terça-feira, 5 de abril de 2011

Atados



Depois daquela briga, ambos evitaram se falar por um bom tempo. O clima estava pesado e tesão que sentiam um pelo outro era incontrolável. Nenhum dos dois queria dar o braço a torcer e admitir a atração inegável. Até mesmo Alec, que pegou a briga logo no fim e interrompeu a tensão atmosférica pesada no quarto, percebia que havia um clima entre os dois... Aquilo o incomodava.



Ness permaneceu no quarto amuada por uma semana. Não foi a escola e não quis falar com ninguém sobre a morte do avô. Estava vivendo o seu momento de luto e precisava de solidão para aprender a lidar com a perda. Não sabia bem como seria sua vida daquele momento em diante... Precisava pensar com calma.



Jacob continuou a freqüentar as aulas, mas estava mais rabugento do que antes. Não conseguia conversar com ninguém sem dar um fora. Não tinha paciência para as garotas que se jogavam sobre ele e muito menos para ouvir as fofocas que rolavam pelos corredores.

Era óbvio que os dois se tornaram o motivo de todos os boatos que surgiam. Todos só falavam na morte de Carlisle e no que seria dos dois vivendo sozinho naquela enorme mansão. O veneno era destilado sem a menor preocupação de magoá-los. E mesmo os “amigos” mais próximos, não conseguiam evitar de fofocar sobre o assunto. A aposta que faziam era que não demoraria muito para os dois estarem atracados em uma cama. Aquilo era cruel e deixava Jacob ainda mais nervoso.



Em certa ocasião Sam o questionou sobre o seu humor. Ele não tinha como responder sem deixar transparecer o que realmente sentia.



- Você está tenso e muito irritado,cara. Como anda a situação na mansão? Como anda o seu relacionamento com Ness? – Ele analisou o amigo e ficou tentando decifrar as rugas em sua testa franzida



- Estranho... Nós não conseguimos conversar. Um entendimento real com aquela garota é praticamente impossível. Ela tem o dom de me tirar do sério... Eu fico completamente louco e...



- Isso é paixão recolhida, Jacob. Por que vocês não admitem logo que se gostam?



- Não é questão de admitir. – Ele não sabia como explicar. Sam o conhecia muito bem para saber que era algo mais profundo. Os dois eram praticamente irmão e nunca o havia visto de forma tão estranha. Ness sempre o irritou, sempre o fez tomar atitudes infantis, mas naquele momento a coisa estava ainda mais esquisita. Jacob estava sempre na defensiva e se transtornava quando ouvia as pessoas falando dela. Por que estava tão incomodado?



- Você nunca admitiu sentir algo por ela. Sempre fez de tudo para ocultar o seu verdadeiro sentimento. Mas acho que agora está mais complicado, camarada. Vejo como você fica quando ouve o nome dela. E quando se encontra com Alec parece um animal raivoso. Isso vai acabar com você. Por que não se rende logo e diz para ela o que sente? Sabe que tudo só depende de você. Ela sempre esteve aos seus pés. O que ainda espera?



- Ela é uma mulher usada... – Disse trincando os dentes com uma dor apertando no peito. – Como acha que me sinto sabendo que ela já passou nas mãos de praticamente todo mundo? Ela é mais corrida do que o corrimão. Eu não sei lidar com isso... Não sei! Como posso admitir uma coisa que nem mesmo tenho certeza? – Socou a mesa do refeitório e ficou olhando para as pessoas ao redor com uma expressão angustiada.



- Você não é santo e já andou com muitas. Qual a diferença? É por isso que não admite os seus sentimentos? Isso é ridículo!



- Não é diferente... Você sabe que não. – Balançou a cabeça em sinal de negativo.



- Então vai lutar contra os seus sentimentos e negar ao seu coração o que precisa por orgulho? Apenas por que se sente incomodado pela má reputação dela? Deixa isso de lado e apenas curte o momento. Sabe bem que ela está carente agora. Todos vimos como você cuidou dela no hospital e como ficaram bem juntos. Até mesmo Alec parece bolado por ela não querer a companhia dele nesse momento. Ela precisa de carinho e consolo, mas rejeita o seu próprio namorado. Acho que você ela não rejeitaria. É só deixar de ser marrento e parar de ofendê-la. Acha que ela gosta de ser ofendida toda hora? AH, Jacob, durante todos esses anos eu me calei em relação a isso. E nem adianta mentir, porque sei que aquela pasta de fotos secreta que tem no notebook é dela. Não adianta negar que durante todo esse tempo nutriu uma paixão oculta só por orgulho.



- Eu não quero falar sobre isso. – Jacob se levantou para sair do local.



- É claro que não! È mais confortável para você continuar fingindo e fugindo sobre o caso, não é? Vai continuar torturando os dois até o limite de suas forças. É orgulhoso, arrogante e pretensioso demais para admitir diante da escola que ama essa garota. Continue desse jeito e você vai muito bem. Agora não demore muito, meu camarada, porque não vai demorar muito ela se entregar de verdade a alguém que lhe dê o verdadeiro valor... Talvez Alec faça isso e ai você não terá mais a oportunidade que precisa.



- Chega! Não quero falar do que sinto ou deixo de sentir, “PO”! Isso é problema meu e não pedi os seus conselhos. Se está tão interessado no bem estar dela, então tenta a sorte. Ela é dada demais e de repente cai nos seus braços.



- Talvez eu faça isso... Talvez! – Jacob encarou o amigo e saiu do local bufando de raiva.



Ness não era nenhuma santa, ele sabia muito bem e sempre a chamava de vadia e outros nomes nada legais. No entanto, ouvir todos aqueles comentários maldosos, como se ela não passasse de uma prostituta de luxo o incomodava. Algo dentro dele gritava de raiva por aquilo. Era inconcebível que aquela gente não tivesse um pouco de compaixão naquele momento, falando tais absurdos... Os mesmos que ele próprio falaria se fosse em outra ocasião.

Na semana seguinte as fofocas só pioraram depois dos boatos espalhados por Casy, filha do delegado Alan Carter, que não teve o profissionalismo de esconder da própria família o resultado da perícia feita no carro de Esme.



Segundo o resultado das investigações, o freio do carro foi cortado e por isso ele não conseguiu parar, evitando a colisão que causou a morte do casal. Aquilo caiu como uma bomba na escola e todos começaram a sugerir que Jacob ou Ness fossem responsáveis pelo ato.



Jacob preferiu não contar nada para a garota. Primeiro porque evitava o contato, mesmo que seu corpo e o coração gritassem por uma aproximação. Ela não queria falar com ele, evitava o máximo a sua presença e nos dias que seguiram não permaneceram a sós em um mesmo ambiente. Quando o delegado chegou na mansão dos Cullens, o mordomo chamou os jovens que se dirigiram para o escritório.



Chegando no local, sentaram-se e ficaram mudos encarando o rosto rude do homem.



- Bem, estou aqui para uma conversa informal com vocês. – Começou em tom cerimonioso e Jacob já desconfiava do teor da conversa, uma vez que a cidade inteira estava comentando sobre a sabotagem no carro.



- Do que se trata, Sr Carter? – Ness perguntou sem entender a pequena reunião.



- A pericia concluiu que o freio do carro da Sra Cullen foi cortado. E que isso foi o motivo principal do acidente. – Ele os olhou de forma inquisitiva e ficou alguns segundos em silêncio, pensando em como levar a diante aquela conversa tão constrangedora.



- Cortado? - Ness perguntou com uma expressão facial de susto. Algo estava errado. Ela pensou enquanto analisava o rosto do homem.



- Sim, cortado! Vocês sabem se Carlisle tinha algum inimigo ou se estava recebendo algum tipo de ameaça? Notaram alguma coisa estranha? Algo que posso ajudar nas investigações. – Ele tentou não forçar a barra, sabendo que aquilo poderia ser um tiro no pé.



- Não! Não mesmo! – Ela negou veementemente e balançou a cabeça em sinal de negativo. Jacob permaneceu calado e o delegado estranhou a sua atitude.



- Sr Black, tem algo a dizer sobre o caso. Algo que possa ajudar nas investigações. – Ele encarava Jacob, como se procurasse um bom motivo para encostá-lo na parede.



- Não sei de nada.



- Bem, vocês dois serão chamados para um depoimento oficial na delegacia. Pensem sobre o caso e se sentirem mais a vontade podem levar um advogado para acompanhá-los. Eu agradeço a atenção.



O homem saiu do escritório e os deixou sozinhos. Ness olhou para Jacob com jeito pidão e depois resolveu sair. Mas ele foi atrás dela para tentar conversar sobre os acontecimentos.



- Espere! – Ele pediu segurando o seu braço.



- O que foi? – Ela perguntou fugindo do seu olhar. Seu corpo já começava a esquentar e a sua necessidade gritava dentro dela. Precisava fugir dali o mais rápido possível. Caso contrário estaria irremediavelmente perdida. Sua respiração ficou pesada e o coração parecia uma britadeira... Estava muito nervosa para tentar uma conversa racional.



- Queria conversar. – Ele tentou iniciar a conversa.



- Acho que já estamos conversando. Ou isso é algum tipo estranho de comunicação? – Perguntou de forma irônica, enquanto arqueava uma das sobrancelhas. Ele ficou irritado com o seu tom arrogante e tentou se controlar.



- É claro que estamos conversamos. Não usei nenhum sinal de fumaça ou código mor. Usei? Será que seu cérebro é tão pequeno que não sabe quando uma conversa é iniciada? AH, eu me esqueci que você nem sempre é inteligente. Na maioria das vezes é burrinha ou demora a entender as coisas.



- Olha só, eu não estou com tempo nem paciência para te aturar. Diga logo o que quer! – Ela ordenou cruzando os braços na altura dos seios. Não agüentava mais a grosseira de Jacob e precisava se refugiar novamente do seu ar debochado. Já estava magoada demais e não precisava de outro motivo para odiá-lo.



- Até parece que vai fazer alguma coisa de útil com seu tempo. – Ele riu de forma sarcástica.



- O que faço com meu tempo é problema meu. Entendeu? Você só continua nessa casa porque o testamento não foi lido. Graças a Deus não vai demorar muito e me virei livre de você. Não vejo a hora de respirar um ar mais leve. Não quero mais olhar para sua cara debochada e aturar as suas grosseiras. To cansada de você me ofendendo, me analisando e me olhando de forma superior. Você não é melhor do que eu e nem mais santo, Jacob. Se quer falar algo comigo, que seja útil e realmente do meu interesse. Do contrario recolha-se a sua própria insignificância e me deixe paz.



- Você é muito marrenta! – Ele cuspiu as palavras com raiva. Seu corpo inteiro tremia e tinha vontade de provar para ela quem mandava na situação. Ninguém tinha a capacidade de deixá-lo tão desnorteado quanto ela. Nem sabia mais o que queria dizer. Tinha perdido completamente o foco.



- E você, não é? RARARA Faça-me rir, cara! Eu sou o que sou e admito isso. Se a conversa já terminou, vou para o meu quarto. Não tenho interesse em nada do que possa dizer... Em pouco tempo terei paz. Seus dias nessa casa estão contados, meu caro.



- Você se esqueceu que também sou herdeiro do seu avô? Não sabemos o que nos espera. – Ele a encarava enquanto diminuía o espaço entre seus corpos. Ela ficou tensa e os pelos do seu corpo se eriçaram. Um frio estranho percorreu a sua espinha e um enxame de abelhas começou a fazer uma festa em seu estômago.



- Eu não me esqueci disso, mas de uma forma ou de outra depois que abrirem o testamento, cada um irá para o seu lado e não terei mais que te aturar. – Ness momento o mordomo entrou na sala trazendo o telefone. Ela suspirou aliviada e se afastou dele.



- Senhorita, o Sr Volturi na linha. – Disse entregando o aparelho.



- Obrigada, Gregory. – Pegou o telefone e começou a conversar animadamente com o namorado. Não deixaria Jacob ver como a deixou nervosa. Não daria o braço a torcer de forma alguma. – Oi, amor!



- Como você está? Eu tentei o seu celular e não atendeu. – Ele disse com a voz tranqüila.



- Mais ou menos. Os mesmos inconvenientes de sempre, sabe. Mas se Deus quiser na próxima semana estarei livre disso tudo. Não terei “hospedes” indesejáveis em casa. – Disse de forma debochada e Jacob ficou observando a conversa com a fúria explodindo em seu peito. Queria gritar com ela e dizer o que sentia... Simplesmente não conseguia. – O delegado esteve aqui e disse que os freios do carro de Esme foram cortados. Queria saber se tínhamos alguma informação útil.



- Hum, eu ouvi algo na escola. – Ele disse.



- Jura? Como assim ouviu algo? – Ela perguntou franzindo o cenho e olhou para o rosto furioso de Jacob.



- Estão comentando na escola que seu avô foi assassinado. Cortaram os freios do carro para matá-lo. Isso aqui está uma fofocada danada. É até bom que você fique em casa.



- Como assim? Jacob sabia disso? Eu não acredito que estou dando uma de marido corno. – Disse bufando.



- Sabia.



- Amor, eu preciso desligar. Depois falamos mais. To com sono e vou voltar ao meu quarto. Mais tarde eu te ligo. Tudo bem? – Disse tentando se livrar do namorado. Queria questionar Jacob sobre o assunto. Estava furiosa pela sua omissão.



- Tchau! Falamos depois.



Ness desligou o telefone e começou a questionar Jacob.



- Você sabia de tudo? POR QUE NÃO ME CONTOU, SEU INFELIZ? – Gritou com ele despejando toda a sua fúria.



- Porque você estava trancada no quarto e não queria falar comigo? Seria esse o motivo? Ou porque não somos amigos? Porque não lhe devo satisfações? Porque você não merece minha consideração? Deixa eu ver qual desses motivos me levaram a não falar... – Colocou o dedo na cabeça, fingindo pensar sobre o caso, depois a olhou de forma debochada. Ficou cheio de tesão ao ver a camiseta branca que usava, acentuando os bicos enrijecidos dos seus seios. A falta de sutiã deixava o traje ainda mais sexy e chamativo. A barriga lisinha, perfeitamente esculpida, a mostra deixava o corpo violão mais convidativo. E o short de cotom preto, muito curto e apertado, era um convite para tocar as suas pernas e acariciar as suas nádegas. Tentou manter o controle e disfarçar a explosão de sentimentos em seu corpo, o pênis rígido e tão necessitado quanto a sua boca. Mas não deixaria que a atração que sentia lhe tirasse do fogo... Ela era a pessoa mais irritante do muito e ele estava com raiva. Usaria o tom sarcástico para tirá-la do sério e magoá-la.



- Eu te odeio, Jacob Black! Te odeio com todas as minhas forças. Agora me diz o que estão comentando! – Ela ordenou colocando as mãos sobre a cintura. – ANDA! – Ordenou novamente.



- Pergunta para as suas amiguinhas. Você se lembra que eu queria conversar e você não quis. Ficou se fazendo de gostosa! Agora eu não quero e não vou falar nada. – Respondeu encarando o seu olhar, tentando não concentrar os olhos em seus seios.



- Tudo bem! Um a zero para você, Jacob. Mas depois da leitura do testamento, terei o prazer de te escorraçar como um cão sarnento. E vou rir muito quando você estiver morando de baixo de um viaduto. – Saiu batendo os pés. Ele quis ir atrás dela. Quis lhe dizer um monte de desaforos, mas estava descontrolado demais. Aquela garota tinha o dom de lhe tirar do sério. Se fosse naquele momento só complicaria ainda mais as coisas. Precisava se acalmar antes de chegar perto novamente... Não conseguiria se controlar muito tempo olhando aquele corpo convidativo... Não mesmo.



Jacob foi para o quarto a passos lentos. Não queria cruzar com a garota pelo corredor. Ainda pensava no que Sam havia lhe dito. Será que poderia passar por cima de seu orgulho¿ Conseguiria seguir o velho ditado “Lavou ta novo!”. Ele não agüentava mais passar por aquilo. Pensar nela todos os minutos, brigar como cão e gato quando a vontade que sentia era de tomá-la em seus braços e fazê-la sua... Estava ficando louco.



Ness chegou em seu quarto, jogou-se em sua cama, pegou o celular na cabeceira e ligou para Claire.



As duas ficaram meia hora no telefone, para que ficasse a par de tudo o que estava acontecendo na escola e o que estavam dizendo. Ficou chateada por alguns a considerarem uma suspeita. No entanto sabia que a situação era até razoável.



Depois de desligar o telefone, levantou-se da cama e foi até a mesa do computador. Ligou o monitor e começou a ver a gravação no quarto de Jacob. Aparentemente não havia nada demais. Ele estava vazio e tranqüilo.



Ficou pensando sobre a forma como ele a olhou. Notou que havia algo estranho em seus olhos. Parecia tentar esconder algo ou se sentir desconfortável. Aquilo era bem esquisito.



De repente, a visão do monitor mudou e na tela apareceu Jacob de toalha enrolada na cintura, com o torço molhado, os cabelos negros molhados e as gotas de águas escorrendo delicadamente pela deliciosa pele marrom avermelhada. O seu corpo era escultural e aquilo fez arfar de desejo.



Manteve os olhos fixos na tela e viu quando ele soltou a toalha da cintura, deixando a cair lentamente no chão. Os ombros musculosos de suas costas molhadas, com as pequenas gotas escorrendo pela sua espinha dorsal, fizeram os seus olhos acompanharem o caminho sinuoso até chegar as suas nádegas arrebitadas, durinhas, lisinhas... PERFEITAS. Como ela quis apalpar e apertar muito aquele bumbum perfeito.



OH God! Respira, Ness.. Respira...É só um homem gostoso... Gostoso¿ Não! Aquilo não era apenas gostoso. Era um caminho completo de perdição. Nem uma caixa de chocolates suíço dariam o prazer que Ness sentiu naquele momento. Ela ficou toda molhada e sentiu sua vagina se contrair. Como ela queria aquele homem!



Seus olhos continuaram vidrados na tela e os cotovelos se debruçaram sobre a mesa. Jacob deu um giro no quarto e ficou em uma posição favorável para ela ver o seu “parque de diversões”.. Nossa como era grande! Ela já havia visto o volume nas calças algumas vezes. Também de sunga de banho, mas nada se comparava aquela visão. Mesmo murcho a coisa enrugada era enorme.



AH se eu coloco a minha boca nessa... Aff vou ficar maluca!



Jacob sentou sobre a cama e pegou uma pequena peça de roupa sobre os lençóis.

O que é aquilo¿ Ela pensou e tentou identificar o que ele segurava. Não dava para dar zoom e ter uma visão melhor. Ficou frustrada quando não conseguiu descobrir o que era. Ele levou a peça até as narinas e cheirou. Ai ela viu que era uma calcinha.



Uma calcinha¿ Epa! Eu conheço... OH God! O que ele está fazendo com... Não pode ser! Aff! Inferno!



O pênis enrugado começou a tomar uma proporção assustadora. A coisa cresceu e virou uma verdadeira anaconda. Ness começou a rir de forma histérica enquanto ele cheirava a calcinha e a sua coisa se mantinha em posição de ataque, apontando para cima. Parecia uma narja com a cabeça apontada para a sua presa... Ela queria está lá... Diante da cobra... Lambendo a cobra... Goshh! Teria um enfarto se continuasse a espionar. Desligou o monitor e tentou se concentrar no que o delegado havia dito... É lógico que não conseguiu.



Ligou novamente o monitor e viu que ele estava se masturbando com as mãos. Gemia gostoso e as expressões de seu rosto eram incríveis...Estava ficando realmente louca. Correu para o banheiro, tirou as roupas e se enfiou embaixo da água chuveiro. Teve que regular a temperatura e deixá-la gelada.



Vou ficar louca! Vou ficar louca! Por todos os santos, preciso de ajuda! Não vou agüentar isso! Ele precisa ir embora! Preciso fugir desse homem... Ele só vai me magoar inda mais.



Nas duas semanas que seguiram, Ness fugiu, evitou e se escondeu. A escola passou a ser o último lugar na sua lista, o seu quarto era o seu refugio. Passava os dias trancada no quarto, comendo besteiras e assistindo filmes antigos... Todos cheios se romance e amor.

Curtir sua deprê era a única coisa que podia fazer. Só sabia do quarto para ir ao analista, uma vez por semana, e chegava sempre antes de Jacob para não encontrá-lo.



Os dois não compartilhavam as refeições ou qualquer dos ambientes da casa. E ela não via a hora do testamento ser lido para se ver livre daquela prisão.



Jacob também teve dias terríveis, dominado por aqueles sentimentos contraditórios, e amargurando com a ausência de Ness. Ele queria apenas alguns momentos para olhar em seus olhos azuis e se permitir apreciar o seu corpo. Não dormia, não comia e ou conversava com alguém direito.O seu gelo estava deixado o angustiado demais.



Finalmente, após duas semanas, Ness saiu de seu lugar seguro e voltou as aulas. Aquele seria o dia da sua liberdade, afinal das contas. O inventário já estava pronto e a tarde todos estariam em sua casa para a leitura do testamento.



Naquele dia ela ao se vestiu para matar. Pelo contrário. Apenas colocou uma sapatilha preta, calças jeans, camiseta azul e uma jaqueta jeans. Fez uma leve maquiagem, na tentativa inútil de esconder os traços de seu abatimento, pegou as chaves do carro, a mochila e foi para a escola.



Quando desceu de sua estonteante BMW todos pararam para olhar. Ela sempre era atração daquele lugar. Dessa vez, no entanto, havia um traço de curiosidade. Não deixou o seu orgulho de lado, ergueu o nariz, empinou a bunda, ergueu os ombros e desfilou pelo pátio do estacionamento como uma passarela.



Jacob a observou de longe. Sentiu uma leve pontada em seu coração e um frio estranho em sua barriga. Tentou disfarçar os sentimentos. Seu orgulho não o faria deixar as pessoas perceberem o que se passava. Desviou o olhar e fez a habitual cara de nojo e deu o sorriso debochado que a irritava.



Apesar de constrangida e estranha pelo olhar de Jacob, Ness seguiu em frente e não deixou aquilo a abater. Era superior e provaria isso para aqueles abutres. Uniu-se as suas amigas e as quatro desfilaram com passos de Gisele Biutchen pela escola. July, a novata, gostava tanto daquilo que acenava para os súditos enquanto passavam. Chegava a ser estranho.



No caminho encontraram as não menos insuportáveis irmãs Denalis e suas amigas. O grupo se encarou e depois Ness seguiu com ar de superioridade.



Alec foi até ela e os dois conversaram um pouco. Nada muito interessante. Ele estava constrangido de perguntar as coisas e a magoá-la ainda mais. Também chateado por ela o evitar todos aqueles dias.



Depois de breves palavras, ela o agarrou e lhe deu um daqueles beijos de desentupir pia ao ver Jacob no corredor com os amigos. Foi uma daquelas cenas quase pornográficas. E se Alec não fosse tão certinho, os dois começariam uma transa ali mesmo. Jacob bufou de raiva e viu o olhar significativo de Sam dizendo: “Não te avisei”.



Suas amigas também estavam em plena atividade. Mas ela não parou para observar quem eram os caras. Só viu de soslaio que estavam enroscadas com caras nos armários, enquanto tentava se recompor do beijo alucinado com Alec.



O dia de aula transcorreu tão chato quando ela se lembrava. Não prestou muita atenção na aula, ficou ouvindo as fofocas que suas amigas contavam. Os relatórios sobre aquelas duas semanas foram bem demorados e cheios de pimentas. As quatros riam durante a aula e mais ainda no intervalo.



Quando finalmente o último sinal tocou, correu para o estacionamento. Queria chegar rapidamente em casa para a leitura do testamento. Percebeu que Jacob e os primos já haviam partido. Provavelmente ansiosos sobre o que Carlisle havia lhes deixado.



Chegou em casa e viu no estacionamento da mansão vários carros. Respirou fundo e tentando se manter tranqüila, caminhou em direção a porta de entrada. Entrou e ouvi os sons das conversas na sala de estar.



- Bom dia, Senhores. – Ela os cumprimentou.



- Bom dia, Senhorita Cullen. Pronta para a leitura do testamento¿ - Sr Paladino, o advogado perguntou



- Sim! Mal posso esperar para me livrar de certos incômodos. Bem, pedirei ao mordomo para levar chá e café ao escritório para que comecemos logo com isso. – Fez um sinal para o mordomo, que estava impecável diante da porta de entrada. Pediu que preparasse tudo, entregou lhe a mochila para que guardasse, e depois seguiu para o escritório com os presentes.



Lá estavam os seus tios, seus primos, Jacob e alguns empregados que foram chamados para a leitura. Todos se sentaram para inicio dos trabalhos. O advogado foi para a mesa com o tabelião. Em seguida o mordomo entrou com uma bandeja com xícaras e dois bules. Depois foi servindo um a um enquanto todos se acomodavam.



- Bem senhores! – Disse o homem. – Daremos inicio a leitura do testamento de Carlisle Edgar Cullen. – Começou. – Abriu o envelope lacrado e mostrou ao advogado e os presentes a autenticidade do documento registrado em cartório. Depois começou uma tediosa leitura, onde Carlisle falava sobre os seus pais, como seu pai construiu o seu império, como amou os enteados e o teve como um presente. Falou sobre a luta e dificuldades para expandir o seu império e foi contando sobre os planos e sonhos que tinha para futuro.



Ness já estava bocejando de sono e mentalmente reclamando pelo avô perder tanto tempo falando de sua vida. Aquilo não interessava. Ela queria se ver livre de Jacob e começar uma nova vida sem interferências.



Depois de meia hora de leitura, foi deixado de herança para os empregados mais antigos uma quantia equivalente a cinqüenta mil dólares em gratidão aos anos de dedicação a família. Eles pareciam imensamente agradecidos pela generosidade do patrão e mantinham largos sorrisos em seus rostos.



Em seguida, Carlisle em um ato “bondoso”, deixou para os irmãos, que fez questão de manifestar o desgosto e a tristeza pelo relacionamento, pelo fato de não gostarem dele por ter sido o único herdeiro de seu pai, a quantia de setenta mil dólares para que pudessem fazer o dinheiro render as custas do próprio trabalho e quem sabe um dia ter um império como o seu para deixarem aos seus filhos. Eles, é claro, bufaram e reclamaram daquilo. Não se conformavam com a atitude do irmão mesmo se preparando para a morte, era sovina com eles.



- Sovina! Setenta mil¿ Para que isso serve¿ Como pode¿- Andrew reclamou.



- Mesmo agora ele nos prejudica. – Foi a vez de Michael.



- Vocês deviam se mirar no exemplo do meu avô e trabalhar. – Ness disse com raiva. – Ele sempre deu duro para fazer o dinheiro render. O que acharam¿ Que ficariam milionários¿ Façam-me rir. – Disse debochada e os tios a fuzilaram com olhar. Ela não se intimidou e permaneceu firme diante daquilo. – Continue a leitura! Tenho mais o que fazer e não posso perder meu dia inteiro. – Ordenou em tom arrogante e o homem continuou.



Para os sobrinhos netos, Carlisle deixou um apartamento em Nova York, para começarem a vida sem muitas dificuldades e uma quantia de duzentos mil dólares para o financiamento dos gastos com a faculdade. No entanto, os herdeiros só teriam a quantia quando estivessem cursando o primeiro período de curso. Se desistissem de estudar ou não fossem aprovados em uma universidade, não teriam direito nem ao apartamento e muito menos ao dinheiro. O dinheiro seria depositado mensalmente para cobrir os gastos nos anos de curso e o que sobrasse ao término, seria dado para que começassem o seu próprio negócio.



- Mesmo pensando em sua morte, titio se metia em nossa vida. O que ele teria haver com nosso futuro¿ Se eu não quiser ir para universidade¿ Agora fico preso a isso por causa desse maldito testamento¿ Não acredito nisso! – Emmett exclamou.



- E nem adianta começar a faculdade e não terminar... A quantia será depositada mensalmente. Tenho que da a mão a palmatória. Tio Carlisle era um gênio. Seus irmãos não correram atrás do futuro e não tiveram carreiras decentes. Esperavam viver com a herança do pai dele. Para nós ele tratou de tramar tudo direito. Agora é estudar ou estudar. – Jasper balançou a cabeça em sinal de negativo.



- Vejam o lado bom disso, meninos. – Bella disse com a voz doce. – Podemos ir para Yale ou Harvad sem nos preocupar com os gastos. Sair de uma universidade de nome nos garantirá um grande futuro. Eu estou de acordo com ele. Se o advogado nos entregasse o dinheiro de uma vez, gastaríamos tudo sem pensar. Mas mensalmente, controlaremos os gastos e quando terminarmos o curso ainda termos dinheiro para nosso próprio negócio... Genial.





- Belinha, cala a boca! – Emmett disse com raiva. – Ele era um sovina... Isso sim.



- Bando de aproveitadores, preguiçosos e ingratos... – Ness bufou. – Continue, por favor.



A leitura continuou e com exceção dos empregados, os demais não estavam nada satisfeitos com o caso.



Quando a leitura recomeçou, todos levaram um choque para a terrível revelação daquele testamento. Carlisle descrevia a preocupação com as infantilidades da neta e o medo que tinha de deixá-la só no mundo. Dizia que se Esme estivesse viva, seria a sua tutora e responsável por todos os bens. Deixava ordens claras para Esme ter pulsos firmes com a neta e não se deixasse levar pelo sentimentalismo. Para ela deixava a metade da sua fortuna e a outra metade, ações, imóveis, carros, casas, prédios, empresa e muitos empreendimentos seria dividido entre Jacob e Ness de forma igualitária.



O mais chocante de tudo, foi a parte em que ele deixava claro que se Esme não estivesse presente para controlar o gênio dos jovens, Jacob e Ness teriam que se casar para terem direito a herança. As instruções eram bem claras, eles não poderiam se desfazer de nenhum bem sem a autorização do outro cônjuge. Não poderiam viver em casas separadas e não poderiam se divorciar. Teriam que ir para a universidade juntos e dividir a mesma moradia no período em que estivessem estudando. Os gastos seriam controlados e até a maioridade, bem como o término do curso, só teriam direito dois mil dólares em sua conta corrente e mais dois mil no cartão de crédito. Os cheques, de ambos, seria cortado naquele momento e o seu advogado se tornaria tutor e responsável pelos bens.



Deixava ordens expressas para o advogado não pagar as farras dos dois. Quaisquer gastos extras ou brincadeiras que rendessem prejuízos, seriam pago com o valor da mesada, deixando assim os jovens completamente desprovidos de créditos.



Se por ventura eles não se casassem, o dinheiro seria dividido entre os sobrinhos e a outra parte para organizações não governamentais, nomeadas no testamento, para proteção dos animais, florestas, pesquisas contra doenças, abrigos, associações filantrópicas entre outros.

Mesmo depois de casados, se desobedecessem as ordens deixadas e separassem, perderiam direito aos bens.



Não havia saída! Todas as cláusulas do testamentos amarravam Jacob e Ness de forma irremediável. Eles teriam que se aturar pelo resto de suas vidas. Os primos começaram a rir e os tios gargalharam quando Ness começou uma crise.



Primeiro ela não respirou. Não se moveu e não teve reação. Tentava assimilar as cosias. Depois começou a gritar furiosa



- NÃO! NÃO! NÃO! – Ela começou a sapatear como criança mimada no salão. – EU ME NEGO! NÃO VOU DIVIDIR NADA COM ESSE SEM TETO! NÃO ME CASAREI COM ELE! NUNCA! – Pegou os objetos sobre mesa e começou a arremessar sobre Jacob e os outros que riam.



- Minha priminha se ferrou mais que a gente. – Edward não conseguiu esconder a satisfação mesmo com Bella beliscando o seu braço.



- Para, Ed



- Ela se “FU”! Rarararara – Rosalie quase se mijava de tanto rir.



- Não acredito que ele fez isso. O velho era esperto mesmo. Via o tesão dos dois e resolveu dar uma ajudinha. Agora vocês não precisam de desculpas para ficarem juntos... KKKKKK Eu não to agüentando. É a piada do ano. Kkkkkkk



- Bem feito! – Um dos tios falou.



- Ele não perde a mania de mandar na vida dos outros. – Outro resmungou.



- Senhores, por favor! – O advogado pediu.



- EU MATO VOCÊ! AI DIZ QUE POSSO FICAR VIÚVA¿ POR QUE EU VOU MATAR ESSE FDP! LARGA! EU QUERO ACABAR COM ELE! ME SOLTA! – Ness pulava, gritava, se debatia e xingava com fúria tentando partir para cima de Jacob. Quando conseguia pegar algo, atirava sem se preocupar para onde ia. Eventualmente alguém era atingido, mas todos estavam tão divertidos com a situação que só riam.



Jacob permaneceu calado, pensado enquanto a confusão se formava, vendo Ness vermelha como pimentão, descabelada e totalmente fora de si. Parecia que tinha algo ruim incorporado em se corpo. E os primos não ajudavam nada. Continuavam com piadinhas sem graça para atormentá-la.



- Nós ficarmos muito feliz com um divórcio, Ness. – Alice disse batendo palminhas. – Esse casamento não dura um mês e logo seremos milionários.



- Gente, um mês¿ Pera ai! – Disse Emmett. – Vamos fazer uma aposta¿ Dez dias!



- Dou cinco dias para eles se matarem. – Jasper ria no canto da sala.



Enquanto os primos e os tios, mordidos com a situação, tentavam irritar inda mais Ness, o advogado entregou um envelope lacrado para Jacob. Alguns perceberam e percorreram com olhares curiosos para eles. Mas Ness continuava com sua fúria, tentando chegar até o cara, enquanto Bella, o mordomo e o jardineiro tentavam impedir que fosse para cima dele.



- EU QUERO MATAR ESSE INFELIZ! ME SOLTA! VOCÊ ME PAGA, JACOB BLACK! SUA VIDA SERÁ UM INFERNO! VAI SE ARREPENDER DE TER CRUZADO OS MEUS CAMINHOS! EU TE ODEIO! TE ODEIO! TE ODEIO COM TODAS AS MINHAS FORÇAS. POR QUE VOVÓ¿ POR QUE ME ODIAVA TANTO ASSIM¿



Jacob ignorou o ataque dela, abriu o envelope, tirou o papel e começou a ler.



Jacob,






Espero que esteja tomando a atitude certa.


Sei que vocês dois vivem como cão e gato, mas atrás de tanta rivalidade há um grande amor.


Quem os conhece, percebe claramente que se gostam e que estão destinados um ao outro.


Vão querer se matar logo no início. Será bem difícil, acredite!


Conhecendo minha neta, julgo que agora ela está berrando e sapateando como criança pela sala. No entanto, por mais medo dessa decisão, minha sabedoria me diz que faço a coisa certa.


Estou prendendo os dois para sempre, porque sei que vocês não têm vontade de se separar.


Passarão por crises, brigas intermináveis e muitas dificuldades. No final das contas acabarão nos braços um do outro, entre tapas e muitos beijos, e felizes... No dia seguinte voltarão a brigar, brigar e brigar...


Espero que um dia essa fase rebelde passe, que os tapas acabem e sobrem apenas os beijos... Tenho fé nisso, pode ter certeza.


Não me decepcione, meu rapaz! Cuide bem da minha neta e a proteja de seu próprio gênio.Só você será capaz desse feito.


Também espero que cresça e se torne um homem de verdade.






Boa sorte e seja feliz!



- Quando casamos¿ - Jacob perguntou com a voz tranqüila e um sorriso enorme no rosto. Arqueou a sobrancelha e a encarou com o mesmo sorriso debochado.



- NÃO CASAREMOS! NÃO! SEU IDIOTA! SEM TETO! MORTO DE FOME! INFELIZ! VÁ EMBORA DA “MINHA CASA” E MINHA VIDA! EU NÃO ACEITO ESSE TESTAMENTO. VOU ENTRAR NA JUSTIÇA CONTRA ELE. NENHUM JUIZ EM SÃ CONSCIÊNCIA ACREDITARÁ QUE MEU AVÔ ESTAVA BEM! NÃO ME CASO! NÃO! NÃO! E NÃO! – Ela se soltou dos braços do homem e saiu do escritório como uma flecha. Bateu a porta e correu para o quarto se sentindo débil.



O que faço¿ O que faço¿ Não vou ficar pobre! Não vou! Não posso me casar com ele! Não!Eu me nego a isso! Não! Vovô, por que fez isso¿ Eu quero morrer!



- Tem mais alguma coisa¿ - Jacob perguntou



- Somente. – O homem respondeu.



- Sr Paladino, pode dar entrada na papelada do casamento para nós¿ - Jacob perguntou com ar vitorioso.



- Me desculpa, Sr Black, pelo que vou dizer. Mas acho que ela não vai casar. Deixou claro que não aceita a vontade do avô e o que resta é repartir os bens como Carlisle queria.



- Sr Paladino, eu não pedi a sua opinião sobre o caso. Ela vai casar! – Jacob disse com tom autoritário e todos olharam de forma incrédula. – Nem que eu tenha que arrastar pelos cabelos para o cartório, ela se casa comigo. O Sr não me conhece mesmo, não é¿ De uma forma ou de outra ela casa. Não duvide disso! Mais tarde levarei os nossos documentos para dar entrada na papelada. Pode preparar os nossos cartões... Só é uma pena que não seja ilimitado, mas tudo bem. Quanto a vocês. – Ele disse apontando para os Cullens. – Se já beberam o chá e o café, já pode se retirar da “minha casa”. Tenho coisas a fazer e não estou disposto para fazer sala para as visitas. Minha “noiva” esta com uma séria crise e preciso ter uma conversa “ definitiva e nada amigável” com ela. Não quero estranhos ouvindo os gritos. Ela é dada a ataques e isso é constrangedor. Espero domar esse gênio após o casamento. Ai, talvez, nós os convidemos para um chá.



- Eu quero só ver isso. – Emmett disse em tom desafiador.



- Eu estou pagando por isso. – Jasper completou.



- Vou adorar ver você com chifres até na sola do pé. – Foi a vez de Edward.



- Pelo que vimos, Jacob, o casamento não sai. – Disse um dos tios.



- Essa você já perdeu. – O outro falou.



- Ah ela casa. – Disse Rosalie e todos a olharam. – Ela é doida para dar a ele. Doida! Agora vamos ver quanto tempo vocês se agüentam. Vão se matar em menos de um mês. Quero ver isso de camarote. E ainda ficarei rica. O que pode ser mais perfeito que isso¿ É a GLÓRIA.



- Gente, nós devíamos torcer pela nossa prima e não contra. – Bella disse.



- Torcer por ela¿ Bella em que planeta você este¿ - Perguntou Alice de cara feia.



- Ela nos odeia, nos trata mal e se acha melhor – Rosalie disse para ela.



- Ela pode! - Jacob disse arqueando a sobrancelha. – Eu posso falar o que for da “minha noiva”. Vocês não! Ela é melhor, mais bonita, mais inteligente e posso garantir que mais gostosa.



- Por que¿ Já me comeu¿ - Rosalie perguntou com raiva.



- Não preciso te comer para saber que é sem sal. Se não fosse assim, seu namorado não andaria “TR...Pando” com a prima. – Emmett partiu para cima dele.



- Vamos para com isso! Que baixaria. – O advogado disse.



- Black, você vai se ferrar e terminar tão pobre quanto ela. – Emmett apontou o dedo para Jacob.



- É mesmo¿ Como a Ness disse, a única forma de ficar sem ela, é como viúvo. Então, meus caros, não façam apostas inúteis. Ela vai casar e vai ficar casada. Não é burra e nem vai deixar a herança para vocês. Agora se me dão licença, o nosso mordomo os acompanhará até a saída. Eu tenho que conversar com ela e já estou cheio de vocês. FORA DA MINHA CASA! – Jacob saiu ostentando poder e deixou todos passados com empáfia. Nem havia casado e se tornado de fato o “dono” da casa e já agia como. O que o dava tanta certeza que ela se casaria¿



A guerra que já estava declarada entre os dois, esquentaria ainda mais com essa obrigatoriedade de casamento. Ele estava certo¿ Ela faria de tudo para manter a fortuna e dinheiro¿ Usaria todo o seu charme se preciso e a levaria pelos cabelos se fosse recusado. Mas de uma forma ou de outra ela seria “sua esposa”.



Caminhou para as escadas rindo, enquanto pensava sobre toda aquela loucura. Ainda podia ouvir o barulho de gritos e objetos quebrando no andar superior. Provavelmente ela estava destruindo o seu quarto de raiva... Aquilo só excitava ainda mais.



Minha mulher!!! Você será sempre minha mulher... só minha... para sempre minha... de uma forma ou de outra, aceitará essa condição.



N/Heri:. Caraca! ...Jacob meu filho, lavou ta nova...faz isso! Glaucia você ainda me mata, Ness dando uma de marido corno...kkkkkk. Nunca vi um testamento desse, parecia castigo a todos, e ai quem aposta com Emmet? Quantos dias pra eles se pegaram? Quero ver o circo pegar fogo, quer dizer a Glaucia por fogo no circo, ou então o fogo pegando Jacob e Ness. AFF! Comentem peloamordeDeus!!! Só assim ela se inspira e escreve............ bjs girls........

Leka Here: MEU PAI AMADO QUE CAP FOI ESSE???? ALGM PODE ME DIZER??

A GLAU CAPRICHOUUU. SE A NESS NÃO QUISER ELE NÃO TEM PROBLEMA EU QUERO E CASOOO HIHIHIHII.

E A ROSALIE SEM COMENTÁRIOSS COMO SEMPREEE.

EU AINDA ESTOU EM ESTADO DE CHOQUE PRA FALAR ALGO ENTÃO DEIXO A CARGO DE VOC^s



COMENTEM RECOMENDEM E FAÇAM UMA AUTORA FELIZZZ





quinta-feira, 31 de março de 2011

CAPÍTULO 10




... - Você também me faz feliz, Bella.



Uma felicidade dolorida, mas ainda assim, agradável de sentir, pensei.



- Se eu pudesse eu te beijava agora – Bella falou, me nocauteando completamente. - Acho que eu estou te amando...



- Eu acho que sempre te amei, Bella.











Ficamos nos olhando por um longo tempo. Teoricamente esta era a hora em que eu a envolveria em meus braços e lhe daria um longo beijo apaixonado...



Mas não seria assim. Bella não estava preparada para o contato físico e eu entendia isso, ainda mais depois do relato sofrido que tinha acabado de fazer. Aquele demônio tinha lhe tocado da forma mais suja e desumana possível e essa era a única referência que ela tinha da relação carnal entre um homem e uma mulher.



- Sinta-se beijada, Bella – falei, sorrindo para ela.



Ela riu sem graça.



- Esse beijo nos torna namorados? – Perguntei, me segurando para não levantar as mãos e afagar seus cabelos.



- Você teria mesmo coragem de namorar uma pessoa como eu, Edward, que não consegue ao menos tocá-lo? – Ela parecia desiludida com as próprias limitações.



- Bella, o meu amor por você é tão grande que confio na força que ele tem para transpor essas barreiras. Vamos deixar que o tempo te mostre que não há motivos para ter medo.



As palavras do suposto anjo me vieram à mente. Se o que ele disse era verdade, o que eu não acreditava muito, a história estava se repetindo. Mesmo não sendo mais anjo, eu não podia ser um homem para ela... Seria esta uma das penas que eu recebi por abdicar-me do meu emprego celeste? Seria engraçado se não fosse cruel.



- Você não existe, Edward Cullen... – Bella disse carinhosamente.



Eu existia sim, e estava completamente apaixonado por ela.



- E agora, o que a gente faz? – Perguntou, com o rosto corado. Ela nunca tinha tido um namorado apesar de já ter experimentado a crueldade do sexo violento.



- Vamos passear. É uma das coisas que os namorados fazem – falei rindo. - Hoje é minha folga, então temos o resto do dia. E você, tem algum compromisso?



- Não – Respondeu sem dar maiores detalhes.



- Quer que eu chame um taxi ou podemos ir no meu carro?



- Claro que podemos ir no seu carro mesmo. Eu confio em você, Edward.



Dei-lhe meu melhor sorriso. Era bom ouvir aquilo.



Eu não fazia a mínima idéia de onde levá-la. Para mim, estar com ela já me bastava.



Acabei levando-a ao Garfield Park, um lugar lindo e relaxante. Nós dois estávamos precisando de sossego.



Tinha sido um dia difícil, mas tudo começou a valer à pena quando ouvi Bella dizendo que estava me amando. Depois disso, nada mais poderia me fazer infeliz, a não ser... Não, eu não queria nem pensar nisso... Bella não teria mais razões para se matar, eu daria o melhor de mim para dar-lhe motivos para viver.



Já tinha ido algumas vezes ao parque para fazer salvamentos, mas estar ali com Bella deixava o lugar mais lindo ainda. Sua companhia era extremamente agradável.



- Quantos anos você tem? – Ela perguntou.



Até então não tínhamos conversado sobre nada pessoal.



- Vinte e cinco. E você? – Pelas contas que tinha feito, ela teria dezoito, mas não podia deixar transparecer que já sabia disso.



- Dezoito. Não deveria me achar muito pirralha para você? – Perguntou rindo.



Comecei a gargalhar com o seu comentário.



- Deveria, mas não acho. Você é perfeita para mim, Bella. Eu sempre soube que um dia eu encontraria a mulher da minha vida, só não imaginei que ela seria uma pirralhinha tão linda.



Ela apenas sorriu, fazendo cara de que me achava meio maluco. Não era a primeira vez que me olhava assim.



Continuamos passeando e admirando a beleza da paisagem. Às vezes comentávamos sobre algo interessante que víamos. Bella parecia uma criança, se encantando com tudo que via. Era como se parte dela tivesse se congelado nos treze anos e outra parte, oprimida pelo sofrimento, carregasse o peso e a descrença da velhice.



Num dos lugares que fomos, perto de uma pequena cachoeira, havia algumas pedras bem escorregadias devido ao lodo. Instintivamente ofereci minha mão para ajudá-la, com medo que caísse. Nossos olhos se encontraram e antes que eu a recolhesse, Bella surpreendentemente me estendeu sua mão.



Nossos dedos se entrelaçaram lentamente. Uma onda de choque percorreu todo meu corpo ao sentir sua pele macia tocar a minha.



Sua respiração ofegante mostrava o quanto estava sendo difícil para ela, mas o sorriso que se abriu em seu rosto quase fez meu coração parar.



- Vem que eu te seguro – falei, apertando sua mão entre a minha.



Atravessei as pedras como se caminhasse nas nuvens.



Não nos separamos mais. Mesmo com as palmas molhadas pelo nervosismo de ambos, aquele toque tinha um simbolismo especial, ele era o sinal da primeira vitória do nosso amor sobre os traumas de Bella. Estávamos provando que podíamos superar qualquer coisa juntos.



Deitados na grama, ainda de mãos dadas, assistimos o início do crepúsculo. Uma sensação de paz inundou minha alma. Era como se finalmente eu me sentisse completo. Bella era a parte de mim que faltava.



- Edward, eu senti aquela sensação de novo. Apertar sua mão me fez perder o medo de tudo. Foi igual quando meu anjo apertou a minha, no dia que eu fui...hã... estuprada. – Bella falou baixinho.



Suas palavras me tocaram o coração. Ainda não era hora de contar-lhe que era eu quem estava com ela naquele dia. Não sabia como reagiria. Achei melhor deixá-la acreditando que fora um anjo. Eu também já começava a acreditar neles...



- Eu sempre a protegerei, Bella...



Fomos uns dos últimos a deixar o parque. Foi difícil nos soltarmos quando chegamos ao carro.



Levei-a em casa. Era relativamente perto do meu hotel.



- Mora aqui mesmo, Bella? – Perguntei.



- Esta é minha casa sim, Edward. Não vou mais fugir de você. Deixe-me falar com meus pais primeiro, depois te apresento a eles.



- Claro, sem problemas. Quer que eu peça permissão para o seu pai para namorá-la? – Perguntei, rindo da brincadeira.



- Ele vai gostar disso, pode apostar.



- Então combinado, eu peço.



- Tchau, Edward. – Bella falou, parecendo não saber o que fazer.



- Tchau, Bella. Eu te amo. – Era tão doloroso despedir-me dela.



- Eu também te amo, Edward.



Percebi uma lágrima correndo em seu rosto.



- O que foi, meu amor? – Vê-la triste me fazia perder o chão.



- Você não merece que eu te trate assim – falou, balançando a cabeça negativamente.



- Assim como, Bella?



- Como se você fosse um monstro, como ele... Mas é que eu tenho tanto medo de reviver aquelas sensações terríveis que vivi naquele dia. Eu senti tanta dor! – Ela agora chorava copiosamente.



- Bella, pelo amor de Deus, não chore, amor. Eu não estou chateado com essa situação. Eu entendo suas fobias. Vamos dar tempo ao tempo. No momento certo você vai se sentir à vontade para nos beijarmos, nos tocarmos, enfim, para fazermos o que qualquer casal de namorados fazem.



- E... e se vo... você se cansar de esperar? – Ela perguntou desesperada, mal conseguindo falar.



- Eu te esperei por toda uma vida, Bella. Agora que te encontrei, não há nada que me faça desistir de você. Minha existência não tem mais sentido se você não estiver ao meu lado.



Segurei sua mão firmemente. Era a única coisa que podia fazer.



Percebi que Bella foi se acalmando.



- Promete que nunca vai me deixar, Bella? – Agora o inseguro era eu.



Eu tinha muito mais medo de perdê-la do que ela imaginava.



- Prometo, Edward. A menos que...



Bella parou de falar e abaixou o olhar.



- A menos que...? – Perguntei, sentindo o ar me faltar.



- Esta é uma conversa que ainda não estou pronta para termos, Edward.



- Está bem, quando se sentir à vontade, a gente fala sobre isso. Mas quero que saiba que estou aqui para te ajudar. Conte sempre comigo, Bella.



Fechei os olhos para tentar esconder o pavor que me dominou. Por baixo de toda aquela alegria que Bella vinha demonstrando ainda ardia um desejo de acabar com a dor que a acompanhava. A morte sempre seria seu “Plano B”...



Ela ficou um tempo sem dizer nada, olhando para baixo. De repente respirou fundo e se virou para mim. Tinha um brilho diferente em seus olhos, uma expressão determinada.



- Eu quero tentar uma coisa, Edward. – disse baixinho, aproximando seu rosto do meu.



Senti um frio percorrer minha espinha. Nem me passava pela cabeça que ela teria coragem de fazer o que eu estava achando que faria.



- Fique bem parado – sussurrou, aproximando seus lábios dos meus.



Eu simplesmente parei de respirar. Estava acontecendo algo inacreditável.



Comecei a me mover em sua direção.



- Não se mova – Bella pediu, já me fazendo sentir a umidade de seu hálito em minha pele.



Então seus lábios tocaram levemente os meus.



Eu nunca tinha sentido uma emoção tão forte quanto aquela. Devia aproximar-se à sensação de voar.



Bella se afastou um pouquinho e, me olhando nos olhos, voltou a pousar sua boca sobre a minha, pressionando-a calmamente com a sua. Seus lábios estavam molhados e eram extremamente macios.



Foi um beijo ingênuo, mas cheio de doçura. Apenas o encontro de nossos lábios, num infinito espaço de segundos.



Fiquei imóvel. Não porque ela tinha me pedido, mas pela simples incapacidade de comandar meus músculos.



Ela se afastou. Estava tremendo. Apesar de já ser noite, dava para perceber o rubor em sua face.



- “Lembranças boas para substituir as lembranças ruins.” Você tinha razão, Edward.



- Eu nem sei o que dizer, Bella, estou completamente surpreendido. Só sei que me sinto o homem mais feliz do mundo.



Ela sorriu e outra lágrima caiu de seus olhos. Suspeitava que essa fosse de felicidade.



- Boa noite, Edward.



- Boa noite, Bella. Vou sonhar com esse beijo.



Ela entrou em casa e eu fiquei no carro, procurando forças para sair dali.



Os lábios que tinham acabado de tocar os meus não estavam mais frios e sem vida como da primeira vez que os senti. Eles agora traziam consigo o poder de me enlouquecer.

terça-feira, 29 de março de 2011

Perda

As coisas para Jacob não ficaram nada boas depois daquele dia. Esme o colocou realmente de castigo, como se fosse uma criança travessa, tirando celular, carro moto, notebook, cartões de crédito e dinheiro. Além disso, a humilhação de ter que ir para a escola de carona, teve que começar os trabalhos na escola, conforme foi combinado com o diretor. Após as aulas Jacob ajudava a limpar o local, sendo encarregado do refeitório e dos banheiros. E aos sábados era monitor das crianças da escola primária que possuíam dificuldade de aprendizado.

Esse castigo só serviu para aumentar sua rixa com Ness Cullen e os dois passaram a brigar pelas míninas coisas, como pedaços de comida. Tornando o momento da refeição familiar uma verdadeira tormenta para todos. Queria gritar, dizendo que não ficaria mais de castigo, mas sabia que um sinal claro de rebeldia poderia significar um grande problema para o seu futuro. Certamente Carlisle mudaria o seu testamento e o tiraria da condição de herdeiro. E o pior, poderia mandá-lo embora da mansão, deixando o a mercê da sua própria sorte.

Infernos! Ele tinha que obedecer... pelo menos tentar.

Jacob teria dois meses para cumprir o que havia aceitado como castigo e enquanto isso pensaria em uma boa forma de dar o troco para a criatura irritante que tanto odiava.

Ela pagaria... Ele mal podia esperar para colocar suas mãos sobre aquele corpo.

Ness retomou a sua rotina de patricinha e estava muito ocupada com as intrigas familiares.

Depois que as Denalis voltaram a escola, declararam guerra para o grupo de maiorais após serem expulsas do time de animadoras de torcidas. As alunas novatas da escola, com exceção de July,uniram-se a elas e começaram uma campanha para a escolha do grupo de animadora. 

Para terminar qualquer tentativa de rivalidade, Ness acabou com a sabotagem e reuniu o conselho estudantil, liderado por um dos seus ex ficantes, e lá foi decidido que não haveria a possibilidade dos dois grupos. As suas rivais ficaram com muita raiva e prometeram não desistir de destronar a rainha da escola. E nessa investida suas primas, Rosalie e Alice, uniram-se as rivais lideradas por Tânia Denali, na formação desse novo grupo perigosas gatas.

Os confrontos eram inevitáveis, fofocas se espalhavam em velocidade assombrosa, armações para humilhar e desmoralizar a reputação de suas rivais eram comuns naqueles dias... O colégio estava em guerra declarada.Ness não podia se reunir em casa e correr o risco de Jacob descobrir qualquer uma de suas armações contra as outras meninas. Assim ela passava grande parte do tempo na casa de Carly, Claire, Nathaly e July planejando novas investidas.

O tempo passou muito rápido naquele ritmo e logo começaram a fazer as primeiras provas no novo semestre. O verão foi embora e os poucos dias com sol naquela cidade se foram, dando lugar ao sempre chuvoso e úmido clima da região, tornando o período propício para mais compras... Elas precisavam de um novo guarda roupa

A vida sentimental de Ness começava a melhorar, apesar da convivência com seu arqui rival Jacob Black, dando a ela a possibilidade de um novo relacionamento, talvez o mais duradouro até aquele momento.

Ela e Alec Volturi começaram a sair juntos logo após a sua briga com Jacob, onde o rapaz tomou as suas dores e socou o nariz do cara irritante que ofendia a mocinha desprotegida. Assim Ness resolveu dar uma chance ao seu coração e se permitiu passar um pouco de tempo com ele. Os dois engrenaram o relacionamento e quando viram estavam realmente namorando. Mas uma coisa fundamental a incomodava... Sexo...Ou a falta dele.

Eles não faziam sexo. Não mesmo. Alec era certinho demais e achava aquilo um passo muito profundo na relação e dizia que ela não era apenas um pedaço de carne para comer. Aquilo a incomodava bastante e a deixava subindo pelas paredes.  Ele era o seu primeiro namorado de verdade e ela precisava de mais intimidade, em detrimento ao seu conceito de rapaz  respeitável.

Suas amigas lhe diziam que ele era gay e ela ficava brava com aquilo. Como um cara que beijava de forma tão intensa poderia ser gay¿ Havia uma conexão entre os dois e ela sabia disso. Mas por que ele não queria transar com ela¿

- Ele é gay. – Carly disse com tom zombeteiro.

- Nenhum cara em sua sanidade normal ou homem de verdade se negaria a fazer sexo com você. – Foi a vez de Claire.

- Por mais respeitador que ele seja, isso me parece muito esquisito. – July opinou.

- Você precisa ser mais sedutora e se ele negar a transa, é realmente gay, amiga. – Foi a vez de Nathaly.

- Eu não sei o que vou fazer. – Ness disse fazendo bico.

- Compra um vibrador. – July disse gozando dela.

- Eu nunca precisei de um vibrador. Sempre tive muitos caras a minha disposição e agora estou nessa secura. Eu preciso de um homem urgentemente ou vou enlouquecer.  Eu preciso sentir o peso de um homem sobre o meu corpo. Preciso de sua virilidade vibrando dentro de mim e me fazendo gozar. Quero duro, forte e profundo. Sinto falta dos apertos, dos chupões e carícias. – Disse trincando os dentes. – Será que ele não se da conta de que estou na falta¿ Ele não compreende os meus sentimentos¿

- Ele é gay. – Claire afirmou.

- E o Jacob¿ - Nathaly perguntou franzindo o cenho.

- O que tem o Jacob¿ - Ness fingiu não entender a pergunta.

- Não rola nada com vocês¿ - July perguntou. – Quer dizer, todo mundo sabe que você é caidinha por ele. E morando junto pode servir para uma aproximação. Ele é bem quente e não deixa passar uma. Você é a garota mais bonita de Forks e não é possível que ele não tenha nenhum tesão por você. Então se rolasse alguma coisa não seria de se espantar... Você não quer um homem que faça duro, forte e profundo¿ Esse homem é Jacob Black.

- Vocês são loucas! – Disse com raiva. – Eu odeio Jacob e ele me odeia com toda certeza. Nós não podemos ficar em um mesmo ambiente sem brigar. Até por comida nós discutimos ultimamente e minha vódrasta agora tem que fazer sempre carnes extras. Acham que seria possível haver uma transa com ele¿ Jacob seria a última pessoa para quem eu daria. – Ela sentia o sangue fervendo em sua cabeça. Era algo que não podia controlar ou esconder das amigas. Todas conheciam bem tudo o que passou por ele. Como era possível pensarem daquela maneira¿

- Ness, nós sabemos que se ele for para você, não haverá chance de você escapulir. Você vai ceder sem mesmo perceber. – Carly afirmou. – E vai gostar.

- Mas ele não me quer! Será que é difícil entender isso¿ Ele nunca me desejou como mulher. A única coisa que ele quer de mim, é ver a irritação em meus olhos... Só isso.- Ela queria dar um basta naquela discussão que a incomodava tanto. Estava nervosa, na total secura e frustrada pela rejeição de Jacob e negativas de Alec.

- Que barulho foi esse¿  - Claire perguntou.

- Meu pai deve estar em casa. – July respondeu.

- Dr Smith está em casa¿ Eu fico sem graça com ele aqui. – Nathaly afirmou.

- Ele não ouve o que falamos. Tem muitas preocupações para pensar em problemas de adolescentes. – July respondeu.

Josh Smith era o novo cardiologista da cidade e um homem muito atarefado. Suas consultas eram com hora marcada e sua agenda bem apertada. Mas tirava sempre algumas horas no final da tarde para ficar em casa com a filha. Normalmente July não estava ou trazia as suas amigas, fazendo com que não tivessem muita oportunidade para conversarem.

- Vamos embora! – Ness disse. – Eu tenho que chegar cedo para o jantar. Meu avô não tolera atraso ou ausência a mesa.

- Eu tenho que fazer o trabalho de história. – Disse Claire.

- Não se esqueça de levar o meu trabalho antes do dia da entrega. Tenho que ler tudo para o professor não me pegar de surpresa como da outra vez. – Ness disse a ela.

- Seu trabalho estará pronto até quinta feira. OK¿ No estress. – Respondeu fazendo muxoxo.

A rotina na vida de Ness seguiu como sempre e naquela noite teve mais um jantar tenso em família. Ela já não agüentava mais a convivência com Jacob, suas ironias e olhares atrevidos, que ficavam ainda mais evidentes como seu sorriso malicioso e debochado. Recolheu-se cedo e não quis conversar com o avô sobre o seu dia. Chegou a ser ríspida com ele na despedida, apesar daquilo a deixar mal. Sabia no entanto que a convivência com seu avô nunca mais seria a mesma depois que anunciou a mudança no testamento... Ela não conseguia perdoá-lo.

Na manhã seguinte Ness foi para a escola na sua BMW como sempre, encontrou seu namorado no estacionamento e os dois desfilaram abraçados sob olhares curiosos. Foram para a quadra poliesportiva da escola e namoraram um pouco na arquibancada. Depois seguiram para a aula de química e tomaram os seus lugares na aula.

Algumas horas mais tarde, já perto do intervalo, o seu celular tocou trazendo lhe uma terrível notícia.

- Alô! – Ela disse

- Falo com Renesmee Cullen¿ - A voz rouca do homem do outro lado da linha.

- Sim! Com quem falo¿ - Ela perguntou.

- Eu sou o Dr Abram Pusht do Hospital geral de Seattle. Gostaria de falar sobre o seu avô. – O coração dela apertou naquele momento e começou a tremer. Olhou para as amigas com os olhos arregalados e as meninas pararam para observar a conversa.

- Meu avô¿ O que aconteceu com meu avô¿ - As lágrimas se formaram em seus olhos e um nó se formou sem sua garganta. Sem perceber já estava chorando.

- Seu avô sofreu um acidente de carro. Foi trazido com sua esposa para o hospital. Eu não gostaria de informar o quadro hospitalar por telefone. Por isso solicito que venha o mais rápido possível.

- Esme¿ Ela estava com ele¿ O que aconteceu com eles, Dr¿ Não vou agüentar até chegar ai. Por favor, diga me o que se passa. – Ela há estava histérica com aquela conversa. Quase gritava com o homem do outro lado da linha.

- Não é conveniente.

- CONVENIENTE OU NÃO, QUERO SABER O QUE ACONTECEU! VOCÊ NÃO PODE DESPEJAR ESSA BOMBA E SIMPLESMENTE NÃO DIZER O QUE OCORREU COM ELES. – Todos na sala se viraram e estava prestando a atenção no desespero de Ness. Jacob se levantou, foi até ela e tomou o telefone de sua mão. Por sorte Alec não estava na mesma aula, pois certamente brigariam.

- Aqui é Jacob Black. Quero saber o que aconteceu com minha tia.  – Disse com o tom irritante e superior de sempre.

- Ela não sobreviveu e o marido está correndo risco de vida. Preciso que a família venha e preencha a papelada. – Disse o homem.

- Estamos indo. – Jacob disse sentindo as lágrimas se formando em seu rosto. Tremia muito e não conseguiu se conter ao olhar para Ness. De alguma forma ele quis abraçá-la e lhe dar o conforto que também precisava naquele momento. Ela se levantou e o encarou com olhos pedintes. Todos em volta estranharam a forma com que trocaram o olha choroso. Ele a abraçou forte e sussurrou em seu ouvido.

- Ela morreu.

- NÃO! NÃO!!! NÃO PODE SER!!  - Ele a apertou forte e apoiou a cabeça em seu ombro. Os dois choravam muito e todos os alunos pareciam emocionados com a cena. Suas amigas, até mesmo outras meninas menos chegadas, choravam também. Nos braços um do outro, apesar da dor, sentiram-se menos desamparados. Havia uma estranha conexão naquele momento... Simplesmente não havia mais lugar para guerra.

- Temos que ir.

- Não... Nãoo... O que aconteceu com meu avô¿ O que aconteceu com Esme¿ Eu preciso saber... – Ela sussurrava baixo em meio ao seu desespero e ele a apertava forte contra o seu corpo. O calor dela o consolava. Doía demais perder outra pessoa a quem amava. E ela ajudava a amenizar um pouco da dor.

- Precisamos ser fortes. Vamos ao hospital.

- Eu não posso dirigir... não consigo.

- Eu dirijo. Pegue as suas coisas e vamos partir. – Ele ordenou tentando manter o controle da voz e a cabeça fria. Acenou para os amigos com a cabeça e viu a compaixão em seus olhos.

Ness juntou o seu material e o colocou na mochila. Jacob segurou a sua mão e os dois seguiram para a saída. Seus amigos foram atrás para dar lhes conforto e a sala ficou praticamente vazia.

O sinal tocou e vários alunos saíram de suas salas e viram a cena sem entender nada. Não era comum Jacob e Ness chorando, e principalmente andando de mãos dadas pelos corredores. Assim a notícia do acidente a morte de Esme logo se espalhou pela escola.

Ness não teve tempo para procurar Alec e explicar o que acontecia. Tinha urgência em chegar ao hospital e sabia que ele logo escutaria sobre o acidente. Na verdade ela nem queria estar com ele. Encontrou o seu consolo em um Jacob que não conhecia e que nunca supôs existir.

Os dois chegaram a sua BMW e ele abriu a porta para ela entrar. Os dois entraram e ele deu partida. Seguiram para Seattle chorando, sem dizer palavra alguma. Naquele momento não cabia discussões, brigas ou hostilidades entre os dois. Partilhavam a mesma dor e aquilo os ligava de certa forma. A viagem pareceu durar uma eternidade, apesar de Jacob correr muito com o carro, e o silêncio era insuportável, mas nenhum dos dois tinha o que dizer naquele momento.

Chegaram ao hospital e na recepção pediram informações sobre Carlisle e Esme. A atendente chamou o médico responsável, que veio até os dois e informou que Esme teve morte instantânea e não havia nada o que pudesse ser feito para salvá-la. Carlisle por sua vez sofrera traumatismo craniano e estava lutando pela sua vida, mas as perspectivas de sobrevivência eram poucas dadas a gravidade do ferimento. Os exames indicaram uma séria lesão e era preciso uma cirurgia de emergência, mas não havia um cirurgião apto naquele hospital e estavam esperando a chegada de um especialista de Boston.

Jacob foi para a recepção arrasado, preencheu os formulários que autorizavam a cirurgia e os papeis para remoção do corpo de Esme para Forks. Ele não tinha condições alguma de pensar em documentação, mas seria preciso providenciar o velório da tia.

Caminhou até Ness, sentou-e ao seu lado e chorou copiosamente. Ela o abraçou e partilhou com ele a sua dor.

- Ela era a única pessoa que me restava. – Disse entre lágrimas. Doía-lhe tanto aquela perda, que só o fazia sentir sua própria debilidade e abandono. Não tinha mais nenhum parente próximo vivo. Ninguém que o amasse e que lhe desse conforto. Agora, no momento critico da sua vida, a única pessoa que havia sobrado era justamente a sua inimiga. Era dela que recebia consolo, afeto e o calor humano que precisava para não desabar de vez. O seu cheiro era bom e inebriante, e por incrível que parecesse para ele ,ajudava a acalmar os seus nervos... Ela era como um bálsamo.

- Ela também era a minha família. E eu sei o que é ter perdas, Jacob. Cresci sem pai e sem mãe. Você se esqueceu¿ - Ela chorava por ela e por ele. A expressão de dor na face daquele homem, que outrora fora tão cruel, e agora se mostrava tão frágil, lhe doía o âmago. Ela quis arranca a sua dor e secar cada uma de suas lágrimas, mas não tinha se quer condições de secar as suas. Como consolá-lo quando sua dor e desespero a machucavam tanto¿

- Você sempre teve o seu avô. – Ele sussurrou baixo em seus braços, enquanto afagava os sedosos cabelos negros com cheiro de morango.

- Mas não é a mesma coisa. Você teve o amor da sua tia como amor de mãe. – Respondeu baixo.

- Como vou fazer sem ela¿ Não posso suportar isso. – Ele disse arrasado. Ele não conseguia enxergar qualquer perspectiva a partir daquele momento. Esme sempre fora o seu porto seguro. Ela era a  mãe que não teve. Como poderia seguir sem ela para ser responsável por ele¿ Precisaria crescer e finalmente virar homem. Se responsabilizar pelas suas ações. Agora não tinha alguém para passar as mãos sobre a sua cabeça e lhe mostras as soluções para os problemas, apontar os erros ou puxar as orelhas quando errasse...estava sozinho.

- Você já passou pela morte do seu pai. Vai superar isso... E agora tem o meu avô para cuidar de você.  – Ela disse tentando animá-lo, quando seu coração estava tão despedaçado quanto o dele. Naquele momento nem pareciam inimigos ou pessoas completamente insuportáveis que eram. Apenas dois adolescentes sofrendo com a perda e partilhando a mesma dor. Não havia lugar para brigas ou desentendimentos. Trocavam carícias, sem o menor pudor, como se fossem dois namorados. As suas peles coladas pareciam se reconhecer. O calor os corpos só aumentava durante aquele longo abraço. As mãos cariciavam os corpos como se aquilo fosse natural...Era reconfortante para ambos.

Naquele momento várias pessoas chegaram ao hospital. Entre os alunos do colégio, amigos e conhecidos de Ness e Jacob, havia também os irmãos de Carlisle Andrew, Brian e Michael e seus sobrinhos Edward, Bella, Emmett, Alice, Rosalie e Jasper. Alec  fez cara de poucos amigos ao ver a cena. No entanto preferiu ficar longe e evitar uma cena de ciúme apesar de estar incomodando ao ver os dois abraçados.

Jacob os pôs a par da situação e Andrew se ofereceu para providencia o enterro de Esme. Saiu em seguida com Michael, Edward, Emmett e Jasper para tomar as providências.


As primas foram solidárias, apesar de Rosalie e Alice não gostarem de Ness, deram o apoio desejado naquele momento. Bella trouxe-lhe água com açúcar e ficou ao seu lado o tempo todo, para desgosto das suas amigas, “as maiorais”, e Alec, seu namorado, que não tiveram muitas chances de conversar com ela a sós. Quase nem pode chegar perto para dizer a verdade. Muito menos consolar com Jacob tão perto da garota.

- Você precisa comer alguma coisa, Ness. Quer que traga algo do refeitório¿- Bella se ofereceu amavelmente a prima.

- Eu não tenho forme. – Disse sem olhar para a prima.

- Tudo bem! Se precisar de algo pego para você. – Afirmou de forma solidária.

O tempo parecia não passar, sendo arrastado por horas intermináveis e incomodas, até o cirurgião chegar de Boston para a cirurgia.

Jacob estava arrasado e queria sair daquele local, mas mesmo sendo insensível e desprovido de misericórdia pelas pessoas, Carlisle era o seu tio e Ness estava sofrendo muito com aquela espera. Ele não poderia deixá-la só naquele momento, mesmo que não tivesse a oportunidade de consolá-la como gostaria com tanta gente a volta. Ele queria continuar abraçado a ela e tentar amenizar a sua dor...Naquele momento era impossível.Alec praticamente rosnava para ele de longe e Bella não os deixava a sós.

O dia terminou e deu lugar a uma madrugada sombria para os jovens que sofriam com a espera. O hospital estava mais tranqüilo e apenas os familiares permaneceram a espera de noticias. As três da madrugada, Ness estava sentada em uma poltrona do hospital, com a cabeça apoiada no ombro de Jacob que tirava um cochilo, quando o médico veio até a família.
Ela catucou Jacob, que acordou de imediato, e os dois se levantaram.

Os tios e os primos também se puseram de pé e foram em direção ao médico. Todos estavam apreensivos e com muito medo da noticia que trazia. O desgaste emocional, somado ao desgaste físico era enorme,mas não diminuía a dor que sentiam.

- Eu lamento. – Disse o médico em tom frio. – Não conseguimos salvar o seu avô. Fizemos o que era possível, mas ele morreu durante a cirurgia. – Disse olhando para Ness, que caiu torpe e teve o corpo sustentado por Jacob. Ela não conseguia mais chorar ou gritar. Simplesmente não tinha mais forças para reagir depois de tantas horas de choro. O corpo inteiro doía, o coração sangrava e a dor da perda era ainda maior do que supôs. Não tinha mais ninguém na vida. Os tios e primos não contavam como família. Estava só! Simplesmente abandonada a própria sorte e sem o carinho de uma família a quem não deu valor enquanto teve... Quis morrer naquele momento. Caiu nos braços macios de Jacob, que chorava com sinceridade pela perda abrupta que sofreram. Em seus braços percebeu que ele era a única coisa que restava daquilo que foi sua família... Mesmo que não quisesse aceitar.

- Eu vou cuidar de você.  – Foi a única coisa que ele conseguiu sussurrar em seu ouvido.

Os dois foram para casa, com o carro conduzido por Edward e Bella de acompanhante. Nenhum dos dois tinha condições para dirigir. Não conseguiam se quer falar sobre a perda. Os corações sangrando doíam muito naquele momento. Apesar de desprezíveis, não eram monstros desprovidos de sentimentos. A dor era verdadeira.

O mordomo da mansão dos Cullens deu um sedativo para Ness dormir, após Jacob a colocar de forma cuidadosa em sua cama.Não tinha a senha para entrar no seu quarto, mesmo sendo fácil colocar o dedo e abrir o olho no aparelho na porta, precisava da senha. A única alternativa que teve foi levá-la para o seu próprio quarto. Bella ficou com ela para o caso de precisar de algo e Edward foi para sua casa.

Jacob não dormiu aquela noite. Chorou muito com a dor da perda e se lembrou do dia da morte do seu pai. Sempre achou que não estaria sozinho enquanto a tia vivesse. Pensava que Esme duraria para sempre. Ela era o seu porto seguro e agora não a tinha. Carlisle, apesar de sua rebeldia e brigas com Ness, o recebeu como um filho. Teve muito mais consideração do que seu próprio pai tivera enquanto vivo. Ele também era a sua família e agora não estava mais vivo. Era difícil acreditar em tudo aquilo. Simplesmente não conseguia aceitar a perda. Começou a pensar em Ness e na sua dor. Ela pela primeira vez lhe mostrou sinal de humanidade. Não estava pensando apenas no dinheiro e no conforto que o avô lhe proporcionava. Ela realmente o amava e o tinha como figura paterna. Estava tão frágil e desprotegida, deixando lhe com vontade protegê-la de tudo.Seus instintos se afloraram e teve vontade de estar junto ao seu corpo para velar o seu sono, mas Bella estava ao seu lado... Ele não podia.

Deitou-se no sofá e tentou relaxar o corpo, apesar do desejo de se enroscar no corpo de Ness.

Na manhã seguinte Ness custou a acordar e quando o fez recebeu o apoio da prima, e das amigas que estavam lá para confortá-la. Elas a ajudaram a se vestir, procurando não falar muito, e depois a levaram para o seu desjejum, que simplesmente se negou a descer pela sua garganta... Não tinha fome... Não conseguira se alimentar.

Alec apareceu em sua mansão para acompanhá-la ao velório e Jacob fez cara de desgosto. Ele não queria outro ao seu lado. Eles compartilhavam aquela dor e Alec ali só deixaria o clima tenso. Na verdade sentiu ciúmes do consolo do outro cara. Ele queria estar de mãos dadas e abraçado com ela durante o velório e o enterro... Não pode.

Apesar da morte de Carlisle há poucas horas, Andrew Cullen conseguiu a liberação do corpo do irmão logo pela manhã, para que pudesse ser velado junto a sua esposa Esme. Conseguiu belíssimos caixões e  ostentosas coroa de flores. A igreja de Forks fora arrumada pelas senhoras da cidade assim que a noticia da morte se espalhou.

Às onze horas os caixões chegaram a igreja e o velório começou. Depois de orações, louvores e discurso sobre Carlisle e Esme seguiram para o cemitério. Jacob e Ness não conseguiram falar durante o velório. Estavam emocionados demais para falar algo sobre os entes queridos que acabaram de perder. Era notório a dor dos dois e compreensível o fato de não conversarem e se negarem a fazer um discurso naquele momento.

O enterro foi tão triste quanto o velório e durante as últimas palavras do padre, Ness sentiu a fraqueza do corpo, talvez pela falta de alimentos, e desmaiou nos braços de Alec. Foi levada para o pronto socorro e não pode render as últimas homenagens ao avô e a vódrasta.

Horas depois acordou deitada em sua cama, com Jacob olhando para o seu rosto, e se assustou.

- O quê... – Tentou dizer, mas a voz lhe faltou. Sua visão turva mostrava o rosto perfeito do homem que foi seu tormento durante toda a vida. Parecia um sonho.

 Estava realmente sonhando com ele¿

- Você passou mal e desmaiou no enterro. O médico lhe colocou no soro e depois a trouxemos para casa. O seu namorado foi embora há poucos minutos e fiquei aqui velando o seu sono. Precisa de algo¿ - Ele perguntou de forma gentil enquanto observava o lindo rosto abatido e tristonho.

- Como conseguiram entrar no meu quarto¿ - Ela perguntou. Uma vez que havia senha, digitais e ainda tinha que colocar o olho no aparelho preso na porta.

- Carly, depois de muitas tentativas, descobriu a senha. Colocamos o dedo e abrimos o seu olho. – Disse encarando o seu olhar melancólico.

- AH... Carly... OK! Muito esperta a minha amiga. – Ness duvidou que alguém conseguisse descobrir a senha. Para quem a conhecia sabia que era algo haver com Jacob e tentaria várias combinações de números que formavam datas. Mas ela não colocaria algo tão obvio. Assim pegou as letras do nome de Jacob e converteu em números. Só sua amiga para ter essa astúcia... Ela realmente conhecia Ness.

J = 10
A = 1
C = 3
O =14
B = 2

- Quer comer algo¿ Beber¿ Qualquer coisa¿ - Jacob estava realmente preocupado com a debilidade da garota e se comportava de forma nunca antes vista. Parecia outra pessoa naquele momento. Um instinto protetor aflorou dentro dele e a única vontade que tinha era de cuidar da garota. Queria garantir que estivesse realmente bem na medida do possível.

- Eu só quero dormir. – Ela sussurrou desanimada.

- Seu corpo não dói¿ Você dormiu mais de doze horas. – Ele afirmou.

- Isso tudo¿ - Ela perguntou mordendo os lábios e fez uma careta que ele adorou. A conversa fluía tão natural que se esqueceram de suas diferenças.

- Sim! –Deu um sorriso sem vergonha e ela suspirou ante aquela visão.

- Eu só não quero pensar sobre as coisas. Meu avô morreu e não terei a chance de me desculpar. Eu estava fria com ele por causa do testamento. Não tive chance de dizer que o amava e agora tudo se foi. Nunca mais poderia me redimir desse erro. Meu coração dói e não sei como superar isso. – Confessou arrependida.

- Esme também estava decepcionada comigo. Eu não terei a chance de provar a ela que posso fazer as coisas certas. Ela fez tudo por mim e eu só causei desgostos e desonra. Não posso mais voltar atrás.

- Só fizemos besteiras. – Ness afirmou.

- É!

- Não sei que rumo dar a minha vida agora.

- Você é herdeiro do meu avô. Certamente não será abandonado a própria sorte. Não precisa se preocupar com seu conforto.

-Não estou me preocupando com isso. Acha que só penso no dinheiro deles¿ Eu também sou gente,sabia¿ Por que você tem que ser tão irritante¿ - Jacob se colocou na defensiva e se irritou com o comentário.

- Estou sendo racional, Jacob. Você está preocupado com o conforto e o seu futuro. Mas você é herdeiro do meu avô e com o dinheiro que vai receber pode viver bem a sua vida. Não tem que se preocupar. – Disse de forma ríspida.

- Eu pensei que havia uma trégua entre nós. Vejo que estou enganado. – Respondeu trincando os dentes. – Esme era a mãe que não tive. Eu nunca conheci minha mãe e ela cuidou de mim desde bebê. Você acha que a dor que sinto é só por dinheiro¿ Acha que sou tão frio assim¿ Que sou um monstro¿ - Ele se controlava para não gritar, enquanto ela se sentava na cama encarando os seus olhos negros. Seu estômago se revirou naquele momento e uma sensação estranha a tomou. Mesmo assim ele não a faria baixar a guarda. Ele era Jacob Black e sempre a humilhou. Não lhe daria a oportunidade de fazer novamente... Não enquanto estava tão frágil.

- Você fez sua própria reputação. – Ela disse de forma ríspida. – Eu sempre gostei de dinheiro e sempre deixei isso claro. Mas todos sabiam que amava o meu avô. Ele era mais que um pai para mim. E você¿ - Ela respondeu com tom orgulhoso e deu de ombros.

- Quer falar de reputação¿ Quer ter mesmo essa conversa¿ Você é uma vadia em todos os sentidos da palavra. É fútil, desprovida de sentimentos, arrogante, irritante e tem o prazer em humilhar as pessoas. Para qualquer um é difícil enxergar um coração em você, garota. Sabia disso¿ Muitas pessoas acham que você está aliviada pela perda do seu avô, porque agora vai gastar o dinheiro como bem quiser. Não terá ninguém te regulando e mesmo assim e tive a consideração com você. Tentei te amparar na sua dor e você agora ma ataca. Agora me diz se quer mesmo falar de reputação. Mas eu garanto que não vai gostar nada disso. – Ele a olhou com fúria. Sentia-se mal por aquela discussão fora de hora. Ela não tinha o direito de lhe falar daquela maneira. Ele amava a tia de verdade e não aceitaria as suas acusações.

- Você acha que é hora para me chamar de vadia¿ Não perde essa mania. Não é¿ Sempre fará isso comigo. Não é¿ Você sabe por que virei uma “PU”¿ Faz idéia¿ Não! Você não faz, Black. – As lágrimas se formaram no canto dos seus olhos e a bile subiu em sua garganta. Fazia força para não gritar com ele. Estava magoada com sua tão rotineira acusação. Toda vez que ele a ofendia, fazia o seu coração sangrar...Ela não suportava mais aquilo.

- Você virou uma vadia porque é uma vadia. Sai por ai dando para quem quiser te comer porque quer fazer isso. Não se valoriza como mulher. Não respeita o seu corpo e não liga para a opinião das pessoas. Não venha tentar mudar o rumo da conversa.

- Mudar o rumo da conversa¿ Você me chamou de vadia. OK¿ Eu dou para quem quiser na hora que quiser. O corpo é meu e faço dele o que quiser. Você não fica muito atrás de mim. Sai por ai comendo todas as barangas que pode. Ainda vem falar de mim¿ VAI PARA O INFERNO!- Gritou furiosa com ele. O clima ameno simplesmente sumiu e deu lugar a mais uma das brigas que a magoavam tanto.

- Eu sou homem e posso comer quem quiser. Para mim isso é sinal de honra e para você é sinal de “PU...RIA”. – Rebateu

- Você é machista! – Ela apontou o dedo em sua cara.

- NÃO! SOU REALISTA! – Ele segurou o seu punho e nesse momento o rosto dos dois estava a centímetros de um beijo. Ela pensou no seu torso musculoso sem camisa e quase se perdeu. A respiração de ambos ficou ofegante e o calor começou a arder nas células dos seus corpos. Ness sentiu sua vagina se contrair com a necessidade de senti-lo pulsando dentro dela. A mistura do desejo e da raiva só apimentava mais o clima.  O seu clitóris inchou e a nata se formou ao redor. O coração acelerou e quase se perdeu no desejo devastador daquele homem.

- ME SOLTA! – Ela gritou com ele, ainda encarando os seus olhos de lobo caçador. Jacob estava com fome. Ele queria devorar todo o seu corpo. Queria provar de sua nata e fazê-la gozar como nenhum outro fez. O pensamento de outro a possuindo o deixou furioso e possessivo. Ele não conseguia controlar o próprio ciúme naquele momento. Ele queria afundar o seu “KA” de forma dura e profunda dentro dela, para provar que ele era bom e ela nunca encontraria outro homem a altura. Podia sentir o seu pênis duro e dolorido pelo desejo que sentia. Queria provar de seus beijos e se perder em seu corpo. A paixão explodia em seu corpo como nunca antes. Era um sentimento totalmente desconhecido. Nunca outra mulher conseguiu provocar sua sexualidade de forma tão intensa... Ele precisava tomar posso daquilo que era  “seu”. Os lábios dos dois foram se aproximando e a tensão do beijo que estava por surgir só deixava o clima ainda mais tenso. Eles queriam “FU” e iram fazê-lo sem restrições. De repente a porta,  que estava meramente encostada, se abriu e Alec interrompeu aquele momento.

- Por que está gritando com a “minha” namorada, Black¿ Tá com muita vontade de levar umas “PO”¿ - Alec disse furioso e caminhou até a cama. Jacob soltou o punho de Ness, levantou-se da cama, cruzou os braços na altura do peito e o encarou.

- E quem vai ser homem para isso¿ Você¿ - Deu uma risada diabólica para o cara. Ele estava irado. Aquela era a pura definição naquele momento. Alec estragou o momento em que iria provar para ela quem mandava no pedaço. Ele a faria gozar e gritar o seu nome de forma descontrolada. Ele já pensava em forma de torturar a garota a deixar rendida. Mas Alec tinha que chegar e estragar tudo... Ele queria matá-lo.

- Eu vou fazê-lo se você não sair daqui agora. Ela está passando por momentos terríveis e não precisa de você para atormentá-la ainda mais. – Alec disse em tom ofensivo. Queria socar Jacob e fazê-lo respeitar sua namorada, mas não queria uma briga em seu quarto em um momento tão delicado.

- Eu só vou sair porque o momento não é para brigas. Mas não me diga o que fazer, Volturi. Essa discussão ainda não acabou.Ainda vamos acertar os nossos ponteiros em breve.  – Jacob deu uma breve olhada para Ness, que olhava para a cena assustada, e saiu do quarto insatisfeito pela intromissão. Se não fosse sua chegada, tomar aquela mulher seria algo que não deixaria de fazer.

- Eu estou aqui, meu anjo. – Alec se sentou ao seu lado, puxou seu corpo e a abraçou. Jacob ficou da porta olhando a cena, com o ciúme queimando o seu corpo. O “KA” duro de sua necessidade a o ódio fluindo em suas veias. Ele a teria de uma forma ou de outra. Era impossível negar o seu desejo por ela. Já fizera isso durante anos, tentando não dar o braço a torcer. Negou seus sentimentos, mas agora não tinha como fugir... Ele a queria.

Ness não disse nada. Apenas chorou copiosamente nos braços de Alec. Ele achou que era pela dor da perda e o estresse que estava vivendo. Mas na verdade a sua dor era mais profunda. Ela sofria por Jacob e pelo que representava em sua vida. Sofreu durante anos por esse homem que só a fazia sofrer. Seu corpo gritava por ele e todas as vezes que lhe ofendia chamando a de vadia, “PI”, “PU” ou outros nomes nada agradáveis, seu coração sangrava. Agora a essa dor estava associada uma nova... O desejo incontrolável. Ela o queria de forma como nunca quis outro. Seu corpo doía pela necessidade de senti-lo. Sua vagina implorava por ele. Não entendia como podia sentir aquilo depois da perda dos entes queridos. Não deveria sentir falta de sexo... Mas sentia... Enlouqueceria se não fugisse dele... Enlouqueceria se não o tivesse... Inferno! O que seria de sua vida¿ Por mais carinhoso que Alec fosse, não era dele que ela necessitava.

O que os dois não podiam imaginar, nem em seus piores pesadelos, que Carlisle havia deixado em seu testamento. Se naquele momento viviam um verdadeiro tormento pela necessidade que sentiam. Depois da leitura as coisas só piorariam... Como reagiriam diante de tal revelação¿

Nota GLau
Meninas o cap ficou bem intenso e agora as coisas começam a esquentar para esses dois.
Eles se odeiam e se amam. Vão brigar como cão e gato. Agora imagina quando o testamento for aberto e descobrirem que para ficaram na vida boa precisam casar¿ A coisa vai simplesmente feder! Quando esses dois se engalfinharem vai ser uma explosão de fogos para todos os lados. Kkkk
Gente, eu quero saber onde estão as minhas leitoras. Vcs me abandonaram¿ Eu fico triste desse jeito. Acham que mereço ser abandonada¿ Assim eu choro. Shauhsuashua
Bem,o próximo cap deve sair provavelmente na segunda feira. Eu ainda não comecei a fazer e devo me dedicar no sábado nesse cap. OK¿ Comentem e me estimulem a fazer caps maravilhosos. Sem comentários fico sem inspiração para escrever.

Obrigada as minhas leitoras maravilhosas que não me abandonaram. De todo coração eu amo vocês.
Heri, eu realmente to de Zelo. Kkk Isso são as influências. Kkkk Olha que só li 7 heim. Kk Eu li sua mensagem as 5:40 e gargalhei achando graça disso. Agora vc vai ficar dizendo que to de zelo. kkkk

Gente, se tiver erro peço perdão. A Heri e a Leka betaram, mas eu refiz um monte de coisas antes de postar  cap. Espero que gostem.

Bjus no core


N/Heri:...Gente capitulo é esse, cheio de mistério, morte, choro, drama e DESEJO..OMG! tia Glaucia começou sem piedade, shusahushuahsu...(tem segredos nesse cap...xi, não conta) tadinhos, eles estão sofrendo igual....munitinho.
Caraca! O que foi mesmo essa ultima briga?...que tava pegando fogo mais embaixo que em cima e o ALEC INTERROMPEU....mata ele.
Eu to aqui pirando, esperando pelo próximo capitulo, pra vcs saberem devolvi mesmo dia...se demorou a postar culpa das leitoras q não comentam...hihi. Pode deixar vou perturbar a Glaucia...MAS COMENTEM AI E RECOMENDEM PQ VIRAM AS FAGULHAS E CHAMAS QUE VEM POR AI?....bjs girls



Leka Here: AAHHHH EU CHOREEII ALTOSSSSS AQUIIII
PORRA  JAKEE VC TEM QUE PARAR DE CHAMAR A NESS DE VADIA E COMEÇAR A TENTAR ENTENDER O PQ DELA TER SE TORNADO ASSIMM. MAS QUE MERDA

AHH Gentee, ningm merece tanta desgraça na vidaa. Mesmo a Ness e o Jacob.
Mas vamos esperar pra ver o que vai acontecerr :D

COMENTEM MUITOOOOOOO
VEJO VCS NO PRÓXIMO CAPPP *-*

Kisses Amoress