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sábado, 17 de março de 2012


Medo de Amar 6

- NÃO! NÃO!! NÃO ME TOQUE!! AHHHHHH – Nessie gritava e se debatia sobre a cama. Ainda sentia as mãos de Edward em seu corpo e das investidas violentas dentro de si. Estava apavorada e lutava contra aquilo. Sentiu as mãos de alguém a sacudindo. Abriu os olhos e viu o duque segurando os seus ombros. Lágrimas escorriam em seu rosto. O coração batia acelerado e o medo a deixava em estado de alerta. Ela se soltou dele e encolheu-se no canto da cama.

- Calma, querida! Calma! – Jacob disse com a voz tranqüila para tentar acalmá-la. Ela se aconchegou e pela primeira vez se sentiu protegida. Chorou tudo o que podia em seus braços. Ele não disse mais nada. Apenas a acolheu  permitiu que se acalmasse.

Passado algum tempo em silêncio, Nessie sabia que deveria explicar e tentar manter a mentira. Não podia deixar que ele percebesse o que ocorria. Era perigosa demais aquela situação.

- Foi um pesadelo. – Disse o óbvio e esperava que ele não a interrogasse. – Foi como se algum tentasse me pegar. Mas já passou. Sei que não foi real e agradeço Vossa Graça por me socorrer nesse momento. – Afastou-se dele e olhou para o outro lado. Fixou seus olhos nas sombras, causadas pelas velas bruxuleantes.

- Foi um pesadelo ou uma lembrança ruim? – Ele perguntou com a voz calma. Ela não respondeu. Ele ficou incomodado com aquilo, mas não insistiu. Apenas queria que ela ficasse bem. – Estarei no quarto ao lado. Se precisar de algo é só bater na porta e virei. Espero que consiga dormir bem, “milady”. – Levantou-se e caminhou para a porta. Nessie sentiu algo estranho dentro de si. Era como estar vazia novamente. Queria os braços protetores dele. Precisava de alguma forma, mas sabia que não podia. Deitou-se e tentou dormir. Sabia que seria impossível dormir tranqüila, sem o pesadelo. Mas precisava tentar e não fazer barulho, ou o Sua Graça começaria a desconfiar da verdade.

[...]

Jacob não conseguiu pregar os olhos aquela noite. Alguma coisa estava errada. Muito errada! Ela não teve apenas um pesadelo. Estava assustada demais. Lutou contra ele quando a abraçou. Aquilo parecia mais uma lembrança e talvez explicasse o motivo da fuga. Estava ansioso para que o dia amanhecesse. Falaria com um detetive e encontraria a sua família. Se alguém havia feito mal aquela jovem, acertaria as contas com ele. Seria implacável com quem quer que fosse.

Quando o dia amanheceu, foi direto para o escritório e enviou uma missiva para o seu administrador, pedindo que lhe arrumasse o melhor investigador. De preferência alguém da agência secreta. Precisava agir logo e descobrir tudo sobre a jovem que havia socorrido.

Por volta das dez horas, seu mordomo anunciou a visita de seus amigos.

- Vossa Excelência, bom dia! Os condes Brandt e Langlay estão a sua espera. Devo mandá-los entrar? – Perguntou o mordomo, Sr Crispt.

- Pode mandá-los entrar, Sr Crispt. Um homem não pode ao menos ter um momento de paz. O que será que esses dois fazem aqui tão cedo? – Perguntou arqueando uma das sobrancelhas, como se o mordomo fizesse idéia do que passava pela cabeça dos dois amigos loucos de Jacob. Se já estava sem paciência, agora então...

O suntuoso gabinete voltou ao silêncio habitual. Jacob começou a examinar alguns documentos, enquanto bebia uma taça de vodca. Não era hábito beber tão cedo, mas dadas as circunstancias precisava daquilo. A porta rangeu e se abriu. Não levantou a cabeça, mas escutou os passos.  – Seria impróprio da minha parte perguntar o que os dois fazem na minha casa tão cedo? – Perguntou de forma irônica.

- Claro que não, Jacob! Você tem o direito de perguntar o que quiser. Mas estamos aqui para prestar um grande favor a você, caro amigo. E como queríamos ver sua reação em primeira mão, resolvermos vir juntos. O que adiantaria enviar uma missiva através de um empregado. Nada nos tiraria o prazer de ver sua expressão nesse momento. – Derick disse em tom debochado.

- E o que pode ser tão urgente e importante? – Sabia que se tratava da jovem senhorita, mas não deixaria que os amigos vencessem aquela guerra de nervos.

- A “Bela adormecida”? - Dessa vez foi Alex. Os dois se sentaram e sem a menor cerimônia, começaram a se servir. Entre os três era assim. Não havia motivos para pompas. Podiam agir como pessoas comuns.

- E o que tem a senhorita? – Jacob odiava quando falavam naquele tom e debochavam do caso. Mas algo lhe dizia que tinham uma bomba nas mãos. Não custava nada saber do que se tratava. Mesmo que aquilo fosse irritá-lo ainda mais aquela manhã. Só de pensar nela, toda assustada e chorando em seus braços, sentia profundo ódio de quem lhe machucara.

- Ontem nós continuamos no White’s depois que você partiu. E descobrimos algo interessante. Você se lembra que Colchester estava alterado? Ele pedia dinheiro emprestado. Mas a pessoa em questão se negou a emprestar, porque ele está com muitas dívidas. Pois bem, conversamos com uma das atendentes e ela deixou escapar algo interessante.

- E o que tem de interessante nas dívidas de Colchester? – Perguntou de bebericou um gole da bebida. Tentava juntar uma coisa com outra. Sabia que Edward Colchester tinha duas irmãs, mas as conhecia e de certo não era a jovem que se encontrava em recuperação em sua casa.

- Parece que ele precisa de mais dinheiro para pagar um detetive. Aparentemente sua prima, filha do falecido Marques, fugiu de casa. – Alex disse e olhou para Derick de soslaio. – E aparentemente ela fugiu aqui da casa de sua mãe, na Maefayer.

- Se você juntar dois mais dois... -  Disse Derick.

- Vocês acham que a jovem é a filha de Charles Wood, falecido marques de Colchester? – Aquilo era estranho. “Por que a filha de um marquês não fora introduzida na sociedade? Por que fugia de casa?” 

- Só há um jeito de saber. – Respondeu Alex sorrindo. – Perguntando a ela. E se for realmente filha de um marquês, até sua mãe aprovaria o casamento. Seria totalmente aceitável para uma duquesa. Você nem poderia sonhar com algo melhor, não é meu amigo? – Concluiu.

- Jacob, fala alguma coisa!  - Derick ordenou. Ele não sabia o que dizer. Se aquilo fosse verdade, havia muita coisa em jogo. A linhagem da jovem seria aceitável para sua esposa. O problema é que não suportava Colchester . Achava-o arrogante, prepotente e fanfarrão. O sacrifício valeria à pena, se aquilo fosse verdade. Mas havia outro fato em questão. “Quem havia machucado a jovem? O que fizeram com ela?” Ele precisava saber e o malfeitor pagaria muito caro. Ele garantiria isso, mesmo que fosse a última coisa a fazer em vida.

- Preciso ir ter com ela. Tenho que saber a verdade. – Levantou-se bruscamente e pôs a taça sobre a mesa. – Agora se não tiverem algo melhor para fazer...

- É assim que nos agradece, por ajudar a encontrar a sua futura esposa? Mal agradecido. – Resmungou Alex.

- Eu descobriria de uma forma ou de outra. Agora se me derem licença. – Deixou os amigos e saiu. Sabia que aquilo era totalmente descortês e inaceitável. Mas eles compreenderiam sua urgência. Precisava ver a jovem.

[...]

Nessie se levantou da cama e fez um esforço para caminhar pelo quarto. Seu corpo ainda doía muito, mas não podia ficar presa aquela cama. Precisava elaborar um plano. Sabia que Sua Graça não era tolo e não acreditaria em suas mentiras por muito tempo. Fugiria daquela casa assim que conseguisse reunir forças para andar e correr. Aquilo era imperativo. Ele era bonito e tentador demais para a sua própria sanidade. Ela estava perdida. Não poderia ser desposada por ninguém, muito menos por um duque. Mesmo que um dia houvesse a possibilidade dele desejá-la, não poderia ir “estragada” como estava. Um nó se formou em sua garganta, em seguida escutou a porta se abrir.

Ela fechou o penhorar e se virou. Viu aquele homem enorme, másculo e lindo entrar. Era mais alto do que imaginava. Os ombros muito largos e um corpo bem maior que o seu. Não tinha a exata noção de como era grande quando a abraçou. Sua Graça ficou observando-a por alguns segundos e não disse nada. Parecia analisá-la. Quando abriu a boca e a chamou. – Dormiu bem, Lady Wood? - O corpo ficou mole e caiu. Se não fosse pelos braços fortes, aparando-a, teria levado um belo tombo.

- O quê... Como... – Ela não conseguiu falar. Estava em pânico naquele momento. Era desesperador saber que ele havia descoberto sua identidade. Em pouco tempo Edward a levaria de volta e... Ela seria castigada pela fuga. Santo Deus! Estava em perigo.

- Tenho fortes motivos para achar que é a filha do marquês, falecido, de Colchester. Estou errado, querida? – Sussurrou em sua orelha enquanto  a carregava para a cama. O corpo inteiro se arrepiou com aquele hálito quente. Aquele homem seria sua ruína. Ela sabia disso. Tinha que fugir de novo. E de novo, caso fosse necessário. Não permitiria que seu ardil a mantivesse em uma nova armadilha.

- Eu...não faço...idéia. – Gaguejou. Sabia que tinha entregado o disfarce. Mas continuaria a fazer.

- Então creio que deva trazer Edward Colchester para fazer um reconhecimento. Não acha? – Perguntou de forma irônica.

- NÃO! -  Um grito, estrangulado, saiu de sua boca sem mesmo perceber. Tinha posto tudo por água abaixo. Arruinou o seu disfarce. Que homem mais maquiavélico aquele?

- Então estava certo. Por que se finge de desmemoriada, “milady”? – Colocou a na cama de forma delicada e depois encarou o seu rosto. Ela se esforçou para não chorar, mas os olhos estavam cheios de água. Tinha mais orgulho que aquilo. Não choraria, novamente, diante daquele homem.

- Perdão, Vossa Graça! Mil vezes perdão, mas não posso voltar para aquela casa. Não posso. Não entende! Não entende! – Balançou a cabeça em sinal de negativo e tentou controlar os nervos, que aquela altura estava em frangalhos.

- O que eu não entendo, “milady”?  - Ele continuou o interrogatório e ela estava completamente desarmada. – O que lhe fizeram naquela casa? – Insistiu.

- Por favor, não! Não! Não quero falar! Por favor só me esconda! Eu imploro a piedade de Vossa Graça. Parece um homem bom e justo. Ajude-me pela Graça de Deus. Se me forçar a voltar, fugirei novamente.

- O que lhe fizeram? – Continuou a insistir.

- Desde que meu pai morreu – Começou a chorar enquanto falava. – Eles só me maltratam. Sou como uma empregada para a família. Tiraram tudo o que é meu. Sou humilhada, mal tratada, mal vestida, como os resto e durmo em um sótão. Isso não é suficiente? Agora desconfio que Edward quer me vender a alguém. – Mentiu. Não poderia contar tudo. Aquelas eram apenas meias verdades. – O mais irônico é que desconfio que a mansão seja minha. As jóias que minha tia usa eram da minha mãe. Meu pai comprou cada uma... Eles me tiraram tudo. Não voltarei para lá! Juro que se me forçar fujo novamente Excelência. – O duque a olhava com uma expressão angustiada no rosto. Não disse nada. Apenas a abraçou forte e a acolheu. Era a primeira vez em anos que recebia algum carinho de algum. Foi reconfortante estar em seus braços, apesar de imprudente e inapropriado.

- Sabe que não posso mantê-la aqui, querida. – Beijou sua testa de forma carinhosa. Segurou o seu queixo e ergueu sua cabeça, obrigando-a a encará-lo. Seus olhos se encontraram e houve algo estranhamente mágico naquele momento. Confiava naquele estranho. Por mais esquisito que pudesse parecer o fato, Nessie confiava nele. – Juro que irei protegê-la. Farei com que lhe entreguem tudo o que é de direito e que faça um casamento aceitável. Cumpro as minhas promessas, querida. Só confie em mim. Por agora, digo que preciso comunicar a sua família que está aqui e pedir que mandem uma dama de companhia. Não quero que um escândalo manche sua reputação. Minha reputação já é péssima. A sociedade me chama de duque sombrio. Não quero que isso a prejudique.

- Só mais uns dias! Por favor! Até estar mais forte. Não me mande de voltar agora, eu imploro a ti. – Ela aconchegou a cabeça em seu colo e chorou.

- Agora tem a minha proteção. Eles não ousarão fazer nada de ruim, querida. Eu prometo. – Beijou o topo da cabeça. – Agora tenho que tomar minhas providências. Tente ficar tranqüila. Honro minhas palavras e as tem, “milady”.

- Nessie! – Ela disse.

- O quê? – Ele perguntou.

- Eu me chamo Renesmee, mas pode me chamar de Nessie. Meu pai me  chamava assim. – Fazia tanto tempo que ninguém a tratava tão bem, que se sentiu confortável com ele. Queria ouvir o seu nome em seus lábios. Pelo menos uma vez.

- Só se me chamar de Jacob. – Ele respondeu sorrindo. Um sorriso tão lindo e de tirar o fôlego. Ela não conseguia tirar os olhos daqueles lábios tão carnudos. A proximidade era enormemente tentadora. Fechou os olhos e imaginou como seria ter aqueles lábios sobre os seus. – Não poderia, Vossa Graça.

- Não quero que minha esposa me chame de Vossa Graça quando estivermos na cama. Quero ouvir meu nome em seus lábios, Nessie. É como música para os meus ouvidos. – Ela abriu e fechou a boca sem ter o que dizer. Não acreditava naquela declaração. “Ele estaria mesmo dizendo que se casaria com ela?” – Não responderá? – Perguntou com aquela voz rouca e suave, que mais parecia uma carícia sobre o seu corpo. Sentiu a bochecha arder. Sabia que estava corada. “Por que tinha que corar diante dele?”.

- Não posso me casar, Excelência. Nunca! Sou uma fruta estragada e não sirvo para ser sua duquesa. Por favor, não insista. Só quero uma casa no campo, onde possa viver sozinha e tentar esquecer... – Uma lágrima rolou pelo seu rosto e ele a secou com um dedo.

- Quem  a machucou, Nessie? – Ela negou meneando a cabeça e fechou os olhos. Era vergonhoso falar sobre aquilo com ele. Não queria. Não podia. Precisava se esconder. Atirou-se em um travesseiro e o abraçou. Ficou ali calada, sabendo que os seus olhos estavam sobre si. – Nessie... – Sussurrou com uma voz gentil.

- Vá embora! Por favor, vá! E se preza a minha vida, não me entregue a Edward. Ele me venderá ao primeiro que pagar mais, Excelência. Só não me matará, por ter fugido, porque pretende lucrar com minha vida. Se gosta de mim, deixe-me aqui pelo menos por 3 meses... Até a maioridade. Assim poderei cuidar da minha própria vida.

- Nunca permitiria que ele a fizesse de moeda de troca. Toma-me por muito pouco, Lady Wood. Mas eu descobrirei sozinho sobre o que não quer me contar. E falarei pessoalmente com Colchester. – Sentiu o movimento da cama quando ele se levantou e o barulho das botas dirigindo-se para a porta. Encolheu-se sobre a cama e chorou sua vida miserável.


Glau
Bem miguxas, o que estão achando? Se deixar por conta de vocês, vão escrever a fic. Não é Letícia? Cada uma com uma idéia (ou dica). Acho que não sou a única má. Todas vocês querem ver Jacob arrancar o couro de Edward. Depois falam de mim. Kkkkkk
Bem, o cap 7 e o 8 já estou prontos. A Heri pediu para fazer uma mudanças no 7  e como a palavra da minha beta amada é lei, farei algumas modificações.
Sábado posto novamente.
Obrigada imensamente pelos comentários e carinho de vocês.
Gente, peço que se alguém copiou Para sempre em blog apague, por favor. Estou prestes a fechar contrato para publicação e não posso ter a fic divulgada na net. OK? Estou saindo de férias hoje, mas tenho que revisar a estória e preparar tudo para enviar ao editor. Peço que fiquem na torcida. Ainda não tem nada certo e preciso arrumar uma grana preta. OMG!!
Obrigada por tudo mais uma vez!
Bjs no core
N/Heri: Ahhhhh! Estou em choque....mais, mais e mais. OMG! Isso aqui ta cada vez melhor. Ele pensa mesmo já casar? Imaginem na vingança, minha mente esta fervendo a imaginar ainda as complicações que Glau adora fazer....to apaixonada por tudo aqui...e vcs? Podem comentar? Acham que Edward vai aceitar assim? Bjokas.....comentem.

sábado, 10 de março de 2012

Medo de Amar 5
Londres, 8 abril de 1816
Nessie piscou duas vezes e percebeu que estava em um lugar escuro, com sombras bruxuleantes pairando pelas paredes. Seu corpo estava dolorido. Muito dolorido. Nada comparado com a cabeça. OH Céus! Ela se sentia muito mal. Tentou se mover e todos os seus ossos deram o alarde de que o seu estado era ainda pior do que pensava. Uma dor insuportável a fez gemer baixinho. Piscou mais duas vezes tentando se orientar. “Afinal onde estava? O que havia acontecido?” Forçou a sua memória e... A última coisa que se lembrava era de estar fugindo da casa do seu malfeitor.

- Hummm! – Além da dor insuportável em cada articulação de seu corpo, sua boca estava seca. Estava com muita sede. Precisava urgentemente de água. – Água... – Sussurrou com dificuldade.  Viu quando uma sombra passou pelo quarto. Era à sombra de um homem. “Seria Edward?” Ela começou a se preocupar. Se fosse ele, realmente, estaria morta. Tentou se sentar e mais uma vez foi atingida por uma dor aguda. – Aiiii!

- Calma, senhorita! – A voz rouca de um homem atingiu os seus ouvidos. Era uma bela voz. “Quem seria aquele homem? Onde ela estava? Estaria à mercê de um completo estranho?” – Pedirei a uma serviçal para trazer água e ajudá-la com as suas necessidades.

- Onde estou? Quem é você? - Nessie perguntou se sentindo completamente confusa. Sua vista fez uma rápida varredura pelo quarto. No primeiro momento a visão foi turva. As vistas demoraram a se acostumar  até se abrirem. Levou um tempo. Para ela uma eternidade, na verdade. Era um local luxuoso e aconchegante. Tudo aquilo só a deixava ainda mais confusa.

- Eu sou Jacob Black, Duque de Telford, e você está em Telford House na Mayfair. Eu a salvei de um atropelamento há quase cinco dias. Você ficou muito machucada por causa da queda. Segundo o Dr Host entrou em estado de coma. – Ele falou tudo muito tranquilamente ao aproximar-se da cama. Quando Nessie finalmente fitou o seu rosto, viu que se tratava de um homem bonito. Essa talvez não fosse à melhor definição para o Duque. Ele era o homem mais perfeito que vira na vida. Os seus cabelos negros como a noite. A pele morena queimada de sol, diferente da maioria dos homens pálidos. Os enormes olhos negros, o nariz arredondado, queixo quadrado, maçãs do rosto proeminente, grossas sobrancelhas e os desejáveis carnudos. Além disso, o homem era alto, com ombros largos e pareciam musculosos, mesmo de baixo daquela roupa. A sua camisa branca estava aberta e deixava o seu corpo e parte dos peitos a mostra. Nessie respirou fundo ao ver tamanha perfeição em forma de homem. Era um verdadeiro “deus grego” dos romances que lia escondido. Para completar, enquanto ele o observava, sorriu. Pode ver as covinhas se formando em seu queixo. Aquilo era bem mais do que uma visão. Nessie quase se esqueceu de que estava na cama de um completo estranho. Nem conseguiu sentir medo.

- Agradeço a generosidade, Vossa Graça. – Ela fez uma leve mesura com a cabeça. Não conseguia fazer mais no estado que estava. Apesar de ter perdido completa noção do que se passava ao olhar o homem, o corpo ainda lhe doía horrores. Ela gemeu novamente.

- O médico advertiu que acordaria com dor. Ele receitou remédios para você. Ele temeu que seu corpo ficasse fraco demais e morresse, caso não acordasse logo. Sinto um grande alívio em vê-la acordar... - Falou com um tom de voz angustiado demais. Nessie notou. Era estranho estar diante de um duque. Mesmo que a houvesse salvado, como qualquer cavalheiro faria, não se importaria com sua saúde. Poderia ser cuidada por criados. Era estranho.  - Precisa de um banho e alimentação. Pedirei para a criada vir ajudar à senhorita. – Ele respondeu observando o seu rosto. Havia algo estranho na forma como ele a observava. Parecia analisar cada traço de forma atenta. Nessie se sentiu desconfortável naquele momento. Sabia que ficar a sós com um homem era muito perigoso. Já havia pagado um alto preço. – Não precisa me agradecer. Fiz o que qualquer cavalheiro faria naquela situação. Agora só preciso saber qual o seu nome e sobre a sua família. Eles devem morrer de preocupação em notícias tanto tempo. Pedi para o meu mordomo investigar com os serviçais dos nossos vizinhos, mas ninguém deu alarde de desaparecimento. Acho que estão preocupados com sua reputação.

- Eu... Eu... – Nessie gaguejou e foi tomada por pânico. Suas sobrancelhas se contraíram e lágrimas se formaram nos cantos dos olhos. Não poderia dizer a verdade ao Duque. Certamente ele a levaria direto para os braços de Edward. Ela tinha que mentir por mais que isso lhe afligisse. Ele parecia um homem bom e não era correto mentir. A maioria dos nobres eram arrogantes e pretensiosos. Certamente não teriam a mesma atitude do duque. O que fez foi muito mais que um ato de cavalheirismo. Salvou a sua via e a acolheu. Tinha certeza que o marquês nunca teria feito isso por uma estranha. Apesar disso, não poderia se dar ao luxo de lhe contar a verdade. “O que faria além de mentir? Céus! Nessie estava em apuros.

- O quê?- Ele perguntou arqueando uma das sobrancelhas. Ficou ainda mais bonito com aquele jeito arrogante. Ela quase se perdeu em seu olhar. Ele se sentou a beira da cama e pode ver ainda mais claramente a forma como a fitava. Sentiu um nó se formando em sua garganta.

- Não sei... -  “O que mais ela poderia dizer?” Era preciso mentir para ele. Fingiria ter perdido a memória. Era plausível na situação em que se encontrava. Se ele a acolhesse os meses que faltavam para a sua liberdade, estava salva de Edward. Mentir era a sua única saída naquela circunstância desagradável. – Não lembro.

- Você não sabe quem é? Hum... – Ele perguntou e revirou os olhos. Levantou-se da cama e ficou andando de um lado para o outro sem dizer nada. Parecia impaciente naquele momento. – Isso é complicado.

- Eu sei. – Gaguejou, enquanto percebia a sua impaciência naquele momento. - Se Vossa Graça desejar, vou embora agora. Não sei para onde para ir, falar a verdade, mas não quero causar nenhum constrangimento. – Ela disse de forma tranqüila. Precisava manter o controle da situação. Ele não poderia suspeitar nem por um momento que estava fugindo. Seria desastroso. Certamente, como um cavalheiro, desafiaria o marquês para um duelo. Mesmo que fosse proibido naquela época. Homens costumavam duelar pela honra de mulheres, quando necessário. Era escandaloso sempre que ocorria. Ouviu vários mexericos de sua tia, normalmente contando casos de infidelidade ou disputa por cortesãs. Não queria estar na boca  da sociedade de forma alguma.

- Acha que eu a deixaria sair da minha casa machucada e sem memória? Pelo que me tomas, senhorita? – O duque se aproximou da cama e Nessie estremeceu. Ele estava ofendido ou sabia que mentia. Ela, no entanto, precisava continuar com a farsa.

- Eu não me lembro de nada. Não sei para onde ir e a quem procurar. No entanto seria escandaloso para a “minha família!” e para Vossa Graça se descobrissem que estou hospedada sem uma acompanhante na companhia de um homem. Por mais que esse homem seja um perfeito cavalheiro e tenha boas intenções. Não deveria se quer estar em trajes de dormir na sua frente. Muito menos sozinha em um quarto. Isso é terrível! – Ela colocou as duas mãos sobre a boca.  – Estou completamente arruinada.

- E acha que sair por ai sem rumo a deixaria em situação menos desfavorável?- Ele perguntou de forma irônica. – Sua família está a sua procura. Entretanto sua reputação estaria na lama se isso viesse a publico. Sinceramente, não sei como descobrir de que família pertence sem perguntar. Outra coisa que me intriga é o fato da senhorita está fugindo sorrateiramente no meio da noite. Isso provavelmente seria mais um escândalo somado a toda essa constrangedora situação. – Ele ficou analisando o rosto de Nessie novamente. Ela abriu e fechou a boca duas vezes. Não conseguiu responder. Sabia que estava jogando com ela. Se começasse a investigar descobriria quem era e a entregaria ao seu carrasco. Precisava dizer algo que não comprometesse a sua mentira.

-  Essa situação é demasiadamente estranha. – Ela disse tentando se manter calma e desviou os olhos dele. Sabia que ele veria a sua mentira. Precisava disfarçar. Jogar com que tinha. Ele não a atiraria na rua. – Se Vossa Graça puder me dar um tempo para recordar o que se passou? Tenho certeza que me lembrarei das circunstâncias, que causaram o meu fatídico acidente e a minha origem. Só mais um pouco da grande generosidade que sei que “milord”  tem.

- Tudo bem, milady. – Jacob se levantou e caminhou até a porta. – Darei todo o tempo do mundo para o seu restabelecimento. Meus serviçais não farão qualquer comentário sobre a sua presença em minha casa. Quando descobrirmos a que família pertence, eu esclarecerei os acontecimentos. Evitaremos o escândalo, eu lhe dou minha palavra de honra. Por hora só quero restabeleça a sua saúde. Eu a deixarei a sós por um momento. Daqui a pouco uma senhorita virá lhe ajudar com o que for preciso. – Ele pegou a mão de Nessie a beijou gentilmente. Ela se arrepiou quando os seus lábios aveludados tocaram a sua pele. Os seus olhos se encontraram e por longos segundos ela se viu presa a ele.

[...]

Jacob saiu dos aposentos e deixou a jovem sozinha. Estava muito perturbado com a conversa que teve. A única conclusão plausível para tudo aquilo era que estava mentindo. Ele pode estudar bem as suas feições durante o tempo que falaram. Viu as mudanças de expressões em seu rosto. Teve a certeza que fingia não se lembrar e certamente estava fugindo de alguém. Antes se tinha dúvida, de que pertencia a uma família nobre, não tinha mais. A forma como conversou lhe deu a certeza que fora muito bem educada. Seu vocabulário era impecável e também o decoro. Provavelmente estava fugindo para se aventurar com algum jovem por quem se apaixonara ou para se ver livre de algum casamento arranjado. Aquele pensamento fez o seu coração se apertar. “Inferno! Por que ele se importava tanto se estava apaixonada?” Não tinha o direito de se sentir dessa forma.

Voltou ao seu raciocínio sobre a situação. Às vezes havia rumores de escândalos daquele tipo. Jovens se rebelavam contra as suas famílias e fugiam de compromissos com rudes e velhos Lords, cheios de riquezas a procura de uma jovem de boa família para se unir. Mas uma coisa ainda o deixava intrigado. Suas mãos parecia calejadas pelo trabalho. Sendo assim isso ainda era um mistério. Fosse como fosse, Jacob precisava descobrir a verdade antes que ficasse louco. Já não conseguia pensar em mais nada que não fosse a “Bela Adormecida”. Ela era linda demais. Os olhos verdes pareciam preciosas esmeraldas, os lábios delicados, em forma de coração, e desejosos se moviam com graciosidade enquanto falava. Era perfeita para ele. Nunca, desde a traição que sofrera, se sentira assim tão fascinado por uma mulher. A jovem, no entanto, conseguia mexer com algo há muito adormecido em seu coração. Ele estava apaixonado. Era difícil admitir, mas estava loucamente apaixonado. Do contrário não ficaria velando o seu leito. Por mais que relutasse contra aquele sentimento era assim que se sentia. Quatro dias foram o suficiente para deixá-lo completamente rendido diante de uma desconhecida. Estava realmente ficando louco. Não podia, sabia bem. Tinha obrigações com o título. Por mais que relutassem em se casar, sabia que em algum momento precisaria de uma jovem, de boa linhagem, para ter um filho. Todos os homens passavam por esse tipo de obrigação. Casamento sem amor era algo muito comum para a sociedade. O que importava era a continuação da sua família. Todos o lembravam disso. As mães casamenteiras o espreitavam em busca de uma oportunidade. Ele, no entanto, não queria uma jovem enfadonha, sem beleza e sem graça para se casar. Por isso fugia. Também evitava, de todas as formas, apaixonar-se. Tinha amantes, era verdade, mas nenhuma significava mais do que noites de sexo.

Foi para o Whit’s aborrecido aquela noite. Estava completamente confuso e precisava beber um pouco para colocar as idéias em ordens.

Assim que chegou ao local, avistou Langlay em uma mesa com outro cavalheiro a quem não conhecia. Dirigiu-se até eles, cumprimentou-os e depois disso passou a conversar sobre investimentos. Aquilo manteria a sua mente distante do pensamento de sobre certa jovem “desmemoriada” que estava hospedada em sua casa. Quando o outro cavalheiro foi embora, Langlay o questionou sobre a moça.

- E como vai a “Bela adormecida”? - Perguntou e depois bebericou um gole de conhaque. Jacob não queria se lembrar dela. Muito menos falar sobre o assunto. Sabia, no entanto, que o amigo não o deixaria em paz. Sua obsessão o tornara motivo de piada.

- Ela acordou. – Disse como se aquilo não fosse um acontecimento relevante.  – O que se passa com Colchester? - Perguntou mudando de assunto.  Sabia que Langlay não se deixaria vencer, mas não custava nada tentar. – Qual o motivo da discussão com Whilcamp? – Disse olhando para a mesa do outro lado.

- Colchester está nervoso. Dizem que está devendo muito e Whilcamp está cobrando o que lhe é de direito. Mas você está propositalmente mudando de assunto. – Disse com humor sardônico e arqueou uma das sobrancelhas.

- Vejo que você notou afinal. – Respondeu com desdenho. Não estava com paciência alguma para aquilo. Não aquela noite. Não depois de vê-la. Não quando queria estar com ela em seus braços e niná-la.

- Algo o aflige e tenho certeza que é certa donzela que estava adormecida, em um dos aposentos de sua casa. Agora vai me dizer o motivo do seu tom ríspido ou terei que o convencer a me contar.

- Como se você fosse capaz de me convencer de algo. – Jacob respondeu.

- Sou persistente. Não vê? - Langlay deu um sorriso irônico.

- Não quero falar sobre ela. – Respondeu.

- É uma pena, porque eu quero. Quem ela é? O que fazia fugindo durante a noite? - Bebeu outro gole e ficou observando a expressão rígida do amigo. – Qual é problema Telford? Somo amigos e não contarei a ninguém sobre a jovem. Só estou curioso. Quero saber quem foi à feliz senhorita, que roubou o coração do maior dos libertinos de Londres. Essa foi uma façanha e tanto.

- Você faz muitas perguntas. Desde quando virou mexeriqueiro, Langlay? - Jacob perguntou desgostoso. O amigo tinha intimidade o bastante para aquele tipo de interpelação, mas ele não estava disposto a falar. Precisava entender os próprios sentimentos primeiro. Era vergonhoso um homem, como ele, sentir-se tão vulnerável diante de uma mulher. Ele se sentia assim. Algo dentro de si, adormecido há anos, estava inquieto. Precisava entender o próprio coração e pensar no que fazer. Não queria falar.

- Desde que você deixou de freqüentar as orgias, bordeis e a casa das suas amantes. Há quanto tempo? Hum! Acho que é por isso que está tão mal humorado. Nem cortejou a jovem e já é um pretendente fiel? Interessante isso! – Langley gargalhou algo.

- Você não sabe de nada. Não cortejarei ninguém. Sabe que nunca mais amarei e que não tenho interesse em me casar. Não entendo o motivo de tanto entusiasmo. – Jacob retrucou.

- Só quero saber sobre ela e não o deixarei em paz até contar o que se passa. Saiba que Brandt também está louco de curiosidade. Até conversamos hoje como isso tudo é divertido. Pode ter certeza que ele lhe fará até mais perguntas do que eu, caro amigo. – Os dois ficaram em silêncio por um momento e depois Jacob voltou a falar.

- Vocês dois me tiram do sério. Sinceramente o que pode ter de interessante nessa história? - Jacob perguntou.

- O fato de você está visivelmente apaixonado por uma jovem que está em coma na sua casa. Isso é interessante demais, caro Jacob. Agora conte o que se passa. – Jacob respirou fundo e depois começou a contar.

- Ela é linda. Chega a doer quando olho. Acho que estou ficando louco. – Jacob bebeu um gole do seu conhaque e depois voltou a falar. – Ela diz ter perdido a memória, mas acho que está mentindo. Foge de alguma coisa. O que é estranho é o fato dela falar como uma nobre. Os trajes não eram finos e as mãos levemente calejadas. Usa um brinco de diamante. Tudo isso é muito confuso para mim.

- Ela pode ter vestido os trajes de uma serviçal e fugido de um casamento arranjado. Muitas jovens fazem isso, Jacob. Agora as mãos calejadas podem indicar que ela fez algo que as deixassem naquele estado. Isso não significa necessariamente que seja uma empregada. Será muito divertido descobrimos todo esse mistério. Podemos contratar um investigador particular para isso. – Langlay dizia entusiasmado e Jacob teve vontade de esmurrá-lo.

- Nós? Como assim nós? Você está louco ou a bebida já começou a fazer efeito? - Jacob o questionou arqueando uma das sobrancelhas. Os amigos levavam aquilo como uma brincadeira durante aqueles dias. Para ele nada era brincadeira. Pela primeira vez em anos ele se sentia vivo. Sentia algo dentro de si. Não trataria a jovem, bom como a situação, com leviandade. Ela merecia mais do que aquilo. Mais do que aposta de velhos amigos, que achavam tudo muito divertido e só queriam ganhar as suas custas. Ela era... Especial.

- Brandt e eu vamos ajudá-lo a descobrir tudo sobre a jovenzinha que o enfeitiçou, caro amigo. Afinal ela tem seus méritos. Uma mulher que rouba o coração de um homem, mesmo dormindo merece todos os riscos. – Começou a rir. Alguns olharam para a mesa. Mas os dois continuaram a conversar como se não tivessem chamado a atenção.

- Vocês não vão se meter nessa questão. Eu os proíbo. – Jacob vociferou. O amigo, porém continuou com o mesmo olhar brincalhão e sorriso debochado nos lábios. Aquilo era irritante demais. Só queria ficar calado, beber e pensar... Pensar nela, sobre ela. Era pedir demais?

- É mesmo? E acha que nós temos medo de você? - Foi à voz de Brandt que Jacob ouviu. Virou-se e viu o conde atrás dele. – É claro que não, Jacob. E quando veremos a “bela adormecida”? Quero conhecer a famosa senhorita. – os dois amigos usavam de uma intimidade que ele permitia. Ninguém, nem sua mãe, nunca ousou a lhe chamar pelo nome de batismo. Eles, no entanto, eram amigos desde os tempos de Eton e Oxford. Eram como irmãos e não precisavam de tratamento formal. Se fosse outra pessoa, a interrogá-lo daquela forma e com tamanha intimidade, estaria em sérios apuros. Jacob era um inimigo cruel. Sua fama de mau, “o duque sombrio”, assim como a de amante e libertino era muito conhecida pela sociedade em geral. Ninguém se atrevia a desafiá-lo.

- Vocês não vão! Alex e Derek, eu estou falando sério. Fiquem fora disso! Isso é assunto meu e resolverei sozinho. Nem tentem dar uma de casamenteiros para cima de mim. Entenderam? - Jacob olhou para os amigos, Brandt já se sentava na outra cadeira e Langlay morria de rir do seu destempero.

- Isso é muito divertido. – Langlay disse para ele.

- É um belo desafio. Teremos muita agitação nas próximas semanas. – Foi a vez de Brandt.

- Eu já disseee... – Jacob se levantou. Já não estava mais com paciência com os amigos.

- É bom ter você de volta, Jacob! – Brandt disse. – Pensei que nunca mais se apaixonaria de novo. Tenho que agradecer a senhorita...

- Temos que dar um nome a ela. – Langlay falou.

- Ela já tem um nome. – Jacob disse.

- Que você não sabe, é claro. Ela está se fingindo de desmemoriada e você não sabe como chamá-la. Então precisamos arrumar um nome... – Brandt afirmou.

- Chega! Vou embora. – Jacob saiu impaciente enquanto os amigos morriam de rir de seu destempero. Sabia que não o deixariam em paz. Nunca mais teria paz com aqueles dois fazendo perguntas e tentando empurrá-lo para um casamento. Muitas vezes eles o advertiram que precisava casar e gerar um herdeiro. Porém não queria se casar. Não naquele momento. Queria apenas aproveitar a vida de libertino com exuberantes mulheres. Todavia aquela situação era nova. Sentia algo muito forte pela jovem, apesar de negar. Mas a idéia de casamento estava completamente fora de questão. Não cairia na armadilha dessa coisa que as pessoas chamam de amor. Não nasceu para isso. Era livre e continuaria assim. Estava feliz com as suas decisões e uma desconhecida não mudaria aquele fato.

Jacob havia retornado de férias. Era a primeira vez que voltava de Oxford e estava com saudade. Não da casa. De seu pai ou de sua mãe, muito menos. Não tinha o menor conforto ao lado deles. O pai era frio, calculista e arrogante. Só se importava com seus malditos cães. A mãe era a beleza e exemplo de nobreza. Sempre polida, discreta e os anos ao lado do duque tiraram toda a emoção da mocidade. Era uma beleza fria. Viver na propriedade dos Telford sempre fora um tormento. Mas naquele momento era diferente. Sim! Caroline estava lá e ansiava por vê-la. Sentia muito sua falta.

Caroline era uma jovem linda, cheia de vida, fogosa e até de certa forma arrogante. Teve sua mãe como tutora durante os anos, após a morte dos pais. Era preparada para ser uma verdadeira Lady, pela duquesa. Os pais morreram em um terrível acidente quando tinha apenas quinze anos e no testamento, como último desejo, foi deixada aos cuidados de Lady Telford, que fora a melhor amiga de sua mãe, na escola preparatória para moças em Spencer.

Apesar de todo o esmero na educação de Caroline e de introduzi-la na sociedade, em busca de um marido, a duquesa nunca achou aceitável tê-la como nora. O duque e a duquesa não queriam uma jovem sem linhagem apropriada. O pai dela era apenas um comerciante rico. Isso bastava para desqualificá-la. Sempre ficou claro que um casamento não seria admitido. Jacob sabia e Caroline também. O duque chegou ameaçar a deixá-lo sem dinheiro se teimasse.

Caroline era gananciosa demais e fora educada para se casar com um conde. Isso era o esperado para ele, desde o primeiro dia que chegou a casa. Jacob pretendia desafiar a família, quando saísse de Oxford, para se casar com a amada. Mas no dia de sua volta teve uma grande decepção.

Quando chegou ao estábulo, lugar que fora informado pela sua aia, escutou gemidos e sussurros. Por mais que seus sentidos o alertassem para não olhar, Jacob precisava saber. Era necessário. Quando abriu a porteira de uma das baias, presenciou sua amada fazendo sexo com seu próprio pai. Aquilo foi um choque. Foi tomado pela fúria e os dois acabaram lutando. Não teve arrependimento em bater no duque e saiu dali, jurando nunca mais voltar. Não olhou para trás. Não olhou nos olhos de Caroline. A traição era demais para ele. A última pessoa que poderia imaginar com ela, ali, era o pai. Não perdoaria nenhum dos dois... Nunca.

Caroline se casou meses depois com um velho conde viúvo, foi o que soube. Desde então não a viu mais. Os boatos que correram pela sociedade foi que o conde precisava muito de um filho  e a impedia de ir a Londres. Eles estavam “trabalhando” muito para dar um herdeiro a ele.

Já seu pai... Esse nunca mais o viu. No leito de morte mandou chamar pelo filho. Jacob não compareceu nem mesmo ao enterro. Fato que foi muito falado pela sociedade na época.

Jacob estava furioso. “Por que tinha que se lembrar de Caroline? E do pai?” Justo naquele momento lhe via a cabeça uma verdade cruel. As mulheres são falsas e fingem quando lhes convém. Aquela desconhecida nada tinha de diferente delas. Ele precisava tomar cuidado para não cair em uma armadilha. Precisava proteger o seu coração.


Glau
E ai miguxas? A Heri gostou muito de tudo que já leu até agora. Essa estória ainda está no começo. Imaginem só quando o romance realmente começar. Vcs acham que Jacob vai abrir mão de Nessie para Edward? Imaginem o que será capaz quando descobrir o que ele fez.
Bem, não contarei mais nada. Só espero realmente que estejam gostando. Entrarei de férias na próxima semana e pretendo trabalhar mais essa fic.
Quero agradecer a minha beta Heri, pois sem ela não conseguiria. Também os comentários maravilhosos de vocês. Eu AMO comentários! Vcs sabiam?
Bem to saindo agora para a manicure e mais tarde entro para ver o que escreveram.
PS: Fiz um calendário de postagens para as fics. Essa irá ao ar todo sábado.

Bjus no core 
N/Heri: Imaginem uma mulher que dormindo rouba o coração de um homem, pense no que será ela acordada....aff...eu ainda morro por esses fatos que Glau nos inspira...Ai meninas...querem roubar o coração do Lord tbm? Será dureza, pois ele ta traumatizado e amargurado pelo passado...COMENTEM..Bjokas

sábado, 3 de março de 2012




Medo de Amar 4
Londres, 4 abril de 1816

Jacob Black, Duque de Telford, estava atrasado. Muito atrasado por sinal. Passou horas na casa de uma de suas amantes, uma senhora viúva, com quem mantinha uma relação há pouco mais de duas semanas. O famoso libertino tinha várias mulheres aos seus pés, mas Briana Emmerson foi uma conquista bem difícil. Ela era a viúva do conde de Carlisle há apenas seis meses e Jacob fez de tudo para conseguir os seus favores. Para o seu azar, a viúva tinha uma bela fortuna e não dependi dele, como outras mulheres a quem levou para cama, por isso foi tão difícil e divertido a arte da conquista.

Ele ficou a tarde inteira usufruindo dos favores da mulher e os dois acabaram perdendo á hora. Jacob dormiu e quando acordou já estava atrasado. Saiu da casa de Briana por volta das dez horas e foi direto para a sua mansão na Mayfar para se arrumar.

Ao chegar à porta da sua casa, Jacob viu algo curioso. Deteve-se por um momento para olhar uma jovem andando do outro lado da rua de forma sorrateira. Percebeu que começava a atravessar quando vinha uma carruagem. Ele pensou em gritar, mas não adiantaria. Correu por instinto para a jovem a empurrou para fora do caminho da carruagem. Viu quando a moça caiu e bateu com a cabeça.  

Jacob pegou o seu pulso e viu que ainda estava quente. Aproximou-se do seu rosto, para sentir a sua respiração, e percebeu que ainda estava viva. Tomou-a nos braços, gritou para o seu cocheiro vir pegar a valise da jovem e a carregou para sua casa.

No escuro não foi possível ver os traços no rosto da moça. Mas ao chegar à mansão, na claridade das lamparinas que estavam no roll, conseguiu ver que tinha um belo rosto. Ela era realmente linda. Os lábios carnudos e desejáveis, as belas maçãs do rosto, nariz reto e empinado, a pele mais branca que leite e os cabelos vermelhos. Era uma mulher muito linda.

Caminhou com ela para o quarto de hóspede, enquanto o seu mordomo e o valete o seguiam, olhando para o rosto da mulher. Seu coração começou a palpitar imediatamente. Foi tomado por um desejo descomunal. “Como era possível se sentir assim em relação a uma mulher que estava quase morta em seus braços?” Jacob não conseguia explicar. Simplesmente se sentia atraído de forma única por ela.

Chegando ao quarto, colocou a sobre a cama e sentou para observar o seu rosto.
- Sr Crispt, chame o Dr Host. – Ele ordenou ao mordomo. – A Srta precisa urgentemente de um médico. Peça para a governanta vir tirar as roupas da jovem. Precisamos deixá-la o mais confortável possível.

- Eu o farei, Vossa Graça.- O mordomo assentiu e saiu do quarto rapidamente.

- Vossa Graça, ainda sairá essa noite? Os seus trajes já estão arrumados. – Sr Donagel, seu valete, perguntou observando o patrão.

- Não sairei mais hoje. Estou muito preocupado. Pode se recolher. – Jacob disse para o seu valete, que fez uma mesura e saiu do quarto. Continuou a observar a jovem deitada na cama e em um gesto instintivo passou um dos dedos sobre o rosto macio.

- Quem é você? De onde veio? Suas roupas não são de serviçais, mas também não parecem roupas de uma senhorita da nobreza. Provavelmente uma dama de companhia ou uma preceptora. Como eu nunca a vi antes por aqui? - Ele continuou divagando sozinho. – O mais estranho são esses brincos. Parecem diamantes. Mas como? - Arqueou uma das sobrancelhas e continuou fitando a moça. Pegou a mão e percebeu que era levemente calejada. Não eram mãos de uma dama. Ela provavelmente fazia serviços pesados. ”Seria uma ladra?” Parecia estar fugindo no meio da noite. “Teria roubado a casa dos patrões?”

Pouco depois, Dr Host chegou aos aposentos e examinou a jovem. Receitou alguns remédios, mas a jovem permaneceu desacordada. Segundo ele estava em coma. Jacob ficou desesperado com aquilo. “O que faria com a  bela mulher?” Pensou em investigar a sua origem, mas não queria anunciar que a moça estava em sua casa. Se fosse uma ladra, como realmente pensava, trataria direto com ela. Deu ordens para o mordomo investigar a identidade da moça, orientando a ele e aos demais criados de que ninguém poderia saber de sua presença ali. Também pediu o máximo de discrição ao médico. Não queria ter um escândalo em suas mãos. Entretanto, bem lá no fundo, não foi por medo de escândalo que pediu sigilo. Foi instinto de proteção que surgiu por aquela jovem.

Jacob passou quatro dias em casa observando a moça. Não tinha nenhuma informação sobre ela. Nenhum dos vizinhos da Mayfair, segundo o mordomo apurou com os empregados, deu queixa de roubo ou desaparecimento. Talvez a moça fosse uma empregada demitida. Fosse como fosse, ele permaneceu velando o seu leito e a cada dia ficava ainda mais obcecado pela bela jovem de cabelos vermelhos dormindo sobre a cama.

Por vezes ele percebia que lágrimas silenciosas escorriam pelo canto do rosto da jovem. Aquilo o comovia bastante. Segurava em sua mão e fazia carinho. O instinto de proteção crescia ainda mais. Queria cuidar da jovem, que ela acordasse para saber tudo sobre ela. A sua curiosidade só fazia crescer a cada hora que se passava. Tentou diversas vezes sair de casa para se divertir com seus amigos Brandt e Langlay no White’s, mas não conseguia se entreter. Os três eram melhores amigos desde os tempos de Oxford. Eles se conheciam como ninguém. Brandt chegou a dizer que Jacob estava apaixonado pela “Bela adormecida”, coisa que ele nunca pensou que fosse acontecer desde a traição de Caroline. Jacob jurou que nunca mais amaria. Não entregaria o seu coração para mulher alguma, mas de uma forma estranha aquela estranha aquela jovem mexia com ele. Seus amigos chegaram a fazer uma aposta sobre quanto tempo demoraria para ele desposar a “Adormecida”. Ele sempre negava os seus sentimentos.

As poucas vezes saiu da sua casa, para se encontrar com os amigos, Jacob se viu angustiado. Não conseguia ficar longe dela. Queria estar à beira da cama quando acordasse. Ver seu sorriso, saber qual a cor dos seus olhos, ouvir o tom da sua voz era tudo o que ele mais ansiava naquele momento. Chegou a sonhar algumas vezes com ela. Estava à beira do desespero, quando no quarto dia ela finalmente acordou.

[...]

Edward estava furioso. Para dizer a verdade, completamente louco. Tudo que havia planejado estava arruinado. Tinha muitas dívidas e precisava do dinheiro de Renesmee para pagá-las. Seu tio, o antigo marquês, mesmo na morte o prejudicava. Ele não podia tocar o dinheiro, que considerava seu por direito, por causa das cláusulas do testamento. O não estava atrelado ao título, praticamente toda a fortuna, era da prima. As terras, títulos, propriedades, fábricas, ações e contas bancárias não podiam ser mexidas até a sua maioridade. Essa era uma das cláusulas, feitas minuciosamente. E mesmo que se casasse, segundo elas, o marido só poderia mexer com o consentimento da esposa. Toda a documentação era bem amarrada para evitar que a fortuna fosse tomada da jovem.

“Agora o que fazer?” Ele havia esperado demais. Sim! Fora um grandioso tolo. Deveria tê-la obrigado a se casar antes. Pretendia, no entanto, esperar a maioridade para que pudesse mexer na fortuna. Foi gastando muito dinheiro, ao longo dos anos, e tinha muitos credores. Contava com a herança da prima para pagar as dívidas e ter a vida que merecia. O dinheiro que as propriedades arrecadavam não era o suficiente e os da que estavam no nome dela, eram diretamente depositado em sua conta. Se ao menos conseguisse corromper o advogado “filho da mãe”? Nunca conseguiu. Por mais que tentasse, ele nunca aceitou suborno para desviar o dinheiro da jovem. Era amigo do falecido tio e tinha dívida, de honra, com ele.

Diante da situação desesperadora, Edward contratou um detetive para tentar encontrar o paradeiro da prima. Os dias foram se passando e nenhum rastro fora encontrado. Como se ela nunca houvesse existido. Nenhum cocheiro havia transportado a jovem naquela noite, nem nas demais. Ninguém sabia nada sobre ela. Para piorar tudo, não podia fazer alarde e colocar sua foto no jornal. Se pretendia tê-la como esposa, evitar um escândalo era extremamente necessário. A sociedade não perdoava os escândalos. Uma senhorita em sua situação ficaria marcada para sempre e seria renegada. Não podia expor sua futura marquesa. Precisava ser cauteloso nesse ponto.

Duas batidas na porta de seu aposento e ela se abriu. Seu mordomo entrou e anunciou sua mãe. Era a última coisa que precisava, ele pensou. Sermões de sua mãe naquele momento não mudaria situação. Se ela ao menos compreendesse seu desespero...

- Edward, meu filho, alguma notícia de sua prima? – Ela perguntou naquele mesmo tom frio. Agia como se fosse um alívio se livrar da sobrinha. Mal sabia que o pouco dinheiro que usufruíam era do o que conseguiu vender dos objetos, roubados, de suas propriedades. E o resto comprava por conta, contando com a herança que ela receberia em três meses.

- Contratei um detetive e estou aguardando que me ofereça informações relevantes sobre ela. – Respondeu secamente e voltou a beber. A bebida era a única coisa que o aliviava no meio daquela tempestade.

- Tenho conhecimento. Por conta disso estou aqui. Não acha que seria melhor esquecer aquela “desavergonhada”? Se a notícia se espalhar, suas irmãs estarão arruinadas. Nenhum homem em sã consciência desposaria as primas depois que Renesmee fez.  – Estava apenas preocupada com o escândalo e o bom nome da família. Mal sabia que esse bom nome não valeria de nada sem o dinheiro da herança. Seria obrigado a vender as poucas propriedades em seu nome para pagar os credores. Estava no fundo do poço e sua mãe só pensava em um bom casamento para as filhas. Não se contentaria com no mínimo um conde rico, mesmo que fosse velho, para elas.

- A senhora não entende... – Não conseguiu terminar a frase. Como poderia contar que havia gasto mais do que devia naqueles anos? Que não tinham mais dinheiro e viviam de aparências? Ouvir de sua mãe que era um derrotado não era o que precisava. Ele se sentia como um menino diante dela. Ela sabia o poder que exercia sobre ele, sempre o intimidando quando era conveniente. Queria que fosse embora, para evitar o desaforo de lhe contar sobre a falência.

- O que eu não entendo? Que você agora tem uma obsessão por aquela desfrutável? Acha que ela é digna de ser sua esposa? Faça-me o favor... Você precisa de uma noiva rica. De preferência filha de um conde ou um duque. Temos jovens adoráveis que seriam ótimas esposas. Então me explique. Não sairei daqui antes de esclarecer a situação. – Sua mãe se sentou e ficou tamborilando o dedo sobre a mesa, de forma irritante, enquanto o encarava. A situação já era ruim demais. Ser tratado como um menino era humilhante.

- Toda a fortuna do meu tio, praticamente noventa por cento dela, não estava atrelada ao título. Ele deixou “tudo” para ela. Exatamente “tudo”! Jóias, propriedades, ações, contas, fábricas, a casa em que vive, obras de arte... Tudo! E o pior é que o testamente foi muito bem feito. Mesmo que “ela” se casasse antes dos vinte um, o marido não poderia mexer em nada sem sua autorização, com pelo menos três testemunhas e registro em cartório. – Sua mãe olhava com espanto. Estava mais branca que um fantasma e não fazia idéia da gravidade da situação. – Eu gastei praticamente todo o que ganhei nos primeiros dois anos. Vendi algumas obras e até roubei pertences das propriedades dela. Estou com muitas dívidas e os credores no meu calcanhar, mamãe. Preciso me casar com “aquela vagabundazinha” para pagar o que devo e viver da forma que mereço. – Voltou a beber e se calou. Não era preciso se humilhar ainda mais.  – Sabe bem que apesar de ser um marquês, não sou devidamente respeitado pela sociedade. Eles me olham com superioridade. Chega a ser irritante. É testemunhar que meu pai não era bem visto. Um fanfarrão, que praticamente arruinou o nome da família. Eles não se esquecem dessas coisas. Somos convidados para os eventos, mas a maioria das famílias nobres nos olha com desprezo. Será um milagre se conseguirmos um bom casamento para as meninas...

- De quanto é o montante da dívida? O quanto gastou, Edward? – Ele não respondeu. – Não vai responder, não é? E as jóias? Temos muitas jóias caríssimas, que foram da mãe de Renesmee. Podemos vendê-las para pagar as dívidas... – Ela começou a tagarelar e ele perdeu a paciência.  Estavam em um impasse.

- CHEGA! CHEGA! As jóias que a senhora usa são “dela”.  Todas devidamente registradas e com certificado. Estão catalogadas no inventário e um avaliador verificará, minuciosamente, uma a uma quanto ela tomar posse. Não é possível vender. Entende? Que irônico, não? A senhora a fez de empregada todos esses anos. Usou as jóias dela, como se fossem sua, fez com que vestisse trapos e comesse restos. Dorme em um sótão, quando a casa pertence a ela. – Ele estava irritado demais e não esconderia mais nada. Sua mãe precisava saber a gravidade daquilo e suas implicações futuras. - Tenho que encontrá-la e forçar a se casar comigo. É o único jeito. Por que acha que nunca a deixei ter uma temporada? Queria evitar se um nobre qualquer a pedisse em casamento. É bonita demais para ficar exposta por ai. Só de olhar para ela, pode-se ver a  educação e linhagem. Não faz idéia do quanto me esforcei para esconder “aquela coisinha” insignificante e até garanti que estivesse arruinada para sempre. Mas agora ela fugiu e vou encontrá-la. Nem que seja no inferno... Preciso que se case comigo e me passe à fortuna. Depois posso providência uma morte lenta e dolorosa.

- Então faça isso! Garanta o nosso futuro. – Córdelia disse de forma fria, como se a morte da jovem não significasse nada. Na verdade odiava Renesmee, pois ela lhe mostrou a crueldade do seu filho. Por mais que tentasse negar, a cena que viu no quarto aquele dia não saia da cabeça. Ela era a prova vivia de que havia criado um monstro. Ela deu as costas e saiu do aposento sem olhar para trás. Edward pode ver que mais uma vez sua mãe desculparia, e poria a culpa em alguém, pelo seu fracasso e mesmo pela morte da jovem.

Agora a coisa ficará boa. Nessie tentará enganar o duque, mas Jacob não é bobo e logo descobrirá a identidade. Mas para a surpresa, ele logo descobrirá que a moça por quem está apaixonado está noiva. Será um Deus nos acuda. Mas Jacob descobrirá a crueldade de Edward e ele pagará...CARO!
Bem, obrigada pelos comentários! Espero que estejam gostando da fic.
O próximo cap já está betado. Hoje eu termino o cap 7 e tento iniciar o 8.
Eu já disse que amo vcs? Amo sim!! Afinal estão aqui comigo toda semana, mesmo após ter saído do Nyah.
Bjsu no core

N/Heri: OMG! To angustiada tbm...isso vai ser amor a 1ª vista Glau? Ou ela fica com amnésia? Nossa, bem que imaginei que todos eram dependente de tudo que ela tinha,conforto, riqueza,jóias e o mais... Ah porque meninas, nossa autora é cruel com agente... To super, super louca pra saber como será esse encontro....ai meninas comentem...bjkas