terça-feira, 29 de março de 2011

Perda

As coisas para Jacob não ficaram nada boas depois daquele dia. Esme o colocou realmente de castigo, como se fosse uma criança travessa, tirando celular, carro moto, notebook, cartões de crédito e dinheiro. Além disso, a humilhação de ter que ir para a escola de carona, teve que começar os trabalhos na escola, conforme foi combinado com o diretor. Após as aulas Jacob ajudava a limpar o local, sendo encarregado do refeitório e dos banheiros. E aos sábados era monitor das crianças da escola primária que possuíam dificuldade de aprendizado.

Esse castigo só serviu para aumentar sua rixa com Ness Cullen e os dois passaram a brigar pelas míninas coisas, como pedaços de comida. Tornando o momento da refeição familiar uma verdadeira tormenta para todos. Queria gritar, dizendo que não ficaria mais de castigo, mas sabia que um sinal claro de rebeldia poderia significar um grande problema para o seu futuro. Certamente Carlisle mudaria o seu testamento e o tiraria da condição de herdeiro. E o pior, poderia mandá-lo embora da mansão, deixando o a mercê da sua própria sorte.

Infernos! Ele tinha que obedecer... pelo menos tentar.

Jacob teria dois meses para cumprir o que havia aceitado como castigo e enquanto isso pensaria em uma boa forma de dar o troco para a criatura irritante que tanto odiava.

Ela pagaria... Ele mal podia esperar para colocar suas mãos sobre aquele corpo.

Ness retomou a sua rotina de patricinha e estava muito ocupada com as intrigas familiares.

Depois que as Denalis voltaram a escola, declararam guerra para o grupo de maiorais após serem expulsas do time de animadoras de torcidas. As alunas novatas da escola, com exceção de July,uniram-se a elas e começaram uma campanha para a escolha do grupo de animadora. 

Para terminar qualquer tentativa de rivalidade, Ness acabou com a sabotagem e reuniu o conselho estudantil, liderado por um dos seus ex ficantes, e lá foi decidido que não haveria a possibilidade dos dois grupos. As suas rivais ficaram com muita raiva e prometeram não desistir de destronar a rainha da escola. E nessa investida suas primas, Rosalie e Alice, uniram-se as rivais lideradas por Tânia Denali, na formação desse novo grupo perigosas gatas.

Os confrontos eram inevitáveis, fofocas se espalhavam em velocidade assombrosa, armações para humilhar e desmoralizar a reputação de suas rivais eram comuns naqueles dias... O colégio estava em guerra declarada.Ness não podia se reunir em casa e correr o risco de Jacob descobrir qualquer uma de suas armações contra as outras meninas. Assim ela passava grande parte do tempo na casa de Carly, Claire, Nathaly e July planejando novas investidas.

O tempo passou muito rápido naquele ritmo e logo começaram a fazer as primeiras provas no novo semestre. O verão foi embora e os poucos dias com sol naquela cidade se foram, dando lugar ao sempre chuvoso e úmido clima da região, tornando o período propício para mais compras... Elas precisavam de um novo guarda roupa

A vida sentimental de Ness começava a melhorar, apesar da convivência com seu arqui rival Jacob Black, dando a ela a possibilidade de um novo relacionamento, talvez o mais duradouro até aquele momento.

Ela e Alec Volturi começaram a sair juntos logo após a sua briga com Jacob, onde o rapaz tomou as suas dores e socou o nariz do cara irritante que ofendia a mocinha desprotegida. Assim Ness resolveu dar uma chance ao seu coração e se permitiu passar um pouco de tempo com ele. Os dois engrenaram o relacionamento e quando viram estavam realmente namorando. Mas uma coisa fundamental a incomodava... Sexo...Ou a falta dele.

Eles não faziam sexo. Não mesmo. Alec era certinho demais e achava aquilo um passo muito profundo na relação e dizia que ela não era apenas um pedaço de carne para comer. Aquilo a incomodava bastante e a deixava subindo pelas paredes.  Ele era o seu primeiro namorado de verdade e ela precisava de mais intimidade, em detrimento ao seu conceito de rapaz  respeitável.

Suas amigas lhe diziam que ele era gay e ela ficava brava com aquilo. Como um cara que beijava de forma tão intensa poderia ser gay¿ Havia uma conexão entre os dois e ela sabia disso. Mas por que ele não queria transar com ela¿

- Ele é gay. – Carly disse com tom zombeteiro.

- Nenhum cara em sua sanidade normal ou homem de verdade se negaria a fazer sexo com você. – Foi a vez de Claire.

- Por mais respeitador que ele seja, isso me parece muito esquisito. – July opinou.

- Você precisa ser mais sedutora e se ele negar a transa, é realmente gay, amiga. – Foi a vez de Nathaly.

- Eu não sei o que vou fazer. – Ness disse fazendo bico.

- Compra um vibrador. – July disse gozando dela.

- Eu nunca precisei de um vibrador. Sempre tive muitos caras a minha disposição e agora estou nessa secura. Eu preciso de um homem urgentemente ou vou enlouquecer.  Eu preciso sentir o peso de um homem sobre o meu corpo. Preciso de sua virilidade vibrando dentro de mim e me fazendo gozar. Quero duro, forte e profundo. Sinto falta dos apertos, dos chupões e carícias. – Disse trincando os dentes. – Será que ele não se da conta de que estou na falta¿ Ele não compreende os meus sentimentos¿

- Ele é gay. – Claire afirmou.

- E o Jacob¿ - Nathaly perguntou franzindo o cenho.

- O que tem o Jacob¿ - Ness fingiu não entender a pergunta.

- Não rola nada com vocês¿ - July perguntou. – Quer dizer, todo mundo sabe que você é caidinha por ele. E morando junto pode servir para uma aproximação. Ele é bem quente e não deixa passar uma. Você é a garota mais bonita de Forks e não é possível que ele não tenha nenhum tesão por você. Então se rolasse alguma coisa não seria de se espantar... Você não quer um homem que faça duro, forte e profundo¿ Esse homem é Jacob Black.

- Vocês são loucas! – Disse com raiva. – Eu odeio Jacob e ele me odeia com toda certeza. Nós não podemos ficar em um mesmo ambiente sem brigar. Até por comida nós discutimos ultimamente e minha vódrasta agora tem que fazer sempre carnes extras. Acham que seria possível haver uma transa com ele¿ Jacob seria a última pessoa para quem eu daria. – Ela sentia o sangue fervendo em sua cabeça. Era algo que não podia controlar ou esconder das amigas. Todas conheciam bem tudo o que passou por ele. Como era possível pensarem daquela maneira¿

- Ness, nós sabemos que se ele for para você, não haverá chance de você escapulir. Você vai ceder sem mesmo perceber. – Carly afirmou. – E vai gostar.

- Mas ele não me quer! Será que é difícil entender isso¿ Ele nunca me desejou como mulher. A única coisa que ele quer de mim, é ver a irritação em meus olhos... Só isso.- Ela queria dar um basta naquela discussão que a incomodava tanto. Estava nervosa, na total secura e frustrada pela rejeição de Jacob e negativas de Alec.

- Que barulho foi esse¿  - Claire perguntou.

- Meu pai deve estar em casa. – July respondeu.

- Dr Smith está em casa¿ Eu fico sem graça com ele aqui. – Nathaly afirmou.

- Ele não ouve o que falamos. Tem muitas preocupações para pensar em problemas de adolescentes. – July respondeu.

Josh Smith era o novo cardiologista da cidade e um homem muito atarefado. Suas consultas eram com hora marcada e sua agenda bem apertada. Mas tirava sempre algumas horas no final da tarde para ficar em casa com a filha. Normalmente July não estava ou trazia as suas amigas, fazendo com que não tivessem muita oportunidade para conversarem.

- Vamos embora! – Ness disse. – Eu tenho que chegar cedo para o jantar. Meu avô não tolera atraso ou ausência a mesa.

- Eu tenho que fazer o trabalho de história. – Disse Claire.

- Não se esqueça de levar o meu trabalho antes do dia da entrega. Tenho que ler tudo para o professor não me pegar de surpresa como da outra vez. – Ness disse a ela.

- Seu trabalho estará pronto até quinta feira. OK¿ No estress. – Respondeu fazendo muxoxo.

A rotina na vida de Ness seguiu como sempre e naquela noite teve mais um jantar tenso em família. Ela já não agüentava mais a convivência com Jacob, suas ironias e olhares atrevidos, que ficavam ainda mais evidentes como seu sorriso malicioso e debochado. Recolheu-se cedo e não quis conversar com o avô sobre o seu dia. Chegou a ser ríspida com ele na despedida, apesar daquilo a deixar mal. Sabia no entanto que a convivência com seu avô nunca mais seria a mesma depois que anunciou a mudança no testamento... Ela não conseguia perdoá-lo.

Na manhã seguinte Ness foi para a escola na sua BMW como sempre, encontrou seu namorado no estacionamento e os dois desfilaram abraçados sob olhares curiosos. Foram para a quadra poliesportiva da escola e namoraram um pouco na arquibancada. Depois seguiram para a aula de química e tomaram os seus lugares na aula.

Algumas horas mais tarde, já perto do intervalo, o seu celular tocou trazendo lhe uma terrível notícia.

- Alô! – Ela disse

- Falo com Renesmee Cullen¿ - A voz rouca do homem do outro lado da linha.

- Sim! Com quem falo¿ - Ela perguntou.

- Eu sou o Dr Abram Pusht do Hospital geral de Seattle. Gostaria de falar sobre o seu avô. – O coração dela apertou naquele momento e começou a tremer. Olhou para as amigas com os olhos arregalados e as meninas pararam para observar a conversa.

- Meu avô¿ O que aconteceu com meu avô¿ - As lágrimas se formaram em seus olhos e um nó se formou sem sua garganta. Sem perceber já estava chorando.

- Seu avô sofreu um acidente de carro. Foi trazido com sua esposa para o hospital. Eu não gostaria de informar o quadro hospitalar por telefone. Por isso solicito que venha o mais rápido possível.

- Esme¿ Ela estava com ele¿ O que aconteceu com eles, Dr¿ Não vou agüentar até chegar ai. Por favor, diga me o que se passa. – Ela há estava histérica com aquela conversa. Quase gritava com o homem do outro lado da linha.

- Não é conveniente.

- CONVENIENTE OU NÃO, QUERO SABER O QUE ACONTECEU! VOCÊ NÃO PODE DESPEJAR ESSA BOMBA E SIMPLESMENTE NÃO DIZER O QUE OCORREU COM ELES. – Todos na sala se viraram e estava prestando a atenção no desespero de Ness. Jacob se levantou, foi até ela e tomou o telefone de sua mão. Por sorte Alec não estava na mesma aula, pois certamente brigariam.

- Aqui é Jacob Black. Quero saber o que aconteceu com minha tia.  – Disse com o tom irritante e superior de sempre.

- Ela não sobreviveu e o marido está correndo risco de vida. Preciso que a família venha e preencha a papelada. – Disse o homem.

- Estamos indo. – Jacob disse sentindo as lágrimas se formando em seu rosto. Tremia muito e não conseguiu se conter ao olhar para Ness. De alguma forma ele quis abraçá-la e lhe dar o conforto que também precisava naquele momento. Ela se levantou e o encarou com olhos pedintes. Todos em volta estranharam a forma com que trocaram o olha choroso. Ele a abraçou forte e sussurrou em seu ouvido.

- Ela morreu.

- NÃO! NÃO!!! NÃO PODE SER!!  - Ele a apertou forte e apoiou a cabeça em seu ombro. Os dois choravam muito e todos os alunos pareciam emocionados com a cena. Suas amigas, até mesmo outras meninas menos chegadas, choravam também. Nos braços um do outro, apesar da dor, sentiram-se menos desamparados. Havia uma estranha conexão naquele momento... Simplesmente não havia mais lugar para guerra.

- Temos que ir.

- Não... Nãoo... O que aconteceu com meu avô¿ O que aconteceu com Esme¿ Eu preciso saber... – Ela sussurrava baixo em meio ao seu desespero e ele a apertava forte contra o seu corpo. O calor dela o consolava. Doía demais perder outra pessoa a quem amava. E ela ajudava a amenizar um pouco da dor.

- Precisamos ser fortes. Vamos ao hospital.

- Eu não posso dirigir... não consigo.

- Eu dirijo. Pegue as suas coisas e vamos partir. – Ele ordenou tentando manter o controle da voz e a cabeça fria. Acenou para os amigos com a cabeça e viu a compaixão em seus olhos.

Ness juntou o seu material e o colocou na mochila. Jacob segurou a sua mão e os dois seguiram para a saída. Seus amigos foram atrás para dar lhes conforto e a sala ficou praticamente vazia.

O sinal tocou e vários alunos saíram de suas salas e viram a cena sem entender nada. Não era comum Jacob e Ness chorando, e principalmente andando de mãos dadas pelos corredores. Assim a notícia do acidente a morte de Esme logo se espalhou pela escola.

Ness não teve tempo para procurar Alec e explicar o que acontecia. Tinha urgência em chegar ao hospital e sabia que ele logo escutaria sobre o acidente. Na verdade ela nem queria estar com ele. Encontrou o seu consolo em um Jacob que não conhecia e que nunca supôs existir.

Os dois chegaram a sua BMW e ele abriu a porta para ela entrar. Os dois entraram e ele deu partida. Seguiram para Seattle chorando, sem dizer palavra alguma. Naquele momento não cabia discussões, brigas ou hostilidades entre os dois. Partilhavam a mesma dor e aquilo os ligava de certa forma. A viagem pareceu durar uma eternidade, apesar de Jacob correr muito com o carro, e o silêncio era insuportável, mas nenhum dos dois tinha o que dizer naquele momento.

Chegaram ao hospital e na recepção pediram informações sobre Carlisle e Esme. A atendente chamou o médico responsável, que veio até os dois e informou que Esme teve morte instantânea e não havia nada o que pudesse ser feito para salvá-la. Carlisle por sua vez sofrera traumatismo craniano e estava lutando pela sua vida, mas as perspectivas de sobrevivência eram poucas dadas a gravidade do ferimento. Os exames indicaram uma séria lesão e era preciso uma cirurgia de emergência, mas não havia um cirurgião apto naquele hospital e estavam esperando a chegada de um especialista de Boston.

Jacob foi para a recepção arrasado, preencheu os formulários que autorizavam a cirurgia e os papeis para remoção do corpo de Esme para Forks. Ele não tinha condições alguma de pensar em documentação, mas seria preciso providenciar o velório da tia.

Caminhou até Ness, sentou-e ao seu lado e chorou copiosamente. Ela o abraçou e partilhou com ele a sua dor.

- Ela era a única pessoa que me restava. – Disse entre lágrimas. Doía-lhe tanto aquela perda, que só o fazia sentir sua própria debilidade e abandono. Não tinha mais nenhum parente próximo vivo. Ninguém que o amasse e que lhe desse conforto. Agora, no momento critico da sua vida, a única pessoa que havia sobrado era justamente a sua inimiga. Era dela que recebia consolo, afeto e o calor humano que precisava para não desabar de vez. O seu cheiro era bom e inebriante, e por incrível que parecesse para ele ,ajudava a acalmar os seus nervos... Ela era como um bálsamo.

- Ela também era a minha família. E eu sei o que é ter perdas, Jacob. Cresci sem pai e sem mãe. Você se esqueceu¿ - Ela chorava por ela e por ele. A expressão de dor na face daquele homem, que outrora fora tão cruel, e agora se mostrava tão frágil, lhe doía o âmago. Ela quis arranca a sua dor e secar cada uma de suas lágrimas, mas não tinha se quer condições de secar as suas. Como consolá-lo quando sua dor e desespero a machucavam tanto¿

- Você sempre teve o seu avô. – Ele sussurrou baixo em seus braços, enquanto afagava os sedosos cabelos negros com cheiro de morango.

- Mas não é a mesma coisa. Você teve o amor da sua tia como amor de mãe. – Respondeu baixo.

- Como vou fazer sem ela¿ Não posso suportar isso. – Ele disse arrasado. Ele não conseguia enxergar qualquer perspectiva a partir daquele momento. Esme sempre fora o seu porto seguro. Ela era a  mãe que não teve. Como poderia seguir sem ela para ser responsável por ele¿ Precisaria crescer e finalmente virar homem. Se responsabilizar pelas suas ações. Agora não tinha alguém para passar as mãos sobre a sua cabeça e lhe mostras as soluções para os problemas, apontar os erros ou puxar as orelhas quando errasse...estava sozinho.

- Você já passou pela morte do seu pai. Vai superar isso... E agora tem o meu avô para cuidar de você.  – Ela disse tentando animá-lo, quando seu coração estava tão despedaçado quanto o dele. Naquele momento nem pareciam inimigos ou pessoas completamente insuportáveis que eram. Apenas dois adolescentes sofrendo com a perda e partilhando a mesma dor. Não havia lugar para brigas ou desentendimentos. Trocavam carícias, sem o menor pudor, como se fossem dois namorados. As suas peles coladas pareciam se reconhecer. O calor os corpos só aumentava durante aquele longo abraço. As mãos cariciavam os corpos como se aquilo fosse natural...Era reconfortante para ambos.

Naquele momento várias pessoas chegaram ao hospital. Entre os alunos do colégio, amigos e conhecidos de Ness e Jacob, havia também os irmãos de Carlisle Andrew, Brian e Michael e seus sobrinhos Edward, Bella, Emmett, Alice, Rosalie e Jasper. Alec  fez cara de poucos amigos ao ver a cena. No entanto preferiu ficar longe e evitar uma cena de ciúme apesar de estar incomodando ao ver os dois abraçados.

Jacob os pôs a par da situação e Andrew se ofereceu para providencia o enterro de Esme. Saiu em seguida com Michael, Edward, Emmett e Jasper para tomar as providências.


As primas foram solidárias, apesar de Rosalie e Alice não gostarem de Ness, deram o apoio desejado naquele momento. Bella trouxe-lhe água com açúcar e ficou ao seu lado o tempo todo, para desgosto das suas amigas, “as maiorais”, e Alec, seu namorado, que não tiveram muitas chances de conversar com ela a sós. Quase nem pode chegar perto para dizer a verdade. Muito menos consolar com Jacob tão perto da garota.

- Você precisa comer alguma coisa, Ness. Quer que traga algo do refeitório¿- Bella se ofereceu amavelmente a prima.

- Eu não tenho forme. – Disse sem olhar para a prima.

- Tudo bem! Se precisar de algo pego para você. – Afirmou de forma solidária.

O tempo parecia não passar, sendo arrastado por horas intermináveis e incomodas, até o cirurgião chegar de Boston para a cirurgia.

Jacob estava arrasado e queria sair daquele local, mas mesmo sendo insensível e desprovido de misericórdia pelas pessoas, Carlisle era o seu tio e Ness estava sofrendo muito com aquela espera. Ele não poderia deixá-la só naquele momento, mesmo que não tivesse a oportunidade de consolá-la como gostaria com tanta gente a volta. Ele queria continuar abraçado a ela e tentar amenizar a sua dor...Naquele momento era impossível.Alec praticamente rosnava para ele de longe e Bella não os deixava a sós.

O dia terminou e deu lugar a uma madrugada sombria para os jovens que sofriam com a espera. O hospital estava mais tranqüilo e apenas os familiares permaneceram a espera de noticias. As três da madrugada, Ness estava sentada em uma poltrona do hospital, com a cabeça apoiada no ombro de Jacob que tirava um cochilo, quando o médico veio até a família.
Ela catucou Jacob, que acordou de imediato, e os dois se levantaram.

Os tios e os primos também se puseram de pé e foram em direção ao médico. Todos estavam apreensivos e com muito medo da noticia que trazia. O desgaste emocional, somado ao desgaste físico era enorme,mas não diminuía a dor que sentiam.

- Eu lamento. – Disse o médico em tom frio. – Não conseguimos salvar o seu avô. Fizemos o que era possível, mas ele morreu durante a cirurgia. – Disse olhando para Ness, que caiu torpe e teve o corpo sustentado por Jacob. Ela não conseguia mais chorar ou gritar. Simplesmente não tinha mais forças para reagir depois de tantas horas de choro. O corpo inteiro doía, o coração sangrava e a dor da perda era ainda maior do que supôs. Não tinha mais ninguém na vida. Os tios e primos não contavam como família. Estava só! Simplesmente abandonada a própria sorte e sem o carinho de uma família a quem não deu valor enquanto teve... Quis morrer naquele momento. Caiu nos braços macios de Jacob, que chorava com sinceridade pela perda abrupta que sofreram. Em seus braços percebeu que ele era a única coisa que restava daquilo que foi sua família... Mesmo que não quisesse aceitar.

- Eu vou cuidar de você.  – Foi a única coisa que ele conseguiu sussurrar em seu ouvido.

Os dois foram para casa, com o carro conduzido por Edward e Bella de acompanhante. Nenhum dos dois tinha condições para dirigir. Não conseguiam se quer falar sobre a perda. Os corações sangrando doíam muito naquele momento. Apesar de desprezíveis, não eram monstros desprovidos de sentimentos. A dor era verdadeira.

O mordomo da mansão dos Cullens deu um sedativo para Ness dormir, após Jacob a colocar de forma cuidadosa em sua cama.Não tinha a senha para entrar no seu quarto, mesmo sendo fácil colocar o dedo e abrir o olho no aparelho na porta, precisava da senha. A única alternativa que teve foi levá-la para o seu próprio quarto. Bella ficou com ela para o caso de precisar de algo e Edward foi para sua casa.

Jacob não dormiu aquela noite. Chorou muito com a dor da perda e se lembrou do dia da morte do seu pai. Sempre achou que não estaria sozinho enquanto a tia vivesse. Pensava que Esme duraria para sempre. Ela era o seu porto seguro e agora não a tinha. Carlisle, apesar de sua rebeldia e brigas com Ness, o recebeu como um filho. Teve muito mais consideração do que seu próprio pai tivera enquanto vivo. Ele também era a sua família e agora não estava mais vivo. Era difícil acreditar em tudo aquilo. Simplesmente não conseguia aceitar a perda. Começou a pensar em Ness e na sua dor. Ela pela primeira vez lhe mostrou sinal de humanidade. Não estava pensando apenas no dinheiro e no conforto que o avô lhe proporcionava. Ela realmente o amava e o tinha como figura paterna. Estava tão frágil e desprotegida, deixando lhe com vontade protegê-la de tudo.Seus instintos se afloraram e teve vontade de estar junto ao seu corpo para velar o seu sono, mas Bella estava ao seu lado... Ele não podia.

Deitou-se no sofá e tentou relaxar o corpo, apesar do desejo de se enroscar no corpo de Ness.

Na manhã seguinte Ness custou a acordar e quando o fez recebeu o apoio da prima, e das amigas que estavam lá para confortá-la. Elas a ajudaram a se vestir, procurando não falar muito, e depois a levaram para o seu desjejum, que simplesmente se negou a descer pela sua garganta... Não tinha fome... Não conseguira se alimentar.

Alec apareceu em sua mansão para acompanhá-la ao velório e Jacob fez cara de desgosto. Ele não queria outro ao seu lado. Eles compartilhavam aquela dor e Alec ali só deixaria o clima tenso. Na verdade sentiu ciúmes do consolo do outro cara. Ele queria estar de mãos dadas e abraçado com ela durante o velório e o enterro... Não pode.

Apesar da morte de Carlisle há poucas horas, Andrew Cullen conseguiu a liberação do corpo do irmão logo pela manhã, para que pudesse ser velado junto a sua esposa Esme. Conseguiu belíssimos caixões e  ostentosas coroa de flores. A igreja de Forks fora arrumada pelas senhoras da cidade assim que a noticia da morte se espalhou.

Às onze horas os caixões chegaram a igreja e o velório começou. Depois de orações, louvores e discurso sobre Carlisle e Esme seguiram para o cemitério. Jacob e Ness não conseguiram falar durante o velório. Estavam emocionados demais para falar algo sobre os entes queridos que acabaram de perder. Era notório a dor dos dois e compreensível o fato de não conversarem e se negarem a fazer um discurso naquele momento.

O enterro foi tão triste quanto o velório e durante as últimas palavras do padre, Ness sentiu a fraqueza do corpo, talvez pela falta de alimentos, e desmaiou nos braços de Alec. Foi levada para o pronto socorro e não pode render as últimas homenagens ao avô e a vódrasta.

Horas depois acordou deitada em sua cama, com Jacob olhando para o seu rosto, e se assustou.

- O quê... – Tentou dizer, mas a voz lhe faltou. Sua visão turva mostrava o rosto perfeito do homem que foi seu tormento durante toda a vida. Parecia um sonho.

 Estava realmente sonhando com ele¿

- Você passou mal e desmaiou no enterro. O médico lhe colocou no soro e depois a trouxemos para casa. O seu namorado foi embora há poucos minutos e fiquei aqui velando o seu sono. Precisa de algo¿ - Ele perguntou de forma gentil enquanto observava o lindo rosto abatido e tristonho.

- Como conseguiram entrar no meu quarto¿ - Ela perguntou. Uma vez que havia senha, digitais e ainda tinha que colocar o olho no aparelho preso na porta.

- Carly, depois de muitas tentativas, descobriu a senha. Colocamos o dedo e abrimos o seu olho. – Disse encarando o seu olhar melancólico.

- AH... Carly... OK! Muito esperta a minha amiga. – Ness duvidou que alguém conseguisse descobrir a senha. Para quem a conhecia sabia que era algo haver com Jacob e tentaria várias combinações de números que formavam datas. Mas ela não colocaria algo tão obvio. Assim pegou as letras do nome de Jacob e converteu em números. Só sua amiga para ter essa astúcia... Ela realmente conhecia Ness.

J = 10
A = 1
C = 3
O =14
B = 2

- Quer comer algo¿ Beber¿ Qualquer coisa¿ - Jacob estava realmente preocupado com a debilidade da garota e se comportava de forma nunca antes vista. Parecia outra pessoa naquele momento. Um instinto protetor aflorou dentro dele e a única vontade que tinha era de cuidar da garota. Queria garantir que estivesse realmente bem na medida do possível.

- Eu só quero dormir. – Ela sussurrou desanimada.

- Seu corpo não dói¿ Você dormiu mais de doze horas. – Ele afirmou.

- Isso tudo¿ - Ela perguntou mordendo os lábios e fez uma careta que ele adorou. A conversa fluía tão natural que se esqueceram de suas diferenças.

- Sim! –Deu um sorriso sem vergonha e ela suspirou ante aquela visão.

- Eu só não quero pensar sobre as coisas. Meu avô morreu e não terei a chance de me desculpar. Eu estava fria com ele por causa do testamento. Não tive chance de dizer que o amava e agora tudo se foi. Nunca mais poderia me redimir desse erro. Meu coração dói e não sei como superar isso. – Confessou arrependida.

- Esme também estava decepcionada comigo. Eu não terei a chance de provar a ela que posso fazer as coisas certas. Ela fez tudo por mim e eu só causei desgostos e desonra. Não posso mais voltar atrás.

- Só fizemos besteiras. – Ness afirmou.

- É!

- Não sei que rumo dar a minha vida agora.

- Você é herdeiro do meu avô. Certamente não será abandonado a própria sorte. Não precisa se preocupar com seu conforto.

-Não estou me preocupando com isso. Acha que só penso no dinheiro deles¿ Eu também sou gente,sabia¿ Por que você tem que ser tão irritante¿ - Jacob se colocou na defensiva e se irritou com o comentário.

- Estou sendo racional, Jacob. Você está preocupado com o conforto e o seu futuro. Mas você é herdeiro do meu avô e com o dinheiro que vai receber pode viver bem a sua vida. Não tem que se preocupar. – Disse de forma ríspida.

- Eu pensei que havia uma trégua entre nós. Vejo que estou enganado. – Respondeu trincando os dentes. – Esme era a mãe que não tive. Eu nunca conheci minha mãe e ela cuidou de mim desde bebê. Você acha que a dor que sinto é só por dinheiro¿ Acha que sou tão frio assim¿ Que sou um monstro¿ - Ele se controlava para não gritar, enquanto ela se sentava na cama encarando os seus olhos negros. Seu estômago se revirou naquele momento e uma sensação estranha a tomou. Mesmo assim ele não a faria baixar a guarda. Ele era Jacob Black e sempre a humilhou. Não lhe daria a oportunidade de fazer novamente... Não enquanto estava tão frágil.

- Você fez sua própria reputação. – Ela disse de forma ríspida. – Eu sempre gostei de dinheiro e sempre deixei isso claro. Mas todos sabiam que amava o meu avô. Ele era mais que um pai para mim. E você¿ - Ela respondeu com tom orgulhoso e deu de ombros.

- Quer falar de reputação¿ Quer ter mesmo essa conversa¿ Você é uma vadia em todos os sentidos da palavra. É fútil, desprovida de sentimentos, arrogante, irritante e tem o prazer em humilhar as pessoas. Para qualquer um é difícil enxergar um coração em você, garota. Sabia disso¿ Muitas pessoas acham que você está aliviada pela perda do seu avô, porque agora vai gastar o dinheiro como bem quiser. Não terá ninguém te regulando e mesmo assim e tive a consideração com você. Tentei te amparar na sua dor e você agora ma ataca. Agora me diz se quer mesmo falar de reputação. Mas eu garanto que não vai gostar nada disso. – Ele a olhou com fúria. Sentia-se mal por aquela discussão fora de hora. Ela não tinha o direito de lhe falar daquela maneira. Ele amava a tia de verdade e não aceitaria as suas acusações.

- Você acha que é hora para me chamar de vadia¿ Não perde essa mania. Não é¿ Sempre fará isso comigo. Não é¿ Você sabe por que virei uma “PU”¿ Faz idéia¿ Não! Você não faz, Black. – As lágrimas se formaram no canto dos seus olhos e a bile subiu em sua garganta. Fazia força para não gritar com ele. Estava magoada com sua tão rotineira acusação. Toda vez que ele a ofendia, fazia o seu coração sangrar...Ela não suportava mais aquilo.

- Você virou uma vadia porque é uma vadia. Sai por ai dando para quem quiser te comer porque quer fazer isso. Não se valoriza como mulher. Não respeita o seu corpo e não liga para a opinião das pessoas. Não venha tentar mudar o rumo da conversa.

- Mudar o rumo da conversa¿ Você me chamou de vadia. OK¿ Eu dou para quem quiser na hora que quiser. O corpo é meu e faço dele o que quiser. Você não fica muito atrás de mim. Sai por ai comendo todas as barangas que pode. Ainda vem falar de mim¿ VAI PARA O INFERNO!- Gritou furiosa com ele. O clima ameno simplesmente sumiu e deu lugar a mais uma das brigas que a magoavam tanto.

- Eu sou homem e posso comer quem quiser. Para mim isso é sinal de honra e para você é sinal de “PU...RIA”. – Rebateu

- Você é machista! – Ela apontou o dedo em sua cara.

- NÃO! SOU REALISTA! – Ele segurou o seu punho e nesse momento o rosto dos dois estava a centímetros de um beijo. Ela pensou no seu torso musculoso sem camisa e quase se perdeu. A respiração de ambos ficou ofegante e o calor começou a arder nas células dos seus corpos. Ness sentiu sua vagina se contrair com a necessidade de senti-lo pulsando dentro dela. A mistura do desejo e da raiva só apimentava mais o clima.  O seu clitóris inchou e a nata se formou ao redor. O coração acelerou e quase se perdeu no desejo devastador daquele homem.

- ME SOLTA! – Ela gritou com ele, ainda encarando os seus olhos de lobo caçador. Jacob estava com fome. Ele queria devorar todo o seu corpo. Queria provar de sua nata e fazê-la gozar como nenhum outro fez. O pensamento de outro a possuindo o deixou furioso e possessivo. Ele não conseguia controlar o próprio ciúme naquele momento. Ele queria afundar o seu “KA” de forma dura e profunda dentro dela, para provar que ele era bom e ela nunca encontraria outro homem a altura. Podia sentir o seu pênis duro e dolorido pelo desejo que sentia. Queria provar de seus beijos e se perder em seu corpo. A paixão explodia em seu corpo como nunca antes. Era um sentimento totalmente desconhecido. Nunca outra mulher conseguiu provocar sua sexualidade de forma tão intensa... Ele precisava tomar posso daquilo que era  “seu”. Os lábios dos dois foram se aproximando e a tensão do beijo que estava por surgir só deixava o clima ainda mais tenso. Eles queriam “FU” e iram fazê-lo sem restrições. De repente a porta,  que estava meramente encostada, se abriu e Alec interrompeu aquele momento.

- Por que está gritando com a “minha” namorada, Black¿ Tá com muita vontade de levar umas “PO”¿ - Alec disse furioso e caminhou até a cama. Jacob soltou o punho de Ness, levantou-se da cama, cruzou os braços na altura do peito e o encarou.

- E quem vai ser homem para isso¿ Você¿ - Deu uma risada diabólica para o cara. Ele estava irado. Aquela era a pura definição naquele momento. Alec estragou o momento em que iria provar para ela quem mandava no pedaço. Ele a faria gozar e gritar o seu nome de forma descontrolada. Ele já pensava em forma de torturar a garota a deixar rendida. Mas Alec tinha que chegar e estragar tudo... Ele queria matá-lo.

- Eu vou fazê-lo se você não sair daqui agora. Ela está passando por momentos terríveis e não precisa de você para atormentá-la ainda mais. – Alec disse em tom ofensivo. Queria socar Jacob e fazê-lo respeitar sua namorada, mas não queria uma briga em seu quarto em um momento tão delicado.

- Eu só vou sair porque o momento não é para brigas. Mas não me diga o que fazer, Volturi. Essa discussão ainda não acabou.Ainda vamos acertar os nossos ponteiros em breve.  – Jacob deu uma breve olhada para Ness, que olhava para a cena assustada, e saiu do quarto insatisfeito pela intromissão. Se não fosse sua chegada, tomar aquela mulher seria algo que não deixaria de fazer.

- Eu estou aqui, meu anjo. – Alec se sentou ao seu lado, puxou seu corpo e a abraçou. Jacob ficou da porta olhando a cena, com o ciúme queimando o seu corpo. O “KA” duro de sua necessidade a o ódio fluindo em suas veias. Ele a teria de uma forma ou de outra. Era impossível negar o seu desejo por ela. Já fizera isso durante anos, tentando não dar o braço a torcer. Negou seus sentimentos, mas agora não tinha como fugir... Ele a queria.

Ness não disse nada. Apenas chorou copiosamente nos braços de Alec. Ele achou que era pela dor da perda e o estresse que estava vivendo. Mas na verdade a sua dor era mais profunda. Ela sofria por Jacob e pelo que representava em sua vida. Sofreu durante anos por esse homem que só a fazia sofrer. Seu corpo gritava por ele e todas as vezes que lhe ofendia chamando a de vadia, “PI”, “PU” ou outros nomes nada agradáveis, seu coração sangrava. Agora a essa dor estava associada uma nova... O desejo incontrolável. Ela o queria de forma como nunca quis outro. Seu corpo doía pela necessidade de senti-lo. Sua vagina implorava por ele. Não entendia como podia sentir aquilo depois da perda dos entes queridos. Não deveria sentir falta de sexo... Mas sentia... Enlouqueceria se não fugisse dele... Enlouqueceria se não o tivesse... Inferno! O que seria de sua vida¿ Por mais carinhoso que Alec fosse, não era dele que ela necessitava.

O que os dois não podiam imaginar, nem em seus piores pesadelos, que Carlisle havia deixado em seu testamento. Se naquele momento viviam um verdadeiro tormento pela necessidade que sentiam. Depois da leitura as coisas só piorariam... Como reagiriam diante de tal revelação¿

Nota GLau
Meninas o cap ficou bem intenso e agora as coisas começam a esquentar para esses dois.
Eles se odeiam e se amam. Vão brigar como cão e gato. Agora imagina quando o testamento for aberto e descobrirem que para ficaram na vida boa precisam casar¿ A coisa vai simplesmente feder! Quando esses dois se engalfinharem vai ser uma explosão de fogos para todos os lados. Kkkk
Gente, eu quero saber onde estão as minhas leitoras. Vcs me abandonaram¿ Eu fico triste desse jeito. Acham que mereço ser abandonada¿ Assim eu choro. Shauhsuashua
Bem,o próximo cap deve sair provavelmente na segunda feira. Eu ainda não comecei a fazer e devo me dedicar no sábado nesse cap. OK¿ Comentem e me estimulem a fazer caps maravilhosos. Sem comentários fico sem inspiração para escrever.

Obrigada as minhas leitoras maravilhosas que não me abandonaram. De todo coração eu amo vocês.
Heri, eu realmente to de Zelo. Kkk Isso são as influências. Kkkk Olha que só li 7 heim. Kk Eu li sua mensagem as 5:40 e gargalhei achando graça disso. Agora vc vai ficar dizendo que to de zelo. kkkk

Gente, se tiver erro peço perdão. A Heri e a Leka betaram, mas eu refiz um monte de coisas antes de postar  cap. Espero que gostem.

Bjus no core


N/Heri:...Gente capitulo é esse, cheio de mistério, morte, choro, drama e DESEJO..OMG! tia Glaucia começou sem piedade, shusahushuahsu...(tem segredos nesse cap...xi, não conta) tadinhos, eles estão sofrendo igual....munitinho.
Caraca! O que foi mesmo essa ultima briga?...que tava pegando fogo mais embaixo que em cima e o ALEC INTERROMPEU....mata ele.
Eu to aqui pirando, esperando pelo próximo capitulo, pra vcs saberem devolvi mesmo dia...se demorou a postar culpa das leitoras q não comentam...hihi. Pode deixar vou perturbar a Glaucia...MAS COMENTEM AI E RECOMENDEM PQ VIRAM AS FAGULHAS E CHAMAS QUE VEM POR AI?....bjs girls



Leka Here: AAHHHH EU CHOREEII ALTOSSSSS AQUIIII
PORRA  JAKEE VC TEM QUE PARAR DE CHAMAR A NESS DE VADIA E COMEÇAR A TENTAR ENTENDER O PQ DELA TER SE TORNADO ASSIMM. MAS QUE MERDA

AHH Gentee, ningm merece tanta desgraça na vidaa. Mesmo a Ness e o Jacob.
Mas vamos esperar pra ver o que vai acontecerr :D

COMENTEM MUITOOOOOOO
VEJO VCS NO PRÓXIMO CAPPP *-*

Kisses Amoress






segunda-feira, 28 de março de 2011

Vingança




Aquela noite Ness não dormiu e não quis descer para o jantar, para o total espanto do seu avô. Ficou trancada dentro do quarto maquinando uma forma de se vingar de Jacob. Sentia o ódio pulsando em cada veia do seu corpo, um nó prendendo sua garganta e uma enorme vontade de chorar. Mas ela não se permitiu chorar... Não mesmo.



Em seu coração havia uma mistura estranha de dor, ódio, mágoa e amor. Queria apenas uma palavra de desculpa para amenizar aqueles estranhos sentimentos. Sabia, no entanto, que Jacob preferiria cortar um braço a se desculpar pelo que fez. Ele não faria isso e ela continuaria juntando todos aqueles sentimentos, que a cada ano só a deixava ainda mais fria e arrogante. Eles transformaram o seu coração em uma pedra de gelo, que só uma pessoa poderia derreter... Ele não faria isso e ela sabia bem.



Na manhã seguinte se levantou péssima da cama, com um humor ainda pior, levando-se em consideração que o seu gênio já não era nada maleável. Tomou seu banho, fez sua higiene matinal, colocou uma calça preta com uma camiseta preta bem justa no corpo. Um cinto prateado que cobria parte da cintura violão amenizava o contraste gótico de sua vestimenta. Colocou uma sandália de salto bem alto, fez uma maquiagem forte, ressaltando os olhos azuis com sombras escuras e um batom café e as maças do seu rosto ganharam um tom marrom. Quem a via, naquele estilo totalmente emo, tentava se imaginar o que levou Ness Cullen a se vestir daquele jeito, mas era exatamente assim que ela se sentia... Com a alma negra!



As palavras de Jacob ainda golpeavam o seu coração e a deixavam ainda mais sombria... Ela não queria pensar... Não precisava se lembrar de tais ofensas.



- Carly, Alô! – Disse ao telefone com o tom arisco.



- Oi, Ness! Por que está me ligando a essa hora¿ - A amiga perguntou com a voz desconfiada.



- Vem me buscar em vinte minutos! – Ordenou. – Jacob está com o meu carro e não posso ir a pé para a escola.



- Seu carro¿ Como¿ O que... – Ness a interrompeu de forma brusca.



- Chega! Não é da sua conta. Entendeu¿ Venha me buscar e não me faça perguntas idiotas. – Desligou o telefone sem dar chances da amiga dizer nada.



Ela desceu para tomar café e por sorte todos já haviam saído. Assim pode fazer sua refeição sem maiores perguntas.



Vinte minutos depois Carly entrou na sala de jantar e olhou para a amiga com desconfiança, mas não fez nenhum comentário ao perceber a cara de poucos amigos. As duas foram para o carro em silêncio e dez minutos depois já estavam na escola.



Na escola todos estavam surpresos com os acontecimentos daquela manhã.



Primeiro Jacob chega com o carro Ness Cullen, a quem notoriamente odeia e é odiado. Depois Ness chega com o visual gótico e uma expressão de dar medo em qualquer pessoa. Ela poderia matar uma pessoa somente com um olhar... Uma verdadeira medusa.



As pessoas tinham até medo de encarar quando passava com as amigas. E o trio de maiorais que a acompanhava, estava sem noção do que havia causado aquilo a amiga. A única certeza que tinham era que Jacob Black havia metido o dedo podre na ferida da amiga.



O dia parecia não passar para Ness, que percebia os cochichos por onde passava. Era um verdadeiro filme de terror e ela não estava com um humor para aquilo. Saiu distribuindo foras para quem chegasse perto o bastante para aborrecê-la.



Já para Jacob o dia foi maravilhoso. Ele se divertiu muito vendo a cara de poucos amigos e o olhar mortal que Ness Cullen distribuía para todos os lados. Seus amigos o interrogaram sobre o motivo daquilo e ele ria como um cafajeste, mas não contava o que havia feito a patricinha.



Depois da última aula, quando Ness caminhava para o estacionamento, foi abordada por Alec Volturi, um dos alunos novos alunos por quem a garota havia se interessado. Ela achou estranho ele se aproximar dela quando todos faziam o possível para ficarem longe, evitando assim um provável fora. Ele entretanto tinha uma altivez que ela gostava. Teve atitude e quebrou o clima tenso. Até mesmo sorrir diante dos fascinantes olhos negros do rapaz.



- Oi!



- Oi! – Ela respondeu encarando o seu olhar.



- Percebi que você hoje estava muito triste. Posso fazer algo para alegrar o seu coração¿ Um rosto tão lindo precisa ter sempre um belo sorriso. Não essa expressão triste.



- Eu realmente não estou bem. – Ela disse desarmada. Franziu o cenho, mordeu os lábios de forma sensual e passou a mão nos cabelos, jogando os para trás. Alec ficou olhando para a garota fascinado pela sua beleza, mas também se sentindo mal por ver aquela tristeza em seus olhos. Alguma coisa lhe dizia que ela era mais do que um rosto bonito no meio da multidão. Ele quis tocar o seu rosto, tomá-la nos braços e lhe dar o carinho que precisava. Estava muito incomodado por passar horas nas aulas que tiveram juntos vendo aquela sombra em sua face. As pessoas poderiam até não perceber a sua dor. Ele, de alguma forma estranha, percebia que ela precisava de amor.



- Você gostaria de ir fazer um lanche comigo¿ Percebi que não comeu muito durante o almoço e ficou muito calada o dia inteiro. Talvez conversar faça bem para você. Eu não te conheço, não sou ninguém para você, não sei o que acha da minha intromissão, mas estou incomodado por ver uma moça tão bonita desse jeito. Desculpe-me pela sinceridade.



- Hoje não é um dia bom... Sabe¿ Quando você sente que a pessoa mais importante na sua vida é a que mais te odeia, que te pisa e que te faz sofrer. Eu estou guardando tantos sentimentos ruins dentro de mim que chega a me fazer mal... Não sei porque estou te dizendo isso... É estranho... Eu não estou bem para sair agora. Que tal você me pegar na minha casa lá pelas sete horas¿ - Ela perguntou para ele, vendo a expressão preocupada na face do rapaz.



- Pode me dar o seu endereço¿- Ele pediu.



- Não sabe aonde moro¿ - Ela estranhou. Todos na cidade sabiam onde ficava a mansão dos Cullens. Não tinha como ele não ter visto a linda casa. – Siga a avenida até o fim. Minha casa é a mansão no final dela. Toque o interfone que o segurança vai abrir para entrar. Eu o deixarei avisado sobre a sua visita, Alec. Agora preciso ir. Realmente não estou nada bem hoje. – Deu um sorriso sincero e ficou agradecida pela espontaneidade do rapaz.

Enquanto Ness caminhava para o carro de sua amiga Carly, Jacob observava de longa aquela cena. Ele pode ouvir um pouco da conversa e ficou irritado por ver o aluno novo dando em cima de Ness Cullen. Normalmente não se incomodaria com aquilo. Para ele a garota não passava de uma “PU” que saia dando para todo mundo. Havia passado na mão de praticamente todos na escola. Boatos até diziam sobre caso com professores e ele já estava acostumado a ver ela trocando de mãos toda semana.



Por que aquilo o incomodou tanto¿



Socou o carro com raiva ao chegar nele, praguejando contra Ness Cullen e Alec Volturi.



Começou a pensar em como estragar o encontro dos dois. Então dirigiu para um bazar no centro de Forks, comprou um vidro de cola colorida, em cor azul, e voltou para o carro. Chegou em casa, foi para o quarto e ficou pensando em uma forma de entrar no quarto da garota e jogar a cola no vidro de shampoo da garota.



Jacob passou o resto da tarde vigiando a porta do quarto de Ness e quando ela saiu do quarto, ele entrou rapidamente, correu até o seu banheiro, pegou o shampoo e colocou a cola. Depois sacudiu bastante, tapou o pote e saiu do banheiro correndo.



Ness estava um pouco animada após a conversa com Alec. Por isso decidiu não ficar se amargurando e foi para a sala de ginástica malhar um pouco antes de sair com ele.

Depois de duas horas de malhação, fez um lanche rápido na cozinha e depois foi se arrumar para o encontro.



Ela chegou ao banheiro, tirou as roupas de ginástica, as peças intimas e foi para o Box se banhar.



Começou a tomar o seu banho alegre por ter um encontro com alguém diferente aquela noite. Algo lhe dizia que Alec era mais do que um cara bonito. Ele de alguma forma mexeu com ela e aquilo lhe deu um novo ânimo.



Continuou tomando o seu banho, quando pegou o pode de shampoo e virou sobre a cabeça. Depois o fechou e começou a esfregar o coro cabeludo. De repente sentiu algo estranho...





- AHHHH! AHHHH! – Começou a gritar de desespero ao sentir a coisa grudenta nos cabelos. Parou de mexer, saiu do Box e foi até o espelho. Viu o tom azulado e os cabelos grudentos que a deixavam medonha. Começou a gritar ainda mais. Ficou roxa de raiva e o corpo tremia de nervoso. Ela sabia que era coisa de Jacob. Queria matá-lo por aquilo... Ela o faria pagar por aquilo... A se faria.



Ness se enxugou, depois colocou as roupas rapidamente, enrolou os cabelos com toalhas e saiu correndo do banheiro. Não sabia o que fazer e nem como desmarcar o encontro com Alec.



-INFERNO! EU MATO! EU MATO ESSE FILHO DA “PU”.



Pegou o telefone e discou para Claire.



- Claire!



- Oi, Ness!



- Preciso que arrume o telefone de Alec. Eu marquei com ele as sete, mas Jacob colocou cola no meu shampoo e agora não tenho como ir. Arruma o telefone dele e diz que eu ligo para ele mais tarde. Que aconteceu um imprevisto e não posso sair as sete.



- Calma, Ness!



- CALMA NADA! EU VOU MATAR O JACOB! FAREI PICACINHOS DAQUELE ORDINÁRIO! EU ACABO COM ELE! EU ACABO! JURO!



- Tudo bem! Vou avisar o Alec e arrumar o telefone para você. Tchau! – Ele desligou o telefone



Ness saiu correndo do quarto como uma maluca, com um short, que mais parecia uma calcinha, e um top super curto. Correu até a sala e pediu para o motorista do avô a levar para o cabeleireiro.



Ela ficou três horas no salão, dando um tratamento de choque aos cabelos, enquanto pensava no que fazer para se vingar de Jacob. Mas ela sabia que a primeira coisa a fazer era impedir que ele entrasse novamente em seu quarto. Depois teria que invadir o quarto dele e copiar as coisas de seu notebook. Também faria algumas gravações para chantageá-lo.



Ligou para Alec de lá, inventou uma boa desculpa e depois teve que ficar pacientemente até que os fios dos cabelos fossem restaurados. Quando chegou em casa, exausta por aquele longo tratamento, correu para o quarto e se jogou sobre a cama.



Alguma tempo depois, já com a cabeça mais fresca, lembrou-se de seu amigo Alex, fera em tecnologia e um verdadeiro Hacker. Ele seria a sua vingança contra Jacob.



- Alô, Alex!



- Quem fala¿



- Não reconhece mais a minha voz, gatinho. – Disse manhosa.



- Ness! O que você quer¿ Você só me liga quando quer algo.



- Não seja ingrato comigo, neném. – Começou a jogar o seu charme irresistível para ele.



- Tudo bem! Tudo bem! Agora conte-me seus planos.



Ness começou a contar o que havia planejado. Os dois ficaram duas horas conversando e ela marcou com ele às seis da manhã. Teria que agir assim que Jacob, Esme e o Avô saíssem de casa. Precisaria ser bem rápida e certeira na sua vingança. Ela mostraria a Jacob que não era apenas um rosto bonito e ainda o teria em suas mãos. Não agüentaria de ansiedade para que o dia amanhecesse. Aquela noite seria muito longa para ela.



[...]



- Alex, Vamos! – Ela guiou Alex e seus dois amigos pela porta dos fundos. Entraram por uma passagem secreta e chegaram ao segundo andar. Os três correram para o seu quarto e começaram a trabalhar no projeto para tranca da porta. Enquanto isso ela desceu para assegurar que Jacob, Esme e seu avô já estivessem saindo de casa. Deu uma desculpa que estava se sentindo mal e iria mais tarde.



Jacob se sentia vitorioso por ver a expressão abatida da garota. Sabia que não só havia acabado com o encontro com o novato, mas também lhe roubado mais uma noite de sono. Deu um sorriso sugestivo para ela, que continuou com expressão mal humorada. Não podia deixar transparecer que estava armando algo. Ele precisava supor que ela estava realmente mal e ficaria na cama.



Depois que eles saíram, Ness subiu correndo e conduziu os dois rapazes para o quarto de Jacob, enquanto o outro colocava os parelhos na sua porta. Ele teria uma grande surpresa quando soubesse que para entrar em seu quarto, além de senha precisaria de sua retina e impressão digital polegar.



Ela pediu a arrumadeira para vigiar a casa e ligar para o seu celular se alguém voltasse. Depois foi para o quarto e conduziu os dois rapazes para o de Jacob. Um começou a colocar uma câmera em um ponto estratégico, onde teria uma ampla visão da cama e de parte do quarto. O outro que estava ajudando foi para escrivaninha de Jacob, ligou o notebook e começou a hacheá-lo. Demorou mais do que Ness pensava, mas depois de um bom tempo ele conseguiu invadir o sistema e copiou todo o conteúdo em um HD externo.



Os dois começaram a abrir as pastas e acharam uns arquivos de vídeos interessantes na área de trabalho. E Ness gargalhou quando em um dos vídeos havia a garota nova pagando boquete em Jacob. Ela viu naquela cena a chance de trazer a menina para o grupo de maiorais e ainda se vingar de Jacob.



- Você consegue quebrar a senha do Youtube dele e postar esse vídeo¿ - Ela perguntou excitada com a confusão que causaria.



- Vamos ver se ele salvou a senha no navegador. – Alex começou a tentar as senhas salvas no navegador e conseguiu entrar na conta. Então publicou o vídeo de Jacob em uma situação constrangedora e depois fechou todos os aplicativos.



Os amigos de Alex e ele trabalharam de forma profissional, usando luvas e toucas para que não houvesse risco de deixar digitais o fios de cabelos. Quando terminaram, montaram o sistema para Ness gravar as cenas direto para o seu HD externo e a explicaram como usar o sistema biométrico para entrar no quarto.



Ela os pagou, levou os para a saída, tomando cuidado para não serem vistos, e depois ligou para Nathaly.



- Nath!



- Oi, Ness!



- Olha, preciso que vocês dêem um jeito de espalhar um boato sobre um vídeo postado por Jacob no Youtube. Mas não quero que deixem ele perceber que foram vocês. Eu já estou indo para a escola. OK¿



- Tudo bem! Mas do que se trata¿ - Perguntou curiosa.



- Digamos que ele vai cair na boca do povo e a aluna nova vai querer matá-lo. – Ness riu de forma travessa. – Eu vou me arrumar e já chego na escola. OK¿ Tchau.



Depois de pedir um taxi, ela tomou banho rápido, colocou um vestido branco bem sensual, comeu ovos mexidos com um copo de café e saiu correndo.



Chegou na escola no horário do almoço com uma expressão doente. Todos notaram a mudança extrema no visual e o rosto pálido. Mas ninguém sabia o quão feliz estava pelo inicio da sua vingança contra Jacob.



Ouviu os burburinhos assim que entrou no refeitório. Seguiu para a mesa das suas amigas e se sentou.



- E ai¿ - Perguntou tentando não deixar transparecer o veneno escorrendo no canto da boca. Tinha vontade de gritar e rir da cara de otário de Jacob, que se achava muito esperto, mas não sabia que estava levando uma rasteira.



De repente uma discussão começou e as pessoas começaram a olhar no celular. As pessoas correram para a saída e ela tinha certeza que era para a biblioteca e o laboratório de informática.



Nem pode comemorar, pois Alec apareceu em sua frente e pediu para conversarem. Ela deu um olhar sugestivo para as amigas e saiu com ele do local. Os dois foram para os fundos da escola e entraram em um velho depósito.



- Desculpe por ontem. Aconteceu um imprevisto e tive que resolver na ultima hora. Pedi o telefone a minha amiga e estava chateada por ter que desmarca. Pode me desculpar¿ - Ela passou o dedo sobre o peitoral dele e ficou fazendo desenhos. Ele a olhou de forma intensa, analisando os seus gestos e poucos segundos depois, ele a puxou pela cintura a colou os seus corpos.



- Tudo bem! Você está bem¿ Quer conversar¿ - Ele perguntou enquanto ela se esfregava nele.



- Conversar¿ Só me beija e me faz esquecer de tudo, Alec. – Ela o beijou de forma intensa, travando uma deliciosa batalha com suas línguas e começou a roçar em sua ereção. Quando segurou o seu cinto e começou a abri-lo, ele se afastou e ficou observando de forma inquisitiva. Parecia incomodado com a situação.



- Eu não trouxe você aqui para transar, Ness. Estava preocupado com você e queria conversar. Não me interprete mal. Você parece uma menina especial, apesar de ter algo triste em seu olhar. Eu não quero abusar de você. Apenas cuidar de você. – Aquilo foi pior do que um tapa na cara. Nunca ninguém a havia tratado daquela maneira. Ele a via como uma pessoa especial e a tratava com respeito... Pelo menos tentava. Ela queria transar e se esquecer de tudo em seus braços, mas ele queria apenas cuidar dela. Ela não entendia o que estava acontecendo.



- Eu... Oh, eu...



- Olha só. – Ele começou. – No primeiro dia eu ouvi muitas coisas sobre você. Eu observei você durante horas e tentei ver o que as outras pessoas não viam. Eu vi mais do que um rosto bonito e uma pessoa irritante. Quis me aproximar de você para tentar entender algumas coisas. E fiquei mal quando a vi ontem daquela forma. Eu não a trouxe aqui para transar. Só quero tentar desvendar o que é e porque faz certas coisas.



- O que você entende de mim¿ Quem pensa que é para falar sobre mim como se me conhecesse¿ Vai para o inferno! – Ela saiu do local furiosa com o atrevimento. Como ele podia lhe dizer aquelas coisas. Como¿ Enquanto voltava para a escola, encontrou com Jacob que estava furioso. Ele segurou em seu braço e começou a confrontá-la.



- Foi você¿ Não foi¿ Estava muito quieta e não deu nenhum chilique. ANDA! Confessa! – Ele estava soltando fogos pelas ventas de tanto ódio. O vídeo estava rodando toda a escola e a garota havia chorado e gritado com ele no meio do corredor. Teve que ir para o laboratório e excluir o vídeo antes de mais confusões. Só que aquela altura, todos na escola haviam assistido ao show e ele estaria em séria confusão.



- Do que você está falando¿ Me solta! Para, você está me machucando!



-LARGA ELA! – Alec gritou quando viu ele a segurando e sacudindo o seu braço.



- O que foi¿ Já andou comendo também, idiota¿ Não se mete nisso!



- Você gosta de atacar mulheres¿ Vem atacar a mim! – Ele se jogou contra Jacob e o empurrou. Levou um soco e caiu para trás. Mas não se deteve no chão. Levantou-se rapidamente e partiu para cima, devolvendo um soco bem dado no nariz de Jacob, que começou a sangrar muito.



- Você quebrou o meu nariz! – Jacob Disse irritado, tentando limpar o sangue que escorria com a roupa.



- Você não se atreva a atacar uma moça outra vez. – Alec o advertiu.



- Moça¿ Ela é uma “PI”! Faça-me rir. – Ness sentiu uma dor no peito e chegou a ficar sem ar. Ela não entendia o prazer que ele tinha em magoá-la e ofender de forma tão brusca.



- Senhor Black! Vá agora para a secretaria. – O diretor disse ao ver a confusão. – Senhor Volturi eu sugiro que você e a senhorita Cullen se dirijam para a próxima aula. – Ele disse, Alec pegou o braço de Ness e foi com ela para a sala. Aquela altura vários alunos observaram a confusão e a fofoca se espalhou pela escola. Quando chegaram a sala, ela sentou-se com suas amigas e ele foi se sentar com sua família. Depois de alguns minutos, Jacob que levou um sermão do diretor e ainda de quebra uma carta solicitando o comparecimento dos responsáveis, chegou a sala e a olhou com ódio. Ela podia sentir que tudo o que ele havia feito até aquele momento não se comparava com aquele olhar que a queimava por dentro. Começou a sentir enjoada e saiu da sala, correndo para o banheiro.



Mesmo querendo ser forte, teve uma crise de choro e começou a vomitar na privada. Varias coisas passavam em sua cabeça. Primeiro a coisa estranha com Alec, deixando a mal como se fosse realmente uma “PU”. Depois as ofensas de Jacob que tinham o poder de feri-la de forma tão intensa.



Ela continuava a vomitar e chorar diante da privada. Nesse momento Bella entrou e ofereceu ajuda.



- Ness, você precisa de algo¿ Parece muito mal. – Disse com a voz doce.



- Vá embora! SOME DAQUI!



- Você está mal por causa de Jacob. Não precisa ser assim, Ness. Não é porque um cara que você ama te trata mal que tem que ser assim. Você não pode ser uma vadia por causa do desprezo dele. Você não pode desperdiçar a sua vida por isso.



- O QUE VOCÊ SABE SOBRE MIM, “KA”¿ SAI DAQUI!



- Você perdeu sua virgindade por que Jacob a magoou. Depois disso você saiu com todos que podia e quem também não podia. – Ness a cortou nesse momento.



- NÃO VENHA ME DAR LIÇÃO DE MORAL, SANITNHA! EU DURMO COM QUEM QUISER. QUER SABER COM QUEM PERDI A VIRGINDADE¿ - Gargalhou sarcasticamente.



- Com Emmett ou Edward, não é¿ Você adorava brincar de médico com seus priminhos. – Bella disse de forma sarcástica. – Você não precisa se vestir como uma “PU”, falar como uma “PU” ou sair por ai dando como uma “PU”. Vira a página e deixa o desprezo de Jacob de lado. Todos sabemos o quanto você sofreu por causa dele. Tudo o que te vez. Agora você não é uma criança, NEss.



- SAI DAQUI! NÃO QUERO OUVIR! SAI! – Ela agachou novamente e voltou a vomitar.



- Se continuar assim, vão dizer que está grávida. – Bella disse e saiu do banheiro deixando Ness sozinha. Voltou para a sala e pediu para Claire ir ver a prima.



Claire chegou ao banheiro e ajudou Ness se levantar.



- Você está bem¿ O que aconteceu¿ - Perguntou com medo de levar um fora.



- Não quero falar, Claire. Só preciso que vocês preparem terreno para a aluna nova entrar no nosso grupo. Ela deve odiar Jacob e será uma de nós. – Disse de forma fria, como se nada houvesse ocorrido, enquanto lavava o rosto.



- Ness, tem muitas coisas ocorrendo e...



- Quero que remarquem o ensaio das lideres de torcidas para sexta. Eu não estou bem para ensaiar hoje. Além disso quero a July no nosso grupo no próximo ensaio.



- Mas você nos infernizou as férias inteiras. Estava obcecada com o primeiro jogo da temporada. O jogo é na próxima semana e precisamos repassar a coreografia. Como será¿



- Claire, eu não estou bem. Não tenho como ensaiar hoje. Como você disse, já ensaiamos durante as férias e acho que estamos prontas para o jogo. Só temos que repassar a coreografia na sexta e tudo dará certo. OK¿ Agora prepare terreno para a garota nova e procure saber qual castigo de Jacob. Quero saber qual a repercussão do vídeo e o que o diretor disse a ele. Coloque os contatos para funcionar e me informe até o final do dia. Agora vamos para a sala. – Ness terminou de se arrumar e saiu do banheiro com Claire. As duas chegaram a sala e todos ficaram observando.



A aula se arrastou e ela ficou perdida no tempo, pensando sobre a estranha conversa com Alec e a briga com Jacob. Também estava imaginando o que ele faria quando chegasse em casa e descobrisse o sistema de proteção em seu quarto. Ficaria furioso... Não tanto quanto ele quando soubesse que ela tinha uma cópia de todos os seus arquivos. Ele teria que devolver o carro e ficaria em suas mãos.



Aquilo não a deixou feliz. Por mais que seus planos estivessem dando certo, ela não estava nada feliz.



Quando o sinal tocou, ela puxou Claire pelo braço e as duas correram feito doidas para o estacionamento. Jacob também corria para chegar ao carro, na intenção de chegar em casa primeiro. Pareciam duas crianças disputando uma corrida.



- Anda! Dirige! – Ela ordenou a Claire que saiu cantando pneu e partiu para a sua casa. Mas Jacob foi mais rápido e chegou a casa antes das duas. Ela saltou do carro como louca e correu para o quarto. Nem se deu ao trabalho de se despedir de Claire, que ficou sem entender nada e resolveu ir embora para resolver as coisas que ela havia pedido.



Jacob chegou a porta do quarto de Ness e ficou olhando sem entender. Ela o viu parado na porta e gargalhou de forma debochada.



- Você não entra mais. – Riu para ele.



- O que é tudo isso¿ - Ele perguntou sem entender.



- Biometria, ignorante. Para você entrar vai precisar na minha retina, impressão digital e uma senha. Se tentar arrombar, vai tocar um alarme e todos saberão que está invadindo. Gostou¿ - Passou o dedo sobre o peitoral dele. – O melhor de tudo é que eu ainda consegui uma cópia dos seus arquivos, Jacob. Agora seja bonzinho e me devolva a chave do meu carro. Se você aprontar para mim, todos os vídeos que tem vão para o You tube. Imagina os processos¿ você comendo um monte de menininhas. Hahahahaha. Você está ferrado, sabe! A minha vingança está só começando, irmãozinho.



- Você não sabe o que é vingança, garota! Agora me devolva os meus arquivos e pensarei em te deixar em paz. – Disse de forma arrogante, pressionando a contra a parede.



- O que vai fazer¿ Vai me bater novamente¿ Ela o empurrou e começou a se esbofetear. AI! AI! AI! PARA JACOB! PARA DE ME BATER! ESME, SOCORRO! – Ela se bateu e depois bagunçou os cabelos. Quando Esme chegou, ficou apavorada e achou que Jacob havia agredido..



- O que você fez, Jacob¿ Como você pode¿



- Eu não!



- Não nege, Jacob! Ela é uma moça. – Esme estava com expressão decepcionada e Ness fazia cara de choro.



- Não fiz isso... eu juro... eu...



- Cala! Mocinho eu recebi uma ligação da escola. Tem algo a me contar¿ - Colocou as mãos sobre a cintura e Ness quis rir achando graça.



- Tia, eu... não sei como... posso explicar.



- Você está de castigo, Jacob Black! Ficará sem carro, sem moto, sem internet e sem TV. Quer ser tratado como criança¿ Então será! E dependendo do que o diretor me disser amanhã, você estará sem mesada também. Não pense que pode fazer tudo porque perdeu seus pais. Não pode! Agora já para o seu quarto e deixe Renesmee em paz. – Jacob a fuzilou com um olhar vingativo, jurando que ela pagaria por aquilo. Ness continuou séria, com cara de choro e depois fingiu uma cena para Esme, que sentiu dó da menina.



Depois de colocar o olho, a digital e digitar a senha no reconhecedor biométrico, ela entrou no quarto, trancou a porta e foi para o notebook ver o que Jacob fazia. Ficou sentada por um bom tempo vendo-o socar o travesseiro e praguejar contra ela. Depois reparou que ele ficou vendo algo interessante no celular e sentiu-se curiosa sobre o assunto.



A noite, antes de descer para o jantar, Ness voltou para o notebook e começou a ver os arquivos de Jacob no seu HD externo. Uma das pastas chamou a sua atenção, mas ela não conseguiu abrir. Tentou várias senhas, que para ela parecia óbvia, mas não conseguiu abrir a pasta de arquivos chamada FOTOS DO MEU AMOR.



- Inferno! Já coloquei o nome dos pais, da tia, data de nascimento, numero de documentos, nome de ex namoradas e tudo o que podia. Não consigo abrir essa pasta. Quem será o amor de Jacob¿- Mordeu os lábios e fez cara feia ao sentir uma pontada de frustração.



O telefone tocou e ela parou para atender.



- Oi!



- Desce para jantar. – O avô disse.



- Não quero!



- Você não comeu ontem. Trate de descer! Isso é uma ordem. – Carlisle disse e ela quis gritar de raiva. Não queria dividir as refeições com Jacob.



Saiu do quarto e foi para a sala de jantar.



Todos estavam extremamente calados e havia um desconforto no local. Carlisle olhava para Ness, olhava para Jacob e para Esme com um ar pensativo. Esme estava preocupada com a briga dos dois e com a confusão que ele teria arrumado na escola. Jacob estava “PU” da vida com as armações de Ness e as conseqüências que enfrentaria e ela estava aborrecida por compartilhar um jantar na presença dele. Já era demais ter que aturá-lo durante o dia. Não queria estar li... Era obrigada aquilo e se chateava por isso.



- Querido, você está quieto hoje. – Esme disse para Carlisle.



- Estou pensando. – Ele respondeu.



- Passou o resto da tarde trancado no escritório. Aconteceu algo¿ - Perguntou.



- Estava refazendo o meu testamento. – A sobrancelha de Ness arqueou e ela olhou para o avô com expressão inquisitiva.



- Testamento¿ - Questionou mal humorada



- Sim! Testamento! Nossa família ganhou mais um membro e tive que tomar algumas decisões. Não quero deixar Jacob desamparado em caso de minha morte. Ainda tem os seus primos... – Ness o interrompeu furiosa e Jacob deu um sorriso maroto para ela. Estava se divertindo ao vê-la perder a estribeira.



- TESTAMENTO¿ O SENHOR VAI TIRAR O QUE É MEU PARA DAR A ESSE MORTO DE FOME¿ ESSA É BOA! NÃO ME IMPORTO QUE ELE VÁ PARA BAIXO DE UMA PONTE. QUE MORRA DE FOME! QUE ELE MORRA DE FRIO! NÃO É JUSTO COMIGO! EU SOU SUA NETA E VOCÊ NÃO PODE DAR O QUE É MEU PARA ESSE DELINQUENTE! NÃO PODE, VOVÔ! AGORA MEUS PRIMOS¿ ALÉM DE DIVIDIR A MINHA HERANÇA COM ESSE AI! – Ela apontou para Jacob. – AINDA VAI DAR MEU DINHEIRO PARA AQUELE BANDO DE MORTOS DE FOME INTERESSEIROS¿ VOCÊ NUNCA GOSTOU DOS SEUS IRMÃOS. EU NÃO ENTENDO! NÃO ENTENDO.



- Acabou¿ Estou cansado de seus acessos, Renesmee. – Disse de forma severa. – O dinheiro é meu e dou a quem quiser. Fiz o testamento pensando em vocês dois. E tenho certeza que um dia ambos me agradecerão por isso. Não aceito que grite comigo desse jeito e que me enfrente na frente deles. Agora pegue o seu prato e vá para o seu quarto. Estou farto de você, menina arrogante.



- EU VOU MESMO! NUNCA VOU TE PERDOAR POR ISSO! NUNCA! – Ness saiu batendo o pé, com as lágrimas escorrendo pelo rosto. O ódio a consumia ainda mais, pois além de dividir a herança com Jacob, ainda tinha que ver o sorriso debochado dele. Era demais para ela.



Jacob terminou o jantar e pediu licença para se retirar. Queria tentar irritar um pouco mais Ness Cullen. Assim deixou Carlisle e Esme sozinhos.



- Ela não vai te perdoar. – Ela disse para o marido, segurando a sua mão e fazendo um suave afago



- Ela vai me agradecer no futuro, Esme. Agora me diga uma coisa.



- Sim!



- Sou eu que vejo algo mais ou quando eles se olham há muito mais do que raiva, rivalidade e ódio. Sabe, eu vejo esses dois há anos brigando. Desde o jardim de infância, mas quando eles se olham eu vejo mais nisso. Há uma profundidade... Sei lá! Você me entende¿



- Sim! Quando ela tinha seis anos, ele jogou todos os presentes de sua festa na piscina. Eu me lembro que nessa época nem estávamos juntos, mas você convidou todos os alunos da classe dela. Jacob era muito travesso e jogou os presentes na piscina.



- Ela chorou dois dias seguidos por aquilo. – Carlisle disse.



- Quando ele tinha 8 anos colocou uma bombinha no lugar da vela e explodiu o bolo. Você se lembra¿ - Ela perguntou.



- Sim! Foi bolo para todos os lados e eu jurei para ela que não o convidaria mais.



- É! Mas quando ela fez dez anos e você fez aquela festança ele também aprontou. Você se lembra¿ Ele alagou a sala onde estava o bolo e os presentes. Eu nem sabia como me desculpar com você.



- Nada pior do que os quinze anos. – Carlisle disse. – Já estávamos juntos nessa época e foi bem complicado. Ela ficou te hostilizando por dias.



- Sim! Ela o odiou por destruir o seu vestido e você teve que levá-la na última hora para comprar um vestido novo em Seattle. Chegou muito tarde para a própria festa enquanto ele se divertia.



- E depois que nos casamos¿ Lembra das vezes que ele vinha com os amigos¿ Sempre brigavam e era aquela confusão. Mas de tudo isso eu sempre vi um olhar estranho. Será que estou enganado sobre isso¿ - Ele a abraçou ternamente.



- Eles se gostam, amor. E vão viver como cão e gato até descobrirem isso. Não vamos nos meter nessas confusões dos dois. Um dia vão acordar e descobrir que não podem viver um sem o outro.



- E se eles se matarem antes, Esme¿ Eu conheço a minha neta e também sei que seu sobrinho não é flor que se cheire. E se eles se matarem antes de descobrirem a verdade¿ - Ele perguntou preocupado.



- Isso não vai ocorrer, amor! É só questão de tempo até que eles se descubram como homem e mulher. Ai teremos que nos preocupar de verdade.



- Eu espero que você esteja certa e que não tenha tomado a atitude errada.



-Que atitude¿



- O testamento... Deixa para lá!



- Vamos nos recolher¿ Quero ficar agarradinha com você. – Ela disse manhosa.



- Eu também quero ficar agarradinho com você.



Esme e Carlisle foram para o quarto, enquanto os dois aborrecentes planejavam o próximo passo. Ness foi para o seu quarto furiosa com a história do testamento, mas sabia que Jacob ficaria sem carro, moto, mesada, computador e possivelmente sem celular e aquilo aliviou um pouco a sua raiva. Mesmo assim precisava encontrar alguma coisa muito perversa para fazer contra ele. Ria sozinha ao imaginar Jacob trabalhando ou passando por algum castigo cruel.



Em seu quarto Jacob conversava com Quil sobre o aluno novo e os boatos de que ele estaria realmente gostando de Ness. Começou a sentir um ódio o consumir e isso o fez querer destruir o garoto. Tinha que encontrar uma forma de a manter longe dele. Não sossegaria até conseguir tirar o seu sossego. Ela havia vencido a batalha, mas estava longe de ganhar aquela guerra.



Pegou o celular, abriu o vídeo em que ela dançava lindamente e ficou observando o seu corpo sinuoso. Sua ereção se formou e um desejo estranho o dominou. Tirou o pau de dentro da calça e começou a se masturbar.



- AH, sua vadia! Se um dia eu te pego de jeito, eu te “FO” todinha... Idiota! Ela é uma “PU”! Já deu para todo mundo e você não vai pegar as sobras dos outros... Não mesmo! Corto esse pau fora antes de “Tr...par” com ela.



Ness foi para o seu computador e abriu o vídeo de gravação de Jacob. Quando o viu se masturbado, sentiu todo o seu corpo esquentar e o desejo a consumir.



- Idiota! Você nunca vai dormir com ele, Ness! Nunca! Eu te proíbo de pensar em Jacob dessa forma... Proíbo.




Nota Glau


Gente, eu to super enrolada nesses dias e nem estou mais acessando a internet.


Voltei a trabalhar, estou saindo muito cedo e chegando muito tarde de casa. Fico tão cansada que não tenho ânimo para ligar o notebook. Sei que estou em divida com vcs e não tenho justificativa, mas peço sinceramente que me perdoem pela demorar.


O próximo cap está pronto e enviei ontem para a Heri. Se ela me devolver essa semana, eu posto para vcs.


Depois desse cap as coisas começam a acelerar e o haverá a morte de Carlisle e Esme.


Ai os dois vão se ver entre a cruz e a espada, tento que casar para ter direito a herança e vivendo como cão e gato.


Espero que não se decepcionem.


PS a Tata postou cap de Love and Hate.


Obrigada por todos os comentários maravilhosos de vcs.




Bjus no core








N/Heri: gente me condenem, sou culpada por prender o capitulo uma semana( se escondendo)...Ela, a autora disse que tava sem inspiração! Pense... Eu me amarrei nessa NESS, ta do jeito que gostoOOO...ashuahusahus. Capitulo pegando fogo só briga, viu a entrada dela na escola gótica? E ele tava com ciúmes?.... mas essa do cabelo foi demais, falem se essa garota não é super esperta senha biométrica...e câmeras no quarto do Jacob, é sonho de todas nós, o que ele tava olhando no celular?é fácil .


AÍ....MOSTRA PRA NESS COMO SE FAZ UMA VINGANÇA AO MODO DE JACOB BLACK... to com próximo capitulo,mas vou liberar ainda hoje prometo Glaucia( se esconde de novo)....bjs girls


Tão gostando? As brigas estão boa? Querem mais o q?.....qual a senha?

terça-feira, 22 de março de 2011

Capitulo 5
 
Chegou o dia do casamento, estava nublado mais não chovia apesar do frio.




As horas de Renesmee foram preenchidas com as damas de honra, sessões com o cabeleireiro, sessões com a modista, decoração,comida.



— Jacob é mesmo o melhor marido para você. Seu pai está certo. Eu realmente espero que seja feliz; com ele, querida. – indagou Esmee com nó na garganta



Feliz... Renesmee não estava nem mesmo pensando em termos de felicidade, apesar de manter isso para si mesma, sorrindo com serenidade para a madrasta, demonstrando uma segurança que não sentia mais profundamente. Tinha con¬trolado sua perturbação com uma carapaça de tranqüilidade irreal enquanto seguia com a preparação do casamento. O compromisso estava selado. E chegara o dia em que ele seria confirmado. Depois pensaria no resto... Depois.



— Você é uma linda noiva — a madrasta declarou quando ela estava pronta para a cerimônia.



Seu reflexo no espelho lhe dizia que nunca estivera mais bonita. Os cabelos presos formavam tênues ondulações tran¬çadas por sobre a cabeça, exceto por alguns fios soltos, que lhe emolduravam o rosto. Um véu em camadas sobrepostas partia de uma delicada tiara de diamantes, que pertencera à vó e agora, pela terceira vez, era usada em um casamento na família.



A maquiagem dava à sua pele um tom ainda mais fresco do que o habitual. Seus lábios exibiam um rosa suave e as sombras dos olhos habilmente os iluminavam. Ela de fato estava linda, ou tão linda quanto era capaz de parecer.



O vestido era fantástico. Um decote em V adornado com pequenos cristais reluzia em seu busto esculpido pelo corpete, de onde surgiam os ombros suavemente cobertos por mangas esvoaçantes. Uma saia de cetim modelava-lhe a cintura, descendo até os joelhos, e, então, dando lugar a volumosas peças maravilhosamente drapejadas. O estilo era, ao mesmo tempo, romântico e sexy. Renesmee esperava que Jacob Black fosse nocauteado com sua aparição. As flores do buquê foram colhidas por ela mesmo no jardim da mansão era rosa branca e rosa.



Era hora de descer.



Seu pai a estava esperando para acompanhá-la.



Todos os convidados reunidos na grande tenda do jardim estavam aguardando para testemunhar aquele acontecimento excepcional.



Renesmee não conseguia controlar o tremor em suas pernas era cau¬sado pelo nervosismo ou pela excitação.



Jacob, Paul e outros dois padrinhos alinharam-se à di¬reita da árvore coberta de rosas diante da qual estava o oficial que iria conduzir a cerimônia. À frente deles estavam cerca de 200 convidados, inquietos em seus assentos, ansiosos por não perder nada.



— Então vamos lá — disse Paul, bem-humorado, olhan¬do para Jacob. — Tudo certo com você?



Ele estava tenso. O dia tinha sido bastante longo, até aque¬le momento, o momento crucial! Havia feito tudo que estava ao seu alcance para impedir o casamento.



Lançou um sorriso enviesado para Paul.



— Deseje-me sorte, meu primo.



— Nervoso?



— Um pouco. Mas só até Renesmee caminhar por este cor¬redor.



— Não se preocupe. Ela virá.



— É isso que tenho medo.



O medo só crescia no peito de Jacob.



O medo de Renesmee aparecer.



E o medo de ser rejeitado.



Estava numa guerra interna entre o assumir ou não assumir seu desejo pela presença da noiva.



Aparentemente, por sentir que não atenuara a tensão de Jacob, Paul arriscou um toque de humor mais irônico:



— Na verdade, sinto certa pena dela! Ela não sabe onde está se metendo.



— Quanto a isso, não se preocupe. Eu deixei bem claro para ela como eu sou



— Bem Aí vem madrasta e as damas de honra – disse Paul



Ambos se viraram para ver uma harpista que do outro lado da árvore havia começado a tocar com virtuosismo. Assim que Esmee se sentou, a primeira dama de honra deu o primeiro passo.



Peito de Jacob era uma jaula trancada com o coração como uma fera querendo escapar. Seu olhar fixava-se na fina e transparente cortina branca no final da tenda. Concentrava todas as forças na vontade de que Renesmee viesse a ele, de que não desistisse no último minuto.



As damas de honra alinharam-se no lado esquerdo da árvore.



Jacob apertou os pulsos. Seu corpo foi tomado pela an¬siedade. Se Renesmee não aparecesse logo...



A harpista parou de tocar. O silêncio súbito era intimidante. E, então, iniciou a Marcha Nupcial, de Mendelssohn.



Jacob respirou aliviado quando dois criados abriram as cortinas... e lá estava ela! Um orgulho triunfante substituiu todos os seus temores. Sua noiva... Linda, radiante, absoluta¬mente principesca em sua postura ao caminhar pela passa¬gem, o braço levemente pousado sobre o do pai, sem buscar nele qualquer apoio, sensualmente elegante em um vestido que lhe moldava as curvas, com um apelo sexual tão grande que o corpo de Jacob teve que conter uma inesperada onda de desejo.



Direcionou o olhar para o rosto dela, determinado a interromper o fluxo de sangue em seus músculos. O que Renesmee estaria sentindo o que ela estaria pensando? Um sorriso tênue aflorava aos lábios da noiva. Haveria percebido o impacto que tivera sobre ele? Seria aquele um sorriso de satisfação, de doce prazer, ou um disfarce para um nervosismo que se recusava a aceitar?



Renesmee podia suportar qualquer situação com total con¬trole sobre si mesma.



Sua mulher.



Um prazer intenso irrompeu no sorriso do próprio Jacob, enquanto ela se aproximava lentamente, cada passo trazendo-a mais para dentro de sua vida. Nenhum dos dois prestava qualquer atenção aos convidados. Ele sentia que ela os igno¬rava, mantendo a mente no que fazia naquele momento. As pestanas dela abaixaram-se, ocultando sua expressão quando se aproximou dele.



Ele levantou a mão. Ela soltou o braço do contato com o do pai, transferiu o buquê para a mão esquerda e pousou os dedos trêmulos na palma estendida de Jacob. Ele fechou os próprios dedos ao redor dos dela, apertando com firmeza...



— Eu lhe ofereço a mão de minha filha — Carlisle disse, e deu um passo atrás, postando-se ao lado da esposa.



Os cílios de Renesmee se ergueram, olhando-o diretamente — com olhos frágeis que ansiavam por proteção, despertando uma estranha mistura de sentimentos nele... Um acesso de ternura, um forte instinto de posse e um impulso selvagem de tomá-la para si.



Ele era seu homem.



E provaria isso a ela.



Mas, antes de tudo, precisavam se casar.



Jacob fez um gesto sutil para que o oficiante começasse a cerimônia, segurando firme a mão de Renesmee. Silenciosamente, prometeu a si mesmo enfrentar aquele desafio. E sabia que estava apenas no começo.



A recepção se realizou em um clima razoavelmente agra¬dável para ela. Era óbvio que todos os convidados pensavam que ela havia feito uma jogada admirável ao tor¬nar Jacob Black seu marido, pois ela era filha bastarda. Ela estava feliz com isso.



A tranqüilidade que manteve por toda a tarde começou a se desintegrar quando lembrou que o casamento tinha que ser consumado e ela tinha que dividir a cama com um homem... Pela primeira vez. Talvez insistir em que ele esperasse não seria uma decisão inteligente



Renesmee notara que Jacob estava bebendo mais que o normal isso mostrará que ele também estava nervoso. Ela não podia negar que quando ficou em prontidão esperando que ele acordasse, ela se apegou a ele, ele dormia como um anjo e quando acordou parecia que se anjo virou o diabo.



— Você esta uma noiva fabulosa. - Indagou uma voz rouca chegando perto dela, ao constatar o dono da voz ela se certificou que era seu marido. As palavras compreensivas dele acariciaram seu coração frio, derretendo um pouco do gelo ao seu redor. Mas sua mente rejeitava qualquer sugestão de romance naquele casamento e providenciou uma resposta irônica:



— Eu tinha que corresponder ao meu príncipe saído de um conto de fadas.



Jacob adotou um tom mais cuidadoso diante daquele ataque.



— O casamento foi como você queria? Não.



A dor da verdade machucava.



O casamento tinha sido planejado como uma magnífica celebração. Sem alegrias transbordantes. Sem nenhuma confiança na felicidade. Apenas seguindo adiante, com determinação, mas sem amor.



Uma representação vazia.



Mas, enfim, o casamento acontecera, e agora seu marido certamente não apreciaria que ela ficasse se lamentando pelo que não tinha sido.



— Tudo correu perfeitamente — ela disse concisa. O que era verdade, em um nível superficial.



— Também achei isso.



Era melhor do que fingirem que tinha sido algo mais. Pelo menos nesse sentido ela sabia com quem estava lidando. Jacob Black não tinha o hábito de fazer exageros desneces-sários.



— Se importa de me conceder uma dança Senhora BlacK? – pediu Jacob com uma reverencia.



—Pois não Senhor Black .



Depois de muito dançarem, Jacob concluiu que já estava cansada. Sussurrou no ouvido de Renesmee que estava cansado e que gostaria de se retirar. Sua voz estremeceu um pouco ao informá-la. Ele sabia o motivo do nervosismo.



— Então já vamos embora? – Indagou Renesmee com um aperto no peito.



— Sim! Agora sua casa não é mais aqui e eu quero dormir na minha casa! – Afirmou Jacob



— Vou subir e trocar de roupa — disse Renesmee



Quando Renesmee saiu Jacob foi surpreendido por risos e comentários. Parecia que metade dos presentes havia visto Renesmee se retirar.



Jacob esperava que sua esposa não estivesse ouvindo aquilo.



Logo Renesmee desceu com os olhos cheios de lágrimas, pois havia se despedido de sua família. Jacob se sentiu o pior dos homens ao ver o sofrimento da sua mulher, mais isso seria inevitável.



Eles foram de carruagens até a mansão Black, o período era de duas horas para chegar, e ambos ficaram calados, Renesmee podia ouvir a respiração de Jacob e ela não conteve em perguntar como ele se passara desde ocorrido.



— Jacob como está sua saúde? Ainda sente mal estar? – Indagou quebrando o gelo.



— Como pode ver estou bem melhor, não precisa se preocupar, como já disse estou acostumado com meu mal estar-respondeu secamente.



— Mais você sabe o porquê que se sente mal? – insistiu Renesmee em saber mais detalhes.



— Por favor, não quero ser indelicado mais já lhe disse que estou bem!



Renesmee se calou diante da má resposta de Jacob, como ele era temperamental uma hora estava de bom humor e em questões de segundos se modificava.



Ao chegar à mansão Renesmee sentiu um gelo no estomago, estava muito perto de estar sozinho com ele.



Jacob a conduziu até o quarto que seria dela e a deixou sozinha alegando que logo voltaria, pelo jeito só havia empregados na mansão.



Logo bateu na porta uma senhora que iria ajudá-la retirar as roupas. Renesmee colocou uma camisola branca longa, bordada e enfeitadas com laços de cetim, e se deitou, depois de 2 horas Jacob entra no quarto .O silêncio dentro do quarto era absoluto e o único ruído foi produzido pela noiva nervosa ao constatar a sua presença.



À luz da vela, ele a viu enrolada nas cobertas.



— Renesmee, você está acordada? Não houve resposta.



Mas ela estava acordada, embora imóvel.



Renesmee ficou ainda mais tensa. Será que iria exigir seus direitos de marido?



— Sim estou acordada! –disse finalmente



— Que bom! Bem queria te informar que hoje ainda vou dormir no meu quarto antigo, pois não quero te forçar a nada Renesmee, sei como você esta apreensiva.



— Você esta falando sério? – Indagou Renesmee encarando-o



— Sim! Não sou tão ruim como você pensa! Mais eu sou homem então vou ter que dormir em outro quarto, pois temo não cumprir minha promessa. – confessou



— Muito obrigada Jacob – ela por fim disse aliviada.



Sem dizer nada Jacob saiu do quarto.



Deixando Renesmee com um ruim sentimento de rejeição.







No dia seguinte Renesmee acordou assustada e ao ouvir uma leve batida na porta, sentou-se na cama.



— Entre.



Era Sue, a mesma criada que a atendera na noite anterior.



— Bom dia. Eu lhe trouxe café e algumas torradas para começar a manhã— disse a mulher. — O desjejum completo é servido na sala de refeições para a família.



— Obrigada Sue.



Enquanto Renesmee bebia o café, Sue rapidamente abriu as cortinas, verificou o fogo na lareira e arrumou as flores no vaso da mesa de canto.



— Já decidiu que roupa irá usar esta manhã? — A voz da criada veio do quarto de vestir.



— Confio na sua escolha.



Aparentemente, foi à decisão mais correta, pois Sue concordou com um sorriso simpático.



Finalmente, Renesmee saiu do quarto em direção à sala de refeições, sentindo as pernas trêmulas, Parou por um momento antes de abrir a porta da sala. Apertou as bochechas, tentando dar-lhes um pouco de cor.



Billy recebeu-a com um sorriso radiante.



— Bom dia, Renesmee. Que bom que veio juntar-se a nós. Nem todos se levantam tão cedo.



Renesmee retribuiu o sorriso e o cumprimento.



— Café? — O copeiro perguntou. — Ou talvez chocolate quente?



— Chocolate, por favor.



Renesmee bebeu um gole de chocolate.



— Dormiu bem Renesmee? – perguntou Rachel a irmã de Jacob que morava na mansão também.



— Perfeitamente – Menti



— Mais porque meu irmão não dormiu no quarto com você?



Felizmente, a chegada de Jacob interrompeu a conversa. Ele também vestia traje de montaria. Estava impecável.



Uma coisa era certa: ele era um homem bonito e atraente.



Um arrepio percorreu a espinha de Renesmee. Irritou-se com tal reação, totalmente inconcebível.



— Bom dia. Não permitam que a minha presença interrompa a conversa, senhoras — ele disse, sentando-se ao lado da irmã.



— O assunto era você mesmo! – confessou Rachel



Jacob esperou o criado servi-lo antes de ironizar:



— Me seguro que seja algo bom.



Não havia necessidade de resposta. Pela expressão de surpresa e o rubor que cobriu o rosto de Renesmee, ficou evidente que assunto era.

Renesmee se levantou num salto, empurrando ruidosamente a cadeira.



— Acho que já terminei.



— Já mesmo? Ou está se retirando por causa da minha chegada? — Indagou Jacob bebendo um gole de café.

Renesmee contraiu o maxilar.



— De maneira alguma Jacob, é que ainda não conheci a mansão inteira e queria dar uma volta logo de manhã.



— Então, eu vou com você — Rachel sugeriu.



— Perfeito! — Renesmee concordou com entusiasmo. Jacob aproveitou o momento e levantou-se.



— Tenho muitos compromissos nesta manhã e não quero me atrasar. Desejo-lhes uma manhã muito agradável.



Ele tocou a testa com a mão e fez uma mesura antes de sair da sala de refeições.



Embora tentando não olhar, Renesmee acompanhou-o com os olhos até não vê-lo mais,seu coração está apertado e queria saber o por que