segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A HERDEIRA - JAKEXNESS 29 Desesperada


29 Desesperada

Foram frações de minutos decisivas em nossas vidas. O assaltante encapuzado puxou o gatilho e disparou, Jacob gritou e se jogou destemidamente na frente da arma, um estourou cortou o ar,  ele caiu lentamente sobre o chão. O sangue jorrava em seu peito, eu gritava desesperadamente sentindo aquela dor rasgando o meu coração.

- JACOB! JACOB!!! NÃOOO!! OLHA PARA MIM, JACOB!! AHHHHH – Cai de joelhos no chão, coloquei sua cabeça em meu colo, vi de soslaio os assaltantes correndo assustados. Acho que eles queriam me matar e acabaram fazendo besteira. Pela forma como um deles havia me chamado, tive a certeza que aquela bala era para mim. Quanto mais eu gritava, mais doía em meu peito e o meu desespero crescia dentro de mim. Ele estava frio, de olhos fechados, não senti  a sua respiração... Parecia morto.

Uma multidão foi se formando a nossa volta, mas eu não conseguia entender nada. A única coisa que enxergava era Jacob ensangüentado em meu colo.

- ALGUÉM CHAME UMA AMBULÃNCIA – Uma pessoa gritou. Acho que um repórter, não sei o certo, sua voz parecia preocupada pela forma como gritou.

- Estão filmando isso¿ Amanhã venderá como água. – Como eles podiam pensar em ganhar algo com aquela tragédia¿ Eu estava ensangüentada, com um homem morrendo, chorava muito naquela noite fria e eles pensavam na repercussão.

- MEU DEUS! FILHA!!!!  - Outro grito cortou o ar e se misturou ao turbilhão de vozes que falavam ao mesmo tempo. Não conseguia entender o que diziam, o barulho dos flashes das câmeras era enlouquecedor. Quis gritar com eles, mas não tinha forçar. Senti braços quentes me envolverem por trás e me puxarem dali.

- O que aconteceu¿ - A voz do meu pai era mais calma. Ele estava de pé ao lado de minha mãe e tentava ajudá-la a me levantar. O casaco de pele caiu sobre o corpo de Jacob. Ele me lembrava a pele de um animal ferido. Nunca em minha vida conseguiria esquecer aquela imagem. O corpo caído sobre o chão, com o longo casado de pele branco ensangüentado sobre ele.

- Pai, fomos assaltados e depois de levarem o meu colar, atiraram em mim e Jacob entrou na frente da arma. MÃEEEEE! MÃEEEEE! – Comecei a chorar feito um bebê, enquanto minha mãe me abraçava forte. Mais alvoroço se formou a nossa volta, curiosos se misturavam aos pedestres e convidados daquela homenagem ao mecenas Carlisle Cullen.

- TIREM ESSES ABUTRES DAQUI!! – Meu avô gritou furioso diante da insensibilidade daquela gente. Um bando de abutres, isso sim! Só pensavam na grande história e no que aquelas fotos e filmagens renderiam. Já imaginava as capas de revistas com a Herdeira dos Cullens estampada na foto diante do seu marido ferido... Quiçá morto.

- JACOBBBB! NÃO MORREEE! JACOBBBB! JACOBBBB! EU VOU MORRER COM VOCÊ AHHHHH – Eu não via mais ninguém. A imagem dele morto, o pensamento sobre o funeral e o velório vieram a minha cabeça. Quis estar morta para não sentir aquela dor. Era mais do que poderia suportar. Nem nos piores momentos em que vivemos eu sofri  tanto. Tinha absoluta certeza que não sobreviveria sem ele. Preferia a morte a viver um dia sem o seu amor. Não depois de tudo o que passamos e de como foi difícil vê-lo tirar a máscara e se mostrar para mim.

- Calma filha! – Meu pai pedia, enquanto os seguranças do meu avô abriam passagem para a os paramédicos da ambulância, que se aproximava no meio da multidão. O som das sirenes da ambulância e da polícia se misturava a aquela falação toda. As pessoas continuavam a observar o primeiro atendimento e os repórteres a tirar muitas fotos dos Cullens.

- Vamos tirá-la daqui. – Disse minha avó com os olhos cheios de lágrimas.

- Não... não... eu quero ir com ele... não. – O meu choro já era um sussurro. Não conseguia aumentar o meu tom de voz. Estava completamente rouca.

- Leve-a para o carro em segurança. – Ouvi o meu avô ordenar ao segurança.

- Não quero! Não vou! Jacob... Jacob, eu amo você. Eu não viverei sem você, meu amor. – Minhas tias, minha avó e minha mãe choravam muito vendo o meu desespero. Aos poucos pude perceber que as pessoas que acompanhavam o salvamento também choravam, mesmo algumas repórteres que narravam ao vivo para o noticiário. Desvencilhei-me dos braços da minha mãe, aproximei-me  da maca no chão, pus-me de joelhos e beijei o seu rosto. Ele estava frio e tinha um aparelho de respiração artificial no rosto.

- Você não pode me deixar, Jacob! Não pode! Você disse que me amava e ficaria comigo para sempre. Você sabe o que quer dizer para sempre¿ Quer dizer que você não pode me deixar. Combinamos isso! Você não pode ser fraco! ACORDA! ACORDA! VOCÊ NÃO PODE MORRER AGORA! VOCÊ PROMETEU UM FILHO! JACOB! JACOB!!! NÃO!! SE VOCÊ MORRER EU MORREREI TAMBÉM! VOCÊ PROMETEU! VOCÊ NÃO É COVARDE.- Alguém me segurou por trás e começou a puxar o meu corpo.

- Calma, filha!- Era a voz áspera do meu pai. Ele estava completamente consternado. Os paramédicos  ergueram a maca e se dirigiram para a ambulância. Eu senti que aquela era a última vez que o veria. Meu coração sufocou e eu parei de respirar por segundos. Com a minha última força, não sei de onde busquei, gritei mais uma vez.

- JJJJJJAAAACCCCCOOOOOBBBBBB!! – Meu pai me abraçou forte e começou a chorar. Ele parecia um menino desesperado ao me ver daquele jeito. Pegou-me no colo e caminhou comigo. Coloquei a cabeça em seu peito e passamos pela multidão. Ouvia as vozes das pessoas comentando. Muitas choravam e muitas pediam para que Deus desse a vida a ele. Foi comovente.

A porta do carro estava aberta quando  meu pai me colocou sobre o banco da limusine. Minha mãe sentou-se ao meu lado e puxou a minha cabeça para o seu colo. Ela também chorava baixinho.

Alice, Rosalie e depois minha vó entraram na limusine e ela partiu em direção ao hospital. Todas ficaram caladas durante a viagem. Não se atreviam a dizer nada. Às vezes o meu choro ficava mais alto e via as lágrimas descendo pelo rosto da minha tia maluquinha. Nunca havia visto Alice chorar tanto como naquele dia. Ela não agüentava ver a minha dor e apesar de eu não querer lhe fazer mal, era impossível conter  as minhas lágrimas quando estava tão dilacerada.

Minutos depois, não sei quanto, porque o transito não estava nada bom, chegamos ao hospital central de Seattle. Muitos carros embarricavam a passagem e ainda podíamos ouvir o barulho da sirene a nossa frente. Aquilo sim me preocupava. Significava que ainda não havia chegado para o atendimento de emergência no hospital.

Descemos da limusine, seguimos para o hospital, protegidas pelos seguranças que tentavam impedir a imprensa de atrapalhar a passagem. Os flashes das máquinas fotográficas eram ainda piores e uma pequena multidão se formou na frente do local. Foi bem difícil chegar lá, mas chegamos.

Minha mãe, minha avó e minhas tias seguiram comigo até a recepção e ficamos aguardando notícias, enquanto ouvíamos o barulho da confusão do lado de fora e a polícia tentando colocar ordem naquele  caos.

Meu pai, avô e tios chegaram tempos depois. Certamente tiveram mais dificuldade para passar pelos carros no caminho.

Ele seguiu para o interior do hospital. Pois como médico do local tinha acesso a informações privilegiadas. Mas nem isso nos garantiu notícias sobre o estado de Jacob.

Eu continuava a chorar muito nos braços da minha mãe. E em certo momento, o cansaço me venceu, coloquei a cabeça em seu colo e adormecei.

Não sei quanto tempo se passou. Só sei que acordei com burburinho de pessoas falando. O susto me assolou e dei um pulo do colo dela.

Vi que alguns amigos do meu avô, alguns diretores e pessoas mais intimas dos Cullens estavam lá.

Seth, Sue, Rachael, Rebecca e uma moça que não conhecia estavam em um canto mais afastado dos outros. Corri para Seth e o abracei forte.

- Ele esta morrendo. – Sussurrei muito baixo, sem conseguir aumentar o tom de voz. Estava rouca demais para falar.

- Ele vai viver, docinho. Seja otimista! Você precisa encarar isso bem.- Todos me olhavam com pena. Até a vaca da Rebecca estava chorando e não se atrevia a fazer graça.

- Jacob é forte... Temos que acreditar. – Rachael disse e fui abraçá-la. Ela chorava muito e parecia tão destruída quanto eu. – Eu já perdi meus pais. Deus não fará isso... Não novamente. – Havia tanta dor na sua voz. Conseguia compreender o seu medo. Ela já sabia como era a perda.

- Vocês precisam ser fortes. Já doamos sangue e pelo que sabemos a operação para a retirada da bala acabará logo. Não fiquem pensando o pior. É sempre bom ter energia positivas nesse momento. – Disse a moça com tom de pele morena, clara, os longos cabelos negros cacheados, um rosto bonito e meigo. Ela era baixa, tinha o corpo bonito que era realçado pela calça de couro preta. Usava um suéter branco e um cachecol vermelho. Naquele momento eu soube que era ela. Era por ela que Seth estava apaixonado. Linda, delicada e gentil. Não consegui ter ciúmes. Naquele momento aquilo não significava exatamente nada. Só o que me importava era Jacob na mesa de cirurgia. Ele podia morrer... Não agüentaria aquilo.

- Aquela bala era para mim... – Sussurrei. – Alguém queria me matar.

- Não fala assim, filha.- Meus pais se aproximaram de nós. E meu pai disse com tom amargurado.

- Ele me chamou de Vadia Cullen. Já tinha roubado o colar... Queria me matar. Foi uma cilada. – Novamente a dor veio forte em meu peito. Fiquei sufocada e já estava caindo quando Seth me segurou.

- Casy... – Rebecca sussurrou.

- Como¿ - Sue perguntou franzindo o cenho.

- Só ela chamava de Vadia Cullen. Como um assaltante poderia saber¿ VACA! EU MATO A CASY! – Explodiu e todos olharam.

- Não há como provar nada. Os assaltantes fugiram, mas não podem vender a jóia. Ela é registrada e possui um chip de identificação. Se tentarem vender... – Ele ficou pensativo. Meu pai estava falando pouco, mas sabia que planejava algo.

- Ness, agora você não precisa pensar nisso. Não quer tomar um café comigo e com a Larissa¿ - Seth me perguntou. Vi que estavam abraçados me olhando com pena.

- Não, obrigada! Não sairei daqui até ter notícias do Jacob. – Comecei a chorar novamente e minha mãe saiu dos braços do meu pai, pegou a minha mão e me conduziu até  a poltrona da sala de espera.

Aquela noite foi terrível. O tempo parecia não passar e as pessoas se recusavam a partir do hospital. Como se preocupassem com Jacob¿ Pensei em meus devaneios.

Depois de muitas horas, o dia já clareando, a sala mais vazia, com apenas os familiares e amigos mais próximos, o cirurgião veio até nós com as primeiras notícias.

- Como foi a cirurgia, Dr Preston¿- Meu pai se adiantou. Todos se aproximaram do médico. Eu recuperei o resto de forças e me arrastei até ele. Precisava ouvir tudo o que tinha a dizer. Não agüentava mais a angustia da espera.

- Dr Cullen, eu não mentirei para vocês. A bala se alojou muito perto do coração. A operação foi bem complicada e por pouco não rompemos uma das artérias. A pressão cardíaca caiu muitas vezes e é um milagre ele estar vivo. Conseguimos retirar a bala, mas a situação dele é muito grave. Não sabemos se ele vai resistir muito tempo. Temos que esperar as próximas 72 horas para ver se há alguma reação. É importante manter a pressão cardíaca estável e monitorar o paciente. Enquanto isso ficará em coma induzido. Fizemos transfusão de sangue de emergência e esperamos que ele sobreviva. – Ele franziu o cenho e me olhou com relutância. – Esperamos, mas não podemos garantir. – Aquilo acabou comigo. O meu desespero aumentou novamente e comecei a chorar quando ele concluiu. – Acho melhor irem para casa. Não poderão ver o paciente agora.

- Eu preciso vê-lo... – Sussurrei, coloquei as mãos sobre a boca e abafei o choro.

- Nesse momento não é recomendável. Depois das 72 horas... Quem sabe! – Ele se virou para ir embora e voltou instante depois. – Podemos liberar uma nota para a imprensa¿ - Perguntou de forma impaciente.

- Podem liberar a nota. – Meu avô disse o cirurgião foi embora.

- Filha,você ouviu o que o médico disse¿ Não pode ficar aqui. Vamos para a nossa casa para você descansar. Depois voltaremos. – Minha mãe pediu com a voz cansada.

- Não,mãe... Não! –Implorei de forma desesperada. Todos me olhavam com compaixão, mas não me deixariam naquele hospital até que ele se recuperasse.

- Você vai para a nossa casa e ficará no seu antigo quarto. Precisa descansar um pouco. Ou quer que Jacob a encontre acabada quando acordar¿ - Meu pai pedia com jeito. Parecia ter medo de eu quebrar naquele momento. Falou comigo como costumava a fazer quando eu me machucava brincando com as crianças na escola. Seu olhar era terno e ao mesmo tempo externava preocupação. – Precisa tomar um banho, tirar esse vestido sujo de sangue e comer algo. Uma boa cama por algumas horas lhe fará bem. Mais tarde pode voltar para cá, mas agora, mocinha, a ordem é descansar. – Acabei me rendendo e assenti com a  cabeça.

Olhei para Seth, sua namorada Larissa, Sue e as gêmeas, e caminhei até eles.

- Larissa, foi um prazer em te conhecer. Obrigada pela força nesse momento. Sei que seremos muito amigas. – Ela sorriu e me abraçou sem se preocupar com o sangue em minha roupa.

- Eu já te conheço bem, Ness. Seth fala muito em você e sei que nos daremos bem. Depois, quando tudo se acalmar, vou visitar vocês. – Ela se afastou, levou a mão até a minha bochecha e a tocou. Depois sorriu docemente para mim. Sabia que seriamos boas amigas quando aquilo tudo acabasse.

- Eu esperarei a sua visita. – Olhei para as gêmeas e pedi que viessem juntas. – Vocês podem vir conosco. – Mesmo com ressentimento de Rebecca,não poderia deixá-la ali naquele hospital. A imprensa faria uma festa com as duas e também precisavam ser protegidas contra aqueles abutres. Rachael abraçou Rebecca e as duas seguiram atrás de nós.

Para sair do hospital foi outra complicação. Os repórteres não respeitavam a dor da família e fazia perguntas absurdas. Tiravam milhares de fotos e apesar dos seguranças tentarem conter o tumulto, só faltaram enfiar os microfones em nossos rostos. Fomos perseguidos no caminho para casa e quando chegamos de carro, mais uma multidão estava de prontidão em frente a mansão dos meus pais. O carro entrou pelo portão e os seguranças o fecharam, impedindo que invadissem a propriedade.

Eu me arrastei cansada para o meu antigo quarto, enquanto minha mãe tentava acomodar as gêmeas, que também pareciam acabadas de cansaço.

Tirei as roupas no meio do quarto, fui para o banheiro, entrei no Box, abri o chuveiro e fiquei um bom tempo sentindo a  água quente caindo sobre o meu corpo. Sentei-me no chão, abracei os joelhos com os dois braços, apoiei a testa sobre ele e fiquei sentindo a meu corpo sendo relaxado pela água.

A porta do Box se abriu, a água do chuveiro parou de cair. Percebi que alguém havia fechado a torneira. Levantei a cabeça e minha mãe estava de pé com a toalha na mão.

- Levanta, filha! – Pediu.

Eu me levantei, peguei a toalha, enxuguei o corpo, coloquei o roupão que estava pendurado no aparador de roupas e fui para o meu antigo quarto. Deitei sobre a cama na posição fetal, abraçando o meu corpo, fechei os olhos e apaguei.

--- xx---

Não sei quanto tempo eu dormi. Só me lembro de acordar com o corpo pesado, a cabeça doendo e muita preguiça de me levantar. Mas a minha consciência me lembrou de Jacob e o desespero voltou a me dominar.

- Jacob...

Levantei cambaleando da cama, bocejei longamente, estiquei os braços e as pernas. Fui até ao rack e peguei o controle da TV. Liguei o aparelho e sintonizei na CNN.

A polícia continua a investigar o assalto que vitimou o empresário Jacob Black.
Ainda não há nenhuma pista dos assaltantes, mas o delegado garante que nas próximas horas apresentará os suspeitos.

O empresário, que se atirou diante da sua esposa, a Herdeira de um dos maiores patrimônios dos Estados Unidos, Renesmee Cullen Blackb, e levou um tiro no peito.

O seu estado ainda é grave.

- Evaristo, temos alguma informação do Hospital¿

- Selena, segundo a direção do hospital, o empresário passou pelas 72 horas mais críticas. Agora eles esperam os exames para tirarem o empresário do como induzido. Não temos muitos detalhes. A família está bem reservada nesse momento e o Magnata Carlisle Cullen pediu sigilo nesse momento.

- Tem alguma notícia da esposa¿ Ela não veio no hospital esses dias.

- Segundo informações de amigos mais próximos, a senhora Black esta sedada no momento.

- Obrigada, Evaristo.

Traremos mais notícias assim que o hospital divulgar uma nota oficial. Estamos tentando falar com a esposa, mas até o momento a família Cullen não permitiu.

- Droga! Eles me apagaram. – Forcei a minha mente e me veio alguns flashes do meu pai com uma injeção. Eles me forçaram a comer e depois me sedaram. Golpe baixo, mas sei que foi para o meu bem. Não suportaria esperar por notícias do hospital. Certamente enlouqueceria todo mundo.

Caminhei ainda zonza até a porta e lentamente cheguei ao topo da escadaria. Segurei firme na madeira do corrimão e comecei a descer lentamente. Ouvi vozes vindas da sala. Eram minhas tias, minha avó, as gêmeas, Sue, Seth, Larissa e a minha mãe.

Passo a passo cheguei a sala e os vi sentados conversando. Todos me olharam com preocupação e permaneceram em silêncio por longos segundos.

- Como está o Jacob¿ Eu quero vê-lo. – Disse caminhando na direção deles.

- Primeiro a senhora vai comer algo.  – Minha tia maluquinha deu um pulo da poltrona onde estava e correu, acho que para cozinha, os demais continuaram em silêncio.

- Filha, ocorreram algumas complicações. Mas ele esta bem. – Minha mãe disse preocupada.

- Que complicações¿ - Meu coração palpitou. Coloquei as mãos sobre o peito,veio a falta de ar novamente e a forte dor. – O que aconteceu com meu marido¿ - Já estava chorando novamente.

- Ele teve duas paradas cardíacas nas últimas horas. Os sinais vitais dele estavam bem instáveis e os médicos tiveram que fazer aquelas massagens cardíacas para trazer os sinais  vitais de volta. Agora ele esta bem filha. – Minha mãe sentou-se ao meu lado, puxou o meu corpo e colocou a minha cabeça em seu colo.

- Eu preciso vê-lo... – Choraminguei.

- Eles não deixarão, amor. – Minha avó disse com a voz chorosa. Nem quis olhar em seu rosto. Sabia que estava prestes a desaguar o Tennesse novamente.

- Pede para o papai. Cadê ele¿

- Seu pai está no hospital e seu avô na empresa. Aquilo lá está um pandemônio. As ações caíram e os clientes estão nervosos. Seu avô está tentando equilibrar as coisas.

- Jasper foi para a delegacia para apressar as investigações. Emmett esta com ele e usa o prestigio de seu pai. Acho que estão procurando um bode expiatório. – Disse Rosalie.

- Todos sabem que a mandante foi a vagabunda da Casy! – Disse com raiva. Meu sangue ferveu e vi tudo vermelho naquele momento. Tinha a vontade de estrangulá-la. – Eu vou matar aquela mulher! Vou matar!

- Não vai adiantar nada. – Disse Larissa. – A polícia não conseguiu nenhuma evidência contra ela. Meu pai é promotor público e disse que o delegado está nervoso. A prefeita esta com a corda no pescoço dele e estão procurando alguém para acusar. A Casy não tem dinheiro, não tem conta no banco com quantia para pagar um matador. Não encontraram nenhuma ligação dela com mafiosos. Sem provas não podem fazer absolutamente nada. E a jóia roubada deve estar muito escondida agora. Sabem que não podem se desfazer dela.

- E o que faremos¿ NADA¿ Aquela vaca tentou me matar e a polícia não pode fazer nada¿ É ISSO¿ - Cuspi as palavras com ódio.

- Ness, a polícia só pode trabalhar com evidências. E não há nenhuma que aponte para ela. Não há o que fazer até as jóias ou os assaltantes aparecerem. Se existem um mandante, eles precisam testemunhar contra ele. E duvido que ela seja burra para negociar diretamente com bandidos. – Larissa falava com propriedade. – Ela deve ter um cúmplice.

- O seu pai sabe de algo mais¿ - Perguntei e ela negou.

- A policia tem vários informantes e nenhum deles sabe de nada ao que parece. Ou não querem se envolver com isso. Se o seu marido morrer, alguém terá que pagar por isso. Ninguém quer se envolver em um caso com peixe grande como ele. Entende¿ A Casy está sob vigilância e foi proibida de sair do Estado até o fim das investigações. Mas é só isso.

- Não acredito! – Alice entrou com uma bandeja de comida naquele momento.

- Minha sobrinha preferida, se comer tudo direitinho, dou um jeito para ver o seu marido. OK¿ - Perguntou e assenti. Sabia que ela conseguia tudo quando queria e não mediria esforços para eu entrar no CTI para ver Jacob.

Depois de me alimentar, fui para o quarto com a minha mãe, tomei banho, vesti roupas apresentáveis e depois desci para encontrar os demais. Saímos da casa dos meus pais, cada um seguiu em seu carro, e partimos para o hospital onde Jacob estava.

Mais uma vez os repórteres e paparazzi estavam plantados na porta da casa e do hospital, dificultando a passagem. Aquilo virou um circo de horrores e eu era a artista principal. Todos queriam me ver e me fotografar. Queriam uma única entrevista para fazer sensacionalismo. Ali eu me sentia como aquelas celebridades, que tinham suas vidas invadidas de forma tão cruel. Não tinha se quer o direito de sofrer calada. Eles queriam munição para mais fofocas.

Sentei em um dos bancos, Seth sentou do meu lado, apoiei a cabeça em seu ombro e ele ficou me fazendo carinho. Larissa nos olhava de longe, enquanto conversava com as gêmeas, mas não parecia ter ciúmes. Ela era segura de si e isso o deixava mais forte. Pela primeira vez me senti feliz pelo meu amigo. Ele havia encontrado a mulher ideal finalmente.

O que ninguém esperava aconteceu. Estava distraída em meus devaneios, quando ouvi um burburinho. Virei para ver quem era e vi as gêmeas discutindo com uma mulher que estava de costas. Naquele momento soube que era ela e meu sangue ferveu. Levantei-me por instinto, minha mãe me segurou, vi que minha avó e Rosalie já estavam lá com Seth, Sue e Larissa no meio da discussão. Consegui me soltar da minha mãe e corri até lá.

Todos nos olharam assustados. Esperaram pela minha reação e eu por minha vez, a encarei por frações de segundos e sem pensar em mais nada, dei-lhe ma bofetada no rosto.

- SUA “PI...NHA”! VADIA! ORDINÁRIA! – Comecei a esbofetear a mulher, quando me puxaram por trás. Eu fiquei completamente cega. Nem vi que me puxou e comecei a lutar. Vi a mulher vermelha de raiva e os seguranças do meu avô a conduzindo para fora enquanto gritava.

-VOCÊ VAI ME PAGAR! JURO QUE VAI! SE ELE MORRER A CULPA É SUA, VADIA CULLEN! ISSO VAI TER VOLTA! NÃO PENSE QUE DEIXAREI ESSAS BOFETADAS POR MENOS.

- ME SOLTA! EU VOU MATAR ESSA MULHER! ME SOLTA! EU ACABO COM ELA! SOLTA! SOLTA! AHHHHHH!-  Eu me debati muitas vezes e fui contida por diversas pessoas. Bati em muita gente, acho que na minha mãe, avó e tia. Estava completamente cega pelo ódio. Quando eu me acalmei, alguém me deu um copo com água e açúcar. Depois me sentei com minha mãe, ainda chorando de ódio por não terem me deixado acabar com a VACA.

Alice voltou minutos depois com sorriso enorme. Ela saltitava como uma perereca na panela quente. Sabia que havia conseguido o que queria e eu veria Jacob. Ela só ficaria com muita raiva de ter perdido o BARRACO do século... Certamente ficaria.

- Ness!! Ness! Você verá o seu marido, mas é só por alguns minutos. OK¿ Vai lá! – Ela bateu palminhas, abri um sorriso discreto e vi minha mãe sorrir pela primeira vez.

Entreguei a bolsa para minha mãe e caminhei pelo corredor. Uma enfermeira me esperava.

- O Dr disse para não demorar muito. Só pode ficar com ele por cinco minutos. Venha fazer higienização. – Ela me chamou e eu a segui pelo longo corredor. Entramos no setor privado do hospital e a maioria das pessoas andavam com toucas, máscaras e luvas, além daquela camisola azul sobre a roupa. Entramos em uma sala, ela pediu para eu lavar as mãos com o sabão especial sobre a pia. Depois que terminei, ela me colocou a touca, a camisola, máscara e luvas. – É para ele não correr o risco de pegar uma infecção hospitalar. – Comentou. – O seu estado já não é bom e todo cuidado é pouco. – Terminamos e saímos da pequena sala.

Seguimos alguns metros no corredor, olhei pela janela de vidro Jacob deitado sobre a cama com aparelho de respiração em sua boca, um monte de fios presos ao peito direito. O outro lado o curativo da operação. Meu coração apertou, as lágrimas se formaram no canto de meus olhos,novamente a dor foi tão grande que fiquei sem ar. Tentei me controlar naquele momento. Sabia que se começasse a chorar ali, ela não me deixaria entrar.

A sala branca era fria, pouco iluminada, mórbida e o barulho do bip do aparelho que marcava os sinais vitais era insuportável. Podia ouvir claramente o som que o respirador artificial fazia, vi as linhas azuis e vermelha, com um ponto subindo e descendo sobre as linhas marcando os sinais de vida dele. Em uma de suas mãos, esparadrapo prendia uma pequena agulha que estava ligada a bolsa de soro. Jacob parecia morto e eu me sentia afundando em um abismo.
Permiti finalmente as lágrimas rolarem sobre o meu rosto. Inclinei o corpo e beijei a sua testa fria. Levei os lábios ao seu ouvido e sussurrei.

- Jacob, amor,você precisa ser forte por mim. Precisa viver para mim! Por favor, viva!
Você prometeu que para sempre estaríamos juntos. Que me amaria todos os dias da minha vida e se redimiria por todas as suas falhas. Me prometeu um filho fruto do nosso amor. Não pode morrer! Por favor! Não morra! Eu preciso de você como do ar que respiro e se morrer, a vida para mim não terá mais sentido.

De repente, o som do bip começou a tocar de forma estranha e estridente. Era um ruído continuo e as linhas se mexiam de maneira incompreensível para mim. Pensei que estava morrendo e apertei o botão de alarme ao lado da cama. O ruído ficou mais alto e o ponto fazia um estranho zig zag estranho sobre as linhas no aparelho.

- Jacob! Jacob!! Por favor, Jacob! Volta!

Os médicos invadiram o quarto, a enfermeira me afastou, enquanto um deles pegou um aparelho que parecia um ferro, tirou os fios presos em seu peito e começou a apertar com descargas elétricas.

- UM! DOIS! TRÊS!

- UM! DOIS! TRÊS! REAGE, JACOB!

- Cuidado com o curativo da operação. – O Outro médico disse.

- Eu sei! Não vou atingir o curativo do paciente. – O médico respondeu aproximando a coisa do peito de Jacob e fiquei aflita.

- Jacob, não!Não pode morrer! Não!!!- Coloquei as duas mãos sobre a boca e abafei o grito.

- UM! DOIS! TRÊS! COLOCA NA POTÊNCIA MÁXIMA! ESTAMOS PERDENDO O PACIÊNTE!

- UM! DOIS! TRES! REAGE!!

O aparelho começou a fazer um outro tipo de bip,com um som mais pausado; vi que a bolinha sobre as linhas faziam outro movimento no monitor. A enfermeira viu e o médico parou de colocar aquela coisa sobre o peito dele. O outro pegou uma injeção, injetou um liquido amarelo que estava no vidro de remédio e aplicou no ofício do tubo da bolsa de soro. De repente, Jacob abriu os dois olhos e todos se olharam espantados.

PVO Jacob

- Filho,vai ficar tudo bem,mas para isso você precisa voltar. – Minha mãe estava linda, usava um longo vestido branco, parecia um anjo de luz. Algo reluzia a sua volta e sua expressão era muito tranqüila. – Não chegou a sua hora. Você precisa voltar. – O som da sua voz era suave. Parecia uma música melódica.

- Não, mãe! Eu esperei tanto para te encontrar. Quero ficar aqui você. – Disse ainda desorientando.

- Filho, se você não voltar agora. Seu espírito ficará vagando por ai. Você ainda tem muitas coisas para fazer. Precisa se redimir de todo o mal que já fez. Precisa cuidar de Rebecca. Sua irmã esta desorientada e precisa do seu carinho. Rachael tenta ser forte,mas no fundo ela é muito frágil. E sua esposa não suportará sem você ao seu lado. Vá, Jacob! Vá! – Ela disse e sumiu.

Comecei a andar pelo túnel em sua direção, mas eu nunca chegava ao final. Nunca chegava até a luz no final daquele longo túnel e não agüentava mais andar. Sentia meu corpo cansado e sem forçar para continuar.

- Mãe, espere por mim! MÃE! EU DEMOREI TANTO PARA TE ENCONTRAR. ESTOU ANDANDO EM DIREÇÃO A LUZ A TANTO TEMPO. MÃEEEEE!

Jacob, amor,você precisa ser forte por mim. Precisa viver para mim! Por favor, viva!
Você prometeu que para sempre estaríamos juntos. Que me amaria todos os dias da minha vida e se redimiria por todas as suas falhas. Me prometeu um filho fruto do nosso amor. Não pode morrer! Por favor! Não morra! Eu preciso de você como do ar que respiro e se morrer, a vida para mim não terá mais sentido.

- Eu conheço essa voz, mas não me lembro. Eu conheço. –Forcei a minha mente e um filme passou diante dos meus olhos. Vi todos os acontecimentos desde o dia em que recebi o seu email. Senti uma dor no peito. Tentei voltar, mas não conseguia andar. A dor aumentou, como se estivesse levando um soco forte, depois outro e outro.  – Eu me lembro de você... Eu disse que para sempre estaríamos juntos... Para sempre! Ness, eu amo você. – Fui puxado por uma força maior, estava quase sufocando e me vi deitado sobre a cama quando a dor passou, meu espírito flutuou de volta ao corpo e abri os olhos.


Nota Glau
Só digo uma coisa, se Jacob morrer eu te mato... Se Jacob morrer eu abandono a fic... Como vc teve coragem de atirar no peito do Jacob... Você é maluca... Eu não gostei do tiro... AFF Vcs sabem que sou dramática, para que esse drama todo¿ Tudo bem que já matei Jacob em duas fics, mas isso não conta agora. Ou conta¿ Vcs não confiam em mim¿ Acho que não. Não é¿
Bem, esse cap foi até light para desestressar vcs um pouquinho. No próximo voltamos para aquelas emoções de atentados, barracos, tiros, declarações e ... Segredo!   Shuahsua shau
Glau, vc é doida e eu sou ainda mais por te acompanhar. Sei que é isso que estão pensando, mas aguardem na disciplina. OK¿
Gostaram do cap¿ Mereço mais recomendações¿ Acho que sim, não é¿
Agora me digam o que estão achando do site¿ Gostaram¿ Eu ainda estou me adaptando... Pelo menos tentando. Né¿

Só vou receber fics para o concurso até segunda no período da manhã. A tarde tenho que enviar as fics para as juradas aprovarem a primeira etapa e escolherem s finalistas.OK¿ Não deixe para a última hora.

Boa leitura e bjus no core

N/Heri:  Gente calma ela ta treinando pra próxima fic, por  isso tanta ação e drama.
Eu acho!...  Amoré você atirou mesmo?... E a Larrissa?... E a Casy desaforada, tinha que ter um bisturi  na mão da Ness e  rasgar ela de cima a baixo. OPS! To contaminada de violência.
Agora vamos la comentem pra ela continuar rapidinho assim....bjs girls







quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A HERDEIRA - JAKEXNESS 28 Atentados


Autora se escondendo de baixo da mesa... Ai! Ai !Ai! Não atirem pedras. Kkkk Eu estou com coletes a prova de balas, então tiros não funcionará.

Bjus no core

28 Atentados – PVO Jacob

Às coisas estavam tensas naquele momento. Os Cullens haviam voltado e nem tínhamos conhecimento até que foram a nossa casa. Soube depois por um dos diretores, que ligou para a nossa casa naquele mesmo dia, que o dono da revista que publicou a matéria havia ligado para Carlisle antes da publicação.

Ness estava aflita com aquilo tudo e quando cheguei ao quarto estava chorando. Tinha medo da macumba que fizeram, de tudo o que a imprensa noticiaria e da loucura de Casy. Apesar de toda aquela tensão, tentei me mostrar calmo e disse que tudo ficaria bem, mas no fundo sabia que  a tendência das coisas era só piorar.

Ela dormiu agarrada a mim e falou a noite inteira. Tive a exata noção de seu medo naquele momento. Não era apenas pelo escândalo, mas por receio de Casy e eu nos matarmos naquela guerra de nervos. Foi uma noite complicada e difícil para eu ouvir o seu choro baixinho. Mesmo dormindo ela chorava e implorava que não fizesse besteiras.

Assim que amanheceu, acordei e a vi em pé diante da janela. Sua aparência não era nada boa naquela manhã.

Eu a abracei por trás, beijei o seu pescoço e ficamos abraçados um tempo.

- Temos que nos arrumar. – Ela disse com a voz muito baixa. – Precisamos chegar cedo a empresa.

- Ainda temos um tempo. São apenas 5:30 e a reunião é somente às 10:00. Além do mais, eles não começarão sem nós. Venha para cama um pouco. – Peguei a sua mão e a puxei para cama. Deitei o coloquei o seu corpo sobre o meu. Estava ardendo de desejo, mas ela acabara de perder o bebê e ainda estava sangrando.

Ficamos abraçados até 6.30, depois ela foi tomar banho e se arrumar. Continuei na cama pensando em como os diretores me humilhariam e me tirariam a presidência. Era horrível pensar no que aconteceria, mas já estava preparado para a coisa. A única coisa que não poderia perder era a minha esposa. Não agüentaria perdê-la mais uma vez. De resto, o destino poderia se encarregar e daríamos um jeito.

Depois que Ness se arrumou, fui para o banheiro, tomei o meu banho e comecei a me preparar. Terminei o meu asseio e fomos tomar o nosso café. Sue nos trouxe o jornal, mas eu não quis lê-lo. Já era terrível demais toda aquela confusão. Não ficaria me martirizando com as fofocas dos paparazzi.

Terminamos o nosso café e o “Vi...nho” já havia preparado o carro para partimos. Fala sério! Ele era ingênuo o bastante para achar que iria com ele¿ Dispensei os seus serviços e segui para Seattle em meu carro, com a minha esposa que estava linda em um vestido azul claro, da cor do céu, do estilo clássico chanel, usava um cinto branco, salto alto agulha e uma pequena bolsa de mão branca. Parecia uma daquelas atrizes daqueles filmes antigos. Até os cabelos negros presos em um coque perfeitamente arrumado e uma suave maquiagem faziam contraste com a sua vestimenta.



Apesar do trânsito, conseguimos chegar antes das 10:00 no meu escritório e ficamos esperando a minha secretária, Sra Morgan, nos chamar para o início da reunião. Ness estava nervosa e suas mãos suavam frio naquele momento. Parecia ainda mais temerosa do que eu e seus olhos aflitos me davam nervoso.

Alguns minutos se passaram e Sra Morgan me chamou para a fatídica reunião.

Seguimos pelos corredores até a sala e todos nos olhavam com curiosidade, alguns com pena e outros com desaprovação. Estava a ponto de explodir, mas me contive.

Quando chegamos a porta da sala, Ness segurou forte a minha mão e disse:

- Pronto¿ Estarei com você. Não perderá a presidência, eu prometo. – Levou a minha mão até os seus lábios e beijou.

Na sala de reunião, os diretores, acionista, Carlisle e Edward Cullen já estavam a nossa espera. Cumprimentamos a todos e seguimos para os nossos lugares, que ficavam próximo aos de Edward e Carlisle, que estava em uma das cabeceiras da mesa.

- Bom dia, Srs!

-Bom dia! – Respondera em couro.

- Srs, o motivo dessa assembléia de emergência é a atual situação em que estamos. – Começou Carlile e todos assentiram olhando para ele. – O nosso atual presidente está passando por um escândalo na vida pessoal e isso fez com que as ações da empresa despencassem 3 pontos na bolsa ontem. Não sabemos quanto cairá hoje e não sei qual a posição de vocês. Sou o principal acionista, mas sei que vocês pequenos acionistas também têm muito a perder. Por isso gostaria de uma votação pela permanência ou não do nosso diretor Jacob Black a presidência.- Ele concluiu e Roger Marks interviu.

- A permanência do Sr Black só tende a prejudicar a empresa. Nós já fechamos com prejuízo nos últimos quatro meses. Acho que o ideal é escolhermos outro presidente. – Disse com sorriso enorme me encarnado. O FDP achava que seria o indicado para a presidência e deveria estar instigando os demais acionistas e diretores.

- O Sr Marks tem toda razão. – Outro começou. – A vida particular de um presidente pode prejudicar muito a empresa. Os nossos clientes não terão confiança em um presidente que não tem nem controle sobre a sua vida pessoal.

- Então acho que precisamos de nomes ao cargo. – Disse meu sogro Edward Cullen. – E olhou para Ness e eu. Gelei naquele momento. O que ele pretendia¿ Se candidataria ao cargo¿ A narja da sua mulher estaria fazendo a sua cabeça¿ Inferno!

- Eu gostaria da palavra. – Ness disse e todos olharam assustados. Não achei que fosse realmente falar algo, mas ela estava disposta a tudo. – Todos sabem que meu avô passou 50% das ações para o meu nome em vida. O restante das ações são a parte que caberá as minhas tias. Mas com elas eu já sou a acionista majoritária. Vocês devem me considerar ingênua e inexperiente demais para o cargo, mas quero concorrer a presidência e com o meu número de ações ela já é praticamente minha. – Arqueou a sobrancelha e se levantou. – Vocês estão se valendo de uma situação desfavorável para tirar a presidência de minha família. Sabem perfeitamente que meu avô não tem condições para voltar agora. Que meu pai é médico e não tem tempo para isso. Contar com as minhas tias seria desperdício de tempo. Assim a presidência ficaria com um estranho. Vi meu avô trabalhar duramente dia a dia para construir esse império. Vejo meu marido se matando de trabalhar todos os dias nesse intuito. Acho injusto essa atitude. Quantas vezes deixamos de sair¿ A lua de mel que não tivemos¿ E as noites que ele passa no escritório lá de casa sobre uma pilha de documentos¿ Não levam isso em consideração. Não levam nada em consideração, somente a ganância pela empresa da minha família, que hoje está praticamente em meu nome. Por essa razão, decidi lutar pelo meu patrimônio. Não acho que um incidente ou alguns incidentes levaram um império solido e reconhecido a falência. E se vocês acham isso, que me vendam a ações de vocês. É um favor que estariam me fazendo. Dito tudo isso, eu me indico para a presidência desde já. Quem será o meu concorrente¿ - Todos estavam estupefatos. Nem eu acreditava que ela seria capaz de falar tais coisas. Carlisle estava com um sorriso orgulhoso e Edward maravilhado com a coragem da filha.

- Mas a senhora não tem preparo algum. Como pensa em dirigir essa empresa¿ - Senhor Marks questionou com tom arrogante.

- Meu marido e meu pai são ótimos administradores. Acho que não me faltará nenhum tipo de ajuda. E Jacob não ficaria nada triste como o meu assessor particular. Então não se preocupe com isso.

- Isso é uma afronta! – Ele estava se exaltando.

- Recomponha-se senhor Marks! – Meu avô o advertiu. – Minha neta, como acionista majoritária, é a pessoa mais indicada para o cargo. Vocês querem uma votação¿ Acho que não precisa.

- Para termos uma garotinha sem experiência, é melhor manter o seu marido. Ao menos ele é comprometido, esperto, tem tino para os negócios e conseguiu melhorar a situação da empresa.

- Andrew Bakes falou e todos pareciam concordar.

- Acho que manter o Black na presidência é o melhor. Mostraremos para os nossos clientes que a empresa tem uma posição firme e confia em seu presidente. Mudar agora seria sinal de fraqueza e perderíamos muito mais com isso. Acho que a nossa acessória de imprensa tem que divulgar uma nota, informando que a empresa tem total confiança no presidente e que nada mudará. Os clientes ficarão mais tranqüilos com isso. – Donald Maccadrew disse e todos acharam que aquilo fazia lógica.

A Reunião seguiu e coloquei as minhas estratégias para aumentar o valor das ações. Todos concordaram que o marketing naquele momento era o melhor. E ao terminar, Ness e eu fomos cumprimentados por todos, inclusive Carlisle e Edward, depois seguimos para a minha sala.

- Não sabia que minha esposa era tão valente.  - Disse quando entramos em minha sala. Encostei a sobre a mesa, depois peguei a sua mão e fomos para a minha cadeira. Sentei e a coloquei em meu colo. Segurei firme a sua cintura e fui subindo as mãos até o seu seio.

- Jacob, pode entrar alguém. – Disse com tom nervoso.

- Eles estão conversando na sala de reunião e vão demorar. Agora me deixe te recompensar pela sua valentia. – Comecei a beijar o seu pescoço e fui subindo até chegar ao seu queixo. Distribuir beijos pela sua pele doce e macia era maravilhoso. Eu me perdia completamente naquele cheiro delicioso. Minhas mãos acariciaram os seios por cima do tecido do vestido. Ela fechou os olhos e gemeu gostoso.Tomei os seus lábios de forma gentil e comecei a movê-los.Inclinei o rosto e pedi passagem para a minha língua. Os movimentos de nossas línguas juntas eram deliciosos. Sentia os seus dedos em meus cabelos, causando-me arrepios pelo corpo. Meu tesão já estava chegando ao auge. Não sabia o quanto agüentaria esperar para possuí-la. De repente, ouvimos o  pigarro e interrompemos o beijo. Quando olhei para frente, ainda ofegando, vi Carlisle e Edward olhando para nós.

- Deveriam trancar a porta. – Carlisle nos advertiu.

- Ah... vô... God!- Ela saiu rapidamente de meu colo e foi para o banheiro. Estava morrendo de vergonha pelo flagrante. Eu estava constrangido por sermos pegos em uma situação daquela, que era no mínimo constrangedora, mas tentei me recompor e disfarçar os meus sentimentos.

- Desculpem, senhores. Jovens e apaixonados costumam ser impulsivos. Sei que não posso me dar ao luxo de ser impulsivo, mas às vezes é difícil resistir a minha esposa.

- Entendo! Mas tome cuidado. Outra pessoa poderia entrar na sala e não seria nada bom para a reputação do presidente. Você já está com a cabeça a prêmio, então não abuse da sorte. – Continuava com tom severo. – Gostaria de chamá-los para um almoço no Garden. Esme e Bella estão nos esperando lá e pedimos mais dois lugares.

- O convite é adorável, Carlisle,mas sabe que sua nora não gosta de mim. Isso pode ser constrangedor para todos nós. – Tentei fugir, mas sabia que não haveria outro jeito.

- Nós aceitamos, vozinho. –  Ness disse ao entrar. - Só nos dê um tempo e já vamos. – Ela olhou para mim, com aquele jeito pidão e soube que não teria como fugir.

Ficamos mais uns minutos na sala e depois segui com Ness para o restaurante. Sabia que não seria uma tarde muito agradável, com a minha sogra “narja cascacu” por perto, contudo dispensar um convite de Carlisle, quando ele estava sendo tão “complacente” comigo não seria nada bom.

No restaurante fomos observados por todas as pessoas, nas mesas em volta, quando entramos e fiquei de certa forma constrangido. Fingi que nada aconteceu e coloquei a minha cara de pau de sempre, segui de mãos dadas com Ness até a mesa e cumprimentamos a todos.

Apesar de Bella fizer aquela cara de amora azeda, não deu nenhuma alfinetada, ao contrário disso, estava estranhamente calada aquela tarde e preferiu me desprezar. Melhor assim! Pensei em meus devaneios.

Conversa vai e conversa vem, Esme e Bella arregalaram os olhos de repente. Ness se virou e quando girei para ver quem era, levei um susto.

- Parece que se safou dessa vez, amorzinho. – Casy deu um sorriso malicioso para mim e depois se dirigiu para Ness.

- Você é a Vadia Cullen¿ Na foto estava mais bonita. Acho que fizeram muito photoshop em você... – Colocou o dedo sobre o queixo e fingiu pensar. Eu conhecia bem aquele olhar debochado e tive que me contar para não dar “PO” nela ali mesmo. – Mas eu já sei o que ele viu em você. RaRaRaRa Seu dinheiro! – Bateu palmas como uma louca e todos pararam para observar o barraco.

- Você já foi longe demais, Casy. Eu já te avisei! – Disse com raiva para ela.

- Vai me bater¿ Sabe que estou morrendo de saudade das suas “PO”. Chego a sonhar com isso, meu gostoso. Sei que você tem que fingir ser um bom moço. Isso você sabe fazer como ninguém. Até conseguiu convencer essa “Ba...ca” que a ama. Imagine só! È muito burra essa. Se ela soubesse com quantas mulheres você já dormiu para conseguir o que quer.Rarara

 Carlisle fez um sinal para o maitrê e em seguida seguranças chegaram próximo a Casy.

- O que é¿ Eu vim almoçar com meu amigo ali! – Ela apontou para a mesa e vimos Roger Marks.

FDP! Vocês estão juntos para me “FU”. Passo por cima dos dois num tempo.

- A senhora queira nos acompanhar! – O segurança ordenou.

- EU NÃO VOU SAIR DAQUI! ACHA QUE PODEM ME EXPULSAR¿ SÓ POR QUE ESTOU DIZENDO A VERDADE PARA ESSES AI!- APONTOU PARA NÓS! – OUÇA BEM, JACOB BLACK, VOCÊ NÃO FICARÁ COM ESSA VADIA. NÃO MESMO! ACHA QUE ESTOU DOIDA¿ VOCÊ NÃO SABE O QUE UMA MULHER TRAÍDA PODE FAZER. ENTÃO ESPERE PELA MINHA IRA. NÃO TOQUEM EM MIM! NÃO ME TOQUEM! – Ela começou a se debater, enquanto os seguranças a arrastavam para fora.

- Que lamentável! Esse é o tipo de gente com quem esse ai se relaciona. Muito desagradável, filha. Por que ainda atura isso¿ - A narja começou a jorra o seu veneno e Ness explodiu.

- CALA A BOCA, MÃE! Se não pode ajudar, então não atrapalha. – Ela se levantou da mesa em um impulso e seguiu para o toalete. Esme e a narja se levantaram e foram atrás dela.

- Espero que você dê um jeito nesse “problema”, Jacob. A minha neta te ama, mas eu não engoli essa história de você se vingar e querer nos roubar. Eu odiaria ter que fazer minha neta sofrer. Odiaria mesmo! – Carlisle tinha uma sombra de raiva nos olhos. Sabia que ele se pudesse acabaria comigo. Só não tinha feito pela neta, mas o meu pescoço estava a prêmio. – No fundo você é igual ao seu pai. – Um ódio me subiu e tive que me segurar para não explodir. A minha fome foi embora e o ambiente estava me fazendo mal.

- Não fale do meu pai, por favor. Você não sabe nada sobre ele. – Rebati com raiva.

- Pai, por favor! Não queremos aborrecer nossa Ness. Ela já estará de volta e essa conversa... – Ness já estava de volta a mesa e Edward parou de falar.

- Eu quero ir embora. – Ela disse fazendo bico. Se fosse outra ocasião, eu teria me perdido naquele beicinho lindo. Mas estava aborrecido demais com a situação.

- Eu também não estou bem aqui. Vamos almoçar em casa. Está com muita fome¿ - Perguntei e todos nos olharam incrédulos.

- Perdi a fome, amor! Vamos para casa.

- Vocês não farão essa desfeita. – Disse Esme com a voz triste.

- Esse homem virou a cabeça dela. Não reconheço mais a minha filha. Ela não faria isso em outra ocasião. Não foi essa educação que dei.

- Vamos! Tchau, gente! – Ela acenou para eles, depois me deu a mão e saímos juntos.

No caminho para casa, fomos em silêncio e pude ouvir o seu choro baixinho.  Queria dizer algo para acalmá-la, mas estava aborrecido demais para isso.

Quando cheguei a estrada de Forks, acelerei o carro e cheguei a 180km\h. Estávamos com fome e loucos para chegar em casa. Quando chegamos em La Push, pegamos uma estrada de via única e tentei reduzir a velocidade, mas não consegui. Percebi que o carro estava sem freio. Tentei disfarçar e entrei em uma rua de mão dupla. Ness pareceu estranhar eu entrar em um caminho diferente e mais longo para casa.

- Está com cinto¿ Se não estiver. Coloque, por favor!- Pedi para ela, enquanto verificava o meu cinto.

De repente, um caminhão veio na outra pista de frente para mim. Ao seu lado um outro carro e ele não mudou de pista. Fiquei assustado, mas tive a certeza que ele sairia da minha frente. Afinal estava na mão errada e teria que reduzir. Aquilo não aconteceu e tentei frear o carro, percebi que os freios falharam. O carro rodopiou sobre a pista, depois começou a capotar, tudo girava e se não fosse pelos cintos de seguranças teríamos sido arremessados longos.

- NESSS!!!

- JACOBBBB!!!!

Quando o carro parou de capotar, minha cabeça ainda girava e meu corpo doía. Virei o meu rosto lentamente e percebi que estava desmaiada.

- Ness, amor, fala comigo! Pelo amor de Deus, fala comigo! OMG!!! Eu não posso te perder. – Sem perceber já estava chorando. Chorava como criança com medo de perder o meu bem mais precioso. Meu coração doía muito e a aflição estava a ponto de me explodir. Tentei me soltar, sem êxito. Foi quando ouvi o som das sirenes.

Os paramédicos chegaram e me tiraram primeiro do carro. Eu não havia sofrido nada e me levantei, apesar do paramédico ainda tentar me obrigar a ficar deitado.

Vi quando eles tiraram o corpo desfalecido de Ness do carro. Quis correr para lá, mas não consegui. Estava muito tonto e fraco.

- Ness¿ Ness¿ Por favor, salvem a minha esposa! – Eu implorava chorando enquanto eles a colocavam, deitada sobre uma maca, na ambulância da frente.

- Deite-se, Sr Black! – O enfermeiro me deu uma injeção e me deitou novamente. Tudo apagou naquele momento.

Quando acordei, estava deitado sobre uma cama de hospital. Rachael e Rebecca estava sentadas no sofá no canto a sala. Era a primeira vez que a via desde que fizera Ness perder o nosso filho. Ainda sentia muita magoa dela.

- Rachael, o que aconteceu¿ Onde está minha esposa¿ - Perguntei, tentando me levantar da cama ainda sonolento.

- Eles deram um sossega leão em você. – Rebecca disse. – Mas está muito bem. Só em observação.

- Não quero falar com você. Vá embora! – Ordenei, ela se levantou e saiu.

- Ness está bem, meu irmão. Ela teve convulsões e os médicos fizeram check up geral nela. Não deu nada de grave. Só está em observação.

- Eu quero vê-la. – Já estava sentado e tentava ficar de pé.

- Não pode ir agora.

- Eu vou ver a minha esposa, querendo ou não. Pode me ajudar a chegar até lá¿ - Pedi e ela assentiu com a cabeça. Sai do quarto com aquele camisolão branco e fomos até o quarto onde Ness estava. Por sorte não havia ninguém perto e pude ficar um tempo ao seu lado. Fiz um carinho em sua bochecha e fiquei esperando uma reação que não veio. Depois voltei para o meu quarto para o médico me avaliar.

Tive alta naquela tarde, mas Ness ainda ficou mais um dia internada.

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Depois daquele acidente, em que a perícia concluiu que o meu carro foi sabotado, contratei seguranças para a nossa casa e para o escritório. No entanto sabia que Casy, e quem estivesse ajudando a, aprontaria novamente.

A polícia disse que não tinha provas contra ela, que eram apenas suposições. Só que eu sabia que aquela vadia maluca estava por trás daquilo, apesar de não ter como provar nada e ela ainda estar a solta nos ameaçando e dando entrevistas mentirosas nos programas de TV.

Ness ficou em casa, trancada, por três semanas. Eu continuava a trabalhar como se nada houvesse acontecido. Contudo tivemos que ir para um evento da empresa, realizado no teatro municipal, onde éramos os principais patrocinadores e Carlisle Cullen seria homenageado.

Vestimos trajes de gala, Ness usava um lindo vestido preto, tomara que caia, casaco de pele branco, luvas brancas até a altura do cotovelo, a maquiagem era mais pesada e deixava o seu rosto mais velho. Usava um colar e um par de brincos de legítimo diamante. Eu usava smoking preto com gravata borboleta. Éramos um casal lindo e perfeito. Os paparazzis fizeram a festa na nossa chegada e Ness ficou constrangida.

A peça teatral foi divina, Lago dos Cisnes, e Ness muitas vezes ficou emocionada. Mas eu estava imediato com aquela coisa chata.

Depois da homenagem ao patrono Carlisle Cullen, as pessoas começaram a sair e preferi partir com Ness antes que os repórteres quisessem nos entrevistar. Então saímos da nossa cabine vip, descemos a escadaria e nos dirigimos para a porta. A imprensa estava esperando e tentamos desviar.

Quando chegamos próximo ao carro, três assaltantes se puseram diante de nós. Ness arregalou os olhos e começou a chorar. Ela sempre chorava quando estava nervosa.

- PASSA TUDO! PASSA TUDO! – Um deles gritou.

-ANDA LOGO VADIA CULLEN! PASSA A JÓIA! – Ele puxou o colar dela, naquele momento ouvimos o barulho dos paparazzis e o segurança que nos acompanhava reagiu. O outro assaltante mirou em Ness e quando o vi apertando o gatilho, joguei-me na sua frente. Todo ocorreu em câmera lenta e quando percebi, já estava em sua frente levando um tiro.

- NESS, NÃOOOOOO!!!

A dor e o impacto da bala foram horríveis, rasgando a minha carne. Comecei a sentir uma queimação no local onde o sangue jorrava, no peito, bem próximo ao coração. Fechei os olhos e ouvi os gritos de Ness. A falação de muitas pessoas e barulho de flashes.

- JACOB! JACOB!!! NÃOOO!! OLHA PARA MIM, JACOB!! AHHHHH – Seus gritos eram desesperados e eu já estava quase perdendo a consciência.

- ALGUÉM CHAME UMA AMBULÃNCIA – Dizia a voz desconhecida.

- Estão filmando isso¿ Amanhã venderá como água.

- MEU DEUS, FILHA!!!!

- O que aconteceu¿

- Pai, fomos assaltados e depois de levarem o meu colar, atiraram em mim e Jacob entrou na frente da arma. MÃEEEEE! MÃEEEEE!

- TIREM ESSES ABUTRES DAQUI!! – Era a voz de Carlisle.

- JACOBBBB! NÃO MORREEE! JACOBBBB! JACOBBBB! EU VOU MORRER COM VOCÊ AHHHHH

- Calma filha! – A dor aumentou, fiquei sem ar e tudo foi desaparecendo lentamente. Parecia um sonho.  A Voz de Edward e os gritos de Ness foram às últimas coisas que ouvi antes de apagar.






Nota Glau
Polly “Vi...dinho” é um palavrão. È só pensar no diminutivo de Viado. OK?

O prazo para a entrega das fics para o concurso acaba no domingo. Vou estender até segunda. OK? Quem ainda não mandou, ainda há tempo.
As fics que recebi até agora foram curtinhas, então não precisam se preocupar em escrever muito.
Leiam o regulamento, pois eu vi que tem uma fic que esta totalmente fora dele. Não quero desclassificar ninguém.

Outro dia eu entrei no MSN para falar com a Stefany e uma menina de onze anos entrou para falar comigo e trocamos algumas idéias. Por isso vou dizer mais uma vez, eu escrevo para adultos e crianças não têm que ler esse tipo de fic.
Eu sinceramente não sei o que as mães e o pais fazem que não tomam conta dos filhos.
Se você não tem idade certa para ler, então procure algo mais saudável. OK?
Não quero ser chata e não vou ficar falando a mesma coisa toda hora. Isso é bem desagradável.

Guerra dos sexos já está em fase de criação. Já fiz a sinopse, o prólogo e o primeiro cap. Pedi a LEKAESCRITORA para fazer o segundo cap da fic. E pretendemos começar a postagem na primeira semana de fevereiro.
A capa que a Leka fez ficou linda e vcs vão gostar.

Outra novidade, fechei com a Mica Black para ela fazer o Anjo e a bruxa comigo. Mandei o rascunho do cronograma e ela adorou o que criei. E já tem ótimas idéias para a fic.
A Mica é muito “FO” e sei que essa série de fics vai bombar!! Estou louca para começar nela.
Então em fevereiro vcs terão pela primeira vez as Sras Blacks juntas em um trabalho.

Continuo sem a droga da internet em casa e fica mais difícil de entrar no MSN e Orkut. Mas eu não me esqueci de vcs.

Pretendo postar no máximo sábado!!!

A Mica enviou o cap para a Leticia na semana passada, mas ela ainda não deu sinal de vida. Por isso ainda não enviou o final de Doce vingança.

Obrigada por todos os comentários maravilhosos. Eu tenho me divertido com eles.

Boa leitura e bjus no core

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N/Heri: OMG! OMG! Quantas coisas acontecendo de ruim com o casal mais lindo do mundo. Glaucia você ta malvada amoré. Mas to gostando de ver a Ness se revelando uma mulher de fibra, e de atitude cada dia mais e Jacob cada vez mais apaixonado e transformado , entrar na frente de um tiro, que herói. Gente o que a casy merece? 
Meninas ai vem cenas fortíssimas ainda...e muito drama...eu to eufórica. COMENTEM AI...E VAMAOS RECOMENDAR... bjs girls