domingo, 12 de setembro de 2010

Galope para Felicidade 9





Capítulo 7 – Fantasmas

- Calma, minha pequena. – Ele retirou os fios de cabelos de meu rosto, fez um afago na minha bochecha e ficou me olhando, com um semblante atormentado, como se fosse o culpado pelo que havia me acontecido.

- Jacob, está tudo bem. Só estou com dores pelo corpo e a mão machucada. Não precisa ficar tão angustiado. – Disse para ele, observando a forma como me olhava.

- Eu prometi para seus pais que cuidaria de você. E deixá-la se quebrar não está no acordo. – Ouvi o barulho da carruagem se aproximar rapidamente de nós. Virei o rosto e vi que Paul parava a uma distância segura. Jacob caminhou comigo em seus braços e entramos na carruagem.

Durante todo o caminho, fazia carinho em meu rosto e ficava me olhando de forma atormentada para os meus olhos. Senti meu coração angustiado, por ver que estava sofrendo por minha culpa. Não havia forma de remediar o ocorrido, eu tinha que tentar me acalmar, mesmo sentindo fortes dores por todo o meu corpo.

Assim que chegamos, ele subiu comigo para os meus aposentos e pediu que Mary o ajudasse a cuidar de mim.

- Mary, tem água no quarto dela¿ Precisamos dar algum chá para a dor e precisamos cuidar dessa ferida na mão antes que piore. – Disse para ela enquanto me carregava pela escadaria.

O corredor estava escuro, o castelo estava sombrio, tive uma sensação estranha ao passar pelos corredores nos braços de Jacob.

Entramos no quarto e ele me levou direto para a casa de banho, enquanto Mary acendia as velas dos castiçais espalhados pelo quarto.

- Ainda dói muito¿ O que você está sentindo¿ - Perguntou franzindo o cenho, enquanto mantinha a face de aflição.

- Dor... Muita dor. – Sussurrei e ele me colocou de pé, ao lado da tina, enquanto Mary acendia as velas dentro da casa de banho.

- Mary, me ajude com ela. Precisa banhá-la antes de acomodá-la na cama. – Disse com o tom de voz tenso. Quando se afastou de mim, quase caí e rapidamente ele me segurou.

- Ajude-me a tirar as suas roupas. – Mary ordenou para ele, que arqueou as sobrancelhas, ele pareceu nervoso diante da situação.

- Como¿ Eu... Eu... Eu... – Gaguejou.

- Deixa de coisas, menino! Ela é sua esposa e mais cedo ou mais tarde verá o que tem debaixo das roupas. – Ela o repreendeu de forma severa, que por sua vez se dirigiu até nós e me segurou pela frente, apertando a minha cintura, enquanto ela abria os botões do meu vestido.

Jacob estava nervoso, seu corpo parecia trêmulo, olhava para o lado e demonstrava claramente que aquela situação era completamente incômoda para ele.

Mary começou desamarrar o meu espartilho e depois ergueu os meus braços para tirar o meu vestido, puxando-o pela cabeça.

Naquele momento, fiquei apenas de calças bufantes, a fina camisa que cobria apenas os meus seios, completamente nervosa e envergonhada por estar daquela forma na frente de Jacob.

- Coloque-a dentro da tina! – Mary ordenou e ele me pegou no colo, colocou-me dentro da tina e se afastou de nós.

Mary colocou lavanda na água e depois começou a me lavar. Tirou a parte de cima da roupa e começou a esfregar levemente as minhas costas. Depois desceu para lavar as minhas pernas. Limpou o sangue das minhas mãos, lavou o meu rosto e depois pediu que Jacob me ajudasse a levantar.

Senti minhas bochechas queimarem de vergonha, eu sabia que estava corada naquele momento. Cruzei os braços na frente dos seios e congelei quando ele me pegou no colo, tocando o meu corpo desnudo, molhado e vendo o que tinha por baixo de tantas roupas.

Ele estava tão constrangido quanto eu, mas precisava ajudar Mary a me tratar. Ficou sozinho comigo, segurando meu corpo, enquanto ela foi até o closet pegar calças e uma camisola para mim.

Não conseguíamos nos falar, muito menos nos encarar naquele momento tão constrangedor.

Em alguns momentos, observando pelo canto dos olhos, percebi que mesmo constrangido observava os meus pequenos seios, que mais pareciam duas pequenas peras branquinhas, apresentando apenas o bico rosado.

Senti que os bicos enrijeceram e fiquei ainda mais envergonhada com a situação. Sendo salva por Mary, que entrou nesse exato momento, para o nosso alívio.

Ela me colocou as calças e a camisola com a ajuda de Jacob, que me pegou em seus braços fortes e me levou para a minha cama.

- Ah, pequena! Olha o trabalho que nos dá. – Sussurrou acariciando a minha bochecha depois que me colocou na cama.

- Eu vou tomar um banho e volto para ver como está. Tudo bem¿ Pode sobreviver sem mim por alguns minutos¿ - Deu aquele sorriso lindo que eu tanto amava e senti meu coração acelerar.

- Promete que volta¿ - Perguntei manhosa olhando para ele.

- Prometo! – Tocou meus cabelos e fez um breve afago. – Deixa só eu me limpar para não sujar a sua cama. – Saiu do quarto e me deixou a sós com Mary,

- Mary, existe alguma erva que me faça parecer ter febre¿ Teria como algo me deixar mais quente e parecer doente¿ Sei que trouxe raízes e plantas da sua terra. De certo, há algo que me ajude agora. – Disse sem a menor vergonha do que pretendia fazer. Afinal, ele era o meu marido e tinha o direito de tê-lo ao meu lado.

- Você vai se passar por doente para ele dormir com você? Onde aprendeu isso, menina¿ - Perguntou arqueando as sobrancelhas.

- Foi só uma idéia que tive... Se eu parecer mal, ele não terá coragem de me deixar dormir sozinha. Então, vai me ajudar¿ - Perguntei observando o seu rosto.

- Tudo bem! Eu vou até a horta e já volto. Tenho que te dar o chá antes de ele voltar. Amarre isso na mão até eu voltar para tratar desse ferimento. – Me deu um pano branco e saiu. Fiz o que ela mandou e deitei de costas para cama, fiquei olhando para as sombras no teto do quarto, esperando que ela voltasse para colocar o meu plano absurdo em prática.

Estava quebrada, cheia de dor e cansada. Justamente por isso, sabia que ele não faria nada comigo naquela noite. Mas se ele se acostumasse a dormir comigo, quem sabe em algumas noites viesse a me desposar.

Depois de certo tempo, ela entrou no quarto e me deu o chá super amargo para beber.

- Ele é amargo e não é para os fins que precisamos. Mas também não vai te fazer mal. Apenas aumentar um pouco sua temperatura. – Mary disse para mim.

[vcs devem se perguntar que chá é esse. Sinceramente não sei! kkkk inventei isso agora e é apenas um chá indígena e pronto! kkkkk Sei que algumas, talvez a minha beta ou a Leticia tirem essa pergunta da cartola. kkkk ]

- Eu não quero nem saber para que isso serve. Se ele me deixar mais quente, já me dou por satisfeita. – Levei o copo à boca e o tomei de uma só vez, sentindo o amargo terrível enquanto engolia o líquido. Se fosse em outra ocasião, não teria feito aquilo. Mas precisava aproveitar o momento para mantê-lo perto de mim e qualquer sacrifício valeria a pena. Mesmo que no dia seguinte, passasse mal e colocasse tudo para fora.

- Espero que dê certo. – Mary riu e começou a colocar umas ervas em minha mão ferida. Choraminguei sentindo a minha pele arder e as lágrimas rolaram em meu rosto. Ele entrou nesse momento e ficou observando o meu choro enquanto ela amarrava o tecido em minha mão.

- Ai!

- A dor já vai passar, menina! HUM!! Acho que está ficando quente... Se ficar com febre será um problema... Alguém terá que passar a noite para controlar a sua temperatura. – Disse olhando para mim de forma expressiva e vi Jacob morder os lábios de forma nervosa.

- Eu fico com ela, Mary! Pode ir cuidar dos seus afazeres. – Ele disse e Mary se levantou.

- Farei uma sopa para ela beber. – Levantou-se, pegou o copo e caminhou para fora.

Jacob veio até a cama, sentou ao meu lado e ficou me olhando de forma pensativa. Como se procurasse o que dizer naquele momento.

- Ness, você não vai montar mais aquele demônio. – Disse de forma dura.

- Jacob... Eu... – Tentei falar e ele colocou o dedo em meus lábios.

- Isso não é um pedido... É uma ordem! – Arqueou a sobrancelha e me olhou de forma dura. Senti meu coração apertar, as lágrimas rapidamente se formaram no canto dos meus olhos e não consegui contê-las. Quando percebi, já estava chorando, sentindo a mágoa pela forma como me tratou.

- Está certo, Milord! – Respondi magoada, abaixei a cabeça e senti sua mão levantar o meu rosto de forma gentil.

- Ness, olha para mim. Eu só quero o seu bem, pequena. Eu não acho que aquele cavalo seja apropriado para você. Não quero que se machuque e por isso tenho que ser duro.

- Tudo bem, Milord! – Revirei os meus olhos e desviei o olhar do seu, sentindo as lágrimas descendo em meu rosto.

- Ness, para de chorar... Por favor! Odeio vê-la chorar. – Ele se deitou na cama ao meu lado e me puxou para o seu corpo, abraçando-me de forma gentil. – Desculpe-me, vai! – Pediu beijando o topo da minha cabeça.

- Tudo bem, Jacob. – Respondi ainda magoada.

- Essa é a minha menina. – Começou a acariciar as minhas costas enquanto me abraçava. Depois passou os seus afagos para a minha cabeça e acabei dormindo.

----- xxx ------

Quando acordei, meus pais, Lord Billy, Jacob e Rachael me observavam de forma curiosa.

Tentei virar o meu corpo, senti uma dor terrível nas costas e gemi.

-AIII!

- Filha, o que você arrumou¿ - Minha mãe sentou-se ao meu lado e começou a me acariciar.

- Estou bem, mãe! Só um pouco dolorida.

- Você teve febre ontem o dia inteiro, durante a noite e hoje ainda continua febril. – Senti remorso por causar preocupação em minha família quando sabia que era apenas o efeito do chá.

- Já disse que estou bem, mãe! Não precisava que viesse... Vocês fazem um barulho danado por nada. Só caí do cavalo e machuquei a mão. A febre, certamente, é por causa do ferimento da mão. Passará brevemente. – Disse com compaixão vendo a sua preocupação.

- Tudo bem! Mas seu pai e eu só iremos embora quando essa febre ceder. – Respondeu.

- Vocês são bem-vindos ao nosso castelo; pedirei para Mary providenciar as acomodações para vocês. – Disse Lord Billy.

- Obrigada, Milord! – Minha mãe disse agradecida.

Olhei para Jacob e percebi o seu abatimento. Pensei naquele momento que de certo não havia dormindo, velando o meu sono durante a noite. Eu sabia que precisava continuar com a farsa se o quisesse perto de mim.

Cinco dias se passaram e meus pais foram embora, certos de que eu estava melhorando. E mesmo não tomando mais o chá para parecer febril, continuava a fazer manha para manter Jacob ao meu lado. Assim, eu o tive todas aquelas noites, dormindo abraçada com ele, sentindo o seu cheiro forte que me inebriava, tocando o seu peitoral forte e sentindo o seu carinho por mim.

Durante as noites, percebi que as coisas não eram tão fáceis para ele. Geralmente, acordava gritando de pesadelos e chorava angustiado. E mesmo pedindo para se abrir, mantinha-se dentro da sua concha e não falava sobre os pesadelos. Contudo, pelos sussurros e coisas que falava, supunha que eram todos com Caroline, o seu amor perdido, e ficava muito triste e chateada com aquilo. Totalmente sem ação diante da sua dor e desespero.

Numa dessas noites, resolve tomar a iniciativa e partir para cima. Sabendo que se ficasse me fazendo de donzela indefesa e doente, não conseguiria nada dele. Então após ma banhar com a ajuda de Mary, passei o perfume que havia ganhado de minha mãe, penteei os cabelos e fui para cama esperá-lo.

Jacob, como sempre, entrou no quarto todo preocupado. Deitou-se ao meu lado e me perguntou se eu sentia algo. Então resolvi colocar o meu plano em ação e fiz o que Mary me aconselhou.

Segundo ela, os homens eram sensíveis aos toques e seu eu começasse a tocar o seu corpo, começasse a estimulá-lo, certamente ele não conseguiria resistir.

Ele estava deitado me olhando e comecei o meu plano.

- Eu estou sentindo uma coisa. – Sussurrei manhosa fazendo beicinho para ele.

- O que foi¿ Ainda está com dor¿ A febre voltou¿ - Passou a mão em meu rosto e ficou me olhando de forma preocupada.

- Somente saudade de você. – Aproximei meu corpo de dele, colando meus seios ao seu peitoral, passei a mão em seu peito de forma carinhosa e comecei a descer até a barriga. – Muita saudade. –Eu o olhava de forma intensa e apaixonada, derretendo-me completamente por ele.

- Ness, por favor... – Disse nervoso e se levantou da cama, caminhou rápido em direção a porta. Não tive muito tempo para pensar. Por isso, pulei da cama e corri atrás dele, abraçando o por trás.

- Jacob... – Sussurrei e ele soltou meus braços, depois se virou para mim.

- Ness, não faz assim... – Ele hesitou por um momento, olhando para mim com a luxúria estampada em seu rosto. - Eu não quero te machucar.

- Jacob, eu quero que faça o que quiser comigo... Eu sou sua. – Estiquei os meus pés o máximo que pude e colei meus lábios nos seus. Senti sua boca quente sobre a minha, depois seus braços pressionando os meus e me afastando.

- Não! Por favor... Não – Implorou olhando me atormentado.

- Eu quero ser sua, Jacob... Eu já sou sua.

Jacob segurou o meu rosto com as duas mãos, aproximou lentamente o seu rosto do meu e colou nossos lábios. Começou então a mover os lábios lentamente sobre os meus, de forma gentil, carinhosa e absolutamente gostosa. Meu corpo começou a queimar, fazendo-me a colar o meu corpo no seu e o abraçar.

O beijou começou a se intensificar e os seus movimentos ficaram mais urgentes. Então aconteceu uma coisa absolutamente estranha e inesperada, fazendo o meu corpo inteiro arder com aquela gostosa sensação.

Ele inclinou a minha boca e senti o toque quente da sua língua na minha. Movendo-a de forma lenta e gostosa, proporcionando-me um prazer que nunca poderia pensar existir.

Seu gosto era de menta, seus movimentos sinuosos começaram lentos e depois começaram a ficar mais urgentes. Senti os seus braços me apertarem forte, suas mãos percorrerem os meus cabelos, seu corpo ficar mais quente, suas mãos foram descendo pelas minhas costas e começaram a fazer carinhos.

Sua mão deslizou pela lateral do meu corpo e a senti passar por dentro da minha camisola, pressionando a minha pele de forma carinhosa enquanto sua língua buscava cada canto da minha boca, deixando-me totalmente entorpecida.

Senti sua mão tocar o meu seio e cariciar o meu bico. Naquele momento, uma leve umidade se formou em minha sensualidade, senti meu corpo gritar de tanto prazer com aqueles movimentos gostosos que os seus dedos faziam em meu pequeno bico.

Jacob interrompeu o beijo e me levou para a mesa, pondo-me sentada.

Observei a penumbra do quarto, iluminado por apenas algumas velas, olhei para o seu rosto e vi a paixão estampada em sua face. Soube naquele momento que ele também me queria e não teria medo ou vergonha de me entregar.

Sentei na mesa conforme me colocou, ele abriu as minhas pernas e se colocou entre elas e voltou a me beijar de forma avassaladora.

Uma nova coisa estranha aconteceu e para mim foi algo inigualável, quando senti algo duro roçando em minha sexualidade. Um prazer novo tomou conta do meu corpo, enquanto sentia o gosto da sua língua movendo-se sobre a minha, de forma desesperada e o prazer que suas mãos me proporcionavam acariciando o meu corpo era imensurável.

De repente, Jacob se afastou de mim assustado, colocou as mãos na cabeça e ficou completamente transtornado.

- OH Não! Não! O que eu estou fazendo¿ O quê¿ Você é apenas uma criança... – Jacob começou a andar nervoso pelo quarto.

- Jacob, eu preciso de você... Preciso muito... Por favor. – Já sentia as lágrimas queimando em meus olhos, meu coração apertar e a dor voltar de forma dura.

- Não, Ness! Chega! – Saiu do quarto correndo e eu fiquei ali, chorando nervosa, com meu corpo em brasa. Não compreendia do que queria me proteger, eu não queria ser protegida, apenas ser amada.

Deitei na cama e depois de me acalmar, percebi que havia vencido a minha primeira batalha.

Por mais estranho que parecesse, por mais decepcionada que estivesse, sabia que ele me queria tanto quanto eu e que me negar era apenas uma desculpa. Mais cedo ou mais tarde me tomaria como sua mulher.

Seus olhos exalavam luxúria e não havia como negar que também me desejava. Aquilo me fez feliz, mesmo não conseguindo o meu intento por completo.

Fiquei deitada na cama, olhando a penumbra da noite escura, pequenas sombras se formavam nas paredes do meu aposento e minha mente imaginava que cada uma era um fantasma que estava a me perseguir.

Dormi pensando no que faria no dia seguinte e resolvi que abandonaria a minha cama, e continuaria as investidas para conquistar o meu marido.

------ xxx ------

Acordei ainda entorpecida com as lembranças da noite anterior. Sorri feliz e coloquei os dedos sobre a minha boca. Fiquei um tempo deitada no quarto totalmente escuro, até que Claire apareceu para me ajudar.

Levantei, tomei meu banho, fiz a minha higiene, coloquei as roupas e depois comi o desjejum que ela havia levado para o quarto.

Saí do quarto correndo, louca para ver a luz do dia, senti o cheiro da grama, a beleza da natureza, o som dos pequenos animais, o latido do cachorro, o relincho dos cavalos entre outras coisas. Mas o que me impulsionava a correr como uma louca para a cocheira era a vontade de ver o “meu Jacob”.

Precisava olhar para ele e tentar decifrar o que estava sentindo. Falar sobre o que havia acontecido e remover o remorso de sua mente.

Corri pelos arbustos e pátios do castelo até chegar à cocheira. Mas para a minha desilusão, ele não estava lá e resolvi pegar Princesa e ir ao seu encontro.

- Jacob, não gosta que cavalgue sozinha fora dos muros do castelo. – Seth disse quando me viu montando em Princesa.

- Eu só vou passear um pouco e se tiver sorte, encontrarei com ele no caminho, meu amigo. – Respondi e comecei a correr com Princesa até o portão do castelo, atravessei a ponte e galopei em direção à floresta.

Quando cheguei perto da trilha que levava ao rio, desci de Princesa, amarrei-a em uma árvore e resolvi seguir a pé para fazer-lhe uma surpresa.

Caminhei pela trilha e quando cheguei próximo, avistei-o de longe com uma mulher.

Naquele momento, senti meu corpo congelar, doer, meu coração acelerou, não conseguia respirar ou me mover. Meus olhos se encheram de lágrimas ao vê-lo conversando com uma linda jovem que caminhava em sua direção, enquanto ele balbuciava algo que não podia entender.

Meu único instinto foi de correr e fugir depois que saí daquele transe.

Comecei a correr em direção à Princesa chorando de forma desesperada. Com meu coração completamente partido depois do que havia acontecido. Minhas esperanças, que outrora me apontavam para um entendimento, naquele momento estavam desfeitas. A dor da traição era algo tão profunda que pensei que fosse morrer.

- AHHH!! ÃN ÃNN ÃNN ÃNN Jacob... Por quê¿ Jacob...ãnnn... ãnnn...Jacob...

Galopei muito rápido de volta para o castelo, cheguei à cocheira totalmente destruída pelo que havia acontecido e Seth me interpelou.

- Ness! O que aconteceu¿ Alguém te fez mal¿ - Perguntou preocupado, enquanto se dirigia até mim com Sam, Paul e Jared.

- DEIXA-ME! DEIXA-ME!! EU NÃO QUERO FALAR COM NINGUÉM! - Duque se jogou sobre mim, derrubou-me no chão e lambeu o meu rosto fazendo festa.

- OH, me amor, mamãe agora não está bem... Depois brinco com você. – Afastei-me do cachorro, peguei a rédea de Princesa e a levei para a sua baia, com o coração completamente despedaçado.

Entrei na baia e tirei a sela de Princesa, sentei no canto, abracei as pernas e coloquei a cabeça no joelho. Comecei a chorar sentindo a dor apertando o meu coração, com as minhas esperanças jogadas no lixo por aquela traição.

- Ness, o que aconteceu¿ - Seth se sentou ao meu lado e perguntou baixinho.

- Eu o vi com uma mulher... Ele estava com a mulher misteriosa que todos tentam esconder de mim... ãnn ãnn ãnnn ãnnn

- Ness, não pense assim! Jacob jamais voltaria com Caroline.

- Como não¿ E o que fazia se encontrando escondido com ela¿ Quanto tempo está fazendo isso¿ Não, Seth! Não suporto essa dor...ãnm ãmmãmm dói muito.

- Ness, Jacob sofreu muito quando Caroline o abandonou. Quando chegamos aqui, eles se conheceram no vilarejo próximo ao castelo. Caroline ficava cercando, observando como uma cobra e o seduzindo pouco a pouco. Os dois passaram a se encontrar escondido e trocar carícias, que evoluíram para beijos ardentes. Em pouco tempo, estavam se deitando juntos. Ele a trazia para o estábulo, e os dois passavam horas na baia que hoje é de Nefasto. Ela o usou o quanto quis e um belo dia, marcou um encontro, para dizer que iria se casar com um homem de título e posses. Não se contentou em apenas acabar o romance. Mas também humilhou Jacob, chamando-o de selvagem e dizendo que tinha vergonha dele. – Seth começou a história e fazia pequenas pausa. – Ela o humilhou ao extremo e quando me lembro de como ele voltou e ficou, tenho vontade de esganar aquela diaba.

- Mais um motivo para ele ficar longe dela, Seth.

- Ness, Jacob não tinha mais vida, sofreu tudo o que podia e não podia, brigou com o pai e todos que tentaram lhe abrir a mente. Mas quando ele te conheceu, tudo mudou e ele voltou a sorrir. Você passou a ser o seu Sol particular... Ele me falou isso, Ness... ele está começando a gostar de você, menina. Não desiste agora! Seja forte, Ness!

- Está doendo muito, Seth! Deixa eu ficar sozinha, por favor. – Fiquei um bom tempo chorando muito com a dor que assolava o meu coração, quando senti uma mão tocar o meu rosto de forma carinhosa. E a voz rouca que tanto amava sussurrar em meu ouvido enquanto me acariciava.

- Ness, meu bem, olha para mim! Eu nunca quis te magoar! Nunca quis te magoar, minha pequena. Sempre te disse para não se apaixonar por mim.

- Eu quero ficar sozinha, Jacob. Por favor, me deixa em paz!

- Ness, por favor olha para mim! Eu não tenho nada com ela... Nada... – Ele tentou me abraçar e eu o afastei.

- Não toca em mim! Eu estou com nojo de você! Nojo!!! Como ousa tocar em mim depois de se sujar com aquela porca¿ Como¿ De hoje em diante você pode se deitar com quem quiser! Eu não ligo!

- Ness, tenta me ouvir, por favor!

- NÃO! NÃO! MILORD!

Corri dali e o deixei para trás. Vi que Nefasto estava no pasto e corri para ele. Olhei brevemente para o cavalo e o montei.

Saí galopando rapidamente até chegar no portão da muralha e fugi do castelo com ele. Ouvi os cavalos vindo atrás de nós e acelerei ainda mais.

- IAHHH! IAHHHH! VAMOS, NEFASTO!! IAHHHH

Depois de galopar por muito tempo, resolvi parar com Nefasto e ouvi os cavalos se aproximando de nós. Decidi voltar para o castelo, dando uma rasteira em meus perseguidores, montei novamente em Nefasto e galopei na direção deles, passando por eles de forma rápida, sem dar chances de me seguirem.

Enquanto galopava de volta, ouvi os cavalos se aproximando de nós.

Entrei no castelo e conduzi o cavalo de volta para a cocheira e quando cheguei, Sam, Paul e Jared riam de suas apostas.

- Eu não disse que ela ganhava deles¿ - Paul perguntou para os outros.

- Ela é danada mesmo. Aqui está o seu ouro. – Disse Sam bufando.

- Toma! Faça bom proveito... Nunca mais aposto contra ela. – Resmungou Jared.

- Apostando¿ Vocês não existem! Levem Nefasto para a baia dele, disse ao descer do cavalo e o entregar para Sam.

- Desculpe, pequena. – Paul disse rindo.

- Continua fazendo gracinha, que conto para Lord Billy que você e Rachael andam se encontrando. – Disse para ele e dei as costas andando rápido de volta para o castelo, cruzando com Jacob e Seth voltando da sua perseguição a mim. Olhei friamente para Jacob e dei as costas para ir para o castelo.

Entrei correndo e fui para os meus aposentos, corri para a casa de banho e comecei a chorar como criança enquanto tirava as minhas roupas.

- O que aconteceu, menina¿ - Mary perguntou ao entrar no recinto.

- Jacob está com aquela porca novamente... Aquela cortesã. – Disse chorando.

- Me deixa tirar esse espartilho¿ Vem cá! – Chamou-me e virei de costas para ela tirar a minha roupa.

- Eu não consigo nem olhar para ele... Estou com tanta raiva... Tanto nojo... Como ele pôde¿ - Não sabia se estava com mais raiva, indignação ou dor por saber que ele me preteria para se deitar com uma vadia porca que o havia rejeitado. Aquilo era mais do que conseguiria suportar.

- Você precisa ser forte. Desde o início sabia disso. – Disse com tom de pesar.

- Está doendo muito, Mary. Mais do que eu poderia suportar. – Disse para ela sentindo as lágrimas se formando novamente em meus olhos.

- Tente não pensar nisso... Você viu ele se deitar com ela¿ - Perguntou intrigada.

- Não! Pareciam discutir... Mas o que isso importa agora¿ Eu não quero mais saber dele.

- Não seja teimosa e tente se acalmar. Você está muito nervosa, menina.

- Tentarei, Mary... Tentarei.

A nossa ceia foi constrangedora e Lord Billy e Rachael pareciam perceber que havia lago errado comigo. E a todo instante me questionavam sobre o meu estranho comportamento.

Jacob por seu lado, acariciou a minha mão por debaixo da mesa e eu a puxei com raiva. Não querendo sentir seu toque, sua aproximação, cheiro ou qualquer coisa que viesse dele naquele momento.

O tempo inteiro me olhava consternado, mas eu sempre desviava o meu olhar tentava parecer indiferente a ele.

Aquela noite, tranquei meu quarto e não atendi o seu chamado. E no dia seguinte, fiz o mesmo, sempre me mostrando fria e indiferente a qualquer assunto que se referisse a ele.

Jacob tentava se aproximar e eu me esquivava, evitando até mesmo ir até a cocheira para não ter que encontrá-lo.

Passei a fazer as minhas refeições no quarto, alegando indisposição e assim o nosso contato era o mínimo possível.

Duas semanas se passaram, e já não aguentava mais aquele tédio de ficar dentro do castelo para evitar Jacob. Então Rachael me convidou para ir até o vilarejo, alegando que precisaria fazer vestidos com a costureira, a única da região por sinal. Assim me arrastou com ela para o nosso “passeio” e saí do castelo depois de quase dois meses de casada.

Seguimos viagem com Paul, que não se cansava de cortejar Rachael, até mesmo dando beijos em minha frente, e depois de duas horas chegamos ao tal vilarejo.

Parecia uma pequena cidade, bem menor do que a Londres que conhecia, mas um pouco mais evoluída do que os vilarejos que eu conhecia. Havia uma pequena feira ao ar livre, um bar daqueles que somente homens são aceitos, uma pequena hospedaria e algumas lojas, além dos poucos casebres.




Seguimos até a casa da costureira, fomos recebida por uma jovem muito bonita, com cabelos loiros, grandes olhos azuis e uma face de anjo, trajando um longo vestido cinza com muitos babados.

- Bom dia! Milady Margareth está¿- Rachael perguntou e a moça assentiu com a cabeça.

- Ela está atendendo uma jovem. Mas podem entrar e esperar aqui na sala de visitas. – Disse nos conduzindo até a sala.

Fiquei observando aquela decoração diferente de tudo o que já havia visto, em tons de branco com vermelho, muitos bibelôs, quadros enfeitando as paredes, ao invés de castiçais, havia pequenas luminárias, coisa que só havia visto na casa da Duquesa de Cambridge. De repente, fui despertada da minha análise pela voz da moça e da costureira.

- Caroline, seus vestidos ficarão prontos em breve. As medidas já estão prontas e assim que terminar os seus vestidos eu mando chamá-la. – Eu parei para observar a moça alta, cabelos negros, pele branca, boca pequena e desenhada, um nariz reto, grandes olhos negros, longos cílios formando um rosto lindo e perfeito. Seu corpo era voluptuoso, grandes seios, uma cintura muito fina e braços longos.

A moça se virou para nos olhar e começou a me analisar dos pés a cabeça. Senti meu estômago revirar, uma vontade louca de avançar no pescoço dela enquanto me olhava.

- Rachael! – Ela cumprimentou com sorriso irônico e olhar debochado.

- Caroline, que bons ventos a trazem de volta¿ Pensei que já havia se casado. – Rachael disse debochando da outra.

- Estou terminando o meu enxoval e muitas coisas vieram da França. Por isso, a demora, mas caso em dois meses. – Disse com olhar vitorioso.

- Essa é a esposa do meu irmão, a condessa Renesmee. – Disse apontando para mim e deu um sorriso para a outra.

- Essa é a famosa condessa¿ - Virou os olhos e torceu a boca enquanto me analisava.

- Linda! Não¿ - Rachael debochou.

- Para quem gosta de criança... – Riu olhando para mim.

- Melhor gostar de criança do que de cortesãs porcas, não¿ Porque para se deitar com um homem no meio dos estrumes dos cavalos só pode ser uma porca safada. – Disse arqueando a sobrancelha e a mulher ficou mais branca do que cera. Desviou o olhar, despediu-se da mulher e saiu pisando duro.

- Bem, Margareth, mande me avisar quando meus vestidos ficarem prontos.

Fiquei com Rachael por um bom tempo na casa da costureira. Meu sangue fervia ao pensar na ousadia da porca me chamando de criança. Queria ter ensinado uma boa lição para ela, contudo sabia que não seria de bom tom brigar com ela ali. Eu teria outra oportunidade para devolver o desaforo.

Saímos da costureira e fomos nos alimentar na hospedaria. E para o meu desgosto, Caroline estava lá com uma jovem, sentada em uma mesa próxima a nossa e nos encarando de forma debochada.

Meu sangue cada vez mais fervia, sentia vontade de esmurrar a cara da vadia e tentava me controlar.

Não consegui comer nada e quando saímos, Rachael percebendo o meu nervosismo tentou conversar. Mas eu pedi que me deixasse quieta, por saber que despejaria nela toda a raiva que sentia.

Tivemos uma viagem longa para o castelo e assim que descemos da carruagem, corri para dentro e encontrei Jacob, Lord Billy e Mary falando algo.

Todos me olharam espantados com a minha expressão de pavor e raiva.

- Ness! O que houve¿ Por que está assim¿ - Mary me perguntou espantada.

- Nada! Nada! Deixa-me e paz! Corri em direção à escadaria e ouvi quando Rachael contou o motivo do meu estado descontrolado.

- Por que ela está assim¿ O que aconteceu¿ - Lord Billy perguntou a ela.

- Encontramos com Caroline e não foi nada amistoso. – Não queria ouvir o relato, por isso corri pelas escadas, alcançando o corredor escuro, entrei pela porta do meu aposento, bati a porta com força e depois cai de joelhos.

Sentia as lágrimas rolando pelo meu rosto, um buraco se abrindo em meu coração, a humilhação tirando completamente o meu controle, a rejeição castigando me de forma tão implacável. Quis morrer e matar naquele momento, quando ouvi a porta se abrir.

- Ness, precisamos conversar. – Ele disse com aquela voz rouca e sensual que me tirava completamente o ar. Não queria encará-lo, não queria que visse a minha dor, que percebesse como me sentia humilhada, traída e rejeitada. Queria distância dele... era daquilo que precisava para me recuperar

- Vai embora!

- Não!

- VAI EMBORA! SAI! ME DEIXA EM PAZ! EU NÃO QUERO OLHAR PARA VOCÊ – Gritei com raiva.

- Ness, não podemos viver desse jeito. Não dá para continuar assim. Sabe que nunca quis te magoar, mas também nunca te prometi o meu amor. Vamos tentar conversar,pequena. – Tentava parecer calmo.


-Não há nada que eu possa querer conversar com você, Milord! Nada! Eu não me importo com a sua vida. Se deita com uma porca cortesan é problema seu. Estou cansada disso tudo...Agora sai daqui. – Disse exaltada

- Você está nervosa e não está pensando direito, pequena.

- NÃO ME CHAME DE PEQUENA! NUNCA MAIS! FAÇA O QUE QUISE DA SUA VIDA E EU FAREI O QUE QUERO DA MINHA! DEITE SE COM SUA PORCA, SUJE SE COM A MULHER QUE TE ABANDONOU E TE HUMILHOU, MILORD! EU NÃO ME IMPORTA MAIS!!! VOCÊ NÃO ME QUER! NÃO PRECISA ME EXPLICAR NADA! NADA!!! EU DAREI A OUTRO O QUE VOCÊ REJEITA E SEREI FELIZ A MINHA MANEIRA, MILORD!!! ISSO É UMA PROMESSA! AGORA, SAIA! SAIA! EU NÃO QUERO MAIS TE VER!!! SAIAA! ÃNNNÃNNNÃNÃN, MÃE!!! ÃNÃNÃNNN – Chorei muito, me sentindo completamente humilhada e perseguida pelo fantasma da mulher que destruiu a vida do meu marido. Jacob se ajoelhou atrás de mim, abraçou-me por trás, beijou a minha cabeça e ficou fazendo carinho até eu me acalmar.

- Eu não tive nada com ela, Ness... Eu juro... Oh, minha pequena, me perdoa. – Pegou-me no colo e me levou para a cama. Deitou-me e ficou fazendo carícias em meu rosto até eu me acalmar e parar de chorar.


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N:Glaucia Amores, gostaram do cap? Acham que merece o PVO do Jacob? Farei a visão dele para vcs terem a noção de como ele se sentiu quando a viu nua e quando a beijou.Deixa eu fazer um breve comentário sobre camisa... Eu tive dúvida em como colocar isso no cap e a Valeria até marcou para eu pesquisar. Então colocarei uma breve descreição que achei em uma pesquisa.



[NOTA DA VALÉRIA: Eu não sei vocês, mas eu já estou vendo um progresso nessa relação. O Jacob já a viu nua e pôde perceber que ela não nenhuma criança, já a desejou. Isso é um grande passo. Ai, mal posso esperar para que a primeira vez deles aconteça.]




n/h: todebocaabertaaqui.... esse cap teve tudo:briga,cenas hot,vergonha,armação,rebeldia,desprezo,raiva,desejos.....tudoOOOKkkk..Esse chá? Kkkk de sei la o que, fez efeito...odksokdoskdoksokd... e esse banho ? aff ele ficou nervoso?Olha so a Ness pondo as garras de fora, armou e ele quase caiu, GENTE UM LEMOM HOT QUASE PERFEITO...Não xinguem ele..tadinho ta confuso! Fala serio Glaucia adorei a mesa...skodkoskdoskdok....agora desgraçou tudo ela flagrou ele e ainda encontrou a imunda...que raiva!!! GLAUCIA CONCERTA ISSO JÁ, TAVA CAMINHANDO TUDO CERTO E VOCÊ FEZ ISSO MULHER?... meninas gostaram da pegada?...querem mais?...To tentando aumentar essa fic(piscando olho)...mas ta osso duroOO(fazendo bico)....bjs

2 comentários:

Anônimo disse...

to adorado a historia e nao vejo a hora de ler sobre a primeira vez deles eu amo muito esse casal lindo.

thayná stéphany rodrigues santiago disse...

Aquela cortezã ja deveria estar casada e bem longe dali! A nessie fez bem falar tudo aquilo pra ela!

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