sexta-feira, 29 de abril de 2011

Guerra dos Sexos JakexNess12


Emboscada

- Estamos seguros aqui no seu quarto, bebê. – Jacob disse aconchegando Ness em seus braços. Fez lhe caricias e suas costas com uma das mãos, com a outra em sua bochecha. Era reconfortante tê-la deitada sobre o seu corpo tão protegida. Afligia-se ao pensar que um assassino pudesse tê-la matado naquela noite. Ela, apesar de irritante, arrogante, teimosa e debochada às vezes, ali parecia totalmente desprotegida. Era a sua única família. Não saberia viver se fosse lhe tirada.

- Eu morro ao pensar que se não houvéssemos ido para a piscina, poderia ter matado você, Jacob. Isso ficou muito sério. Quem será esse assassino que nos quer fora do caminho¿- Ela ergueu a cabeça e fitou os seus olhos negros. Eles estavam mais escuros, sombrios e também havia um frio de preocupação na forma de olhar.

- Acha que pode ser um dos seus tios¿ - Ele perguntou fazendo mais caricias. Para ela, apesar de óbvio, aquilo era um total absurdo. Como poderia aceitar que um deles houvesse matado seu avô, Alice e Jasper¿ Eram do mesmo sangue.

- Meus tios sempre foram ambiciosos, mas não creio que sejam assassinos. Recuso-me a aceitar esse fato. – Ela respondeu ajeitando a cabeça em seu braço. Bocejou por um momento. Estava realmente cansada pelas duas noites fazendo amor, pelo enterro bizarro dos primos, pelo perigo que correram com um assassino entrando em casa. Podia sentir o estresse dominando o seu corpo. Jacob também parecia perceber isso. Tentava tranqüilizá-la com toques gentis, no entanto percebia a rigidez do seu corpo.

- Quer uma massagem¿ Meu bebê está muito tenso, rígido e desconfortável. Eu estou tentando acalmá-la, mas percebo que não estou ajudando muito. – Perguntou de forma carinhosa.

- Outra hora, Jake. Só me deixe aqui nos seus braços. É o melhor lugar do mundo. Eu me sinto mais segura aqui, apesar de você me irritar com tanta freqüência. – Ela deu um leve suspiro e fechou os olhos. – Sobre os meus tios... Bem. – Ela começou.- Minha bisa casou-se quando eles eram criança com o meu biso. Eram crianças levadas, mas segundo o meu avô sempre foram interesseiros. Quando meu avô nasceu, todas as atenções foram para ele. E os irmãos viviam aprontando para chamar a atenção. Sempre tiveram de tudo. Foram adolescentes “malvados” como nós somos hoje. Eram os populares, ricos, irritantes que viviam amedrontando os outros alunos. Foram para a faculdade, obrigados pelo meu biso, e mesmo lá continuaram a aprontar. Gastavam a mesada rapidamente, metiam-se freqüentemente em confusões e não foram expulsos pela influência do meu biso. Isso quando não destruíam propriedade privada e ele tinha que pagar os prejuízos.

- Não eram diferentes de nós. – Jacob riu achando graça.

- A ironia disso foi que quando meu biso morreu, deixou no testamento ordens parecidas com as do meu avô. Ele foi o único herdeiro e os irmãos tinham direito ao dinheiro para concluir a faculdade e uma grande casa se concluíssem o curso. Meu avô teve um tutor, como nós, que não vez vistas grossas e cortou o dinheiro dos três. Até tentaram ficar na universidade por um tempo, mas não deu certo. Andrew sumiu no mundo por alguns anos, Michael se juntou a uma banda de Rock e Brian foi trabalhar em um cassino. No entanto, os três sempre recorriam ao meu avô para terem dinheiro. Ele era ingênuo e só tinha 17 anos na época. Já era pai e estava entrando na faculdade. Pedia dinheiro para o seu tutor, sem contar que era para os irmãos e os ajudava como podia. Mesmo assim os três o odiavam.

- Eu também odiaria. Afinal seu biso criou os três como filhos e deixou a herança para o legitimo. Isso foi bem injusto. Hoje eu até compreendo o que o seu avô fez. – Jacob afirmou.

-Meu avô não era mal, Jake. – Ness disse brava. – Ele teve que crescer rápido. Com dezesseis anos ele engravidou minha vó Amy. Naquela época, acho, que não tinham muita maldade e não pensavam seriamente sobre camisinha, pílulas e outros meios para evitar a concepção. Ele conheceu minha vó muito novo e ela tinha um namorado. Quando ele teve a sua chance, tratou de fisgar a garota. Acho que as coisas ficaram quentes. – Ness riu achando graça. – É estranho pensar no meu avô fazendo sexo com minha avó... Eca – Jacob gargalhou engraçado.

- Nós fazendo sexo. Acho que para eles era diferente¿ - Ele perguntou com tom zombeteiro.

- Mas é estranho, sabe¿ Voltando ao assunto... Minha avó engravidou quando tinha entre quinze e dezesseis anos. Não tenho certeza. Meu avô quando começou a trabalhar e foi para a faculdade não tinha chegado aos dezoito. Ele até hoje fala que os seus amigos de escola... Ele tinha dois grandes amigos, um deles era o seu pai. O outro não me lembro o nome... Ele dizia que os seus amigos só foram pai quando ele se tornou avô. Billy foi para fora estudar e batalhar pela sua vida. Ele se formou com muito custo e começou a trabalhar. Só voltou mais tarde para se casar com sua mãe. Meu avô já era bem maduro e com uma filha quase adulta. Acho que é por isso que gosta tanto de você, Jacob. – Ela disse.

- Você está enrolando a história. Onde entram os seus tios¿ - Ele retrucou.

- Bem, quando meu avô foi para a universidade, já era pai e minha avó foi com ele. Meu biso morreu pouco tempo depois. E como ele era muito inexperiente, deixou um tutor responsável pelas finanças. Meu avô trabalhava no escritório com seu tutor, que era um grande amigo do meu biso, e aprendia o que podia. Estudava pra caramba e mal tinha tempo para minha vó e minha mãe. Meus tios ficaram revoltados quando o testamento foi aberto. Segundo meu avô, eles amaldiçoaram a memória do pai. Não aceitavam o fato dele ter deixado a condição de terminar a faculdade para terem direito ao dinheiro, quem nem era muito. O fato foi que não voltaram a estudar e passaram anos pelo mundo. Quando voltaram, minha mãe já era uma mocinha e meu avô um grande empresário.

- Isso explica o ódio que sentiam de Carlisle. – Jacob disse.

- Apesar do ódio, sempre dependeram do irmão. Em todas as vezes que se meteram em confusão, pediam dinheiro para ele. O primeiro a voltar foi Michael. Ele já era casado com Janet, Emmett já tinha uns três anos e Bella um bebê. Ele voltou para pedir morada na casa que deveria ser sua. Meu avô acabou cedendo e o ajudou a abrir o restaurante. Andrew voltou quando Gena estava grávida dos gêmeos Edward e Alice. Também pediu ajuda para se estabelecer e meu avô os deixou ficar com a casa. Mais tarde Brian e Victoria apareceram com Jasper e Rosalie. Acho que eu já era nascida nessa época, porque todos aparecem nas minhas fotos de aniversário de criança.

- Mas a diferença de idade é estranha. O mais certo não seria que tivessem a idade de sua mãe¿ - Jacob perguntou.

- Como disse antes, assim como seu pai, os meus tios passaram anos fora de Forks. Sempre recorriam pedindo dinheiro, mas ficaram longe. Eles sempre dependeram de dinheiro e como irresponsáveis que eram, meu avô não daria sabendo que as crianças passariam fome. Acho que os obrigou a ficar pelos sobrinhos. A diferença é grande sim. Minha mãe engravidou adolescente e me teve com 18 anos, eu acho. De todo o modo, meu avô foi pai e avô muito cedo, quando os outros passaram anos sem se amarrar. Se você olhar para Michael percebe que ele parece bem velho para ser pai de Bella e Emmett. Provavelmente foi pai depois dos quarenta.

- Hummm entendo! A História da sua família é bem emocionante. A questão é: Qual deles teria ódio e coragem o suficiente para matar seu avô? Matar Alice e Jasper? Tentar matar você¿ - Jacob perguntou.

- Acho que não sei. Será que teriam coragem para isso¿ Se for o caso, poderia descartar Andrew e Brian. Eles não matariam o filho ou a filha. – Ness disse tentando acreditar no caso.

- Por dinheiro acho que fariam isso, bebê. -  Jacob respondeu.

- Não consigo pensar num pai matando o próprio filho. Isso seria cruel demais.  – Ela respondeu bocejando.

- Dorme, bebê... dorme. – Ele sussurrou em seu ouvido. – Ninguém conseguirá entrar no seu quarto. Descobrir a bendita senha que colocou é impossível... Foi para mim. Imagina para outras pessoas. Por enquanto estamos seguros. Amanhã teremos mais seguranças. Nada vai nos acontecer. – Jacob beijou o topo da sua cabeça e ela dormiu em seus braços.

[...]

Mais um dia de aula na “pacata”  escola de Forks. Todos ainda estavam chocados e de luto pelas mortes dos adolescentes. Ness e Jacob estavam ainda mais temerosos e chegaram em carro preto, blindado e com seguranças os seguindo em outro carro. Os alunos pararam para ver os jovens descendo do veículo. Pareciam artistas ou políticos famosos.

Jacob estava com uma de suas roupas de bad boy. Calças jeans de marca, jaqueta de couro sobrepondo uma camisa preta e Ray Ban cobrindo os olhos... Como sempre poderoso. Mas as suas expressões não eram nada suaves. Parecia muito preocupado.

Ness desceu do carro e ele lhe deu a mão. Os olhares acompanharam aquele gesto. Já tinham observado a forma protetora como ele a tratou no velório. Ali algo estava ainda mais estranho. As meninas e os caras não observavam o longo vestido preto e sexy de Ness. Não observavam a combinação com suas botas marrons, a altura do joelho, o decote sinuoso do vestido e a jaqueta de couro marrom. Estavam interessados na fofoca... E que fofoca.

Jacob passou a mão pelas suas costas, posicionando a sobre os ombros. Ela passou o braço ao redor das costas dele, abraçando a sua cintura. Todos arregalaram os olhos pela óbvia constatação... Os dois estavam juntos.

Suas amigas olharam de longe e fizeram a dancinha da vitória. As garotas fuzilavam o casal de longe. Afinal ele não estava mais disponível. Tânya Denali observou do outro lado do estacionamento. Bufou de raiva e levou um tapinha de sua irmã Katy. Todos sabiam que Tânya foi uma das ficantes oficiais de Jacob. Dali vinha a rixa com Ness. Ela sabia que Jacob sentia algo pela rival, mas fingia não perceber. Ele sempre estivera disponível. Poderia “pegar” qualquer vadia que quisesse, mas para ela estava disponível. Agora, com Ness no caminho, ela não o teria mais. Teria que dar um jeito na situação.

Cochichou algo no ouvido da irmã quando Ness a observou triunfante, com sua sobrancelha arqueada e sorriso zombeteiro.

O casal caminhou pelo estacionamento e os seguranças saíram do carro e observaram o local de forma hesitante. O diretor Nhual não permitiu a presença dentro da escola. O máximo que poderiam fazer, era ficar no estacionamento e observar quem entrava. Seria difícil proteger o casal do lado de fora.

Jacob e Ness assistiram o primeiro tempo e aula juntos sob olhares curiosos. As amigas jogavam papeis para ela, perguntando sobre os dois, mas ela não respondia. Não queria aborrecer Jacob. Ele já estava irritado demais com os cochichos e olhares sobre eles. Não que estivesse envergonhado de assumir a sua mulher. A situação em si era desconfortável e ele não gostava daquilo.

Quando o sinal tocou, ele pegou a mão da sua “esposa” beijou sem o menor constrangimento, ainda sob olhares curiosos, levantou-se.

- Quer um tempo para fofocar com suas amigas ou vamos juntos¿ - Ele perguntou olhando em seus olhos azuis.

- Elas podem almoçar conosco¿ Preciso ser atualizada sobre as coisas da escola. – Ela pediu em um tom pouco casual, sabendo que ele não gostava muito de toda aquela fofocada.

- Tudo bem! Vou andando na frente para pegar o seu almoço. – Ele respondeu, deu um selinho nos lábios e começou a se afastar.

- Jake! – Ela chamou e ele se virou para olhá-la. – Saladas e franco grelhado. Nada de coisas engordativas. Não sou gostosa a toa. – Ela disse.

- Sou eu quem sabe da sua vida. Você precisa se alimentar para ter gás para mim. Queimará as calorias mais tardes. – Ele disse e ela corou envergonhada pela primeira vez. As garotas começaram com gritinhos histéricos e outras olhavam tentando escutar as conversas.

- O que foi isso¿

- Conta logo!

- Queimará as calorias mais tarde¿

- AHHHHH

- AHHHHH
- AHHHHH
-AHHHHH

As quatros meninas começaram a gritar e pular como loucas ainda no meio da sala de aula. O professor deu um olhar atravessado e saiu.

- Estamos juntos... É isso! – Ness disse dando de ombro enquanto andava para a porta.

- Conta tudo, amiga! – Carlie implorou e Ness começou uma versão resumida sobre o jogo de tortura e depois sobre a noite na cabana dos Blacks. As amigas pareciam loucas e imploravam por mais detalhes. Ness ria satisfeita com as lembranças daquelas duas noites. As cinco foram para o refeitório, Ness foi para a sua mesa e Jacob se juntou a elas. Saíram para pegar o almoço e deixaram o casal a sós.

- Suas amigas me dão nos nervos. – Ele resmungou observando os olhos de Ness brilhantes e um sorriso satisfeito.

- Elas estão felizes por mim, Jacob. Viram o que passei todos essas anos e é natural que estejam assim. – Ness o informou.

 - Tudo bem! – Ele empurrou a bandeja cheia de comida. Ela olhou desgostosa para ele e o repreendeu.

- Não pense que vou comer essa porcaria. Cadê a salada¿ E o meu frango grelhado¿ - Fez beicinho para ele, que riu achando graça.

- Eu disse que você queimaria todas as calorias depois. Não menti sobre isso, neném. Agora coma tudo direitinho e depois será recompensada.

- Recompensada, é¿  Que tipo de recompensa¿ - Ela perguntou mordendo os lábios de forma maliciosa, enquanto dava um olhar 43 para ele.

- Do tipo que a fará suar muito, gemer e exercitar todos os músculos do seu corpo... Se é que me entende¿ - Ele devolveu a malícia, com olhar de volúpia para a garota. Nesse momento, as outras se juntaram ao casal e Jacob fez cara de poucos amigos. Começou a comer e não falou nada, observando as garotas totalmente sem noção.

- Relatório! – Ness ordenou enquanto comia e Claire começou o relato.

- Bem, o diretor está de caso com a professora de arte. Temos fontes confiáveis que os viram há dois dias em um restaurante em Seattle. Os dois estavam bem juntinhos pelas fotos que foram tiradas do celular. Achamos melhor guardar como trunfo para o futuro. Aquele garoto que você ficou no ano passado. Aquele loirinho...

- David Benson. – Disse Nathaly cortando Claire. – Ele está saindo com uma baranga  do primeiro ano. Achamos isso de mau gosto. Temos que tomar providências.

- Desculpe a intromissão, mas o que vocês têm haver com isso¿ - Jacob perguntou tentando entender como funcionava a cabeça das garotas. Elas eram piores do que ele imaginava. Já estava ficando enjoado com a conversa.

- Ele ficou com Ness. Pegar uma baranga é ruim para a posição ela. – Explicou July. – Por isso temos que dar um jeito. Ele não pode jogar a posição dela no lixo.

- Entendo¿ Acho que vocês poderiam procurar algo para fazer ao invés disso... Talvez lavar uma calcinha ajudasse a não se meter na vida alheia. – Ness o fuzilou com os olhos e ele balançou a cabeça com tom de negativo.

- Deixo nas mãos de vocês. Saberão o que fazer sobre isso. – Ela disse para as amigas. – Próximo. – Ordenou.

- Tânia está tentando convencer o treinador a deixar as suas garotas acompanharem o time no próximo jogo. Nós não estamos treinando e ela tem provas disso. Temos que dar um jeito nisso. Somos as lideres de torcida e ela não pode tirar o nosso posto. Isso seria humilhante.  – Disse Carlie. Ness pensou por um momento e balançou a cabeça em sinal de negativo.

- Essa galinha não tirará o lugar. Nathaly, você vai assumir a posição de líder. Marque treinos com as meninas. Claire e Carly vão convencer o treinador a não tirá-las da posição oficial de lideres de torcida. As Denali não podem nos vencer. – Ness disse bufando.

- Farei isso amiga. – Nathaly disse.

- Tem mais algo acontecendo de interessante¿ - Ela olhou para as amigas, que se olharam e pareciam hesitantes.

- Nós não contaríamos agora, mas você vai saber mais cedo ou mais tarde. – Carly afirmou.

- Isso mesmo, mas não fique furiosa. – Pediu Nathaly.

- Nada que não possamos resolver. – Afirmou July.

- Por que não contam logo! – Jacob olhou para as meninas, olhou para Ness e respirou fundo. Ele sabia, por alto, que Alec Volturi estava de rolo com Tânia. Homens, no quesito fofoca, não ficavam atrás das garotas. Mas não falaria nada com Ness. Esperou para ver a sua reação aquilo. Estava bem curioso para dizer a verdade.

- Alec e Tânya... – Claire começou e Ness socou a mesa com as duas mãos fechadas.

- Aquela “PI”! Sempre pegando os meus restos! Sempre! Arrumem isso logo! – Ela bufava de raiva. Não havia pensado em Jacob a observando. Estava entorpecida com as fofocas.

- Por que te aborreceu tanto, bebê¿ - Ele perguntou de forma maliciosa, observando as suas reações.

- Ela é minha rival e Alec o meu ex. Isso é um bom motivo para me deixar aborrecida. – Ele tentou recuperar a compostura.

- HUM¿ Então eu também deveria ficar furioso¿ Deveria gritar¿ Querer bater¿ Matar¿ Vamos pensar nas possibilidades. – As amigas de Ness o olharam e ela ainda mais assustada. – Tânia e eu não namoramos de fato, mas tivemos, digamos, “um rolo”. Alec é o seu ex namorado. Isso significa que ele está me afrontando¿ Posso arrancar a cabeça dele por existir¿ - Ele perguntou arqueando as sobrancelhas.

- Não tem graça, Jacob. – Ness respondeu.

- O que não tem graça é você dando ataque por causa do Volturi. Não tem graça me envergonhar diante das suas amigas. Estamos juntos agora. O que passou passou. Não me importa para quem você “deu” por ai. Aliás, isso até deveria me importar e muito. Não acha¿ Olha só a minha situação¿ Mas eu estou te assumindo não só por causa de um contrato de casamento. Estou te assumindo como “minha mulher”... “para ser mais franco, “minha esposa”. – Ele socou a mesa e todas elas arregalaram os olhos. – Pro inferno que David está com uma baranga ou se o Volturi está com a Denali. Entendeu¿ Preciso ser mais claro que isso, neném¿ Suas amigas. – Ele se virou para elas. – Estão com falta de homem. Só pode ser isso. Se preocupam tanto com a vida dos outros porque não têm emoção na própria vida. Esse não é o seu caso... Acredito eu! Tenho muita emoção para te dar e de hoje em diante, essas fofoquinhas não farão mais parte do seu dia a dia. Estamos entendidos, bebê¿ - Ele disse de forma, quase, carinhosa para ela. Estava tentando controlar a própria raiva. Não conseguia entender o motivo dela estar com ciúmes do Volturi. Mas lhe daria uma bela lição quando estivessem em casa.

Ela estava completamente aturdida pela reação dele. Tinha até medo de confrontá-lo ali e ver o que faria. Achava que seria capaz de arrastá-la pelos cabelos, levá-la para o banheiro, mesmo sob olhares dos outros alunos, e fazê-la gritar até as forças acabarem. Sabia que ele a torturaria por aquilo... Começou a ficar com medo. Só assentiu com a cabeça.

Todos comeram em silêncio e quando o sinal tocou, Ness se levantou, Jacob pegou a sua mão e apertou bem forte. Os dois seguiram para a saída e se encontraram com o “novo” casalzinho da escola.

Jacob sorriu debochado para Alec e Tânia tentou fazer o mesmo para ele. Alec estava inexpressível.

Ness não sabia como se comportar. Já estava suando frio e sentiu Jacob apertar ainda mais a sua mão. Percebeu que não deveria dar bandeira. Já era ruim demais ser humilhada na frente das amigas, não passaria por isso na frente da sua inimiga.

- Jacob, querido, vejo que você é o novo brinquedinho da... – Ela hesitou quando Jacob a fuzilou com olhar e Alec a catucou com cotovelo.

- Brinquedinho¿- Jacob riu. – Você melhor do que ninguém deveria saber que eu gosto mais de brincar, Tânia. – Olhou para Ness, tocou o seu rosto, beijou a sua testa de forma carinhosa e depois se dirigiu para a outra garota. – Mas no momento não estou brincando. Estamos curtindo a nossa lua de mel. Nunca pensei que o casamento fosse tão bom, prazeroso e até divertido. Não é bebê¿ Acho que você não saberá o que é isso. Encontrar alguém que a ame é bem mais difícil do que encontrar uma boa transa... Olha que você já transou muito.  – Ele gargalhou. – E como transou.  Eu agora sou um homem sério. Não sei se já ouviu falar disso por ai. Levando em consideração as fofocas, acho que já sabe de todos os boatos cabeludos. Como éramos  “bons amigos” estou te dando a notícia em primeira mão.... Não estou mais disponível.

- Que bom para você. – Alec disse encarando Jacob, enquanto Tânia, vermelha como camarão, tremia de raiva daquele desaforo. – Espero que o mesmo seja para Ness. Ela já tirou a placa de disponibilidade do mercado ou continuará dando por ai¿ - Jacob nem esperou Alec terminar o desaforo, partiu para cima dele e socou o seu nariz. Alec estava caindo quando Jacob começou a chutar com raiva.

Ali a confusão de formou.

- PARA, JACOB! PARA! – Ness o puxou  por um braço e Tânia por outro. Ela ficou furiosa quando a outra tocou o seu braço. – Tira a mão dele! – Deu um tapa no rosto da rival e a jogou para trás. Os amigos de Jacob vieram e o tiraram de cima de Alec, que estava com nariz sangrando e o olho roxo.

- Nunca mais... – Ele apontou o dedo para Alec. – Nunca mais se dirija a “minha mulher”  nem para dizer que é bonita. Entendeu¿ Não me importa a sua opinião e nem a de filho da “PU” nenhum aqui. Quem se atrever a dizer algo sobre ela, sentirá o peso de minha mão. – O orgulho de Jacob foi ferido. Foi isso que ele temeu por vários anos. Não queria ninguém gozando de sua cara. Ali não tinha como voltar atrás. Ela era dele e já tinha declarado isso para todos. Virou-se para Tânia, que estava com a mão no rosto, encostada na parede do outro lado, e destilou o seu veneno. – E você, sua “PU”, fica longe dela. Qualquer coisa que faça a ela, atrairá a minha atenção. Sabe muito bem como sou vingativo e perverso quando mexem com o que é meu. Pense bem antes de armar alguma coisa. – Pegou Ness pela mão, arrumou os seus cabelos atrás da orelha, sem se importar com a multidão que os rodeada, beijou a sua testa e falou de forma carinhosa. – Vamos para a aula, bebê. – Ninguém, nem os seus próprios amigos, acreditavam no que viam. “Aquilo era simplesmente impossível¿ Não era¿”


- Ness! Ness! Posso falar a sós com você¿ É importante. – Bella corria para alcançá-los.

- Não sabia que estava na escola. O que aconteceu, Bella¿ - Ela perguntou observando a prima que parecia angustiada.

- Nos vemos na sala. – Disse Jacob, que se afastou.

- Preciso de um favor seu. – Bella disse olhando para os lados.

- Tudo bem! O que aconteceu¿ - Ela via como a prima estava desconfortável com a situação.

- Sua ginecologista é de fora. Não é¿ Preciso que me leve para uma consulta com ela. – Disse envergonhada.

- Mas por que¿ Não entendo. – Ness questionou.

- Nessa cidade tudo é motivo para fofocas, Ness. Eu acho que estou... – Ela olhou para o lado para se certificar que ninguém as observava. – Grávida... – Sussurrou.

- OH! Isso é bem sério!Tudo bem, ligarei para lá e marcar uma consulta para hoje na final da tarde. Calma ai. – Ness pegou o celular na bolsa, ligou para o consultório da Dra Elizabeth Spark e marcou a consulta para as 17 horas em Seattle.

– Pronto, marquei para as 17. Dará tempo de você ir em casa, trocar de roupa e vamos para a minha médica.

- Não sei como te agradecer. Não conta para ninguém¿ - Ela praticamente implorou com os olhos marrons cheios de lágrimas.

- É claro que não. Nos vemos mais tarde. Passo para te pegar na frente da sua casa. – Ness se despediu e se virou para ir embora.

[...]

- Oi, garanhão¿ - A mulher disse ao telefone.

- Oi gatinha! O que quer¿ - O homem perguntou.

- Ela marcou uma consulta as 17 na ginecologista em Seattle. Acabaram de enviar a guia pedindo autorização para a consulta. Desde que o avô morreu, todos os gastos são controlados e passam por mim.

- Essa informação será muito útil. – O homem retrucou.

- O que ganho em troca¿ - A mulher perguntou.

- Vamos sair mais tarde. Quero uma noite bem quente. – Ela respondeu.

- Desde que me mantenha informado, você terá tudo o que quiser de mim. Passo para te pegar as nove. O endereço da médica é o mesmo enviado no relatório que me enviou¿ - Ele questionou.

- É!

- HUM! Bom! Já sei tudo sobre a médica e sei como afastá-la do consultório por um breve tempo. Nos vemos mais tarde.

- Eu te espero. – Ela respondeu e o homem desligou a ligação.

[...]

O homem estava sentado na mesa do seu escritório observando uma pilha de documentos sobre a mesa. Os pensamentos estavam confusos, tentava colocar a cabeça em ordem para relembrar os fatos do passado. Sentia que havia deixado algo escapar. “Mas o que seria?”

Ele havia encontrado alguns documentos no escritório de Carlisle. Aquilo não fazia o menor sentido. Pensando bem, o testamento que deixara era fruto daquilo. Conhecia bem o amigo para saber que não faria o testamento sem razão. Devido aquele fato estranho, começou a investigar e suas investidas levaram a algo mais estranho. Algo que o fazia pensar sobre o passado. Sobre as amizades e as intrigas de muitos anos.

Aquela festa! Ele se lembrou de como a festa foi decisiva. Como ela destruiu uma grande amizade. “Será que suas suspeitas tinham fundamento? Ele seria capaz de fazer aquilo a Carlisle?”  Aquilo foi o que o motivou ir no dia anterior a investigar no escritório do seu suspeito. Ele arrumou uma desculpa para ficar sozinho lá. A secretária nem desconfiou de nada. O problema foi que não encontrou as pistas que queria. Seus instintos, no entanto, lhe diziam que estava certo.

O barulho da maçaneta rangendo chamou a sua atenção, desviando a para a porta. Já era tarde e sua secretária havia saído para  almoçar. Não tinha marcado nada com ninguém. “Quem entraria sem ser anunciado?” Sua esposa talvez. Pensou por um instante antes de seus olhos pararem na figura entrando na sala.

- Olá! – Disse o homem com voz áspera. Ele usava um chapéu preto, óculos escuros, paletó e calças pretas. Também estava de luvas de couro nas mãos. “Qual era o motivo daquilo?” Ficou intrigado enquanto o observava. – Soube que foi me procurar, mas não quis me esperar. Vim para saber do que se tratava a sua visita. Não conversávamos há muito tempo e fiquei muito intrigado com o fato. – O homem tirou os óculos, colocou dentro do paletó e o encarou franzindo o cenho. Seu olhar era enigmático e assustador. Teve medo naquele momento.

- Eu queria conversar com você sobre algo que encontrei no escritório de Carlisle. Fiquei realmente intrigado e comecei a ter algumas idéias bem estranhas. – O homem se levantou, caminhou até o visitante e ficou frente a frente. Havia uma tensão declarada entre os dois, mas duvidava que tentasse algo a luz do dia.- Fiquei pensando e me lembrei de algumas coisas. Eu me lembrei dos nossos anos de juventude. Ai me veio um insight. Sabe, não pensei que você pudesse ser capaz de fazer algo. Sempre me pareceu um covarde.

- Não devia mexer em coisas que não pode lhe dar. Você acha realmente que pode comigo? Acha que sou um covarde? – O deboche era claro em sua voz. Não sou o mesmo de antes. Fiz coisas que você nem imaginaria.

- Eu queria entender? Sabe... Você não teria coragem de sujar as suas mãos, mas acho que poderia contratar alguém. Você matou Carlisle e Esme. E está tentando pegar a sua neta. O seu ódio chegou a um ponto doentio? – Ele o acusou sem medo. Tinha intenção de obter o máximo de informações para ir até a policia e falar de suas suspeitas. Sobre tudo, precisava entender o que se passava naquela mente doentia.

- Carlisle não era para morrer naquele dia. Eu planejava tirar tudo dele e o deixá-lo por ultimo. Queria que sofresse com a morte da mulher. Uma pena ele estar dirigindo o carro de Esme naquele dia. – Deu um sorriso diabólico e continuou. – Sua neta é outro caso. É questão pessoal.

- Ainda sobre a mãe dela? Um dia Carlisle me contou algo que me deixou intrigado. Eu não entendo se tem haver com ele ou com ela. Você a usou para atingir o pai? Ou tudo fazia parte do plano de vingança?  – Ele continuava a olhar para o homem.

- Carlisle teve tudo. – Por um momento o homem deixou transparecer a tristeza.  – Ele teve pais que o amaram, teve dinheiro, boa educação, teve uma herança, uma reputação, amor e formou uma bela família. E o que eu tive? – Perguntou com ira. – Nada! Eu não tive nada! Eu nem cheguei perto do que queria. Eu esperava que ele estivesse vivo para ver a sua neta sofrer pelos seus erros. Mas isso não será possível. Mesmo assim terei a minha vingança. Ainda hoje essa menina será “minha”! Sua mãe era uma “PU”. Mesmo depois de casada continuou uma vadia. E a filha é ainda pior do que a vadia.

- Você é louco! Não vou deixar! – O homem recuou e o outro se aproximou. Em um momentinho rápido pegou o adversário e deu uma gravata. Colocou uma navalha em sua garganta e o aterrorizou antes de terminar com sua vida. – Ela poderia ser sua filha. Você sabe disso. – O homem tentou argumentar.

- Ela nunca seria minha filha. Só tive um misero momento com sua mãe. – O silêncio esmagador se instalou antes de continuar. - Sua hora está chegando, meu caro. Poupe que seu fôlego. – Ele sussurrou enquanto continuava a apertar. O homem lutava para se libertar, mas sabia que tudo estava perdido. Rezou naquele momento para que descobrissem o monstro que era. Temeu pela vida da Jovem Cullen. Ela infelizmente pagaria pelos erros da sua família. – Contou isso a alguém? Falou de suas suspeitas?Ficarei de olho na sua família. Eu planejei isso por muito tempo para deixá-lo estragar meus planos.

- Você pode me matar, mas não conseguirá o que quer. Pegarão você em breve. – O homem esbravejou tentando se libertar dos braços do seu opressor.

- Eu tenho espiões na casa, no escritório, na escola e mesmo entre os amigos. Meus olhos estão em todos os lugares e ninguém me pegará nunca. Agora vá encontrar com seu velho amigo no inferno e mande lembranças minhas. Diga a ele que  depois de “brincar”  com sua neta, ela se encontrará com ele. – Dizendo isso, o homem passou a navalha na pele fina do pescoço. O sangue começou a escorrer lentamente. Ele soltou a sua presa, que caiu no chão com os olhos arregalados. Tirou um lenço do bolso, limpou o metal e o colocou no paletó. Tirou os óculos e cobriu os seus olhos. Saiu do escritório sem ser visto. Estava com medo. Não era a primeira vez que matava a sangue frio. Já havia feito isso antes... Há muitos anos. Não queria se lembrar daquilo. Precisava se concentrar em Renesmee Cullen... Ou Sra Black.

[...]

- Vai no outro carro com os seguranças. Eu vou com Bella. Precisamos conversar.  – Ness disse para Jacob, enquanto esperavam Bella na porta de casa. Jacob saiu do carro, cumprimentou a moça e foi de encontro com os seguranças.

- Oi! – Bella a cumprimentou quando entrou na sua BMW.

- Oi! Pedi para Jacob ir com os seguranças. Eu queria conversar com você sobre o que me disse.  – Ela disse  a prima, enquanto dava partida no carro.

- Obrigada! Ficaria constrangida com Jacob. – Bella respondeu.

- Agora me conta. Está mesmo grávida? Edward sabe disso? – Ness perguntou olhando no retrovisor o carro os seguindo.

- Ele não tem cabeça para nada. Acabou de perder a irmã e eu não queria falar nada agora. Sabia que uma consulta nessa cidade será um prato cheio para fofocas.

- Realmente. – Disse Ness fitando o rosto vermelho, demonstrando como a prima estava constrangida. – O que fará se estiver realmente grávida? Vai tirar a criança? – Ela se lembrou de um remoto momento em sua vida. Sentiu o coração apertar. Não queria pensar naquilo.

- Nunca faria isso. – As lágrimas jorraram nos olhos de Bella. – Meu pai me matará. Se eu não for para a faculdade, não tem herança... Não posso tirar meu filho. Não sei o que fazer. – Havia desespero em sua voz.

- Precisa contar ao Edward? Ele te ajudará nisso. Não te deixará sozinha nesse momento. Não tire a criança. Nunca se esquecerá disso. Nunca se perdoará de uma decisão como essa. – Ness sentia a bile em sua garganta. Balançou a cabeça e tentou não chorar.

- Diz uma coisa... – Bella pareceu hesitar. Era complicado perguntar sobre aquilo. – Você já abortou?

- Eu... – Ness respirou fundo. Sentiu o ar lhe faltar. O corpo tremeu. Por pouco não parou o carro.

- Emmett ou Edward? Não precisa ter medo de me contar. Sei que você gostava de certas brincadeiras com seus primos. Confie em mim. – Bella pediu sentindo compaixão. Lembrou-se de um momento, há alguns anos, em que os dois ficaram misteriosos. Havia algo errado e envolvia a prima. Tentou descobrir, mas não pode. Só agora aquilo lhe ocorreu.

- Eu tinha quase 14 anos. Foi pouco depois da decepção com Jacob. Ele havia me humilhado para todos na escola. Eu sofri como uma condenada. Chorei muitas noites e tive pesadelos. Decidi que me vingaria ficando com todos os caras. Entretanto eu não tinha experiência. Então fiquei mais próximas dos meus primos. – Ness estava chorando naquele momento. A dor lhe cortava o coração. - Eu não sabia o que fazer. A Claire foi a única que soube e me ajudou. “Ele” ficou desesperado. Até se propôs a me levar para tirar o bebê, mas eu preferi resolver a minha maneira. Compramos um remédio que foi receitado por uma “amiga” e eu passei muito mal. Inventei para o meu avô que ficaria na casa da Claire estudando e fomos para uma clinica clandestina. Eu já estava muito mal, com uma terrível hemorragia, e lá só terminaram com tudo. Foi horrível... – Ness estava soluçando e não conseguia mais contar. Não podia falar sobre aquilo. Não queria relembrar aqueles momentos, a dor, humilhação e principalmente a solidão. – Não tire seu filho. Você nunca se perdoará por isso. – Conseguiu dizer.

- Jacob sabe? – Bella perguntou olhando no retrovisor.

- Não! Nunca terei coragem de contar. Eu usei o meu corpo para me vingar dele, mas só consegui fazer mal a mim mesma. Não quero que saiba disso. Não conte nada a ninguém. – As duas ficaram em silêncio. Não tinha mais o que dizer. Ela não encorajaria a prima a tirar. Se fosse preciso ajudaria criar o filho. Já havia cometido erros demais e ver alguém repetindo os seus parecia um absurdo.

As duas chegaram ao prédio onde ficava o consultório depois de um tempo. Ness estacionou o carro e saiu com Bella. Viu que Jacob e os seguranças as observavam de longe.

As duas seguiram para o consultório e ela explicou para a atendente que a moça era sua prima. Ela fez a ficha de Bella e depois Ness se despediu da prima.

- Quando você terminar, liga para o meu celular e voltarei para te buscar. Vou até o shopping com Jacob. Ele agora quer mudar o meu guarda roupa. Não sei bem no que isso vai dar. Acho que será mais um motivo para brigas. Não custa nada tentar, né? – Ela abraçou a prima ternamente. – Pensa bem no que falei.

- Tenta não brigar com Jacob. – Bella disse enquanto estava abraçada a Ness.

- Eu tento, mas ele me irrita. Você sabe bem que mexer com minhas roupas é praticamente motivo para morte. Ele, no entanto, acha que pode mudar o meu look. Vê se pode? Tô até vendo no que vai dar. Como quero agradar um pouco, farei uma tentativa. – As duas se afastaram.

- Você é geniosa e ele ainda mais. São engraçados. – Bella disse rindo.

- Engraçado porque não é com você. Ele acha que me visto como periguete e quer tapar o que eu quero mostrar.Gzuisss eu juro que ainda mato esse homem..

- Vocês se amam.  – A prima disse.

- Ele não me ama. Pode acreditar. Agora fica bem e qualquer coisa me liga.

Ness saiu do consultório e deixou a prima na sala de espera. O que ela não sabia, era que uma armadilha já estava preparada. O seu captor estava e espreita esperando o momento oportuno para entrar e levá-la.

“O que aconteceria quando ele se desse conta que estava levando a garota errada? Seria Bella mais uma vitima fatal desse perigoso assassino?”

Nota Glau

E ai? Conseguem identificar a pessoa assassinada no cap? Será que Bella pagará no lugar de Ness? Quem é o misterioso assassino? Qual o seu motivo? HUM, preparem-se que os proximos caps serão bem tentos.

Gente, dei uma passada rápida no cap para postar hoje. A Heri está muito ocupada e a Leka não me respondeu. Então peço desculpas pelos possíveis erros. OK?
Estou atolada de trabalho e não posso conversar agora. Só queria agradecer aos comentários e recomendações. EU AMO TUDO ISSO.       

Fiquem atentas a esse cap. Ele será o único onde vocês terão pistas sobre o motivo da vingança.
Eu deixei alguns fios soltos e escrevi um trecho do cap ontem a noite. Quero que pensem sobre os diálogos e tentem achar o “motivo”.
Lembrem-se de uma coisa que disse na “A mentira”: Uma verdade pode ser mentira e uma mentira pode ser verdade dependendo de quem conta e como se conta.
Nesse caso não é que haja verdades e mentiras, sim uma visão um pouco errada das coisas.
O cap não é contato com o prisma do assassino e sim de alguém que ouviu falar.Mesmo assim tem pistas sobre o motivo. Fiquem atentas! Não deixarei mais fios soltos para vocês. Quem não descobrir o motivo agora, só saberá no final.

Obrigada por tudo!
Nos vemos na próxima semana.

Bjus no core

terça-feira, 26 de abril de 2011

Guerra dos Sexos11

Enterro, invasão e perigos






Os primeiros raios de sol adentravam pela janela. Ness se mexeu na cama, enroscada nos braços de Jacob e segundos depois começou a abrir os olhos. O corpo dele estava quente, macio e lhe dava uma sensação de segurança. Não queria sair dali. Se pudesse passaria o resto da vida em seus braços.



Piscou duas vezes e viu o rosto mais lindo do mundo do sua frente. O homem que sempre amou. A encarnação da luxúria e do pecado em forma de homem. Lábios carnudos, maçãs do rosto acentuadas, olhos negros marcantes emoldurados por grossas sobrancelhas. Nariz cheio e arredondado. Ele sorriu e os seus dentes eram tão brancos que pareciam saídos de um comercial de pasta de dente... Era uma visão simplesmente perfeita.



- Bom dia! – Ela sentiu o corpo inteiro se arrepiar ao ouvir o som da voz rouca e sexy. Aquela sensação esquisita voltou ao seu estômago. Percebeu que estava nervosa.



- Bom dia! – Respondeu sonolenta e continuou a observá-lo. – Acordou há muito tempo¿ - Ela perguntou a ele.



- O suficiente para admirar um anjo dormi. Sabe, nunca acreditei em anjos, mas vendo você dormindo tão tranqüila começo a acreditar que eles possam realmente existir. – O coração de Jacob pela primeira vez se sentia leve, feliz e contente. Era uma felicidade genuína. Ele não precisava de mais nada para estar feliz. Ela em seus braços lhe bastava. Não se importava de estar em sua velha cama, não muito confortável, de não ter luxo ao redor. O dinheiro ali não tinha a menor importância. Ele se sentia completo como nunca esteve. Sentia a paz em seu coração. Era mais do que podia pedir da vida.



- Assim você me deixa sem graça. – Ela afirmou ao sentir as bochechas esquentarem. Saiba que estava ruborizada e não tinha como disfarçar isso naquele momento. Jacob passou a ponta dos dedos no contorno de seus lábios e com a mão que segurava o seu corpo, fez caricias em suas costas. Ela via o brilho intenso em seus olhos e o sorriso sincero em seus lábios. Sabia que ele não estava jogando... Ele não fingiria tão bem.



- Gosto de vê-la assim. – Aproximou o rosto de seu ouvido e sussurrou. Começou a beijar o seu lóbulo e foi descendo os lábios pelo pescoço. Os dois estavam tão enroscados que pareciam um ser só.



- Hummm. – Ela gemeu ao sentir o corpo reagir. Ela sentiu seu estômago roncar e doer – Eu to com fome, mas acho que posso esperar.



- Você sente fome¿ - Ele ainda beijava o seu pescoço. – Acho que posso providenciar algo para comer. Temos o dia inteiro para fazer amor. – Ele distribuía beijos pelo pescoço dela, enquanto sussurrava de forma gostosa.



- Tem algo para comer na casa¿ - Ela perguntou passando os dedos entre os seus cabeços sedosos.



- Só enlatados com coisas velhas. Eu só venho aqui de vez em quando. Sabe, às vezes preciso ficar sozinho e pensar. Sinto falta dos meus pais e venho para ver as fotos da minha mãe. Nunca trago nada de comida. Mas pego a moto, vou aldeia e compro o nosso café da manhã. Volto em vinte minutos. Você pode aproveitar para dormir mais um pouco, bebê. – Ele beijou o seu ombro e depois começou a se afastar



- Não é perigoso¿ E o assassino¿ - Ela perguntou sentindo o medo invadir o seu coração.



- Ele não atacará a luz do dia. Volto em pouco tempo. - Jacob se levantou da cama, pegou o roupão no chão, vestiu o e depois foi para a cômoda pegar algumas roupas. Algum tempo depois, trancou se no banheiro, arrumou se e saiu.



Ness ficou deitada na cama pensando em tudo o que havia acontecido. Às coisas foram um pouco loucas desde a manhã anterior. A forma como ele a pegou com Emmett na escola, como ele a jogou nas costas, como se fosse um homem das cavernas, e como ele brincou de seduzi-la. Já estava pegando no sono novamente, quando ouviu o barulho da moto de Jacob parando na porta da cabana.



Escutou os passos longínquos vagando pela casa. O assoalho rangia com os passos que ele dava. O barulho que fazia no andar anterior ecoava pela casa de forma mais estridente. Era impressionante como uma casa vazia poderia fazer barulho quando ocupada por alguém.

Permaneceu em silêncio, abraçou a travesseiro e identificou os passos na escada. Ouviu o rangido da porta e fingiu estar dormindo.



- Você não está dormindo, bebê. – Ele disse com aquela voz penetrante. Viu a abraçada ao travesseiro, sentiu uma alegria tão grande em seu coração. Se pudesse passaria o dia inteiro abraçado a ela, provando o seu gosto, sentindo a sua pele e o seu cheiro... AH como ele queria.



- Como você sabe¿ - Ela sussurrou sem olhá-lo.



- Está mexendo o pé. Quando dorme fica tão quieta que se longe alguém poderia jurar que está morta. – Ela se virou e o viu com uma bandeja na mão. – Com fome¿ - Ele arqueou a sobrancelha e sorriu malicioso. Ela mordeu os lábios de forma sexy e insinuante.



- Muita fome... De tudo. – Seu rosto estava faminto, erótico e sensual. Ele podia ver a sua excitação em cada traço de seu rosto. Já sentia o seu “parque de diversões” se animando. Era estranho o poder que aquela mulher possuía sobre ele.



- Vamos matar primeira a fome de comida. Depois trataremos do resto. – Ele caminho até a cama, sentou-se ao seu lado e apontou para o grande corpo de plástico de café que comprou. Havia duas caixinhas com muffins e outra com torradas. Ela começou a abrir as embalagens e saboreou o seu café da manhã. Não era nada comparado com o que tinha em sua casa. Não tinha frutas, sucos, geléias, pães variados,bolos, biscoitos e as panquecas que gostava. Mesmo assim era o melhor café da manhã do mundo. Era o primeiro compartilhado com “seu marido”.



- Se soubesse que estava tão faminta, teria comprado mais coisas. Como você vive fazendo regime e só dá uma leve mordida em cada coisa no café, achei que não era de comer muito.



- Eu só como um pedaço de cada coisa, porque preciso manter o meu corpinho. Isso não significa que não sinta fome. Mas se comer pouco, mato o desejo e não engordo. – Ela disse depois de engolir um pedaço do muffin. – Está tudo maravilhoso... Juro. – Ele continuou a comer o seu, enquanto a observava atentamente.



Os dois terminaram de comer e Ness se jogou na cama, enquanto Jacob foi levar a bandeja para a cozinha. De repente, lembrou-se de algo e se sentiu nervosa. Quando Jacob voltou, viu o seu rosto tenso e pensativo. Ele se dentou ao seu lado, deu alguns selinhos em seus lábios e ficou tentando desvendar os seus sentimentos. Sabia que ela estava preocupada com alguma coisa. Mas o que era¿



- Se você continuar me beijando, não conseguirei pensar. – Ela sussurrou em seus lábios.



- Um doce pelos seus pensamentos. – Ele sussurrou gostoso.



- Eu não tomei remédio ontem e nem hoje. Quando formos ao hospital ver o meu tornozelo, preciso conseguir pílulas do dia seguinte. Acho que as que tinha em casa acabaram. – Ela disse de forma casual. Jacob franziu o cenho e a olhou de forma inquietante. “Como assim as que tinha em casa acabara¿ Desde quando ela usa pílulas do dia seguintes¿ Se usa essas pílulas é porque transa sem camisinhas”



- Pílulas do dia seguinte¿ Você toma essas coisas¿ Você transa sem camisinhas¿ -Ele se afastou, sentou se na cama e a observou. Ela não entendeu qual era o drama. O motivo dele ter se afastado e de fazer aquela cara. Não era nenhuma virgem. Ele sabia perfeitamente disso e mais ainda do seu passado. “Qual o estresse do momento¿”



- Não estou entendendo, Jacob¿ Qual o problema¿- Ela perguntou arqueando uma das sobrancelhas. Tinha um olhar debochado e desafiador. – Eu não sou nenhuma virgem. Você sabe disso.



- Você transa sem camisinha¿ Você é uma irresponsável. Como pude confiar em você¿ - Ele colocou as mãos sobre a cabeça e virou para o outro lado.



- Às vezes ocorrer por acidente. No momento da excitação... Sabe¿



- Momento de excitação¿ Você é louca¿ Acha que engravidar é o pior que pode acontecer¿ Não sabe que pode pegar doenças¿ Como eu pude ser tão burro¿ - Ele se segurava para não gritar



- Como assim burro¿ Do que está falando. Não entendo qual o estresse. – Ela sentia uma fúria a consumir. “Como ele poderia acusá-la e agredir daquela forma¿” Ele não tinha o direito de fazer isso. Ele estava mais uma vez a humilhando.



- Eu estou limpo, Ness. Nunca transo com ninguém sem camisinha. Não teria feito com você se desconfiasse que você não tinha cabeça. – Ele a acusou. Sentia tanta raiva por aquilo. Não queria discutir, mas era inevitável.



- E EU SOU SUJA¿ É ISSO¿ - Ela levantou da cama e apontou o dedo para ele. – FOI VOCÊ QUEM ME JOGOU NAS COSTAS E ME LEVOU PARA O SEU QUARTO. FOI VOCÊ QUEM ME SEDUZIU. NÃO FUI EU QUEM ME ATIREI EM VOCÊ E TE AGARREI. – Ela se levantou para ir ao banheiro e ele a segurou pelo braço. Já sentia as lágrimas enchendo os seus olhos. Não queria brigar, discutir e se magoar mais. Ele lhe deu a noite mais incrível do mundo e agora lhe acusava, brigava e a chamava de suja. Ela queria matá-lo por aquilo.



- Ness¿ - Ele a puxou, mas ela ficou firme e de costas para ele. – Desculpa, vai¿ Não queria te magoar, mas você não tem noção as vezes. – Ele tentou se explicar.



- Não tenho noção¿ - Ela perguntou rindo.



- Ness¿



- Não! – Ela disse furiosa. – Você não tinha o direito. Não tinha... – Ela disse chorando. – Me deixa em paz, Jacob. Não quero falar com você. – Ele a abraçou por trás e prendeu o seu corpo.



- Tudo bem, bebê. Pode me perdoar¿ Vamos esquecer isso. OK¿ Mas eu não queria que tomasse a pílula do dia seguinte. Se for para vir um filho, ficaria muito feliz com isso. – Ele sussurrou em seu ouvido.



- Eu não quero um filho. Eu sou uma adolescente e não quero filho agora. Tenho uma vida inteira pela frente para isso. E ter um filho com você não me parece uma boa idéia. – Ela alfinetou e ele sentiu uma pontada de angustia em seu coração. “Como ela não queria um filho seu¿ Como poderia pensar de forma tão egoísta¿ Eles não tinham mais ninguém, além de um ao outro. Um filho seria preencher o vazio que a família precisava.”



- Você não quer um filho meu¿ - Ele perguntou com a voz baixa, quase que um sussurro enquanto a abraçava por trás. Ela lutava contra as lágrimas. Na choraria na frente dele. nunca mais choraria. Não lhe daria esse gostinho.



- Não! Não quero uma criança no meio de uma guerra sem fim. Acho que nós dois não somos talhados para ser pais. – Separou se dele e foi para o banheiro. – Preciso de algo para vestir. Se tiver uma camisa, uma calça ou algo que possa servir para eu ir embora, agradeceria. – Disse e entrou no banheiro.



Depois que Jacob deu a Ness uma camisa sua e um short esportivo, arrumou suas roupas em uma sacola, os dois foram para casa em silêncio. Não tinha nenhum clima para conversa naquele momento. Ela estava magoada pelas coisas que ele havia dito e ele por ela não querer um filho seu.



Os dois chegaram na mansão dos Cullens, foram para os seus quartos, arrumaram se e depois foram para o hospital ver o tornozelo de Ness.



Passaram alguns minutos no ortopedista, que garantiu que o ferimento no tornozelo de Ness não era grave. Apenas se tratava de uma torção. Passou lhe um remédio para a dor e a liberou em seguida. Os dois aproveitaram para passar na farmácia do hospital, ela comprou a pílula do dia seguinte e tomou antes de partirem para a delegacia.



Em todo o tempo, Jacob permaneceu quieto e inquisitivo. Estava arrependido por aquela briga e chateado pelo gelo que ela dava nele. Mas também não daria o braço a torcer. Ele estava certo em chamá-la de irresponsável. “Como ela podia transar por ai sem camisinha¿” Tentou não pensar sobre aquilo. Não queria mais motivos para se aborrecer.



Saíram do hospital e foram para a delegacia. Contaram ao delegado sobre o atentado que sofreram. Foram interrogados pelos investigadores do FBI que estavam a frente do caso por mais ou menos uma hora. Quando estavam saindo da delegacia, receberam uma ligação do mordomo avisando sobre o enterro de Alice e Jasper. Como não estavam adequadamente vestidos, voltaram para casa para trocar de roupa.



Meia hora depois, Ness e Jacob chegavam ao enterro atrasados. O padre já estava fazendo o discurso sobre os jovens. Toda a cidade estava lá para prestar solidariedade a família. Os amigos da escola choravam, os tios Andrew, Brian, pais de Alice e Jasper estavam arrasados. Andrew olhava para o chão enquanto chorava baixinho, sua mulher Gena, estava nos braços do filho Edward. Ela não se conformava com a perda da sua fadinha. Alice era linda, meiga, inteligente e parecia uma fada. Era o xodó da família. “Como poderiam viver sem sua pequena fada¿” Edward chorava abraçado junto a mãe. Bella estava abraçando o pai Michael. Sentia a dor do primo namorado, dos tios e do primo. Alice era sua melhor amiga e não conseguia acreditar na perda. Estava arrasada.







Victoria estava abraçada a sua filha Rosalie. Chorava desesperadamente, praticamente fazendo escândalo.



- Eu quero ir com ele! Eu quero! Meu filho! Meu filho tão lindo! Não bom! AHHHH! AHHHH!



- Mãe, se acalme!



- Dois jovens que tiveram a vida ceifada tão prematuramente. – O padre dizia.



- Nãããããooooo! Quero meu filho! DEUS QUERO MEU FILHO! NÃO EXISTE JUSTIÇA NESSE MUNDO! NÃO! – Victória gritava.



- Mas agora descansam no colo de Deus. Serão sempre lembrados pela bondade. – O homem continuava. Ness olhava aquilo achando tudo muito bizarro.



- Quanto tempo será que ele continuará com esse discurso idiota¿ - Sussurrou no ouvido de Jacob.



- Mais respeito, Renesmee. – Disse severamente. – Está tentando consolar as famílias.



- Isso é bizarro demais. – Ela falou. – Olha só para Victória¿ Parece uma hiena. – Ela olhou para a mulher que continuava a gritar. Seu marido Brian se juntou a Rosalie, tentando confortá-la.



- Quero meu filho! Os filhos não devem morrer antes dos pais... Nãããoo. – Todos olhavam comovidos. Uns achavam sensacionalismo, outros bizarro demais. Enquanto Gena chorava baixinho nos braços de Edward, Victoria fazia escândalo.



- MEU FILHO! OH MEU FILHO!



- Isso está virando palhaçada. – Jacob sussurrou no ouvido de Ness.



- Agora concorda comigo¿ Só falta ela se jogar no buraco. Dá-me paciência. – Ele disse desgostoso.



- Todos estamos sujeitos a morte. A vida é efêmera e precisamos aproveitar o que nos resta dela. Não sabemos quando chegará o dia do nosso juízo. – O padre continuava o bizarro discurso.



- AAAHHHHH! AHHHH! Meu filho!! AHHH



- Mãe, se acalme, por favor! – Rosalie chorava abraçada a mãe.



- E não quero viver! EU NÃO QUERO VIVER! – A mulher gritou.



- Será que o padre pode avançar um pouco na cerimônia¿- Ness pediu. – A mãe está passando mal e não creio que fazer um longo sermão vai amenizar isso. – Ela concluiu.



- Que insolência! VOCÊ, MALDITA! É A CULPADA DISSO! – Victoria saiu dos braços de Rosalie e avançou contra Ness, apontando o dedo para o seu rosto. Jacob se colocou na frente da esposa. Emmett foi para frente da tia sogra e confrontou.



- Isso é um assunto de família, Black. – Ele o advertiu.



- Ness é minha família. É minha mulher e não permitirei que ninguém agrida. Victoria está descontrolada. Sei que perder um filho é doloroso, mas ela não tocará minha mulher. – Ele disse de forma severa. Victoria empurrou Emmett e se jogou contra Jacob. Rosalie correu para a mãe, tropeçou e caiu dentro da cova. O padre, de olhos fechados, ignorava a confusão e continuava o sermão.



- Temos que ser fortes e confiar que encontraremos esses jovens no juízo final.



- CALA A BOCA! – Brian gritou para o velho padre.



- SOCORRO! SOCORRO! AIIII! AHHHHH! ME TIREM DAQUI – Rosalie gritava dentro da cova.



- Eu vou tirá-la daí,ursinha. – Emmett disse se inclinando para o buraco.



- VOCÊ É UMA BRUXA! TUDO POR SUA CULPA! SUA GANÂNCIA! SEU ORGULHO! MEU FILHO ESTÁ MORTO – Victoria ignorava os gritos da filha e continuava a gritar com Ness. Seu marido Brian a segurava por trás. Emmett tentava esticar as mãos para Rosalie que gritava desesperada ao ver os vermes na areia da cova.



- AHHHHH! AHHHH! QUERO SAIR DAQUI! EMMMETTT!



- Gente, alguém ajude a Rosi. – Bella pediu vendo a cena. Aproximou-se do irmão e tentou ajudá-lo a tirar a cunhada do buraco. O coveiro correu para pegar uma escada, Edward soltou a mãe e pulou no buraco. Pegou Rosi no colo e a ergueu, para que Emmett a pegasse. Esperou pacientemente que trouxessem uma escada para que saísse. Victoria ignorava os gritos da filha, os sussurros das pessoas que acompanhavam o enterro e continuava a gritar com Ness, que perdeu a paciência e reagiu.



- Sou louca! Você perdeu o seu filho, como eu pedi o meu avô e a minha vódrasta. Isso não lhe dá o direito de me agredir. Jacob e eu fomos atacados ontem. Quase fomos assassinados e escapamos por pouco. Não temos culpa se alguém que se vingar. – Ela disse brava para a mulher.



- A CULPA É DO MALDITO DO SEU AVÔ. QUE ELE ARDA NO INFERNO!-Ness deu uma bofetada no rosto de Victoria, Jacob puxou o seu corpo para trás, Brian fez o mesmo com a mulher. Enquanto Edward subia nas escadas que o coveiro colocou dentro da cova, as pessoas intercalavam olhares entre ele e a briga de Ness, Amanda Miller, uma das alunas do primeiro ano, começou a incorporar. A garota se sacudia toda. As pessoas se afastaram com medo daquilo.



- Olha que isso pega! - Ela correu, empurrando Katy e Tânia Denali, as outras garotas gritaram e fugiram da confusão. Amanda se sacudia, pulava e rodopiava. Todos pararam, inclusive Victoria, e olhavam com terror para a garota, que começou a andar na direção de Ness e Jacob. Ela se escondeu atrás do marido, completamente aterrorizada com o que via.



- Você! Ela apontou na direção dos dois. Não se esconda de mim, criança.- Disse e Ness saiu de trás de Jacob, colocando a cabeça na frente para ver a garota. As feições de seu rosto estavam diferentes, o olhar estava vermelho e a boca torta. – O sangue será derramado até “ele” conseguir o que quer. Seu avô teve tudo. Teve amor, dinheiro, família e as mulheres que amou. “ele” não teve o que queria. Não sossegará até que tenha a sua vingança. Muitas vidas serão ceifadas até que ele consiga sua vingança.



- O que ele quer¿ Como acabar com isso¿ - Ness perguntou com a voz trêmula.



- O que “ele” quis já não está mais nesse mundo. Ele não sossegará até o sangue de Carlisle está por completo de baixo da terra. Quem atravessar no seu caminho morrerá. Quem estiver próximo do que ele quer morrerá. Fuja, criança! Fuja para longe. Comece sua vida longa de Forks. Evite que seus amigos, sua família e seu amor morra ¬– Os olhos de Ness encheram de lágrimas naquele momento. Não acreditava que um espírito a mandara fugir. A vida de todos corria risco por causa dela. Jacob corria risco e ela não podia viver em um mundo em que ele não estivesse. A garota começou a se sacudir novamente e todos se afastaram. Então ela desmaiou perto da cova e ninguém se atrevia se aproximar. Victoria voltou a chorar e também desmaiou. Dr Smith, pai de July e cardiologista correu para Victoria, um rapaz pegou Amanda no colo e saiu com ela dali. O médico pegou a jovem mulher e seguido de sua filha e marido foram para o carro.





- Acho que podemos continuar com a cerimônia. – O velho padre falou. Várias pessoas gritaram em coro naquele momento.



-NÃO



-NÃO



-NÃO



-NÃO



-NÃO



-NÃO



-NÃO



- Por favor, vamos encerrar com isso. – Gena pediu com os olhos vermelhos, lágrimas escorrendo e Bella a abraçou.



- Rezaremos pela alma dos jovens. – O padre disse e começou o pai nosso. Todos o acompanharam. Depois as pessoas jogaram flores nas duas covas, lado a lado, e ambas foram fechadas. Ness e Jacob seguiram abraçados para o carro, onde o segurança os esperava.



[...]



- Preciso tomar um banho, tirar essa roupa e me deitar. – Ness disse ao chegar a porta do quarto. Estava cansada, abatida e preocupada com o que a garota havia dito no enterro.



- Posso entrar com você¿ Acho que está na hora de compartilharmos um quarto. – Jacob disse.



- Agora não, Jacob! – Ela respondeu desviando o olhar. Ainda estava muito magoada com ele.



- Agora não¿ Estamos casados, temos vontade de ficarmos juntos, precisamos um do outro. Então por que continuarmos em quarto separados¿ - Ele perguntou e ela fez um bico.



- Tudo bem! Só essa noite, ta¿ - Ele assentiu.



- Está na hora de me dar a senha para entrar no nosso quarto. – Ele sussurrou em seu ouvido, fazendo a estremecer.



- A senha são os números correspondentes as letras do seu nome no alfabeto. É só escrever Jacob e contar os números. – Ela respondeu.



- Muito esperta você. Não adivinharia isso nunca. Vou pegar roupas em meu quarto e volto para ficar com você. – Beijou a testa dela, virou se e foi para o seu quarto.



Ness tomou seu banho por um bom tempo enquanto pensava na vida. Quando saiu do banheiro com uma mini camisola, viu Jacob sem camisa, com as costas escorrendo gotas de água, cabeços molhados e Box branca sentado em uma cadeira, em frente ao seu computador. Seu coração gelou naquele momento.



“Ele descobrirá o meu segredo!!



Seu corpo inteiro ficou rígido e sua respiração pesada. Não sabia o que dizer e como se explicar. Jacob se virou ao ouvir os seus passos. Estava achando aquilo tudo muito divertido. Viu como ela estava tensa naquele momento. Ficou sério e tentou segurar o riso.



- Muito bonito, heim¿ - Ele disse com expressão carrancuda para ela. Ela não saia o que dizer. Seu corpo tremia e já sentia o suor em sua testa. Quer dizer que andou me espionando todos esse tempo, “esposa”¿ - Estava prestes a cair na gargalhada, quando viu os olhos dela encherem de lágrimas.



- Jacob, eu... eu...sabe... eu... por favor...



- Gosta de me ver nu¿ De me ver dançar¿ Gosta de me espiar, Ness¿ Hum! – Ele fez uma cara de pensativo. – Isso é muito injusto, sabia¿ Eu poderia pedir o mesmo privilégio. O que acha de eu colocar uma câmera para te espiar¿ - Levantou-se da cadeira e caminhou até ela. Esticou seus braços, alcançou as suas cinturas e a puxou para si. Ela estava ainda mais trêmula. Sentia medo do que ele faria. Não achava que aquilo era um jogo.



- Gosto... – Ela respondeu com uma voz baixa. Quase que um sussurro, enquanto ele olhava de forma penetrante. Seus olhos eram famintos. Ele parecia planejar algum tipo de vingança contra ela. Ela sabia disse.



- Eu te perdôo, “esposa”. Para isso você precisa ser muito boazinha comigo. Quero você para mim. Quero a obediente, quente, faminta e muito sensual. Estou com algumas idéias para nós, bebê. Não tenha medo de mim. Você gosta de me observar¿ Eu a deixarei fazer isso bem de perto. Deixarei você tocar e se quiser, faço um número especial para você. – Ele mordeu os lábios, foi aproximando o seu rosto e roçou o seu nariz no dela.



- Eu deixo você fazer o quer quiser e faço o que quiser. Mas tem uma condição para isso. – Ela tentou parecer segura. Se o deixasse ver sua fraqueza, estaria completamente perdida em suas mãos.



- Tudo! O que quer,bebê¿ - Ele começou a brincar com a ponta dos dedos em seu pescoço, foi descendo até os seus seios e começou a acariciá-lo.



- Tem uma pasta no seu notebook. Eu quero saber o que tem nela. – Ela disse de forma seria para ele. Não permitiria continuar com aquele jogo sem saber quem era a mulher a quem ele amava. Ela precisava saber em que terreno estava pisando. Até onde iriam os seus limites. Tinha medo de saber a verdade, mas sem isso era impossível continuar com aqueles jogos.



- HUM! Tudo bem, bebê. Acho que não precisamos ir até meu quarto, uma vez que você copiou a pasta para o seu computador.- Ela gelou com aquilo. Ele havia visto a pasta no seu computador, assim como os vídeos que ela havia gravado. Será que ainda podia e humilhar mais do que isso. Continuou séria olhando para ele, que parou de bolinar os seus seios, pegou a sua mão e a conduziu até o computador. Os dois se sentaram, Jacob pegou o mouse, clicou duas vezes sobre a pasta, que abriu uma caixa pedindo senha. Ele digitou, enquanto dizia em voz alta, RENESMEE. Ela sentiu milhares de abelhas se alvoroçando no estômago. Uma sensação esquisita de ansiedade e um frio na sua espinha. Ele abriu a pasta, executou o editor de fotos e ela viu os slides passando com suas fotografias desde bebê. As lágrimas encheram seus olhos e começaram a cair. Ela não disse nada. Não conseguia falar ou entender aquilo. – Eu copiei do computador da minha tia há alguns anos. Essas fora as primeiras fotos que guardei. Algumas são dos álbuns da escola, outras eu copiei do seu Facebook e Orkut. Tem algumas que tirei escondido com o celular. Fui colecionando durante esses últimos anos. Tem mais ou menos umas duzentas fotos nessa pasta. As que gosto mais são de você criança. Era tão linda... Acho que o bebê mais lindo que já vi. Quando tivermos uma filha, quero que seja como você.



- Jacob, eu... – Ela não conseguia falar nada. Ele a sentou em seu colo, encostou sua cabeça em seu peito e ficaram vendo as fotos passando no slide. Minutos depois, ele finalmente voltou a falar.



- Vamos tomar um banho de piscina e dormir lá embaixo. Nunca dormi no quarto que fica na casa da piscina. O dia foi tenso, complicado e precisamos relaxar. Pegue um biquíni bem sensual e me encontre lá embaixo. Vou para o meu quarto pegar um roupão e toalhas. – Ele beijou as costas dela e a ajudou se levantar.



[...]



A água da piscina estava morna. Ness estava nadando como uma sereia quando Jacob, vestido com roupão branco, chegou com as mãos cheias. Ele carregava toalhas, lençol, cobertor e roupas intimas para os dois. Parou por um momento, contemplou a sua mulher antes ir para a casa da piscina guardar as coisas.



- Está linda, minha sereia. – Disse para ela, que se apoiou na borda da piscina.



- Vem para cá logo. – Ela chamou sorrindo para ele.



- Vou levar as coisas lá para dentro, deixar a cama pronta para mais tarde e já volto. – Jacob caminhou para a pequena casa que ficava do outro lado, foi para o quarto, colocou as coisas sobre a cama, pegou uma das toalhas e voltou para a piscina.



- Como está a água¿- Ele perguntou tirando o roupão, colocando o sobre a cadeira ao lado da toalha.



- Uma delicia... Assim como você. – Ela respondeu mordendo os lábios e mergulhou.



Jacob nadou ao encontro da sua mulher. Ela nadou na direção dele. Os dois se encontraram embaixo da água e se entregaram a um beijo. Os corpos se uniram e se entregaram ao prazer. Suas línguas travaram uma batalha deliciosa enquanto os corpos enroscados rodopiavam debaixo da água. Ele a conduziu para a borda da piscina e pressionou o seu corpo contra a parede. – Seu beijo é delicioso, bebê... – Disse ofegante em seus lábios.



- Então me beija mais. – Ela pressionou os lábios contra os dele e os chupou com intensidade. Entrelaçou os dedos entre os seus cabelos, abriu as penas e a encaixou em sua cintura. Sentiu a sua ereção dura contra o tecido da calcinha do seu biquíni. – Preciso de você, amor. – Ela gemeu gostoso.



- Hum, geme para mim, neném... Geme! – Ele desceu os lábios pelo seu queixo, deu uma leve mordidinha, escorregou o até o pescoço e foi descendo, distribuindo beijos pelo seu colo até chegar aos seus seios. Uma de suas mãos passou pelas suas costas, começou a soltar o laço do sutiã do biquíni. Tirou o e o colocou na beira da piscina. Mamou em seu seio com urgência, enquanto uma das mãos brincava com o outro bico. Ness gemia de prazer, sentia o seu clitóris inchar, enquanto sua vagina molhava a calcinha com sua nata. Seu corpo gritava de necessidade. O calor era insuportável, somando a necessidade, fazia a agarrar o seu marido e puxar a sua ereção para que roçasse em sua sexualidade.



- Jacob... – Gemeu o seu nome gostoso, enquanto sentia suas mãos tocando o seu corpo com tamanha intensidade. Estava a pouco de gozar, mas precisava dele dentro dela. – Oh, Jacob... – Os alarmes começaram a soar. Os barulhos estridentes chegaram aos seus ouvidos. Jacob a apertou contra o seu corpo e um instinto olhou ao redor para ver se era seguro sair. Pegou a parte de cima do biquíni e rapidamente a ajudou a vesti-lo.



- Vamos, Ness! – Ele pegou a sua mão e os dois nadaram até a escada que ficava do outro lado. Subiram apressadamente, Jacob pegou o roupão e a vestiu. Os dois correram para a casa da piscina, enquanto os alarmes continuavam a soar alto. Ele trancou a perto, pegou o telefone e ligou para o chefe da segurança.



- Dane, o que está acontecendo¿ - Perguntou nervoso enquanto abraçava Ness.



- Entraram na casa. Uma empregada viu alguém descendo as escadas. Achamos que estavam procurando os quartos. Ela nos avisou e formos verificar. O alarme do escritório tocou e corremos para lá. Estamos agora verificando o local. O que parece a primeira vista é que tentaram arrombar o cofre. – O homem disse rapidamente. – Já chamamos o delegado Carter e os homens do FBI. Estão a caminho da casa. Enquanto os homens verificam o local, peço que continuem onde estão.



- Estamos na casa da piscina. – Jacob disse rápido. Ness tremia em seus braços. Estava muito assustada e tinha medo pelos dois. Ouvia a conversa do marido ao telefone. O som do alarme cessou após alguns segundos. Um tiro ecoou no ar e o seu corpo estremeceu. Ela começou a chorar. Estava assustada demais para conter os seus temores.



- Estão cuidando de tudo. – Jacob disse quando ele desligou a ligação. Abraçou a forte e fez carinho em seus cabelos. – Ninguém tocará um fio de seus cabelos, Ness. Morrerei antes de permitir que algum mal lhe aconteça.



- Isso nunca acabará. – Ela soluçava.



- Eles pegarão o assassino, bebê. Fica calma. – Ouviram uma batida na porta e Jacob se virou quando abriu. Seu coração estava acelerado. O instinto de preservação apontava para o perigo. Colocou Ness atrás do seu corpo, quando viu a silueta de um homem adentrar o local.



- Nossa! Quer nos matar, Dane¿ - Perguntou quando o chefe da segurança entrou.



- Desculpe assustá-los. – Disse observando Ness sair de trás de Jacob. – O Delegado Alan Carter já está na casa com seus homens. Estão investigando o local. O Advogado Paladinho também está ai.



- Vamos falar com eles. – Jacob pegou a mão de Ness e os dois seguiram em direção a porta seguindo o segurança. – Dane, quero que redobre a segurança. Quero mais homens na casa, dois seguranças para acompanhar Ness onde ela for, câmeras nas áreas externas da casa e nos corredores. Quero essa casa segura. Homens armados e capazes. Nenhum assassino deve chegar perto da minha esposa. – Dane assentiu com a cabeça.



- O senhor Paladino precisa aprovar. Farei contato com a empresa de segurança, mas ele precisa aprovas todas as medidas. Sabe como esse advogado ficou avarento e regula tudo.



- Eu me entendo com o advogado. Ele aprovará qualquer medida. Não é tolo de me desafiar. Ele quer continuar a administrar o dinheiro que Carlisle deixou. Assim não vai ter o topete de negar mais seguranças para nós dois. Prepare tudo, Dane. Quero essa casa protegida até amanhã a tarde.



Ness e Jacob seguiram até a sala, encontraram vários homens e seguranças. A perícia estava avaliando toda a casa, alguns investigadores tomavam depoimento da família e souberam pelo mordomo que outros estavam no quarto de Jacob.



O coração de Ness batia descompassadamente ao ouvir todo aquele falatório. Pensar que um assassino esteve no quarto de Jacob a deixava sem ar. Não conseguia nem imagina como seria a sua vida se ele houvesse morrido. Encolheu-se no canto do sofá, observando Jacob falar com o delegado. Virou o rosto e viu senhor Paladino conversando discretamente com o mordomo. Os dois trocaram olhares suspeitos. Ela viu pela primeira vez um sinal de cumplicidade entre eles. Quando o advogado percebeu que ela olhava, disfarçou e saiu do lado do mordomo.



Jacob foi para o quarto e depois voltou com um notebook de Ness.



- Eu copiei o arquivo gravado para o seu notebook. – Ele falou para ela. Vamos mostrar ao delegado. – Ela engoliu seco e teve medo, além de vergonha do delegado saber que ele havia colocado uma câmera no quarto dele. Os dois caminharam até o Delegado Carter e ele abriu os arquivos gravados nos últimos minutos. Depois de um tempo varrendo os arquivos, viram quando um homem de preto, encapuzado entrou com uma arma e começou a vasculhar o quarto. Ness gelou com aquela cena. O perigo estava muito mais próximo do que ela havia pensado.” Como ele entrou na casa¿ Como passou pelos seguranças¿ Será que havia um traidor¿ ” O delegado e os investigadores do FBI olharam as imagens intrigados, depois pediram para Jacob fazer uma copia. Fizeram uma piada sobre as gravações, insinuando jogos se seduções entre os dois. Jacob permaneceu sério e não entrou na brincadeira. Ness não sabia onde enfiar a cara de tanta vergonha.



Depois de conversarem com os investigadores, Jacob foi falar com Dane e com Paladino e Ness o acompanhou.



- Pedi a Dane que entre em contato com a empresa de segurança. Ele redobrará os cuidados com a casa. Câmeras serão instaladas em todos os corredores, todo o material para armazenamento será aprimorado, teremos o triplo dos homens tomando conta da casa e de Ness. Ele cuidará de tudo e enviará o orçamento para o seu escritório amanhã.



- Os gastos com a casa estão excessivos demais. Já conversei com Gregory e ele fará os cortes necessários. Não posso gastar mais com segurança. – Ele disse com tom frio. – O dinheiro estipulado para os gastos mensais já ultrapassaram os limites.



- Você não quer me desafiar, Paladino. Realmente você não quer. – Jacob disse com tom arrogante.



- O dinheiro é nosso. Você é apenas um administrador até nós entrarmos na faculdade. Se você continuar com essa miséria, daremos um jeito de chutar o seu traseiro. Farei isso com gosto, Paladino. – Ness disse com as mãos na cintura.



- Eu cuido disso, bebê. – Jacob disse para ela.



- Se vocês pedirem outro tutor, certamente colocarão um dos seus tios. É isso que quer, menina¿ - Paladino perguntou.



- Daremos um jeito do dinheiro não cair nas mãos dos meus tios. Não se engane conosco, Paladino. Somos mais astutos do que parecemos. Não somos apenas dois adolescentes. Somos adultos e quando tiver nas mãos o nosso dinheiro, chutarei o seu traseiro, seu crápula. – Ness Partiu para cima dele e Jacob a segurou.



- Eu farei o que pedem... Por hora, mas não se engane comigo, jovenzinha. – Virou-se para Dane e os ignorou. – Espero o orçamento amanhã; Se estiver fora dos gastos orçados, terei que vetar.



- Não vetará nada. – Jacob disse. – Não é burro... A propósito, entrarei em contato com uma empresa de contabilidade e pedirei uma auditoria nos nossos bens. Terá noticias minha, Paladino. Agora pode ir! Não perdeu seu maldito nariz aqui. – O homem saiu bufando da sala. Antes de partir trocou olhares novamente com o mordomo e Ness viu. Aquilo a deixou bem intrigada.



[...]



- Você cometeu mais um erro, meu caro. – O homem falou furioso ao telefone. – Não conseguiu pegar no cofre o que te pedi. Não conseguiu matar Jacob Black e ainda despertou a atenção para a polícia.



- Estava tudo sobre controle até o alarme disparar. Não sei como ocorreu. Tomei todo o cuidado possível. Pode ter certeza que conseguirei o que precisa e acabarei com Jacob.



- Tenho outro trabalho para você. – Hesitou por um momento. – Quero que elimine Sam Uley o mais rápido possível. Só que deve fazer as coisas para que pareça que Jacob é o alvo. Deve esperar o momento que os dois estiverem juntos para atacar. Fica de olho na garota. Se tiver a oportunidade, traga a viva para mim. Não deixe pista pelo caminho.



- O que Sam fez para ser eliminado¿ - O assassino perguntou enquanto se jogava sobre a cama.



- Não é da sua conta. Mas o que posso dizer a respeito é que ele, assim como Alice Cullen, descobriu o que ao devia. Descobriu um segredo do pai dele. Um serviço que ele me fez há muitos anos e agora está ligando as coisas. Se ele conseguir conectar a morte de Carlisle com o que aconteceu no passado vai me encrencar. É muito perigoso e já me ligou para saber sobre o acordo que fiz com seu pai. Está metendo o nariz onde não foi chamado. Elimine Sam ainda essa semana. Não falhe novamente.



- Soube que haverá um racha amanhã a noite. Sam, Jacob e os seus amigos costumam participar desses rachas. Estarei lá misturado a multidão e darei um jeito de eliminá-lo. Quando a garota, acho que será mais difícil chegar até ela. Soube por minhas fontes vão reforçar a segurança da casa e a pessoal.



- Não me importa como fará! – Disse o homem sem paciência. – Quero a garota! Quero logo! Se não conseguir por bem, terei que derramar mais sangue inocente. Faça o que for preciso, mas elimine Jacob, Sam e traga Renesmee Cullen para mim.



Nota Glau


E ai girls? O que acharam do cap? Bem não teve muito briga e nem lesco lesco, mas foi um pouco engraçadinho. Espero realmente que tenham gostado.


No próximo cap teremos confusões na escola e um barraco básico. E na semana que vem, teremos uma morte e um atentado. Quem serão as próximas vítimas? Uma delas vai entrar de gaiato nesse navio e pagar pelo que não tem culpa. Não se preocupem que não matarei todo mundo na fic, só algumas das personagens. Kkkk Eu sou mazinha, né? Tudo bem.


A fic já tem 13 recomendações e eu gostaria de agradecer a Rita, Ana Rita (finalmente descobri seu nome. Kkkk) Josy, Karina, Alinica, Heri e Dani pelas últimas recomendações. Também gostaria de agradecer aos comentários maravilhosos que sempre me inspiram.






LEITORAS NOVAS SEJAM BEM VINDAS!






Larissa, vc finalmente deu as caras aqui, heim? Elis quanto tempo não te via no Nyah. Rita e Anik estavam sumidas nos últimos tempos. Ainda tem uma galeria que de vez em quanto dá uns perdidos na noite e some, mas tudo bem. Kkkk SAIBAM QUE MESMO COMO FANTASMINHAS EU AMO VCS. DEPOIS MANDO UM POUCO DE ECTOPLASMAS.KKKKK






Se a Heri e a Leka me devolverem o cap até quinta eu posto na sexta. E ainda essa semana quero fazer o cap da semana que vem. Vamos matar mais umas pessoainhas. Shushsushua






BOA LEITURA






BRIGADU PELA PRESENÇA!






AMO VCS!!






BJUS NO CORE






N/Heri: Quantos acontecimentos, mas está lindo o casal juntinho, é assim mesmo, briga e beija, isso é o divertido..kkkkkkkkk... Glaucia tu vai matar todo mundo aqui? Nossa ele gostou de saber da câmera no quarto e até ajudou. E a senha do arquivo quem acertou levanta a mão. E esse velório mais louco?....gente tão gostando então recomenda ai...vai....faz a autora se inspirar mais ainda...bjs girls