seco e senti o gosto amargo da bebida em minha garganta. Perdi a coragem de morrer. Precisava dizer para ela que a amava. Sentir a sua pele quente novamente, o sabor doce dos seus lábios, o seu cheiro reconfortante, ver o lindo sorriso e o brilho do amor em seus olhos. Mas será que ela ainda me ama depois de hoje? E por que hesitou na hora de dizer sim? Por que não quis se entregar para mim? Será que descobriu que não me ama de verdade?

As perguntas começaram a me atormentar, enquanto olhava para a lâmina afiada sobre o meu pulso. Tirei a de meu braço e peguei-a entre os dedos. Não pensei muito. Eu precisava sentir dor naquele momento. A dor emocional eu já sentia me corroendo, mas precisava sentir a dor física para pagar o meu pecado. Havia tomado aquele corpo pequeno, frágil e imaculado de forma animal, pensando apenas na minha satisfação, fazendo a minha “esposa” sofrer uma grande dor... Merecia sofrer!

Instintivamente fechei minha mão cravando a faca na palma, fazendo com que abrisse um enorme corte. Senti uma dor muito forte, fechei os olhos e comecei a gritar, vendo o sangue escorrer pela pia.

– AI! AI! AI! FDP! Você está ficando louco! “KA” essa mulher está tirando a sua sanidade, Jacob! Você é Jacob Black! O que pensa que está fazendo? Você é lindo, maravilhoso e gostoso. Se ela ficou fazendo doce e não quis te dar, a culpa foi dela... Aff, a quem pensa que está enganando? A quem? Você pode ser tudo isso e muito mais. Mas... Você a ama com todas as suas forças! Inferno! Deveria ter protegido o seu coração melhor. Nunca deveria ter se apaixonado por ela. E agora, FDP? E agora? O que vai fazer? Ai! AI! Essa “PO” arde.

O sangue continuava a escorrer dentro da pia, larguei a faca e abri a torneira, deixando que a água escorresse sobre o corte, causando-me uma ardência terrível. As lágrimas continuavam a escorrer em meu rosto.

– Você é um fraco! Não aprendeu nada com o seu pai?! Deixou uma mulherzinha fazer você sentir pena. Onde estava com a cabeça, Jacob? OH Ness! Queria tanto que as coisas fossem diferentes para nós dois. Queria te amar sem precisar te fazer sofrer. "Mas agora é tarde demais para voltar atrás. Você chegou a um ponto que não tem como voltar, Jacob." Mas que “M”!! “M”!! Eu a amo e tenho que fazer sofrer.

Ainda com sangue pingando sobre o chão, abri uma gaveta e peguei um pano de prato. Enrolei em minha mão e depois comecei a arrumar a bagunça na cozinha. Sabia que a mãe do “Vi...nho” Teria um ataque se visse o sangue no chão e sobre a pia, tirando conclusões erradas.

Peguei a esponja de louça e comecei a limpar a sujeira que havia feito. Depois tomei mais dois copos de conhaque, peguei a garrafa e voltei com ela para a sala.

Coloquei a garrafa no bar e me deitei sobre o sofá por um tempo. Precisava colocar as idéias em ordem e não conseguia dormir. Mesmo tento enchido a cara, continuava sóbrio o suficiente para me lembrar da minha atrocidade. E aquilo continuava a me atormentar.

Levantei do sofá e decidi ir para o quarto, ver se conseguia dormir. Então caminhei lentamente pela casa escura até alcançar a porta do “seu” quarto. Coloquei a cabeça sobre a porta e ouvi o choro baixinho... Meu coração doeu novamente.

Fui para o “meu” quarto, olhei para o relógio e vi que já passava das três horas da madrugada, mas ainda não conseguia dormir. Tinha medo de ter algum pesadelo e me lembrar dos meus pais ou da coisa monstruosa que havia feito com Renesmee.

Rolei na cama por algum tempo e mesmo assim, o sono não vinha. Olhei para o relógio novamente e já era cinco e trinta da manhã.

Resolvi levantar e ir até o outro quarto. Queria ver o seu rosto, tocar a sua pele e sentir o seu cheiro. Era incrível como seu toque me fazia falta, como a falta do seu calor me fazia sentir frio. Minha cabeça estava totalmente atormentada com as lembranças e precisava ver se estava “bem”... Tinha urgência em vê-la.

Sai da cama e me dirigi até o outro quarto, abri a porta lentamente, tomando cuidado para não fazer barulho, entrei e a encostei. Andei passos leves até cama, sentei no chão em frente a ela e vi o seu rosto inchado, as marcas em seu pescoço, em seus braços e o sangue sobre o lençol. Engoli seco e mais uma vez chorei como uma criança. Como quis voltar no tempo, no momento em que a machuquei, mas era tarde demais. Sabia que ela nunca me perdoaria e nunca se esqueceria da minha brutalidade.

Levei a mão até seu rosto, mas hesitei ao tocá-lo. Tinha medo de que acordasse e se assustasse comigo em sua frente.

Mil coisas passaram em minha mente e precisava que ela soubesse o quanto eu a amava. Mesmo fazendo-a sofrer, eu a amava e estava atormentado com aquilo tudo. A dor era muito grande, o desespero, o arrependimento... Sim! Arrependimento! Pela primeira vez na vida me arrependia de um de meus atos. Pela primeira vez na vida desejei não ser Jacob Black, desejei não ser um monstro... Desejei mudar para ela.

Depois de algum tempo, ela começou a sussurrar coisas que me deixaram ainda mais nervoso e me fizeram entender o seu estranho comportamento.

– Não Seth! Não! Você não pode me amar desse jeito. Vá agora para aquela igreja! Não faz isso comigo.

Começou a chorar como uma criança, enquanto falava tudo o que sentia.

– É tarde demais para nós dois. Eu também te amo, mas é diferente. Eu o amo! Eu o amo! Se eu pudesse me dividiria em duas e seria a Ness do Jacob e a Ness do Seth, mas eu não posso. Eu não posso! Por favor, não faz assim! Não chore por mim! Eu amo Jacob. Sempre amei e sempre o amarei.Não posso deixá-lo esperando naquele altar. Por favor vá embora! Não quero ouvir mais nada!

Ela falava e chorava muito. Tive vontade de matar aquele “VI...dinho” filho da "PU". Soube naquele momento o motivo dela estar tão abalada, com medo de casar e de se entregar a mim. Ele havia plantado a dúvida em seu coração, havia introduzido a semente que mais tarde poderia crescer e acabar completamente com seus sentimentos por mim... Ela sofria por ele.

Me levantei rapidamente, com medo de ouvir mais, mas antes que eu pudesse sair, ela começou falar sobre a nossa noite. Não conseguia conter a emoção, do desespero e da dor que me consumia.

– Jacob, por que você me machucou se eu te amo tanto? Por que? Eu te amei desde o primeiro dia. Te amei a minha vida inteira. Por que me machucou? Que tipo de monstro você é? Onde está o Jacob que conheci? Por que me feriu desse jeito? Meu corpo ainda dói e minha alma está sangrando...

– NÃO!! NÃO!! PARA!!! PARA!! POR FAVOR PARA!! ESTÁ ME MACHUCANDO!

Ela começou a se debater sobre a cama, fazendo movimentos com as mãos como se estivesse empurrando alguém. Tive medo que acordasse e me visse. O seu desespero certamente seria maior. Sai do quarto apavorado ao perceber o sofrimento que havia lhe causado.

Fui para o meu quarto e cai na cama. Chorei muito. Até os meus olhos não terem mais lágrimas para derramar. Em seguida fui para o meu banheiro, tomei banho e resolvi me vestir para ir trabalhar.

Sabia que não conseguiria passar o dia perto dela e ver a sua dor. Precisava fugir daquilo e pensar racionalmente sobre as minhas alternativas.

Passei um bom tempo de baixo da água quente do chuveiro e depois me arrumei para sair de casa. Prendi um pedaço de uma camisa, que rasguei, em minha mão e depois fui para a cozinha.

Havia cheiro de café e pão quente. Soube que Sue deveria ter começado o seu trabalho. Inconscientemente rezei para não encontrar o “Vi...nho” do seu filho. Perderia a cabeça com ele e a coisa ficaria feia entre nós.

– Bom dia, Sue! – Disse ao entrar na cozinha.

– Bom dia! – Ela me olhou de forma estranha, certamente tentando entender o motivo de eu estar com terno e gravata aquela hora da manhã.

– Já tem café pronto? Quero comer algo antes de ir trabalhar. – Disse para ela.

– Vai trabalhar hoje? - Perguntou franzindo o cenho.

– Alguém tem que trabalhar nessa casa. Da onde acha que sairá o seu salário no final do mês? - Perguntei de forma ríspida.

– Oh, desculpe a impertinência. – Pediu envergonhada.

– Realmente não gosto de empregados impertinentes. Pode servir o café na sala de jantar. Estarei aguardando. – Disse com tom autoritário e sai, deixando a mulher sem ação diante das minhas palavras.

Fui para sala, sentei-me na cadeira e fiquei esperando o meu café. Ela apareceu com uma bandeja e começou a arrumar as coisas sobre a mesa.

– Minha esposa está cansada. Então deixe-a dormir o quanto quiser. – Comecei as ordens do dia. – Devo chegar para o jantar por volta das sete e quero tudo pronto. Não gosto se esperar. O meu quarto, o que fica em frente ao quarto do casal, precisa ser arrumado. Troque os lençóis e o deixe limpo. O banheiro precisa ser lavado. Está imundo. – Ela me olhou com o os grandes olhos arregalados e só assentiu com a cabeça e depois de me servir, saiu.

Fiz o meu desjejum e voltei para o quarto, para escovar os dentes, olhei-me no espero e não reconheci a figura que via. Resolvi sair antes que me perdesse naquele arrependimento que sentia.

Sai da casa e fui pegar o carro no estacionamento. E eis quem encontro...

– É bom encontrar você logo cedo. – Disse para ele arqueando a sobrancelha.

– Bom dia para você também, Jacob! – Respondeu com má vontade.

– Bom dia, Senhor Black! – Comecei com tom arrogante. Precisava colocar aquele moleque em seu lugar e mostrar quem mandava ali. – Não gosto de intimidades com os empregados. E também não quero que essa intimidade se estenda a “minha esposa”. Entendeu? Você só está aqui porque ela tem pena de você e quer que tenha condições de se manter na universidade. Mas não se aproveite disso para ter intimidades com ela. O seu lugar não é dentro da casa, como se fosse uma visita. Você está sendo pago para trabalhar e não ficar de papinho. Se eu o pegar com ela...

– Se você tivesse escolha, eu nem estaria aqui hoje. – Respondeu de forma malcriada.

– SEU MOLEQUE! – Parti para cima dele e a sua mãe entrou entre nós.

– Por favor, Senhor! Precisamos desse emprego. – Praticamente implorava.

– Lembre isso ao seu filho! Não quero ele perto da “minha mulher”. Ou acha que não sei, que o atraso dela foi por você ter ido até lá, para impedir que se casasse? Não o quero perto dela! Guarde esse amor aí com você. – Disse com sorriso sarcástico.- Ela é minha! Sempre foi minha e sempre será! Não teve a capacidade de conquistá-la antes. Então agora fica na sua. Se entrar no meu caminho... Eu mato você!

– Você mata? Essa eu quero ver... Você só assusta garotinhas indefesas. Isso sim! E se pensa que será um viúvo rico... – Disse em tom desafiador. - E se estivesse tão seguro de si, não perderia o seu precioso tempo me ameaçando. Afinal tempo é dinheiro e isso vale muito para você. – Parti para cima dele e sua mãe colocou as mãos sobre o meu peito, impedindo de socar a cara do seu filho. Senti uma raiva tão grande, ainda mais depois de descobrir o motivo dela ter se negado a mim. Queria acabar com aquele moleque, mas precisava ser cauteloso em relação a ele.

– Não esteja tão certo disso, moleque. A Ness é minha, só minha e não permitirei que a tire de mim. Não atravesse o meu caminho! – Disse com raiva e sai soltando fogo pelas ventas. Estava muito nervoso e queria acabar com aquele atrevido. Minha respiração era pesada e minhas mãos estavam trêmulas. Peguei a chave do carro em meu bolso, abri a porta, entrei e dei partida. Ainda sentia o efeito dos tremores em meu corpo, mas precisava sair dali antes que cometesse uma loucura... Leia-se, assassinato.

Tive dificuldade para dirigir, pois minha mão machucada estava doendo muito e antes de partir para Seattle, parei no hospital de Forks para dar alguns pontos no corte profundo.

Foi uma dor terrível, que só serviu para piorar ainda mais o meu humor naquela manhã. E quem olhava para mim, não dizia que acabara de sair da noite de núpcias.

Voltei para o carro e parti para o escritório. E para completar o inferno do meu dia, ainda peguei a “M” de um engarrafamento, que me deixou parado no trânsito umas duas horas.

Cheguei ao escritório e todos me olharam estranho, por onde passava. Parecia que não acreditavam que eu estava li para trabalhar no meu primeiro dia de casado e ainda em minha lua de mel. Mas nem me dei o desprazer de cumprimentar ninguém. Fui direto para a minha sala e só falei o suficiente com a minha secretária Vivi.

– Senhor Black? - Tinha cara de espanto assim como os outros.

– Eu não quero ser incomodado hoje. Não estou para ninguém e só atenderei ligações da minha esposa. Mas acredito que ela ligará direto para o meu celular. Entendeu? Veja os documentos pendentes e os leve para mim. – Falei tudo de uma vez e abri a porta do meu escritório. Entrei, fechei a porta, olhei para toda aquela suntuosidade e pela primeira vez, aquilo não me disse nada. Não me sentia feliz por ter um escritório enorme, lindo, confortável e bem decorado que fazia jus ao presidente da empresa. Pelo contrario, senti uma grande tristeza me consumir e aquilo tudo só aumentava o vazio em meu peito.

Caminhei até a minha mesa, liguei o computador e abri a pasta de fotos, onde havia vários álbuns com fotos de Ness. E fiquei praticamente a manhã inteira vendo as fotografias dela.

Trim! Trim! Trim!

Peguei o telefone no bolso e resolvi atender. Vi que a chamada era restrita e mesmo assim resolvi atender.

Tem um pobre ligando pra mim! Tem um pobre ligando pra mim!

– PQP! Ainda é a cobrar! Inferno! – Resmunguei.

– Oi meu gostosão! – Aff... Não pode ser!!!!!! Era a cachorra da Casy.

Eu mereço! Realmente mereço!

– Fala Casy! – Disse com tom áspero.

– Que mau humor é esse? Devia estar feliz. Ontem não foi sua noite de núpcias? - Disse com tom malicioso.

– Eu não estou com a menor paciência para gracinhas. Então diga logo o que quer de mim. Tenho que trabalhar e não posso ficar de conversinha.

– Trabalhar? Hoje? O que deu em você, gostosão? Não gostou da “BO” da esposinha? RARARARA – Gargalhou debochando de mim.

– “KA”! Eu estou sem paciência. Se não tem nada útil para me dizer, estou desligando. – Quando disse isso, ela me cortou.

– Quando poderei ir para ai? Já conseguiu o que queria, já casou, tem a presidência da empresa e muito dinheiro ao seu dispor. Quando posso ir para ficar com você? - Estava realmente vivendo o meu inferno. Como se já não me bastassem os meus problemas, ainda tinha a PU da Casy para me preocupar. Tinha que enrolar um pouco mais, até decidir o que fazer com ela... Ela precisava sair do meu caminho.

– Você é doida ou comeu “M”? Eu acabei de casar e você quer vir para cá? Quer que descubram o nosso caso? Eu assinei um acordo pré-nupcial e se desrespeitar o meu casamento, perco tudo. Entendeu? Fica fria e deixa passar um tempo. Deixa a idiota da minha esposa confiar em mim e achar que está tudo bem. Acho que uns cinco meses são o suficiente para estabilizar as coisas.

– Cinco meses? Acha que ficarei cinco meses nessa “M” de empresa? E você aí, vivendo como um rei? Nem pensar! Trata de arrumar um lugar para eu ficar. E não é qualquer lugar. Entendeu? Quero uma cobertura linda e também uma BMW. Se acha que vai me passar a perna está enganado, Jacob. Eu conto quem você é para o avô da sua “esposa” e duvido que ele o mantenha na presidência.

– "KA" você vai me ameaçar? Sabe do que sou capaz, sua “PU”! Sabe bem o que posso fazer com você. Então não se atreva a me colocar contra a parede. Você não virá para cá e ficará aí, bem quietinha. Se aparecer por aqui e ferrar a minha vida, acabo com você. Entendeu? Quando eu achar que as coisas estão calmas por aqui, mando te buscar. Agora me deixe em paz! Tenho que trabalhar.

– E o que faz trabalhando justo hoje? RARARA – Novamente gargalhou com a voz irônica.

– A minha esposa era virgem e nada boa de cama. Estou frustrado por não ter uma mulher de verdade. Satisfeita? - Resolvi mentir para que me deixasse em paz.

– Se eu estivesse ai, você não estaria com esse humor do cão. – Deu uma breve risada.

– É verdade! Agora me deixa trabalhar. Tchau!

– Jacob, espera! Eu te amo. – Disse com a voz doce.

– Tudo bem! – Já estava perdendo a paciência com a vadia.

– Não vai dizer que me ama também?- Praticamente gritava ao telefone.

– Não! Você é apenas um bom sexo para mim, Casy. Eu só amo a mim! Não amo mulher alguma. Entendeu? - Queria explodir, gritar, dar “PO”, arrancar os seus cabelos e a jogar de um precipício.

– Você ama aquela garota sem sal? HEIM, JACOB? FALA! VOCÊ AMA A VADIA CULLEN? FALA! EU ACABO COM ELA! EU MATO A SUA “ESPOSA”! ENTÃO NÃO BRINQUE COMIGO! – Perdi completamente a cabeça naquele momento.

– EU NÃO GOSTO DE VOCÊ, NÃO QUERO VOCÊ E NEM TENHO VONTADE DE “FU” COM VOCÊ. SUA LOUCA! ESSA É A VERDADE! EU AMO A MINHA ESPOSA! AMO SIM! AMO COMO NUNCA AMEI NINGUÉM! E SE VOCÊ CHEGAR PERTO DELA... EU MATO VOCÊ COM REQUINTES DE CRUELDADE, CASY! ENTENDEU? NÃO LIGA MAIS PARA MIM! ESQUECE QUE EU EXISTO E NÃO SE ATREVA A COLOCAR ESSE TRAZEIRO CHEIO DE CELULITES POR AQUI! ENTENDEU? OU TENHO QUE DESENHAR! VÁ DE “FU” SUA VACA MALDITA! – Desliguei o telefone com raiva e o joguei sobre a mesa.

Inferno! Inferno! Inferno! Inferno! Inferno! Inferno! Inferno! Inferno! Inferno!

O que foi fazer,Jacob? Agora como vai tirar essa louca do seu caminho? Se ela resolver aparecer e fazer um escândalo, você está ferrado. Se ela conta para Ness... Aimeudeus! Ela nunca vai me perdoar! Nunca! Calma! Respira! Respira! Foco!

Olha o que você faz comigo, Renesmee? Está vendo como me deixou completamente transtornado? Perdi completamente o foco e só estou fazendo “M” por sua causa... Inferno!

Você tem que imprimir a procuração e os formulários do banco, Jacob. Não se esqueça das coisas práticas! Ela precisa colocar você e suas irmãs como suas dependentes. Precisa te dar plenos poderes para administrar os seus bens. Você precisa aproveitar a ausência do avô dela para agir... Ela é a única Herdeira disso tudo e precisa agir para tomar posse dos seus bens.

Foco! Foco!

Abri a pasta de documentos e enviei o comando para imprimir os arquivos. Depois abri o inventário que havia feito e comecei a analisar as minhas possibilidades.

Carlisle é muito burro mesmo!

Ele colocou 90% das propriedades, investimentos, contas e imóveis no nome da neta.
O único bem que continua em nome da família Cullen é a empresa. Mas isso também tomarei deles... A se tomarei.

Como ele pode ser tão burro? Por que não deixou tudo em inventário? Qual a finalidade de colocar quase tudo no nome da neta? Ela ainda era de menor quando fez isso. Será que foi por causa dos impostos? Não!! Tudo está devidamente regularizado e os impostos são pagos fielmente pela Cullen.

Por que não há nenhum bem em nome dos filhos ou da esposa? Não entendi, mas isso facilita muito as coisas para mim. Porque como procurador dela, poderei dispor dos bens sem que ele ou ela tenham conhecimento de nada. Será muito fácil para mim usufruir de todo esse dinheiro que circula, vender as ações ou imóveis sem que percebam... BURRO!! VOCÊ FOI MUITO BURRO, CARLISLE!

Levantei da cadeira, peguei os documentos na impressora e os guardei em um envelope.

– Agora é só fazê-la assinar esses papéis e você terá tudo ao seu dispor, Jacob. É nisso que tem que pensar. Não no quanto ela sofre por você. – Ao mesmo tempo que via os meus planos se concretizando, fechava os olhos e via as lágrimas rolando pelo rosto dela. Um frio percorreu a minha espinha e uma sensação estranha me deixou completamente torpe. Sentei na cadeira novamente, apoiei as minhas costas, fechei os olhos e finalmente consegui dormir.

–- xx—

Acordei um pouco mais relaxado, apesar das dores nas costas, levantei da cadeira, desliguei o computador, peguei o envelope com os documentos, o celular sobre a mesa e olhei para o meu relógio.

– Nossa! Já são seis horas. Acho que dormi o dia inteiro. – Depois que arrumei tudo sai da sala e percebi que o escritório já estava vazio.

Caminhei pelos corredores e vi poucas pessoas caminhando em direção ao elevador.

Fui para o estacionamento, peguei meu carro e parti de volta para La push.

A viagem foi longa e deu tempo suficiente para pensar nos acontecimentos. Sabia que precisava parecer duro com ela, mas tinha que encontrar uma forma de apagar a impressão da noite anterior.

Eu a possuiria novamente, mas seria mais carinhoso e daria o prazer que havia lhe negado. E seria só uma questão de tempo para que me perdoasse pelo meu mal feito.

Depois da longa viagem, cheguei em casa, entrei com o carro na garagem, estacionei e fui procurá-la.

– Boa noite, Senhor Black! - Sue disse ao me ver entrar.

– Boa noite, Sue! E minha esposa? - Perguntei vendo a sua expressão de preocupação.

– Passou o dia trancada no quarto. Quase não comeu e praticamente dormiu o tempo todo.
– HUM! – Franzi o cenho. – Prepare tudo para o nosso jantar. Em meia hora desceremos. – Disse e comecei a subir as escadas.

Cheguei a porta do quarto, abri lentamente e percebi que estava tudo escuro. Acendi as luzes do quarto, sentei-me no sofá que ficava do outro lado e fiquei observando-a dormir.

Aos poucos ela começou a se mexer e a tremer as pálpebras. Abriu os olhos lentamente e me viu. Sua face tranqüila desapareceu e no lugar surgiu a de uma pessoa assustada. Pegou o travesseiro e colocou no rosto. Aquilo fez meu coração gelar.

Ela tem tanto medo assim? Acha que sou um monstro? O que eu fiz?

Tudo bem! Mantenha ela com medo de você e depois tente seduzi-la. Isso deve funcionar... Tomara que funcione!

– Boa noite, neném! – Levantei do sofá, caminhei até a cama e tentei parecer arrogante aos seus olhos. Mas a verdade era que sentia uma enorme vontade de abraçá-la, cair de joelhos e pedir perdão.

FPD! Não fraquejará agora! Seja forte! Não faça "M"!

– Oi, Jacob... – Parecia tão assustada, que mal conseguia falar comigo. Praticamente sussurrava.

– Apronte-se para nós jantarmos. Não gosto de comer sozinho. – Ordenei e a percebi se encolher sobre a cama.

– Não estou com fome. – Sussurrou tentando não me olhar.

– Isso não foi um pedido, neném! Levante-se e fique bem bonita para mim. Eu vou tomar meu banho e me arrumar. Espero encontrá-la lá embaixo em meia hora no máximo. – Fui duro com ela, apesar de estar com o coração na mão ao ver o seu estado. Caminhei até a porta, olhei para trás e vi o pavor estampado em seu rosto. Ela se encolhia ainda mais na cama e o seu corpo tremia de medo. – Não me faça vir te buscar! – Completei e sai do quarto.

Fechei os olhos, respirei fundo e senti meu corpo vacilante tremer.

Calma, Jacob! Calma! Você precisa ser forte! Não vai deixar esse sentimento te dominar! Precisa seguir em frente nos seus objetivos.

Mas que objetivo, Inferno? Que objetivo, se faço a mulher que amo sofrer? Droga de vida! Droga! Ela acabou me enfeitiçando e não consigo deixar de sentir pena, arrependimento e medo de perder o seu amor... Droga! Droga!

Fui para o meu quarto, comecei a tirar as roupas jogando tudo sobre o sofá. Encaminhei-me para o banheiro somente de Box, entrei embaixo do chuveiro e deixei a água quente cair sobre meu corpo. Fiquei um bom tempo tentado relaxar meu corpo, minutos depois, saí pegando a toalha para me enxugar e fui para o closet escolher uma roupa. Peguei calças jeans, um suéter e uma Box vermelha para vestir.

Terminei de me arrumar, escovei os dentes, penteei os cabelos e passei perfume.

Fui para a sala de jantar, me sentei na cadeira e fiquei esperando que Ness descesse.

O tempo começava a passar e ela não aparecia. Já estava morto de fome e prestes a ir buscá-la no quarto quando apareceu com a cara murcha. Seu rosto estava inchado, havia marcas roxas em seus braços e no pescoço. Havia escuras olheiras debaixo de seus olhos, deixando em seu rosto uma expressão de dor e abatimento em sua face, que nada me lembrava a linda menina que roubou meu coração.

Fui arrebatado novamente pelo arrependimento e quis sumir da face da terra. Senti raiva por ela nem ao menos tentar disfarçar o seu estado e não se mostrar nem um pouco amistosa. Mas senti muito mais raiva de mim pelo animal que era. Meu humor estava péssimo e explodiria a qualquer momento... Já não agüentava mais aquele clima terrível.

– Pode ir, Sue! A minha esposa irá nos servir. Se precisarmos de você, tocaremos o sino. – Ordenei para a empregada e nem olhei para ver a sua expressão de pavor. Ness olhou para ela envergonhada e parecia que choraria a qualquer momento. Estava tentando parecer forte, mas sabia que não estava agüentando aquela dor.

– Pensei que teria que lhe trazer pelos cabelos. – Ela arregalou os olhos, puxou a cadeira e se sentou calada.

Como ela pode ser tão tonta e acreditar que eu realmente a puxaria pelos cabelos?? Eu sou um monstro mesmo. Apenas uma noite e ela já acha que posso agredi-la?! inferno!!

– Pode nos servir! – Cruzei os braços e ordenei. Ela não conseguia me olhar, apenas fazia o que eu mandava, de cabeça baixa, com os olhos cheios de lágrimas. Queria que gritasse comigo, que me chamasse de estúpido, canalha, monstro ou qualquer outro tipo de coisa. Mas ela simplesmente não reagia... Ela não falava e aquilo começava a me incomodar demais. – O gato engoliu a sua língua? - Perguntei tentando parecer irônico.

– Como foi seu dia, Jacob? - Ela sussurrou enquanto colocava a comida em meu prato.


Reage, mulher! Por que não grita comigo? Por que não me xinga? Por que não me bate? Sua indiferença está me matando! Faz alguma coisa! Fala alguma coisa! Não me deixe com o seu desprezo.

– Foi ótimo! Muito produtivo por sinal. E o que o meu neném fez o dia inteiro? - Tentei fazê-la falar, agoniado com aquele silêncio todo. Já não suportava o seu jeito frio e a forma indiferente que se dirigia a mim. Era como se não me visse ali. Aquilo estava me matando de raiva.
– Chorei e dormi. – Cravou uma faca em meu peito. Senti as lágrimas se formando no canto dos meus olhos, mas segurei. Quase chorei de tanta agonia. Fui possuído por uma opressão tão grande, que pela primeira vez tive medo de fraquejar e quebrar diante dela. Já não era mais o mesmo Black. Alguma coisa havia mudado dentro de mim. A maldade em meu coração estava dando lugar ao sentimento que nutria por ela. E a sua dor começava a me incomodar. Tentei manter a máscara de homem perverso e tive medo que ela percebesse a minha fraqueza.

– É bom para lavar os olhos. – Consegui dizer com dificuldade e percebi que ela não havia colocado comida em seu prato. Sabia que adoeceria se parasse de comer. Ou poderia até mesmo morrer de desgosto... Isso está pior do que imaginava. Não suporto mais isso... Não suporto mais essa vingança... Deus!

– Trouxe uns documentos para assinar, neném! Acho melhor você me nomear o seu procurador. Do contrário terá que assinar muitos documentos. – Depois de um tempo calado, consegui finalmente tentar uma conversa. Mas ela permanecia fria como um gelo, deixando-me completamente incomodado com a situação. – Não vai comer? - Apenas negou com a cabeça. – Trata de comer algo. Não quero o meu neném doente. Precisa está sadia para me satisfazer. Além disso, não quero que sua família me acuse de deixá-la passar fome. – Tentei disfarçar o meu incomodo, mas ela continuava a me ignorar... Fria como gelo.

– Não tenho fome... – Sussurrou de cabeça baixa.

Você vai me deixar louco, Ness! Não posso permitir que morra por causa do FDP que sou! Vai comer por bem ou por mal. Nem que para isso tenha que te obrigar. Se você adoecer e morrer, nunca me perdoarei por isso... Nem sei se conseguirei viver depois que te perder. Não se faça de durona e colabore um pouco! Ah, "KA"! A última coisa que quero é te machucar hoje! Por favor colabora comigo!

– Se não comer por bem, comerá por mal. Não quer que enfie essa comida pela sua goela abaixo. Ou quer? - Tentei sorrir para ela não perceber o meu desespero. Então, me olhou com aqueles olhos cor de safira, arregalados quase chorando.

Ela começou a comer com má vontade, levando lentamente as garfadas a boca. Via que se quer mastigava a comida direito e já engolia. E eu, sem poder fazer nada, queria tentar ajudá-la a comer, queria fazer um carinho, ajoelhar diante dela e gritar que a amava. Estava quase chorando, já não agüentava aquela situação insustentável, precisava senti-la em meus braços novamente. Precisava amá-la como nunca fora capaz de fazer... Precisava acabar com a sua dor.

Apesar do meu desespero, uma força maior me dominava e em meu subconsciente ouvia a voz do meu pai dizer: “Os Cullens... Os Cullens!”

Ela terminou de comer e se levantou da mesa no mesmo instante em que os meus devaneios me levavam ao meu pai em seu último suspiro. Instintivamente segurei o seu braço e a impedi de sair. Sinceramente não sei o que deu em mim, pois coloquei força demais ao segurá-la, machucando-a novamente e correndo o risco de lhe deixar mais marcas roxas em seu braço. Então, cai em mim e a soltei, sentindo o arrependimento me esfaqueado mais uma vez.

– Não tem permissão para sair da mesa! Só pode sair quando eu permitir. Está claro? - A pedra de gelo finalmente derreteu e ela começou a chorar apavorada. Havia tanta dor naquele olhar, que só servia para aumentar ainda mais o meu desespero. Estava a beira da loucura, dividido entre o amor e a vingança, e simplesmente não sabia o que fazer. – Pode ir! Espere-me bem cheirosa e nem pense em trancar a porta do quarto. – Assim que ela saiu, coloquei as duas mãos sobre a cabeça e comecei a chorar toda a dor que sentia. Estava completamente perdido de amor, mas sofria por ter que maltratar tanto a minha esposa. Tudo aquilo era mais do que eu conseguia suportar, mais do que poderia supor ser possível para um homem. Estava desesperado para sentir o seu corpo, para dar o amor que estava negando e dizer que a amava. Ela precisava saber que eu a amava muito. Já não suportava viver com aquela mentira me sufocando.

Levantei da cadeira e fui para o meu quarto. Vi que as roupas sujas já não estavam mais lá e o banheiro estava arrumado.

Tirei as roupas, coloquei o hob e fiquei um tempo sentado na cama, para dar tempo de ela se arrumar para mim. Tempo depois, levantei, peguei o envelope sobre a cama, apaguei as luzes e fui para o seu quarto.

Abri a porta e ela fingia que dormia. Mas percebia pelos seus tremores que estava acordada e muito assustada... Com medo do monstro a tocar.

– Você não está dormindo, neném! Preciso que assine esses papéis para mim e depois vamos conversar mais intimamente. – Tentei falar com a voz calma, tirando toda a amargura e a malicia do meu tom. Ela se virou e se espreguiçou sobre a cama. Sua expressão era de muito medo. Parecia um gatinho assustado quando me olhava.

Quero te dar tanto amor, Ness. Não tenha medo de mim meu neném.

– Estou cansada e com preguiça de ler hoje. – Respondeu baixinho, escondendo o rosto com a mão.

Não me faz sentir pior do que já estou, amor. Por favor tenta relaxar essa noite. Se eu pudesse voltar no tempo...

– E quem disse que precisa ler? Não confia em mim? - Perguntei arqueando a sobrancelha e ela fez um sinal de negativo com a cabeça. Aquilo me deixou mal, mas saia que depois da nossa noite, toda a má impressão iria embora e ela relaxaria ao meu lado. – Acho que começamos mal, neném. – Caminhei até a cama, sentei ao seu lado, tirei os papéis e a caneta de dentro do envelope e coloquei sobre cama. Comecei a beijar o seu pescoço, deslizando os lábios suavemente pela sua pele. Senti o seu corpo estremecer e ficar mole em meus braços. Aproveitei a deixa e subi os lábios até a sua boca e comecei a movê-los lentamente. Pouco a pouco fui aumentando os movimentos, sentido uma sensação boa com o toque suave de sua pele e o gosto maravilhoso de sua boca. Pedi passagem para a minha língua e comecei a explorar cada canto de seu interior. Consegui me esquecer de tudo e me entregar totalmente ao beijo. Até que...

– Não... – Ela sussurrou após interromper o beijo
– Assina logo esses documentos para nós ficarmos mais a vontade, amor. – Ela estava completamente entregue e sem pensar muito, pegou o envelope, assinou seu nome nos lugares onde haviam "X" marcados e me entregou. Peguei a caneta e os papéis, levantei e os larguei sobre a mesa. Voltei até a cama e me sentei ao lado dela novamente, recomeçando as caricias, mas ela se esquivou novamente com medo de mim.

– Eu não quero, Jacob... – Havia tanto medo naquele olhar, estava tão apavorada que tive medo de prosseguir e tentar algo naquela noite. Mas a necessidade de fazê-la se sentir amada era tão grande, que precisava tentar romper aquela barreira e lhe dar o carinho que precisava. Não podia permitir que continuasse a me temer daquele jeito. Ela precisava me respeitar e não ter pavor de mim... Eu havia cometido em erro e precisava consertar ainda naquela noite.

OH Ness, me perdoa! Farei você esquecer o monstro que fui ontem... Eu só quero te amar... Amar muito, minha vida.

– Você não me quer? - Comecei a beijar o seu pescoço suavemente, percorrer todo o seu comprimento com a língua, me deliciando com a pele macia e cheirosa. Levei a mão até a sua perna e comecei a subir até o interior de sua coxa. Fiz leves caricias e a senti estremecer em meus braços. Subi a mão mais um pouco, até chegar em sua calcinha e ela me interrompeu.

– Você me machucou... – Vendo-a assim tão frágil e manhosa, tive vontade de cortar o meu “KA” fora. Ela não merecia ter como marido o homem mais canalha do mundo. Começava a me odiar por viver e fazer mal a criatura mais doce que existia. Um instinto protetor me dominou e tudo o que quis foi provar que a amava e estava arrependido.

Ah, Ness se eu pudesse mudar o passado, jamais teria cruzado o seu caminho para te fazer sofrer. Mas agora é tarde demais para nós dois. Eu preciso de você e tenho medo do mal que ainda posso lhe fazer. Isso está acabando comigo, amor.

– Perdão, neném! Hoje você vai gostar... Eu te darei muito prazer... prometo. – Ela fechou os olhos, parecendo concordar com as minhas investidas, por mais que ainda parecesse ter medo. Comecei a abrir o fecho do seu vestido e o tirei, deixando-a só de calcinha. Era a visão mais linda do mundo. Admirei o seu corpo e desejei beijar cada pedaço. Ela era minha mulher e eu seria um homem de verdade para ela. Precisava encontrar uma forma de lutar contra o instinto de vingança que me dominava e amar muito aquela mulher. Tirei o meu hob, debrucei o meu corpo sobre o dela e voltei a beijar o seu pescoço. Precisava que relaxasse e começasse a perder o medo de se entregar. As minhas carícias precisavam deixá-la relaxada, antes de fazer qualquer coisa. – Pode me perdoar, neném? - Comecei a descer os lábios, brincando com a língua em sua pele delicada. Beijei a sua barriga muitas vezes. Queria cobri-la de beijos e provar que estava sendo sincero. Desci mais um pouco e cheguei a sua calcinha. Seus olhos se arregalaram e senti seu corpo estremecer. Comecei a tirar lentamente e abri as suas pernas. Ela quase chorava com tanto medo... Como o seu pavor me fazia mal.

Levei a boca até o seu sexo e comecei a beijá-la. Ela fechou os olhos e parecia relaxar um pouco. Percorri a língua pelos pequenos lábios, sentindo o seu gosto maravilhoso e depois comecei a estimular o seu clitóris.

Ela gemia e se contorcia na cama. Vi um sorriso começar a se abrir em seu rosto e os espasmos em seu corpo fazendo-a se debater sobre a cama. Comecei a mover a minha língua de forma ávida, deixando-a totalmente entregue e relaxada. Percebi que gozou três vezes e fiquei satisfeito por dar prazer e não dor ao seu corpo. Mas precisava dar mais... Muito mais.

– É tão doce e tão gostosa, neném! – Ela jorrou outro gozo, fazendo sua nata invadir minha boca. Era uma satisfação tão grande que sentia vontade de gritar de felicidade. Comecei a subir os meus beijos, enquanto ela sofria os efeitos dos espasmos sobre o corpo, beijei suas pernas, joelho tornozelo... Beijei o seu pé.

Como você é linda, Ness! Linda! Cheirosa! Gostosa! Deliciosa!!! Como eu te amo, neném.

– Jacob... – Ela sussurrava o meu nome com satisfação e aquilo enchia o meu ego. Era surreal aquela sensação de vê-la gozar para mim.

– Geme meu nome, neném... geme... – Subi meu corpo e me debrucei sobre ela novamente, apoiando os cotovelos na cama. Ela abriu os olhos e eu sorri maravilhado com aquele brilho intenso e apaixonado novamente... Ela ainda me amava e eu estava feliz demais por isso. – Aconteça o que acontecer, neném... Te amo... Amo de verdade. – Abri suas pernas e ergui os seus joelhos. Começava a me encaixar entre eles, quando...

– Jacob, não! Vai doer... você me machucou... – Ela começou a chorar e a expressão de dor se formou em sua face novamente. Eu havia causado um trauma muito grande e tinha que ser paciente, agir com calma e tentar deixá-la relaxada.

Não vou te machucar essa vez, amor... Prometo!!


– Perdoa por ter sido tão bruto com você, neném... Serei carinhoso hoje. – Aproximei o meu rosto lentamente e beijei os seus lábios de forma bem calma, fazendo sutis movimentos sobre eles. Desci a minha mão e comecei a estimular o seu clitóris rapidamente. Consegui fazer com que gozasse e fui aumentando a intensidade do meu beijo. Encaixei o meu pênis em sua entrada e lentamente forcei a entrada, mas ela se contraiu.

Se fizer assim, vou acabar te machucando... Calma!

– Se você não relaxar e se contrair... – Levei a mão ao seu rosto e comecei a fazer carícias, mas ela ainda parecia apavorada de medo. – Assim vai doer, Ness. Tenta relaxar! Eu não vou te machucar novamente. Quero que isso seja prazeroso para nós dois. – Ela já chorava com medo de mim e me sentia angustiado com tudo aquilo. Sentia-me o pior homem do mundo e tentava encontrar uma forma de apagar o que eu havia feito... Não dava para passar uma borracha... Ela nunca esqueceria.

– Vai doer novamente... – Ela chorava manhosa e eu tentava me controlar para não explodir com o desejo que tomava conta do meu corpo. Senti o meu “KA” pulsando, mas precisava manter a calma. Não podia perder o controle novamente. Do contrário tudo estaria perdido.

Calma, Jacob! Calma! Ela está com medo, mas isso vai passar! Vai devagar e ela será sua mulher de verdade. Vai se entregar a você de corpo e alma.

– Só um pouquinho. – Comecei a penetrar lentamente e quando percebi a sua expressão de dor começava a sumir. Pouco a pouco fui invadindo o seu corpo e quando consegui colocar tudo dentro dela, parei de me mover e deixei que seu corpo se acostumasse com o tamanho e com a ardência. – Já estou todo dentro de você, neném. Ficarei aqui até seu corpo se acostumar com ele. – Iniciei um beijo lento e carinhoso. Era correspondido em cada movimento. Sentia suas mãos acariciando as minhas costas e comecei a me mover lentamente, tirando e colocando, tirando e colocando... Pouco a pouco fui aumentando os movimentos e sentia seu corpo mais relaxado e entregue. Ouvia os gemidos vindos de seus lábios e comecei a sentir um prazer surreal. Era como se fossemos apenas uma pessoa... Um só corpo.

Comecei a brincar com a língua sobre o bico do seu seio, enquanto a outra mão apalpava o outro. Pude me deliciar com o gosto de sua pele delicada, sentindo uma sensação que ainda não havia proporcionando ao meu corpo... Pela primeira vez na vida eu fazia amor... E não apenas sexo.

– Jacob... – Ela sussurrava o meu nome e aquilo era como música para os meus ouvidos. Se morresse naquele momento, iria completamente extasiado com tanta felicidade.

– Geme meu nome, neném... Geme...- Sugava um de seus seios com a mão e brincava com o outro.

– Woo Jacob... Ãnn ãnnn – Seus gemidos aumentavam e ela conseguia se mover junto comigo, como se estivéssemos em uma dança sensual. Seu corpo parecia completamente adequado ao meu. Parecia conhecer a forma perfeita de me dar prazer.... Estava literalmente no céu.

– Isso, neném!!! – Um vulcão explodiu dentro de mim com todo aquele prazer exalando em cada parte do meu corpo. Comecei a estocar cada vez mais rápido, enquanto ouvia os seus gemidos chamando o meu nome. Entrava e saia, entrava e saia, entrava e saia... Já não pensava mais.

– Jacob...

– Woowww Neessss eu te amo!!!

Todas as minhas forças foram sugadas para dentro dela através do meu esperma. Tirei o meu membro, ainda sentindo os espasmos em nossos corpos, deitei sobre a cama e a puxei para mim.

Não conseguia dizer mais nada. Simplesmente fechei os olhos, puxei seu corpo para o meu, deitei sua cabeça e comecei a lhe fazer carinho.

Tinha medo de que qualquer palavra estragasse tudo naquele momento. Era melhor deixá-la sentir o meu amor e não dizer nada.

Consegui cochilar um pouco e acordei ouvindo os seus sussurros... Fiquei completamente atônito.

– É tarde demais para nós dois. Eu também te amo, mas é diferente. Eu o amo! Eu o amo! Se eu pudesse me dividiria em duas e seria a Ness do Jacob e a Ness do Seth, mas eu não posso.

Tirei seu corpo do meu peito, deitei-a na cama e me levantei. Caminhei até a beira a cama, peguei a minha Box e coloquei. Então, fui até a cabeceira da cama, acendi a luminária, caminhei até o interruptor e apaguei a luz.

Ela ainda continuava a falar quando sai do quarto. Estava completamente atordoado com tudo aquilo. Resolvi beber algo para me acalmar e fui para a sala, onde havia o bar.

Peguei a garrafa de conhaque e novamente fui para a cozinha. Fiz o mesmo ritual da noite anterior e comecei a beber.

Eu preciso fazer algo da minha vida... Preciso! Não posso perder essa mulher para outro. Certamente se lhe negar carinho, cairá nos braços dele... Deus o que eu faço?

“Os Cullens... Os Cullens! Vi o meu pai aparecer na minha frente e começou a me acusar. “Você prometeu, filho! Vai deixar essa vadia te enfeitiçar? Vai fraquejar agora que conseguiu tudo? Não pode! Você prometeu para mim! Lembre-se da sua mãe! Foi culpa deles!

–NÃO!!! NÃO!!! ME DEIXEM EM PAZ! – Arremessei o copo e a garrafa para longe. O chão da cozinha ficou cheio de cacos de vidros. Dei a volta, desviando dos cacos, caminhei pelo corredor e cheguei a porta da casa. Vi que chovia muito do lado de fora, mas estava tão doido, que tirei o hob e sai só de Box no meio da chuva.

“Os Cullens... Os Cullens!”

– PARA DE ME ATORMENTAR! PARA!! INFERNOOO!!! EU SÓ QUERO AMAR!! PARA! – Cai de joelhos no chão,sentindo a água fria percorrer o meu corpo, uma dor enorme sufocava o meu coração, não conseguia encontrar forças para me levantar e entrar. Comecei a chorar muito deitado na grama.

– Não... Não... Me deixa em paz, pai! Por favor me deixa ser feliz! Não... – Senti uma mão tocar a minha cabeça.

– Você ficará doente assim! Precisa entrar, Senhor. – Era a voz de Sue, ela afagava os meus cabelos e tentava me ajudar.

– Eu preciso morrer... Preciso... Para o bem dela... Não quero fazer mal a ela...

– Venha! – Ela me ajudou a me levantar e caminhou comigo para dentro de casa, pegou meu hob do chão da porta e começou a me secar. – Vamos para o seu quarto. Precisa tirar essa sunga molhada e se deitar debaixo de um cobertor. Do contrário, ficará doente.

– Não deixe eu machucá-la! Não deixe! Não deixe! Eu preciso morrer!

– Você está bêbado, Senhor. Não diz coisa com coisa. – Tudo estava embaçado em minha frente. Tinha a consciência de estar andando, mas via tudo distorcido. Se não fosse pelos braços me ajudando, não sei se conseguiria entrar e ir para a cama.

– Eu preciso salvá-la... preciso. _ Repetia como se estivesse delirando.

Senti sua mão tirando o hob e a minha Box. Depois me conduzindo até a cama e me deitando.

– Vou chamar a Ness..

– Não! Não! Ela precisa ficar longe de mim! Sou um monstro! Eu a amo e não quero machucá-la... Não... Não... Por favor não.

– Tudo bem! Vou apagar a luz, descer e fazer um café forte para curar essa bebedeira. Daqui a pouco eu volto. – Aquilo foi a última coisa que ouvi antes de apagar completamente. Mas em minha consciência ainda ouvia: “Os Cullens... Os Cullens!

Behind Blue Eyes
No one knows what it's like, to be the bad man
To be the sad man, behind blue eyes
No one knows what it's like, to be hated
To be fated, to telling only lies
Ninguém sabe como é, ser o homem mal
Ser o homem triste, por trás de olhos tristes
E ninguém sabe como é, ser odiado,
Ser destinado, a contar só mentiras...
But my dreams they aren't as empty
As my conscience seems to be
I have hours, only lonely
My love is vengeance, that's never free
Mas meus sonhos não são tão vazios
Quanto minha consciência parece ser
passo horas, somente sozinho
Meu amor é a vingança que nunca é livre
No one knows what it's like, to feel these feelings
Like I do, and I blame you
No one bites back as hard, on their anger
None of my pain or woe, can show through
Ninguém sabe como é, sentir estes sentimentos
Como eu sinto, e a culpa é sua!
Ninguém ferroa tão ferozmente, em sua ira
Nenhuma das minhas aflições ou dores.. Podem transparecer
But my dreams, they aren't as empty
As my conscience seems to be
I have hours, only lonely
My love is vengeance, that's never free
Mas meus sonhos não são tão vazios
Quanto minha consciência parece ser
Passo horas, somente sozinho
Meu amor é a vingança que nunca é livre
When my fist clenches, crack it open
Before I use it and lose my cool
When I smile, tell me some bad news
Before I laugh and act like a fool
Quando meus punhos cerrarem, abra-os até quebrar...
Antes que eu os use e perca a calma.
Quando eu sorrir, me dê algumas notícias ruins...
Antes que eu sorria e aja como um tolo.
And if I swallow anything evil
Put your finger down my throat
And if I shiver, please give me your blanket
Keep me warm, let me wear your coat
E se eu beber de algo maligno;
Enfie seu dedo na minha garganta.
E se eu tremer me dê seu cobertor;
Me mantenha aquecido, deixe-me usar seu casaco.
No one knows what it's like, to be the bad man
To be the sad man, behind blue eyes
Ninguém sabe como é, ser o homem mal
Ser o homem triste, por trás de olhos tristes.