quinta-feira, 23 de junho de 2011


Capitulo 14

As semanas passaram muito rápidas e meu desejo de estar com Renesmee e meu filho foi só aumentando, decidi ir fazer uma visita para Nessie em sua boutique eu tinha que pressioná-la.

Parei meu carro e de longe observei trabalhar. Por mais que quisesse sentir raiva, mais eu só acabei desejando poder mergulhar os dedos nos cabelos e sedosos dela, sentir a doçura de seus lábios, tê-la nos braços para que seus corações batessem em uníssono.

Seria possível que Nessie sentisse desejo por mim também?

Mas apesar de tudo e embora tivesse me revelado um tanto tarde, ela conseguiu me dar o maior presente que uma mulher podia oferecer a um homem: uma criança.

Apoiei a cabeça no encosto e pensei em Joshua.

Percebi que não importava o que viesse a acontecer entre mim e Nessie. Aquele menino seria meu para sempre.

Soltei o cinto de segurança e abri a porta. Era hora de descobrir.

Entrei na loja e me surpreendi ao notar um quê de preocupação em seus olhos.

— Precisamos conversar — eu disse sem preâmbulos ao aproximar-se. — Venha para fora comigo.

— Este não é exatamente um bom momento... Tenho que conferir mercadorias

— Vou esperar.

Aproximei do balcão e acomodei sobre uma puff.


Percebi que a minha presença a deixava nervosa. Ela derrubou o talão de pedidos, pegou-o e terminou de escrever. Seus dedos tremiam levemente.

Eu não queria brigar. E não se daria a fazer jogos desprezíveis envolvendo meu filho. Queria saber se nos dois poderiam ter um futuro juntos. Precisava saber se ela tinha a intenção reatar nosso compromisso novamente.

_ Pode falar Jake!

Peguei a mão de Nessie e, com determinação ímpar, levou-a para fora aonde suas clientes não ouvíssemos e nem a balconista.

— Jacob, você está fazendo uma cena — sussurrou. — Perdeu a cabeça

— Sim, perdi a cabeça. Tornei-me completamente irracional, maluco, e a culpa é toda sua.

Observei-a e por um momento fiquei pensando se passei dos limites. Fiquei quase louco desde o momento que me retornei as sensações se alternando entre o amor e a vontade de odiá-la.

— Sobre o que está falando?

— O que  existe sobre nós dois? Não há "nós dois".

— Isto porque você saiu de minha vida três anos atrás.,murmurou ela.

As palavras simplesmente explodiram e eu percebi ser aquele o motivo da raiva que o dominava todas as vezes em que pensava em Renesmee.

Precisava dela.

— Eu me recuso a falar sobre tudo isto novamente. Já fizemos algo assim e apenas serviu para que disséssemos coisas de que nos arrependemos.

Ela Virou-se para sair, mas eu a segurou pelos ombros e a forcei a me encarar.

— Eu não vou dizer nada de que possa me arrepender.

Segurei com força seus ombros, não querendo que ela escapasse antes de ouvir o que eu tinha a lhe dizer.

— Naquela noite em que parti, eu a observei ir.

Minha voz ficou mais baixa ao me lembrar da dor de deixá-la para voltar para Exercito

_Esperei, rezei para que você parasse. Queria que descobrisse que me queria mais do que a seus sonhos e que não concordava que eu voltasse para o Exercito.

A expressão de Renesmee mostrava surpresa

— Então por que não me deteve? Não me amava o suficiente para me impedir de partir.

— Oh, Nessie, eu não fiquei porque eu a amava demais e não porque eu a amava pouco!Só fiz o que você pediu.

Coloquei as mãos nos bolsos.

Renesmee abraçou o próprio corpo, estudando o meu rosto reflexivamente.

— Pois eu queria que você ficasse. Esperava que fizesse isto,

Ela sorriu suavemente.

— E eu achei que Joshua seria um fardo para você. Acho que raciocinamos de maneira cruzada, tentando proteger um ao outro e acabamos por nos magoar ainda mais.

— Jamais quis magoá-la — eu disse.

— Mais sabe foi bom que isso acontecesse para eu crescer Jacob, olha o que tenho! Foi lutada, não sou mais aquela menina mimada de antes.

— E o que e importante para você?

Prendi a respiração, temeroso das palavras que eu ouviria em seguida.
Lágrimas caíram pelo rosto Renesmee.

— O que eu realmente quero? Quero parar de amar você, assim não sentirei tamanha dor sempre que o encontrar. Desejava poder esquecer que um dia você me amou, mas que eu arruinei tudo.

O meu coração disparou. Tirei as mãos dos bolsos e colocou-as no rosto de Renesmee, acariciando a pele suave de suas bochechas com os polegares.

— Mas por que você quer parar de me amar quando eu a amo tão desesperadamente?

— Você o quê?

— Eu te amo, Nessie. Ontem... Hoje... Sempre.

Um soluço escapou de sua garganta e Nessie inclinou o corpo de encontro ao meu e fechou os olhos. — Repita — sussurrou.

— Eu te amo. Sempre a amarei. Sempre a amarei. Abraçou-a, puxando bem fortemente de encontro ao meu peito.

Nossos corações batiam aceleradamente. eu podia ouvir as batidas frenéticas e sabia ser esse o som do amor.

Renesmee ergueu a cabeça para me olhar. Seus olhos brilhavam, não com lágrimas e sim com amor.

— Oh, Jake, às vezes eu acho que nasci apenas para amá-lo.

Inclinei a cabeça e capturei seus lábios. O beijo foi ardoroso, pleno de paixão, desejo, o amor de uma vida toda.

— Case-se comigo — pedi quando o beijo se interrompeu. — Case-se comigo e vamos construir nossos sonhos juntos.

— Se eu me casar com você, já terei meu sonho realizado — ela me respondeu.

— Posso tomar sua resposta com um sim?

— Sim, oh, sim!

Mais uma vez eu a beijou, querendo perder-se naqueles lábios, sabendo que poderia passar o restante de sua vida fazendo isto.

— Você é especial, Nessie. Você é minha garota. Agora e para sempre.

Beijei-a novamente.

Nós dois combinavam em tudo, como se nossas formas tivessem sido moldadas para ficar juntas. E tinha sido assim desde o começo. Eu sabia que Nessie sempre ansiara por tudo aquilo, por mais que tentasse negar.  Mui­tas vezes as lembranças desses momentos haviam sido uma tortura, um sofrimento que me acompanhava dia e noite. Os sonhos, no entanto, eram um substituto muito pobre para a intensa realidade, para a sensação do corpo de Renesmee junto ao meu, nossos corações batendo no mesmo ritmo, o calor da respiração dela, a minha mão forte afagando-a os cabelos. Mas era loucura ficar ali, onde não podíamos estar. Relutante, Nessie afastou-se.

— Eu tenho de ir.

— Não. —Eu inclinei a cabeça dela para trás, os dedos entre os cabelos sedosos. —Sabia que sempre sonho com você, com as mechas espalhadas contra a grama, como naquele dia?

— Jake...

— Você sonha comigo? Com nós dois juntos?

—  Sim.

—  O que estamos fazendo nessas ocasiões?

Parecia que As fantasias proibidas voltaram à mente de Nessie, eróticas e sensuais. Não podia me contar, mas o rosto corado foi mais eloqüente que as palavras.


— O mesmo acontece comigo. Preciso tanto de você que chega a doer. Não imagina como tem sido todos estes anos de afastamento. Venha, Nessie, vamos para a minha casa não tem ninguem lá, vamos dar um ao outro o que nós dois tanto queremos.

—  Não posso. — A voz era tão fraca quanto sua re­sistência. —Pedia Nessie tentando afastar-se os olhos de mim, mas os meus olhos não permitiram.

— Pode se quiser. Nós dois estamos sofrendo por causa dessa paixão. Enquanto estivermos aqui, vamos dar um ao outro o con­forto e o prazer que tanto queremos.

Eu vi a aceitação nos olhos dela, e também uma ânsia que me deixou ainda mais impaciente.

— Está bem. Vamos — Com um dedo traçou o contorno da orelha delicada e a curva do pescoço, percebi como a respiração dela se acelerava. Eu  precisava con­quistar a confiança dela. E depois o seu amor. Conquis­taria tudo, mas sem forçá-la.

Ao chegar à minha casa tranquei a porta abracei Renesmee e senti seu corpo estremecer, antecipando o que iria acontecer, percorri meus os dedos em sua a pele macia, aquecen­do-a... Preparando-a. A minha mão subiu até o decote da blusinha acariciando-a, até chegarem aos botões que o prendiam.

— Devo desabotoá-las? — murmurei num tom rouco. Os mamilos de Nessie enrijeceram-se contra o pano fino da blusinha.

—  Sim — sussurrou, a voz cheia de desejo.

Eu continuei, bem devagar, sentindo o coração de Nessie bater cada vez mais forte, enquanto desabotoava primeiro botão, depois o segundo, o terceiro, até chegar à altura dos seios, empinados sob o tecido. A visão dos mamilos eretos excitou-me muito mais do que imaginava. Queria arrancar toda sua roupa para sentir logo o sabor da pele de Renesmee. Mas, em vez disso, deslizei o dedo sob o decote e acariciei o seio devagar. Apenas isso, nada mais.
Nessie mal conseguia respirar, o corpo ardendo de desejo, esperando o próximo movimento, a excitação atingindo um nível quase insuportável.
Sussurrei o nome dela, beijando de leve a testa, as pálpebras e o rosto, a tomei os lábios, que se abriram, ansiosos. Mordi de leve o lábio inferior, provocando-a, mas afastei a cabeça antes que ela pudesse aprofundar o beijo.

Nessie gemeu frustrada.

— O que foi querida?

"Toque-me. Possua-me agora. Acabe com este tormen­to!" Mas estava envergonhada, insegura, com medo de demonstrar as emoções que eu acabava de despertar.

— Beije-me, querido.

Eu a beijei com tanta intensidade que mal podia respirar quando me afastei, toquei a minha boca de leve a ore­lha dela.

— Posso tocá-la, Nessie?

—  Sim.

— Onde?

— Onde quiser. Em todo lugar...

— Aqui? — A palma da minha mão forte deslizou sobre o seio, de modo que ela pudesse sentir mais o calor do que o peso.

— Sim... — ela colocou a minha sobre a dela, pressionando-me para baixo.

Obedientes, meus dedos dobraram-se, moldando a carne firme, encaixando-me nela. Um prazer indizível per­correu Nessie com tanta intensidade que ela surpreen­deu-me. Já havia esquecido como o amor podia ser intenso.

— Está trêmula como uma virgem. Desde que separamos você nunca fez amor Nessie?

— Nâo, só tive você na minha vida. — Nessie sorriu da ironia do destino. Afinal de contas, mais de Três anos era muito tempo.

—  Que bom! — Abracei ainda mais apertado. — Pensar em você nos braços de outro quase acabou comigo — confessei, revelando o quanto havia sofrido com a separação.

— Então, não pense. Nessie passou os braços à volta de mim e me puxou.

Eu tornei a beijá-la, e Nessie gemeu, bai­xinho. A língua experiente e o toque hábil das minhas mãos afastaram de vez a mágoa do passado e a incerteza do futuro. Havia apenas aquela mágica perfeita, que não ousava chamar de amor.

— Venha, Nessie. Deite-se comigo, sem hesitação ou remorso.

— Sem remorso — repetiu Nessie. Como poderia arre­pender-se de algo de que iria lembrar para o resto da vida?

Senti o desespero nos beijos, a vulnerabilidade no corpo dela que tremia cada vez que eu a tocava.
O prazer invadiu a nos de forma tão intensa que era difícil respirar. Inclinei-me, o corpo ainda mais contra o dela
.
—  Como sonhei com isto, Nessie... Tocar sua pele macia e ver seus olhos brilhantes de paixão. — Eu pon­tuava cada palavra com um beijo, no pescoço, no ombro e descia cada vez mais. — Como sonhei em ouvir seus gritos, em saborear toda doçura que nunca pude esquecer.
A minha língua tocou um mamilo, bem de leve, fazendo-a gemer.

— Gosta assim?

—  Sim!

Eu repeti gesto, e por fim tomei o mamilo entre os lábios, sugando com eroticidade.
Gemendo, Nessie passou os dedos pelos meus cabelos, segurando-me a cabeça, temendo que eu interrompesse a carícia sensual.

— Não se afaste — ela pediu, quando eu ergui a cabeça.

— Não vou me afastar de você. Nunca mais. — Tomei o outro mamilo entre os lábios, sugando ainda com mais força.

Nessie apertava-me contra ela, o fogo que eu acen­di se  queimava  cada vez mais, como se labaredas per­corressem nossas pele, incendiando cada parte.

Eu poderia acabar com essa tortura nesse momen­to, possuindo-a e atingindo o êxtase que nós desejávamos. Mas queria que o momento mágico durasse ainda mais, para levá-la a um grau de excitação tão forte que jamais pudesse me querer longe. Nessie nunca mais po­deria esquecer a mágica perfeita que havia entre nós. Queria convencê-la de que pertencia um ao outro, e que seria sempre assim.
E para garantir que eu não perderia o controle, mantive o cobertor entre nos dois, contentando-se em saborear a doçura dos seios macios, enquanto ela gemia e gritava meu nome. Deslizei as mãos pela cintura fina, continuei pela curva dos quadris, acariciando a barriga lisa e as coxas fir­mes, feliz ao perceber como o corpo dela tremia sensível. Nessie tornou a gemer quando os meus dedos, afinal, tocaram a parte mais íntima de seu ser. Nessie deixou escapar um grito, um desejo selvagem dominando-a, a mente nublada pela excitação. O único pensamento era que aqueles momentos nunca deviam terminar
.
— Não vão acabar. Nunca. — Gemi, fazendo-a perceber que falava em voz alta, sem querer. Arranquei o cobertor que nos separava, puxou-a contra o meu corpo nu. Era como chegar perto demais de uma fornalha.

O desejo dominou-a por completo, inflamado pelo toque da minha pele contra a dela.

— Não, Jake. Nunca.

. O medo misturou-se à paixão, o desespero à alegria de tê-la outra vez..
Afastei os lábios dos dela, voltei a sugar o mamilo firme, dando-lhe mais e mais prazer. Suas pernas enros­caram-se na minha, as unhas enterraram-se nos meus ombros, numa urgência que não podia mais esconder.

— Jake— sussurrou ela com a voz rouca e carregada de desejo que era quase irreconhecível. — Por favor, agora. Não posso mais esperar!

— Você me deseja tanto quanto eu a desejo?

— Sim, sim! —Sinto-me tão vazia sem você!

As coxas dela afastaram-se para me oferecer, e um suspiro suave escapou-lhe dos lábios quando eu aceitei o convite.

—  Olhe para mim, meu amor.

Eu apoiei-me nos braços, para poupar-lhe o peso.
.
— Quero vê-la quando nos tornarmos um só, Nessie. —Meu braço deslizou por baixo dela, erguendo-a e pre­parando-a para me receber. — Quero que olhe bem nos meus olhos para que se lembre deste momento.


— Para sempre.

—  Para sempre. — E devagar, com toda a ternura, eu começei a possuí-la.

Nessie ergueu os quadris para me receber melhor. Era tão boa, tão boa que não pôde conter os gemidos de prazer que me escapavam dos lábios. Queria fechar os olhos, saborear o momento mágico, sabendo que aquela união era muito mais profunda e intensa do que nossa primeira vez.

— É assim que deve ser — murmurei. Dando e recebendo, movemos juntos num ritual tão antigo quanto o próprio tempo, num ritmo de vida e renovação.

Juntos chegamos ao ápice do prazer, e seus gritos de êxtase encheram a casa.

Com um suspiro de plena satisfação, Eu rolei para o lado, aliviando Nessie do meu peso, mas ainda abraçando-a.

Saciada, Nessie permanecia deitada, sem mover-se, percebendo apenas que eu puxava o cobertor sobre nossos corpos nus. Quantas vezes, no passado, havíamos perma­necido assim, juntos, saboreando a paz e a ternura depois do amor, ainda ligados em corpo e mente?

Nessie tentou sentar-se, mas eu não permiti, se­gurando-a entre os braços.

—  Sem arrependimentos — eu disse, com voz ainda rouca pela paixão havia pouco saciada.

— Não me arrependo pelo que fizemos. Ainda mais que me pediu em casamento.

_ E vamos sim é o que mais quero!.

_Mais preciso ir tenho que pegar nosso homenzinho na Emily!

_ Mal posso esperar de se tomarmos uma família de verdade.

_De coração sempre fomos Jake, murmurou ela.

Capitulo13

Pov Nessie

     Queria poder detestá-lo, tentei durante os últimos três anos, mas o ódio não era uma emoção que me vinha com facilidade, especialmente quando a pessoa em questão era Jake.
Eu o desejo. Percebi isso através da minha respiração entrecortada, da maneira que o vi pela primeira vez depois de três anos.
Jacob sabia que o magoei por privar de saber do nosso filho e fiz comentários frios, sem emoção, mas tive que salvar um pouco do meu orgulho.
Não consigo odiá-lo, por mais que desejasse. Seria uma emoção muito simples comparada ao que senti por ele naquele momento.
Teria sido muito mais fácil lidar com o ódio do que saber que ainda o amava 
Jake tinha razão. Eu roubei seu sonho. Um arrependimento muito grande me tomou ao me lembrar das palavras que ouvi, Sempre soube o quanto ser pai esteve presente nos sonhos de Jake.
Fui egoísta e temerosa. Receiava perder Joshua. Ficar sem ninguém. Desde o momento de seu nascimento, o menino foi à única pessoa da minha vida a me oferecer amor incondicional, comprometimento total.
Era estranho, mas não havia considerado que, ao manter Joshua distante de Jacob, estava privando ele de um relacionamento muito importante, do amor de um pai especial.
Como é fácil notar os erros quando já era tarde demais para consertar as coisas. Quando Jacob foi a minha casa eu via nos olhos dele que estava magoado comigo.
Nada seria capaz de mudar o que eu havia feito. Entretanto, o prejuízo poderia ser menor se eu lhe desse algum tempo com Josh.
Nós dois vamos lidar com esse assunto como se fossemos um casal divorciado. Ou seja, Josh passaria final de semana e feriado sob custodia do pai.
Estabelecemos um acordo civilizado, para que ambos tivessem espaço na vida do filho.
Espaços na vida de Josh.
Aquilo soava tão frio, tão civilizado.
Eu terminei de tomar o café e retornei à cozinha, e surpreendi ao ver Emily sentada à mesa.
— Não o ouvi entrar — murmurei ao lavar a xícara.
— Bati mais você não atendeu e vi que aporta estava aberta então entrei e me sentei esperando que você saísse do quarto.
Guardei a xícara no armário e virei para encarar ela.
— Você falou contou tudo para Jacob sobre nosso pequeno quileute?
— Eu contei toda a história.
— E você e ele estão bem quero dizer sem ressentimentos?.
— Sim ele é o pai do meu filho não podemos ficar brigando. Respondi secamente
Emily levantou-se e foi até a pia. Encheu um copo de água e bebeu enquanto percebeu que eu lutava contra as lágrimas.
O que havia de errado comigo? Por que desde que Jacob voltou, eu sento uma dor tão profunda em meu coração?
Emily se virou os olhos cheios de uma tristeza que me fez sentir que ela sabia o efeito que Jacob fazia em mim.
— Mas não terá uma vida decente se continuar negando que ainda sente algo por ele — argumentou Emily, colocando o copo com força sobre o balcão.
Eu senti minha raiva aumentar.
— Não torne as coisas mais difíceis para mim do que já estão.
Emily ficou em silêncio, estava decepcionada comigo. Um silêncio de decepção.
Mas subitamente o silêncio opressivo causou efeito diferente em mim e me fez falar.
— Eu sei que você sempre teve mais afinidade com o Jake do que comigo, pois Jake é da reserva, e nós só nos conhecemos através dele.
— Não julgue o que eu sinto ou deixo de sentir! — exclamou Emily.
— Eu não estou te julgando — falei em tom alto conforme as minhas velhas emoções e amarguras me tomavam.
— Eu testemunhei tudo o que você passou Nessie. Convivi com seus silêncios e sua frieza. Passei cada dia com você e com Josh.
Lágrimas quentes caíram por meu rosto, conforme externava mágoas antigas, sentimentos guardados.
— Nessie...
Emily me abraçou e pela primeira vez finalmente, chorei pela mulher que me tornei. Finalmente percebi que meus sonhos verdadeiros eram ficar ao lado de Jake. Eu Esperava poder tornar-se parte de sua vida. Mas era tarde demais para mim. Tarde demais para  nós dois.
Senti um vazio enorme, um espaço em seu coração completamente desprovido de calor e vida, Finalmente sequei a última lágrima e passei a buscar uma força que sempre foi minha.
Não mais choraria. Já derramei lágrimas suficientes em coisas que não poderiam ser alteradas. Era hora de caminhar adiante. Afastei de Emily e vi quando Josh  apareceu ainda de pijama.
— Mamãe... Há algo errado com você! Comentou Josh, a voz demonstrando o medo que sentia.
— Tudo vai ficar bem, querido O céu não o irá me querer e o inferno não poderá lidar comigo — respondi de mau humor
— Mamãe, você disse uma palavra feia.
— Eu vou lavar a boca da sua mãe, com sabão, mais tarde — murmurou Jake chegando naquele momento.
Josh riu e foi até seu pai.
—Papai poderia ler isto para mim?
— Claro.
Jacob colocou Josh em seu colo. Conforme começou a ler, Emily olhou para mim brava por causa da minha atitude seca perante Jacob.
Emily foi embora e na sala estava somente eu, Jacob e Josh.
Sentei ao seu em silêncio. Peguei uma revista, foliei enquanto Jacob terminava de ler o gibi para Josh, mas não consegui me concentrar o que eu lia.
Fechei a revista, virei para olhá-lo.
— Não tenho intenção de deixá-lo longe de você — murmurei suavemente.
— Se tivesse, eu lutaria até a morte — respondeu-lhe.
— Não será necessário. Somos adultos e sensatos. Certamente poderemos elaborar um acordo quanto à custódia.
— Eu achava que éramos dois adultos sensatos, mas isto antes de eu saber que você a manteve em segredo por quase quatro anos!
Eu suspirei.
— Jacob, não quero brigar com você.
Ele pareceu relaxar levemente e passou a mão pelos cabelos.
— E eu não quero brigar com você.
—É bom eu saber.
Por um longo momento o olhar de Jacob sustentou com o meu, seus os olhos dizendo algo que eu não conseguia discernir.
— Sempre terá minha amizade, Nessie — disse finalmente, como se as palavras me causou uma tremenda dor.
— Obrigada — respondi, tentando lutar contra o nó na garganta.
Pela primeira vez durante meu longo relacionamento com Jacob, senti o peso de palavras não ditas e não tive certeza a quem pertenciam.
O último silêncio era uma comprovação de que não me queria em sua vida.
Jacob passou vir mais em casa por causa de Josh, e Josh por vez queria ir muita na reserva e na oficina do pai e eu não podia impedi-lo.
Fomos ao parque e foi um dia muito gostoso.
E tive que encarar todos no aniversário do Billy na casa de Emily
— Você parece estar muito pensativa — disse Rachel ao acomodar-se ao meu lado na mesa.
— Estou apenas apreciando o dia.
— Nada melhor do que um dia passado em família.
— E eu soube que sua família está prestes a aumentar. Parabéns!
— Obrigada. Estamos muito animados. Tocou o ventre, como para acariciar o bebê.
— Paul e eu esperamos ter muitos filhos.
— Paul é  muito simpático — observei.
O rosto de Rachel se iluminou.
— É mais do que isto. É minha alma gêmea.
Alma gêmea. Seria Jacob minha alma gêmea? Olhei para onde ele estava, jogando, rindo. Sim, foi minha alma gêmea e não pode imaginar como cometi a estupidez de afastar-se dele.
Um homem simples, sim. Nunca precisou de muito para sentir-se feliz. Jacob me lembrava de como as noites haviam sido belas. Eu deitada em seus braços, nós dois conversando sobre os sonhos que tínhamos... Sonhos que incluíam churrascos e familiares, o desejo de uma família e crianças.
Poderia eu abraçar o sonho de Jacob como sendo meu também?
Seria possível que, Jacob passaria a me amar tanto a ponto de querer passar o resto da vida ao meu lado?
Para descobrir, eu teria que colocar meu orgulho em jogo, o que nunca foi fácil fazer.
Conforme a noite caía, O meu coração se disparava ao ver visão de pai e filho apreciando a presença um do outro.
Ajudei Jake na louça e ele me convidou para ir à varanda tomar um café e ver a lua.
A forma que ele me tocava ele me fazia perder o sentido das coisas como eu o amava, depois de tudo eu via nos olhos dele que ele tinha o mesmo olhar apaixonado antes.
— Eu apenas sinto que minha mãe não esteja aqui para vê-las. Teria se sentido muito orgulho delas e também de você e do nosso filho. Comenta Jake
Eu suspirei um suspiro muito suave.
 Levantei-me e caminhei pela varanda. Eu estava me sentindo muito culpada por tudo que ele passou, perda da mãe, viver no inferno que é o exército, me perder e ainda não poder ver o nascimento do filho era cruel demais para alguém e mesmo assim ele tinha tudo para me odiar mais não me odiava ele era um rapaz honrado único no mundo.
— Converse comigo, Nessie, esta passando mal?.Murmurou ele
Obedecendo ao apelo, eu olhei para ele, concentrei atenção em algum lugar por sobre seu ombro largo eu não conseguia encará-lo queria dizer que ainda o amavaele que teria que ele ficasse comigo mais não consegui só consegui enganar a mim mesma.
— Preciso ir embora, se Josh acordar e não me ver lá ele fica assustado.
 Fui embora em pranto de choro, até quando vou ainda permitir que Jacob esteja longe da minha vida?