segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Galope para Felicidade 10


Capítulo 8 – PVO Especial Jacob – Desejos
Durante todo o caminho para o castelo, fiz carinho em seu rosto e fiquei analisando cada traço delicado daquela pele macia e cheirosa. Senti-me culpado pelo que lhe havia acontecido, sabia que não adiantaria nada ficar me recriminando pela minha displicência com Nefasto. E a única coisa que poderia fazer naquele momento era cuidar da minha pequena e fazer o impossível pela sua recuperação.
Chegamos ao castelo e enquanto a levava para os seus aposentos, dava ordens para Mary.
- Mary, tem água no quarto dela¿ Precisamos dar algum chá para dor e precisamos cuidar dessa ferida na mão antes que piore. – Já estava na escadaria, segurando o seu corpo pequeno e frágil com todo o cuidado para que não o ferisse ainda mais. Sentia o meu corpo tenso, com tanto temor que a queda houvesse lhe causado algum dano maior. Eu tinha urgência em limpá-la e deixá-la bem acomodada em sua cama. Só então, teríamos uma exata noção do seu estado.
Os corredores estavam na total penumbra naquele momento e Mary vinha atrás de nós, com velas para luminar o aposento.
Entrei com ela e a carreguei direto para a casa de banho, Mary vinha atrás acendendo todos os castiçais no cômodo. Fiquei olhando para o seu rosto, que ainda mantinha expressão de dor, com o coração tão apertado naquele momento, senti uma angustia tão grande que o meu único desejo era ter a plena certeza de que estava bem. Sabia que não suportaria que algo de ruim acontecesse com a minha pequena.
- Ainda dói muito¿ O que você está sentindo¿ - Olhava para ela consternado e tentava não deixar transparecer aquela angústia que me consumia.
- Dor... Muita dor. – Coloquei-a de pé ao lado da tina, segurando para que não se desequilibrasse e caísse. Observei o seu rosto mais uma vez, chamei Mary que terminava de acender os castiçais para iluminar o aposento.
- Mary, me ajude com ela. Precisa banhá-la antes de acomodá-la na cama. – Chamei Mary e por um momento me afastei dela, quase deixando-a cair, um instinto protetor, me fez agir muito rápido, segurando o seu corpo para impedir a sua queda.
- Ajude-me a tirar as suas roupas. – Quando Mary disse isso, meu coração disparou, fiquei com o corpo inteiro rígido, sem saber o que dizer, sem saber como reagiria ao vê-la sem roupa, sem conseguir imaginar a pequena ao meu lado expondo toda a sua vergonha. Confesso que se pudesse fugiria dali. Não por ter medo de mulher, pelo contrário. Afinal, já me envolvi com algumas antes de Caroline e nunca passei vergonha. Mas com Ness era diferente, porque eu tentava preservar a sua virtude e não queria abusar do seu corpo. Naquele momento, ali com ela nua em minha frente, não sabia como seriam as reações do meu corpo.
- Como¿ Eu... Eu... Eu... – Tentei falar, mas acabei gaguejando e Mary me fitou com uma expressão estranha naquele momento. Vi que Ness estava tão envergonhada quanto eu. Mas o que poderia fazer¿ Mary não conseguiria manter o seu corpo de pé sozinha e precisava da minha ajuda. Como recusar a ajudá-la¿ E o pior, como fazer isso sem olhar o seu corpo despido¿
- Deixa de coisas, menino! Ela é sua esposa e mais cedo ou mais tarde verá o que tem debaixo das roupas. – Estava envergonhado demais para responder, por isso, me mantive calado, caminhei até elas e a segurei pela cintura, apoiando o seu corpo de forma a não permitir uma possível queda. Olhava para o lado, meu corpo tremia, comecei a sentir um calor aumentando, uma curiosidade me consumindo, ao mesmo tempo, me sentia tenso. Era tudo muito estranho. Eu não sabia o que fazer, muito menos o que dizer. Só pedia para aquela tortura acabar logo e sair daquele lugar. Tive medo das minhas reações e do que poderia vir a desejar depois que a visse.
Depois de tirado o vestido, ficou apenas de calçola e um leve tecido cobrindo os seios. Meu corpo começou a tremer mais e apesar de tentar disfarçar, não conseguia esconder a minha vergonha.
- Coloque-a dentro da tina! – Mary me ordenou, peguei-a no colo e a coloquei na tina, depois me afastei e fui para um dos cantos do aposento, encostando-me na parede enquanto a observava retirar o resto das roupas de minha pequena e lavar o seu corpo calmante.
Uma tensão absurda tomou conta do meu ser, ao ver partes daquele corpo franzino molhado, que tremia aparentando frio. Não consegui desviar os olhos em momento algum. Mesmo que o meu lado racional me chamasse à razão, o desejo começava a inflamar as minhas veias de uma forma assustadora. Minha respiração começou a ficar mais pesada, minhas mãos ainda mais trêmulas e meus olhos inquietos tinham a necessidade de olhá-la.
Depois que ela banhou minha pequena, pediu que me ajudasse a tirá-la da tina. Fiquei ainda mais constrangido, com uma vergonha enorme do desejo que sentia. Mesmo assim, fui até elas e a ajudei alevantar.
Ela ficou vermelha de vergonha, abaixou o rosto e cruzou os braços entre os seios. Mas antes que o fizesse, pude vê-los lindos, perfeitos, pequenos... Saborosos demais.
OH, Meu Deus! Como resistir a criatura mais linda e perfeita¿ Aquele corpo lindo, perfeito, branquinho que não era de uma criança.
Muitas vezes a olhei usando lindos vestidos e imaginava que não tinha mais corpo que uma menina de dez anos. Mas vendo-a nua, percebi que tinha curvas perfeitas, as pernas arredondadas, coxas grossas, quadris largos, uma barriga perfeita e linda que dava vontade de beijar e morder... Deus! Eu a quis naquele momento, observando os detalhes do seu corpo, mas o que mais me tirou do sério, fazendo-me perder a sanidade completamente, foram os seios lindos e perfeitos.
Observei rapidamente antes de ela cruzar os braços sobre eles e depois que precisou tirar para se vestir. Senti meu sexo endurecer aflito por ela, meu corpo esquentou absurdamente, meu coração começou a bater muito rápido, minha boca ansiava desesperadamente sentir aqueles bicos rosados, que pareciam dois pequenos botões de rosas desabrochando.
Era exatamente isso! Ela era um botão de rosa desabrochando e se tornaria a mais linda e perfeita das mulheres quando houvesse desabrochado por completo. Mesmo assim, como um pequeno botão, era assustadoramente desejosa e me fazia perder complemente o juízo. Já imaginando minhas mãos cariciando os botões e meus lábios sentindo o seu gosto.
Mary precisou sair e nos deixou ali, naquela situação constrangedora para nós dois.
Voltando depois de um breve momento com as suas vestimentas.
Percebi, enquanto nós a vestíamos, que ela também sentiu algum tipo de excitação, quando os bicos de seus seios enrijeceram e me deixaram completamente louco de desejo, expressando luxúria aos meus olhos.
Depois que a vestimos, peguei a minha pequena nos braços, por estar constrangido e desejoso de seu corpo, levei-a para a sua cama e a coloquei com muito cuidado.
- Ah pequena! Olha o trabalho que nos dá. – Disse baixinho, acariciando o seu rosto.
- Eu vou tomar um banho e volto para ver como está. Tudo bem¿ Pode sobreviver sem mim por alguns minutos¿ - Sorri para ela e fiquei observando a expressão de encantamento que me olhava, com a plena certeza de que ela havia se apaixonado por mim e que me desejava ao seu lado. Não sabia o que fazer diante daquela situação e precisava pensar a respeito dos meus sentimentos, entender o que se passava comigo e o que me fazia querer estar sempre ao seu lado, cuidando e protegendo.
- Promete que volta¿ - Perguntou-me fazendo dengo enquanto me olhava. E se pudesse, nem sairia do seu lado. Mas estava sujo e ainda por cima, molhado pela excitação que tivera enquanto a observava se banhar. Eu precisava me limpar para ficar ao seu lado. Eu queria muito aquilo, queria sentir sua pele, o cheiro dos seus cabelos, sentir que estava bem e segura comigo. Era uma necessidade física a sua presença, que nem eu mesmo entendia o motivo.
- Prometo! – Acariciei os seus cabelos, louco para beijá-los e sentir o seu cheiro, que era algo que estava me acostumando a cada dia e sentia muita falta quando estava longe. – Deixa só eu me limpar para não sujar a sua cama. – Saí dos seus aposentos e fui para os meus, sentindo-me estranho, confuso e tenso com toda aquela situação.
Enquanto andava pelos corredores escuros, só uma imagem vinha a minha mente, deixando a minha sexualidade excitada, aumentando consideravelmente o volume nas minhas calças enquanto o desejo tomava conta do meu corpo.
Entrei em meus aposentos, fui para o meu closet pegar vestes limpas, depois fui para a casa de banho, tirei as roupas e antes de entrar, comecei a me estimular enquanto pensava naqueles pequenos botões rígidos, lindos, suculentos chamando por mim.
Tocava o meu sexo com desespero e meus pensamentos intercalavam entre os seus olhos verdes e os seios maravilhosos.
Foi então que outro pensamento invadiu a minha mente: Caroline.
A imagem era clara, perfeita e vi o seu corpo lindo despido, seu sorriso travesso, os dedos chamando por mim, seus lábios beijando os meus... Quis gritar, quis correr e arrancar aqueles pensamentos da minha mente.
Era não era digna de mim e mesmo depois de tudo o que havia me feito, ainda continuava a rondar a minha mente de forma cruel.
Senti as lágrimas se formarem em meus olhos, a dor ferir o meu coração e a única coisa que quis naquele momento, foi o toque de Ness, o seu cheiro, os seus olhos verdes me olhando com tanto amor, assegurando que eu era especial para ela e que sempre estaria ao meu lado.
Eu precisava dela, precisava da sua presença, do carinho e conforto para afastar aquela dor que Caroline me fazia sentir. Então, entrei na tina e comecei a me banhar rapidamente, louco para voltar aos seus aposentos e ficar ao seu lado. Necessitando daquilo mais do que a água que matava a minha sede.
Troquei de roupa, passei um pouco da lavanda que a Rachael me deu, passei os dedos nos cabelos para tentar arrumá-los e corri para os seus aposentos, ansioso pela sua presença.
- Ai! – Ela gemeu de dor e caminhei preocupado para a sua cama. Fiquei observando Mary conversar com ela e a minha preocupação voltou ao perceber que não estava nada bem.
- A dor já vai passar, menina! HUM! Acho que está ficando quente... Se ficar com febre será um problema... Alguém terá que passar a noite para controlar a sua temperatura. – Mordi os lábios e pensei em como seria aquilo. Afinal, Mary já tinha certa idade, trabalhava o dia inteiro, dava ordens aos demais serviçais e organizava a tudo para nós. Como ficaria a noite velando o sono de Ness¿ Ela não poderia, mas eu como marido tinha essa obrigação. Sabia de antemão, quão difícil aquilo seria. Mesmo assim, estava disposto a cuidar da minha pequena e velar o seu sono quantas noites fossem necessárias.
- Eu fico com ela, Mary! Pode ir cuidar dos seus afazeres. – Disse para ela.
- Farei uma sopa para ela beber. – Levantou-se da cama, pegou o copo e caminhou em direção à porta. Enquanto me aproximei da cama e sentei ao seu lado. Fiquei observando o seu rosto por um breve momento, com medo de que algo pior viesse a ocorrer. Depois pensei em como aquilo aconteceu, senti raiva de mim por deixar Nefasto solto. Por ela, pela sua teimosia em montá-lo.
Procurava as palavras certas para falar, mas sabia que não poderia passar as mãos na sua cabeça. Que precisava ser duro e enérgico com ela, fazendo-a ver quão irresponsável havia sido, montando o animal arisco.
- Ness, você não vai montar mais aquele demônio. – Falei sério e friamente com ela.
- Jacob... Eu... – Ela até tentou se justificar, mas coloquei os dedos sobre os seus lábios e a impedi de falar. Não poderia dar uma oportunidade de ela me desafiar e colocar tudo a perder. Aquela era a minha última palavra e não voltaria atrás em minha decisão.
- Isso não é um pedido... É uma ordem! – Arqueei a sobrancelha e olhei duro para ela. Naquele momento, seus olhos se encheram de lágrimas e ela começou chorar. Então me respondeu magoada.
- Está certo, Milord! – Meu coração se derreteu naquele momento. Não aguentei ver tanta dor em seus olhos e uma mágoa tão profunda. Quis tomá-la em meus braços e perdir perdão. Mas se fizesse aquilo, perderia a minha autoridade. Precisei então ser forte, sem deixar de ser carinhoso. Segurei o seu queixo e ergui o seu rosto. Vi a decepção em seus olhos, misturada com uma dor muito grande. Senti-me ainda pior ao ver o que vi.
- Ness, olha para mim. Eu só quero o seu bem, pequena. E não acho que aquele cavalo seja apropriado para você. Não quero que se machuque e por isso tenho que ser duro. – Tentei ser mais brando e fazê-la entender a minha posição. Mesmo assim, com seu gênio forte, continuava irredutível e me tratava com uma ironia que me feria.
- Tudo bem, Milord! – Ela virou os olhos para outro canto, ainda com as lágrimas descendo e com tom ferido em sua voz.
- Ness, para de chorar... Por favor! Odeio vê-la chorar. – Deitei na cama, puxei seu corpo para mim e beijei a sua cabeça de forma carinhosa, sentindo-me arrependido pela forma rude como a tratei. – Desculpa, vai! – Cheirei os seus cabelos, afaguei o seu rosto e me senti leve novamente, como se tudo estivesse perfeitamente bem e nada de ruim pudesse nos ferir ali. Esqueci as mágoas, desilusões e tristezas em seus braços ternos.
- Tudo bem, Jacob. – Respondeu ainda parecendo decepcionada comigo.
- Essa é a minha menina. – Fiquei acariciando as suas costas e os seus cabelos até dormir. Senti que seu corpo estava muito quente e fiquei preocupado.
Durante aquela noite, mal consegui dormir com Ness tremendo de frio enquanto eu a abraçava fortemente para lhe aquecer.
Ouvia os gemidos de dor e os seus lábios tremerem, deixando-me completamente angustiado com aquela situação.
Passei cinco dias me dedicando a ela, dormi todas as noites ao seu lado para velar o seu sono. Pensei que assim me veria livre dos meus pesadelos, mas o pior era acordar gritando durante a noite, enquanto chamava o nome de Caroline, percebendo a decepção nos olhos de minha pequena. Mesmo assim, sempre era consolado por ela, que com todo carinho e paciência me abraçava forte, enroscava o seu corpo no meu e me fazia carinho até me acalmar.
Já estava me acostumando a dormir ao seu lado e ser cuidado por ela durante os meus pesadelos, quando eu era que deveria cuidar da sua saúde.
Foi então que o temia aconteceu e quase perdi o meu controle diante da situação.
Naquela noite, entrei no quarto e deitei ao seu lado como sempre fazia. Porém a sua atitude diante de mim mudou e percebi que Ness começou a me acariciar de forma diferente.
- Eu estou sentindo uma coisa. – Ela disse fazendo manha enquanto eu a observava, maravilhando-me com cada detalhe do seu rosto.
- O que foi¿ Ainda está com dor¿ A febre voltou¿ - Passei a mão em seu rosto e a observei preocupado, com medo de que a febre voltasse, que tivesse uma recaída.
- Somente saudade de você. – Ela roçou o corpo no meu, senti seus seios entrarem em contato com o meu peito, sua mão descer pela minha barriga e os dedos percorrerem a minha pele de forma carinhosa e sensual. – Muita saudade. – Havia tanto amor em seus olhos, uma coisa tão bonita na forma como me observava, me deixando encantado. O pior de tudo aquilo, foram as reações do meu corpo, que se aqueceu de imediato, meu sexo começou a endurecer e quando percebi, já estava completamente excitado com desejo pelo seu corpo. Tentei protestar, mas foi em vão.
- Ness, por favor... – Levantei nervoso da cama, vendo a fuga como única saída para fugir da tentação que se apresentava diante de mim. Sabendo que ela não merecia um homem que só queria o seu corpo. Que merecia um amor de verdade, um amor que a fizesse feliz, que desse prazer e a realizasse. E nas condições em que me encontrava, não tinha a menor condição de dar aquilo para ela. Era apenas um homem destruído, sofrendo por uma mulher que não me merecia e que não era capaz de amar novamente. Eu só conseguiria sentir por ela muito carinho. Como poderia tomá-la em meus braços sem o amor necessário para realizá-la¿ Corria até mesmo o risco de chamar pela outra quando estivesse consumando o ato e seria terrível para ela... Eu não podia.
- Jacob... – Senti seus braços me envolverem e apertarem a minha cintura, impedindo-me de progredir até a porta.
Meu corpo queimava, ardia e gritava por ela. Precisava sentir o seu gosto, precisava sentir o sabor da sua pele, beijar o seu corpo, sentir aqueles pequenos botões em meus lábios... Estava perdido em desejos.
- Ness, não faz assim... – Tentei protestar e fazê-la voltar à razão, mas foi em vão. - Eu não quero te machucar.
- Jacob, eu quero que faça o que quiser comigo... Eu sou sua. – Ela se esticou, ficando na ponta dos dedos e colou os lábios sobre os meus. Naquele momento, senti o seu cheiro me inebriando, o seu corpo quente e o gosto tirando a minha razão.
- Não! Por favor... Não – Já não aguentava mais. Estava no limite das minhas forças, mas ela insistia em me provocar de forma ousada.
- Eu quero ser sua, Jacob... Eu já sou sua. – Aquelas palavras foram o estopim para acender o meu pavio. Segurei o seu rosto com as duas mãos, colei os nossos lábios e comecei a mover os meus sobre os delas carinhosamente.
A cada movimento, podia sentir ainda mais o seu gosto, perdendo-me completamente em seu toque, calor, cheiro, gosto e carícias que fazia em meu corpo.
Aquele foi o beijo mais gostoso e perfeito que já tive na vida. Era doce, calmo, cheio de paixão, de entrega e nele nada podia me ferir, nenhuma dor era capaz de me alcançar, porque o seu gosto já estava impregnado em minha pele. Eu queria mais, muito mais. Então, inclinei o rosto e pedi passagem para a minha língua e o beijo que era calmo, ficou mais intenso, mais urgente e cheio de volúpia.
Senti seu corpo estremecer ao toque da minha língua e a apertei contra o meu peito, comecei a acariciar o seu corpo, mapeando cada pedaço delicado daquele pequeno corpo de "mulher"... Sim ,"mulher"! Ela não era tão criança quanto pensava e mesmo sendo pouco desenvolvida, já tinha traços de mulher em seu corpo, causando-me um desejo louco por provar de seu néctar virginal.
Comecei os meus carinhos pelo seu pescoço, desci até as suas costas, percorri a lateral de sua cintura e massageei a sua barriga. Depois subi as minhas mãos de forma carinhosa, aproveitando cada pedacinho de perdição que se colocava em minhas mãos, enquanto minha língua passeava em sua boca doce e desejosa.
Subi as minhas mãos e cheguei exatamente onde queria: os pequenos botões que estavam prestes a se desabrochar em meus dedos, rígidos, desejosos e ansiosos por conhecê-lo profundamente... Eu queria aqueles seios mais do que tudo. Nunca fiquei tão louco com uma visão como as dos seus seios e chegando a sonhar acordado por muitas vezes com as minhas mãos e principalmente a minha boca se deliciando com o pequeno bico rosado.
Já estava completamente louco, desesperado e não me aguentava mais. Precisava provar mais do seu corpo. Então, interrompi o nosso beijo, levei-a para a mesa, sentando-a de pernas abertas, encaixei-me entre elas e puxei-a para mim, roçando o meu sexo sobre o seu.
Voltei a beijá-la de forma desesperada, minha língua se movia ainda mais rápida, minhas mãos acariciavam o seu corpo, meu sexo começou a estimular o seu. Gememos enquanto nos beijávamos, senti que o seu corpo estava completamente pronto para mim, meu sexo não via o momento de invadir a sua pequena passagem e sentir que era minha... Totalmente minha...
Estava fora de controle, parecia um animal no cio e enquanto a beijava de forma desesperada, vi a imagem de Caroline embaixo do meu corpo, movendo-se como uma cobra peçonhenta, enquanto gemia o meu nome. Seus olhos exalavam prazer, enquanto eu a penetrava rápido.
Despertei dos meus devaneios e percebi a estupidez que cometeria, tomando o seu corpo, fazendo-a minha mulher enquanto pensava na outra.
Não podia fazer aquilo! Não era certo! Não era justo e não faria... Eu a machucaria sentindo raiva da dor que Caroline havia me causado e ela sairia ainda mais magoada.
Tive vontade de chorar de tanto desespero, ao pensar na "praga" da mulher no momento em que finalmente tomava posse da minha "esposa"... Inferno! Só podia ser castigo! Pensei naquele momento de desespero e raiva que sentia de mim e de Caroline por interromper o momento que deveria ser perfeito.
- OH Não! Não! O que eu estou fazendo¿ O quê¿ Você é apenas uma criança... – Eu a repeli e me afastei super nervoso, enquanto tentava conter as lágrimas que queriam descer em meu rosto. Tentei suportar aquela dor tão forte rasgando o meu peito.
- Jacob, eu preciso de você... Preciso muito... Por favor. – Seus olhos encheram de lágrimas e a decepção em seu rosto me machucava. Porque eu também a queria, mas sabia que não era justo, enquanto eu ainda amasse outra. Não era justo não dar o melhor de mim, não beijar o meu melhor beijo, tocar da forma mais suave, possuir o seu corpo entregando o meu também... Eu não poderia ser tão injusto e cruel... Eu precisava fugir dali.
- Não, Ness! Chega! – Saí correndo de seus aposentos, desesperado para me acalmar, sentindo a dor me consumir em desespero. Cheguei até o meu quarto, deitei em minha cama, comecei a estimular o meu sexo de forma desesperada, até que consegui chegar ao ápice do meu prazer. Aquilo foi tão horrível, tão doloroso e vergonhoso que não teria coragem de revelar a ninguém. Não conseguiria olhar sequer o seu rosto de anjo depois do que havia feito.
Tentei dormir por um bom tempo e não consegui. Quando finalmente fui tomado por um sono incontrolável, adormeci sozinho em minha cama. Ao invés de uma noite tranqüila, tive pesadelos ainda piores e acordei super mal no meio da noite.
Fui até os seus aposentos e fiquei a observando enquanto dormia.
Depois de um bom tempo, resolvi voltar para a minha cama e tentar dormir novamente.
- xxx -
Acordei cedo, fui para o estábulo e ajudei os serviçais logo cedo. Mas depois de um tempo, fiquei super inquieto e tenso com as minhas lembranças da noite anterior.
Precisava cavalgar e depois tomar um banho no rio para aliviar os pensamentos tortuosos de minha cabeça. Assim peguei Pérola Negra e cavalguei para fora dos muros do castelo. Depois de um bom tempo sentindo a sensação de liberdade que aquilo me proporcionava, fui até o rio para me banhar.
Amarrei meu cavalo, caminhei até a margem do rio e me sentei. Foi naquele momento que ouvi o barulho e um cavalo se aproximando.
Sorri imaginando que era a minha pequena que vinha ao meu encontro e quando me virei para fitá-la, meu fantasma aparecia em minha frente com sorriso triunfante.
- Jacob. – Disse com os lábios pequenos sorrindo para mim, enquanto me olhava com desejo.
- Caroline! Que ventos a trazem a essas bandas¿ - Perguntei de forma áspera, tentando parecer calmo quando muitas coisas passavam em minha mente e sentia uma pontada forte de dor em meu coração.
- Soube que você encontrou uma pretendente de brasão para se casar... – Arqueou a sobrancelha e me olhou de forma debochada. – Pena que a talzinha é uma criança. – Riu debochadamente.
- O que você sabe de mim ou da minha esposa¿ O quê¿
- Vamos mudar de assunto, querido¿ Podemos fazer coisas bem mais interessantes do que ficarmos aqui falando em uma pirralha, não acha¿ - Senti uma raiva enorme. Uma vontade de dar umas boas bofetadas naquela uma que se atrevia a falar de forma desdenhosa da minha "esposa"... Sim! Minha "esposa" e ela não tinha o direito de se referir a ela com falta de respeito.
- Não temos nada a fazer. Muito menos a falar! E por favor, não abra essa boca suja para falar da minha esposa. Ela é muito mais digna de que você. Não se atreva a tocar no nome dela! – Disse em tom imperativo para ela, apontando o dedo enquanto tentava me controlar para não cometer uma loucura. Naquele momento, ouvimos barulhos de cavalos se aproximando e virei para ver quem era.
- Jacob! – Era Seth e parecia nervoso.
- Seth! O que aconteceu¿ - Perguntei preocupado, imaginando que algo havia acontecido com minha pequena.
- Podemos falar a sós¿ Não quero falar na frente dessa aí. – Disse olhando para a expressão desdenhosa de Caroline.
- Certo! Vamos, que essa conversa já deu.
Antes de ir, virei-me para ela e a olhei de forma debochada.
- Espero que o seu futuro marido seja capaz de apagar esse fogo... – Arqueei a sobrancelha. – Ou certamente, você precisará de um macho para trepar com você no meio do mato. – Disse e saí com Seth, deixando-a vermelha de tanta raiva.
Depois que nos afastamos, Seth finalmente falou o que havia acontecido.
- Jacob, Ness veio atrás de você e o viu com Caroline. Ela chegou chorando muito e exigiu que me contasse sobre ela. – Ele hesitou por um momento. – Ela ficou mal, Jacob, e chorou muito se sentindo traída e humilhada.
- Deus! Preciso ir até ela e esclarecer a verdade. Onde está¿ - Perguntei nervoso, já montando em meu cavalo.
- Está na baia de Princesa. – Seth respondeu e montou no seu.
- Então, vamos! – Disse.
Galopamos pela floresta, até chegar ao castelo, fui direto para a cocheira, desci do cavalo, entreguei as rédeas para Sam e corri para a baia onde estava.
Entrei sorrateiramente e fiquei observando-a sentada no chão, abraçando os joelhos, de cabeça baixa enquanto chorava.
- Ness, meu bem, olha para mim! Eu nunca quis te magoar! Nunca quis te magoar, minha pequena. Sempre te disse para não se apaixonar por mim.
- Eu quero ficar sozinha, Jacob. Por favor, me deixa em paz! – Havia tanta dor na sua voz, que senti meu coração sendo cortado de forma implacável. Sentia o seu desespero pela forma como falava e queria tentar tranquilizá-la. Precisava que soubesse que tudo aquilo era apenas um mal entendido e que eu não havia marcado um encontro romântico com Caroline.
- Ness, por favor, olha para mim! Eu não tenho nada com ela... Nada... – Sentei ao seu lado e a abracei, mas ela me empurrou com raiva. Não aguentava vê-la daquele jeito, sabia que era teimosa e que não me ouviria. Mesmo assim, não desistiria de tentar dizer a verdade. Precisava que soubesse o que havia acontecido realmente. Não podia permitir que sofresse por algo que nem havia acontecido.
- Não toca em mim! Eu estou com nojo de você! Nojo! Como ousa tocar em mim depois de se sujar com aquela porca¿ Como¿ De hoje em diante você pode se deitar com quem quiser! Eu não ligo!
- Ness, tenta me ouvir, por favor! – Meus olhos se encheram de lágrimas, meu corpo se apertou, mas não me permiti chorar na sua frente. Precisava ser forte por nós dois naquele momento.
- NÃO! NÃO! MILORD!
Em uma breve distração, Ness correu dali e montou em Nefasto, que estava solto no pasto, saiu galopando rapidamente.
Senti um desespero me consumir naquele momento, enquanto a via se afastando do castelo.
- SETH! SETHHH! MEU CAVALO! SETHHH
Ele apareceu com Pérola Negra e Sam trazia outro cavalo para Seth montar.
Saímos dali montando os cavalos atrás dela por léguas. E depois que se cansou de fugir, deu volta e voltou para o castelo, passando por nós de forma rápida.
Por duas semanas, fui desprezado por ela, que sequer olhava para mim. Fiquei muito mal com tudo aquilo, sentia a sua falta, sofria com a sua ausência, mal dormia direito com os pesadelos cada vez piores e o que mais me magoava, era perceber o tamanho da dor que ela sentia. Saber como ela estava magoada, ferida e como se sentia humilhada com toda aquela situação.
Tentei me aproximar tantas vezes, mas só recebi o seu desespero. O que era ainda pior do que a sua ausência, porque já estava tão acostumado com ela, que sentir seu olhar frio, a falta de palavras ou tom formal e o desdém pelas coisas que se referiam a mim
Mas uma vez, vivia o meu inferno particular e sabia que era o único culpado, por não conseguir esquecer a víbora da Caroline, quando tinha uma mulher tão maravilhosa quanto ela ao meu lado.
Sabia que tudo o que passava, era resultado das más escolhas que fiz e somente eu poderia remediar aquilo. Mas para isso, precisava de uma única oportunidade de me aproximar para dizer como me sentia... Dizer que não era capaz de me entregar e fazê-la minha mulher, porque não era justo não dar tudo para ela. Não era justo usá-la enquanto pensava na outra. Como diria aquilo para ela¿ Como¿ Sabia que dizer aquilo seria ainda mais humilhante para Ness e não poderia. Contudo, precisava encontrar uma forma de fazê-la entender as minhas ações.
Estava perdido e não encontrava uma solução para o meu problema. Foi justamente em um desses dias, quando me aconselhava com meu pai, que ela entrou pela porta soltando fogo pelas ventas, sendo agressiva até mesmo com Mary.
Fiquei assustado e quando partiu para o seu quarto, Rachael nos contou o motivo daquele destempero todo.
- O que aconteceu, Rachael¿ Por que ela está assim¿ - Perguntei preocupado com a situação.
- Encontramos Caroline e ela foi desdenhosa com Ness. Mas sabe como é a sua pequena. – Deu um sorriso travesso. – Ela deu o troco e a deixou humilhada. – Disse rindo.
- Quero ver como ela está! Está na hora de acabar com isso. – Caminhei em direção aos seus aposentos de forma rápida.
- Ness, precisamos conversar. – Disse com o coração apertado ao ouvir o seu choro compulsivo e perceber quão grande era a sua dor.
- Vai embora! – Disse quase soluçando.
- Não! - Rebati
- VAI EMBORA! SAI! DEIXA-ME EM PAZ! EU NÃO QUERO OLHAR PARA VOCÊ – Gritou com ódio para mim.
- Ness, não podemos viver desse jeito. Não dá para continuar assim. Sabe que nunca quis te magoar, mas também nunca te prometi o meu amor. Vamos tentar conversar, pequena. – Respirei fundo, tentei passar tranquilidade enquanto falava.
-Não há nada que eu possa querer conversar com você, Milord! Nada! Eu não me importo com a sua vida. Deitar-se com uma porca cortesã é problema seu. Estou cansada disso tudo... Agora sai daqui. – Falou nervosa enquanto chorava.
- Você está nervosa e não está pensando direito, pequena. – Tentei acalmá-la, sentindo uma aflição me consumir enquanto falava com ela. A sua dor era minha dor e o seu desespero era o meu desespero. Precisava encontrar uma forma de arrancar o seu desespero e fazê-la compreender a confusão que estava na minha cabeça. A complexidade dos meus sentimentos e como tentava lidar com aquilo. Como me sentia desesperado e confuso. Como precisava dela para curar a dor que sentia, pelo abandono, traição e humilhação que Caroline me fez passar quando me trocou por um duque, chutando-me como um animal sarnento. Tudo era complicado para mim e sabia que dor era aquela que sentia. Precisava fazer algo... Precisava encontrar uma saída.
- NÃO ME CHAME DE PEQUENA! NUNCA MAIS! FAÇA O QUE QUISER DA SUA VIDA E EU FAREI O QUE QUERO DA MINHA! DEITE-SE COM SUA PORCA, SUJE-SE COM A MULHER QUE TE ABANDONOU E TE HUMILHOU, MILORD! EU NÃO ME IMPORTO MAIS! VOCÊ NÃO ME QUER! NÃO PRECISA ME EXPLICAR NADA! NADA! EU DAREI A OUTRO O QUE VOCÊ REJEITA E SEREI FELIZ À MINHA MANEIRA, MILORD! ISSO É UMA PROMESSA! AGORA, SAIA! SAIA! EU NÃO QUERO MAIS TE VER! SAIAA! ÃNNNÃNNNÃNÃN MÃE! ÃNÃNÃNNN – Ela chorou, chorou e chorou ajoelhada no chão sem forças para reagir. Ajoelhei-me por trás, abracei-a de forma carinhosa e comecei a fazer carinho em sem corpo enquanto tentava acalmá-la.
- Eu não tive nada com ela, Ness... Eu juro... OH, minha pequena me perdoa. – Peguei-a no colo de forma carinhosa, levei-a para a sua cama, deitei-a de costas para mim, abracei-a por trás e comecei a fazer carinhos até que se acalmasse.

2 comentários:

Anônimo disse...

ta muito maxa to adorado e quero logo que eles fique juntos

thayná stéphany rodrigues santiago disse...

é ele é inocente mas a nessie não o escuta!

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