segunda-feira, 11 de abril de 2011

Tortura




Ness sabia que o perigo era eminente. Sempre gostou de brincar com fogo. Jogos sensuais eram um verdadeiro fetiche, mas não estava disposta a entrar em um jogo que iria perder. O melhor a se fazer, era aproveitar o momento em que os convidados, super constrangidos com a situação, estavam saindo de fininho para correr até o seu abrigo e se esconder. E foi isso que ela fez, aproveitando uma pequena distração, quando o advogado disse que queria conversar com os dois depois sobre as investigações da morte de seu avô.



Mais que depressa, correu para o andar de cima, entrou em seu quarto e se trancou. Sabia muito bem que Jacob não deixaria barato aquela “pequena” travessura... Ela pagaria mais cedo ou mais tarde.



Depois de tirar o vestido, chapéu e maquiagem tomou um banho quente, deitou em sua cama e começou a ver um filme na Warner. Acabou pegando no sono horas mais tarde.



[...]



O céu estava cinzento, a estrada molhada e eles estavam com pressa. Tinham que organizar todas as informações que haviam coletado. A maioria das coisas não faziam sentido e precisavam pensar calmamente.



Jasper parecia inquieto. Muito para dizer a verdade, enquanto Alice pensava com seus botões e não se dava conta do que acontecia.



O carro acelerou e corria a mais de 180km/h. Ela então se deu conta de que algo estava errado. Percebeu que o namorado olhava o retrovisor constantemente desde que saíram de Seattle. Por que fazia isso¿ Olhou para trás e viu uma moto os seguindo. Seu coração disparou, um frio percorreu seu estômago e os pelos de seu corpo se eriçaram.



- Jazz, o que está acontecendo¿ - Perguntou Alice Cullen, a baixinha branca como a neve, os olhos azuis brilhantes, os cabelos curtos espetadinhos e a pele delicada como a de uma boneca. Ela era teimosa, temperamental e muito inteligente. Aproveitava qualquer senso de oportunidade ao seu favor. Era uma criatura muitas vezes irritante, como dizia o seu irmão Edward, mas era uma boa moça.



- Estamos sendo seguidos desde que saímos do escritório. – Ele respondeu tentando aparentar calma. Ela, no entanto, conhecia bem seu namorado. O rapaz loiro, sempre muito calado e introspectivo, olhar assustado como se estivesse correndo risco. As pessoas que os viam juntos não entendiam a conexão daquele casal. Eram totalmente diferente e Jasper com cara de doido paranóico não era exatamente um belo para a prima. Mas ela o amava... Talvez mais do que a si mesma.



- Seguidos¿ Será que alguém não quer que saibamos algo sobre a morte do Tio Carlisle¿ Jazz... eu... – Ela olhou no retrovisor e viu a moto se aproximar ainda mais a medida que tomavam a alto estrada. Estava muito perto do carro e o medo que sentia a deixava em pânico. Ele tentava manter a calma e a mesma expressão fria de sempre, mas se preocupava com sua pequena.



- Vamos sair dessa. Só preciso entrar em uma região residencial ou comercial, estacionar e saímos. – Disse de forma calma, como se nada estivesse acontecendo. Na verdade a adrenalina corria em seu corpo e o coração batia tão rápido quanto uma britadeira. No entanto, se não queria apavorar Alice, precisava aparentar calma. Ela ficaria muito mais apavorada se ele demonstrasse sua debilidade.



A moto acelerou ainda mais. Passou pela lateral do carro, ficando ao seu lado. O motorista, com o rosto escondido dentro do capacete, a moto e acelerou de forma a ficar a frente do carro. Ele tinha uma missão. Seu chefe o contratara para matar. Não poderia perder a oportunidade. Era um profissional e tinha que fazer a queima de arquivos antes que os jovens Cullens encontrassem uma conexão. Seu contratante não disse muito. Apenas que precisava eliminar as provas e as pessoas certas do caminho. Ele queria algo muito precioso e para conseguir estava disposto a tudo.



O assassino tirou uma arma da jaqueta preta, ela estava com silenciador e evitaria que outros carros que passassem escutassem os tiros, chamando a policia antes de fugir. Um carro veio na direção oposta e teve que colocar a moto na frente do carro dos Cullens. Depois desacelerou um pouco e emparelhou a moto lado a lado com o carro. Olhou o rosto apavorado de Jasper Cullen e sem pestanejar atirou contra a sua cabeça, que imediatamente caiu sobre o volante. Um grito de mulher cortou o ar. Seu trabalho não estava terminado. Tinha que eliminar Alice Cullen.



Acelerou a moto novamente, ficando na frente do carro, que fazia zig zag na estrada. A voz da mulher continuava a inundar ar com seus gritos. Girou o corpo, em um segundo mirou a arma no peito e disparou. Só tinha aquela chance e precisava ser preciso.



A bala rompeu a velocidade do vento, rompeu o vidro do carro e foi certeira ao peito de Alice. A morte foi instantânea e seu corpo tombou para o lado. Mas o assassino não estava satisfeito. Não poderia correr o risco de sobreviverem. Mirou a arma nos pneus e disparou nas rodas dianteiras e depois desacelerou. O carro perdeu o controle e saiu rodopiando da estrada. Instantes depois capotava no acostamento, dando vários giros violentos no ar.



Seu trabalho estava feito. Agora tinha que ir em busca da próxima vitima. O seu chefe estava aborrecido. As coisas não saíram bem após a leitura do testamento de Carlisle. Era preciso tirar a sujeira do caminho e deixar o seu caminho livre para o que queria... Ele teria tudo... Exatamente Tudo.



[...]



As batidas bruscas na porta a despertaram, rompendo o silêncio precioso em seu quarto. Estava sonhando e feliz com o sonho. A raiva a tomou naquele momento. Quem era o infeliz que ousara a despertá-la de seu sonho¿ “Infernos” Levantou-se da cama resmungando e se arrastou até a porta. Se fosse Jacob, ela o faria pagar por aquela impertinência.



Abriu a porta e observou a expressão fria de sempre de seu mordomo.



- O que foi Gregory¿- Disse com tom desgostoso, enquanto encarava a empátia do empregado.



- O delegado Alan Carter está lá embaixo a sua espera. – Informou e depois deu as costas, indo embora sem dizer mais nada.



- Obrigada! Diga-lhe que já desço. – Respondeu com raiva da impertinência do homem, que lhe deu as costas e não disse mais nada. – Não se fazem mais empregados como antigamente. Que abusado. – Resmungou e voltou para o quarto batendo a porta.



Ness foi até o seu closet pegou uma caça de moletom preta, uma camiseta branca, tirou a sua camisola e vestiu a roupa. Fez um rabo de cavalo nos cabeços e depois saiu do quarto.



Quando chegou a sala, Jacob estava sentado em um sofá e o Delegado Carter no outro. Eles bebiam algo e não falavam. Jacob parecia incomodado com a presença do homem quando chegou. Lançou-se um olhar especulativo, com a sobrancelha arqueada, e continuou em silêncio.



- Boa noite delegado! O que o trás a nossa casa¿ - Perguntou ao entrar na sala, cruzou os braços e olhou friamente para o homem. Por um momento ele ficou olhando para o rosto lindo da mulher, os lábios carnudos rosados, os enormes olhos azuis emoldurados pelas longas pestanas, as maças do rosto salientes e o nariz arrebitado... Ela era encantadora.



Jacob riu a forma como ele olhou “sua esposa” e pigarreou incomodado.



- Bem, senhorita Cullen... – Jacob o cortou no mesmo momento.



- Senhora Black! - Informou com a voz fria e irritante. Ness o olhou por um instante e teve raiva da impertinência. “Será que ele anunciaria aos quatro ventos que ela era a Sra Black¿ Infernos! “



- Delegado, eu estava em meu maravilhoso sono. Estava sonhando, sabe. O senhor sabe o que é acordar abruptamente depois de um sonho maravilhoso¿ Então eu peço que seja muito breve no que vai dizer. E espero que “ninguém” o interrompa. Quero voltar logo ao meu quarto.



- Para quem se casou hoje, está bem irritada eu diria. – Ele disse sarcasticamente olhando para Jacob.



- Se eu estou irritada ou não, delegado Carter, não é algo que seja da sua conta. O senhor deveria esta fazendo o seu trabalho e descobrir quem matou o meu avô. E não ficar de sarcasmos comigo. Já disse que não tenho paciência e delegado ou não, coloco o senhor para fora dessa casa. O Sr me entendeu¿ - Disse batendo o pé no chão, enquanto encarava o homem, que ficou vermelho com aquela advertência. “Que mulher mais irritante”. Ele pensou.



- Eu poderia prendê-la por desacato a autoridade. A Sra. sabe disso¿ - Ele ameaçou.



- Então prende! Mas prende agora, porque se não... – Ela estendeu as duas mãos a frente. As juntou fazendo gesto para que colocasse as algemas. Jacob , vendo que a situação saia do controle, a interrompeu.



- Querida, deixe o Sr Carter terminar logo com isso e poderá voltar ao seu descanso. – Ele se levantou do sofá, caminhou até ela, passou o braço por trás das suas costas e puxou a pela cintura, reduzindo o espaço entre os seus corpos. Seu corpo formigou. Ness sabia que não agüentaria esse tipo de contato. Como ele poderia ser tão abusado¿ Como conseguia lhe causar aquelas estranhas sensações¿ Ela precisava disfarçar o seu desconforto. Não deixaria a máscara cair na frente daquele homem irritante.



- Vamos ao que interessa. Isso aqui está ficando estressante demais. Bem, onde vocês estavam na tarde de hoje¿ - Ele perguntou olhando as expressões do casal. Queria encontrar algum sinal de mentira.



- Em casa. É claro! Não acabei de dizer que estava dormindo. Qual o seu problema¿ Deve ser o excesso de ociosidade. OMG! – Ela disse fazendo um muxoxo.



- Eu também estava em casa. No meu quarto, para ser mais preciso. – Jacob respondeu.



- Vocês têm alguma prova de que não saíram dessa casa¿ Alguém que testemunhe isso¿ - Continuava a olhar para o casal. Ness franziu o cenho e olhou para Jacob.



- Por quê¿ - Jacob lhe perguntou. – O que aconteceu¿ - Fitou o homem com uma sensação estranha. Algo havia acontecido e eram suspeitos.



- Vocês primeiro. – Ele afirmou.



- Pode perguntar ao nosso mordomo. Pode falar com os seguranças que cuidam do portão e se não estiver satisfeito, pode olhar os vídeos de vigilância da segurança. Tem um anexo fora da casa onde os seguranças ficam. Pelo que sei eles gravam a entrada da casa. Pode ir lá e pedir cópia das fitas. Mas eu garanto que não encontrará nada. Agora pode nos dizer o motivo disso tudo¿



- Duas pessoas foram assassinadas. Uma testemunha que passava de carro alega ter visto uma moto próximo deles. – Disse fixando o olhar no rosto de Jacob.



- Pode ir até a garagem o olhar todos os carros e a minha moto. Não tenho nada a esconder. – Afirmou seguro.



- Quem¿ - Ness perguntou sentindo uma sensação estranha. Um medo invadiu o seu corpo. Não era próxima a família do seu avô, mas também não desejava a morte a nenhum deles. Aquilo a fez sentir uma estranha angustia. Jacob, percebendo o seu medo, apertou o seu corpo, puxando a sua cintura ainda mais e segurou a sua mão.



- Alice e Jasper Cullen. – O delegado afirmou. – Jasper levou um tirou na cabeça e Alice no peito, e o carro capotou na estrada. A perícia ainda está trabalhando no local e as investigações sobre a morte do seu avô tomará um rumo diferente. – Ele afirmou.



- Alice¿ Jazz¿ OH Deus! – Os olhos dela encheram de lágrimas naquele momento e não conseguiu conter o choro. “O que estava acontecendo¿ Por que foram assassinados¿ Quem estava por trás disso¿ Qual o motivo para matar os dois¿” Ela começou a se questionar sobre tudo enquanto chorava. Não era amiga da prima e não tinha “uma relação” com o primo. No entanto eram seus parentes. Aquilo a incomodou.



- Bem, irei conversar com os seguranças e como seu mordomo. Não saiam da cidade! Receberão uma intimação para um novo depoimento. – Afirmou e foi saindo da sala.



Ness se soltou de Jacob e começou a andar de um lado para o outro com as mãos na cabeça.



- Mataram o meu avô. Mataram Esme e agora Alice e Jasper. O que está acontecendo¿ Eu estou com medo. – Ela o olhou naquele momento. Seus olhos lagrimosos e seu rosto com expressão de pânico. Ele não sabia o que dizer. Nem entendia o que se passava. Sua única preocupação era ela e sua segurança. Ele a protegeria a qualquer custo. Era sua esposa e sua responsabilidade.



- Não deixarei nada lhe acontecer. – Ele declarou enquanto a observada.

- Está além das suas capacidades. – Ela passou a língua sobre os lábios e depois desviou o olhar. – Vou para o quarto. Preciso falar com as minhas amigas, entrar em contato com a minha rede de informações para saber o que está acontecendo. – Caminhou em direção a porta e ele segurou o seu braço.



- Espera! Temos que conversar sobre nós dois. – Ele afirmou.



- Não existe nós dois e não estou com cabeça para isso agora. Me deixa em paz! – Ela puxou o braço e depois continuou o seu caminho de volta ao seu quarto.



Em seu quarto, ligou o monitor do computador, abriu as pastas onde ficavam as gravações. Cada vídeo era gravado por vinte minutos e salvo em uma pasta com a data e o horário. Ela precisava encontrar as gravações das ultimas horas e averiguar se Jacob esteve em casa. Foi exatamente o que fez e constatou que ele não havia saído. Ficou aliviada com isso.



Ness ligou para as suas amigas e fez uma conferência. Ficaram horas debatendo sobre o corrido, mas não conseguiram mais informações com seus contatos do MSN e o facebook. Depois da longa conversa, ela ligou para Bella para lhe dar o seu apoio.



Ela e a prima ficaram alguns minutos ao telefone. Bella, assim como o resto dos Cullens, estavam arrasados com o assassinato de Alice e Jasper. Ela contou a Ness que Alice estava investigando a morte de Carlisle, e que já havia encontrado muitas pistas. No entanto não havia revelado nada para a família. Apenas Jasper sabia dos fatos averiguados e conclusões que havia tirado.



Após a conversa com a prima, Ness ficou ainda mais intrigada. Afinal Alice e Jasper viraram queima de arquivo. Mas o que levaria a isso¿ O que haviam descoberto para ser o motivo de suas mortes¿ Qualquer pessoa acharia que Calisle foi morto pela sua fortuna. Mas uma pessoa para matar dois Cullens ao mesmo tempo teria que ser muito frio e calculista. Seus tios teriam coragem para isso¿ Suas esposas teriam¿ E seus primos¿ Se um deles foi capaz de matar sua própria gente, o que fariam com ela¿ Sentiu medo com aquele pensamento. Um psicopata! Só poderia ser um psicopata. Ninguém mataria a um irmão, primo, filho ou sobrinho com tamanho sangue frio.



Na manhã seguinte Ness foi para escola vestida de preto em luto pelos primos. Ao descer do carro todos a olhavam de forma estranha. Será que a consideravam uma assassina¿ Tentou expulsar os pensamentos e seguiu para encontrar suas amigas sob olhares de muitos alunos. Todos pareciam em choque com a noticia. Só falavam no assassinato brutal e nas suspeitas da policia. Pelo que havia ouvido, Jacob era o principal suspeito por ter uma moto, mas ela também poderia ter cometido o crime usando o transporte do “marido”.



Todo o falatório e fofocas a deixavam mal. Já não tinha mais paciência para a aula ou colegas de escola. Queria falar com Bella, Emmett, Edward ou Rosalie para saber o que Alice estava investigando e quais as suspeitas. Estava desesperada por noticias.



Depois dos primeiros tempos de aula, quando o sinal tocou, saiu disposta a ir a casa de Edward para conversar. Entretanto, para a sua surpresa, Emmett estava no corredor encostado na parede. Alguns alunos o observavam e não entendiam o que fazia ali. Ness foi até ele para conversar e deixar claro os seus sentimentos em relação a tudo aquilo.



- Emm...



- Oi priminha!



- Como estão todos¿ Sei que tudo é horrível, mas precisam reagir. Eu iria a casa de Edward agora, mas...



- Não é uma boa hora para ir lá. Venha comigo! – Ele pegou a sua mão e a puxou até o final do corredor. Os dois saíram pelo pátio no fundo da escola e depois seguiram para um velho auditório, que estava há muito fechado esperando por reforma.



Jacob os olhava de longe. Seu corpo gritava de ciúmes. Queria espancar Emmett Cullen por tocar sua mulher e dar uma lição a Ness. Ela era dele e provaria isso. Nunca mais se deitaria com outro homem. Ele a submeteria as suas vontades e ela não teria mais coragem de sair por ia procurando diversões.



Ele os seguiu de longe, tomando cuidado para que eles não o vissem. Observou quando entraram no velho auditório.



Emmett e Ness entraram no auditório, ele encostou a porta e começaram a conversar.



- Ness, não é bom ir lá em casa. Todos acham que você e Jacob estão por trás disso. Se for lá certamente acabará brigando com mamãe ou com minha tia. Rosalie está muito mal e despejará a raiva em você.



- Emm, eu juro que não tenho nada com isso. Estava em casa. Acha que mataria o meu avô e Esme. Acha que mataria Alice e Jaspser¿



- E quanto a Jacob¿ - Ele perguntou encarando o seu olhar. Procurava sinais de mentira sem suas expressões.



- Eu posso jurar de pés juntos que ele não saiu de casa. – Ela afirmou e se aproximou do primo. Ele estava com o rosto abatido e inchado. Nunca havia o visto daquele jeito. A dor era tão grande que só teve vontade de abraçá-lo e dar um pouco de carinho. Ela o abraçou forte e chorou junto com ele. De repente, escutou um barulho na porta e a despertou. Alguém pigarreou e os dois se afastaram.



- Muito bonito, hein¿ - Era a voz rouca e sexy de Jacob, que naquele momento apresentava um tom ameaçador. Ela o encarou e teve medo do que viu em seus olhos. Estava escuro demais. Só havia uma pequena iluminação vinda das telhas quebradas do teto, mas mesmo no breu pode ver os olhos negro de Jacob soltando fogo.



- Estávamos só conversando. – Respondeu rispidamente. – E o que faz aqui¿ Você não tem nada haver com a minha vida. – Disse na defensiva.



- Ai você se engana, querida. – Ele respondeu. – Você se lembra do nosso acordo¿ Não passarei por corno. Não ficará por ai dando para qualquer um. – Ele apontou o dedo para ela e Emmett entrou na frente.



- Olha aqui...



- Olha aqui você! – Jacob o empurrou longe e Emmett se levantou partindo para a briga.



- PAREM! PAREM!- Ness se colocou entre os dois e esticou os dois braços para impedir que se aproximassem. – Emmett vai embora! Eu converso com você depois. Diga a família que não tenho nada haver com a morte deles. Que também sinto pelo que aconteceu.



- Eu vou porque não quero partir sua cara ao meio, idiota! Não pense que pode me ameaçar. Eu perdi meus primos e estou abalado com isso. Mas não atravesse o meu caminho novamente. – Disse apontando o dedo para Jacob.



- Emm, quando será o enterro¿ - Ness perguntou.



- Ainda não sabemos. O corpo está com a perícia e não tem previsão de liberação. Eu te ligo quando nos informarem. – Emmett respondeu abrindo a porta e saiu.



- O QUE VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO, SEU INFELIZ¿ NÃO SE META NA MINHA VIDA! NOS MEUS PROBLEMAS E COM AS PESSOAS COM QUEM CONVERSO! – Ela começou a bater no peito de Jacob com raiva e ele segurou seus braços.



- Eu sou seu marido! – Ele disse trincando os dentes. – Eu avisei que não sairia dando por ai. Eu a advertir antes! – Ele segurou firme os seus ombros e a sacudiu. – Não me desafie, Renesmee Black.



- Eu te desafio, Jacob Back!- Ela afirmou encarando o seu olhar.



- Pois hoje você se arrependerá disso! Hoje você será minha mulher de “fato” e não será muito agradável para você. Eu garanto isso.



- Veremos! – Ness se soltou e correu para a porta. Estava apavorada com a ameaça de Jacob. Ele parecia um demônio furioso. Parecia querer devorá-la. Saiu correndo em direção ao estacionamento com a mochila nas costas quase caindo. Não assistiria outras aulas e não correria o risco de enfrentar Jacob em casa. Precisava se trancar em seu quarto.



Jacob seguiu até o estacionamento e montou sem sua moto. Chegaria em casa antes que ela se trancasse em seu quarto e lhe daria uma lição. Ela nunca mais pensaria em abrir as pernas para outro depois dessa tarde.



Seu sangue fervia, o ciúme o dominava e algo gritava dentro dele. Precisava domar essa mulher tão cheia de si, tão desafiadora e irritante. Não o desafiaria mais... Ele garantiria isso.



Ness dirigiu em alta velocidade, mesmo sabendo que seria multada por isso. Chegou ao portal da casa e buzinou. O segurança a olhou por um instante o portão se abriu, quando acelerou para entrar, a moto de Jacob passou raspando em seu carro e entrou sem sua frente. Não havia mais como fugir. Ela teria que encarar o problema de frente. Não permitira que esse homem insuportável conduzisse a sua vida.





Quando ela chegou a garagem, a moto de Jacob já estava lá e ele de braços cruzados a encarando. Saiu do carro, bateu a porta e tentou passar por ele, que a segurou pelo braço e retomou a discussão.



- Pensou que seria fácil fugir de mim¿ Hoje não, Ness!



- ME LARGA! – Ela tentou se soltar, mas ele prendeu o seu braço.



- Estou cansado dessa sua marra, garota! Hoje você se submeterá a mim. Eu juro isso, Renesmee. Não adianta lutar e nem gritar.



Tudo aconteceu muito rápido e quando ela se deu conta, ele a havia jogado sobre os seus ombros. Ela gritava e batia em suas costas, dava chutes no ar, lutando para se libertar. – ME SOLTA! ME LARGA! SEU BRUTAMONTES! EU TE ODEIO! ME LARGA! VAI PAGAR POR ISSO. - Quando chegaram a porta da casa, alguns seguranças e empregados viram a cena, mas preferiram não se meter. O mordomo balançou a cabeça de forma desgostosa e depois deu as costas. Jacob continuou a caminhar com ela em seus ombros até chegar em seu quarto.



- Não pedirei para abrir a porta do seu quarto. Sei que não fará. Não é¿ Então vamos consumar o nosso casamento no meu quarto. – Ele disse tirando a chave do bolso e colocando no buraco da fechadura.



- Não se atreveria me tocar. – Ela disse sentindo o medo consumir cada célula do seu corpo. “Conseguira se negar a esse homem¿” Ela o queria mais do que tudo. Sempre sonhou “FU” com ele.”Como poderia o repelir naquele momento¿” Ela não poderia se render. Não poderia deixar que lhe tomasse como se fosse uma vadia. Sempre sonhou com jantar a luz de velas, beijos e caricias apaixonadas.” Agora ele vinha como um animal para ela¿” Não! Ela se negaria até o fim. Estava convicta disso.



- Vai aprender a ser uma boa esposa, delícia. – Disse com a voz sexy e calma. Ela sentiu como se seu clitóris fosse chicoteado naquele momento.” Carinho¿ O que aquilo significava¿”



- Jacob, se você me tocar vai se arrepender. Eu o farei pagar todos os dias de sua vida. Eu prometo isso. Não sabe o quão perigosa eu posso ser. – Eles já estavam dentro da habitação, mas ele não a colocou sobre a cama. Caminhou com ela até o seu closet ainda nas costas, abriu o armário, tirou uma bolsa e depois foi em direção a cama. Ela não sabia o que ele pegava e sentiu ainda mais medo. “O que eles estaria aprontando¿” O medo a invadiu, mas também havia uma estranha sensação.Ela queria sentir medo. Queria que o tesão aumentasse e as sensações de chicotadas em seu clitóris fossem mais intensas. A vagina já se contraia e sua nata molhava a sua calcinha. “Como podia se excitar em uma situação como aquela.” Simplesmente não entendia. Os seus mamilos estavam duros e sensíveis contra o tecido do sutiã. Sua pele formigava o clitóris começava a inchar.



- Quando eu terminar com você, carinho, estará gemendo o meu nome e me implorando por mais. Eu vou “FU” essa sua “BO” duro, rápido e muito fundo. Vou deixar você toda ardida e te dar um prazer que nunca sonhou. Nunca mais... Está me ouvindo¿ Nunca mais abrirá as pernas para nenhum outro. E toda vez que chegar perto de fazer, se lembrar do meu “KA” te “FU”. Isso eu juro, carinho.



OH Gzuisss Ela morreria nos braços dele. Sabia disso. Estava toda molhada e o seu corpo já exigia o contato. Ela o queria dentro dela. Necessitava sentir o peso do seu corpo enquanto a “FO”. Queria sentir o seu pênis todo dentro dela, pulsando, bombardeando e preenchendo todo o seu ser. Sua alma necessitava daquilo. Não era só tesão. Era carência emocional. Ela o quis todos os dias de sua vida. Ela sonhou com isso muitas noites. Chorou pelo desprezo, pelo escarno e suas armações. Também por vê-lo com outras garotas enquanto ela o necessitava. Agora ele dizia essas palavras. Ele jurava que a faria sua e lhe daria prazer... Ela estava desesperada por essas promessas, mas não daria o braço a torcer. Lutaria até o ultimo minutos para conservar o seu orgulho.



Jacob a jogou na cama, depois se colocou sobre ela com algo na mão. Ela o olhava de forma estranha. Queria saber como ele cumpriria a sua promessa. Sentiu quando pegou seu punho e levou até a cabeceira da cama. Ele a algemou. OH Céus!Ele iria torturá-la.



Depois de algemada, Ness ficou observando o sem dizer nada, tentava entender o que se passava. E viu quando ele tirou algumas coisas e colocou sobre a cabeceira... “OH Céus! O que era aquilo¿ Não! O que ele faria com aquele vibrador¿” Ela engoliu seco e continuou com olhar inquisitivo para ele.



Jacob a observava de soslaio enquanto colocava os seus apetrechos sobre a cabeceira. Só faltava agora pegar algumas coisas na cozinha antes de começar a brincadeira. Ele lhe daria uma boa lição antes daquele dia terminar.



Saiu do quarto e foi até a cozinha. O cozinheiro o olhou de forma estranha, a arrumadeira parecia constrangida e o mordomo saiu do local quando entrou. Preferiu não dizer nada. Não tinha que dar explicações para os empregados. Apenas precisava pegar o que faltava para iniciar a brincadeira.



Abriu a geladeira, pegou um pote de chantili, outro com calda de chocolate, foi até o gaveteiro, abriu e tirou uma grande faca. As mulheres fingiram não perceber o que fazia. Ele fingiu não notar a presença delas.



Voltou para o seu quarto, entrou e colocou as coisas na mesa de cabeceira. Quando Ness viu a enorme faca, começou a lutar para se soltar das algemas enquanto Jacob ria.



- Eu não matarei você, carinho. – Disse com a voz sexy. – Só vamos brincar. Você não gostade brincar com seus amantes. Pois bem! Hoje você me mostrará como goza brincando comigo. – Deu uma gostosa risada e ela sentiu o frio percorrer a sua espinha. Ele gostou de ver a sua expressão. Percebeu que ela estava cheia de tesão. Mas aquilo não era nada... Apenas o começo.



- Você não pode fazer isso! Não pode me tomar a força. – Ela protestou.



- E quem disse que te tomarei a força¿ Você implorará para me ter dentro de você em pouco tempo, carinho. Seu corpo ficará viciado no meu. Irá chorar enquanto goza e chamar o meu nome. Não preciso de força para te fazer minha. Isso é apenas no inicio da brincadeira, carinho.



Ela se debateu sobre a cama. Mas a sua postura mostrava debilidade. Ele podia perceber a sua excitação. Era claro que já estava preparada para ele. Podia penetrá-la naquele momento, mas não teria a menor graça. Ele seria perverso com ela e depois que implorasse daria o que os dois precisavam.



- INFELIZ! FILHO DA “PU”! EU VOU MATAR VOCÊ!-Ela gritou se sacudindo na cama.



- Eu adoro mulheres bravinhas. Torna tudo mais excitante para mim. – Mordeu os lábios e começou a tirar sua roupa. Ela ofegou e não conseguiu mais falar. A medida que ele se despia, o corpo dela gritava por ele. A nata em sua vagina já escorria em sua calcinha. Estava molhada demais. Ela o queria dentro dela. Precisava disso de forma urgente. Não agüentaria esse jogo se sedução. Não queria ter que implorar. “Mas quanto tempo agüentaria¿”



Jacob estava completamente nu. Sua protuberante anaconda enorme apontando para frente. Ela queria morder. Seu corpo ardia por isso. Seu coração batia muito forte. A boca estava cheia d’água. Precisava sentir a pele sensível e castanho avermelhada de seu pau em sua boca. Queria sentir o seu sabor, devorar sua anaconda e fazê-lo gritar ao gozar em sua boca. Gzuizzz Como ela precisava daquilo. Já podia sentir as lágrimas no canto dos seus olhos. Não queria chorar, muito menos implorar, mas o desespero a consumia de forma avassaladora.





Ele foi até a mesinha de cabeceira, pegou a faca e caminhou para frente da cama. Como um gato ardiloso se colocou na beira da ama e foi subindo lentamente com os olhos gravados no rosto dela. Percebeu o quanto estava assustada e desejosa pelo que aconteceria entre os dois. Queria enlouquecê-la ainda mais, fazendo a pagar por todos os anos em que sofreu ao vê-la andando com outros caras. Ele sonhou muitas noites em se vingar dela. Planejou durante dias como a faria gritar o seu nome e comprou tudo o que precisava para isso. Agora só teria que levar o plano a diante e não se deixar levar pelas suas artimanhas.



Passou a faca em seu pescoço. Ela arregalou os olhos quando sentou o fio da navalha percorrer a sua pele até chegar ao tecido da blusa. Ele mordeu os lábios e começou a cortar o tecido. Ela não gritou, não implorou ou fez qualquer gesto de negação. Ela queria que ela arrancasse toda a sua roupa e a sensação da faca passando em sua pele só aumentava o tesão.



Ele cortou o tecido da blusa e depois foi passando pelo sutiã. Deixou-a com os protuberantes seios a mostra. Eles eram lindos, perfeito, durinhos e redondos. O pequeno e sensível bico rosa estava muito duro. Ele quase morreu e ela gemeu quando ele aproximou o rosto de seu seio. Ele colocou a faca de lado e segurou o esquerdo com uma mão e o direito passou a língua ao redor. Depois começou a chupar forte. Muito forte. Com muito desejo. Ou será desespero¿ Gzuzzz ele iria morrer chupando aquele seio doce. Seu corpo inteiro reagiu. O seu “KA” ficou ainda mais duro. Quase perdeu o controle de tanto desespero que sentiu... Ele não podia. O jogo só havia começado.



Depois de chupar e apartar os seios de Ness com muita paixão, Jacob abriu a fecho de sua “micro sai”. “Essa mulher precisa urgentemente de um novo guarda-roupa”. Ele pensou enquanto tirava. Era inconcebível “sua mulher” andar com uma roupa tão curta que permitisse ver a calcinha.



Tirou lhe a saia, deixando a apenas de calcinha, depois tirou as sandálias de salto agulha que suava. Levantou-se da cama e ficou vendo o corpo maravilhoso, curvilíneo e esbelto em sua cama. Era um abuso da natureza uma mulher tão perfeita. “Já não bastava os lábios carnudos e desejosos, o nariz arrebitado e os lindos olhos azuis¿ Ela ainda tinha que ter lindas pernas torneadas, uma cintura de violão, uma barriguinha lisinha e seios perfeito¿” Ele morreria devorando o seu corpo. Estava certo disso.



Ela ofegava totalmente excitada e rendida. Começava a sussurrar o seu nome com os olhos fechados, mordendo os lábios sensuais enquanto se retorcia na cama. Ela contraia a vagina que o necessitava. Queria tocar o clitóris para gozar. Estava mais do que desesperada. Todo o seu corpo gritava por ele. O calor era insuportável. O desejo já começava a doer em sua alma. Se ele a abandonasse agora, ela não agüentaria.



- Jacob... Jacob... Jacob... – Ela se retorcia chamando o seu nome e ele a olhava orgulhoso.



Ele se debruçou novamente sobre o corpo, pegou a faca e começou a cortar a calcinha. O contato do metal com a sua pele a fez entrar em êxtase. O corpo parecia levar choques.



- Deusjacob! Jacobb... Céus... eu morrerei assim.. Goshhh.



A deixou sem nada e depois foi para a segunda parte do seu plano. Ele a torturaria muito naquela tarde.



Levantou da cama, pegou alguns dos objetos e colocou sobre o lençol. Abriu as suas pernas, separando as coxas. Ela pensou que ele a penetraria, mas usou outra coisa ao invés disso.



Ele pegou um pequeno bastão de spray, com os dedos abriu os seus lábios rosados e espirrou o liquido sobre eles, sobre o clitóris e depois na entrada de sua vagina. Ela se contorceu na cama e gritou sentindo o liquido gelado arder em sua pele. O desejo se multiplicou por cem e começou a chorar. A agonia era muito grande. “O que ele havia feito com ela¿” aquilo a levou ao desespero. Era deliciosa a sensação do liquido em sua pele, mas a necessidade de “FU” se tornou ainda mais exigente.



Jacob riu enquanto a via de contorcer sobre a cama. Chorando enquanto clamava por seu nome. As pernas se abriam ainda mais e toda a região do seu sexo estava inundada pelo seu gozo. Ele quis beber todo o liquido, mas ainda não era o momento. Se o fizesse, perderia completamente o controle de suas ações. Ele queria submetê-la e para isso precisava controlar os próprios instintos.



Pegou o vibrador, levou até a sua entrada e começou a introduzir no seu canal. Ela gritou alto dessa vez.



- JACOB! JACOB, SEU FDP!



O vibrador em questão poderia dar prazer interno e externo, porque além de vibrar dentro da mulher, massageava o clitóris. Aquilo a levaria ao êxtase em poucos minutos e a faria implorar por ele.



Saiu de cima dela e pegou um pequeno gel e levou até o seu seio. Passou por toda a região, enquanto ela chorava na cama. O liquido fez a pele sensível esquentar e ficar ainda mais dura. Ela sentia um terrível prazer, somado com o do vibrador trabalhando dentro dela e sobre o seu clitóris. Olhou para ele sem forças, chorando e implorou por misericórdia.



- Por favor... eu preciso de você... por favor...



- Ainda não carinho. – Ele começou a chupar os seios de forma brusca e apertar forte. Os gritos dela invadiam todo o quarto. Ele sabia que até mesmo os seguranças poderiam ouvir os gemidos e gritos na entrada da mansão. Ela parecia uma cadela no cio implorando por mais prazer. Ele se comprazia de vê-la gritar por ele. De ver a sua face branda sem brigar. Ela não tinha forças para discutir ou ameaçar. Parecia um gatinho dengosa em suas mãos.



Ela se sentia humilhada por ele lhe dar prazer com a “PO” de um vibrador. Ela sonhou com romance, beijos e carinhos. Ele a tratava pior do que uma prostituta. Fazia gemer e gritar. Passava coisas que aumentavam a excitação de seu corpo. Mas não lhe beijava, não lhe dizia palavras bonitas e a tratava com carinho. Era apenas uma cadela sendo “FO” por um objeto de silicone. Chorou pelo gozo, pelo desespero, pela vergonha, debilidade e por seu coração que doía. Queria sentir os seus braços em torno deu seu corpo e os lábios sobre os seus. Não era um objeto. Era uma mulher desejosa de carinho, que gritava como louca pelo prazer que um vibrador a proporcionava.



Quando Jacob tirou o objeto dentro dela, chorou pela falta que fazia. Ficaria louca se ele não a possuísse. Lutou com as algemas. Precisava se soltar e provar para ele que era uma mulher.

Ela morreria se não fosse tocada de forma decente por ele... A se morreria.



Jacob soltou seus braços e ela finalmente se sentiu livre. Ao mesmo tempo parecia estar dentro de uma prisão. Engatinhou na cama até ele e agarrou o seu corpo.



- Eu preciso de você. – Sussurrou chorando em seus braços musculosos e quentes. - Eu me rendo, não grito, não choro, mas por favor me possua.



- Você se rende¿ - Ele perguntou passando a mão pelos seus cabeços. O corpo dela estava suado demais, as lágrimas que derramavam molhavam o seu ombro. Parecia muito cansada, mas além disse estava necessitada. Ele sabia disso. Ele saciaria todo o seu corpo se ela se rendesse a ele.



- Eu me rendo... – Sussurrou.



- Nunca abrirá as pernas para outro¿- Ele segurou o seu queixo e levantou a sua cabeça. Os seus olhos se cruzaram e viu como ela sofria por ele. Sentiu dor no coração ao perceber como ele havia a torturado. No entanto precisava saber. Precisava ter certeza que ela não faria novamente. Não agüentaria saber ou ver ela nos braços de outro. Aquilo era inconcebível para ele. Já sofria com esse pensamento.



- Não... prometo. – Ela respondeu chorosa.



- Minha! – Ele levou os lábios ao seu ouvido e sussurrou novamente. – Minha! Somente minha! Para sempre minha! Entendeu¿ Se você sonhar em “FU” com outro, vou te torturar muito. Entendeu¿ Minha! – Ele tinha um sentimento real de posse. Ela era dele. Só dele e teve que ensinar isso da maneira mais cruel.



- Sua! – Ela aceitou.



Ele começou a deixar o corpo dela sobre a cama. Acariciou o seu rosto com as costas de sua mão. Separou as suas pernas, segurando os joelhos e se encaixou entre suas pernas. Posicionou seu pênis na sua entrada e a penetrou forte e profundo, enquanto ela olhava no fundo dos seus olhos e ele reafirmava a sua posse. – Minha!



- Sua! – Ela respondeu e fechou os olhos. Sorriu quando sentiu as estocava fortes e profundas bombardeando o seu corpo. Começou a ver estrelas explodindo no seu. Cada movimento dele bombardeando o seu corpo, era como uma nova chama de vida. O prazer foi imensurável. Ela nunca havia se sentido daquela forma. Ela era realmente dele. Sua mulher. Para sempre sua mulher e ele provava isso enquanto a “FO” como desespero. Ele gemia algo o seu nome. Ela gemia e chorava sentindo o orgasmo explodindo em seu corpo. Contraiu o seu canal vaginal e ele gritou em desespero.



- GOSTOSA, CARINHO! GUZZIISSS TU É GOSTOSA DEMAIS “PO”! EU QUERO MORRER “FU” VOCÊ, BEBÊ! Forte, duro e profundo. Ele cumpria a sua promessa. Ela nem ousava pedir mais forte. Tinha medo de quebrar com tamanha força. Nunca teve um homem que conseguisse manter tanto tempo estocando dessa maneira. Ela já gozava a terceira vez enquanto ele continuava a bombardeá-la. A cama começou a tremer e tremar, batendo na parede. O barulho era alto. O grunhido dele era quase animal. Ele segurou os seus quadris com as duas mãos e aumentou o ritmo das estocadas. Ela tentava se mover com a mesma velocidade, mas era impossível. Seu corpo entrava em compulsão em um quarto orgasmo. Ela chorava muito enquanto chamava por seu nome. Já não tinha mais voz para gritar – Jacob eu amo você... amo... O Goshhh como eu amo... – Choro, felicidade, amor, contentamento, gozo... Tudo se misturou em um último grito de prazer no quinto gozo.... –JACOBBBB.



- VOU GOZAR, BEBÊ! GOSHHHH VOU GOZARRRRR AIIIIIIII ARAHGUAHAHGAGAG – Ele parecia falar em uma língua estranha. O seu ultimo sopro antes de cair com corpo cansado sobre ela foi espetacular.



Ele colocou o corpo sobre o dela, apoiando a cabeça sobre os seus seios. Ela o abraçou forte a passou os dedos sobre os seus cabelos, sentindo os fios dedos de seus pelos. Beijou a sua cabeça, percorreu as mãos sobre as suas costas e lhe fez muito carinho. Ele estava exatamente onde ela queria todo aquele tempo....Dentro dela. Ainda estava quente, pegando fogo e com os espasmos sobre o corpo. O corpo molhado de suor. O cheiro do sexo que fizeram era delicioso... Cheiro de macho.



Ele se sentia completamente esgotado. Seu corpo estava cansado depois de colocar para fora todas as suas energias, que foram sugadas para o corpo dela. Nunca havia feito sexos de forma tão intensa... Ou amor. O fato era que o corpo dela o fez reagir de forma descontrolada. Nunca se desesperou tanto com a necessidade do gozo. Queria a catarse que não chegava e o corpo reagia brutalmente a isso, fazendo o a penetrar de forma tão intensa que o surpreendeu. Saiu de dentro do corpo dela e cai de costas para a cama. Sentiu o contato com a faca, pegou a e colocou sobre a mesinha. Ness ficou de lado o observando. Parecia querer algo ele. Ainda necessitava de algo que ele não compreendia. Ele já havia se entregado de forma única, mas ela ainda o olhava de forma insatisfeita.



- O que foi, bebê¿ - Ele perguntou observando o seu rosto vermelho e suado.



- Nada... eu... é que... – Ela não conseguia falar o que estava angustiando. Ele sentia que algo a incomodava, mas ela não conseguia revelar.



- Você não gostou¿ - Ele perguntou tocando o seu rosto. Como ela poderia lhe dizer qual o problema¿ Ele se quer havia beijado os seus lábios. Ela queria sentir a sua língua serpenteando em sua boca. Queria o seu abraço forte enquanto se beijava. Estava carente dos seus beijos. Havia feito sexo. Ela queria sentir o amor. Seu coração começava a chorar com essa constatação. Ele só havia usado o seu corpo... Mais nada



- Gostei... – Sussurrou.



- Qual o problema, Ness¿ - Ele perguntou arqueando a sobrancelha. Ela ficou tensa, mas não se humilharia novamente. Ele já havia humilhado muito naquele dia. Ele a usou como uma cadela e nem foi capaz de beijar os seus lábios. A ira começava a tomar o seu corpo e a vontade de chorar a deixava débil. Não queria que ele visse sua debilidade. Precisava ser forte e disfarçar.



- Nada! – Ela balançou a cabeça e engoliu o choro que estava quase saindo.



- Deita aqui comigo. – Ele lhe estendeu a mão. Ela a entregou e ele a deitou em seu peito. – Vamos descansar um pouco, carinho. Depois eu vou te banhar e alimentar. Só preciso recuperar as minhas forças. – Ele beijou o topo da sua cabeça. Passou a mão por suas costas e fez caricias. Nem podia imaginar como estava a magoando. Muito mais do que todo o que já havia feito. Sua atitude fria fazia o coração dela doer e sangrar pela humilhação. Ele, no entanto, não sabia como amar e tratar uma mulher. Nunca teve uma relação séria. Nunca foi romântico e carinhoso com alguém. Não sabia como fazer isso sem deixar de lado a sua arrogância e empáfia. Como podia imaginar que uma mulher como Ness só queria sentir os seus beijos e abraços¿ Ele não imaginava nada disso. Só estava feliz por ter finalmente a sua mulher em seus braços. Ela era “sua” e nada mais mudaria isso. Contudo o olhar triste dela o incomodava. Precisava descobrir o que havia errado, mas primeiro recuperaria as suas forças.



Jacob logo dormiu e depois de um tempo Ness saiu de seus braços. Beijou o seu rosto, o seu peito e abdômen, depois saiu da cama, recolheu peças de roupas rasgadas no chão, a mochila, a saia e as sandálias. Colocou tudo sobre o sofá, foi ao banheiro, pegou uma toalha e se enrolou nela. Voltou para o quarto, pegou as coisas no sofá e saiu.



Chegou a porta de seu quarto, colocou a digital, a retina e a senha e entrou. Trancou a porta, atirou as coisas sobre o chão, foi para sua cama, deitou-se na posição fetal e finalmente chorou. Ela sentia uma dor tão grande que as células do seu corpo pareciam receber descargas elétricas. Ela só queria beijos e carinho. Não era uma cadela viciada em sexo. “Por que ele não podia entender isso¿” “Porque ele simplesmente não entendia que era de amor que ela necessitava?” Não o amor de qualquer um, mas sim o amor dele. Foi apenas sexo e nada mais. Posse e não o ato de entrega. Ela o faria pagar por sua falta de coração... A se faria.



Os soluços seus soluços eram altos e foi no meio dessa magoa tão grande que ela acabou adormecendo.







Nota Glau Miguxas






Quem quer matar o Jacob? Eu! Eu! Eu! Eu!! To brincando. Kkkk Gente, ele não sabe como amar direito. Ele nunca teve uma relação de verdade está meio perdido no meio desse ciúme que sente dela. Mas a sua falta de compreensão das necessitades dela vai gerar mais uma grande briga.


O que posso afirmar é que no próximo cap teremos briga, fuga, tiro, balada e uma gostosa pegação entre os dois.


Peço desculpas por não fazer o segundo lesco lesco. Mas eu fiz 14 páginas e não agüentava mais digitar. Além disso, tinha que retirar roupas da corda para passar. Já estava bem tarde e eu precisava cuidar das coisas da casa. Prometo no entanto que no próximo cap ele será mais gentil com ela e as coisas começam a ficar mais intensas entre os dois.


Se eu não postar o cap até sexta feira, só sairá na segunda ou na Terça. OK? Eu estou com uma cosias para fazer essa semana e não sei se dará tempo.


Amanhã é meu aniversário e estou preparando as coisas para uma festinha no fim de semana.


Espero não deixá-las na mão, mas não prometo nada.






Espero que tenham gostado do cap!






Nat, Obrigada pela recomendação. Você estava mesmo inspirada e me deixou muito feliz com ela. MEUS OLHINHOS ESTÃO BRILHANDO DE FELICIDADE.






Para as minhas leitoras amadas, eu agradeço de coração a todos os comentário. Saibam que levo todos em consideração e leio todos. Ultimamente não tenho conseguido responder nenhum deles, pois estou com o problema da internet em casa, usando apenas quando minha sobrinha não está, e no trabalho simplesmente não da tempo. Mas continuo lendo tudo do celular e levo em conta a vontade de vocês quando escrevo.






Tafnes (Andreia) Estou hiper, mega, super feliz de você está acompanhando a minha fic. Pensei que tinha me abandonado há meses. Um brande bju para ti.






Para as minhas leitoras antigas, fieis, amigas, amada e as novas, que possuem tanto importância quanto, mando milhares de beijos!




OBRIGADU!!!





N/Heri: deixa ver se entendi...Glaucia tu matou a Alice e Jasper? E essa crise de ciúmes do Jacob? Não entendo a Ness toda se querendo pra ele e resistindo? Acorda Ness! Vai aproveitar o que é seu, usa e abusa. Super excitante ele carregar ela no ombro até o quarto e...aff, quem quer ser algemada ae?.....Sua, sou sua...eita torturinha boa. Gente deu pena dela, realmente cadê o amor Jacob Black? MENINAS COMENTEM E CHAMEM SUAS AMIGAS....INSPIREM E INSENTIVEM A AUTORA...bjs girls

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Casamento




Jacob correu para o segundo andar, deixando os convidados para trás, e parou diante da porta do quarto de Ness. Começou a bater forte, sentindo o calor das emoções fluindo em seu corpo. Perecia mentira que aquilo estivesse acontecendo. Era sorte demais para uma só pessoa.



Ness ficou chorando baixo, andando de um lado para o outro, sem saber o que fazer para sair daquela situação. Não suportaria tamanha humilhação. Não acreditava ainda que seu avô, a raposa velha, pudesse tramar contra ela daquela forma. Nunca o perdoaria por aquilo. Dizia a si mesma enquanto resmungava.



Tem que haver uma saída! Tem que haver uma saída.

Não caso com esse homem de jeito algum. Prefiro a miséria a me casar com ele.



As lágrimas queimavam no canto dos olhos e escorriam sem cerimônia pelo rosto. Uma dor estranha a dominava e um sentimento de fracasso a deixava débil. Como poderia suportar tamanha humilhação. Era mais do eu qualquer pessoa poderia agüentar.



As batidas na porta a tiraram de seus devaneios. Um frio estranho percorreu sua barriga.



Toc Toc Toc. Aos poucos o barulho foi ficando mais forte, causando estrondos que ecoavam pelo quarto. Ela observava as trepidações na porta com olhos esbugalhados.



- Abre a porta! – A voz rouca e sexy ordenava do outro lado.



- VÁ PARA O INFERNO!- Gritou furiosa.



Ele não entraria em seu quarto. Ela não permitiria que ele entrasse no quarto. Aquele era o seu refúgio e ele não ousaria arrombar a porta... Ou ousaria¿



Depois de alguns minutos ignorando as batidas, o som cessou e ela finalmente pode pensar no que fazer... Precisava de conselhos.



Pegou celular e ligou para cada uma de suas amigas, marcando um encontro na casa de Nathaly.



Arrumou a mochila com roupas para passar a noite e outras para ir a escola na manhã seguinte. Colocou o celular e as chaves na mochila e finalmente abriu a porta. Observou rapidamente o corredor e saiu do quarto. Colocou a senha de segurança no aparelho e saiu sorrateiramente pelo corredor, tentando não fazer barulhos.



Quando chegou ao final da escada e ia caminhando em direção a porta, Jacob a pegou pelo braço e a fez interromper o seu caminho.



- Precisamos conversar. – Disse ele observando o seu olhar assustado. Ela parecia uma coelha fugindo do leão.



- Não temos nada a dizer. – Disse com tom arrogante.



- Vamos para a sala conversar. – Ele a arrastou sem dar chances dela reagir. Os dois se sentaram no sofá, um de frente para outro, e ficaram se encarando por alguns momentos.



- Fala!- Ela rompeu o silêncio e quase se perdeu naqueles profundos olhos negros. Suspirou fundo, e teve que desviar o olhar para não deixar o seu coração a trair. Não se entregaria tão fácil para ele. Era uma guerreira e lutaria até a última de suas forças.



- Nós temos que falar sobre o “nosso” casamento. – Ele começou cheio de altivez. – Temos que acertar os detalhes.



- Não haverá “nosso” casamento. – Respondeu rispidamente. – Não me casarei com você.



- E o que pretende fazer¿ Vai para de baixo de um viaduto¿ Eu ainda tenho a floricultura da minha tia. É pouca coisa, mas dá para eu viver. E você¿ Não sabe vender, não sabe atender um telefone sem ser grossa, não sabe preencher um formulário direito, não sabe pegar numa vassoura, ensinar tão pouco, e nem a imagino servindo uma bandeja em uma lanchonete. Do jeito que é, acho que nem para rodar bolsinha no cais vai servir. Já saiu com tudo mundo. Quem vai pagar para dormir com você¿ Pretende mesmo levar essa teimosia a diante. – Ela abriu a boca indignada para falar, mas não conseguia. Apontou o dedo na cara dele e o balançava sem conseguir um argumento. Como ele se atrevia a lhe dizer tudo aquilo¿ Como¿ - Você não nasce para ser pobre e a única chance de continuar com a vida que tem é casando.



- NÃO! NÃO E NÃO! – Ela tentou se levantar e ele a segurou. – Não tem o direito de falar comigo assim.- Ela se desvencilhou de seus braços e pegou um jarro e jogou com força. Ele tentou se proteger e correu. Ela pegou um cinzeiro e arremessou. Assim foi lhe atirando os objetos na sala, enquanto ele se protegia. – FDP! Eu tenho sentimentos! Tenho coração! como se atreve a falar comigo assim¿ Toma isso!- Atirou alguns porta retratos. Ele a alcançou a segurou seus braços. Ela deu um tapa em sua cara. Ele tentava segurá-la, mas a fúria era grande. Os dois caíram no chão e rolaram pela sala. Ela o mordeu no ombro e ele gritou.



- CACHORRA! AIII! – Ela continuou a bater e começou a puxar os seus cabeços, enquanto ele tentava se defender dos golpes. Ele conseguiu se levantar e a ergueu. Ela, humilhada pelas suas palavras, começou a chorar mais uma vez. Seu estado de espírito nos últimos tempos não era nada bom. Estava muito frágil e as palavras dele só a magoava.



- Não tem o... – Gaguejava. –Direito... Eu tenho coração... Por que só me magoa¿ - Ele nunca a viu tão frágil dela maneira. Seu coração doeu com aquilo. Tentou se explicar, mas era inútil.



- Ness, desculpa...Eu... olha... só queria lhe mostrar o óbvio... não queria te ferir... juro que não... seremos marido e mulher e....



- NÃO SEREOS MARIDO E MULHER! – Gritou com raiva. – PREFIRO VIRAR “PI” A CASAR COM VOCÊ. VOCÊ DIZ QUE NEM PARA DAR EU SIRVO¿ EU VOU MOSTRAR QUE SIRVO E MUITO! – Ela foi abaixando o tom, mas continuava descontrolada. Seu rosto muito vermelho estava encharcado pelas lágrimas. Seu coração sangrava mais do que nunca. Se sentiu um verdadeiro lixo... Ele sempre a tratou como um, mas dessa vez foi mais do que poderia suportar.



- Eu não queria. – Ele sussurrou olhando a com espanto. Queria abraçá-la e beijar os seus lábios. Tomar aquela dor, que ele mesmo havia causado, mas não sabia como fazer para ela baixar a guarda.



- Não terá casamento... Não caso! Nunca.



- Ness, você deixará todo o dinheiro para os seus primos¿ Olha isso!



- Eu prefiro isso do que passar a vida inteira com você me humilhando desse jeito. Não te suporto mais, Jacob... Estou no meu limite.



- Olha, a gente pode se entender. Vai dar certo. Você vai ver. – Ele tentava convencê-la.



- Eu não consigo. – Ele tentou segurá-la, mas ela deu uma joelhada entre suas pernas, ferindo o seu “parque de diversões”. Ele caiu gemendo e ela tentou correr. Ele segurou o seu pé e a derrubou, para impedir que fosse. A dor que sentia era horrível, contudo não a deixaria ir sem tentar mais uma vez. Era vital conseguir uma trégua com aquela garota. Ela o chutava e ele a puxava pelo pé. Ele foi se arrastando até ela, pós se sobre o seu corpo. Ela lutou com ele, batendo em seu peito, puxando os seus cabeços. Ele apenas tentava se defender. Aquilo parecia bizarro. Eram duas crianças grandes rolando pelo chão da sala destruída pela luta dos dois. Ele conseguiu prender os seus braços sobre a cabeça, foi aproximando o seu rosto do dela. Já podia sentir a sua respiração ofegante. Os olhos lagrimosos estavam arregalados... Ela estava com medo.



- Pode se acalmar! – Ele ordenou e ela continuou a se mover de baixo dele, tentando encontrar uma forma de fugir. Sentia-se perdida naquela posição. Estava a mercê dele. Seu coração parecia uma britadeira. Ele podia ouvir o som alto dele batendo e batendo cada vez mais forte. Um frio estranho subiu pela sua barriga e se alojou em seu estômago... Deus, ela estava perdida! Os lábios dele foram se aproximando e se aproximando. Ele fechou os olhos e ela quase morreu. O que iria fazer¿ Ela fechou os olhos e quando sentiu a pele quente sobre a dela, foram mais uma vez interrompidos.



- Eu agradeceria se vocês não destruíssem a casa nessa guerrinha. – O mordomo disse e ele afastou os lábios, olhou para cima furioso, frustrado e desejoso de beijar os seus lábios. Ele queria sentir o seu gosto e se perder em sua pele quente. Estava louco por ela. Apesar de brava e chorosa, estava increvelmente linda... Era a sua perdição.



- Gregory! – Ela lutou para sair de baixo dele, que vencido soltou os seus braços.



- Sr Cullen ficaria perplexo com essa selvageria. Dará muito trabalho repor todos os objetos quebrados. Que lástima. – Resmungou o homem, com aquela altivez de um gentleman e o sotaque inglês. Os olhou com a sobrancelha arqueada e o ar de desprezo. – Em pensar que terei que aturar isso todos os dias. Não sei onde Sr Cullen tinha a cabeça quando fez o testamento. – Ness aproveitou a deixa, levantou se, arrumou as suas roupas, pegou a mochila, caída perto da porta, e saiu correndo. Jacob quis matar o mordomo.



- Sr Cullen está morto e você é empregado. Da próxima vez que resolver entrar, anuncie-s e primeiro. E se ouvir gritos, pancadaria e coisas sendo quebradas, não interrompa. Entendido¿ - Jacob saiu da sala batendo o pé com raiva e foi para o seu quarto. Como aquele empregado ousava estragar o seu momento.



Ness correu até a garagem, chegou ao seu carro, abriu a porta com dificuldade. Suas mãos estavam trêmulas. Aliás, seu corpo inteiro estava trêmulo. As lágrimas corriam pelo rosto. Não conseguia evitar de chorar. Eram muitas emoções, magoas e decisões em sua vida. O avô havia prendido em uma ratoeira e não sabia como escapar.



Dirigiu com dificuldade para a casa da amiga e foi bem recebida pela sua mãe, que a conduziu até o quarto. Lá já estavam Clarie, July e Carli.



Nathaly a abraçou e ela se sentou na cama com a amiga. Depois de meia hora contando todo o ocorrido, as quatro olhavam para Ness com a boca aberta. Não sabiam como a amiga sairia daquela confusão.



- E ai, gente¿ O que eu faço¿ Eu não quero ficar pobre, mas não posso me casar com Jacob. – Ness choramingou e se deitou no colo de Carly.



- Ness, você sempre gostou de Jacob. Vamos concordar com isso. Aproveita a chance e se casa. Tenta tirar o melhor desse casamento. – Ela disse para a amiga, enquanto penteava os seus cabelos.



- Não posso me casar com ele. É muita humilhação para mim. Ele passou a vida inteira me humilhando. Pisando em meu coração, fazendo pouco e falando mal de mim. Isso sem falar em todos os seus trotes. Como eu posso me casar com ele agora¿ Meu coração dói muito.



- Ness... – Claire tentou argumentar.



- Ele não me ama. Passará a vida inteira fazendo pouco caso de mim. Disse que nem para prostituta eu sirvo. Não posso...eu... eu... – Ela começou a chorar muito e suas amigas se compadeceram. O que poderiam lhe dizer¿ A sua dor era genuína. Elas, com exceção de July, acompanhara tudo aquilo. Sabiam o quanto Ness o amava. O quanto ela lutou contra os sentimentos. Tudo o que foi capaz de fazer por causa da sua rejeição. A mulher promiscua que se tornou ao longo dos anos. Agora simplesmente ela casaria com ele¿ Simplesmente não dava.



- Pensa bem, amiga. É melhor vocês manterem um casamento de mentira e você ter um bom champanhe, roupas dos melhores estilistas, perfume francês, os melhores sapatos e bolsas... bla blablalba do que você não ter nada. Já se imaginou vivendo em um conjugado¿ Pegando ônibus¿ Servindo mesas¿ Eca! Que pobre isso. – Carly argumentou.



- Eu sei disso tudo...Olha que sei, mas...



- Mas deixará o seu orgulho falar mais alto¿ Deixará as roupas, bolsas e perfumes para Rosalie e Alice¿ Também tem o enjoado do Jasper e a sonsa da Bella. Imagina o que ela faria¿ Acho que doaria todo o dinheiro do seu avô para os pobres. Emmett e Edward comprariam muitos carros de luxo... Italianos, eu acho. E os tios interesseiros¿ - Foi a vez de Natahy.



- Nem me fale nos meus tios. Meu avô sempre disse que eram preguiçosos. Meu avô triplicou a herança do pai e os meus tios só viveram de migalhas. Nunca fizeram nada de bom na vida. Deixar o dinheiro do meu avô para essa gente me dói.



- Então, Ness¿ O que fará¿ - July perguntou.



- Primeiro vou em outro advogado. Não confiou no incompetente do Sr Paladino. Vou procurar uma segunda e se preciso uma terceira opinião. – Disse chorando.



- Vamos comer chocolate¿ - Carly perguntou.



- Comer muito chocolates. – Ela respondeu fazendo beicinho. Nathaly levantou e caminhou até a porta. Saiu do quarto, foi até a cozinha e pegou chocolate para a amiga. Depois voltou para o quarto e cinco se esbaldaram comendo aquela perdição.



- Come, querida... Come que faz bem ao coração. – Disse Claire.



- OH!! Bem ao coração¿ Só vai me deixar com celulite, estrias e pneuzinhos... Mas tudo bem! Vou comer mesmo.



Ness não voltou para casa aquela noite. Foi da casa da amiga para a escola. Não sabia que a noticia do testamento, e principalmente do casamento, se espalharia tão rápido. Só que no momento em que pisou na escola, todos começaram a cochichar e apontar. Alguns riam outros davam de ombros. Tânia Denali quase a fuzilou com olhar quando passou. Ela tinha uma quedinha por Jacob... Quedinha não! Era uma verdadeira catarata.



Já Leah, uma das novatas, que também andara s esfregando com Jacob, cruzou os braços e a encarou feio. Ness chegou a pensar que apanharia quando a garota se pôs na sua frente. Teve que sair empurrando, acompanhada pelas suas amigas, para intimidar a mocréia.



Quando chegou ao armário, Alec estava lá com cara de poucos amigos.



Ai, “KA”! Já vem bomba.



- Alec¿ - Ela tentou se fazer de desentendida. Queria adiar aquela conversa o máximo que fosse possível Ele no entanto, não estava com e expressão muito boa.



- Diz que tudo isso é mentira¿ Que você não vai se casar com ele¿ - De braços cruzados, expressão muito rígida ele a encarava friamente.



- Alec, é muito complicado. Eu nem sei ainda o que fazer... Eu...



- Você não sabe o que fazer¿ Então pensa na possibilidade de se casar com ele¿ - Ela percebeu que ele tentava controlar o tom de voz para não chamar a atenção dos outros alunos. Que por sinal observavam curiosamente a conversar... O povinho fofoqueiro. Ela pensou indignada.



- Eu tenho muito a perder Alec. Tudo o que meu avô construiu, meu futuro...



- Não! – Ele a cortou. - Você deve estar adorando isso¿ Todos nessa escola dizem que você sempre quis Jacob. Agora, de uma hora para outra, seu avô deixa um testamento para vocês se casarem. Muito conveniente isso. Não é¿ Olha, Ness. – Foi a vez dela o cortar.



- Olha você! – Ela erguei o dedo em tom autoritário. – Eu tenho minha vida para decidir. Não preciso de ninguém mais me pressionando. OK¿ Vou pensar no que fazer e não quero discutir isso agora. Vê se me erra, Alec. – Saiu com raiva e o deixou para trás.



Na entrada da sala cruzou com Jacob. Seu coração disparou naquele momento, tentou desviar o olhar. Acabou ficando nervosa e deixou a mochila cair. Ele se abaixou para pegar no mesmo instante e as mãos se tocaram. Seus olhos se fixaram naquele momento nos dele. Não conseguia nem respirar de nervoso... Ela teria um enfarto.



- Ness! – Sua amiga Carly a salvou.



- Carly! – Ela se levantou segurando a mochila e ele abriu caminho para ela entrar. Foi bem constrangedor a situação.



O resto do dia foi constrangedor e ela passou fugindo de Jacob. Tentava não encará-lo. Todas as vezes que isso ocorreu, sentiu se acuada como um gato assustado. Entretanto era preciso se manter muito longe.



Depois da aula, ela e suas amigas foram a três escritórios de advocacia em Seattle para saber se haveria uma saída. Mas todos eles diziam a mesma coisa e aquilo a desanimou. O que faria¿ Estava literalmente entre a cruz e a espada.



Quando chegou em casa ao anoitecer, Jacob a esperava por mais uma daquelas conversar tensas... Ela não queria conversar. Como fugiria com sua insistência¿ Ele a parou na porta de entrada e forçou a barra.



- Vamos conversar numa boa¿ - Ele pediu com a voz calma.



- Não quero brigar, chorar ou ser humilhada novamente. – Respondeu sem encará-lo. Olhava um quadro na parede, como quem admirasse a obra de arte. Mas na verdade só queria fugir de seus olhos.



- Olha, temos que acertar nossas vidas. Eu não quero perder tudo. Só que além disso, não quero que você perca tudo. Acho que não sobreviveria sem seu precioso conforto e essa vida de patricinha que tem. Vamos ser razoáveis em relação a isso, Ness¿ Seu avô não nos deixou nenhuma chance de fugir. É casar ou casar. Se você quer abrir mão de tudo por mim, tudo bem. Me odeia tanto assim¿ Só isso justificaria uma atitude tão burra... tão irracional da sua parte.



- Tá me chamando de burra¿ - Ela fez um bico e olhou furiosa para ele.



- Sim! Você está deixando o ódio por mim tomar a frente. Não vê o óbvio. Nós podemos nos casar. Vendemos todos os bens aos poucos. Mandamos o dinheiro para algum paraíso fiscal e quando não sobrar mais anda, pedimos o divórcio. Assim quando os seus primos entrarem com recurso, não terá mais herança para reclamarem. Para isso, precisamos ir para a faculdade casados e assumir o controle da herança. Sem isso não poderemos vender nada. Entende¿ Usa a cabeça!! – Ele colocou o dedo na cabeça dela e diminuiu o espaço entre os corpos. Ela se afastou, tentando evitar o contato. Seu corpo já reagia a tudo, totalmente trêmulo e com os pêlos eriçados.



- OK! Casamos, vendemos tudo e nos separamos. É só isso¿ - Ela perguntou fazendo bico.



- Não! Tem uma condição. – Ele passou as mãos em seus cabelos, fez um minuto de silêncio, deixando a maluca e depois voltou a falar. – Não farei papel de corno. – Disse finalmente com a expressão séria. – Você não sairá com mais ninguém.



- Essa é boa! Rararara – Ela riu pausadamente, debochando da cara dele, que olhava de forma estranha. – Você não terá nenhum direito sobre a minha vida. Acha que deixarei você controlar com quem eu durmo ou não¿ Só pode estar doido. – Ficou batendo o salto do sapato no assoalho de forma impaciente. Ele não disse nada por segundos.



- É isso ou nada. – Ele insistiu.



- Então é nada! – Disse de forma arrogante. – Acha que ficarei sem homem por causa de você¿ Tá doido, né¿ Não pode dizer o que posso e o que não posso. – Completou.



- Você usará o meu nome. Será a minha esposa e não serei chifrudo. – Ele afirmou.



- Isso será um negócio apenas. Não vou deixar de ter namorados por sua causa. Não mesmo!



- Então você fará escondido. Não sairá com um e com outro na frente de todos. Principalmente

e na minha frente. – Ele disse de forma definitiva



- Só me faltava essa! Fala sério, Jacob! O que você tem haver com quem eu durmo ou não¿ O que isso te importa¿ Eu não vou aceitar isso. Não vou ter “amantes” escondidos, como uma esposa desfrutável. Continuarei a mesma de sempre. – Ele queria dizer que se importava. Que o ciúme fazia o seu coração doer. Que sua vontade era matar todos os caras que haviam dormido com ela. Que não suportava ouvir o quanto ela era gostosa, boa de cama e as coisas que fazia... Ele não agüentava. Não sabia quanto tempo mais suportaria. O incomodo que sentia ao vê-la com Alec já era mais do que podia suportar. Depois de casado ficaria ainda mais possessivo. Mas ele não podia confessar nada disso... Aliás, ele não conseguia... O orgulho lhe impedia de ser sincero.



- É isso ou nada. Pense bem no que te propus. Casaremos, passaremos alguns anos juntos e quando não tivermos mais um tutor no nosso pé, vamos vender os bens e esconder o dinheiro. Depois você decidirá se ficará ou não ao meu lado. Para isso é preciso que se torne uma mulher de respeito. Essa vida de “vadia” acaba no dia do nosso casamento. Entendeu¿ - Ele deu as costas e começou a caminhar em direção a escada. Ela o olhou e ficou pensando no que faria. Como ela aceitaria que controlasse a sua vida¿ Já não bastava lhe roubar o amor, agora queria lhe privar também da liberdade. Não era justo... Nada daquilo era justo para nenhum dos dois, mas ela não sabia.



Jacob foi para o seu quarto angustiado. Estava sofrendo com aquela rejeição. Não achou que seria tão difícil convencê-la a se casar. Queria acabar logo com aquilo e ir para a melhor parte do casamento... A consumação. Ela aceitaria¿ Ele duvidava.



Todos diziam que Ness Cullen tinha uma quedinha por ele. A verdade, no entanto, era que ela parecia odiá-lo. Não tinha culpa daquilo, era bem verdade. Ele a magoou de todas as formas possíveis. E ainda agora, continuava a magoando. Parecia mais um homem das cavernas. Não conseguia falar de seus sentimentos... Muito menos expressá-lo. O que ele faria¿



Deitou-se na cama e ficou olhando para o teto por um bom tempo. Queria chorar, mas seu orgulho não o permitia. Nunca em sua vida se sentira tão oprimido daquele jeito.



Foi para o banheiro, tomou um banho quente, enxugou o seu corpo e colocou uma Box branca. Voltou para a cama, deitou, pegou o celular na mesinha de cabeceira e começou a ver o vídeo de Ness dançando... Como ela era linda! Ele estava perdidamente apaixonado. Não havia mais como negar isso ao seu coração.



Ness estava em seu quarto, feito barata tonta, andando de um lado para o outro enquanto pensava na proposta de Jacob. Percebeu que ele era inteligente e havia encontrado uma forma de se livrar dela em pouco tempo. Aquilo a magoou mais uma vez.



Nem por dinheiro ele ficará comigo.



Seu coração doeu e se segurou para não chorar novamente. Estava muito emotiva e chorando mais do que o costume.



Foi para o computador, ligou o monitor e começou a ver a gravação de Jacob em seu quarto.

Ele estava deitado na cama, observando algo no celular. Parecia muito triste e deprimido. Colocou o aparelho na mesinha e se deitou de lado. Revirou-se muitas vezes na cama. Parecia incomodado com algo. Pegou o travesseiro e abraçou.



Ela não entendia porque ele abraçava o travesseiro daquele jeito. Quis ir até o seu quarto e colocá-lo sem seus braços. Mas o que estava pensando¿ Ela não baixaria a guarda porque ele parecia deprimido... Não mesmo.



Jacob pegou o celular novamente e discou. Ness ouviu o seu telefone tocar e seu corpo gelou. Será que ele estava ligando para ela¿ Foi até a mochila e pegou o aparelho. Atendeu com o coração palpitando, após ver o seu nome no visor



- Ness¿



- Oi, Jacob!



- Só queria te pedir desculpas. – Ele fez um silêncio. Ela olhou na tela do computador e o viu apertado forte o travesseiro enquanto falava. – Eu não queria te fazer chorar. Às vezes, na maioria para dizer a verdade, não sei como conduzir as coisas e acabo falando “Ms”.



- Tudo bem! – Ela praticamente sussurrava. – Eu aceito.



- O quê¿ - Ele perguntou incrédulo.



- Aceito me casar. Mas não vai controlar a minha vida. Prometo fazer as coisas de forma discreta. – Disse e viu ele pular da cama e começar a dança. Ela riu achando graça da sua performance. Ele remexia o corpo de forma sensual, enquanto ligava o som. Parecia um striper profissional enquanto dançava. Os seus músculos pareciam feito só para aquilo. O requebrado maroto, o jeito safado e sensual a enlouquecia. Ela riu ao ver a cena. Passou a língua sobre os lábios e arfou.



- Você aceita¿ Jura! Temos que dar entrada nos documentos logo. Temos 90 dias para fazer tudo antes que seus primos entrem com uma ação pedindo a posse da herança. – Ele continuava a dançar.



- Tudo bem! Amanhã entregou os documentos.



- Então tchau!



- Tchau! – Ele não desligou. Ela também não. – Tá!



- Tá!



- Tudo bem!



- Tudo bem!



- Vou desligar.



- Desliga! –Os dois ficaram enrolando por um tempo, até que ele desligou e se concentrou apenas na dança sensual. Ela ficou horas olhando o espetáculo, como se aquilo fosse a visão mais maravilhosa do mundo. Não conseguia nem piscar... não perderia um só de seus movimentos.



Um mês depois



Os dias que seguiram, os dois evitaram brigar o máximo que podia. No entanto foi impossível não destruir totalmente, ou parcialmente, algum cômodo da casa.



Mesmo com a trégua, quando estavam juntos era impossível não discutirem. O tesão que sentiam um pelo outro só fazia a irritação de ambos aumentar e as brigas por besteiras ficarem mais freqüentes.



Nesse clima de tensão, logo chegou o dia do casamento, e para garantir que a família não faria nada pela herança. Eles fizeram uma pequena recepção com os amigos e familiares na sala da mansão.



Foi algo simples. O mordomo se encarregou de fazer um pequeno altar, mesmo Ness achando aquilo desnecessário. Seria apenas um casamento no civil, na presença de testemunhas.



Ela resolveu provocar Jacob uma última vez antes de se casar. E instruiu as amigas a irem vestidas de preto. Todas vestiam saia, blusa, taier e chapéu preto. Para completar a sacanagem, ela comprou um vestido rodado, tomara que caia, bem apertado na cintura, com anágua rodada que deixava o vestido com uma longa armação. Se fosse branco pareceria um vestido de quinze anos... Mas era preto.



Além do vestido, usava um chapéu cafona, provavelmente dos anos cinqüenta, com um pequeno véu preto tapando o rosto... Ela mal esperava para ver a cara de Jacob.



Todos estavam na sala a espera da noiva e de suas “damas de honra”. Quando elas chegaram a porta, um rapaz,contratado por Ness, colocou a marcha fúnebre.



A marcha seguia lenta e dava um ar de velório a ocasião. Ela e suas amigas fingiam chorar enquanto caminhavam lentamente.



Ela seguiu atrás de suas amigas até o pequeno altar, enquanto os primos morriam de rir da cara de desgosto de Jacob. Nem os amigos dele, que foram convidados para o casamento civil, conseguiram conter o riso.



- Isso é de muito mau gosto. Está agourando o marido antes mesmo de casar. – O mordomo resmungou enquanto ela andava em direção a ele, segurando o riso.



- Ela é louca. – Valery, a mãe de Rosalie e Jasper disse ao marido.



- É mimada e imatura. – Respondeu Rosalie.



- Isso é muito engraçado. – Disse Emmett para Rosalie.



- Ela gosta de aparecer. – Ela resmungou.



- Pelo menos saberemos quem será culpado se Jacob aparecer morto. – Disse Edward.



- SHIII – Bella pediu silêncio.

- Bem, pelo menos sabemos que esse casamento não dura muito tempo. Um dos dois morrerá em breve. – Jasper disse.



Ness chegou até o altar e o juiz de paz olhou para ela espantado. Quando foi começou o discurso, ela pediu para que avançasse a cerimônia de casamento. Aquele bla bla todo era desnecessário para ela. Só queria casar logo para ter o direito de gastar o dinheiro do avô.



Jacob a olhava de forma incrédula. Não conseguia acreditar no que estava fazendo justo no dia do casamento.



- Sras e Srs, estamos aqui para...



- Podemos passar logo pela assinatura¿ - Ela pediu e Jacob fez um muxoxo.



- Eu gostaria de falar algumas palavras antes. – Ele respondeu.



- Isso tudo é sinceramente desnecessário. Eu dispenso sermão sobre casamento. Se puder adiantar logo, eu agradeceria. Tenho massagista marcado às quatro.



O homem, com expressão de poucos amigos, foi para a parte prática do cerimônia e pediu para os noivos assinarem os livros. Jacob e Ness assinaram o documento, depois as testemunhas. E quando terminou, as amigas aplaudiram e o rapaz tocou novamente a marcha fúnebre.



Ness fez um sinal com dedo para o mordomo. Que saiu da sala e voltou sem seguida com um pequeno bolo preto. Sobre ele havia um casalzinho de noivos com roupas pretas e cara de mortos. Ela viu um desenho e gostou muito daquilo. Procurou por dias as miniaturas das personagens. Começou a aplaudir, enquanto uns faziam cara feia e outros gargalhavam achando graça.



- Não ficou lindo¿ - Ela começou a bater palmas de forma histérica. Na verdade estava nervosa e queria disfarçar.



- Se não fosse trágico, seria comigo. – Jacob respondeu mal humorado. – Mas ainda não acabou. Dá a sua mão! – Ele ordenou e ela fez bico.



- Pra quê¿ - Perguntou revirando os olhos.



- A aliança¿ - Disse sarcasticamente.



- Aliança¿ Tá brincando¿ Isso não fazia parte do acordo. – Ele pegou a mão dela, que puxou para trás. Ele puxou novamente e ela puxou de novo. Ficaram naquela briga, enquanto os convidados olhavam atônitos. Nunca imaginaram um casamento tão bizarro. – Tudo bem! Desisto! OK¿ Coloca logo essa “PO”.



Ele colocou a aliança e depois deu a ela a sua. Ela ficou olhando aquilo, tentando entender porque ele havia dado. Será que era tão burro, que achava que ela colocaria em seu dedo¿ Oh, Idiota!



- Não vai colocar¿ - Ele perguntou impaciente.



- Não!



- Oh, que mulher mais irritante. Era o mínimo que poderia fazer depois dessa palhaçada.



- É mesmo¿ Não quer tirar fotos para recordar esse dia inesquecível¿- Perguntou debochadamente. Ele tomou a aliança e colocou no próprio dedo.



- HUM! Quero outra coisa.- Ele a olhou intensamente, segurou o seu rosto com as duas mãos e a beijou.



Tudo foi muito rápido. Ela lutou para se soltar. Ele tentou forçar a língua em sua boca. Ela não daria o braço a torcer na frente de todos... Não mesmo. Ele continuava a tentar enfiar a língua em sua boca. A volta todos gritavam e riam achando graça. Ela deu uma joelhada entre as pernas. Ele caiu com as mãos no seu “parque de diversões”. Ele a ameaçou por aquilo. – Você me paga, Ness Black!



- Ness Cullen! – Ela rebateu



- Ness Black! – Ele insistiu



- Cullen!



- Black!



- Cullen!



- Black!



- AI “KA”! Eu to cansando disso! – Emmett disse com raiva. - Vocês estão com falta de “FO”. Acabam logo com essa palhaçada. Vamos, Rosi! Já deu!- Saiu puxando a namorada pelo braço e os outros Cullens os seguiram desgostoso e indignados.



- Viu o que você fez¿ Constrangeu os nossos convidados. Nem comeram bolo. – Ness disse rindo.



- Você me paga, Ness.



- É mesmo¿ To morrendo de medo.



- Se eu fosse você eu teria muito medo.



- OH! Chapeuzinha está com medinho do lobo mau.



- Lobo mau vai dá umas palmadas em Chapeuzinha não vai demorar muito.



- Chapeuzinha adora palmadas, mas lobo mau vai morrer antes de chegar perto.



- Veremos! – Ele disse se levantando e reparou que as pessoas saiam de fininho, enquanto os dois começavam mais uma guerra.



- Veremos mesmo, Jacob Black! Não pense que vai mandar em mim. Eu sou dona do meu nariz.



- Não mesmo! – Quando ele ameaçou ir para cima dela, pegou uma jarra de flores e atirou nele. Quase acertou o juiz e o advogado. Correu para o quarto o mais rápido que podia. Se ele a pegasse, estaria perdida. Precisava se proteger.







Nota GLAU


Ai ai gils? Gostaram do cap? Ficou bem louc, né? Agora as coisas ficaram bem agitadas para esses dois. Quero só ver no que isso vai dar. Kkkk Eu já sei, mas matarei vcs de curiosidade. Kkkk Sou perversa!


Eu adorei tanto os comentários do último cap, que fiquei muito inspirada para fazer o próximo.


Na terça feira eu estava super cansada e comecei a fazer o cap por volta de nove horas. Terminei quase meia noite, mas valeu a pena. O cap ficou mara.


Agora eu quero realmente saber o que estão achando e que me mandem idéias para mais brigas. Kkkk A minha imaginação não é tão fértil assim... A Bibizoca já deu alguns toques, mas se depender dela isso vira “jogos mortais”. Kkkk


Bem a Polly disse em alguns caps que eles demorariam uns 50 caps para terem o lesco lesco.


Vou dizer que isso vai acontecer no próximo, se eu não mudar de idéia, é claro.


Então comentem bastante para me inspirar a escrever.






Eu to sentindo falta de uma galerinha nos últimos caps. Cadê esse povo? Sem comentários... Muitos comentários... Eu não posto mais caps tão rápido. Vou deixá-las um mês esperando pelo próximo. Então me estimulem bastante para ver o que vai acontecer.


Gente eu quero mais recomendações. A fic já vai para o 8 cap e só tem 3 recomendações?


Em Galope, Opposing Souls e Vento no litoral a essa altura as fics já tinham mais de dez.


Assim eu choro. Bua bua bua!






Yeza, Michelle, Eli, Amik, Ellen, Polly... Cadê vcs? Gente, eu tenho uma memória boa, mas é muita gente para eu me lembrar. Sei que faltam uma média de 20 leituras sumidas. Cadê esse povo meudeus?






Se forem boazinhas comigo, o próximo cap deve sair entre segunda e terça feira. Se eu conseguir escrever o que penso, ele terá mais duas mortes e “dois” lesco lesco. OK. Então comentem.






Any, obrigada pela linda recomendação que fez para a fic. EU AMEI.






BOA LEITURA E BJUS NO CORE














N/Heri: kkkkkkk... de onde essa guria tira essas brigas? Mordida, puxão de cabelo, chute, rasteira. Viu ele falou: NÃO VOU SER CORNO!...kkk E o monitor, to adorando , a dancinha dele sensual aff.............morri junto com Ness. Mas esse casamento entra pra historia das fics da Glaucia ..kkk...me escangalhei de ri desse casamento, que confusão pra por uma aliança e com sobrenomes...Glau você se supera a cada capitulo amiga. SEI NÃO MAS ESSE NEGOCIO DE CHAPEUZINHO E LOBO MAU VAI ACABAR EM COMIDA, O QUE ACHAM?...... viram o segreduuuuuu comentem, ela ficou tão super ,hiper, mega animada que postou 17hs e mandou capitulo novo 23hs..bjss





terça-feira, 5 de abril de 2011

Atados



Depois daquela briga, ambos evitaram se falar por um bom tempo. O clima estava pesado e tesão que sentiam um pelo outro era incontrolável. Nenhum dos dois queria dar o braço a torcer e admitir a atração inegável. Até mesmo Alec, que pegou a briga logo no fim e interrompeu a tensão atmosférica pesada no quarto, percebia que havia um clima entre os dois... Aquilo o incomodava.



Ness permaneceu no quarto amuada por uma semana. Não foi a escola e não quis falar com ninguém sobre a morte do avô. Estava vivendo o seu momento de luto e precisava de solidão para aprender a lidar com a perda. Não sabia bem como seria sua vida daquele momento em diante... Precisava pensar com calma.



Jacob continuou a freqüentar as aulas, mas estava mais rabugento do que antes. Não conseguia conversar com ninguém sem dar um fora. Não tinha paciência para as garotas que se jogavam sobre ele e muito menos para ouvir as fofocas que rolavam pelos corredores.

Era óbvio que os dois se tornaram o motivo de todos os boatos que surgiam. Todos só falavam na morte de Carlisle e no que seria dos dois vivendo sozinho naquela enorme mansão. O veneno era destilado sem a menor preocupação de magoá-los. E mesmo os “amigos” mais próximos, não conseguiam evitar de fofocar sobre o assunto. A aposta que faziam era que não demoraria muito para os dois estarem atracados em uma cama. Aquilo era cruel e deixava Jacob ainda mais nervoso.



Em certa ocasião Sam o questionou sobre o seu humor. Ele não tinha como responder sem deixar transparecer o que realmente sentia.



- Você está tenso e muito irritado,cara. Como anda a situação na mansão? Como anda o seu relacionamento com Ness? – Ele analisou o amigo e ficou tentando decifrar as rugas em sua testa franzida



- Estranho... Nós não conseguimos conversar. Um entendimento real com aquela garota é praticamente impossível. Ela tem o dom de me tirar do sério... Eu fico completamente louco e...



- Isso é paixão recolhida, Jacob. Por que vocês não admitem logo que se gostam?



- Não é questão de admitir. – Ele não sabia como explicar. Sam o conhecia muito bem para saber que era algo mais profundo. Os dois eram praticamente irmão e nunca o havia visto de forma tão estranha. Ness sempre o irritou, sempre o fez tomar atitudes infantis, mas naquele momento a coisa estava ainda mais esquisita. Jacob estava sempre na defensiva e se transtornava quando ouvia as pessoas falando dela. Por que estava tão incomodado?



- Você nunca admitiu sentir algo por ela. Sempre fez de tudo para ocultar o seu verdadeiro sentimento. Mas acho que agora está mais complicado, camarada. Vejo como você fica quando ouve o nome dela. E quando se encontra com Alec parece um animal raivoso. Isso vai acabar com você. Por que não se rende logo e diz para ela o que sente? Sabe que tudo só depende de você. Ela sempre esteve aos seus pés. O que ainda espera?



- Ela é uma mulher usada... – Disse trincando os dentes com uma dor apertando no peito. – Como acha que me sinto sabendo que ela já passou nas mãos de praticamente todo mundo? Ela é mais corrida do que o corrimão. Eu não sei lidar com isso... Não sei! Como posso admitir uma coisa que nem mesmo tenho certeza? – Socou a mesa do refeitório e ficou olhando para as pessoas ao redor com uma expressão angustiada.



- Você não é santo e já andou com muitas. Qual a diferença? É por isso que não admite os seus sentimentos? Isso é ridículo!



- Não é diferente... Você sabe que não. – Balançou a cabeça em sinal de negativo.



- Então vai lutar contra os seus sentimentos e negar ao seu coração o que precisa por orgulho? Apenas por que se sente incomodado pela má reputação dela? Deixa isso de lado e apenas curte o momento. Sabe bem que ela está carente agora. Todos vimos como você cuidou dela no hospital e como ficaram bem juntos. Até mesmo Alec parece bolado por ela não querer a companhia dele nesse momento. Ela precisa de carinho e consolo, mas rejeita o seu próprio namorado. Acho que você ela não rejeitaria. É só deixar de ser marrento e parar de ofendê-la. Acha que ela gosta de ser ofendida toda hora? AH, Jacob, durante todos esses anos eu me calei em relação a isso. E nem adianta mentir, porque sei que aquela pasta de fotos secreta que tem no notebook é dela. Não adianta negar que durante todo esse tempo nutriu uma paixão oculta só por orgulho.



- Eu não quero falar sobre isso. – Jacob se levantou para sair do local.



- É claro que não! È mais confortável para você continuar fingindo e fugindo sobre o caso, não é? Vai continuar torturando os dois até o limite de suas forças. É orgulhoso, arrogante e pretensioso demais para admitir diante da escola que ama essa garota. Continue desse jeito e você vai muito bem. Agora não demore muito, meu camarada, porque não vai demorar muito ela se entregar de verdade a alguém que lhe dê o verdadeiro valor... Talvez Alec faça isso e ai você não terá mais a oportunidade que precisa.



- Chega! Não quero falar do que sinto ou deixo de sentir, “PO”! Isso é problema meu e não pedi os seus conselhos. Se está tão interessado no bem estar dela, então tenta a sorte. Ela é dada demais e de repente cai nos seus braços.



- Talvez eu faça isso... Talvez! – Jacob encarou o amigo e saiu do local bufando de raiva.



Ness não era nenhuma santa, ele sabia muito bem e sempre a chamava de vadia e outros nomes nada legais. No entanto, ouvir todos aqueles comentários maldosos, como se ela não passasse de uma prostituta de luxo o incomodava. Algo dentro dele gritava de raiva por aquilo. Era inconcebível que aquela gente não tivesse um pouco de compaixão naquele momento, falando tais absurdos... Os mesmos que ele próprio falaria se fosse em outra ocasião.

Na semana seguinte as fofocas só pioraram depois dos boatos espalhados por Casy, filha do delegado Alan Carter, que não teve o profissionalismo de esconder da própria família o resultado da perícia feita no carro de Esme.



Segundo o resultado das investigações, o freio do carro foi cortado e por isso ele não conseguiu parar, evitando a colisão que causou a morte do casal. Aquilo caiu como uma bomba na escola e todos começaram a sugerir que Jacob ou Ness fossem responsáveis pelo ato.



Jacob preferiu não contar nada para a garota. Primeiro porque evitava o contato, mesmo que seu corpo e o coração gritassem por uma aproximação. Ela não queria falar com ele, evitava o máximo a sua presença e nos dias que seguiram não permaneceram a sós em um mesmo ambiente. Quando o delegado chegou na mansão dos Cullens, o mordomo chamou os jovens que se dirigiram para o escritório.



Chegando no local, sentaram-se e ficaram mudos encarando o rosto rude do homem.



- Bem, estou aqui para uma conversa informal com vocês. – Começou em tom cerimonioso e Jacob já desconfiava do teor da conversa, uma vez que a cidade inteira estava comentando sobre a sabotagem no carro.



- Do que se trata, Sr Carter? – Ness perguntou sem entender a pequena reunião.



- A pericia concluiu que o freio do carro da Sra Cullen foi cortado. E que isso foi o motivo principal do acidente. – Ele os olhou de forma inquisitiva e ficou alguns segundos em silêncio, pensando em como levar a diante aquela conversa tão constrangedora.



- Cortado? - Ness perguntou com uma expressão facial de susto. Algo estava errado. Ela pensou enquanto analisava o rosto do homem.



- Sim, cortado! Vocês sabem se Carlisle tinha algum inimigo ou se estava recebendo algum tipo de ameaça? Notaram alguma coisa estranha? Algo que posso ajudar nas investigações. – Ele tentou não forçar a barra, sabendo que aquilo poderia ser um tiro no pé.



- Não! Não mesmo! – Ela negou veementemente e balançou a cabeça em sinal de negativo. Jacob permaneceu calado e o delegado estranhou a sua atitude.



- Sr Black, tem algo a dizer sobre o caso. Algo que possa ajudar nas investigações. – Ele encarava Jacob, como se procurasse um bom motivo para encostá-lo na parede.



- Não sei de nada.



- Bem, vocês dois serão chamados para um depoimento oficial na delegacia. Pensem sobre o caso e se sentirem mais a vontade podem levar um advogado para acompanhá-los. Eu agradeço a atenção.



O homem saiu do escritório e os deixou sozinhos. Ness olhou para Jacob com jeito pidão e depois resolveu sair. Mas ele foi atrás dela para tentar conversar sobre os acontecimentos.



- Espere! – Ele pediu segurando o seu braço.



- O que foi? – Ela perguntou fugindo do seu olhar. Seu corpo já começava a esquentar e a sua necessidade gritava dentro dela. Precisava fugir dali o mais rápido possível. Caso contrário estaria irremediavelmente perdida. Sua respiração ficou pesada e o coração parecia uma britadeira... Estava muito nervosa para tentar uma conversa racional.



- Queria conversar. – Ele tentou iniciar a conversa.



- Acho que já estamos conversando. Ou isso é algum tipo estranho de comunicação? – Perguntou de forma irônica, enquanto arqueava uma das sobrancelhas. Ele ficou irritado com o seu tom arrogante e tentou se controlar.



- É claro que estamos conversamos. Não usei nenhum sinal de fumaça ou código mor. Usei? Será que seu cérebro é tão pequeno que não sabe quando uma conversa é iniciada? AH, eu me esqueci que você nem sempre é inteligente. Na maioria das vezes é burrinha ou demora a entender as coisas.



- Olha só, eu não estou com tempo nem paciência para te aturar. Diga logo o que quer! – Ela ordenou cruzando os braços na altura dos seios. Não agüentava mais a grosseira de Jacob e precisava se refugiar novamente do seu ar debochado. Já estava magoada demais e não precisava de outro motivo para odiá-lo.



- Até parece que vai fazer alguma coisa de útil com seu tempo. – Ele riu de forma sarcástica.



- O que faço com meu tempo é problema meu. Entendeu? Você só continua nessa casa porque o testamento não foi lido. Graças a Deus não vai demorar muito e me virei livre de você. Não vejo a hora de respirar um ar mais leve. Não quero mais olhar para sua cara debochada e aturar as suas grosseiras. To cansada de você me ofendendo, me analisando e me olhando de forma superior. Você não é melhor do que eu e nem mais santo, Jacob. Se quer falar algo comigo, que seja útil e realmente do meu interesse. Do contrario recolha-se a sua própria insignificância e me deixe paz.



- Você é muito marrenta! – Ele cuspiu as palavras com raiva. Seu corpo inteiro tremia e tinha vontade de provar para ela quem mandava na situação. Ninguém tinha a capacidade de deixá-lo tão desnorteado quanto ela. Nem sabia mais o que queria dizer. Tinha perdido completamente o foco.



- E você, não é? RARARA Faça-me rir, cara! Eu sou o que sou e admito isso. Se a conversa já terminou, vou para o meu quarto. Não tenho interesse em nada do que possa dizer... Em pouco tempo terei paz. Seus dias nessa casa estão contados, meu caro.



- Você se esqueceu que também sou herdeiro do seu avô? Não sabemos o que nos espera. – Ele a encarava enquanto diminuía o espaço entre seus corpos. Ela ficou tensa e os pelos do seu corpo se eriçaram. Um frio estranho percorreu a sua espinha e um enxame de abelhas começou a fazer uma festa em seu estômago.



- Eu não me esqueci disso, mas de uma forma ou de outra depois que abrirem o testamento, cada um irá para o seu lado e não terei mais que te aturar. – Ness momento o mordomo entrou na sala trazendo o telefone. Ela suspirou aliviada e se afastou dele.



- Senhorita, o Sr Volturi na linha. – Disse entregando o aparelho.



- Obrigada, Gregory. – Pegou o telefone e começou a conversar animadamente com o namorado. Não deixaria Jacob ver como a deixou nervosa. Não daria o braço a torcer de forma alguma. – Oi, amor!



- Como você está? Eu tentei o seu celular e não atendeu. – Ele disse com a voz tranqüila.



- Mais ou menos. Os mesmos inconvenientes de sempre, sabe. Mas se Deus quiser na próxima semana estarei livre disso tudo. Não terei “hospedes” indesejáveis em casa. – Disse de forma debochada e Jacob ficou observando a conversa com a fúria explodindo em seu peito. Queria gritar com ela e dizer o que sentia... Simplesmente não conseguia. – O delegado esteve aqui e disse que os freios do carro de Esme foram cortados. Queria saber se tínhamos alguma informação útil.



- Hum, eu ouvi algo na escola. – Ele disse.



- Jura? Como assim ouviu algo? – Ela perguntou franzindo o cenho e olhou para o rosto furioso de Jacob.



- Estão comentando na escola que seu avô foi assassinado. Cortaram os freios do carro para matá-lo. Isso aqui está uma fofocada danada. É até bom que você fique em casa.



- Como assim? Jacob sabia disso? Eu não acredito que estou dando uma de marido corno. – Disse bufando.



- Sabia.



- Amor, eu preciso desligar. Depois falamos mais. To com sono e vou voltar ao meu quarto. Mais tarde eu te ligo. Tudo bem? – Disse tentando se livrar do namorado. Queria questionar Jacob sobre o assunto. Estava furiosa pela sua omissão.



- Tchau! Falamos depois.



Ness desligou o telefone e começou a questionar Jacob.



- Você sabia de tudo? POR QUE NÃO ME CONTOU, SEU INFELIZ? – Gritou com ele despejando toda a sua fúria.



- Porque você estava trancada no quarto e não queria falar comigo? Seria esse o motivo? Ou porque não somos amigos? Porque não lhe devo satisfações? Porque você não merece minha consideração? Deixa eu ver qual desses motivos me levaram a não falar... – Colocou o dedo na cabeça, fingindo pensar sobre o caso, depois a olhou de forma debochada. Ficou cheio de tesão ao ver a camiseta branca que usava, acentuando os bicos enrijecidos dos seus seios. A falta de sutiã deixava o traje ainda mais sexy e chamativo. A barriga lisinha, perfeitamente esculpida, a mostra deixava o corpo violão mais convidativo. E o short de cotom preto, muito curto e apertado, era um convite para tocar as suas pernas e acariciar as suas nádegas. Tentou manter o controle e disfarçar a explosão de sentimentos em seu corpo, o pênis rígido e tão necessitado quanto a sua boca. Mas não deixaria que a atração que sentia lhe tirasse do fogo... Ela era a pessoa mais irritante do muito e ele estava com raiva. Usaria o tom sarcástico para tirá-la do sério e magoá-la.



- Eu te odeio, Jacob Black! Te odeio com todas as minhas forças. Agora me diz o que estão comentando! – Ela ordenou colocando as mãos sobre a cintura. – ANDA! – Ordenou novamente.



- Pergunta para as suas amiguinhas. Você se lembra que eu queria conversar e você não quis. Ficou se fazendo de gostosa! Agora eu não quero e não vou falar nada. – Respondeu encarando o seu olhar, tentando não concentrar os olhos em seus seios.



- Tudo bem! Um a zero para você, Jacob. Mas depois da leitura do testamento, terei o prazer de te escorraçar como um cão sarnento. E vou rir muito quando você estiver morando de baixo de um viaduto. – Saiu batendo os pés. Ele quis ir atrás dela. Quis lhe dizer um monte de desaforos, mas estava descontrolado demais. Aquela garota tinha o dom de lhe tirar do sério. Se fosse naquele momento só complicaria ainda mais as coisas. Precisava se acalmar antes de chegar perto novamente... Não conseguiria se controlar muito tempo olhando aquele corpo convidativo... Não mesmo.



Jacob foi para o quarto a passos lentos. Não queria cruzar com a garota pelo corredor. Ainda pensava no que Sam havia lhe dito. Será que poderia passar por cima de seu orgulho¿ Conseguiria seguir o velho ditado “Lavou ta novo!”. Ele não agüentava mais passar por aquilo. Pensar nela todos os minutos, brigar como cão e gato quando a vontade que sentia era de tomá-la em seus braços e fazê-la sua... Estava ficando louco.



Ness chegou em seu quarto, jogou-se em sua cama, pegou o celular na cabeceira e ligou para Claire.



As duas ficaram meia hora no telefone, para que ficasse a par de tudo o que estava acontecendo na escola e o que estavam dizendo. Ficou chateada por alguns a considerarem uma suspeita. No entanto sabia que a situação era até razoável.



Depois de desligar o telefone, levantou-se da cama e foi até a mesa do computador. Ligou o monitor e começou a ver a gravação no quarto de Jacob. Aparentemente não havia nada demais. Ele estava vazio e tranqüilo.



Ficou pensando sobre a forma como ele a olhou. Notou que havia algo estranho em seus olhos. Parecia tentar esconder algo ou se sentir desconfortável. Aquilo era bem esquisito.



De repente, a visão do monitor mudou e na tela apareceu Jacob de toalha enrolada na cintura, com o torço molhado, os cabelos negros molhados e as gotas de águas escorrendo delicadamente pela deliciosa pele marrom avermelhada. O seu corpo era escultural e aquilo fez arfar de desejo.



Manteve os olhos fixos na tela e viu quando ele soltou a toalha da cintura, deixando a cair lentamente no chão. Os ombros musculosos de suas costas molhadas, com as pequenas gotas escorrendo pela sua espinha dorsal, fizeram os seus olhos acompanharem o caminho sinuoso até chegar as suas nádegas arrebitadas, durinhas, lisinhas... PERFEITAS. Como ela quis apalpar e apertar muito aquele bumbum perfeito.



OH God! Respira, Ness.. Respira...É só um homem gostoso... Gostoso¿ Não! Aquilo não era apenas gostoso. Era um caminho completo de perdição. Nem uma caixa de chocolates suíço dariam o prazer que Ness sentiu naquele momento. Ela ficou toda molhada e sentiu sua vagina se contrair. Como ela queria aquele homem!



Seus olhos continuaram vidrados na tela e os cotovelos se debruçaram sobre a mesa. Jacob deu um giro no quarto e ficou em uma posição favorável para ela ver o seu “parque de diversões”.. Nossa como era grande! Ela já havia visto o volume nas calças algumas vezes. Também de sunga de banho, mas nada se comparava aquela visão. Mesmo murcho a coisa enrugada era enorme.



AH se eu coloco a minha boca nessa... Aff vou ficar maluca!



Jacob sentou sobre a cama e pegou uma pequena peça de roupa sobre os lençóis.

O que é aquilo¿ Ela pensou e tentou identificar o que ele segurava. Não dava para dar zoom e ter uma visão melhor. Ficou frustrada quando não conseguiu descobrir o que era. Ele levou a peça até as narinas e cheirou. Ai ela viu que era uma calcinha.



Uma calcinha¿ Epa! Eu conheço... OH God! O que ele está fazendo com... Não pode ser! Aff! Inferno!



O pênis enrugado começou a tomar uma proporção assustadora. A coisa cresceu e virou uma verdadeira anaconda. Ness começou a rir de forma histérica enquanto ele cheirava a calcinha e a sua coisa se mantinha em posição de ataque, apontando para cima. Parecia uma narja com a cabeça apontada para a sua presa... Ela queria está lá... Diante da cobra... Lambendo a cobra... Goshh! Teria um enfarto se continuasse a espionar. Desligou o monitor e tentou se concentrar no que o delegado havia dito... É lógico que não conseguiu.



Ligou novamente o monitor e viu que ele estava se masturbando com as mãos. Gemia gostoso e as expressões de seu rosto eram incríveis...Estava ficando realmente louca. Correu para o banheiro, tirou as roupas e se enfiou embaixo da água chuveiro. Teve que regular a temperatura e deixá-la gelada.



Vou ficar louca! Vou ficar louca! Por todos os santos, preciso de ajuda! Não vou agüentar isso! Ele precisa ir embora! Preciso fugir desse homem... Ele só vai me magoar inda mais.



Nas duas semanas que seguiram, Ness fugiu, evitou e se escondeu. A escola passou a ser o último lugar na sua lista, o seu quarto era o seu refugio. Passava os dias trancada no quarto, comendo besteiras e assistindo filmes antigos... Todos cheios se romance e amor.

Curtir sua deprê era a única coisa que podia fazer. Só sabia do quarto para ir ao analista, uma vez por semana, e chegava sempre antes de Jacob para não encontrá-lo.



Os dois não compartilhavam as refeições ou qualquer dos ambientes da casa. E ela não via a hora do testamento ser lido para se ver livre daquela prisão.



Jacob também teve dias terríveis, dominado por aqueles sentimentos contraditórios, e amargurando com a ausência de Ness. Ele queria apenas alguns momentos para olhar em seus olhos azuis e se permitir apreciar o seu corpo. Não dormia, não comia e ou conversava com alguém direito.O seu gelo estava deixado o angustiado demais.



Finalmente, após duas semanas, Ness saiu de seu lugar seguro e voltou as aulas. Aquele seria o dia da sua liberdade, afinal das contas. O inventário já estava pronto e a tarde todos estariam em sua casa para a leitura do testamento.



Naquele dia ela ao se vestiu para matar. Pelo contrário. Apenas colocou uma sapatilha preta, calças jeans, camiseta azul e uma jaqueta jeans. Fez uma leve maquiagem, na tentativa inútil de esconder os traços de seu abatimento, pegou as chaves do carro, a mochila e foi para a escola.



Quando desceu de sua estonteante BMW todos pararam para olhar. Ela sempre era atração daquele lugar. Dessa vez, no entanto, havia um traço de curiosidade. Não deixou o seu orgulho de lado, ergueu o nariz, empinou a bunda, ergueu os ombros e desfilou pelo pátio do estacionamento como uma passarela.



Jacob a observou de longe. Sentiu uma leve pontada em seu coração e um frio estranho em sua barriga. Tentou disfarçar os sentimentos. Seu orgulho não o faria deixar as pessoas perceberem o que se passava. Desviou o olhar e fez a habitual cara de nojo e deu o sorriso debochado que a irritava.



Apesar de constrangida e estranha pelo olhar de Jacob, Ness seguiu em frente e não deixou aquilo a abater. Era superior e provaria isso para aqueles abutres. Uniu-se as suas amigas e as quatro desfilaram com passos de Gisele Biutchen pela escola. July, a novata, gostava tanto daquilo que acenava para os súditos enquanto passavam. Chegava a ser estranho.



No caminho encontraram as não menos insuportáveis irmãs Denalis e suas amigas. O grupo se encarou e depois Ness seguiu com ar de superioridade.



Alec foi até ela e os dois conversaram um pouco. Nada muito interessante. Ele estava constrangido de perguntar as coisas e a magoá-la ainda mais. Também chateado por ela o evitar todos aqueles dias.



Depois de breves palavras, ela o agarrou e lhe deu um daqueles beijos de desentupir pia ao ver Jacob no corredor com os amigos. Foi uma daquelas cenas quase pornográficas. E se Alec não fosse tão certinho, os dois começariam uma transa ali mesmo. Jacob bufou de raiva e viu o olhar significativo de Sam dizendo: “Não te avisei”.



Suas amigas também estavam em plena atividade. Mas ela não parou para observar quem eram os caras. Só viu de soslaio que estavam enroscadas com caras nos armários, enquanto tentava se recompor do beijo alucinado com Alec.



O dia de aula transcorreu tão chato quando ela se lembrava. Não prestou muita atenção na aula, ficou ouvindo as fofocas que suas amigas contavam. Os relatórios sobre aquelas duas semanas foram bem demorados e cheios de pimentas. As quatros riam durante a aula e mais ainda no intervalo.



Quando finalmente o último sinal tocou, correu para o estacionamento. Queria chegar rapidamente em casa para a leitura do testamento. Percebeu que Jacob e os primos já haviam partido. Provavelmente ansiosos sobre o que Carlisle havia lhes deixado.



Chegou em casa e viu no estacionamento da mansão vários carros. Respirou fundo e tentando se manter tranqüila, caminhou em direção a porta de entrada. Entrou e ouvi os sons das conversas na sala de estar.



- Bom dia, Senhores. – Ela os cumprimentou.



- Bom dia, Senhorita Cullen. Pronta para a leitura do testamento¿ - Sr Paladino, o advogado perguntou



- Sim! Mal posso esperar para me livrar de certos incômodos. Bem, pedirei ao mordomo para levar chá e café ao escritório para que comecemos logo com isso. – Fez um sinal para o mordomo, que estava impecável diante da porta de entrada. Pediu que preparasse tudo, entregou lhe a mochila para que guardasse, e depois seguiu para o escritório com os presentes.



Lá estavam os seus tios, seus primos, Jacob e alguns empregados que foram chamados para a leitura. Todos se sentaram para inicio dos trabalhos. O advogado foi para a mesa com o tabelião. Em seguida o mordomo entrou com uma bandeja com xícaras e dois bules. Depois foi servindo um a um enquanto todos se acomodavam.



- Bem senhores! – Disse o homem. – Daremos inicio a leitura do testamento de Carlisle Edgar Cullen. – Começou. – Abriu o envelope lacrado e mostrou ao advogado e os presentes a autenticidade do documento registrado em cartório. Depois começou uma tediosa leitura, onde Carlisle falava sobre os seus pais, como seu pai construiu o seu império, como amou os enteados e o teve como um presente. Falou sobre a luta e dificuldades para expandir o seu império e foi contando sobre os planos e sonhos que tinha para futuro.



Ness já estava bocejando de sono e mentalmente reclamando pelo avô perder tanto tempo falando de sua vida. Aquilo não interessava. Ela queria se ver livre de Jacob e começar uma nova vida sem interferências.



Depois de meia hora de leitura, foi deixado de herança para os empregados mais antigos uma quantia equivalente a cinqüenta mil dólares em gratidão aos anos de dedicação a família. Eles pareciam imensamente agradecidos pela generosidade do patrão e mantinham largos sorrisos em seus rostos.



Em seguida, Carlisle em um ato “bondoso”, deixou para os irmãos, que fez questão de manifestar o desgosto e a tristeza pelo relacionamento, pelo fato de não gostarem dele por ter sido o único herdeiro de seu pai, a quantia de setenta mil dólares para que pudessem fazer o dinheiro render as custas do próprio trabalho e quem sabe um dia ter um império como o seu para deixarem aos seus filhos. Eles, é claro, bufaram e reclamaram daquilo. Não se conformavam com a atitude do irmão mesmo se preparando para a morte, era sovina com eles.



- Sovina! Setenta mil¿ Para que isso serve¿ Como pode¿- Andrew reclamou.



- Mesmo agora ele nos prejudica. – Foi a vez de Michael.



- Vocês deviam se mirar no exemplo do meu avô e trabalhar. – Ness disse com raiva. – Ele sempre deu duro para fazer o dinheiro render. O que acharam¿ Que ficariam milionários¿ Façam-me rir. – Disse debochada e os tios a fuzilaram com olhar. Ela não se intimidou e permaneceu firme diante daquilo. – Continue a leitura! Tenho mais o que fazer e não posso perder meu dia inteiro. – Ordenou em tom arrogante e o homem continuou.



Para os sobrinhos netos, Carlisle deixou um apartamento em Nova York, para começarem a vida sem muitas dificuldades e uma quantia de duzentos mil dólares para o financiamento dos gastos com a faculdade. No entanto, os herdeiros só teriam a quantia quando estivessem cursando o primeiro período de curso. Se desistissem de estudar ou não fossem aprovados em uma universidade, não teriam direito nem ao apartamento e muito menos ao dinheiro. O dinheiro seria depositado mensalmente para cobrir os gastos nos anos de curso e o que sobrasse ao término, seria dado para que começassem o seu próprio negócio.



- Mesmo pensando em sua morte, titio se metia em nossa vida. O que ele teria haver com nosso futuro¿ Se eu não quiser ir para universidade¿ Agora fico preso a isso por causa desse maldito testamento¿ Não acredito nisso! – Emmett exclamou.



- E nem adianta começar a faculdade e não terminar... A quantia será depositada mensalmente. Tenho que da a mão a palmatória. Tio Carlisle era um gênio. Seus irmãos não correram atrás do futuro e não tiveram carreiras decentes. Esperavam viver com a herança do pai dele. Para nós ele tratou de tramar tudo direito. Agora é estudar ou estudar. – Jasper balançou a cabeça em sinal de negativo.



- Vejam o lado bom disso, meninos. – Bella disse com a voz doce. – Podemos ir para Yale ou Harvad sem nos preocupar com os gastos. Sair de uma universidade de nome nos garantirá um grande futuro. Eu estou de acordo com ele. Se o advogado nos entregasse o dinheiro de uma vez, gastaríamos tudo sem pensar. Mas mensalmente, controlaremos os gastos e quando terminarmos o curso ainda termos dinheiro para nosso próprio negócio... Genial.





- Belinha, cala a boca! – Emmett disse com raiva. – Ele era um sovina... Isso sim.



- Bando de aproveitadores, preguiçosos e ingratos... – Ness bufou. – Continue, por favor.



A leitura continuou e com exceção dos empregados, os demais não estavam nada satisfeitos com o caso.



Quando a leitura recomeçou, todos levaram um choque para a terrível revelação daquele testamento. Carlisle descrevia a preocupação com as infantilidades da neta e o medo que tinha de deixá-la só no mundo. Dizia que se Esme estivesse viva, seria a sua tutora e responsável por todos os bens. Deixava ordens claras para Esme ter pulsos firmes com a neta e não se deixasse levar pelo sentimentalismo. Para ela deixava a metade da sua fortuna e a outra metade, ações, imóveis, carros, casas, prédios, empresa e muitos empreendimentos seria dividido entre Jacob e Ness de forma igualitária.



O mais chocante de tudo, foi a parte em que ele deixava claro que se Esme não estivesse presente para controlar o gênio dos jovens, Jacob e Ness teriam que se casar para terem direito a herança. As instruções eram bem claras, eles não poderiam se desfazer de nenhum bem sem a autorização do outro cônjuge. Não poderiam viver em casas separadas e não poderiam se divorciar. Teriam que ir para a universidade juntos e dividir a mesma moradia no período em que estivessem estudando. Os gastos seriam controlados e até a maioridade, bem como o término do curso, só teriam direito dois mil dólares em sua conta corrente e mais dois mil no cartão de crédito. Os cheques, de ambos, seria cortado naquele momento e o seu advogado se tornaria tutor e responsável pelos bens.



Deixava ordens expressas para o advogado não pagar as farras dos dois. Quaisquer gastos extras ou brincadeiras que rendessem prejuízos, seriam pago com o valor da mesada, deixando assim os jovens completamente desprovidos de créditos.



Se por ventura eles não se casassem, o dinheiro seria dividido entre os sobrinhos e a outra parte para organizações não governamentais, nomeadas no testamento, para proteção dos animais, florestas, pesquisas contra doenças, abrigos, associações filantrópicas entre outros.

Mesmo depois de casados, se desobedecessem as ordens deixadas e separassem, perderiam direito aos bens.



Não havia saída! Todas as cláusulas do testamentos amarravam Jacob e Ness de forma irremediável. Eles teriam que se aturar pelo resto de suas vidas. Os primos começaram a rir e os tios gargalharam quando Ness começou uma crise.



Primeiro ela não respirou. Não se moveu e não teve reação. Tentava assimilar as cosias. Depois começou a gritar furiosa



- NÃO! NÃO! NÃO! – Ela começou a sapatear como criança mimada no salão. – EU ME NEGO! NÃO VOU DIVIDIR NADA COM ESSE SEM TETO! NÃO ME CASAREI COM ELE! NUNCA! – Pegou os objetos sobre mesa e começou a arremessar sobre Jacob e os outros que riam.



- Minha priminha se ferrou mais que a gente. – Edward não conseguiu esconder a satisfação mesmo com Bella beliscando o seu braço.



- Para, Ed



- Ela se “FU”! Rarararara – Rosalie quase se mijava de tanto rir.



- Não acredito que ele fez isso. O velho era esperto mesmo. Via o tesão dos dois e resolveu dar uma ajudinha. Agora vocês não precisam de desculpas para ficarem juntos... KKKKKK Eu não to agüentando. É a piada do ano. Kkkkkkk



- Bem feito! – Um dos tios falou.



- Ele não perde a mania de mandar na vida dos outros. – Outro resmungou.



- Senhores, por favor! – O advogado pediu.



- EU MATO VOCÊ! AI DIZ QUE POSSO FICAR VIÚVA¿ POR QUE EU VOU MATAR ESSE FDP! LARGA! EU QUERO ACABAR COM ELE! ME SOLTA! – Ness pulava, gritava, se debatia e xingava com fúria tentando partir para cima de Jacob. Quando conseguia pegar algo, atirava sem se preocupar para onde ia. Eventualmente alguém era atingido, mas todos estavam tão divertidos com a situação que só riam.



Jacob permaneceu calado, pensado enquanto a confusão se formava, vendo Ness vermelha como pimentão, descabelada e totalmente fora de si. Parecia que tinha algo ruim incorporado em se corpo. E os primos não ajudavam nada. Continuavam com piadinhas sem graça para atormentá-la.



- Nós ficarmos muito feliz com um divórcio, Ness. – Alice disse batendo palminhas. – Esse casamento não dura um mês e logo seremos milionários.



- Gente, um mês¿ Pera ai! – Disse Emmett. – Vamos fazer uma aposta¿ Dez dias!



- Dou cinco dias para eles se matarem. – Jasper ria no canto da sala.



Enquanto os primos e os tios, mordidos com a situação, tentavam irritar inda mais Ness, o advogado entregou um envelope lacrado para Jacob. Alguns perceberam e percorreram com olhares curiosos para eles. Mas Ness continuava com sua fúria, tentando chegar até o cara, enquanto Bella, o mordomo e o jardineiro tentavam impedir que fosse para cima dele.



- EU QUERO MATAR ESSE INFELIZ! ME SOLTA! VOCÊ ME PAGA, JACOB BLACK! SUA VIDA SERÁ UM INFERNO! VAI SE ARREPENDER DE TER CRUZADO OS MEUS CAMINHOS! EU TE ODEIO! TE ODEIO! TE ODEIO COM TODAS AS MINHAS FORÇAS. POR QUE VOVÓ¿ POR QUE ME ODIAVA TANTO ASSIM¿



Jacob ignorou o ataque dela, abriu o envelope, tirou o papel e começou a ler.



Jacob,






Espero que esteja tomando a atitude certa.


Sei que vocês dois vivem como cão e gato, mas atrás de tanta rivalidade há um grande amor.


Quem os conhece, percebe claramente que se gostam e que estão destinados um ao outro.


Vão querer se matar logo no início. Será bem difícil, acredite!


Conhecendo minha neta, julgo que agora ela está berrando e sapateando como criança pela sala. No entanto, por mais medo dessa decisão, minha sabedoria me diz que faço a coisa certa.


Estou prendendo os dois para sempre, porque sei que vocês não têm vontade de se separar.


Passarão por crises, brigas intermináveis e muitas dificuldades. No final das contas acabarão nos braços um do outro, entre tapas e muitos beijos, e felizes... No dia seguinte voltarão a brigar, brigar e brigar...


Espero que um dia essa fase rebelde passe, que os tapas acabem e sobrem apenas os beijos... Tenho fé nisso, pode ter certeza.


Não me decepcione, meu rapaz! Cuide bem da minha neta e a proteja de seu próprio gênio.Só você será capaz desse feito.


Também espero que cresça e se torne um homem de verdade.






Boa sorte e seja feliz!



- Quando casamos¿ - Jacob perguntou com a voz tranqüila e um sorriso enorme no rosto. Arqueou a sobrancelha e a encarou com o mesmo sorriso debochado.



- NÃO CASAREMOS! NÃO! SEU IDIOTA! SEM TETO! MORTO DE FOME! INFELIZ! VÁ EMBORA DA “MINHA CASA” E MINHA VIDA! EU NÃO ACEITO ESSE TESTAMENTO. VOU ENTRAR NA JUSTIÇA CONTRA ELE. NENHUM JUIZ EM SÃ CONSCIÊNCIA ACREDITARÁ QUE MEU AVÔ ESTAVA BEM! NÃO ME CASO! NÃO! NÃO! E NÃO! – Ela se soltou dos braços do homem e saiu do escritório como uma flecha. Bateu a porta e correu para o quarto se sentindo débil.



O que faço¿ O que faço¿ Não vou ficar pobre! Não vou! Não posso me casar com ele! Não!Eu me nego a isso! Não! Vovô, por que fez isso¿ Eu quero morrer!



- Tem mais alguma coisa¿ - Jacob perguntou



- Somente. – O homem respondeu.



- Sr Paladino, pode dar entrada na papelada do casamento para nós¿ - Jacob perguntou com ar vitorioso.



- Me desculpa, Sr Black, pelo que vou dizer. Mas acho que ela não vai casar. Deixou claro que não aceita a vontade do avô e o que resta é repartir os bens como Carlisle queria.



- Sr Paladino, eu não pedi a sua opinião sobre o caso. Ela vai casar! – Jacob disse com tom autoritário e todos olharam de forma incrédula. – Nem que eu tenha que arrastar pelos cabelos para o cartório, ela se casa comigo. O Sr não me conhece mesmo, não é¿ De uma forma ou de outra ela casa. Não duvide disso! Mais tarde levarei os nossos documentos para dar entrada na papelada. Pode preparar os nossos cartões... Só é uma pena que não seja ilimitado, mas tudo bem. Quanto a vocês. – Ele disse apontando para os Cullens. – Se já beberam o chá e o café, já pode se retirar da “minha casa”. Tenho coisas a fazer e não estou disposto para fazer sala para as visitas. Minha “noiva” esta com uma séria crise e preciso ter uma conversa “ definitiva e nada amigável” com ela. Não quero estranhos ouvindo os gritos. Ela é dada a ataques e isso é constrangedor. Espero domar esse gênio após o casamento. Ai, talvez, nós os convidemos para um chá.



- Eu quero só ver isso. – Emmett disse em tom desafiador.



- Eu estou pagando por isso. – Jasper completou.



- Vou adorar ver você com chifres até na sola do pé. – Foi a vez de Edward.



- Pelo que vimos, Jacob, o casamento não sai. – Disse um dos tios.



- Essa você já perdeu. – O outro falou.



- Ah ela casa. – Disse Rosalie e todos a olharam. – Ela é doida para dar a ele. Doida! Agora vamos ver quanto tempo vocês se agüentam. Vão se matar em menos de um mês. Quero ver isso de camarote. E ainda ficarei rica. O que pode ser mais perfeito que isso¿ É a GLÓRIA.



- Gente, nós devíamos torcer pela nossa prima e não contra. – Bella disse.



- Torcer por ela¿ Bella em que planeta você este¿ - Perguntou Alice de cara feia.



- Ela nos odeia, nos trata mal e se acha melhor – Rosalie disse para ela.



- Ela pode! - Jacob disse arqueando a sobrancelha. – Eu posso falar o que for da “minha noiva”. Vocês não! Ela é melhor, mais bonita, mais inteligente e posso garantir que mais gostosa.



- Por que¿ Já me comeu¿ - Rosalie perguntou com raiva.



- Não preciso te comer para saber que é sem sal. Se não fosse assim, seu namorado não andaria “TR...Pando” com a prima. – Emmett partiu para cima dele.



- Vamos para com isso! Que baixaria. – O advogado disse.



- Black, você vai se ferrar e terminar tão pobre quanto ela. – Emmett apontou o dedo para Jacob.



- É mesmo¿ Como a Ness disse, a única forma de ficar sem ela, é como viúvo. Então, meus caros, não façam apostas inúteis. Ela vai casar e vai ficar casada. Não é burra e nem vai deixar a herança para vocês. Agora se me dão licença, o nosso mordomo os acompanhará até a saída. Eu tenho que conversar com ela e já estou cheio de vocês. FORA DA MINHA CASA! – Jacob saiu ostentando poder e deixou todos passados com empáfia. Nem havia casado e se tornado de fato o “dono” da casa e já agia como. O que o dava tanta certeza que ela se casaria¿



A guerra que já estava declarada entre os dois, esquentaria ainda mais com essa obrigatoriedade de casamento. Ele estava certo¿ Ela faria de tudo para manter a fortuna e dinheiro¿ Usaria todo o seu charme se preciso e a levaria pelos cabelos se fosse recusado. Mas de uma forma ou de outra ela seria “sua esposa”.



Caminhou para as escadas rindo, enquanto pensava sobre toda aquela loucura. Ainda podia ouvir o barulho de gritos e objetos quebrando no andar superior. Provavelmente ela estava destruindo o seu quarto de raiva... Aquilo só excitava ainda mais.



Minha mulher!!! Você será sempre minha mulher... só minha... para sempre minha... de uma forma ou de outra, aceitará essa condição.



N/Heri:. Caraca! ...Jacob meu filho, lavou ta nova...faz isso! Glaucia você ainda me mata, Ness dando uma de marido corno...kkkkkk. Nunca vi um testamento desse, parecia castigo a todos, e ai quem aposta com Emmet? Quantos dias pra eles se pegaram? Quero ver o circo pegar fogo, quer dizer a Glaucia por fogo no circo, ou então o fogo pegando Jacob e Ness. AFF! Comentem peloamordeDeus!!! Só assim ela se inspira e escreve............ bjs girls........

Leka Here: MEU PAI AMADO QUE CAP FOI ESSE???? ALGM PODE ME DIZER??

A GLAU CAPRICHOUUU. SE A NESS NÃO QUISER ELE NÃO TEM PROBLEMA EU QUERO E CASOOO HIHIHIHII.

E A ROSALIE SEM COMENTÁRIOSS COMO SEMPREEE.

EU AINDA ESTOU EM ESTADO DE CHOQUE PRA FALAR ALGO ENTÃO DEIXO A CARGO DE VOC^s



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